Corais
Introdução
Coral ou antozoários são animais cnidários que constituem colônias e sobrevivem
graças a simbiose entre as microalgas chamadas de zooxantelas presentes em seus
pólipos que através da fotossíntese lhe fornecem energia em troca de abrigo/fixação.
Formam recifes de grandes dimensões que albergam um ecossistema com uma
biodiversidade e produtividade extraordinárias.
O maior recife de coral vivo encontra-se na Grande Barreira de Coral, na costa da
Queensland, Austrália. Ele também é considerado o maior indivíduo vivo da Terra.
Porém, devido à poluição e aquecimento marinho, está morrendo. A maioria dos corais
desenvolve-se em águas tropicais e subtropicais, mas podem encontrar-se pequenas
colónias de coral até em águas frias, como ao largo da Noruega.
Os coloniais são os únicos corais que constroem recifes. Cada colônia é constituída
por milhões de pequenos pólipos de coral, em que cada um segrega um fino esqueleto
de carbonato de cálcio à sua volta.
O resultado é uma estrutura maciça de carbonato de cálcio, resultante da
sobreposição dos esqueletos das sucessivas gerações de pólipos. Os pólipos são
semelhantes a anémonas minúsculas e, tal como estas, possuem tentáculos armados
de nematocistos, que usam para se defenderem e alimentarem.
Podem reproduzir-se assexuadamente, contribuindo para o aumento do tamanho e
para a continuidade da colónia, ou sexuadamente, dando origem a novas colónias.
Corais SPS em um Oceanário.
Recifes de coral
Os recifes de coral são, provavelmente, as comunidades bentónicas mais ricas e
complexas dos oceanos.
Formaram-se ao longo de milhões de anos, a partir da deposição do carbonato de
cálcio proveniente dos esqueletos de corais, e estão entre as comunidades marinhas
mais antigas que se conhece - a sua história remonta há 500 milhões de anos atrás.
Em termos de biodiversidade, só são ultrapassados pelas florestas tropicais húmidas
em terra - estima-se que um único recife de coral pode albergar, pelo menos, 3.000
espécies de animais.
Apesar de ocuparem menos de um por cento da área total dos oceanos, 25 por cento
de todas as espécies de peixes existentes só se encontram nos recifes de coral!
Aqui, também se encontram representados quase todos os filos e classes conhecidos.
A abundância de vida e o grande número de espécies, devem-se às condições únicas
de protecção e alimento que os recifes lhes proporcionam.
Tipos de recifes de coral.
Os recifes de coral podem ser continentais ou oceânicos. Os primeiros crescem nas
margens continentais, enquanto os segundos surgem em pleno oceano, geralmente
associados a montanhas submarinas.
Dentro destas duas classes, existem três tipos de recifes: em franja, de barreira ou
atóis (ver Oceano Pacífico). A maior barreira de coral é a Grande Barreira de Coral
(Oceano Pacífico).
Biologia dos corais
Os corais são os membros da classe Anthozoa que constroem um "exoesqueletos"
que pode ser de matéria orgânica ou de carbonato de cálcio.
Quase todos os antozoários formam colônias, que podem chegar a tamanhos
consideráveis (os recifes), mas existem muitas espécies em que os pólipos vivem
solitários.
Os pólipos têm a forma de um saco (o celêntero) e uma coroa de tentáculos com
cnidócitos (células urticantes) na abertura, que se chama arquêntero. Os antozoários
não têm verdadeiros sistemas de órgãos: nem sistema digestivo nem sistema
circulatório, nem sistema excretor, uma vez que todas as trocas de gases e fluidos se
dão no celêntero, uma vez que a água entra e sai do corpo do animal através de
correntes provocadas pelos tentáculos.
No entanto, esta classe de celenterados tem algumas particularidades na sua
anatomia:
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Uma faringe, denominada neste grupo actinofaringe que liga a “boca” ao
celêntero e que, muitas vezes, contem divertículos chamados sifonoglifos, com
células flageladas, em posições diametralmente opostas, dando à anatomia do
pólipo uma simetria bilateral.
Os mesentérios - um conjunto de filamentos radiais que unem a faringe à
parede do pólipo.
O grupo inclui os importantes construtores de recifes conhecidos como corais
hermatípicos ou SPS, encontrados nos oceanos tropicais. Os últimos encontrados, são
conhecidos como corais de pedra ou LPS, visto que o tecido vivo que cobre o
esqueleto é composto de carbonato de cálcio. Além destes existem os corais
denominados SOFTS ou corais moles, já que sua estrutura é inteiramente formada de
tecido, sem a presença do esqueleto em carbonato de cálcio
Sob condições adversas, os corais zooxantelados expelem parte ou todas as suas
algas. Com a perda das algas pigmentadas, o esqueleto calcário branco é então,
visível através do tecido transparente, e é dito que o coral sofre branqueamento. Os
estresses causadores do branqueamento podem ser sub ou sobreiluminação, excesso
de exposição a UV, flutuação de salinidade e baixas ou altas temperaturas.Em razão
de muitos corais zooxantelados viverem a temperaturas da água perto do limite
superior letal, uma elevação de temperatura de apenas 1º C pode ser suficiente para
induzir o branqueamento. Episódios extensos de branqueamento de corais,
registrados nos últimos 20 anos, podem ser ligados ao efeito estufa. A perda de
zooxantelas de um coral, porém, não é sempre completa, e não resulta sempre na
mortalidade do coral, especialmente se o período de tensão ambiental não for
prolongado.
Distribuição
A distribuição dos recifes de coral está directamente relacionada com a temperatura,
intensidade luminosa, profundidade, nutrientes em suspensão e correntes.
As condições favoráveis ao crescimento dos corais que constroem recifes, limitam-se
às latitudes entre 30º norte e 30º sul - mesmo aqui, existem excepções.
Temperatura
Os maiores recifes de coral encontram-se em regiões onde a temperatura varia entre
os 25ºC e os 30ºC e raramente desce abaixo dos 20ºC.
Por este motivo, são raros os recifes nas costas oeste de África e da América do Sul,
onde o upwelling costeiro é responsável pelo arrefecimento da água.
Intensidade luminosa e profundidade
Muitos corais vivem em simbiose com algas microscópicas presentes nos seus tecidos
e, por isso, a intensidade luminosa é um factor determinante para a sua distribuição.
A maior parte das espécies de corais encontram-se em águas límpidas até aos 30 m
de profundidade. A partir daqui o seu número vai diminuindo, desaparecendo quase
totalmente aos 100 m.
Nutrientes em suspensão
Os recifes de coral desenvolvem-se melhor em águas pobres em nutrientes, pois estas
são mais límpidas e permitem a melhor penetração da luz. Por outro lado, estas
condições não favorecem o crescimento de macroalgas, que poderiam competir com
os corais pelo espaço e luz.
Alguns nutrientes, como os fosfatos, são particularmente nocivos para estes
organismos, pois impedem a formação do seu esqueleto. Os nutrientes em suspensão
são de tal modo importantes, que nas zonas tropicais da costa Este da América do Sul
influenciadas por grandes rios como o Amazonas e Orinoco, não há recifes de coral.
Correntes
A circulação da água é importante para funções vitais dos corais, como a alimentação,
respiração e formação do esqueleto.
Contudo, a resistência às correntes e ao impacto das ondas varia de espécie para
espécie. Nas faces expostas dos recifes, encontramos corais mais robustos e cuja
forma dissipa a energia das correntes. Os corais mais frágeis, povoam lagoas e outros
locais resguardados.
Corais e zooxantelas
Os corais responsáveis pela formação dos recifes vivem em simbiose com microalgas,
presentes nos seus tecidos e denominadas zooxantelas. Esta relação é benéfica para
ambos os organismos.
Os corais obtêm substâncias nutritivas produzidas pelas zooxantelas, que também
contribuem para a deposição de carbonato de cálcio no seu esqueleto. Os pigmentos
coloridos das algas fornecem, também, protecção contra os raios ultra-violeta!
As algas obtêm protecção e utilizam produtos de excreção (dióxido de carbono,
amónia, nitratos, fosfatos) dos seus hospedeiros, para realizarem fotossíntese e outros
processos metabólicos.
Desta forma, as zooxantelas são importantes para o crescimento dos recifes de coral,
pois são responsáveis pela nutrição, remoção de sub-produtos do metabolismo e pela
formação dos esqueletos dos corais.
Assim, a luz torna-se um factor extremamente essencial à sobrevivência e crescimento
destes corais.Comparativamente, os corais que possuem zooxantelas crescem mais
depressa do que os que não as possuem.
Alimentação
De uma maneira geral, os corais podem alimentar-se de matéria orgânica dissolvida
na água, microorganismos e plâncton. Este último caso observa-se em espécies com
pólipos de grandes dimensões e, principalmente, nas que não têm zooxantelas.
Em defesa do seu território
Apesar de não se deslocarem, os corais desenvolveram mecanismos eficazes de
defesa e de competição pelo espaço. Para se defenderem de agressores, incluindo
outros corais, libertam substâncias tóxicas para água ou utilizam os nematocistos.
A competição pelo espaço depende em grande parte da velocidade a que o coral
cresce - quanto mais depressa crescer, mais sucesso poderá ter na conquista de
espaço.
Classificação científica
Reino: Animalia
Sub-reino: Metazoa
Filo: Cnidaria
Classe: Anthozoa
Subclasses e ordens:
Subclasse Alcyonaria (=Octocorallia)Ordem Alcyonacea
Ordem Gorgonacea
Ordem Helioporacea
Ordem Pennatulacea
Ordem Stolonifera
Ordem Telestacea
Subclasse Zoantharia (=Hexacorallia)
Ordem Actiniaria
Ordem Antipatharia
Ordem Ceriantharia
Ordem Corallimorpharia
Ordem Ptychodactiaria
Ordem Rugosa
Ordem Scleractinia
Ordem Zoanthidea
Ligações externas
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International Coral Reef Information Network
IPAq - Instituto de Pesquisas em Aqüicultura e Aquariologia
Corais Moles em um aquário.
Zoanthus Pink – Zoanthus sp. (Soft)
Trumpet Bicolor (LPS)
Hammer Green (LPS)
Hammer Green (LPS)
Mush Blue Tonga (Soft)
Trumpet Bicolor (LPS)
Hammer Green (LPS)
Brown Star Polyps (Soft)
Frog Marrom de Ponta Verde (LPS)
Trumpet Rosa (LPS)
Zoanthus Sunrise (Soft)
Acropora Nana (SPS)
Leather Colt (Soft)
Anchatastrea Rosa (LPS)
Blastomussa Welssi (LPS)
Mudário de Corais Moles
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