Aplicação L. de Newton Aplicação das Leis de Newton Nota Alguns slides, figuras e exercícios pertencem às seguintes referências: HALLIDAY, D., RESNICK, R., WALKER, J. Fundamentos da Física. V 1. 4a.Edição. Ed. Livro Técnico Científico S.A. 2002; TIPLER, P. A.; MOSCA, G. Física. Volume 1, 5a Ed, Rio de Janeiro: LTC - Livros Técnicos e Científicos, 2006; da Silva, E. Z, et al., “Curso de Física Geral F-128”; 1 Aplicação L. de Newton Atrito e Força de Arraste O atrito é uma força que ocorre quando há uma interação de contato entre duas superfícies que tentam se mover uma em relação à outra. Esta força cria uma resistência ao movimento ou à intenção de movimento dos corpos. O atrito depende da força normal, das características das superfícies e se há movimento ou não. Se o corpo estiver em um meio fluido, a força que se opõe a seu movimento é conhecida como força de arraste. A força de arraste depende do formato e da velocidade do corpo e do tipo de fluido. 2 Aplicação L. de Newton Origem da força de atrito Quando as superfícies estão em contato, criam-se pontos de aderência entre as superfícies. É o resultado da força atrativa entre os átomos próximos uns dos outros. Se as superfícies forem muito rugosas, a força de atrito é grande porque a rugosidade pode favorecer o aparecimento de vários pontos de aderência, como mostra a figura abaixo. fa F 3 Aplicação L. de Newton Origem da força de atrito Os picos das duas superfícies que são colocadas em contato determinam a área real de contato que é uma pequena proporção da área aparente de contato. A área real de contato aumenta quando aumenta a força normal, já que os picos se deformam. Experimentalmente observou-se que a força de atrito (estática máxima e cinética) é proporcional à força normal, ou seja, f N onde a constante de proporcionalidade, μ, é conhecido como coeficiente de atrito. 4 Aplicação L. de Newton Atritos estático e cinético Repouso e sem forças horizontais v 0 fe Força de atrito estático máxima fe F v 0 F fc F v 0 v 0 Corpo na iminência de se movimentar 0 f e e N f e,máx e N fc c N NÃO depende da velocidade relativa das superfícies. 5 Aplicação L. de Newton Atritos estático e cinético e c “É mais fácil manter um corpo em movimento do que colocá-lo em movimento.” 6 Aplicação L. de Newton Coeficientes de atrito* materiais e c Aço/aço Alumínio/aço Cobre/aço Madeira/madeira Vidro/vidro Metal/metal(lubrificado) Gelo/gelo 0.74 0.61 0.53 0.25-0.50 0.94 0.15 0.10 0.57 0.47 0.36 0.20 0.40 0.06 0.03 juntas de ossos 0.01 0.003 * www.physlink.com/Education/AskExperts 7 Aplicação L. de Newton Exemplo: cálculo do coeficiente de atrito estático em plano inclinado. 8 Aplicação L. de Newton Exemplo: cálculo do coeficiente de atrito estático em plano inclinado. Em y: Em x: F F x f ex N x Px x f e 0 Psen 0 f e Psen F F y f ey N y Py y 0 N P cos 0 N P cos Sabemos que f e ,máx e N Assim, se o ângulo for tal que o bloco esteja na iminência de se mover, teremos fe = fe,máx, e e f e ,máx N Psen P cos sen e cos 9 Aplicação L. de Newton Exemplo: cálculo do coeficiente de atrito estático num sistema de dois blocos. m2 g μe m1 g (m1 m2 )a m2 e m1 a g m1 m2 Se o atrito é estático: blocos em repouso a=0 m2 e m1 10 Aplicação L. de Newton Forças de arraste e velocidade terminal Salto realizado por Adrian Nicholas, 26/6/2000 Esboço de Leonardo da Vinci de 1483 11 Aplicação L. de Newton Forças de arraste e velocidade terminal A força de arraste em um fluido é uma força dependente da velocidade (ao contrário da força de atrito vista até agora) e apresenta dois regimes: a) Fluxo turbulento: velocidades altas b) Fluxo viscoso: velocidades baixas 12 Aplicação L. de Newton Forças de arraste Fluxo turbulento Fluxo viscoso 1 2 FD AC D v 2 FD 6 rv Raio do objeto Coeficiente de arraste Coeficiente de viscosidade Área da seção transversal do corpo Densidade do meio Generalizando FD bv n onde b é uma constante 13 Aplicação L. de Newton Forças de arraste Considere que um grupo de páraquedistas caia, a partir do repouso, de alturas próximas à superfície da Terra. Podemos desenhar um diagrama de forças para o sistema, composto pelos pára-quedistas: F P F ma F mg bv ma y D y n y y 14 Aplicação L. de Newton Forças de arraste Durante a queda, a velocidade aumenta, aumentando a força de arraste. Quando a velocidade alcança um valor conhecido como velocidade terminal, a força de arraste equilibra a força peso fazendo com que a aceleração se anule, ou seja, n F mg bv may y mg bvt 0 n bvt mg n 1/ n mg vt b 15 Aplicação L. de Newton Pergunta: qual a função do pára-quedas? 1 2 FD AC D v 2 Quando v = vt: 1/ n mg vt b FDcom_ pqd FD sem_ pqd Fgrav vtcom_ pqd vtsem _ pqd 16 Aplicação L. de Newton Movimento em uma trajetória curva v2 ac r r 2 mv Fc mac r r Em módulo: v2 ac r e Fc ma c mv Fc r ou 2 17 Aplicação L. de Newton Movimento em uma trajetória curva Qualquer força, ou componente ou resultante de forças, que tem como função manter o corpo em uma trajetória curva, é uma força centrípeta!!! 18 Aplicação L. de Newton Movimento em uma trajetória curva Exemplos Situação Forças envolvidas Força centrípeta satélite em torno da Terra gravitacional gravitacional carro fazendo uma curva reta gravitacional normal atrito atrito balde girando, preso a uma gravitacional corda, na vertical tensão tensão e componente centrípeta da força gravitacional água girando dentro do balde acima gravitacional normal normal e componente centrípeta da força gravitacional objeto dentro de uma centrífuga (horizontal) gravitacional normal normal 19 Aplicação L. de Newton Exemplo: força gravitacional versus força centrípeta Considere o movimento da Terra em torno do sol. Sabendo que a força gravitacional entre duas massas quaisquer é dada por GMm , onde G 6,67 10 11 m3kg 1s 2, calcule o ano terrestre. F 2 r Nota: A órbita real da Terra em torno do sol é elíptica, porém, vamos considerar que a excentricidade é pequena a ponto de podermos aproximar de uma órbita circular. 20 20 Aplicação L. de Newton Exemplo: força gravitacional versus força centrípeta Mm v 2r 1 G 2 m m r r T r 2 2 M sol 1,989 10 kg 30 3 2r 2 T GM rSol Terra 1,496 10 m 11 (raio médio da órbita da Terra) T 3.16 10 s 365,3 dias ≈ 1 ano 7 21 Aplicação L. de Newton Exemplo: atrito versus força centrípeta f e ,máx e N e mg N P0 N mg 0 N mg A situação limite antes do carro derrapar ocorre quando f e f e,máx Como, neste caso, fe é a força centrípeta, teremos: f e Fc 2 2 v e mg m r ou v e gr 22 Aplicação L. de Newton Exemplo: atrito versus força centrípeta Se o coeficiente de atrito estático entre o pneu e o chão for de 0,7, e ele estiver fazendo uma curva de raio igual a 80 m, calcule a velocidade máxima com a qual o carro poderá fazer a curva sem derrapar. v e gr 0,7x9,81x80 v 23m / s 83km / h 23 Aplicação L. de Newton Exemplo: força normal versus força centrípeta Em x: F x N cos N N cos(270 ) Nsen Em y: F y Psen P Nsen N Psen90 Nsen(270 ) 0 F P N cos mg N cos 0 mg ou mg N cos N cos y 24 Aplicação L. de Newton Exemplo: força normal versus força centrípeta Neste caso, a componente Nx da força normal é a força centrípeta. Assim, Nsen Fc mg mv sen cos r 2 v gr tan 25 Aplicação L. de Newton Exemplo Qual deve ser a velocidade mínima, no topo do loop (r = 10 m), para que o corpo deslizando complete o loop? 26 Aplicação L. de Newton Exemplo 27 Aplicação L. de Newton Exemplo No limite Ntopo=0 vmin r gr 2 mg m vmin 2 vmin gr 9,81x10 vm in 9,9m / s 28