PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA
ALMANÁUTICA
Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano I – nº 04 – janeiro/fevereiro 2013 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
Homenagem do Almanáutica ao veleiro Aileen, que completa 100 anos em plena forma, nas mãos da família Grael . Leia na pág. 10
O VELEIRO QUE NÃO AFUNDOU
O trimarã L’Insolent é encontrado e depenado
GANHE UMA LANTERNA
Saiba como concorrer a uma das
três que serão sorteadas
ELA FOI DECLARADA MORTA E HOJE VIVE A BORDO
Saiba como a família Costantino superou as dificuldades e hoje vive pelo mundo
SAÚDE A VALER: AOS 82 ANOS CAMPEÃO NA RGS
No sul, Walther Bromberg fatura a RGS e mostra que idade não é limite para velejar
Confira também:
Eleições nos clubes pelo Brasil
Laser, 420, 49er, Snipe, Optimist: saiba o que acontece na sua classe
Saiba as noticias dos diversos polos náuticos pela costa, e que só o Almanáutica mostra pra você
Confira o retrospecto de Murillo Novaes e a crônica do escritor Zé Paulo
Windsurf, Kitesurf e mergulho
ALMANÁUTICA
2
EDITORIAL
A cada novo número do Almanáutica cresce também o número de parceiros. Desta
vez é o Clube Cusco Baldoso e ninguém
menos que a North Sails, com sua filial
Ilhabela, que chegaram para engrossar o
time das empresas que entenderam a importância da qualidade dos leitores do Almanáutica. São todos formadores de opinião que não só amam o mar, como presam
a qualidade editorial do que é publicado.
Leitura de qualidade! Agradecemos também a colaboração de Cláudio Copelo,
Fabio Costantino, Maurício Rosa, José
Carlos Chrispin, Ane Meira e Ricardo Padebos, Ivan Netto, Roberto Bailly, Pedro
Rodrigues da BL3, Lisiane e a Federação
Náutica de Brasília, Renato Avelar, João
Luka Howes More e de todos que fazem
do Almanáutica uma realidade. Nossa capa
homenageia o veleiro Aileen que completa 100 anos e pertenceu ao avô de Lars e
Torben Grael, Preben Schmid. O Aileen
conquistou a medalha de prata nos Jogos
Olímpicos de Estocolmo, na Suécia, em
1912 e é considerado, hoje, o barco mais
antigo em atividade no Brasil. Aproveitamos para desejar a todos um ano de 2013
repleto de paz, saúde e alegrias no mar e
fora dele. Que este ano nosso planeta possa
respirar melhor. Saúde!
Murillo
NOVAES
Retrospectando um pouco...
Querido amigo e dileto leitor desta alma
náutica que a todos conduz, eis que chegamos ao fim de mais um ano da graça de
nosso senhor, isto é, se não babou tudo no
astrolábio maia do dia 21 deste dezembro,
já quente pra chuchu.
Bem... Vamos aos principais fatos vélicos de 2012 que é o que nos interessa! Já
adianto que vou esquecer de algo, ou alguém que vai julgar, com méritos, este jornalista um sem-noção. Mas segue o bonde!
Não podemos deixar de começar pela, já
mencionada aquinestas páginas, olimpíadas de Londres. Pois foi no sul da ilha da
rainha, em Weymouth, esquina da também
bela ilha de Portland, que a elite da Vela
Olímpica mundial se reuniu para mais um
torneio em busca da glória.
E foi lá que dois dos semi-deuses de asas
em forma vela se consagraram ainda mais
no olimpo que eles próprios já frequentavam havia muito. Robert Scheidt, com
o singelo bronze de nossa esquadra, na
classe Star – ao lado do proeiraço, Bruno
Prada –, e o britânico cavaleiro do reino,
Ben Ainslie, na Finn, com mais um ouro, o
quarto seguido de sua coleção, chegaram à
Crônicas Flutuantes
Ontem e hoje
O serviço de táxi em Ushuaia é honesto e
eficiente. Na ida para o aeroporto, já para
embarcar de volta ao Brasil, esbarrei com
um motorista que me diz ter estado no Rio
de Janeiro em 1986 para o Rock in Rio;
seis anos antes, no final de 1979, eu partia para minha primeira viagem de veleiro.
Pretendíamos ir de Belém do Pará ao litoral
de São Paulo, parando, entre outros portos,
em Fernando de Noronha, local onde naufragamos. Esse primeiro trecho, especialmente duro devido aos ventos alísios de
leste predominantes naquelas latitudes durante todo o ano, transcorreu cheio de percalços e de forma bastante molhada devida
à idade avançada do “Nagual”, um veterano Classe Brasil. Recordo-me vagamente
da nossa lista pré-embarque: sete garrafas
de 51, umas boas dúzias de limões galegos,
açúcar – o gelo inicial deveria durar pelo
menos até o próximo porto, São Luiz do
Maranhão ou Luis Correia no Piauí; para
o rancho, muito miojo, paçoquinha, quétichupi, toucinho defumado, charque e... por
aí a fora. Uma ou duas mudas de roupa,
algumas camisinhas – lêramos que uma
doença nova e misteriosa andava botando
as manguinhas de fora e era transmitida via
brincadeiras sexuais –, havaianas, chapéu
de palha e uma ou outra coisinha a mais,
marcando a individualidade de cada um.
No último momento alguém lembrou da
navegação:
– E o sextante... não seria legal a gente dar
uma regulada nos espelhos?
– Ah cara!, se precisar a gente faz no caminho...
Éramos jovens então! Lá se vão trinta e
três anos!
A lista para essa viagem de Piriápolies –
balneário ao sul do Uruguai, entre Montevidéu e Punta Del Leste – a Ushuaia – cidade argentina ao extremo sul da América
Almanáutica:
Jornalista Resposnsável:
Paulo Gorab
Jornal bimestral, com distribuição nacional
nos principais polos náuticos do Brasil.
Ano 01, número 04 jan/fev de 2013
Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier
Contato: [email protected]
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nosso site e fique por dentro das novidades
diariamente:
www.almanautica.com.br
Coluna de José Paulo
do Sul – começa assim: remedinho pra
pressão, Voltaren para possíveis dores lombares, muito filtro solar, Ziloric para minha gota, Tylenol, Omeprasol, Hipoglós,
Mylanta plus, Hemovirtus, uma camisinha
por cada... já com um Viagra acoplado,
etc... etc... etc... Muita roupa de frio, luvas,
capuzes, minhocões, botas... Bebidas?, só
vinhos de boas marcas, água mineral com
gás, sucos e iogurtes lights. Quanto à parte
sólida, muita granola, arroz integral, peras,
maçãs,verdura e legumes desidratados, antioxidantes combatentes de radicais livres
à vontade e por aí a fora. O veleiro?, show
à parte, um Swan 58 pés com tudo o que
há de mais moderno em navegação e conforto.
Meu novo amigo motorista me conta que
dias antes de chegarmos a Ushuaia, passara
por ali a pior das tempestades, com direito
a tombamentos de veleiros e mortes, com
ondas de dez metros dentro do canal de Beagle! Velejadores e outros seres que vivem
pelo mar têm certa tendência, reconheço,
a aumentarem ligeiramente o tamanho
das ondas durante tormentas... Nada sei a
respeito de choferes de táxi e congêneres.
Para mudar de assunto disse a ele que nossa
viagem havia sido tranquila, em sua maior
parte com ventos razoáveis – durante a
tempestade havíamos ficado escondidos
num lugar chamado “Calheta de Hornos”
– e alguns raros momentos duros, mas que
o fato extremamente positivo foi não termos feito uso de um único medicamento
da farta farmácia acima mencionada. Eu
arriscaria dizer até que nos esquecemos de
suas existências a bordo e, ainda de quebra,
tomamos umas caipirinhas feitas com uma
garrafa de 51 aparecida sabe-se lá de onde.
José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador e conta, em crônicas com muito humor, situações
vividas a bordo com sua família no livro “É proibido
morar em barco”, à venda na Livraria Moana
Charitas é Campeão
da Copa Interclubes
O Clube Naval Charitas sagrou-se mais
uma vez Campeão da Copa Interclubes
2012, no Rio de Janeiro.
O clube foi seguido pelo Iate Clube do Rio
de Janeiro e em terceiro ficou o Clube Naval Piraquê.
O Almanáutica parabeniza a todos os Clubes pela participação e organização desse
evento que congrega os clubes cariocas!
medalha de número cinco. Caraca!!!!
Sendo assim, igualaram-se à lenda-viva
Torben Grael emnúmero de conquistas
olímpicas, sendo que Ainslie também igualou o legendário Paul Elvström em número
de ouros e virou, portanto, o Zeus da Vela
Olímpica interplanetária. Amém!
Aqui em Pindorama, onde se plantando
tudo dá, mas algumas coisas apodrecem, o
ano foi de balaço positivo. Ufa! No entanto
alguns fatos negativos merecem destaque.
A morte da CBVM por falência múltipla
dos órgãos (e o proto-nascimento da CBVela, um alento) deixou um gosto amargo
em nossas bocas. A já aqui citada poluição
inaceitável da raia olímpica, onde já teremos quatro equipes estrangeiras chafurdando neste 2013, mais que deixou um
gosto amargo: foi cheiro de esgoto mesmo... E forte! Mas deixemos o negativismo
de lado e corramos céleres para os confortáveis braços de nossa paixão. Lars Grael,
à frente da comodoria da ABVO logrou
êxitos alvissareiros. Conseguiu deglutir
com diplomacia e apurotécnico a sopa de
letrinhas das regras de handicap da Vela de
Oceano. AgoraORC, IRC e, principalmente, a superpopular e, às vezes, discriminada
RGS, velejam sob a mesma insígnia. Vitória histórica!
Que 2013 consolide esta união e permita
que não só os Circuitos (Rio, Niterói, Flo-
9ª FESTVELA é
realizada com
dificuldades na
região de Paraty
Organizado pelo Iate Clube de Angra dos
Reis com apoio da Flotilha de Angra de
Veleiros de Oceano (FARVO) foi realizada
em dezembro a nona edição da Festvela,
Regata Angra Paraty. A premiação da regata foi feita durante uma feijoada (com canoas de cerveja e refrigerantes) na varanda
do ICAR - Iate Clube de Angra dos Reis
com a distribuição de camisetas do evento. Devido à dificuldade que a organização
teve em obter apoio nas marinas de Paraty
para acomodar a flotilha de veleiros para a
regata, a largada foi na Ilha do Cedro.
Alô, marinas de Paraty, vamos colaborar?
Entrega de premio foi
na loja da Velamar
ripa, Salvador) e as principais semanas de
Vela(Ilhabela e Búzios) cresçam e se fortaleçam, mas que também as regatas de altura, de oceano puro, voltem com força ao
nosso calendário! Oxalá! Este nosso epistolar 2012, trouxe também alguns títulos
importantes para a terra brasilis. Maurício
Santa Cruz, Alexandre Saldanha,Daniel
Santiago e demais membros do Bruschetta Sailing Team voltaram ao Galeão com
nada menos que o quarto título mundial da
galera na, pan-americana, J/24. E na ressaca olímpica, já em Hyères, na França,
Robert Scheidt e Bruno Prada se tornaram
apenas tricampeões mundiais de Star. Um
feito!!
Em termos cruzeirísticos, a ABVC, um sucesso já consolidado, fala por si. Seus cruzeiros e passeios, que também chegaram
aos mares interiores, atraem cada vez mais
barcos e cobrem distâncias cada vez maiores (e melhores). Mesmo porque, as nossas
águas e seus infinitos encantos e recantos
fazem do velejar neste Brasil uma experiência singular em toda a geóide azul.
Sendo assim, vou me despedindo antes que
cortem o microfone. Desde já, agradeço
aqui do covil deste Manza, na solar Cabo
Frio, um natal de muita união e paz e um
2013 de muito sucesso e bons ventos. Vamos velejar!! Fui!!
Murillo Novaes é jornalista especializado em
náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com
Ganhe uma lanterna
especial de led
Serão 3 lanternas pra quem “curtir”
O Almanáutica vai sortear novos brindes.
Desta vez serão 3 lanternas de led, com pilha e tudo, que serão enviadas aos ganhadores pelo correio inteiramente grátis!
Para concorrer basta ir até a página do jornal no Facebook que fica em
www.facebook.com/Almanautica
e “curtir” a página. Pronto, você já estará
concorrendo. O sorteio será realizado em
fevereiro e a divulgação será feita tanto no
jornal impresso quanto na internet. Participe e espalhe essa notícia para seus amigos.
Dos Leitores
Agradeço pelo empenho e dedicação ao fomento da cultura náutica. Matheus Eicher
Fredy Velamar e Pedro Mar Manso
Pedro Mar Manso e outros dois leitores do
Almanáutica receberam seus Sound Box
sorteados pelo Almanáutica. A entrega de
São Paulo foi realizada na loja Velamar,
que agora inaugurou o funcionamento aos
sábados com o “Sábado Velamar”, um café
da manhã para mais de 100 pessoas que
prestigiaram e conferiram as ofertas da loja
quase até a hora do almoço. Se você não é
de Sampa: www.velamar.com.br
UM GIRO PELA COSTA
Rio Grande do Sul
34º Sul Brasileiro
de Laser
Aconteceu em novembro o campeonato
Sul brasileiro de Laser realizado pelo Clube dos Jangadeiros. A competição contou
com 53 participantes de sete estados que
aproveitaram para conhecer a raia onde vai
acontecer o Brasileiro de Laser de 2013,
que terá sede no Veleiros do Sul. Ventos
fortes (30 nós), muito sol e belas disputas na raia da Baía da Pedra Redonda, em
Porto Alegre. O evento agitou as águas do
Guaíba com oito regatas para cada classe.
No fim, uma vitória para cada estado: Matheus Dellagnelo (SC) no Standard, Henrique Dias (RS) no Radial e Elizeu Júnior
da Silva (PR) no 4.7. No feminino, Ana
Barbachan, do Veleiros do Sul, venceu no
Radial e Giovanna Pignataro, do Clube dos
Jangadeiros, foi a grande campeã da 4.7.
Com a previsão do tempo indicando ventos intensos no segundo dia de competição,
a organização do campeonato antecipou o
horário de largada das regatas, o que fez
com que as primeiras provas do dia fossem
disputadas com ventos mais fracos. No último dia do evento, os velejadores disputaram ainda duas regatas fechando a festa:
As principais notícias de Sul a Norte. O que acontece nos polos náuticos.
Estadual da 420
Tiago Brito e Andrei Kneipp do Janga
venceram as seis regatas realizadas
Após três dias de competição, Tiago Brito e Andrei Kneipp faturaram o título do
Estadual da Classe 420. A dupla do Clube
dos Jangadeiros venceu todas as regatas
disputadas, terminando o campeonato com
apenas cinco pontos perdidos. O segundo
lugar ficou com os velejadores do Veleiros
do Sul Thiago Ribas e Alan Willy, com
Lucas Aydos e João Kraemer, também do
Jangadeiros, completando o pódio.
Tiago Brito e Andrei Kneipp faturam na 420
Estadual de Snipe
Alexandre Paradeda e Gabriel Kieling
foram os campeões
Foto: Ivan Netto
Sul Brasileiro de Laser no Jangadeiros
Flotilha da Jangada
Santa Catarina
realiza regatas
Windsurf em Floripa
Dias 1 e 2 de dezembro aconteceram as
regatas para os velejadores da Flotilha da
Jangada. A equipe do Clube dos Jangadeiros participou das provas realizadas pela
Federação de Vela do Rio Grande do Sul
(Fevers) para a classe Optimist (Estreantes e Veteranos), na raia da Baía da Tristeza, em Porto Alegre. Entre os veteranos,
Marcelo Gallicchio e Pedro Zonta fizeram
uma dobradinha, terminando em 1º e 2º
respectivamente. Outro destaque foi Breno
Kneipp, vencedor da primeira das quatro
regatas realizadas. Daniel Noé foi o grande
nome entre os estreantes. Confira:
Veteranos:
01º Marcelo Gallicchio (CDJ) - Juvenil
02º Pedro Zonta (CDJ) - Juvenil
03º Tiago Loch Quevedo (VDS) - Infantil
04º Breno Kneipp (CDJ) - Infantil
05º João E. Vasconcelos (CDJ) - Infantil
06º Erik Hoffmann (VDS) - Juvenil
07º Bruno Ramos (CDJ) - Juvenil
08º Giovane Cassaro (CDJ) - Infantil
09º João Pedro Tatsch (CDJ) - Infantil
10º Gabriel Lopes (VDS) - Infantil
11º Ana Paula do Canto (VDS) - Feminino
12º Guilherme Plentz (CDJ) - Infantil
13º Ian Paim (CDJ) - Infantil
14º Camilla Rukat Maia (CDJ) - Feminino
15º João Luka Moré (CDJ) - Infantil
16º Vitor Paim (CDJ) - Mirim
17º Isadora Pignataro (CDJ) - Feminino
Estreantes:
01º Daniel Noé (CDJ) - Infantil
02º Bernardo Trevisan (CDJ) - Infantil
03º Guilherme Peres (CDJ) - Infantil
04º Sofia G. Castro (CDJ) - Mirim
05º Martin Gallo (CDJ) - Infantil
06º Lorenzo Balestrin (CDJ) - Mirim
07º Gabriel C. Rimoli (VDS) - Mirim
Campeões estaduais da classe Snipe em
2011, Alexandre Paradeda e Gabriel KieLaser Standard
ling não deram chances para os adversários
01º Matheus Dellagnelo (ICSC) - Sênior
e ficaram com o título este ano também. A
02º João Hackerott (YCSA) - Sênior
dupla do Clube dos Jangadeiros venceu as
03º Lucas Ostergren (VDS) - Sênior
cinco primeiras regatas disputadas e nem
Laser Radial
precisou disputar a última prova. Foram
01º Henrique Silva Dias (VDS) - Sênior
17 duplas com velejadores do RS e de Sta.
02º Martin Manzoli Lowy (YCSA) - Sub17
Catarina. As regatas foram realizadas na POA Match Cup 2012
03º Antonio C. Rosa (VDS) - Sub17
raia da Baía da Pedra Redonda, em Porto
05º Ana L. Barbachan (VDS) - Sênior/Fem
Realizada no Veleiros do Sul em novemAlegre.
Laser 4.7
bro a Porto Alegre Match Cup 2012 con01º Elizeu Júnior da Silva (ICLI) - Sub18
tou com oito tripulações do RS e RJ (barco
02º Gabriel Elstrodt (YCSA) - Sub16
contra barco). Pela segunda vez consecu03º Vitor M. Brito (CDJ) - Sub18
tiva, o comandante Samuel Albrecht (e
06º Giovanna Pignataro (CDJ) Fem Sub18
sua tripulação gaúcha, composta ainda por
07º Juliéty A.Tesch (CNRAC) Sênior Fem. O Magia, do comandante Rodrigo Castro, Gustavo Thiesen e Frederico Sidou) levou
foi o grande vencedor da Regata em Solitá08º Mariana Teixeira (VDS) - Feminino
rio da 2º Copa Austral de Vela. O segundo o troféu. A disputa na final foi com os calugar ficou com o Hawa, de Marcelo Kern, riocas Henrique Haddad, Mario Trindade
também do Jangadeiros. Confira a classifi- e Matheus Dellagnello e os gaúchos levaram por 3 a 1. As regatas rolaram na baía
cação final da prova:
do Cristal, no Guaíba, com barcos Elliott
1º) Magia / Rodrigo Castro (CDJ)
6m, modelo olímpico. Samuca agora se
2º) Hawa / Marcelo Kern (CDJ)
concentra para o Mundial de Soto 40 que
3º) Antares / Mathias Glimm (VDS)
acontece em janeiro, no Chile.
4º) Preamar / Sérgio Schmitz (ICG)
Solitários no
Jangadeiros
Soling gaúcho faz
bonito no Uruguai
5º) Ekinautic / Marcelo Bernd (CDJ)
6º) Cheherazade / Julio Numair (ICG)
7º) Uruguaiana / Henrique Freitas (CDJ)
8º) Pawe / Ronaldo Giglio (ICG)
9º) Ceucis II / Rodney Viana (ICG)
10º) Desafio 32 / Reinaldo Roesch (ICG)
Turma do Soling no Uruguay faz bonito
As equipes do VDS finalizaram a participação no Campeonato Sul-americano de
Soling 2012 em Punta del Este no Uruguai
com excelente resultado: vitória da equipe
de Andre Wahrlich, Manfredo Floricke e
Leonardo Gomes (CDJ) que velejaram no
Ideia Fixa homenageando Fernando Krahe
(falecido recentemente) com um desempenho brilhante em toda a competição. George Nehm, Marcos e Lúcio Pinto Ribeiro
(campeões mundiais de 2007) ficaram com
o vice-campeonato e em terceiro lugar ficaram os argentinos Gustavo Warburg, Federico Calegari e Juan Lago.
3
VDS elege Comodoria
O advogado e velejador Cícero Hartmann foi eleiro pelo Conselho Deliberativo do Veleiros do Sul Comodoro para
2013/2014. Eleito por maioria de votos dos
27 conselheiros presentes na reunião realizada 4 de dezembro, também compõem
a diretoria o vice-comodoro esportivo,
Guilherme S. Roth, vice-comodoro social
Carlos A. Trein, o vice-comodoro administrativo Paulo A. Hennig e o vice-comodoro
de patrimônio Luís Antonio M. Schneider.
A posse foi durante a festa de aniversário
do Clube, acontecida em 15/12.
Brasileiro de Windsurf é realizado pela
primeira vez em Floripa e Capixaba leva
Pela primeira vez em Santa Catarina, foi
realizado em novembro (Jurerê) o 1º Campeonato Brasileiro de Windsurf. E o atleta
do Iate Clube do Espírito Santo (ICES),
Leonardo Venturini Filho, sagrou-se o mais
novo campeão brasileiro. Venturini disse
que não esperava ser o melhor, pois corria
com grandes atletas. Marcelo Morrone foi
o vice-campeão brasileiro e Gabriel Bastos
Pereira, também do ICES, ficou com a terceira colocação. Na categoria Sport, Carlos
Guilherme Pereira foi o Campeão, seguido
por Lucas Albuquerque Santos e Marcelo
Rodrigues Alho, ambos do Distrito Federal. Alexandre Paula Davi Neves, atleta da
categoria Open e vice-diretor de vela de
monotipo do ICES comentou: “Estou feliz
por Venturini. Ele cresceu no nosso meio e
veleja com a gente desde os seus 10 anos
de idade”. Participaram do campeonato 21
atletas de quatro estados, além do Distrito
Federal (Santa Catarina, São Paulo, Bahia
e Espírito Santo). O evento teve realização
do Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros
da Ilha, em parceria com o Comitê Gestor
da Classe de Windsurf.
Floripa e o inédito BRA-Windsurf
Resultados
Open
1 Leonardo Venturini Filho - ICES - ES
2 Marcelo Morrone - Katanka - DF
3 Gabriel Bastos Pereira - ICES - ES
Sport
1 Carlos G. Pereira - Camboriú W. - SC
2 Lucas Albuquerque Santos - Katanka DF
3 Marcelo Rodrigues Alho - Katanka - DF
ALMANÁUTICA
4
Optimist no
Jangadeiros
Santa Catarina
44ª Volta à llha
Com vento fraco durante todo o trajeto,
numa média de 8 nós o Zeus Team, do comandante Inácio Vandresen, venceu a 44ª
edição da Regata Volta à Ilha de Santa Catarina, na categoria C30. O impressionante
é que o barco estava sendo construído e
chegou ao Clube na terça-feira para os últimos acertos para a competição que seria
no sábado. Só foi para a água na sexta para
o primeiro e único treino. A largada, para
uma das provas mais tradicionais, promovida pelo Iate Clube de Santa Catarina Veleiros da Ilha (ICSC-VI), foi dada às 10h:05m
de sábado e foi finalizada no dia seguinte
(09/12) às 13h:09m e 39s, quando o último
veleiro cruzou a linha de chegada, na Beira
Mar Norte. Participaram 24 embarcações
nas categorias ORC, C30, RGS A, B e Cruzeiro, que percorreram 64,60 milhas (120
km). O Fita Azul da competição foi o Zing
2, do Comandante Eduardo Penido, do Rio
de Janeiro, que veio especialmente para a
competição. Quem comandou a regata pela
11ª vez foi o juiz internacional de regatas
Ricardo Navarro que também já participou
de outras dezenove regatas velejando. “Até
86 a competição era disputada em maio, e
fazia frio. Antes da largada, que acontecia
às 14h, os velejadores costumavam comer uma “leve” feijoada antes de ir para
a água”, lembrou Navarro. Até 1982 a largada não tinha direção definida. Os barcos
sempre largavam em popa. Depois disso,
como a barra sul é mais difícil, definiu-se
que o sul seria o ponto de partida.
Realizada em dezembro, no Clube dos
Jangadeiros a disputa da última regata do
ranking de Optimist, após 21 regatas disputadas. Pedro Zonta ganhou com uma
diferença de impressionantes 14 pontos!
O destaque foi para Tiago Quevedo que
terminou em terceiro. No feminino Camila
Maia foi a campeã.
Chegamos ao fim do ano e no clube dos
jangadeiros acontecem muitas festas: Aniversário da Escola de Vela Barra Limpa,
fundada em 13 de dezembro de 1975 (37
anos!), o aniversario do clube e a festa de
final de ano da flotilha. No aniversario do
clube, há regatas de oceano e os velejadores da Flotilha da Jangada disputam o tradicional Troféu Barra Limpa. Felizmente
a Flotilha da Jangada está crescendo cada
vez mais e agora já estamos com 34 velejadores e mais uma nova turma com quatro
velejadores, sendo três meninas!
Como são muitos, somente dois treinadores não dariam conta e por isso a flotilha
contratou Lucas Mazim (Sorriso) para auxiliar o treinador Átila Pellin para os treinos dos veteranos.
Por sorte, Átila, Salva e Sorriso tiveram a
idéia de criar os treinos físicos. Normalmente, nas sextas, no inicio do treino, os
velejadores e os técnicos correm; fazem
exercícios como abdominal, flexões na
barra, alongamentos e exercícios específicos para aperfeiçoarmos nossa resistência
no vento forte. Isso foi visível no Sul- brasileiro, quando no dia de vento forte, os
atletas do Janga tiveram melhor desempenho. E assim como em Maria Farinha, 2ª Regata Monotipos
onde tem um espirobol para os velejadores
se divertirem, Henrique Freitas, o diretor ANI encerra calendário de competições
de 2012 com competição e muita festa
da escola de vela, doou uma cesta de basquete para a flotilha se divertir em dias sem A Associação Náutica de Itajaí – ANI, junvento ou muito forte.
tamente com o Instituto Federal de Santa
Por: João Luka More Catarina – IFSC realizaram a 2ª Regata de
Monotipos. Em um sábado de sol e céu
Saúde: Aos 82 anos limpo na baía Afonso Wipell, no Saco da
Fazenda mais de 50 competidores particiCampeão na RGS
param da 2ª edição da regata de monotipos.
A regata deveria ter acontecido em outubro, mas foi cancelada devido ao mau tempo. Os velejadores competiram nas classes
Shellback, bateira e optimist. A Classe Laser, prevista, não ocorreu.
Itajaí
Destaque
Paraty
Rio de Janeiro
Carpintaria Naval Estadual de 49er
Realizado através da parceria entre o INP
-Instituto Náutico Paraty e a AC - Associação Cairuçú, o curso atendeu 12 alunos
da escola D. Pedro II, também parceira da
ação. O curso teve duração de 10 semanas
apresentando aos alunos teoria e prática
sobre técnicas básicas de carpintaria. Os
aprendizes estão finalizando a parte de carpintaria naval de um dos dois cascos do
catamarã “Taxi Solar Paraty” (ver matéria
abaixo), que seguirá sendo construído pela
equipe INP Solar. Os testes de navegação
do protótipo elétrico já começaram.
De Copacabana a
Santos de caiaque
VDC1: o primeiro taxi solar brasileiro
Taxi Solar
Instituto Náutico Paraty constrói o
primeiro taxi solar do Brasil
Com patrocínio da Associação Cairuçu,
e atualmente em fase de construção pelos
alunos da Escola de Vela do Instituto Náutico Paraty, um catamarã para turismo deverá ser utilizado em passeios pela baía de
Paraty. O “Taxi Solar” é a primeira embarcação brasileira com propulsão elétrico-solar projetada especificamente para turismo.
Formam a equipe Solar do INP jovens de
entre 15 e 19 anos. A equipe já construiu e
competiu no rali de barcos solares Desafio
Solar Brasil (DSB) em 2009. De lá para cá
os alunos se engajaram com afinco e motivação em todas as etapas de construção dos
catamarãs solares VDC1 e VDC2.
Sandro Ribas e a expedição de caiaque
A Copa Veleiros de Monotipos promovido pelo ICSC teve 7 etapas ao longo do ano. A
equipe de rendimento da ANI criada após a Volvo participou a partir da 4ª etapa e conseguiu dois pódios. A equipe participou do evento e foi homenageada pelo ICSC pela
dedicação e o envolvimento com a vela. Os destaques foram as meninas obtendo o 1º
lugar na Optimist Estreante com Ana C. da Silva e o 3º lugar na Veterano com Carolina
Copello. Começando no meio da Copa, sem patrocinador e com poucos recursos o resultado foi excelente. Agora é preparar projetos para patrocinio da equipe no ano de 2013!
Confira os principais resultados:
Em dezembro o Clube dos Jangadeiros
celebrou seus 71 anos com regatas de aniversário. Nas competições de Oceano o
velejador Walther Bromberg foi o grande destaque. Aos 82 anos, o comandante
Bromberg foi o vencedor da BRA-RGS - B
e da BRA-RGS Geral com o seu Zápeka. À
sua saúde, e ao seu exemplo, Comandante!
Depois de pedalar da Ilha do Mel (PR) a
Paraty (RJ) e remar pelas baias e mangues
do Lagamar, região que compreende o litoral sul do Estado de São Paulo e Norte
do Paraná, Sandro Ribas – desta vez com
seu filho João Gabriel - está saindo para
outro desafio: remar um caiaque oceânico
por 480 km, de Copacabana a Santos. Na
bagagem do caiaque de 7 metros, a dupla
carrega barracas, redes, fogão e comida liofilizada, além é claro de eletrônicos
como GPS, Spot e um radio VHF. O jornal
Almanáutica está apoiando o evento e no
site do jornal (www.almanautica.com.br)
você poderá acompanhar o diário de bordo
dessa viagem. Não perca!
Após sucesso na Copa de Monotipos a ANI
prepara projeto para conseguir patrocínios
Lucas Brockwold de 12 anos (veleja desde
os seis) levou dois troféus na classe bateira: no individual masculino infantil e na
dupla geral, ao lado de Gabriel Laurêncio.
Bromberg: Campeão aos 82 anos
O ICRJ promoveu o Campeonato Estadual da classe 49er. Pela primeira vez os
49erFX, nova categoria olímpica para mulheres participou de uma competição em
águas brasileiras. As meninas correram ao
lado dos meninos do 49er.
Depois de cinco regatas, deu Marco Grael
e Gabriel Borges, que estão em campanha
para o Rio 2016. Dante Bianchi e Thomas
Low Bier ficaram com a segunda colocação e Martine Grael e Kahena Kunze com
o terceiro.
Classe Bateira:
- Dupla infantil feminino:
1º - Maiara e Natan
2º - Letícia e Ricarda
3º - Maria Eduarda e Gladis
- Individual infantil masculino:
1º - Lucas Brockwold
2º - Natan Souza
3º - Ulisses Geovani
- Dupla geral masculino:
1º - Anderson Silva e Fabiano Bittencourt
2º - Gabriel Laurêncio e Lucas Brockwold
3º - Bryon Linhares e Sara Maestrini
Caiaques à vela: é a vela popular
Guarapiranga - SP
Scheidt volta ao Laser
Robert Scheidt disputou a primeira fase do
Paulista de Laser, na Guarapiranga dias 8 e
9/12. Ele competiu como preparação para
o Brasileiro da classe, em janeiro, no Veleiros do Sul (RS). Ele foi o primeiro colocado em 4 das 6 regatas disputadas e mesmo
liderando a competição não participou da
etapa subseqüente por compromissos junto ao patrocinador. Em Londres, Scheidt
e Bruno Prada foram bronze na Star. Com
a saída da classe nos próximos jogos, ele
retornou à Laser em setembro, vencendo
o Campeonato Italiano. Robert confirmou
sua presença no Brasileiro de Laser.
Ubatuba - SP
I C de Ubatuba realiza
Regata Troféu das Ilhas
Divididos nas classes ORC e BRA-RGS/
SP, além monocascos cabinados de oceano
e cruzeiro, os veleiros largaram na praia das
Toninhas rumo a Ilha Anchieta para mais
uma edição da Regata Troféu das Ilhas, em
Ubatuba. Com vento fraco no início (cerca de 8 a 9 nós), no fim da regata a coisa
apertou e as rajadas passaram dos 19 nós.
No final os vencedores de cada categoria
foram: Nomad RGS A, Conquista RGS B,
Montecristo RGS MAXXI e o Nirvana na
Bico de Proa.
Expedição de SUP
Volta à Ilhabela
Stand Up Paddle: volta à Ilhabela
A Expedição de SUP Volta à Ilhabela foi
uma competição inédita e um dos maiores
desafios de Stand Up Paddle (SUP) já realizado até hoje. Dividida em 3 etapas e com
o percurso de aproximadamente 100 km,
os 20 participantes partiram da praia do
Engenho D’Água (próxima à Vila). Logo
no início ventos de nordeste com intensidade de 6 a 10 nós e a corrente também
de leste ajudaram a saída do canal de São
Sebastião rumo à Praia do Bonete, extremo sul do arquipélago. “Quando viramos a
Ponta da Sela, pegamos um ventinho contra de 7 a 10 nós, nada de mais. Eu estava
na frente, impondo um bom ritmo para fazer um bom tempo até a praia do Bonete”,
conta Paulão, que venceu a competição e
levou apenas três horas e meia para fazer a
primeira etapa.
Junto com eles foi uma equipe de apoio
no veleiro Charlie Bravo (Secretaria de
Esportes, Lazer e Recreação de Ilhabela),
duas outras embarcações e um jet ski. A expedição levou três dias e duas noites para
ser concluída. No dia seguinte a segunda
etapa foi até o Saco do Eustáquio, encarando a temida ponta do Boi com ondas de
quase 3 metros, mar desencontrado e muita
correnteza. “Tive que remar quase 3 Km de
contra vento para chegar no ângulo a favor
do vento; deu muito certo e consegui chegar no saco do Eustáquio depois de remar
quase 8 horas”, explica Paulão. A terceira
e última etapa foi o retorno até o Engenho
D’Água, que foi feita costeando para sair
da corrente e pegar menos vento contra
(Foto Tony J Freitas).
São Paulo - Interior
Snipe capixaba quer
Lars Grael recebe
homenagem da ABVC reviver dias históricos
A classe Snipe do ES já ocupou lugar de
Diretoria Interior
Aconteceu em Niterói, em novembro o 1º
Encontro Nacional dos Profissionais da
Vela, este evento inserido dentro do do 2º
Salão Náutico do Mundo da Vela, ambos
realizados no Clube Naval Charitas. Vários
profissionais de diversas empresas do setor
estiveram presentes no evento, entre elas
o Lars Grael. Na noite de abertura, fez-se
presente o Vice Presidente da ABVC para
o interior de São Paulo, Paulo Fax, que
em nome de todos os participantes do 3º
Cruzeiro Tietê Paraná 2012, homenageou
Grael com a bandeira oficial do Cruzeiro
e uma camiseta autografada por todos os
participantes. “ É um pequeno reconhecimento pelo grande apoio que o Lars nos
deu durante a viagem, gravando um depoimento muito importante que foi apresentando nas 10 cidades por onde a flotilha
passou, incentivando e valorizando o turismo fluvial sustentável.” completou Fax.
No penúltimo dia do evento a Feverj e o
Clube Naval Charitas organizaram a regata
da Escola Naval.
Dia do Marinheiro tem
regatas pelo Brasil
Marcando o dia do Marinheiro, e sempre
com apoio dos respectivos Distritos Navais da Marinha do Brasil, foram realizadas muitas regatas festivas pelo Brasil, de
sul (Rio Grande Yacht Club) ao nordeste
(Rio Grande do Norte), passando inclusive
pelo Mato Grosso e Mato Grosso do Sul,
além da Capitania Fluvial do Araguaia-Tocantins que realizou a 1ª Regata à Vela
“Almirante Tamandaré”, no Lago de Palmas. Outro destaque foi a competição de
Santos, organizada entre outros pelo Clube
Internacional de Regatas de Santos, e que
contou com mais de 60 competidores.
glória no Brasil. Nos longínquos anos 40,
mais precisamente em 1949 o jovem Morris Brown, com apenas 14 anos sagrou-se
campeão Brasileiro no Rio de Janeiro, e no
mesmo ano realizou-se a primeira competição internacional interclubes do hemisfério Sul, a Taça Cidade de Vitória, reunindo
Brasileiros e Argentinos durante as comemorações do aniversário da cidade. Começava aí a trajetória em águas capixabas
da classe mais difundida do mundo. Nas
décadas que seguiram surge a figura emblemática, folclórica e conhecida nacionalmente pelo seu jargão: “meu querido, meu
querido” - o medalhão snipsita Jakaré (Fernando Jaqkes Teubner), falecido este ano
(ver Almanáutica edição 03). Jakaré foi um
exímio velejador e incentivador da classe, participou de campeonatos mundiais
e nacionais por mais de 60 anos, e leva a
curiosa alcunha por que tinha um barco de
madeira feito por ele mesmo, e que pesava
três vezes o peso outros e sempre chegava
em último lugar nas regatas. Pois bem. Aí
ficou: Jacques à ré.
A Classe Snipe quase foi extinta nos anos
que sucederam os dias de glória e por décadas as regatas aconteceram com 2, 3 (ou
nenhum) barcos. Agora, pela persistência
e amor ao violino dos mares do sul, jo-
VOLTA DA
ILHA DA MOELA
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vens como Rodrigo Stephan (Manchinha)
e Luciano Secchin (Lucky), o Snipe renasce das cinzas com força total e promete! A
esquadra já conta com oito barcos velejando em regatas de alto nível técnico, e entre
os velejadores registramos o ilustre Billy
Brown filho no mestre Morris Brown, lenda da vela e do esporte capixaba, falecido
em 2007 aos 72 anos vítima de um enfarte
enquanto voava de asa delta. A animação
é tanta neste grupo, que acertaram para os
dias 12 e 13 de janeiro uma clínica de regatas a ser ministrada pelo atual campeão
mundial , o “Amiguinho”. Além disso a
turma comprou uma mala de ferramenta
comunitária. Querem consertar o telhado
da garagem cheio de goteiras, limpar tudo,
remontar os barcos abandonados, e já tem
até dois barcos indo para o Campeonato
Brasileiro no Rio em 2013. O grupo promete 10 barcos na água em 2013!
Década de 50: bons tempos do Snipe
Com o apoio da ABVO, capixabas fazem um
intercâmbio inédito na 59ª Volta da Taputera
ICES e ABVO usarão barcos emprestados pela sede das competições
evitando assim o transporte e facilitando a participação de todos
A tradicional regata Volta da Taputera
acontece no dia 17 de março de 2013. A
sua 59ª edição vai inaugurar o intercâmbio
de velejadores da ABVO na gestão Lars
Grael. A idéia foi sugerida pelo velejador
Hubner, do catamarã Frevo de Fortaleza.
O objetivo é proporcionar aos velejadores
(timoneiros, comandantes, tripulantes ou
aprendizes), a oportunidade de velejar em
barcos de outros velejadores em seus clubes e raias, e da mesma forma, receberem
velejadores de fora em suas cidades. Isso
eliminaria o custoso e demorado transporte
dos veleiros aos locais de regatas, fazendo
Realizada em dezembro em Santos, o desta forma um intercâmbio. Para esta edievento teve como sede e organização técni- ção já temos confirmados de antemão - anca o Clube Internacional de Regatas (CIR). tes mesmo da divulgação oficial da regata
A competição também faz parte do Circuito de Vela do Guarujá. Com vento sul de
15 nós e rajadas de 18, as pernas de rumo
direto
(Ponta Grossa - Ilha da Moela na ida e
Ponta do Munduba - chegada na volta), a
primeira embarcação a cruzar a linha de
chegada foi veleiro H3+PF do comandante “Rato” que levou o Fita Azul com 01h
43min 05seg horas de tempo. Os demais
resultados foram:
RGS-A
1º lugar: Mandinga - Neo 25
2ª lugar: H3+PF - Farr 31
A Volta da Taputera acontece em 2013
3º luga: Meu Cantinho - Delta 32
RGS-B
1º lugar: Santeria - Fast 260
2ª lugar: Grandpa - Fast 230
RGS-CRUISER
1º lugar: Chrispin - Farr 11.6
2ª lugar: Santo Forte - Delta 36
CRUZEIRO A
1º lugar: Easygoing - Delta 32
2ª lugar: Totora - Peterson 33
DNF: Inti - Delta 32
CRUZEIRO B
1º lugar: Gitano - Potro 26
2ª lugar: Alpha 3 - Fast 310
Santos - SP
5
Vitória - ES
- a presença do ilustre velejador Candango
Rommel Castro e mais quatro velejadores
de Brasília. Fica então lançado oficialmente o convite aos que quiserem participar da
regata. Haverá convênios com hotéis (em
frente ao clube literalmente), para baratear
os custos. Também há vagas disponíveis
em todos os barcos da flotilha do ICES, ou
se a equipe preferir velejar entre si apenas,
poderá alugar barcos por aqui a preços módicos e convidativos.
Percurso
Aproximadamente 8 milhas, saindo do
ICES, entrando no canal de Vitória, passado por baixo da terceira ponte indo até
o centro (99% das vezes empopado). Contorna-se a rocha submersa conhecida como
“Taputera”, passando a menos de 1 metro dos espectadores que se aboletam nas
amuradas da avenida beira mar, há quase
60 anos para verem os barcos de perto, e
volta-se num contra vento. Em geral um de
nordeste rocando mais de 20 nós, com uns
50 bordos subindo o canal, colocando o balão na perna da chegada novamente.
No final , aquela moqueca, e muito chope!
Para participar, basta mandar um email
para [email protected] com sua aptidão,
e quantas pessoas virão com você.
Colaborou: Renato Avelar
ALMANÁUTICA
6 Nossa vida mudou.
Para sempre.
A família Costantino - Fabio, Miriam e seus filhos Caio e Rafael - resolveram
que a vida é curta e pode acabar num instante: Saíram pelo mundo velejando.
Acabo de acordar. Olho pela janela da casa
alugada e vejo o Monte Grappa com seu
cume coberto de neve. Três graus abaixo
de zero, 6:40h da manhã. Nossa casa na
Itália fica no norte de Veneza na Província
de Treviso. Antes de trocar de roupa penso
com meus botões: Como vim parar aqui?
Vim até aqui de veleiro e a jornada começou em 2010. O que eu fiz com minha vida
antiga? Boa pergunta.
Em Abril de 2001 entrei correndo no Hospital Maternidade São José. Meu filho
Rafael estava para nascer. As coisas demoraram um pouco. Meu filho saiu direto
para UTI, minha esposa voltou para sala
de cirurgia. Uma vida que vinha a pleno
vapor começava a caminhar a passos largos para beira do nada. O médico voltou
e disse: “Sua esposa vai para UTI por
complicações no parto e seu filho nasceu
morto, mas eles conseguiram reanimá-lo”.
A Miram foi declarada morta alguns dias
depois. Isso não podia ser verdade. Eu simplesmente não acreditava. E estava certo: 6
meses depois a Miriam estava em casa cuidando do Rafael e de nossas vidas, como
sempre. Com o tempo estávamos caindo
outra vez na rotina, tudo voltando ao “normal”: Trabalho de 10 horas por dia, 4 horas
no trânsito, pagando as contas. Algo precisava mudar !!! Em 2008 entrou em nossas
vidas um veleirinho de 14 pés de madeira
toda envernizada e sem cabine. O Veleiro
estava em Paraty e precisávamos buscá-lo.
Sugeri um carreto, enfaticamente refutado
pela Miriam. “Um veleiro navega, vamos
trazer ele por mar”. Tentei refutar, mas
Miriam: “Então vamos pro Caribe!”
sabe como é... Sem este espírito da Miriam
eu nunca faria esta travessia porque acreditava que o veleirinho de 14 pés sem cabine era muito pequeno para navegar esse
trecho. Foi uma das mais felizes travessias
que fizemos, acampando nas ilhas desertas,
pescando de corrico, sentindo o cheiro do
mar, tomando chuva e chegando à Ilhabela
com a sensação de que era isso que eu gostaria de fazer o resto da vida. Resolvemos
comprar um veleiro maior e foi aí que o
Flyer entrou em nossas vidas. Um CAL 9.2
de 30 pés que seria nossa casa durante dois
anos, enquanto circunavegávamos o Atlântico. Ao ingressar no Cruzeiro Costa Leste
em 2010 (www.abvc.com.br) nós teríamos
a oportunidade de navegar com gente experiente e isso faria diferença. Pretendíamos
chegar a Noronha. De repente estávamos
cruzeirando junto com outros navegadores experientes e aprendendo muito. Cada
parada oferecia um conjunto novo de experiências e sabores. Chegamos a Recife
para fazer a Refeno. E assim foram 3 dias
corridos com vento perto de 20 nós e mar
bem desencontrado. Foi uma regata difícil mas ao final chegamos em 4° lugar na
RGS o que para mim foi um vitória e tanto.
Resolvemos voltar para Natal. Mas alí era
bem mais longe do que eu tinha planejado
chegar quando comprei o Flyer. Então sobrava preocupação e restava dúvida. Quando conversei com a Miriam eu percebi que
ela não tinha qualquer dúvida: “Se é difícil
voltar então vamos em frente, vamos para
o Caribe”. Zarpamos com destino ao Ca-
ribe. Passamos por Îles du Salut e depois
Trinidad & Tobago. Resolvemos dar uma
parada em Chaguaramas (Trinidad) para
fazer manutenção e pintura de fundo. Depois que os serviços ficaram prontos foi a
hora de partir. Dali subiríamos até Saint
Martin, passando pelo máximo de ilhas no
caminho. Na maior parte delas só mesmo
ancoragem, em outras você encontra marina e boa infraestrutura e assim fomos revezando vida um tanto selvagem com vida
civilizada. Em Saint Martin começamos a
rotina para a primeira travessia oceânica.
Até então nossa maior travessia não tinha
passado de 7 dias e noites de navegação.
Agora precisávamos encarar o Atlântico.
Fizemos nossa primeira travessia oceânica
em 24 dias. Andamos devagar, com ou sem
No Caribe a parada em Saint Barth
vento, mas sempre devagar. O barco veio
tranquilo e a tripulação a bordo curtiu cada
momento. Chegar aos Açores foi um misto
de surpresa e encantamento. A geografia do
lugar, a formação vulcânica, a exuberância
da vegetação, tudo isso misturado com um
povo acolhedor, fez com que uma estada
de passagem se transformasse em um estada de permanência. Atravessamos para
Portugal somente para receber a mesma
calorosa recepção de um povo, que mesmo em crise, tem um sorriso no rosto para
oferecer ao navegante que chega as suas
terras. Mas Portugal não era nosso destino, então, voltamos a navegar, desta vez
aproamos para o Mediterrâneo, Gibraltar,
um território Inglês na Península Ibérica
Daqui a viagem teria somente um destino.
O Brasil.
Nas Canárias acabamos trocando o Flyer
por outro veleiro, o Lady Blue, um Jeanneau 45.1. Tiramos nossas coisas do Flyer
e colocamos no Lady Blue. Enquanto preparávamos o Flyer para retornar ao Brasil
o Lady Blue era preparado para permane-
O Flyer e sua tripulação: Nos Lençóis Maranhenses, a caminho do Caribe
cer nas Canarias por alguns meses. Largamos o porto e rumamos para Cabo Verde.
A Miriam e o Rafael voaram para o Brasil
porque o Natal, pai da Miriam não estava
bem de saúde. Fizemos a travessia em 20
dias tranquilos, mas no meio do caminho
recebemos, via Iridium, a mensagem que
o Natal havia desembarcado para sempre,
foi duro para o Caio perder o avô no meio
do Atlântico. Mais uma travessia tranqüila
com o Flyer. Parada estratégica em Salvador para mais suprimentos e depois rumo
para poita em Ilhabela.
Após alguns meses solicitando a cidadania Italiana, zarpamos das Canarias com
destino a Gibraltar. Viagem um tanto mais
difícil uma vez que depois de uns dias navegando com vento forte encontramos calmaria. Depois, fomos para Ibiza. Navegar
no mediterrâneo é completamente diferente de navegar no Atlântico. As ondas são
curtas, o tempo muda muito rapidamente,
a corrente no estreito é muito forte e parece
que tem mais navio navegando que água
disponível para navegar. Na ilha de Ibiza
a moda é andar sem roupa, não aderimos.
Muita balada para meu gosto.
De Ibiza seguimos para Mayorca. Precisavamos procurar um lugar para o Lady Blue
passar o inverno. Encontramos a marina de
Ragusa. Um lugar novinho em folha que
cobrou exatamente 1000 euros para deixar
um veleiro de 45 pés passar os 7 meses da
baixa temporada. De Ragusa para Segusino, um pequeno povoado no norte da Itália
onde os antepassados da Miriam nasceram.
Achamos uma casa para morar enquanto
esperamos os tramites burocráticos.
A vida é mudança. O destino é irrelevante.
Curta o caminho porque se você somente
se preocupar com o destino você perde o
que realmente importa.
Visite o site da família que fica em
www.sotavento.com.br
As dicas do Capitão
1. Época: Navegar no Caribe é entre final
de dezembro e final de maio por causa das
tempestades.
2. Ancoragem: Corrente. Não confie em
cabo. O raio de giro aumenta e pode cortar
nos corais. Âncora e corrente de aço inox é
bom para lancha. Inox quebra com o tempo
enquanto que galvanizado vai perdendo o
brilho e pode torcer: é um material honesto. Dificilmente quebra.
3. Amarras: Se vai fazer uma ancoragem
com mais de 10m de profundidade use 2
âncoras no mesmo filame, com um espaço
de 10m entre elas.
4. Fundeio: Monitore a previsão do tempo
todo dia e se tiver previsão de vento forte
solte amarras refundeie onde você possa
soltar pelo menos 8 vezes a profundidade
em liame. Quando o vento forte entrar tire
3 pontos na costa e monitore a cada 20 min.
5. Rizo: Durante a navegação enfrentamos
ventos que não constavam na previsão. Fique atento durante a travessia e faça o rizo
com antecedência.
6. Energia elétrica: Temos uma geladeira
que eu havia instalado no Brasil. A geladeira tem suas necessidades energéticas. Inicialmente eu pensava em suprir estas necessidades somente com o motor. Percebi
que não seria suficiente. Compramos duas
baterias grandes, dois painéis solares e um
gerador eólico. Com estes equipamentos
sobrou energia para as luzes de navegação.
7. Eletrônicos a bordo: Um VHF que tinha com AIS foi fundamental para as travessias. Tínhamos tranquilidade de evitar
os grandes navios. Além disso 3 GPS de
mão.
8. Previsão do tempo: Durante a travessia, no Caribe, compramos um telefone Iridium. Valeu a pena. Baixar arquivos GRIB
no meio do Atlântico e monitorar o tempo
não tem preço.
Rio Grande do Norte
Bahia
Circuito de Vela do Iate Clube do Natal
Bahia leva 12 ao
tem eleição acirrada
Bonfim
Hemisfério Ocidental
de Snipe na Argentina
Realizado no Yacht Club Olivos, em
Buenos Aires, Argentina, de 21 a 25 de
novembro, o Campeonato do Hemisfério
Ocidental da Classe Snipe contou com a
participação de cinquenta tripulações de
sete países e foi vencido pela dupla carioca Bruno Bethlem e Dante Bianchi. Mario
Tinoco e Gabriel Borges, também do Rio
e Janeiro ficaram em quarto. O niteroiense Daniel Claro e o baiano Mateus Tavares
ficaram com a sétima posição. A disputa
contou ainda com a participação de seis tripulações do Yacht Clube da Bahia: Felipe
Cunha e Matheus Gonçalves, Juliana Duque e Marcus Cunha, Leonardo Taboada
e Daniela Harfush, Mário Urban e Rafael
Sapucaia, Rafael Martins e Mila Beckerath, além de Mateus Tavares e Daniel Claro,
que se classificaram entre os dez primeiros,
alcançando a sétima posição.
Já na penúltima e 9ª Rodada, realizada pela
Turma do Bonfim com apoio do Clube
dos Caçadores e do Iate Clube do Natal,
as classes Laser e Especial tinham os vencedores enquanto que na HC e na Aberta
foi preciso ser realizada a última regata
para definir os campeões. A premiação foi
para os 3 primeiros de cada classe e que
tenham participado de pelo menos metade
das regatas. Ficou assim o resultado final
da competição:
Classe Laser
Geraldo Dantas
Henrique Maia
Carlos Siqueira
Classe Especial
Peralta - Gilberto Leite
Tartarugo - Daniel Baiano Fernando
Vortex – Miltson
Aberta
Carpe Diem - Kleber
Dois casais de velejadores franceses tive- Betania - Ricardo Maia
ram pertences furtados enquanto dormiam Aventureiro - Lucilio Liane
dentro de um catamarã na Ilha de Maré, Mamão - Gilson
Baía de Todos os Santos. Foram levadas
duas câmeras fotográficas digitais compac- Snipe
tas, dois celulares, um aparelho de rádio, Alexandre Teles
uma rede de pesca, binóculos e sapatos. Portugues Gustavo
Ninguém se feriu e os ladrões não foram Paulo Pereira Teles
vistos. Segundo o dono do veleiro, o fran- HC 14
cês Dominique Raimbault, de 64 anos, os Rubinho
ladrões não desceram até os quartos onde Dely IX - Luis Felipe
os casais dormiam. Não foram levados do- Gilberto Lima
cumentos nem dinheiro. Apesar do fato ter Prateado - Airton Viegas
acontecido em novembro e não ter havido Cirius - Thales
muita repercussão, o fato merece destaque Judson
porque a Ilha de Maré é considerada um George
dos pontos tranquilos na baia de Todos os
(Veja mais notícias do RN na pág. 07)
Santos. Tomara que seja um caso isolado..
.
Furto em Catamarã
Carrilho é o novo Comodoro em Natal
Em 2013 o Iate Clube do Natal completará
58 anos de existência, com cerca de 500 associados. Nesse final de 2012 realizou disputadas eleições para a Comodoria no triênio 2013-2015. Duas chapas disputaram a
comodoria: Iate de volta ao Mar, liderada
pelo velejador Airton Viegas, e a Iate para
Todos, encabeçada pelo ex-comodoro, empresário e ex-vereador Marcílio Carrilho,
vencedor do pleito. Durante a campanha
uma faixa foi colocada em frente à sede
do clube, entre outras duas das respectivas
campanhas, com os dizeres “Quem danado
é Ayrton?”, numa tentativa de questionar
o candidato da oposição ante os eleitores.
“Qual não foi minha surpresa, quando, ao
chegar no clube para a reunião do conselho deliberativo me deparei com esta faixa,
colocada entre a minha propaganda e do
meu adversário. Se soubesse antecipadamente que o nível desceria tanto e que meu
nome seria usado sem meu consentimento
de forma pejorativa, jamais teria aceito o
desafio”, reclamou Ayrton Viegas. Passado
o pleito, esperamos que os ânimos estejam
mais assentados e que a disputa sirva para
o crescimento do clube. Afinal, pior seria
para os associados se ninguém estivesse
interessado no clube. Em sua campanha,
Carrilho destacou que vai construir a sede
do Iate Clube Lagoa do Bonfim. Parabéns
e mãos à obra, Comodoro!
7
Proibido motor nas
lagoas do RN
A Capitania dos Portos do Rio Grande do
Norte publicou recentemente a Portaria 75,
(13 de dezembro), proibindo o tráfego de
barcos com propulsão mecânica nas principais lagoas da região. A Lagoa do Bonfim
- uma das principais - foi exceção e acabou
ficando de fora. A exemplo do que já ocorreu na represa de Guarapiranga, em São
Paulo, a proibição soma-se aos esforços da
Marinha do Brasil face aos recentes acidentes com vítimas fatais, proteger a vida
humana, dando segurança aos banhistas e
praticantes de “embarcações de propulsão
mecânica”, leia-se Jet skis e lanchas. Cada
dia mais os governos de países desenvolvidos tem destinado áreas onde ou banhistas
ou utilizadores de Jets podem frequentar,
proibindo a presença de ambos, face à ineficácia de outras medidas. Pelo visto o Brasil segue pelo mesmo caminho...
Projeto Destino
Canela
Após 30 dias de travessia chegou ao Brasil o veleiro Canela. Construído na África
do Sul (1982), o Mauritius 43 (Bruce Roberts) viajou pelo mundo desde 2008 com
uma tripulação que começou com Augusto
Hoffmann Schlieper, Gustavo Schlieper e
Cláudio Cavalli. Cláudio acabou indo morar com a namorada Erika e a filha Alivia
em Seattle, Estados Unidos. Sem problemas. Nova turma a bordo: João Pedro Ramires Travi, Edson Troglio, Bruno Melatte Corinoe Leandro Brant. O objetivo do
projeto foi divulgar a cidade de Canela
(RS) pelo mundo, com apoio da Prefeitura Municipal e do Governo do Estado. Na
bagagem de volta, muitas aventuras, relatos, fotos e diários de bordo que podem ser
conferidos no site da turma em
www.destinocanela.com.br
ALMANÁUTICA
8
Recife
Boiando...
O naufrágio que
Veleiro italiano fica à deriva próximo a
não houve
Recife e precisa de reboque. De novo...
O veleiro Fuscia, de bandeira Italiana, com
um casal e um cachorro a bordo passou por
momentos difíceis em novembro, distante
800 milhas de Recife. Bruno, Cristina e o
dálmata Písolo saíram de Ubatuba em direção à Ilha de Ascensão. Depois de alguns
contratempos (entre os quais a mulher
marear muito e ficar por 7 dias sem comer
quase nada), eles ficaram com pouco combustível e resolveram seguir para Recife
para reabastecer e descansar alguns dias.
Parecia fácil. Mas após 35 dias de Ubatuba, e próximos a Recife descobriram que o
calado não era suficiente para a entrada no
Cabanga. Nesse meio tempo o combustível acabou, mas conseguiram reboque até
o Pernambuco Iate Clube. Chegaram com
2 gennakers rasgadas, o computador quebrado, sem diesel e sem água, mas com a
saúde em ordem.
Foto: Luiz F. Beltrão
Fuscia: rebocado pela segunda
vez
Essa não foi a primeira vez que o Comandante do Fuscia se meteu em enrascadas.
Em julho de 2009 eles contataram o Comando do 1º Distrito Naval solicitando o
resgate: o casal encontrava-se à deriva devido às severas condições de mar e ventos
fortes, frutos da passagem de uma frente
fria. O veleiro então foi resgatado pelo Rebocador de Alto-Mar “Almirante Guillobel”, e levado para Arraial do Cabo.
Nova taxa
“ecológica” em
Noronha
Os turistas que visitam a ilha de Fernando
de Noronha já estão pagando na chegada
à ilha mais um “pedágio”. Além da TPA Taxa de Preservação Ambiental (43,20/dia
na primeira semana), uma outra taxa “ecológica” foi criada para quem quiser visitar
Parque Nacional Marinho de Fernando de
Noronha. Para chegar na Baía dos Golfinhos e Sancho (por enquanto), deve-se
pagar o valor de R$ 65,00 para visitantes
brasileiros, e de R$ 130, para estrangeiros,
válida por até dez dias. A cobrança, regulamentada através da Portaria nº 135, de 30
de dezembro de 2010, faz parte da transferência da administração das atividades de
atendimento aos turistas do Instituto Chico
Mendes de Biodiversidade (ICMBio) para
a Econoronha, concessionária da Cataratas
do Iguaçu S.A., pelos próximos 15 anos.
A empresa paranaense, responsável desde
1999 pela gestão da visitação ao Parque
Nacional do Iguaçu, venceu licitação em
2010 para desenvolver o mesmo trabalho
em Fernando de Noronha...
Ao contrário do que foi divulgado pela
imprensa, o trimarã L’Insolent que sofreu uma avaria no casco após a Refeno,
não afundou. A embarcação da Marinha
“Ilha de Fernando de Noronha” encontrou
o trimarã na posição LAT: 04º 31’ 55”S /
LONG: 032º 27 61”W. Após resgate dos
tripulantes Zezinho Alves-Pereira e Miguel Nicolau, o L’Insolent foi abandonado,
ficando à deriva na mesma posição com
tendência ao afundamento devido à avaria
no casco. Ocorre que por volta do dia 22
de novembro a embarcação foi encontrada
na praia de Acaraú/CE e em péssimas condições. Zezinho ainda tentou recuperar alguma coisa, mas em vão. Em contato com
ele, Zezinho nos disse que “depois de derivar quase 500 milhas o barco deu à costa
em Acaraú, no Ceará em muito mau estado. Quem o encontrou antes de mim tirou
dele tudo o que ainda valia alguma coisa”,
comentou desconsolado.
Infelizmente ainda temos no Brasil essa
mentalidade predatória que norteia o chamado “achado não é roubado”. Assim não
fosse, Zezinho ainda estaria navegando –
ou pelo menos reformando – seu trimarã.
“Não vale a pena pensar mais nele. Que
Deus tenha a sua grande alma em paz. Só
guardo boas memórias, pois em momento
algum me deixou mal”, comentou ainda
chateado Zézinho Alves-Pereira, especialmente para o jornal Almanáutica.
Rio Grande do Norte
Navegar com fé
A pedido da comunidade do Bonfim que
fica ali próximo à Ponta das Negas, o velejador de Natal Airton Viegas organizou
uma procissão marítima para conduzir a
santa, Mãe da Divina Providencia. Lá os
membros da comunidade saudaram a procissão com foguetes e cânticos religiosos.
II Cruzeiro Costa
Nordeste
Em Janeiro de 2011 largava de Natal/RN
com destino a Salvador/BA a primeira edição do Cruzeiro Costa Nordeste – CCN,
uma iniciativa dos velejadores Adauri Vidal, Hélio Milito e Nelson Mattos. Como
toda primeira edição, muitos pontos foram
avaliados pela turma como “precisamos
melhorar”. Com a certeza de que valeu a
pena plantar a primeira semente, vem aí
a segunda edição do evento. Em Janeiro
de 2013, agora sob o comando do velejador Erico Amorim das Virgens, zarpa o
segundo CCN. Segundo os organizadores
“o objetivo é reviver a época de ouro do
alagoano Circuito Costa Dourada, com
suas regatas super disputadas e suas festas
monumentais que agitavam os velejadores
do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas”.
O Cruzeiro Costa Nordeste 2013 larga entre os dias 4 e 6 de janeiro com paradas
em Cabedelo/PB, Recife/PE, Maragogi/
AL e Maceió/AL, onde haverá uma grande
confraternização na Federação Alagoana
de Vela e Motor.
Sergipe
Praia da Caueira
O Estado de Sergipe destaca-se por sua
rica expressão cultural, constantemente
exposta nos monumentos, nas edificações
históricas e nas manifestações populares
que por ali acontecem freqüentemente.
Também chamam a atenção suas belezas
naturais, aliadas à tranqüilidade das cidades. As praias do Saco, Abaís, Pontal, Terra
Caída, Caueira e a Ilha do Sossego traduzem a beleza de toda a Costa das Dunas, na
região sul de Sergipe.
Cercada por praias, rio e mar, a Costa das
Dunas é também portão de entrada para
Mangue Seco, a “Terra de Tieta”, partindo
do Porto de D´Angola. A região leva esse
nome justamente por ter várias dunas magníficas, que ao sol parecem feitas de pó de
ouro, circundando paisagens paradisíaca.
O local é muito visitado por adeptos de esportes radicais. Além, daqueles que gostam
de andar a cavalo ou mesmo fazer passeios
de buggy pelas dunas.
No caminho a grandeza do Rio Vaza Barris, dos manguezais, coqueirais e da Reserva do Castro, uma grande área preservada
de Mata Atlântica, com toda biodiversidade, são bastidores de um grande espetáculo
da natureza. A Costa das Dunas têm completa infra-estrutura turística, com pousadas, hotéis, camping e restaurantes. Dunas
e coqueirais silvestres são um privilégio
de toda a região. Um verdadeiro paraíso
litorâneo, que se estende até o município
de Itaporanga D´ Ajuda, precisamente na
Praia da Caueira, um dos recantos mais encantadores de Sergipe.
A praia de Caueira possui um mar com ondas fortes e de cor escura. Sua paisagem de
pequenas dunas e vegetação rasteira, atrai
visitantes e torna-se bem movimentada nos
finais de semana e temporada alta.
Possui trechos urbanizados com barracas e
calçadão. Aqui vale a pena provar a moqueca de aratu, uma delícia do local!
Fortaleza - Ceará
Brasileiro de
Hobie Cat
Com altas ondas e ventos com rajadas perto
dos 25 nós, foi realizado no Iate Clube de
Fortaleza, o brasileiro de Hobie Cat. Com
as regatas realizadas na enseada do Mucuripe, Fábio Espinar e João Octávio, ambos
do Iate Clube da Paraíba, foram campeão e
vice, respectivamente, na categoria Hobie
14. O catarinense Henrique Gomes cruzou
em terceiro. Em 2013 Espinar competirá
na classe Hobie 16. Nessa categoria a dupla Bernard Arndt e Bruno Oliveira de SP
largou na frente e teve que suar a camiseta
para vencer o ex-campeão mundial Cláudio Cardoso (com Carla Nottingham) PE/
CE. A vitória dos paulistas só foi definida
nos critérios de desempate. O Brasileiro
de Hobie Cat contou com a participação
de 42 barcos representando os Estados de
São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina,
Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Ceará,
Pernambuco, Bahia e da Paraíba. Em 2013
a competição será em Ilhabela/SP, entre 09
e 16 de novembro.
Brasília
Brasileiro de
Dingue
Com 50 veleiros e promessa de bolsa
atleta, acontece o Brasileiro de Dingue
Numa disputa intensa, 50 barcos (uma
marca invejável para a classe Dingue)
disputaram o XXVII Campeonato Brasileiro da Classe Dingue. Realizado no Paranoá (DF), e organizado pelo Cota Mil
Iate Clube (que possui a classe mais ativa
de Brasília), veleiros de seis estados e do
DF estiveram presentes nos quatro dias de
competição. Os velejadores tiveram dificuldades com os ventos rondados, deixando a disputa bastante acirrada.
DF: 50 na raia e promessa de bolsa
Vitória de Luis José e Anísio Filé, em segundo Richard Andersen e Gabriel Santos e Rafael Soares e Diego Marques em
terceiro. A dupla David e Celina ficaram
com o quarto lugar. O sócio atleta do clube, Tarcísio Barbosa do Valle que também
é Secretário Nacional da Classe Dingue,
ressaltou antes da competição que os velejadores campeões poderiam receber uma
bolsa atleta do Ministério dos Esportes.
E aí, Sr. Secretário, vai rolar?
Foram sete ralis náuticos em Brasília
Ralis Náuticos de 2012
Este ano foram realizados 7 ralis náuticos,
entre a Federação Náutica de Brasília –
FNB e os três clubes federados: Clube Naval de Brasília – CNB (3 ralis); Associação
Atlética Banco do Brasil – AABB (3 ralis)
e Iate Clube de Brasília – ICB (1 rali). Na
temporada participaram 27 embarcações,
dentre as quais, várias se fidelizaram à
nova modalidade esportiva, onde cada embarcação tem aparelhos de GPS como instrumentos de navegação e, posteriormente,
como registro de seus percursos para apuração eletrônica. Todos os ralis foram de
regularidade e precisão onde o objetivo era
atingir cada ponto do percurso no tempo
exato e com a menor distância possível.
No Ranking Anual, a classificação foi: 1º
lugar – Stella Uno; 2º lugar – Ibiza e 3º lugar – Baco.
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kitesurf
WINDSURF
52,02 nós. Vai encarar?
O Windsurfista Antoine Albeau (foto ao
lado) bateu o antigo recorde mundial de
velocidade no Windsurf durante o Desafio
de Velocidade 2012 em Luderitz, Namíbia.
Ele fixou a marca em espantosos 52,05
nós. Com muita bala na agulha ele promete
bater a marca de 100 km/h, o que significa
53,99 nós. Ele está apenas 1,94 nós longe
dessa marca.
No nono dia da disputa pelo recorde no
Speed Challenge 2012 Luderitz viu seis pilotos em velocidades de pelo menos 50 nós Albeau estabelece novo recorde: 52,02
mas quem levou mesmo foi Albeau.
João Lara promete
resgatar seu barco
No fundo do mar a espera do resgate
O anúncio foi feito no Facebook: “Assumi
o resgate do meu barco. Em janeiro vou
buscar o Mar Sem Fim”, decretou Mesquita. Tomara que tudo de certo. Afinal de cotas, barcos e velejadores foram feitos para
navegar, não ficar parados nem afundar!
URL por e-mail
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Essa pode interessar quem precisa receber
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transforma a página web em texto sem formatação e retorna ao remetente. No caso
da página da Marinha, por exemplo, você
recebe a previsão por email. E tudo grátis!
Veleiros da Ilha realiza Rali de Regularidade
Foi realizado em 15 de dezembro o 1º Rali Náutico de Regularidade, promovido pelo
Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha. Participaram 14 embarcações das categorias Graduados e Especial. Elson Ávila Neto um dos idealizadores e organizadores
do evento destacou o sucesso do evento. A iniciativa foi tão positiva que o Comodoro
Carlos Roberto Bresolin recomendou que se faça o 2º Rali ainda em Fevereiro de 2013.
“Com certeza é um evento que veio para ficar e se firmar no calendário de eventos do
Clube”, concluiu Bresolin.
2012: Veja o resumão do Kitesurf
pela campeã Nayara Licarião
Em um ano cheio de conquistas (e uma derrota no tapetão da ISAF) o kite e
seus praticantes voam alto em direção às competições de 2013. Veja o resumo.
Início de novembro e começamos com a
primeira etapa do Campeonato BrasileiroIlha de São Luis/MA. Muitos atletas inscritos e ventos fortes foram as principais
características desta etapa durante os três
dias de competição. Na categoria Regata,
tivemos os paraibanos dominando e saindo
na frente com Wilson Bodete no Masculino, e Nayara Licarião no feminino. Já na
categoria Freestyle, o cearense Eudázio
Silva levou a melhor entre os meninos e
Samy Marins, de Santa Catarina venceu
entre as mulheres.
Durante este etapa, estava sendo realizada
a reunião anual da ISAF. Depois de vários
dias de reuniões, no domingo, a AGM decidiu por 51% dos votos voltar atrás da
decisão tomada em maio quando o Kite se
tornou categoria olímpica substituindo o
Windsurf, e novamente o Windsurf voltou
a fazer parte das Olimpíadas do Rio 2016.
Foi uma decisão dura para a comunidade
do Kiteboarding. Surpresas à parte e respeitando esta decisão, seguimos em frente.
Temos um bom caminho e grandes esperanças para 2020.
Saindo de São Luis e desembarcamos no
Búzios Vela Clube de 15 a 18 de Novembro. Pela primeira vez tivemos uma competição de Kiterace na cidade de Búzios:
Sul Americano, 2ª etapa do Circuito nacional e Campeonato Estadual. No Sul Americano, o Colombiano/Italiano Ricardo Leccese ficou com o título e Nayara Licarião
pelo Brasil no feminino. Na segunda etapa
do brasileiro que aconteceu dois dias depois do Sul Americano, o paulista Victor
Adamo venceu e levou a disputa do título
brasileiro para a última etapa no Ceará.
Desembarcando no Ceará, durante os dias
23 a 25 de novembro tivemos na praia do
Cumbuco as últimas disputas das categorias Kiterace e Freestyle. No Freestyle
masculino, o Cearense Eudázio Silva repetiu a dose e levou o título Brasileiro 2012
vencendo as 2 etapas. No feminino, Estefânia Rosa (CE) venceu a etapa, e quem
ficou com o título foi a também Cearense
Antônia Dioneia, levando a segunda colocação nessa etapa e garantindo o título de
Campeã Brasileira, mostrando que o Ceará
continua sendo o berço forte do Freestyle
no Brasil.
Se no Freestyle é o domínio Cearense, nas
regatas deu a Paraíba tanto no masculino
quanto no feminino. Wilson Bodete venceu a etapa e garantiu o terceiro título brasileiro deixando o Paulista Victor Adamo
com o vice. No feminino, Nayara Licarião
venceu a disputa com a Espanhola Núria
Goma e garantiu o quinto título brasileiro.
Hegemonia Paraibana no Kitesurf race que
desde 2008 vem levando os títulos em ambas as categorias. Bons ventos em 2013!
Galera do Kite comemora as conquistas
TRITON
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9
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CURTAS
MERGULHO
f
O veleiro usado nas gravações do
novo
filme
de 007, Skyfall, tem 183 pés de
Mergulhando através
puro luxo e mordomias. Ele está à venda
da história do homem por módicos 14.2 milhões de dólares e tem
“Os que se aventuram no mar em navios, que acomodações nababescas para até 12 pesfazem negócios em meio às grandes águas;
soas. Vai encarar essa despesinha?
Esses vêem as obras do Senhor E suas maravilhas nas profundezas” (Salmo 107)
A citação bíblica ilustra o que Alexandre
Magno tentava nos estreitos de Bósforo,
na Turquia: um contato místico, com algo
Supremo (Netuno) dentro de um barril de
vidro. Claro, Alexandre ficou só a olhar...
Mas de longe tal atitude não fomentou outras pretensões, afinal na época já se tinha
notícias de muitos afundamentos (leia em
Tesouros Submersos de Pierre de Latil).
A Arqueologia prova que já se praticava o
mergulho antes de Cristo para colher marisco, na Mesopotâmia (A Vida no Limite
de Frances Asheroft) por volta de 4.500
a.C. Também mulheres mergulhavam para
colher pérolas na região da Ásia a mais de
2000 anos; além de o fazerem na colheita
de esponjas, mais recente no Mediterrâneo.
Um fato interessante é que, apesar da necessidade do homem ir ao fundo das águas,
em tempos remotos, nunca o fizeram com
estudos. Foram levados pela prática, pela
necessidade de sobrevivência e até pela
ganância: governos pagavam para resgatar
riquezas tomadas em embates navais que
nem supomos quão sangrentos eram. Ouro
e Prata em moedas e lingotes, canhões de
bronze, pérolas, seda, jade, marfim, porcelana amontoavam-se na contagem dos tesouros oficiais. E quando tudo isso ia para
o fundo do mar, por naufrágios naturais ou
por imposição de momento de uma batalha, alguém tinha que ir buscar: os mergulhadores.
Aqui chegamos em duas das principais
finalidades de mergulho já mencionadas:
Comercial e militar. Os horrores destas
empreitadas são descritas e mostradas de
forma muitas vezes cruel, mas esse é um
assunto para outro artigo...
E lembre-se: Quer mergulhar? Faça um
curso reconhecido em uma empresa credenciada. Segurança acima de tudo.
f
O Estadual de Optimist do Rio de
Janeiro foi vencido por Gustavo Luis Abdulklech do Iate Clube do Rio de Janeiro.
Júlia Correa venceu na categoria veteranos
feminino e Daniela Luz, levou o troféu na
categoria estreante. É a molecada do ICRJ
fazendo bonito...
f
Dia 7 de dezembro o Clube Jangadeiros completou 71 anos com muita festa,
claro velejando pelo Guaíba. A programação contou com regatas e velejaço. Parabéns!
f
O Veleiros do Sul completou 78 anos
no dia 13 de dezembro e também comemorou com regatas: Soling, Hobie Cat 16 e
14, 470, Snipe, 420, Laser (Standard, Radial e 4.7) e Optimist (Veteranos e Estreantes). Parabéns!
f
O Tall Ship adaptado para portadores
de necessidades especiais Lord Nelson
chegou no Rio de Janeiro e trouxe a tocha
Paralímpica numa linda festa! (ver matéria
no Almanáutica online).
f
Ação de Natal do Projeto Velejador Solidário, liderada pelos velejadores Paulo e
Selma do Veleiro Tukura, distribuiu presentes de Natal para as crianças da Ilha do
Montão de Trigo, Praia dos Castelhanos e
Ilha da Vitória.
Papo de Cozinha
Ostras gratinadas nesse verão!
Inspirado nas famosas “sequencias”
o Chef Maurício Rosa apresenta uma
adaptação para suurpreender seus
convidados a bordo nesse verão
O Chef Maurício Rosa é famoso pelos seus
pratos, mas principalmente porque os faz a
bordo do seu veleiro, o Alphorria. Em sua
mais recente estada pelo litoral sul do país,
trouxe para o Almanáutica esta delícia, que
também faz parte de seu livro “Gastronomia em Veleiros - Receitas e dicas para
quem está a bordo”. São as Ostras Gratinadas, numa adaptação das famosas “sequencias” desfrutadas nos melhores restaurantes de Santa Catarina. Trata-se de um tipo
de “menu degustação” onde o cliente pode
degustar um pouco de cada tipo de preparo
das ostras, criadas pela região. No caso de
Maurício, todas são gratinadas, mas diferenciam-se no sabor: da leveza do champagne, ao rústico da pimenta calabresa.
Saboreie agora nas palavras de Maurício e,
depois, claro, em sua embarcação...
Regata revive os tempos do Aileen, o veleiro
centenário do avô de Torben e Lars Grael
Realizada com ventos fracos (4 nós) na Baía de Guanabara, a 13ª edição da regata Preben Schmidt reuniu cerca de 80 barcos em dezembro. A festa é uma homenagem ao avô
de Torben, Lars e Axel Grael. Este ano ainda foi comemorado o centenário do veleiro
Aileen, que pertenceu a Preben e hoje está sob os cuidados de Torben. O Aileen conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, na Suécia, em 1912 e
é considerado, hoje, o barco mais antigo em atividade no Brasil. Por causa da falta de
vento a largada nas proximidades do Rio Yacht Club – Sailing atrasou 40 minutos. O
percurso foi até as ilhas do Pai e da Mãe, (3,5 horas). “Havia pouco vento, mas mais de
80 barcos e a marcante presença de velejadores de Brasília” comentou Lars. Cezar Castro, Nicholas Grael; Mauricio Albuquerque; Batera e Alexandre Freitas representaram o
Flávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RNR Marinha Iate Clube de Brasília. Ficaram na 5ª colocação geral da classe ORC no ILC 25` “Stand
do Brasil e Instrutor NAUI / PADI
By Me”- BRA-2016. Outros brasilienses subiram no pódio na 3ª colocação geral na classe BRA/RGS com o Tangará II – BRA-1754: Sergio Vinicius; Henrique Moura; Marcia;
Sofia Grael e outros (Marco Lagoa; Samuel Gonçalves; Nelson Faria; João Pedro; André
ANUNCIE:
Serpa; Adriano Bastos; Andrezinho Muriçoca). O percurso é o mesmo que Preben fazia
Você aparece em todo o Brasil
os netos todos os fins de semana. Na RGS deu Lady Lou, Aileen e Marga, que
[email protected] com
também faturaram na Bico de Proa, mas em ordem inversa: Marga, Aileen e Lady Lou.
Velejar mais rápido
nunca foi tão fácil!
As velas de cruzeiro North Sails são revolucionárias.
As Radian® são fabricadas com Nordac Radian®, com fibras de poliéster
orientadas no sentido longitudinal.
A Radian® é a primeira vela no mundo que combina performance radial e
menor estiramento, maior durabilidade, fácil trimado e resistência de um
poliéster laminado.
Se você é um velejador de cruzeiro que busca maior rendimento e
velocidade e também participa de regatas onde as velas laminadas
não são permitidas, as velas Radian® são o que você está buscando!
As velas Radian® de Dacron tri radial tem uma vantagem decisiva: não
criam fungos ao serem enroladas como as velas laminadas de enrolar.
É a maneira mais rápida de levar seu barco de cruzeiro à um nível
enefício.
superior, além de seu ótimo custo benefício.
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Para saber mais sobre a Radian, entre
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North Sails do Brasil
Ostras gratinadas em vários sabores
Modo de Preparo
Abra as ostras, e disponha em uma assadeira lado a lado. Tempere cada fileira alternadamente com:
1. Manteiga
2. Champagne
3. Vinho branco e salsinha picada
4. Azeite
5. Limão
6. Pimenta calabresa moída
(Costumo contar o número de convidados
Ingredientes:
e fazer um tipo de cada ostra para cada
Ostras frescas, grandes, lavadas
convidado para que todos possam provar
Manteiga
pelo menos uma de cada tipo).
Champagne
Cubra com pitadas de farinha de rosca e
Vinho branco
queijo parmesão ralado na hora. Leve ao
Queijo parmesão ralado na hora
forno pré aquecido e alto por 10 minutos
Pimenta calabresa moída
para gratinar. Sirva imediatamente. De preSalsinha
ferencia acompanhado de vinho branco ou
Farinha e rosca (ou pão torrado moído na
champagne. Outra dica é nunca comprar
hora)
ou consumir ostras abertas, que pode signiAzeite
ficar que são velhas ou estragadas.
Limão
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Ilhabela: 12 3895 -8754 / SP: 11 3721 9244 - 2893 2077 / RJ: 21 2543 6107 /
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Dan Nerney photo
ALMANÁUTICA
10
medidores vêm com uma grande variedaOficina do Capitão de de formas e tamanhos com diferentes
capacidades, recursos e faixas de ação, a
maioria das funções básicas é a mesma e
até mesmo esses, baratinhos comprados no
camelô (R$ 12,00) vão fazer a diferença
na solução de problemas comuns de falhas
elétricas a bordo. Não hesite: tenha um a
Após ler essa matéria você vai aprender o bordo.
básico e querer ter um desses a bordo...
Usando um
multímetro
O multímetro digital é usado por eletricistas profissionais e pessoas leigas adeptas
do faça-você-mesmo, para diagnosticar
diversos problemas a bordo. Mas, mesmo
se você não souber usar um, ter um multímetro a bordo faz sentido por pelo menos
duas razões: Se você tiver problemas, há
grandes chances de que alguém a bordo ou
nas proximidades, provavelmente saibam
o que fazer com a ferramenta. E, segundo,
se você não tem um, é uma garantia de que
nunca vai aprender a usá-lo...
Esse texto foi preparado para você, que não
entende nada mas quer aprender a usar o
multímetro. Por isso não usa termos técnicos em excesso nem se preocupa em explicar a teoria. Multímetros são relativamente
simples de operar, e a riqueza de informação que fornecem é muito interessante e
podem quebrar um bom galho. O led do
painel queimou ou é um fio interrompido?
O fusível está bom ou queimou? A tomada
do cais é 110 ou 220? Essas e outras perguntas são facilmente respondidas apenas
encostando os ponteiros do multímetro e
lendo o painel digital de um aparelho que
custa em média R$ 30,00. Enquanto esses
Aprendendo a usar
A primeira coisa é ligar os ponteiros ao
multímetro (V e P na figura). O preto terra - se encaixa em apenas um lugar (no
COM de comum), enquanto para o vermelho há duas possibilidades. A mais comum
é a indicada na foto (V) e no multímetro V
ΏmA. Conecte o vermelho (V) e o Preto
(P) conforme a foto. Esse é o encaixe com
o qual você fará em 99,9% das medidas.
Vamos então conhecer o painel e algumas
funções básicas do seu multímetro. Nos
multímetros digitais as funções do instrumento estão dispostas em círculo a partir
da posição central Off, que obviamente, é
o aparelho desligado. No sentido horário
em nossa foto começamos com as escalas
para volts V~ (1) que é a corrente da tomada, popularmente 110 ou 220 volts. Com
isso você pode verificar por exemplo se a
tomada do cais é 110 ou 220. Não precisa
se preocupar com os polos (vermelho + ou
preto -), basta enfiar os ponteiros nos buraquinhos e verificar a leitura.
Depois, ainda no sentido horário, a escala que mede a intensidade da corrente dos
Um multímetro a bordo é útil para você detectar pequenos problemas elétricos
aparelhos (amperagem A) (2). Com isso
você poderá medir quantos amperes está
gastando um aparelho e pensar sobre o
consumo de suas baterias, por exemplo.
Para essa medição é preciso colocar os
ponteiros vermelho (+) e preto (-) do amperímetro de modo a que o aparelho fique
em série no circuito que vai testar ou seja,
a ponta vermelha é encostada na fonte de
energia antes do aparelho e a ponta preta
na saída negativa depois do aparelho. Geralmente as medições se fazem na casa dos
Mili Amperes (mA) com o ponteiro vermelho na entrada usual. As medições acima
de 10 amperes devem ser feitas com o ponteiro vermelho na outra entrada onde há a
indicação de 10A. Na dúvida troque o fio
vermelho para a escala maior.
No sentido anti-horário após o OFF temos
as medidas de corrente contínua (baterias,
gerador, pilhas V¬- ) (3). Você pode medir
quanta carga tem uma pilha, por exemplo.
Se nova, 1,5v. Idem com uma bateria. Com
o motor desligado, faça a medição respeitando os ponteiros V(+) e P(-). Se ela está
com 12,2 V está boa mas descarregada.
Com 12,4 V boa com meia carga e com
12,6, plena carga. Com o motor ligado ela
deve ter uma leitura entre 13,9 e 14,5 V.
Experimente!
Depois vem a escala que mede resistencia,
em Ohm ( Ώ ) (4). Ela será útil por exemplo se você quiser verificar se um fio está
rompido, se uma lâmpada está queimada,
ou se um fusível está queimado. Nesse
caso, encostando dos dois lados, o resultado lido terá que ser diferente de 1.
Testando LED’s
Um ou mais leds do painel elétrico pifou?
Você quer saber se o led é que queimou?
Para medir um LED, é necessário ajustar
o multímetro na função de teste de diodo
(5). Um LED nada mais é que um diodo,
mas que emite luz (Light Emitting Diode
= LED). Para realizar a verificação conecte a ponteira vermelha na maior perna do
LED e a ponteira preta na menor perna. Se
o LED estiver bom ele vai acender. Fraco
mas acende (Precisa olhar de frente).
Uma observação importante em relação
às escalas, é que, não sabendo o valor que
será medido, utilize sempre a maior. Por
exemplo se vai medir uma tomada que
acha que é 220v, coloque na escala de
750v para evitar queimar o multímetro.
Agora compre o seu e comece a prática!
Biblioteca
de
Bordo
Fazendo limonada
com os limões que
a vida forneceu
Imagine prepara-se para sair pelo mundo
a bordo de um veleiro, com sua esposa e
filhos pequenos durante muito tempo.
Agora imagine se, às vésperas da partida,
a esposa morre e o pai tem que assumir
a criação dos filhos, e decidir se continua
com a realização do sonho ou se desiste
dele. No livro “O melhor ano de nossas
vidas”, Sérgio Amaro Gomes - um velejador paulista de Ilhabela - conta a estória de
superação e da viagem de 14 meses feita
com seus dois filhos Jonas, então com 11
anos e Carol com 10, a bordo do veleiro
Fandango, um Schafer 31.
“Ser feliz é deixar de ser vítima de seus
problemas, para ser autor de sua história”, comenta Sérgio.
Assim, ele assumiu a vida, a viagem e a
criação de seus filhos, superando a dor e
transformando a vida da família numa experiência de aprendizado.
Saindo de Ilhabela e subindo o litoral brasileiro, a narrativa cativante e minuciosa
vai descrevendo as cidades e aventuras pelas quais a família passou.
A viagem estava prevista para acabar em
Natal após participarem da Refeno, a Regata Recife-Fernando de Noronha.
Ao invés disso, todos embarcaram no veleiro de amigos e acabaram indo para o
Caribe, vivendo novas aventuras. Durante
esse tempo todo, as crianças estudaram a
bordo e aprenderam - entre outras coisas a fazer os turnos e “tocar” o veleiro com o
11
pai. Um aprendizado que, sem dúvida, vai
influenciá-los para a vida toda.
Esse é um livro que não pode faltar em sua
biblioteca náutica. Quase um livro de autoajuda pelas lições que traz, ele dá uma
lição de vida em quem – como a maioria
de nós – sempre arruma um motivo para
reclamar da vida, ou para ficar preso ao
pontão ao invés de buscar a superação dos
problemas diários.
Hoje, a família já realizou outras viagens
e até trocou de veleiro, comprando um
maior. Fizeram diversas palestras (ainda
Sérgio, Jonas e Carol: Lições de vida
fazem!) e vivem em Ilhabela. Mas o relato é atual e pode ser muito útil inclusive
como um presente para quem precisa de
uma mensagem otimista.
O livro também foi gravado em áudio pela
família em 2010 e a obra (direitos de uso)
doada para que os cegos pudessem ouvir
o relato.
Você pode adquirir esse livro na melhor e
mais completa livraria náutica, a Moana,
cuja entrega é rápida e confiável.
www.moanalivros.com.br
ABVC
INFORMATIVO
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO
Palavra de
PRESIDENTE
Queridos associados e amigos,
Terminado 2012, chega ao fim a gestão
2011/2012 desta minha diretoria. Tivemos
a eleição, com renovação da diretoria. Desde já agradeço mais um biênio que confiam
a mim, a gestão desta Associação. Novamente espero corresponder à confiança
com meu trabalho e ajuda da minha diretoria.
Agradeço também a todos que ajudaram na
condução e na realização de tantas atividades que tivemos nestes dois anos passados. Em especial, ao meu amigo Cláudio
Renaud, que trabalhou na diretoria desde
a fundação da ABVC ajudando a construir
solidamente nossa área financeira.
Espero superar, junto dos que compõe esta
nova gestão, os anseios de nossos associados. Mais uma vez, ampliar os trabalhos
nos diversos polos náuticos pelo Brasil,
bem como ampliar o número de associados, divulgando a vela de cruzeiro e criando condições para que cada vez mais, velejadores possam viajar pela costa do Brasil.
Novos cruzeiros ao longo da costa, sempre
com segurança, cursos e palestras para reciclagem e aprendizado, novos convênios
com Iates Clubes e fornecedores, melhoria
de nosso site para acesso direto a diversas
fontes de informação e integração com
outras associações são algumas das metas
que teremos pela frente nestes próximos
dois anos.
Neste inicio de ano, relembro que já estamos trabalhando na realização de mais um
Cruzeiro Costa Sul e iniciamos as tratativas do próximo Encontro Nacional, que
será realizado em Florianópolis em junho e
no próximo Costa Leste, apesar dele acontecer somente em 2014. A ABVC não para.
E aos que vão se lançar ao mar neste verão, não esqueçam da proteção solar, não
esqueçam que velejar e bebida alcoólica
não combinam, e sugiro que não deixem
de consultar a previsão do tempo e pagina
da “Operação Verão”da Marinha do Brasil
no Facebook.
Que 2013 venha carregado de insuperáveis
velejadas.
Mauricio Napoleão
PRÓXIMO CRUZEIRO:
Costa Sul
O Cruzeiro Costa Sul é o segundo maior
cruzeiro da ABVC em termos de distância,
organização e participantes. Anualmente
reúne mais de 25 barcos que partem do
Rio, Paraty e Ubatuba para ir à Santa Catarina. O caminho é cheio de surpresas, paisagens deslumbrantes e alguns pontos são
destaque, como a passagem pelo Canal do
Varadouro ou a parada em São Francisco
do Sul. A chegada a Santa Catarina abrirá
o início do Encontro Nacional da ABVC,
que em 2013 acontece por lá. Esse cruzeiro
é um cruzeiro mais longo (20 a 25 dias), e
indicado para aqueles que já querem sair
da segurança de seu “quintal”, acompanhados por velejadores mais experientes,
velejando por um período mais longo. Experimente!
Costa dos Tamoios é sucesso
Com a participação de 17 embarcações e
mais de 40 tripulantes, o cruzeiro em flotilha Costa dos Tamoios partiu de Ubatuba
e chegou em Paraty com muita diversão,
churrasco e até um grupo de chorinho (na
praia da Almada) que animou a noite do
pessoal. Logo na saída, Maurício Napoleão
que participou com seu veleiro descreveu o
vento que pegou a turma de surpresa: “Ontem o tempo estava maravilhoso, mas hoje
as 4h da madrugada entrou uma porranca
de 34 nós. Todos safos por aqui na praia
da Fortaleza. Agora 9:20h com sol, zarparemos para Ilha Anchieta”.
Tamoios: Vai de Ubatuba até Paraty
ELEIÇÕES
Em Assembléia Geral Ordinária realizada em 6 de dezembro foram aprovadas as
contas e balancetes do biênio anterior, e
composta a próxima diretoria para o biênio
2013-2014.
O Presidente Maurício Napoleão, foi reeleito. Ficou assim constituída a diretoria:
Ubatuba – SP
Brasilio De Mello Neto
Interior Sudeste:
Paulo Fax
Santa Catarina
Luis Fernando L. Beltrão
Bahia
Eduardo Peixoto de Moura
Conselho Executivo
Diretoras Femininas:
Regina Maria D´Elia Collell
Presidente: José Mauricio Freire Napoleão Diretor Financeiro:
Julio Paulino
Vice-Presidentes Regionais:
Diretor de Comunicação:
Ricardo Amatucci
São Paulo:
Diretores de Responsabilidade Social:
Antonio Manoel Esteves
Mauricio Rosa
Ilhabela - SP:
Diretor de Informática:
Rogério Kurtiss
Philippe Gouffon
Santos – SP:
Volnys Borges Bernal
Conselho Diretor:
Rio de Janeiro e Niterói - RJ:
Fernando de Camargo Sheldon, Ricardo
Matheus dos Santos Buarque Eichler
Amatucci, Claudio Santini
Angra dos Reis - RJ:
Alguns vice-presidentes ainda serão nomeHugo Nunes
ados conforme possibilita o estatuto, após
Paraty - RJ
confirmação com o presidente. Os nomes
Eduardo Pereira de Souza Schwery
serão divulgados em breve no blog da
Rio Grande do Sul:
ABVC em www.abvc.com.br/blog
Fernando Oliveira Maciel
AGENDA
Anote as datas dos próximos eventos da ABVC pra não esquecer:
Costa Caipira: janeiro 2013
Costa Sul: 02/03/2013
Encontro Nacional da ABVC:
Feriado de Corpus Cristhi
CONVENIOS
A ABVC mantém convênios para os sócios. Veja alguns abaixo e outros no site:
IATE CLUBES
- Aratú Iate Clube
- Cabanga Iate Clube
- Iate Clube Guaíba
- Iate Clube de Rio das Ostras
- Iate Clube do Espírito Santo
- Marina Porto Bracuhy
- Iate Clube Brasileiro
- Jurujuba Iate Clube
DESCONTOS
Botes Remar
Coninco - Tintas e Revestimentos
Ship’s Chandler: Loja Náutica em Paraty
Murolo Seguros: Preços especiais
Enautic : Loja Náutica Virtual
Divevision Loja Virtual
E muitos outros. Consulte nosso site para
saber dos detalhes de cada parceiro.
Seja sócio da ABVC: você só terá vantagens. Se já é associado, traga um amigo!
Midias Sociais
Nosso fórum ou lista de discussão, funciona no Yahoo Grupos. Se você é associado e
ainda não participa, basta enviar um e-mail
para [email protected] e solicitar
a participação. Estamos também no FACEBOOK. Lá não é preciso ser associado
para participar. Conheça e participe!
Cruzeiro Caipira
A turma do interior se organizou para trazer seus veleiros do interior de São Paulo
e realizar o Cruzeiro Costa Caipira. Uma
semana de velejadas pelo mar da baia de
Paraty visitando a Ilha Grande. “Este será
o primeiro de muitos”, prometeu o Vice-Presidente Paulo Fax. “O roteiro foi estabelecido visando maior conforto, navegabilidade e autonomia para embarcações
entre de 16 a 23 pés, porém qualquer embarcação maior pode fazer parte desse crua dica é reservando as passagens de avião, zeiro”, explicou Fax.
mais baratas nessa época. Fique de olho no
site da ABVC para verificar a confirmação
das datas e fazer a inscrição. Se você ainda
não conhece Floripa, não sabe o que está
perdendo: paisagens deslumbrantes, gastronomia de primeira com suas ostras e
restaurantes do lado sul da ilha, além do
charme da Lagoa da Conceição, suas lojinhas e seu clima underground. As praias
são um espetáculo à parte. Mas cá entre
nós, chegar pelo mar passando sob a ponte
Hercílio Luz é algo inesquecível, que só os
Interior: salgando a quilha em Angra
velejadores sabem.
O encontro deve receber mais de 350 pes- Há mais de uma opção de rampagem e
soas que vão se reunir para palestras, cer- guarda para as carretas em marinas de Paveja, bate papos e muita confraternização. raty. Na programação, a Ilha da Bexiga,
A ocasião será propícia para apresentar a Ilha do Cedro, Saco do Mamanguá, a vila
ABVC aos cruzeiristas do ICSC, categoria de Tarituba, a Lagoa Verde e a Lagoa Azul,
que tem crescido ao longo os últimos anos entre outros pontos “clássicos” de Angra
devido não só ao trabalho de Luis Beltrão, dos Reis. No final, um jantar de encerracomo pelo apoio do atual Comodoro Car- mento, brindes e camiseta do evento. A colos Roberto Bresolin. Vá se programando modoria por conta de Werner Rossger e a
organização ABVC Interior.
para não perder essa festa maravilhosa!
ENCONTRO NACIONAL DA ABVC
O ano de 2013 marca o décimo primeiro
Encontro Nacional da ABVC, e o terceiro
sob a batuta de Maurício Napoleão como
presidente. A novidade esperada é que ele
acontecerá nas dependências da subsede
do Iate Clube de Santa Catarina - Veleiros
da Ilha em Jurerê, após o final do Cruzeiro
Costa Sul, no feriado de Corpus Cristhi. A
turma por lá, liderada pelo Vice-Presidente
de Santa Catarina Luis Fernando L. Beltrão já está trabalhando desde meados de
dezembro para receber os cruzeiristas aqui
“de cima”. Para quem não vai de veleiro,
Produtos ABVC
Os produtos da grife ABVC como camisetas, flâmulas para embarcações, bolsas
estanques, etc., podem ser adquiridos na
loja virtual da ABVC. Acesse e conheça:
www.atracadouro.com.br/abvc
Mas como Deus ajuda quem cedo madruga
(afinal pra cruzeirista sair as 10 da manhã é
praticamente madrugada?!), eles andaram
driblando a chuva que castigava quem não
foi: “Estamos na ilha Anchieta e acabamos
de chegar de um churrasco muito animado
e delicioso com o pessoal do Costa dos Tamoios. Aqui não tem chuva nem trânsito só
alegria, cerveja e animação. Amanhã para
a maravilhosa praia de Almada…”, comentou Regina D’Elia, esposa do nosso Vice-Presidente de Paraty, Eduardo Schwery,
a bordo de seu veleiro, o Regwell. Já em
Paraty, a turma foi até o fundo do Saco do
Mamanguá onde pegaram os botes e foram
pelo rio para tomar um belo banho de cachoeira. E na chegada, após a palestra de
Eduardo Faggiano (Cocó) sobre pintura
de fundo, um jantar de confraternização
que reuniu mais de 80 pessoas entre participantes e convidados. Ao final do evento
cada Comandante recebeu um certificado
comprovando a passagem pela Ponta da
Joatinga, o “temido” desafio para muitos
cruzeiristas iniciantes, e que agora já desmistificaram as saídas de médio percurso
fora das baías e enseadas de origem.
Workshop no encontro da ABVC 2008
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