caderno de atividades
Norma Vasconcellos
Rejane Karam
Jussara Casarin
Théo Gomes
Carlo Andrei
Teresa Poester
Marta Loguércio
Marly Meira
Consuelo Cuerda
Heloísa Beckman
Memórias do meu lugar mostra a produção de
dez artistas bageenses, cada um com suas peculiaridades e processos de imagens tangenciados
pela memória e diferenciação de caminhos: percorridos - percebidos - construídos.
Esta mostra em uma 1ª edição, se contrapõe aos
não lugares da supermodernidade e inaugura o
mês de julho na cidade de Bagé celebrando o Lugar e seu espírito.
ação educativa
Memórias do Meu Lugar
A primeira edição da mostra “Memórias do Meu Lugar”, organizada pelo Da
Maya Espaço Cultural é, antes de tudo, uma ação afirmativa.A Afirmação,
por primeiro, da arte que é produzida em Bagé ou por aqueles, que filhos deste lugar, foram buscar outras paragens e, agora se encontram aqui reunidos.
Afirmar sim! Mas com delicadeza e atenção. Aqui é possível que o olhar do
visitante da exposição perceba como cada um destes artistas operam sobre
o seu lugar, a memória, a arte, sua história em diferentes posicionamentos.
Toda obra produzida é uma pergunta e um processo de abri-la para verter
novos sentidos que não encerram a questão mas expandem as possibilidades de pensa-la. Portanto a delicadeza e a atenção, solicitadas aqui, abrem
caminhos para que possamos meditar sobre como estes diversos posicionamentos acerca do que é arte, dos seus processos de criação e exibição carecem
(ou não) de outras instâncias a serem produzidas na cidade. Espaços onde
artistas, teóricos e professores possam reunir-se, trocar, compartilhar saberes
e produzi-los também.
O Da Maya, com esta mostra, deixa aberta a sua porta para ser um destes
espaços. No entanto, daqui do nosso lugar, esperamos que esta seja apenas
um impulso para mais portas, mais visibilidade, mais troca e mais mundo
filtrado por aquilo que a arte pode.
Igor Simões
Equipe Da Maya Espaço Cultural.
o caderno de atividades
Como colocar em um mesmo ciclo de pensamento alunos de escolas,
visitantes expontâneos do espaço cultural, artistas e ação educativa? Não
sabemos. E não sabê-lo é muito bom. Bom, posto que é desse não saber que
surgem os movimentos, as pontes, as buscas de possibilidades. São, todas
elas, registros deste tatear no escuro. Disto nasce esse caderno de atividades. A partir deste ano, o Da Maya Espaço Cultural, estabeleceu como uma
de suas ações, um caderno de atividades, disponível em versão online em
nosso sítio na Internet, e com cópias impressas que são disponibilizados
para professores da rede que visitam o espaço.
Nesta edição, ele ganha uma nova forma. Quase toda a sua redação é feita
por artistas que participam da exposição “Memória do Meu Lugar”. Os motivos são muitos: fazer ouvir como estes artistas propõem que seu trabalho
ecoe naquele que se permite estar diante dele; qual o caminho escolhido
por cada um: procedimental, técnico, poético, processual; são exercícios no
melhor sentido da palavra. Exercitar o ver da arte como quem exercita um
corpo que mergulha, que corre, que se desloca.
Memória, memória do meu lugar... Como se constrói a memória de uma
exposição? catálogos e registros de diferentes maneiras e formatos. Também
o caderno tenta cumprir um pouco desse caminho de registro. Registro da
mostra, registro dos artistas que participaram dela. Essa edição abre apresentando cada um dos artistas convidados e, um pouco de suas trajetórias e dos
caminhos trilhados entre a terra de origem e os territórios criados e inventados pelos seus fazeres. Cabe ainda outro comentário: ficamos o tempo todo
pensando quantas vezes fomos perguntados sobre
o rosto que tem o artista que cria o trabalho que
vemos na sala. Como ele é? Que idade tem? Esse
interesse que pode soar em muitos como reflexo
de um fetiche do mercado cultural que transforma
o criador em celebridade, nos chega de maneira
mais doce e simples: estas perguntas são muito
freqüentes em adultos e crianças que freqüentam
a exposição. Talvez porque no imaginário geral
ainda more um artista velho e morto, como um
algo distante e inatingível. Daí a escolha de fotografias que apresentem cada um dos artistas que a
mostra traz.
Paisagem, criação e memória se atravessam nos
trabalhos e nas propostas aqui apresentadas.
Também se abre um pouco de espaço para questionar: quem são estes artistas? Como se forma
um artista? Onde um artista estuda? Temas não
menos importantes.
Como se pode ver, foi buscando no escuro que
construímos nossas perguntas e foi no exercício
constante de pensá-las que construímos este
caderno. Esperamos que ele seja acessado, lido,
resignificado e que a partir dos seus olhos faça
acender muitas outras interrogações.
Igor Simões
artistas
CARLO ANDREI
Nascido em 1973.
PRINCIPAIS EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
• Casa de Cultura Pedro Wayne, Museu da Gravura Brasileira,(Bagé)
• Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal (Porto Alegre, Garibaldi)
PRINCIPAIS EXPOSIÇOES COLETIVAS
• Casa de Cultura de Maldonado (Uruguai)
• Conservatório Grassi (Melo)
• Museu do Trabalho do RS (Porto Alegre)
PRINCIPAIS PREMIAÇÕES
• 1° Lugar na categoria “pintura” no Salão de Artes de Pelotas
• 1° Lugar na categoria ‘Pintura” no Sesi Descobrindo Talentos
(etapa regional - Porto Alegre)
• Classificado na 10ª Mostra do Desnho Brasileiro (Curitiba)
• Trabalho selecionado para ilustrar o - Double Bass Symposium da
• University of Southern Mississipi in Hatt iesburg, nos Estados
Unidos, em 2007 e 2010.
SEM TÍTULO
Técnica acrílica
Dimensão 80 cm X 90 cm
Ano: 2014
SEM TÍTULO
SEM TÍTULO
Técnica: acrílica
Dimensão: 120x80cm
Ano: 2014
Técnica acrílica
Dimensão 60 cm x 90 cm
Ano: 2014
CONSUELO CUERDA
Formação: Desenho e Plástica e Educação Artística – professora
estadual e universitária (URCAMP) de 1973 até 2005. Responsável
pelas disciplinas de Xilogravura, Gravura em Metal, Cerâmica,
Expressão Plástica I, Composição Plástica III entre outras. Pósgraduada em Teoria e Crítica das Artes Contemporâneas. Vice
Diretora da Faculdade de Belas Artes em 1985 e coordenadora
do Laboratório de Artes Visuais do CENARTE, durante 15 anos.
Fez vários cursos de aprofundamento, principalmente em gravura
e outras formas de expressão, como desenho, pintura, cerâmica,
processos de estampagem gráfica entre outros, com vários professores e artistas plásticos entre eles: Armando Almeida, Danúbio
Gonçalves, José Carlos Roth, Virginia Quites, Paulo Porcela, Rubem Grilo, Maria Emília Campos, Carlos Fajardo, Iara Guasque,
Eliana Santos Rocha, Regina Holwailer, Maria Estela Salvatori,
Milton Urdigh, Evandro Carlos Jardim, Trindade Leal, Jorge Fernandez Chiti, Alex Gama, George Korns, Mara Caruso, Anico
Herskovits, entre outros.
Participou de várias exposições coletivas e individuais em Bagé,
em vários estados do Brasil e no exterior; inúmeros seminários,
congressos e encontros de Arte Educação. Fez parte do Núcleo de
Gravura do Rio Grande do Sul.
PRINCIPAIS EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS:
1997 • Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo – ILA UFPEL – Pelotas/RS
1994 • Câmara de Vereadores – Santa Maria/RS
1993 • Espaço Arte – Bagé/RS
2002 • Centro Municipal de Cultura – Porto Alegre/RS
2001 • Pequenos Formatos – Museu da Gravura Brasileira – Bagé /RS
2000 • Museo Nacional del Grabado – Buenos Aires – Argentina
1999 • Arte Gráfica Gaúcha- Passo Fundo/RS
1998 • Galeria Cacco Zanchi – Holanda
1998 • España Luz y Color – Casa de Cultura Pedro Wayne
1998 • Arte Gráfica Gaúcha – Museu Nacional de Belas Artes –
Rio de Janeiro
1997 • O Índio e a Terra – Espaço FAX – MALG/ILA/UFPEL –
Pelotas
1997 • Momentos de Bagé – Assembleia Legislativa do Estado do
Rio Grande do Sul – Porto Alegre/RS
1997 • Centro Municipal de Cultura – Gramado/RS
1997 • Pan de Azucar – Punta de Leste, Tacuarembó e Piriápolis
– Uruguay
1997 • Mulheres Expondo Mulheres Integrasul – Pelotas/RS
1997 • Gravura Gaúcha em Bagé – Núcleo de Gravura do Rio
Grande do Sul – Museu da Gravura Brasileira – Bagé/RS
1996 • Arte Sul – MAC – Porto Alegre/RS
1996 • Jornada da Integração – Melo – Uruguay
1996 • Museu do Trabalho –Porto Alegre/RS
1993 • UFSM – Sala Claudio Carricondi - Santa Maria/RS
1993 • Itaimbé Palace Hotel – Santa Maria/RS
1992 • Casa de Cultura Mário Quintana – Porto Alegre/RS
1989 • Centro Municipal de Cultura Mario Quintana – POA/RS
1687 • FUNREI – São João del Rey – Minas Gerais
1986 • Prefeitura Municipal de Pelotas – Integrasul/ RS
1994 • Fundação Cultural de Canela – RS
1993 • Casa da Xilogravura em Campos do Jordão – SP
1992 • Breche Galeria de Arte – Rio Grande/RS
2002 • Painel “Pax in Terra” Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo Pelotas /RS
1999, 1998, e 1996 • Mini – Print Internacional de Cadaqués – Barcelona – Espanha
1997 • III Salão da UNAMA de Pequenos Formatos - Belém/PA
1996 • 1º Salão SESC de gravura – Rio de Janeiro/RJ
1996 • 10º Salão de Arte de Novo Hamburgo/RS
1996 • 10º Mostra Cascavelence de Artes Plásticas – Cascavel PR
1994 • Mensão Especial no Salão Latino-Americano de Artes Plásticas de Santa Maria/RS
1994 • 2º Salão FUNDARTE Desenho e Gravura- Montenegro/RS
1993 • 1º Salão de Artes Plásticas de Londrina/PR
1993 • Mensão Honrosa no 1º Salão da Gravura da FUNDARTE
– Montenegro/RS
Fez parte da comissão julgadora no IX e X Salão de Inverno Internacional de Artes Plásticas – Santana do Livramento/RS.
Atualmente possui um grupo de cerâmica que trabalha com propostas e expõe regularmente em Bagé e outras cidades do Rio
Grande do Sul.
SEM TÍTULO
Técnica: Acrílica
Dimensão: 80 cm x 1.0 m
Ano: 2014
HELOÍSA BECKMAN
Heloísa Beckman nasceu em Bagé.
Formada em Ciências Sociais, Educação artística eDesenho e
Plástica na URCAMP.
Especialização em Sociedade, Cultura e Política da América Latina e Pós Graduada em Teoria e Crítica da Arte Contemporânea
Como pintora e gravurista participou de inúmeras exposições coletivas emBagé , em várias cidades do Rio Grande do Sul e também no Uruguai.
Selecionada para realizar exposições individuais em Bagé, Montenegro, Novo Hamburgo, Pelotas e Porto Alegre.
Seus trabalhos em gravura foram expostos , selecionados e premiados em Porto Alegre, Novo Hamburgo, Santa Maria, Cascavel, Montenegro, Londrina e ainda na Espanha, Suíça e França.
Participante de diversos grupos culturais da cidade: NPHTT,
Ecoarte, Associação Pró Santa Thereza, Associação dos Amigos
da Casa de Cultura Pedro Wayne, Compreb.
Hoje dedica-se à pintura e cerâmica. Também à pesquisa ,
apresentando trabalhos sobre o Patrimônio da região .
POÉTICA DAS MORADAS
POÉTICA DAS MORADAS
Técnica: Acrílica
Dimensão: 1 m x 80 cm
Ano: 2013
Técnica: Acrílica
Dimensão: 80 cm x 1.0 m
Ano: 2013
JUSSARA CASARIN
Jussara Valente Casarin, natural de Canguçu, reside há 44 anos
em Bagé. Formada em Educação Artística (Urcanp). Fez diversos
cursos de aperfeiçoamento com Marli Meira, Carmen Pinho, João
Luiz Roth, Danúbio Gonçalves, Paulo Porcella, Tereza Poester,
Regina Olhweiller, entre outros. Participou de diversas exposições
individuais e coletivas. Em Gramado,Porto Alegre, Pelotas, Alegrete, Santana do Livramento, Uruguai e Itália. Compartilha, há
15 anos, o Atelier na sala 18 do Iporã Center, com outra artísta
plástica Norma Vasconcellos.
SEM TÍTULO
Técnica Acrílica
Dimensão 80 cm x 1.50 m
Ano: 2014
MARLY MEIRA
Doutora em Educação, pesquisadora. Graduada em Artes Plásticas, especialização Teoria e Crítica da Arte Contemporânea
(URCAMP), Artes Plásticas: Teoria e Práxis (PUC) em Educação
e Arte.
Cidadã Bageense (Câmara de Vereadores)
ÁREAS DE PESQUISA: filosofia da criação, estética do cotidiano, poéticas contemporâneas. Fundamentos artístico/estéticos na Educação, formação de arte-educadores, Política cultural, questões
envolvendo Ecologia e Arte..
Artista plástica com uma produção que dá ênfase às imagens
do cotidiano, especialmente aos espaços que confi guram a paisagem da campanha gaúcha, sua gente, suas práticas ligadas à
natureza.
Ex-Presidente da Associação Gaúcha de Arte-Educação e do
ConselhoMunicipal de Cultura (Bagé).
Ex-Diretora do Curso de Educação Artística e Centro de Arte (CENARTE-URCAMP)
CONTATO:
Endereço residencial:
Rua Gonçalves Dias 1075 ap 1503 PAlegre Rs
Fone: 51 32312446
Email: meiraly @gmail.com
PUBLICAÇÕES:
• Filosofia da criação - reflexões sobre o sentido do sensível. Porto
Alegre,Ed.Mediação, 2003.
• Arte,afeto e educação. Co-autora com Silvia Pilloto.P.Alegre,Mediação:2010
• O sentido de aprender pelos sentidos. Em Arte/Educação.Ensinar e aprender no ensino básico. Org. Silvia Pilloto e Letícia Bohn.
Joiville.SC: 2014
• Educação estética, arte e cultura do cotidiano. In Pillar, Analice Dutra (org) A educação do olhar. Porto Alegre, Ed.Mediação,
1999.
• Reflexões sobre arte na escola. In n. 15 - Jornal Fazendo Artes
- MEC/FUNARTE, 1989.
• Cultura e visibilidade. Guia do Dirigente da Cultura II – publicação da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
- FAMURS/CODIC. Porto Alegre, 2000.
• Educação estética e subjetividade. Anais do Simpósio sobre Arte-Educação e a Construção do Cotidiano. Bagé, Ed. CECOM/
URCAMP, 1992.
• A experiência da visibilidade. In Revista Coletâneas – Vol. 6,
núcleo temático n. 2. Porto Alegre, Ed. Da UFRGS, 1998.
SEM TÍTULO
Técnica acrílica
Dimensão 60 cm x 90 cm
Ano: 2014
SEM TÍTULO
Técnica acrílica
Dimensão 80 cm X 90 cm
Ano: 2014
MARTA LOGUÉRCIO
Nasceu em Bagé ( Rio Grande do Sul, Brasil , 1945 ) . Frequentou o
Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre de 1972 a 1981. Foi aluna
de Vasco Prado (desenho) e Danúbio Gonçalves ( xilogravura e litografia) .Com Mônica Zielinsky , fez o curso “Teorias da percepção”,
em 1991. Estudos livres em pintura.
Tem-se dedicado também ao ensino de litografia: em 1982 no Atelier
Livre da Universidade de Caxias do Sul e, nos anos subsequentes,
no MAM Atelier de Litografia de Porto Alegre. Neste espaço cultural,
que criou e manteve de 1981 a 1991, juntamente com Maria Tomaselli e Anico Herskovits, também se dedicou à edição de gravuras e
álbuns de diversos artistas, bem como ao treinamento de técnicos
litógrafos. Durante o ano de 2005 ,retomou esta atividade,ensinando
a técnica litográfica no Atelier Livre da Prefeitura de PortoAlegre.
Já participou de diversos projetos visuais no Rio Grande do Sul, em
outros estados brasileiros e em países como Argentina, ,Alemanha,
Espanha, EUA, Irlanda, Itália, Holanda, Polônia, Portugal, entre
outros.
Dedica-se ao desenho, à pintura , à gravura , à criação de obras
digitais sobre variados suportes e à fotografia. Vive e trabalha em
Porto Alegre.
PRINCIPAIS MOSTRAS INDIVIDUAIS:
1992 • Galeria Marisa Soibelmann (P. Alegre /RS)
1994 • Museu da Gravura Cidade de Curitiba (Curitiba, Paraná)
1995 • Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli ( P.Alegre /RS)
2002 • Museu da Gravura Brasileira ( Bagé ,RS )
2007 • “Uma certa intemporalidade”/Museu de Arte do Rio Grande
do Sul ( P.Alegre /RS)
2009 • “Obra Gráfica” / Galeria de Arte Dante Sfoggia do Instituto
Cultural Brasileiro-Norteamericano (P.Alegre/RS)
2011 • “Caderno de Desenho de Capa Azul” / Centro Cultural CEEE
Érico Veríssimo ( P.Alegre /RS )
2012 • Obra Atual - Casa de Cultura Pedro Wayne, Bagé, RS;
PROJETOS COLETIVOS MAIS RECENTES:
2009 • Porto Alegre Litografia Buenos Aires - Paço Municipal, Porto
Alegre, RS e Centro Cultural Borges, Buenos Aires, Argentina ;
• Grabados del Sur de Brasil - ( Sala Livio Abramo , Embai xada
do Brasil ) Assunção, Paraguai ;
2010 • Consórcio de Gravuras do Museu do Trabalho, Instituto de
Artes do RGS, Porto Alegre, RS;
2011 • Arte Litográfico del Cono Sur - Centre d’Art Contemporani
Can Sisteré , Can Sisteré, Espanha;
• 50 Anos Atelier Livre/ Gravura , Pinacoteca Aldo Locatelli, Paço
Municipal, Porto Alegre, RS;
2012 • O Museu Sensível, Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado
Malagoli, Porto Alegre, RS;
• Cultura que gera memória/ expressões de uma década, Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, Porto Alegre, RS, Brasil;
• Mapas de Influências, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São
Paulo, SP;
• Economia da Montagem, Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado
Malagoli, Porto Alegre, RS;
• Cromomuseu, Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli,
Porto Alegre, RS;
2013 • Is that right? / Mail Art, Law Court Gallery, Minden, Alemanha;
• Únicos e Múltiplos, Sala da Fonte do Paço Municipal , Porto Alegre, RS;
• Fotomobilização Catavento/ Bienal Aberta na 20ª Bienal Internacional de Curitiba, Espaço Web e Centro de Arte Digital do Portão
Cultural , Curitiba, PR;
• CUBO / Modelo para armar , Espaço Web e Instituto Universitario
ESEADE, Buenos Aires, Argentina;
• Magic Flute / Mail Art, Mekka Minden, Minden, Alemanha
e Pavilhão da Embaixada da Alemanha na Bienal de Veneza, Itália;
SEM TÍTULO
Técnica: fotografia
Dimensões variáveis
Exemplar da mostra 65x52,5 cm
Ano: 2008
SEM TÍTULO
Técnica: digital
Dimensões variáveis
Exemplar da mostra 73x50 cm
Ano: 2014
NORMA VASCONCELLOS
BREVE CURRÍCULO
Nascida em Pelotas RS em 23/03/45
Residente em Bagé RS — Rua Bento Gonçalves 257 E
CEP 96425-370 Fone: 0(xx) 53 2421127
FORMAÇÃO:
Curso de Pós-Graduação em Teoria e Crítica da Arte
Contemporânea — URCAMP Cursos Livres de Desenho e
Pintura com:Marly Meira, Judite Plentz, StinaBeckman,
Danúbio Gonçalves (I e II), João Luiz Roth (I e II), Paulo
Porcella, Teresa Poester
ALGUMAS PARTICIPAÇÕES EM EXPOSIÇÕES:
Mostras Coletivas de Arte em:
• Bagé
Casa de Cultura “Pedro Wayne”
Galeria Ouro do Banco do Brasil
Aeroporto de Bagé
Sobrado Galeria de Arte
Biblioteca Central da URCAMP
Multi Feira 2000
Multi Feira 2001
• Porto-Alegre
Casa de Cultura Mário Quintana
• Santa Maria
Câmara de Vereadores
• Rio Grande
Casa de Cultura de Rio Grande
• Canela
Pousada Blumenberg
• Monte Negro
Pinacoteca EnioPinalli
• Alegrete
Museu Paulo Firpo,
TRABALHOS SELECIONADOS:
1º FESTILENDA
X Salão Internacional de Inverno de Santana de Livramento
XI Salão Internacional de Inverno de Santana do Livramento
Salão dos Novos da Biblioteca Pública de Pelotas
MOSTRA INDIVIDUAL
Devoções - Casa de Cultura “Pedro Wayne”
SEM TÍTULO
Técnica Acrílica
Dimensão: 1.0 m x 1.50 m
Ano: 2014
REJANE KARAM
FORMAÇÃO SUPERIOR
Educação Artística – Licenciatura Artes Plásticas - 1980
CURSOS
• Curso de entalhe – Prof.Antônio Barbosa – Bagé, RS 1979
• Curso de Gravura em Metal – Prof. Armando Almeida- 1980
• Curso Desenho a Pastel – com Stina Beckman, 1994
• Curso de Desenho com Paulo Porcela, 1994
• Curso Oficina de Acrílico com Danúbio Gonçalves, 1996
• Curso Desenho e pintura com Tereza Poester, 1996
• Curso Criativo de Desenho e possibilidades – João Luis Roth,
1997
• Curso de Desenho e pintura – Danúbio Gonçalves, 1998
• Curso de Linguagens da pintura – Cenarte, Bagé- Regina
Ohlweiler- 1999
• Curso de Desenho e pintura- corpo humano- Marcelo Zeni,- 2001
• Processos Criativos com , Fabriano Rocha , Ateliê Plano B , PoA
• 2012 / 2013
EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
• Agência Caixa Econômica Federal de Bagé – dezembro , 1994
• Sede do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de Bagé – outubro, 1995
• SESC Bagé, Projeto “Expressões dos Talentos Bageenses- novembro, 1996
• Galeria Ouro do Banco do Brasil – Ag. Bagé - agosto , 1997
• Espaço de Arte do Aeroporto Comandante Kraemer – Bagé
• Obino Hotel – 1998 – Bagé
• Espaço de Arte da CEEE – 1998 – Bagé
• Pinacoteca Ênio Pinelli – Secretaria de Cultura de Montenegro
– julho, 1998
• Abstratos , Atelier Fazendo Arte , Bagé – Dezembro 2013
Participação na Casa Brasil 2011 com intervenção artística em
poltrona da designer Eulália Anselmo
Local de trabalho:
Ateliê Fazendo Arte - Rua Alcibíades Gontan, 1226 – Bagé
Tel: 3242 1801 / Residência : 3242 3115 / Horário : 14 h às 19h
Email : [email protected]
www.rejanekaram.blogspot.com
www.facebook/atelierfazendoartebyrejane
SEM TÍTULO
SEM TÍTULO
Técnica Acrílica
Dimensão: 1.10 cm x 1.0 cm
Ano: 2014
Técnica Acrílica
Dimensão: 1.10 cm x 1.0 cm
Ano: 2014
SEM TÍTULO
Técnica Acrílica
Dimensão: 1.10 cm x 1.0 cm
Ano: 2014
TERESA POESTER
Nasceu em Bagé, RS em 1954 e mudou-se ainda criança para Porto
Alegre. Como artista plástica e professora, dedica-se ao desenho e
suas múltiplas possibilidades, mesclando vídeo, livro de artista e fotogravura. Expõe desde 1978 coletivamente, na Bélgica, Alemanha,
Uruguai, e Coréia; individualmente, no Brasil, Argentina, Espanha,
França e Bélgica.
Entre 1979 e 1986, atuou como artista plástica e professora; realizou trabalhos de cenografia para teatro e cinema, trabalhou como
artista gráfica e ilustradora. Neste período, participou do movimento de Arte Postal expondo em diferentes países. Entre 1986 e 1989,
estudou pintura em Madri. De volta a Porto Alegre, a partir dos
anos 90, começou a escrever sobre arte. Ainda nessa época ingressou
como professora no Instituto de Artes da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul. Entre 1998 e 2002 viveu em Paris, onde pesquisou e realizou sua tese de doutorado. Em licença provisória como
professora de desenho no IA, voltou a viver na França entre 2006 e
2009, ficando em Eragny-sur-Epte, na Normandia, onde se dedicou
exclusivamente à sua prática artística. Em agosto de 2009 retomou
suas atividades em Porto Alegre criando o grupo atelier d43 que investiga a relação do desenho com outras linguagens no IA- UFRGS.
EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS:
• Território da folha - paisagens de Teresa Poester, curadoria de
Eduardo Veras, Museu de Arte contemporânea do Rio Grande do
sul, MAC, Porto Alehgre (abril 2014)
• Ressonâncias, exposição individual, vídeos e montagens, Galeria
Porão do Palacete Pedro Osório, Prefeitura de Bagé, Bagé (2012)
10.357 km em linha, desenhos a caneta bic e livro de artista, Museu
do Trabalho, Porto Alegre (2009)
• 17 000 km en ligne, exposição com Marianne Chanel, desenhos,
montagens e vídeos, Galerie ARS117, Bruxelas (2009)
• Regards et Transparences, exposição com Françoise Vallée Maison
de Traouiero, Perros Guirec, Bretanha (outubro/novembro 2008)
• Desenhos, Galeria bolsa de Arte, Porto Alegre (novembro 2007)
• Manuscrits, Espace Culturel Les Templiers, Gisors (março, 2007)
• Pulsaciones, Desenhos, espaço Living, exposição em homenagem
à Clarice Lispector, Centro Cultural Recoleta, Buenos Aires (2007)
• Desenhos-Teresa Poester, Museu do trabalho, Porto Alegre (2004)
• Trois jours à quatre mains dans l´atelier Pissarro, (pintura, instalação e vídeo de TP) com Dai Zheng, Château de Gisors, França
(2003)
• Trois jours à quatre mains dans l´atelier Pissarro, apresentação do
video de TP, Sala Villa Lobos, Embaixada do Brasil, Paris (2003)
• Traits,com dois artistas brasileiros, Galeria Debret , Paris (2001)
• Traços, com dois artistas brasileiros, Galerie Xico Stockinger,Cadsa de Cultura Mario Quintana, Porto Alegre (2000)
• Paris par le coeur- exposition/projeto, com Maristela Salvatori
intervenção/painel com 70 artistas convidados, Galerie du Haut
Pavé, Paris (2000)
• Desenhos, pinturas e esculturas, com Luiz Felk e Marilice Corona,
Galeria 24 de Outubro, Porto Alegre (1997)
• Mira Rima, pintura-instalação, Espaço de Arte Torreão, Porto
Alegre (1996)
• Janelas, pinturas, Galeria Xico Stockinger, Casa de Cultura
CCMQ, Porto Alegre (1995)
• Paisagens, pinturas, Galeria Xico Stockinger, Casa de Cultura
CCMQ, Porto Alegre (1991)
• Objetos e símbolos, pinturas e desenhos, Galeria da Casa do Brasil, Madri (1987)
• Desenhos, Galeria Arte e Fato, Porto Alegre (1985)
• Desenhos à grafite, com Carmem Moralles, Espaço IAB, Porto
Alegre, (1982)
• Ouro Preto XII Inverno, desenhos, com dois artistas brasileiros,
Instituto de Arte, UFRGS, Porto Alegre (1979)
EXPOSIÇÕES RECENTES:
• A Construção do Horizonte, curadoria de Cauê Alves, desenho,
Galeria bolsa de Arte, São Paulo (abril 2014)
• Fotografia Transversa, desenho / fotografia, exposição coletiva,
Fundação Vera Chaves, Porto Alegre (2014)
• A bela morte: confrontos com a natureza-morta no século XXI,
desenhho,exposition do acervo, Museu de Arte do Rio Grande do
Sul, Porto Alegre (2013/2014)
• Lugares do desenho, atelier D43 e convidados, organização e participação na exposição coletiva de seu grupo de pesquisa atelier D43,
Pinacoteca do Instituto de Artes da UFRGS, Porto Alegre, (2013)
• Cromomuseu, desenho, exposição coletiva do acervo, Museu de
Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (2012/2013)
• Museu sensível, desenho, exposição coletiva do acervo, Museu de
Arte do Rio Grande do Sul (2011)
• Arte de narrar, livro objeto, exposição coletiva, Pinacoteca Barão
de Santo Angelo, Instituto de Artes, UFRGS, Porto Alegre (2011)
• A medida do gesto, pintura, exposição coletiva do acervo, Museu
de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, 2011
• Silêncios e Sussurros, vídeo, exposição coletiva, Fundação Vera
Chaves, Porto Alegre (2010)
• Vectores Invertidos-10 artistas internacionales em Buenos Aires,
desenho, vídeo e livro-objeto, exposição coletiva, Galeria Laguanacazul, Buenos Aires (2010)
• Expo Les filles, féminin au pluriel I e II, exposição coletiva, galeria
Cabinet d´Amateur, Paris, (junho e setembro 2009)
• Prêmio Açorianos 2008, exposição coletiva, Pinacoteca Municipal
- prefeitura de Porto Alegre (dezembro 2008)
• Amérique Latine, terre de contrastes, exposição coletiva, Espace
Art et Liberté, Charenton (novembro 2008)
• Air de rien, exposição coletiva, Espace Art et Liberté, Charenton
(maio 2008)
PREMIAÇÕES EM DESENHO:
• Prêmio Açorianos 2014 melhor exposição coletiva por Lugares do
Desenho, atelier D43 e convidados, na Pinacoteca do Instituto de
Artes-UFRGS. organização e participação,Porto Alegre (out 2013))
• Prêmio Açorianos 2008 em desenho: Exposição individual Desenhos , Galeria Bolsa de Arte de Porto Alegre, Arte, Porto Alegre
(nov, 2007)
• Prêmio Açorianos melhor exposição coletiva 2007, grupo Passos
Perdidos, Exposição: Sala dos Passos Perdidos, Galeria Subterrânea, organização e participação, Porto Alegre (2006)
• Prêmio Pirelli, Museu de Arte de São Paulo, MASP, São Paulo (1984)
• Prêmio Jovem Arte Sul América, Florianópolis (1982)
FORMAÇÃO:
• Bacharelado em Artes Plásticas (desenho) e Educação ArtísticaInstituto de Artes UFRGS (1982)
• Pintura, estudos de preparação para doutorado, Universidad
Complutense de Madrid, Bolsa de estudos do Instituto de Cooperación Iberoamericano (1986-89)
• Aprovada em Prova de conjunto- desenho - Universidad de San
Carlos (departamento de dibujo), Valencia (1987)
• Doutorado em Artes Plásticas na Universidade de Paris I -Panthéon-Sorbonne (2002)
Tem trabalhos no acervo da Pinacoteca Barão de Santo Angelo no
Instituto de Artes da UFRGS em Porto Alegre, no acervo da Pinacoteca Ruben Berta da Prefeitura de Porto Alegre, do Museu de
Arte do Rio Grande do sul em Porto Alegre, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do sul em Porto Alegre, no acervo da
Pinacoteca da Pirelli em São Paulo, no acervo da Pinacoteca da
Capes em Brasília, no Museu Nacional em Brasília, no Centre d´art
Liberté em Charenton, (França).
Técnica gravura em metal
Dimensão 41x41 cm
Ano: 2013
Técnica: fotogravura desenhada
Dimensão: 80x80 cm
Ano: 2014
Técnica: fotogravura desenhada
Dimensão: 80x80 cm
Ano: 2014
Técnica: gravura metal
Dimensão: 60x60 cm
Ano: 2013
THÉO GOMES
24 anos, estudante de Artes Visuais na Universidade Federal de
Pelotas desde 2012.
Realizou sua primeira exposição individual na Casa de Cultura
Pedro Wayne em 2003, participou de diversas exposições coletivas e outras 4 exposições individuais, na Casa de Cultura Pedro
Wayne, no Museu da Gravura Brasileira e na Galeria do Porão
no Palacete Pedro Osório (2012).
Realizou exposições individuais também em Pelotas: No Mosa
Bistrô, na Mercado Skate Shop e participou da exposição coletiva
na inauguração do Shopping de Pelotas.
DESPERTAR
Técnica: nanquim sobre porta
de escrivaninha velha
Dimensão: 56 cm x 1.06 cm
Ano: 2014
CADA UM ENXERGA
O QUE QUER VER
Técnica: caneta marcador
preta sobre tela (P&B)
Dimensão: 80 cm x 1.20 cm
Ano: 2014
NOITES COMO ESSA
Técnica: caneta marcador em
cor sobre tela
Dimensão: 75 cm x 85 cm
Ano: 2014
atividades
1) Artista propositor: CONSUELO CUERDA
OBJETIVOS
JUSTIFICATIVA:
• Valorizar o patrimônio natural a partir da observação da obra
do artista;
Após uma análise de todos os objetivos citados, desenvolver um
trabalho de natureza criativa e reflexiva.
• Destacar a importância do Bioma Pampa para a preservação
das espécies e da permanência do homem no campo;
Fotografar o campo nas várias horas do dia e em situações como
geada, por do sol, amanhecer, meio dia, chuva, vento etc...
• Sensibilizar para a estética do campo, o colorido, a horizontalidade, as possibilidades da terra, desenvolvendo o senso crítico
sobre a maneira como esta sendo explorada, pois nós dependemos dela;
A longo prazo esta experiência pode ser feita registrando várias
estações do ano.
• Observar os tons e os planos, a mata, a luz. Tudo isso constitui a
estética do campo com suas características regionais.
Finalizando, partindo da fotografia, registrar o momento da
imagem recriando este momento de forma original, através de
aquarela, tempera, giz pastel, lápis colorido, tinta acrílica, técnica
mista, colagem, etc...
Sobre tela ou papel podendo trabalhar a mesma imagem com várias técnicas e organizar uma exposição dos trabalhos para uma
avaliação final.
Obs: A mesma imagem pode ser trabalhada com várias técnicas.
2) Artista propositor: HELOISA BECKMAN
PASSEIO PELA AVENIDA SETE
Bagé, com seus 202 anos de fundação, possui um valioso patrimônio , com destaque especial para
sua arquitetura, reconhecidas recentemente pelo IPHAN através do INVENTÁRIO HISTÓRICO E
PAISAGÍSTICO DE BAGÉ e pelo IPHAE com o tombamento de seu centro histórico. A proposta é a
realização de um passeio pela Av Sete observando a arquitetura de suas fachadas e valorizando o
patrimônio urbano construído .
Ao longo do caminho, registrar em fotografias detalhes dos elementos arquitetônicos.
Muitas vezes, olhar o fragmento é a melhor maneira de enxergar a totalidade. Pois o olhar humano
tem seus limites: assim como a mente não pode conceber a eternidade, tampouco podemos captar o
Todo em um instante. Mas, embora limitado, nosso olhar é astuto. Cria estratégias para apreender
o que de outra forma lhe escapa.
Recorrer ao fragmento para significar algo interminável: uma cidade. Não é exagero aplicar esse
adjetivo às ruas, esquinas e fachadas de Bagé. Na exuberância de seus detalhes, na profundidade de
suas influências, a arquitetura histórica da velha cidade do pampa é algo que transborda o olhar e
assoberba a mente. Como significar Bagé, com sua infinita carga de variedade na unidade? Impossível conter toda essa riqueza visual em uma única panorâmica, em um inacabável plano-sequência
que contenha toda a realidade.
Ao longo destas obras, o caminhante experiente saberá reconhecer fragmentos visuais de suas andanças: aqui está um detalhe daquela casa, certa vez entrevista ao por do sol, em um passeio nos
arredores daquela praça... E ali está o adorno daquele prédio público, tantas vezes observado. De
pedaço em pedaço, o olhar preenche as lacunas e reergue, nas entrelinhas das imagens, uma vivíssima cidade de memória.
O olhar reconstrói a cidade e revive o patrimônio arquitetônico por meio de suas esplendorosas
minúcias: perca-se um pouco nesse bosque minimalista e conheça a inacabável Bagé com olhos de
infinito viajante.
José Francisco Botelho
3) Artista propositor: MARTA LOGUERCIO
É evidente que, ao longo do percurso de cada artista, aparecem
em seu trabalho particularidades de sua vivência como indivíduo ou como ser social. Lugares, acontecimentos marcantes,sentimentos pontuais, manifestações conscientes ou não, de alguma
maneira, surgem codificadas ou explicitadas visualmente em suas
obras.
No entanto sei que, basicamente, o que me move ao criar minhas
imagens é o mesmo que move, desde sempre, toda arte no Ocidente — espaço, tempo, memória privada e coletiva, sexo... vida e
morte...— E sintetizando todos estes conceitos, ou a eles se sobrepondo, eu acrescentaria o desejo de permanência. Pois, ao longo
de seu percurso, em todas as culturas, o homem vem “elaborando”
estratégias contra o seu próprio desaparecimento, tentando sempre vencer o transcurso do tempo e a morte, ao menos em parte e
aparentemente. A memória e a arte têm sido instrumentos importantes nesta tentativa.
Meu processo não é diferente e, em essência, venho repetindo o
que gerações de artistas fi zeram ao longo dos séculos: criar imagens tentando “manipular” o tempo e atribuir perenidade ao que
é efêmero...
Nesta mostra, Memórias de meu lugar, apresento dois trabalhos
que demonstram quase explicitamente o que falei acima.
Em um destes a composição apresenta um autorretrato e, ao fundo, já esmaecida, a imagem de uma casa que fotografei recentemente em uma rua de Bagé. Não uma casa qualquer, mas um tipo
de construção muito particular que ainda encontro em minha
cidade natal. Porta, sacadas dando diretamente na calçada....e
uma particularidade maior: a porta ainda é mantida aberta, sinal de tempos mais tranquilos e seguros , costume que também em
Bagé já vem sendo abandonado.
Como atividade “além da exposição” eu proponho aos espectadores percorrerem ruas da cidade para “reconhecerem” de algum modo este tipo de casa: fotografando-a ou descrevendo-a em
palavras, ou ainda representando-a “graficamente” (aqueles que
gostam de desenhar) ....
Uma reflexão sobre a questão da insegurança atual e a influência
na arquitetura urbana e no modo de viver das pessoas em nossa
sociedade, penso que também poderá ser feita.
Marta Loguercio, julho 2014.
4) Artista propositor: MARLY MEIRA
Se o olho não tivesse sol,
Como veríamos a luz?
Goethe
No segundo Fausto o filósofo disse que nada significa ou tem valor
incondicionado no pensamento, a não ser a vida.
E foi essa vida que se fez luz e ação do tempo em meu olhar a
deslizar sereno no dorso da paisagem de Bagé. Luz que se impôs,
espiritual e simbolicamente juntando meus afazeres em pintura
com minhas práticas em arte-educação e política cultural.
Luminosidades de entardeceres e manhãs afoitamente preencheram de espaço e tempo meus dias e anos, orientando andanças
por nômades projetos e sonhos que me cobravam além de visibilidade, a necessária lucidez para entusiarmar outros a gostar
de arte.
Pela arte aprendi a alimentar insaciável curiosidade poética que
me fez redobrar atenção e cuidado com aquilo que me comovia
nas vivências bageenses. Ernesto Wayne falava de uma bageensidade que deveríamos aprender a cultivar para melhor escutar, andarilhar pelas ruas e cercanias, por atalhos e desvios da
memória para reter a essência de sua singularidade local. E não
foi só essa comoção que me fez insistir em continuar pintando e
ajudando outras pessoas a compreender o que a arte faz conosco, nossos olhares, Escutas e sinestesias. Como ela nos endereça a
devires animais, vegetais, minerais e alteridades que a infância
prolongada no coração, faz persistir.
Foram as sensações destes lugares bageenses que alimentaram
meu imaginário sempre com um talvez de possíveis novos trajetos
por sua materialidade.
Olhar seus mananciais aquosos tem sido um questionamento
poiético que desafia a discernir a topologia afetiva que me liga a
esse lugar. Inspiração que remete a ancestrais saberes que emer-
gem do fundo dos nos banhados, do nicho ecológico que alimenta garças, periás, passarinhos que parecem realizar-se seres da
natureza ao se banharem nas pias batismais que são a sangas e
açudes, pelas quais um rio maior de fluir temporal se espalha. No
desaguadouro desse rio algo emerge e passa por dentro de meus
olhos a cada dia diferente, como diferentes reaparecem vultos, fisionomias, espectros, em figurações desmanchadas em verso, cor
e movimento.
Fulgurâncias assomam perfurando as neblinas, o vento cortante,
a névoa densa que torna a cidade expressão fantástica de intemporais eventos e os campos mananciais de verdes, cinzas e ocres.
São como nuanças que abandonam seus lugares difusos para
partilharem do meu agora, saciando sede de infância, rebeldias
visionárias.
Encontrei parcerias que reconheceram essa minha ansiosa procura nos poetas e artistas, nos alunos e amigos que aqui encontrei.
Como também busquei partícipes de minhas especulaçõe visuais
nos céus de outono, nos plátanos e vinháticos que agarram-se aos
casarios, entoando refrões na pauta dos horizontes. Linhas que
encurvam-se na periferia dos cerros e que subvertem contornos,
criando molduras dentro do dentro mais profundo, acordando
risadas e trêmulos arrepios de pele.
Como passar tudo isso para manchas de minha pintura?
Como traduzir esse “deja-vu” que teima em me acompanhar, fazendo crescer em mim devires vegetais, minerais e lúdicos.
As imagens que aí estão expressam um jogo, uma brincadeira de
adulto com palavras que assomam feito fragmentos me lembrando que O TEMPO ESCOA duração, que há sempre novo espanto
no efêmero, que algo deixa passar-se oculto nas dobras e desdobras das temporalidades. a cor, enfim,do bem longe no bem perto
ganha vida e se consagra no jogo da impermanência. Há palpites
brincando na travessura do ver, rever que transporta minhas evocações às imagens que agora pinto, com singela despreocupação.
Marly Ribeiro Meira – junho de 2014
5) Artista propositor: REJANE KARAN
Pesquisar as várias maneiras de expressar artisticamente ,as paisagens que fazem parte da memória de um lugar.
Depois de pesquisar e debater o assunto finalizar com a produção
de trabalhos em sala de aula.
Sugestão: Em aulas de Educ. Artística e aulas de literatura
MOMENTO 1
O professor indicar p/ os alunos , pesquisa em livros de história da
arte c/ reproduções de pinturas de paisagens de artistas variados
do séc. 20 e artistas contemporâneos.
MOMENTO 2
Cada aluno fotografar sua paisagem predileta
MOMENTO 3
Juntar o material , debater e comparar as diversas paisagens ,
épocas, diferentes formas de expressão , material usado pelos artistas e etc ...
MOMENTO 4
Com recortes, fotos, Xerox, colagens , tintas , lápis de cor e papéis,
caixas ,arames e outros materiais elaborar um trabalho.
Um painel em conjunto, trabalhos individuais em 2D ou 3D ou
uma instalação.
Na literatura ; texto, poesia
E para concluir uma exposição em sala de aula dos trabalhos
produzidos
6) Artista propositor: TERESA POESTER
Pedir aos alunos que desenhem e fotografem os jardins e praças da
cidade, escolhendo alguns enquadramentos e sobrepondo o desenho nas fotos. Podem utilizar para isso desenhos feitos diretamente
ou impressos juntamente com as fotos em papéis transparentes ou
também ferramentas do computador como photoshop etc...
OBJETIVOS:
Desenvolver no aluno a exploração de possibilidades de expansão
de linguagens artísticas com a fusão do desenho com fotografia e
processos digitais.
Estimular a percepção do aluno proporcionada pelo exercício de
desenho de observação.
Sensibilizar o aluno para o ambiente que o rodeia: sua cidade –
jardins e natureza.
JUSTIFICATIVA:
Hoje o aluno está voltado a linguagem da internet e dos meios digitais, não podemos nem devemos frear este processo mas aproveitar
esses recursos em favor de sua criatividade criando exercícios que
incluam o trabalho ancestral e direto do desenho, misturando técnicas atuais como a fotografia digital e impressões por fotocópia ou
digitalização.
Sensibilizar o aluno para o contato com a natureza, através do
desenho de observação, proporciona uma fonte de conhecimento
inestimável não só no campo das artes visuais como da botânica,
geografia etc.. As estruturas da natureza podem servir ao desenvolvimento inclusive de estudos em proporções matemáticas ou composições musicais. As crianças e adolescentes tem grande parte de
sua rotina hoje na frente de um computador, proporcionar atividades ao ar livre é contribuir para que percebam o ambiente que os
cerca de forma mais rica e direta.
Outra proposta seria perguntar ao aluno o que é o seu lugar, ou
onde está este lugar ou se existe este lugar? E fazê-lo pensar como
é e como gostaria que fosse, desenhando, escrevendo, fotografando
etc....
ATIVIDADE 7
Na exposição a paisagem é uma recorrência nos trabalhos apresentados. Este gênero de representação está presente em muitos
momentos da história da arte. As escolhas formais, procedimentais e técnicas de artistas que se dedicaram ao tema variam de
acordo não só com o período histórico em que se encontram mas
também como diferentes posicionamentos destes, diante da natureza, da noção de arte;
Agora olhe com atenção às imagens que se seguem abaixo:
A partir das imagens, reflita e registe a partir dos seguintes questionamentos:
a) Quais destas imagens são mais semelhantes e quais
são mais dessemelhantes?
b) Reunindo as mais semelhantes, o que elas tem em
comum? E as dessemelhantes, o que elas tem de diferente?
c) Olhando para todas elas, diga o que é, pra você e a
partir destas imagens, a paisagem?
VINCENT VAN GOGH, A Igreja de Auvers, 1890
Acervo: Museu do Louvre
CLAUDE MONET, Vila em Bordigueira, 1884
Acervo: Museu D’Orsay, Paris
KATSUSHIKA HOKUSAI, Grande Onda - xilogravura - 1826/1829
Acervo: MetropolitanMuseumOfArt, NY
SALVADOR DALÍ, A Persistência da Memória, 1931
Acervo: MOMA NY
JOHN CONSTABLE, A Catedral de Salisbury vista dos jardins dos bispos 1820
Acervo: MetropolitanMuseumofArt, NY
ATIVIDADE 8
Reunir diferentes artistas nascidos em Bagé com diversos percursos distintos produz uma série de possibilidade de movimentarmos nosso pensamento sobre a arte da cidade. Não apenas a arte
enquanto objeto material mas mais além. Pode-se pensar como,
quando e onde a arte se apresenta na cidade. Tanto em termos de
lugares específicos para sua exibição, espaços de formação tanto
formais como não formais, galerias, pessoas ligadas ao mundo
artístico da cidade.
Vamos juntos inventariar uma outra paisagem. A paisagem da
arte em Bagé.
Vamos começar:
a) Qual(is) o(s) museu(s) que abriga(m) a arte produzida tanto nos
dias atuais como em épocas passadas? Onde ele(s) fica(m)? Você
costuma ir até lá? Seus pais, amigos, parentes, conhecem essa(s)
instituição (ões)?
b) Aquele que escolhe seguir pelo caminho das artes visuais em
Bagé pode buscar estudos onde? Quais as escolas que trabalham
com a formação em arte? Existe um curso de formação em arte na
universidade? Sim? Não? Já existiu?
c) Existem atelieres de artistas? Eles oferecem cursos? De que tipo?
d) Do que os artistas visuais sobrevivem na cidade? Onde eles vendem seus trabalhos? Existem galerias de arte? Nos jornais que circulam na cidade você encontra informações sobre arte? Que tipo
de informação tem lá? Quem escreve sobre arte em Bagé?
ATIVIDADE 9
Continuando o exercício anterior propomos o seguinte:
Reúna um grupo de colegas ou amigos ou mesmo individualmente e elabore um breve questionário de suas dúvidas e/ou
perguntas que surjam aí:
Escolha um artista, diretor de museu ou de instituições de arte
na cidade e realize uma entrevista. Se estiver em uma sala de
aula ou em um grupo maior divida a tarefa e entreviste mais
de uma pessoa. O que se pode a partir daí pensar sobre a arte
em Bagé?
ATIVIDADE 10
ATIVIDADE 11
A memória é um dos elementos que reúne os artistas da exposição.
A memória tem vários sentidos em nosso cotidiano. Desde alguns
mais simples até outros mais complexos. Façamos um jogo:
Encontre sinônimos para a palavra memória:
Memória e Lugar: Duas questões que estão por toda a exposição. Vimos como vários artistas tratam este tema. Mas e você?
Qual o seu lugar? Assim mesmo de maneira ampla. Existe um
lugar que é seu? Que lugar é este?
Que memórias suas estão relacionadas a este lugar?
Registre em texto e, depois, escolha um meio para produzir a
sua representação (Fotografia, desenho, pintura, objeto, etc)
Qual a forma mais adequada de, utilizando-se das linguagens
das artes visuais produzir um trabalho de criação poética que
parta da memória do seu lugar.
ficha técnica
PRESIDENTE DE HONRA
Zuleika Borges Torrealba
DIRETORA DE ARTE, CULTURA E TURISMO
Eulália de Souza Anselmo
COORDENADORA DE ARTE EDUCAÇÃO
Carmen Barros
CURADOR EDUCATIVO
Igor Simões
ILUMINAÇÃO
Antônio Mendel
ADMINISTRATIVO
Daniela Medeiros
DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO
Ana Remonti, Angelina Quintana, Catiusa Gomes,
Matheus Coitinho, Gladimir Aguzzi
MONITORIA
Ana Laura Paiva, Pétrya Bischoff, Tainá D. Moraes
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caderno de ativid ades - da MAya Espaço Cultural