NASCE A REPÚBLICA
31_AF_03.indd 1
28/05/10 17:35
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Shirlene Vila Arruda - Bibliotecária)
INSTITUTO ARTE NA ESCOLA
Nasce a República / Instituto Arte na Escola ; autoria de Olga Egas ; coordenação de Mirian Celeste Martins e Gisa Picosque. – São Paulo : Instituto Arte
na Escola, 2010.
(DVDteca Arte na Escola – Material educativo para professor-propositor ; 151)
Foco: CT-B-21/2010 Conexões Transdisciplinares
Contém: 1 DVD ; Biografias; Glossário ; Bibliografia
ISBN 978-85-7762-067-8
1. Artes - Estudo e ensino 2. Artes - Brasil 3. Artes visuais 4. Sociologia 5.
Cultura brasileira 6. História do Brasil 7. Arte e história I. Egas, Olga II. Martins,
Mirian Celeste III. Picosque, Gisa IV. Título V. Série
CDD-700.7
Créditos
MATERIAIS EDUCATIVOS DVDTECA ARTE NA ESCOLA
Organização: Instituto Arte na Escola
Coordenação: Mirian Celeste Martins
Gisa Picosque
Projeto gráfico e direção de arte: Oliva Teles Comunicação
MAPA RIZOMÁTICO
Copyright: Instituto Arte na Escola
Concepção: Mirian Celeste Martins
Gisa Picosque
Concepção gráfica: Bia Fioretti
NASCE A REPÚBLICA
Copyright: Instituto Arte na Escola
Autor deste material: Olga Egas
Assessoria em História: Claudio Moreno Domingues
Revisão de textos: Nelson Luis Barbosa
Padronização bibliográfica: Shirlene Vila Arruda
Diagramação e arte final: Jorge Monge
Autorização de imagens: Cesar Millan de Brito
Fotolito, impressão e acabamento: Indusplan Express
Tiragem: 200 exemplares
31_AF_03.indd 2
28/05/10 17:35
DVD
NASCE A REPÚBLICA
Ficha técnica
Gênero: Documentário.
Palavras-chave: Pintura; literatura; fotografia; arquitetura; cinema; design; sociologia; história do Brasil; paisagem; academia;
cultura brasileira.
Foco: Conexões Transdisciplinares
Tema: Aspectos históricos, políticos e socioculturais no período
de passagem entre Monarquia e República.
Personalidades abordadas: Almeida Júnior, Arthur Azevedo,
Belmiro de Almeida, Chiquinha Gonzaga, Henrique Bernardelli,
Machado de Assis, Olavo Bilac, entre outros.
Indicação: A partir do 8º ano do Ensino Fundamental.
Nº da categoria: CT-B-21
Direção: Roberto Moreira.
Realização/Produção: Instituto Itaú Cultural, São Paulo.
Ano de produção: 1989.
Duração: 17’.
Coleção/Série: Panorama histórico brasileiro.
Sinopse
Em 1889, sem oposição ou apoio popular, é proclamada a República
no Brasil. Tal evento é possível porque a burguesia emergente do
comércio e da indústria exige um governo do qual participasse.
Extinguem-se, então, a Monarquia e o monopólio do poder pela
nobreza latifundiária. O documentário aborda esse momento e traz
as novas formas de expressão que surgiram nas artes: a arquitetura
e o design, com estilo Art Nouveau; a pintura com a inovação no
gênero de paisagem com produções ao ar livre; o desenvolvimento
da fotografia e a linguagem do cinema que começa a aparecer.
31_AF_03.indd 1
28/05/10 17:35
Trama inventiva
Ponto de contato, conexão, enlaçado em Os olhos da Arte
com um outro território provocando novas zonas de contágio
e reflexão. Abertura para atravessar e ultrapassar saberes:
olhar transdisciplinar. A arte se põe a dialogar, a fazer contato,
a contaminar temáticas, fatos e conteúdos. Nessa intersecção,
arte e outros saberes se alimentam mutuamente, ora se complementando, ora se tensionando, ora acrescentando, uns aos
outros, novas significações. A arte, ao abordar e abraçar, com
imagens visionárias, questões tão diversas como a ecologia, a
política, a ciência, a tecnologia, a geometria, a mídia, o inconsciente coletivo, a sexualidade, as relações sociais, a ética, entre
tantas outras, permite que na cartografia proposta se desloque o
documentário para o território das Conexões Transdisciplinares.
Que sejam estas então: livres, inúmeras e arriscadas.
O passeio da câmera
Uma valsa, um convite e somos transportados para o baile da Ilha
Fiscal, na entrada da Baía de Guanabara. A câmera nos conduz
ao ultimo evento social da Monarquia, no qual 4.500 convidados
exibem a melhor roupa e as joias mais preciosas. Uma semana
depois, D. Pedro II é deposto e as forças republicanas instauram
uma nova ordem. O documentário em bloco único apresenta as
transformações ocorridas no final do século XIX: a consolidação
da República Francesa, o processo de industrialização europeu,
a expansão colonialista na Ásia e na África, a Belle Époque, a
doutrina comunista e flashes de filmes originais da época.
Inovações contribuem para a efervescência dos grandes centros
urbanos no final do século XIX. Na arte, o design do estilo Art
Nouveau, a fotografia, o cinema, a pintura ao ar livre, o realismo
na literatura, a música, a dança e o teatro de costumes estimulam
mudanças na República recém-criada.
2
Neste material, abrem-se Conexões Transdisciplinares com o
foco no território Saberes Estéticos e Culturais para o estudo
da história da fotografia, da pintura brasileira no século XIX; em
31_AF_03.indd 2
28/05/10 17:35
material educativo para o professor-propositor
NASCE A REPÚBLICA
Linguagens Artísticas, pintura, fotografia, arquitetura, cinema e
design; Forma-Conteúdo, com as temáticas: retrato, paisagem,
cotidiano; Conexões Transdisciplinares, com aparelhos fotográficos, história do Brasil.
Os olhos da Arte
A modernização resultante do processo de implantação da República
no Brasil – orientada pelos modelos europeu e americano – institui
formas artificiais de cosmopolitismo, à medida que são definidas a partir
de valores externos à cultura brasileira. Os grandes centros urbanos
transformam-se em mercados potenciais de consumo das novidades
científicas, industriais e culturais provenientes do avanço do modelo
burguês em escala internacional. É nessa ambiência que o desenvolvimento de novas visões sobre a arte se torna possível.
(Maria Teresa Bandeira de Mello, 1998, p. 65)
Na Exposição Universal de Chicago de 1893, o Brasil se apresenta como uma nação moderna. Civilização e desenvolvimento
são exibidos por meio da fotografia, revelando a ideia de “ordem
e progresso” tanto para os brasileiros como para apresentar o
Novo Mundo aos estrangeiros, conectando a imagem ao entendimento do nosso hábitat urbano. A construção da visualidade
oficial é meticulosamente planejada pela nova estética republicana, mais objetiva e científica que a tradição neoclássica.
O período republicano abre espaço para a imprensa ilustrada e
a litografia, a fotografia e as técnicas que combinavam pintura
e fotografia.
A história da fotografia no Brasil (consulte sobre isso o documentário Fotografia: o exercício do olhar da DVDteca Arte na
Escola) remonta à chegada do daguerreótipo ao Rio de Janeiro,
em 1839, às pesquisas do francês Hercule Florence, radicado
em Campinas (SP) e a rápida difusão dos recursos fotográficos
no país. Entre acaloradas discussões sobre a fotografia como
documento auxiliar das artes ou como linguagem artística autônoma, ela invade os domínios da pintura e assume os chamados
serviços sociais: os retratos, as vistas da cidade e do campo,
as reportagens e as ilustrações. Intervenções no registro fotográfico foram amplamente realizadas em carte-de-visite; na
31_AF_03.indd 3
3
28/05/10 17:35
Belmiro de Almeida - Arrufos, 1887
óleo sobre tela, 89 x 116 cm
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro/RJ
4
31_AF_03.indd 4
Almeida Júnior - O importuno, 1898
óleo sobre tela, 145 x 97 cm
Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo
28/05/10 17:35
Paulo
material educativo para o professor-propositor
NASCE A REPÚBLICA
gravura fotográfica, ampliações sobre cobre e aço permitindo sua
impressão; na litofotogravura, ampliação sobre pedra litográfica
para impressão, usada em jornais e revistas, e a foto-pintura,
ampliação em papel como base para retratos a óleo.
Fotógrafos itinerantes inauguram seus estúdios fotográficos nas
cidades e comercializam seus retratos; entre eles, Marc Ferrez,
Augusto Malta, Militão Augusto de Azevedo e José Christiano
Júnior. Em 1899, o estúdio paulistano Photographia Valério
oferece retratos convencionais e o recém-inventado retrato de
formatura – cultivado pelos bacharéis da Faculdade de Direito
do Largo São Francisco, além de imagens coloridas por meio de
aquarela e pastel ou ampliadas em diferentes suportes: espelhos,
porcelanas e marfim. Valério Vieira, inovando o uso criativo da
câmera, destaca-se na produção de panoramas da capital paulista e em fotomontagens com vários negativos, como no seu
autorretrato Os trinta Valérios, imagem de um sarau onde músicos, plateia, garçom, e até os quadros na parede representam
a mesma pessoa: o próprio fotógrafo. Valério antecipou-se ao
surgimento do fotojornalismo ao enviar o registro de eventos à
imprensa divulgando-os, bem como aos serviços do estúdio.
Nesse período, a imprensa é um espaço de progresso e liberdade, plural e complexo. Nas páginas da imprensa periódica se
traduzem as relações políticas e de poder; anúncios de serviços
e comércio, enquanto os folhetins aquecem a imaginação das
damas e dos casais em romance. E também a dimensão cultural
da época por meio da literatura (crônicas, folhetins, poesias,
teatro, novelas e romances); formação de público, em especial
feminino, e da iconografia para a construção de um discurso visual,
aprimorado na medida em que foi possível publicar imagens com
mais qualidade técnica. As publicações da imprensa, dos jornais e
dos livros passam a ter um planejamento gráfico, início do que se
pode chamar de design gráfico no Brasil. Henrique Fróes, Angelo
Agostini, Julião Machado, entre outros, além de caricaturistas,
são responsáveis por tais inovações técnicas e gráficas.
Se a literatura popular, as revistas e os jornais do século XIX
estimularam mudanças no cotidiano da população urbana, no
31_AF_03.indd 5
5
28/05/10 17:35
século XX seria o cinema o massificador dos hábitos sociais
de consumo e da estética da modernidade. O cinema nasceu
das primeiras experiências com a fotografia em movimento e
foi impulsionado pelo imaginário fin-de-siècle e a estética do
entretenimento, difundidos por meio do teatro clássico e popular,
espetáculos de feira, museus de cera e tantos outros.
Os irmãos franceses Lumière apresentaram em 1895 a invenção
do cinema, aliás, do cinematógrafo, “aparelho que reproduzia
os movimentos da vida”, unindo a filmagem e a projeção em
único equipamento. Um ano depois, foi inaugurado o Salão Paris,
primeira sala de exibição no Rio de Janeiro. O primeiro filme
rodado no país foi Uma vista da Baía da Guanabara, realizado
por um viajante a bordo de um navio que aqui desembarcara em
19 de junho de 1898, dando origem ao Dia do Cinema Brasileiro.
Novamente um olhar estrangeiro antecipa as transformações
culturais do final do século XIX e inicio do século XX.
O passeio dos olhos do professor
A primeira viagem ao final do século XIX é sua: assista ao documentário por inteiro, tendo um contato com os conceitos e informações que ele traz. Pode ser interessante uma segunda projeção,
fazendo anotações das principais questões surgidas durante o
percurso. Nossa sugestão é de que essas anotações marquem
o início de um diário de bordo como um instrumento para o seu
pensar pedagógico durante todo o processo com seus alunos.
Uma pauta do olhar pode apoiar/provocar sua percepção:
O que o documentário desperta em você?
Para você, o documentário apresenta conhecimentos novos?
Como as circunstâncias do final do século XIX foram alterando
a percepção e a leitura de mundo da época? É possível perceber um percurso? Coerente ou marcado por rupturas?
6
O que instiga em você os flashes das filmagens da época,
mostrando cenas do cotidiano?
31_AF_03.indd 6
28/05/10 17:35
material educativo para o professor-propositor
NASCE A REPÚBLICA
Sobre o documentário: o que os textos narrados e as imagens
mostradas provocam em você?
Que surpresas e estranhamentos o documentário apresenta
para seus alunos? O que eles gostariam de ver?
Agora reveja suas anotações, o passeio de seus olhos sobre o
mapa potencial do documentário e o pensar sobre seus alunos.
A partir delas, que foco você escolheria para ampliar os olhares
dos alunos? Convide-os para caminhar por diferentes trilhas.
Percursos com desafios estéticos
O passeio dos olhos dos alunos
Algumas possibilidades de entrada no documentário:
Para aguçar a imaginação dos alunos, você pode contar
o mesmo trecho do romance Esaú e Jacó, escrito por
Machado de Assis, narrado no documentário e disponível
em: <http://portal.mec.gov.br/machado/arquivos/html/
romance/marm09.htm>:
Flora não se aborreceu na ilha. (...) A novidade da festa, a vizinhança do mar,
os navios perdidos na sombra, a cidade defronte com os seus lampiões
de gás, embaixo e em cima, na praia e nos outeiros, eis aí aspectos novos
que a encantaram durante aquelas horas rápidas. Não lhe faltavam pares,
nem conversação, nem alegria alheia e própria. (...) Também invejava a
princesa imperial, que viria a ser imperatriz um dia, com o absoluto poder
de despedir ministros e damas, visitas e requerentes, e ficar só, no mais
recôndito do paço, fartando-se de contemplação ou de música. Era assim
que Flora definia o ofício de governar. (...) De uma vez alguém lhe disse,
como para lhe dar força: “Toda alma livre é imperatriz!”
O que os alunos imaginam sobre a jovem Flora e sua época?
Após a exibição do documentário, continuando a conversa:
Quais as semelhanças e diferenças entre os bailes de outrora
e os atuais? Quais as expectativas de seus alunos diante de
uma festa muito especial? Como definem o oficio de governar? Concordam com a afirmação de que “toda a alma livre
é imperatriz”?
31_AF_03.indd 7
7
28/05/10 17:36
Retratos e autorretratos em diferentes linguagens podem se
tornar uma proposição para assistir ao documentário. Podem
fazer parte dessa seleção desenhos, pinturas e fotografias
do século XIX até os dias atuais. O que os alunos pensam
sobre essas imagens? Quais as comparações possíveis?
Observe as preferências e as incompreensões da turma.
Após a exibição do documentário, o que modificou no olhar
dos alunos sobre essa temática?
Uma consulta aos livros de história e de literatura, entre outras
áreas, buscando imagens artísticas produzidas no período de
transição entre Império e República, pode preparar o olhar
para o documentário. Olhando as imagens, o que pensam os
alunos sobre a contribuição da arte nesse período? Depois,
exiba o documentário. Sobre qual assunto os alunos desejam
saber mais?
Desvelando a poética pessoal
A proposta é a criação de uma série de trabalhos e sua apreciação, para discutir a poética pessoal de cada aluno. Explorando
as inovações tecnológicas do final do século XX, quando os
computadores pessoais se popularizaram e os meios de reprodução digital da imagem estão ao alcance de nossas mãos, vários
podem ser os desafios para os alunos escolherem.
Pesquisar e relacionar a evolução dos hábitos de lazer e dos
objetos apresentados no documentário até os nossos dias. Exemplos: da bicicleta aos transportes coletivos, do vestuário à moda
fashion, do jogo de bocha ao videogame, do teatro de revista ao
megashow em estádios de futebol. Após a seleção das imagens,
eles devem preparar uma apresentação em PowerPoint. Para
isso, você pode oferecer a oportunidade de rever o documentário
buscando um olhar mais atento ao progresso tecnológico do final
do século XIX, ou outro tema de escolha deles.
8
O desafio de se perceber no mundo e se envolver com as coisas
do mundo é experiência enriquecedora tanto para os artistas
como para os alunos. Desenhar o autorretrato com recursos
31_AF_03.indd 8
28/05/10 17:36
material educativo para o professor-propositor
NASCE A REPÚBLICA
materiais e procedimentos técnicos diferentes pode animar
muitos alunos. A pesquisa de materiais e a experimentação em
diferentes linguagens foram exploradas por artistas como: Vik
Muniz (consulte documentário sobre esse artista na DVDteca
Arte na Escola), Tarsila do Amaral, Flávio de Carvalho, Albano
Afonso, Ismael Nery, entre outros. Desenho, pintura, colagem e
fotografia, temáticas realista ou simbólica deixarão o aluno mais
atentos à própria criação.
Cada proposta pode ser uma pesquisa pessoal em paralelo ao
projeto desenvolvido na aula. O acompanhamento do professor
e a socialização para o grupo ampliam a leitura e a compreensão
do mundo e da cultura.
Ampliando o olhar
A liberação universal dos Correios para o uso de fotos e
gravuras no cartão-postal em 1891 e os novos métodos de
impressão ampliaram o espaço para a imagem no cotidiano
em muitos países. No Brasil, um dos precursores foi o
fotógrafo Marc Ferrez que imprimia seus cartões na Suíça.
Grandes editores estrangeiros dedicaram coleções ao Brasil
revelando os costumes, o modo de vida, os locais turísticos
e toda a cultura brasileira, a exemplo do que acontecia em
todo o mundo. Cartofilia é a denominação do colecionismo de
cartões-postais. Se sua escola tiver uma sala de informática,
combine um horário para pesquisar sobre os cartões-postais
produzidos no final do século XIX (consulte a Webgrafia no
final deste material), além de outros que os alunos podem
encontrar. Seria também interessante observar quais as
temáticas encontradas nos cartões-postais atuais.
O documentário apresenta a primeira sessão pública de
cinema dos irmãos Lumière: A chegada do trem na estação.
Em sua origem o cinema oferecia conteúdo documental com
registros simples do cotidiano. A linguagem cinematográfica,
com narrativas de ficção, foi construída aos poucos. Os
alunos já foram ao cinema? O que conhecem sobre cinema?
31_AF_03.indd 9
9
28/05/10 17:36
NASCE A REPÚBLICA
arquitetura,
design
pintura
linguagens
convergentes
meios
tradicionais
fotografia
meios novos
qual FOCO?
artes
visuais
cinema
figura humana,
paisagem, retrato
temática figurativa
teatro
qual CONTEÚDO?
literatura
o que PESQUISAR?
cultura brasileira
Linguagens
Artísticas
Forma - Conteúdo
Patrimônio
Cultural
bens simbólicos
Saberes
Estéticos e
Culturais
academia,
pintura brasileira do séc. XIX,
historia da fotografia
história da arte
Conexões
Transdisciplinares
arte, ciência
e tecnologia
Zarpando
aparelhos fotográficos
arte e ciências
humanas
sociologia, história do Brasil,
política, cidades, contexto cultural
e político
Para ampliação do olhar sobre a linguagem cinematográfica,
podem ser exibidos dois curtas-metragens: Enigma de um
dia e Caramujo-flor (consulte a DVDteca Arte na Escola), do
diretor Joel Pizzini Filho, que realiza produções cinematográficas
experimentais com forte vínculo com o cinema de poesia.
Revendo o documentário, selecione a imagem da obra Leitura,
pintada pelo artista Almeida Júnior em 1892; com o comando
pause, paralise a imagem para uma conversa sobre a composição pictórica e os elementos da visualidade (cor, forma,
texturas, linhas e outros aspectos). Em seguida, questione
seus alunos sobre como percebem o tempo e o espaço, a
idealização entre urbano e rural, como os espaços amplos e
naturais do campo vão sendo invadidos por elementos urbanos
como os muros, as grades, a casa dos vizinhos, a pintura ao ar
livre, a cultura caipira versus a cultura urbana em crescimento.
As mesmas etapas de apreciação podem ser feitas na leitura
da tela Cozinha caipira (1895), Sem titulo (Cena da família
de Adolfo Augusto Pinto, 1891), Descanso do modelo (1882)
do mesmo artista, que também aparecem no documentário.
12
A leitura da obra Proclamação da República, óleo sobre tela
de Benedito Calixto de 1893 (acervo da Pinacoteca do Estado
de São Paulo), pode problematizar a representação do fato
vivido em 15 de novembro de 1889. Pintada quatro anos após
o Golpe da República, a obra exibe uma imagem idealizada.
Podemos polemizar com os alunos, sobre a oposição entre
a ideia de a República ter se concretizado a partir de uma
“proclamação” ou de um “golpe militar”. A imagem evidencia
um ambiente de ordem e disciplina militar, onde a fumaça é
dos tiros em comemoração e não de uma luta armada, portanto um ambiente de paz, não exatamente de concordância,
mas de exclusão. Se temos uma proclamação, onde está
o povo para ouvi-la? O povo, entre atônito e indiferente, se
resume a alguns transeuntes ao fundo, mantidos à margem
do acontecimento e, no geral, da história do país. Que outras
questões políticas e sociais a imagem suscita em comparação
às narrativas históricas sobre o referido episódio?
31_AF_03.indd 12
28/05/10 17:36
material educativo para o professor-propositor
NASCE A REPÚBLICA
Conhecendo pela pesquisa
O Salão Caricatural foi um gênero artístico desenvolvido na
França, e aprimorado no Brasil por Angelo Agostini, no qual
ironia e humor “comentavam” as obras expostas nos salões
oficiais. Por meio da charge, o caricaturista contribuía para a
popularização das obras, e de certa forma assumia o papel de
crítico de arte ao tecer críticas à instituição oficial e sua produção.
Apesar da riqueza de informações, quando olhamos tais caricaturas nem sempre compreendemos os códigos representados
nas charges do final do século XIX, embora sejam marco inicial
da crítica de arte no Brasil. Ao analisar e emitir juízo de valor
sobre obras de arte, o crítico reconhece e define os produtos
artísticos como tal. O que os alunos podem descobrir sobre o
papel da crítica de arte hoje?
Arrufos são ressentimentos passageiros entre pessoas que
se querem. É também o titulo de uma obra de 1897, do pintor
Belmiro de Almeida, que chocou a aristocracia do final do
Império com a desavença de um casal burguês desvelada
pelo realismo na pintura. Em 2008, o Grupo XIX de Teatro
apresenta uma montagem teatral homônima, discutindo o
ideário do amor romântico. O que os alunos podem descobrir
sobre essa montagem e o processo de criação a partir da
pintura “Arrufos”? O que os alunos podem aprender sobre
o cotidiano do século XIX observando a pintura Arrufos?
Durante a 1ª República, surgiram as pinturas decorativas ou
painéis decorativos, que imitavam detalhes de palácios reais
em casas particulares, por meio das artes aplicadas com
mosaico, vitral, tapeçaria, entre outros. A criação de uma
identidade cultural brasileira tomou fôlego com a decoração
de fachadas, em painéis de paredes e tetos de prédios públicos, e em monumentos em espaços públicos. Surge, assim,
um presumido programa iconográfico republicano, no qual
são exaltadas as bases econômicas da nação republicana, o
culto de virtudes, bem como o de mitos pagãos e de heróis
e mitos nacionais. Antônio Parreiras é o pintor considerado
31_AF_03.indd 13
13
28/05/10 17:36
mais representativo desse gênero de arte nas três primeiras
décadas da República brasileira. O que os alunos podem
descobrir sobre esse pintor e a visualidade republicana?
Amarrações de sentidos: portfólio
Dar sentido ao que se estudou é bastante importante para que
o aluno se aproprie de suas descobertas. É importante, também,
perceber e valorizar o percurso trilhado entre a pesquisa, o
fazer artístico, a apreciação, o pensar e discutir arte. Assim, o
portfólio é um bom modo de registrar com sua marca pessoal,
as ideias iniciais e as mudanças do percurso. Para tal, sugerimos
um portfólio, montado como um túnel do tempo, ou um caderno
de viagens, registrando de modo estético e textual os estudos
desenvolvidos no projeto a partir do documentário e as novas
questões que se abrem para a continuidade do aprender arte.
Valorizando a processualidade
Onde houve transformações? O que os alunos perceberam que
conhecem?
A discussão a partir dos cadernos desenvolvidos pode levar
à reflexão sobre todo o processo. Incentive a fala dos alunos
sobre o que mais gostaram e o que menos gostaram, o que
foi mais importante e o que faltou. A escuta dessas respostas,
junto com seu diário de bordo permite reflexões sobre o seu
próprio aprendizado. É o momento de reconhecer e anotar suas
descobertas, achados pedagógicos e tomar consciência das
novas possibilidades despertadas por essa experiência.
Personalidades abordadas
14
Almeida Júnior (Itu/SP, 1850 – Piracicaba/SP, 1899) – Pintor. Ingressa
na Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), no Rio de Janeiro, onde tem
aulas de pintura com Victor Meirelles. Conclui estudos em 1874, mas não
concorre ao prêmio de viagem e retorna a Itu. Abre ateliê em 1875 e atua
como retratista e professor de desenho. Em visita ao interior de São Paulo,
o imperador D. Pedro II impressiona-se com seu trabalho e concede-lhe uma
31_AF_03.indd 14
28/05/10 17:36
material educativo para o professor-propositor
NASCE A REPÚBLICA
bolsa de estudos para a Europa. Vive em Paris entre 1876 e 1882. Regressa
ao Brasil e expõe na Aiba as obras produzidas em Paris. Uma parcela da
crítica de arte brasileira o vê como o “pintor do nacional”, pois em suas
telas figuram os costumes, as cores e a luminosidade regional, contrários
à tradição eurocêntrica vigente na pintura acadêmica.
Belmiro de Almeida (Serro/MG, 1858 - França, 1935) – Pintor, desenhista, caricaturista, escultor, professor e escritor. Leciona desenho no Liceu
de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de
Janeiro. A primeira viagem a Paris, em 1884, resulta num redirecionamento
estético em seu trabalho, consequência do estudo e contato com obras de
artistas impressionistas: Édouard Manet, Edgar Degas e Georges Seurat.
No Rio de Janeiro, trabalha como caricaturista em diversas revistas. É um
dos criadores do Salão dos Humoristas, em 1914, e membro do Conselho
Superior de Belas Artes, de 1915 a 1925.
Chiquinha Gonzaga (Rio de Janeiro/RJ, 1847 - 1935) – Compositora,
instrumentista e regente. Aos 11 anos compôs sua primeira música. Considerada por todos os historiadores o maior nome feminino da música popular
brasileira. Participa intensamente da implantação do “choro” no Rio de
Janeiro nos últimos 20 anos do Império. Enfrenta o preconceito social contra
a mulher compositora e consegue impor-se no meio teatral musicalizando
várias peças de sucesso – conhecidas como “teatro de revista”. Em 1899
compôs a primeira marcha de carnaval Ó abre alas, tornando-se pioneira
na produção carnavalesca.
Henrique Bernardelli (Chile, 1858 - Rio de Janeiro/RJ, 1936) – Irmão do
escultor Rodolfo e do violonista e pintor Félix Bernardelli. Matricula-se na
Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), no Rio de Janeiro, juntamente com
o irmão Rodolfo. Viaja para a Itália por oito anos e, quando retorna ao Brasil,
realiza no Rio de Janeiro uma exposição individual que causa interesse e
polêmica no meio local. Leciona na Escola Nacional de Belas-Artes (Enba)
de 1891 a 1905. Juntamente com o irmão, passa a lecionar em um ateliê
particular. Na década de 1890, realiza importantes trabalhos decorativos
para o Theatro Municipal e a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro e para
o Museu Paulista, em São Paulo.
Valério Vieira (Angra dos Reis/RJ, 1862 - São Paulo/SP, 1941) – Fotógrafo,
músico. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes (Aiba) como aluno
ouvinte. Na década de 1880, inicia a carreira de fotógrafo itinerante em cidades do Vale do Paraíba e Minas Gerais e fixa-se na cidade de São Paulo,
onde abre a Photographia Valério, especializada em retratos convencionais
e imagens coloridas. Pioneiro na produção de fotomontagens e de vistas
panorâmicas da capital paulista. Com o autorretrato Os trinta Valérios obtém
medalha de prata na St. Louis Purchase Exposition, nos Estados Unidos.
31_AF_03.indd 15
15
28/05/10 17:36
Glossário
Art Nouveau – Estilo artístico também conhecido como Arte Nova, Arte
Floreal, Jugendstil, Modern Style, Style Liberty. Desenvolve-se entre 1890
e a Primeira Guerra Mundial na Europa e nos Estados Unidos, espalhando-se
para o resto do mundo. O Art Nouveau dialoga com a produção industrial em
série. Os novos materiais do mundo moderno são amplamente utilizados (o
ferro, o vidro e o cimento), assim como são valorizadas a lógica e a racionalidade das ciências e da engenharia. A fonte de inspiração primeira dos
artistas é a natureza, as linhas sinuosas e assimétricas das flores e animais.
O movimento da linha assume o primeiro plano dos trabalhos, ditando os
contornos das formas e o sentido da construção, das ilustrações, da moda,
das fachadas e dos interiores. Fonte: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de artes visuais. Disponível em: <http://www.itaucultural.org.br/enciclopedia>.
Acesso em: ago. 2009.
Cinema – “A arte da imagem em movimento é, também, uma manifestação
ligada indissoluvelmente à indústria, seja do ponto de vista de sua produção
coletiva – para a qual concorrem trabalhos diferenciados, especializados e
convergentes – seja pelos níveis tecnológicos indispensáveis que vieram a
ser criados e aperfeiçoados a partir do final do século 20 (...) A linguagem
cinematográfica engloba todas as técnicas utilizadas na seleção e captação
das imagens – planos, ângulos, movimentos de câmera, enquadramentos,
iluminação, cenários etc. – que resultam na sua força expressiva autônoma”.
Fonte: CUNHA, Newton. Dicionário Sesc: a linguagem da cultura. São Paulo:
Perspectiva: Sesc São Paulo, 2003. p. 138.
Exposições Nacionais – Organizadas e patrocinadas diretamente pelo imperador, funcionavam como uma espécie de preparação e seleção do material
das províncias que seriam remetidos para as feiras mundiais, das quais o
Brasil participaria. A participação brasileira nessas feiras tinha como objetivo
tornar o Império, seus produtos e características conhecidos. Buscava-se
especialmente, associar a ideia do Império dos Bragança com a ideia da
presença da civilização nos trópicos. Fonte: TORAL, André. A imagem
distorcida da fotografia. 19&20: A Revista Eletrônica de DezenoveVinte.
v.4, n.1, jan. 2009. Disponível em: <http://www.dezenovevinte.net/artistas/
vm_toral.htm>. Acesso em: ago. 2009.
Fotomontagem – A imagem criada a partir de partes de outras fotografias
cortadas e reunidas. Esse processo pode ser feito no momento da ampliação
e revelação da fotografia, no próprio laboratório fotográfico, ou com o auxílio
do computador. Fonte: JANSON, H. W. História da arte. 5.ed. rev. e aum.
São Paulo: Martins Fontes, 1992.
16
Iconografia – Vocábulo usado para designar o significado simbólico de
imagens ou formas representadas em obras de arte. Também nomeia uma
disciplina da história da arte, dedicada a identificar, descrever, classificar e
31_AF_03.indd 16
28/05/10 17:36
material educativo para o professor-propositor
NASCE A REPÚBLICA
interpretar a temática das artes figurativas. Até fins do século XVI, a iconografia referia-se especialmente ao significado simbólico de imagens inseridas
num contexto religioso. Atualmente, o termo refere-se ao estudo da história
e da significação de qualquer grupo temático. Fonte: ENCICLOPÉDIA Itaú
Cultural de artes visuais. Disponível em: <http://www.itaucultural.org.br/
enciclopedia>. Acesso em: ago. 2009.
Bibliografia
Carnier Júnior, Plínio. Imigrantes: viagem, trabalho e integração. São
Paulo: FTD, 2000.
CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República
que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
______. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São
Paulo: Companhia das Letras, 1998.
CATELLI JUNIOR, Roberto. Brasil: do café à indústria: transição para o
trabalho livre. São Paulo: Brasiliense, 1992.
COSTA, Nicola S. Canudos ordem e progresso no sertão. São Paulo:
Moderna, 1990.
DECCA, Maria Auxiliadora Guzzo. Indústria, trabalho e cotidiano: Brasil
1880 a 1930. São Paulo: Atual, 1991. DE LUCA, Tânia Regina. Café e modernização. São Paulo: Atual, 2005.
DENIS, Rafael Cardoso. Uma introdução à história do design. São Paulo:
E. Blücher, 2000.
FABRIS, Annateresa (Org.). Fotografia: usos e funções no século XIX. São
Paulo: Edusp, 1991.
FONSECA, Jorge Nassar Fleury da. Artes do progresso: uma história da visualidade da Exposição de Chicago de 1893. 19&20: A Revista Eletrônica de
DezenoveVinte. v.4, n.1, jan. 2009. Disponível em: <http://www.dezenovevinte.
net/arte%20decorativa/expo_1893_chicago.htm>. Acesso em: ago. 2009.
KOSSOY, Boris. Origens e expansão da fotografia no Brasil: século XIX.
Rio de Janeiro: Funarte, 1980.
MELLO, Maria Teresa Bandeira de. Arte e fotografia: o movimento pictorialista
no Brasil. Rio de Janeiro: Funarte, 1998. MORAES, José Geraldo Vinci de. Cidade e cultura urbana na Primeira
República. 4.ed. São Paulo: Atual, 1994.
NEVES, Margarida de Souza; HEIZER, Alda. A ordem é o progresso: o Brasil
de 1870 a 1910. São Paulo: Atual, 1991.
PEREIRA, Sonia Gomes. Arte brasileira no século XIX. Belo Horizonte: C/
Arte, 2008.
31_AF_03.indd 17
17
28/05/10 17:36
SILVA, Rosangela de Jesus. Os salões caricaturais de Angelo Agostini.
19&20: A Revista Eletrônica de DezenoveVinte. v.1, n.1, maio 2006. Disponível em: < http://www.dezenovevinte.net/criticas/txtcriticas_rosangela.
htm>. Acesso em: ago. 2009.
SOUZA, Iara Lis Schiavinatto Carvalho. A República do progresso: a cidade
na Belle Époque. São Paulo: Atual, 1995.
TORAL, André. A imagem distorcida da fotografia. 19&20: A Revista Eletrônica de DezenoveVinte. v.4, n.1, jan. 2009. Disponível em: <http://www.
dezenovevinte.net/artistas/vm_toral.htm>. Acesso em: ago. 2009.
VITORINO, Artur José Renda. Escravidão e modernização no Brasil do
século XIX. São Paulo: Atual, 2000.
Webgrafia
os sites a seguir foram acessados em 27 jul. 2009.
AUGUSTO Malta. Disponível em: <http://portalaugustomalta.rio.rj.gov.
br/login>.
BRASILIANA Digital. Disponível em: < http://www.brasiliana.usp.br/bbd>.
CARTOFILIA História. Disponível em: <http://www.girafamania.com.br/
introducao/cartofilia1.html>.
CINEMA brasileiro, cinema Brasil. Disponível em: <http://www.cinemabrasil.
org.br/site02/index.html>.
CINEMATECA brasileira. Disponível em: <http://www.cinemateca.com.br>.
FOTOGRAFIA. Disponível em: <http://www.fotoplus.com/fpw/indice.htm>.
FUNDAÇÃO Biblioteca Nacional. Disponível em: <http://www.bn.br/
portal>.
FUNDAÇÃO Joaquim Nabuco. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>.
GRUPO XIX de Teatro. Disponível em: <http://www.grupoxixdeteatro.ato.br>.
HISTÓRIA. Textos sobre história do Brasil. Historianet, a nossa história.
Disponível em: <http://www.historianet.com.br>.
HISTÓRIA do Brasil. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/pais/
historia>.
______. República. Edição especial da revista Veja. Disponível em: http://
veja.abril.com.br/historia/republica/indice.shtml>.
______. A República, os primeiros tempos (1889-1897). Disponível em:
<http://educaterra.terra.com.br/voltaire/brasil/2004/11/16/000.htm>.
______. República on-line. Disponível em: <http://www.republicaonline.org.
br/index_flash.htm>.
18
31_AF_03.indd 18
28/05/10 17:36
material educativo para o professor-propositor
NASCE A REPÚBLICA
HISTÓRIA do café. Disponível em: <http://www.abic.com.br/scafe_historia.html>.
IEB - Instituto de Estudos Brasileiros - USP. Disponível em: <http://www.
ieb.usp.br>.
INSTITUTO Moreira Salles. Disponível em: <http://ims.uol.com.br/ims>.
JARDIM Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.jbrj.
gov.br>.
MACHADO de Assis – obra completa. Disponível em: <http://portal.mec.
gov.br/machado>.
MEMORIAL do Imigrante. Disponível em: <http://www.memorialdoimigrante.
sp.gov.br>.
MUSEU Histórico Nacional. Disponível em: <http://www.museuhistoriconacional.com.br>.
MUSEU Imperial. Disponível em: <http://www.museuimperial.gov.br>.
MUSEU Nacional. Disponível em: <http://www.museunacional.ufrj.br>.
MUSEU Nacional de Belas Artes. Disponível em: <http://www.mnba.gov.br>.
MUSEU Paulista. Disponível em: <http://www.mp.usp.br>.
MUSEU da República. Disponível em: <http://www.museudarepublica.
org.br>.
PINACOTECA do Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.
pinacoteca.org.br>.
Filmografia
FOTOGRAFIA: o exercício do olhar. Dir. Tânia Celidônio. São Paulo: Rede
SescSenac de Televisão, São Paulo, 1997. 1 DVD (55 min.). (Documentário). Acompanha material educativo para professor-propositor. DVDteca
Arte na Escola.
GUERRA de Canudos. Dir. Sergio Rezende. S.l.: Morena Filmes, 1997. 1
DVD (170 min.).
Relato sobre a destruição do Arraial de Canudos e o messianismo de
Antonio Conselheiro.
A GUERRA dos Pelados. Dir. Sylvio Back. S.l.: Paraná Filmes: Servicine,
1970. 1 DVD (98 min.).
A saga da Guerra do Contestado em 1913.
MEMÓRIAS póstumas. Dir. André Klotzel. S.l.: Europa Filmes, 2001. 1
DVD (102 min.).
Ao morrer em 1869, Brás Cubas decide revisitar os fatos mais importantes
de sua vida. Baseado na obra homônima de Machado de Assis.
31_AF_03.indd 19
19
28/05/10 17:36
POLICARPO Quaresma, herói do Brasil. Dir. Paulo Thiago. S.l.: Glaucia
Camargos: Hevadis Films: Vitória Produções Cinematográficas, 1998. 1
DVD (123 min.).
Baseado no livro de Lima Barreto sobre a história de um funcionário
público durante a Revolta da Armada.
O TRONCO. Dir. João Batista de Andrade. São Paulo: Raíz Produções
Cinematográficas, 1999. 1 DVD (109 min.).
O coronelismo em Goiás, no início do século XX.
20
31_AF_03.indd 20
28/05/10 17:36
Mapa potencial
NASCE A REPÚBLICA
31_AF_03.indd 22
28/05/10 17:36
Download

Acessar publicação Nasce a república