DIÁRIO DO AÇO ESPECIAL AS ESCOLAS DE IPATINGA Inauguração da Escola Estadual Arthur da Costa e Silva CAPÍTULO XI Fotos: Divulgação Escola Municipal Maria da Conceição Pena Rocha (Esperança) A Escola Municipal Maria da Conceição Pena Rocha, estabelecida na avenida Esperança, 240, no bairro Esperança, foi criada pela Lei nº 230, de 21 de agosto de 1969, com o nome de Escola Municipal Presidente Arthur da Costa e Silva. O Projeto de Lei nº 03/1999 mudou o seu nome, por uma reivindicação de professores, funcionários da escola e familiares de Conceição. Maria da Conceição Pena Rocha nasceu em 1955, na cidade de Inhapim, e sua adolescência foi marcada por uma educação rígida. Após se casar, Conceição veio para Ipatinga - onde nasceram seus três filhos - e iniciou o seu trabalho como professora na Escola Estadual Laura Xavier Santana, bairro Bom Jardim. Logo depois começou a fazer parte da “Família Arthur da Costa e Silva”. Nessa escola ela desenvolveu um grande trabalho como professora, vice-diretora e diretora. Todos conheciam o seu jeito brincalhão e alegre, herança da adolescência, mas ao mesmo tempo era muito séria e decidida. Escola Dr. Ovídio de Andrade Escola Estadual Dr. Ovídio de Andrade (Bom Retiro) A Escola Estadual Dr. Ovídio de Andrade foi criada pela Usiminas. As atividades da escola se iniciaram em 8 de março de 1965 e a criação foi publicada no “Minas Gerais”, edição de 12 de dezembro de 1965, de acordo com o Decreto nº 8.160. A escola tem onze salas, cantina, sala de professores, secretaria, sala para especialistas, sala de direção e biblioteca. Foram diretoras da Escola Estadual Dr. Ovídio de Andrade: Agar Agarzita Vieira; Maria José Carvalhais; Dolores Monteiro; Maria Neves 3 Domingo, 13 de julho de 2014 Barreto; Idagmar Dias Sousa Andrade; Ivê Aparecida Malachias; Marlene Rocha; Mirza Ferreira; Ana Maria Sampaio; Macrina Borges; Maria Angélica Tavares; e Evanilda Fernandes Sampaio. O nome da escola é uma homenagem prestada pela Usiminas ao Dr. Ovídio João Paulo de Andrade, filho do comendador Ovídio de Andrade, ex-governador da Província do Maranhão que nasceu na Fazenda do Faria, município de Itaperava (MG), em 31 de outubro de 1883, e faleceu em 18 de ja- neiro de 1959. Fez seus estudos em Ouro Preto, cursou Direito em São Paulo e se formou em Belo Horizonte, no ano de 1906. O Dr. Ovídio foi jornalista e secretário da Estrada de Ferro Oeste de Minas. Fundou, juntamente com Amaro Lanari, Gil Guatimosim e Sebastião Lima, a Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, da qual foi chefe de serviços jurídicos por toda a sua vida. Advogado militante, ingressou na carreira política em 1929. Foi deputado estadual e líder de bancada. PERSONAGEM DA HISTÓRIA SEBASTIÃO FERNANDES Sebastião Fernandes nasceu em São Domingos do Prata (MG), no dia 8 de novembro de 1918, filho de Maria Inácia Gomes Domingues e José Fernandes Ferreira. É pai de nove filhos: oito filhos do primeiro casamento, com Maria Marques Fernandes, e um filho do segundo casamento, com Zilma Gomes. Ainda muito jovem, mudou-se para João Monlevade, onde iniciou seu trabalho como almoxarife na empresa Belgo-Mineira. Aprendeu, sozinho, os idiomas inglês e francês, tornando-se, posteriormente, tradutor na Belgo-Mineira. Em meados de 1958, veio residir na região do Vale do Aço, inicialmente na cidade de Coronel Fabriciano, onde foi professor do Colégio Angélica e da Escola de Comércio. Na mesma época, abriu a empresa Cifel para administrar um loteamento particular na cidade de Ipatinga, no bairro Vila Celeste. O nome do bairro é uma homenagem prestada à sua irmã Celeste, uma das primeiras moradoras do bairro, para o qual ele se mudou posteriormente com a família. Sebastião também trouxe seus irmãos para residir na cidade, entre eles o médico Emílio Gomes Fernandes. No início da década de 1960, Sebastião fundou o “Colégio Santa Mônica” no bairro Iguaçu, denominado depois Colégio Batista e, fi- nalmente, John Wesley (atualmente no Centro). Passou a participar intensamente dos movimentos educacionais e culturais de Ipatinga, onde continuou lecionando Inglês e Filosofia. Ex-alunos reconhecem que os ensinamentos do professor Sebastião, além de lhes ter propiciado uma excelente base cultural, permitiram a eles ter uma visão mais ampla e dinâmica da vida e da conjuntura social, o que lhes ajudou a aliar a teoria com a prática. Sebastião Fernandes foi colunista de vários jornais regionais, nos quais costumava assinar artigos com codinome. Também participava dos eventos da Academia de Letras de Ipatinga, da qual se tornou membro. Muitos que conviveram com Sebastião o admiravam por sua sabedoria, alegria de viver, espírito generoso, conduta ética e por sua busca de conhecimento através da leitura. Sebastião Fernandes CAUSOS E CURIOSIDADES CAUSOS E CURIOSIDADES Cláudio Cezário de Oliveira (foto) nasceu em Vila Paulista (ES), no dia 29 de novembro de 1950, filho de Aníbal José de Oliveira e Alzerina Freire de Oliveira. Casou-se com Maristela de Oliveira e é pai de quatro filhos: Niângela, Doriângela, Meiriângela e Aníbal José. Foi o mais jovem presidente do Ipaminas Esporte Clube (de 1976 a 1982). Ele conta que acompanhou o processo de discussão sobre a mudança do clube – do Centro da cidade para o bairro Cidade Nobre – quando já estavam formados três grupos: o primeiro era a favor de o Ipaminas ir para o bairro Cidade Nobre; o segundo, a favor de deixálo no Centro; e o terceiro grupo queria vender o clube e dividir o dinheiro. “Foi durante a minha presidência que nós formalizamos a transferência para o bairro Cidade Nobre. Alugamos um trator e iniciamos a limpeza do terreno. No dia 26 de junho de 1976, estávamos lançando a pedra fundamental.” GOLEIRO DE UMA PERNA SÓ Daniel Borges Pereira (foto), mais conhecido como Nié, nasceu em Itamirim (BA) no dia 6 de outubro de 1955, filho de Daniel Borges Santos e Nelcina Pereira Borges. É casado com Neli Ferreira Borges e pai de quatro filhos: Daniel, Gabriela, Antônio e Davi. Nié veio para Ipatinga no ano de 1962, e sempre teve paixão pelo esporte. Ficou famoso como “goleiro de uma perna só”, pois jogou futebol até os dezessete anos, mesmo após perder a perna esquerda em um acidente. Ele tinha dez anos e foi atropelado por um carro justamente quando jogava bola em Dom Cavati: “A bola correu para o asfalto da rodovia Rio-Bahia. Eu corri atrás da bola, e aí já era!”, conta ele. A deficiência, entretanto, não o impediu de fazer nada. Ele era um excelente goleiro e seu time costumava encontrar faixas nas cidades onde jogava, convidando a população para ver o “grande goleiro de uma perna só”.