CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO CEARÁ FACULDADE CEARENSE CURSO DE TURISMO WALESKA AIRES BARBOSA Estudo de Caso: Memória e etnografia no Centro de Turismo do Ceará enquanto repositória do artesanato cearense. Fortaleza – Ce 2013 WALESKA AIRES BARBOSA Estudo de Caso: Memória e etnografia Centro de Turismo do Ceará enquanto repositória do artesanato cearense. Trabalho de conclusão de Curso submetido à coordenação do Curso de Turismo da Faculdade Cearense, como requisito parcial para obtenção do titulo de Bacharelado em Turismo. Fortaleza 2013 B238e Barbosa, Waleska Aires Estudo de caso: memória e etnografia Centro de Turismo do Ceará enquanto repositória do artesanato cearense / Waleska Aires Barbosa. Fortaleza – 2013. 60f. Il. Orientador: Prof.ª Ms. Mansueto Brilhante. Trabalho de Conclusão de curso (graduação) – Faculdade Cearense, Curso de Turismo, 2013. 1. Memória. 2. Etnografia. 3. Turismo. I. Brilhante, Mansueto. II. Título CDU 338.48 Bibliotecário Marksuel Mariz de Lima CRB-3/1274 WALESKA AIRES BARBOSA Estudo de Caso: Memória e etnografia Centro de Turismo do Ceará enquanto repositória do artesanato cearense. Trabalho de conclusão de Curso submetido à coordenação do Curso de Turismo da Faculdade Cearense, como requisito parcial para obtenção do titulo de Bacharelado em Turismo. APROVADA EM:____/___/____. BANCA EXAMINADORA ____________________________________________________ Prof. Esp. Mansueto Brilhante(orientador) ____________________________________________________ Prof.Ms. Maria Isabel de Barros Mamede (membro) ____________________________________________________ Prof.Ms. Maria Elia dos Santos Vieira (membro) Fortaleza 2013 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a Deus e aos meu pais . AGRADECIMENTOS Primeiramente, agradeço a Deus, que me iluminou para que eu chegasse até aqui, me dando forças para enfrentar cada obstáculo que apareceu, abençoando cada passo, cada ato, cada aula, cada semestre e cada ano dessa minha caminhada, pois sem ele nada disso seria possível. Logo depois, agradeço a meus pais, minha mãe, uma guerreira que sempre via em mim mais até do que eu sou e meu pai acreditando que eu sou capaz, que com toda a paciência do mundo, sempre me mostraram o melhor caminho a ser seguido , que em momento algum deixaram de me apoiar nas decisões que eu tomei durante este curso , ou tão somente , durante a minha vida inteira .Pessoas que foram de enorme importância para meu sucesso e crescimento pessoal e intelectual, que mesmo com as dificuldades , nunca deixaram nada me faltar e me dando o principal alimento para vida : O estudo. Sou grata aos meus colegas de curso, que estavam sempre ali, segurando na mão , dando forças um ao outro , não deixando ninguém desistir. Agradeço também aos professores que compuseram meu curso e principalmente aos que estão presentes na minha banca examinadora. Na verdade, não são só professores, são mestres, mestres esses que souberam orientar-me quando eu pensei em desistir, mestres esses que faziam das aulas chatas as melhores possíveis, mestres não só dentro de uma sala da faculdade, mas mestres para vida. Um agradecimento cheio de gratidão, orgulho e admiração ao meu ilustre orientador Mansueto Brilhante, que tornou única e exclusivamente possível a conclusão desse trabalho, que mesmo com seu tempo corrido coordenando, ministrando aulas, sempre encontrou um tempo para me ajudar nos momentos de desespero, de dúvidas constantes, que dedicou seu tempo a orientar-me e além de um excelente orientador, por várias vezes foi também meu psicólogo, me acalmando e sempre com muita certeza ,otimismo e auto estima , dizendo que tudo daria certo, que o trabalho estava ficando ótimo, que estava ficando quase pronto, vendo nas dificuldades coisas boas. Acredito ser esse tipo de mestre que precisamos em nossas vidas, mestres que ensinam muito mais do que os livros dizem, que são muito mais que apenas títulos e que levam consigo o amor pelo que fazem e sabem. Finalizo meus agradecimentos, voltando ao primeiro. Agradecendo a Deus, que tornou possível essa minha vitória e tudo em minha vida e que essa seja a primeira de muitas outras que ainda estão por vir. "A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo." Eduardo Galeano RESUMO A presente pesquisa, Estudo de Caso: Memória e Etnografia Centro de Turismo do Ceará enquanto repositória do artesanato cearensetrata das relações estabelecidas entre a memória, o espaço e as pessoas que estão inseridas nesse espaço. Nesse contexto, pretende-se refletir a importância que a memória suscita nesse ambiente que foi cadeia pública e assumiu feições de Centro Cultural ao ancorar-se como entreposto do artesanato cearense enquanto manifestação cultural regional, ressaltando a passagem entre as elaborações que são feitas entre os valores materiais e imateriais, no decorrer da comercialização ocorrida e registrada entre o produto, a memória à tradição e a memória afetiva que esse espaço emana para a cidade e que suscita aos turistas e frequentadores. Tendo como objetivo analisar além da importância do local, a necessidade de sugerir modos de incrementos que venham a valorizar, preservar e manter as características primordiais do Centro não apenas como lugar de venda, mas, como equipamento de lazer e turismo, tão necessários a memória da cidade e tendo como objetivos específicos a definição do perfil da demanda turística, mostrar o grau de satisfação do visitante e comerciante com o equipamento e avaliar como tem sido a divulgação do espaço. Em relação à metodologia, a pesquisa é bibliográfica, documental e qualiquantitativa, devido ao uso de dados mensuráveis e de interpretação de características., no qual se fez uma análise dos dados acerca das respostas utilizando-se a técnica de coleta de dados obtidos através de formulários e entrevistas aplicados a visitantes e comerciantes a fim de conhecer o público, enquanto recorte etnográfico, bem como a percepção dos comerciantes em relação ao ambiente de trabalho. Tendo como objeto de estudo O Centro de turismo do Ceará :antiga Emcetur e entrevista feita com visitantes e comerciantes . Palavras-chave: Memória. Etnografia. Turismo. ABSTRACT This research , Case Study : Memory and Ethnographic Tourism Center in Ceará while repositória craft deals with relations between memory, space and people who are entered in this space . In this context , it is intended to reflect the importance that the memory was in this setting that raises public jail and Cultural Center features assumed to be anchored as warehouse Ceará craft as a regional cultural event , highlighting the passage between the elaborations that are made between material and immaterial values in the course of trade occurred between the product and registered in the memory tradition and affective memory space that emanates to the city and raises to tourists and regulars . Having to analyze beyond the importance of location , the need to suggest ways of increments that may enhance, preserve and maintain the fundamental characteristics of the Center not only as a place to sell , but as tourism and leisure equipment, as necessary memory city and having specific objectives defining the profile of tourism demand , show the degree of visitor satisfaction and trader with the equipment and assess how has been the dissemination of space . Regarding methodology , the research is bibliographic , documentary and Qualiquantitative due to the use of measured data and interpretation of features . , In which we did an analysis of data on the answers using the technique of gathering data through forms and interviews applied to visitors and traders in order to meet the public, while ethnographic as well as the perception of traders in relation to the work environment. Having as object of study The Center of Ceara Tourism : Ancient Emcetur and interview with visitors and traders . Keywords: Memory. Ethnography. Tourism. LISTA DE ILUSTRAÇÕES IMAGEM 1:Entrada Principal ..................................................................................27 IMAGEM 2:Janela ...................................................................................................27 IMAGEM 3:Pátio interno ..........................................................................................28 IMAGEM 4:Placa comemorativa-Primeiro aniversario da associação comercial...28 IMAGEM 5:Placa informativa: Português e Inglês ...................................................28 IMAGEM 6:Produtos expostos no box .....................................................................29 IMAGEM 7:Museu / Típica jangada cearense ........................................................29 IMAGEM 8:Placa informativa da restauração ..........................................................30 IMAGEM 9:Renda de labirinto .................................................................................30 IMAGEM 10:Artesanato feito com areia colorida .....................................................31 IMAGEM 11:Lanchonete ..........................................................................................32 IMAGEM 12:Lanchonete / pátio ...............................................................................32 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS MTUR –Ministério do Turismo. EMCETUR – Centro de Turismo. COMPHIC - Conselho de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural. SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. IPHAN – Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Secultfor - Secretaria da Cultura de Fortaleza SER IV - Secretaria Executiva Regional IV SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO...............................................................................................13 2. TURISMO......................................................................................................16 2.1. Turismo Cultural ....................................................................................................20 2.1.1. Turismo x Cultura ...............................................................................................21 2.2 Memória e Etnografia .............................................................................................22 3. O CENTRO DE TURISMO DOCEARÁ : ANTIGA EMCETUR.....................25 3.1 Artesanato ...................................................................................................35 4. METODOLOGIA DA PESQUISA..................................................................37 4.1 Análise da Pesquisa de Demanda...............................................................38 4.2 Análise de Dados ........................................................................................49 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS..........................................................................51 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................54 APÊNDICE........................................................................................................57 13 1.INTRODUÇÃO O clima é de Copa do mundo, já que o Ceará saiu da Copa das Confederações com um saldo positivo, esta é a chamada do Suplemento. O Legado das Copas do Diário do Nordeste (2013), no qual afirma que segundo o Ministério do Turismo (MTur),Fortaleza teve o maior gasto médio de turistas estrangeiros entre as cidades sede do evento, outra boa notícia foi que a Arena Castelão foi o estádio brasileiro mais elogiado pelos torcedores que participaram da Copa das Confederações. Para a Copa do Mundo, a meta é a chegada a 600 mil visitantes internacionais. Ao visitar a Arena Castelão reformado por ocasião da Copa do Mundo 2014, observou-se que toda a cidade será visitada por gente de todo o mundo, foi então que se percebeu que o roteiro compreende desde hotéis, dos mais simples aos mais luxuosos , estarão fazendo parte desse evento gigantesco. O Centro com seus tradicionais equipamentos como o Teatro José de Alencar, Praça do Ferreira e a Praça da Estação que conta com a antiga EMCETUR, hoje, Centro de Artesanato. O referido Centro despertou o interesse ao apelo que faz a memória e etnografia enquanto repositória tradicional do artesanato cearense, e possibilitou o desenvolvimento da problemática em relação à memória e etnografia no Centro de Turismo do Ceará. Uma vez que a citada faz parte da memória a qual remonta ao nascimento da cidade, tendo seu destino inicial reconfigurado e reapropriado para uso por parte da população, a qual inicialmente se destinava a detenção de presos. No caso, tendo um centro de artesanato como ponto de partida, este trabalho leva a pensar o consumo da memória e bens que são vendidos para além de bens e memórias de um povo em um local, sendo essa prática do comércio, marcadamente como ponto de souvenires, uma atividade comum ao homem desde tempos imemoriais. Afinal, como devem ser observadas ou planejadas as estratégias de divulgação e estruturação a serem utilizadas e aplicadas para aumentar o fluxo turístico e venda dos souvenires e/ou artesanatos no Centro de Turismo . 14 Este estudo pretende, como objetivo principal,abordar a memória e a etnografia no Centro de Turismo do Ceará enquanto repositória do artesanato cearense, mapear e definir o perfil da demanda turística,com intuito de mostrar também o grau de satisfação do cliente e do comerciante em relação a estrutura , ao atendimento, aos equipamentos ofertados pelo Centro, e observar como tem sido a divulgação do espaço além de analisar a importância do local ,com a necessidade de sugerir modos de incrementos que venham a valorizar, preservar e manter as características primordias do Centro de Turismo, e tendo como objetivos específicos a definição do perfil da demanda turística, mostrar o grau de satisfação do visitante e comerciante com o equipamento e avaliar como tem sido a divulgação do espaço. Possuindo como hipóteses : - A falta de um planejamento de divulgação adequada, gera impedimento significativo nas vendas. - O comerciante e o visitante apresentam interpretações diferentes aos aspectos relacionados a como chegar ao equipamento. Sendo uma pesquisa é bibliográfica, documental e qualiquantitativa, devido ao uso de dados mensuráveis e de interpretação de características. pesquisa descritiva, explicativa e aplicada; pesquisa com o uso de bibliografias, pesquisa de campo, caracterizando um estudo de caso. Foi dividido em quatro capítulos, sendo o primeiro esta introdução.No capitulo dois, aborda-se um breve relato sobre o Turismo, conceituando-o e referenciando-o quanto a Tipologias do Turismo e o conceito de memória e etnografia e a relação com a temática em questão. No capítulo três foi exposto o objeto de estudo deste trabalho, o Centro de Turismo do Ceará, seu histórico, acervo, uma vez que o turismo tem crescido muito no Estado sendo considerada a venda de produtos artesanais uma atividade econômica que tem se tornando significativo, o turismo nacional para o Ceará. Tais produtos são os atrativos, sejam culturais, históricos ou naturais, que retratam a identidade e compõem o conjunto do patrimônio cultural do povo cearense. O capítulo quatro trata-se da metodologia adotadarelatando as técnicas utilizadas a qual se baseou na implantação dos resultados e análises acerca da 15 pesquisa aplicada para a realização deste trabalho. Por fim, as Considerações Finais, as Referências Bibliográficas eos Apêndices. 16 2 .TURISMO A história da humanidade é marcada pelos fluxos migratórios, desde quando nossos ancestrais não haviam ainda se fixado sobre a terra e seguiam rotas indo e vindo em busca de pastagens melhores para seu rebanho em uma espécie de turismo. Entretanto a palavra turismo tem origem latina, tornare e respectivamente no francês, deriva da palavra tour, que quer dizer volta, entretanto é na sua concepção em inglês que equivale a turn que adquire características atuais nasquais ,em torno dessa atividade recebeu toda uma reconfiguração no sentido de retorno ao ponto de partida e logística como acomodações específicas, passeios locais, reservas por período e etc. Corroboramos com Ferreira (2007), ao citar o pesquisador suíço Arthur Haulot A origem da palavra está no hebraico TUR, que aparece na Bíblia, com significado de viagem de reconhecimento. Viajar implica voltar. Há, portanto, um deslocamento. São condições essenciais (entre várias outras) para que ocorra Turismo: sujeito, deslocamento e motivação. Em relação à “construção” de produtos turísticos etnograficamente tem-se tipos de turismo e de turistas que para, Gastal (1999) do seu ponto de vista, a cultura deixou de ser vista como uma motivação para ser vista como um produto em si. Trata-se de um produto de vanguarda turística em que também a cultura viva de uma comunidade e suas manifestações ganham o estatuto de produto turístico atraindo, sobretudo o “turista atento e curioso” de que fala Avighi (2000). Segundo Beni (1998), citado por Cardozo (2006), os atrativos turísticos podem ser classificados em: naturais, histórico-culturais, manifestações e usos tradicionais e populares, realizações técnicas e científicas contemporâneas e acontecimentos programados. Acerca da atividade turística, pode-se dizer que é uma atividade sistêmica à medida que possuem características sistêmicas como afirmam LOHMANN E PANOSSO NETTO (2008): um sistema, para ser completo, deve possuir meio ambiente (local em que o sistema se encontra); unidades (as partes do sistema); relações (entre as unidades do sistema); atributos (qualidade das unidades e do próprio sistema); input (o que entra no sistema); output (o que sai do sistema); 17 feedback (o controle do sistema para mantê-lo funcionando corretamente); modelo (um desenho do sistema para facilitar a sua compreensão). Sobre a abordagem acerca da Teoria Geral de Sistemas aplicados ao Turismo e segundo a bibliografia levantada por LOHMANN E PANOSSO NETTO (2008) a primeira análise do turismo utilizando a teoria geral de sistemas foi feita por Raymundo Cuervo (1967) sendo Leiper(1979). Sem dúvida, a teoria geral de sistemas é a teoria mais utilizada nos estudos turísticos mundiais, e grande parte dos autores internacionais baseia-se nela para empreender seus estudos do turismo. Ressaltam ainda os autores que no Brasil, o sistema turístico mais difundido e conhecido é o de Beni, que desenvolveu a sua teoria com inspiração na obra de Chris-tofoletti (1979). Tais modelos pretendem explicar a forma de funcionamento que se procede ao turismo, nem todas as teorias propostas conseguem ser amplamente aceitas para o aprofundamento de fatos que envolvem a práxis do turismo LOHMANN E PANOSSO NETTO (2008) propõem algumas questões tais quais: _Qual seria a lógica que existe entre os componentes do sistema? _Como os atributos do sistema influenciam seu funcionamento? _Em que sentido é possível dizer que se constitui em um sistema funcional social? _Como é possível a quantificação das entradas (input) e das saídas (output) de energia do sistema? _Se não é possível essa quantificação, como seria possível, então, a sua análise qualitativa? Como é possível delimitar o sistema turístico de seu entorno? Tais questionamentos servem de esteio para manter a observância sobre outras formas de se perceber novas teorias uma vez que em matéria de turismo, nem todas as questões estão fechadas, comopor exemplo o turismo cultural, que é o tipo que se aproxima da temática. Ao tratar das relações ente o turismo e a cultura em um primeiro momento nos remetem aos primórdios da civilização, aos fluxos étnico-religiosos, como a sagrada viagem a Meca ou ainda as viagens censitárias citadas pela Bíblia Sagrada antes do nascimento de Jesus, para Carlos Costa (2005), o turismo e a cultura: 18 Confunde-se, nos mais diversos meandros da história das civilizações, desde as mais remotas da Grécia antiga (com a construção de equipamentos de lazer, recreio e desporto, tais como circos, teatros e anfiteatros) ao período da romanização (saunas, corridas, arenas, espetáculos, etc.). A oferta de equipamentos e infraestruturas da área do lazer e do recreio é observável noutros locais momentos temporais ainda mais remotos, tais como no Crescente Fértil e antiga Babilónia (e. g., jardins suspensos e «jardins zoológicos») e na civilização dos mayas. O Turismo é uma atividade que esta sempre passando por mudanças e se expandindo de acordo com as modificações históricas de determinadas localidades visitadas. O Ministério do Turismo (2013) define turismo cultural como: “Turismo Cultural compreende as atividades turísticas relacionadas à vivência do conjunto de elementos significativos do patrimônio histórico e cultural e dos eventos culturais, valorizando e promovendo os bens materiais e imateriais da cultura”. (Marcos Conceituais – MTur) . A medida que a evolução capitalista foi acontecendo, grandes fenômenos da sociedade e culturais surgiram. Para o Ministério do Turismo (2013), os principais atrativos do Turismo Cultural são: • sítios históricos – centros históricos, quilombos; • edificações especiais – arquitetura, ruínas; • obras de arte; • espaços e instituições culturais – museus, casas de cultura; • festas, festivais e celebrações locais; • gastronomia típica; • música, dança, teatro, cinema; • feiras e mercados tradicionais; • saberes e fazeres – causos, trabalhos manuais; • realizações artísticas – exposições, ateliês; • eventos programados – feiras e outras realizações artísticas, culturais, gastronômicas; • outros que se enquadrem na temática cultural. Entretanto não há consenso sobre o que vem a ser especificamente falando quais fatores direcionam para o turismo cultural, uma vez que retratam valores materiais e imateriais: 19 “Consideram-se patrimônio histórico e cultural os bens de natureza material e imaterial que expressam ou revelam a memória e a identidade das populações e comunidades. São bens culturais de valor histórico, artístico, científico, simbólico, passíveis de se tornarem atrações turísticas: arquivos, edificações, conjuntos urbanísticos, sítios arqueológicos, ruínas, museus e outros espaços destinados à apresentação ou contemplação de bens materiais e imateriais, manifestações como música, gastronomia, artes visuais e cênicas, festas e celebrações. Os eventos culturais englobam as manifestações temporárias, enquadradas ou não na definição de patrimônio, incluindo-se nessa categoria os eventos gastronômicos, religiosos, musicais, de dança, de teatro, de cinema, exposições de arte, de artesanato e outros”.Ministério do Turismo (2013). Entretanto tais elaborações envolvem ainda o contexto socioeconômico, os recursos ambientais ou ainda o somatório de todos os citados. No Brasil o turismo tem-se intensificado nos últimos anos, seja no turismo interno, seja pelo turismo externo, fato é que esta atividade de acordo com a EMBRATUR (2013) movimentou 9.236.947 milhões de desembarques internacionais no período de Janeiro a dezembro de 2012, sendo o Brasil o principal destino do mercado turístico internacional da América do Sul, ocupando o segundo lugar na América Latina, segundo o IBGE (2011): O fenômeno da mobilidade populacional vem, desde as últimas décadas do Século XX, apresentando transformações significativas no seu comportamento, não só no Brasil como também em outras partes do mundo. Até o presente momento, essas mudançastêm demandado um esforço por parte dos estudiosos no sentido de buscar explicações teóricas para esses novos processos. Sendo os atrativos naturais os de principal interesse do turista que aporta em nossa terra, seja este brasileiro ou estrangeiro, geralmente sol e mar fazem a dupla perfeita para o veraneio. Nos últimos anos houve um incremento em equipamentos, produtos e serviços, por conta da copa das confederações e da copa do mundo a realizar-se em nosso país em 2014. O papel do Nordeste brasileiro mudou no sistema mundo, essa mudança decorre do redescobrimento e da revalorização de áreas antes esquecidas 20 através de um modelo geral de turistificação, modelo esse baseado em megaprojetos.Conduzidos pelo Estado do Ceará em detrimento da copa de 2014,foram elaborados e postos e andamento vários projetos que incrementam o turismo no Ceará, desde a acessibilidade até incentivo a criação de novos empreendimentos como hotéis, pousadas e etc. 2.1. Turismo Cultural O turismo cultural é o tipo de turismo em que se é apresentado aos visitantes, aos turistas, ou aos curiosos a história de determinadas regiões através de sítios históricos, dos monumentos, de edificações que simbolizam uma parte da história de um povo, como as ruínas, também apresentado através de obras de arte, museus e entre outros equipamentos que levam a sociedade a rememorar a cultura ou o passado de um povo, porém não só de itens tangíveis alimenta-se o turismo cultural, nesse mesmo segmento pode-se encontrar, também como atrativos culturais as ideias, as crenças e os valores de uma sociedade , assim como também as músicas, danças, folclore, contos, culinária, vestimenta, entre outros e juntos permitem com que se experimente toda a diversidade cultural do país. Porém, observando o turismo cultural com olhar mais critico, percebe-se que além da prática da cultura de forma mais irreverente,divertida e menos entediante ,sabe-se que assim como os outros nichos da atividade turística, que o turismo cultural também produz, vende e consome o “presente” (Richards, 2001: 7), mas também que é a partir do presente que atribuímos legados culturais .Exemplo claro disso, é a televisão, o cinema e as novelas, a forma com que cada localidade, sítios históricos, ruínas, músicas, vestimentas, enfim, componentes do turismo cultural, que são transmitidos aos telespectadores, fazendo assim, com que sofram total influencia da mídia, logo aumentando ainda mais o fluxo turístico de determinadas localidades que foram escolhidas como cenários de gravações televisivas. 21 2.1.1. Turismo x Cultura A cultura e o turismo são atrativos que caminham juntos , na mesma direção .Ao visitar-se determinadas regiões presencia-se uma diferenciação cultural intensa e é esse o principal atrativo , a mistura de culturas e assim fazendo com que as interações sociais provocadas pelo turismo atinjam não somente essa mesma região , mas sim o mundo inteiro e é justamente isso que faz com que a atividade turística , torne-se um dos principais objetos de estudo quando fala-se de cultura. Transformando assim, o turista e até mesmo todo e qualquer individuo que faz parte desse nicho, em “objetos” da realidade microscópica. Porém, vale ressaltar que quando fala-se de turismo, fala-se também de mudanças, sejam essas mudanças maiores ou menores, mas sempre presentes em uma sociedade. Fazendo relação de cultura e turismo, percebe-se o quanto em comum eles têm , pois o turismo nada mais é que uma forma de sociabilidade com grande intensidade , intensidade essa que muitas vezes não existe no dia-a-dia de cada indivíduo. A atividade turística ainda tem sim muito a se melhorar, a se trabalhar, no entanto, essa atividade já alcançou um patamar muito significativo para a economia brasileira, onde uma grande parte do capital que entra no país é resultado do turismo. Logo entende-se que o turismo, juntamente com o lazer, a ecologia, a terceira idade, a aventura, a sociabilidade, a sustentabilidade, a cultura, entre outros, fazem uma junção entre si, assim tornando esta atividade cada vez mais completa e aumentando a economia local, consequentemente, também a do país. De acordo com Reinaldo Dias (2005) : O turismo experimenta um processo de crescimento sem precedentes , tornando-se o maior movimento de pessoas já ocorrido na historia da humanidade; ascende à posição de principal atividade econômica mundial , superando setores tradicionais , como o setor petrolífero , automobilístico e eletrônico . (Reinaldo Dias, 2005, p. 41) 22 2.2 . MEMÓRIA E ETNOGRAFIA Enquanto repositória da memória cultural do artesanato no Brasil, foi inaugurado em maio de 2009, o Centro de Referência do Artesanato Brasileirolocalizado na Praça Tiradentes, na cidade do Rio de Janeiro, por iniciativa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas - Empresas (SEBRAE) o espaço é destinado a incrementar a exposição do artesanato, potencializar sua comercialização e capacitar os artesãos em questões de design e gestão de negócios, que como atrativo cultural deve ter um espaço no qual se possa conhecer as manifestações populares, a esse respeito segundo Beni (1998), citado por Cardozo (2006) : Os atrativos turísticos podem ser classificados em: naturais, históricoculturais, manifestações e usos tradicionais e populares, realizações técnicas e científicas contemporâneas e acontecimentos programados.[...] De facto, importa não esquecer que a Cultura de um povo não se exprime apenas em aspectos físicos (museus, monumentos, arquitectura, etc) mas também nos saberes, músicas e danças típicas, no folclore, na gastronomia, no artesanato, nas lendas ou nas festividades. Uma vez que pretende manter as tradições, características, manifestações e produtos culturais próprios do povo brasileiro, mais precisamente do nordestino, o Centro propõe-se ainda a comercializar seus produtos pela internet. Para Santos&Paulino: Ainda quanto à “construção” de produtos turísticos, Gastal (1999) salienta que, do seu ponto de vista, a cultura deixou de ser vista como uma motivação para ser vista como um produto em si. Trata-se de um produto de vanguarda turística em que também a cultura viva de uma comunidade e suas manifestações ganham o estatuto de produto turístico atraindo sobretudo o “turista atento e curioso” de que fala Avighi (2000). Em sua Home Page o Centro disponibiliza um Guia de Centrais de Comercialização de Artesanato no país, com nome, endereço, telefone, e-mail, horário de funcionamento etc., das Centrais distribuídas por todos os Estados do Brasil, entretanto tal guia não faz referência a EMCETUR, segundo Rodrigues apud Paiva (2000),acerca da ambiência em termos de espaço físico é elaborado dentro de um determinado contexto: 23 Segundo Paiva (2000), «cumpre situar o local (nacional ou regional) no contexto mundializado porque apesar de todas as tendências de homogeneização, fervilham hoje diversidades e diferenças caracterizando distintamente sociedades e culturas no novo sistema mundial» (p. 01-02) Desde então, o Centro tem sido palco de exposições temporárias e permanentes de arte popular e artesanato, servindo de vitrine para a diversidade da cultura nacional, denotando-se seu caráter institucional de guardião dos saberes do povo. Além disso, no local são realizados diversos cursos e palestras. O Centro conta ainda com uma biblioteca com um acervo composto por publicações sobre os grandes mestres-artesãos, catálogos, livros de técnicas artesanais, de design, conservação, restauro, além de guias de antiguidade e de artesanato, ou seja, o Centro surge como guardião do patrimônio cultural da cultura popular e do artesanato, enquanto cultura popular se compreender, que esta é a que resulta dos fazeres do cotidiano, da vida das pessoas, independentemente da sua posição social, sobre patrimônio cultural,Rodrigues (2000) nos diz que: É o conjunto de bens, materiais e imateriais, que são considerados de interesse coletivo, suficientemente relevante para a perpetuação no tempo. O património faz recordar o passado; é uma manifestação, um testemunho, uma invocação, ou melhor, uma convocação do passado. Tem, portanto, a função de (re) memorar acontecimentos mais importantes; daí a relação com o conceito de memória social. Sobre a utilização de prédios imponentes utilizados pelo poder público para servirem de abrigo a iniciativas turísticas ou culturais, acaba-se a levar a associá-los ao passado, à história, à memória. Eis a interessante origem desta associação contada através da tradição em PALÁCIOS DA MEMÓRIA (2010), na qual os antigos romanos, mestres na arte de valorizar a memória, gostavam de contar a lenda sobre um poeta grego chamado Simônides de Céos: O poeta Simônides fora convidado pelo rei de Céos a compor um poema em sua homenagem. Ocorre que, na ocasião da leitura oficial, dedicou o dito poema ao rei e a dois deuses. Terminada a cerimônia, o poeta se dirigiu ao rei a fim de receber o pagamento pelo trabalho efetuado. O rei afirmou que somente pagaria a metade do combinado e que a outra metade fosse cobrada dos deuses, já que ele lhes havia dedicado o poema. Antes mesmo de sair do palácio (onde acontecia a cerimônia), um 24 mensageiro se aproximou do poeta e lhe transmitiu um recado: dois jovens o esperavam do lado de fora. Simônides, o poeta, se dirigiu aos jovens, fora do palácio (que veio a desmoronar, em seguida, matando a todos os presentes). Os dois jovens que haviam convidado o poeta pagaram a outra metade e se apresentaram como sendo os deuses a quem lhes foi dedicado parte do poema. Como os familiares dos mortos, estavam desesperados porque não conseguiam reconhecer seus parentes, buscaram Simônides, que era o único sobrevivente. Como o poeta tinha uma boa memória, passou a descrever minuciosamente as roupas de todos os convidados, bem como os lugares onde cada um estava no palácio. Tal lembrança teria levado à criação da arte da memória como um palácio (depois museu, ou lugar de guarda) com lugares nos quais são colocadas as imagens correspondentes, assim como hoje os museus estão divididos em seções próprias, cada uma destinada a um tipo de memória. Destaca-se nesta história, o prédio como parte física, a memória suscitada através dos “restos” mortais e a importância que é dada ao ato de se relacionar os acontecimentos do passado e do presente. No Ceará temos como marco em termos de Centro de artesanato a EMCETUR, que foi cadeia pública e nos anos 70, destacou-se como local de apresentação de várias festividades populares, além da venda do artesanato . 25 3 .O CENTRO DE TURISMO DO CEARÁ : ANTIGA EMCETUR O resgate da memória em Fortaleza ainda está em fase embrionária, em termos de representatividade no que tange o empoderamento da sociedade cearense em relação aos seus bens patrimoniais e culturais Conselho de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural de Fortaleza (2013), entretanto os membros do Conselho de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural de Fortaleza (Comphic),representantes de instituições civis e públicas, vêm manifestaram preocupação face a práticas de órgãos da Prefeitura de Fortaleza que vêm de encontro ao papel do Município em garantir a proteção do patrimônio cultural da cidade, conforme preconizado pela Constituição Federal em seus artigos 23 e 216 e pela Lei n° 9.347/2008/PMF.Em matéria publicada em O povo (2013) em relação a destruição de bens históricos como prédios nos diz que: Citem-se, para exemplificar tal proceder, as situações insólitas ocorridas quando da demolição da Chácara Flora e no questionamento dos processos de tombamento do Náutico Atlético Clube e da Igreja de São Pedro. Ainda no período da administração anterior, este Conselho – ao tomar conhecimento de que a autorização para a demolição da Chácara Flora havia partido de um funcionário Secretaria Executiva Regional IV (SER IV) – sugeriu à Secretaria da Cultura de Fortaleza (Secultfor) o envio de ofício à SER IV solicitando apuração do caso e, se cabível, a punição dos responsáveis. Embora a Secultfor tenha acatado a orientação, os três ofícios enviados reiterando o pleito foram ignorados pela Regional, em uma postura de franco desrespeito às atribuições da pasta da Cultura. Ante o exposto fica evidente, o descaso e ou despreparo das autoridades competentes para assegurar a existência e adequação dos prédios de valor histórico e cultural para a cidade. De forma que a carta aberta assinada por nove dos dezessete integrantes do Comphic, foram publicadas solicitando o apoio da sociedade no sentido de se reivindicar que o Município de Fortaleza cumpra o seu papel no tocante à preservação do patrimônio cultural da cidade, implementando de pronto, as seguintes medidas: 1. Que a SER IV traga a público as medidas adotadas no sentido da apuração das responsabilidades relativas à autorização irregular da demolição da Chácara Flora. 2. Que a PGM assuma sua competência na assessoria jurídica da política de preservação, mais especificamente, junto a este Conselho, garantindo a presença de seu representante nas reuniões mensais e evitando a emissão 26 de pareceres atinentes ao tema sem a oitiva das instâncias afetas. 3. Que a PGM conteste, com base nas irregularidades que atestamos haverem sido perpetradas quando da elaboração do TAC do Náutico, a validade deste mesmo Termo. 4. Que se garantam condições adequadas para o funcionamento da CPHC, especialmente no tocante ao preenchimento dos quadros técnicos relativos à pesquisa, análise de processos e fiscalização de bens tombados, tornando efetivas as medidas de proteção já implementadas ou em processo. 1. Esperamos que esta nota desperte no poder executivo de Fortaleza a compreensão quanto à gravidade do problema e a necessidade de garantir a continuidade efetiva de uma política de proteção ao patrimônio cultural da cidade de Fortaleza. Dentro desse contexto, enquanto guardião da memória e tradicional ponto de venda artesanal, o Centro de Turismo ou EMCETUR,(surgiu em 1866, onde naquela época funcionava a antiga Cadeia Pública). Apesar de ter servido de cárcere, o atualcentro de artesanato, nem de longe nos faz lembrar sua função inicial, uma vez que foi reelaborado como espaço de venda e lazer, destinado ao público local, mas principalmente ao turista. O edifício possui dois pavimentos, era dividido em dois raios, o pavimento inferior com cerca de 28 celas e pavimento superior onde ficavam os carcereiros e enfermeiras. As selas suportavam de 12 a 20 presos, possuía janelas altas com barras de ferro bem grossas. Em 1977 passou a ser EMCETUR (Empresa Cearense de Turismo)-no governo do então Governador Cesar Cals que passou a ocupar o espaço da então Cadeia Pública. Já em 1974 foi inaugurado o Teatro da Emcetur, quelevara o nome do dramaturgo Carlos Câmara (1881 – 1939), porém hoje o mesmo encontra-se totalmente desativado. As pessoas que chegaram a conhecer o Teatro dizem que hoje nem de longe lembra o polo de lazer que agitava a juventude nos anos de 1970. Os produtos do Centro de Turismo do Ceará, segundo o site férias Brasil (2013), as peças são encontradas no Centro de Turismo, um prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e que funcionou como casa de detenção de 1850 a 1866. Da época, guarda a arquitetura colonial, os imensos portões de ferro trabalhados e as celas, que abrigam lojas, e recomenda: “Aproveite para comprar também cachaça, castanha de caju e o famoso artesanato de areia colorida dentro de garrafinhas”. 27 Na figura 1, O edifício ainda mantém o mesmo aspecto e características iguais há de muitos anosatrás ,com seu estilo colonial. Rememorando o fato de ter sido Cadeia Publica, suas portas são bem altas e ainda dentro de alguns boxes, onde antes eram as selas, podemos perceber pequenas janelas bem altas e com barras de ferros bem grossas, conforme a figura 2. O edifício possui dois pavimentos, era dividido em dois raios. O pavimento inferior com cerca de 28 celas e pavimento superior , onde ficavam os carcereiros e enfermeiras . Figura 1: Entrada Principal Figura 2: Janela Fonte: Acervo pessoal Waleska Aires nov/2013Fonte: Acervo pessoal Waleska Aires nov/2013 Na imagem 3 vimos o pátio externo onde é a separação entre os blocos.Serve como descanço para os visitantes, comerciantes e transeuntes. Podendo ter uma visão geral do ambiente .Onde é possível previlegiar o espaço em céu aberto . 28 Imagem 3: Pátio Interno Imagem 4: Placa comemorativa do primeiro Fonte: Acervo pessoal Waleska Aires nov/2013 aniversário da Associação Comercial -1978 A imagem 4 mostra a placa comemorativa do primeiro ano de aniversário da associação comercial do Centro de Turismo . Que fora fundada em 26 de agosto de 1977, na Rua Dr. Joao Moreira, 399 – Centro de Fortaleza. Na administração do Governador Virgílio Távora, fazendo homenagem especial ao então engenheiro César Cals. Imagem 5: Placa Informativa Português-Inglês Fonte: Acervo pessoal Waleska Aires nov/2013 29 Na imagem 5, expõe-se alguns pontos onde a sinalização turística é muito boa, de acordo com a imagem acima, podemos perceber a Placa indicativa, situada na Ala Norte com indicação da localização dos portões 3 e 4, alas Central e Sul, sendo o portão 5.Informando ainda onde ficam os banheiros femininos, caixa eletrônicos e estacionamento. Imagem 6: Produtos expostos no box. Fonte: Acervo pessoal Waleska Aires nov/2013 Na imagem 6, percebe-se os produtos de forma organizada nos boxes, onde os visitantes tem a total liberdade de pegarem os produtos os quais tenham tido interesse. E alguns produtos já sendo informados de seu preço. Imagem 7: Museu/Típica jangada cearense. Fonte: Google(www.fortalezaemfoco.blogspot.com.br ) 30 A imagem 7mostra parte do Museu do Centro, onde pode-se encontrar um antigo tear manual, uma típica jangada do povo cearense e várias outras peças culturais que prendem a atenção dos visitantes que por ali passam . Imagem 8: Placa Indicativa de Restauração – 2010 Fonte: Acervo pessoal Waleska Aires nov/2013 Na imagem 8, observa-se aplaca de reinauguração e restauro em 16 de março de 2010 do Centro de Turismo do então Governador Cid Ferreira Gomes e o secretario de Turismo ,Bismark Maia . Desde o inicio de sua construção, em 1950 e desde que se iniciaram as atividades no Centro, em 1973, essa foi a primeira reforma do prédio. Imagem 9: Renda De Labirinto Fonte: Google (www.feirabrasil.com.br ) 31 Na imagem 9, observa-se um dos mais belos trabalhos artesanais do nordeste que é a renda de labirinto.De origem árabe, a técnica foi trazida ao Brasil pelos portugueses . A confecção exige paciência: o tecido – linho ou cambraia – é esticado em uma grade e a rendeira o desfaz em alguns trechos, criando tramas geométricas que podem levar meses para bordar toalhas de mesa, colchas, porta copos, blusas e vestidos. Esse tipo de trabalho é um dos mais conhecidos e famosos entre os produtos artesanais, ficando atrás apenas da arte com areia colorida. Imagem 10: Artesanato Feito com Areia Colorida Fonte: Google (www.pousadaarcoiris.com.br ) A imagem 10 mostra a beleza de uma das artes mais apreciadas do mundo .é grande a variedade de produtos, porém um dos produtos que mais chama atenção dos visitantes que passam pelos corredores do Centro , é a arte em areia colorida que além de muita criatividade , exige ainda muita prática e paciência .Segundo os comerciantes , este é um dos produtos mais desejados e procurados pelos visitantes . 32 Imagem 11: Lanchonete Imagem 12: Lanchonete - Pátio Fonte: Acervo pessoal Waleska Aires nov/2013Fonte: Acervo pessoal Waleska Aires nov/2013 Na imagem 11 e 12 podemos observar um espaço para alimentação, como uma praça de alimentação, porém ainda muito mal desenvolvida. Foi construída em meio a praça ao ar livre para melhor acomodar os visitantes, servindo-os com a nossa tradicional agua de coco. Em um ambiente que nos leva rapidamente ao clima praiano, com barraquinhas similares as que encontramos nas praias. No andar superior funciona a administração, o museu de mineralogia, as salas de reuniões, o acervo de obras de arte, o depósito, duas salas de guias turísticos, a Associação da Melhor Idade, o Museu de arte e culturae os banheiros populares (feminino masculino e para deficientes físicos). Entre as peças do museu, nós podemos encontrar um antigo tear manual, uma típica jangada do povo cearense e várias outras peças culturais. Em um passeio pelo Centro de Turismo, o turista tem a oportunidade de conhecer e adquirir toda a variedade do artesanato cearense. Os amplos corredores, impregnados de diversidade e com uma sinalização turística positiva, fazem com que o turista viaje pela historia do universo artesanal cearense. O Centro de Turismo foi reinaugurado em 16 de março de 2010, pelo então Governador Cid Gomes e o secretário de Turismo, Bismark Maia. Desde o início de sua construção em 1950 e desde que se iniciaram as atividades como Centro de 33 Turismo em 1973, essa foi a primeira reforma no prédio. Mesmo tendo sido tombada pelo patrimônio histórico estadual em 1982, o prédio ainda não tinha passado por nenhuma reforma. A obra incluiu os blocos norte, central e sul. No local funcionam 104 lojas onde são vendidos os artesanatos, roupas, produtos para casa e promove também a culinária, recebeu novas estruturas elétricas, hidráulicas, novos banheiros, sistema de refrigeração, lanchonete e quiosque. Foram trocados a pintura e todo o piso que agora é de pedra colonial. O bloco central que é constituído por dois pavimentos teve 26 lojas reformadas e a inclusão do elevador panorâmico (que aparentemente não funciona). Pelos corredores da EMCETUR, encontramos uma grande variedade de produtos; como artesanato feito em palha, redes para dormir, cerâmicas, colchas de cama, blusas e vestidos bordados, labirintos, mas, um dos produtos que mais chamam atenção é a garrafa com areia colorida. Ainda pelo passeio ao Centro de Turismo o turista encontra moda praia, doces, bebidas, comidas tradicionaiscomo a castanha de caju que também é bem apreciada, enfim, uma centena de lembranças do Ceara. Em relação ao preço, encontram-se peças de até R$ 1,00 como, por exemplo, alguns chaveiros, e ainda as peças que são submetidas a descontos caso o cliente queira em grandes quantidades, fato é que o artesanato exposto na EMCETUR encanta a todos pela sua simplicidade e criatividade, que de certa forma traduz o espírito do povo cearense. Ao circular nos corredores e alamedas, os turistas possuem uma ótima sinalização, onde esses, podem vir a conhecer um pouco mais da historia do Ceara, podendo entender o porquê desse artesanato e o porquê do povo cearense valorizar tanto tal atividade. Diante de tantos produtos, de tanta beleza, até hoje o que ainda mais chama atenção dos turistas é a tão conhecida “Garrafinha com areia colorida”, segundo os mesmo afirmam. Porém, assim como esse produto, tantos outros como os labirintos de renda, peças para cama mesa e banho, enfim, artesanatos de todos os tipos e tamanhos, é seu ponto forte, além de ser possível encontrarmos também comidas, bebidas e as tão pedidas "lembrancinhas”. E o melhor, os preços cabem no bolso de qualquer pessoa, independente de seu nível social. Um dos mais belos trabalhos artesanais do Nordeste é a renda de labirinto, tradicional no Ceará. De origem árabe, a técnica foi trazida ao Brasil pelos portugueses. A confecção exige paciência: o tecido - linho ou cambraia - é esticado 34 em uma grade e a rendeira o desfaz em alguns trechos, criando tramas geométricas que podem levar meses para bordar toalhas de mesa, colchas, porta-copos, blusas e vestidos. No andar superior teve melhorias nas salas de reuniões, nas salas dos guias turísticos, Já no bloco sul contara com um maior estacionamento, além da reforma das lojas e inclusão de um playground. A reforma do Centro de Turismo é apenas uma das muitas ações que o governo de Cid Gomes juntamente com o secretário de Turismo, Bismark Maia busca alcançar. Um de seus principais objetivos é a recuperação do patrimônio histórico, trazendo de volta o que foi perdido, requalificando o turismo no Estado, nesse viés ressaltamos o apelo à memória do povo cearense. Agora, depois da reforma, da vistoria, o principal objetivo dos comerciantes é que os guias juntamente com as agências de viagem, além de trabalharem a sua divulgação, possam fazer com que os turistas passem mais tempo no Centro de Turismo com intuito não só de fazê-los consumir os produtos, mas também de conhecer um pouco mais da nossa cultura. O governo já esta visando novos investimentos para que essa ocorra um número maior de visitantes nacionais e também estrangeiros. O Centro de Turismo está implantado em um grande prédio localizado na Rua Senador Pompeu, 350- Centro (Fortaleza-Ce). Funcionando de segunda a sexta de 08:00 horas às 18:00 horas, aos sábados de 08 às 16 horas e aos domingos de 08 horas ao meio dia. 35 3.1. O Artesanato O artesanato surge juntamente com a história da sociedade, pois o homem começou a sentir a necessidade de alguns objetos e claro, não encontraria em lugar algum se não pela própria fabricação. Inicialmente ,começaram a fabricar objetos para uso rotineiro ,outros, um pouco mais criativos, começaram a produzir adornos e algum tempo depois percebeu-se que esses produtos que eram fabricados para uso próprio poderiam ser facilmente comercializados, vendidos ou trocados por comida. Porém, artesanato nada mais é que a arte da transformação, usa-se a matéria prima para fabricação de produtos úteis. O artesão torna-se artesão através ou da tradição familiar, oque era constante há tempos atrás, ou criando-se novos hábitos relacionados ao artesanato. Logo se entende que esse tipo de trabalho nada mais é, também, que uma forma de trabalho, mão de obra, pois no decorrer do processo de evolução da sociedade, a classe comunitária assumiu esse modo de sobrevivência, tornando o artesanato produto do povo, não extinguindo as outras classes sociais, mas delimitando-as. No Ceará, o artesanato se destaca pelas cores e formas, tradicionalmente, por termos tido influencias indígenas são produzidos adornos capazes de fazer com que os visitantes rememorem o passado, guardando ainda características dos seus primeiros artesãos, os índios, também são produzidos com cipós, palhas de bananeira, a renda de bilro, labirinto, bordados e crochês, enfim, matéria prima tradicionalmente cearense. Todo o litoral cearense é composto pelos belos adornos regionais, mostrando uma diversificada e ampla ala de souvenires. Entre as principais matérias primas,destacam-se: • A renda. • O labirinto. • A cestaria e trançado. • A cerâmica. • O couro. • A tecelagem. • O metal. 36 • A madeira. • Artes gráficas (xilogravuras) • Areia colorida. Cada artesão põe no seu trabalho toda inspiração necessária, não precisam de industrias ou grandes empresas para fazer o que sabem, para mostrarem o seu dom com toda a criatividade e paciência ,se faz necessário somente o instrumento que não encontra-se para venda , as mãos. Segundo Vives (1983, p.137): “ Qualquer que seja sua origem, raça ou nacionalidade, os artesãos têm um dom em comum: trabalham manualmente. E criam. Empregam como utensílios as mãos, instrumento incomparável, que máquina alguma poderá igualar, e dão formas a idéias e expectativas que, mesmo coletivas, recebem sua marca pessoal, como é o caso dos artesãos tradicionais. Os objetivos (objetos) que produzem, seja qual for o subsistema a que pertençam, não são únicos, como as obras de arte, mas jamais são idênticos a outros criados com a mesma finalidade, e até pelo mesmo autor. São objetos soberbos, singulares, cuja dupla valência traduz a tradição e seu intérprete. O homem e a cultura, expressos na grande liberdade do fazer manual. “ 37 4 .METODOLOGIA DA PESQUISA Ante a necessidade de se fazer um trabalho embasado em métodos e técnicas que pudessem ter rigor científico, optou-se pela aplicação de questionários para se aferir um pequeno recorte da realidade. Para Margaret Mead,eMacgregor, Francis (1951)apud Mauss, a pesquisa etnográfica se caracteriza por um levantamento de dados exaustivo sobre o grupo observado. E, para isso, o pesquisador deve empregar todos os instrumentos disponíveis: diário de campo, fichas descritivas, registro filológico através da transcrição de palavras e termos nativos, registro de biografias, elaboração de cartografias, genealogias, estatísticas e coleta de objetos, já que a museografia constitui parte da etnografia através do inventário dos objetos e produtos que constituem uma civilização. Obtiveram-se respostas através de entrevistas feitas aos comerciantes, aos turistas, ao vice-presidente e ao presidente do Centro de turismo. Percebe-se através dessas entrevistas onde estão os pontos positivos e negativos. Nota-se também o perfil do visitante, tomando por base um caso muito simpático de turistas: Sueli (38) e Carlos (43)que são casados, ela é psicóloga e ele advogado. Vivem em Umuarama-Paraná, vieram a passeio, ambos adoraram a estrutura, a limpeza e a atenção das pessoas do Centro de Turismo.Principalmente a limpeza, fez questão de frisar. Visitaram ao Beach Park,a estátua de Iracema no Mucuripe, a ferinha da Beira Mar e o Mercado Central.Traçando um panorama baseado na aplicação de 40 questionários aplicados aos visitantes e comerciantes do Centro de Turismo do Ceará, aos sábados, no período de 19 de outubro a 02 de novembro de2013. Sendo a pesquisa de tipo descritiva, explicativa e aplicada; com o uso de bibliografias, pesquisa de campo, caracterizando um estudo de caso. 38 4.1. Análise da Pesquisa de Demanda A pesquisa de demanda foi realizada entre os dias 16 e 30 de outubro, pela manhã,uma vez que,em períodos diferentes,teve-se mais oportunidades de encontrar visitantes de diferentes locais. A seguir, serão apresentados os dados referentes à pesquisa de campo no Centro de Turismo. Foram apresentados 40 questionários, compondo 10 questões cada, 20 questionários destinados aos comerciantes e 20 questionários destinados aos visitantes. Segue respectivamente. Do total dos respondentes, 10 pessoas assinalaram possuir o ponto comercial a 10 anos , isto representa50 %,7 pessoas assinalaram possuir a mais de 20 anos ,correspondendo a 35%e 3 pessoas responderam possuir o ponto a mais 30 anos , correspondendo então a 15% como mostra o gráfico a seguir. Há mais de vinte anos 35% Há dez anos 50% Há mais de trinta anos 15% GRÁFICO: Tempo do ponto comercial. Em relação a dificuldade encontrada para vender os produtos 5 respondentes afirmam sentir essa dificuldade por conta do preço , correspondendo a 25% , já 20% afirma que essa dificuldade advém da localidade , de difícil acesso e a maioria ,com 50% afirma que é por não haver a devida divulgação do Centro, fato esse que reflete diretamente nas vendas e assim ,na renda individual de cada comerciante, dificultando seu faturamento mensal. Dados a seguir: 39 Pela localização 20% Por conta do preço 25% Por conta da falta de divulgação % GRÁFICO: Dificuldade das vendas Ao caracterizar o entorno , 30% afirmam que o Centro é distante dos hotéis , diminuindo assim o fluxo turístico , 25% afirma ser de difícil acesso e a maioria respondeu que o entorno é inseguro , totalizando 45% dos respondentes .Como mostra o gráfico a seguir . Distante dos hotéis 30% De difícil acesso 25% Inseguro 45% GRÁFICO: Caracterização do entorno. O nativo representa a menor parte , apenas 1 comerciante afirmou , correspondendo apenas a 5% do público que frequenta o local , já 5 respondentes afirmaram ser o estrangeiro ,representando 25% do publico e 14 comerciantes responderam ser o brasileiro , totalizando a maior parte dos visitantes , representa 40 70% . Como mostra o gráfico seguir. O nativo 5% O estrangeiro 25% O brasileir o 70% GRÁFICO: Turistas que frequentam o Centro. A maior parte dos comerciantes ali encontrados não possui outro ponto comercial. 12 responderam que não possuem, totalizando 60% dos respondentes e 8 responderam que sim, que possuem um outro ponto comercial fora do Centro, correspondendo a 40% dos respondentes .Como ilustrado a seguir . Sim 40% Não 60% GRÁFICO: Ponto Comercial fora do Centro. Quando questionados sobre o espaço do Centro, 6 respondentes disseram que o espaço é amplo e agradável, correspondendo a 30%, já 5 entrevistados afirmaram que o local é pequeno e desconfortável, totalizando 25% e 9 pessoas responderam que o espaço é interessante, pois existe uma historia que 41 nos remete ao passado , resguardando a memória do local , isto é 45%.Como mostra o gráfico a seguir. É interessante pequeno e desconfortável. 25% É amplo e agradável 30% É interessante pois tem uma história antes de tornar-se o Centro . 45% GRÁFICO: Características do espaço O Centro de Turismo é divulgado de algumas formas, sendo que 3 respondentes afirmaram que é por indicação de amigos e parentes, correspondendo a 15% ,4 pessoas responderam que é através de passeios feitos a pé pelo Centro da cidade , correspondendo a 20% ,6 disseram que é através de consultas feitas no Hotel totalizando 30% e a maior parte conhece através do City Tur que é feito pelo centro de Fortaleza , totalizando então 35% conforme mostrado no gráfico abaixo . Outros (amigos/ parentes) 15% Através de consulta feita nos hotéis 30% Através de passeios feitos á pé 20% Através de city tur feito pelo centro de Fortaleza 35% 42 GRÁFICO: Como os turistas conhecem o Centro. Percebe-se que a maior parte das pessoas que trabalham no Centro conhece de fato a história do lugar. De 20, 18 responderam que sim, que conhecem a história, totalizando 90% e 2 , não conhecem , sendo 10% . De acordo com o gráfico a seguir. Não 10% Sim 90% GRÁFICO: História do lugar. Quando questionados se gostam de trabalhar no espaço, 18 responderam que sim, totalizando 90% e 2 responderam que não, sendo 10%. Tais valores encontrados no gráfico a seguir. Não 10% Sim 90% 43 GRÁFICO: Gostam de trabalhar no lugar. Nesta seção do questionário, no qual se refere aos visitantes também com 20 questionários,cada um contendo 10 perguntas. Interessou-se saber como que eles conheceram o local.6 dos 20 entrevistados afirmaram ter conhecido através de amigos e parentes , isto é 40% , já outros 6 afirmaram terem conhecido através de informes no Hotel ,isto é 40% . Dos 20, apenas 4 disseram ter conhecido através do City Tur, sendo 10% e outros 4 afirmaram terem conhecimento através de outros meios, isto é 10%.Conforme gráfico abaixo: Outros 10% City Tour 10% Através de amigos 40% Através de informações no Hotel 40% GRÁFICO: Conheceu o lugar Nessa pergunta, pode-se saber de onde vem cada visitante.Tendo em vista 1 visitante de Crateús , Maceió e Chile ,isto é 5% .Dos Estados Unidos , França e Juazeiro do Norte 6% . Sendo 11% de Curitiba, do Rio de Janeiro , e Salvador .E por fim , 17% de São Paulo e Teresina. Conforme ilustrados no gráfico a seguir. 44 Rio de R3 Janeiro 0% 11% Crateus 5% São Paulo 17% Salvador 11% França 6% Maceió 5% Teresina 17% Curitiba 11% EUA 6% Chile Juazeiro do Norte 5% 6% Em relação aos valores dos produtos do local, a grande parte dos respondentes,7, gastaram mais de 50,00 no local , isto é 35% do total , 2 gastaram ate R$ 50,00 isto é 10%, 5 pessoas gastaram entre R$ 101,00 a R$ 200,00 , isto é 25% e 6 pessoas compram mais de R$ 201,00, correspondendo a 30% . Dados ilustrados no gráfico a seguir. Acima de R$ 201,00 30% de R$ 101,00 a R$ 200,00 2 % GRÁFICO: Quanto gasta com souvenires. até R$ 50,00 10% de R$ 51,00 até 100,00 35% Em relação a quantidade de souvenires que o visitante leva para familiares e amigos , as “lembrancinhas” , dos 20 entrevistados , 12 compram souvenires para 5 pessoas , isto é 60% . 2 dos respondentes afirmaram comprar para mais de 6 pessoas , correspondendo a 10% e 6 dos entrevistados levam lembrancinhas para ate 2 pessoas , sendo 30% . Conforme podemos perceber nos gráficos abaixo. 45 Mais de seis pessoas 10% Duas pessoas 30% Até Cinco pessoas 60% GRÁFICO: Para quantas pessoas leva os souvenires.. Quanto ao espaço do Centro de Turismo, questionou-se aos visitantes se gostaram e porque gostaram do espaço. 10 dos 20, responderam que acharam interessante pela arquitetura do local, isto é 50%, já 9pessoas disseram que adoraram por haver produtos bem diversificados, sendo 45% e 1 respondente não gosto do espaço , correspondendo a 5% . Gráficos ilustrados a seguir. Não gostou 5% Tem produtos diversificados 45% Achou interessante pela arquitetura do local 50% GRÁFICO: Espaço. Ao que tange os produtos comercializados no Centro de Turismo, foi questionado a respeito do preço e 7 dos 20 entrevistados responderam que o preço é bem acessível , sendo 35% , já outros 12 respondentes afirmaram que a diversidade é fator positivo para o número de vendas do local, correspondendo a 46 60% e 1 pessoa apenas não gostou dos produtos exposto e comercializados no Centro , totalizando 5% . De acordo com o gráfico baixo. Não gostou 5% Achou interessante o preço 35% Gostou da diversidade dos produtos 60% GRÁFICO: Produtos. Em relação ao entorno do local 5 pessoas responderam que é de difícil acesso, isto é 25% ,outros 7 visitantes responderam que o local é inseguro, correspondendo a 35% e a maioria, 8, afirmou ser um local razoável , totalizando 40%. Como mostra o gráfico seguinte. Inseguro 35% Razoável 40% De difícil acesso 25% GRÁFICO: Entorno.. Muitos dos visitantes, não conhecem a história do Centro de Turismo, alguns acham que sempre fora um centro comercial e jamais imaginariam que ali, fora também uma cadeia pública. Dados confirmados através dessa pergunta, onde de 20 pessoas, 12 não conhecem a história da EMCETUR. Correspondendo a 60% 47 e 8, afirmaram que sim, que conhecem a história do prédio , isto é 40% .Conforme ilustramos baixo . Sim 40% Não 60% GRÁFICO: História do prédio. O prédio fora considerado bem conservado, porém, precisando de algumas melhorias, pois dos 20 entrevistados, 12 responderam que estava conservado, sendo 60% e 8 responderam que não , que o prédio estaria mal conservado , isto é 40% . Informações ilustradas no gráfico abaixo. Mal Conservad o 40% Conservado 60% GRÁFICO: Conservação do prédio. Já em relação a infraestrutura do local , tais como ,teatro ,praça de alimentação ,banco 24 horas ,museu e etc. Perguntamos oque os visitantes acharam ,8 deles falaram que esta adequado ,isto é 40% .Já 10 pessoas afirmaram que precisa melhorar, sendo 50% e 2 respondentes disseram que esta bom ,que não é necessária nenhuma mudança. Dados expostos no gráfico abaixo. 48 Não é necessário 10% Adequado 40% Precisa melhorar 50% GRÁFICO: Infraestrutura do prédio (teatro ; praça de alimentação e etc.) Por fim, em relação ao atendimento nãose obtiveramgrandes reclamações, pelo contrario, os respondestes pontuaram o atendimento dos comerciantes de forma bem positiva sendo que de 20,14 pessoas responderam que o atendimento esta pontuado entre 7 e 10 e apenas 6 respondentes disseram que precisa melhorar um pouco ,pois ainda existem comerciantes que não conseguem entender a necessidade de cada consumidor ,mas alguns também ressaltaram que esse não é um problema apenas do Centro de Turismo de Fortaleza e sim , um problema no comercio em geral .Valor correspondente a 30% do total .Conforme ilustrados no gráfico a seguir. De 1 a 2 De 3 a 4 0% 0% De 5 a 6 30% De 7 a 10 70% GRÁFICO: Atendimento prestado no local 49 4.2. Análise de Dados Segundo a pesquisa realizada, percebeu-se que, em relação aos turistas, a grande maioria dos respondentes, relata que em relação ao espaço, este veio a ser conhecido através da indicação feita por amigos, que já haviam visitado a capital cearense e o Centro de Turismo. É necessário ressaltar que a grande maioria dos turistas éproveniente de cidades como São Paulo, Teresina e Rio de Janeiro e compram em média pelo menos cinco lembranças para levarem para amigos e familiares, perfazendo um custo médio de R$100,00 (cem reais), e que em relação ao preço, quando questionados, consideram-se surpreso por serbaixo. Acerca do espaço, a maioria, acha,que o mesmo, encanta pela arquitetura por ser diferenciada. Apesar de considerarem o entorno como potencialmente inseguro. Sobre a história do Centro de Turismo, a maioria dos pesquisados revelou desconhecer, sendo interessante que este aspecto seja de alguma forma reforçada, para assim, o mesmo vir a despertar curiosidade no turista,bem como afirmaram e consideram o espaço malconservado, assim como a infraestrutura, precisando ser melhorada, tanto em termos de bancos, lanchonete etc. Sobre o atendimento, praticamente todos, excetuando-se dois turistas, afirmaram terem sido bem atendidos. Nesse aspecto ainda pode-se considerar o cearense como um povo acolhedor. Já a pesquisa realizada entre 20 comerciantes, revelou que os comerciantes respondentes ao questionário sobre o tempo que estão no Centro, os mesmos estão há mais de 10 anos, no local. Quando questionados se gostavam de trabalhar no local a maioria, revelou que sim, gostavam. Em relação as vendas , considerou-se que atualmente estão melhores do que há pelo menos dez anos e acreditam e a tendência é aumentarem com a proximidade da copa, em 2014, porém ,atualmente ainda precisa melhorar, pois devido a falta de divulgação ,ainda é pequeno o número de visitantes ao local. Quando questionados acerca da dificuldade em vender seus produtos, foi apontado o preço como um fator primordial para a efetivação das vendas. Um ponto que é impeditivo, diz respeito à questão da segurança no entorno que deixa muito a desejar. Os comerciantes também afirmaram que os turistas brasileiros são os que mais frequentam o local, consequentemente os que mais compram. Em relação ao 50 espaço, a maioria considera que é interessante porque tem uma história antes de ser um Centro de venda de artesanato. Para os comerciantes, os turistas chegam a conhecer o Centro de Turismo através de consulta feita no hotel, cabendo ressaltar a grande importância do trabalho feito junto aos hotéis e as agencias de viagens em relação a divulgação do espaço. 51 5 . CONSIDERAÇÕES FINAIS Este estudo de caso pretendeu levantar uma discussão sobre as dimensões da Memória e etnografia na Empresa Cearense de Turismo-EMCETUR enquanto repositória do artesanato cearense e sua relação com o turismo e a cultura. A discussão apresentada teve por objetivo demonstrar que, em termos conceituais, históricos, o turismo possui uma base de relação muito próxima com a área da cultura que se manifesta através da venda do artesanato. Apesar de hoje, opatrimônio local ainda ser, infelizmente, um local desconhecido por muitos. Localizado num grande prédio, possuindo dois andares, sendo que no andar superior funciona a administração, o museu de mineralogia, as salas de reuniões, o acervo de obras de arte, o depósito, duas salas de guias turísticos, a Associação da Melhor Idade, o Museu de Arte e Cultura e os banheiros populares (feminino, masculino e para deficientes físicos) a EMCETUR se insere no contexto de repositória do artesanato e da memória do povo Cearense. Nas duas visitas feitas ao local,percebeu-se uma relação de afetividade, não só por parte dos comerciantes, mas todo o público que visita o local, tem pelo prédio. A grande maioria dos comerciantes ali encontrados são comerciantes bem antigos, do tempo da implantação do Centro de Turismo. Foram encontrados comerciantes que herdaram as barracas de seus pais, e herdaram dos seus pais e assim sucessivamente, pois enxergam ali, não só uma fonte de renda, uma forma de sustento, ate mesmo por que os preços cobrados na grande maioria dos produtos são bem baixos, mas sim uma herança cultural de família, um prazer em escrever, por menor que seja uma parte da historia do Estado.Encontrou-se comerciantes afirmando que seus pais se conheceram ali, ainda quando o Teatro funcionava, pois lá era tido como um dos maiores polos de lazer que agitava a juventude da época e assim partiram para o namoro, depois se casando e trazendo ao mundo, os então comerciantes atuais. Fora localizado também, famílias inteiras, cada membro com seu próprio boxe, com diferentes produtos ou produtos tão iguais aos olhos, mas com explicações e significados tão distintos. Naqueles corredores, onde por muitas vezes passaram incontáveis presos, hoje traz um colorido a vida, a nossa cultura, a vida daqueles comerciantes. Naqueles corredores, que antes trazia tristeza, hoje deixa 52 claro a felicidade do povo cearense em ser de fato, cearense, deixa claro o prazer em que cada artesão tem em fazer sua arte, em mostrar sua arte e assim fazendo questão da mesma ser espalhada pelo mundo inteiro e um dia poder ser reconhecido pela arte do tear, do pintar, do render. Em muitos boxes também se notou a insatisfação dos comerciantes em relação ao governo, ao não incentivo da cultura, a não divulgação dos seus trabalhos, enquanto eles lutam por melhorias, o governo os deixa de lado em relação a isso. Deixando cada vez mais claro, que os mesmo só continuam nesse ramo por valorizarem sim a sua arte. Por outro lado suscitou-se a importância acerca da vertente cultural como de relevância patrimonial. Considera-se que o turista e o comerciante tem empenhado um esforço para que as questões da cultura e do património sejam consideradas. Contudo, fica igualmente demonstrado que existe um sério hiato entre as intenções expressas nesta área e a realidade. Percebe-se que se continua a observar-se que, na prática, as organizações da área da cultura e património estão longe de possuírem o grau de penetração e de expressão nos processos de tomada de decisão e no acesso aos financiamentos disponibilizados na área do Turismo. Que a máxima: ”o brasileiro é um povo sem memória” ainda é uma verdade, mais do que meras expressões de retórica impressas no discurso da política do turismo, torna-se essencial que a relação da cultura com os setoresdo turismo seja expressa através de fórmulas de financiamento na estrutura, em curso técnico profissionalizantes, no marketing e de representação organizacional mais adequado. Ante o exposto ressalta-se a necessidade de sugerir modos de incremento que venham a valorizar, preservar e manter as características primordiais do Centro não apenas como lugar de venda, mas, como equipamento de lazer e turismo e patrimônio, tão necessário à memória da cidade. Em um nível mais físico, sugere-se a melhoria na higiene nos banheiros que merece um cuidado especial, principalmente por ser pago deveria ser mais bem conservado em suas instalações, importante também e necessária é a capacitação para os funcionários do museu que são desqualificados e há uma carência em quantitativo, o estacionamento é outro ponto que é muito caro, uma vez que o turista que vai de carro, geralmente aluga carro, consequentemente tendo um gasto maior. A EMCETUR tem pouca divulgação acerca de sua localização e das peças que ali são ofertadas, em como dos espaços como o museu, Em relação às cabines 53 policiais, estas são em pouca quantidade. Sugere-se ainda; praça de alimentação melhor estruturada; Saneamento básico; Orientar os guias para destinar um tempo maior ao local; Música ao vivo regional; Implantação de Restaurante com culinária típica do Ceará e o direcionamento de uma politica de tratamento de resíduos, sinalização e acesso para pessoas deficientes. Assimilando-se o tempo, o espaço e as verbas necessáriascom as informações obtidas através de pesquisas é possível concretizar-se de forma estratégica as melhores ferramentas para maior divulgação do Centro de turismo e seu artesanato, de forma regional e nacional, de uma forma que impeça um consequente absenteísmo dos turistas. 54 BIBLIOGRAFIA Avighi, Carlos M. (2000). Turismo, globalização e Cultura___inLage,Beatriz Helena G. &Milone, Paulo C. Turismo: Teoria e Prática. São Paulo: Atlas. BANCO DE DADOS SETUR:Disponível em: <www.ceara.gov.br/+&cd=3&hl=ptBR&ct=clnk&gl=br> Acesso em:02/05/13 . BENI, M.C.A política do turismo. In: TRIGO, L. G. G. (org.). 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Qual?___________________ 9)Você conhece a história do prédio: ( )Sim ( )Não 10)Você gosta de trabalhar neste espaço: ( )Sim ( )Não 59 APÊNDICEB Perguntas para os visitantes do Centro de Turismo 1)Como conheceu o espaço: ( )Através de amigos ( )Através de informações no Hotel ( )City tour ( )Outro 2) Origem: de onde vem? ________________________________________ 3)Leva souvenires para mais ou menos: ( )Duas pessoas ( )Até cinco pessoas ( )Mais de Seis pessoas ( ) até R$ 50,00 ( ) de R$ 51,00 até 100,00 ( ) de R$ 101,00 a R$ 200,00 ( ) Acima de 201,00 4)Gostou do espaço porque: ( )Achou interessante pela arquitetura do local ( )Tem produtos diversificados ( )Não gostou 5)Em relação aos produtos: ( )Achou interessante o preço ( )Gostou da diversidade dos produtos 60 ( )Não gostou 6)Como você caracteriza o entorno: ( )Razoável ( )De difícil acesso ( )Inseguro 7)Você sabe da história anterior da EMCETUR: ( )Sim ( )Não 8)Em termos de estrutura e conservação, como você achou o Centro: ( )Conservado ( )Mal conservado 9)Em relação as opções de infraestrutura (banco, lanchonete, teatro, etc.): ( )Adequado ( )Precisa melhorar ( )Não é necessário 10) Em relação ao atendimento, você foi bem atendido? Pontue: ( ) de 1 a 2 ( ) de 3 a 4 ( ) de 5 a 6 ( ) de 7 a 10