UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE GURUPI PROGRAMA DE PÓS - GRADUAÇÃO EM PRODUÇAO VEGETAL GISLEAN PEREIRA DE CARVALHO DERIVA SIMULADA DE TRICLOPYR E FLUROXIPYR+TRICLOPYR NO CRESCIMENTO INICIAL DE PLANTAS DE Eucalyptus urograndis ORIENTADOR: Dr. Marcelo Rodrigues dos Reis CO-ORIENTADOR: Dr. Eduardo Andrea Lemus Erasmo GURUPI-TO JANEIRO – 2014 UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE GURUPI PROGRAMA DE PÓS - GRADUAÇÃO EM PRODUÇAO VEGETAL DERIVA SIMULADA DE TRICLOPYR E FLUROXIPYR+TRICLOPYR NO CRESCIMENTO INICIAL DE PLANTAS DE Eucalyptus urograndis Dissertação apresentada na Universidade Federal do Tocantins como parte das exigências do curso de PósGraduação em Produção Vegetal, para a obtenção do título de Mestre em Produção Vegetal na área de concentração Fitossanidade. GURUPI-TO JANEIRO – 2014 Ficha catalográfica Carvalho, Gislean Pereira de. Deriva simulada de triclopyr e fluroxipyr+triclopyr no crescimento inicial de plantas de Eucalyptus urograndis. / Gislean Pereira de Carvalho. Universidade Federal do Tocantins, 2014. 78 p. Dissertação (Mestrado em Produção Vegetal) - Universidade Federal do Tocantins. Orientação: Prof. Dr. Marcelo Rodrigues dos Reis. Co-orientação: Prof. Dr. Eduardo Andrea Lemus Erasmo. 1. Eucalipto - Gurupi (TO). 2. Herbicidas auxínicos - Gurupi (TO). 3. Análise de crescimento - Gurupi (TO). 4. Partição de biomassa Gurupi (TO). Trabalho realizado junto ao Mestrado em Produção Vegetal da Universidade Federal do Tocantins, sob orientação do Professor Dr. Marcelo Rodrigues Reis e co-orientação do professo Dr. Eduardo Andre Lemus Erasmo, com apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES. Banca examinadora: _______________________________________ Marcelo Rodrigues Reis, Dr. Professor da Universidade Federal de Viçosa (orientador) _______________________________________ Eduardo Andrea Lemus Erasmo, Dr. Professor da Universidade Federal do Tocantins (co-orientador) _______________________________________ Tarcisio Castro Alves de Barros Leal, Dr. Professor da Universidade Federal do Tocantins (Avaliador) _______________________________________ Marcelo Alves Terra, Dr. Professor do Instituto Federal do Tocantins (Avaliador) A Deus, Por todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito. OFEREÇO “Você pode fazer qualquer coisa se tiver entusiasmo. Pessoas cheias de entusiasmo são lutadoras, incansáveis, renovam suas energias para executar idéias e projetos. Entusiasmo é a base para o progresso. Com ele, existem realizações. Sem ele, existem somente desculpas”. “Henry Ford” I Aos meus pais e padrinhos, Manoel e Rosa; Ribamar e Alda por saberem dar as condições para um homem ter o conhecimento e mostrar que a dificuldade é o obstáculo mais prazeroso de ser passado. DEDICO Ao professor Dr. Eduardo Andrea Lemus Erasmo, Pelo o respeito, a paciência e o amor que tem em passar o conhecimento. Por mostrar que a fortaleza não é você, mas sim o conjunto. MEU SINCERO AGRADECIMENTO II AGRADECIMENTOS A DEUS pela vida e por me conceder a oportunidade de conquista no âmbito profissional e pessoal. A Universidade Federal do Tocantins, pela oportunidade de realizar o curso de Mestrado em Produção Vegetal. Ao orientador Prof. Dr. Marcelo Rodrigues dos Reis, pelo apoio, confiança e orientação. Ao orientador Prof. Dr. Eduardo Erasmo Andrea Lemus, pela transferência de conhecimento, amizade, e acima de tudo respeito para a conquista deste título. Aos amigos de grupo de pesquisa: Dr. José Iran Cardoso da Silva; MSc. Thomas Vieira Nunes; Dr. Sérgio José da Costa, pelo apoio e ajuda na elaboração e discussão dos dados deste trabalho. Aos caros colegas de laboratório e sala: Bruno de Oliveira Garcia; Ismael de Oliveira Pinto; Marciane Cristine Dotto; Rejanne Lima por terem contribuído para a concretização deste projeto. Agradeço de forma especial, aqueles que “colocaram a mão na massa” neste trabalho e comigo ficaram por muitos dias até a madrugada separando plantas: André Amaral da Silva; Fernando de Araújo Barbosa; Jhon Raury Carneiro; Sara Bandeira; Eduardo Mineiro. Agradeço a Acadêmica de Engenharia Florestal e minha esposa Renata dos Santos pela força, amizade, compreensão e respeito. Agradeço aos meus irmãos, Cleivan, Rozilvan, Wilson, Luiza, Gonçala, Cláudio, Francisco e Filho que mesmo estando à distância me prestaram apoio moral e financeiro. Aos colegas do curso de Produção Vegetal: Gustavo Colombo, Igor Reis; Analu Guarnieri, Michel Dotto, Douglas, João Vidal, Luís, Paulo Thoesk. Agradeço a todos os professores, pela amizade, dedicação, colaboração, ensinamento e compreensão durante o curso. Agradeço as grandes amigas e conterrâneas Luzia Almeida dos Santos, Professora Gene e a Sara do Santos pela forma como me receberam em suas vidas. Agradeço aos meus irmãos Igor Alexandre, Eneyda Carlene e Fatima Mayara, que me concederam momentos de muita alegria na minha vida. Agradeço ao Acadêmico de Engenharia Florestal Kleverson Portilho Vieira, pela força, amizade e contribuição para o desenvolvimento desta pesquisa. III Aos amigos: José Bonfim, Francisco Carvalho, Paulo Henrique, Leovigildo, Caio Silveira, Rômulo Quirino, Anderson Silva (café), Bruno Almeida, Zé Coimbra, Fernando Tio, Raílson Tuxá, Rosi Campos, Géová Reis e Ana, Talyta Barros, Arielly Moreira, Edson dos Santos, Vínicius Abreu, Euripedes (gatin), João Paulo. A todos que fazem parte da Universidade Federal do Tocantins, que direta ou indiretamente contribuíram para uma jornada de sete anos de muitas conquistas. A todos expresso respeito e gratidão. IV SUMÁRIO CAPÍTULO I DERIVA SIMULADA DOS TRICLOPYR E FLUROXIPYR+TRICLOPYR NO CRESCIMENTO INICIAL DO CLONE DE Eucalyptus Urograndis (E. urophylla x E. grandis) ...................................................................................................................................... 8 RESUMO ................................................................................................................................... 8 ABSTRACT ............................................................................................................................... 9 INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 10 MATERIAL E MÉTODOS ..................................................................................................... 12 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................................. 15 CONCLUSÕES ........................................................................................................................ 39 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 40 LISTA DE FIGURAS Figura 1- Temperatura mínima e máxima e precipitação média durante o desenvolvimento do experimento. 2013. Gurupi - TO. Fonte: INMET/UFT. .......................................................... 12 Figura 2 – Altura de plantas (cm) do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO. ..................... 16 Figura 3 – Diâmetro de caule (mm) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO. ......... 18 Figura 4 – Diâmetro de copas (cm) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi TO.*(p<0,05>); **(p<0,01). .................................................................................................... 19 Figura 5 – Número de ramos de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi TO.*(p<0,05>); **(p<0,01). .................................................................................................... 21 Figura 6 – Intoxicação (%) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr (0,75% e 1,5% e.a) - (tri triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi TO.*(p<0,05>); **(p<0,01). .................................................................................................... 23 Figura 7 – Massa seca de folhas (g) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi TO.*(p<0,05>); **(p<0,01). .................................................................................................... 24 Figura 8 – M assa seca de caules (g) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi TO.*(p<0,05>); **(p<0,01). .................................................................................................... 26 Figura 9 – Massa seca de ramos (g) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi TO.*(p<0,05>); **(p<0,01). .................................................................................................... 28 Figura 10 – Massa seca de raízes (g) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi TO.*(p<0,05>); **(p<0,01). .................................................................................................... 30 Figura 11– Massa seca da parte aérea (g) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi TO.*(p<0,05>); **(p<0,01). .................................................................................................... 32 Figura 12 – Massa seca total (g) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO.* (p<0,05>); **(p<0,01). ............................................................................................................. 34 Figura 13 – Volume de raiz (cm³) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO.* (p<0,05>); **(p<0,01). ............................................................................................................. 36 CAPÍTULO II ANÁLISE DE CRESCIMENTO E PARTIÇÃO DE BIOMASSA DE EUCALIPTO Urograndis EM RESPOSTA A DERIVA SIMULADA DOS HERBICIDAS TRICLOPYR E FLUROXIPYR+TRICLOPYR ................................................................................................ 45 RESUMO ................................................................................................................................. 45 ABSTRACT ............................................................................................................................. 46 INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 47 MATERIAL E MÉTODOS ..................................................................................................... 50 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................................. 54 CONCLUSÕES ........................................................................................................................ 66 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 67 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Temperatura mínima e máxima e precipitação média durante o desenvolvimento do experimento. 2013. Gurupi - TO. Fonte: INMET/UFT. ..................................................... 50 Figura 2 – Área foliar (dm²) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO.* (p<0,05>); **(p<0,01). ............................................................................................................. 55 Figura 3 – Área foliar Específica (AFE) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses (e.a - equivalente ácido). Gurupi-TO, 2014. .......................................................... 56 Figura 4 – Razão de área foliar (RAF) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses (e.a - equivalente ácido). Gurupi-TO, 2014. .......................................................... 57 Figura 5 – Razão de peso foliar (RPF) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses (e.a - equivalente ácido). Gurupi-TO, 2014. .......................................................... 58 Figura 6 – Taxa de crescimento absoluto (TCA) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses (e.a - equivalente ácido). Gurupi-TO, 2014. .................................................... 60 Figura 7 – Taxa de crescimento relativo (TCR) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses (e.a - equivalente ácido). Gurupi-TO, 2014. .................................................... 61 Figura 8 – Taxa assimilatória líquida (TAL) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses (e.a - equivalente ácido). Gurupi-TO, 2014. .......................................................... 62 Figura 9 – Partição de biomassa (%) em plantas do clone Urograndis em função da aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses. (triclo - triclopyr; flu+tri fluroxipyr+triclopyr). Gurupi-TO. * Letras minúsculas iguais não diferem entre os tratamentos pelo teste Tukey a 5% de probabilidade. .............................................................. 64 RESUMO DA DISSERTAÇÃO Nas três últimas décadas a expansão da cultura de Eucalyptus sp. foi notável no Brasil, tanto que o país ascendeu no mercado internacional como um dos principais produtores de celulose. Apesar de o gênero Eucalyptus apresentar espécies de rápido crescimento e de boa competitividade quanto ao seu estabelecimento no campo, isso não o isenta da interferência das plantas daninhas. Como alternativa a herbicidas comumente usados no controle de plantas daninhas na cultura do eucalipto, os herbicidas auxinicos vem sendo testados principalmente no controle de rebrotas de plantas do cerrado. Objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito dos herbicidas triclopyr e da mistura formulada fluroxipyr+triclopyr no crescimento inicial de mudas do clone de eucalipto Urograndis (E. urophylla x E. grandis). Utilizou-se delineamento em blocos casualizados com quatro repetições em esquema fatorial (2 x 2) +1, correspondendo a dois herbicidas (triclopyr e fluroxipyr+triclopyr), duas doses (0,75 e 1,5% da concentração de 480 g.e.a L-1 para triclopyr e 80+240 g.e.a L-1 para fluroxipyr+triclopyr), mais o eucalipto Urograndis sem aplicação de herbicida. As mudas estavam com aproximadamente 30 cm de altura e três meses de idade quando foram transplantadas para os tubos de 35 L, os quais receberam adubação com a formulação 5-25-15 de N-P-K (13 g/vaso). Aos 45 dias após o transplante foram realizadas as aplicações com pulverizador costal pressurizado a gás carbônico com volume de calda de 200 L/ha-1 e pressão constante de 35 kgf/cm². Os indicadores avaliados foram: número de ramos (NR); o acúmulo de matéria seca: das folhas (MSF), do caule (MSC), dos ramos (MSRam), das raízes (MSR), da parte aérea (MPA), matéria seca total (MST), volume de raízes (VR), área foliar, área foliar específica, razão de área foliar, razão de peso de folha, TCA, TCR e TAL. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F e as médias de H, D, DC, NRam, MSF, MSC, MSRam, MSR, MSPA, MST e VR foram submetidas à análise de regressão utilizando o software Sigmaplot® 10.0, e o modelo de regressão foi escolhido baseado na significância dos coeficientes da equação de regressão e de determinação a 5% de probabilidade. Os dados da análise de crescimento ao longo da ontogenia vegetal verificou-se por meio de gráficos e a discussão teve como base a tendência das curvas de crescimento. Os tratamentos triclopyr 1,5% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a foram os que mais reduziram o acúmulo de biomassa de todos os componentes vegetais avaliados, comparados a testemunha em todos os períodos. . O tratamento fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a reduziu a taxa de crescimento absoluto de plantas do clone de eucalipto Urograndis em todos os períodos avaliados, com valores superiores a 95% superior a testemunha no período de 15-30 DAA. Palavras-chave: eucalipto, herbicidas, reflorestamento, mimetizadores de auxinas, análise de crescimento. 1 DISSERTATION ABSTRACT In the last three decades the expansion of cultivation of Eucalyptus sp. was notable in Brazil, so that the country stood on the international market as a leading producer of cellulose. Although the present Eucalyptus species of rapid growth and good competitiveness as its establishment in the field, this does not exempt them from the effect of weed. As an alternative to herbicides commonly used to control weeds in Eucalyptus, the auxinicos herbicides have been tested mainly in controlling regrowth of cerrado plants. The objective of this study was to evaluate the effect of triclopyr herbicides and formulated mixture fluroxipyr + triclopyr on the growth of seedlings of clone Eucalipto urograndis (E. grandis x E. urophylla). We used randomized block design with four replications in a factorial (2 x 2) +1 corresponding to two herbicides (triclopyr and fluroxipyr + triclopyr), two doses (0.75 and 1.5% concentrations of 480 g.e.a L-1 for triclopyr and 80+240 g.e.a L-1 for fluroxipyr + triclopyr), more Eucalyptus urograndis without herbicide. The seedlings were approximately 30 cm in height and three months old when they were transplanted to tubes of 35 L, which received fertilizer with a 5-25-15 N-P-K formulation (13 g / pot). At 45 days after transplanting applications with pressurized carbon dioxide with water volume of 200 L/ha-1 and constant pressure of 35 kgf / cm ² were held sprayer. The indicators were evaluated: number of branches (NR), the accumulation of dry matter of leaves (MSF), of the stem (MSC), branches (MSRam), root (MSR), the top of the plant (MPA), field total dry (MST) and root volume (RV), eaf area, specific leaf area, leaf area ratio, leaf weight ratio, TCA, TCR and TAL. Data were subjected to analysis of variance by F test and means of H, D, DC, NRAM, MSF, MSC, MSRam, MSR, MSPA, MST and VR were subjected to regression analysis using Sigmaplot ® 10.0 software, and the regression model was chosen based on the significance of the coefficients of the regression equation and determining the 5% probability. The data analysis of growth over the plant ontogeny was verified by means of graphs and the discussion was based on the trend of the growth curves. The treatments triclopyr 1.5% e.a and fluroxipyr + triclopyr 1,5% e.a were most reduced biomass accumulation of all plant components evaluated, compared to control for all periods. . Treatment fluroxipyr triclopyr + 1.5% and reduced the absolute growth rate of plants of Eucalyptus clone urograndis in all periods, with values greater than 95% greater than control in the period 15-30 DAA. Keywords: Eucalyptus, herbicides, reforestation, mimicking auxin, growth analysis. 2 INTRODUÇÃO GERAL O gênero Eucalyptus pertence à família Myrtaceae, atualmente conta com cerca de 900 espécies, caracterizadas por possuir uma grande plasticidade e uma ampla dispersão mundial, crescendo satisfatoriamente em diferentes situações edafoclimáticas, muitas vezes bastante distintas das condições de seus centros de origem (PEREIRA, 2012). O processo de clonagem do eucalipto a partir de árvores adultas teve início na década de 70 na região de Coff‟s Harbour, na Austrália. A técnica utilizada nos primeiros processos de clonagem era o enraizamento de estacas obtidas de brotações colhidas no campo ou provenientes de mudas (ALFENAS et al., 2004). Ainda segundo este autor, a técnica de clonagem foi fundamental para o sucesso do cultivo do eucalipto em regiões quentes e úmidas, normalmente mais favoráveis à incidência de doenças. Assim, a clonagem possibilitou um grande impulso no setor florestal brasileiro, permitindo a formação de plantios homogêneos, resistentes a doenças e de alta produtividade. Conforme a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas – ABRAF (2013), no ano de 2012, a área reflorestada com o gênero Eucalyptus no Brasil foi superior a cinco milhões de ha, sendo que no estado do Tocantins a área total foi de 109.00 ha, representando um aumento de 66,4% em relação ao ano de 2011. As estatísticas resultantes das exportações do setor florestal são destaque no agronegócio brasileiro. Com saldo de 4,7 bilhões de dólares no ano de 2012, o que representa 8,2% do saldo positivo da balança comercial do país (BRACELPA, 2013), está atraindo investimentos, gerando empregos e arrecadando impostos. No Brasil, a cultura do eucalipto está em constante expansão territorial e anualmente tem sua produtividade média ponderada incrementada, se destacando como a principal espécie fornecedora de madeira e celulose, inclusive no mercado internacional. Esse fato pode ser atribuído ao melhoramento genético e a adoção de boas técnicas de manejo florestal, como maiores investimentos no controle de plantas daninhas (PEREIRA, 2012). A presença das plantas daninhas nos plantios comerciais de florestas é considerada um dos maiores problemas na implantação, manutenção e reforma das florestas de eucalipto. Entre as justificativas para preocupação com controle de plantas daninhas estão os prejuízos ao crescimento, uma vez que elas competem por luz, nutrientes e água e exercem interferência de natureza alelopática, além de aumentar riscos de incêndio e dificultar os demais tratos 3 silviculturais (PITELLI, 1987; PITELLI e MARCHI, 1991). Assim como outras culturas, o eucalipto pode ser influenciado negativamente pela presença das plantas daninhas que crescem e se desenvolvem nas áreas cultivadas. Dentre as possibilidades de manejo de plantas daninhas, o método químico é o mais utilizado. Devido ao baixo número de produtos registrados à cultura do eucalipto para controle seletivo em pós-emergência das plantas daninhas, o uso do controle químico deve ser muito cauteloso evitando causar injúrias e perdas de produtividade em função da deriva (TIBURCIO et al., 2012). Segundo Christoffoleti et al. (1998), ao se pensar em um programa de controle de plantas daninhas em áreas florestais, é importante saber em que época elas representam o maior grau de competição com a cultura e determinar o método mais apropriado para a execução do controle. O controle tardio, após a competição já estabelecida, implica no aumento da porcentagem de falhas e plantas dominadas, o que afeta significativamente a produtividade final das florestas. Devido às grandes áreas cultivadas, à escassez de mão-de-obra e ao menor custo dos métodos químicos de controle das plantas daninhas, esta tecnologia tem sido a mais adotada pelas empresas florestais, sendo o herbicida glyphosate o mais utilizado em plantios comerciais de eucalipto. Dentre as vantagens que justificam o uso do glyphosate, podem-se ressaltar o efetivo controle de grande número de espécies daninhas mono e dicotiledôneas, perenes e anuais, o seu baixo custo, por área controlada, em comparação a outros herbicidas. Adicionalmente, existe carência de outros herbicidas registrados para a cultura de eucalipto (TUFFI SANTOS, 2006). Atualmente os herbicidas recomendados para a cultura do eucalipto são: isoxaflutole, fluazifop-p-butyl, oxyfluorfen, glyphosate, pendimethalin, carfentrazoneethyl, sulfentrazone, clomazone, chlorimurom-ethyl e flumioxazin (AGROFIT, 2012; AGROLINK, 2013). Entretanto, a extensão de uso de herbicidas já registrados para outras culturas se faz importante do ponto de vista do manejo integrado de plantas daninhas em plantios de eucalipto. A disponibilização de outros produtos irá possibilitar maior rotação de ingredientes químicos, visando evitar problemas de desenvolvimento de espécies tolerantes e de populações resistentes, que diminuem a eficiência dos herbicidas ao longo do tempo (TIBURCIO et al., 2010). 4 Um dos problemas com grande destaque na silvicultura tocantinense é o amplo número de espécies infestantes (conhecidas comumente como rebrotas de cerrado) resultantes de áreas recém queimadas ou desmatadas. Oliveira e Silva (1993) reportam que as plântulas de espécies lenhosas do cerrado são capazes de sobreviver ao estresse imposto pela longa estação seca. A alta taxa de sobrevivência dessas espécies é devido ao rápido desenvolvimento do sistema radicular, acumulando água e reservas de amido, nos primeiros estádios de desenvolvimento da plântula (BRAZ et al., 2000). A rápida recuperação destas espécies pós-fogo ou desmatamento é via rebrotas na parte epigéia, a partir de raízes gemíparas ou da parte basal do tronco (SATO, 2003). A adaptabilidade dessas plantas no bioma cerrado tem grande efeito na competição com a silvicultura clonal de eucalipto, sendo necessária a aplicação de técnicas de manejo mais eficazes e o uso de produtos seletivos ao eucalipto. O conhecimento a respeito da seletividade de um herbicida é pré-requisito básico para seu uso ou recomendação, uma vez que revela quais as plantas inibidas e quais são menos sensíveis ao produto. Nas alternativas para este tipo de plantas apresentam-se herbicidas comumente utilizados em pastagens, a exemplo dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr que são produtos utilizados para o controle de plantas daninhas de folha larga em aplicação de pósemergência. O éster butoxietílico do ácido 3,5,6-tricloro-2-piridiloxiacético (triclopyr) pertence ao grupo químico das piridinas, é um herbicida sistêmico com absorção foliar e radicular, utilizado para o controle de plantas daninhas latifoliadas em pastagens e na cultura do arroz. Precisa de quatro horas para ser absorvido pelas folhas, tendo translocação por toda a planta (NUNES, 2001). A mistura formulada fluroxipyr+triclopyr é formada por dois ingredientes ativos, o 1-methylhepylester (4-amino-3,5-dichloro-6-fluoro-2-pyridyloxy) acetate (fluroxipyr meptilíco) e butoxyethyl 3,5,6-trichloro-2-pyridyloxyacetate (triclopyr butotílico), herbicida sistêmico pertencente ao grupo químico do acido piridiniloxialconóico, recomendado para o controle de plantas infestantes de folhas largas, semi-arbustivas e arbustivas em áreas de pastagens (RODRIGUES e ALMEIDA, 2005). Em geral esses compostos são denominados como auxinas sintéticas e são seletivos para diversas culturas gramíneas. As principais formas de metabolização das auxinas 5 sintéticas envolvem reações de oxidação e conjugação com açúcares e aminoácidos ficando assim a seletividade, na dependência do tipo de reação envolvida, possibilitando ao vegetal apresentar tolerância ao produto, como ocorre com gramíneas (VIDAL e MERROTO, 2001). Em resumo, o mecanismo de ação destes compostos envolve o metabolismo de ácidos nucléicos e a plasticidade da parede celular. Associa-se que estes herbicidas possam causar a acidificação da parede celular através do estimulo da atividade da bomba de prótons ATPase, ligada a membrana celular. A redução no pH apopoplástico induz a elongação celular pelo aumento da atividade de certas enzimas responsáveis pelo afrouxamento celular (OLIVEIRA JR et al., 2011). Os primeiros efeitos nas plantas dicotiledôneas sensíveis são caracterizados por anormalidades no crescimento, tais como, epinastia e inibição do crescimento com intensificação da pigmentação verde foliar dentro de 24 h. Estes fenômenos são seguidos por danos nos cloroplastos, causando clorose e destruição da integridade das membranas e do sistema vascular, culminando em dessecação e necrose dos tecidos (COBB, 1992; STERLING e HALL, 1997; GROSSMANN, 2000). Yamauti et al. (2012), verificaram que o herbicida triclopyr+fluroxipyr nas doses de 1,5; 2,0 e 2,5% da concentração de 80+240 (g e. a. ha-1), aplicados na entrelinha do eucalipto, foram seletivos à cultura e eficientes no controle de Duguetia furfuracea, independentemente das doses testadas. Ruas et al. (2012) provaram que o herbicida triclopyr nas doses 1,5; 2,0 e 2,5% da concentração de 80+240 (g e. a. ha-1) aplicados na entrelinha foram seletivos a cultura e eficientes no controle de Piptocarpha quadrangularis e rebrotas de eucalipto, independentemente das doses testadas, até os 85 DAA. A ausência de controle ou mesmo o manejo inadequado das plantas daninhas, principalmente nos estádios iniciais da cultura, pode acarretar em perdas. Entre os efeitos da competição das plantas daninhas com a cultura do eucalipto está a diminuição da produtividade, que pode ser observada pela redução de variáveis como o diâmetro do caule e a altura das plantas (TOLEDO et al., 2000). Vários autores demonstraram os prejuízos e os danos ocasionados pela deposição de herbicidas em eucalipto (TIBURCIO et al., 2012; AGOSTINETTO et al., 2010; TAKAHASHI et al., 2009; TUFFI SANTOS et al., 2007; ADORYAN et al., 2002; SILVA et al., 1994). Portanto, conhecer os efeitos da deposição de herbicidas sobre plantas de eucalipto, 6 é fundamental para adoção de novos produtos como alternativas viáveis no controle de plantas daninhas em reflorestamentos. Diante do exposto, objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito dos herbicidas triclopyr e da mistura formulada triclopyr + fluroxipyr em mudas do clone de eucalipto Urograndis (Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla). 7 DERIVA SIMULADA DOS HEBICIDAS TRICLOPYR E FLUROXIPYR+TRICLOPYR NO CRESCIMENTO INICIAL DO CLONE DE Eucalyptus Urograndis (E. urophylla x E. grandis) Gislean Pereira de Carvalho¹; Marcelo Rodrigues dos Reis²; Eduardo Andrea Lemus Erasmo³ ¹Mestrando em Produção Vegetal – UFT, Gurupi/TO; ²Professor Orientador, UFT, Gurupi/TO; ³Professor Co-orientador, UFT, Gurupi/TO. RESUMO Objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito dos herbicidas triclopyr e da mistura formulada fluroxipyr+triclopyr no crescimento inicial de mudas do clone de eucalipto Urograndis (E. urophylla x E. grandis). Utilizou-se delineamento em blocos casualizados com quatro repetições em esquema fatorial (2 x 2) +1, correspondendo a dois herbicidas (triclopyr e fluroxipyr+triclopyr), duas doses (0,75 e 1,5% da concentração de 480 g.e.a L-1 para triclopyr e 80+240 g.e.a L-1 para fluroxipyr+triclopyr), mais o eucalipto Urograndis sem aplicação de herbicida. As mudas estavam com aproximadamente 30 cm de altura e três meses de idade quando foram transplantadas para os tubos de 35 L, os quais receberam adubação com a formulação 5-25-15 de N-P-K (13 g/vaso). Aos 45 dias após o transplante foram realizadas as aplicações com pulverizador costal pressurizado a gás carbônico com volume de calda de 200 L/ha-1 e pressão constante de 35 kgf/cm². Antes da aplicação, todas as plantas foram mensuradas quanto a sua altura e diâmetro do caule. Após a aplicação dos herbicidas, foram observadas, periodicamente (aos 15, 30, 45, 60 e 75 dias após aplicação DAP) alterações morfológicas e avaliou-se a intoxicação de plantas (IP) em relação à testemunha, nestes mesmos períodos as plantas foram separadas em parte aérea e radicular, ambas as partes foram acondicionadas em sacos de papel, mantidas em estufa com circulação de ar (70 ± 2°C) até atingir peso constante. Os indicadores avaliados foram: número de ramos (NR); o acúmulo de matéria seca: das folhas (MSF), do caule (MSC), dos ramos (MSRam), das raízes (MSR), da parte aérea (MPA), matéria seca total (MST) e volume de raízes (VR). Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F e as médias de H, D, DC, NRam, MSF, MSC, MSRam, MSR, MSPA, MST e VR foram submetidas à análise de regressão utilizando o software Sigmaplot® 10.0, e o modelo de regressão foi escolhido baseado na significância dos coeficientes da equação de regressão e de determinação a 5% de probabilidade. Os tratamento triclopyr 1,5% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a foram os que mais reduziram o acúmulo de biomassa de todos os componentes vegetais avaliados, comparados a testemunha em todos o períodos. O tratamento fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a foi o que mais afetou o crescimento inicial de plantas do clone de eucalipto Urograndis ao longo dos 75 DAA. Palavras-chave: eucalipto, herbicidas, reflorestamento, mimetizadores de auxinas 8 ABSTRACT The objective of this study was to evaluate the effect of triclopyr herbicides and formulated mixture fluroxipyr + triclopyr on the growth of seedlings of clone Eucalipto urograndis (E. grandis x E. urophylla). We used randomized block design with four replications in a factorial (2 x 2) +1 corresponding to two herbicides (triclopyr and fluroxipyr + triclopyr), two doses (0.75 and 1.5% concentrations of 480 g.e.a L-1 for triclopyr and 80+240 g.e.a L-1 for fluroxipyr + triclopyr), more Eucalyptus urograndis without herbicide. The seedlings were approximately 30 cm in height and three months old when they were transplanted to tubes of 35 L, which received fertilizer with a 5-25-15 N-P-K formulation (13 g / pot). At 45 days after transplanting applications with pressurized carbon dioxide with water volume of 200 L/ha-1 and constant pressure of 35 kgf / cm ² were held sprayer. Prior to application, all plants were measured as their height and stem diameter. After herbicide application, were periodically observed (15, 30, 45, 60 and 75 days after application - DAP) morphological changes and evaluated the toxicity of plants (IP) compared to control, these same periods the plants were separated into shoots and roots, both parties were placed in paper bags, kept in an oven with air circulation (70 ± 2 ° C) until constant weight. The indicators were evaluated: number of branches (NR), the accumulation of dry matter of leaves (MSF), of the stem (MSC), branches (MSRam), root (MSR), the top of the plant (MPA), field total dry (MST) and root volume (RV). The data obtained were subjected to analysis of variance by F test and means of H, D, DC, NRam, MSF, MSC, MSRam, MSR, MSPA, MST and VR were subjected to regression analysis using Sigmaplot ® 10.0 software, and the regression model was chosen based on the significance of the coefficients of the regression equation and determining the 5% probability. The treatment triclopyr 1.5% e.a and fluroxipyr + triclopyr 1.5% e.a were most reduced biomass accumulation of all plant components evaluated, compared to control throughout the period. Treatment fluroxipyr +triclopyr 1,5% e.a was the most affected the initial growth of plants of clone Eucalyptus urograndis over the 75 DAA. Keywords: eucalyptus, herbicides, reforestation, mimicking auxin. 9 INTRODUÇÃO Nas três últimas décadas a expansão da cultura de Eucalyptus sp. foi notável no Brasil, tanto que o país ascendeu no mercado internacional como um dos principais produtores de celulose. No período de 2005 a 2011, a área de plantios florestais de Eucalyptus e Pinus no país aumentou 27,9%, atingindo 6,5 milhões de ha, sendo 77,8% de plantações de eucalipto. As maiores extensões de plantios florestais são observadas basicamente nos seguintes estados: Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso do Sul e Tocantins, que perfazem 87,7% da área total de plantios florestais (ABRAF, 2013). Nessa perspectiva quanto ao crescimento da área plantada, os estados que apresentaram o maior crescimento foram o Tocantins (39,6%) e o Mato Grosso do Sul (18,4%) (ABRAF, 2013). Apesar de o gênero Eucalyptus apresentar espécies de rápido crescimento e de boa competitividade quanto ao seu estabelecimento no campo, isso não o isenta da interferência das plantas daninhas, que pode prejudicar o crescimento e o desenvolvimento das plantas devido à competição por água, nutrientes e luz, principalmente no período inicial de desenvolvimento da cultura, tendo como consequência o decréscimo quantitativo e qualitativo da sua produção (AGOSTINETTO et al., 2010; MACHADO et al., 2010). Pesquisas desenvolvidas por Toledo et al. (1999) e Costa et al. (2004) mostraram perdas significativas de produtividade da eucaliptocultura ocasionadas pela competição com Brachiaria decumbens e Commelina benghalensis, respectivamente. Já Souza et al. (2003) e Takahashi et al. (2004) constataram efeitos alelopáticos de plantas daninhas inibindo desenvolvimento do eucalipto. Dentre as possibilidades de manejo de plantas daninhas, o método químico é o mais utilizado, visto o baixo custo e a mão de obra necessária. Devido o baixo número de produtos registrados à cultura do eucalipto para controle seletivo em pós-emergência das plantas daninhas, o uso do controle químico deve ser muito cauteloso evitando causar injúrias e perdas de produtividade em função da deposição de gotas indesejadas nas plantas de interesse (TIBURCIO et al., 2012). Os efeitos de doses letais de herbicidas sobre as folhas das plantas são conhecidos, sendo o contrário observado sobre os efeitos da exposição a doses não-letais, devido à deriva (HEMPHILL JÚNIOR e MONTGOMERY, 1981). 10 Como alternativa a herbicidas comumente usados no controle de plantas daninhas na cultura do eucalipto, os herbicidas auxinicos vem sendo testados principalmente no controle de rebrotas de plantas do cerrado. Os herbicidas auxínicos assim como o triclopyr e a mistura formulada fluroxipyr+triclopyr, induzem mudanças no metabolismo de ácidos nucléicos e proteínas, interferindo na ação da enzima RNA-polimerase (THILL, 2003). Segundo Silva et al. (2007), estes herbicidas induzem uma intensa divisão celular em tecidos, causando epinastia de folhas e caule. Também interrompem o fluxo normal de fotoassimilados das folhas para o sistema radicular. Maiores concentrações desses herbicidas provocam crescimento desorganizado da planta, além de retorcimento do caule e formação de calos e engrossamento das gemas terminais (ZIMDAHL, 1999; YAMASHITA et al., 2009). Diante do exposto, objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito dos herbicidas triclopyr e da mistura formulada fluroxipyr+triclopyr no crescimento inicial de mudas do clone de eucalipto Urograndis (E. urophylla x E. grandis). 11 MATERIAL E MÉTODOS O estudo foi conduzido em condições de campo na estação experimental da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Campus Universitário de Gurupi, localizado na região sul do estado do Tocantins a 11º 43’ S e 49º 04’ W, a 280m de altitude. O Clima local segundo a classificação de Köppen é Tropical de savana (Aw), e úmido com pequena deficiência de água no inverno, megatérmico com concentração da evapotranspiração no verão inferior a 48% do total anual (B1wA’a’), segundo a classificação de Thornthwaite (PEEL, 2007). A temperatura média anual é de 27ºC e precipitação média anual de 1.600 mm, sendo verão chuvoso, inverno seco e elevado déficit hídrico entre os meses de maio a setembro (Figura 1). Precipitação 24.000 22.000 20.000 18.000 16.000 14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0.000 13-18/mai 07-12/mai 01-06/mai 25-30/abr 19-24/abr 13-18/abr 07-12/abr 01-06/abr 25-31/mar 19-24/mar 13-18/mar 07-12/mar 01-06/mar 25-29/fev 19-24/fev 13-18/fev 07-12/fev PRECIPTAÇÃO (mm) Temp. Máxima 36.000 33.000 30.000 27.000 24.000 21.000 18.000 15.000 12.000 9.000 6.000 3.000 0.000 01-06/fev TEMPERATURA (OC) Temp. Mínima SEMANA Figura 1- Temperatura mínima e máxima e precipitação média durante o desenvolvimento do experimento. 2013. Gurupi - TO. Fonte: INMET/UFT. Para o experimento, foram utilizados tubos de PVC com volume de 35 L. O solo utilizado para enchimento dos tubos foi coletado na camada arável da fazenda experimental da Universidade Federal do Tocantins, caracterizado como Latossolo Vermelho – Amarelo distrófico, textura média, sendo este um solo típico de cerrado (EMBRAPA, 2006), cujos atributos químicos expressos em cmolc dm-3 (exceto pH) foram: Ca: 4,3; Mg: 2,6; Al: 01; H+Al: 3,3 e K:0,6; pH em H2O = 5,8 e em CaCl2 = 5,0 e os atributos físicos: Areia = 76%, silte = 6% e argila = 18%. 12 Para a realização dos ensaios, foram utilizadas mudas de clones de eucalipto resultantes do cruzamento entre Eucalyptus grandis W. Hill ex. Maiden com Eucalyptus urophylla S.T. Blake (Eucalyptus. x urograndis), muito cultivados em função do rápido crescimento, associado à tolerância a longos períodos de estiagem. As mudas estavam com aproximadamente 30 cm de altura e três meses de idade, foram transplantadas para os tubos, os quais receberam adubação com a formulação 5-25-15 de N-P-K (13 g/vaso). Aos 45 dias após o transplante, quando as plantas apresentavam cerca de 50 cm de altura, foram realizadas as aplicações com pulverizador costal pressurizado a gás carbônico e equipado com pontas bico (XR 110.02) com volume de calda de 200 L/ha-1 e pressão constante de 35 kgf/cm². A aplicação foi feita de forma a atingir toda a copa da planta. Para evitar o contato dos herbicidas com a testemunha, estas foram protegidas com sacos durante a aplicação dos tratamentos. Utilizou-se delineamento em blocos casualizados com quatro repetições em esquema fatorial (2 x 2) +1, correspondendo a dois herbicidas (triclopyr e fluroxipyr+triclopyr), duas doses (0,75 e 1,5% da concentração de 480 g.e.a L-1 para triclopyr e 80+240 g.e.a L-1 para fluroxipyr+triclopyr), mais o eucalipto sem aplicação de herbicida, constituindo-se como testemunha de referência (Tabela 1). Tabela 1 - Tratamentos avaliados e as respectivas quantidades de ingrediente ativo, óleo mineral e produto comercial por hectare. Tratamento Herbicida Dose (% g.e.a) Dose p.c (ml) --- --- --- 480 1 0,75 7,5 480 1 1,5 15 80+240 1 0,75 15 80+240 1 1,5 30 Concentração (g.e.a L ) Testemunha Triclopyr Óleo (L/ha) -1 1 Triclopyr Fluroxipyr + triclopyr Fluroxipyr + triclopyr 2 e.a = equivalente ácido do herbicida contido na fórmula comercial; p.c = produto comercial 1 Triclopyr = nome comum do equivalente ácido contido no herbicida Garlon 480 BR®; 2 Fluroxipyr + triclopyr = nome comum do equivalente ácido contido no herbicida Truper®. Antes da aplicação, todas as plantas foram mensuradas quanto a sua altura (da superfície do solo até o ápice caulinar, em cm, com régua graduada de 3 m) e diâmetro do caule (a dois cm da superfície do solo em mm, com paquímetro digital). 13 Após a aplicação dos herbicidas, foram observadas, periodicamente (aos 15, 30, 45, 60 e 75 dias após aplicação - DAA) alterações morfológicas na parte aérea das plantas, visíveis a olho nu, considerando o porte da planta, coloração das folhas e desenvolvimento geral, e avaliou-se a intoxicação de plantas (IP) em relação à testemunha por meio de escala de notas de 0 a 100%, onde: 0% para ausência de sintomas e 100% para morte total da planta (FRANS, 1972). Aos 15, 30, 45, 60 e 75 DAA, a altura de plantas (H), diâmetro de caule (D) e diâmetro de copa (DC) foram mensuradas. Posteriormente separadas em parte aéreas e radiculares, ambas as partes foram acondicionadas em sacos de papel, mantidas em estufa com circulação de ar (70 ± 2°C) até atingir peso constante. Em seguida, avaliaram-se as variáveis: número de ramos (NR); o acúmulo de massa de matéria seca: das folhas (MMSF), do caule (MMSC), dos ramos (MMSRam), das raízes (MMSR), da parte aérea (MMPA), massa de matéria seca total (MMST) e volume de raízes (VR). Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F e as médias de H, D, DC, NRam, MMSF, MMSC, MMSRam, MMSR, MMSPA, MMST, IP e VR foram submetidas a análise de regressão utilizando o software Sigmaplot ® 10.0, e o modelo de regressão foi escolhido baseado na significância dos coeficientes da equação de regressão e de determinação a 5% de probabilidade. . 14 RESULTADOS E DISCUSSÃO Analisando-se a altura de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo como resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e da mistura formulada fluroxipyr+triclopyr, (ambos em duas doses), como efeito de deriva, observa-se que todos os tratamentos, inclusive a testemunha, apresentaram ajuste polinomial quadrático, com R² variando entre 0,86 a 0,96. Nos tratamentos triclopyr 0,75% e.a, triclopyr 1,5% e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a a altura foi inferior a testemunha com maior decréscimo nos períodos compreendidos entre 30 e 60 DAA (Figura 2). Aos 75 DAA todos os tratamentos apresentaram altura semelhantes à altura das plantas da testemunha, com exceção do tratamento fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a que foi semelhante à testemunha em todos os períodos. Verificou-se que o período em que houve o maior efeito redutor da altura de plantas para os tratamentos triclopyr 0,75% e.a, triclopyr 1,5% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a foi aos 45 DAA, correspondendo a 33%, 50% e 13% quando comparado a testemunha, respectivamente. Quando se compara o efeito do herbicida triclopyr isolado e em mistura com o fluroxipyr nas doses baixas (0,75% e.a) verifica-se um efeito redutor mais pronunciado no herbicida fluroxipyr, principalmente aos 45 DAA, entretanto, aos 75 DAA a altura de plantas apresentou resposta semelhante a testemunha na mais alta dose (1,5% e.a). Santos et al. (2006), verificando o efeito da deriva simulada do herbicida triclopyr em mudas de Eucalyptus urophylla nas doses 14,4; 28,83 e 57,6 g p.a.ha-1 observaram que aos 45 DAA não houve diferenças entre as doses quanto o crescimento em altura de plantas, sendo verificado redução somente nas doses de 28,83 e 57,6 g p.a.ha-1 na ordem de 6% e 5%, respectivamente. Toledo et al. (2000), avaliando o desenvolvimento inicial de plantas do clone de eucalipto Urograndis, verificou que plantas com idade de 45 dias após o transplante apresentam em média altura de 200 cm. 15 Altura de plantas (cm) 350 300 300 250 250 200 200 150 150 100 100 50 Y (tri) = 89,9250-1,1181x+0,0369x² 15 350 30 45 60 350 300 250 250 Fluroxipir+triclopir 1,5% 150 100 100 Y(test) = 24,0000+4,6283x-0,0216x² 0 15 30 45 60 R² = 0,86 75 Dias após aplicação 30 45 60 75 Fluroxipyr+triclopyr1,5% e.a Testemunha 200 150 Y (flu+tri) = 63,9000+1,8604x+0,0120x² R² = 0,98 R² = 0,93 Y(test) = 24,0000+4,6283x-0,0216x² R² = 0,86 15 300 50 Y(tri) = 93,5105+-1,6400x+0,0512x² 0 75 Fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a Testemunha 200 Triclopyr 1,5% e.a Testemunha 50 R² = 0,96 Y(test) = 24,0000+4,6283x-0,0216x² R² = 0,86 0 Altura de plantas (cm) 350 Triclopyr 0,75% e.a Testemunha 50 Y (flu+tri) = 77,2750-0,6319x+0,0365x² R² = 0,97 Y(test) = 24,0000+4,6283x-0,0216x² R² = 0,86 0 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 2 – Altura de plantas (cm) do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; test - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO. *(p<0,05); **(p<0,01). Ao analisar-se o diâmetro de caule de plantas em função do tempo, sob o efeito dos herbicidas observou-se que semelhantemente à altura de plantas o este se ajustou a um modelo polinomial quadrática com valores de R² superiores a 0,86 em todos os tratamentos. No entanto, todos os tratamentos nesta variável evidenciaram menor diâmetro ao longo do 16 tempo, quando comparado a testemunha, com exceção do tratamento triclopyr 0,75% e.a que aos 75 DAA se equivaleu à testemunha (Figura 3). A partir dos 45 DAA os tratamentos triclopyr 1,5% e.a, fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a demonstraram efeito redutor mais acentuado. Observa-se que os tratamentos triclopyr 0,75% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a apresentaram os maiores valores no diâmetro de caule aos 75 DAA, correspondendo a 26, 30 mm, respectivamente. O tratamento triclopyr 1,5% evidenciou este maior valor aos 60 DAA, correspondendo a 28 mm, enquanto a testemunha aos 75 DAA apresentou um valor de 34 mm. Diferentemente da altura de plantas o efeito dos herbicidas, com exceção do triclopyr 0,75% e.a, reduziu o diâmetro de plantas do clone de eucalipto Urograndis, ao longo do período avalia, constatando-se redução quando comparado a testemunha de 7, 25, 11, e 19% para os tratamentos triclopyr 0,75% e.a, triclopyr 1,5% e.a, fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a e triclopyr 1,5% e.a, respectivamente. Quando se compara o efeito do herbicida triclopyr, nas duas doses, e em mistura com o herbicida fluroxipyr, verifica-se que na dose mais baixa (0,75% e.a) houve um efeito ao longo do tempo inferior na mistura, no entanto, na mistura os valores de diâmetro de caule não se equivaleram a testemunha aos 75 DAA. Santos et al. (2006), verificando o efeito da deriva simulada do herbicida triclopyr em mudas de Eucalyptus urophylla nas doses 14,4; 28,83 57,6 g p.a.ha observaram que aos 45 DAA houve redução no diâmetro das plantas na ordem de 5, 2 e 4 cm, respectivamente quando comparadas a testemunha. 17 Diâmetro de caule (mm) 40 A Triclopir 0,75% e.a Testemunha 40 35 35 30 30 25 25 20 20 15 15 Y (tri) = 11,3165+0,2141x+0,0009x² R² = 0,96 Y (tri) = 8,4950+0,5085x-0,0037x² R² = 0,92 Y (tes) = 7,3515+0,6421x-0,0038x² R² = 0,92 Y (tes) = 7,3515+0,6421x-0,0038x² R² = 0,92 10 10 15 40 Diâmetro de caule (mm) B Triclopir 1,5% e.a Testemunha 30 45 60 75 15 C Fluroxipir+triclopir 0,75% e.a Testemunha 40 35 35 30 30 25 25 20 20 15 Y (flu+tri) = 9,7410+0,4404x-0,0022x² R² = 0,98 45 60 75 D Fluroxipir+triclopir 1,5% e.a Testemunha 15 Y (flu+tri) = 11,8610+0,2417x-0,0004x² R² = 0,87 Y (tes) = 7,3515+0,6421x-0,0038x² R² = 0,92 10 30 Y (tes) = 7,3515+0,6421x-0,0038x² R² = 0,92 10 15 30 45 60 75 Dias após aplicação 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 3 – Diâmetro de caule (mm) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; test - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO. *(p<0,05); **(p<0,01). Ao verificar o desenvolvimento da copa em diâmetro (Figura 4), observa-se em todos os tratamentos, exceto triclopyr 0,75% e.a, uma redução mais acentuada do diâmetro no período compreendido entre 15 e 30 DAA. Já o tratamento fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a apresentou resposta e valores que se assemelham a testemunha em todos os períodos avaliados. 18 Todos os tratamentos, inclusive a testemunha apresentaram resposta polinomial quadrático, altamente significativo com ajustes (R²) variando entre 0,77 e 0,85. Todos os tratamentos no final das avaliações (75 DAA) apresentaram valores que se equivaleram à testemunha. A Diâmetro de copa (cm) 200 Triclopir - 0,75% e.a Testemunha 180 180 160 160 140 140 120 120 100 100 80 Y (tri) = 40,2000+2,6500**x-0,0122x² Y(test) = 75,5000+2,4623**x-0,0166x² 60 Triclopir - 1,5% e.a Testemunha 80 Y(tri) = 54,2000+2,0606**x-0,0088x² Y(test) = 75,5000+2,4623**x-0,0166x² 60 15 200 Diâmetro de copa (cm) R² = 0,85 R² = 0,77 B 200 30 45 60 75 15 C Fluroxipir+triclopir - 0,75% e.a Testemunha 200 180 180 160 160 140 140 120 120 100 100 80 Y(flu+tri) = 57,6750+2,5363**x-0,0165x² R² = 0,88 Y(test) = 75,5000+2,4623**x-0,0166x² R² = 0,77 60 30 45 60 75 D Fluroxipir+triclopir - 1,5% e.a Testemunha 80 R² = 0,81 R² = 0,77 Y(flu+tri) =66,9250+1,1821**x+0,0005x² R² = 0,83 Y(test) = 75,5000+2,4623**x-0,0166x² R² = 0,77 60 15 30 45 60 75 Dias após aplicação 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 4 – Diâmetro de copas (cm) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; test - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO.*(p<0,05); **(p<0,01). 19 Ao analisar a resposta do número de ramos de plantas do clone eucalipto Urograndis em função do tempo, sob efeito dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr, ambos em duas doses (Figura 5), observa-se, assim como para os demais indicadores até aqui avaliados, uma resposta polinomial quadrático crescente, com um período de redução maior comum a todos os tratamentos compreendido entre 30 e 60 DAA. Aos 75 DAA todos os tratamentos apresentaram um numero de ramos semelhantes, com exceção do tratamento fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a, onde se constata uma redução de 22% quando comparado a testemunha. Quando se compara o efeito do herbicida triclopyr, isolado e em mistura com o herbicida fluroxipyr, verifica-se nas doses baixas (0,75% e.a) resposta semelhante ao longo do tempo. Já na dose mais alta (1,5% e.a), observa-se um efeito redutor mais pronunciado na mistura, principalmente aos 75 DAA. O numero de ramos é um indicador morfológico diretamente ligado a arquitetura da planta, com grande influência na deriva acidental de herbicidas, pois quanto maior o número de ramos, maior e mais densa é a “saia” da planta e esta no momento da aplicação pode ter contato indesejável com o herbicida. Segundo Fonseca (1979), a redução no número de ramos em plantas de eucalipto está diretamente relacionada com a redução da área foliar, interferindo diretamente na produção de fotoassimilados e na produtividade da cultura. Torres et al. (2012), avaliando o desenvolvimento inicial de dois clones de eucalipto Urograndis em vaso e ambiente controlado, verificaram que plantas na idade de 60 dias após o transplante apresentam em média 28 ramos, e afirma que a redução no número de ramos pode gerar no campo perdas significativas na produtividade. Segundo Leite e Félix (2008) avaliando povoamentos de eucalipto na região Centro-Leste de Minas Gerais a redução da produtividade em função da redução no número de ramos pode variar de um a 42%. 20 Número de Ramos A Triclopyr - 0,75% e.a Testemunha 50 45 45 40 40 35 35 30 30 25 25 20 20 15 Y(test) = 10,2500+0,6743**x-0,0035x² R² = 0,73 15 30 45 60 10 75 Fluroxipyr+tricloprr - 0,75% e.a Testemunha 45 Y(tri) = 17,3000+0,0943**x+0,0021x² 35 35 30 30 25 25 20 20 15 45 60 75 Fluroxipyr+triclopyr - 1,5% e.a Testemunha 45 40 30 D 50 40 R² = 0,69 Y(test) = 10,2500+0,6743**x-0,0035x² R² = 0,73 15 C 50 Número de Ramos 15 Y(tri) = 16,6000+0,0705** x+0,0038x² R² = 0,79 10 B Triclopyr - 1,5% e.a Testemunha 50 15 Y(flu+tri) = 9,4500+0,4055**x-0,0012x² R² = 0,68 Y(flu+tri) = 17,1000+0,3183**x-0,0006x² R² = 0,67 10 Y(test) = 10,2500+0,6743**x-0,0035x² 15 30 45 60 R² = 0,73 10 75 Dias após aplicação Y(test) = 10,2500+0,6743**x-0,0035x² R² = 0,73 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 5 – Número de ramos de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; test - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO.*(p<0,05); **(p<0,01). A resposta da intoxicação das plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, sob aplicação dos herbicidas (Figura 6) foi decrescente até o ultimo período avaliado (75 DAA). Aos 15 DAA foram verificadas as maiores notas de intoxicação em todos os tratamentos, correspondendo a 36, 42, 29 e 39% nos tratamentos triclopyr 0,75% e.a, triclopyr 21 1,5% e.a, fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a, respectivamente (Figura 6). Quando comparado a aplicação do herbicida triclopyr, isolado e em mistura com o herbicida fluroxipyr, foram observados menores valores de intoxicação na menor dose (0,75% e.a). Em todos os tratamentos aos 75 DAA as não apresentavam praticamente sintomas de intoxicação. Quando plantas sensíveis são submetidas à aplicação dos herbicidas utilizados os primeiros sintomas são caracterizados por anormalidades no crescimento, tais como, epinastia e inibição do crescimento com intensificação da pigmentação verde foliar dentro de 24 h, típicos do mecanismo de ação dos mimetizadores de auxinas. Estes fenômenos são seguidos por dano nos cloroplastos, causando clorose e destruição da integridade das membranas e do sistema vascular, culminando em dessecação e necrose dos tecidos (COBB, 1992; STERLING e HALL, 1997; GROSSMANN, 2000). Carvalho et al. (2012), avaliando o efeito de triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em diferentes clones de Eucalyptus observaram sintomas como deformação nas nervuras e limbo foliar, paralisação do crescimento, epinastia, emissão de brotação lateral, promoção de crescimento em baixas doses e engrossamento das raízes, induzindo o aparecimento de raízes adventícias. Yamashita et al. (2009) trabalhando com 2,4-D, herbicida do grupo mimetizadores de auxinas, em Schizolobium amazonicum e Ceiba pentandra observaram aos 7 DAA sintomas característicos de fitotoxicidade por herbicidas auxínicos, ou seja, epinastia das folhas e deformações de ramos jovens e folhas, progredindo para necrose e queda de folhas, mesmo em menores doses (335 g.e.a.ha). 22 50 Intoxicação (%) 40 Y(tri - 0,75% e.a) = 70,9417 exp(-0,0463**x) R² = 0,99 Y(tri - 1,5% e.a) = 68,5223 exp(0,0315*x) R² = 0,97 Y(flu+tri 0,75% e.a) = 77,1515 exp(0,0662**x) R² = 0,99 Y(flu+tri 1,5% e.a) = 66,5975 exp(0,0353**x) R² = 0,99 Triclopir - 0,75% e.a 30 Triclopir - 1,5% e.a Fluroxipir+triclopir - 0,75% e.a 20 Fluroxipir+triclopir - 1,5% e.a 10 0 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 6 – Intoxicação (%) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr (0,75% e 1,5% e.a) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; e.a - equivalente ácido). Gurupi TO.*(p<0,05); **(p<0,01). Quanto ao acúmulo de massa seca de folhas de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, sob aplicação dos tratamentos fica evidente uma resposta semelhante para todos os tratamentos, no qual se verificou que todos apresentaram resposta polinomial quadrático com altos coeficientes de determinação, com um período de menor velocidade de acúmulo compreendido entre 15 e 45 DAA, a partir do qual houve um incremento acelerado na velocidade de acúmulo de massa seca de folhas. Entretanto, os herbicidas exerceram um efeito redutor quando comparado a testemunha, verificado com maior intensidade nas maiores doses (1,5% e.a), tanto no herbicida triclopyr aplicado isolado, quanto na mistura com o herbicida fluroxipyr. A redução de biomassa de folhas aos 75 DAA imposta pelos tratamentos quando comparadas a testemunha corresponderam a 14, 38, 15 e 36% para tratamento triclopyr 0,75% e.a, triclopyr 1,5% e.a, fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a, respectivamente. (Figura 7). 23 Massa seca de folhas (g) 1000 900 Y(tri) =184,4350-11,3411**x+0,2174x² Y(test) = 193,3110-6,9744**x+0,1713x² 800 1000 R² = 0,80 R² = 0,71 A 900 800 Triclopir - 0,75% e.a Testemunha 700 700 600 600 500 500 400 400 300 300 200 200 100 100 0 Massa seca de folhas (g) 900 R² = 0,86 R² = 0,71 B Triclopir - 1,5% e.a Testemunha 0 15 1000 Y(tri) = 181,3220-10,5751**x+0,1804x² Y(test) = 193,3110-6,9744**x+0,1713x² 30 45 60 75 Y(flu+tri) = 215,6075-11,7738**x+0,2148x² R² = 0,80 Y(test) = 193,3110-6,9744**x+0,1713x² R² = 0,71 800 15 1000 C 900 700 600 500 500 400 400 300 300 200 200 100 100 0 60 75 Y(flu+tri) = 225,8140-12,6091**x+0,2006x² R² = 0,85 R² = 0,71 D Fluroxipir+triclopir - 1,5% e.a Testemunha 700 600 45 Y(test) = 193,3110-6,9744**x+0,1713x² 800 Fluroxipir+triclopir - 0,75% e.a Testemunha 30 0 15 30 45 60 75 Dias após aplicação 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 7 – Massa seca de folhas (g) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; test - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO.*(p<0,05); **(p<0,01). O acúmulo de massa seca de caules de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, dada aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr (Figura 8), apresentou uma resposta polinomial quadrático com coeficientes de determinação (R²) variando entre 0,72 e 0,90. Fica evidente que em todos os tratamentos com herbicidas, houve uma redução na velocidade de acúmulo de biomassa de caule, no período de crescimento de 15 - 60 DAA, 24 com exceção do tratamento fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a, o qual teve resposta semelhante a testemunha em todos os períodos avaliados. Observa-se que o efeito redutor do acumulo de biomassa de caule, foi mais pronunciado com o aumento das doses (0,75% e.a para 1,5% e.a), sendo que na mais baixa dose (0,75% e.a) os valores da variável em discussão se equivaleram à testemunha aos 75 DAA. Enquanto os herbicidas nas mais altas doses (1,5% e.a) promoveram uma redução, quando comparado a testemunha de 145 e 112 g nos tratamentos triclopyr e fluroxipyr+triclopyr, respectivamente. Ao comparar o efeito do herbicida triclopyr, isolado e em mistura com o herbicida fluroxipyr, constata-se nas doses mais baixa (0,75% e.a) resposta semelhante ao longo do tempo no acumulo de biomassa de caule, enquanto na maior dose (1,5% e.a) verifica-se um aumento na redução de biomassa. Santos et al. (2006), verificando o efeito da deriva simulada do herbicida triclopyr em mudas de Eucalyptus urophylla nas doses 14,4; 28,83 57,6 g p.a.ha-1 observaram aos 45 DAA redução no acúmulo de massa seca da parte aérea de 28, 22 e 41%, respectivamente. Yamashita et al. (2009), observaram em Ceiba petranda tratadas com 0,5 e 1,0 L p.c de 2, 4-D, aos 28 DAA apresentaram redução na massa seca de plantas de 83 e 75% respectivamente. 25 Massa seca de caules (g) 400 Y(tri) = 46,9760-2,3820**x+0,0635x² Y(test) = -20,4100+2,9134**x+0,0101x² 350 R² = 0,75 R² = 0,81 A 400 300 250 250 200 200 150 150 100 100 50 50 0 B Triclopir - 1,5% e.a Testemunha 0 15 30 45 60 75 Y(flu+tri) = 42,9335+-1,3974**x+0,0509x² R² = 0,87 Y(test) = -20,4100+2,9134**x+0,0101x² R² = 0,81 350 Massa seca de caules (g) R² = 0,72 R² = 0,81 350 Triclopir - 0,75% e.a Testemunha 300 400 Y(tri) = 21,4625+0,1313**x+0,0128x² Y(test) = -20,4100+2,9134**x+0,0101x² 15 C 400 300 250 200 200 150 150 100 100 50 50 0 60 75 R² = 0,90 R² = 0,81 D Fluroxipir+triclopir - 1,5% e.a Testemunha 300 250 45 Y(flu+tri) = 33,1585-1,0246**x+0,0325x² Y(test) = -20,4100+2,9134**x+0,0101x² 350 Fluroxipir+triclopir - 0,75% e.a Testemunha 30 0 15 30 45 60 75 Dias após aplicação 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 8 – M assa seca de caules (g) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; test - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO.*(p<0,05); **(p<0,01). A resposta do acúmulo de biomassa de ramos de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, como resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr (Figura 9) semelhantemente ao acúmulo de massa seca de folhas, evidenciaram em todos os tratamentos resposta polinomial quadrático crescente ao longo do tempo, com ajustes (R²) variando entre 0,79 e 0,92. Verifca-se que nos tratamentos triclopir 0,75% e.a, triclopyr 1,5% e.a e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a houve acúmulo de massa seca 26 de ramos inferior a testemunha, com maior decréscimo no período compreendido entre 15 e 45 DAA. No entanto, no tratamento triclopyr 0,75% e.a, este acumulo assemelhou-se à testemunha, aos 75 DAA. Compara-se o herbicida triclopyr aplicado isolado e em mistura com herbicidas fluroxipyr, na maior dose (1,5% e.a), verifica-se que na mistura houve um maior efeito redutor no acúmulo de massa seca de ramos. Aos 75 DAA os tratamentos fluroxipyr 1,5% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a apresentaram valores no acúmulo de massa seca de ramos de 160 e 147 g, respectivamente, enquanto na testemunha este valor foi de 243 g. Os herbicidas promoveram uma redução de 35 e 60%, respectivamente. De acordo com Tagiba et al. (2008) a massa seca de ramos do clone de eucalipto Urograndis, cultivadas em tubos de 100 L de solos, aos 90 dias após transplante das mudas foi em média de 300 g sendo a característica que mais contribuiu para o acúmulo de matéria seca total. Esse efeito na massa seca de ramos pode ser explicado pelo fato dos herbicidas utilizados impediram o efeito de dominância apical das plantas, ocorridos a partir dos 15 DAA, o que gera um aumento na produção de ramos, no entanto, são mais finos e menos espessos. Grossmann, (2010), explica que os resultados correlativos de ABA e a superprodução de peróxidos de hidrogênio deram origem a especulação de que esta interação hormonal funciona como um módulo de sinalização dos outros processos relacionados com a auxina, tal como gravitropismo da raíz e inibição da dominância apical. A massa seca de ramos está relacionada diretamente com fatores produtivos da cultura. Segundo Couto (1995), no caso das plantações de eucalipto, a idade em que os ramos estão verdes varia de 1,5 a 3 anos, dependendo do ritmo de crescimento do povoamento. Segundo Fonseca (1979), a desrama apresenta efeitos benéficos sobre a forma das árvores, tornando-as mais cilíndricas e aumentando a densidade da madeira. No entanto, há evidências de que a redução do tecido fotossintético, pela desrama reduz a produção de lenho inicial na madeira formada no tronco, influenciando assim os seus valores (ELLIOTT, 1970). 27 Massa seca de ramos (g) 350 Y(tri) = 5,4695+0,1891**x+0,0397x² Y(test) = -23,8335+4,3755**x-0,0118x² 300 A R² = 0,88 R² = 0,79 350 300 Triclopir - 0,75% e.a Testemunha 250 250 200 200 150 150 100 100 50 50 0 Massa seca de ramos (g) R² = 0,79 R² = 0,79 B Triclopir - 1,5% e.a Testemunha 0 15 350 Y(tri) = -12,1045+1,6144**x+0,0112x² Y(test) = -23,8335+4,3755** x-0,0118x² 30 45 60 Y(flu+tri) = -8,4550+1,9426**x+0,0108x² Y(test) = -23,8335+4,3755** x-0,0118x² 300 75 15 C R² = 0,81 R² = 0,79 350 250 250 200 200 150 150 100 100 50 50 0 45 60 Y(flu+tri) = 29,7595-0,6433**x+0,0294x² Y(test) = -23,8335+4,3755**x-0,0118x² 300 Fluroxipir+triclopir - 0,75% e.a Testemunha 30 75 D R² = 0,92 R² = 0,79 Fluroxipir+triclopir - 1,5% e.a Testemunha 0 15 30 45 60 75 Dias após aplicação 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 9 – Massa seca de ramos (g) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; test - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO.*(p<0,05); **(p<0,01). Ao analisar-se o acúmulo de massa seca de raízes, observa-se que todos os tratamentos, inclusive a testemunha apresentaram um a velocidade de acúmulo ajustada em modelo polinomial quadrática crescente com valores de R² variando entre 0,73 a 0,90 (Figura 10). 28 A variável massa seca de raízes comparativamente aos demais componentes vegetativos até aqui avaliados, evidenciou o maior efeito redutor dos herbicidas, sendo que em todo o período avaliado (15 a 75 DAA), nenhum dos tratamentos se equivaleu aos valores apresentados pela testemunha. Quando se compara o efeito do herbicida triclopyr entre doses (0,75% e.a para 1,5% e.a), ficou evidente uma maior redução no acúmulo de massa seca de raízes na maior dose em tosos os períodos avaliados. Aos 75 DAA nos tratamentos triclopyr 0,75% e.a e triclopyr 1,5% e.a, houve um acúmulo de 158 e 121 g, respectivamente, o que corresponde a uma redução na massa seca de raízes, quando comparado a testemunha, de 48 e 61%, respectivamente. O mesmo resposta foi observado no herbicida fluroxipyr+triclopyr, com valores aos 75 DAA de 180 e 131 g de massa seca aos tratamentos fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a, respectivamente, comparado a testemunha estes valores correspondem a 38 e 56% de redução. O efeito do herbicida triclopyr, isolado ou em mistura com o herbicida fluroxipyr, em ambas doses, foi semelhante ao longo do tempo. No entanto, esta mesma comparação em dose alta (1,5% e.a), pode se observar um maior decréscimo na velocidade de acúmulo de massa seca de raízes, ao longo do tempo quando comparado a testemunha. Em trabalho semelhante, Santos et al. (2006), observaram que plantas de clones de eucalipto submetidos à aplicação de triclopyr em diferentes doses (14,4; 28,8 e 57,6 g/ha p.a) apresentaram reduções significativas no acúmulo de matéria seca de raízes, sendo quanto maior a dose, maior a redução. Em comparação com plantas que não receberam aplicação de herbicidas eles observaram que as plantas tratadas com triclopyr reduziram o acúmulo de matéria seca até os 45 DAA na ordem de 16,21 e 24,61% para a menor, respectivamente. De acordo com Tagiba et al. (2008) a massa seca raízes do clone de eucalipto Urograndis, cultivadas em tubos de 100 L de solos, em condições de não controladas aos 90 dias após transplante das mudas, correspondeu em média de 450 g, valores semelhantes aos encontrados no presente trabalho. 29 A Massa seca de raízes (g) 350 Triclopir - 0,75% e.a Testemunha 300 300 250 250 200 200 150 150 100 100 50 Triclopir - 1,5% e.a Testemunha 50 Y(tri) = 22,5645+0,9140**x0,0132x² Y(test) = 3,4190+1,9337**x+0,0274x² R² = 0,73 R² = 0,90 0 Y(tri) = 13,9790+1,7925**x-0,0044x² Y(test) = 3,4190+1,9337**x+0,0274x² 0 15 350 Massa seca de raízes (g) B 350 30 45 60 75 15 C Fluroxipir+triclopir - 0,75% e.a Testemunha 350 300 300 250 250 200 200 150 150 100 100 50 30 45 60 R² = 0,88 R² = 0,90 75 D Fluroxipir+triclopir - 1,5% e.a Testemunha 50 Y(flu+tri) = 23,9480+1,4094**x+0,0106x² R² = 0,94 Y(test) = 3,4190+1,9337**x+0,0274x² R² = 0,90 0 15 30 45 60 Y(flu+tri) = 26,0745+1,3073**x+0,0016x² R² = 0,81 Y(test) = 3,4190+1,9337**x+0,0274x² R² = 0,90 0 75 Dias após aplicação 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 10 – Massa seca de raízes (g) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; test - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO.*(p<0,05); **(p<0,01). A massa seca da parte aérea de plantas do clone de eucalipto em função do tempo, sob aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr, evidenciou resposta linear crescente em todos os tratamentos, exceto no triclopyr 0,75% e.a que obteve resposta polinomial quadrática, sendo altamente significativo (Figura 11) 30 Foi evidente que em todos os tratamentos o acúmulo de massa seca da parte aérea foi inferior quando comparados a testemunha nos períodos compreendidos entre 15-60 DAA. A partir dos 60 DAA os tratamentos triclopyr 0,75% e.a e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a apresentaram valores equivalentes à testemunha. Verifica-se que o herbicidas triclopyr e fluroxipyr, ao terem suas doses aumentadas de 0,75% e.a para 1,5% e.a, houve uma maior velocidade na redução do acúmulo de biomassa de plantas do clone de eucalipto Urograndis. Não foram observadas diferenças na resposta do acúmulo e biomassa total entre o tratamento triclopyr, isolado ou em mistura, na dose 0,75% e.a. Aos 75 DAA os valores correspondentes aos tratamentos triclopyr 0,75% e.a, triclopyr 1,5% e.a, fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a foram de, 830, 412, 660 e 401 g, respectivamente, o que corresponde a uma redução quando comparado a testemunha, de 2, 52, 34 e 53% respectivamente. De acordo com Tagiba et al. (2208) a massa seca da parte aérea do clone de eucalipto Urograndis, cultivadas em tubos de 100 L de solos, em condições não controladas, aos 90 dias após transplante das mudas foi em média de 1400 g, valor superior ao observado no presente trabalho, no entanto, há de se considerar um período de cresciemnto um pouco superior. Yamashita et al. (2012) observaram que para Schizolobium amazonicum, a aplicação 2,4-D na dose de 0,5 L p.c ha-1 provocaram redução na massa seca da parte aérea, sendo observado pelo menos 26% de redução, quando comparada as plantas que não receberam aplicação. Santos et al. (2006), obtiveram resultados semelhantes para massa seca da parte aérea de em plantas de Eucalyptus Urophylla submetidas a doses decrescentes de triclopyr, sendo que quanto maior a dose maior foi a redução no acúmulo da MSPA. 31 Massa seca da parte aérea (g) 1400 A Y(tri) = 108,3799-4,1465**x+0,1845x² R² = 0,86 Y(test) = 9,3654+11,7067**x R² = 0,85 1200 1000 1000 800 800 600 600 400 400 200 200 R² = 0,80 Y(test) = 9,3654+11,7067**x R² = 0,86 B Triclopir - 1,5% e.a Testemunha 0 15 1400 Y(tri) = -17,8357+5,7864**x 1200 Triclopir - 0,75% e.a Testemunha 0 Massa seca da parte aérea (g) 1400 30 45 60 75 C Y(flu+tri) = -43,2741+9,0125**x R² = 0,80 Y(test) = 9,3654+11,7067**x R² = 0,86 1200 15 1400 1000 1000 800 800 600 600 400 400 200 200 0 45 Y(flu+tri) = 1,2826+5,0007**x Y(test) = 9,3654+11,7067**x 1200 Fluroxipir+triclopir - 0,75% e.a Testemunha 30 60 75 D R² = 0,85 R² = 0,86 Fluroxipir+triclopir - 1,5% e.a Testemunha 0 15 30 45 60 Dias após aplicação 75 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 11– Massa seca da parte aérea (g) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; test - testemunha; e.a equivalente ácido). Gurupi - TO.*(p<0,05); **(p<0,01). A massa seca total de plantas do clone de eucalipto Urograndis, evidenciou resposta linear crescente em todos os tratamentos, exceto no triclopyr 0,75% e.a que obteve resposta polinomial quadrática, sendo altamente significativo (Figura 12). Todos os tratamentos com herbicidas apresentaram acúmulo da massa seca total inferior a testemunha, nos períodos compreendidos, entre 30 e 60 DAA. 32 Quando se compara o efeito do herbicida triclopyr, por ocasião do aumento da dose, verifica-se que na dose mais baixa (0,75% e.a) houve uma redução mais pronunciada no acúmulo de biomassa total quando a dose foi aumentada de 0,75% e.a para 1,5% e.a, com o tratamento triclopyr 0,75% e.a apresentado valores que se assemelharam aqueles encontrados na testemunha aos 75 DAA, enquanto, neste mesmo período o tratamento triclopyr 1,5% e.a apresentou uma redução no acúmulo de massa quando comparado a testemunha de 60%. A mesma comparação feita para o herbicida fluroxipyr+triclopyr, onde se observou um aumento na velocidade de redução de acúmulo de massa seca total em função do aumento da dose, quando comparado a testemunha, sendo que ao final dos 75 DAA o tratamento fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a apresentou um valor médio de 827 g, enquanto o tratamento fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a apresentou 531 g, o que corresponde a uma redução de 33 e 61% na massa seca total, respectivamente, quando comparados a testemunha. Ao comparar o efeito do herbicida triclopyr, ambos em duas doses, e em mistura com o herbicida fluroxipyr, verificam-se nas doses baixas (0,75% e.a) resposta semelhante ao longo do tempo não se destacando efeito pronunciado da adição do herbicida fluroxipyr. Já para a dose alta (1,5% e.a) observa-se um efeito redutor mais pronunciado na mistura, principalmente aos 75 DAA. Esse efeito de redução no acúmulo de massa seca total pode está diretamente ligado ao mecanismo de ação destes herbicidas. Conforme Grossmann (2000), os compostos auxínicos causam inibição do crescimento acompanhado por grandes acumulações de ácido abscísico (ABA) em raiz e nos tecidos jovens. O ABA é reconhecido como um importante hormônio que promove a senescência foliar e controla o crescimento das plantas por meio de efeitos na circulação estomática e a divisão celular. Este hormônio causa o fechamento dos estômatos, o que limita a taxa de transpiração e assimilação de carbono para a produção de biomassa. O 2,4-D nas doses de 335 e 670 g.e.a. ha-1 aplicados em mudas de Schizolobium amazonicum com idade de seis meses provocaram redução na massa seca total das plantas, sendo observado pelo menos 26% de redução por ocasião da menor dose, enquanto que na maior dose a redução foi de 43% quando comparadas a plantas que não receberam aplicação (YAMASHITA et al., 2009). Experimento com simulação de deriva com triclopyr nas doses 14,4 e 57,6 p.a (g ha1 ) em Eucalyptus urophylla com 45 dias 50 cm de altura, foi verificada redução no acúmulo 33 de massa seca total na ordem de 24,85 e 38,15 nas respectivas doses, 45 dias após aplicação dos herbicidas (TUFFI SANTOS, et al., 2006). 1600 A Y(tri) = 130,9444-3,2325**x+0,1977x² R² = 0,89 Y(test) = -62,2120+16,8510**x R² = 0,90 Massa seca total (g) 1400 Triclopir - 0,75% e.a Testemunha 1200 Triclopir - 1,5% e.a Testemunha 1200 1000 1000 800 800 600 600 400 400 200 200 0 0 15 1600 B R² = 0,82 Y(tri) = 1,2158+7,3066**x Y(test) = -62,2120+16,8510**x R² = 0,90 1400 30 45 60 75 1400 1600 R² = 0,90 30 45 60 1400 1000 800 800 600 600 400 400 200 200 0 D R² = 0,90 Fluroxipir+triclopir - 1,5% e.a Testemunha 1200 1000 75 Y(flu+tri) = 141,3551-0,2644**x+0,0746x² R² = 0,93 Y(test) = -62,2120+16,8510**x Fluroxipir+triclopir - 0,75% e.a Testemunha 1200 15 C Y(flu+tri) = -29,0136+11,1141**x R² = 0,82 Y(test) = -62,2120+16,8510**x Massa seca total (g) 1600 0 15 30 45 60 75 Dias após aplicação 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 12 – Massa seca total (g) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; test - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO.* (p<0,05); **(p<0,01). O volume de raízes de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, sob aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr, em duas doses, evidenciou resposta linear crescente em todos os tratamentos, sendo altamente significativo (Figura 13). 34 Observa-se que no período compreendido entre 30 e 60 DAA houve uma maior redução no volume de raízes no tratamento triclopyr 0,75% e.a quando comparado a testemunha, enquanto para o tratamento triclopyr 1,5% e.a essa redução foi mais pronunciada entre os 45 e 60 DAA. No tratamento fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a esta redução foi menos pronunciada, com os valores se assemelhando aqueles encontrados na testemunha aos 75 DAA. A mesma resposta foi verificado para o tratamento fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a. A estimativa dos coeficientes de regressão linear (b1) das equações ajustadas indicam que, para cada dia após aplicação, ocorre acréscimo no volume de raízes de plantas do clone de eucalipto Urograndis na ordem de 7,74; 5,55; 7,47 e 5,72 cm³ para os tratamentos triclopyr 0,75%, triclopyr 1,5%, fluroxipyr+triclopyr 0,75% e fluroxipyr+triclopyr 1,5%, respectivamente. Em contrapartida a as plantas que não receberam aplicação dos herbicidas apresentaram conforme o coeficiente de regressão linear (b1) um acréscimo no volume de raízes de 10,38 cm³ para cada dia após aplicação. Aos 75 DAA, os valores de volume de raízes foram de 595, 430, 586 e 442 para os tratamentos triclopyr 0,75% e.a, triclopyr 1,5% e.a, fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a e triclopyr+fluroxipyr 1,5% e.a, respectivamente, correspondendo a reduções de 14, 37, 15 e 36%%, respectivamente em comparação aos valores apresentados na testemunha. Plantas de Schizolobium amazonicum, tratadas com 2,4-D na dose de 670 g e.a. ha-1 provocaram reduções significativas, no crescimento de raízes, caracterizando o efeito fitotóxico do herbicida auxínico, observando redução significativa no comprimento e volume do sistema radicular em relação à testemunha (YAMASHITA et al., 2009). Possivelmente, isso se deva ao aumento da enzima celulase nas raízes, levando à rápida destruição do sistema radicular (ZIMDAHL, 1999; THILL, 2003). 35 1000 Y(tri) =-55,7250+7,7483**x R² = 0,72 A 1000 Y(test) = -73,0000+10,3833**x R² = 0,86 B Y(tri) = 10,2500+5,5500**x R² = 0,86 Volume de raízes (cm3) Y(test) = -73,0000+10,3833**x R² = 0,86 Triclopir - 0,75% e.a Testemunha 800 800 600 600 400 400 200 200 0 0 15 30 45 60 75 15 C 1000 Y(truper) = -24,6250+7,4750**x R² = 0,81 Y(test) = -73,0000+10,3833**x Volume de raízes (cm3) Triclopir - 1,5% e.a Testemunha 800 1000 R² = 0,86 600 600 400 400 200 200 0 45 60 75 D Y(truper) = 19,8750+5,7250**x R² = 0,80 Y(test) = -73,0000+10,3833**x R² = 0,86 800 Fluroxipir+triclopir - 0,75% e.a Testemunha 30 Fluroxipir+triclopir - 1,5% e.a Testemunha 0 15 30 45 60 75 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 13 – Volume de raiz (cm³) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO.* (p<0,05); **(p<0,01). Constatou-se pelos resultados apresentados que plantas do clone de eucalipto Urograndis, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr +triclopyr, ambos nas doses de (0,75 e 1,5% e.a) apresentaram resposta de crescimento ao longo dos 75 DAA, porém com reduções, quando comparado a testemunha, principalmente no período compreendido entre 30 e 60 DAA. 36 Neste mesmo período o tratamento triclopyr 0,75% e.a reduziu quando comparado a testemunha, os indicadores morfológicos: altura de plantas, massa seca de folhas, massa seca de caules, massa seca de raízes, massa seca da parte aérea, massa seca total e volume de raízes, sendo que a intoxicação de plantas neste período, constatadas pelas notas visuais, apresentaram valores considerados baixas. Ainda no período compreendido entre 30 e 60 DAA o tratamento triclopyr 0,75% evidenciou as menores reduções comparados a testemunha nos indicadores diâmetro de caule, diâmetro de copa e número e massa seca de ramos. A mistura formulada fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a no período de 30 a 60 DAA, provocou reduções expressivas quando comparada a testemunha na altura de plantas, diâmetro de caule, número de ramos, massa seca de folhas, massa seca de caules, massa seca de ramos, massa seca da parte aérea, massa seca total e volume de raízes. O tratamento triclopyr 1,5% e.a, foi o que apresentou as maiores notas de intoxicação de plantas no período de 30 a 60 DAA, porém não apresentou redução expressiva, quando comparado a testemunha, do diâmetro de caule, diâmetro de copa, no número de ramos e massa seca de raízes, entretanto, as reduções mais pronunciadas neste período na massa seca de folhas, massa seca de caules, massa seca de ramos, massa seca da parte aérea e massa seca total foram verificadas neste tratamento. Os efeitos iniciais de retardamento do crescimento em função da aplicação de herbicidas auxínicos são causados por etileno induzido por auxina, que desencadeia um aumento na biossíntese de ácido abscísico – ABA (GROSSMANN et al., 1996; HANSEN e GROSSMANN, 2000). Subseqüentemente, o ABA é distribuído dentro da planta e inibe o crescimento por fechamento estomático, o que limita a assimilação de carbono e produção de biomassa (GROSSMANN, 2000; HANSEN e GROSSMANN, 2000). O ABA também é responsável por promover a senescência foliar (TAIZ e ZEIGER, 2004). A mistura formulada fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a no período de 30 a 60 DAA, foi o que exerceu menor redução da altura de plantas, diâmetro de caules, diâmetro de copa, número de ramos e massa e volume de raízes. No período compreendido entre 30 e 60 DAA, o acúmulo de biomassa dos componentes vegetativos, massa seca de folhas, massa seca de caules, massa seca da parte aérea e massa seca total, apresentaram redução quando comparados a testemunha em todos os tratamentos, sendo esta redução mais pronunciada no tratamento fluroxipyr+triclopyr 1,5%. 37 Aos 75 DAA o tratamento triclopyr 0,75% e.a foi que evidenciou a menor redução dos indicadores biométricos avaliados (H, D, DC, NRam) e no acúmulo de massa seca de: folhas, caule, ramos e parte aérea comparados a testemunha. Esse efeito corresponde ao período em que a intoxicação visual de plantas é cessada, o que explica a recuperação das plantas neste período. O tratamento triclopyr 1,5% e.a demonstrou aos 75 DAA maior efeito na redução do crescimento radicular em comparação a testemunha, efeito verificado tanto no acúmulo de biomassa quanto no volume de raízes. As auxinas são produzidas principalmente no ápice e transportado para a base, assim tende a se concentrar nas raízes, onde se acumula em ligeiro excesso, retardando seu crescimento. No caule, ao contrário, sempre há menos auxinas do que o ideal para o seu crescimento. É por isso que um ligeiro acréscimo de auxina retarda o crescimento das raízes e acelera o do caule (HOFFMANN et al., 2001). Portanto, as concentrações mais favoráveis para o alongamento do caule normalmente resultam na inibição do desenvolvimento da raiz. Essa sensibilidade diferenciada faz com que o caule e a raiz tenham respostas diferentes com relação à auxina. As raízes são extremamente sensíveis às auxinas (LUZ et al., 1990; TAIZ e ZEIGER, 1998). O efeito redutor de acumulo de biomassa dos herbicidas, aos 75 DAA, foi mais pronunciado na massa seca de raízes e na massa seca total, sendo que todos os tratamentos neste período ainda apresentavam efeito inibitório do desenvolvimento radicular. Silva et al. (2007) afirma que espécies sensíveis aos mimetizadores de auxinas têm seu sistema radicular rapidamente destruído, devido ao alongamento celular desordenado e à falta de resistência da coifa, já que herbicidas pertencentes a esse grupo químico induzem intensa proliferação celular em tecidos, causando epinastia de folhas e caule, além de interrupção do floema, impedindo o movimento dos fotoassimilados das folhas para o sistema radicular. 38 CONCLUSÕES Os tratamentos triclopyr 1,5% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a foram os que mais reduziram o acúmulo de biomassa de todos os componentes vegetais avaliados, comparados a testemunha em todo o período. Em contrapartida o tratamento triclopyr 0,75% e.a foi o que menos afetou o acúmulo de biomassa dos componentes vegetais ao longo do tempo. O tratamento fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a foi o que menos afetou o crescimento inicial das plantas do clone de Eucalyptus Urograndis ao longo dos 75 DAA. O tratamento fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a foi o que mais afetou o crescimento inicial de plantas do clone de eucalipto Urograndis ao longo dos 75 DAA. 39 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRAF, Anuário estatístico da ABRAF 2013. ano base 2012/ ABRAF. – Brasília, 2013. 130p. ADORYAN, M. L et al. A. Eficácia e seletividade do herbicida Isoxaflutole na cultura de Eucalyptus grandis. In: CONGRESSO BRASILEIRO DA CIÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS, 23., 2002, Gramado. Resumos.... Londrina: SBCPD/Embrapa Clima Temperado, 2002. p. 572. AGOSTINETTO, D et al. Seletividade de genótipos de eucalipto a doses de herbicidas. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v.31, n.3, p. 585-598, jul/set 2010. ALFENAS, A.C.; ZAUZA, E. A. V.; MAFIA, R. G.; ASSIS, T. F. Clonagem e doenças do eucalipto. Viçosa: Editora UFV, 2004. 442p. BRACELPA – Associação Brasileira de Celulose e Papel. Setor de Celulose e Papel: BCPRM17/DEST. São Paulo, 2013. Disponível em: http://www.bracelpa.org.br. Acesso em: 16 de agosto de 2013. 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O conhecimento de características fisiológicas de crescimento e de partição de assimilados ao longo da ontogenia vegetal, em estudos envolvendo biologia e ecofisiologia de plantas, constitui importante ferramenta. Tendo em vista a escassez de resultados referentes ao desenvolvimento, tolerância e/ou sensibilidade aos herbicidas mimetizadores de auxinas em genótipos comerciais do clone de Eucalyptus urograndis, objetivou-se, nesta pesquisa, determinar e avaliar os índices fisiológicos da análise de crescimento com os herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr. Utilizou-se delineamento em blocos casualizados com quatro repetições em esquema fatorial (2 x 2) +1, correspondendo a dois herbicidas (triclopyr e fluroxipyr+triclopyr),ambos em duas doses (0,75 e 1,5% da concentração de 480 g.e.a L-1 para triclopyr e 80+240 g.e.a L-1 para fluroxipyr+triclopyr), mais o clone de eucalipto Urograndis sem aplicação de herbicida, constituindo-se como testemunha de referência. Aos 45 dias após o transplante, quando as plantas apresentavam cerca de 50 cm de altura, foram realizadas as aplicações em jato dirigido com pulverizador costal pressurizado a gás carbônico equipado com pontas bico (XR 110.02) com volume de calda de 200 L ha-1 e pressão constante de 35 kgf/cm². A aplicação foi feita de forma a atingir toda a copa da planta. Para evitar o contato dos herbicidas com a testemunha, estas foram cobertas com sacos durante a aplicação dos tratamentos. Aos 15, 30, 45, 60 e 75 DAA, avaliou-se área foliar, área foliar específica, razão de área foliar, razão de peso de folha, TCA, TCR e TAL. O tratamento triclopyr 0,75% e.a foi o que menos afetou as plantas do clone de eucalipto Urograndis, em todos os períodos, exceto, exceto na TCA, no qual foi evidenciado reduções bastante pronunciadas em comparação a testemunha nos períodos de 15-30 e 30-45 DAA. O tratamento fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a reduziu a taxa de crescimento absoluto de plantas do clone de eucalipto Urograndis em todos os períodos avaliados, com valores superiores a 95% superior a testemunha no período de 15-30 DAA. 45 ABSTRACT Growth analysis has been used in an attempt to explain differences in growth, gene order or resulting from environmental changes, such as the solar radiation. Knowledge of the physiological characteristics of growth and assimilates throughout the plant ontogeny in studies involving biology and ecophysiology of plants partition, is an important tool. Given the paucity of results for the development, tolerance and / or sensitivity to auxin mimic herbicides in commercial genotypes clone of Eucalyptus urograndis, the aim of this research, determine and evaluate the physiological indices of growth analysis with the herbicides triclopyr and triclopyr + fluroxipyr. We used randomized block design with four replications in a factorial (2 x 2) +1 blocks corresponding to two herbicides (triclopyr and fluroxipyr + triclopyr), both with two doses (0.75 and 1.5% of concentrations 480 g e.a L-1 triclopyr 80+240 g e.a L-1 for fluroxipyr + triclopyr), plus the eucalyptus clone Urograndis without herbicide, becoming a witness of reference. At 45 days after transplanting, when the plants were about 50 cm tall, applications were made direct spray with pressurized carbon dioxide sprayer equipped with nozzle tips (XR 110.02) with spray volume of 200 L ha-1 and constant pressure of 35 kgf / cm ². The application was made in order to reach the entire crown of the plant. To avoid contact of herbicide with the witness, they were covered with bags during the treatments. At 15, 30, 45, 60 and 75 DAA, we assessed leaf area, specific leaf area, leaf area ratio, leaf weight ratio, TCA, RGR and NAR. Treatment triclopyr 0.75% e.awas the least affected plants of Eucalyptus clone urograndis, in all periods, except, except TCA, which was evidenced quite pronounced reductions in comparison to witness the periods 15-30 and 30-45 DAA. Treatment fluroxipyr + triclopyr 1.5% e.a reduced the absolute growth rate of plants of Eucalyptus clone urograndis in all periods, with values greater than 95% greater than control in the period 15-30 DAA. 46 INTRODUÇÃO A crescente necessidade de madeira e celulose para atender a demanda do mercado mundial aumenta, de forma preocupante, a pressão da sociedade sobre o setor florestal. Essa pressão é justa, pois há algum tempo que quase totalidade da madeira utilizada provinha da extração de reservas florestais nativa. Com o advento das tecnologias e da ciência em silvicultura, o Brasil vem se tornando um exemplo na produção de floresta plantadas, principalmente dos gêneros Eucalyptus e Pinus. Em 2012, a área de plantios do gênero Eucalyptus totalizou cinco milhões de hectares, representando crescimento de 4,5% (228 mil hectares) frente ao indicador de 2011. O estabelecimento de novos plantios frente à demanda futura dos projetos industriais do segmento de Papel e Celulose foi principal fator que propiciou esse crescimento acelerado (ABRAF, 2013). Os Estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Bahia, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul se destacaram no cenário nacional como detentores de 87% da área total de plantios florestais. Quanto ao crescimento da área plantada, os Estados que apresentaram o maior crescimento foram o Tocantins (39,6%) e o Mato Grosso do Sul (18,4%). (ABRAF, 2013). O conhecimento sobre o manejo de plantas daninhas e o efeito de deriva de herbicidas em reflorestamento vem atraindo atenção considerável de diversos pesquisadores nas ultimas décadas. Essa atenção deve-se à preocupação crescente dos prejuízos ligados à produção florestal. Apesar de o gênero Eucalyptus apresentar espécies de rápido crescimento e de boa competitividade quanto ao seu estabelecimento no campo, isso não o isenta da interferência das plantas daninhas. Essas plantas que pode prejudicar o crescimento e o desenvolvimento das plantas devido à competição por água, nutrientes e luz, principalmente no período inicial de desenvolvimento da cultura, tendo como conseqüência o decréscimo quantitativo e qualitativo da sua produção (AGOSTINETTO et al., 2010; MACHADO et al., 2010). Pesquisas desenvolvidas por Toledo et al. (1999) e Costa et al. (2004) mostraram perdas significativas de produtividade do eucalipto ocasionadas pela competição com Brachiaria decumbens e Commelina benghalensis, respectivamente. Já Souza et al. (2003) e 47 Takahashi et al. (2004) constataram efeitos alelopáticos de plantas daninhas inibindo desenvolvimento do eucalipto nos primeiros anos. Dentre as possibilidades de manejo de plantas daninhas, o método químico é o mais utilizado, haja vista o baixo custo e a mão de obra necessária. Devido à escassez de produtos registrados à cultura do eucalipto para controle seletivo em pós-emergência das plantas daninhas, o uso do controle químico deve ser muito cauteloso evitando causar injúrias e perdas de produtividade em função da deposição de gotas indesejadas nas plantas de interesse (TIBURCIO et al., 2012). Como alternativa a herbicidas comumente usados no controle de plantas daninhas na cultura do eucalipto, os herbicidas auxínicos vem sendo testados principalmente no controle de rebrotas de plantas do cerrado. Os herbicidas auxínicos assim como o triclopyr e a mistura formulada fluroxipyr+triclopyr, induzem mudanças no metabolismo de ácidos nucléicos e proteínas, interferindo na ação da enzima RNA-polimerase (THILL, 2003). Segundo Silva et al. (2007), estes herbicidas induzem uma intensa divisão celular em tecidos, causando epinastia de folhas e caule. Também interrompem o fluxo normal de fotoassimilados das folhas para o sistema radicular. Maiores concentrações desses herbicidas provocam crescimento desorganizado da planta, além de retorcimento do caule e formação de calos e engrossamento das gemas terminais (ZIMDAHL, 1999; YAMASHITA et al., 2009). O crescimento consiste na produção e na distribuição de biomassa entre os diferentes órgãos da planta (MARCELIS, 1993). A análise de crescimento é método acessível, preciso e utilizado com a finalidade de avaliar o crescimento vegetal. Proporciona inferir a contribuição de diferentes processos fisiológicos sobre o resposta das plantas e consiste no primeiro passo para a interpretação e a análise de produção primária, sendo importante ferramenta no estudo da adaptação da planta sob diferentes condições de meio e manejo (RADFORD, 1967; BENINCASA, 1988). Desse modo, o conhecimento de características fisiológicas de crescimento e de partição de assimilados ao longo da ontogenia vegetal, em estudos envolvendo biologia e ecofisiologia de plantas, constitui importante ferramenta. A análise de crescimento produz conhecimentos de valor prático e informações exatas, referentes ao crescimento e resposta de clones de eucalipto sob diferentes meio, que podem ser utilizadas pelos produtores permitindo escolher a cultivar que melhor se adapte a cada região (SHARMA et al., 1993). É um método que segue a dinâmica da produção fotossintética, sendo de vital importância para compreender os processos morfofisiológicos da 48 planta e sua influência sobre o rendimento. Pode, ainda, ser empregados para determinar a produção líquida das plantas, derivados do processo fotossintético, como resultado do desempenho do sistema assimilatório durante determinado período de tempo (CARDOSO et al., 1987), permitindo também analisar os processos fisiológicos de crescimento e desenvolvimento das plantas. Tendo em vista a escassez de resultados referentes ao desenvolvimento, tolerância e/ou sensibilidade aos herbicidas mimetizadores de auxinas em genótipos comerciais do clone de Eucalyptus urograndis, objetivou-se, nesta pesquisa, determinar e avaliar os índices fisiológicos da análise de crescimento com os herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr. 49 MATERIAL E MÉTODOS O estudo foi conduzido em condições de campo na estação experimental da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Campus Universitário de Gurupi, TO (11º 43’ S e 49º 04’ W, a 280m de altitude). O Clima local segundo a classificação de Köppen é Tropical de savana (Aw), e úmido com pequena deficiência de água no inverno, megatérmico com concentração da evapotranspiração no verão inferior a 48% do total anual (B1wA’a’), segundo a classificação de Thornthwaite (PEEL, 2007). A temperatura média anual é de 27 ºC e precipitação média anual de 1.600 mm, sendo verão chuvoso, inverno seco e elevado déficit hídrico entre os meses de maio a setembro (Figura 1). Precipitação 24.000 22.000 20.000 18.000 16.000 14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0.000 13-18/mai 07-12/mai 01-06/mai 25-30/abr 19-24/abr 13-18/abr 07-12/abr 01-06/abr 25-31/mar 19-24/mar 13-18/mar 07-12/mar 01-06/mar 25-29/fev 19-24/fev 13-18/fev 07-12/fev PRECIPTAÇÃO (mm) Temp. Máxima 36.000 33.000 30.000 27.000 24.000 21.000 18.000 15.000 12.000 9.000 6.000 3.000 0.000 01-06/fev TEMPERATURA (OC) Temp. Mínima SEMANA Figura 1 - Temperatura mínima e máxima e precipitação média durante o desenvolvimento do experimento. 2013. Gurupi - TO. Fonte: INMET/UFT. O experimento foi desenvolvido em tubos de PVC com volume de 35 L. O solo utilizado para enchimento dos tubos foi coletado na camada arável da fazenda experimental da Universidade Federal do Tocantins, caracterizado como Latossolo Vermelho – Amarelo distrófico, textura média, sendo este um solo típico de cerrado (EMBRAPA, 2006), cujos atributos químicos expressos em cmolc dm-3 (exceto pH) foram: Ca = 4,3, Mg = 2,6, Al = 0,1, H+Al = 3,3 e K = 0,6; pH em H2O = 5,8 e em CaCl2 = 5,0 e os atributos físicos: Areia = 76%, silte = 6% e argila = 18%. 50 Mudas padronizadas do clone Urograndis (E. urophylla x E. grandis) com aproximadamente 30 cm de altura e três meses de idade, foram transplantadas para os tubos, os quais receberam adubação com a formulação 5-25-15 de N-P-K (13g vaso-1). Aos 45 dias após o transplante, quando as plantas apresentavam cerca de 50 cm de altura, foram realizadas as aplicações em jato dirigido com pulverizador costal pressurizado a gás carbônico equipado com pontas bico (XR 110.02) com volume de calda de 200 L ha-1 e pressão constante de 35 kgf/cm². A aplicação foi feita de forma a atingir toda a copa da planta. Para evitar o contato dos herbicidas com a testemunha, estas foram cobertas com sacos durante a aplicação dos tratamentos. Utilizou-se delineamento em blocos casualizados com quatro repetições em esquema fatorial (2 x 2) +1, correspondendo a dois herbicidas (triclopyr e fluroxipyr+triclopyr),ambos em duas doses (0,75 e 1,5% da concentração de 480 g.e.a L-1 para triclopyr e 80+240 g.e.a L-1 para fluroxipyr+triclopyr), mais o clone de eucalipto Urograndis sem aplicação de herbicida, constituindo-se como testemunha de referência (Tabela 1). Tabela 1 - Tratamentos avaliados e as respectivas quantidades de ingrediente ativo, óleo mineral e produto comercial por hectare. Tratamentos Testemunha 1 Triclopyr Fluroxipyr + triclopyr Fluroxipyr + triclopyr Dose (% g.e.a) Dose p.c (ml) --- --- --- 480 1 0,75 7,5 480 1 1,5 15 80+240 1 0,75 15 80+240 1 1,5 30 Concentração (g.e.a L-1) Herbicidas Triclopyr Óleo (L/ha) 2 g.e.a = gramas equivalente ácido do herbicida contido na fórmula comercial; p.c = produto comercial 1 Triclopyr = nome comum do equivalente ácido contido no herbicida Garlon 480 BR®; 2 Fluroxipyr + triclopyr = nome comum do equivalente ácido contido no herbicida Truper®. Aos 15, 30, 45, 60 e 75 DAA, as plantas foram colhidas com a parte aérea e radicular separadas e acondicionadas em sacos de papel, mantidas em estufa com circulação de ar (70 ± 2°C) até atingir peso constante. Para determinação da área foliar - (AF), foi usado o método de áreas conhecidas de lâminas (Benincasa, 2003) onde, com um furador cilíndrico com área interna conhecida (0,081 dm²), coletaram-se discos foliares, os quais foram secos até peso constante e depois 51 utilizados juntamente com a massa total das folhas para estimar a área foliar, pela seguinte relação: Onde: AF = área foliar; ATD = área total dos discos; MSD = massa seca dos discos e MSF = massa seca total das folhas amostradas. Em seguida, avaliaram-se as variáveis: o acúmulo de matéria seca: das folhas (MSF), do caule (MSC), dos ramos (MSRam), das raízes (MSR), da parte aérea (MPA), matéria seca total (MMST) e por fim a partição da biomassa da planta (PBP). Para determinação dos valores instantâneos da taxa de assimilação líquida, taxa de crescimento relativo e taxa de crescimento absoluto foram empregadas as fórmulas: Onde: P1 e P2 = pesos de matéria seca de duas amostras sucessivas (g); T2 e T1= períodos avaliados (dias); ln = logaritmo neperiano e A1 e A2 = áreas foliares de duas amostras sucessivas. Com os dados obtidos da área foliar e massa seca de folhas e total foram calculados: área foliar específica (AFE), razão de área foliar (RAF), razão peso de folha (RPF), segundo as fórmulas propostas por Benincasa, (2003): 52 Onde: Af = área foliar (cm²); Pf = peso da folha (g); Pp = peso de toda a planta (g) Para todas essas características analisadas foram consideradas as médias de quatro repetições. Por ser modelo não aditivo e constituir-se de dados quantitativos, a maneira mais adequada de tratar os dados de crescimento ao longo da ontogenia vegetal verifica-se por meio de gráficos e a discussão deve ter como base a tendência das curvas de crescimento (RADFORD, 1967; BARREIRO et al., 2006). Os dados obtidos da partição da biomassa foram submetidos à análise de variância pelo teste f e as médias comparadas ao teste Tukey (p < 0,05). 53 RESULTADOS E DISCUSSÃO A área foliar de plantas do clone de eucalipto Urograndis tratadas com herbicidas aumentou com o tempo, porém, os tratamentos quando comparados a sua testemunha evidenciaram redução, ajustando-se a um modelo de regressão linear significativo (p≤0,10) com adequado coeficientes de determinação (R²). Comparando-se os coeficientes lineares das equações verifica-se que o efeito dos herbicidas foi mais acentuado nas doses de 1,5% g.e.a (Figura 2). Verifica-se que o herbicida triclopyr, quando aplicado em dose alta resulta em um estimulo maior na redução da área foliar comparado a testemunha, este efeito é observado tanto quanto o herbicida triclopyr é aplica isolado, quanto em mistura com o herbicida fluroxipyr. Aos 75 DAA os valores referentes a área foliar média foi de 54, 26, 44 e 25 dm² nos tratamentos triclopyr 0,75% e,a, triclopyr 1,5% e.a, fluroxipyr+triclopyr 0,5% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a, respectivamente, enquanto que na testemunha foi de 64 dm², o que corresponde a uma redução de 18, 60, 30 e 63% para os respectivos tratamentos comparados a testemunha. Concentrações elevadas de auxina sintéticas podem induzir, na planta, a síntese de outro hormônio vegetal, o etileno (responsável pela senêscencia). Essa auxina estimula a liberação de etileno que, em alguns casos, pode produzir sintomas característicos de epinastia, murchamento, clorose e queda de folhas que são na verdade efeitos secundários que ocorrem graças à ação do etileno, mas que tem papel importante na morte das plantas sensíveis (WEI et al., 2000; BRAGA et al., 1999). As folhas já desenvolvidas e maduras são menos afetadas pelas auxinas sintéticas, pois possuem poucos tecidos meristemáticos, local de ação desses herbicidas. Nas folhas jovens, as nervuras portadoras dos vasos crescem rapidamente sob o estímulo de um herbicida auxínico, ao passo que o tecido internerval não acompanha o mesmo ritmo de crescimento, por não receber o mesmo estímulo, assim a folha fica enrugada (CARLIN et al., 1971). Em algumas culturas sensíveis, como tomate, uva e algodão, as folhas jovens se deformam caracteristicamente, e esse sintoma é denominado de “pata-de-rã” (GUEVARA, 1998). 54 A 80 Triclopir 0,75% e.a Testemunha 70 60 50 50 40 40 30 30 20 20 Área foliar (dm²) 10 Y(tri) = -10,4395+0,8055x R² = 0,84** Y(test) = 0,1373+0,9023x R² = 0,93** 0 15 30 45 60 Fluroxipir+triclopor 0,75% e.a Testemunha 60 50 50 40 40 30 30 20 20 0 15 30 45 60 R² = 0,93** 45 60 75 D Fluroxipir+triclopir 1,5% e.a Testemunha 70 Y(flu+tri) = -4,9305+0,7217x R² =0,87** 30 80 60 Y(test) = 0,1373+0,9023x Y(test) = 0,1373+0,9023x R² = 0,93** 15 C 10 Y(tri) = -1,7151+0,4021x R² = 0,70** 0 75 80 70 Triclopir 1,5% e.a Testemunha 70 60 10 B 80 10 Y(flu+tri) = 0,2669+0,3314x R² = 0,75** Y(test) = 0,1373+0,9023x 0 75 15 30 45 60 R² = 0,93** 75 Dias após aplicação Figura 2 – Área foliar (dm²) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr 0,75% e.a (A), triclopyr 1,5% e.a (B), e fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (C) e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a (D) - (tri - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr; tes - testemunha; e.a - equivalente ácido). Gurupi - TO.* (p<0,05); **(p<0,01). A área foliar especifica refere-se à relação entre a área foliar e a massa seca de folhas, considerada como o componente morfológico e anatômico da RAF, porque relaciona a superfície (área foliar, dm²) com a massa seca da própria folha (g), indicando a espessura foliar (CAIRO et al., 2008). Na Figura 3, observou-se que a AFE de plantas de clone tratadas com herbicidas foi inferior à testemunha aos 45 DAA, período no qual as plantas 55 apresentaram menor intoxicação, havendo a troca de folhas. As plantas expostas ao tratamento fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a aos 60 DAA apresentaram valores médios superiores a testemunha, sendo na ordem de 0, 2820 dm².g-1, enquanto a testemunha apresentou valores médios de 0,2321 dm².g-1, após o qual praticamente se igualaram. Em virtude do surgimento de folhas novas, estas são menos espessas e tendem a aumentar mais rapidamente sua área. Área foliar específica (dm². g -1) 0,30 Testemunha Triclopir 0,75% e.a Triclopir 1,5% e.a Fluroxipir+triclopir 0,75% e.a Fluroxipir+triclopir 1,5% e.a 0,25 0,20 0,15 0,10 0,05 0,00 0 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 3 – Área foliar Específica (AFE) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses (e.a - equivalente ácido). Gurupi-TO, 2014. A razão de área foliar (RAF) expressa à área útil para a fotossíntese e é um componente morfo-fisiológico, representando a área foliar em dm² que está sendo usada pela planta para produzir 1 g de matéria seca (BENINCASA, 2003). Pode se observar na Figura 4 que as plantas do clone Urograndis tratadas com herbicidas apresentaram decréscimo da RAF no período de 15 a 30 DAA, o que é explicado devido ao efeito inicial dos herbicidas 56 auxínicos no desenvolvimento das plantas. A máxima RAF (0, 0764 dm² g-1) foi obtida no tratamento fluroxipyr+triclopyr 0, 75% e.a aos 60 DAA, este efeito foi devido à recuperação das plantas que neste período destinam a maior parte dos fotoassimilados à formação de folhas para maior captação da radiação solar (URCHEI et al., 2000). Aos 75 DAA, tanto as plantas tratadas com herbicidas, ambos nas duas doses, quanto às testemunhas apresentaram estabilização da relação entre a área foliar específica e o peso de suas folhas. Para a maioria das culturas, a RAF aumenta rapidamente até um máximo no período vegetativo, decrescendo, posteriormente, com o desenvolvimento da cultura. Essa resposta indica que, inicialmente, a maior parte do material fotossintetizado é convertido em folhas, visando a maior captação da radiação solar disponível (PEREIRA & MACHADO, 1987). 0,08 Razão de área foliar (dm².g-1) 0,07 0,06 0,05 0,04 Testemunha Triclopir 0,75% Triclopir 1,5% Fluroxipir+triclopir 0,75% Fluroxipi+triclopir 1,5% 0,03 0,02 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 4 – Razão de área foliar (RAF) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses (e.a - equivalente ácido). Gurupi-TO, 2014. 57 A razão de peso foliar (RPF) é a relação entre a matéria seca foliar e a matéria seca acumulada na planta toda. A RPF expressa a fração de matéria seca que não é exportada para o resto da planta. Aos 75 DAA, obtiveram-se os valores máximos em todos os tratamentos, sendo maior no tratamento fluroxipyr+ triclopyr 1,5% e.a (0, 8111 g.g-1) e menor no tratamento triclopyr 0,75% e.a (0, 5850 g.g-1) (Figura 5). Esses valores foram encontrados em uma fase de grande crescimento foliar, pois coincide com o período posterior à recuperação da fitointoxicação, e estando os fotoassimilados alocados principalmente nas folhas. À medida que a planta envelhece, ocorre decréscimo em RPF (MELGES et al., 1989). Alves (1998), observando o crescimento inicial de E. grandis e E. urophylla, verificou que a razão de peso de folhas das duas espécies se diferenciaram somente na avaliação de 120 dias após a semeadura, quando o valor apresentado no E. grandis foi superior em 18,6% ao apresentado no E. urophylla. 0,9 Testemunha Triclopir 0,75% Triclopir 1,5% Fluroxipir+triclopir 0,75% Fluroxipir+triclopir 1,5% Razão peso de folha (g.g-1) 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 15 30 45 60 75 Dias após aplicação Figura 5 – Razão de peso foliar (RPF) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses (e.a - equivalente ácido). Gurupi-TO, 2014. 58 A taxa de crescimento absoluto (TCA) - referente à quantidade de matéria seca produzida por unidade de tempo (dias) - aumentou inicialmente em todos os tratamentos confirmando o rápido crescimento inicial da cultura (Figura 6). Verificou-se elevada taxa de produção de matéria seca a partir de 30 DAA atingindo o máximo aos 45 DAA em plantas testemunhas (27,42 g.dia-1), seguido pelo tratamento fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a (19,50 g.dia-1). Por outro lado, o tratamento fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a alcançou o máximo da TCA aos 50 DAA, indicando atraso de 15 dias para atingir a máxima TCA. A TCA média ou velocidade média de crescimento foi de 0,78, 0,35, 0,57 e 0,32 gramas por dia nos tratamentos triclopyr 0,75% e.a, triclopyr 1,5% e.a, fluroxipyr+triclopyr 0,75 e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5%, respectivamente dos 15 aos 75 dias após aplicação. Uma das mais rápidas respostas hormonais verificadas em plantas é a indução do crescimento provocada por auxinas. A resposta de crescimento inicia-se 10 minutos após o tecido vegetal ter recebido a auxina, resultando em taxas de crescimento que persistem por várias horas e, dependendo do tipo de tecido ou planta, podem durar vários dias (PARK, 1998; WEI et al., 2000). O aumento da taxa de produção de matéria seca pode ser associado, até certo ponto, ao aumento da área foliar e do montante de fotoassimilados produzidos, que tem como destino o crescimento e o desenvolvimento vegetal (LOPES e MAESTRI, 1973). A TCA pode ser usada para se ter idéia da velocidade média de crescimento ao longo do período de observação (BENINCASA, 2003). 59 Testemunha Triclopir 0,75% e.a Triclopir 1,5% e.a Fluroxipir+triclopir 0,75% e.a Fluroxipir+triclopir 1,5% e.a Taxa de crescimento absoluto (g.dia-1) 30 25 20 15 10 5 0 15-30 30-45 45-60 60-75 Períodos de crescimento (dias) Figura 6 – Taxa de crescimento absoluto (TCA) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses (e.a - equivalente ácido). Gurupi-TO, 2014. A taxa de crescimento relativo (TCR) representa a variação de crescimento da planta num determinado intervalo de tempo, levando-se em consideração os valores preexistentes, anteriores a cada variação, sendo, portanto, uma estimativa da eficiência da planta em acumular matéria seca. A TCR demonstrou que, indiferentemente das doses dos herbicidas, as plantas do clone de eucalipto Urograndis apresentaram os maiores incrementos de matéria seca em relação àquela preexistente no período compreendido entre os 30-45 DAA, com posterior declínio sistemático até os 75 DAA (Figura 7). Plantas submetidas aos tratamentos triclopyr 0,75% e.a e fluroxipyr+triclopyr 0, 75% e.a, ambas as doses mais baixas se mantiveram similares e superiores a testemunha e atingiram as TCR máximas de 0, 0494 g.g-1. dia-1 e 0,0545 g.g-1.dia-1 respectivamente no 60 período de 30-45 DAA, enquanto aquelas que não receberam aplicação de herbicidas no mesmo período apresentaram 0,0480 g.g-1.dia-1. No tratamento triclopyr 1,5% e.a verifica-se um efeito mais pronunciado na redução da TCR, sendo que no período de 30-45 DAA, todos os tratamentos alcançaram a TCR máxima, enquanto o triclopyr 1,5% e.a manteve-se estável neste período apresentando redução evidente a partir dos 60 DAA. Lopes et al. (1986) e Benincasa (1988) salientam que o decréscimo da TCR com a idade da planta é resultado, em parte, do aumento gradativo de tecidos não fotossintetizantes com o desenvolvimento da planta, devido à elevação da atividade respiratória, às variações nas condições climáticas e efeitos abióticos que pode ser evidenciado pelo aumento do índice de área foliar. Taxa de crescimento relativo (g.g-1.dia-1) 0,06 Testemunha Triclopir 0,75% e.a Triclopir 1,5% e.a Fluroxipir+triclopir 0,75% e.a Fluroxipir+triclopir 1,5% e.a 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0,00 15-30 30-45 45-60 60-75 Períodos de crescimento (dias) Figura 7 – Taxa de crescimento relativo (TCR) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses (e.a - equivalente ácido). Gurupi-TO, 2014. 61 A taxa assimilatória líquida (TAL) é uma medida do aumento da matéria seca da planta por unidade de área foliar, evidenciando a eficiência do aparelho fotossintético. Essa característica varia mais com a idade da planta do que com os fatores climáticos (WATSON, 1958). Os valores máximos da TAL obtidos foram de 1,0556 e 1,0473 g cm-2 dia-1 para os tratamentos triclopyr1,5% e.a e fluroxipyr+triclopyr0,75% e.a no período de 30-45 DAA, respectivamente (Figura 8). Todos os tratamentos, inclusive a testemunha após o período de 30-45 DAA apresentaram redução brusca da TAL. O aumento da TAL nas plantas tratadas com herbicidas mimetizadores de auxinas no período de 30-45 DAA pode ter sido ocasionado pelo efeito desses herbicidas no crescimento das plantas, na qual após este período as plantas passaram a se recuperar dos efeitos deletérios dos herbicidas produzindo folhas menores e evitando o auto-sombreamento, proporcionando alta assimilação de CO2. Deve ficar claro que a taxa assimilatória líquida é dependente da dimensão da área foliar, distribuição das folhas no dossel, ângulo foliar, translocação e partição de assimilados (AUMONDE et al., 2011). Taxa de assimilatória líquida (g.dm².dia -1) 1,2 Testemnha Triclopir 0,75% Triclopir 1,5% Fluroxipir+triclopir 0,75% Fluroxipir+triclopir 1,5% 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 15-30 30-45 45-60 60-75 Períodos de crescimento (dias) Figura 8 – Taxa assimilatória líquida (TAL) de plantas do clone de eucalipto Urograndis em função do tempo, em resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses (e.a - equivalente ácido). Gurupi-TO, 2014. 62 Observaram-se diferenças no padrão de partição da biomassa das plantas do clone de eucalipto Urograndis entre os diferentes herbicidas estudados em todos os períodos avaliados, exceto, aos 45 DAA (Figura 9A). Aos 15 DAA exceto para ramos, foram verificados diferenças em todas as partes das plantas, sendo que para folhas todos os tratamentos apresentaram menor proporção que a testemunha. Quanto ao acúmulo de massa seca de raízes aos 15 DAA, todos os tratamentos foram superiores à testemunha, com destaque para o tratamento triclopyr 0,75% e.a com 33% da composição da planta. Os herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr provocaram alterações no padrão de partição de biomassa do aos 30 DAA, que se traduziram num aumento da proporção da biomassa das raízes acompanhado por um decréscimo da proporção da biomassa das folhas com consequente aumento da razão raíz/parte aérea (Figura 9B). Assim, o aumento relativo da partição da biomassa para as raízes permite que planta explore maiores volumes de solo, para capturar os nutrientes necessários à continuação da expansão das folhas (HAMMONDET al., 2004). Neste mesmo período, foram verificadas diferenças significativas em todas as partes das plantas entre os tratamentos, exceto para caule. Quanto ao acúmulo de massa seca de folhas observou-se menores valores no tratamento triclopyr 1,5% e.a, enquanto que para acúmulo de massa seca de raízes os menores valores foram verificados na testemunha e o maior acúmulo no tratamento fluroxipyr+triclopyr 1,5%. e.a. Aos 75 DAA, verificou-se uma estabilização do crescimento das partes das plantas, principalmente em acúmulo de massa seca de caule. (Figura 9E). O maior acúmulo na massa seca de folhas foi observado no tratamento triclopyr 0,75% e.a. Neste mesmo período verificou-se diferença na massa seca de ramos, com maiores valores no tratamento triclopyr 1,5% e.a, seguido do fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a. Cabe ressaltar que estes herbicidas influenciam diretamente na síntese de hormônios, inclusive o etileno, que induz a produção de ramos laterais principalmente no momento em que as plantas começam a se recuperar do efeito tóxico dos produtos (BRAGA et al., 1999). O acúmulo de massa das raízes apresentou diferença significativa aos 75 DAA, para maiores valores nos tratamentos fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a, seguido do triclopyr 1,5% e.a, os quais praticamente se equivaleram à testemunha. Neste mesmo período todos os herbicidas proporcionaram maior acúmulo de massa seca de raízes, com exceção de fluroxipyr+triclopyr 0,75% e.a. 63 15 DAA Composição da biomassa (%) 100 90 b b b A a b 80 70 70 60 60 15 DAA 50 ab 40 ab 20 a a a a % ,7 5 % 1,5 % ,7 5 % 1,5 Tr clo Tri Flu i +tr 0 i Flu r +rt s Te Composição da biomassa (%) b clo Tri 45 DAA a C b ab b a 0,7 5% o1 cl Tri ,5% Flu i0 +tr ,75 % Flu i1 r +rt ,5% c s Te t 60 DAA 100 D 90 80 80 70 70 a 60 60 50 a ab a b b b ab b a a a 50 40 40 30 30 20 20 10 10 0 Tr a t 90 o icl b 0 a a ab B ab 10 100 a ab a 20 b a 0 b 30 b o icl b 40 ab 0 b 50 a 30 10 b 90 80 a 30 DAA 100 0,7 5% clo Tri 1,5 % Flu i0 + tr ,75 % i1 Flu r + rt ,5 % s Te 0 t clo Tri 0,7 5% c Tri 1 lo ,5% F i0 tr lu+ ,75 % ri +rt Flu 1,5 % s Te t 75 DAA 100 Composição da biomassa (%) % Raízes % Caule % Ramos % Folhas 90 a ab ab b ab ab a ab ab b b a ab a a ,5% s Te E 80 70 60 50 40 30 20 10 0 o ic l Tr 0,7 5% clo Tri 1,5 % Flu i +tr 0,7 5% Flu ri 1 +rt t Figura 9 – Partição de biomassa (%) em plantas do clone Urograndis em função da aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr em duas doses. (triclo - triclopyr; flu+tri - fluroxipyr+triclopyr). Gurupi-TO. * Letras minúsculas iguais não diferem entre os tratamentos pelo teste Tukey a 5% de probabilidade. 64 A área foliar (AF) de plantas do clone de eucalipto Urograndis, sob resposta a aplicação dos herbicidas triclopyr e fluroxipyr+triclopyr, ambos em duas doses, reduziu ao longo do tempo em todos os tratamentos comparados a testemunha, com valores equivalentes a 18 e 31% nos tratamentos triclopyr 0,75% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a, respectivamente, entretanto, nas doses mais altas (1,5%) as reduções foram mais acentuadas, correspondendo a 60 e 62% nos tratamentos triclopyr 1,5% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a, respectivamente aos 75 DAA. Ao longo dos 75 DAA, verifica-se que a área foliar foi o indicador morfológico mais afetado por todos os tratamentos. Concentrações elevadas de auxinas sintéticas podem induzir, na planta, a síntese de outro hormônio vegetal, o etileno (responsável pela senêscencia). Essas auxinas estimulam a liberação de etileno que, em alguns casos, pode produzir sintomas característicos de epinastia. Muitos dos sintomas observados após a aplicação de herbicidas auxinicos são causados pela ação do etileno. Assim, epinastia, murchamento, clorose e queda de folhas são na verdade efeitos secundários que ocorrem graças à ação do etileno, mas que tem papel importante na morte das plantas sensíveis (WEI et al., 2000; BRAGA et al., 1999). O tratamento triclopyr 1,5% e.a reduziu em comparação com a testemunha em todos os períodos os indicadores a AF, TCA, TCR. Contudo a AFE aos 45 DAA, a RPF aos 75 DAA e a TAL no período entre 30-45 DAA apresentaram valores superiores aos da testemunha. A área foliar especifica e a razão de área foliar apresentaram em todos os tratamentos valores superiores aos da testemunha aos 45 DAA, período correspondente ao declínio dos valores de intoxicação de plantas, indicando que as plantas começaram a produzir folhas novas, porem menos espessas. O tratamento triclopyr 0,75% e.a foi o que menos afetou as plantas do clone de eucalipto Urograndis, em todos os períodos, exceto, exceto na TCA, no qual foi evidenciado reduções bastante pronunciadas em comparação a testemunha nos períodos de 15-30 e 30-45 DAA. O tratamento fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a reduziu a taxa de crescimento absoluto de plantas do clone de eucalipto Urograndis em todos os períodos avaliados, com valores superiores a 95% superior a testemunha no período de 15-30 DAA. 65 CONCLUSÕES Os tratamentos triclopyr 1,5% e.a e fluroxipyr+triclopyr 1,5% e.a foram os que mais reduziram as taxa de crescimento, absoluto, relativo e assimilatória em todos os períodos. Em contrapartida o tratamento triclopyr 0,75% e.a foi o que menos afetou o acúmulo de biomassa dos componentes vegetais ao longo do tempo. O tratamento triclopyr 0,75% e.a foi o que menos afetou o crescimento e o desenvolvimento das folhas ao longo de todo o período. Os herbicidas que mais afetaram o crescimento das plantas do clone de eucalipto Urograndis, foram o triclopyr e fluroxipyr+triclopyr, ambos na maior dose (1,5% e.a), seguido do fluroxipyr+triclopyr e triclopyr na dose de 0,75% e.a. 66 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRAF, Anuário estatístico da ABRAF 2013. ano base 2012/ ABRAF. – Brasília, 2013. 130p. AGOSTINETTO, D. et al. Seletividade de genótipos de eucalipto a doses de herbicidas. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v.31, n.3, p. 585-598, jul/set 2010. AUMONDE, T. Z.; LOPES, N. F.; MORAES, D. M.; PEIL, R. M. N.; PEDÓ, T. Análise de crescimento do híbrido de mini melancia Smile® enxertada e não enxertada. Interciencia, Caracas, v. 36, n. 9, p. 677-681, 2011. BARREIRO, A. 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