CONTROLE E AUDITORIA INTERNA: CONTROLE EFICAZ, AUDITORIA EXATA1
Romildo Fernandes da Silva²
Eldo de Lima³
4
Sabrina Carvalho Santana
RESUMO
O presente artigo foi desenvolvido a partir do ponto norteador, que é o Controle e a Auditoria Interna
– Controle Eficaz, Auditoria Exata. No entanto, apresenta-se a teoria sobre a referida matéria,
buscando através da bibliografia existente a fundamentação sobre o tema, e estabelecendo um
paralelo entre controle e auditoria interna, observa-se que quando o controle é feito de maneira
rigorosamente correta, a auditoria interna não perde seu valor, porém torna-se um trabalho
praticamente repetitivo. No entanto para que esta correção aconteça essas atividades devem ser
executadas por profissionais que detenham conhecimento, experiência e uma imparcialidade ilibada.
Constata-se que a auditoria interna busca a analise através do levantamento de possíveis falhas em
dados escriturados e o controle atua sobre as atividades operacionais, sendo um executado
eficazmente praticamente anula o outro. Para esta pesquisa adotou-se a metodologia de revisão
literária, com uma gama expressiva de autores sobre o tema abordado, buscou-se através de meios
eletrônicos elementos que dessem subsídios necessários para que fosse possível fazer uma análise
mais profunda sobre estas atividades organizacionais.
Palavras-Chave: controle, auditoria, processos administrativos e resultados.
ABSTRACT
This article was developed from the point guiding, which is the control and Auditória Interna-Effective
Control, Audit Exact. However, it is the theory on the subject, looking through the reasoning existing
literature on the subject, and establishing a parallel between control and internal audit, it is observed
that when the control is done on a strictly correct, the audit internal does not lose its value, but it is a
job almost repetitive. But for this to happen fix these activities should be performed by professionals
who hold knowledge, experience and impartiality ilibada. It is that the internal audit quest for review by
lifting of possible flaws in data recorded and control acts on the operational activities, as one
practically run effectively cancels the other. For this research is the methodology adopted for literary
review, with a range of expressive authors on the subject addressed, it is sought by means of
electronic elements that would subsidies needed to be able to do further analysis on these
organizational activities.
Keywords: control, auditing, administrative procedures and results.
___________________
1
Artigo científico apresentado ao curso de Auditoria e Perícia como requisito parcial para obtenção do
Título de Especialista.
² Profº. Orientador. Docente do Curso de Contábeis, das Faculdades Integradas de Ariquemes – FIAR
³ Discente de Auditoria e Controle das Faculdades Integradas de Ariquemes.
4
Discente de Auditoria e Controle das Faculdades Integradas de Ariquemes.
2
INTRODUÇÃO
A questão norteadora desta pesquisa é o, Controle e a Auditoria Interna.
Assim inicia-se este estudo abordando-se preliminarmente os aspectos e
características sobre o controle, indagando-se a priori o que é controle? E que
benéficos pode este trazer para uma organização no atingimento de sua missão
organizacional?
Conforme vários autores o controle é necessário para que possamos observar
se aquilo que estamos realizando está dentro do que foi planejado. Logo, o estudo
abordará o conceito de controle e de auditoria, citando exemplos e demonstrações
através de figuras como pode ambos ser executados.
Em um segundo momento, sob o ponto de vista dos autores deixar-se-á
sugestões para auditores, classe acadêmica e empresários, auxiliando-os nas
atividades de análise e tomados de decisões em seus pareceres.
Assim espera-se que este estudo sirva de base legal e uma fonte de pesquisa
não somente para auditores, também para acadêmicos e profissionais de todas as
áreas, independentemente de segmento de atuação.
1 CONTROLE
Ao comentar sobre controle pode-se automaticamente imaginar que é um
processo de verificação, Robbins (2002, p.141), diz “controle é o processo de
monitorar as atividades para garantir que estejam sendo realizadas conforme
planejado e corrigir quaisquer desvios importantes”.
Drucker (2002, p.503) escreve que:
Controle não se trata apenas de verificar que não é através de um maior
número de controles que necessariamente se chega a um controle maior,
mas também que as duas palavras possuem significados totalmente
diversos. Os controles significam mensurações e informações. O controle
quer dizer direção. Os controles ligam-se aos fatos, isto é a acontecimentos
ocorridos anteriormente. Os controles são analíticos, preocupam-se com o
que era e o que é. O controle é normativo e diz respeito àquilo que deve
ser.
Assim, pode-se mensurar o desempenho daquilo que está sendo realizado,
comparando com o que foi previamente estabelecido, corrigindo e modificando as
inconsistências, observando-se os resultados tão somente mensuráveis.
3
Segundo Oliveira, Prado e Silva (2005, p.106), este papel de controlar
abrange métodos de assimilação e exame de anomalia ocorridos em um processo
de planejamento, escrevem “[...] sua amplitude estará completa com a correção dos
desvios, levando, então as ações futuras a se aproximarem mais dos planos. Para
que se efetue o controle, são necessários planos e avaliações das ações ou
aferições dos resultados”.
Maximiano (2000, p.458), observa que para controlar deve-se saber o que
controlar, porque para controlar é preciso saber o que deve ser controlado, “[...]
padrões de controle podem ser objetivos ou padrões de comportamento, que
forneçam os critérios para a avaliação do desempenho”.
No entanto, para a implantação do processo de controle, torna-se válido
lembrar dos princípios da cibernética, que em suma, informam que qualquer sistema
de recursos, o processo de controle mostra quais objetivos devem ser atingidos, o
desempenho em comparação com os objetivos e o que deve ser feito para
assegurar a realização daquilo que está sendo realizado.
Controle incide em manter uma norma dentro de um modelo de procedimento,
com base em informações contínuas sobre a própria norma e este procedimento. O
controle dá a segurança na continuidade de todo o processo, assim sendo é
possível corrigir ou modificar o que esta sendo realizado, evitando-se desperdícios
constituindo-se como uma maneira de se assegurar o alcance daquilo que foi
previamente estabelecido.
O controle é a função que ampara a progressão dos passos seguintes de
forma eficiente e sincronizada; quando há o controle há um procedimento harmônico
na efetividade das tarefas. Imagina-se uma organização sem controle, o que poderia
acontecer? Certamente não seria tão diferente do que pode ocorrer com um
automóvel desnorteado movendo-se ladeira a baixo, ou mesmo uma pessoa que
não controla seu orçamento, simplesmente efetuando despesas. O controle propicia
meios para que se alcancem os objetivos estabelecidos.
4
PROCESSO DE
CONTROLE
RESULTADOS
COMPARADOS
COM OBJETIVOS
RISCOS E
OPORTUNIDADDES
DAS ATIVIDADES
COMO
GARANTIR O
OBJETIVO
NECESSIDADE
DE MUDAR
O OBJETIVO
FIGURA 01: PROCESSO DE CONTROLE
FONTE: MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à Administração: 5. ed. São Paulo: Atlas.
2000. p 466.
Porter (1989, p.231), outro mestre da Administração, diz que “[...] o controle
melhora a qualidade e eficiência das atividades, e isso ocorre geralmente no início
daquilo que estamos desenvolvendo é mais provável acontecer irregularidade ou
desvios, ao fato do processo estar em fase inicial”. Isso mostra que é muitas vezes
a insegurança que sente-se do desconhecido, de se arriscar em um campo ainda
não explorado, mesmo tendo noção do que pode ser encontrado. Pode-se
estabelecer um paralelo, quando alunos ingressam na faculdade o primeiro
semestre todos são bem comportados, não faltam, ficam até o último minuto em sala
de aula, fazem os trabalhos com o maior empenho, ainda são chamados de
calouros; quando passam a ser veteranos modificam-se em seu modo de agir. No
primeiro momento ele tem um controle sobre suas atividades igualmente o
professor, já a partir do segundo momento em diante, o controle não é tão policiado
ou realizado.
5
VOCÊ ESTA
AQUI
x
OBJETIVO (VOCÊ
DEVERIA ESTAR
AQUI)
INÍCIO DAS
ATIVIDADES
FIGURA 02: OBJETIVO E CRITÉRIO PARA O CONTROLE E AVALIAÇÃO DA EXECUÇÃO DAS
ATIVIDADES
FONTE: MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à Administração: 5. ed. São Paulo: Atlas,
2002, p 223.
Fernandes (2002, p.67), escreve o que chama de torre de controle:
É um controle excessivo e desnecessário onde acaba atrapalhando mais
que ajudando na condução dos afazeres. Diz ele, são companhias
dedicadas ao culto ritual da formalização. De uma maneira geral, tais
organizações cultuam burocracias predatórias da eficiência e eficácia. Os
indivíduos têm funções precisas nas quais deveres e regras são
estreitamente determinados. Enfatiza-se uma percepção restrita das tarefas
de cada um, em vez de uma visão ampla de como poderiam ser as coisas.
Quando um ‘cristão novo’ ou administrador ascende na hierarquia, é
recompensado por ter sido eficaz em sua pequena esfera individual. As
sugestões são sempre mal vindas e ‘um macaco’ não se atreve a atravessar
para o galho do outro sob pena de levar “chumbo grosso”. A cultura é
impregnada pela necessidade de advertência a poder, onde ‘sem-terras’ e
‘desertados de cargos’ não têm vez. Por toda a parte há ‘ostras’ que
prestam obediências cega aos que estiverem nos níveis mais altos ou nas
partes nobres do casco do navio.
Oliveira, (2000, p.43), diz que “o administrador deve se certificar de que os
atos dos membros da organização levam-na de fato em direção aos objetivos
estabelecidos.”
Esta função envolve quatro elementos principais:
1. estabelecer padrões de desempenho;
6
2. medir o desempenho atual;
3. comparar esse desempenho com os padrões estabelecidos;
4. caso sejam detectados desvios, executar ações corretivas.
Pode-se dizer que controlar refere-se às execuções das ações que os
indivíduos de uma organização executam e estas vão ao direcionamento das metas
estabelecidas no planejamento dando prosseguimento na condução da realização
das atividades.
PROCESSO DE
EXECUÇÃO
OBJETIVOS
ATIVIDADES
PADRÕES
COMPARAÇÃO
RESULTADOS
FEEDBACK E AÇÃO
FIGURA 03 - COMPONENTES DE UM SISTEMA DE CONTROLE
FONTE: MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à Administração: 5. ed. São Paulo: Atlas.
2002. p 231.
Montana e Charnov (2003, p.264), comentam que o controle deve ser
executado em um todo na organização: “O processo de controle é praticado por
todas as áreas e níveis da administração de uma organização, embora haja muita
variação na aplicação do controle em diferentes áreas organizacionais [...]”
Ansoff e McDonnell (1993, p.360), falam em um procedimento de controle,
acrescido à implantação, é o degrau seguinte em termos de complexidade de
gestão, na qual novos passos adicionados são indicados por quadros circunscritos
7
por linhas duplas, “[...] o controle adiciona mensuração e avaliação quantitativas do
que foi alcançado à avaliação qualitativa anterior de quão bem a unidade estava se
dedicando às suas tarefas”.
Groppelli e Nikbakht (2002, p.320), discorrem sobre a questão do controle
financeiro, porque fala-se em controlar as atividades que estão sendo desenvolvidas
ou modificadas na organização, e esquece-se da parte financeira, e essa tem que
ter um controle rigoroso para não paralisar toda a estrutura da organização,
envolvendo ai a questão dos funcionários, fornecedores, instituições financeira entre
outras, escrevem “o controle financeiro da administração pode avaliar se os padrões
existentes de financiamento e os fundos gastos são coerentes com as metas gerais
da companhia [...]”
Gitman (2002, p.599), observa sobre o processo de planejamento financeiro,
segundo ele a elaboração e demonstração dos resultados e do balaço patrimonial
projetados, “[...] exigem uma fusão cuidadosa de inúmeros procedimentos que levam
em conta as receitas, custos e despesas, obrigações, ativos e participações
acionárias, resultantes do nível de operações antecipadas.”
Em função disso, observa-se que o controle é necessário para se monitorar,
mensurar e avaliar os comportamentos e atividades organizacionais, sendo este um
método dinâmico e sucessivo, abrangendo todos os departamentos da organização,
sendo uma verificação minuciosa da regularidade do estudo ou ato que está sendo
realizado. No entanto, controle é um procedimento que deve ser exercido para se
obter o resultado esperado, assim o controle não é mera formalidade de vistoria,
mas sim um processo de atividades exercidas continuamente naquilo que está
sendo desenvolvido ou realizado, para que o final deste seja contemplado conforme
foi desenhado.
O controle se torna uma ferramenta que permite o diagnóstico e localização
de deficiências, comparando a eficiência de diversas atividades em andamento na
empresa, sendo uma ferramenta indispensável na condução de um projeto ou de
uma organização no todo. Desse modo, o controle deve seguir um processo de
uniformidade para a obtenção de resultado.
O processo de controle segundo Bateman e Snell (1998, p.431):
8
FIGURA 04 - PROCESSO DE CONTROLE
FONTE: BATEMAN, Thomas S. e SNELL, Scott A. Administração: Construindo Vantagem
Competitiva. São Paulo. Atlas, 1998, p. 431.
O controle define-se, caracteristicamente, como qualquer processo que
orienta as atividades dos indivíduos na direção de metas organizacionais. Se
deixadas por conta própria, as pessoas podem, consciente ou inconscientemente,
agir do modo que consideram benéficos, podem operar em detrimento de toda a
organização; nesse sentido, o controle é uma das forças fundamentais que mantém
a organização de pé, sem algum meio de regular o que as pessoas fazem a
organização literalmente desmoronaria.
2 AUDITORIA
A auditoria é uma ferramenta contábil que utiliza ferramentas próprias para
verificar a autenticidade de determinado dado. Segundo Franco e Marra (2000,
p.28), “auditoria compreende o exame de documentos, livros e registros, inspeções
e obtenção de informação e confirmações, internas e externas, relacionados com o
patrimônio, objetivando mensurar a exatidão desses registros e das demonstrações
contábeis deles decorrentes.”
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A auditoria é uma especialização contábil voltada a testar a eficiência e
eficácia do controle patrimonial implantado com o objetivo de expressar uma opinião
sobre determinado dado. (ATTIE, 2000, p.25)
Com isso a auditoria é a método contábil empregado para analisar os dados,
formando assim, suplemento necessário para que o processo, como um todo,
alcance inteiramente seu alvo, observando que isso se faz de atividades
organizacionais continua.
Franco e Marra (2001, p.28) comentam que podemos definir a auditoria como:
“A técnica contábil que – através de procedimentos específicos que lhe são
peculiares, aplicados no exame de registros e documentos, inspeções, e na
obtenção de informação e confirmações, relacionados com o controle do
patrimônio de uma entidade – objetiva obter elementos de convicção que
permitam julgar que os registros contábeis foram efetuados de acordo com
princípios fundamentais e normas de Contabilidade e se as demonstrações
contábeis deles decorrentes refletem adequadamente a situação
econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo
examinado e as demais situações nelas demonstradas.”
A auditoria não se limita apenas aos registros nos arquivos, busca identificar
se alguma informação foi omitida nos apontamentos, tanto documental, material e ou
de serviços.
Pode-se ter uma visão da auditoria no seguinte esquema:
Patrimônio
da entidade
Demonstrações e
informações financeiras
Contábeis
Gerenciais
Controles
Financeiros
Auditoria
Atitude Mental
Atitude Profissional
Atitude Preventiva
FIGURA 05: VISÃO DA AUDITORIA
FONTE: ATTIE, William, Auditoria: Conceitos e Aplicações. São Paulo: Atlas, 2000. p.25
10
A auditoria nasceu da necessidade de confirmação por parte dos investidores
e proprietários quanto à expansão de seu patrimônio, principalmente quando se
tornaram multinacionais, surgiu na Inglaterra desde 1314 nas contas públicas do
país. Franco e Marra (2001), “A auditoria surgiu como conseqüência da necessidade
de confirmação dos registros contábeis, em virtude do aparecido das grandes
empresas e da taxação do imposto de renda, baseado nos resultados apurados em
balanço.”
A atitude mental é voltada às críticas, das regas em vigor, através das normas
implantadas. A profissional sobre a verificação “exame”, com um profissional
detenha experiência e conhecimento técnico sobre a matéria, e a atitude preventiva,
quanto à imparcialidade do auditor em seu parecer, onde a moral não deve ser
contestada.
A auditoria interna surgiu da necessidade da empresa analisar os dados com
mais profundidade e maior freqüência, com isso a empresa criou a função do auditor
interno, a luz de Almeida (1996. p.25), “o auditor interno é um empregado da
empresa, e dentro de uma organização ele não deve estar subordinado àqueles cujo
trabalho examina.”
Ainda Almeida (1996) diz os métodos de auditoria em regra aceitas referentes
à lide que o auditor deve avaliar é o sistema de controle interno da organização, a
fim de determinar a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria.
No entanto o auditor independente deve avaliar as seguintes situações, o
próprio controle interno, se o sistema esta sendo colocado em prática, o mesmo
pode revelar de imediato as irregularidades e determinar a os procedimentos e data
para a execução.
Não adianta a empresa implantar um excelente sistema de controle interno
sem que alguém verifique periodicamente se os funcionários estão
cumprindo o que foi determinado no sistema, ou se o sistema não deveria
ser adaptado às novas circunstâncias. (ALMEIDA, 1996, p.57)
Neste contexto se não for verificado as normas internas vigente estão tendo
resultado esperado, deve-se ser reavaliadas, para que se façam as alterações
necessárias até chegar naquilo que foi planejado sob o ponto de vista dos
diagnósticos organizacionais.
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A auditoria interna constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por
objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das
informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais da Entidade.
A auditoria interna é uma atividade de ajuizamento autônomo e de auxílio da
administração, voltada para a apreciação e ponderação da adaptação, eficiência e
eficácia dos processos de controle, como da propriedade do desempenho das áreas
em afinidade a pertinência dos planos, objetivos, metas e políticas determinado para
as mesmas, assim sua ação é voltada para todas as atividades administrativas da
organização. Com isso este departamento deve estar ligado diretamente com a
direção.
A auditoria interna tem por incumbência fundamental, assistir a Administração
no desempenho do seu emprego e responsabilidades, por meio da análise de: ajuste
da eficácia dos controles, integridade e credibilidade dos dados e registros, dos
sistemas constituídos para garantir a observância das políticas, planos, metas,
processos, normas, bem como o devido emprego, eficiência, eficácia e
economicidade e desempenho e uso dos recursos, compatibilidade das operações e
programas com os objetivos.
A auditoria interna deve-se observar o seguinte:
- Auditoria de regularidade ou de Contas;
- De Demonstrações Financeiras (ou contábil) e Tributária;
- Operacional;
- De Gestão;
- De Informática;
- E Especiais (www.auditoriainterna.com.br/conceitos)
A auditoria interna incide também em um serviço ou setor interno de uma
empresa ou entidade encarregada de fazer as averiguações e avaliar os sistemas e
políticas organizacionais, a minimizar as probabilidades de fraudes, erros ou práticas
ineficazes. Assim consiste em verificar a existência, suficiência, aplicação dos
controles internos, como contribuir para o seu aprimoramento, observar se as
normas internas estão sendo praticadas, melhorando às mesmas e avaliar estas.
(www.pt.wikipedia.org/wiki/Auditoria_interna).
A auditoria interna forma-se por meio de um conjunto de métodos,
tecnicamente normatizados, que funciona através do acompanhamento indireto de
processos, avaliação de resultados e proposição de ações corretivas para os
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desvios gerenciais da entidade à qual está vinculada. Os trabalhos são efetuados
por unidade de auditoria interna tendo como atributo fundamental o assessoramento
à alta administração da organização, buscando agregar valor à gestão.
(www.utfpr.edu.br/audit).
Dentro do organograma da empresa, pode-se demonstrar da seguinte forma:
Presidência
Departamento
de auditoria
interna
Diretoria
Técnica
Diretoria
Financeira
Diretoria
Administrativa
FIGURA 06: ORGANOGRAMA EMPRESA
FONTE: ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti, AUDITORIA: Um Curso Moderno e Completo. 5.ed. São
Paulo, Atlas, 1996. p.25.
Com o crescimento das organizações os proprietários não eram mais capazes
de supervisionar o trabalho de seus colaboradores, nasceu à necessidade de estar
delegando a alguém este trabalho específico, para se ter um controle do processo
como um todo, não de maneira esporádica como acontece com a auditoria externa,
sim com uma freqüência e regularidade que garanta um domínio total dos
departamentos, principalmente da área contábil.
Para a administração é importante que ocorra a auditoria em caráter
permanente com varias formas, a auditoria geral e auditoria para controle
administrativo.
A auditoria geral poderá ser feita em profundidade, estabelecendo o exame
integral, ou por testes, das operações registradas.
Observa-se que neste método a utilização das ferramentas de controle e
auditoria é importante para que haja a observação de como esta sendo desenvolvido
as atividades administrativas e com que grau de confiabilidade os resultados estão
sendo executados.
Franco e Marra (2001, p.206) define “auditoria geral como aquela exercida
sobre todos os elementos componentes do patrimônio, bem como sobre todas as
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operações de um exercício, ao fim do qual o auditor emite parecer sobre as
demonstrações contábeis em conjunto e sobre os registros de que se originaram.”
Sendo assim a auditoria geral é mais eficaz para efeitos administrativos,
supervisiona todos os funcionários que manipulam valores, trazendo a sensação de
constante controle sobre o processo que desenvolvem, minimizando o índice de
desfalque e falha.
Além disso, Franco e Marra dizem a auditoria geral, por ser mais completa em
extensão, pode destinar-se a todos os fins previstos na classificação da auditoria
segundo os fins a que se destina, mais especialmente para:
a) acautelar interesses de acionistas e investidores;
b) controle administrativo;
c) atender exigências legais;
d) avaliar a confiabilidade da demonstrações contábeis. (FRANCO e
MARRA, 2000, p.207).
Demonstra-se assim a integração entre organização e aqueles que se
beneficiam da mesma, pode-se analisar a satisfação ou insatisfação de quem tem
interesse nos resultados na obtenção de lucros, bem como aqueles que estão
trabalhando para que tudo possa ocorrer da melhor forma possível, neste caso a
satisfação do público interno.
Na auditoria para controle administrativo, como exemplo o fluxograma:
CAIXA
Fiscal
Títulos a
receber
Bancos
Contas correntes e
Contas a receber
Societária
Crédito de
terceiros
Capital
Estoque
Resultado
Receita
Custo
Ativo
fixo
FIGURA 07: CONTROLE PATRIMONIAL
FONTE: FRANCO E MARRA, Hilário e Ernesto. Auditoria Contábil. Normas de Auditoria, 4. ed. São
Paulo: Atlas. 2001, p. 214.
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Este tipo de auditoria tem alta relevância, como objetivo principal assegurar o
interesse dos acionistas, verificando se os processos estão fechando com a
contabilidade da empresa.
Observa-se que o controle e auditoria interna andam juntos, os controles não
necessariamente devem ser feito por um único funcionário especifico da
organização, pode ser executado por algum funcionário do departamento, onde
junta-se todas as informações e se compõe o relatório final, com o funcionário do
controle geral da mesma , estes devem ser de uma confiabilidade ilibada. A auditoria
deve ser feita por profissional que detenha conhecimento profundo sobre o assunto,
preparado para apurar as incorreções e sugerir alternativas de solução.
3 RECOMENDAÇÕES E SUGESTÕES
Através deste trabalho, o qual teve o intuito de levantar a questão sobre o
controle e auditoria interna, pode-se contribuir com análise e interpretação referente
ao tema, observando-se que tendo a organização dentro de suas políticas
administrativas, atividades organizacionais com alguém que acompanhe e analise
essas atividades, e possa expressar as mesmas e ser reconhecido como atividade
chave, sem dúvida que irá minimizar gastos e desperdícios desnecessários.
No entanto não será qualquer organização que comporta um auditor interno, a
mesma terá que possuir um porte de média para grande, a quantidade de operações
e a sua complexidade, obriga a organização ter um controle permanente de suas
atividades.
O controle por si só é uma auditoria e a auditoria é uma forma de controlar, o
que não se refere que uma atividade é melhor do que a outra, no entanto, quando o
acompanhamento é realizado eficazmente e continuamente, não se justifica outro
trabalho para analisar aquilo que está correto.
A organização tendo um controle eficaz, isto também se transforma em
redução de custo e é uma ferramenta de competitividade, eliminaram-se custos e
desperdícios supérfluos, em dinheiro, material, serviços e tempo, constituindo-se
como formas para que a organização e colaboradores estejam em condições de
enfrentar seus desafios operacionais.
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Sugere-se que a organização qualifique profissionais para desenvolver esta
atividade de controlar, controlando e aditando ao mesmo tempo o que ocorrer no dia
a dia da organização, assim não se protelará irregularidades, não serão maquiados
resultados, principalmente contábeis e posições financeiras, deve-se atribuir esta
atividade um profissional que tenha discernimento, imparcialidade, confiabilidade e
análise crítica.
A existência do departamento que faça as atividades de controle e auditoria
interna terá como maior benefício o controle de todos os atos administração,
garantindo precisão nas decisões tomadas pela administração da organização.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Controlar e Auditar não são simples como pronunciar as palavras, precisa-se
ter inúmeras características e habilidades que propiciem condições de minimizar as
incertezas e maximizar os resultados, buscando formas e meios diferentes de
resolver os problemas com resultados satisfatórios, onde acionistas, clientes,
direção e funcionários, possam se expressar através do compromisso e defesa da
organização.
Na busca das incógnitas entre o que é realizado e o que deveria ser realizado
sobre controle e auditoria interna, a questão que se põem é pela busca do
profissional capaz nesta atividade, que consiga realizar um trabalho, passando pelo
diagnóstico até o relatório final de forma constante e impar.
Assim o papel da direção é destacar para esta função um profissional que
possa contribuir para o desenvolvimento e crescimento da organização, sem buscar
externamente alguém para detectar possíveis falhas ou divergências na quantidade
e qualidade de produtos ou serviços ou de demonstrações através de relatórios. No
entanto não se descarta a possibilidade de a organização buscar uma auditoria
externa, uma vez que esta também é importante desde que não seja constante, e
que esta venha simplesmente para atestar os resultados já conhecidos, caso
contrário imediatamente deve-se rever todo sistema já implantado.
Sendo assim o controle e auditoria interna deverá constatar mesmo que
precocemente, erros no sistema implantado. Um sistema de controle interno
proporciona altas chances de diagnosticar falhas em qualquer departamento.
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Fica o alerta para empresários, gestores, auditores, egressos e classe
acadêmica de rever constantemente os procedimentos empregados nas atividades
do dia-a-dia, as mudanças estão na rapidez do pensamento, também deve-se mudar
as atividades e atitudes organizacionais.
Este trabalho pode ser a continuação de outras investigações e análise, na
busca do aprofundamento da referida matéria, para explanar outras imprecisões em
afinidade a esta conjuntura.
Contribui, para a busca fascinante do mundo incógnito, do desenvolvimento
pessoal e profissional, sendo este suporte e base para um novo caminho na
descoberta das indagações que afligem os profissionais neste campo denominado
de controle e auditoria interna.
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