CONTROLE E AUDITORIA INTERNA: CONTROLE EFICAZ, AUDITORIA EXATA1 Romildo Fernandes da Silva² Eldo de Lima³ 4 Sabrina Carvalho Santana RESUMO O presente artigo foi desenvolvido a partir do ponto norteador, que é o Controle e a Auditoria Interna – Controle Eficaz, Auditoria Exata. No entanto, apresenta-se a teoria sobre a referida matéria, buscando através da bibliografia existente a fundamentação sobre o tema, e estabelecendo um paralelo entre controle e auditoria interna, observa-se que quando o controle é feito de maneira rigorosamente correta, a auditoria interna não perde seu valor, porém torna-se um trabalho praticamente repetitivo. No entanto para que esta correção aconteça essas atividades devem ser executadas por profissionais que detenham conhecimento, experiência e uma imparcialidade ilibada. Constata-se que a auditoria interna busca a analise através do levantamento de possíveis falhas em dados escriturados e o controle atua sobre as atividades operacionais, sendo um executado eficazmente praticamente anula o outro. Para esta pesquisa adotou-se a metodologia de revisão literária, com uma gama expressiva de autores sobre o tema abordado, buscou-se através de meios eletrônicos elementos que dessem subsídios necessários para que fosse possível fazer uma análise mais profunda sobre estas atividades organizacionais. Palavras-Chave: controle, auditoria, processos administrativos e resultados. ABSTRACT This article was developed from the point guiding, which is the control and Auditória Interna-Effective Control, Audit Exact. However, it is the theory on the subject, looking through the reasoning existing literature on the subject, and establishing a parallel between control and internal audit, it is observed that when the control is done on a strictly correct, the audit internal does not lose its value, but it is a job almost repetitive. But for this to happen fix these activities should be performed by professionals who hold knowledge, experience and impartiality ilibada. It is that the internal audit quest for review by lifting of possible flaws in data recorded and control acts on the operational activities, as one practically run effectively cancels the other. For this research is the methodology adopted for literary review, with a range of expressive authors on the subject addressed, it is sought by means of electronic elements that would subsidies needed to be able to do further analysis on these organizational activities. Keywords: control, auditing, administrative procedures and results. ___________________ 1 Artigo científico apresentado ao curso de Auditoria e Perícia como requisito parcial para obtenção do Título de Especialista. ² Profº. Orientador. Docente do Curso de Contábeis, das Faculdades Integradas de Ariquemes – FIAR ³ Discente de Auditoria e Controle das Faculdades Integradas de Ariquemes. 4 Discente de Auditoria e Controle das Faculdades Integradas de Ariquemes. 2 INTRODUÇÃO A questão norteadora desta pesquisa é o, Controle e a Auditoria Interna. Assim inicia-se este estudo abordando-se preliminarmente os aspectos e características sobre o controle, indagando-se a priori o que é controle? E que benéficos pode este trazer para uma organização no atingimento de sua missão organizacional? Conforme vários autores o controle é necessário para que possamos observar se aquilo que estamos realizando está dentro do que foi planejado. Logo, o estudo abordará o conceito de controle e de auditoria, citando exemplos e demonstrações através de figuras como pode ambos ser executados. Em um segundo momento, sob o ponto de vista dos autores deixar-se-á sugestões para auditores, classe acadêmica e empresários, auxiliando-os nas atividades de análise e tomados de decisões em seus pareceres. Assim espera-se que este estudo sirva de base legal e uma fonte de pesquisa não somente para auditores, também para acadêmicos e profissionais de todas as áreas, independentemente de segmento de atuação. 1 CONTROLE Ao comentar sobre controle pode-se automaticamente imaginar que é um processo de verificação, Robbins (2002, p.141), diz “controle é o processo de monitorar as atividades para garantir que estejam sendo realizadas conforme planejado e corrigir quaisquer desvios importantes”. Drucker (2002, p.503) escreve que: Controle não se trata apenas de verificar que não é através de um maior número de controles que necessariamente se chega a um controle maior, mas também que as duas palavras possuem significados totalmente diversos. Os controles significam mensurações e informações. O controle quer dizer direção. Os controles ligam-se aos fatos, isto é a acontecimentos ocorridos anteriormente. Os controles são analíticos, preocupam-se com o que era e o que é. O controle é normativo e diz respeito àquilo que deve ser. Assim, pode-se mensurar o desempenho daquilo que está sendo realizado, comparando com o que foi previamente estabelecido, corrigindo e modificando as inconsistências, observando-se os resultados tão somente mensuráveis. 3 Segundo Oliveira, Prado e Silva (2005, p.106), este papel de controlar abrange métodos de assimilação e exame de anomalia ocorridos em um processo de planejamento, escrevem “[...] sua amplitude estará completa com a correção dos desvios, levando, então as ações futuras a se aproximarem mais dos planos. Para que se efetue o controle, são necessários planos e avaliações das ações ou aferições dos resultados”. Maximiano (2000, p.458), observa que para controlar deve-se saber o que controlar, porque para controlar é preciso saber o que deve ser controlado, “[...] padrões de controle podem ser objetivos ou padrões de comportamento, que forneçam os critérios para a avaliação do desempenho”. No entanto, para a implantação do processo de controle, torna-se válido lembrar dos princípios da cibernética, que em suma, informam que qualquer sistema de recursos, o processo de controle mostra quais objetivos devem ser atingidos, o desempenho em comparação com os objetivos e o que deve ser feito para assegurar a realização daquilo que está sendo realizado. Controle incide em manter uma norma dentro de um modelo de procedimento, com base em informações contínuas sobre a própria norma e este procedimento. O controle dá a segurança na continuidade de todo o processo, assim sendo é possível corrigir ou modificar o que esta sendo realizado, evitando-se desperdícios constituindo-se como uma maneira de se assegurar o alcance daquilo que foi previamente estabelecido. O controle é a função que ampara a progressão dos passos seguintes de forma eficiente e sincronizada; quando há o controle há um procedimento harmônico na efetividade das tarefas. Imagina-se uma organização sem controle, o que poderia acontecer? Certamente não seria tão diferente do que pode ocorrer com um automóvel desnorteado movendo-se ladeira a baixo, ou mesmo uma pessoa que não controla seu orçamento, simplesmente efetuando despesas. O controle propicia meios para que se alcancem os objetivos estabelecidos. 4 PROCESSO DE CONTROLE RESULTADOS COMPARADOS COM OBJETIVOS RISCOS E OPORTUNIDADDES DAS ATIVIDADES COMO GARANTIR O OBJETIVO NECESSIDADE DE MUDAR O OBJETIVO FIGURA 01: PROCESSO DE CONTROLE FONTE: MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à Administração: 5. ed. São Paulo: Atlas. 2000. p 466. Porter (1989, p.231), outro mestre da Administração, diz que “[...] o controle melhora a qualidade e eficiência das atividades, e isso ocorre geralmente no início daquilo que estamos desenvolvendo é mais provável acontecer irregularidade ou desvios, ao fato do processo estar em fase inicial”. Isso mostra que é muitas vezes a insegurança que sente-se do desconhecido, de se arriscar em um campo ainda não explorado, mesmo tendo noção do que pode ser encontrado. Pode-se estabelecer um paralelo, quando alunos ingressam na faculdade o primeiro semestre todos são bem comportados, não faltam, ficam até o último minuto em sala de aula, fazem os trabalhos com o maior empenho, ainda são chamados de calouros; quando passam a ser veteranos modificam-se em seu modo de agir. No primeiro momento ele tem um controle sobre suas atividades igualmente o professor, já a partir do segundo momento em diante, o controle não é tão policiado ou realizado. 5 VOCÊ ESTA AQUI x OBJETIVO (VOCÊ DEVERIA ESTAR AQUI) INÍCIO DAS ATIVIDADES FIGURA 02: OBJETIVO E CRITÉRIO PARA O CONTROLE E AVALIAÇÃO DA EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES FONTE: MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à Administração: 5. ed. São Paulo: Atlas, 2002, p 223. Fernandes (2002, p.67), escreve o que chama de torre de controle: É um controle excessivo e desnecessário onde acaba atrapalhando mais que ajudando na condução dos afazeres. Diz ele, são companhias dedicadas ao culto ritual da formalização. De uma maneira geral, tais organizações cultuam burocracias predatórias da eficiência e eficácia. Os indivíduos têm funções precisas nas quais deveres e regras são estreitamente determinados. Enfatiza-se uma percepção restrita das tarefas de cada um, em vez de uma visão ampla de como poderiam ser as coisas. Quando um ‘cristão novo’ ou administrador ascende na hierarquia, é recompensado por ter sido eficaz em sua pequena esfera individual. As sugestões são sempre mal vindas e ‘um macaco’ não se atreve a atravessar para o galho do outro sob pena de levar “chumbo grosso”. A cultura é impregnada pela necessidade de advertência a poder, onde ‘sem-terras’ e ‘desertados de cargos’ não têm vez. Por toda a parte há ‘ostras’ que prestam obediências cega aos que estiverem nos níveis mais altos ou nas partes nobres do casco do navio. Oliveira, (2000, p.43), diz que “o administrador deve se certificar de que os atos dos membros da organização levam-na de fato em direção aos objetivos estabelecidos.” Esta função envolve quatro elementos principais: 1. estabelecer padrões de desempenho; 6 2. medir o desempenho atual; 3. comparar esse desempenho com os padrões estabelecidos; 4. caso sejam detectados desvios, executar ações corretivas. Pode-se dizer que controlar refere-se às execuções das ações que os indivíduos de uma organização executam e estas vão ao direcionamento das metas estabelecidas no planejamento dando prosseguimento na condução da realização das atividades. PROCESSO DE EXECUÇÃO OBJETIVOS ATIVIDADES PADRÕES COMPARAÇÃO RESULTADOS FEEDBACK E AÇÃO FIGURA 03 - COMPONENTES DE UM SISTEMA DE CONTROLE FONTE: MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à Administração: 5. ed. São Paulo: Atlas. 2002. p 231. Montana e Charnov (2003, p.264), comentam que o controle deve ser executado em um todo na organização: “O processo de controle é praticado por todas as áreas e níveis da administração de uma organização, embora haja muita variação na aplicação do controle em diferentes áreas organizacionais [...]” Ansoff e McDonnell (1993, p.360), falam em um procedimento de controle, acrescido à implantação, é o degrau seguinte em termos de complexidade de gestão, na qual novos passos adicionados são indicados por quadros circunscritos 7 por linhas duplas, “[...] o controle adiciona mensuração e avaliação quantitativas do que foi alcançado à avaliação qualitativa anterior de quão bem a unidade estava se dedicando às suas tarefas”. Groppelli e Nikbakht (2002, p.320), discorrem sobre a questão do controle financeiro, porque fala-se em controlar as atividades que estão sendo desenvolvidas ou modificadas na organização, e esquece-se da parte financeira, e essa tem que ter um controle rigoroso para não paralisar toda a estrutura da organização, envolvendo ai a questão dos funcionários, fornecedores, instituições financeira entre outras, escrevem “o controle financeiro da administração pode avaliar se os padrões existentes de financiamento e os fundos gastos são coerentes com as metas gerais da companhia [...]” Gitman (2002, p.599), observa sobre o processo de planejamento financeiro, segundo ele a elaboração e demonstração dos resultados e do balaço patrimonial projetados, “[...] exigem uma fusão cuidadosa de inúmeros procedimentos que levam em conta as receitas, custos e despesas, obrigações, ativos e participações acionárias, resultantes do nível de operações antecipadas.” Em função disso, observa-se que o controle é necessário para se monitorar, mensurar e avaliar os comportamentos e atividades organizacionais, sendo este um método dinâmico e sucessivo, abrangendo todos os departamentos da organização, sendo uma verificação minuciosa da regularidade do estudo ou ato que está sendo realizado. No entanto, controle é um procedimento que deve ser exercido para se obter o resultado esperado, assim o controle não é mera formalidade de vistoria, mas sim um processo de atividades exercidas continuamente naquilo que está sendo desenvolvido ou realizado, para que o final deste seja contemplado conforme foi desenhado. O controle se torna uma ferramenta que permite o diagnóstico e localização de deficiências, comparando a eficiência de diversas atividades em andamento na empresa, sendo uma ferramenta indispensável na condução de um projeto ou de uma organização no todo. Desse modo, o controle deve seguir um processo de uniformidade para a obtenção de resultado. O processo de controle segundo Bateman e Snell (1998, p.431): 8 FIGURA 04 - PROCESSO DE CONTROLE FONTE: BATEMAN, Thomas S. e SNELL, Scott A. Administração: Construindo Vantagem Competitiva. São Paulo. Atlas, 1998, p. 431. O controle define-se, caracteristicamente, como qualquer processo que orienta as atividades dos indivíduos na direção de metas organizacionais. Se deixadas por conta própria, as pessoas podem, consciente ou inconscientemente, agir do modo que consideram benéficos, podem operar em detrimento de toda a organização; nesse sentido, o controle é uma das forças fundamentais que mantém a organização de pé, sem algum meio de regular o que as pessoas fazem a organização literalmente desmoronaria. 2 AUDITORIA A auditoria é uma ferramenta contábil que utiliza ferramentas próprias para verificar a autenticidade de determinado dado. Segundo Franco e Marra (2000, p.28), “auditoria compreende o exame de documentos, livros e registros, inspeções e obtenção de informação e confirmações, internas e externas, relacionados com o patrimônio, objetivando mensurar a exatidão desses registros e das demonstrações contábeis deles decorrentes.” 9 A auditoria é uma especialização contábil voltada a testar a eficiência e eficácia do controle patrimonial implantado com o objetivo de expressar uma opinião sobre determinado dado. (ATTIE, 2000, p.25) Com isso a auditoria é a método contábil empregado para analisar os dados, formando assim, suplemento necessário para que o processo, como um todo, alcance inteiramente seu alvo, observando que isso se faz de atividades organizacionais continua. Franco e Marra (2001, p.28) comentam que podemos definir a auditoria como: “A técnica contábil que – através de procedimentos específicos que lhe são peculiares, aplicados no exame de registros e documentos, inspeções, e na obtenção de informação e confirmações, relacionados com o controle do patrimônio de uma entidade – objetiva obter elementos de convicção que permitam julgar que os registros contábeis foram efetuados de acordo com princípios fundamentais e normas de Contabilidade e se as demonstrações contábeis deles decorrentes refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas.” A auditoria não se limita apenas aos registros nos arquivos, busca identificar se alguma informação foi omitida nos apontamentos, tanto documental, material e ou de serviços. Pode-se ter uma visão da auditoria no seguinte esquema: Patrimônio da entidade Demonstrações e informações financeiras Contábeis Gerenciais Controles Financeiros Auditoria Atitude Mental Atitude Profissional Atitude Preventiva FIGURA 05: VISÃO DA AUDITORIA FONTE: ATTIE, William, Auditoria: Conceitos e Aplicações. São Paulo: Atlas, 2000. p.25 10 A auditoria nasceu da necessidade de confirmação por parte dos investidores e proprietários quanto à expansão de seu patrimônio, principalmente quando se tornaram multinacionais, surgiu na Inglaterra desde 1314 nas contas públicas do país. Franco e Marra (2001), “A auditoria surgiu como conseqüência da necessidade de confirmação dos registros contábeis, em virtude do aparecido das grandes empresas e da taxação do imposto de renda, baseado nos resultados apurados em balanço.” A atitude mental é voltada às críticas, das regas em vigor, através das normas implantadas. A profissional sobre a verificação “exame”, com um profissional detenha experiência e conhecimento técnico sobre a matéria, e a atitude preventiva, quanto à imparcialidade do auditor em seu parecer, onde a moral não deve ser contestada. A auditoria interna surgiu da necessidade da empresa analisar os dados com mais profundidade e maior freqüência, com isso a empresa criou a função do auditor interno, a luz de Almeida (1996. p.25), “o auditor interno é um empregado da empresa, e dentro de uma organização ele não deve estar subordinado àqueles cujo trabalho examina.” Ainda Almeida (1996) diz os métodos de auditoria em regra aceitas referentes à lide que o auditor deve avaliar é o sistema de controle interno da organização, a fim de determinar a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria. No entanto o auditor independente deve avaliar as seguintes situações, o próprio controle interno, se o sistema esta sendo colocado em prática, o mesmo pode revelar de imediato as irregularidades e determinar a os procedimentos e data para a execução. Não adianta a empresa implantar um excelente sistema de controle interno sem que alguém verifique periodicamente se os funcionários estão cumprindo o que foi determinado no sistema, ou se o sistema não deveria ser adaptado às novas circunstâncias. (ALMEIDA, 1996, p.57) Neste contexto se não for verificado as normas internas vigente estão tendo resultado esperado, deve-se ser reavaliadas, para que se façam as alterações necessárias até chegar naquilo que foi planejado sob o ponto de vista dos diagnósticos organizacionais. 11 A auditoria interna constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais da Entidade. A auditoria interna é uma atividade de ajuizamento autônomo e de auxílio da administração, voltada para a apreciação e ponderação da adaptação, eficiência e eficácia dos processos de controle, como da propriedade do desempenho das áreas em afinidade a pertinência dos planos, objetivos, metas e políticas determinado para as mesmas, assim sua ação é voltada para todas as atividades administrativas da organização. Com isso este departamento deve estar ligado diretamente com a direção. A auditoria interna tem por incumbência fundamental, assistir a Administração no desempenho do seu emprego e responsabilidades, por meio da análise de: ajuste da eficácia dos controles, integridade e credibilidade dos dados e registros, dos sistemas constituídos para garantir a observância das políticas, planos, metas, processos, normas, bem como o devido emprego, eficiência, eficácia e economicidade e desempenho e uso dos recursos, compatibilidade das operações e programas com os objetivos. A auditoria interna deve-se observar o seguinte: - Auditoria de regularidade ou de Contas; - De Demonstrações Financeiras (ou contábil) e Tributária; - Operacional; - De Gestão; - De Informática; - E Especiais (www.auditoriainterna.com.br/conceitos) A auditoria interna incide também em um serviço ou setor interno de uma empresa ou entidade encarregada de fazer as averiguações e avaliar os sistemas e políticas organizacionais, a minimizar as probabilidades de fraudes, erros ou práticas ineficazes. Assim consiste em verificar a existência, suficiência, aplicação dos controles internos, como contribuir para o seu aprimoramento, observar se as normas internas estão sendo praticadas, melhorando às mesmas e avaliar estas. (www.pt.wikipedia.org/wiki/Auditoria_interna). A auditoria interna forma-se por meio de um conjunto de métodos, tecnicamente normatizados, que funciona através do acompanhamento indireto de processos, avaliação de resultados e proposição de ações corretivas para os 12 desvios gerenciais da entidade à qual está vinculada. Os trabalhos são efetuados por unidade de auditoria interna tendo como atributo fundamental o assessoramento à alta administração da organização, buscando agregar valor à gestão. (www.utfpr.edu.br/audit). Dentro do organograma da empresa, pode-se demonstrar da seguinte forma: Presidência Departamento de auditoria interna Diretoria Técnica Diretoria Financeira Diretoria Administrativa FIGURA 06: ORGANOGRAMA EMPRESA FONTE: ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti, AUDITORIA: Um Curso Moderno e Completo. 5.ed. São Paulo, Atlas, 1996. p.25. Com o crescimento das organizações os proprietários não eram mais capazes de supervisionar o trabalho de seus colaboradores, nasceu à necessidade de estar delegando a alguém este trabalho específico, para se ter um controle do processo como um todo, não de maneira esporádica como acontece com a auditoria externa, sim com uma freqüência e regularidade que garanta um domínio total dos departamentos, principalmente da área contábil. Para a administração é importante que ocorra a auditoria em caráter permanente com varias formas, a auditoria geral e auditoria para controle administrativo. A auditoria geral poderá ser feita em profundidade, estabelecendo o exame integral, ou por testes, das operações registradas. Observa-se que neste método a utilização das ferramentas de controle e auditoria é importante para que haja a observação de como esta sendo desenvolvido as atividades administrativas e com que grau de confiabilidade os resultados estão sendo executados. Franco e Marra (2001, p.206) define “auditoria geral como aquela exercida sobre todos os elementos componentes do patrimônio, bem como sobre todas as 13 operações de um exercício, ao fim do qual o auditor emite parecer sobre as demonstrações contábeis em conjunto e sobre os registros de que se originaram.” Sendo assim a auditoria geral é mais eficaz para efeitos administrativos, supervisiona todos os funcionários que manipulam valores, trazendo a sensação de constante controle sobre o processo que desenvolvem, minimizando o índice de desfalque e falha. Além disso, Franco e Marra dizem a auditoria geral, por ser mais completa em extensão, pode destinar-se a todos os fins previstos na classificação da auditoria segundo os fins a que se destina, mais especialmente para: a) acautelar interesses de acionistas e investidores; b) controle administrativo; c) atender exigências legais; d) avaliar a confiabilidade da demonstrações contábeis. (FRANCO e MARRA, 2000, p.207). Demonstra-se assim a integração entre organização e aqueles que se beneficiam da mesma, pode-se analisar a satisfação ou insatisfação de quem tem interesse nos resultados na obtenção de lucros, bem como aqueles que estão trabalhando para que tudo possa ocorrer da melhor forma possível, neste caso a satisfação do público interno. Na auditoria para controle administrativo, como exemplo o fluxograma: CAIXA Fiscal Títulos a receber Bancos Contas correntes e Contas a receber Societária Crédito de terceiros Capital Estoque Resultado Receita Custo Ativo fixo FIGURA 07: CONTROLE PATRIMONIAL FONTE: FRANCO E MARRA, Hilário e Ernesto. Auditoria Contábil. Normas de Auditoria, 4. ed. São Paulo: Atlas. 2001, p. 214. 14 Este tipo de auditoria tem alta relevância, como objetivo principal assegurar o interesse dos acionistas, verificando se os processos estão fechando com a contabilidade da empresa. Observa-se que o controle e auditoria interna andam juntos, os controles não necessariamente devem ser feito por um único funcionário especifico da organização, pode ser executado por algum funcionário do departamento, onde junta-se todas as informações e se compõe o relatório final, com o funcionário do controle geral da mesma , estes devem ser de uma confiabilidade ilibada. A auditoria deve ser feita por profissional que detenha conhecimento profundo sobre o assunto, preparado para apurar as incorreções e sugerir alternativas de solução. 3 RECOMENDAÇÕES E SUGESTÕES Através deste trabalho, o qual teve o intuito de levantar a questão sobre o controle e auditoria interna, pode-se contribuir com análise e interpretação referente ao tema, observando-se que tendo a organização dentro de suas políticas administrativas, atividades organizacionais com alguém que acompanhe e analise essas atividades, e possa expressar as mesmas e ser reconhecido como atividade chave, sem dúvida que irá minimizar gastos e desperdícios desnecessários. No entanto não será qualquer organização que comporta um auditor interno, a mesma terá que possuir um porte de média para grande, a quantidade de operações e a sua complexidade, obriga a organização ter um controle permanente de suas atividades. O controle por si só é uma auditoria e a auditoria é uma forma de controlar, o que não se refere que uma atividade é melhor do que a outra, no entanto, quando o acompanhamento é realizado eficazmente e continuamente, não se justifica outro trabalho para analisar aquilo que está correto. A organização tendo um controle eficaz, isto também se transforma em redução de custo e é uma ferramenta de competitividade, eliminaram-se custos e desperdícios supérfluos, em dinheiro, material, serviços e tempo, constituindo-se como formas para que a organização e colaboradores estejam em condições de enfrentar seus desafios operacionais. 15 Sugere-se que a organização qualifique profissionais para desenvolver esta atividade de controlar, controlando e aditando ao mesmo tempo o que ocorrer no dia a dia da organização, assim não se protelará irregularidades, não serão maquiados resultados, principalmente contábeis e posições financeiras, deve-se atribuir esta atividade um profissional que tenha discernimento, imparcialidade, confiabilidade e análise crítica. A existência do departamento que faça as atividades de controle e auditoria interna terá como maior benefício o controle de todos os atos administração, garantindo precisão nas decisões tomadas pela administração da organização. CONSIDERAÇÕES FINAIS Controlar e Auditar não são simples como pronunciar as palavras, precisa-se ter inúmeras características e habilidades que propiciem condições de minimizar as incertezas e maximizar os resultados, buscando formas e meios diferentes de resolver os problemas com resultados satisfatórios, onde acionistas, clientes, direção e funcionários, possam se expressar através do compromisso e defesa da organização. Na busca das incógnitas entre o que é realizado e o que deveria ser realizado sobre controle e auditoria interna, a questão que se põem é pela busca do profissional capaz nesta atividade, que consiga realizar um trabalho, passando pelo diagnóstico até o relatório final de forma constante e impar. Assim o papel da direção é destacar para esta função um profissional que possa contribuir para o desenvolvimento e crescimento da organização, sem buscar externamente alguém para detectar possíveis falhas ou divergências na quantidade e qualidade de produtos ou serviços ou de demonstrações através de relatórios. No entanto não se descarta a possibilidade de a organização buscar uma auditoria externa, uma vez que esta também é importante desde que não seja constante, e que esta venha simplesmente para atestar os resultados já conhecidos, caso contrário imediatamente deve-se rever todo sistema já implantado. Sendo assim o controle e auditoria interna deverá constatar mesmo que precocemente, erros no sistema implantado. Um sistema de controle interno proporciona altas chances de diagnosticar falhas em qualquer departamento. 16 Fica o alerta para empresários, gestores, auditores, egressos e classe acadêmica de rever constantemente os procedimentos empregados nas atividades do dia-a-dia, as mudanças estão na rapidez do pensamento, também deve-se mudar as atividades e atitudes organizacionais. Este trabalho pode ser a continuação de outras investigações e análise, na busca do aprofundamento da referida matéria, para explanar outras imprecisões em afinidade a esta conjuntura. Contribui, para a busca fascinante do mundo incógnito, do desenvolvimento pessoal e profissional, sendo este suporte e base para um novo caminho na descoberta das indagações que afligem os profissionais neste campo denominado de controle e auditoria interna. REFERÊNCIAS ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti, AUDITORIA: Um Curso Moderno e Completo. 5.ed. São Paulo, Atlas, 1996. ANSOFF, H. Igor, e McDONNELL, Edward J. 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