Revisão Total – História – Gabarito A exploração colonial da América portuguesa 1 Soma: 02 + 08 = 10 10 a) Com o processo de expansão da Europa, o mundo co- nhecido passou a ser referido segundo as alterações culturais, econômicas, políticas e sociais resultantes do renascimento que produziu várias expressões que até hoje indicam essa referência europeia, como os termos Ocidente e Oriente, marcando definitivamente a ideia de uma civilização ocidental. A consolidação dessa visão veio com as formas de dominação produzidas pelos europeus sobre a América, a África e a Ásia, principalmente pela expressão econômica dessa dominação. Também no âmbito da arte é possível observar o predomínio das formas europeias na arquitetura. No caso do Brasil, a expressão europeia recebeu a especificidade ibérica que se caracterizou pelo transplante de instituições. 2 c 3 a 4 Soma: 02 + 08 + 16 = 26 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 5 A colonização do Brasil se fez com propósitos de explo- ração comercial do território, e viabilizou-se em função da economia canavieira, necessitando de uma grande produção de açúcar para abastecer o mercado europeu. A efetivação da colonização e a montagem de um sistema produtivo no Brasil realizaram-se por meio da plantation, ou seja, pela organização de uma lavoura monocultora extensiva, realizada em latifúndios com o uso da mão de obra escrava. A concentração fundiária e de renda é um elemento que caracterizou a sociedade colonial e pós-colonial, na medida em que o processo de emancipação política não rompeu a ordem agrária e escravista estabelecida. 6 O aluno deve explicar que o ideal aristocrático prevale- cente em sua sociedade de origem levava os colonos a viver à custa do trabalho alheio como traço de distinção social. 7 O aluno deve explicar que o declínio relativo do setor açucareiro da América portuguesa, a partir da segunda metade do século XVII, deveu-se à concorrência da produção de açúcar implementada em diversas colônias europeias na região caribenha (Martinica, Guadalupe, Jamaica, Barbados, dentre outras). 8 Soma: 08 + 16 = 24 9 As principais características do mercantilismo são: in- tervenção do Estado na economia; protecionismo alfandegário; metalismo (acúmulo de metais preciosos); e balança comercial favorável (exportar mais que importar). Tais princípios foram aplicados no Brasil por meio do Pacto Colonial com a metrópole portuguesa. Nesse sistema, o Brasil forneceu a Portugal um mercado consumidor para manufaturas e escravos, os quais também eram considerados mercadoria; matéria-prima tropical para produção de produtos valorizados na Europa, o que fez com que Portugal exportasse para todo o continente; além dos metais preciosos em espécie na época mineradora. Todas essas atividades eram realizadas exclusivamente com a metrópole. b) A opção pelo negro africano no processo de desenvolvimento da escravidão no âmbito do mercantilismo refere-se à ideia de que o negro africano constituía-se num acréscimo de mais um produto ou mercadoria ao leque de oferta dos mercantilistas. Desse modo, era muito mais rentável para o sistema mercantilista oferecer o negro como mão de obra não só no movimento maior das trocas, mas também no aumento da produção que alimentava o próprio sistema mercantil, ampliando a sua velocidade de circulação. Além disso, já na Europa, principalmente no mundo ibérico, havia experiências no uso do negro africano como mão de obra. 11 c 12 c 13 b 14 c 15 a 16 a 17 e 1 História 1_gabarito.indd 1 8/26/11 3:09:59 PM Revisão Total – História – Gabarito O século de ouro no Brasil b) Sim. Porque com a economia mineradora, também nascia a classe média urbana. A consequência desse processo foi a integração das capitanias da colônia portuguesa – facilitando a comunicação entre Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e, posteriormente, o Sul. 1 a 2 e 3 e 4 a 12 c 5 d 13 b 6 c 14 Soma: 02 + 04 + 08 = 14 7 d 15 a 8 c 16 c 9 c 10 c 18 b 11 a) Guerra dos Emboabas. O conflito se deu pelo direito de exploração das jazidas de ouro recém-descobertas na região de Minas Gerais, que na época pertencia ao território paulista. A briga foi entre os bandeirantes paulistas – que lutavam pela exclusividade da exploração do ouro – e os portugueses e migrantes, que os apelidaram de emboadas. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 17 d 2 História 1_gabarito.indd 2 8/26/11 3:10:00 PM Revisão Total – História – Gabarito A Revolução Industrial e o liberalismo econômico 1 e 2 Soma: 01 + 02 + 04 + 08 = 15 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 3 a) Identificam-se os países e as regiões avançados du- rante o século XIX como aqueles que desenvolveram intensos processos de expansão e crescimento econômico, acompanhados pelo fortalecimento das instituições do Estado e sua relação com a cidadania. As características básicas, segundo Hobsbawm, são um Estado nacional homogêneo, capaz de impulsionar o desenvolvimento econômico, a organização social e política representativa, do tipo liberal-democrática, as fortes noções de cidadania que têm relação direta com as instituições do governo nacional e um Estado soberano. O mundo avançado se destacou por altos índices de crescimento comercial, pela expansão industrial, pelo rápido crescimento populacional e pelo desenvolvimento de grandes centros urbanos. Esse crescimento foi acompanhado pela democratização do acesso à educação básica. b) O continente que se destacou como centro do processo de desenvolvimento capitalista no século XIX foi a Europa. c) Entre os países destacaram-se como sendo pertencentes ao primeiro mundo a Bélgica, a Grã-Bretanha, a França, a Alemanha, a Holanda e a Suíça. 4 Mudanças: • expansão, diversificação e maior complexidade da paisagem urbana: separação entre bairros operários, mais próximos das zonas de localização das indústrias, e bairros nobres, áreas de lazer e logradouros destinados à administração • alteração do espaço natural decorrente da concentração industrial em áreas urbanas, causadora de efeitos poluentes e de degradação ambiental, associados tanto à aplicação dos progressos tecnológicos na mecanização da produção quanto aos processos de expansão e de concentração demográfica • crescimento populacional decorrente da ampliação da demanda por mão de obra e alimentado por feixes migratórios originários das áreas rurais Consequências: • crescente divisão do trabalho • padronização dos ritmos de vida • exploração da mão de obra infantil e feminina • crescimento dos índices de violência e criminalidade 5 As diferenças entre aristocratas e burgueses no século XIX podem ser resumidas em uma questão central: a “fidalguia” versus a “meritocracia”. Para o aristocrata, o que vale é seu parentesco e as relações sociais históricas que seus antepassados mantinham com a sociedade, a terra e com seus semelhantes, mesmo que seu apogeu econômico já estivesse ultrapassado. No caso dos burgueses, não havia história que o precedesse; ele era um homem novo, um “novo rico”, a partir do momento em que construía sua vida por meio de uma acumulação relativa de capital. Além disso, o trabalho é uma marca que os diferia muito. A aristocracia pressupunha o não trabalho, o “viver de rendas”, sem esforço. Já os burgueses trabalhavam em seus negócios. A vitória da burguesia foi tamanha que, se antes o trabalho era o castigo de Adão, ele, a partir do século XIX, passou a dignificar o homem, transformando-o no produto de seu trabalho. Tal comportamento reformou a sociedade tal qual a conhecemos hoje, na qual o que mais vale é o esforço individual, o poder de consumo e a mobilidade social. 6 a) Segundo o texto, antes da Revolução Industrial, o passado era visto como um modelo e os velhos representavam a sabedoria e a experiência. Depois dela, a experiência perdeu importância, porque o que caracteriza cada geração não é mais a sua semelhança com a anterior, mas a sua novidade. b) A Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX, entre outras transformações, mecanizou a produção, levando à perda do controle por parte do trabalhador sobre o processo de trabalho. Isso foi o fim do artesanato como sistema de produção predominante e deu origem ao sistema fabril. 7 d 8 d 9 a 10 a) O autor refere-se à situação dos operários nas fábri- cas inglesas, onde havia longas jornadas de trabalho, salários muito baixos e condições precárias de trabalho. Vinculadas a essa situação estavam a vida dos trabalhadores: moravam nos bairros operários, verdadeiros aglomerados humanos sem mínimas condições de vida. b) Fourier remete aos conflitos envolvendo Ingalterra e França: em 1805 a vitória dos ingleses em Trafalgar, cuja consequência foi a perda de todas as posições francesas no mar e a imposição de um bloqueio naval por parte dos ingleses à França. E em 1806, o Bloqueio Continental, decretado por Napoleão à Inglaterra. O objetivo era impedir que as nações europeias comercializassem com a Inglaterra. Essa imposição ampliou os conflitos franceses e sua crise interna, levando o autor a encarar a Inglaterra como “culpada”. 11 e 12 a 13 b 14 d 3 História 1_gabarito.indd 3 8/26/11 3:10:00 PM Revisão Total – História – Gabarito A Revolução Francesa 1 e 6 a 2 Com a ascensão de Napoleão ao poder, a França revo- 7 c 3 e 4 Soma: 04 + 08 + 16 = 28 5 • Queda (ou tomada) da Bastilha – marco inicial da Revolução, responsável pelo fim da monarquia absolutista francesa ou pela queda do Antigo Regime na França. • Participação popular na Revolução – o movimento revolucionário contou com ativa participação de variados segmentos sociais, entre estes os chamados sans-cullotes. 8 O governo da Convenção Nacional formada em 1792, no contexto da Revolução Francesa, apresentou, desde o princípio, um caráter reformista radical, expresso em primeiro lugar pela adoção do sistema republicano e pelo sufrágio universal masculino. Em seus três anos de existência, a Convenção, controlada pelos jacobinos, tomou algumas outras medidas bastante inovadoras, das quais podemos citar a obrigatoriedade do ensino primário, a abolição da escravidão nas colônias e o tabelamento de preços por meio da Lei do Máximo; contudo foi também um período marcado por grande violência, que ficou conhecido como o Terror Jacobino. 9 c 10 c 11 d 12 a 13 Soma: 02 + 08 + 16 + 32 = 58 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. lucionária apaziguou as lutas internas. Primeiro como cônsul, depois como imperador, Napoleão estabeleceu uma forte aliança com a alta burguesia, fundou o Banco da França, apazigou as relações com a Igreja Católica, codificou as leis civis revolucionárias no Código Civil Napoleônico e fez reformas administrativas. Além disso, ampliou as fronteiras da França e investiu na industrialização do país, visando competir com os ingleses, contra os quais lançou a guerra econômica conhecida como Bloqueio Continental – nenhum país europeu poderia travar relações comerciais com a Inglaterra. Tais medidas o colocaram contra a Europa absolutista, a qual conseguiu, por meio de guerras sucessivas, retirá-lo do poder e restaurar o absolutismo no início do século XIX. 4 História 1_gabarito.indd 4 8/26/11 3:10:00 PM Revisão Total – História – Gabarito A colonização da América espanhola 1 Soma: 08 + 16 = 24 9 b 2 c 10 b 3 A colonização da América realizou-se sob a égide do 11 c Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. mercantilismo, política econômica cujo fim era a obtenção de metais preciosos para os cofres das potências europeias, o que explica a sede pelo ouro demonstrada pelos espanhóis ao encontrarem as civilizações mesoamericanas. Por outro lado, a empresa colonizatória orientou-se também por ideias salvíficas, que pretendiam expandir a fé católica, catequizando os povos encontrados. Esses dois fatores, econômico e religioso, motivaram uma grande violência contra as populações indígenas americanas, obrigadas a se submeterem ao trabalho compulsório nas minas de ouro e prata e a receberem a religião cristã dos colonizadores. 4 c 5 e 6 e 7 a) O aluno deverá ser capaz de identificar a Espanha como o colonizador Ladrilhador e Portugal como o Semeador. b) O candidato poderia destacar diferenças tais como: • a utilização prioritária da mão de obra indígena nas colônias espanholas e da mão de obra escrava negra na América portuguesa; • o predomínio da exploração mineradora na América espanhola e do extrativismo do pau-Brasil e das atividades agrícolas na América portuguesa; • a presença mais efetiva de um processo de urbanização na América espanhola do que na América portuguesa. c) O candidato poderia destacar a tentativa das metrópoles em monopolizar as atividades mercantis de suas colônias, a imposição cultural dos colonizadores, a presença marcante dos jesuítas no processo de colonização, dentre outras semelhanças. 8 b 12 b 13 e 14 d 15 a) No início do século XVI, os espanhóis organiza- ram várias expedições de conquista do continente americano, partindo sobretudo do território da atual ilha de Cuba. A principal delas foi comandada pelo conquistador Hernán Cortez, que destruiu o Império Asteca, localizado no território do México atual. Algumas estimativas indicam que, ao longo do século XVI, cerca de 70 milhões de índios morreram, em virtude da colonização, o que caracteriza o maior genocídio da história da humanidade. Várias causas são apontadas pelos historiadores para justificar a derrota dos índios, que ocorreu apesar de sua evidente superioridade numérica em relação aos conquistadores espanhóis. No caso dos índios do império asteca, ao qual a questão se refere, pode-se indicar como causas: · a superioridade tecnológica e militar dos espanhóis: eles utilizavam cavalos (desconhecidos dos povos indígenas), além de armas de fogo e canhões; · as doenças trazidas pelos espanhóis; · o fato de os espanhóis terem se aproveitado dos conflitos internos entre os índios; · o fato de os astecas pensarem, inicialmente, que os espanhóis fossem deuses. b) A mineração, particularmente da prata, foi a atividade econômica predominante da colonização espanhola, para a qual se recorreu sobretudo ao trabalho dos índios. Os escravos africanos foram utilizados em muito menor número, sobretudo nas fazendas de açúcar do Caribe, particularmente em Cuba. Pelo sistema da encomienda, colonos espanhóis dispunham do trabalho de um grupo de indígenas e se comprometiam a cristianizá-los. 5 História 1_gabarito.indd 5 8/26/11 3:10:00 PM Revisão Total – História – Gabarito As independências da América espanhola 5 a) A partir da leitura do texto, o candidato poderia iden- tificar as seguintes características da segunda escravidão: desenvolveu-se após a crise de produção do Haiti e o fim do tráfico para as colônias britânicas; levou a um crescimento do trabalho escravo em Cuba e no Brasil; aproximou-se de um sistema industrial pela disciplina de trabalho e pela inovação técnica na produção. 2 Durante o processo de independência da América Espanhola, duas correntes se destacaram. A primeira, defendida por Simon Bolívar, pregava o pan-americanismo: a união das ex-colônias em uma “grande América”, cuja união de forças e recursos seria capaz de se igualar com os países europeus e norte-americanos. A segunda, defendida por San Martín, pregava a independência das colônias em diferentes países, nos quais os povos teriam liberdade para se autogerir. A segunda opção foi a escolhida. Durante o século XX, percebeu-se um desenvolvimento desigual entre os países, geralmente ligado a investimentos estrangeiros. De maneira geral, muitos não conseguiram se desenvolver plenamente, e suas políticas e economias variam deacordo com os acontecimentos internacionais - como, por exemplo, as ditaduras estabelecidas nas décadas de 1960 e 1970. 3 O texto de Monteagudo reflete a tensão existente nos movimentos de independência da América hispânica – comandados pelas elites criollas, detentoras do poder econômico, mas com pouca participação política na estrutura administrativa colonial e que desejava autonomia para a aplicação de seus projetos políticos e econômicos liberais. Expõe a necessidade de reformas sociais mais profundas que não se limitassem a uma substituição dos grupos dominantes (de espanhóis para criollos), mas que possibilitassem uma transformação social mais intensa, eliminando, por exemplo, a escravidão. Monteagudo, quando foi ministro de Estado do Peru, durante o protetorado de San Martín, efetivou algumas dessas reformas, mas sofreu muita pressão das elites, que conseguiu a reversão de parte delas. 4 Os principais motivos que levaram as colônias espanho- las à independência foram a influência das ideias iluministas e o pouco poder político delegado aos criollos nas colônias. Os criollos eram filhos de espanhóis nascidos na América. Ativos economicamente, não tinham voz política, uma vez que ela era controlada por espanhóis nomeados diretamente pela Coroa, os chapetones. Com a independência dos EUA e a Revolução Francesa, as ideias iluministas chegaram aos portos das colônias. Durante o governo de Napoleão, a América espanhola vivenciou um período de relativa independência política, por meio das juntas governativas – chapetones e criollos se uniram para governar as colônias enquanto a Espanha estava sob o domínio francês. Ao recuperar a autonomia, o rei espanhol decidiu retomar a administração colonial tal como era antes, o que acabou por desencadear o processo de independência. b) O candidato poderia identificar, por exemplo, a influência da Revolução Francesa, o fato de ser realizada por escravos, levando à independência da colônia francesa. 6 b 7 a 8 b 9 a 10 d 11 b 12 b 13 c 14 a 15 c 16 a 17 c Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1 c 6 História 1_gabarito.indd 6 8/30/11 8:29:36 AM Revisão Total – História – Gabarito A transferência da Corte, a abertura dos portos e a Revolução do Porto 1 a) Um dos conflitos externos de grande relevância, causa primordial da vinda da família real para o Brasil, foram as Guerras Napoleônicas (1807-1814), em que Napoleão ameaçava invadir Portugal, caso o país não aceitasse as imposições do Bloqueio Continental. Como a monarquia resolveu transladar a corte para o Brasil, entre os anos de 1808 e 1810, Portugal sofreu duas invasões francesas sendo amparado pelo exército britânico na expulsão dos franceses do território português. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. b) A criação da primeira tipografia no Brasill, chamada Impressão Régia (1808), que editava a Gazeta do Rio de Janeiro (primeiro jornal oficial do país) e a Criação do Teatro de S. João (1813), um lugar de importante sociabilidade das camadas mais ilustres do Rio de Janeiro, na época capital da monarquia portuguesa. 2 c 3 c 4 a 5 a) O contexto das guerras napoleônicas, com destaque para alguns temas como o Bloqueio Continental, as pressões inglesas para colocar fim à neutralidade portuguesa, entre outros. b) Mudança política: dentre outros temas, a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves, a chamada “inversão brasileira”, a transferência administrativa do Império Português para o Rio de Janeiro. Mudança econômica: dentre outras mudanças, a abertura dos portos, os tratados de 1810 com a Inglaterra, o fim da proibição de manufaturas, a organização do Banco do Brasil, entre outros. 6 b 8 c 9 a 10 a) O conjunto de leis mencionado representa o pro- cesso de montagem e consolidação da exploração colonial no Brasil, dentro do exclusivo previsto pelo Pacto Colonial. Já a Carta Régia de 1808 representa a ruptura com as disposições anteriores, uma vez que liberou o comércio entre o Brasil e o exterior. b) Situação de Portugal: influência inglesa sobre o governo português, levando o último a romper o Bloqueio Continental imposto por Napoleão, o que levaria à ocupação de Portugal pelos franceses e à transferência da Corte Portuguesa para o Brasil. Situação do Brasil: ainda colônia de Portugal, mas transformada em sede provisória do Império Português por força da transferência da Corte; conjuntura marcada pelas pressões da elite colonial para flexibilizar as relações comerciais do Brasil com o exterior. c) O decreto de 1808 teve um caráter geral, abrindo o comércio brasileiro a todos os países que estivessem em paz com Portugal. Mas o inegável predomínio que a Inglaterra exercia sobre o governo de D. João levou à assinatura dos Tratados de 1810. O Tratado de Comércio e Navegação estabelecia, para os produtos britânicos, tarifas preferenciais de 15%; e o Tratado da Aliança e Amizade estipulava a diminuição do tráfico negreiro para o Brasil. Ambos os acordos continham ainda outras cláusulas menos importantes. 11 a 12 Soma: 02 + 08 + 16 = 26 13 a 7 b 7 História 1_gabarito.indd 7 8/26/11 3:10:00 PM Revisão Total – História – Gabarito 1 b 2 a) Liberdade política – contestação à presença da Corte no Rio de Janeiro; proclamação de uma república no Nordeste. b) Liberdade econômica – quebra dos monopólios, liberdade de comércio, menor tributação para o Nordeste. 3 V F F V F 4 e 5 b 6 a) A partir da leitura do texto, o candidato poderia mencionar dois significados distintos para o federalismo: por um lado, correspondia à autonomia provincial sem a abolição do governo central; por outro lado, associava-se aos conceitos de democracia, república ou governo popular. b) O candidato poderá apontar a diferença da condição social daqueles que integraram os movimentos: enquanto a Conjuração Baiana (1798) foi realizada por pessoas que não compunham a elite, como soldados e artesãos, brancos pobres, mulatos, escravos e ex-escravos, o movimento inconfidente mineiro foi organizado por grandes proprietários de terras minerais e agrícolas, aliados às pessoas das camadas intermédias, como padres, poetas e oficiais militares. Outra diferença que poderá ser apontada diz respeito às propostas de cada um desses movimentos: tanto os inconfidentes mineiros como os conjurados baianos propuseram a separação de suas respectivas regiões dos territórios subordinados a Portugal, a instauração de um governo republicano e a liberdade comercial. Entretanto, as propostas dos conjurados baianos, além de destacar a questão da liberdade política e econômica, também tocaram na questão da igualdade social, criticando as desigualdades de riqueza e de cor, e defendendo o fim da escravidão. 8 a 9 b b) Entre os interesses econômicos envolvidos no processo de independência, o candidato poderia mencionar o interesse português em restaurar o monopólio do comércio com o Brasil, o interesse inglês em comercializar diretamente com o Brasil ou o interesse dos plantadores brasileiros em defender o livre comércio. 10 b 7 a) “Rei, pelos seus despotismos, pelos seus ministros”; 14 e “(...) ó vós povos que viveis flagelados com o pleno poder do indigno coroado”. Ambas as passagens evidenciam a insatisfação dos conjurados baianos com a situação colonial e com o governo monárquico absolutista. Os conjurados baianos denunciavam a situação de “abandono” e “flagelo” na qual se encontravam devido aos “despotismos” do rei e de seus ministros. O uso das expressões “seus despotismos” e “pleno poder do indigno coroado” revela a crítica dos conjurados ao poder absoluto do monarca português. O rei e os seus representantes naquela região da colônia governavam oprimindo os colonos cada vez mais com altas cargas tributárias. A cobrança de impostos, por parte da Coroa portuguesa, aliada à crise da economia açucareira corroboravam para o crescimento da insatisfação entre os colonos baianos com o governo da metrópole. 11 e 12 c 13 a 15 b Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A crise do sistema colonial e a Independência do Brasil 16 c 8 História 1_gabarito.indd 8 8/26/11 3:10:00 PM Revisão Total – História – Gabarito Primeiro Reinado e Regência 1 a) Pelo tráfico de escravos na costa africana. Na época, a maioria dos escravos que chegava a Salvador embarcava no porto do golfo do Benim. Os negros dessas regiões – Lagos e Badagri, por exemplo – professavam o islamismo como religião. Falavam a língua iorubá e eram conhecidos no Brasil como nagôs. 11 c 12 c 13 a) A respeito do “Fico”, a expectativa dos “brasileiros” ou “liberais” era a de que a permanência de D. Pedro significava sua adesão à causa da independência, esgotando as possibilidades de recolonização do Brasil, conforme queriam as Cortes de Lisboa. Com o fechamento da Assembleia Constituinte, a expectativa dos “brasileiros” ou “liberais” foi frustrada, pois esse ato contrariava a ordem política liberal, impedindo uma Constituinte que representasse a soberania da nação. b) Abolição de sua escravidão, fim da imposição do catolicismo aos escravos, implantação de uma república islâmica. 2 b 3 d 4 c Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 5 d 6 b 7 c 8 c 9 a 10 b b) A respeito do “Fico”, a expectativa dos “portugueses” ou “conservadores” era de que a permanência de D. Pedro no Brasil garantisse um império constitucional, ligado a Portugal. Sobre o fechamento da Assembleia Constituinte, a expectativa dos “portugueses” ou “conservadores” era de que esse ato do imperador afirmasse sua autoridade e mantivesse o vínculo com Portugal. 14 a 15 a 16 a 9 História 1_gabarito.indd 9 8/26/11 3:10:00 PM Revisão Total – História – Gabarito Segundo Reinado ao diferenciá-lo de seu pai, simbolizava tanto a segurança e estabilidade do país quanto a sua unificação em torno da figura do imperador. b) Uma característica do período regencial que gerava instabilidade era a vacância do trono, durante a menoridade de D. Pedro II, e a consequente ausência de uma figura que representasse a legitimidade do poder monárquico. Além disso, a estabilidade do país era ameaçada, por exemplo, pela ocorrência de revoltas com aspirações autonomistas ou separatistas nas províncias ou por revoltas escravas, como o levante dos malês (Salvador, 1835). 9 a 10 a 11 b 12 d 13 a) Em decorrência do regime do Padroado a cristianiza- ção na América Portuguesa dependia da aprovação do soberano. O sistema enfraquecia o controle da Igreja sobre o clero e, por esta razão, o processo de cristianização se dava com a forte ingerência da coroa portuguesa nos assuntos religiosos. A união entre a Igreja Católica e o Estado português marcou a ação colonizatória da América portuguesa nas ações pastorais de atrair a fé católica aos povos nativos das terras conquistadas e, ainda, a luta contra o avanço do protestantismo. Tais privilégios também foram estendidos aos Imperadores do Brasil. Tratava-se de um instrumento jurídico que possibilitava um domínio direto do Imperador nos negócios religiosos, administrativos, jurídicos e financeiros da Igreja. Os aspectos religiosos também eram afetados por tal domínio. Padres, religiosos e bispos eram tratados como funcionários públicos. 2 b 3 A elite rural brasileira conservou a mentalidade aris- tocrática e escravista advinda dos períodos colonial e imperial mesmo após a abolição da escravidão, manifestando menosprezo e violência contra os trabalhadores rurais – fossem eles estrangeiros ou não. Tal situação caracterizou a experiência dos imigrantes que vieram para o Brasil a partir da segunda metade do século XIX e foi responsável por diversos conflitos entre os patrões e os colonos, entre os quais o mais relevante foi a Revolta de Ibicaba de 1857, ocorrida na fazenda homônima, pertencente ao senador Vergueiro. 4 Soma: 04 + 16 + 32 = 52 5 a 6 d 7 c 8 a) O autor considera os imigrantes iludidos, pois sabe que as promessas de ganhos consideráveis no Brasil eram falsas. Na década de 1840 chegaram ao país as primeiras famílias de suíços e alemães, destinadas a trabalharem na fazenda Ibicaba, do senador Vergueiro, sob o sistema de parceria – pelo qual o lucro era dividido entre o patrão e o conjunto dos trabalhadores. Contudo, as péssimas condições de vida e de trabalho, as constantes fraudes, o endividamento forçado e a violência dos proprietários e funcionários da fazenda levaram os imigrantes a se revoltarem em 1857, demonstrando o fracasso daquele sistema de contratação de mão de obra. b) A organização de um fluxo constante de mão de obra assalariada europeia, sobretudo italiana e espanhola, durante a segunda metade do século XIX, visava ao abastecimento da produção cafeeira, então em franco processo de expansão, uma vez que o tráfico de escravos havia sido proibido em 1850 pela Lei Eusébio de Queirós, e também ao embranquecimento da população brasileira, majoritariamente mestiça, seguindo as teses racialistas do período. b) O regime Padroado Régio influenciou a questão religiosa porque a Constituição de 1824 dava poderes ao Imperador para nomear os bispos e controlar a hierarquia eclesiástica, além de permitir um domínio nos negócios da Igreja. A proibição papal, em 1864, da permanência de membros da maçonaria dentro dos quadros da Igreja, na tentativa de extinguir o poder alternativo que essa sociedade secreta representava dentro da instituição católica esbarrou no poder do imperador. Alguns bispos, como D. Vital (Olinda) e D. Macedo Costa (Belém) seguiram as ordens do papa e expulsaram os maçons das igrejas. O Imperador decidiu punir os bispos “rebeldes”, processando-os e condenando-os à prisão. A oposição republicana aproveitou o incidente para fazer propaganda e fustigar o Império. E os positivistas aproveitaram para defender a ideia de separação entre Igreja e Estado, que só foi alcançada na República. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1 a) Segundo o texto, a construção da imagem de D. Pedro II, 14 a 15 b 16 a 17 d 10 História 2_gabarito.indd 10 8/26/11 3:39:01 PM Revisão Total – História – Gabarito A Primeira República e o pacto federativo 1 Soma: 04 + 08 + 16 = 28 2 Sobrevivência econômica – produção agrícola de subsistência, comércio com localidades próximas. Prática espiritual – messianismo, catolicismo popular e atuação profética de Antonio Conselheiro. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 3 4 5 6 Soma: 01 + 04 + 16 = 21 a a A abolição da escravidão nos EUA atendia aos anseios das elites industriais do Norte do país. Desejando ampliar seus mercados consumidores e proteger seus produtos das importações, os industriais viam a escravidão do Sul como um empecilho para seus objetivos. Já no caso do Brasil, pode-se pensar que a abolição foi mais imposta que desejada. Os donos do poder eram em sua maioria donos de escravos, e não lhes interessava perder parte de suas propriedades – sendo que os escravos contavam como tal. Não havia industrialização crescente no Brasil, e o discurso abolicionista pautou-se na “europeização” do Brasil, no “embranquecimento” da população por meio da imigração europeia. Nesse contexto, os escravos negros eram o cancro da sociedade, o qual precisaria ser extirpado. Em ambos os casos, no entanto, os ex-escravos foram segregados e considerados inferiores. 7 Com a proclamação da República, a Igreja separou-se formalmente do Estado. Antes, a Igreja era considerada, na prática, um órgão do Estado, que era responsável pela nomeação dos padres e bispos, pagamentos dos funcionários e manutenção das instituições. Com a proclamação da República, a Igreja perdeu os seus privilégios, o ensino religioso foi abolido das escolas públicas e a administração passou para as mãos de Roma. 8 c 9 O candidato poderá indicar, entre outras, as seguintes características: a presença, entre os operários, de um grande contingente de imigrantes, em especial italianos e espanhóis; a exploração do trabalho de menores; e as longas jornadas de trabalho a que eram submetidos, alcançando em torno de onze horas diárias. 10 a) É possível apresentar vários argumentos sobre a apropriação da figura de Tiradentes pelos republicanos, dentre eles: • a necessidade da República, regime implantado no Brasil em 1889, em criar e estabelecer um imaginário republicano que se diferenciasse do monarquista. A maneira como Tiradentes morreu (enforcado e esquartejado) determinou a escolha, pois a figuração da morte permitia a elevação de Tiradentes a mártir. • a participação de Tiradentes na Inconfidência Mineira converteu-o em símbolo da luta pela independência. No século XIX, em várias províncias, verificou-se a existência de ideais republicanos, presentes também na Inconfidência Mineira. • considerando o forte vínculo cultural do povo brasileiro à tradição cristã e a circunstância da morte de Tiradentes (enforcamento e esquartejamento), os republicanos utilizaram o apelo religioso e místico. b) O quadro apela à tradição cristã do povo brasileiro, destacando a tragédia da morte de Tiradentes por meio do uso de símbolos do cristianismo, como o crucifixo, por exemplo. Na pintura, o corpo de Tiradentes alude à representação da crucificação de Cristo. Outros elementos reforçam essa analogia, tais como a cabeça do inconfidente disposta sobre o cadafalso, o crucifixo ao lado, a disposição das partes do corpo e a vestimenta. 11 a 12 a) • Poder local controlado pelo coronel. Os grandes proprietários de terras exerciam o controle político dos municípios e articulavam-se às oligarquias dominantes em nível federal. • Mecanismo de sustentação do poder coronelístico. O clientelismo e a violência de suas milícias sustentavam o poder dos coronéis, que se valiam de um sistema eleitoral fraudulento, que incluía o “voto de cabresto” e os “currais eleitorais”. • Políticas de alianças no plano federal. A “política dos governadores” (troca de favores entre os governos estaduais e o governo federal) e a política do café com leite (acordos entre oligarcas mineiros e paulistas, com o intuito de controlar a Presidência da República). b) • Tenentismo – militares se sentiam marginalizados na República e protestavam contra o sistema vigente. Faziam oposição ao governo central. A Revolta do Forte, por exemplo, é um evento tenentista. • Coluna Prestes – organizada por Luís Carlos Prestes, a Coluna percorreu diferentes estados brasileiros, denunciando os desmandos do sistema eleitoral. • Fundação do PCB – O Partido Comunista Brasileiro, fundado em 1922, protestava contra a situação vivenciada pelo país e, em especial, pelo operariado. • Organização operária – possibilitou a formação de grandes greves: desde a proclamação da República, os operários, sobretudo os imigrantes, reivindicavam melhorias sociais, como o salário mínimo e a jornada de trabalho de oito horas diárias. • Semana de Arte Moderna – ocorrida de 11 a 18 de fevereiro de 1922, propunha a renovação da cultura e reforçava o nacionalismo. • Cangaço – movimento surgido no sertão nordestino em razão das péssimas condições de vida da população desfavorecida economicamente e excluída dos privilégios sociais. • Movimento Sufragista – lideranças feministas reivindicavam maior participação das mulheres no cenário político nacional. A luta pelo direito ao voto constituía a bandeira desse movimento. • Criação do BOC – nesse contexto, as organizações operárias marcaram presença no parlamento brasileiro, a exemplo da formação do Bloco Operário e Camponês, de considerável influência comunista. 13 d 14 e 15 d 11 História 2_gabarito.indd 11 8/26/11 3:39:02 PM O imperialismo no mundo em processo de civilização, já que teriam vivido por muitos anos na barbárie. 10 a) O documento apresenta como justificativa para o imperialismo europeu a desigual distribuição das riquezas e matérias-primas no mundo, concentradas na África, Ásia e Oceania, áreas habitadas por “raças incultas, ignorantes e incapazes” de usufruir destas riquezas; e a escassez destes produtos na Europa, habitada pela raça branca, superior pela sua maior capacidade intelectual, inventividade e domínio científico, que a capacitariam para o melhor usufruto destas riquezas. Como estas riquezas são vistas como domínio de toda humanidade, o texto defende, então, o direito ao usufruto comum delas. b) O fardo do homem branco era ter de viver exilado de sua pátria “civilizada” para realizar o processo civilizacional de educação dos cativos, submetidos às suas leis, regras e hierarquias. O fardo era deixar o mundo civilizado para também mantê-lo, pela dominação de outras culturas, consideradas selvagens, mas economicamente necessárias para o domínio imperialista. 2 e 3 Soma: 01 + 04 + 16 = 21 4 a 5 Soma: 02 + 04 + 08 = 14 6 c 7 a) O aluno deve perceber no texto que a base do ar- gumento racista era incoerente, uma vez que, embora os britânicos se considerassem superiores aos indianos, ambos possuíam a mesma origem racial. Além disso, o racismo era incapaz de explicar por que a miscigenação só havia enfraquecido as raças superiores e não fortalecido as inferiores. b) O aluno deve mencionar alguns dos elementos que constituem o conceito de imperialismo. Dentre eles a dominação dos países europeus sobre o resto do mundo por meio da política colonialista, levando à partilha da África e da Ásia; o endividamento dos países da America Latina por meio de empréstimos ou investimentos feitos pelos países europeus; e a busca de mercados consumidores para os produtos industriais e de matéria-prima para a Europa. 8 b 9 a) O aluno deve apresentar uma razão para o início da Guerra dos Bôeres (1899-1902), considerando os seguintes elementos: a disputa entre ingleses e bôeres pelo controle das áreas de mineração de ouro e de diamantes; o interesse inglês em dominar as rotas de comércio que vinham da Índia e passavam pela região; o objetivo britânico de afirmar o domínio sobre determinadas áreas frente ao crescimento da influência de outros grupos europeus na África – em especial os alemães, que se expandiam na região meridional do continente e haviam financiado os bôeres na construção de ferrovias em fins do século XIX. b) O aluno deve identificar uma entre as seguintes características: as inovações técnicas e econômicas (aço, eletricidade e petróleo) ocorridas em meados do século XIX causaram um grande crescimento da produção industrial, gerando enormes lucros, caracterizando a chamada Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a passagem do capitalismo liberal e industrial para o capitalismo monopolista e financeiro; as atividades produtivas e comerciais foram submetidas às instituições financeiras por meio de empréstimos e financiamentos, ou ainda do controle acionário; a busca de áreas para aplicação de capital excedente na forma de investimentos e empréstimos; a necessidade de mercados consumidores para os produtos industrializados; a necessidade de mercados produtores de matérias primas (inclusive fontes de energia); disputa entre as grandes potências, que buscaram nos novos domínios coloniais garantir o aumento de seus lucros e encontrar uma saída segura para seus excedentes de produção; busca de áreas para colocação de população excedente; obtenção de bases estratégicas visando à segurança do comércio nacional; a ideia de que as nações colonizadoras eram portadoras de uma “missão civilizadora, humanitária, filantrópica e cultural”, capaz de “levar a civilização” às áreas consideradas bárbaras; esta “missão civilizadora” era considerada o “fardo do homem branco”; influência do darwinismo social. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1 a) São representados como selvagens/crianças ainda 11 d 12 a 13 a 14 d 15 a 16 V, F, V, V, F b) O aluno deve explicar que, embora militarmente derrotados, os bôeres obtiveram o controle político de diversas províncias no pós-guerra, pois eram majoritários na população branca de várias dessas províncias, e os negros não tinham o direito de votar. 12 História 2_gabarito.indd 12 8/26/11 3:39:02 PM Revisão Total – História – Gabarito A Revolução Russa 1 b 9 a) De acordo com o texto, a comparação feita pelos co- munistas franceses entre os regimes de Robespierre e Stalin baseava-se na ideia de que as atitudes de ambos em relação a seus opositores eram justificadas pela necessidade. Ainda de acordo com o texto, tal comparação era possível pelo sentido positivo, de “glória nacional e de triunfo revolucionário”, que a palavra Terror sugeria no contexto francês. 2 b 3 V, F, V, F, V 4 a 5 e 6 b 7 d 8 d b) Poderiam ser citados como princípios políticos que definiam o regime soviético: o marxismo, a economia planificada, a estatização dos meios de produção, a participação política dos trabalhadores por meio de conselhos chamados sovietes, dentre outros. 10 c Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 11 Soma: 02 + 04 + 08 + 16 = 30 12 a 13 História 2_gabarito.indd 13 8/26/11 3:39:02 PM Revisão Total – História – Gabarito A crise de 1929 1 F, V, V, F, F 6 a 2 c 7 e 3 c 8 c 4 c 9 d 5 Duas das características: 10 c 11 a 12 d 13 e 14 e 15 c 16 d 17 d 18 c 19 a Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • crescimento econômico dos países capitalistas sem sustentação na produção. • especulação financeira nas Bolsas de Valores. • dependência financeira da Europa em relação aos EUA. • aumento gradativo do desemprego em todas as áreas de produção. • forte dependência em relação aos bancos por parte dos setores produtivos. • crescimento desordenado da produção, com presença de fontes de estrangulamento. Um dos desdobramentos: • enfraquecimento do comércio externo. • diminuição das exportações de gêneros agropecuários. • crescimento de uma indústria de transformação destinada ao consumo local. • controle estatal de câmbio. • tentativas do Partido Radical de apropriar-se das bases do poder. • tentativas do Partido Radical de afastar do poder as oligarquias dominantes. 14 História 2_gabarito.indd 14 8/26/11 3:39:02 PM Revisão Total – História – Gabarito A era Vargas 8 Durante o Estado Novo, predominaram o autoritarismo 1 d 2 b 3 c 4 a 5 Soma: 02 + 08 + 16 = 26 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 6 a) Ambíguo na sua política externa, por necessitar ur- gentemente reequipar as Forças Armadas, Vargas assinou um contrato com a Alemanha e outro contrato de empréstimos com bancos norte-americanos para a construção da siderúrgica de Volta Redonda. Porém, em 1942, o torpedeamento de dois navios brasileiros nas costas dos Estados Unidos e mais um nas Antilhas e, meses depois, o fato de mais seis navios terem sido afundados pelas forças do Eixo provocaram comoção nacional. Por outro lado, as sucessivas derrotas dos países do Eixo bem como o afastamento do governo de um grupo de oficiais “germanófilos” liderados pelo General Góes Monteiro obrigaram Getúlio a decidir-se pelos aliados. Assim, o contexto sugerido pelo fragmento do texto de Carlos Guilherme Mota remete ao Estado Novo, período situado entre 1937 e 1945, momento em que Getúlio Vargas governou o Brasil com plenos poderes. b) No período situado entre a Revolução de 1930 e o Estado Novo, o Brasil viveu um momento de grande instabilidade político-institucional. O regime instaurado por Getúlio Vargas governou em estado de emergência durante sete anos e concentrou todos os poderes do Estado. Deixaram de existir o Senado e a Câmara dos Deputados. Os governos dos estados ficaram subordinados ao Poder Central, desprovidos de qualquer autonomia. A oposição foi perseguida e presa; a rádio e a imprensa foram submetidos à censura. c) Dentre os elementos que, de modo geral, concorreram para a desarticulação do Estado Novo, é possível citar a organização do movimento estudantil, a rearticulação do Partido Comunista bem como a articulação de novos partidos, como a UDN, as manifestações populares exigindo a volta da redemocratização do país e a indefinição quanto ao futuro econômico do país, após a Segunda Guerra. 7 V, V, F, V, F visto como condição para o crescimento econômico e industrial, enfrentando-se a crise econômica, e o intervencionismo estatal na economia e nas relações de trabalho. Durante o governo 1951-1954, preponderaram o rearranjo do bloco governante, com recurso a mecanismos participativos e partidários; a mudança de perspectivas, abandonando-se a ideia de que o autoritarismo consistiria em condição para o crescimento econômico e a industrialização e o apelo ao apoio popular em circunstâncias de forte crescimento econômico em nível mundial. 9 a) Devem ser apontados os seguintes motivos comuns à construção de Goiânia e Brasília. • Ambas estão vinculadas a projetos de modernização socioeconômico do Centro-Oeste. • Ambas foram construídas com base na utopia de que o planejamento urbanístico resultaria em cidades sem problemas sociais. • Ambas foram construídas a partir do desejo de maior ocupação do interior do país (Marcha para Oeste). b) Espera-se que o candidato aponte as seguintes características do contexto político das duas cidades: • contexto político da construção de Goiânia: Estado Novo, conflitos entre o Executivo e o Legislativo. • resistência dos políticos da antiga capital à mudança da capital. • contexto político da construção de Brasília: populismo, democracia, resistência dos políticos da antiga capital. 10 b 11 e 12 e 13 Soma: 01 + 08 = 9 14 b 15 d 16 a 17 a 18 a 15 História 2_gabarito.indd 15 8/26/11 3:39:02 PM Revisão Total – História – Gabarito A Segunda Guerra Mundial, o mundo bipolar e a Guerra Fria 2 e 3 Soma: 16 4 a) Os dois países asiáticos com os quais os Estados Unidos estavam diretamente envolvidos em conflito armado são a Coreia do Norte (1950) e o Vietnã (1964). Em 1950, poucos meses depois da vitória de Mao Tsé-tung na China, os Estados Unidos (liderando uma força militar das Nações Unidas) enviou tropas à Coreia do Sul depois que a Coreia do Norte passou o paralelo que dividia os dois países. O conflito rapidamente se expandiu para guerra, envolvendo além dos Estados Unidos as Nações Unidas, a Coreia do Norte, a Coreia do Sul e a China. A Guerra da Coreia só terminou quando os Estados Unidos e a Coreia do Norte assinaram um acordo de paz em 1953. Depois de as tropas do Ho Chi Minh derrotarem a França no Vietnã em 1954, paulatinamente os Estados Unidos iniciaram sua intervenção naquele país, enviando cada vez maior número de tropas. O conflito inspirou um massivo movimento pela paz nos Estados Unidos, mas a guerra só terminou em abril de 1975 quando as tropas norte-vietnamitas tomaram Saigon (antiga capital do Vietnã do Sul). Em ambos os casos, a razão oferecida pelos Estados Unidos era a de deter o avanço do comunismo no mundo. b) Os três países da África de língua portuguesa que iniciaram lutas de libertação nacional na década de 1960 foram Angola (1961), Guiné Bissau (1963) e Moçambique (1964). Todos lutaram contra a dominação colonial portuguesa e só terminaram em 1974, com a Revolução dos Cravos em Portugal. c) A invasão da Baía dos Porcos (Cuba) foi uma operação militar organizada pelo serviço secreto norte-americano – CIA, em abril de 1961. Armando refugiados cubanos, o governo de John F. Kennedy tentou derrubar o governo de Fidel Castro, que rapidamente se identificava com os países socialistas e com os movimentos de libertação nacional na África e na América Latina. Mais uma vez, a justificativa apresentada pelos Estados Unidos para a ação foi a de deter o avanço do comunismo. 5 d 6 a 7 b 8 Soma: 02 + 08 = 10 9 a) • Competição entre EUA e URSS pelo domínio espacial; • Guerra Fria. b) • Indústria cultural; • Cultura pop; • Desenvolvimento dos meios de comunicação e de novas linguagens midiáticas. 10 Soma: 01 + 02 + 04 + 16 = 23 11 Soma: 04 + 16 = 20 12 Soma: 02 + 08 = 10 13 Soma: 01 + 02 + 04 + 08 = 15 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1 b 14 Soma: 01 + 02 + 04 = 7 16 História 2_gabarito.indd 16 8/26/11 3:39:02 PM Revisão Total – História – Gabarito O golpe militar de 1964 1 d 12 a) O aluno deverá apresentar o desdobramento da Guerra Fria como conjuntura política internacional (Revolução cubana; política externa norte-americana; Aliança para o progresso), relacionando-a com a política interna brasileira. 2 a 3 e 4 a 5 d 6 d 7 e 8 e Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 9 e 10 b b) As reformas agrária, tributária, bancária e administrativa, e exemplos como a nacionalização de empresas e a regulamentação de remessa de lucro. 13 d 14 d 15 a 16 d 17 a 11 a 17 História 2_gabarito.indd 17 8/26/11 3:39:02 PM Revisão Total – História – Gabarito Ditadura militar no Brasil 1 c 5 Soma: 01 + 04 + 08 = 13 2 Soma: 02 + 04 = 6 6 Soma: 02 + 04 = 6 3 d 7 c 4 • Combate à ação de grupos políticos com posições di- 8 e 9 e 10 a 11 b 12 b 13 a 14 d 15 e Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. vergentes, censura aos meios de comunicação, artistas (teatro, cinema, música etc). • Cassação de mandatos políticos. • Estabelecimento de Atos Institucionais (AI 1, AI 2, AI 3, AI 4 e AI 5). • Fortalecimento do poder Executivo central, que legislava através de decretos-lei. • Autorização, a partir do AI 2, para a atuação de apenas dois partidos políticos: ARENA (situação) e MDB (oposição consentida). • Fechamento do Congresso Nacional. • Censura aos meios de comunicação, artistas (teatro, cinema, música etc). • Tortura, assassinatos etc. 18 História 2_gabarito.indd 18 8/26/11 3:39:02 PM Revisão Total – Portal – História – Gabarito Periodização da história, origem do homem, pré-história e pré-história americana 1 a) Enquanto o primeiro texto destaca uma representação Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. de derrota e resignação, visão eurocêntrica e lascasiana da história da América, o segundo procura resgatar uma identidade viril e de resistência da complexa civilização pré-colombiana latino-americana. Assim, se no primeiro texto a ideia que vigora é de uma América Latina vencida, incapaz e marginalizada, no segundo, a mensagem enfatiza altivez, inteligência e dignidade. b) A conquista e a colonização da América hispânica representou um dos maiores genocídios da história da humanidade. Foram as guerras, as doenças, os suicídios e os regimes sub-humanos de trabalho que determinaram o desastre demográfico e o desaparecimento das altas civilizações asteca, maia, inca. Hoje há concordância historiográfica de que a Espanha não descobriu a América, o que fez foi encobri-la quando destruíram as sociedades indígenas, ocultando-as por meio da maioria de seus cronistas e missionários. Assim, não é o caso de se destacar se o colonialismo, em nome de uma suposta superioridade técnica, cultural, religiosa, política, constituiu uma forma de integração e comunicação entre os povos. Trata-se, antes, de mostrar que mesmo conquistados e colonizados, os índios não perderam sua condição de agentes sociais ativos, capazes de resistir e de frustrar os valores impostos pelos vencedores, de preservar sua identidade e de não aceitar a condição negativa em que foram colocados pelas representações da maior parte de cronistas e missionários. b) Espera-se que o aluno possa apontar os seguintes problemas conceituais: • Está permeado de eurocentrismo. • Utiliza um critério restrito de classificação cultural, a escrita. • Classifica as sociedades ágrafas como sendo pré-históricas. 4 b 5 a 6 b 7 a 8 d 9 b 10 e 11 d 12 a 13 d 14 c 15 e 2 b 3 a) Espera-se que o aluno aponte os seguintes significados da Revolução Neolítica: • Sedentarização • Agricultura • Cidades 19 História portal_gabarito.indd 19 8/26/11 3:46:37 PM Revisão Total – Portal – História – Gabarito A Grécia antiga 9 a 2 c 10 b 3 Soma: 4 + 16 = 20 11 a 4 a 12 b 5 F, V, V, F 13 a 6 Soma: 01 + 02 = 3 14 a 7 b 15 d 8 b 16 b Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1 e 20 História portal_gabarito.indd 20 8/30/11 8:30:44 AM Revisão Total – Portal – História – Gabarito O esplendor e o declínio do Império Romano 1 e 9 e 2 Soma: 01 + 02 + 08 + 16 = 27 10 a 3 c 11 c 4 e 12 d 5 c 13 c 6 e 14 c 7 V, V, F, V, F 15 e Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 8 a 21 História portal_gabarito.indd 21 8/26/11 3:46:37 PM Revisão Total – Portal – História – Gabarito Roma: Monarquia e República 7 A legitimidade política de um imperador romano era 2 d 3 d 4 e 5 Soma: 01 + 02 = 3 6 a) A estrutura social da sociedade antiga privilegiava a riqueza e o ócio, duas características vistas como virtudes. A vida e a dignidade do homem não são medidas pelo seu trabalho, mas por sua habilidade em viver de renda. A vida ociosa permite o tempo necessário de se dedicar a tarefas reservadas para aqueles moralmente dignos, que enaltecem a existência humana, tais como a filosofia e o serviço público. A hierarquia social da sociedade antiga foi baseada na divisão entre aqueles com meios de garantir seu sustento sem ter que trabalhar e os demais, que desenvolviam tarefas braçais ou serviços considerados menos dignos. b) O trabalho é visto como obrigação relegada àqueles que, por causa de sua condição social, são incapazes de contribuir para o desenvolvimento humano, uma condição perniciosa à sociedade antiga. O poder político na sociedade antiga estava altamente limitado e reservado para aqueles que viviam de renda e dedicavam a vida à ociosidade. oriunda da soberania popular: do poder que lhe era delegado pelo povo e pelo Senado. Ele não ocupava o trono na qualidade de seu proprietário, mas como mandatário da coletividade, encarregado por ela de dirigir a República. Mesmo que um descendente substituísse ao pai imperador, essa substituição não era assegurada pelo princípio da sucessão dinástica, tal como veremos no absolutismo. A legitimidade política de um rei absolutista, ao contrário, era oriunda do poder divino. Um rei era proprietário de um reino, que era seu patrimônio familiar legítimo. Esse poder era transmitido a um descendente que lhe sucedia pelo princípio da hereditariedade. 8 e 9 b 10 e 11 d 12 c 13 d 14 e 15 a 16 d 17 d Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1 b 22 História portal_gabarito.indd 22 8/26/11 3:46:37 PM Revisão Total – Portal – História – Gabarito A Idade Média 1 a 2 a 3 b 4 a 5 Soma: 01 + 02 + 04 = 7 6 d Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 7 a) Durante os séculos XII e XIII, foram introduzidos na sociedade feudal novos métodos de cultivo, com a introdução de aros que possibilitaram arar o solo pesado. Os agricultores dessa sociedade adotaram métodos asiáticos de utilizar cavalos para arar a terra em vez do boi, tornando o processo mais rápido, e introduziram o cultivo de feijão e legumes para repor os nutrientes no solo. Foram introduzidos novos métodos de pastagem do gado, o que permitiu a fertilização do solo. Por sua vez, o excesso de grãos, lã e outros produtos permitiu que agricultores trocassem o que não seria consumido por implementos (aros, foices etc.) feitos com aço que também aumentaram a produtividade. O aumento da produtividade e do consumo de alimentos estimulou a expansão da população. b) As razões do rápido declínio da produtividade agrícola e da economia feudal no século XIV refletem uma combinação de múltiplos fatores, tais como a fome e a incapacidade da produção de alimentos de acompanhar o crescimento populacional, as guerras entre senhores feudais, a transmissão de epidemias como a peste bubônica, principalmente nas regiões mais populosas das rotas de comércio, e a crescente intransigência e demandas dos senhores feudais sobre os agricultores obrigados a pagar tarifas cada vez mais elevadas para sustentar modos de vida que não condiziam com o nível de produtividade. 8 a) O processo histórico em questão são as Cruzadas, movimento que teve origem em 1095, quando o papa Urbano II, diante do Concílio de Clermont, lançou um apelo aos cristãos para que liberassem a Terra Santa, que se encontrava então em poder dos turcos seldjúcidas, qualificados genericamente como “infiéis”. O movimento vigorou entre os séculos XI e XIII e gerou profundas transformações para as sociedades europeia, bizantina e muçulmana. b) Dentre as motivações de caráter político-religioso para o surgimento das Cruzadas, é possível citar: a) o fortalecimento das correntes místicas dentro da Igreja, com a fundação de ordens religiosas voltadas para a purificação do século e para a defesa e proteção dos lugares santos, com destaque para a Palestina, a terra na qual Jesus viveu e executou seus milagres. Nesse contexto, a tutela do califado abássida da Pérsia pelos turcos seldjúcidas, com a consequente proibição de peregrinações dos europeus à Terra Santa, se converteu num fator de desconforto para a cristandade liderada pelo papado; b) o esforço da Igreja em equacionar as disputas dentro da sociedade feudal, abalada por um crescimento demográfico que deixava à margem dos direitos de herança os filhos que não fossem primogênitos. Esse contingente de potenciais deserdados representava à época um fator permanente de distúrbio, contribuindo assim para o aumento da beligerância e da insegurança. Uma das válvulas de escape para o problema foi a conquista de terras no Oriente, uma chance ímpar de enriquecimento que se abria com as Cruzadas; c) o desejo do papado em recuperar a unidade cristã abalada após o Cisma do Oriente, uma vez que os soberanos bizantinos, mediante o apoio dos ocidentais contra os turcos seldjúcidas, estavam inclinados a reconhecer a autoridade do sumo pontífice romano; d) os interesses das cidades mediterrâneas, particularmente Gênova, Veneza, Pisa e Amalfi, que vislumbravam nas Cruzadas uma oportunidade para expandir suas atividades comerciais no Oriente. 9 a 10 c 11 Soma: 01 + 04 + 08 = 13 12 Soma: 8 13 d 14 e 15 a 16 Soma: 02 + 04 = 6 17 a 23 História portal_gabarito.indd 23 8/26/11 3:46:37 PM Revisão Total – Portal – História – Gabarito A formação das monarquias nacionais 1 d 10 b 2 Soma: 02 + 08 + 16 + 32 = 58 11 d 3 Soma: 04 + 32 = 36 12 b 4 a 13 F, V, F, V, V 5 Soma: 01 + 08 = 9 14 b 6 a 15 V, F, F, V 7 c 16 c 8 b 17 b Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 9 c 24 História portal_gabarito.indd 24 8/26/11 3:46:37 PM