Vivências: Revista Eletrônica de Extensão da URI
ISSN 1809-1636
REPENSANDO A AÇÃO EDUCATIVA NO MUSEU: FORMAÇÃO X PRATICA1
Rethinking educational action in the museum: training x practice
Aragonêz RIBEIRO2
Sirlei ROSSONI3
RESUMO
O projeto de extensão “História, museu e ensino – formação x prática”, a respeito do Museu
Municipal Wülson Jehovah Lutz Farias, visa identificar e interpretar as contribuições à formação e
prática do graduando de História, a atuação em ações programáticas de popularização da história no
museu, promovendo atividades do trabalho de extensão para a expansão, o fortalecimento e a
melhoria da qualidade das atividades do museu junto à comunidade local e regional. Dessa forma, o
projeto busca estimular um processo de formação histórica reflexiva do graduando em história
como estagiário e operador técnico no Museu Municipal, o qual poderá desempenhar o papel de
pesquisador, educador patrimonial e monitor docente, integrando as diversas áreas de conhecimento
que o Curso de Licenciatura de História oferece, através de suas disciplinas, conteúdos históricos e
didático-pedagógicos.
Palavras-chave: História; Museu; Ensino.
ABSTRACT
The extension project “History, museum and education - training x practice”, about the Municipal
Museum Wülson Lord Lutz Farias, aims at identifying and interpreting the contributions to training
and practice of the history student likewise his/her participation in programmatic actions for the
history popularization in the museum, promoting activities of extension work to expansion,
strengthening and improving the quality of the museum’s activities in local and regional levels.
Thus, the project intends to stimulate a historical reflective training process of the history student as
a trainee and technical operator at Municipal Museum, who will act as researcher, patrimonial
educator and monitor teacher, integrating the various areas of knowledge that the History Course
offers through its subjects as well as its historical and didactic-pedagogical contents.
Key words: History; Museum; Education.
INTRODUÇÃO
Ao visitarmos um museu, vivenciamos
momentos de encantamentos; por trás de cada
objeto, um fato, uma aventura, uma história que
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nos diz respeito. De onde viemos? Como eram
as primeiras pessoas que habitavam a região,
como agiam e pensavam os nossos ancestrais?
Enfim, quem somos?
Artigo elaborado a partir do Projeto de Extensão HISTÓRIA, MUSEU E ENSINO. Formação X Prática: Museu
Municipal Wülson Jehovah Lutz Farias de Frederico Westphalen – RS.
Acadêmico do 7º Semestre do Curso de Licenciatura em História da Universidade Regional Integrada do Alto
Uruguai e das Missões – URI - Campus de Frederico Westphalen - RS. [email protected].
Graduada em História e Dra. em Ciências; Professora do Curso de Licenciatura em História da Universidade
Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI - Campus de Frederico Westphalen - RS; Orientadora do
Projeto de Extensão: HISTÓRIA, MUSEU E ESINO. FORMAÇÃO X PRATICA. Área de atuação: Secretária de
Educação e Cultura do Município de Frederico Westphalen – RS.
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Por extensão cultural entende-se toda
forma de educação generalizada que operada
sem estar necessariamente ligada as escolas,
visa complementar o trabalho das instituições
escolares ou, às vezes oferecer a única
alternativa para quem não possui escolaridade
alguma. Numa concepção de museu, prevalece à
idéia da dinâmica da instituição em suas
múltiplas relações com a comunidade e
sociedade. É uma casa de cultura, onde a
comunidade participa e vivencia suas próprias
experiências é o local onde a comunidade tem a
oportunidade de rever sua vida social.
O trabalho desenvolvido por estas
instituições permitem a criação de uma
identidade cultural, assumindo o patrimônio um
significado especial, os objetos contam-nos
histórias, revelam-nos o cotidiano das pessoas,
falam-nos das alegrias e preocupações doutros
tempos de uma forma mais ampla, ela educa.
Resgatar nossa história é fundamental
para que consigamos vislumbrar um futuro
melhor para todos, pois analisar o passado é
uma das formas e talvez a mais eficiente para se
chegar a uma racionalização do presente e a
uma construção consciente do futuro.
O
trabalho
realizado
entre
a
Universidade Regional Integrada, Campus de
Frederico Westphalen – RS, através do Curso de
História e a Secretaria Municipal de Educação e
Cultura, tem como objetivo constituir uma
possibilidade concreta e exeqüível de fomentar
e promover o fortalecimento do principio e da
pratica de integralização da: graduação,
pesquisa e extensão. Essa interação apresenta
como base a atividade extensionista, pois é
através do contato com a comunidade que se
encontra a possibilidade concreta e imediata de
qualificar a formação acadêmica dos
graduandos.
MATERIAIS E MÉTODOS
Museu é um instrumento de conservação
de bens de valor histórico, uma amostra para o
futuro sem bens lucrativos, mas com valor
educacional para fins de estudo para o povo que
através de um conhecimento de testemunhos
materiais do homem e do meio, descobre e se
identifica com a sua cultura, descobre que é
Ribeiro, A.; Rossoni, S.
sujeito da história. É um gerador de novas
fontes cientificas, é um complexo que procura
aproximar um passado distante aos dias atuais.
Conforme o Conselho Internacional de
Museus da UNESCO (Organização das Nações
Unidas para a Educação, Ciência e Cultura)
(apud SUANO, 1986; 3) “um estabelecimento
permanente, sem fins lucrativos, com vistas a
coletar, conservar, estudar, explorar de varias
maneiras e, basicamente, exibir para educação
e lazer os produtos da ação humana”.
Nesse contexto, o museu além de atuar
como ferramenta que articula múltiplas
temporalidades
em
diferentes
cenários
socioculturais, também tem gravado em sua
estrutura, as marcas da humanidade e por isso
integra o conjunto das necessidades básicas do
ser humano, pois nessa instituição o ser humano
encontra lugar para produzir novos tempos. Em
contrapartida, diante do contexto atual
caracterizado pela velocidade das mudanças e
pela busca incansável por soluções pragmáticas
e utilitaristas, a humanidade deixou de lado o
tempo para o lazer, para a valorização da
cultura, para o reconhecimento das raízes
históricas de cada povo, relegando por tudo isso
o museu ao esquecimento. No entanto o homem
que não sabe suas origens vive apenas do
presente e não se vê inserido no processo de
construção da História.
É interessante perceber que o museu
quando bem utilizado, auxilia as comunidades
isoladas a se perceberem parte de uma macrohistória. A história de cada município, por
exemplo, não esta perdida entre diversas outras
histórias de maior ou menor importância, tão
pouco se forma por fatos esparsos ou isolados
que resistiram á ação do esquecimento. Mas
sim, faz parte de um complexo processo
histórico que reflete uma determinada microhistória que apresenta apenas alguns aspectos
que a especificam em relação ás demais e foram
incluídos no decorrer de sua formação. Além
disso, o museu como instituição, auxilia o
homem a se perceber sujeito da História, como
Tedesco (2004; 34), argumenta que:
“... a memória é ainda aquilo que fornece aos
indivíduos o sentido da própria colocação no
tempo, interligando o passado, o presente e o
futuro numa rede de afetos, de reflexões e de
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esperança, ainda sabedores que na realidade,
o passado não permanece mais idêntico a si
mesmo; ao contrario, é incorporado ao
seletivamente e reformulado constantemente,
com base nas alterações das duas exigências
da vida.”
As mudanças ocorridas ao longo da
História, evidentes ao homem quando este
visualiza determinado acervo museológico,
explicitam sua capacidade de transformar o que
está imposto como eterno pela ordem social e
daí a chance de se perceber ator e de atuar
eficazmente, deixando de lado a passividade de
quem espera que a História aconteça. Conforme
(MOMIGLIANO, 1965, IN: REIS, 2000; p.12),
“a história foi à ciência nova” das ações
humanas no tempo, que tem a preocupação com
a verdade, baseada em “testemunhos oculares”
e segundo Reis (...) “o homem não é só sujeito,
consciente, livre, potente criador da história;
ele é também, e, em maior medida, resultado,
objeto, feito pela história”. Nesse sentido, o
museu evidencia-se um local em permanente
movimento, onde as pessoas encontram parte de
sua história. Também se mostra um espaço de
dialogo entre a História e a conservação da sua
memória. Por isso, o museu esta a serviço da
comunidade, pois contribui para a construção da
sua identidade, não apenas por guardar
resquícios materiais da realidade vivida por
pessoas que deixaram marcas culturais presentes
ainda hoje, nem somente por servir como meio
informal de educar a população, mas também
por possuir locais contemporâneos.
Os museus, espaços de memória, de
esquecimento, de poder e de resistência, são
criações historicamente condicionadas. São
instituições datadas e podem, através de suas
praticas culturais, ser lidas e interpretadas com
um documento. Conforme Chagas; (2005; 25).
“Quando o pesquisador se debruça sobre as
instituições museais, compreendendo-as
como elementos típicos das sociedades
modernas, é possível identificar em suas
estruturas de atuação três aspectos distintos:
a) do ponto de vista museográfico a
instituição museal é campo discursivo; b) do
ponto de vista museológico ela é produtora de
interpretação e c) do ponto de vista histórico
– social ela é arena política. No entanto,
como é obvio, nenhuma instituição tem vida
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própria, e sim a vida que lhe conferem os que
nela, por ela e dela vivem. Interessa, portanto,
saber: por quem, por que e para quem o
discurso é construído; quem, como, o que, e
por que interpreta; quem participa e o que
esta em causa na arena política. Todas essas
questões orientam o pesquisador na direção
de buscar compreender a ação e a reflexão
daqueles que dão vida as instituições”.
O museu tornou-se um espaço por
excelência para o estudo da História sendo um
vasto campo de pesquisa que certamente
contribui para a ampliação do papel da
instituição na sociedade.
Tendo em mente que o museu,
especificamente, pode – se ser um meio não
apenas de transmissão, mas também de
produção de conhecimento devemos pensar no
publico do museu de uma forma geral. O
Projeto de Extensão: “História, museu e ensino;
formação x prática”, realizado em conjunto com
o Museu Municipal Wülson Jehovah Lutz Farás
de Frederico Westphalen – RS, visa um publico
amplo, o que implica uma multiplicidade de
linguagens por parte da própria instituição para
com o publico do seu acervo, seja este itinerante
ou permanente. Nesse sentido conforme
Graebin (2003), “os museus tem funções
educativas e guardam uma relação com a
formação, consolidação e reinterpretação das
entidades sociais e culturais”.
O trabalho didático no museu por um
profissional de história, deve se dar no sentido
de transformar o publico que vai até o museu
para conhecer em produtor de conhecimentos. O
historiador apropria-se desse grande campo de
pesquisa que também estimula o graduando á
um processo de formação histórica, como
operador técnico no museu, o qual desempenha
o papel de pesquisador e monitor docente. Os
estudos e praticas realizadas no Museu
Municipal, permitem integrar o projeto na
comunidade e inserir-se, através desse modo,
uma vertente da educação patrimonial, que
reconhece a pluralidade sócio – cultural e
histórica, características indispensáveis em
qualquer trabalho de cunho formativo, cientifico
e cultural. Permitindo ainda verificar as
contribuições a formação acadêmica e a
qualificação das atividades no museu.
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Através do projeto, durante a pratica de
popularização de história, o museu evidencia-se
um local em permanente movimento, onde as
pessoas encontram parte de sua história. O
objetivo, no entanto do projeto centra - se na
operacionalização de atividades praticas sob
orientação de uma relação: teórica x pratica x
investigativa e dentro dessas diretrizes
buscamos não só identificar como as atividades
de popularização da história, no museu ou
através dele, podem contribuir para o processo
de formação dos graduandos em História, mas
também verificar de que forma por meio dessas
praticas,
a
qualidade
das
atividades
desenvolvidas podem melhorar em tal ambiente.
Dentro das propostas estabelecidas pelo
projeto, destacamos as atividades realizadas
junto ao Museu Municipal que visam um
processo de formação histórica reflexiva do
graduando, atuando como estagiário, operador
técnico, educador patrimonial e monitor
docente, atividades que ao mesmo tempo
estavam coordenadas e supervisionadas pela
própria direção da instituição. Também no
objetivo de integrar o projeto a comunidade
buscou-se através de exposições itinerantes
proporcionar uma ampla acessibilidade ao
publico em conhecer o patrimônio histórico,
acompanhando a relação da instituição com a
sociedade.
Para o graduando em História, trabalhar
no
museu representa uma acréscimo
significativo na formação, pois ao passo que
este entra em contato com o acervo museológico
e percebe as transformações na estrutura da
sociedade que condicionaram o surgimento de
cada tecnologia, já esta desempenhando a
atividade de pesquisador e esta se preparando
para atuar como docente quando, na
comunidade, houver interesse de compreender
determinada história, ou quando o mesmo
resolver levar até as pessoas tal História.
Somado a isso, na medida em que as
histórias já construídas pela humanidade são
levadas a comunidade por meio do acervo do
museu, instiga-se no publico a vontade de se
fazer ator social e de construir suas próprias
histórias. Enquanto trabalha com objetos do
museu, o graduando História necessariamente
precisa aprender técnicas de conservação desse
Ribeiro, A.; Rossoni, S.
patrimônio e isso em si acarreta uma melhora no
serviço prestado pelo museu a comunidade, bem
como na preservação do acervo.
Se olharmos as diferentes sociedade
veremos que elas se agrupam por finalidades.
Os povos unem-se por questões de linguagens,
religião, ocupação de espaço ou ancestralidade,
As características únicas de cada sociedade,
bem ,como os laços que as unem, servem para
identificá-las como pertencente a um grupo em
contraposição a outro. Dessa forma, o conjunto
de valores, regras de convivência, padrões de
expressão e/ou qualquer outra manifestação
podem ser consideradas como identidade
cultural. Conforme Soares e Klamt (2004; 56).
“A melhor forma de conservar a memória é
lembrá-la. A melhor forma de contar a
história é pensá-la. A melhor forma de
assegurar a identidade é mantê-la. Tudo isso
se faz mediante a Educação, e educar para
preservação, conservação e valorização é
chamado de Educação Patrimonial”.
O uso da história oral em museu pode
contribuir
para
o
enriquecimento
da
compreensão histórica dos visitantes, se exibe a
finalidade de estimular habilidades mentais do
sujeito, significados e também habilidades
emocionais, psicológicas e sociais necessárias
aos diferentes tipos de questionamento, analise e
síntese históricos. A história oral nos museus
pode facilitar ou obstar nosso diálogo com o
passado, especialmente se temos o objetivo de
estar envolvidos nesse diálogo em termos
históricos.
As exposições realizadas pelo Museu
Municipal, baseadas em valores matérias,
tendem a usar a história oral além dos objetos
para apresentar temas e histórias.
Dessa maneira a instituição busca
contribuir para associar o patrimônio histórico
com acesso privilegiado ao conhecimento,
permitindo para aqueles que não sabem como
ler museus; uma possibilidade concreta de
conhecimento, tornando assim o museu mais
democrático, trazendo conjuntamente, diferentes
fontes
de
informação
permitindo
o
reconhecimento de diferentes comunidades e
culturas, acessando públicos diversos.
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Através das exposições realizadas pelo
Museu o Projeto: “História, museu e ensino.
formação x pratica” buscou adquirir resultados
durante as atividades, resultados que tinham por
objetivo qualificar a importância do museu
como ambiente histórico patrimonial e também
estabelecer os valores culturais, onde a
comunidade participasse e vivenciasse suas
próprias experiências. Ambos os eventos
tiveram a oportunidade de levar o patrimônio
cultural a comunidade, também em função do
dia internacional do museu, no dia 18 de maio,
aproveitando a data comemorativa para
incentivar os visitantes a conhecer um pouco da
história regional e local. No decorrer das
visitações ao acervo museológico, constatamos
a observação feita por parte do publico em geral
somado a visitas de escolas de Frederico
Westphalen e região. O reconhecimento das
raízes históricas, a curiosidade em se descobrir
parte de suas origens. Destacamos também por
parte do publico a capacidade em desenvolver a
leitura através dos objetos expostos, e analisar a
importância de um patrimônio histórico na
construção da sociedade. A partir dessas
experiências junto ao publico, tanto relacionado
a escolas como ao publico em geral, podemos
perceber a importância em se desenvolver essas
capacidades de leitura através da história oral
sobre os objetos expostos, auxiliando na
compreensão de sua realidade.
Fig. 01 - Acervo do Museu Municipal Wulson Jehovah Lutz farias em exposição no campus universitario de Frederico
Westphalen
Fonte: imagem fotográfica produzida por Aragonêz Ribeiro em 14 de maio de 2009, durante exposição do Museu
Municipal no Campus Universitário.
Fig. 02 - Acervo do Museu Municipal Wulson Jehovah Lutz farias em exposição na praça municipal de Frederico
Westphalen - RS
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Fonte: imagem fotográfica produzida pelo Jornal O Alto Uruguai durante exposição do Museu na praça municipal de
Frederico Westphalen.
As exposições realizadas pelo Museu
Municipal de Frederico Westphalen além de
expor parte do acervo histórico tinham como
objetivo proporcionar ao publico um acesso
amplo e o interesse das pessoas em conhecer
parte da história de Frederico Westphalen e
região. Ao deparar-se com o acervo alguns
visitantes demonstraram grande comoção, pois
muitos encontravam em objetos ou mesmo no
acervo fotográfico, parte de suas próprias vidas.
De acordo com o Projeto também
destacamos as atividades realizadas diretamente
no museu. Trabalhos orientados que constituíam
exercícios de educação patrimonial e ensino de
História que buscavam não apenas atingir os
objetivos do projeto em si, mas contribuir para as
atividades da própria instituição. Tais atividades
estimulam um processo de formação histórica
dentro da graduação, onde o graduando pode
interagir com as diversas áreas de conhecimento
oferecidas pelo Curso de licenciatura de História
e permitindo ainda através de estágios realizados
na instituição verificar a contribuição e
qualificação das atividades no próprio museu,
sendo este construtor de conhecimento por ser
um espaço de dialogo entre a história e a
conservação da sua memória.
contato com o acervo museológico e percebe as
transformações na estrutura da sociedade, este já
está desempenhando a atividade de pesquisador.
Somado a isso, na medida em que as
histórias já construídas pela humanidade são
levadas a comunidade por meio do museu,
instiga-se no público a vontade de se fazer ator
social e de construir suas próprias histórias. Por
último, enquanto trabalha com os objetos do
museu,
o
graduando
em
História
necessariamente precisa aprender técnicas de
conservação desse patrimônio e isso acarreta em
uma melhora no serviço prestado pelo museu a
comunidade, bem como na preservação do
acervo.
Diante disso, percebe-se que trabalhar
em um museu, não só contribui para a formação
dos graduandos de História, mas também eleva
a qualidade dos serviços oferecidos pela
instituição, afinal o museu é um local onde a
História é conta, construída e reconstruída.
CONCLUSÃO
Para o graduando em História, trabalhar
no museu representa um acréscimo significativo
na formação, pois, ao passo que entra em
Ribeiro, A.; Rossoni, S.
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CEOM. n.21, jun.2005. Centro de Memória do
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GRAEBIN, Cleusa. Os paradigmas
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www.unilasalle.edu.br/museu/museologia_traba
lho.doc, 2003. Acesso em: 18 junho de 2009.
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2000.
SUANO, Marlene. O que é museu.
Brasiliense. São Paulo.1986
SOARES, André, L., Roberto. KLAMT,
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do Sul, v.28, p.45-65, n. especial, 2004.
TEDESCO, João Carlos. Nas cercanias da
memória: temporalidade, experiência e
narração. UPF. Passo Fundo. 2004.
Recebido em abril de 2010 e aprovado em maio de 2010.
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