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Edição 922
6 a 13 de novembro de 2013
Uma ação para estimular os pequenos veículos
Idealizado por Alberto Dines e estruturado por Carlos Eduardo Lins da Silva, o projeto
Grande Pequena Imprensa (GPI) chega com o objetivo de fortalecer o jornalismo local e independente
n O Projor – Instituto para o
Desenvolvimento do Jornalismo,
entidade responsável pelo Observatório da Imprensa, lança para
convidados nesta 6ª e sábado (8
e 9/11), na sede do Google em
São Paulo (av. Faria Lima, 3.477
– 18º), o projeto Grande Pequena
Imprensa (GPI), cujo objetivo é
dar suporte técnico a pequenos
veículos de diversas regiões. A
proposta – idealizada há pouco
mais de dois anos por Alberto
Dines e estruturada por Carlos
Eduardo Lins da Silva – parte do
princípio de que “um jornalismo
local e regional independente,
forte e diversificado é de suma
importância para a consolidação
da democracia”. O lançamento
será num seminário de que participarão 33 representantes de
22 veículos de comunicação do
interior do País. A iniciativa, que
tem apoio da Fundação Ford, permitirá aos veículos que aderirem
acesso gratuito a capacitações
em diversas áreas, adaptadas
segundo suas demandas. O objetivo é auxiliá-los a fortalecer seus
processos de gestão, produção
de conteúdo jornalístico, uso de
tecnologia, distribuição e sustentabilidade financeira.
n Dos cerca de 60 veículos mapeados e analisados ao longo de
2012 por alunos de Jornalismo
da USP, todos de regiões economicamente relevantes, foram
selecionados pouco mais de 30.
Desses, 22 aceitaram o convite
do Projor para participar do seminário. São 13 veículos do interior
e quatro do litoral do Estado de
São Paulo, dois do litoral do Rio
de Janeiro, dois do Mato Grosso
e um de Santa Catarina, que estarão representados por editores,
diretores ou proprietários. Nesta
primeira fase, entre seis e dez
interessados serão selecionados
pelo Projor para receber apoio
técnico ao longo de 2014. A
programação do encontro terá a
participação de 20 especialistas
em Comunicação do Brasil e do
exterior, entre eles Emma Meese (Universidade de Cardiff/UK),
especializada em mídia regional
e comunitária, e Hans Dekker
(Community Foundation of New
Jersey/EUA), entidade criada em
1979 com o objetivo de melhorar
a vida comunitária por meio de
educação, saúde e engajamento
cívico. Embora restrito a convidados, o evento será transmitido
online pelo Hangout on Air do
Google, na página Grande Pequena Imprensa do google+, e pelo
canal Grande Pequena Imprensa
do youtube. As sessões ficarão
disponíveis posteriormente nos
mesmos canais. Veja a programação em http://bit.ly/1aX3CFp.
Leandro Fortes deixa CartaCapital para ser consultor digital
n Depois de oito anos como correspondente de CartaCapital em
Brasília, Leandro Fortes deixou a
revista em 1º/11 e começou nesta
2ª.feira (4/11) na agência digital
Pepper Interativa, com sede em
Brasília, como consultor para a
produção de conteúdo. Segundo
ele, que anunciou a mudança no
facebook, o novo trabalho servirá
de base para, no futuro, lançar
uma agência de notícias pautada
em “honestidade intelectual
e verdade factual”. Ainda não
há definição sobre quem o irá
substituir. Permanecem como
correspondentes da revista em
Brasília André Barrocal e Cynara Menezes. No DF, Leandro
teve passagens, entre outros,
por Correio Braziliense, Estadão,
Zero Hora, JB, O Globo, Época
e TV Globo, criou a Escola Livre
de Jornalismo, onde leciona, e é
autor de diversos livros.
n No emocionado depoimento
do facebook sobre sua saída,
confessa que chegou a pensar
em abandonar o jornalismo durante a cobertura do escândalo do
mensalão, em 2005, “em razão
do comportamento da imprensa”. Para ele, naquele período
ocorreu “uma onda de vandalismo editorial” que transformou o
trabalho das redações de Brasília
em “gincanas de uma só tarefa:
derrubar o governo Lula”. Na
época, passou a dar aulas de
jornalismo em universidades,
experiência que lhe serviu para,
mais tarde, criar a Escola Livre
de Jornalismo. Naquele mesmo
ano, indicado pela repórter Cynara
Menezes, assumiu o cargo de
correspondente de CartaCapital
em Brasília – “a mais importante,
relevante e satisfatória experiência da minha carreira de jornalisC
uma empresa de medicina e saúde
imprensa: (11) 3897-4122
ta”, avaliou. “Devo a CartaCapital
a oportunidade de ter voltado a
amar o jornalismo, com todas as
dificuldades e sacrifícios que esse
ofício tão especial nos coloca no
anuncio_jcia_comunicacao_integrad
caminho, todo dia” (confira a
íntegra em http://bit.ly/180XVVX).
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Funcionários da EBC decidem entrar em greve
n Em assembleia realizada por
videoconferência nesta 3ª.feira
(5/11), cerca de 600 dos dois mil
funcionários da EBC de Brasília,
Rio de Janeiro, São Paulo e São
Luís aprovaram entrar em greve a
partir de 16h de 5ª.feira (7/11). A
reunião foi considerada histórica
pelos sindicatos, já que mobilizou
mais funcionários do que nos
anos anteriores. A principal quei-
xa deles é que desde o início da
atual gestão a empresa não concede ganho real nos salários, somente corrige a inflação (a pauta
de reivindicações pode ser conferida em http://bit.ly/HEXNW8). A
EBC é responsável por TV Brasil,
TV Brasil Internacional, Agência
Brasil, Portal EBC, Radioagência
Nacional, além de oito emissoras
de rádio, como Nacional do Rio de
A despedida de Henry Sobel (págs. 2 e 3)
E mais...
Ricardo Galuppo assume o Hoje em Dia (pág. 8)
Segue o racha na ABI (pág. 9)
CMY
Janeiro e de Brasília e MEC AM e
FM, opera serviços como o canal
de televisão NBr e o programa de
rádio Voz do Brasil. A paralisação,
caso realmente ocorra, deve
pegar o presidente da empresa,
Nelson Breve, em Washington,
onde participa de um congresso
de tevês públicas. Como numa
das reuniões anteriores ele havia
prometido “pelo menos o peru
K
aberje.com.br/comunicacaointegrada
de Natal”, no Rio os funcionários
decidiram adotar a ave como
símbolo: compraram diversos
perus de plástico e colocaram
neles adesivos da greve. Já está
marcada uma nova assembleia
nacional para o dia 8, às 13 horas.
Edição 922
Página 2
Rabino Sobel despede-se do Brasil em noite marcada pela emoção
n Aplausos, abraços, discursos
emocionados e também algumas
lágrimas marcaram a homenagem feita pela família Herzog ao
rabino Henry Sobel, que está
deixando o Brasil para morar em
Miami, nos Estados Unidos. O
encontro foi realizado na noite
de 31/10, no Auditório Simon
Bolivar, no Memorial da América
Latina, em São Paulo, com a
presença de autoridades políticas
e religiosas (entre elas o cardeal
Odilo Scherer, arcebispo de São
Paulo, ali também em nome de
Dom Paulo Evaristo Arns) e
cerca de 500 convidados. Clara
Ant, diretora do Instituto Lula e
representando o ex-presidente da
República, após ler a mensagem
por ele enviada emocionou-se ao
falar em tom pessoal. Com a voz
embargada disse: “Querido rabi-
no Sobel, se o senhor não tivesse
feito mais nada em sua vida,
ainda assim lhe teríamos uma
eterna dívida de gratidão pelo que
fez por Vladimir Herzog e pelo
País, ajudando a desmascarar a
farsa do suicídio e participando
corajosamente do Ato Ecumênico
da Praça da Sé em memória de
Vlado, iniciativa que fez o Brasil
acordar e lutar pela redemocratização e pelo fim do arbítrio”.
n Num pronunciamento pausado, marcado por entonações
que acentuaram as passagens
mais fortes e emocionantes e
interrompido várias vezes por
acaloradas palmas, o Rabino Sobel historiou sua atuação naquele
fatídico outubro de 1975, quando
Vlado Herzog foi torturado e
assassinado, após apresentar-se
voluntariamente no DOI-CODI. E
contou fatos inéditos, como a visita que recebeu de três generais,
devidamente fardados, dias antes
do Ato Ecumênico da Praça da Sé,
com a missão de dissuadi-lo de
participar do encontro.
n Disse o rabino: “Foram muito
educados e elegantes. Todavia,
um deles apontou um dedo para
mim e disse: ‘Rabino, o senhor
não deveria ir ao Ato Ecumênico.
O lugar de um rabino é na Sinagoga e não na Catedral’. Tive de
segurar a risada. Minha resposta
veio espontaneamente: ‘General,
vamos fazer um acordo? O senhor
não decide qual é o lugar de um
rabino e eu não decido ondo o
senhor vai estacionar os seus
tanques’. Pensei que isso talvez
fosse interpretado como provocação. Mas, pelo contrário, ele me
abraçou. Por via de dúvidas, logo
depois que eles saíram, telefonei
à Embaixada dos EUA, em Brasília,
para comunicar o encontro com os
três generais. Just in case!”
n Aos 70 anos de idade e 43 de
rabinato, Sobel disse que está
na hora de voltar ao país em
que nasceu e viveu até 1970. “É
tempo de ler mais, ouvir mais,
contemplar mais a natureza. Estou saindo do Brasil sem mágoas.
Pelo contrário, com saudades e
espero fazer minha parte para
fortalecer os laços desses dois
países”. Ele embarca este mês
para Miami, mas regressará já
em março para ajudar a organizar
e celebrar o casamento de sua
única filha. “Portanto – disse –,
nada de despedidas hoje à noite,
e sim um até breve”.
n A seguir trechos de seu pronunciamento:
“O mundo se sustenta sobre
três pilares, afirma a Ética dos
Pais (Pirkei Avot): a verdade, a justiça e a paz. A história comprova
tragicamente que uma vez rompido o compromisso de buscar
a verdade e a justiça, não pode
haver paz na sociedade. O livro
do Deuteronômio vai ainda além,
quando nos ordena: ‘Tzedek,
Tzedk Tirdof, Le’maan Tichyê’
(buscarás a justiça, unicamente a
justiça, para que possas viver’. A
justiça é uma condição sine qua
non para a sobrevivência. Somente uma sociedade justa é digna
de sobrevivência. Além do mais,
o verbo buscar no mandamento
bíblico – tirdof, em hebraico – é
altamente significativo. Não nos
é ordenado meramente defender
a justiça, aprovar a justiça, aplaudir a justiça. Somos incitados a
buscá-la ativamente, trabalhar por
ela, lutar por ela, empenhar-nos
com perseverança por ela. Em
face da injustiça, não podemos
ser neutros ou indiferentes. Deixar de agir quando uma injustiça
está sendo cometida nos torna
cúmplices. Não existem expectadores inocentes.
“Há 16 anos faleceu o pastor
Martin Niemöller. É dele uma
frase célebre, que ficará gravada
para a posteridade: ‘Primeiro, eles
perseguiram os comunistas, mas
eu não era comunista, portanto
não protestei. Depois, perseguiram os judeus, mas eu não era
judeu, portanto não protestei.
Em seguida, perseguiram os católicos, mas eu não era católico,
portanto não protestei. Depois,
perseguiram os membros dos
sindicatos, mas eu não era membro do sindicato, portanto não
protestei. Depois, vieram me
perseguir... e não havia sobrado
ninguém para protestar’.
“Diretamente relacionada com
nossa devoção à causa da justiça
está nossa preocupação com a
violação dos direitos humanos. A
tortura não reconhece fronteiras
ideológicas, raciais ou religiosas.
Tampouco a humilhação as reconhece.
“A lição por trás disso tudo? A
necessidade de uma fraternidade
abrangente, a necessidade de lutar pela justiça no mundo inteiro.
Não podemos nos dar ao luxo de
manter-nos à distância. Temos
que ousar, nos envolver em assuntos que, aparentemente, não
são nossos; são, sim. Enquanto
houver um homem ou uma mulher sendo perseguido em algum
lugar do planeta, isso nos atinge.
“Em nossos dias, não podemos, em sã consciência, discutir
a missão da religião sem levar
em consideração a violação dos
direitos humanos. Este foi o espírito que deu origem ao nosso
culto ecumênico em memória
de Vladimir Herzog, que hoje, 31
de outubro de 2013, completa
38 anos.
“A história começa na manhã
de 27 de outubro de 1975. Recebi um telefonema narrando um
drama que mudaria a História
do Brasil e também mudaria
completamente o rumo de minha
vida, assim como a história da
Congregação Israelita Paulista...
abrindo espaço para novas formas de relacionamento entre a
comunidade judaica e o conjunto
da sociedade civil.
“Era uma 2ª.feira. Eu estava
no Rio de Janeiro... e quem me
chamava ao telefone no hotel
era Erich Lechziner, funcionário
da Chevra Kadisha, o serviço
funerário da comunidade: ‘Rabino, recebemos aqui o corpo de
Vladimir Herzog, filho de dona
Zora. Os militares entregaram
o caixão e disseram que ele se
suicidou na prisão. Então ele
deve ser enterrado na ala dos
suicidas do cemitério’. Levei um
choque. Conheci o Vlado superficialmente. Estive com ele uma
vez e também tive o privilégio de
ser entrevistado por Herzog para
a TV Cultura, onde trabalhava.
Dona Zora era uma sócia ativa da
Congregação Israelita, onde participava de todas as cerimônias
de Shabat, às 6as.feiras. A família
havia saído da Iugoslávia, onde
Vlado nasceu, para escapar do
nazismo. Um suicídio? Homem
casado, com filhos? Será? Pensei.
“Vlado era o diretor de Jornalismo da TV Cultura. Alguém me
disse, não sei quando, que ele era
de esquerda, mas acho que não
dei muita importância a esta informação. No entanto, sabia que,
nas semanas anteriores, Claudio
Marques, jornalista que simpatizava com o regime militar, e era
comentarista da TV Bandeirantes,
vinha fazendo uma campanha
acirrada contra os ‘comunistas
infiltrados’ na TV Cultura, que é
uma emissora pública. Marques
chegou a fazer gracinhas sobre
o ‘Tutóia Hilton’, na verdade, as
dependências do Exército para
onde os presos políticos eram
levados, na rua Tutoia, em São
Paulo, e onde eram torturados.
“Segundo a tradição judaica,
os suicidas são enterrados em
uma ala à parte, de costas para
os demais mortos. A vida, para
o judaísmo, é o valor supremo,
a benção maior de Deus. Um
suicida, então, é alguém que
atentou contra a maior realização
de Deus: o Ser Humano. Daí a
segregação.
“Duas horas e meia depois do
primeiro telefonema, Lechziner ligou outra vez: ‘Já fizemos a Tahará (lavagem tradicional do corpo)
e o corpo tem muitas marcas de
golpes e sinais de tortura’. Então
eu disse: ‘Não vamos enterrá-lo
na ala dos suicidas’. ‘O senhor
tem certeza?’, perguntou Lechziner. ‘Absoluta, respondi, enterrar
alguém como suicida é uma vergonha para o morto e a família.
Se não houver provas definitivas
sobre o suicídio, a dúvida deve ser
em benefício do morto’. Lechziner, zeloso, ainda fez uma última
chamada naquele dia: ‘Rabino, o
senhor tem certeza?’. ‘Total’, eu
disse. ‘Se alguém perguntar, diga
que é um pedido do rabino Sobel’.
Ninguém perguntou.
“O enterro aconteceu na própria 2ª.feira, 27/10, de acordo
com as leis judaicas. Achei que o
caso estivesse resolvido e, então,
decidi não cancelar meu compromisso na OAB, no Rio de Janeiro.
Quem oficiou o enterro de Vlado
foi o Hazan (cantor litúrgico) Paulo
Novak. O Cemitério Israelita do
Butantã, em São Paulo, estava
cheio... Vlado foi enterrado na
quadra 146, bem longe dos
suicidas.
“Na casa de Vlado e Clarice
fiquei sabendo dos detalhes
da prisão... Que Herzog e ou-
tros jornalistas, vistos como
militantes ou simpatizantes
do Partido Comunista Brasileiro, haviam sido convocados a
prestar declarações no sinistro
DOI-CODI, o organismo do II
Exército dedicado a reprimir a
oposição... Vlado apresentou-se
espontaneamente na manhã de
25/10 na sede do DOI-CODI, na
rua Tutóia, dentro das dependências do Exército. Também foram
parar nas mãos do DOI-CODI os
jornalistas Paulo Markun, Sérgio Gomes, Rodolfo Konder e
George Duque Estrada, entre
outros. No próprio dia 25/10, os
militares foram a público dizer
que Herzog havia se suicidado.
Como ‘prova’ exibiam uma falsificação primária: uma foto em
que Vlado aparecia morto, com o
cinto enrolado no pescoço, quase que sentado. Não era preciso
ser perito para se dar conta de
que não havia suficiente altura
para ele se suicidar.
Eu apoio a inclusão do nome
do inventor brasileiro
Roberto Landell de Moura
no currículo obrigatório
do Ensino Fundamental
21/1/1861 – 30/6/1928
Kátia Cubel
titular da agência Engenho Criatividade
& Comunicação, de Brasília
Edição 922
Página 3
A despedida de Sobel – continuação
“A morte de Herzog gerou uma
onda de indignação em todo o
País, com repercussões internacionais. O próprio regime sentia-se incomodado com uma farsa
tão mal feita. Até porque, com
apenas alguns dias de diferença
em relação ao assassinato de
Vlado, outro simpatizante do PCB,
o metalúrgico Manoel Fiel Filho,
morria no mesmo DOI-CODI.
“Meu amigo Audálio Dantas,
que presidia o Sindicato dos
Jornalistas do Estado de São
Paulo, disse: ‘A tensão vinha
crescendo desde julho de 1975,
com as primeiras convocações
de jornalistas para depor no II
Exército. Antes de Vlado, foram
presos, na verdade sequestrados,
11 jornalistas. Com a notícia da
morte de Vlado, a tensão chegou
ao clímax’. No domingo, 26/10, o
Sindicato emitiu uma nota que
deflagraria todo um processo
que iria mudar a História do País.
Na nota, eles responsabilizavam
as autoridades pela morte de
Vladimir Herzog, ainda que de maneira indireta. Os nossos amigos
jornalistas diziam que ‘as prisões
eram uma arbitrariedade e que as
autoridades eram responsáveis
pelos presos que têm sob sua
guarda’.
“No momento em que optei
pelo enterro de Vlado na ala comum do cemitério, somei-me ao
movimento dos indignados. Eu
estava consciente, era preciso
fazer algo mais, até para que
barbaridades como o assassinato de Vlado não acontecessem outra vez. Procurei então
o cardeal Dom Paulo Evaristo
Arns, arcebispo de São Paulo. Eu
acreditava que entre os religiosos
talvez fosse possível encontrar
algum caminho. Na época, a Cúria
Metropolitana de São Paulo era
o grande centro de denúncias
contra a violação dos direitos
dos presos políticos. Fui à casa
de Dom Paulo, no Sumaré, na
noite de 4ª.feira, 29 de outubro.
Conversamos por duas horas, e
então nasceu a ideia, partida de
Dom Paulo: ‘Que tal realizarmos
um culto ecumênico em homenagem a Herzog?’, indagou o cardeal. Isso nunca havia sido feito
no Brasil, principalmente quando
se tratava de adotar uma posição
política clara. E eu acrescentei:
‘Para que o ato não seja visto
como um acontecimento judaico,
devemos fazê-lo na Catedral da
Sé’. Não era um problema judaico e sim um problema político,
pois Vlado poderia ter sido um
católico, um protestante, um
budista. Isso não faria diferença.
Saí da casa de Dom Paulo com o
coração querendo saltar do peito.
Começamos a fazer os primeiros
contatos. Audálio Dantas liderou
o movimento de convocar o Ato
Ecumênico com anúncios publicados em todos os jornais. Isso
foi conseguido gratuitamente
por colegas jornalistas com seus
patrões, em cada redação. A
publicação tornou o fato mais conhecido: o Ato Ecumênico seria,
além de uma homenagem, uma
denúncia.
“O Ato Ecumênico foi convocado para a 6ª.feira, 31/10, às
15 horas. Tínhamos só dois dias
para prepará-lo, mas a notícia se
espalhou pela cidade, pelo País. O
governo pediu a Dom Paulo que
realizasse o Ato ‘a portas fechadas’. O cardeal, com sua energia
e coragem habituais, respondeu:
‘Não vou fechar as portas da
Igreja para o povo’. Foi Dom Paulo
também quem tomou a iniciativa
de convidar outro personagem da
mais alta qualidade, o reverendo
James Wright, pastor da Igreja
Presbiteriana, cujo irmão, Paulo
Stuart Wright, dirigente de esquerda, havia sido assassinado
nas mãos da ditadura.
“O que mais me impressionou
na Catedral foi o número de pessoas. Havia mais de 8 mil, vindas
de todas as partes para um ato
político de oposição à tortura e
ao assassinato... Em plena ditadura!!! Policiais passeavam com
suas metralhadoras pelas portas
da Catedral. Nunca em minha
vida vi uma cena igual. Centenas de soldados empunhando
metralhadoras apontadas para
as pessoas, para a congregação,
para os dirigentes do culto.
Eu não vou repetir aqui o que
disse na ocasião do Ato, apenas
isso: ‘Sou um rabino. Estou aqui
participando de um Culto Ecumênico, porque um judeu morreu
– um judeu que emigrou para o
Brasil, aqui se educou, aqui se formou e aqui se integrou plenamente no mundo da filosofia das artes, do jornalismo e da televisão.
Para Vladimir Herzog, ser judeu
significava ser brasileiro. Porém,
mais importante ainda: estou
aqui nesta Catedral porque um
homem morreu. E, como rabino,
não defendo apenas os direitos
dos judeus, mas sim os direitos
fundamentais de todos os seres
humanos, de todos os credos,
de todas as raças, vivam eles no
Brasil ou em qualquer outro país
do mundo. E Vladimir Herzog era
um homem: um homem de visão,
profundidade e dedicação’
“Conseguimos fazer um Ato
Ecumênico pacífico que mobilizou
a opinião pública brasileira e mar-
cou uma posição firme: ninguém
aguentava mais. A memória
de Vladimir Herzog e de tantas
outras vítimas da barbárie dos
militares estava honrada. Fui para
casa com a sensação do dever
cumprido. Eu havia sido fiel ao
que defendia Samuel Atlas, meu
professor em Nova York, que
afirmava: ‘Um rabino deve fazer o
que diz a sua consciência’.
“Tudo mudou. A minha vida
mudou. Eu ganhava uma nova
‘turma’. Até então, meu habitat
natural era formado por minha
sala no 4° andar da CIP, por
festas, recepções, reuniões de
diretoria, bar-mitzvá, casamentos,
enterros... A partir de outubro
de 1975, passei a conviver com
personagens como Hélio Bicudo, Audálio Dantas, Fernando
Henrique Cardoso, Dom Paulo
Evaristo Arns, o reverendo Jaime
Wright e até o metalúrgico que
despontava como liderança sindical no ABC paulista, Luís Inácio
da Silva, o Lula.
“Se queremos render tributo
à memória de Vlado, temos
que preservar dentro de nós
o sentimento de indignação e
inconformismo, jamais nos acomodando com a violação dos direitos alheios. O silêncio é o mais
grave dos pecados. A indiferença
em face do mal é um incentivo
ao recrudescimento do mal. Se
fecharmos os olhos, se virarmos
a cabeça, se fingirmos não saber,
tornamo-nos cúmplices. E esta
é a minha mensagem antes de
embarcar para os EUA: digamos
não à tortura em alto e bom
som. Digamos não à violência
institucionalizada. E, inspirados
pelo legado de Vladimir Herzog,
digamos sim à dignidade humana.
Muito obrigado!”
Grupo Estado tem mudanças em São Paulo, Brasília e Rio
Movimentações envolvem Malu Delgado, Conrado Corsalette, Monica Scaramuzzo, Beatriz Abreu, Irany Tereza e Monica Ciarelli
n Mudanças no comando da e Política, entre 2000 e 2004, nal. Ela estava havia mais de dez agência, cargo que ocupou até
editoria de Política do Estadão. quando se transferiu para a Folha anos no Valor Econômico, sete o seu desligamento. Antes do
Desde 2010 à frente do caderno, de S.Paulo, onde além de repórter deles na área de Agronegócios Grupo Estado, atuou em O Globo
Malu Delgado deixa a casa para das mesmas editorias passou e o restante em Indústria & In- (por duas vezes) e Exame. Com
se dedicar a projetos pessoais. pela coluna Painel e foi editor- fraestrutura, e antes passou por 35 anos de profissão, sempre
“Deixar a editoria de Política foi -adjunto de Cotidiano. Sobre o Gazeta Mercantil e Notícias Popu- atuando em Brasília, diz que agora
uma decisão difícil, mas necessá- novo desafio, ele comenta: “O lares. Seu novo contato é monica. pretende “respirar” um pouco até
ria neste momento, por questões objetivo, agora, principalmente [email protected].
decidir qual rumo dará à sua vida
pessoais e para ter mais tempo às vésperas de uma eleição n Em Brasília, Beatriz Abreu profissional. Mas a aposentadoria
para minha pequena Nina. Ainda presidencial, é tentar organizar o deixou a empresa em 1º/11, está descartada. “Amo o que
estou avaliando algumas propos- debate e contribuir com ele a par- depois de 22 anos de casa, na faço”, afirma.
tas e sondagens, mas talvez só tir de um jornalismo equilibrado”. qual ingressou em 1991, como n Para o lugar dela no comando
na próxima semana tome uma Os novos contatos dele são 11- repórter especial do Estadão. Do da Agência Estado em Brasília,
decisão”, explica Malu. Para a 3856-5912 e conrado.corsalette@ jornal, seguiu para a Agência Esta- o jornal transferiu Irany Tereza,
vaga dela foi promovido o subedi- estadao.com.
do, em 1999, onde participou de que ocupava a mesma função
tor Conrado Corsalette, que está n Ainda por lá, Monica Scara- vários projetos, como a implanta- na sucursal do Rio de Janeiro.
no jornal desde junho de 2012, muzzo passou a integrar desde ção do noticiário em tempo real A Chefia da Agência Estado no
em sua segunda passagem. Na a última 2ª.feira (4/11) a equipe e a consolidação do Broadcast. Rio passará a ser exercida por
primeira, foi repórter de Cidades de Economia e Negócios do jor- Tornou-se editora-executiva da Monica Ciarelli.
De papo pro ar
Sobre biografias
Lembro quando uma vez eu disse a Luiz
Gonzaga, rei do baião, que iria escrever um livro
contando a história dele e queria a sua presença
na noite de lançamento; e ele, numa risada espalhafatosa, simplesmente respondeu:
– Oxente, e eu mereço?
Meio tonto com o que ouvira, respondi com
um “claro”.
Depois de nova risada, de novo ele:
– Você ainda não conhece o livro O sanfoneiro do
Riacho da Brígida sobre mim, que o paraibano Sinval Sá escreveu lá em 1966? Pois vou lhe mandar.
Assis Ângelo, jornalista, estudioso da cultura popular e presidente do Instituto Memória Brasil
E mandou, com uma enorme e deliciosa dedicatória.
Não demorou e escrevi Eu vou contar pra vocês
(Ícone Editora, SP, 1990), que lancei no extinto
Teatro das Nações, na capital paulista, com a
presença de vários grupos folclóricos e artistas
de renome, como Inezita Barroso, que anos antes dividira com Gonzaga uma curta e concorrida
temporada no Rio de Janeiro.
O pomposo lançamento teve direito até a uma
chamada da TV Globo, com o repórter Carlos
Magagnini entrando ao vivo no meio da tarde.
http://assisangelo.blogspot.com.br
Edição 922
Página 4
São Paulo
Bom Dia agora é “feito em casa”
n Oito anos após sua criação por
J. Hawilla (Traffic e TV TEM) e
pouco mais de um mês de sua
venda à Cereja Comunicação
Digital, os jornais da rede Bom
Dia, do interior de São Paulo,
são agora literalmente feitos em
casa. Segundo J&Cia apurou,
a operação – inédita, até onde
se sabe, mas cuja legalidade o
Sindicato dos Jornalistas ainda
avalia –, funciona assim: não
existe mais redação, estrutura
física, nas praças de Sorocaba,
Jundiaí, Bauru, Rio Preto e
ABCD. Os profissionais (três
repórteres e um fotógrafo em
cada uma) estão trabalhando
em casa no regime de CLT, com
jornada de 5 horas, contratados
desde 16/10 (cumpriram aviso
prévio trabalhado e depois foram
recontratados). O fechamento
segue na sede em São Paulo,
com a supervisão de um editor
(Wilson Gasino cuida de Bauru
e Rio Preto, Eduardo Cerioni
é responsável por Jundiaí e
ABCD, e Marcelo Macaus
fecha Sorocaba), paginação de
diagramadores e tratamento de
imagem. Todos os repórteres
contam com computador da
empresa e licença de uso do GN3
(um software de gerenciamento
de conteúdo capaz de atuar em
todas as mídias, impressas e
eletrônicas). Os deslocamentos
são feitos por táxi de cooperativas.
E há ajuda de custo para ligações
telefônicas. Trabalham feito
correspondentes. De acordo
com fonte da empresa, todas as
pessoas que eram contratadas
pela Traffic foram devidamente
indenizadas: “O ex-proprietário
havia garantido ao Sindicato dos
Jornalistas estabilidade até o final
do ano. Ou seja, mesmo quem
saiu foi indenizado como se o
vínculo fosse até dezembro. Foi
um compromisso assumido pela
Traffic. E sem pejotização, como
apelou o Sindicato”.
n Guto Camargo, presidente
da entidade, disse a J&Cia que
a situação é inusitada e que
ainda há questões nebulosas:
“Uma coisa é o profissional
trabalhar como correspondente,
outra é a empresa terceirizar
a produção do jornal. Também
fomos informados de que há
remanescentes da estrutura
anterior que estão trabalhando
sem nenhum contrato ou vínculo
empregatício, num clima de total
incerteza e de transgressão às
leis trabalhistas”. Ele esperava
esclarecer essas e outras
questões numa reunião com
representantes da Cereja marcada
para a tarde desta 4ª.feira (6/11),
na sede do Sindicato.
n A empresa, aparentemente,
acredita na fórmula que idealizou
para o jornal. Tanto que se prepara
para lançar o Bom Dia Campinas.
Ainda este mês. E no mesmo
modelo. A conferir. (Para mais
informações sobre a venda da
rede Bom Dia veja http://bit.ly/
GWAvdT, http://bit.ly/1aIQ5Cl e
http://bit.ly/175UfSH)
Edson Franco deixa IstoÉ para integrar nova estrutura no Terra
n Edson Franco está de saída
da Editora Três, onde era editor-executivo da IstoÉ Online e
editor de Ciência e Tecnologia da
revista IstoÉ, e chega ao Terra
para assumir o recém-criado grupo Notícias, área que englobará
as editorias de Economia, Tecnologia, Mundo, Brasil, Ciência
e Educação. Além de garantir a
integração dos colaboradores
em São Paulo e Porto Alegre, ele
será responsável por promover os
conteúdos atuais, independentemente do formato em que serão
publicados. Com passagens
por Folha de S.Paulo, Galileu e
Ele&Ela, sua chegada faz parte de
uma restruturação no corpo editorial do portal, que visa a ampliar a
produção de conteúdo unificado
em diferentes plataformas, como
textos, áudios, vídeos e fotos.
“Vamos unir a estrutura técnica
do Terra TV, consolidada há
mais de uma década, ao espírito
inovador da captação ao vivo via
smartphones, por exemplo”, explica o diretor de Conteúdo Hélio
Gomes. “Nosso objetivo é unir a
alta definição com a urgência que
vimos nas transmissões em tem-
po real das manifestações que
varreram nosso País em 2013”.
Na nova estrutura, o Terra passa
a contar com seis gerências para
coordenar toda a produção de
conteúdo, nos mais diferentes
formatos. Ao lado de Edson,
também sob a direção de Hélio
Gomes, estão ainda os gerentes
Anderson Régio (Esportes),
Fernanda Colavitti (Diversão e
Vida&Estilo), Fábio Condutta
(Arte) e Lisiane Oliveira (Reportagem, Fotografia, Capa, Sucursais, Você Repórter e conteúdo
para Digital Out of Home); José
Queiroz atua como coordenador
da Produção Executiva.
n Depois da rápida passagem
de Diego Ortiz pelo caderno
Máquina do Agora São Paulo, o
suplemento já definiu seu novo
editor: Ricardo Ribeiro (ex-Folha
de S.Paulo e S/A Comunicação),
que deixa o UOL Carros, onde
vinha colaborando havia cerca de
dois meses. Para o lugar dele foi
contratado o redator Leonardo
Félix, que deixou o site Tazio e
se integrou à equipe do editor
Claudio Luís de Souza já nesta
2ª.feira (4/11).
Agenda-SP
Aberje entrega seu prêmio nesta 5ª.feira (7/11). E Jornalistas&Cia / HSBC, no dia 13
n A Aberje realiza nesta 5ª.feira
(7/11), às 12h, no Rosa Rosarum
(rua Francisco Leitão, 416), a cerimônia de entrega da 39ª edição
do Prêmio Aberje, que contempla
as melhores práticas de comunicação corporativa no País em
16 categorias. Na ocasião, serão
homenageados também as Mídias do Ano – Jornal (O Globo),
Revista (IstoÉ Dinheiro), Rádio
(BandNews FM), Televisão (TV
Folha), Mídia Especializada (Valor
Pro) e Mídia Digital (Google) – e
dez profissionais da área como
Comunicador do Ano: André
Senador (Volkswagen), Elisa
Prado (Tetra Pak), Hélio Muniz
(McDonald ’s), Paulo Henrique
Soares (Vale), Paulo Pereira
(Bayer), Pedro Luiz Dias (GM),
Brasilprev. Das 9h às 11h30, na
FGV (rua Itapeva, 432, sala 601).
Confirmações pelo kelly.souza@
gwacom.com, 11-3030-3000 ou
6620-2234. A iniciativa tem apoio
deste J&Cia.
n Às 15h, Assis Ângelo e Moacir
Assunção são os convidados do
Ciclo de Debates em Comunicação, iniciativa promovida mensalmente pela Câmara Municipal de
São Paulo. No encontro, grátis e
aberto ao público, eles debaterão
por que os profissionais de redações investem cada vez mais na
produção de livros. No auditório
Sérgio Vieira de Mello (viaduto
Jacareí, 100).
n Também na 2ª, lançamento do
livro Macho do século XXI, de
Claudio Henrique dos Santos. A
Rejane Braz (Itaú Unibanco),
Renato Gasparetto (Gerdau),
Ricardo Viveiros (RV) e Wilson
Santarosa (Petrobras).
6/11 (4ª.feira) – n Robert John Van
Dijk, diretor-geral da Votorantim
Wealth Management, diretor
da BVEP – Banco Votorantim
Empreendimentos e Participações
e vice-presidente da Anbima, faz a
palestra gratuita Construindo uma
carreira de sucesso, às 19h, no
Salão Nobre da FGV (rua Itapeva,
432 – 4º). Mais informações
na A.R., com Ângelo Raposo
([email protected].
br e 11-3814-1036 / 982-657-012).
7/11 (5ª.feira) – n Fabiana Scaranzi lança o livro Mulheres
muito além do salto alto – Tudo
o que você precisa saber sobre
obra aborda a história do próprio
Cláudio, que largou uma bem-sucedida carreira para acompanhar
sua esposa, que recebera uma
oportunidade fora do País (ver em
http://bit.ly/1gJkJQW). Às 18h30,
na Livraria Cultura do Conjunto
Nacional (av. Paulista, 2.073).
n Às 19h30, no auditório 117A
da PUC (rua Monte Alegre, 984),
debate Biografia é legal?, promovido pela universidade. O evento
reunirá Maria Eugênia Ferreira
da Silva, Raecler Baldresca,
Audálio Dantas, Paula Corrêa,
Marco Antônio Vilalba e Toni
C..
12/11 (3ª.feira) – n A Abracom
promove o curso Assessoria
de imprensa para campanhas
eleitorais, com a presença do
beleza, saúde e bem-estar (Leya).
Às 19h, na Livraria Cultura do
Conjunto Nacional (av. Paulista,
2.073).
n Às 23h30, Fernando Faro
entrevista Assis Ângelo no programa Mobile, da TV Cultura.
9/11 (sábado) – n A apresentadora da CBN Petria Chaves
comanda um talk show com o
escritor e filósofo Mario Sergio
Cortella, responsável pelo boletim Academia CBN, que vai falar
sobre seus dois novos livros: Pensar bem nos faz bem (volumes 1
e 2). A partir das 11h, na Livraria
Cultura do Conjunto Nacional (av.
Paulista, 2.073).
n No mesmo horário Marcelo
Rezende lança Corta pra mim
(Planeta), obra que traz bastidores
fundador e presidente da Associação Brasileira dos Consultores
Políticos Carlos Manhanelli. Das
9h às 18h, na sede da Abracom
(rua Pedroso Alvarenga, 584).
Mais informações e inscrições
pelo 11-3079-6839 ou eventos@
abracom.org.br.
13/11 (4ª.feira) – n Jornalistas&Cia
e HSBC promovem a entrega de
seu prêmio de jornalismo, em
cerimônia marcada para o Restaurante Capim Santo (ver pág. 10)
n Nesta mesma 4ª, a ESPM
promove palestra Conquistas femininas: impactos e tendências,
com Joyce Moysés (ex-Abril). Ela
abordará os temas A (r)evolução
da mulher no mercado de trabalho, O estilo feminino de trabalhar
está mesmo mais valorizado?;
de reportagens e memórias
dos quase 23 anos em que
trabalhou para a tevê Globo, além
de suas passagens por Rede TV e
Rede Record. Na Livraria Saraiva
Shopping SP Market (av. das
Nações Unidas, 22.540).
11/11 (2ª.feira) – n Em sequência
à série de workshops gratuitos
para jornalistas sobre Atualidade
Econômica e Investimentos, o
Centro de Estudos em Finanças
(GVCef) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da
FGV, em parceria com a BBDTVM
(área de fundos do Banco do
Brasil), convida para o seminário
Investimentos em Previdência.
A atividade será conduzida por
Altair Cesar de Jesus, superintendente de investimentos da
Desafios, tendências e o que homens e mulheres têm a ganhar.
Das 18h às 19h30, no miniauditório da ESPM (rua Joaquim Távora,
1.240, sala 117). Inscrições em
http://bit.ly/1850LJD.
n Ainda na 4ª, solenidade de
entrega da 55ª edição do Prêmio
Jabuti (confira os vencedores em
http://bit.ly/1gXsNuM). Às 19h30,
na Sala São Paulo (praça Júlio
Prestes, 16). Confirmar presença
pelo [email protected].
n E às 20h, no Auditório do Ibirapuera (Parque do Ibirapuera,
Portão 3), entrega do Prêmio
Trip Transformadores 2013, que
reconhece pessoas cujas ações
favorecem o bem-estar coletivo.
Ouça também Jornalistas&Cia na Rádio Mega Brasil Online (www.megabrasil.com),
toda 4ª.feira, às 18h, com reapresentações na 5ª, às 10h, e na 6ª, às 20 horas.
Edição 922
Página 5
São Paulo – continuação
Registro-SP
O adeus a Cida Taiar
n Faleceu na madrugada de
31/10 Cida Taiar, aos 67 anos,
em decorrência de um câncer
contra o qual lutou durante dez
anos, sem em momento algum
perder a esperança e a serenidade, com que brindava seus
amigos e familiares. Implacável, o câncer, embora vencido
pontualmente, não lhe deu trégua, alojando-se por vários de
seus órgãos. Por último, atingiu
os pulmões. No texto que escreveu para a Folha, na edição desta
3ª.feira (5/11), Andressa Taffarel
informa: “Dizem os colegas
que Cida Taiar escrevia textos
primorosos e delicados, talento
reconhecido por Silvio Santos,
um dos seus entrevistados mais
ilustres – e difíceis. O apresentador, que costumava fugir dos
jornalistas, não apenas adorou
a reportagem feita por Cida em
1988 como enviou-lhe um bilhete, escrito à mão, elogiando a
forma como ela havia tratado a
conversa (‘Você merece o meu
respeito, a minha admiração e
principalmente os meus elogios,
pela rapidez de ter redigido e
interpretado com inteligência,
sensibilidade e imparcialidade os
meus bons e maus conceitos e
pensamentos’)”. Por onde passou deixou amigos, tendo atuado
como repórter em veículos como
IstoÉ, Jornal do Brasil, Folha de
S.Paulo e Claudia. Era leitora
assídua e eventual fonte deste
Jornalistas&Cia e mesmo doente
não deixou em momento algum
sua interlocução conosco. Fez,
no final dos anos 1970, um cur-
so de Criatividade em Redação,
ao lado, entre outros, de Célia
Chaim, Beth Caló, Claudio
Fragata e do diretor deste J&Cia
Eduardo Ribeiro. Deixa o filho
Estevão, também jornalista, dois
irmãos e um sobrinho.
n Sobre ela escreveu a J&Cia a
amiga Dirce Helena Salles:
Conheci primeiro a Cida Taiar
jornalista, nos anos 1980, quando ela escrevia para a Ilustrada.
Na Folha e nas várias redações
por onde passou, seus textos se
destacavam pela inteligência e
delicadeza. Esse seu lado profissional a maioria dos coleguinhas
também conheceu. E admirava.
Anos depois, nasceu a amizade
via seu filho Estevão, que na década de 1990 estudava com meu
sobrinho Caio. A afinidade logo
brotou. A começar pelo signo.
Ambas sagitarianas. Aí vieram
o prazer por viagens, pelo mar,
cinema... Entre várias características da Cida – bom humor, risada
larga e gostosa – a força por lutar
pela saúde quando descobriu sua
doença era a que mais me comovia. “Enquanto tiver tratamento,
vou tentando”, ela sempre dizia.
E fazia isso também para ficar
um pouco mais ao lado do filho.
A guerreira conseguiu o que se
propôs: viu Estevão entrar na
faculdade – ele se forma este
ano – e seguir seus passos.
n Em seu blog Bytes de Memória
no site de Veja, Ricardo Setti
também publicou uma homenagem a Cida, que reproduzimos
com a devida autorização:
Uma doçura de pessoa, uma profissional notável, uma amiga querida que se foi
Na IstoÉ, em novembro de
1983, com o pessoal da redação
exibindo seu título de eleitor
(a capa da semana seria sobre
as Diretas Já): Cida é a jovem
sorridente bem no meio da foto,
ao lado do rapaz de bigode, o jornalista Antônio Carlos Fon (Foto:
Claudio Versiani)
Se mencionassem Maria Aparecida Campos Taiar, talvez até
alguns amigos não saberiam com
certeza de quem se tratava.
Já Cida Taiar, seu nome profissional, marcou profundamente
quem com ela compartilhou uma
redação. Pequena, discreta, de
fala mansa, cabelinho vermelho e
olhos verdes, Cida era a delicadeza em pessoa – mas que saíssem
da frente quando recebia uma
missão como jornalista. Nada a
detinha na busca da informação,
que vinha íntegra, cristalina, novinha em folha, embalada num
texto impecável no qual era difícil
alterar uma preposição, uma vírgula sequer.
Tive a felicidade de contar com
Cida como amiga durante longos
anos, e como profissional em
duas equipes que comandei – na
IstoÉ, como redator-chefe, durante o período libertário em que
a revista pertencia a Fernando
Moreira Salles, e na inesquecível
sucursal do falecido Jornal do
Brasil em São Paulo, da qual fui
por quatro anos diretor regional.
Na IstoÉ, Cida trabalhava numa
editoria que, à falta de nome
melhor, costumava-se chamar de
Geral, e que incluía temas como
ciência, educação, religião e comportamento. No JB, para onde foi
a meu convite, fixou-se na área
de cultura, artes e espetáculos,
produzindo reportagens para o
famoso Caderno B.
Isso não a impedia de, convocada para tarefas fora desse âmbito,
por desafiadoras que fossem,
manter a mesma atitude zen e
idêntica eficiência. Quando a
deputada estadual Luiza Erundina
foi surpreendentemente eleita
prefeita de São Paulo pelo PT, em
1988, por exemplo, Cida – a quem
não era familiar a área política –
ofereceu-se para escrever o perfil
da personagem, então quase
desconhecida nacionalmente,
uma vez que tinha fontes que,
disse, talvez facilitassem a tarefa.
Pois a Cida do Caderno B
apurou e redigiu o melhor e mais
completo perfil da nova prefeita
que li em toda a imprensa do País.
Em seu próprio terreno de atividade, tampouco fugia de desafios.
A uma certa altura dos
nossos quatro anos no JB,
o pessoal do jornal no Rio
queria um perfil do apresentador Silvio Santos,
notório por sua ojeriza à imprensa e do qual arrancar
uma entrevista, por curta
que fosse, era considerado
uma proeza, quase uma
missão impossível.
Cida foi à luta, e sua lhaneza no trato e habilidade
como jornalista lhe permitiram conquistar a confiança
do esquivo personagem e voltar
à redação com uma reportagem
extraordinária.
O popularíssimo Silvio de sorriso permanentemente atarrachado no rosto atravessava um
período de depressão e Cida
conseguiu que o inacessível proprietário do SBT se abrisse com
ela a ponto de comentar seu estado de alma, pedir-lhe conselhos
pessoais – algo que ela, recatada,
deu um jeito de driblar, mesmo
diante de perguntas insistentes
como “O que você acha que eu
devo fazer, Cida?” – e até lhe servir de cicerone em sua mansão.
O passeio não excluiu sequer o
imenso closet do quarto de casal onde guardava centenas de
Assessorias-SP
Caras e Romano, vai liderar o
atendimento de clientes como
Proexport Colômbia, JTI, Grupo
E3, Asgaard, Abipla, SDI e IMPSA.
n Sonia Scarnero – ex-diretora
de Jornalismo da Rádio 2,
com passagens por Excelsior,
Bandeirantes, Capital, Fiesp e
Câmara Municipal – reforça o
time de assessores de imprensa
freelancers na Ricardo Viveiros.
Seus contatos são sonia.
[email protected] e 113675-5444.
Dança das contas-SP
n A CDN passou a assessorar
a Brasil Assistência, unidade
do Grupo Mapfre no Brasil
responsável pelos serviços de
assistência e gestão de riscos
especiais. O atendimento tem
direção de Paula Didier (pdidier@
cdn.com.br e 11-3643-2749),
coordenação de Eric Paraense
(2811), gerência de Fernanda
Monteiro (2745) e assistência de
Verônica Petrelli (2918). Demais
e-mails formados por nome.
[email protected].
n A 24x7, de Antônio Costa Filho
e Fábio Cardo, está com dois
novos clientes em sua carteira: a
empresa de marketing digital Salve
e a produtora de eventos e ações
culturais Donna Piedade. Mais
informações pelo 11-3787-0944
n A FTI Consulting ganhou o
reforço de Ana Herren e Bruno
Athayde Soares, que passam
a integrar a equipe formada pela
diretora geral Sheila Magri e
pela vice-presidente Deborah
Jacob. Com mais de dez anos de
experiência nas áreas de Energia
e Telecomunicações, atuando
nos EUA e em outros países,
Ana (ana.heeren@fticonsulting.
com) foi consultora de gestão
no PA Consulting Group e será
diretora sênior no escritório de
Washington, atendendo a clientes
americanos interessados em
realizar negócios no Brasil e viceversa. Bruno (bruno.soares@
fticonsulting.com), que está há
mais de dez anos na área de
comunicação corporativa, tendo
passado pela FSB e como repórter
e produtor em TV Globo, revista
ternos, paletós, camisas sociais,
gravatas e sapatos.
Há mais de uma década a doce
Cida lutava contra um câncer que,
a certa altura, soube ser incurável.
“Mas aprendi a conviver com
ele”, contou-me certa vez, com
a típica paz de espírito que costumava emanar, referindo-se à terrível doença como se se tratasse
de um problema menor. Não fazia
alarde nem do que sofria nem de
sua bravura diante do sofrimento.
Continuava trabalhando, continuava otimista e bem-humorada.
Nesta 5ª.feira, 31, finalmente
chegou o momento de Cida ir
embora. E ela foi. Quer dizer, não
foi, não.
Para quem a amou e admirou,
ela continua por aqui.
ou contato@24x7comunicacao.
com.br.
n A Trama conquistou a conta da
empresa de TI Compuware para
relacionamento com a mídia.
Atendimento de Alice Sanches
([email protected] e 115080-9122), sob gerência de
Lizandra Cardelino (lizandra@
tramaweb.com.br e 9107) e
direção de Leila Gasparindo.
Eu apoio a inclusão do nome
do inventor brasileiro
Roberto Landell de Moura
no currículo obrigatório
do Ensino Fundamental
21/1/1861 – 30/6/1928
Sinval Medina
jornalista e escritor
Edição 922
Página 6
Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas escolhe assessor em seleção disputada
n O Sindicato dos Jornalistas do
Município tem novo assessor de
imprensa. Bernardo Moura deixa
O Globo nesta 5ª feira (7/11) e
deve começar na próxima semana. Bernardo era repórter de
mídias sociais de O Globo desde
2011, e ali exercia funções de
planejamento, edição e monitoramento nessa área. Ele começou em 2007 como estagiário e
trainee na Infoglobo, foi repórter
do Extra por dois anos e teve
breve passagem pela Folha de
S.Paulo até voltar à empresa. No
processo de seleção e definição
do perfil do candidato, destacou-se o trabalho de Regina Lunière, que assessorou o Sindicato
Dança das Contas-RJ
n A Datz assumiu a conta da
imobiliária Special Places, especializada em propriedades de alto
padrão nas regiões do Itanhangá, Barra, Recreio e Joatinga.
Atendimento de Tatiana Datz
([email protected]
e 21-3875-3372).
Agenda-RJ
7/11 (5ª.feira) – n Palestra com
temporariamente desde a posse
da nova diretoria, e deve seguir
com a colaboração. A seleção foi
rigorosa (e trabalhosa): a vaga foi
divulgada no boletim eletrônico e
nas mídias do Sindicato, como o
site, facebook, twitter e, é claro,
um intenso boca a boca. Como o
salário era apetitoso, o Sindicato
recebeu mais de 500 currículos
em quatro dias. Destes, foram
escolhidos 54 candidatos, e chamados para uma prova escrita
a que compareceram 43 deles;
cinco foram selecionados, até
se chegar a Bernardo, depois de
entrevista pessoal.
n Eduardo Carvalho, ex-Governo
do Estado, começou como cooro escritor, jornalista e ensaísta
americano Jon Lee Anderson,
realizada pela revista piauí. Anderson fala sobre duas segmentações do Jornalismo, o literário
e a reportagem, com mediação
de Fernando Barros, diretor de
Redação da revista, e Flávio Pinheiro, superintendente-executivo do Instituto Moreira Salles.
Às 20h, no IMS (rua Marquês de
São Vicente, 476), Informações
denador de imprensa da Transpetro, no lugar de Salete Kangussu.
n Jeline Rocha assumiu esta
semana a assessoria da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional Abastecimento
e Pesca (Sedrap). Implantada há
dois anos, a Secretaria tem, em
sua estrutura, a Ceasa e a Fiperj
(Fundação Instituto de Pesca do
Estado do Rio). Jeline tem como
primeira tarefa integrar os três
braços, coordenando a turma de
jovens jornalistas: Natália Lima,
na Fiperj; Ciro Cavalcante, na
Ceasa; e Carolina Bittencourt,
na Secretaria, além de Leonardo
Scheuer, que acaba de chegar
para acompanhar o secretário e
com Jariza Rugiano, no 115083-4145.
8/11 (6ª feira) – n André Giusti
lança os livros infanto-juvenis
Histórias de pai, memórias de
filho e Voando pela noite (até de
manhã). À 19h, na livraria Blooks
(praia de Botafogo, 316).
11/11 (2ª feira) – n Anúncio
dos vencedores e entrega dos
troféus do 3º Prêmio Abdias
Nascimento. Realizado pela
fazer matérias para sites e redes
sociais.
n Rebecca Ramos, Rossana Henriques e Thais Christ, na Quadratto
Comunicação (www.quadratto.
com.br e 21-3486-4412) comemoram quatro anos da empresa no
mercado com a chegada de dois
novos clientes: NutriPrime Spa &
Fitness, espaço recém-inaugurado
na Barra da Tijuca, com serviços de
academia e spa; e RuhrPumpen,
indústria alemã que produz bombas centrífugas para o mercado de
petróleo e gás. A agência também
conta com uma redação que, além
de publicações customizadas, produz a revista Barra Up, nas versões
impressa e online.
Cojira-Rio (Comissão de
Jornalistas pela Igualdade
Racial), premia reportagens
sobre a questão racial, em seis
categorias, além do Especial de
Gênero Jornalista Antonieta de
Barros. No teatro Oi Casa Grande
(av. Afrânio de Melo Franco, 290).
Informações pelo 21-3906-2450
ou premioabdiasnascimento@
gmail.com. Confira os finalistas
em http://bit.ly/16ENUAJ.
“O Jornalistas&Cia atinge a
maioridade da melhor forma
possível: consolidando-se como
a referência do mercado de
comunicação tanto para os profissionais quanto para agências
e veículos. Isso é grandioso!” –
Marcos Trindade
“Fico muito feliz com mais essa
vitória. Eu sei a luta que é ter um
veículo neste País. Parabéns a
toda equipe abnegada que produz
esse conteúdo informativo para
nós, teimosos jornalistas.” – Mariella Lazaretti
“Caramba, como estou velho!
Lembro do comecinho. Não
resisto ao clichê: parece que foi
anteontem. Parabéns!” – Mário
Magalhães
“Um forte abraço ao time, e
parabéns pela bela obra erguida
por todos nestes 18 anos. Como
dizia o Roberto Civita, ‘the best is
yet to come’.” – Paulo Nogueira
“Sou fã do trabalho de vocês e
para provar eu diria que comecei
a acompanhar ainda antes do FaxMoagem... Dou-lhes os parabéns
e votos de comemorarmos os 35
anos daqui a pouco tempo...” –
Ricardo Mendes
“Lembro do começo de vocês
ligando para todas as redações,
todos os dias. Foi uma luta daquelas... Mas acho que valeu a pena.
Hoje o trabalho de vocês não é
apenas reconhecido como uma
fonte importante de referência
para toda a mídia nacional! Se foi
bom até agora, imagine entrar na
fase adulta (18) mas com todo
vigor e credibilidade pra emplacar
outros 18! Fico muito feliz com
esse sucesso porque assisti bem
de perto à luta diária para asse-
gurar essa conquista, que torço/
rezo para que seja cada dia mais
recompensada material e espiritualmente!” – Sérgio Leopoldo
Rodrigues
“Vocês fizeram por merecer.
Afinal, neste mercado, que não
é qualquer um, poucos conseguem completar 18 anos.” – Tellé
Cardim
apresenta um debate esportivo as
2as.feiras; Antônio Bonfim tem o
quadro As bombas do Biondim no
Show da Manhã, apresentado por
Ênio Carlos; e Cleyson Martins,
ex-presidente do Sindicato dos
Jornalistas do Ceará, está de volta
à emissora ao Departamento de
Radiojornalismo, comandado por
Evandro Nogueira.
n Com narração de Brenno
Rebouças e comentários de
Manuella Viana, a Federação
Cearense de Futebol estreou sua
tevê na web.
18 anos de J&Cia
Mais mensagens
n Seguimos reproduzindo mensagens de leitores pelo 18º aniversário de J&Cia:
“Saibam que todos vocês têm
grande responsabilidade na minha formação como profissional e
como pessoa. Serei eternamente
grata por todos os ensinamentos!” – Fabiana Ferreira
“Parabéns à equipe pelo 18º
aniversário do Jornalistas&Cia,
que celebra o prestígio conquistado nesses anos graças ao
belíssimo trabalho de vocês.” –
Fideo Miya
“Meus parabéns à equipe por
essa marca brilhante: 18 anos
de extrema competência, profissionalismo e sensibilidade para
acompanhar a trajetória dessa
categoria, o que, por si só, já é um
desafio imenso.” – Manuela Rios
Ceará (*)
n Novidades na programação
da Rádio Verdes Mares AM (810
Verdinha): Tadeu Nascimento
estreou na Rota do crime, das 11h
ao meio dia; Paulo César Norões
n Também enviaram congratulações Monica Ferreira, Odete Pacheco, Marcos Mauro,
Marion Strecker, Elaine Lina,
Luís Milanesi, José Occhiuso,
Mario Laffitte, José Nogueira
Ohi, Marco Chiaretti, Milton
Bellintani, Fernando Coelho,
Melchiades Filho, Eliane Brum,
Nilton Pavin, Nereu Leme, Neivia Justa, Paulo Andreoli, Renata Saraiva e Reinaldo Canto.
(*) Colaboração de Lauriberto Braga ([email protected] e 85-9139-3235), com Rendah Mkt & Com ([email protected] e 85-3231-4239).
Leia na edição 229
n Uma entrevista especial com o diretor de Relações Institucionais da Anfavea Fred Carvalho, que após
seis meses no cargo faz uma análise do mercado e fala sobre os desafios de acabar com o rótulo de vilão
que os automóveis e a indústria automobilística vêm recebendo no Brasil. A edição também destaca a ida de
Ricardo Ribeiro para o Agora São Paulo, para assumir o caderno Máquina; o lançamento da Eleição dos Melhores Carros 2013, do Best Cars;
e o resultado do Top of Mind 2013, que apontou Volkswagen, Fiat e Pirelli entre as marcas mais lembradas pelos leitores da Folha de S.Paulo.
n Em Destaque da semana, Luís Perez comenta a delicada relação entre áreas editorial e comercial quando as duas são geridas pelo
mesmo jornalista.
Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva – todas as 6ªs.feiras nas mesas e computadores
dos principais jornalistas e assessores de imprensa ligados ao setor automotivo.
Peça sua inclusão no mailing gratuito pelo e-mail [email protected] ou leia diretamente no site www.jornalistasecia.com.br.
Perfis biográficos dos jornalistas
brasileiros e o noticiário com
o vaivém profissional
Edição 922
Página 7
Brasília
Encontro de pesquisadores em Jornalismo marca os dez anos da SBPJor
n O auditório da Faculdade de
Comunicação da UnB recebe de 7
a 9/11 (5ª.feira a sábado) o 11º Encontro Nacional de Pesquisadores
em Jornalismo. Com previsão
de mais de 400 participantes, o
encontro recebeu 238 projetos
e pesquisas de mais de 600
autores. Esses números super-
lativos marcam a comemoração
de datas importantes. Além dos
dez anos da Sociedade Brasileira
de Pesquisadores de Jornalismo
(SBPJor), serão celebrados uma
década da criação do doutorado
na Faculdade de Comunicação e
os 50 anos de Comunicação na
UnB e no Brasil. A programação
também inclui o 3º Encontro de
Jovens Pesquisadores em Jornalismo (SPJor), e as primeiras
edições do Simpósio das Redes
de Pesquisa em Jornalismo (RedesJor) e do Seminário Nacional
da Pós-Graduação em Jornalismo
(PosJor). A programação completa está em http://bit.ly/1b5uuo8.
12/11 – n A Agência Espacial Brasileira realiza a Oficina de capacitação sobre o Programa Espacial
para jornalistas. O encontro, que
ofertará 35 vagas, contará com
seis palestras e uma mesa de debates. Inscrições e informações
pelo www.aeb.gov.br.
Curtas-DF
emissoras de rádio e tevê comunitárias e educativas; produtoras
brasileiras regionais independentes; veículos de comunicação de
pequeno porte; além de alguns
canais de programação de distribuição obrigatória transmitidos
por meio de tevê por assinatura.
Ainda será votado o relatório final
sobre o assunto, mas a deputada
já destacou “uma necessidade
urgente de modernização do
ambiente legal, bem como uma
atuação de maneira mais intensa
do Poder Executivo”, para viabilizar economicamente os órgãos
de mídia independente.
n O Conselho de Comunicação
Social do Congresso definiu nesta 2ª.feira (4/11) a formação de
grupos de trabalho para debater
temas como federalização dos crimes contra jornalistas, biografias
não autorizadas e concentração
de meios de comunicação. Os
grupos debaterão projetos de lei
e outras propostas relacionadas
à Comunicação Social, e também
prepararão um relatório, que será
posteriormente submetido ao
Conselho. O conselheiro Fernando César Mesquita destacou
que há muitas propostas em
análise no Congresso sobre o
assunto, mas que o tema é muito
complexo, podendo o conselho ir
além do exame dos projetos em
tramitação. “Acho que a dinâmica
do processo político-social que o
Brasil está vivendo exige que nos
antecipemos e tomemos algumas providências relacionadas a
medidas que podem ser tomadas
para evitar, entre elas, a violência
contra jornalistas”, disse.
n Por iniciativa do deputado Cléber Verde (PRB-MA), a Câmara
dos Deputados realizou na manhã desta 2ª.feira (4/11) sessão
solene em homenagem ao Dia
do Radialista, celebrado em 7 de
novembro. Vários parlamentares
comprometeram-se a atender a
itens da pauta reivindicatória da
categoria, como a fixação de um
piso salarial anual – cujo projeto
de lei está para ser votado na
Comissão de Constituição e Justiça. A CCJ, aliás, aprovou no mês
passado PL que torna a carteira
de radialista profissional válida
como documento de identidade
em todo o País. A proposta ainda
precisa ser votada no plenário da
Câmara.
n Também na 2ª.feira, em parceria com a UnB, a CBN Brasília
estreou o programa Pensódromo.
Com mediação de Estevão Damásio, ele será veiculado toda
2ª, das 10h às 11h. O primeiro
tema foi Segurança Pública,
discutido pelos professores Arthur Trindade Maranhão Costa,
do Departamento de Sociologia
e do Núcleo de Estudos sobre
Violência e Segurança, e Ana
Maria Nogales Vasconcelos, do
Departamento de Estatística e
do Núcleo de Estudos Urbanos
e Regionais.
foi um dos responsáveis pela
matéria que trouxe em primeira
mão que o novo Regimento
Interno da Câmara, ainda em
fase de estudos, que previa voto
secreto para casos de cassação
de vereadores, prefeito e vice.
Com a publicação da reportagem,
os vereadores voltaram atrás
e retiraram esse dispositivo da
proposta. Os novos contatos dele
são 47-9761-8505 e lf.jornalista@
gmail.com.
n Ricardo Dias, atual coordenador
de telejornalismo da RBS TV em
Criciúma, passou a acumular o
posto com o de âncora do RBS
Notícias local. Ele substitui a
Fábio Cadorin, que segue para
o Jornal do Almoço, ao lado de
Eliane Gonçalves. Natural de
São Paulo, Ricardo ingressou na
emissora em agosto passado,
mas atua em televisão desde
2006.
Cultura de Florianópolis (av. Gov.
Irineu Bornhausen, 5.600). No
dia seguinte, no mesmo local,
Teixeira ministrará a palestra
A fotografia no contexto da
história, às 10h30. Os eventos
fazem parte da terceira edição
do festival Floripa na foto,
produzido pela Duo Arte. Para o
workshop, a inscrição custa R$
390 até 14/11 e R$ 430 a partir
dessa data. Os ingressos para a
palestra são gratuitos e devem
ser retirados uma hora antes de
seu início. Mais informações em
floripanafoto.com.
n Estão abertas as inscrições,
até 25/12, para o 1º Concurso de
Documentários da TV Justiça. O
edital, publicado no Diário Oficial,
prevê a aquisição dos direitos de
exibição de 52 produções brasileiras, pelo período de dois anos. Os
documentários devem ter de 20 a
59 minutos e tratar de temas que
se enquadrem em pelo menos
um dos quatro temas definidos
pelo concurso: Direitos Humanos,
Cidadania, Diversidade e Cultura.
Cada um dos selecionados receberá um prêmio no valor de R$ 5
mil. Mais informações no http://
bit.ly/H8g3H3.
n A Subcomissão Especial da
Câmara Federal sobre Mídia Alternativa propôs em 30/10 uma série
de projetos de lei com o objetivo
de tornar economicamente viável
a atuação dos órgãos de mídia independente no Brasil. Segundo a
relatora, deputada Luciana Santos
(PCdoB-PE), a categoria abarca
Santa Catarina
n Após sair do Diário do Norte
do Paraná, em Maringá, Luiz
Fernando Cardoso começou no
último mês como editor de Política
do Notícias do Dia, em Joinville.
Em menos de um mês na casa,
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Curta-SC
n O repórter fotográfico Evandro
Teixeira, que trabalhou no Jornal
do Brasil entre 1962 e 2010,
estará à frente do workshop O
fotojornalismo no cotidiano, que
acontece no dia 29/11, a partir
das 9h, no Centro Integrado de
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Jornalistas&Cia é um informativo semanal produzido pela Jornalistas Editora Ltda. • Tel 11-3861-5280 • Diretor: Eduardo Ribeiro ([email protected])
• Editor-Executivo: Wilson Baroncelli ([email protected]) • Editor-assistente: Fernando Soares ([email protected]) • Assistente
de redação: Mariana Ribeiro ([email protected]) • Estagiária: Georgia Aliperti ([email protected]) • Editora-regional RJ: Cristina
Vaz de Carvalho, 21-2527-7808 ([email protected]) • Correspondente: Kátia Morais (DF), 61-3347-3852 ([email protected]) • Diagramação e
Programação visual: Paulo Sant’Ana ([email protected]) • Assinaturas: Silvio Ribeiro, 11-3861-5283 ([email protected]).
Edição 922
Página 8
Minas Gerais (*)
Ricardo Galuppo assume Diretoria de Jornalismo do Hoje em Dia
n Ricardo Galuppo, que comandou o processo de criação e
lançamento do Brasil Econômico,
em São Paulo, e que até março
passado era publisher do jornal,
assumiu na semana passada a
Diretoria de Jornalismo do Hoje
em Dia, recentemente vendido
pela Iurd/Record ao Grupo Bel
(ver J&Cia 915). Mineiro de
Curvelo, Ricardo começou na
sucursal da Folha de S.Paulo em
BH na década de 1980, depois
transferiu-se para São Paulo,
onde passou por Veja, Exame e
Forbes Brasil até ser convidado
para montar o Brasil Econômico,
em 2009. Em seu primeiro editorial, no qual abordou os desafios
de fazer jornal atualmente e as
mudanças que ocorrerão no
Hoje em Dia, ele ressaltou “a
importância da integração entre o
conteúdo impresso, a internet e
outras plataformas. Em seu caso
específico, o jornal Hoje em Dia
tem a vantagem de contar com
a experiência de seu acionista,
o Grupo Bel – empresa mineira
com mais de 50 anos de experiência no campo da radiodifusão
e da tecnologia da informação”.
Com ele chegou também Leandro Figueiredo, para a Diretoria
Comercial.
n Ainda por lá, o editor de Opinião
Sidney Martins está de férias
até 2 de dezembro. Na ausência
dele, o também editor e colu-
nista Adriano Souto (asouto@
hojeemdia.com.br) recebe as
colaborações.
n Em O tempo, a repórter Larissa
Arantes deixou Política e foi para
a editoria de Cidades. Os contatos dela são larissa.arantes@
otempo.com.br e 31-2101-3932.
nThayane Ribeiro (31-3469-2040 e
thayaneribeiro@diariodocomercio.
com.br) começou como analista
de conteúdo digital no Diário do
Comércio.
Minas Gerais aguarda para breve
que o governador Antonio Anastasia resolva de vez uma distorção
que os faz ter vencimento básico
de apenas R$ 1.085,27. Desde
2005, eles reivindicam ampliar
a carga horária atual de 6 para 8
horas diárias, como forma de obter alguma melhoria. A situação,
que já era ruim, ficou pior com
a edição da Lei nº 20.748, de
25/6/2013, que deu reajuste diferenciado para as tabelas de 8 e
de 6 horas, embora em mesmos
cargo, função e órgão de governo.
A discrepância foi tamanha que as
carreiras de nível superior passaram a ter vencimento inicial de R$
1.085,27 para 30 horas semanais,
e de R$ 2.083,72 para 40 horas
semanais. Em abril próximo, servidores de 40 horas terão mais
10% de reajuste, elevando o
piso para R$ 2.292,06, e os de 30
horas, nenhuma correção. Assim,
no mesmo cargo e mesmo órgão,
alguns servidores vão trabalhar
75% da jornada de outros, mas
ganhar menos da metade.
n Estão abertas as inscrições
para o 5° Congresso de Comunicação Empresarial Aberje, em
21/11, na Casa Fiat de Cultura.
Os cases de sucesso de diversas
organizações serão distribuídos
em quatro painéis com foco nos
campos de branding, gestão de
canais, comunicação interna e
mídias sociais. Mais informações
e inscrições pelo aberje.com.br.
n Belo Horizonte Social Media –
Vivenciando conexões, primeira
edição de um evento para redes
sociais em Minas Gerais, está
marcado para 23/11, das 8h às
18h, no auditório do espaço
empresarial da IBS/FGV. Com
organização da Zoom Comunicação, o encontro abordará, de
maneira prática, as novidades em
planejamento, criação e métricas
e as tendências em conteúdo e
relacionamento. A programação
ainda inclui exposição e discussão
de cases relevantes do cenário
digital, apresentando os erros e
acertos em redes sociais e como
construir um relacionamento
entre empresas e consumidores. A Zoom também fará uma
promoção nas redes sociais para
que empresas mineiras inscrevam cases de mídias sociais e
selecionará um a ser exposto no
dia do evento.
n A revista Viver Brasil comemora
cinco anos de mercado com uma
reportagem especial em que personalidades mineiras recordam
a infância e contam lembranças
de quando tinham cinco anos
de idade. Mostra também as
principais mudanças ocorridas na
capital mineira desde novembro
de 2008.
Curtas-MG
Record lança R7 Triângulo
n Depois do R7 Minas Gerais, na
rede desde 2012, o Grupo Record
lançou nesta 3ª.feira (5/11) o
R7 Triângulo, página de notícias
exclusiva para aquela região.
Este é o quinto portal regional do
R7.com, que atualmente conta
com bases também no Rio Janeiro, Distrito Federal e Bahia, esta
última lançada em 21 de outubro.
Sob o comando de Ari de Castro
Jr., a redação do Triângulo, instalada em Uberlândia, produzirá
noticiário local e contará com o
apoio do conteúdo jornalístico da
TV Paranaíba, afiliada da Record
na região. “Escolhemos o Triângulo Mineiro por ser uma região
estratégica não só para o País,
mas para qualquer veículo que
pretenda completa penetração
nacional”, afirma Antonio Guerreiro, diretor Geral do R7.
n Perto de uma dezena de profissionais da Imprensa Oficial de
(*) Com a colaboração de Admilson Resende ([email protected] – 31- 8494-9605), da Zoom Comunicação (31-2511-3111 / 8111)
Rio Grande do Sul (*)
Fernanda Pandolfi estreia coluna diária em Zero Hora
n Após assumir interinamente no
início de outubro o lugar de Milena Fischer como colunista em
Zero Hora, Fernanda Pandolfi
passou a contar com espaço fixo
no jornal a partir desta 2ª.feira
(4/11). Ela estreou no Segundo
Caderno a coluna Rede Social,
em que traz diariamente assuntos culturais e sociais com foco
em eventos e novidades sobre
gastronomia, moda, música e
comportamento. O projeto envolve ainda um blog de mesmo
nome em zerohora.com (http://
wp.clicrbs.com.br\redesocial)
e a cobertura nas redes sociais
(facebook, instagram e twitter).
Fernanda foi repórter do Segundo
Caderno e editora online da Revista Donna, além de ter integrado
as equipes das colunistas Cláudia Ioschpe e Milena Fischer.
n O coordenador do Jornal do
Almoço Raul Ferreira despediu-se do Grupo RBS. Ele estava na
casa desde 1994 e nesse período
foi editor-chefe de diversos programas na RBS TV, como o Conversas Cruzadas, Teledomingo e
Camarote TvCom. Foi também
responsável por implementar as
mudanças ocorridas no formato
do telejornal nos últimos anos,
que envolvem pautas, atrações
artísticas e musicais, cenário e
modo de apresentação.
n Quem também está de saída
da RBS é Mauro Saraiva Júnior,
que após 18 anos deixa a casa
para investir em novos projetos.
Em entrevista ao Coletiva.net,
ele explicou: “Já havia pensado
em sair quando completei 15
anos no Grupo RBS. Acho que
meu ciclo acabou e agora me
proponho a novos desafios”. Ele
revelou ainda que já tem acordo
fechado com 11 prefeituras para
a implantação de projetos ligados
à área da educação no trânsito, e
estuda também a hipótese de se
candidatar a deputado estadual
em 2014. Com passagens por
Correio do Povo e Rádio Guaíba,
era repórter multimídia, contribuindo diariamente com veículos
de rádio e tevê da RBS, além de
assinar coluna em Zero Hora.
n Mauro Borba é o novo diretor
responsável pela Ulbra TV. Ele
assume o posto que era exercido
desde 2010 por Douglas Moacir
Flor. Paralelamente, também
comandará a Rádio Ulbra, onde
está há cerca de 20 anos.
Registro-RS – n Morreu em
31/10, em Porto Alegre, aos 78
anos, Laila Pinheiro. Ela sofreu
insuficiência respiratória e cardíaca enquanto dormia. Esposa do
também jornalista e ex-deputado
federal Ibsen Pinheiro, com
quem estava casada havia 48
anos, Laila atuou em Última Hora,
Folha da Manhã e Folha da Tarde.
“Fui responsável pela aproximação de Laila com o Ibsen. Ela
era uma pessoa muito especial,
alegre, disposta, amiga e belo
astral”, recorda Carlos Bastos,
seu amigo e assessor da Secopa.
Deixa o filho único Márcio e a
neta Lina.
Curtas-RS
pela diretoria em reunião com
sua assessoria jurídica, para
que diretores exponham suas
opiniões políticas como pessoas físicas e não em nome do
Sindicato.
n A Ulbra promove curso de foto-
jornalismo para eventos esportivos com foco na Copa do Mundo
em 2014 e nos Jogos Olímpicos
em 2016. As aulas – ministradas
por Eduardo Andrade (Fatopress) e Luiz Munhoz (Ulbra
Canoas, Fatopress, Estadão, O
Globo) – terão início em 9 de
novembro. Os alunos aprenderão sobre captura da imagem,
edição, envio em tempo real e
equipamentos. Informações pelo
51-3477-9103 ou secextensao@
ulbra.br.
da guerra, enquanto criam novos
caminhos para a paz. Não há
prazo específico que defina o pós-conflito, embora o projeto busque
apoiar histórias que não mais es-
tejam sendo cobertas pela grande
mídia ou mesmo que tenham sido
ignoradas. As inscrições seguem
até 11 de novembro. Mais detalhes em http://bit.ly/11mi0Y9.
n O Sindicato dos Jornalistas do
RS solicitou nesta 3ª.feira (5/11)
o afastamento de integrantes
de sua diretoria que tenham a
intenção de disputar as eleições
de 2014. A decisão foi tomada
(*) Com o portal Coletiva.Net (www.coletiva.net)
Internacional
n O Project Aftermath oferece
bolsa de US$ 20 mil para fotógrafos que trabalhem em situações
de conflitos. A proposta é que os
profissionais produzam imagens
sobre o que é preciso para que
as pessoas aprendam a viver de
novo, reconstruir vidas destruídas
e casas, restaurar a sociedade civil
e tratar as feridas remanescentes
Edição 922
Página 9
Curtas
Sucessão de Maurício Azêdo provoca novo racha na ABI, com suspeita de golpe
n Após a morte do presidente
Maurício Azêdo, em 25/10 (ver
J&Cia 921), a ABI apressou-se em
promover sua sucessão. Logo no
dia 29/10, Pery Cotta convocou
uma reunião extraordinária do
Conselho Deliberativo, do qual
é presidente, para decidir sobre
o preenchimento do cargo. Para
tanto, solicitou ao escritório
Siqueira Castro Advogados um
parecer sobre a situação da entidade, com base nos estatutos
da mesma. Foi então declarada a
vacância do cargo, e proposta a
indicação do diretor-administrativo Fichel Davit Chargel para
responder interinamente pela
presidência, o que foi aceito.
n Os componentes da chapa
Vladimir Herzog, que desde o
início do ano se opuseram à forma
como as eleições eram conduzidas na ABI, reagiram de imediato,
lembrando que o vice-presidente
Tarcísio Holanda seria o indicado
natural para assumir o cargo. Soube-se depois que Holanda fora
instado a renunciar e negou-se a
fazê-lo. Veio de Brasília à sede no
Rio especialmente para assumir
e, ao constatar o que ocorria, lembrou que substituíra o presidente
em outras ocasiões e acusou os
participantes da assembleia de
um “golpe de Estado”.
n Fichel Davit, falando ao J&Cia,
explicou o porquê de o vice não
ter sido empossado: “Tínhamos
dúvida de quem deveria assumir
e, antes de qualquer coisa, pedimos um parecer ao escritório
Siqueira Castro. O estatuto diz:
o vice assume em caso de impedimento. No entendimento
dos advogados, em caso de
falecimento, há vacância. Assim,
o Conselho elege um interino
até que se faça nova assembleia. Não é nada de golpe, isso
é estatutário: a diferença entre
impedimento e vacância”. A
ABI convocou, para a manhã
de 3/12, uma assembleia-geral
extraordinária para preencher o
cargo de diretor-presidente da entidade. Perguntado sobre quem
seriam os candidatos na próxima
assembleia, Fichel afirmou que
qualquer associado à ABI pode
ser candidato, e nada ainda está
definido a esse respeito.
n Uma ação da chapa Vladimir
Herzog colocou sub judice as
eleições realizadas na ABI no
segundo semestre deste ano.
Domingos Meirelles, um dos
proponentes da ação, afirma que
não se opunha a Azêdo, de quem
fora amigo de longa data, mas à
ingerência da mulher dele, Marilka Lannes, na administração
da entidade e sua articulação
política com outros membros da
diretoria, que desvirtuaram os
ideais da instituição, quando o
presidente, com a saúde debilitada, não tinha mais condições de
exercer o mandato. (Veja o texto
dele, Nau dos insensatos, sobre
a assembleia, no blog da chapa:
http://bit.ly/1bX5kbp)
n Esta opinião é partilhada por
Maria Clara Capiberibe Azêdo,
filha do primeiro casamento de
Maurício. Logo após a morte
do pai, ela postou no facebook
um texto comovido, sob o título
Crônica de uma morte anunciada,
relatando seus últimos contatos,
texto esse que foi amplamente divulgado. Ali, dizia: “Ainda na unidade coronariana, ele [um amigo] me
revelou que o médico lhe teria dito
que já tinha ultrapassado todas as
estatísticas para mantê-lo vivo”.
Para J&Cia, Clara completou:
“Ele estava doente havia muito
tempo. Sofreu um enfarte, que
só me foi comunicado três anos
depois, porque a segunda esposa
monopolizava a vida dele. A partir
disso, teve uma lesão no coração.
Vivia sendo internado, melhorava
e voltava. Muitas vezes eu não
tinha acesso aonde ele estava.
Precisava ligar para um hospital,
dar o nome, e assim descobrir. No
dia 27 de setembro, aniversário
dele, eu queria passar na ABI para
levar um presente. Liguei para lá e
ninguém atendia, liguei para a casa
dele e também não. Liguei então
para o celular da mulher dele, e aí
soube que estava internado. Fui
visitá-lo, com meu irmão, e tive
um mau pressentimento”. Clara
também é jornalista, formada pela
PUC-Rio, esteve nas rádios Globo,
Nacional e Roquette Pinto, nos jornais Tribuna da Imprensa e Jornal
do Commercio, colaborou com
revistas; por causa da retração do
mercado de trabalho, tornou-se
professora de língua italiana.
n A chapa Prudente de Morais,
da situação, hoje capitaneada por
Pery Cotta, solicitou recentemente à chapa Vladimir Herzog uma
reunião de conciliação. Acreditam
os componentes desta última que
tal movimento segue instruções
do escritório de advocacia, que
prefere encerrar o confronto. Enquanto isso, segue o processo nº
0107472-04.2013.8.19.0001 no
TJ-RJ. A próxima audiência está
marcada para a tarde do próximo
dia 18.
SescTV estreia série sobre habitação e cultura
Com direção de Paulo Markun e Sérgio Roizenblit, a série Habitar vai ao ar no próximo domingo (10/11), às 20 horas
n Paulo Markun e Sérgio Roizenblit estreiam em 10/11, no
SescTV, a série Habitar, que
promete levar o telespectador
para dentro das casas, dialogando
com moradores e especialistas
para estabelecer relação entre
habitação e identidade cultural
a partir de características que
resultam em distintas formas de
morar, mostrando que a arquitetura se constrói de acordo com
as necessidades, a cultura e a
geografia locais. Os personagens
contam como é possível viver
e ser feliz nas mais diferentes
situações, e como os espaços
onde vivem refletem suas rotinas
e preferências. A casa é o ponto
de encontro, onde histórias individuais, políticas, econômicas
e sociais se cruzam, formando
um documento de época. Serão
13 episódios de 52 minutos
(também disponíveis em www.
habitarhabitat.com.br), exibidos semanalmente. Na estreia,
Palafitas e casas flutuantes da
Amazônia. Ainda em novembro
serão apresentados os episódios
Repúblicas (dia 17), que revela
como se organizam os sistemas
de moradias universitárias, e Casa
de arquiteto (24), sobre como
arquitetos projetam suas próprias
residências. A produção da série
percorreu mais de 12 mil quilômetros, passando por 18 cidades, de
Norte a Sul do País. Foram mais
de 225 depoimentos de moradores, urbanistas, arquitetos, historiadores, antropólogos, artistas
plásticos, entre outros. O diretor
Roizenblit comenta que a obra
é um documento de época, um
mapeamento do povo brasileiro
e de sua cultura, que colabora
para o entendimento da vastidão
do Brasil. Para Markun, a série
recupera narrativas individuais e
coletivas, formando um panorama de como os brasileiros habitam o País. Nesta 4ª.feira (6/11),
Habitar será lançada com debate
sobre Cultura e Habitação entre
os arquitetos Ciro Pirondi e Paulo
Mendes da Rocha, mediado por
Paulo Markun, a partir das 20h,
no Sesc Vila Mariana, em São
Paulo (rua Pelotas, 141). O vídeo
promocional pode ser conferido
em http://bit.ly/1bacqHZ.
n Após anunciar no início de
outubro uma parceria com o
site de notícias sobre política,
celebridades e entretenimento
Huffington Post (ver http://migre.
me/gxgdR), a Abril deu mais
um passo em sua estratégia de
ampliar a divisão de negócios
digitais. Segundo Cynthia Malta
informou no Valor Econômico
em 31/10, a empresa comprou,
por valor não revelado, 51% do
Meu Espelho, site especializado
na venda de cosméticos e
perfumes. De acordo com a
repórter, é a primeira aquisição
de uma empresa de comércio
eletrônico pela Abril, embora sua
divisão de negócios digitais já seja
responsável pelo iba, site que
vende revistas e livros, e tenha
uma parceria com a varejista online
Mobly no site Casa.com.br para
outros tipos de produtos, como
móveis, roupa de cama e banho
e eletrodomésticos de pequeno
porte – atrelados às revistas de
decoração do grupo. “A compra
do site Meu Espelho, fundado
há dois anos pelas empresárias
Bianca Latgé e Renata Merquior,
faz parte da estratégia comercial
de usar as revistas femininas
da Abril – Claudia e Nova, por
exemplo – para alavancar vendas
de produtos de beleza”, diz
Cynthia na matéria. “A Abril
poderá aumentar a fatia de 51%
no site, em 2014, e informou a
intenção de capitalizar a empresa,
‘garantindo recursos para mídia
e para o aumento da oferta de
produtos’. O comunicado também
informa que a Abril ‘aposta na
sinergia com a Total Express’. Esta
empresa do grupo controlado pela
família Civita opera em logística
e distribuição e tem entre seus
clientes alguns dos principais sites
de comércio eletrônico do País”.
n A Trip Editora e a Wine.com.br
anunciam parceria para produção
de conteúdo. A editora é responsável por redesenhar o projeto
gráfico e editorial da publicação
mensal do site de venda de vinhos,
que soma mais de 100 mil clientes
ativos. Criada em novembro de
2008, a empresa é a segunda
maior em comércio eletrônico de
vinhos do mundo e oferece hoje
mais de 2 mil rótulos. A primeira
edição produzida pela Trip foi lançada este mês, com tiragem de
100 mil exemplares e 68 páginas,
no formato 20 x 25 cm. O novo
projeto gráfico leva assinatura de
Elohim Barros e Renata Meinlschmiedt. Outra novidade são as
seções Entrada, Uma taça com...
e Mesa ao lado, com crônicas de
André Vianna. Fernando Luna é
o diretor Editorial, Ciça Pinheiro,
a de Criação, Tato Coutinho, o
de Núcleo e Luciana Lancelloti
comanda a Redação.
n A Doria Editora, de João Doria
Jr., lançou a revista anual Jorge,
direcionada ao público masculino
e com tiragem de 40 mil exemplares. Daniela Filomeno é a
editora-chefe.
livro reúne 13 autores, a maioria
latino-americana, que contam sobre as últimas quatro décadas em
seus respectivos países. O ponto
de partida é o golpe de Estado
no Chile, em 1973. No Brasil, a
história começa em 1964. Mário
reconstitui o período pontuando-o com o épico da seleção de
futebol e narrando a paixão de um
brasileiro (no caso o próprio autor)
por seu ídolo supremo: Zico. A
organização da obra – que sai
primeiro em espanhol e ano que
vem em inglês – é do argentino
Diego Fonseca. Pré-venda pelo
http://amzn.to/1ekXWM0.
n Odair Alonso está lançando
Sessenta crônicas de uma vida
(Editora Pontes), obra que reúne
em ordem cronológica fatos
de suas vida e carreira. Ele foi
chefe de Reportagem da EPTV
em Campinas (SP) por sete anos
e passou ainda por Diário do
Povo, Correio Popular, Estadão
e assessoria da Bosch, sempre
naquela cidade. Dentre os temas
abordados estão aspectos sobre
a história de Campinas e reportagens marcantes. O livro custa
R$ 39,90.
Livros
n Um ano após o lançamento da
biografia Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo,
vencedor do Jabuti de Biografia
(ver em http://bit.ly/1bYKo3Y),
Mário Magalhães voltará às
estantes, desta vez norte-americanas, em dezembro, com Crecer
a golpes – Crónicas y ensayos
de América Latina a 40 años de
Allende y Pinochet (C.A. Press). O
Edição 922
Página 10
Prêmios
Festa do Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade será dia 13
n Jornalistas&Cia
e HSBC recebem
na próxima 4ª.feira
(13/11), em São
Paulo, os vencedores da quarta edição do Prêmio
Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade. No evento
será conhecido o vencedor do
Grande Prêmio, que receberá R$
10 mil, além do valor correspondente à sua categoria. Às 19h30,
no restaurante Capim Santo (al.
Ministro Rocha Azevedo, 471).
Para convidados. Confira a lista
de ganhadores em http://bit.
ly/19SQNOv.
n O Sindicato dos Corretores de
Seguros do Estado São Paulo
(Sincor-SP) anunciou em solenidade no Mosteiro de São Bento, em
30/11, os vencedores da primeira
edição do Prêmio Sincor-SP de
Jornalismo, para a qual foram
consideradas apenas as reportagens e artigos publicados entre
janeiro e agosto de 2013. Na categoria José Logullo – para textos
sobre casos envolvendo diretamente corretores de seguros ou
empresas corretoras de seguros
– venceu Jamille Niero (Revista
Apólice), com Venda consultiva
gera oportunidades e fideliza o
cliente. Viviane Farias (Revista
Incêndio) foi a ganhadora da ca-
tegoria Armando Rebucci – que
reconheceu a melhor reportagem
sobre o mercado de seguros que
apresentasse, obrigatoriamente,
a atuação do corretor –, com
Proteção de obras de arte. Cada
uma delas recebeu troféu e R$ 12
mil. Os melhores trabalhos foram
escolhidos por um júri composto
por profissionais do mercado de
seguros e por Eduardo Ribeiro,
diretor deste J&Cia.
mostra sua versão da crise das
biografias e os colunistas do mês
são Hércules Olhovivo (Defecon),
Milu Silveira (Ôooi, geente!), Billy
Lima (Quase famoso) e Acácio
Boring (Vida de aposentado).
n O ilustrador Elifas Andreato tem
espaço reservado no site Por dentro
da mídia (www.pordentrodamidia.
com.br), com a coluna Ilustração
que diz muito. Ele se junta a Talita
Martins, Claudio Renato, Sandra
de Angelis, Luiz André Ferreira,
Anderson França, Evan Aires,
Fabio Martins, Claudia Carletto,
Florestan Fernandes Júnior,
Audálio Dantas, Assis Ângelo e
Fernando Vannucci, que publicam
semanalmente no espaço, dirigido
por Luciana Freitas.
n Rita Tavares (ex-Estadão)
lançou em agosto o blog Hora
da Comida (www.horadacomida.
com.br), que ela diz ser não apenas
para quem gosta de cozinhar, e
sim para quem gosta de comer.
Rita conta que nos últimos anos se
aproximou das panelas, fazendo,
inclusive, cursos sobre técnicas
profissionais de cozinha. Além
de receitas, o espaço reúne dicas
de compras, cursos, chefs e
história da gastronomia. O leitor
pode enviar sugestões pelo rita@
horadagastronomia.com.br.
n Além de vida alheia, notícia.
Segundo o Pew Research Center,
dos EUA, o facebook é fonte de
notícia para 30% da população
adulta do país. Outra questão
relevante é a mudança, de acordo
com a pesquisa, na maneira
como as pessoas chegam até a
notícia. A ferramenta tornou-se
um sumário virtual de notícias,
nas quais as pessoas esbarram
p or ac a so e n qu a nt o e st ã o
circulando na rede. O acesso a
essas notícias, portanto, passa a
ficar condicionado aos interesses
específicos dos usuários. Um
dos entrevistados resumiu:
“Eu acredito que o facebook é
uma boa maneira de encontrar
notícias sem, na realidade, estar
procurando por elas”.
n A agência Radioweb lança
a Rádio Crea-Minas (www.
radiocreaminas.com.br), seu
oitavo canal de rádio online
corporativa. A emissora intercala
música e boletins jornalísticos,
estes produzidos por Renato
Franco (ex-Rede Bandeirantes
e CNI), sob direção de Daniela
Madeira, sócia-diretora da agência
e responsável pelo mercado
da região Sudeste. A empresa
também é responsável pelas
rádios online de OAB-RJ, MPT/DF,
TJ/RS, CUT, MP/RS, Prefeitura de
Canoas e OAB/RS.
n A Editora Três firmou parceria
com o iba, plataforma de venda,
distribuição e consumo de conteúdo digital da Abril, para distribuição
das versões digitais das revistas
IstoÉ, IstoÉ Dinheiro, IstoÉ Gente
e Dinheiro Rural. A partir de agora,
os usuários podem adquiri-las
também pelo www.iba.com.br ou
pelo do iba Revistas, aplicativo gratuito disponível para iPad, tablets
Android e Windows PC.
Sites, blogs e afins
n Klécio Santos, editor-chefe da
sucursal multimídia do Grupo RBS
em Brasília, lançou em 30/10 o
blog Direto de Brasília (http://bit.
ly/16mO53q), que acompanha as
bancadas gaúcha e catarinense no
Congresso Nacional.
n Em seu penúltimo número de
2013, e já anunciando a Edição
Especial de Natal, o Sacolão
Brasil (www.sacolaobrasil.com.
br) de novembro destaca uma
reportagem exclusiva, Ecologista
quer tirar a galinha do poleiro e
botar no pedestal. A campanha,
de um criador paulista, explica
que uma das aves mais antigas da
história e fonte eterna de alimento
para a humanidade, nunca foi
reconhecida em sua real importância. Novamente, e pela quinta
vez consecutiva, o site (criado e
editado por Fernando Morgado)
ganha prêmio internacional, o
cobiçado Crazy Humor Seal. O
resultado do concurso Você acha
que sabe mesmo das coisas? traz
surpresas. O chargista Nicolielo
Memórias da redação
n Em homenagem a Antônio Beluco Marra, que morreu em 2006, Malena Rehbein reproduz texto
que escreveu naquela época sobre o amigo, que completaria 73 anos esta semana. Os dois trabalharam
juntos em duas passagens na assessoria da Presidência da Câmara: nas gestões dos ex-presidentes
Aécio Neves e de Severino Cavalcanti. Malena atualmente está na Secom da Câmara dos Deputados.
Um texto para Beluco
Pediram-me para escrever um
histórico de Antônio Beluco Marra, grande amigo e companheiro
de trabalho, que faleceu na manhã deste 12 de julho de 2006.
Texto institucional, embora um
pouco pessoal. Tarefa árdua para
quem nunca escreveu obituários
na vida e há pouco sabia da morte, ainda que esperada, do amigo.
Tarefa cumprida, a dor volta.
Beluco não combinava com
textos institucionais. Ele odiaria o
texto que escrevi. Para ele, faço
então agora uma descrição minha
sobre estar em sua companhia,
usufrui-lo, observá-lo.
Dos 66 anos de Beluco, compartilhei apenas dos últimos seis.
Os outros 60 soube pela boca
dele, em inúmeras conversas,
regadas a vinhos – que ele escolhia como quem busca pérolas – e
comidas que, vamos confessar,
na maior parte das vezes eram
criticadas por ele. Exigente esse
Beluco. Beluquinho. Antônio.
Tony. Já vi chamarem-no de todas
essas formas.
Embora muito simples em
várias coisas, principalmente no
amor pelas pessoas, Beluco tinha
um jeito de “sabichão” muito engraçado. Como sempre sabia de
muitas coisas dos bastidores, formulava pensamentos que se tornavam verdadeiras convicções,
pelas quais ele argumentava em
qualquer conversa. Talvez porque
realmente tenha vivido muito...
Das histórias do antigo MDB à
atual crise política, sempre fazia
conjecturas, orgulhava-se de saber detalhes, sem nunca deixar
de se chocar com as atrocidades
que lhe apareciam aos olhos ou
chegavam aos ouvidos. Nunca
perdeu a delicadeza, embora não
lhe faltasse jamais a malícia.
Beluco não era muito afeito à
burocracia. Perdia-se em leituras, gostava de escrever (odiava
revisar e ater-se a detalhes gramaticais), mas que não pedissem
para gastar tempo administrando
coisas. Quantas discussões tivemos por causa disso...
– Beluco, você é o chefe desse
negócio aqui –, dizia eu.
– Oh, alemãzinha, você está na
TGB? (nunca entendi porque ele
chamava TPM assim) –, desdenhava ele.
Sua liderança era diferente.
Um palpite seu, um texto, uma
estratégia transformavam o resto
em nada. Ele ainda conseguia
fechar algumas 6as.feiras dançando tango na sala. Sim, claro,
depois de almoços antológicos no
Francisco, aonde íamos porque
o vinho era bom, mas a comida,
obviamente, ruim.
Jamais esquecerei uma frase
de Beluco que, para mim, caracterizava sua capacidade de amar:
“Quando estou com alguém (ele
teve vários casamentos) tenho
o maior prazer em voltar para
casa”. Parece pieguice, mas ele
nunca deixou de ter prazer de
voltar para lá. Nunca foi daqueles
jornalistas de trabalho-boteco-trabalho. Boêmio, sim. Mas
conseguiu a façanha de fazer
de sua família uma colcha de
ex-mulheres, três filhos, netos
e afilhados convivendo em uma
harmonia que eu jamais conheci.
Danado esse Beluco.
Romântico e, segundo ele
mesmo, como bom italiano, bastante ciumento. Fascinado por
música, tinha a maior coleção de
jazz de Brasília. John Coltrane,
Ornette Coleman. Os nomes dos
dois sempre foram a senha para
entrar no computador dele. Na
verdade, escutava de tudo, desde
que tivesse qualidade, advertia.
Gostava de criticar muito do que
era pop. Por isso, não me atrevi
a pôr outra coisa para escrever
este texto que não o CD do Antônio Agri que ele me trouxe da
Argentina.
Como convivíamos muito no
dia a dia, só hoje me dou conta
de que participei pouco dos seus
finais de semana. Sei que ele
adorava pegar um ônibus e passear pela cidade, ir a um sebinho
de livros e música, que eu nunca
soube onde ficava. Ultimamente
também gostava de ir à Fnac. Sei
que ficava muito com a família
também. Como ele se deslumbrava com aqueles netos e sentia-se
cheio de si com as demonstrações de carinhos deles! Também
nunca abriu mão da companhia
de sua gata. Lembro-me de uma
vez em que a bichana sumiu por
um mês, e não é que ele ficou
deprimido?!
Sempre soube que ele gostava
de viver, mas confesso que tive
a verdadeira noção disso quando
passei a acompanhar sua luta
contra o câncer. Cansou de fazer
quimioterapia e ir trabalhar, agitadíssimo em função do efeito das
drogas que lhe eram ministradas.
Nunca falava da gravidade da
doença. Estava sempre a duas semanas de voltar para o trabalho.
Nunca voltou. Cansei de ensaiar
um tango para tocar ao violino
para ele, mas meu excesso de
preparação retardou para sempre
minha apresentação.
Agora termino este texto, e ele
não está aqui para me criticar.
Mas, por via de dúvidas, apressei-me em fazer um que parecesse
mais com ele. Por isso, uso suas
próprias palavras – embora baseadas em um poema de Wallace
Stevens –, proferidas no Natal de
2004, para dizer-lhe: “Você fez
flores líquidas de luz se abrirem.
Em nós”.
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