PROJETO TELETANDEM BRASIL E A INTERCULTURALIDADE Emeli Borges Pereira LUZ UNESP – São José do Rio Preto RESUMO Devido às tecnologias de comunicação e informação e as frequentes mudanças globais, fez-se necessário que o sistema educacional e o ensino e aprendizado de línguas estrangeiras se adaptassem a essa nova realidade. Este trabalho tem por objetivo apresentar o contexto do Projeto Teletandem Brasil como uma alternativa de desenvolvimento da competência intercultural dos aprendizes fora da sala de aula tradicional. Palavras-chave: TICs, Teletamdem Brasil, Interculturalidade. ABSTRACT Due to the Communication and Information Technologies and frequent global changes, the education system and the foreign language learning and teaching realized the necessity to adapt to this new reality. This work has as objective to present the context of the Teletandem Brasil Project as an alternative of development of the intercultural competence of learners outside the traditional classroom context. Key words: ICTs,Teletandem Brasil, Interculturality. Introdução Não há duvidas de que estamos vivendo em momentos de grandes mudanças globais. Percebemos, principalmente através das novas tecnologias, que os países e seus povos estão interconectados política, social, financeiramente, em suma, em muitos aspectos da vida atual. As exigências do mercado de trabalho se modificaram e as pessoas precisam se atualizar para permanecer ou entrar nele. Hoje, exige-se um indivíduo globalizado, um profissional dinâmico, crítico, que saiba trabalhar em grupo, que seja proficiente em mais deu uma língua, capaz de participar e interagir com o mercado e o mundo internacional, consciente das diferenças culturais e apto a lidar com elas. “Assim, novas habilidades de análise simbólica estão emergindo como cruciais para o sucesso no século XXI. Elas incluem habilidades de análise crítica, avaliação, experimentação, colaboração, comunicação, abstração, pensamento sistemático e persuasão”1 (REICH, 1991, apud WARSCHAUER, 2000:5). “E em função da globalização, essas habilidades estão sendo altamente aplicadas no contexto do ensino da língua inglesa” (WARSCHAUER, 2000:5)2. Como a necessidade do uso da língua se alterou, modificações no ensino e aprendizagem têm ocorrido. A habilidade de ler, escrever e se comunicar eficazmente pela rede já se tornou essencial em quase todas as esferas da vida e as aulas de línguas devem estar prontas para preparar os estudantes para utilizar e interagir com esses adventos. É importante que os aprendizes estejam prontos para enfrentar o que o mundo lhes cobra: indivíduos autônomos, críticos, colaborativos, globalizados e interculturais. Segundo Sercu (2005a :1), Empregadores, cada vez mais, querem que seus empregados sejam competentes interculturalmente. Eles querem que os empregados sejam negociadores habilidosos nas situações de trabalho, cada vez mais interculturais.3 Paralelamente a essas inovações, muitas discussões têm sido desenvolvidas, nas últimas décadas, acerca do ensino e o aprendizado de línguas estrangeiras. A constante renovação dos métodos e abordagens que evidenciam diferentes aspectos da língua, como o Método de Gramática e 1 Thus new work skills of symbolic analysis are emerging as crucial for success in the 21st century. These include skills of critical analysis, evaluation, experimentation, collaboration, communication, abstraction, system thinking, and persuasion. 2 And, due to globalization, these skills are increasingly applied in English language contexts. 3 Employers increasingly want their employees to be interculturally competent. They want them to be skillful negotiators in increasingly intercultural work situations. Tradução (1840), que priorizava a gramática, ou o método Audiolingual (1940) com uma perspectiva estruturalista da linguagem, até a concretização das abordagens comunicativas e as abordagens pós-método. Deste modo, percebemos uma busca pela melhoria da forma de ensinar e aprender. A partir da década de setenta, com as abordagens humanistas, o foco do ensino passou do professor para o aprendiz e aspectos cognitivos e psicológicos passaram a também ser considerados. Com a abordagem comunicativa, fez-se necessário uma maior reflexão sobre a importância da interação social no ensino e aprendizagem de línguas. Juntamente com a sucessão dos métodos e abordagens, os estudos sobre as várias competências envolvidas no ensino e aprendizado de línguas foram desenvolvidos. Hymes (1976) discute o termo “competência linguistica”, sugerido por Chomsky, utilizado para descrever o conhecimento de aspectos linguísticos da língua e o termo “competência linguísticocomunicativa, sugerido por ele, que define o conhecimento do uso da língua, as quais somente as regras da gramática seriam inúteis. Canale e Swain (1980) e Canale (1982) nos apresentam os termos “competência gramatical”, relacionado com o conhecimento do código linguístico, “competência sociolingüística”, como o conhecimento das regras sociais que norteiam o uso da língua. “competência estratégica”, associada às estratégias de comunicação compensatórias e a “competência discursiva”, que aborda aspectos de coerência e coesão da linguagem. Portanto, dentro desta perspectiva, é essencial ressaltarmos também a importância da “competência intercultural” que Sercu (2005a) descreve como uma ampliação do conceito da competência comunicativa, referente à habilidade do indivíduo de agir linguística, sociolinguística, pragmática e interculturalmente na língua estrangeira, de maneira apropriada. Outra característica fundamental é considerarmos as influências da tecnologia no contexto educacional e consequentemente na maneira em que os indivíduos aprendem uma língua. O ensino de línguas precisa estar em constante modernização para fazer parte desse mundo globalizado, visto que, de acordo com O’Rourke e Schwienhorst (2003), novas tecnologias mudam a maneira como as pessoas aprendem uma segunda língua, pois elas podem trabalhar com recursos diferentes no aprendizado. Com as tecnologias da informação e comunicação (TICs), portas foram abertas para a inclusão de ferramentas no ensino de línguas e, segundo D’Eça (1998:81-82), entre os benefícios do uso de tecnologias de comunicação no ensino de inglês, estão: (1) O treino da escrita com objetivos mais ou menos específicos; (2) o conseqüente aumento da motivação pela escrita e o maior cuidado que se põe nela devido à dimensão que o público leitor pode assumir; (3) o treino da leitura; (4) o manancial de informação atualizada à disposição; (5) a capacidade de interação permanente entre pares oriundos de qualquer zona do planeta; e (6) o número de contatos / amizades que daí podem nascer sem a intervenção de idéias preconcebidas ou estereotipadas. Deste modo, o objetivo deste artigo é apresentar uma alternativa de ensino e aprendizado que vão ao encontro das mais novas tendências relacionadas com a tecnologia e a interculturalidade no ensino de línguas. Para tanto, depois desta introdução, daremos continuidade com uma seção que trata sobre a interculturalidade no ensino de línguas. Logo após, apresentaremos o Projeto Teletandem Brasil como complementação do ensino intercultural, fora da sala de aula tradicional. Com intuito de enriquecer este artigo, incluiremos excertos de interações realizadas no escopo do projeto. Por fim, traremos as considerações finais deste trabalho. Competência intercultural O termo cultura, de acordo com Kramsch (1996), é constituído de duas idéias principais, sendo uma delas baseada na produção de material (artístico, musical, folclórico, histórico e político) e outra abordando aspectos sociais, considerando um conjunto de práticas e hábitos diários compartilhados pela comunidade. Entendemos interculturalidade não somente como o conhecimento da cultura alheia, mas como a interação entre diferentes povos e o enriquecimento e transformação que essa interação causa no próprio universo e no universo do outro. É um fenômeno em que lidar com a diferença significa a possível construção de valores mais globais que cultivam o entendimento e respeito a novas culturas. Devemos considerar que, a identidade cultural de uma nação é constituída por aspectos sociais, econômicos, políticos, filosóficos, históricos e mais recentemente tecnológicos. Consequentemente a construção identitária de cada um é estabelecida pela interação do mesmo com os itens elencados acima e através da interação com o outro. Não podemos ignorar, portanto, as influências da tecnologia na formação cultural das sociedades modernas. A esse respeito Lévy nos chama a atenção decorrendo sobre a cibercultura, que o mesmo define como (...) a expressão da aspiração de construção de um laço social, que não seria fundado nem sobre links territoriais, nem sobre relações institucionais, nem sobre relações de poder, mas sobre o compartilhamento do saber, sobre a aprendizagem cooperativa, sobre processos abertos de colaboração (1999:130). Sercu (2005a) acredita que para saber lidar com experiências interculturais, é necessário possuir algumas características e competências pontuais como (...) disposição de se engajar com a cultura estrangeira, autoconsciência e habilidade de se olhar com outra perspectiva, habilidade de ver o mundo através dos olhos dos outros, habilidade de lidar com a incerteza, habilidade de atuar como um mediador cultural, habilidade de avaliar o ponto de vista do outro, habilidade de usar estratégias de aprendizado conscientemente e de ler o contexto cultural, e o entendimento que indivíduos não podem ser reduzidos às suas identidades coletivas. (p.2)4 Portanto, os professores não devem se preocupar somente em fornecer subsídios para que os aprendizes adquiram a competência comunicativa da língua em que estão estudando, mas também devem ajudálos a construir a competência intercultural, para que os mesmos sejam capazes de lidar com as exigências do mundo atual. Entendemos que, a inclusão de aspectos interculturais se tornam indispensáveis nas novas tendências educacionais que visam a formação de indivíduos conectados com os acontecimentos globais. O ensino de línguas deveria envolver trocas de informações entre pessoas de países diferentes possibilitando que o aprendiz entrasse em contato com visões não estereotipadas do país de seu interlocutor e que o mesmo pudesse também transmitir elementos culturais, de forma genuína e natural, que considerasse significativo de sua cultura. Segundo Sercu (2005a), seria interessante que os professores de diversas disciplinas trabalhassem a interculturalidade com os aprendizes, mas essa necessidade se faz bem mais aparente nas aulas de língua 4 (...) the willingness to engage with the foreign culture, self-awareness and the ability to look upon oneself from the outside, the ability to see the world through the other’s eyes, the ability to cope with uncertainty, the ability to act as a cultural mediator, the ability to evaluate others’ point of view, the ability to consciously use culture learning skills and to read the cultural context, and the understanding that individuals cannot be reduced to their collective identities. estrangeira, já que nelas os aprendizes necessariamente têm que lidar com um mundo diferente do deles. Entretanto, apesar da evidente importância de trabalhar aspectos interculturais no ensino de línguas, Sercu (2005b) ressalta que professores tendem a ensinar somente as informações culturais fornecidas pelos livros didáticos, sem considerar a importância das mesmas para os aprendizes. Ele ainda relata que muitos professores trabalham com atividades interculturais com uma abordagem mais direcionada ao professor e não centrada no aluno, não oportunizando ao aprendiz a chance dele “desenvolver e mudar seus conceitos” (SERCU, 2005b:165). O autor conduziu uma pesquisa em diferentes países ( Bulgária, Grécia, México, Polônia, Espanha, Suécia e Bélgica) que objetivou investigar a pré-disposição ou rejeição de professores do ensino médio a trabalhar com atividades interculturais com os aprendizes. Um dos pontos questionados aos participantes da pesquisa foram os motivos que os levavam a não abordarem mais intensamente a interculturalidade em suas aulas. Os professores mencionaram que a falta de tempo, o planejamento curricular, a falta de interesse dos aprendizes e sua própria falta de competência intercultural, foram determinantes para o ocorrido. (SERCU, 2005b:167) Podemos observar esses mesmos fatores também no ensino de língua estrangeira no Brasil, tanto no ensino fundamental e médio quanto no ensino superior, nos cursos de Letras. A falta de tempo, de planejamento curricular e de preparo dos professores acabam por desestimular os mesmo a incluir atividades consideradas interculturais em suas aulas. Além disso, se considerarmos a realidade geográfica brasileira, dificilmente a população tem contato com estrangeiros e consequentemente poucas possibilidades de trocas interculturais genuínas. Mas, com o advento da internet, várias alternativas de contato com falantes nativos têm sido oportunizadas para os aprendizes de línguas. Com as mudanças de paradigmas econômicos e sociais, trazidos pela informatização e globalização, os alunos podem utilizar-se da tecnologia como uma ferramenta no processo de ensino e aprendizagem, sendo capazes de se comunicar em diferentes línguas e culturas (WARSCHAUER, 1998). A partir da imensurável contribuição que as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) podem trazer para o ensino de línguas, principalmente para proporcionar interação síncrona entre aprendizes, muitos projetos estão sendo concretizados. Um deles é o Teletandem Brasil: língua estrangeira para todos, que apresentaremos na próxima seção. Teletandem Brasil : língua estrangeira para todos. O Projeto Teletandem Brasil: língua estrangeira para todos, desenvolvido pelo educador João Antonio Telles, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), consiste em nativos, ou indivíduos proficientes, ajudando parceiros a aprender suas línguas através da Internet por meio de aplicativos que disponibilizam comunicação via chat como também a utilização de webcam e microfone. Durante um período da sessão o interagente faz o papel de ‘professor’ (guia, modelo linguístico) e, no momento seguinte, passa a ser o aprendiz, havendo, portanto, um trabalho colaborativo de ensino-aprendizagem, onde ambos estão dispostos a trocar e construir conhecimentos juntos. No teletandem, bem como em outros modelos de tandem, há momentos específicos voltados para a reflexão e conscientização acerca da língua que eles aprendem e auxiliam, tornando-os mais conscientes não só das particularidades da língua e cultura estrangeira, mas também da materna. Eles aprendem, ajudam na aprendizagem do parceiro, entram em contato com falantes nativos e também refletem sobre o mecanismo de ensino-aprendizagem (PANICHI, 2002). Após se inscreverem no programa, através do site do projeto5, os participantes iniciam um trabalho de aprendizagem autônoma onde irão decidir quando irão se encontrar, quanto tempo irá durar cada interação, quais temas serão debatidos, que materiais irão utilizar, dentre outros elementos que irão fazer parte das interações. As sessões de teletandem duram normalmente duas horas, cada hora destinada a uma das línguas, que são dividias pelas seguintes partes: (a) Conversação livre – os interagentes falam por aproximadamente trinta minutos sobre temas variados ou previamente acordados. Neste momento o participante que faz o papel de professor deve estar pronto para oferecer insumo ao seu parceiro e esclarecer quaisquer dúvidas provindas da conversação. No entanto, o participante que faz o papel de aprendiz deve estar atento e tentar tirar o maior proveito do insumo sendo oferecido pelo seu parceiro; (b) Feedback linguístico – participantes discutem por aproximadamente vinte minutos os apontamentos feitos pelo outro participante em relação a aspectos gramaticais, lexicais e de pronúncia, tópicos que podem ter tido algum tipo de problema durante a interação; e (c) Avaliação da Sessão – o par discute por cerca de dez minutos sobre o andamento da sessão, refletem sobre os pontos que contribuíram para o aprendizado e os pontos que podem ser melhorados em sessões posteriores (TELLES, 2006). 5 Para maiores informações sobre o projeto, acessar < www.teletandembrasil.org> Ao se relacionarem com falantes nativos, o contexto teletandem de ensino e aprendizado de línguas oportuniza aos participantes a possibilidade de construírem conhecimentos gramaticais, linguístico-comunicativos, sociolinguísticos, discursivos, estratégicos e interculturais da língua sendo praticada. O projeto ainda se restringe a alunos da UNESP (principalmente alunos da UNESP de Assis e de São José do Rio Preto), mas pode se estender a aprendizes do ensino médio e fundamental no futuro. O trabalho realizado na UNESP de São José do Rio Preto é bastante interessante, já que os colaboradores são em sua maioria professores em formação ou alunos do curso de tradutor, que também aspiram dar aulas de língua estrangeira no futuro e encontram no teletandem uma alternativa de contato com a língua, fora do contexto de sala de aula. Várias pesquisas já foram concretizadas acerca das implicações do contexto teletandem no ensino e aprendizado de línguas estrangeiras, e muitas outras estão encaminhadas6. Apresentaremos, na próxima seção, considerações sobre como a prática no escopo do projeto teletandem pode oportunizar a troca de experiências interculturais, servindo de complementação para o ensino de sala de aula. Incluiremos, nessa seção, excertos de uma pesquisa qualitativa realizada na UNESP de São José do Rio Preto. Trata-se de um par teletandem formado por uma brasileira (Mônica7) um estadunidense (Bradley). Mônica encontrava-se, no momento da coleta, no segundo ano letivo (de um total de quatro) do curso de tradução e tinha 19 anos. Além do inglês, ela também frequentava aulas de italiano na própria faculdade. Apesar de receber formação para atuar como tradutora, ela gostaria de dar aulas, porém ainda não havia vivenciado nenhuma experiência de ensino fora do contexto teletandem. Bradley tinha 29 anos, é formado em Negócios Internacionais e tem MBA (Master of Business Administration)8 na mesma área. Passou um ano na cidade de Suzuka, no Japão, como instrutor de conversação, ensinando inglês a japoneses. Portanto, tem experiência em ensino da Língua Inglesa/Língua Estrangeira (LE). Em relação a outras línguas, é falante de japonês e espanhol, sendo o espanhol sua primeira LE. O interagente morou no Brasil durante um ano, em 1998. Assim, ele era falante da língua portuguesa, mas encontrava-se sem praticá-la há aproximadamente dez anos. 6 Para uma relação completa, ver anexo. Nomes fictícios para preservar a identidade dos participantes. 8 Mestre em Administração. 7 As ferramentas de geração de dados foram as gravações das interações dos programas de trocas de mensagens instantâneas Skype9 e o Ovoo10, com a utilização de vídeo e áudio, além dos diários reflexivos confeccionados pela interagente brasileira. Com intuito de esclarecer pontos ainda não suficientemente trabalhos, no final da geração de dados, uma entrevista foi administrada entre a pesquisadora e cada um dos participantes. Daremos continuidade, portanto, apresentando o teletandem como uma alternativa para o desenvolvimento da interculturalidade. Teletandem Brasil: interculturalidade. alternativa para o desenvolvimento da No dizer de Tudor (2001, p.5), “o ensino de línguas é um fenômeno social e, portanto, é influenciado pelo contexto sociocultural em que ocorre”. Vivendo em países diferentes, inseridos em sociedades e culturas distintas, os parceiros teletandem podem estar abertos a construir relacionamentos interculturais e aprender sobre a cultura do outro, como podemos ver no excerto a seguir: Excerto 1 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 9 Bradley Mônica Bradley Mônica Bradley Mônica (…) We had our whole family here for the fourth of July celebration. ( …) So how was it? Yeah, it was fun. We had all my brothers, so we were four, my three brothers, so four boys. And then my brother’s wife, my uncle, my uncle’s kid. He’s like five years old. He’s a trouble maker. (Risos) And we had, my grandpa was here. He’s like eighty two years old. He was here. We had a full house, you know? A lot of people. We did a lot of stuff. Uhum. Para maiores informações, acessar <http://about.skype.com> Para maiores informações, acessar <http://www.oovoo.com/pt> 10 13 Bradley (…) So, we were here on the porch, on the lake house, 14 here where I am right now. And, our neighbors, like 15 three houses down, always buy like really, really expensive fireworks. They must spend like five 16 17 thousand dollars, something like that, with fireworks, 18 every year. 19 Mônica Uau! (…) Do you have lots of food? Because when we 20 have some kind of celebration here, people make a lot 21 of… different dishes. 22 Bradley Oh, yeah!!! We had a lot of food. We got some of ribs, beef ribs, you know? 23 24 Mônica Uhum. 25 Bradley We cooked those on the grill. Those were good. And we.. what else did we have. We had lots of pies. We 26 27 had like, I don’t know if you know what rhubarb is. 28 It’s a vegetable, it’s really sour when you cook it, it 29 kind of become sweet. It’s called rhubarb. (...) We did rhubarb and strawberry pie that is not traditional fourth 30 31 of July stuff. For the fourth of July, the real traditional 32 thing is to have like a camp fire, to have a fire, you 33 know? Hum, then you ((incomp)) marshmallows, you 34 know? Then you make a little thing called a S’more. 35 What it is, is like… 36 Mônica Smore? 37 Bradley Yes, S’more, S-M-O-R-E. And it’s a graham cracker, a sweet cracker, you know? Hum, then you put the 38 39 marshmallow in there…(…) Then you put a piece of, 40 a piece of chocolate in there. And then you put another 41 graham cracker, you make a sandwich out of it. (…) 42 We had a traditional fourth of July celebration. (...) (Interação 18 entre Mônica e Bradley no Skype, com áudio e vídeo, 08/07/08) Nessa interação, Mônica pôde experenciar detalhes da festa de independência americana, vivida por seu parceiro. Bradley relatou à parceira o encontro de família, os pratos típicos da comemoração da independência, os fogos de artifício, a reunião em torno da fogueira, em suma, muitas das tradições relacionadas com a festa. Dificilmente a interagente brasileira teria contato com tantas riquezas e detalhes que o parceiro lhe forneceu, muitos deles nunca encontrados em livros didáticos ou outras fontes de informações. Deste modo, devido ao fato de que vários livros didáticos adotados por professores não trabalharem com abordagens de ensino interculturais, é importante que professores promovam alternativas de aquisição de aspectos interculturais de outras maneiras. Dando continuidade a interação, os interagentes aproveitaram para discutir outros dias de celebração em seus países: Excerto 2 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 Mônica (…) Do you think the fourth of July is a… It’s one of the most important holidays for you? Like, it’s compared to what? Because, usually here… Bradley I know that New Year is the most important there, right? I don’t know what the next most important one is in there. I know Carnival is important there (risos). And then after that probably New Year. Mônica Because we, we always, like the families get together… Bradley Yeah. Mônica And everybody comes, at Christmas, I think. Bradley Yeah. Here too. Here is the same with Christmas. They try to come at Thanksgiving also. Mônica Ah. Yeah. We don’t have that. But in, independence day here, people stay at home and… they go to parades like, watch the police, how do you say that? Bradley Yeah, parades. (…) (Interação 18 entre Mônica e Bradley no Skype, com áudio e vídeo, 08/07/08) Nas sessões de teletandem os parceiros podem praticar efetivamente suas habilidades como comunicadores interculturais considerando que esse contexto propicia contato entre indivíduos que são representantes de seus respectivos países e culturas, consequentemente “informantes culturais” dos mesmos (STICKER; LEWIS, 2003 : 7). Os participantes questionaram e compararam as celebrações ocorridas nos Estados Unidos e no Brasil, o grau de importância e as tradições delas. Essas especificidades fizeram com que os parceiros conhecessem mais sobre a cultura pessoal e do país um do outro, deixando as interações ainda mais interessantes. Esse tipo de interação dificilmente poderia acontecer com um não-nativo. Interações em sala de aula, com colegas de sala ou até mesmo com o professor, podem ajudar os aprendizes a trabalharem sua competência comunicativa, mas podem não abordar aspectos culturais de outros países que naturalmente são experenciados nas sessões teletandem. Durante os encontros Mônica procurava expor o parceiro a elementos característicos da cultura brasileira, como podemos ver nos próximos excertos: Excerto 3 1 2 3 4 5 (...) Tínhamos decidido anteriormente conversar sobre uma viagem que gostaríamos muito de fazer, ou uma que tivéssemos feito e gostado muito. Falei sobre a minha viagem a Ouro Preto-MG, tentei explicar um pouco a história do Brasil, acho que ele gostou. Falamos também sobre a viagem dele ao Japão, achei bem interessante.(...) (Diário da interagente brasileira, Interação 4, 18/02/08) A interagente brasileira optou por relatar uma viagem que houvera feito no próprio país, possivelmente ressaltando costumes e aspectos históricos e geográficos da região de Minas Gerais. Em contrapartida, o interagente estadunidense contou sua experiência no Japão, o que não deixou de constituir trocas interculturais, já que ele compartilhou com a parceira suas impressões, como estadunidense, da realidade japonesa. Mônica se preocupava em fornecer subsídios para que o parceiro continuasse construindo seu aprendizado, mesmo fora das sessões: Excerto 4 1 (...) No fim da interação enviei ao Bradley um texto – “Um Apólogo”, 2 também do Machado de Assis - e pedi que ele lesse e me contasse o que 3 achava. (...) (Diário da interagente brasileira, interação 10, 14/03/08) Fica evidente que Mônica ofereceu ao parceiro uma alternativa de prática não somente relacionada aos aspectos linguísticos da língua portuguesa, mas também a aspectos culturais, já que ela propôs uma atividade relacionada com um dos maiores representantes da literatura brasileira. Bradley se mostrou bastante recíproco e também propôs atividades que trabalhassem com aspectos culturais da língua inglesa: Excerto 5 1 2 3 4 Nós tínhamos decidido anteriormente (por e-mail) discutir música, então passei algumas recomendações de canções brasileiras e ele me enviou as dele. Durante a semana procuramos ouvir as recomendações um do outro para depois falarmos sobre elas. (Diário da interagente brasileira, Interação 2, 09/02/08) É interessante ressaltar a maneira como essa atividade foi proposta. Os interagentes trabalharam colaborativamente enviando um ao outro canções que consideravam significativas e representativas da sua cultura. Eles tiveram um período para escutar as canções e refletir sobre elas, tanto linguística como socioculturalmente. Numa sessão de teletandem posterior, puderam, portanto, discutir suas impressões. Percebemos que no teletandem os interagentes têm a oportunidade de entrar em contato com aspectos culturais e desenvolverem sua competência intercultural de maneira autônoma, sem a influência de um professor. Neste contexto, eles próprios decidem o que tem relevância para eles e conduzem as sessões se deparando com aspectos interculturais reais e significativos e lidando com eles síncrona e assincronamente. No ínterim das interações, fica claro como, naturalmente, as questões culturais aparecem. Dentre outros assuntos, os interagentes decidiram falar sobre gírias e expressões idiomáticas, vocabulário que se torna muito obsoleto nos livros didáticos, já que os mesmos não acompanham a frenética mudança de acontecimentos mundiais. Atentemonos para o excerto a seguir: Excerto 6 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 Mônica (...)Uma coisa que é dita bastante, não só eu, a gente, mas também na imprensa, no jornal, na TV fala, é “acabar em pizza” (...) Bradley Acabar em pizza. Não sei. Mônica Na política principalmente é usado quando tem uma, tem alguma coisa errada, tem uma investigação, mas todo mundo sabe que no fim não vai dar em nada. As pessoas não vão ser punidas. Os políticos não vão pra cadeia, por exemplo, como deveriam. Então, acaba tudo em pizza. Bradley Acabar em pizza. Por que em pizza? (risos) Mônica Ah, não sei (risos). Não sei se é uma maneira de comemorar. De... não sei, mas é uma frase muito usada, 13 ainda mais aqui. 14 Bradley Você pode usar numa frase pra entender melhor? 15 Mônica (...) CPI, você já ouviu falar, CPI? (...) A CPI, como 16 sempre, acabou em pizza, ou, no fim vai acabar tudo em 17 pizza. 18 Bradley Um, entendi. Vai acabar em pizza. (...) (Interação 17 entre Mônica e Bradley no Skype, com áudio e vídeo, 10/06/08) Mônica apresentou ao parceiro uma expressão muito usada no contexto cultural e principalmente político brasileiro. Além disso, ela contextualizou e discutiu com ele o significado da expressão. Apesar de se tratar de uma expressão, representando o lado informal da língua, essa gíria é bastante usada na mídia brasileira. Hoje em dia, com a tecnologia, é comum ter acesso a programas de TV internacionais, ou a vídeos postados em páginas da internet. Assim sendo, devido ao cenário político brasileiro, não seria difícil o interagente, assistindo a programas telejornalísticos brasileiros, se deparar com o vocabulário em questão. Este é somente um exemplo de como as sessões de teletandem podem contribuir com atividades do cotidiano dos interagentes. Além de refletirem sobre a cultura do outro, os interagentes acabaram por refletir sobre a própria cultura, como veremos no excerto abaixo: Excerto 7 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 Bradley Mônica Bradley Mônica Bradley Mônica Bradley Mônica Bradley Mônica Bradley Mônica (...)Oh, this is a good one. (…) Raining cats and dogs. Ah, yeah, I know. So, do you use that one? Yeah. I think it is much more interesting in English. Do you know how it is in Portuguese? I can’t think of it. What is it? It’s , uhm, “chover aos, a cântaros”. Something like that. Chover a cântaros… Don’t ask me what “cântaros” is because I don’t know. (risos) It’s like… let me check. It’s like “a lot”. Let me see in the dictionary. Ok. Because I’ve always asked myself and I’ve never checked. (…) It’s a kind of vase, mud, vase (…) with 17 18 19 20 21 22 two handles. Bradley Oh, yeah. I can picture what you’re talking about. Mônica That is “cântaro”. I didn’t know. Bradley So, what’s the expression again? Mônica Chover a cântaros. Bradley Chover a cântaros. It’s raining vases (risos) Mônica (risos) I prefer “it’s rainning cats and dogs”. (...) (Interação 17 entre Mônica e Bradley no Skype, com áudio e vídeo, 10/06/08) Percebemos que a brasileira, ao ensinar uma expressão para o parceiro, acabou refletindo sobre o vocabulário e também aprendeu sobre a língua e cultura materna. Além de prover insumo, ela construiu conhecimento juntamente com o parceiro. Ao trabalharem interculturamente, os interagentes conseguiram relacionar sua própria cultura com a cultura estrangeira, compará-las e possivelmente, além de tornarem-se indivíduos mais flexíveis e tolerantes com as diferenças culturais, podem redefinir as próprias identidades. No próximo excerto, podemos perceber que o próprio contexto ajudou a interagente brasileira a notar aspectos culturais do país do parceiro: Excerto 8 1 2 3 4 5 6 7 8 (...) E, mais interessante ainda, pude ver que na hora em que estávamos fazendo nossa interação (mais de 9h da noite) ainda havia sol. Deve ser bem irritante ir pra cama com sol lá fora ainda, mas ele disse que o sol chegará a se por depois das 10h, daqui a um tempo. São esses aspectos, coisas que não vemos em sala de aula, que considero fazerem valer a pena as interações de teletandem. Somente com um “professor” nativo, e ainda mais, em seu país, temos a chance de obter esse tipo de conhecimento. (Diário da interagente brasileira, Interação 16, 27/05/08 De maneira muito natural, Mônica percebeu que mesmo já passando dàs 9h da noite, o ambiente em que o parceiro estava ainda recebia a luz solar. Isso fez com ela atentasse que a localização geográfica de Bradley apresentava elementos climáticos diferentes da sua própria. Este fato poderia ter levado a discussões mais intensas, pois como a própria interagente ressaltou, não seria confortável ir dormir com a luz solar ainda presente. Em consequência, os hábitos dos moradores daquela região, possivelmente, diferem dos hábitos da brasileira, já que no Brasil é improvável ainda poder usufruir da luz solar às 10h da noite. Mônica evidenciou que percebeu e aproveitou as oportunidades de trocas culturais que podem ocorrer no contexto teletandem: Excerto 9 1 Mônica (...) A aprendizagem autônoma do teletandem é uma alternativa maravilhosa para não só obter conhecimento 2 3 linguístico, mas cultural também. Sem falar que podemos nos 4 concentrar naquilo que realmente nos interessa, falarmos 5 sobre coisas que nos agradem e focar dificuldades específicas. 6 (...) (Entrevista Final, interagente brasileira, no ooVoo com áudio e vídeo, 02/09/08) A interagente relatou que entendeu e aproveitou o contexto teletandem de ensino e aprendizado de língua. Bradley, mesmo tendo vivido por um ano no Brasil, também considerou essa experiência intercultural como válida: Excerto 10 1 Bradley (...) I like Brazilian food, you know? Good cultural 2 experience so I’m glad I could learn Portuguese, you know? 3 Cause I like the whole culture and the language. That’s why 4 my long term goal is to go back there, if I can. (...) (Interação 18 entre Mônica e Bradley no ooVoo, com áudio e vídeo, 08/07/08) Entendemos que, ambos os interagentes evidenciaram saber lidar com experiências interculturais, já que demonstraram disposição de se engajar com a cultura do parceiro, consideraram o ponto de vista do outro, mostraram ter consciência da importância de trabalharem aspectos culturais no aprendizado de línguas e acima de tudo ter habilidade de ver o mundo através dos olhos do outro (SERCU, 2005a). Todas essas habilidades puderam ser trabalhadas e desenvolvidas no contexto teletandem de ensino e aprendizado de línguas. Considerações Finais Os estudantes brasileiros nem sempre têm oportunidades de entrar em contato com falantes nativos da língua em que estão estudando. Devido principalmente a localização do país, dificilmente os aprendizes mantêm conversas frequentes com estrangeiros e assim também não experienciam trocas interculturais com os mesmos. Em cidades metropolitanas como São Paulo e Rio de Janeiro, esse contato talvez se torne mais acessível, mas em cidades do interior é raro conviver com pessoas provindas de outros países e culturas. Com a globalização, as novas tecnologias e a facilidade de contato com países por todo o mundo, a realidade de cada um de nós se modificou. Para melhor interagir com esse novo modelo de sociedade interconectada globalmente, é imprescindível que as pessoas demonstrem habilidades de se comunicar, se socializar, de lidar com a tecnologia, e de serem capazes de transitar entre diferentes culturas. Portanto, é essencial que a formação desses indivíduos também se adapte as constantes mudanças da sociedade, criando oportunidades aos aprendizes para desenvolverem tais habilidades. Acompanhando essa tendência, é importante que os educadores na área de ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras trabalhem em suas aulas atividades voltadas a conscientização e utilização de competências interculturais. Entendemos que o contexto de sala de aula brasileira, o tempo disponibilizado para o ensino da língua inglesa nas escolas, a falta de preparo dos professores, a falta de interesse dos aprendizes, dentre outros fatores, nem sempre são propícios para a inclusão de tais atividades. Enxergamos, como uma alternativa de complementação de sala de aula, as sessões de teletandem, que expõem os alunos a experiências interculturais. No teletandem os aprendizes entram em contato com falantes nativos, têm a oportunidade de lidar com aspectos interculturais e construir conhecimentos de forma autônoma e recíproca. As experiências vividas nas interações podem gerar reflexões acerca das identidades culturais dos interagentes, ajudando os aprendizes a lidar com estereótipos e preconceitos, podendo torná-los cidadãos mais tolerantes e preparados para lidar com a diversidade cultural presente na sociedade atual. Entendemos que o projeto ainda se limita aos alunos da UNESP, mas têm mostrado resultados entre os participantes e gerado muitas pesquisas, que podem servir de contribuição para que o projeto se expanda e abranja também as escolas estaduais de ensino fundamental e médio, oportunizando o contato desses aprendizes com as novas tendências mundiais. Anexo NOME DO PESQUISADOR Alexandre Alves França de Mesquita Aline de Souza Brocco Ana Cristina Biondo Salomão Andressa Carvalho da Silva Camila Mendes Custódio Ciro Medeiros Mendes Denise Gisele Rodrigues Emeli Borges Pereira Luz TÍTULO DO PROJETO NÍVEL ORIENTADOR SITUAÇÃO Crenças e práticas de avaliação no processo interativo e na mediação de um par no tandem a distância: Um estudo de caso. A sistematização da gramática por meio da abordagem dedutiva no ensino-aprendizagem de português como língua estrangeira no contexto de interação in-tandem à distância via MSN Gerenciamento e estratégiaspedagógicas na mediação dos pares no teletandem e seus reflexos para as práticas pedagógicas dos interagentes. O desenvolvimento intrainterlingüístico in-tandem a distância (português e espanhol) O lugar da sistematização gramatical no ensino/aprendizagem de português como língua estrangeira no contexto de interação à distância via MSN Crenças sobre a língua inglesa: O antiamericanismo e sua relação com o processo de ensino - aprendizagem de professores em formação. Os estereótipos e a construção da identidade lingüísticocultural no processo de ensino/aprendizagem de língua estrangeira no contexto teletandem. A autonomia no processo de ensino e aprendizagem de línguas em ambiente virtual (teletandem). Mestrado Dra. M. Helena V. Abrahão Concluído Iniciação Científica Dr. Douglas Consolo (Mestrado em andamento, fase de qualificação) Mestrado Dra. M. Helena V. Abrahão Concluído (Doutorado andamento) Mestrado CAPES Dra. Ana Mariza Benedetti Concluído (Doutorado andamento) Iniciação Científica Dr. Douglas A. Consolo Concluído Mestrado Dra. M. Helena V. Abrahão Concluído Iniciação Científica FAPESP Dra. Ana Mariza Benedetti Concluído Mestrado CAPES Dra. Ana Mariza Benedetti Concluído (Doutorado andamento) NOME DO PESQUISADOR Fábio Maroti Augusto Fabio Roberto Fernandes Fernanda Gianini Gerson Rossi dos Santos Luiz Flávio de Souza Marta Cabrera Kaneoya Lúcia Kfouri Micheli Gomes de Souza Patrícia Fabiana Bedran TÍTULO DO PROJETO NIVEL ORIENTADOR Teletandem: crenças e respostas dos alunos. IC Núcleo de Ensino Mestrado Dr.João A. Telles Concluído Dr. Douglas A. Consolo Concluído Iniciação Científica FAPESP Dra. Ana Mariza Benedetti Concluido Mestrado Dr. Douglas A. Consolo Concluído Iniciação Científica PIBIC Doutorad o Dr.João A. Telles Concluido Dra. M. Helena V. Abrahão Concluído Iniciação Científica FAPESP Dr.João A. Telles Concluido Mestrado Dra. M. Helena V. Abrahão Concluído (Doutorado andamento) Investigando o Processo de Ensino/Aprendizagem de Língua Estrangeira InTandem: aprendizagem de língua francesa em contextos digitais. A abordagem do erro no processo de ensino e aprendizagem de língua estrangeira em teletandem. Características da Interação no Contexto de Aprendizagem In-Tandem A negociação dos conflitos e estereótipos culturais no contexto do teletandem. A formação inicial de professoras de línguas para/em contexto mediado pelo computador (teletandem): Um diálogo entre crenças, discurso e reflexão profissional. Processo de aprendizagem de língua estrangeira no contexto do teletandem e a formação de professores. A (re) construção das crenças do par interagente e dos professores-mediadores no teletandem. SITUAÇÃO Referências bibliográficas D’EÇA, A. T. NetAprendizagem: A Internet na Educação. Portugal: Porto Editora LTDA, 1998. HYMES, D.H. On Communicative competence. In: WILKINS, D.A. Notional Syllabuses. Oxford University Press, 1976, p. 5-26. CANALE, M. From Communicative competence to communicative language pedagogy. In: RICHARDS, J.C.; SCHMIDT, R. W. (org.) Language and Communication. 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