XVII – Encontro Regional dos Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Ciência e Gestão da
Informação – EREBD
Abordagens Contemporâneas na Sociedade da Informação: Tecnologia Sociedade e Cultura
Universidade Federal do Ceará
Fortaleza – 02 a 08 de Fevereiro de 2014
EMPREENDEDORISMO ORGANIZACIONAL: um olhar focado nos
acadêmicos do curso de Biblioteconomia/UFMA
GT 2 – Mercado de Trabalho, Empreendedorismo e Ações do Profissional da
Informação Contemporâneo
Modalidade: Comunicação Oral
PÓVOAS, Michelly Daiany de Jesus1
SILVA, Rayssa Cristhália Viana da2
RESUMO
O presente artigo relata a pesquisa realizada com os acadêmicos do Curso de Biblioteconomia
da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) sobre o Empreendedorismo Organizacional.
A partir desta temática investigou-se e analisou-se as perspectivas e tendências dos alunos
para o mercado de trabalho, seu ponto de vista acerca da profissão, sua visão do profissional e
a tendência para o empreendedorismo, o seu incentivo e a sua pretensão. Para tal, utilizou-se o
questionário como instrumento de coleta de dados junto aos alunos do Curso de
Biblioteconomia da UFMA matriculados no primeiro semestre de 2013, selecionados
aleatoriamente. Com a análise, observa-se que, apesar do conhecimento das características do
espírito empreendedor e a importância do empreendedorismo na execução de tarefas, os
alunos do Curso de Biblioteconomia ainda têm resistência a correr riscos, atributo crucial para
enquadrar-se neste perfil. Concluí-se que é necessário investir na modificação da grade
curricular, investindo em disciplinas que enfoquem nas competências fundamentais para que
o engajamento profissional aconteça com maior segurança e contribua para o
desenvolvimento das habilidades empreendedoras e profissionais dos alunos.
Palavras-Chave: Empreendedorismo. Biblioteconomia. Profissional bibliotecário.
ABSTRACT
This article reports on research conducted with students from the College of Library Science
from the Federal University of Maranhão (UFMA) on Organizational Entrepreneurship.
From this theme, investigates and analyzes the trends and prospects of students for the job
market, your point of view about the profession, his vision of the professional and the
tendency for entrepreneurship, your encouragement and your claim. To this end, we used the
questionnaire as a tool for collecting data from the students of Library Science UFMA
enrolled in the first half of 2013 randomly selected. With the analysis, it is observed that
despite the knowledge of the characteristics of the entrepreneurial spirit and the importance
of entrepreneurship in the execution of tasks, students of librarianship still have strength to
take risks, to frame crucial attribute to this listing. Concludes that it is necessary to invest in
modifying the curriculum in disciplines that focus on core competencies for professional
1
Graduanda em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Maranhão. E-mail:
[email protected]
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Graduanda em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Maranhão. E-mail: [email protected]
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engagement happens to be safer and contribute to the development of professional and
entrepreneurial skills of students.
Keywords: Entrepreneurship. Librarianship. Professional librarian.
1 INTRODUÇÃO
O Profissional da Biblioteconomia trata a informação e a torna acessível a diferentes
tipos de usuários, gerindo diversos centros de informação. Essa ação pode ser dar tanto em
instituições de origem pública quanto privada, ou instituições criadas pelo próprio
bibliotecário que tem a tendência de empreender, por exemplo, em conversas informais com
alunos do curso de biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão - UFMA foi
possível perceber que eles almejam criar seu próprio negocio, ou seja, praticar o
empreendedorismo.
Observou-se a necessidade de estudar o empreendedorismo organizacional entre os
acadêmicos do curso para conhecermos as suas perspectivas ao término deste: se pretendem
empreender e de que forma: dentro de uma biblioteca, museu, uma empresa especializada em
Biblioteconomia? Outras unidades de gerenciamento de informação, ou pretendem abrir o seu
próprio negócio?
Para responder essas questões, optamos pela consulta bibliográfica com obras que
versam sobre o empreendedorismo. Dentre essas, podemos destacar Alves (2006, p. 13) para
quem o Empreendedorismo Organizacional é “[...] colocar em prática todas as habilidades que
um indivíduo possui na realização de algo novo na organização em que trabalha [...]”. Para
Santos e Bernadino (2012), o profissional que irá gerir informação deve manejar com
habilidade todas as ferramentas necessárias para o bom andamento do seu trabalho, portanto,
essa abrangência possibilita diversas diretrizes para este seguir rumo à área que satisfaça as
suas expectativas. O bibliotecário se encaixa com perfeição nessa afirmativa, considerando os
diversos seguimentos que pode atuar. Contudo, vale ressaltar Dolabela (1999, p. 28), que
afirma que “[...] o empreendedor é um ser social, produto do meio em que vive (época e
lugar). Se uma pessoa vive em um ambiente em que ser empreendedor é visto como algo
positivo, então terá motivação para criar o seu próprio negócio [...]”. O bibliotecário se
encaixa com perfeição considerando os diversos seguimentos que pode atuar.
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Investigou-se e analisaram-se as tendências dos alunos acerca do seu futuro
profissional. Examinando se o aluno de Biblioteconomia deseja empreender (considerando a
hipótese de que os alunos de Biblioteconomia são empreendedores) e quais características do
empreendedorismo almejam aplicar em seu mercado, projetando o seu trajeto após a
conclusão com suas conseguintes aspirações e metas. Fora utilizado um questionário que
possibilitou identificarmos se existe o perfil empreendedor dentre os estudantes.
Esse contexto é crucial para entender como o acadêmico irá interferir na sociedade
dentro e fora de diversos centros de informação, tendo em vista que não são empreendedores
apenas os que abrem uma empresa, pois esta ferramenta pode ser utilizada em diferentes tipos
de organização, como, por exemplo, uma biblioteca que utiliza projetos de incentivos a leitura
e meios de se adequar ao novo perfil do usuário, atraindo um novo público.
2 PERFIL EMPREENDEDOR
O termo empreendedorismo foi utilizado pela primeira vez por Richard Cantillon, em
1755, para explanar acerca da receptividade ao risco de comprar e vender em um regime de
incertezas (HASHIMOTO, 2010). Atualmente, é utilizado para designar alguns aspectos, tais
como “[...] o perfil, origem, sistema de atividades e o universo de atuação do empreendedor
[...]” (NOGUEIRA, 2009, p. 7). O mercado de trabalho exige que o profissional atualize
constantemente as suas técnicas para satisfazer a demanda crescente, cobrando uma postura
pró-ativa na resolução de problemas para a ampliação de seu mercado. Desta forma, faz-se
mister o preparo do bibliotecário para atender às requisições do mercado globalizado e
aproveitar os possíveis ensejos que surgem em seu campo de trabalho, não restringindo-se às
unidades de informação. Para Gerber (2004, p.15), “[...] a personalidade empreendedora
transforma a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional.”, deste modo, deve
haver uma mudança no perfil tradicional do bibliotecário apontado por Castro (2000, p. 9)
como um indivíduo de “[...] personalidade tímida, pouco comunicativo, com atitudes
retrógradas [...] e inseguro nas tomadas de decisões.”.
O bibliotecário é um profissional único podendo ser desde um preservador, a professor
e um agente social. Por isso, deve encontrar meios diligentes de exercer seu papel, visando o
método mais dinâmico e eficaz para efetivar a busca e recuperação de informação para os
usuários. Como agente social, deve saber comunicar-se bem, organizar a informação para sua
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recuperação imediata, ser mediador entre o acervo e o público – em qualquer tipo de
organização, pesquisador, educador, líder, gerente e etc. O empreendedorismo deve ser
utilizado como uma ferramenta para quebrar esse estereótipo “conservador”. Segundo
Gonçalves (2009, p. 21)
O moderno profissional da informação deve gerenciar sua unidade de informação
como uma organização moderna, com uma visão centrada no ser humano como um
sistema aberto, participativo, com co-responsabilidades, voltado para interação com
o meio externo apresentando características de administração estratégica,
flexibilidade na hierarquia da unidade, exercendo controle sobre resultados,
trabalhando em equipe de forma compartilhada, capacitando e avaliando a
informação, possuindo uma visão sistêmica da realidade, ampliando a capacidade
organizacional de sua unidade de informação, criando e, por fim, inovando.
O profissional de biblioteconomia deve preencher as lacunas dentro da sociedade,
exercer de forma autônoma a sua profissão transformando-se em um guia do conhecimento.
Castro (2000) enfatiza a importância do profissional da informação ser um investigador
permanente – pesquisar novos nichos de mercado – e inovar nas técnicas dessa segmentação.
Identificar o novo perfil do consumidor, buscando produtos que propiciem vantagens sobre a
concorrência, criando e mantendo serviços personalizados aos usuários. Descobrir o modelo
ideal na promoção de produtos e serviços oferecidos, aprimorar o relacionamento com a
clientela e estabelecer parcerias com a comunidade, governo, órgãos de classe, agências de
fomento e empresas privadas em geral. Mediante este modelo, investindo em controles para
aprimorar o desempenho da equipe, no gerenciamento de pessoas e das metodologias de
trabalho, o profissional da informação é moldado e atualizado para o bom atendimento ao
público.
Nesse sentido Silva (2011) afirma que “O Bibliotecário é definido como um
profissional liberal, podendo trabalhar por conta própria e sem vínculo empregatício. [...] a
universidade não ensina Empreendedorismo e a maioria termina procurando empregou ou
concurso público;” assim nota-se que diante do empreendedorismo o escolhe-se normalmente
o caminho mais fácil. Ressalta-se a função de consultoria que abrange a emissão de pareceres,
opiniões, relatórios, análises da unidade de informação, auxiliando na mudança do layout da
biblioteca como na melhoria dos diversos serviços oferecidos e ao mesmo tempo verificando
a implantação de novos produtos ou serviços. (SANTOS, 2011)
O espírito empreendedor deve ser incorporado no âmbito informacional para inovar as
estratégias e aumentar a sua atratividade. O mercado de trabalho busca pessoas com iniciativa,
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determinação, ousadia e criatividade. Honesko (2002) enumera dez características
empreendedoras de profissionais da informação: busca de oportunidade e iniciativa;
persistência, riscos calculados, exigência de qualidade e eficiência, comprometimento, busca
de informações, estabelecimento de metas, planejamento e monitoramento sistemáticos,
persuasão e rede de contatos, independência e autoconfiança.
O bibliotecário, em seu ambiente de trabalho, deve ser criativo, flexível, inovador, ter
visão ampla do negócio em que atua e estar sensibilizado para a necessidade de mudança de
métodos e atualização permanente de conhecimentos técnicos e metodológicos de trabalho.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
O estudo caracteriza-se como descritivo e explicativo, pois o primeiro refere-se ao tipo
de coleta de dados realizada, assim como as variáveis para determinar os resultados e o
segundo trata da análise, interpretação e identificação das suas causas e sua relação com os as
hipóteses, ou seja, servindo para proporcionar uma nova visão do problema, resultando em
uma interligação entre os tipos de pesquisas executados, com abordagem qualitativa e também
quantitativa. (GIL, 2002).
Para a coleta de dados, aplicou-se aleatoriamente nas salas de aula um questionário
com questões fechadas e abertas, no dia 31 de julho, aos alunos do 4º ao 7º período do Curso
de Biblioteconomia dos 40 aplicados, obteve-se retorno de apenas 18, o que demonstra o
pouco interesse dos alunos em participar de pesquisas com instrumentos de coleta de dados.
Optou-se pelo questionário devido a sua dinamicidade em obter um maior número de
informações sobre o ponto de vista dos alunos a respeito do empreendedorismo dentro da
Biblioteconomia. Quanto ao campo da pesquisa, trata-se do Curso de Biblioteconomia do
Centro de Ciências Sociais (CCSo), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus
do Bacanga, São Luis do Maranhão.
4 RESULTADOS
O perfil dos entrevistados consiste em maioria a faixa etária entre 21 a 30 anos, e
quanto a sua ocupação: dez alunos fazem estágio, três fazem parte de grupos de pesquisas
ligados à Instituição, um tem emprego privado e dois são funcionários públicos. Todos os
estudantes estão regularmente matriculados na UFMA.
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Quando interrogados acerca das habilidades que consideram cruciais a um
bibliotecário, os alunos pesquisados responderam que as principais estão relacionadas em
demonstrar capacidade de adaptação a novos métodos de trabalho, desenvolver planos de
divulgação e marketing e, ainda, produzir soluções rapidamente, o que implica demonstrar
agilidade. Notamos que habilidades como operar computadores, periféricos e outros recursos
tecnológicos não foram esquecidas, todavia, não são tão necessários segundo os alunos
Controlar a execução dos planos de atividades e elaborar o manual de serviços e
procedimentos, apesar de necessário, não detém papel significativo dentre as habilidades.
Resolver problemas não comuns ao dia-a-dia e buscar parcerias tiveram, também, pequena
votação.
Conforme o conhecimento dos discentes indagou-se acerca das três principais
competências que um bibliotecário deve possuir pra melhor executar a sua profissão, a
maioria afirmou que manter-se atualizado é crucial para a profissão, doze entrevistados
acreditam que demonstrar a capacidade de comunicação e o trabalho em equipe e em rede são
importantes para o profissional, essas características devem ser acompanhadas por senso de
organização, agir com ética, demonstração de capacidade de análise e síntese e ainda o
conhecimento de outros idiomas o que proporciona maior capacidade empreendedora, gerada
pela criatividade e da consecutiva pro atividade em suas funções, saber liderar e consecutiva
capacidade de negociação.
Ao serem questionados a respeito de quais qualidades necessárias que um
empreendedor deve possuir a maioria considera o ato de planejar primordial para um
empreendedor, assim como ser visionário e consequentemente saber tomar decisões, explorar
ao máximo as oportunidades, ser dedicado e ao mesmo tempo ser um líder formador de
equipes fazendo a diferença e mantendo um bom relacionamento com todos.
A cerca da abordagem das qualidades que um bibliotecário deva possuir para ser um
empreendedor quase que unanimemente dos entrevistados consideram a criatividade como
ponto central, seguidos pela capacidade inovadora e a visão de negócio ou trabalho que o
profissional bibliotecário atua, tais qualidades devem ser acompanhadas por conhecimentos
técnicos e métodos de trabalho e estar constantemente atualizado.
Levando em consideração as atividades profissionais do bibliotecário perguntamos se
são necessárias habilidades e competências empreendedoras para o profissional: sim (94,
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44%) e Não (5,56%). Dentre os motivos que levaram a não considerarem importante esta em
base na afirmação de que apesar de: “- Não ser necessário, mas é importante para auxiliar o
profissional no desenvolvimento das tarefas enriquecendo assim a profissão” (entrevistado
9). As habilidades e competências estão ligadas a predisposição para a atualização,
determinação e conhecimento das tecnologias da informação, assim como o conhecimento na
própria área de atuação, o reconhecimento das áreas afins, consequentemente relacionamento
interpessoal, maior flexibilidade e melhoria na qualidade dos serviços prestados (CARDOZO;
BARBOSA, 2004).
Já os que responderam sim salientam que “- O bibliotecário deve portar-se de forma
criadora e pró-ativa para estar à frente das novas oportunidades sociais (tecnológicas e
informacionais)” (entrevistado 9), apontaram, também, ter uma boa capacidade de gerência o
que facilita a tomada de decisões nas unidades de informação e consequentemente atendam as
necessidades dos usuários. “- As Competências em empreendedorismo possibilita uma visão
em qualquer campo do mercado de trabalho e são importantes para que o profissional
bibliotecário desenvolva habilidades empreendedoras, porque estas estão ligadas a gestão
(área de domínio desse profissional)” (entrevistado 9).
O profissional deve ser ainda pró-ativo, para buscar recursos para programas e
projetos quando este estiver ausente no seu setor de trabalho e acima de tudo deve “- Atuar
como um gestor,[...] entender seu espaço de trabalho como uma empresa que está inserida
em um mercado competitivo cujo produto é a informação. Desta forma, é preciso que o
profissional desenvolva habilidades e conhecimentos nessa área” (entrevistado 9). Essas
afirmações deixam claro que o empreendedorismo é crucial para melhorar desempenho dentro
da área inserida neste caso dentro da biblioteconomia.
Ao serem interrogados se discordam ou concordam em relação ao perfil do
entrevistado sobre as habilidades empreendedoras que possuem, em relação à tendência de
arriscar mesmo que as consequências sejam potencialmente negativas 83,33% discordam e
16,67% concordam. Já aqueles que gostam de desafios e novas oportunidades 94,44%
concordam e 5,56% discordaram. Em relação aos que se esforçam para realizar o seu trabalho
100% concordam em possuir tal habilidade. Essas habilidades dizem respeito a capacidade de
gerenciamento, planejamento financeiro, consequentemente a inovação e a pré disposição a
arriscar, considerando as consequências e saber lidar com as mesmas (MARCHIORI, 1999).
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Em referencia as suas metas e o empreendedorismo 72,22% concordam que são
crucias e cerca 27,78% discordam. Sobre o ato de pensar em soluções diferentes para resolver
os problemas 100% concordam que faz parte do seu perfil, nesse sentido Conti; Pinto e Davok
(2009) discorrem que o perfil empreendedor está ligado a capacidade de resolução de
problemas, achar novos caminhos, sendo líder, especialista no seu campo de trabalho,
aprimorar seus conhecimentos. Já em relação à confiança de ter sucesso profissional em
qualquer função futura 77,78% concordam que obterão, mas, 22,22% discordam do seu futuro
sucesso, em base as suas habilidades e o seu perfil. Em relação ao apoio as suas ideias por
outras pessoas 55,56% conseguem a aprovação e 44,44% não consegue, a capacidade de ser
seguido está correlacionado a liderança uma das habilidades que fazem parte do perfil
empreendedor.
No que tange a identificação de tendências e oportunidades de futuro 89,89%
vislumbram e 11,11% não identificam esses fatores e por ultimo ao serem interrogados sobre
a capacidades de transformar situações de risco em oportunidades 83,33% conseguem e
16,67% discordam dessa capacidade. Essas respostas demonstram que os estudantes
conhecem o que é ser empreendedor, possuem habilidades empreendedoras, mesmo que eles
as desconheçam, mas muitos ainda precisam ter mais confiança a cerca de si e para melhor
desempenhar seu futuro profissional.
Questionados sobre as disciplinas do Curso, se estas repassam competências
empreendedoras, a grande maioria (o que compreende 72,2% dos alunos) respondera que sim
e dentre elas destacaram alguns pontos importantes dentro das Unidades de Informação (seu
planejamento, organização e marketing), administração, marketing, gestão de bibliotecas
(públicas, escolares, universitárias e especializadas), serviço de referência, planejamento
estratégico, psicologia organizacional, automação em arquivos para fazer a diferença no
mercado de trabalho, desafios, pesquisas e conhecimentos.
Os que responderam não (27,8%) argumentaram que o curso é demasiadamente
técnico e que a carga horária não contempla o desenvolvimento disciplinar deste cunho nesse
sentido Filion (1999, p. 6) ressalta que “É interessante notar que o desenvolvimento do
empreendedorismo como uma disciplina não segue o padrão de outras disciplinas [...]”, logo
deve haver um interesse maior do individuo para que haja o engajamento empreendedor. O
bibliotecário atua como um administrador no seu campo, então os entrevistados que
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correspondem a essa minoria acreditam que deve haver uma melhoria nessa questão para
aflorar o seu lado empreendedor.
A visão dos alunos sobre a temática abordada é diversa e satisfatória, em alguns casos.
Para os entrevistados, ser empreendedor é saber gerenciar e planejar o seu próprio negócio,
sendo otimista naquilo que irá fazer pra ter sucesso, com inovação, criatividade e próatividade na busca de novas oportunidades com uma percepção ampla do futuro, aproveitando
os ensejos que surgirem em seu campo com o intuito de criar empreendimentos (negócios
independentes).
Acreditam que para ser empreendedor o profissional necessita ter uma visão holística
dos seus problemas e colocar-se no lugar do usuário (conhecer seu público e o trabalho a ser
aplicado), enxergando além e vislumbrando chances de fazer um percurso profissional mais
independente, sem medo de arriscar: ter ideias e acreditar nelas, utilizando-se de ferramentas
administrativas como, por exemplo, o citado pelo respondente 12: “- O planejamento [...]
baseando-se nesta para reconhecer o ambiente em que está inserido e fazer a diferença”. Ser
um visionário, capaz de propor mudanças significativas à sua realidade, utilizando-se de
habilidades e competências para desenvolver atividades dentro de uma empresa com o
desígnio de dinamizar o trabalho de cada setor, otimizando os processos, inovando para
alcançar um resultado ou “- Vender uma ideia, com percepção aguçada e trabalho em
equipe”, como afirmou o respondente 12.
No que diz respeito ao caráter empreendedor ligado a realização das suas habilidades
de gerencia e liderança, 66,7% dos alunos responderam que o possuem na medida do possível,
principalmente na área que optaram. Buscam se informar sobre as novas atividades que
podem ser implantadas em bibliotecas para se atualizarem no mercado conforme as suas
exigências, exemplificadas pelo respondente 13 como “- Inclusão e acessibilidade da
informação (curso de libras e braille)” , isso demonstra que o empreendedor, além de possuir
habilidades já relatadas, deve ter discernimento e consciência para as questões sociais.
Afirmaram serem receptivos às mudanças e desafios na vida profissional por. Afirmaram
serem receptivos às mudanças e desafios na vida profissional por verem além das
oportunidades que surgem, confiando, assim, terem as qualidades necessárias de um
empreendedor. Defendem a ideia de que todos têm uma parcela de empreendedorismo,
independente da sua área, basta encontrar e colocar em prática. Do mesmo modo, apontam
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que todos são criativos, dedicados e acreditam que são capazes de fazer a diferença ao
desenvolverem o conhecimento na área, incorporando estas habilidades para tornarem-se
profissionais eficazes, além de primarem por uma educação continuada para adquirirem mais
sabedoria e experiência para colocarem em prática as ações empreendedoras.
Os 33,3% que responderam negativamente alegaram não ter o perfil empreendedor,
por ainda não terem conseguido vencer o medo de correr riscos e solucionar os problemas
provenientes dessa questão, o que nos proporciona observar a resistência que alguns têm em
aceitar o novo como uma possibilidade de sucesso, mediante certo esforço e uso de
ferramentas que lhe são inerentes. Apesar do surgimento constante de ideias inovadoras no
campo biblioteconômico, a falta de tempo e de apoio profissional (liberdade de expressão,
muitas vezes, devido ao engessamento de técnicas e excesso de burocracias), corroboram para
o surgimento de empecilhos que, segundo o respondente 13, “Não permitem amadurecer e
executar [as mesmas] dentro do seu ambiente de trabalho”. Outros afirmaram que podem vir a
se tornar um empreendedor futuramente, mas que não dispõem de todas as características
empreendedoras no momento.
Solicitamos uma análise crítica dos entrevistados acerca do corpo docente e dos
demais discentes do curso referente à identificação do perfil empreendedor em ambos os
grupos. O resultado, em porcentagem, fora equivalente. Os que responderam que
identificaram o perfil em ambos correspondem a 39% da amostra. Para fundamentarem, no
caso dos docentes, assinalaram que para ensinar Biblioteconomia é preciso uma visão
empreendedora, inovadora e que alguns docentes possuem espírito de liderança nesse sentido
Alves (2006, p. 51) afirma que:
É preciso conhecer as expectativas e necessidades do mercado, a fim de verificar
que tipo de bibliotecário ele precisa, sobretudo, para que as instituições de ensino
possam avaliar os seus currículos e adequá-los à nova realidade que se apresenta.
Essa também é uma condição necessária para ampliar o mercado de trabalho do
bibliotecário.
A prática abordada, os temas apresentados os projetos, trabalhados e etc. mostram que
estes se preparam para transmitir uma perspectiva diferenciada no olhar biblioteconômico.
Com respeito aos discentes, decidiram não generalizar, contudo, mediante as suas
observações corriqueiras, notaram em alguns as características de liderança, inovação e uma
percepção apurada às oportunidades. Notaram, também, que estes pensam de maneira
diferente do bibliotecário tradicional.
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A maioria (61%) não identificou tal perfil no grupo que forma o curso. Alegaram que
a maior parte dos docentes se contenta com a forma atual e básica das situações. Em alguns
casos, como os respondentes números seis, nove e treze, afirmaram que nunca ouviram falar
do termo empreendedorismo e nem acham a profissão empreendedora. Porém, vale ressaltar
que a despeito dos casos isolados que não consideram a profissão empreendedora, o
parâmetro utilizado para assinalar negativamente fora que “- A maioria dos professores não
possuem a visão empreendedora [...]” (Respondente 14), Essa visão, como ressalta por
Cardozo e Barbosa (2004) vai além da simples participação em redes mas engloba a
liderança, o poder de negociação, o aprimoramento da comunicação. Assim percebe-se que os
respondentes, em sua maioria, não descartam que há caráter empreendedor em alguns
docentes, mas que o mesmo devia fazer parte do ensino.
Nos discentes, a justificativa que deram para a questão de seus colegas possuírem ou
não perfil empreendedor, a resposta fora pautada na grande incidência de pessoas que
almejam os cargos públicos (concursos), apesar de reconhecerem os frutos proporcionados
pelo empreendedorismo e a “Dificuldade em abrir um concurso público para a área [...]”
(Respondente 15), ainda assim, em suas observações, notaram que a maioria pretende ocupar
cargos de cunho público por sua estabilidade.
As perspectivas para o fim do curso, quanto à pretensão de abrir um negócio próprio,
houve um equilíbrio. Logo, podemos afirmar que 50% pretende colocar em prática tudo o que
fora aprendido no curso, entretanto, o negócio seria mais social, pois, como afirma o
respondente 17 “- É o que a sociedade espera [...] que sejam capazes de visualizar essa
questão de modo a [identificar] as oportunidades e também ameaças de trabalhar em cima
dessa perspectiva” e “para proporcionar a comunidade em que [...] [estão] inseridos algo
bom, útil e inovador, fazendo a diferença em inúmeros empreendimentos postos no
mercado”. Os entrevistados conjecturam que com o empreendimento próprio “- Terão mais
liberdade de colocar em prática suas qualidades profissionais, sem nenhuma repressão ou
pressão desnecessária.” (Respondente 16).
Apontam a realização profissional e a fonte de renda como fatores que contribuem
para a sua projeção, contudo, esses planos serão colocados em prática após alcançarem
estabilidade financeira. Os que compunham a taxa que responderam negativamente oscilaram
entre “pretensões de gerenciamento de bibliotecas”, falta de experiência e segurança para
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abrir um negócio adequado (não seria seguro abrir um negócio sem o conhecimento prévio),
atuar em cargo público, alguns pensam em seguir no campo intelectual e outros ainda não
pensaram no assunto. A insegura ainda é um dos principais empecilhos para o futuro
profissional seguir os caminhos de renovação organizacional.
O espírito empreendedor deve ser incorporado no âmbito informacional para inovar as
estratégias e aumentar a sua atratividade. O mercado de trabalho busca pessoas com iniciativa,
determinação, ousadia e criatividade para corresponder aos anseios de uma sociedade em
constante mudança. Faz-se mister uma adequação destas competências às ferramentas usuais
do profissional de Biblioteconomia para que este consiga executar com eficiência o seu papel
de disseminador da informação, independentemente do seu ambiente trabalhista.
5 CONCLUSÃO
Concluímos que a temática é atual no que supõe o perfil do futuro profissional com as
suas aspirações ao término do curso. A necessidade de disciplinas que favoreçam esses
estudantes é real e merece uma atenção dobrada, assim como um maior dinamismo nas
mesmas. O reconhecimento sobre a importância e necessidade do empreendedorismo por
parte dos discentes também deve ser evidenciada, pois este problema é bilateral.
Embora haja uma consciência sobre a importância do empreendedorismo e a
identificação de algumas características nos pesquisados, estes não podem ser considerados
empreendedores devido ao medo de arriscar em novos caminhos e a falta de uma real
perspectiva, que faz com que estes futuros profissionais deixem de lado as oportunidades de
ampliação de seu campo, mediante mudanças significativas, e partem para a área pública. O
que nos faz refletir que deve haver um maior engajamento profissional que possibilite o
desenvolvimento das habilidades empreendedoras que os estudantes possuem.
Assim como entendemos que o acadêmico irá interferir na sociedade em diferentes
setores, sejam eles diretamente ligados a unidade de informação ou não, tendo em vista que
não apenas aqueles que abrem seu negócio são possuidores do perfil empreendedor, podendo
este ser utilizado em diferentes tipos de organização, como qualquer unidade de informação
que se proponham a trabalhar.
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Universidade Federal do Ceará
Fortaleza – 02 a 08 de Fevereiro de 2014
Deve-se incentivar o estudante, desde o momento em que entra na Universidade, a
desenvolver habilidades de liderança, trabalho em equipe, a resolução de problemas, a
capacidade de superar obstáculos e, também, vencer o medo de arriscar. Estas são qualidades
intrínsecas do empreendedor, observadas na maioria os estudantes pesquisados, entretanto,
eles não sabem exatamente como utilizar tais habilidades, sendo, portanto, crucial o
desenvolvimento de tais aptidões e um maior incentivo por parte dos professores.
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EMPREENDEDORISMO ORGANIZACIONAL: um olhar focado nos