www.portaldosjornalistas.com.br Edição 922 6 a 13 de novembro de 2013 Uma ação para estimular os pequenos veículos Idealizado por Alberto Dines e estruturado por Carlos Eduardo Lins da Silva, o projeto Grande Pequena Imprensa (GPI) chega com o objetivo de fortalecer o jornalismo local e independente n O Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, entidade responsável pelo Observatório da Imprensa, lança para convidados nesta 6ª e sábado (8 e 9/11), na sede do Google em São Paulo (av. Faria Lima, 3.477 – 18º), o projeto Grande Pequena Imprensa (GPI), cujo objetivo é dar suporte técnico a pequenos veículos de diversas regiões. A proposta – idealizada há pouco mais de dois anos por Alberto Dines e estruturada por Carlos Eduardo Lins da Silva – parte do princípio de que “um jornalismo local e regional independente, forte e diversificado é de suma importância para a consolidação da democracia”. O lançamento será num seminário de que participarão 33 representantes de 22 veículos de comunicação do interior do País. A iniciativa, que tem apoio da Fundação Ford, permitirá aos veículos que aderirem acesso gratuito a capacitações em diversas áreas, adaptadas segundo suas demandas. O objetivo é auxiliá-los a fortalecer seus processos de gestão, produção de conteúdo jornalístico, uso de tecnologia, distribuição e sustentabilidade financeira. n Dos cerca de 60 veículos mapeados e analisados ao longo de 2012 por alunos de Jornalismo da USP, todos de regiões economicamente relevantes, foram selecionados pouco mais de 30. Desses, 22 aceitaram o convite do Projor para participar do seminário. São 13 veículos do interior e quatro do litoral do Estado de São Paulo, dois do litoral do Rio de Janeiro, dois do Mato Grosso e um de Santa Catarina, que estarão representados por editores, diretores ou proprietários. Nesta primeira fase, entre seis e dez interessados serão selecionados pelo Projor para receber apoio técnico ao longo de 2014. A programação do encontro terá a participação de 20 especialistas em Comunicação do Brasil e do exterior, entre eles Emma Meese (Universidade de Cardiff/UK), especializada em mídia regional e comunitária, e Hans Dekker (Community Foundation of New Jersey/EUA), entidade criada em 1979 com o objetivo de melhorar a vida comunitária por meio de educação, saúde e engajamento cívico. Embora restrito a convidados, o evento será transmitido online pelo Hangout on Air do Google, na página Grande Pequena Imprensa do google+, e pelo canal Grande Pequena Imprensa do youtube. As sessões ficarão disponíveis posteriormente nos mesmos canais. Veja a programação em http://bit.ly/1aX3CFp. Leandro Fortes deixa CartaCapital para ser consultor digital n Depois de oito anos como correspondente de CartaCapital em Brasília, Leandro Fortes deixou a revista em 1º/11 e começou nesta 2ª.feira (4/11) na agência digital Pepper Interativa, com sede em Brasília, como consultor para a produção de conteúdo. Segundo ele, que anunciou a mudança no facebook, o novo trabalho servirá de base para, no futuro, lançar uma agência de notícias pautada em “honestidade intelectual e verdade factual”. Ainda não há definição sobre quem o irá substituir. Permanecem como correspondentes da revista em Brasília André Barrocal e Cynara Menezes. No DF, Leandro teve passagens, entre outros, por Correio Braziliense, Estadão, Zero Hora, JB, O Globo, Época e TV Globo, criou a Escola Livre de Jornalismo, onde leciona, e é autor de diversos livros. n No emocionado depoimento do facebook sobre sua saída, confessa que chegou a pensar em abandonar o jornalismo durante a cobertura do escândalo do mensalão, em 2005, “em razão do comportamento da imprensa”. Para ele, naquele período ocorreu “uma onda de vandalismo editorial” que transformou o trabalho das redações de Brasília em “gincanas de uma só tarefa: derrubar o governo Lula”. Na época, passou a dar aulas de jornalismo em universidades, experiência que lhe serviu para, mais tarde, criar a Escola Livre de Jornalismo. Naquele mesmo ano, indicado pela repórter Cynara Menezes, assumiu o cargo de correspondente de CartaCapital em Brasília – “a mais importante, relevante e satisfatória experiência da minha carreira de jornalisC uma empresa de medicina e saúde imprensa: (11) 3897-4122 ta”, avaliou. “Devo a CartaCapital a oportunidade de ter voltado a amar o jornalismo, com todas as dificuldades e sacrifícios que esse ofício tão especial nos coloca no anuncio_jcia_comunicacao_integrad caminho, todo dia” (confira a íntegra em http://bit.ly/180XVVX). M Y CM MY CY Funcionários da EBC decidem entrar em greve n Em assembleia realizada por videoconferência nesta 3ª.feira (5/11), cerca de 600 dos dois mil funcionários da EBC de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e São Luís aprovaram entrar em greve a partir de 16h de 5ª.feira (7/11). A reunião foi considerada histórica pelos sindicatos, já que mobilizou mais funcionários do que nos anos anteriores. A principal quei- xa deles é que desde o início da atual gestão a empresa não concede ganho real nos salários, somente corrige a inflação (a pauta de reivindicações pode ser conferida em http://bit.ly/HEXNW8). A EBC é responsável por TV Brasil, TV Brasil Internacional, Agência Brasil, Portal EBC, Radioagência Nacional, além de oito emissoras de rádio, como Nacional do Rio de A despedida de Henry Sobel (págs. 2 e 3) E mais... Ricardo Galuppo assume o Hoje em Dia (pág. 8) Segue o racha na ABI (pág. 9) CMY Janeiro e de Brasília e MEC AM e FM, opera serviços como o canal de televisão NBr e o programa de rádio Voz do Brasil. A paralisação, caso realmente ocorra, deve pegar o presidente da empresa, Nelson Breve, em Washington, onde participa de um congresso de tevês públicas. Como numa das reuniões anteriores ele havia prometido “pelo menos o peru K aberje.com.br/comunicacaointegrada de Natal”, no Rio os funcionários decidiram adotar a ave como símbolo: compraram diversos perus de plástico e colocaram neles adesivos da greve. Já está marcada uma nova assembleia nacional para o dia 8, às 13 horas. Edição 922 Página 2 Rabino Sobel despede-se do Brasil em noite marcada pela emoção n Aplausos, abraços, discursos emocionados e também algumas lágrimas marcaram a homenagem feita pela família Herzog ao rabino Henry Sobel, que está deixando o Brasil para morar em Miami, nos Estados Unidos. O encontro foi realizado na noite de 31/10, no Auditório Simon Bolivar, no Memorial da América Latina, em São Paulo, com a presença de autoridades políticas e religiosas (entre elas o cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, ali também em nome de Dom Paulo Evaristo Arns) e cerca de 500 convidados. Clara Ant, diretora do Instituto Lula e representando o ex-presidente da República, após ler a mensagem por ele enviada emocionou-se ao falar em tom pessoal. Com a voz embargada disse: “Querido rabi- no Sobel, se o senhor não tivesse feito mais nada em sua vida, ainda assim lhe teríamos uma eterna dívida de gratidão pelo que fez por Vladimir Herzog e pelo País, ajudando a desmascarar a farsa do suicídio e participando corajosamente do Ato Ecumênico da Praça da Sé em memória de Vlado, iniciativa que fez o Brasil acordar e lutar pela redemocratização e pelo fim do arbítrio”. n Num pronunciamento pausado, marcado por entonações que acentuaram as passagens mais fortes e emocionantes e interrompido várias vezes por acaloradas palmas, o Rabino Sobel historiou sua atuação naquele fatídico outubro de 1975, quando Vlado Herzog foi torturado e assassinado, após apresentar-se voluntariamente no DOI-CODI. E contou fatos inéditos, como a visita que recebeu de três generais, devidamente fardados, dias antes do Ato Ecumênico da Praça da Sé, com a missão de dissuadi-lo de participar do encontro. n Disse o rabino: “Foram muito educados e elegantes. Todavia, um deles apontou um dedo para mim e disse: ‘Rabino, o senhor não deveria ir ao Ato Ecumênico. O lugar de um rabino é na Sinagoga e não na Catedral’. Tive de segurar a risada. Minha resposta veio espontaneamente: ‘General, vamos fazer um acordo? O senhor não decide qual é o lugar de um rabino e eu não decido ondo o senhor vai estacionar os seus tanques’. Pensei que isso talvez fosse interpretado como provocação. Mas, pelo contrário, ele me abraçou. Por via de dúvidas, logo depois que eles saíram, telefonei à Embaixada dos EUA, em Brasília, para comunicar o encontro com os três generais. Just in case!” n Aos 70 anos de idade e 43 de rabinato, Sobel disse que está na hora de voltar ao país em que nasceu e viveu até 1970. “É tempo de ler mais, ouvir mais, contemplar mais a natureza. Estou saindo do Brasil sem mágoas. Pelo contrário, com saudades e espero fazer minha parte para fortalecer os laços desses dois países”. Ele embarca este mês para Miami, mas regressará já em março para ajudar a organizar e celebrar o casamento de sua única filha. “Portanto – disse –, nada de despedidas hoje à noite, e sim um até breve”. n A seguir trechos de seu pronunciamento: “O mundo se sustenta sobre três pilares, afirma a Ética dos Pais (Pirkei Avot): a verdade, a justiça e a paz. A história comprova tragicamente que uma vez rompido o compromisso de buscar a verdade e a justiça, não pode haver paz na sociedade. O livro do Deuteronômio vai ainda além, quando nos ordena: ‘Tzedek, Tzedk Tirdof, Le’maan Tichyê’ (buscarás a justiça, unicamente a justiça, para que possas viver’. A justiça é uma condição sine qua non para a sobrevivência. Somente uma sociedade justa é digna de sobrevivência. Além do mais, o verbo buscar no mandamento bíblico – tirdof, em hebraico – é altamente significativo. Não nos é ordenado meramente defender a justiça, aprovar a justiça, aplaudir a justiça. Somos incitados a buscá-la ativamente, trabalhar por ela, lutar por ela, empenhar-nos com perseverança por ela. Em face da injustiça, não podemos ser neutros ou indiferentes. Deixar de agir quando uma injustiça está sendo cometida nos torna cúmplices. Não existem expectadores inocentes. “Há 16 anos faleceu o pastor Martin Niemöller. É dele uma frase célebre, que ficará gravada para a posteridade: ‘Primeiro, eles perseguiram os comunistas, mas eu não era comunista, portanto não protestei. Depois, perseguiram os judeus, mas eu não era judeu, portanto não protestei. Em seguida, perseguiram os católicos, mas eu não era católico, portanto não protestei. Depois, perseguiram os membros dos sindicatos, mas eu não era membro do sindicato, portanto não protestei. Depois, vieram me perseguir... e não havia sobrado ninguém para protestar’. “Diretamente relacionada com nossa devoção à causa da justiça está nossa preocupação com a violação dos direitos humanos. A tortura não reconhece fronteiras ideológicas, raciais ou religiosas. Tampouco a humilhação as reconhece. “A lição por trás disso tudo? A necessidade de uma fraternidade abrangente, a necessidade de lutar pela justiça no mundo inteiro. Não podemos nos dar ao luxo de manter-nos à distância. Temos que ousar, nos envolver em assuntos que, aparentemente, não são nossos; são, sim. Enquanto houver um homem ou uma mulher sendo perseguido em algum lugar do planeta, isso nos atinge. “Em nossos dias, não podemos, em sã consciência, discutir a missão da religião sem levar em consideração a violação dos direitos humanos. Este foi o espírito que deu origem ao nosso culto ecumênico em memória de Vladimir Herzog, que hoje, 31 de outubro de 2013, completa 38 anos. “A história começa na manhã de 27 de outubro de 1975. Recebi um telefonema narrando um drama que mudaria a História do Brasil e também mudaria completamente o rumo de minha vida, assim como a história da Congregação Israelita Paulista... abrindo espaço para novas formas de relacionamento entre a comunidade judaica e o conjunto da sociedade civil. “Era uma 2ª.feira. Eu estava no Rio de Janeiro... e quem me chamava ao telefone no hotel era Erich Lechziner, funcionário da Chevra Kadisha, o serviço funerário da comunidade: ‘Rabino, recebemos aqui o corpo de Vladimir Herzog, filho de dona Zora. Os militares entregaram o caixão e disseram que ele se suicidou na prisão. Então ele deve ser enterrado na ala dos suicidas do cemitério’. Levei um choque. Conheci o Vlado superficialmente. Estive com ele uma vez e também tive o privilégio de ser entrevistado por Herzog para a TV Cultura, onde trabalhava. Dona Zora era uma sócia ativa da Congregação Israelita, onde participava de todas as cerimônias de Shabat, às 6as.feiras. A família havia saído da Iugoslávia, onde Vlado nasceu, para escapar do nazismo. Um suicídio? Homem casado, com filhos? Será? Pensei. “Vlado era o diretor de Jornalismo da TV Cultura. Alguém me disse, não sei quando, que ele era de esquerda, mas acho que não dei muita importância a esta informação. No entanto, sabia que, nas semanas anteriores, Claudio Marques, jornalista que simpatizava com o regime militar, e era comentarista da TV Bandeirantes, vinha fazendo uma campanha acirrada contra os ‘comunistas infiltrados’ na TV Cultura, que é uma emissora pública. Marques chegou a fazer gracinhas sobre o ‘Tutóia Hilton’, na verdade, as dependências do Exército para onde os presos políticos eram levados, na rua Tutoia, em São Paulo, e onde eram torturados. “Segundo a tradição judaica, os suicidas são enterrados em uma ala à parte, de costas para os demais mortos. A vida, para o judaísmo, é o valor supremo, a benção maior de Deus. Um suicida, então, é alguém que atentou contra a maior realização de Deus: o Ser Humano. Daí a segregação. “Duas horas e meia depois do primeiro telefonema, Lechziner ligou outra vez: ‘Já fizemos a Tahará (lavagem tradicional do corpo) e o corpo tem muitas marcas de golpes e sinais de tortura’. Então eu disse: ‘Não vamos enterrá-lo na ala dos suicidas’. ‘O senhor tem certeza?’, perguntou Lechziner. ‘Absoluta, respondi, enterrar alguém como suicida é uma vergonha para o morto e a família. Se não houver provas definitivas sobre o suicídio, a dúvida deve ser em benefício do morto’. Lechziner, zeloso, ainda fez uma última chamada naquele dia: ‘Rabino, o senhor tem certeza?’. ‘Total’, eu disse. ‘Se alguém perguntar, diga que é um pedido do rabino Sobel’. Ninguém perguntou. “O enterro aconteceu na própria 2ª.feira, 27/10, de acordo com as leis judaicas. Achei que o caso estivesse resolvido e, então, decidi não cancelar meu compromisso na OAB, no Rio de Janeiro. Quem oficiou o enterro de Vlado foi o Hazan (cantor litúrgico) Paulo Novak. O Cemitério Israelita do Butantã, em São Paulo, estava cheio... Vlado foi enterrado na quadra 146, bem longe dos suicidas. “Na casa de Vlado e Clarice fiquei sabendo dos detalhes da prisão... Que Herzog e ou- tros jornalistas, vistos como militantes ou simpatizantes do Partido Comunista Brasileiro, haviam sido convocados a prestar declarações no sinistro DOI-CODI, o organismo do II Exército dedicado a reprimir a oposição... Vlado apresentou-se espontaneamente na manhã de 25/10 na sede do DOI-CODI, na rua Tutóia, dentro das dependências do Exército. Também foram parar nas mãos do DOI-CODI os jornalistas Paulo Markun, Sérgio Gomes, Rodolfo Konder e George Duque Estrada, entre outros. No próprio dia 25/10, os militares foram a público dizer que Herzog havia se suicidado. Como ‘prova’ exibiam uma falsificação primária: uma foto em que Vlado aparecia morto, com o cinto enrolado no pescoço, quase que sentado. Não era preciso ser perito para se dar conta de que não havia suficiente altura para ele se suicidar. Eu apoio a inclusão do nome do inventor brasileiro Roberto Landell de Moura no currículo obrigatório do Ensino Fundamental 21/1/1861 – 30/6/1928 Kátia Cubel titular da agência Engenho Criatividade & Comunicação, de Brasília Edição 922 Página 3 A despedida de Sobel – continuação “A morte de Herzog gerou uma onda de indignação em todo o País, com repercussões internacionais. O próprio regime sentia-se incomodado com uma farsa tão mal feita. Até porque, com apenas alguns dias de diferença em relação ao assassinato de Vlado, outro simpatizante do PCB, o metalúrgico Manoel Fiel Filho, morria no mesmo DOI-CODI. “Meu amigo Audálio Dantas, que presidia o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, disse: ‘A tensão vinha crescendo desde julho de 1975, com as primeiras convocações de jornalistas para depor no II Exército. Antes de Vlado, foram presos, na verdade sequestrados, 11 jornalistas. Com a notícia da morte de Vlado, a tensão chegou ao clímax’. No domingo, 26/10, o Sindicato emitiu uma nota que deflagraria todo um processo que iria mudar a História do País. Na nota, eles responsabilizavam as autoridades pela morte de Vladimir Herzog, ainda que de maneira indireta. Os nossos amigos jornalistas diziam que ‘as prisões eram uma arbitrariedade e que as autoridades eram responsáveis pelos presos que têm sob sua guarda’. “No momento em que optei pelo enterro de Vlado na ala comum do cemitério, somei-me ao movimento dos indignados. Eu estava consciente, era preciso fazer algo mais, até para que barbaridades como o assassinato de Vlado não acontecessem outra vez. Procurei então o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo. Eu acreditava que entre os religiosos talvez fosse possível encontrar algum caminho. Na época, a Cúria Metropolitana de São Paulo era o grande centro de denúncias contra a violação dos direitos dos presos políticos. Fui à casa de Dom Paulo, no Sumaré, na noite de 4ª.feira, 29 de outubro. Conversamos por duas horas, e então nasceu a ideia, partida de Dom Paulo: ‘Que tal realizarmos um culto ecumênico em homenagem a Herzog?’, indagou o cardeal. Isso nunca havia sido feito no Brasil, principalmente quando se tratava de adotar uma posição política clara. E eu acrescentei: ‘Para que o ato não seja visto como um acontecimento judaico, devemos fazê-lo na Catedral da Sé’. Não era um problema judaico e sim um problema político, pois Vlado poderia ter sido um católico, um protestante, um budista. Isso não faria diferença. Saí da casa de Dom Paulo com o coração querendo saltar do peito. Começamos a fazer os primeiros contatos. Audálio Dantas liderou o movimento de convocar o Ato Ecumênico com anúncios publicados em todos os jornais. Isso foi conseguido gratuitamente por colegas jornalistas com seus patrões, em cada redação. A publicação tornou o fato mais conhecido: o Ato Ecumênico seria, além de uma homenagem, uma denúncia. “O Ato Ecumênico foi convocado para a 6ª.feira, 31/10, às 15 horas. Tínhamos só dois dias para prepará-lo, mas a notícia se espalhou pela cidade, pelo País. O governo pediu a Dom Paulo que realizasse o Ato ‘a portas fechadas’. O cardeal, com sua energia e coragem habituais, respondeu: ‘Não vou fechar as portas da Igreja para o povo’. Foi Dom Paulo também quem tomou a iniciativa de convidar outro personagem da mais alta qualidade, o reverendo James Wright, pastor da Igreja Presbiteriana, cujo irmão, Paulo Stuart Wright, dirigente de esquerda, havia sido assassinado nas mãos da ditadura. “O que mais me impressionou na Catedral foi o número de pessoas. Havia mais de 8 mil, vindas de todas as partes para um ato político de oposição à tortura e ao assassinato... Em plena ditadura!!! Policiais passeavam com suas metralhadoras pelas portas da Catedral. Nunca em minha vida vi uma cena igual. Centenas de soldados empunhando metralhadoras apontadas para as pessoas, para a congregação, para os dirigentes do culto. Eu não vou repetir aqui o que disse na ocasião do Ato, apenas isso: ‘Sou um rabino. Estou aqui participando de um Culto Ecumênico, porque um judeu morreu – um judeu que emigrou para o Brasil, aqui se educou, aqui se formou e aqui se integrou plenamente no mundo da filosofia das artes, do jornalismo e da televisão. Para Vladimir Herzog, ser judeu significava ser brasileiro. Porém, mais importante ainda: estou aqui nesta Catedral porque um homem morreu. E, como rabino, não defendo apenas os direitos dos judeus, mas sim os direitos fundamentais de todos os seres humanos, de todos os credos, de todas as raças, vivam eles no Brasil ou em qualquer outro país do mundo. E Vladimir Herzog era um homem: um homem de visão, profundidade e dedicação’ “Conseguimos fazer um Ato Ecumênico pacífico que mobilizou a opinião pública brasileira e mar- cou uma posição firme: ninguém aguentava mais. A memória de Vladimir Herzog e de tantas outras vítimas da barbárie dos militares estava honrada. Fui para casa com a sensação do dever cumprido. Eu havia sido fiel ao que defendia Samuel Atlas, meu professor em Nova York, que afirmava: ‘Um rabino deve fazer o que diz a sua consciência’. “Tudo mudou. A minha vida mudou. Eu ganhava uma nova ‘turma’. Até então, meu habitat natural era formado por minha sala no 4° andar da CIP, por festas, recepções, reuniões de diretoria, bar-mitzvá, casamentos, enterros... A partir de outubro de 1975, passei a conviver com personagens como Hélio Bicudo, Audálio Dantas, Fernando Henrique Cardoso, Dom Paulo Evaristo Arns, o reverendo Jaime Wright e até o metalúrgico que despontava como liderança sindical no ABC paulista, Luís Inácio da Silva, o Lula. “Se queremos render tributo à memória de Vlado, temos que preservar dentro de nós o sentimento de indignação e inconformismo, jamais nos acomodando com a violação dos direitos alheios. O silêncio é o mais grave dos pecados. A indiferença em face do mal é um incentivo ao recrudescimento do mal. Se fecharmos os olhos, se virarmos a cabeça, se fingirmos não saber, tornamo-nos cúmplices. E esta é a minha mensagem antes de embarcar para os EUA: digamos não à tortura em alto e bom som. Digamos não à violência institucionalizada. E, inspirados pelo legado de Vladimir Herzog, digamos sim à dignidade humana. Muito obrigado!” Grupo Estado tem mudanças em São Paulo, Brasília e Rio Movimentações envolvem Malu Delgado, Conrado Corsalette, Monica Scaramuzzo, Beatriz Abreu, Irany Tereza e Monica Ciarelli n Mudanças no comando da e Política, entre 2000 e 2004, nal. Ela estava havia mais de dez agência, cargo que ocupou até editoria de Política do Estadão. quando se transferiu para a Folha anos no Valor Econômico, sete o seu desligamento. Antes do Desde 2010 à frente do caderno, de S.Paulo, onde além de repórter deles na área de Agronegócios Grupo Estado, atuou em O Globo Malu Delgado deixa a casa para das mesmas editorias passou e o restante em Indústria & In- (por duas vezes) e Exame. Com se dedicar a projetos pessoais. pela coluna Painel e foi editor- fraestrutura, e antes passou por 35 anos de profissão, sempre “Deixar a editoria de Política foi -adjunto de Cotidiano. Sobre o Gazeta Mercantil e Notícias Popu- atuando em Brasília, diz que agora uma decisão difícil, mas necessá- novo desafio, ele comenta: “O lares. Seu novo contato é monica. pretende “respirar” um pouco até ria neste momento, por questões objetivo, agora, principalmente [email protected]. decidir qual rumo dará à sua vida pessoais e para ter mais tempo às vésperas de uma eleição n Em Brasília, Beatriz Abreu profissional. Mas a aposentadoria para minha pequena Nina. Ainda presidencial, é tentar organizar o deixou a empresa em 1º/11, está descartada. “Amo o que estou avaliando algumas propos- debate e contribuir com ele a par- depois de 22 anos de casa, na faço”, afirma. tas e sondagens, mas talvez só tir de um jornalismo equilibrado”. qual ingressou em 1991, como n Para o lugar dela no comando na próxima semana tome uma Os novos contatos dele são 11- repórter especial do Estadão. Do da Agência Estado em Brasília, decisão”, explica Malu. Para a 3856-5912 e conrado.corsalette@ jornal, seguiu para a Agência Esta- o jornal transferiu Irany Tereza, vaga dela foi promovido o subedi- estadao.com. do, em 1999, onde participou de que ocupava a mesma função tor Conrado Corsalette, que está n Ainda por lá, Monica Scara- vários projetos, como a implanta- na sucursal do Rio de Janeiro. no jornal desde junho de 2012, muzzo passou a integrar desde ção do noticiário em tempo real A Chefia da Agência Estado no em sua segunda passagem. Na a última 2ª.feira (4/11) a equipe e a consolidação do Broadcast. Rio passará a ser exercida por primeira, foi repórter de Cidades de Economia e Negócios do jor- Tornou-se editora-executiva da Monica Ciarelli. De papo pro ar Sobre biografias Lembro quando uma vez eu disse a Luiz Gonzaga, rei do baião, que iria escrever um livro contando a história dele e queria a sua presença na noite de lançamento; e ele, numa risada espalhafatosa, simplesmente respondeu: – Oxente, e eu mereço? Meio tonto com o que ouvira, respondi com um “claro”. Depois de nova risada, de novo ele: – Você ainda não conhece o livro O sanfoneiro do Riacho da Brígida sobre mim, que o paraibano Sinval Sá escreveu lá em 1966? Pois vou lhe mandar. Assis Ângelo, jornalista, estudioso da cultura popular e presidente do Instituto Memória Brasil E mandou, com uma enorme e deliciosa dedicatória. Não demorou e escrevi Eu vou contar pra vocês (Ícone Editora, SP, 1990), que lancei no extinto Teatro das Nações, na capital paulista, com a presença de vários grupos folclóricos e artistas de renome, como Inezita Barroso, que anos antes dividira com Gonzaga uma curta e concorrida temporada no Rio de Janeiro. O pomposo lançamento teve direito até a uma chamada da TV Globo, com o repórter Carlos Magagnini entrando ao vivo no meio da tarde. http://assisangelo.blogspot.com.br Edição 922 Página 4 São Paulo Bom Dia agora é “feito em casa” n Oito anos após sua criação por J. Hawilla (Traffic e TV TEM) e pouco mais de um mês de sua venda à Cereja Comunicação Digital, os jornais da rede Bom Dia, do interior de São Paulo, são agora literalmente feitos em casa. Segundo J&Cia apurou, a operação – inédita, até onde se sabe, mas cuja legalidade o Sindicato dos Jornalistas ainda avalia –, funciona assim: não existe mais redação, estrutura física, nas praças de Sorocaba, Jundiaí, Bauru, Rio Preto e ABCD. Os profissionais (três repórteres e um fotógrafo em cada uma) estão trabalhando em casa no regime de CLT, com jornada de 5 horas, contratados desde 16/10 (cumpriram aviso prévio trabalhado e depois foram recontratados). O fechamento segue na sede em São Paulo, com a supervisão de um editor (Wilson Gasino cuida de Bauru e Rio Preto, Eduardo Cerioni é responsável por Jundiaí e ABCD, e Marcelo Macaus fecha Sorocaba), paginação de diagramadores e tratamento de imagem. Todos os repórteres contam com computador da empresa e licença de uso do GN3 (um software de gerenciamento de conteúdo capaz de atuar em todas as mídias, impressas e eletrônicas). Os deslocamentos são feitos por táxi de cooperativas. E há ajuda de custo para ligações telefônicas. Trabalham feito correspondentes. De acordo com fonte da empresa, todas as pessoas que eram contratadas pela Traffic foram devidamente indenizadas: “O ex-proprietário havia garantido ao Sindicato dos Jornalistas estabilidade até o final do ano. Ou seja, mesmo quem saiu foi indenizado como se o vínculo fosse até dezembro. Foi um compromisso assumido pela Traffic. E sem pejotização, como apelou o Sindicato”. n Guto Camargo, presidente da entidade, disse a J&Cia que a situação é inusitada e que ainda há questões nebulosas: “Uma coisa é o profissional trabalhar como correspondente, outra é a empresa terceirizar a produção do jornal. Também fomos informados de que há remanescentes da estrutura anterior que estão trabalhando sem nenhum contrato ou vínculo empregatício, num clima de total incerteza e de transgressão às leis trabalhistas”. Ele esperava esclarecer essas e outras questões numa reunião com representantes da Cereja marcada para a tarde desta 4ª.feira (6/11), na sede do Sindicato. n A empresa, aparentemente, acredita na fórmula que idealizou para o jornal. Tanto que se prepara para lançar o Bom Dia Campinas. Ainda este mês. E no mesmo modelo. A conferir. (Para mais informações sobre a venda da rede Bom Dia veja http://bit.ly/ GWAvdT, http://bit.ly/1aIQ5Cl e http://bit.ly/175UfSH) Edson Franco deixa IstoÉ para integrar nova estrutura no Terra n Edson Franco está de saída da Editora Três, onde era editor-executivo da IstoÉ Online e editor de Ciência e Tecnologia da revista IstoÉ, e chega ao Terra para assumir o recém-criado grupo Notícias, área que englobará as editorias de Economia, Tecnologia, Mundo, Brasil, Ciência e Educação. Além de garantir a integração dos colaboradores em São Paulo e Porto Alegre, ele será responsável por promover os conteúdos atuais, independentemente do formato em que serão publicados. Com passagens por Folha de S.Paulo, Galileu e Ele&Ela, sua chegada faz parte de uma restruturação no corpo editorial do portal, que visa a ampliar a produção de conteúdo unificado em diferentes plataformas, como textos, áudios, vídeos e fotos. “Vamos unir a estrutura técnica do Terra TV, consolidada há mais de uma década, ao espírito inovador da captação ao vivo via smartphones, por exemplo”, explica o diretor de Conteúdo Hélio Gomes. “Nosso objetivo é unir a alta definição com a urgência que vimos nas transmissões em tem- po real das manifestações que varreram nosso País em 2013”. Na nova estrutura, o Terra passa a contar com seis gerências para coordenar toda a produção de conteúdo, nos mais diferentes formatos. Ao lado de Edson, também sob a direção de Hélio Gomes, estão ainda os gerentes Anderson Régio (Esportes), Fernanda Colavitti (Diversão e Vida&Estilo), Fábio Condutta (Arte) e Lisiane Oliveira (Reportagem, Fotografia, Capa, Sucursais, Você Repórter e conteúdo para Digital Out of Home); José Queiroz atua como coordenador da Produção Executiva. n Depois da rápida passagem de Diego Ortiz pelo caderno Máquina do Agora São Paulo, o suplemento já definiu seu novo editor: Ricardo Ribeiro (ex-Folha de S.Paulo e S/A Comunicação), que deixa o UOL Carros, onde vinha colaborando havia cerca de dois meses. Para o lugar dele foi contratado o redator Leonardo Félix, que deixou o site Tazio e se integrou à equipe do editor Claudio Luís de Souza já nesta 2ª.feira (4/11). Agenda-SP Aberje entrega seu prêmio nesta 5ª.feira (7/11). E Jornalistas&Cia / HSBC, no dia 13 n A Aberje realiza nesta 5ª.feira (7/11), às 12h, no Rosa Rosarum (rua Francisco Leitão, 416), a cerimônia de entrega da 39ª edição do Prêmio Aberje, que contempla as melhores práticas de comunicação corporativa no País em 16 categorias. Na ocasião, serão homenageados também as Mídias do Ano – Jornal (O Globo), Revista (IstoÉ Dinheiro), Rádio (BandNews FM), Televisão (TV Folha), Mídia Especializada (Valor Pro) e Mídia Digital (Google) – e dez profissionais da área como Comunicador do Ano: André Senador (Volkswagen), Elisa Prado (Tetra Pak), Hélio Muniz (McDonald ’s), Paulo Henrique Soares (Vale), Paulo Pereira (Bayer), Pedro Luiz Dias (GM), Brasilprev. Das 9h às 11h30, na FGV (rua Itapeva, 432, sala 601). Confirmações pelo kelly.souza@ gwacom.com, 11-3030-3000 ou 6620-2234. A iniciativa tem apoio deste J&Cia. n Às 15h, Assis Ângelo e Moacir Assunção são os convidados do Ciclo de Debates em Comunicação, iniciativa promovida mensalmente pela Câmara Municipal de São Paulo. No encontro, grátis e aberto ao público, eles debaterão por que os profissionais de redações investem cada vez mais na produção de livros. No auditório Sérgio Vieira de Mello (viaduto Jacareí, 100). n Também na 2ª, lançamento do livro Macho do século XXI, de Claudio Henrique dos Santos. A Rejane Braz (Itaú Unibanco), Renato Gasparetto (Gerdau), Ricardo Viveiros (RV) e Wilson Santarosa (Petrobras). 6/11 (4ª.feira) – n Robert John Van Dijk, diretor-geral da Votorantim Wealth Management, diretor da BVEP – Banco Votorantim Empreendimentos e Participações e vice-presidente da Anbima, faz a palestra gratuita Construindo uma carreira de sucesso, às 19h, no Salão Nobre da FGV (rua Itapeva, 432 – 4º). Mais informações na A.R., com Ângelo Raposo ([email protected]. br e 11-3814-1036 / 982-657-012). 7/11 (5ª.feira) – n Fabiana Scaranzi lança o livro Mulheres muito além do salto alto – Tudo o que você precisa saber sobre obra aborda a história do próprio Cláudio, que largou uma bem-sucedida carreira para acompanhar sua esposa, que recebera uma oportunidade fora do País (ver em http://bit.ly/1gJkJQW). Às 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (av. Paulista, 2.073). n Às 19h30, no auditório 117A da PUC (rua Monte Alegre, 984), debate Biografia é legal?, promovido pela universidade. O evento reunirá Maria Eugênia Ferreira da Silva, Raecler Baldresca, Audálio Dantas, Paula Corrêa, Marco Antônio Vilalba e Toni C.. 12/11 (3ª.feira) – n A Abracom promove o curso Assessoria de imprensa para campanhas eleitorais, com a presença do beleza, saúde e bem-estar (Leya). Às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (av. Paulista, 2.073). n Às 23h30, Fernando Faro entrevista Assis Ângelo no programa Mobile, da TV Cultura. 9/11 (sábado) – n A apresentadora da CBN Petria Chaves comanda um talk show com o escritor e filósofo Mario Sergio Cortella, responsável pelo boletim Academia CBN, que vai falar sobre seus dois novos livros: Pensar bem nos faz bem (volumes 1 e 2). A partir das 11h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (av. Paulista, 2.073). n No mesmo horário Marcelo Rezende lança Corta pra mim (Planeta), obra que traz bastidores fundador e presidente da Associação Brasileira dos Consultores Políticos Carlos Manhanelli. Das 9h às 18h, na sede da Abracom (rua Pedroso Alvarenga, 584). Mais informações e inscrições pelo 11-3079-6839 ou eventos@ abracom.org.br. 13/11 (4ª.feira) – n Jornalistas&Cia e HSBC promovem a entrega de seu prêmio de jornalismo, em cerimônia marcada para o Restaurante Capim Santo (ver pág. 10) n Nesta mesma 4ª, a ESPM promove palestra Conquistas femininas: impactos e tendências, com Joyce Moysés (ex-Abril). Ela abordará os temas A (r)evolução da mulher no mercado de trabalho, O estilo feminino de trabalhar está mesmo mais valorizado?; de reportagens e memórias dos quase 23 anos em que trabalhou para a tevê Globo, além de suas passagens por Rede TV e Rede Record. Na Livraria Saraiva Shopping SP Market (av. das Nações Unidas, 22.540). 11/11 (2ª.feira) – n Em sequência à série de workshops gratuitos para jornalistas sobre Atualidade Econômica e Investimentos, o Centro de Estudos em Finanças (GVCef) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV, em parceria com a BBDTVM (área de fundos do Banco do Brasil), convida para o seminário Investimentos em Previdência. A atividade será conduzida por Altair Cesar de Jesus, superintendente de investimentos da Desafios, tendências e o que homens e mulheres têm a ganhar. Das 18h às 19h30, no miniauditório da ESPM (rua Joaquim Távora, 1.240, sala 117). Inscrições em http://bit.ly/1850LJD. n Ainda na 4ª, solenidade de entrega da 55ª edição do Prêmio Jabuti (confira os vencedores em http://bit.ly/1gXsNuM). Às 19h30, na Sala São Paulo (praça Júlio Prestes, 16). Confirmar presença pelo [email protected]. n E às 20h, no Auditório do Ibirapuera (Parque do Ibirapuera, Portão 3), entrega do Prêmio Trip Transformadores 2013, que reconhece pessoas cujas ações favorecem o bem-estar coletivo. Ouça também Jornalistas&Cia na Rádio Mega Brasil Online (www.megabrasil.com), toda 4ª.feira, às 18h, com reapresentações na 5ª, às 10h, e na 6ª, às 20 horas. Edição 922 Página 5 São Paulo – continuação Registro-SP O adeus a Cida Taiar n Faleceu na madrugada de 31/10 Cida Taiar, aos 67 anos, em decorrência de um câncer contra o qual lutou durante dez anos, sem em momento algum perder a esperança e a serenidade, com que brindava seus amigos e familiares. Implacável, o câncer, embora vencido pontualmente, não lhe deu trégua, alojando-se por vários de seus órgãos. Por último, atingiu os pulmões. No texto que escreveu para a Folha, na edição desta 3ª.feira (5/11), Andressa Taffarel informa: “Dizem os colegas que Cida Taiar escrevia textos primorosos e delicados, talento reconhecido por Silvio Santos, um dos seus entrevistados mais ilustres – e difíceis. O apresentador, que costumava fugir dos jornalistas, não apenas adorou a reportagem feita por Cida em 1988 como enviou-lhe um bilhete, escrito à mão, elogiando a forma como ela havia tratado a conversa (‘Você merece o meu respeito, a minha admiração e principalmente os meus elogios, pela rapidez de ter redigido e interpretado com inteligência, sensibilidade e imparcialidade os meus bons e maus conceitos e pensamentos’)”. Por onde passou deixou amigos, tendo atuado como repórter em veículos como IstoÉ, Jornal do Brasil, Folha de S.Paulo e Claudia. Era leitora assídua e eventual fonte deste Jornalistas&Cia e mesmo doente não deixou em momento algum sua interlocução conosco. Fez, no final dos anos 1970, um cur- so de Criatividade em Redação, ao lado, entre outros, de Célia Chaim, Beth Caló, Claudio Fragata e do diretor deste J&Cia Eduardo Ribeiro. Deixa o filho Estevão, também jornalista, dois irmãos e um sobrinho. n Sobre ela escreveu a J&Cia a amiga Dirce Helena Salles: Conheci primeiro a Cida Taiar jornalista, nos anos 1980, quando ela escrevia para a Ilustrada. Na Folha e nas várias redações por onde passou, seus textos se destacavam pela inteligência e delicadeza. Esse seu lado profissional a maioria dos coleguinhas também conheceu. E admirava. Anos depois, nasceu a amizade via seu filho Estevão, que na década de 1990 estudava com meu sobrinho Caio. A afinidade logo brotou. A começar pelo signo. Ambas sagitarianas. Aí vieram o prazer por viagens, pelo mar, cinema... Entre várias características da Cida – bom humor, risada larga e gostosa – a força por lutar pela saúde quando descobriu sua doença era a que mais me comovia. “Enquanto tiver tratamento, vou tentando”, ela sempre dizia. E fazia isso também para ficar um pouco mais ao lado do filho. A guerreira conseguiu o que se propôs: viu Estevão entrar na faculdade – ele se forma este ano – e seguir seus passos. n Em seu blog Bytes de Memória no site de Veja, Ricardo Setti também publicou uma homenagem a Cida, que reproduzimos com a devida autorização: Uma doçura de pessoa, uma profissional notável, uma amiga querida que se foi Na IstoÉ, em novembro de 1983, com o pessoal da redação exibindo seu título de eleitor (a capa da semana seria sobre as Diretas Já): Cida é a jovem sorridente bem no meio da foto, ao lado do rapaz de bigode, o jornalista Antônio Carlos Fon (Foto: Claudio Versiani) Se mencionassem Maria Aparecida Campos Taiar, talvez até alguns amigos não saberiam com certeza de quem se tratava. Já Cida Taiar, seu nome profissional, marcou profundamente quem com ela compartilhou uma redação. Pequena, discreta, de fala mansa, cabelinho vermelho e olhos verdes, Cida era a delicadeza em pessoa – mas que saíssem da frente quando recebia uma missão como jornalista. Nada a detinha na busca da informação, que vinha íntegra, cristalina, novinha em folha, embalada num texto impecável no qual era difícil alterar uma preposição, uma vírgula sequer. Tive a felicidade de contar com Cida como amiga durante longos anos, e como profissional em duas equipes que comandei – na IstoÉ, como redator-chefe, durante o período libertário em que a revista pertencia a Fernando Moreira Salles, e na inesquecível sucursal do falecido Jornal do Brasil em São Paulo, da qual fui por quatro anos diretor regional. Na IstoÉ, Cida trabalhava numa editoria que, à falta de nome melhor, costumava-se chamar de Geral, e que incluía temas como ciência, educação, religião e comportamento. No JB, para onde foi a meu convite, fixou-se na área de cultura, artes e espetáculos, produzindo reportagens para o famoso Caderno B. Isso não a impedia de, convocada para tarefas fora desse âmbito, por desafiadoras que fossem, manter a mesma atitude zen e idêntica eficiência. Quando a deputada estadual Luiza Erundina foi surpreendentemente eleita prefeita de São Paulo pelo PT, em 1988, por exemplo, Cida – a quem não era familiar a área política – ofereceu-se para escrever o perfil da personagem, então quase desconhecida nacionalmente, uma vez que tinha fontes que, disse, talvez facilitassem a tarefa. Pois a Cida do Caderno B apurou e redigiu o melhor e mais completo perfil da nova prefeita que li em toda a imprensa do País. Em seu próprio terreno de atividade, tampouco fugia de desafios. A uma certa altura dos nossos quatro anos no JB, o pessoal do jornal no Rio queria um perfil do apresentador Silvio Santos, notório por sua ojeriza à imprensa e do qual arrancar uma entrevista, por curta que fosse, era considerado uma proeza, quase uma missão impossível. Cida foi à luta, e sua lhaneza no trato e habilidade como jornalista lhe permitiram conquistar a confiança do esquivo personagem e voltar à redação com uma reportagem extraordinária. O popularíssimo Silvio de sorriso permanentemente atarrachado no rosto atravessava um período de depressão e Cida conseguiu que o inacessível proprietário do SBT se abrisse com ela a ponto de comentar seu estado de alma, pedir-lhe conselhos pessoais – algo que ela, recatada, deu um jeito de driblar, mesmo diante de perguntas insistentes como “O que você acha que eu devo fazer, Cida?” – e até lhe servir de cicerone em sua mansão. O passeio não excluiu sequer o imenso closet do quarto de casal onde guardava centenas de Assessorias-SP Caras e Romano, vai liderar o atendimento de clientes como Proexport Colômbia, JTI, Grupo E3, Asgaard, Abipla, SDI e IMPSA. n Sonia Scarnero – ex-diretora de Jornalismo da Rádio 2, com passagens por Excelsior, Bandeirantes, Capital, Fiesp e Câmara Municipal – reforça o time de assessores de imprensa freelancers na Ricardo Viveiros. Seus contatos são sonia. [email protected] e 113675-5444. Dança das contas-SP n A CDN passou a assessorar a Brasil Assistência, unidade do Grupo Mapfre no Brasil responsável pelos serviços de assistência e gestão de riscos especiais. O atendimento tem direção de Paula Didier (pdidier@ cdn.com.br e 11-3643-2749), coordenação de Eric Paraense (2811), gerência de Fernanda Monteiro (2745) e assistência de Verônica Petrelli (2918). Demais e-mails formados por nome. [email protected]. n A 24x7, de Antônio Costa Filho e Fábio Cardo, está com dois novos clientes em sua carteira: a empresa de marketing digital Salve e a produtora de eventos e ações culturais Donna Piedade. Mais informações pelo 11-3787-0944 n A FTI Consulting ganhou o reforço de Ana Herren e Bruno Athayde Soares, que passam a integrar a equipe formada pela diretora geral Sheila Magri e pela vice-presidente Deborah Jacob. Com mais de dez anos de experiência nas áreas de Energia e Telecomunicações, atuando nos EUA e em outros países, Ana (ana.heeren@fticonsulting. com) foi consultora de gestão no PA Consulting Group e será diretora sênior no escritório de Washington, atendendo a clientes americanos interessados em realizar negócios no Brasil e viceversa. Bruno (bruno.soares@ fticonsulting.com), que está há mais de dez anos na área de comunicação corporativa, tendo passado pela FSB e como repórter e produtor em TV Globo, revista ternos, paletós, camisas sociais, gravatas e sapatos. Há mais de uma década a doce Cida lutava contra um câncer que, a certa altura, soube ser incurável. “Mas aprendi a conviver com ele”, contou-me certa vez, com a típica paz de espírito que costumava emanar, referindo-se à terrível doença como se se tratasse de um problema menor. Não fazia alarde nem do que sofria nem de sua bravura diante do sofrimento. Continuava trabalhando, continuava otimista e bem-humorada. Nesta 5ª.feira, 31, finalmente chegou o momento de Cida ir embora. E ela foi. Quer dizer, não foi, não. Para quem a amou e admirou, ela continua por aqui. ou contato@24x7comunicacao. com.br. n A Trama conquistou a conta da empresa de TI Compuware para relacionamento com a mídia. Atendimento de Alice Sanches ([email protected] e 115080-9122), sob gerência de Lizandra Cardelino (lizandra@ tramaweb.com.br e 9107) e direção de Leila Gasparindo. Eu apoio a inclusão do nome do inventor brasileiro Roberto Landell de Moura no currículo obrigatório do Ensino Fundamental 21/1/1861 – 30/6/1928 Sinval Medina jornalista e escritor Edição 922 Página 6 Rio de Janeiro Sindicato dos Jornalistas escolhe assessor em seleção disputada n O Sindicato dos Jornalistas do Município tem novo assessor de imprensa. Bernardo Moura deixa O Globo nesta 5ª feira (7/11) e deve começar na próxima semana. Bernardo era repórter de mídias sociais de O Globo desde 2011, e ali exercia funções de planejamento, edição e monitoramento nessa área. Ele começou em 2007 como estagiário e trainee na Infoglobo, foi repórter do Extra por dois anos e teve breve passagem pela Folha de S.Paulo até voltar à empresa. No processo de seleção e definição do perfil do candidato, destacou-se o trabalho de Regina Lunière, que assessorou o Sindicato Dança das Contas-RJ n A Datz assumiu a conta da imobiliária Special Places, especializada em propriedades de alto padrão nas regiões do Itanhangá, Barra, Recreio e Joatinga. Atendimento de Tatiana Datz ([email protected] e 21-3875-3372). Agenda-RJ 7/11 (5ª.feira) – n Palestra com temporariamente desde a posse da nova diretoria, e deve seguir com a colaboração. A seleção foi rigorosa (e trabalhosa): a vaga foi divulgada no boletim eletrônico e nas mídias do Sindicato, como o site, facebook, twitter e, é claro, um intenso boca a boca. Como o salário era apetitoso, o Sindicato recebeu mais de 500 currículos em quatro dias. Destes, foram escolhidos 54 candidatos, e chamados para uma prova escrita a que compareceram 43 deles; cinco foram selecionados, até se chegar a Bernardo, depois de entrevista pessoal. n Eduardo Carvalho, ex-Governo do Estado, começou como cooro escritor, jornalista e ensaísta americano Jon Lee Anderson, realizada pela revista piauí. Anderson fala sobre duas segmentações do Jornalismo, o literário e a reportagem, com mediação de Fernando Barros, diretor de Redação da revista, e Flávio Pinheiro, superintendente-executivo do Instituto Moreira Salles. Às 20h, no IMS (rua Marquês de São Vicente, 476), Informações denador de imprensa da Transpetro, no lugar de Salete Kangussu. n Jeline Rocha assumiu esta semana a assessoria da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional Abastecimento e Pesca (Sedrap). Implantada há dois anos, a Secretaria tem, em sua estrutura, a Ceasa e a Fiperj (Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio). Jeline tem como primeira tarefa integrar os três braços, coordenando a turma de jovens jornalistas: Natália Lima, na Fiperj; Ciro Cavalcante, na Ceasa; e Carolina Bittencourt, na Secretaria, além de Leonardo Scheuer, que acaba de chegar para acompanhar o secretário e com Jariza Rugiano, no 115083-4145. 8/11 (6ª feira) – n André Giusti lança os livros infanto-juvenis Histórias de pai, memórias de filho e Voando pela noite (até de manhã). À 19h, na livraria Blooks (praia de Botafogo, 316). 11/11 (2ª feira) – n Anúncio dos vencedores e entrega dos troféus do 3º Prêmio Abdias Nascimento. Realizado pela fazer matérias para sites e redes sociais. n Rebecca Ramos, Rossana Henriques e Thais Christ, na Quadratto Comunicação (www.quadratto. com.br e 21-3486-4412) comemoram quatro anos da empresa no mercado com a chegada de dois novos clientes: NutriPrime Spa & Fitness, espaço recém-inaugurado na Barra da Tijuca, com serviços de academia e spa; e RuhrPumpen, indústria alemã que produz bombas centrífugas para o mercado de petróleo e gás. A agência também conta com uma redação que, além de publicações customizadas, produz a revista Barra Up, nas versões impressa e online. Cojira-Rio (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial), premia reportagens sobre a questão racial, em seis categorias, além do Especial de Gênero Jornalista Antonieta de Barros. No teatro Oi Casa Grande (av. Afrânio de Melo Franco, 290). Informações pelo 21-3906-2450 ou premioabdiasnascimento@ gmail.com. Confira os finalistas em http://bit.ly/16ENUAJ. “O Jornalistas&Cia atinge a maioridade da melhor forma possível: consolidando-se como a referência do mercado de comunicação tanto para os profissionais quanto para agências e veículos. Isso é grandioso!” – Marcos Trindade “Fico muito feliz com mais essa vitória. Eu sei a luta que é ter um veículo neste País. Parabéns a toda equipe abnegada que produz esse conteúdo informativo para nós, teimosos jornalistas.” – Mariella Lazaretti “Caramba, como estou velho! Lembro do comecinho. Não resisto ao clichê: parece que foi anteontem. Parabéns!” – Mário Magalhães “Um forte abraço ao time, e parabéns pela bela obra erguida por todos nestes 18 anos. Como dizia o Roberto Civita, ‘the best is yet to come’.” – Paulo Nogueira “Sou fã do trabalho de vocês e para provar eu diria que comecei a acompanhar ainda antes do FaxMoagem... Dou-lhes os parabéns e votos de comemorarmos os 35 anos daqui a pouco tempo...” – Ricardo Mendes “Lembro do começo de vocês ligando para todas as redações, todos os dias. Foi uma luta daquelas... Mas acho que valeu a pena. Hoje o trabalho de vocês não é apenas reconhecido como uma fonte importante de referência para toda a mídia nacional! Se foi bom até agora, imagine entrar na fase adulta (18) mas com todo vigor e credibilidade pra emplacar outros 18! Fico muito feliz com esse sucesso porque assisti bem de perto à luta diária para asse- gurar essa conquista, que torço/ rezo para que seja cada dia mais recompensada material e espiritualmente!” – Sérgio Leopoldo Rodrigues “Vocês fizeram por merecer. Afinal, neste mercado, que não é qualquer um, poucos conseguem completar 18 anos.” – Tellé Cardim apresenta um debate esportivo as 2as.feiras; Antônio Bonfim tem o quadro As bombas do Biondim no Show da Manhã, apresentado por Ênio Carlos; e Cleyson Martins, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Ceará, está de volta à emissora ao Departamento de Radiojornalismo, comandado por Evandro Nogueira. n Com narração de Brenno Rebouças e comentários de Manuella Viana, a Federação Cearense de Futebol estreou sua tevê na web. 18 anos de J&Cia Mais mensagens n Seguimos reproduzindo mensagens de leitores pelo 18º aniversário de J&Cia: “Saibam que todos vocês têm grande responsabilidade na minha formação como profissional e como pessoa. Serei eternamente grata por todos os ensinamentos!” – Fabiana Ferreira “Parabéns à equipe pelo 18º aniversário do Jornalistas&Cia, que celebra o prestígio conquistado nesses anos graças ao belíssimo trabalho de vocês.” – Fideo Miya “Meus parabéns à equipe por essa marca brilhante: 18 anos de extrema competência, profissionalismo e sensibilidade para acompanhar a trajetória dessa categoria, o que, por si só, já é um desafio imenso.” – Manuela Rios Ceará (*) n Novidades na programação da Rádio Verdes Mares AM (810 Verdinha): Tadeu Nascimento estreou na Rota do crime, das 11h ao meio dia; Paulo César Norões n Também enviaram congratulações Monica Ferreira, Odete Pacheco, Marcos Mauro, Marion Strecker, Elaine Lina, Luís Milanesi, José Occhiuso, Mario Laffitte, José Nogueira Ohi, Marco Chiaretti, Milton Bellintani, Fernando Coelho, Melchiades Filho, Eliane Brum, Nilton Pavin, Nereu Leme, Neivia Justa, Paulo Andreoli, Renata Saraiva e Reinaldo Canto. (*) Colaboração de Lauriberto Braga ([email protected] e 85-9139-3235), com Rendah Mkt & Com ([email protected] e 85-3231-4239). Leia na edição 229 n Uma entrevista especial com o diretor de Relações Institucionais da Anfavea Fred Carvalho, que após seis meses no cargo faz uma análise do mercado e fala sobre os desafios de acabar com o rótulo de vilão que os automóveis e a indústria automobilística vêm recebendo no Brasil. A edição também destaca a ida de Ricardo Ribeiro para o Agora São Paulo, para assumir o caderno Máquina; o lançamento da Eleição dos Melhores Carros 2013, do Best Cars; e o resultado do Top of Mind 2013, que apontou Volkswagen, Fiat e Pirelli entre as marcas mais lembradas pelos leitores da Folha de S.Paulo. n Em Destaque da semana, Luís Perez comenta a delicada relação entre áreas editorial e comercial quando as duas são geridas pelo mesmo jornalista. Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva – todas as 6ªs.feiras nas mesas e computadores dos principais jornalistas e assessores de imprensa ligados ao setor automotivo. Peça sua inclusão no mailing gratuito pelo e-mail [email protected] ou leia diretamente no site www.jornalistasecia.com.br. Perfis biográficos dos jornalistas brasileiros e o noticiário com o vaivém profissional Edição 922 Página 7 Brasília Encontro de pesquisadores em Jornalismo marca os dez anos da SBPJor n O auditório da Faculdade de Comunicação da UnB recebe de 7 a 9/11 (5ª.feira a sábado) o 11º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo. Com previsão de mais de 400 participantes, o encontro recebeu 238 projetos e pesquisas de mais de 600 autores. Esses números super- lativos marcam a comemoração de datas importantes. Além dos dez anos da Sociedade Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo (SBPJor), serão celebrados uma década da criação do doutorado na Faculdade de Comunicação e os 50 anos de Comunicação na UnB e no Brasil. A programação também inclui o 3º Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo (SPJor), e as primeiras edições do Simpósio das Redes de Pesquisa em Jornalismo (RedesJor) e do Seminário Nacional da Pós-Graduação em Jornalismo (PosJor). A programação completa está em http://bit.ly/1b5uuo8. 12/11 – n A Agência Espacial Brasileira realiza a Oficina de capacitação sobre o Programa Espacial para jornalistas. O encontro, que ofertará 35 vagas, contará com seis palestras e uma mesa de debates. Inscrições e informações pelo www.aeb.gov.br. Curtas-DF emissoras de rádio e tevê comunitárias e educativas; produtoras brasileiras regionais independentes; veículos de comunicação de pequeno porte; além de alguns canais de programação de distribuição obrigatória transmitidos por meio de tevê por assinatura. Ainda será votado o relatório final sobre o assunto, mas a deputada já destacou “uma necessidade urgente de modernização do ambiente legal, bem como uma atuação de maneira mais intensa do Poder Executivo”, para viabilizar economicamente os órgãos de mídia independente. n O Conselho de Comunicação Social do Congresso definiu nesta 2ª.feira (4/11) a formação de grupos de trabalho para debater temas como federalização dos crimes contra jornalistas, biografias não autorizadas e concentração de meios de comunicação. Os grupos debaterão projetos de lei e outras propostas relacionadas à Comunicação Social, e também prepararão um relatório, que será posteriormente submetido ao Conselho. O conselheiro Fernando César Mesquita destacou que há muitas propostas em análise no Congresso sobre o assunto, mas que o tema é muito complexo, podendo o conselho ir além do exame dos projetos em tramitação. “Acho que a dinâmica do processo político-social que o Brasil está vivendo exige que nos antecipemos e tomemos algumas providências relacionadas a medidas que podem ser tomadas para evitar, entre elas, a violência contra jornalistas”, disse. n Por iniciativa do deputado Cléber Verde (PRB-MA), a Câmara dos Deputados realizou na manhã desta 2ª.feira (4/11) sessão solene em homenagem ao Dia do Radialista, celebrado em 7 de novembro. Vários parlamentares comprometeram-se a atender a itens da pauta reivindicatória da categoria, como a fixação de um piso salarial anual – cujo projeto de lei está para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça. A CCJ, aliás, aprovou no mês passado PL que torna a carteira de radialista profissional válida como documento de identidade em todo o País. A proposta ainda precisa ser votada no plenário da Câmara. n Também na 2ª.feira, em parceria com a UnB, a CBN Brasília estreou o programa Pensódromo. Com mediação de Estevão Damásio, ele será veiculado toda 2ª, das 10h às 11h. O primeiro tema foi Segurança Pública, discutido pelos professores Arthur Trindade Maranhão Costa, do Departamento de Sociologia e do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança, e Ana Maria Nogales Vasconcelos, do Departamento de Estatística e do Núcleo de Estudos Urbanos e Regionais. foi um dos responsáveis pela matéria que trouxe em primeira mão que o novo Regimento Interno da Câmara, ainda em fase de estudos, que previa voto secreto para casos de cassação de vereadores, prefeito e vice. Com a publicação da reportagem, os vereadores voltaram atrás e retiraram esse dispositivo da proposta. Os novos contatos dele são 47-9761-8505 e lf.jornalista@ gmail.com. n Ricardo Dias, atual coordenador de telejornalismo da RBS TV em Criciúma, passou a acumular o posto com o de âncora do RBS Notícias local. Ele substitui a Fábio Cadorin, que segue para o Jornal do Almoço, ao lado de Eliane Gonçalves. Natural de São Paulo, Ricardo ingressou na emissora em agosto passado, mas atua em televisão desde 2006. Cultura de Florianópolis (av. Gov. Irineu Bornhausen, 5.600). No dia seguinte, no mesmo local, Teixeira ministrará a palestra A fotografia no contexto da história, às 10h30. Os eventos fazem parte da terceira edição do festival Floripa na foto, produzido pela Duo Arte. Para o workshop, a inscrição custa R$ 390 até 14/11 e R$ 430 a partir dessa data. Os ingressos para a palestra são gratuitos e devem ser retirados uma hora antes de seu início. Mais informações em floripanafoto.com. n Estão abertas as inscrições, até 25/12, para o 1º Concurso de Documentários da TV Justiça. O edital, publicado no Diário Oficial, prevê a aquisição dos direitos de exibição de 52 produções brasileiras, pelo período de dois anos. Os documentários devem ter de 20 a 59 minutos e tratar de temas que se enquadrem em pelo menos um dos quatro temas definidos pelo concurso: Direitos Humanos, Cidadania, Diversidade e Cultura. Cada um dos selecionados receberá um prêmio no valor de R$ 5 mil. Mais informações no http:// bit.ly/H8g3H3. n A Subcomissão Especial da Câmara Federal sobre Mídia Alternativa propôs em 30/10 uma série de projetos de lei com o objetivo de tornar economicamente viável a atuação dos órgãos de mídia independente no Brasil. Segundo a relatora, deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), a categoria abarca Santa Catarina n Após sair do Diário do Norte do Paraná, em Maringá, Luiz Fernando Cardoso começou no último mês como editor de Política do Notícias do Dia, em Joinville. Em menos de um mês na casa, PERNAS PRO AR que ninguem é de ferro 84 3263.4007 / 4008 [email protected] www.pousadadosponteiros.com.br Curta-SC n O repórter fotográfico Evandro Teixeira, que trabalhou no Jornal do Brasil entre 1962 e 2010, estará à frente do workshop O fotojornalismo no cotidiano, que acontece no dia 29/11, a partir das 9h, no Centro Integrado de Sua empresa ou instituição quer criar um prêmio ou dar um up-grade em algum já existente? Consulte a solução integrada Gestão do Reconhecimento Uma parceria Jornalistas&Cia e Maxpress que oferece e garante Ligue ou escreva para agendar um horário Jornalistas&Cia – 11-3861-5283 – Silvio Ribeiro ([email protected]) Maxpress – 11-3341-2800 – Sérgio Franco ([email protected]) Jornalistas&Cia é um informativo semanal produzido pela Jornalistas Editora Ltda. • Tel 11-3861-5280 • Diretor: Eduardo Ribeiro ([email protected]) • Editor-Executivo: Wilson Baroncelli ([email protected]) • Editor-assistente: Fernando Soares ([email protected]) • Assistente de redação: Mariana Ribeiro ([email protected]) • Estagiária: Georgia Aliperti ([email protected]) • Editora-regional RJ: Cristina Vaz de Carvalho, 21-2527-7808 ([email protected]) • Correspondente: Kátia Morais (DF), 61-3347-3852 ([email protected]) • Diagramação e Programação visual: Paulo Sant’Ana ([email protected]) • Assinaturas: Silvio Ribeiro, 11-3861-5283 ([email protected]). Edição 922 Página 8 Minas Gerais (*) Ricardo Galuppo assume Diretoria de Jornalismo do Hoje em Dia n Ricardo Galuppo, que comandou o processo de criação e lançamento do Brasil Econômico, em São Paulo, e que até março passado era publisher do jornal, assumiu na semana passada a Diretoria de Jornalismo do Hoje em Dia, recentemente vendido pela Iurd/Record ao Grupo Bel (ver J&Cia 915). Mineiro de Curvelo, Ricardo começou na sucursal da Folha de S.Paulo em BH na década de 1980, depois transferiu-se para São Paulo, onde passou por Veja, Exame e Forbes Brasil até ser convidado para montar o Brasil Econômico, em 2009. Em seu primeiro editorial, no qual abordou os desafios de fazer jornal atualmente e as mudanças que ocorrerão no Hoje em Dia, ele ressaltou “a importância da integração entre o conteúdo impresso, a internet e outras plataformas. Em seu caso específico, o jornal Hoje em Dia tem a vantagem de contar com a experiência de seu acionista, o Grupo Bel – empresa mineira com mais de 50 anos de experiência no campo da radiodifusão e da tecnologia da informação”. Com ele chegou também Leandro Figueiredo, para a Diretoria Comercial. n Ainda por lá, o editor de Opinião Sidney Martins está de férias até 2 de dezembro. Na ausência dele, o também editor e colu- nista Adriano Souto (asouto@ hojeemdia.com.br) recebe as colaborações. n Em O tempo, a repórter Larissa Arantes deixou Política e foi para a editoria de Cidades. Os contatos dela são larissa.arantes@ otempo.com.br e 31-2101-3932. nThayane Ribeiro (31-3469-2040 e thayaneribeiro@diariodocomercio. com.br) começou como analista de conteúdo digital no Diário do Comércio. Minas Gerais aguarda para breve que o governador Antonio Anastasia resolva de vez uma distorção que os faz ter vencimento básico de apenas R$ 1.085,27. Desde 2005, eles reivindicam ampliar a carga horária atual de 6 para 8 horas diárias, como forma de obter alguma melhoria. A situação, que já era ruim, ficou pior com a edição da Lei nº 20.748, de 25/6/2013, que deu reajuste diferenciado para as tabelas de 8 e de 6 horas, embora em mesmos cargo, função e órgão de governo. A discrepância foi tamanha que as carreiras de nível superior passaram a ter vencimento inicial de R$ 1.085,27 para 30 horas semanais, e de R$ 2.083,72 para 40 horas semanais. Em abril próximo, servidores de 40 horas terão mais 10% de reajuste, elevando o piso para R$ 2.292,06, e os de 30 horas, nenhuma correção. Assim, no mesmo cargo e mesmo órgão, alguns servidores vão trabalhar 75% da jornada de outros, mas ganhar menos da metade. n Estão abertas as inscrições para o 5° Congresso de Comunicação Empresarial Aberje, em 21/11, na Casa Fiat de Cultura. Os cases de sucesso de diversas organizações serão distribuídos em quatro painéis com foco nos campos de branding, gestão de canais, comunicação interna e mídias sociais. Mais informações e inscrições pelo aberje.com.br. n Belo Horizonte Social Media – Vivenciando conexões, primeira edição de um evento para redes sociais em Minas Gerais, está marcado para 23/11, das 8h às 18h, no auditório do espaço empresarial da IBS/FGV. Com organização da Zoom Comunicação, o encontro abordará, de maneira prática, as novidades em planejamento, criação e métricas e as tendências em conteúdo e relacionamento. A programação ainda inclui exposição e discussão de cases relevantes do cenário digital, apresentando os erros e acertos em redes sociais e como construir um relacionamento entre empresas e consumidores. A Zoom também fará uma promoção nas redes sociais para que empresas mineiras inscrevam cases de mídias sociais e selecionará um a ser exposto no dia do evento. n A revista Viver Brasil comemora cinco anos de mercado com uma reportagem especial em que personalidades mineiras recordam a infância e contam lembranças de quando tinham cinco anos de idade. Mostra também as principais mudanças ocorridas na capital mineira desde novembro de 2008. Curtas-MG Record lança R7 Triângulo n Depois do R7 Minas Gerais, na rede desde 2012, o Grupo Record lançou nesta 3ª.feira (5/11) o R7 Triângulo, página de notícias exclusiva para aquela região. Este é o quinto portal regional do R7.com, que atualmente conta com bases também no Rio Janeiro, Distrito Federal e Bahia, esta última lançada em 21 de outubro. Sob o comando de Ari de Castro Jr., a redação do Triângulo, instalada em Uberlândia, produzirá noticiário local e contará com o apoio do conteúdo jornalístico da TV Paranaíba, afiliada da Record na região. “Escolhemos o Triângulo Mineiro por ser uma região estratégica não só para o País, mas para qualquer veículo que pretenda completa penetração nacional”, afirma Antonio Guerreiro, diretor Geral do R7. n Perto de uma dezena de profissionais da Imprensa Oficial de (*) Com a colaboração de Admilson Resende ([email protected] – 31- 8494-9605), da Zoom Comunicação (31-2511-3111 / 8111) Rio Grande do Sul (*) Fernanda Pandolfi estreia coluna diária em Zero Hora n Após assumir interinamente no início de outubro o lugar de Milena Fischer como colunista em Zero Hora, Fernanda Pandolfi passou a contar com espaço fixo no jornal a partir desta 2ª.feira (4/11). Ela estreou no Segundo Caderno a coluna Rede Social, em que traz diariamente assuntos culturais e sociais com foco em eventos e novidades sobre gastronomia, moda, música e comportamento. O projeto envolve ainda um blog de mesmo nome em zerohora.com (http:// wp.clicrbs.com.br\redesocial) e a cobertura nas redes sociais (facebook, instagram e twitter). Fernanda foi repórter do Segundo Caderno e editora online da Revista Donna, além de ter integrado as equipes das colunistas Cláudia Ioschpe e Milena Fischer. n O coordenador do Jornal do Almoço Raul Ferreira despediu-se do Grupo RBS. Ele estava na casa desde 1994 e nesse período foi editor-chefe de diversos programas na RBS TV, como o Conversas Cruzadas, Teledomingo e Camarote TvCom. Foi também responsável por implementar as mudanças ocorridas no formato do telejornal nos últimos anos, que envolvem pautas, atrações artísticas e musicais, cenário e modo de apresentação. n Quem também está de saída da RBS é Mauro Saraiva Júnior, que após 18 anos deixa a casa para investir em novos projetos. Em entrevista ao Coletiva.net, ele explicou: “Já havia pensado em sair quando completei 15 anos no Grupo RBS. Acho que meu ciclo acabou e agora me proponho a novos desafios”. Ele revelou ainda que já tem acordo fechado com 11 prefeituras para a implantação de projetos ligados à área da educação no trânsito, e estuda também a hipótese de se candidatar a deputado estadual em 2014. Com passagens por Correio do Povo e Rádio Guaíba, era repórter multimídia, contribuindo diariamente com veículos de rádio e tevê da RBS, além de assinar coluna em Zero Hora. n Mauro Borba é o novo diretor responsável pela Ulbra TV. Ele assume o posto que era exercido desde 2010 por Douglas Moacir Flor. Paralelamente, também comandará a Rádio Ulbra, onde está há cerca de 20 anos. Registro-RS – n Morreu em 31/10, em Porto Alegre, aos 78 anos, Laila Pinheiro. Ela sofreu insuficiência respiratória e cardíaca enquanto dormia. Esposa do também jornalista e ex-deputado federal Ibsen Pinheiro, com quem estava casada havia 48 anos, Laila atuou em Última Hora, Folha da Manhã e Folha da Tarde. “Fui responsável pela aproximação de Laila com o Ibsen. Ela era uma pessoa muito especial, alegre, disposta, amiga e belo astral”, recorda Carlos Bastos, seu amigo e assessor da Secopa. Deixa o filho único Márcio e a neta Lina. Curtas-RS pela diretoria em reunião com sua assessoria jurídica, para que diretores exponham suas opiniões políticas como pessoas físicas e não em nome do Sindicato. n A Ulbra promove curso de foto- jornalismo para eventos esportivos com foco na Copa do Mundo em 2014 e nos Jogos Olímpicos em 2016. As aulas – ministradas por Eduardo Andrade (Fatopress) e Luiz Munhoz (Ulbra Canoas, Fatopress, Estadão, O Globo) – terão início em 9 de novembro. Os alunos aprenderão sobre captura da imagem, edição, envio em tempo real e equipamentos. Informações pelo 51-3477-9103 ou secextensao@ ulbra.br. da guerra, enquanto criam novos caminhos para a paz. Não há prazo específico que defina o pós-conflito, embora o projeto busque apoiar histórias que não mais es- tejam sendo cobertas pela grande mídia ou mesmo que tenham sido ignoradas. As inscrições seguem até 11 de novembro. Mais detalhes em http://bit.ly/11mi0Y9. n O Sindicato dos Jornalistas do RS solicitou nesta 3ª.feira (5/11) o afastamento de integrantes de sua diretoria que tenham a intenção de disputar as eleições de 2014. A decisão foi tomada (*) Com o portal Coletiva.Net (www.coletiva.net) Internacional n O Project Aftermath oferece bolsa de US$ 20 mil para fotógrafos que trabalhem em situações de conflitos. A proposta é que os profissionais produzam imagens sobre o que é preciso para que as pessoas aprendam a viver de novo, reconstruir vidas destruídas e casas, restaurar a sociedade civil e tratar as feridas remanescentes Edição 922 Página 9 Curtas Sucessão de Maurício Azêdo provoca novo racha na ABI, com suspeita de golpe n Após a morte do presidente Maurício Azêdo, em 25/10 (ver J&Cia 921), a ABI apressou-se em promover sua sucessão. Logo no dia 29/10, Pery Cotta convocou uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, do qual é presidente, para decidir sobre o preenchimento do cargo. Para tanto, solicitou ao escritório Siqueira Castro Advogados um parecer sobre a situação da entidade, com base nos estatutos da mesma. Foi então declarada a vacância do cargo, e proposta a indicação do diretor-administrativo Fichel Davit Chargel para responder interinamente pela presidência, o que foi aceito. n Os componentes da chapa Vladimir Herzog, que desde o início do ano se opuseram à forma como as eleições eram conduzidas na ABI, reagiram de imediato, lembrando que o vice-presidente Tarcísio Holanda seria o indicado natural para assumir o cargo. Soube-se depois que Holanda fora instado a renunciar e negou-se a fazê-lo. Veio de Brasília à sede no Rio especialmente para assumir e, ao constatar o que ocorria, lembrou que substituíra o presidente em outras ocasiões e acusou os participantes da assembleia de um “golpe de Estado”. n Fichel Davit, falando ao J&Cia, explicou o porquê de o vice não ter sido empossado: “Tínhamos dúvida de quem deveria assumir e, antes de qualquer coisa, pedimos um parecer ao escritório Siqueira Castro. O estatuto diz: o vice assume em caso de impedimento. No entendimento dos advogados, em caso de falecimento, há vacância. Assim, o Conselho elege um interino até que se faça nova assembleia. Não é nada de golpe, isso é estatutário: a diferença entre impedimento e vacância”. A ABI convocou, para a manhã de 3/12, uma assembleia-geral extraordinária para preencher o cargo de diretor-presidente da entidade. Perguntado sobre quem seriam os candidatos na próxima assembleia, Fichel afirmou que qualquer associado à ABI pode ser candidato, e nada ainda está definido a esse respeito. n Uma ação da chapa Vladimir Herzog colocou sub judice as eleições realizadas na ABI no segundo semestre deste ano. Domingos Meirelles, um dos proponentes da ação, afirma que não se opunha a Azêdo, de quem fora amigo de longa data, mas à ingerência da mulher dele, Marilka Lannes, na administração da entidade e sua articulação política com outros membros da diretoria, que desvirtuaram os ideais da instituição, quando o presidente, com a saúde debilitada, não tinha mais condições de exercer o mandato. (Veja o texto dele, Nau dos insensatos, sobre a assembleia, no blog da chapa: http://bit.ly/1bX5kbp) n Esta opinião é partilhada por Maria Clara Capiberibe Azêdo, filha do primeiro casamento de Maurício. Logo após a morte do pai, ela postou no facebook um texto comovido, sob o título Crônica de uma morte anunciada, relatando seus últimos contatos, texto esse que foi amplamente divulgado. Ali, dizia: “Ainda na unidade coronariana, ele [um amigo] me revelou que o médico lhe teria dito que já tinha ultrapassado todas as estatísticas para mantê-lo vivo”. Para J&Cia, Clara completou: “Ele estava doente havia muito tempo. Sofreu um enfarte, que só me foi comunicado três anos depois, porque a segunda esposa monopolizava a vida dele. A partir disso, teve uma lesão no coração. Vivia sendo internado, melhorava e voltava. Muitas vezes eu não tinha acesso aonde ele estava. Precisava ligar para um hospital, dar o nome, e assim descobrir. No dia 27 de setembro, aniversário dele, eu queria passar na ABI para levar um presente. Liguei para lá e ninguém atendia, liguei para a casa dele e também não. Liguei então para o celular da mulher dele, e aí soube que estava internado. Fui visitá-lo, com meu irmão, e tive um mau pressentimento”. Clara também é jornalista, formada pela PUC-Rio, esteve nas rádios Globo, Nacional e Roquette Pinto, nos jornais Tribuna da Imprensa e Jornal do Commercio, colaborou com revistas; por causa da retração do mercado de trabalho, tornou-se professora de língua italiana. n A chapa Prudente de Morais, da situação, hoje capitaneada por Pery Cotta, solicitou recentemente à chapa Vladimir Herzog uma reunião de conciliação. Acreditam os componentes desta última que tal movimento segue instruções do escritório de advocacia, que prefere encerrar o confronto. Enquanto isso, segue o processo nº 0107472-04.2013.8.19.0001 no TJ-RJ. A próxima audiência está marcada para a tarde do próximo dia 18. SescTV estreia série sobre habitação e cultura Com direção de Paulo Markun e Sérgio Roizenblit, a série Habitar vai ao ar no próximo domingo (10/11), às 20 horas n Paulo Markun e Sérgio Roizenblit estreiam em 10/11, no SescTV, a série Habitar, que promete levar o telespectador para dentro das casas, dialogando com moradores e especialistas para estabelecer relação entre habitação e identidade cultural a partir de características que resultam em distintas formas de morar, mostrando que a arquitetura se constrói de acordo com as necessidades, a cultura e a geografia locais. Os personagens contam como é possível viver e ser feliz nas mais diferentes situações, e como os espaços onde vivem refletem suas rotinas e preferências. A casa é o ponto de encontro, onde histórias individuais, políticas, econômicas e sociais se cruzam, formando um documento de época. Serão 13 episódios de 52 minutos (também disponíveis em www. habitarhabitat.com.br), exibidos semanalmente. Na estreia, Palafitas e casas flutuantes da Amazônia. Ainda em novembro serão apresentados os episódios Repúblicas (dia 17), que revela como se organizam os sistemas de moradias universitárias, e Casa de arquiteto (24), sobre como arquitetos projetam suas próprias residências. A produção da série percorreu mais de 12 mil quilômetros, passando por 18 cidades, de Norte a Sul do País. Foram mais de 225 depoimentos de moradores, urbanistas, arquitetos, historiadores, antropólogos, artistas plásticos, entre outros. O diretor Roizenblit comenta que a obra é um documento de época, um mapeamento do povo brasileiro e de sua cultura, que colabora para o entendimento da vastidão do Brasil. Para Markun, a série recupera narrativas individuais e coletivas, formando um panorama de como os brasileiros habitam o País. Nesta 4ª.feira (6/11), Habitar será lançada com debate sobre Cultura e Habitação entre os arquitetos Ciro Pirondi e Paulo Mendes da Rocha, mediado por Paulo Markun, a partir das 20h, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo (rua Pelotas, 141). O vídeo promocional pode ser conferido em http://bit.ly/1bacqHZ. n Após anunciar no início de outubro uma parceria com o site de notícias sobre política, celebridades e entretenimento Huffington Post (ver http://migre. me/gxgdR), a Abril deu mais um passo em sua estratégia de ampliar a divisão de negócios digitais. Segundo Cynthia Malta informou no Valor Econômico em 31/10, a empresa comprou, por valor não revelado, 51% do Meu Espelho, site especializado na venda de cosméticos e perfumes. De acordo com a repórter, é a primeira aquisição de uma empresa de comércio eletrônico pela Abril, embora sua divisão de negócios digitais já seja responsável pelo iba, site que vende revistas e livros, e tenha uma parceria com a varejista online Mobly no site Casa.com.br para outros tipos de produtos, como móveis, roupa de cama e banho e eletrodomésticos de pequeno porte – atrelados às revistas de decoração do grupo. “A compra do site Meu Espelho, fundado há dois anos pelas empresárias Bianca Latgé e Renata Merquior, faz parte da estratégia comercial de usar as revistas femininas da Abril – Claudia e Nova, por exemplo – para alavancar vendas de produtos de beleza”, diz Cynthia na matéria. “A Abril poderá aumentar a fatia de 51% no site, em 2014, e informou a intenção de capitalizar a empresa, ‘garantindo recursos para mídia e para o aumento da oferta de produtos’. O comunicado também informa que a Abril ‘aposta na sinergia com a Total Express’. Esta empresa do grupo controlado pela família Civita opera em logística e distribuição e tem entre seus clientes alguns dos principais sites de comércio eletrônico do País”. n A Trip Editora e a Wine.com.br anunciam parceria para produção de conteúdo. A editora é responsável por redesenhar o projeto gráfico e editorial da publicação mensal do site de venda de vinhos, que soma mais de 100 mil clientes ativos. Criada em novembro de 2008, a empresa é a segunda maior em comércio eletrônico de vinhos do mundo e oferece hoje mais de 2 mil rótulos. A primeira edição produzida pela Trip foi lançada este mês, com tiragem de 100 mil exemplares e 68 páginas, no formato 20 x 25 cm. O novo projeto gráfico leva assinatura de Elohim Barros e Renata Meinlschmiedt. Outra novidade são as seções Entrada, Uma taça com... e Mesa ao lado, com crônicas de André Vianna. Fernando Luna é o diretor Editorial, Ciça Pinheiro, a de Criação, Tato Coutinho, o de Núcleo e Luciana Lancelloti comanda a Redação. n A Doria Editora, de João Doria Jr., lançou a revista anual Jorge, direcionada ao público masculino e com tiragem de 40 mil exemplares. Daniela Filomeno é a editora-chefe. livro reúne 13 autores, a maioria latino-americana, que contam sobre as últimas quatro décadas em seus respectivos países. O ponto de partida é o golpe de Estado no Chile, em 1973. No Brasil, a história começa em 1964. Mário reconstitui o período pontuando-o com o épico da seleção de futebol e narrando a paixão de um brasileiro (no caso o próprio autor) por seu ídolo supremo: Zico. A organização da obra – que sai primeiro em espanhol e ano que vem em inglês – é do argentino Diego Fonseca. Pré-venda pelo http://amzn.to/1ekXWM0. n Odair Alonso está lançando Sessenta crônicas de uma vida (Editora Pontes), obra que reúne em ordem cronológica fatos de suas vida e carreira. Ele foi chefe de Reportagem da EPTV em Campinas (SP) por sete anos e passou ainda por Diário do Povo, Correio Popular, Estadão e assessoria da Bosch, sempre naquela cidade. Dentre os temas abordados estão aspectos sobre a história de Campinas e reportagens marcantes. O livro custa R$ 39,90. Livros n Um ano após o lançamento da biografia Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo, vencedor do Jabuti de Biografia (ver em http://bit.ly/1bYKo3Y), Mário Magalhães voltará às estantes, desta vez norte-americanas, em dezembro, com Crecer a golpes – Crónicas y ensayos de América Latina a 40 años de Allende y Pinochet (C.A. Press). O Edição 922 Página 10 Prêmios Festa do Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade será dia 13 n Jornalistas&Cia e HSBC recebem na próxima 4ª.feira (13/11), em São Paulo, os vencedores da quarta edição do Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade. No evento será conhecido o vencedor do Grande Prêmio, que receberá R$ 10 mil, além do valor correspondente à sua categoria. Às 19h30, no restaurante Capim Santo (al. Ministro Rocha Azevedo, 471). Para convidados. Confira a lista de ganhadores em http://bit. ly/19SQNOv. n O Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado São Paulo (Sincor-SP) anunciou em solenidade no Mosteiro de São Bento, em 30/11, os vencedores da primeira edição do Prêmio Sincor-SP de Jornalismo, para a qual foram consideradas apenas as reportagens e artigos publicados entre janeiro e agosto de 2013. Na categoria José Logullo – para textos sobre casos envolvendo diretamente corretores de seguros ou empresas corretoras de seguros – venceu Jamille Niero (Revista Apólice), com Venda consultiva gera oportunidades e fideliza o cliente. Viviane Farias (Revista Incêndio) foi a ganhadora da ca- tegoria Armando Rebucci – que reconheceu a melhor reportagem sobre o mercado de seguros que apresentasse, obrigatoriamente, a atuação do corretor –, com Proteção de obras de arte. Cada uma delas recebeu troféu e R$ 12 mil. Os melhores trabalhos foram escolhidos por um júri composto por profissionais do mercado de seguros e por Eduardo Ribeiro, diretor deste J&Cia. mostra sua versão da crise das biografias e os colunistas do mês são Hércules Olhovivo (Defecon), Milu Silveira (Ôooi, geente!), Billy Lima (Quase famoso) e Acácio Boring (Vida de aposentado). n O ilustrador Elifas Andreato tem espaço reservado no site Por dentro da mídia (www.pordentrodamidia. com.br), com a coluna Ilustração que diz muito. Ele se junta a Talita Martins, Claudio Renato, Sandra de Angelis, Luiz André Ferreira, Anderson França, Evan Aires, Fabio Martins, Claudia Carletto, Florestan Fernandes Júnior, Audálio Dantas, Assis Ângelo e Fernando Vannucci, que publicam semanalmente no espaço, dirigido por Luciana Freitas. n Rita Tavares (ex-Estadão) lançou em agosto o blog Hora da Comida (www.horadacomida. com.br), que ela diz ser não apenas para quem gosta de cozinhar, e sim para quem gosta de comer. Rita conta que nos últimos anos se aproximou das panelas, fazendo, inclusive, cursos sobre técnicas profissionais de cozinha. Além de receitas, o espaço reúne dicas de compras, cursos, chefs e história da gastronomia. O leitor pode enviar sugestões pelo rita@ horadagastronomia.com.br. n Além de vida alheia, notícia. Segundo o Pew Research Center, dos EUA, o facebook é fonte de notícia para 30% da população adulta do país. Outra questão relevante é a mudança, de acordo com a pesquisa, na maneira como as pessoas chegam até a notícia. A ferramenta tornou-se um sumário virtual de notícias, nas quais as pessoas esbarram p or ac a so e n qu a nt o e st ã o circulando na rede. O acesso a essas notícias, portanto, passa a ficar condicionado aos interesses específicos dos usuários. Um dos entrevistados resumiu: “Eu acredito que o facebook é uma boa maneira de encontrar notícias sem, na realidade, estar procurando por elas”. n A agência Radioweb lança a Rádio Crea-Minas (www. radiocreaminas.com.br), seu oitavo canal de rádio online corporativa. A emissora intercala música e boletins jornalísticos, estes produzidos por Renato Franco (ex-Rede Bandeirantes e CNI), sob direção de Daniela Madeira, sócia-diretora da agência e responsável pelo mercado da região Sudeste. A empresa também é responsável pelas rádios online de OAB-RJ, MPT/DF, TJ/RS, CUT, MP/RS, Prefeitura de Canoas e OAB/RS. n A Editora Três firmou parceria com o iba, plataforma de venda, distribuição e consumo de conteúdo digital da Abril, para distribuição das versões digitais das revistas IstoÉ, IstoÉ Dinheiro, IstoÉ Gente e Dinheiro Rural. A partir de agora, os usuários podem adquiri-las também pelo www.iba.com.br ou pelo do iba Revistas, aplicativo gratuito disponível para iPad, tablets Android e Windows PC. Sites, blogs e afins n Klécio Santos, editor-chefe da sucursal multimídia do Grupo RBS em Brasília, lançou em 30/10 o blog Direto de Brasília (http://bit. ly/16mO53q), que acompanha as bancadas gaúcha e catarinense no Congresso Nacional. n Em seu penúltimo número de 2013, e já anunciando a Edição Especial de Natal, o Sacolão Brasil (www.sacolaobrasil.com. br) de novembro destaca uma reportagem exclusiva, Ecologista quer tirar a galinha do poleiro e botar no pedestal. A campanha, de um criador paulista, explica que uma das aves mais antigas da história e fonte eterna de alimento para a humanidade, nunca foi reconhecida em sua real importância. Novamente, e pela quinta vez consecutiva, o site (criado e editado por Fernando Morgado) ganha prêmio internacional, o cobiçado Crazy Humor Seal. O resultado do concurso Você acha que sabe mesmo das coisas? traz surpresas. O chargista Nicolielo Memórias da redação n Em homenagem a Antônio Beluco Marra, que morreu em 2006, Malena Rehbein reproduz texto que escreveu naquela época sobre o amigo, que completaria 73 anos esta semana. Os dois trabalharam juntos em duas passagens na assessoria da Presidência da Câmara: nas gestões dos ex-presidentes Aécio Neves e de Severino Cavalcanti. Malena atualmente está na Secom da Câmara dos Deputados. Um texto para Beluco Pediram-me para escrever um histórico de Antônio Beluco Marra, grande amigo e companheiro de trabalho, que faleceu na manhã deste 12 de julho de 2006. Texto institucional, embora um pouco pessoal. Tarefa árdua para quem nunca escreveu obituários na vida e há pouco sabia da morte, ainda que esperada, do amigo. Tarefa cumprida, a dor volta. Beluco não combinava com textos institucionais. Ele odiaria o texto que escrevi. Para ele, faço então agora uma descrição minha sobre estar em sua companhia, usufrui-lo, observá-lo. Dos 66 anos de Beluco, compartilhei apenas dos últimos seis. Os outros 60 soube pela boca dele, em inúmeras conversas, regadas a vinhos – que ele escolhia como quem busca pérolas – e comidas que, vamos confessar, na maior parte das vezes eram criticadas por ele. Exigente esse Beluco. Beluquinho. Antônio. Tony. Já vi chamarem-no de todas essas formas. Embora muito simples em várias coisas, principalmente no amor pelas pessoas, Beluco tinha um jeito de “sabichão” muito engraçado. Como sempre sabia de muitas coisas dos bastidores, formulava pensamentos que se tornavam verdadeiras convicções, pelas quais ele argumentava em qualquer conversa. Talvez porque realmente tenha vivido muito... Das histórias do antigo MDB à atual crise política, sempre fazia conjecturas, orgulhava-se de saber detalhes, sem nunca deixar de se chocar com as atrocidades que lhe apareciam aos olhos ou chegavam aos ouvidos. Nunca perdeu a delicadeza, embora não lhe faltasse jamais a malícia. Beluco não era muito afeito à burocracia. Perdia-se em leituras, gostava de escrever (odiava revisar e ater-se a detalhes gramaticais), mas que não pedissem para gastar tempo administrando coisas. Quantas discussões tivemos por causa disso... – Beluco, você é o chefe desse negócio aqui –, dizia eu. – Oh, alemãzinha, você está na TGB? (nunca entendi porque ele chamava TPM assim) –, desdenhava ele. Sua liderança era diferente. Um palpite seu, um texto, uma estratégia transformavam o resto em nada. Ele ainda conseguia fechar algumas 6as.feiras dançando tango na sala. Sim, claro, depois de almoços antológicos no Francisco, aonde íamos porque o vinho era bom, mas a comida, obviamente, ruim. Jamais esquecerei uma frase de Beluco que, para mim, caracterizava sua capacidade de amar: “Quando estou com alguém (ele teve vários casamentos) tenho o maior prazer em voltar para casa”. Parece pieguice, mas ele nunca deixou de ter prazer de voltar para lá. Nunca foi daqueles jornalistas de trabalho-boteco-trabalho. Boêmio, sim. Mas conseguiu a façanha de fazer de sua família uma colcha de ex-mulheres, três filhos, netos e afilhados convivendo em uma harmonia que eu jamais conheci. Danado esse Beluco. Romântico e, segundo ele mesmo, como bom italiano, bastante ciumento. Fascinado por música, tinha a maior coleção de jazz de Brasília. John Coltrane, Ornette Coleman. Os nomes dos dois sempre foram a senha para entrar no computador dele. Na verdade, escutava de tudo, desde que tivesse qualidade, advertia. Gostava de criticar muito do que era pop. Por isso, não me atrevi a pôr outra coisa para escrever este texto que não o CD do Antônio Agri que ele me trouxe da Argentina. Como convivíamos muito no dia a dia, só hoje me dou conta de que participei pouco dos seus finais de semana. Sei que ele adorava pegar um ônibus e passear pela cidade, ir a um sebinho de livros e música, que eu nunca soube onde ficava. Ultimamente também gostava de ir à Fnac. Sei que ficava muito com a família também. Como ele se deslumbrava com aqueles netos e sentia-se cheio de si com as demonstrações de carinhos deles! Também nunca abriu mão da companhia de sua gata. Lembro-me de uma vez em que a bichana sumiu por um mês, e não é que ele ficou deprimido?! Sempre soube que ele gostava de viver, mas confesso que tive a verdadeira noção disso quando passei a acompanhar sua luta contra o câncer. Cansou de fazer quimioterapia e ir trabalhar, agitadíssimo em função do efeito das drogas que lhe eram ministradas. Nunca falava da gravidade da doença. Estava sempre a duas semanas de voltar para o trabalho. Nunca voltou. Cansei de ensaiar um tango para tocar ao violino para ele, mas meu excesso de preparação retardou para sempre minha apresentação. Agora termino este texto, e ele não está aqui para me criticar. Mas, por via de dúvidas, apressei-me em fazer um que parecesse mais com ele. Por isso, uso suas próprias palavras – embora baseadas em um poema de Wallace Stevens –, proferidas no Natal de 2004, para dizer-lhe: “Você fez flores líquidas de luz se abrirem. Em nós”.