UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE AQUIDAUANA PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA MOSCAS-DAS-FRUTAS (DIPTERA: TEPHRITIDAE) E SEUS PARASITÓIDES EM HOSPEDEIROS CULTIVADOS E SILVESTRES NO ECÓTONO CERRADO-PANTANAL SUL-MATO-GROSSENSE, BRASIL Acadêmico: Tiago Ledesma Taira AQUIDAUANA, MS FEVEREIRO/2012 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE AQUIDAUANA PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA MOSCAS-DAS-FRUTAS (DIPTERA: TEPHRITIDAE) E SEUS PARASITÓIDES EM HOSPEDEIROS CULTIVADOS E SILVESTRES NO ECÓTONO CERRADO-PANTANAL SUL-MATO-GROSSENSE, BRASIL Acadêmico: Tiago Ledesma Taira Orientador: Prof. Dr. Alfredo Raúl Abot “Dissertação apresentada ao programa de pós-graduação em Agronomia, área de concentração em Produção Vegetal, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, como parte das exigências para a obtenção do título de Mestre em Agronomia (Produção Vegetal)”. AQUIDAUANA, MS FEVEREIRO/2012 T139m Taira, Tiago Ledesma Moscas-das-frutas (diptera: tephritidae) e seus parasitóides em hospedeiros cultivados e silvestres no ecótono CerradoPantanal sul-mato-grossense, Brasil/Tiago Ledesma Taira. Aquidauna, MS: UEMS, 2012. 59p., 30cm. Dissertação (Mestrado) – Pós-graduação em Agronomia – Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, 2012. Orientador: Prof. Dr. Alfredo Raúl Abot. 1.Fitossanidade 2. Praga 3. Moscas-das-frutas I. Título. CDD 20.ed. 595.774 iii “Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado”. (Roberto Shinyashiki) iv Este trabalho é dedicado a todas as pessoas que contribuíram para o meu sucesso. v AGRADECIMENTOS A Deus pela saúde, paciência e sabedoria que precisei nesta minha jornada. Aos meus pais e irmãos por me apoiarem nesta nova etapa da minha vida e por serem minha fortaleza. A Carolina de Arruda Queiróz (namorada), Valéria Costa e Gerson Aler, meus amigos e companheiros de turma, pelo convívio e aprendizado. À direção, professores e funcionários da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul por todos estes anos de formação profissional e pela bolsa de estudo que foi fundamental até o início da bolsa cedida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). À direção da CAPES pela concessão da bolsa de estudos, pois sem este auxílio provavelmente eu não teria a oportunidade de concluir o curso. Ao prof. Dr. Alfredo Raúl Abot por ter sido orientador, amigo e parceiro em todas as atividades que foram necessárias para a execução e término do projeto. vi Aos pesquisadores: MSc. José Nicácio (auxílio na elaboração do experimento) e ao Dr. Manoel Araécio Uchôa (identificação dos tefritídeos) pelo suporte e apoio nas etapas fundamentais deste projeto. Ao Dr. Jorge Anderson Guimarães pela parceria e pela rapidez na identificação dos parasitóides. Aos entomologistas Dr. Sérgio Roberto Rodrigues (UEMS) e MSc. Anderson Puker (Universidade Federal de Viçosa) pelas sugestões no manuscrito. Ao Jorge Adriano de Deus Ricardo que foi o braço direito e esquerdo deste trabalho com o qual pude dividir a maior parte dos meus dias, aprendendo que tudo pode ser mais fácil quando trabalhamos com alegria e dedicação. Aos meus amigos do laboratório de entomologia (Anair Diniz, Antônio dos Santos, Laura Avila, Júlia Berloffa, Murilo Siqueira Silveira, César Murilo de A. Correa, Ritieli Coelho e Thiago Henrique) pela oportunidade em acreditar que o melhor trabalho é aquele feito em equipe. OBRIGADO! vii SUMÁRIO RESUMO................................................................................................................... ABSTRACT............................................................................................................... CAPÍTULO 1 – CONSIDERAÇÕES GERAIS........................................................ 1.1.FRUTICULTURA............................................................................................... 1.2.MOSCAS DAS FRUTAS (DIPTERA: TEPHRITIDAE)................................... 1.2.1.Aspectos gerais................................................................................................. 1.2.2.Biologia e ciclo de Ceratitis capitata e Anastrepha spp.................................. 1.2.3.Monitoramento ................................................................................................. 1.2.4.Manejo integrado.............................................................................................. 1.2.4.1.Biológico........................................................................................................ 1.2.4.2.Químico.......................................................................................................... 1.2.4.3.Cultural........................................................................................................... 1.2.4.4.Genético......................................................................................................... 1.3.DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA E PLANTAS HOSPEDEIRAS DE Anastrepha spp. e Ceratitis capitata NO MATO GROSSO DO SUL............................................................................................................................ 1.4.PARASITÓIDES ASSOCIADOS À MOSCAS-DAS-FRUTAS (DIPTERA: TEPHRITIDAE)........................................................................................................ 1.5.Referências........................................................................................................... CAPÍTULO 2 – MOSCAS-DAS-FRUTAS (DIPTERA: TEPHRITIDAE) E SEUS PARASITÓIDES EM HOSPEDEIROS CULTIVADOS E SILVESTRES NO ECÓTONO CERRADO-PANTANAL SUL-MATO-GROSSENSE, BRASIL..................................................................................................................... RESUMO................................................................................................................... ABSTRACT............................................................................................................... INTRODUÇÃO......................................................................................................... MATERIAL E MÉTODOS....................................................................................... RESULTADOS E DISCUSSÃO.............................................................................. CONCLUSÕES......................................................................................................... REFERÊNCIAS......................................................................................................... ANEXOS................................................................................................................... Pág viii ix 1 1 2 2 3 4 5 5 7 8 8 8 12 15 22 22 23 24 25 27 34 35 41 viii RESUMO A fruticultura é uma atividade de grande importância social e econômica no mundo, devido ao fornecimento de alimentos essenciais para os seres vivos e também pela geração de emprego e renda. Dentre os fatores que limitam a sua produção destacam-se as moscas-das-frutas, que ocasionam queda precoce dos frutos e a sua desvalorização para o consumo in natura e industrialização. O experimento foi realizado na unidade universitária de Aquidauana, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, com o objetivo de conhecer a interação entre moscas-das-frutas (Tephritidae), hospedeiros cultivados e silvestres e seus parasitóides, com coletas de estruturas reprodutivas (obtenção de larvas) e o uso de armadilhas McPhail® (obtenção de adultos), em uma área do ecótono Cerrado-Pantanal sul-mato-grossense. As armadilhas tipo McPhail® foram iscadas com proteína hidrolisada de milho a 5% e o material coletado semanalmente, procedendo-se, também, as coletas das estruturas reprodutivas das frutíferas. As espécies botânicas silvestres foram Buchenavia tomentosa - Tarumarana, Dipteryx alata - cumbaru, Inga laurina - Ingá, Pouteria torta - Guapeva e Schoepfia sp. - Chora menina e as cultivadas Anarcardium occidentale - Caju, Annona muricata Graviola, Averrhoa carambolae - Carambola, Citrus sinensis - Laranja e Psidium guajava - Goiaba. Foi escolhida uma planta por espécie e em cada uma foi instalada uma armadilha. Verificou-se expressiva diversidade de tefritídeos na região e estes podem iniciar a infestação em frutos verdes. Frutos de P. guajava tiveram a maior infestação tanto em quantidade quanto em diversidade de moscas. Foi verificada pela primeira vez no MS a associação de Anastrepha distincta com P. guajava e também o primeiro registro do ataque de Anastrepha striata Schiner em Sapotaceae, bem como a infestação de A. castanea Norrbom e A. daciformes Bezzi em Schoepfia sp.. Devido à especificidade do levantamento de moscas-das-frutas em frutos e à relatividade da amostragem com armadilhas é necessário que se faça a associação dos métodos, para conseguir um melhor entendimento da relação dos tefritídeos com todos os fatores que interferem na sua dinâmica populacional. PALAVRA-CHAVE: Fruticultura, micro-himenópteros, monitoramento, pragas. ix ABSTRACT The fruit is an activity of great social and economic importance in the world due to the supply of essential food for living beings and also for generating employment and income. Among the factors that limit the production of fruit, there are the fruit flies, which cause premature fruit drop and depreciation for in natura consumption and industrialization. The experiment was conducted at the University Unit of Aquidauana, State University of Mato Grosso do Sul, in order to understand the interaction between fruit flies (Tephritidae), wild and cultivated hosts and their parasitoids, with collections of reproductive structures (obtaining larvae) and the use of McPhail® traps (obtaining adults) in an ecotone area of Cerrado-Pantanal’s Mato Grosso do Sul. The McPhail® traps were baited with hydrolyzed corn protein to 5% and the material collected weekly when the collections were also made of the reproductive structures of the fruit. The wild plant species were Buchenavia tomentosa - Tarumarana, Dipteryx alata - Cumbaru, Inga laurina - Inga, Pouteria torta - Guapeva and Schoepfia sp. – Chora-menina and cultivated Anarcardium occidentale - Cashew, Annona muricata - Graviola, Averrhoa carambolae - Carambola, Citrus sinensis - Orange and Psidium guajava - Guava. It was chosen by a plant species at each one was installed a trap. There was significant diversity of tephritid in the region and they can start the infestation in green fruit. Fruits of P. guajava had the highest infestation both in quantity and diversity of flies. It was the first finding in the association of MS Anastrepha distincta with P. guajava and also the first recorded attack on Anastrepha striata Schiner Sapotaceae, and the infestation of A. castanea Norrbom and A. daciformes Bezzi in Schoepfia sp.. Because of the specificity of raising fruit flies in fruits and generalization of sampling with traps is necessary to make the association of methods, so there is a better understanding of the relationship with all of tephritid factors that influence their population dynamics. KEY-WORDS: Fruit production, micro hymenoptera, monitoring, pests. CAPÍTULO 1 – CONSIDERAÇÕES GERAIS 1.1. FRUTICULTURA A maior parte da produção mundial de frutas é consumida pelos próprios países produtores, sendo apenas 10% exportados, na forma de frutos frescos ou processados. O valor da produção de frutas tropicais foi estimado em US$ 43,7 bilhões em 2008 (FAO, 2009). O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, depois de China e Índia, com uma produção de cerca de 43 milhões de toneladas (INCT, 2009). O mercado brasileiro exportou 800.547 toneladas de frutas frescas em 2010, que contabilizaram US$ 839.5 milhões (IBGE, 2010). Devido à extensão territorial e à diversidade de climas do Brasil a produção frutífera está voltada não apenas às frutas de clima temperado, mas também as tropicais e subtropicais, totalizando cerca de 500 espécies de plantas produtoras de frutas comestíveis (ANDRADE et al., 2009). Diversos fatores favorecem o desenvolvimento da fruticultura no Brasil e, dentre estes, podem ser citados as condições favoráveis de clima, solo, disponibilidade de área, ampliação de investimentos públicos e privados em infra-estrutura, capacitação, logística, inovação tecnológica (BUAINAIN & BATALHA, 2007), aumento do consumo de frutas no mundo e também a capacidade de produzir frutas na entressafra dos países do hemisfério norte (VITTI & BOTEON, 2008). Dentre as regiões do Brasil, o sudeste é uma das que mais produzem frutas, com destaque para o estado de São Paulo que é responsável por 32,9% do valor da produção nacional. As principais frutíferas produzidas são laranja (18.101.708 t), banana (6.962.792 t), uva (1.351.160 t), mamão (1.871.295 t), abacaxi (1.470.391 t), maçã (1.279.026 t), melancia (2.052.928 t), maracujá (920.158 t), coco-da-bahía (1.891.687 t), manga (1.188.911 t), tangerina (1.122.730 t), limão (1.020.345 t), melão (478.431 t), pêssego (220.739 t), goiaba (316.363 t), caqui (164.495 t), abacate (152.181 t), figo (25.727 t) e pêra (16.367 t) (IBGE, 2010). O estado de Mato Grosso do Sul está expandindo as áreas frutíferas devido ao seu potencial para esta atividade agrícola, porém necessita-se desenvolver mais 2 pesquisas que gerem informações para garantir o sucesso desta atividade. Um dos problemas que a fruticultura enfrenta é o complexo de pragas e, dentre estas, destacam os tefritídeos frugívoros que podem ser fatores limitantes para a produção de frutas para o consumo in natura ou processados. 1.2. MOSCAS-DAS-FRUTAS (DIPTERA: TEPHRITIDAE) 1.2.1. Aspectos gerais Tephritidae é uma das famílias de dípteros que compõe a superfamília Tephritoidea. Algumas moscas desta família, na fase larval, alimentam-se de frutos de diversas espécies botânicas (ZUCCHI, 2000a; GONÇALVES et al., 2006; GARCIA & NORRBOM, 2011; RONCHI-TELES, et al. 2011). Mesmo sendo conhecidas como “moscas-das-frutas”, algumas espécies desta família podem alimentar-se na fase larval de botões florais, flores, brotos, folhas, sementes e raízes (KHAGHANINIA, et al. 2011; SABEDOT-BORDIN, et al. 2011). As espécies de moscas-das-frutas mais importantes economicamente para o mercado de frutos pertencem a quatro gêneros: Anastrepha, Bactrocera, Ceratitis e Rhagoletis (ZUCCHI, 2000b). Destacam-se para o Brasil os gêneros Anastrepha e Ceratitis (UCHÔA et al., 2002, 2003; ZUCCHI, 2007). Na região de transição CerradoPantanal tem sido registrada Ceratitis capitata e cerca de 30 espécies de Anastrepha (UCHÔA et al., 2002, 2003; RODRIGUES et al., 2006; CANESIN & UCHÔA, 2007; UCHÔA & NICÁCIO, 2010). Até o ano de 2000, segundo Zucchi (2000b), tinham sido registradas 90 espécies de Anastrepha para o Brasil, no entanto, apenas A. grandis (Macquart), A. fraterculus (Wied.), A. obliqua (Macquart), A. sororcula Zucchi, A. striata Schiner, A. pseudoparallela (Loew) e A. zenildae Zucchi possuíam importância agrícola. As três primeiras espécies de tefritídeos estão entre as sete espécies que possuem importância econômica para a fruticultura mundial (ALUJA, 1994). Já Rhagoletis é representada por quatro espécies (R. adusta, R. blanchardi, R. ferruginea e R. macquarti) sem expressão econômica para a fruticultura brasileira. Os gêneros Bactrocera e Ceratitis são representados por uma única espécie cada; B. carambolae que foi introduzida no continente americano e que teve seu registro no Oiapoque (AP) e C. capitata, uma 3 espécie exótica que está presente em praticamente todas as áreas quente do mundo (ZUCCHI, 2000b). A identificação das espécies de Bactrocera e Ceratitis para o Brasil é feita praticamente apenas pelo reconhecimento do gênero, já que apenas uma espécie de cada gênero ter importância agrícola no país. Já Anastrepha, por possuir diversas espécies sinônimas é necessário realizar a identificação pelas suas características taxonômicas. Normalmente as fêmeas são utilizadas para a identificação da espécie, pois o principal caráter taxonômico deste gênero é o acúleo, parte final do ovipositor (ZUCCHI, 2000b). Estes insetos estão presentes tanto em cultivo convencional como no protegido (CHAVARRIA et al., 2009) e em alguns locais esta praga pode ocasionar perda total das frutas, inviabilizando a prática da fruticultura (CARVALHO, 2005). Dentre os danos diretos que causam podem ser citados a diminuição da produção, desvalorização das frutas (BORGE & BASEDOW, 1997) e o aumento dos custos devido ao controle (FELIX et al., 2009); indiretamente, o dano está associado ao fato de serem considerados pragas quarentenárias (PARANHOS et al., 2007). 1.2.2. Biologia e ciclo de Ceratitis capitata e Anastrepha spp. O adulto de C. capitata é uma mosca que mede de 4-5 mm de comprimento por 10 a 12 mm de envergadura, corpo amarelado, parte superior escura com desenhos brancos, olhos castanhos-violáceos e as asas são de transparência rosada com listras amarelas, sombreadas. O ciclo inicia-se com o acasalamento, depois as fêmeas se alimentam de substâncias protéicas e carboidratos até alcançarem a maturidade dos ovos (11 dias), após isso procuram o fruto hospedeiro e o melhor local para oviposição. Em seguida, ovipositam de 1 a 10 ovos no mesmo orifício. Os ovos são alongados, possuem 1 mm de comprimento, cor branca em forma de banana. O período de incubação é de 2 a 6 dias, eclodindo a larva, esta faz galerias em direção ao centro do fruto. Possui aproximadamente 8 mm de comprimento quando totalmente desenvolvida, é de coloração branco-amarelada, afilada na parte anterior, truncada e arredondada na parte posterior. O período larval varia de 9 a 13 dias. Após este período abandona o fruto e empupa no solo a uma profundidade de 1 a 10 cm. A pupa possui o formato de um barril, mede cerca de 5 mm e possui a coloração marrom-escura. O período pupal dura em torno de 10 - 12 dias, no verão, e até 20 dias no inverno. Acabando o período pupal 4 emerge o adulto. A fêmea inicia a postura após 12 dias do acasalamento. O ciclo evolutivo completo dura aproximadamente 31 dias. As fêmeas podem viver até 10 meses, ovipositando até 800 ovos durante este período. Os machos são diferenciados das fêmeas por possuírem dois apêndices filiformes terminados em forma de espátula na fronte e entre os olhos (GALLO et al., 2002). Os ovos de Anastrepha spp., no geral, possuem forma elíptica e a coloração é uma variação da cor branca-creme. As larvas possuem a coloração semelhante aos ovos, são ápodas e com a cabeça retrátil. Os adultos possuem uma grande variação fenotípica (SALLES, 2000). O ciclo é semelhante ao de C. capitata, porém o período das fases pode variar bastante devido ao grande número de espécies. São poucos os estudos que disponibilizam dados sobre a biologia das diferentes espécies. Um exemplo da diferença que pode ocorrer entre as espécies é o período de sobrevivência, como verificado por Joachim-Bravo et al. (2003), cujas fêmeas de A. zenildae viveram até 265 dias, A. sororcula viveram até 240 dias e A. fraterculus viveram no máximo 190 dias, nas mesmas condições. 1.2.3. Monitoramento O monitoramento dos tefritídeos possui quatro finalidades básicas segundo Nascimento et al. (2000): 1 - pesquisa científica com o intuito de identificar e verificar a distribuição de espécies; 2 - determinação de áreas livres de espécies pragas (regiões ou países); 3 - programas de erradicação de uma espécie praga e 4 - programas de manejo integrado. As moscas-das-frutas podem ser monitoradas através de armadilhas, porém quando se visa conhecer as espécies de importância econômica é necessário realizar levantamentos intensivos em frutos (ZUCCHI, 2000b), pois assim é possível fazer a associação entre a espécie da mosca com seu hospedeiro. Além do conhecimento das espécies pragas também é importante conhecer sua flutuação populacional para determinar épocas de maior ocorrência para que se possa realizar um controle eficiente e racional (RONCHI-TELES & SILVA, 2005). No monitoramento com armadilhas, dois tipos são os mais utilizados: 1 - Tipo McPhail: normalmente de plástico transparente; fácil manuseio, instalação e manutenção; possibilitam coletas generalistas, tanto para espécies como 5 para sexo; deve ser monitorada semanalmente; pode ser feita com garrafas PET e iscadas com proteínas hidrolisadas (5%), levedura de torula, fermentados de frutas, melaço de cana-de-açúcar ou levedura de cerveja com bórax (Borato de sódio) (CARVALHO, 2005). 2 - Tipo Jackson: armadilhas comerciais; baixo custo; coletas específicas; inspeção de três a quatro semanas (CARVALHO, 2005); utiliza como isca feromônio sexual, sendo o Trimedlure (ácido terc-butil-4 (ou 5)-cloro-2-metil-ciclohrxanocarboxílico) para machos de Ceratitis capitata e o Metil-eugenol (1-allil 1-3, dimethoxibenzeno) para machos de Bactrocera carambolae e outros do mesmo gênero (NASCIMENTO et al., 2000). Avaliação de frutos é um método que além de associar a espécie praga com seu hospedeiro, como já citado, também permite a determinação do nível de infestação e a obtenção de parasitóides, que são um dos principais meios de controle natural desta praga. Duas metodologias são utilizadas para a obtenção de adultos em frutos, uma proposta por Uchôa & Zucchi (1999) que possibilita a obtenção de larvas de tefritídeos e seus parasitóides, e outra que permite a recuperação de pupários e de seus parasitóides (NASCIMENTO et al., 2000). 1.2.4. Manejo integrado Na atualidade o controle de qualquer espécie praga deixou de ser apenas a aplicação sistemática de produtos químicos para tornar-se um conjunto de medidas que visam realizar o controle eficiente e com responsabilidade sócio-ambiental (GALLO et al., 2002). Este conceito de controle de insetos praga é um dos pilares do método que é conhecido como Manejo Integrado de Pragas - MIP. A principal maneira para que o manejo integrado das moscas-das-frutas seja eficiente é a harmonização da associação do controle biológico, químico, cultural e genético (SOBRINHO et al., 2001), no entanto, outras técnicas que favorecem a proteção da planta também podem colaborar. 1.2.4.1. Biológico O controle biológico é realizado através de barreiras quarentenárias (controle clássico), manutenção de inimigos naturais que ocorrem naturalmente (controle natural) 6 e através de liberações de parasitóides ou predadores oriundos de criações massais para a redução rápida da praga (controle aplicado) (GALLO et al., 2002). A principal função do controle biológico é direcionar o controle para a praga alvo, reduzindo custos e a contaminação de animais e do meio ambiente por produtos químicos. Assim, o intuito deste método é reduzir a densidade populacional da praga e favorecer o aumento populacional de seus inimigos naturais para que haja um equilíbrio ecológico (CARVALHO et al., 2000). Diversos agentes de controle (bactérias, fungos, vírus, nematóides predadores e parasitóides) de tefritídeos são responsáveis pela redução parcial desta praga e podem ser utilizados em programas de controle, no entanto, é necessário realizar mais estudos para desenvolver metodologias e técnicas de criações para a aplicação no campo (CARVALHO et al., 2000). A bactéria que apresenta potencial para a utilização no controle de moscas-dasfrutas é o Bacillus thuringiensis e diversos trabalhos vêm sendo realizados com o intuito de conhecer a toxidade e desenvolver técnicas para a sua utilização (ROBACKER et al., 1999; ROBACKER et al., 2000). Toledo et al. (1999) demonstraram em seu experimento que a toxina (β-exotoxina), de B. thuringiensis, possui eficiência para o controle, pois larvas de terceiro instar de Anastrepha ludens (Loew), A. obliqua (Macquart) e A. serpentina (Wiedemann) expostas a esta substância tiveram aumento na incidência de pupas deformadas e os adultos que sobreviveram tiveram efeitos negativos quanto a longevidade e fertilidade. Em adultos, Martinez et al. (1997) verificaram que quando alimentados com uma dieta que incluía isolados desta bactéria, estes tiveram uma mortalidade de 80 a 90%. Devido ao hábito das larvas de tefritídeos empuparem no solo, estas, teoricamente, estariam suscetíveis aos fungos entomopatogênicos ali presentes (CARVALHO et al., 2000). Bechara et al. (2011) verificaram em laboratório que Metarhizium anisopliae (linhagem E9) aplicado no solo pode causar infecção, doença e até a morte de estágios imaturos de Anastrepha fraterculus. Outro fungo que pode ser utilizado no controle de moscas-das-frutas é Beauveria bassiana, já que Toledo et al. (2007) verificaram que fêmeas de A. ludens infectadas tiveram a fertilidade notavelmente reduzida e a longevidade prejudicada. É conhecida a suscetibilidade de algumas espécies de moscas frugívoras a nematóides entomopatogênicos. Heterorhabditis bacteriophora demonstrou potencial como agente de controle biológico de larvas de A. serpentina em condições de 7 laboratório, no entanto, é necessário que se realizem estudos no campo para que se confirme a sua eficiência (TOLEDO et al., 2006). Testes em campo realizado por Lindegren et al. (1990) citado por Nascimento et al. (2000) obtiveram 87% de mortalidade de C. capitata quando aplicado em uma densidade populacional de 500 formas jovens por cm2 de solo. A mosca do mediterrâneo também demonstrou ser suscetível ao ataque de Heterorhabditis indica nas fases de pré-pupa e pupa, como verificado por Silva et al. (2010). Algumas viroses mesmo sendo altamente patogênicas em laboratório não são consideradas eficientes para o controle biológico. Outros agentes de controle que não são bem visto para compor o controle biológico são os predadores, devido a sua falta de especificidade (CARVALHO et al., 2000). Os agentes de controle biológico mais estudados e utilizados nos programas de controle de moscas-das-frutas são os parasitóides de larvas (microhimenópteros). 1.2.4.2. Químico Este método de controle consiste na aplicação de compostos químicos que quando aplicados direta ou indiretamente sobre os insetos provocam a sua morte (GALLO et al., 2002). O controle químico é muito utilizado em programas de controle e erradicação de moscas-das-frutas em diversos países, podendo ser realizado com aplicações de iscas tóxicas por via terrestre ou aéreas, normalmente, estas iscas são compostas por 90% de atrativo alimentar e 10% de inseticida (SOBRINHO et al., 2001). Para o controle de moscas-das-frutas são muito utilizados os inseticidas fosforados, entretanto, estes produtos possuem período de carência longo, reduzida seletividade aos inimigos naturais e são altamente tóxicos aos animais (NONDILLO et al., 2011). Os mesmos autores utilizando inseticidas neonicotinóides, que são menos tóxicos que os fosforados, observaram em videiras que os ingredientes ativos acetamiprido (4; 6 e 8 g i.a. 100L-1), tiametoxam (5; 7,5 e 10 g i.a. 100L-1) e fentiona (50 mL i.a. 100L-1) proporcionaram uma redução na infestação de A. fraterculus próximo a 90% quando comparado com as parcelas sem aplicações de inseticidas (testemunha). 8 1.2.4.3. Cultural Segundo Nascimento e Carvalho (2000) os métodos mais recomendados para o controle cultural de tefritídeos são: 1 - Coleta e destruição de frutos: os frutos são colhidos de forma manual em pomares ou de frutíferas isoladas e posteriormente enterrados, quebrando o ciclo da praga. Este método é o mais eficiente. 2 - Ensacamento de frutos: é viável para frutos mais suscetíveis e com alto valor comercial, devendo ser realizado o ensacamento antes de estarem maduros. 3 - Poda das árvores: é realizada para as espécies frutíferas que a prática é recomendada, facilitando a eficiência das iscas tóxicas e reduzindo a área de proteção de adultos. 4 - Uso de plantas armadilhas: é o método mais controverso, pois ele consiste no plantio no pomar de frutíferas com alto grau de atração da espécie praga em locais pré determinados, onde seriam concentradas as medidas de controle. 1.2.4.4. Genético O melhoramento genético de frutíferas na busca de variedades resistentes às moscas-das-frutas é uma das melhores alternativas de controle, pois este método além de reduzir a população de tefritídeos pragas também é compatível com todos os outros métodos (BRANCO et al., 2000). Alguns experimentos com manga (FERREIRA et al., 2003; CARVALHO et al., 2004; GALLI et al., 2008) e goiaba (RAGA et al., 2006) foram realizados, porém mais estudos devem ser feitos com estas e outras frutíferas uma vez que foram estudos localizados. 1.3. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA E PLANTAS HOSPEDEIRAS DE Anastrepha spp. E Ceratitis capitata no MATO GROSSO DO SUL No estado de Mato Grosso do Sul tem sido registrada a ocorrência de Ceratitis capitata (Wiedemann, 1824) e cerca de 30 espécies de Anastrepha (UCHÔA et al. 2002, 2003; RODRIGUES et al. 2006; CANESIN & UCHÔA 2007; UCHÔA & NICÁCIO 2010). A associação entre as espécies de moscas e seus hospedeiros é listada abaixo (Tabela 1). 9 Tabela 1. Associação de plantas hospedeiros e tefritídeos (Uchôa et al. 2002, 2003; Rodrigues et al. 2006; Uchôa & Nicácio 2010; Taira et al. 2011). Planta hospedeira Anacardiaceae Anacardium occidentale L. Anacardium humile Saint Hilaire Anacardium othonianum Rizzini Mangifera indica L. Spondias lutea L. Spondias purpurea L. Apocynaceae Hancornia speciosa Gomez Caryocaraceae Caryocar brasilense Camb. Chrysobalanaceae Licania tomentosa Fritsch Espécies de Tephritidae Anastrepha sp. Anastrepha obliqua (Macquart) A. obliqua A. zernyi Lima A. obliqua A. turpiniae Stone Ceratitis capitata (Wiedemann) A. obliqua Local do estudo Aquidauana Aquidauana Aquidauana Aquidauana, Coxim, Terenos A. obliqua A. sororcula Zucchi A. turpiniae C. capitata Anastácio, Aquidauana Anastácio, Aquidauana, Coxim, Terenos C. capitata Aquidauana A. sororcula Aquidauana, Rochedo, Terenos A. sororcula A. zenildae Zucchi C. capitata Aquidauana Continua... 10 Planta hospedeira Combretaceae Terminalia catappa L. Cucurbitaceae Cucurbita moschata (Duch.) Euphorbiaceae Manihot esculenta Crantz Manihot sp. Fabaceae Andira cuyabensis Bentham Flacourtiaceae Banara arguta Briquel Casearia sylvestris Swartz Hippocrataceae Cheiloclinium cognatum (Miers) Lauraceae Persea americana Mill. Malpighigiaceae Byrsonima orbignyana A. Jussieu Melastomataceae Mouriri elliptica Martius Mimosaceae Inga laurina (Swartz) Moraceae Sorocea sprucei saxicola (Hassler) Myrtaceae Campomanesia sessiflora (Berg.) Espécies de Tephritidae Local do estudo A. sororcula A. zenildae C. capitata Anastácio Aquidauana A. grandis Macquart Aquidauana, Rochedo A. pickeli Lima A. montei Lima Anastrepha spp. Anastácio, Rochedo Terenos A. turpiniae A. zenildae Aquidauana A. zenildae A. sororcula Aquidauana Campo Grande A. hastata Stone Aquidauana A. striata Schiner Aqidauana, Anastácio, Terenos A. sororcula Aquidauana A. sororcula A. zenildae C. capitata Aquidauana A. distincta Greene C. capitata Aquidauana, Piraputanga Dois irmãos do Buriti A. zenildae Aquidauana A. sororcula A. zenildae A. obliqua C. capitata Anastácio, Aquidauana, Nioaque, Rochedo, Terenos Continua... 11 Planta hospedeira Espécies de Tephritidae Eugenia dysinterica Dc. Myrciaria jaboticaba Baill. A. obliqua A. obliqua A. sororcula A. sororcula A. striata Psidium cattleianum Sabine Psidium kennedyanum Morong Psidium sp. Psidium guajava L. Syzigium cumini (L.) Syzygium jambos (L.) Alston Olacaceae Schoepfia sp. Ximenia americana L. Oxalidaceae Averrhoa carambola L. A. fraterculus Wiedemann A. obliqua A. sororcula A. striata A. turpiniae A. sororcula A. striata A. fraterculus A. sororcula A. turpiniae A. striata A. obliqua A. zenildae A. fraterculus A. distincta* C. capitata A. sororcula Local do estudo Aquidauana Anastácio, Aquidauana Anastácio, Aquidauana, Miranda Aquidauana Anastácio, Aquidauana, Terenos, Coxim Aquidauana A. fraterculus C. capitata Aquidauana A. castanea Norrbom** A. daciformes Bezzi** A. macrura Hendel A. sororcula A. zernyi A. alveatoides Blanchard Aquidauana A. obliqua C. capitata Anastácio, Aquidauana Continua... Corumbá 12 Planta hospedeira Rutaceae Citrus sinensis L. Sapotaceae Chrysophyllum gonocarpum Engler Pouteria glomerata (Miquel) Radlkofer Pouteria ramiflora (Martius) Radlkofer Pouteria torta (Martius) Radlkofer Solanaceae Physalis angulata L. Pindaíva Vermelha (não identificada) Espécies de Tephritidae Local do estudo A. turpiniae C. capitata Anastácio, Aquidauana, Rochedo, Terenos C. capitata A. undosa Stone A. serpentina Wiedemann A. zernyi C. capitata A. leptozona Hendel A. serpentina A. striata*** Aquidauana Aquidauana Aquidauana A. sororcula A. rheediae Stone Aquidauana Aquidauana Aquidauana * novo registro para hospedeiro no Mato Grosso do Sul novo registro para espécie botânica *** novo registro para família botânica ** 1.4. PARASITÓIDES ASSOCIADOS À MOSCAS-DAS-FRUTAS (DIPTERA: TEPHRITIDAE) Os parasitóides de moscas-das-frutas são micro-himenópteros, normalmente de coloração castanha, asas transparentes e com uma constrição entre o abdome e o tórax. Estes insetos são os agentes biológicos mais promissores para compor programas de controle de moscas-das-frutas e sua utilização teve início em 1946 no Havaí, para o combate da invasão de C. capitata e posteriormente de Bactrocera dorsalis (CARVALHO et al., 2000). O ciclo biológico destes insetos tem início com a localização da larva hospedeira no fruto pela fêmea. Em seguida esta introduz seu ovipositor no fruto até alcançar a larva, ovipositando dentro desta. Os ovos que foram fecundados darão origem a fêmeas e machos e senão fecundados originarão apenas machos (partenogênese). A larva do parasitóide desenvolve-se dentro larva do tefritídeo e termina seu ciclo na fase de pupa da mosca-das-frutas, onde ao invés de emergir um tefritídeo, emerge um adulto do parasitóide que iniciará um novo ciclo (CARVALHO et al., 2000). 13 O parasitismo natural de tefritídeos, no Brasil, é realizado normalmente por himenópteros pertencentes às famílias Braconidae, Figitidae e Pteromalidae e estas são diferenciadas pela venação alar. No geral, os braconídeos são os parasitóides coletados com maior frequência em todo território brasileiro (CANAL & ZUCCHI, 2000). Diversos trabalhos com levantamento de espécies deste grupo de himenópteros vêm sendo realizado no país. No estado de Santa Catarina foram associados à família Tephritidae os braconídeos D. areolatus, D. brasiliensis (Szèpligeti), O. bellus e U. anastrephae; os figitídeos Aganaspis pelleranoi (Brèthes), Lopheucoila anastrephae (Rhower), Odontosema anastrephae Borgmeier e apenas Trichopria anastrephae Lima da família Diapriidae (GARCIA & CORSEUIL, 2004 ). No Rio Grande do Sul os parasitóides nativos associados aos tefritídeos são D. areolatus (Braconidae), O. bellus (Braconidae), A. pelleranoi (Figitidae) e T. anastrephae (Diapriidae) (CRUZ et al., 2011; ). No estado de São Paulo os parasitóides associados à família Tephritidae são os braconídeos A. anastrephae, D. areolatus, D. brasiliensis, O. bellus e U. anastrephae; além de Tetrastichus giffardianus (Eulophidae) e Pachycrepoideus vindemmiae (Pteromalidae) (MARINHO et al., 2009; MONTES et al., 2011). No estado de Minas Gerais moscas-das-frutas (Tephritidae) são parasitadas pelos braconídeos Diachasmimorpha longicaudata (Ashmead) (exótico), D. areolatus, D. fluminensis, D. brasiliensis, Opius bellus e Utetes anastrephae e pelos figitídeos Aganaspis pelleranoi (Brèthes) e Dicerataspis sp. (COSTA et al., 2007; ALVARENGA et al., 2009). Em levantamentos de himenópteros associados à tefritídeos no Rio Grande do Norte as espécies de braconídeos registradas são D. areolatus, U. anastrephae (Viereck) e A. anastrephae (ARAUJO & ZUCCHI, 2002). No estado da Bahia são registrados os braconídeos D. areolatus, U. anastrephae e Asobara anastrephae (LIMA JUNIOR et al., 2007; BITTENCOURT et al., 2011). No estado do Acre é relatada a ocorrência dos braconídeos O. bellus, D. areolatus e U. anastrephae (THOMAZINI & ALBUQUERQUE, 2009). No Amazonas são registrados A. anastephae, D. areolatus, Phanocarpa pericarpa, Idiasta delicata e U. anastrephae (COSTA et al., 2009). Em Mato Grosso do Sul as espécies associadas aos tefritídeos são os braconídeos Asobara anastephae (Muesebeck), Doryctobracon areolatus (Szépligeti), D. fluminensis (Costa Lima), Opius bellus Gahan e Utetes anastrephae (Viereck) e os pteromalídeos são Spalangia gemina Boucek e S. endius Walker (UCHÔA et al., 2003; 14 NICÁCIO et al., 2011). No estado de Goiás ocorre D. areolatus, A. pelleranoi e Pachycrepoideus vimdammiae. (MARCHIORI et al., 2000) e em Minas Gerais os parasitóides associados a tefritídeos são D. areolatus, D. fluminensis, D. brasiliensis, O. bellus, U. anastrephae, D. longicaudata e A. pelleranoi (ALVARENGA et al. 2009). Doryctobracon areolatus além de ocorrer em vários estados brasileiros parasitando larvas de Tephritidae, principalmente espécies de Anastrepha, também ocorre em vários países neotropicais (UCHÔA, 2012). Devido à frequência, abundância e à capacidade de parasitar larvas de moscas das frutas em frutos nativos e exóticos, esta espécie de parasitóide é bastante promissora para compor programas de controle biológico de moscas das frutas em agro-ecossistemas (NUNES et al., 2011, UCHÔA, 2012 ). O sucesso do parasitismo é influenciado pelo tamanho do ovipositor e do fruto (LÓPEZ et al., 1999; SIVINSKI et al., 1997, 2001; OVRUSKI et al., 2008); e pelo estado de maturação do fruto, pois frutos maduros liberam voláteis que podem auxiliar no direcionamento do parasitóide (GUIMARÃES & ZUCCHI, 2004; SILVA et al., 2007). 15 1.5. REFERÊNCIAS ALVARENGA, C. D.; MATRANGOLO, C. A. R.; LOPES, G. N.; SILVA, M. A.; LOPES, E. N.; ALVES, D. A.; NASCIMENTO, A. S.; ZUCCHI, R. A. Moscas-dasfrutas (Diptera: Tephritidae) e seus parasitóides em plantas hospedeiras de três municípios do norte do estado de Minas Gerais. Arquivos do Instituto Biológico, São Paulo - SP, v. 76, n. 2, p. 195-204. 2009. ALUJA. M. 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Amostras de moscas de frutas foram coletadas semanalmente em plantas frutíferas específicas, e simultaneamente armadilhas McPhail® foram instaladas nas mesmas plantas durante dois anos. As moscas infestaram frutos maduros e verdes de Averrhoa carambola L., Schoepfia sp., Psidium guajava L. e Pouteria torta (Mart.) Radlk, e frutos maduros de Anacardium occidentale L. e Inga laurina (Sw) Willdenow. Nove espécies de tefritídeos foram comuns em ambos os métodos de amostragem, sendo que cinco foram amostradas somente nas armadilhas e cinco foram obtidas apenas de frutos. Este é o primeiro registro de Anastrepha striata Schiner em Sapotaceae, bem como para A. castanea Norrbom e A. daciformes Bezzi em Schoepfia sp. (Olacaceae), e para A. distincta Greene em P. guajava no estado de Mato Grosso do Sul. Espécies de Braconidae e Pteromalidae foram recuperadas, sendo Doryctobracon areolatus (Szépligeti) o mais abundante em larvas de tefritídeos infestando frutas cultivadas e silvestres. PALAVRAS-CHAVE. Fruticultura, Mosca do Mediterrâneo; pragas quarentenárias; Tephritoidea. 23 ABSTRACT. Tephritidae has worldwide distribution and its larval stage consume different plant organs. The frugivorous pest species complex is a limiting factor for fruit cultivation. Here, information about frugivorous flies in cultivated or wild host plants and their parasitoids in the ecotone Cerrado-Pantanal in Aquidauana, Mato Grosso do Sul are presented. Samples of fruit flies were collected weekly in specific fruit trees, and at the same time, McPhail® traps were installed in the same trees for two years. The fruit flies infested ripe and unripe fruits of Averrhoa carambola L., Schoepfia sp., Psidium guajava L. and Pouteria torta (Mart.) Radlk and ripe fruits of Anacardium occidentale L. and Inga laurina (Sw) Willdenow. Nine species of tephritids were common in both sampling methods, being that five of fruit flies were unique in traps, and five obtained only from fruits. This is the first record for Anastrepha striata Schiner in a species of Sapotaceae, as well A. castanea Norrbom and A. daciformes Bezzi in Schoepfia sp. (Olacaceae), and A. distincta Greene in P. guajava fruits in the state of Mato Grosso do Sul. Species of Braconidae and Pteromalidae were sampled, being Doryctobracon areolatus (Szépligeti) the most abundant parasitoid in larvae of tephritids infesting both cultivated and wild host fruits. KEY-WORDS. Fruit production, Mediterranean Fruit Fly; quarantine pests; Tephritoidea. 24 INTRODUÇÃO Frutos tropicais são importantes para as regiões em desenvolvimento devido às suas características nutricionais e econômicas. Cerca de 90% destas frutas produzidas no mundo são consumidas nos países produtores, o restante é exportado in natura ou processadas. O valor da produção de frutas tropicais foi estimado em US$ 43,7 bilhões em 2008 (FAO, 2009). O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, depois de China e Índia, com uma produção de cerca de 43 milhões de toneladas (INCT, 2009). O complexo de dípteros frugívoros, principalmente espécies de Tephritidae, que na fase larval consomem polpas de frutas das mais diversas famílias botânicas e têm sido um dos maiores problemas para a fruticultura mundial (ZUCCHI, 2000a; GONÇALVES et al., 2006; GARCIA & NORRBOM, 2011; RONCHI-TELES et al., 2011). Mesmo sendo conhecidas como moscas-das-frutas, algumas espécies de Tephritoidea na fase larval podem alimentar-se de botões florais, flores, brotos, folhas, sementes e raízes (EVSTIGNEEV, 2011; KHAGHANINIA et al., 2011; SABEDOTBORDINET al., 2011; UCHÔA, 2012). Os gêneros de maior importância econômica para o Brasil são Anastrepha Schiner, 1868; Ceratitis Macleay, 1829; Bactrocera Macquart, 1835 e Rhagoletis Loew, 1862 com destaque para os dois primeiros devido ao grande número de hospedeiros que utilizam (ZUCCHI, 2000b, 2007). Em Mato Grosso do Sul, tem sido registrada a ocorrência de Ceratitis capitata (Wiedemann, 1824) e cerca de 30 espécies de Anastrepha (UCHÔA et al., 2002, 2003a; RODRIGUES et al., 2006; CANESIN & UCHÔA, 2007; UCHÔA & NICÁCIO, 2010). Os prejuízos na fruticultura brasileira relacionados com estas pragas variam entre US$ 120 e 200 milhões anuais, devido ao alto custo do controle (FELIX et al., 2009) e barreiras fitossanitárias dos países importadores (PARANHOS et al., 2007). O conhecimento da relação entre os tefritídeos frugívoros com seus hospedeiros é fundamental para o controle das espécies pragas (NICÁCIO & UCHÔA, 2011). Entretanto, é importante conhecer a fenologia destas frutíferas, principalmente das nativas e/ou não cultivadas, uma vez que os tefritídeos pragas podem utilizá-las para manter a população na entressafra das frutíferas cultivadas. 25 Diversos trabalhos com Tephritidae têm sido realizados com o uso de armadilhas, principalmente as do modelo McPhail®, mundialmente utilizadas para monitoramento e/ou controle destes insetos (ROUSSE et al., 2005; CANESIN & UCHÔA, 2007; JEMÂA et al., 2010). Entretanto, quando se visa conhecer a diversidade de moscas-das-frutas de importância econômica é necessário realizar levantamentos intensivos em frutos (ZUCCHI, 2000b), pois além de confirmar a associação entre a espécie da mosca com a planta hospedeira também podem ser identificados os seus parasitóides. O objetivo deste estudo foi conhecer a interação entre moscas-das-frutas (Tephritidae) seus parasitóides e hospedeiros cultivados e silvestres com coletas de estruturas reprodutivas e uso de armadilhas McPhail®, em uma área do ecótono Cerrado-Pantanal sul-mato-grossense. MATERIAL E MÉTODOS O estudo foi conduzido no Campus da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) em Aquidauana e área adjacente, de 27 de junho de 2009 a 26 de junho de 2011. O clima, segundo a classificação de Köppen, é do tipo Aw (Tropical Quente Úmido), com verão chuvoso e inverno seco, com precipitação anual de 1.250 a 1.500 mm e temperatura média de 26°C. A região é composta por vegetação nativa, grandes áreas de pastagens (gramíneas cultivadas), pequenos pomares domésticos, uma área experimental de fruticultura e culturas anuais, onde são cultivadas goiabeiras, mangueiras, bananeiras, coqueiros e diversas hortaliças. Armadilhas do tipo McPhail® foram utilizadas associadas à coleta de estruturas reprodutivas de frutíferas cultivadas e silvestres (Tabela 1), utilizando-se como isca 300 mL de proteína hidrolisada de milho a 5% (UCHÔA et al., 2003b). A isca foi renovada semanalmente, quando também foram coletadas as moscas capturadas, que foram acondicionadas em frascos etiquetados contendo etanol 80%. Cada espécie frutífera esteve representada por uma planta e em cada uma destas foi instalada uma armadilha, a 1,70 m de altura. Amostras de estruturas reprodutivas foram coletadas concomitantemente à coleta do material capturado nas armadilhas. As fases fenológicas foram classificadas em botão floral, flor, fruto verde e maduro. A quantidade de estruturas reprodutivas variou conforme a disponibilidade no campo (Tabela 2). Arbitrariamente na planta em que as armadilhas estavam instaladas foram coletados os 26 frutos maduros, e nas fases anteriores, foram coletados também frutos de plantas da mesma espécie que se encontrava mais próximas à planta na qual fora instalada a armadilha. As estruturas reprodutivas foram acondicionadas sobre estrados de madeira com tela tipo sombrite, contendo orifícios de 1 cm2. Os estrados foram colocados dentro de recipientes de plástico preto de 57x37x12 cm, contendo aproximadamente 2 cm de lâmina de água para reter as larvas de terceiro ínstar, por ocasião do abandono dos frutos (UCHÔA & ZUCCHI, 1999). Os recipientes foram monitorados diariamente entre às 7h00 e 17h00 para evitar a morte das larvas por afogamento. As larvas foram transferidas para recipientes de plástico transparente (200 mL), um como base e outro como tampa, fixados com fita adesiva. Uma camada de 4 cm de areia esterilizada e umedecida com água destilada foi colocada na base. Os adultos e seus parasitóides recuperados foram sacrificados 24 horas após a emergência e em seguida foram acondicionados em etanol 80% para posterior identificação. Os espécimes de Tephritidae foram identificados pelo Prof. Dr. Manoel A. Uchôa (Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD, Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil) e os parasitóides pelo Dr. Jorge Anderson Guimarães (Embrapa Hortaliças, Brasília, Distrito Federal, Brasil). Alguns exemplares de Tephritidae encontram-se depositados na coleção de entomologia da UEMS e no Museu da Biodiversidade, Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais da UFGD, já os parasitóides, estão na Embrapa Hortaliças. A abundância absoluta e relativa das espécies de Tephritidae foram expressas em relação ao total de fêmeas recuperadas, enquanto que a abundância absoluta dos parasitóides foi em relação ao total de indivíduos. Para análise da flutuação populacional das espécies de moscas frugívoras e da quantidade (massa) de frutos, utilizaram-se os dados obtidos por semana, ou seja, as médias foram feitas a partir de 45 réplicas por mês. A percentagem de parasitismo foi feita pela equação: [Número de parasitóides recuperados*100 / Número de larvas (3° ínstar) de Tephritidae]. 27 RESULTADOS E DISCUSSÃO Das estruturas reprodutivas das plantas frutíferas avaliadas, apenas frutos foram infestados por tefritídeos. Destes foram obtidas 6.746 larvas em frutos de Anacardium occidentale L., 1753, Averrhoa carambola L., 1753, Inga laurina (Sw.) Willdenow, 1806, Pouteria torta (Mart.) Radlk, 1882, Psidium guajava L., 1753 e Shoepfia sp., que resultaram em 4.424 adultos (67,74% de viabilidade), com proporção sexual de 1:1. A soma das larvas em frutos de A. carambola (2.372), P. guajava (2.711) e P. torta (1.635) totalizou 99,58% do total (Tabela 3). Foram recuperadas larvas em frutos verdes e maduros de A. carambola, P. torta, P. guajava e Shoepfia sp. e em frutos maduros de A. occidentale e de I. laurina. Do total de larvas em frutos de A. carambola, 98,61% foram oriundas de frutos maduros e estas tiveram viabilidade de 71,13%, já em frutos verdes, a viabilidade larval foi de 62,50%. Das larvas coletadas de frutos de P. guajava, 86,28% foram oriundas de frutos maduros com viabilidade de 60,00%, enquanto que de frutos verdes a viabilidade foi de 76,00%. Em frutos de P. torta 91,38% das larvas foram obtidas de frutos maduros com viabilidade de 73,57%, inferior à viabilidade das larvas obtidas de frutos verdes (Tabela 3). O fato de que dípteros frugívoros desenvolvidos em frutos verdes de P. torta, P. guajava e Shoepfia sp. tiveram maior viabilidade do que em frutos maduros pode ser explicado pelo menor número de larvas obtidas de frutos verdes. No entanto, isto demonstra que embora os frutos verdes não sejam preferidos para oviposição permitem a reprodução da espécie com sucesso. Pereira-Rêgo et al. (2011) obtiveram larvas de Anastrepha fraterculus (Wiedemann, 1830) de frutos verdes, semimaduros e maduros de Psidium cattleyanum var. Lucidum (Mart. ex O. Berg) Kiaersk., 1893, (araçáamarelo), Psidium cattleyanum (Mart. ex O. Berg) Kiaersk., 1893, (araçá-vermelho) e P. guajava; essas larvas originaram adultos semelhantes em relação ao peso pupal e área da asa, dentro de cada espécie botânica, independentemente do estado de maturação. No presente trabalho, a infestação de frutos verdes, também pode ter ocorrido devido a coincidência com o pico de oviposição das espécies infestantes. Carvalho et al. (1998) em estudos da biologia de Anastrepha obliqua (Macquart, 1835) verificaram que as fêmeas durante o período de reprodução possuem pico de oviposição. Os frutos de P. guajava, A. carambola e de P. torta tiveram os maiores índices de infestação com 20,48; 56,24 e 97,27 larvas kg-1, respectivamente. Já os frutos de A. 28 occidentale, I. laurina e Shoepfia sp. que tiveram o menor número de larvas, apresentaram infestações de 0,16; 2,11 e 4,68 larvas kg-1, respectivamente. A alta infestação de tefritídeos verificada no presente estudo, em frutos de P. guajava e A. carambola foi diferente ao observado por Sá et al. (2008) no pólo frutícola em Anagé, Bahia, Brasil, onde frutos de A. carambola não foram atacados e a infestação em P. guajava foi reduzida, o que reforça a necessidade de estudos regionais. Em todas as armadilhas associadas às frutíferas foi capturado pelo menos um exemplar de tefritídeo frugívoro (Tabela 3). Das 378 moscas capturadas com este método 113 foram fêmeas e 265 machos, resultando na proporção sexual de 1:2 (♀:♂). Do total de moscas capturadas 0,79% foram provenientes da instalada em A. occidentale; 5,82% da Annona muricata L., 1753; 14,81% da A. carambola; 2,65% da Buchenavia tomentosa Eichler, 1866; 0,26% da Citrus sinensis (L.) Osbeck, 1765; 3,97% da Dipterix alata Vogel, 1837; 2,38% da I. laurina; 9,26% da P. torta; 58,73% da P. guajava e 1,32% da Shoepfia sp. (Tabela 3). O maior número de tefritídeos obtido nos frutos com relação às armadilhas foi provavelmente devido à maior atratividade dos frutos, haja vista que as moscas-dasfrutas se utilizam destes para perpetuar sua espécie, enquanto que a isca utilizada nas armadilhas é apenas uma fonte de nutrientes para os adultos. A atração das fêmeas pelos os frutos é aumentada pela coloração destes e pela liberação de voláteis, como ressaltado por Malo et al. (2005) e Zarbin & Rodrigues (2009). Outro fator que pode implicar na maior abundância de indivíduos obtidos de frutos é devido às características de cada método amostral, uma vez que nos frutos uma ou mais fêmeas podem ovipositar a cada visita, além de que uma fêmea tem a capacidade de ovipositar mais de 200 ovos durante sua vida, em diferentes períodos e frutos; já na armadilha, quando capturada, cada mosca será amostrada uma vez. Como no presente estudo, Montes et al. (2011) obtiveram razão sexual de 1:2 (♀:♂) em áreas com cucurbitáceas, no entanto, parece ser comum a inexistência de um padrão na razão sexual de tefritídeos capturados em armadilhas iscadas com proteínas, uma vez que vários relatam o maior número de fêmeas (MONTES & RAGA, 2006; DUTRA, et al. 2009; TRINDADE & UCHÔA, 2011; SANTOS et al., 2011). Provavelmente a variação do número de machos e fêmeas nas armadilhas pode estar relacionada com a quantidade de espécimes de cada sexo no campo ou ainda que as fêmeas estejam alimentando-se e copulando em áreas próximas da armadilha e depois se encaminhando para o sítio de oviposição. 29 Dezenove espécies de moscas das frutas foram obtidas com a associação dos métodos de amostragem (coleta de frutos e uso de armadilhas), destas, nove foram comuns em ambos os métodos, cinco exclusivas de frutos e cinco de armadilhas (Tabela 4). Anastrepha alveatoides Blanchard, 1961, ocorreu apenas na armadilha instalada em D. alata supondo-se que, provavelmente, exista em sua proximidade algum exemplar de limãozinho (Ximenia americana L.), seu único hospedeiro reportado no Pantanal, Brasil (UCHÔA & NICÁCIO, 2010). A infestação de frutos de Shoepfia sp. por Anastrepha castanea Norrbom, 1998, e A. daciformes Bezzi, 1909, constitui-se no primeiro registro para este hospedeiro. No entanto, essas espécies de moscas não são as únicas que a utilizam para a oviposição, uma vez que Uchôa e Nicácio (2010) verificaram em frutos desta espécie, na mesma região, infestações por A. macrura, A. sororcula e A. zernyi. A existência de Anastrepha distincta Greene, 1934, na região em estudo, capturada na armadilha instalada em P. torta e em frutos maduros de I. laurina e P. guajava também foi observada por Uchôa e Nicácio (2010) em associação com frutos de I. laurina na mesma região. A associação desta mosca com frutos de P. guajava no estado de Mato Grosso do Sul é inédita. Embora Anastrepha fraterculus foi obtida nas armadilhas instaladas em P. torta e P. guajava, esta espécie infestou apenas os frutos da Mirtaceae. Raga et al. (2005) verificaram que esta espécie é dominante em frutos de P. guajava no estado de São Paulo. Anastrepha hamata (Loew, 1873), foi obtida nas armadilhas instaladas em P. torta e Shoepfia sp., não ocorrendo em nenhum fruto das essências amostradas. Segundo Zucchi (2000a) não é conhecido o hospedeiro deste tefritídeo. A associação de Anastrepha leptozona Hendel, 1914, com frutos de P. torta também foi verificada por Uchôa e Nicácio (2010) que realizaram estudos de levantamentos na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul. A captura de Anastrepha montei Lima, 1934, na armadilha instalada em A. carambola pode ser devido a que na região do estudo há diversos cultivos de Manihot esculenta Crantz, 1766, que segundo ZUCCHI et al. (2000a) é hospedeira desta espécie. A predominância de Anastrepha obliqua, em frutos de A. carambola também foi observada por Souza Filho et al. (2000) e Uramoto et al. (2004) no estado de São Paulo. A ocorrência de Anastrepha serpentina (Wiedemann, 1830) em frutos de P. 30 torta, parece ser comum na região, já que também foi verificada por Uchôa e Nicácio (2010). A presença de Anastrepha sororcula Zucchi, 1979, em mais da metade das armadilhas instaladas foi devido ao fato de P. guajava ser comum na região e pela existência de um pomar desta frutífera na unidade experimental de fruticultura da UEMS. Este tefritídeo é a principal espécie infestando frutos de goiaba em MS (UCHÔA & NICÁCIO, 2010). Anastrepha striata Schiner, 1868, infestando P. torta é o primeiro relato da associação desta espécie de mosca com frutos de Sapotaceae. Anastrepha turpiniae Stone, 1942, foi obtida na armadilha instalada em I. laurina e também recuperada de frutos maduros de P. guajava. Associada a frutos maduros desta Mirtaceae também foi verificada a presença de Anastrepha zenildae Zucchi, 1979. Anastrepha zernyi Lima, 1934 e Anastrepha sp.1 foram amostradas em frutos verdes de P. torta, no entanto, não foram capturadas na armadilha instalada nesta frutífera. Anastrepha sp.2 foi obtida nas armadilhas instaladas em I. laurina e P. torta, porém não foi associada a nenhuma frutífera estudada. Ceratitis capitata (Wiedemann, 1824), foi associada com as armadilhas instaladas em A. muricata, A. carambola e P. guajava, entretanto, foi obtida apenas de frutos das duas últimas plantas. A mosca do mediterrâneo foi recuperada de frutos verdes e maduros de A. carambola e em frutos maduros de P. guajava. A ausência de ataque de tefritídeos em A. muricata, C. sinensis e D. alata, e a baixa infestação em A. occidentale possivelmente pode ser explicado pelo fato destes dípteros ainda não estarem adaptados para colonizar algumas frutíferas, como destacado por Branco et al. (2000). Resultados semelhantes foram obtidos por Souza et al. (2008) que não constataram infestações em frutos de A. muricata, C. sinensis e A. occidentale e por Alvarenga et al. (2009), Pereira et al. (2010) e Silva et al. (2011) que também não obtiveram nenhum exemplar de moscas das frutas em frutos de A. muricata. De frutos, A. carambola teve o maior número de espécimes (818), seguido de P. guajava (767) e de P. torta (599). Estes mesmos frutos apresentaram o maior número de espécies de moscas associadas, sendo verificadas oito espécies com P. guajava, cinco com P. torta e quatro com A. carambola (Tabela 4). O maior número e a maior diversidade de espécies de moscas das frutas, no método de coleta com armadilha, foram verificados na instalada em P. guajava (45,13% 31 dos espécimes; 6 espécies), seguida da instalada em A. carambola (22,12% dos espécimes; 4 espécies) e P. torta (12,39% dos espécimes; 5 espécies) (Tabela 4). Das 14 espécies associadas a frutos, cinco infestaram quando verdes e maduros, sete ocorreram somente em maduros e duas foram exclusivas de frutos verdes (Tabela 5). Mais de 90% das moscas-das-frutas obtidas de frutos de A. carambola, I. laurina, P. torta e P. guajava foram oriundas de larvas infestando quando maduros. Em Shoepfia sp. 75% das moscas foram também associadas a esta fase de maturação (Tabela 5). A capacidade de infestação de frutos verdes por algumas espécies de moscasdas-frutas é um fato que pode contribuir para a sua predominância em alguns hospedeiros. Moura & Moura (2006) verificaram que C. capitata foi a única espécie dominante e constante em frutos de goiaba e relacionaram que este fato poderia estar associado a ser a única espécie que infestou frutos “de vez”. As moscas-das-frutas oriundas de larvas infestando frutos ocorreram na maior parte do período do experimento, possivelmente devido à alternância de hospedeiros e sobreposição da fenologia das espécies frutíferas amostradas. Anastrepha obliqua, A. sororcula, A. striata e C. capitata foram frequentes ao longo de todo período do estudo enquanto que as demais ocorreram em meses isolados. Os picos populacionais destas quatro espécies de moscas tiveram associação direta com a época de maior produção das frutíferas (Figura 1 e 2). Segundo Ronchi-Teles & Silva (2005) a disponibilidade do hospedeiro é tão importante quanto os fatores abióticos na flutuação populacional destes dípteros. A capacidade de algumas espécies de moscas em infestar mais de um hospedeiro em diferentes famílias de plantas, observada na presente pesquisa (polifagia), pode caracterizar uma vantagem adaptativa para tais espécies, em relação às demais, uma vez que podem garantir recursos alimentares para o seu desenvolvimento e reprodução durante todo o ano (PEREIRA-RÊGO et al., 2011; NICÁCIO & UCHÔA, 2011). A sobreposição temporal de frutificação por diversas espécies de plantas pode proporcionar a manutenção de populações de espécies pragas (RONCHI-TELES & SILVA, 2005). Entretanto, a presença de espécies de frutíferas nativas pode ser uma alternativa para o controle natural de tefritídeos, já que as larvas das espécies de moscas-das-frutas que infestam seus frutos são reservatórios de parasitóides de Anastrepha (LÓPEZ et al., 1999; CARVALHO et al., 2010). 32 Anastrepha obliqua ocorreu em julho e agosto de 2009, sete meses de 2010 e seis meses de 2011 em A. carambola, apresentando três picos populacionais (Figura 1). Esta espécie também ocorreu em P. guajava de novembro de 2009 a fevereiro de 2010 e abril de 2010. Ceratitis capitata infestou frutos de A. carambola em seis meses de 2010 e em cinco de 2011, com maior número médio de larvas em julho de 2010 e fevereiro de 2011 (Figura 1). Em P. guajava essa espécie foi obtida de dezembro de 2010 a fevereiro de 2011. Larvas de A. striata oriundas de frutos de P. guajava foram recuperadas de agosto a dezembro de 2009, com um pico populacional em novembro; com ocorrência em oito meses de 2010 e cinco de 2011 (Figura 2). Também foi obtida em novembro e dezembro de 2010 infestando frutos de P. torta e em março, abril e junho de 2011 em A. carambola. Anastrepha sororcula proveniente de larvas infestando frutos de P. guajava apresentou um pico populacional em janeiro de 2010 (Figura 2) e ocorreu em março, abril e junho de 2011 em frutos de A. carambola. Foram recuperados 215 parasitóides das famílias Braconidae (96,74%) e Pteromalidae (3,26%) das larvas de tefritídeos. Os braconídeos foram representados por Doryctobracon areolatus (Szépligeti, 1911), Utetes anastrephae Viereck, 1913 e Opius bellus Gahan, 1930, já Pteromalidae foi representada por uma espécie que não foi identificada (Tabela 6). O parasitismo de larvas de Tephritidae por Braconidae encontrada nesse estudo foi verificado na mesma região por Nicácio et al. (2011) e é comum no território brasileiro (SILVA et al., 2007; SOUZA-FILHO & ARAUJO, 2007; LEAL et al., 2009; RONCHI-TELES et al., 2011). O parasitismo de larvas em frutos de A. carambola foi de 5,88% em 2009; 5,61% em 2010 e 2,07% em 2011. Em P. guajava foi de 3,73% em 2009; 0,71% em 2010 e 4,42% em 2011. Em P. torta houve 1,48% de parasitismo em 2010 (Tabela 6). A maioria dos parasitóides foram provenientes de larvas infestantes de frutos maduros, exceto um espécime de Doryctobracon areolatus (Szépligeti, 1911) (Braconidae) que parasitou larva em fruto verde de A. carambola. D. areolatus foi a espécie mais abundante (82,79%) e generalista dentre os parasitóides obtidos, parasitando larvas oriundas de A. carambola, P. guajava e P. torta. A percentagem de parasitismo por este inseto em larvas oriundas de A. carambola foi de 2,99%, em P. guajava foi de 3,14% e em P. torta 1,35%. Este parasitóide foi recuperado em novembro e dezembro de 2009, de março a agosto e outubro a dezembro 33 de 2010 e de janeiro a maio de 2011, com destaque em março de 2010, com 19,44% de parasitismo das larvas oriundas de A. carambola (Tabela 6). Doryctobracon areolatus é considerada uma espécie nativa importante, parasitando principalmente espécies de Anastrepha em países neotropicais (UCHÔA et al., 2003a; UCHÔA, 2012). Devido à frequência, abundância e à capacidade de parasitar larvas de moscas-das-frutas em frutos nativos e exóticos, esta espécie de parasitóide é bastante promissora para compor programas de controle biológico destes dípteros em agroecossistemas (NUNES et al., 2011; UCHÔA, 2012 ). A dominância de D. areolatus está relacionada possivelmente com o comprimento do ovipositor que possibilita atingir as larvas em diversos hospedeiros. Os parasitóides com ovipositores longos parasitam larvas em frutos pequenos e grandes, mas os de ovipositor curto limitam-se ao parasitismo de larvas de frutos pequenos (LÓPEZ et al., 1999; SIVINSKI et al., 1997, 2001; OVRUSKI et al., 2008). Utetes anastrephae foi a segunda espécie mais abundante parasitando larvas provenientes de P. guajava e de A. carambola, enquanto que Opius bellus e Pteromalidae sp.1 foram associados apenas às larva de tefritídeos em A. carambola (Tabela 6). A baixa abundância de U. anastrephae e de Opius bellus é comum em outros estudos conduzidos no Brasil (UCHÔA et al., 2003a; LIMA JUNIOR et al., 2007; COSTA et al., 2009). A especificidade do levantamento de moscas-das-frutas em frutos e a generalização da amostragem com armadilhas implicam na necessidade da associação dos dois métodos para conseguir melhor entendimento da relação dos tefritídeos com os fatores que interferem na sua dinâmica populacional. 34 CONCLUSÕES Psidium guajava foi a espécie que apresentou o maior diversidade de moscasdas-frutas. A infestação de frutos de P. guajava por Anastrepha distincta é inédita para o estado de Mato Grosso do Sul. A associação do díptero A. striata com P. torta representa o primeiro registro para Sapotaceae. A infestação de Shoepfia sp. por A. castanea e A. daciformes é novo registro para este hospedeiro. Doryctobracon areolatus (Braconidae) foi o parasitóide predominante e generalista. 35 REFERÊNCIAS ALVARENGA, C. D.; MATRANGOLO, C. A. R.; LOPES, G. N.; SILVA, M. A.; LOPES, E. N.; ALVES, D. A.; NASCIMENTO, A. S.; ZUCCHI, R. A. 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Moscas-das-frutas de Importância Econômica no Brasil. Ribeirão Preto - SP, Holos, 2000a. 041-048p. ZUCCHI, R. A. Taxonomia, p. 13-24. In: MALAVASI, A.; ZUCCHI, R. A. (ed.). Moscas-das-frutas de Importância Econômica no Brasil. Ribeirão Preto, Holos, 2000b. 013-024 p. ZUCCHI, R. A. Taxonomia, p. 13-24. In: MALAVASI, A.; ZUCCHI, R. A. (ed.). Moscas-das-frutas de Importância Econômica no Brasil. Ribeirão Preto, Holos, 2000b. 013-024 p. 40 ZUCCHI, R. A. Diversidad, distribuición y hospederos del género Anastrepha en Brasil. In: HERNÁNDEZ-ORTIZ, V. (ed.). Moscas de la Fruta em Latinoamérica (Diptera: Tephritidae): Diversidad, Biología y Manejo. Distrito Federal, S y G Editores. 2007. 77-100 p. ANEXOS Tabela 1. Frutíferas amostradas e suas localizações no ecótono Cerrado-Pantanal, Aquidauana, Mato Grosso do Sul, Brasil (junho de 2009 a junho de 2011). Hospedeiros Cultivados Silvestres Família Espécie Anacardiaceae Anacardium occidentale L., 1753 Annonaceae Annona muricata L., 1753 Oxalidaceae Averrhoa carambola L., 1753 Rutaceae Nome popular Origem Localização Geográfica Altitude Caju Nativa 20° 26’ 14” S, 55° 39’ 41” W 201 m Graviola Exótica 20° 29’ 56“ S, 55° 37’ 05” W 162 m Carambola Exótica 20° 28’ 59” S, 55° 38’ 05” W 181 m Citrus sinensis (L.) Osbeck, 1765 Laranja Exótica 20° 29’ 47” S, 55° 36’ 41” W 153 m Myrtaceae Psidium guajava L., 1753 Goiaba Nativa 20° 26’ 27” S, 55° 39’ 49” W 195 m Combretaceae Buchenavia tomentosa Eichler, 1866 Tarumarana Nativa 20° 26’ 12” S, 55° 39’ 22” W 180 m Fabaceae Dipteryx alata Vogel, 1837 Cumbaru Nativa 20° 27’ 32” S, 55° 39’ 48” W 208 m Fabaceae Inga laurina (Sw.) Willdenow, 1806 Ingá Nativa 20° 26’ 12” S, 55° 39’ 35” W 209 m Sapotaceae Pouteria torta (Mart.) Radlk, 1882 Guapeva Nativa 20° 26” 04” S, 55° 39’ 31” W 227 m Schoepfiaceae Schoepfia sp. Chora-menina Nativa 20° 26’ 08” S, 55° 39’ 33” W 216 m Tabela 2. Quantidade e massa (Kg) de estruturas reprodutivas das espécies frutíferas coletadas no ecótono Cerrado-Pantanal, Aquidauana, Mato Grosso do Sul, Brasil (junho de 2009 a junho de 2011). Estado fenológico Hospedeiro Botão floral Flor Fruto verde Fruto maduro Quantidade Massa (Kg) Quantidade Massa (Kg) Quantidade Massa (Kg) Quantidade Massa (Kg) Anacardium occidentale L., 1753 3 - 5 - 15 1,32 27 10,82 Annona muricata L., 1753 - - 28 - 67 15,80 6 2,20 Averrhoa carambola L., 1753 1 - 7 - 17 2,29 68 39,30 Citrus sinensis (L.) Osbeck, 1765 - - - - 44 21,06 34 29,47 Psidium guajava L., 1753 - - - - 45 12,89 59 112,17 Buchenavia tomentosa Eichler, 1866 3 - 4 - 8 0,94 11 1,86 Dipteryx alata Vogel, 1837 8 - 3 - 68 10,97 5 0,95 Inga laurina (Sw.) Willdenow, 1806 6 - 3 - 46 2,33 22 1,93 Pouteria torta (Mart.) Radlk, 1882 12 - 3 - 23 3,06 9 12,30 Schoepfia sp. - - 5 - 3 0,49 10 3,14 Tabela 3. Métodos de amostragem de larvas e adultos de Tephritidae associados a frutíferas cultivadas e silvestres no ecótono Cerrado-Pantanal, Aquidauana, Mato Grosso do Sul, Brasil (junho de 2009 a junho de 2011). Hospedeiro Métodos de amostragem Estado de maturação do fruto Número de larvas Número de Fêmeas Número de Machos Viabilidade (%) Fruto Maduro 2 - - 0 Armadilha - - 1 2 - Armadilha - - 10 12 - Verde 33 13 7 62,50 Maduro 2.339 805 794 71,13 Armadilha - - 25 31 - Buchenavia tomentosa Eichler, 1866 Armadilha - - 3 7 - Citrus sinensis (L.) Osbeck, 1765 Armadilha - - 0 1 - Dipteryx alata Vogel, 1837 Armadilha - - 2 13 - Fruto Maduro 9 2 7 100,00 Armadilha - - 5 4 - Verde 141 59 55 80,85 Maduro 1.494 540 543 73,57 - - 14 21 - Verde 150 64 50 76,00 Maduro 2.561 703 773 60,00 - - 51 171 - Verde 4 1 2 75,00 Maduro 13 3 3 46,15 Armadilha - - 2 3 - Fruto - 6.746 2190 2234 67,74 Armadilha - - 113 265 - Anacardium occidentale L., 1753 Annona muricata L., 1753 Fruto Averrhoa carambola L., 1753 Inga laurina (Sw.) Willdenow, 1806 Fruto Pouteria torta (Mart.) Radlk, 1882 Armadilha Fruto Psidium guajava L., 1753 Armadilha Fruto Schoepfia sp. Total Tabela 4. Abundância e porcentagem relativas de moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae) obtidas em armadilhas McPhail® e de larvas infestando frutos cultivados e silvestres no ecótono Cerrado-Pantanal, Aquidauana, Mato Grosso do Sul, Brasil (junho de 2009 a junho de 2011). Hospedeiros Tribo/Espécie Ao Am Ac Bt Da Il Pt Pg N % - 1 0,04 *** 1 0,04 3 0,13 - 4 0,17 Sh A F A F A F A F A F A F A F A F A F - - - - - - - - 1 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 1 - - - - - - - - - - - 3*** ** - Toxotrypanini Anastrepha alveatoides Blanchard, 1961 Anastrepha castanea Norrbom, 1998 - - - - - - Anastrepha daciformes Bezzi, 1909 - - - - - - Anastrepha distincta Greene, 1934 - - - - - - - - - - - 2 1 - - 1 Anastrepha fraterculus (Wiedemann, 1830) - - - - - - - - - - - - 2 - 7 108 - - 117 5,08 Anastrepha hamata Loew, 1873 - - - - - - - - - - - - 6 - - - 1 - 7 0,30 Anastrepha leptozona Hendel, 1914 - - 1 - - - 1 - 1 - - - 4 554 - - - - 561 24,35 Anastrepha montei Lima, 1934 - - - - 1 - - - - - - - - - - - - - 1 0,04 Anastrepha obliqua (Macquart, 1835) - - 3 - 11 488 - - - - - - - - 17 8 - - 527 22,88 Anastrepha rheediae Stone, 1942 - - - - - - 1 - - - - - - - - - 1 - 2 0,09 Anastrepha serpentina (Wiedemann, 1830) - - - - - - - - - - - - - 31 - - - - 31 1,35 Anastrepha sororcula Zucchi, 1979 1 - 3 - 5 13 1 - - - 1 - - - 17 279 - - 320 13,89 Anastrepha striata Schiner, 1868 - - - - - 5 - - - - - - - 4 * 8 291 - - 308 13,37 Anastrepha turpiniae Stone, 1942 - - - - - - - - - - 2 - - - - 66 - - 68 2,95 Anastrepha zenildae Zucchi, 1979 - - - - - - - - - - - - - - 1 7 - - 8 0,35 Anastrepha zernyi Lima, 1934 - - - - - - - - - - - - - 2 - - - - 2 0,09 Anastrepha sp.1 - - - - - - - - - - - - - 8 - - - - 8 0,35 Anastrepha sp.2 - - - - - - - - - - 2 - 1 - - - - - 3 0,13 Ceratitis capitata (Wiedemann, 1824) - - 3 - 8 312 - - - - - - - - 1 7 - - 331 14,37 Total de indivíduos 1 - 10 - 25 818 3 - 2 - 5 2 14 599 51 767 2 4 2.303 100 Total de espécies 1 - 4 - 4 4 3 - 2 - 3 1 4 5 6 8 2 2 19 Cerattitidini A – Armadilha; F – Fruto; *Primeiro registro para família botânica no Brasil; **Primeiro registro para o estado de Mato Grosso do Sul (Brasil); ** *Primeiro registro para o hospedeiro; Ao – Anacardium occidentale L., 1753; Am – Annona muricata L., 1753; AC – Averrhoa carambola L., 1753; Bt– Buchenavia tomentosa Eichler, 1866; Da – Dipteryx alata Vogel, 1837; Il – Inga laurina (Sw.) Willdenow, 1806; Pt– Pouteria torta (Mart.) Radlk, 1882; Pg – Psidium guajava L., 1753 e Sh – Schoepfia sp.. Tabela 5. Abundância e porcentagem relativas de moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae) obtidas de frutos verdes e maduros em frutíferas cultivadas e silvestres no ecótono Cerrado-Pantanal, Aquidauana, Mato Grosso do Sul, Brasil (junho de 2009 a junho de 2011). Ac Táxon Verde Il Maduro Pt Verde Maduro Verde Pg Maduro Verde Sh Maduro Verde N % N % N % N % N % N % N % N % Anastrepha castanea Norrbom, 1998 - - - - - - - - - - - - - - - - Anastrepha daciformes Bezzi, 1909 - - - - - - - - - - - - - - - - Anastrepha distincta Greene, 1934 - - - - - - 2 100,00 - - - - - - 1 0,13 Anastrepha fraterculus (Wiedemann, 1830) - - - - - - - - - - - - - - 108 Anastrepha leptozona Hendel, 1914 - - - - - - - - 49 8,18 - - - Anastrepha obliqua (Macquart, 1835) 9 1,10 479 58,56 - - - - - - - - - - 8 Anastrepha serpentina (Wiedemann, 1830) - - - - - - - - - - 31 5,17 - - Anastrepha sororcula Zucchi, 1979 - - 13 1,59 - - - - - - - - - - Anastrepha striata Schiner, 1868 1 0,12 4 0,49 - - - - - - 4 0,67 64 8,34 Anastrepha turpiniae Stone, 1942 - - - - - - - - - - - - - Anastrepha zenildae Zucchi, 1979 - - - - - - - - - - - - - Anastrepha zernyi Lima, 1934 - - - - - - - - 2 0,33 - - Anastrepha sp.1 - - - - - - - - 8 1,34 - Ceratitis capitata (Wiedemann, 1824) 3 0,37 309 37,76 - - - - - - - Total de indivíduos 13 1,59 805 98,41 - - 2 100,00 59 N Maduro % N % - - 1 25,00 1 25,00 2 50,00 - - - - 14,03 - - - - - - - - - 1,04 - - - - - - - - - - 279 36,38 - - - - 227 29,60 - - - - - 66 8,60 - - - - - 7 0,91 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 7 0,91 - - - - 8,34 703 91,66 1 25,00 3 Toxotrypanini 505 84,31 Cerattitidini Total de espécies 3 4 - 1 9,85 3 540 90,15 3 64 1 Ac – Averrhoa carambola L., 1753; Il – Inga laurina (Sw.) Willdenow, 1806; Pt– Pouteria torta (Mart.) Radlk, 1882; Pg – Psidium guajava L., 1753 e Sh – Schoepfia sp.. 8 1 75,00 2 Tabela 6. Número total (N) de larvas de Tephritidae (Diptera: Tephritoidea), parasitóides e porcentagem de parasitismo, em frutos de Averrhoa carambola L., 1753, Psidium guajava L., 1753 e Pouteria torta (Mart.) Radlk, 1882, coletados no ecótono Cerrado-Pantanal, Aquidauana, Mato Grosso do Sul, Brasil, ( junho de 2009 a junho de 2011). 2009 2010 2011 N Variáveis avaliadas jun jul ago set out nov dez jan fev 1 - - 30 Mar abr maio jun jul ago set out nov dez jan 536 47 - - - 9 263 fev mar abr maio jun Averrhoa carambola L., 1753 Tephritidae 6 8 2 - - 72 140 220 140 297 101 Doryctobracon areolatus (Szépligeti, 1911) - - - - - 1 - - - 14 12 12 5 7 1 - - - - - 2 2 Parasitismo (%) - - - - - 100 - - - 19,44 8,57 5,45 3,57 1,31 2,13 - - - - - 0,67 1,98 Utetes anastrephae Viereck, 1913 - - - - - - - - - - 4 3 1 1 - - - - - - 3 - Parasitismo (%) - - - - - - - - - - 2,86 1,36 0,71 0,19 - - - - - - 1,01 Opius bellus Gahan 1930 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 1 Parasitismo (%) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Pteromalidae sp.1 - - - - - - - - - - - - - 7 - - - - - Parasitismo (%) - - - - - - - - - - - - - 1,31 - - - - Tephritidae - - 7 43 87 659 412 35 10 14 - - - 27 21 36 47 Doryctobracon areolatus (Szépligeti, 1911) - - - - - 17 14 - - - - - - - - - Parasitismo (%) - - - - - - - - - - - - - - Utetes anastrephae Viereck, 1913 - - - - - 14 - - - - - - - - - Parasitismo (%) - - - - - 2,12 - - - - - - - - 242 221 37 2372 14 1 - 71 5,79 0,45 - - 1 - - 13 - 0,41 - - - - - - - 1 0,34 - - - - - - - - - - - 7 - - - - - - - - 63 27 749 307 68 32 5 62 2711 - 2 - 42 10 - - - - 85 - 3,17 - 5,61 3,26 - - - - - - - - - 2 - - - - - 16 - - - - - 0,27 - - - - - - Braconidae Pteromalidae Psidium guajava L., 1753 Braconidae 2,58 3,40 Pouteria torta (Mart.) Radlk, 1882 Tephritidae - - - - - 44 28 10 - - - - - - 1 - 270 1057 225 - - - - - - 1635 Doryctobracon areolatus (Szépligeti, 1911) - - - - - - - - - - - - - - - - 2 17 3 - - - - - - 22 Parasitismo (%) - - - - - - - - - - - - - - - - 0,74 1,60 1,33 - - - - - - - Braconidae Figura 1. Flutuação populacional de larvas de Anastrepha obliqua e Ceratitis capitata e biomassa de frutos Averrhoa carambola (L.) Osbeck, 1753 no ecótono CerradoPantanal, Aquidauana, Mato Grosso do Sul, Brasil, de julho de 2009 a junho de 2011. Figura 2. Flutuação populacional de larvas de Anastrepha sororcula e Anastrepha striata e biomassa de frutos Psidium guajava L., 1753, no ecótono Cerrado-Pantanal, Aquidauana, Mato Grosso do Sul, Brasil, de julho de 2009 a junho de 2011.