APOSTILA 09 -HISTÓRIA – PROFº. FLÁVIO
1º ANO – 2º TRIMESTRE/2014
CORREÇÃO DO ROTEIRO DE ESTUDOS – BAIXA IDADE MÉDIA
RELEMBRANDO: Roteiro da Prova de História 2º Trimestre
,
As Cruzadas (Aula 30. Cap. 11)
Renascimento Comercial e Urbano (Aula 31. Cap. 12)
Formação das Monarquias Nacionais (Aulas 32 a 35. Cap. 13)
A Igreja na Idade Média (Aula 29. Cap. 10)
Cultura Medieval (Aula 36. Cap. 14)
,
As Cruzadas
1. Na passagem dos séculos X para o XI, a Europa passava por significativas mudanças, que foram
determinantes para contextualizar o advento das cruzadas. Descreva esse cenário de mudanças.
2.
1) Crescimento demográfico: a) fim das novas invasões bárbaras (vikings, magiares, muçulmanos); b)
melhorias na produção (rotação de culturas, arado de ferro, cavalos com atrelagem peitoral, moinhos
hidráulicos); consequentemente, a população cresce além da produção, levando ao inchaço dos feudos
e à marginalização (mendigos, ladrões, nobres sem terra). 2) Discreta produção de excedentes e início
de trocas comerciais.
Identifique motivações para as Cruzadas no discurso do Papa Urbano II, de 1095.
1) Fervor religioso (perdão divino, resgate da Terra Santa); 2) ajuda aos Bizantinos; 3) Guerra Santa;
4) marginalizados sociais; 5) inchaço populacional.
3. Qual a importância da Paz de Deus e da Trégua de Deus para as Cruzadas? Por que elas indicam
o fortalecimento da Igreja Medieval sobre a nobreza?
Através da proibição das guerras em certos lugares e situações, a Igreja impõe sobre os nobres a
lógica da Guerra Santa, ou seja, da guerra que pode ser feita – e que é feita em nome de Deus. A
nobreza guerreira converte-se, assim, em guerreiros de Cristo.
4. Relacione as Cruzadas com o Renascimento Comercial e Urbano. Qual a importância da Quarta
Cruzada nisso?
As Cruzadas colocam os europeus em estreito contato com o rico do comércio do Oriente, por onde
circulam mercadorias raras e valiosas para os europeus. Esse fluxo comercial é direcionado à Europa,
de modo a impulsionar o comércio no continente. Se já havia um tímido ressurgimento do Comércio
desde o XI (ver questão 1), as Cruzadas o transformam em Renascimento: das trocas cada vez mais
constantes surgem as rotas comerciais, e do cruzamento entre elas, as feiras. Dessas feiras, ou de
pontos de parada próximos de castelos e fortificações (devido à necessidade de segurança), surgem
as cidades.
A Formação das Monarquias Nacionais
1. Quais as diferenças entre as Monarquias Nacionais, que se formavam durante a Baixa Idade
Média, e as Monarquias Medievais?
Monarquias Medievais – poder fragmentado, disperso entre inúmeros nobres e seus laços de suserania
e vassalagem. Não há unidade de impostos, pesos, medidas, moedas, justiça, idiomas. O poder dos reis
se encontra entre o particularismo feudal e o universalismo da Igreja Católica, que também lhes
restringe a autoridade.
Monarquias Nacionais – aos poucos centraliza-se o poder, e os reis, desde a Baixa Idade Média,
tornam-se soberanos em seus reinos. Unificam-se pesos, medidas, moedas, justiça, idiomas. Para isso,
são essenciais os exércitos nacionais desses reis e seu corpo de funcionários. Os nobres são
controlados, enquanto a burguesia é trazida para perto do Estado.
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2. Cite exemplos de como os reis Europeus conseguiam centralizar seus poderes.
Guerras contra os nobres (usando seus exércitos), casamentos, acordos com os nobres...
3. No processo de formação das Monarquias Nacionais, Reis e burgueses se aproximavam. Quais os
interesses e vantagens das duas partes nesse apoio mútuo?
Reis – para contratar seus exércitos e funcionários, necessitava do dinheiro dos burgueses (através
de empréstimos ou dos impostos coletados das atividades burguesas).
Burguesia – facilitar sua atividade, com a nacionalização das moedas, pesos, medidas, aplicação da
justiça real para proteger as caravanas, e a venda de títulos de nobreza, para alcançar prestígio
social.
4. Sobre o processo de formação da Monarquia Francesa, responda:
a. Como os reis Capetíngios se impuseram sobre a nobreza?
Criação de um exército profissional, contratação de funcionários, impostos nacionais, tomada
de territórios de nobres ingleses (Felipe Augusto), criação de moeda e tribunais nacionais
(Luís IX).
b. Explique os conflitos entre Felipe, o Belo e o Papado. Como isso fortaleceu a França?
Felipe decretou impostos sobre o clero (com aprovação dos Estados Gerais). O Papado recusa
e o repreende. Mas, aproveitando que Clemente IX, francês, sucede o trono de São Pedro,
transfere a sede da Igreja para Avignon (Cativeiro de Avignon, 1303 – 1415). O aumento das
tensões levam à Cisão da Igreja (Cisma do Ocidente). O fato mostra a capacidade do rei
francês de impor-se não só sobre os nobre e clérigos de seu reino, mas também sobre a cúpula
da Igreja.
5. Explique o que são e como surgem a Magna Carta e o Parlamento, indicando sua relação com a
fragilização do poder real na Inglaterra.
Dois instrumentos de limitação do poder do Rei Inglês, criados por força da Nobreza. A Magna Carta
protegeria a nobreza das arbitrariedades dos Reis (questões como os impostos não poderiam
desconsiderar a opinião da nobreza), enquanto o Parlamento torna-se um instrumento de
representação do nobres diante dos Reis, limitando a autoridade destes.
6. O Sacro Império Romano Germânico foi marcado por sua fragilidade interna, causada, por
exemplo, pelas lutas com as cidades Italianas e com o Papa. Descreva esses conflitos.
Após o reinado de Frederico Barba Ruiva, o SIRG fragiliza-se. As cidades italianas declaram-se
repúblicas independentes, sob o comando de príncipes e burgueses locais. Henrique IV disputa com
Gregório VII a investidura dos bispos, requisitando o controle imperial sobre isso, o que é recusado
por Roma. Não conseguindo impor-se sobre o papa, na Concordata de Worms (1122), aceita dividir essa
atribuição com a Igreja.
7. Sobre a formação das Monarquias Ibéricas, responda:
a. Qual a sua relação com a Reconquista?
Foi durante o processo de expulsão dos muçulmanos que se fortalecia a autoridade dos reis na
Península Ibérica. A centralização do poder na região se deve à união da nobreza em torno dos
reis na luta conjunta pela expulsão do “infiel”.
b. Descreva brevemente o processo de formação da Espanha e de Portugal.
Espanha – Da expansão dos reinos cristãos da península, surgem Aragão (Fernando) e Castela
(Isabel). Os dois reis se casam, formando o reino unificado da Espanha, cuja unidade se
consagra com a conquista de Granada (1492), último reduto muçulmano.
Portugal – D. Afonso (Rei de Leão), concede a D. Henrique de Borgonha, por seu auxílio na
reconquista, o Condado Portucalense e uma filha, D. Teresa. Do seu casamento nasce D.
Afonso Henriques, que separa-se de Leão, fundando o Reino de Portugal (XI)
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8. Como a precocidade da formação de Portugal se relaciona com o pioneirismo nas Navegações?
Desde muito cedo, a nobreza se põe sob a autoridade dos reis, devido à luta contra os muçulmanos, A
essa centralização acrescenta-se a Revolução de Avis (1383), quando, proveniente da burguesia, os
interesses do reis e dos burgueses se aproxima. Esse cenário facilita o interesse nacional pelas
navegações.
9. A respeito da Guerra dos Cem Anos:
a. O que motivou esse conflito?
Eduardo III (ING) disputa com Felipe de Valois (FRA) a sucessão do trono francês, movido
também pelo interesse sobre a Flandres (FRA) e sua produção de tecidos.
b. Qual o papel de Joana D’Arc?
Liderou os exércitos franceses em momento crucial. Vence a batalha de Orléans, inspirando
sentimento de nacionalismo entre os franceses. Foi capturada pelo duque de Borgonha (aliado
dos ingleses) e queimada viva sob a acusação de bruxaria.
c. Quais as consequências políticas dos conflitos para França e Inglaterra?
Monarquia francesa - sai fortalecida, com os reis liderando as batalhas diante da nobreza,
impondo, assim, sua autoridade e finalizando o processo de centralização do poder.
Monarquia Inglesa – nobreza revolta-se contra o rei e inicia-se a Guerra das Duas Rosas. Leva
o reino à guerra civil.
10. O que foi a Guerra das Duas Rosas? Por que foi fundamental para consolidar da Monarquia
Inglesa?
Ao dizimar a nobreza numa guerra interna, abre espaço para que os Tudor finalizem a centralização
do poder real
Fim da Idade Média
1. Explique por que é possível falar de uma Crise do Século XIV.
Momento de colapso da Idade Média e do feudalismo. Fomes, Pestes, Guerras, Revoltas levam a
Europa à crise material e à incompreensão sobre o que ocorre no mundo.
2. Como a Peste Negra chegou à Europa? Como se espalhou pelo continente?
A doença transmitia-se pela pulga dos ratos, que, vindo do Oriente, embarcavam nos navios dos
comerciantes italianos. A integração comercial da Europa (Ver 4, Cruzadas), a más condições de
higiene nas cidades e a fuga para os campos (meio para escapar da doença) fez com que a peste se
difundisse por toda a Europa. Inspirou o temor e a incompreensão, o que se vê pelas ordens
flagelantes que surgiram no período (pelo castigo físico, pediam perdão pelos pecados da humanidade)
3. O que foram as Jacqueries? Como modificaram as relações servis?
Revoltas de camponeses, que reagiam à situação de fome, pestes e aumento da exploração pelos
senhores feudais. Ao disseminar o terror pelos campos, conseguiam flexibilizar os laços feudais,
libertar-se da terra, receber pagamentos em dinheiro, etc.
4. Descreva a Europa do fim da Idade Média em seus aspectos: econômico, social e político.
Economia – presença cada vez maior do comércio, rompendo a autossuficiência dos feudos que
marcava a Alta Idade Media. Mesmo que a Crise do Século XIV tenha diminuído a intensidade das
trocas, é notável e irreversível a mudança.
Sociedade – surgimento da burguesia, camada livre, habitante da cidade, que se dedicava ao
artesanato, comércio, atividades bancárias. Além disso, servos libertavam-se dos laços feudais
gradativamente.
Política – processo de centralização do poder monárquico, que venceria a nobreza e a Igreja,
formando-se as Monarquias Nacionais, que em muito diferenciavam-se das Medievais.
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A Organização da Igreja na Idade Média
1. Diferencie o Clero Regular do Clero Secular.
Secular – vive no século, o tempo dos homens, em contato com os fiéis. Padres, bispos, cônegos,
cardeiais, Papas, etc.
Regular – vivem de acordo com certa “Regra”, isolados do mundo, dedicando-se à reza e ao trabalho
(ora et labora) nos mosteiros, como forma de aproximar-se de Deus. Ex: beneditinos.
2. Durante o século X, a Igreja Católica consolidava seu processo de organização e crescimento.
Indique o papel da Ordem de Cluny nesse momento histórico.
Pregando o retorno a um cristianismo primitivo, moralizado, a Ordem de Cluny mostrou rápida
expansão pela Europa cristã. Questionava o nicolaísmo, o cesaropapismo, a simonia. Alcançam o Papado,
contribuindo para a formulação da Paz e trégua de Deus. Assim, seu pensamento impõe-se sobre o
clero de toda a Europa.
3. A Paz de Deus e a Trégua de Deus indicaram a consolidação da Igreja Católica sobre a nobreza
medieval. Explique por quê.
Ver Questão 3, Cruzadas.
4. Descreva o que foi a Querela das Investiduras, indicando também como fora encerrada.
Ver questão 6, Formação das Monarquias Nacionais.
5. Ao final da Idade Média, a organização Igreja Católica passava por contestações. Relacione isso
com o surgimento das ordens mendicantes, de heresias (cátaros, valdenses) e da Inquisição.
Buscava-se o retorno a um cristianismo puro, primitivo, dos apóstolos.
Mendicantes – abriam mão dos bens materiais, viviam de esmolas, seguiam o ora et labora, mas não se
afastavam dos fiéis (Franciscanos, Dominicanos).
Heresias – condenavam a organização do clero da época. Valdenses questionavam o clero, purgatório e
os santos. Cátaros pregavam a pureza extrema e negavam a vida, recusando a procriação. Perseguidos
por uma cruzada.
Inquisção – nas mãos dos dominicanos, visava estabelecer a ordem religiosa da Europa, averiguando os
desvios da fé.
6. Em linhas gerais, descreva o que foram o Cativeiro de Avignon e o Cisma do Ocidente.
Ver 4b, Formação das Monarquias Nacionais.
A Cultura Medieval
1. Durante a Alta Idade Média, os mosteiros desempenharam importante função de preservação e
difusão do conhecimento. A partir da Baixa Idade Média, as Universidades passam a destacarse nesse cenário. Explique as diferenças entre os dois.
Mosteiros – restrito ao clero, geralmente no campo, o conhecimento aí armazenado não visava à
circulação na sociedade. Os monges copistas dedicavam-se à cópia dos textos da antiguidade e seu
armazenamento.
Universidades – Nas cidades, atendia a demanda de formação das camadas burguesas. novos
conhecimentos e conteúdos são transmitidos, aproximando-se da Escolástica.
2. Diferencie o pensamento de Santo Agostinho e o de São Tomás de Aquino.
Santo Agostinho – predestinação e vontade divina. Subordinava a razão a Fé.
São Tomás de Aquino – Valoriza a razão, mesmo nos assuntos da fé, apesar de prever que certos
assuntos não podem ser explicados pela razão.
3. Quais as principais características do estilo Românico da arquitetura medieval? E o do Gótico?
Românico – horizontalidade, paredes espessas, poucas janelas e luz, arcos semi-circulares.
Gótico – verticalidade, arcos ogivais, arcobotantes, luminosidade, leveza, vitrais, rosáceas
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Apostila 09 - Historia