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História
3as séries – Ensino Médio
Revisão – Conteúdos da 1 série 1º semestre
Prof. Roberson.
Exercicios de Revisão: História, conceitos métodos e periodização, Antiguidade (Oriental, Grécia e
Roma), Era Medieval (,
1.(Grau de dificuldade – Médio) Identifique o tipo de narrativa que aparece no trecho abaixo e analise
se a cronologia é importante ou necessária para narrativas como essa. Justifique sua resposta.
‚Todos os outros, deuses e guerreiros, condutores de carros, dormiam durante toda a noite, mas o doce
sono não veio a Zeus (deus da mitologia grega), que imaginava, em seu coração, como poderia honrar
Aquiles a destruir muitos homens junto aos navios dos gregos. E, ao seu espírito, o que pareceu melhor
foi mandar a Agamenon...um sonho enganador. E, dirigindo-se ao sonho, disse:
--- Vai, sonho enganador, para os velozes navios gregos: entra na tenda de Agamenon...e dizes...para
armar, a toda a pressa os gregos...pois agora poderá tomar a vasta cidade dos troianos...‛
HOMERO, Ilíada (em forma de narrativa), Livro II, Ediouro, São Paulo, Publifolha, 1998.
2. (GD – Básico) Observe as imagens e o esquema a seguir.
Vaso / Grécia Antiga - Colheita da
Gravura Medieval - Colheita do trigo
azeitona
(KOSHIBA, Luiz: História: origens, estruturas e processos: ensino médio, São Paulo, Atual, 2000, pp. 16 e
17)
Baseando-se na observação das imagens e nos seus conhecimentos:
a) identifique os períodos históricos aos quais vaso e gravura correspondem.
b) explique qual era a modalidade e a forma de trabalho predominante nestes períodos e que,
provavelmente, eram impostas aos personagens representados no vaso e na gravura.
3. (GD – E) Leia os dois textos a seguir com atenção.
a) Identifique o texto que adota uma abordagem mítica e o que adota uma abordagem histórica e
apresente argumentos, baseados no texto e nas informações complementares, que justifique sua escolha.
b) Apresente mais duas características, uma da narrativa mítica e uma da narrativa histórica, que
diferenciam estas formas de abordagem do passado.
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Texto 1.
‚Narram [os poetas] que os Ciclopes, no começo, foram precipitados por Júpiter no Tártaro e
condenados a cadeias eternas em razão de sua arrogância e brutalidade. Mais tarde, entretanto, Júpiter
se deixou convencer pela Terra de que era seu interesse libertá-los e empregá-los na confecção dos raios
que vibravam. E ele o fez. Os Ciclopes, com laboriosa indústria e ameaçador estrépito, empenharam-se
assiduamente na fabricação de raios e outros instrumentos de terror. No curso do tempo, sucedeu que
Júpiter se enfurecesse com Esculápio, filho de Apolo, que levantara um homem dos mortos por virtude
de sua medicina. Mas como aquele feito fora piedoso e o tornara célebre... (Júpiter) calou sua ira e às
ocultas instigou os Ciclopes contra Esculápio. E os Ciclopes facilmente o eliminaram com seus raios. Em
vingança disso, Apolo (Júpiter não o proibiu) exterminou-os a flechadas.‛
(Ciclopes - nome dado a gigantes que tinham apenas um olho no meio da testa nascidos tal como os
titãs, as titânides e os monstros de cem braços, da união de Urano e de Gaia. Estes ciclopes uranianos
personificavam os fenômenos atmosféricos.)
BACON, Francis (1561/1626): A sabedoria dos Antigos, São Paulo, Editora UNESP, 2002, p. 27.
Texto 2
‚Catão se opôs a seu pedido e aproveitou o último dia para fazer um discurso de apresentação das
candidaturas. Desprezando a consagração, César se precipitou em direção a Roma, apresentou sua
candidatura, esperando em seguida as eleições.
No mesmo momento, Pompeu, que tinha adquirido muita glória e poder por suas ações contra
Mitríades, pedia ao Senado a ratificação de todas as decisões que tomara em favor dos reis dinastas e das
cidades. Um grande número de senadores, e em primeiro lugar Lúculo, ciumentos das façanhas de
Pompeu, se opuseram...Crasso pertencia ao partido de Lúculo. Como Pompeu se indignasse ante tal
atitude, fez um acordo com César prometendo, sob palavra, ajudá-lo a conseguir o Consulado. Pouco
tempo depois, César reconciliou Crasso e Pompeu, e, como os três detinham os maiores poderes,
ajudaram-se mutuamente, segundo seus próprios interesses. O escritor Varo tratou do acordo entre estes
homens num livro intitulado ‘O monstro de três cabeças’...‛
(Catão - foi um político romano célebre pela sua inflexibilidade e integridade moral.
Crasso - foi um patrício, general e político romano do fim da Antiga república romana.
Pompeu - general e político Romano.
Júlio César - líder militar e político romano.)
Apiano (95 d.C – 165 d.C.): Guerras Civis II 8-10
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4. (GD – M) Observe as ilustrações abaixo e responda às seguintes perguntas:
a) Identifique o tipo de evento no qual as comunidades humanas se basearam para elaborar os primeiros
sistemas de contagem do tempo e justifique a escolha que foi feita.
b) Identifique os marcos que foram adotados na ilustração 1 e os que foram adotados na ilustração 2 e
analise a diferença de critério que determinou a escolha destes marcos.
Ilustração 1
MOTA, Myriam Becho: História: das cavernas ao terceiro milênio, São Paulo, Moderna,
2005.
Ilustração 2
VICENTINO, Cláudio: História geral, São Paulo, Ed. Scipione, 2002.
5. (GD - E) O texto a seguir é de um autor francês que viveu no século XVI. Ele analisa neste trecho um
‚fenômeno cultural‛ muito influente. Baseado em elementos do texto, identifique e caracterize este
‚fenômeno cultural‛
‚...não vejo nada de bárbaro ou selvagem no que dizem daqueles povos; e, na verdade, cada qual
considera bárbaro o que não se pratica em sua terra. (...) Não me parece excessivo julgar bárbaros tais
atos de crueldade [o canibalismo], mas que o
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fato de condenar tais defeitos não nos leve à cegueira acerca dos nossos. Estimo que é mais bárbaro
comer um homem vivo do que o comer depois de morto; e é pior esquartejar um homem entre suplícios
e tormentos e o queimar aos poucos, ou
entregá-lo a cães e porcos, a pretexto de devoção e fé, como não somente o lemos mas vimos ocorrer
entre vizinhos nossos conterrâneos; e isso em verdade é bem mais grave do que assar e comer um
homem previamente executado. (...) Podemos, portanto qualificar esses povos como bárbaros em dando
apenas ouvidos à inteligência, mas nunca se compararmos a nós mesmos, que os excedemos em toda
sorte de barbaridades.
MONTAIGNE, Michel Eyquem de (1533/1592), Ensaios, São Paulo: Nova Cultural, 1984.
6. (GD – M) Leia o texto a seguir com atenção.
O texto trata de um momento importante do passado da humanidade.
a) Cite como este momento ficou conhecido.
b) Apresente três características, uma econômica, uma social e uma política, desta nova forma de
organização das comunidades humanas.
‚A cultura de irrigação que floresceu no antigo Oriente requeria grandes obras para o controle
das cheias e elas não poderiam ser realizadas por apenas um indivíduo e sua família. Era preciso reunir
uma multidão de gente trabalhando coordenadamente. Isso supunha a existência de um centro
coordenador, com o seu pessoal encarregado do planejamento, enquanto a maioria se encarregava da
execução. Essa divisão tornava o trabalho mais eficiente e, como resultado, deve ter ocorrido o aumento
da produção e, portanto, do excedente econômico. O aumento do excedente possibilitou o
"investimento" em obras arquitetônicas (templos, palácios, etc.) em torno das quais se originaram as
primeiras cidades. O surgimento das primeiras sociedades urbanas era expressão de uma forma
avançada de organização do trabalho e foi indício da transformação das sociedades do trabalho em sociedades divididas em classes sociais.
Essa hipótese parece ser confirmada pelas escavações arqueológicas realizadas na Mesopotâmia.‛
(KOSHIBA, Luiz: História: origens, estruturas e processos: ensino médio, São Paulo, Atual, 2000, p. 28)
7. (GD – M) Leia o texto a seguir com atenção.
Em seguida, cite como a transformação a qual o texto se refere ficou conhecida? Compare esta nova
etapa da evolução da humanidade com a anterior, destacando duas diferenças importantes.
‚Apesar da reconhecida habilidade como fabricantes de ferramentas e da prática do cultivo realizado em certa escala pelas mulheres, a economia do Paleolítico era essencialmente coletora. Na realidade, só podemos dizer que as sociedades pré-históricas ingressaram na era da economia produtora quando, além das ferramentas, passaram a produzir em escala apreciável e de modo sistemático e permanente a sua própria alimentação, por meio da agricultura e da pecuária. Os mais antigos vestígios conhecidos de uma economia desse tipo foram encontrados na Palestina (Oriente Médio), e, segundo os
especialistas, datam de 9000 a.C..
Devemos às mulheres a seleção das espécies silvestres que deram origem ao trigo, a cevada, ao
centeio, ao arroz, etc., tal como hoje os conhecemos. Foi graças ao trabalho feminino que se revolucionou
a existência humana.‛
(KOSHIBA, Luiz: História: origens, estruturas e processos: ensino médio, São Paulo, Atual, 2000, p. 26)
8. (GD – M) Dê a denominação da transformação histórica ao qual o texto se refere e apresente três
características.
‚Devemos às mulheres a seleção das espécies silvestres que deram origem ao trigo, à cevada, ao centeio,
ao arroz, etc., tal como hoje os conhecemos. Foi graças ao trabalho feminino que se revolucionou a
existência humana. Esta transformação não foi obtida de forma repentina. Ao contrário, a seleção e o
cruzamento de espécies diferentes de plantas que resultaram nos exemplares que chegaram até nós foi
um longuíssimo pro- cesso, que deve ter durado centenas ou até milhares de anos. No início deste novo
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tipo de comunidade humana, o domínio desta atividade era das mulheres, mas posteriormente, no seu
apogeu, tornou-se uma ocupação predominantemente masculina.
O trigo, o arroz e o milho são cereais de alto valor nutritivo. Seu consumo, porém, não levou ao
abandono do consumo dos alimentos de origem animal, que, ao contrário, se enriqueceu com a
domesticação de carneiros, cabras, porcos, galinhas, bois, etc. Além dos cereais e da carne, à leite e seus
derivados também compunham a dieta destas novas comunidades.‛
(KOSHIBA, Luiz: História: origens, estruturas e processos: ensino médio, São Paulo, Atual, 2000, p. 26 com cortes e modificações)
9. ( GD – B) ‚O palácio real constitui naturalmente, na vida da cidade mesopotâmica, um mundo à
parte.... É que a existência de um domínio real, dotado de bens múltiplos e dispersos, faz do palácio uma
espécie de vasta empresa econômica, cujos benefícios contribuem para fundamentar solidamente a força
material do soberano.‛
(Aymard/Auboyer, "O Oriente e a Grécia - As civilizações imperiais".)
Um dos grandes legados da Mesopotâmia foi a criação do Código de Hamurabi. Explique os principais
aspectos desse Código e porque ele foi importante?
10. (GD – E) Os trechos a seguir tratam de uma transformação importante relacionada ao surgimento das
primeiras civilizações. Baseado na leitura dos trechos e nos seus conhecimentos:
a) analise as condições sociais e políticas que propiciaram a ‚invenção‛ a qual o texto se refere.
b) analise os efeitos sociais e políticos decorrentes da introdução desta inovação.
‚Você pode pensar que a escrita, desde a sua invenção, sempre serviu para a produção de cartas, livros,
transmissão de notícias, etc. Houve momentos em que ate os especialistas chegaram a pensar assim. Veja
um exemplo: em 1939 foram encontradas na Grécia cerca de seiscentas placas de argila contendo uma
escrita que os arqueólogos chamaram de Linear B e que ninguém sabia decifrar. Um historiador francês
conta qual era então a expectativa dos estudiosos: ‚Antes da decifração [da Linear B], devaneava-se
muito quanto ao conteúdo das placas: pensava-se encontrar nelas textos religiosos e literários, talvez
mesmo uma Ilíada ou uma Odisséia primitivas. Os sonhos revelaram-se vãos. As placas são unicamente
documentos administrativos, listas e inventários (relação de bens).‛
(LEVEQUE, Pierre: A aventura grega, Lisboa/Rio de Janeiro, Cosmos, 1967. p. 66-7
in KOSHIBA, Luiz: História: origens, estruturas e processos, São Paulo, Atual, 2000, p. 36.)
‚Decide-te pela escrita, e estarás protegido do trabalho árduo de qualquer tipo; poderás ser um
magistrado de elevada reputação. O escriba está livre dos trabalhos manuais...é ele quem dá
ordens...Não tens na mão a palheta do escriba? E ela que estabelece a diferença entre o que és e o homem
que segura um remo.‛
(Antigo documento egípcio no qual um pai dá conselhos ao filho
in KOSHIBA, Luiz: História: origens, estruturas e processos São Paulo, Atual, 2000, p. 37.)
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3. (GD – M) Na imagem ao lado, o rei está de pé
diante do deus Marduk, que está sentado em um
trono, estendendo-lhe o que parece ser um cetro. Na
parte inferior da estela está gravado o Código de
Leis publicado pelo rei destinado aos súditos do
império que ele acabara de construir. O cetro é
reconhecido como símbolo de poder e autoridade.
Baseado nas informações oferecidas pela imagem e
nos seus conhecimentos, cite o tipo de poder político
que ela representa e analise dois aspectos desta
forma de exercício do poder político da Antiguidade
Oriental.
Alto da estela do Código de Hamurabi
1792-1750 a.C., fabricada na Babilônia.
11. (GD – B) No mapa abaixo estão indicados as regiões dos continentes Africano e Asiático nas quais
surgiram as primeiras civilizações. Observe o mapa e identifique a característica comum que estas
regiões apresentam e relacione esta característica ao surgimento das primeiras civilizações.
Fonte: História em Curso - Da Antiguidade à Globalização, São Paulo, Ed. do Brasil,
R.J., Fund. Getúlio Vargas, 2008.
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12. Freud, Brecht e Pasolini, entre muitos outros, recorreram a ela em seus trabalhos. O primeiro, ao
utilizar os termos "Complexo de Édipo" e "Complexo de Electra"; o segundo nas "Notas sobre a
Adaptação de Antígona", e o terceiro, no filme "Medéia".
a) Identifique a arte grega evocada acima e dê o nome de dois de seus autores.
b) A que se deve sua permanente atualidade?
13 "Então Alexandre aproximou-se ainda mais dos costumes bárbaros que ele também se esforçou em
modificar mediante a introdução de hábitos gregos, com a idéia de que essa mistura e essa comunicação
recíproca de costumes dos dois povos... contribuiria mais do que a força para solidificar seu poder..."
(Plutarco, VIDAS PARALELAS)
O texto trata da política de conquista de Alexandre o Grande.
a) Quem eram os bárbaros?
b) No que consistiu a sua política de conquista?
14."O escravo torna possível o jogo social, não porque garanta a totalidade do trabalho material (isso
jamais será verdade), mas porque seu estatuto de anticidadão, de estrangeiro absoluto, permite que o
estatuto do cidadão se desenvolva; porque o comércio de escravos e o comércio simplesmente, a
economia monetária, permitem que um número bem excepcional de atenienses sejam cidadãos."
(Pierre Vidal-Naquet, TRABALHO E ESCRAVIDÃO NA GRÉCIA ANTIGA.)
Esse desenvolvimento paralelo da escravidão e da cidadania obrigou os atenienses a realizarem
sucessivas reformas políticas.
Analise o papel de Clístenes nesse processo.
15."Os deuses, quaisquer que tenham sido as suas origens longínquas, nada mais são do que seres
humanos, maiores, mais fortes, mais belos, eternamente jovens; adquiriram não só a forma humana, mas
também os sentimentos, as paixões, os defeitos e até os vícios dos homens; o mundo divino apresenta,
portanto, uma imagem engrandecida, mas não depurada da humanidade."
(A. Jardé, A GRÉCIA ANTIGA E A VIDA GREGA, 1977)
Usando as informações contidas no texto e outras que você dispõe sobre o assunto, cite cinco
características da religião na Grécia Antiga.
16. (GD – M) O mapa a seguir ilustra, através das setas, um processo importante ocorrido na Grécia no
início do período Arcaico (século VIII a.C.).
a) Cite o nome deste processo e identifique duas regiões fora da Grécia que foram atingidas por ele
utilizando seus nomes atuais.
b) Estabeleça as relações entre este processo e o surgimento dos legisladores na Grécia.
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17. (GD – M) Leia o poema grego a seguir com atenção e responda às perguntas.
a) Analise duas medidas, uma de caráter social e outra econômica, adotada pelo legislador, autor do
poema.
b) O legislador-poeta diz ter se sentido um lobo cercado de cães por todos os lados. Justifique a
afirmação do legislador.
‚E muitos a Atenas, para a pátria de geração
divina,
reconduzi, vendidos que foram um
injustamente,
o outro justamente; e outros por imperiosas
obrigações exilados, e que nem mais a língua
ática (grega) falavam, de tantos lugares por que
tinham errado;
e outros, que aqui mesmo escravidão
vergonhosa
levavam, apavorados diante dos caprichos dos
senhores,
livres estabeleci. Tais coisas, com meu poder
harmônico de força e de justiça,
realizei, e portei-me como havia prometido.
Ordenações, igualmente para o inferior e o
valoroso,
adaptando reta justiça para cada um,
promulguei.
Outro, que como eu tivesse pego o aguilhão,
homem maligno e ganancioso,
não teria freado o povo; pois, se eu quisesse
o que agradava então aos opositores,
ou ainda o que os outros meditavam contra
estes,
de muitos homens a cidade já estaria viúva.
Por essas razões, coragem por todos os lados
dispondo,
girei como lobo em meio a muitos cães.
(Sólon, citado em Aristóteles: A Constituição de Atenas, São Paulo: Hucitec, 1995. P. 33.)
18. (GD – M) No texto a seguir, Aristóteles classifica três formas de governo e três degenerações, isto é,
deformações que correspondem a cada uma delas.
a) Identifique as três formas de governo e a três deformações correspondentes.
b) Estabeleça duas diferenças entre a democracia representativa modernas e a democracia ateniense.
‚Como constituição e governo significam a mesma coisa, e o governo é o poder soberano da cidade, é
necessário que esse poder soberano seja exercido por um só, por poucos ou por muitos. Quando um só,
poucos ou muitos exercem o poder buscando o interesse comum, temos necessariamente as constituições
retas; quando o exercem no seu interesse privado, temos desvios...
Chamamos reino ao governo monárquico que se propõe a fazer o bem público; aristocracia, ao governo
de poucos [ ... ] quando tem por finalidade o bem comum; quando a massa governa visando o bem
público, temos a republica, palavra com que designamos em comum todas as constituições [ ... ]. As
degenerações das formas de governo precedentes são a tirania, com respeito ao reino; a oligarquia, com
relação a aristocracia; e a democracia, no que diz respeito a república. Na verdade, a tirania e o governo
monárquico exercido em favor do monarca; a oligarquia visa o interesse dos ricos; a democracia, o dos
pobres. Mas nenhuma dessas formas tem em vista a utilidade comum.‛
ARISTÓTELES, Política, livro III, cap. V
19. (GD – B) As imagens a seguir têm como tema os personagens centrais dos dois poemas épicos gregos
mais importantes.
a) Identifique o título dos poemas relacionando-os aos principais personagens representados.
b) Cite a principal característica que os gregos associavam a cada personagem e avalie a importância
destes poemas para a formação do homem grego.
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A Fúria de Aquiles.
Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770)
Cabeça de Ulisses
Mármore século II a.C
Museu Arqueológico Nacional – Sperlonga, Itália
20. (GD – E) Lei o texto a seguir com atenção.
a) Identifique os temas dos textos 1 e 2 e estabeleça a relação entre eles.
b) Baseado na leitura do texto 2, analise dois aspectos do procedimento de Sócrates que são comuns aos
procedimentos da Ciência praticada atualmente.
Texto 1.
‚Os debates públicos e abertos, nos quais se confrontavam argumentos e opiniões conflitantes, tiveram
um efeito inestimável sobre a vida intelectual...Sendo as controvérsias a base para a elevação do nível
das exigências de rigor e lógica nas argumentações, foi natural que os gregos, caracteristicamente
políticos, tenham se distinguido pela adoção de uma nova atitude mental...‛
KOSHIBA, Luiz: História: origens, estruturas e processos São Paulo, Atual, 2000, p. 78.)
Texto 2.
‚Como homem de seu tempo, Sócrates concordava com os sofistas em um ponto: por um lado, a
educação antiga do guerreiro belo e bom já não atendia às exigências da sociedade grega,...(mas) o que
propunha Sócrates?
...Propunha que, antes de querer conhecer a natureza e antes de querer persuadir os outros, cada um
deveria, primeiro e antes de tudo, conhecer-se a si mesmo.
... Que retrato Platão nos deixa de seu mestre Sócrates?
O de um homem que andava pelas ruas e praças de Atenas, pelo mercado e pela assembléia indagando a
cada um: ..."Você diz", falava Sócrates, "que a coragem é importante, mas o que é a coragem?" "Você
acredita que a justiça é importante, mas o que é a justiça?" "Você diz que ama as coisas e as pessoas belas,
mas o que é a beleza?" "Você crê que seus amigos são a melhor coisa que você tem, mas o que é a
amizade?" "Que razões rigorosas você possui para dizer o que diz e para pensar o que pensa?", "Qual é o
fundamento racional daquilo que você fala e pensa?".
... Suas perguntas deixavam os interlocutores embaraçados, irritados, curiosos, pois, quando tentavam
responder ao célebre "o que é?", descobriam, surpresos, que não sabiam responder e que nunca tinham
pensado em suas crenças, seus valores e suas idéias.
Mas o pior não era isso. O pior é que as pessoas esperavam que Sócrates respondesse ... mas Sócrates,
para desconcerto geral, dizia:
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"Eu também não sei, por isso estou perguntando". Donde a famosa expressão atribuída a ele quando
respondeu à pergunta da sibila (segundo a mitologia, mulheres que possuíam poderes proféticos,
inspiradas por Apolo) no templo de Apolo: "Sei que nada sei".
Ao fazer suas perguntas e suscitar dúvidas, Sócrates os fazia pensar não só sobre si mesmos, mas
também sobre a pólis. Aquilo que parecia evidente acabava sendo percebido como duvidoso e incerto.
Sabemos que os poderosos têm medo do pensamento, pois o poder é mais forte se ninguém pensar, se
todo mundo aceitar as coisas como elas são, ou melhor, como nos dizem e nos fazem acreditar que elas
são. Para os poderosos de Atenas, Sócrates tornara-se um perigo, pois fazia a juventude pensar. Por isso,
eles o acusaram de desrespeitar os deuses, corromper os jovens e violar as leis.
Levado perante a assembléia, Sócrates não se defendeu e foi condenado a tomar um veneno - a cicuta - e
obrigado a suicidar-se.
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia, São Paulo, Editora Ática, 2003 pp. 41/42.
21. O mundo greco-romano e o mundo ocidental moderno criaram colônias ultramarinas e usaram o
trabalho escravo.
Indique as diferenças entre esses dois períodos históricos no que se refere à colonização e à escravidão.
22. Em relação à formação dos reinos bárbaros:
a) Analise os motivos que permitiram as invasões bárbaras no Império Romano do Ocidente.
b) Mencione três povos bárbaros que invadiram o Império Romano do Ocidente.
23. Estado Romano edificou-se, passando por transformações prolongadas no tempo. A Monarquia
cedeu lugar à República, que sofreu modificações por cinco séculos. O regime Imperial começou a ser
estruturado a partir do ano 27 a.C. Ofereça subsídios que possibilitem a compreensão do processo de
desagregação da República Romana e advento do regime Imperial.
24. Na Roma antiga, o escravo era considerado um animal de trabalho sobre o qual o senhor detinha o
direito de vida e de morte.
a) Em quais condições alguém se tornava escravo na Roma antiga?
b) Relacione três das principais atividades em que a mão-de-obra escrava era utilizada.
25. Os princípios do cristianismo chocaram-se com os valores romanos, em especial a partir do momento
em que os imperadores passaram a ser vistos como divindades.
Entre os séculos I e III, as perseguições aos cristãos foram constantes.
a) Cite três características do cristianismo naquele período.
b) Analise por que os princípios cristãos eram uma ameaça ao poder político dos imperadores romanos.
26. (GD – E) Leia o trecho a seguir.
a) As medidas adotadas pelo rei etrusco identificado no texto assemelham-se às medidas adotadas na
mesma época (século VI a.C.) em Atenas, na Grécia. Como os gregos denominaram o regime que
realizou estas reformas?
b) O resultado destas reformas, na Grécia (em especial em Atenas) e em Roma foi semelhante? Justifique
sua resposta.
‚Sérvio Túlio, o segundo rei etrusco, é tido como o realizador de diversas reformas que favoreceram os
plebeus...(promoveu) famílias plebéias à condição de nobres, organizou assembléias militares...
estimulou o comércio e o artesanato visando fortalecer economicamente os plebeus. Essas medidas, que
a tradição atribuiu a Sérvio Túlio, ficaram conhecidas como reformas servianas. O objetivo do rei,
entretanto, não era propriamente beneficiar os plebeus, mas fortalecer o poder monárquico. A criação de
uma classe plebéia vigorosa tinha por fim a neutralização do poder dos patrícios...‛
(KOSHIBA, Luiz: História: origens, estruturas e processos, São Paulo, Atual, 2000, p.81)
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27.(GD – M) Leia atentamente os dois textos a seguir:
Texto 1
‚Há na espécie humana indivíduos tão inferiores a outros como o corpo o é em relação à alma, ou
a fera ao homem; são os homens nos quais o emprego da força física é o melhor que deles se obtém.
Partindo dos nossos princípios, tais indivíduos são destinados por natureza à escravidão, porque para
eles nada é mais fácil do que obedecer. Tal é o escravo por instinto: pode pertencer a outrem... e não
possui razão além do necessário para dela experimentar um sentimento vago, não possui a plenitude da
razão.‛
(Aristóteles, A política, cap. II, p. 7 e 13).
Texto 2.
‚Os gregos de 2000 anos atrás consideravam todos os homens que não fossem de sua própria raça
como bárbaros e Heródoto conta-nos que os persas, por seu turno, consideravam-se muito superiores ao
resto da humanidade.
Para justificar a ambição grega de hegemonia universal, Aristóteles (384/332 a.C.) formulou a
hipótese de que certas raças são, por natureza, livres desde o berço enquanto outras são escravas...
Cícero (106/43 a.C. – orador e político romano) entretanto, pensava diferente: ‚Os homens diferem em
conhecimento, mas são todos iguais na capacidade de aprender; não há nenhuma raça que, guiada pela
razão, não possa chegar à excelência.‛
(Juan Comas – Os mitos raciais, Raça e ciência, São Paulo, Perspectiva, 1960, v.1, p. 13)
Os pontos de vista de Aristóteles e de Cícero em relação à capacidade humana em geral, são semelhantes
ou antagônicos? Justifique sua resposta.
28. (GD – B) Observe o mapa a seguir:
a) Cite as duas principais regiões incorporadas ao Império entre a morte de Augusto e o momento no
qual as fronteiras do Império atingiram sua maior extensão.
b) Relacione a estabilização das fronteiras à inflação e à crise econômica que atingiu o Império a partir
do século III.
Fonte: KOSHIBA, Luiz: História: origens, estruturas e processos: ensino médio, São Paulo, Atual, 2000, p. 100
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29. (GD – E) Analise o quadro e o texto a seguir:
Os litores entregam a Brutus o corpo de seu filho
Jacques Louis David 1789 - Museu do Louvre / Paris
O quadro se refere a um episódio no início da República na Roma Antiga. Brutus, um dos dois cônsules,
exercia o poder executivo. Seus filhos conspiraram para restaurar a monarquia etrusca e foram presos.
Condenados pela República, o próprio pai assinou a sentença de morte. O quadro ilustra a entrega do
corpo de um filho à família, o desespero da mãe e irmãs e o silêncio, discrição e imensa dor do pai.
Folha de São Paulo – Cotidiano - quarta-feira, 11 de julho de 2007
Entrevista
DA AGÊNCIA FOLHA, EM LONDRINA
Juraci Martins não quis comparar a sua atitude com a do empresário Ludovico Ramalho Bruno, que
defendeu prisão especial para o filho acusado, junto com amigos, de roubar e espancar uma doméstica
no Rio de Janeiro, no dia 23. Ele disse querer que o filho "reflita para não se tornar bandido".
FOLHA - Seu filho está preso com outras pessoas. O sr. se preocupa?
MARTINS - Claro. Eu e minha mulher tentamos agüentar, mas é difícil. Meu filho não pode ser tratado
diferente só porque nós o amamos. Os outros presos têm pais também. É um período de provação.
FOLHA - Como os parentes viram sua decisão?
MARTINS - Minhas outras filhas, que vivem em Curitiba, estão dando todo o apoio.
Assumindo o conceito de república como referência, há convergência ou divergência entre as atitudes
paternas apresentadas? Justifique sua resposta.
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30. (GD – M) Observe os dois mapas a seguir. Compare o território que corresponde a Europa
Ocidental do ponto de vista político e econômico em cada um dos períodos aos quais os mapas estão
associados destacando as diferenças.
Extensão máxima das
fronteiras do Império
Romano na época de
Trajano - 117 d.C..
31. (GD – M) ‚O oficial romano Orestes, tendo tomado o comando do exército, partiu de Roma ao
encontro dos inimigos e chegou a Ravena, onde parou para fazer imperador seu filho, Rômulo Augusto.
[...] Porém, pouco depois de Rômulo Augusto ter sido estabelecido imperador em Ravena por seu pai,
Odoacro, rei dos turcilingos, tendo consigo ciros, hérulos e auxiliares de diversas tribos, ocupou a Itália.
Orestes foi morto e seu filho, Rômulo Augusto, expulso do reino e condenado à pena de exílio no
Castelo Luculano, na Campânia. Assim, o Império do Ocidente do povo romano, que o primeiro dos
augustos - Otaviano Augusto - tinha começado a dirigir no ano 709 da fundação da cidade de Roma,
pereceu com Rômulo Augusto no ano 522 do reinado dos seus antecessores imperadores. Desde aí,
Roma e a Itália foram governadas pelos reis dos godos.‛
(Jordanes, in: PEDRERO-SÁNCHEZ, M. G. "História da Idade Média". São Paulo: Editora Unesp,
2000, p. 39-40. Adaptado.)
O texto anterior, escrito por Jordanes, um autor do século VI d.C., nos informa sobre os acontecimentos
políticos que marcaram o início e o fim do Império Romano do Ocidente: a ascensão de Otávio Augusto
ao poder e a deposição de Rômulo Augusto por Odoacro, no contexto das invasões bárbaras. Tendo em
vista essas considerações, analise:
a) a importância da atuação política de Otávio Augusto para a criação do Império Romano.
b) dois fatores que contribuíram para a desagregação do Império Romano do Ocidente.
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32. A Igreja encontrou nas instituições feudais um terreno propício para acrescentar poder político à
hegemonia espiritual que já exercia. Analise o que foi a Querela das Investiduras e estabeleça a relação
desta com a Concordata de Worms de 1122.
33. "Deus colocou o servo na terra para trabalhar e obedecer."
Analise os compromissos, fortemente influenciados pela ação de uma instituição feudal, vinculados ao
enunciado acima.
34. ‚A Igreja, durante toda a Idade Média, guiava todos os movimentos do homem, do batismo ao
serviço fúnebre. A Igreja educava as crianças; o sermão do pároco era a principal fonte de informação
sobre os acontecimentos e problemas comuns. A paróquia constituía uma importante unidade de
governo local, coletando e distribuindo as esmolas que os pobres recebiam. Como os homens ficavam
atentos aos sermões era freqüente o governo dizer aos pregadores exatamente o que deviam pregar."
(Adaptado de Christopher Hill, A REVOLUÇÃO INGLESA DE 1640, 1977)
A partir do texto acima escreva quais eram as funções sociais e políticas da Igreja Católica na Idade
Média.
35. (GD – B) Leia o texto a seguir. Ele apresenta uma teoria que relaciona poder político e poder
espiritual.
a) Analise o que essa teoria propõe e o período histórico no qual ela se afirmou.
b) Analise duas conseqüências práticas da adoção desta teoria do ponto de vista das relações de poder
que vigoravam na sociedade no período em questão.
‚Todos os homens estão submetidos a autoridades superiores, pois não há autoridade que não
venha de Deus, e as que existem, foram estabelecidas por Ele.
Todo aquele que enfrenta a autoridade, opõe-se a ordem estabelecida por Deus. Os que se opõem a
ela atrairão sobre si a condenação.
Os que praticam o bem não tem que temer aos magistrados mas só os que praticam o mal. Queres
não ter que temer os governantes? Faças o bem e, inclusive, serás recompensado por isso...Mas, se
praticas o mal, teme, pois que não é em vão que o governante detém a espada, pois é ministros de Deus
e vingador para o que pratica o mal.
Assim, é preciso que se submeta à autoridade, mas não somente por temor ao castigo, mas também
por dever de consciência.
É também por isso que pagas impostos, pois dessa forma, serves aos ministros de Deus.‛
São Paulo: ‚Epístola aos romanos‛ 13, 1-7. Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulinas, 1985.
36. (GD – M) Os textos a seguir tratam de duas formas de religiosidade que predominaram em períodos
históricos distintos.
a) Cite o período histórico no qual as formas de religiosidade relacionadas aos textos predominaram.
b) Baseado exclusivamente nas informações dos textos, compare as duas formas de religiosidade
destacando duas diferenças importantes entre elas.
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1. Adorar a Deus e amá-lo sobre
‚Em geral, o homem só conhecia os deuses de sua cidade, só a estes
todas as coisas.
deuses respeitava e honrava. Todos podiam alegar o mesmo que, na
2. Não invocar o Seu santo
tragédia de Ésquilo, o estrangeiro diz aos argianos [habitantes de
nome em vão.
Argos]: "Não temo os deuses da vossa cidade e nada lhes devo".
3. Guardar os Domingos e
Cada urbe [cidade] esperava a salvação de seus deuses. Invocavamfestas.
nos no perigo, dizendo-lhes: "Deuses dessa cidade, não consintais
4. Honrar pai e mãe (e os outros
que ela seja destruída juntamente com as nossas casas e os nossos
legítimos superiores).
lares ... Ó tu que habitais desde ha muito tempo a nossa terra, serias
5. Não matar (nem causar outro
capaz de traí-la? o vós todos, guardas de nossas torres, não as
dano, no corpo ou na alma, a si
entregueis ao inimigo". Era, pois, para conseguirem a certeza da sua
mesmo ou ao próximo).
proteção que os homens lhes rendiam culto. Os deuses mostravam-se 6. Não pecar contra a castidade
insaciáveis nas oferendas, e prodigalizavam-lhas, mas sob condição
(em palavras ou em obras).
de eles velarem pela integridade da cidade. [ ... ] Nas antigas idades,
7. Não furtar (nem injustamente
o culto consistia em alimentar o deus, em dar-lhe tudo quanto
reter ou danificar os bens do
lisonjeasse os seus sentidos: carne, bolos, vinho, perfumes, vestidos,
próximo).
jóias, danças e musica. Em troca exigiam-se-lhe benefícios e serviços. 8. Não levantar falsos
testemunhos (nem de qualquer
outro modo faltar à verdade ou
COULANGES, Fustel de: A cidade antiga, São Paulo, Hemus, 1975 difamar o próximo)
citado em KOSHIBA, Luiz: História: origens, estruturas e processos: 9. Não desejar a mulher do
ensino médio, São Paulo, Atual, 2000. próximo.
10. Não cobiçar as coisas
alheias.
37. (GD – E) Leia o texto e observe a imagem a seguir. Identifique o tema do texto, o tema da imagem e
analise a relação entre eles.
‚Todos os homens estão submetidos a
autoridades superiores, pois não há
autoridade que não venha de Deus, e as
que existem, foram estabelecidas por Ele.‛
São Paulo (século I)
‚Epístola aos romanos‛ 13, 1-7 Bíblia de
Jerusalém, São Paulo, Ed. Paulinas, 1985.
Henrique IV - Penitência de Canossa – 1177
Eduard Schwoiser (1826/1902)
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38. (GD – E) A tradição cultural do Ocidente, sempre discutiu o problema das relações entre a
necessidade e liberdade, isto é, se o destino humano é determinado pelas condições históricas e/ou pela
casualidade ou se é o homem o senhor do seu próprio destino. O tema preocupou os gregos, teólogos
medievais e inúmeros filósofos. Dois teólogos medievais importantes ofereceram respostas para este
problema.
a) Identifique cada teólogo e descreva a tese que cada um defendia sobre este assunto.
b) Escolha um dos teólogos e relacione a tese que ele defendeu às condições históricas nas quais ele a
elaborou.
39. (GD – M) A partir da leitura dos dois textos a seguir, analise duas contribuições culturais importantes
da Igreja durante a Idade Média.
‚A ociosidade é inimiga da alma. Os frades devem, pois, consagrar certas horas ao trabalho manual e
outras à leitura das coisas divinas ... Da Páscoa até às calendas de Outubro, os frades sairão de manhã
para empregar-se nos trabalhos necessários, desde a primeira hora do dia até à quarta,
aproximadamente; da quarta à sexta, entregar-se-ão à leitura. Depois da sexta, findo o jantar, repousarão
na sua cama, em perfeito silêncio ... A nona será dita mais cedo que de costume, cerca da oitava hora e
meia. Após o que se porão ao trabalho, de novo, até vésperas. Se os frades se virem obrigados, por
necessidade ou pobreza, a trabalhar eles próprios nas colheitas, que se não aflijam; então serão '
verdadeiros monges, quando viverem do trabalho de suas mãos ... Que tudo se faça, no entanto, com
moderação, por respeito pelos fracos...‛
(S. Bento, A Regra dos Monges).
‚Um estudo é uma associação de mestres e de escolares feita num determinado lugar, com a vontade e a
intenção de aprender os saberes. E dele existem duas modalidades: uma é a que chamam «estudo geral»,
onde há mestres, das artes, como de gramática, de lógica, de retórica, de aritmética, de geometria, de
música e de astronomia, e outrossim em que há mestres de decretos (direito canônico) e senhores de leis
(professores de direito civil); este estudo deve ser estabelecido por mandado do papa, de imperador ou
de rei. A segunda modalidade é a que chamam ‚estudo particular‛,como quando um mestre ensina
nalguma cidade, apartadamente a poucos escolares; este pode mandá-lo fazer o prelado ou conselho de
qualquer lugar.‛
(Lei do código chamado ‚las Siete Partidas‛), de Afonso X de Leão e Castela - Afonso o Sábio -, trad. de
F. Espinosa, «Antologias‛).
40. (GD- B) (Unicamp - modificada)
"Lá vai São Francisco
pelo caminho
de pé descalço
tão pobrezinho"
(Vinícius de Morais, A ARCA DE NOÉ)
Durante os séculos XII e XIII, posturas como a de Francisco de Assis se opunham às práticas da Igreja
Católica.
a) Analise as práticas da Igreja que despertavam oposição.
b) Caracterize a proposta franciscana?
41. Qual a importância da cidade de Meca, antes de Maomé?
42. Cite três obrigações estabelecidas por Maomé aos muçulmanos.
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43. A história do Mediterrâneo é a história das migrações populacionais e da circulação de valores de
culturas distintas.
Analise sobre a Expansão Árabe, a partir da unificação islâmica na Idade Média.
44. A Arábia, durante anos, viveu à margem do mundo antigo. A rapidez vertiginosa das conquistas não
impediu a fraqueza relativa dos espaços ocupados. Demasiadamente extenso, o império árabe cedo se
esfacelou, mas deixou as marcas da fé. Analise o principal objetivo de Maomé ao pregar o islamismo.
45. (GD – E) Leia a notícia da BBC Brasil em Beirute.
Folha ONLINE - 14/05/2008 - 19h39
Onda de violência ameaça "rachar" Exército libanês
TARIQ SALEH - da BBC Brasil em Beirute
A onda de violência que tomou conta do Líbano nos últimos seis dias também expôs a delicada situação
do Exército do país, ameaçado de se fragmentar em linhas sectárias....
O Exército libanês, com medo de que suas fileiras se desintegrassem por lealdades sectárias, se manteve
neutro no conflito e se limitou a garantir a segurança de instituições e prédios governamentais.
"Passava o tempo todo lembrando meus subordinados da nossa missão, de que deveríamos continuar
unidos", disse à BBC Brasil o tenente Omar, que não quis revelar seu sobrenome.
Tensão
O tenente, que é um muçulmano sunita, relatou os tensos dias que ele e seus comandados viveram
quando começaram os combates nas ruas de Beirute, na semana passada.
Omar falou sobre a difícil tarefa de administrar o clima de tensão constante, já que sua unidade é
formada por sunitas, xiitas e cristãos....
Segundo Omar, um de seus soldados, que é xiita, se aproximou e disse que rezava para que o Hizbollah
(xiita) não resolvesse invadir as áreas governamentais.
"Ele me olhou nos olhos e disse: Por favor, tenente, me perdoe, mas eu não poderei abrir fogo contra
eles'", disse Omar.
Ao ser questionado sobre o que faria se houvesse uma guerra civil, Omar não soube dizer. "Como eu
poderia ficar contra meus irmãos, sou sunita, não posso fugir disso."
a) Analise as razões históricas da divisão existente entre os soldados muçulmanos no interior das fileiras
do exército libanês.
b) Nos dias atuais esta divisão entre os muçulmanos permanece. Apresente uma análise, que trate das
relações entre o mundo islâmico e o capitalismo ocidental, que ajude a compreender a permanência
desta divisão.
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Revisão – Cont. da 1ª série 1º Sem.