CÂMPUS: Rio do Sul LABORATÓRIO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS RELATÓRIO DE ATIVIDADE Curso: Licenciatura em Física Disciplina: Física 2 Turma: 2013.2 Professor: Bruno Data: Tema da aula: Dinâmica Conteúdos relacionados: Força de atrito Objetivos: Determinar o coeficiente de atrito estático entre superfícies através de duas técnicas diferentes e comparar os resultados. Metodologia utilizada/descrição das atividades (anexar modelos): Em anexo. Avaliação/autoavaliação: A atividade funcionou como esperado e os alunos tiveram bom desempenho. Anexos: Abaixo Bibliografia sugerida: Física 1 (Halliday, Resnick) 4ªed. Curso – Física-Licenciatura Disciplina – Física II – Mecânica (2ª fase) Professores – Otávio Bocheco e Bruno Leal Dias Semestre 2013-2 07/11/2013 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Força de atrito Material: PARTE 1: Dinamômetro, bloco de madeira, superfície de PVC e massas acopláveis. PARTE 2: Superfície inclinável, transferidor, bloco de madeira. 1 – OBJETIVOS: Determinar o coeficiente de atrito estático entre superfícies através de duas técnicas diferentes e comparar os resultados. 2 – INTRODUÇÃO TEÓRICA Quando duas superfícies deslizam ou tendem a deslizar uma sobre a outra, atua uma força de atrito. Quando se aplica uma força a um objeto, tentando deslizá-lo ao longo de um plano, geralmente uma força de atrito reduz a força resultante e a conseqüente aceleração. O atrito é causado pelas irregularidades nas superfícies em contato mútuo e depende dos tipos de materiais e da força que os mantêm em contato. Mesmo as superfícies que aparentam serem muito lisas têm irregularidades microscópicas que se opõem ao movimento. O sentido da força de atrito é sempre oposto ao do movimento relativo. Um objeto escorregando para baixo numa rampa experimenta um atrito que aponta rampa acima; um objeto que escorrega para a direita experimenta um atrito direcionado para a esquerda. Assim se um objeto deve se movimentar com velocidade constante, então se deve aplicar sobre ele uma força igual e oposta à força de atrito para que as duas se anulem mutuamente. Uma força resultante nula não proporciona aceleração alguma. Não existe atrito sobre um caixote que está em repouso sobre um piso. Mas se ele for empurrado horizontalmente, aparecerá o atrito. Se o caixote ainda estiver em repouso a força de atrito que se opõe ao movimento é suficiente para cancelar a força aplicada. Se, por exemplo, a força horizontal for digamos, , o atrito será igual a . Se a força for, , e o caixote estiver na iminência de deslizar, a força de atrito entre ele e o piso será de . Se for o máximo que as superfícies podem manter sem escorregamento, e se a força que empurra o caixote aumentar só mais um pouco a aderência cederá e o caixote começará a deslizar. Figura 1 – Homem tenta deslizar um caixote de peso aplicando à ele uma força . Como não há movimento, a força de atrito intensidade de . deve ter a mesma O atrito de deslizamento, denominado atrito cinético, é ligeiramente menor que o atrito estático. A força de atrito é calculada pela expressão é a reação normal, que tem o valor da força de contato entre as duas superfícies; μ é o coeficiente de atrito e depende dos dois tipos de materiais das superfícies que estão em contato. É importante ressaltar que a força de atrito não depende da área de contato. Se você mudar a área de deslizamento por uma menor, a diferença é que o peso estará concentrado em uma área menor, mas a força de atrito será a mesma. Assim, os pneus extra-largos que se vê em alguns carros não fornecem mais atrito; o propósito da maior área de contato é diminuir o aquecimento e o desgaste. Para um corpo em equilíbrio sobre um plano inclinado, as forças que atuam são o peso e a força de atrito. Devido à inclinação, o peso é decomposto em duas componentes: uma na direção da rampa e outra perpendicular à rampa (Figura 2). Figura 2 - A componente na direção da rampa é denominada e a perpendicular a rampa reação normal é igual a Para o corpo em equilíbrio, Onde . Como mantém o corpo em contato com rampa, a . deve ser igual à força de atrito. Nesta situação teremos é o ângulo de inclinação do plano inclinado e é o coeficiente de atrito estático. 3 – PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL PARTE 1 Inicialmente, meça a massa do bloco utilizando o dinamômetro. Com a face de madeira do bloco apoiada sobre a superfície de PVC posicionada horizontalmente sobre a mesa, conecte o dinamômetro ao bloco de uma maneira que seja fácil ler sua escala. Puxe horizontalmente a extremidade livre do dinamômetro lentamente até a iminência de o bloco deslizar. Anote na o valor máximo de força atingido imediatamente antes do deslizamento. Repita o procedimento pelo menos 3 vezes, calcule o valor médio desta força. Repita os itens anteriores do procedimento, acrescentando uma massa em cima do bloquinho. Anote os valores encontrados na tabela. OBS: Cada massa adicional tem peso de Acrescente as massas, uma a uma realizando as medidas até completar a Após completar a . . vire o bloco fazendo com que ele fique apoiado sobre a face com pano e repita o procedimento descrito anteriormente completando a . Tabela 1 – Medidas da força de atrito máxima e da força normal entre superfícies de madeira e PVC. Tabela 2 – Medidas da força de atrito máxima e da força normal entre superfícies de pano e PVC. PARTE 2 Com o bloco apoiado sobre a base inclinável, incline a base, lentamente, até a iminência de o bloco escorregar. Anote o valor do ângulo de inclinação máximo atingido imediatamente antes de o bloco deslizar na tabela abaixo. Repita esse procedimento até completar a tabela e obtenha um valor médio do ângulo de inclinação. Determine através da Repita o procedimento utilizando a outra face do bloco. o coeficiente de atrito estático entre as superfícies do bloco e do PVC. Tabela 3 – Medidas do ângulo de inclinação e do coeficiente de atrito entre superfícies de madeira e PVC. Tabela 4 – Medidas do ângulo de inclinação e do coeficiente de atrito entre superfícies de pano e PVC. 4 – QUESTIONÁRIO 4.1 – A partir dos dados das para: A) Madeira e PVC e , trace os Gráficos da Força de atrito estático máxima versus Força Normal . B) Pano e PVC . 4.2 – Obtenha os valores para os coeficientes de atrito a partir da aplicação das coordenadas de um ponto do gráfico escolhido arbitrariamente na . 4.3 – Apresente os cálculos referentes às e realizados na determinação dos coeficientes de atrito. 4.4 – A) Compare os dois valores para os coeficientes de atrito estático máximo entre madeira e PVC obtidos a partir dos dados das e . B) Compare os dois valores para os coeficientes de atrito estático máximo entre pano e PVC obtidos através dos dados das e C) Os valores coincidem? D) Se não coincidem, a que você atribui essa diferença? 4.5 – Responda as seguintes questões: A) Analisando a , fica evidente que a força de atrito independe da área de contato entre as superfícies, dependendo somente do coeficiente de atrito (características das superfícies atritantes) e da força normal. Como você explicaria a utilização de pneus mais largos nos carros de fórmula 1? B) Qual é o propósito das superfícies curvas, chamadas de aerofólios, posicionadas na parte de trás de alguns carros de corrida? Eles são projetados para que o ar que passa por eles exerça uma força para baixo.