UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
ESCOLA DE MINAS
COLEGIADO DO CURSO DE ENGENHARIA DE
CONTROLE E AUTOMAÇÃO - CECAU
KELLEN TAZIANI FERNANDES MOURÃO
ESTUDO SOBRE A IMPLANTAÇÃO DA MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA DE
ÁGUA EM EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS EM MINAS GERAIS
MONOGRAFIA DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE CONTROLE E
AUTOMAÇÃO
Ouro Preto, 2009
KELLEN TAZIANI FERNANDES MOURÃO
ESTUDO SOBRE A IMPLANTAÇÃO DA MEDIÇÃO
INDIVIDUALIZADA DE ÁGUA EM EDIFÍCIOS
RESIDENCIAIS EM MINAS GERAIS
Monografia apresentada ao Curso de
Engenharia de Controle e Automação
da Universidade Federal de Ouro Preto
como parte dos requisitos para a
obtenção do Grau de Engenheiro de
Controle e Automação.
Orientador: Agnaldo José da Rocha Reis
Ouro Preto
Escola de Minas – UFOP
Agosto/2009
Aos meus pais,
Esta vitória é de vocês.
Meus irmãos
Apoio incondicional.
República Ovelha Negra
Segundo Lar, lar que eu escolhi.
“Aqueles que param esperando as coisas melhorarem acabam descobrindo mais tarde que
aqueles que não pararam estão tão na frente que não podem ser alcançados”
(Rui Barbosa)
“Só uma pessoa que nada aprendeu não modifica suas opiniões”
(Emil Zatopeck)
“A mente que se abre a uma nova idéia nunca mais volta ao tamanho original.”
(Albert Einstein)
RESUMO
Toda a população tem conhecimento da importância da água para a vida na Terra, e
atualmente, a consciência ecológica e a situação socioeconômica mundial exigem que a
mesma seja utilizada com moderação e critérios. A partir dessa mudança de mentalidade, a
Medição Individualizada está se tornando a melhor solução para evitar o desperdício em
edifícios residenciais. Com a medição setorizada cada unidade consumidora terá um
hidrômetro individual que enviará os dados coletados para uma central de dados. Esta central
se responsabilizará pela emissão de contas individuais de acordo com o consumo medido em
cada um dos hidrômetros individuais. O consumidor, sabendo qual é volume real do seu
consumo, ficará mais satisfeito por não ter que arcar com despesas dos outros moradores do
edifício tendo, portanto, uma motivação para evitar o desperdício de água. Neste contexto se
insere os estudos referentes à medição individualizada de água em Minas Gerais. Faz-se um
levantamento das principais vantagens da medição setorizada, tanto em construções já
existentes, quanto nas novas construções, mostra-se em que fase da implantação da medição
individualizada Minas Gerais se encontra e realiza-se um levantamento de custo para
implantação do sistema. Para alcançar estes objetivos, os passos seguidos foram:
levantamento das condições e normas técnicas necessárias para a implantação da medição
individualizada em edifícios novos ou antigos, levantamento das tecnologias presentes no
mercado, tais como telemetria e rádio frequência, e posterior análise dos custos envolvidos
para a setorização da medição. Com a individualização dos hidrômetros é possível gerar uma
economia de ate 30% do faturamento do edifício e diminuir o número de condôminos
inadimplentes. Com a setorização da medição também é possível detectar situações de fraudes
e vazamentos no edifício. Assim, medição individualizada funciona como uma importante
ferramenta responsável pelo controle e redução do consumo de água.
Palavras-chaves: medição individualizada, água, apartamentos, telemetria, rádio freqüência.
ABSTRACT
The whole population is conscious of the importance of water to life on Earth, and now, the
ecological awareness and global socioeconomic situation require it to be used in moderation
and criteria. from that change of mentality, the individual measurements is becoming the best
solution to avoid the waste in residential buildings. With the sectorized measurement each
consumer unit will have an individual hydrometer that send collected data to a central
database. This central is responsible for issuing accounts in accordance with the measured
consumption in each of the individual meters. The consumer, knowing what is real volume of
consumption, will be more satisfied by not having to bear costs of the other residents of the
building. Therefore, a motivation to avoid the waste of water. In this context fits the studies
for the individual measurement of water in Minas Gerais. It was done a survey of the main
advantages of measuring sectorized, both in existing buildings, as in new buildings, was
shown in that phase of the implementation of individualized measurement is Minas Gerais
and conducted a survey of costs for implementing the system. To achieve these goals, the
steps followed were: survey the conditions and technical standards necessary for the
implementation of individualized measurement in new or old buildings, lifting technologies in
the market, such as telemetry and radio frequency, and subsequent analysis of the costs
involved for the sectorization of the measurement. With the individualization of meters is
possible to generate a savings of up to 30% of the turnover of the building and reduce the
number of owners default. Through the sectorization of the measurement is also possible to
detect cases of fraud and leakage in the building. Thus, individual measuring acts as an
important tool for control and reduction of water consumption.
Key-words: individual measurement, water, apartments, telemetry, radio frequency
LISTA DE FIGURAS
Figura 3.1- Primeira tela de Simulação ...................................................................................... 1
Figura 3.3 - Terceira tela de Simulação.................................................................................... 35
Figura 3.2 - Segunda tela de Simulação ..................................................................................... 1
Figura 3.4 - Última tela da Simulação...................................................................................... 36
Figura 3.5 - Análise da Conta de Água/Esgoto ........................................................................ 36
Figura 3.6 - Histórico do consumo ........................................................................................... 37
Figura 4.1 - Vista geral do edifício............................................................................................. 1
Figura 4.2 - Primeira tentativa de encontrar o encanamento...................................................... 1
Figura 4.3 - Encanamento........................................................................................................... 1
Figura 4.4 - Visão Geral ............................................................................................................. 1
Figura 4.5 - Hidrômetro instalado .............................................................................................. 1
Figura 4.6 - Vista do hidrômetro depois de instalado ................................................................ 1
Figura 4.7 - Visão geral do hidrômetro ...................................................................................... 1
Figura 5.1 - Hidrômetro Sappel................................................................................................ 48
Figura 5.2 - Imagem do hidrômetro explodida......................................................................... 48
Figura 5.3 - Hierarquia da Tecnologia de Medidores............................................................... 50
Figura 6.1 - Vista Superior do Hidrômetro............................................................................... 55
Figura 6.2 - Sistema de Rádio Frequência................................................................................ 55
Figura 6.3 – IZAR .................................................................................................................... 56
Figura 6.4 - Vista Interna do IZAR. Fonte: COELHO,2007.................................................... 56
Figura 6.5 – PSION .................................................................................................................. 57
Figura 6.6 – Funcionamento do Sistema de Transmissão de Dados. ....................................... 59
Figura 6.7 - Sistema de Leitura móvel. .................................................................................... 60
LISTA DE TABELAS
Tabela 2.1 - Cidades Brasileiras e Respectivas Leis de Medição Individualizada de Água em
Condomínios............................................................................................................................. 20
Tabela 3.1 -Documentos exigidos pela COPASA.................................................................... 27
Tabela 3.2 - Tabela de valores e tarifas aplicadas a partir de 02/03/2008................................ 33
Tabela 3.3 - Descontos oferecidos para os clientes cadastrados na Tarifa Social.................... 37
Tabela 6.1- Preços dos Equipamentos...................................................................................... 62
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 9
1.1
Água no Planeta ........................................................................................................... 10
1.2
Água no Brasil.............................................................................................................. 10
1.3
Objetivos ...................................................................................................................... 11
1.4
Metodologia ................................................................................................................. 11
2
A MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA ........................................................................ 14
2.1
Conceito ....................................................................................................................... 14
2.2
Vantagens da Medição Individualizada ....................................................................... 14
2.3
Antecedentes na Europa e América do Sul .................................................................. 16
2.3.1
Europa........................................................................................................................... 16
2.3.2
América do Sul ............................................................................................................. 17
2.3.3
Brasil............................................................................................................................. 17
3
A MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA DE ÁGUA EM MINAS GERAIS .............. 21
3.1
Fórum das Águas.......................................................................................................... 21
3.2
COPASA ...................................................................................................................... 22
3.2.1
Requisitos exigidos para a medição individualizada.................................................... 23
3.2.2
Tipos de edificações aceitas pela COPASA ................................................................. 24
3.2.3
Como a medição individualizada funciona .................................................................. 24
3.2.4
Etapas para a implantação da medição individualizada ............................................... 26
3.2.5
Projeto da medição individualizada.............................................................................. 27
3.2.6
Hidrômetros .................................................................................................................. 28
3.2.7
Aspectos operacionais relativos à montagem dos padrões........................................... 29
3.2.8
Leitura visual dos hidrômetros ..................................................................................... 30
3.2.9
Leitura remota dos hidrômetros.................................................................................... 30
3.2.10 Informações básicas...................................................................................................... 31
3.2.11 Tecnologias definidas para o sistema de leitura remota ............................................... 31
3.2.12 Suspensão Remota do Fornecimento de Água ............................................................. 33
4
EDIFICIOS ANTIGOS E NOVOS ........................................................................... 38
4.1
Edificios Antigos.......................................................................................................... 38
4.1.1
Acompanhamento de obra – Edifício Antigo ............................................................... 38
4.2
A Medição Individualizada nas Novas Construções.................................................... 42
4.2.1
Locais para a instalação dos hidrômetros ..................................................................... 43
5
RECURSOS DISPONÍVEIS ..................................................................................... 45
5.1
Medidores..................................................................................................................... 45
5.1.1
Medidores de água volumétricos.................................................................................. 45
5.1.2
Medidores de água velocimétricos ............................................................................... 46
5.1.3
Medidores de água turbina de hélice ou tipo Woltmann .............................................. 47
5.1.4
Medidores de água compostos...................................................................................... 47
5.2
Funcionamento do Hidrômetro .................................................................................... 47
5.3
Tipos de Leitura ........................................................................................................... 49
6
TELEMEDIÇÃO........................................................................................................ 53
6.1
Radio Frequência.......................................................................................................... 54
6.1.1
Sistema de Rádio Frequência – IZAR .......................................................................... 56
6.1.2
Terminal eletrônico portátil – PSION .......................................................................... 57
6.1.3
Software IZAR.............................................................................................................. 57
6.1.4
Software do PC ............................................................................................................. 57
6.1.5
Princípio de funcionamento.......................................................................................... 58
6.1.6
Formas de leitura .......................................................................................................... 59
6.1.7
Alarmes......................................................................................................................... 60
7
CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................... 63
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 64
ANEXOS ..................................................................................................................... 66
1 INTRODUÇÃO
Novas tecnologias estão surgindo no mercado e permitindo a otimização dos processos de
medição do consumo de água, com a função de automatizar, monitorar e facilitar a vida da
população. População que se encontra preocupada com o futuro da terra, pois o desperdício de
água está se tornando, a cada dia, mais preocupante, principalmente em edifícios onde
prevalece o sistema coletivo de medição. Problemas ambientais, como o aquecimento global,
agravam o cenário atual. A água será o petróleo daqui a algumas décadas, valerá muito
economicamente, tanto para o consumo, quanto para a venda. E começar a investir, desde já,
em soluções eficientes e eficazes será uma grande jogada de marketing e uma forma de
garantir a sustentabilidade do planeta.
Em edifícios, com sistemas de medição individualizada, apresentaram redução no consumo de
água, redução no número de condôminos inadimplentes, moradores mais satisfeitos e aumento
no faturamento, pois diminui os custos de leitura e manutenção e melhoraram a qualidade dos
produtos oferecidos aos seus clientes. Uma vez que se trata de um serviço diferenciado e vem
sendo muito exigido pela sociedade. Portanto, uma solução inteligente e direcionada para o
uso racional dos recursos hídricos (COELHO, 1999).
A princípio, a medição individualizada era realizada através da tecnologia de cabos, ou seja, a
parte de aferição dos dados era toda realizada por cabeamentos. Porém, essa tecnologia caiu
em completo desuso devido a vários fatores, tais como: dificuldade de instalação, custos
elevados e pós venda demorado. Com o passar dos anos, foram criadas soluções baseadas em
rádio freqüência e telemetria, uma vez que possuem um custo reduzido, pós venda facilitado,
rápida instalação, garantia de funcionamento da malha, já que os testes são realizados antes de
serem instalados nos edifícios.
Com o uso das novas tecnologias, tais como receptores e transmissores de rádio freqüência,
transmissão de dados via WEB, sensores confiáveis, materiais mais resistentes à ação do
tempo, hidrômetros, banco de dados em tempo real, tem-se tornado possível o
desenvolvimento de soluções objetivas e sustentáveis relacionadas ao uso racional da água.
Além de todo este desenvolvimento tecnológico, o homem vem tomando conhecimento da
escassez de água no planeta e se preocupando, cada dia mais, em criar métodos que
minimizem os danos causados ao meio ambiente.
10
1.1 Água no Planeta
Água é vida. Líquido insípido, inodoro, incolor e essencial para que exista vida no Planeta.
Planeta chamado Terra, sendo que o seu nome deveria ser Planeta Água, uma vez que 2/3 da
Terra é formada pela água. Destes 2/3, 97,5% da água é imprópria para o consumo, pois se
encontra nos oceanos e mares, ou seja, é água salgada. Restando apenas 2,493 % de água doce
localizada em geleiras ou regiões de difícil acesso, como em regiões subterrâneas. Assim,
tem-se disponível 0,007% para o consumo do ser humano, conforme dados da Universidade
da Água, 2008.
Desde os primórdios a água sempre esteve relacionada com o poder. Os povos antigos se
apossavam de regiões entre rios ou próximas deles com a finalidade de facilitar o cultivo do
alimento, além da questão de segurança da comunidade, pois esses povos se sentiam
protegidos pelos rios, uma vez que se encontravam afastados dos seus inimigos (HOLANDA,
2007).
Durante muitos anos imaginava-se que este recurso fosse infinito, atualmente, sabe-se que o
Planeta está prestes a enfrentar uma grave crise no abastecimento de água. Situação que
preocupa toda a humanidade. A partir desse quadro alarmante, autoridades, órgãos
governamentais e universidades estão unindo forças e desenvolvendo alternativas que
reduzam o consumo de água visando sua conservação, seu uso racional.
1.2 Água no Brasil
De acordo com dados fornecidos pela Agência Nacional de Águas (2008), o Brasil tem o
privilégio de possuir 56,9% da água encontrada na America do Sul. Contudo esse recurso é
distribuído de forma muito irregular, podendo encontrar regiões onde a escassez de recursos
hídricos praticamente predomina, a exemplo do Nordeste, conforme mostrado no Gráfico 1.1.
A partir deste gráfico é possível entender o motivo ao qual levou o Recife, Pernambuco e São
Paulo a serem aos pioneiros no Brasil ao implantarem o sistema de medição individualizada
em edifícios residenciais. As metas para economia de água foram atingidas através de estudos
direcionados para a solução da escassez de recursos hídricos na região e a criação de leis
determinando que toda a cidade começasse a investir na setorização da medição.
11
Gráfico 1.1 – Distribuição de Água no Brasil.
Fonte: AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS, 2008
1.3 Objetivos
A medição individualizada em edifícios multifamiliares é uma forma de usar racionalmente os
recursos hídricos e contribuir para a sustentabilidade do planeta. Assim, com a instalação de
hidrômetros individuais para cada unidade consumidora e a emissão de contas que descrevem
o valor real do volume de água gasto por cada um dos condôminos, tem-se uma significativa
redução no faturamento do edifício e, consequentemente, um menor desperdício de água.
Sendo
uma Gráfico 1.2 - Distribuição de Água no Brasil - Fonte: Agência Nacional de Águas, 2008
forma,
ecologicamente correta que visa preservar este recurso imprescindível à vida humana.
Assim, este estudo terá como objetivos:
a) Ressaltar a importância e os principais benefícios da medição individualizada do
consumo de água em edifícios, levando em consideração construções antigas e novas;
b) Apresentar o estágio atual da medição individualizada em Minas Gerais, listando os
principais métodos utilizados, dando ênfase aos de maior aceitação no mercado;
c) Fazer o levantamento dos custos de implantação desse sistema, levando em
consideração o tempo de retorno do investimento.
1.4 Metodologia
Esta monografia foi focada na implantação do sistema de medição individualizada em
apartamentos, considerando construções já existentes e aquelas em fase de construção.
12
Os edifícios antigos representam o tipo de construção que não está preparada para a
implantação do sistema de medição individualizado de água. Desta forma, foi realizado, nos
capítulos subseqüentes, um levantamento de todas as etapas necessárias para a implantação do
sistema de medição setorizado nessa categoria de edifício. A título de exemplo foi mostrado
o acompanhamento de uma obra realizada em um edifício antigo em Belo Horizonte.
As edificações que foram projetadas mais recentemente são apropriadas para a medição
individualizada, ou seja, com toda a tubulação já preparada para este fim. Assim, os
problemas na implantação da setorização da medição, neste tipo de construção, são
praticamente inexistentes.
Assim, isolou-se o setor de abastecimento, faze-se um estudo da localização da tubulação, a
maioria dos edifícios residenciais antigos não possui o mapa da tubulação e foi inferido o
local onde passa o encanamento. Encontrado o local correto da passagem dos canos, em cada
um dos apartamentos do edifício, iniciou-se o processo para substituir a tubulação antiga por
válvulas macro-medidoras, estas válvulas devem estar sempre acompanhadas pelos rádios
transmissores, responsáveis pelo envio das informações ao banco de dados.
Foram localizados os vazamentos presentes na rede de distribuição de água e nos ramais para
a devida correção, identificando as possíveis causas e propondo soluções para os problemas
encontrados. Os hidrômetros contarão com sensores e os dados serão enviados para a central
através de rádio freqüência.
Com a medição individualizada e o uso de tecnologia de rádio freqüência, é possível
identificar situações de fraudes e análise dos resultados obtidos, comparando os benefícios
técnicos, financeiros e sociais alcançados com as ações implantadas e, posteriormente, serão
mostrados os novos recursos tecnológicos já presentes no mercado atual. Em suma, a
metodologia a ser utilizada foi:
a) Acompanhamento de obras;
b) Levantamento das condições necessárias para implantação do sistema setorizado de
medição de água em edifícios antigos e novos;
13
c) Levantamento das tecnologias presentes no mercado;
d) Análise de custos.
2 A MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA
2.1 Conceito
A medição individualizada consiste na instalação de hidrômetros individuais em cada uma das
unidades habitacionais de um edifício com a finalidade de medir o consumo individual e
emitir contas para cada uma das unidades habitacionais.
Uma medição exata e um faturamento baseado no consumo real sensibilizam a população e
criam estímulos para o uso mais consciente e racional de água, beneficiando toda a sociedade,
uma vez que a escassez de recursos hídricos é uma preocupação de todos.
Na medição individualizada tem-se o rateamento da conta, que consiste em subtrair o volume
de água consumido pelo somatório do volumes obtidos pelos medidores individuais dos
condôminos. Essa diferença corresponde à água utilizada pelo consumo geral do edifício.
As possíveis causas do rateio são:
a) Vazamentos nos reservatórios;
b) Água utilizada nos jardins, hall etc;
c) Ligação sem conhecimento dos condôminos;
d) Desvio de medição (individual ou macro).
2.2 Vantagens da Medição Individualizada
Como vantagens da medição individualizada, tem-se:
a) Gerenciar o consumo; cada morador poderá controlar o que realmente consome.
Tomando como exemplo um edifício que tenha famílias grandes e pequenas e pessoas
morando sozinhas. A conta é dividida igualmente pelo número de apartamentos, não
levando em consideração o número de moradores. Assim a pessoa que mora sozinha
pagará pela conta de água o mesmo que uma família muito maior. Através do sistema
de medição individualizada o morador sé irá pagar pelo que ele realmente consome;
15
b) Controlar desperdícios; através do controle do consumo, o morador se sentirá
estimulado a diminuir o desperdício. Estudos garantem que o consumo de água
aumenta em até 30% em edifícios tradicionais, chegando a ser 40% maior em alguns
lugares, (COELHO; MAYNARD, 1999);
c) Detectar vazamentos; como cada apartamento terá o seu próprio medidor, será mais
fácil encontrar os lugares onde estão ocorrendo problemas e apresentar soluções em
um tempo bem reduzindo, levando em consideração que não terá que analisar o
edifício na sua totalidade;
d) Redução no consumo de energia elétrica; uma vez que bombas de água só serão
utilizadas quando realmente forem necessárias, podendo ser instaladas válvulas de
descarga com caixas acopladas para minimizar o uso instantâneo das bombas e,
minimizar a pressão da tubulação que poderia vir a causar catástrofes no prédio;
e) Redução do consumo de água através do seu reaproveitamento; com a instalação de
um sistema que canalize a água para que seja possível a sua reutilização;
f) Controlar o nível dos reservatórios; através de sensores que informarão se os
reservatórios estão cheios ou não. Acionando bombas somente quando se fizer
necessário;
g) Medir a qualidade da água; através de sensores que analisarão como está a qualidade
da água e se estão apropriadas para o consumo;
h) Redução no despejo de efluentes nas redes públicas; uma vez que a diminuição do
consumo irá afetar diretamente os efluentes jogados na rede de esgoto, reduzindo
assim os danos no meio ambiente;
i) Satisfação dos condôminos; pois saberão de todos os benefícios e comodidades
obtidas através desse sistema de leitura e medição de água.
Além de outros benefícios, tais como:
a) Redução do investimento em obras civis; já que os hidrômetros podem ser instalados
nas proximidades dos pontos de consumo, reduzindo gastos com equipamentos e, ao
mesmo tempo, dificultando a visitação do leiturista, torna-o desnecessário já que
16
haverá a possibilidade de ser instalado um sistema de transmissão de dados via rádio
freqüência e, geração de relatórios automaticamente;
b) Significativa ou até mesmo total eliminação dos enganos cometidos pelo leiturista.
Com a medição individualizada de águas em apartamentos é possível usar a água de forma
eficiente e racional, amenizando os impactos causados ao meio ambiente. Com o
monitoramento de bombas de água, por exemplo, pode-se controlar o tempo em que esta fica
ligada e com que freqüência isto acontece. A irrigação automatizada de jardins poderá ser
outro tema abordado pela medição individualizada com a aquisição de dados e controle do
processo. Detectores de vazamentos de água poderá ser outro tópico abordado, eliminando
desperdícios, trazendo economia para o consumidor e ajudando a conservar o ambiente.
2.3 Antecedentes na Europa e América do Sul
A medição individualizada é assunto comum entre alguns países como: Alemanha, França,
Portugal, Colômbia etc.
2.3.1
Europa
Na Alemanha existe uma norma que prevê que todas as edificações com mais de uma unidade
habitacional deve conter medidores individuais. Alem da emissão de contas individuais, tem,
também a questão de economia de energia.
A França disponibiliza sistemas de monitoramento de água onde é possível a realização dos
pagamentos via Smart Cards (cartões inteligentes), o que facilita em muito a vida do
consumidor. Apesar do custo de implantação do sistema de medição individualizada ser
inicialmente mais oneroso, o retorno deste investimento é relativamente baixo. Uma boa parte
das tarifas cobradas pelas concessionárias, ou seja, do montante que é enviado ao consumidor
uma boa parte é jogado fora através de problemas com encanamentos e/ou usuários
despreocupados em economizar água, (DANTAS, 2003).
17
Em Portugal a norma Portuguesa NP4001:1998 Contadores de água potável fria, edição de
dezembro de 1991. Prevê que os contadores devem ser instalados, obrigatoriamente, um por
cada consumidor e podem ser colocados separadamente ou em conjunto, conforme o
projetista prefira.
2.3.2
América do Sul
Em Bogotá, Medelim e Cali, na Colômbia, cada apartamento deve possuir seu próprio
medidor e as contas devem ser emitidas individualmente.
Em Arequipa, no Peru, a SEDAPA (empresa prestadora de serviços no país) adota o sistema
de instalação de hidrômetros individuais.
2.3.3
Brasil
A idéia de fazer a medição individual em apartamentos antigos não era viável
economicamente, pois se tratava de uma época em que os “Recursos Hídricos” não
preocupavam o mundo. Com as crises econômicas, o aquecimento global, a escassez desses
recursos esse cenário foi se modificando, o que obrigou as novas tecnologias a se adaptarem
às estruturas dos velhos edifícios. Essa mudança proporcionou uma significativa redução no
consumo de água, aproximadamente 50% de economia ao ser comparada ao sistema de
medição coletiva, (COELHO; MAYNARD, 1999).
Surgem estudos referentes à medição de água individualizada em edifícios residenciais
multifamiliares. A medição individualizada é a metodologia mais eficaz para combater o
desperdício. Realidade presente na maioria dos países desenvolvidos e que no Brasil ainda
esta em fase de implantação.
Em 1997 foi implantado o Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água
(PNCDA), coordenado pela Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência
da República. Este programa teve como objetivo incentivar o uso racional dos recursos
18
hídricos, através de técnicas que viabilizassem a redução do consumo de água, estímulo ao
desenvolvimento de novas tecnologias que aperfeiçoassem os sistemas de distribuição e
medição.
O trabalho desenvolvido por Dantas (2003), faz uma comparação dos custos de implantação
do sistema de medição individualizada e coletiva. Eles consideram que a medição individual é
a mais justa, levando em consideração a questão social e a mais completa, uma vez que pode
ser feita tanto pela medição direta (hidrômetros), quanto por equipamentos eletrônicos,
através do monitoramento das entradas de água no edifício.
Rozas (2002) faz um geral das diferenças entre o consumo individual e coletivo. Assim, ele
caracteriza a medição como individual e coletiva, ou seja, levando em consideração o
consumo que pode ser individual, relacionado ao que o indivíduo consome, isto é, o gasto de
uma unidade do condomínio, e coletivo quando se refere a um conjunto de indivíduos, todas
as unidades, todos os apartamentos.
Já a medição individual está direcionada para a
instalação de equipamentos nas entradas de cada apartamento para aferir o consumo daquele
determinado local, enquanto que a medição coletiva abrange todos os condôminos e seus
respectivos aposentos.
Coelho (1999) propõe formas que evitem o desperdício, identificando-o e quantificando-o. O
setor de abastecimento joga fora aproximadamente 40% da água e para minimizar esse
problema, ele apresenta algumas técnicas, tais como, instalação de Data Logger (equipamento
utilizado para armazenar os dados das vazões e do consumo de um edifício), Leak Noise
Correlator (utilizado para identificar vazamentos existentes na rede de distribuição), válvulas
fáceis de serem controladas e manuseadas, substituição de válvulas defeituosas, sensores que
gerenciem o consumo em tempos pré-determinados, principalmente à noite, durante esse
horário o é bem reduzido o que facilita a identificação de vazamentos.
Através da medição individualizada do consumo de água obtém-se um menor desperdício
deste recurso, uma vez que cada morador terá um controle individual dos seus gastos, não
tendo que se responsabilizar pelos gastos de todo o condomínio, pagando somente o que
consumir. Reduzindo o desperdício e utilizando a água racionalmente.
19
2.3.3.1 Pernambuco –
Em 1991, ocorreu uma grave crise de abastecimento na região metropolitana do Recife, sendo
o estopim para que a população começasse a exigir o inicio da medição individualizada.
Atualmente, já passam de 60.000 apartamentos em mais de 3.000 edifícios que apresentam
este sistema de medição. Em Recife e Olinda existe uma lei que torna obrigatória a medição
individualizada em qualquer nova construção, (COELHO, 2007).
2.3.3.2 São Paulo –
Em 6 de maio de 1998, foi publicada a Lei n 12.638 que instituía como uma obrigação a
instalação de hidrômetros individuais em cada unidade habitacional, ou seja, que permitiam a
medição isolada do consumo de água, (COELHO; MAYNARD, 1999).
Em 1994, o Sistema Autônomo de Água e Esgotos de Guarulhos já instalava hidrômetros
individuais, que era usado para ratear as contas de água e esgoto dos condomínios,
(COELHO; MAYNARD, 1999).
2.3.3.3 Paraná
O Paraná decretou e sancionou a lei que obrigava a utilização de medidores individuais de
consumo em edifícios e condomínios com mais de uma unidade habitacional, (COELHO,
2007).
2.3.3.4 Porto Alegre
Em 23 de junho 1995, foi apresentado o projeto de lei que tornava obrigatório o uso de
medidores individuais, (COELHO; MAYNARD, 1999).
2.3.3.5 Espírito Santo
Em Vitória foi apresentado, em abril de 1999, o projeto de lei que estabelecia a implantação
de medidores individuais, (COELHO; MAYNARD, 1999).
20
2.3.3.6 Goiânia
Goiânia é um caso diferente diante do cenário de medição individualizada no Brasil, uma vez
que foi a própria população que tomou a iniciativa pela implantação da medição setorizada,
ou seja, os moradores não esperam leis que os obrigassem a seguir essa metodologia. Segundo
a SENEAGO (Companhia responsável pelo saneamento) já são mais de 356 prédios que se
adequaram a nova instalação, somando mais de 23.074 apartamentos, (COELHO, 2007).
2.3.3.7 Ceará
Em 4 de setembro de 2007, foi instituída a obrigatoriedade da instalaco de hidrômetros
individuais em edifício no Ceará, ou seja tornou obrigatória a previsão e futura instalação da
medição individualizada.
2.3.3.8 Minas Gerais
Como Minas Gerais será o foco desse tema de estudo, será disponibilizado um capítulo
especial onde este assunto será tratado. O capítulo que disponibilizará maiores informações
está intitulado: A Medição Individualizada de Água em Minas Gerais, ou seja, o capítulo 3
deste estudo.
Na Tabela 4.1 é mostrada a relação de todas as cidades do Brasil onde existem legislações que
apóiam a setorização da medição.
Tabela 2.1 - Cidades Brasileiras e Respectivas Leis de Medição Individualizada de Água em Condomínios
Cidade
Americana/SP
Aracaju/SE
Brasília/DF
Campinas/SP
Curitiba/PR
Natal/RN
Niterói/RJ
Piracicaba/SP
Recife/PE
São Paulo/SP
Vitória/ES
Legislação
Lei Municipal Nº 4.209
Lei Municipal Nº 2.879
Lei Distrital Nº 3.557
Lei Municipal Nº 12.474
Lei Municipal Nº 10.785
Lei Municipal Nº 238
Lei Municipal Nº 2.340
Lei Complementar Nº 159
Lei Municipal Nº 16.759
Lei Municipal Nº 14.018
Lei Municipal Nº 4.857
Data
28/09/2005
14/12/2000
18/01/2005
16/01/2006
18/09/2003
20/02/2006
06/06/2006
17/11/2004
17/04/2002
28/05/2005
15/04/1999
3 A MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA DE ÁGUA EM MINAS GERAIS
Foi sancionada a Lei Estadual 17.506 no dia 29 de maio de 2008 pelo governador Aécio
Neves que regulamenta a medição individualizada de água em prédios residenciais,
comerciais ou de uso misto por empresas prestadoras de serviço de abastecimento de água.
Tendo como objetivo o estabelecimento de condições técnicas e comerciais para a emissão de
faturas individuais para edifícios multifamiliares.
Os trechos a seguir foram retirados do Estado de Minas escrito por Menezes, 2009.
A adoção da medição individualizada do consumo de água, a exemplo do
que ocorre em outras capitais, como São Paulo e Recife, começam a ganhar
força em condomínios de Belo Horizonte. Os benefícios da medida são
evidentes: cobrança justa, com cada condômino pagando apenas pela água
consumida em seu apartamento, e maior racionalidade no uso do recurso, já
que a conta do consumo irresponsável deixa de ser rateada pelo conjunto dos
moradores e pesa exatamente no bolso do esbanjador, que, assim, se vê
forçado a economizar. Estudos feitos por fabricantes dos equipamentos de
medição individualizada apontam que a redução no consumo de água em
condomínios que implantaram o sistema varia entre 30% e 50%.
“Outro efeito da implantação da medição individual pode ser a redução da
inadimplência nos condomínios”, diz o advogado Jader Nassif, diretor do
Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (SecoviMG). Ele explica que com hidrômetros individuais é possível cortar o
fornecimento ao apartamento do morador inadimplente com a taxa de
condomínio, que tem como um de seus componentes justamente a despesa
de água. “O que inibe a inadimplência”, ressalta.
Já o vice-presidente das Administradoras de Condomínios do Secovi-MG,
Leonardo da Mota Costa, defende que a medição individual do consumo de
água é uma medida boa e necessária para promover o uso racional dos
recursos hídricos e a justiça na cobrança, mas pode ser inócua no combate à
inadimplência nos condomínios. De acordo com ele, a autoridade do
condomínio de cortar o fornecimento de água do condômino inadimplente
pode ser questionada na justiça e, embora o Tribunal de Justiça de Minas
Gerais venha dando ganho de causa aos condomínios, o processo é tão
moroso e desgastante quanto a cobrança judicial de taxas de condomínio em
atraso.
3.1 Fórum das Águas
O Fórum da Águas de Minas Gerais é um evento anual técnico-educativo que discute
soluções sobre a gestão de recursos hídrico do país. Integra Estado, município, setor
produtivo, sociedade civil, comitês de bacia hidrográfica e tem como foco promover a
interação dessas pessoas na busca pelo uso sustentável dos recursos hídricos em Minas. O
Fórum das Águas é promovido pelo Sistema de Meio Ambiente (SISEMA), por meio do
22
Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e pelo Fórum Mineiro de Bacias
Hidrográficas, com o apoio de instituições públicas e privadas de cada região, tais como
COPASA, Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), Federação das Indústrias do
Estado de Minas Gerais (FIEMG), Assembléia Legislativa de Minas Gerais, Conselho
Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (CREA-MG) e Prefeitura
Municipal de Belo Horizonte.
O 8 º Fórum das Águas de Minas Gerais foi realizado em Belo Horizonte, em março de 2009.
Nesta edição do evento foi ministrada, pela COPASA, uma palestra sobre a medição
individualizada e Minas Gerais que foi determinada pela Lei Estadual 17.506 e tem como
objetivo racionalizar o consumo, uma vez que os usuários irão pagar suas faturas
proporcionalmente ao seu consumo.
Nesta palestra, Botelho, analista da Divisão de Ações Mercadológicas da COPASA, divulgou
todos os passos necessários para mudar a forma de medição de água em edifícios que ainda
não apresentam esse recurso. Para implantar a medição individualizada, primeiramente, tem
que ter a aprovação de todos os moradores do condomínio, votados em Assembléia.
Posteriormente, exige-se a contratação de uma empresa especializada na implantação do
serviço e que sejam providenciadas as modificações necessárias na rede hidráulica do edifício,
(Fórum das Águas, 2009)
3.2 COPASA
A COPASA MG (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) está se adaptando a nova
realidade de medição de água, para isso produziu uma cartilha sobre a medição
individualizada que começou a ser seguida em novembro de 2008.
Segundo a COPASA (2009a), as premissas básicas para a implantação da medição
individualizada de água variam do tipo do edifício, ou seja, podendo ser em edifícios novos e
antigos. Assim para edifícios novos toda a estrutura, desde encanamentos a prumadas, já foi
planejada de modo a facilitar a instalação de hidrômetros individuais. Nos edifícios antigos a
medição deverá ser adaptada a estrutura da tubulação. Todo o gasto proveniente dessa
adaptação ao novo método de medição de água ficara a encargo dos condôminos. A COPASA
estendeu esta oportunidade a edifícios de qualquer categoria, entre elas: residencial,
23
comercial, industrial, publica ou mista. Entretanto, este trabalho estará focalizado na
setorização de edifícios antigos.
Segundo Coelho e Maynard (1999), para que seja realizada a individualização da medição de
água, alguns fatores são de grande valia, entre eles:
a) Os moradores deverão solicitar a medição individualizada;
b) A necessidade da economia de água em edifícios multifamiliares, a fim de reduzir o
desperdício;
c) Redução do índice de inadimplência.
3.2.1
Requisitos exigidos para a medição individualizada
Para a COPASA, alguns requisitos devem ser satisfeitos, tais como:
a) A Medição Individualizada pode ser implantada em edifícios novos e antigos. Para
tanto, as instalações prediais de água dos imóveis deverão ser feitas, em caso de
edifícios novos, ou adaptadas, em caso de edifícios antigos, por conta e a expensas do
condomínio;
b) Os edifícios podem ser de qualquer categoria: residencial, comercial, industrial,
pública ou mista;
c) Nenhum edifício é obrigado a implantar a Medição Individualizada, entretanto, uma
vez definida pelo mesmo, esta se aplicará obrigatoriamente a todas as unidades do
imóvel;
d) Poderão aderir à Medição Individualizada exclusivamente os edifícios que estejam em
dia com a COPASA;
e) A Medição Individualizada somente será aplicada à água fornecida pelo sistema
público de abastecimento de água;
f) A concepção do projeto hidráulico predial é de total responsabilidade do condomínio;
g) As normas NBR 5626:1998 e NBR 7198:1998 devem ser observadas para a realização
dos projetos de água fria e quente, respectivamente.
24
3.2.2
Tipos de edificações aceitas pela COPASA
As edificações aceitas pela COPASA são:
a) Prédios habitacionais com até 3 pavimentos ou altura igual ou inferior a 10 metros,
aferida a partir do nível da rua. Esses tipos de edificações tem como opção;
− Leitura visual dos hidrômetros - consiste de hidrômetros instalados no
pavimento comum do edifício e no nível da rua,
− Leitura remota dos hidrômetros – consiste de hidrômetros com saída pulsada
para leitura, neste caso os hidrômetros podem ser instalados no andar
correspondente a unidade habitacional consumidora.
b) Prédios habitacionais acima de 4 pavimentos ou altura superior a 10 metros, aferida a
partir do nível da rua. Sendo que a única opção para este tipo de construção é a
medição remota, utilizando para isso medidores pulsados que enviem sinais para a
central de controle.
O pré-requisito necessário para a instalação da Medição Individualizada, segundo a COPASA
(2009a) é o acesso e localização dos hidrômetros. Assim sendo os hidrômetros devem ser
instalados em local de fácil acesso ao leiturista da COPASA. Esta questão do acesso é
extremamente relevante para a COPASA na hora de aprovação do projeto de medição
individualizada.
3.2.3
Como a medição individualizada funciona
Segundo a COPASA (2009a) a medição setorizada funciona da seguinte maneira:
a) Hidrômetros;
− Cada unidade consumidora terá seu próprio hidrômetro e o edifício terá um
hidrômetro principal, ou seja, a partir desse hidrômetro principal os demais
hidrômetros serão ramificados até cada unidade habitacional,
− Os hidrômetros serão instalados pela COPASA, sendo que os condôminos
deveram arcar com as despesas de tal instalação. Os aparelhos são de propriedade
25
da concessionária, sendo que a COPASA também se responsabiliza pela sua
manutenção e substituição,
− A concessionária somente se responsabiliza por problemas que afetem os
aparelhos por ela instalados. Caso existam problemas nas instalações internas, tais
como, vazamento de água, esses problemas serão de responsabilidade do
condomínio.
b) Emissão de contas
− A COPASA se encarrega de enviar contas individualmente para cada unidade
consumidora. E uma conta geral para o condomínio, onde será demonstrado o
consumo total do edifício e o consumo de cada uma das unidades. O volume de
água a ser rateado entre todos os condôminos devera ser calculado pelo síndico do
edifício.
c) Medição do volume consumido
− A COPASA fará a leitura de todos os hidrômetros do edifício, tanto do hidrômetro
principal, quanto dos individuais. Sendo que a apuração do volume consumido em
cada unidade do edifício, será obtida por cada hidrômetro individual instalado e o
volume consumido nas áreas comuns será obtido pela diferença entre a leitura do
hidrômetro principal e o somatório das leituras dos hidrômetros individuais.
d) Volume faturado por unidade
− O volume faturado a ser cobrado representa o valor lido no hidrômetro principal.
e) Cobrança de débitos;
− Com a medição setorizada, cada unidade tem a responsabilidade de pagar as contas
recebidas, caso os pagamentos não tenham sido efetuados até a data prevista, a
26
COPASA fará o corte no abastecimento diretamente na unidade devedora. Não
prejudicando os demais moradores do edifício,
− Se, eventualmente, ocorrer algum dano no patrimônio da COPASA, instalado no
edifício, estas infrações deverão ser rateadas entre todos os moradores, a menos
que o dano seja, comprovadamente, referente à determinada unidade habitacional.
3.2.4
Etapas para a implantação da medição individualizada
As etapas que a COPASA exige para a implantação da Medição Individualizada são:
1. O síndico do condomínio deve consultar o site da COPASA para obter todas as
informações sobre a setorização da medição;
2. O síndico deve convocar a Assembléia Geral Extraordinária, que deve aprovar a Medição
Individualizada. A Ata da Assembléia Geral Extraordinária deverá ser aprovada, em todos
os seus termos e ter o quorum previsto no Estatuto de Condomínio, pois se o condomínio
escolher a medição individualizada, todas as unidades, obrigatoriamente, terão o mesmo
sistema de medição de consumo de água;
3. Realizada a Assembléia e colhidas as assinaturas dos participantes na Ata da Assembléia,
o síndico e os proprietários devem assinar, em seguida, o Termo de Adesão;
No Termo de Adesão deve constar as assinaturas de todos os proprietários, incluindo os
que não participaram da Assembléia Geral Extraordinária. Caso o proprietário prefirir, ele
poderá passar uma procuração para o síndico dando-o plenos poderes de representação
mediante os condôminos e as decisões tomadas. A procuração deverá ser registrada com
firma reconhecida em cartório;
4. O síndico deve comparecer a Agência de Atendimento da COPASA com os documentos
descritos na Tabela 3.1;
5. O atendente da COPASA recebe e confere a documentação;
6. O condomínio contrata empresa projetista;
7. O condomínio contrata a empresa que executará as obras conforme projeto;
8. A empresa elabora o projeto considerando as exigências da COPASA;
9. O condomínio adquire as peças para a montagem dos padrões e, se for o caso de
implantação da leitura remota dos hidrômetros, adquire ainda a Central de Coleta e
Armazenamento de Dados, peças, acessórios e cabeamento necessários;
27
Tabela 3.1 -Documentos exigidos pela COPASA
1
2
3
4
5
6
Documento
Termo de Adesão para a Medição Individualizada
Ata da Assembléia aprovando a Medição Individualizada
Procurações outorgadas pelos proprietários (se houver)
Carteira de identidade do síndico
CPF do síndico
Ata da Assembléia de posse do síndico
Exigência
Documento original com
firma reconhecida
Cópia Autenticada
Fonte: COPASA (2009a)
10. Após a obra do primeiro nicho de padrão individual e antes da montagem dos demais
padrões individuais, ou antes, da montagem do padrão múltiplo, se for o caso, o síndico
solicita vistoria da COPASA. Esta visita terá como objetivos;
a) Comprovar se foram executados todos os requisitos exigidos pela COPASA,
b) Verificar se os equipamentos adquiridos estão de acordo com as normas da COPASA,
No dia marcado para a vistoria, o síndico deverá entregar a equipe responsável a Relação de
Hidrômetros a serem instalados no edifício. Sendo que esta inspeção será incluída entre as
despesas do edifício e cobrada na conta geral do conjunto habitacional.
11. Quando as instalações já tiverem sido terminadas, o síndico deverá solicitar uma nova
inspeção da COPASA, a concessionária irá vistoriar todos os hidrômetros, verificando se
estão de acordo com as instruções dadas. Para que a COPASA realize esta visita de
vistoria o condomínio deverá estar em dia com as contas da COPASA;
12. Após vistoria e aprovação de todos os padrões, a COPASA executa a instalação dos
hidrômetros;
13. O síndico do condomínio com leitura remota, após a hidrometração, solicita que a
empresa fornecedora da Central de Coleta e Armazenamento de Dados inclua nesse
equipamento os dados dos hidrômetros;
14. Por sua vez a COPASA irá promover;
a) A alteração da situação do imóvel, ou seja, desativa a medição única com conta única
e ativa as medições individuais,
b) O lançamento do valor da hidrometração na conta de cada unidade do imóvel.
3.2.5
Projeto da medição individualizada
28
O Projeto de Medição Individualizada da COPASA prevê que os interessados em mudar o
sistema de medição de água, deverão contratar uma empresa adequada e de experiência
reconhecida. Estas empresas serão responsáveis pela elaboração e execução de toda a obra.
Uma vez que a boa execução do projeto trará benefícios tanto para os clientes quanto para o
meio ambiente. A COPASA recomenda, antes da contratação da empresa responsável pela
execução do empreendimento, uma visita a um imóvel com medição individualizada,
planejada ou executada pela empresa que o cliente tem interesse de contratar os serviços. Com
o intuito de conhecer como é o trabalho realizado pela empresa candidata. Lembrando que a
COPASA não se responsabiliza com qualquer falha que possa vir a acontecer devido a erros
de projeto.
O projeto, contendo todas as modificações, deve compreender:
a) Memorial descritivo;
b) Cálculos de dimensionamento;
c) Normas de execução;
d) Especificação dos materiais;
e) Plantas, esquemas e desenhos isométricos.
Segundo a COPASA, o projeto deve garantir:
a) A preservação da qualidade da água e conforto dos clientes, neste item, deve ser
incluída a redução do nível de ruídos;
b) Fornecimento de água de forma contínua e em quantidades suficientes, com pressões
adequadas ao bom funcionamento de equipamentos e sistema de tubulação.
A COPASA não se responsabiliza pela redução na pressão da água, e muito menos quaisquer
erros provocados pela má execução do projeto.
3.2.6
Hidrômetros
Para cada edifício deverá ser instalado um medidor principal (coletivo) e os hidrômetros
individuais, correspondente a cada uma das unidades habitacionais.
29
Para edifícios que tenham sistema coletivo de água quente, deverão ser instalados hidrômetros
específicos para cada uma das unidades, ou seja, os hidrômetros para água quente e
hidrômetros para água fria devem ser separados. Caso o sistema de distribuição de água
quente seja com recirculação do volume não utilizado poderá ser instalados mais de um
hidrômetro de água quente para cada uma das unidades. A COPASA exige que todos os
hidrômetros utilizados estejam de acordo com as normas estabelecidas por ela.
Caso haja dificuldade ou impossibilidade técnica de atendimento aos requisitos de acesso e
localização dos hidrômetros, proposto pela COPASA, o volume de água quente consumido
nas unidades poderá ser rateado igualmente entre todas, assim como acontece com o volume
de água consumido nas áreas de uso comum. Esta alternativa, entretanto resulta numa
medição individualizada menos precisa.
a) Os hidrômetros serão instalados pela COPASA a expensas dos condôminos. Sendo
estes de propriedade da concessionária que é também a responsável pela sua
manutenção e substituição;
b) Os hidrômetros serão instalados pela COPASA na posição horizontal;
c) Nos casos em que o prédio possua “shaft” para abrigar as colunas hidráulicas
(alinhadas verticalmente) será permitida a instalação de hidrômetros na posição
vertical, desde que fixados no suporte definido para o hidrômetro instalado na posição
horizontal. Entretanto, essa instalação estará sujeita à inspeção e aprovação prévia pela
COPASA;
d) O projeto da Medição Individualizada do edifício deverá especificar a capacidade dos
hidrômetros aceita pela COPASA, a serem instalados nas unidades;
e) Caso a demanda de água ultrapasse a capacidade do hidrômetro de maior porte
disponibilizado para a Medição Individualizada, poderá ser adotada a duplicação da
unidade de medição;
f) Nos casos de mudança do perfil de consumo do imóvel, geralmente resultado de
alteração do tipo de atividade, caberá ao cliente rever o dimensionamento hidráulico
de suas instalações e solicitar à COPASA a troca do hidrômetro.
3.2.7
Aspectos operacionais relativos à montagem dos padrões
30
Alguns aspectos, de acordo com a COPASA, devem ser observados para o bom
funcionamento do sistema, visando facilitar a leitura dos hidrômetros e a manutenção dos
padrões:
a) Ao instalar a unidade de medição individual é necessário garantir rigidez ao cavalete
evitando assim a transferência de esforços para as derivações de tubulações do prédio,
o que poderia causar vazamentos. Portanto, prevê-se que as unidades de medição
sejam protegidas por nichos, sem revestimento interno, e fixadas por suportes que
garantam rigidez ao conjunto e a não transferência de esforços ao ramal interno nos
momentos de intervenção;
b) O revestimento interno dos nichos deve ser feito com emboço e reboco. Será aceito
acabamento mais fino, desde que mantidas as dimensões mínimas, não sendo,
entretanto, permitido o uso de caixas de qualquer tipo;
c) Os nichos dos padrões podem ter tampas, desde que estas: não tenham nenhum tipo
de fecho ou fechadura, tenham puxadores para facilitar sua abertura e sejam providas
de aletas adequadas à ventilação;
d) É indispensável a colocação de registros à montante (antes) e a jusante (depois) do
hidrômetro individual, independentemente do tipo de leitura. Sua função é facilitar a
manutenção ou substituição do hidrômetro e ainda viabilizar a interrupção do
fornecimento de água. Saliente-se que o hidrômetro é a única unidade do padrão cuja
responsabilidade de instalação e manutenção cabe à COPASA.
3.2.8
Leitura visual dos hidrômetros
Segundo a COPASA, a leitura visual dos hidrômetros ocorrerá em condomínios populares
com até 3 pavimentos ou altura inferior ou igual a 10 metros, aferida a partir do nível da rua.
Caso a leitura visual não se adapte ao condomínio, a COPASA se responsabilizará para
aprovar uma solução que facilite a leitura e a manutenção.
3.2.9
Leitura remota dos hidrômetros
A empresa contratada pelo condomínio deve se responsabilizar:
a) Pela instalação do sistema, incluído o cabeamento dos hidrômetros instalados pela
COPASA. Deve-se ter cuidado com as conexões elétricas e de sinal do sistema de
31
comunicação, utilizando lacres de segurança que garantam a inviolabilidade de todo o
sistema;
b) Pela manutenção do sistema;
c) Pelo cadastramento na Central de Coleta e Armazenamento de Dados. Este cadastro
deverá ser disponibilizado pronto para o uso da COPASA. O síndico é o responsável
por passar todos os dados necessários para preenchimento do cadastro a empresa.
É função da COPASA manter os dados incluídos na Central de Coleta e Armazenamento de
Dados, incluindo a substituição de hidrômetros, se houver.
3.2.10 Informações básicas
a) Todos os custos de instalação e manutenção do banco de dados e do sistema de
comunicação de dados entre a Central e os hidrômetros, tanto o medidor principal
quanto os individuais, será de responsabilidade do condomínio;
b) O aterramento do sistema elétrico em tubulações de água não será permitido por
motivos de segurança;
c) A leitura remota só será possível se for disponibilizado um ponto de energia próximo
aos hidrômetros.
3.2.11 Tecnologias definidas para o sistema de leitura remota
O modelo, escolhido pela COPASA para realizar a leitura remota, consiste de hidrômetros
com saída pulsada e central de coleta de dados compatíveis com o sistema de coleta de leitura
da COPASA, que é composto por coletor portátil com comunicação sem fio através de
Bluetooth ou Wi-fi.
3.2.11.1 Hidrômetros
O hidrômetro com saída para a comunicação de dados tem um mecanismo de medição
adaptado, que utiliza dispositivos que captam o movimento gerado pela passagem da água,
permitindo que seu volume seja transmitido e armazenado em algum equipamento externo ao
hidrômetro.
32
Os hidrômetros a serem instalados pela COPASA, além de possuírem as mesmas
características técnicas e metrológicas dos utilizados em ligações convencionais, são
equipados com um sistema de emissão de pulsos, dotados de cabo de saída de sinal com,
aproximadamente, 01 (um) metro de comprimento, que permite sua interligação ao sistema de
comunicação de dados existente no condomínio para transmissão contínua do volume medido
pelos hidrômetros até a Central de Coleta e Armazenamento de Dados.
3.2.11.2 Central de Coleta e Armazenamento de Dados
É um dispositivo eletrônico ou conjunto de dispositivos micro-controlados, que têm como
objetivo receber os sinais gerados e transmitidos pelos hidrômetros e armazenar os valores
acumulados de leitura, para posterior transmissão ao sistema comercial da COPASA.
Este sistema deverá possuir capacidade de armazenar os volumes registrados por todos os
hidrômetros do prédio, tanto os de água fria como os de água quente, além do hidrômetro
principal, e possuir recursos de identificação de cada um dos medidores.
A Central deve estar localizada em uma área comum, no andar térreo do edifício, em local de
fácil acesso. O equipamento de coleta de dados utilizado pela COPASA exige uma distância
máxima de 10 metros (tecnologia Bluetooth) ou 100 a 300 metros (tecnologia Wi-Fi) para se
comunicar com a Central. Sendo que a COPASA deverá ter acesso livre a todos os dados da
central.
3.2.11.3 Sistema de Comunicação entre os hidrômetros e a Central
A solução encontrada pela COPASA para o sistema de comunicação foi a utilização de
sensores de saída pulsada. A escolha da COPASA por esse tipo de saída de sinal se deve ao
fato de dar mais opções ao tipo de tecnologia de rede interna de comunicação que o cliente
tem para escolher, ou seja, pode ser utilizada por meio de cabos, sinais de onda de rádio etc. A
flexibilidade do sinal de saída pulsada pode ser facilmente convertida para o sinal desejado e
que seja compatível com o sistema escolhido.
3.2.11.4 Sistema de Comunicação entre a Central e o Sistema Comercial da COPASA
33
A tecnologia usada na coleta dos dados da Central para o coletor de leitura portátil utilizado
pela COPASA é o Bluetooth ou Wi-Fi, sendo que a distância máxima para coleta dos dados é
de 10 metros (tecnologia Bluetooth) ou 100 a 300 metros (tecnologia Wi-Fi).
3.2.12 Suspensão Remota do Fornecimento de Água
Caso alguma unidade habitacional não tenha quitado suas dívidas com a COPASA, a
suspensão do fornecimento de água será executada manualmente, no padrão individual da
unidade devedora. A COPASA vem estudando métodos de interferir, ou seja, suspender o
fornecimento de água remotamente, mas para isso terá que ser instalado dispositivos
adequados em cada padrão.
A COPASA disponibiliza uma tabela com todos os valores da tarifa de água/esgoto, como
pode ser analisado na Tabela 3.2. Porém, esta tabela se encontra com as tarifas de 2009
desatualizadas, entretanto é a única tabela da COPASA onde é possível ter acesso aos valores
cobrados.
Tabela 3.2 - Tabela de valores e tarifas aplicadas a partir de 02/03/2008.
Categorias
Item I
Residencial Normal
com consumo até 6 m³
Item II
Residencial
com consumo > 6 m³
Item III
Comercial
Item IV
Industrial
Faixas de
Consumo (m³)
Tarifas/Valores em R$ / m³
Água
Esgoto
0- 6
Valor da conta
17,62
Valor da conta
10,57
0-6
18,23
10,94
>6 - 10
0,56
0,34
>10 - 15
3,98
2,39
>15 - 20
3,99
2,39
>20 - 40
4,01
2,41
> 40
7,36
4,42
0- 6
>6 - 10
28,12
0,61
16,87
0,37
>10 - 40
5,84
3,50
>40 - 100
5,89
3,53
>100
5,92
3,55
0- 6
>6 - 10
31,39
0,60
18,83
0,36
>10 - 20
5,92
3,55
>20 - 40
5,94
3,56
>40 - 100
5,99
3,59
>100 - 600
6,28
3,77
34
Item V
Pública
Consumo
em m³
Item VI
Até 10
11
12
13
14
15
> 600
6,35
3,81
0- 6
>6 - 10
28,14
0,66
16,88
0,40
>10 - 20
5,31
3,19
>20 - 40
6,69
4,01
>40 - 100
6,77
4,06
>100 - 300
6,79
4,07
>300
6,85
4,11
Descontos aplicados Cliente Tarifa Social (%)
A partir de:
03/2008
03/2009
03/2010
55
51
50
50
43
40
45
41
40
43
41
40
41
40
40
41
40
40
Fonte: COPASA, 2009a
No site da COPASA, também é possível simular o consumo de água e o valor final da sua
fatura. Na Figura 3.1, o cliente tem que informar a matrícula da Conta e a localidade de seu
imóvel.
Figura 3.1- Primeira tela de Simulação
Fonte: COPASA, 2009b
35
Na Figura 3.2 é a tela subseqüente da simulação disponibilizada pela COPASA. Nesta tela, o
cliente entra com os dados do tipo de estabelecimento do qual se deseja simular a fatura. As
opções disponíveis são: residência, comércio, indústria e público.
Figura 3.2 - Segunda tela de Simulação
Fonte: COPASA, 2009b
As Figuras 3.3 e 3.4 são as próximas telas da simulação. A Figura 3.4 finaliza o acesso ao
sitio e mostra o valor provável da próxima fatura.
Figura 3.3 - Terceira tela de Simulação
36
Fonte: COPASA, 2009b
Figura 3.4 - Última tela da Simulação
Fonte: COPASA, 2009b
No site da COPASA, pode-se encontrar, além das telas de simulação do consumo, uma tela
com situação da sua fatura, ou seja, onde é possível analisar o debito real com a COPASA.
Esta tela está mostrada na Figura 3.5.
Figura 3.5 - Análise da Conta de Água/Esgoto
Fonte: COPASA, 2009c
37
A COPASA ainda oferece aos clientes o serviço que mostra o histórico de consumo de
residência ou empresa dos últimos seis meses. Sendo possível consultar os volumes
consumidos, os valores pagos, a média de consumo e se ocorreu alguma ocorrência nesse
período, permitindo ao cliente a visualização de sua fatura detalhadamente. A Figura 3.6
mostra a tela de Histórico de Consumo.
A Tarifa Social representa um benefício que a COPASA oferece a seus clientes que têm
imóveis, exclusivamente, residenciais com consumo mensal inferior a 15 m3. A Tabela 3.3
mostra os descontos que a concessionária oferece a seus clientes.
Figura 3.6 - Histórico do consumo
Fonte: COPASA, 2009d
Tabela 3.3 - Descontos oferecidos para os clientes cadastrados na Tarifa Social
CATEGORIA
Residencial com
Tarifa Social
FAIXAS DE CONSUMO m³
DESCONTO APLICADO
0 --- 06
55%
> 06 --- 10
55%
> 10 --- 11
50%
> 11 --- 12
45%
> 12 --- 13
43%
> 13 --- 14
41%
> 14 --- 15
41%
Fonte: COPASA, 2009a
4 EDIFICIOS ANTIGOS E NOVOS
4.1 Edificios Antigos
Os edifícios antigos, na sua maioria, não possuem uma estrutura apropriada para a instalação
de hidrômetros individuais, pois geralmente tem mais de uma ligação direta com as tubulação
de distribuição de água geral.
4.1.1
Acompanhamento de obra – Edifício Antigo
Foi acompanhada a instalação do sistema de medição individualizada em um edifício, cuja
construção é datada de algumas décadas, situado do bairro Sagrada Família em Belo
Horizonte/MG em fevereiro de 2009. A Figura 4.1 mostra a vista geral do edifício.
Figura 4.1 - Vista geral do edifício
39
Este edifício é composto por sete andares e em cada andar encontram-se quatro apartamentos,
totalizando 28 apartamentos. O motivo o qual levou os condôminos a optarem pela medição
individualizada foi a inadimplência de alguns moradores e o elevado consumo de água, que
era percebido mensalmente com a chegada da fatura. Estes fatos levaram os condomínios a se
reunirem e discutirem soluções para o problema.
Para resolverem o problema optaram pela medição individualizada. O síndico fez todos os
procedimentos necessários para a instalação do sistema, tais como, reunião com todos os
moradores, ata de assembléia geral assinada por todos e contrato uma empresa especializada
na área.
No presente estudo acadêmico, foi acompanhada a instalação de um hidrômetro individual em
um apartamento neste edifício residencial, sendo que os passos usados para a instalação de
medidor individual em um apartamento se aplicam a qualquer apartamento residencial antigo.
O primeiro passo a ser realizado pela empresa encarregada pela instalação de hidrômetros
individuais é identificar por qual caminho o encanamento passa, desde a caixa d’água
principal até chegar aos pontos de consumo.
A primeira tentativa de encontrar o caminho percorrido pelo encanamento não foi bem
sucedida, chegando na situação mostrada pela Figura 4.2, ou seja, depois de quebrada toda a
cerâmica percebeu-se que não havia nada de canos passando por aquele caminho.
Figura 4.2 - Primeira tentativa de encontrar o encanamento
40
Por este motivo, deve-se prestar muita atenção no momento em que for realizado a
setorização da medição em edifícios construídos há muitos anos atrás. Dependendo o tipo de
revestimento, tais como cerâmicas e paredes, podendo ocasionar a descaracterização do
ambiente, fato que podem vir a ser irreversíveis.
Na segunda tentativa as chances de errar a passagem dos canos era praticamente zero, pois
foram usados fios para a percepção do caminho percorrido por eles.
A Figura 4.3 mostra a tubulação encontrado no edifício ao qual foi acompanhada a instalação
de hidrômetros individuais de medição.
Figura 4.3 - Encanamento
Nesta etapa do processo, deve-se fechar o registro que garante o abastecimento na prumada
onde se está instalando os hidrômetros individuais. A Figura 4.4 expõe o corte realizado para
a instalação do hidrômetro.
O hidrômetro ao terminar de ser instalado está apresentado na Figura 4.5. Para a finalização
da instalação foi usado um adesivo apropriado plástico para PVC e uma solução preparadora
para que não haja falhas na conexão e se evitem vazamentos.
Nesta etapa do processo, o registro da prumada geral é aberto e observa-se se houve algum
vazamento no hidrômetro instalado, caso esteja tudo certo é fixado uma placa de PVC
responsável pelo acabamento da instalação do hidrômetro.
41
Figura 4.4 - Visão Geral
Figura 4.5 - Hidrômetro instalado
A Figura 4.6 mostra o hidrômetro já instalado com a placa de acabamento utilizada para
melhorar a estética do hidrômetro de acabou de ser colocado em substituição ao registro do
apartamento.
Figura 4.6 - Vista do hidrômetro depois de
instalado
42
A finalização do trabalho é realizada encaixando uma tampa, também feita de PVC, na placa
de acabamento estético do hidrômetro. Esta capa dá uma aparência mais agradável ao
medidor instalado, podendo ser tirada e colocada quando for necessário e sem a utilização de
ferramentas difíceis de serem encontradas. A Figura 4.7 representa o estágio final da
implantação da medição individualizada de água em edifícios residenciais que não tem
medidores individuais.
Figura 4.7 - Visão geral do hidrômetro
Esse sistema de medição será acompanhado remotamente através dos componentes instalados
pela empresa contratada que se responsabilizará pela emissão de contas individuais.
4.2 A Medição Individualizada nas Novas Construções
Segundo Dantas (2003), os projetos para as novas construções devem ser idealizados a partir
do uso de bacia sanitária com caixa acoplada, uma vez que a utilização de válvulas de
descarga, conforme a norma NBR 5626:1998 requer uma coluna de distribuição de água
exclusiva, já que este tipo de válvula provoca uma vazão muito elevada se comparada aos
outros aparelhos sanitários. Este fato exige a utilização de mais de um hidrômetro por
unidade, pois o uso da válvula de descarga necessitaria de um hidrômetro específico para ela,
elevando os custos de implantação do projeto.
Este é o pré-requisito básico com relação à medição individualizada em edifícios novos. Com
a regulamentação da Lei Estadual todas as construtoras tiveram um prazo pra se adequar as
mudanças.
43
A norma NBR 5626:1998 (Instalações Prediais de Água Fria) regulamenta as novas
construções residenciais, definindo técnicas e materiais que garantam o fornecimento de água
de forma continua e suficientes para o perfeito funcionamento de todas as peças utilizadas,
levando em consideração a pressão e a velocidade, a qualidade da água no abastecimento
público e o conforto auditivo do cliente reduzindo os níveis de ruídos.
Segundo Coelho (2007), os novos projetos para a medição individualizada devem apresentar
os seguintes aspectos:
a) Todas as unidades habitacionais devem ser alimentadas por um único ponto, ou seja,
somente uma entrada de água por apartamento;
b) Proibição de qualquer tipo de interligação entre unidades distintas;
c) Os hidrômetros devem ser instalados em locais de fácil acesso do leiturista, exceto os
que estão equipados para a telemetria ou a rádio freqüência;
d) Devem-se fazer todos os cálculos das tubulações para garantir fornecimento constante
em qualquer momento do dia, não prejudicando o abastecimento das unidades
consumidoras;
e) É vedada a utilização de dispositivos de limpeza, tipo válvulas de descarga, pois estas
necessitam de uma vazão instantânea superior à compatível com os hidrômetros
adequados a este tipo de consumo.
4.2.1
Locais para a instalação dos hidrômetros
Ao analisar a possibilidade de fazer o projeto instalação de hidrômetros individuais, deve-se
definir qual o tipo de leitura será utilizada. Se a escolha seja a de rádio freqüência, não é
necessário deixar o medidor em um local de fácil acesso, caso contrário, o local escolhido terá
que seguir os seguintes aspectos:
a) Fácil acesso;
b) Boa iluminação;
c) Proteção contra intempéries;
d) Padrão de instalação que facilite a troca do mesmo e a aferição dos hidrômetros;
e) Local que facilite as ações de corte de abastecimento e de religação.
44
Os locais de instalação mais usuais são:
a) Área comum ao lado da entrada do apartamento;
b) Hall de entrada do apartamento;
c) Schaft para utilização de colunas de distribuição;
d) Caixa coletiva no pavimento térreo, na parte externa do edifício;
e) Parede lateral do elevador;
f) Parede lateral da escada.
A escolha do local deve satisfazer todas as condições citadas, levando em consideração as
técnicas disponíveis.
5 RECURSOS DISPONÍVEIS
Os medidores de água são equipamentos utilizados para calcular a vazão de água fornecida
pela concessionária aos seus usuários e, conseqüentemente gerar uma conta, que deverá ser
quitada para evitar que haja um corte nessa distribuição.
No campo de medidores, encontra-se nos mercados medidores de água velocimétricos e
volumétricos mecânicos ou hidro-mecânicos com eletrônica incorporada, a exemplo de
medidores eletromagnético, ultra-som e oscilação fluídica, e sem peça móvel. Esses módulos
de medição apresentam pilhas ou baterias, que lhes garante vida útil variando ate 15 anos,
função de comunicação, via radio, Bluetooth etc.
Os medidores são testados, homologados e aprovados, antes de serem disponibilizados para o
uso. No Brasil, a Portaria nº 246 de 17 de outubro de 2000 e respectivo regulamento técnico
Metrológico, do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade IndustrialINMETRO, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior – MDIC tem a
função de homologar, testar e aprovar os hidrômetros, incluindo as verificações periódicas e
eventuais e os limites de manutenção e ou troca dos medidores de água, (NIELSEM;
TREVISAN; BONATO, 2003).
5.1 Medidores
Os tipos de medidores de água são: volumétrico, velocimétrico, tipo Woltmann e composto.
5.1.1
Medidores de água volumétricos
Princípio de operação: o fluxo é gerado por uma peça que se move dentro de uma caixa de
medição que, de maneira alternada e contínua, se enche e esvazia, deixando passar a cada
volta ou oscilação um volume cíclico preciso. O volume escoado através do medidor é
proporcional ao número de voltas transformadas mecanicamente em rotações.
As principais vantagens desse tipo de medidor são:
a) Maior exatidão (mesmo para pequenas vazões);
b) Longa vida útil;
46
c) Funcionamento em qualquer posição.
Como desvantagens têm-se:
a) São mais sensíveis aos sólidos que possam estar na água;
b) Sensíveis a partículas abrasivas;
c) Sensíveis ao golpe de aríete;
d) Maior preço (se comparado aos velocimétricos);
e) Perda de carga elevada;
f) Ruidoso em altas vazões.
5.1.2
Medidores de água velocimétricos
Princípio de operação: existem um ou vários orifícios calibrados por onde a água passa e entra
numa câmara de medição, perpendicularmente e ou tangencialmente as palhetas de uma
turbina movimentando-as. Quanto maior a vazão, maior é a velocidade de ataque as palhetas,
sendo o numero de voltas proporcional a velocidade de escoamento de água.
As principais vantagens são:
a) Menor preço, se comparado ao volumétrico;
b) Menor sensibilidade ao golpe de aríete;
c) Menor sensibilidade aos sólidos em suspensão;
d) Pode funcionar com carga máxima em situações de emergência;
e) Baixa perda de carga.
Como desvantagens têm-se:
a) Vida útil menor, se comparado ao volumétrico;
b) Necessidade de um nivelamento perfeito (nivelado na horizontal);
c) Risco de sub-medição ou de sobre-medição.
Na classe dos medidores velocimétricos, existem duas subdivisões: medidores velocimétricos
unijato e os multijato.
47
5.1.3
Medidores de água turbina de hélice ou tipo Woltmann
Princípio de funcionamento: a turbina de hélice se encontra alojada num anel cilíndrico e a
água passa através deste anel, fazendo a turbina da hélice girar. A velocidade de rotação da
hélice é diretamente proporcional à velocidade da água que passa por ela e pelo anel
cilíndrico.
Esses medidores necessitam de boas condições de instalação, trechos retos de tubulação entre
a montante e a jusante e boas condições de aproximação do fluxo da água para serem
utilizados nas melhores condições. Estes medidores não são equipados com filtro e são muito
sensíveis a presença de sólidos em suspensão na água. Eles apresentam baixa perda de carga.
Como subdivisão desses tipos de medidores tem-se Woltmann Horizontal e Woltmann
Vertical.
5.1.4
Medidores de água compostos
Principio de operação: constituem na associação de um medidor principal e um medidor
secundário e de válvulas de comutação para a operação de ambos medidores de forma
alternada ou em paralelo. Assim, é aproveitada a precisão dos medidores secundários, geral
mente medidores velocimétricos, para medir pequenas vazões com a capacidade de medir
grandes vazões, como os medidores de Woltmann, com essa associação tem-se uma faixa de
medição ou de operação muito ampla.
5.2 Funcionamento do Hidrômetro
As Figura 5.1 e 5.2, mostram um dos modelos de hidrômetros comercializados pela Sappel.
Este é o hidrômetro mais utilizado pelas empresas para a medição individualizada em
edifícios.
48
Figura 5.1 - Hidrômetro Sappel
Fonte: Sappel do Brasil
Figura 5.2 - Imagem do hidrômetro explodida
Fonte:COELHO, 2007
49
O princípio de funcionamento deste hidrômetro é da seguinte forma:
A água entra no equipamento pela porca de união (13), por um tubete (14), pela guarnição do
tubete (20) e por um filtro (15) de proteção. A carcaça deste aparelho é responsável por
pressurizar à água e sua câmara hidráulica é composta de um disco inferior montado (12),
uma plaqueta montada (9) e o anel de vedação o'ring da plaqueta (10). A água é jogada contra
o Rotor ou Turbina montada (11) axialmente à tubulação, criando um movimento rotatório
(utiliza o princípio taquimétrico para realizar a medição). Este movimento faz girar a primeira
engrenagem do totalizador por meio de um acoplamento magnético (imãs presentes no rotor e
na primeira engrenagem da relojoaria). Para evitar influências magnéticas externas no
acoplamento magnético o medidor possui um anel antimagnético (8) e um anel elástico (7) de
proteção. A relojoaria montada (6), ou totalizador simplesmente, através de um trem de
engrenagens plásticas, conta o número de voltas da turbina e o multiplica pelo volume cíclico,
apresentando no indicador o volume total de água que passou por ele. Esta relojoaria é presa
ao medidor através de um anel de fechamento (3), uma trava do anel de fechamento(4) e um
anel pressor (5). Em cima da relojoaria montada existe uma tampa protetora (1) presa por
meio de um lacre (16) e de um fio de lacre (2). O aparelho ainda possui um regulador (19)
protegido pelo tampão do regulador (17) e pelo o’ring do tampão do regulador (18).
5.3 Tipos de Leitura
Existem vários tipos de leitura desses medidores (Figura 5.3):
a) Leitura Visual (LV) - Leitura visual direta do medidor de água;
b) Leitura Visual Remota - consiste na leitura de um display ou de um mostrador
localizado em local de fácil acesso, caso o medidor esteja num local de difícil acesso.
O medidor de água está ligado ao display normalmente por uma linha física ou usando
leitura por radio freqüência;
c) Leitura com captura de dados – faz a análise e posterior emissão das contas. Existem
empresas especializadas neste tipo de leitura. Essas empresas são responsáveis para
que a leitura seja feita, porém não interferem em nenhum resultado, assim as
possibilidades de erros e fraudes e de digitação das contas ficam relativamente
reduzidas;
50
A captura dos dados pode ser feita com ou sem interferência física como através de rádio
frequência, ou através de contatos físicos, como telefonia fixa, telefonia celular etc.
d) Leitura automática do medidor - Automatic Meter Reading (AMR) é a leitura através
da utilização de tecnologia de telemetria, de telefonia fixa e celular e de rádio
frequencia.
Neste tipo de leitura, pode-se desenvolver uma central de controle dos grandes usuários, onde
um computador e software apropriados fazem contatos periódicos programados e em tempo
real, quando desejado, com as unidades terminais remotas, captando os sinais emitidos pelos
medidores de água.
Figura 5.3 - Hierarquia da Tecnologia de Medidores
Fonte: NIELSEN, TREVISAN E BONATO, 2003
Existem métodos para a medição e controle do consumo de água, entre eles: medidores
microprocessados de água, controladores microprocessados de bombas, controladores locais
de qualidade de água.
Entre os medidores microprocessados de água, utilizados para aferir o consumo, tem-se:
hidrômetro automatizado, que emite um feixe de luz infravermelha e um foto transistor
acoplado do outro lado que capta o sinal e o envia para se aferido computacionalmente;
medidor de vazão tipo turbina, utilizado em grandes tubulações, medidor de nível por ultrasom etc. Como controlador microprocessados de bombas, tem-se bombas dosadoras, controla
a vazão através de sinais elétricos pré-programados. Controladores locais de qualidade de
água são utilizados para atestar a qualidade da água vinda das concessionárias ou diretamente
dos rios, encontra-se, atualmente para analisar a turbidez da água, entre outras substâncias
nocivas a saúde. É encontrado no mercado o analisador de PH em processo contínuo, o
51
turbidímetro microprocessado. Para detectar se existem coagulantes na água são utilizados
monitores de coagulantes em processo contínuo microprocessado. O analisador de cloro
residual livre em processo contínuo também é um equipamento de controle de qualidade da
água.
Rozas (2002) propõe elementos de hardware necessários para realizar as medições de
consumo de água, ou seja, hidrômetros, fazendo uma descrição sucinta dos seus componentes
integradores, tais como sensores e câmaras hidráulicas e identifica as variáveis de leitura que
esses hidrômetros são capazes de medir: consumo mensal, diário, vazão, alarmes de
vazamentos. Esses dispositivos podem se conectar a outros dispositivos, realizando a troca de
dados entre os sistemas, podem se comunicar via FieldBus, saída de pulso etc. o método mais
utilizado em edifícios, por se tratar de uma distância reduzida entre os pontos de captura de
dados e a central de armazenamento dos dados, são os medidores com sinais de pulso. Eles
enviam os sinais do campo ao centralizador, responsável por armazenar os sinais recebidos e
transformá-los em unidades padronizadas de medição. Rozas (2002) refere-se aos softwares
de comunicação interna e externa e softwares de gerenciamento, dedicados a gerarem
relatório com todos os pontos aferidos, controlar vazões, gerar alarmes quando ocorrer
vazamentos ou quaisquer problemas encontrados.
Os hidrômetros com saída de sinal possuem em sua carcaça um dispositivo de contagem de
pulsos elétricos acoplados aos mecanismos dos hidrômetros. Para essa contagem de pulso são
utilizados dois tipos de sensores:
a) Reed Switch que é um relé formado por duas lâminas localizadas dentro de um tubinho
de vidro; quando um imã é aproximado essas lâminas se fecham e ligam o circuito e
retirando o imã as lâminas desfazem o contato. Esse sensor consegue detectar sentido
reverso da água, caso for enviado dois sinais consecutivos, o primeiro representa o
fluxo normal e o segundo o fluxo reverso;
b) Optoeletrônico: trata-se de um sensor composto por um emissor de raio infravermelho
e dois receptores. Ele se comporta da mesma forma que o Reed Switch com relação à
detecção de fluxo reverso. Ele é mais preciso que o anterior, porém precisa de uma
fonte externa para alimentar o circuito eletrônico do sistema de transmissão/recepção.
O sensor Optoeletrônico necessita de um coletor de dados, que é uma central que vai
receber todos os sinal e armazená-los para posterior utilização.
52
Os dispositivos eletrônicos para a medição do consumo de água podem ser conectados com
outros dispositivos, tais como:
a) Concentradores;
b) Coletores de dados (hand helds);
c) Computadores pessoais.
A comunicação poderá ser via:
a) Saída de pulso;
b) Sensor infravermelho para a comunicação global;
c) Redes de campo (Fieldbus).
6 TELEMEDIÇÃO
“A telemedição é entendida como a tecnologia da automatização da medição e da transmissão
de dados de fontes remotas para estações de recebimento, onde os dados sofrem
processamento, análise, arquivamento e podem ser aplicados” (TAMAKI, 2003).
A telemetria é um método de medição a distância de variáveis que se deseja saber o valor real.
Assim, não é necessário caminhar ate os locais onde os hidrômetros estão localizados. A
transmissão dos dados ate o concentrador pode ser feita através de fios, via rádio, satélite,
modem, redes, entre outras.
Através da COMPESA, a PROCENGE desenvolveu um sistema denominado SMARTOK!
para fazer a medição por telemetria de um edifício residencial. O sistema utilizado permite o
controle e o monitoramento de água, além de armazenar todos os dados digitalmente. Foi
utilizada a comunicação via telefonia celular (GSM/GPRS) para realizar a troca de
informações entre o SMARTOK! e a central de gerenciamento. Os dados obtidos podem ser
acessados de qualquer lugar via internet, sendo realizado somente através do uso de senhas.
Utilizou-se o sistema de emissão de contas individuais pela empresa concessionária de água.
Cada morador ficou responsável pelas modificações realizadas no seu respectivo apartamento
pela empresa prestadora de serviços de água. A partir do presente trabalho conclui-se que o
retorno do investimento foi de no mínimo 15meses e no máximo 27 meses nos três
apartamentos estudados, gerando uma economia que chegou a ser de 41,36% no consumo de
água, (HOLANDA; 2007)
Abaixo seguem algumas dicas do Ministério de Minas e Energia para economizar energia:
a)
Promover campanha interna de redução do consumo de água. Evite o bombeamento de
água no horário de pico (18 às 21h);
b)
Considere a instalação de controlador eletrônico de velocidade nos motores que
funcionam com carga parcial, tais como motores de compressores rotativos, bombas, torres e
ventiladores do sistema de ar condicionado;
c)
Dimensione adequadamente os motores e dê preferência aos de alto rendimento;
d)
Na hora da compra, escolha os modelos que possuam o Selo Procel Inmetro de
Desempenho;
54
e)
Elimine vazamentos de água.
A preocupação é com o futuro do planeta, é conseguir passar a idéia de uso eficiente e
racional dos recursos hídricos. A sustentabilidade da terra depende do que cada cidadão está
fazendo para colaborar com a natureza. E investir em soluções eficazes é uma dessas formas,
ou seja, a medição individualizada de água em edifícios.
6.1 Radio Frequência
Esse sistema é muito utilizado devido à segurança que ele propicia já que são relativamente
fáceis de serem manuseados e possuem grande durabilidade. Essa tecnologia é muito usada
por empresas como TECHEM, METRAGEM, ISTA, Aguiar Construções etc.
Radio freqüência é prático e de fácil aplicação. Sendo uma ferramenta de grande importância
para o gerenciamento do consumo de água em edifícios residenciais, uma vez que, além da
leitura, oferece:
a) Leitura a Distância (até 150 m);
b) Detecção de vazamentos;
c) Hidrômetro parado;
d) Desconexão fraudulenta;
e) Sub-vazão;
f) Sobre-vazão;
g) Gestão de alarme programado;
h) Indicação da vida útil da bateria;
i) Retorno de água.
Na Figura 6.1 tem a vista geral do hidrômetro da Sappel mais utilizado para a medição
individualizada, uma vez que tem um custo beneficio favorável e uma estrutura que encaixa
no transmissor IZAR.
55
Figura 6.1 - Vista Superior do Hidrômetro
Fonte: Sappel do Brasil
Para melhor compreensão será mostrado a Figura 6.2 composta pelos componentes do sistema
de radio freqüência da empresa Sappel.
Figura 6.2 - Sistema de Rádio Frequência
Fonte:SAPPEL do Brasil
56
O sistema de radiomedição móvel do hidrômetro funciona sob o protocolo PRIOS, a uma
freqüência especial necessitando de hidrômetros modulares pré-equipados com emissor de
pulso por contato seco (reed) ou uma saída L-BUS. Esse hidrômetro é de fácil instalação e
permite ser programado com as referências do hidrômetro ao qual será associado. Com
transmissão uni-direcional, enviam as informações do hidrômetro a um receptor móvel,
conectado a um terminal eletrônico portátil (PSION). Integram numerosas informações tais
como consumo na data programada, alerta em caso de vazamentos, bloqueios, fraudes, vida
útil da bateria etc.
6.1.1
Sistema de Rádio Frequência – IZAR
A bateria do IZAR, mostrado na Figura 6.3, tem vida útil de 15 anos sendo usado de forma
correta, sem sobrecarregar a sua capacidade. Ele é composto de um circuito eletrônico que
capta as informações oriundas do emissor de pulsos, processando-as e armazenando-as em
uma memória. Essas informações são atualizadas na central de dados a cada 8 segundos.
Figura 6.3 – IZAR
Fonte:SAPPEL do Brasil
A Figura 6.4, mostra o sistema IZAR internamente.
Figura 6.4 - Vista Interna do IZAR. Fonte: COELHO,2007
Fonte:SAPPEL do Brasil
57
6.1.2
Terminal eletrônico portátil – PSION
O PSION, Figura 6.5, é composto do terminal portátil que deverá estar equipado com o
receptor de rádio. Com o auxílio do receptor de radio e da conexão óptica IrDA pode-se
programar todos os hidrômetros. O terminal portátil PSIONse conecta com computadores
para o carregamento e descarregamento das informações.
Figura 6.5 – PSION
Fonte:SAPPEL do Brasil
6.1.3
Software IZAR
As principais características do Software IZAR são:
a) Comunicação com o PC;
b) Permite a programação de rádios IZAR;
c) Medições manuais e automáticas;
d) Multiuso, podendo ser usado para a medição de água, gás, aquecimento e energia.
6.1.4
Software do PC
Software IZAR interface PC
Este software permite interagir o sistema de rádio medição com uma base de dados já
existente, composto de três módulos:
a) Módulo de parametrização (configuração, personalização etc.);
b) Módulo de comunicação com o terminal eletrônico portátil;
58
c) Módulo de análise de dados.
Software IZAR Exploração PC
Este software permite a criação e gestão de uma base de consumidores com ordenamento de
informações dos Rádios IZAR. Além dos módulos de parametrização, de comunicação e de
análise, ele integra um módulo de banco de dados, sendo um completo instrumento de gestão
de banco de dados.
O procedimento da operação é o seguinte: através de um computador, cada equipamento
recebe um nome e um endereço, que serão sua identificação na hora da coleta dos dados, o
terminal portátil recebe a rota de leitura, vai ao terreno para fazer a coleta dos dados (walk by
ou drive by) e no retorno ele descarrega os dados no computador.
6.1.5
Princípio de funcionamento
A Figura 6.6 mostra o esquema de funcionamento do sistema de leitura via Rádio Frequência.
59
Figura 6.6 – Funcionamento do Sistema de Transmissão de Dados.
Fonte:SAPPEL do Brasil
1 – A empresa encarregada da leitura configura todos os clientes, hidrômetros e rotinas.
2 – O coletor de dados PSION é inicialmente carregado em dados de rotina de leitura. Em
seguida o leiturista ativa rotina por rotina, isto é: nome da rua, coletando todos os dados dos
respectivos medidores.
3.1 – um circuito eletrônico do IZAR transforma o pulso magnético captado pelo sensor de
pulso em consumo adicionando ou debitando o consumo acumulado na memória do
registrador de cada dispositivo IZAR.
3.2 – O IZAR transmite o índice de consumo e outras informações adicionais a cada 8
segundos (modo rádio).
4 e 5 – Por último, as rotinas são descarregadas do PSION para o PC para fins de análise,
faturamento (via exportação de dados), reconfiguração e novamente exportada para o PSION
reiniciando todo o procedimento.
6.1.6
Formas de leitura
60
As formas de leitura podem ser de dois modos, um deles é o walk by, a leitura feita pelo
operador é realizada a pé e a outra forma de leitura e a drive by, acontece quando a leitura é
executada em veiculo equipando com PSION e antena que capta os dados enquanto realiza a
rota, conforme visto na Figura 6.7.
Figura 6.7 - Sistema de Leitura móvel.
Fonte: COELHO, 2007
6.1.7
Alarmes
Os equipamentos da Sappel apresenta os seguintes alarmes:
a) Tempo de vida restante da bateria;
b) Alarme de vazamento;
c) Alarme de medidor parado;
d) Alarme de fraude mecânica;
e) Alarme de fraude magnetic;
f) Alarme de sentido reverse;
g) Alarme sobre-vazão;
h) Alarme sub-vazão.
O sistema de rádio desenvolvido agrega todos os requisitos para garantir o mínimo de erros de
leitura.
ANÁLISE
DE
CUSTOS
ENVOLVIDOS
NA
IMPLANTAÇÃO
DA
MEDIÇÃO
INDIVIDUALIZADA
Os insumos prediais englobam todos os elementos necessários para o bom funcionamento de
um edifício, incluindo gastos com energia elétrica, gás, água, manutenção de elevadores,
produtos de limpeza entre outros.
Os custos de implantação da medição individualizada variam de acordo com o a relação entre
os moradores e o síndico e o tamanho do edifício. Em edifícios residenciais pequenos e que o
convívio entre o sindico e os moradores sejam amigáveis, o próprio síndico poderá realizar as
leituras dos hidrômetros e a cobrança das faturas mensalmente. Caso os edifícios sejam
grandes ou as relações entre os moradores estejam desgastadas, o edifício terá que contratar
uma empresa especializada para realizar a leituras dos hidrômetros e a emissão das contas
individuais. Vale a pena ressaltar que a COPASA disponibiliza o serviço de leitura e cobrança
de faturas se o edifício cuja instalação da medição individualizada cumpriu todos os requisitos
impostos pela concessionária, seguindo os critérios técnicos para o desenvolvimento do
projeto, execução das obras e instalação dos hidrômetros.
Em média os valores cobrados pelas empresas especializadas em medição de água de forma
individualizada pela prestação de serviços de leitura dos hidrômetros ficam na faixa de
R$5,00 por apartamento e sobe para R$10,00 caso sejam prestados serviços de emissão de
faturas individuais e corte de água do consumidor inadimplente.
Cada condomínio deve avaliar se o investimento vai trazer o retorno satisfatório, uma vez que
a complexidade da obra e os custos da reforma de adaptação do novo hidrômetro são
variáveis. Os preços para a implantação da medição individualizada variam, em média, de
R$450,00 a R$750,00 por apartamento, em edifícios de padrão médio, e podem chegar a
R$1,5 mil por unidade, nos condomínios de alto padrão.
A metodologia de trabalho da empresa prevê uma visita ao edifício para levantar as
informações necessárias ao desenvolvimento do projeto, á realização do orçamento e
preparação dos documentos que deverão ser apresentados aos condôminos em uma região.
62
Em edifícios antigos, com no máximo 10 anos de construção, onde não é necessário substituir
a tubulação existente por outra, o custo total de implantação do sistema, incluindo os
equipamentos, pode chegar a R$4 mil por apartamento em media, uma vez que esses custos
variam de acordo com a complexidade das obras. Sendo que um preço de R$200 a R$1 mil só
é possível quando o apartamento já está preparado para receber os hidrômetros individuais.
Esse valor se justifica, pois nesse tipo de obra só é necessário a instalação do hidrômetro
individual.
Segundo os dados disponibilizados pelo Engenheiro Victor Aguiar, os valores dos
hidrômetros da SAPPEL utilizados para a medição individualizada custam, conforma
mostrado na Tabela 7.1, em média.
Tabela 6.1- Preços dos Equipamentos
Descrição
Hidrômetro de 1/2"
Hidrômetro de 3/4"
Hidrômetro de 1"
IZAR CP (emissor de rádio)
Concentrador fixo + software de gestão
Valor
R$40,00
R$100,00
R$250,00
R$250,00
R$4.000,00
Fonte:
Cada hidrômetro deve possuir um IZAR CP e um concentrador pode receber informações de
até 1000 hidrômetros, dependendo das condições físicas do meio de transmissão, ou seja,
interferências causadas pela distância entre os concentradores e os hidrômetros.
A partir desses valores é possível se ter um idéia do custo de implementação da medição
individualizada em edifícios residenciais. E analisar se convém apostar na medição
individualizada ou não.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Individualização do sistema de medição de água em edifícios residenciais tem sido um fato
marcante nos últimos anos. Os sistemas de medição remota constituem um meio eficaz para
promover a valorização imobiliária, a justiça social, controlando desperdícios de água,
trazendo economia e desenvolvimento da consciência ambiental, temas de grande relevância
no mundo atual.
A partir desse estudo, os interessados em implantar a medição individualizada em seu edifício
terão em mãos um apanhado geral da situação da medição individualizada no mundo e em
Minas Gerais. Foram mostrados quais os passos necessários para a instalação de hidrômetros
individuais e as tecnologias que melhor atendem as necessidades das construções tanto
antigas quanto as novas construções. As soluções vão desde cabeamentos, radio freqüência,
telemetria entre outros.
A análise dos custos envolvidos na implantação desse sistema apresenta-se como uma
informação de grande valia para a análise da viabilidade econômica das diferentes alternativas
de projeto, considerando a estrutura tarifaria de consumo de água adotada pela COPASA.
Lembrando que esta continua sendo a melhor forma de promover a justiça na cobrança da
fatura mensal, reduzir o número de condôminos inadimplentes e diminuir desperdício de
água.
Por fim, como temas de trabalhos futuros, sugere-se:
a) Desenvolvimento de um programa de aquisição e gerenciamento de dados que sejam
mais acessíveis economicamente
b) Envio de mensagens, via web, de alerta de consumo excessivo.
c) Detecção de vazamentos de água, eliminando desperdícios, trazendo economia para o
consumidor e ajudando a conservar o ambiente.
64
REFERÊNCIAS
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). 2008. Disponível em:
< http://www.ana.gov.br/ >. Acesso em: 13 out. 2008.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT) NBR 5626. Instalações
Prediais de Água Fria, Rio de Janeiro, 1998
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT) NBR 7198. Instalações
Prediais de Água Quente, Rio de Janeiro, 1998
BOTELHO, B. B, Analista da Divisão de Ações Mercadológicas. COPASA. Belo
Horizonte, 2009
COELHO, A.C.; MAYNARD J.C.B. Medição Individualizada de Apartamentos em
Edifícios Multifamiliares. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA
SANITÁRIA E AMBIENTAL, 19. Curitiba, 1999.
COELHO, A.C.; MAYNARD J.C.B. Experiência de Medição Individualizada de
Apartamento em Edifícios Antigos. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA
SANITÁRIA E AMBIENTAL, 20. Florianópolis, 2000.
COPASA. Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Minas Gerais). Cartilha: Medição
Individualizada. 2009a. CD-ROM.
COPASA. Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Minas Gerais). Serviços – Análise
da Conta de Água e/ou Esgoto, 2009c. Disponível em:
< http://www2.copasa.com.br/Servicos/AnaContaAguaEsgoto/solicitacao.asp>. Acesso em:
10 fev. 2009.
COPASA. Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Minas Gerais). Serviços – Cálculo
da Conta (Simulação), 2009b. Disponível em:
<http://www2.copasa.com.br/servicos/calculofatura/solicitacao.asp>. Acesso em: 10 fev.
2009.
COPASA. Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Minas Gerais). Serviços – Histórico
de Consumo, 2009d. Disponível em:
< http://www2.copasa.com.br/servicos/historico/msginicial.asp>. Acesso em: 10 fev. 2009.
65
DANTAS C.T. Análise dos Custos de Implementação do Sistema de Medição Individual
em Edifícios Residenciais Multifamiliares. Campinas, SP. 2003. Dissertação (Mestrado em
Engenharia Civil), Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, 2003.
HOLANDA, M. A. A. G. Medição Individualizada em Edifícios Residenciais: Controle e
Redução do Consumo de Água Potável. Recife, 2007. Dissertação (Mestrado em
Engenharia Civil) , Universidade Católica de Pernambuco, Recife, 2007.
MENEZES, D. Consumo Racional de Água. Estado de Minas
Disponível em:
<http://noticias.vrum.com.br/imoveis/template_interna_noticias,id_noticias=27511&id_sesso
es=2/template_capa_imoveis.shtml>. Acesso em: 05 jan. de 2009.
SAPPEL do Brasil. Sistema Móvel e Fixo de Leitura de medidores por Rádio Frequência,
Recife, PE
ROZAS, N.; PRADO, R. T. A.; Implantação de Sistemas de Leitura Automática De
Medidores de Insumos Prediais. São Paulo, EPUSP 2002. Boletim Técnico da Escola
Politécnica da USP, Departamento de Engenharia de Construção Civil, São Paulo, 2002.
UNIAGUA. Universidade da Água. Água no
<http://www.uniagua.org.br/>. Acesso em: 13 out. 2008.
Planeta.
Disponível
em:
NORMA PORTUGUESA (NP4001). Contadores de água potável fria Acessórios de
ligação, 1998
66
ANEXOS
67
ANEXO A – Ata da Assembléia Geral
ATA DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DE APROVAÇÃO DA
MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA DE ÁGUA POR UNIDADE AUTÔNOMA EM
CONDOMÍNIO
Condomínio: _____________________________________________________
Endereço: _______________________________________________________
CEP: ______________ Cidade: _____________ Estado: ___
CNPJ (se tiver)_________________________
Ata
de
Assembléia
Geral
Extraordinária
do
Condomínio
_________________
___________________________________, ocorrida em ___/__/_____, com o primeiro
chamado às ___h____ e com o segundo chamado às ___h____, realizada no controle de
presenças, devidamente assinado, a fim de deliberar sobre a seguinte “ordem do dia”:
“Implantação da Medição Individualizada de Água no condomínio (instalação de
hidrômetros individuais nas unidades autônomas)”
O (A) Senhor(a) __________________________, assumindo a presidência faz a leitura do
edital de convocação, ressaltando que o mesmo foi entregue a todos os proprietários no prazo
legal, conforme recomenda a Convenção.
O(A) Senhor(a) presidente(a) colocou em discussão a pauta do dia, relativamente à
implantação da Medição Individualizada de Água no condomínio (instalação de hidrômetros
individuais nas unidades autônomas), visando desmembrar da taxa condominial a cobrança
pelo consumo da água.
O(A) Senhor(a) síndico(a) relatou que, para a individualização da medição de água (instalação
de hidrômetros individuais nas unidades autônomas), a assembléia geral deverá aprovar as
seguintes normas da COPASA MG:
1 – As adequações nas instalações prediais necessárias à efetivação da Medição
Individualizada serão realizadas por conta e às expensas do CONDOMÍNIO, que deverá,
dentre outras providências, contratar uma empresa e/ou profissional habilitado, com registro
junto ao CREA, para confecção do projeto e execução das reformas e construções necessárias.
2 - As modificações nas instalações prediais necessárias à efetivação da Medição
Individualizada no imóvel são de inteira responsabilidade do CONDOMÍNIO, quer seja
perante a COPASA MG, quer seja perante os CONDÔMINOS ou terceiros.
68
3 – Após a obra do primeiro nicho de padrão individual e antes da montagem dos demais
padrões ou antes da montagem do cavalete múltiplo, se for o caso, o CONDOMÍNIO
solicitará vistoria da COPASA MG;
3.1- Após o término das instalações, o CONDOMÍNIO solicitará à COPASA MG a
hidrometração das unidades, informando a capacidade dos hidrômetros definidos no projeto,
conforme especificações fornecidas pela própria concessionária.
4 - Os critérios de instalação dos hidrômetros nas economias autônomas são os seguintes:
Prédios individuais ou conjuntos habitacionais com até 03 (três) pavimentos ou altura
igual ou inferior a 10 (dez) metros, aferida a partir do nível da rua: deverão ter bateria de
hidrômetros instalada no pavimento localizado no mesmo plano da rua ou poderão ainda optar
pelo sistema de leitura remota, com hidrômetros instalados em cada andar, correspondente ao
da unidade consumidora atendida, conectados à Central de Coleta e Armazenamento de
Dados, conforme requisitos definidos pela COPASA MG. Em ambos os casos, deverá ser
garantida a facilidade de acesso aos medidores pela concessionária e competirá ao
CONDOMÍNIO a realização das adequações necessárias à instalação, à leitura e ao corte do
fornecimento de água, na forma definida pela COPASA MG.
Prédios individuais ou conjuntos habitacionais acima de 04 (quatro) pavimentos ou
com altura superior a 10 (dez) metros, aferida a partir do nível da rua: deverão adotar o
sistema de leitura remota, com hidrômetros instalados em cada andar correspondente ao das
unidades consumidoras atendidas, conectados à Central de Coleta e Armazenamento de
Dados, conforme requisitos definidos pela COPASA MG, sendo de responsabilidade do
CONDOMÍNIO a realização das adequações necessárias à instalação, à leitura e ao corte do
fornecimento, na forma definida pela COPASA MG.
5 - O CONDOMÍNIO tem plena ciência de que a implementação do sistema de Medição
Individualizada poderá interferir na pressão da água de torneiras e descargas das unidades
autônomas.
6 - O hidrômetro principal permanecerá instalado no ramal predial, em conformidade com o
disposto no Regulamento dos Serviços Públicos de Água e Esgoto Prestados pela COPASA
MG.
7 – A medição do consumo de água será apurada com base na leitura do hidrômetro instalado
em cada unidade autônoma, bem como do hidrômetro principal, sendo a conta emitida com
base na estrutura tarifária da COPASA MG.
69
8 - Quando o hidrômetro principal registrar consumo superior à somatória do consumo dos
hidrômetros individuais, a diferença apurada será rateada em partes iguais, que serão lançadas
nas contas das unidades autônomas.
9 – Havendo impossibilidade de leitura de qualquer hidrômetro, o faturamento a ele
correspondente será calculado pela média de consumo apurado pela COPASA MG, ou por
estimativa, ou por qualquer outro critério que vier a ser definido nas suas Normas Internas
e/ou na Legislação pertinente.
10 – A Medição Individualizada só poderá ser efetivada se o CONDOMÍNIO estiver
adimplente com a COPASA MG.
11- A Medição Individualizada somente será aplicada à água fornecida pelo sistema público
de abastecimento de água.
12 – As punições pecuniárias decorrentes de infrações apuradas pela COPASA MG serão
rateadas entre todas as unidades autônomas do CONDOMÍNIO, à exceção daquelas que,
comprovadamente, forem referentes a unidade(s) autônoma(s) específica(s).
13 – Conforme estabelece o Regulamento dos Serviços Públicos de Água e Esgoto Prestados
pela COPASA MG, a responsabilidade desta pela manutenção dos componentes de
distribuição de água restringe-se ao ramal predial e aos hidrômetros principal e individuais de
sua propriedade.
14 - Cabe ao CONDOMÍNIO a manutenção dos componentes de distribuição de água
instalados na parte interna do edifício.
15 – Qualquer intervenção nos hidrômetros e nos padrões de ligação de água das unidades
autônomas caracteriza infração ao Regulamento dos Serviços Públicos de Água e Esgoto
Prestados pela COPASA MG, ensejando as punições nele previstas.
16 - A qualidade da água a ser fornecida ao CONDOMÍNIO será garantida pela COPASA
MG apenas até o ramal predial de água, onde se situa o hidrômetro principal.
17 – O CONDOMÍNIO e os CONDÔMINOS deverão facultar à COPASA MG o acesso de
seus prepostos e funcionários, devidamente credenciados, às suas propriedades e
dependências, para a realização de quaisquer atividades relacionadas aos serviços de
abastecimento de água, comprometendo-se, ainda, a fornecer os dados e informações que lhes
forem solicitados, pertinentes ao funcionamento dos aparelhos e instalações que estejam
integrados aos sistemas de abastecimento de água da COPASA MG, bem como informações
cadastrais.
18 – A COPASA MG procederá à leitura dos hidrômetros mensalmente ou em outro período
por ela definido, conforme seu calendário de faturamento. Leituras adicionais poderão ser
70
feitas a critério da COPASA MG, sendo-lhe sempre permitido, para tal finalidade, o acesso
previsto no item 17.
19 – Os hidrômetros deverão ser instalados seguindo a padronização definida pela COPASA
MG, em áreas de uso comum, em locais de fácil acesso e protegidos adequadamente.
20 – Fica vedada qualquer interligação entre as unidades autônomas do condomínio ou deste
com outros imóveis estranhos ao condomínio, nos termos do Regulamento dos Serviços
Públicos de Água e Esgoto Prestados pela COPASA MG.
21 – É vedada a cessão de água a terceiros, seja a que titulo for, conforme previsto no
Regulamento dos Serviços Públicos de Água e Esgoto Prestados pela COPASA MG.
22 – O CONDOMÍNIO deverá informar à COPASA MG, no ato de assinatura do Termo de
Adesão Para Prestação de Serviço de Fornecimento de Água com Medição Individualizada
nas Unidades Autônomas, os nomes, CPFs e endereços completos de todos os condôminos,
bem como o número de moradores de cada uma de suas unidades autônomas.
23– A ata dessa Assembléia deverá ser registrada em cartório.
24 – Os documentos a serem apresentados à COPASA MG, quando da assinatura do Termo
de Adesão Para Prestação de Serviço de Fornecimento de Água com Medição
Individualizada nas Unidades Autônomas, deverão ser atuais e autenticados em cartório.
O(A) Síndico(a) apresentou as condições expostas acima, colocando-as em apreciação e
votação, tendo sido aprovada por unanimidade dos presentes a execução da Medição
Individualizada de água para todas as unidades autônomas do edifício, visando desmembrar a
cobrança pelo consumo de água da taxa condominial.
Ficou aprovado e autorizado à administração do condomínio assinar o Termo de Adesão para
Prestação de Serviço de Fornecimento de Água com Medição Individualizada nas Unidades
Autônomas do Condomínio com a COPASA MG.
Não havendo mais nada a ser tratado e discutido, o(a) Senhor(a) Presidente agradeceu a
presença de todos e declarou encerrada a reunião, da qual eu, _______________________
nomeado secretário, lavrei a presente ata e assino juntamente com o presidente da
Assembléia.
__________________________________________
Síndico (a)
___________________________________________
Secretário (a)
71
ANEXO B – Termo de Adesão
TERMO DE ADESÃO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE
ÁGUA COM MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA NAS UNIDADES AUTÔNOMAS DO
CONDOMÍNIO
A COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS – COPASA MG, sociedade
de economia mista, por ações, de capital autorizado, organizada pelo Estado de Minas Gerais,
com fundamento na Lei Estadual nº 2.842, de 05 de julho de 1963 e no Decreto Estadual nº
7.200, de 04 de outubro de 1963, reestruturada com fundamento na Lei Estadual nº 6.084, de
15 de maio de 1973 e no Decreto nº. 15.512, de 30 de maio de 1973, com as alterações da Lei
nº. 6.475, de 14 de novembro de 1974 e Lei Estadual 13.663/00, de 18 de julho de 2000, com
sede na Rua Mar de Espanha, n° 525, bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte – MG,
doravante denominada simplesmente COPASA MG, devidamente representada, de outro
lado o CONDOMÍNIO ________________________________________, associação sem
fim lucrativo, inscrita no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda – CNPJ
sob o n°. _________________ localizado à rua
____________________________________________________ n°.____, bairro
__________________, cidade ________________________ – MG, neste ato representado
pelo(a) Síndico(a), eleito(a) conforme ata n° _______da Assembléia Extraordinária dos
Condôminos realizada em __/__/____, o(a) Sr.(a) __________________, inscrito(a) no CPF
n°________________ e portador(a) do RG n° ___________SSP___, natural de
_______________, estado civil _____________, devidamente autorizado(a) conforme Ata de
Assembléia Geral Extraordinária do dia __/__/____ e registrada no ______ Tabelionato de
Protesto e Registro de Pessoas Jurídicas, Títulos e Documentos sob o n°_______, que
aprovou a Medição Individualizada de Água nas unidades autônomas, doravante denominada
simplesmente CONDOMÍNIO e os Condôminos devidamente identificados ao final deste
contrato, doravante denominados CONDÔMINO.
As partes, COPASA MG, CONDOMÍNIO e CONDÔMINOS, firmam entre si o presente
termo de adesão, na conformidade das cláusulas e condições a seguir, às quais mutuamente se
obrigam:
CLÁUSULA PRIMEIRA
Este termo de adesão tem por objeto a prestação de fornecimento de água com Medição
Individualizada para cada unidade autônoma que integra o condomínio.
72
Parágrafo Primeiro
A Medição Individualizada de Água deverá ser executada conforme normas e procedimentos
estabelecidos pela COPASA MG.
Parágrafo Segundo
A Medição Individualizada somente será aplicada à água fornecida pelo sistema público de
abastecimento de água.
Parágrafo Terceiro
CONDOMÍNIO e CONDÔMINOS têm ciência e concordam com o Regulamento dos
Serviços Públicos de Água e Esgoto Prestados pela COPASA, ao qual aderem expressamente.
Parágrafo Quarto
O CONDOMÍNIO e os CONDÔMINOS declaram, neste ato, que a aprovação da
implantação da Medição Individualizada, pela Assembléia Geral Extraordinária de
Condôminos, ocorreu em absoluta conformidade com o Estatuto do Condomínio, e assumem
inteira e exclusiva responsabilidade pela forma e pelos efeitos daquela aprovação, bem como
pela veracidade e exatidão de todos os termos da correspondente Ata da Assembléia
apresentada à COPASA MG.
CLÁUSULA SEGUNDA
As adequações nas instalações prediais necessárias à efetivação da Medição Individualizada
serão realizadas por conta e às expensas do CONDOMÍNIO, que deverá, dentre outras
coisas, contratar uma empresa e/ou profissional habilitado, com registro junto ao CREA, para
confecção do projeto e execução das reformas e construções necessárias.
Parágrafo Primeiro
As modificações nas instalações prediais necessárias à efetivação da Medição Individualizada
no imóvel são de inteira responsabilidade do CONDOMÍNIO, tanto perante a COPASA MG
quanto perante os seus CONDÔMINOS e terceiros.
Parágrafo Segundo
Em caso de redimensionamento hidráulico de qualquer unidade autônoma, o CONDOMÍNIO
e o CONDÔMINO ficam obrigados a solicitar a substituição do hidrômetro à COPASA
MG.
CLÁUSULA TERCEIRA
Pelos serviços de água/esgoto os CONDÔMINOS pagarão mensalmente à COPASA MG,
através das contas, os volumes medidos e os valores calculados com base na estrutura tarifária
vigente na COPASA MG.
Parágrafo Primeiro
73
A medição do consumo de água será apurada com base na leitura do hidrômetro individual
instalado em cada unidade autônoma, bem como do hidrômetro principal, ou nas demais
formas regulamentadas pela COPASA MG.
Parágrafo Segundo
Quando o hidrômetro principal registrar consumo superior à somatória do consumo dos
hidrômetros individuais, a diferença apurada será rateada em partes iguais, que serão lançadas
nas contas das unidades autônomas.
Parágrafo Terceiro
O atraso no pagamento de qualquer uma das contas individualizadas implicará na adoção das
medidas previstas na política de cobrança da COPASA MG, bem como na legislação que
regulamenta as suas atividades.
Parágrafo Quarto
As punições pecuniárias decorrentes de infrações apuradas pela COPASA MG serão rateadas
entre todas as unidades autônomas, salvo aquelas que, comprovadamente, forem relacionadas
a unidade(s) autônoma(s) específica(s).
Parágrafo Quinto
As contas de água/esgoto serão emitidas às unidades autônomas que mantiverem o ponto de
serviço ativo.
Parágrafo Sexto
Nos imóveis com medição individualizada que possuem também sistema próprio de
abastecimento, o volume faturado de esgoto corresponderá ao volume individual de água,
referente ao sistema público, somado ao rateio do consumo de água referente ao sistema
próprio.
CLÁUSULA QUARTA
A instalação dos hidrômetros nas unidades autônomas, para a definitiva implantação do
sistema de Medição Individualizada, somente será realizada após a quitação completa de
eventuais débitos do CONDOMÍNIO para com a COPASA MG.
CLÁUSULA QUINTA
Conforme estabelece o Regulamento dos Serviços Públicos de Água e Esgoto Prestados pela
COPASA, a responsabilidade desta pela manutenção dos componentes de distribuição de água
restringe-se ao ramal predial e aos hidrômetros principal e individuais de sua propriedade.
CLÁUSULA SEXTA
O CONDOMÍNIO e os CONDÔMINOS, desde já, facultam à COPASA MG o acesso de
seus prepostos e funcionários, devidamente credenciados, às suas propriedades e
74
dependências, para a realização de quaisquer atividades relacionadas aos serviços de
abastecimento de água, comprometendo-se, ainda, a fornecerem os dados e informações que
lhes forem solicitadas, pertinentes ao funcionamento dos aparelhos e instalações que estejam
integrados aos sistemas de abastecimento de água da COPASA MG, bem como informações
cadastrais.
CLÁUSULA SÉTIMA
A COPASA MG procederá à leitura dos hidrômetros mensalmente ou em outro período por
ela definido, conforme seu calendário de faturamento. Leituras adicionais poderão ser feitas a
critério da COPASA MG, sendo-lhe sempre permitido o acesso previsto na Cláusula Sexta,
para tal finalidade.
Parágrafo Primeiro
Na hipótese de ocorrer qualquer fato que impossibilite a leitura dos hidrômetros, para a
apuração do consumo real do mês, a cobrança será feita tomando-se por base a média de
consumo existente ou consumo estimado, conforme normas regulamentares da COPASA
MG.
Parágrafo Segundo
A Medição Individualizada não impedirá a cobrança pelo sistema de tarifação mínima, nos
termos da legislação vigente.
Parágrafo Terceiro
Os hidrômetros deverão ser instalados seguindo a padronização definida pela COPASA MG,
em áreas de uso comum, em locais de fácil acesso e protegidos adequadamente.
Parágrafo Quarto
Fica vedada qualquer interligação entre as unidades autônomas do condomínio, estando
CONDÔMINOS e CONDOMÍNIO cientes que tal conduta caracteriza infração punível
conforme Regulamento dos Serviços Públicos de Água e Esgoto Prestados pela COPASA.
CLÁUSULA OITAVA
É vedado ao CONDOMÍNIO e aos CONDÔMINOS cederem água a terceiros, seja a que
titulo for, conforme previsto no Regulamento dos Serviços Públicos de Água e Esgoto
Prestados pela COPASA.
CLÁUSULA NONA
Este termo de adesão terá prazo de vigência indeterminado, vigorando enquanto perdurar a
prestação dos serviços.
CLÁUSULA DÉCIMA
75
Para os casos omissos no presente contrato, acordam as partes o emprego subsidiário das
regras gerais constantes no Regulamento dos Serviços Públicos de Água e Esgoto Prestados
pela COPASA e na legislação específica vigente.
CLÁUSULA DÉCIMA – PRIMEIRA
O atraso ou omissão das partes no exercício dos direitos que lhes assistem, na forma do
presente contrato, não poderá ser interpretado como renúncia a tais direitos e nem em
alteração das cláusulas contratuais.
Parágrafo Único
As concessões porventura realizadas pela COPASA MG não implicarão em alterações
contratuais, não podendo ser caracterizadas como novação.
CLÁUSULA DÉCIMA – SEGUNDA
Para dirimir quaisquer controvérsias oriundas das cláusulas deste Instrumento Obrigacional,
elegem as partes o Foro da Comarca de Belo Horizonte - MG, com renúncia a qualquer outro,
por mais privilegiado que seja.
E, por estarem assim, justas e combinadas, assinam as partes o presente contrato em 03 (três)
vias de igual teor e para um só efeito, na presença de duas testemunhas abaixo nomeadas, que
também o assinam.
Belo Horizonte, ____ de _______________ de 20.....
_________________________________
CONDOMÍNIO
Testemunhas:
Nome:___________________________
RG:______________________________
CPF:____________________________
Nome:__________________________ RG:______________________________
CPF:___________________________
CONDÔMINOS:
Unidade n.º _____ Nº de moradores:_____
Nome
(proprietário):__________________________________
RG:___________
CPF:__________________ ______________________________________
Assinatura
Unidade n.º _____ Nº de moradores:_____
Nome
(proprietário):__________________________________
CPF:__________________ ______________________________________
Assinatura
RG:___________
76
Unidade n.º _____ Nº de moradores:_____
Nome
(proprietário):__________________________________
RG:___________
CPF:__________________ ______________________________________
Assinatura
Unidade n.º _____ Nº de moradores:_____
Nome
(proprietário):__________________________________
RG:___________
CPF:__________________ ______________________________________
Assinatura
Unidade n.º _____ Nº de moradores:_____
Nome
(proprietário):__________________________________
RG:___________
CPF:__________________ ______________________________________
Assinatura
Unidade n.º _____ Nº de moradores:_____
Nome
(proprietário):__________________________________
RG:___________
CPF:__________________ ______________________________________
Assinatura
Unidade n.º _____ Nº de moradores:_____
Nome
(proprietário):__________________________________
RG:___________
CPF:__________________ ______________________________________
Assinatura
Unidade n.º _____ Nº de moradores:_____
Nome
(proprietário):__________________________________
RG:___________
CPF:__________________ ______________________________________
Assinatura
Unidade n.º _____ Nº de moradores:_____
Nome
(proprietário):__________________________________
CPF:__________________ ______________________________________
Assinatura
RG:___________
77
ANEXO C – Procuração
PROCURAÇÃO
OUTORGANTE: (Nome do Outorgante), (Nacionalidade), (Estado Civil), (Profissão),
Carteira de Identidade nº (xxx), C.P.F. nº (xxx), residente e domiciliado na Rua (xxx), nº
(xxx), bairro (xxx), Cep (xxx), Cidade (xxx), no Estado (xxx).
OUTORGADO: (Nome do Outorgado), (Nacionalidade), (Estado Civil), (Profissão),
Carteira de Identidade nº (xxx), C.P.F. nº (xxx), residente e domiciliado na Rua (xxx), nº
(xxx), bairro (xxx), Cep (xxx), Cidade (xxx), no Estado (xxx).
Através do presente instrumento particular de mandato, o OUTORGANTE nomeia e
constitui como seu procurador o OUTORGADO, concedendo-lhe poderes para, em seu
nome, providenciar e assinar o Termo de Adesão para Prestação de Serviço de Fornecimento
de Água Com Medição Individualizada nas Unidades Autônomas do Condomínio,
relativamente ao imóvel situado na Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx), CEP (xxx), Cidade
(xxx), no Estado (xxx), de propriedade do OUTORGANTE, autorizando-o, para tanto, que o
represente junto à COPASA MG.
Belo Horizonte, ___ de __________ de ________.
_______________________________________
(Nome e assinatura do Outorgante)
78
ANEXO D – Relação de Hidrômetros
RELAÇÃO DOS HIDRÔMETROS A SEREM INSTALADOS PELA COPASA
DADOS DO IMÓVEL
Endereço:
Matrícula:
DADOS DO SÍNDICO
Nome:
Assinatura:
Unidade Consumidora
1,5 m3/h
Hidrômetro
Hidrômetro
(Água Fria)
(Água Fria)
3 m3/h 5 m3/h 10 m3/h 3 m3/h 5 m3/h
Notas:
1- Todas as unidades deverão ser informadas. Se necessário, utilize mais de uma página.
2- Para cada unidade marque com um “X” a capacidade do(s) hidrômetro(s)
correspondente(s).
79
ANEXO E – Especificacões da Central de Coleta e Armazenamento de Dados
A Central de Coleta e Armazenamento de Dados deverá apresentar as seguintes
características:
1. Receber, de forma contínua, os sinais pulsados gerados por todos os hidrômetros instalados
no imóvel pela COPASA (principal(is), individuais, e da fonte alternativa de abastecimento,
se houver);
2. Ter a capacidade de reconhecer sinais gerados por qualquer medidor de saída pulsada
disponível no mercado, independente de marca, capacidade e modelo do medidor ou das
características do sinal;
3. Receber e armazenar a relação de conversão volume (em litros) por pulso, para cada um
dos hidrômetros individuais e do(s) hidrômetro(s) principal(is) do imóvel. Esta relação de
conversão poderá ser de 01 a 1000 litros;
4. Acumular os sinais pulsados recebidos de cada um dos hidrômetros do imóvel, tomando
como referência, as relações de pulso/volume de cada um dos hidrômetros e armazenar os
valores acumulados de leitura, em metros cúbicos e sub-múltiplos de metros cúbicos;
5. Manter todas as informações em memória não volátil, de forma a preservar os dados em
caso de falta de energia ou de desligamento do equipamento;
6. Possuir sistema de baterias, com autonomia mínima de 48 horas, de forma a manter o
funcionamento da Central, para que a mesma possa continuar a receber os pulsos e acumular
as leituras dos hidrômetros, em caso de falta de energia ou de desligamento do equipamento;
7. Registro de alarme quando de interrupção da comunicação dos pulsos entre a Central e
cada um dos hidrômetros em caso de falta de energia na Central que ultrapasse à autonomia
de funcionamento da bateria. Esta ocorrência deverá ser registrada para cada um dos
hidrômetros;
A ocorrência registrada no alarme deverá ser apagada automaticamente sempre que houver
transmissão de dados para o coletor, ou em 35 dias corridos quando não houver transmissão
de dados.
O alarme deverá ser exibido no display, obrigatoriamente, por meio do código de ocorrência
“71”, e, desejavelmente, por meio de indicador luminoso.
8. Definição de nível de acesso exclusivo com senha que permita à COPASA a manutenção
dos dados;
A Central deverá utilizar um algoritmo para validação da senha, em função da matrícula do
usuário (empregado da COPASA). A fórmula para seu cálculo será disponibilizada pela
concessionária ao fornecedor do equipamento, quando da sua instalação.
80
9. Receber e armazenar informações de identificação de cada um dos hidrômetros do imóvel,
com acesso limitado por senha:
Nome do campo
Nº de posições
Tipo de campo
1 Matrícula
11
numérico
2 Tipo de complemento
2
alfanumérico
3 Número do complemento
12
alfanumérico
4 Tipo do ponto de serviço
1
alfa
5 Nº do ponto de serviço
2
numérico
6 Nº do hidrômetro
12
alfanumérico
7 Leitura por ponto
9
numérico
8 Relação pulso/volume
4
numérico
9 Alarme (ocorrência “71”)
2
numérico
10. Ter capacidade para armazenar, em uma única Central, as informações referentes a todos
os hidrômetros instalados pela COPASA;
11. Possibilidade de alteração das leituras armazenadas, com acesso limitado por senha
exclusiva, conforme definido acima, para o caso de substituição dos hidrômetros, ou quando
ocorrer diferença entre as leituras armazenadas na Central e as indicadas pelos hidrômetros
individuais e também pelo(s) hidrômetro(s) principal(is) do imóvel.
A atualização da Central pela Copasa significará digitar a(s) mesma(s) leitura(s) registrada(s)
no(s) hidrômetro(s) sem que seja necessário fazer ajuste(s) manual(is) para compensar
registros prévios em equipamentos instalados entre os hidrômetros e a Central;
12. Permitir interface homem máquina, para acesso às informações armazenadas dos
hidrômetros, com as seguintes características:
•
menu em português;
•
display instalado na própria Central ou adjunto a esta, com, no mínimo, 4 linhas por
20 colunas cada;
•
teclas de navegação, que permitam a visualização das informações armazenadas de
todos os hidrômetros;
•
dispor de iluminação interna para permitir visualização noturna;
81
•
alarme luminoso, desejavelmente.
13. O display deverá permitir 2 formatos diferentes para apresentação dos dados, com
possibilidade de comutação entre eles, dependendo da necessidade do operador:
Tela de entrada:
O
P
Ç
A
O
:
1
-
C
O
N
S
U
L
T
A
2
-
M
A
N
U
T
E
N
Ç
A
O
D
A
D
O
S
Opção 1 (Consulta) – tela para acesso às leituras dos hidrômetros, contemplando as seguintes
informações:
•
matrícula do imóvel;
•
identificação da unidade consumidora (tipo e número do complemento);
•
identificação do ponto de serviço (tipo e nº);
•
leitura;
•
indicação de alarme de falta de energia na Central;
•
número do hidrômetro.
Caso exista ocorrência de alarme, sua indicação deverá ser de forma intermitente.
Esta tela deverá contemplar apenas a consulta aos dados, não sendo permitida sua alteração.
Exemplo:
M
A
T
.
:
1
2
3
4
A
P
:
1
0
0
0
T
I
P
O
P
S
:
A
L
E
I
T
U
R
A
:
1
A
L
A
R
M
E
:
7
1
H
I
D
R
Ô
M
.
:
A
5
2
0
6
7
8
9
0
1
N
U
M
.
P
S
:
3
4
5
6
7
8
9
7
N
1
2
3
4
0
5
1
6
R
82
Opção 2 (Manutenção de dados)
Tela 1 de acesso à manutenção de dados:
U
S
U
A
R
I
S
E
N
H
A
:
O
:
Tela 1 de acesso à manutenção dos dados
Nome do campo
Nº de posições
Tipo de campo
1 Usuário
5
numérico
2 Senha
5
numérico
Tela 2 para acesso à manutenção dos dados:
M
A
T
R
I
C
U
L
A
:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
0
1
Tela 2 de acesso à manutenção dos dados
Nome do campo
Nº de posições
Tipo de campo
1
11
numérico
Matrícula
Obs: a chave para proceder o início da manutenção dos dados será a “matrícula” da unidade.
Não deverá ser exigida a digitação de eventuais “zeros” à esquerda desse número.
Dados a serem contemplados na tela:
•
matrícula do imóvel;
•
identificação da unidade consumidora (tipo e número do complemento);
•
identificação do ponto de serviço (tipo e nº);
•
leitura atual;
83
•
alarme;
•
número do hidrômetro;
•
relação de conversão de volume por pulsos do hidrômetro.
Considerando a quantidade de dados a serem disponibilizados no display, esta opção poderá
ser apresentada em duas telas distintas, com movimentação através de teclado.
Exemplo:
M
A
T
.
:
1
2
3
4
A
P
:
1
0
0
0
T
I
P
O
P
L
E
I
T
U
A
L
A
R
H
I
D
P
U
L
5
S
:
A
R
A
:
1
M
E
:
7
1
R
Ô
M
.
:
A
0
7
S
O
S
:
0
1
0
0
2
6
7
8
9
0
1
N
U
M
.
P
S
:
3
4
5
6
7
8
9
N
1
2
3
4
0
5
1
6
R
14. Para permitir o envio dos dados ao coletor da COPASA, a Central deverá gerar um
arquivo no formato texto, com o lay-out definido abaixo.
Este arquivo deverá ser salvo em memória não volátil, a intervalos regulares de 01 hora.
Nome do campo
Nº de posições
Tipo de campo
1
Matrícula
11
numérico
2
Tipo de complemento
2
alfanumérico
3
Número do complemento
12
alfanumérico
4
Tipo do ponto de serviço
1
alfa
5
Nº do ponto de serviço
2
numérico
6
Nº do hidrômetro
12
alfanumérico
84
7
Leitura por ponto
9
numérico
8
Relação pulso/volume
4
numérico
9
Alarme (ocorrência “71”)
2
numérico
15. Disponibilização dos dados a partir de uma comunicação sem fio, para coletor portátil de
dados da COPASA, através de transmissão de arquivo texto, utilizando comunicação
Bluetooth ou Wi-fi.
16. A Central deverá permitir o cadastramento de senha que será utilizada durante o processo
de autenticação (pareamento) na comunicação Bluetooth ou Wi-fi, de forma a garantir a
confidencialidade dos dados entre esta e o coletor.
Bluetooth:
Padrão de comunicação sem fio que permite a transmissão de dados entre dispositivos
compatíveis com a tecnologia. A transmissão de dados é feita através de radiofreqüência
permitindo que um dispositivo detecte o outro independente de suas posições, desde que
estejam dentro do limite de proximidade.
Padrão a ser utilizado:
•
Classe 2: potência máxima de 2,5 mW, alcance de até 10 metros;
•
Versão 2.0 ou superior, com taxa de transmissão de dados média de 3 Mbps.
Wi-Fi:
Tecnologia de conectividade sem fio. A transmissão de dados é feita por sinais de rádio
freqüência.
Padrão a ser utilizado: WI-FI 802.11g.
Download

estudo sobre a implantação da medição