Senhor, eu me arrependo sinceramente de todo o mal que
pratiquei e do
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Leonardo
Wagner
vos ofendi, meu Deus, Sumo bem, digno de ser amado
sobre todas as coisas. Prometo fielmente, ajudado por vossa
graça, fazer penitência, não querer mais pecar e fugir às
ocasiões do pecado. Senhor, tende
de
mim, pelos méritos da paixão de nosso Salvador, Jesus Cristo.
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Pe. Leonardo Wagner
sobre todas as coisas. Prometo fielmente, ajudado por vossa
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E jovem... se confessa?!
ocasiões do pecado. Senhor, tende piedade de mim,
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mais pecar e fugir às ocasiões do pecado. Senhor, tende pieda
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Senhor, eu me arrependo sinceramente de todo o mal que
pratiquei e do bem que deixei de fazer. Pecando, eu vos ofendi,
paixão
Coordenação Geral
Filipe Cabral
Coordenação Editorial
Andrea Luna Valim
Diagramação
Daniel Garcia da Silva
Revisão
Keila Maciel Marques
Mariana Medeiros
Projeto Gráfico
Everton Sousa de Paula Pessoa
Capa
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ISBN: 978-85-7784-049-6
© EDIÇÕES SHALOM, Aquiraz, Brasil, 2011.
Que o inimigo não me diga: “Eu triunfei!” Nem
exulte o opressor por minha queda, uma vez
que confiei no vosso amor! (Sl 12,5-6)
Sumário
Introdução......................................................................9
1˚ Parte - O que é a confissão...........................11
1. O amor misericordioso......................................................13
2. O pecado...........................................................................14
3. O exame de consciência...................................................16
4. Pecado grave e pecado venial..........................................17
5. O número e as circunstâncias...........................................21
6. Validade da confissão.......................................................22
7. Quando confessar.............................................................24
8. Confissão geral.................................................................26
9. Comunhão em pecado?....................................................27
10. Confissão e direção espiritual..........................................28
11. A santidade.......................................................................29
2˚ Parte - Os Dez Mandamentos.......................31
1. Amar a Deus sobre todas as coisas..................................35
2. Não tomar seu Santo Nome em vão.................................38
3. Guardar Domingos e festas de guarda.............................39
4. Honrar pai e mãe..............................................................41
5. Não matar.........................................................................42
6. Não pecar contra a castidade..........................................46
7. Não roubar........................................................................50
8. Não levantar falso testemunho........................................52
9. Não cobiçar a mulher do próximo....................................55
10. Não cobiçar as coisas alheias...........................................58
3˚ parte - Conteúdos Extras..............................61
1. Os cinco mandamentos da Igreja.....................................63
2. Os pecados capitais..........................................................66
3. As partes da confissão......................................................67
4. O confessor.......................................................................70
5. Fórmulas para o ato de contrição....................................72
6. Nunca mais pecar.............................................................74
7. Passagens bíblicas............................................................78
Palavra final................................................................83
9
o
ã
ç
u
d
o
r
t
n
I
Olá, pessoal!
H
á muito tempo foi-me pedido para fazer um pequeno
roteiro que ajudasse os jovens a se confessarem1
bem. Este livro nasce de uma necessidade bastante
frequente dos jovens em se expressar no Sacramento
da Reconciliação, sobretudo no início da caminhada
com Jesus, mas não somente. Este pequeno roteiro pode ser usado
por qualquer jovem que já tenha tido uma primeira experiência de
Deus e queira caminhar na via estreita do Senhor.
Procurei ser brevíssimo, pois o objetivo é ajudar você a
lembrar os seus pecados antes de confessar, o que tradicionalmente
chamamos de “exame de consciência”. Não darei explicações
detalhadas de cada pecado e me limitarei aos pecados que se
referem à vida jovem solteira.
Esta pequena orientação será totalmente baseada no Catecismo
da Igreja Católica ao qual recomendo vivamente a consulta para
aprofundar-se sempre mais na doutrina de nossa Santa Igreja.
1. Faço aqui um comentário quase inútil: você já notou que o verbo confessar não é reflexivo? Nós não podemos nos confessar pois se eu confesso, eu confesso alguma coisa a alguém, não me confesso a mim mesmo! Portanto, se confessar, a rigor, está gramaticalmente errado, mas
é a forma que nos habituamos a usar quando nos referimos à confissão
sacramental. Pensando nisso, às vezes me dava vontade de rir quando
alguém se aproximava de mim e me dizia: “padre, me confessa...” Eu
tinha vontade de dizer: “O que você quer saber de mim?”
10
Aqui,
você
verá
também alguns breves
testemunhos de jovens
que encontraram esse
maravilhoso
tesouro
que é o sacramento da
confissão em suas vidas2.
Que o Senhor esteja no
seu coração para que,
movido pelo Espírito
Santo, você reconheça,
arrependido, os seus
pecados e acolha a
infinita misericórdia do
Pai.
Deus o abençoe!
Olá,
Eu descobri o liv
ro E JOVEM...
SE CONFESSA
?! no Renascer
2009, durante
o intervalo da
pregação do curs
o de aprofundamento. Compr
ei e comecei
a ler. Eu tinha
muitas dúvidas
sobre o pecado
e estava muito
confuso e, ao te
rminar de ler o
livro, tudo havi
a se resolvido.
Uma nova menta
lidade em relação ao pecado, à
confissão. Uma
forma coerente
e santa de viver! SHALOM!
Leandro Teixei
ra Santiago
19 anos Estudante de in
formática
2. Os testemunhos anônimos possuem um lindo pseudônimo inventado
por mim. Quem quiser pode colocar como nome do seu próximo filho(a).
1a Parte
O que é confissão
13
fissão
n
o
c
é
e
u
q
O
P
ara se falar de confissão devemos pressupor o
pecado. Confessar é admitir e revelar a culpa, o
pecado; muitas vezes aquilo que estava íntimo e
oculto. Confessa-se por estar arrependido e por
desejar pedir perdão e consertar o erro cometido.
Às vezes alguém pode confessar uma coisa boa. Confessar
ou admitir que foi você quem fez uma boa ação escondida, por
exemplo. No caso do Sacramento da confissão, o que se deseja é,
reconhecendo o pecado que cometemos, pedir perdão a Deus por
meio do seu ministro na terra, o sacerdote. Portanto, reconhecer
o pecado é fundamental na confissão. Diz a Palavra do Senhor na
Primeira Carta de São João:
“Se dissermos que estamos em comunhão com ele, mas
andamos nas trevas, estamos mentindo e não nos guiamos pela verdade. Mas, se andamos na luz, como ele
está na luz, então estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de seu Filho Jesus nos purifica de todo
pecado. Se reconhecemos nossos pecados, então Deus
se mostra fiel e justo, para nos perdoar e nos purificar
de toda culpa” (1Jo 1,6-7.9).
O amor misericordioso
Antes de continuar a leitura é muito importante que você dê
atenção especial a esse ponto. Sem uma experiência de fé, uma
experiência no Amor de Deus, é impossível reconhecermo-nos
pecadores e nos arrependermos. É como colocar o carro diante
dos bois. Somente encontrando pela fé a pessoa de Jesus na nossa
14
E jovem... se confessa?!
vida, somente no encontro do amor misericordioso podemos ter a
maravilhosa experiência do perdão.
A confissão é esse encontro com a misericórdia de um Deus
apaixonado por nós. Antes que você queira ir confessar os seus
pecados, Deus mesmo está ansioso para lhe perdoar. É a graça que
vai ao encontro do pecador, o Pai corre ao encontro do filho pródigo
quando ele ainda está longe. Lembre-se disso: a misericórdia de
Deus é invencível!
Rezemos com o que nos fala o Senhor através da carta de São
Paulo aos Romanos:
“Depois disso, que nos resta dizer? Se Deus está conosco, quem estará contra nós? Quem não poupou o seu
próprio Filho e o entregou por todos nós, como não nos
haverá de agraciar em tudo junto com ele? Quem acusará os eleitos de Deus? É Deus quem justifica. Quem
condenará? Cristo Jesus, aquele que morreu, ou melhor, que ressuscitou, aquele que está à direta de Deus
e que intercede por nós? Quem nos separará do amor
de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a
fome, a nudez, os perigos, a espada?... Mas em tudo
isso somos mais que vencedores, graças àquele que nos
amou. Pois eu estou convencido que nem a morte, nem
a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os podres, nem a altura, nem
a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos
separar do amor de Deus manifestado em cristo Jesus,
nosso Senhor” (Rm 8,31-39).
O pecado
Mas, afinal, o que é o pecado? É uma ofensa feita a Deus, uma
desobediência aos seus mandamentos, à sua Palavra. Jesus resumiu em
uma só frase toda a Lei e todos os mandamentos: Amar a Deus sobre
todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. (Cf. Mt 22, 38-40)
Eu vou detalhar aqui, com base no Catecismo, as inúmeras
formas em que, na nossa vida, no nosso dia a dia, podemos
Orientações para uma boa confissão
desobedecer a essa Lei fundamental de Deus. As inúmeras formas
de não amar é o que chamamos pecado.
É tão simples mas tão sério ao mesmo tempo! O pecado,
qualquer pecado, é uma forma de desamor, de egoísmo, de falta de
amor para com Deus, para com o próximo e para com nós mesmos.
O Sacramento da confissão (também chamado de Penitência
ou Reconciliação) é a forma mais eficaz deixada por Jesus para
que nos reconciliássemos com Deus. Podemos ver isso de modo
mais claro no Evangelho de João, capítulo 20:
“Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e,
pondo-se no meio deles, disse: ‘A paz esteja convosco’.
Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado.
Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
Novamente, Jesus disse: ‘A paz esteja convosco. Como
o Pai me enviou, também eu vos envio’. E depois de ter
dito isto, soprou sobre eles e disse: ‘recebei o Espírito
Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão
perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão
retidos’” (Jo 20,19-23).
Na verdade, quando nos confessamos a um sacerdote, não
estamos pedindo perdão ao padre, mas a Jesus que nos perdoa
e nos reconcilia com Deus por meio do ministro da Igreja.
Somos um só corpo, todos unidos pela fé e pelo Batismo uns
com os outros em Jesus Cristo. A Igreja é, por assim dizer, o Corpo
Místico de Cristo. Por isso, o pecado, mesmo o mais escondido e
íntimo, fere a Igreja. Por exemplo: quando eu dou uma martelada
no dedo, não é só o dedo que sofre, quando eu corto uma veia do
braço, a cabeça não diz assim: “Se cortou, miserável? Bem feito,
pois pode se lascar aí que eu não tenho nada a ver com isso!”.
Quando nos confessamos, reconciliamo-nos também com a
Igreja. É muito importante entendermos isso. A graça de Deus,
que nos salva, vem a nós por meio da Igreja. A fé, dom de Deus,
15
16
E jovem... se confessa?!
nos vem pelo testemunho dos discípulos de Jesus. É por meio da
Igreja que recebemos a fé, somos inseridos nela pelo Batismo,
somos alimentados e nos tornamos um só corpo e um só espírito
com Jesus e com os irmãos por meio da Eucaristia e recebemos
o perdão de Deus por meio do Sacramento da Reconciliação.
Bom, isso daria um curso de vários meses, mas para começar
acho que basta.
O exame de consciência
A consciência é a voz interior que mostra o bem a que devemos
aderir e o mal que devemos rejeitar. Você se lembra daqueles
desenhos animados antigos em que ficava um anjinho soprando
no ouvido do cara que ele devia ser bom, perdoar e tal, e um
demoniozinho que ficava com um tridente do outro lado incitando
à vingança e à maldade? Bom, desenhos animados inocentes do
passado remoto à parte, a nossa consciência é uma voz interior, um
julgamento da razão pelo qual a pessoa reconhece o bem ou o mal
que planeja fazer ou que já realizou. Não é uma voz exterior como
de anjos e demônios, embora o diabo possa nos tentar e os anjos
nos inspirem o bem e nos ajudem contra as tentações. Às vezes,
surdos à voz de nossa consciência, só notamos que uma coisa foi
errada depois; é o famoso “vacilo”, quando o cara pensa: “bem que
me tinham dito...”, “bem que eu estava desconfiando...”, ou seja, a
voz da consciência já tinha advertido, mas a opção foi para o mal.
O exame de consciência é o olhar para dentro de nós
mesmos para vermos, com atenção cuidadosa (como indica palavra
examinar), se o nosso coração nos acusa de termos feito uma
escolha errada pela falta de amor, por não amar a Deus ou nosso
irmão, imagem de Deus.
Para o exame de consciência, fundamental para a confissão,
é necessário pedir o auxílio do Espírito Santo por meio da oração. O
Espírito Santo ilumina a nossa consciência e nos ajuda a perceber
a verdade dentro de nós. Podemos facilmente enganar-nos ou
sermos cegos para reconhecer os nossos pecados. Por isso, pedir a
luz da verdade, a graça do Espírito de Deus, é essencial.
Orientações para uma boa confissão
Uma observação importante: existem vários tipos de
consciência classificadas pelos teólogos moralistas. Não falaremos
detalhadamente aqui sobre isso. Eu queria apenas salientar que
existem dois extremos que devemos evitar:

Consciência relaxada – é aquela que não vê pecado em
nada, que um pecado grave é apenas uma falha cotidiana,
coisa que todo mundo faz etc. É o tipo de pessoa que não se
confessa porque não tem pecado!

Consciência escrupulosa – é o extremo oposto, aquele
tipo de pessoa que vê pecado em tudo, que vive angustiada,
perseguida pela ideia de que comete continuamente pecados
por pensamentos, palavras, ações, até em respirar com
força acha que está pecando por gula! Gente que deixa de
comungar pelo mínimo pensamento impuro não voluntário,
por exemplo.
A consciência “sadia” é aquela que, iluminada pela verdade do
Evangelho, com o auxílio do Espírito Santo de Deus, julga todas as
coisas, reconhecendo humildemente o certo e o errado, o bem a se
praticar e o mal a se evitar.
Pecado grave e pecado venial
“Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não
conduz à morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida;
isto, se, de fato, o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, não é a respeito deste que eu digo que se deve rezar. Toda iniquidade é pecado, mas existe um pecado que não conduz à
morte” (1Jo 5,16s).
Como falei anteriormente, o pecado é sempre uma falta de
amor. Essa falta de amor pode ser considerada grave ou leve. Vou
dar um exemplo: digamos que você tenha um grande amigo, um
amigo de infância ou um irmão próximo, ou mesmo um namorado(a).
Você pode dizer com sinceridade que ama essa pessoa e vice-versa.
17
18
E jovem... se confessa?!
Na convivência de amizade, algumas vezes fazemos coisas que
o nosso amigo não gosta, chateia-se, mas são coisas “normais”,
que não ferem profundamente a amizade. Isso é o que podemos
chamar de pecado leve ou venial quando falamos da nossa amizade
com Deus. Existem, porém, ofensas graves, em que o amigo se
sente realmente ferido na amizade. Muitos de nós já tivemos
essa experiência dolorosa de “vacilar” ao ponto de perder uma
amizade, ou acabar o namoro. O amigo(a) pode deixar de querer
estar conosco ou de falar conosco. Em se tratando da ofensa feita a
Deus, isso é o que seria o pecado grave ou mortal.
Claro que se eu coloco tudo no plano da amizade humana, a
coisa fica mais fácil de entender, porém, subjetiva demais, porque nós
mudamos. Existem coisas que ofendem um amigo e a mesma coisa não
ofende a outros. O importante é você saber que o pecado é uma ofensa
a Alguém que nos ama e, quando falamos de amizade com o Senhor,
a diferença está no fato de que Ele nos ama de forma perfeitíssima e
total. O Amor dele nunca falhará ou diminuirá para conosco. Deus não
muda! O nosso amor, por sua vez, será sempre imperfeito.
Deus não fica “com raiva de nós” quando pecamos, mesmo
que os nossos pecados sejam gravíssimos. Veja a parábola do filho
pródigo. O nosso pecado só ofende, só fere, de verdade, a nós
mesmos e fere o coração de Deus, porque Ele nos ama e não quer
nos ver distantes do seu amor. Da mesma forma, Deus não passa a
nos amar mais quando nos confessamos. A confissão é um remédio
que cura o nosso coração e é um ato de grande amor para com
Deus deixar-se perdoar e amar.
Sem enrolar muito, na prática, como eu sei que um pecado
é mortal (grave) ou venial? Verdadeiramente só você pode saber.
Isso mesmo! Preste atenção à seguinte dica gramatical:
Um pecado grave é formado por três substantivos seguidos de
três adjetivos. Se faltar um dos adjetivos o pecado é venial, se faltar
um dos substantivos, não existe pecado. É facílimo:
Matéria grave
Consciência plena
Vontade deliberada (ou livre)
Orientações para uma boa confissão
É óbvio que você sabe identificar os substantivos e os adjetivos,
não é? Claro que sabe! Então, como eu estava dizendo, só é pecado
grave se houver todas essas seis palavras, os três substantivos
seguidos dos três adjetivos.
Vamos entender melhor:
Matéria grave – é aquilo que eu estou infringindo com a
desobediência do pecado. A matéria é GRAVE quando se refere
diretamente a um dos dez Mandamentos da Lei de Deus. As
circunstâncias podem atenuar ou modificar a matéria do pecado.
Por exemplo, matar é grave, gravíssimo, mas matar em legítima
defesa, em certas circunstâncias, não é pecado! Bem como matar
em um acidente no qual você não teve culpa. Portanto, a matéria,
o mandamento, deve ser infligido de forma grave.
Consciência plena – já falamos sobre o que é a consciência,
voz interior que nos indica o bem e o mal nas nossas decisões,
conhecida também como sacrário inviolável do coração do homem,
pois ninguém, a não ser Deus, pode penetrar na nossa consciência.
A consciência é plena quando sabemos perfeitamente da maldade
de um ato, é saber que aquilo que cometi era pecado antes de
tê-lo cometido. Pode acontecer que, algumas vezes, em certas
circunstâncias, a nossa consciência não seja plena a respeito de um
ato, isso pode atenuar ou mesmo cancelar o pecado. Entretanto, a
falta de consciência não pode ser por culpa nossa, por exemplo: a
pessoa que feriu outra estando bêbada não pode alegar que estava
bêbada e por isso não tinha consciência. Porém, uma pessoa que
tem um sonho de cunho erótico não pode se acusar de pecado
mortal. Na verdade, nem houve pecado, porque a pessoa não tem
controle sobre os sonhos, mas é claro que se você tem um sonho
imoral porque deliberadamente viu imagens imorais durante o dia,
você pode não ser culpado pelo sonho, mas pelo o que o causou,
entendido?
Vontade deliberada – querer fazer livremente aquele ato. O
mesmo exemplo que eu dei anteriormente sobre o sonho pode ser
aplicado aqui. Nos sonhos, não existe vontade, ninguém vai dormir
decidindo sonhar com alguma coisa, você pode até desejar, mas não
19
20
E jovem... se confessa?!
pode decidir, obviamente. Claro que se você vai dormir desejando
ter um sonho pecaminoso, o seu desejo já é pecado.
Às vezes, a nossa vontade é fortemente diminuída por causa
de uma coação interna ou externa. Quando alguém nos obriga a
fazer uma coisa errada ou quando somos obrigados por um vício de
que não conseguimos nos libertar. Isso pode ser complicado, mas
é necessário saber discernir em cada caso se fomos plenamente
livres ou não em cometer aquele pecado.
Acontece muito frequentemente usarmos essa frase: “Foi sem
querer...” Até que ponto isso é verdade? Só você pode dizer. Talvez
você tenha de admitir, sinceramente, como o Chaves: “Foi sem
querer, querendo...”
A vontade deliberada acontece quando não há luta. Eu
faço porque quero e pronto. A vontade não é deliberada quando
eu sucumbo a uma luta, como quem diz: “Não queria fazer, lutei,
mas acabei caindo”. Nesse caso, o pecado não é grave se a luta foi
sincera.
Então, lembre-se sempre da regra: três substantivos seguidos
de três adjetivos é igual a pecado grave. Se faltar um dos adjetivos
(grave, plena ou deliberada) o pecado é venial ou leve; se faltar um dos
substantivos (matéria, consciência ou vontade) não há pecado algum.
Uma última observação: há pecados que são especialmente
graves e causam uma excomunhão automática da Igreja, caso a
pessoa tenha consciência da gravidade deles. É o caso do aborto
voluntário e do assassinato, bem como da profanação da Eucaristia.1
1. É importante esclarecer isso, pois no Brasil já houveram polêmicas
na mídia a respeito da excomunhão em caso de aborto. Não é o Bispo
diocesano que excomunga, nem o Papa. A excomunhão, caso a pessoa
tenha consciência, é automática. Recai na excomunhão todos os que praticaram o aborto e aqueles que colaboraram diretamente para ele, por
exemplo: o namorado que deu o dinheiro para a jovem abortar, a mãe
que levou à clínica e ameaçou expulsar de casa, caso a jovem não abortasse, os médicos e enfermeiros que o praticaram. É importante salientar que, dentre outras coisas, se uma pessoa não era consciente que o
pecado causava excomunhão automática, não incorre na pena. Também
não podem sofrer excomunhão os menores de 16 anos.
Orientações para uma boa confissão
Existem outros, mas esses três que eu citei são aqueles que um
jovem tem a possibilidade de praticar. Alguns dos outros seriam:
atentar contra a vida do Papa, o sacerdote que revela o segredo da
confissão, sagrar bispo sem mandato pontifício... bom, acho que
você não fez isso, não é?
Não posso deixar de dizer que quem morre em pecado grave
sem arrependimento vai para o inferno, ou seja, para a separação
definitiva de Deus. Não existe arrependimento ou conversão
após a morte. Porém, como não se pode saber o que se passa no
coração do homem no momento da sua passagem dessa vida para
a outra, não podemos julgar ou declarar que uma pessoa está no
inferno. A vontade de Deus é sempre salvar o homem, somente
no Céu compreenderemos totalmente do que a misericórdia de
Deus foi capaz por cada um de nós. Quem morre em estado de
pecado venial passa pela purificação do amor, que chamamos
de purgatório. O purgatório é uma espécie de preparação para
se unir definitivamente a Deus que é perfeitíssimo. Todos os que
morrem em pecado venial passam pelo purgatório e vão para o
Céu. Os que morrem havendo recebido os últimos sacramentos e
estando sinceramente arrependidos de todos os seus pecados vão
diretamente para o Céu, para a contemplação infinita da Glória de
Deus na felicidade sem fim.
O número e as circunstâncias
Um fator atenuante ou agravante do pecado é o número e a
circunstância, ou seja, quantas vezes se praticou o pecado e em
que circunstância ele foi praticado. É importante, no exame de
consciência e na confissão, revelar essas duas coisas, porque um
pecado pode tornar-se extremamente mais grave ou menos grave
dependendo disso.
Vou dar alguns exemplos um pouco fortes, mas para que fique
bem claro:
Matar é gravíssimo. Matar a mãe ou o pai é ainda mais grave
do que matar um desconhecido em um gesto de ira.
21
22
E jovem... se confessa?!
Roubar é grave. Roubar aquilo que alguém tinha para
sobreviver é gravíssimo. Roubar dinheiro do pai quando se é
adolescente pode ser bem diferente (menos grave) que roubar
várias vezes de várias pessoas estranhas. É um atenuante se a
pessoa for uma cleptomaníaca.
Masturbar-se pode ser grave ou não, dependendo das
condições que eu expliquei acima (o negócio dos substantivos e
adjetivos...). Mas, se é um ato feito com outra pessoa, é muito mais
grave. Se é um ato homossexual, é ainda pior, e se é um ato de
pedofilia, é extremamente grave!
Ver uma imagem imoral é grave, mas é óbvio que uma coisa
é fixar-se, por uma tentação, em uma imagem de alguns segundos
na TV em uma propaganda, outra coisa é, deliberadamente, buscar
sites de relações sexuais na internet.
Brigar é um pecado que pode ser grave ou não, mas bater na
mãe é gravíssimo.
Como vocês podem perceber, a gravidade ou não do pecado
pode depender muito das circunstâncias. Existem pecados que se
sobrepõem, como o estupro: ele é um ato de violência e, ao mesmo,
é um gravíssimo pecado contra a castidade e, se for com um
menor, acrescenta-se ainda mais outro fator de gravidade e assim
por diante. A conversa franca e sincera com um sacerdote da sua
confiança pode ajudar muito a tirar as suas dúvidas.
A circunstância pode fazer que uma coisa boa, certíssima,
torne-se um pecado. Por exemplo: ir à Missa todos os domingos é
um mandamento, é corretíssimo. Mas ir à missa e ficar conversando,
sem prestar atenção, brincando, paquerando, atrapalhando os
outros, ou coisa parecida é, obviamente, um pecado.
Validade da confissão
A confissão é um sacramento. Tem eficácia garantida por Jesus
e, como todo sacramento, independe da virtude do ministro. Isso
quer dizer que não importa se o padre é legal, simpático, antipático,
santo, jovem, velho, pecador ou outro qualquer adjetivo com que
Orientações para uma boa confissão
você queira classificá-lo. O
sacramento é sempre eficaz
para perdoar os pecados
porque é Jesus quem perdoa
por meio do sacerdote.
Porém, de nossa parte,
requerem-se algumas condições:
1. Estar arrependido.
Se você não está arrependido,
é inútil pedir perdão, é óbvio
que não vale! Isso é claro
até nas relações humanas.
Já pensou a menina que vai
dizer para a outra: “mulher,
olha, me desculpa aí por eu
ter falado mal de ti, mas tu és
chata e burra mesmo, viu?!...”
2.
Confessar
os
pecados graves. A confissão
não vale se você esconder
deliberadamente um pecado
grave por algum motivo. Não
adianta dizer todos os 834457
pecados que você lembra ter
cometido na última semana
e esconder justamente
aquele mais grave por medo
ou vergonha.
3. Desejar reparar
o mal cometido. Isso faz
parte do arrependimento. Se
alguém roubou, por exemplo,
como pode demonstrar que
está arrependido se não
23
Há 6 anos, eu não me confessava (por medo, por não entender,
por achar que seria muito julgada
e criticada) nessa época, e eu já
fazia parte de grupo de oração
(no Shalom). Já tinha feito Seminário de Vida no Espírito Santo
duas vezes, mas corria longe da
confissão.
Em uma quinta-feira no Shalom,
há quase 2 anos atrás, o padre
Almeida Neto estava atendendo
confissões, e eu criei coragem e
fui lá. Naquele momento, eu fui
resgatada, amada, perdoada,
transformada, retirada da lama
diante de tantos pecados ao ver
minhas lágrimas unidas às lagrimas do padre, lágrimas de compaixão, de amor, de misericórdia,
e ele, ao olhar nos meus olhos,
era o próprio Jesus Cristo a me
olhar com pura e infinita misericórdia.
Também naquela ocasião, houve
algumas profecias feitas por ele
(que eu não entendi na hora), mas
que hoje já se cumprem de forma
bela e grandiosa na minha vida!
Hoje a confissão se tornou para
mim algo sagrado, forte, de reconciliação com Deus e de provar
seu Amor Infinito por mim!
É isso. =)
Brígida Marques
22 anos - Geógrafa
24
E jovem... se confessa?!
devolver o roubo? É um absurdo, não acha? O perdão só pode ser
dado se você tiver a intenção de devolver o que foi roubado, se isso
for possível, claro.
ATENÇÃO:
Não deixe de procurar o sacerdote por encontrar dentro de
você um dos três pontos citados acima (falta de arrependimento
sincero, falta de coragem de confessar ou de desejo de reparar o
mal). Muitas vezes é por meio da conversa com o padre que você
encontra força para se arrepender, coragem para contar aquele
pecado que você estava escondendo por medo ou vergonha, e
sabedoria para reparar, da melhor forma possível, o mal cometido
sem grandes constrangimentos.
Quando confessar
Este é um assunto que poderia ser muito longo, mas vou
comentar em poucas linhas. O meio normal para se obter o perdão
dos pecados graves é somente o Sacramento da Reconciliação
ou confissão. Por isso, você deve confessar sempre que tiver
consciência de ter cometido um pecado grave ou, no mínimo, uma
vez por ano como prescreve a Santa Igreja.
Os pecados veniais são perdoados pela penitência do dia a
dia, pelo oferecimento de si mesmo, pelo jejum, pela esmola, pela
oração, adoração, sacrifícios, enfim, pelo amor que se manifesta
a Deus que cobre o desamor que o pecado manifestou. Por outro
lado, se eu quero caminhar seriamente com Jesus, é muito valiosa
a confissão frequente, praticada por uma multidão de santos,
conhecidos ou anônimos, do passado e do presente. A confissão
frequente ajuda a manter a nossa consciência sempre alerta e
limpa, aumenta o nosso senso de responsabilidade e nos dá força
na luta contra o pecado. É uma graça imensa de Deus que está à
nossa disposição.
Muitas pessoas não confessam ao sacerdote por medo e
vergonha. Dizem que é desagradável, que não gostam etc. Eu diria
que elas têm razão. Não é agradável reconhecer os nossos pecados
Orientações para uma boa confissão
25
e contá-los a outra pessoa, porém a gente não toma remédio porque
é gostoso, mas porque é necessário! Além do mais, é a prática
da confissão frequente que ajudará, aos poucos, a ir perdendo a
rejeição normal que pode haver com relação à confissão.
Claro que eu não vou me confessar cada vez que tiver a mínima
impaciência. Até porque não existem padres suficientes para isso,
e você iria torrar a paciência dos poucos padres que existem. O
aconselhável é confessar uma vez por mês ou mais frequentemente,
dependendo da necessidade e possibilidade.
ja havia mais de 10
Padre Léo, eu estava afastado da igre
anno) para a fila de confisanos. Fui levado por um amigo (o Rayl
tado, uma das coisas que
são. Nesse tempo em que estive afas
isamos da confissão para
eu mais pensava é que nós não prec
não precisamos ir à igreja
pedirmos perdão a Deus, assim como
que fui fazer as confissões
para conversar com Deus. Nesse dia
. Minha mão gelou e logo o
dos meus pecados, o padre era você
uma sensação enorme de
sentimento de culpa veio à tona. Tive
iria confessar. Lembrei
vergonha em tocar no assunto que eu
das e percebi o quanto eu
de cada momento que fiz coisas erra
e da Igreja, do sacraestava longe de Deus. Percebi que long
ficava mais duro.
mento da confissão e da Comunhão, eu
nte dos meus pecados taNaquela confissão, falei superficialme
quem estava ali não era o
manha era minha vergonha. Porém,
me olhava com compaixão
Padre Léo, era o próprio Cristo que
e disse “Seus pecados
e misericórdia. Ao final, sorriu pra mim
i: “Não vou ter penitênestão perdoados”. Eu então pergunte
Sua força em lembrar dos
cia?” E dai ele falou “Coragem, filho!
tência! Os teus pecados
pecados e falar sobre eles são sua peni
hor te acompanhe”. Dias
estão perdoados. Vai em paz e o Sen
no Espírito Santo e fiz
depois, fiz meu 1º Seminário de Vida
pecados, a partir dai fui
uma nova confissão mais detalhada dos
s tem comigo. Tudo comesentindo o amor e o cuidado que Deu
çou naquela confissão.
Evilásio Lucena
26 anos - Doutorando em Engenharia
de Teleinformática
26
E jovem... se confessa?!
Confissão geral
Além da confissão frequente, uma outra prática tradicional
é a chamada confissão geral, ou seja, aquela confissão em que
procuramos fazer um exame de consciência referente à vida toda,
tentando reconhecer pecados não confessados ou confissões
malfeitas. Ela é praticada em momentos fortes de conversão em
que se deseja dar passos mais sérios no caminho da santidade.
Muitas vezes, no decorrer da nossa caminhada, damo-nos
conta de quanto tínhamos a consciência relaxada no passado,
que não considerávamos pecados tantas coisas que eram, de
fato, pecados, e chamávamos de veniais o que, na verdade, eram
pecados mortais. As confissões malfeitas são aquelas em que os
pecados são ditos de modo velado ou indireto, ou mesmo quando se
escondem fatos importantes que agravariam grandemente a culpa.
Pode acontecer também que, na nossa história pessoal, tenham
acontecido fatos muito graves, e até mesmo traumatizantes, que
nunca tivemos coragem de confessar abertamente a um sacerdote.
Essas coisas podem ser pesos que arrastamos na nossa consciência
e que precisam do poder de libertação e cura interior que o
Sacramento da Reconciliação traz.
Interessante notar que o saldo nem sempre é negativo. Foi
por meio de uma confissão geral que Santa Teresinha descobriu
que nunca havia cometido um só pecado mortal na vida! Pode
acontecer que, por meio da confissão geral, você descubra que
aquilo que é um fardo insuportável na sua consciência, na verdade,
nunca foi um pecado, era só um trauma!2
Já que a confissão geral refere-se a pecados de toda a vida,
para esse tipo de confissão é aconselhável anotar o fruto do exame
de consciência e combinar previamente com o sacerdote, pois
certamente não vai durar cinco minutinhos.
Esclarecendo melhor: devo confessar pecados “antigos”? Sim,
se eles forem graves e não tiverem sido ditos em uma confissão
2. Pode acontecer, por exemplo, que uma pessoa vítima de abuso sexual
na infância sinta-se culpada por algo do qual ela é apenas uma vítima.
Orientações para uma boa confissão
individual antes; não, se eles já tiverem sido confessados, a não
ser que você queira, mas não há necessidade alguma. Cuidado!
Confessar repetidamente os mesmos pecados do passado já
perdoados é sinal de um problema psicológico, um sentimento de
culpa enraizado, sem razão de ser. Talvez, você precise de uma
ajuda terapêutica.
Comunhão em pecado?
A Comunhão Eucarística é a forma mais plena de comunhão
com Jesus enquanto estivermos neste mundo. A santidade e
a grandeza da Eucaristia é um mistério de amor infinito. Para
realizar essa comunhão de amor por meio da Eucaristia a nossa
vida deve estar em coerência com aquilo que estamos recebendo.
Eu não posso comungar, entrar em comunhão plena com Jesus,
se os meus atos dizem o contrário. É por isso que não se pode
comungar havendo consciência de estar em pecado grave. Se a
nossa consciência nos acusa de ter cometido um pecado mortal,
devemos primeiro confessar a um sacerdote antes de comungar.
Por isso, nada de “guardar pecados” sem confissão, pois ficar
longe da Eucaristia é um grande ato de desamor, é ficar longe
da fonte inexaurível da graça (gostaram do “inexaurível”?, foi só
pra me amostrar mesmo...). Passar um mês sem comungar, por
exemplo, é um tempo muito longo para um cristão que leva a
sério a sua fé.
Se você tem a possibilidade de confessar sem passar um
período muito longo sem comungar, deve, necessariamente, fazer a
confissão antes de comungar. Se você mora, por exemplo, em uma
cidadezinha do interior onde o padre vem raramente ou onde quase
nunca há a possibilidade de confissão, você pode comungar fazendo
um exame de consciência e arrependendo-se sinceramente, mas
deve confessar na primeira oportunidade. Comungar em pecado
mortal sem o arrependimento sincero ou ao menos o desejo de
confessar o quanto antes é um pecado grave. A banalização dos
sacramentos, especialmente da Eucaristia, pode acarretar dureza
de coração.
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28
E jovem... se confessa?!
“Por conseguinte, que cada um examine a si mesmo
antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois
aquele que comer do pão ou beber sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação.” (1Cor 11,28-30)
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Confissão e direção espiritual
Outro ponto importante é distinguir a confissão do
acompanhamento ou direção espiritual. É claro que você pode
tirar dúvidas com o padre na hora da confissão, mas não ficar
conversando sobre a sua vida espiritual ou, pior ainda, sobre
Orientações para uma boa confissão
outras coisas. Isso se torna um pecado de falta de caridade quando
atrás de nós tem uma fila que espera a vez de confessar e você
“aluga” o padre só para você. O acompanhamento espiritual pode
ser marcado com o padre e feito em outro momento e, certamente,
pode incluir juntamente com a conversa a confissão.
Portanto, não “enrole” na confissão! Seja objetivo, sem
rodeios inúteis. Não precisa contar que quando você saiu de
casa estava chovendo, aí o porteiro do prédio lhe emprestou o
guarda-chuva. É claro que você ia devolver, mas acontece que
todo mundo na sua família sabe, você odeia cachorro... o-dei-a!
Mas, parece uma birra, toda vida que você passa na frente do
portão da casa amarela que fica ao lado da agência do correio,
o pastor alemão late e lhe dá aquele susto... é de lascar! Digase de passagem que nessa casa amarela mora o chato do seu
primo que fica dando em cima da namorada do outro primo
que é superlegal e mora no mesmo prédio que você. Mas para
não alongar muito... o guarda-chuva, você pretendia devolver...
etc... etc... Depois quem vai ter que confessar o pecado de raiva
será o padre, espero que não seja eu!
É muito aconselhável termos um confessor fixo. Falarei sobre
isso na terceira parte do livro.
A santidade
Para concluir essa primeira parte, é importante lembrar
que a nossa meta, a meta do jovem cristão é alta, muito alta: é a
SANTIDADE! Ou santo ou nada! Esse deve ser o nosso lema. Porque
ser santo nada mais é que amar e amar, é ser plenamente feliz.
Conhecer a Deus é conhecer o Amor Verdadeiro. Quando nós temos
a nossa experiência com Deus, temos essa experiência de amor
que nos torna imensamente felizes, que dá sentido à nossa vida.
A nossa luta pela santidade é a luta por viver no amor e afastar
de nós todo o desamor. Talvez você tenha apenas começado essa
aventura maravilhosa e para você ainda seja muito difícil certas
coisas, deixar certos pecados e vícios. Meu filho, minha filha, eu
só tenho uma palavra para você, uma palavra de Jesus: CORAGEM!
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E jovem... se confessa?!
Não desanime! Vale a pena! Vale a pena lutar, caminhar, mesmo
caindo e levantando, mas sem desanimar jamais!
Deus nos perdoa sempre e vai olhar para o nosso amor, o nosso
desejo, não para a nossa fraqueza. O importante é amar, é buscar
a santidade. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como
a si mesmo é ser santo.
Nas próximas páginas eu vou apresentar os Dez Mandamentos
e uma lista de pecados que podem ser cometidos contra cada um
deles. Como falei no início, o exame de consciência é um auxílio para
que você, jovem, que já teve uma primeira experiência de Deus,
de fé, recente ou não, possa confessar melhor os seus pecados.
Só quem já experimentou o verdadeiro amor sabe reconhecer o
desamor no seu coração.
Não esqueça de, antes de mais nada, pedir ao Espírito Santo
que ilumine o seu coração. Mãos à obra!
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E jovem... se confessa?!