1. (FUNCAB-2013/Pref. de Cacoal-RO/Agente Administrativo) Há
correta correspondência entre a forma de tratamento e a forma
abreviada entre parênteses em:
A) Vossa Eminência (V. Em.)
B) Vossa Excelência (V. Exc.)
C) Vossa Excelentíssima (V. Exma.)
D) Vossa Alteza (V.Alt.)
E) Vossa Majestade (V. Maj.)
Comentário: A letra (C) é a resposta da questão. A forma de
tratamento Vossa Excelentíssima foi abreviada da maneira correta:
V. Exma .
Nas demais opções, as formas corretamente abreviadas são:
a) Vossa Eminência (V. Emª) ;
b) Vossa Excelência (V. Exª.) ;
d) Vossa Alteza (V.A.) ;
e) Vossa Majestade (V.M.) .
Gabarito: C.
2.
(FUNCAB-2013/SUDECO/Agente
Administrativo)
Considerando que os termos de correspondência oficial seguem
as normas do padrão culto da língua, analise as frases a seguir
e assinale a alternativa correta.
A) Assim que recebermos a lista do material solicitado, Vossa
Senhoria serás comunicada. – DIRETOR DE EMPRESA
B) Acreditamos que a decisão de Vossa Eminência afetará a
qualidade dos programas de pós-graduação desta universidade.
– REITOR DE UNIVERSIDADE
C) Remetemos à Sua Senhoria as determinações do Senhor
Diretor relativas ao funcionamento do setor administrativo de
tua responsabilidade. – GERENTE DE DEPARTAMENTO
D) Solicitamos a Vossa Excelência, representante da banca
examinadora, a revisão da prova de Língua Portuguesa. –
BANCA EXAMINADORA DE CONCURSO PÚBLICO
E) Enviamos a Vossa Senhoria a estatística do atendimento ao
consumidor realizada por nossa empresa no primeiro semestre
deste ano. – FUNCIONÁRIO PÚBLICO GRADUADO
Comentário: A questão foi bem abrangente, abordando diversos
assuntos. Portanto, vamos analisar cada opção.
a) Errada. Nesta assertiva, a banca abordou a concordância com os
pronomes de tratamento. Conforme estudamos nas lições teóricas,
as formas de tratamento exigem que tanto o verbo quanto o pronome
sejam empregados na terceira pessoa. Assim, o trecho “Vossa
Senhoria será comunicada” deve ser reescrito da seguinte maneira:
Vossa Senhoria será (...) . Vale destacar, ainda, que o adjetivo
“comunicada” foi empregado de maneira inadequada, pois o
destinatário do expediente oficial é o diretor da empresa. Portanto, o
adequado é Vossa Senhoria será comunicado. Ademais, é
importante frisar que a forma de tratamento “Vossa Senhoria” foi
corretamente empregada, sendo direcionada ao diretor da empresa.
b) Errada. Inicialmente, o trecho “acreditamos que” exprime um juízo
de valor, uma marca de pessoalidade, transgredindo um dos
principais atributos dos expedientes oficiais, qual seja, a
impessoalidade. Em um segundo momento, é importante destacar
que o expediente oficial tem como destinatário o reitor de
universidade. Desse modo, a forma de tratamento adequada é Vossa
Magnificência, e não Vossa Eminência, conforme consta da redação
do item.
c) Errada. Primeiramente, a norma-padrão não abona o emprego do
acento grave antes das formas de tratamento “Sua” e/ou “Vossa”.
Posteriormente, vale destacar que o expediente oficial está sendo
endereçado dão Gerente de Departamento, ou seja, com quem se
fala, tornando obrigatório o emprego da forma “Vossa”. Portanto, o
trecho “Remetemos à Sua Senhoria” deve ser grafado da seguinte
maneira: Remetemos a Vossa Senhoria (...). Ademais, o pronome
possessivo “tua” transgride o atributo da impessoalidade dos
expedientes oficiais, devendo ser suprimido do contexto: Remetemos
a Vossa Senhoria (...) setor administrativo dessa gerência.
d) Errada. Por se tratar de uma autoridade particular, o representante
da banca examinadora deve receber a forma de tratamento Vossa
Senhoria.
e) Esta é a resposta da questão. A redação do item observou o
padrão culto da língua ao empregar a forma de tratamento “Vossa
Senhoria” ao dirigir o expediente oficial a um funcionário público
graduado. Logo, este é nosso gabarito.
Gabarito: E.
3. (FUNCAB-2013/SEMAD-RO/Agente Administrativo) Assinale a
única opção em que a palavra destacada foi corretamente
grafada.
A) Essa pessoa é um EMPECILHO à minha promoção na
empresa.
B) Ninguém entendia POR QUE ele havia pedido demissão.
C) A ANÁLIZE dos fatos foi feita com muita cautela.
D) Todos estavam ACUSTUMADOS a enfrentar esse tipo de
problema.
E) O MAU que ele me fez não se resolvia com um aperto de mãos.
Comentário: A questão foi anulada por apresentar duas respostas
corretas. Na letra (A), o vocábulo “empecilho” foi corretamente
grafado com a letra ‘e’. Entretanto, também se percebe a correta
grafia da expressão “por que” (equivalente a ‘motivo’).
Nas demais opções:
c) o substantivo ‘análise’ deve ser grafado com ‘s’: análise.
d) o adjetivo corretamente grafado é ‘acostumados’.
e) estaria correto o emprego de ‘mal’ (sinônimo de ‘bem’).
Gabarito: Anulada.
4. (FUNCAB-2013/DETRAN-PB/Agente de Vistoria) Assinale a
alternativa em que se transcreveu uma palavra do texto que é
acentuada pela mesma regra de acentuação gráfica que a forma
verbal SAÍMOS.
A) distâncias.
B) também.
C) frágeis.
D) veículo.
E) morrerá.
Comentário: A forma verbal ‘saímos’ é acentuada em razão da
separação silábica: sa-í-mos. Assim, percebe-se que essa palavra é
acentuada por motivo de hiato. A mesma regra de acentuação é
encontrada na assertiva (D): o vocábulo ‘veículo’ também é
acentuado em razão de hiato: ve-í-cu-lo.
Nas demais opções:
a) distâncias é paroxítona finalizada em ditongo.
b) também é oxítona finalizada por ‘em’.
c) frágeis é paroxítona finalizada em ditongo.
e) morrerá é oxítona finalizada em ‘a’.
Gabarito: D.
5.
(FUNCAB-2013/IPEM-RO/Agente
em
Atividades
Administrativas) Assinale a palavra cuja acentuação DESTOA
das demais segundo as regras de acentuação da norma culta da
língua:
A) metrológica.
B) básicas.
C) políticas.
D) países.
E) período.
Comentário: A palavra cuja regra de acentuação destoa das demais
é encontrada na opção (D): o vocábulo países é acentuado em razão
de hiato (pa-í-ses).
Nas demais opções, as palavras são acentuadas por serem
proparoxítonas (o acento tônico recai na antepenúltima sílaba):
metrológica, básicas, políticas e período.
Gabarito: D.
6. (FUNCAB-2013/CODATA/Assistente de Informática) Assinale
a opção em que o verbo destacado foi corretamente grafado.
A) TEM sempre muito interesse nesse assunto os dois
empresários.
B) É preciso POR ordem nessa repartição.
C) Todos os funcionários VEM recebendo ajuda da empresa.
D) Os dois consultores TÊM respondido com presteza às
solicitações.
E) Há algum tempo eles VÊM trazendo novas informações sobre
o assunto.
Comentário: Nosso gabarito encontra-se na letra (E). De acordo com
a nova ortografia (posicionamento adotado pela FUNCAB), o verbo
‘vir’, quando flexionado na terceira pessoa do plural do presente do
indicativo, recebe o acento circunflexo. Portanto, está correta a grafia
em “(...) eles vêm trazendo novas informações (...)”.
Nas demais opções, as respectivas correções seriam:
a) TÊM sempre muito interesse (...) os dois empresários – o sintagma
‘os dois empresários’ é sujeito do verbo ‘ter’, levando a forma verbal
para o plural.
b) É preciso PÔR ordem nessa repartição – o verbo ‘pôr’ (sinônimo
de ‘colocar’) deve ser grafado com acento circunflexo.
c) Todos os funcionários VÊM recebendo (...) – o sintagma “todos os
funcionários” é sujeito do verbo “vir”, devendo ser grafado com
acento circunflexo na terceira pessoa do plural (presente do
indicativo).
d) Os dois consultores TÊM respondido (...) – o sintagma “os dois
consultores” é sujeito do verbo ‘ter’, devendo a forma verbal ser
grafada com acento circunflexo.
Gabarito: E.
7. (FUNCAB-2013/SESC-BA/Auxiliar de Almoxarifado) Assinale a
opção em que todos os substantivos foram corretamente
acentuados.
A) caráter - aspécto - auxílio
B) apêlo - homicídio - hospício
C) silêncio - síntese - rúbrica
D) música - língua - pincél
E) dólar - relatório – látex
Comentário: A grafia correta de todos os vocábulos está na letra (E).
As palavras “dólar”, “relatório” e “látex” são paroxítonas finalizadas,
respectivamente, em ‘r’, ‘ditongo’ e ‘x’. Portanto, foram corretamente
acentuadas graficamente.
Nas demais opções:
a) o vocábulo ‘aspecto’ não deve receber acento gráfico.
b) a palavra ‘apelo’ não deve ser acentuada graficamente por ser
paroxítona finalizada em ‘o’.
c) a grafia ‘rúbrica’ constitui um erro denominado silabada (pronúncia
inadequada da sílaba tônica). De acordo com os cânones
gramaticais, a grafia correta é ‘rubrica’ (paroxítona).
d) o vocábulo ‘pincel’ não deve receber acento gráfico, por ser uma
oxítona finalizada em ‘L’.
Gabarito: E.
8. (FUNCAB-2013/SESC-BA/Auxiliar de Rouparia e Lavanderia)
Nas opções abaixo, a palavra que destoa das demais quanto às
regras de acentuação gráfica vigentes na norma culta da língua
é:
A) bêbados.
B) intérprete.
C) metáfora.
D) políticos.
E) também.
Comentário: A resposta da questão encontra-se na letra (E). O
vocábulo ‘também’ é um oxítono finalizado por ‘em’. Logo, foi
corretamente acentuado graficamente.
Nas demais opções, todas as palavras são proparoxítonas (o
acento tônico recai na antepenúltima sílaba), devendo ser
acentuadas graficamente: bêbados, intérprete, metáfora e políticos.
Gabarito: E.
9. (FUNCAB-2013/Pref. de Cacoal-RO/Coveiro) A alternativa cuja
palavra deve ser registrada com X, de acordo com a norma culta
da língua, assim como a palavra EXERCÍCIO:
A) esva__iar.
B) arma__enar.
C) e__austo.
D) despa__ar.
E) entu__iasmo.
Comentário: A letra (C) é a resposta da questão. Embora o adjetivo
‘exausto’ seja pronunciado com fonema /z/, deve ser grafado com o
grafema ‘x’: exausto.
Nas demais opções, as grafias adequadas são: esvaziar,
armazenar, despassar (ultrapassar [algo], ir além) e entusiasmo.
Gabarito: C.
10.
(FUNCAB-2014/EMDUR/Administrador)
Passando
as
locuções verbais presentes em [...] ela ia ficar uma parede-teto
e essa parede-teto ia ser concreto?”. para a forma simples,
mantendo a mesma ideia pretendida pelo contexto, como
ficariam, respectivamente, os verbos?
A) ficaria - seria
B) ficara - fora
C) ficará - será
D) ficava - era
E) ficou - foi
Comentário: No enunciado, as locuções verbais são “ia ficar” e “ia
ser”. Passando essas estruturas para as formas simples, teremos
“ficaria” e “seria”, ambas conjugadas no futuro do pretérito do
indicativo. Portanto, a letra (A) é a resposta da questão.
Gabarito: A.
11. (FUNCAB-2014/Ao se transpor a frase “– Mas se eu virasse
essa parede e botasse ELA na posição do teto [...]” para a
linguagem culta, como seria usado e colocado o pronome em
destaque?
A) – Mas se eu virasse essa parede e botasse-a na posição do teto...
B) – Mas se eu virasse essa parede e lhe botasse na posição do
teto...
C) – Mas se eu virasse essa parede e botasse-lhe na posição do
teto...
D) – Mas se eu virasse essa parede e botasse-na na posição do
teto...
E) – Mas se eu virasse essa parede e a botasse na posição do teto...
Comentário: Conforme estudamos nas lições, a regra geral não
abona o emprego do pronome “ela” como complemento. Nesse caso,
deveremos substituir essa forma pronominal pelo pronome oblíquo
‘a’: Mas se eu virasse essa parede e a botasse na posição do teto
(...). Logo, nosso gabarito é a letra (E).
Gabarito: E.
12. (FUNCAB-2014/SESP-MT/Perito) Na tentativa de substituição
(com adaptações, se necessárias) da forma verbal destacada
em: “[...] mesmo que DISCUTAMOS como defini-lo [...]”, cometese ERRO de flexão ao empregar:
A) discordemos.
B) questionemos.
C) polemizemos.
D) debatamos.
E) discrepamos.
Comentário: No enunciado, a forma verbal “discutamos” está
conjugada no presente do subjuntivo. Vejam que o verbo “discutir”
pertence à terceira conjugação, recebendo como vogal temática o
elemento ‘a’: discutamos. Esse mesmo elemento é acrescido a
verbos de segunda conjugação, como “debater”: debatamos. Por
outro lado, com verbos de primeira conjugação, emprega-se a vogal
temática ‘e’, como ocorre em “discordemos” (de discordar),
“questionemos” (de questionar) e “polemizemos” (de polemizar).
Portanto, temos na letra (E) a resposta da questão: a adequada
flexão do verbo “discrepar” no presente do subjuntivo é
“discrepemos”.
Gabarito: E.
13. (FUNCAB-2013/IPEM-RO/Administrador) No que diz respeito
à colocação pronominal, apenas uma das opções abaixo NÃO
segue a norma culta da língua.Assinale-a.
A) Tenho trazido-o sempre comigo!
B) Tudo lhe será perdoado.
C) Queria saber o que se tinha passado.
D) O coordenador veio interromper-me.
E) Como te hei de receber em minha casa?
Comentário: Vamos analisar as opções.
a) Esta é a resposta da questão. Com particípio, não se admite a
colocação enclítica (após o verbo principal). Portanto, o adequado
seria “Tenho-o trazido sempre comigo”.
b) Certa. A presença do pronome indefinido “tudo” exige que a
colocação do pronome ‘lhe’ seja proclítica (antes do verbo).
c) Certa. A presença do pronome relativo ‘que’ exige a colocação
proclítica do pronome ‘se’.
d) Certa. Obedecendo à regra geral de colocação pronominal, houve
a adequada colocação enclítica após o infinitivo “interromper”.
e) Certa. O fenômeno da apossínclise ocorreu no trecho “Como te
hei de receber em minha casa?”. Também estaria correta a próclise
em relação ao infinitivo ‘receber’: Como hei de te receber em minha
casa?”.
Gabarito: A.
14. (FUNCAB-2014/EMDUR/Pref. de Porto Velho-RO/Analista
Administrador) Em “– Não é! Você não é todo concreto, PORQUE
SEU MEDO NÃO É CONCRETO. Você não é completamente
concreto, só um pouco.”, o trecho destacado estabelece ideia de:
A) finalidade.
B) explicação.
C) adição.
D) causalidade.
E) adversidade.
Comentário: No contexto, a conjunção ‘porque’ exprime ideia de
explicação (“seu medo não é concreto”) para o fato de “você” não ser
“todo concreto”. Logo, a letra (B) é a resposta da questão.
Gabarito: B.
15. (FUNCAB-2014/SESP-MT/Perito Criminal) Na reescrita de “A
democracia, regime em que a maioria escolhe os governantes, é
também o regime da igualdade, em que todos têm o mesmo
valor, sejam ricos ou pobres, integrados ou excluídos.”,
infringirá norma do padrão culto da língua aquele que:
A) substituir por travessões as vírgulas que isolam o aposto de
“democracia”.
B) apagar a preposição “em” empregada diante do primeiro
pronome relativo.
C) usar o verbo “escolher” na 3ª pessoa do plural, após
reescrever “a maioria” como “a maioria dos indivíduos”.
D) preferir dois-pontos à vírgula após “igualdade”, apagando a
preposição e o relativo que se seguem.
E) proceder à elipse de “sejam”, antes de “ricos ou pobres”
Comentário: A letra (B) é a resposta da questão. No contexto, a
omissão da preposição ‘em’ antes do pronome relativo ‘que’,
constante do excerto “regime em que a maioria escolhe os
governantes”, acarreta incorreção gramatical pelo fato de o verbo
‘escolher’ exigir o uso desse termo.
Nas demais opções, as reescritas são corretas, pois:
a) a substituição das vírgulas que isolam o aposto explicativo “regime
em que a maioria escolhe os governantes” por travessões é admitida
pela norma-padrão.
c) conforme nos ensinam as lições sobre concordância, com o sujeito
partitivo, o verbo pode concordar tanto com o núcleo quanto a
expressão antecedida de preposição. Logo, também estaria correta
a reescrita “a maioria dos indivíduos escolheram”.
d) a preferência citada pelo examinador não transgride as normas
gramaticais, resultando na construção “A democracia, regime em que
a maioria escolhe os governantes, é também o regime da igualdade;
todos têm o mesmo valor (...)”.
e) admite-se, adequadamente, a supressão da forma verbal “sejam”:
“(...) todos têm o mesmo valor, ricos ou pobres, integrados ou
excluídos”.
Gabarito: B.
16. (FUNCAB-2013/CAGECE/Administrador) Em “[...] entoou
uma canção dos meus conterrâneos Tom e Vinícius: “tristeza
não tem fim, felicidade sim.’”, os dois-pontos foram usados
para:
A) iniciar uma enumeração.
B) indicar mudança de narrador.
C) fazer uma citação.
D) indicar fala de personagem.
E) separar orações coordenadas.
Comentário: No contexto, o sinal de dois-pontos foi empregado com
o objetivo de fazer uma citação, ou seja, uma menção ao trecho da
canção de Tom e Vinícius: “tristeza não tem fim, felicidade sim”. Logo,
a letra (C) é a resposta da questão.
Gabarito: C.
17. (FUNCAB-2013/Pref. de Cacoal-RO/Agente Administrativo)
Assinale a única opção correta com relação ao uso da vírgula.
A) O orador percebia que, todos os participantes bocejavam
durante a palestra.
B) A expressão das duas mulheres, comprometia o que elas
diziam.
C) Chegaram cedo ao escritório, os dois funcionários.
D) Era importante para a direção, que os funcionários
participassem da reunião.
E) Depois de muito tempo, os dois participantes concordaram
em adiar a partida.
Comentário: Nosso gabarito é a letra (E). Nesta assertiva, o adjunto
adverbial “Depois de muito tempo” está antecipado, razão por que foi
adequadamente isolado por vírgula.
Nas demais opções:
a) o emprego da vírgula após a conjunção integrante ‘que’ não
encontra respaldo gramatical.
b) a vírgula após ‘mulheres’ separa o sujeito do predicado.
c) a vírgula também separa o predicado “Chegaram cedo ao
escritório” do sujeito “os dois funcionários”.
d) a vírgula após ‘direção’ separou o sujeito do predicado “Era
importante para a direção”.
Gabarito: E.
18. (FUNCAB-2014/Analista Técnico Administrativo/SUDECO)
Consideradas as normas vigentes, a mudança de pontuação
INACEITÁVEL em relação ao trecho abaixo é aquela que se acha
proposta na seguinte alternativa:
Patologias e retrocessos, como o narcotráfico, a violência e a
Aids,
constituíram
uma
espécie
ameaçadora
de
contrarrevolução. A esperança é que aconteça agora o que
ocorreu como século passado, que terminou derrotado pela
sífilis. Era apenas uma derrota passageira.
A) trocar por travessões as vírgulas que isolam a sequência de
nomes introduzida por COMO.
B) marcar com vírgula a pausa facultativa entre o sujeito A
ESPERANÇA e a forma verbal É.
C) empregar (seguido de minúscula) o sinal de dois-pontos em
vez de ponto, depois de SÍFILIS.
D) usar reticências entre DERROTADO e PELA SÍFILIS, para
gerar expectativa e surpresa.
E) enfatizar o advérbio APENAS, grafando-o entre vírgulas.
Comentário: Vamos analisar as opções.
a) Certa. Conforme prescreve a norma-padrão, admite-se a
substituição das vírgulas que isolam a sequência “como o
narcotráfico, a violência e a Ais” por travessões.
b) Esta é a resposta da questão. Entre o sujeito o verbo não se
emprega a vírgula. Trata-se de um pré-requisito básico para o
emprego deste sinal de pontuação.
c) Certa. O sinal de ponto e vírgula pode ser corretamente
empregado para continuar a ideia iniciada no período anterior: “(...)
como século passado, que terminou derrotado pela sífilis; era apenas
uma derrota passageira”.
d) Certa. Esse é um recurso textual que é atingido com o uso das
reticências.
e) Certa. Com efeito, ao grafar o advérbio ‘apenas’ entre vírgulas, há
uma ênfase nesse adjunto adverbial.
Gabarito: B.
Irmãos
– Mas agora vamos brincar de outra coisa.
Quero saber se o senhor é inteligente. Este quadro é concreto ou
abstrato?
–Abstrato.
– Pois o senhor é burro. É concreto: fui eu que pintei, e pintei nele
meus sentimentos e meus sentimentos são concretos.
– É, mas você não é todo concreto.
– Sou, sim!
– Não é! Você não é todo concreto, porque seu medo não é concreto.
Você não é completamente concreto, só um pouco.
– Eu sou um gênio e acho que tudo é concreto.
– Ah, eu não sabia que o senhor é um pintor famoso.
– Sou. Meu nome é Bergman. Maurício Bergman, sou sueco e sou
um gênio. Nota-se pela minha fisionomia. Olhe: eu sofro! Agora quero
saber se o senhor entende de pintura. Aquele quadro é concreto?
– É, porque vê-se logo que é um mapa, pelas linhas.
– Ah, ééé? e aquele?
–Abstrato.
– Errado! Então aquele também tinha que ser concreto porque
também tem linhas.
– Vou explicar ao senhor o que é concreto, é...
– ... está errado.
– Por quê?
– Porque eu não entendo. Quando eu não entendo, é porque você
está errado. E agora quero saber: isto é compreto?
– O senhor quer dizer concreto.
– Não, é compreto mesmo. É porque sou um gênio e todo gênio tem
que pelo menos inventar uma coisa. Eu inventei a palavra compreto.
Música é compreta?
– Acho que é, porque a gente ouve, sente pelos ouvidos.
–Ah, mas o senhor não pode desenhar!
– O senhor acha que teto é concreto?
– É.
– Mas se eu virasse essa parede e botasse ela na posição do teto,
ela ia ficar uma parede-teto e essa parede-teto ia ser concreto?
–Acho que talvez. Fantasma é concreto?
– Qual? o de lençóis?
– Não, o que existe.
– Bem... Bem, seria supostamente concreto.
– Mãe é concreto ou abstrato?
– Concreto, é claro, que burrice.
No quarto ao lado, a mãe parou de coser, ficou com as mãos imóveis
no colo, inclinando um coração que batia todo concreto.
(LISPECTOR, Clarice. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)
19. (Funcab-2014/EMDUR/Analista) Com relação à crônica de
Clarice Lispector é correto afirmar que:
A) apresenta o comportamento arredio de uma família que não
consegue dialogar.
B) retrata uma cena doméstica de brincadeira de crianças, na
qual uma delas resolve desafiar a outra.
C) estabelece uma discussão acadêmica sobre pintura concreta
e abstrata.
D) permite descobrir consistências teóricas em torno dos
conceitos de concreto e abstrato.
E) particulariza procedimentos de pesquisa, apresentando
conceitos de concreto relacionados a linhas.
Comentário: O texto é iniciado pelo título “Irmãos”. Logo na primeira
linha da superfície textual, o travessão introduz a fala de uma das
crianças (os irmãos). Essa inferência é explicitada a partir da forma
verbal “brincar”, constante do excerto “Mas agora vamos brincar (...)”.
Na segunda linha, a camada textual deixa explícita a informação de
um desafio feito de um irmão para o outro: “ – Quero saber se o
senhor é inteligente. Este quadro é concreto ou abstrato?”. Trata-se
de uma brincadeira doméstica, ou seja, feita no interior do lar,
conforme ratifica o excerto “No quarto ao lado, a mãe parou de coser,
ficou com as mãos imóveis no colo, inclinando um coração que batia
todo concreto”. Logo, a letra (B) é a resposta da questão.
Nas demais opções:
a) apesar de retratar um caráter arredio no diálogo, a conversa se
desenvolve normalmente, contrariando a afirmação da banca.
c) a discussão é informal, descontraída, fato corroborado, por
exemplo, pelas palavras “compreto” e “compreta”, em referência a
‘completo’ e ‘completa’.
d) o diálogo demonstra inconsistências (e não consistências!) entre
o concreto e o abstrato.
e) não há uma particularização, e sim uma generalização.
Gabarito: B.
20. (Funcab-2014/EMDUR/Analista) Analise as afirmativas a
seguir.
I. O último parágrafo sugere que a mãe, cheia de amor pelos
filhos, se emocionou com aquela cena em que os dois filhos
brincavam de discutir.
II. Contextualmente, pode-se supor que a mãe seja mãe das duas
crianças.
III. Os diálogos indiretos e ágeis permitem ao leitor visualizar a
cena.
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s):
A) I
B) II
C) III
D) I e II
E) I e III
Comentário: Apenas as afirmações I e II estão corretas. De acordo
com o “corpus” textual, o último parágrafo sugere a emoção da mãe,
conforme se percebe no trecho destacado em "No quarto ao lado, a
mãe parou de coser, ficou com as mãos imóveis no colo, inclinando
um coração que batia todo concreto”. Com relação à afirmativa II, o
vocábulo “mãe” foi citado por uma das crianças, pressupondo que ela
é a mãe dos irmãos que dialogavam.
E qual o erro da afirmativa III, Fabiano? É simples! Esse diálogo
dinâmico foge ao padrão ortodoxo da narrativa, dificultando que o
leitor visualize ou identifique a cena narrada.
Portanto, a letra (D) é a resposta da questão.
Gabarito: D.
21. (Funcab-2014/EMDUR/Analista) No período “– Acho que
TALVEZ. Fantasma é concreto?”, o elemento destacado pode
ser substituído, sem prejuízo para o sentido original do texto,
por:
A) incontestavelmente.
B) provisoriamente.
C) indubitavelmente.
D) certamente.
E) provavelmente.
Comentário: Os advérbios são modalizadores semânticos, ou seja,
recursos textuais utilizados para exprimir uma opinião acerca de um
assunto. No contexto, o elemento “talvez” é um advérbio que
expressa ideia de dúvida da personagem. A substituição desse termo
adverbial é possível pelo termo “provavelmente”, mantendo o caráter
de dúvida da sentença. Portanto, temos na letra (E) a resposta da
questão.
Gabarito: E.
Nosso espaço
Já somos 6 bilhões, não contando o milhão e pouco que nasceu
desde o começo desta frase. Se fosse um planeta bem administrado
isto não assustaria tanto. Mas é, além de tudo, um lugar mal
frequentado. Temos a fertilidade de coelhos e o caráter de chacais,
que, como se sabe, são animais sem qualquer espírito de
solidariedade. As megacidades, que um dia foram símbolos da
felicidade bem distribuída que a ciência e a técnica nos trariam – um
helicóptero em cada garagem e caloria sintética para todos, segundo
as projeções futuristas de anos atrás –, se transformaram em
representações da injustiça sem remédio, cidadelas de privilégio
cercadas de miséria, uma réplica exata do mundo feudal, só que com
monóxido de carbono.
Nosso futuro é a aglomeração urbana e as sociedades se
dividem entre as que se preparam – conscientemente ou não – para
um mundo desigual e apertado e as que confiam que as cidadelas
resistirão às hordas sem espaço. Os jornais ficaram mais estreitos
para economizar papel, mas também porque diminui a área para
expansão dos nossos cotovelos. Chegaremos ao tabloide radical,
duas ou três colunas magras onde tudo terá de ser dito com concisão
desesperada. Adeus advérbios de modo e frases longas, adeus
frivolidades e divagações superficiais como esta. A tendência de
tudo feito pelo homem é para a diminuição – dos telefones e
computadores portáteis aos assentos na classe econômica. O
próprio ser humano trata de perder volume, não por razões estéticas
ou de saúde, mas para poder caber no mundo.
No Japão, onde muita gente convive há anos com pouco lugar,
o espaço é sagrado. Surpreende a extensão dos jardins do palácio
imperial no centro de Tóquio, uma cidade onde nem milionário
costuma ter mais de dois quartos, o que dirá um quintal. É que o
espaço é a suprema deferência japonesa. O imperador sacralizado é
ele e sua imensa circunstância.
Já nos Estados Unidos, reverencia-se o espaço com o
desperdício. Para entender os americanos você precisa entender a
sua classificação de camas de acordo com o tamanho, tamanho
rainha, para reis, e, era inevitável, do tamanho de jardins imperiais.
É o espaço como suprema ostentação, pois – a não ser para orgias
e piqueniques – nada é mais supérfluo do que espaço sobrando
numa cama, exatamente o lugar onde não se vai a lugar algum.
Os americanos ainda não se deram conta de que, quando
chegar o dia em que haverá chineses embaixo de todas as camas do
mundo, quanto maior a cama, mais chineses.
VERÍSSIMO, Luis Fernando.
(<www.sinprors.org.br/extraclasse/jun07/verissimo.asp>)
22. (Funcab-2013/IPEM-RO/Administrador) De acordo com o
texto, apenas uma das alternativas abaixo é verdadeira.
Assinale-a.
A) A única característica que diferencia o período feudal dos
tempos atuais é a grande quantidade de monóxido de carbono
que havia naquela época.
B) Um dos problemas mais graves que enfrentamos é o elevado
índice populacional e a falta de solidariedade entre as pessoas.
C) As grandes cidades, onde se encontram tecnologia de ponta
e desenvolvimento científico,
representam o espaço de maior prosperidade.
D) Segundo o autor do texto, os japoneses, representados pela
figura do imperador, são o povo
que melhor convive com o excesso de espaço físico.
E) Ao comparar Japão e Estados Unidos, o autor demonstra sua
admiração pela maneira com que os americanos se relacionam
com o espaço físico.
Comentário: A letra (B) é a resposta da questão. No início do texto, o
autor aponta o quantitativo populacional existente no planeta, ou
seja, em “nosso espaço” (título). De acordo com a camada textual,
“já somos 6 bilhões, não contando o milhão e pouco que nasceu
desde o começo desta frase”. No decorrer da superfície textual, o
autor evidencia o elevado índice populacional e a falta de
solidariedade das pessoas no excerto “Temos a fertilidade de
coelhos e o caráter de chacais, que, como se sabe, são animais sem
qualquer espírito de solidariedade”, validando a afirmação contida
nesta assertiva.
Nas demais opções:
a) em conformidade com o texto, há outras características, quais
sejam, a “injustiça sem remédio” e “cidadelas de privilégio cercadas
de miséria”.
c) a afirmação vai de encontro ao trecho “as megacidades, que um
dia foram símbolos da felicidade bem distribuída que a ciência e a
técnica nos trariam (...), se transformaram em representações da
injustiça sem remédio”.
d) a afirmativa contradiz o texto, notadamente o excerto “no Japão,
onde muita gente convive há anos com pouco lugar”.
e) o autor faz uma crítica à forma com que os americanos se utilizam
do espaço físico.
Gabarito: B.
23. (Funcab-2013/IPEM-RO/Administrador) Em qual dos trechos
abaixo o autor emite um julgamento de valor a respeito de sua
própria
produção escrita?
A) “Já somos 6 bilhões, não contando o milhão e pouco que
nasceu desde o começo desta frase.”
B) “Mas é, além de tudo, um lugar mal frequentado.”
C) “Adeus advérbios de modo e frases longas, adeus
frivolidades e divagações superficiais como esta.”
D) “Para entender os americanos você precisa entender a sua
classificação de camas de acordo
com o tamanho [...]”
E) “Chegaremos ao tabloide radical, duas ou três colunas
magras onde tudo terá de ser dito com
concisão desesperada.”
Comentário: A letra (C) é a resposta da questão. Nas opções
apresentadas, a afirmação “Adeus advérbios de modo e frases
longas, adeus frivolidades e divagações superficiais como esta” tece
uma crítica em relação à sua própria produção escrita, validando-a
como gabarito.
Gabarito: C.
24. (Funcab-2013/IPEM-RO/Administrador) Apenas um dos
elementos de coesão destacados NÃO retoma, no texto, um
termo anunciado anteriormente. Aponte-o.
A) “Se fosse um planeta bem administrado ISTO não assustaria
tanto.” (parágrafo 1)
B) “As megacidades, QUE um dia foram símbolos da felicidade
bem distribuída que a ciência e a técnica nos trariam [...]”
(parágrafo 1)
C) “Nosso futuro é a aglomeração urbana e as sociedades se
dividem entre AS que se preparam – conscientemente ou não –
para um mundo desigual [...]” (parágrafo 2)
D) “MAS é, além de tudo, um lugar mal frequentado.” (parágrafo
1)
E) “[...] e AS que confiam que as cidadelas resistirão às hordas
sem espaço.” (parágrafo 2)
Comentário: Em todas as assertivas houve a correta referência
textual, exceto na letra (D). No contexto, a conjunção “mas” não
desempenha papel anafórico, isto é, não remete a um elemento
citado anteriormente na camada textual. Logo, este é o gabarito da
questão.
Nas demais opções:
a) o pronome demonstrativo “isto” retoma o quantitativo populacional
citado no início do texto: “Já somos 6 bilhões, não contando o milhão
e pouco que nasceu desde o começo desta frase”.
b) o pronome relativo “que” retoma o antecedente “megacidades”.
c) o pronome demonstrativo “as” permite a omissão do vocábulo
“sociedades”, fazendo referência a esse elemento no contexto.
e) o pronome demonstrativo “as” (= aquelas) também retoma
“sociedades”, termo mencionado anteriormente.
Gabarito: D.
25. (Funcab-2013/IPEM-RO/Administrador) A conjunção que
introduz o período: “Se fosse um planeta bem administrado, isto
não assustaria tanto.”, expressa:
A) causa.
B) conformidade.
C) finalidade.
D) comparação.
E) condição.
Comentário: O emprego dos nexos textuais é fator de suma
importância para a interpretação textual. De acordo com o contexto,
a conjunção “se” exprime valor de condição. Esse matiz semântico é
mantido ao substituir esse elemento por “caso”, por exemplo. Assim,
temos a letra (E) como gabarito da questão.
Gabarito: E.
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1. (FUNCAB-2013/Pref. de Cacoal-RO/Agente Administrativo) Há