DESENVOLVIMENTO DE UM U CIRCUITO PARA ACIONAMENTO NAMENTO DE MÚSCULOS ARTIFICIAIS Haiglan Frank Batista Plotzki Bolsista de IC do curso de Engenharia Elétrica, Universidade Federal do Pampa [email protected] Wang Chong Professor/Pesquisador do curso de Engenharia Mecânica da da Universidade Federal do Pampa [email protected] Resumo. O presente trabalho visa apresentar uma topologia de circuito adotado para realizar o controle de equipamentos de alta potência utilizando de dispositivos de baixa potência. A proposta surgiu da necessidade de controlar músculos artificiais,, compostos por polímeros dielétricos, através do computador. Esses sses polímeros necessitam de elevada tensão para realizar a sua deformação, assim utiliza-se de circuitos do tipo flyback para o acionamento. acionamento O controle do flyback pelo computador ocorre através de um circuito que converta a saída do computador para uma potência mais elevada, para que não exista danificação do computador e de seus periféricos. O circuito circu proposto foi capaz de realizar a conexão entre os equipamentos, sendo que para o circuito de acionamento foi observado distorções quando o sinal se aproximava do limite superior de tensão, e para o circuito de aquisição observou-se se o aparecimento de um erro de leitura ao se conectar o circuito de alta tensão. Palavras-chave: Músculos Artificiais, Polímero dielétrico, Controle de tensão. 1. INTRODUÇÃO Um tipo de atuador polimérico que vem sendo explorado nos últimos anos é o polímero dielétrico eletroativo (Dielectric Electroactive Polymer - DEAP), ele consiste de uma fita adesiva de dupla face que apresenta a capacidade de deformação superior a 100%. Para realizar a atuação dos DEAP utiliza-se dee campos elétricos de alta intensidade, considerando-se considerando o efeito capacitivo entre eletrodos flexíveis. Esses eletrodos são formados utilizando de uma graxa condutora depositada no polímero fazendo com que o polímero atue como um dielétrico entre os eletrodos rodos formados pelas graxas (ASSIS; MEGGIOLARO, MEGGIOLARO 2010). Uma forma de controlar a atuação dos DEAP é através da conexão desses com o computador, mas para ocorrer essa conexão é necessária a utilização de equipamentos e circuitos elétricos que realizem o correto cor ajuste e comunicação dos elementos de potência (atuadores)) e dos elementos de sinal (computador). Neste artigo é apresentada uma topologia de circuito elétrico utilizado para realizar a conexão entre os equipamentos de potência e os equipamentos de sinal. si Este artigo é estruturado de forma a apresentar o Polímero Dielétrico ielétrico (Seção 2), onde dispõe de forma sucinta o funcionamento dos DEAP; disponibiliza o Circuito de Interconexão nterconexão (Seção 3), seção que apresenta a topologia topolog do circuito utilizado; e os Resultados esultados (Seção 4), onde mostra o comportamento do circuito. 2. POLÍMERO DIELÉTRICO O funcionamento dos DEAPs pode ser explicado pela força de atração eletrostática (força de Maxwell) que ocorre entre as XXVI CONGRESSO REGIONAL DE D INICIAÇÃO CIENTÍFICA CA E TECNOLÓGICA TECNOLÓ EM ENGENHARIA – CRICTE 2014 8 a 10 de outubro de 2014 – Alegrete – RS – Brasil placas do capacitor devido a grande diferença de potencial aplicada sobre os terminais das mesmas. Esse fenômeno ocorre quando as cargas elétricas opostas se acumulam na superfície do material, gerando uma atração entre os eletrodos acarretando assim a deformação na espessura do material. Devido às características desse material de manter o volume constante, há uma expansão das dimensões dos eletrodos (Pelrine et al., 2000) Os atuadores poliméricos necessitam de tensões da ordem de KiloVolts para que haja a deformação dos eletrodos. Assim é necessária a utilização de dispositivos que convertam baixa tensão em alta tensão. Um circuito capaz de realizar essa conversão de tensões é o conversor DC-DC flyback, mais informações sobre esses circuitos podem ser encontrado em RASHID (1999). Esse circuito utiliza uma entrada em tensão continua com alguns Volts e os converte para faixa dos KiloVolts. O conversor flyback adquirido para o projeto foi o da empresa EMCO, modelo F101. Cuja tensão de alimentação é 0 e 15 Volts, com a corrente máxima drenada da fonte de 1,5 Amperes. 3. CIRCUITO DE INTERCONEXÃO Uma das propostas é realizar o acionamento dos músculos artificiais através de um computador. Assim, foram adquiridos dois equipamentos da empresa National Instruments, o primeiro foi dispositivo NI USB – 6009, muito utilizado para a aquisição de dados devido ao seu baixo preço, outro equipamento adquirido foi o NI 9263, dispositivo utilizado como conversor digital-analógico (DAC), utilizado em conjunto com o NI cDAQ-9178, um chassi NI CompactDAQ USB de 8 slots. Como a tensão de alimentação requerida para os músculos são fornecidas pelo flyback, e de acordo com as características do mesmo, não há a possibilidade de conexão entre este e o DAC diretamente, pois existe o risco de queimar os equipamentos. Dessa forma, elaborou-se um circuito que realizasse essa comunicação entre o equipamento de potência (flyback) e o de sinal (DAC). Figura 1. Esquemático elétrico do circuito de alimentação do flyback. XXVI CONGRESSO REGIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA EM ENGENHARIA – CRICTE 2014 8 a 10 de outubro de 2014 – Alegrete – RS – Brasil Figura 2. Esquemático elétrico do circuito de medição da tensão gerada pelo flyback. Na Fig. 1 é mostrado o esquemático elétrico do circuito utilizado para o acionamento do flyback.. Sendo na Fig. 2 disponibilizado o circuito de medição mediçã da tensão gerada pelo flyback. O circuito de acionamento é composto por um amplificador operacional responsável por converter er a faixa de operação do DAC (entre entre 0 e 10 Volts) para a faixa de operação do flyback,, posteriormente utiliza-se se de um amplificador, com ganho unitário, conectado a um transistor para realizar o aumento da capacidade de corrente. Neste caso foi utilizada uma associação em paralelo de transistores a fim de reduzir a corrente que circula em cada componente, pois no momento de confecção da placa não havia disponível componentes com a capacidade de corrente adequada. Já o circuito de aquisição foi utilizado um amplificador na topologia diferencial e que apresenta resenta um ganho para reduzir o valor medido em alta tensão nsão (de 0 a 12 Volts, devido ao divisor resistivo disponibilizado pelo fabricante do flyback) para a faixa do DAC (entre 0 e 10 Volts). 4. RESULTADOS Os resultados dos testes da placa de interconexão estão dispostos nas Fig. 3 e 4. Para a obtensão dos resultados simulou o comportamento do conversor digital– digital analógico através do uso de um gerador de funções. Na Fig. 3 são visualizadas as formas de onda do gerador de função e a onda adquirida pelo circuito de medição presente na placa,, nesta imagem as formas de ondas deveriam apresentar o mesmo formato, formato entretanto há a deformação rmação da forma de onda medida devido utilizar um divisor resistivo para reduzir a alta tensão para baixa tensão e no momento de conexão do circuito de medição ocasiona na mudança da resistência equivalente, mudando assim, o ganho de tensão do divisor resistivo. Sendo o efeito de saturação causado pela alimentação do flyback. Figura 3. Formas observadas nos terminais dos conversores AD e DA. Na Fig. 4 é mostrada a forma de onda observada na entrada do módulo flyback, forma de onda azul, e onda adquirida pelo sistema de medição,, onda verde. verde A distorção da forma de onda sobre o módulo de alta tensão ocorre devido à fonte de alimentação XXVI CONGRESSO REGIONAL DE D INICIAÇÃO CIENTÍFICA CA E TECNOLÓGICA TECNOLÓ EM ENGENHARIA – CRICTE 2014 8 a 10 de outubro de 2014 – Alegrete – RS – Brasil de o circuito ser limitada em 15 Volts, e como existem quedas de tensão geradas pelos transistores há uma diminuição da máxima tensão aplicada, causando assim a saturação da tensão de saída para valores superiores a 13 Volts. Essa distorção pode ser considerada benéfica, pois garante que o flyback não irá receber tensão maior do à necessária. 5. REFERÊNCIAS ASSIS, P. F. C. B. d; MEGGIOLARO, M. A. Controle não-linear de força de músculos artificiais poliméricos por efeito capacitivo. Sba Controle & Automação, Campinas, v. 21, n. 5, Oct. 2010 PELRINE, R. et al. High-speed electrically actuated elastomers with strain greater than 100%. Science, American Association for the Advancement of Science, v. 287, n. 5454, p. 836-839, 2000. RASHID, M. H. Eletrônica de potência: circuitos, dispositivos e aplicações. [S.l.]: Makron, 1999. CONSIDERAÇÕES FINAIS Figura 4. Formas de ondas aplicadas ao módulo flyback e medida pelo circuito de aquisição. Na Fig 5 é mostrado uma foto dos circuitos propostos. Para corrigir os problemas relacionados à medição do flyback, pretende-se desenvolver uma nova placa utilizando de uma topologia de amplificadores operacionais que apresentem uma elevada impedância de entrada, reduzindo a influência sobre o divisor resistivo. Em relação ao circuito de acionamento, pretende-se realizar uma nova montagem utilizando-se de componentes com os níveis adequados de corrente e tensão, além da aplicação de um controlador PID para garantir a replicação do valor de saída do computador. Figura 5. Placa dos circuitos da Fig 1 e Fig 2. Agradecimentos Os autores agradecem o CNPq pelo apoio financeiro através do Processo: 477907/2012-1. O autor Haiglan agradece a FAPERGS por uma bolsa de IC. XXVI CONGRESSO REGIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA EM ENGENHARIA – CRICTE 2014 8 a 10 de outubro de 2014 – Alegrete – RS – Brasil