ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA (X ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA CARACTERIZANDO O COLÉGIO ESTADUAL PE. ARNALDO JANSEN LIMA, Gabriel LABIAK, Rodrigo ROSA, Maria Goretti Soares da CAMARGO,Joseli Almeida PEREZ, Marlene RESUMO - O professor de Matemática, talvez mais do que qualquer outro, precisa estar sempre em busca de novas estratégias para o ensino aprendizagem de seus alunos, assim busca alternativas metodológicas e informações para facilitar a aprendizagem da Matemática. O conhecimento matemático desempenha um importante papel na vida e na formação do cidadão.Dessa forma justamente para auxiliar na busca de subsídios na área de Matemática e Educação Matemática e melhorar a formação inicial e continuada dos professores é que estamos trabalhando pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência em parceria com o projeto de extensão Núcleo Integrado de Educação Matemática(PIBID/NIEM) no Colégio Estadual Pe. Arnaldo Jansen. Vale ressaltar a importância do projeto em si, que faz o professor refletir sobre as experiências ocorridas e repensar sua prática. Para nós o projeto representa a oportunidade de problematizar os conhecimentos acadêmicos e a sua aplicabilidade no cotidiano das escolas. Neste trabalho procuramos relatar algumas experiências ao fazer o reconhecimento da escola e traçando o perfil de seus alunos. Esse processo ocorreu no primeiro ano de funcionamento do projeto (2010), o que possibilitou dessa forma uma interação na realidade escolar. Iniciamos com uma breve exposição do que foi feito, seguido de um breve histórico do colégio e citando também, algumas atividades desenvolvidas. PALAVRAS-CHAVE - aprendizado; extensão; matemática. Introdução Neste trabalho apresentamos o Colégio Estadual Padre Arnaldo Jansen, um dos três colégios participantes do Projeto PIBID/NIEM/UEPG, onde foram realizadas atividades com alunos de ensino fundamental desde abril de 2010. Inicialmente foi realizado na escola um trabalho de pesquisa para traçar o perfil dos alunos que freqüentam a instituição. A pesquisa foi de cunho etnográfico com questionário semi estruturado. A partir daí deu-se início as atividades planejadas, oriundas dos objetivos do PIBID, as quais se deram através de aulas de apoio, materiais didáticos especialmente elaborados, aulas laboratoriais, oficinas, Semana da Matemática, dentre outras ações que visam um melhor aprendizado aos alunos. Ubiratan D'Ambrósio (2008) conceitua educação como uma estratégia da sociedade para facilitar que cada indivíduo atinja o seu potencial e para estimular cada indivíduo a colaborar com outros em ações comuns na busca do bem comum, o que queremos é encontrar caminhos melhores para atingir esse potencial. O Colégio Pe Arnaldo Jansen O Colégio Estadual Padre Arnaldo Jansen – Ensino Fundamental e Médio, com sede na localidade de Ponta Grossa, oferece curso de Ensino Fundamental de 5ª a 8ª série, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos - EJA - Fundamental Fase II e Médio tendo como entidade mantenedora o Governo do Estado. No dia 12/09/1990 o Colégio começa a planejar a implantação de suas atividades, sendo que o início da mesma ocorreu em março de 1991, no período noturno. O prédio utilizado era o mesmo onde funcionava a Escola Municipal Professora Dércia do Carmo Noviski. Contando sempre com o apoio das Irmãs do convento Servas do Espírito Santo, denominou-se o estabelecimento de Escola Estadual Padre Arnaldo Jansen, e que seria mantido pelo Governo do Estado do Paraná. No início havia três turmas de quinta série, e assim gradativamente uma série por ano até a série de conclusão do Ensino Fundamental. Em 1998, o colégio passa a ter prédio próprio, e assim, todos passam a ter uma sala própria para desenvolver suas atividades. No ano de 2001 a professora Ana Maria Fritz assume a direção dando continuidade a abertura do Ensino Médio, o qual foi implantado no ano de 2002. A partir de então, a escola passa a denominar-se Colégio Estadual Padre Arnaldo Jansen atendendo a alunos oriundos do Parque Tarobá e de bairros próximos como Castanheira, Quero-Quero, Pimentel, Jardim Paraíso, São Francisco, Borsato, entre outros. Atualmente a direção está a cargo da professora Marilene Gomes. Estrutura de Funcionamento O Colégio no momento conta com 876 alunos, divididos em 25 turmas, sendo estes distribuídos em 09 salas para o matutino, 09 salas para o vespertino e 07 salas para o noturno. Para a distribuição das atividades pedagógicas, o Colégio conta com 56 professores e 03 pedagogas. Sendo que para a organização funcional do Colégio conta com 05 agentes educacionais II e 05 agentes educacionais I. O Colégio possui sala ambiente para o funcionamento da Biblioteca e laboratório de Informática : o Paraná Digital, bem como local específico para laboratório de Química e Física. Possui 10 salas de aula e em uma delas funciona duas vezes por semana o Reforço Escolar no contra turno e também reposição de aulas e reuniões, quando estas se fazem necessárias. Conta com uma sala para direção onde funciona também a equipe pedagógica. Há uma sala para os professores e outra para a secretaria. Em blocos separados funciona a cozinha e uma sala contígua para o resguardo da merenda. Dois banheiros (feminino e masculino), dois banheiros para os professores e um banheiro adaptado. O Colégio possui uma quadra coberta poliesportiva e pátio coberto para proteção dos alunos. Arredores do Colégio É expressivo o crescimento periférico da população de Ponta Grossa, onde surgem novas vilas com famílias muitas vezes desestruturadas. Os moradores do Parque Tarobá, originam- se de famílias de baixa renda, sendo seu poder aquisitivo em torno de dois salários mínimos. Como apresentam baixo poder aquisitivo, tanto o pai como a mãe precisam sair de casa para trabalhar. São pessoas trabalhadoras, porém com dificuldades para se manter no emprego, muitos temporários, na construção civil e atividades autônomas. As casas apresentam infra - estrutura razoáveis. Alguns alunos encontram certa dificuldade para se dirigir até a escola, servindo-se de vale transporte disponibilizados pela Prefeitura, de bicicleta ou se locomovendo a pé por longos trechos. Figura 1 – Colégio Estadual Pe. Arnaldo Jansen Fachada do Colégio Objetivos Conhecer o público alvo. Inserir-se no contexto escolar. Melhorar a formação inicial e continuada de professores de Matemática; Auxiliar na superação de problemas e dificuldades encontradas no ensino aprendizagem; Interação dos acadêmicos com o cotidiano escolar. Metodologia No colégio, logo depois do planejamento inicial feito através de reuniões com professores supervisores e nós acadêmicos envolvidos, e a participação na capacitação pedagógica feita na escola no período de 11 a 13 de agosto de 2010, foi feita a caracterização do colégio, através de um questionário semi estruturado, depois esses dados foram tabulados com a finalidade de conhecer o perfil e a origem do público alvo. Além disso realizamos uma pesquisa para conhecer o Histórico do Colégio, realizando a descrição do espaço físico, pesquisando sobre o PPP (Projeto Político Pedagógico) e as normas internas conhecendo o regimento interno, listando os recursos humanos e didáticos (biblioteca e seu acervo de matemática, TV Pendrive, computadores, etc.). Participamos dos conselhos de classe no final de cada bimestre e no simulado realizado no final de cada semestre. Desenvolvendo nossas atividades por período (manhã e tarde), buscamos uma solução para a recuperação de conteúdos dos alunos, pensando numa alternativa para sanar suas dificuldades em relação à matéria, através de aulas no contra turno voltadas para os alunos das oitavas séries. Também ocorreu o preparo de listas de exercícios dentro dos conteúdos trabalhados que foram aplicadas nessas aulas, e o acompanhamento em sala de aula para auxiliar os alunos em suas dificuldades em relação à matéria, que foi essencial para o bom andamento das atividades e para o melhor entrosamento dos acadêmicos com os alunos. Houve momentos em que os alunos com dificuldades do período da manhã, foram reunidos para esclarecimento de dúvidas e questões relativas à matéria. Foram preparadas aulas de informática básica para os alunos das 8ª séries e aulas de recuperação de conteúdos para os alunos com déficit de aprendizagem e para os alunos inscritos no exame de seleção da UTFPR no contra turno. Prestamos atendimento aos alunos na falta do professor, (com acompanhamento da supervisora e pedagoga) e aulas de apoio para os classificados para a segunda fase da 6ª OBMEP. Também preparamos materiais de apoio. Resultados Os resultados foram surgindo conforme o decorrer do projeto, na análise e tabulação dos questionários pudemos evidenciar situações que são visíveis em quase todas as escolas públicas. Tabela 1 – Frequência dos pais na escola Tabela 11- Frequência dos pais na escola Frequência dos pais na escola uma vez no bimestre uma vez por semana diariamente somente quando é chamado não vai ∑ Famílias 43 1 7 48 5 104 Fonte : Questionário respondido pelos pais dos alunos do Colégio Pe. Arnaldo Jansen 2010 Figura 2 – Gráfico – Frequência dos pais na escola Gráfico referente a frequência dos pais na escola Através da tabela e gráfico acima podemos perceber que muitos dos entrevistados marcam pouca presença na vida escolar do filho. Figura 3 – Aula inicial de informática Aula inicial de informática usando a TV pendrive Figura 4- No laboratório de informática Alunos em grupos no Laboratório de Informática Nas aulas iniciais de informática, foi exposto um vídeo para os alunos em sala e logo em seguida foram formados grupos de até dez alunos para uma aula básica de acesso à internet. Notamos que por incrível que pareça alguns alunos não conheciam ainda um computador. Já nas aulas de recuperação de conteúdos, houve uma focalização da prática docente nas deficiências de aprendizagem dos alunos, que identificadas através das pesquisas realizadas por meio de atividades e exercícios transcritos, foram evidenciadas e com isso pode-se fazer um trabalho diferenciado, pois os alunos participantes conseguiram sua aprovação para o ano seguinte e melhor de tudo um aprendizado significativo. E nas aulas preparatórias para a 6ª OBMEP um aluno conquistou Menção Honrosa ao classificar-se para a fase seguinte. Ainda vale lembrar que a ajuda prestada nos acompanhamentos nas salas onde os alunos estavam sem professor foi essencial para manter a ordem e a disciplina no colégio. Maior interesse e motivação dos alunos em aprender matemática é o que se verificou após a distribuição de material confeccionado para apoio e demonstração de exercícios. Enfim, a escola em si, sentiu uma grande diferença após a chegada do PIBID na mesma, e melhor ainda, sentiu boas mudanças e bons resultados quanto a aprendizagem em matemática. Conclusão Durante o processo de investigação para a realização desta pesquisa, tivemos um contato maior com os alunos e seu tipo de vida, suas expectativas para o futuro etc. Percebemos o desinteresse e desmotivação dos alunos em relação ao estudo, sendo que demonstram pouquíssimo interesse com relação ao próprio futuro. Em contrapartida a escola tenta driblar esses obstáculos, procurando meios alternativos para resgatá-los. Percebemos também que os professores têm uma tarefa extremamente difícil, pois “dar” aulas não significa apenas expor, mostrar e exemplificar o conteúdo. A tarefa de ensinar abrange muitos aspectos como o social, moral e político. O “ser professor” não é uma tarefa simples, pois é necessário estar em constante aperfeiçoamento, ou seja, ser um eterno aprendiz. E nós bolsistas do PIBID/NIEM estamos aprendendo dia a dia. Referencias BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Matemática/Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1998. Nacionais: D’AMBRÓSIO, Ubiratan. Educação Matemática – da teoria à prática. Papirus. Campinas. PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Educação Básica: Matemática. Curitiba, 2008. Rede Escola. Disponível em http://www.pgoparnaldojansen.seed.pr.gov.br/modules/noticias/ Acesso em 10/05/2011.