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A exploração colonial da América portuguesa
1 Soma: 02 + 08 = 10
10 a) Com o processo de expansão da Europa, o mundo co-
nhecido passou a ser referido segundo as alterações
culturais, econômicas, políticas e sociais resultantes
do renascimento que produziu várias expressões que
até hoje indicam essa referência europeia, como os
termos Ocidente e Oriente, marcando definitivamente a ideia de uma civilização ocidental. A consolidação dessa visão veio com as formas de dominação
produzidas pelos europeus sobre a América, a África
e a Ásia, principalmente pela expressão econômica
dessa dominação. Também no âmbito da arte é possível observar o predomínio das formas europeias na
arquitetura. No caso do Brasil, a expressão europeia
recebeu a especificidade ibérica que se caracterizou
pelo transplante de instituições.
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5 A colonização do Brasil se fez com propósitos de explo-
ração comercial do território, e viabilizou-se em função
da economia canavieira, necessitando de uma grande
produção de açúcar para abastecer o mercado europeu. A efetivação da colonização e a montagem de um
sistema produtivo no Brasil realizaram-se por meio da
plantation, ou seja, pela organização de uma lavoura
monocultora extensiva, realizada em latifúndios com o
uso da mão de obra escrava. A concentração fundiária e
de renda é um elemento que caracterizou a sociedade
colonial e pós-colonial, na medida em que o processo
de emancipação política não rompeu a ordem agrária e
escravista estabelecida.
6 O aluno deve explicar que o ideal aristocrático prevale-
cente em sua sociedade de origem levava os colonos a
viver à custa do trabalho alheio como traço de distinção
social.
7 O aluno deve explicar que o declínio relativo do setor
açucareiro da América portuguesa, a partir da segunda metade do século XVII, deveu-se à concorrência da
produção de açúcar implementada em diversas colônias
europeias na região caribenha (Martinica, Guadalupe,
Jamaica, Barbados, dentre outras).
8 Soma: 08 + 16 = 24
9 As principais características do mercantilismo são: in-
tervenção do Estado na economia; protecionismo alfandegário; metalismo (acúmulo de metais preciosos);
e balança comercial favorável (exportar mais que importar). Tais princípios foram aplicados no Brasil por
meio do Pacto Colonial com a metrópole portuguesa.
Nesse sistema, o Brasil forneceu a Portugal um mercado consumidor para manufaturas e escravos, os quais
também eram considerados mercadoria; matéria-prima
tropical para produção de produtos valorizados na
Europa, o que fez com que Portugal exportasse para
todo o continente; além dos metais preciosos em espécie na época mineradora. Todas essas atividades
eram realizadas exclusivamente com a metrópole.
b) A opção pelo negro africano no processo de desenvolvimento da escravidão no âmbito do mercantilismo refere-se à ideia de que o negro africano
constituía-se num acréscimo de mais um produto ou
mercadoria ao leque de oferta dos mercantilistas.
Desse modo, era muito mais rentável para o sistema
mercantilista oferecer o negro como mão de obra
não só no movimento maior das trocas, mas também
no aumento da produção que alimentava o próprio
sistema mercantil, ampliando a sua velocidade de circulação. Além disso, já na Europa, principalmente no
mundo ibérico, havia experiências no uso do negro
africano como mão de obra.
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O século de ouro no Brasil
b) Sim. Porque com a economia mineradora, também
nascia a classe média urbana. A consequência desse
processo foi a integração das capitanias da colônia
portuguesa – facilitando a comunicação entre Bahia,
Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e, posteriormente, o Sul.
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11 a) Guerra dos Emboabas. O conflito se deu pelo direito
de exploração das jazidas de ouro recém-descobertas
na região de Minas Gerais, que na época pertencia ao
território paulista. A briga foi entre os bandeirantes
paulistas – que lutavam pela exclusividade da exploração do ouro – e os portugueses e migrantes, que
os apelidaram de emboadas.
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A Revolução Industrial e o liberalismo econômico
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3 a) Identificam-se os países e as regiões avançados du-
rante o século XIX como aqueles que desenvolveram
intensos processos de expansão e crescimento econômico, acompanhados pelo fortalecimento das instituições do Estado e sua relação com a cidadania. As
características básicas, segundo Hobsbawm, são um
Estado nacional homogêneo, capaz de impulsionar o
desenvolvimento econômico, a organização social e
política representativa, do tipo liberal-democrática,
as fortes noções de cidadania que têm relação direta
com as instituições do governo nacional e um Estado
soberano.
O mundo avançado se destacou por altos índices de
crescimento comercial, pela expansão industrial, pelo
rápido crescimento populacional e pelo desenvolvimento de grandes centros urbanos. Esse crescimento
foi acompanhado pela democratização do acesso à
educação básica.
b) O continente que se destacou como centro do processo de desenvolvimento capitalista no século XIX
foi a Europa.
c) Entre os países destacaram-se como sendo pertencentes ao primeiro mundo a Bélgica, a Grã-Bretanha,
a França, a Alemanha, a Holanda e a Suíça.
4 Mudanças:
• expansão, diversificação e maior complexidade da paisagem urbana: separação entre bairros operários, mais
próximos das zonas de localização das indústrias, e bairros nobres, áreas de lazer e logradouros destinados à
administração
• alteração do espaço natural decorrente da concentração industrial em áreas urbanas, causadora de efeitos
poluentes e de degradação ambiental, associados tanto
à aplicação dos progressos tecnológicos na mecanização da produção quanto aos processos de expansão e
de concentração demográfica
• crescimento populacional decorrente da ampliação da
demanda por mão de obra e alimentado por feixes migratórios originários das áreas rurais
Consequências:
• crescente divisão do trabalho
• padronização dos ritmos de vida
• exploração da mão de obra infantil e feminina
• crescimento dos índices de violência e criminalidade
5 As diferenças entre aristocratas e burgueses no século
XIX podem ser resumidas em uma questão central: a
“fidalguia” versus a “meritocracia”. Para o aristocrata, o
que vale é seu parentesco e as relações sociais históricas
que seus antepassados mantinham com a sociedade, a
terra e com seus semelhantes, mesmo que seu apogeu
econômico já estivesse ultrapassado. No caso dos burgueses, não havia história que o precedesse; ele era um
homem novo, um “novo rico”, a partir do momento em
que construía sua vida por meio de uma acumulação
relativa de capital. Além disso, o trabalho é uma marca
que os diferia muito. A aristocracia pressupunha o não
trabalho, o “viver de rendas”, sem esforço. Já os burgueses trabalhavam em seus negócios. A vitória da burguesia foi tamanha que, se antes o trabalho era o castigo
de Adão, ele, a partir do século XIX, passou a dignificar
o homem, transformando-o no produto de seu trabalho. Tal comportamento reformou a sociedade tal qual
a conhecemos hoje, na qual o que mais vale é o esforço
individual, o poder de consumo e a mobilidade social.
6 a) Segundo o texto, antes da Revolução Industrial, o
passado era visto como um modelo e os velhos representavam a sabedoria e a experiência. Depois
dela, a experiência perdeu importância, porque o
que caracteriza cada geração não é mais a sua semelhança com a anterior, mas a sua novidade.
b) A Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX, entre
outras transformações, mecanizou a produção, levando à perda do controle por parte do trabalhador
sobre o processo de trabalho. Isso foi o fim do artesanato como sistema de produção predominante e deu
origem ao sistema fabril.
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10 a) O autor refere-se à situação dos operários nas fábri-
cas inglesas, onde havia longas jornadas de trabalho, salários muito baixos e condições precárias de
trabalho. Vinculadas a essa situação estavam a vida
dos trabalhadores: moravam nos bairros operários,
verdadeiros aglomerados humanos sem mínimas
condições de vida.
b) Fourier remete aos conflitos envolvendo Ingalterra e
França: em 1805 a vitória dos ingleses em Trafalgar,
cuja consequência foi a perda de todas as posições
francesas no mar e a imposição de um bloqueio
naval por parte dos ingleses à França. E em 1806,
o Bloqueio Continental, decretado por Napoleão
à Inglaterra. O objetivo era impedir que as nações
europeias comercializassem com a Inglaterra. Essa
imposição ampliou os conflitos franceses e sua crise
interna, levando o autor a encarar a Inglaterra como
“culpada”.
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A Revolução Francesa
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2 Com a ascensão de Napoleão ao poder, a França revo-
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5 • Queda (ou tomada) da Bastilha – marco inicial da
Revolução, responsável pelo fim da monarquia absolutista francesa ou pela queda do Antigo Regime na
França.
• Participação popular na Revolução – o movimento
revolucionário contou com ativa participação de variados segmentos sociais, entre estes os chamados
sans-cullotes.
8 O governo da Convenção Nacional formada em 1792,
no contexto da Revolução Francesa, apresentou, desde o princípio, um caráter reformista radical, expresso
em primeiro lugar pela adoção do sistema republicano
e pelo sufrágio universal masculino. Em seus três anos
de existência, a Convenção, controlada pelos jacobinos,
tomou algumas outras medidas bastante inovadoras,
das quais podemos citar a obrigatoriedade do ensino
primário, a abolição da escravidão nas colônias e o tabelamento de preços por meio da Lei do Máximo; contudo
foi também um período marcado por grande violência,
que ficou conhecido como o Terror Jacobino.
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lucionária apaziguou as lutas internas. Primeiro como
cônsul, depois como imperador, Napoleão estabeleceu
uma forte aliança com a alta burguesia, fundou o Banco
da França, apazigou as relações com a Igreja Católica,
codificou as leis civis revolucionárias no Código Civil
Napoleônico e fez reformas administrativas. Além disso,
ampliou as fronteiras da França e investiu na industrialização do país, visando competir com os ingleses, contra
os quais lançou a guerra econômica conhecida como
Bloqueio Continental – nenhum país europeu poderia
travar relações comerciais com a Inglaterra. Tais medidas
o colocaram contra a Europa absolutista, a qual conseguiu, por meio de guerras sucessivas, retirá-lo do poder
e restaurar o absolutismo no início do século XIX.
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A colonização da América espanhola
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3 A colonização da América realizou-se sob a égide do
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mercantilismo, política econômica cujo fim era a obtenção de metais preciosos para os cofres das potências europeias, o que explica a sede pelo ouro demonstrada pelos espanhóis ao encontrarem as civilizações
mesoamericanas. Por outro lado, a empresa colonizatória orientou-se também por ideias salvíficas, que pretendiam expandir a fé católica, catequizando os povos
encontrados. Esses dois fatores, econômico e religioso,
motivaram uma grande violência contra as populações
indígenas americanas, obrigadas a se submeterem ao
trabalho compulsório nas minas de ouro e prata e a
receberem a religião cristã dos colonizadores.
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7 a) O aluno deverá ser capaz de identificar a Espanha
como o colonizador Ladrilhador e Portugal como o
Semeador.
b) O candidato poderia destacar diferenças tais como:
• a utilização prioritária da mão de obra indígena nas
colônias espanholas e da mão de obra escrava negra
na América portuguesa;
• o predomínio da exploração mineradora na América espanhola e do extrativismo do pau-Brasil e das
atividades agrícolas na América portuguesa;
• a presença mais efetiva de um processo de urbanização na América espanhola do que na América
portuguesa.
c) O candidato poderia destacar a tentativa das metrópoles em monopolizar as atividades mercantis
de suas colônias, a imposição cultural dos colonizadores, a presença marcante dos jesuítas no
processo de colonização, dentre outras semelhanças.
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15 a) No início do século XVI, os espanhóis organiza-
ram várias expedições de conquista do continente
americano, partindo sobretudo do território da atual
ilha de Cuba. A principal delas foi comandada pelo
conquistador Hernán Cortez, que destruiu o Império
Asteca, localizado no território do México atual.
Algumas estimativas indicam que, ao longo do
século XVI, cerca de 70 milhões de índios morreram, em virtude da colonização, o que caracteriza o maior genocídio da história da humanidade.
Várias causas são apontadas pelos historiadores
para justificar a derrota dos índios, que ocorreu
apesar de sua evidente superioridade numérica em
relação aos conquistadores espanhóis. No caso dos
índios do império asteca, ao qual a questão se refere,
pode-se indicar como causas:
· a superioridade tecnológica e militar dos espanhóis: eles utilizavam cavalos (desconhecidos dos
povos indígenas), além de armas de fogo e canhões;
· as doenças trazidas pelos espanhóis;
· o fato de os espanhóis terem se aproveitado dos
conflitos internos entre os índios;
· o fato de os astecas pensarem, inicialmente, que os
espanhóis fossem deuses.
b) A mineração, particularmente da prata, foi a atividade econômica predominante da colonização
espanhola, para a qual se recorreu sobretudo ao
trabalho dos índios. Os escravos africanos foram
utilizados em muito menor número, sobretudo nas
fazendas de açúcar do Caribe, particularmente em
Cuba.
Pelo sistema da encomienda, colonos espanhóis dispunham do trabalho de um grupo de indígenas e se
comprometiam a cristianizá-los.
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As independências da América espanhola
5 a) A partir da leitura do texto, o candidato poderia iden-
tificar as seguintes características da segunda escravidão: desenvolveu-se após a crise de produção do
Haiti e o fim do tráfico para as colônias britânicas; levou a um crescimento do trabalho escravo em Cuba
e no Brasil; aproximou-se de um sistema industrial
pela disciplina de trabalho e pela inovação técnica
na produção.
2 Durante o processo de independência da América
Espanhola, duas correntes se destacaram. A primeira, defendida por Simon Bolívar, pregava o pan-americanismo: a
união das ex-colônias em uma “grande América”, cuja união
de forças e recursos seria capaz de se igualar com os países
europeus e norte-americanos. A segunda, defendida por
San Martín, pregava a independência das colônias em diferentes países, nos quais os povos teriam liberdade para se
autogerir. A segunda opção foi a escolhida. Durante o século XX, percebeu-se um desenvolvimento desigual entre
os países, geralmente ligado a investimentos estrangeiros.
De maneira geral, muitos não conseguiram se desenvolver
plenamente, e suas políticas e economias variam deacordo
com os acontecimentos internacionais - como, por exemplo,
as ditaduras estabelecidas nas décadas de 1960 e 1970.
3 O texto de Monteagudo reflete a tensão existente nos
movimentos de independência da América hispânica
– comandados pelas elites criollas, detentoras do poder econômico, mas com pouca participação política
na estrutura administrativa colonial e que desejava autonomia para a aplicação de seus projetos políticos e
econômicos liberais. Expõe a necessidade de reformas
sociais mais profundas que não se limitassem a uma
substituição dos grupos dominantes (de espanhóis para
criollos), mas que possibilitassem uma transformação
social mais intensa, eliminando, por exemplo, a escravidão. Monteagudo, quando foi ministro de Estado do
Peru, durante o protetorado de San Martín, efetivou algumas dessas reformas, mas sofreu muita pressão das
elites, que conseguiu a reversão de parte delas.
4 Os principais motivos que levaram as colônias espanho-
las à independência foram a influência das ideias iluministas e o pouco poder político delegado aos criollos nas
colônias. Os criollos eram filhos de espanhóis nascidos
na América. Ativos economicamente, não tinham voz
política, uma vez que ela era controlada por espanhóis
nomeados diretamente pela Coroa, os chapetones. Com
a independência dos EUA e a Revolução Francesa, as
ideias iluministas chegaram aos portos das colônias.
Durante o governo de Napoleão, a América espanhola
vivenciou um período de relativa independência política, por meio das juntas governativas – chapetones e
criollos se uniram para governar as colônias enquanto
a Espanha estava sob o domínio francês. Ao recuperar
a autonomia, o rei espanhol decidiu retomar a administração colonial tal como era antes, o que acabou por
desencadear o processo de independência.
b) O candidato poderia identificar, por exemplo, a influência da Revolução Francesa, o fato de ser realizada por escravos, levando à independência da colônia
francesa.
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A transferência da Corte, a abertura dos portos
e a Revolução do Porto
1 a) Um dos conflitos externos de grande relevância, causa primordial da vinda da família real para o Brasil,
foram as Guerras Napoleônicas (1807-1814), em que
Napoleão ameaçava invadir Portugal, caso o país não
aceitasse as imposições do Bloqueio Continental.
Como a monarquia resolveu transladar a corte para o
Brasil, entre os anos de 1808 e 1810, Portugal sofreu
duas invasões francesas sendo amparado pelo exército britânico na expulsão dos franceses do território
português.
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b) A criação da primeira tipografia no Brasill, chamada
Impressão Régia (1808), que editava a Gazeta do Rio
de Janeiro (primeiro jornal oficial do país) e a Criação
do Teatro de S. João (1813), um lugar de importante
sociabilidade das camadas mais ilustres do Rio de
Janeiro, na época capital da monarquia portuguesa.
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5 a) O contexto das guerras napoleônicas, com destaque
para alguns temas como o Bloqueio Continental, as
pressões inglesas para colocar fim à neutralidade
portuguesa, entre outros.
b) Mudança política: dentre outros temas, a elevação
do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e
Algarves, a chamada “inversão brasileira”, a transferência administrativa do Império Português para o
Rio de Janeiro.
Mudança econômica: dentre outras mudanças, a
abertura dos portos, os tratados de 1810 com a Inglaterra, o fim da proibição de manufaturas, a organização do Banco do Brasil, entre outros.
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10 a) O conjunto de leis mencionado representa o pro-
cesso de montagem e consolidação da exploração
colonial no Brasil, dentro do exclusivo previsto pelo
Pacto Colonial. Já a Carta Régia de 1808 representa a
ruptura com as disposições anteriores, uma vez que
liberou o comércio entre o Brasil e o exterior.
b) Situação de Portugal: influência inglesa sobre o
governo português, levando o último a romper
o Bloqueio Continental imposto por Napoleão, o que
levaria à ocupação de Portugal pelos franceses e à
transferência da Corte Portuguesa para o Brasil.
Situação do Brasil: ainda colônia de Portugal, mas
transformada em sede provisória do Império Português por força da transferência da Corte; conjuntura
marcada pelas pressões da elite colonial para flexibilizar as relações comerciais do Brasil com o exterior.
c) O decreto de 1808 teve um caráter geral, abrindo o
comércio brasileiro a todos os países que estivessem
em paz com Portugal. Mas o inegável predomínio
que a Inglaterra exercia sobre o governo de D. João
levou à assinatura dos Tratados de 1810.
O Tratado de Comércio e Navegação estabelecia,
para os produtos britânicos, tarifas preferenciais de
15%; e o Tratado da Aliança e Amizade estipulava a
diminuição do tráfico negreiro para o Brasil. Ambos
os acordos continham ainda outras cláusulas menos
importantes.
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2 a) Liberdade política – contestação à presença da Corte
no Rio de Janeiro; proclamação de uma república no
Nordeste.
b) Liberdade econômica – quebra dos monopólios, liberdade de comércio, menor tributação para o Nordeste.
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6 a) A partir da leitura do texto, o candidato poderia mencionar dois significados distintos para o federalismo:
por um lado, correspondia à autonomia provincial
sem a abolição do governo central; por outro lado,
associava-se aos conceitos de democracia, república
ou governo popular.
b) O candidato poderá apontar a diferença da condição social daqueles que integraram os movimentos:
enquanto a Conjuração Baiana (1798) foi realizada
por pessoas que não compunham a elite, como soldados e artesãos, brancos pobres, mulatos, escravos
e ex-escravos, o movimento inconfidente mineiro foi
organizado por grandes proprietários de terras minerais e agrícolas, aliados às pessoas das camadas
intermédias, como padres, poetas e oficiais militares.
Outra diferença que poderá ser apontada diz respeito às propostas de cada um desses movimentos:
tanto os inconfidentes mineiros como os conjurados
baianos propuseram a separação de suas respectivas
regiões dos territórios subordinados a Portugal, a instauração de um governo republicano e a liberdade
comercial. Entretanto, as propostas dos conjurados
baianos, além de destacar a questão da liberdade
política e econômica, também tocaram na questão
da igualdade social, criticando as desigualdades de
riqueza e de cor, e defendendo o fim da escravidão.
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b) Entre os interesses econômicos envolvidos no processo de independência, o candidato poderia mencionar o interesse português em restaurar o monopólio do comércio com o Brasil, o interesse inglês em
comercializar diretamente com o Brasil ou o interesse
dos plantadores brasileiros em defender o livre comércio.
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7 a) “Rei, pelos seus despotismos, pelos seus ministros”;
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“(...) ó vós povos que viveis flagelados com o pleno
poder do indigno coroado”.
Ambas as passagens evidenciam a insatisfação dos
conjurados baianos com a situação colonial e com o
governo monárquico absolutista. Os conjurados baianos denunciavam a situação de “abandono” e “flagelo” na qual se encontravam devido aos “despotismos”
do rei e de seus ministros. O uso das expressões “seus
despotismos” e “pleno poder do indigno coroado” revela a crítica dos conjurados ao poder absoluto do
monarca português. O rei e os seus representantes
naquela região da colônia governavam oprimindo os
colonos cada vez mais com altas cargas tributárias.
A cobrança de impostos, por parte da Coroa portuguesa, aliada à crise da economia açucareira corroboravam para o crescimento da insatisfação entre os
colonos baianos com o governo da metrópole.
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A crise do sistema colonial e a Independência do Brasil
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Primeiro Reinado e Regência
1 a) Pelo tráfico de escravos na costa africana. Na época, a
maioria dos escravos que chegava a Salvador embarcava no porto do golfo do Benim. Os negros dessas
regiões – Lagos e Badagri, por exemplo – professavam o islamismo como religião. Falavam a língua iorubá e eram conhecidos no Brasil como nagôs.
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13 a) A respeito do “Fico”, a expectativa dos “brasileiros”
ou “liberais” era a de que a permanência de D. Pedro
significava sua adesão à causa da independência, esgotando as possibilidades de recolonização do Brasil,
conforme queriam as Cortes de Lisboa. Com o fechamento da Assembleia Constituinte, a expectativa
dos “brasileiros” ou “liberais” foi frustrada, pois esse
ato contrariava a ordem política liberal, impedindo
uma Constituinte que representasse a soberania da
nação.
b) Abolição de sua escravidão, fim da imposição do catolicismo aos escravos, implantação de uma república islâmica.
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b) A respeito do “Fico”, a expectativa dos “portugueses”
ou “conservadores” era de que a permanência de D.
Pedro no Brasil garantisse um império constitucional,
ligado a Portugal. Sobre o fechamento da Assembleia
Constituinte, a expectativa dos “portugueses” ou
“conservadores” era de que esse ato do imperador
afirmasse sua autoridade e mantivesse o vínculo com
Portugal.
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Segundo Reinado
ao diferenciá-lo de seu pai, simbolizava tanto a segurança e estabilidade do país quanto a sua unificação
em torno da figura do imperador.
b) Uma característica do período regencial que gerava instabilidade era a vacância do trono, durante a
menoridade de D. Pedro II, e a consequente ausência de uma figura que representasse a legitimidade
do poder monárquico. Além disso, a estabilidade do
país era ameaçada, por exemplo, pela ocorrência de
revoltas com aspirações autonomistas ou separatistas nas províncias ou por revoltas escravas, como o
levante dos malês (Salvador, 1835).
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13 a) Em decorrência do regime do Padroado a cristianiza-
ção na América Portuguesa dependia da aprovação
do soberano. O sistema enfraquecia o controle da
Igreja sobre o clero e, por esta razão, o processo de
cristianização se dava com a forte ingerência da coroa portuguesa nos assuntos religiosos. A união entre a Igreja Católica e o Estado português marcou a
ação colonizatória da América portuguesa nas ações
pastorais de atrair a fé católica aos povos nativos das
terras conquistadas e, ainda, a luta contra o avanço
do protestantismo.
Tais privilégios também foram estendidos aos Imperadores do Brasil. Tratava-se de um instrumento
jurídico que possibilitava um domínio direto do
Imperador nos negócios religiosos, administrativos,
jurídicos e financeiros da Igreja. Os aspectos religiosos também eram afetados por tal domínio. Padres,
religiosos e bispos eram tratados como funcionários
públicos.
2 b
3 A elite rural brasileira conservou a mentalidade aris-
tocrática e escravista advinda dos períodos colonial e
imperial mesmo após a abolição da escravidão, manifestando menosprezo e violência contra os trabalhadores
rurais – fossem eles estrangeiros ou não. Tal situação caracterizou a experiência dos imigrantes que vieram para
o Brasil a partir da segunda metade do século XIX e foi
responsável por diversos conflitos entre os patrões e os
colonos, entre os quais o mais relevante foi a Revolta de
Ibicaba de 1857, ocorrida na fazenda homônima, pertencente ao senador Vergueiro.
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7 c
8 a) O autor considera os imigrantes iludidos, pois sabe
que as promessas de ganhos consideráveis no Brasil
eram falsas. Na década de 1840 chegaram ao país
as primeiras famílias de suíços e alemães, destinadas a trabalharem na fazenda Ibicaba, do senador
Vergueiro, sob o sistema de parceria – pelo qual o
lucro era dividido entre o patrão e o conjunto dos
trabalhadores. Contudo, as péssimas condições de
vida e de trabalho, as constantes fraudes, o endividamento forçado e a violência dos proprietários e
funcionários da fazenda levaram os imigrantes a se
revoltarem em 1857, demonstrando o fracasso daquele sistema de contratação de mão de obra.
b) A organização de um fluxo constante de mão de obra
assalariada europeia, sobretudo italiana e espanhola, durante a segunda metade do século XIX, visava
ao abastecimento da produção cafeeira, então em
franco processo de expansão, uma vez que o tráfico de escravos havia sido proibido em 1850 pela Lei
Eusébio de Queirós, e também ao embranquecimento da população brasileira, majoritariamente mestiça,
seguindo as teses racialistas do período.
b) O regime Padroado Régio influenciou a questão religiosa porque a Constituição de 1824 dava poderes
ao Imperador para nomear os bispos e controlar a
hierarquia eclesiástica, além de permitir um domínio
nos negócios da Igreja. A proibição papal, em 1864,
da permanência de membros da maçonaria dentro
dos quadros da Igreja, na tentativa de extinguir o poder alternativo que essa sociedade secreta representava dentro da instituição católica esbarrou no poder
do imperador. Alguns bispos, como D. Vital (Olinda) e
D. Macedo Costa (Belém) seguiram as ordens do papa
e expulsaram os maçons das igrejas. O Imperador
decidiu punir os bispos “rebeldes”, processando-os e condenando-os à prisão. A oposição republicana aproveitou o incidente para fazer propaganda e
fustigar o Império. E os positivistas aproveitaram para
defender a ideia de separação entre Igreja e Estado,
que só foi alcançada na República.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
1 a) Segundo o texto, a construção da imagem de D. Pedro II,
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A Primeira República e o pacto federativo
1 Soma: 04 + 08 + 16 = 28
2 Sobrevivência econômica – produção agrícola de subsistência, comércio com localidades próximas.
Prática espiritual – messianismo, catolicismo popular e
atuação profética de Antonio Conselheiro.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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Soma: 01 + 04 + 16 = 21
a
a
A abolição da escravidão nos EUA atendia aos anseios
das elites industriais do Norte do país. Desejando ampliar seus mercados consumidores e proteger seus produtos das importações, os industriais viam a escravidão
do Sul como um empecilho para seus objetivos. Já no
caso do Brasil, pode-se pensar que a abolição foi mais
imposta que desejada. Os donos do poder eram em sua
maioria donos de escravos, e não lhes interessava perder
parte de suas propriedades – sendo que os escravos contavam como tal. Não havia industrialização crescente no
Brasil, e o discurso abolicionista pautou-se na “europeização” do Brasil, no “embranquecimento” da população por
meio da imigração europeia. Nesse contexto, os escravos
negros eram o cancro da sociedade, o qual precisaria ser
extirpado. Em ambos os casos, no entanto, os ex-escravos foram segregados e considerados inferiores.
7 Com a proclamação da República, a Igreja separou-se
formalmente do Estado. Antes, a Igreja era considerada, na prática, um órgão do Estado, que era responsável
pela nomeação dos padres e bispos, pagamentos dos
funcionários e manutenção das instituições. Com a proclamação da República, a Igreja perdeu os seus privilégios, o ensino religioso foi abolido das escolas públicas
e a administração passou para as mãos de Roma.
8 c
9 O candidato poderá indicar, entre outras, as seguintes
características: a presença, entre os operários, de um
grande contingente de imigrantes, em especial italianos
e espanhóis; a exploração do trabalho de menores; e as
longas jornadas de trabalho a que eram submetidos, alcançando em torno de onze horas diárias.
10 a) É possível apresentar vários argumentos sobre a
apropriação da figura de Tiradentes pelos republicanos, dentre eles:
• a necessidade da República, regime implantado no
Brasil em 1889, em criar e estabelecer um imaginário
republicano que se diferenciasse do monarquista. A
maneira como Tiradentes morreu (enforcado e esquartejado) determinou a escolha, pois a figuração
da morte permitia a elevação de Tiradentes a mártir.
• a participação de Tiradentes na Inconfidência Mineira converteu-o em símbolo da luta pela independência. No século XIX, em várias províncias, verificou-se a
existência de ideais republicanos, presentes também
na Inconfidência Mineira.
• considerando o forte vínculo cultural do povo brasileiro à tradição cristã e a circunstância da morte de
Tiradentes (enforcamento e esquartejamento), os republicanos utilizaram o apelo religioso e místico.
b) O quadro apela à tradição cristã do povo brasileiro,
destacando a tragédia da morte de Tiradentes por
meio do uso de símbolos do cristianismo, como
o crucifixo, por exemplo. Na pintura, o corpo de
Tiradentes alude à representação da crucificação de
Cristo. Outros elementos reforçam essa analogia, tais
como a cabeça do inconfidente disposta sobre o cadafalso, o crucifixo ao lado, a disposição das partes
do corpo e a vestimenta.
11 a
12 a) • Poder local controlado pelo coronel. Os grandes
proprietários de terras exerciam o controle político
dos municípios e articulavam-se às oligarquias dominantes em nível federal.
• Mecanismo de sustentação do poder coronelístico.
O clientelismo e a violência de suas milícias sustentavam o poder dos coronéis, que se valiam de um
sistema eleitoral fraudulento, que incluía o “voto de
cabresto” e os “currais eleitorais”.
• Políticas de alianças no plano federal. A “política dos
governadores” (troca de favores entre os governos estaduais e o governo federal) e a política do café com
leite (acordos entre oligarcas mineiros e paulistas, com
o intuito de controlar a Presidência da República).
b) • Tenentismo – militares se sentiam marginalizados
na República e protestavam contra o sistema vigente. Faziam oposição ao governo central. A Revolta do
Forte, por exemplo, é um evento tenentista.
• Coluna Prestes – organizada por Luís Carlos Prestes,
a Coluna percorreu diferentes estados brasileiros, denunciando os desmandos do sistema eleitoral.
• Fundação do PCB – O Partido Comunista Brasileiro, fundado em 1922, protestava contra a situação
vivenciada pelo país e, em especial, pelo operariado.
• Organização operária – possibilitou a formação de
grandes greves: desde a proclamação da República,
os operários, sobretudo os imigrantes, reivindicavam
melhorias sociais, como o salário mínimo e a jornada
de trabalho de oito horas diárias.
• Semana de Arte Moderna – ocorrida de 11 a 18 de
fevereiro de 1922, propunha a renovação da cultura
e reforçava o nacionalismo.
• Cangaço – movimento surgido no sertão nordestino
em razão das péssimas condições de vida da população desfavorecida economicamente e excluída dos
privilégios sociais.
• Movimento Sufragista – lideranças feministas reivindicavam maior participação das mulheres no cenário
político nacional. A luta pelo direito ao voto constituía a bandeira desse movimento.
• Criação do BOC – nesse contexto, as organizações
operárias marcaram presença no parlamento brasileiro, a exemplo da formação do Bloco Operário e
Camponês, de considerável influência comunista.
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O imperialismo no mundo
em processo de civilização, já que teriam vivido por
muitos anos na barbárie.
10 a) O documento apresenta como justificativa para o
imperialismo europeu a desigual distribuição das riquezas e matérias-primas no mundo, concentradas
na África, Ásia e Oceania, áreas habitadas por “raças
incultas, ignorantes e incapazes” de usufruir destas
riquezas; e a escassez destes produtos na Europa,
habitada pela raça branca, superior pela sua maior
capacidade intelectual, inventividade e domínio
científico, que a capacitariam para o melhor usufruto
destas riquezas. Como estas riquezas são vistas como
domínio de toda humanidade, o texto defende, então, o direito ao usufruto comum delas.
b) O fardo do homem branco era ter de viver exilado de
sua pátria “civilizada” para realizar o processo civilizacional de educação dos cativos, submetidos às suas
leis, regras e hierarquias. O fardo era deixar o mundo
civilizado para também mantê-lo, pela dominação de
outras culturas, consideradas selvagens, mas economicamente necessárias para o domínio imperialista.
2 e
3 Soma: 01 + 04 + 16 = 21
4 a
5 Soma: 02 + 04 + 08 = 14
6 c
7 a) O aluno deve perceber no texto que a base do ar-
gumento racista era incoerente, uma vez que, embora os britânicos se considerassem superiores aos
indianos, ambos possuíam a mesma origem racial.
Além disso, o racismo era incapaz de explicar por que
a miscigenação só havia enfraquecido as raças superiores e não fortalecido as inferiores.
b) O aluno deve mencionar alguns dos elementos que
constituem o conceito de imperialismo. Dentre eles
a dominação dos países europeus sobre o resto do
mundo por meio da política colonialista, levando à
partilha da África e da Ásia; o endividamento dos países da America Latina por meio de empréstimos ou investimentos feitos pelos países europeus; e a busca de
mercados consumidores para os produtos industriais e
de matéria-prima para a Europa.
8 b
9 a) O aluno deve apresentar uma razão para o início da
Guerra dos Bôeres (1899-1902), considerando os seguintes elementos: a disputa entre ingleses e bôeres
pelo controle das áreas de mineração de ouro e de
diamantes; o interesse inglês em dominar as rotas
de comércio que vinham da Índia e passavam pela
região; o objetivo britânico de afirmar o domínio
sobre determinadas áreas frente ao crescimento da
influência de outros grupos europeus na África – em
especial os alemães, que se expandiam na região meridional do continente e haviam financiado os bôeres
na construção de ferrovias em fins do século XIX.
b) O aluno deve identificar uma entre as seguintes características: as inovações técnicas e econômicas
(aço, eletricidade e petróleo) ocorridas em meados
do século XIX causaram um grande crescimento da
produção industrial, gerando enormes lucros, caracterizando a chamada Segunda Revolução Industrial,
quando ocorre a passagem do capitalismo liberal e
industrial para o capitalismo monopolista e financeiro; as atividades produtivas e comerciais foram
submetidas às instituições financeiras por meio de
empréstimos e financiamentos, ou ainda do controle
acionário; a busca de áreas para aplicação de capital
excedente na forma de investimentos e empréstimos; a necessidade de mercados consumidores para
os produtos industrializados; a necessidade de mercados produtores de matérias primas (inclusive fontes de energia); disputa entre as grandes potências,
que buscaram nos novos domínios coloniais garantir o aumento de seus lucros e encontrar uma saída
segura para seus excedentes de produção; busca de
áreas para colocação de população excedente; obtenção de bases estratégicas visando à segurança do
comércio nacional; a ideia de que as nações colonizadoras eram portadoras de uma “missão civilizadora,
humanitária, filantrópica e cultural”, capaz de “levar a
civilização” às áreas consideradas bárbaras; esta “missão civilizadora” era considerada o “fardo do homem
branco”; influência do darwinismo social.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
1 a) São representados como selvagens/crianças ainda
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12 a
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15 a
16 V, F, V, V, F
b) O aluno deve explicar que, embora militarmente derrotados, os bôeres obtiveram o controle político de
diversas províncias no pós-guerra, pois eram majoritários na população branca de várias dessas províncias, e os negros não tinham o direito de votar.
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A Revolução Russa
1 b
9 a) De acordo com o texto, a comparação feita pelos co-
munistas franceses entre os regimes de Robespierre
e Stalin baseava-se na ideia de que as atitudes de
ambos em relação a seus opositores eram justificadas pela necessidade. Ainda de acordo com o texto,
tal comparação era possível pelo sentido positivo,
de “glória nacional e de triunfo revolucionário”, que
a palavra Terror sugeria no contexto francês.
2 b
3 V, F, V, F, V
4 a
5 e
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7 d
8 d
b) Poderiam ser citados como princípios políticos que
definiam o regime soviético: o marxismo, a economia
planificada, a estatização dos meios de produção, a
participação política dos trabalhadores por meio de
conselhos chamados sovietes, dentre outros.
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Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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A crise de 1929
1 F, V, V, F, F
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5 Duas das características:
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Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
• crescimento econômico dos países capitalistas sem
sustentação na produção.
• especulação financeira nas Bolsas de Valores.
• dependência financeira da Europa em relação aos EUA.
• aumento gradativo do desemprego em todas as áreas
de produção.
• forte dependência em relação aos bancos por parte
dos setores produtivos.
• crescimento desordenado da produção, com presença
de fontes de estrangulamento.
Um dos desdobramentos:
• enfraquecimento do comércio externo.
• diminuição das exportações de gêneros agropecuários.
• crescimento de uma indústria de transformação destinada ao consumo local.
• controle estatal de câmbio.
• tentativas do Partido Radical de apropriar-se das bases
do poder.
• tentativas do Partido Radical de afastar do poder as
oligarquias dominantes.
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A era Vargas
8 Durante o Estado Novo, predominaram o autoritarismo
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Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
6 a) Ambíguo na sua política externa, por necessitar ur-
gentemente reequipar as Forças Armadas, Vargas
assinou um contrato com a Alemanha e outro contrato de empréstimos com bancos norte-americanos
para a construção da siderúrgica de Volta Redonda.
Porém, em 1942, o torpedeamento de dois navios
brasileiros nas costas dos Estados Unidos e mais
um nas Antilhas e, meses depois, o fato de mais seis
navios terem sido afundados pelas forças do Eixo
provocaram comoção nacional. Por outro lado, as
sucessivas derrotas dos países do Eixo bem como
o afastamento do governo de um grupo de oficiais
“germanófilos” liderados pelo General Góes Monteiro
obrigaram Getúlio a decidir-se pelos aliados. Assim, o
contexto sugerido pelo fragmento do texto de Carlos
Guilherme Mota remete ao Estado Novo, período situado entre 1937 e 1945, momento em que Getúlio
Vargas governou o Brasil com plenos poderes.
b) No período situado entre a Revolução de 1930 e o
Estado Novo, o Brasil viveu um momento de grande instabilidade político-institucional. O regime
instaurado por Getúlio Vargas governou em estado de emergência durante sete anos e concentrou
todos os poderes do Estado. Deixaram de existir o
Senado e a Câmara dos Deputados. Os governos
dos estados ficaram subordinados ao Poder Central,
desprovidos de qualquer autonomia. A oposição foi
perseguida e presa; a rádio e a imprensa foram submetidos à censura.
c) Dentre os elementos que, de modo geral, concorreram para a desarticulação do Estado Novo, é possível
citar a organização do movimento estudantil, a rearticulação do Partido Comunista bem como a articulação de novos partidos, como a UDN, as manifestações populares exigindo a volta da redemocratização
do país e a indefinição quanto ao futuro econômico
do país, após a Segunda Guerra.
7 V, V, F, V, F
visto como condição para o crescimento econômico e
industrial, enfrentando-se a crise econômica, e o intervencionismo estatal na economia e nas relações de trabalho. Durante o governo 1951-1954, preponderaram o
rearranjo do bloco governante, com recurso a mecanismos participativos e partidários; a mudança de perspectivas, abandonando-se a ideia de que o autoritarismo
consistiria em condição para o crescimento econômico
e a industrialização e o apelo ao apoio popular em circunstâncias de forte crescimento econômico em nível
mundial.
9 a) Devem ser apontados os seguintes motivos comuns
à construção de Goiânia e Brasília.
• Ambas estão vinculadas a projetos de modernização socioeconômico do Centro-Oeste.
• Ambas foram construídas com base na utopia de
que o planejamento urbanístico resultaria em cidades sem problemas sociais.
• Ambas foram construídas a partir do desejo de
maior ocupação do interior do país (Marcha para
Oeste).
b) Espera-se que o candidato aponte as seguintes características do contexto político das duas cidades:
• contexto político da construção de Goiânia: Estado
Novo, conflitos entre o Executivo e o Legislativo.
• resistência dos políticos da antiga capital à mudança da capital.
• contexto político da construção de Brasília: populismo, democracia, resistência dos políticos da antiga
capital.
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A Segunda Guerra Mundial, o mundo bipolar
e a Guerra Fria
2 e
3 Soma: 16
4 a) Os dois países asiáticos com os quais os Estados
Unidos estavam diretamente envolvidos em conflito armado são a Coreia do Norte (1950) e o Vietnã
(1964). Em 1950, poucos meses depois da vitória de
Mao Tsé-tung na China, os Estados Unidos (liderando
uma força militar das Nações Unidas) enviou tropas
à Coreia do Sul depois que a Coreia do Norte passou
o paralelo que dividia os dois países. O conflito rapidamente se expandiu para guerra, envolvendo além
dos Estados Unidos as Nações Unidas, a Coreia do
Norte, a Coreia do Sul e a China. A Guerra da Coreia
só terminou quando os Estados Unidos e a Coreia do
Norte assinaram um acordo de paz em 1953. Depois
de as tropas do Ho Chi Minh derrotarem a França no
Vietnã em 1954, paulatinamente os Estados Unidos
iniciaram sua intervenção naquele país, enviando
cada vez maior número de tropas. O conflito inspirou um massivo movimento pela paz nos Estados
Unidos, mas a guerra só terminou em abril de 1975
quando as tropas norte-vietnamitas tomaram Saigon
(antiga capital do Vietnã do Sul). Em ambos os casos,
a razão oferecida pelos Estados Unidos era a de deter
o avanço do comunismo no mundo.
b) Os três países da África de língua portuguesa que
iniciaram lutas de libertação nacional na década
de 1960 foram Angola (1961), Guiné Bissau (1963) e
Moçambique (1964). Todos lutaram contra a dominação colonial portuguesa e só terminaram em 1974,
com a Revolução dos Cravos em Portugal.
c) A invasão da Baía dos Porcos (Cuba) foi uma operação
militar organizada pelo serviço secreto norte-americano – CIA, em abril de 1961. Armando refugiados
cubanos, o governo de John F. Kennedy tentou derrubar o governo de Fidel Castro, que rapidamente se
identificava com os países socialistas e com os movimentos de libertação nacional na África e na América
Latina. Mais uma vez, a justificativa apresentada pelos
Estados Unidos para a ação foi a de deter o avanço do
comunismo.
5 d
6 a
7 b
8 Soma: 02 + 08 = 10
9 a) • Competição entre EUA e URSS pelo domínio
espacial;
• Guerra Fria.
b) • Indústria cultural;
• Cultura pop;
• Desenvolvimento dos meios de comunicação e de
novas linguagens midiáticas.
10 Soma: 01 + 02 + 04 + 16 = 23
11 Soma: 04 + 16 = 20
12 Soma: 02 + 08 = 10
13 Soma: 01 + 02 + 04 + 08 = 15
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O golpe militar de 1964
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12 a) O aluno deverá apresentar o desdobramento da
Guerra Fria como conjuntura política internacional
(Revolução cubana; política externa norte-americana; Aliança para o progresso), relacionando-a com a
política interna brasileira.
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b) As reformas agrária, tributária, bancária e administrativa, e exemplos como a nacionalização de empresas
e a regulamentação de remessa de lucro.
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Ditadura militar no Brasil
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5 Soma: 01 + 04 + 08 = 13
2 Soma: 02 + 04 = 6
6 Soma: 02 + 04 = 6
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4 • Combate à ação de grupos políticos com posições di-
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vergentes, censura aos meios de comunicação, artistas
(teatro, cinema, música etc).
• Cassação de mandatos políticos.
• Estabelecimento de Atos Institucionais (AI 1, AI 2, AI 3,
AI 4 e AI 5).
• Fortalecimento do poder Executivo central, que legislava através de decretos-lei.
• Autorização, a partir do AI 2, para a atuação de apenas
dois partidos políticos: ARENA (situação) e MDB (oposição consentida).
• Fechamento do Congresso Nacional.
• Censura aos meios de comunicação, artistas (teatro,
cinema, música etc).
• Tortura, assassinatos etc.
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Periodização da história, origem do homem,
pré-história e pré-história americana
1 a) Enquanto o primeiro texto destaca uma representação
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
de derrota e resignação, visão eurocêntrica e lascasiana da história da América, o segundo procura resgatar
uma identidade viril e de resistência da complexa civilização pré-colombiana latino-americana. Assim, se
no primeiro texto a ideia que vigora é de uma América
Latina vencida, incapaz e marginalizada, no segundo, a
mensagem enfatiza altivez, inteligência e dignidade.
b) A conquista e a colonização da América hispânica
representou um dos maiores genocídios da história da humanidade. Foram as guerras, as doenças,
os suicídios e os regimes sub-humanos de trabalho
que determinaram o desastre demográfico e o desaparecimento das altas civilizações asteca, maia,
inca. Hoje há concordância historiográfica de que a
Espanha não descobriu a América, o que fez foi encobri-la quando destruíram as sociedades indígenas,
ocultando-as por meio da maioria de seus cronistas e
missionários. Assim, não é o caso de se destacar se o
colonialismo, em nome de uma suposta superioridade técnica, cultural, religiosa, política, constituiu uma
forma de integração e comunicação entre os povos.
Trata-se, antes, de mostrar que mesmo conquistados
e colonizados, os índios não perderam sua condição
de agentes sociais ativos, capazes de resistir e de
frustrar os valores impostos pelos vencedores, de
preservar sua identidade e de não aceitar a condição
negativa em que foram colocados pelas representações da maior parte de cronistas e missionários.
b) Espera-se que o aluno possa apontar os seguintes
problemas conceituais:
• Está permeado de eurocentrismo.
• Utiliza um critério restrito de classificação cultural,
a escrita.
• Classifica as sociedades ágrafas como sendo pré-históricas.
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5 a
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2 b
3 a) Espera-se que o aluno aponte os seguintes significados da Revolução Neolítica:
• Sedentarização
• Agricultura
• Cidades
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A Grécia antiga
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5 F, V, V, F
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6 Soma: 01 + 02 = 3
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O esplendor e o declínio do Império Romano
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2 Soma: 01 + 02 + 08 + 16 = 27
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7 V, V, F, V, F
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Roma: Monarquia e República
7 A legitimidade política de um imperador romano era
2 d
3 d
4 e
5 Soma: 01 + 02 = 3
6 a) A estrutura social da sociedade antiga privilegiava a
riqueza e o ócio, duas características vistas como virtudes. A vida e a dignidade do homem não são medidas pelo seu trabalho, mas por sua habilidade em
viver de renda. A vida ociosa permite o tempo necessário de se dedicar a tarefas reservadas para aqueles moralmente dignos, que enaltecem a existência
humana, tais como a filosofia e o serviço público.
A hierarquia social da sociedade antiga foi baseada
na divisão entre aqueles com meios de garantir seu
sustento sem ter que trabalhar e os demais, que desenvolviam tarefas braçais ou serviços considerados
menos dignos.
b) O trabalho é visto como obrigação relegada àqueles
que, por causa de sua condição social, são incapazes
de contribuir para o desenvolvimento humano, uma
condição perniciosa à sociedade antiga. O poder político na sociedade antiga estava altamente limitado
e reservado para aqueles que viviam de renda e dedicavam a vida à ociosidade.
oriunda da soberania popular: do poder que lhe era
delegado pelo povo e pelo Senado. Ele não ocupava o
trono na qualidade de seu proprietário, mas como mandatário da coletividade, encarregado por ela de dirigir
a República. Mesmo que um descendente substituísse
ao pai imperador, essa substituição não era assegurada
pelo princípio da sucessão dinástica, tal como veremos
no absolutismo.
A legitimidade política de um rei absolutista, ao contrário, era oriunda do poder divino. Um rei era proprietário
de um reino, que era seu patrimônio familiar legítimo.
Esse poder era transmitido a um descendente que lhe
sucedia pelo princípio da hereditariedade.
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A Idade Média
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7 a) Durante os séculos XII e XIII, foram introduzidos na
sociedade feudal novos métodos de cultivo, com a
introdução de aros que possibilitaram arar o solo
pesado. Os agricultores dessa sociedade adotaram
métodos asiáticos de utilizar cavalos para arar a terra
em vez do boi, tornando o processo mais rápido, e
introduziram o cultivo de feijão e legumes para repor os nutrientes no solo. Foram introduzidos novos
métodos de pastagem do gado, o que permitiu a fertilização do solo. Por sua vez, o excesso de grãos, lã e
outros produtos permitiu que agricultores trocassem
o que não seria consumido por implementos (aros,
foices etc.) feitos com aço que também aumentaram
a produtividade. O aumento da produtividade e do
consumo de alimentos estimulou a expansão da população.
b) As razões do rápido declínio da produtividade agrícola e da economia feudal no século XIV refletem
uma combinação de múltiplos fatores, tais como a
fome e a incapacidade da produção de alimentos de
acompanhar o crescimento populacional, as guerras
entre senhores feudais, a transmissão de epidemias
como a peste bubônica, principalmente nas regiões
mais populosas das rotas de comércio, e a crescente
intransigência e demandas dos senhores feudais sobre os agricultores obrigados a pagar tarifas cada vez
mais elevadas para sustentar modos de vida que não
condiziam com o nível de produtividade.
8 a) O processo histórico em questão são as Cruzadas,
movimento que teve origem em 1095, quando o
papa Urbano II, diante do Concílio de Clermont,
lançou um apelo aos cristãos para que liberassem a
Terra Santa, que se encontrava então em poder dos
turcos seldjúcidas, qualificados genericamente como
“infiéis”. O movimento vigorou entre os séculos XI e
XIII e gerou profundas transformações para as sociedades europeia, bizantina e muçulmana.
b) Dentre as motivações de caráter político-religioso
para o surgimento das Cruzadas, é possível citar:
a) o fortalecimento das correntes místicas dentro
da Igreja, com a fundação de ordens religiosas voltadas para a purificação do século e para a defesa e
proteção dos lugares santos, com destaque para a
Palestina, a terra na qual Jesus viveu e executou seus
milagres. Nesse contexto, a tutela do califado abássida da Pérsia pelos turcos seldjúcidas, com a consequente proibição de peregrinações dos europeus à
Terra Santa, se converteu num fator de desconforto
para a cristandade liderada pelo papado; b) o esforço
da Igreja em equacionar as disputas dentro da sociedade feudal, abalada por um crescimento demográfico que deixava à margem dos direitos de herança
os filhos que não fossem primogênitos. Esse contingente de potenciais deserdados representava à época um fator permanente de distúrbio, contribuindo
assim para o aumento da beligerância e da insegurança. Uma das válvulas de escape para o problema
foi a conquista de terras no Oriente, uma chance ímpar de enriquecimento que se abria com as Cruzadas;
c) o desejo do papado em recuperar a unidade cristã
abalada após o Cisma do Oriente, uma vez que os soberanos bizantinos, mediante o apoio dos ocidentais
contra os turcos seldjúcidas, estavam inclinados a
reconhecer a autoridade do sumo pontífice romano;
d) os interesses das cidades mediterrâneas, particularmente Gênova, Veneza, Pisa e Amalfi, que vislumbravam nas Cruzadas uma oportunidade para expandir suas atividades comerciais no Oriente.
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A formação das monarquias nacionais
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2 Soma: 02 + 08 + 16 + 32 = 58
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3 Soma: 04 + 32 = 36
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