Escola Profissional e Artística da Marinha Grande Prova de Aptidão Profissional Tema: O café Curso Técnico de Restauração Variante Restaurante-Bar 2009-2012 Adérito Oliveira 1 Escola Profissional e Artística da Marinha Grande Fundamentação da escolha O Café é um tema que me agrada pela sua diversidade, origem, processos de produção e a sua aplicação na restauração. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 2 Descrição sumária da intervenção No meu projeto de aptidão profissional pretendo descrever o processo de plantação e secagem, a história e a importância do café na sociedade. Vou descrever ainda diversos os tipos de serviços e a importância destes para os apreciadores. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 3 Objetivos: Gerais: Apresentar a história do café, das origens à atualidade; Divulgar a importância do café. Específicos: Elaborar a história do café; Divulgar a sua importância na sociedade atual; Descrever os vários tipos de serviço do café; Produzir uma receita com a aplicação do café. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 4 Café 1. Definição 1.1 A Origem 1.2 A História 1.3 Tipos de Café 1.4 As Principais Espécies 2. Serviço de Café 3. O Hábito de tomar Café 4. Bebidas compostas com aplicação de café 1.5 A Semeadura 1.6 A colheita 1.7 A Torrefação Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 5 1. Definição O café é uma bebida aromática, de forte sabor, estimulante do sistema Fig. 1: Café. nervoso. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 6 1.1 A Origem Vários etimologistas relacionam a palavra café com “kaffa”, província da Etiópia de onde a planta é originária. O café terá surgido na Arábia e admite-se que os Árabes tenham começado a tomar café no século XV. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 7 1.1 A Origem Foi em Constantinopla (Istambul, na Turquia) que se abriu o primeiro estabelecimento para servir café ao público, no século XVI. Na Europa, as primeiras casas de café surgiram em Veneza, em 1591, em Londres e em Marselha, no século XVII. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 8 1.2 A História Foi no século IX que começou a história do café. Propagou-se pelo mundo através do Egipto. O café vinha da Arábia e era conhecido como “Moka”. Com a crescente procura e perspetivas de um novo comércio, vários países começaram a fazer a plantação do café. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 9 1.2 A História Os cafeeiros têm uma duração de vida cerca de 100 anos. É sobretudo nos países de clima quente que se desenvolve a cultura dos cafeeiros. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 10 1.3 Tipos de café Café Natural Café Lavado Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 11 Café Natural Obtém-se quando os frutos permanecem na planta até estarem maduros. O sol tropical evapora a humidade da polpa e o fruto torna-se “murcho” e preto. São rapidamente lavados para remoção de possíveis gravetos. Fig. 2: Café natural. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 12 Café Lavado Exige ser manipulado de maneira diferente. Durante a seca é sujeito a várias lavagens. Cada fruto maduro é apanhado individualmente e depois transportado para uma máquina que remove a polpa e deixa o grão de café envolvido numa casca muito dura. Fig. 3: Café lavado. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 13 1.4 As principais espécies Coffea Arábica Coffea Robusta ou Canéfora Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 14 Coffea Arábica Predomina no ocidente, em 27 países. No continente africano floresce em vários países. A colheita em cada país é semelhante em aparência e sabor, de ano para ano. Fig. 4: Coffea Arábica. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 15 Coffea Robusta ou Canéfora Concentra-se também na Ásia, África, Brasil. A colheita faz-se quando estão maduras as “cerejas”. São então colhidas uma a uma, à mão ou com dentes especiais. Fig. 5: Coffea Robusta ou Canéfora. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 16 1.5 A Semeadura A semeadura mais recomendável do café é aquela que é realizada de forma direta na cova (colocação de duas sementes no centro de cada cova a 1 cm profundidade). De seguida, devem ser cobertas por uma fina camada de palha seca. Fig. 6: Semeadura do café. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 17 1.5.1 Muda Para as mudas no viveiro deve-se ter as seguintes práticas culturais: irrigação, escarificação, desbaste, controlo de ervas daninhas, controlo de pragas, doenças e adubação. Fig. 7: Muda no viveiro para café. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 18 1.6 A colheita A colheita do café pode ser realizada de forma manual (catando-se a dedo somente os frutos maduros), semi-mecanizada (utiliza puxadeiras portáteis, desprovidas de recolhedores) e a mecanizada (é feita exclusivaneente com máquinas. Fig. 8: Colheita do café. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 19 1.6.1 Preparação do café Preparação por via seca Preparação por via húmida Preparação por via semi-húmida Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 20 Preparação por via seca O café colhido é seco com casca ao natural em terreiros ou secadores mecânicos. Antes de ir para secagem, os frutos poderão ser preparados e separados das impurezas, pedras, paus, folhas... Esta é a maneira mais recomendável porque contribui para a melhoria da qualidade do café. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 21 Preparação por via húmida Inicialmente o café da roça é levado ao lavador/separador e, de seguida, o café cereja segue para o despolpador onde será descascado e despolpado. Por fim, o café despolpado é colocado em tanques de fermentação para eliminação da substância viscosa, complementada por uma lavagem. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 22 Preparação por via semi-húmida Inicialmente, o café da roça é separado num equipamento de lavagem e separação. No descascador, o café verde é separado mecanicamente sob pressão indo para o terreiro de secagem, enquanto o café cereja é descascado por processo mecânico. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 23 1.6.2 A secagem Secagem em terreiros Terreiro de chão batido Terreiro de tela suspensa Secadores rotativo Escola Profissional e Artística da Marinha Grande Terreiro de piso revestido Secagem mista 24 Secagem em terreiros O método de secagem escolhido tem efeito marcante no índice de qualidade, nível de classificação e valor comercial do produto. Fig. 9: Secagem de café em terreiros. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 25 Terreiro de piso revestido É recomendável por proporcionar uma secagem eficiente, uniforme e com menos riscos de contaminação de impurezas e fermentação, garantindo um produto de melhor qualidade. Fig. 11: Secagem de café em terreiro de piso revestido. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 26 Terreiro de tela suspensa Consiste de uma estrutura suspensa que evita o contacto do café com o solo, recebe maior exposição de ar, impede o ataque de microrganismos e garante um produto com secagem uniforme e de melhor qualidade. Fig. 12: Secagem de café em terreiro de tela suspensa. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 27 Secadores rotativos São constituídos por um cilindro metálico com paredes perfuradas, tendo no seu interior um tubo perfurado onde é injetado o ar quente vindo da fornalha. Estes secadores recebem o café com qualquer grau de humidade, mas nunca devem trabalhar totalmente cheios. Fig. 13: Secadores rotativos de café. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 28 Secagem mista É considerada um sistema de secagem, onde o café passa por uma primeira secagem chamada de pré- secagem, feita em terreiro, para, em seguida, ser completado o processo de secagem em secador mecânico. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 29 1.7 A torrefação O grão de café cru não tem um gosto apetecível e por isso deverá passar pelo processo de torrefação para ficar com o melhor aroma e sabor. No processo de torrefação, é fundamental que se utilizem os sentidos para determinar quando é que os grãos estão corretamente torrados. Fig. 14: Torrefação. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 30 2. Serviço de café No Restaurante A cultura de Cabo Verde é um pouco diferente da cultura portuguesa. Desde que vim para Portugal comecei a tomar café diariamente. O café é um produto muito utilizado nas unidades hoteleiras. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 31 3. O hábito de tomar café Tomamos café porque estamos habituados. É uma bebida de sedução; tem a capacidade de estimular o nosso dia-a-dia, quando nos sabe bem ou é bem servido. Sem dúvida que vale a pena tomar um bom café, desde que seja tomado com prazer e com a capacidade de apreciar o seu magnífico sabor. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 32 4. Bebidas compostas com aplicação de café Capuccino Caffé Macchiato Cortado Expresso Americano Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 33 Capuccino É uma bebida de origem italiana preparada com café expresso e leite. Fig. 15: Capuchino. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 34 Caffé Macchiato É uma pequena quantidade de espuma de leite vaporizado sobre um expresso, de ordem invertida no Starbucks e outras cafeterias. Fig. 16: Caffé macchiato. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 35 Café Expresso É um café que é tirado diretamente da máquina. No Porto, diz-se “Cimbalino”; em Lisboa, “Bica”. Fig. 17: Café expresso. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 36 Americano O café americano é feito adicionando água ao café expresso. Dependendo do tamanho, pode levar um ou mais cafés expressos. Fig. 18: Café americano. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 37 Considerações finais O café é uma bebida que se espalhou por todo mundo. Trata-se de uma das mercadorias mais exportadas pelos países menos desenvolvidos e é a base da sua economia. Apesar de existir café de diferentes países, o processo de colheita e preparação é praticamente igual. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 38 Considerações finais A secagem tem efeito marcante no índice de qualidade, nível de classificação e valor comercial do produto. O café, até chegar ao produto final, passa por várias fases, até obter uma boa qualidade. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 39 Atividade a desenvolver Galão Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 40 Agradecimentos Em primeiro lugar, agradeço à Escola Profissional e Artística da Marinha Grande por me ter dado esta oportunidade de colocar em prática alguns dos conhecimentos adquiridos ao longo dos últimos três anos. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 41 Agradecimentos Depois, quero agradecer ao professor Eduardo Carvalho, coordenador do Curso e ao professor Manuel Pinheiro, orientador da Prova de Aptidão Profissional, pela ajuda que me deram na concretização do meu projeto. Por último, agradeço a todos os meus professores. O conhecimento que me transmitiram tem sido muito importante para a concretização do meu projeto PAP. Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 42 Marinha Grande, 25 de maio de 2012 Escola Profissional e Artística da Marinha Grande 43