FACULDADE PITÁGORAS
Curso de Engenharia Química
Daniela Cristina José e Morais
ESTUDO DA VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA DA UTILIZAÇÃO DE
GERADOR DE CLORO IN LOCO NO TRATAMENTO DE ÁGUAS DE PISCINAS
ATUALMENTE TRATADAS COM HIPOCLORITO DE SÓDIO.
Betim/MG
2013
Daniela Cristina José e Morais
ESTUDO DA VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA DA UTILIZAÇÃO DE
GERADOR DE CLORO IN LOCO NO TRATAMENTO DE ÁGUAS DE PISCINAS
ATUALMENTE TRATADAS COM HIPOCLORITO DE SÓDIO.
Monografia apresentada à Banca Examinadora
da Faculdade Pitágoras, campus Betim/MG,
como exigência parcial para a obtenção do
título de Bacharel em Engenharia Química.
Orientador: Prof°. MSc. Daniel Bastos de
Rezende
Betim/MG
2013
Daniela Cristina José e Morais
ESTUDO DA VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA DA UTILIZAÇÃO DE
GERADOR DE CLORO IN LOCO NO TRATAMENTO DE ÁGUAS DE PISCINAS
ATUALMENTE TRATADAS COM HIPOCLORITO DE SÓDIO.
Monografia submetida à Banca Examinadora
designada pela Faculdade Pitágoras como
requisito parcial para obtenção do título de
Bacharel em Engenharia Química.
_________________________________________
Profº. MSc. Daniel Bastos de Rezende (Orientador) Faculdade Pitágoras Betim
_________________________________________
Profº. Dejanir José Campos Júnior (Avaliador) Faculdade Pitágoras Betim
_________________________________________
Profª. Giselle Aline dos Santos Gonçalves (Avaliadora) Faculdade Pitágoras Betim
_________________________________________
Profª: Simone Elza dos Santos Teodoro (Avaliadora) Faculdade Pitágoras Betim
Betim, 16 de dezembro de 2013
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1: Produtos formados quando se adiciona um derivado clorado na água...... 23
Figura 2: Gráfico de comparação da queda dos níveis de Cloro Residual Livre (CRL)
em função da presença do estabilizante, o ácido cianúrico. ..................................... 25
Figura 3: Gráfico de distribuição de ácido hipocloroso e íons hipoclorito em água em
diferentes valores de pH e temperatura. ................................................................... 26
Figura 4: Gerador de ozônio......................................................................................36
Figura 5: Fluxograma da produção e introdução de ozônio na piscina. ....................37
Figura 6: Célula eletroquímica ...................................................................................39
Figura 7: Esquema de montagem do gerador de cloro. ............................................ 40
Figura 8: Gráfico da comparação entre os custos atuais e o sistema proposto. ....... 54
Figura 9: Gráfico da comparação entre uma aplicação e a TIR. ...............................56
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Quantitativo das piscinas do clube em estudo. ......................................... 18
Tabela 2: Dissociação iônica do ácido hipocloroso em função do pH .......................23
Tabela 3: Principais derivados clorados disponíveis no mercado. ............................24
Tabela 4: Dosagem online de hipoclorito de sódio por ETA. ..................................... 27
Tabela 5: Dosagem online de hipoclorito de cálcio por ETA. .................................... 28
Tabela 6: Dosagem online de dicloroisocianúrico por ETA. ...................................... 29
Tabela 7: Dosagem e forma de aplicação de clarificante nas piscinas. ....................31
Tabela 8: Dosagem e forma de aplicação de algicida nas piscinas. .........................32
Tabela 9: Formas de aplicação de hipoclorito de sódio nas piscinas ........................33
Tabela 10: Formas de aplicação de carbonato de sódio nas piscinas ......................34
Tabela 11: Formas de aplicação de controlador de metais nas piscinas .................. 35
Tabela 12: Custo diário e mensal da produção de hipoclorito de sódio. ...................42
Tabela 13: Comparação entre os custos atuais e o sistema proposto. .....................53
Tabela 14: Fluxo de Caixa.........................................................................................54
Tabela 15: Comparação entre uma aplicação e a TIR. ............................................. 56
Tabela 16: Fluxo de caixa para cálculo do VPL ........................................................57
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
CRL – Cloro Residual Livre;
CRC – Cloro Residual Combinado;
ETA – Estação de Tratamento de Água;
mV – milivolt;
nm - nanometro;
pH – potencial hidrogeniônico;
ppm – parte por milhão ou mg. L-1;
Redox – Potencial de Óxido-Redução;
STD – Sólido Total Dissolvido;
TMA – Taxa Mínima de Atratividade;
THM – Trihalometanos;
TIR – Taxa Interna de Retorno;
UV – ultravioleta;
VPL – Valor Presente Líquido.
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho aqueles que sempre me deram apoio, incentivo e amor em
todos os momentos da minha vida, especialmente no decorrer deste trabalho.
AGRADECIMENTOS
A Deus, por dar-me força nesta conquista.
Aos meus pais, pelo apoio e incentivo para vencer mais esta etapa.
Aos meus irmãos Carlos, Wenderson e Hebert, pela confiança transmitida.
Ao orientador, Prof. MSc. Daniel Bastos de Rezende, pelos ensinamentos passados,
pela amizade, pela compreensão e pela brilhante orientação.
Aos amigos e companheiros de jornada, pelo convívio de vários anos, pelas
palavras carinhosas de incentivo e ajuda na correção deste trabalho.
À Faculdade Pitágoras e aos professores.
A todos que, de alguma forma, contribuíram para o meu êxito profissional.
“Aprender é a única coisa que a mente nunca
se cansa, nunca tem medo e nunca se
arrepende.”
Leonardo da Vinci
RESUMO
Este trabalho apresentou um estudo de viabilidade técnica e econômica da
substituição do tratamento de água de piscinas com solução de hipoclorito de sódio
por gerador de cloro in loco. Um modelo analítico foi realizado para a avaliação
econômica de investimentos e a definição da alternativa com maior redução de custo
financeiro para tratamento da água de piscina visando a comparação com dados
reais. A metodologia de pesquisa utilizada foi pesquisa bibliográfica, estudo de caso
e pesquisa documental. Como critério na análise do investimento foram utilizados
conceitos de administração financeira, tais como Tempo de Recuperação do
Investimento (PAYBACK), Valor Presente Líquido (VPL), Método da Taxa de
Retorno (TIR). O modelo analítico se mostrou adequado para avaliação técnica e
econômica de uma piscina utilizando gerador de cloro.
Palavras-chave: Gerador de cloro, viabilidade técnica, viabilidade econômica.
ABSTRACT
This work presents a technical and economic feasibility study of the substitution of
swimming pool water treatment with a solution of sodium hypochlorite for chlorinesite generator. An analytic model was constructed for the economic evaluation of
investments and the definition of the alternative with the greatest reduction of
financial costs for swimming pool water treatment. The research methodology used
was the case study and bibliographic and desk research. As a criterion in the
analysis of the investment concepts of financial management, such as Recovery
Time Investment (PAYBACK), Net Present Value (NPV) and Method of Rate of
Return (IRR) were used. The analytical model is suitable for technical and economic
evaluation of a swimming pool using chlorine generator.
Key-Words: Clorine generator, technical feasibility, economic feasibility
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 15
1.1
Problema ...................................................................................................... 16
1.2
Objetivos ...................................................................................................... 16
1.2.1
Objetivo geral.........................................................................................16
1.2.2
Objetivos específicos ............................................................................. 16
1.3 Justificativa....................................................................................................... 16
2
REFERENCIAL TEORICO ................................................................................. 18
2.1 CONCEITOS GERAIS .....................................................................................19
2.1.1 Potencial Hidrogeniônico (pH) ................................................................... 19
2.1.2 Alcalinidade ...............................................................................................19
2.1.3 Dureza de Cálcio .......................................................................................20
2.1.4 Sólidos Totais Dissolvidos ......................................................................... 21
2.2 Aspectos Gerais da Cloração........................................................................... 22
2.2.1 Ácido Cianúrico ..........................................................................................24
2.2.2 Temperatura ..............................................................................................25
2.2.3 Potencial de Óxido-Redução (REDOX) .....................................................26
3
PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DE ÁGUA DE
PISCINAS DO CLUBE EM ESTUDO. ....................................................................... 27
3.1
Derivados Clorados ......................................................................................27
3.1.1
Hipoclorito de Sódio............................................................................... 27
3.1.2
Hipoclorito de Cálcio .............................................................................. 27
3.1.3
Dicloroisocianúrico................................................................................. 28
3.2
DOSAGEM SEMANAL DE DERIVADOS CLORADOS ................................29
3.2.1 Dosagem Semanal com Hipoclorito de Sódio ............................................ 29
3.2.2
Dosagem Semanal com Hipoclorito de Sódio, de cálcio e
dicloroisocianúrico ..............................................................................................29
3.2.3
Redutor de pH .......................................................................................30
3.2.4
Clarificante .............................................................................................31
3.2.5
Algicidas e Algistáticos .......................................................................... 32
3.2.6
Carbonato de Sódio ............................................................................... 33
3.2.7
Sulfato de Alumínio ................................................................................ 33
3.2.8
Sulfito de Sódio......................................................................................34
3.2.9
Controlador de Metais ........................................................................... 34
3.2.10
Ozônio (O3).........................................................................................35
4
GERADOR DE CLORO ......................................................................................39
5
ASPECTOS DO PROJETO E OPERACIONAIS................................................. 42
6
5.1
Consumo de Sal ...........................................................................................42
5.2
Custo da Operação ......................................................................................42
5.3
Limpeza e Vida Útil dos Eletrodos................................................................43
AS PRINCIPAIS FERRAMENTAS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS ............ 44
6.1
Tempo de Recuperação de Investimento (payback) .................................... 44
6.2
Método do valor presente líquido (VPL) .......................................................45
6.3
Taxa Mínima de Atratividade ........................................................................ 46
6.4
Taxa Interna de Retorno (TIR) ..................................................................... 47
7 METODOLOGIA ..................................................................................................... 49
7.1 Tipo de Pesquisa .............................................................................................49
7.2 Mecanismo de Coleta de Dados ...................................................................... 50
8 APRESENTAÇÃO DE DADOS E RESULTADOS .................................................. 51
8.1 Caracterização da Empresa ............................................................................. 51
8.2 Apuração dos Custos Atuais ............................................................................ 51
8.3 Análise de Viabilidade Técnica ........................................................................ 52
8.4 Análise de Viabilidade Financeira .................................................................... 52
8.4.1 Consumo x Custo ......................................................................................53
8.4.2 Payback ..................................................................................................... 54
8.4.3 Taxa Interna de Retorno (TIR) ................................................................... 55
8.4.4 Valor Presente Líquido - VPL .................................................................... 57
8.4.5 Outros Aspectos Relevantes ..................................................................... 58
8.5 Análise financeira .............................................................................................58
CONCLUSÃO ............................................................................................................ 60
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 61
1 INTRODUÇÃO
Um estudo da viabilidade técnica e econômica para manutenção da qualidade da
água de piscina torna-se necessário considerando os conceitos básicos e modernos
de tratamentos. Um método para tratamento da água é a cloração para se anular a
atividade de microrganismos patogênicos, algas e bactérias. O cloro é o agente
fundamental para a limpeza e proteção da água. O consumo de cloro varia com a
temperatura, a incidência solar, o número de banhistas e o grau de poluição.
Quando adicionado à água da piscina, parte deste produto é consumido ao destruir
os contaminantes que se encontram na água e o restante permanece na água,
pronto para atuar contra novos contaminantes. (MACÊDO, 2003).
O tratamento da água utilizando o cloro gerado in loco com alimentação de
eletricidade contínua, no qual a reação ocorre através de um processo de eletrólise,
gerando Cl2 no anodo e H2 no catodo é um meio para se obter a desinfecção da
água de uma piscina. A geração de solução oxidante no local de uso é uma das
tecnologias alternativas para desinfecção de água que tem se mostrado bastante
promissora, e que se encontra disponível no mercado brasileiro. A solução é produto
da reação eletroquímica do cloreto de sódio e contém o íon hipoclorito em equilíbrio
com o ácido hipocloroso (cloro livre), outras espécies de cloro, além de traços de
outros oxidantes. A solução pode ser produzida em batelada ou de forma contínua e,
nesse caso, dosada diretamente na água a ser desinfetada. (OLIVEIRA JR,
MARTINS, & OLIVEIRA, 2006).
Por razões jurídicas o nome da empresa estudada não será citado. Contudo, todos
os aspectos qualitativos e quantitativos serão rigorosamente considerados, vista a
liberação formal das informações relevantes ao presente trabalho. Observados
esses aspectos adotou-se o nome de fantasia de Clube em Estudo.
15
1.1 Problema
É técnica e economicamente viável, no tratamento das piscinas do Clube em estudo,
substituir a cloração com solução de hipoclorito de sódio adquirida pronta, por
gerador de cloro que promove a produção in loco?
1.2 Objetivos
1.2.1 Objetivo geral
Estudar e comparar a viabilidade técnica e econômica da implantação do uso de
gerador de cloro in loco nas piscinas do Clube em estudo, através de indicadores de
investimentos.
1.2.2 Objetivos específicos

Estudar o funcionamento do sistema de cloração utilizado atualmente;

Avaliar os principais custos de manutenção e gastos para seu funcionamento;

Conhecer os custos de implantação do gerador de cloro e seus principais
gastos com manutenção e funcionamento;

Demonstrar, através de métodos de análise de avaliação econômica de
investimentos, a alternativa mais lucrativa e eficiente no tratamento de
piscinas.
1.3 Justificativa
As piscinas se apresentam como locais que facilitam a prática de esportes e de
outras atividades importantes para a saúde, além de ser um local de encontro
familiar e social voltado ao lazer.
O tratamento da água utilizada na piscina é fundamental para que se possa garantir
a qualidade da água, isentando-a ou minimizando a carga de bactérias, germes,
vírus, fungos e outros agentes patogênicos ou não, que possam promover doenças
ou danos aos usuários.
16
Esse estudo busca promover o tratamento adequado e econômico da água de
piscina, mantendo a qualidade e baixando os custos quando comparado aos
tratamentos convencionais.
17
2 REFERENCIAL TEORICO
A Estação de Tratamento de Água (ETA), é um complexo de engenharia composto
por motobombas de recirculação, tubulações, filtros de areia, medidores online de
pH e de potencial de óxido-redução (Redox), bombas dosadoras de cloro e redutor
de pH, geradores de ozônio e aquecedores a gás.
Compreende o setor ETA, na unidade I do Clube em estudo, três Estações de
Tratamento de Água de Piscinas, ETA 1, 2 e 3, independentes entre si, que tratam
11 piscinas, conforme especificado na tabela 1.
Tabela 1: Quantitativo das piscinas do clube em estudo.
ETA
ETA 1
PISCINA
DIMENSÕES
VOLUME (m3)
Olímpica
50,00 X 25,00 X 1,80m
2.250,00
Toboágua
20,00 X 25,00 X 0,90m
450,00
Lazer Semiolímpica
25,00 X12,50 X 1,00m
312,50
2
ETA 2
ETA 3
620,00m X 1,10m (prof.
Lazer Irregular
média)
682,00
Sauna Feminina
4,50 x 2,40 x 0,87 m
9,40
Sauna Masculina
8,85 x 2,40 x 0,87 m
18,50
Infantil Irregular
108,00m2 X 0,40m
43,20
Infantil Bebês
20,00m2 X 0,18m
3,60
Infantil Retangular
15,60 X 5,00 X 0,45m
35,10
Coberta 1
25,00 X 12,50 X 1,20m
375,00
Coberta 2
25,00 X 12,50 X 1,20m
375,00
VOLUME TOTAL (m3)
4.554,30
Fonte: Elaboração própria
Para a atuação na Estação de Tratamento de Água das Piscinas é fundamental o
conhecimento nos conceitos gerais descritos no item 2.1.
18
2.1 CONCEITOS GERAIS
2.1.1 Potencial Hidrogeniônico (pH)
Escala logarítmica da concentração de íons H+ que varia de 0 a 14, sendo 7,0 a
neutralidade, valores menores que 7,0 a acidez e maiores que 7,0 a alcalinidade. A
título de exemplo, as faixas típicas de pH da lágrima e do sangue são 7,3 a 7,4 e 7,3
a 7,5, respectivamente. Com pH menor que 7,1, a água se torna irritante para os
olhos e mucosas. (MACÊDO, 2003). A faixa de pH adotada pelo Clube em estudo é
de 7,1 a 7,8.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a faixa de pH
considerada ideal é de 7,0 a 8,0 (DECRETO 5616 de 15 de maio de 1987). A
legislação do Ministério da Saúde determina que o pH da água potável deve estar na
faixa entre 6,0 a 9,5, parâmetros tomados como referência. (PORTARIA 2914/2011).
A faixa de pH adotada pelo Clube em estudo está consoante com as legislações
vigentes.
Quando há a necessidade da correção do pH, utiliza-se uma base para elevá-lo,
usualmente o carbonato de sódio, e um ácido para reduzi-lo, geralmente o ácido
clorídrico.
2.1.2 Alcalinidade
É a medida da concentração de íons carbonatos (CO3-), bicarbonatos (HCO3-) e
hidróxidos (OH-). A concentração dos íons encontrados na água depende do pH e
podem ser encontrados os seguintes compostos: (MACÊDO, 2003).

pH entre 4,4 e 8,3: apenas bicarbonatos;

pH entre 8,3 e 9,4: carbonatos e bicarbonatos;

pH acima de 9,4: hidróxidos e carbonatos (alcalinidade cáustica).
A alcalinidade na concentração ideal promove um efeito tampão no sistema, ou seja,
limita as variações bruscas de pH. (MAIERÁ, 1999).
19
A faixa sugerida para tratamento de piscinas no Brasil é de 80 a 120 ppm. De acordo
com Macêdo (2003):
-1
A variação de 80 a 120 mg.L para os níveis de alcalinidade a bicarbonato,
utilizado nas piscinas do Brasil satisfaz aos requisitos de uma qualidade de
água. Deve-se ressaltar que, em função da temperatura média do Brasil,
sendo a temperatura um fator que influencia na transformação da dureza
temporária em dureza permanente, o nível máximo de concentração de
alcalinidade a bicarbonatos deve ser de 150 mg.L-1 e não de 200 mg.L-1
(MACÊDO, 2000, MACÊDO, 2003, p. 99).
O produto mais indicado para o ajuste da alcalinidade é o bicarbonato de sódio
(NaHCO3). O carbonato de sódio (NaCO3) não deve ser utilizado pois, altera
somente o pH e não contribui para o aumento da alcalinidade. Um pequeno erro na
utilização do carbonato de sódio pode elevar o pH da piscina sendo necessário
aplicação de redutor de pH, aumentado o custo do tratamento. (MACÊDO, 2003).
2.1.3 Dureza de Cálcio
Dureza de cálcio é o conteúdo de sais de cálcio e magnésio dissolvidos na água. A
dureza é expressa em mg.L-1 (ppm). Caso seja necessário aumentar a dureza
cálcica, basta adicionar um sal a base de cálcio e, para reduzi-la, deve-se substituir
parte da água. Uma água dura pode provocar incrustações no sistema de
tratamento, entupimento dos filtros, dentre outros problemas. Em contrapartida uma
água com escassez de cálcio torna a água agressiva, provocando corrosão no
sistema. (MACÊDO, 2003)
A faixa sugerida para o tratamento de piscinas é de 200 a 400 ppm como CaCO3.
Esta faixa pode variar em função de outros fatores do sistema no somatório total do
Índice de Langelier. (MAIERÁ, 1999).
O índice de Langelier ou índice de saturação (IS) mede a tendência corrosiva ou
incrustante de uma água. Os parâmetros utilizados para o cálculo do índice são
temperatura, pH, dureza e alcalinidade total (bicarbonatos em águas naturais).
20
Algebricamente, o índice de Langelier é calculado da seguinte maneira, (MACÊDO,
2003 e MAIERÁ, 1999).
ÍNDICE DE SATURAÇÃO (IS) = pH + A + D + T – STD
Onde:
A = fator referente à alcalinidade
D = fator referente à dureza
T = fator referente à temperatura
STD = constante de ajuste conforme quantidade de sólidos dissolvida:
12,1 = para STD (< 1000 ppm)
12,2 = para STD (entre 1000 e 2000 ppm)
12,3 = para STD (> 2000 ppm)
De acordo com o resultado encontrado a água encontra-se:
IS = 0, água estabilizada;
IS < 0, água com tendência corrosiva;
IS > 0, água com tendência a formar incrustações calcárias.
2.1.4 Sólidos Totais Dissolvidos
Sólidos totais dissolvidos (STD) correspondem à massa total dos constituintes
minerais presentes na água, por unidade de volume. De acordo com Poolandspa
(2003) citado por Macêdo (2003) a concentração de sólidos totais dissolvidos acima
de 1.000 ppm há corrosão, no caso de piscinas.
A correção do parâmetro é feita através do processo de clarificação com sulfato de
alumínio, floculação, coagulação, decantação, filtração e posterior descarte de água
através da retrolavagem dos filtros.
21
Retrolavagem ou contralavagem consiste na passagem da água através do filtro em
sentido contrário ao fluxo de filtragem com o objetivo de remover partículas
orgânicas e inorgânicas retidas no meio filtrante. A água da retrolavagem pode ser
reutilizada em lavagem de pátio, irrigação de jardins ou descartada.
2.2 Aspectos Gerais da Cloração
A desinfecção é uma das etapas mais importantes no tratamento da água de
piscina, pois garante a redução de microrganismos a níveis seguros, impedindo
assim a transmissão de doenças aos banhistas.
Geralmente o processo de desinfecção é realizado através da dosagem de
derivados clorados, pois o cloro apresenta vantagens em relação aos outros
métodos
de
desinfecção.
Ele
possui
bom
efeito
desinfetante
(mata
os
microrganismos em baixas concentrações e num curto espaço de tempo), é um bom
oxidante, têm ótimo efeito residual (permanece na água, só sendo consumido
quando desinfeta ou age como oxidante) e baixo custo. (MACÊDO, 2003).
Os produtos formados quando se adiciona um derivado clorado na água estão
representados na figura 1. Uma quantidade insuficiente de derivado clorado não
desinfeta corretamente a água, enquanto uma quantidade excessiva é responsável
por reações alérgicas e irritação nas mucosas dos usuários, além aumentar os
custos do tratamento. (MAIERÁ, 1999).
Existem dois tipos de derivados clorados, os de “origem inorgânica” e os de “origem
orgânica”, que também são chamados de cloraminas orgânicas (MACÊDO, 1992,
ANDRADE e MACÊDO, 1996 citado por MACÊDO, 2003).
De acordo com Macêdo (2003):
Os compostos inorgânicos apresentam uma menor estabilidade e se
decompõe com maior facilidade quando na presença da luz ultravioleta do
sol, apresentam também, maior poder de oxidação sobre a matéria
orgânica, quando comparados com os derivados clorados orgânicos.
(ANDRADE e MACÊDO, 1996) citado por (MACÊDO, 2003, p. 126)
22
Figura 1: Produtos formados quando se adiciona um derivado clorado na água.
Fonte: MACÊDO, 2003
Segundo Macêdo (2003), quando um derivado clorado é adicionado à água, é
esperado que exista no meio apenas HClO (ácido hipocloroso) e ClO- (hipoclorito)
que é denominado cloro residual livre (CRL) e é responsável pelo processo de
desinfecção. A dissociação iônica do ácido hipocloroso (HClO) em íon clorito (ClO-)
ocorre em função do pH. Quanto mais alto o pH, menor é o poder desinfecção dos
derivados clorados (Macêdo, 2003), conforme os percentuais da tabela 2:
Tabela 2: Dissociação iônica do ácido hipocloroso em função do pH
Ph
6,0
7,0
7,2
7,3
7,5
7,9
8,5
Porcentagem HClO
97%
73%
63%
59%
50%
24%
8%
Porcentagem ClO3%
27%
37%
41%
50%
76%
92%
Fonte: MAIERÁ, 1999.
Devido a reação da amônia (NH3) com o HClO há a formação de cloraminas, o que é
denominado cloro residual combinado (CRC). O CRC é responsável pelo odor
23
característico de cloro e por diminuir a disponibilidade do HClO na piscina.
(MACÊDO, 2003).
Os trihalometanos (THMs) também são produzidos durante a cloração e essa
produção se dá através da reação entre o cloro e matéria orgânica presentes na
água. É um produto indesejado, pois é potencialmente cancerígeno. (MACÊDO,
2003).
Os derivados clorados existentes no mercado são apresentados na tabela 3:
Tabela 3: Principais derivados clorados disponíveis no mercado.
INORGÂNICOS
Cloro gás
Hipoclorito Sódio
Hipoclorito Cálcio
ORGÂNICOS
DicloroIsocianúrico
TricloroIsocianúrico
TEOR %
100%
10%
65-70%
TEOR %
60%
90%
pH (solução 1%)
0,0
11,0 – 13,0
10,0 -11,0
pH (solução 1%)
6,0 – 7,0
2,0 – 3,0
Fonte: Adaptado MACÊDO, 2003
2.2.1 Ácido Cianúrico
O ácido cianúrico (C3N3O3H3) é um ácido fraco, encontrado comercialmente na
forma pura ou agregado à formulação de derivados clorados de origem orgânica,
como por exemplo, dicloroisocianurato de sódio [NaCl2(NCO3)3]. É utilizado como
estabilizador de cloro em piscinas abertas e em dias ensolarados, reduzindo a perda
de cloro, conforme equação (1). A faixa de controle está entre 30 e 50 mg.L-1. O
excesso de ácido cianúrico só pode ser corrigido com a substituição parcial da água.
(MACÊDO, 2003).
ClO-
→
Cl- + ½ O2 (meio solar) (1)
Em duas horas de exposição a sol intenso 80% do cloro é eliminado da piscina
Quanto se adiciona um estabilizador essa perda cai para apenas 20% ou seja, uma
perda 5 vezes menor. (MAIERÁ, 1999).
24
O gráfico da figura 2 apresenta os resultados da medição do residual de cloro livre
(CRL), em duas piscinas num dia de sol sem banhistas, tratadas com derivado
clorado estabilizado e não estabilizado. Devido à atuação do ácido cianúrico,
presente no derivado clorado estabilizado, o consumo de íons clorito pela ação do
sol é reduzido.
. Figura 2: Gráfico de comparação da queda dos níveis de Cloro Residual Livre (CRL) em função da
presença do estabilizante, o ácido cianúrico.
Fonte: REVISTA PISCINA 1999, MACÊDO 2003
2.2.2 Temperatura
Para Maierá (1999) “a dissociação do ácido hipocloroso é bastante afetada pelo pH
da água e relativamente pouco a afetada pela temperatura”. O gráfico da figura 3
apresenta a distribuição do ácido hipocloroso e o íon clorito em água para diferentes
faixas de pH e temperatura. Observa-se que quanto maior a temperatura, maior é a
dissociação do ácido em íon, reduzindo potencial oxidante do derivado clorado.
25
Figura 3: Gráfico de distribuição de ácido hipocloroso e íons hipoclorito em
água em diferentes valores de pH e temperatura.
Fonte: NASCIMENTO FILHO, 2005
Fonte: NASCIMENTO FILHO, 2005.
2.2.3 Potencial de Óxido-Redução (REDOX)
O Potencial de óxido-redução ou Índice de Sanitização da Água mede a atividade
química do sanitizante, ou seja, seu poder oxidação. A unidade de medida adotada é
o milivolt (mV). Neste parâmetro é observado o conjunto formado pelo pH e o teor de
cloro livre que garantem a sanitização da água. Um pH alto e baixa qualidade de
água afetarão o potencial de óxido-redução adversamente. A faixa de pH adotada
para o tratamento das piscinas (7,0 – 7,8) permite medições seguras do parâmetro.
(MAIERÁ, 1999).
Segundo Clérin (1982) “a partir de 650 mV já existe residual de oxidante eficiente
para ação bactericida”. A faixa de acompanhamento do potencial de óxido redução
adotada pelo Clube em estudo é de 650 – 800 mV.
O potencial de óxido-redução varia conforme a demanda de matéria orgânica e
demais compostos oxidados pelo ozônio. Em piscinas que utilizam um oxidante
adicional para manter residual ativo, como os derivados clorados, o potencial de
óxido-redução variará também em função de seu consumo na piscina. (CLÉRIN,
1982).
26
3 PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DE
ÁGUA DE PISCINAS DO CLUBE EM ESTUDO.
3.1 Derivados Clorados
3.1.1 Hipoclorito de Sódio
Também conhecido como cloro líquido, é um líquido amarelado, altamente corrosivo,
de odor asfixiante de cloro. Eleva o pH da água da piscina de forma intensa e
geralmente necessita de dosagem de redutor de pH para manter o equilíbrio do
sistema. (MAIERÁ, 1999).
É utilizado para oxidar a matéria orgânica presente na água, eliminando bactérias e
secreções prejudiciais à saúde e mantém o cloro residual livre na água. Cada 1,2 mL
de hipoclorito de sódio diluído em 1.000 mL de água produz 1 ppm de CRL.
(MACÊDO, 2003)
A dosagem deste produto é online, através de bombas dosadoras. O preparo nos
tanques de diluição é feito conforme as orientações da tabela 4:
Tabela 4: Dosagem online de hipoclorito de sódio por ETA.
ETA 1 250 litros do produto e 250 litros de água (Solução a 50%) ou sem diluição.
ETA 2 700 litros do produto e 300 litros de água (Solução a 70%) ou sem diluição.
ETA 3 25 litros do produto e 25 litros de água (Solução a 50%) ou sem diluição.
Fonte: Manual do Tratamento de Água de Piscinas do Clube em Estudo.
3.1.2 Hipoclorito de Cálcio
Também chamado de cloro granulado é apresentado em forma de grânulos brancos,
altamente corrosivo, de odor asfixiante de cloro. Eleva o pH da água de forma
27
moderada. Reduz a quantidade de redutor de pH a ser utilizado no sistema. A faixa
de pH ideal para dosagem é de 7,2 a 7,4. (MAIERÁ, 1999).
É utilizado para oxidar a matéria orgânica presente na água, eliminando bactérias e
secreções prejudiciais à saúde e mantém o cloro residual livre na água. Cada 1,43 g
de hipoclorito de cálcio diluído em 1.000 mL de água produz 1 ppm de CRL.
(MACÊDO, 2003).
A dosagem deste produto é online, através de bombas dosadoras reguladas
automaticamente. O preparo nos tanques de diluição é feito conforme as orientações
da tabela 5:
Tabela 5: Dosagem online de hipoclorito de cálcio por ETA.
ETA 1
10 kg do produto dissolvido em 300 litros de água (Solução a 3,30%).
ETA 2
10 kg do produto dissolvido em 300 litros de água (Solução a 3,30%).
ETA 3
Não é utilizado.
Fonte: Manual do Tratamento de Água de Piscinas do Clube em Estudo.
3.1.3 Dicloroisocianúrico
O dicloroisocianúrico de sódio também pode ser chamado de dicloro-s-triazina-triona
ou isocianurato de sódio ou simplesmente cloro estabilizado é apresentado em
forma de pó branco de alta solubilidade em água, têm pequena influência no pH.
Quando adicionado á piscina dissocia-se em ácido hipocloroso e em sal sódico
cianúrico, este último é que reage com a água produzindo ácido cianúrico,
responsável por reduzir a ação do sol nos íons clorito. A faixa de pH ideal de
dosagem é maior ou igual a 7,5. (MAIERÁ, 1999).
É utilizado para oxidar a matéria orgânica presente na água, eliminando bactérias e
secreções prejudiciais à saúde e mantém o cloro residual livre na água. Cada 1,7 g
de dicloroisocianúrico diluído em 1.000 mL de água produz 1ppm de CRL.
(MACÊDO, 2003).
28
A dosagem deste produto é online, através de bombas dosadoras reguladas
automaticamente. O preparo nos tanques de diluição é feito conforme as orientações
da tabela 6:
Tabela 6: Dosagem online de dicloroisocianúrico por ETA.
ETA 1
10 kg do produto dissolvido em 300 litros de água (Solução a 3,30%).
ETA 2
10 kg do produto dissolvido em 300 litros de água (Solução a 3,30%).
ETA 3
Não é utilizado.
Fonte: Manual do Tratamento de Água de Piscinas do Clube em Estudo.
3.2 DOSAGEM SEMANAL DE DERIVADOS CLORADOS
3.2.1 Dosagem Semanal com Hipoclorito de Sódio
A dosagem do hipoclorito de sódio deve ser realizada conforme acompanhamento
do residual de cloro livre para atendimento da faixa adotada. Este derivado clorado
irá aumentar o pH da água, sua correção acontecerá com a dosagem de redutor de
pH no decorrer da semana, para atendimento da faixa adotada de pH.
Pode-se utilizar uma dosagem de estabilizador de cloro – dicloroisocianúrico - para
evitar o consumo do cloro livre pela ação do sol. Com a adição do estabilizador de
cloro há uma redução na utilização de hipoclorito de sódio que pode gerar uma
redução no custo mensal de operação, caso o custo do dicloroisocianúrico esteja
favorável.
Ocorrendo situações adversas no decorrer da semana o programa deve ser alterado
conforme orientações do responsável técnico da ETA e as observações de pH,
limpidez e CRL.
3.2.2 Dosagem
Semanal
com
Hipoclorito
de
Sódio,
de
cálcio
e
dicloroisocianúrico
Para a desinfecção da água de piscina usando mais de um derivado clorado o Clube
em estudo adotou o seguinte esquema:
29

Sábado e Domingo: a adição hipoclorito de sódio tem como objetivo a
elevação do pH até 7,8, evitando a dosagem de redutor de pH.

Segunda, Terça e Quarta: a adição de dicloroisocianúrico tem como
objetivo a redução do pH até 7,2. Alcançando este pH antes do prazo,
utilizar o passo seguinte.

Quinta e Sexta a adição de hipoclorito de cálcio tem como objetivo a
elevação do pH até 7,4. Alcançando este pH antes do prazo, retomar o
esquema de cloração de sábado e domingo.
Esta proposta permite manter no sistema com estabilizador de cloro a partir do
dicloroisocianúrico, gerando uma redução na utilização de redutor de pH que pode
gerar uma redução no custo mensal de operação, caso o custo dos derivados
clorados sólidos estejam em oferta no mercado.
Ocorrendo situações adversas no decorrer da semana o programa deve ser alterado
conforme orientações do responsável pela ETA e as observações de pH, limpidez e
CRL.
3.2.3 Redutor de pH
Também conhecido com ácido muriático, é um líquido claro a ligeiramente amarelo,
cujo principal componente químico é o ácido clorídrico. Possui odor pungente e
penetrante, a percepção de odor no ar se dá a partir de 1ppm. Possui pH
extremamente ácido, aproximadamente 1,1. (MAIERÁ, 1999).
É utilizado para reduzir o pH da água das piscina de forma a mantê-lo dentro da
faixa de controle. No cálculo da quantidade de ácido clorídrico para redução do pH
deve-se levar em conta a alcalinidade pois, quanto maior a alcalinidade maior a
quantidade de ácido deve ser adicionado à água. (MACÊDO, 2003).
A dosagem deste produto é online, através de bombas dosadoras. O preparo da
solução no tanque de diluição é feito misturando-se 30 litros do produto em 150 litros
de água, ou sem diluição conforme a necessidade do sistema.
30
3.2.4 Clarificante
O clarificante é apresentado em forma de solução, é um líquido levemente
amarelado e turvo, cujo principal componente químico é o policloreto de alumínio ou
PAC (Poli-AluminumCloride). Além de clarificante funciona também como floculante
e auxiliar de filtração, conforme concentração aplicada na água. (MACÊDO, 2003).
É utilizado para coagular as partículas mais densas de sujidades da água, que em
função da quantidade dosada, pode decantar na piscina ou ficar retido no filtro. O pH
da piscina deve estar entre 7,6 e 7,8 para devida atuação do composto químico.
Deve-se retrolavar o filtro antes de sua aplicação e acompanhar a evolução do
manômetro do filtro para fazer nova retrolavagem após o período de retenção das
partículas.
A tabela 07 apresenta a dosagem recomendada e forma de aplicação:
Tabela 7: Dosagem e forma de aplicação de clarificante nas piscinas.
ÁGUA DA PISCINA
QUANTIDADE A SER APLICADA
Limpidez 3 ou limpeza de leve turvação
que pode gerar baixa decantação na
piscina.
1,0 a 1,5 mL por 1.000 mL de água da
piscina.
Limpidez 2 ou limpeza de turvação
acentuada que formará decantação na 3,0 mL por 1.000 mL de água da piscina.
piscina.
Limpidez 1 ou limpeza de turvação 6,0 mL por 1.000 mL de água da piscina
extrema e coloração esverdeada que ou,
formará
acentuada
decantação
piscina e retenção no filtro.
conforme
grau
de
sujidade,
na substituição por sulfato de alumínio e
carbonato de sódio.
Aplicar diretamente no reservatório da
FORMA DE APLICAÇÃO
piscina, ou após fechamento do clube,
diretamente na superfície da piscina.
Fonte: Manual do Tratamento de Água de Piscinas do Clube em Estudo.
31
3.2.5 Algicidas e Algistáticos
Os algicidas são produtos destinados a matar as algas e os algistáticos inibem seu
crescimento. Os princípios ativos que se destacam como algicidas e algistáticos são
o sulfato cúprico e o quaternário de amônio. (MACÊDO, 2003). De acordo com
Macêdo (2003):
Deve ser ressaltado que a diferença fundamental dos produtos
considerados de manutenção e de choque está na concentração do
princípio ativo, ou seja, para alguns produtos a diferença de ação, como
algicida ou como algistático, está simplesmente na diferença de
concentração indicada. (MACÊDO, 2003, p. 112).
O pH da piscina deve estar entre 7,4 e 7,6 para devida atuação do composto
químico. Não deve ser aplicado em conjunto com os derivados clorados. Um
intervalo de 8 horas é recomendado entre a aplicação do algicida e a aplicação do
cloro.
A dosagem recomendada e a forma de aplicação estão descritas na tabela 8:
Tabela 8: Dosagem e forma de aplicação de algicida nas piscinas.
ÁGUA DA PISCINA
QUANTIDADE A SER APLICADA
7,0 mL por 1.000 mL de água da
Formação de algas acentuada nas
piscina a cada 24 horas até a remoção
bordas e fundo da piscina.
total das algas.
4,0 mL por 1.000 mL de água da
Formação de algas pontuais e/ou
piscina a cada 24 horas até a remoção
prevenção de algas.
total das algas.
Desligar a dosagem de cloro da piscina
a partir das 13 horas. Aplicar a
quantidade calculada diretamente na
superfície da piscina, próximo ao local
FORMA DE APLICAÇÃO
de maior formação de algas, após o
fechamento do clube. Desligar a
filtração por 4 horas. Retornar a
cloração da piscina a partir da 05 horas
da manhã do dia seguinte.
Fonte: Manual do Tratamento de Água de Piscinas do Clube em Estudo.
32
3.2.6 Carbonato de Sódio
Também chamado de barrilha, o produto é apresentado em forma de grânulos
branco e inodoro. É utilizado para elevar o pH da água da piscina em situações que
o cloro livre já está estabilizado e principalmente nos processos de decantação de
águas muito turvas e esverdeadas, em conjunto com o sulfato de alumínio.
(MACÊDO, 2003).
Cada 16 g de carbonato de sódio diluídos em 1.000 mL de água eleva em 0,2 o seu
pH, aproximadamente; ou 16 g de carbonato de sódio por 1.000 mL de água para 40
g de sulfato de alumínio por 1.000 mL de água para procedimentos de decantação,
(MACÊDO, 2003), conforme tabela 9.
Tabela 9: Formas de aplicação de hipoclorito de sódio nas piscinas
FORMA DE APLICAÇÃO
Para elevar o pH
Em processos de
decantação
Diluir a quantidade calculada em pequenas frações na água
da piscina com a ajuda de um balde. Aplicar no reservatório
– recomendado - ou na superfície da piscina, após
fechamento do Clube em estudo. Durante o funcionamento
do clube, diluir a quantidade calculada em aproximadamente
50 litros e aplicar por bomba dosadora.
Diluir a quantidade calculada em pequenas frações na água
da piscina com a ajuda de um balde. Aplicar sobre a
superfície da piscina, com filtração ligada. Desligar a filtração
após 1 hora.
Fonte: Manual do Tratamento de Água de Piscinas do Clube em Estudo.
3.2.7 Sulfato de Alumínio
O sulfato de alumínio é apresentado em forma de grânulos brancos ou pó e possui
odor ligeiramente ácido. É um produto altamente corrosivo, com pH em torno de 3,5
em solução a 5%. Uma restrição do seu uso é a baixa solubilidade em água. O uso
do sulfato de alumínio provoca instabilidade do pH e favorece o crescimento de
algas pois ele consome a alcalinidade da água de piscina para reagir e formar
flocos. (MACÊDO, 2003).
33
É utilizado para coagular as partículas mais densas de sujidades da água e metais
oxidados, em situações em que a piscina se apresenta muito turva e esverdeada,
clarificando a água através de intensa decantação, combinado com prévia aplicação
de carbonato de sódio. O pH da piscina deve estar entre 7,6 e 7,8 para devida
atuação do composto químico.
Cada 16 g de carbonato de sódio por 1.000 mL de água para 40 g de sulfato de
alumínio por 1.000 mL de água promove a decantação do sistema (MACÊDO,
2003), conforme tabela 10.
Tabela 10: Formas de aplicação de carbonato de sódio nas piscinas
FORMA DE APLICAÇÃO
Após a dosagem do Carbonato de Sódio, e ainda com a filtração ligada; Aplicar
diretamente na superfície da piscina a quantidade calculada, em pequenas
frações, com a ajuda de uma peneira ou por imersão de saco de linhaça.
Prosseguir com o desligamento da filtração após 1 hora, a partir da dosagem do
carbonato. Proceder a aspiração do sistema após 6 a 8 horas. Religar a filtração.
Fonte: Manual do Tratamento de Água de Piscinas do Clube em Estudo.
3.2.8 Sulfito de Sódio
Também conhecido como sulfito dissódico é apresentado em forma de pó branco ou
cristais, inodoro, pH 8,5 a 10,5 em solução aquosa 50 g. L-1. (MACÊDO, 2003).
É utilizado para reduzir a toxicidade residual do cloro e de seus compostos
combinados,
presentes
na
água
de
rede,
equipamentos
dosadores
ou
derramamentos. É recomendado o uso de soluções aquosas de até 5% de
concentração.
3.2.9 Controlador de Metais
O princípio ativo do controlador de metais é o ácido organo-fosfônico, apresentado
em solução aquosa transparente de odor parecido com vinagre. Ele atua como
complexante (sequestrante) de metais presente na água, provenientes do processo
34
corrosivo de equipamentos ou tubulações e íons metálicos contidos na água de
abastecimento, por exemplo, água de poço artesiano. (MACÊDO, 2003).
É utilizado para inibir a ação prejudicial dos metais na água da piscina, prevenindo e
eliminando eventuais manchas no revestimento da piscina. Sua aplicação é feita
conforme tabela 11.
Tabela 11: Formas de aplicação de controlador de metais nas piscinas
FORMA DE APLICAÇÃO
Para
manutenção
Para remoção
de manchas
15,0 mL por 1.000 mL de água da piscina, aplicado diretamente
na piscina. Repetir a aplicação mensalmente ou a cada
reposição de água, conforme sua natureza (poço artesiano, por
exemplo). Liberar a piscina para uso após 1h.
50,0 mL por 1.000 mL de água da piscina, aplicado diretamente
na piscina, ou inicialmente escovado/aplicado na região de
maior formação de manchas. Repetir a aplicação durante 5 a 7
dias. Dar intervalo de uma semana para reiniciar o
procedimento. Liberar a piscina para uso após 3 horas da
aplicação.
Fonte: Manual do Tratamento de Água de Piscinas do Clube em Estudo.
3.2.10 Ozônio (O3)
É um gás formado por três átomos de oxigênio, extremante instável, com odor
característico percebido a partir de 0,01 ppm no ar. Ele é o sanitizante e o oxidante
mais potente encontrado no mercado, com potencial de óxido-redução de 2,07 E°(V)
(elétron volt), enquanto o do ácido hipocloroso é de 1,49 E°(V). (MAIERÁ, 1999)
Por ser um poderoso oxidante o ozônio é utilizado no tratamento de água potável e
de processos, efluentes, na desinfecção de alimentos, de piscinas, de laboratórios
de análises clínicas, entre muitas outras aplicações.
Ozônio pode ser produzido de duas formas, por lâmpada UV ou por descarga
elétrica. O processo de produção por lâmpadas UV consiste na passagem de ar por
lâmpadas que emitem luz ultravioleta a um comprimento de onde entre 180 e 190
nm (nanômetro), produzindo ozônio. Utilizado para produção em pequena escala. Já
35
em processo em larga escala a produção é realizada por descarga elétrica do tipo
corona. Conforme Bassani (2003) este processo consiste em:
Aplicar uma corrente elétrica em um fluxo gasoso de ar ou oxigênio. O
campo elétrico aplicado fornece suficiente energia aos elétrons para que
estes rompam as duplas ligações da molécula de O2, gerando dois átomos
de oxigênio. Estes átomos de oxigênio reagem com outra molécula de O2
para formar as moléculas de O3.
A geração de ozônio a partir do ar necessita de um pré-tratamento do ar. As etapas
desse pré-tratamento são: filtração, compressão, resfriamento e desumidificação.
(BASSANI, 2003).
Figura 4: Gerador de ozônio
Fonte :Hidrogeron
Em pequenas ou médias instalações, utiliza-se sistema de secagem a frio, seguido
de materiais dessecadores (peneira molecular) como os usados nos grandes
36
equipamentos. É indispensável que a temperatura de ponto de orvalho seja igual ou
inferior a 80ºC. Isto é recomendável, pois se o gás apresentar vapores de água o
rendimento cai e produzem-se óxidos de nitrogênio, os quais reagem com água e
formam ácidos nítricos, que destrói as câmaras de geração de ozônio. (BASSANI,
2003).
Mais de 80% da energia elétrica aplicada na geração de O3 é convertida em calor. O
calor excessivo causará rápida decomposição do produto, de ozônio para oxigênio.
A refrigeração apropriada das células é fundamental ao rendimento da produção e à
vida útil do equipamento.
A introdução de ozônio na piscina é realizada por meio de injetores o tipo “venturi”.
Este dispositivo cria um vácuo com o diferencial de pressão quando a água passa
por sua extensão ou de bombas colocadas na tubulação de retorno.
Figura 5: Fluxograma da produção e introdução de ozônio na piscina.
Fonte: Manual Ozoxi.
Há muitas vantagens do uso de ozônio, tais como não produção e redução de
trihalometanos (THM's) na piscina (os THM’S são potencialmente cancerígenos),
desinfecção bacteriológica, elevação do potencial redox no meio, promoção da
remoção de ferro solúvel e manganês por oxidação, não alteração do pH, da
alcalinidade e da dureza da água. (MAIERÁ, 1999).
Como em todos os processos, existem também desvantagens no uso do ozônio;
entre elas, alto custo de implantação do sistema de geração de ozônio, elevada
toxicidade mesmo em baixas concentrações, a não manutenção de residual na água
e limitações de uso definidas na Norma Regulamentatória nº 15 – Portaria 3214 do
37
Ministério do Trabalho, que limita a exposição ocupacional a 0,08 ppm por até
48h/semana. (MACÊDO, 2003)
38
4
GERADOR DE CLORO
Os equipamentos que produzem cloro líquido também podem ser chamados de
salinizadores ou clorificadores. Eles são constituídos basicamente por duas partes,
uma cuba eletrolítica que é o conjunto dos elétrodos e do recipiente destinado à
eletrólise, uma fonte de corrente contínua e painel de controle. Para produção
eletroquímica do cloro é necessária a combinação de três elementos, sal (NaCl sem
iodo), água e eletricidade. (NORA, 2012).
O hipoclorito de sódio é produzido a partir da eletrólise do cloreto de sódio em
solução aquosa (salmoura). Neste processo também são produzidos gás cloro (Cl2),
peróxido de hidrogênio, hidróxido de sódio (NaOH) e hidrogênio (H2). O Cl2 é gerado
no anodo e o H2 no catodo, conforme figura 6. Coffey (2002) citado por Macêdo
(2003) diz que:
Deve ser ressaltado que não existe inicialmente neste processo de
produção de hipoclorito de sódio e sim gás cloro (Cl 2) que em contato com a
água gera ácido hipocloroso e ácido clorídrico, sendo o ácido clorídrico
neutralizado pelo hidróxido de sódio. (MACÊDO, 2003, p. 193)
Figura 6: Célula eletroquímica
Fonte: Danish Clean Water A/S
39
O processo pode ser descrito como se segue nas equações 3, 4, 5 e 6:
2 NaCl(s) → 2 Na +(aq) + 2 Cl-(aq) (3)
Catodo (redução): 2 H2O(l) + 2e-→ H2(g) + 2 OH-(aq) (4)
Anodo (oxidação):
Reação global:
2 Cl-(aq)
2 H2O(l) +
→ Cl2(g)+ 2 e-__
_(5)__
2 Cl-(aq) → Cl2(g)+ H2(g) + 2 OH-(aq) (6)
Para tratamento de piscina existem dois tipos de salinizadores, os que se adiciona
sal diretamente á piscina e os que utilizam reservatório de salmoura. Os geradores
de cloro nos quais se acrescenta sal á água utilizam o chamado sistema “em-linha”
que contém células eletrolíticas instaladas no retorno da água para piscina. Por esse
motivo o cloreto de sódio é adicionado diretamente á água, em uma concentração
de 2000 a 6000 ppm, concentração de sal que não gera desconforto ao banhista,
tomando como referência a água do mar cuja concentração está na faixa de 30 – 35
g.L-1. (MACÊDO, 2003).
Os clorificadores objeto deste estudo utilizam reservatório contendo salmoura a uma
concentração de 3%. A solução de salmoura dentro de um reservatório entra no
reator sofrendo eletrólise e é transformada em solução de hipoclorito de sódio pronta
para ser utilizada, conforme esquematizado na figura 7.
Figura 7: Esquema de montagem do gerador de cloro.
Fonte: Hidrogeron
40
O reservatório de cloro é equipado com boia de nível superior e quando o
reservatório está cheio o equipamento desliga, parando a produção do cloro.
Quando a boia de nível superior abaixa até um nível programado o equipamento se
liga novamente e a automação reinicia o processo de fabricação até encher o
reservatório de cloro produzido novamente, caracterizando um sistema de produção
autônomo. (HIDROGERON).
Macêdo (1999) citado por Macêdo (2003, p. 194) ressalta as vantagens do gerador
de cloro, “baixo custo operacional; maior segurança operacional; requer baixa mão
de obra; mantém a cloração constante; a supercloração ocorre na célula eletrolítica,
o que destrói as cloraminas; (...)” entre outras. É ecologicamente correto, porque
produz cloro no mesmo local de utilização, evitando os com gastos com transporte,
reduzindo os riscos ambientais e de acidente de trabalho.
Oliveira Jr., Martins e Oliveira (2006) citam que “a produção eletrolítica do cloro é um
processo que oferece riscos, uma vez que o cloro produzido é um oxidante,
explosivo, corrosivo e com toxidez elevada”. Maierá (1999) apresenta como principal
desvantagem no emprego do gerador de cloro o alto custo inicial.
41
5 ASPECTOS DO PROJETO E OPERACIONAIS
5.1 Consumo de Sal
De acordo com a especificação do fornecedor para cada 1 kg de cloro ativo
produzido são necessários 4,5 kg de cloreto de sódio.
4,5kg NaCl ------- 1,0 kg NaClO
X kg NaCl ----------12,0 kg NaClO
X = 54,0 Kg NaCl/dia
Serão necessários 54 kg de sal para a produção de 12 kg de cloro ativo por dia.
Ressaltando-se que o sal deve ser livre de cálcio e iodo, pois eles impregnam os
eletrodos.
5.2 Custo da Operação
Foi coletado no mercado local o preço do cloreto de sódio. O saco com 25 kg de sal
custa R$ 10,90 (0,436 R$/kg). O preço da eletricidade é de R$ 0,31 kW/h, conforme
conta da Cemig do Clube em estudo.
Conforme especificação do fornecedor para cada 1 kg de cloro ativo produzido são
consumidos 5 kW/h de energia elétrica. A água utilizada no processo será a do
retorno da piscina, não gerando custo adicional ao projeto. A tabela 12 apresenta os
custos da produção diária e mensal.
Tabela 12: Custo diário e mensal da produção de hipoclorito de sódio.
Insumo
Quantidade
Valor Unitário
Valor Mensal
Diária
Eletricidade
60 kW/h
R$ 0,31
R$ 558,00
NaCl
54 kg
R$ 0,44
R$ 712,80
TOTAL: R$ 1.270,80
Fonte: Elaboração própria.
42
5.3 Limpeza e Vida Útil dos Eletrodos
Os clorificadores são prejudicados pelo cálcio porque este impregna as placas
eletrolíticas do aparelho, diminuindo sua eficiência ou sua vida útil.
A manutenção preventiva dos eletrodos ou células eletrolíticas deve ser mensal ou
conforme necessidade específica do usuário. Essa manutenção consiste na limpeza
das células com solução de redutor de pH na proporção de 9 partes de água para
uma parte de redutor de pH por 10 minutos. A concentração da solução de limpeza e
o tempo devem ser rigorosamente respeitados, pois podem remover o revestimento
do eletrodo comprometendo sua produção e diminuindo sua vida útil. Também não
devem ser utilizadas na limpeza buchas abrasivas, palhas e esponjas de aço.
A vida útil de uma célula projetada pelo fornecedor é de 8 anos, desde que
respeitado o processo de manutenção preventiva.
43
6 AS PRINCIPAIS FERRAMENTAS DE ANÁLISE DE
INVESTIMENTOS
A análise de investimentos permite a racionalização na utilização dos recursos.
Dentro da complexidade do mundo atual onde uma das premissas do mercado é
fazer mais por menos, é necessário o conhecimento de técnicas de análise de
investimentos buscando administrar a limitação dos recursos frente às necessidades
ilimitadas procurando otimizar sua utilização. (FERREIRA, 2007).
A performance de uma vasta classe de investimentos pode ser medida em termos
monetários e, neste caso, utilizam-se técnicas de engenharia econômica, um
conjunto de técnicas que permitem a comparação, de forma científica, entre os
resultados de tomadas de decisão referentes a alternativas diferentes, que é
fundamentada na ciência chamada matemática financeira que, por sua vez,
descreve as relações do binômio tempo e dinheiro. (FERREIRA, 2007).
A verificação de todas as variáveis que influenciam no sistema devem ser estudadas
no processo decisório. O número e as características dessas alternativas podem
variar de problema para problema, ou, melhor dizendo, para cada tipo de tomada de
decisão. (FERREIRA, 2007).
Baseado no investimento que se deseja adquirir verificou-se que as ferramentas de
análise de investimento mais adequadas são as relacionadas nos itens 6.1 a 6.4.
6.1 Tempo de Recuperação de Investimento (payback)
É uma ferramenta simples, fácil e direta para calcular o tempo necessário para
retorno do investimento (BRUNI, 2008). O cálculo do payback simples não leva em
conta o valor do dinheiro no tempo, basta verificar o período em que o saldo do
investimento torna-se zero.
44
A empresa deve estipular um período-limite apropriado para a recuperação do
montante investido. Para BRUNI (2008, p. 232) os critérios de aceitação de um novo
investimento com base no payback simples são:

Se o payback simples for menor que o prazo máximo de recuperação
do capital investido, o projeto deve ser aceito;

Se o payback simples for igual ao prazo máximo de recuperação do
capital investido, é indiferente aceitar ou não o projeto;

Se o payback simples for maior que o prazo máximo de recuperação
do capital investido, o projeto não deve ser aceito. (BRUNI, 2008, p. 232).
No cálculo do payback descontado, o valor do dinheiro no tempo é levado em conta
(BRUNI, 2008). Segundo Bruni (2008, p. 235), uma das principais vantagens do
payback descontado em relação ao payback simples é:
Seu valor pode ser interpretado como prazo de recuperação do capital
investido remunerado de acordo com o custo de capital do projeto. Valores
situados além da data do payback descontado contribuirão com lucros
extras. (BRUNI, 2008, p. 235)
O uso do payback (simples ou descontado) deve ser utilizado como complemento de
outros métodos, como valor presente líquido (VPL) ou taxa interna de retorno (TIR).
(BRUNI, 2008). Neste estudo será utilizado somente o calculo do payback simples.
6.2 Método do valor presente líquido (VPL)
De acordo com Brealey, Myers & Allen (2008, p. 76), a diferença entre o valor de um
projeto e o seu custo é o valor presente líquido (VPL). O VPL significa o somatório
do valor presente das parcelas periódicas do lucro econômico gerado ao longo da
vida útil desse projeto.
Algebricamente o VPL é representado pela seguinte expressão:
=
+ (1 + )
45
Onde:
Co é o fluxo de caixa feito na data zero;
Cn é o fluxo de caixa feito no períoda n;
n é o número do período em que foi feito determinado fluxo;
i é a taxa de juros corrente no período n.
Com base no VPL os critério de aceitação de um projeto de investimento são:



Se o VPL for maior que zero, o projeto deve ser aceito;
Se o VPL for igual a zero, torna-se indiferente aceitar ou não o
projeto;
Se o VPL for menor que zero, o projeto não deve ser aceito.
(BRUNI, 2008, p. 245)
Uma das desvantagens do VPL é a necessidade do conhecimento prévio da taxa
mínima de atratividade (TMA).
6.3 Taxa Mínima de Atratividade
A Taxa Mínima de Atratividade (TMA) é uma taxa percentual de retorno mínimo para
o projeto de investimento, estipulada pela empresa, onde leva-se em conta para seu
o cálculo, o custo de oportunidade, o risco de negócio e a liquidez. (BRUNI, 2008).
O Custo de Oportunidade representa o retorno que teríamos pelo nosso capital caso
o aplicássemos em um determinado investimento existente no mercado, por
exemplo, a remuneração paga pela Caderneta de Poupança, ou por um Fundo de
Investimentos, ou pelo ganho que poderemos obter com determinado processo
produtivo já existente em nossa empresa em detrimento ao ganho que teremos com
a realização do projeto proposto. (BRUNI, 2008).
O Risco do Negócio é o segundo componente da TMA, pois, já que o ganho tem que
remunerar o risco inerente a adoção de uma nova ação, podemos dizer que o ganho
deverá ser condizente com os riscos que passaremos a correr no mercado em que
passarmos a operar. (BRUNI, 2008).
46
É importante salientar que a remuneração é condizente com o risco, ou seja, como
se diz no mercado “quanto maior o risco, maior a remuneração” ou ainda que “o
ganho é proporcional ao risco”.
A Liquidez, que pode ser descrita como a capacidade, facilidade e a rapidez com
que conseguimos sair de uma posição no mercado e assumir outra de forma reativa.
Portanto não existe fórmula matemática para o cálculo da TMA. Ela vai variar de
acordo com a política de cada instituição.
6.4 Taxa Interna de Retorno (TIR)
Brealey, Myers, & Allen (2008, p. 76) definiram a taxa interna de retorno como a taxa
de desconto que torna o VPL=0 (porque o valor presente das entradas de caixa se
iguala ao investimento inicial).
Matemáticamente representada pela expressão:
=
(1 +
)
Onde:
FCo é o investimento inicial do projeto;
FCt é o valor presente de suas entradas de caixa;
t é o tempo;
n é o número do período em que foi feito determinado fluxo.
A TIR é expressa em termos percentuais.
No critério de aceitação ou rejeição do projeto de investimento quando a TIR é
utilizada (GITMAN, 2007, p. 344):
47


Se a TIR for maior que o custo de capital, deve-se aceitar o projeto;
Se a TIR for menor que o custo de capital, deve-se rejeitar o projeto.
(GITMAN, 2007, p. 344).
Segundo GARRISON, NOREEN& BREWER (2007, p. 545) “ quanto mais alta a taxa
interna de retorno, mais desejável é o projeto”.
48
7 METODOLOGIA
7.1 Tipo de Pesquisa
A metodologia de pesquisa utilizada para o presente trabalho foi a coleta de dados
na contabilidade e estação de tratamento de água de piscinas do Clube em estudo,
estudo de caso, pesquisa bibliográfica e documental.
A pesquisa bibliográfica, segundo Marconi e Lakatos (2010, p. 142) “é um apanhado
geral sobre os principais trabalhos já realizados, revestidos de importância, por
serem capazes de fornecer dados atuais e relevantes relacionados ao tema”.
De acordo com Gil (2010) a finalidade da revisão bibliográfica é oferecer
fundamentação teórica ao trabalho e também atualizar sobre o estágio das
pesquisas a respeito do tema.
A pesquisa documental apresenta muita semelhança com a pesquisa bibliográfica,
pois ambas utilizam fontes de dados existentes. O que as difere é a origem do
material, na pesquisa bibliográfica os documentos fazem parte de um banco de
dados ou biblioteca e na pesquisa documental o material utilizado é de propriedade
privada. (GIL, 2010).
Para Yin (2005) citado por Gil (2010) “o estudo de caso é encarado como
delineamento mais adequado para a investigação de um fenômeno contemporâneo
dentro de seu contexto real”.
No estudo serão utilizados materiais acessíveis ao público em geral, tais como, livros
técnicos, dissertações de mestrado, teses de doutorado, artigos, revistas, periódicos
científicos e sites especializados. Além disso, também serão utilizados materiais de
uso interno da empresa.
Serão abordados aspectos qualitativos que explicam a funcionalidade do sistema,
bem como os elementos que o envolvem. Será, também, feita uma abordagem
49
quantitativa, na qual serão mostrados os dados que comprovem a viabilidade
econômica do projeto.
7.2 Mecanismo de Coleta de Dados
Serão coletados dados através de pesquisas bibliográficas em livros e artigos com
dados pertinentes ao assunto.
A pesquisa documental será feita na empresa objeto do estudo, levando-se em
conta os dados referentes aos custos do sistema de tratamento de água de piscina
utilizado em detrimento com o sistema proposto.
Serão apresentados aspectos que comprovem a viabilidade econômica do projeto
mediante dados fornecidos por empresa especializada no sistema de tratamento em
estudo.
50
8 APRESENTAÇÃO DE DADOS E RESULTADOS
8.1 Caracterização da Empresa
O Clube em Estudo é uma empresa composta por duas unidades urbanas e duas
unidades campestres, somando uma área total de 471 mil m². A unidade I, na qual
foi baseado este estudo, ocupa uma área superior a 31 mil m² no bairro de Lourdes,
e ocupa o quarteirão inteiro delimitado pelas ruas da Bahia, Antônio Aleixo, Espírito
Santo e Antônio de Albuquerque.
O Clube em Estudo é considerado uma das maiores e mais importantes instituições
sócio-desportivas e culturais do País. A instituição realiza amplo trabalho nas
divisões de base, formando e revelando talentos em diversas categorias e
modalidades esportivas.
A preocupação com as questões sócio-ambientais é constante na instituição. Foi
implantado recentemente o plano de gerenciamento de resíduos sólidos (PGRS). A
descontaminação de lâmpadas é realizada por empresa especializada, evitando
assim a contaminação do meio ambiente com metais pesados. Também é praticada
a logística reversa com as embalagens de produtos de limpeza e todo material que
pode ser reciclado é doado para o setor de voluntariado que desenvolve várias
atividades em comunidades carentes.
8.2 Apuração dos Custos Atuais
Em fase experimental, o gerador de cloro será utilizado na piscina irregular e
semiolímpica. O consumo de hipoclorito de sódio varia de acordo com a época do
ano, isto é, aumenta no verão, período de chuva e de maior insolação.
Para verificar se há vantagem na implantação do gerador de cloro em relação à
cloração com solução de hipoclorito de sódio, é necessário efetuar primeiramente, o
levantamento dos custos atuais que o clube tem com o hipoclorito de sódio nas
piscinas irregular e semiolímpica.
51
8.3 Análise de Viabilidade Técnica
De acordo com o fabricante, os principais empecilhos técnicos a implantação do
gerador de cloro seriam a instalação de bombas dosadoras online e tanque para
armazenamento da solução produzida. No caso do clube, esse impedimento não
existe, pois já existem bombas dosadoras, uma vez que o sistema é todo online.
Quanto aos tanques a empresa utilizará os existentes, pois os mesmo se encontram
em perfeito estado de conservação. Ou seja, os investimentos serão mínimos, dada
a existência e o aproveitamento de toda estrutura e equipamentos do processo
anterior.
8.4 Análise de Viabilidade Financeira
O processo decisório sobre a utilização do gerador de cloro deve se pautar na
economia que o clube terá, caso opte por substituir a cloração com solução de
hipoclorito de sódio, atualmente utilizada, pelo gerador de cloro.
Foram realizados dois orçamentos para que uma análise de viabilidade pudesse ser
realizada:
a) A empresa “1” apresentou a seguinte proposta comercial:
Preço do Sistema de gerador de cloro: R$ 32.450,00
b) A empresa “2” apresentou a seguinte proposta comercial:
Preço do Sistema de gerador de cloro: R$ 31.000,00
Como os produtos são semelhantes e tem os aspectos quantitativos e qualitativos
de igual proporção, optou-se pelo produto da empresa 2, que apresentou menor
custo para a aquisição.
52
Considerando o investimento na aquisição do equipamento, foram apresentadas as
seguintes considerações na forma de indicadores de viabilidade econômica,
conforme itens a seguir.
8.4.1 Consumo x Custo
Conforme descrito no item 5.2 o custo mensal da produção é de R$ 1.270,80,
incluindo os gastos com energia elétrica e com o cloreto de sódio, ressaltando que o
custo da água não será incluído no processo, pois, a água utilizada para a produção
de hipoclorito de sódio será a de retorno da piscina. A tabela 13 e a figura 8
apresentam um comparativo entre os custos atuais, o sistema proposto e a
economia com o uso do gerador de cloro.
Tabela 13: Comparação entre os custos atuais e o sistema proposto.
Valor Total
Período
1
Quantidade
(kg)
Custo
Valor Unitário (R$)
Sistema
Atual (R$) Proposto (R$)
Saldo (R$)
out/12
3500
1,04
3640
1270
2370
2 nov/12
3350
1,04
3484
1270
2214
3 dez/12
3050
1,04
3172
1270
1902
4
jan/13
4700
1,04
4888
1270
3618
5
fev/13
2550
1,04
2652
1270
1382
6 mar/13
3200
1,04
3328
1270
2058
Média Mensal
2.257
Fonte: Elaboração Própria
53
5000,00
4500,00
4000,00
3500,00
3000,00
2500,00
2000,00
1500,00
1000,00
500,00
0,00
Atual
Proposto
1
2
3
4
5
6
Figura 8: Gráfico da comparação entre os custos atuais e o sistema proposto.
Fonte: Elaboração Própria
Verifica-se que existe uma grande diminuição de custo entre os processos, onde, o
sistema proposto apresenta um custo operacional de aproximadamente 64% menor
que o processo atual.
8.4.2 Payback
De acordo com o item 6.1 o payback estima o prazo necessário para se recuperar o
investimento realizado. O Clube em Estudo considera o prazo de recuperação para
investimentos em equipamentos e insumos operacionais de 24 a 36 meses, ou seja,
entre 2 e 3 anos. A Tabela 14 apresenta o fluxo de caixa que demonstra a evolução
de retorno do capital investido.
Tabela 14: Fluxo de Caixa
Fluxo de Caixa
Mês
Líquido (R$)
Acumulado (R$)
0
31.000
31000
1
2257
-28.743
2
2257
-26.486
3
2257
-24.229
4
2257
-21.972
5
2257
-19.715
6
2257
-17.458
7
2257
-15.201
8
2257
-12.944
54
9
2257
-10.687
10
2257
-8.430
11
2257
-6.173
12
2257
-3.916
13
2257
-1.659
14
2257
598
Fonte: Elaboração Própria
Payback = 13 + 1659/2257 = 13,7 Meses
Serão necessários 13,7 meses para se recuperar o capital investido na aquisição do
equipamento.
O valor obtido na apuração do payback é menor que o valor máximo de recuperação
de investimento estipulado pela empresa. Logo, por esse critério entende-se o
projeto como viável.
8.4.3 Taxa Interna de Retorno (TIR)
De acordo com o item 6.4, a TIR considera que todos os fluxos de caixa podem ser
simplificados por meio da taxa de rentabilidade associada ao projeto.
=
31.000 = (1 +
)
10.000
(1 +
20.000
30.000
+
+
1
2
3
)
(1 +
)
(1 +
)
TIR = 34,14% a.a.
55
O valor da Taxa Interna de Retorno apurada foi de 34,14 a.a. A TIR mostra o
retorno sobre o investimento. Portanto gerencialmente a TIR corresponde á taxa de
lucratividade esperada do investimento no projeto.
Para exemplificar, considerando-se uma taxa de 10% a.a. como a taxa de
remuneração de uma boa aplicação financeira, hoje existente no mercado, comparase a TIR apurada conforme tabela 15 e figura 9:
Tabela 15: Comparação entre uma aplicação e a TIR.
Período
Aplicação
TIR
Investimento
31000
31000
Percentual
10%
34,14%
1
34100
41583,40
2
37510
55779,97
3
41261
74823,25
Fonte: Elaboração Própria
Figura 9: Gráfico da comparação entre uma aplicação e a TIR.
80000
60000
40000
Aplicação
20000
TIR
0
1
TIR
Aplicação
2
3
Fonte: Elaboração Própria.
A TIR encontrada supera os valores de investimentos encontrados no mercado,
logo, é maior que o custo do capital empregado.
56
8.4.4 Valor Presente Líquido - VPL
Conforme abordado no item 6.2 o valor presente líquido (VPL) resulta da adição de
todos os fluxos de caixa na data zero.
Tabela 16: Fluxo de caixa para cálculo do VPL
Período
Valores
Ano
0
-31000
1
10000
2
20000
3
30000
Fonte: Elaboração Própria
VPL = C + VPL = −31.000 + C
(1 + i)
10.000 20.000 30.000
+
+
1,10
1,10
1,10
VPL = R$ 17.159,28
O VPL = R$ 17.159,28 significa um valor extra gerado pelo projeto, depois de
recuperar e remunerar o investimento com taxa de juros de 10% a.a., ou seja, o
lucro econômico gerado pelo projeto.
Conforme os conceitos, um projeto começa a ser financeiramente atrativo se o valor
presente líquido for positivo, ou de forma equivalente, se a taxa interna de retorno for
superior à taxa de rendimento de um investimento de baixo risco. Logo, baseado nos
resultados obtidos, conclui-se pela viabilidade econômica do Projeto.
57
8.4.5 Outros Aspectos Relevantes
Outros aspectos pertinentes são apresentados como critérios positivos de
viabilidade. São eles:

Equipamento com garantia de 1 ano, cobrindo qualquer problema de
funcionamento e danos em peças, que não por mau uso.

Treinamento por parte do Fabricante do Equipamento dos usuários e da
Equipe de manutenção do Clube em estudo.

O equipamento é relativamente simples e apresenta componentes de fácil
manutenção e disponibilidade no mercado de peças e componentes de
reposição.

O Clube em estudo dispõe de equipe de manutenção, a qual já é familiarizada
com esse tipo de máquina dados seus componentes que são, basicamente,
os mesmos encontrados em outros equipamentos da empresa.

A substituição de um processo para o outro é imediata, não precisando
esgotar piscinas ou desfazer os benefícios do processo anterior.
8.5 Análise financeira
Considerando os resultados obtidos nas análises de viabilidade financeira, observase que o investimento é vantajoso e rentável, uma vez que têm-se um custo 64%
menor em relação aos gastos atuais com o processo.
Observa-se ainda que numa análise de aplicação financeira, nenhum investimento
hoje no mercado reproduz os ganhos obtidos com o investimento que estão na
ordem de 34,14% segunda a TIR apurada.
58
Quanto ao seu tempo de retorno, considerando-se os prazos de recuperação de
investimento desejados pela empresa, o projeto apresenta um valor excelente de
13,7 meses, ou seja, um prazo menor que o objetivado que é de até 36 meses. Em
paralelo, o VPL apurado é positivo e traduz a viabilidade do empreendimento ao
longo de sua vida útil.
De forma geral, os resultados somam aspectos que mostram a liquidez, a
rentabilidade e a viabilidade financeira do projeto.
59
CONCLUSÃO
As piscinas traduzem-se como centros de convivência social, ou seja, local onde
amigos, família e pessoas em geral se encontram para o lazer ou prática de
esportes. Dessa forma fica evidenciada a necessidade de ser um tratamento
eficiente e eficaz, capaz de garantir a qualidade e funcionalidade da água utilizada
na piscina.
O processo atual de tratamento consiste na aquisição e introdução de hipoclorito de
sódio na piscina e outros desinfetantes relevantes ao processo. O hipoclorito de
sódio é adquirido em forma de solução a 12%, ou seja, pronta para uso, em um
fornecedor local.
O novo processo visa, resumidamente, adquirir o equipamento gerador de cloro para
a produção no local de uso do hipoclorito de sódio diminuindo significativamente o
custo final do processo de tratamento de água, conforme elucidado nos variados
aspectos descritos nesse projeto. Ocorre que no processo atual de aquisição do
produto o fabricante incorpora o custo de preparação do hipoclorito de sódio para a
venda e uso imediato. Logo, dada a aquisição do equipamento, a produção do
material será no local de uso, onde, dessa forma os custos serão menores.
Conclui-se que na argumentação descrita, o estudo traduz variáveis e aspectos
quantitativos, qualitativos, financeiros, econômicos e produtivos que demonstram
sua aplicabilidade, logo, sua viabilidade técnica e econômica.
60
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