ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O TILT TESTE E O ENSAIO DE CISALHAMENTO DIRETO PARA DETERMINAÇÃO DO ÂNGULO DE ATRITO INTERNO BÁSICO Felipe Torres Leite – UFMG – [email protected] Cláudio Lúcio Lopes Pinto – UFMG RESUMO Este trabalho discute a importância da resistência da rocha intacta para a caracterização de um maciço rochoso e da resistência das descontinuidades, que, na maioria dos casos, é o fator que controla que estabilidade de uma escavação, principalmente em situação de estado de baixa tensões. Sabendo da importância de se determinar os fatores que controlam a resistência das descontinuidades, o presente trabalho busca comparar o resultado obtido pelo ensaio de tilt teste e pelo ensaio de cisalhamento direto como duas maneiras diferentes de se obter o valor do ângulo de atrito interno básico da rocha ( . Este trabalho propõe também uma nova abordagem na fundição dos corpos de prova para realização do ensaio de cisalhamento direto, minimizando assim os erros decorrentes da discordância entre o plano da descontinuidade e a direção de aplicação da tensão cisalhante. Palavras-chave: descontinuidades; resistência; cisalhamento direto, Tilt test. ABSTRACT This paper discuss how is important to evaluate the intact rock resistance to characterize a rock mass and the strength of discontinuities, which, in most cases, is the major factor that control the stability of an excavation, mainly in a low stress state situation. After knowing how is important to define the factors that control the strength of discontinuities, this paper compares the results obtained by tilts test and direct shear tests, as two different manners to obtain the value of the basic friction angle of the rock ( , This paper also proposes another approach to model the test samples to perform the direct shear test, thus minimizing errors relate to the discordance of discontinuity plan and shear stress direction. Keywords: discontinuities; strength; direct shear, Tilt test. INTRODUÇÃO Segundo Hoek [1], o ângulo de atrito interno básico ( da resistência ao cisalhamento das é fundamental para o entendimento descontinuidades. aproximadamente igual ao valor do ângulo de atrito residual ( O valor do ângulo é , porém ele é geralmente obtido por meio de testes em amostras previamente cortadas e retificadas. Uma avaliação detalhada da qualidade dos maciços rochosos, o que depende das características da rocha intacta e, também, das características das descontinuidades presentes no maciço rochoso é de fundamental importância. A determinação do ângulo de atrito interrno básico das descontinuidades nos maciços rochosos, segundo Hu e Cruden [2], é essencial na avaliação da estabilidade dos taludes desses maciços. O ensaio de cisalhamento direto requer um transporte mais cuidadoso das amostras do campo para o laboratório, corte da amostra na forma específica para a realização do ensaio e posterior fundição do corpo de prova de maneira que a descontinuidade de interesse fique isolada, além da escolha da direção de cisalhamento predeterminada. Hoek e Bray (1974) discutiram que o ângulo de atrito poderia ser obtido por um simples ensaio denominado “Tilt teste”. Outros autores como Cawsey e Farrar (1976) e Barton e Choubey (1977) têm estimado o ângulo de atrito interno de descontinuidades utilizando esta proposição [2]. Caracterização de maciços rochosos Os componentes que compõem um maciço rochoso são: a rocha intacta, suas descontinuidades, a água e as tensões presentes no maciço. Segundo Hudson e Harrison [3] a rocha intacta pode ser definida como uma rocha ausente de fraturas significativas. Desde os anos 60, muita atenção é dada ao comportamento da rocha intacta em comparação a outros componentes mecânicos do maciço rochoso, principalmente quando o problema é relacionado à perfuração e desmonte de rochas, ou quando é considerada a estabilidade de escavações em rochas de boa qualidade. [3] Figura 1 - Componentes do maciço rochoso, segundo Hutchinson e Diederich. Em outros casos, o comportamento das descontinuidades da rocha será de maior importância para o equilíbrio e estabilidade do maciço, como por exemplo, a formação de blocos de rocha por interseções entre descontinuidades. [4] Rocha Intacta Para que se possa conhecer como o maciço rochoso se comporta, é indispensável conhecer algumas propriedades mecânicas da rocha intacta. Os principais parâmetros da rocha intacta a serem determinados em ensaios de laboratório são: Módulo de Young (E): definido pela inclinação da curva de tensão-deformação do ensaio de compressão uniaxial da rocha intacta (UCS). Resistência à compressão uniaxial da rocha intacta ( ) ou (UCS): definida pelo maior valor de tensão observado na curva tensão-deformação. Coeficiente ou Razão de Poisson ( ): definido pela razão entre a deformação radial e a deformação axial quando um corpo de prova é submetido à um carregamento uniaxial. Figura 2 - Gráfico tensão-deformação (Brady e Brown, 2006) Módulo de Young: Coeficiente de Poisson: Descontinuidades Segundo Hudson e Harrison [3], as descontinuidades são aspectos geológicos, tais como juntas, falhas, planos de acamamento e fraturas, que representam uma interrupção da continuidade da rocha. Essas feições geológicas têm propriedades mecânicas e geométricas que muitas vezes governam o comportamento geral de maciços rochosos, principalmente quando estão submetidos a baixos valores de tensão in situ. As descontinuidades de um maciço podem ter origem durante o processo de formação da rocha (singenéticas), como acontece em zonas de contato entre duas litologias diferentes, pela ação de forças cisalhantes induzidas por metamorfismo e dobramento do pacote rochoso (epigenéticas), ou podem ser criadas de forma não natural pelo ser humano, que pela abertura de escavações e perturbações no maciço rochoso, podem induzir zonas de baixa resistência na rocha, facilitando a ruptura da mesma. As descontinuidades são normalmente descritas por suas propriedades geométricas, representadas pela figura abaixo, tais como [3]: Figura 3 - Propriedades geométricas do maciço rochoso (Hudson e Harrison, 2007). Espaçamento e frequência: é a distância média entre descontinuidades adjacentes de uma mesma família medida perpendicularmente. Frequência é definida pelo número de descontinuidades por unidade de distância. Atitude: definida pela direção do plano médio da descontinuidade e por seu mergulho. Persistência: é a extensão da descontinuidade, observada pelo comprimento do seu traço ao longo de um afloramento. Rugosidade: apesar das descontinuidades serem consideradas como planas para efeito de determinação de sua orientação e persistência, suas superfícies podem conter ondulações, chamadas de rugosidade. A rugosidade de uma descontinuidade pode ser definida por tabelas empíricas ou matematicamente. Abertura: é a distância perpendicular medida entre as paredes de uma descontinuidade. Preenchimento: a abertura de uma descontinuidade pode ser preenchida por água ou outro material, como por exemplo, argilominerais. Família de descontinuidades: conjunto de descontinuidades que apresentam a mesma atitude. Resistência das paredes: caracterizada pela resistência da interface entre a descontinuidade e o maciço rochoso, sendo afetada principalmente pelo grau de alteração da rocha e pelo intemperismo. Tal propriedade pode ser estimada por testes manuais, utilizando-se o martelo de Schmidt. Tamanho dos blocos: depende do padrão da família de descontinuidades que se interceptam, podendo gerar blocos de rochas soltos. Percolação de água: ocorre quando há fluxo de água por meio das descontinuidades presente no maciço. METODOLOGIA Tilt Teste De acordo com Hu e Cruden [2], a determinação do ângulo de atrito das descontinuidades do maciço rochoso é essencial para a avaliação da estabilidade dos taludes desses maciços. Uma das maneiras de se obter o ângulo de atrito interno da rocha é por meio do Tilt teste. No laboratório de Tecnologia de Rochas da UFMG foram realizados os ensaios de tilt teste em cinco diferentes amostras de rocha carbonática e outras cinco amostras de uma rocha itabirítica, para determinar o ângulo de atrito interno de cada uma dessas rochas. Figura 4 - Tilt teste para determinação do ângulo de atrito das descontinuidades (HUDSON; HARRISON, 2007). O material e equipamentos utilizados para a realização deste teste foram: 5 amostras retificadas de uma rocha carbonática; 5 amostras retificadas de uma rocha itabirítica; mesa de madeira construída para o ensaio. A mesa construída tem aproximadamente 30cm de comprimento, 15cm de largura e 5cm de altura. Conforme o modelo abaixo: Figura 5 – Modelo da mesa utilizado no ensaio tilt teste TCC C 6 - Amostras de rocha carbonática e de rocha eitabirítica Cada uma dasFigura 10 amostras de rocha (5 sendo rocha carbonática 5 sendo rocha itabirítica) Cada uma das 10 amostras (5 sendo de rocha carbonática e 5 sendo rocha itabirítica) foram cortadas e tiveram suas superfícies retificadas para que o teste fosse realizado. Uma vez preparadas as amostras, elas foram colocadas em cima da mesa de madeira construída especialmente para a realização dos ensaios, que foi sendo erguida lentamente até que uma rocha deslizasse sobre sua superfície retificada. Figura 7 - Ensaio tilt teste sendo realizado Para cada uma das amostras, foram realizados 30 ensaios com o objetivo se obter uma média aritmética do ângulo de deslizamento, e também para que o escorregamento da amostra fosse realizado em várias direções diferentes. Para a determinação do ângulo, foi medida com um paquímetro a hipotenusa do triângulo formado pela inclinação da mesa (vide Figura 7) que é um valor fixo independentemente do ângulo da mesa. Para cada ângulo diferente foi determinado o cateto adjacente deste ângulo, obtido pela projeção horizontal desta hipotenusa, que pôde ser medido usando uma linha de nylon amarrada a um peso e um papel milimetrado. Dessa maneira, por trigonometria, foi possível calcular o ângulo de atrito interno básico das amostras ensaiadas. Teste de Cisalhamento Direto Segundo Hachiich et al & Pinto apud Viecili [5], o ensaio de cisalhamento direto é o mais antigo procedimento usado para se determinar a resistência ao cisalhamento de um material, e baseia-se no critério de Mohr-Coulomb. O teste de cisalhamento direto, quando realizado em amostras polidas e retificadas é utilizado para a determinação do ângulo de atrito interno básico. Para a realização dos ensaios foram utilizadas as mesmas amostras usadas nos ensaios de “Tilt test”. O ensaio pode ser descrito pela aplicação de uma tensão normal constante à descontinuidade, e a de uma tensão cisalhante crescente em um plano paralelo ao plano de da descontinuidade. O deslocamento é medido por um relógio, com precisão para detectar deslocamentos de até 0,01 mm. Figura 8 - Modelo de ensaio de cisalhamento da descontinuidade Para a obtenção do ângulo de atrito interno básico da rocha carbonática e da rocha itabirítica, foi utilizado o quadro cisalhante do Laboratório de Tecnologia de Rochas da UFMG. O procedimento consiste em fundir os corpos de prova em cimento grouth de cura rápida, utilizando um molde plástico com o formato cilíndrico permitindo seu encaixe no quadro cisalhante. Uma vez que os corpos estão preparados e moldados, eles são levados ao quadro cisalhante para a realização do ensaio. Figura 9 - Corpo de prova antes do ensaio Figura 10 - Ensaio de cisalhamento direto O ensaio foi realizado nas 5 amostras de rocha itabirítica e nas 5 amostras de rocha carbonática, para determinação do valor do ângulo de atrito interno básico de cada uma das litologias ao final do ensaio, por uma regressão linear. Para isso, em cada ensaio de cisalhamento direto foi utilizado um valor diferente de tensão normal. Os valores escolhidos foram de 2, 4, 6, 8 e 10 MPa. O comportamento mecânico esperado para o ensaio é um aumento rápido da tensão cisalhante até que valor máximo, chamada de tensão de pico. A partir daí é esperado que o valor de tensão permaneça aproximadamente constante, como ilustra a Figura 11. Figura 11 - Comportamento mecânico esperado para ensaio de cisalhamento direto Para uma descontinuidade plana e retificada, o critério de ruptura de Mohr-Coulomb não inclui o fator coesão em sua equação, como mostra a equação seguinte: À medida que os ensaios são realizados, alterando-se os valores da tensão normal, o valor do ângulo de atrito interno pode ser calculado pela inclinação da reta ilustrada na Figura 12, ou utilizando-se a seguinte equação: Figura 12 - Gráfico tensão cisalhante x tensão normal DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Foram realizados 30 ensaios do tilt teste para cada amostra de rocha, alterando a direção do plano de deslizamento da mesma, para que fossem corrigidas quaisquer irregularidades em relação a possíveis estruturas nas amostras que pudessem alterar o valor do ângulo de deslizamento. A mesa com a amostra foi sendo erguida lentamente em uma taxa constante, de forma que foi possível identificar o início do deslizamento da amostra, e assim calcular o valor do ângulo. Os resultados obtidos dos valores do ângulo de atrito interno básico para cada uma das amostras são apresentados na tabela a seguir: Tabela 1- Resultado do tilt teste Rocha Carbonática Rocha Itabirítica Amostra 1 Amostra 1 Amostra 2 Amostra 2 Amostra 3 Amostra 3 Amostra 4 Amostra 4 Amostra 5 Amostra 5 Em seguida, as mesmas amostras utilizadas no ensaio do tilt teste foram fundidas em cimento grouth para que fossem posteriormente ensaiadas no quadro cisalhante. Foram pré-determinados cinco valores diferentes para a tensão normal que foi utilizada no ensaio de cisalhamento direto, para que fosse possível depois dos ensaios traçar uma regressão linear, e assim obter o valor do ângulo de atrito interno básico para cada uma das litologias ensaiadas. Após realizados os ensaios de cisalhamento direto, foram plotados os valores das tensões de pico pelos valores das tensões normais respectivamente utilizadas, resultando nas seguintes tabelas: Tabela 2 - Resultados do teste de cisalhamento direto ROCHA CARBONÁTICA Tensão Cisalhante (MPa) Tensão Normal (MPa) 1,640 2,030 1,603 3,991 3,495 5,953 5,547 7,914 6,556 9,875 ROCHA ITABIRÍTICA Tensão cisalhante (MPa) Tensão Normal (MPa) 1,647 2,030 3,547 3,991 2,521 5,953 5,867 7,914 5,248 9,875 A partir das tabela acima, foram traçados os gráficos abaixo, que permitiram a determinação do ângulo de atrito interno básico para cada uma das rochas estudadas. Rocha Carbonática Tensão cisalhante (MPa) 7 6 5 y = 0,7023x - 0,4126 R² = 0,9382 4 3 2 1 0 0 2 4 6 Tensão Normal (MPa) 8 10 12 Rocha Itabirítica Tensão cisalhante (MPa) 7 6 5 4 y = 0,4855x + 0,8757 R² = 0,7141 3 2 1 0 0 2 4 6 Tensão Normal (MPa) 8 10 12 Gráfico 1 - Regressão linear para teste de cisalhamento direto Pode ser observado nos gráficos anteriores, que a equação da reta ajustada possui um termo constante, que de acordo com o critério de ruptura de Mohr-Coulomb só deveria existir caso estivesse sendo analisado a resistência da rocha intacta, e não da descontinuidade. Como a coesão de uma descontinuidade retificada é igual a zero, logo o termo independente da equação de regressão linear também deve ser zero (c = 0). Sendo assim, foram traçados então outros dois gráficos, nos quais a reta de regressão linear obrigatoriamente passa pela origem dos eixos. Rocha Carbonática Tensão cisalhante (MPa) 7 6 5 y = 0,6454x R² = 0,9307 4 3 2 1 0 0 2 4 6 Tensão Normal (MPa) 8 10 12 Rocha Itabirítica Tensão cisalhante (MPa) 7 6 5 4 y = 0,6064x R² = 0,6602 3 2 1 0 0 2 4 6 8 10 12 Tensão Normal (MPa) Gráfico 2 - Regressão linear para teste de cisalhamento direto partindo da origem Os valores do ângulo de atrito interno básico puderam ser calculados pelo arco tangente da inclinação da reta, conforme descrito anteriormente. Os resultados obtidos estão dispostos na tabela a seguir: Tabela 3 - Resultados tilt teste x ensaio de cisalhamento direto Rocha Carbonática Rocha Itabirítica Tilt Teste 24,72 25,90 Cisalhamento Direto 35,08 25,90 Cisalhamento Direto (c=0) 32,84 31,32 As amostras de rocha carbonática apresentaram superfície retificada com uma inclinação maior que o desejável para a realização do ensaio de cisalhamento direto. Isto provavelmente se deve a imprecisões no corte e na retífica. Figura 13 – Amostra apresentando inclinação acentuada Nessas amostras em que foi identificada a inclinação, a direção escolhida para a realização do ensaio de cisalhamento direto foi perpendicular ao plano de maior inclinação da superfície da descontinuidade. A dificuldade de garantir a concordância entre o plano da descontinuidade e a direção da aplicação da tensão cisalhante motivou o desenvolvimento de uma nova técnica para fundir os corpos de prova antes de serem submetidos ao quadro cisalhante. Nesta nova proposta são usadas pequenas placas de acrílico que auxiliam a posicionar o corpo de prova corretamente. Os corpos de prova são fundidos com a face retificada voltada para baixo, encaixadas em um pequeno orifício de tamanho igual à espessura do corpo de prova. A forma circular é então colocada sobre a placa de acrílico e preenchida por cimento grouth de cura rápida. As quatro próximas figuras ilustram como utilizar a placa de acrílico. Figura 14 - Nova técnica para moldar corpos de prova (1) Figura 15- Nova técnica para moldar corpos de prova (2) Figura 16 - Nova técnica para moldar corpos de prova (3) Figura 17- Nova técnica para moldar corpos de prova (4) CONCLUSÃO Os valores do ângulo de atrito interno básico obtidos pelo tilt teste da rocha carbonática e da rocha itabirítica foram muito parecidos entre si. Embora o valor do ângulo de atrito interno básico da rocha itabirítica obtido pelo tilt teste e pelo ensaio de cisalhamento direto obtiveram valores idênticos, o coeficiente de correlação linear não foi muito elevado (r2 = 0,7141), o que sugere algum erro durante a realização do ensaio. O ângulo de atrito interno básico da rocha carbonática obtida pelo ensaio de cisalhamento direto, apesar da alta correlação linear de r2 = 0,9382, foi obtido um valor bastante diferente do obtido no tilt test. Esse valor diferente do ângulo pode ter sido consequência das amostras apresentarem discordâncias entre o plano de cisalhamento e a direção de aplicação da tensão cisalhante. Esta disparidade induziu a utilização de uma nova metodologia de fundição dos corpos de prova. Seria interessante refazer esse teste da rocha carbonática, utilizando as placas de acrílico para modelar os corpos de prova para averiguar se os resultados seriam os mesmos. Aparentemente, apenas cinco ensaios de cisalhamento direto, utilizando apenas cinco valores diferentes de tensões normais não fornecem dados suficientes para a obtenção de um ângulo de atrito interno básico confiável. Quanto mais ensaios forem realizados, maior é a confiabilidade no valor do ângulo obtido por um processo de regressão linear. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] Hoek, E. (2000). Practical Rock Engineering. 2000 Edition. [2] Hu, X.Q, Cruden, D.M. A portable tilting table for on-site tests of the friction angles of discontinuities in rock masses. International Association of Engineering Geology. Paris, 1992. [3] Hudson, John A.; Harrison, John P. Engineering Rock Mechanics: an introduction to the principles. First Edition. London: Pergamon, 2007. [4] Brady, B.H.G.; Brown, E.T. Rock Mechanics: for underground mining. Third edition. Australia: Springer, 2006. [5] Viecili, C. Determinação dos parâmetros de resistência do solo de Ijuí a partir do ensaio de cisalhamento direto. Departamento de Tecnologia. 2003 76p. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ.