Dica Clínica
O setup ortodôntico como método
auxiliar de diagnóstico e planejamento
Hallissa Simplício*, Ary dos Santos-Pinto**, Marcus Vinicius Almeida de Araújo***,
Sergei Godeiro Fernandes Rabelo Caldas****, Alexandre Antonio Ribeiro****
Resumo
O objetivo deste trabalho é descrever, de
forma simplificada, a confecção do setup, proporcionando ao ortodontista um
manual seqüencial e ilustrado de sua elaboração, assim como citar seus objetivos,
indicações, vantagens e desvantagens.
Palavras-chave: Modelos dentários. Ortodontia. Diagnóstico. Planejamento.
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Doutora em Ortodontia e Ortopedia Facial pela UNESP – Araraquara. Professora do Aperfeiçoamento em Ortodontia Preventiva e Interceptativa UFRN. Professora da Especialização em Odontopediatria ABO/RN.
Professor Adjunto do Departamento de Clínica Infantil, Disciplina de Ortodontia, da Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP.
Mestre em Ortodontia pela UFRJ, Professor do Curso de Odontologia da Universidade Potiguar e do Curso de Especialização em Ortodontia ABO/RN.
Aperfeiçoamento em Ortodontia Preventiva e Interceptativa UFRN. Aluno do Curso de Especialização em Ortodontia ABO/RN.
Rev. Clín. Ortodon. Dental Press, Maringá, v. 6, n. 4 - ago./set. 2007
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O setup ortodôntico como método auxiliar de diagnóstico e planejamento
IntRodução
O setup é confeccionado com os modelos iniciais de estudo
do paciente, previamente duplicados. Consiste, atualmente, no
método mais seguro e eficiente que o ortodontista pode utilizar
para avaliar se é possível alcançar os objetivos do tratamento,
principalmente quando este requer extrações dentárias. Através do setup torna-se possível ao profissional tentar diferentes
combinações de extrações dentárias, visualizando a oclusão final,
sem, no entanto, causar danos ao paciente2,4. Todavia, é importante desfazer a idéia pré-concebida de que o setup só pode ser
realizado com extrações. O setup ajudará o ortodontista a decidir
qual forma de tratamento será oferecida ao paciente e as exodontias não são o único meio de tratamento existente, possibilitando, também, modificações como ajustes oclusais, restaurações
dentárias, desgastes interproximais, disjunção da sutura palatina
mediana, assim como a combinação de duas ou mais dessas alternativas, para verificar diferentes opções de tratamento.
Além disso, o setup permite ao profissional pré-visualizar a
mecânica a ser utilizada, tipos de ancoragem necessários, necessidade de redirecionamento do crescimento, quantidade de
disjunção/expansão, quantidade de retração dentária e repercussão desta no perfil do paciente (traçado predictivo).
A sua montagem não é aleatória, mas baseada em conhecimentos de cefalometria, de crescimento e desenvolvimento craniofacial, de movimentação dentária e mecânica ortodôntica1,4,5.
O setup pode ser confeccionado antes, durante e até mesmo após
o tratamento ortodôntico, embora sua maior utilização seja antes, como auxiliar no diagnóstico e na escolha de um correto plano de tratamento ou, na fase intermediária, para se testar outras
opções terapêuticas.
A finalidade deste método de diagnóstico e planejamento é
proporcionar uma representação tridimensional da oclusão do
paciente ao final da terapia ortodôntica, sempre buscando estética, função e estabilidade. Para atingir esses objetivos é importante buscar o maior número possível dos princípios de uma
oclusão normal, tais como chave de oclusão de molar e canino,
distância intermolar e intercanino originais mantidas, forma de
arco ideal, estabelecer pontos de contatos corretos, sobremordida
e sobressaliência normal, linhas médias corrigidas e coincidentes,
inclinações e angulações axiais corretas, ausência de rotações,
relação normal dos planos inclinados oclusais, curva de Spee e
Wilson adequadas.
Entretanto, é importante salientar que nem sempre todos
estes objetivos serão alcançados, em virtude das necessidades
individuais de cada paciente. Por exemplo, em caso de Classe II
tratados compensatoriamente com extrações de pré-molares superiores, onde ao final do tratamento não é possível se obter uma
relação molar de Classe I. Outro exemplo são os casos de extração
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de um incisivo inferior que impossibilita a finalização com linhas
médias coincidentes.
O setup proporciona ainda, com fidelidade, um posicionamento dos incisivos no sentido vestíbulo-lingual semelhante ao
modelo inicial, uma vez que, registra a posição do incisivo inferior
mais projetado com o fio de latão, cera rosa ou, ainda, silicona de
adição e, posteriormente, reproduz esta posição na recolocação
dos dentes. O incisivo superior, por sua vez, é posicionado tendose como referência o incisivo inferior. Também reproduz a forma
do arco superior e inferior do modelo inicial, com suas devidas
dimensões transversais, através do uso do fio de latão ou medição da distância intermolares e intercaninos com o compasso de
ponta seca. E ainda mantém a dimensão vertical do modelo, pela
fixação de cera na região retromolar.
Por outro lado, a desvantagem é o tempo que se leva na sua
construção, mas, em vista dos benefícios, isso não se torna um
impedimento para sua utilização. Desta forma, este trabalho tem
como objetivo descrever a forma de confecção do setup e citar
algumas variações utilizadas para o registro da posição do incisivo inferior e forma do arco, proporcionando ao ortodontista um
manual seqüencial e ilustrado de sua elaboração.
MATERIAL NECESSÁRIO
modelo de estudo inicial do paciente,
previamente duplicado e adequadamente
recortado
cera rosa nº 07
serra em espiral
compasso de ponta seca
lápis preto nº 02
"cadinho" para cera
fio de latão
alicate 139
placa de Schmutz
alicate corte
ficha pautada
espátula para cera nº 31
régua
espátula para cera nº 07
tesoura
espátula Lecron
lamparina de Hanau
peça para mão com micromotor acoplado
lamparina comum
broca esférica nº 06
isqueiro ou fósforos
broca de aço em forma de pêra ou similar
cera azul
disco carborundum
cera utilidade
quADRo 1 - Materiais necessários para confecção do setup.
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seQÜÊnCIA de ConFeCção
etapas laboratoriais
Duplicação dos modelos de estudo do paciente a ser tratado
(Fig. 1-5).
Para a confecção do setup ortodôntico são necessários os materiais listados no quadro 1 e as etapas descritas a seguir:
- Identificar todos os dentes na superfície lingual, inicialmente,
FiGuRA 1 - Vista lateral direita do modelo duplicado.
com instrumento de ponta fina e, posteriormente, cobri-los com
lápis preto nº 02 para enumerá-los (Fig. 6).
- Registrar a posição do incisivo inferior mais projetado em
relação à base do modelo com silicona de adição (Fig. 7), contornando-o com o fio de latão ou cera rosa nº 07.
- Transferir para a ficha pautada a referência do incisivo inferior mais projetado. Na porção da ficha que ultrapassa por incisal
FiGuRA 2 - Vista frontal do modelo duplicado.
FiGuRA 3 - Vista lateral esquerda do modelo
duplicado.
FiGuRA 4 - Vista oclusal superior do modelo
duplicado.
FiGuRA 5 - Vista oclusal inferior do modelo duplicado.
FiGuRA 6 - Identificação dos dentes.
FiGuRA 7 - Registro da posição do incisivo inferior mais projetado.
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do incisivo fazer uma marcação milimetrada paralela à base do
modelo, para posterior orientação da quantidade de retração do
incisivo inferior na base do modelo5 (Fig. 8).
- Reproduzir a forma do arco inferior contornando-o com o fio
de latão pelas cúspides vestibulares dos dentes posteriores e incisais dos anteriores ou, ainda, medição da distância intermolares e
intercaninos com compasso de ponta seca (Fig. 9, 10, 11).
- Na ficha pautada devem ser anotados nome e idade do paciente, distância intermolares e intercaninos, quantidade de retração do
incisivo inferior planejada pela análise cefalométrica individualizada,
FiGuRA 8 - Transferência do registro da posição
do incisivo inferior mais projetado e confecção da
marcação milimetrada.
FiGuRA 10 - Medição da distância intercaninos
inferiores para reprodução da forma do arco.
FiGuRA 9 - Reprodução da forma do arco inferior
com fio de latão.
FiGuRA 11 - Medição da distância intermolares
inferiores para reprodução da forma do arco.
FiGuRA 13 - Confecção de sulcos para determinação da linha média dentária e óssea do modelo
superior.
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quantidade de crescimento mandibular prevista e se há necessidade
de extrações, mencionando os dentes a serem extraídos (Fig. 12).
- A linha média dentária do paciente deve ser marcada na base
de ambos os modelos, através de um sulco realizado com a serra
em espiral e preenchido com cera azul. A linha média óssea deve
ser registrada por meio da projeção da rafe palatina sobre a região
anterior do modelo e, com os modelos articulados, transferir a linha sagital mediana superior para a base do modelo inferior, com o
auxílio de uma régua milimetrada e um lápis. Confeccionar sulcos
com a serra em espiral, que serão preenchidos com a cera rosa. Em
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FiGuRA 12 - Descrição dos dados do paciente na
ficha pautada.
FiGuRA 14 - Confecção de sulcos para determinação da linha média dentária e óssea do modelo
inferior.
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FiGuRA 15 - Confecção de sulcos coincidentes
aos longos eixos das cúspides mesiovestibulares
dos primeiros molares permanentes superiores.
FiGuRA 16 - Confecção de sulcos coincidentes
aos sulcos oclusovestibulares dos primeiros molares permanentes inferiores.
FiGuRA 17 - Preenchimento dos sulcos com cera
azul.
FiGuRA 18 - Fixação de uma secção de cera rosa
n° 7 na região retromolar do modelo superior.
casos de linhas médias dentária e esquelética coincidentes deve-se
preencher os sulcos apenas com cera azul (Fig. 13, 14, 17).
- De ambos os lados no modelo superior confeccionar sulcos
em sua base com direções coincidentes aos longos eixos das cúspides mesiovestibulares dos primeiros molares permanentes superiores e, na base do modelo inferior, coincidentes com as direções
dos sulcos oclusovestibulares dos primeiros molares permanentes
inferiores. Estes devem ser preenchidos com cera azul. Estas marcações são importantes para avaliação da ancoragem requerida5
(Fig. 15, 16, 17).
- Fixar na região retromolar uma secção de cera rosa nº 07, com
o intuito de se evitar desvios no sentido transversal e manutenção
da dimensão vertical (Fig. 18).
O crescimento mandibular será representado pela adição de
cera rosa nº 07 na parte posterior da base do modelo inferior. A
quantidade de cera deve ser proporcional à estimativa de crescimento indicada pela análise cefalométrica e mecânica utilizada.
Portanto, coloca-se uma lâmina de cera para cada milímetro de
estimativa de crescimento do pogônio duro1 (Fig. 19, 20, 21).
- Perfurar um orifício, na base do modelo de gesso, com o
auxílio de uma broca esférica nº 06 e peça de mão adaptada, no
sentido vestíbulo-lingual ao nível da linha média, abaixo do ápice
dos incisivos inferiores. Também podem ser feitas perfurações na
região posterior entre pré-molares e molares em ambos os lados,
de forma que possibilite a remoção dos dentes, utilizando a serra
em espiral (Fig. 22, 23).
- Soltar do arco uma das extremidades da serra em espiral e
introduzi-la através do orifício previamente confeccionado. Fixá-la
a partir da linha média, posicioná-la horizontalmente abaixo dos
ápices dos dentes e iniciar o corte horizontal. Este corte também
pode ser realizado com o disco de carborundum acoplado na peça
de mão (Fig. 24).
- Depois de concluído o corte horizontal, realizar a separação
dos dentes. Com o disco de carborundum previamente acoplado
na peça de mão ou com a serra em espiral fazer cortes verticais na
mesial e na distal de cada dente a ser removido do modelo, sem, no
entanto, atingir o ponto de contato. A separação final dos dentes é
feita por meio de uma leve pressão digital, sem que haja perda de
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FiGuRA 19 - Vista oclusal do modelo inferior para
visualização da lâmina de cera rosa n° 7 simulando crescimento mandibular.
FiGuRA 20 - Vista posterior dos modelos para
visualização da lâmina de cera rosa n° 7 simulando crescimento mandibular e secção de cera da
região retromolar do modelo superior.
FiGuRA 21 - Vista lateral direita dos modelos
para visualização da lâmina de cera rosa n° 7
simulando crescimento mandibular e secção de
cera da região retromolar do modelo superior.
FiGuRA 22 - Perfuração de orifício no sentido
vestíbulo-lingual ao nível da linha média.
FiGuRA 23 - Perfuração de orifício no sentido
vestíbulo-lingual entre pré-molares e molares.
FiGuRA 24 - Início do corte horizontal dos dentes.
FiGuRA 25 - Separação individual dos dentes.
material dentário no sentido mesiodistal (Fig. 25, 26).
Em caso de planejamento associado a desgastes interproximais,
estes devem ser realizados previamente à fase de reembasamento
dos dentes nos modelos.
- Com todos os dentes separados, prepará-los para serem novamente reembasados no modelo, tomando-se o cuidado de retirar,
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FiGuRA 26 - Separação individual dos dentes tendo o cuidado de não remover o ponto de contato.
nesta fase, os dentes que serão extraídos, para que não sejam incluídos na montagem. Com o disco de carborundum ou uma broca
de aço em forma de pêra ou similar, arredondar as porções correspondentes às raízes dos dentes, de forma que fique mais fácil sua
fixação no arco e torne mais fácil a manipulação das coroas, sem
o risco de interferência das raízes. Neste momento, com a broca
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de aço em forma de pêra, realizar sulcos de retenção nas bases do
modelo e na porção radicular dos dentes, para facilitar a posterior
fixação destes (Fig. 27, 28, 29, 30).
- Colocar uma porção de cera utilidade contornando a base dos
modelos, para iniciar a reinserção dos dentes. Iniciar o reposicionamento pelo incisivo inferior, com o auxílio da referência obtida
na ficha pautada recortada contendo a marcação milimetrada na
borda e placa de Schmutz para orientação da quantidade de inclinação do incisivo inferior na base do modelo e estabelecimento da
linha média (Fig. 31, 32, 33).
- Fazer o reposicionamento dos dentes da região anterior para
posterior, tanto no arco inferior quanto do superior. Reposicionar su-
FiGuRA 27 - Preparo das porções radiculares dos
dentes com broca em forma de chama.
FiGuRA 28 - Preparo das porções radiculares dos
dentes com lecron.
FiGuRA 29 - Dentes separados e preparados para
reembasamento.
FiGuRA 30 - Retenção na base do modelo com broca
em forma de pêra para reembasamento dos dentes.
FiGuRA 31 - Colocação de uma porção de cera
utilidade contornando a base dos modelos para
reinserção dos dentes.
FiGuRA 32 - Reposicionamento do incisivo inferior com auxílio da ficha pautada.
FiGuRA 33 - Utilização da placa de Schmutz para
determinação da linha média.
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O setup ortodôntico como método auxiliar de diagnóstico e planejamento
cessivamente dente a dente, iniciando-se pelo incisivo central, lateral, canino, pré-molares e molares de um hemiarco. Depois repete-se
o mesmo processo para o hemiarco do lado oposto. Deve-se tomar
o cuidado, durante a montagem dos caninos e pré-molares para se
manter as distâncias transversais obtidas anteriormente, o que é feito com o auxílio da reprodução da forma do arco. Repetir o mesmo
procedimento para o arco superior (Fig. 34, 35, 36).
- Finalização do setup: com o objetivo de melhorar o aspecto
estético do setup fazer a reconstrução em cera rosa nº 07 do rebordo alveolar, do contorno gengival, dos freios e bridas3. Para finalizar, polir os modelos com algodão embebido em sabonete líquido e
secar com uma toalha limpa e seca (Fig. 37-41).
FiGuRA 34 - Manutenção da distância intercaninos no arco inferior com auxílio do compasso de
ponta seca.
FiGuRA 35 - Manutenção da distância intermolares no arco inferior com auxílio do compasso de
ponta seca.
FiGuRA 36 - Vista oclusal dos modelos após reembasamento dos dentes.
FiGuRA 37 - Vista lateral direita do setup finalizado.
FiGuRA 38 - Vista frontal do setup finalizado.
FiGuRA 39 - Vista lateral esquerda do setup finalizado.
FiGuRA 40 - Vista oclusal superior do setup finalizado.
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FiGuRA 41 - Vista oclusal inferior do setup finalizado.
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ConCLusÕes
O setup é um excelente auxiliar de diagnóstico e planejamento ortodôntico, pois proporciona, antecipadamente, uma visualização da oclusão do paciente ao final de tratamento, o que
possibilita mais segurança na aplicação do plano de tratamento
escolhido. O setup deve ser confeccionado, principalmente, em
todos os casos em que o desgaste interproximal, agenesias, extrações assimétricas, ou não, de dentes forem considerados como
parte do tratamento, permitindo, desta maneira, tomar uma decisão mais segura.
Orthodontic setup as auxiliary method of
diagnosis and planning
abstract
The aim of this study is to describe a simplified form of setup
confection providing to the orthodontist a sequential and
illustrated guide of the elaboration, as well as to show the
objectives, indications, advantages and disadvantages.
key words: Dental models. Orthodontics. Diagnosis. Planning.
RefeRências
1.
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Endereço para correspondência
hallissa simplício
Av. Campos Sales 632, Petrópolis
CEP: 59.020-300 - Natal / RN
E-mail: [email protected]
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