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UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
DACEC – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS,
ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
A CONTRIBUIÇÃO DA AUDITORIA INTERNA
NA QUALIFICAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS DA
ÁREA DE CRÉDITO RURAL E GERAL
VANESSA RAQUEL WOTTRICH FRIES
Ijuí (RS)
2013
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VANESSA RAQUEL WOTTRICH FRIES
A CONTRIBUIÇÃO DA AUDITORIA INTERNA
NA QUALIFICAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS DA
ÁREA DE CRÉDITO RURAL E GERAL
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao
Curso de Ciências Contábeis da UNIJUÍ, como
requisito parcial para obtenção do título de
Bacharel em Ciências Contábeis.
Orientadora: Profª. Eusélia Paveglio Vieira
Ijuí (RS), Outubro/2013
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AGRADECIMENTOS
Primeiramente quero agradecer a Deus, pelo dom da vida, e pela sua
constante presença em meu caminho, sem seu cuidado não teria chegado até aqui.
Aos meus pais, Dulce e Eloy, pelo amor, honestidade, respeito, presença
constante, pelas vezes que ouvi “sim” e principalmente pelas vezes que ouvi “não”,
pois foi exatamente este que me fez diferenciar o certo do errado e me tornar no que
hoje sou.
Aos meus irmãos e demais familiares, que sempre demonstraram todo
carinho e apoio nos melhores e nos mais difíceis momentos.
Aos meus amigos, que por muitas vezes tiveram que me compreender,
quando não pude me fazer presente em diversos momentos e me deram muito
apoio.
À minha orientadora, professora Eusélia Paveglio Vieira, pela sua
dedicação, paciência e disposição indescritível para com seus alunos. Que sempre
soube com muita competência ensinar, compreender e ouvir. Obrigada pelos
ensinamentos no decorrer do curso, e na orientação deste trabalho.
Aos colaboradores da Unidade da Cooperativa de Crédito rural, foco deste
estudo, que me receberam com carinho e atenção em todas as visitas, e confiaram a
mim suas informações.
A todos, que de uma forma ou de outra contribuíram nesta caminhada, meus
agradecimentos.
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LISTA DE QUADROS
Quadro 01: Diferenças entre auditoria externa e auditoria interna ............................. 19
Quadro 02: Principais normas aplicadas à avaliação e gestão de Risco de Crédito
no Brasil ..................................................................................................................... 43
Quadro 03: Avaliação do capital do tomador ............................................................. 48
Quadro 04: As alçadas adotadas pela Instituição Financeira (Política Sistêmica) ..... 51
Quadro 05: As alçadas adotadas pela Unidade (Política Interna da Cooperativa) ..... 52
Quadro 06: Alçadas para aprovação de renegociação e dação em pagamento da
instituição financeira (Política Sistêmica) ................................................................... 52
Quadro 07: Alçadas para aprovação de renegociação e dação em pagamento
pela Unidade (Política Interna da Cooperativa) .......................................................... 53
Quadro 08: Programa de auditoria na linha do crédito geral ...................................... 56
Quadro 09: Programa de auditoria na linha do crédito rural ....................................... 57
Quadro 10: Liberações de crédito geral ocorridas no período da amostra ................. 58
Quadro 11: Liberações de crédito rural ocorridas no período da amostra ................. 59
Quadro 12: Análise da amostra - Políticas Internas ................................................... 59
Quadro 13: Análise da amostra - Parecer do comitê de crédito ................................. 60
Quadro 14: Análise da amostra - Composição do comitê de crédito.......................... 60
Quadro 15: Análise da Amostra - Orientações do Comitê de Crédito ........................ 61
Quadro 16: Análise da Amostra - Consulta aos órgãos de restrição ao crédito ......... 61
Quadro 17: Análise da Amostra - Análise das garantias ............................................ 62
Quadro 18: Análise da Amostra - Formalização dos contratos e termos ................... 62
Quadro 19: Análise da Amostra - Cadastros dos tomadores e garantidores ............. 63
Quadro 20: Análise da Amostra - Proagro ................................................................. 63
4
LISTA DE FIGURAS
Figura 01: Critérios na análise de crédito ................................................................... 46
Figura 02: Garantias................................................................................................... 49
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RESUMO
As instituições financeiras buscam expandir cada vez mais seus resultados
econômicos e não poderia ser diferente, porém paralelo a isso surgem às questões
envolvendo os controles internos que auxiliam a prosperar com o desenvolvimento
econômico, ligada a todo esse contexto temos a auditoria objeto central desse
estudo. O presente trabalho de auditoria foi aplicado nas operações de crédito de
uma instituição financeira onde se buscou verificar de que modo vem ocorrendo à
correta formalística das operações de crédito geral e rural. O estudo teve como foco
a aplicação da auditoria bem como a busca de subsídios à gestão da organização.
Teve evidenciado conceitos de auditoria a as ramificações que a circundam, bem
como tópicos abrangendo a legislação e as normas atuais. Pela necessidade de se
resolver um problema concreto, o estudo quanto à natureza se valeu de pesquisa
aplicada. Ainda quanto à metodologia classifica-se o estudo como sendo uma
pesquisa exploratória e descritiva, pois se buscou dados na organização a fim de se
efetuar uma análise para a resolução da problemática em questão. A pesquisa
caracteriza-se também como sendo um estudo de caso porque trabalha sobre um
único objeto, no caso, a aplicação de uma auditoria operacional em uma instituição
financeira. Ao finalizar este estudo, verificou-se que a auditoria interna contribui no
processo decisório, sendo sua função de extrema importância na estrutura
organizacional, por fornecer uma visão para formação e embasamento teórico
prático a administradores e demais usuários deste instrumento.
PALAVRAS CHAVES: Auditoria, Operações de Crédito, Controles Internos.
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 7
1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO ...................................................................... 9
1.1 Área do Conhecimento Contemplada .................................................................... 9
1.2 Caracterização da Organização ............................................................................. 9
1.3 Problematização do Tema.................................................................................... 10
1.4 Objetivos .............................................................................................................. 11
1.4.1 Objetivo geral .................................................................................................... 11
1.4.2 Objetivos específicos......................................................................................... 11
1.5 Justificativa ........................................................................................................... 12
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................................... 13
2.1 Contabilidade ....................................................................................................... 13
2.1.1 Finalidades, Objetivos e Campos de Atuação da Contabilidade ....................... 13
2.2 Auditoria ............................................................................................................... 14
2.2.1 Objeto e Finalidade da Auditoria ....................................................................... 15
2.2.2 Divisão da Auditoria .......................................................................................... 17
2.2.2.1 Auditoria Externa ............................................................................................ 17
2.2.2.2 Auditoria Interna ............................................................................................. 18
2.2.2.3 Auditoria Interna x Auditoria Externa .............................................................. 19
2.2.3 Auditoria Operacional ........................................................................................ 20
2.3 Controles Internos ................................................................................................ 20
2.4 Fraudes e Erros.................................................................................................... 22
2.5 Programas de Auditoria ........................................................................................ 22
2.6 Procedimentos de Auditoria ................................................................................. 24
2.7 Papéis de Trabalho .............................................................................................. 25
2.7.1 Qualificação e Conteúdo dos Papéis de Trabalho ............................................ 26
2.7.2 Tipos de Papéis de Trabalho............................................................................. 28
2.8 Relatórios de Auditoria ......................................................................................... 29
2.9 Parecer de Auditoria ............................................................................................. 29
2.10 Ética Profissional ................................................................................................ 31
2.11 NBC – Normas Brasileiras de Contabilidade Gerais e aquelas Aplicadas a
Auditoria ..................................................................................................................... 32
7
2.11.1 As Normas de Contabilidade Aplicada a Auditoria Operacional ...................... 34
2.11.2 Normas Relativas à Execução do Trabalho .................................................... 35
2.11.3 Normas Relativas ao Parecer de Auditoria ...................................................... 35
2.11.4 Os Acordos de Basileia ................................................................................... 36
3 METODOLOGIA DA PESQUISA............................................................................ 38
3.1 Classificações da Pesquisa .................................................................................. 38
3.2 Universo e Amostra .............................................................................................. 41
3.3 Coleta de Dados................................................................................................... 41
3.3.1 Instrumentos de Coletas de Dados ................................................................... 41
3.4 Análise e Interpretação de Dados ........................................................................ 42
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS .............................................................................. 43
4.1 Normas, Regulamentos e Políticas Sistêmicas e Internas do Crédito .................. 43
4.1.1 Controles Internos ............................................................................................. 54
4.1.2 Programa de Auditoria....................................................................................... 55
4.2 Papéis de Trabalho .............................................................................................. 58
4.2.1 Liberação de crédito geral ocorridas no período da amostras ........................... 58
4.2.2 Liberação de crédito rural ocorridas no período da amostras ........................... 59
4.2.3 Análise das amostras do crédito geral e rural ................................................... 59
4.3 Relatório de Auditoria ........................................................................................... 64
CONCLUSÃO ............................................................................................................ 67
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 69
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INTRODUÇÃO
As cooperativas de crédito têm usado a auditoria interna para qualificar
ainda mais os serviços oferecidos aos seus associados e clientes. Conhecer os
procedimentos internos de cada atividade desenvolvida dentro de uma cooperativa
de crédito e verificar se estes procedimentos são seguidos corretamente é fator
imprescindível para avaliação da estrutura interna da organização. A análise das
informações obtidas por meio da auditoria interna pode ser o caminho para a gestão
concretizar o crescimento e consolidação de qualquer tipo de organização.
Os gestores os associados, precisam buscar ferramentas que facilitem sua
tomada de decisão, proporcionando maior eficiência do negócio em questão. A
aplicação de uma auditoria interna adequada consegue apontar onde estão os erros,
quais atitudes podem ser tomadas para melhorar a vida da organização, bem como,
apontar as ferramentas e orientações para essa melhora.
O presente Trabalho de Conclusão de Curso teve como propósito a
elaboração de um estudo teórico e aplicado na área de auditoria interna de uma
instituição financeira, mais especificamente no setor de operações de Crédito Geral
e Rural, onde foi analisado os controles internos, aplicado o programa de auditoria e
os papéis de trabalho.
Inicialmente, o trabalho apresenta a contextualização do estudo, onde foi
definido o tema, o problema, os objetivos e a justificativa.
Na sequencia, consta a revisão bibliográfica que por meio de pesquisas em
obras de diferentes autores expõe temas que envolvem a contabilidade e a Auditoria
com conceitos, objetivos, técnicas de auditoria, papéis de trabalho e relatórios.
Posteriormente foi definida a metodologia que foi utilizada na realização da
pesquisa, incluindo os conceitos dos autores que explicam o significado de cada
etapa das mesmas, seja na sua classificação ou na seleção da coleta dos dados e
os respectivos instrumentos.
Na análise de resultado foram avaliados todos os processos de uma
auditoria desde o planejamento, conhecimento da empresa, análise dos controles
internos do programa de auditoria a ser aplicado, os papéis de trabalhos,
culminando com o relatório de auditoria.
Por fim, o estudo apresenta a conclusão do estudo realizado, seguido das
referências bibliográficas utilizadas durante o estudo como fonte de pesquisa.
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CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO
Em um contexto de mudanças ocorrido na contabilidade no cenário mundial,
não basta ser eficaz e eficiente, tem que ter ética e responsabilidade mútua para a
emissão de resultados que demonstrem verdadeiramente a situação destas
empresas. O desenvolvimento do presente trabalho na área de Auditoria Interna nas
operações do Crédito Geral e Rural teve o propósito de contribuir na qualificação dos
controles internos da cooperativa de crédito, visando à melhoria dos processos,
diminuindo riscos e incertezas, buscando a conformidade com os manuais e
regulamentos das quais são regidas essas operações.
Assim sendo, apresenta-se na sequência o tema, a caracterização da
organização, o problema, objetivos e a justificativa do estudo desenvolvido.
1.1 Área do Conhecimento Contemplada
A Ciência Contábil foi concebida para estudar e controlar o patrimônio das
entidades, contando para isso de diversas técnicas que a operacionalizam nas
diversas áreas de atuação do profissional contábil, dentre elas, a auditoria. A
principal visão da auditoria é fornecer às organizações, relatórios para que a
empresa possa ser reconhecida como uma empresa que realiza seus processos
respeitando as normas e os controles internos.
A auditoria atua no sentido de avaliar e confirmar as demonstrações e
informações divulgadas, assim como verificar os mecanismos de controles internos e
os procedimentos operacionais e administrativos das organizações. Neste contexto,
a área de conhecimento escolhida para a realização do trabalho de conclusão do
curso de graduação em Ciências Contábeis, foi a Auditoria Interna, com aplicação
em específico nas operações de Crédito Geral e Rural.
1.2 Caracterização da Organização
O presente estudo foi realizado em uma organização que atua no ramo
financeiro. Hoje esta instituição financeira conta com mais de dois milhões de
associados, o Sistema opera com 113 cooperativas de crédito, mais de 1.200 pontos
de atendimento em dez estados brasileiros e mais de 15 mil colaboradores. Com
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origem essencialmente no setor primário, atua nos centros urbanos, por intermédio
das cooperativas de livre admissão e/ou por meio de cooperativas de crédito
segmentadas, que são aquelas ligadas a categorias profissionais ou segmentos
econômicos específicos. Com o fortalecimento institucional de outras instituições de
mesma natureza, foi crescendo a abrangência de atuação do cooperativismo de
crédito, com a significativa ampliação do volume de recursos administrados, o
aumento do contingente de associados e a disponibilização de uma maior gama de
produtos e serviços.
 Missão
Como sistema cooperativo, valorizar o relacionamento, oferecer soluções
financeiras para agregar renda e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos
associados e da sociedade.
 Valores
- Preservação da instituição como sistema.
- Preservação irrestrita da natureza cooperativa do negócio.
- Respeito à individualidade do associado.
- Respeito às normas oficiais e internas.
- Valorização e desenvolvimento das pessoas.
- Eficácia e transparência na gestão.
1.3 Problematização do Tema
Diante do atual contexto, onde por muitos anos a contabilidade estava lenta,
hoje se percebe o inverso, tudo corre muito depressa. Depois das mudanças
ocorridas na legislação contábil societária, cada vez mais, se torna imprescindível
estar preparado para a busca do conhecimento e adequações com as novas regras.
Isso exige dos profissionais da contabilidade uma maior flexibilidade e atenção para
o cenário empresarial. Os gestores necessitam cada vez mais de informações
precisas, claras e objetivas a respeito de seu negócio, é justamente neste momento
que a auditoria assume um papel fundamental.
O desenvolvimento de um programa de auditoria requer um profissional
capacitado para a realização de tal tarefa, possuindo competência técnica e legal,
para exercer tal atividade. Cabe ao Contador, um profissional com formação ampla,
para desenvolver e aplicar um programa de auditoria, passar a entidade segurança a
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respeito de sua capacitação e aptidão na realização dos trabalhos, visando
satisfazer os usuários das informações geradas pela auditoria interna, com objetivo
de
atuar
de
forma
preventiva,
apresentando
sugestões
para
eventuais
inconsistências.
A auditoria interna na Cooperativa de Crédito faz parte do sistema de
controles internos e precisa contribuir na disseminação e aperfeiçoamento dos
processos
estabelecidos
pela
estrutura
organizacional
e
de
governança,
considerando a unicidade de procedimentos e rotinas de supervisão aplicadas à
organização.
Neste sentido, que ao longo da realização deste estudo buscou-se dar
resposta a seguinte questão de pesquisa: De que maneira a Auditoria Interna nas
operações de Crédito Geral e Rural pode contribuir para contratações mais seguras,
minimizando os riscos, erros, e incertezas, contribuindo com a gestão da
Cooperativa?
1.4 Objetivos
O objetivo direciona as pesquisas, analise e conclusões do estudo,
estabelecem aonde se quer chegar com a realização do mesmo.
1.4.1 Objetivo Geral
O objetivo geral deste estudo consiste em analisar as melhorias obtidas
dentro de uma Unidade de Atendimento da Cooperativa de Crédito em estudo, por
meio da aplicação de um sistema de auditoria interna, e sua efetiva contribuição na
segurança e gestão da mesma.
1.4.2 Objetivos Específicos
- Realizar pesquisas na literatura específica a respeito do tema, objetivando
dar suporte ao estudo aplicado.
- Analisar as Políticas Internas de Crédito, aprovado pelo CONSAD
(Conselho de Administração), estabelecendo regras claras para os
processos de controles.
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- Avaliar a aplicação das normas de auditoria e os controles internos na
concessão de crédito pela instituição financeira nos contratos de
empréstimos de Crédito Geral e Rural.
- Elaborar o programa de auditoria.
- Examinar documentos, elaborar os papéis de trabalho, bem como emitir o
relatório da auditoria realizada na área do Crédito Geral e Rural.
1.5 Justificativa
Este trabalho tem o objetivo de demonstrar a contribuição que a auditoria
interna proporciona para uma melhor gestão dos controles internos na cooperativa
de crédito, sendo que estas são instituições financeiras, que atuam no mercado
financeiro com o intuito de passar para seus associados transparência e segurança
nos negócios e em seus serviços prestados.
O controle interno visa implementar ações que beneficia a gestão como um
todo. Neste contexto a auditoria interna, com seus procedimentos, assume um papel
relevante e com ampla responsabilidade numa gestão mais eficiente nas
cooperativas de crédito.
Dentro de qualquer segmento a organização necessita de normas e regras
para que as funções sejam exercidas dentro dos padrões desejados. A auditoria e o
controle interno têm como objetivo verificar e normatizar as ações dentro das
empresas.
Este trabalho justifica-se pelo propósito de analisar fatores relevantes
desenvolvidos pela auditoria interna de modo a explorar a importância que a mesma
representa para o bom funcionamento dos controles internos dentro das
organizações.
Já para a universidade e para o curso, este estudo pode servir de base para
pesquisas futuras, podendo ser adaptado para outras empresas que também
precisam ter um controle mais especifico de seus processos.
Para a acadêmica, este foi o momento de aprofundar os conhecimentos em
uma área da profissão contábil que esta em grande evidência, podendo esta
pesquisa auxiliar na sua carreira na área de auditoria.
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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Neste capitulo é apresentada a pesquisa bibliográfica que aborda temas
como a Contabilidade, auditoria contábil, auditoria interna, normas e procedimentos,
controles internos, fraudes e erros, papeis de trabalho e relatórios de auditoria. A
pesquisa foi realizada por meio consulta em obras de diversos autores publicados, e
tem por objetivo a fundamentação teórica, conceitos e definições para aprofundar os
conhecimentos para posterior aplicação do programa de auditoria.
2.1 Contabilidade
A Contabilidade, desde sua origem, é conceituada por vários estudiosos e
pesquisadores da área contábil. Segundo Basso (2005, p. 22),
Entendemos que Contabilidade, como conjunto ordenado de
conhecimentos, leis, princípios e métodos de evidenciação próprios, é a
ciência que estuda, controla e observa o patrimônio das entidades nos seus
aspectos quantitativos (monetário) e qualitativo (físico) e que, como conjunto
de normas, preceitos e regras-gerais, se constitui na técnica de coletar,
catalogar e registrar os fatos que nele ocorrem, bem como de acumular,
resumir e revelar informações de suas variações e situação, especialmente
de natureza econômico-financeira.
Para Gouveia (1984 apud BASSO, 2005, p. 22), “Contabilidade é uma arte.
É a arte de registrar todas as transações de uma companhia, que possam ser
expressas em termos monetários. É também a arte de informar os reflexos dessas
transações na situação econômico-financeira dessa companhia”.
Ou seja, a contabilidade visa gerar todas as informações de que os
administradores necessitam para que possam gerenciar as entidades, evitando
problemas de toda ordem e também demonstrando o melhor caminho para o
crescimento da mesma.
2.1.1 Finalidades, Objetivos e Campos de Atuação da Contabilidade
Para Basso (2005, p 24) “A finalidade fundamental da Contabilidade é gerar
informações de ordem física, econômica e financeira sobre o patrimônio com ênfase
para o controle e planejamento”.
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Ainda de acordo com Basso (2005) os objetivos da contabilidade são
referentes ao controle do patrimônio, física e monetariamente, a apuração dos
resultados decorrentes de variações patrimoniais, bem como a evidenciação da
situação patrimonial, atentando para o cumprimento das normas, leis e demais
dispositivos a ela inerentes. E também o fornecimento informações relativas ao
patrimônio, de acordo com a necessidade dos seus usuários.
Assim revela-se que a Contabilidade é o centro de controle do patrimônio e
possui um vasto campo de aplicação que Basso (2005, p 27) assim classifica:
Segundo os principais campos de aplicação da Contabilidade, podemos
classificá-la nos seguintes ramos:
- Contabilidade Comercial;
- Contabilidade Industrial;
- Contabilidade Pública;
- Contabilidade Bancária;
- Contabilidade Rural (Agrícola ou Agropecuária);
- Contabilidade de Cooperativas;
- Contabilidade de Seguradoras;
- Contabilidade de Construtoras;
- Contabilidade Hospitalar e
- Contabilidade de Condomínios, entre outros.
Sendo, a geração de informações de qualidade para a tomada de decisões,
uma das principais características e necessidades da contabilidade e a qualidade
das informações geradas, uma importante ferramenta administrativa, tem-se um
vasto campo de aplicação a ser explorado pelos profissionais da área.
2.2 Auditoria
Auditoria é uma verificação das transações, operações e procedimentos
efetuados por uma entidade onde são examinados documentos, livros, registros,
demonstrações e de quaisquer elementos de consideração contábil, objetivando a
veracidade desses registros e das demonstrações contábeis deles decorrentes e
visando a apresentação de opiniões, críticas, conclusões e orientações. A auditoria
consiste em controlar áreas-chaves nas empresas para que se possam evitar
situações que provoquem fraudes, desfalques e subornos, por meio de verificações
regulares nos controles internos específicos de cada organização.
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Definição de Auditoria, segundo (CREPALDI, 2002, p. 23) “De forma
bastante simples, pode-se definir auditoria como o levantamento, estudo e avaliação
sistemática das transações, procedimentos, operações, rotinas e das demonstrações
financeiras de uma entidade”.
Dada a importância da auditoria para as entidades e investidores, Franco e
Marra (1992, p.22) assim a conceituam:
A auditoria compreende o exame de documentos, livros e registros,
inspeções e obtenção de informações e confirmações, internas e externas,
relacionados com o controle do patrimônio, objetivando mensurar a exatidão
desses registros e das demonstrações contábeis deles decorrentes. Os
exames são efetuados de acordo com as normas de auditoria usualmente
aceitas e incluem os procedimentos que os auditores julgarem necessários,
em cada circunstancia, para obter elementos de convicção, com o objetivo
de comprovar se os registros contábeis foram executados de acordo com os
princípios fundamentais e as normas de contabilidade.
Na concepção de Gil (2000, p.13) “auditoria é a função organizacional de
revisão
avaliação
e
emissão
(planejamento/execução/
de
controle)
opinião
em
todos
quanto
os
ao
ciclo
administrativo
momentos/ambientes
das
entidades.” Enquanto que Crepaldi (2002, p.29) relata que:
A auditoria atualmente é um meio indispensável de confirmação da
eficiência dos controles e fator de maior tranqüilidade para a administração
e de maior garantia para investidores, bem como para o próprio fisco, que
tem na auditoria o colaborador eficiente e insuspeito, que contribui
indiretamente para melhor aplicação das leis fiscais.
Por isto, a auditoria não pode ser vista pelas entidades apenas como
procedimentos que precisam ser aplicados para detectar erros e fraudes e sim como
instrumento de gestão, pois contribui com vários setores da mesma, trazendo
qualificação aos processos.
2.2.1 Objeto e Finalidade da Auditoria
A auditoria, assim como a contabilidade também tem seu objeto como sendo
o patrimônio, sendo que Franco e Marra (1992, p.25) o conceituam como sendo:
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O conjunto de todos os elementos de controle do patrimônio administrado,
os quais compreendem registros contábeis, papéis, documentos, fichas,
arquivos e anotações que comprovem a veracidade dos registros e a
legitimidade dos atos da administração [...] pode ter por objeto, inclusive
fatos não registrados documentalmente, mas relatado por aqueles que
exercem atividades relacionadas com o patrimônio administrado, cuja
informação mereça confiança.
Para Crepaldi (2002, p. 23-24):
O objeto da auditoria é o conjunto de todos os elementos de controle do
patrimônio administrativo, os quais compreendem registros contábeis,
papéis, documentos fiscais, fichas, arquivos e anotações que comprovem a
legitimidade dos atos da administração, bem como sua sinceridade na
defesa dos interesses patrimoniais.
Para confirmar este conceito Basso (2005, p.94) escreve que:
A auditoria, como uma técnica contábil, é um dos meios de que se utiliza a
contabilidade para atingir seus fins, uma vez que o objeto de ambas é o
patrimônio; a contabilidade cabe a vigilância sobre o patrimônio e suas
variações e a auditoria a fiscalização dos procedimentos e registros e a
certificação da confiabilidade das demonstrações e informações contábeis
por ela geradas.
Sobre a finalidade da auditoria, Franco e Marra (1992) tem o entendimento
de que confirmando a veracidade das informações geradas, ela contribui também
para dar credibilidade à contabilidade das empresas junto ao mercado e a
investidores.
Muitos administradores só têm conhecimento da auditoria para a cobertura
exclusiva de duas proteções: fiscal e fraude. Mas estes não são os objetivos básicos
da auditoria e sim secundários, portanto ela não pode ser vista como um mal
necessário e sim como uma ferramenta de grande valor a ser utilizada pelos
gestores.
A auditoria é uma das técnicas utilizadas pela contabilidade destinada a
examinar a escrituração e as demonstrações contábeis, a fim de confirmar sua
adequação com os princípios e normas e também servir como instrumento gerencial
para gerar a confiança necessária. Auxilia ainda na indicação do melhor caminho
para quem precisa expandir seu mercado e investir seu capital de forma segura.
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2.2.2 Divisão da Auditoria
Existem duas classes fundamentais de auditoria, quanto ao processo
investigativo: a auditoria geral ou sintética que se direciona as análises das peças
de balanços e de suas conexões e a auditoria detalhada ou analítica que abrange o
exame de todas as transações, detendo-se em todos os documentos, em todas as
contas e em todos os valores fisicamente variáveis. Elas variam principalmente de
acordo com o tratamento dado ao objeto da auditoria (CREPALDI, 2002).
A auditoria, por ser prerrogativa profissional do bacharel em Ciências
Contábeis que tenha seu registro profissional junto ao Conselho regional de
Contabilidade, é dividida quanto ao grau de independência e a forma de realização,
gerada pela sua condição contratual e ao tipo de trabalho exercido pelo auditor
responsável, em: Auditoria externa (independente) e interna (operacional) (BASSO,
2005).
2.2.2.1 Auditoria Externa
Auditoria externa é aquela exercida por profissional não vinculado a
empresa, ou seja, um profissional independente, contratado apenas pelo período em
que será realizada a auditoria.
Quanto à sua realização e independência, Basso (2005, p.108) diz que é
“Aquela realizada por profissional liberal autônomo ou por empresa de auditoria
independente, sem vinculo de emprego, contratada para prestar um serviço
especializado de auditoria permanente ou eventual, por determinado (s) cliente (s)”.
Para Crepaldi (2002, p.46) a auditoria externa,
Constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a
emissão do parecer sobre a adequação com que estes representam a
posição patrimonial e financeira, o resultado das operações, às mutações do
Patrimônio Líquido e as origens e aplicações de recursos da entidade
auditada consoante as normas brasileiras de contabilidade. A auditoria
externa é executada por profissional independente sem ligação com o
quadro da empresa. Sua intervenção é ajustada em contrato de serviços.
Os testes e indagações se espalham por onde haja necessidade de levantar
questões elucidativas para conclusão do trabalho ajustado.
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Desse modo, não existindo vinculo empregatício com a empresa auditada,
as opiniões do auditor conseguem maior grau de confiabilidade junto aos acionistas,
financiadores, fornecedores e analistas (CREPALDI, 2002).
Por ser independente o profissional realiza o trabalho a sua maneira, sempre
seguindo as normas de auditoria, devendo estar preparado e com vasto
conhecimento na área que atuará para conseguir juntar provas conclusivas e
convincentes para a elaboração de seu parecer.
2.2.2.2 Auditoria Interna
A auditoria interna esta vinculada diretamente a entidade, pois o auditor faz
parte do quadro de colaboradores da mesma, porem tal condição não deve tirar a
independência do profissional.
Quanto à auditoria interna Basso (2005, p.109) relata que é: “aquela
exercida geralmente, por funcionários da própria entidade em que atuam em caráter
permanente.”, e que mesmo possuindo vinculo empregatício, o auditor deve agir de
acordo com as normas de auditoria e de forma imparcial, de modo que esta
condição não venha a interferir em suas decisões e nem na lisura das informações
elaboradas.
Para Crepaldi (2002, p.39) a auditoria interna:
Constitui o conjunto de procedimentos que tem por objetivo examinar a
integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações
físicas, contábeis, financeiras e operacionais da entidade [...] é executada
por profissional ligado à empresa, ou por uma seção própria para tal fim,
sempre em linha de dependência da direção empresarial. O objetivo da
auditoria interna é auxiliar todos os membros da administração no
desempenho efetivo de suas funções e responsabilidades, fornecendo-lhes
análises, apreciações, recomendações e comentários pertinentes às
atividades examinadas.
Desse modo, é possível identificar a auditoria interna como peça chave em
uma organização, pois alem de prestar informações necessárias a administração,
tem a função de dar transparência aos processos atuando como ferramenta de
controle quanto ao cumprimento das normas estabelecidas.
19
2.2.2.3 Auditoria Interna x Auditoria Externa
Alguns aspectos diferenciam a auditoria interna e a externa, como por
exemplo, o grau de independência do profissional que a executa, o conceito, o
objetivo a ênfase e a profundidade dos testes, para distinguir uma da outra Franco e
Marra (1992, p.174) relatam que:
A auditoria externa é justamente o grau de independência que o auditor
pode, e deve manter em relação à entidade auditada. Isto porque a auditoria
interna geralmente não objetiva a emissão de parecer sobre as
demonstrações contábeis, sendo executada mais para fins administrativos,
internos, do que para a prestação de contas a terceiros.
Ficam mais explicitas as diferenças entre auditoria interna e externa no
seguinte quadro:
Quadro 1: Diferenças entre auditoria externa e auditoria interna
Elementos
Sujeito
Ação e objetivo
Finalidade
Relatório principal
Grau de independência
Interessados no trabalho
Responsabilidade
Numero de áreas cobertas
pelo exame durante um
período
Intensidade dos trabalhos
Continuidade dos trabalhos
Fonte: Crepaldi (2002, p. 48).
Auditoria Externa
Profissional Independente
Mais amplo
A empresa e o publico em geral
Profissional, civil e criminal
Maior
Auditoria Interna
Auditor interno (funcionário da
empresa)
Exame dos controles
operacionais
Promover Melhorias nos
controles operacionais.
Recomendações de controle
interno e eficiência
administrativa.
Menos amplo
A empresa
Trabalhista
Menor
Menor
Periódico
Maior
Continuo
Exame das demonstrações
financeiras
Opinar sobre as demonstrações
financeiras
Parecer
Portanto, a importância de ambas para as entidades é inegável e a
existência de uma não elimina a necessidade da outra, pois o objetivo maior vem a
ser de caráter preventivo. Pois irá auxiliar na tomada de decisões e não como
meramente punitiva, sendo que nada impede que sejam mantidas as duas formas
de auditoria e que uma complete a outra.
20
2.2.3 Auditoria Operacional
A auditoria operacional pode ser desenvolvida tanto pela auditoria externa
quanto pela interna, porém, por ser necessária uma aplicação de caráter
permanente, aplica-se mais ao perfil de auditoria interna.
Para Crepaldi (2002, p.32) a auditoria operacional:
Consiste em revisões metódicas de programas, organizações, atividades ou
segmentos operacionais dos setores público e privado, com a finalidade de
avaliar e comunicar se os recursos da administração estão sendo usados
eficientemente e se estão sendo alcançados os objetivos operacionais.
De modo mais simples, estes autores querem dizer que devem ser revisados
e avaliados principalmente os controles internos, para comprovar o aproveitamento
real da capacidade da entidade ou para rever e melhorar os processos com o intuito
de alcançar os objetivos.
Sobre a auditoria operacional Gil (2000, p.22) ensina que “o instinto de
sobrevivência organizacional implica a vigência e cumprimento de boas práticas e
padrões para o ambiente de hoje, porque é indicativo de possibilidade de existência
futura”.
O mesmo autor (2000, p.29) traz que a auditoria operacional, pode também
“atuar em termos preventivos, consoante o plano anual de auditoria, ou corretivos,
quando
via
denuncia
configurada
ou
indícios
identificados,
inclusive
em
trabalho/projetos de auditoria, possam ocorrer situações de dolo”.
Por ser realizada por pessoas de dentro da entidade, funciona como controle
gerencial mediante análise da eficiência dos controles internos, através do confronto
entre o desempenho real e o esperado, levando sempre, a informações para
melhorias e aumento do êxito dos propósitos da entidade.
2.3 Controles Internos
Antes de dar inicio aos procedimentos de auditoria o auditor deve se inteirar
do funcionamento e a qualidade dos controles internos, pois será o resultado desta
avaliação que determinara a extensão dos testes necessários.
21
Segundo Pereira (2009, p.19) “Como toda e qualquer empresa, as
instituições financeiras necessitam de criação, manutenção e desenvolvimento de
um sistema de controles internos para identificação antecipada das mudanças legais
e mercadológicas que afetam seu desempenho e operações”.
Não se pode falar em auditoria operacional sem citar os controles internos e
sua importância. Os controles internos norteiam a área administrativa da empresa e
são muito importantes para a engrenagem do negócio funcionar. Um bom sistema
de controle interno faz toda a diferença dentro de uma organização porque serve
para monitorar a rotina das operações.
Não adianta a empresa implantar um excelente sistema de controle interno
sem que alguém verifique periodicamente se os funcionários estão
cumprindo o que foi determinado no sistema, ou se o sistema não deveria
ser adaptado às novas circunstâncias (CREPALDI, 2002, p.221).
Após as constatações necessárias quanto aos controles internos, pode-se
delimitar a extensão dos testes a serem aplicados para que não sejam prejudicados
os objetivos finais da auditoria.
O controle interno representa em uma organização os procedimentos,
métodos ou rotinas que irão proteger os ativos, produzir dados contábeis confiáveis
e ajudar a administração a conduzir os negócios da empresa.
Não adianta a empresa implantar um ótimo sistema de controle interno, sem
que alguém verifique periodicamente se os funcionários estão cumprindo o que foi
determinado pelo sistema. Os objetivos principais dos controles internos são de
fornecer à contabilidade dados corretos e conferir a exatidão da escrituração; e
evitar alcances, desperdícios, erros e, se ocorridos, identificá-los.
Ao avaliar os controles internos, o auditor deve ter em mente esses objetivos
básicos, e usando seus conhecimentos, sua experiência, verificará até que ponto
eles permitem atingi-los. Quanto melhores e mais eficientes os controles internos
implantados pela empresa auditada, mais segurança adquire o auditor em relação
aos exames que está procedendo. Essa eficiência é fator de economia do tempo a
ser utilizado pelo auditor no seu trabalho e, diante disso, tornar o custo da auditoria
mais barato.
22
2.4 Fraudes e Erros
Ao iniciar seus trabalhos, os auditores devem estar cientes e atentos para a
possibilidade de encontrarem erros e fraudes nos registros e documentos a serem
examinados. Para tal precisam estar munidos de conhecimentos quanto aos tipos de
erros e fraudes que podem ser possíveis no tipo de entidade que estarão
trabalhando e do funcionamento do sistema utilizado.
Sobre erros Santi (1988, p.67) escreve que são:
Incorreções involuntárias nas demonstrações financeiras e inclui os
aritméticos, os de execução nos registros e elementos contábeis dos quais
são extraídas as demonstrações financeiras, desvios inconscientes ou por
desconhecimento na aplicação dos princípios de contabilidade, e
esquecimento ou má interpretação dos fatos conhecidos na época em que
as demonstrações financeiras são elaboradas.
A prevenção contra erros e fraudes é de responsabilidade da administração,
para evitá-los devem ser implantados controles internos eficientes e confiáveis e
também instruir de maneira correta os colaboradores envolvidos nos processos. A
descoberta de fraudes e erros não são os objetivos principais da auditoria, pois
poderia torná-la excessivamente onerosa.
2.5 Programas de Auditoria
Ao realizar uma auditoria, o auditor deve planejar seu trabalho, desenvolver
um programa de auditoria, explicando os objetivos a serem seguidos e a previsão de
horas de trabalho, permitindo assim, a realização de diversas tarefas individuais ou
simultâneas que, quando concluídas, se enquadrem nas demonstrações contábeis.
Para Franco e Marra (1992, p.224) o programa de auditoria consiste no:
Plano de trabalho para exame da área especifica. Ele prevê os
procedimentos que deverão ser aplicados para que se possa alcançar o
resultado desejado. Deve, entretanto ser bastante amplo e flexível, para
permitir alterações durante o andamento das verificações, segundo
aconselham as circunstancias, isto é, a maior ou menor eficiência dos
controles internos do cliente.
23
Para que não faltem dados no final da auditoria é aconselhável que se faça
um trabalho o mais abrangente possível, para não correr o risco de omitir
informações relevantes.
Segundo Crepaldi (2002, p.340) o programa de auditoria:
É o plano de trabalho a ser executado em campo. Esse planejamento deve
ser executado considerando o objetivo da auditoria e as características da
empresa auditada. Nele, será definido o objetivo do exame na área
específica, a extensão e a profundidade do exame, os pontos de controle
interno a serem revisados, os procedimentos a serem adotados, a
estimativa de tempo gasto, a equipe de trabalho e outros.
Cada programa de auditoria é único, ou seja, ele é elaborado conforme cada
caso e pode variar sua forma dependendo do tipo e das especificidades em que será
desenvolvida a auditoria. “O programa deve ser preparado analisando-se, entre
outros, a natureza e o tamanho da empresa ou setor examinado, as políticas e o
sistema de controle interno estabelecidos pela administração a as finalidades do
exame que será efetuado” (CREPALDI, 2002, p. 306).
Segundo Basso (2005, p.245), “ao planejar os programas de auditoria, o
auditor precisa levar em consideração três pontos importantes, sobre cada setor ou
objeto de exame”:
- determinar o que se quer – ou seja, quais os objetivos específicos
buscados ao examinar o elemento em questão, tendo em vista os
objetivos gerais do trabalho;
- determinar os procedimentos de auditoria necessários para que os
objetivos gerais e específicos sejam atingidos; e
- determinar os elementos mínimos de controle para o setor / objeto e sua
funcionalidade.
O programa de auditoria deve conter alguns pontos que irão nortear a
realização do trabalho. É necessário que se defina o objetivo do trabalho, aspectos
de controle interno, os procedimentos de auditoria e em que fase serão executados,
também a extensão necessária para se realizar um trabalho com qualidade.
São estes elementos que irão garantir um planejamento adequado, e que
devem ser aliadas a outras técnicas para posterior conclusão do exame de auditoria.
24
O Programa de Auditoria é um plano de ação detalhado, destinado a orientar
adequadamente o trabalho do Auditor, permitindo-lhe, ainda, complementá-lo
quando circunstâncias imprevistas o recomendarem.
2.6 Procedimentos de Auditoria
As técnicas básicas de auditoria podem ser conceituadas como caminhos,
métodos, meios ou ferramentas utilizadas pelo auditor para obtenção das provas
auditoriais.
Segundo Basso (2005), não se pode confundir a prova auditorial com técnica
de auditoria, pois a primeira se constitui nas informações coletadas pelo auditor
durante os exames, enquanto que as técnicas básicas são orientações para a busca
daquelas.
Segundo o mesmo autor, as dez técnicas básicas de auditoria são:
a) exame e contagem física: consiste no exame físico do objeto;
b) confirmação: consiste em obter declaração escrita de terceiros, de dentro
ou fora da entidade sob exame, sobre fato que esteja capacitado a
confirmar;
c) exame de documentos originais: consiste na análise da documentação
que deu origem a escrituração dos fatos na contabilidade da entidade
auditada;
d) conferência de cálculos: trata-se de refazer os cálculos e somatórios
feitos pelo pessoal da entidade, a fim de comprovar a sua adequacidade e
exatidão;
e) acompanhamento retroativo dos procedimentos de escrituração: trata-se
de refazer lançamentos de escrituração já contabilizados pela entidade,
desde o exame dos documentos originais, passando pelos registros
auxiliares, até o levantamento da situação de um novo balancete de
verificação;
f) investigação minuciosa: consiste em examinar o objeto em profundidade,
ponto a ponto e em toda sua dimensão;
g) inquérito: consiste na formulação de questões criteriosas para a obtenção
de informações de pessoas ligadas a determinado fato;
25
h) exame de registros auxiliares: trata-se de conciliar os livros de
escrituração auxiliar com os registros nos livros obrigatórios, na busca da
comprovação da regularidade dos procedimentos realizados;
i) correlação de dados: trata-se de confrontar operações e saldos de contas
entre si;
j) observação: consiste em observar tudo o que acontece, principalmente
entre pessoas, para testar o funcionamento do sistema de controle
interno. Refere-se ainda, ao acompanhamento de processos ou
procedimentos quando de sua execução.
Para Attie (1984, p.119) “o auditor deve estar atento para qual a melhor
forma de obtenção das provas necessárias ao seu trabalho, captando informações
consideradas válidas e satisfatórias e avaliando de imediato todas as provas e
informações obtidas no transcorrer de seu trabalho”.
Os procedimentos de auditoria é um conjunto de técnicas que permitem ao
auditor obter evidências ou provas que sejam suficientes e adequadas para
fundamentar sua opinião por parte da atividade de auditoria.
2.7 Papéis de Trabalho
São os papéis de trabalho que servirão de base para a formação do relatório
de auditoria. Por isto eles devem conter os apontamentos feitos pelo auditor
referentes aos documentos analisados e a descrição das provas que fundamentarão
sua opinião e mesmo sendo baseados em documentos originais da entidade, eles
são de propriedade do auditor (CREPALDI, 2002).
Não existe um modelo padrão para os papéis de trabalho, eles devem ser
escolhidos pelo auditor, de acordo com seu critério pessoal. Existem vários tipos de
papéis com os quais o auditor lida para a execução de seus serviços, que devem
observar alguns requisitos, como possibilitar a execução das tarefas com um mínimo
de esforço; proporcionar a máxima clareza; propiciar o menor custo e servir de base
permanente de consulta.
Os objetivos dos papéis de trabalho em auditoria, de acordo com Almeida
(2010, p.67) são os seguintes:
26
-
-
atender as normas de auditoria geralmente aceitas;
acumular as provas necessárias para suportar o parecer do auditor;
auxiliar o auditor durante a execução de seu trabalho;
facilitar a revisão por parte do auditor responsável, para que ele se
assegure de que o serviço foi efetuado de forma correta;
ajudar no trabalho da próxima auditoria (um conjunto de papéis de
trabalho bem preparados serve de guia na auditoria do outro exercício
social, concorrendo para que ela seja conduzida de forma mais
eficiente);
representar na justiça (no caso de ser movida uma ação contra o auditor
ou a firma de auditoria) as evidencia do trabalho executado.
Além de conter as informações indispensáveis para dar suporte à
elaboração do relatório de auditoria, os papéis de trabalho precisam ser organizados
seguindo critérios que facilitarão a identificação das mesmas, pois eles também
refletem o perfil do profissional que os elabora no sentido de conhecimentos e
organização.
2.7.1 Qualificação e Conteúdo dos Papéis de Trabalho
Para que seja possível o perfeito aproveitamento das informações contidas
nos papéis de trabalho, o profissional que os elabora deve preocupar-se em seguir
alguns passos que podem garantir a qualidade dos mesmos.
De acordo com Crepaldi (2002, p.261) o auditor deve levar em consideração
para a elaboração dos papéis de trabalho os seguintes pontos:
* Concisão: os papeis de trabalho devem ser concisos, de forma que todos
entendam sem a necessidade de explicação da pessoa que os elaborou.
* Objetividade: os papeis de trabalho devem ser objetivos, de forma que se
entenda onde o auditor quer chegar.
* Limpeza: os papeis de trabalho devem estar limpos, de forma a não
prejudicar o entendimento destes.
* Lógica: os papeis de trabalho devem ser elaborados de forma lógica de
raciocínio, na seqüência natural do objetivo a ser atingido.
* Completos: os papeis de trabalho devem ser completos por si só.
Quando da elaboração dos papéis de trabalho, alguns itens devem ser
anotados e observados, de acordo com Basso (2005, p.146-147) são eles:
a) Alusão a revisão do sistema de controle interno: trata-se de anotar
referencias e observações quanto aos testes de revisão dos itens do
sistema de controles internos relativos ao objeto de exame a que se
refere aquele papel de trabalho (PTA).
27
b) Referencia à relevância e relatividade do objeto de exame:
determinação precisa da materialidade do objeto de exame, sua
importância relativa e os riscos que se pode incorrer na determinação
das amostras a serem examinadas:
c) Escopo do trabalho: abrangência e delimitação do objeto de exame e
determinação dos procedimentos específicos de investigação e analise,
em consonância com a revisão dos controles internos e a materialidade
do objeto de exame;
d) Determinação do objeto de o exame: determinação do que se esta
propondo a determinar, provar ou conseguir com o exame em referencia;
e) Planejamento do trabalho: Conhecimento prévio das operações e
extensão dos detalhes a serem evidenciados sobre o objeto de exame;
f) Informações e fatos materiais: Colocação adequada das informações
e dos fatos materiais obtidos sobre o objeto de exame, no decorrer dos
trabalhos de auditoria;
g) Fontes das informações obtidas: indicação da fonte de obtenção das
informações transcritas para o papel de trabalho;
h) Julgamento
profissional:
conclusões,
esclarecimentos
e/ou
recomendações quanto ao objeto de exame e sua adequacidade diante
dos objetivos inicialmente expostos.
E quanto à forma de distribuir estas informações nos papéis de trabalho
Basso (2005, p.150) a estrutura da maneira que segue:
a. Cabeçalho- na parte superior do papel de trabalho, aparece um campo
destinado a sua identificação, contendo:
- denominação da empresa auditada;
- codificação do papel de trabalho;
- denominação da empresa auditada;
- objeto do exame;
- objetivo do exame;
b. Corpo- espaço destinado as anotações das informações coletadas nos
exames realizados e as conclusões e recomendações do auditor,
dividido em dois momentos:
- discriminação das informações;
- conclusões e recomendações do auditor.
c) Fecho- na parte inferior do papel de trabalhos, fechando-o é anotado:
- o nome do auditor que preparou o papel de trabalho, a data da
elaboração e sua rubrica;
- o nome do auditor que revisou o papel de trabalho, a data da revisão e
sua rubrica.
A elaboração dos papéis de trabalho seguindo os padrões recomendados
torna mais fácil e dinâmica as leituras dos mesmos para a elaboração dos relatórios
finais, alem, de servir como comprovação da elaboração dos trabalhos, ou ainda
para fazer prova para anos posteriores, onde outros auditores possam contestar os
relatórios.
28
2.7.2 Tipos de Papéis de Trabalho
Um papel de trabalho é qualquer registro que o auditor faz de seu trabalho
ou do material que ele encontra. Constantemente há novos problemas, que fazem
com que o auditor elabore novos papéis de trabalho, ou amplie os já existentes.
Uma das características do bom auditor é a capacidade de adaptar formulários de
papel de trabalho, de acordo com as necessidades que o problema apresenta.
Alguns tipos de papéis de trabalho se tornam comuns, não pela sua forma e
sim pelo seu conteúdo, e os mais comuns citados por Basso (2005) são:
 Programa de auditoria- Inicialmente deve-se elaborar um plano de
trabalho que se constituirá no primeiro papel de trabalho e que deve
conter as orientações necessárias para a busca das provas de auditoria;
 Balancete de trabalho- é conhecido como balancete do razão geral, é
base fundamental nos papéis de trabalho de auditoria contábil, servira de
base também para o relatório final. Deve possuir alguns elementos
básicos:
- relação das contas apresentadas pela entidade, ano anterior e atual;
- coluna para anotação de referencias;
- coluna de débito e crédito para anotação de valores de ajustes de
saldos;
- coluna de débito e crédito para anotações de saldos ajustados para
elaboração das demonstrações contábeis ajustadas pela auditoria.
 Análise de contas- Adequado para anotar informações extraídas do
exame das contas do razão.
 Lançamentos de ajustes ou reclassificações- papel de trabalho destinado
a reunir todos os lançamentos de ajustes ou reclassificações
recomendados pelo auditor para a elaboração de demonstrações
contábeis de modo a estarem de acordo com a realidade da organização
e em conformidade com as normas.
 Conciliação- destinado a registrar informações de conciliação entre as
contas contábeis internas da entidade com contas externas, a fim de
confirmar a legitimidade dos registros internos da entidade.
 Memorando- em geral tem o formato de um simples relatório descritivo,
pois tem por finalidade relatar acontecimentos acompanhados pelo
auditor e também procedimentos descritivos de contratos.
 Pontos de recomendação- pouco complexo, destinado a anotação de
falhas e irregularidades e que mereçam comunicação formal à entidade
auditada.
O auditor pode se utilizar ainda de outros tipos de papéis de trabalho que
possam ter relevada importância para a elaboração de seu parecer ou que possam
servir de comprovação tanto da elaboração do trabalho quanto das constatações do
auditor.
29
2.8 Relatórios de Auditoria
O relatório é o produto do trabalho realizado e é por ele que o auditor
informa as pessoas sobre o trabalho que realizou, o alcance abrangido pelo
trabalho, à forma como o fez e as conclusões a que chegou que ao final culminarão
com sua opinião ou parecer sobre o objeto da auditoria (BASSO, 2005, p. 332).
Existem dois tipos de relatórios de auditoria conforme Basso (2005, p.333336).
Relatórios Formais: elaborados de forma escrita e sujeitos a determinadas
normas de auditoria.
Relatório Analítico: cada auditor estabelece a forma e estrutura do seu
relatório, porem aconselha-se que o relatório analítico tenha a mesma estrutura
usada para a elaboração do Plano Geral de Auditoria. Assim, segundo a estrutura
sequencial do presente texto em relação ao programa de auditoria contábil; revisão
do sistema de controle interno; programa de auditoria; auditoria do ativo; auditoria do
passivo e do patrimônio liquido; auditoria das contas de resultado; lançamentos de
ajuste e de reclassificação; pontos de recomendações; parecer opinativo; anexos.
Relatório Sintético – Parecer do Auditor: o parecer do auditor é
denominado de “relatório sintético” e segue alguns requisitos estabelecidos nas
Normas de auditoria Independentes das Demonstrações Contábeis, emanadas do
Conselho Federal de Contabilidade, e deve considerar os seguintes aspectos
mínimos: Endereçamento; identificação do Exame; características do exame;
opinião; obediência aos princípios e as normas técnicas de contabilidade; fecho do
parecer.
2.9 Parecer de Auditoria
O parecer de auditoria tem sua origem no relatório de auditoria, que dispõe
de todas as informações sobre a realização do trabalho e que serve de base para
que o profissional avalie a real situação da entidade.
No entendimento de Almeida (2010) é recomendação do IBRACOM a
utilização do termo parecer e devem ser evitadas expressões como: certificado ou
atestado. O parecer deve ser direcionado apenas a diretoria, ao conselho de
administração ou aos acionistas, devendo constar a mesma data do encerramento
30
da auditoria e ser assinado pelo profissional responsável que no caso de
companhias abertas deve ter registro profissional na CVM (Comissão de Valores
Mobiliários).
Através do parecer de auditoria que o auditor expressa sua opinião, ele é
normalmente dividido em dois parágrafos, um onde determina os exames realizados
e a forma como foi conduzido o trabalho e outro com a opinião do auditor (ATTIE,
1984).
Para melhor explicar cada um deles Almeida (2010, p.418) assim os
descreve:
- parágrafo referente à identificação das demonstrações contábeis e a
definição das responsabilidades da administração e dos auditores;
- parágrafo referente à extensão dos trabalhos;
- parágrafo referente à opinião sobre as demonstrações contábeis.
São quatro os tipos de parecer que podem ser emitidos pelo auditor, quais
sejam:
Parecer sem ressalva: Conforme Attie (1984, p.45),
O parecer sem ressalva é emitido quando as demonstrações financeiras da
empresa examinadas pelo auditor representam adequadamente a posição
patrimonial e financeira e o resultado das operações de acordo com os
princípios de contabilidade geralmente aceitos aplicados em bases
uniformes.
Parecer com ressalva: o autor citado anteriormente diz que:
É emitido quando um ou mais de um valor nas demonstrações financeiras
não refletem adequadamente a posição correta, de acordo com os
princípios de contabilidade geralmente aceitos, ou quando o auditor não
consegue obter evidências adequadas que permitam a comprovação destes
valores. Se o auditor pretende emitir o parecer com ressalva, o parágrafo de
opinião precisa ser modificado de maneira a deixar clara a natureza da
ressalva.
Parecer Adverso: Conforme Attie (1984, p.47),
O parecer adverso é emitido quando o autor verificar efeitos e condições
que, em sua opinião, comprometem substancialmente as demonstrações
financeiras examinadas, a ponto de não ser suficiente a simples ressalva no
parecer.
31
Parecer com negativa de opinião: Conforme Attie (1984, p.48),
Quando o auditor não conseguir obter comprovação suficiente para
fundamentar sua opinião sobre as demonstrações financeiras tomadas em
conjunto, ele deve declarar que está impossibilitado de expressar sua
opinião sobre estas.
Na emissão do parecer de auditoria, o profissional expressa a sua opinião
quanto ao cumprimento das normas e práticas contábeis adequadas por parte da
entidade auditada, e deve expressar de forma clara e objetiva se concorda com os
critérios estabelecidos para sua elaboração após avaliá-los.
2.10 Ética Profissional
Um bom auditor sempre se comporta dentro de um código de ética, pois
somente assim conseguirá os resultados que dele se esperam e que exige a
administração da empresa à qual presta seu serviço de auditoria.
Segundo Crepaldi (2002, p. 65), a ética profissional:
[...] é de grande valia em todas as profissões, notadamente na de auditor,
que tem em suas mãos grande responsabilidade, pois mediante seu serviço
é possível conhecer todas as irregularidades, erros, falhas dentro do grupo
de empresas, conhecendo o responsável hierárquico e executores das
rotinas, que originam estas informações.
De acordo com o mesmo autor (2002, p. 71), é imprescindível que o auditor
adote padrões de conduta próprios de sua função. Tais padrões constituem a ética
do exercício profissional. Como padrões éticos do auditor interno-externo cumpre
destacar:
[...] - bom-senso no procedimento de revisão e sugestão;
- autoconfiança;
- sigilo profissional;
- descrição profissional;
- capacidade prática;
- sentido objetivo;
- liberdade de pensamento e ação;
- meticulosidade e correção;
- perspicácia nos exames;
- pertinácia nas ações;
- pesquisa permanente;
- finura de trato e humanidade.
32
A primeira exigência do código de ética diz respeito à subordinação
hierárquica dentro da empresa. Outra exigência refere-se ao modo de trabalho. A
terceira exigência diz respeito ao envolvimento em política interna ou de qualquer
nível, tráfico de influência, que reduz sensivelmente o desempenho de rotinas e
controles da empresa e setores envolvidos. A quarta exigência é a descrição, onde o
auditor manterá sempre sigilo absoluto do conteúdo dos documentos e informações
analisadas. A quinta exigência trata diretamente da observância dos regulamentos
internos, normas, instruções, leis. A sexta exigência refere-se ao comportamento
pessoal, um auditor eficiente deve conhecer profundamente seu trabalho e sua
importância na empresa.
É sempre bom manter um bom relacionamento, tanto com o colegiado
hierárquico, quanto junto aos setores auditados, sabendo sempre se impor diante de
idéias vazias, pois o papel do auditor está acima de qualquer suspeita,
representando a hierarquia máxima no acompanhamento dos objetivos de controle
da empresa.
2.11 NBC – Normas Brasileiras de Contabilidade Gerais e Aquelas Aplicadas a
Auditoria
As Normas brasileiras de auditoria são regras ditadas pelos órgãos
reguladores da profissão contábil do Brasil e tem por objetivo a regulação da
profissão e atividades bem como estabelecer diretrizes a serem seguidas pelos
profissionais no desenvolver de seus trabalhos.
As normas de auditoria norteiam o trabalho do auditor, elas estão presentes
nos procedimentos adotados na hora da execução de um programa de auditoria, as
normas ainda vêm para garantir qualidade ao trabalho de auditoria, as mesmas
possuem uma estrutura conceitual.
Esta Estrutura Conceitual não estabelece normas próprias nem exigências
relativas a procedimentos para execução de trabalhos de asseguração. As
NBC TA, NBC TR e NBC TO contêm princípios básicos, procedimentos
essenciais e respectiva orientação, de modo consistente com os conceitos
desta Estrutura Conceitual, para a execução de trabalhos de asseguração.
Resolução 1202, (CFC, 2013).
33
As normas são dividas em: normas profissionais e normas técnicas. As
normas profissionais que no segmento geral (NBC-PG) trazem regras do exercício
da profissão, já as técnicas no âmbito geral (NBC-TG) estabelecem regras aplicadas
a contabilidade.
As Normas Profissionais estabelecem regras de exercício profissional e
classificam-se em: NBC PG – Geral; NBC PA – do Auditor Independente;
NBC PI – do Auditor Interno; NBC PP – do Perito. As Normas Técnicas
estabelecem conceitos doutrinários, regras e procedimentos aplicados de
Contabilidade e classificam-se em: NBC TG – Geral; Normas completas;
Normas simplificadas para PMEs; Normas específicas; NBC TSP – do Setor
Público; NBC TA – de Auditoria Independente de Informação Contábil
Histórica; NBC TR – de Revisão de Informação Contábil Histórica; NBC TO
– de Asseguração de Informação Não Histórica; NBC TSC – de Serviço
Correlato; NBC TI – de Auditoria Interna; NBC TP – de Perícia; NBC TAG –
de Auditoria governamental (CFC, 2013).
As Normas foram renumeradas, de acordo com a Resolução do CFC nº.
1.329/11 para se ajustarem a nova estrutura das Normas Brasileiras de
Contabilidade (NBCs) na forma aprovada pela Resolução CFC nº. 1.328/11.
As Normas cuja numeração ainda obedecem a Resolução CFC nº. 751/93
(NBC P ou NBC T) serão revisadas e reeditadas adotando-se a nova
estrutura de numeração das NBCs, (CFC, 2013).
A importância de seguir as normas, principalmente em relação à auditoria,
de acordo com Crepaldi (2002, p.44) esta no fato de que elas,
Juntamente com os procedimentos para sua implementação estabelecem a
ordem e a disciplina na realização do trabalho. E o que é mais importante, a
observância destas normas leva a realização de auditorias completas e
objetivas, com resultados e recomendações palpáveis fundamentados e
passiveis de serem justificados.
O trabalho de auditoria deve estar pautado nas normas de auditoria, pois
além delas organizarem o trabalho, as mesmas trazem vantagens para o auditor e
também para o auditado garantindo a correta execução de um programa de
auditoria.
Vale ressaltar que a não observância das normas traz implicações para a
entidade e também para o profissional responsável pela auditoria, pois é condição
fundamental para o exercício profissional.
34
2.11.1 Definições e diferenças entre normas e procedimentos
As normas de auditoria são regras estabelecidas pelos órgãos reguladores da
profissão contábil, a serem observadas e respeitadas pelos profissionais no
exercício de sua função.
O conceito de normas de auditoria, segundo Crepaldi (2011, p. 225) são
regras estabelecidas pelos órgãos regulares da profissão contábil, em todos
os países, com o objetivo de regulamentar o exercício da função do auditor,
estabelecendo orientação e diretrizes a serem seguidas por esses
profissionais no exercício de suas funções.
Elas estabelecem conceitos básicos sobre exigências em relação à pessoa do
auditor, a execução de seu trabalho e ao parecer que deverá por ele ser emitido.
As normas orientam o auditor na fixação dos limites de responsabilidade,
quanto ao comportamento em relação à capacitação profissional e na execução de
seu trabalho.
As normas de auditoria devem ser objeto de atenção dos auditores, pois é a
maneira de praticar os atos, onde a “palavra aplicada à auditoria significa os
preceitos a serem utilizados para que sejam obtidas a qualidade desejada e certa
padronização do trabalho executado.” (ARAÚJO, ARRUDA e BARRETTO, 2008, p.
72).
As normas de execução do trabalho do auditor são claramente estabelecidas,
devendo ser observadas na elaboração de exames e na preparação de relatórios,
obtendo assim qualidade.
Os procedimentos de auditoria são utilizados para a obtenção de provas para
fundamentação de relatórios, que é “o conjunto de técnicas ou métodos que
permitem ao auditor obter elementos probatórios, de forma suficiente e adequada,
para fundamentar seus comentários, opiniões e recomendações quando da
elaboração de seu relatório.” (ARAÚJO, ARRUDA e BARRETTO, 2008, p. 210).
O objetivo da auditoria é fundamentar seus argumentos por meio de
evidência, aplicando os procedimentos adequados ao caso.
35
Os procedimentos são exames nos quais se incluem os testes de observância
e substantivos, possibilitando ao auditor obter provas para fundamentar suas
conclusões e recomendações no relatório ou no parecer de auditoria.
Os testes de observância são aplicados na avaliação dos sistemas
operacionais, enquanto que os substantivos buscam a comprovação dos
procedimentos contábeis.
A diferença entre normas e procedimentos de auditoria encontra-se no fato de
que as normas referem-se à pessoa e a execução do trabalho do auditor, e os
procedimentos se revelam como a descrição das tarefas cumpridas pelo auditor,
podendo no decorrer de seu trabalho ser modificadas.
2.11.2 Normas Relativas à Execução do Trabalho
A Resolução nº 820, de 17 de dezembro de 1997 do CFC, que aprovou a
NBC T 11 - Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis, foi
Revogada pela Resolução CFC nº 1.203/09, publicada no DOU, em 03/12/2009,
Seção 1, que Aprovou a NBC TA 200 - Objetivos Gerais do Auditor Independente e
a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria.
Segundo Crepaldi (2011), as normas de execução dos trabalhos do auditor
são:

Planejamento e supervisão: no planejamento o auditor deve ter
conhecimento da atividade, legislação e as práticas operacionais da
empresa, e a supervisão direciona o trabalho dos assistentes, se os
objetivos do trabalho foram alcançados;

Relevância: deve ser considerada na determinação da natureza,
oportunidade e extensão dos procedimentos;

Risco de auditoria: é a expressão da opinião do auditor de forma
isoladamente inadequada sobre as demonstrações contábeis;

Supervisão e controle de qualidade: a supervisão dos trabalhos é a
avaliação do cumprimento do planejamento e do programa, se as tarefas
distribuídas à equipe estão sendo cumpridas, se os trabalhos foram
documentados e os objetivos dos procedimentos alcançados, e se as
conclusões dos trabalhos do auditor permitem fundamentar sua opinião,
36
e o controle de qualidade o auditor avalia periodicamente se os serviços
executados estão sendo realizados segundo as Normas Profissionais do
Auditor Independente;

Avaliação do sistema contábil e controle interno: são os métodos e
procedimentos adotados pela empresa para proteger seu patrimônio, que
é de responsabilidade da administração, devendo o auditor avaliar
aplicando os procedimentos de auditoria, efetuando sugestões para o
aprimoramento; e,

Papel da auditoria na redução de riscos: a demanda da auditoria é
crescente, pois a maior preocupação dos investidores é o risco, e uma
forma de protegê-los é por meio da auditoria.
Essa norma trata das responsabilidades do auditor na condução da auditoria
sobre as demonstrações contábeis, proporcionando aos usuários maior confiança
nas informações.
2.11.4 Os Acordos de Basileia
O objetivo do Acordo de Basileia foi de fortalecer a solidez e a estabilidade
do sistema bancário, evitar o chamado “efeito dominó”, por meio da recomendação
para os bancos constituírem um capital mínimo, de forma a minimizar os riscos de
insolvência das instituições bancárias, e que fosse suficiente para fazer frente à boa
parte das ocorrências com materialização de perdas.
Desde que o Comitê de Supervisão Bancária da Basiléia introduziu o Acordo
de Capital em 1988, visando à internacionalização da atividade bancária, ocorreram
significativas mudanças no setor, com o objetivo criar exigências mínimas de capital
para instituições financeiras como forma de fazer face ao risco de crédito.
Segundo Pereira (2009, p.145), explica o que é Basileia I “Como o objetivo
macro da Comissão é enquadrar o mercado financeiro aos padrões de solvência
internacional, uma das maiores preocupações é estabelecer níveis mínimos de
requerimento de capital”.
Em 2004, o Comitê divulgou o Novo Acordo de Capital da Basiléia,
conhecida como Basileia II, com o objetivo de buscar uma medida mais precisa dos
riscos incorridos pelos bancos internacionalmente ativos.
37
Pereira (2009) define que o acordo de Basileia II ampliou o escopo de
Basileia I para garantir que os riscos do mundo estivessem sendo mesurados e as
instituições financeiras adequadamente capitalizadas.
Devido à gravidade da crise de 2008 e aos problemas apresentados pelas
instituições bancárias, o Comitê de Basiléia fez uma revisão do segundo acordo,
com o objetivo de dar condições de as instituições bancárias absorverem os
choques oriundos do tumulto financeiro gerado, a fim de produzir o menor impacto
negativo na economia real.
Diante da necessidade de combater as fragilidades das instituições
financeiras verificadas no pós-crise financeira de 2008-09, o Comitê de Supervisão
Bancária de Basileia - a pedido do G20 - promoveu uma ampla revisão de Basileia II.
Internacionalmente, este novo arcabouço regulatório ficou conhecido como "Basileia
III".
No Brasil, a aplicação de Basileia III ficou a cargo do Banco Central do
Brasil, que divulgou novos normativos em 1º de março.
Ao todo, foram divulgadas quatro resoluções e dezesseis circulares, as quais
tiveram impactos desde outubro deste ano (2013).
38
3 METODOLOGIA DA PESQUISA
A metodologia foi subdividida em itens, onde são apresentados os
instrumentos para a coleta e análise dos dados da pesquisa desenvolvida.
Inicialmente é apresentada a classificação da pesquisa, em seguida o universo da
amostra, posteriormente o sistema de coleta de dados e finalmente o plano de
análise e interpretação dos mesmos.
3.1 Classificação da Pesquisa
Este capítulo tem por finalidade demonstrar a classificação da pesquisa
segundo sua natureza e seus objetivos, além de demonstrar os procedimentos
técnicos que foram utilizados para a elaboração da mesma.
a) Do ponto de vista de sua natureza
Do ponto de vista de sua natureza, a pesquisa foi classificada como
aplicada, pois pode gerar conhecimentos por meio de sua revisão bibliográfica e
aplicação prática, voltados à solução de problemas específicos. Conforme Vergara
(2004, p. 46):
A pesquisa aplicada é fundamentalmente motivada pela necessidade de
resolver problemas concretos, mais imediatos, ou não. Tem, portanto,
finalidade prática, ao contrário da pesquisa pura, motivada basicamente
pela curiosidade intelectual do pesquisador e situada, sobretudo, no nível da
especulação.
A pesquisa aplicada, segundo Oliveira (2004, p.123) “requer determinadas
teorias ou leis mais amplas como ponto de partida, e tem por objetivo pesquisar,
comprovar ou rejeitar hipóteses sugeridas pelos modelos teóricos e fazer sua
aplicação as diferentes necessidades humanas”.
39
b) Do ponto de vista de seus objetivos
Quanto aos objetivos, esta pesquisa classifica-se como uma pesquisa
Descritiva e Exploratória.
Primeiramente o estudo é de caráter descritivo porque descreve os
processos utilizados pela Instituição Financeira na operacionalização das operações
de Crédito Rural e Geral.
De acordo com Vergara (2004, p. 47):
A pesquisa descritiva expõe características de determinada população ou
de determinado fenômeno. Pode também estabelecer correlações entre
variáveis e definir sua natureza. Não tem compromisso de explicar os
fenômenos que descreve, embora sirva de base para tal explicação.
Também pode-se dizer que o estudo se classifica como exploratório, pois
tem como objetivo ampliar e aprofundar os conhecimentos na área de auditoria
interna “A caracterização do estudo como pesquisa exploratória normalmente ocorre
quando há pouco conhecimento sobre a temática a ser elaborada. Por meio de
estudo exploratório, busca-se conhecer com maior profundidade o assunto, de modo
a torná-lo mais claro ou construir questões importantes para a condução da
pesquisa”, (BEUREN, 2004, p.80).
A pesquisa realizada teve âmbito de pesquisa exploratória e descritiva, pois
envolveu
pesquisa
bibliográfica,
entrevistas,
análise
dos
dados
e
outros
procedimentos, a fim de esclarecer o problema em análise.
c) Quanto à forma de abordagem do problema
A pesquisa, quanto à forma de abordagem do problema, pode ser qualitativa
ou quantitativa.
Os dados podem ser tratados de forma quantitativa, isto é utilizando-se
procedimentos estatísticos, como o teste de hipóteses [...] os dados também
podem ser tratados de forma qualitativa como por exemplo, codificando-os,
apresentando-os de forma mais estruturada e analisando-os.” (VERGARA,
2004, p. 59)
40
No estudo foi utilizada a pesquisa qualitativa, que considera que há uma
relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito e não requer o uso de métodos e
técnicas estatísticas.
d) Do ponto de vista dos procedimentos técnicos
O presente estudo se utilizou de três procedimentos técnicos:
Pesquisa bibliográfica: é considerada segundo Lakatos e Marconi (2011,
p.43 e 44) A pesquisa bibliográfica, ou de fontes secundárias,
abrange toda a bibliografia já tornada pública em relação ao tema de
estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros,
pesquisas, monografias, teses, material cartográfico, etc. Sua finalidade é
colocar o pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou
filmado sobre determinado assunto.
Neste sentido, os conceitos teóricos foram fundamentais para que se
incorporasse experiências anteriores vinculados à auditoria e aos demais
procedimentos vinculados ao estudo.
Pesquisa documental: este tipo de pesquisa é considerado como sendo de
fonte primaria, pois, “englobam todos os materiais, ainda não elaborado, escritos ou
não, que podem servir como fonte de informação” (LAKATOS e MARCONI, 2011,
p.43). Neste caso especifico, os documentos que suportaram as operações de
Crédito Rural e Geral foram efetivamente as fontes primarias que viabilizaram o
restante do estudo.
Estudo de caso: Foi realizado um estudo de caso que segundo Vergara
(2004, p. 49) “estudo de caso é o circunscrito a uma ou poucas unidades,
entendidas essas como pessoa, família, produto, empresa, órgão público,
comunidade ou mesmo país. Tem caráter de profundidade e detalhamento. Pode ou
não ser realizado no campo”.
A classificação da pesquisa segundo os procedimentos refere-se à maneira
pela qual se conduziu o estudo e, portanto, se obtêm os dados.
41
3.2 Universo da Amostra
Para Vergara (2004) é a definição de toda a população e da população
amostral, sendo que população é o conjunto de elementos utilizados ou definidos
como objetos do estudo e população amostral são escolhidas por algum critério de
representatividade.
No presente trabalho o universo é composto por todas as operações de
crédito geral e rural operacionalizados pela instituição em estudo, independente do
período.
A amostra oriunda deste universo será obtida pela segregação dos contratos
de financiamento de janeiro de 2011 a junho de 2013.
3.3 Coleta de Dados
Segundo Beuren (2004), os instrumentos de pesquisa são entendidos com
preceitos ou processos que o cientista deve utilizar para direcionar, de forma lógica e
sistemática, o processo de coleta, análise e interpretação de dados.
Nesta pesquisa foi realizada a aplicação de entrevistas não padronizadas
junto aos colaboradores que possuem conhecimentos sobre o processo em analise.
Com relação aos contratos de Crédito Geral e Rural, os mesmos foram consultados
e analisados in loco.
3.3.1 Instrumentos de Coletas de Dados
a) Observação – Os instrumentos de coleta de dados utilizados no estudo foram
compostos de observação assistemática, não participante, individual e na vida real.
Segundo Lakatos e Marconi (1996, p. 81):
[...] observação assistemática consiste em recolher e registrar os fatos da
realidade sem que o pesquisador utilize meios técnicos especiais ou precise
fazer perguntas diretas. Na observação não participante, o pesquisador
toma contato com a comunidade, grupo ou realidade estudada, mas sem
integrar-se com ela: permanece de fora. Individual como o próprio nome
indica, é a técnica de observação realizada por um pesquisador. Neste
caso, a personalidade dele se projeta sobre o observado, fazendo algumas
interferências ou distorções, pela limitada possibilidade de controles.
Observação vida real, pois normalmente, as observações são feitas no
42
ambiente real, registrando-se os dados à medida que forem ocorrendo,
espontaneamente, sem a devida preparação.
b) Entrevistas despadronizadas, não estruturadas – O estudo foi realizado com
entrevistas não padronizadas e não estruturadas, pois as mesmas não seguiram
roteiro de aplicação e sim um diálogo informal. Segundo Lakatos e Marconi (1996, p.
85):
Na entrevista despadronizada ou não estruturada o entrevistador tem a
liberdade para desenvolver cada situação em qualquer direção que
considere adequada. É uma forma de poder explorar mais amplamente uma
questão. Em geral, as perguntas são abertas e podem ser respondidas
dentro de uma conversação informal.
Os instrumentos de coleta de dados informam quais os meios utilizados para
a obtenção dos dados que irão responder ao problema.
3.4 Análise e Interpretação de Dados
Segundo Beuren (2004, p. 141), “[...] a análise deve ser feita para atender
aos objetivos da pesquisa e para comparar e confrontar dados e provas, no intuito
de confirmar ou rejeitar as hipóteses ou os pressupostos da pesquisa monográfica”.
O presente trabalho teve como base para a coleta de dados, a aplicação dos
papéis de trabalho de auditoria e para análise e interpretação dos dados coletados,
a aplicação do programa de auditoria juntamente com a realização de entrevistas
com os responsáveis pelo setor de Crédito e controles internos.
43
4. ANÁLISE DOS RESULTADOS
Baseado na fundamentação teórica aplicam-se os instrumentos que a
auditoria permite, a fim de responder com clareza ao problema do estudo, a partir do
atendimento dos objetivos gerais e específicos.
Neste tópico apresenta-se a aplicação do estudo proposto, que é propor um
programa de auditoria, a elaboração dos papéis de trabalho e o fechamento com o
relatório de auditoria.
4.1 Normas, Regulamentos e Políticas Sistêmicas e Internas do crédito
A Política de Crédito da Instituição Financeira e a Política Interna da
Cooperativa estão em conformidade com as normas legais e regulamentares às
quais todas as Unidades integrantes ao Sistema estão submetidas.
Segue as principais normas aplicadas à avaliação e gestão de Risco de
Crédito no Brasil de acordo com a Política de crédito da Instituição Financeira, além
de todas as Circulares e Cartas-Circulares relativas à Basiléia II:
Quadro 2: Principais normas aplicadas à avaliação e gestão de Risco de Crédito no
Brasil
Resolução 2.025/93 Lei 9.613, de 03 de março de 1998 Resolução
Altera e consolida as
normas relativas à
abertura,
manutenção
e
movimentação
de
contas de depósito
Circular
Dispõe sobre os crimes de “lavagem”
ou ocultação de bens, direitos e
valores; a prevenção da utilização do
sistema financeiro para os ilícitos
previstos nesta Lei; cria o Conselho de
Controle de Atividades Financeiras –
COAF, e dá outras providências.
3.360/07 Resolução
2.682/99 Resolução
Dispõe sobre critérios
de classificação de
risco das operações
de crédito e regras
para constituição de
provisão para créditos
de liquidação duvidosa.
3.442/07 Resolução
3.490/07
Dispõe sobre critérios
de classificação das
operações de crédito e
Dispõe sobre limites Altera o item IX da Dispõe sobre a apuração do
divulgação
de
de exposição por Resolução 1.559, de Patrimônio Referência Exigido
informações em nota
clientes.
1988.
(PRE).
explicativa
às
demonstrações
financeiras.
3.859/10 Resolução
Estabelece
os
Dispõe
sobre
a
procedimentos para
constituição,
a
o Cálculo da parcela
autorização
para
de Patrimônio de
funcionamento,
o
Referência Exigido
Dispõe sobre a constituição e funcionamento,
as
(PRE) referente às
funcionamento de Cooperativas de alterações estatutárias
exposições
crédito.
e o cancelamento de
ponderadas por fator
autorização
para
de risco (PEPR), de
funcionamento
de
que
trata
a
cooperativas
de
Resolução 3.490, de
crédito.
2007.
2.697/00 Resolução 2.844/01 Resolução 3.258/05 Resolução
3.461/09
Lei Complementar 130, de
17 de abril de 2009
Consolida as regras
sobre
os
procedimentos
a
serem adotados na
prevenção e combate
às
atividades
relacionadas com os
crimes previstos na
Lei nº 9.613, de 3 de
março de 1998.
Dispõe sobre o Sistema
Nacional
de
Crédito
Cooperativo
e
revoga
dispositivos das leis nº 4.595,
de 31 de dezembro de 1964, e
5.764, de 16 de dezembro de
1971.
3.658/08 Resolução 3.721/09 Circular
Altera e consolida a
regulamentação
relativa
ao
fornecimento,
ao
Banco Central do
Brasil, de informações
sobre operações de
crédito.
Fonte: Política de Crédito da Instituição Financeira, 2013.
Dispõe
sobre a
implementação de
estrutura
de
gerenciamento
de
risco de crédito.
44
Além destas, também são aplicáveis:
Outros normativos emitidos por autoridades monetárias, que de alguma
forma (direta ou indireta) venha a impactar o negócio.
Os normativos e manuais internos da Cooperativa de Crédito, inclusive os
aspectos relacionados à fiscalização, auditoria e o Regimento Interno – RIS
sistêmico e RIS das entidades.
Em busca da qualidade das análises de crédito e para garantir um fluxo de
informações e documentos a Cooperativa precisa seguir estes normativos e as
Políticas Sistêmicas e Internas da mesma. Segue algumas premissas a serem
consideradas para uma contratação de crédito segura e com sucesso:
a) Cultura de crédito
Neste contexto, a cultura de crédito das Cooperativas de Crédito é baseada
nos seguintes preceitos básicos:

Concessão do crédito com base na capacidade de pagamento dos
tomadores, ou através de estudos quantitativos e/ou qualitativos.

Concessão do crédito benéfica ao tomador, permitindo a esse realizar
investimentos e melhorias ou satisfazer necessidades momentâneas;

Observação irrestrita das normas internas e as emanadas pelas
autoridades reguladoras;

Observação incondicional da Política de Crédito da Cooperativa;

Ações de acompanhamento e controle independentes e eficazes;

Crescimento sustentável das carteiras;

Utilização adequada dos sistemas de informações.
Esta cultura de crédito necessita ser de conhecimento de todos os níveis
hierárquicos e observada por todas as entidades no decorrer do ciclo de crédito.
b) Concessão de Crédito
O processo de concessão de crédito deve ser embasado em critérios técnicos
e contemplar a identificação dos aspectos favoráveis e desfavoráveis ao crédito
pleiteado, detalhando adequadamente os riscos envolvidos e os mitigadores
aplicáveis.
45
As análises de crédito podem ser realizadas para:
Limites de Crédito – consiste na avaliação de um determinado valor sem
condições definidas, a fim de disponibilizar créditos aos associados para futuras
contratações.
Na Cooperativa de Crédito, o prazo máximo de validade dos limites é de 360
(trezentos e sessenta dias) dias, sendo obrigatória, no mínimo, uma reavaliação a
cada 180 dias através da consulta de restritivos externos e internos da Instituição.
No caso de identificação de restritivos relevantes por decorrência da reavaliação, o
limite terá sua validade automaticamente vencida.
Na Cooperativa de Crédito, o prazo máximo de validade da aprovação de
uma operação de crédito é de 90 (noventa) dias entre a data da aprovação e a
contratação.
A contratação de limites de crédito é destinada para os casos em que não há
conhecimento
da
totalidade
das
informações
para
decisão,
mantendo,
estrategicamente, valores disponíveis para futura liberação. As operações de crédito,
contudo, deverão ser contratadas exatamente nas mesmas condições em que foram
aprovadas.
c) Análise de crédito
Em uma análise de crédito que visa à identificação dos fatores favoráveis
para a concessão do crédito, bem como os fatores desfavoráveis que merecem ser
administrados e mitigados, devem ser analisadas, no mínimo, as seguintes
premissas:
Caráter: Refere-se à intenção do devedor de cumprir as respectivas
obrigações financeiras nas condições a serem pactuadas.
Para análise da Cooperativa de Crédito, este aspecto deve ser averiguado
nos resultados das consultas aos órgãos de proteção ao crédito e ao SCR (Sistema
de informações de crédito), conforme critérios listados na figura abaixo, nas
referências bancárias e/ou comerciais recomendadas e na observação do histórico
de relacionamento com a Instituição através da avaliação das informações de
tradição e comprometimento atentando principalmente para:
46
Figura 1: Critérios na análise de crédito
Fonte: Política de Crédito da Instituição Financeira.
Considera-se com bom histórico de relacionamento o associado enquadrado
nos seguintes critérios:

Tempo de relacionamento superior a 02 (dois) anos;

Nunca ter estado em atraso por mais de 15 (quinze) dias;

Sem histórico de ação judicial contra a instituição; e

Não ter emitido cheque sem fundos na instituição, nos últimos 02 (dois)
anos.
A identificação de grupo econômico tem como objetivo analisar os fatores de
risco relativos às associações de empresas e pessoas físicas por meio de
coligações, controles e vínculos. Por esta razão, a análise de um grupo deve iniciar a
partir dos controladores e percorrer todos os vínculos societários relevantes.
Consideram-se como grupo econômico na Instituição Financeira, associados
enquadrados em alguma das seguintes situações:
A empresa e seus acionistas/quotistas (pessoas físicas ou jurídicas) que
tenham participação relevantes superior a 30% (trinta por cento) do capital;
As empresas controladas pelo mesmo grupo de acionistas/quotistas que
detenham a soma da participação superior a 50% no capital, e seus controladores;
47
No caso de intersecção de grupos, as empresas que participem de mais de
um grupo serão vinculadas (arrastadas) em direção ascendente aquele grupo no
qual seu controlador (com mais de 50% do capital) participe;
Pessoas físicas que tenham como principais rendimentos a mesma origem,
ou que compartilhem responsabilidade sobre compromissos financeiros, ou que
desenvolvam atividades em conjunto, formal ou informalmente.
d) Critérios para consultas aos Bureaus de Crédito (SERASA e SPC), e SCR
Estas consultas não exigem autorização específica do associado, contudo os
seus resultados são de uso interno e exclusivo das instituições que realizam as
consultas. Portanto, não podem ser utilizados para quaisquer fins diversos aos
necessários para a execução das atividades das empresas integrantes ao Sistema.
Por serem informações internas e de uso restrito, as mesmas não podem ser
divulgadas, sob qualquer forma, a pessoas estranhas ao quadro funcional das
entidades, nem mesmo para a própria pessoa consultada.
As consultas aos bureaus de crédito são obrigatórias para todas as pessoas,
físicas ou jurídicas, tomadoras de crédito da Cooperativa e demais integrantes dos
Grupos Econômicos e/ou de Crédito.
As consultas precisam ser realizadas nas seguintes situações:
Por ocasião da apresentação de uma proposta de uma operação de crédito
ou limite, exceto se houver consulta válida emitida há, no máximo, 30 (trinta) dias;
Durante a vigência dos limites de crédito, no momento da renovação de 180
dias para 360 dias;
Por ocasião da reclassificação do risco de crédito das operações.
e) Capital
Refere-se à situação econômico-financeira e patrimonial do tomador dos
recursos, no que diz respeito aos bens e recursos possuídos para saldar seus
débitos.
48
Para análise da Cooperativa, a avaliação do capital deve ser identificada pelo
patrimônio líquido, nível de endividamento, participação de capital de terceiros e
fluxo de caixa. Segue exemplos de fontes de informações para avaliação do capital:
Quadro 3: Avaliação do Capital do Tomador
PESSOA FISICA
PESSOA JURIDICA
Holerite
Balanço/Balancete
Declaração de Imposto de Renda
Declaração de Imposto de Renda
Cartão de benefício ou número do benefício no
Demonstração de resultados líquidos
caso de aposentados
Demonstração dos fluxos de caixa
Declaração de endividamento junto a terceiros
Fonte: Política de Crédito da Instituição Financeira, 2013.
f) Capacidade
Refere-se aos fatores internos relacionados à habilidade do tomador de gerir
estratégica
e
operacionalmente
seus
negócios,
potencial
de
produção
e
comercialização.
Na cooperativa, a avaliação da capacidade administrativa deve ser realizada
através da análise do nível de formação do tomador ou administrador, tempo de
experiência na atividade, histórico curricular e através das visitas técnica que devem
ser realizadas, no mínimo, para associados que detiverem exposições mais
representativas, classificados entre os 10 (dez) maiores devedores.
g) Informações sobre a proposta de crédito
Para o adequado entendimento do crédito, a proposta deve caracterizar com
clareza as condições da operação em análise. Dentre as principais informações que
habitualmente devem constar na proposta de crédito destacam-se: (i) caracterização
da operação com valor, prazos, taxas e modalidade; (ii) descrição da garantia; (iii)
posição das operações já existentes; (iv) motivos da solicitação; e (v) classificação
de risco, se já associado.
49
h) Garantias de Crédito
Nas operações formalizadas na Cooperativa, admitem-se as seguintes
garantias:
Figura 2: Garantias
Fonte: Política de Crédito da Instituição Financeira.
i) Escolha de Garantias
A seleção de garantias precisa ser regularizada pela alçada deferidora de
crédito. Entretanto, alguns produtos de crédito possuem exigências próprias.
A escolha da garantia deve ser feita de acordo com as características da
operação de crédito e direcionada para os bens e direitos de maior liquidez (maior
possibilidade de recebimento), observados os preceitos de sua formalização.
j) Condições para Pessoas Físicas
Nas operações com pessoas físicas, precisam ser observadas as seguintes
condições:
Atentar para as garantias mínimas exigidas para cada produto;
Quando a garantia mínima for aval ou fiança e a operação se enquadrar como
de pequeno valor, a adoção da garantia pessoal fica a critério da alçada deferidora
de crédito;
Nas operações que contam com as coberturas previstas em garantias reais
(hipoteca, penhor, alienação), fica dispensada a garantia de aval ou fiança, a critério
da alçada decisória.
Obs.: São consideradas operações de pequeno valor aquelas apresentadas
por associados cujo comprometimento total (associado/grupo econômico) junto à
50
cooperativa não ultrapassa R$ 10.000,00, incluindo a operação de crédito proposta.
Por exemplo: um associado tem operação com saldo devedor de R$ 4.000,00 e está
solicitando outra, no valor de R$ 5.000,00. Somando-se as duas, então, o
comprometimento atual seria de R$ 9.000,00.
k) Condições para Pessoas Jurídicas
Nas operações com pessoas jurídicas, devem ser observadas as seguintes
condições:
Atentar para as garantias mínimas exigidas;
Independentemente do enquadramento da operação como de pequeno valor
e da existência de garantias reais, as operações de crédito com pessoas jurídicas
devem contar com garantia pessoal de seus sócios, acionistas, diretores ou
gerentes, conforme o caso;
Nas operações com empresários individuais, aplicam-se as condições para
pessoas físicas;
Nas operações de Limite de Desconto de Recebíveis envolvendo empresários
individuais, fica a critério da Cooperativa a vinculação de aval de terceiros para uma
exposição de até R$10 mil, permanecendo obrigatório para exposição acima deste
valor;
Nas operações realizadas entre empresas da Cooperativa com garantia real,
não se aplica a exigência de vinculação de garantia pessoal. A exigência de
aval/fiança, nesses casos, fica a critério da alçada deferidora do crédito.
l) Deliberação do crédito
Na Cooperativa, a deliberação de crédito dar-se-á através de:
Alçada Individual – atribuída a um indivíduo em decorrência do cargo que
ocupa na instituição.
Comitês de Crédito – alçada atribuída a um colegiado composto por
indivíduos capazes de tomar decisão aderente à estratégia da instituição e que
ocupam determinados cargos diretamente relacionados com o ciclo de crédito.
51
Automática – através de estudos técnicos quantitativos e qualitativos. A
aplicação desta modalidade de deliberação é prerrogativa exclusiva para valores
apurados através de estudos técnicos realizados pela Superintendência de Crédito e
Risco/Modelagem de Crédito e Risco do Banco Cooperativo.
m) Alçadas Decisórias
Todas as alçadas definidas na Política são as máximas permitidas para todas
as entidades integrantes da Cooperativa.
Todas alçadas necessitam ser formalmente homologadas pelo Conselho de
Administração da Cooperativa, sendo observados os mesmos procedimentos para o
cancelamento das mesmas.
As alçadas estabelecidas serão utilizadas para deferimento de crédito (limite
ou operação).
A determinação da alçada competente para o deferimento de crédito deve
levar em conta a exposição total do associado e do seu grupo econômico, quando
aplicável.
A alçada inferior poderá indeferir propostas de valores superiores a sua
própria alçada. Por outro lado, a alçada superior não poderá deferir propostas que
tenham sido indeferidas em alçada inferior.
Quadro 4: As alçadas adotadas pela Instituição Financeira (Política Sistêmica)
ALÇADA DECISÓRIA
Gerente da UA
Comitê de Crédito da UA
Comitê de Crédito da UA – com parecer
técnico positivo do Analista de Crédito da
SUREG
Comitê de Crédito Regional – com parecer
técnico negativo do Analista de Crédito da
SUREG
Comitê de Crédito Regional
LIMITE MÁXIMO DE DEFERIMENTO
Até R$ 40.000,00
Até R$ 100.000,00
Até R$ 200.000,00
Acima de R$ 100.000,00 até 15% do PR da
Cooperativa
Acima R$ 200.000,00 e até 15% do PR da
Cooperativa
Fonte: Política de Crédito da Instituição Financeira, 2013.
As Cooperativas, com base na estrutura operacional e técnica das suas
Unidades de Atendimento, por proposição do Comitê de Crédito Regional e/ou a
52
Diretoria, poderão estabelecer alçadas diferenciadas, desde que não ultrapassem os
tetos definidos na Política vigente (Política Sistêmica).
Quadro 5: As alçadas adotadas pela Unidade (Política Interna da Cooperativa)
ALÇADA DECISÓRIA
LIMITE MÁXIMO DE DEFERIMENTO
Gerente da UA
Até R$ 15.000,00
Comitê de Crédito da UA
Até R$ 40.000,00
Comitê de Crédito da UA – com parecer
Até R$ 150.000,00
técnico positivo do Analista de Crédito da
SUREG
Comitê de Crédito Regional – com parecer
Acima de R$ 75.000,00 até R$ 150.000,00
técnico negativo do Analista de Crédito da
SUREG
Comitê de Crédito Regional – sem parecer
Acima R$ 40.000,00 e até R$ 75.000,00
técnico do Analista de Crédito da SUREG
Comitê de Crédito Regional – com parecer
Acima R$ 150.000,00 e até 15% do PR da
técnico do Analista de Crédito e GRAF da
Cooperativa
SUREG
Fonte: Política de Crédito da Instituição Financeira, 2013.
Renegociação é a forma de parcelamento destinada à readequação das
operações de crédito a atual capacidade de pagamento do associado visando à
manutenção do relacionamento com o mesmo.
Quadro 6: Alçadas para Aprovação de Renegociação e Dação em Pagamento da
Instituição Financeira (Política Sistêmica).
Alçada Autorizadora
Cooperativas
Valor da Operação
Gerente da UA
Até R$ 40.000,00
Comitê da UA*
De R$ 40.000,00 a R$ 100.000,00
Comitê de Crédito Regional
Fonte: Política de Crédito da Instituição Financeira, 2013.
As
Cooperativas
podem
estabelecer
Acima de R$ 100.000,00
alçadas
diferenciadas
para
renegociações, desde que não ultrapassem os tetos definidos na Política vigente
(Política Sistêmica).
53
Quadro 7: Alçadas para Aprovação de Renegociação e Dação em Pagamento pela
Unidade (Política Interna da Cooperativa).
Alçada Autorizadora
Cooperativas
Valor da Operação
Gerente da UA
Até R$ 5.000,00
Comitê da UA*
De R$ 5.000,00 a R$ 10.000,00
Comitê de Crédito Regional
Fonte: Política de Crédito da Instituição Financeira, 2013.
Acima de R$ 100.000,00
* Com ciência do Gerente Regional Administrativo Financeiro, ou do Gerente
Regional de Desenvolvimento ou do Superintendente da Cooperativa/Sureg. A
Ciência deve ser registrada por e-mail.
Mensalmente, a Cooperativa fornece ao Conselho de Administração, a
relação das operações renegociadas. Cabe ao conselho, definir a melhor forma para
o encaminhamento dessas informações.
n) Validade da Documentação
Na concessão de crédito somente são aceitos os documentos válidos
conforme prazos definidos a seguir:
Cadastro – validade de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias para
associado pessoas físicas e jurídicas.
Documentação comprobatória de faturamento/ rendimentos:
Pessoa Jurídica - Balanço Patrimonial e DRE do último exercício e
faturamento
dos
últimos
12
meses
(emitido
há
no
máximo
60
dias).
Estatuto/Contrato Social (PJ) – devem ser apresentados os mais recentes.
Pessoa física - Comprovante de renda (últimos dois meses) e comprovante de
bens patrimoniais.
Procurações – As procurações devem ser aceitas quando possuírem prazo
máximo de emissão de até 2 (dois) anos. Para os casos onde os prazos sejam
superiores a este período ou indeterminados, pode-se aceitar, como alternativa à
solicitação de uma nova procuração, uma certidão de validade que comprove a
regularidade do documento.
54
o) Estratificação da carteira
A carteira de crédito da Instituição é estratificada de acordo com critérios de
destinação dos recursos. Segue as carteiras em estudo:
Crédito Geral - composta pelas linhas Empréstimos, Financiamentos,
Renegociações e Coobrigações.
Visam suprir as necessidades de recursos
financeiros dos associados pessoas físicas e jurídicas. Os prazos variam desde
parcelas únicas até 1800 (mil e oitocentos) dias com carência máxima de até 150
(cento e cinqüenta) dias para maioria dos produtos de empréstimo.
Crédito Rural - composta pelas linhas Custeio, Comercialização, Investimento
e Financiamentos do BNDES. Recursos disponibilizados pelo Sistema Nacional de
Crédito Rural (SNCR) aos seus beneficiários, de acordo com as condições do MCR
(Manual de Crédito Rural - BACEN) e recursos do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.
4.1.1 Controles Internos
A auditoria operacional nas operações de crédito geral e rural ocorreu na
Unidade de Atendimento de uma Cooperativa de Crédito de janeiro de 2011 a junho
2013, a amostra contém 25 operações do Crédito Geral e dez do Crédito Rural.
Estimou-se que o tempo despendido para a realização dos trabalhos de auditoria in
loco fosse de quatorze horas, sendo confirmado após a sua execução. Sobre a
auditoria propriamente dita, foi verificado se as operações estão sendo contratadas
de acordo com os normativos e as Políticas Internas e sistêmicas.
A partir do programa de Auditoria utilizado como procedimento de trabalho, no
exame das rotinas das operações de crédito, constatou-se que os controles internos,
até bem pouco tempo, eram definidos de acordo com a necessidade ou quando os
problemas aconteciam. Após constantes problemas ocorridos, constatou-se a
importância de se implantar um controle, a fim de monitorar as Unidades de
Atendimento em determinados quesitos. À medida que foi se aprimorando a carteira
de crédito no que tange controle e dimensionamento desta, implantaram-se novos
controles, sendo estes pró-ativos. Atua-se, hoje, na prevenção e com visão de futuro
aos números da cooperativa, projetando crescimento saudável e sustentável.
55
Verificaram-se também, como pontos fracos, a falta de relatórios gerenciais
que não são disponibilizados pelo sistema, sendo o controle totalmente manual, o
que ocasiona indisponibilidade de tempo para maiores controles, sendo apontado
como melhoria as ferramentas de controle e sistema informatizado. Como pontos
fortes, apontou-se o controle diário, semanal e mensal de alguns números, de
acordo com a sua importância, gerando controle sólido da cooperativa na área de
crédito.
Atualmente a Cooperativa está em um projeto piloto da esteira de crédito, um
sistema criado pela instituição financeira. Esse sistema foi desenvolvido com os
seguintes objetivos:
 Automatizar o fluxo do processo de análise e decisão de crédito;
 Gerar dossiê cadastral eletronicamente e disponibilizá-lo para todas as fases
de análise e decisão;
 Agilizar
o
processo
de
decisão
de
crédito,
criando
atividades
automaticamente, para todos envolvidos nas alçadas de decisão de crédito;
 Proporcionar maior segurança e qualidade nos documentos de decisão do
crédito, substituindo as assinaturas em papéis por assinaturas eletrônicas e
com armazenamento em servidores online, com backup e busca fácil a todos
os documentos de uma proposta em tempo real.
Os benefícios da esteira de crédito são: Agilidade, segurança e padronização
do processo de tomada de decisão.
4.1.2 Programa de Auditoria
O programa de auditoria é a transposição para o papel de diversos
procedimentos de verificação a serem utilizados na execução do trabalho, que tem
por finalidade auxiliar o auditor na formulação de sua opinião na hora de emitir o
relatório ou parecer de auditoria.
É um estudo aplicado a um problema real cuja prática já é existente e que
busca dar respostas aos objetivos através da descrição das características
encontradas durante o trabalho, bem como a descrição dos possíveis erros. Isso é
feito através do estudo do caso da realidade das operações de Crédito geral e Rural
da Unidade de Atendimento.
56
A seguir, apresenta-se o programa de Auditoria elaborado e aplicado à
amostra do estudo de caso.
Quadro 8: Programa de Auditoria na linha do Crédito Geral
Cooperativa de Crédito
Unidade de Atendimento Estudada
Data da Amostra: 01/01/2011 a 30/06/2013
Realizado por: Vanessa Raquel Fries
Programa de Auditoria: Área do Crédito - Linhas do Crédito Geral
Escopo do trabalho
1- Pesquisa Aplicada
2- Pesquisa Descritiva
3- Pesquisa bibliográfica
4- Pesquisa documental
5- Estudo de caso
Procedimentos de Auditoria
**Itens a serem analisados nos dossiês das operações do Crédito
1 - Políticas Internas do Crédito
1.1 Verificar a existência da Política Interna do Crédito aprovado pelo Consad.
2. Alçada
2.1 Autorização Comitê de Crédito da unidade, Geral ou Regional (conforme caso/situação)
2.2 Composição do Comitê de Crédito
2.3 Orientações do Comitê de Crédito no Deferimento da Proposta
3. Consulta aos órgãos de restrição ao crédito
3.1 Consultas aos órgãos de restrição ao crédito - Serasa/SPC e Sistema de Informações de Crédito (SCR/BACEN)
Tomador e Garantidor
4. Garantias
4.1 Formalística das garantias
5. Contrato – formalização
451 Formalização dos contratos e termos
5. Cadastro
5.1 Formalização dos cadastros dos tomadores e garantidores
Fonte: Pesquisa de campo – (18/07/13).
Os objetivos desses programas são estabelecer por escrito à política da
empresa de auditoria, padronizar os procedimentos de auditoria dos profissionais de
uma mesma organização, evitar que sejam omitidos procedimentos importantes de
auditoria e melhorar a qualidade dos serviços de auditoria.
Segue a programa de Auditoria elaborado e aplicado à amostra do estudo de
caso na linha do Crédito Rural:
57
Quadro 9: Programa de Auditoria na linha do Crédito Rural
Cooperativa de Crédito
Unidade de Atendimento Estudada
Data da Amostra: 01/01/2011 a 30/06/2013
Realizado por: Vanessa Raquel Fries
Programa de Auditoria: Área do Crédito - Linhas do Crédito Rural
Escopo do trabalho
1- Pesquisa Aplicada
2- Pesquisa Descritiva
3- Pesquisa bibliográfica
4- Pesquisa documental
5- Estudo de caso
Procedimentos de Auditoria
Itens a serem analisados nos dossiês das operações do Crédito
1 - Políticas Internas do Crédito
1.1 Verificar a existência da Política Interna do Crédito aprovado pelo Consad.
2. Alçada
2.1 Autorização Comitê de Crédito da unidade, Geral ou Regional (conforme caso/situação)
2.2 Composição do Comitê de Crédito
2.3 Orientações do Comitê de Crédito no Deferimento da Proposta
3. Consulta aos órgãos de restrição ao crédito
3.1 Consultas aos órgãos de restrição ao crédito - Serasa/SPC e Sistema de Informações de Crédito (SCR/BACEN)
Tomador e Garantidor
4. Garantias
4.1 Formalística das garantias
5. Contrato – formalização
451 Formalização dos contratos e termos
5. Cadastro
5.1 Formalização dos cadastros dos tomadores e garantidores
6. Proagro (Seguro Agrícola)
6.1 Formalística na adesão do proagro (seguro agrícola)
Fonte: Pesquisa de campo – (18/07/13).
Este programa estabelece a forma adequada de realização dos trabalhos,
controla o tempo despendido na realização dos mesmos, estipula a sequencia lógica
de realização do trabalho, define os objetivos da tarefa a auditar, avalia o nível do
controle interno e define os procedimentos de auditoria e sua aplicação.
Na sequência, apresenta-se a elaboração dos papéis de trabalho, que foram
elaborados a partir do programa de auditoria, que são os documentos elaborados e
mantidos pelo auditor sobre os procedimentos aplicados, os testes realizados, as
informações obtidas e as conclusões tiradas durante a auditoria.
58
4.2 Papéis de Trabalho
Depois de elaborado o programa de auditoria, é preciso partir para a
realização do trabalho em si, com isso necessita-se que sejam aplicados e
documentados para que comprovem o trabalho realizado.
A seguir, apresentam-se os papéis de trabalho realizado pelo auditor com
suas constatações, conclusões e apontamentos caso necessário, do setor do
Crédito Geral e Rural da Cooperativa de Crédito.
4.2.1 Liberações de Crédito Geral Ocorridas no Período da Amostra
Seguem no próximo quadro as operações de crédito geral liberadas no
período analisado, juntamente com o valor concedido e a data de vencimento.
Quadro 10: Liberações de Crédito Geral Ocorridas no Período da Amostra
Amostra de liberações de Crédito Geral - Ocorridas entre 01.01.2011 a 30.06.2013
ASSOCIADO
A
B
VALOR LIBERADO
DATA DA LIBERAÇÃO
VENCIMENTO
R$
21.307,55
R$
100.000,00
14/11/2012
11/10/2012
5/12/2013
12/9/2013
C
R$
31.533,55
27/12/2012
25/12/2014
D
E
R$
507,54
R$
40.000,00
30/1/2012
27/4/2012
15/8/2013
10/4/2016
F
R$
56.000,00
14/9/2012
10/9/2017
G
R$
13.198,38
14/9/2012
14/9/2013
H
I
R$
6.000,00
R$
12.000,00
13/2/2012
25/7/2012
25/2/2015
26/6/2015
J
R$
2.000,00
13/2/2012
14/2/2014
L
R$
200.000,00
9/4/2012
20/4/2014
K
R$
5.000,00
5/10/2011
25/10/2014
M
R$
1.099,17
12/6/2012
15/9/2013
N
R$
930,38
15/2/2012
16/2/2014
O
R$
10.000,00
6/8/2012
20/5/2015
P
R$
15.000,00
18/6/2013
18/6/2015
Q
R$
20.000,00
25/10/2012
15/1/2014
R
R$
26.000,00
31/1/2013
28/1/2017
S
R$
15.000,00
15/5/2013
20/12/2014
T
R$
30.370,44
21/1/2013
10/1/2016
U
R$
50.000,00
7/2/2012
3/2/2014
V
R$
20.000,00
22/3/2012
18/3/2014
W
R$
38.000,00
4/12/2012
25/11/2016
X
R$
15.000,00
20/4/2012
17/4/2014
Z
R$
50.000,00
1/4/2013
10/3/2016
Fonte: Elaborado conforme pesquisa nos contratos.
59
4.2.2 Liberações de Crédito Rural Ocorridas no Período da Amostra
Segue no próximo quadro as operações de crédito rural liberadas no período
analisado, juntamente com o valor concedido e a data de vencimento.
Quadro 11: Liberações de Crédito Rural Ocorridas no Período da Amostra
Amostra de liberações de Crédito Rural - Ocorridas entre 01.01.2011 a 30.06.2013
ASSOCIADO
VALOR LIBERADO
DATA DA LIBERAÇÃO
VENCIMENTO
A
R$
7.380,00
24/10/2012
15/7/2013
B
R$
30.000,00
29/10/2012
5/10/2013
C
R$
45.000,00
29/5/2013
20/2/2014
D
R$
82.999,03
26/3/2013
20/1/2014
E
R$
15.000,00
19/6/2013
5/6/2014
F
R$
100.000,00
23/8/2012
25/7/2013
G
R$
43.000,00
29/5/2013
5/5/2014
H
R$
49.999,95
5/9/2012
1/8/2014
I
R$
28.341,00
10/1/2013
15/11/2021
J
R$
9.000,00
30/1/2012
5/1/2015
Fonte: Elaborado conforme pesquisa nos contratos.
4.2.3 Análise da Amostra do Crédito Geral e Rural
Segue
análise
das
amostras,
juntamente
as
suas
constatações
e
recomendações.
Quadro 12: Análise da Amostra - Políticas Internas
EMPRESA DE AUDITORIA: Cooperativa de Crédito
CLIENTE: Unidade de Atendimento
SETOR: Área do Crédito Geral e Rural
OBJETO DE EXAME: Existência das Políticas Internas de Crédito da Cooperativa aprovado pelo Consad
PT N.
1.1
CONSTATAÇÕES:
Analisamos as duas últimas versões aprovadas pelo Conselho administrativo da Cooperativa, em 22.12.2011 e em 28.04.2013. Confirmouse a existência desta política, disponibilizado para toda a cooperativa mediatante comunicado interno no portal corporativo da instituição.
EXECUTADO POR: Vanessa Raquel Fries
REVISADO POR: Eusélia Paveglio Vieira
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
Fonte: Elaborado conforme pesquisa nos contratos.
Este documento tem como objetivo a divulgação das políticas e dos
procedimentos padronizados, homologados pelo Conselho de Administração da
Cooperativa de Crédito, que visam garantir as exposições ao risco de crédito dentro
60
dos níveis determinados estrategicamente pelo Sistema e alinhados às exigências
legais e às melhores práticas de mercado.
Quadro 13: Análise da Amostra – Parecer do Comitê de Crédito
EMPRESA DE AUDITORIA: Cooperativa de Crédito
CLIENTE: Unidade de Atendimento
SETOR: Área do Crédito Geral e Rural
OBJETO DE EXAME: Analisar a existência da autorização/parecer do Comitê de Crédito da Unidade, Geral e
Regional (conforme caso/situação)
PT N.
1.2
CONSTATAÇÕES:
* Não localizado o parecer do Comitê de Crédito Regional em uma operação de renegociação, somente aprovado pelo Comitê de Crédito da
Unidade. O valor da alçada do Comitê de Crédito da UA é de até R$ 10.000,00, portanto o valor liberado nessa operação foi de R$
12.000,00, sendo necessária aprovação do Comitê Regional.
* Todas as alçadas definidas na Política são as máximas permitidas para todas as entidades integrantes da Instituição Financeira. As
Cooperativas, com base na estrutura operacional e técnica das suas Unidades de Atendimento, por proposição do Comitê de Crédito
Regional e/ou a Diretoria, poderão estabelecer alçadas diferenciadas, desde que não ultrapassem os tetos definidos na Política vigente
(Sistêmica).
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Recomenda-se que a liberação do crédito seja feita por uma única pessoa que tenha autonomia de liberar o crédito, quando o dossiê do
mesmo estiver completo, inclusive com autorização do Comitê de Crédito pertinente.
EXECUTADO POR: Vanessa Raquel Fries
REVISADO POR: Eusélia Paveglio Vieira
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
Fonte: Elaborado conforme pesquisa nos contratos.
O Analista de Crédito que emitir parecer técnico, bem como os membros
participantes de qualquer Comitê de Crédito deverão ser habilitados, através de
treinamentos à distância, em Análise de crédito.
Quadro 14: Análise da Amostra – Composição do Comitê de Crédito
EMPRESA DE AUDITORIA: Cooperativa de Crédito
CLIENTE: Unidade de Atendimento
SETOR: Área do Crédito Geral e Rural
OBJETO DE EXAME: Analisar a Composição do Comitê de crédito
PT N.
1.3
CONSTATAÇÕES:
Todos as operações selecionadas na amostra possuíam os membros responsáveis pela composição dos Comitês de crédito.
EXECUTADO POR: Vanessa Raquel Fries
REVISADO POR: Eusélia Paveglio Vieira
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
Fonte: Elaborado conforme pesquisa nos contratos.
Os comitês de crédito são compostos de acordo com a característica da
entidade e a estrutura da Cooperativa.
61
Quadro 15: Análise da Amostra – Orientações do Comitê de Crédito
EMPRESA DE AUDITORIA: Cooperativa de Crédito
CLIENTE: Unidade de Atendimento
SETOR: Área do Crédito Geral e Rural
OBJETO DE EXAME: Verificar se foram seguidas as orientações dos Comitês de Crédito no deferimento da proposta
PT N.
1.4
CONSTATAÇÕES:
Todas operações analisadas seguiram as orientações aprovadas pelos Comitês de Crédito competentes
EXECUTADO POR: Vanessa Raquel Fries
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
REVISADO POR: Eusélia Paveglio Vieira
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
Fonte: Elaborado conforme pesquisa nos contratos.
As deliberações do Comitê dar-se-ão por unanimidade dos seus integrantes,
devendo constar em Ata física ou eletrônica ou outro documento formal, que
contenha, no mínimo as condições estabelecidas para cada decisão e as
assinaturas de todos os participantes.
Quadro 16: Análise da Amostra – Consulta aos órgãos de restrição ao crédito
EMPRESA DE AUDITORIA: Cooperativa de Crédito
CLIENTE: Unidade de Atendimento
SETOR: Área do Crédito Geral e Rural
OBJETO DE EXAME: Verificar a existência das consulta aos órgãos de restrição ao crédito - Serasa/SPC e Sistema
de Informações de Crédito (SCR/BACEN) Tomador e Garantidor
PT N.
2.1
CONSTATAÇÕES:
Todas operações analisadas possuíam as consultas de restrição ao crédito (analisado os tomadores e garantidores).
EXECUTADO POR: Vanessa Raquel Fries
REVISADO POR: Eusélia Paveglio Vieira
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
Fonte: Elaborado conforme pesquisa nos contratos.
Os comprovantes das consultas devem ser anexados ao dossiê de crédito de
forma física (operação ou limite), sendo dispensadas as impressões nos casos em
que o uso de ferramentas tecnológicas evidencie a sua realização. O uso de
ferramentas tecnológicas, como digitalização de documentos, listagens centralizadas
ou consultas automáticas, deve garantir, a qualquer momento, a possibilidade de
verificação da realização da consulta.
62
Quadro 17: Análise da Amostra – Análise das garantias
EMPRESA DE AUDITORIA: Cooperativa de Crédito
CLIENTE: Unidade de Atendimento
SETOR: Área do Crédito Geral e Rural
OBJETO DE EXAME: Analise das garantias
PT N.
3.1
CONSTATAÇÕES:
No total da amostra foi identificado sete irregularidades nas garantias das operações:
* Duas operações não apresentavam avaliação da garantia, sendo uma delas na linha do crédito rural com garantia de um veículo (faltou a
consulta na tabela FIPE) e outra na linha do crédito geral com garantia de um galpão de madeira (faltou laudo de avaliação de um perito);
* Em uma operação do Crédito Rural faltou o comprovante da efetivação da alienação no sistema de Gravames (SNG);
* Em duas operações do Crédito Rural o registro em cartório da garantia do penhor de grãos foi realizado posteriormente a liberação.
* Em duas operações do Crédito Geral faltou cópia do CRLV com alienação do veículo em favor da cooperativa;
De acordo com o normativo, os três primeiros quesitos devem estar concretizados para a liberação do crédito.
A avaliação da garantia confirma que o valor da mesma cobrirá o saldo devedor em caso de inadimplência, a efetivação da alienação ou
registro da garantia em cartório atesta que a garantia não poderá ser vendida sem a liberação da Cooperativa de Crédito.
Já o quarto quesito faz parte do dossiê de crédito, sendo que o associado deverá realizar a vistoria e emissão do novo CRV/CRLV com
a alienação fiduciária em favor da instituição financeira no prazo de 30 dias após a alienação no sistema de gravames.
Considerando que uma garantia real é o que confere que a operação será liquidada, caso ocorra o não pagamento do crédito, a não
observância dos quesitos acima citados pode tornar nula a garantia do contrato, trazendo prejuízo ao tomador.
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Recomenda-se, mais uma vez, que a liberação do crédito seja feita por uma única pessoa que tenha autonomia de liberar o crédito, quando
o dossiê do mesmo estiver completo.
EXECUTADO POR: Vanessa Raquel Fries
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
REVISADO POR: Eusélia Paveglio Vieira
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
Fonte: Elaborado conforme pesquisa nos contratos.
É responsabilidade do analista de crédito buscar garantias que possam dar
maior segurança as operações de crédito e que atendam as condições de
praticidade, índice de cobertura, baixo custo e elevada liquidez.
Quadro 18: Análise da Amostra – Formalização dos contratos e termos
EMPRESA DE AUDITORIA: Cooperativa de Crédito
CLIENTE: Unidade de Atendimento
SETOR: Área do Crédito Geral e Rural
OBJETO DE EXAME: Verificar a formalização dos Contratos e termos
PT N.
4.1
CONSTATAÇÕES:
Na liberação de uma operação do Crédito Geral foi verificada a falta de assinatura do associado no termo de adesão ao seguro prestamista.
O seguro prestamista visa garantir o pagamento de uma indenização ao estipulante, limitada ao capital segurado, com a finalidade de
saldar a dívida ou o compromisso assumido pelo segurado com o estipulante, na ocorrência de um dos eventos cobertos pelas garantias
contratadas.
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Recomenda-se que dossiê seja todo revisado antes da liberação do crédito, observando se todos os documentos estão assinados pelo
associado, sendo que o seguro pode ser recusado se houver erros na contratação.
EXECUTADO POR: Vanessa Raquel Fries
REVISADO POR: Eusélia Paveglio Vieira
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
Fonte: Elaborado conforme pesquisa nos contratos.
A partir da aprovação dos limites de crédito pelas alçadas competentes,
previamente ao desembolso dos recursos, deverá ocorrer a formalização das
63
operações e respectivas garantias, a qual observará as normas internas e externas,
bem como regulamentações de programas específicos de financiamentos,
cumprindo-se as condições estabelecidas para cada produto de crédito, conforme
descrito nos respectivos Manuais de Produto e demais Manuais complementares.
Quadro 19: Análise da Amostra – Cadastros dos tomadores e garantidores
EMPRESA DE AUDITORIA: Cooperativa de Crédito
CLIENTE: Unidade de Atendimento
SETOR: Área do Crédito Geral e Rural
OBJETO DE EXAME: Verificar a formalização dos cadastros dos tomadores e garantidores
PT N.
5.1
CONSTATAÇÕES:
Em relação ao cadastro do tomador foi verificado:
• Dois cadastros desatualizados no Crédito Geral;
• Dois cadastros faltando assinatura no Credito Geral e um no Crédito Rural;
• Um cadastro no Crédito Geral falta a assinatura do responsável pelo cadastro
Com relação ao fiador, verificou-se:
• Um cadastro esta desatualizado no Crédito Geral;
• Dois cadastros faltando assinatura no Credito Rural.
De acordo com o normativo, para a formalização dos dossiês, o cadastro deve estar atualizado e assinado pelo tomador ou fiador e pelo
responsável que atualizou o cadastro.
No cadastro, são descritos itens como os dados pessoais do associado ou fiador, referencias comerciais, tipo de moradia, quantidade
de dependentes, relação de bens móveis e imóveis, renda mensal e despesas mensais. O cadastro é assinado pelo associado ou fiador e
pelo responsável que atualizou-o, atestando, assim, a veracidade das informações. Tendo em vista que o mesmo é informativo, auxilia na
análise do crédito. Quando as informações estão desatualizadas, a análise do crédito pode ser prejudicada.
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Recomenda-se que todo o dossiê somente seja analisado pelo Comitê de Crédito se os cadastros estiverem atualizados e assinados.
EXECUTADO POR: Vanessa Raquel Fries
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
REVISADO POR: Eusélia Paveglio Vieira
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
Fonte: Elaborado conforme pesquisa nos contratos.
A qualidade do cadastro interfere diretamente na análise e deferimento dos
créditos, por este motivo o seu correto preenchimento é imprescindível, pois permite
avaliar o potencial dos associados e, consequentemente, as oportunidades de
negócios.
Quadro 20: Análise da Amostra – Proagro
EMPRESA DE AUDITORIA: Cooperativa de Crédito
CLIENTE: Unidade de Atendimento
SETOR: Área do Crédito Geral e Rural
OBJETO DE EXAME: Verficar a formalística do Proagro (Seguro Agrícola)
PT N.
6.1
CONSTATAÇÕES:
Analisamos que todas as operações da amostra que aderiram ao seguro agrícola, possuíam as documentações necessárias:
Orçamento/projeto técnico, croqui/mapa de localização da lavoura e análise química e física (quando necessária)
EXECUTADO POR: Vanessa Raquel Fries
REVISADO POR: Eusélia Paveglio Vieira
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
LOCAL E DATA: Ijuí, 20.08.2013
Fonte: Elaborado conforme pesquisa nos contratos.
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Proagro é o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária. É um
instrumento instituído para saldar as dívidas do produtor rural junto aos agentes
financeiros no caso de ocorrência de eventos passíveis de cobertura, como seca,
granizo e outros que possam atingir os rebanhos e plantações.
4.3 Relatório de Auditoria
Apresenta-se a seguir relatório da auditoria interna realizada na Unidade de
uma Cooperativa de Crédito, com abrangência das operações de crédito geral e
rural, referente ao período de 01 de janeiro de 2011 até 30 de junho de 2013.
Na análise dos procedimentos operacionais relativos à concessão de crédito,
foi adotado como parâmetro os Manuais Normativos da Cooperativa de Crédito,
normas e Políticas estabelecidas ao Comitê de Crédito Geral e Rural da
Cooperativa.
Para que o trabalho de auditoria seja concluído é necessário que seja emitido
o Relatório da Auditoria realizada, desta maneira, segue:
Ilmos Senhores Diretores
Cooperativa de Crédito
Examinaram-se as operações de crédito geral e rural de uma Unidade da
Cooperativa de Crédito, sendo que o período base para a auditoria foi de janeiro de
2011 a junho de 2013.
O trabalho foi desenvolvido segundo os métodos usuais de auditoria e
previsto nas normas, sendo aplicados testes e exames nos documentos, na
profundidade e extensão julgadas necessárias para o trabalho.
Deve-se ressaltar que o exame foi realizado por amostragem, podendo
ocorrer casos não abrangidos por esta verificação.
Com base nas observações efetuadas constatou-se:
1. A existência das Políticas Internas de Crédito da Cooperativa, aprovada pelo
Consad em 22/11/2011 e atualizado em 28.04.2013, sendo seguido desde então.
2. Analisei a existência da autorização/parecer do Comitê de Crédito da Unidade,
Geral e Regional (conforme caso/situação) e não foi localizado o parecer do Comitê
de Crédito Regional em uma operação de renegociação, somente aprovado pelo
65
Comitê de Crédito da Unidade. O valor da alçada do Comitê de Crédito da UA é de
até R$ 10.000,00, portanto o valor liberado nessa operação foi de R$ 12.000,00,
sendo necessária aprovação do Comitê Regional.
3. Verifiquei a Composição do Comitê de crédito e todas as operações selecionadas
na amostra possuíam os membros responsáveis pela composição dos Comitês de
crédito.
4. Analisei se foram seguidas as orientações dos Comitês de Crédito no deferimento
da proposta de Crédito e todas operações analisadas seguiram as orientações
aprovadas pelos Comitês de Crédito competentes.
5. Verifiquei a existência das consulta aos órgãos de restrição ao crédito Serasa/SPC e Sistema de Informações de Crédito (SCR/BACEN) Tomador e
Garantidor e todas as operações analisadas possuíam as consultas de restrição ao
crédito (analisado os tomadores e garantidores).
6. Na análise das garantias foi identificado sete irregularidades nas garantias das
operações:
 Duas operações não apresentavam avaliação da garantia, sendo uma delas
na linha do crédito rural com garantia de um veículo (faltou a consulta na
tabela FIPE) e outra na linha do crédito geral com garantia de um galpão de
madeira (faltou laudo de avaliação de um perito);
 Em uma operação do Crédito Rural faltou o comprovante da efetivação da
alienação no sistema de Gravames (SNG);
 Em duas operações do Crédito Rural o registro em cartório da garantia do
penhor de grãos foi realizado posteriormente a liberação.
 Em duas operações do Crédito Geral faltou cópia do CRLV com alienação do
veículo em favor da cooperativa.
7.
Verifiquei a formalização dos Contratos e termos
e na liberação de uma
operação do Crédito Geral foi verificada a falta de assinatura do associado no termo
de adesão ao seguro prestamista.
8. Na formalização dos cadastros dos tomadores e garantidores verificou-se em
relação ao cadastro do tomador:
-
Dois cadastros desatualizados no Crédito Geral;
-
Dois cadastros faltando assinatura no Credito Geral e um no Crédito Rural;
-
Um cadastro no Crédito Geral falta a assinatura do responsável pelo cadastro
Com relação ao fiador, verificou-se:
66
-
Um cadastro esta desatualizado no Crédito Geral;
-
Dois cadastros faltando assinatura no Credito Rural.
9. Analisei a formalística do Proagro (Seguro Agrícola) e todas as operações da
amostra que aderiram ao seguro agrícola, possuíam as documentações necessárias:
Orçamento/projeto técnico, croqui/mapa de localização da lavoura e análise química
e física (quando necessária).
Foram verificadas todas as regras e controles internos, os quais a cooperativa
está exposta, e diante das observações e constatações efetuadas, sugere-se que as
liberações das operações de crédito sejam feita por uma única pessoa que tenha
autonomia de liberar o crédito, sendo antes todo o dossiê revisado, observando se
constam todos os documentos da formalística e se todos estão assinados pelo
associado e somente depois que o mesmo estiver completo, inclusive com
autorização do Comitê de Crédito pertinente e com os cadastros atualizados
proceder com a liberação.
Portanto, o trabalho realizado pela auditoria contemplou todos os processos
envolvendo o crédito rural e geral, acreditei ter contribuído com os gestores da
Cooperativa de Crédito.
Ijuí, 28 de agosto de 2013.
Vanessa Raquel Fries
Auditora Interna - CRC 00000
67
CONCLUSÃO
A auditoria é uma ferramenta importante para verificar a credibilidade das
ações de colaboradores e administradores das organizações. Por meio dela é
possível apontar erros e sugerir soluções para eventuais problemas no sistema
operacional da Cooperativa.
Primeiramente foi efetuada uma pesquisa bibliográfica, na qual se procurou
toda a história da auditoria, seus conceitos e definições. Posteriormente iniciou-se o
trabalho de planejamento e execução.
Desde o inicio do trabalho o objetivo era verificar os procedimentos seguidos
pela cooperativa bem como as normas e regras que estão sujeitas.
Neste sentido, inicialmente foi descrito e avaliado os controles internos que
vem sendo usado pela cooperativa, como meio de organizar as funções e ações
praticadas internamente A conscientização daqueles que praticam e dependem
destes controles, para o bom funcionamento das operações, é o ponto de partida
para a adesão aos procedimentos.
Durante o trabalho, percebeu-se que os controles internos necessitam de
ferramentas que acusam de forma mais rápida a necessidade de adoção de
medidas preventivas ou corretivas que visam à minimização de perdas, mas ao
mesmo tempo também constatou-se essa preocupação por parte da instituição,
onde já existe uma pessoa responsável pelo setor e que vem aprimorando e
elaborando relatórios de acompanhamentos para prevenir e orientar os processos.
O programa de auditoria foi desenvolvido de acordo com as normas aplicadas
a Instituição financeira em relação ao crédito geral e rural, sendo também
pesquisado o que é adotado pela auditoria em suas análises, depois então foi
montado um cronograma. Frente a esse processo foi possível diagnosticar que não
é simplesmente seguir um roteiro e sim ter a esperteza, ou seja, conhecimento no
estudo, experiência e prática.
Por meio da aplicação dos papéis de trabalho, foi possível registrar
informação relativa ao planejamento de auditoria, os procedimentos aplicados, os
resultados obtidos e as conclusões das evidências.
Posteriormente, com a
verificação prática realizada, apresentou-se um relatório baseado nas informações
que surgiram no decorrer da auditoria realizada. Foram elaboradas algumas
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sugestões e recomendações que precisam ser ajustadas pela Unidade para atender
as normas aplicadas à instituição financeira.
Conclui-se que o presente trabalho atendeu todas as expectativas, visto que
consistiam em verificar o cumprimento das normas internas na concessão do crédito;
identificar se as formalísticas dos dossiês de crédito estavam de acordo com as
normas internas e sistêmicas; verificar se os controles internos na área de
concessão de crédito adotados eram suficientes e eficientes; verificar se a auditoria
interna existente estava contribuindo para o cumprimento das normas e oferecer
sugestões para melhoria dos controles existentes.
Para mim, enquanto concluinte do curso, posso dizer que os objetivos foram
alcançados, pois foram colocados em prática muitos conteúdos aprendidos em sala
de aula. Aprofundei meus conhecimentos com a realização da auditoria realizada,
conseguindo crescer intelectualmente, pois a cada dia me desafiava a buscar mais
informações sobre o assunto em
questão numa aprendizagem contínua,
proporcionando-me grandes conhecimentos.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Acesso em: 19/04/2013.
-----------Disponível
19/04/2013.
em:
<http://www.bcb.gov.br/?BASILEIA>.
Acesso
em:
ALMEIDA, M. C. Auditoria: um curso moderno e completo. 7. ed. São Paulo: Atlas,
2010. 517 p.
ARAÚJO, Inaldo da Paixão Santos; ARRUDA, Daniel Gomes; BARRETTO, Pedro
Humberto Teixeira. Auditoria contábil: enfoque teórico, normativo e prático. São
Paulo: Saraiva, 2008. 366 p.
ATTIE, W. Auditoria: conceitos e aplicações. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1984. 393 p.
BASSO, I. P. Contabilidade geral básica. 3. ed. Ijuí: Ed. UNIJUÍ, 2005. 256 p.
-----------Iniciação à auditoria. 3. ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2005. 376 p.
BEUREN, I. M. Como elaborar trabalhos monográficos em contabilidade: teoria
e prática. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2004. 14 p.
CFC – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Manual de auditoria do
sistema CFC/CRC. Disponível em: <http://www.cfc.org.br/uparq/Manual_auditoria_
site.pdf>. Acesso em: 09/04/2013.
-----------Normas
brasileiras
de
contabilidade.
<http://www.cfc.org.br>. Acesso em: 09/04/2013.
Disponível
em:
CREPALDI, S. A. Auditoria contábil: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
468 p.
-----------Auditoria Interna. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011. 770 p.
FRANCO, H.; MARRA, E. Auditoria contábil. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1992. 504 p.
GIL, A. L. Auditoria operacional e de gestão. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2000. 171 p.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico. 7. ed. São
Paulo: Atlas, 2011. 214 p.
70
------------Técnicas de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996. 260 p.
OLIVEIRA, S. L. Tratado de metodologia científica: projeto de pesquisa, TGI,
TCC, monografias, dissertação e teses. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2004. 320 p.
PEREIRA, M. A. A. Controles internos e cultura organizacional. 1. ed. São Paulo:
Saint Paul, 2009. 186 p.
SANTI, P. A. Introdução à auditoria. São Paulo: Atlas, 1988. 253 p.
VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 5. ed. São
Paulo: Atlas, 2004. 96 p.
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A CONTRIBUIÇÃO DA AUDITORIA INTERNA NA QUALIFICAÇÃO