UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE ENGENHARIA CIVIL FLAVIO SOUZA NETO PROPOSTA DE UM MODELO DE COORDENAÇÃO DE PROJETOS PARA UMA EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL – ESTUDO DE CASO CRICIÚMA, JUNHO DE 2010 1 FLAVIO SOUZA NETO PROPOSTA DE UM MODELO DE COORDENAÇÃO DE PROJETOS PARA UMA EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL – ESTUDO DE CASO Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Engenheiro Civil no curso de Engenharia Civil da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Orientadora: Prof. Mônica Elizabeth Daré. CRICIÚMA, JUNHO DE 2010 2 FLAVIO SOUZA NETO PROPOSTA DE UM MODELO DE COORDENAÇÃO DE PROJETOS PARA UMA EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL – ESTUDO DE CASO Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Engenheiro Civil no curso de Engenharia Civil da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Criciúma, 23 de junho de 2010. BANCA EXAMINADORA Prof.ª Mônica Elizabeth Daré – Esp. Eng. (UNESC) - Orientadora Profª Evelise Chemale Zancan – Mestre Eng. (UNESC) Engº Emílson Brugnara – Engenheiro Civil (CRICÍUMA CONSTRUÇÕES) 3 Dedico este trabalho aos meus pais e ao meu irmão que sempre estiveram comigo durante a faculdade. 4 AGRADECIMENTOS Aos meus familiares, especialmente meus pais que, em todos os momentos, me incentivaram nessa caminhada. Ao meu irmão, que sempre esteve junto comigo. À minha orientadora, Professora Mônica Elizabeth Daré, pelas diretrizes seguras, pelo pertinente incentivo e pelos conhecimentos transmitidos à minha vida acadêmica. Aos professores e à Coordenação do Curso, pelo apoio e conhecimentos compartilhados. Aos companheiros de estudo, pelos momentos bons e difíceis, também pela amizade que se firmou durante este período acadêmico. Aos profissionais de engenharia e arquitetura, por todo apoio técnico e profissional durante o período de minha graduação. À SEC Construções Ltda, pela oportunidade de poder realizar esta pesquisa dentro da empresa. Enfim, a todos os que, direta ou indiretamente, colaboraram para a realização deste trabalho. 5 “O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis” (José de Alencar). 6 RESUMO Recentemente, o ramo da construção civil no Brasil vem se renovando e se expandindo por meio da aplicação de técnicas construtivas modernas, com o objetivo de otimizar os trabalhos; ou seja, o aumento da produtividade e a diminuição do desperdício de materiais reflete em economia para a empresa. Porém, para que isto ocorra, deve-se ter consciência da importância da implantação de uma Coordenação de Projetos, já que esta possui como atribuições de gerenciar o processo de projetos, visando à satisfação do cliente, ao fluxo de informações entre os profissionais envolvidos e à compatibilização, que é o gerenciamento de projetos com a correção de interferências físicas para que se alcancem bons padrões de qualidade nos empreendimentos. Com base nessas informações colhidas em extensa pesquisa bibliográfica, aplicou-se um questionário, contendo 25 (vinte e cinco) questões, aos funcionários da SEC Construções (Criciúma – SC), a qual atua na área de construção civil e incorporações. A partir da análise dos resultados das entrevistas, propôs-se um modelo de coordenação de projetos específica para a empresa do estudo de caso. Palavras-chave: Coordenação Compatibilização. de Projetos; Gerenciamento de Projetos; 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 9 1 OBJETIVOS .......................................................................................................... 10 2 COORDENAÇÃO DE PROJETOS ....................................................................... 11 2.1 Histórico da coordenação de projetos ........................................................... 11 2.2 Projeto de Edificações ..................................................................................... 12 2.2.1 Etapas do processo de projetos .................................................................. 14 2.3 Coordenação de projetos ................................................................................ 16 2.3.1 Tipos de Coordenação de Projetos ............................................................. 19 2.3.2 Compatibilização ........................................................................................... 20 2.4 Coordenador de projetos ................................................................................. 21 3 ESTUDO DE CASO .............................................................................................. 24 3.1 Método de pesquisa ......................................................................................... 24 3.1.1 Período de tempo da pesquisa bibliográfica .............................................. 24 3.1.2 Período de tempo do estudo de caso .......................................................... 25 3.1.3 Etapas da realização da pesquisa ............................................................... 25 3.1.4 Caracterização da empresa .......................................................................... 26 3.1.5 Caracterização dos empreendimentos do estudo de caso ....................... 27 3.1.6 Documentação e registros dos empreendimentos do estudo de caso ... 31 3.1.7 Identificação dos agentes intervenientes ................................................... 32 3.1.8 Elaboração dos questionários ..................................................................... 32 3.2 Resultados e análise do estudo de caso ....................................................... 34 3.2.1 Fluxograma do processo de projeto dos empreendimentos do estudo de caso ......................................................................................................................... 34 3.2.2 Resultados das entrevistas .......................................................................... 37 3.2.3 Modelo de proposta de coordenação de projetos ..................................... 44 4 CONCLUSÃO ....................................................................................................... 46 REFERENCIAS ........................................................................................................ 48 APÊNDICES ............................................................................................................. 50 ANPÊNDICE A: Questionário aplicado ao Diretor Administrativo ..................... 51 APÊNDICE B: Questionário aplicado ao Diretor Técnico ................................... 56 APÊNDICE C: Questionário aplicado ao Engenheiro Projetista Estrutural ...... 61 8 APÊNDICE D: Questionário aplicado ao Arquiteto ............................................. 66 APÊNDICE E: Questionário aplicado ao Engenheiro Civil ................................. 72 APÊNDICE F: Tabela 01: Processo de Projetos SEC Construções LTDA ........ 77 APÊNDICE G: Fluxograma de coordenação dos empreendimentos ................100 APÊNDICE H: Fluxograma de coordenação proposto .......................................102 9 1 INTRODUÇÃO A construção civil tem crescido e principalmente evoluído muito nos últimos anos. Com esta evolução, surgem novas técnicas, novos projetos e a necessidade das empresas se adequarem a todas essas mudanças. O grande número de construtoras e, consequentemente, a concorrência entre elas têm levado estas empresas a buscarem maneiras de permanecerem no mercado, muitas vezes, sendo obrigadas a diminuirem seus lucros. Porém, esta diminuição dos lucros não é fator primordial para a permanência no mercado, já que hoje o conhecimento de técnicas e a utilização delas podem gerar ganhos neste ramo tão concorrido e disputado. Uma das técnica considerada muito importante na construção civil é a coordenação de projetos, por meio da qual podem ser alcançados altos valores em econômia no produto final. Esta técnica consiste na busca de minimizar erros e falhas na concepção do projeto de uma edificação, evitando gastos desnecessários durante a execução e retrabalhos, além de garantir maior qualidade e satifação para os clientes. Picchi (1993) aponta que o projeto tem alta influência sobre os custos de um empreendimento e, no entanto, baixo custo direto. Assim, quanto antes uma falha for detectada, menor será o custo da correção, de tal forma que as vantagens do controle de qualidade são maiores nas etapas iniciais de planejamento e projeto do empreendimento. De acordo com Callegari e Barth (2007), o desenvolvimento de projetos sem a análise da compatibilização pode gerar consequências negativas, tais como o aumento de retrabalhos, atraso no cronograma de execução e falhas na qualidade da edificação, que frequentemente conduzem acréscimo dos custos das obras. Portanto, é evidente a necessidade da busca contínua por soluções otimizadas em todas as etapas do processo, utilizando técnicas que possam trazer benefícios e contribuições efetivas assim como antecipar e solucionar problemas garantindo que os objetivos sejam alcançados. 10 1 Objetivos 1.1 Objetivo Geral Propor um modelo de coordenação de projetos para uma construtora de pequeno porte localizada na cidade de Criciúma-SC. 1.2 Objetivos Específicos Pesquisar e analisar a bibliografia relacionada ao processo de projeto na construção civil; Elaborar o fluxograma do processo de projeto de dois empreendimentos residenciais da empresa do estudo de caso; Identificar e analisar os registros atuais utilizados no processo de coordenação da empresa; Diagnosticar os agentes intervenientes e suas percepções no atual processo de projetos; Propor um modelo de coordenação de projetos para a empresa do estudo de caso. 1.3 Justificativa Tendo em vista o crescimento do setor de construção civil e a falta de movimentação das empresas em direção à implantação de uma coordenação de projetos, optou-se por fazer um trabalho que ressaltasse a importância deste tipo de organização, por meio de explanação de informações adquiridas em estudos bibliográficos e pela opinião de funcionários da SEC Construções (Criciúma) expostas em um questionário específico sobre o assunto, e, ao final, culminasse em um manual com uma proposta de coordenação de projetos próprio para a empresa em questão 11 2 COORDENAÇÃO DE PROJETOS 2.1 Histórico da coordenação de projetos De acordo com Fontanelle (2002): a construção civil praticada no Brasil é rotulada por muitos como um setor atrasado em comparação aos outros setores industriais devido a sua baixa produtividade, que tem como origem desperdício de materiais, mão-deobra desqualificada e baixo nível de industrialização, afetando o produto final. Apesar disto, este setor é muito importante no Brasil e corresponde a aproximadamente 15% (quinze por cento) do produto interno bruto do país. Segundo Melhado (2005), a construção civil tem apresentado, nos últimos quinze anos, mudanças contínuas e progressivas em direção a um patamar mais alto na evolução como indústria. Para que isto ocorra, estão sendo estudadas e principalmente aplicadas técnicas construtivas modernas visando maior produtividade, mais economia e menor desperdício dentro do canteiro de obras. Além disso, sabe-se que a mão-de-obra também precisa ser qualificada para que estas técnicas possam ser aplicadas corretamente. Entretanto, para Maximiano (2002) “cresce cada vez mais no país o processo de coordenação de projetos no qual pode ser considerada atualmente a etapa mais importante do produto.” Silvia (2008) afirma que o setor brasileiro de construção de edifícios, frente a um mercado cada vez mais competitivo e globalizado, tem se inserido em movimentos de melhoria da qualidade. A qualidade no processo de desenvolvimento dos projetos proporciona melhoras tanto na qualidade do produto edifício, quanto na eficiência do seu processo de produção. Desta forma, Melhado (2005) explana que: a evolução da construção civil, através da racionalização, depende, sobretudo, da melhoria das fases de desenvolvimento de projetos. Também é necessário aumentar o nível de organização dos processos, determinado-se previamente as operações, procedimentos e formas de controle nas diferentes atividades. 12 2.2 Projeto de Edificações Projeto é definido como “a descrição gráfica e escrita das propriedades de um serviço ou obra de engenharia ou arquitetura, determinando seus atributos técnicos, econômicos, legais e financeiros.” (NBR 5674, 1999). Limmer (1997) define projeto como “um conjunto de atividades necessárias ordenadas logicamente e inter-relacionadas, que conduzem a um objetivo pré-determinado, atendendo a condições definidas de prazo, custo, qualidade e risco.” Maximiano (2002) afirma que projeto “é um processo construtivo, no qual as atividades têm algum grau de singularidade e duração temporária, no qual o produto também tem algum grau de singularidade e, ainda, no qual há restrições de recursos.” O projeto de uma edificação é o resultado de várias especialidades, sendo que os projetos principais (arquitetônico e estrutural) servem de base para todos os outros projetos contratados conforme mostra o quadro abaixo: PROJETO RESPONSÁVEL Fundações Engenheiro civil Arquitetura Arquiteto Estrutura portante Engenheiro civil, engenheiro mecânico Estrutura de coberturas metálicas Engenheiro civil, engenheiro mecânico Instalações preventivas de incêndio Engenheiro civil, engenheiro sanitarista Proteção contra descargas atmosféricas Engenheiro civil, engenheiro eletricista Instalações elétricas Engenheiro eletricista Instalações de comunicação Engenheiro eletricista Climatização Engenheiro mecânico Sonorização Engenheiro eletricista Exaustão Engenheiro mecânico Tratamento de esgoto Engenheiro sanitarista, engenheiro civil Instalação de água e esgoto Engenheiro sanitarista, engenheiro civil Instalações de drenagem Engenheiro sanitarista, engenheiro civil Geração de água quente Engenheiro mecânico, engenheiro civil Impermeabilização Engenheiro civil Calefação Engenheiro mecânico 13 Esquadrias e vidros Engenheiro civil, arquiteto Luminotécnico Engenheiro eletricista, arquiteto Supervisão de segurança Engenheiro eletricista Automação Engenheiro eletricista Tratamento acústico Engenheiro civil, engenheiro mecânico, arquiteto Elevadores Engenheiro mecânico Pavimentação Engenheiro civil, arquiteto Irrigação Engenheiro sanitarista, engenheiro civil Interiores Arquiteto Paisagismo Arquiteto QUADRO 1Listagem de principais projetos de edificações Fonte: Rodrigues, 2005 Souza (1995) destaca a necessidade no setor da construção civil de aperfeiçoar a elaboração dos projetos de edificações para interagir com a execução no sentido de otimizar e agregar valor ao empreendimento como produto final. Em função disto, deve-se tratar o projeto como elemento fundamental na concepção de um empreendimento. Parsekian e Furlan Jr (2003 apud Mendes, 2009) citam que: um projeto mais detalhado evita ou reduz soluções improvisadas pela mãode-obra durante sua execução, o que melhora a produtividade e a qualidade dos serviços. As soluções improvisadas consomem tempo da mão-de-obra e normalmente geram uma cascata de modificações influenciando notadamente nos prazos de execução. Além disso, quando o projeto é racionalizado e traz informações precisas, o planejamento, tanto de prazo quanto de custo, pode ser feito com precisão. Segundo Melhado (2008): diante das profundas mudanças na conjuntura econômica, as empresas construtoras vêm sendo pressionadas a alterar seus processos de produção, no sentido de reduzir custos e adequar a realidade dos produtos ofertados às condições de mercado. Afirma também que além de instrumento de decisão sobre as características do produto, o projeto influi diretamente nos resultados econômicos dos empreendimentos e interfere na eficiência de seus processos, como informação de apoio à produção. Rodriguez (2005 apud ULRICH e SPPINGER) define como projeto a representação gráfica e escrita necessária à concretização empreendimento que deve conter as seguintes informações: física do 14 Configuração geométrica espacial da edificação e em relação ao terreno; Dimensionamento dos componentes construtivos; Definição e quantificação completa dos materiais e processos de execução; Definição dos processos de montagem; Definição dos sistemas construtivos; Representação detalhada dos componentes; Definição dos requisitos de qualidade. De acordo com o uso das edificações, as estruturas modernas passaram a exigir, além dos tradicionais projetos do produto, outros projetos complementares: Os projetos do produto a executar e a compatibilizar, geralmente, compreendem: arquitetura; fundações; estrutura; elétrica; hidráulica; segurança predial (hidrantes, sprinklers, pressurização de escadas); conforto térmico e climatização (calefação, ventilação, ar condicionado e exaustão); iluminação (artificial e luz natural); sistemas e redes de telecomunicações; automação predial; tratamento acústico; arquitetura de interiores e paisagismo. (NOVAES et al., 2008). 2.2.1 Etapas do processo de projetos Rodriguez (2005) diz que “a divisão do processo de projeto em etapas serve para que o mesmo possa ser estudado e modelado com o objetivo de realizar sua gestão.” Afirma ainda que “não existe uniformidade entre os diferentes autores sobre quais são as etapas de projeto.” Esta afirmação pode ser confirmada no quadro abaixo: ETAPAS DO PROCESSO DE PROJETO Autores Melhado NBR 13531 Tzortzopoulos Rodrigues e Heineck 1994 1995 1999 2002 Idealização Levantamento Planejamento e Planejamento e concepção Programa de concepção do do empreendimento necessidades empreendimento Estudo de viabilidade Estudo preliminar Estudo preliminar Estudo preliminar Estudo preliminar Anteprojeto Anteprojeto Anteprojeto Anteprojeto Projeto Legal Projeto Legal Projeto Legal Projeto Legal Projeto para produção Projeto para execução Projeto executivo Projeto executivo 15 Acompanhamento do Acompanhamento de Acompanhamento Acompanhamento da planejamento e obra de obra e execução execução Acompanhamento Retroalimentação a partir da entrega e uso do produto Acompanhamento de uso de uso QUADRO 2 Etapas de projetos conforme autores nacionais. Fonte: Mikaldo Jr., 2006 UFRGS (2001) divide o processo de projetos em sete etapas: Planejamento e concepção do empreendimento: etapa preliminar ao processo de projeto destinada à concepção, definições, análise e avaliação do conjunto de informações técnicas e econômicas iniciais e estratégicas do empreendimento. Nesta etapa, devem ser analisadas as necessidades do empreendedor, as necessidades dos clientes e a disponibilidade de terrenos que sejam adequados ao produto definido. Estudo preliminar: esta etapa é destinada à representação do conjunto de informações técnicas, iniciais e aproximadas, necessárias à caracterização geral da edificação. Nela ocorre a definição inicial do projeto, levando-se em consideração as necessidades dos clientes potenciais do empreendimento e as características da tecnologia construtiva adotada. Anteprojeto: é a etapa destinada à concepção e à representação das informações técnicas e legais da edificação e de seus elementos, sistemas e componentes, necessários aos inter-relacionamentos das atividades técnicas de projeto e suficientes à elaboração de estimativas aproximadas de custos. O anteprojeto deve ser desenvolvido através da interação entre projetistas, consultores, e também com o setor de produção. Projeto legal de arquitetura: etapa destinada à representação das informações técnicas necessárias à análise e aprovação da concepção da edificação, seus elementos e sistemas, pelas autoridades competentes, com base em exigências legais. Além das informações anteriormente produzidas, devem ser considerados como pré-requisitos desta etapa os requisitos legais e normas técnicas de apresentação e representação gráfica pelos órgãos públicos. Projeto Executivo: esta etapa destina-se à concepção e representação final das informações técnicas da edificação e de seus elementos, sistemas e componentes, completas e definitivas, bom como de parte de seu processo de produção. Devem estar contidas ainda todas as informações anteriores, bom como padrões adotados pela empresa, além de definições provenientes da estratégia de produção do empreendimento específico bem como deve estar indicados todos os materiais utilizados, suas quantidades, os detalhes construtivos, representadas plantas, cortes e elevações que esclareçam todos os pormenores de que se constituirá a obra a ser executada. Acompanhamento da obra: etapa que engloba o acompanhamento técnico por parte dos profissionais da área de projeto da execução da obra, a avaliação do projeto por parte do setor de produção, as atividades relacionadas à entrega física da obra, os registros de modificações de projeto e a elaboração do projeto as built. O acompanhamento técnico consiste na orientação dos projetistas à equipe de produção em relação à resolução de problemas ocorridos durante a obra, e a análise e registro das principais modificações e complementações de projeto como, por exemplo, detalhes definidos em obra. É de responsabilidade dos projetistas os registros, análise das modificações solicitadas pelos clientes e criação do projeto as built. 16 Acompanhamento de uso: nesta etapa realiza-se a avaliação do desempenho da edificação construída com relação à satisfação do cliente final, e também a avaliação dos resultados financeiros do empreendimento, considerando os problemas de manutenção e reparos ocorridos. Nesta etapa, os projetistas já não têm mais o envolvimento direto, sendo que as atividades desta etapa devem ser realizadas em geral pela diretoria da empresa e os gerentes de projeto e produção. Os projetistas somente recebem informações e executam as análises pertinentes isoladamente, e também através de reuniões junto à empresa construtora. Melhado (2005) difere um pouco na divisão destas etapas embora seja unânime entre todos os pesquisadores a importância de organizar, desenvolver e controlar o processo. As etapas consideradas por ele são: Idealização do produto: etapa na qual são feito os estudos, resultando nas definições preliminares e montado o programa de necessidades do empreendimento; Desenvolvimento do produto: nesta etapa, é feito o levantamento de dados, avaliadas as soluções iniciais e realizado o estudo preliminar; Formalização: nesta fase, são criados o anteprojeto, projeto legal e o projeto básico ou projeto pré-executivo; Detalhamento: neste ponto ocorre a criação do projeto executivo e do projeto para produção; Entrega: etapa em que são finalizados os trabalhos de todas as equipes do projeto e de obra, onde o resultado disso é o projeto as built, o qual contém todas as informações atualizadas do projeto executivo. (MELHADO, 2005). 2.3 Coordenação de projetos A coordenação de projetos surge na evolução da construção civil no Brasil como forma de competitividade, economia, lucro e principalmente qualidade num setor até então considerado artesanal e ultrapassado. Este processo merece um destaque especial dentro das empresas já que pode representar alta economia na construção de edificações e grandes lucros no final da obra. Melhado (2005) afirma que “a coordenação de projetos compreende o conjunto de ações envolvidas no planejamento, organização, direção e controle do processo de projeto, o que envolve tarefas de natureza estratégica.” Segundo o mesmo autor (apud Mendes 2009), “para se ter um bom processo de projetos é importante que o processo seja de total conhecimento e muito bem mapeado para que seja possível planejar e organizar o fluxo de informações.” Souza (1995) relata que: 17 existe uma grande necessidade no setor da construção civil de aperfeiçoar a elaboração dos projetos de edificações para interagir com a execução no sentido de otimizar e agregar valor ao empreendimento como produto final devendo-se tratar o projeto como elemento fundamental na concepção de um empreendimento. Rodriguez (2005) define coordenação de projeto como uma função que faz parte da gestão do processo de projeto que tem como objetivo garantir: o atendimento dos requisitos exigidos pelo cliente, o fluxo de informações entre os participantes, o controle das mesmas e a compatibilidade entre as soluções dos sistemas projetados. Para Cooper e Press (1997): Como um processo que une as necessidades de mercado com o potencial de produção da empresa, o projeto claramente tem um forte papel estratégico, contribuindo para que a empresa atinja suas metas estratégicas através da redução nos custos de execução, da melhoria da qualidade do produto e da incorporação das necessidades dos clientes. Silva; Souza (apud Silva; Novaes, 2008) dizem que, apesar das diferenças que o processo de concepção, o desenvolvimento do projeto de edificações e a sua coordenação podem assumir de acordo com os variados tipos de empreendimento, o trabalho de coordenação de projetos apresenta algumas diretrizes gerais, inerentes a qualquer tipo de empreendimento, descritas no quadro 3: ASPECTOS DESCRIÇÃO Definição de parâmetros Requisitos para a elaboração dos projetos, que deverão ser repassados aos diversos clientes Seleção dos profissionais do projeto A equipe de projetos deve ser composta por profissionais, com base na sua qualificação, experiência e no desafio imposto pelo empreendimento Padronização de documentos A definição e padronização da forma de apresentação das informações, inclusive sua representação gráfica Comunicação eficiente A coordenação de projetos deve promover a clara comunicação entre todos os integrantes do projeto e do empreendimento, incluindo o estabelecimento de regras para a comunicação Sistemática de avaliação Registro dos problemas ocorridos durante a sua elaboração, de forma, a aprimorar continuamente a tecnologia da empresa através da experiência adquirida Integração entre projeto e obra A coordenação deve estender-se durante a execução do edifício. A equipe de projeto pode dirimir dúvidas ou colaborar com alterações não previstas, 18 e a de obra pode contribuir com sua experiência para aumentar a construtibilidade dos projetos, ao agregar tecnologia e racionalização às soluções propostas. QUADRO 3 Aspectos a serem considerados na coordenação de projetos Fonte: Silva, Novaes (2008) Conforme Silva e Souza (2003): O termo “coordenação” envolve a integração de todas as partes do projeto; “gerenciamento” consiste na administração das responsabilidades, prazos estabelecidos, o que requer planejamento, organização e controles específicos enquanto a “compatibilização” está relacionada à ação de tornar compatível, fazer algo coexistir com outros. Segundo Melhado (2008) a coordenação de projetos é o conjunto de ações envolvidas no planejamento, organização, direção e controle do processo de projeto, que envolve ações estratégicas, como estudos de demanda ou de mercado, prospecção de terrenos, captação de investimentos, definição do produto além da formação das equipes (contratação de projetistas, estabelecimento de prazos e a gestão da interface com os clientes). Rodriguez (2005) afirma que a coordenação de projetos pode ser definida como: Definição, organização e planejamento das etapas do desenvolvimento de projetos, definindo prazos, responsabilidades e o alcance dos mesmos; Análise e controle das soluções técnicas propostas pelo projetista visando o melhor desempenho da edificação, a racionalização de recursos e a adequação entre o projeto e a prática construtiva de executor do empreendimento; Controle global do processo em níveis de recursos, comunicações, qualidade, custos e riscos entre outros; Integração geral e compatibilização entre os projetos de arquitetura e complementares. Rodriguez (2005) ainda afirma que: a coordenação de projeto pode ser exercida por diferentes agentes no processo: por equipe interna das empresas construtoras, que assumem a gestão geral e a coordenação técnica ou pelo arquiteto ou consultores externos que assumem a coordenação técnica. Os principais aspectos a serem considerados na coordenação de projetos de edificações podem ser observados a seguir (QUADRO 4): ASPECTOS Definição de parâmetros DESCRIÇÃO Requisitos para a elaboração dos projetos, que deverão ser repassados aos diversos profissionais. Seleção dos profissionais de A equipe de projeto deve ser composta por profissionais, com projeto base na sua qualificação, experiência e no desafio imposto pelo 19 empreendimento. Padronização de documentos A definição e padronização da forma de apresentação das informações, inclusive da sua representação gráfica. A coordenação de projetos deve promover a clara comunicação Comunicação eficiente entre todos os integrantes do projeto e do empreendimento, incluindo o estabelecimento de regras para comunicação. Registro os problemas ocorridos durante a sua elaboração, de Sistemática de avaliação forma, a aprimorar continuamente a tecnologia da empresa através da experiência adquirida. A coordenação deve estender-se durante a execução do edifício. A equipe de projeto pode dirimir dúvidas ou colaborar Integração entre projeto e obra com alterações não previstas, e a de obra pode contribuir com a sua experiência para aumentar a construtibilidade dos projetos, ao agregar tecnologia e racionalização às soluções propostas. QUADRO 4 Principais aspectos para a coordenação de projetos de edificações Fonte: Franco (1993) De acordo com Franco (1993 apud Mendes, 2009): a coordenação do processo de projeto objetiva solucionar as interferências entre os projetos elaborados pelos diferentes projetistas e conduzir as decisões a serem tomadas durante o seu desenvolvimento. Além de controlar a qualidade dos projetos, de forma que estes sejam executados em consonância com as especificações e requisitos pré-estabelecidos (custos, prazos e especificações técnicas). 2.3.1 Tipos de coordenação de projetos A atividade de coordenação de projetos não é necessariamente exercida diretamente pela gerência do empreendimento. Esta atividade possui atribuições específicas diferenciadas em relação ao gerenciamento. Segundo Melhado (1995), “a coordenação não deve ser confundida com a gerência do empreendimento, a quem a coordenação deve responder e assessorar desde o início.” Silva (2005), a partir de seu estudo de caso, identifica as seguintes práticas, relacionadas à coordenação de projetos de edificações: Coordenação interna – A própria construtora designa um profissional ou equipe responsável pela coordenação pertencente ao quadro da empresa; 20 Coordenação externa – Escritório de arquitetura ou arquiteto responsável pela concepção do produto, e também, pela coordenação do projeto. Coordenação terceirizada – Empresa ou escritório que executa a coordenação técnica do projeto, contratada exclusivamente para este fim; Consultoria em coordenação – Empresa ou escritório que realiza apenas a consultoria e não a atividade de coordenação propriamente dita. 2.3.2 Compatibilização Conforme o SINDUSCON-PR (1995 apud Ronzani, 2009), “a compatibilização de projetos é a atividade de gerenciar e integrar projetos correlatos, visando ao perfeito ajuste entre os mesmos e conduzido para a obtenção dos padrões de controle de qualidade total e de determinada obra.” Rodríguez (2005) define compatibilização de projetos como “a análise, verificação e correção das interferências físicas entre as diferentes soluções de projeto de uma edificação.” Sob este enfoque, a compatibilização é parte da coordenação técnica de projeto. Segundo indicado por Silva e Souza (2003 apud Rodríguez, 2005), no mercado de trabalho, há o entendimento muitas vezes errado de que o papel do coordenador de projeto é o de realizar a compatibilização. É óbvio que apenas a compatibilização, conforme definida anteriormente, não resolve os diferentes aspectos que também devem ser gerenciados como o planejamento do projeto, construtibilidade, padronização e dimensionamento entre outros. Segundo Callegari e Barth (2007 apud Mendes 2009), o desenvolvimento de projetos sem a análise da compatibilização pode gerar consequências negativas, tais como aumento de retrabalho, atraso no cronograma de execução e falhas na qualidade da edificação, que freqüentemente conduzem acréscimo dos custos das obras. Na fase de elaboração de projeto, propõe-se como melhoria a conscientização da participação dos projetistas envolvidos, bem como a existência do coordenador que integra os processos e verifica possíveis incompatibilidades físicas e funcionais dos projetos desenvolvidos. Atua como mediador e transmissor das informações, e gerencia as propostas e soluções a serem aplicadas. 21 Silva (2005) diz que “a compatibilização consiste numa atividade necessária para que as diversas soluções dimensionais, tecnológicas e estéticas sejam compatíveis entre si e no conjunto do projeto.” O quadro 5 esquematiza o processo referente à compatibilização de projetos: Avaliação das soluções propostas Compatibilização nas fases de estudo preliminar, anteprojeto e projeto executivo COMPATIBILIZAÇÃO Integração dos projetos, das soluções e das especificações técnicas QUADRO 5 Compatibilização de projetos Fonte: Silva (2005) 2.4 Coordenador de projetos No processo de coordenação de projeto, não se sabe ao certo quem deva ser o coordenador, porém esta pessoa deve ter alguns atributos nos quais são indispensáveis para tal tarefa. Silva e Souza (2003) e Rodriguez e Heineck (2001), indicam algumas características que este profissional deve ter, tais como: Formação em arquitetura ou engenharia; Conhecimentos sólidos em tecnologia, com foco no desempenho de sistemas construtivos, características e interfase sobre os mesmos; Conhecimento de custos de obra, planejamento e programação de atividades; Conhecimento de normas técnicas, concessionárias de serviços públicos; normas locais e de 22 Capacidade gerencial para planejar, organizar e controlar o processo de projeto; Habilidades pessoais como: capacidade de relacionamento, de liderança, de solução de conflitos e organização. Além disso, segundo Ramos (2002), o coordenador deve usar seu conhecimento multidisciplinar e sua habilidade para: Contratar os projetistas; Consolidar as informações do PEN – programa de exigências e de necessidades do projeto; Controlar o custo de construção do projeto; Promover e facilitar a comunicação entre os membros da equipe de projetos em reuniões ou ainda por outros meios, como relatórios; Intermediar as negociações entre os membros da equipe de projetos, procurando o consenso para as questões mais polêmicas; Planejar os prazos de entrega das etapas do projeto, definindo as propriedades; Avaliar e tomar decisões sobre as questões ligadas ao projeto, em conjunto com o incorporador e os demais integrantes da equipe de projeto; Controlar os prazos e a qualidade de elaboração dos projetos; Estimular a criatividade dos projetistas. Para Thomaz (2001): o coordenador de projetos deve ter excelente conhecimento e experiência nos aspectos gerenciais e técnicos, além de ter capacidade para exercer liderança entre os diversos envolvidos. Esta função requer que o coordenador saiba exatamente a atividade que cada projetista está desenvolvendo, quanto tempo necessitará para concluí-la e quais aspectos cada um influencia no trabalho do outro. Também é necessário o perfeito conhecimento do local do empreendimento, bem como o meio urbano e natural em que será implantado. Melhado (2002) também afirma que: o coordenador é o principal agente na gestão do processo de projeto e tem como principais atribuições realizar e fomentar ações de integração entre projetistas, coordenar e controlar os projetos e as trocas de informações, para garantir que o processo de projeto ocorra da forma planejada e cumpra os prazos e objetivos estabelecidos. O quadro 6 mostra as competências e conhecimentos úteis necessários ao coordenador: COMPETÊNCIAS E CONHECIMENTOS DO COODENADOR . Facilidade para lidar com problemas complexos e multidisciplinares . Capacidade de seleção e formação de equipe segundo as capacitações/especialidades demandadas pela natureza do empreendimento a ser projetado . Capacidade de identificação das atividades necessárias ao desenvolvimento do projeto . Conhecimentos de planejamento e programação de processos para distribuição 23 das atividades no tempo . Capacidade de gestão dos custos e programação dos recursos para o projeto . Capacidade de previsão e controle de prazos . Capacidade de tomada de decisões de caráter gerencial, como a aprovação de produtos intermediários e a liberação para início de etapas do projeto . Formação e experiência para a identificação e caracterização das interfaces técnicas entre especialidades . Capacidade para estabelecer diretrizes e parâmetros técnicos relativos às características dos produtos, dos processos de aquisição e dos processos de execução envolvidos . Capacidade para ordenação do fluxo de informações entre os agentes envolvidos . Capacidade para analisar as soluções técnicas e o grau de solução global atingida . Liderança e presença de espírito para medir conflitos e conduzir soluções negociadas . Agilidade nas decisões e na validação das soluções de projeto propostas QUADRO 6 Competências e conhecimentos úteis ao desempenho da coordenação Fonte: Melhado (2005) A partir destas afirmações, nota-se que todos os autores destacam a importância do coordenador no processo. O coordenador deve ser uma pessoa apta a dar ordens, a lidar com todas as pessoas e ter grande conhecimento técnico na área construtiva e área de projetos, assim ele terá condições de manter um fluxo de informação confiável entre todos os envolvidos. 24 3 ESTUDO DE CASO 3.1 Método de pesquisa Esta pesquisa tem como propósito introduzir novas diretrizes para melhorar a prática da gestão do processo de projetos de uma empresa incorporadora que atua na área de construção civil. A partir dela, será feita uma análise do processo de projetos da empresa SEC Construções Ltda, conforme as seguintes etapas: primeiro, realizar-se-á uma pesquisa bibliográfica; em seguida, um estudo de caso; e, por fim, a elaboração de um modelo de coordenação para a empresa em questão. Com o intuito de minimizar problemas e diminuir os desperdícios em função de projetos não compatibilizados corretamente surgiu a necessidade da criação de uma proposta para o processo de projetos da empresa. Não só com a função de reduzir gastos mais também padronizar a coordenação de projetos, aplicar-se-ão os resultados obtidos por meio da pesquisa. No momento em que se constatou a necessidade de se estabelecer um processo de projeto para os empreendimentos, iniciou-se um estudo, que tinha como base os últimos empreendimentos realizados pela empresa, analisando-se o processo de projeto dos mesmos. Elaboraram-se os fluxogramas de coordenação dos últimos dois empreendimentos da empresa para identificar como ocorreu o processo de projetos, definir os agentes intervenientes e suas funções e importância. A vivência do autor na empresa contribuiu efetivamente para o desenvolvimento do presente estudo de caso, considerando que o mesmo trabalhou durante sete anos na empresa. 3.1.1 Período de tempo da pesquisa bibliográfica A pesquisa iniciou-se no mês de fevereiro de 2010 e foi concluída no mês de maio de 2010. 25 Durante este período, pesquisaram-se diversos autores, teses, livros, dissertações e diversos artigos relacionados com o tema coordenação de projetos. 3.1.2 Período de tempo do estudo de caso O estudo de caso iniciou-se no mês de abril de 2010 e sua conclusão ocorreu no mês de junho de 2010. Durante este período, verificou-se e identificou-se o processo de projetos na empresa SEC Construções Ltda. 3.1.3 Etapas da realização da pesquisa Esta pesquisa dividiu-se em: a revisão bibliográfica; o levantamento de dados e documentação técnica da empresa e do processo de projeto; a elaboração do fluxograma do processo de projeto existente na empresa; a proposta de coordenação de projetos; e as conclusões. A primeira etapa consistiu em um estudo aprofundado nas principais bibliografias do assunto, proporcionando o conhecimento para a realização do estudo de caso. Na sequência, analisou-se a documentação técnica dos empreendimentos do estudo de caso e outros registros disponibilizados pela empresa. A partir desta análise e verificação, elaborou-se um fluxograma do processo de projeto dos dois empreendimentos do estudo de caso. Nesta etapa, identificaram-se os agentes intervenientes do processo de projetos. Para a obtenção dos dados da empresa que representassem as necessidades desta para o processo de projeto, criou-se um questionário para aplicação em entrevistas aos agentes intervenientes, identificados na etapa anterior. Com os estudos bibliográficos e os dados obtidos nas entrevistas, propõese um modelo para orientar o processo de projeto da empresa do estudo de caso. 26 3.1.4 Caracterização da empresa A empresa SEC Construções localiza-se à Rua Lauro Muller, número 534, bairro Cruzeiro do Sul, Criciúma, Santa Catarina. Atua na área de Construção Civil e Incorporação e possui mais de cem mil metros quadrados de área construída em Criciúma e região. Os proprietários, o Engenheiro Civil Abrahão Artur Souza, com 50% (cinquenta por cento) do capital, e o Engenheiro Civil Gustavo Diehl de Souza, retentor dos demais 50% (cinquenta por cento) do capital, fazem parte da terceira sociedade da empresa. A SEC Construções já atua na construção civil há dezoito anos; porém, na área de incorporações opera há apenas sete. Inicialmente, a empresa restringia-se à construção para terceiros, mas, a partir de 2003, iniciou no ramo de incorporação com seu primeiro empreendimento, o Residencial Márcia Rossana, localizado à Travessa Gabriel Benedet. Apesar de ter sede no município de Criciúma, possui obras executadas em diversas cidades da região sul de Santa Catarina tais como Laguna, Morro da Fumaça, Treze de Maio, Cocal do Sul, dentre outras. Em relação à variedade de obras executadas, podem-se observar obras residenciais, industriais, reservatórios elevados, pisos industriais e canais de drenagem. No entanto, seu foco hoje está voltado para as incorporações. No momento, dois empreendimentos da SEC Construções encontram-se em andamento: o Residencial Dijon, localizado à Rua José Tarquílio Balsínio, Bairro Centro , e Residencial Bordeaux, situado à Rua São José, Bairro Cruzeiro do Sul, ambos localizados na cidade de Criciúma, totalizando, aproximadamente, cinco mil metros quadrados. Configuram seu quadro de funcionários cerca de quarenta colaboradores entre serventes, pedreiros, carpinteiros e ferreiros. Além deles, conforme se pode verificar na figura a seguir, a empresa conta com funcionários ocupando os cargos de: diretor administrativo; engenheiro; orçamentista; gerente administrativo; contador, gerente de recursos humanos e secretária: 27 FIGURA 01 Organograma da empresa do estudo de caso Fonte: Autor 3.1.5 Caracterização dos empreendimentos do estudo de caso Para o presente estudo de caso, consideraram-se dois empreendimentos imobiliários da empresa. O primeiro denomina-se Residencial Márcia Rossana, que representa o início das atividades da empresa do estudo de caso no ramo de Incorporação, sendo sua primeira edificação multifamiliar. Este Residencial encontra-se ilustrado pelas Figuras 02 e 03. A caracterização do empreendimento, ou seja, os dados gerais (nome, localização, área total, número de apartamentos, os tipos de apartamentos, número de garagens, as datas de início, término e conclusão da obra, o Engenheiro de execução) e os projetos contratados e executados (arquitetônico, estrutural, 28 hidrossanitário, elétrico, telefônico, GLP, preventivo de incêndio), poderá ser observada no Quadro 7. FIGURA 02 Residencial Márcia Rossana Fonte: Autor FIGURA 03 Localização do Residencial Márcia Rossana Fonte: Autor Apresenta-se os dados da caracterização do Residencial supracitado quadro 7: 29 Nome Localização Área total Número de aptos Apartamentos tipo Coberturas Dados gerais do Número de garagens empreendimento Início dos projetos Término dos projetos Início da obra Término da obra Estágio da Obra Engenheiro de Execução Arquitetônico Estrutural Hidrossanitário Projetos contratados e Elétrico executados Telefônico GLP Preventivo de Incêndio Residencial Márcia Rossana Travessa Gabriel Benedet, 50 3033,58 m² 20 18 2 22 Jun/03 Dez/03 Mar/04 Dez/06 Concluída Abrahão Artur Souza Arq. Edmundo Costa Eng. Alexandre Vargas Eng. Abrahão Artur Souza Eng. Itanor dos Santos Eng. Itanor dos Santos Eng. Sérgio Vieira Eng. Sérgio Vieira QUADRO 7 Residencial Márcia Rossana Fonte: Arquivo do autor O segundo empreendimento denomina-se Residencial Villa Doro, ilustrado pela Figura 04, localizado na cidade de Criciúma como se pode conferir pela Figura 05. 30 FIGURA 04 Residencial Villa Doro Fonte: Autor FIGURA 05 Mapa Localização Villa Doro Fonte: Autor 31 Este empreendimento concretizou a escolha da empresa pelo ramo de incorporações, trabalhando com uma visão futura e apostando no crescimento no mercado de construção civil em Criciúma. Pode-se analisar a caracterização deste empreendimento no Quadro 8. Nome Localização Área total Número de aptos Apartamentos tipo Coberturas Dados gerais do Número de garagens empreendimento InÍcio dos projetos Término dos projetos Inicio da obra Término da obra Estágio da obra Engenheiro de Execução Arquitetônico Estrutural Hidrossanitário Projetos contratados e Elétrico executados Telefônico GLP Preventivo de Incêndio Residencial Villa Doro Rua Antônio de Luca 943,69 m² 4 2 4 6 ago/06 dez/06 fev/07 dez/09 Concluída Gustavo Diehl de Souza Arq. Edmundo Costa Eng. Alexandre Vargas Eng. Abrahão Artur Souza Eng. Itanor dos Santos Eng. Itanor dos Santos Eng. Sérgio Vieira Eng. Sérgio Vieira QUADRO 8 Residencial Vila Doro Fonte: Autor É evidente, em ambos os empreendimentos do estudo de caso, que os colaboradores são rigorosamente os mesmos. Esta é uma prática utilizada pela empresa, pois acredita que com a mesma equipe há oportunidades melhores de padronização. 3.1.6 Documentação e Registros dos empreendimentos do estudo de caso Na coleta de dados para desenvolver o fluxograma do processo de projeto, utilizaram-se os seguintes documentos: Projeto Arquitetônico; 32 Projeto Estrutural; Projeto Elétrico; Projeto Hidrossanitário; Projeto Preventivo de Incêndio e GLP; Memorial Descritivo; Contratos entre a empresa e os profissionais projetistas; Buscas no arquivo da empresa; Experiência e vivência do autor. 3.1.7 Identificação dos agentes intervenientes Para o presente estudo de caso, foram considerados os seguintes agentes intervenientes: Diretor administrativo; Diretor técnico; Arquiteto; Engenheiro projetista estrutural; Engenheiro civil Executivo da empresa. Estes profissionais conforme citado anteriormente são os principais agentes no processo de projetos da empresa justificando a escolha destes para a realização das entrevistas. 3.1.8 Elaboração dos questionários A fim de levantar dados sobre a participação no processo de projetos da empresa do estudo caso e o modo como os agentes intervenientes citados no item 3.1.7 gostariam que este processo fosse realizado, o autor entrevistou o arquiteto 33 Edmundo Costa, o diretor Técnico Abrahão Artur Souza, o diretor administrativo Odair de Souza, o engenheiro projetista estrutural Alexandre Vargas e o engenheiro civil executivo da empresa Gustavo Diehl de Souza. Desenvolveu-se um questionário com base nas referências bibliográficas e na experiência do autor pelo convívio e presença no processo de projetos da empresa do estudo de caso. Os aspectos abordados nas entrevistas foram os seguintes: Idealização do produto; Planejamento do produto; Desenvolvimento do projeto; Definições e tecnologias do projeto; Anteprojeto e projeto legal do empreendimento; Entrega e retroalimentação do empreendimento. As entrevistas foram executadas ao vivo, exceto com o engenheiro projetista estrutural, para o qual foi entregue o questionário impresso com as questões. Em média, as entrevista tiveram duração de trinta minutos e todos os entrevistados mostraram-se interessados em contribuir com a pesquisa e, por conseguinte para o processo de projetos da empresa do estudo de caso. Os questionários encontram-se no apêndice, conforme o Quadro 9: Agente Interveniente Apêndice Diretor Administrativo A Diretor Técnico B Engenheiro Projetista Estrutural C Arquiteto D Engenheiro Civil de Execução E QUADRO 9 Legenda do apêndice Fonte: Autor 34 3.2 Resultados e análise do estudo de caso Nesta seção, expor-se-á o fluxograma do processo de projeto dos empreendimentos do estudo de caso, explanar-se-á sobre as indagações feitas aos entrevistados e suas respostas, e, por fim, propor-se-á um modelo de proposta de coordenação de projetos. 3.2.1 Fluxograma do processo de projeto dos empreendimentos do estudo de caso Embora realizada uma intensa busca nos arquivos da empresa, associada à vivência do autor na empresa durante o período de elaboração dos projetos dos dois empreendimentos, não se localizou nenhum documento ou registro referentes aos processos de projeto. Identificou-se que as informações e dados para os projetos, bem como o acompanhamento do desenvolvimento do projeto foram realizados informalmente e tratados verbalmente entre a direção e os projetistas. Contudo, o contexto do estudo de caso e o fato do processo de projetos para os dois empreendimentos serem idênticos possibilitaram ao autor desenvolver o fluxograma que representa o processo de projeto realizado para o Residencial Márcia Rossana (FIGURAS 02 e 03) e para o Residencial Villa Doro (FIGURAS 04 e 05). 35 FIGURA 06 Fluxograma do processo de projetos dos empreendimentos analisados Fonte: Autor A representação gráfica do processo destes empreendimentos proporcionou uma análise que se desenvolverá nos parágrafos a seguir. 36 Inicialmente, não se realizou nenhuma pesquisa de mercado, sendo que os empreendimentos foram idealizados a partir da experiência dos seus diretores no ramo imobiliário e da construção civil. Notou-se também a ausência de um programa de necessidades dos empreendimentos em questão, sendo que este é um dos principais determinantes do projeto arquitetônico. Durante o processo de projetos, percebeu-se que não existem registros das reuniões presenciais entre os diretores, engenheiro e projetistas, o que acabou resultando em perdas de informações e até certo conflito entre os agentes do processo de projeto quando o fluxo de informações não tinha o encaminhamento correto. Constatou-se que a empresa não realizou os projetos executivos, sendo que os projetos utilizados na execução dos empreendimentos foram os projetos legais. Outra etapa não menos importante que o programa de necessidades que também não foi realizada no processo de projeto da empresa foi a compatibilização. Desta forma, verificaram-se inúmeras patologias em um dos empreendimentos, ocasionadas pela ausência de uma etapa de compatibilização Arquitetônico X 7 3 4 Estrutural X X 4 6 Instalações Elétricas/Prev X X X 2 Instalações Hidross/Prev X X X X Impermeabilização X X X X QUADRO 10 Incompatibilizadades de projeto Residencial Márcia Rossana Fonte: Arquivo empresa Impermeabilização Instalações Hidross/Prev Instalações Elétricas/Prev Estrutural Arquitetônico dentro do processo de projetos como mostra o quadro 10. 5 2 1 3 X Algumas, se não todas, as incompatibilidades citadas na tabela acima poderiam ter sido evitadas caso a empresa tivesse realizado a compatibilização dos projetos. 37 3.2.2 Resultados das entrevistas Com o intuito de levantar dados, aproveitando o conhecimento que os profissionais envolvidos no processo possuem sobre a coordenação de projetos e qual o encaminhamento eles gostariam que tivesse este processo, realizaram-se entrevistas por meio de um questionário elaborado pelo autor com os principais agentes intervenientes do processo de projetos da empresa do estudo de caso. Esta entrevista tornou-se importante para possibilitar que os envolvidos sintam-se responsáveis e principalmente peças fundamentais no processo. Pôde-se notar um grande interesse por parte dos entrevistados, haja vista a importância da colaboração dos mesmos para a melhoria do processo de projetos da empresa. Afinal, todos eles procuraram transmitir seus conhecimentos de maneira clara e objetiva. Durante as entrevistas, procurou-se explorar ao máximo a experiência de cada colaborador, associando as questões contidas no questionário perguntas sobre suas experiências práticas ao longo de suas carreiras profissionais e foram feitos alguns relatos pelos profissionais entrevistados conforme pode ser visto nos respectivos apêndices. A questão um abordava a realização ou não de uma pesquisa de mercado na fase de idealização do empreendimento. Neste momento, percebeu-se que, até o momento, não era realizada uma pesquisa formal de mercado, mas apenas levavam-se em consideração os estudos entre os diretores e o arquiteto aliados à experiência destes no mercado imobiliário da cidade de Criciúma, não envolvendo o engenheiro e nem os projetistas complementares. A questão dois, referia-se à pesquisa de mercado caso ela fosse realizada; então, questionou-se quem deveria ficar responsável por esta pesquisa e observou-se uma divergência muito grande nas respostas dos entrevistados: o arquiteto pensa que a pesquisa deveria ser realizada pelos consultores e pelo próprio arquiteto; já o diretor técnico afirmou que quem deveria realizar esta pesquisa de mercado seriam os próprios diretores da empresa, tanto o administrativo, quanto o próprio diretor técnico, uma que ocorrem situações que podem inviabilizar o empreendimento; o projetista estrutural e o diretor administrativo 38 concordam em partes com o arquiteto quando afirmam que o arquiteto e os consultores deveriam ficar responsáveis pela pesquisa respectivamente. Ainda na fase de idealização do empreendimento, a questão três tratou sobre as diretrizes e parâmetros do empreendimento para que fosse possível definir, no processo de projeto, quem deveria participar da primeira reunião, quando são iniciados os estudos preliminares. Mais uma vez houve discordância entre os entrevistados sendo que o mais indicado entre todos foi o diretor administrativo. O arquiteto também foi citado pelo projetista estrutural e por ele próprio. Outrossim, surgiu, nesta questão, a figura do diretor comercial lembrado pelo projetista estrutural; porém, conforme o organograma (fig. 01), a empresa do estudo de caso não possui em seu quadro de colaboradores este funcionário. O item quatro tratou de uma das etapas mais importante na concepção do empreendimento: a escolha do terreno. Foi praticamente unânime o desejo da participação do diretor administrativo nesta etapa, uma vez que ele possui o devido conhecimento de capacidade de investimento da empresa. Além dele, os entrevistados julgaram importante a participação do diretor técnico para que possa ser feito uma análise prévia de viabilidade ou não do empreendimento perante questões técnicas tais como topografia, tipo de solo, dentre outros. Na questão seguinte, número cinco, diante da importância da etapa de escolha do terreno, questionou-se quais os fatores deveriam ser levados em conta para a sua escolha. Nesta questão, todos os colaboradores do processo indicaram a localização e leis municipais e ambientais como um fator importantíssimo para tal escolha, já que cada cidade tem suas leis de uso de ocupação do solo que dita as regras do futuro aproveitamento do terreno, bem como um código de obras municipal que irá ditar as regras da futura edificação. O diretor técnico acrescentou que outro fator importante para escolha é a topografia do terreno como citado anteriormente, pois, de acordo com ele, este é um fator que pode inviabilizar o empreendimento. Já o projetista estrutural, assim como o arquiteto, considera importante também a área do terreno em relação ao espaço para que possam trabalhar com 39 tranqüilidade. Afinal, quanto menor a área do terreno, mais complexos e difíceis se tornam-se os projetos na opinião dos mesmos. Conforme o arquiteto, o mercado atual deve ser considerado e, segundo o projetista estrutural, o acesso a este terreno é um fator importante. Na questão seis, ainda com foco na escolha do terreno, perguntou-se aos integrantes do processo de projeto quem deveria ser o responsável pela análise do potencial do terreno; ou seja, quem deve dar o aval para a compra do terreno. De acordo com os entrevistados, o diretor administrativo é quem deve, primeiramente, decidir pela compra do terreno escolhido ou não. Na opinião do diretor técnico e do arquiteto, quem deveria ser responsável por esta decisão seria o próprio arquiteto, por sua experiência e capacidade profissional de identificar o potencial dos terrenos. Para o projetista estrutural, o aval deveria ficar por conta do diretor técnico e para o diretor comercial, conforme citado na questão quatro anteriormente. Para o engenheiro de execução, considerando o coordenador integrante de todo o processo de projeto, seria importante que ele também participasse desta decisão. Na questão de número sete, questionou-se quem deveria ficar responsável pelas áreas dos apartamentos, disposições, tais como quantidade de quartos, áreas internas dos cômodos, número de apartamentos por andar, entre outros. Diante desta pergunta, todos afirmaram que o arquiteto deve ser o responsável por estas escolhas. Além do arquiteto, o diretor administrativo também deveria ser responsável por tais decisões na opinião do engenheiro de execução, do projetista estrutural e do próprio diretor administrativo. Na opinião do arquiteto, deveriam ser consultados alguns corretores de imóveis, pois são as pessoas que poderiam contribuir com informações importantes do mercado de imóveis na região, como, por exemplo, em que tipo de produtos há uma procura maior, o que está em falta no mercado, os imóveis que são bem aceitos no mercado e os imóveis menos procurados. Questionados sobre quem deveria ser o responsável pelas escolhas de tecnologias e técnicas construtivas a serem aplicadas nos empreendimentos, questão oito, houve um consenso de que o diretor técnico é quem deve ficar responsável por essas definições. 40 O arquiteto e o projetista estrutural consideram que o próprio arquiteto também deve participar destas decisões. Já para o engenheiro de execução, a participação do coordenador de projetos é importante. Responderam também que o engenheiro de execução deveria fazer parte destas decisões, junto com o arquiteto e com o diretor técnico. Definidas as tecnologias e técnicas construtivas, na questão nove, perguntou-se aos entrevistados quando essas definições devem ser iniciadas. Na opinião do projetista estrutural, do diretor administrativo e do engenheiro de execução, estas definições devem ser feitas após a contratação do arquiteto, que, por sua vez, julga que as definições devem ser realizadas durante a elaboração dos projetos. Neste caso, tanto as técnicas podem ser alteradas durante o processo, quanto os projetos podem ser modificados conforme necessidade de incluir ou retirar alguma tecnologia, por exemplo. Para o diretor técnico, as definições devem ser iniciadas logo após a aquisição do terreno tendo em vista que já se tem uma idéia do que pode ser realizado ou utilizado no empreendimento após a compra do terreno. E essas definições continuam, em sua opinião, durante a elaboração dos projetos, considerando os grandes avanços da tecnologia, trazendo novas técnicas e soluções tecnológicas. A questão empreendimentos, dez falou questionando-se a respeito quem do deveria memorial ser o descritivo dos responsável pela elaboração do memorial. Novamente, foi unânime a figura do diretor técnico como responsável por esta tarefa do processo de projetos. Também, na opinião de todos, exceto do diretor administrativo, o arquiteto também deve participar desta elaboração do memorial. Para o arquiteto, deveriam participar junto com o diretor técnico e ele próprio, o diretor administrativo, consultores e o coordenador de projetos. A opinião do engenheiro de execução é praticamente a mesma que a do arquiteto, apenas excluindo os consultores. Já para o projetista estrutural, o diretor comercial deveria fazer parte desta etapa já que é a pessoa que está em contato direto com clientes. Definidas as diretrizes, tecnologias e memorial descritivo, entrando no processo de projetos, a questão onze referia-se ao cronograma do processo de projetos: Quem deve ser o responsável por este cronograma? 41 O responsável por este cronograma, de acordo com as resposta de todos, exceto a do diretor administrativo, é o coordenador de projetos, já que é ele o gerente responsável pelo processo de projetos da empresa. Outra vez, de acordo com todos os entrevistados, exceto o projetista estrutural, o diretor técnico também deveria ficar responsável por este cronograma, pois trabalhando em conjunto com o coordenador de projetos poderá transmitir a ele a necessidade da empresa. Na opinião do arquiteto, ele acrescentaria como responsáveis pelo cronograma ele próprio e o projetista estrutural, considerando que eles têm papel fundamental no processo de projeto. A questão doze é referente à aprovação dos projetos nos órgãos competentes. Tanto o arquiteto quanto o projetista estrutural gostariam que o coordenador de projetos se encarregasse de aprovar os projetos. Todas as alterações ou correções necessárias para aprovação deveriam ser informadas pelo coordenador para os projetistas para as devidas alterações dentro de um prazo proposto pelo próprio coordenador de projetos, evitando atrasos no projeto executivo. Já para o diretor técnico, além do coordenador, o engenheiro de execução também deveria estar presente nesta etapa e o engenheiro acredita que, junto com o coordenador de projetos, o diretor técnico e os projetistas complementares devem fazer parte desta etapa, sendo cada um responsável pela validação do seu projeto, pensamento esse igual ao do diretor administrativo. A questão treze refere-se aos projetos complementares, questionando de qual maneira deveriam ser desenvolvidos estes projetos. Todos os entrevistados têm a mesma opinião, considerando que os projetos complementares devem ser desenvolvidos em conjunto com o arquiteto para que qualquer incompatibilidade ou interferência de um projeto em algum outro possam ser solucionadas de forma imediata ainda na fase de estudo preliminar. Desta forma, evitar-se-iam atrasos e retrabalhos no processo de projetos e haveria uma otimização dos espaços e principalmente, um aproveitamento racional da estrutura e dos materiais de acabamento. Questionados, na pergunta de número 15, em qual momento deveria ser iniciada a compatibilização entre os projetos, os entrevistados apresentaram uma divergência muito grande nas respostas. 42 Para o projetista estrutural, a compatibilização deve ser iniciada na fase de idealização do empreendimento. O engenheiro de execução e o diretor administrativo pensam que deve ser realizada na etapa do estudo preliminar. Para o arquiteto, deve-se realizar a compatibilização na fase do anteprojeto, considerando que nesta etapa qualquer alteração no projeto não acarretará em problemas com clientes ou órgãos competentes. Na opinião do diretor técnico, é na etapa do projeto legal que se deve realizar a compatibilização. A questão dezesseis, ainda em referência à compatibilização, perguntouse quem deveria realizá-la e as respostas foram praticamente unânimes, indicando a participação do coordenador nesta etapa, por ser a pessoa mais apta a realizar e dar agilidade a esta fase do processo de projeto. A única exceção se deu pela resposta do diretor Administrativo, que considerou o arquiteto e o diretor técnico responsáveis por esta etapa. No item dezessete, os entrevistados, quando questionados em relação à troca de informações e à comunicação entre os agentes intervenientes do processo de projetos, não chegaram a um consenso nas respostas. Para o projetista estrutural e para o diretor técnico, deveriam ser realizadas apenas reuniões presenciais; porém, de maneira formal, com registro das decisões em ata não informalmente como eram realizadas antigamente. Para o engenheiro de execução e para o diretor administrativo, a troca de informações e a comunicação deveriam ser realizadas por e-mail ou com algum programa extranet, ao qual todos os agentes intervenientes do processo tivessem acesso, pois, para eles, as informações poderiam ser atualizadas e checadas quase que em tempo real. A pergunta de número dezoito fazia referência à análise crítica dos projetos, ou seja, questionava quem deveria analisar se os projetos estão compatíveis com a pesquisa de mercado realizada e se atendem às necessidades dos clientes. Nesta etapa, houve consenso de que o diretor técnico deveria participar, junto ao coordenador de projetos, assim como o arquiteto, pois, neste momento, seria o profissional com maior conhecimento do projeto a ser analisado. Na opinião do engenheiro de execução, do projetista estrutural e do diretor técnico, o coordenador de projetos deveria fazer parte desta etapa também. A questão dezenove é sobre quem deveria realizar a validação dos 43 projetos nos órgãos competentes. Todos os entrevistados, com exceção do arquiteto, afirmaram que o responsável pela validação deveria ser o diretor técnico. Para o arquiteto o coordenador de projetos deveria ser o responsável pela validação dos projetos. A questão vinte faz referência a alterações de projeto, já que é comum a realização desta prática que acaba gerando grandes transtornos para a construtora. Questionados sobre quem deve autorizar estas modificações, os mais indicados foram o engenheiro de execução, o diretor técnico e o coordenador de projetos. Na opinião do arquiteto, essas modificações deveriam ter seu aval também, pois o projeto legal é de sua autoria. Na pergunta de número vinte e um, procurou-se saber dos entrevistados a importância dos projetistas fazerem o acompanhamento da execução da obra, questionando se estes deveriam ou não realizar este acompanhamento. O arquiteto falou que o acompanhamento deve ser realizado, uma vez que, durante a execução, podem aparecer dúvidas de projeto que são resolvidas ou alteradas “in loco” pelos projetistas. De acordo com o engenheiro de execução, este acompanhamento também deve ser realizado porque, dessa forma, se pode obter uma padronização nos projetos de cada projetista, opinião que vai ao encontra do pensar do diretor administrativo. Já para o diretor técnico e para o projetista estrutural, não existe a necessidade deste acompanhamento, pois, na opinião deles, cabe ao engenheiro responsável pela execução esta função, a menos que ocorra uma situação ou problema técnico que exija uma alteração no projeto. Em relação ao projeto “as built”, a pergunta de número vinte e dois questiona quem deveria ser o responsável por este projeto. Na opinião do diretor administrativo, esta função no processo de projeto seria de responsabilidade do diretor técnico e do arquiteto. Para o arquiteto e para o projetista estrutural, o responsável por este projeto deveria ser o coordenador de projetos e o diretor técnico afirmou que esta etapa deveria ser realizada pelo engenheiro de execução e pelo coordenador de projetos. Já o engenheiro de execução julgou que a realização deste projeto deveria ser feita pelo arquiteto, pelos projetistas complementares e pelo 44 coordenador de projetos. Nesta questão, pôde-se perceber que, apesar de as respostas serem diferentes uma das outras, o coordenador de projetos foi citado em 80% (oitenta por cento) delas. Perguntando sobre como os entrevistados avaliam a coordenação de projetos da empresa atualmente, a questão vinte e três dividiu as opiniões. Apenas o arquiteto afirma que o processo de coordenação da empresa hoje, pode ser considerado bom, enquanto que, para o diretor administrativo, a coordenação de projetos da empresa encontra em um nível regular, ou seja, não está ruim, mas precisa ser melhorado. Para o projetista estrutural e para o engenheiro de execução, o processo de projetos da empresa nos dias de hoje é considerado ruim e o diretor técnico afirma que esta avaliação não pode ser realizada, já que a coordenação de projetos da empresa no estudo de caso inexiste. A questão vinte e quatro abordava sobre quem os entrevistados gostariam que realizasse a coordenação do processo de projetos da empresa do estudo de caso e todos afirmaram que quem deveria realizar a coordenação do processo de projetos seria o coordenador de projetos. Por fim, na questão vinte e cinco, procurou-se saber o porquê de uma ferramenta tão importante na construção civil atual que é a coordenação do processo de projetos de uma empresa não ser utilizada. Na opinião do projetista estrutural falta planejamento das empresas para que se possa realizar este processo dentro da empresa. O diretor técnico disse que o fator principal é a falta de profissionais especializados nesta área e o arquiteto afirmou que, além da falta de profissionais especializados, os prazos executivos são fatores para não se utilizar esta ferramenta atualmente. Já para o engenheiro de execução e para o diretor administrativo, falta conhecimento por parte da empresa da importância que a coordenação tem no processo de projetos, principalmente na redução empreendimentos. 3.2.3 Modelo de proposta de coordenação de projetos de custo gerada nos 45 Com os resultados obtidos nas entrevistas, primeiramente, desenvolveuse a Tabela 01, adaptada de Rodriguez (2005), conforme Apêndice F. A tabela 01 apresenta uma lista discriminada de atividades de processo de projeto, suas respectivas etapas do processo de projeto, respectivos agentes, documentos de entradas e documentos de saída. O fluxograma de proposta de modelo de coordenação de projetos (FIGURA 08 - APÊNDICE H) para a empresa do estudo de caso foi elaborado a partir das informações do fluxograma (FIGURA 07 - APÊNDICE G), em conjunto com as características e modo de trabalho da empresa. Neste fluxograma (fig. 01), as atividades estão agrupadas de acordo com o sistema da etapa prevista nesta tabela, encontrando-se as atividades discriminadas no Apêndice H. Vale ressaltar que a vivência do autor na empresa foi decisiva para a elaboração desta tabela (fig. 08). 46 4 CONCLUSÃO Nos resultados obtidos ao final desta pesquisa, foram observados os aspectos do processo de coordenação de projetos, os quais apontam que os objetivos propostos foram alcançados. Os estudos a partir da revisão bibliográfica somados às entrevistas realizadas com os agentes intervenientes do processo de projetos, à análise documental e a experiência e à convivência do autor na empresa possibilitaram a criação de uma proposta de coordenação de projetos neste estudo de caso. As entrevistas foram de grande valia para que fosse possível chegar à proposta ideal para a empresa, pois, por intermédio delas, os integrantes do processo conseguiram expor seus pensamentos, transmitir suas experiências profissionais e, o mais importante, obterem ciência da importância de cada um deles no processo de coordenação de projetos da empresa. Outrossim, constatam-se inúmeras incompatibilidades e patologias em um dos empreendimentos analisados, sendo que a grande maioria delas poderiam ter sidos evitadas caso a empresa realizasse a coordenação de projetos. Ficou evidente que a escolha do terreno está condicionada principalmente à sua localização e às leis municipais e ambientais; porém, não deve se descartar a análise da topografia e o estudo do solo, pois, algum problema nesta área pode inviabilizar o empreendimento. Em relação à coordenação técnica, à definição de atividades, aos participantes e às suas responsabilidades, os dados podem ser confirmados na Tabela 01. Em virtude do grande número de participantes no processo de projetos, a coordenação de projetos torna-se ferramenta importantíssima; afinal, proporcionará plena integração entre todos os participantes, gerenciados pelo coordenador de projetos. O coordenador de projetos deverá ser contratado pela empresa de acordo com as características sugeridas pelos agentes intervenientes entrevistados. O tempo ideal sugerido pelo autor para o processo de projetos nos empreendimentos futuros da empresa é de seis meses antes do início dos trabalhos de execução. O coordenador deve ter habilidade para gerenciar um grande número de 47 agentes envolvidos no processo, dando o encaminhamento correto às informações, e em tempo hábil, para que os prazos e metas possam ser atingidos. Cabe ressaltar que, apesar de o modelo de processo de projetos utilizado até o momento da pesquisa pela empresa do estudo de caso não ser o ideal, ainda sim é viável, apenas não atende à prática de coordenação de projetos. Também, observou-se que ocorreu um grande número de retrabalhos em um dos empreendimentos devido à ausência de um projeto executivo, sendo a obra executada com base no projeto legal. Como proposta para trabalhos futuros para a empresa em estudo, sugerese a criação de um modelo para a padronização dos processos de trabalhos executivos dos projetos. Da mesma forma, propõe-se uma análise mais aprofundada entre os custos de um empreendimento da empresa em que a coordenação de projetos não foi realizada e os custos de outro empreendimento no qual esta prática foi adotada. 48 REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5674: Manutenção de edificações – Procedimentos. Rio de Janeiro, 1999. CALLEGARI, Simara; BARTH, Fernando. Análise comparativa da compatibilidade de projetos em três estudos de caso: Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo. Florianópolis, SC: UFSC, 2007. FONTENELLE, E.C. Estudos de caso sobre a gestão de projetos em empresas de incorporação e construção. 2002. 396p. Dissertação (mestrado em engenharia), Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo. LIMMER, C. V. – Planejamento, orçamentação e controle de projetos e obras. Livros Técnicos e Científicos, Rio de Janeiro, 1997. MENDES, Juliana Batista – Coordenação de projetos: um estudo de caso – tipologia supermercado. UNESC, 2009 MELHADO, Silvio Burrattino. Coordenação de projetos de edificações. São Paulo: O Nome da Rosa, 2005. MIKALDO, Jorge Júnior; SCHEER, Sergio. Compatibilização de projetos em 3d como indicativo de redução de custo em edificações. In:Curso de PósGraduação em Construção Civil. Curitiba, PR: UFPR, 2006. NOVAES, C. C. A Modernização do Setor da Construção de Edifícios e a Melhoria da Qualidade do Projeto. 1998. VII ENCONTRO NACIONAL DE TECNOLOGIA DO AMBIENTE CONSTRUÍDO: Qualidade no processo construtivo, Anais. Florianópolis SILVA, Maria Vitória Ferraz Pinto, Novaes, Celso Carlos. A Coordenação de projetos de edificações: Estudo de Caso. Gestão e Tecnologia de Projetos Vol. 3, n 1, 2008. SOLANO, Renato da Silva. Compatibilização de projetos na construção civil de edificações: método das dimensões possíveis e fundamentais. In: V Workshop de Gestão do processo de projeto na construção de edifícios, Anais... Florianópolis, 2005 49 SOUZA, et. al. Sistema de gestão da qualidade para empresas construtoras. São Paulo. Pini, 1995. THOMAZ, E. Tecnologia, gerenciamento e qualidade na construção. São Paulo: Editora Pini, 2001. 50 APÊNDICES 51 APÊNDICE A – Questionário aplicado ao Diretor Administrativo 52 PROPOSTA DE UM MODELO DE COORDENAÇÃO DE PROJETOS PARA UMA EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL – ESTUDO DE CASO ENTREVISTADO: Odair de Souza DATA: 02/06/2010 FUNÇÃO NO PROCESSO: Diretor administrativo QUESTIONÁRIO 1- Na fase de idealização é feito um levantamento de demanda ou pesquisa de mercado? (X) Sim ( ) Não 2- Em caso de resposta afirmativa na questão 1, quem deve ser o responsável por este levantamento ou esta pesquisa? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto (X) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 3- Na fase de idealização quem deve ser o responsável pela definição das diretrizes e parâmetros do empreendimento? ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 4- Quem é responsável pela escolha do terreno? ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 5- Quais os fatores que são levados em conta para a escolha do terreno? (X) Localização ( ) Área ( ) Valor (X) Leis municipais, ambientais ( ) Outro Cite_____________________________ 6- Quem fica responsável pela análise do potencial dos terrenos? ( ) Engenheiro ( ) Consultores ( ) Diretor Técnico ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Diretor Administrativo ( ) Coordenador de Projetos (X) Arquiteto 7- Em relação ao projeto, quem fica responsável pelas áreas e disposições dos apartamentos? 53 ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 8- Quem define as tecnologias e técnicas construtivas que serão aplicadas? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 9- Em que momento a definição das técnicas construtivas devem ser iniciadas? ( ) Antes da aquisição do terreno ( ) Após a aquisição do terreno ( ) Antes da contratação do arquiteto (X) Depois da contratação do arquiteto ( ) Durante a elaboração dos projetos ( ) Após a elaboração dos projetos 10-Quem deve ser o responsável pela elaboração do memorial descritivo dos empreendimentos da empresa? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 11-Quem será o responsável pelo cronograma do processo de projeto? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 12-Quem deve ficar responsável pela validação dos projetos nos órgãos competentes? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores (X) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 13-Os projetos das diversas especialidades deveriam ser: (X) Desenvolvidos em conjunto com o arquiteto ( ) Desenvolvidos em paralelo com o arquiteto ( ) Desenvolvidos após a conclusão do projeto arquitetônico ( ) Devem ser feitos de forma independente um do outros devido a experiência de outros empreendimentos já executados 54 14- Porquê? Para resolver com antecedência os problemas (interferências) entre as especialidades, a partir do estudo preliminar. 15- Em que momento deve ser iniciado a compatibilização entre os projetos? ( ) Idealização (X) Estudo Preliminar ( ) Ante Projeto ( ) Projeto Legal ( ) Após o Projeto Elaborado 16- Em sua opinião, quem deveria realizar a compatibilização de projetos? ( ) Engenheiro ( ) Projetista (X) Arquiteto (X) Diretor Técnico ( ) Coordenador de Projeto 17-Quanto à comunicação entre os projetistas e o fluxo de informações de projeto, quais as ferramentas devem ser utilizadas? ( ) Reuniões presenciais ( ) Ligações telefônicas (X) Emails (X) Extranet ( ) Outro Cite_____________________________ 18-Quem é o responsável pela análise crítica do detalhamento do projeto? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 19-Quem deve ser o responsável pela validação do projeto? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 20-Em relação a alterações de projeto, quem deve autorizá-los? (X) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 55 21- Durante a obra, os projetistas devem fazer o acompanhamento da obra? (X) Sim ( ) Não Porque? Para melhoria contínua dos projetos. 22- Na sua opinião, quem deve ser o responsável pelo projeto “as built”? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 23- Como você avalia a coordenação de projetos da empresa atualmente? ( ) Muito bom ( ) Bom (X) Regular ( ) Ruim ( ) Outro Cite ___________________________ 24- Quem você gostaria que realizasse a coordenação do processo de projeto da empresa? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 25- Atualmente qual o fator preponderante para a coordenação de projetos ser uma ferramenta pouco utilizada? ( ) Custos ( ) Prazos executivos ( ) Falta de profissionais especializados ( ) Não existe ainda a necessidade de utilizar esta ferramenta (X) Outro Cite: Falta de conhecimento sobre a grande redução de custos que a coordenação de projetos traz para a empresa. 56 APÊNDICE B – Questionário aplicado ao Diretor Técnico 57 PROPOSTA DE UM MODELO DE COORDENAÇÃO DE PROJETOS PARA UMA EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL – ESTUDO DE CASO ENTREVISTADO: Abrahão Artur Souza DATA: 05/06/2010 FUNÇÃO NO PROCESSO: Diretor Técnico QUESTIONÁRIO 1-Na fase de idealização é feito um levantamento de demanda ou pesquisa de mercado? (X) Sim ( ) Não 2-Em caso de resposta afirmativa na questão 1, quem deve ser o responsável por este levantamento ou esta pesquisa? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 3-Na fase de idealização quem deve ser o responsável pela definição das diretrizes e parâmetros do empreendimento? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 4-Quem é responsável pela escolha do terreno? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 5-Quais os fatores que são levados em conta para a escolha do terreno? (X) Localização ( ) Área ( ) Valor (X) Leis municipais, ambientais (X) Outro Cite: Topografia 6-Quem fica responsável pela análise do potencial dos terrenos? ( ) Engenheiro ( ) Consultores ( ) Diretor Técnico ( ) Projetistas dos Complementares (X) Diretor Administrativo ( ) Coordenador de Projetos ( ) Arquiteto 7-Em relação ao projeto, quem fica responsável pelas áreas e disposições dos apartamentos? 58 ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 8-Quem define as tecnologias e técnicas construtivas que serão aplicadas? (X) Engenheiro (X) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 9- Em que momento a definição das técnicas construtivas devem ser iniciadas? ( ) Antes da aquisição do terreno (X) Após a aquisição do terreno ( ) Antes da contratação do arquiteto ( ) Depois da contratação do arquiteto (X) Durante a elaboração dos projetos ( ) Após a elaboração dos projetos 10-Quem deve ser o responsável pela elaboração do memorial descritivo dos empreendimentos da empresa? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 11-Quem será o responsável pelo cronograma do processo de projeto? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 12-Quem deve ficar responsável pela validação dos projetos nos órgãos competentes? (X) Engenheiro ( ) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 13-Os projetos das diversas especialidades deveriam ser: (X) Desenvolvidos em conjunto com o arquiteto ( ) Desenvolvidos em paralelo com o arquiteto ( ) Desenvolvidos após a conclusão do projeto arquitetônico ( ) Devem ser feitos de forma independente um do outros devido a experiência de outros empreendimentos já executados 59 14- Porquê? Para que haja uma otimização dos espaços e principalmente para um aproveitamento racional da estrutura e dos materiais de acabamento. 15- Em que momento deve ser iniciado a compatibilização entre os projetos? ( ) Idealização ( ) Estudo Preliminar ( ) Ante Projeto (X) Projeto Legal ( ) Após o Projeto Elaborado 16- Em sua opinião, quem deveria realizar a compatibilização de projetos? (X) Engenheiro ( ) Projetista ( ) Arquiteto ( ) Diretor Técnico (X) Coordenador de Projeto 17-Quanto à comunicação entre os projetistas e o fluxo de informações de projeto, quais as ferramentas devem ser utilizadas? (X) Reuniões presenciais ( ) Ligações telefônicas (X) Emails ( ) Extranet ( ) Outro Cite_____________________________ 18-Quem é o responsável pela análise crítica do detalhamento do projeto? (X) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 19-Quem deve ser o responsável pela validação do projeto? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 20-Em relação a alterações de projeto, quem deve autorizá-los? (X) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 60 21- Durante a obra, os projetistas devem fazer o acompanhamento da obra? ( ) Sim (X) Não Porquê? Porque isto é função do engenheiro que executa a obra, a menos que ocorra uma situação técnica que exija uma alteração no projeto. 22- Na sua opinião, quem deve ser o responsável pelo projeto “as built”? (X) Engenheiro ( ) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 23- Como você avalia a coordenação de projetos da empresa atualmente? ( ) Muito bom ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim (X) Outro Cite: Inexistente 24- Quem você gostaria que realizasse a coordenação do processo de projeto da empresa? (X) Engenheiro ( ) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 25- Atualmente qual o fator preponderante para a coordenação de projetos ser uma ferramenta pouco utilizada? ( ) Custos ( ) Prazos executivos (X) Falta de profissionais especializados ( ) Não existe ainda a necessidade de utilizar esta ferramenta ( ) Outro Cite _________________ 61 APÊNDICE C – Questionário aplicado ao Engenheiro Projetista Estrutural 62 PROPOSTA DE UM MODELO DE COORDENAÇÃO DE PROJETOS PARA UMA EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL – ESTUDO DE CASO ENTREVISTADO: Alexandre Vargas DATA: 28/05/2010 FUNÇÃO NO PROCESSO: Projetista QUESTIONÁRIO 1-Na fase de idealização é feito um levantamento de demanda ou pesquisa de mercado? (X) Sim ( ) Não 2-Em caso de resposta afirmativa na questão 1, quem deve ser o responsável por este levantamento ou esta pesquisa? ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 3-Na fase de idealização quem deve ser o responsável pela definição das diretrizes e parâmetros do empreendimento? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos (X) Diretor Comercial 4-Quem é responsável pela escolha do terreno? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos (X) Diretor Comercial 5-Quais os fatores que são levados em conta para a escolha do terreno? (X) Localização (X) Área (X) Valor (X) Leis municipais, ambientais (X) Outro Cite: Condição técnica para execução; acesso 6-Quem fica responsável pela análise do potencial dos terrenos? ( ) Engenheiro (X) Consultores (X) Diretor Técnico ( ) Projetistas dos Complementares (X) Diretor Administrativo ( ) Coordenador de Projetos ( ) Arquiteto (X) Diretor Comercial 7-Em relação ao projeto, quem fica responsável pelas áreas e disposições dos apartamentos? 63 ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos (X) Diretor Comercial 8-Quem define as tecnologias e técnicas construtivas que serão aplicadas? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 9- Em que momento a definição das técnicas construtivas devem ser iniciadas? ( ) Antes da aquisição do terreno ( ) Após a aquisição do terreno ( ) Antes da contratação do arquiteto (X) Depois da contratação do arquiteto ( ) Durante a elaboração dos projetos ( ) Após a elaboração dos projetos 10-Quem deve ser o responsável pela elaboração do memorial descritivo dos empreendimentos da empresa? (X) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos (X) Diretor Comercial 11-Quem será o responsável pelo cronograma do processo de projeto? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 12-Quem deve ficar responsável pela validação dos projetos nos órgãos competentes? ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores (X) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 13-Os projetos das diversas especialidades deveriam ser: (X) Desenvolvidos em conjunto com o arquiteto (X) Desenvolvidos em paralelo com o arquiteto ( ) Desenvolvidos após a conclusão do projeto arquitetônico ( ) Devem ser feitos de forma independente um do outros devido a experiência de outros empreendimentos já executados 64 14- Porquê? Para que haja uma otimização dos espaços e principalmente para um aproveitamento racional da estrutura e dos materiais de acabamento. 15- Em que momento deve ser iniciado a compatibilização entre os projetos? (X) Idealização ( ) Estudo Preliminar ( ) Ante Projeto ( ) Projeto Legal ( ) Após o Projeto Elaborado 16- Em sua opinião, quem deveria realizar a compatibilização de projetos? ( ) Engenheiro ( ) Projetista ( ) Arquiteto ( ) Diretor Técnico (X) Coordenador de Projeto (X) Engenheiro e/ou Arquiteto 17-Quanto à comunicação entre os projetistas e o fluxo de informações de projeto, quais as ferramentas devem ser utilizadas? (X) Reuniões presenciais ( ) Ligações telefônicas ( ) Emails ( ) Extranet ( ) Outro Cite_____________________________ 18-Quem é o responsável pela análise crítica do detalhamento do projeto? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos (X) Diretor Comercial 19-Quem deve ser o responsável pela validação do projeto? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos (X) Diretor Comercial 20-Em relação a alterações de projeto, quem deve autorizá-los? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 65 21- Durante a obra, os projetistas devem fazer o acompanhamento da obra? ( ) Sim (X) Não Porquê? Pois cabe ao engenheiro responsável pela execução da obra. 22- Na sua opinião, quem deve ser o responsável pelo projeto “as built”? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 23- Como você avalia a coordenação de projetos da empresa atualmente? ( ) Muito bom ( ) Bom ( ) Regular (X) Ruim ( ) Outro Cite: ______________ 24- Quem você gostaria que realizasse a coordenação do processo de projeto da empresa? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 25- Atualmente qual o fator preponderante para a coordenação de projetos ser uma ferramenta pouco utilizada? ( ) Custos ( ) Prazos executivos ( ) Falta de profissionais especializados ( ) Não existe ainda a necessidade de utilizar esta ferramenta (X) Outro Cite: Planejamento 66 APÊNDICE D – Questionário aplicado ao Arquiteto 67 PROPOSTA DE UM MODELO DE COORDENAÇÃO DE PROJETOS PARA UMA EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL – ESTUDO DE CASO ENTREVISTADO: Edmundo Costa DATA: 27/05/2010 FUNÇÃO NO PROCESSO: Arquiteto QUESTIONÁRIO 1-Na fase de idealização é feito um levantamento de demanda ou pesquisa de mercado? (X) Sim ( ) Não 2-Em caso de resposta afirmativa na questão 1, quem deve ser o responsável por este levantamento ou esta pesquisa? ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores (corretores de imóveis) ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 3-Na fase de idealização quem deve ser o responsável pela definição das diretrizes e parâmetros do empreendimento? ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo (X) Arquiteto (X) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 4-Quem é responsável pela escolha do terreno? ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo (X) Arquiteto (X) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 5-Quais os fatores que são levados em conta para a escolha do terreno? (X) Localização (X) Área (X) Valor (X) Leis municipais, ambientais (X) Outro Cite: Mercado Atual 6-Quem fica responsável pela análise do potencial dos terrenos? (X) Engenheiro ( ) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto (X) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 7-Em relação ao projeto, quem fica responsável pelas áreas e disposições dos 68 apartamentos? ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores (corretores de imóveis) ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 8-Quem define as tecnologias e técnicas construtivas que serão aplicadas? (X) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores (X) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 9- Em que momento a definição das técnicas construtivas devem ser iniciadas? (X) Antes da aquisição do terreno ( ) Após a aquisição do terreno ( ) Antes da contratação do arquiteto ( ) Depois da contratação do arquiteto (X) Durante a elaboração dos projetos ( ) Após a elaboração dos projetos Obs: Tomar cuidado com a sondagem pois pode inviabilizar o empreendimento. 10-Quem deve ser o responsável pela elaboração do memorial descritivo dos empreendimentos da empresa? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo (X) Arquiteto (X) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 11-Quem será o responsável pelo cronograma do processo de projeto? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores (X) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 12-Quem deve ficar responsável pela validação dos projetos nos órgãos competentes? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 13-Os projetos das diversas especialidades deveriam ser: (X) Desenvolvidos em conjunto com o arquiteto 69 ( ) Desenvolvidos em paralelo com o arquiteto ( ) Desenvolvidos após a conclusão do projeto arquitetônico ( ) Devem ser feitos de forma independente um do outros devido a experiência de outros empreendimentos já executados 14- Porquê? Para que haja uma troca de informações constante entre todos os projetistas. 15- Em que momento deve ser iniciado a compatibilização entre os projetos? ( ) Idealização ( ) Estudo Preliminar ( ) Ante Projeto (X) Projeto Legal ( ) Após o Projeto Elaborado 16- Em sua opinião, quem deveria realizar a compatibilização de projetos? (X) Engenheiro ( ) Projetista (X) Arquiteto ( ) Diretor Técnico (X) Coordenador de Projeto 17-Quanto à comunicação entre os projetistas e o fluxo de informações de projeto, quais as ferramentas devem ser utilizadas? (X) Reuniões presenciais (X) Ligações telefônicas (X) Emails (X) Extranet ( ) Outro Cite_____________________________ 18-Quem é o responsável pela análise crítica do detalhamento do projeto? (X) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores (X) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 19-Quem deve ser o responsável pela validação do projeto? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 20-Em relação a alterações de projeto, quem deve autorizá-los? (X) Engenheiro ( ) Consultores 70 (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto (X) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 21- Durante a obra, os projetistas devem fazer o acompanhamento da obra? (X) Sim ( ) Não Porquê? Porque durante a execução podem aparecer dúvidas de projeto, resolvidas ou alteradas em obra. 22- Na sua opinião, quem deve ser o responsável pelo projeto “as built”? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 23- Como você avalia a coordenação de projetos da empresa atualmente? ( ) Muito bom (X) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Outro Cite: _______________ 24- Quem você gostaria que realizasse a coordenação do processo de projeto da empresa? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 25- Atualmente qual o fator preponderante para a coordenação de projetos ser uma ferramenta pouco utilizada? ( ) Custos (X) Prazos executivos (X) Falta de profissionais especializados ( ) Não existe ainda a necessidade de utilizar esta ferramenta ( ) Outro Cite _________________ Depoimento Livre: Durante a entrevista, o arquiteto relatou algumas experiências profissionais por quais já passou ao longo de sua carreira. Uma delas marcante em relação à coordenação de projetos foi um caso no qual ele foi contratado para 71 projetar um condomínio residencial na cidade de Criciúma há alguns anos. No relato, ele contou que, durante a fase de idealização deste projeto, não foi realizada a coordenação de projetos, e havia mais de um projetista trabalhando no processo. Era feito um trabalho em conjunto; porém, com pouca troca de informações entre os projetistas. Além disso, não havia ninguém responsável por isto. Após concluído o projeto, os envolvidos e a empresa executora constataram que, por este projeto não ter passado por uma coordenação, a empresa deixou de ganhar muito dinheiro. 72 APÊNDICE E – Questionário aplicado ao Engenheiro Civil 73 PROPOSTA DE UM MODELO DE COORDENAÇÃO DE PROJETOS PARA UMA EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL – ESTUDO DE CASO ENTREVISTADO: Gustavo Diehl de Souza DATA: 02/06/2010 FUNÇÃO NO PROCESSO: Engenheiro Civil QUESTIONÁRIO 1-Na fase de idealização é feito um levantamento de demanda ou pesquisa de mercado? ( ) Sim (X) Não 2-Em caso de resposta afirmativa na questão 1, quem deve ser o responsável por este levantamento ou esta pesquisa? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 3-Na fase de idealização quem deve ser o responsável pela definição das diretrizes e parâmetros do empreendimento? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 4-Quem é responsável pela escolha do terreno? ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares ( ) Coordenador de Projetos 5-Quais os fatores que são levados em conta para a escolha do terreno? (X) Localização ( ) Área ( ) Valor (X) Leis municipais, ambientais ( ) Outro Cite: ______________ 6-Quem fica responsável pela análise do potencial dos terrenos? ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 7-Em relação ao projeto, quem fica responsável pelas áreas e disposições dos 74 apartamentos? ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 8-Quem define as tecnologias e técnicas construtivas que serão aplicadas? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 9- Em que momento a definição das técnicas construtivas devem ser iniciadas? ( ) Antes da aquisição do terreno ( ) Após a aquisição do terreno ( ) Antes da contratação do arquiteto (X) Depois da contratação do arquiteto ( ) Durante a elaboração dos projetos ( ) Após a elaboração dos projetos 10-Quem deve ser o responsável pela elaboração do memorial descritivo dos empreendimentos da empresa? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico (X) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 11-Quem será o responsável pelo cronograma do processo de projeto? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 12-Quem deve ficar responsável pela validação dos projetos nos órgãos competentes? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores (X) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 13-Os projetos das diversas especialidades deveriam ser: (X) Desenvolvidos em conjunto com o arquiteto ( ) Desenvolvidos em paralelo com o arquiteto ( ) Desenvolvidos após a conclusão do projeto arquitetônico 75 ( ) Devem ser feitos de forma independente um do outros devido a experiência de outros empreendimentos já executados 14- Por quê? Para resolver as interferências (incompatibilidades) desde o estudo preliminar. 15- Em que momento deve ser iniciado a compatibilização entre os projetos? ( ) Idealização (X) Estudo Preliminar ( ) Ante Projeto ( ) Projeto Legal ( ) Após o Projeto Elaborado 16- Em sua opinião, quem deveria realizar a compatibilização de projetos? ( ) Engenheiro ( ) Projetista (X) Arquiteto (X) Diretor Técnico (X) Coordenador de Projeto 17-Quanto à comunicação entre os projetistas e o fluxo de informações de projeto, quais as ferramentas devem ser utilizadas? ( ) Reuniões presenciais ( ) Ligações telefônicas (X) Emails (X) Extranet ( ) Outro Cite_____________________________ 18-Quem é o responsável pela análise crítica do detalhamento do projeto? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores (X) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 19-Quem deve ser o responsável pela validação do projeto? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 20-Em relação a alterações de projeto, quem deve autorizá-los? ( ) Engenheiro (X) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo ( ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 76 21- Durante a obra, os projetistas devem fazer o acompanhamento da obra? (X) Sim ( ) Não Por quê? Para obter uma melhora contínua dos seus projetos. 22- Na sua opinião, quem deve ser o responsável pelo projeto “as built”? ( ) Engenheiro ( ) Diretor Técnico ( ) Diretor Administrativo (X) Arquiteto ( ) Consultores (X) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 23- Como você avalia a coordenação de projetos da empresa atualmente? ( ) Muito bom ( ) Bom ( ) Regular (X) Ruim ( ) Outro Cite: _________________ 24- Quem você gostaria que realizasse a coordenação do processo de projeto da empresa? ( ( ( ( ) Engenheiro ) Diretor Técnico ) Diretor Administrativo ) Arquiteto ( ) Consultores ( ) Projetistas dos Complementares (X) Coordenador de Projetos 25- Atualmente qual o fator preponderante para a coordenação de projetos ser uma ferramenta pouco utilizada? ( ) Custos ( ) Prazos executivos ( ) Falta de profissionais especializados ( ) Não existe ainda a necessidade de utilizar esta ferramenta (X) Outro Cite: A importância que a coordenação traz benefícios em termos de redução de custos. 77 APÊNDICE F – Tabela 01: Processo de Projetos SEC Construções LTDA 78 Legenda: COP – Coordenador de projetos DIA – Diretor Administrativo DIT – Diretor Técnico ENG – Engenheiro Civil PRO – Projetista Complementar Gestão geral do processo Definição do produto Idealização Definições preliminares PROCESSO DE PROJETOS SEC CONSTRUÇÕES LTDA - FICHA DE CONTROLE DE PROJETO DOCUMENTO DOCUMENTO ETAPA SISTEMA ITEM AGENTE ENTRADA SAIDA Definir os objetivos do edifício DIA Definir os limites de prazo COP Definir os conceitos e estratégias DIA Definir os recursos disponíveis para o projeto DIA Estudar as restrições técnicas e tecnológicas DIT Definir as características requeridas dos projetistas COP Definir as tecnologias DIT Diretrizes para desenvolvimento Ata da 1ª dos projetos COP Briefing Escopo reunião e Analisar as leis municipais e do programa de programa de ambientais COP necessidades necessidades Analisar pesquisa ou estudo de mercado DIA Analisar potencial dos terrenos DIA Analisar viabilidade tecnológica DIT Analisar viabilidade econômica DIA Orçamentos e contratação do projeto arquitetônico COP Concepção e representação gráfica preliminar ARQ Análise de matrícula atualizada ou escritura COP Controle de procedimentos COP Definição do tipo do empreendimento DIT Ata da 2ª Identificação e planejamento reunião, das etapas de desenvolvimento programa de do projeto COP Escopo do necessidades do Coordenação do fluxo de programa de empreendiment informações entre os agentes necessidades o, definições de envolvidos COP tecnologias e sistemas Identificação e análise crítica construtivos das interfaces de projeto COP Definição e aprovação de DIT 79 memoriais descritivos do produto Definição dos processos construtivos Análise dos índices urbanísticos Análise e estudo do solo Definição das áreas máximas possíveis para o prédio Proposta do sistema estrutural Proposta de projetos complementares Definição e análise dos custos globais estimados DIT COP DIT ARQ PRO PRO DIT Formalização do produto Atendimento ao programa de necessidades Desenvolvimento do produto PROCESSO DE PROJETOS SEC CONSTRUÇÕES LTDA - FICHA DE CONTROLE DE PROJETO DOCUMENTO DOCUMENTO ETAPA SISTEMA ITEM AGENTE ENTRADA SAIDA Análise crítica e tomada de decisões sobre as necessidades COP de integração das soluções Definição das soluções técnicas finais DIT Organização e registros de reuniões de coordenação COP Ata da 2ª Avaliação de projetos através de reunião, indicadores DIT programa de Consulta à concessionária de Escopo do necessidades do energia elétrica COP programa de empreendiment Consulta à concessionária de necessidades o, definições de água/esgoto COP tecnologias e sistemas Consulta à concessionária de construtivos gás COP Consulta à concessionária de telefone COP Consulta ao corpo de bombeiros COP Validação do produto e liberação para etapas subsequentes COP Verificar programa da unidades ARQ Confirmação do gabarito dos pavimentos ARQ Escopo do Programa de Verificar características das Anteprojeto necessidades unidades privativas ARQ (pranchas em escala 1:100) Verificar características da área comum ARQ Verificar características das instalações elétricas ARQ Verificar características das instalações hidráulicas ARQ Verificar características gerais ARQ 80 Implantação do empreendimento Verificar orientação norte sul Verificar medidas de projeção da torre Verificar recuos frontais, laterais e de fundos da torre Verificar medidas de embasamento Verificar áreas cobertas do térreo além da projeção da torre Verificar movimento de terra resultante ARQ Verificar medidas do subsolo Verificar altura do térreo até piso do último pavimento (se H > 60m, exigência elevador de emergência) ARQ ARQ ARQ ARQ ARQ ARQ ARQ Adequação a exigências legais da prefeitura Estudo preliminar e Anteprojeto PROCESSO DE PROJETOS SEC CONSTRUÇÕES LTDA - FICHA DE CONTROLE DE PROJETO DOCUMENTO DOCUMENTO ETAPA SISTEMA ITEM AGENTE ENTRADA SAIDA Área Comum Verificar recuos frontais, laterais e de fundos da torre ARQ Verificar medidas de embasamento ARQ Verificar existência de faixas não edificáveis ARQ Verificar número de pavimentos ARQ Verificar consideração de duplex como um pavimento ARQ Verificar exigência de terraço de fuga ARQ Verificar pé direito mínimo Escopo do Anteprojeto exigido (térreo, tipo) ARQ Anteprojeto Verificar área de recreação ARQ Verificar largura de corredores ARQ Verificar altura de anteparos de sacadas ARQ Verificar terraço de fuga na cobertura ARQ Verificar rampa de deficientes (inclinação, largura, comprimento) ARQ Verificar número de vagas de garagem ARQ 81 Verificar área de recreação Verificar patamares de acesso de veículos Verificar acesso para caminhão do corpo de bombeiros Verificar área e dimensões de aberturas de iluminação e ventilação Verificar cálculo de áreas não computáveis Verificar área mínima e/ou dimensões mínimas de dormitórios Verificar área mínima e/ou dimensões mínimas de área de serviço Verificar área mínima e/ou dimensões mínimas de duto de ventilação ARQ ARQ ARQ Área Privativa DIT COP COP Escopo do Anteprojeto Anteprojeto ARQ PROCESSO DE PROJETOS SEC CONSTRUÇÕES LTDA - FICHA DE CONTROLE DE PROJETO DOCUMENTO DOCUMENTO ETAPA SISTEMA ITEM AGENTE ENTRADA SAIDA Verificar área do lote real e de ARQ / ENG / escritura DIR Verificar categoria de uso ARQ / DIR Verificar número da inscrição imobiliária DIR Definição de Verificar taxa de ocupação do Tipologia / térreo e da torre ARQ Projeto Legal Verificar coeficientes de aproveitamento Verificar área computável Verificar área não computável Verificar área total construída Verificar área construída coberta Verificar área construída descoberta Verificar número de unidades, vagas de garagem e depósitos Verificar necessidade de discriminar áreas de guarita, piscina, recreação e estacionamento Verificar áreas das unidades a comercializar Verificar e comparação do índice de compacidade Índ ice s de pro jet o (te nd o co mo bas eo pa vi me nto tip o) Estudo Preliminar e Anteprojeto Estatística ARQ / ENG / DIR ENG / DIR ENG / DIR ARQ / DIR Anteprojeto ARQ ARQ ARQ / DIR ARQ / COOR / DIR ARQ / DIR ENG / DIR Anteprojeto Estudo Numérico / 82 Descrição do empreendimento Concepção geral do empreendimento Estudo Preliminar e Anteprojeto Verificar e comparação do Projeto Legal índice de % de área de circulação ENG / DIR Verificar e comparação do índice de % de paredes ENG / DIR Verificar relação área real total / área pivativa real ENG / DIR Verificar relação área real total / área pivativa real, considerando ENG / DIR 01 vaga de garagem e 01 depósito Verificar relação área equivalente da edificação / área real total ENG / DIR Verificar relação área de aberturas / área real total do pavimento tipo ENG / DIR Análise da volumetria do edifício ARQ / ENG PROCESSO DE PROJETOS SEC CONSTRUÇÕES LTDA - FICHA DE CONTROLE DE PROJETO DOCUMENTO DOCUMENTO ETAPA SISTEMA ITEM AGENTE ENTRADA SAIDA Definir do nome do edifício ARQ Definir denominação dos pavimentos, Subsolo, Térreo, ARQ Pavimento Tipo, Duplex, e outros níveis superiores Definir numeração das vagas de Definição de garagem e se haverá vagas Anteprojeto Tipologia / vinculadas ARQ / DIR Projeto Legal Definir numeração dos depósitos ou armários privativos ARQ Definir denominação dos apartamentos ARQ Definir denominação dos cômodos dos apartamentos ARQ Analisar concepção das ARQ / ENG / fachadas e seus revestimentos DIR Verificar a existência de prédios vizinhos que venham a interferir ARQ / ENG / com sombra ou na privacidade DIR dos cômodos Verificar privacidade entre Definição de unidades, através de sacadas e Anteprojeto Tipologia / janelas ARQ / ENG Projeto Legal Verificar sentido do tráfego na rua para acesso às garagens ARQ / ENG Verificar se existe rede pública de esgoto, caso contrário, ENG / PRO prever espaço para tanque séptico e filtro 83 Escadas / Rampas / Acessos na área comum do prédio Esc ad a en cla us ura da / An tec âm ara Elevadores Estudo Preliminar e Anteprojeto PROCESSO DE PROJETOS SEC CONSTRUÇÕES LTDA - FICHA DE CONTROLE DE PROJETO DOCUMENTO DOCUMENTO ETAPA SISTEMA ITEM AGENTE ENTRADA SAIDA Verificar dimensionamento da escada de acesso principal do edifício ARQ / ENG Verificar escadas do subsolo ao térreo ARQ / ENG Verificar dimensionamento de escadas em áreas de recreação ARQ Verificar acessos a níveis superiores como barrilete, casa ARQ / ENG / de máquinas, caixa d'água e PRO terraço Verificar dimensionamento de escadas nos níveis superiores ARQ / ENG / Definição (casa de máquinas, barrilete, PRO Anteprojeto Técnica / caixa d'água e reservatórios) Projeto Legal Verificar dimensionamento de ARQ / ENG / rampas de deficientes PRO Verificar dimensionamento de rampas de veículos (desenvolvimento, largura e ENG / PRO inclinação) e pé direito mínimo no acesso às garagens Verificar circulação de veículos e pessoas na área de garagens ARQ / ENG Verificar acesso de pessoas das garagens até os elevadores e escadas ARQ / ENG Definir população, número de paradas e percurso ARQ Definir modelo de cabina a usar ARQ / ENG / e tipo de porta DIR Verificar cálculo de tráfego e variáveis de projeto (número de passageiros, velocidade, dimensões das caixas, ARQ / ENG / Definição profundidade do poço de molas, PRO Programa de Técnica / altura de última parada até casa necessidades Projeto Legal de máquinas, pé direito mínimo da casa de máquinas) Verificar se haverá nível de inspeção PRO Verificar posição de alçapões PRO Verificar ventilação cruzada da casa de máquinas e dimensões ENG / PRO das venezianas Verificar classificação das Definição Anteprojeto escadas pela NBR 9077 e ARQ / ENG Técnica / 84 Saídas de emergência normas locais Verificar largura da escada no tipo, térreo e coberturas Verificar se a escada enclausurada nasce do térreo ou no subsolo Verificar altura de passagem em todos os lances Verificar relação entre largura e altura dos degraus em todos os níveis Projeto Legal ARQ / ENG ARQ / ENG ARQ / ENG ARQ / ENG Verificar aberturas de iluminação (área e dimensões) ARQ / ENG Verificar especificação de corrimão e piso antiderrapante ARQ / ENG Verificar especificação das paredes (tempo de resistência ao fogo) ARQ / ENG Verificar altura da parede no meio da escada ARQ / ENG Verificar interferência de portas de acesso à escada com raio ARQ / ENG mínimo traçado a partir de vértice no meio da mesma Verificar medida e sentido das portas corta fogo em todos pavimentos ARQ / ENG Verificar dimensões da antecâmara ARQ / ENG Verificar existência de dutos de entrada e saída de ar, com ARQ / ENG / dimensionamento destes e PRO venezianas a serem consideradas Verificar fechamento de duto de ARQ / ENG / entrada de ar na cobertura PRO Verificar nível de arranque de duto de saída de ar e ARQ / ENG / prolongamento acima da PRO cobertura Verificar rota de fuga no subsolo, térreo, tipo e cobertura ARQ / ENG Verificar requisitos de altura de anteparos nas sacadas ARQ / ENG Verificar acesso para caminhão do corpo de bombeiros ARQ / ENG Verificar acesso a terraço de fuga, caso exista ARQ / ENG Verificar especificação de piso ARQ / ENG Anteprojeto Definição Técnica / Projeto Legal 85 antiderrapante em rota de fuga Verificar sentido de aberturas de porta principal do edifício Verificar largura de corredores no subsolo, térreo, tipo e cobertura Verificar requerimentos de espaço livre em frente dos elevadores ARQ / ENG ARQ / ENG ARQ / ENG Impermeabilização e Desníveis Cisterna e quarto de bombas Estudo Preliminar e Anteprojeto PROCESSO DE PROJETOS SEC CONSTRUÇÕES LTDA - FICHA DE CONTROLE DE PROJETO DOCUMENTO DOCUMENTO ETAPA SISTEMA ITEM AGENTE ENTRADA SAIDA Verificar áreas a impermeabilizar no térreo, recreação e terraços ENG / PRO Verificar áreas a impermeabilizar nos apartamentos (floreiras, pátios ENG / PRO privativos e terraços de coberturas) Verificar desníveis de piso a serem considerados para poder ENG / PRO realizar a impermeabilização Verificar existência de juntas de Definição dilatação na estrutura e sua ENG / PRO Anteprojeto Técnica / posição em relação às áreas a Projeto Legal impermeabilizar Verificar se haverá jardineiras e floreiras sobre lajes do térreo ARQ / ENG Verificar desníveis entre área coberta e descoberta no térreo ENG / PRO Verificar desníveis entre o elevador no subsolo e restante da área ENG / PRO Verificar desníveis entre áreas ARQ / ENG / cobertas e descobertas PRO Verificar desníveis em sacadas ARQ / ENG / do pavimento tipo PRO Verificar dimensionamento de reserva da água e distribuição ENG / DIR na cisterna e reservatório superior Programa de Verificar localização e necessidades Definição dimensões de quarto de Técnica / bombas e da cisterna, ENG / PRO Projeto Legal analisando as interferências da cisterna com a estrutura Verificar possibilidade de usar ENG reservatório em fibra de vidro 86 Drenagem de piso Piscina, deck e casa de filtro em substituição da cisterna de concreto Verificar medidas de piscina Verificar posição da piscina em relação ao sol Verificar local para filtro, motor, e equipamentos de limpeza Verificar posição de ducha e lava-pé Verificar acesso a piscina e mobília prevista no deck Verificar localização de poço de drenagem Verificar local para montagem de registros das bombas de drenagem ARQ / ENG / DIR ARQ ARQ / ENG Programa de necessidades Definição Técnica / Projeto Legal Anteprojeto Definição Técnica / Projeto Legal ARQ ARQ ARQ / ENG ARQ / ENG Fachadas Churrasqueiras e Lareiras Estudo Preliminar e Anteprojeto Guarita PROCESSO DE PROJETOS SEC CONSTRUÇÕES LTDA - FICHA DE CONTROLE DE PROJETO DOCUMENTO DOCUMENTO ETAPA SISTEMA ITEM AGENTE ENTRADA SAIDA Verificar localização e controle visual de acessos a partir desta ARQ / ENG Verificar volumetria da guarita em relação ao corpo do prédio ARQ Verificar que grade passa pela frente da guarita por medida de ARQ/ ENG / Definição segurança DIR Anteprojeto Técnica / Projeto Legal Verificar se terá banheiro ou não ARQ ARQ / ENG / Verificar tipos de aberturas DIR Verificar espaço para colocação de painel de interfone ARQ / ENG Verificar códigos dos ARQ/ ENG / revestimentos empregados DIR Verificar cores definidas e sua ARQ / ENG / posição em planta DIR Anteprojeto / Definição Verificar áreas com Programa de Técnica / revestimento de granito, ARQ / ENG / necessidades Projeto Legal pástilha e pintura DIR Verificar concordância com plantas baixas e cortes (medidas ARQ / ENG / DIR e aberturas) Verificar sistema de funcionamento: carvão ou a gás ARQ / DIR Verificar dimensões em planta Anteprojeto / Definição das churrasqueiras e lareiras do Programa de Técnica / ARQ / DIR pavimento tipo em função do necessidades Projeto Legal padrão dos apartamentos Verificar dimensões em planta ARQ / DIR Lixeiras 87 das churrasqueiras e lareiras na área comum Verificar dimensionamento de dutos de tiragem e se este será natural ou forçada Verificar prolongamento de dutos de tiragem acima do último pavimento Verificar sistema de coleta de lixo: contenedores ou carrinhos Verificar espaço para contenedores Verificar lixeira para carrinhos, dimensionando o número necessário Verificar facilidade de acesso para a remoção do lixo ENG / PRO ENG / PRO ARQ / ENG ARQ / ENG Programa de necessidades Definição Técnica / Projeto Legal ARQ / ENG ARQ / ENG Subsolo Estudo Preliminar e Anteprojeto PROCESSO DE PROJETOS SEC CONSTRUÇÕES LTDA - FICHA DE CONTROLE DE PROJETO DOCUMENTO DOCUMENTO ETAPA SISTEMA ITEM AGENTE ENTRADA SAIDA Verificar ventilação do subsolo e áreas fechadas de garagem ENG / PRO Verificar pé direito do subsolo, sob áreas cobertas e ARQ / ENG / descobertas no térreo PRO Verificar altura de vigas e pé direito disponível abaixo de vigas e lajes ENG / PRO Verificar pé direito no acesso de veículos e abaixo de rampas do ENG / PRO térreo Verificar traçado de redes pluviais e de esgoto que irão ficar sob laje ENG / PRO do térreo e sua interferência Definição Verificar acesso da rua para as Anteprojeto Técnica / garagens: analisar sentido do ARQ / ENG / Projeto Legal trânsito, facilidade de manobra PRO e controle visual a partir da guarita Verificar tipo de portão mais ARQ / ENG / adequado para usar DIR Verificar espaços para circulação e manobra de veículos ARQ / ENG Verificar localização de depósitos e, relação as vagas de ARQ / ENG / garagem (distribuídos entre as DIR vagas ou agrupados em área específica) Verificar acesso desimpedido de ARQ / ENG pedestres desde as garagens Térreo 88 para o hall de elevadores, analisando a possibilidade de ser projetada uma rampa quando existam desníveis nessas áreas Verificar denominação de unidades (garagens, armários) Verificar áreas e acabamentos indicados Verificar posição de pilares e vigas da estrutura Verificar espaço disponível abaixo de rampas e escadas Verificar cotas horizontais, verticais e níveis Verificar saídas de ventilação das garagens do subsolo Verificar ventilção de áreas fechadas de garagem Verificar tipo de cobertura das garagens Verificar pé direito e altura de forros definidos Verificar posição de prumadas hidráulicas, desvios nas mesmas e enchimentos ou shafts que serão necessários Verificar local para válvulas redutoras de pressão e caminho de retorno da distribuição de água Verificar acesso da rua para as garagens: analisar sentido do trânsito, facilidade de manobra e controle visual a partir da guarita Verificar tipo de portão mais adequado para usar Verificar espaço para circulação e manobra de veículos Verificar localização de depósitos e, relação as vagas de garagem (distribuídos entre as vagas ou agrupados em área específica) Verificar acesso desimpedidode pedestres desde as garagens para o hall de elevadores, analisando a possibilidade de ser projetada uma rampa quando existam desníveis nessas áreas Verificar denominação de ARQ ARQ / ENG / DIR ENG / PRO ARQ / ENG / PRO ARQ / ENG ENG / PRO ENG / PRO ENG / PRO ARQ / ENG / PRO ARQ /ENG / PRO ENG / PRO ARQ / ENG ARQ / ENG / DIR ARQ / ENG ARQ / ENG / DIR ARQ / ENG ARQ Anteprojeto Definição Técnica / Projeto Legal 89 ARQ / ENG / Verificar áreas e acabamentos DIR indicados Verificar posição de pilares e vigas ARQ / ENG / PRO da estrutura Verificar espaço disponível abaixo ARQ / ENG de rampas e escadas Verificar cotas horizontais, ARQ / ENG verticais e níveis Analisar funcilonalidade arquitetônica (circulação, uso, ARQ / ENG mobília, ventilação) ARQ Verificar orientação norte sul Verificar se os cortes do projeto ARQ /ENG / passam em locais que facilitem a PRO compreensão do mesmo Verificar medidas internas dos ambientes ARQ / DIR Verificar posição das aberturas ARQ Verificar sentido de abertura das portas ARQ Verificar layout de estar/jantar, estar íntimo ARQ Verificar layout de banheiros com dimensões apropriadas ARQ para as peças sanitárias projetadas Verificar layout da cozinha, posição de bancadas e equipamentos: refrigerador, ARQ freezer, forno microondas, fogão, maquina de lavar louça Verificar layout da área de serviço, posição de tanque, máquina de lavar, aquecedor a ARQ gás, boiler, quadro de distribuição elétrica Verificar espaços para equipamentos de condicionamento de ar ARQ / ENG Verificar layout de dormitórios: armários, camas, janelas, TV, computador ARQ Verificar privacidade de ambientes externos como terraço e sacadas ARQ Verificar privacidade de banheiros ARQ Verificar ventilação de banheiros ARQ /ENG ARQ / ENG Verificar acesso f e s t a s d e S a l ã o Itens específicos das unidades unidades (garagens, armários) Programa de necessidades Definição Técnica / Projeto Legal Programa de Definição de 90 Pavimento Tipo Estudo Preliminar e Anteprojeto Atendimento ao escopo e especificações ETAPA necessidades Tipologia / ARQ / DIR Verificar mobília do salão Projeto Legal ARQ Verificar ligação com cozinha Verificar layoutda cozinha com previsão de pia, armários, ARQ geladeira e fogão Verificar banheiros, seu acesso e ARQ / ENG ventilação ARQ / ENG / Verificar esquadrias (janelas e DIR portas - janelas) PROCESSO DE PROJETOS SEC CONSTRUÇÕES LTDA - FICHA DE CONTROLE DE PROJETO DOCUMENTO DOCUMENTO SISTEMA ITEM AGENTE ENTRADA SAIDA Informações Solicitadas Plantas baixas das formas dos pavimentos com todas informações PRO Anteprojeto Projeto Legal Memorial descritivo PRO Concepção global e indicadores da estrutura Análise qualitativa da malha estrutural ENG / PRO M² forma (pilares, vigas e lajes) / M² área estruturada ENG / PRO Número de pilares por M² ENG / PRO Estimativas de consumo de aço Anteprojeto e concreto PRO Reduções de seção de pilares (se necessário) ENG / PRO Medidas dos panos de laje PRO Densidade de vigas (ML / M² área estruturada) ENG / PRO Verificar em relação ao projeto de arquitetura PILARES Verificar se pilares interferem ARQ / ENG / com layout e flexibilidade da PRO planta Verificar sentido de requadros ARQ / ENG / dos pilares (quais cômodos serão PRO desfavorecidos) Verificar limitação de medidas de Anteprojeto alguns pilares para que não interfiram com esquadrias (portas ENG / PRO e janelas) e aparelhos de ar condicionado Verificar se haverá necessidade de rebaixos nas lajes por pisos de ENG / PRO espessuras diferentes (considerando uso de contrapiso) VIGAS, LAJES E ESCADAS Projeto Legal Projeto Legal 91 Verificar largura e altura de vigas ARQ / ENG / com padrões estabelecidos de espessuras de divisórias e pé PRO direito Verificar se haverá vigas com ARQ / ENG / largura maior ou menor do que as PRO paredes sob elas Verificar se vigas com altura maior a padronizada interferem ENG / PRO com dimensões de esquadrias Verificar limitação de altura da Anteprojeto Projeto Legal ARQ / ENG / vigas em área de hall comum, para não ter forro muito PRO rebaixado ARQ / ENG / Verificar rebaixo de lajes nas PRO sacadas e churrasqueiras Verificar desenvolvimento de ARQ / ENG / escadas (altura e número de PRO degraus) Verificar se haverá vigas e pilares intermediários para sustentação ENG / PRO dos lances das escadas Verificações em relação ao projeto de saídas de emergência e instalações preventivas Verificar espessura de paredes na caixa da escada, analisando a ENG / PRO compatibilidade com vigas projetadas Verificar se viga (caso exista) sobre parede de veneziana de ENG / PRO ventilação na antecâmara é invertida Anteprojeto Projeto Legal Verificar localização de pilares na caixa da escada enclausurada, analisando-se os requadros existentes podem vir a interferir ENG / PRO com a largura de passagem ou requisitos particulares das normas de incêndio Verificações em relação ao projeto de instalações hidráulicas Verificar se altura de lajes em região de banheiros, permitirá colocação de forro acima da viga. Considerar que altura necessária para montar os ENG / PRO ramais de esgoto é de 30cm. Anteprojeto Projeto Legal Caso contrario, Verificar se esquadrias podem ficar mais baixas Verificar se drenagem de floreiras, sacadas e ar ENG / PRO condicionado interfere com vigas e pilares 92 Verificar interferência de caminhos de tubulação de água ENG / PRO fria e quente com a estrutura Verificar se existem peças sanitárias contra pilares nos ENG / PRO banheiros, lavabos, cozinha, área de serviço e churrasqueiras. Verificar se existem vigas sob paredes com pia, analisando o possível encaminhamento do ENG / PRO esgoto até ralos e prumadas sem interferir com o piso Verificar se vigas intermediárias na região da escada podem ENG / PRO interferir com instalações hidráulicas e elétricas na parede Verificar dimensões de vigas ENG / PRO sobre paredes hidráulicas Verificar passagens na estrutura (em laje e vigas) e se há ENG / PRO necessidade de ajustes ou reforços adicionais Verificações em relação ao projeto de instalações elétricas Verificar posição de quadros elétricos dentro das unidades e ENG / PRO interferências com vigas Verificar se passagens verticais na estrutura (na área comum) para Anteprojeto Projeto Legal ENG / PRO as prumadas, afetam o comportamento das lajes Verificar se haverá necessidade ENG / PRO de furos horizontais nas vigas Construtibilidade Verificar uniformidade de PRO medidas dos pilares Verificar uniformidade de PRO medidas das vigas e lajes Verificar se as dimensões dos pilares podem ser mantidas sem redução de seção Verificar dimensões de pilares, vigas e lajes, para adequá-las ao sistema de formas da empresa Verificar se existem vigas atravessando dutos e shafts que dificultem a exaustão e montagem das instalações hidrossanitárias e elétricas Verificar solução estrutural para variações de planta baixa do pavimento (sacadas, terraços e ressaltos) Verificar se existem vigas PRO PRO Anteprojeto ENG / PRO PRO ENG / PRO Projeto Legal Pavimento Térreo 93 atravessando banheiros, sacadas e área de serviço. Caso existam, Verificar diminuição de altura em relação a vigas externas, para facilitar instalação de forro nestes ambientes Verificar se existem vigas nas laterais das caixas dos PRO elevadores para fixação de guias metálicas Verificar se existem vigas na frente dos elevadores para fixação de porta PRO Verificar em sacadas se há vigas invertidas para facilitar ARQ /ENG / impermeabilização PRO Verificar detalhamento de aperto de alvenaria com estrutura PRO Verificar uniformidade de bitolas de reforço de aço em pilares, vigas e lajes PRO Verificar que haja folga entre vigas e formas de polipropileno, evitando que as mesmas seja PRO localizadas junta as vigas para facilitar a desforma Verificar compensação de altura de degraus da escada com pisos PRO acabados dos diferentes pavimentos Verificar se há previsão de rebaixos nas vigas e lajes em PRO locais de porta e janela para evitar regularização de piso Concepção global e indicadores da estrutura Ánalise qualitativa da malha estrutura ENG / PRO M² forma (pilares, vigas e lajes) / M² área estruturada ENG / PRO Número de pilares por M² ENG / PRO Anteprojeto Verificar pilares que serão reduzidos no tipo PRO Medidas dos panos de laje ENG / PRO Densidade de vigas (ML / M² área estruturada) ENG / PRO Verificar em relação ao projeto de arquitetura Verifica se pilares interferem com vagas de garagem no ENG / PRO Anteprojeto subsolo: espaço, circulação, Projeto Legal Projeto Legal 94 estacionamento, entrada e saída Verificar necessidade de pilares e vigas de transição PRO Verificar módulo entre pilares para vaga de garagem (medida PRO livre mínima) 1 vaga - 2,5m / 2 vagas - 5,0m / 3 vagas - 7,5m Verificar espaço diferenciado ARQ / ENG / para vagas de canto PRO Verificar interferência de pilares com circulação de pessoas ENG / PRO Verificar pilares que morrem e os que continuam em cada pavimento PRO VIGAS, LAJES E ESCADAS ARQ / ENG / Verificar desníveis da estrutura PRO nas áreas descobertas Verificar enchimentos para criar ENG / PRO desníveis Verificar largura e altura de vigas ENG / PRO com padrões estabelecidos Verificar se vigas com altura maior do que a padronizada ARQ /ENG / interferem com pé direito livre PRO necessário (2,20m) Verificar se vigas de transição interferem com pé direito livre Anteprojeto Projeto Legal necessário ENG / PRO Verificar desenvolvimento de escadas (altura e número de degraus) ENG / PRO Verificar se haverá vigas e pilares intermediários para ENG / PRO sustentação dos lances das escadas Verificar aberturas de ventilação consideradas ENG / PRO Verificar pé direito livre no acesso às garagens do subsolo ENG / PRO Verificações em relação ao projeto de instalações hidráulicas Verificar interferência de coletores e ramais de esgoto ENG / PRO com vigas e necessidades de furação nas mesmas Verificar pé direito livre abaixo Anteprojeto Projeto Legal dos coletores ENG / PRO Verificar se existem peças sanitárias contra pilares nos ARQ / ENG / banheiros, lavabos, cozinha, PRO área de serviço e salão de festas 95 Pavimento Tipo Atendimento ao escopo e especificações Verificar se haverá necessidade de desvio de prumadas ENG / PRO interferindo com vigas e pilares Verificar se por causa de posição de shafts haverá requadros nos banheiros ENG / PRO Verificar se existem vigas sob paredes com pia, analisando o possível encaminhamento do ENG / PRO esgoto até ralos e prumadas sem interferir com o piso Verificar se furações verticais para passagem de prumadas ENG / PRO podem afetar o comportamento das lajes PROCESSO DE PROJETOS SEC CONSTRUÇÕES LTDA - FICHA DE CONTROLE DE PROJETO DOCUMENTO DOCUMENTO ETAPA SISTEMA ITEM AGENTE ENTRADA SAIDA Plantas de todos os pavimentos PRO com informações necessárias Indicação de espaços para dutos ARQ / PRO e shafts Anteprojeto Projeto Legal Indicação de espaços para equipamentos e sistemas ARQ / PRO preventivos Shafts e dutos da área privativa Verificar posição de shafts e dutos em relação a flexibilidade PRO de layout Verificar espaços e requadros formados pelos shafts e como ARQ / PRO afetam a arquitetura Verificar se os shafts comportam as prumadas ENG / PRO indicadas em cada um deles Anteprojeto Projeto Legal Verficar se as paredes hidráulicas estão do lado dos PRO shafts Verificar como será o acesso aos ENG / PRO shafts e dutos Verificar se drenagem das sacadas será por prumadas em ENG / PRO shafts ou embutidas nas paredes Shafts, dutos e dispositivos na área comum Verificar espaços necessário para prumadas de incêndio, recalque, ENG / PRO alimentação água fria e gás Anteprojeto Projeto Legal Verificar espaço necessário para medidores de consumo de água, ARQ / PRO gás e hidrantes s u b s o l o e Pavimento térreo Verificar como será o acesso aos ENG / PRO shafts e dutos Equipamentos e eletrodomésticos ARQ / ENG Verificar espaço disponível para /PRO aquecedor a gás Verificar caminho de saída da ENG / PRO chaminé dos aquecedores Verificar posição de ralo e motor em banheiras de ENG / PRO hidromassagem Anteprojeto Verificar drenagem de ENG / PRO aparelhos de ar condicionado Verificar se a posição de eletrodomésticos facilita o ARQ / PRO encaminhamento dos ramais de esgoto para prumadas Caminhos de alimentação água fria e água quente Verificar caminhos de alimentação a partir de ENG / PRO prumada: sobre forro, parede ou abaixo de laje Anteprojeto Verificar caminhos de alimentação de água quente a ENG / PRO partir do aquecedor: sobre forro e parede Ramais de esgoto Verificar se paredes de alvenaria comportam ramais horizontais e PRO verticais em banheiros, cozinha e área de serviço Anteprojeto Verificar se será empregado sistema de ramais embutidos em parede (bacia com saída ENG / PRO horizontal e piso-box) para dimensionar as mesmas Shafts, dutos e dispositivos contra incêndio Verificar espaços e requadros ARQ / ENG formados pelos shafts e como /PRO afetam a arquitetura Verificar prumadas que deverão sofrer desvios e definir pontos PRO de descida Verificar como será o acesso aos Anteprojeto ENG / PRO shafts e dutos ARQ / ENG Verificar espaço para hidrantes /PRO Verificar espaço para válvulas redutoras de pressão ENG / PRO t é r r e o a v i m e n t o 96 Equipamentos: localização e espaços Projeto Legal Projeto Legal Projeto Legal Projeto Legal Pavimento ático 97 Verificar espaço disponível para ARQ / ENG motor e filtro de piscina /PRO Verificar espaço disponível e ARQ / PRO layout de central de gás Verificar posição, espaço e Anteprojeto layout de reservatório e bombas ARQ / PRO de recalque Verificar posição de bombas de ARQ / ENG drenagem e localização de /PRO quadros de comando Rede de esgoto e pluvial Verificar traçado de coletor de PRO esgoto e ponto de saída Verificar traçado de coletor de água pluvial e ponto de saída PRO Anteprojeto para rede pública Verificar localização e dimensionamento da fossa ENG / PRO séptica e filtro Shafts, dutos e dispositivos na área comum Verificar espaço para hidrantes ARQ / PRO Verificar local para central de ARQ / PRO Anteprojeto baterias para luz de emergência Verificar local para central de ARQ / PRO alarme de incêndio Shafts e dutos da área privativa Verificar posição de shafts e dutos em relação ao pavimento PRO tipo Verificar prumadas que serão desviadas em relação ao PRO pavimento tipo Anteprojeto Verificar como será o acesso aos ENG / PRO shafts e dutos Verificar como os espaços de shafts e dutos interferem com a ARQ / PRO arquitetura Shafts, dutos e dispositivos na área comum Verificar espaços necessário para ARQ / ENG prumadas de incêndio, recalque, /PRO alimentação água fria e gás Verificar espaço necessário para ARQ / ENG Anteprojeto medidores de consumo de água, /PRO gás e hidrantes Verificar como será o acesso aos ENG / PRO shafts e dutos Equipamentos e eletrodomésticos Verificar posição do ralo e motor em banheiras de ENG / PRO Anteprojeto hidromassagem Projeto Legal Projeto Legal Projeto Legal Projeto Legal Projeto Legal Projeto Legal Compatibilidade geral Memorial Cobertura e níveis superiores 98 Verificar drenagem de ENG / PRO aparelhos de ar condicionado Verificar espaço para motor e ARQ / PRO filtro da piscina Caminhos de alimentação água fria e água quente Verificar caminhos de alimentação a partir de PRO prumada: sobre forro, parede ou abaixo de laje Anteprojeto Projeto Legal Verificar caminhos de alimentação de água quente a PRO partir do aquecedor: sobre forro e parede Ramais de esgoto Verificar se paredes de alvenaria comportam ramais horizontais e PRO verticais em banheiros, cozinha e área de serviço Verificar locais para prolongamento de prumadas de ENG / PRO ventilação Verificar espaços para barrilete ENG / PRO Verificar localização de ENG / PRO reservatórios e acessos Verificar local para bombas de ARQ / PRO reforço de pressão Verificar cálculo do volume dos PRO reservatórios Verificar espaços solicitados para Anteprojeto Projeto Legal bombas, válvulas redutoras de ENG / PRO pressão e bombas de reforço de pressão Verificar tipo de central de gás indicada e disponibilidade de ENG / PRO concessionárias Verificar altura mínima entre o piso do último pavimento e reservatórios com volume de PRO água para prevenção de incêndio Verificar altura mínima entre o piso do último pavimento e PRO reservatórios com volume de água para consumo Compatibilidade em relação ao projeto de arquitetura Espaços ocupados por shafts e ENG / PRO dutos Espaços para equipamentos ENG / PRO Anteprojeto Projeto Legal Altura necessária abaixo da laje para montar ramal de esgoto PRO em banheiros Construtibilidade geral 99 Caminhos de desvios de PRO prumadas no térreo / ático Posição de aparelhos de condicionamento de ar para ARQ / PRO facilitar sua drenagem Níveis de implantação para facilitar saída de redes de PRO esgoto e pluvial por gravidade Compatibilidade em relação ao projeto elétrico Verificar interferência de ENG / PRO espaços entre shafts Verificar se as paredes hidráulicas tem muita densidade ENG / PRO de instalações elétricas Verificar se as paredes onde estão localizados os quadros ENG / PRO elétricos tem instalações hidráulicas Verificar cruzamento de ENG / PRO alimentadores Verificar paredes hidráulicas ENG / PRO para banheiros adjacentes Verificar agrupamento de Anteprojeto ENG / PRO coletores de esgoto e pluvial Verificar pré-dimensionamento PRO de prumadas Verificar locais de superposição PRO de ramais de esgoto Verificar acessos para inspeção e manutenção de reservatórios, ENG / PRO equipamentos, dutos e shafts Verificar se há tubulações ENG / PRO embutidas em paredes externas Altura necessária abaixo da laje para montar ramal de esgoto em banheiros Projeto Legal 100 APÊNDICE G – FLUXOGRAMA DE COORDENAÇÃO PROPOSTO DOS EMPREENDIMENTOS 101 FIGURA 07 Fluxograma de coordenação proposto para os empreendimentos Fonte: Autor 102 APÊNDICE H – FLUXOGRAMA DE COORDENAÇÃO PROPOSTO 103 FIGURA 08 Fluxograma de coordenação de projetos proposto pelo autor Fonte: Autor