Vander Lee faz show em São Luís Artista mineiro se apresenta hoje no Teatro Arthur Azevedo como parte do projeto MPB Petrobras; o repertório da noite será baseado em grandes sucessos da carreira. P. 5 Alternativo Vander Lee cantará hoje no Teatro Arthur Azevedo [email protected] O ESTADO DO MARANHAO · SAO LUÍS, 18 de setembro de 2012 - Terça-feira Obra para relembrar a arte de um gênio Livro Um gênio esquecido- Celso Antonio e o Modernismo, do pesquisador Eliézer Moreira, será lançado hoje, no Café Literário do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho FotosDivulgação Carla Melo Do Alternativo A Busto de Graça Aranha Obras Busto de Graça Aranha (Rio de Janeiro) Monumento ao Café (São Paulo) Maternidade (Rio de Janeiro) Moça Reclinada (Rio de Janeiro) Busto do Presidente Getúlio Vargas Rio de Janeiro) Moça Ajoelhada (Rio de Janeiro) Serviço • O quê Café Literário, com lançamento do livro Um gênio esquecidoCelso Antonio e o Modernismo, de Eliézer Moreira • Quando Hoje, às 18h30 • Onde Centro de Criatividade Odylo Costa, filho (Praia Grande) Escultura Lidia Piza de Rangel Moreira está em São Paulo vida e obra do artista plástico caxiense Celso Antonio é o tema do livro Um gênio esquecido-Celso Antonio e o Modernismo que o pesquisador Eliézer Moreira lança hoje, às 18h30, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho (Praia Grande). O lançamento será precedido de uma palestra ministrada pelo autor e as atividades integram a programação deste mês do Café Literário, mantido pelo centro cultural. O livro resgata a memória de um dos grandes expoentes das artes plásticas brasileiras, mas que, na opinião de Eliézer Moreira, tem quase ou nenhum reconhecimento em sua própria terra: o Maranhão. Além da trajetória de Celso Antonio, a publicação reúne imagens de importantes trabalhos assinados pelo maranhense em diversas cidades brasileiras e também no exterior. Durante a palestra, Eliézer Moreira falará sobre as obras do artista, que militou não só na escultura, mas também na pintura e no desenho, embora seja reconhecido nacionalmente por sua vertente de escultor. Presente em enciclopédias e publicações acerca das artes plásticas, o interesse do pesquisador sobre o conterrâneo se deu durante uma visita ao Rio de Janeiro à época em que colhia informações para o livro de arte publicado pelo então Banco do Estado, na década de 1990. "No Rio, tive a oportunidade de conhecer alguns trabalhos de Celso Antonio e perceber que os maranhenses não o conheciam. Foi a partir daí que comecei a minha pesquisa", relembra o escritor. Para escrever o livro, Eliézer Moreira pesquisou em bibliotecas e publicações sobre o maranhense, além de ter visitado e conversado com familiares do artista. "Fui ao Rio de Janeiro e São Paulo, além de Paris, e mantive contato com a família de Celso Antonio no Rio", diz o pesquisador. Artista - Celso Antonio Silveira de Menezes nasceu em 1896, em Caxias, e morreu em 1984, no Rio de Janeiro. Em 1913 transferiu-se para o Rio de Janeiro onde estudou na Escola Nacional de Belas Artes. "Ele sempre fazia visitas rápidas ao Maranhão e chegou a ser contemplado com bolsa de estudo para a França dada pelo governador Godofredo Viana", diz Eliézer Moreira. Em Paris, frequentou um círculo de artistas brasileiros, entre os quais, Di Cavalcanti, Brecheret, VillaLobos e as pintoras Anita Mafaltti e Tarsila do Amaral, entre ou- Celso Antonio contempla a obra Moça Ajoelhada, feita em 1936 Escultura Maternidade está no Jardim da Praia de Botafogo (RJ) tros intelectuais. Na Academia de La Grande Chaumière, foi descoberto pelo celebrado escultor Emile Antoine Bourdelle, então considerado o grande renovador da escultura mundial moderna. "Ele se tornou assistente daquele grande mestre e produziu com ele várias obras na França e na Alsácia. Seu nome chegou ao Brasil e foi motivo de regozijo nacional", diz Eliézer Moreira. Permaneceu em Paris entre os anos de 1923 e 1926, tornandose discípulo e depois auxiliar de Antoine Bourdelle. De volta ao Brasil, manteve contato com grandes nomes as artes nacionais como Portinari, Bruno Giorge, Adriana Janacopolus, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Carlos Drummond de Andrade, etc. "Ao lado de um grupo de artistas, ajudou a construir o Palácio Capanema, no Rio de Janeiro, fazendo uma junção entre arquitetura e arte", ressalta Eliézer Moreira. Obras de Celso Antonio podem ser encontradas em cidades como São Paulo - a exemplo do Monumento ao Café -, Rio de Janeiro tem obras no Museu de Belas Artes e Palácio Capanema - e São Luís. Nesta última destacamse o busto de Antônio Lobo, no Largo da Igreja e Convento de Santo Antônio, o medalhão de bronze de Aluísio Azevedo, que se encontra atualmente no Museu de Artes Visuais, bem como uma estátua de Urbano Santos, cujo paradeiro é desconhecido. "Celso Antonio faleceu aos 88 anos de idade, esquecido por sua terra. As enciclopédias e dicionários de arte registram seu valor. Artigos de amigos como Otto Lara Resende, Carlos Drummond de Andrade, e tantos intelectuais, acusam a sua forte presença no cenário artístico brasileiro", finaliza Moreira. Pesquisador - Eliézer Moreira Filho é bacharel em Direito formado pela Universidade do Brasil, pós-graduado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas, ex-deputado estadual e federal constituinte e exerceu cargos de secretário de Estado no Maranhão. É autor dos livros Memórias de Meu Tempo e Histórias Que Os Jornais Não Contaram e colecionador de artes plásticas.