Folha do
Rio Vermelho
O JORNAL OFICIAL DO BAIRRO DO RIO VERMELHO, EDITADO PELA CENTRAL DAS ENTIDADES DO RIO VERMELHO - [email protected]
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Nº 18 - JANEIRO 2011
Pedro Godinho é o novo presidente da Câmara
Foto: Câmara
O vereador Pedro Godinho, representante político do Rio Vermelho, foi eleito em chapa única para presidir a Câmara Municipal
de Salvador no biênio 2011/2012. Na foto, o novo presidente (centro), juntamente com os demais membros da Mesa Diretora
eleita no dia 2 de janeiro de 2011. Páginas 10 e 11.
Foto: Kin
Nelson Taboada foi padrinho do
casamento do ano na Bahia
O empresário Nelson Taboada
(foto), presidente da Casa de
Cultura Carolina Taboada, foi
um dos padrinhos do casamento dos médicos Analuzia Moscoso de Carvalho e André Luiz
Lopes de Carvalho, celebrado
no dia 13 de dezembro, na
Igreja do Bonfim, pelo padre
Luiz Carlos Araújo e co-celebrado pelo padre Edson Menezes,
reitor da Basílica do Senhor do
Bonfim. Páginas 5, 6 e 7.
Arquivo: Família
O centenário do nascimento
de Schueler
No dia da Festa de Yemanjá, 2
de fevereiro, comemora-se o
centenário do nascimento de
Heinz Schueler, que sabia como
poucos reproduzir na linguagem do mosaico as obras dos
desenhistas e pintores renomados. Nascido em 1911, na
Alemanha, ele residiu no Rio
Vermelho de dezembro de1953
a março de 1955. O artista faleceu em 1995, aos 84 anos. A filha Renate, que aprendeu a falar português no Rio Vermelho e também é artista plástica, é vista em foto
recente junto a um grande mosaico produzido pelo pai em 1961, em
painel desenhado por Carybé, que se encontra no interior de uma
agência do Banco Itaú em São Paulo. Página 12.
São Gonçalo, padroeiro
do Rio Vermelho
Foto: Hilário
Na Bahia, as festividades em
louvor a São Gonçalo foram
iniciadas na segunda metade
do século XVII, na Capela de
São Gonçalo do Rio Vermelho.
Com a desativação do templo,
no início do século XIX, a imagem do padroeiro do bairro
descoberto por Caramuru foi
transferida para a Igreja do Bonfim, onde as homenagens tiveram continuidade. O padre Ângelo Magno Carmo Lopes (foto), pároco do Rio
Vermelho, promete restaurar, dois séculos depois, as celebrações no
bairro pioneiro na devoção a São Gonçalo. Página 3.
Casa de Cultura Carolina Taboada presente
nas homenagens a César Asfor, ministro
do STJ. Página 9.
Nelson e Patrícia Taboada, juízes da Festa
de N. S. da Guia. Página 9.
Pedro Galvão foi homenageado pelo trade
turístico baiano. Página 4.
Artur Ferreira e Eduardo Bomfim deixaram
saudades. Página 4.
Folha do
Rio Vermelho
JANEIRO 2011
Central das Entidades do Rio Vermelho
A REPRESENTAÇÃO MÁXIMA DO RIO VERMELHO - FUNDADA EM 8 DE MAIO DE 2004
A UNIÃO QUE FAZ A FORÇA
DIRETORIA DA CENTRAL
Presidente: Clóvis Cavalcanti Bezerril - Vice-Presidente: Roberto Farias de Menezes - Diretor Administrativo-Financeiro: Ubaldo Marques Porto Filho - Diretor de Relações Comunitárias: Nelson
Hanaque Esquivel. Conselho Fiscal: Ítalo Dattoli, Layrtton Chaves Borges, Antonio Carlos Ferreira
Freire, Antonino Oliveira Viana, Eduardo Ávila de Oliveira e Roberto Falcão de Almeida Souza.
ASSOCIAÇÃO DOS PERMISSIONÁRIOS DO MERCADO DO RIO VERMELHO
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE AGÊNCIAS DE VIAGENS DA BAHIA - ABAV
ASSOCIAÇÃO DOS PERMISSIONÁRIOS DO CEASA DO RIO VERMELHO
CONSELHO DE CULTURA E TURISMO DO RIO VERMELHO – CONTURV
ACADEMIA DOS IMORTAIS DO RIO VERMELHO – ACIRV
CONSELHO PAROQUIAL DO RIO VERMELHO-CONPARV
ASSOCIAÇÃO CULTURAL CABALLEROS DE SANTIAGO
ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA CARAMURU – ASCAR
PARÓQUIA DE SANT’ANA DO RIO VERMELHO
ASSOCIAÇÃO YEMANJÁ DO RIO VERMELHO
CASA DE CULTURA CAROLINA TABOADA
Sede: Rua Borges dos Reis 46, Rio Vermelho Ed. Rio Vermelho Boulevard, Sala 105
Salvador - Bahia. Cep 41950-600 - E-mail: [email protected]
ACADEMIA DOS IMORTAIS DO
RIO VERMELHO (ACIRV)
Presidente
Ubaldo Marques Porto Filho
Vice-Presidente
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Diretor Administrativo Financeiro
Roberto Farias de Menezes
Diretor Cultural
Clóvis Cavalcanti Bezerril
Diretor Social
Nelson Hanaque Esquivel
Conselho Fiscal
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Eduardo Ávila de Oliveira
Roberto Falcão de Almeida Souza
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CASA DE CULTURA
CAROLINA TABOADA
Presidente
Nelson Almeida Taboada
Vice-Presidente
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Diretor Administrativo-Financeiro
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Diretor Cultural
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Clóvis Cavalcanti Bezerril
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Roberto Pinheiro Taboada
ASSOCIAÇÃO CULTURAL HISPANO-GALEGA
CABALLEROS DE SANTIAGO
Presidente
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1º Vice-Presidente
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2º Vice-Presidente
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2º Secretário
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1º Tesoureiro
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2º Tesoureiro
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1º Diretor Cultural e Artístico
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2º Diretor Cultural e Artístico
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1º Diretor de Patrimônio
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2º Diretor de Patrimônio
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Pároco
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de Agências de Viagens
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2ª Secretária
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2º Tesoureiro
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Vice-Presidente
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Diretor de Cultura
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Diretor de Turismo
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Santiago Coelho Rodriguez Campo
Rita de Cássia Santos Souza
Eulírio Menezes
Gildásio Vieira de Freitas
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JANEIRO 2011
Folha do
Rio Vermelho
São Gonçalo, Padroeiro do Rio Vermelho
Tudo mundo sabe que Senhora Sant’Ana é a padroeira do Rio
Vermelho. Na data litúrgica, 26 de julho, realizam-se missas solenes
e uma procissão noturna que percorre alguns importantes logradouros dos setores de Santana e da Mariquita.
Porém, poucos sabem que o padroeiro do Rio Vermelho é São
Gonçalo, cuja data litúrgica é 28 de janeiro. O seu dia passa despercebido porque no Rio Vermelho não há uma igreja em sua invocação. Mas já teve, ficava no cocuruto da atual Rua Almirante Barroso.
A Capela de São Gonçalo foi edificada na segunda metade do
século XVII. Entre 1684 e 1693 recebeu a visita de Gregório de Mattos (1636-1695), um ex-clérigo e poeta famoso, o célebre Boca do
Inferno, que chegou atraído pela Festa de São Gonçalo, do qual era
devoto, tendo inclusive dado o nome Gonçalo ao filho que teve no
segundo casamento, com Maria de Póvoas.
Há também o registro da doação, em 20 de janeiro de 1724,
do templo e das terras vizinhas, além de uma armação de pesca
do xaréu, ao Mosteiro de São Bento da Bahia. O doador, provável
construtor da igrejinha, ou da sua conclusão, foi o padre Agostinho
Ribeiro, mais conhecido por Frei Agostinho de São Gonçalo. No final
do século XVIII, com a capela já em fase de degradação física, a imagem de São Gonçalo foi levada para a Igreja do Bonfim, acabando
no Rio Vermelho as festividades e a devoção ao santo.
A única gravura que se conhece da Capela de São Gonçalo aparece numa pintura do inglês J. Needham, que esteve no Brasil entre
1827 e 1838, período em que desenhou vistas de Salvador e do Rio
Capela de São Gonçalo do Rio Vermelho, numa gravura de J. Needham,
provavelmente de 1827.
de Janeiro. O quadro mostrando a capela do Rio Vermelho, já abandonada e em visível estágio de arruinamento, foi oferecido pelo
artista ao encarregado dos negócios da Inglaterra no Brasil, William
Gore Ouseley.
Biografia de São Gonçalo
Nascido em 1187, em Tagilde, freguesia de Vizela, cidade do distrito de Braga, no norte de
Portugal, o menino Gonçalo logo demonstrou a vocação religiosa. Dedicando-se aos estudos religiosos, recebeu a ordenação sacerdotal e tornou-se pároco da freguesia de São Paio de Vizela.
Durante 14 anos peregrinou pelos lugares santos de Roma e Jerusalém. Quando retornou
da jornada de penitência e de amor à Nossa Senhora, sofreu uma grande decepção com o
sobrinho-sacerdote que havia deixado na Igreja de São Paio de Vizela. Por isso, resolveu
viver num lugar ermo, em Amarante, no distrito do Porto, também no norte de Portugal,
onde construiu um pequeno oratório. Passou também a exercer o múnus sacerdotal entre as
populações da região.
Após uma temporada num convento dominicano, em Guimarães, passou a vestir o hábito de
São Domingos e foi destacado para fazer pregações no oratório que levantara em Amarante.
Ali, compadecido pelas dificuldades dos viajantes, em atravessar o Rio Tâmega, o frade Gonçalo
decidiu construir uma ponte portentosa, entre dois montes, numa epopéia de trabalhos durante
os quais lhes foram atribuídos diversos milagres, dentre eles o “milagre dos peixes”, o “milagre
do vinho”, o “milagre da água de beber”, que curava enfermos, e o “milagre dos pães”. Ficou
também muito conhecido por ser um sacerdote cheio de caridade para com os pobres e necessitados.
Ao morrer, em Amarante, no dia 10 de janeiro de 1259, o frade passou a ser venerado pelos
poderes contra os males, contra as adversidades e também como santo casamenteiro. Em 16 de
setembro de 1561, o papa Júlio III aprovou o culto ao bem-aventurado, tendo o papa Clemente
XI oficializado o 28 de janeiro como o dia da sua festa.
São Gonçalo, ou São Gonçalo de Amarante, tornou-se tão popular no Brasil que deu nome a
onze municípios, sendo cinco em Minas Gerais, dois no Piauí e um nos seguintes estados: Bahia,
Rio Grande do Norte, Ceará e Rio de Janeiro.
A festa na Basílica do Bonfim
Com a ida da imagem de São Gonçalo do Rio Vermelho para a Igreja do Bonfim, as festividades e a
devoção ao santo tiveram continuidade na Colina Sagrada. E todo ano, após as festas dedicadas ao Senhor
Bom Jesus do Bonfim (que inclui a famoso Dia Lavagem) e à Nossa Senhora da Guia, o mês de janeiro
é encerrado com uma programação dedicada ao Padroeiro do Rio Vermelho.
A Festa de São Gonçalo de 2011, no período de 27
ao dia 30, tem como juízes Nelson José de Carvalho,
jornalista amigo do Rio Vermelho, e sua esposa, Sandra Moscoso de Carvalho.
Padre Ângelo vai reativar a
devoção no Rio Vermelho
O pároco do Rio Vermelho, padre Ângelo
Magno Carmo Lopes, atendendo aos apelos dos devotos de São Gonçalo, vai reativar o seu culto no bairro.
Primeiramente procederá a entronização de uma imagem do santo na Igreja de
Sant’Ana do Rio Vermelho e em janeiro de
2012 realizará solenidades em louvor ao
Padroeiro do Rio Vermelho.
3
Folha do
Rio Vermelho
JANEIRO 2011
Presidente da Abav Bahia foi homenageado
Pelo transcurso da sua data natalícia, no dia 13 de janeiro, o presidente
da Associação Brasileira de Agências de Viagens da Bahia, Pedro Galvão,
foi homenageado com um almoço de adesão na Churrascaria Villas.
Numa demonstração do prestígio e do quanto é querido, uma centena
de profissionais do trade turístico e diversas autoridades, dentre elas o secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, compareceram ao evento.
Foram abraçar o aniversariante e também felicitar Pedro Galvão pela efici-
ente e dinâmica gestão no comando da entidade que representa a classe
dos agentes de viagens e turismo no estado e no fórum nacional.
A Abav Bahia possui uma bem estruturada sede própria, totalmente
aparelhada para oferecer bons serviços às agências associadas, dispondo
inclusive de um amplo auditório para reuniões e palestras. Fica na Rua
Lucaia, Rio Vermelho. Perfeitamente articulada com as atividades desse
bairro, é uma das filiadas à Central das Entidades do Rio Vermelho.
Fotos: Cláudio XXXXX
Ubaldo Porto, presidente do Conselho de Cultura e Turismo do Rio Vermelho, Eduardo
Moraes, presidente da Associação Comercial da Bahia, Clóvis Bezerril, presidente da
Central das Entidades do Rio Vermelho, e Sílvio Pessoa, presidente do Conselho Baiano
de Turismo.
Rio Vermelho perdeu Artur Ferreira
Faleceu aos 96 anos, no primeiro dia de 2011, de insuficiência respiratória, em sua
casa, no bairro do Rio Vermelho, onde residia há 61 anos, o professor Artur Ferreira
da Silva. Pernambucano de Moreno, nascido em 8 de setembro de 1914, ingressou
no serviço público federal em 1937, através de concurso público em que se classificou em primeiro lugar, sendo admitido como auxiliar de coleta do IBGE, em Recife,
onde também veio a se diplomar pela sua famosa Faculdade de Direito, em 1939.
Ainda na capital pernambucana, já como delegado seccional do Serviço Nacional de
Recenceamento, participou do Censo Brasileiro de 1940.
Após ter sido inspetor regional do IBGE em Alagoas e no Ceará, Artur Ferreira veio
para a Bahia, onde comandou os Censos de 1950 e 1960. Depois de 15 anos como
delegado do IBGE na Bahia, foi chefe do Escritório da Sudene em Salvador (1965/1972),
presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado da Bahia – Desenbanco (1972/1975),
diretor administrativo da Usina Siderúrgica da Bahia – Usiba (1975/1981) e presidente
da Usiba (1981/1985).
No magistério lecionou matemática, estatística e geografia, em diversos estabelecimentos de ensino nos estados de Pernambuco e da Bahia, tendo sido professor da
Faculdade Católica de Filosofia da Bahia e da Escola de Sociologia e Política de Salvador. Foi um dos fundadores e professor da Escola Superior de Estatística da Bahia. Em
1965, por designação do presidente Castelo Branco, fez parte do Grupo de Trabalho
para reformulação do Sistema Estatístico Brasileiro.
Dentre outras honrarias, Artur Ferreira foi agraciado com os seguintes títulos: Cidadão da Cidade do Salvador, outorgado pela Câmara Municipal de Salvador; Cidadão
do Estado da Bahia, conferido pela Assembléia Legislativa da Bahia; e a Medalha da
Ordem do Mérito, no grau de Comendador, concedida pelo Governo do Estado da Bahia.
O Doutor Artur, como era conhecido no Rio Vermelho, sempre morou nesse bairro,
desde que chegou em Salvador, em 1949. Primeiramente residiu na Rua Alagoinhas,
Foto: Câmara
Artur Ferreira da Silva quando recebeu, em 1971, o título de Cidadão
da Cidade do Salvador, entregue pelo vereador Demóstenes Paranhos
(à direita), em solenidade realizada na Câmara Municipal de Salvador.
mudando-se depois para a casa que comprou na Rua Caetité,
o pouso definitivo, do domicílio por mais de 50 anos. Viúvo,
deixou quatro filhos, onze netos e quatro bisnetos. Homem
de vida modesta, que viveu exclusivamente dos salários, era
uma das reservas morais do Rio Vermelho, onde gozava de vasta
estima. O sepultamento foi no Cemitério Jardim da Saudade.
Mercado do Rio Vermelho ficou sem o seu líder
Foto: Alcione Santos
Última aparição pública de Eduardo Bomfim, em 10 de setembro de 2010, dia da
inauguração do novo Mercado Municipal do Rio Vermelho, o popular Mercado do
Peixe, onde ele foi um dos oradores. Já doente, retirou-se da solenidade assim que
fez o discurso como representante da classe dos comerciantes. A partir da esquerda:
Nelson Esquivel, Eliana Mascarenhas, Roberto Menezes, Clóvis Bezerril e Eduardo
Bomfim.
4
Faleceu no dia 11 de janeiro, aos 65 anos, o comerciante Eduardo
Bomfim de Jesus, que foi sepultado do Cemitério Bosque da Paz. Era
um dos líderes do Mercado Municipal do Rio Vermelho. Em sua gestão,
como presidente da Associação dos Permissionários do Mercado do Rio
Vermelho, ele conseguiu que fosse liberada a construção do novo mercado, inaugurado pelo prefeito João Henrique Carneiro no dia 10 de
setembro do ano passado.
Pelo fato do antigo mercado estar localizado em terreno acrescido de
marinha, havia necessidade da autorização da Secretaria do Patrimônio
da União. O processo arrastava-se lentamente pela máquina burocrática
do governo federal. O secretário municipal da Sesp (membro do PMDB),
responsável pela nova construção, esteve seis vezes em Brasília na tentativa de agilizar a liberação do processo. E nada conseguiu.
Aí entrou em cena o Eduardo Bomfim, membro do PT com vasto
círculo de amizades na área federal. Ele não precisou ir à capital, pois
daqui mesmo de Salvador conseguiu o que o secretário municipal levou
meses tentando sem sucesso. Portanto, graças a providencial intervenção de Bomfim a obra foi autorizada e pode ser executada pela Prefeitura, em parceria com a Schincariol.
JANEIRO 2011
Folha do
Rio Vermelho
Na Basílica do Bonfim o casamento do ano
Fotos: Kin Kin
No que foi considerado pela imprensa como o casamento mais
concorrido e mais glamoroso que se realizou em Salvador no ano de
2010, os médicos Analuzia Moscoso de Carvalho e André Luiz Lopes de
Carvalho, tiveram um casamento de cinema. Além da ornamentação
interna, a Basílica do Bonfim ganhou decoração externa e iluminação
especial, com os feixes de luzes dos holofotes cruzando o céu.
Tanta beleza atraiu as atenções dos moradores das cercanias da
Colina Sagrada, que afluíram à praça situada bem em frente da Igreja.
E aí aconteceu um fato tido como inédito: ao saltar do automóvel, a
O noivo sendo conduzido ao altar pela mãe, Virgínia
Lopes de Carvalho.
noiva foi aplaudida por um grupo de crianças, gente simples do povo,
que certamente via pela primeira vez, ao vivo, cenas que somente a
televisão mostra, dos pomposos casamentos das novelas.
Virando-se em direção de onde vinham as palmas, a noiva agradeceu com acenos que provocaram a imediata reação da multidão
que se acotovelava na praça. A espontaneidade do simpático gesto de
Analuzia gerou uma estrepitosa aclamação popular, emocionando os
convidados que se encontravam no adro do templo famoso. Foi a bênção do povo soteropolitano ao seu casamento.
Os nubentes com os pais da noiva: Nelson José de
Carvalho e Sandra Moscoso de Carvalho.
Os nubentes com os pais do noivo: Evandro Gilson
Lemos de Carvalho e Virgínia Lopes de Carvalho.
O esplendor do ouro
Ao som dos sinos da Igreja do Bonfim, na Colina
Sagrada, das trombetas e da marcha nupcial,
executada pela orquestra do maestro Francisco Rufino, a noiva Analuzia Carvalho, usando
modelo todo bordado em dourado, com tiara réplica
da Cartier, brincos em brilhantes, às 21h30, entrou
na igreja, toda decorada com “sorrisos de Márcia”,
conduzida pelo pai Nelson José de Carvalho, bastante emocionado e usando gravata dourada igual
a dos padrinhos.
O cortejo da noiva foi bastante original, com 13
amigas, todas usando modelos longos, em dourado, levando as alianças, uma imagem de Santa
Luzia e outra do Senhor do Bonfim. O bouquet da
noiva foi oferecido a outra amiga, a ex-BBB Anamara, que escolheu um modelo preto, bem curtinho.
No altar, abençoando a cerimônia, estavam seus
pais: Sandra (em modelo com dégradé de azul e
jóias em brilhantes) e Nelson José de Carvalho; Virgínia (em modelo cereja) e Evandro Gilson Lemos
de Carvalho, além dos padrinhos, entre muitos,
Patrícia e Nelson Taboada (que presentearam os
noivos com uma viagem de lua de mel a Buenos
Aires), Alice e desembargador Carlos Dultra Cintra,
Verônica (muito bonita) e desembargador Paulo
Furtado, Verinha Luedy (também optando pelo
dourado) e João Daniel Jacobina, Lia Ferreira (entre
as convidadas, a mais elegante da noite, com um
sensual modelo Roberto Cavalli) e Michell Telles,
Karla Kalil e Nelson Moscoso de Carvalho, Solange
e Sérgio Carneiro, Kátia e Vespasiano Santos, além
dos amigos que se fizeram presentes e brindaram
os noivos, na saída, com taça de prosecco. Como
lembrança, receberam o bem-casado com um bóton do Senhor do Bonfim.
Foi a cerimônia como a noiva sonhou e idealizou, mas pela sua grande preferência pelo
dourado, a cerimônia bem que poderia ter sido
na Igreja de São Francisco, que já é decorada em
puro ouro. Mas o casamento no Bonfim teve toda
uma justificativa. Foi lá que os pais se casaram e
foi lá também que ela recebeu o sacramento do
batismo, além da sua grande fé por Nosso Senhor
do Bonfim, protetor dos baianos.
Transcrito da coluna July,
A Tarde, 17.12.2010
5
JANEIRO 2011
Folha do
Rio Vermelho
Os nubentes com a
família Taboada: Patrícia,
Carolina e Nelson.
Fotos: Kin Kin
6
Os nubentes com Alice e Carlos Dultra Cintra.
Os nubentes com Verônica e Paulo Furtado.
Os nubentes com Eleuza e Ângelo Coronel.
Os nubentes com Solange e Sérgio Carneiro.
Os nubentes com Gel e Walter Pinheiro.
Os nubentes com Karla Kalil e Nelson Moscoso
de Carvalho.
Nelson, Patrícia e Carolina Taboada.
Olegário Caldas, Edvaldo Brito e Claudelino
Miranda.
Antônio Carlos Freire, Ubaldo Porto, Rubem Carvalho e Silvoney Sales.
Artur Napoleão Rego, Marcelo e Sílvia Zarif, Nelson
José de Carvalho e Maria de Fátima Rego.
Os pais dos nubentes: Evandro Gilson e Virgínia;
Nelson José e Sandra.
Os nubentes com as 13 participantes do cortejo
dourado
JANEIRO 2011
Folha do
Rio Vermelho
Fotos: Kin Kin
A chegada da noiva, num automóvel com a placa
numerada com a data do casamento.
A noiva, Analuzia Moscoso de Carvalho.
Vista interna da Basílica do Bonfim.
A Basílica do Bonfim viveu uma noite de gala.
O casamento do ano superlotou a Basílica do
Bonfim.
Padres Luiz Carlos Araújo e Edson Menezes,
oficiantes do casamento.
Os nubentes com Gardênia Duarte e José Luiz
Castro.
Os nubentes com Joanice Guimarães e Artur
Guimarães.
Os nubentes com Nice e Paulo Roberto Sampaio.
Os nubentes com a imagem da santa do dia,
Santa Luzia.
7
Folha do
Rio Vermelho
Biblioteca Juracy Magalhães Júnior
JANEIRO 2011
ACERVO
DOCUMENTAL
SOBRE O
RIO VERMELHO E SEU
DESCOBRIDOR
Encontro com o Escritor
O Projeto Encontro com o Escritor, iniciado em 2002, foi concebido
com o objetivo de aproximar, usando o canal das palestras, os escritores
baianos dos freqüentadores das bibliotecas públicas estaduais. Na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior, no Rio Vermelho, diversos escritores, em sua
maioria moradores ou ex-moradores do bairro, integraram-se à iniciativa
literária do Governo do Estado.
O sucesso do projeto fez com que a Fundação Pedro Calmon reunisse
textos de 55 autores no livro “Encontro com o Escritor, 2002-2009”, lançado em solenidade realizada na Biblioteca Pública do Estado da Bahia
(Barris), no dia 30 de novembro deste ano. O historiador do Rio Vermelho,
Ubaldo Marques Porto Filho, um dos participantes das palestras na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior, participou da coletânea com o artigo abaixo
transcrito.
ENCONTRAM-SE DISPONÍVEIS PARA CONSULTAS OS SEGUINTES LIVROS SOBRE O RIO
VERMELHO, ESCRITOS PELO HISTORIADOR DO BAIRRO,UBALDO MARQUES PORTO FILHO
Rio
Vermelho
Rio Vermelho, o Montparnasse baiano
O topônimo Rio Vermelho originou-se do tupi Camoro(vermelho)ipe(rio), nome que
os primitivos habitantes deram ao curso fluvial com embocadura na Praia da Mariquita.
O primeiro forasteiro a aportar no local foi Diogo Álvares Corrêa, em 1509. Náufrago de
uma embarcação européia, o jovem marinheiro (tido como português, mas que pode
ter sido espanhol ou até mesmo francês) conseguiu chegar à Pedra da Concha, uma
pequena rocha defronte à foz do rio, onde se abrigou e permaneceu escondido.
Nessa minúscula ilha, Diogo foi encontrado pelos tupinambás. Vendo que os indígenas não eram amistosos, imediatamente usou um bacamarte para desferir certeiro tiro
numa gaivota em pleno vôo. Espantados, pois desconheciam a engenhoca barulhenta,
foguenta e mortífera, os nativos começaram a exclamar: “Caramuru! Caramuru! Caramuru!”, que na língua tupi significa “homem do fogo; filho do trovão; dragão saindo
do mar”.
E dessa maneira o europeu salvou a pele e obteve o incontinenti respeito dos
índios. Transformado num autêntico ‘cacique branco’ dos tupinambás, Caramuru possibilitou o surgimento, na Enseada da Mariquita, da chamada ‘Aldeia dos Franceses’,
um entreposto do comércio de escambo do pau-brasil com os aventureiros franceses.
Mas o desenvolvimento do Rio Vermelho foi lento. Na verdade, começou com alguns currais e armações para pesca numa sesmaria doada pelo primeiro governadorgeral, Thomé de Souza, que em 1549 fundou a Cidade do Salvador. Por volta de 1580,
no lugar da atual igrejinha do Largo de Santana, uma missão jesuítica construiu uma
ermida com a frente voltada para o mar, para a enseada que se transformaria num porto
dos pescadores.
O povoamento propriamente dito somente tomou vulto após a invasão holandesa
de 1624. O bispo de Salvador, dom Marcos Teixeira, uma das poucas autoridades a
escapar da cidade, instalou-se com um grupo de refugiados em Abrantes, donde se deslocaria para um ponto mais próximo de Salvador, no arraial do Rio Vermelho, que possuía um monte com uma excelente visão panorâmica para o oceano, verdadeiro posto
de observação avançada para a entrada e saída da Baía de Todos os Santos. Situado a
cavaleiro da barra do Camorogipe (evolução de Camoroipe), o outeiro ficou sendo o
Morro do Conselho, pois nele foi realizada uma reunião do bispo com os chefes que
iriam comandar a luta de guerrilha contra os holandeses.
Em 1711, no local de uma antiga trincheira de terra, ao lado da Enseada de Santana, foi iniciada a construção do único baluarte de defesa de Salvador fora dos limites
da Baía de Todos os Santos. Após várias interrupções, em 1756 ocorreu a paralisação
definitiva das obras. Mas, mesmo inconcluso, o Forte do Rio Vermelho recebeu uma
bateria de sete canhões e uma guarnição militar.
No século XIX, o antigo aldeamento indígena ganhou fama por possuir águas milagrosas. Pessoas de diversas procedências chegavam atraídas pelos ‘banhos de sal nas
águas medicinais’ do mar do Rio Vermelho, que, segundo crença da época, curavam
até beribéri. De ‘estação de cura’ para recanto preferencial do veraneio das famílias
ricas foi um pulo. Durante meio século (1880-1930), o primeiro balneário turístico da
Bahia constituiu-se num sofisticado centro de veraneio. Foram construídos inúmeros
palacetes e casarões, surgiram dois hotéis, um cinema, restaurantes, armazéns de secos
e molhados, lojas de tecidos e miudezas e uma fábrica de cerveja, que os veranistas
atestavam ser de muito boa qualidade. Uma linha de bondes elétricos, inaugurada em
1906, proporcionou a ligação mais rápida com o centro da cidade e vice-versa. O progresso fez surgir um clube de tênis, um clube social, um hipódromo e um campo de
futebol onde o campeonato baiano foi disputado durante dois períodos: 1907 a 1912 e
1916 a 1920.
Findo o ciclo áureo do veraneio, o Rio Vermelho já tinha uma população permanente, com a fixação de importantes famílias nos três núcleos que formavam
o arrabalde: Mariquita, Santana e Paciência. Na década de 1950, tendo em vista a
constelação de pintores, escultores, músicos, cantores, compositores, poetas, etc.,
o rincão descoberto por Caramuru ficou conhecido como ‘O Bairro dos Artistas’. Os
autores do livro ‘Cidade do Salvador, Caminho do Encanto’, Darwin Brandão & Mota
e Silva, escreveram em 1958: “O Rio Vermelho é o local preferido para residência de
artistas. É o Montparnasse baiano”.
Ubaldo Marques Porto Filho
Família Taboada
na Bahia
Cartilha dos
Logradouros do
Rio Vermelho
Dois de Fevereiro
no Rio Vermelho
Diogo Álvares,
o Caramuru
Dinha do
Acarajé
José Taboada Vidal,
Benemérito do
Rio Vermelho
Rio Vermelho,
de Caramuru a
Jorge Amado
Nelson Taboada
Souza, Benemérito
da Indústria
Notáveis do
Rio Vermelho
www.artemapas.com.br
Biblioteca Juracy Magalhães Júnior
Calçadão da Rua Borges dos Reis, Rio Vermelho
www.presscolor.com.br
Aberta de 2ª à 6ª das 8 às 17 horas - Aos sábados das 8h30 às 13 horas
Fones: 3116.5360 e 3116.5364 - E-mail: [email protected]
www.vrv.com.br
Próximos livros de Ubaldo
Viação Rio Vermelho
Dr. Antonio Carlos Novaes Rios
Advocacia Cível, Criminal e Trabalhista
[email protected]
Autor de treze livros, sendo dez dedicados ao Rio Vermelho, que lhe conferiram um
recorde nacional, o de autor do maior número de obras sobre um bairro de cidade
brasileira, o escritor Ubaldo Marques Porto Filho já colocou no forno mais quatro obras:
1.
9235.2357 - 8828.6372 - 9989.4464
Bar do Bahia
2.
O ponto de encontro dos amigos do Rio Vermelho
Edifício Residencial das Margaridas, Térreo
Avenida Juracy Magalhães Júnior, esquina com Rua Aimorés
Barbearia Edson & Lucas
Avenida Juracy Magalhães Júnior 45, Loja B
Rio Vermelho - Fone 9168.5104
8
3.
4.
elson Almeida Taboada, Benemérito da Cultura
N
Biografia do presidente da Casa de Cultura Carolina Taboada, que acaba de receber
da Câmara Municipal de Salvador a Medalha Thomé de Souza. Nelson pertence a
uma família com raízes históricas no Rio Vermelho, desde 1892.
Rio Vermelho Cronológico, 1509-2009
Fatos marcantes, registrados por datas, da história dos 500 anos do bairro descoberto por Diogo Álvares Corrêa, o Caramuru.
Personalidades do Rio Vermelho
Perfis de 70 personalidades falecidas que residiram no Rio Vermelho e tiveram
destacada participação na vida do bairro, de Salvador ou da Bahia.
Heróis e Vilões do Rio Vermelho
Histórias da Demolição do Forte, do Aterramento da Praia da Mariquita, da Destruição
da Fábrica de Papel, da Tentativa de Negação dos 500 Anos do Rio Vermelho, da Delimitação Geográfica do Rio Vermelho, do Embargo de Obras do Memorial Caramuru
e de outras agressões e acontecimentos prejudiciais ao bairro, envolvendo erros, acertos, acusações, defesas e conseqüências, com o elenco dos vilões e heróis.
JANEIRO 2011
Folha do
Rio Vermelho
Ministro César Asfor recebeu
Comenda Orlando Gomes
O ministro César Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do
qual foi presidente de junho de 2008 a setembro de 2010, foi agraciado na
manhã do dia 6 de dezembro passado, com a Comenda do Mérito Orlando
Gomes, outorgada pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da
Bahia e diretor-geral da Escola Nacional.
A honraria é concedida anualmente às pessoas que tenham se destacado
no cenário jurídico nacional pelas suas contribuições ao desenvolvimento do
direito. A solenidade ocorreu no Salão Nobre da Reitoria da Ufba. A solenidade foi aberta pelo coral do Madrigal da Ufba, sob a regência do maestro
Karl Horst Schwebel, que executou o Hino Nacional.
A mesa de honra da cerimônia foi formada pela reitora da Ufba, Dora
Leal Rosa, pelo diretor da Faculdade de Direito da Ufba, Celso Luiz Braga
de Castro, pela desembargadora Maria José Sales Pereira, representando a
presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Telma Brito, pelo chefe de gabinete do Governo do Estado, Fernando Schmidt, representando o governador
Jaques Wagner, pelo vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, representando o
prefeito João Henrique Carneiro, e pelo ministro Humberto Soares Martins, do
STJ.
Também compareceram à cerimônia o ministro Mauro Campbell Marques,
integrante da Segunda Turma do STJ, além dos desembargadores Paulo
Furtado, Nilson Castelo Branco e Eserval Rocha, entre outras autoridades.
À noite, no Restaurante Bargaço, foi oferecido um jantar ao ministro César
Asfor, que emocionado falou da responsabilidade em receber uma comenda
que leva o nome do consagrado jurista baiano Orlando Gomes.
Nelson Taboada, presidente da Casa de Cultura
Carolina Taboada, com o homenageado, ministro
César Asfor Rocha.
O ministro César Asfor no Restaurante Bargaço, entre
o jornalista Nelson José de Carvalho e o empresário
Nelson Taboada.
O ministro César Asfor entre o desembargador Paulo
Furtado e o chefe do Ministério Público do Estado da
Bahia, Wellington César Lima e Silva.
Nelson Taboada entre o desembargador Paulo Furtado
e o ministro César Asfor.
José Gomes Brito, procurador do Ministério Público
do Estado da Bahia, Nelson Taboada, desembargador
Nilson Castelo Branco e o advogado José Saraiva.
O ministro César Asfor entre o desembargador Paulo
Furtado e o chefe do Ministério Público do Estado da
Bahia, Wellington César Lima e Silva.
Lançamento do livro do professor
Roberto Dórea Pessoa
O presidente da Casa de Cultura Carolina Taboada esteve no lançamento do livro “Recurso Extraordinário, Grau de Cognição no Juízo de Mérito”, escrito por Roberto Dórea Pessoa, advogado
e professor de Processo do Trabalho das faculdades Baiana de Direito e Unifacs. A obra resultou da dissertação que o autor fez ao concluir
o mestrado na Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo, em 2009. O lançamento foi no dia
18 de novembro passado, na Livraria Saraiva do
Shopping Iguatemi. Na foto o empresário Nelson
Taboada cumprimentando o escritor, tendo ao
centro o jornalista Nelson José de Carvalho.
Nelson e Patrícia Taboada, juízes da Festa de Nossa Senhora da Guia
Dentro do calendário das festividades religiosas promovidas
na Basílica do Senhor do Bonfim encontra-se a secular Festa
de Nossa Senhora da Guia. A deste ano tem como tema “Na
Basílica Santuário do Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Maria
encontramo-nos com Cristo e com o Espírito Santo e da mesma forma com os Irmãos”.
No Brasil, o início da devoção à Nossa Senhora da Guia,
um dos muitos títulos atribuídos à Virgem Maria, deve-se ao
capitão-de-mar-e-guerra Theodózio Rodrigues de Farias, que
trouxe de Portugal a imagem do Nosso Senhor do Bonfim. No
mesmo navio veio a imagem de Nossa Senhora da Guia, tendo
chegado em Salvador no dia 18 de abril de 1745. Ambas ficaram abrigadas na Igreja da Penha, na Ribeira, até a conclusão das obras da parte interna da Igreja do Bonfim, sendo
transladadas para a colina da Cidade Baixa no dia 24 de junho
de 1754.
A data litúrgica da celebração é 15 de agosto, mas pode
ser em data móvel, de acordo com as conveniências de cada
localidade. Em Salvador, a Devoção do Senhor do Bom Jesus
do Bomfim conseguiu autorização do Vaticano para ser no segundo domingo após a Epifania do Senhor. Dessa forma, a
comemoração é sempre no mês de janeiro. A deste ano começa
no dia 17 (segunda-feira), com missa oficiada pelo monsenhor
José Edmilson de Macêdo, pároco da Igreja de Nossa Senhora de Brotas, e termina no dia 23 (domingo), dia dedicado à
Nossa Senhora da Guia, com missa solene presidida por dom
Emanuel d’Able do Amaral, arquiabade do Mosteiro de São
Bento da Bahia.
A Festa de Nossa Senhora da Guia de 2011 tem como juízes
o casal Nelson Taboada e Patrícia Soussa Taboada. Ele é membro da Devoção do Senhor Bom Jesus do Bomfim, irmandade
promotora das festividades na Basílica do Bonfim.
9
Folha do
Rio Vermelho
JANEIRO 2011
2 de fevereiro de 2011:
Centenário de nascimento de Heinz
Schueler, mosaicista que morou
no Rio Vermelho
Acervo: Renate Schueler/ Mosaicos do Brasil
Texto: Ubaldo Marques Porto Filho
Schueler trabalhando
em um painel.
O Rio Vermelho, primeiro balneário turístico da Bahia, foi o centro preferencial do veraneio das famílias ricas do centro de Salvador
durante meio século, de 1880 a 1930. Depois desse ciclo áureo, o
bairro cheio de sobrados, casarões e palacetes, transformou-se no
recanto dos artistas. No início da década de 1950 ganhou o status
de “Bairro dos Artistas”. Por isso, os autores do livro ‘Cidade do Salvador, Caminho do Encanto’, Darwin Brandão & Mota e Silva, escreveram em 1958: “O Rio Vermelho é o local preferido para residência de artistas. É o Montparnasse baiano”.
E para morar nesse “Montparnasse”, em dezembro de 1953 chegou o mosaicista alemão Heinz Schueler, que se instalou na Rua Alagoinhas, localizada no loteamento Parque Cruz Aguiar. Ele ocupou a
casa de número 24, depois mudado para 13, atual 188. Estabeleceuse no Rio Vermelho com toda a família, formada pela esposa Helene,
a filha Renate e o filho Fredy, ambos crianças.
Schueler foi apresentado a Carybé, que também residia no Rio
Vermelho, com quem fez imediatamente uma produtiva parceria, que
funcionava da seguinte forma: Carybé fazia os desenhos e contratava Schueler para a construção dos mosaicos. No rodapé das obras,
junto ao seu nome, Carybé colocava o seguinte crédito: “Mosaico
Schueler”.
A intenção do artista era ficar definitivamente em Salvador.
Porém, em face dele e Helene terem contraído malária, os médicos
recomendaram que fossem morar numa região de clima frio. Em
março de 1955 a família mudou-se para São Paulo. Heinz deixou na capital baiana vários trabalhos importantes, todos feitos por encomenda de Carybé, para quem continuou produzindo murais, localizados em
diversas outras cidades.
Além dos trabalhos em murais fixos, em São Paulo ele expunha e vendia peças individuais, pequenos
mosaicos de sua própria criação, com a assinatura Heinz Schueler. Acatando sugestão de que nessas obras
deveria usar um nome menor, passou a assiná-los com o pseudônimo “Carijó”.
Perfil do artista
Acervo: Renate Schueler/ Mosaicos do Brasil
Esse ano, no dia da Festa de Yemanjá, quando o Rio Vermelho estará sendo o palco de mais uma
edição da maior manifestação pública do mundo em homenagem à Rainha do Mar, comemora-se também
o centenário de nascimento de Karl Heinz Johannes Schueler. Ele veio ao mundo no dia 2 de fevereiro de
1911, em Berlim, Alemanha. Na cidade natal aprendeu a trabalhar com mosaicos no Ateliê Wagner, que
recebia muitas encomendas do exterior para fazer mosaicos em equipamentos públicos. Em função disso,
a partir dos 19 anos começou a viajar, para executar trabalhos, tendo residido em Paris e Budapeste.
Em Zurique, na Suiça, Heinz Schueler trabalhava num atelier de mosaicos quando conheceu Ernesto
Tobler (homônimo do pai, suíço que tinha sido diretor da Dannemann, famosa produtora de charutos com
sede em São Félix, no Recôncavo baiano) que o encorajou a vir para Salvador e começar a trabalhar de
forma independente, sem a intermediação dos ateliês de terceiros.
A bordo do transatlântico inglês Alcantara, desembarcou com a família no porto de Salvador no dia
17 de dezembro de 1953, ficando hospedado na Pensão Jansen, no Corredor da Vitória, pertencente a um
suíço. O próprio Tobler, que residia na Rua
Conquista, bairro do Rio Vermelho, foi quem
arranjou a casa para ele morar, como seu
vizinho, na Rua Alagoinhas. E aí começou a
parceria profissional com Carybé, resultando em vários trabalhos importantes, dentre
eles os que se encontram na Escola Parque
(no bairro da Caixa D’Água), e nos edifícios
Morada Campo Grande (no Largo do Campo
Grande), Tupinambá (Canela), Concórdia
(Barra) e Cidade do Salvador (Comércio).
Mesmo depois que se mudou para São
Paulo, esteve várias vezes em Salvador para
fazer trabalhos a pedido de Carybé. Heinz
Schueler morou no Brasil durante 41 anos,
período em que fez mosaicos para dezenas
de outros artistas. Faleceu aos 84 anos, em
15 de outubro de 1995, em Sindelfingen,
subúrbio de Stuttgart, sul da Alemanha.
Trabalhos de Carybé e Schueler .
Filha, também artista
Renate Doris Schueler nasceu na Alemanha, no dia 29 de abril de 1945, numa Berlim totalmente arrasada pelos bombardeios aéreos da Segunda Guerra Mundial. A cidade já estava sendo invadida pelas
tropas russas e no dia seguinte Hitler suicidou-se no seu bunker de Berlim.
Aos cinco anos, Renate já demonstrava pendor para as artes plásticas. Aos 14 tinha vendido suas
primeiras pinturas e com 18 participou da primeira exposição. Devido a experiência da Guerra, seu pai
sempre dizia que ela deveria estudar com afinco e desenvolver outra profissão para não ficar dependente
exclusivamente das artes.
Renate aprendeu a falar português no Rio Vermelho e foi uma das primeiras alunas da Escolinha do
Parque, fundada em abril de 1954, na Rua Conquista, pela professora Maria Helena Neves da Rocha Fonseca. Em São Paulo continuou os estudos no Colégio Visconde de Porto Seguro (antiga Escola Alemã) e no
Instituto Mackenzie fez o curso de secretária bilíngüe e trabalhou na presidência da Willys Overland do
Brasil.
Aos 26 anos casou-se com o engenheiro carioca Sérgio
Arquivo: Família
Wechsler e foi morar na Alemanha, donde se transferiram
para os Estados Unidos. Em Nova Iorque trabalhou como secretária bilíngüe (inglês/português) na agência do Banco do
Brasil, na Quinta Avenida. Sempre em constante mudança,
pois seu marido era executivo da General Motors, morou em
países de três continentes, inclusive em Portugal, onde permaneceu por três anos e produziu e vendeu muitas obras de
arte. Ao todo, mudou-se 25 vezes e agora está definitivamente radicada nos Unidos Unidos, residindo em Clearwater
Beach, Flórida.
Como pintora, Renate possui centenas de quadros espalhados pelo mundo, entre as encomendas muitos retratos. Quando jovem, o povo baiano teve grande destaque em suas pinturas. Sua passagem pelo Rio Vermelho foi marcante, pois
carrega influências fortes e confessa: “Sou baiana de coração e o meu bairro é o Rio Vermelho”. Sempre que vem ao
Brasil, visita Salvador e revê o inesquecível Rio Vermelho.
12
http://mosaicosdobrasil.tripod.com
O título desta coluna é o nome do site recomendado aos que queiram
conhecer os principais mosaicistas brasileiros ou com atuação no Brasil.
E para ficar sabendo sobre a obra e a importância de Heinz Schueler,
bastará ir à página (mostra imagens de 19 obras do artista) a ele dedicada: A hora e a vez de Heinz Schueler.
O portal foi criado e é mantido pelo jornalista e mosaicólogo Henrique Gougon, que reside em Brasília. É dele a autoria do texto abaixo
transcrito:
É preciso informar que há um livro lançado em 1962 pela Editora Ao
Livro Técnico, de autoria de Antônio Alfredo Mucci, chamado ‘Compêndio Histórico-técnico da Arte Musiva’. A obra só é encontrada hoje nas
prateleiras de boas bibliotecas e é um relato aprofundado da história
universal do mosaico.
Ao situar a presença da arte em nosso país, o autor – um ítalobrasileiro que se notabilizou pela realização de muitos painéis no Rio de
Janeiro e em Minas Gerais – salienta que já havia àquela altura no Brasil
artistas renomados envolvidos com a realização de mosaicos, citando três
deles: Paulo Werneck, José Moraes e Heinz Schueler.
Os dois primeiros já foram devidamente examinados e comentados
em nossas páginas, mas sobre Heinz Schueler nunca houve nenhuma
outra referência em livros ou em páginas específicas da Internet.
De tanto procurar por ele e por suas obras nos últimos anos, acabei
encontrando uma pequena menção ao seu nome em uma página da Web
que trata de assuntos paroquiais da pequena cidade de Monte Verde.
Nele havia uma referência ao artista e à sua filha, Renate, que passara a
infância naquela comunidade. Consegui entrar em contato com o dono
do site e através dele localizei a filha de Heinz Schueler na cidade de
Cleawater, na Flórida, que muito ajudou na elucidação de um enigma que
há muito me intrigava.
Um universo de obras em mosaico
Ao estabelecer contato com Renate, descobri a existência de um vasto universo de mosaicos realizados por Heinz Schueler. Ela ficou feliz pelo
meu interesse no conjunto de trabalhos de seu pai e dispôs-se a prestar
informações sobre a obra do artista, já falecido. Sua estimativa é de que
ele teria deixado no Brasil uma quantidade incalculável de peças.
Bem, diante dessa estimativa elevada sobre o número de mosaicos
realizados por Schueler, passei a refletir sobre onde estariam tantas obras
se são quase inexistentes as informações a respeito de seu trabalho artístico. Logo que Renate enviou-me as primeiras fotos das obras realizadas
por seu pai pude entender a razão da ausência de seu nome em livros ou
revistas em nosso país.
É que Heinz Schueler sempre foi um exímio executor de obras em mosaico, mas quase não se aventurou em criar seus próprios mosaicos. Infelizmente, num país como o Brasil, inexiste a prática de repartir a autoria
das obras de arte entre os que concebem e os que a executam. Certa vez,
o Palácio do Planalto abrigou uma exposição de esculturas de autores
brasileiros e franceses no hall de entrada do prédio. Ficou muito evidente
na ocasião que os escultores franceses concediam o crédito às fundições
de bronze que imortalizaram suas obras. Já os artistas brasileiros não o
faziam.
O caso dos mosaicos não é diferente. Até hoje me pergunto qual
ateliê ou quem realizou as obras de Portinari em mosaico. Um verdadeiro
mistério. Também ninguém sabe quem fez os painéis em mosaico de Di
Cavalcanti nem os de Clóvis Graciano e de tantos outros nomes famosos
nas décadas de 50 e 60.
Bem, a verdade é que quase nunca há menção aos verdadeiros executores das obras em pastilhas. Quem estuda mosaico sabe muito bem que a
empresa Vidrotil foi responsável por uma infinidade de painéis e murais
em nosso país, mas ela mesmo não foi autorizada pelos artistas do passado a colocar o crédito pela execução. De suas instalações surgiram muitos
painéis e murais por este Brasil afora, mas são raros os casos em que aparece o nome da empresa. Vale observar que a Vidrotil é também citada
por Alfredo Mucci entre os nomes dos artistas que já podiam responder por
uma produção importante de obras em pastilhas à altura em que seu livro foi
lançado (1962).
Uma parceria de sucesso: Schueler e Carybé
Heinz Schueler foi quem viabilizou a obra de dezenas de artistas
brasileiros com a execução de seus projetos para mosaicos. Nem todos
exibiram o nome dele nos painéis, mas é preciso chamar atenção para a
exceção honrosa de Carybé, de quem se tornou um grande amigo, tendo
concretizado seus projetos para murais de Salvador e de São Paulo.
Um exemplo eloqüente é o painel, ainda bem conservado, que se encontra no interior de uma agência do Banco Itaú em São Paulo. A obra de
Carybé está assinada por ele junto com o crédito da execução a Schueler.
Só isso já seria suficiente para legitimar a importância de Heinz
Schueler no panorama de obras em mosaico no Brasil. Mas não foi só.
Carybé realizou diversos outros painéis em mosaico na Bahia, alguns
deles com sua assinatura e também a do parceiro da execução. Uma das
obras realizadas para um edifício residencial no campo Grande, em Salvador, também estampa ao pé do mural a referência a Schueler.
Henrique Gougon
4 de novembro de 2009
JANEIRO 2011
As congratulações
pela eleição de Godinho
Folha do
Rio Vermelho
Último ato de Godinho
antes da eleição
11
Folha do
Rio Vermelho
JANEIRO 2011
Câmara Municipal elege
e empossa nova Mesa Diretora
O vereador Pedro Godinho é o novo presidente da Câmara Municipal de Salvador. Ele foi eleito
na manhã do dia 2 de janeiro, para o biênio 2011/2012. Com a presença dos 41 vereadores
que integram o Poder Legislativo Municipal, foram também eleitos, em chapa única, mais oito
vereadores que compõem a nova Mesa Diretora da mais antiga casa legislativa do Brasil.
A nova Mesa Diretora: Alcindo da Anunciação, Paulo Câmara, Paulo Magalhães Júnior, Carlos Muniz, Pedro
Godinho, Moisés Rocha, Isnard Araújo, Orlando Palhinha e Olívia Santana.
Fotos: Câmara
Independência da Câmara
Pedro Godinho fazendo o primeiro pronunciamento como presidente da Câmara.
Mesa Diretora do biênio
2011/2012
Presidente
Pedro Godinho (PMDB)
1º Vice-Presidente
Paulo Magalhães Júnior (PSC)
2º Vice-Presidente
Isnard Araújo (PR)
3º Vice-Presidente
Paulo Câmara (PSDB)
1º Secretário
Carlos Muniz (PTN)
2º Secretário
Moisés Rocha (PT)
3º Secretário
Orlando Palhinha (PSB)
Ouvidora-Geral
Olívia Santana (PCdoB)
Corregedor-Geral
Alcino da Anunciação (PSL)
10
Em seu discurso de posse, o vereador Pedro Godinho agradeceu a confiança dos
pares. Frisou que “somos nós que, em nome
deste povo, em nome da nossa história e da
história do Brasil temos que fiscalizar o poder
Executivo Municipal, aprovando os projetos
de lei, após analisá-los nas comissões, discuti-los e votá-los no plenário, transformandoos em Lei”.
Disse ainda que manterá intocada a independência da Câmara e em harmonia com o
Executivo. “Diante de vocês e da cidade, diante dos 30 anos de vida pública que tenho,
eu asseguro a todos, neste momento, o meu
compromisso em cumprir de forma independente e democrática a proposta de trabalho
apresentada”, ressaltou o novo presidente
Pedro Godinho.
“Ouviremos atentamente a cada pleito,
procurando resolvê-los com presteza e determinação, tanto quanto possível. E não
nos esqueceremos de viabilizar a implantação dos planos de saúde e o pagamento do
saldo da URV dos servidores”, concluiu.
Transcrito da pág. 5 do
Diário Oficial do Legislativo,
edição de 4 de janeiro de 2011
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Nº 18: Janeiro 2011 - Ubaldo Marques Porto Filho