UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADE CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS CURSO DE ENGENHARIA AGRONÔMICA PRODUTIVIDADE DE HÍBRIDO DE MILHO COM DIFERENTES FUNGICIDAS ANDERSON LUIZ FONTANA Foz do Iguaçu - PR 2012 ANDERSON LUIZ FONTANA PRODUTIVIDADE DE HÍBRIDO DE MILHO COM DIFERENTES FUNGICIDAS Trabalho Final de Graduação apresentado à banca examinadora da Faculdade Dinâmica das Cataratas (UDC), como requisito para obtenção do grau de Engenheiro Agrônomo. Prof. Orientador: Ms. João Carlos Benatto Foz do Iguaçu – PR 2012 TERMO DE APROVAÇÃO UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS PRODUTIVIDADE DE HÍBRIDO DE MILHO COM DIFERENTES FUNGICIDAS TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE ENGENHEIRO AGRÔNOMO Acadêmico(a): Anderson Luiz Fontana Orientador: Ms. João Carlos Benatto Nota Final Banca Examinadora: Prof(ª). Daniel Prof(ª). Denice Foz do Iguaçu, 29 de novembro de 2012. DEDICATÓRIA Dedico este trabalho primeiramente a Deus, a minha família que me apoiou e me concedeu a oportunidade de crescimento pessoal e profissional sempre apoiando em minhas decisões, e a todos que contribuíram para a execução do mesmo. AGRADECIMENTOS A Deus, por ter me concedido a vida, por não ter me deixado fraquejar nos momentos difíceis que ao longo desta caminhada encontramos. Aos meus pais, Ademir e Idene pela oportunidade que me proporcionaram de crescimento pessoal e profissional acreditando que o bem maior que poderiam me deixar era o conhecimento. Ao Agrônomo Pedro Henrique Do Carmo por ter me auxiliado a realizar as algumas etapas do experimento. Ao meu orientador Profª Msc João Carlos Benatto, pela atenção, paciência e orientação que me concedeu e pela colaboração e dedicação na construção deste trabalho. Ao coordenador do curso Prof. Martin Engler, pelo apoio e incentivo sempre. Aos professores que ao longo destes cinco anos transmitiram todos seus conhecimentos para a minha formação profissional. Enfim, a todos que contribuíram de alguma forma para a minha formação pessoal e profissional. EPÍGRAFE “A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces.” Aristóteles FONTANA, Anderson Luiz. PRODUTIVIDADE DE HÍBRIDO DE MILHO COM DIFERENTES FUNGICIDAS. Foz do Iguaçu, 2012. Trabalho Final de Graduação Faculdade Dinâmica de Cataratas. RESUMO O milho (Zea mays) pertence á família Poaceae, é uma planta de caráter monóico e sua morfologia característica resulta da condensação, supressão e multiplicação de várias partes da anatomia básica das Poaceas. Os aspectos reprodutivos e vegetativos da planta podem ser modificados através da interação com os fatores ambientais que afetam o controle do desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação até a maturidade e a reprodução. O milho é cultivado em diversas regiões com características ambientais próprias e devido a diferentes épocas de plantios nas regiões produtoras do Brasil permanece praticamente o ano todo no campo, isso acaba sendo um fator decisivo para ocorrência de doenças com diferentes graus de incidência, assim comprometendo em parte a produção. O Híbrido selecionado para este trabalho foi o Híbrido Syngenta – Fórmula, que possui um ciclo super precoce. Foi utilizado fungicida sistêmico composto de estrobilurina e triazol, nas doses recomendadas pelos fabricantes por ha -1 desta mistura. Para aplicação deste fungicida, foi utilizado pulverizador costal de 1 m. O presente trabalho tem como objetivo trazer, uma luz sobre os aspectos que devem ser observados sobre a aplicação de fungicidas, de modo a se obter uma maior eficiência e uma maior relação custo/benefício na utilização dessa estratégia de manejo de doenças na cultura do milho, a utilização do fungicida. Palavras-Chave: Zea mays L.. Milho-doenças e pragas. Controle químico. vii FONTANA, Anderson Luiz. PRODUTIVIDADE DE HÍBRIDO DE MILHO COM DIFERENTES FUNGICIDAS. Foz do Iguaçu, 2012. Trabalho Final de Graduação Faculdade Dinâmica de Cataratas. ABSTRACT Maize (Zea mays) belongs to the family Poaceae, is a plant monoecious character and its characteristic morphology results from condensation, deleting and multiplication of various parts of the basic anatomy of Poaceas. Aspects of reproductive and vegetative plant can be modified through interaction with environmental factors that affect the control of the individual's development from fertilization to maturity and reproduction. Corn is grown in various regions with their own environmental characteristics and due to different times of plantations producing areas of Brazil remains practically the whole year in the field, this ends up being a deciding factor for the occurrence of diseases with different degrees of incidence, thereby compromising on the production. The Hybrid selected for this study was Syngenta Hybrid - Fórmula, which has a cycle super early. We used systemic fungicide strobilurin and triazole compound, in doses recommended by the manufacturers for ha-1 of this mixture. For the purposes of this is to bring then a light on aspects that should be observed on the application of fungicides in order to achieve greater efficiency and greater cost/ benefit in using this strategy of disease management in the culture of corn, the use of the fungicide. Keywords: Zea mays L.. Maize diseases and pests. Chemical control. viii SUMÁRIO RESUMO............................................................................................................. vii ABSTRACT......................................................................................................... viii 1 INTRODUÇÃO................................................................................................. 11 2 REFERENCIAL TEÓRICO....................................................................... 13 2.1 O MILHO.............................................................................................. 13 2.2 A HISTÓRIA DO MILHO NO BRASIL..................................................... 14 2.3. PRODUÇÃO DA PLANTA DE MILHO................................................... 16 2.4. HÍBRIDO DE MILHO............................................................................. 17 2.5 QUALIDADE DO PLANTIO.................................................................... 17 2.5.1 Condições Ideais de Plantio............................................................... 18 2.6. DOENÇAS DA PLANTA DO MILHO........................................................ 20 2.6.1 Doenças Foliares na Cultura do Milho................................................ 21 2.6.1.1 Mancha por Phaeosphaeria.................................................................... 21 2.6.1.2 Ferrugem Polysora............................................................................ 22 2.6.1.3 Ferrugem Branca ou Tropical............................................................. 23 2.6.1.4 Ferrugem comum.............................................................................. 24 2.6.1.5 Mancha por Helminthosporium turcicum............................................. 24 2.6.1.6 Mancha por Helminthosporium maydis............................................... 25 2.6.1.7 Míldio do sorgo em milho................................................................... 26 2.6.1.8 Cercosporiose................................................................................... 26 2.7 MÉTODOS DE CONTROLE DAS DOENÇAS FOLIARES........................... 27 2.7.1 Aplicação de Fungicida na Cultura do Milho......................................... 28 2.7.2 Modo de Ação dos Fungicidas........................................................ 29 2.7.2.1 Grupo químico: Triazóis................................................................... 29 2.7.2.2 Grupo químico: Estrobilurina............................................................ 30 2.7.2.3 Cuidados com a utilização de fungicidas.......................................... 31 3 MATERIAL E MÉTODOS................................................................................ 32 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO............................................... 32 3.2 CARACTERIZAÇÃO DO HÍBRIDO............................................................... 32 3.3 CARACTERIZAÇÃO DOS FUNGICIDAS..................................................... 33 3.3.1 Priori Xtra ......................................................................................... 33 3.3.2 Opera ................................................................................................ 33 3.3.3 Nativo........................................................................................................ 34 3.3.4 Abacus ….......................................................................................... 35 3.4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS..................................................... 36 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO....................................................................... 38 5 CONCLUSÃO.................................................................................................. 41 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 42 11 1 INTRODUÇÃO O milho (Zea mays) pertence á família Poaceae, é uma planta de caráter monóico e sua morfologia característica resulta da condensação, supressão e multiplicação de várias partes da anatomia básica das Poaceas. Os aspectos reprodutivos e vegetativos da planta podem ser modificados através da interação com os fatores ambientais que afetam o controle do desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação até a maturidade e a reprodução. O resultado geral da seleção natural e da domesticação deste cultivar foi para produzir uma planta anual, ereta e vigorosa que é arquitetada para a produção de grãos. O milho é cultivado em diversas regiões com características ambientais próprias e devido a diferentes épocas de plantios nas regiões produtoras do Brasil permanece praticamente o ano todo no campo, isso acaba sendo um fator decisivo para ocorrência de doenças com diferentes graus de incidência, assim comprometendo em parte a produção. Nos últimos anos aumentou muito a preocupação com o controle de doenças associadas à cultura do milho, a utilização de fungicidas químicos passou a ser um parceiro dos produtores contra as doenças fúngicas. A produção do milho tem aumentado muito, isto só é possível devido adoção de tecnologias modernas, um exemplo é o plantio direto, a correção e a fertilização adequada do solo, sementes melhoradas com alta capacidade produtiva entre outros. O milho tem alto potencial produtivo, a semeadura do milho verão é feita em agosto, já a do milho safrinha é feita em fevereiro, logo depois da colheita da soja. O milho é dividido em super precoce, precoce e tardio, o que os diferencia e a quantidade de graus/dias para completar seus ciclos. O cultivo é idealmente mecanizado, é beneficiado pelo plantio direto. Na década de 90, várias doenças foliares fúngicas tem causado sensível redução qualitativa e quantitativa na produção de milho pela frequência e severidade com que vem ocorrendo. Vários fatores podem estar contribuindo para o aumento na incidência destas doenças neste cultivar como, o aumento da área cultivada, o manejo inadequado da água em plantios sob pivô de aspersão convencional, plantio direto de milho sobre restos de milho da safra anterior e também plantios consecutivos sem rotação de cultura, o grande 12 número de cultivares comerciais com diversos níveis de resistência às doenças, os quais podem contribuir significantemente para o aumento dos patógenos. Enfim, na tentativa de reduzir perdas na produção e diante da efetiva resposta positiva de controle de doenças nas partes aéreas do milho, os fungicidas têm sido utilizados em maior escala o que vem aumentado anualmente nas áreas de alta produtividade da cultura. O Híbrido selecionado para este trabalho foi o Híbrido Fórmula, que possui um ciclo super precoce. O presente trabalho tem como objetivo analisar a eficiência na utilização de fungicidas no controle de doenças foliares que têm influência direta na produção desse cultivar. 13 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 O MILHO Dentro da classificação botânica segundo Joly (2002), o milho pertence à ordem Gramineae, família Grimineceae, sub-família Panicoideae, tribo Maydeae, gênero Zea, espécie Zea may. O Gênero Zea é considerado monotípico e constituído por uma única espécie, ou seja, Zea mays L. A semente do milho é um tipo especial de fruto, botanicamente classificado como cariopse. Apresenta basicamente três partes: o pericarpo, endosperma e o embrião. O embrião nada mais é do que a planta em miniatura, pois já possui primórdios de todos os órgãos da planta desenvolvida (MAGALHÃES, 2002). As raízes secundárias e adventícias intensamente ramificadas num sistema radicular denominado fasciculado, esse sistema raramente penetram mais que 40 cm no solo e plenamente desenvolvido atinge um raio de cerca de 50 cm em torno da planta (SOARES, 2005). De acordo com Magalhães et al (2002), a parte aérea da planta atinge a altura em torno de 2 metros, podendo variar em função da variedade ou híbrido, condições climáticas, fertilidade do solo, etc. É constituída pelo colmo que é ereto, via de regra, não ramificado, apresentando nós e inter-nós, de natureza esponjosa, relativamente ricos em açúcares o que lhes confere sabor adocicado. As folhas dispõem-se alternadamente e inserem-se nos nós. São constituídas de uma bainha invaginante, pilosa de cor verde clara e limbo-verde escuro, estreito e de forma lanceolada, possuindo bordos serrilhados com uma nervura central vigorosa e em forma de canaleta (JOLY, 2002). Segundo Soares (2005), a planta do milho é monóica, isto é, possui os dois sexos na mesma planta, separados em inflorescências diferentes, as espigas são femininas com estigmas tão longos que lembram fios de cabelo (cabelo-demilho). Conforme Casela et al. (2012), dependendo da espécie, os grãos têm cores variadas, podendo ser amarelos, brancos, vermelhos, azuis ou marrons. 14 2.2 A HISTÓRIA DO MILHO NO BRASIL A espiga mais antiga de milho conhecida é datada de 7.000 a.C. Com o passar dos anos, a domesticação e o melhoramento genético tornaram a planta completamente dependente da ação do homem (CIB, 2006). De acordo com Ramos (2011) a cultura do milho (Zea mays L.) representa grande importância econômica e consequentemente social no Brasil, pois seus grãos são tanto utilizados na alimentação humana quanto na animal. Devido ao seu grande potencial alimentício, sua demanda e sua produção estão sempre em fiel crescimento. É um dos alimentos mais nutritivos que existem, contendo quase todos os aminoácidos conhecidos, sendo exceções a lisina e o triptofano. Segundo Fontes (2012), além das fibras, o grão de milho é constituído de carboidratos, proteínas, vitaminas (A e complexo B), sais minerais (ferro, fósforo, potássio, cálcio), óleo e grandes quantidades de açúcares, gorduras, celulose e calorias. Para Manegaldo (2011), o milho é cultivado em diversas regiões do mundo. Os Estados Unidos é o maior produtor, em segundo vem a China e depois o Brasil. Paraná é o maior Estado produtor com mais de 50% do total da região Sul. O Brasil também é exportador do grão de milho. O milho não é nativo no Brasil, os únicos países que são considerados que deram origem ao milho é o México e a Guatemala. (CIB, 2006) De acordo com a CPT1 (2010), além de seu alto prestígio no agronegócio, o milho também é uma das culturas mais cultivadas pela agricultura familiar brasileira, tanto para a subsistência quanto para a venda local. Conforme Fancelli (2000), a cultura do milho é uma das mais tradicionais da agricultura brasileira e ocupam posições significativas quanto ao valor da produção agropecuária, área cultivada e volume produzido, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. O Brasil é o terceiro país em área plantada, a produtividade vem crescendo ano após ano passou de 20 a 25 milhões de toneladas nos anos 90, atingindo entre 38 a 41 milhões de toneladas nos últimos anos (PEIXOTO, 2002). Segundo o SEAB (2008), o diferencial para o aumento na produção tem sido a adoção das tecnologias disponíveis, o que faz o rendimento médio passar de 2.414 1 Centro de Produções Técnicas 15 kg ha-1 na década de 90, para os atuais 3.983 kg ha -1, um aumento de 65% em menos de duas décadas. Na safra de 2010/2011 a área plantada foi perto dos 13,28 milhões de hectares, e a produção foi de cerca de 55,6 milhões de toneladas deste grão, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB, 2011). Este aumento do volume de grãos de milho produzidos no país corresponde, em uma análise simples e comparativa num aumento considerável de produtividade. Segundo Ramos (2011), esse aumento da produtividade nacional deve ser atribuído à melhoria genética dos grãos que mudou significantemente as bases do manejo do milho, esse melhoramento além de selecionar linhagens puras e eficientes em relação à produção para obtenção de híbridos com alto grau de produtividade proporcionou mudanças na distribuição espacial de plantio Continuando seu pensamento Ramos (2011), diz que o novo arranjo espacial diversificou a arquitetura das plantas as tornando mais eretas em relação às folhas e mesmo a planta o que resulta numa redução da competição intraespecífica e num efetivo aproveitamento da luminosidade e da radiação solar. Para Vilarinho (2005), o milho é um dos cereais mais cultivados em todo o mundo, é responsável pela produção de itens muito utilizados, tanto para a alimentação humana, animal, e para fabricação de matérias primas. Na realidade, o uso do milho em grão como alimentação animal representa a maior parte do consumo desse cereal, isto é, cerca de 70% no mundo. O milho é cultivado em todo o Brasil, está presente na agricultura familiar e nas grandes empresas agropecuárias. É uma cultura de grande e diversificada utilização na sociedade moderna, e um dos produtos agrícolas de mais ampla distribuição mundial, de acordo com o CPT (2010). A importância do milho não está apenas na produção de uma cultura anual, mas em todo o relacionamento que essa cultura tem na produção agropecuária brasileira, tanto no que diz respeito a fatores econômicos quanto a fatores sociais. Pela sua versatilidade de uso, pelos desdobramentos de produção animal e pelo aspecto social, o milho é um dos mais importantes produtos do setor agrícola no Brasil (NUNES, 2009). Enfim, apesar da evolução gradativa dos rendimentos obtidos e das quantidades produzidas, a produção de grãos por unidade de área ainda não 16 corresponde ao potencial genético dos cultivares disponíveis, levando a constante tentativa de aumento de produtividade como levanta Ramos (2011) em seu trabalho. 2.3. PRODUÇÃO DA PLANTA DE MILHO O milho é bastante responsivo à tecnologia e tem alto potencial produtivo. O nível tecnológico da cultura está entre o médio e o alto. O cultivo é mecanizado e se beneficia bastante da técnica de plantio direto. O plantio de milho é feito tanto na chamada "safrinha" quanto na safra principal (ou seja, a safra de verão), segundo Indicações ...(2001). A produção de milho no Brasil tem-se caracterizado pela divisão da produção em duas épocas de plantio. Segundo a Cruz (2006), a primeira safra, ou plantios de verão são realizados na época tradicional, durante o período chuvoso, que varia entre fins de agosto, na região Sul, até os meses de outubro/novembro, no Sudeste e Centro-Oeste (no Nordeste, esse período ocorre no início do ano). A segunda safra denominada “safrinha” tem aumentado muito, o plantio é feito em fevereiro, logo depois da colheita da soja. Segundo Nunes (2009), o plantio de uma lavoura deve ser muito bem planejado, pois determina o inicio de um processo de cerca de 120 dias e que afetará todas as operações envolvidas, além de determinar as possibilidades de sucesso ou insucesso da lavoura. A densidade de plantio varia basicamente com a cultivar e com a disponibilidade de água e nutrientes. Uma análise das 302 cultivares de milho mostrou que a densidade recomendada pode variar de 40.000 a 70.000 plantas ha -1. De acordo com Vilarinho (2005), a muitos fatores que afetam a produtividade do milho entre elas está a densidade de plantio, que pode ser definida como o número de plantas por unidade de área. A densidade recomendada para as cultivares modernas varia de 40 mil a 70 mil plantas por hectare, com espaçamento entre linhas de 0,80m a 1,00m, podendo chegar a 80 mil plantas por hectare em espaçamentos reduzidos (45 a 50 cm). Para aumentar a produção sem aumento de área, os agricultores devem aumentar a produtividade, de modo a atender a demanda e para isso se utilizam de algumas ferramentas como híbrido de maior heterose (híbridos simples) e práticas agronômicas (PESKE, 2006). 17 Para Moraes (2011), o aumento da produção do milho foi possível à adoção de tecnologias modernas proporcionadas pela ciência, a exemplo do plantio direto, da correção e da fertilização adequada do solo, técnicas de manejo integrado de plantas invasoras, doenças e insetos, pragas e da crescente adoção de sementes melhoradas com alta capacidade produtiva. Nesse último caso, as contribuições mais importantes são a utilização de híbridos simples e a adoção de sementes geneticamente modificadas (GMs). 2.4. HÍBRIDO DE MILHO Conforme a Revista Rural (2005), evidências fósseis provam que os milhos atuais produzem cerca de cinquenta vezes mais do que os milhos primitivos. Na verdade, em muitos casos, um único grão de certas variedades atuais do milho contém maior quantidade de alimento do que todos os grãos de uma espiga primitiva. De acordo com Bespalhok et al. (2007), para se obter o milho híbrido se parte do princípio das linhagens puras, as quais são cruzadas entre si, dando como resultado a semente híbrida, que é utilizada nos plantios comerciais. Para a formação de híbrido precisa-se seguir 3 operações: primeiro a obtenção, através de autofecundações sucessivas e seleção, de linhagens endogâmicas (puras); posteriormente avaliar as linhagens selecionadas; e então, cruzar as melhores linhagens para a obtenção de sementes híbridas; e produzir de sementes em grandes quantidades. Segundo Soares (2005), o milho híbrido, como ocorre com todos os híbridos em geral, só tem alto vigor e produtividade na primeira geração, de modo que é necessário obter a semente híbrida de novo todos os anos, pois esta com o passar das gerações (2ªou3ª) se torna estéril. 2.5 QUALIDADE DO PLANTIO O primeiro passo na produção de uma cultura é a escolha da semente. O rendimento de uma lavoura de milho é o resultado do potencial genético da semente 18 e das condições climáticas do local de plantio, além do manejo da lavoura. De modo geral, o cultivar é responsável por 50% do rendimento final. Portanto, a escolha correta da semente é a razão do sucesso ou insucesso da lavoura (CRUZ, 2010). Conforme Horn (2010), a qualidade de plantio é um dos principais fatores que pode influenciar o resultado final da lavoura. Cada híbrido de milho possui uma população ideal que, quando combinada com boas práticas de manejo, pode refletir em ganhos expressivos de produtividade. Para Gassem (2006), o plantio direto é uma da mais importantes evoluções na agricultura, depois da mecanização e do melhoramento genético de plantas. Apresenta muitas vantagens relacionadas com a redução de custos, redução na erosão, aumento na atividade biológica, na fixação de carbono da atmosfera, melhor qualidade da água etc. Mas exige planejamento de sistemas de produção, com rotação de culturas, adubação verde e, principalmente, qualidade no processo de semeadura. Segundo Horn (2010) deve-se atentar para que as sementes sejam plantadas em profundidade adequada, com um bom contato solo-semente e bem distribuídas na linha de plantio. Mesmo atingindo o número desejado de sementes por metro, se a semente não for distribuída de maneira uniforme tanto em profundidade, quanto na linha de plantio, o rendimento desta lavoura já estará comprometido. Para se ter uma boa plantação o agricultor não pode abrir mão de realizar manutenção e os ajustes necessários da semeadora. De acordo com Gassem (2006), para as lavouras de alto potencial de produção, a profundidade de semeadura pode afetar a formação de raízes e, em consequência o maior crescimento da planta, a formação da espiga e o enchimento de grãos de milho. È necessário muito atenção na qualidade da semeadura, para poder garantir o estabelecimento de plantas vigorosas e de boa produtividade. 2.5.1 Condições Ideais de Plantio A temperatura tem um papel de destaque principalmente nas regiões Sul e Nordeste (MAGALHÃES et al., 2002). Segundo Fancelli & Dourado Neto (2000) quando a temperatura do solo ideal seria entre 25 e 30ºC. Por ocasião da floração, temperaturas médias superiores 19 a 26 ºC aceleram o desenvolvimento dessa fase e inferiores a 15,5 ºC o retarda. Quando a temperatura é acima de 35 ºC, devido a diminuição da atividade da redutase do nitrato, o rendimento e a composição protéica do grão podem ser alterados. Temperaturas acima de 33 ºC durante a polinização reduzem sensivelmente a germinação do grão de pólen. Verão com temperatura média diária inferior a 19ºC e noites com temperatura média inferior a 12,8 ºC não são recomendados para produção de milho. Temperaturas noturnas superiores a 24ºC proporcionam um aumento da respiração de tal forma que a taxa de fotoassimilados cai e, com isso, reduz a produção. Redução da temperatura abaixo de 15ºC ocasiona retardamento na maturação do grão (FANCELLI & DOURADO NETO, 2000). Solos de textura média, com teores de argila em torno de 30-35%, ou mesmo argilosos, com boa estrutura, como os latossolos, que possibilitam drenagem adequada, apresentam boa capacidade de retenção de água e de nutrientes disponíveis às plantas, são os mais recomendados para a cultura do milho de acordo com Magalhães et al (2002). De acordo com Soares (2005), o milho, uma planta cujo sistema radicular tem grande potencial de desenvolvimento, é desejável que o solo seja profundo (mais de 1m). Conforme Fancelli & Dourado Neto (2000) tendo em vista o controle da erosão e as facilidades de mecanização, deve-se dar preferência às glebas de topografia plana e suave, com declives até 12%. O milho, é plantado na maioria das áreas, no período chuvoso, ou seja, é uma cultura típica de sequeiro; o uso consuntivo de água pela cultura é função das características físico-hídricas do solo e da demanda de água pela atmosfera. Enquanto o conteúdo de água no solo não atinge um teor critico que, para a cultura do milho, está em torno de 30% da água extraível, o que conduz o consumo de água pela cultura são as condições climáticas (FANCELLI; DOURADO NETO, 2000). 20 2.6. DOENÇAS DA PLANTA DO MILHO Apesar do milho ser uma cultura considerada bastante tolerante à ação dos agentes de estresse, este tem manifestado significativa vulnerabilidade à incidência de patógenos, em função do cultivo sucessivo, desrespeito às épocas adequadas de semeadura em diversas regiões produtoras e recomendações equivocadas de genótipos, dentre outros fatores (FANCELLI; DOURADO NETO, 2000). Juntamente com o aumento da produtividade houve também um alto crescimento na severidade e incidência de doenças no cultivar, em uma cultura como a do milho, que é plantada em várias regiões diferentes é de se esperar a ocorrência de um elevado número de doenças de acordo com Ramos (2011). O cultivo na safrinha tem contribuído para a preservação do inóculo de vários patógenos, que por decorrência da safra posterior acaba infestando a de verão (OLIVEIRA et al, 2004). Segundo Fornasieri (1992), as doenças foliares mais comuns são a ferrugem comum (Puccinia sorghi), a ferrugem polisora (P. polysora), a helmintosporiose (Helminthosporium turcicum), mancha da cercosporiose (Cescospora zeaemaydis) e a mancha de Phaeosphaeria (P. maydis), estas doenças são encontradas em qualquer lavoura. Outros patógenos causadores de mancha foliar, tais como a mancha de Helminthosporium (H. maydis), mancha marrom (Physoderma maydis), míldio do sorgo (Peronoclerospora sorghi) e antracnose (Colletotrichum graminicola), também ocorrem, sendo, porém, de pouca importância. Os efeitos causados por essas doenças são indiretos ao milho, atacam através da redução da área foliar, deixando a planta mais debilitada é mais vulnerável a entrada de patógenos que apodrecem o colmo e a raiz (ALVIM et al., 2010). Inúmeros podem ser os fatores que interferem na produtividade das plantas cultivadas, todavia merece destaque especial à presença de patógenos e insetos-praga, os quais são responsáveis pela destruição de grandes quantidades de alimentos, bem como amplificam significantemente os custos financeiros da atividade agrícola (FANCELLI; DOURADO NETO, 2000). 21 Segundo Fantin (2006) para o controle destas pragas, recomendam-se utilização de cultivares mais resistentes, rotação de culturas, sincronia das épocas de semeadura do milho em uma região, uso de sementes de boa qualidade e tratadas com fungicidas, bom manejo de solo, adubação adequada, controle de pragas e de plantas daninhas. Muitas vezes há a necessidade do uso complementar de fungicidas na parte aérea das plantas, o que tem se mostrado economicamente viável principalmente em lavouras bem conduzidas e com bom potencial produtivo, sobretudo quando instaladas em área de risco de epidemias (VILELA et al., 2009). De acordo com Casela e Ferreira (2006), essas medidas trazem um benefício imediato ao produtor por reduzir o potencial de inóculo em sua lavoura, mas, principalmente, contribuem para uma maior durabilidade e estabilidade da resistência genética presentes nas cultivares comerciais por reduzirem a população de agentes patogênicos. Portanto, o uso de fungicidas deve ser considerado apenas para híbridos suscetíveis conforme trata Munkvold et al. (2001) apud Juliatti & Zuza et al. (2007). 2.6.1 Doenças Foliares na Cultura do Milho Segundo Alvin et al. (2010), no milho a redução da área foliar, por doenças, altera atividade fisiológica, e consequentemente o rendimento dos grãos. A descrição das doenças a seguir segue a Circular Técnica da EMBRAPA nº 26 de Abril de 2000 de Fernandes e Oliveira (2000), exceto da Cercosporiose. 2.6.1.1 Mancha por Phaeosphaeria De acordo com Cruz (2006), a partir dos anos 90 esta doença tem aumentado significantemente, podendo, hoje, ser encontrada em praticamente toda a extensão do território nacional onde é cultivado. A severidade da doença em plantas susceptíveis pode acarretar uma perda na produção de cerca de 60%. Segundo Fernandes e Oliveira (2000), a doença é causada pelo fungo Phaeosphaeria maydis, e o principal sintoma da doença é o aparecimento de lesões necróticas na área foliar, de cor palha, em número variável e formato de circular à 22 elíptica, em geral os primeiro sintomas aparecem nas folhas inferiores e progride rapidamente em direção ao ápice da planta. Em condições favoráveis, ou seja, com umidade relativa acima de 60% e temperaturas noturnas em torno de 14ºC, essa doença pode causar seca precoce das folhas e redução no ciclo da planta; o tamanho e o peso do grão ficam seriamente comprometidos (CRUZ, 2010). Caso os restos dessa cultura não sejam incorporados ao solo para decomposição, é provável que ocorra um aumento considerável de inóculos desse patógeno na área (FERNANDES E OLIVEIRA, 2000). De acordo com Fantin (2006), o controle químico desta doença pode ocorrer através de pulverização das partes aéreas da planta, pois o fungo já se demonstrou sensível a vários fungicidas. 2.6.1.2 Ferrugem Polysora Segundo Cruz (2006), desde os anos 80, a ferrugem polysora tem demonstrado ser um sério problema nas culturas de milho, mais recentemente no Paraná. Sua ocorrência é dependente da altitude, ocorrendo com maior intensidade em altitudes abaixo de 700m. A doença é causada pelo fungo Puccina polysora e sob condições favoráveis essa ferrugem pode ocorrer em toda a extensão da planta, folhas, caule, palha das espigas e bainha causando seca prematura da mesma e consequentemente, queda severa no tamanho dos grãos e das espigas (CRUZ, 2010). Conforme Fernandes e Oliveira (2000) esta doença pode ser observada em qualquer estágio do desenvolvimento da planta, iniciando-se na parte inferior desta, na forma de pústulas, estas possuem formato circular de cor marrom clara em plantas jovens tornando-se escuras na medida em que se chega à fase de maturação da planta, as pústulas podem ser encontradas em ambas as faces das folhas, podendo ser encontradas ainda encobertas pela epiderme da planta, as que assim não se acham, apresentam aspecto pulverulento. A severidade desta pode ser aumentada em temperaturas em torno dos 27º e umidade relativa do ar alta; sua disseminação ocorre muito facilmente pelo 23 vento, e em condições favoráveis a multiplicação do inóculo do patógeno ocorre rapidamente (CRUZ, 2010). Para Fantin (2006), caso ocorra esta doença na planta ainda jovem a perda na produtividade é muito significativa, já em plantas na fase final do desenvolvimento, praticamente não fica a produção afetada. Conforme Cruz (2010), o controle químico da ferrugem polysora é possível através de pulverização das partes aéreas da planta, esse tipo de controle é vantajoso apenas quando a doença ocorre nas fases iniciais, onde coloca em risco a produção; neste caso é imprescindível que as pulverizações sejam feitas a partir do aparecimento dos primeiros sintomas, evitando assim, o aumento do potencial do inóculo na área. 2.6.1.3 Ferrugem Branca ou Tropical Segundo Cruz (2006), no Brasil, é uma das doenças mais novas nas culturas de milho, tendo sido relatada por volta de 1985. O problema é maior em plantios contínuos, principalmente em áreas pivot. Assim como a ferrugem polysora, esta, sob condições favoráveis pode causar a seca prematura da planta, tendo assim o mesmo dano desfavorável à produção que na primeira (FERNANDES E OLIVEIRA, 2000). A doença é causada pelo fungo Physopella zeae e pode ser facilmente identificada pelo aparecimento de pústulas de coloração creme, na face superior das folhas, paralelamente às nervuras; com o seu desenvolvimento, as pústulas tornamse circundadas por um halo escuro avermelhado (CRUZ, 2010). Conforme Fernandes e Oliveira (2000), os uredosporos podem ser transportados pelo vento, o que agiliza bastante a disseminação da doença, sendo que esta pode ocorrer em qualquer fase do desenvolvimento da planta, sendo, é claro mais prejudicial, em plantas jovens e em condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do patógeno, como altas temperaturas, alta umidade e baixas altitudes. Segundo o mesmo autor, por ser um patógeno de menor exigência em termos de umidade o problema tende a ser maior na safrinha; há aqui a possibilidade de controle químico, mas o método mais eficiente é a utilização de cultivares resistentes. 24 2.6.1.4Ferrugem comum Segundo Cruz (2006), é a ferrugem mais antiga e a mais estudada na cultura de milho, tendo assim ampla distribuição no Brasil, com moderada severidade, sendo que nos estados do Sul sua severidade se apresenta aumentada. De acordo com Brandão (2002), a ferrugem comum é favorecida por temperaturas baixas, abaixo de 16ºC e alta umidade relativa do ar, 100%; sob estas condições pode causar seca prematura da planta comprometendo a produção. Continuamente estudando esta ferrugem do milho o mesmo autor (2003) cita em se trabalho que a doença é causada pelo fungo Puccina sorghi, que apresenta ciclo completa, tendo como hospedeiro alternativo o trevo. Sua disseminação se dá pelo vento; esta pode ocorrer pelo inóculo do próprio milho, os uredosporos ou pelos aeciosporos, produzidos pelo hospedeiro alternativo . Essa ferrugem pode ser encontrada em qualquer fase do desenvolvimento da planta, inicialmente nas folhas baixeiras, como nas outras ferrugens se na fase jovem da planta ocorrer a doença a perda de produção será maior do que se na fase final do ciclo. As pústulas que aqui ocorrem são alongadas de cor marrom clara na fase inicial tornando-se marrom escura à medida que a planta se aproxima da fase de maturação; estas podem ser encontradas nas duas faces da folha e devido ao rompimento da epiderme apresenta a característica de uma fenda (CRUZ, 2010). De acordo com Fantin (2006), em plantas jovens o controle químico com fungicidas pode ser obtido se as aplicações forem iniciadas logo após o aparecimento das primeiras pústulas, já, se ocorrer em plantas já em ciclo final de maturação não há necessidade de fungicida, pois a redução na produção não é significativa, tornando o seu uso desnecessário. 2.6.1.5 Mancha por Helminthosporium turcicum (Helmintosporiose) De acordo com Cruz (2006), como a ferrugem comum, é uma das doenças mais antigas e importantes na cultura do milho, no Brasil, o problema tem sido maior em plantios de safrinha, as perdas podem atingir até 50% da produção em ataques antes do período de floração. 25 Segundo Fernandes e Oliveira (2000), essa doença é causada pelo fungo Helminthosporium turcicum, os sintomas mais comuns são o aparecimento de lesões necróticas nas folhas, de coloração palha, e bordas bem definidas, alongadas, grandes e largas, irregularmente distribuídas na superfície foliar, em casos severos, coalescem. Devido à frutificação do fungo as lesões podem se tornar escuras. Após o pendoamento, em plantas susceptíveis, pode causar seca prematura da planta e redução do tamanho dos grãos. Segundo Cruz (2010), essa doença é favorecida por temperatura ótima em 20ºC e pela presença de orvalho na superfície das folhas; seus esporos produzidos nas primeiras lesões são disseminados pelo vento ou pela água da chuva, causando rápida distribuição destes esporos pela lavoura. O desenvolvimento deste fungo é negativo ao fotoperíodo , a intensidade de luz e a concentração de açúcar nas plantas; este possui outros hospedeiros além do milho, o sorgo, o capim maçambará e o teosinto; em lavouras de milho localizadas nos derredores de lavouras de sorgo há uma baixa contaminação do milho. Este fungo sobrevive em restos de cultura na forma de conídios ou clamidósporos, sendo assim, em áreas onde os restos não são incorporados ao solo, pode ocorrer um aumento potencial do inóculo conforme trata Fernandes e Oliveira (2000). Continuando o autor diz que, a mancha por Helminthosporium turcicum pode ser controlada pela aplicação do fungicida, apesar do uso de cultivares resistentes ser o meio mais eficiente e econômico de controle da mancha. 2.6.1.6 Mancha por Helminthosporium maydis (Helmintosporiose) Nos anos 70 ocorreu uma epidemia do fungo Helminthosporium maydis, causando sérios prejuízos à cultura de milho no Brasil. Hoje, possui severidade média a baixa como cita Cruz (2006). Segundo Fernandes e Oliveira (2000), as lesões são de cor palha, geralmente limitadas pelas nervuras e aparecem primeiramente nas folhas baixeiras, nas outras áreas do milho as lesões aparecem circundadas por um halo avermelhado, no interior das palhas e dos grãos, as lesões são de cor preta. Conforme trata Fantin (2006), o clima favorável a esta doença é de temperaturas entre 20 e 32 ºC e pela presença de orvalho sobre as folhas. Os conídios são disseminados pelo vento e pela água da chuva, sob condições 26 favoráveis, a doença rapidamente atinge níveis epidêmicos. Como este fungo sobrevive nos restos de cultura, a aração e gradagem e a rotação de cultura são técnicas fundamentais para a redução do inóculo. A melhor forma de controle é a utilização de cultivares resistentes. 2.6.1.7 Míldio do sorgo em milho Segundo Cruz (2006), sua ocorrência se deu no início da década de 70, no Brasil, sendo que primeiramente se deu no sorgo e posteriormente no milho, sendo então o que deu esse nome a doença. De acordo com Fernandes e Oliveira (2000), as plantas de milho com essa doença que é causada pelo fungo Peronosclerospora sorgi, apresentam deformações no pendão e as estruturas florais tomam o aspecto de pequenas folhas; ou folhas estreitas e eretas sem a presença de pendão, em ambos os casos não há a formação de espigas. Sob condições favoráveis de temperatura (entre 21 e 23ºC) e na presença de orvalho, no período noturno há uma grande produção de esporângios, que são muito dispersíveis pelo vento pelas primeiras horas da manhã; em caso de infecção se a temperatura se mantiver abaixo dos 22ºC a doença pode alcançar níveis epidêmicos (CRUZ, 2010). Conforme Fernandes e Oliveira (2000), ao longo do tempo o plantio direto pode causar o acúmulo do inóculo no solo. A utilização de cultivares resistentes é a melhor forma de controle desta doença; a utilização de fungicidas nas sementes de milho efetivamente controla o fungo, este quando presente nas sementes ou no solo. 2.6.1.8 Cercosporiose A descrição desta doença foi retirada da 2º edição da versão eletrônica de Sistemas de Produção I, EMBRAPA Milho e Sorgo – Cultivo do Milho, de Casela et al. (2006). Conforme Cruz (2006), atualmente esta doença esta presente em todo centro sul do Brasil, sendo que no ano 2000, esta era encontrada em pequenas porções do território nacional. Quando em plantas suscetíveis, as perdas podem atingir 80% da produção. 27 A doença é causada pelo fungo Cercospora zeae-maydis, C. sorgi ou sp. Maydis, segundo Casela et al. (2006), os sintomas característicos desta são o aparecimento de manchas cinza, retangulares e paralelas as nervuras, podendo ocorrer acamamento em ataques severos. Conforme o mesmo autor, sob condições favoráveis de temperaturas entre 22 a 30 ºC e umidade acima de 95% podendo este ocorrer com alta severidade na cultura. Sua disseminação ocorre através de esporos e restos de cultura levados pelo vento e respingos de chuva. Para reduzir o potencial do inóculo é aconselhável evitar os restos das culturas infectadas nas áreas de cultivo. 2.7. MÉTODOS DE CONTROLE DAS DOENÇAS FOLIARES De acordo com Nowell e Laing (1998) apud Ramos (2011) a prevenção ainda é a melhor forma de controle, pois aplica-se o conceito da proteção de plantas, no caso de não resolução do problema utiliza-se os fungicidas para que a perda na produção seja controlada e reduzida a um menor percentual possível. Segundo Ghini et al. (2000), um dos principais métodos de controle das doenças foliares é o uso de fungicidas, uma de suas vantagens é a aplicação facilitada e os rápidos resultados que são obtidos, apesar de estes serem de maior efetividade quando a planta está em estágio inicial, pois quando em estágio de maturação o uso dos fungicidas não resulta em melhoras na produtividade. Fungicida é um pesticida que destrói ou inibe a ação temporariamente (fungistáticos) dos fungos que geralmente atacam as plantas. A utilização de fungicidas sintéticos é muito comum na agricultura convencional (RAMOS, 2011). De acordo com Juliatti (2004) alguns fungicidas têm ação protetora e outros curativos e sistêmicos. Dentro desta classificação incluem-se os indutores de resistência que não agem como fungicidas inibidores do crescimento micelial e da esporulação (antiesporulantes); grandes culturas como a do milho têm recebido no campo pulverizações destes fungicidas visando reduzir o progresso de doenças foliares. 28 2.7.1 Aplicação de Fungicida na Cultura do Milho A utilização de fungicidas químicos em aplicações de doenças foliares para controle destas no território nacional é uma prática recente conforme trata Barros (2008). Para Costa e Cota (2008), há alguns anos, a utilização de fungicidas para o manejo de doenças na cultura do milho era restrita a campos de produção de sementes e de milhos especiais, como milho pipoca e milho doce. Nos últimos anos, entretanto, tem-se verificado um aumento gradativo da utilização de fungicidas em lavouras comerciais destinadas à produção de grãos. Segundo Veiga (2007), essa prática ainda é pouco utilizada mas apresenta resultados satisfatórios tanto pela execução de um controle de doenças efetivo como pela aplicação de um produto eficiente que trará ao produtor um retorno positivo em seus rendimentos. Os principais fungos que infestam ou infectam as sementes de milho (Zea mays L.) são Fusarium moniliforme (Sheld.), Cephalosporium sp., Aspergillus spp. e Penicillium spp. (PINTO, 1998). No solo os fungos encontram condições ideais para atacar as sementes de milho, principalmente, quando a semeadura é realizada em condições subótimas, isto é, em solo frio e úmido, onde há impedimento da germinação ou a velocidade de emergência é reduzida, propiciando uma maior exposição ao ataque dos fungos (PINTO, 1993). Conforme Brugnera; Lopes (2006), em teste realizados com fungicidas pela fundação Bahia na Fazenda Colorado, a produtividade de grãos foi de 8,3% superior em relação à testemunha que não recebeu aplicação de fungicidas. Em trabalhos realizados por Juliatti ; Juliatti & Brandão et al. (2007), os fungicidas aumentaram a produção em híbridos mais suscetíveis. De acordo com Fugiwara (2008), ao adotar a tecnologia de aplicação de fungicidas na cultura do milho, pode-se obter resultados surpreendentes com ganhos na produtividade em torno de 10 a 30% em relação à área sem tratamento. Segundo Santos (2011), os fungicidas devem ser aplicados de forma racional, obedecendo a um manejo integrado de doenças, aliados aos diversos 29 princípios de controle, tais como, exclusão, erradicação, imunização, evasão, regulação e proteção. 2.7.2 Modo de Ação dos Fungicidas O modo de ação dos fungicidas pode ser divido em : protetores e erradicantes e sistêmicos, dependendo de onde este irá atuar na planta Juliatti & ZUZA et al. (2007), os modernos fungicidas triazóis e as estrobilurinas demonstram relação para estes dois mecanismos. Segundo Ronchi et al. (2003) existem os triazóis extremamente seletivos e de alta translocação na planta até os menos seletivos e de baixa translocação na planta. A relação entre a rápida translocação e a ação do fungicida na planta depende da sua liposolubilidade e da sua hidrosolubilidade. Entre as estrobilurinas tem-se as mais sistêmicas, como a azoxystrobina, e as mesostêmicas (acumulam-se na cutina), que são de liberação lenta para a planta, como a trifloxystrobina (ZAMBOLIM, 1986). De acordo com o mesmo autor, o modo de ação sobre fungos tem-se os fungicidas protetores [cúprico, estanhados, carbamatos, nitrilas (clorotalonil)], que atuam de forma inespecífica nas membranas dos fungos, inibindo a ação protéica e enzimática ; os benzimidazóis são fungicidas que atuam na divisão celular de fungos, interrompendo o ciclo mitótico o que impede a formação da placa metafásica durante a divisão celular; e as acilalaninas, que atuam em espécies do reino cromista (míldios), são inibidores da síntese ou formação de proteínas e deste modo, atuam tanto na fase de formação do esporângio quanto na liberação dos zoósporos. 2.7.2.1 Grupo químico: Triazóis O controle químico pode ser realizado por diversos fungicidas, em especial, fungicidas sistêmicos do grupo dos triazóis. Issa (1983) e Pinto (1997;2004) confirmam que os fungicidas do grupo químico dos triazóis são efetivos no controle de doenças foliares. Conforme cita Ramos (2011), derivados de triazol tem sido utilizados na agricultura como fungicida na inibição de enzimas da via biossintética dos esteróis (cuja função está relacionada à manutenção da integridade da membrana) que 30 atuam na formação do ergosterol, com seu bloqueio, que é um importante lipídio fúngico para a formação da membrana das células; a ausência desta camada leva ao colapso da célula fúngica (micélio) e à interrupção do crescimento micelial (corpo fúngico). Segundo Ronchi et al. (2003), os triazóis apresentam alta efetividade sobre os fungos, controlando um amplo espectro de doenças, mas não apresentam ação sobre fungos que não sintetizam esteróis. O grupo dos triazóis ganhou maior visão quando os fungicidas do grupo dos benzimidazóis não apresentavam resultados satisfatórios, já que os triazóis diferem quanto à resistência do patógeno devido à dificuldade apresentada pelo seu modo de ação (GHINI e KIMATI, 2000). De acordo com Duarte et al. (2009) alguns triazóis estão sendo utilizados em conjunto com estrobilurinas, os quais têm apresentado ótimos resultados no controle de doenças; entretanto mesmo utilizados individualmente os triazóis apresentam resultados satisfatórios no controle de doenças nos cultivares de milho. A eficiência do controle de doenças por fungos no milho está relacionada com o nível de resistência, rotação de culturas, aração e mistura dos restos de uma safra para outra no solo diminuindo os inóculos, a época de aplicação dos fungicidas, quanto mais cedo for aplicado mais efetivo seu resultado, a época de semeadura, a tecnologia de aplicação dos fungicidas, o manejo da cultura (SMITH, 1988). De acordo com Ramos (2011), demonstra-se o potencial dos triazóis no controle de doenças da parte aérea da cultura do milho e a necessidade de integrar práticas de controle que promovam o aumento da produtividade. 2.7.2.2 Grupo químico: Estrobilurina Segundo Bartlett (2002), a descoberta do poder fungicida das estrobilurinas representou um significativo desenvolvimento na produção de pesticidas baseados em compostos derivados de fungos. Na natureza aqueles compostos parecem fazer parte de um mecanismo de supressão da competição por nutrientes por outras espécies de fungos. Estes compostos fazem parte do grupo dos inibidores QoI, cuja toxicidade advém da inibição da cadeia respiratória ao nível do Complexo III, 31 impedindo a cadeia bioquímica de transferência de elétrons na mitocôndria, de acordo com Bartlett (2002). Seu modo de ação ocorre através da inibição da respiração mitocondrial, que bloqueia a transferência de elétrons entre o citocromo b e o citocromo c1, no sítio Qo, interferindo na produção de ATP. Conforme Juliatti (2004), as estrobilurinas dividem-se em: sistêmicas, e as mesostêmicas (acumulam-se na cutina), que são de liberação lenta para a planta. Quanto ao modo de ação sobre fungos tem-se os fungicidas protetores [cúpricos, estanhados, carbamatos, nitrilas (clorotalonil)], que atuam de forma inespecífica nas membranas dos fungos, inibindo a ação proteica e enzimática. Em algumas situações, os depósitos em excesso destes fungicidas podem causar fitotoxidade em plantas. 2.7.2.3 Cuidados com a utilização de fungicidas Segundo Juliatti (2004) existem alguns cuidados que devemos ter em relação aos fungicidas. As aplicações preventivas sempre têm mais sucesso que as curativas; não se devendo usar fungicidas em altas populações de fitopatógenos, pois o risco da seleção de mutantes resistentes é maior; verifica-se de forma sucessiva e efetiva que o uso de formulações de silício para aplicações foliares, têm demonstrado interação com os modernos fungicidas sistêmicos e maximizado, assim, a sua ação na planta em diversos patossistemas (BARLTLETT, 2002). De acordo com Juliatti (2004), recomenda-se que em solos com baixa umidade, ou em plantas sob estresse hídrico, deve-se ter cuidado com o uso de fungicidas triazóis, principalmente em mistura com nitratos ou cloreto de potássio, pois o risco de fitotoxicidade nas plantas é maior; que em patossistemas que evoluem das folhas baixeiras para as superiores a proteção e a tecnologia de aplicação devem propiciar uma boa cobertura de gotas no interior das plantas. Cuidar com uso generalizado de fungicidas em grandes áreas, este deve ser bem dimensionado em relação à tecnologia e disponibilidade de máquinas para o produtor, evitando, assim, o controle curativo (JULIATTI & BRANDÃO et al., 2007). Enfim, as aplicações de fungicidas triazóis de elevada absorção pelas folhas ou que são de rápida entrada e menor translocação devem ser usados com cautela nas horas mais quentes do dia o uso de fungicida deve ser preconizado quando este promover retorno econômico (JULIATTI & ZUZA et al., 2007). 32 3 MATERIAL E MÉTODOS 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO O presente trabalho foi realizado na propriedade do senhor Ademir Fontana situado na localidade de Santa Terezinha do Itaipu – Paraná, onde foi feito o acompanhamento de um campo experimental sendo comparado a produtividade do híbrido de milho Syngenta (Fórmula) com quatro tipos de fungicidas: Priori Extra; Nativo; Abacus e Opera e um Controle (sem aplicação de fungicida). O município de Santa Terezinha do Itaipu localiza-se na região oeste paranaense (Latitude - 25° 21' 44'', Longitude - 54° 29' 17'' ), a região denominada subtropical com uma temperatura media de 20º C, verões chuvosos e invernos relativamente secos e com possibilidade de geadas. Tem uma altitude de 218m. De acordo com Köppen (1948), o clima predominante é do tipo Cfa - clima subtropical de temperatura média, no mês mais frio, inferior a 18°C e temperatura média no mês mais quente, acima de 22°C, com verões quentes, geadas pouco frequentes e tendência de concentração das chuvas nos meses de verão, contudo, sem estação seca definida. 3.2 CARACTERIZAÇÃO DO HÍBRIDO O Híbrido Syngenta – Fórmula, possui um ciclo superprecoce, seu grão é semiduro de coloração amarelo alaranjado, possui alto desempenho do plantio à colheita, seus grãos são de alta qualidade e tem um alto teor produtivo. Sua época de plantio é de verão no cedo e a safrinha cedo e normal, seu nível é de alto investimento; a tecnologia é Viptera, TL, TG e TL/TG. 33 3.3 CARACTERIZAÇÃO DOS FUNGICIDAS A caracterização dos fungicidas foi realizada de acordo com as especificações dos fabricantes, Sygenta, Basf e Bayer. 3.3.1 Priori Xtra O fungicida Priori Xtra da empresa Syngenta tem uma composição dupla de azoxistrobina e ciproconazol, sua classe é de fungicida sistêmico e atua em dois grupos químicos a, azoxistrobina, no grupo das estrobilirubinas e o ciproconazol , no grupo dos triazóis e sua fórmula é em forma de suspensão concentrada. Sua indicação é ser usado em pulverizações preventivas (diluído em água), para o controle de doenças da parte aérea das culturas do milho, bem como tratamento industrial de mudas. Utilização em casos de doenças fúngicas como a Mancha de Pheosphaeria (Phaeospheria maydis) e Cercosporiose (Cercospora zeae-maydis), para o controle das doenças foliares indicadas na cultura do milho, este fungicida deverá ser aplicado de forma preventiva entre 45-50 dias após o plantio, reaplicando com intervalo de 15 dias. Efetuar no máximo 2 aplicações. Intervalo de segurança: período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita - 42 dias. O manejo de resistência deve ser realizado, como este fungicida é composto, seus ingredientes ativos apresentam dois tipos diferentes de modo de ação, o primeiro (estrobilurina) pertencente ao grupo QoI e o segundo (triazol) pertencente ao grupo IBEs; esta combinação faz parte da estratégia de manejo de resistência. 3.3.2 Opera O fungicida Opera da empresa Basf tem uma composição dupla de piraclostrobina e epoxiconazol, sua classe é de fungicida sistêmico e atua em dois grupos químicos a piraclostrobina, no grupo das estrobilirubinas e o epoxiconazol , no grupo dos triazóis e sua fórmula é em forma de emulsão 34 Deve ser diluído em água e aplicado por pulverização sobre as plantas de modo que haja uma boa cobertura. A indicação em casos de doenças fúngicas como a Mancha de Phaeosphaeria (Phaeospheria maydis) e Ferrugem polisora (Puccina polysora), para o controle das doenças foliares indicadas na cultura do milho, deve-se iniciar as aplicações preventivamente, no aparecimento dos primeiros sintomas e repetir se necessário, dependendo da evolução da doença em intervalos de 20 dias, respeitando-se o intervalo de carência, com no máximo duas aplicações com o mesmo modo de ação do fungicida. Este fungicida possui efeito fisiológico; utilizando o fungicida nas doses recomendadas podem ocorrer efeitos fisiológicos positivos na planta, como o incremento na produtividade ou na qualidade do produto final. Intervalo de segurança: período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita - 45 dias. O manejo de resistência deve ser feito, e como este fungicida é composto, seus ingredientes ativos apresentam dois tipos diferentes de modo de ação. Eficiente sobre patógenos resistentes que não tenham manifestado resistência cruzada2 a estrobilurinas. 3.3.3 Nativo O fungicida Nativo da empresa Bayer tem uma composição dupla de trifloxistrobina e ebuconazol, sua classe é de fungicida mesosistêmico e sistêmico e atua em dois grupos químicos a trifloxistrobina, no grupo das estrobilirubinas e o ebuconazol, no grupo dos triazóis e sua fórmula é em forma de suspo 3 e emulsão Deve ser diluído em água e aplicado por pulverização sobre as plantas de modo que haja uma boa cobertura. Utilização em casos de doenças fúngicas como a Mancha de Pheosphaeria (Phaeospheria maydis) e Ferrugem polisora (Puccina polysora), para o controle das doenças foliares indicadas na cultura do milho, iniciar as aplicações preventivamente, próxima a fase de pendoamento da cultura ou quando aparecerem 2 Resistência cruzada: ocorre quando populações de patógenos que desenvolvem resistência a um fungicida tornam-se, automaticamente e simultaneamente, resistentes a outros fungicidas que são afetados pela mesma mutação gênica e pelo mesmo mecanismo de resistência. 3 Suspo: Suspensão – Química. Estado dos fragmentos de um sólido que, misturados à massa de um líquido, não se dissolvem nele. 35 os primeiros sintomas, repetindo a aplicação 15-20 dias após, caso necessário. Utilizar maior dose quando ocorrer maior pressão da ferrugem. Este fungicida é fitotóxico para culturas de milho. Intervalo de segurança: período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita - 30 dias. O manejo de resistência deve ser realizado, como este fungicida é composto, seus ingredientes ativos apresentam dois tipos diferentes de modo de ação, o primeiro (estrobilurina) inibidor do transporte de elétrons nas mitocôndrias das células do fungo, inibindo a formação de ATP essencial nos processos metabólicos e o segundo (triazol) inibidor da bio-síntese do ergosterol o qual é constituinte da membrana celular dos fungos, ação curativa e erradicante. 3.3.4 Abacus O fungicida Abacus da empresa Basf tem uma composição dupla de piraclostrobina e epoxiconazol, sua classe é de fungicida sistêmico e atua em dois grupos químicos a piraclostrobina, no grupo das estrobilirubinas e o epoxiconazol, no grupo dos triazóis e sua fórmula é em forma de suspensão concentrada. Deve ser diluído em água e aplicado por pulverização sobre as plantas de modo que haja uma boa cobertura. Utilização em casos de doenças fúngicas como a Mancha de Phaeosphaeria (Phaeospheria maydis) e Ferrugem polisora (Puccina polysora) e Ferrugem comum (Puccina sorghi), para o controle das doenças foliares indicadas na cultura do milho, iniciar as aplicações preventivamente, utilizar menor dose caso deseje realizar duas aplicações por ciclo de cultura sendo a primeira quando a cultura apresentar de 6 a 8 folhas e a segunda no pré-pendoamento ou aplicação única de maior dose, respeitando o intervalo de carência. Utilizando o fungicida nas doses recomendadas podem ocorrer efeitos fisiológicos positivos na planta, como o incremento na produtividade ou na qualidade do produto final. Intervalo de segurança: período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita - 45 dias. 36 O manejo de resistência deve ser realizado, como este fungicida é composto, seus ingredientes ativos apresentam dois tipos diferentes de modo de ação. Eficiente sobre patógenos resistentes que não tenham manifestado resistência cruzada a estrobilurinas. 3.4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A semeadura do milho Syngenta (Híbrido Fórmula) foi realizado no dia 15/09/2011, em um campo experimental. Foi plantando 60 mil plantas por hectare (ha), foi utilizado 1 ha(10 mil m 2), sendo, 2 mil m2 por fungicida aplicado e 2 mil m 2 de Testemunha/Controle; foram utilizados 12 sacos de adubo químico da formulação 10 N:15 P:15 K. O espaçamento do plantio foi de 80 cm. Com uma profundidade de 3 cm. O experimento foi realizado em condições de infecção natural, pois nesta área é feito rotação de cultura (soja). A temperatura média variou entre 18°C e 22°C, a umidade relativa do ar média foi de 60% e a precipitação média de 120 mm, sendo que as chuvas foram mal distribuídas, ocorrendo períodos longos de estiagem. A aplicação do fungicida foi realizada com as plantas de milho no estágio fenológico V8 - (oito folhas completamente abertas, plantas com aproximadamente 1,60 cm de altura). A avaliação da eficácia dos tratamentos no controle das doenças do milho foi feita mediante a comparação da sanidade dos grãos e colmo e da produtividade entre parcelas tratadas com fungicida e parcelas não-tratadas (Testemunha/Controle). Foram utilizados fungicidas sistêmicos composto de estrobilurina e triazol, com diferentes formulações, e dosagens, por ha -1 desta mistura. Para aplicação destes fungicidas em suas respectivas áreas, foi utilizado pulverizador costal de 20L, de alavanca, e haste aplicadora de 1 m. 37 Os primeiros sintomas da doença foram observados no início do estádio de florescimento, e neste momento (40 dias após o plantio - pendoamento) iniciouse a aplicação dos fungicidas, sendo que foi realizada uma única aplicação de cada fungicida na área do experimento O fungicida de formulação azoxisytrobin + ciproconazol foi aplicado na dose de 0,30 L/ha – Suspenção concentrada (SC), o epoxiconazol + piraclostrobin na dose de 0,75 L/ha - SC, o tebuconazol + triflosxistrobin na dose de 0,75 L/ha – Suspo/Emulsão (SE), e o epoxiconazol + piraclostrobin na dose de 0,25 L/ha - SC, conforme especificações dos fabricantes. As parcelas sem fungicidas, Controle/Testemunha, receberam volume de água semelhante ao utilizado nas aplicações dos fungicidas. Um fator importante a ser considerado, tanto da necessidade de aplicação, quanto na escolha do fungicida a ser utilizado, é que as doenças, normalmente, ocorrem de modo simultâneo no campo, o que pode influenciar a eficiência das aplicações, por isso a utilização de fungicidas compostos por triazóis e estrobilurina (COSTA & COTA, 2009). Para obtenção dos resultados de produtividade, foi medida a área plantada com ajuda de GPS, e colhido com a Maquina colhedora John Deere 9470 sts equipada com GPS - mapa de colheita, sensor de produtividade, hectometro, sensor de umidade de grãos, e após se calculou a produtividade por hectares a base de 13% de umidade, para se ter um melhor comparativo entre os tratamentos. Para chegar à umidade de 13% dos grãos utiliza-se a fórmula: Equação 1 – Umidade à 13%. Kg ha = 100 – umidade . peso 87 Fonte: Cooperativa Lar – Filial Santa Terezinha de Itaipu/ Pr. Neste experimento não houve repetição, em decorrência disso, não haverá calculo estatístico na discussão dos resultados. 38 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Dentre os fatores que têm contribuído para a baixa produtividade da cultura do milho no Brasil, se comparando com outros países como a China e os Estados Unidos, as doenças são consideradas, atualmente, um dos mais importantes fatores para esta baixa produtividade (PEREIRA et al., 2005) Considerando que o período residual máximo dos fungicidas dos grupos estudados está em torno de 20 dias e que, a fase de enchimento de grãos no milho dura, em média, 60 dias, deve-se ter cuidado com as aplicações realizadas ainda na fase vegetativa da cultura (como no estádio V8), pois quando as plantas realmente necessitarem da proteção química, fase reprodutiva, os produtos não estarão mais tão efetivos (estágio R1, em diante) (COSTA et al., 2009). A obtenção de maiores níveis de produtividade em lavouras de milho, atribuída à inclusão das aplicações de fungicidas no sistema de produção, tem sido relatada por parte de produtores, cooperativas e fundações em várias regiões produtoras do Brasil e de outros países (HARLAPUR et al., 2009). A aplicação do fungicida foi realizada com as plantas de milho no estágio fenológico V8 - pendoamento, sendo constatada visualmente uma redução de 98% na severidade das doenças. Na tabela 1 pode ser observado a produtividade e a umidade do grão de milho no momento da colheita. Tabela 1 – Produtividade (Kg ha-1) do milho, após aplicação de fungicida. Produto comercial Produtividade -1 (Kg/ha ) colheita (%) Priori Xtra 6000 23 Opera 5520 22 4800 21 4380 19 4200 18 Nativo Abacus 4 Testemunha 4 Umidade do grão na O fungicida Abacus no Estado do Paraná, está apenas para pesquisa, tendo ainda restrição, não podendo ser comercializado – Vide Bula do Produto. 39 Os resultados de produtividade a 13% de umidade pode ser observado na Tabela 2. Onde pode ser observado que o uso de fungicidas apresentara produtividades superiores à Testemunha, 3958,62 Kg ha-1. O tratamento com fungicida Priori Xtra, apresentou produtividades superiores aos demais com 5310,34 Kg ha-1 seguido do pelo Opera 4948,96 Kg ha -1, Nativo 4358,62 Kg ha-1 e Abacus 4003,44 Kg ha-1. Tabela 2 – Produtividade do milho, a 13% de úmida, Santa Produto comercial Produtividade Umidade do grão (%) -1 (Kg ha ) Priori Xtra 5310,34 13 Opera 4948,96 13 4358,62 13 4003,44 13 3958,62 13 Nativo Abacus 5 Testemunha As aplicações de fungicidas realizadas na fase de pendoamento, apenas interferem no componente de produtividade e atuam preservando o potencial produtivo da cultura através da proteção contra as perdas causadas pelas doenças. É correto afirmar, então, que a aplicação de fungicidas não aumenta o potencial produtivo da cultura, mas evita perdas na produtividade devido ao ataque de doenças, através da proteção dada durante parte do período de enchimento dos grãos (COSTA, 2008). Resultados de pesquisas, no Brasil e no exterior, têm confirmado os efeitos positivos da aplicação de fungicidas na redução de perdas na produtividade ocasionadas pelo ataque de doenças (JULIATTI & BRANDÃO et al., 2007; PINTO et al., 2004). Tabela 3. Relação custo/benefício na utilização de fungicidas. Custo por ha do produto Produtividade (Kg ha-1) Diferença da Testemunha Nativo 32,25 4358,62 Priori Xtra 24,66 Opera Produto comercial Controle/Testemunha Lucros * Reais Diferença 400,62 86,32 53,61 5310,34 1351,72 291,25 180,88 43,00 4948,96 990,34 213,38 132,52 - 3958,62 - - - Kg ha-1 *Base de preço Cooperativa Lar no dia: 20/10/2012, R$ 215,00 Reais. 5O fungicida Abacus no Estado do Paraná, está apenas para pesquisa, tendo ainda restrição, não podendo ser comercializado 40 Provavelmente, como todos os tratamentos proporcionaram boa deposição, houve controle satisfatório das doenças. Observou-se também que a severidade de doenças não foi elevada na área. Na Tabela 3, avalia-se o custo/beneficio encontrado para cada produto. O fungicida Nativo apresenta um ganho real em relação à Testemunha, de R$ 53,61, mesmo havendo uma resposta positiva em aumento de produtividade, sendo esta que pouca, esse pode não ser suficientes para garantir retorno econômico, devido aos outros custos da produção, como maquinário e pessoal. Já o fungicida Opera tem uma boa representatividade quanto ao custo/benefício, pois sua produtividade é, razoável, e seu custo em relação aos demais fungicidas, é mediano, tendo um ganho real de R$ 132,52 em relação à Testemunha, tornando-se bastante viável a sua implementação em campo. O fungicida Priori Xtra foi de grande produtividade mas o custo, é bastante elevado, em relação aos demais, tendo este um ganho real de R$ 180,88 em relação à Testemunha. 41 5 CONCLUSÃO Neste experimento de campo, os resultados demostraram a viabilidade do uso de fungicidas no controle das doenças do milho (Zea mays). Onde no experimento todos os fungicidas apresentaram produtividade superior à Testemunha. O milho tratado com o fungicida Priori Xtra apresentou o maior ganho na produtividade, com 5310,34 Kg ha-1, , em relação à Testemunha, teve então, um ganho de produtividade de 1351,72 Kg ha -1 e um retorno de lucro real também em relação à Testemunha de, R$180,88, sendo então bastante atrativo para o produtor, sem levar em conta o gasto da hora do trator e mão de obra. 42 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ALVIM, K.R de T. et al. Quantificação da área foliar e efeito da desfolha em componentes de produção de milho. Ciência Rural, Santa Maria, v.40, 2010. BARROS, R. Tecnologia de produção: Milho safrinha e culturas de inverno. Fundação MS, Maracajú, 2008. BARTLETT, D.W. CLOUGH J. M.; GODWIN J. R.; HALL, A. A.; HAMER, M.; PARRDOBRZANSKI, B. Review: The strobilurin fungicide. Pest Management Science, 2002. BEDENDO, I. P. Ambiente e Doença. In: Bergamin Filho, A.; Kimati, H.; Amorim, L. (Org.). Manual de Fitopatologia. 3 ed. SÃO PAULO/SP: AGRONÔMICA CERES, 1995, v.1. BESPALHOK, J. C. 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