PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO IPEA/PROCIN Nº 008/2014 - CONCESSÃO
DE BOLSAS
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), fundação pública vinculada à
Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, que desenvolve
pesquisas e fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais para a
formulação e avaliação de políticas e programas de desenvolvimento, INFORMA os
interessados do processo de seleção a bolsa Pesquisador Especialista Júnior, nos
termos da Portaria IPEA nº 345 de 18/08/2010.
1. OBJETO
O Processo Seletivo Simplificado tem por objetivo selecionar pesquisadores
estrangeiros com interesse em desenvolver atividades no projeto de pesquisa
“Cadeias globais de valor e complementaridade produtiva na América do Sul”.
2. OBJETIVO
Discutir temas relevantes do cenário social, econômico, financeiro e políticoinstitucional na experiência comparada e internacional, a fim de integrar o IPEA de
forma continuada no debate internacional e criar instrumentos para consolidar a
atuação internacional dos técnicos do IPEA.
3. QUANTIDADE E DURAÇÃO DAS BOLSAS
Será concedida 01 (uma) bolsa, com duração de 08 (oito) meses, podendo ser
renovável por mais um mês.
4. REQUISITOS DO CANDIDATO
4.1. Ser pesquisador estrangeiro oriundo de país com o qual o Brasil possua acordo
de cooperação internacional;
4.2. Ser Pesquisador com experiência na área de economia há mais de 05 (cinco)
anos;
4.3. Ter atuação efetiva no exterior, não possuindo visto permanente no Brasil;
4.4. Possuir experiência sobre a temática proposta no projeto em consonância com os
eixos temáticos do IPEA;
4.5. Possuir disponibilidade para realizar atividades no Brasil.
5. IDENTIFICAÇÃO DO PESQUISADOR RECOMENDADO
Nome: Patricio Alejandro Aroca González
 Área de formação: Economia
 País de Origem: Chile
6. JUSTIFICATIVA DA RECOMENDAÇÃO DO CANDIDATO
Patricio Alejandro Aroca González é um economista de destaque no Chile,
tendo realizado pesquisas de grande relevância sobre temas de economia
internacional, particularmente comércio internacional e integração econômica e
produtiva. Tem trabalhado atualmente em temas vinculados ao desenvolvimento
econômico e os determinantes de produtividade na economia chilena.
A seguir, alguns dos projetos que o Dr. Patricio Alejandro Aroca González trabalhou
nos últimos anos:
 Projeto: FONDEF IDEA CA13I10061 Medidor de Impacto e Derrames de
Projetos Regionais no Chile (Pesquisador Responsável: 2013-2015).
 Projeto FONDECYT N° 1120699 Concentração espacial e determinantes da
produtividade regional no Chile (Co-Pesquisador: 2012-2013).
 Renovação do Núcleo da ICM (Iniciativa Científica Milênio do Ministério de
Economia) "Ciência Regional e Políticas Públicas" (Pesquisador Responsável:
2011-2014).
 Projeto FONDECYT N° 1111061 Avaliação Econômica da Política Regional no
Chile (Pesquisador responsável: 2011-2013).
 Projeto FONDECYT N° 1090768 Concentração Territorial de Desenvolvimento
no Chile. Os Efeitos da Migração e da Comutação Inter-regional (Pesquisador
Responsável: 2009-2010).
 Núcleo da ICM (Iniciativa Científica Milênio do Ministério de Economia) "Ciência
Regional e Políticas Públicas" (Pesquisador Responsável: 2008-2010).
 Projeto FONDECYT-PBCT N° PDA16 Econometria Espacial e Ciência
Regional (Pesquisador Responsável: 2007-2011).
 Projeto FONDECYT N° 1060781 Migração e Comutação Laboral no Chile
(Pesquisador Responsável 2006-2007).
 Projeto FONDECYT N° 1050741 Estudo Comparativo de Políticas e Práticas
de Processos de Internacionalização em Instituições de Educação Superior no
Chile (Co-Pesquisador 2005-2007).
 Projeto FONDECYT N° 1960209 Avaliação do Processo Migratório Interregional no Chile como Mecanismo Resignado do Recurso Laboral
(Pesquisador Responsável 1996-1997).
Dr. Patricio Alejandro Aroca González tem inúmeras publicações em sua área de
atuação, de acordo com o seguinte detalhe:
Monografias e Livros:
 Juan Ramon Cuadrado-Roura and Patricio Aroca. Regional Problems and
Policies in Latin America. Springer-Verlag, (2013).
 Patricio Aroca, M. Atienza y G. Romani La PyME en Antofagasta, Ediciones
Universitarias, (2007)
 Patricio Aroca and Geoffrey J.D. Hewings (eds.) Structure and Structural Change
in the Chilean Economy, Palgrave-MacMillan, (2006).
Capítulos em Livros:
 P. Aroca, R. Stimson y R. Stough (2013). Using a Structural Equation Model to
Analyze Potential Determinants of Spatial Variations in Endogenous Regional
Growth Performance. (2013). Capítulo 14 del libro Applied Regional Growth and
Innovation Models editado por Kourtit et al, Springer, Alemania.
 Patricio Aroca, Marcelo Lufin y Dusan Paredes. The estimation of urban premium
wage using propensity score analysis: some considerations from the spatial
perspective. Publicado en el libro: Defining the Spatial Scale in Modern Regional
Analysis, de la colección de Springer, Advances in Spatial Science 2012, pp 215236.
 Patricio Aroca, Geoffrey J.D. Hewings and Michael Sonis “The Effect of Asset
and Credit Constraint on the Labor Migration Efficiency in Less Developed
Countries”. Capítulo 7 del libro "Societies in Motion:Innovation,Migration and
Regional Transformation" editado por A. Frenkel. P. Nijkamp y P. McCann.
Edward Elgar Publisher, Northampton, MA, USA, 2012.
 Patricio Aroca y Miguel Atienza. Minería y Conmutación entre Regiones. Bases
para un Debate de Política Territorial. Capítulo del libro "Tópicos Económicos en
la Minería" editado por G. Lagos, Ediciones UC, Santiago, Chile, 2011.
 Patricio Aroca, Wendy Cunningham and William F. Maloney “The Decision to
Become Informal Self-Employed in Latin America” in Hadi Salehi Esfahani,
Giovanni Facchini and Geoffrey J.D. Hewings Economic Development in Latin
America, Macmillan Publishers Limited, 2010.
 Patricio Aroca, Dong Guo and Geoffrey J.D. Hewings (2008) “Spatial
Convergence in China: 1952-99” in Guanghua Wan (ed.) Inequality and Growth in
Modern China, Oxford, University Press, (2008).
 Patricio A. Aroca, Mariano Bosch Mossi and Geoffrey J.D. Hewings (2006)
“Regional Growth and Convergence in Chile 1960-1998: The Role of Public and
Foreign Direct Investment” in Patricio Aroca and Geoffrey J.D. Hewings (eds)
Structure and Structural Change in the Chilean Economy, London, PalgraveMacMillan.
 Patricio Aroca (2002) “Impact of Mining Industry of II Region” in Patricio Meller
Dilemmas and Discussions about Copper, Chile, Dolmes Ediciones.
 Patricio Aroca and Marcelo Lufin (2001) “Migration and Gowth in Chile” in
Economic Convergence and Integration: The Latin American and European
Experience, Spain, Mancha y Sotelsek Editors.
Artigos:
 Best Practices of the SME Mining Suppliers in the Antofagasta Region of Chile.
Environment and Planning C: Government & Policy (con M. Atienza, R. Stimson y
R. Stough) (conditional accepted to resubmission) ISI.
 Escalas de Producción y Propiedad del Capital en Economías Mineras. El Caso
de Chile EURE (con N. Rivera) (conditional accepted to resubmission) ISI.
 Las Diferencias Productivas Estructurales entre el Centro y la Periferia:
Magallanes y Arica versus el Promedio Nacional (con S. Soza) (submitted) ISI.
 Applying Weights to Correct Distortions in a Non-Random Sample: An Application
to Chilean Tourism Time Series Data (2013). Tourism Economics, 19(2):453-472.
(con J.G. Brida y S. Volo) ISI.
 Specialization, R&D and productivity growth: evidence from EU regions (2012).
Annals of Regional Science, Vol 49, N° 1: pp. 35-51 .(con G.Piras y P.
Postiglione) ISI.
 Economic implications of long distance commuting in the Chilean mining industry
(2011). Resources Policy 36, pp. 196–203 (con M. Atienza) ISI.
 Economías Aisladas, Pequeñas y Dependientes de Commodities: El Caso del
Petróleo y Metanol en la Comuna de Punta Arenas, Chile (2011). Magallania Vol.
39(2): 113-135. (Con S. Soza-Amigo) ISI.
 Oportunidades Perdidas en Magallanes (2010). Magallania Vol. 38, # 2, pp. 61-73
(Con S. Soza-Amigo) ISI.
 Applying weights to correct distortions in non-random sample: an application to
chilean tourism time series data (2013, prensa). Tourism Economics (Con. S. Volo
y G. Brida). ISI.
 Estimación de la Inflación Regional de los Precios de la Vivienda en Chile (2012).
El Trimestre Económico, Vol. LXXIX (3), # 315, pp. 601-630 (Con E. López). ISI.
 La Concentración en Chile: Una Relación Negativa Ignorada (2012). EURE Vol 38
# 114 pp. 257-277 (Con Miguel Atienza) ISI.
 Microcredit Impact Assessment: The Brazilian and Chilean Cases (2009).
Panorama Socieconómico, Vol. 27, # 39, pp. 100-112. (Con G.J.D. Hewings).
 Patricio Aroca and Miguel Atienza (2008) “Regional Commutation in Chile and its
Impact on II Region,” Revista EURE, Chile, 102, 97-120. ISI.
 Dusan Paredes and Patricio Aroca (2008) “Methodology for Estimating a Regional
Index of Housing Cost in Chile,” Cuadernos de Economía, Chile, 45, 129-143.
 Francisco Rowe and Patricio Aroca (2008) “Efficiency of Interregional Migration in
Chile for Adjusting Labor Market,” Revista Amerika, Deusto University, Spain, 2,
2-19.
 Patricio Aroca, Elba Moraga and Margarita Vasquez (2006) “Impact of the
Economy`s Growth Sources on the Salaries and Import in Chile: 1986- 1996,”
Estadística y Economía, National Institute of Statistics, Chile, 25, 79-95.
 Patricio Aroca, Dong Guo, Geoffrey J.D. Hewings (2006) “Spatial Convergence in
China 1952-99,” United Nations University- World Institute for Development
Economic Research (UNU- WIDER) Research Paper # 89.
 Patricio Aroca and William Maloney (2005) “Migration and Foreign Direct
Investment in Mexico,” World Bank Economic Review 29:3. ISI
 Patricio Aroca, M. Bosch and W. Maloney (2005) “Spatial Dimensions of Mexico's
Post-Liberalization Growth,” World Bank Economic Review, 29:3. ISI
 Patricio Aroca and William Maloney (2005) Background Paper for the book
“Poverty Reduction and Growth: Virtuos and Vicious Circles,” World Bank Latin
American and Caribbean Studies.
 Patricio Aroca (2004) “Interregional Migration in Chile. Models and Results 19872002,” Population Notes Review,78.
 Patricio Aroca (2004) “ SME in Antofagasta`s Region. Regional Development
Focused in Mining Industry ” Ediciones Universitarias, Universidad Católica del
Norte, Chile.
 Patricio Aroca (2004) “Evolution, Lessons and Challenges of Regional/Territorial
Policies of Development in Chile,” Universidad de Alcalá, Spain.
 Patricio Aroca, M. Bosch, I. Fernández and C. Azzoni (2003) “Growth Dynamics
and Space in Brazil,” International Regional Science Review, 3, 393-418. ISI
 Patricio Aroca and Geoffrey J.D. Hewings (2002) “Migration and Labor Market
Adjustment: Chile 1977-1982 and 1987-1992,” Annals of Regional Science, 36,
197-218. ISI
 Patricio Aroca (2001) “Impacts and Development in Local Economies Based on
Mining: The Case of the Chilean II Region,” Resources Policy, 27, 119-134. ISI
 Patricio Aroca and Geoffrey J.D. Hewings (2001) “Migración Interregional y el
Mercado Laboral en Chile,” Cuadernos de Economía (Latin American Journal of
Economics), 38, 321-345.
 Patricio Aroca and William F. Maloney (2001) “A note on the determinants of
FDI in Mexico: Distance, Education and Ethnicity Background,” From Natural
Resources to the Knowledge Economy. Trade and Job Quality, The World
Bank.
 Patricio Aroca and M. Bosch (2000) “Growth, Convergency and Space in Chilean
Regions: 1960-1998,” Estudios de Economía, 27:2.
 Patricio Aroca (2000) “Diversification and Development in local economies
based on mining sector : The Case of the Chilean II Region,”
http://www.unctad.org/infocomm/diversification/cape/capedoc.htm , UNCTAD.
 Patricio Aroca and Marcelo Lufin (2000) “Interregional Migration in Developing
Countries: a special focus in Latin American Case,” Urbana Monterrey, México
V:2.
 Patricio Aroca and William Maloney (1999) “Logit Análisis in a Rotating Panel
Context and an Application to Self-Employment Decisions,” Policy Research
Working Paper 2069, The World Bank.
 Patricio Aroca and Giovanni Urga Hausman (1998) “Tests for Seasonal Unit
Roots in Presence of MA (1) Errors,” Discussion Paper Centre for Economic
Forecasting N° DP22-98, November, London Business School, UK.
HONRAS, PRÊMIOS, INDICAÇÕES PROFISSIONAIS E EDITORIAIS
 2011- 2012 : Eleito Presidente da Banca, Regional Science of Americas
(RSAmericas)
 2013 – 2014: (www.rsamericas.org).
 2009 – 2011: Eleito Membro da Banca da Sociedade Econômica Chilena
(SECHI: Sociedade de Economia de Chile) (http://www.sechi.cl/)
 2009- 2011: Eleito Membro da Banca, Regional Science Association International
(RSAI) (http://www.regionalscience.org/Table/Organisation/Council/).
 2008- 2010 Eleito Membro da Banca, Regional Science of Americas
(RSAmericas)
 2008- 2010 Eleito Membro da Banca, Pacific Regional Science Council (PRSCO)
 (http://www.prsco.info/).
 2008: Membro, Banca Editorial, Letters in Spatial and Resource Science
 2008: Member, Banca Científica, programa EXPLORA criado pela CONICYT.
 2006: Eleito Presidente da Sociedade Chilena de Ciências Regionais (SOCHER).
 2007: Membro, Banca Científica, Sinergia Regional, Jornal Chileno de Estudos
Regionais. Dependente da Associação Regional de Universidades (AR), Chile.
 2006: Banca Editorial de Pesquisas Regionais, Jornal da Associação
Espanhola de Ciência Regional (Primavera de 2006).
 2004: Quinquagésimo Aniversário da Universidade Austral do Chile: Prêmio
“O Melhor Graduado da História do Corpo Docente”.
 1991: Bolsa para estudos de Ph.D. nos EUA.
 1983: Bolsa “Presidente da República” para conseguir Mestrado em Estudos
Econômicos.
Desta forma, a participação do pesquisador Patricio Alejandro Aroca González é
crucial para a pesquisa “Cadeias globais de valor e complementaridade produtiva na
América do Sul” uma vez que ficará responsável pela realização dos estudos relativos
à integração produtiva do Chile com países da América do Sul, especialmente com o
Brasil, e coletará e tratará os dados necessários à montagem da matriz de insumoproduto regional, bem como do mapeamento das cadeias produtivas na região.
7. MODALIDADE DE APOIO:
7.1. BOLSA
A bolsa será concedida na modalidade descrita a seguir:
Categoria/Modalidade
Especialista Júnior
Valor em US$/Mês
3,000.00
7.1.1. O pagamento da bolsa poderá ocorrer no Brasil por meio de Ordem Bancária,
com o valor convertido à taxa de câmbio do dia da emissão do pagamento ou depósito
na conta bancária no exterior do bolsista, deduzidas as despesas bancárias com
envio.
7.1.2. A bolsa poderá custear seguro saúde, destinado à cobertura de despesas
médicas e hospitalares do bolsista, cabendo a ele efetuar a devida contratação.
7.2. AUXÍLIO TRANSPORTE IDA E RETORNO
7.2.1. Poderá ser concedido auxílio transporte vinda e retorno ao Brasil, somente uma
vez, nos valores fixados pelo IPEA, de acordo com o país de origem do pesquisador
selecionado.
7.2.2. Os valores de auxílio transporte serão depositados na conta do pesquisador,
remetidos no endereço bancário por ele indicado ou recebido no Brasil em reais,
convertidos à taxa de câmbio do dia da emissão da ordem bancária.
7.3. AUXÍLIO PARA A PUBLICAÇÃO DE TRABALHOS
7.3.1. Este auxílio poderá ser concedido ao bolsista para apoiar o custeio da
publicação de trabalhos resultantes deste projeto de pesquisa, a critério do IPEA, no
valor de US$ 3,000.00.
7.3.2. A publicação deverá ser bilíngue, em português e na língua do país de origem
do pesquisador.
7.3.3. O texto para publicação deverá ser enviado ao IPEA em até 90 (noventa) dias
após o término da bolsa.
8. CRONOGRAMA
EVENTOS
DATAS
Data limite para impugnação
17 de abril de 2014.
Pagamento do Auxílio Transporte
A partir de agosto de 2014
Implementação da bolsa
A partir de maio de 2014
9. DA IMPUGNAÇÃO DO PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO
O presente processo seletivo poderá ser impugnado no prazo previsto no cronograma,
por pesquisador que atenda aos requisitos de candidatos, constantes no item 4
(quatro), do presente processo seletivo, apresentando o currículo.
Caso haja deferimento, será aberta a chamada pública nos termos do art. 5º da
Portaria 339 de 12/08/2010.
A impugnação deverá ser dirigida ao IPEA por meio eletrônico, para o endereço
[email protected].
10. DA IMPLEMENTAÇÃO DO APOIO
Após o prazo de impugnação, o candidato deverá apresentar a seguinte
documentação:
a) Formulário de Inscrição;
b) Cópia do passaporte.
11. REVOGAÇÃO OU ANULAÇÃO DO PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO
A qualquer tempo, o presente processo seletivo poderá ser revogado ou anulado, no
todo ou em parte, seja por decisão unilateral do IPEA, seja por motivo de interesse
público ou exigência legal, em decisão fundamentada, sem que isso implique direitos à
indenização ou reclamação de qualquer natureza.
12. DOS ESCLARECIMENTOS E DAS INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
Os esclarecimentos e informações adicionais acerca do conteúdo deste processo
seletivo poderão ser obtidos por intermédio do endereço eletrônico [email protected]
e telefones 55 (61) 3315-5219, referenciando-se ao número do processo seletivo.
13. CLÁUSULA DE RESERVA
O IPEA reserva-se o direito de resolver os casos omissos e as situações não previstas
no presente processo seletivo.
Brasília, 01 de abril de 2014.
MILENA KARLA SOARES CABRELLI
Coordenadora Geral de Serviços Coorporativos e Apoio a Pesquisa
ANEXO I
TERMO DE REFERÊNCIA DE CONCESSÃO DE BOLSA PESQUISA
1. Título do Projeto:
“Cadeias Globais de Valor e Complementariedade Produtiva na América do Sul”.
2. Propósito do Trabalho
Pelo Projeto “Cadeias globais de valor e complementaridade produtiva na
América do Sul” procura-se atingir as metas institucionais do IPEA, em especial com o
eixo de Inserção Internacional Soberana.
Existe relativo consenso em relação a que nos últimos 60 anos a existência de
um aparato institucional de disciplina das políticas de comércio externo (GATT/OMC)
contribuiu para estimular o intercâmbio entre países, assim como evitou a adoção de
medidas discriminatórias, como na traumática década de 1930.
Mais recentemente, o fracasso em concretizar novas negociações multilaterais
levou à multiplicidade de acordos bilaterais e plurilaterais, frequentemente incluindo
disciplinas não negociadas ou não acordadas no âmbito da Organização Mundial do
Comércio - OMC.
Além disso, tem se consolidado gradualmente uma nova modalidade de
processos produtivos, sobretudo em alguns setores manufatureiros, com o fatiamento
das atividades em diversos países, dando origem ao que tem sido chamado de
“Cadeias Globais de Valor” (CGV).
A conjunção de ambos os movimentos tem levado ao questionamento da
efetividade e até mesmo da própria existência da OMC tal como conhecemos hoje. O
argumento é que o tipo de comércio internacional num ambiente em que prevalecem
essas CGVs é distinto do anterior. Se antes se tratava de uma troca de condições de
acesso aos mercados dos países negociadores, agora o processo é mais complexo,
porque envolve facilitação de condições produtivas.
As CGVs são basicamente formas de organizar os processos de produção,
marketing e inovação, ao localizar produtos, processos ou funções em países
distintos, de modo a se beneficiar de diferenças em custo, tecnologia, logística,
qualificação de mão-de-obra e outros elementos.
Analisar a integração produtiva na América do Sul por meio do potencial de
complementaridade produtiva na região, tendo o Brasil como polo e possui duas
dimensões analíticas.
A primeira diz respeito ao mapeamento das condições objetivas na economia
brasileira e vizinhos selecionados, com relação ao potencial de “fatiamento” do
processo produtivo tal como existente hoje. A OMC e a Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE realizaram projeto conjunto
recentemente, voltado para a construção de matrizes insumo-produto para diversos
países, incluído o Brasil. Os resultados dessa análise são pouco alentadores para a
economia brasileira, no que se refere às suas possibilidades de participação nas
cadeias globais de valor. Além disso, esse projeto incluiu apenas Brasil, Chile, México
e Argentina. Isso gera a necessidade de análises mais detalhadas da matriz brasileira,
em associação com os fluxos de comércio, de modo a se conseguir uma visão mais
clara da real situação nacional.
A economia brasileira tem dimensões expressivas, e um parque produtivo
razoavelmente diversificado. Seu grau de interação com as cadeias de valor é, no
entanto, reduzido, em que pese o aumento de itens importados na produção de
diversos setores, nos últimos anos. Certamente não são expressivos os setores nos
quais o Brasil participa de cadeias de valor como supridor de produtos intermediários.
O parque produtivo nacional é tradicionalmente focado na produção interna da maior
parte dos bens, com ênfase na oferta de bens de consumo final. Identificar maneiras
de ter um papel mais participativo no cenário global parece ser, portanto, uma tarefa
de importância crescente.
A economia brasileira tem um potencial expressivo e um mercado interno de
dimensões não desprezíveis. Isso faz com que não seja de modo algum claro se a
maior aproximação com as cadeias de valor deve se dar de forma autônoma, ou se
existe alguma possibilidade de replicar ao menos em parte a tendência observada com
intensidade crescente, por exemplo, no Leste Asiático e na América do Norte, onde
ocorre um grau cada vez mais intenso de regionalização dos processos. No caso da
América do Sul há desconhecimento até mesmo das potencialidades existentes nesse
sentido.
A primeira etapa do projeto consiste, portanto, em mapear a capacidade de
oferta em comparação com os fluxos regionais de comércio, para se identificar os
segmentos produtivos onde em princípio seria possível promover complementaridades
produtivas. Uma vez identificados os setores e segmentos específicos em relação aos
quais faça sentido se pensar que poderia haver complementaridade, a segunda etapa
do projeto consiste na pesquisa de campo para investigar as razões por que não
ocorre essa complementaridade, com entrevistas às principais empresas desses
setores, levantamento de eventuais carências de infraestrutura e dos custos impostos
pelas legislações e normas adotadas nos diversos países da região.
A importância desse tema é o aumento rápido nas importações de produtos
industriais provenientes da Ásia, em todos os países latino-americanos. A intensidade
desse processo, associada a outros elementos, tem motivado, no Brasil, um debate
sobre a existência de um processo de desindustrialização. Boa parte da
competitividade que tem permitido às economias asiáticas esse desempenho
exportador está associada precisamente à complementaridade produtiva atingida
pelos diversos países naquela região.
Cabe, portanto, um esforço de compreensão quanto às possibilidades efetivas
de a economia brasileira passar a participar dessas cadeias globais. Até que ponto
será possível, pelas próprias características da economia brasileira, promover os
encadeamentos com atividades produtivas nos países vizinhos para dar origem a uma
rede produtiva sul-americana, a exemplo do encontrado em outras regiões, como o
Leste Asiático, a Europa Ocidental e a América do Norte.
3. Atividades a serem desenvolvidas pelo Bolsista:






Analisar criticamente os dados de comércio preparados pela DINTE/IPEA;
Preparar relatórios parciais;
Compatibilizar os dados de comércio com os microdados;
Compatibilizar os dados de comércio e microdados com os setores da matriz;
Participar na preparação da matriz regional;
Preparar relatório final com a identificação dos setores/subsetores em relação
aos quais há identificação de potencial de complementaridade produtiva entre
os países sul-americanos.
4. Resultados Esperados:
O presente trabalho insere-se nos objetivos finalísticos de (i) avaliar e propor políticas
públicas essenciais ao desenvolvimento do país; e (ii) formular estudos prospectivos
para orientar estratégias de desenvolvimento de médio prazo. Nessa perspectiva, os
estudos originários da pesquisa serão utilizados, isolada ou cumulativamente, na
forma de: textos para discussão; capítulos de livros; notas técnicas e relatórios de
atividades. Os resultados específicos desse projeto são:
 Relatório com análise dos dados sobre transações de comércio exterior dos
países selecionados;
 Relatório de análise com dados de comércio exterior compatibilizados com as
matrizes de insumo-produto dos países selecionados;
 Mapa parcial de potencial de encadeamento produtivo entre o Brasil e os
países selecionados da América do Sul;
 Matriz regional sul-americana.
 Relatório final consolidado, sobre o potencial de complementaridade produtiva
entre a economia brasileira e as demais economias sul-americanas.
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