Competição do Curso da Engenharia da UNIP
TIRO CERTO
Campus São José dos Campos
Universidade Paulista – UNIP
Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia
Núcleo de Projeto e Pesquisa em Engenharia
Rod. Presidente Dutra, km 157,5 - Pista Sul, CEP 12240-420, São José dos Campos, SP – Brasil.
Resumo  O desafio Tiro Certo tem como finalidade
proporcionar a iniciação do aluno na aplicação de conceitos de
física, cálculo em projetos de engenharia, assim como
proporcionar a integração e o desenvolvimento de trabalho em
equipe. Neste desafio, será projetado um canhão que lançará
bolas de tênis em alvos pré-determinados.
com o peso de seus projéteis. No fim do século XVIII
usavam-se canhões que lançavam projéteis de 2, 4 e 6 kg e
obuses de 15 cm de diâmetro. Os canhões dos navios eram
providos de balas que variavam de meio a 16 kg e as
caronadas (canhões curtos de grosso calibre), de 6 a 34 kg.
I. INTRODUÇÃO
Sendo a pólvora desconhecida na Europa até ao
século XIII, é provável que os ocidentais nunca tivessem
usado o canhão antes. Com a descoberta das capacidades
propelentes da pólvora foi possível o desenvolvimento dos
canhões.
Inicialmente os canhões eram de ferro forjado,
pequenos e rústicos, pois a arte de fundir achava-se ainda nos
primórdios. Tempos mais tarde passaram a ser fabricadas
com barras de ferro fundido soldadas e reforçadas com anéis
do metal. A sua capacidade de lançamento ainda era
diminuta, e empregavam-se por isso projétil de pedras leves
para alcançar maiores distâncias. Nesta época, para aumentar
a potência de fogo, os antigos canhões, chamados “órgãos da
morte”, eram colocados lado a lado, sobre um reparoplataforma. Podiam assim ser disparados ao mesmo tempo ou
separadamente, em sucessão rápida, o que faz deles
precursores das modernas metralhadoras, pelo menos em
conceito.
O morteiro-canhão curto, que possuía uma boca
larga, era utilizado em cercos a cidades para lançar projéteis a
curtas distâncias, entretanto era tão defeituoso que muitas
vezes rebentava e causava mais danos aos artilheiros que ao
inimigo.
Progredindo a arte de fundir, as bocas de fogo
passaram a ser feitas de bronze, mais forte que o ferro. Na
segunda metade do século XV surgiram, novamente, os
canhões de ferro fundido numa só peça e os de carregamento
pela culatra. O carregamento pela boca continuou, porém, a
ser preferido, por evitar os perigosos escapamentos de gases
pela culatra. A princípio, os canhões eram fundidos ocos,
numa só peça, que depois era perfurada mediante uso de uma
broca.
Ainda no século XV, os primitivos projéteis feitos
de pedra foram substituídos por outros de ferro ou de
chumbo, e os canhões passaram a ser classificados de acordo
Figura 1 – Canhão de curto calibre
Com o avanço na técnica de blindagem dos
modernos carros de combate, os canhões modernos tiveram
que acompanhar essa evolução para poder continuar a agir
com eficiência. Como se estava alcançando um limite técnico
de calibres para se conseguir penetrar nas modernas
blindagens, em função do peso elevado das munições de
calibres maiores, passou-se a pesquisar formas de melhorar o
desempenho da munição e não o seu tamanho, assim foram
criados projéteis de formatos mais semelhantes a flechas e
com materiais extremamente duros que perfurassem as
blindagens ou criassem outras formas de destruição como a
transferência total de energia a fim de pulverizar o a face
interna dos carros blindados, atingindo suas tripulações.
Figura 2. Lançador moderno
Existe uma tendência atual, de se voltar a produzir
canhões de alma lisa que atiram munições de alta velocidade
(acima de 1.800 m/s) e com aletas que estabilizam a trajetória
e tornam desnecessária a rotação dos projéteis como
antigamente. Essas munições são conhecidas como muniçãoflecha.
II. CANHÃO
1. Construa um canhão que possa lançar uma bola de
tênis em um alvo fixo.
2. O canhão poderá ser construído com qualquer
material, exceto explosivos ou materiais considerados
perigosos.
3. Deverá ser construído um dispositivo para o
lançamento de bolas de tênis que utilize o principio elástico
(ex: molas).
4. O canhão deverá medir no máximo 60 cm por 60
cm na base, não poderá ultrapassar uma altura de 80 cm e,
seu tubo pode ter no máximo 80cm.
5. Caso qualquer parte do canhão saia das
especificações do item 4, a equipe será desclassificada.
6. O canhão deverá possuir um dispositivo que trave o
lançamento (gatilho).
7. A base do canhão deverá ser fixa, e a equipe deverá
desenvolver um mecanismo para elevação e rotação do tubo.
8. Cada equipe terá direito a fazer uma tentativa
de 4 arremessos. No entanto, o intervalo máximo entre
cada arremesso será de 60 segundos.
9. Caso a equipe não respeite o tempo especificado
acima, serão considerados apenas os lançamentos feitos
dentro desse tempo.
II. ARENA
1. O alvo a ser atingido ficará a uma distância de 7 metros
da base do canhão. Será demarcada uma área de 60 por 60 cm
no chão centrada com a mesa, onde deverá ser colocado o
canhão.
2. O alvo ficará sobre uma mesa com dimensões de
150 x 72 x 94 cm.
3. O alvo será composto de 18 latas de refrigerante,
montadas em três grupos de 6 latas, conforme Figura 3, que
deverão ser atingidos por bolas de tênis.
4. A pontuação final da equipe será o somatório dos três
arremessos.
IV. REGULAMENTO
O campeonato será realizado durante a semana da
engenharia; Inscrições (ver Anexo), datas e local serão
publicados em Edital;
O número de componentes de cada equipe pode variar
entre cinco (5) a dez (10) pessoas. A seleção dos membros
deve ser realizada pelos próprios integrantes.
Cada equipe terá direito a um lançamento com quatro
arremessos.
O arremesso só será válido se acertar diretamente as
latas ou a bola pingar sobre a mesa.
As latas deverão ser derrubadas da mesa e cada lata
derrubada no chão será somado um ponto para a equipe,
sendo que serão validas as latas derrubadas por outras latas.
No momento do tiro não será permitido, em hipótese
nenhuma, que a mão do atirador esteja diretamente tocando o
tubo do canhão.
A equipe campeã será a que somar maior pontuação
na tentativa.
Em caso de empate em número de pontos, poderá
existir a possibilidade de as equipes fazerem um segundo e,
eventualmente um terceiro lançamento com uma única
tentativa.
A ordem de início será definida por sorteio após a
inscrição de todas as equipes.
Caso a equipe não esteja presente quando solicitada, a
mesma perderá direito ao primeiro lançamento, podendo
continuar a competir no segundo lançamento.
Qualquer canhão pode ser inspecionado para a
verificação do cumprimento das regras, a qualquer momento,
pela arbitragem;
Qualquer substituição de peça deve ser solicitada à
arbitragem, por escrito. Pode-se apenas trocar peças com
defeito, apresentando no pedido o motivo da troca, não
podendo trocar o canhão inteiro, nem alterar suas
características básicas. A peça trocada permanecerá com a
arbitragem até o final do campeonato. Depois da substituição
da peça, a arbitragem inspecionará o canhão para verificar a
conformidade às regras.
Como critério final de desempate (se necessário) será
a massa do canhão, aquele que apresentar a menor massa,
sem os projéteis, será ganhador.
V. PENALIDADES
Se algum membro de alguma equipe ofender ou
agredir membros de outra equipe, a banca de juízes ou
qualquer outra pessoa, ou proferir palavras de baixo calão, a
sua equipe será punida;
Se algum membro de alguma equipe interferir no
andamento normal da competição a sua equipe será punida;
A punição aplicada para cada caso será decidida pela
arbitragem dependendo da gravidade da situação e poderá
incluir: Advertência, desclassificação da competição ou
desclassificação do campeonato;
A reincidência pode contar como um agravante e pode
aumentar a pena sofrida.
VI. ARBITRAGEM
Figura 3 - Dimensões da pista e dos alvos.
Será composta de uma banca de 2 juízes; As decisões
da banca de juízes são finais. Nenhum tipo de apelação ou
recurso é permitido; Qualquer caso omisso nesse regulamento
será julgado pela banca de juízes;
VII. PONTUAÇÃO
A participação na competição contabilizará horas de
atividade complementar de acordo com a classificação e
conforme a Tabela 3.
VIII. DISPOSIÇÕES GERAIS
Não são permitidas troca e inclusão de integrantes no
grupo após a entrega da inscrição (anexo). No entanto, a
equipe tem a liberdade de excluir um ou mais membros, sem
necessidade de justificativa junto à coordenação da tarefa. Só
devendo comunicá-la por escrito, na data da competição.
A nota final resultante deste projeto será igual para
todos os membros remanescentes na equipe.
Os casos omissos serão julgados pelo professor
responsável ou por quem mais este julgar necessário.
Tabela 3 - Atribuição de notas de AC aos
participantes*
Classificação
1-10 %
11-20 %
21-30 %
Restantes
Horas de AC
30*
30*
30*
30*
Ponto extra no 2 bimestre**
1,5
1,0
0,5
0
* Os canhões que não funcionarem, mas que forem
julgados com construção adequada ao regulamento, serão
atribuídas somente 15 horas de AC.
** A atribuição do ponto extra é facultativo aos
professores, que devem fazê-lo somente se julgarem a tarefa
pertinente a sua disciplina. Este ponto será atribuído pelos
professores na nota do 2 bimestre.
Obs.: É obrigatório declarar a participação na
competição através da ficha de AC, informando o nome da
equipe.
IX. INSCRIÇÃO
A ficha de inscrição (Anexo) é documento
obrigatório para todos os projetos e deve ser entregue ao
professor responsável até a data definida no Edital de
Competição publicado. Os campos devem ser preenchidos
corretamente e de forma legível.
“Elaborado e
implementado pela equipe de
professores do núcleo de Projeto e Pesquisa em Engenharia
(PPE) da Universidade Paulista – Campus São José dos
Campos.”
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canhão