ORGANIZAÇÃO Câmara Brasileira de Filatelia APOIO Prefeitura Municipal de Poços de Caldas Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos FEFIBRA – Federação dos Filatelistas do Brasil Poços de Caldas Convention & Visitors Bureau COMISSÃO ORGANIZADORA Comissão de Honra Ministro de Estado das Comunicações – Hélio Costa Prefeito Municipal de Poços de Caldas – Paulo César Silva Presidente da ECT – Carlos Henrique Almeida Custódio Diretor Comercial da ECT – Ronaldo Takahashi de Araújo Diretor Regional dos Correios em Minas Gerais – Fernando Miranda Gonçalves Chefe do Departamento de Filatelia e Produtos da ECT – Maria de Lourdes Torres de Almeida Fonseca COMISSÃO ORGANIZADORA – Filatelia Coordenador Geral – José Francisco de Paula Sobrinho Presidente da Câmara Brasileira de Filatelia – Antônio Augusto Simão Neto Membros: Francisco Maurício Barbosa Simões Rosa Maria Bicalho Marco Antônio Boaventura Dr. Márcio Hamilton Proetzner de Oliveira Luiz Cláudio Fritzen Osvaldo Portaluppi COMISSÃO ORGANIZADORA – Correios Departamento de Filatelia e Produtos – Brasília Diretoria Regional dos Correios – Minas Gerais 1 RELAÇÃO DOS COMISSÁRIOS 1 – Comissário Geral 6 – Rio de Janeiro José Francisco de Paula Sobrinho Ruben Porto Jr. Rua Via Láctea, 316 Estrada do Dendê, 1711 – Apto. 202 Santa Lúcia - Belo Horizonte, MG Monero – Ilha do Governador - Rio de Janeiro, RJ CEP: 30360 - 270 CEP: 21920 - 001 Tel.: (31) 3344 – 8368 Tel.: (21) 3383. 8137 E-mail: [email protected] E-mail: [email protected] 2 – Rio Grande do Sul 7 – Minas Gerais Adrianus W. Vogelaar Francisco M. Barbosa Simões Caixa Postal - 18 Rua Grafito, 185 – Apto. 102 Novo Hamburgo, RS - CEP: 93391 - 970 Santa Tereza - Belo Horizonte, MG Tel.: (51) 3398-9174 CEP: 31010 -120 E-mail: [email protected] Tel.: (31) 3074 - 3021 ou 3461 - 6511 E-mail: [email protected] 3 – Santa Catarina Ernani Rebello 8 – Estados das regiões Norte e Nordeste Rua Cristóvão Nunes Pires, 170 - Ap. 601 Adilson C. Branco da Cunha Florianópolis, SC - CEP: 88010-120 Rua Gal. Abreu e Lima, 113 – Apto. 2002 Tel.: (48) 3225-3145 ou (48) 9612-0549 Tamarineira - Recife, PE - CEP: 52041 - 040 E-mail: [email protected] Tel.: (81) 9975 - 8433 E-mail: [email protected] 4 – Paraná Carlos Fernando Knauer 9 – Outros Estados Rua Atílio Bório, 270 José Francisco de Paula Sobrinho Curitiba, PR - CEP: 80050-250 Rua Via Láctea, 316 Tel.: (41) 3262-6819, (41) 9102-5811 Santa Lúcia - Belo Horizonte, MG E-mail: [email protected] CEP: 30360 - 270 Tel.: (31) 3344 – 8368 5 – São Paulo Fabio Serra Flosi Caixa Postal – 1063 - Barueri, SP - CEP: 06460-970 Tel.: (11) 7193 – 6058 E-mail: [email protected] 2 E-mail: [email protected] JURADOS DA EXPOSIÇÃO Adilson Castelo Branco da Cunha (Recife - PE) Luis Cláudio Fritzen (Florianópolis - SC) José Francisco de Paula Sobrinho (Belo Horizonte - MG) Rosa Maria Bicalho (Belo Horizonte - MG) 3 PROGRAMAÇÃO PARA SUL DAS GERAIS 2010 18 e 19/03 (quinta-feira e sexta-feira) 9:00 – Recepção e montagem das coleções. 19/03 (sexta-feira) 19:30 – Abertura. Composição da mesa de honra. Hino nacional. Saudações. Apresentação musical. Lançamento do carimbo comemorativo da exposição. Abertura da exposição ao público. 20 e 21/03 (sábado e domingo) 10:00-19:00 – Visitação Pública. Abertura do Comércio Filatélico. 22 a 24/03 (segunda-feira a quarta-feira) 10:00-19:00 – Trabalhos do Júri. Visitação Pública. Comércio Filatélico. Oficinas Filatélicas. 25/03 (quinta-feira) 10:00-19:00 – Visitação Pública. Oficinas Filatélicas. Comércio Filatélico. 15:00 - 17:00 – Palestras no auditório do Centro Cultural Urca. 1ª) Tema: Filatelia Temática - Aspectos Práticos Palestrante: Dr. Carlos Dalmiro Souza e Silva. Colecionador e expositor premiado de Santa Catarina. Associado da FEFIBRA. 4 2ª) Tema: Filatelia Juvenil. Palestrante: Dra. Rosa Maria Bicalho. Colecionadora e expositora premiada de Minas Gerais. Sócia fundadora e Diretora da FEFIBRA. 17:00 – Coquetel oferecido pela FEFIBRA aos presentes. 26/03 (sexta-feira) 10:00-19:00 – Visitação Pública. Oficinas Filatélicas. Comércio Filatélico. 10:00-12:00 – Encontro dos jurados com os expositores, quando poderão ser esclarecidas dúvidas e fornecidas informações a respeito dos julgamentos efetuados. 15:00-16:30 – Palestras no auditório do Centro Cultural Urca. 1ª) Tema: Pesquisa de material filatélico no exterior - Catálogos impressos de comerciantes. Sites na Internet. Catálogos de selos online. Palestrante: Fábio Serra Flosi. Colecionador e expositor premiado de São Paulo. Sócio fundador e Diretor da FEFIBRA. 2ª) Tema: A evolução de um colecionador juvenil – As dificuldades iniciais; como aliar filatelia com estudos, trabalho e família; como vencer outros obstáculos. Palestrante: Reinaldo Estevão de Macedo. Colecionador e expositor premiado de São Paulo. Sócio fundador da FEFIBRA. Jurado FEBRAF/FIP na classe Temática. Jurado FEBRAF na classe Inteiros Postais. 16:30 – Assembléia Geral Ordinária da FEFIBRA – Instalação e primeira convocação. 17:00-18:00 – Assembléia Geral Ordinária da FEFIBRA – Segunda convocação. 20:00 – Jantar de Palmares (Local a ser informado na ocasião). 27/03 (sábado) 8:00 Início da desmontagem das coleções e do ambiente. 5 BREVE HISTÓRIA DOS CORREIOS NO BRASIL 1. OS CORREIOS EM PORTUGAL Era o período da Renascença. Desenvolveu-se, nessa época, uma tendência para a criação de monopólios para a exploração dos serviços postais. Surgem os “Correios-Mores”. E é a partir desse período que começa a história dos correios português e brasileiro sob a tutela de Portugal. (1520). Da criação da nacionalidade portuguesa até o reinado de D. Manuel I, “o Venturoso” (1495 - 1521), da Dinastia de Avis decorreram cerca de 380 anos, período em que não existe em Portugal qualquer instituição pública organizada de sistema de correios. Em 1520, mercê do desenvolvimento alcançado por Portugal, graças aos descobrimentos marítimos, suas trocas comerciais se avolumaram e Lisboa tornou-se no século XVI importante entreposto mercantil. O poder central do Rei se fortaleceu e em 6 de Novembro de 1520, D. Manuel nomeou Luiz Homem, o primeiro Correio-Mor, com função e regulamentos bem definidos para explorar, por sua conta e risco, o transporte de correspondências. Dois anos antes, Carlos V (1500 - 1558), de Espanha, tinha nomeado um dos membros da célebre “Casa de Taxis” para cargo semelhante. Após a morte de Luiz Homem, sucederam-se três outros Correios-Mores e o Sr. Manuel Gouveia iria terminar esta fase dos Correios-Mores renomeados pelo Rei. Durante o período dos três primeiros Correios-Mores o sistema postal se caracterizou como “Correios- Extraordinários”, que funcionavam apenas quando solicitados por seus clientes. Dessa época não há qualquer registro de giro postal regular. Entretanto, a partir de Manuel Gouveia notícias há de estabelecimento de “Correios Ordinários” entre Lisboa, a Beira e o Douro, semanalmente. E mensalmente para a Espanha, França, Londres e Itália. O monopólio do Correio-Mor limitava-se à corte, a Lisboa e a cinco léguas ao redor de cada uma delas, não cobrindo todo o reino. O rei guardava para si a faculdade de nomear para outras localidades os “Correios-Assistentes”, os quais só vieram a ficar dependentes do Correio-Mor a partir do reinado de Felipe II de Espanha (1556/1598) e Felipe I de Portugal (1580/1598) da Casa Habsburgo. Para desempenhar suas funções, o Correio-Mor tinha o direito de nomear “Correios” que na Corte e em Lisboa estavam sempre à disposição da Coroa, da nobreza, e de particulares, mas que só atuavam sob o comando do Correio-Mor. Esses “Correios” movimentavam-se, normalmente, a pé. Em alguns casos, porém, podiam deslocar-se utilizando cavalos. Em decorrência desse último sistema surge o “Mestre da Posta”, a quem cabia a responsabilidade de providenciar e manter sempre prontos os “Cavalos de Posta” para quando houvesse necessidade de deslocamento dos “Correios”. Competia ao Correio-Mor nomear os referidos Mestres da Posta e ao Rei confirmá-los nos locais convenientemente escolhidos. 6 Nas regiões do Porto, Coimbra, Braga e Aveiro existiam, já nesta época, os “CorreiosAssistentes”, independentes do Correio-Mor, nomeados pelo Rei diretamente por Carta-Régia, que completavam a rede de comunicações de então. Uma carta de Lisboa ao Porto levava, naquele tempo, uma semana, só para se ter uma idéia da morosidade do processo. Os portes eram cobrados em função das dificuldades de entrega, condições meteorológicas e limitações de toda ordem. Não existia tabela de portes. As dificuldades eram ocasionadas por não existirem vias de comunicação terrestre. As estradas razoavelmente transitáveis só vieram anos depois. O serviço de correios podia servir a todos, porém os portes eram elevados e em consequência poucos populares dele faziam uso. As receitas provenientes desse sistema eram divididas em dez partes iguais, das quais nove décimos permaneciam com o Correio1 como paga de seu serviço, e a décima parte era entregue ao Correio-Mor para custear sua organização. Através do Decreto de 2 de agosto de 1525, D. João III (1521 - 1556 da Casa de Avis) estipulou que as cartas provenientes do estrangeiro e de cuja distribuição se encarregasse o Correio-Mor ou um de seus subordinados, obrigariam o destinatário a pagar dois réis de prata ou três vinténs, se a carta procedesse da Espanha ou então um cruzado se viesse de outro país. O sistema de Correios-Mores nomeados pelo Rei funcionou de 1520 a 1606. Nesse período o sistema inexistiu no Brasil, pois nosso país, a essa época, era simplesmente a terra dos degradados e da exploração dos recursos naturais, um mero empório, explorado por Portugal. Como os Correios-Mores nomeados pelo Rei auferiam, além da renda da distribuição das correspondências, uma renda anual fixa de 15 mil reais, (instituída pelo rei D. João III), era evidente que esses avultados proventos iriam despertar cobiça aos futuros pretendentes ao cargo. Em 1580 o domínio da Coroa Portuguesa passou às mãos do Rei da Espanha, Felipe II, por via do destino: a morte de D. João III, em 1556, em Portugal, e sem herdeiros, provocou a elevação de seu neto D. Sebastião ao trono português; contava ele apenas 14 anos e reinou de 1556 a 1578, sob a tutela de sua avó D. Catarina de Áustria e do tio paterno, o Cardeal D. Henrique. Obcecado em combater os mouros, inimigos do Cristianismo, participou da batalha de Alcácer-Quibir2 em 1578 e teve morte em circunstâncias misteriosas. Assumiu o trono de Portugal então, o seu tio Cardeal D. Henrique que morreu em 31/01/1580; a linha de sucessão volta assim, a D. Manoel I (1495-1521) da Casa de Avis, já que não havia herdeiros diretos para o trono português. 1 A expressão Correio designa “pessoa expressamente encarregada de levar despachos, correspondências, etc.” Num sentido de “sistema”, corresponde a uma repartição pública que recebe e expede correspondências, despachos, etc. 2 Batalha entre Portugal e os mouros, por questões religiosas. 7 O mais próximo Felipe II da Espanha (1556-1598), neto de D. Manuel assume em consequência o Reinado, proclamando-se Rei com o título de D. Felipe I de Portugal, em abril de 1580. A Dinastia Habsburgo dominou a península Ibérica até 1640, quando se fez a Restauração - “Um Rei português para terras portuguesas” e assumiu o trono de Lisboa D. João IV (1640-1656) da Casa de Bragança. A partir desse reinado os correios em Portugal sofrem uma importante reformulação. Um dos mais ricos fidalgos portugueses de seu tempo, Luiz Gomes da Mata, tinha feito um empréstimo a Filipe II no valor de trinta mil cruzados (moeda portuguesa da época). Sabedor das constantes necessidades de fundos para os gastos das duas coroas ibéricas, percebendo as possibilidades que essa situação poderia proporcionar-lhe e estando vago o cargo de Correio-Mor em Portugal, propõe ao Rei a compra em definitivo e de forma hereditária do título de Correio-Mor. Dava em contrapartida o preço de setenta mil cruzados pelo título, o que constituía, na época, uma soma elevadíssima, uma verdadeira fortuna. O Rei não resistindo à tentação de ver saldada sua dívida anterior e ainda “embolsar” mais quarenta mil cruzados, acabou por aceitar a proposta. Por Alvará de 19 de julho de 1606, D. Luís Gomes da Mata é nomeado Correio-Mor de Portugal (Luis Gomes d’Elvas, que obteve mercê nova do Rei, sendo-lhe concedido a si e seus descendentes o apelido de “Mata” e a carta de brasão, composta de armas parlantes, pois em campo de Ouro, trazia três matas de verde floridas.). Tinha início, assim, o monopólio dos correios em terras de Portugal, já que, no mesmo alvará, Filipe II coloca os cargos de Correios-Assistentes do Porto, Coimbra, Braga e Aveiro sob a tutela do Correio-Mor e não mais da Coroa. Os novos cargos de Correios-Assistentes que viessem a ser criados a partir dessa data seriam preenchidos por nomes escolhidos pelo Correio-Mor. Um novo e importante passo foi dado pelo 7º Correio-Mor que, por Cartas-Régias de 24 de Maio e 26 de Outubro de 1657, conseguiu obter, igualmente, o cargo de Correio-Mor das Cartas do Mar. Era o monopólio absoluto, só escapando a condução das correspondências do Estado. Na posse da iniciativa privada, o sistema de Correios desenvolveu-se de forma segura com melhorias substanciais dos serviços e de seus rendimentos. Com este espírito empreendedor e livre da intervenção do Estado Português, o 9º Correio-Mor, Luiz Vitório de Souza da Mata Coutinho, firma, em 20 de fevereiro de 1705, um tratado com o Mestre das Postas Britânicas, em cuja convenção ficou estabelecida a criação de uma linha de paquetes ingleses entre Londres e Lisboa, via Falmouth, para a troca de correspondência entre os dois países. Este monopólio durou quase duzentos anos, mais precisamente 191 anos, nos quais a Família Mata controlou os serviços postais em Portugal. Dentre as cartas originárias do Brasil e destinadas ao exterior são conhecidas, até a presente data, em mãos de (colecionadores), apenas 16 (dezesseis) delas, sendo 11 destinadas a Portugal, 3 para os Açores, 1 ao Uruguay e 1 para a Inglaterra. Mostramos uma delas, integrante de nossa coleção: 8 Carta comercial completa do Rio de Janeiro (16.09.1742) para O Porto e dirigida ao Sr. Antônio Lobo Guimarães, ex. Luiz Frazão. Coleção Sobrinho. Em 1797, no reinado de D. Maria (1777 - 1816), da Casa de Bragança, o Estado resolveu chamar a si a administração dos Correios. As negociações com o 11º Correio-Mor, Manuel José da Maternidade da Mata de Souza Coutinho, não foram difíceis nem demoradas (iniciadas em 17/10/1796), mas fizeram daquele fidalgo o homem mais rico de seu tempo, com as indenizações e honrarias por ele recebidas para abrir mão do monopólio de Correio-Mor e suas dependências. Foram as seguintes as condições ofertadas, por Sua Majestade Fidelíssima D. Maria I, ao titular do cargo de Correio-Mor. “- Título de Conde de Juro e Herdade com três vidas fora da Lei Mental (Lei de Inventário)” “- A conservação da Honra de Criado de Sua Majestade.” “- Uma renda permanente e que possa vincular em “Morgado” (transferência ao primogênito), de quarenta mil cruzados por ano, ou em Comendas, ou em bens da Coroa, ou em rendas do mesmo Correio.” “- Pensões vitalícias de quatrocentos mil reis, cada uma, para sua mãe e seu irmão; para cada uma de suas irmãs; e de irmão, até que se alcance a Comenda de Graça que Sua Majestade lhe promete pedir ao Grão Mestre de Malta. Estas pensões são reversíveis para ele, Correio-Mor, no caso de sobrevida a cada uma das pessoas pensionadas, mas que de nenhum modo passarão a seu filho ou seus herdeiros.” “- Declarar-se-á, em nome de Sua Majestade, que estas pensões desobrigarão o CorreioMor de dar o equivalente das mesmas a sua mãe, irmão e irmãs, e que o poderá 9 descontar das “Legítimas” (parte da herança reservada por lei aos herdeiros necessários - descendentes e ascendentes - e da qual não se pode dispor livremente) ou em “Arras” (do latim “arrhas”: Bens dotais que por contrato o noivo assegura à esposa. Garantia ou sinal de um contrato. Penhor) que fosse obrigado a dar.” “- Em atenção ao sacrifício que fazem o Correio-Mor e seu irmão, sejam avançados de um ou dois postos em algum dos Regimentos de Cavalaria da Corte. (Impresso na Impressão Régia). Palácio de Queluz, 16 de janeiro de 1797. D. Rodrigo de Souza Coutinho, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos.” Desta forma, o Decreto de 18 de janeiro de 1797 e o Alvará de 16 de março de 1797, extinguem o cargo de Correio-Mor e incorporam à Real Coroa o ofício, o título e as funções. O último Correio-Mor recebe o título de Conde de Penafiel. Em 1º de abril de 1799, a Coroa promulga o “Regulamento do Correio”e é logo seguida pelas “Instruções Práticas para o Correio Assistente”. Criam-se no Correio Geral de Lisboa três administrações. • A dos Seguros - onde todas as correspondências e valores circulavam com garantia de indenização em caso de extravio; • A das Cartas do Reino - onde era processada somente a correspondência de localidades dentro das Províncias do Reino de Portugal; • A das Cartas de Ultramar e do Estrangeiro - encarregada da administração das correspondências que eram recebidas no Reino ou dele enviadas ao estrangeiro. No que diz respeito ao resto do país, continuavam os “Correios-Assistentes” a sustentarem toda a estrutura postal, só que agora na direta dependência da Superintendência Geral dos Correios em Lisboa. Eram divididos em duas categorias: Os de Arrendamento e os de Administração. Os primeiros costumavam pagar ao Correio-Mor, não só em dinheiro como ainda em outros gêneros. O novo regulamento mudou de prática, exigindo o pagamento apenas em dinheiro. Evidentemente os valores destes serviços foram revistos para compensar a eliminação das outras rendas. A título de curiosidade, à época dos Correios-Mores, havia 44 “Correios Assistentes” na categoria de Arrendatários, localizados em várias cidades ou freguesias que pagavam a mesada em gêneros, chamados, naquele tempo, de “Pitanças”. Seguem alguns exemplos: Albufeira - 3 arrobas de figos; • Alter - 1 Marrã (porca nova desmamada); • Amarante - 7 presuntos e 7 dúzias de línguas; • Arouca - 40 varas de pano de linho fino; • Arraiolos - 2 dúzias de queijo de Alentejo; • Aveiro - 3 dúzias de barris de mexilhões; • Caldas - 4 costaes de frutas; 10 • • • • • • • • • • Évora - 1 dúzia de queijos de correr e 1 caixa de toicinho do céu; Faro - 3 dúzias de Seiras (cesta) de figo, 4 esteiras ordinárias e 2 dúzias de vassouras; Lagos - 1 dúzia de barris de atum de escabeche; Messejana - 2 dúzias de perdizes; Portel - 2 dúzias de Paios; Porto - 2 dúzias de barris de lampréias, 2 caixas de mocelas, 2 barris de lombo e 14 arrobas de presunto; Pesqueira - 1 dúzia de salsichões; Setubal - 1 dúzia de empadas (pela semana santa); Torres Novas - 1 canastra de passas; Viana - 4 maços de linhas, 60 varas de guardanapos e 1 salmão. Alguns “Correios” costumavam mandar mais alguns gêneros, ou em maior quantidade do que consta a lista, porém, os que remetem a mais, o fazem por mimo ou galanteria. A partir deste ponto o Correio Português se separa totalmente do Correio Brasileiro, pois, D. Maria I, em 20 de janeiro de 1798, promulga um Alvará criando o “Correio Marítimo Regular entre Portugal e o Brasil”, bem como cria também o “Correio Terrestre Regular no Brasil3”. 2. CORREIOS NO BRASIL O primeiro correio brasileiro, como fato histórico, data de 2 de maio de 1500, com a partida da nau de mantimentos da frota de Cabral, comandada por Gaspar de Lemos, em direção a Lisboa. Levava várias cartas, entre elas, a de Pero Vaz de Caminha, e outras escritas pelos capitães e tripulação da frota. Das várias cartas somente tem-se conhecimento de dois originais; a de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel I, dando detalhes da descoberta, e outra escrita por Mestre João, discorrendo sobre detalhes geográficos e astronômicos, mostrando inclusive o desenho da constelação do Cruzeiro do Sul. O sistema de “Correios-Mores” nomeados pelo Rei não existiu no Brasil (1520 - 1606). Nesse período as terras brasileiras sofreram tentativas de colonização esparsas e comumente fracassadas. O sistema de Capitanias Hereditárias, em 1584, estava falido e o sistema de correios funcionava da mesma forma, esparso e aleatório. As caravelas e galeões portugueses que aqui 3 Paulo R. Comelli (in Mosaico nº 5 - julho 1992 - fls. 6 a 9) 11 aportavam, levavam de volta as correspondências existentes. O 7º Correio-Mor do Reino “Luiz Gomes da Mata Neto” obteve, como dito anteriormente, em 1657, a nomeação para 1º CorreioMor das Cartas do Mar. A partir desse momento o Brasil passa a receber tratamento de província por parte do reino português. Em 25 de janeiro de 1663, institui-se o primeiro serviço postal no Brasil, com a nomeação do Alferes João Cavalero Cardozo para Correio-Assistente na Capitania do Rio de Janeiro; Manuel Teixeira de Carvalho, assistente na Bahia, e Manuel da Fonseca Feio para assistente em Pernambuco. Foram todos referendados no cargo de aprovação real de D. Afonso VI (1656 - 1668) conforme provisão dirigida ao Governador Geral da Província do Brasil, o Mestre de Campo Francisco Barreto de Menezes, com sede na Bahia. O Correio-Assistente da Bahia foi despachado da Corte em 6 de junho de 1663, do Rio de Janeiro em 19 de dezembro de 1663 e o de Pernambuco em data desconhecida. Entre os anos de 1663 e 1797, quando houve a modificação da estrutura dos correios com o fim dos Correios-Mores e conseqüente estatização desses serviços, os correios no Brasil praticamente não existiram. Não se conhece, até agora, nenhuma carta escrita por populares; somente as cartas oficiais existem, e estão arquivadas em repartições, arquivos públicos e museus. Os correios funcionavam, nesse tempo, por favor, incumbindo-se dessa tarefa viajantes ou portadores especiais. A remessa entre os portos brasileiros era feita por pequenas embarcações costeiras. A que seguia para Portugal era transportada por navios conhecidos por “Paquetes”. A distribuição da correspondência recebida era feita, geralmente, nos Palácios dos Governadores ou em outros prédios públicos. No Rio de Janeiro a distribuição era feita por pregoeiros, nas sacadas do Paço, que gritavam o nome do destinatário, sendo então a carta atirada a quem a reclamasse, pela janela. O desenvolvimento do sistema de Correios sob o controle dos Correios-Mores sofreu dificuldades de toda ordem no Brasil. O privilégio de Correio-Assistente do Rio de Janeiro, em 1710, pertencia a D. Isabel Cafaro (tutora de seu filho menor Luis Vitório de Souza Coutinho da Mata), que nomeou para a capitania de São Paulo e todos seus distritos, Sebastião Alves da Costa e José Alves da Costa como substituto, que não puderam assumir suas funções pela recusa da população em cumprir a Carta-Régia de 12 de fevereiro de 1711, na qual se instituíam os serviços de Correios nas terras paulistas. As razões da negativa eram as possíveis “opressões que se lhes pressagiavam”. Em 1730, o Governador da Capitania de São Paulo proibia o estabelecimento de Correios terrestres. Outro fato interessante refere-se a um trecho do “Diário da Navegação do Rio Tietê, Rio Grande e Rio Guatemy”, escrito pelo sargento-mor Theotônio José Juzarte, em data de 10 de maio de 1769. Ali, encontra-se a indicação de como se fazia, naquela época, o transporte das cartas no interior paulista. “Ao pé de uma grande árvore, junto a um dos pousos de bandeirantes e viajantes, fazia-se uma enorme “CAVA” onde colocavam as cartas que ali ficavam até que outro viajante, 12 quando ali passasse, retirava as que se destinavam às localidades por onde passaria e, assim, as entregava”. Constituía essa prática um verdadeiro cooperativismo. Outra grande dificuldade para o desenvolvimento dos serviços de Correios em terras brasileiras era a total inexistência de estradas. O transporte das cartas entre as províncias era feito somente por mar, pela navegação costeira. O desenvolvimento das trocas comerciais entre Rio de Janeiro e São Paulo passava necessariamente pela criação dos Correios terrestres entre as duas províncias, já que, via navegação costeira, a travessia era constantemente atacada por corsários. Não dispondo de meios eficazes para combater os corsários, o Capitão-General de São Paulo da época, Rodrigo Cézar de Menezes, decidiu ligar Piratininga ao Rio de Janeiro. Não obteve sucesso em sua empreitada em razão dos habitantes de Parati lhe embargar os passos e em seguida, os jesuítas - donos de uma grande fazenda em Santa Cruz, mais tarde confiscada pelo Marquês de Pombal -, que impediram o prosseguimento da construção da tão desejada estrada. D. João V (1689 - 1750), finalmente, em 1733, através de nova Carta-Régia em 22 de abril, determinava que se fizesse a ligação por terra entre Rio e São Paulo. Os proprietários das terras protestaram, dificultaram até onde não podiam o processo, até que finalmente pronta, começou o desenvolvimento comercial entre as duas províncias. À medida que o comércio crescia a estrada ia sendo melhorada, e com isso, já não era tão penosa a viagem. Ao passar do tempo, a necessidade do serviço postal aumentava, e finalmente, em 11 de outubro de 1772, o Capitão-General de São Paulo, Dr. Luiz de Souza Morgado de Matheus, ordenou a criação de nosso primeiro serviço postal terrestre. “O Correio de São Paulo-Rio”, inicialmente, não funcionou, seja por não existir nessa nossa terra pessoas de muitas letras, seja por não estarem elas acostumadas às trocas de correspondência. Foi somente em 1º de setembro de 1773, que o serviço postal terrestre entre as duas cidades foi oficialmente inaugurado. Estabeleceuse que todos os Capitães-Mores da zona onde se assentava a estrada, seriam os responsáveis pelo funcionamento das paradas e trocas de cavalos, para que as cartas seguissem imediatamente. A frequência estabelecida era de uma vez por mês. Já era alguma coisa o fato de qualquer pessoa poder receber uma carta pelo menos a cada trinta dias, embora escrever cartas não fosse o forte de nossa população analfabeta. Após a estatização dos Correios em 1797, D. Maria I promulga o Alvará de 20 de Janeiro de 1798, criando o “Correio Marítimo Regular entre Portugal e Brasil” e o “Correio Terrestre Regular no Brasil”. Em maio de 1798, foi estabelecido o Correio Marítimo entre Portugal e o Brasil com dois “Paquetes” partindo de Portugal de dois em dois meses, sendo um com destino aos portos de Assu e Salinas no norte do país (Pará), com escalas em Pernambuco e Maranhão, e outro para o Rio de Janeiro com escala em Salvador na Bahia. A partir desse ano, surgem as marcas postais sobre os envelopes. 13 A vinda da Família Imperial Portuguesa para o Brasil, em 1808, fugindo das tropas napoleônicas permitiu ao Príncipe Regente D. João abrir os portos brasileiros às amigas (Carta-Régia de 28/01/1808). Inicia-se a partir de então, uma intensa troca de correspondência entre os países, devido à grande quantidade de pessoas (cerca de 20 mil) que acompanharam a Família Imperial e que deixaram em terras portuguesas muitos familiares. O Príncipe Regente decreta o “Regulamento Provisional para a Administração Geral dos Correios da Corte e Província do Rio de Janeiro”, em 22 de novembro de 1808, sendo esse o primeiro regulamento postal brasileiro. Apesar de todo o empenho, o Governo português não conseguiu dispor de uma frota que satisfizesse suas necessidades. Além do mais, a situação na Europa, naquele momento, era um caos, com as invasões francesas e a retirada da Família Imperial de Portugal. Esses fatos impediram de estabelecer-se um sistema eficaz de transporte naval que assegurasse, por sua vez, a eficiência do sistema postal. Em razão dessa carência, o desenvolvimento dos Correios teve que basear suas trocas de correspondência entre Portugal e Brasil nos navios mercantes e nos navios de guerra portugueses. Por outro lado, devido à abertura dos Portos às nações amigas, e sendo a Inglaterra o país com o qual Portugal mantinha laços de amizades, cooperação e tratados de defesa, foi a nação que, além de Portugal, teve a autorização para aportar em terras brasileiras. A dependência financeira com a Inglaterra era um fato inconteste, estando Portugal em estado de guerra com os franceses e não sendo a Espanha país no rol de suas relações de amizade (desde alguns séculos), em razão de disputas na América, esse apoio só poderia vir dos britânicos, pois os mesmos, inclusive, participavam ativamente das lutas contra o invasor francês em solo português. Essa é a razão pela qual a grande maioria das cartas, do período do Brasil - Colônia até o Brasil-1º Império, serem enviadas do Brasil para Portugal e Inglaterra. Os demais destinos são raríssimos ou praticamente inexistentes. É preciso lembrar, além do mais, que as imigrações de colonos da Europa para o Brasil iniciaram-se de maneira mais positiva por volta de 1850, porém só de 1870 em diante, a quantidade de imigrantes cresceu de forma substancial. No tempo de D. João VI (1792-1826), em 1808, o Governo havia decretado que estrangeiros podiam ter terras no Brasil, para incentivar a colonização. Antes da Independência houve tentativas oficiais de se estabelecer alguns núcleos de colônias de imigrantes alemães, suíços e açorianos no Espírito Santo, Rio de Janeiro e em menor escala em Santa Catarina. Todos para formarem pequenas propriedades, bem diferentes da de alguma mão de obra importada por uns poucos fazendeiros de café, que ofereciam o regime de meação aos possíveis interessados. São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, estava todo formado por colonos estrangeiros desde 1824. Entretanto, a grande maioria deles sequer sabia ler, quanto mais escrever. Da célulamater da colonização alemã, São Leopoldo, outras se formaram e deram origens às cidades de Joinville (1851), Blumenau (1854) e Brusque (1860). A preocupação com o incentivo à imigração estrangeira em nosso país está bem traduzida pelo artigo 13, parágrafo I do Decreto 254, de 29 de 14 novembro de 1842, que introduziu o selo no Brasil com a obrigação do porte pago adiantado, que declara que as cartas dos imigrantes para seu país de origem eram isentas de porte. De qualquer maneira, as primeiras décadas do Século XIX foram as do transporte de correspondência somente por navios portugueses e ingleses. No dia 19 de fevereiro de 1810, no Rio de Janeiro, foram assinados três tratados em nome do Príncipe Regente de Portugal, Dom João, com a Inglaterra, pelos Ministros Plenipotenciários, Senhor Dom Rodrigo de Souza Coutinho pelo Brasil, e Sir Percy Clinton Sidney - Lord Standford, em nome de Sua Majestade El Rei do Reino-Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, Jorge III; um “Tratado de Amizade e Aliança”, com 11 artigos, outro “Tratado de Comércio e Navegação” com 34 artigos; e uma “Convenção sobre o estabelecimento dos Paquetes” com 13 artigos. Esse último estabeleceu as condições da ligação entre os domínios de Portugal e a Grã-Bretanha pelos paquetes ingleses e conseqüentemente, navios mercantes ingleses foram autorizados a transportar, eventualmente, a mala de correspondência que se destinasse dos portos brasileiros aos portos ingleses e vice-versa. Essa situação permaneceu inalterada até 19 de julho de 1828, quando Portugal, após reconhecer a Independência do Brasil, modificou, nessa data, as relações de troca da correspondência entre os dois países e passou a dar tratamento às cartas oriundas de e para o Brasil, como de país estrangeiro. Os navios portugueses não mais tinham a obrigação de transportar as malaspostais oriundas do Brasil, passando esse serviço a ser prestado por navios mercantes de todas as nacionalidades, que por nossas terras aportassem, inclusive para as correspondências destinadas a Portugal4. 3. A CRIAÇÃO DOS CORREIOS EM MINAS GERAIS, NO SÉCULO XVIII Separada da de São Paulo em 1720, a nova Província das Minas Gerais carecia de maior ligação com o limítrofe, concentrado que estava o seu comércio praticamente com a Corte, no Rio de Janeiro; a principal atividade econômica era a extrativa de metais e pedras preciosas. O isolamento e a falta de notícias gerava descontentamento entre os moradores provocando a manifestação de integrantes da Câmara de Vila Rica, em 3 de julho de 1727 e poderia ser considerada a primeira iniciativa do poder público visando a criação de Correio regular entre as Minas e a Corte. 4 Paulo R. Comelli (in Mosaico nº 5 - julho 1992 - fls. 9 a 13) 15 Invocando seu poder, não autorizou o Rei, em carta de 26 de abril de 1730, a adoção dos Correios, e que gerou despacho do então Governador da Província, em 16 de junho de 1731, cancelando qualquer iniciativa naquele sentido, fornecendo, inclusive, certidão ao Rei, datada de 20 de julho de 1731, sobre o assunto. Há referência em 1737 ao pedido de pagamento por serviços prestados no transporte de cartas por cidadão do Rio de Janeiro, e que levou cerca de 2 anos para ser cumprido. Em 1764, tratou o Rei de implantar a substituição de animais de carga, cavalos em geral, por bestas muares, mais resistentes. Dessa providência, encontramos a carta a seguir mostrada, com o seu texto original, provavelmente a peça mais antiga conhecida que trata deste assunto, bem como sobrecarta de 12 de agosto de 1770, muito seguramente já transportada pelo novo sistema de bestas muares criado e igualmente peça filatélica (da coleção de Everaldo Santos) mais antiga conhecida, anterior à implantação do sistema de Correios no Reino, que se deu em 1798, como se viu acima. Nenhuma referência se encontrou no lapso de tempo decorrido entre estes fatos e a Regulamentação dos Serviços Postais, com o Alvará de 20 de Janeiro de 1798 e o Regulamento Provisional de 1º de abril de 1799, que são os marcos iniciais dos serviços de correios, como entendemos hoje, colocando um ponto final no sistema de Correios Mores então vigente. Em quatro de Junho de 1798 é comunicado ao Governador das Minas Gerais, Bernardo José de Lorena pelo Conselheiro de S. Majestade, Conde de Resende, a “séria consideração do estabelecimento do Correio terrestre para a correspondência entre esta Capitania e a de Minas Gerais e Goiás” em correspondência onde pedia informações e prestava alguma. Em 22 de agosto do mesmo ano, o Senhor Governador das Minas comunicava a inexistência de Correios na Província e invocando o Alvará de 20 de Janeiro e a carta de Junho passado, submete à apreciação do Conselho de Sua Majestade um esboço de Instruções e Regulamentos sobre como deveriam funcionar ditos Correios no interior da mesma, conectando as comarcas então existentes (Vila Rica, sede da Capital com o mesmo nome; Rio das Velhas, tendo como Cabeça o Sabará; Rio das Mortes, como Cabeça, São João D’El Rei e Serro Frio, com a Vila do Príncipe) e a Vila do Paracatu, no extremo Noroeste, próximo da Capitania de Goiás. Alguns dados altamente relevantes e por que não dizer, também curiosos, pelas incontáveis demonstrações de respeito e submissão aos governantes, com excessivos salamaleques e mesuras, cuja autenticidade, hoje se sabe, decorria da extrema dependência da Corte, mas já era, entre os mineiros, contestada. Fizemos as colocações em português atual, mantendo apenas as colocações originais, já que é grande a diferença de redação e gramática decorrida tantos anos. Mantivemos termos intactos e em alguns casos, colocamos uma interpretação, que julgamos necessárias, pois termos da época possuem hoje conotação bem diversa. 16 4. BREVE HISTÓRIA DE POÇOS DE CALDAS A região onde se localiza o atual Município de Poços de Caldas foi inicialmente habitada pelos indios Cataguases que, em 1675, ofereceram combate e venceram a célebre bandeira de Lourenço Castanho, cognominado “O Velho”. Somente em meados do século XVIII verificou-se o seu desbravamento propriamente dito. Os desbravadores penetraram o Planalto, abrindo vias de comunicação para as novas “descobertas’’ ou socavões, em pesquisas infrutíferas, através dos braços do rio Pardo. Três fatores influíram no desenvolvimento social e econômico deste período: a busca de ouro, a abertura de estradas - que facilitassem a fiscalização e dificultassem os contrabandos - e ainda a procura de “água santa”, para fins medicinais. Como até meados do século XVIII a “única coisa que dava valor aos territórios novos, motivando sua ocupação e povoamento, era a descoberta de ouro”, a região só foi ocupada e povoada quando terminada a era da mineração e iniciado o “ciclo pastoril’. Com a busca de pastagens para manter a pecuária valorizou-se a região dos “Campos de Caldas’’, como passou a ser chamado o local. Com isto, facilitou a instalação do núcleo pastoril que, economicamente, substituiu a lavra e grupiara. Entre os que vieram para os “Campos de Caldas”, nos últimos anos de 1700, encontrava-se o Padre Manoel Gonçalves Correia, que instalou uma fazenda no “Monte Alegre”, junto à fronteira paulista. Lá ergueu uma ermida, a primeira igreja da região, dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Os povoadores foram aumentando e com sua propulsão, promovendo o recuo da divisa; se no “ciclo do ouro” era o descobrimento das novas minas que trazia a massa invasora, no “ciclo pastoril” a corrida pelas zonas das “campinas” fez com que o fenômeno se repetisse. Em 1700, nas suas últimas décadas, toda a zona de Caldas era completamente despovoada. A região deserta entre as duas Capitanias estava, pois, limitada por duas estradas paralelas - a Estrada de Goiás, pelo lado paulista, e, pelo lado mineiro, as “antigas picadas reabertas por Luís Diogo, passando por Cabo Verde, Campestre e Ouro Fino”. Foi em 1776 ou 77, que o guarda-mor Veríssimo João de Carvalho, anotado pelo “Cabo do Registro de Ouro Fino”, fez a “tranqueira” que lhe tomou o nome. Ordenou-lhe a feitura o Governador da capitania de Minas Gerais, “para divisão entre as duas capitanias” e mandou que daquela tranqueira para dentro não se adiantasse “uma só polegada aos súditos de Minas, e nem se consentisse que por parte da Capitania de São Paulo se entrasse para a de Minas um só palmo”. Os paulistas, na “marcha para o Oeste” em demanda de pastagens, pulavam as tranqueiras e arrancavam os moirões de posse como tinham feito no “ciclo do ouro” e assim iam invadindo 17 o Planalto. O recuo da divisa foi o curioso fenômeno que ligou geograficamente a Região do “planalto da Pedra Branca”, também chamada “maciço de Poços de Caldas”, ao desenvolvimento social e econômico da Capitania de Minas. Começou com a expulsão do paulista Bartolomeu Buenos do distrito de Campanha, em 1743, e terminou com a disputa entre a Câmara de Caldas e a de São João da Boa Vista, na Fazenda do óleo (atual município de Andradas), por ocasião do inventario de Antônio Martiniano de Oliveira, em 1874. Quando das costumeiras penetrações realizadas pelos aventureiros da época, foram descobertos, em meio do planalto, os poços de água quente, cujo valor medicinal foi de pronto constatado. Nasceu desse fato o constante crescimento do lugarejo que imediatamente se formou nas vizinhanças dos poços. Esta data é considerada a de fundação da cidade de Poços de Caldas. O nome de Caldas veio da tradição portuguesa relacionada com as águas de igual nome existentes em Portugal. Inicialmente era a freguesia de Nossa Senhora da Saúde das Águas de Caldas. Desde 1886, funcionava na cidade uma casa de banho, utilizada para tratamento de doenças cutâneas, na qual já era utilizada a agua sulfurosa e termal da Fonte dos Macacos. Poços recebeu seu primeiro visitante ilustre, o Imperador Dom Pedro II, em outubro de 1.886. O mesmo esteve acompanhado da Imperatriz Dona Tereza Cristina para inauguração do ramal da Estrada de Ferro Mogiana. Foi elevada a vila, com sede na povoação de Nossa Senhora da Saúde de Poços de Caldas e a denominação de Poços de Caldas, em 1889, tendo sido desmembrada do município de Caldas. Com o aumento considerável do número de veranistas que procuravam Poços de Caldas para repouso ou tratamento e o crescimento de seu renome como estância hidroterápica, foi iniciada, em 1888, a construção do primeiro estabelecimento balneário. Ao presidente Antônio Carlos Ribeiro de Andrada deve Poços de Caldas apreciáveis melhoramentos, que a tornaram a primeira Estância Balnearia da América do Sul. A prosperidade e o luxo tiveram seu grande momento em Poços de Caldas enquanto o jogo esteve liberado no Brasil. Pelos salões do Palace Casino e do Palace Hotel desfilava a “nata” da aristocracia brasileira e até de outros países. O presidente Getúlio Vargas tinha uma suíte especial no hotel, co a mesma decoração da que ele usava no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, então capital do país. A proibição do jogo, em 1946, e a descoberta do antibiótico tiveram forte impacto para o turismo da cidade. O termalismo deixou de ser a maneira mais eficaz de tratar as doenças para as quais era indicado. E os cassinos foram fechados. A economia de Poços sofreu um grande abalo, mas logo encontrou uma alternativa ao entrar no “ciclo da lua-de-mel”, quando tornou-se elegante passar as núpcias na cidade e o turismo consiguiu fôlego para sobreviver. Depois deste período, o perfil do turista que visita Poços mudou. A classe média e grandes grupos passaram a frequentar as termas, a visitar as fontes e outros pontos de atração da cidade, antes retrito à elite. 18 Gentílico: poços-caldense Formação Administrativa: A 6 de dezembro de 1879, pela Lei provincial n.° 2.542, foi o distrito elevado à categoria de freguesia, integrando o termo de Caldas. A Lei n.° 3.659, de 1.° de setembro de 1888, criou, com sede na povoação de Nossa Senhora da Saúde de Poços de Caldas e território desmembrado do Município de Caldas, o de Poços de Caldas, cuja instalação se verificou a 31 de maio de 1890. A Lei estadual n.° 2, de 14 de setembro de 1891, confirmou a criação do distrito-sede do Município de Poços de Caldas, que, na Divisão Administrativa de 1911, aparece constituído de um só distrito. Os foros de cidade à sede foram concedidos pela Lei estadual n.° 663, de 18 de setembro de 1915, permanecendo o Município até a presente data com um só distrito, o da sede. Pela Lei municipal n.° 365, de 3 de junho de 1954, foi considerada a data de 6 de novembro de 1872 como de fundação da cidade. Foi elevada a categoria de 2ª entrância pela Lei n.° 887, de 24 de fevereiro de 1925, e à de 3ª, pela de n.° 1.098, de 22 de junho de 1954. Inicialmente constituída de 2 Termos: o da sede e o de Botelhos, foi este último desmembrado pelo Decreto-lei n.° 2.904, de 15 de fevereiro de 1948. A Comarca foi criada pela Lei estadual n.° 663, ocorrendo sua instalação a 20 de janeiro de 1917, em cumprimento do Decreto estadual n.° 4.687, de 19 de dezembro de 1916. Agência postal: criada em 1º de julho de 1874 segundo o Relatório de 1890 e 1º de março de 1874, de acordo com os Livros 92, fls.82 e 112, fls. 2, do Departamento de Correios e Telégrafos. Peças circuladas pelos Correios de Poços de Caldas, integrantes da coleção do filatelista mineiro Dr. Márcio Hamilton Proetzner de Oliveira, residente em Belo Horizonte. Bilhete Feijó – 5 Bilhete Postal circulado de Poços de Caldas (17 Maio de 1906) para São Paulo (17 Maio), transportado por estafeta através da EFM – Ramal de Caldas – até Cascavel hoje Aguaí, já em território paulista, em seguida pela mesma estrada de ferro – Linha Tronco – até Campinas, a partir daí até Jundiaí pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro – Linha Tronco – e em seguida pela São Paulo Railway (Inglesa) ao destino, pré-franqueado com porte de 50 réis, porte de bilhete postal simples interno, de acordo com a Lei nº 489, de 15 de dezembro de 1897. 19 Pirapora Envelope circulado de Poços de Caldas (22 Fev. 1903) para Pirapora (São Paulo), atual Pirapora de Bom Jesus, transportado por estafeta ambulante ferroviário através da EFM (1º Trem – Ambe Mongyana – 3 terceiro I.- 22 fev.) – Ramal de Caldas – até Cascavel, hoje Aguaí, já em território paulista. Em seguida pela mesma estrada de ferro – Linha Tronco – até Campinas, a partir daí até Jundiaí pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro – Linha Tronco - e em seguida pela São Paulo Railway (Inglesa), a São Paulo, daí pela Estrada de Ferro Sorocabana até Barueri e em seguida, por estafeta terrestre, passando por Parnaíba, até o destino, com franquia isolada e porte de 200 réis, correspondente ao 1º porte (até 15 gramas) simples interno, de acordo com a Lei nº 489, de 15 de dezembro de 1897. Bilhete palmeiras - 6 Bilhete Postal circulado de Poços de Caldas (8 Ago. 1902) para São Paulo (9 Ago.), transportado por EFM (Ambe Mongyana – 8 Ago.) – Ramal de Caldas – até Cascavel, hoje Aguaí, já em território paulista, em seguida pela mesma estrada de ferro – Linha Tronco – até Campinas, a partir daí até Jundiaí pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro – Linha Tronco - e em seguida pela São Paulo Railway (Inglesa) ao destino, pré-franqueado com porte de 50 réis, porte de bilhete postal simples interno, de acordo com a Lei n] 489, de 15 de dezembro de 1897. 20 Carta dos Botelhos – 4 Envelope circulado de São José dos Botelhos (15 Out. 1905), atual Botelhos, para Poços de Caldas (15 Out.), transportado por estafeta terrestre, com franquia isolada e porte de 200 réis correspondente ao 1º porte (até 15 gramas), simples interno, de acordo com a Lei nº 489, de 15 de dezembro de 1897. 21 COLEÇÕES INSCRITAS NA EXPOSIÇÃO SUL DAS GERAIS E RESPECTIVOS QUADROS EXPOSITIVOS TRADICIONAL - GRUPO I - BRASIL Antônio Perez Peixoto A Brazilian Republic Pattern: Grammy (1920 - 1942) 001-008 Fernando S. Silvano Império do Brasil 009-013 José Maria Gotti Alvarenga Selos Postais - Casa da Moeda - Período 1881-1889 014-018 Marcos Chusyd CASA DA MOEDA - 1881 – 1888 019-026 Roberto Corniberti Estudo das Duas Chapas Alteradas do 100 réis de D. Pedro, Barba Preta 027-031 Rubem Porto Jr. Emissão Brasileira 1954-1964 - O Padrão Bisneta 032-039 Rubem Porto Jr. Brasil: Emissão ABN 1904-1918 (Cabral, Próceres e Efígies Republicanas) 040-044 Walter Gonçalves Taveira Numerals of the Empire of Brazil 045-052 22 TRADICIONAL - Grupo III - Restante do Mundo Paulo Sá Machado Emissão Camões 1924 - 4º Centenário do Nascimento do Poeta e Emissões Sobrecarregadas pela Cruz Vermelha 053-057 Valentin Suarez Alonso Vaticano 058-062 Walter Gonçalves Taveira Grã Bretanha 1837-1901 - A Gênese e o Uso do Selo Postal 063-070 HISTÓRIA POSTAL - Grupo I – BRASIL Márcio Hamilton Proetzner de Oliveira As Rotas Postais Terrestres em Minas Gerais Sobre a Emissão 1894-1906 071-075 Paulo Henrique Sardinha Paris District Bureaux 1849-1863 076-080 Rubem Porto Jr. Province of Rio de Janeiro Postal Services During the Brazilian Empire 076-083 William Chen Brasil - Portugal Maritime Mail 084-088 23 HISTORIA POSTAL - Grupo II - Américas (exceto Brasil) Roberto Eaton Paraguayan Chaco War Correspondence 1930 089-096 HISTORIA POSTAL Grupo III - Restante do Mundo Adelino Caravela O Serviço Telegráfico Português (1857-1927) 097-104 Avelino da Silva Vale España - Tarjetas Postales Oficiales - Siglo XIX 105-109 Paulo Henrique Sardinha Paris Postal Bureaux 1849-1863 110-114 Walter Gonçalves Taveira A História Postal do Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte 115-119 INTEIROS POSTAIS Rogério Dedivitis Cintas do Brasil 123-127 William Chen Great Britain - Victorian Postal Stationary 128-132 24 SELOS FISCAIS Dila Eaton Postal Stamps of Paraguay XIX Century 133-137 Dila Eaton Oficiales del Paraguay 138-142 José Romeu Porto Lima Revenue Stamps of Brazil Empire 143-150 Luiz Reginaldo Fleury Curado Estampilhas Fiscais de Minas Gerais 151-155 Luiz Reginaldo Fleury Curado England: Cypher Labels 1694-1910 156-160 AEROFILATELIA Adrianus W. Vogelaar O Correio Aéreo no Auge da Era Zepellin - 1924-1939 161-165 TEMÁTICA Aparecida Portilho Salazar Gênios da Pintura 166-167 25 Ayrton Penedo Uma Luz na Escuridão 168-172 Carlos Dalmiro Silva Soares Petroleum: The Black Gold 173-178 Carlos Dalmiro Silva Soares Nuclear Energy 179-184 Daniel Rodriguez Novoa Faros del Mundo – La Luz Del Buencamiño 185-189 Décio Sodrzeieki Orquídeas 190-194 Demétrio Delizoicov Une Presence Remarquable 195-199 Emanuel Oliveira Nunes Cajá O Eterno Amigo do Homem 200-201 Ernesto Knauer Arte Japonesa - Tesouros da Humanidade 202-206 Fernando Cavalcante Veiga Senhoras e Senhores, com vocês... A televisão! 207-211 26 Flávio Brancalhão Mens Sana, Corpo Sadio 212-216 Francisco Azevedo Cavalcante Suiça Geral 217-221 Francisco Maurício Barbosa Simões O Virus Philatelicus 222-226 Ginaldo Bezerra da Silva Aquarela do Brasil-Ensaio da História e Cultura-(Das Origens a 1889) 227-231 Ginaldo Bezerra da Silva Aquarela do Brasil-Ensaio da História e Cultura-(Da República ao Séc. XXI) 232-236 Ivanildo Henrique Teles Maçonaria: Desbastando a Pedra Benta 237-240 Jorge Martinez Baz Esse Desconocido Princípio 241-245 José Angel Gandara Rodriguez Colon - Rumbo las Índias 246-253 José Carlos Venciguera Viagem ao Infinito 254-258 27 José Jackson L. Albuquerque Xadrez: Jogo, Ciência e Arte 259-261 Lúcia de Oliveira Milazzo Castelos e Igrejas da França 262-266 Luiz Paulo Rodrigues Cunha Sun, Sea, Surf and Sand - The Discovery of the Beach 267-274 Marcelo Bidart da Silva Civilizações Pré Colombianas na América do Sul 275-279 Maria das Graças Oliveira Cuba - História de Um Povo 280-283 Maria das Graças Oliveira O Papel da Mulher na Sociedade 284-288 Reinaldo Basile Jr. Corridas de Rua 289-293 Roberto Basso Memories of a Scout Neckerchief 294-298 Roberto João Eissler Do Número à Matemática 299-303 28 Roberto Rocha Melo O Risco da Volta ao Caos 304-308 MAXIMAFILIA Ernani Santos Rebello Encurtando Distâncias e Facilitando a Vida - A Evolução dos Meios de Transportes 309-313 Ítalo João Pagni Turismo no Brasil é o Máximo 314-318 JUVENTUDE - Seção O - até 12 anos de idade Débora Marchesan Cunha Este Curioso Mundo Animal 319-320 Felipe Cesar B. Silvano Santo D. Bosco: Ontem, Hoje e Sempre 321-322 João Paschoal Duarte Porto Da Terra à Lua 323-324 JUVENTUDE - Seção A - de 13 a 15 anos de idade Mateus V. Albuquerque Agenda Filatélica 325 29 JUVENTUDE - Seção C - de 19 a 21 anos de idade Felipe Henrique Figueiredo França A Evolução dos Transportes 326-329 Mariana Barbosa Simões Uma Viagem Sobre as Águas 330-332 Saulo Henrique Alves Asas da Natureza 333-335 Saulo Henrique Alves Um Sonho em Asas 336-339 UM QUADRO – TRADICIONAL Adelino Caravela A Caravela Portuguesa 340 Adelino Caravela O Período Privado do Ofício de Correio Mor 341 Almir Bufalo História Postal de Jundiahy 342 Antônio Carlos Fernandes Erros e Acertos nos Carimbos Comemorativos, Propagandísticos e Obliteradores 343 30 Antônio Luis Pinto Fernandes Selos Fiscais de Portugal - Documentos Selados 344 Fernando C. Silvano Primórdios dos Correios em Piracicaba 345 Hugo Nestor Ciavanttini Retrospectiva de um Novo Estado de Israel - 1ª Emissão 346 José Maria Gotti Alvarenga Selos Postais do Período Imperial com Carimbos Mudos 347 Márcio Hamilton Proetzner de Oliveira As Cabeças Trocadas de 200, 500 e 700 réis no Selo de 100 réis da Emissão 1894-1906 348 Paulo Henrique Sardinha Dominiun of Canadá - Estudo da Emissão de 1868-1876 “Large Queen Issue” 368 Roberto Eaton Segunda Conferência Paz del Chaco 350 Roberto de Azevedo Moreira Filho Acidentes de Picotagem 351 Rubem Porto Jr. The Postal History of FEB (Brazilian Expeditionary Forces) during II World War 352 31 Rubem Porto Jr. A.P.O. (Army Post Office): O Serviço Postal Militar Norte-Americano no Brasil Durante a II Guerra Mundial 353 Rubem Porto Jr. Marcas Postais Especiais, Etiquetas e Taxas Obrigatórias Brasileiras 354 Rubem Porto Jr. O Uso da Emissão Próceres como Pagamento de Vales Postais 355 Walter Gonçalves Taveira Numerals of The Brazilian Empire: Forgeries and Fac Símiles 356 UM QUADRO - TEMÁTICA Agnaldo de Souza Gabriel O início, o fim e o meio: Uma Homenagem a Raul Seixas 357 Almir Bufalo Nadando em Busca da Glória 358 Carlos Fernando Knauer Matemática: Dos Primórdios aos Dias de Hoje 359 Celso Figueiredo de Almeida Filho Energia Elétrica no Brasil 360 32 Cybele do Egypto Meu Aluno Darlan Rosa 361 Fábio Serra Flosi Circuito Integrado - o Chip que Mudou o Mundo 362 Fernando C. Silvano Pelé - um Rei de Três Corações 363 Francisco Maurício Barbosa Simões As Tuas Mãos 364 Frederico Guerra da Silva Heróis Nacionais no Livro de Aço 365 Ginaldo Bezerra da Silva Na Cidade Maravilhosa: Visite o Corcovado e o Pão de Açúcar 366 Glauber Silva Motta Desertificação, o Mundo em Alerta 367 Hugo Nestor Ciavanttini A los Barcos Vikingos 368 Ítalo João Pagni Filatelia e Numismática: Colecionismo Unindo Valores 369 33 Júlio Silva de Souza Bueno Chiroptera - Asas nas Mãos 370 Maria das Graças Oliveira Che - O Guerrilheiro Heróico 371 Maria das Graças Oliveira Lênin - O Gênio da Revolução Proletária 372 Maria Irene Taxa Sá Machado Travancore 373 Mario Celso Vanzan O Mundo é uma Bola - Futebol: a Arte nas Copas do Mundo 374 Paulo Weinhardt Sessola Brasília, Uma Senhora de 50 anos 375 Roberto de Azevedo Moreira Filho Os Verdadeiros Direitos da Criança 377 Roberto de Azevedo Moreira Filho Formas Estranhas 378 Theobaldo Antônio Zampieri Os Irmãos Grimm - Era Uma Vez 379 34 Valter Orlindo da Silva Passos do Homem para Alçar Vôos 380 Valter Orlindo da Silva Homem: Conheça Suas Próprias Mãos 381 Souvenir para Expositores e Apoiadores Concepção Artística 35 36