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Publicação da Sandvik Coromant do Brasil
issn 1518-6091 rg bn 217-147
Eletroerosão
Técnica de
usinagem
para precisão
milesimal
Liderança
Saiba como
influenciar
asua
suaequipe
equipe
Usinagem pesada
Pilar de sustentação
da indústria de base
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pAra começar...
Quem passa distraído não se dá conta da singular beleza que ostentas.
E duras tão pouco. Passa a vida, passa o tempo, passa o homem feito louco
e aí, solitária, balanças ao vento. Exalando quem sabe um perfume discreto,
ao homem despercebida lambuza o nariz do inseto, que sequer te vê em cores,
não sente a pressão do tempo, no peito nem tem amores.
O Mundo da Usinagem
Índice
65
65
Publicação da Sandvik Coromant do Brasil
Edição 03 / 2010
Eletroerosão
Técnica de
usinagem
para precisão
milesimal
Liderança
Publicação da
Sandvik Coromant do Brasil
ISSN 1518-6091
RG. BN 217-147
Divulgação Agie Charmilles
issn 1518-6091 rg bn 217-147
Saiba como
influenciar
asua
suaequipe
equipe
Usinagem pesada
Foto de Capa:
Divulgação Alstom
Pilar de sustentação
da indústria de base
0 3 para começar...
04 ÍNDICE / Expediente
06 machine investments: máquinas de grandes dimensões
conquistam espaço no mercado
12 gestão empresarial: eletroerosão - técnica de usinagem para a alta precisão
18 Chão de fábrica: Aprenda a montar um kit básico de ferramentas para tornos e centros de usinagem 24 Estudos de materiais: condições ideais para o manuseio do aço inoxidável superdúplex
30 ideias e pensamentos: bons líderes inspiram e motivam suas equipes
36 tendências e oportunidades: ferro fundido nodular é alternativa para o aço
40Nossa parcela de responsabilidade
42anunciantes / distribuidores / fale com eles
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O Mundo da Usinagem
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O MUNDO DA USINAGEM é uma publicação da Sandvik Coromant do Brasil,
com circulação de doze edições ao ano e distribuição gratuita para 20.000 leitores qualificados.
Av. das Nações Unidas, 21.732 - Sto. Amaro - CEP 04795-914 - São Paulo - SP.
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Editor-chefe: Francisco Marcondes
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(Natália Carcavilla, Ronaldo Monfredo, Décio Colasanti, Rogério Morais e Tiago Marques).
Jornalista responsável: Francisco Marcondes - MTB 56.136/SP Propaganda: Gerente de contas - Thaís Viceconti / Tel: (11) 2335-7558 Cel: (11) 9909-8808
Projeto gráfico: AA Design
Gráfica: RUSH
Divulgação Romi
Machine Investments
Equipamentos de grande porte
pesam de 60 a 500 toneladas
Supermáquinas avançam
Demanda de máquinas de grande porte praticamente dobra nos
últimos anos e equipamentos conquistam maior espaço no mercado
C
om a expansão dos setores
de petróleo e gás no mer­
cado brasileiro nos últimos
anos, os fabricantes de máquinas
pesadas registraram um aumento
significativo na demanda por este
tipo de equipamento. Segundo
o Programa de Mobilização da
Indústria Nacional de Petróleo e
Gás Natural, a participação da in­
dústria nacional nos investimen­
tos do setor aumentou de 57% em
2003 para 75% no primeiro se­
mestre de 2009. Este crescimento
corresponde a US$ 14,2 bilhões
em bens e serviços contratados
no mercado nacional.
Outro setor que exerce influên­
O Mundo da Usinagem
cia no segmento de usinagem
pesada é o de geração de energia,
principalmente hidrelétrica e
eólica. Segundo a Empresa de
Pesquisa Energética, o consumo
de energia no Brasil cresceu 9,1%
em janeiro de 2010 em compa­
ração com o mesmo mês do ano
anterior. Este número, somado
aos leilões de contratação de ener­
gia promovidos pelo governo no
ano passado, também colaboram
para a procura por máquinas de
grande porte.
Edson José Silva, gerente de
produto da Man Ferrostaal, em­
presa que importa máquinas pesa­
das (além de máquinas menores),
assegura que a procura por este
tipo de equipamento cresceu de
maneira expressiva com a con­
juntura atual. “A demanda por
máquinas pesadas ficou baixa ou
praticamente estável por dez anos,
mas registrou retomada em 2008
com um aumento de quase 100%”,
aponta. “Estamos planejando
vender mais em 2010 do que ven­
demos nos últimos quatro anos”,
projeta o gerente.
Gigantes de potência
Pesando no mínimo 60 tone­
ladas e podendo chegar a até 500
toneladas, as máquinas pesadas
seguem, em linhas gerais, os mes­
Da chapa à peça final
No processo produtivo, as
máquinas de grande porte apre­
sentam certas diferenças significa­
tivas em relação aos equipamen­
tos convencionais de usinagem.
Uma destas diferenças está nas
ferramentas que utilizam. Em sua
maioria, elas são simplesmente
versões maiores e mais pesadas
das ferramentas tradicionais. Em­
pregadas em operações pesadas
de desbaste, estas ferramentas
podem exigir potências de até
50 kV da máquina. Para se ter
ideia, a potência média suportada
pelas ferramentas utilizadas em
máquinas menores pode ser dez
vezes mais baixa.
Quanto aos acessórios, as má­
quinas pesadas também apresen­
tam algumas singularidades. Nos
equipamentos maiores, a troca de
cabeçotes é muito comum para
Máquinas pesadas podem executar operações de usinagem de eixos
e cilindros de grande porte, além de fabricar grandes carcaças
Divulgação Alstom
profissionais. “Os tornos com pas­
sagens de 10 metros, por exemplo,
podem usinar tanto peças com 4
quanto com 10 metros de diâme­
tro”, ilustra o profissional.
Divulgação DEB'MAQ
mos conceitos dos equipamentos
menores. Entretanto, as máquinas
de grandes dimensões contam
com força mecânica muito mais
reforçada, pois são compostas por
chapas de aço fundido. Atualmen­
te, as máquinas desta categoria
comercializadas no mercado são
mandriladoras floor-type, fresado­
ras, tornos verticais e horizontais e
retíficas planas ou cilíndricas.
Os equipamentos de grande
porte são mais comumente utili­
zados para a fabricação de eixos
e cilindros de grande porte, além
de grandes carcaças. As menores
peças produzidas por eles pesam
cerca de 10 toneladas, enquanto
as maiores podem chegar a até 600
toneladas.
Profissionais da área Comer­
cial da Taurus Wotan, fabricante
que também produz máquinas
pesadas, apontam a versatilidade
como uma das vantagens deste
tipo de equipamento. “Como
trabalham principalmente com
operações de desbaste pesado, os
tamanhos e tipos de peças podem
variar bastante”, explica um dos
Pá da Alstom para turbinas é
usinada em mandriladora de
cinco eixos
que seja possível trabalhar com
diferentes operações de desbaste.
Conforme o tipo de operação
executada, pode ser necessário
utilizar cabeçotes retos, angulares
ou universais para faceamento.
Esta prática já não é tão comum
em máquinas menores, nas quais
geralmente é a ferramenta o item
mais trocado, e não o cabeçote.
Devido às maiores dimensões,
a manutenção deste tipo de equi­
pamento é quase sempre mais
trabalhosa. Marcelo Padovani, ge­
rente industrial da unidade fabril
da DEB’MAQ – fabricante de
máquinas pesadas – em Caman­
ducaia (MG), explica que a tarefa
de manutenção dos equipamentos
de grande porte envolve cuidados
específicos, justamente por conta
do tamanho das peças. “Durante
as manutenções, muitas vezes pre­
cisamos utilizar aparatos de apoio
como guindastes, pontes-rolantes
e empilhadeiras”, relata Padovani.
O Mundo da Usinagem
Machine Investments
Quanto mais
experiência o
operador tiver com o
equipamento, menores
serão as chances de
se perder a peça
“Nestas ocasiões, precisamos con­
tar também com a colaboração de
um número maior de pessoas para
auxiliar o processo”, acrescenta.
Sempre alerta
Devido ao investimento con­
centrado nas peças de grandes
dimensões que compõem estas
supermáquinas, há cuidados que
devem ser observados no proces­
so de usinagem destes materiais.
A perda de uma peça de grande
porte, como uma turbina ou uma
“árvore de natal” (suporte utili­
zado nas operações de extração
de petróleo em alto mar), pode
significar altos prejuízos para a
empresa. Além disso, por serem
componentes de maiores dimen­
sões, não há a possibilidade de
execução de tryouts do processo
antes de iniciar as operações. Des­
te modo, qualquer problema no
processo de produção destas peças
é considerado falha gravíssima.
Estas características exigem que
todo o processo de usinagem seja
planejado com muita precisão.
De acordo com Hermes Lago,
diretor de comercialização de
máquinas-ferramenta da Romi
O Mundo da Usinagem
– também fabricante de máquinas
pesadas –, o principal cuidado está
na preparação das peças para a
usinagem. “Sempre que possível,
a peça deve sair pronta da máqui­
na”, indica o diretor. “Para isso,
as operações de usinagem devem
ser executadas com a menor troca
possível de fixações da peça”, ad­
verte Lago.
Outra empresa que dedica
especial atenção à preparação
de suas operações é a Gerdau
Açominas, que trabalha com a
fabricação e usinagem de peças
de grande porte em aço, como
cilindros laminadores. Daniel
Mesquita, diretor industrial da
Gerdau Açominas, relata as preo­
cupações da empresa em preparar
bem seus funcionários para traba­
lhar com equipamentos pesados.
“Devidamente orientados, estes
colaboradores ficam cientes da
precisão no posicionamento das
peças e também observam todos
os cuidados necessários na retirada
dos produtos”, avalia o diretor.
“Quanto mais experiência o ope­
rador tiver com a programação
do equipamento, menores serão
as chances de se perder a peça”,
conclui Mesquita.
Movendo montanhas
Ainda outro ponto relevante
ao lidar com peças de grandes
dimensões é o transporte destes
itens, tanto dentro da própria
fábrica quanto no deslocamento
do produto até o cliente. Qualquer
pequeno impacto pode acabar
prejudicando o componente, além
de representar um perigo adicio­
nal ao chão de fábrica.
Hermes Lago, da Romi, in­
forma que a avaliação pela qual o
produto passa depois de pronto
é muito detalhada. “As peças são
inspecionadas pelos compradores
Grandes dimensões, grandes avanços
Edson José Silva, gerente de produto da Man Ferrostaal – empresa que
importa máquinas de grande porte, além de equipamentos menores –,
observa que as máquinas pesadas para usinagem apresentaram muitas
melhorias nos últimos anos, tendo como base os mesmos avanços tecnológicos das máquinas menores. O gerente destaca que um dos principais progressos destas máquinas foi o aumento da velocidade de movimentação dos eixos. “Hoje, vemos equipamentos com movimentações de
eixos de 36 metros por minuto, o que é uma velocidade espantosa para
as máquinas de grande porte”, relata Silva.
Nos últimos anos, muitos fabricantes têm lançado no mercado máquinas de grande porte que, ao invés de utilizar bases fundidas em sua
fabricação, são construídas com bases de aço soldadas. “Estes materiais
deixam o equipamento mais leve, mantendo a mesma dinâmica”, revela.
“Em alguns casos, máquinas construídas com bases fundidas ainda podem ser a melhor opção por permitirem maior estabilidade de operação”,
compara o gerente.
na própria fábrica. Depois, são
desmontadas e transportadas para
serem remontadas e inspeciona­
das mais uma vez no local de sua
entrega final”, relata Lago.
Com 20 máquinas de grande
porte em sua fábrica de Taubaté
(SP), a Alstom – fabricante de
equipamentos e serviços para
geração de energia e transporte
ferroviário – é outra empresa que
efetua o transporte de equipa­
mentos pesados com frequência.
As peças fabricadas em Taubaté
são em sua maioria turbinas e
geradores utilizados em usinas
hidrelétricas.
Januário Dolores, diretor de
operações da unidade de Taubaté
da Alstom, adverte que, ao trans­
portar peças de grande porte, é
essencial certificar-se de que elas
Chapas de aço
fundido garantem
maior estabilidade aos
equipamentos pesados
Divulgação Alstom
Machine Investments
Transporte de peças de grandes dimensões deve garantir
integridade da peça e segurança nas estradas
estão bem fixadas no veículo
antes de iniciar o percurso. Além
de promover a segurança nas
estradas, o objetivo deste proce­
dimento é garantir que o balanço
do produto seja mínimo. Mesmo
assim, o veículo deve trafegar com
velocidades reduzidas para evitar
qualquer risco de impacto ou
raspões na peça.
O diretor da Alstom conta
que a empresa também toma
medidas importantes para a pro­
teção de seus operários no chão
de fábrica. “Temos um sistema de
alarme sonoro que adverte opera­
dores e visitantes quando peças
pesadas são içadas, para evitar que
transitem debaixo delas”, afirma
o diretor. “Além disso, todas as
pessoas que entram em nossa
unidade devem passar antes por
um processo de integração, onde
são dadas as instruções para um
trajeto sempre seguro no chão de
fábrica”, completa.
Seguindo as normas de se­
gurança próprias para ambien­
tes fabris envolvendo máquinas
pesadas, é possível aproveitar as
oportunidades crescentes deste
mercado promissor, trabalhando
de forma eficiente, produtiva e
sem riscos para os colaboradores.
Thaís Tüchumantel
Jornalista
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www.omundodausinagem.com.br
Fotos: Divulgação Agie Charmilles
gestão empresarial
Processo de eletroerosão
por penetração
Eletroerosão possibilita acabamentos
altamente precisos
Técnica é ideal para a usinagem de materiais
resistentes aos processos convencionais e
que necessitam de precisão milesimal
L
argamente utilizado na indús­
tria metalmecânica, o proces­
so de eletroerosão permite a
usinagem de materiais metálicos
já temperados. A técnica é consi­
derada ideal para a fabricação de
peças de dureza elevada, resisten­
tes aos processos convencionais
de usinagem e que necessitam de
acabamento e precisão milesimal,
como moldes e matrizes.
Por ser um procedimento de­
morado, a eletroerosão é aplicada
geralmente em peças isoladas ou
em pequenas séries; contudo,
ultimamente também tem sido
utilizada em larga escala para a
12 O Mundo da Usinagem
fabricação de ferramentas em geral
e em certos segmentos industriais
específicos – como médico, odon­
tológico, naval e aeroespacial,
entre outros.
De acordo com Alberto Arnal­
do Raslan, professor da Faculdade
de Engenharia Mecânica da Uni­
versidade Federal de Uberlândia
(MG), o setor ligado à fabricação
de moldes de injeção de polímeros
e compósitos responde por 45%
das operações de eletroerosão, en­
quanto o setor de microusinagem
corresponde a 15%.
Com base na usinagem por meio
de descargas elétricas (Electrical
Discharge Machining), o processo
de eletroerosão caracteriza-se pela
remoção de partículas do material
a ser usinado devido à passagem de
uma corrente elétrica que ocorre
entre dois materiais condutores de
eletricidade – o eletrodo capilar
(ferramenta de usinagem) e a peça
– envoltos em um líquido dielétri­
co (veja quadro).
Diversidade de técnicas
Segundo Silvio Mitsunaga, di­
retor técnico da Agie Charmilles,
fabricante de máquinas de eletro­
erosão e fornecedor de soluções e
serviços de automação industrial,
as técnicas de usinagem por eletro­
erosão mais utilizadas no mercado
são eletroerosão por penetração
e eletroerosão por corte a fio. Na
eletroerosão por penetração são
utilizados eletrodos de cobre ou
grafite que definem a geometria e
as dimensões da peça, o que torna
a técnica ideal para a confecção
de moldes, fabricação de peças
temperadas para cavidades cegas,
com cantos vivos, profundas com
superfícies texturizadas ou poli­
das, onde a usinagem fica sujeita
a dificuldades com o diâmetro e
o comprimento das ferramentas.
“Estes eletrodos devem estar en­
voltos em um óleo dielétrico que
tem a função de isolar, refrigerar e
limpar o local da usinagem e o ma­
terial a ser usinado”, acrescenta.
Já a eletroerosão por corte
a fio emprega filamentos de
materiais metálicos com boa
condutividade elétrica – sendo
mais comum o uso do latão – e de
diâmetro variável, o que depende
Conjunto mecânico
de um relógio suíço é
composto por diversas
peças usinadas pela
eletroerosão a fio
do trabalho que será realizado.
Fernando Alves Pereira, geren­
te técnico da Fanuc Machines no
Brasil, representada pela Mitsui
Motion – empresa especializada
na comercialização das máquinas
de eletroerosão a fio Fanuc –,
explica que nesta técnica o flui­
do dielétrico aplicado é a água
deionizada e, como o fio utiliza­
do no processo funciona como
elemento cortante, a eletroerosão
a fio está limitada a operações de
corte, como a fabricação de peças
temperadas para cortes paralelos,
cônicas, com variação de ângulos,
com perfis diferentes no topo e na
base e que necessitem de acaba­
mento e precisão milesimal.
Pereira acrescenta que tam­
bém existe a técnica de usinagem
por eletroerosão para furo rápido, processo realizado por meio
de eletrodos capilares de cobre ou
latão. “Esta técnica é recomenda­
da para furações rápidas em ma­
teriais temperados em pequenos
diâmetros e grandes espessuras,
que não se conseguiria executar
por meio de técnicas usuais de
furação com broca”.
Produtividade garantida
Divididos basicamente em
máquinas manuais convencionais
e máquinas controladas por CNC,
os equipamentos de eletroerosão
são considerados de precisão mi­
lesimal e de usinagem lenta – mas,
dependendo da aplicação, conse­
guem obter maior produtividade
do que máquinas convencionais
de usinagem. “O grande diferencial
das máquinas de eletroerosão é a
Antes de adquirir uma
máquina de eletroerosão,
deve-se verificar grau de
rendimento, precisão e
acabamento desejados
precisão do corte, capaz de pro­
porcionar um acabamento da peça
que muitas vezes não é possível al­
cançar com outros equipamentos”,
garante Dorvaldo Schulz, gerente
técnico da Usifil – empresa que há
dez anos oferece serviços finais de
acabamento por meio da eletroerosão de corte a fio.
De acordo com o professor
Raslan, a produtividade destes
equipamentos pode ser medida
por meio da taxa de remoção de
material (TRM) e da relação de
desgaste do eletrodo (RD). En­
tretanto, o professor lembra que
ainda devem ser considerados
outros parâmetros relacionados
à qualidade do processo, como
sobrecorte lateral – diferença entre
os raios do furo usinado na peça e
o eletrodo; rugosidade superficial;
variação de microdureza; extensão
O Mundo da Usinagem 13
gestão empresarial
da camada refundida e formação de
microtrincas, entre outros.
Para obter máxima produti­
vidade nas operações de eletroerosão, é essencial trabalhar com
máquinas de qualidade e realizar
manutenções preventivas e corre­
tivas – como limpeza, lubrificação,
troca de filtros, de fluido dielétrico
e de peças de desgaste. O diretor
da Agie Charmilles explica que,
antes de adquirir uma máquina de
eletroerosão, deve-se verificar qual
será a finalidade deste equipamen­
to e qual é o grau de rendimento,
precisão e acabamento desejados.
“É importante também procurar
um fabricante idôneo que possa in­
dicar corretamente a melhor opção
de máquina para cada aplicação”,
aconselha Mitsunaga.
O gerente da Mitsui Motion res­
salta que máquinas de eletroerosão
por penetração e para furo rápido
necessitam de alguns cuidados espe­
ciais e devem ser instaladas em locais
abertos ou em salas com exaustores,
pois durante a usinagem exalam
gases que devem ser dissipados.
“Como estas máquinas trabalham
com óleo dielétrico, é importante
também que sejam instaladas em
locais que disponham de extintores
de incêndio”, recomenda.
Quanto mais tecnologia e re­
cursos estas máquinas de eletroerosão possuírem para controlar
a estabilidade de corte, maior será
Entenda como funciona o
processo de eletroerosão
Realizada por meio de descargas elétricas, a usinagem por eletroerosão
é um processo complexo e em grande parte não visível. Alberto Arnaldo
Raslan, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade
Federal de Uberlândia (MG), explica como acontece a eletroerosão.
Primeiramente, um bloco do material que será usinado é afixado na base
de um recipiente – chamado cuba – que contém um fluido isolante elétrico conhecido como fluido dielétrico. Após este procedimento, a ferramenta de usinagem – na maioria das vezes um eletrodo capilar – é
acoplada no cabeçote da máquina e depois ambas as partes são ligadas
a uma fonte de corrente contínua por meio de cabos elétricos. “Desta
forma, gera-se um dipolo elétrico entre a peça (negativo) e o eletrodo
(positivo) e, quando o espaço entre estes dois componentes é diminuído
até uma distância determinada, forma-se uma ponte de íons entre eles”,
complementa o professor.
Após este fenômeno, é produzida uma centelha que superaquece a superfície do material – com temperatura variando entre 2.500°C e 50.000ºC.
Finalmente, o material da peça se funde e cerca de 15% das partículas são
erodidas da superfície por causa do movimento do fluido dielétrico. “As
descargas sucessivas promovem a gradual retirada de material da peça e
imprimem na superfície a geometria do eletrodo”, finaliza Raslan.
14 O Mundo da Usinagem
Divulgação Eroma
gestão empresarial
Adquirir acessórios de fabricantes idôneos é indispensável para
realizar operações seguras. Na foto, linha da Eroma para eletroerosão
a produtividade obtida. Segundo
Mitsunaga, nos processos de ele­
troerosão por penetração pode-se
destacar recursos como geradores
sem desgaste de eletrodo, alta ve­
locidade e precisão dos eixos e aca­
bamento polido em grandes áreas.
Nas aplicações de eletroerosão por
corte a fio, as novidades são as tec­
nologias que permitem cortes com
dois fios de diâmetros diferentes e
cortes sem repasse.
Escolha certa
Adquirir acessórios de fornece­
dores idôneos também é indispen­
sável para praticar operações bem
sucedidas e seguras. Adriana Rahn,
diretora da Eroma – fornecedor
de materiais para eletroerosão –,
lembra que cada aplicação necessita
de um produto diferente, mas para
ela existem três elementos que são
indispensáveis para o bom funcio­
namento da máquina. “Em um
processo de eletroerosão por corte
a fio, além de utilizar o fio ideal para
cada aplicação e resinas adequadas,
é imprescindível que a máquina
16 O Mundo da Usinagem
possua um bom sistema de filtra­
gem; a micragem correta do papel
do filtro é fundamental para se
obter alta precisão”, esclarece.
E como escolher os acessórios
ideais? O professor Raslan explica
que, em processos de eletroerosão
por penetração, o eletrodo utili­
zado deve ser bom condutor de
eletricidade e de fácil conformação,
além de ser resistente ao desgaste.
Já na eletroerosão por corte a fio é
preciso prestar atenção à resistência
mecânica do produto, para evitar o
rompimento do fio.
Para Pereira, da Mitsui Motion,
as principais tendências para a
eletroerosão serão o avanço nas
usinagens de PCD (diamante po­
licristalino), o desenvolvimento de
máquinas capazes de trabalhar sem
operadores e o aumento tanto dos
controles simultâneos dos eixos
quanto da velocidade de corte.
Fernanda Feres
Jornalista
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Fernando Favoretto
Chão de fábrica
Comprei uma máquina nova.
E agora?
Saiba quais ferramentas básicas devem
constar na lista de compras para iniciar a
produção em centros de usinagem e tornos
E
sta é uma situação mais co­
mum do que se imagina: ao
comprar uma máquina nova,
às vezes as pessoas se esquecem de
definir as ferramentas que deverão
ser adquiridas para trabalhar com
o novo equipamento. Para evitar
equívocos como este, que no final
das contas acabam prejudicando
a produtividade da máquina e da
empresa, é preciso atenção na hora
de escolher o ferramental básico.
Comece buscando a ajuda de pro­
18 O Mundo da Usinagem
fissionais que detenham o knowhow desta área, como os fabrican­
tes de máquinas e ferramentas.
De acordo com especialistas
do setor, uma dica para começar
bem um novo negócio na área
de usinagem é empenhar-se no
projeto do ferramental antes
mesmo de adquirir uma nova
máquina. Desta forma, é possível
começar a produção de forma efi­
ciente e com qualidade logo após
o recebimento da máquina.
Com o apoio dos fornecedores,
a empresa pode fazer a escolha
destes itens baseando-se nas ca­
racterísticas da máquina adquirida
(limites de potência e norma que
rege a fixação de suas ferramentas)
e nas exigências do material a ser
usinado. Estes dois fatores são fun­
damentais e irão ditar a escolha do
ferramental e dos acessórios mais
adequados para cada trabalho.
Entretanto, mesmo nos casos
em que não se sabe ao certo qual
produto será usinado, alguns itens
básicos devem sempre constar no
planejamento das compras, pois
são necessários para iniciar a maio­
ria dos processos e comuns à maior
parte das operações de usinagem.
Centros de usinagem
Os centros de usinagem tra­
balham com operações de facea­
mento, furação, acabamento e
abertura de canais. Para começar,
as principais ferramentas para a
utilização neste equipamento são
as fresas de 45º e 90º.
Outro componente impor­
tante são as brocas. De acordo
com Carlos Ancelmo, especialista
em Processos de Usinagem da
Sandvik Coromant, algumas em­
presas chegam a utilizar os centros
de usinagem para operações de
furação com maior frequência
do que em outros processos. Por
isso, é bom contar com algumas
variações destas ferramentas.
“Aconselho a aquisição de um jogo
de brocas, de diâmetros randomi­
camente variados em milímetros e
em polegadas, para que se possa
trabalhar com diferentes dimen­
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Fotos: Arquivo AB Sandvik Coromant
Chão de fábrica
Características da máquina e
do material a ser usinado ditam
a escolha do ferramental
sões de furos. Lembrando que a
partir do diâmetro de 12 mm já
é possível encontrar brocas com
pastilhas intercambiáveis”, sugere.
Quando possível, deve-se
identificar previamente qual o
tipo de furação que será feito na
peça. Em casos de furação para a
fabricação de roscas, os catálogos
de fornecedores de machos-má­
quina costumam indicar o diâ­
metro do furo pré-rosqueamento
para que a rosca fique perfeita. Em
furos de precisão, o mais indicado
é a utilização de brocas inteiriças
de metal duro; contudo, sempre
que a tolerância e a dimensão do
furo permitirem, as brocas inter­
cambiáveis são mais econômicas
e produtivas, além de dispensa­
rem a necessidade de reafiação.
Por fim, um jogo de fresas
inteiriças de metal duro com­
pletam o kit básico para centros
de usinagem. Assim como no
caso das brocas, os diâmetros
das fresas devem variar tanto
20 O Mundo da Usinagem
quanto a expectativa de larguras
de rasgos que o usuário pretenda
abrir em seu centro de usinagem.
As fresas possibilitam executar
fresamentos laterais, operações de
acabamento e abertura de canais.
Anderson Fernandes, especialista
do departamento de Machine
Investments da Sandvik Coro­
mant, recomenda que a empresa
adquira duas amostras de cada
ferramenta. “Desta forma não será
necessário parar a produção caso
ocorra alguma avaria na ferramenta
em uso”, justifica o especialista.
Tornos bem equipados
No caso dos tornos, a lista do
ferramental básico é um pouco
maior. Os itens fundamentais co­
meçam com os suportes de ferramenta para faceamento, desbaste
e torneamento longitudinal. Para
esta função, os suportes de código
ISO DCLNL/R ou MWLNL/R
são os mais adequados. O primeiro
destina-se a operações de desbaste
mais pesado e utiliza as pastilhas
losangulares de pontas
de 80º (pastilhas de có­
digo ISO CNMG).
Já o segundo é pró­
prio para executar
operações de des­
baste mais leves ou operações de
acabamento e, para isso, utiliza
as pastilhas trigonais (de código
ISO WNMG). Outro suporte
que deve ser incluído na compra
é o MTJNL/R, juntamente das
respectivas pastilhas TNMG.
Mais uma vez, as brocas devem
estar incluídas neste conjunto de
ferramentas. Se equipadas com
pastilhas de metal duro, podem
realizar inclusive operações de tor­
neamento interno, permitindo dar
acabamento em um furo que tenha
sido feito em desbaste.
Para gerar diferentes relevos
nas peças, é possível equipar os tor­
nos com as ferramentas para perfilar (de código DDJNL/R), que
comportam pastilhas losangulares
com pontas de 55º (ISO DNMG).
Outras ferramentas importantes
são as barras de mandrilar, nor­
malmente utilizadas para expandir
ou dar acabamentos em pré-furos
usinados ou forjados. Para aten­
der os centros de torneamento,
o proprietário da máquina deve
acrescentar em sua lista as fresas
inteiriças de metal duro (para
operações de perfilamento) e os
cabeçotes de fresa com pastilhas
redondas (para operações de des­
baste). Vale acrescentar que a utili­
zação dos cabeçotes dependerá da
potência e do torque disponíveis
no motor da torre.
Em centros de usinagem é
interessante contar com pelo
menos um jogo de brocas para
atender às diferentes dimensões
dos furos que possam surgir
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Chão de fábrica
Além disso podem ser utili­
zadas fresas a 90º, com pastilhas
Wiper (alisadoras) que são dese­
nhadas especificamente para ope­
rações de torno-fresamento.
Muito além das
ferramentas
Depois de ad­
quirir o ferramen­
tal básico, ainda há
outros itens que são
primordiais para o bom
funcionamento de um
equipamento. No caso dos cen­
tros de usinagem, os cones de fixação merecem atenção especial.
Fernandes assinala que a escolha
errada destes acessórios é muito
frequente entre profissionais pou­
co experientes. “Cada ferramenta
tem um tipo de fixação – podem
ser fixadas por parafusos, chavetas
ou mandris –, por isso deve-se
estudar bem os itens que farão a
usinagem”, aconselha.
Em linhas gerais, é importante
lembrar que em máquinas que se­
guem a norma de fixação ISO 40,
por exemplo, a recomendação é
que se trabalhe com fresas de no
máximo 80 mm. Já em máquinas
ISO 50, os diâmetros das fresas
podem apresentar dimensões
maiores. Fernandes aponta que,
diferentemente dos centros de
usinagem, os tornos não apresen­
tam muitos problemas de fixação.
“Nestes equipamentos, as ferra­
mentas são montadas diretamente
na máquina, exigindo um número
menor de acessórios”, explica.
No entanto, o especialista
indica um fator importante que
22 O Mundo da Usinagem
Com fresas de
45º e 90º é
possível realizar
as principais
operações de faceamento
em centros de usinagem
deve ser observa­
do na montagem
do ferramental dos
tornos: a posição da
torre em relação à placa
da máquina. Se uma ferramenta
esquerda opera em uma máquina
com a torre posicionada na parte
traseira do equipamento – em
relação às placas de usinagem –,
ela não irá conseguir operar em
uma máquina com torre locali­
zada à frente da placa, pois desta
forma ficará de costas para a peça,
impossibilitando a operação.
No caso de produções que
trabalham com lotes de peças va­
riáveis em termos de dureza de ma­
terial e sobremetal deixado para o
desbaste e também com perfis
diferentes, o ferramental deve
ser preparado para enfrentar este
leque de desafios. Assim, o ideal
seria optar por classes e geometrias
mais abrangentes, evitando esco­
lher ferramentas muito específicas
que podem gerar problemas com
desgastes, avarias prematuras ou
mesmo um controle deficiente da
formação dos cavacos.
Thaís Tüchumantel
Jornalista
Veja
em: em:
Saibamais
sobreinformações
os projetos turnkey
www.omundodausinagem.com.br
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estudo de materiais
Aço
inoxidável
superdúplex
é destaque
na indústria
E
mpregado nas indústrias petroquímica, farmacêutica,
química, aeronáutica, naval,
alimentícia e de transporte, o
aço inoxidável é uma liga ferrosa
composta basicamente por ferro,
cromo, níquel e molibdênio. É
considerada ideal para o segmento industrial em geral, pois não
oxida em contato com agentes
corrosivos – como a atmosfera,
meios aquosos ou orgânicos.
Este tipo de aço pode ser
dividido em algumas categorias,
sendo as mais comuns: ferrítico,
24 O Mundo da Usinagem
Divulgação Sandvik Materials Technology
Ideal para aplicações
pesadas, esta matériaprima especial requer
cuidados específicos
durante processos de
manuseio e fabricação
austenítico e dúplex. Utilizados
geralmente no setor automotivo e
em utensílios de cozinha, os aços
à base de ferrita são imunes à corrosão sob tensão e garantem boa
resistência à corrosão por fadiga.
Já os aços que possuem austenita
como matriz apresentam alta
ductilidade e tenacidade, além
de boa soldabilidade.
Com a intenção de obter um
material que reunisse as melhores
características dos aços ferríticos
e austeníticos, iniciou-se na década de 1930 nos Estados Unidos
e na Europa o desenvolvimento
do chamado aço dúplex. Entretanto, somente na década de
70 é que se conseguiu desenvolver uma composição mais
estruturada da matéria-prima,
obtendo-se um material com
alta resistência a diferentes mecanismos de corrosão (tais como
corrosão intergranular, por pite
e sob tensão), além de excelente
resistência mecânica, tenacidade
e boa soldabilidade.
No Brasil, este material começou a ser utilizado na década de
Raquel Romana:“Tratamentos
de envelhecimento térmico
foram realizados em amostras
do aço inoxidável superdúplex
para descrever a cinética de
formação da fase sigma”
a vida útil dos equipamentos,
diminuindo o número de paradas
para manutenção e gastos com
mão de obra. O aço inoxidável
superdúplex também pode ser
utilizado em substituição às ligas
de níquel, por apresentar custo
mais acessível.
Para obter máxima produti-
vidade com o aço superdúplex,
o material deve ser processado
e fabricado com tecnologia
de ponta (veja quadro “Etapas
fundamentais para o bom desempenho”) e em condições térmicas
adequadas. Considerando a importância que este produto tem
para a indústria, estudos sobre as
propriedades mecânicas do material e sobre como ele reage a determinadas situações são sempre
interessantes, pois possibilitam
uma aplicação com resultados
melhores e mais seguros.
Estudo revelador
Raquel Romana, mestre em
Engenharia Mecânica formada
pelo Centro Universitário da FEI
(Faculdade de Engenharia Industrial), de São Bernardo do Campo
(SP), realizou um estudo com o
aço inoxidável superdúplex UNS
S32750 (SAF 2507) da Sandvik
Materials Technology, em que o
comportamento deste material
foi analisado após tratamentos
Divulgação Sandvik Materials Technology
Para aplicações severas
Por garantir alta resistência
mecânica e à corrosão e também
por ser um material de alto valor agregado, o aço inoxidável
superdúplex é especialmente
recomendado para ambientes
severos – como meios marítimos,
refinarias e plataformas de petróleo. “Existem plataformas que
possuem 30% de sua tubulação
neste material, porque alguns
processos envolvem meios com
altas concentrações de cloretos
(como a água do mar), que são
altamente corrosivos”, ressalta
Rodrigo Faveret Signorelli, especialista de produto da Sandvik
Materials Technology.
O aço inoxidável superdúplex
também é altamente recomendável em situações em que os aços
inoxidáveis comuns ou mesmo
o aço carbono não apresentam a
confiabilidade e a vida útil necessárias. Com a utilização adequada
do produto é possível aumentar
Fernando Favoretto
90 e seu uso se estende até os dias
de hoje, assim como a utilização
do aço inoxidável superdúplex
– uma evolução do aço inoxidável
dúplex. Composta por maior teor
de cromo, níquel, molibdênio e
nitrogênio, esta liga apresenta
melhor resistência à corrosão do
que sua antecessora.
Por garantir alta resistência
mecânica e à corrosão, aço
inoxidável superdúplex é
utilizado em ambientes severos.
Na foto, um trocador de calor
O Mundo da Usinagem 25
Fotos: Raquel Romana
estudo de materiais
Microestrutura do aço SAF 2507 solubilizado
como recebido da Sandvik Materials Technology
térmicos de envelhecimento
em temperaturas entre 700ºC e
900ºC. O objetivo deste trabalho
foi descrever a cinética de formação da fase sigma – principal fase
intermetálica responsável pela
degradação das propriedades mecânicas do aço estudado – para,
assim, poder evitá-la.
Segundo Raquel, durante o
processamento ou soldagem do
aço formam-se fases intermetálicas
e até carbonetos e nitretos que
modificam as características do
material, como resistência ao impacto, corrosão e dureza. “Neste
Microestrutura da amostra do aço envelhecida a
850ºC por 10 minutos - fase sigma
estudo, focamos na fase sigma por
ser a que se forma mais facilmente
e em maior quantidade quando o
material é aplicado sob temperaturas elevadas”, explica.
A ideia central do trabalho foi
identificar em que temperatura e
após quanto tempo de exposição
esta fase tem início. Para isso,
Raquel realizou tratamento de
envelhecimento térmico do aço
em cinco séries, com temperaturas variando entre 700ºC e
900ºC e com diferença de 50ºC
entre cada uma delas. Em cada
série, foram tratadas 13 amostras
O que o ensaio concluiu
Por meio do estudo com o aço inoxidável superdúplex foi possível identificar – em temperaturas mais baixas, entre 700ºC e 800ºC – a presença
de morfologia lamelar nas microestruturas do material, decomposição
eutetóide lamelar, precipitação descontínua e crescimento de sigma a
partir de ferrita e austenita.
Já as amostras que foram tratadas em temperaturas mais elevadas, entre
850ºC e 900ºC, apresentaram a fase sigma predominantemente em morfologia maciça. Nestas amostras ocorreram mecanismos de formação de
sigma, como decomposição eutetóide divorciada, precipitação contínua
e formação e crescimento de sigma a partir de austenita e ferrita. Assim,
o ideal é trabalhar com o aço inoxidável superdúplex em temperaturas
até 700ºC.
26 O Mundo da Usinagem
que ficaram expostas por tempos
variados – entre 10 minutos e
1.032 horas. “Optei por trabalhar com períodos longos para
descobrir como a amostra se
comportava; se após um tempo
a fase sigma se estabilizava ou
se ela continuava crescendo”,
esclarece Raquel.
O que pôde ser percebido
no estudo é que esta fase surge
inicialmente a partir da ferrita
existente na estrutura do aço, pois
seus elementos estabilizadores
– cromo e molibdênio – são os
mesmos elementos formadores
de sigma. Nas amostras tratadas
a 700ºC, a ferrita do material
foi totalmente consumida após
48 horas. Já nas demais temperaturas, isto aconteceu depois de
12 horas de tratamento. Após eliminar totalmente a ferrita do material, a sigma continua crescendo
e começa, em menor proporção,
a consumir também o cromo da
austenita. “Percebemos que entre
750ºC e 850ºC esta fase é muito
forte e consome rapidamente a
estrutura do material a ponto de
inutilizá-lo totalmente”, avalia
Raquel. “Neste caso, para elimi-
Eficaz
TNG 42, muito mais resultado operacional
www.ergomat.com.br
V33
O TNG 42 conquistou o mercado das indústrias
de manufaturas por seu projeto arrojado
e reconhecidamente eficaz. Ele é o torno
automático CNC, tipo gang, que veio para
revolucionar os trabalhos seriados de precisão
principalmente quando se exige flexibilidade
com set-up rápido.
TNG 42, a base da eficácia operacional.
Conceito construtivo monobloco
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nar toda a sigma do aço é preciso
solubilizá-lo, sendo, portanto,
mais interessante trabalhar com
o aço em temperaturas inferiores
a 700ºC”, acrescenta.
Obtendo melhorias
Após o estudo, Raquel constatou que a dureza do aço inoxidável superdúplex SAF 2507 está
diretamente relacionada com o
volume de sigma em sua estru-
tura. Isto quer dizer que, quanto
maior for a fração volumétrica
de sigma, maior será a dureza
medida no material (veja mais
detalhes no quadro “O que o ensaio
concluiu”). “Quando a dureza
aumenta o aço fica mais frágil,
modificando suas propriedades
mecânicas, o que pode prejudicar
a usinagem”, explica Raquel.
De acordo com Signorelli, especialista de produto da Sandvik
Etapas fundamentais
para o bom desempenho
Poucas empresas no mundo produzem o aço superdúplex, pois este
é um processo de fabricação que exige alta tecnologia e requer vasto
conhecimento para que se possa evitar a formação de fases intermetálicas prejudiciais à estrutura do material – como a fase sigma.
Fabricado na usina da Sandvik Materials Technology (SMT) na Suécia,
na cidade de Sandviken, o aço inoxidável superdúplex SAF 2507 passa
por diversos processos que garantem sua qualidade. “Nesta unidade
possuímos equipamentos de alta tecnologia para a produção de aços
inoxidáveis e ligas especiais”, ressalta André Marin, especialista de
produto da SMT.
De um modo geral, a produção desses aços acontece em quatro etapas: fundição dos metais em forno de arco elétrico; descarbonização
em conversores AOD (Argon-Oxigen-Descarburisation) para a eliminação de excesso de carbono; refino do aço nos fornos de panela para
o ajuste final dos elementos da liga; e lingotamento contínuo ou em
moldes. A partir dos lingotes obtidos, após laminação e forjamento são
produzidos tarugos e barras que serão posteriormente conformados em
tubos, fitas e arames.
Todos os produtos fabricados pela empresa são certificados e passam
por testes específicos. Entre os testes realizados em tubos e barras
encontram-se os ensaios de dureza, tração, corrosão, testes hidrostáticos, de achatamento e análise de tratamento térmico, entre outros.
“Temos total controle sobre a sequência da produção, desde a seleção
de metais para a fundição até a embalagem do produto final”, garante
Marin. A qualidade dos produtos é comprovada por uma política de
controle criada pela própria SMT, a Sandvik Steel’s Quality Policy, que
atende os requisitos de diversos padrões e normas internacionais de
qualidade de produção.
28 O Mundo da Usinagem
Divulgação Sandvik Materials Technology
estudo de materiais
Da esquerda para a direita:
André Marin e Rodrigo
Signorelli, ambos da Sandvik
Materials Technology
Materials Technology, o estudo
realizado por Raquel Romana é
muito expressivo para as empresas
e indústrias que utilizam o aço
inoxidável superdúplex como matéria-prima de seus produtos, pois
ajuda a identificar as condições
ideais para o processamento e o
manuseio do aço. “Se o fabricante
ao qual fornecemos este tipo de
material não estiver informado
sobre estes fenômenos, corre o
risco de danificar as propriedades
mecânicas do aço e reduzir a qualidade do produto final”, lembra.
“Realizamos estudos similares, porém com foco mais voltado para a
resistência à corrosão, aliás aspecto
considerado como um grande
diferencial do aço que oferecemos
ao mercado”, complementa.
Fernanda Feres
Jornalista
Veja mais
maisinformações
informaçõesem:
em:
www.omundodausinagem.com.br
Imagens: Shutterstock
ideias e pensamentos
E
m um mercado de trabalho
cada vez mais competitivo,
a presença de líderes em
empresas de todos os portes é es­
sencial para que os bons resultados
sejam alcançados. Com capacida­
de para influenciar e mobilizar
pessoas na busca de objetivos
comuns, o líder deve ter conhecimento, habilidade e atitude
para colocar em prática ações que
estejam alinhadas com os interes­
ses da companhia. Contudo, o
bom líder é aquele que consegue
desenvolver este trabalho de forma
estratégica: com sensibilidade, sa­
bendo ouvir os seus subordinados
e respeitando o espaço e a opinião
de toda a equipe.
Diversos estudos sobre este as­
sunto já foram realizados ao longo
dos anos e todos demonstram que
o conceito de liderança varia de
uma situação para outra, em um
processo que não depende apenas
das características ou habilidades
das pessoas. Um líder pode surgir
30 O Mundo da Usinagem
Liderança
O desafio de influenciar
as pessoas positivamente
Presença do líder no ambiente corporativo é
fundamental para inspirar e motivar profissionais
para a busca de um objetivo comum
naturalmente no decorrer da his­
tória, se desenvolver as virtudes
necessárias. James C. Hunter, um
dos mais renomados especialistas
em liderança dos Estados Uni­
dos e autor do livro O Monge e o
Executivo, cita como exemplo de
grandes líderes nomes como Mar­
tin Luther King, pastor americano
e líder do movimento negro;
Mahatma Ghandi, líder espiritual
e político da Índia; Nelson Man­
dela, líder sul-africano e ativista
antiapartheid; e Sam Walton, fun­
dador da rede de hipermercados
Walmart, entre outros.
A figura do líder também pode
surgir no ambiente corporativo
quando a empresa concede a
determinado profissional uma
posição que exige ações de li­
derança, como um cargo de su­
Líder deve ter
conhecimento,
habilidade e atitude
para colocar em
prática ações que
estejam alinhadas
com os interesses da
companhia
pervisão, coordenação, gerência
ou direção. No entanto, existem
diferenças significativas entre o
perfil do líder e o do ‘chefe’.
Gestão estratégica
Para Marco Antonio Lam­
poglia, analista e consultor sobre
mudanças comportamentais, um
líder deve manter boa comunica­
ção e bom relacionamento com
sua equipe, e deve também ser
respeitado por todos aqueles com
quem convive – não só por causa
de seus conhecimentos técnicos,
mas também por suas competên­
cias socioemocionais. “Quando
essas habilidades emergem no con­
texto da organização, a liderança
surge naturalmente”, explica. Já o
relacionamento e a comunicação
do chefe com sua equipe são mais
diretos e menos afetivos.
Enquanto a chefia se preocupa
mais com efeitos e resultados, a
liderança se concentra mais nas
causas que podem gerar bons
resultados. Segundo Lampoglia,
estamos vivendo em uma nova
era, onde o líder deve se preocu­
par com três principais vertentes:
estratégia e tática, processos que
se concentram dentro da rotina
e gestão de pessoas. “O líder tem
como foco o desenvolvimento do
potencial das pessoas e a gestão
de processos, sendo um formador
de futuros líderes que orienta sua
equipe dentro de uma estrutura
de visão de negócios”, considera o
consultor.
Além de saber orientar sua
equipe com eficácia, é essencial
que o líder tenha iniciativa para
É dever do líder estimular e motivar cada colaborador para que todos
permaneçam comprometidos com os objetivos da equipe
Líder deve saber comunicar
com clareza as estratégias e os
objetivos da equipe, definindo
metas e cobrando resultados
resolver situações difíceis e
delicadas e que seja o responsável
pelo planejamento de ações
estratégicas.
Para isso, o profissional que
assume uma posição de liderança
deve ter ampla visão do mercado e
dos negócios. No entanto, o líder
sozinho não é capaz de alcançar
todos os resultados esperados
e resolver todos os desafios de
uma empresa. É preciso que ele
saiba também formar equipes
que trabalhem unidas para que
os objetivos da companhia sejam
concretizados.
Estimulando atitudes
Lampoglia acredita que a
presença do líder influencia diretamente o estado de ânimo da
equipe, sendo um ‘personagem’
fundamental na primeira fase de
um planejamento anual da empre­
sa; o verdadeiro líder tem a capa­
cidade de inspirar os funcionários
com métodos e técnicas que
permitem buscar bons resultados,
por meio do reconhecimento do
trabalho de cada um. É por isso
O Mundo da Usinagem 31
Além de saber orientar
sua equipe com
eficácia, é essencial
que o líder tenha
iniciativa para resolver
situações de conflito
que a pessoa que assume este papel
deve conhecer profundamente
cada integrante da equipe e saber
lidar com os diferentes tipos de
personalidades.
Outra habilidade importante
que o líder deve apresentar para
motivar sua equipe é saber in­
tervir corretamente na solução
de problemas, promovendo a
orientação e a capacitação neces­
sárias para a eliminação destes
problemas. “O líder deve saber
dar e receber feedbacks e fazer isto
pontualmente, apontando erros e
acertos”, aponta.
Para influenciar positivamen­
te sua equipe, o líder também
deve demonstrar segurança
em relação aos desafios da
empresa, e não permitir que seus
problemas pessoais interfiram
na vida profissional. “Mesmo
nos momentos de dificuldade,
o líder tem a responsabilidade
de comunicar à sua equipe o que
está acontecendo na companhia,
escutar os colaboradores e orien­
tá-los da melhor forma possível
diante dos desafios”, aconselha
Guilherme Mendonça, diretor
da Unidade de Negócios Energy
Automation da Siemens.
Na opinião do diretor – que
trabalha há 18 anos na Siemens –,
Rumo ao triunfo
Um pai de família, que enfrenta sérios problemas financeiros, está em
busca de uma vida melhor. No percurso, é abandonado pela esposa, que
deixa com ele US$ 21,39 e o filho de cinco anos para cuidar. Este é o início da história de Chris Gardner, o corretor da Bolsa de Valores que virou
lenda em Wall Street (EUA), e que em 20 anos transformou seu pequeno
patrimônio em uma fortuna avaliada em cerca de US$ 600 milhões.
Gardner teve sua trajetória de vida contada em uma autobiografia chamada À Procura da Felicidade. Em 2006, foi lançada a versão cinematográfica do livro – de mesmo nome –, que relata a busca intensa de
Gardner pela felicidade. Estrelado pelo ator americano Will Smith, o filme
mostra o caminho percorrido por Gardner, que chegou a viver em abrigos e se tornou um empresário bem sucedido, e que alcançou o sucesso em função de sua garra, determinação e capacidade de administrar
conflitos – características necessárias e fundamentais para uma pessoa
que deseja desempenhar um papel de líder.
Atualmente, Gardner ministra palestras de motivação e lançou seu segundo livro. Visite o site oficial de Chris Gardner e saiba mais sobre sua
trajetória: http://www.chrisgardnermedia.com
32 O Mundo da Usinagem
Divulgação Siemens
ideias e pensamentos
Guilherme Mendonça, da Siemens:
“É importante que o líder se integre
totalmente ao time e seja cúmplice e
parceiro nos desafios do dia a dia”
os principais desafios de um líder
são comunicar com clareza as
estratégias e os objetivos da equi­
pe, definindo metas e cobrando
resultados e bons desempenhos.
Mendonça acrescenta que estas
metas devem ser realizadas com
prazer e, portanto, também é
dever do líder estimular e motivar
a equipe para que todos os fun­
cionários permaneçam focados.
“É importante que o líder se
integre totalmente ao time e seja
cúmplice e parceiro nos desafios
do dia a dia, tendo sempre uma
visão ampla do mercado e do
que está acontecendo à sua volta”,
complementa.
Suporte essencial
No entanto, tudo isso não
quer dizer que líderes de primei­
ro escalão não possam cometer
erros; mas, caso cometam, devem
se responsabilizar por eles e resol­
vê-los de forma rápida e prática.
Além disso, os bons líderes apren­
dem constantemente com suas
próprias falhas.
Segundo Sylmara Requena,
ideias e pensamentos
diretora de Recursos Humanos da Siemens, a
empresa possui premissas estratégicas que visam a
excelência em gestão de pessoas, nas quais o papel
do RH e dos próprios gestores é fundamental. Além
disso, existem ferramentas de gestão para facilitar
este processo de desenvolvimento de ‘líderes’. “É
comum encontrar pessoas em cargos de liderança
que possuem os conhecimentos técnicos necessários
para ocupar a função, mas com muita dificuldade
para gerenciar pessoas; nestes casos, procuramos focar
nosso suporte de RH neste campo, para que este
gestor possa suprir as principais lacunas da gestão”,
ressalta.
O processo utilizado na Siemens que tem como
objetivo principal estabelecer uma cultura de alta
performance mundial e local, com foco em poten­
cial e desenvolvimento, é o PMP – Performance
Management System.
O ciclo do PMP ocorre ao longo de todo um ano:
inicia-se com o estabelecimento de objetivos indivi­
Alguns livros para a boa
prática da liderança
 MAXWELL John. As 21 irrefutáveis leis da liderança,
Rio de Janeiro: Editora Thomas Nelson Brasil, 2007, 336.
 ABRASHOFF Michael. Este barco também é seu,
São Paulo: Cultrix, 2006, 200.
 GONZALES Ricardo; PARREIRA Carlos Alberto, Formando Equipes Vencedoras. São Paulo: Editora Best
Seller, 2006, 163.
 TEJON José Luiz, Liderança para Fazer Acontecer.
São Paulo: Editora Gente, 2006, 208.
 MAXWELL John C., Livro de Ouro da Liderança. Rio
de Janeiro: Editora Thomas Nelson Brasil, 2008, 283.
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duais, seguido de um monitoramento, avaliação de
cumprimento de metas, bem como a avaliação do
colaborador com base nos resultados alcançados e
nas competências Siemens de liderança, compara­
ção de performance e potencial, além do plano de
desenvolvimento individual e feedback.
“Estamos acompanhando de perto o cresci­
mento profissional de cada um de nossos líderes e
dos potenciais sucessores com ações concretas de
desenvolvimento, que visam a potencializar a atuação destes gestores que, por sua vez, maximizam
o preparo de seus liderados”, comenta Sylmara.
“Visamos fortalecer os profissionais que exercem
cargos de liderança para que estejam preparados e
atualizados tecnicamente, fornecendo recursos para
facilitar sua gestão. Entretanto, acredito que o ponto
alto de um líder está em construir uma relação de
confiança com cada integrante de sua equipe, com
feedback constante e execução de um plano concre­
to de aprimoramento e crescimento profissional”,
completa a diretora.
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Fernanda Feres
Jornalista
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Divulgação Tupy
Tendências e Oportunidades
Ferro fundido nodular
pode substituir o aço carbono
Utilização de barras de ferro fundido nodular na fabricação de componentes
originalmente produzidos com aço resulta em redução de custos
A substituição do aço car­
bono pelas barras de
ferro fundido nodular
(FUCO) tem se mostrado exce­
lente alternativa para empresas
que desejam obter menor custo
de fabricação, produzindo um
maior número de peças por
hora–máquina com menor con­
sumo de ferramentas.
A melhor usinabilidade do
ferro fundido nodular se dá pela
presença de carbono livre em
forma de grafita, o que facilita a
36 O Mundo da Usinagem
quebra do cavaco, bem como atua
como lubrificante da ferramenta
de corte. A presença de grafita
também é responsável pela menor
densidade (10% menor que a do
aço), pela maior condutividade
térmica e pela maior absorção de
vibrações (menor ruído).
Defeito zero
O processo de fundição con­
tínua (veja quadro “Uma forma
diferente de produção”) foi in­
troduzido no Brasil em 1975
pela Tupy, considerada uma das
maiores fundições independentes
da América Latina. Este processo
único de fabricação possibilita a
produção de barras de tamanhos
e geometrias diferentes, isentos
dos defeitos comuns da fundição
convencional (areia), tais como
rechupes, gases, inclusões, etc.
Edison Guilherme Siedschlag,
coordenador de Desenvolvimen­
to de Produtos da Tupy, aponta
que o FUCO é capaz de substi­
tuir o aço porque mantém carac­
Tendências e oportunidades
FUCO é capaz de
substituir o
aço carbono pois
apresenta propriedades
mecânicas similares
As barras de ferro nodular FUCO são produzidas por meio do processo
de fundição contínua horizontal e podem ser fabricadas em vários
formatos. De acordo com Edison Guilherme Siedschlag, coordenador
de Desenvolvimento de Produtos da Tupy, este processo consiste no
vazamento do metal líquido em um forno alimentador, onde na parte
frontal inferior deste forno é montada uma coquilha de grafite refrigerada
a água, que confere a forma e a dimensão desejada do perfil a ser
produzido.
Quando o metal líquido entra em contato com a coquilha forma-se uma
casca sólida; assim que esta casca tiver resistência para suportar a
pressão metalostática (relacionada à altura ou carga do metal), a barra
é tracionada no sentido horizontal. Após este processo, as barras são
entalhadas com disco de corte e, em seguida, quebradas por punção de
acordo com o comprimento desejado.
Oportunidade para poupar
Segundo o coordenador, uma
das principais razões que motiva
a maioria das empresas a substi­
tuir o aço carbono pelo FUCO
em suas operações é a redução
de custos no processo de usinagem. A economia pode não
parecer imediata, mas com a uti­
lização deste material é possível
usinar um número maior de peças
por hora e aumentar a vida útil
das ferramentas de corte.
O menor peso deste material
em relação ao aço carbono – cerca
de 10% – também garante me­
lhor custo–benefício. De acordo
com dados coletados pela Tupy,
os gastos das empresas com usina­
gem podem ser reduzidos em até
50% a partir da utilização deste
material. Siedschlag acrescenta
que o material aceita todo tipo
de tratamento térmico e proteção
superficial – como galvanização e
cromagem, entre outros.
Divulgação Tupy
terísticas mecânicas similares às
deste material, com as vantagens
de ser mais leve e oferecer boa
usinabilidade. De acordo com
Siedschlag, as barras de ferro fun­
dido nodular FUCO das classes
ferríticas são excelentes alterna­
tivas para aços de baixo carbono,
refosforizados e ressulfurados.
“Já as das classes perlíticas são
ideais para substituir os aços de
médio carbono, pois apresentam
elevada resistência”, explica o
coordenador.
Uma forma diferente de produção
Barras de ferro nodular são produzidas por meio do processo
de fundição contínua horizontal
38 O Mundo da Usinagem
Fernanda Feres
Jornalista
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A grande retomada
D
epois da tempestade, espera-se pela bonan­
ça. Mas, mesmo que ela nunca dê o ar da
graça, já é possível identificar no fim do
túnel que o mundo se encontra num cenário bem
diferente do que tínhamos ontem.
O ano de 2010 tem tudo para ser extrema­
mente peculiar. Um ano com eventos importantes
que irão transformar positivamente o dia a dia das
pessoas. Quando falamos em economia, sabemos
que existem diversas previsões – algumas mais
otimistas, outras nem tanto. O fato é que nunca os
fundamentos econômicos de nosso País estiveram
com saldo tão positivo e promissor.
Devido à escassez de crédito, o setor indus­
trial foi o mais prejudicado pela crise financeira
internacional no ano passado. Com a recupe­
ração do crédito ao longo de 2009 e o esgota­
mento dos estoques, a produção industrial vem
crescendo continuamente nos últimos meses,
mas ainda não atingiu os patamares anteriores à
crise – situação que deverá ocorrer no primeiro
semestre de 2010.
De um modo geral, uma empresa industrial
compra o equivalente a 50% de seu faturamento,
sendo 30% materiais diretos e 20% materiais e
serviços indiretos. Esta mesma indústria busca
atender o consumidor final da forma mais efi­
ciente possível, tanto por meio da redução de
custos quanto por meio da adição de mais valor
aos seus produtos finais.
Entramos justamente neste ponto da cadeia
produtiva; não somente como fornecedor, mas
principalmente como um verdadeiro parceiro de
nossos clientes, proporcionando-lhes serviços e
produtos para usinagem de ultima geração.
É através de nossos serviços customizados,
somados à performance das novas ferramentas
que desenvolvemos e apresentamos continua­
mente ao mercado, que conseguimos gerar para
40 O Mundo da Usinagem
nossos clientes melhorias na qualidade e aumen­
to de produtividade com redução de refugos,
ampliando o valor agregado de seus produtos.
Além disso contribuímos para a eliminação de
gargalos na usinagem, redução nos tempos de
corte com melhorias dos processos e aumento
da vida das ferramentas e, consequentemente,
colaboramos para o alcance das economias e
reduções de custos tão almejadas.
Finalmente, as turbulências estão diminuin­
do em nosso cenário econômico. O sol volta a
brilhar no horizonte dos negócios e notamos o
quanto pudemos aprender durante a tempestade
junto a nossos clientes.
Aqueles que realmente lutaram conosco e
compartilharam a mesma filosofia de batalha
sabem que sua retomada nos negócios será mais
ágil e rápida, pois sempre contaram com o apoio
de um parceiro que mesmo durante a tormenta
econômica não parou de inovar. Assim, toma­
mos como nossa a responsabilidade de tornar
nossos clientes e parceiros cada vez mais com­
petitivos em seus mercados de atuação.
José Gamarra
Gerente Técnico da Sandvik Coromant do Brasil
Antonio Larghi
nossaparcelade
responsabilidade
65
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Liderança
ARWI Tel: 54 3026-8888
Caxias do Sul - RS
MACHFER Tel: 21 3882-9600
Rio de Janeiro - RJ
ATALANTA TOOLS Tel: 11 3837 9106
São Paulo - SP
MAXVALE Tel: 12 3941 2902
São José dos Campos - SP
COFAST Tel: 11 4997 1255
Santo André - SP
MSC Tel: 92 3613 9117
Manaus - AM
COFECORT Tel: 16 3333 7700
Araraquara - SP
NEOPAQ Tel: 51 3527 1111
Novo Hamburgo - RS
COMED Tel: 11 2442 7780
Guarulhos - SP
PRODUS Tel: 15 3225 3496
Sorocaba - SP
CONSULTEC Tel: 51 3343 6666
Porto Alegre - RS
PS Tel: 14 3312-3312
Bauru - SP
COROFERGS Tel: 51 33371515
Porto Alegre - RS PS Tel: 44 3265 1600
Maringá - PR
CUTTING TOOLS Tel: 19 3243 0422
Campinas – SP
PÉRSICO Tel: 19 3421 2182
Piracicaba - SP
DIRETHA Tel: 11 2063-0004
São Paulo - SP
REPATRI Tel: 48 3433 4415
Criciúma - SC
Dormer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
ESCÂNDIA Tel: 31 3295 7297
Belo Horizonte - MG
SANDI Tel: 31 3295 5438
Belo Horizonte - MG
Dynamach. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
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Belo Horizonte - MG
GC Tel: 49 3522 0955
Joaçaba - SC
THIJAN Tel: 47 3433 3939
Joinville - SC
HAILTOOLS Tel: 27 3320 6047
Vila Velha - ES
TOOLSET Tel: 21 2290-6397
Rio de Janeiro - RJ
JAFER Tel: 21 2270 4835
Rio de Janeiro - RJ
TRIGON Tel: 21 2270 4566
Rio de Janeiro - RJ
HDT. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
KAYMÃ Tel: 67 3321 3593
Campo Grande - MS
TUNGSFER Tel: 31 3825 3637
Ipatinga - MG
Hexagon . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
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Guilherme Mendonça (Siemens): www.siemens.com
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Januário Dolores (Alstom): (11) 3612-7000
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42 O Mundo da Usinagem
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Romi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 /21/23
Sandvik. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4ª capa
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