LIGA DOS COMBATENTES
PLANO GERAL DE INTERVENÇÃO N.º 3
MOÇAMBIQUE
MOÇAMBIQUE
CONSERVAÇÃO DAS MEMÓRIAS
RELATÓRIO DA "OPERAÇÃO NOVA FRENTE-7"
(14 DE JUNHO / 3 DE JULHO DE 2015)
MOÇAMBIQUE – 14 JUN a 3 JUL 2015 - OPERAÇÃO NOVA FRENTE-7
ÍNDICE
1. FASE DE PLANEAMENTO
-Tarefas
-Tempo disponível para o planeamento
-Metodologia seguida para o planeamento
-Coordenação da Acção de Intervenção
-Desempenho dos intervenientes na Acção de Intervenção
pág. 3 e 4
pág. 4
pág. 4 e 5
pág. 5
pág. 5 e 6
2. FASE OPERACIONAL
-Actuação no Terreno
-Resultados obtidos na Acção de Intervenção
-Fita do Tempo da Acção de Intervenção.
-Apoio de Serviços
-Alimentação
-Prevenção e Saúde
-Aspectos Financeiros
-Contactos Telefónicos
-Apoio das autoridades locais
-Contacto e relacionamento social
-Segurança
-Direcção – Coordenação e Controlo
pág. 6, 7 e 8
pág 8
pág 8
pág. 9
pág. 9
pág. 10
pág. 10
pág. 10
pág. 10
pág. 10
pág. 10
pág. 10 e 11
3. CONSIDERAÇÕES
pág. 11
4. PROPOSTA
pág. 11
RELAÇÃO DE ANEXOS
pág. 11
LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
pág. 11
(ANEXO - A)
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MOÇAMBIQUE – 14 JUN a 3 JUL 2015 - OPERAÇÃO NOVA FRENTE-7
MOÇ
PGI 3
OP NF-7
20 JUL 2015
LC
FPSA
______EXPLEEEEEEEEEEE
ACÇÃO DE INTERVENÇÃO – "OPERAÇÃO NOVA FRENTE-7"
Região: MOÇAMBIQUE – Província de Cabo Delgado
Período: 14 de Junho a 3 de Julho de 2015
Ref.ª
a) DIRECTIVA PARA A ACÇÃO DE INTERVENÇÃO - “OPERAÇÃO NOVA FRENTE-7” de 28
de ABR 2015.
b) PROTOCOLO celebrado entre o MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL e a LIGA DOS
COMBATENTES – 08 Janeiro de 2005
c) PLANO DE ACÇÃO GLOBAL – “CONSERVAÇÃO DAS MEMÓRIAS”.
d) PLANO GERAL DE INTERVENÇÃO N.º 3 – MOÇAMBIQUE.
1.FASE DE PLANEAMENTO
a. Tarefas
-Deslocar a Moçambique, entre 13 de Junho e 3 de Julho de 2015, uma Equipa de
Missão (EM) composta por dois Oficiais da Liga dos Combatentes (LC), para
desenvolver a sétima ACÇÃO DE INTERVENÇÃO (AI) da LC naquele País, no âmbito do
Programa Estruturante "CONSERVAÇÃO DAS MEMÓRIAS", denominando-a de
"OPERAÇÃO NOVA FRENTE-7",
-Contacar a Embaixadora de Moçambique em Portugal preparando a Missão.
-Estabelecer contactos protoculares e de trabalho com o Embaixador de Portugal em
Maputo, com o Adido de Defesa de Portugal em Maputo e com a Cônsul Honorária
de Portugal em Nampula, a fim de apresentar e consolidar o planeamento da missão
da LC,
-Contactar autoridades governamentais moçambicanas – Ministério dos Combatentes,
Ministério da Administração Estatal, Ministério da Saúde e Associação dos
Combatentes da Luta de Libertação Nacional, a fim de ser autorizada a AI e obter a
credenciação necessária ao desempenho da EM da LC,
-Contactar protocolar e institucionalmente em Moçambique – Província de Cabo
Delgado, os Administradores, Presidentes de Conselho Municipal, Autoridades
Sanitárias, Delegados Locais da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação
Nacional e Autoridades Policiais.
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-Executar acções de exumação em localidades da Província de CABO DELGADO –
PALMA e MONTEPUEZ.
-Transportar e depositar no ossário da LC em NAMPULA os restos mortais exumados,
-Estabelecer contacto em MAPUTO com a empresa encarregada pela LC da manutenção
do Cemitério de São José de Lhanguene e de São Francisco Xavier, com o objectivo
de verificar o resultado das acções de recuperação desenvolvidas nestes cemitérios
até Junho de 2015,
-Inventariar e solicitar orçamentação de eventuais acções de manutenção e
requalificação a serem efectuadas nos Talhões da GG e Talhão dos Combatentes da
Guerra do Ultramar situados nos cemitérios acima referidos.
-Proceder ao estabelecimento de contatos em MOCÌMBOA DA PRAIA e MUEDA, tendo
por objetivo a requalificação do memorial aos Combatentes da Grande Guerra em
Mocímboa, implantado no cemitério municipal daquela cidade e a
requalificação/reconstrução do cemitério de Mueda
b.Tempo disponível para planeamento
A AI foi planeada desde a primeira quinzena de Março, o que permitiu ter
consolidados, na primeira quinzena de Abril, os elementos de planeamento necessários
à execução operacional e correspondente sustentação logística e administrativa,
c. Metodologia seguida para planeamento
-A metodologia seguida foi semelhante à da missão anteriormente cumprida em
Moçambique, onde já se haviam efectuado exumações. A experiência mostrou que a
metodologia de planeamento exigia a sustentação logística adequada, fundamentada
na que foi seguida nas AI anteriores, com ligeiras adaptações na conduta e no
âmbito operacional, derivadas essencialmente dos objetivos que nos propunhamos
atingir e das distâncias significativas que separavam os locais onde se previa efectuar
exumações.
-Assim, para operacionalizar a AI, a LC planeou deslocar para Moçambique uma
Equipa de Missão, composta por dois Oficiais da LC.
-A LC contactou atempadamente a Embaixadora de Moçambique em Portugal e o 1.º
Secretário da Embaixada, entidades a quem expôs detalhadamente as finalidades da
missão, os objectivos e os movimentos planeados efectuar em Moçambique, tendo
recebido da Embaixadora de Moçambique o entendimento adequado sobre a missão e
a garantia de que iria contactar as autoridades Moçambicanas, em particular o
Ministério dos Combatentes, esclarecendo-o sobre a intenção da LC.
-O Ministério da Defesa Nacional, a Direcção-Geral de Política de Defesa Nacional, a
Embaixada de Portugal em Maputo, o Adido de Defesa em Maputo, a Cônsul
Honorária de Portugal em Nampula e a Cooperação Técnico Militar Portuguesa em
Maputo e Nampula, constituíram as entidades portuguesas que, em planeamento,
foram consideradas necessárias à sustentação política, diplomática e técnica da
"OPERAÇÃO NOVA FRENTE 7”,
-Á DGPDN/MDN foi solicitado o apoio à LC da Cooperação Técnico Militar Portuguesa
em MAPUTO e em NAMPULA, para prestarem o apoio logístico, em alimentação e
alojamento, durante os dias de permanência naquelas cidades.
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-Foram acauteladas as questões logísticas referentes à deslocação da EM de Portugal
para Moçambique, à circulação sustentada naquele País – alojamento, alimentação,
transporte terrestre e aéreo, evacuação sanitária normal e de emergência, apoio
sanitário e segurança física.
d. Coordenação da Acção de Intervenção
(1) Equipa de Missão da LC
Os elementos da Equipa de Missão da LC, estando em desempenho de funções na
sede da Liga, estavam em contacto permanente entre si, tendo assegurado a
coordenação necessária ao planeamento da "OPERAÇÃO NOVA FRENTE-7".
(2) Autoridades portuguesas em Moçambique
Durante o planeamento foi essencialmente utilizada a Mala Diplomática para envio
da correspondência para a Embaixada Portuguesa e Adido de Defesa em MAPUTO,
correspondência a elas destinada ou para ser encaminhada para os Ministérios e
Associação de Combatentes Moçambicanos, bem como para a Cooperação Técnico
Militar Portuguesa, modalidade que não supriu o imperativo e frequente contacto
telefónico e por mail, estabelecido sempre que necessário.
e. Desempenho dos intervenientes na Acção de Intervenção da LC
(1) Embaixada de Moçambique em Portugal.
-A LC foi recebida pela Embaixadora de Moçambique em Portugal, elucidando-a
dos propósitos da Acção de Intervenção e dos detalhes que a operacionalizariam
em Moçambique, tendo-lhe sido entregue como sustentação da apresentação
efectuada a documentação estruturante que definia a missão da Liga bem como os
objectivos a serem intervencionados em Moçambique pela EM da LC.
-A Embaixadora manifestou plena receptividade ao que lhe foi exposto e informou
que iria disponibilizar às autoridades governamentais moçambicanas, em particular
aos Ministérios que autorizariam a AI da LC, todos os dados disponíveis sobre a
missão da LC e respectivos pedidos de apoio.
(2) Embaixada de Portugal em Maputo
-O apoio recebido do Embaixador de Portugal em Maputo, do Adido de Defesa e do
seu Gabinete, para além do estímulo que o contacto pessoal proporciona, situou-se
num patamar de elevado apoio pessoal e técnico, disponibilidade e eficiência na
concretização de toda a manobra protocular a efetuar.
(3) Adido de Defesa em Maputo
-O apoio do Adido de Defesa aos pedidos formulados pela LC para concretizar a
missão, dirigidos ao Ministério dos Combatentes, Ministério da Administração
Estatal, Ministério da Saúde e Associação dos Combatentes da Luta de Libertação
Nacional, bem como o agendamento de contactos da Liga com autoridades
moçambicanas, foi plenamente alcançado.
-É oportuno reafirmar o empenho e o profissionalismo do Adido de Defesa em
Maputo, em concretizar o agendamento de contactos solicitados pela Liga.
Contudo, a sua ação porfiada não conseguiu ultrapassar a dificuldade colocada
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pelo governo moçambicano em conceder a credenciação necessária à EM da LC
para operar em Moçambique, situação que só foi ultrapassada dois dias antes da
partida da EM, na sequência da intervenção pessoal do Secretário-Geral da
Associação de Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN) junto do
governo moçambicano, solicitada pela Liga dos Combatentes telefonicamente e
prontamente atendida pelo Secretário-geral da ACLLN que desbloqueou o impasse
verificado.
-O empenhamento decisivo do Secretário-geral da ACLLN, solucionando a
situação, permitiu ao Adido de Defesa obter do Ministério dos Combatentes a
credencial que autorizava a deslocação da LC.
-Acompanhou sempre e sobre o acontecimento, a progressão da EM no terreno,
garantindo o necessário contacto directo para se inteirar do desenvolvimento da
AI e da eventualidade da ocorrência de qualquer acontecimento que a afectasse.
(4) Associação de Combatentes da Luta de Libertação Nacional
-A ACLLN, através da intervenção do seu Secretário-geral junto do governo
moçambicano e manifestando a sua capacidade de influência junto deste,
desbloqueou o impasse que atingia a deslocação da LC a Moçambique e uma vez
mais deu expressão eficaz ao protocolo celebrado entre a ACLLN e a LC em 2008.
-O Presidente da LC convidou o Secretário-Geral da ACLLN e uma delegação de
dois membros desta “Associação” a visitarem Portugal para uma reunião de
trabalho entre 9 e 13 de Novembro de 2015, convite já efetuado em 2014 mas que
razões ponderosas não permitiram que fosse efetuado, tendo sido agora aceite
com plena disponibilidade e agrado, ficando em curso as diligências para
concretizar esse encontro de trabalho.
(5) Cônsul Honorária de Portugal em Nampula e Delegada da LC
- O seu empenho e sentido de colaboração transmitiram, uma vez mais, uma
imagem vincada de capacidade pessoal para assumir tarefas em favor da LC de
que a Liga beneficiou durante a sua permanência em NAMPULA.
-Participou na Cerimónia de Deposição das Urnas no Ossário da LC em NAMPULA.
(6) Cooperação Técnico Militar Portuguesa - MAPUTO e NAMPULA.
-Proporcionou excelente apoio em questões logísticas previamente acordadas e foi
um sólido apoio diário para resolução dos problemas que surgiram durante a
permanência da Delegação da LC, quer em Maputo quer em Nampula.
-Todos os Oficiais e o Sargento-Chefe da CTM portuguesa em NAMPULA
participaram na cerimónia de deposição das Urnas no Ossário da LC.
2. FASE OPERACIONAL
a. Actuação no terreno
-A EM desenvolveu a sua actividade na Província de CABO DELGADO e em
NAMPULA, efectuando Acções de Intervenção em 2 localidades da PROVÍNCIA DE
CABO DELGADO – PALMA e MONTEPUEZ, intervindo localmente nos cemitérios
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desactivados e abandonados onde estavam referenciadas a existência de 2 campas
em PALMA e de 11 em MONTEPUEZ, referentes a militares portugueses Tombados na
Guerra do Ultramar.
-Estando previsto efetuar duas exumações no antigo e abandonado cemitério de
PALMA, concretizou-se apenas uma em virtude de não ter sido possível localizar a
outra campa.
-Estando previsto efetuar onze exumações no antigo e encerrado cemitério municipal
de MONTEPUEZ, concretizaram-se apenas nove exumações em virtude de dois dos
covais abertos revelarem a existência de urnas de chumbo. As urnas referidas ainda
foram perfuradas para avaliar a situação dos restos mortais que continham, mas
apurou-se que estes estavam ainda em decomposição. Nesta circunstância foram
deixadas no local e fechados os covais.
-As exumações efetuadas em PALMA e MONTEPUEZ foram dificultadas muito
significativamente pela presença de elevado número de assistentes da população
local, invadindo literal e permanentemente todo o espaço envolvendo os covais a
serem abertos e perturbando o desenvolvimento dos trabalhos inerentes às
exumações a efetuar. Em MONTEPUEZ foi chamada a Polícia Municipal para colocar
ordem na situação, mas os resultados foram quase nulos.
-Reconheceu-se na VILA DE MUEDA o cemitério municipal hoje encerrado, no qual se
encontram cento e nove campas no Talhão da LC e efetuou-se o levantamento
“topográfico” exaustivo das campas nele existentes. Esse trabalho destinou-se a
definir as tarefas a concretizar para restituir, tanto quanto possível, a traça original
ao Talhão, possibilitando ainda definir a tipologia das diferenciadas reparações a
efetuar com vista a dignificar significativamente o cemitério de MUEDA.
Contatado um engenheiro civil [que também executa trabalhos em MOCÍMBOA DA
PRAIA] foi-lhe transmitido exaustivamente o que a LC pretendia recuperar e como
queria recuperar aquele Talhão de cento e nove campas, ficando-se a aguardar o
orçamento de requalificação para ser submetido à apreciação financeira da LC.
-O cemitério de MUEDA encontra-se em excelente estado de limpeza, isento de
qualquer vestígio de capim ou de outras ervas, as campas existentes encontram-se
caiadas e tanto quanto possível estruturalmente arranjadas, estando o muro que
delimita o cemitério igualmente arranjado e caiado. Este arranjo é custeado por um
cidadão português residente em PEMBA, o Senhor Claudino Abreu, que garante a
manutenção com dois assalariados locais.
-A acção de requalificação que se nos afigura desejável no âmbito do programa
estruturante da LC “Conservação das Memórias”, está dependente do orçamento a
apresentar pelo executante, mas a ser financeiramente comportável, proporcionaria,
não só a dignificação de um cemitério quase integralmente ocupado por campas de
militares portugueses, mas também assinalaria, por forma marcante, um espaço tão
carismático no “coração da guerra no Norte de Moçambique”, visitado
frequentemente por Combatentes em romagem de memórias.
-Reconheceu-se no cemitério municipal de MOCÍMBOA da PRAIA o mausuléu aos
Combatentes da Grande Guerra, tendo sido solicitado a uma empresa local a
orçamentação da reparação que nele se deseja efetuar. O Mausuléo encontra-se
degradado, carece de reparação exterior e interior, preservando os ossários de
Combatentes da Grande Guerra que alberga.
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-Em PEMBA foi entregue à LC pela empresa construtora o Talhão de 43 campas
requalificado, dignificando por forma significativa no cemitério municipal da vila –
hoje encerrado - o espaço onde repousam os Militares Tombados e ali sepultados.
-Em NAMPULA decorreu a acção final da EM, constituida pela limpeza de restos
mortais, acondicionamento em urnas e deposição destas no Ossário da Liga.
Acrescente-se que o ossário, todas as 83 campas e muro que as bordeja
apresentavam um aspeto condigno, fruto da manutenção periódica de que são alvo,
tarefa efetuada por empresa local a quem a LC custeia os trabalhos realizados.
-Em MAPUTO foram visitados os cemitérios de S. F. Xavier e de Lhanguene, tendo-se
constatado o bom estado de conservação que apresentam, fruto da manutenção que é
efectuada mensalmente por empresa contratada para o efeito.
-Deve
referir-se o pleno apoio que foi prestado pelas autoridades moçambicanas em
todos os locais em que foram efectuadas AI pela EM, apoio prestado com
cordialidade, rapidez e eficiência logo que contactadas pela EM. As autoridades
administrativas dos locais a intervencionar, revelaram antecipado conhecimento da
missão da Liga dos Combatentes e creditaram-lhe muita disponibilidade para
actuarem em apoio da EM.
-É oportuno destacar o determinante apoio da ACLLN à autorização que foi dada pelo
governo moçambicano para se efetuar a AI da LC, ultrapassando um impasse que terá
tido origem na alteração completa do elenco governamental sequente à eleição do
atual Presidente da República de Moçambique, levando a que os os ministérios
contatados pela LC fossem colhidos de surpresa com os pedidos apresentados e
colocassem elevadas reservas ao seu sancionamento.
Obtida a autorização para deslocamento da EM, o Ministério dos Combatentes
assegurou a emissão da credencial e toda a AI recebeu um.eficaz e coordenado apoio
ás suas atividades, apoio que se reputa de perfeito e muito contribuíu para o bom
andamento das acções desenvolvidas, fossem do âmbito dos contactos protoculares
que a EM estabeleceu a nível local com todas as autoridades, quer a nível da sua
actuação prática no terreno.
b. Fita do Tempo da Acção de Intervenção
Foi ajustado o planeamento do tempo a atribuir para executar a “OPERAÇÃO NOVA
FRENTE-7”.
c. Resultados obtidos na Accão de Intervenção
-A Equipa de Missão actuou em todos os locais que planeou intervencionar e efetuou
10 exumações.
Em PALMA, pelas razões já referidas, não efectuou uma exumação e em
MONTEPUEZ não efetuou duas exumações por razões sanitárias.
-Aguardam-se os orçamentos a apresentar por empresa local sobre as requalificações
do Mausuléo em MOCÍMBOA da PRAIA e do Cemitério de MUEDA.
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d.Apoio de Serviços
(1) Alojamento
O alojamento da EM foi garantido como segue:
-MAPUTO e NAMPULA - pela Cooperação Técnica Militar Portuguesa,
-PEMBA - por unidade hoteleira local,
-MOCÍMBOA DA PRAIA - por unidade hoteleira local,
-MUEDA – por unidade hoteleira local,
-MONTEPUEZ – por unidade hoteleira local
(2) Transporte
-Foi utilizada, em regime de aluguer, uma viatura todo-o terreno, com condutor, no
percurso: NAMPULA - PEMBA – MOCÍMBOA DA PRAIA – PALMA – MUEDA –
MONTEPUEZ – NAMPULA.
-Foi utilizado o transporte em avião das LAM nos trajectos: MAPUTO- NAMPULA e
NAMPULA- MAPUTO.
(3) Movimento
(a) Terrestre
Os movimentos terrestres da EM levaram-na a percorrer cerca de dois mil e
duzentos quilómetros em viatura todo terreno.
(b) Aéreo
O movimento aéreo foi estabelecido para deslocar a Equipa de Missão de LISBOA
para MAPUTO, de MAPUTO para NAMPULA, de NAMPULA para MAPUTO e de
MAPUTO para LISBOA.
(4) Materiais e equipamentos
-A EMLC adquiriu no mercado local vários materiais de apoio especifico às tarefas de
exumação, equipando-se com pás, picaretas, marretas, enchadas, sacos de
serapilheira, baldes e outros.
-A EMLC utilizou telefones móveis com redes moçambicanas para garantir as suas
ligações internas e telefone satélite para assegurar as comunicações internas em
locais fora das cidades, ou sem cobertura de rede para telemóvel [o que foi
frequente], garantindo, ainda, a sua ligação ao PR da DC da Liga dos Combatentes, à
Embaixada de Portugal em MAPUTO, ao Adido de Defesa em MAPUTO, à
Cooperação Técnico-Militar Portuguesa em NAMPULA.
-Foi utilizado GPS, programado para garantir a navegação terrestre.
(5) Alimentação
-O pequeno almoço e o jantar, foram tomados nos locais em que os elementos da
EM ficaram alojados – CTM e "unidades hoteleiras".
-O almoço foi quase sempre constituído por uma refeição quente.
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(6) Prevenção e saúde
Todos os componentes da EM foram vacinados com as vacinas exigidas pelas
autoridades sanitárias. Para o efeito, os elementos da EM usufruiram da consulta da
especialidade, no "Hospital das Forças Armadas – Pólo de Lisboa", com o tempo de
antecedência suficiente para as diferentes fases de exames e de vacinação que foram
determinados, recebendo no final dos exames um KIT individual de medicamentos e
material de primeiros socorros.
(7) Aspectos financeiros
- Foi transferida pela Liga dos Combatentes para a conta bancária do Gabinete do
Adido de Defesa em MAPUTO a verba estimada como necessária para sustentar a
Operação "NOVA FRENTE – 7".
-Esta
verba foi convertida localmente em Meticais tendo sido recebida na sua
totalidade para administração da LC durante a sua actividade em Moçambique. A
prestação final de contas foi oportunamente apresentada pela EM na Secção
Financeira da Liga após o regresso a Portugal.
(8) Contactos telefónicos
A EM dispunha de uma listagem de contactos telefónicos que se revelou suficiente e
adequada para as comunicações que teve necessidade de efectuar em Moçambique e
para Portugal.
(9) Apoio das autoridades locais
Ultrapassado o impasse inicial já referido, foi sempre colaborante a postura e o apoio
das autoridades do Governo Central, com destaque para o Ministério dos
Combatentes, dos Delegados Provinciais deste ministério, da Associação dos
Combatentes da Luta de Libertação Nacional, dos Administradores Provinciais, dos
Presidentes de Conselho Municipal, das Autoridades Samitárias e Policiais.
c.Contacto e relacionamento social
A LC prestou especial cuidado no contacto e no relacionamento com autoridades e
população dos locais intervencionados, observando rigorosamente os costumes locais
no procedimento a seguir para a contratação de mão-de-obra.
d.Segurança
-A missão decorreu sempre em plenas condições de segurança física da EM da LC.
-A Equipa de Missão procurou em permanência a detecção de sinais indicadores de
insegurança, mas não foram percepcionados e foi sempre acolhida com curiosidade
e simpatia pela população.
e. Direcção, Coordenação e Controlo
(1) Direcção
A direcção da "OPERAÇÃO NOVA FRENTE-7” pertenceu ao Presidente da Liga dos
Combatentes
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(2) Coordenação
A coordenação da actividade da EM esteve cometida no terreno ao Chefe da EM.
(3) Controlo
O controlo foi exercido no terreno pelo CH da EM e no seu impedimento pelo outro
Oficial que compunha a EM.
3.CONSIDERAÇÕES
a. A LC planeou a “OPERAÇÃO NOVA FRENTE-7” com a finalidade de :
- Prosseguir em Moçambique às acções inerentes ao Programa Estruturante
CONSERVAÇÃO DAS MEMÓRIAS,
- Desenvolver acções de exumação na província de CABO DELGADO, a efectuar em
campas de combatentes portugueses tombados na GU inumados em cemitérios.
b. A LC preparou a “Operação NOVA FRENTE-7” sustentando-a na concordância das
autoridades governamentais portuguesas à sua realização e na obtenção da
autorização explícita, embora tardia, das autoridades governamentais moçambicanas
à sua concretização.
c. A LC recebeu da Embaixada de Portugal e do Adido de Defesa, em MAPUTO, o apoio
tendente a enquadrar a Missão da LC na agenda política do governo moçambicano.
d. A Liga, através da sua Equipa de Missão no terreno, desenvolveu toda a actividade
planeada com autorização explícita das autoridades governamentais moçambicanas
para se deslocar no País e actuar no âmbito das acções de intervenção planeadas.
e. A Equipa de Missão cumpriu quase na plenitude os objectivos que se propunha
alcançar no âmbito da "OPERAÇÃO NOVA FRENTE-7", não tendo concretizado três
exumações planeadas. Uma em PALMA e duas em MONTEPUEZ.
Aguarda-se o envio dos orçamentos referentes à requalificação/reconstrução do
cemitério de MUEDA e recuperação do Mausuléo de MOCÍMBOA da PRAIA.
f. A “OPERAÇÃO NOVA FRENTE-7” encerra a ação de exumação prevista de restos mortais
de militares portugueses Tombados na Guerra do Ultramar em Moçambique.
4. PROPOSTA
Prosseguir em 2016 a AI em Moçambique com a realização da "OPERAÇÃO NOVA FRENTE
- 8" para:
- Receber em MUEDA o Talhão da LC requalificado.
- Receber em MOCÍMBOA da PRAIA o MAUSULÉU da GG requalificado.
- Preparar a requalificação dos Talhões da LC em MOPEIA e LICHINGA.
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LISBOA, 20 de Julho de 2015
O Chefe da Equipa de Missão da LC
Fernando Pereira dos Santos Aguda
Major- General
ANEXO:
A – Algumas Fotografias da “OPERAÇÃO NOVA FRENTE-7”.
LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
Exemplar nº. 1 a 3
Exemplar nº. 4
Exemplar nº. 5
Exemplar n.º 6
Exemplar n.º 7
Exemplar nº. 8
Exemplar nº. 9
Exemplar nº. 10
Exemplar nº. 11
Exemplar nº. 12
Exemplar n.º 13
Exemplar n.º 14
Exemplar n.º 15
ARQUIVO
MDN
SEADN
DGRDN
DGPDN
CEMGFA
CEMA
CEME
CEMFA
ADIDO DEFESA EM MAPUTO
CH CASA MIL PRESIDENTE REPÚBLICA
PR COMISSÂO DEF NAC DA AR
EMBAIXADA DE MOÇAMBIQUE
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