Anais do Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto - GEONORDESTE 2014 Aracaju, Brasil, 18-21 novembro 2014 ESPACIALIZAÇÃO CARTOGRÁFICA DA DENGUE E ESTUDO DE CORRELAÇÃO ENTRE DENGUE E INDICADORES SOCIOECONÔMICOS E AMBIENTAIS NA CIDADE DE MACEIÓ-AL Thyago Anthony Soares Lima1 1 Geógrafo, Gama Engenharia e Recursos Hídricos,GAMA, Mestrando em Recursos Hídricos e Saneamento, Universidade Federal de Alagoas ,UFAL, Maceió-AL, [email protected] RESUMO: A utilização de técnicas de geoprocessamento e cartografia são de extrema importância para a tomada de decisões associadas aos programas de vigilância epidemiológica. O presente artigo considera a aplicação específica destas técnicas para a geografia da saúde, através da geração de um banco de dados das ocorrências de dengue no município de Maceió, cuja sede é a capital alagoana, documentadas na Secretaria Estadual de Saúde. Após a geração do banco de dados, foram utilizadas as ferramentas disponíveis no software Arcgis 10, e no programa Excel , para avaliar espacialmente a correlação estatística entre as ocorrências dos casos de dengue com potenciais fatores sócioambientais, resultando em mapas temáticos. PALAVRAS-CHAVE: Dengue, Maceió, Epidemia, Geoprocessamento, Cartografia, Correlação Estatística. INTRODUÇÃO: De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue é uma doença das regiões tropicais e subtropicais, transmitidas por mosquitos do gênero Aedes, principalmente o A. Aegypti, também transmissor da febre amarela . A dengue é um grande problema de saúde pública no Brasil, devido não só a sua rápida disseminação nas cidades brasileiras, mas pelos problemas de saúde causados pela doença (SILVA, et al.2008).Por ser uma doença sazonal pressupõe-se que esteja ligada ao clima, mas também a princípio entende-se que esta doença venha a ser conseqüência das más condições de infraestrutura das cidades, principalmente de saneamento básico, da má distribuição de renda que ainda assola o País e do pouco acesso a educação da maioria dos brasileiros, trazendo prejuízos diretos à sociedade (WHO 2009). O presente artigo tem por objetivo investigar a relação entre a ocorrência de epidemias de dengue na cidade de Maceió-AL e os indicadores de escolaridade e renda da população bem como os de saneamento básico, densidade demográfica, e pluviosidade da cidade. Isso de modo que se possa verificar a hipótese de que a ocorrência de dengue é maior onde os indicadores de escolaridade e renda da população e saneamento básico são piores, bem como onde a densidade demográfica e a pluviosidade são maiores. Procura-se analisar estatisticamente a ocorrência de dengue sobre o município, a relacionando ao perfil sócio-econômico dos residentes dos vários bairros, às condições de saneamento básico destes e aos índices pluviométricos da cidade. Para tanto tais dados são representados cartograficamente, através do uso de técnicas do geoprocessamento, através do cruzamento dos dados, tenta-se chegar à explicação do alto índice de dengue em determinados bairros da cidade de Maceió. MATERIAL E MÉTODOS: Para a elaboração desta pesquisa inicialmente foi feita a coleta de dados dos casos de dengue na capital alagoana, dados presentes nos arquivos da Secretária Municipal de Saúde/Departamento de Vigilância à Saúde/ Divisão de Controle de Epidemias/Programa de Controle da Dengue. Estes foram registrados a partir de exames originários dos indivíduos com suspeita de dengue na cidade de Maceió, no ano de 2013. Também foram coletados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), referentes ao saneamento básico, à renda por chefe de família, escolaridade e densidade demográfica, presentes no Censo Demográfico realizado no ano 2010. Outros dados utilizados foram os índices pluviométricos, coletados e calculados a partir de dados disponíveis na Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Os dados do IBGE foram tratados de acordo com suas especificidades, todos estes dados foram estratificados por bairros, usando as informações disponíveis nos agregados por setores censitários dos resultados do universo , onde trabalhou-se com os valores das amostras de cada bairro que compunha os setores censitários da cidade de Maceió determinados pelo IBGE. Já o índice pluviométrico, foi trabalhado por média mensal, do ano de 2013 para a cidade de Maceió. Os dados citados acima foram digitados, agrupados, 301 Anais do Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto - GEONORDESTE 2014 Aracaju, Brasil, 18-21 novembro 2014 organizados e calculados em um banco de dados. Posteriormente foram correlacionados estatisticamente, com os casos de dengue, no programa Excel. A correlação estatística utilizada para os dados de Densidade demográfica e para os índices pluviométricos e de temperatura, foi a do coeficiente de Pearson, que mede a intensidade da associação linear existente entre as variáveis, uma vez que existem linearidades entre os dados. Porém, para os dados de saneamento básico, renda por chefe de família e escolaridade, foi utilizada a correlação estatística de Postos de Spearman, que mede a intensidade da relação entre variáveis ordinais. Usa-se, em vez do valor observado, apenas a ordem das observações. Deste modo, este coeficiente não é sensível a assimetrias na distribuição, nem à presença de outliers, não exigindo, portanto que os dados provenham de duas populações normais. (SHIMAKURA, 2005, p.2). Neste caso, uma vez que os dados violaram a normalidade, ou seja, não apresentaram uma linearidade, a correlação de Spearman aparece como uma alternativa à de Pearson. Em ambas o resultado é entre -1 e 1 , sendo assim, quando o produto da correlação é próximo ou igual a 1 as variáveis possuem correlação positivamente forte e uma relação direta; já quando é próximo ou igual a -1, significa que as variáveis possuem correlação negativamente forte e uma relação inversa, porém, se o produto for próximo ou igual a 0 , não há correlação entre as variáveis. A partir da correlação entre os casos de dengue e os índices de pluviosidade, foi criado no programa Excel um gráfico para correlação dengue/pluviosidade, elementar demais para explicar em que barras (representam os casos de dengue mês a mês do ano de 2013) e a linha (o índice de pluviosidade). Os dados, já correlacionados, foram utilizados para a customização de uma plataforma SIG, vinculando-se o dado espacial e o alfanumérico por meio de identificadores ou geo-campos. A criação dos vínculos foi feita no software Arcgis , para o reconhecimento de cada um dos 50 polígonos criados a partir da malha municipal do território de Maceió, da Prefeitura Municipal, e a adição do banco de dados através da ação join do Arcmap, onde foram feitos os vínculos com as tabelas contendo a construção das consultas e dos dados para a geração dos mapas temáticos. Após a associação dos dados espaciais com os alfanuméricos, foi feita a exportação da base de dados para o Sistema de Informação Geográfica (SIG) para o formato SHP, ou Shapefile. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O estudo concentrou-se na área urbana do município de Maceió, situada nas coordenadas geográficas: 9°40' S de latitude, 35°42' W de longitude, cuja área total é de 512,80 Km², e a área urbana possui 191,79 Km², correspondendo a 37,45% do território municipal. A porção urbana do município está organizada e agrupada formando os 50 bairros existentes na cidade. Os dados da pesquisa demonstram as características fundamentais e peculiares de Maceió. Como já citado anteriormente, o número de casos de dengue vem crescendo significativamente por todo o Brasil, na capital alagoana não é diferente, essa tendência tem se confirmado. No ano de 2012, foram registrados na cidade 14.831 casos, porém no ano de 2013 os casos de dengue na cidade registraram algo em torno de 14.364. Ao se analisar a distribuição dos casos de dengue na cidade de Maceió, no ano de 2013, nota-se que ela não ocorreu de forma uniforme, em alguns bairros o número de casos registrados foi bem superior ao de outros. O bairro que apresentou o maior número de casos foi a Pajuçara com 1.824 casos, seguido dos bairros: Bebedouro com 1.722 casos, Ponta da Terra com 1.817 casos, Benedito Bentes com 996 casos; e Mutange com 831 casos. De um total de 14.364 casos, 7.190 ocorreram nos bairros supracitados. Já os bairros com menor número de casos estão em sua maioria no litoral norte da cidade, desde Cruz das Almas até Ipioca. Ao se correlacionar o número de casos de dengue com os dados de Saneamento básico e renda por chefe de família, os índices de correlação resultantes foram de respectivamente -0 612 e -0, 600. Portanto, estas variáveis não possuem correlação forte com os casos de dengue, evidenciando que nem sempre os casos de dengue estão relacionados ao Saneamento básico, como se pensa no senso comum. Ademais, pode-se perceber também que a dengue é uma doença de caráter democrático, uma vez que não está necessariamente relacionada à classe social do indivíduo. No que concerne à educação, ao analisar os dados e sua correlação com a dengue pode-se verificar que o problema da enfermidade em Maceió está associado ao baixo índice de educação de parte da população. Essa insiste em criar locais de proliferação do mosquito transmissor através do lixo depositado em locais inadequados, da falta de 302 Anais do Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto - GEONORDESTE 2014 Aracaju, Brasil, 18-21 novembro 2014 cuidados com produtos descartáveis, pouca ação de prevenção e completo desconhecimento do problema que tem vitimado muitas pessoas e tem a ver com o completo processo de falta de conscientização popular diante do problema e suas conseqüências. (PINA; SANTOS, 2000). A gravidade do problema faz parte de notícias, campanhas, debates todos os anos, custeados pelo governo federal, estadual, municipal e o problema vem se repetindo na cidade. Provavelmente o baixo poder interpretativo dos fatos, a falta de leitura, o semi-analfabetismo e a falta de um processo de cidadania ambiental mais latente e completo, vêm mostrando que claramente a educação faz parte do contexto problemático, relacionado à dengue na cidade de Maceió. A correlação entre os casos de dengue e os dados relacionados ao nível de escolaridade da população da cidade apresentou o índice de correlação -0, 742, ou seja, a correlação é inversa e forte; sendo assim, entende-se que onde há menores índices de escolaridade há maior número de casos de dengue. As áreas cobertas pelos pontos representativos dos casos dengue em sua maioria são as áreas mais claras, áreas em que a população tem menor número de anos de estudo evidenciando a correlação citada. Os bairros mais afetados pela dengue, como Benedito Bentes, Mutange, são bairros que apresentam baixos índices de escolaridade, respectivamente apresentam, 5,35 anos de estudos e 996 casos de dengue, 4,26 anos de estudos e 831 casos da doença. Fogem a regra apenas dois bairros do litoral norte da cidade, os bairros de Pescaria e Ipioca. Figura 01: Correlação entre os casos de Dengue e a média de Anos de estudos da população residente na cidade de Maceió. Outro dado que apresentou forte correlação com os casos de dengue, foi o de densidade demográfica, o índice de correlação encontrado foi o de 0, 999; ou seja, é fortíssima e direta a relação entre eles; entende-se assim, que quanto maior o adensamento populacional, maior a presença de casos de dengue.Os bairros mais afetados pela dengue, possuem uma alta densidade demográfica, e possuem um alto número de casos referentes a doença. Essa análise segue uma lógica, pois nas áreas mais adensadas tende a ocorrer maior número de casos de contágio, por isso, a cidade é ponto de maior proliferação da dengue. O intenso fluxo rural-urbano ocorrido nos últimos quarenta anos resultou numa elevada concentração populacional nas cidades, (CORRÊA; 1989) em Maceió segue-se a mesma lógica, a maior parte da população do estado reside na capital, e concentra-se em bairros periféricos. A falta de cidades médias no estado e a centralização que Maceió exerce no âmbito estadual, contribuem para a exacerbada concentração demográfica na capital e o adensamento populacional tem acarretado diversos problemas, dentre eles a mais fácil e rápida disseminação de 303 Anais do Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto - GEONORDESTE 2014 Aracaju, Brasil, 18-21 novembro 2014 epidemias. Outros índices utilizados para a correlação com os casos de dengue, na capital alagoana, no ano de 2013, foram os índices mensais de pluviosidade, uma vez que a dengue é uma doença sazonal, ou seja, que se concentra em um mesmo período do ano. (portal.saude.gov.br) No Brasil, este período coincide, nas regiões Sul e Sudeste, com o verão, quando há maior ocorrência de chuvas e um aumento das temperaturas; porém, nas regiões Norte e Nordeste os maiores índices da doença ocorrem entre março e julho, uma vez que em ambas as regiões as chuvas começam mais tarde. A expansão geográfica do dengue e o aumento de casos têm sido freqüentemente relacionados a fatores climáticos, como os fenômenos El Niño e La Niña, que influenciam na intensidade das chuvas e produzem alterações na biodiversidade dos países em desenvolvimento, nas regiões tropicais e subtropicais, facilitando a permanência do seu principal transmissor o Aedes aegypti. (portal.saude.gov.br). Sendo assim os dados pluviométricos foram correlacionados com os casos de dengue, sendo encontrado o valor 0, 755. Conclui-se então que a variável possui correlação direta e positiva com os casos de dengue como se pode notar no Gráfico abaixo. Analisando o gráfico acima, percebe-se que os casos de dengue na cidade de Maceió seguem a tendência natural da sazonalidade da doença na região nordeste do Brasil, quando há aumento de chuvas ocorre o aumento de casos de dengue. Figura 3: Correlação entre os casos de Dengue em 2013 e o Índice Pluviométrico da cidade de Maceió,2013 Partindo do estudo apresentado aqui, entende-se que o uso de técnicas de geoprocessamento, estatística e cartografia na vigilância epidemiológica, são de estrema importância para explicar a ocorrência de epidemias e suas causas. Diante disso, o geoprocessamento se destaca como uma ferramenta importante principalmente para constituição de políticas de saúde pública, no sentindo de desenvolver ações mais efetivas. CONCLUSÕES: A dengue se tornou ao longo dos anos um grande problema de saúde pública no Brasil, principalmente por ser este um país de clima tropical em razão do clima quente e úmido, que forma condições ideais para proliferação do mosquito. No Brasil há muito tempo vêm sendo realizadas campanhas a fim de acabar com este problema. Enquanto as políticas nas primeiras décadas do século XX eram voltadas para o controle da dengue, em razão do seu descontrole, hoje as políticas públicas voltadas para esta doença têm caráter mais preventivo. Sabe-se que as condições sociais no país não são tão boas, a cidade de Maceió, em Alagoas, segue o “padrão” brasileiro. Nesse contexto foram registrados na cidade 14.364 casos da doença no ano de 2013, situação no mínimo alarmante. O poder econômico e atrativo da cidade, faz com que Maceió exerça um poder centralizador provocando contínua migração para a cidade; consequentemente a expansão urbana e o adensamento populacional perpetuam criando condições propícias a proliferação do mosquito da dengue. Outro fator importante é característica climática da cidade, que apresenta índice pluviométrico concentrado com média mensal alta no meio do ano e temperaturas elevadas na maior parte do ano. Os bairros que apresentaram 304 Anais do Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto - GEONORDESTE 2014 Aracaju, Brasil, 18-21 novembro 2014 maior número de casos da doença são os que possuem dados potencializadores para a dengue, como baixo índice de escolaridade e grande concentração populacional. Sabe-se que a ausência de educação gera grandes problemas sociais, ambientais e de saúde. Quanto menor o grau de escolaridade do indivíduo, teoricamente, menor o grau de interpretação de leitura, gerando pouco entendimento da campanha de combate a dengue e a dimensão da doença. Em Maceió a produção de informação no âmbito das doenças Epidemiológicas é comandada pela Secretária Municipal de Saúde/ Departamento de Vigilância à Saúde/ Divisão de Controle de Epidemias/ Programa de Controle da Dengue, que tem como objetivo conhecer com detalhes o atual quadro da dengue no Estado e na Capital. A atual vigilância da dengue é feita pela contagem de casos da doença, espacializadas por bairros, porém percebe-se que não são levados em conta fatores de risco como dados sociais, econômicos e ambientais. No entanto, considerá-los e correlacioná-los com a doença possibilita conhecer as causas reais da doença bem como de seu avanço. Trabalhos como este podem contribuir para a realização de planos de controle direcionados, com maior eficiência no combate e controle da dengue; sendo assim fundamentais para o planejamento das ações locais de controle da doença de acordo com cada região. O uso do Geoprocessamento, composto de diversas informações cruzadas, permite detectar setores da área onde a população local é mais afetada pela doença, fatores ambientais, sociais e econômicos que podem estar relacionados e influenciar na prevalência da doença, além de identificar os bairros afetados promovendo assim investigações epidemiológicas e estudos específicos. As informações obtidas desses registros também auxiliam na determinação da necessidade de campanhas junto à população no combate e prevenção da dengue, como também na avaliação de novas técnicas diagnósticas. O uso do Geoprocessamento aplicado para o estudo de epidemias como a dengue contempla plenamente a criação de um perfil de controle de epidemia, uma vez que permite detectar espacialmente fatores de riscos. Podendo ser aplicado para qualquer cidade ou estado, desde que sejam tratados os dados e correlacionados, sabendo que cada cidade terá o seu perfil. Afinal, permite que se considere ao mesmo tempo aspectos sociais, econômicos e ambientais, fornecendo subsídios para agilidade e confiabilidade na execução, controle e avaliação de políticas administrativas, em especial políticas de saúde pública. REFERÊNCIAS: CORRÊA , Roberto Lobato de.; O Espaço Urbano, 1. Ed. Rio de Janeiro , Editora Ática. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. 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