R ELATÓRIO DE GESTÃO E C ONTAS
2011
Rodoviária do Tejo, SA
Sede: Rua do Nogueiral, Edifício Galinha – 2350/413 Torres Novas
Capital Social: 9.125.287,85 Euros
Registada na Conservatória do Registo Comercial de Torres Novas
NIF: 502 513 900
Relatório e Contas Consolidado 2011
RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS 2011
1.
RELATÓRIO DE GESTÃO .............................................................................................................................. 4
1.1 ORGÃOS SOCIAIS .......................................................................................................................................... 4
1.2 ESTRUTURA ACIONISTA DO GRUPO ............................................................................................................. 5
1.3. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................................. 6
1.4 ANÁLISE DA ACTIVIDADE .............................................................................................................................. 8
1.4.1
EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO .......................................................................................................... 8
1.4.2
EVOLUÇÃO DA PROCURA ............................................................................................................. 9
1.4.3
RECURSOS HUMANOS ................................................................................................................ 12
1.4.4
FROTA ......................................................................................................................................... 13
1.4.5
ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA ......................................................................................... 13
1.4.5.1
RESULTADOS ECONÓMICOS .................................................................................................. 13
1.4.5.2
SITUAÇÃO PATRIMONIAL E ESTRUTURA FINANCEIRA ........................................................... 15
1.5.
INVESTIMENTOS E DESINVESTIMENTOS ................................................................................ 17
1.6.
FACTOS RELEVANTES APÓS O TERMO DO EXERCÍCIO ........................................................... 19
1.7.
EVOLUÇÃO PREVÍSIVEL .......................................................................................................... 19
1.8.
ACÇÕES PRÓPRIAS ................................................................................................................. 21
2.1. BALANÇO ................................................................................................................................................... 22
2.2. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS ........................................................................................................... 23
2.3. DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO ..................................................................... 24
2.4. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA ................................................................................................ 25
3. ANEXO .......................................................................................................................................................... 26
1.
NOTA INTRODUTÓRIA .................................................................................................................... 26
2.
REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS .............. 26
3.
PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS ....................................................................................... 26
4.
ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS ............................................................................................................. 32
5.
LOCAÇÕES ....................................................................................................................................... 32
6.
ACTIVOS INTANGÍVEIS .................................................................................................................... 33
7.
INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS, ENTIDADES CONJUNTAMENTE CONTROLADAS E ASSOCIADAS
33
8.
IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO ................................................................................................ 34
9.
INVENTÁRIOS .................................................................................................................................. 36
10.
CLIENTES ......................................................................................................................................... 36
11.
ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS ............................................................................................. 37
Rodoviária do Tejo, SA
2
Relatório e Contas Consolidado 2011
12.
DIFERIMENTOS ............................................................................................................................... 37
13.
CAPITAL PRÓPRIO ........................................................................................................................... 38
14.
PROVISÕES E GARANTIAS ............................................................................................................... 40
15.
FINANCIAMENTOS OBTIDOS .......................................................................................................... 40
16.
BENEFÍCIOS PÓS EMPREGO ............................................................................................................ 41
17.
ACCIONISTAS .................................................................................................................................. 42
18.
RÉDITO ............................................................................................................................................ 42
19.
FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS ...................................................................................... 42
20.
GASTOS COM O PESSOAL ............................................................................................................... 43
21.
OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS ............................................................................................... 43
22.
OUTROS GASTOS E PERDAS ............................................................................................................ 43
23.
JUROS E OUTROS RENDIMENTOS E GASTOS SIMILARES ................................................................ 44
24.
DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA ......................................................................................... 44
25.
OUTRAS CONTAS A RECEBER .......................................................................................................... 44
26.
OUTRAS CONTAS A PAGAR ............................................................................................................. 45
4. CERTIFICAÇÃO LEGAL DE CONTAS ................................................................................................................ 46
5. RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL ............................................................................................ 48
6. RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS INDIVIDUAIS ......................................................................................... 51
6.1. PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS ............................................................................................. 53
6.2. BALANÇO ................................................................................................................................................... 54
6.3. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS ........................................................................................................... 55
6.4. DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO ..................................................................... 56
6.5. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA .................................................................................................... 57
6.6. ANEXO ....................................................................................................................................................... 58
7. ANEXOS: ....................................................................................................................................................... 82
7.1. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ROCALDAS .................................................................................... 82
7.2. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS GPS ............................................................................................... 86
Rodoviária do Tejo, SA
3
Relatório e Contas Consolidado 2011
1. RELATÓRIO DE GESTÃO
1.1 ORGÃOS SOCIAIS
Assembleia Geral
Antero dos Santos Monteiro – Presidente
Manuel Rodrigues Baptista – Vice-Presidente
João Carlos Marques Quaresma Oliveira – Secretário
Conselho de Administração
Rui Paulo Mota Pinto da Silva – Presidente
Martinho Manuel dos Santos Costa
Joaquim Mano Póvoas
Sérgio Sambade Nunes Rodrigues
Jorge Henrique Ferreira Santos
Oswaldo Manuel da Silva Moreno (*)
Orlando Manuel Gonçalves Costa Ferreira (*)
(*) Executivos
Conselho Fiscal
Filipe Machado Anahory Garin – Presidente
Fernando Cardoso Ventura
Silva Neves & Teresa Marques, SROC, representada por
Joaquim Manuel da Silva Neves, ROC
Suplentes:
Maria Teresa Prata Rosa Ferreira Marques
Leonel Marques Mandeiro da Silva
Rodoviária do Tejo, SA
4
Relatório e Contas Consolidado 2011
1.2 ESTRUTURA ACIONISTA DO GRUPO
Acionistas e Participações
Rodoviária do Tejo, SA
5
Relatório e Contas Consolidado 2011
1.3. INTRODUÇÃO
Apesar dos grandes constrangimentos provocados pela situação económica e financeira do país, o
grupo Rodoviária do Tejo cumpriu os grandes objetivos a que se tinha proposto para este ano.
Em 2011, a Assembleia Geral de acionistas da Rodoviária do Tejo elegeu os novos corpos sociais
da empresa para o triénio 2011-2013. A nova Administração pretende dar continuidade ao
trabalho desenvolvido no passado, promovendo uma dinâmica assente em quatro eixos:
inovação, competitividade, sustentabilidade e responsabilidade social.
Em termos operacionais a empresa criou novas soluções de mobilidade que vão ao encontro das
necessidades dos clientes, quer em termos de novas linhas, novos horários e continua com o
projeto da bilhética, adjudicado em 2010, que ficará concluído durante o exercício de 2012, e que
visa uma maior facilidade e comodidade na utilização do serviço pelo Cliente.
Relativamente aos serviços de transporte interurbano rápido, salientamos a remodelação de
várias linhas, nomeadamente a “Rápida Vermelha”, que liga Rio Maior-Alcoentre-Lisboa, a
“Rápida Laranja”, que liga Chamusca – Santarém – Cartaxo - Lisboa.
Foram criados novos horários para a “Rápida Azul”, que liga Peniche-Lourinhã-Lisboa e para a
“Rápida Verde”, que liga Caldas da Rainha-Óbidos-Bombarral-Lisboa.
Nos serviços de transporte urbano, destacamos a inauguração da linha vermelha do TUMG
(Transporte Urbano Marinha Grande), a reestruturação de algumas linhas e o ajustamento de
alguns horários nos restantes serviços de transporte urbano, que tiveram como objetivo melhorar
a mobilidade nas cidades, criar uma maior interligação com a rede urbana existente, melhorar a
interligação com os parques de estacionamento e proporcionar às populações um serviço de
transporte rápido, económico, seguro e cómodo.
Destaque também para um novo serviço de transporte urbano de Abrantes, o “aBUSa”, operado
pela Rodoviária do Tejo desde o dia 01 de Dezembro de 2011, sendo assegurado por um miniautocarro com capacidade para 26 passageiros, adaptado para passageiros de mobilidade
reduzida.
A difícil conjuntura económico-financeira que atravessa o País, a que se juntaram as medidas de
austeridade, têm levado as autarquias a adiar os pagamentos das suas dívidas às empresas do
grupo Rodoviária do Tejo, situação que condiciona fortemente a tesouraria das empresas. Esta
situação tornou-se ainda mais grave com dificuldades na obtenção de crédito e com o aumento
Rodoviária do Tejo, SA
6
Relatório e Contas Consolidado 2011
dos custos associados. Neste contexto, o grupo reforçou as diligências junto das autarquias para
assegurar a cobrança das dívidas, tendo celebrado vários protocolos para regularização das
mesmas.
Apesar das contingências, foi possível libertar meios de modo a poder continuar a investir na
renovação da frota, tendo sido adquiridas nove viaturas novas e 35 viaturas usadas, tendo-se
mantido também o projeto da bilhética, apesar do IMTT não ter até agora assumido o
compromisso de financiamento.
No que diz respeito ao investimento no capital humano, a empresa continua a apostar na
admissão de quadros jovens e na formação, tendo como objetivo a melhoria das competências
organizacionais e consequentemente do seu desempenho. Enquadrado neste objetivo a empresa
levou a cabo um projeto de conceção e implementação de um sistema de gestão de desempenho,
que se espera concluído no primeiro trimestre de 2012, e que visa uma maior e melhor
comunicação entre responsáveis e colaboradores e um maior alinhamento de toda a equipa com
os objetivos estabelecidos para as empresas.
O Conselho de Administração quer registar aqui o seu agradecimento aos trabalhadores que, com
o seu empenho, qualidade e dedicação contribuíram de forma significativa para os resultados
obtidos e para a colocação da empresa na rota do sucesso. O Conselho de Administração
agradece ainda aos acionistas a confiança depositada que permitiu uma autonomia de gestão
considerável e a canalização dos meios libertos para a valorização da empresa através de novos e
significativos investimentos.
O Conselho de Administração
Rodoviária do Tejo, SA
7
Relatório e Contas Consolidado 2011
1.4 ANÁLISE DA ACTIVIDADE
A dificuldade na obtenção de financiamento por parte das empresas, os cortes no investimento
público e privado, a asfixia dos rendimentos disponíveis com novas cargas fiscais, o contínuo
aumento do preço dos combustíveis e matérias-primas, o clima de contenção orçamental e uma
retração nos investimentos a realizar, tornaram, o ano de 2011, num período especialmente
exigente, em termos das políticas e medidas de gestão que o Grupo teve que adotar.
Tendo em conta todas estas adversidades, mas considerando a flexibilidade e qualidade dos
recursos humanos disponíveis, a diferenciação em termos de oferta e a diversificação de mercado
fez com que o Grupo conseguisse alcançar no final do exercício fiscal de 2011, um resultado
positivo, em linha com o exercício anterior.
Nota:
Por uma questão de facilidade de escrita/leitura as empresas envolvidas na apresentação deste
relatório passarão a estar identificadas nos quadros e gráficos com as seguintes siglas:
GPS Transportes, Lda: GPS
Empresa de Transportes Auto Penafiel, Lda: Rocaldas
Rodoviária do Tejo, SA: RTejo
1.4.1 EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO
O número total de quilómetros realizados teve um acréscimo de 2,6 %, mantendo tendência do
ano anterior, reflexo do esforço da empresa de incrementar a sua área de negócio.
KM (103)
GPS
2009
2010
2011
Variação
Variação
10/11
09/10
944,821
1.200,000
1.554,800
29,6%
27,0%
1.303,259
1.350,620
1.369,912
1,4%
3,6%
RTEJO
26.482,525
26.921,224
27.326,934
1,5%
1,7%
Kms Totais (103)
28.730,605
29.471,844
30.251,646
2,6%
2,6%
ROCALDAS
Rodoviária do Tejo, SA
8
Relatório e Contas Consolidado 2011
Analisando os quilómetros por segmento de negócio, verifica-se um ligeiro acréscimo de
quilómetros em todas as rubricas, exceto nos alugueres ocasionais, que sofreram uma quebra.
KM (103)
2009
Urbanas
2010
2011
1.137
1.163
1.173
14.083
14.280
14.384
Expressos
5.379
5.390
5.423
Internacional
1.537
1.497
1.594
Alugueres Ocasionais
2.410
4.740
4.348
Alugueres Fixos
1.936
2.402
3.329
26.483
29.472
30.252
Interurbanas
Estrutura de Km's por Segmento de negócio
Urbanas
Interurbanas
Expressos
Internacional
Alugueres Ocasionais
Alugueres Fixos
7%
9%
13%
9%
6%
18%
16%
6%
6%
20%
20%
53%
54%
54%
4%
4%
4%
2009
2010
2011
20%
1.4.2 EVOLUÇÃO DA PROCURA
Em termos consolidados, em 2011, verificou-se um acréscimo global de 5,5% de passageiros
relativamente ao ano anterior, reflexo de um aumento de cerca de 23,3% nas Carreiras Urbanas e
de 2,3% nas Interurbanas.
Esta variação consubstancia-se:
– Num crescimento significativo nos pré-comprados, passes 4_18, Sub23 e Combinados
– Num decréscimo relativamente ao ano de 2010, para a generalidade dos restantes
títulos.
Rodoviária do Tejo, SA
9
Relatório e Contas Consolidado 2011
Passageiros Transportados (103)
13772
14.026
13.721
3.233
2.642
2237
17.259
16.363
16.009
2009
2010
Urbanas
2011
Interurbanas
TOTAL
Estrutura de Passageiros – Serviço Interurbano
RTEJO
1%
ROCALDAS
1%
12%
21%
Bilhetes Simples
Assinatura Normal
46%
Estudante
Bilhetes Simples
11%
4_18
Assinatura Normal
54%
Sub23
Combinado
54%
Estrutura de Passageiros – Serviço Urbano
RTEJO
Bilhetes PréComprados
15%
ROCALDAS
11%
15%
Bilhetes Motorista
Bilhetes PréComprados
14%
Passe Urbano
1%
Bilhetes Motorista
Passe combinado
27%
Passe Urbano
4_18
32%
Sub23
84%
1%
Rodoviária do Tejo, SA
10
Relatório e Contas Consolidado 2011
1.4.3
RECURSOS HUMANOS
Neste âmbito, relativamente a 2011, merecem ser destacados os seguintes aspetos:
. O número médio de trabalhadores ao serviço do grupo foi de 726 colaboradores, menos sete
em relação ao ano anterior, sendo que a 31 de Dezembro de 2011, o número total de
colaboradores era de 734;
. Deu-se continuidade à atividade formativa, traduzida num volume total de formação superior
a 7.500 horas, que abrangeram motoristas, outro pessoal ao movimento, pessoal oficinal e
quadros;
. Arranque do processo de desenvolvimento do sistema de Avaliação de Desempenho;
Efectivo Médio
Consolidado
2009
695
2010
733
2011
726
13
44
48
GPS
Rocaldas
Rtejo
35
34
33
647
655
645
2009
2010
2011
Efetivo
Mot. Manut. Outros Total Mot. Manut. Outros Total Mot. Manut. Outros Total
GPS
10
1
2
13
33
3
8
44
48
3
10
61
Rocaldas
22
7
6
35
21
6
6
33
23
6
5
34
508
52
102
662
508
52
95
655
498
44
97
639
Rtejo
EFETIVO TOTAL A 31/12/2011
Rodoviária do Tejo, SA
662
655
639
35
13
2009
34
44
34
61
GPS
Rocaldas
2010
Rtejo
2011
12
Relatório e Contas Consolidado 2011
GPS
Acidentes de Trabalho
Nº de acidentes
nd
2009
ROCALDAS
2010
GPS ROCALDAS RTEJO
RTEJO
2011
ROCALDAS
GPS
RTEJO
0
15
0
0
27
0
2
16
Dias Perdidos
nd
0
394
0
0
615
0
0
207
Dias de Baixa
nd
0
556
0
0
864
0
39
288
Duração Média baixa (dias)
nd
0
37
0
0
32
0
0
18
1.4.4 FROTA
Face ao incremento do volume de negócios e numa altura em que as empresas têm que se
diferenciar da concorrência pela qualidade do serviço prestado, continuou-se a apostar na
renovação do parque de viaturas. Assim, o número médio de viaturas ao serviço das três
empresas era o seguinte:
Parque de Viaturas
Consolidado
GPS
ROCALDAS
RT
Indicadores
Idade Média
Tx Imobilização
Efect.Of./Viatura
2009
499
14
28
457
2009
4,9
1,5%
0,1
GPS
2010
7,4
1,8%
0,1
2010
534
38
30
466
2011
8,2
nd
1,2
2011
541
40
31
470
2009
11,7
nd
0,3
ROCALDAS
2010
10,2
nd
0,2
2011
10,3
nd
1,1
2009
13,6
3,5%
0,1
RTEJO
2010
13,7
3,9%
0,1
2011
13,7
4,4%
1,4
1.4.5 ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA
1.4.5.1
RESULTADOS ECONÓMICOS
A atividade do grupo tem apresentado uma evolução crescente com o volume de negócios
consolidado no ano em apreciação (37,5 milhões de euros) a superar em 3,9 % o valor
registado em 2010.
No exercício em apreço os resultados operacionais consolidados apresentam uma variação
positiva de 21,0% e estão em consonância com a atividade do grupo.
Rodoviária do Tejo, SA
13
Relatório e Contas Consolidado 2011
Na estrutura global de rendimentos e ganhos, o volume de negócios consolidado, representa
cerca de 93,3% do total, sendo que a rubrica “Interurbanas” tem um peso de 46,9% do total
dos rendimentos.
No que refere à estrutura de gastos e perdas salienta-se o peso significativo dos custos com
pessoal que representam 41,2% dos custos totais, e dos custos com gasóleo que representam
28,7%, peso relativo que reflete um aumento de 19,2% relativamente ao ano anterior.
Salienta-se o aumento do custo médio do preço de gasóleo de 20,0%, tendo-se cifrado o
aumento total do custo com combustíveis em 1.752.706,31 euros.
Evidencia-se um acréscimo de 105,3% dos custos financeiros, em 2011, que reflete o aumento
das taxas de juro, não obstante a redução dos financiamentos que ocorreu no final do ano.
Em 2011, o Resultado Liquido do exercício diminuiu cerca de 11%, reflexo do impacto
significativo do IRC, proveniente do impedimento de utilização do valor total da majoração do
gasóleo, fruto da imposição do limite dos benefícios fiscais até 10% da matéria coletável.
Evolução de Resultados
2009
2010
2011
Variação 09/10 Variação 10/11
Proveitos Operacionais
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
Custos Operacionais
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
Resultados Operacionais
37.391.002
1.060.952
2.072.985
35.728.863
-
33.542.852
946.062
1.842.190
31.926.714
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
Resultado Liquido
3.848.150
114.890
230.795
3.802.150
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
EBITDA (1)
3.346.693
35.520
184.795
3.346.693
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
MARGEM EBITDA (2)
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
38.566.416
1.791.266
1.791.363
35.536.530
-
36.467.567
1.628.041
1.945.327
33.413.172
-
40.113.735
3.057.645
2.602.557
36.354.825
3%
69%
-14%
-1%
4%
71%
45%
2%
37.569.745
3.012.489
2.477.199
34.253.718
9%
72%
6%
5%
3%
85%
27%
3%
2.098.849
163.225
153.963
2.123.358
2.543.990
45.156
125.357
2.101.107
-45%
42%
-167%
-44%
21%
-72%
-181%
-1%
1.961.729
134.164
100.393
1.961.729
1.748.375
1.012
103.096
1.333.302
-41%
278%
-154%
-41%
-11%
-99%
-203%
-32%
9.114.970
247.769
7.345.994
440.701
6.740.711
455.725
-19%
78%
-8%
3%
504.873
8.794.892
130.975
6.773.228
419.574
5.593.042
-74%
-23%
220%
-17%
-24%
6%
-70%
-24%
-12%
-49%
161%
-21%
27%
29%
28%
28%
-
-
20%
31%
9%
21%
18%
16%
22%
16%
Notas: (1) EBITDA = Resultados Operacionais + Depreciações + Provisões
(2) Margem EBITDA = EBITDA/Volume de Negócios Liquido
Rodoviária do Tejo, SA
14
Relatório e Contas Consolidado 2011
GASTOS E PERDAS
Estrutura de Gastos
2011
Combustivel
10.900.417,90
Gastos com Pessoal
2010
Variação
Peso
11/10
%
9.147.711,59
19,2%
28,7%
15.651.572,70 15.640.189,96
0,1%
41,2%
418.063,10
203.681,05
105,3%
1,1%
Gastos de Depreciações e amortizações
Gastos Financeiros
4.168.190,64
5.221.901,05
-20,2%
11,0%
Outros Gastos
6.849.563,63
6.457.764,56
6,1%
18,0%
Total de Gastos
37.987.807,97 36.671.248,21
3,6% 100,0%
RENDIMENTOS E GANHOS
Estrutura de Rendimentos
Urbano
2011
3.082.298,46
Interurbano
2010
Variação
Peso
11/10
%
3.003.829,94
2,6%
7,7%
18.859.492,50 18.900.791,12
-0,2%
46,9%
Alug./Turismo
8.389.514,63
7.661.075,87
9,5%
20,9%
Expressos
5.545.806,96
5.138.619,25
7,9%
13,8%
Internacional
1.647.408,82
1.628.299,38
1,2%
4,1%
2.656.232,39
2.266.324,48
17,2%
6,6%
Outros
Total de Rendimentos
1.4.5.2
40.180.753,76 38.598.940,04
4,1% 100,0%
SITUAÇÃO PATRIMONIAL E ESTRUTURA FINANCEIRA
Tendo por base a soma da dívida financeira de todas as empresas envolvidas no perímetro de
consolidação, verifica-se em 2011 um decréscimo de 27,0 % face ao ano anterior. Este facto
tem subjacente a diminuição do endividamento da RTejo em mais de 2.367 mil euros.
Tendo por base a Dívida Financeira Líquida, o rácio DEBT/EBITDA registou um valor global de
0,9, o que revela uma boa relação entre o endividamento e a capacidade do grupo de gerar
valor.
Em termos de risco e solvabilidade apresenta-se uma situação global estável, com um
acréscimo de três pontos percentuais face ao ano anterior, registando um nível de Autonomia
Financeira de 46,0%.
Destaque também para a adequabilidade da estrutura de capitais permanentes ao ativo fixo,
que apesar de ter decrescido face ao ano anterior, se mantém acima dos 100%.
Salienta-se a capacidade de gerar cash flow para a cobertura do investimento realizado, que
em 2011, continua acima dos 100%.
Rodoviária do Tejo, SA
15
Relatório e Contas Consolidado 2011
O cash-flow continua a apresentar valores positivos, embora tenha sofrido uma diminuição de
cerca de 18%, em relação ao período homólogo, fruto, por um lado, de uma diminuição do
Resultado Líquido em cerca de 11% e por outro lado, da diminuição das depreciações em cerca
de 20%.
Estrutura Financeira
Activo Total liquido
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
2009
2010
Variação
09/10
2011
Variação
10/11
36.005.192
1.971.174
1.427.099
35.274.383
41.517.574
3.003.058
1.637.991
39.198.086
41.076.971
4.030.477
1.760.693
37.823.297
15%
52,3%
14,8%
11,1%
-1%
34,2%
7,5%
-3,5%
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
16.662.192
205.556
668.930
16.537.192
17.651.189
339.720
518.537
17.576.189
18.791.366
340.732
579.063
18.740.651
6%
65,3%
-22,5%
6,3%
Passivo
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
19.342.999
1.765.618
758.169
18.737.191
23.866.385
2.663.338
1.119.454
21.621.897
22.285.605
3.689.745
1.181.630
19.082.646
23,4%
50,8%
47,7%
15,4%
-6,6%
38,5%
5,6%
-11,7%
3.817.318
310.573
199.101
3.618.218
3.925.507
743.203
195.170
2.987.134
3.389.672
332.904
254.288
2.802.480
2,8%
139,3%
-2,0%
-17,4%
-13,7%
-55,2%
30,3%
-6,2%
5.579.142
622.982
255.475
5.323.667
5.733.846
292.649
229.580
5.211.618
3.700.131
362.169
308.833
3.029.129
2,8%
-53,0%
-10,1%
-2,1%
-35,5%
23,8%
34,5%
-41,9%
9.396.460
933.556
454.576
8.941.884
9.659.353
1.035.852
424.749
8.198.752
7.089.803
695.073
563.121
5.831.609
2,8%
11,0%
-6,6%
-8,3%
-26,6%
-32,9%
32,6%
-28,9%
9.894.154
1.555.219
606.239
7.732.696
11.133.902
1.276.126
595.513
9.262.263
6.334.270
985.305
827.420
4.521.546
12,5%
-17,9%
-1,8%
19,8%
-43,1%
-22,8%
38,9%
-51,2%
Capital Próprio
Divida Financeira CP
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
6%
0,3%
11,7%
6,6%
Divida Financeira MLP
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
Total Divida Financeira
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
Divida Financeira Liquida
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
Cash Flow
CONSOLIDADO
2009
2010
2011
Variação
Variação
09/10
10/11
8.613.514
7.208.874
5.945.096
-16%
-18%
GPS
168.400
446.501
411.581
165%
-8%
ROCALDAS
458.873
184.545
397.313
-60%
115%
8.339.436
6.611.599
4.825.238
-21%
-27%
RTEJO
Rodoviária do Tejo, SA
16
Relatório e Contas Consolidado 2011
Indicadores Financeiros
2009
2010
2011
46%
10%
38%
46%
43%
11%
32%
45%
46%
8%
33%
50%
1,1
3,8
0,7
0,3
1,5
2,2
2,8
0,6
0,9
2,2
2,0
0,8
1,2
8,6
1,6
1,2
1,4
7,8
2,2
1,2
1,2
10,8
2,0
1,0
119%
96%
152%
118%
116%
40%
100%
122%
105%
32%
86%
114%
142%
68%
291%
154%
127%
70%
51%
141%
113%
31%
63%
145%
Autonomia Financeira (Capital Próprio/Total do Activo)
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
DEBT/EBITDA (Div. Financeira Liquida/EBITDA)
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
DEBT/EQUITY (Passivo/Cap. Próprios)
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
Cobertura do Activo Fixo (Capital Permanente/Act.Fixo Liq.)
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
Autofinanc.do Invest. (Cash-Flow/Investimento)
CONSOLIDADO
GPS
Rocaldas
RT
1.5.
INVESTIMENTOS E DESINVESTIMENTOS
Face às adversidades da conjuntura económica, o grupo, em 2011, diminuiu o valor do
investimento em cerca de 7% relativamente a 2010. Do investimento efetuado 73%
corresponde a investimento em frota.
Rodoviária do Tejo, SA
17
Relatório e Contas Consolidado 2011
Investimentos
2009
%
2010
%
2011
%
Activos Fixos Tangíveis
CONSOLIDADO
6.075.594
100,0%
4.448.160
78,3%
5.254.505
99,6%
RTejo
5.425.126
89,3%
3.444.395
60,6%
3.314.853
62,8%
GPS
246.481
4,1%
641.226
11,3%
1.310.200
24,8%
ROCALDAS
403.988
6,6%
362.539
6,4%
629.452
11,9%
CONSOLIDADO
0
0,0%
0
0,0%
23.601
0,4%
RTejo
0
0,0%
0
0,0%
23.601
0,0%
GPS
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
ROCALDAS
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
CONSOLIDADO
0
0,0%
669.595
11,8%
0
0,0%
RTejo
0
0,0%
669.595
11,8%
0
0,0%
GPS
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
ROCALDAS
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
CONSOLIDADO
0
0,0%
563.890
9,9%
0
0,0%
RTejo
0
0,0%
563.890
9,9%
0
0,0%
GPS
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
ROCALDAS
0
0,0%
0
0,0%
0
0,0%
CONSOLIDADO
6.075.594
100,0%
5.681.646
100,0%
5.278.106
100,0%
RTejo
5.425.126
89,3%
4.677.881
82,3%
3.338.454
63,3%
GPS
246.481
4,1%
641.226
11,3%
1.310.200
24,8%
ROCALDAS
403.988
6,6%
362.539
6,4%
629.452
11,9%
Activos Fixos Intangíveis
Goodwill
Participações Financeiras
Investimento Total
REPARTIÇÃO DO INVESTIMENTO - 2011
0%
5%
Frota Nova
22%
35%
Frota Usada
Bilhética
Outros Ativos Fixos
Ativos fixos Intangéveis
38%
Rodoviária do Tejo, SA
18
Relatório e Contas Consolidado 2011
Em 2011, o volume de alienações e abates, refere-se quase em exclusivo a abates para viaturas
de idade avançada, no âmbito da política de renovação de frota.
Alienações e Abates
Activos Fixos Tangíveis
Frota
Abates
Alienações
Total
1.6.
Valor
Aquisição
Amortizações
Acumuladas
1.776.765
675.953
2.452.718
Valor de
Venda
1.773.702
422.891
2.196.593
Mais/Menos
Valias
0
259.956
259.956
0
-3.063
6.894
3.831
FACTOS RELEVANTES APÓS O TERMO DO EXERCÍCIO
Após o termo do exercício não ocorreram factos relevantes passíveis de reporte.
1.7.
EVOLUÇÃO PREVÍSIVEL
“Continuaremos a criar valor”
Acabámos de nos despedir de 2011, um ano denominado pela União Europeia como ano
“horribilis” e já se fala que 2012 irá ser o pior ano económico, financeiro e social de que há
memória recente em Portugal. Reconhecemos que a sociedade portuguesa vive uma
conjuntura difícil que está a afetar a generalidade dos seus membros, no entanto, acreditamos
que saberemos estar à altura dos novos desafios.
Estamos conscientes das nossas responsabilidades económicas e sociais e, tendo sempre por
base os quatro pilares em que continuaremos a suportar a nossa atuação - inovação,
competitividade, sustentabilidade e responsabilidade social - não deixaremos de criar
vantagens competitivas e aproveitar todas as oportunidades surgidas. Apesar de o Ano Novo
vir cheio de incógnitas, a Rodoviária do Tejo continua confiante.
Continuaremos em 2012 - como forma de criar valor para os nossos clientes, colaboradores,
comunidade e acionistas - a apostar no desenvolvimento de competências e em ações
promotoras de maior eficácia e eficiência dos nossos serviços. Na componente comercial
daremos especial atenção ao apoio ao cliente, na condução à segurança, conforto e aumento
de produtividade, na manutenção à fiabilidade e disponibilidade da frota e também na
otimização dos processos administrativos e de gestão.
Rodoviária do Tejo, SA
19
Relatório e Contas Consolidado 2011
Estas ações são essenciais para fazer face à forte concorrência com que somos confrontados e
que são responsáveis pela quebra enorme dos preços praticados, chegando a níveis
verdadeiramente insustentáveis.
Complementarmente, estamos também preocupados com a contínua degradação da situação
financeira dos nossos clientes e expectantes quanto à evolução da procura devido ao efeito da
crise que vivemos, nomeadamente pelo impacto ao nível da economia das famílias e do
aumento do desemprego. Sabemos que o sucesso da Rodoviária do Tejo irá depender da
capacidade de manter na nossa empresa um ambiente de trabalho recompensador para todos.
Contamos para isso com o profissionalismo, honestidade, integridade, transparência, lealdade
e ainda uma atitude de permanente disponibilidade para a mudança por parte de todos.
No entanto é também verdade que a Tejo tem vindo a superar todas as crises que
sucessivamente ocorreram, pelo que reafirmamos a confiança da Administração no futuro da
Rodoviária do Tejo e suas participadas, apelando à participação proactiva de todos os
colaboradores na construção desse mesmo futuro.
Para 2012, a Administração aposta numa política de proximidade, com os seus trabalhadores e
com os seus clientes para juntos ultrapassarmos as dificuldades e obtermos mais sucessos.
Deste modo seremos capazes de potenciar as oportunidades que forem surgindo e de corrigir
as situações mais adversas. Desejamos a todos “Felicidades para 2012”.”
(Rui Silva , Presidente do Conselho de Administração da Rodoviária do Tejo, para o triénio
2011-2013, no Boletim Nº 9 – RUMO)
Rodoviária do Tejo, SA
20
Relatório e Contas Consolidado 2011
1.8.
ACÇÕES PRÓPRIAS
Durante o exercício em apreço a Rodoviária do Tejo, SA adquiriu cerca de 200 ações próprias,
no valor de 997,60 euros.
Ações Próprias
Rtejo
Valor em
Unidades
31.12.2010 31.12.2011 Variação S.Inicial S.Final Variação
29.041,80 30.039,40
997,60
5.820
6020
200
% de
Participação
0,32%
Torres Novas, 15 de Março de 2012
O Conselho de Administração
O Presidente
Rui Paulo Mota Pinto da Silva
Vogais
Martinho Manuel dos Santos Costa
Joaquim Mano Póvoas
Sérgio Sambade Nunes Rodrigues
Jorge Henrique Ferreira Santos
Oswaldo Manuel da Silva Moreno (*)
Orlando Manuel Gonçalves Costa Ferreira (*)
(*) Executivos
Rodoviária do Tejo, SA
21
Relatório e Contas Consolidado 2011
2.1. BALANÇO
RODOVIÁRIA DO TEJO, SA - CONSOLIDADO
BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 e 2010
(Montantes expressos em Euros)
ACTIVO:
Activo não corrente:
Activos fixos tangíveis
Goodwill
Activos intangíveis
Particip. financeiras - outros métodos
Particip. financeiras - método da equiv. patrimonial
Outras Contas a Receber
Activos por impostos diferidos
Total do activo não corrente
Activo corrente:
Inventários
Clientes
Adiantamentos a fornecedores
Estado e outros entes públicos
Empresas do Grupo
Outras contas a receber
Diferimentos
Outros Activos Financeiros
Caixa e depósitos bancários
Total do activo corrente
TOTAL DO ACTIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital realizado
Acções (quotas) próprias
Reservas legais
Resultados transitados
Outras variações no capital próprio
Resultado líquido do período
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO
PASSIVO:
Passivo não corrente:
Provisões
Financiamentos obtidos
Responsabilidades por benefícios pós-emprego
Passivos por impostos diferidos
Total do passivo não corrente
Passivo corrente:
Fornecedores
Adiantamentos de clientes
Estado e outros entes públicos
Accionistas
Financiamentos obtidos
Outras contas a pagar
Diferimentos
Total do passivo corrente
TOTAL DO PASSIVO
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
A ADMINISTRAÇÃO:
Rui Paulo Mota Pinto da Silva
Martinho Manuel dos Santos Costa
Joaquim Mano Póvoas
Sérgio Sambade Nunes Rodrigues
Jorge Henrique Ferreira Santos
Orlando Manuel Gonçalves Costa Ferreira
Oswaldo Manuel da Silva Moreno
Rodoviária do Tejo, SA
Notas
2011
4
6
6
7
7
25
8
16.567.147,31
3.234.862,07
23.073,02
18.505,00
1.595.695,99
682.773,65
172.479,08
22.294.536,12
15.725.530,22
2.969.417,07
8.931,14
11.005,00
1.337.666,18
682.773,65
203.248,90
20.938.572,16
9
10
320.116,46
10.767.246,50
4.790,54
840.140,47
2.381.786,41
10.335,72
2.354,87
4.455.663,83
18.782.434,80
41.076.970,92
207.812,56
276.163,84
12.028.640,09
2.912,80
884.294,46
3.104.130,66
20.910,64
2.653,00
4.259.296,58
20.579.002,07
41.517.574,23
209.690,30
9.125.287,85
(48.857,97)
630.143,87
7.160.853,83
175.563,96
1.748.374,86
18.791.366,40
9.125.287,85
(46.357,97)
530.143,87
5.908.426,27
171.960,49
1.961.728,52
17.651.189,03
70.746,78
3.700.130,97
477.709,00
426.705,64
4.675.292,39
42.216,46
5.733.846,19
501.415,00
383.931,58
6.661.409,23
3.546.615,27
814,50
989.914,10
3.389.672,01
9.322.991,51
360.304,74
17.610.312,13
22.285.604,52
41.076.970,92
0
2.987.415,66
6.647,75
564.150,90
77,78
3.925.506,66
9.616.342,63
104.834,59
17.204.975,97
23.866.385,20
41.517.574,23
0
11
?
25
12
24
13.1
13.2
13.3
13.4
14
15
16
8
11
17
15
26
12
2010
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Sónia Ferreira
22
Relatório e Contas Consolidado 2011
2.2. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
RODOVIÁRIA DO TEJO, SA - CONSOLIDADO
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS
PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
Notas
Serviços prestados
Subsídios à exploração
Ganhos/perdas imputados de subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos
Trabalhos para a própria entidade
Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas
Fornecimentos e serviços externos
Gastos com o pessoal
Imparidade de inventários (perdas/reversões)
Imparidade de dividas a receber (perdas/reversões)
Provisões
Aumentos/reduções de justo valor
Outros rendimentos e ganhos
Outros gastos e perdas
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
18
Gastos/reversões de depreciação e de amortização
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
Juros e rendimentos similares obtidos
Juros e gastos similares suportados
Rodoviária do Tejo, SA
2010
37.646.069,29
10.814,50
272.369,81
27.606,99
(7.945.464,20)
(9.248.860,35)
(15.651.572,70)
515,85
27.660,87
(28.530,32)
(215,81)
2.128.697,91
(526.910,85)
6.712.180,99
36.063.492,75
2.678,76
324.562,75
42.675,74
(6.551.238,33)
(8.544.959,47)
(15.640.189,96)
6.614,30
(22.331,33)
(25.244,89)
(1.232,10)
2.126.391,39
(460.470,03)
7.320.749,58
4/6
(4.168.190,64)
2.543.990,35
(5.221.901,05)
2.098.848,53
23
23
Resultado antes de impostos
67.018,54
(418.063,10)
2.192.945,79
32.524,35
(203.681,05)
1.927.691,83
Resultado líquido do período
(444.570,93)
1.748.374,86
34.036,69
1.961.728,52
Imposto sobre o rendimento do período
A ADMINISTRAÇÃO:
Rui Paulo Mota Pinto da Silva
Martinho Manuel dos Santos Costa
Joaquim Mano Póvoas
Sérgio Sambade Nunes Rodrigues
Jorge Henrique Ferreira Santos
Orlando Manuel Gonçalves Costa Ferreira
Oswaldo Manuel da Silva Moreno
2011
7
9
19
20
9
21
22
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Sónia Ferreira
23
Relatório e Contas Consolidado 2011
2.3. DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
RODOVIÁRIA DO TEJO, SA - CONSOLIDADO
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
Notas
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
9.125.287,85
ALTERAÇÕES NO PERÍODO
Realização do excedente de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis
Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis e respectivas variações
Ajustamentos por impostos diferidos
Aplicação do resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2009
Outras alterações reconhecidas no capital próprio
Resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2010
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
ALTERAÇÕES NO PERÍODO
Realização do excedente de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis
Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis e respectivas variações
Ajustamentos por impostos diferidos
Aplicação do resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2010
Outras alterações reconhecidas no capital próprio
Resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2011
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
A ADMINISTRAÇÃO:
Rui Paulo Mota Pinto da Silva
Martinho Manuel dos Santos Costa
Joaquim Mano Póvoas
Sérgio Sambade Nunes Rodrigues
Jorge Henrique Ferreira Santos
Orlando Manuel Gonçalves Costa Ferreira
Oswaldo Manuel da Silva Moreno
Rodoviária do Tejo, SA
Capital
realizado
Acções
(quotas)
próprias
Reservas
legais
(46.357,97)
370.143,87
160.000,00
9.125.287,85
(46.357,97)
530.143,87
Reservas
reavaliação
Resultados
transitados
-
2.189.831,68
-
192.700,95
2.189.831,68
3.718.594,59
100.000,00
13.3
13.4
3.525.893,64
Ajustamentos
em activos
financeiros
-
Outras
variações
no capital
próprio
Resultado
líquido
do período
215.531,65
-
(43.571,16)
-
171.960,49
1.252.427,56
3.346.693,03
3.603,47
1.748.374,86
9.125.287,85
(48.857,97)
630.143,87
2.189.831,68
4.971.022,15
-
175.563,96
16.537.192,07
(804.160,40)
(3.346.693,03)
(43.571,16)
1.961.728,52
1.961.728,52
1.961.728,52 17.651.189,03
(1.961.728,52)
(2.500,00)
Total do
capital
próprio
1.748.374,86
(609.300,96)
1.103,47
1.748.374,86
18.791.366,40
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Sónia Ferreira
24
Relatório e Contas Consolidado 2011
2.4. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA
RODOVIÁRIA DO TEJO, SA - CONSOLIDADO
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS
PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
Notas
2011
2010
ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
Caixa gerada pelas operações
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento
Outros recebimentos/pagamentos
Fluxos de caixa das actividades operacionais (1)
54.646.959,17
(32.682.211,61)
(10.520.031,03)
11.444.716,53
41.342.408,91
(26.019.615,66)
(10.478.771,15)
4.844.022,10
(873.347,01)
(1.117.231,80)
9.454.137,72
(1.283.404,21)
(2.061.222,49)
1.499.395,40
(385.657,27)
(4.256.473,68)
(326.535,70)
(804.678,00)
(712.192,97)
(5.061.151,68)
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO
Pagamentos respeitantes a:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
Investimentos financeiros
Outros activos
Recebimentos provenientes de:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
Investimentos financeiros
Outros activos
Subsídios ao investimento
Juros e rendimentos similares
Dividendos
Fluxos de caixa das actividades de investimento (2)
170.000,00
171.000,00
65.884,94
17,10
236.902,04
(475.290,93)
50.000,00
41.467,66
34.800,00
296.267,66
(4.764.884,02)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
Realizações de capital e de outros instrumentos de capital próprio
Cobertura de prejuízos
Doações
Outras operações de financiamento
Pagamentos respeitantes a:
Financiamentos obtidos
Juros e custos similares
Dividendos
Reduções de capital e de outros instrumentos de capital próprio
Outras operações de financiamento
Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (1 + 2 + 3)
Efeito das diferenças de câmbio
Caixa e seus equivalentes no início do período
Caixa e seus equivalentes no fim do período
A ADMINISTRAÇÃO:
Rui Paulo Mota Pinto da Silva
Martinho Manuel dos Santos Costa
Joaquim Mano Póvoas
Sérgio Sambade Nunes Rodrigues
Jorge Henrique Ferreira Santos
Orlando Manuel Gonçalves Costa Ferreira
Oswaldo Manuel da Silva Moreno
Rodoviária do Tejo, SA
32.712.616,40
28.823.473,22
32.712.616,40
28.823.473,22
(40.318.358,11)
(574.143,00)
(600.094,83)
(25.818.778,52)
(194.486,12)
(799.956,21)
(2.500,00)
(41.495.095,94)
(8.782.479,54)
(1.127.337,76)
(27.940.558,61)
882.914,61
196.367,25
4.259.296,58
4.455.663,83
-
(2.382.574,01)
6.641.870,59
4.259.296,58
(0)
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Sónia Ferreira
25
Relatório e Contas Consolidado 2011
3. ANEXO
RODOVIÁRIA DO TEJO, SA- C ONSOLIDADO
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011
(M ONTANTES EXPRESSOS EM E UROS )
1. NOTA INTRODUTÓRIA
A Rodoviária do Tejo, S.A., pessoa coletiva nº 502513900, Registada na Conservatória do
Registo Comercial de Torres Novas, foi constituída em 1992, tendo a sua sede social na Rua do
Nogueiral, Edifício Galinha, 2350-413 Torres Novas e tem por objeto social o Transporte
Público de Passageiros.
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração. Contudo,
as mesmas estão ainda sujeitas a aprovação pela Assembleia Geral de Acionistas, nos termos
da legislação comercial em vigor em Portugal.
É da opinião do Conselho de Administração que estas demonstrações financeiras refletem de
forma verdadeira e apropriada as operações do conjunto de empresas incluídas na
consolidação, bem como a sua posição e desempenho financeiros e fluxos de caixa.
Empresas Incluídas na Consolidação:
Empresa
Rodoviária do Tejo, SA
Auto -Penafiel, Lda
GPSTransportes, Lda
Sede
Torres Novas
Caldas da Rainha
Louriçal
% de Participação
Empresa-mãe
100%
100%
Estas empresas foram consolidadas pelo método da consolidação integral que consiste na
integração nas demonstrações financeiras da empresa através da soma linha a linha, isto é
conta a conta, todos os elementos das demonstrações financeiras das subsidiárias (ativos,
passivos, rendimentos e gastos) e posterior, eliminando os saldos recíprocos e os rendimentos
e gastos entre as empresas que integram a consolidação.
2. REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no quadro das disposições em vigor
em Portugal, em conformidade com o Decreto-Lei nº 158/2009, de 13 de Julho, e de acordo
com a estrutura conceptual, normas contabilísticas e de relato financeiro e normas
interpretativas que integram o Sistema de Normalização Contabilística (“SNC”) e respetivas
Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (“NCRF”), sendo supletivamente aplicadas as
Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IAS/IFRS”) e respetivas interpretações técnicas
(“IFRIC”) adotadas na União Europeia.
3. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
Rodoviária do Tejo, SA
26
Relatório e Contas Consolidado 2011
As principais políticas contabilísticas adotadas na preparação das demonstrações financeiras
anexas são as seguintes:
3.1. Bases de apresentação
As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade das
operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa com base no SNC e NCRF.
3.2. Reconhecimento do rédito
O rédito proveniente das prestações de serviços é reconhecido líquido de impostos, pelo justo
valor do montante a receber.
Os rendimentos relativos a títulos vendidos são reconhecidos no mês em que é concretizada a
sua venda, por se entender ser esse o momento em que os benefícios económicos futuros
associados à transação fluem para a Empresa.
As receitas recebidas antecipadamente pelos passes, são reconhecidas no mês seguinte, por se
entender que a prestação do serviço será efetuada essencialmente no mês seguinte.
Os rendimentos relativos a alugueres são reconhecidos no momento em que o serviço é
prestado.
3.3. Ativos fixos tangíveis
Os ativos tangíveis encontram-se registados pelo método do custo deduzindo as respetivas
depreciações e de perdas por imparidade acumuladas.
As depreciações são calculadas segundo o método das quotas constantes, de acordo com os
seguintes períodos de vida útil:
Anos
Edifícios e outras construções
50
Equipamento básico
8
Equipamento de transporte
4
Equipamento administrativo
3 – 10
Outros ativos fixos tangíveis
3 – 10
As vidas úteis e método de depreciação dos vários bens são revistos anualmente. O efeito de
alguma alteração a estas estimativas é reconhecido na demonstração de resultados
prospectivamente.
As despesas de manutenção e reparação, que não são suscetíveis de gerar benefícios
económicos futuros, são registadas como gastos no período em que são incorridas.
3.4. Locações
Rodoviária do Tejo, SA
27
Relatório e Contas Consolidado 2011
As locações são classificadas como financeiras sempre que os seus termos transferem
substancialmente todos os riscos e recompensas associados à propriedade do bem para o
locatário. As restantes locações são classificadas como operacionais. A classificação das
locações é feita em função da substância e não da forma do contrato.
Os ativos adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes
responsabilidades, são registados no início da locação pelo menor de entre o justo valor dos
ativos e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação. Os pagamentos de locações
financeiras são repartidos entre encargos financeiros e redução da responsabilidade, por
forma a ser obtida uma taxa de juro constante sobre o saldo pendente da responsabilidade.
Os pagamentos de locações operacionais são reconhecidos como gasto numa base linear
durante o período da locação. Os incentivos recebidos são registados como uma
responsabilidade, sendo o montante agregado dos mesmos reconhecido como uma redução
do gasto com a locação, igualmente numa base linear.
As rendas contingentes são reconhecidas como gastos do período em que são incorridas.
3.5. Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis incluem essencialmente:
–
–
O goodwill, decorrente do excesso do custo de aquisição face ao justo valor da associada
na data de aquisição. O goodwill é sujeito a testes de imparidade, numa base anual, e
apresentado ao custo, deduzido de perdas de imparidade acumuladas. Os ganhos ou
perdas decorrentes da venda de uma entidade incluem o valor do goodwill referente à
mesma.
Despesas com projetos de desenvolvimento, programas de computador e propriedade
industrial (excepto concessões), que são amortizadas pelo método de quotas constantes
durante um período compreendido entre 3 e 6 anos.
3.6. Investimentos em subsidiárias, entidades conjuntamente controladas e associadas
Conforme referido no ponto um supra, as contas consolidadas integram no seu perímetro as
empresas Rodoviária do Tejo, SA (empresa mãe), e as participadas detidas a 100% - Empresa
de Transportes AutoPenafiel, Lda e GPS Transportes, Lda, tendo sido aplicado para o efeito o
método da consolidação integral.
Os restantes investimentos em subsidiárias, entidades conjuntamente controladas e
associadas (participações superiores a 20%) são registados pelo método de equivalência
patrimonial, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual
foi acrescido ou reduzido para o valor correspondente à proporção dos capitais próprios
dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do método de
equivalência patrimonial.
O excesso entre o custo de aquisição e o valor proporcional à participação da Empresa nos
capitais próprios dessas empresas à data da sua aquisição é reconhecido como goodwill. O
goodwill é registado como ativo e não é sujeito a amortização, sendo apresentado
autonomamente no balanço. Anualmente, ou sempre que existam indícios de eventual perda
de valor, os valores de goodwill são sujeitos a testes de imparidade. Qualquer perda de
imparidade é registada de imediato como custo na demonstração de resultados do período e
não pode ser suscetível de reversão posterior.
Rodoviária do Tejo, SA
28
Relatório e Contas Consolidado 2011
Quando a proporção da Empresa nos prejuízos acumulados da subsidiária, entidade
conjuntamente controlada ou associada excede o valor pelo qual o investimento se encontra
registado, o investimento é relatado por valor nulo, exceto quando a Empresa tenha assumido
compromissos de cobertura de prejuízos da associada, casos em que as perdas adicionais
determinam o reconhecimento de um passivo. Se posteriormente a associada relatar lucros, a
Empresa retoma o reconhecimento da sua quota-parte nesses lucros somente após a sua parte
nos lucros igualar a parte das perdas não reconhecidas.
De acordo com o método de equivalência patrimonial, os investimentos são ajustados
anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos dessas entidades
por contrapartida de ganhos ou perdas do período. Adicionalmente, os dividendos recebidos
destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos, no período
em que são atribuídos.
3.7. Inventários
Os inventários são registados ao menor de entre o custo de aquisição e o valor líquido de
realização. O valor líquido de realização representa o preço de venda estimado deduzido de
todos os gastos estimados necessários para efetuar a venda. Nas situações em que o valor de
custo é superior ao valor líquido de realização, é registado um ajustamento (perda por
imparidade) pela respetiva diferença.
O método de custeio dos inventários adotado pela Empresa consiste no custo médio
ponderado.
3.8. Contas a receber de clientes e outras entidades
As contas a receber de clientes e outras entidades são reconhecidas inicialmente ao justo
valor, deduzido de perdas de imparidade. A imparidade das contas a receber é estabelecida
quando há uma evidência objetiva de que a Empresa não receberá a totalidade dos montantes
em dívida conforme as suas condições originais.
3.9. Caixa e equivalentes a caixa
Os montantes incluídos na rubrica de caixa e seus equivalentes correspondem aos valores em
caixa, depósitos bancários e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de 3 meses e
descobertos bancários. Os descobertos bancários são apresentados no Balanço, no passivo
corrente, na rubrica de “Financiamentos obtidos”.
3.10. Imparidade de ativos
Em cada data de balanço, é efetuada uma avaliação da existência objetiva de imparidades,
nomeadamente das quais resulte um impacto adverso decorrente de eventos ou alterações de
circunstâncias que indiquem que o valor pelo qual os ativos se encontram escriturados possa
não ser recuperável.
Sempre que a quantia escriturada do ativo for superior à sua quantia recuperável, é
reconhecida uma perda por imparidade. A perda por imparidade é registada de imediato na
demonstração de resultados na rubrica de “Perdas por imparidade”.
A reversão de perdas por imparidade, reconhecidas em exercícios anteriores, é registada
quando há evidências de que estas perdas já não existem ou diminuíram, sendo reconhecida
na demonstração de resultados, na rubrica de “Reversões de perdas por imparidade”, e
efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida, caso a perda não tivesse sido
registada.
Rodoviária do Tejo, SA
29
Relatório e Contas Consolidado 2011
3.11. Subsídios do Governo
Os subsídios do Governo apenas são reconhecidos quando uma certeza razoável de que a
Empresa irá cumprir com as condições de atribuição dos mesmos e de que os mesmos irão ser
recebidos.
Os subsídios do Governo associados à aquisição ou produção de ativos não correntes são
inicialmente reconhecidos no capital próprio, sendo subsequentemente imputados numa base
sistemática (proporcionalmente às amortizações dos ativos subjacentes) como rendimentos do
exercício durante as vidas úteis dos ativos com os quais se relacionam.
Outros subsídios do Governo são, de uma forma geral, reconhecidos como rendimentos de
uma forma sistemática durante os períodos necessários para os balancear com os gastos que é
suposto compensarem. Subsídios do Governo que têm por finalidade compensar perdas já
incorridas ou que não têm gastos futuros associados são reconhecidos como rendimentos do
período em que se tornam recebíveis.
3.12. Empréstimos
Os empréstimos obtidos são inicialmente registados pelo seu justo valor deduzido dos gastos
de transação incorridos.
Os empréstimos obtidos são classificados no passivo corrente, exceto se a Empresa possuir um
direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data
do Balanço.
3.13. Provisões
São reconhecidas provisões quando a Empresa tem uma obrigação presente (legal ou
implícita) resultante de um acontecimento passado, é provável que para a liquidação dessa
obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente
estimado.
O montante reconhecido de provisões consiste no valor presente da melhor estimativa na data
de relato dos recursos necessários para liquidar a obrigação. A estimativa é determinada de
acordo com os riscos e incertezas associados à obrigação.
As provisões são revistas na data de relato e são ajustadas de modo a refletirem a melhor
estimativa a essa data.
As obrigações presentes que resultam de contratos onerosos são registadas e mensuradas
como provisões. Existe um contrato oneroso quando a Empresa é parte integrante das
disposições de um contrato ou acordo, cujo cumprimento tem associados gastos que não é
possível evitar, os quais excedem os benefícios económicos derivados do mesmo.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, sendo
divulgados sempre que a possibilidade de existir uma saída de recursos englobando benefícios
económicos não seja remota. Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações
financeiras, sendo divulgados quando for provável a existência de um influxo económico
futuro de recursos.
3.14. Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento corresponde à soma dos impostos correntes com os impostos
diferidos. Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados, salvo
Rodoviária do Tejo, SA
30
Relatório e Contas Consolidado 2011
quando se relacionam com itens registados direitamente no capital próprio. Nestes casos, os
respetivos impostos são igualmente registados no capital próprio.
O imposto corrente a pagar é baseado no lucro tributável do exercício da empresa. O lucro
tributável difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos gastos e rendimentos
que apenas serão dedutíveis ou tributáveis noutros exercícios. O lucro tributável exclui ainda
gastos e rendimentos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis.
Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos ativos e
passivos para efeitos de relato contabilístico e os respetivos montantes para efeitos de
tributação.
São geralmente reconhecidos passivos por impostos diferidos para todas as diferenças
temporárias tributáveis. São reconhecidos ativos por impostos diferidos para as diferenças
temporárias dedutíveis, porém tal reconhecimento unicamente se verifica quando existem
expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para utilizar esses ativos por
impostos diferidos. Em cada data de relato, é efetuada uma revisão desses ativos por impostos
diferidos, sendo os mesmos ajustados em função das expectativas quanto à sua utilização
futura.
Os ativos e os passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de
tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes diferenças
temporárias, com base nas taxas de tributação que estejam formal ou substancialmente
emitidas nas datas de relato.
3.15. Especialização de exercícios
As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de
exercícios, pelo qual estas são reconhecidas à medida que são geradas, independentemente
do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre as receitas e despesas
geradas e os correspondentes montantes faturados são registadas nas rubricas de
diferimentos.
3.16. Benefícios pós-emprego
A Empresa procede ao pagamento a colaboradores na situação de reforma, de prestações
pecuniárias a título de complementos das pensões de reforma pagas pela Segurança Social.
Em cada data de relato, a Empresa mantêm registada uma provisão para esse efeito
constituída com base em estudo atuarial elaborado por uma entidade especializada e
independente, que quantifica as responsabilidades pelo pagamento de complementos de
pensões a empregados em situação de reforma à data em que a Empresa foi adquirida ao
Estado Português. A fim de estimar as suas responsabilidades pelo pagamento das referidas
prestações, a Empresa obtém um estudo atuarial a 31 de Dezembro de cada ano e reforça a
provisão de modo a cobrir integralmente as suas responsabilidades, por contrapartida da
demonstração de resultados do período.
Rodoviária do Tejo, SA
31
Relatório e Contas Consolidado 2011
3.17. Acontecimentos subsequentes
Os acontecimentos após a data do balanço, que proporcionem informação adicional sobre as
condições que existiam à data do balanço, são refletidos nas demonstrações financeiras. Os
eventos após a data do balanço, que proporcionem informação sobre as condições que
ocorram após a data do balanço, são divulgados nas demonstrações financeiras, se forem
considerados materiais.
4. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS
Durante os períodos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o movimento ocorrido na
quantia escriturada dos ativos fixos tangíveis, bem como nas respetivas depreciações
acumuladas foi o seguinte:
Terrenos e
recursos
naturais
Edifícios e
outras
construções
Equipamento
básico
Custo de aquisição
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
∆ de Perímetro
Aquisições
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
Aquisições
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
3.171.023,91
3.171.023,91
3.171.023,91
10.248.895,72
987.961,79
11.236.857,51
15.509,92
298.792,60
11.551.160,03
43.876.381,84
204.872,77
6.901,49 1.736.297,06
230.153,67
640.308,97
(223.191,28)
(57.093,63)
3.567.422,66 (2.404.506,03)
47.457.668,38
119.879,14
1.511.721,66
500,00
(666.947,33)
1.271.547,50
27.900,00
49.573.990,21
148.279,14
696.611,77
312.588,22
1.186.749,62
21.161,45
8.879,87
726.653,09
13.205,70
2.415,35
742.274,14
521,00
64.922,73
378.031,95
25.595,00
(9.005,74)
9.160,40
403.781,61
3.499.578,66
(3.233.636,55)
1.452.691,73
3.714.398,26
(3.409.159,83)
1.757.930,16
Amortizações acumuladas
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
∆ de Perímetro
Depreciações do exercício
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
Depreciações do exercício
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
Valor líquido em 31 de Dezembro de 2010
Valor líquido em 31 de Dezembro de 2011
3.171.023,91
3.171.023,91
5.104.178,66
316.365,21
5.420.543,87
325.422,42
5.745.966,29
5.816.313,64
5.805.193,74
38.350.371,62
1.672,38
4.807.197,72
(106.903,57)
(683.398,85)
42.368.939,30
3.759.221,82
(413.884,83)
(1.745.802,43)
43.968.473,86
5.088.729,08
5.605.516,35
565.460,34
210.849,59
-
62.025,43
(8.160,33)
619.325,44
46.103,40
665.428,84
107.327,65
76.845,30
25.530,69
57.733,80
294.114,08
24.325,01
(9.005,74)
309.433,35
83.917,87 1.452.691,73
94.348,26 1.757.930,16
Equipamento
de transporte
174.614,43
359.803,88
10.782,00
(57.093,63)
(373.753,88)
114.352,80
5.536,75
(27.900,00)
91.989,55
5.526,34
56.289,59
Equipamento
administrativo
Outros
activos fixos
tangíveis
Activos fixos
tangíveis
em curso
Total
59.697.123,85
1.743.198,55
4.391.723,75
(280.284,91)
(1.008.955,53)
64.542.805,71
5.280.930,54
(675.953,07)
(1.799.343,98)
67.348.439,20
44.405.474,64
361.476,26
5.221.901,05
(163.997,20)
(1.007.579,26)
48.817.275,49
4.160.609,40
(422.890,57)
(1.773.702,43)
50.781.291,89
15.725.530,22
16.567.147,31
5. LOCAÇÕES
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os bens adquiridos em regime de locação financeira eram
como segue:
Custo de
aquisição
Edifícios e outras construções
Equipamento básico
Equipamento de transporte
Rodoviária do Tejo, SA
0,00
14.670.278,90
0,00
14.670.278,90
2011
Depreciações
acumuladas
0,00
9.023.222,20
0,00
9.023.222,20
Quantia
escriturada
5.647.056,70
0,00
5.647.056,70
2010
Quantia
escriturada
0,00
4.567.957,71
0,00
4.567.957,71
32
Relatório e Contas Consolidado 2011
6. ACTIVOS INTANGÍVEIS
Durante os períodos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o movimento ocorrido na
quantia escriturada dos ativos intangíveis, bem como nas respetivas depreciações acumuladas
foi o seguinte:
Programas de
computador
2.299.821,85
669.595,22
2.969.417,07
265.445,00
3.234.862,07
469,30
(469,30)
(0,00)
19.262,26
19.262,26
-
3.804,74
8.931,14
(3.691,10)
9.044,78
11.392,00
(8.931,14)
11.505,64
2.304.095,89
678.526,36
(4.160,40)
2.978.461,85
296.099,26
(8.931,14)
3.265.629,97
2.969.417,07
3.234.862,07
7.581,24
7.581,24
(0,00)
11.681,02
-
113,64
113,64
113,64
8.931,14
11.392,00
113,64
113,64
7.581,24
7.694,88
2.978.348,21
3.257.935,09
Goodwill
Custo de aquisição
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Aquisições
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
Aquisições
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
Amortizações acumuladas
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Depreciações do exercício
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
Depreciações do exercício
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
Valor líquido em 31 de Dezembro de 2010
Valor líquido em 31 de Dezembro de 2011
Outros
activos
intangíveis
Projectos de
desenvolvimento
Total
7. INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS, ENTIDADES CONJUNTAMENTE CONTROLADAS E
ASSOCIADAS
Durante os períodos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o movimento ocorrido nas
rubricas de Participações financeiras, bem como nas respetivas perdas por imparidade foi o
seguinte:
Método de
equivalência
patrimonial
Participações financeiras
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Aquisições
Alienações
Transferências e abates
Método de equivalência patrimonial
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
Aquisições
Alienações
Transferências e abates
Método de equivalência patrimonial
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
Perdas por imparidade
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Depreciações do exercício
Alienações
Transferências e abates
Método de equivalência patrimonial
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
Depreciações do exercício
Alienações
Transferências e abates
Método de equivalência patrimonial
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
Valor líquido em 31 de Dezembro de 2010
Valor líquido em 31 de Dezembro de 2011
Rodoviária do Tejo, SA
299.683,78
(249.056,00)
324.562,75
375.190,53
(32.625,00)
290.654,81
633.220,34
375.190,53
633.220,34
Outros Métodos
11.005,00
Custo de
aquisição
18.505,00
962.475,65
1.067.608,43
875.151,22
(918.651,22)
324.562,75
1.348.671,18
7.500,00
(32.625,00)
290.654,81
1.614.200,99
11.005,00
18.505,00
962.475,65
962.475,65
1.348.671,18
1.614.200,99
11.005,00
7.500,00
756.919,65
875.151,22
(669.595,22)
962.475,65
Total
33
Relatório e Contas Consolidado 2011
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a Empresa evidenciava os seguintes investimentos
financeiros:
INVESTIMENTOS FINANCEIROS
Sede
Subsidiárias (ao custo de aquisição)
Internorte
Norgarante (Out. Métodos)
Garval (Out. Métodos)
Associadas (pelo método de equivalência patrimonial)
Auto-Penafiel
GPS Transportes
Intercentro
Intersul
RNE
425.251,69
339.719,95
2.870.957,89
1.000.385,98
871.221,37
Sede
Subsidiárias (ao custo de aquisição)
Internorte
Associadas (pelo método de equivalência patrimonial)
Auto-Penafiel
GPS Transportes
Intercentro
Intersul
RNE
Capital
Próprio
0,00
0,00
0,00
0,00
Capital
Próprio
0,00
0,00
2011
Resultado
%
líquido
detida
0,00
0,00%
0,00
0,00%
0,00
0,00%
0,00
0,00%
103.096,10
1.011,67
690.944,65
112.956,62
229.104,16
Quantia
escriturada
0,00
11.005,00
3.750,00
3.750,00
18.505,00
100,00%
0,00
100,00%
0,00
31,05% 1.105.970,73
21,75%
242.152,02
22,50%
247.573,24
1.595.695,99
1.614.200,99
2010
Resultado
%
Quantia
líquido
detida
escriturada
0,00
0,00%
0,00
0,00
0,00%
11.005,00
11.005,00
543.929,32 -100.392,63
205.556,00 134.163,95
2.437.109,74 433.848,15
982.534,56 167.851,42
772.917
98.304
100,00%
100,00%
31,05%
21,75%
22,50%
0,00
0,00
891.432,42
250.208,95
196.024,81
1.337.666,18
1.348.671,18
Nas contas individuais, as participações financeiras encontram-se registadas de acordo com o
seguinte critério:
Entidades
Rodoviário do Tejo
Rocaldas
Política contabilística
Equivalência Patrimonial
Método do Custo
8. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO
A Empresa encontra-se sujeita a impostos sobre lucros em sede de Imposto sobre o
Rendimento das Pessoas Coletivas – IRC à taxa normal de 12,5% na parte da matérias coletável
que não ultrapasse os 12.500 Euros e 25% na parte excedente, sendo a Derrama fixada a uma
taxa máxima de 1,5% do lucro tributável, e a Derrama estadual de 2,5% do excedente do lucro
tributável em 2.000.000 Euros.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção
por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a
Segurança Social). Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2008 a 2011
poderão vir ainda ser sujeitas a revisão.
A Administração da Empresa entende que as eventuais correções resultantes de
revisões/inspeções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não
terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2011.
Rodoviária do Tejo, SA
34
Relatório e Contas Consolidado 2011
Os gastos com impostos sobre o rendimento em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, é detalhado
conforme segue:
2011
Imposto sobre o rendimento:
Imposto corrente
Tributação autónoma
Impostos diferidos:
Activos
Passivos
Total do Imposto sobre o Rendimento
2010
435.115,59
26.795,99
461.911,58
32.547,33
13.657,79
46.205,12
(30.769,83)
48.110,47
17.340,64
444.570,93
59.695,82
(20.545,99)
80.241,81
(34.036,69)
O detalhe dos ativos e passivos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, de
acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é conforme segue:
2011
Base
Clientes Cobrança Duvidosa e Outros Devedores
Prejuízos fiscais
Processos Judiciais
Provisão para beneficios da reforma
Ajustamentos de subsídios ao investimento
13.456,00
139.039,69
28.530,32
477.709,00
658.735,01
Activos por impostos diferidos
2010
Imposto
diferido
Base
Imposto
diferido
3.565,73
34.759,92
7.560,53
126.592,89
172.479,08
141.747,11
61.501,79
203.248,90
534.894,71
246.007,16
780.901,87
Passivos por impostos diferidos
2011
2010
Imposto
Base
diferido
Base
Reavaliações
Mais valias reinvestidas
Subsidios ao Investimento
Ajustamento de amortizações
1.371.347,44
169.862,53
1.541.209,96
363.407,07
63.298,57
426.705,64
1.448.798,40
1.448.798,40
Imposto
diferido
383.931,58
383.931,58
O movimento ocorrido nos ativos e passivos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de
2011 e 2010 foi como segue:
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Movimentos do exercício:
Perdas de imparidade e provisões
Prejuízos fiscais
Ajustamentos de subsídios ao investimento
Reavaliações
Mais valias reinvestidas
Ajustamento de amortizações
Saldo final
Rodoviária do Tejo, SA
2011
Activos por Passivos por
impostos
impostos
diferidos
diferidos
203.248,90
383.931,58
4.262,56
(35.032,39)
(30.769,83)
172.479,07
63.298,57
(20.524,51)
42.774,06
426.705,64
2010
Activos por
Passivos por
impostos
impostos
diferidos
diferidos
143.553,08
404.477,56
(1.805,97)
61.501,79
59.695,82
203.248,90
(20.545,98)
(20.545,98)
383.931,58
35
Relatório e Contas Consolidado 2011
9. INVENTÁRIOS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o detalhe dos inventários são conforme se segue:
2011
Perdas por
imparidade
Quantia
bruta
Mercadorias
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
329.802,85
329.802,85
(9.686,39)
(9.686,39)
2010
Perdas por
imparidade
Quantia
bruta
Mercadorias
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
Quantia
líquida
286.366,08
286.366,08
320.116,46
320.116,46
Quantia
líquida
(10.202,24)
(10.202,24)
276.163,84
276.163,84
A evolução das perdas por imparidade acumuladas de inventários em 31 de Dezembro de 2011
e 2010 é como segue:
2011
10.202,24
0,00
-515,85
0,00
9.686,39
Saldo em 1 de Janeiro de 2011
Aumentos
Reversões
Utilizações
Saldo final
2010
16.816,54
-6.614,30
0,00
10.202,24
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o custo das mercadorias vendidas e das matérias
consumidas, reconhecido na demonstração de resultados, tem a seguinte composição:
Saldo inicial
Compras
Regularizações
Saldo final
Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas
Saldo inicial
Compras
Regularizações
Saldo final
Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas
Mercadorias
-
2011
Matérias-primas,
subsidiárias e
de consumo
276.163,84
7.952.382,15
37.034,67
320.116,46
7.945.464,20
Mercadorias
-
2010
Matérias-primas,
subsidiárias e
de consumo
Total
301.868,89
301.868,89
6.558.558,28 6.558.558,28
(33.025,00)
(33.025,00)
276.163,84
276.163,84
6.551.238,33 6.551.238,33
Total
276.163,84
7.952.382,15
37.034,67
320.116,46
7.945.464,20
10. CLIENTES
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o detalhe da rubrica de Clientes é conforme se segue:
Rodoviária do Tejo, SA
36
Relatório e Contas Consolidado 2011
Quantia
bruta
10.881.810,43
10.881.810,43
2011
Perdas por
imparidade
(114.563,93)
(114.563,93)
Quantia
líquida
10.767.246,50
10.767.246,50
Quantia
bruta
12.182.491,79
12.182.491,79
2010
Perdas por
imparidade
(153.851,70)
(153.851,70)
Quantia
líquida
12.028.640,09
12.028.640,09
A evolução das perdas por imparidade acumuladas de Clientes em 31 de Dezembro de 2011 e
2010 é como segue:
Saldo em 1 de Janeiro de 2009 (SNC)
Aumentos
Reversões
Utilizações
Saldo final
2011
153.851,70
0,00
-39.287,77
0,00
114.563,93
2010
134.229,95
19.621,75
0,00
0,00
153.851,70
11. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as rubricas de “Estado e outros entes públicos”
apresentavam a seguinte composição:
2011
Activos correntes:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Colectivas ("IRC")
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Singulares ("IRS")
Imposto sobre o Valor Acrescentado ("IVA"):
A recuperar/pagar
Reembolsos pedidos
Liquidações oficiosas
Contribuições para a Segurança Social
Outros impostos
Passivos correntes:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Colectivas ("IRC")
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Singulares ("IRS")
Imposto sobre o Valor Acrescentado ("IVA"):
A recuperar/pagar
Reembolsos pedidos
Liquidações oficiosas
Contribuições para a Segurança Social
Outros impostos
2010
0,00
235.393,55
0,00
61.886,97
767.085,41
0,00
11.168,09
0,00
840.140,47
421.470,79
0,00
106.328,13
0,00
8.685,86
0,00
0,00
453.429,32
0,00
989.914,10
31.687,45
617.213,46
884.294,46
108.920,34
4.837,97
450.392,59
564.150,90
12. DIFERIMENTOS
Rodoviária do Tejo, SA
37
Relatório e Contas Consolidado 2011
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as rubricas de “Diferimentos” apresentavam a seguinte
composição:
2011
Diferimentos activos:
Correntes:
Juros
Indem. Rescisão Contratos Trab.
Seguros
Rendas
Outros
Não correntes:
Total
Diferimentos passivos:
Correntes:
Rendas
Vinhetas Passes - Interurbanas
Vinhetas Passes - 4_18
Vinhetas Passes - sub@23
Passe Urbano Linha
Juros Câmaras
Não correntes:
Total
2010
1.305,58
1.305,58
9,66
1.975,00
7.045,48
10.335,72
11.149,55
10.335,72
20.910,64
8.455,51
20.910,64
15.028,06
63.895,50
16.610,21
4.718,26
8.647,67
251.405,04
360.304,74
104.834,59
360.304,74
104.834,59
15.528,38
59.286,65
20.242,36
2.959,80
6.817,40
13. CAPITAL PRÓPRIO
13.1. Capital social
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado,
era composto por 1.828.715 ações com o valor nominal de 4,99 Euros, cada.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 os detentores do capital social da Empresa são como se
segue:
Entidade
INTERNORTE -Transportes Internacionais do Norte, Lda.
ROTÁGUS - Prestação de Serviços, Gestão e Participações,
SA
INTERGALIZA
- Participações e Transportes, Lda
Outros
Acções próprias
Rodoviária do Tejo, SA
%
35,94%
35,94%
27,34%
0,46%
0,32%
100%
Valor
3.279.318,22
2.495.189,62
3.279.323,21
42.415,00
29.041,80
9.125.287,85
38
Relatório e Contas Consolidado 2011
13.2. Reserva legal
A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser
destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta
reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada
para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
Em 31 de Dezembro de 2011, fruto da aplicação de resultados do exercício de 2010 no valor de
100.000,00 euros, sendo o seu valor atual de 630.143,87 euros, (530.143,87 euros em 2010).
Na GPS e na Rocaldas a reserva legal já se encontra totalmente constituída, sendo os valores
atuais de 20.000,00 e 59.855,74 euros, respetivamente.
13.3. Outras reservas e resultados transitados
Os dividendos referentes ao período findo em 31 de Dezembro de 2010 ascenderam a
600.000,00 Euros, de acordo com deliberação da Assembleia Geral datada de 15 de Abril de
2011. O seu pagamento ocorreu em Setembro de 2011, tendo sido sujeito a uma retenção na
fonte de 21.5% sobre o valor líquido, sempre que aplicável.
13.4. Outras Variações no Capital Próprio
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de “Outras Variações no Capital Próprio”
apresentava a seguinte composição:
Outras Variações do Capital Próprio
2011
Subsidios Para Investimento em Frota
2010
227.000,00 154.166,71
Subsidios Para Outro Equipamento Exploração
11.862,50
17.793,78
Imposto diferido Subs. Invest. Para Inv. Frota
-41.870,00
0
Impostos Diferidos Subsidios Para Outro Equipamento Exploração
-21.428,57
0
Total Out. Variações Capital Próprio
175.563,93 171.960,49
Sendo que, durante os períodos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o Grupo
beneficiou dos seguintes subsídios:
Subsídios do Governo
Subsídio
Subsídios à exploração: IEFP
Subsídios relacionados com activos:
Financiamento Frota
Financiamento Bilhética
Subsídio
Subsídios à exploração: IEFP
Subsídios relacionados com activos:
Financiamento Frota
Financiamento Bilhética
Financiamento Congelamento de Passes 2009
Rodoviária do Tejo, SA
Montante
total
Montante
recebido
2011
Montante
Rédito
por receber do período
Rédito
Subsídio por
acumulado reconhecer
29.007,37
29.007,37
20.909,39
20.909,39
8.097,98
8.097,98
14.074,52
14.074,52
29.007,37
29.007,37
0,00
0,00
171.000,00
0,00
0,00
171.000,00
200.007,37
171.000,00
0,00
0,00
171.000,00
191.909,39
0,00
0,00
0,00
0,00
8.097,98
31.500,00
5.931,24
0,00
37.431,24
51.505,76
98.166,83
30.760,35
0,00
128.927,18
157.934,55
227.000,00
11.862,50
0,00
238.862,50
238.862,50
Montante
total
Montante
recebido
2010
Montante
Rédito
por receber do período
Rédito
Subsídio por
acumulado reconhecer
2.678,76
2.678,76
2.678,76
2.678,76
0,00
2.678,76
2.678,76
2.678,76
2.678,76
0,00
450.000,00
47.450,00
242.313,26
739.763,26
742.442,02
450.000,00
47.450,00
242.313,26
739.763,26
742.442,02
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
96.875,00
11.117,91
60.578,32
168.571,23
171.249,99
295.833,33
29.656,25
242.313,26
567.802,84
570.481,60
154.166,71
17.793,78
0,00
171.960,49
171.960,49
39
Relatório e Contas Consolidado 2011
14. PROVISÕES E GARANTIAS
Nos períodos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, verificaram-se os seguintes
movimentos nas rubricas de provisões:
Processos
judiciais
em curso
51.833,32
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Aumentos
Reversões
Utilizações
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
Aumentos
Reversões
Utilizações
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
Provisão
para
pensões
(9.616,86)
42.216,46
28.530,32
70.746,78
Outras
provisões
-
-
-
-
Total
51.833,32
(9.616,86)
42.216,46
28.530,32
70.746,78
O valor correspondente à Provisão para Pensões (477.709,00), foi reclassificado para
responsabilidades por Benefícios Pós Emprego, vide nota 16.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a Empresa tinha prestado garantias bancárias a terceiros,
como segue:
Entidade
A favor de Autarquias Locais
A favor de Tribunais
A favor de Terceiros
2011
135.404,09
161.154,42
54.464,20
351.022,71
2010
107.972,59
161.154,42
59.967,59
329.094,60
15. FINANCIAMENTOS OBTIDOS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, esta rubrica tinha a seguinte composição:
2011
Não corrente:
Empréstimos bancários
Contas caucionadas
Locação financeira
Corrente:
Empréstimos bancários
Descobertos Bancários
Contas caucionadas
Locação financeira
2010
593.750,00
200.000,00
2.906.380,97
3.700.130,97
1.087.500,00
2.019.000,00
2.627.346,19
5.733.846,19
317.500,00
41.382,08
3.030.789,93
3.389.672,01
1.095.489,03
2.830.017,63
3.925.506,66
Os prazos de reembolso relativamente ao saldo registado em financiamentos não correntes
detalham-se como segue:
Rodoviária do Tejo, SA
40
Relatório e Contas Consolidado 2011
2011
Não corrente:
1 a 2 anos
2 a 3 anos
3 a 4 anos
4 a 5 anos
mais de 5 anos
2.427.608,83
1.107.903,97
164.618,17
3.700.130,97
2010
5.045.538,24
671.044,08
17.263,87
5.733.846,19
16. BENEFÍCIOS PÓS EMPREGO
Conforme indicado na Nota 3.16., a Empresa assumiu o compromisso relativamente ao
pagamento de prestações pecuniárias a título de complementos das pensões de reforma pagas
pela Segurança Social aos colaboradores em situação de reforma.
A avaliação atuarial mais recente dos ativos do plano e do valor presente da obrigação de
benefícios definidos foi efetuada em 31 de Dezembro de 2011 por BPI Pensões – Sociedade
Gestora de Fundos de Pensões, S.A. O valor presente da obrigação de benefícios definidos e o
custo dos serviços correntes e dos serviços passados relacionados foram mensurados através
do método da unidade de crédito projetada.
Os principais pressupostos seguidos na avaliação atuarial atrás referida foram os seguintes:
4.5%
Taxa de desconto
Rentabilidade real de longo prazo de 4.5% face ao crescimento
das pensões
Taxa de crescimento das pensões
Tábua de mortalidade
Número de Pagamentos de
Data efeito dos cálculos
0.0%
Tábua francesa TV 73/77
13 vezes ao ano
31 de Dezembro de 2011
A população estudada apresenta as seguintes características médias com referência a 31 de
Dezembro de 2010 e 2011.
População reformada
Número de pessoas
Idade média
2010
2011
55
Variação
55
0
77,8
78,8
1
Pensões totais anuais
75,075
75,075
0
Pensão média mensal
105
105
0
De acordo com a Avaliação Atuarial, e os respetivos pressupostos tomados em consideração, o
valor atual das responsabilidades totais, a cargo da Rodoviária do Tejo, durante os exercícios
de 2011 e 2010, ascendeu a 477.709 euros, e 501.415 euros, respetivamente.
Rodoviária do Tejo, SA
41
Relatório e Contas Consolidado 2011
17. ACCIONISTAS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, esta rubrica tem a seguinte composição:
Accionistas
Passivo não corrente:
2011
2010
-
Passivo corrente:
Resultados
Atribuidos
Lucros
Disponiveis
43,79
33,99
77,78
18. RÉDITO
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de “Serviços prestados” apresentava a seguinte
composição:
2011
Serviços de transporte de passageiros:
Carreiras Urbanas
Passe - Assinatura Normal
Passe Combinado Urbana/Interurbana
Serviços Urbanos Contratualizados
Passe Estudante 4-18
Carreiras Interurbanas
Passes Estud. 4-18 e Sub.23
Alugueres Ocasionais
Alugueres à Intercentro e Intersul
Agências de Viagem e Turismo
Clientes Diversos
Alugueres Fixos
Alugueres para Expressos
Despachos
Armazenagem
Outros
2010
741.265,30
299.477,18
10.073,24
1.743.960,33
326.249,92
16.771.615,49
1.896.669,50
2.237.135,76
213.937,92
9.634,91
1.878.305,36
16.803.409,95
1.550.753,57
1.647.408,82
848.337,95
4.405.237,35
3.128.460,67
5.545.806,96
39.059,70
7.096,82
75.391,40
37.486.110,63
1.623.099,38
806.981,31
3.880.169,06
1.744.668,33
5.138.619,25
46.540,30
5.411,37
124.826,28
36.063.492,75
19. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
A rubrica de “Fornecimentos e serviços externos” nos períodos findos em 31 de Dezembro de
2011 e 2010 é detalhada conforme se segue:
Subcontratos
Serviços especializados:
Trabalhos especializados
Publicidade e propaganda
Vigilância e segurança
Honorários
Comissões
Conservação e reparação
Materiais
Energia e fluidos
Deslocações, estadas e transportes
Serviços diversos:
Rendas e alugueres
Comunicação
Seguros
Contencioso e notariado
Despesas de representação
Limpeza, higiene e conforto
Portagens, parques e recolhas
Outros serviços
Rodoviária do Tejo, SA
2011
458.349,86
371.474,14
31.457,84
85.217,49
33.737,68
364.683,38
1.304.064,35
85.867,38
3.889.774,41
83.285,02
326.777,88
140.114,15
454.324,63
8.390,45
0,00
196.228,06
37.756,45
1.453.077,28
9.324.580,45
2010
1.162.037,65
340.319,53
54.002,07
82.742,62
39.854,41
143.340,96
1.306.995,53
94.984,68
3.372.825,17
68.219,52
300.705,54
123.996,90
424.442,79
10.130,75
190.926,68
46.315,07
783.119,60
8.544.959,47
42
Relatório e Contas Consolidado 2011
20. GASTOS COM O PESSOAL
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a rubrica de “Gastos com o pessoal” apresentava o
seguinte detalhe:
Remunerações dos orgãos sociais
Remunerações do pessoal
Pensões
Indemnizações
Benefícios pós-emprego (Nota 16)
Encargos sobre remunerações
Seguro de acidentes de trabalho
Gastos de acção social
Outros gastos
2011
220.068,43
12.577.027,12
74.802,22
48.450,15
0,00
2.472.346,74
110.366,17
37.613,52
110.898,35
15.651.572,70
2010
195.726,63
12.447.863,85
67.256,70
285.483,23
3.537,20
2.448.922,08
89.909,02
34.671,77
66.819,48
15.640.189,96
Durante os períodos de 2011 e 2010, o número médio de pessoal foi 734 e 733 empregados,
respetivamente.
21. OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS
O detalhe da rubrica “Outros rendimentos e ganhos”, nos períodos findos a 31 de Dezembro
de 2011 e 2010, é conforme se segue:
Rendimentos suplementares
Diferenças de câmbio
Descontos de pronto pagamento
Recuperação de dívidas a receber
Ganhos em Inventários
Ganhos em alienação de activos tangíveis
Trabalhos Oficinais para terceiros
Outros
2011
1.996.026,36
26.628,02
285,98
76.277,73
8.248,79
27.729,15
229.180,64
2.364.376,67
2010
1.665.489,36
50.547,43
225,62
170,00
72.135,51
4.500,00
333.323,47
2.126.391,39
22. OUTROS GASTOS E PERDAS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a rubrica de “Outros gastos e perdas” apresentava o
seguinte detalhe:
Impostos e taxas
Dívidas incobráveis
Perdas em inventários
Descontos de pronto pagamento
Donativos
Multas fiscais e não fiscais e penalidades
Quotizações
Ofertas e amostras de Inventário
Serviços Bancários
Gastos e perdas na alienação de activos tangiveis
Outros
Rodoviária do Tejo, SA
2011
100.578,03
70.498,04
36.099,90
6.571,41
410,00
30.762,45
1.743,36
9.105,80
4.260,75
4.417,68
262.463,43
526.910,85
2010
74.163,39
18.746,27
63.605,50
7.971,44
8.405,00
19.996,85
815,48
6.736,00
260.030,10
460.470,03
43
Relatório e Contas Consolidado 2011
23. JUROS E OUTROS RENDIMENTOS E GASTOS SIMILARES
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os juros e outros rendimentos e gastos similares
apresentavam a seguinte composição:
2011
Juros obtidos:
Depósitos bancários
Outros juros
Dividendos obtidos
Descontos P.P. Obtidos
Outros rendimentos similares
Juros suportados:
Financiamentos bancários
Locações financeiras
Outros Juros
Diferenças de câmbio desfavoráveis
Juros de Mora
Descontos P.P. Concedidos
Outros gastos e perdas de financiamento
2010
65.798,62
1.219,92
0,00
0,00
0,00
67.018,54
32.524,35
0,00
0,00
0,00
0,00
32.524,35
111.736,76
209.103,47
97.222,87
0,00
0,00
0,00
0,00
418.063,10
42.748,20
113.148,17
47.301,67
483,01
0,00
0,00
0,00
203.681,05
24. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, caixa e seus equivalentes inclui numerário,
depósitos bancários imediatamente mobilizáveis (de prazo inferior ou igual a três meses) e
aplicações de tesouraria no mercado monetário, líquidos de descobertos bancários e de outros
financiamentos de curto prazo equivalentes.
A discriminação da caixa e seus equivalentes, em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, detalha-se
conforme se segue:
Numerário
Depósitos bancários
Depósitos a Prazo
Linhas de crédito de curto prazo
Descobertos bancários
2011
34.766,00
520.897,83
3.900.000,00
2010
15.090,78
244.205,80
4.000.000,00
4.455.663,83
4.259.296,58
25. OUTRAS CONTAS A RECEBER
Em 31 de Dezembro de 20110 e 2010, a rubrica de Outras Contas a Receber, reparte-se da
seguinte forma:
Outras contas a receber
Não corrente
Outras contas a receber (Obras Sede)
Sub-total
Corrente
Pessoal
Outros Clientes _Leasing (Leaseback)
Requisições de Transporte a Facturar
Seguradoras
Devedores por Valores a Facturar
Acréscimos de Proveitos
Outros
Sub-total
TOTAL
Rodoviária do Tejo, SA
2011
2010
682.774
682.774
682.774
682.774
131.365
250.920
61.082
180.404
258.207
13.509
1.486.300
2.381.786
3.064.560
123.632
1.583.285
91.382
256.751
607.345
0
441.736
3.104.130
3.786.904
44
Relatório e Contas Consolidado 2011
26. OUTRAS CONTAS A PAGAR
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de Outras Contas a Pagar, reparte-se da
seguinte forma:
Outras contas a pagar
Corrente
Clientes - Factoring
Fornecedores Investimento
Remunerações a liquidar
Facturação Leaseback
Sinistros Exploração
Outros
Rodoviária do Tejo, SA
2011
3.599.951
1.758.229
1.989.393
0
205.588
1.769.831
9.322.992
2010
4.599.613
477.411
1.981.802
1.308.500
197.304
1.051.713
9.616.343
45
Relatório e Contas Consolidado 2011
4. CERTIFICAÇÃO LEGAL DE CONTAS
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS
EXERCÍCIO DE 2011
Contas Consolidadas
Introdução
1.
Examinámos as demonstrações financeiras consolidadas da RODOVIÁRIA
DO TEJO, S.A., as quais compreendem o Balanço consolidado em 31 de Dezembro
de 2011, (que evidencia um total de 41.076.970,92 euros e um total de capital próprio
de 18.791.366,40 euros, incluindo um resultado líquido consolidado de 1.748.374,86
euros), a Demonstração dos resultados consolidados por naturezas, a Demonstração
consolidada das alterações no capital próprio e a Demonstração consolidada dos
fluxos de caixa do exercício findo naquela data e o correspondente Anexo às
demonstrações financeiras consolidadas.
Responsabilidades
2.
É da responsabilidade do Conselho de Administração a preparação de
demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e
apropriada a posição financeira do conjunto das empresas englobadas na
consolidação, as alterações no seu capital próprio, o resultado consolidado das suas
operações e os fluxos de caixa consolidados, bem como a adopção de políticas e
critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo interno
apropriado.
3.
A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e
independente, baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras.
Âmbito
4.
O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e
Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais
exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de
segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções
materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluíu: - a verificação de as
demonstrações financeiras das empresas englobadas na consolidação terem sido
apropriadamente examinadas e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e
critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;- a
verificação das operações de consolidação;- a apreciação da adequação das políticas
contabilísticas adoptadas, da sua aplicação uniforme e da sua divulgação, tendo em
conta as circunstâncias;- a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade;
e - a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das
demonstrações financeiras consolidadas.
Rodoviária do Tejo, SA
46
Relatório e Contas Consolidado 2011
5.
O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação
financeira constante do relatório de gestão com as demonstrações financeiras
consolidadas.
6.
Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a
expressão da nossa opinião.
Opinião
7.
Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras consolidadas
apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente
relevantes, a posição financeira consolidada da RODOVIÁRIA DO TEJO, S.A. em
31 de Dezembro de 2011, o resultado consolidado das suas operações, as alterações no
capital próprio consolidado e os fluxos de caixa consolidados no exercício findo
naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites
em Portugal.
Relato sobre outros requisitos legais
8.
É também nossa opinião que a informação constante do relatório de gestão é
concordante com as demonstrações financeiras consolidadas do exercício.
Torres Novas, 09 de Março de 2012
Silva Neves & Teresa Marques, SROC
representada pelo sócio
Joaquim Manuel da Silva Neves, ROC 421
Rodoviária do Tejo, SA
47
Relatório e Contas Consolidado 2011
5. RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL
RODOVIÁRIA DO TEJO, S.A.
RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL
EXERCÍCIO DE 2011
Contas Consolidadas
Senhores Accionistas,
Nos termos das disposições legais e estatutárias, o Conselho Fiscal vem apresentar a V. Exas.
o seu Parecer sobre o Relatório e Contas consolidados da Rodoviária do Tejo, S.A.
apresentados pelo Conselho de Administração relativos ao exercício de 2011.
Conforme referimos no nosso Relatório e Parecer sobre as contas individuais da Rodoviária
do Tejo, S.A., o Conselho Fiscal acompanhou, durante o exercício, a actividade da Empresa e
informou-se sobre os actos de gestão praticados pelo Conselho de Administração tendo
procedido à análise das actas das respectivas reuniões e a contactos com os seus membros. O
Conselho Fiscal procedeu à análise periódica das contas da Empresa e da informação
financeira regularmente produzida, nela se incluindo os indicadores mensais do controlo de
gestão e recebeu da Administração e dos Serviços as informações e esclarecimentos
complementares sobre a evolução da situação da Empresa ao longo do ano e sobre as medidas
adoptadas.
No final do exercício, o Conselho Fiscal analisou os documentos de prestação de contas
consolidadas que lhe foram presentes pelo Conselho de Administração e esclareceu-se sobre o
processo de consolidação das contas e metodologia adotada para esse efeito.
Pela análise que efectuámos, consideramos de sublinhar que o resultado líquido consolidado
apresentado nas contas de 2011, no montante de 1.748.374,86 euros, representa uma redução
de 10,9 % relativamente ao valor de 1.961.728,52 euros relativo a 2010. A contribuição da
Rodoviária do Tejo, S.A., antes do resultado obtido pelas subsidiárias, foi de 94% do
resultado líquido total apresentado.
Para a diminuição do resultado líquido contribuiu o aumento dos resultados operacionais em
21,2% face ao ano anterior, (em consequência dos custos operacionais terem aumentado em
3,0% quando os proveitos operacionais aumentaram em 4,0 %), mas também o aumento dos
gastos financeiros líquidos que mais que duplicaram (+105,3%) e o agravamento da tributação
directa, em consequência da imposição do limite dos benefícios fiscais em 10% da matéria
colectável.
1
Rodoviária do Tejo, SA
48
Relatório e Contas Consolidado 2011
RODOVIÁRIA DO TEJO, S.A.
Dentro dos custos operacionais assume especial importância o agravamento dos custos com
gasóleo e o crescimento dos fornecimentos e serviços externos, já que os gastos com o pessoal
estabilizaram num valor equivalente ao do ano anterior.
Para o crescimento dos proveitos operacionais contribuiu o aumento de 4,4 % do valor dos
serviços prestados e uma redução de 16,1% dos ganhos proporcionados pelas associadas.
A análise do EBITDA (cash-flow operacional) permite concluir por uma redução em 2011 de
8,2 % dos meios libertos pela atividade operacional consequência da redução das
amortizações do exercício apesar do investimento efetuado que, por boa parte ter reforçado o
imobilizado em curso, ainda não teve reflexo no montante das amortizações.
Com efeito, a Empresa prosseguiu em 2011 o esforço de investimento em activo fixo, na
renovação da frota e na melhoria do equipamento. O investimento total diminuiu uma vez que
no ano anterior tinha havido a aquisição da associada GPS, Lda.
Em 2011 prosseguiu também o esforço desenvolvido pela Empresa na melhoria da formação
do seu pessoal.
No final do exercício, o Conselho Fiscal analisou o Balanço consolidado, a Demonstração
consolidada dos resultados por natureza, a Demonstração consolidada das alterações no
capital próprio, a Demonstração consolidada dos fluxos de caixa e o respectivo Anexo às
demonstrações financeiras consolidadas que foram elaborados de acordo com o novo
normativo aplicável.
Nos termos do artº 508º-D do Código das Sociedades Comerciais, foi-nos presente a
Certificação Legal das Contas consolidadas elaborada pela Sociedade de Revisores Oficiais de
Contas que integra este Conselho, documento com o qual concordamos.
No desempenho das nossas funções pudémos sempre contar com a colaboração do Conselho
de Administração e dos Serviços na prestação das informações e dos esclarecimentos que
solicitámos.
Face ao exposto, o Conselho Fiscal é de opinião que as Demonstrações financeiras
consolidadas acima referidas e o Relatório de Gestão Consolidado do Conselho de
Administração satisfazem os requisitos legais e estatutários aplicáveis pelo que merecem o
nosso acordo e devem ser aprovados pela Assembleia Geral.
2
Rodoviária do Tejo, SA
49
Relatório e Contas Consolidado 2011
RODOVIÁRIA DO TEJO, S.A.
Desejamos ainda expressar ao Conselho de Administração e aos Serviços o apreço pela
colaboração prestada no exercício das nossas funções, considerando que são merecedores do
reconhecimento por parte dos senhores accionistas pelo esforço do Conselho de
Administração na forma como conduziu os destinos da Empresa durante o exercício.
Torres Novas, 9 de Março de 2012
O CONSELHO FISCAL,
Presidente: Filipe Machado Anahory Garin
Vogal: Fernando Cardoso Ventura
Vogal ROC: Joaquim Manuel da Silva Neves
em representação de Silva Neves & Teresa Marques, SROC
3
Rodoviária do Tejo, SA
50
Relatório e Contas Individuais 2011
6. RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS INDIVIDUAIS
RODOVIÁRIA DO TEJO, SA
Rodoviária do Tejo, SA
51
Relatório e Contas Individuais 2011
1. INTRODUÇÃO
O relatório de gestão relativo à atividade consolidada da Rodoviária do Tejo, SA, faz ampla
referência a todos os aspetos relativos à evolução dos negócios desenvolvidos pelas diferentes
empresas constituintes deste grupo, durante o ano de 2011. Apresenta igualmente, uma
análise das perspetivas futuras do grupo e dos seus negócios, pelo que, neste âmbito se
remete para a leitura do referido relatório.
Nos termos das obrigações legais salienta-se que não existem quaisquer dívidas em mora ao
Estado Português e à Segurança Social, e que não foram celebrados negócios ou operações
que sejam de considerar significativos em termos económicos por quaisquer das partes
envolvidas, entre a Sociedade e os membros dos seus órgãos de administração e fiscalização.
Rodoviária do Tejo, SA
52
Relatório e Contas Individuais 2011
6.1. PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS
Considerando que o resultado líquido do exercício foi positivo no valor de 1.748.374,86 €,
propõe-se que o mesmo tenha a seguinte aplicação:
- Reservas Legais 87.500€
- Resultados Transitados 1.060.874,86€
- Distribuição de Dividendos 600.000€
Torres Novas, 24 de Fevereiro de 2012
O Conselho de Administração
O Presidente
Rui Paulo Mota Pinto da Silva
Vogais
Martinho Manuel dos Santos Costa
Joaquim Mano Póvoas
Sérgio Sambade Nunes Rodrigues
Jorge Henrique Ferreira Santos
Oswaldo Manuel da Silva Moreno (*)
Orlando Manuel Gonçalves Costa Ferreira (*)
(*) Executivos
Rodoviária do Tejo, SA
53
Relatório e Contas Individuais 2011
6.2. BALANÇO
RODOVIÁRIA DO TEJO, SA
BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 e 2010
(Montantes expressos em Euros)
Notas
2011
2010
ACTIVO:
Activo não corrente:
Activos fixos tangíveis
4
13.329.859,33
13.470.991,81
Goodw ill
6
3.234.862,07
2.969.417,07
Activos intangíveis
6
21.786,02
8.931,14
Particip. financeiras - outros métodos
7
7.500,00
Particip. financeiras - método da equiv. patrimonial
7
Outras Contas a Receber
25
682.773,65
Activos por impostos diferidos
8
136.186,83
133.169,40
19.877.743,30
19.386.205,89
Total do activo não corrente
2.464.775,40
2.120.922,82
682.773,65
Activo corrente:
Inventários
9
227.065,41
224.286,73
Clientes
10
9.427.397,59
10.917.449,24
4.685,29
2.780,47
Estado e outros entes públicos
11
670.301,62
471.176,18
Empresas do Grupo
25
1.208.743,42
953.540,00
Outras contas a receber
25
2.059.816,79
3.086.189,42
Diferimentos
12
8.351,06
8.351,06
Adiantamentos a fornecedores
Outros Activos Financeiros
Caixa e depósitos bancários
4.339.192,54
4.148.106,83
Total do activo corrente
24
17.945.553,72
19.811.879,93
TOTAL DO ACTIVO
37.823.297,02
39.198.085,82
207.917,81
(258.573,08)
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital realizado
13.1
Acções (quotas) próprias
9.125.287,85
9.125.287,85
(48.857,97)
(46.357,97)
Reservas legais
13.2
630.143,87
530.143,87
Resultados transitados
13.3
7.160.853,83
5.908.426,27
Outras variações no capital próprio
13.4
124.848,96
96.960,49
1.748.374,86
1.961.728,52
18.740.651,40
17.576.189,03
Resultado líquido do período
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO
PASSIVO:
Passivo não corrente:
Provisões
14
66.738,16
42.216,46
Financiamentos obtidos
15
3.029.129,18
5.211.617,69
Responsabilidades por benefícios pós-emprego
16
477.709,00
501.415,00
Passivos por impostos diferidos
8
408.420,64
383.931,58
3.981.996,98
6.139.180,73
3.249.622,93
2.996.879,80
Total do passivo não corrente
Passivo corrente:
Fornecedores
Adiantamentos de clientes
Estado e outros entes públicos
11
Accionistas
17
Financiamentos obtidos
15
Outras contas a pagar
26
Diferimentos
12
555,07
6.388,32
923.904,15
507.436,98
2.802.480,00
7.763.781,75
2.987.134,17
8.879.964,42
77,78
360.304,74
104.834,59
Total do passivo corrente
15.100.648,64
15.482.716,06
TOTAL DO PASSIVO
19.082.645,62
21.621.896,79
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
37.823.297,02
39.198.085,82
0,00
A ADMINISTRAÇÃO:
Rui Paulo Mota Pinto da Silva
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Sónia Ferreira
Martinho Manuel dos Santos Costa
Joaquim Mano Póvoas
Sérgio Sambade Nunes Rodrigues
Jorge Henrique Ferreira Santos
Orlando Manuel Gonçalves Costa Ferreira
Osw aldo Manuel da Silva Moreno
Rodoviária do Tejo, SA
54
Relatório e Contas Individuais 2011
6.3. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
RODOVIÁRIA DO TEJO, SA
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS
PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
Notas
Serviços prestados
Subsídios à exploração
Ganhos/perdas imputados de subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos
Trabalhos para a própria entidade
Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas
Fornecimentos e serviços externos
Gastos com o pessoal
Imparidade de inventários (perdas/reversões)
Imparidade de dividas a receber (perdas/reversões)
Provisões
Outros rendimentos e ganhos
Outros gastos e perdas
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
18
Gastos/reversões de depreciação e de amortização
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
Juros e rendimentos similares obtidos
Juros e gastos similares suportados
Rodoviária do Tejo, SA
2010
34.026.709,61
10.814,50
376.477,58
27.606,99
(7.178.661,49)
(8.912.962,59)
(14.220.232,00)
515,85
17.767,84
(24.521,70)
2.271.410,36
(449.926,60)
5.944.998,35
33.110.007,68
2.678,76
358.334,07
42.675,74
(6.188.070,38)
(7.749.237,99)
(14.376.696,02)
6.614,30
(18.833,74)
9.616,86
2.006.602,13
(420.846,19)
6.782.845,22
4/6
(3.467.413,51)
2.477.584,84
(4.659.487,40)
2.123.357,82
23
23
Resultado antes de impostos
67.014,54
(373.607,03)
2.170.992,35
32.429,58
(168.706,53)
1.987.080,87
Resultado líquido do período
(422.617,49)
1.748.374,86
(25.352,35)
1.961.728,52
Imposto sobre o rendimento do período
A ADMINISTRAÇÃO:
Rui Paulo Mota Pinto da Silva
Martinho Manuel dos Santos Costa
Joaquim Mano Póvoas
Sérgio Sambade Nunes Rodrigues
Jorge Henrique Ferreira Santos
Orlando Manuel Gonçalves Costa Ferreira
Oswaldo Manuel da Silva Moreno
2011
7
9
19
20
21
22
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Sónia Ferreira
55
Relatório e Contas Individuais 2011
6.4. DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
RODOVIÁRIA DO TEJO, SA
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
Notas
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
9.125.287,85
ALTERAÇÕES NO PERÍODO
Realização do excedente de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis
Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis e respectivas variações
Ajustamentos por impostos diferidos
Aplicação do resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2009
Outras alterações reconhecidas no capital próprio
Resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2010
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
ALTERAÇÕES NO PERÍODO
Realização do excedente de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis
Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis e respectivas variações
Ajustamentos por impostos diferidos
Aplicação do resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2010
Outras alterações reconhecidas no capital próprio
Resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2011
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
A ADMINISTRAÇÃO:
Rui Paulo Mota Pinto da Silva
Martinho Manuel dos Santos Costa
Joaquim Mano Póvoas
Sérgio Sambade Nunes Rodrigues
Jorge Henrique Ferreira Santos
Orlando Manuel Gonçalves Costa Ferreira
Oswaldo Manuel da Silva Moreno
Rodoviária do Tejo, SA
Capital
realizado
Acções
(quotas)
próprias
Reservas
legais
(46.357,97)
370.143,87
160.000,00
9.125.287,85
13.3
13.4
(46.357,97)
530.143,87
Reservas
reavaliação
Resultados
transitados
-
3.525.893,64
2.189.831,68
-
192.700,95
2.189.831,68
3.718.594,59
100.000,00
Ajustamentos
em activos
financeiros
-
(48.857,97)
Resultado
líquido
do período
215.531,65
3.346.693,03
-
(118.571,16)
-
96.960,49
1.252.427,56
(2.500,00)
9.125.287,85
Outras
variações
no capital
próprio
27.888,47
630.143,87
2.189.831,68
4.971.022,15
-
124.848,96
Total do
capital
próprio
16.537.192,07
(3.346.693,03)
(804.160,40)
(118.571,16)
1.961.728,52
1.961.728,52
1.961.728,52 17.576.189,03
(1.961.728,52)
(609.300,96)
25.388,47
1.748.374,86
1.748.374,86
1.748.374,86 18.740.651,40
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Sónia Ferreira
56
Relatório e Contas Individuais 2011
6.5. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA
RODOVIÁRIA DO TEJO, SA
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS
PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
Notas
2011
2010
ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
Caixa gerada pelas operações
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento
Outros recebimentos/pagamentos
Fluxos de caixa das actividades operacionais (1)
49.065.636,38
(28.216.124,53)
(9.644.497,71)
11.205.014,14
38.925.510,77
(27.490.304,37)
(9.667.436,66)
1.767.769,74
(836.312,50)
(1.302.280,08)
9.066.421,56
(3.736.646,05)
(1.968.876,31)
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO
Pagamentos respeitantes a:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
Investimentos financeiros
Outros activos
Recebimentos provenientes de:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
Investimentos financeiros
Outros activos
Subsídios ao investimento
Juros e rendimentos similares
Dividendos
Fluxos de caixa das actividades de investimento (2)
(91.456,54)
(326.535,70)
(417.992,24)
(804.678,00)
(526.744,10)
(1.331.422,10)
108.000,00
65.798,62
17,10
173.815,72
(244.176,52)
41.297,66
34.800,00
76.097,66
(1.255.324,44)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
Realizações de capital e de outros instrumentos de capital próprio
Cobertura de prejuízos
Doações
Outras operações de financiamento
Pagamentos respeitantes a:
Financiamentos obtidos
Juros e custos similares
Dividendos
Reduções de capital e de outros instrumentos de capital próprio
Outras operações de financiamento
Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (1 + 2 + 3)
Efeito das diferenças de câmbio
Caixa e seus equivalentes no início do período
Caixa e seus equivalentes no fim do período
A ADMINISTRAÇÃO:
Rui Paulo Mota Pinto da Silva
Martinho Manuel dos Santos Costa
Joaquim Mano Póvoas
Sérgio Sambade Nunes Rodrigues
Jorge Henrique Ferreira Santos
Orlando Manuel Gonçalves Costa Ferreira
Oswaldo Manuel da Silva Moreno
Rodoviária do Tejo, Sa
30.718.592,09
27.988.939,73
30.718.592,09
27.988.939,73
(38.272.864,82)
(474.291,77)
(600.094,83)
(25.062.199,28)
(159.994,61)
(799.956,21)
(2.500,00)
(39.349.751,42)
(8.631.159,33)
(1.127.337,76)
(27.149.487,86)
839.451,87
191.085,71
4.148.106,83
4.339.192,54
-
(2.384.748,88)
6.532.855,57
4.148.106,83
(0)
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Sónia Ferreira
57
Relatório e Contas Individuais 2011
6.6. ANEXO
RODOVIÁRIA DO TEJO, SA
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011
(M ONTANTES EXPRESSOS EM E UROS )
1. NOTA INTRODUTÓRIA
A Rodoviária do Tejo, S.A., pessoa coletiva nº 502513900, Registada na Conservatória do
Registo Comercial de Torres Novas, foi constituída em 1992, tendo a sua sede social na Rua do
Nogueiral, Edifício Galinha, 2350-413 Torres Novas e tem por objeto social o Transporte
Público de Passageiros.
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração, contudo,
as mesmas estão ainda sujeitas a aprovação pela Assembleia Geral de Acionistas, nos termos
da legislação comercial em vigor em Portugal.
É da opinião do Conselho de Administração que estas demonstrações financeiras refletem de
forma verdadeira e apropriada as operações da Sociedade, bem como a sua posição e
desempenho financeiros e fluxos de caixa.
2. REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no quadro das disposições em vigor
em Portugal, em conformidade com o Decreto-Lei nº 158/2009, de 13 de Julho, e de acordo
com a estrutura conceptual, normas contabilísticas e de relato financeiro e normas
interpretativas que integram o Sistema de Normalização Contabilística (“SNC”) e respetivas
Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (“NCRF”), sendo supletivamente aplicadas as
Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IAS/IFRS”) e respetivas interpretações técnicas
(“IFRIC”) adotadas na União Europeia.
3. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas adotadas na preparação das demonstrações financeiras
anexas são as seguintes:
3.1.
Bases de apresentação
Rodoviária do Tejo, SA
58
Relatório e Contas Individuais 2011
As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade das
operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa com base no SNC e NCRF.
3.2.
Reconhecimento do rédito
O rédito proveniente das prestações de serviços é reconhecido líquido de impostos, pelo justo
valor do montante a receber.
Os rendimentos relativos a títulos vendidos são reconhecidos no mês em que é concretizada a
sua venda, por se entender ser esse o momento em que os benefícios económicos associados
à transação fluem para a Empresa.
As receitas recebidas antecipadamente pelos passes, são reconhecidas no mês seguinte, por se
entender que a prestação do serviço será efetuada essencialmente no mês seguinte.
Os rendimentos relativos a alugueres são reconhecidos no momento em que o serviço é
prestado.
3.3.
Ativos fixos tangíveis
Os ativos tangíveis encontram-se registados pelo método do custo deduzindo as respetivas
depreciações e de perdas por imparidade acumuladas.
As depreciações são calculadas segundo o método das quotas constantes, de acordo com os
seguintes períodos de vida útil:
Anos
Edifícios e outras construções 50
Equipamento básico
8
Equipamento de transporte
4
Equipamento administrativo
3 – 10
Outros ativos fixos tangíveis
3 – 10
As vidas úteis e método de depreciação dos vários bens são revistos anualmente. O efeito de
alguma alteração a estas estimativas é reconhecido na demonstração de resultados
prospectivamente.
As despesas de manutenção e reparação, que não são suscetíveis de gerar benefícios
económicos futuros, são registadas como gastos no período em que são incorridas.
3.4.
Locações
As locações são classificadas como financeiras sempre que os seus termos transferem
substancialmente todos os riscos e recompensas associados à propriedade do bem para o
locatário. As restantes locações são classificadas como operacionais. A classificação das
locações é feita em função da substância e não da forma do contrato.
Rodoviária do Tejo, SA
59
Relatório e Contas Individuais 2011
Os ativos adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes
responsabilidades, são registados no início da locação pelo menor de entre o justo valor dos
ativos e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação. Os pagamentos de locações
financeiras são repartidos entre encargos financeiros e redução da responsabilidade, por
forma a ser obtida uma taxa de juro constante sobre o saldo pendente da responsabilidade.
Os pagamentos de locações operacionais são reconhecidos como gasto numa base linear
durante o período da locação. Os incentivos recebidos são registados como uma
responsabilidade, sendo o montante agregado dos mesmos reconhecido como uma redução
do gasto com a locação, igualmente numa base linear.
As rendas contingentes são reconhecidas como gastos do período em que são incorridas.
3.5.
Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis incluem essencialmente:
O goodwill, decorrente do excesso do custo de aquisição face ao justo valor da associada na
data de aquisição. O goodwill é sujeito a testes de imparidade, numa base anual, e
apresentado ao custo, deduzido de perdas de imparidade acumuladas. Os ganhos ou perdas
decorrentes da venda de uma entidade incluem o valor do goodwill referente à mesma.
Despesas com projetos de desenvolvimento, programas de computador e propriedade
industrial (exceto concessões), que são amortizadas pelo método de quotas constantes
durante um período compreendido entre 3 e 6 anos.
3.6.
Investimentos em subsidiárias, entidades conjuntamente controladas e associadas
Os investimentos em subsidiárias, entidades conjuntamente controladas e associadas
(participações superiores a 20%) são registados pelo método de equivalência patrimonial,
sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido
ou reduzido para o valor correspondente à proporção dos capitais próprios dessas empresas,
reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do método de equivalência
patrimonial.
O excesso entre o custo de aquisição e o valor proporcional à participação da Empresa nos
capitais próprios dessas empresas à data da sua aquisição é reconhecido como goodwill. O
goodwill é registado como ativo e não é sujeito a amortização, sendo apresentado
autonomamente no balanço. Anualmente, ou sempre que existam indícios de eventual perda
de valor, os valores de goodwill são sujeitos a testes de imparidade. Qualquer perda de
imparidade é registada de imediato como custo na demonstração de resultados do período e
não pode ser suscetível de reversão posterior.
Quando a proporção da Empresa nos prejuízos acumulados da subsidiária, entidade
conjuntamente controlada ou associada excede o valor pelo qual o investimento se encontra
registado, o investimento é relatado por valor nulo, exceto quando a Empresa tenha assumido
compromissos de cobertura de prejuízos da associada, casos em que as perdas adicionais
determinam o reconhecimento de um passivo. Se posteriormente a associada relatar lucros, a
Rodoviária do Tejo, SA
60
Relatório e Contas Individuais 2011
Empresa retoma o reconhecimento da sua quota-parte nesses lucros somente após a sua parte
nos lucros igualar a parte das perdas não reconhecidas.
De acordo com o método de equivalência patrimonial, os investimentos são ajustados
anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos dessas entidades
por contrapartida de ganhos ou perdas do período. Adicionalmente, os dividendos recebidos
destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos, no período
em que são atribuídos.
3.7.
Inventários
Os inventários são registados ao menor de entre o custo de aquisição e o valor líquido de
realização. O valor líquido de realização representa o preço de venda estimado deduzido de
todos os gastos estimados necessários para efetuar a venda. Nas situações em que o valor de
custo é superior ao valor líquido de realização, é registado um ajustamento (perda por
imparidade) pela respetiva diferença.
O método de custeio dos inventários adotado pela Empresa consiste no custo médio
ponderado.
3.8. Contas a receber de clientes e outras entidades
As contas a receber de clientes e outras entidades são reconhecidas inicialmente ao justo
valor, deduzido de perdas de imparidade. A imparidade das contas a receber é estabelecida
quando há uma evidência objetiva de que a Empresa não receberá a totalidade dos montantes
em dívida conforme as suas condições originais.
3.9. Caixa e equivalentes a caixa
Os montantes incluídos na rubrica de caixa e seus equivalentes correspondem aos valores em
caixa, depósitos bancários e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de 3 meses e
descobertos bancários. Os descobertos bancários são apresentados no Balanço, no passivo
corrente, na rubrica de “Financiamentos obtidos”.
3.10. Imparidade de ativos
Em cada data de balanço, é efetuada uma avaliação da existência objetiva de imparidades,
nomeadamente das quais resulte um impacto adverso decorrente de eventos ou alterações de
circunstâncias que indiquem que o valor pelo qual os ativos se encontram escriturados possa
não ser recuperável.
Sempre que a quantia escriturada do ativo for superior à sua quantia recuperável, é
reconhecida uma perda por imparidade. A perda por imparidade é registada de imediato na
demonstração de resultados na rubrica de “Perdas por imparidade”.
A reversão de perdas por imparidade, reconhecidas em exercícios anteriores, é registada
quando há evidências de que estas perdas já não existem ou diminuíram, sendo reconhecida
na demonstração de resultados, na rubrica de “Reversões de perdas por imparidade”, e
efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida, caso a perda não tivesse sido
registada.
Rodoviária do Tejo, SA
61
Relatório e Contas Individuais 2011
3.11. Subsídios do Governo
Os subsídios do Governo apenas são reconhecidos quando uma certeza razoável de que a
Empresa irá cumprir com as condições de atribuição dos mesmos e de que os mesmos irão ser
recebidos.
Os subsídios do Governo associados à aquisição ou produção de ativos não correntes são
inicialmente reconhecidos no capital próprio, sendo subsequentemente imputados numa base
sistemática (proporcionalmente às amortizações dos ativos subjacentes) como rendimentos do
exercício durante as vidas úteis dos ativos com os quais se relacionam.
Outros subsídios do Governo são, de uma forma geral, reconhecidos como rendimentos de
uma forma sistemática durante os períodos necessários para os balancear com os gastos que é
suposto compensarem. Subsídios do Governo que têm por finalidade compensar perdas já
incorridas ou que não têm gastos futuros associados são reconhecidos como rendimentos do
período em que se tornam recebíveis.
3.12. Empréstimos
Os empréstimos obtidos são inicialmente registados pelo seu justo valor deduzido dos gastos
de transação incorridos.
Os empréstimos obtidos são classificados no passivo corrente, exceto se a Empresa possuir um
direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data
do Balanço.
3.13. Provisões
São reconhecidas provisões quando a Empresa tem uma obrigação presente (legal ou
implícita) resultante de um acontecimento passado, é provável que para a liquidação dessa
obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente
estimado.
O montante reconhecido de provisões consiste no valor presente da melhor estimativa na data
de relato dos recursos necessários para liquidar a obrigação. A estimativa é determinada de
acordo com os riscos e incertezas associados à obrigação.
As provisões são revistas na data de relato e são ajustadas de modo a refletirem a melhor
estimativa a essa data.
As obrigações presentes que resultam de contratos onerosos são registadas e mensuradas
como provisões. Existe um contrato oneroso quando a Empresa é parte integrante das
disposições de um contrato ou acordo, cujo cumprimento tem associados gastos que não é
possível evitar, os quais excedem os benefícios económicos derivados do mesmo.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, sendo
divulgados sempre que a possibilidade de existir uma saída de recursos englobando benefícios
económicos não seja remota. Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações
financeiras, sendo divulgados quando for provável a existência de um influxo económico
futuro de recursos.
Rodoviária do Tejo, SA
62
Relatório e Contas Individuais 2011
3.14. Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento corresponde à soma dos impostos correntes com os impostos
diferidos. Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados, salvo
quando se relacionam com itens registados direitamente no capital próprio. Nestes casos, os
respetivos impostos são igualmente registados no capital próprio.
O imposto corrente a pagar é baseado no lucro tributável do exercício da empresa. O lucro
tributável difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos gastos e rendimentos
que apenas serão dedutíveis ou tributáveis noutros exercícios. O lucro tributável exclui ainda
gastos e rendimentos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis.
Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos ativos e
passivos para efeitos de relato contabilístico e os respetivos montantes para efeitos de
tributação.
São geralmente reconhecidos passivos por impostos diferidos para todas as diferenças
temporárias tributáveis. São reconhecidos ativos por impostos diferidos para as diferenças
temporárias dedutíveis, porém tal reconhecimento unicamente se verifica quando existem
expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para utilizar esses ativos por
impostos diferidos. Em cada data de relato, é efetuada uma revisão desses ativos por impostos
diferidos, sendo os mesmos ajustados em função das expectativas quanto à sua utilização
futura.
Os ativos e os passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de
tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes diferenças
temporárias, com base nas taxas de tributação que estejam formal ou substancialmente
emitidas nas datas de relato.
3.15. Especialização de exercícios
As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de
exercícios, pelo qual estas são reconhecidas à medida que são geradas, independentemente
do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre as receitas e despesas
geradas e os correspondentes montantes faturados são registadas nas rubricas de
diferimentos.
3.16. Benefícios pós-emprego
A Empresa procede ao pagamento a colaboradores na situação de reforma, de prestações
pecuniárias a título de complementos das pensões de reforma pagas pela Segurança Social.
Em cada data de relato, a Empresa mantêm registada uma provisão para esse efeito
constituída com base em estudo atuarial elaborado por uma entidade especializada e
independente, que quantifica as responsabilidades pelo pagamento de complementos de
pensões a empregados em situação de reforma à data em que a Empresa foi adquirida ao
Estado Português. A fim de estimar as suas responsabilidades pelo pagamento das referidas
prestações, a Empresa obtém um estudo atuarial a 31 de Dezembro de cada ano e ajusta a
Rodoviária do Tejo, SA
63
Relatório e Contas Individuais 2011
provisão de modo a cobrir integralmente as suas responsabilidades, por contrapartida da
demonstração de resultados do período.
3.17. Acontecimentos subsequentes
Os acontecimentos após a data do balanço, que proporcionem informação adicional sobre as
condições que existiam à data do balanço, são refletidos nas demonstrações financeiras. Os
eventos após a data do balanço, que proporcionem informação sobre as condições que
ocorram após a data do balanço, são divulgados nas demonstrações financeiras, se forem
considerados materiais.
4. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS
Durante os períodos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o movimento ocorrido na
quantia escriturada dos ativos fixos tangíveis, bem como nas respetivas depreciações
acumuladas foi o seguinte:
Terrenos e
recursos
naturais
Custo de aquisição
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Aquisições
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
Aquisições
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
Amortizações acumuladas
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Depreciações do exercício
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
Depreciações do exercício
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
Valor líquido em 31 de Dezembro de 2010
Valor líquido em 31 de Dezembro de 2011
Edifícios e
outras
construções
Outros
activos fixos
tangíveis
Activos fixos
tangíveis
em curso
Equipamento
básico
Equipamento
de transporte
Equipamento
administrativo
3.158.553,97 10.036.541,61
40.636.823,37
184.530,25
634.537,83
20.244,40
987.961,79
(106.903,57)
1.324.532,31
(57.093,63)
(27.900,00)
41.854.452,11
99.536,62
673.782,23
7.083,13
298.792,60
(413.447,33)
1.213.798,11
27.900,00
2.415,35
3.158.553,97 11.323.296,00
42.654.802,89
127.436,62
683.280,71
294.686,23
1.404.379,19
-
5.061.485,77 35.510.332,04
306.975,72 4.263.455,39
(106.903,57)
(962.712,87)
154.271,91
10.782,00
(57.093,63)
(13.950,00)
516.800,94
59.066,25
192.436,94
19.208,04
-
-
5.368.461,49 38.704.170,99
314.624,58 3.077.831,42
(413.447,33)
(1.647.057,85)
94.010,28
5.526,34
575.867,19
41.543,13
211.644,98
20.306,80
(9.005,74)
-
(27.900,00)
5.683.086,07
5.656.041,91
5.640.209,93
71.636,62
5.526,34
55.800,00
617.410,32
97.915,04
65.870,39
222.946,04
82.366,59
71.740,19
1.320.306,84
1.404.379,19
3.158.553,97 11.024.503,40
-
3.158.553,97
3.158.553,97
39.721.497,23
3.150.281,12
2.933.305,66
293.490,57
521,00
19.000,00
Total
1.186.749,62
3.367.193,77
(3.233.636,55)
294.011,57
1.320.306,84
3.331.635,96
(9.005,74)
9.680,40 (3.247.563,61)
56.131.227,22
3.387.959,17
(163.997,20)
(930.042,45)
58.425.146,74
3.338.719,09
(422.453,07)
(1.694.977,15)
59.646.435,61
41.435.327,60
4.659.487,40
(163.997,20)
(976.662,87)
44.954.154,93
3.459.832,27
(422.453,07)
(1.674.957,85)
46.316.576,28
13.470.991,81
13.329.859,33
5. LOCAÇÕES
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os bens adquiridos em regime de locação financeira eram
como segue:
Custo de
aquisição
Edifícios e outras construções
Equipamento básico
Equipamento de transporte
Rodoviária do Tejo, SA
2011
Depreciações
acumuladas
Quantia
escriturada
11.212.220,70
7.613.021,73
3.599.198,97
11.212.220,70
7.613.021,73
3.599.198,97
2010
Quantia
escriturada
2.676.892,86
2.676.892,86
64
Relatório e Contas Individuais 2011
6. ACTIVOS INTANGÍVEIS
Durante os períodos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o movimento ocorrido na
quantia escriturada dos ativos intangíveis, bem como nas respetivas depreciações acumuladas
foi o seguinte:
Programas de
computador
Goodwill
Custo de aquisição
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Aquisições
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
Aquisições
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
Amortizações acumuladas
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Depreciações do exercício
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
Depreciações do exercício
Alienações
Transferências e abates
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
Valor líquido em 31 de Dezembro de 2010
Valor líquido em 31 de Dezembro de 2011
2.299.821,85
669.595,22
2.969.417,07
265.445,00
-
19.262,26
Outros
activos
intangíveis
4.274,04
8.931,14
(3.691,10)
(469,30)
9.044,78
10.105,00
(8.931,14)
3.234.862,07
19.262,26
10.218,64
-
-
113,64
-
7.581,24
113,64
2.969.417,07
3.234.862,07
7.581,24
11.681,02
113,64
8.931,14
10.105,00
Total
2.304.095,89
678.526,36
(3.691,10)
(469,30)
2.978.461,85
294.812,26
(8.931,14)
3.264.342,97
113,64
113,64
7.581,24
7.694,88
2.978.348,21
3.256.648,09
7. INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS, ENTIDADES CONJUNTAMENTE CONTROLADAS E
ASSOCIADAS
Durante os períodos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o movimento ocorrido nas
rubricas de Participações financeiras, bem como nas respetivas perdas por imparidade foi o
seguinte:
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a Empresa evidenciava os seguintes investimentos
financeiros:
Rodoviária do Tejo, SA
65
Relatório e Contas Individuais 2011
INVESTIMENTOS FINANCEIROS
Capital
Próprio
Sede
2011
Resultado
%
líquido
detida
Subsidiárias (ao custo de aquisição)
Garval (Out. Métodos)
Norgarante (Outros Métodos)
Associadas (pelo método de equivalência patrimonial)
Auto-Penafiel
GPS Transportes
Intercentro
Intersul
RNE
425.251,69
339.719,95
2.870.957,89
1.000.385,98
871.221,37
Sede
103.096,10
1.011,67
690.944,65
112.956,62
229.104,16
Capital
Próprio
Quantia
escriturada
3.750
3.750
7.500,00
100,00%
528.347,79
100,00%
340.731,62
31,05% 1.105.970,74
21,75%
242.152,02
22,50%
247.573,24
2.464.775,40
2.472.275,40
2010
Resultado
%
líquido
detida
Quantia
escriturada
Subsidiárias (ao custo de aquisição)
0,00
Associadas (pelo método de equivalência patrimonial)
Auto-Penafiel
GPS Transportes
Intercentro
Intersul
RNE
543.929,32 -100.392,63
205.556,00 134.163,95
2.437.109,74 433.848,15
982.534,56 167.851,42
772.917
98.304
100,00%
100,00%
31,05%
21,75%
22,50%
443.536,69
339.719,95
891.432,42
250.208,95
196.024,81
2.120.922,82
2.120.922,82
8. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO
A Empresa encontra-se sujeita a impostos sobre lucros em sede de Imposto sobre o
Rendimento das Pessoas Coletivas – IRC à taxa normal de 12,5% na parte da matérias coletável
que não ultrapasse os 12.500 Euros e 25% na parte excedente, sendo a Derrama fixada a uma
taxa máxima de 1,5% do lucro tributável, e a Derrama estadual de 2,5% do excedente do lucro
tributável em 2.000.000 Euros.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção
por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a
Segurança Social). Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2008 a 2011
poderão vir ainda ser sujeitas a revisão.
A Administração da Empresa entende que as eventuais correções resultantes de
revisões/inspeções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não
terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2011.
Os gastos com impostos sobre o rendimento em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, é detalhado
conforme segue:
Rodoviária do Tejo, SA
66
Relatório e Contas Individuais 2011
2011
Imposto sobre o rendimento:
Imposto corrente
Tributação autónoma
Impostos diferidos:
Activos
Passivos
Total do Imposto Sobre o Rendimento
2010
431.309,82
24.150,57
455.460,39
32.547,33
13.657,79
46.205,12
3.017,43
29.825,47
32.842,90
422.617,49
59.695,82
(20.545,98)
39.149,84
(34.036,69)
O detalhe dos ativos e passivos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, de
acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é conforme segue:
Clientes Cobrança Duvidosa e Outros Devedores
Prejuízos fiscais
Processos Judiciais
Provisão para beneficios da reforma
Ajustamentos de subsídios ao investimento
Reavaliações
Mais valias reinvestidas
Subsidios ao Investimento
Ajustamento de amortizações
Activos por impostos diferidos
2011
2010
Imposto
Imposto
Base
diferido
Base
diferido
11.681,85
3.095,69
502.526,00
133.169,40
24.521,70
477.709,00
6.498,25
126.592,89
513.912,55
136.186,83
-
502.526,00
133.169,40
-
Passivos por impostos diferidos
2011
2010
Imposto
Imposto
Base
diferido
Base
diferido
1.371.347,44
363.407,07
1.448.798,40
383.931,58
169.862,53
45.013,57
1.541.209,96
408.420,64
1.448.798,40
383.931,58
O movimento ocorrido nos ativos e passivos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de
2011 e 2010 foi como segue:
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Movimentos do exercício:
Perdas de imparidade e provisões
Prejuízos fiscais
Subsídios ao investimento
Reavaliações
Mais valias reinvestidas
Ajustamento de amortizações
Saldo final
Rodoviária do Tejo, SA
2011
Activos por
Passivos por
impostos
impostos
diferidos
diferidos
133.169,40
383.931,58
3.017,43
2010
Activos por
Passivos por
impostos
impostos
diferidos
diferidos
143.553,08
404.477,56
(10.383,68)
(20.545,98)
(10.383,68)
133.169,40
(20.545,98)
383.931,58
45.013,57
(20.524,51)
3.017,43
136.186,83
24.489,06
408.420,64
67
Relatório e Contas Individuais 2011
9. INVENTÁRIOS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o detalhe dos inventários são conforme se segue:
2011
Perdas por
imparidade
Quantia
bruta
Mercadorias
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
236.751,80
236.751,80
(9.686,39)
(9.686,39)
227.065,41
227.065,41
2010
Perdas por
imparidade
Quantia
bruta
Mercadorias
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
Quantia
líquida
234.488,97
234.488,97
Quantia
líquida
(10.202,24)
(10.202,24)
224.286,73
224.286,73
A evolução das perdas por imparidade acumuladas de inventários em 31 de Dezembro de 2011
e 2010 é como segue:
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Aumentos
Reversões
Utilizações
Saldo final
2011
10.202,24
0,00
-515,85
2010
16.816,54
9.686,39
10.202,24
-6.614,30
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o custo das mercadorias vendidas e das matérias
consumidas, reconhecido na demonstração de resultados, tem a seguinte composição:
Saldo inicial
Compras
Regularizações
Saldo final
Custo das merc. vendidas e mat. consumidas
2011
Matérias-primas,
subsidiárias e
Mercadorias
de consumo
224.286,73
7.208.571,79
(27.131,62)
227.065,41
7.178.661,49
Total
224.286,73
7.208.571,79
(27.131,62)
227.065,41
7.178.661,49
Saldo inicial
Compras
Regularizações
Saldo final
Custo das merc. vendidas e mat. consumidas
2010
Matérias-primas,
subsidiárias e
Mercadorias
de consumo
253.770,13
6.188.551,98
(29.965,00)
224.286,73
6.188.070,38
Total
253.770,13
6.188.551,98
(29.965,00)
224.286,73
6.188.070,38
Rodoviária do Tejo, SA
68
Relatório e Contas Individuais 2011
10. CLIENTES
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o detalhe da rubrica de Clientes é conforme se segue:
Quantia
bruta
9.533.121,52
9.533.121,52
2011
Perdas por
imparidade
(105.723,93)
(105.723,93)
Quantia
líquida
9.427.397,59
9.427.397,59
Quantia
bruta
11.052.567,91
11.052.567,91
2010
Perdas por
imparidade
(135.118,67)
(135.118,67)
Quantia
líquida
10.917.449,24
10.917.449,24
A evolução das perdas por imparidade acumuladas de Clientes em 31 de Dezembro de 2011 e
2010 é como segue:
2011
135.118,67
Saldo em 1 de Janeiro
Aumentos
Reversões
Utilizações
Saldo final
2010
123.493,56
11.625,11
-29.394,74
105.723,93
135.118,67
11. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as rubricas de “Estado e outros entes públicos”
apresentavam a seguinte composição:
2011
Activos Correntes:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Colectivas ("IRC")
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Singulares ("IRS")
Imposto sobre o Valor Acrescentado ("IVA"):
A recuperar/pagar
Reembolsos pedidos
Liquidações oficiosas
Contribuições para a Segurança Social
Outros impostos
Passivos Correntes:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Colectivas ("IRC")
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Singulares ("IRS")
Imposto sobre o Valor Acrescentado ("IVA"):
A recuperar/pagar
Reembolsos pedidos
Liquidações oficiosas
Contribuições para a Segurança Social
Outros impostos
2010
191.327,75
659.133,53
11.168,09
279.848,43
670.301,62
471.176,18
417.659,50
96.979,75
100.069,92
409.264,90
407.367,06
923.904,15
507.436,98
12. DIFERIMENTOS
Rodoviária do Tejo, SA
69
Relatório e Contas Individuais 2011
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, as rubricas de “Diferimentos” apresentavam a seguinte
composição:
2011
Diferimentos Activos:
Correntes:
Juros
Indem. Rescisão Contratos Trab.
Seguros
Outros
Não correntes:
Diferimentos Passivos:
Correntes:
Rendas
Vinhetas Passes - Interurbanas
Vinhetas Passes - 4_18
Vinhetas Passes - sub@23
Passe Urbano Linha
Juros Câmaras
2010
1.305,58
1.305,58
7.045,48
8.351,06
8.351,06
7.045,48
8.351,06
8.351,06
15.028,06
63.895,50
16.610,21
4.718,26
8.647,67
251.405,04
360.304,74
15.528,38
59.286,65
20.242,36
2.959,80
6.817,40
104.834,59
360.304,74
104.834,59
Não correntes:
13. CAPITAL PRÓPRIO
13.1. Capital social
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado,
era composto por 1.828.715 ações com o valor nominal de 4,99 Euros, cada.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 os detentores do capital social da Empresa são como se
segue:
Entidade
INTERNORTE -Transportes Internacionais do Norte, Lda.
ROTÁGUS - Prestação de Serviços, Gestão e Participações,
SA
INTERGALIZA - Participações e Transportes, Lda
Outros
Acções próprias
%
35,94%
35,94%
27,34%
0,46%
0,32%
100%
Valor
3.279.318,22
2.495.189,62
3.279.323,21
42.415,00
29.041,80
9.125.287,85
13.2. Reserva legal
A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser
destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta
reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada
para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
Em 31 de Dezembro de 2011, fruto da aplicação de resultados do exercício de 2010 no valor de
100.000,00 euros, sendo o seu valor atual de 630.143,87 euros.
Rodoviária do Tejo, SA
70
Relatório e Contas Individuais 2011
13.3. Outras reservas e resultados transitados
Os dividendos referentes ao período findo em 31 de Dezembro de 2010 ascenderam a
600.000,00 Euros, de acordo com deliberação da Assembleia Geral datada de 15 de Abril de
2011. O seu pagamento ocorreu em Setembro de 2011, tendo sido sujeito a uma retenção na
fonte de 21.5% sobre o valor líquido, sempre que aplicável.
Do Resultado Liquido do Exercício, de 2010, no valor de 1.961.728,52 euros, para além dos já
referidos 600.000,00 destinados a dividendos, 100.000 euros foram transferidos para a rubrica
“Reservas Legais” e 1.261.728,52 euros foram transferidos para a rubrica de “Resultados
Transitados”.
13.4. Outras Variações no Capital Próprio
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de “Outras Variações no Capital Próprio”
apresentavam a seguinte composição:
Outras Variações do Capital Próprio
2011
2010
158.000,00
79.166,71
11.862,50
17.793,78
-41.870,00
0
Impostos Diferidos Subsidios Para Outro Equipamento Exploração -3.143,57
0
Subsidios Para Investimento em Frota
Subsidios Para Outro Equipamento Exploração
Imposto diferido Subs. Invest. Para Inv. Frota
Total Out. Variações Capital Próprio
124.848,93
96.960,49
Sendo que, durante os períodos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a Empresa
beneficiou dos seguintes subsídios:
Subsídios do Governo
Subsídio
Subsídios à Exploração - IEFP:
POPH
Subsídios relacionados com activos:
Financiamento Frota
Financiamento Bilhética
Subsídio
Subsídios à Exploração:
Subsídios relacionados com activos:
Financiamento Frota
Financiamento Bilhética
Financiamento Congelamento de Passes 2009
Montante
total
Montante
recebido
2011
Montante
Rédito
por receber do período
Rédito
Subsídio por
acumulado reconhecer
29.007,37
29.007,37
20.909,39
20.909,39
8.097,98
8.097,98
29.007,37
29.007,37
29.007,37
29.007,37
0,00
108.000,00
0,00
108.000,00
0,00
0,00
0,00
29.166,83
5.931,24
29.166,83
30.760,35
158.000,00
11.862,50
108.000,00
137.007,37
108.000,00
128.909,39
0,00
8.097,98
35.098,07
64.105,44
59.927,18
88.934,55
169.862,50
169.862,50
Montante
total
Montante
recebido
2.678,76
2.678,76
2.678,76
2.678,76
300.000,00
47.450,00
242.313,26
589.763,26
592.442,02
300.000,00
47.450,00
242.313,26
589.763,26
592.442,02
2010
Montante
Rédito
por receber do período
Rédito
Subsídio por
acumulado reconhecer
0,00
2.678,76
2.678,76
2.678,76
2.678,76
0,00
0,00
0,00
46.875,00
11.117,91
60.578,32
118.571,23
121.249,99
220.833,33
29.656,25
242.313,26
492.802,84
495.481,60
79.166,71
17.793,78
0,00
96.960,49
96.960,49
14. PROVISÕES E GARANTIAS
Nos períodos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, verificaram-se os seguintes
movimentos nas rubricas de provisões:
Rodoviária do Tejo, SA
71
Relatório e Contas Individuais 2011
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Aumentos
Reversões
Utilizações
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
Aumentos
Reversões
Utilizações
Regularizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
Processos
judiciais
em curso
51.833,32
Provisão
para
pensões
Outras
provisões
-
-
42.216,46
24.521,70
-
-
66.738,16
-
-
(9.616,86)
Total
51.833,32
(9.616,86)
42.216,46
24.521,70
66.738,16
O valor correspondente à Provisão para Pensões, em 2011, no valor de 477.709,00,
(501.415,00 em 2010), foi reclassificado para responsabilidades por Benefícios Pós Emprego,
vide nota 16.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a Empresa tinha prestado garantias bancárias a terceiros,
como segue:
Entidade
A favor do Estado
A favor de Autarquias Locais
A favor de Tribunais
A favor de Terceiros
2011
2010
135.404,09
161.154,42
54.464,20
351.022,71
107.972,59
161.154,42
59.967,59
329.094,60
15. FINANCIAMENTOS OBTIDOS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, esta rubrica tinha a seguinte composição:
2011
Não corrente:
Empréstimos bancários
Contas caucionadas
Locação financeira
Corrente:
Empréstimos bancários
Contas caucionadas
Locação financeira
2010
593.750,00
2.435.379,18
3.029.129,18
1.087.500,00
1.979.000,00
2.145.117,69
5.211.617,69
317.500,00
2.484.980,00
2.802.480,00
1.095.000,00
1.892.134,17
2.987.134,17
Os prazos de reembolso relativamente ao saldo registado em financiamentos não correntes
detalham-se como segue:
2011
Não corrente:
1 a 2 anos
2 a 3 anos
3 a 4 anos
4 a 5 anos
mais de 5 anos
1.979.277,50
934.546,73
115.304,95
3.029.129,18
Rodoviária do Tejo, SA
2010
4.641.526,27
570.091,42
5.211.617,69
72
Relatório e Contas Individuais 2011
16. BENEFÍCIOS PÓS EMPREGO
Conforme indicado na Nota 3.16., a Empresa assumiu o compromisso relativamente ao
pagamento de prestações pecuniárias a título de complementos das pensões de reforma pagas
pela Segurança Social aos colaboradores em situação de reforma.
A avaliação atuarial mais recente dos ativos do plano e do valor presente da obrigação de
benefícios definidos foi efetuada em 31 de Dezembro de 2011 por BPI Pensões – Sociedade
Gestora de Fundos de Pensões, S.A. O valor presente da obrigação de benefícios definidos e o
custo dos serviços correntes e dos serviços passados relacionados foram mensurados através
do método da unidade de crédito projetada.
Os principais pressupostos seguidos na avaliação atuarial atrás referida foram os seguintes:
4.5%
Taxa de desconto
Rentabilidade real de longo prazo de 4.5% face ao crescimento
das pensões
Taxa de crescimento das pensões
Tábua de mortalidade
Número de Pagamentos de
Data efeito dos cálculos
0.0%
Tábua francesa TV 73/77
13 vezes ao ano
31 de Dezembro de 2011
A população estudada apresenta as seguintes características médias com referência a 31 de
Dezembro de 2010 e 2011.
População reformada
Número de pessoas
2010
2011
Variação
55
55
0
77,8
78,8
1
Pensões totais anuais
75,075
75,075
0
Pensão média mensal
105
105
0
Idade média
De acordo com a Avaliação Atuarial, e os respetivos pressupostos tomados em consideração, o
valor atual das responsabilidades totais, a cargo da Rodoviária do Tejo, durante os exercícios
de 2011 e 2010, ascendeu a 477.709 euros, e 501.415 euros, respetivamente.
17. ACCIONISTAS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, esta rubrica tem a seguinte composição:
Rodoviária do Tejo, SA
73
Relatório e Contas Individuais 2011
Accionistas
Passivo não corrente:
2011
2010
-
Passivo corrente:
Resultados
Atribuidos
Lucros
Disponiveis
43,79
33,99
77,78
18. RÉDITO
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de “Serviços prestados” apresentava a seguinte
composição:
2011
Serviços de transporte de passageiros:
Carreiras Urbanas
Passe - Assinatura Normal
Passe Combinado Urbana/Interurbana
Serviços Urbanos Contratualizados
Passe Estudante 4-18
Carreiras Interurbanas
Passes Estud. 4-18 e Sub.23
Alugueres Ocasionais
Alugueres à Intercentro e Intersul
Agências de Viagem e Turismo
Clientes Diversos
Alugueres Fixos
Alugueres para Expressos
Despachos
Armazenagem
Outros
2010
629.046,94
200.857,16
10.073,24
1.879.940,33
326.249,92
16.771.615,49
1.896.669,50
606.459,71
186.403,08
9.634,91
1.878.305,36
273.692,89
16.731.352,28
1.237.198,85
1.647.408,82
848.337,95
2.638.991,63
1.512.753,20
5.545.806,96
39.059,70
7.096,82
72.801,95
34.026.709,61
1.623.099,38
806.981,31
2.746.897,63
1.744.668,33
5.138.619,25
46.540,30
5.411,37
74.743,03
33.110.007,68
19. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
A rubrica de “Fornecimentos e serviços externos” nos períodos findos em 31 de Dezembro de
2011 e 2010 é detalhada conforme se segue:
Subcontratos
Serviços especializados:
Trabalhos especializados
Publicidade e propaganda
Vigilância e segurança
Honorários
Comissões
Conservação e reparação
Materiais
Energia e fluidos
Deslocações, estadas e transportes
Serviços diversos:
Rendas e alugueres
Comunicação
Seguros
Contencioso e notariado
Despesas de representação
Limpeza, higiene e conforto
Outros serviços
2011
714.789,61
2010
734.529,28
367.033,39
28.536,69
84.669,89
31.837,68
137.297,29
1.426.935,63
75.471,39
3.541.733,69
66.036,11
330.692,68
53.009,25
81.903,79
39.490,41
143.315,96
1.141.474,43
91.377,05
2.945.858,07
62.407,84
290.922,19
122.295,95
394.713,42
6.204,80
287.685,79
111.141,55
366.420,68
6.312,01
209.850,56
1.414.634,30
8.912.962,59
189.908,38
1.163.710,82
7.749.237,99
20. GASTOS COM O PESSOAL
Rodoviária do Tejo, SA
74
Relatório e Contas Individuais 2011
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a rubrica de “Gastos com o pessoal” apresentava o
seguinte detalhe:
Remunerações dos orgãos sociais
Remunerações do pessoal
Pensões
Indemnizações
Benefícios pós-emprego (Nota 16)
Encargos sobre remunerações
Seguro de acidentes de trabalho
Gastos de acção social
Outros gastos
2011
180.937,79
11.426.333,35
74.802,22
48.450,15
2.248.211,90
102.082,12
36.169,03
103.245,44
14.220.232,00
2010
167.552,13
11.422.519,62
67.256,70
285.483,23
3.537,20
2.256.753,91
76.096,61
33.924,29
63.572,33
14.376.696,02
Durante os períodos de 2011 e 2010, o número médio de pessoal foi 639 e 654 empregados,
respetivamente.
21. OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS
O detalhe da rubrica “Outros rendimentos e ganhos”, nos períodos findos a 31 de Dezembro
de 2011 e 2010, é conforme se segue:
Rendimentos suplementares
Diferenças de câmbio
Descontos de pronto pagamento
Recuperação de dívidas a receber
Ganhos em Inventários
Ganhos em alienação de activos tangíveis
Outros
2011
2.040.511,88
2010
1.673.465,02
26.612,46
285,98
43.567,37
8.248,79
152.183,88
2.271.410,36
34.010,90
18.423,22
280.702,99
2.006.602,13
22. OUTROS GASTOS E PERDAS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a rubrica de “Outros gastos e perdas” apresentava o
seguinte detalhe:
Impostos e taxas
Dívidas incobráveis
Perdas em inventários
Descontos de pronto pagamento
Donativos
Multas fiscais e não fiscais e penalidades
Outros
2011
94.262,96
40.329,50
29.907,33
6.571,41
250,00
24.762,46
253.842,94
449.926,60
2010
67.442,36
14.518,86
52.180,76
7.971,44
7.685,00
18.774,39
252.273,38
420.846,19
23. JUROS E OUTROS RENDIMENTOS E GASTOS SIMILARES
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os juros e outros rendimentos e gastos similares
apresentavam a seguinte composição:
Rodoviária do Tejo, SA
75
Relatório e Contas Individuais 2011
Juros obtidos:
Depósitos bancários
Outros juros
Dividendos obtidos
Descontos P.P. Obtidos
Outros rendimentos similares
Juros suportados:
Financiamentos bancários
Locações financeiras
Outros Juros
Diferenças de câmbio desfavoráveis
Juros de Mora
Descontos P.P. Concedidos
Outros gastos e perdas de financiamento
2011
2010
65.798,62
1.215,92
32.429,58
67.014,54
-
32.429,58
-
111.425,04
165.825,72
96.356,27
42.482,52
83.674,43
42.549,58
373.607,03
168.706,53
24. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, caixa e seus equivalentes inclui numerário,
depósitos bancários imediatamente mobilizáveis (de prazo inferior ou igual a três meses) e
aplicações de tesouraria no mercado monetário, líquidos de descobertos bancários e de outros
financiamentos de curto prazo equivalentes.
A discriminação da caixa e seus equivalentes, em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, detalha-se
conforme se segue:
Numerário
Depósitos bancários à Ordem
Depósitos bancários a Prazo
Aplicações de tesouraria
2011
30.998,16
408.194,38
3.900.000,00
2010
11.487,66
136.619,17
4.000.000,00
4.339.192,54
4.148.106,83
4.339.192,54
4.148.106,83
Linhas de crédito de curto prazo
Descobertos bancários
25. OUTRAS CONTAS A RECEBER
Em 31 de Dezembro de 20110 e 2010, a rubrica de Outras Contas a Receber, reparte-se da
seguinte forma:
Outras contas a receber
Não corrente
Outras contas a receber (Obras Sede)
Sub-total 1
Corrente
Devedores C/Prazo - Empresas Associadas
Sub-total 2
Pessoal
Outros Clientes _Leasing (Leaseback)
Requisições de Transporte a Facturar
Seguradoras
Devedores por Valores a Facturar
Acréscimos de Proveitos
Outros
Sub-total 3
TOTAL
Rodoviária do Tejo, SA
2011
2010
682.774
682.774
682.774
682.774
1.208.743
1.208.743
131.365
0
60.132
177.511
258.207
953.540
953.540
123.632
1.583.285
91.382
255.706
598.542
1.432.603
2.059.817
3.951.334
433.643
3.086.189
4.722.503
76
Relatório e Contas Individuais 2011
26. OUTRAS CONTAS A PAGAR
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica de Outras Contas a Pagar, reparte-se da
seguinte forma:
Outras contas a pagar
Corrente
Clientes - Factoring
Fornecedores Investimento
Remunerações a liquidar
Facturação Leaseback
Sinistros Exploração
Outros
Rodoviária do Tejo, SA
2011
3.599.951
1.079.016
1.812.295
0
204.678
1.067.841
7.763.782
2010
4.599.613
477.411
1.789.882
1.308.500
197.304
507.254
8.879.964
77
Relatório e Contas Individuais 2011
6.7. CERTIFICAÇÃO LEGAL DE CONTAS INDIVIDUAIS
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS
EXERCÍCIO DE 2011
Introdução
1.
Examinámos as demonstrações financeiras da RODOVIÁRIA DO TEJO, S.A., as
quais compreendem o Balanço em 31 de Dezembro de 2011, (que evidencia um total de
37.823.297,02 euros e um total de capital próprio de 18.740.651,40 euros, incluindo um
resultado líquido de 1.748.374,86 euros), as Demonstrações dos resultados por
naturezas, a Demonstração das alterações no capital próprio, a Demonstração dos
fluxos de caixa do exercício findo naquela data, e o correspondente Anexo às
demonstrações financeiras.
Responsabilidades
2.
É da responsabilidade do Conselho de Administração a preparação de
demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição
financeira da Empresa, as alterações no seu capital próprio, o resultado das suas
operações e os fluxos de caixa, bem como a adopção de políticas e critérios
contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo interno
apropriado.
3.
A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e
independente, baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras.
Âmbio
4.
O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e
Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais
exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de
segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções
materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluíu:
- a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e
divulgações constantes das demonstrações financeiras e a avaliação das
estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de
Administração, utilizadas na sua preparação;
- a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a
sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias;
- a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade; e
- a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das
demonstrações financeiras.
5.
O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação
financeira constante do relatório de gestão com as demonstrações financeiras.
Rodoviária do Tejo, SA
78
Relatório e Contas Individuais 2011
6.
Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a
expressão da nossa opinião.
Opinião
7.
Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma
verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição
financeira da RODOVIÁRIA DO TEJO, S.A. em 31 de Dezembro de 2011, o
resultado das suas operações, as alterações no capital próprio e os fluxos de caixa no
exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos
geralmente aceites em Portugal.
Relato sobre outros requisitos legais
8.
É também nossa opinião que a informação constante do relatório de gestão é
concordante com as demonstrações financeiras do exercício.
Torres Novas, 09 de Março de 2012
Silva Neves & Teresa Marques, SROC
representada pelo sócio
Joaquim Manuel da Silva Neves, ROC 421
Rodoviária do Tejo, SA
79
Relatório e Contas Individuais 2011
6.8. RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL – CONTAS INDIVIDUAIS
RODOVIÁRIA DO TEJO, S.A.
RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL
EXERCÍCIO DE 2011
Senhores Accionistas,
Nos termos das disposições legais e estatutárias, o Conselho Fiscal vem apresentar a V. Exas.
o seu Parecer sobre o Relatório e Contas individuais da Rodoviária do Tejo, S.A. elaborados
pelo Conselho de Administração relativos ao exercício de 2011.
No cumprimento das suas atribuições, o Conselho Fiscal acompanhou, durante o exercício, a
actividade da Empresa e informou-se sobre os actos de gestão praticados pelo Conselho de
Administração tendo procedido à análise das actas das respectivas reuniões e a contactos com
os seus membros.
O Conselho Fiscal procedeu à análise periódica das contas da Empresa e da informação
financeira regularmente produzida, nela se incluindo os indicadores mensais do controlo de
gestão e recebeu da Administração e dos Serviços as informações e esclarecimentos
complementares sobre a evolução da situação da Empresa ao longo do ano e sobre as medidas
adoptadas.
O resultado líquido de 2011, no montante de 1.748.374,86 euros representa uma redução de
10,9 % face aos 1.961.728,52 euros obtidos no exercício anterior. Para essa evolução
concorreram fundamentalmente uma melhoria dos resultados operacionais que, por sua vez
beneficiaram de uma redução dos gastos com depreciações e amortizações, melhoria essa que
foi absorvida pelo aumento dos encargos financeiros líquidos. A caracterização detalhada da
evolução da atividade da Empresa e dos seus resultados consta do relatório de gestão da
atividade consolidada da Rodoviária do Tejo.
No final do exercício, o Conselho Fiscal analisou o Balanço, a Demonstração dos Resultados
por natureza, a Demonstração das alterações no capital próprio, a Demonstração dos fluxos de
caixa e o respetivo Anexo que foram elaborados em conformidade com o novo normativo
aplicável.
Nos termos do artº 452º do Código das Sociedades Comerciais, foi-nos presente a Certificação
Legal das Contas elaborada pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas que integra este
Conselho, documento com o qual concordamos.
1
Rodoviária do Tejo, SA
80
Relatório e Contas Individuais 2011
RODOVIÁRIA DO TEJO, S.A.
No desempenho das nossas funções pudémos sempre contar com a colaboração do Conselho
de Administração e dos Serviços na prestação das informações e dos esclarecimentos que
solicitámos.
Como consequência do exame a que procedeu, o Conselho Fiscal é de parecer que:
1.
Sejam aprovados o Relatório de Gestão, o Balanço e as demais demonstrações
financeiras do exercício de 2011;
2.
Seja aprovada a proposta do Conselho de Administração sobre a aplicação dos
resultados obtidos;
3.
Se proceda à apreciação geral da Administração e Fiscalização da Sociedade, nos
termos e para os efeitos do artº 455º do Código das Sociedades Comerciais, entendendo o
Conselho Fiscal que se justifica o reconhecimento do esforço do Conselho de Administração
pela forma como conduziu os destinos da Empresa durante o exercício.
Torres Novas, 09 de Março de 2012
O CONSELHO FISCAL,
Presidente: Filipe Machado Anahory Garin
Vogal: Fernando Cardoso Ventura
Vogal ROC: Joaquim Manuel da Silva Neves
em representação de Silva Neves & Teresa Marques, SROC
Rodoviária do Tejo, SA
81
Anexos
7. ANEXOS:
7.1. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ROCALDAS
ROCALDAS - EMPRESA TRANSPORTES AUTO-PENAFIEL
BALANÇO
31 de Dezembro de 2011
Notas
ACTIVO:
Activo não corrente:
Activos fixos tangíveis
Activos fixos intangíveis
Participações financeiras - outros métodos
Activos por impostos diferidos
Total do activo não corrente
Activo corrente:
Inventários
Clientes
Adiantamentos a fornecedores
Estado e outros entes públicos
Outras contas a receber
Diferimentos
Caixa e depósitos bancários
Total do activo corrente
TOTAL DO ACTIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital realizado
Reservas legais
Resultados transitados
Outras variações no capital próprio
Resultado líquido do período
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO
PASSIVO:
Passivo não corrente:
Provisões
Financiamentos obtidos
Passivos por impostos diferidos
Total do passivo não corrente
Passivo corrente:
Fornecedores
Adiantamentos de clientes
Estado e outros entes públicos
Accionistas
Financiamentos obtidos
Outras contas a pagar
Total do passivo corrente
TOTAL DO PASSIVO
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
A GERÊNCIA:
Martinho Manuel dos Santos Costa
2011
2010
3
3
5
6
1.011.085,01
1.287,00
11.005,00
35.693,05
1.059.070,06
673.350,10
11.005,00
61.589,57
745.944,67
7
8
46.361,87
541.925,65
105,25
29.536,16
39.159,34
44.534,47
701.622,74
1.760.692,80
183.066,94
49.127,11
663.519,68
132,33
99.757,64
13.563,95
7.130,04
58.815,09
892.045,84
1.637.990,51
112.845,46
9
10
20
11.1
11.2
11.3
11.4
12
6
9
13
12
299.278,71
59.855,74
66.117,24
50.715,00
103.096,10
579.062,79
299.278,71
59.855,74
184.794,87
75.000,00
(100.392,63)
518.536,69
2.500,00
308.833,25
18.285,00
329.618,25
266.767,38
259,43
35.348,26
193.817,06
254.287,72
101.531,91
852.011,76
1.181.630,01
1.760.692,80
123.055,64
229.579,69
229.579,69
245.383,89
259,43
27.135,71
277.700,00
195.169,61
144.225,49
889.874,13
1.119.453,82
1.637.990,51
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Sónia Ferreira
Joaquim Mano Póvoas
Rui Nuno Feliciano Vinhais
Rocaldas – Empresa de Transportes Auto Penafiel, Lda
82
Anexos
ROCALDAS - EMPRESA TRANSPORTES AUTO-PENAFIEL
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
31 de Dezembro de 2011
Notas
Serviços prestados
Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas
Fornecimentos e serviços externos
Gastos com o pessoal
Imparidade de dividas a receber (perdas/reversões)
Provisões
Outros rendimentos e ganhos
Outros gastos e perdas
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
14
7
15
16
8
Gastos/reversões de depreciação e de amortização
Imparidade de investimentos depreciáveis/amortizáveis
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
3
2011
2010
1.882.020,11
(558.774,03)
(896.214,92)
(678.497,83)
8.203,98
(2.500,00)
712.332,52
(49.495,54)
417.074,29
1.715.659,65
(363.167,95)
(504.704,99)
(765.541,43)
(3.497,59)
(291.716,80)
(284.938,02)
125.357,49
(153.963,15)
Resultado antes de impostos
(12.028,52)
113.328,97
(7.475,64)
(161.438,79)
Resultado líquido do período
(10.232,87)
103.096,10
61.046,16
(100.392,63)
Juros e rendimentos similares obtidos
Juros e gastos similares suportados
17
18
19
19
Imposto sobre o rendimento do período
A GERÊNCIA:
Martinho Manuel dos Santos Costa
75.703,76
(23.476,58)
130.974,87
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Sónia Ferreira
Joaquim Mano Póvoas
Rui Nuno Feliciano Vinhais
Rocaldas – Empresa de Transportes Auto Penafiel, Lda
83
Anexos
ROCALDAS - EMPRESA AUTO-PENAFIEL
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
Notas
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
299.278,71
ALTERAÇÕES NO PERÍODO
Realização do excedente de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis
Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis e respectivas variações
Ajustamentos por impostos diferidos
Aplicação do resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2009
Outras alterações reconhecidas no capital próprio
Resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2010
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
ALTERAÇÕES NO PERÍODO
Realização do excedente de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis
Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis e respectivas variações
Ajustamentos por impostos diferidos
Aplicação do resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2010
Outras alterações reconhecidas no capital próprio
Resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2011
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
A ADMINISTRAÇÃO:
Martinho Manuel dos Santos Costa
Capital
realizado
Reservas
legais
59.855,74
Outras
variações
no capital
próprio
Resultados
transitados
-
Resultado
líquido
do período
125.000,00
184.794,87
184.794,87
(184.794,87)
(50.000,00)
299.278,71
59.855,74
13.3
13.4
184.794,87
(100.392,63)
(18.285,00)
299.278,71
59.855,74
66.117,24
75.000,00
(100.392,63)
(100.392,63)
100.392,63
(24.285,00)
50.715,00
103.096,10
103.096,10
Total do
capital
próprio
668.929,32
(50.000,00)
(100.392,63)
518.536,69
(42.570,00)
103.096,10
579.062,79
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Sónia Ferreira
Joaquim Mano Póvoas
Rui Nuno Feliciano Vinhais
Rocaldas – Empresa de Transportes Auto Penafiel, Lda
84
Anexos
ROCALDAS - EMPRESA TRANSPORTES AUTO-PENAFIEL
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS
PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
Notas
2011
2010
ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
Caixa gerada pelas operações
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento
Outros recebimentos/pagamentos
Fluxos de caixa das actividades operacionais (1)
2.491.637,01
(1.756.961,01)
(494.866,94)
239.809,06
1.683.891,08
(803.746,87)
(482.810,20)
397.334,01
(28.062,88)
(88.978,95)
122.767,23
(27.914,43)
(72.050,81)
297.368,77
(295.421,41)
(295.421,41)
(362.538,56)
(362.538,56)
63.000,00
63.000,00
(232.421,41)
50.000,00
50.000,00
(312.538,56)
445.000,00
445.000,00
230.153,67
230.153,67
(263.591,28)
(86.035,16)
(252.987,44)
(6.992,63)
(349.626,44)
95.373,56
(259.980,07)
(29.826,40)
(14.280,62)
(44.996,19)
58.815,09
44.534,47
103.811,28
58.815,09
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO
Pagamentos respeitantes a:
Activos fixos tangíveis
Recebimentos provenientes de:
Activos fixos tangíveis
Subsídios ao investimento
Fluxos de caixa das actividades de investimento (2)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
Pagamentos respeitantes a:
Financiamentos obtidos
Juros e custos similares
Dividendos
Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (1 + 2 + 3)
Efeito das diferenças de câmbio
Caixa e seus equivalentes no início do período
Caixa e seus equivalentes no fim do período
20
O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa
para o período findo em 31 de Dezembro de 2011.
A ADMINISTRAÇÃO:
Martinho Manuel dos Santos Costa
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Sónia Ferreira
Joaquim Mano Póvoas
Rui Nuno Feliciano Vinhais
Rocaldas – Empresa de Transportes Auto Penafiel, Lda
85
Anexos
7.2. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS GPS
GPS TRANSPORTES, LDA
BALANÇO
31 de Dezembro de 2011
2011
ACTIVO:
Activo não corrente:
Activos fixos tangíveis
Propriedades de investimento
Goodwill
Activos intangíveis
Activos biológicos
Participações financeiras - método da equivalência patrimonial
Participações financeiras - outros métodos
Accionistas/sócios
Outros activos financeiros
Activos por impostos diferidos
Total do activo não corrente
Activo corrente:
Inventários
Activos biológicos
Clientes
Adiantamentos a fornecedores
Estado e outros entes públicos
Accionistas/sócios
Outras contas a receber
Diferimentos
Activos financeiros detidos para negociação
Outros activos financeiros
Activos não correntes detidos para venda
Caixa e depósitos bancários
Total do activo corrente
TOTAL DO ACTIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital realizado
Acções (quotas) próprias
Outros instrumentos de capital próprio
Prémios de emissão
Reservas legais
Outras reservas
Resultados transitados
Ajustamentos em activos financeiros
Excedentes de revalorização
Outras variações no capital próprio
Resultado líquido do período
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO
PASSIVO:
Passivo não corrente:
Provisões
Financiamentos obtidos
Responsabilidades por benefícios pós-emprego
Passivos por impostos diferidos
Accionistas
Outras contas a pagar
Total do passivo não corrente
Passivo corrente:
Fornecedores
Adiantamentos de clientes
Estado e outros entes públicos
Accionistas
Financiamentos obtidos
Outras contas a pagar
Diferimentos
Passivos financeiros detidos para negociação
Outros passivos financeiros
Passivos não correntes detidos para venda
Total do passivo corrente
TOTAL DO PASSIVO
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
2010
3.3
2.226.202,97
3.5
599,20
2.226.802,17
1.581.188,31
8.489,93
1.589.678,24
3.6
46.689,18
2.750,00
3.7
1.257.595,98
1.032.434,24
3.8
140.302,69
313.360,64
3.9
282.810,28
1.984,66
4.377,42
5.429,54
2.354,87
2.653,00
71.936,82
1.803.674,48
4.030.476,65
52.374,66
1.413.379,50
3.003.057,74
3.11.1
100.000,00
100.000,00
3.11.2
20.000,00
20.000,00
3.11.3
219.719,95
85.556,00
1.011,67
340.731,62
134.163,95
339.719,95
1.508,62
362.168,54
292.648,81
3.20
3.10
3.12
3.5
363.677,16
3.8
3.13
3.12
292.648,81
489.897,79
329.915,04
30.661,69
1.014.926,25
332.904,29
1.457.677,85
29.578,21
675.840,13
743.202,88
592.152,72
3.9
3.326.067,87
3.689.745,03
4.030.476,65
2.370.688,98
2.663.337,79
3.003.057,74
0,00
A GERÊNCIA:
Oswaldo Manuel da Silva Moreno
Paulo Renato Loureiro Carvalho
Sónia Bela Duarte Ferreira
GPS, Transportes, Lda
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Paula Godinho
86
Anexos
GPS TRANSPORTES, LDA
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
31 de Dezembro de 2011
2011
Vendas e Serviços prestados
Subsídios à exploração
Ganhos/perdas imputados de subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos
Variação nos inventários da produção
Trabalhos para a própria entidade
Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas
Fornecimentos e serviços externos
Gastos com o pessoal
Imparidade de inventários (perdas/reversões)
Imparidade de dividas a receber (perdas/reversões)
Provisões
Imparidade de investimentos não depreciáveis/amortizáveis (perdas/reversões)
Aumentos/reduções de justo valor
Outros rendimentos e ganhos
Outros gastos e perdas
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
3.14
2.939.355,61
1.680.353,43
3.6
3.15
3.16
(208.028,68)
(1.613.344,24)
(752.842,87)
(800.371,28)
(497.952,51)
1.689,05
(1.508,62)
(34.861,75)
3.10
3.17
3.18
(215,81)
116.600,39
(27.488,71)
454.216,12
(1.232,10)
110.912,28
(16.147,26)
440.700,81
3.3
(409.060,33)
45.155,79
(277.475,63)
163.225,18
Resultado antes de impostos
4,00
(32.427,55)
12.732,24
94,77
(27.498,88)
135.821,07
Resultado líquido do período
(11.720,57)
1.011,67
(1.657,12)
134.163,95
Gastos/reversões de depreciação e de amortização
Imparidade de investimentos depreciáveis/amortizáveis
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
Juros e rendimentos similares obtidos
Juros e gastos similares suportados
3.19
3.19
Imposto sobre o rendimento do período
A GERÊNCIA:
Oswaldo Manuel da Silva Moreno
Paulo Renato Loureiro Carvalho
Sónia Bela Duarte Ferreira
GPS, Transportes, Lda
2010
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Paula Godinho
87
Anexos
GPS TRANSPORTES, LDA
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
Notas
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
ALTERAÇÕES NO PERÍODO
Realização do excedente de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis
Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis e respectivas variações
Ajustamentos por impostos diferidos
Aplicação do resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2009
Outras alterações reconhecidas no capital próprio
Resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2010
Saldo em 31 de Dezembro de 2010
ALTERAÇÕES NO PERÍODO
Realização do excedente de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis
Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis e respectivas variações
Ajustamentos por impostos diferidos
Aplicação do resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2010
Outras alterações reconhecidas no capital próprio
Resultado líquido do período findo em 31 de Dezembro de 2011
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
A GERÊNCIA:
Oswaldo Manuel da Silva Moreno
Paulo Renato Loureiro Carvalho
Sónia Bela Duarte Ferreira
GPS, Transportes, Lda
Capital
realizado
100.000,00
100.000,00
Reservas
legais
20.000,00
20.000,00
Resultados
transitados
50.035,57
20.000,00
35.520,43
35.520,43
(35.520,43)
85.556,00
134.163,95
134.163,95
134.163,95
100.000,00
Resultado
líquido
do período
219.719,95
(134.163,95)
1.011,67
1.011,67
Total do
capital
próprio
205.556,00
134.163,95
339.719,95
1.011,67
340.731,62
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Paula Godinho
88
Anexos
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS
PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Monta ntes expres s os em Euros )
Nota s
2011
2010
ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebi mentos de cl i entes
Pa ga mentos a fornecedores
3.089.685,78
-2.074.108,90
-380.666,38
Pa ga mentos a o pes s oa l
Ca i xa gera da pel a s opera ções
922.262,88
-640.785,24
-328.524,29
634.910,50
-47.046,65
Pa ga mento/recebi mento do i mpos to s obre o rendi mento
Outros recebi mentos /pa ga mentos
-8.971,63
274.027,23
-48.721,79
544.591,34
Fl uxos de ca i xa da s a cti vi da des opera ci ona i s (1)
899.966,10
448.822,90
-633.796,49
-633.796,49
-641.226,02
-641.226,02
0,00
170.000,00
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO
Pa ga mentos res pei ta ntes a :
Acti vos fi xos ta ngívei s
Recebi mentos proveni entes de:
Acti vos fi xos ta ngívei s
Juros e rendi mentos s i mi l a res
Fl uxos de ca i xa da s a cti vi da des de i nves ti mento (2)
86,32
170,00
86,32
-633.710,17
170.170,00
-471.056,02
1.549.024,31
604.379,82
1.549.024,31
604.379,82
-1.781.902,01
-13.816,07
-503.591,80
-27.498,88
-1.795.718,08
-246.693,77
-531.090,68
73.289,14
19.562,16
51.056,02
52.374,66
71.936,82
1.318,64
52.374,66
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebi mentos proveni entes de:
Fi na nci a mentos obti dos
Pa ga mentos res pei ta ntes a :
Fi na nci a mentos obti dos
Juros e cus tos s i mi l a res
Fl uxos de ca i xa da s a cti vi da des de fi na nci a mento (3)
Va ri a çã o de ca i xa e s eus equi va l entes (1 + 2 + 3)
Efei to da s di ferença s de câ mbi o
Ca i xa e s eus equi va l entes no i níci o do período
Ca i xa e s eus equi va l entes no fi m do período
3.20
0,00
0,00
O a nexo fa z pa rte i ntegra nte da demons tra çã o dos fl uxos de ca i xa
pa ra o período fi ndo em 31 de Dezembro de 2011.
A Gerênci a
Os wa l do Ma nuel da Si l va Moreno
Pa ul o Rena to Lourei ro Ca rva l ho
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS:
Pa ul a Godi nho
Sóni a Bel a Dua rte Ferrei ra
GPS, Transportes, Lda
89
Download

Relatório de gestão e Contas 2011