BOI & COMPANHIA
Informativo
Pecuário
Semanal
1132
Seu melhor parceiro para bons negócios
4 Twitter Scot 5 Mercado de reposição 8 Relação de troca 10 Mercado da carne sem osso
12 Proteínas alternativas 14 Couro e sebo 16 Reprodução 18 Mercado futuro 19 Insumos
22 Facebook 24 Conjuntura 26 Relação de troca 28 Agricultura 29 Estatística 30 Fique sabendo
Relação de troca:
Rio de Janeiro
PÁGINA
8
8,40
8,20
150,00
8,00
149,00
7,80
148,00
7,40
7,60
27/5
28/5
26/5
25/5
21/5
22/5
20/5
19/5
15/5
18/5
14/5
13/5
11/5
12/5
8/5
7/5
5/5
6/5
4/5
30/4
29/4
7,20
147,00
28/4
Em alguns momentos as indústrias conseguem impor
quedas na referência da arroba, mas nessa situação
as compras ficam limitadas. De qualquer maneira,
para quem está com a escala mais confortável, a
necessidade de compra é menor.
Mas quem está com a programação de abate
curta e com falhas acaba tendo que pagar mais para
adquirir os animais e, com isto, os preços não mudam
abruptamente.
Do lado da carne bovina, as vendas não fluem. O
varejo se aproxima do início do mês já com estoques
razoáveis devido ao consumo enfraquecido na última
semana.
Como a ponta final da cadeia não está compradora,
o mercado atacadista vende menos e acaba baixando
os preços, na tentativa de melhorar o escoamento.
Além disto, o comportamento das exportações em
maio acompanhou o ritmo observado este ano, de
queda nos embarques em relação ao ano passado.
Mas o ritmo desfavorável das vendas internas e
externas e a consequente desvalorização do produto
não têm sido suficientes para desvalorizar mais
fortemente as cotações do boi gordo. Sinal que não há
oferta de sobra.
Desde o início do mês a arroba do boi gordo caiu
1,0% em São Paulo, ao mesmo tempo em que a
carcaça de bois castrados caiu 6,4%.
151,00
Boi gordo
Maisa Módolo
1 a 7 de junho de 2015
Dianteiro avulso, R$/kg, à vista.
(R$/@, a prazo)
QUEDA NO PREÇO DO BOI
GORDO NÃO ACOMPANHOU
A DESVALORIZAÇÃO DA CARNE
Ano 21
7,00
6,80
6,60
6,40
6,20
Atacado de carne em SP - R$/kg, à vista
6,00
Peça
22/5
25/5
26/5
27/5
28/5
Traseiro 1x1
10,50
10,50
10,50
10,50
10,50
Dianteiro 1x1
7,40
7,40
7,40
7,40
7,40
Ponta agulha charque
6,70
6,70
6,70
6,70
6,70
Boi Gordo Internacional
Traseiro avulso
10,40
10,40
10,40
10,40
10,40
País
US$/@
Dianteiro avulso
7,30
7,30
7,30
7,30
7,30
Brasil
46,69
Boi casado (capão)
8,80
8,80
8,80
8,80
8,80
Argentina
61,21
Vaca casada
8,30
8,30
8,30
8,30
8,30
Uruguai
51,30
Boi casado (inteiro)
8,50
8,50
8,50
8,50
8,50
Paraguai
47,40
Equiv. Físico Boi
131,96
131,96
131,96
131,96
131,96
Austrália
49,80
64,20
93,90
5,80
jan/14
Equiv. Físico Vaca
124,50
124,50
124,50
124,50
124,50
Irlanda
Equivalente Scot Boi
141,34
141,34
141,34
141,34
141,26
Estados Unidos
Queda nos preços
do sebo
PÁGINA
14
Milho: quedas nos preços foram
menores na segunda quinzena
de maio
PÁGINA
26
fev/15
mar/15
abr/15 mai/15
Panorama da produção de milho
nos Estados Unidos
PÁGINA
SCOT CONSULTORIA
www.scotconsultoria.com.br
edição 1132 - 1 a 7 de junho de 2015
projeto gráfico por Bela Magrela • www.belamagrela.com.br
28
1
MERCADO
• MERCADO DO BOI GORDO em @ - Cotações da Semana, em R$/@, a prazo
SP
SP
MG
MG
MG
MG
GO
GO
MS
MS
MS
RS
RS
BA
BA
Barretos
Araçatuba
Triângulo
Belo
Horizonte
Norte
Sul
Goiânia
Sul
Dourados
Campo
Grande
Três Lagoas
Oeste*
Pelotas*
Sul
Oeste
28/5/15
148,00
148,00
140,00
137,00
136,00
138,00
139,00
139,50
144,00
142,50
144,00
5,10
4,95
138,00
141,00
27/5/15
148,00
148,00
140,00
137,00
136,00
138,00
139,00
139,50
144,00
142,00
144,00
5,10
4,95
138,00
141,00
26/5/15
148,00
148,00
140,00
138,00
136,00
137,00
140,00
140,00
144,00
142,00
144,00
5,10
4,95
138,00
141,00
25/5/15
148,50
148,50
140,00
138,00
135,00
137,00
140,00
140,00
144,00
143,00
144,00
5,10
4,95
138,00
141,00
22/5/15
149,00
149,00
140,00
138,00
135,00
137,00
139,00
140,00
144,00
143,00
144,00
5,10
4,95
138,00
140,00
* R$/kg
Variações (em R$ nominais)
Semana
-0,7%
-0,7%
0,0%
-0,7%
0,7%
0,0%
-0,7%
-0,4%
0,0%
-0,3%
0,0%
0,0%
0,0%
0,0%
0,7%
Mês
-1,7%
-1,7%
-2,1%
-2,1%
0,7%
-1,4%
-2,1%
-1,1%
-0,7%
-1,7%
-0,7%
3,0%
0,0%
-0,7%
0,0%
Ano
22,8%
22,8%
25,6%
24,5%
29,5%
23,2%
20,9%
21,3%
24,7%
20,8%
23,1%
17,2%
12,5%
30,2%
31,8%
MT
MT
MT
MT
PR
SC
MA
Norte
Sudoeste
Cuiabá**
Sudeste
Noroeste
Oeste***
Oeste
AL
PA
PA
PA
RO
TO
TO
Marabá
Redenção
Paragominas
Sudeste
Sul
Norte
ES
RJ
28/5/15
135,00
139,00
140,00
135,50
147,00
155,00
131,00
152,00
128,00
131,00
128,00
138,00
135,00
130,00
133,00
134,00
27/5/15
135,00
139,00
140,00
136,00
147,00
155,00
131,00
153,00
128,00
131,00
128,00
139,00
135,00
131,00
133,00
134,00
26/5/15
135,00
139,00
140,00
136,00
147,00
155,00
132,00
155,00
128,00
131,00
128,00
139,00
135,00
130,00
133,00
134,00
25/5/15
135,00
139,00
140,00
136,00
148,00
155,00
132,00
155,00
128,00
131,00
128,00
139,00
135,00
132,00
133,00
134,00
22/5/15
135,00
139,00
140,00
136,00
149,00
155,00
132,50
155,00
128,00
131,00
128,00
139,00
135,00
132,00
133,00
133,00
* R$/kg ** Inclui a região de Rondonópolis
Variações (em R$ nominais)
Semana
-0,7%
0,0%
0,0%
-0,4%
-1,3%
0,0%
-1,1%
-1,9%
0,0%
0,0%
0,0%
-0,7%
-0,7%
-2,3%
0,0%
-0,7%
Mês
0,7%
-0,7%
-0,7%
-1,8%
-2,3%
0,0%
-3,0%
-1,9%
-1,5%
0,8%
-0,8%
-1,4%
-1,5%
-4,8%
-0,7%
-0,7%
Ano
25,6%
23,6%
23,9%
22,1%
22,5%
22,0%
18,0%
19,7%
15,3%
19,1%
14,3%
16,9%
20,5%
17,1%
26,7%
24,1%
*** preços para descontar funrural / prazo de pagamento de 20 dias
BOI & COMPANHIA - INFORMATIVO PECUÁRIO SEMANAL - SCOT CONSULTORIA
Editor-chefe: Hyberville Paulo D’Athayde Neto
Equipe técnica: Alcides de M. Torres Jr., Alex Lopes, Francisco Woolf, Gustavo Aguiar, Juliana Pila, Maisa Módolo, Marco Silva, Mateus Ferreira, Milena Marzocchi, Paola Jurca e Rafael Ribeiro.
Jornalista responsável: Isabel Torres - MTB 10097
Scot Consultoria – Todos os direitos reservados. Este relatório foi preparado para uso de seus assinantes e colaboradores. Para a reprodução é necessária autorização por escrito da Scot Consultoria.
Não nos responsabilizamos por negócios realizados através do uso de informações contidas neste informativo.
2
SCOT CONSULTORIA
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edição 1132 - 1 a 7 de junho de 2015
projeto gráfico por Bela Magrela • www.belamagrela.com.br
MERCADO
• MERCADO DA VACA GORDA em @ - Cotações da Semana, em R$/@, a prazo
SP
SP
MG
MG
MG
MG
GO
GO
Norte
Sul
Goiânia
MS
MS
MS
RS
RS
BA
BA
Sul
Dourados
Campo
Grande
Três Lagoas
Oeste*
Pelotas*
Sul
Oeste
Barretos
Araçatuba
Triângulo
Belo
Horizonte
28/5/15
138,00
138,00
132,00
128,00
126,00
128,00
132,00
133,00
134,00
134,00
134,00
4,85
4,80
130,00
131,00
27/5/15
138,00
138,00
132,00
128,00
126,00
128,00
132,00
132,00
134,00
133,00
134,00
4,85
4,80
130,00
131,00
26/5/15
138,00
138,00
132,00
129,00
126,00
127,00
132,00
133,00
134,00
133,00
134,00
4,85
4,80
130,00
131,00
25/5/15
138,50
138,50
132,00
129,00
125,00
127,00
132,00
133,00
134,00
134,00
134,00
4,85
4,80
130,00
131,00
22/5/15
139,50
139,50
132,00
129,00
125,00
127,00
132,00
133,00
134,00
134,00
134,00
4,85
4,80
130,00
131,00
* R$/kg
Variações (em R$ nominais)
Semana
-1,1%
-1,1%
0,8%
-0,8%
0,8%
0,0%
0,0%
0,0%
0,0%
0,0%
0,0%
0,0%
0,0%
0,0%
-0,8%
Mês
-2,1%
-2,1%
-0,8%
-1,5%
0,8%
-1,5%
0,0%
0,8%
-1,5%
-0,7%
-0,7%
1,0%
1,1%
-0,8%
-0,8%
Ano
24,3%
24,3%
25,7%
26,7%
34,0%
26,7%
23,4%
23,1%
22,9%
24,1%
22,9%
16,9%
14,3%
33,3%
33,7%
TO
TO
ES
RJ
MT
MT
MT
MT
PR
SC
MA
AL
PA
PA
PA
RO
Norte
Sudoeste
Cuiabá**
Sudeste
Noroeste
Oeste***
Oeste
Marabá
Redenção
Paragominas
Sudeste
Sul
Norte
28/5/15
127,00
130,00
130,00
128,00
138,00
145,00
120,00
148,00
117,00
121,00
122,00
129,00
129,00
120,00
121,00
119,00
27/5/15
127,00
130,00
129,50
128,00
137,00
145,00
120,00
148,00
117,00
121,00
122,00
129,00
129,00
120,00
121,00
119,00
26/5/15
127,00
130,00
130,50
128,00
138,00
146,00
122,00
150,00
118,00
121,00
122,00
129,00
128,00
120,00
122,00
119,00
25/5/15
127,00
130,00
130,50
128,00
139,00
146,00
122,00
150,00
118,00
121,00
122,00
129,00
128,00
122,00
122,00
119,00
22/5/15
127,00
130,00
130,50
128,00
139,00
146,00
122,00
150,00
118,00
121,00
122,00
129,00
128,00
122,00
122,00
118,00
* R$/kg ** Inclui a região de Rondonópolis
Variações (em R$ nominais)
Semana
-0,8%
0,0%
-1,1%
0,0%
-0,7%
-0,7%
-1,6%
-1,3%
-0,8%
0,0%
0,0%
0,0%
0,8%
-3,2%
-0,8%
-0,8%
Mês
-0,8%
0,0%
-0,8%
0,0%
-1,8%
2,1%
-4,0%
2,1%
-2,5%
0,8%
0,8%
-0,8%
-1,5%
-4,8%
-0,8%
-2,5%
Ano
28,9%
25,6%
23,8%
24,3%
25,5%
23,9%
22,4%
37,0%
14,7%
16,3%
17,3%
17,3%
24,0%
18,8%
23,5%
22,7%
*** preços para descontar funrural / prazo de pagamento de 20 dias
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3
TWITTER @SCOTCONSULTORIA
Demanda reduzida por carne
pressiona cotação do boi gordo.
4
Quadro econômico abala
mercado consumidor.
Kátia Abreu define defesa agropecuária
como maior prioridade de sua pasta.
China quer ser potência na indústria de
transgênicos.
Infraestrutura precária gera perdas
de R$3,8 bi no escoamento de grãos.
Com início do período de seca em Mato
Grosso, volume de chuvas é 7,0% menor
em maio.
As pastagens de verão no Rio
Grande do Sul ainda não perderam a
qualidade.
Dificuldade em alongar as escalas
segura cotação da arroba do boi gordo
em algumas regiões.
Após sucessivas quedas, preço do
leite subiu ligeiramente no mercado
internacional.
Café: embarque recua em abril, mas está
firme no acumulado da safra.
JBS tem lucro líquido de R$1,4 bi no
1º trimestre.
Chegada do período seco facilita
compra por parte dos frigoríficos.
Governo diz que Programa Canal
Azul será instalado até fim do ano.
Para mercado, taxa básica de juros
subirá mais 0,5 ponto percentual este
ano.
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www.scotconsultoria.com.br
edição 1132 - 1 a 7 de junho de 2015
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MERCADO DE REPOSIÇÃO
GUSTAVO AGUIAR
é zootecnista e consultor da
Scot Consultoria
[email protected]
MERCADO MENOS
AQUECIDO
Melhor oferta e pressão baixista sobre o boi gordo
devem segurar os preços da reposição em curto prazo.
A pressão altista perdeu força. A
disponibilidade de animais melhorou e
as ofertas de venda tornaram-se mais
comuns.
Este fato, associado à pressão baixista no
mercado do boi gordo, tende a corrigir as
referências do mercado de reposição.
Mesmo com esta mudança de cenário,
compradores ainda estão retraídos.
Há considerável especulação em torno dos
preços.
Para o curto prazo, espera-se que as altas
observadas nos últimos meses percam
força.
Vale ficar atento a oportunidades de
negócios a preços menores em curto prazo,
mesmo que as referências não caiam
significativamente.
INDICADOR BEZERRO ESALQ/BM&F – MS
(à vista)
Data
R$/kg
R$/cabeça
US$/cabeça
27/mai
7,18
1.448,13
460,46
26/mai
7,25
1.461,90
463,80
25/mai
7,25
1.440,21
464,73
22/mai
7,18
1.426,37
461,91
21/mai
7,25
1.421,55
467,46
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projeto
projeto gráfico
gráfico por
por Bela
Bela Magrela
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5
MERCADO DE REPOSIÇÃO
MACHO NELORE
BOI MAGRO 360kg 12@
Líder em suplementação
de alta tecnologia
GARROTE 18M 285kg 9,5@
BEZERRO 12M 225kg 7,5@
DESMAMA 8M 180kg 6,0@
UF
R$/cab
Troca
UF
R$/cab
Troca
UF
R$/cab
Troca
UF
R$/cab
Troca
SP
2000,00
1,22
SP
1740,00
1,40
SP
1490,00
1,64
SP
1310,00
1,86
MG
1730,00
1,34
MG
1450,00
1,59
MG
1230,00
1,88
MG
1080,00
2,14
GO
1990,00
1,15
GO
1750,00
1,31
GO
1480,00
1,55
GO
1250,00
1,83
MS
1990,00
1,19
MS
1710,00
1,39
MS
1500,00
1,58
MS
1320,00
1,80
BA
1880,00
1,21
BA
1500,00
1,52
BA
1310,00
1,74
BA
1100,00
2,07
MT
1780,00
1,29
MT
1550,00
1,48
MT
1320,00
1,74
MT
1180,00
1,94
PR
1930,00
1,26
PR
1680,00
1,44
PR
1430,00
1,70
PR
1280,00
1,89
PA
1580,00
1,34
PA
1330,00
1,59
PA
1150,00
1,84
PA
1000,00
2,11
RO
1620,00
1,41
RO
1350,00
1,69
RO
1190,00
1,91
RO
1060,00
2,15
TO
1750,00
1,27
TO
1540,00
1,45
TO
1350,00
1,65
TO
1190,00
1,87
MA
1620,00
1,33
MA
1350,00
1,60
MA
1190,00
1,82
MA
1060,00
2,04
RJ
1620,00
1,36
RJ
1420,00
1,56
RJ
1150,00
1,92
RJ
980,00
2,26
MACHO MESTIÇO
BOI MAGRO 330kg 11@
UF
R$/cab
GARROTE 18M 240kg 8@
Troca
UF
R$/cab
BEZERRO 12M 195kg 6,5@
Troca
UF
R$/cab
DESMAMA 8M 165kg 5,5@
Troca
UF
R$/cab
Troca
SP
1800,00
1,36
SP
1460,00
1,67
SP
1270,00
1,92
SP
1120,00
2,18
MG
1580,00
1,46
MG
1220,00
1,89
MG
1050,00
2,20
MG
900,00
2,57
GO
1810,00
1,27
GO
1470,00
1,56
GO
1220,00
1,88
GO
1040,00
2,21
MS
1820,00
1,31
MS
1440,00
1,65
MS
1280,00
1,86
MS
1140,00
2,08
RS*
1800,00
1,36
RS*
1470,00
1,67
RS*
1230,00
1,99
RS*
1080,00
2,27
SC*
1800,00
1,42
SC*
1580,00
1,62
SC*
1350,00
1,89
SC*
1230,00
2,08
BA
1700,00
1,34
BA
1250,00
1,82
BA
1040,00
2,19
BA
910,00
2,50
MT
1610,00
1,42
MT
1300,00
1,76
MT
1120,00
2,05
MT
1000,00
2,29
PR
1740,00
1,39
PR
1410,00
1,72
PR
1210,00
2,00
PR
1060,00
2,29
PA
1450,00
1,46
PA
1110,00
1,90
PA
930,00
2,27
PA
830,00
2,54
RO
1480,00
1,54
RO
1150,00
1,98
RO
1020,00
2,23
RO
930,00
2,45
TO
1570,00
1,42
TO
1290,00
1,73
TO
1080,00
2,06
TO
980,00
2,27
MA
1490,00
1,45
MA
1130,00
1,91
MA
980,00
2,21
MA
860,00
2,51
RJ
1480,00
1,49
RJ
1190,00
1,86
RJ
970,00
2,28
RJ
850,00
2,60
* RS e SC referem-se a animais de cruzamento industrial (peso de referência do gado nelore)
6
SCOT CONSULTORIA
www.scotconsultoria.com.br
edição 1132 - 1 a 7 de junho de 2015
projeto gráfico por Bela Magrela • www.belamagrela.com.br
MERCADO DE REPOSIÇÃO
FÊMEA NELORE
VACA BOIADEIRA 315kg 10,5@
UF
R$/cab
NOVILHA 18M 255kg 8,5@
Troca
UF
R$/cab
BEZERRA 12M 180kg 6@
Troca
UF
R$/cab
DESMAMA 8M 150kg 5@
Troca
UF
R$/cab
Troca
SP
1540,00
1,59
SP
1310,00
1,86
SP
1170,00
2,09
SP
1050,00
2,33
MG
1310,00
1,76
MG
1080,00
2,14
MG
890,00
2,60
MG
800,00
2,89
GO
1480,00
1,55
GO
1200,00
1,91
GO
1050,00
2,18
GO
890,00
2,58
MS
1510,00
1,57
MS
1300,00
1,83
MS
1110,00
2,14
MS
980,00
2,42
BA
1410,00
1,61
BA
1200,00
1,90
BA
880,00
2,59
BA
760,00
3,00
MT
1400,00
1,64
MT
1140,00
2,01
MT
920,00
2,49
MT
810,00
2,83
PR
1450,00
1,67
PR
1260,00
1,93
PR
1090,00
2,23
PR
980,00
2,48
PA
1240,00
1,70
PA
1060,00
1,99
PA
840,00
2,51
PA
720,00
2,93
RO
1260,00
1,81
RO
1100,00
2,07
RO
900,00
2,53
RO
800,00
2,85
TO
1330,00
1,67
TO
1130,00
1,97
TO
940,00
2,37
TO
850,00
2,62
MA
1260,00
1,72
MA
1060,00
2,04
MA
800,00
2,70
MA
680,00
3,18
RJ
1200,00
1,84
RJ
1040,00
2,13
RJ
850,00
2,60
RJ
730,00
3,03
FÊMEA MESTIÇA
VACA BOIADEIRA 300kg 10@
NOVILHA 18M 240kg 8@
BEZERRA 12M 165kg 5,5@
DESMAMA 8M 135kg 4,5@
UF
R$/cab
Troca
UF
R$/cab
Troca
UF
R$/cab
Troca
UF
R$/cab
Troca
SP
1440,00
1,70
SP
1210,00
2,02
SP
1010,00
2,42
SP
900,00
2,71
MG
1240,00
1,86
MG
1010,00
2,29
MG
770,00
3,00
MG
680,00
3,40
GO
1400,00
1,64
GO
1120,00
2,05
GO
900,00
2,55
GO
760,00
3,02
MS
1430,00
1,66
MS
1180,00
2,01
MS
940,00
2,53
MS
830,00
2,86
RS*
1340,00
1,83
RS*
1220,00
2,01
RS*
940,00
2,61
RS*
860,00
2,85
SC*
1400,00
1,83
SC*
1220,00
2,10
SC*
1020,00
2,51
SC*
940,00
2,72
BA
1340,00
1,70
BA
1100,00
2,07
BA
760,00
3,00
BA
650,00
3,50
MT
1320,00
1,74
MT
1060,00
2,16
MT
790,00
2,90
MT
690,00
3,32
PR
1380,00
1,76
PR
1180,00
2,06
PR
1000,00
2,43
PR
890,00
2,73
PA
1180,00
1,79
PA
980,00
2,16
PA
740,00
2,85
PA
640,00
3,30
RO
1190,00
1,91
RO
1000,00
2,28
RO
800,00
2,85
RO
700,00
3,25
TO
1270,00
1,75
TO
1060,00
2,10
TO
830,00
2,68
TO
740,00
3,01
MA
1190,00
1,82
MA
990,00
2,18
MA
670,00
3,23
MA
580,00
3,73
RJ
1140,00
1,94
RJ
970,00
2,28
RJ
730,00
3,03
RJ
630,00
3,51
* RS e SC referem-se a animais de cruzamento industrial (peso de referência do gado nelore)
SCOT CONSULTORIA
www.scotconsultoria.com.br
edição 1132 - 1 a 7 de junho de 2015
projeto gráfico por Bela Magrela • www.belamagrela.com.br
7
MAISA MÓDOLO
é engenheira agronômo
e analista da
Scot Consultoria
[email protected]
RELAÇÃO DE TROCA:
Boi magro / boi gordo*
2,10
abr-15
jan-15
dez-14
nov-14
set-14
out-14
ago-14
2,31
desmama
2,27 2,28
mai-15
2,32
mar-15
mai-14
mai-15
fev-15
jan-15
dez-14
nov-14
out-14
set-14
2,25
garrote
2,35
2,30
fev-15
1,57
2,46
nov-14
1,58
out-14
1,59
1,60
2,36
2,35
set-14
1,62
2,47
2,41
abr-15
2,45
2,40
1,65
ago-14
jul-14
2,48
2,50
1,71
Média =2,42
2,60
2,52
ago-14
1,75
1,73
1,69
jul-14
jun-14
2,62
jul-14
1,70
1,55
2,65
2,55
1,74
1,69
FONTE: SCOT CONSULTORIA
2,60
1,78
abr-15
1,75
*BOI GORDO DE 16,50@
Desmama / boi gordo*
Média = 1,70
1,82
1,94
média
jan-15
1,85
1,80
mai-14
abr-15
mar-15
jan-15
fev-15
FONTE: SCOT CONSULTORIA
1,85
1,92
bezerro
1,90
*BOI GORDO DE 16,50@
8
1,85
Garrote / boi gordo*
jun-14
preço médio vigente era de R$732,00 por cabeça.
A valorização da arroba do boi gordo também foi
expressiva no período, no entanto, ficou aquém da
alta registrada para os animais de reposição.
O boi gordo valorizou 26,9% em um ano, o que
prejudicou o poder de compra do pecuarista em
relação a todas as categorias.
Hoje é possível adquirir 2,28 bezerros
desmamados com a venda de um boi gordo no
estado, frente a 2,41 há um ano.
A expectativa é de que as cotações permaneçam
em patamares firmes em médio prazo,
considerando a baixa possibilidade de aumento de
oferta daqui para frente.
1,90
1,90
1,97
1,92
média
*BOI GORDO DE 16,50@
mai-14
A oferta de animais de reposição continua
limitada, um dos fatores de sustentação dos
preços.
Além disso, o Rio de Janeiro recebe demanda
de alguns estados vizinhos, o que colabora com o
cenário.
Em um mês, os preços subiram 1,6%,
considerando todas as categorias de bovinos
de reposição no estado. No último ano, a alta
acumulada foi de 32,8%.
A categoria com maior alta no período (33,9%)
foi o bezerro desmamado (6@).
Hoje a desmama é negociada por R$980,00,
em média, sendo que em maio do ano passado o
1,95
1,32
1,95
dez-14
boi magro
dez-14
nov-14
set-14
out-14
ago-14
jul-14
jun-14
mai-14
1,31
2,00
2,00
mai-15
1,36
2,10
2,10
2,03
2,05
1,38
1,37
1,35
1,30
2,12
mar-15
1,41
1,41
1,40 1,40
mai-15
1,41
Média = 2,02
2,14
2,15
1,43
1,40
2,22
2,20
jun-14
1,45
RIO DE JANEIRO
2,25
1,47
fev-15
Média = 1,40
1,49
1,50
Bezerro / boi gordo*
mar-15
FOTO: BELA MAGRELA
QUANTO VALE SEU BOI
média
média
FONTE: SCOT CONSULTORIA
*BOI GORDO DE 16,50@
FONTE: SCOT CONSULTORIA
SCOT CONSULTORIA
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edição 1132 - 1 a 7 de junho de 2015
projeto gráfico por Bela Magrela • www.belamagrela.com.br
SCOT CONSULTORIA
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9
MERCADO DE CARNE SEM OSSO
MAISA MÓDOLO
é engenheira agronômo
e analista da
Scot Consultoria
[email protected]
ATACADO
NEM A QUEDA DOS
ABATES PROVOCOU
REDUÇÃO DOS ESTOQUES
O preço da carne sem osso teve queda no
mercado atacadista. Nos últimos sete dias, a
desvalorização dos cortes foi de 0,6%.
As indústrias encontram dificuldade no
escoamento da produção.
A maioria dos frigoríficos vem diminuindo os
abates gradativamente nas últimas semanas,
não só pela falta de animais terminados
disponíveis, mas pelo acúmulo dos estoques.
Como estratégia para regulagem dos preços,
as indústrias aumentam a ociosidade.
Ainda assim há estoques no varejo, o que
limita as compras. A demanda fraca na ponta
final da cadeia tem sido o principal balizador do
mercado.
Nem a proximidade com o início do mês
colaborou com a reposição de estoques dos
açougues e supermercados, razoavelmente
já abastecidos, gerando expectativa de que a
próxima semana também seja de ritmo lento
para o consumo.
As recentes quedas nos preços da carcaça
também influenciaram negativamente as
cotações da carne com osso.
Além disso, as exportações não estão
colaborando. Mesmo representando um
10
quinto da produção brasileira, aproximadamente, as vendas externas
colaboram com o escoamento.
O comportamento dos embarques este mês acompanha o cenário
predominante este ano, de queda no volume vendido em relação ao ano
passado.
Preços médios recebidos pelo traseiro bovino* em SP
na semana - R$.
2.400
2.264,12
2.200
2.000
1.800
1.600
1.382,55
1.400
1.247,40
1.200
1.172,16
1.000
Boi gordo
Atacado
carcaça
Atacado
cortes
*REFERÊNCIA BOI GORDO DE 16,5@ COM 52% DE RENDIMENTO DE CARCAÇA
Varejo
Atacado - cortes*
R$/kg
Acém
Variações
7d – R$
30d – R$
ano – R$
11,08
-1,70%
-6,47%
25,50%
Alcatra (miolo)
16,56
-0,42%
-2,50%
12,27%
Alcatra com maminha
15,94
0,17%
-2,35%
9,39%
Alcatra completa
19,42
0,00%
-1,49%
8,90%
Capa de filé
10,97
0,00%
4,05%
24,74%
Contra filé
17,16
-1,39%
-2,42%
12,70%
Coxão duro
14,19
-0,23%
2,04%
24,40%
Coxão mole
15,05
-1,37%
0,06%
26,21%
Cupim
15,15
-0,44%
0,44%
25,47%
Filé mignon com cordão
26,05
0,00%
4,45%
15,99%
Filé mignon sem cordão
29,50
-0,56%
-0,33%
13,00%
Fraldinha
13,01
-1,44%
1,64%
12,72%
Lagarto
14,10
-0,59%
3,49%
19,24%
Lombinho
8,39
0,00%
-1,64%
7,11%
Maminha
16,30
0,00%
-0,91%
8,43%
Músculo
11,52
-0,72%
-3,89%
14,50%
Paleta com músculo
11,21
-1,10%
-5,21%
25,00%
Paleta sem músculo
11,94
-1,51%
-3,37%
19,72%
Patinho
14,63
-0,73%
0,17%
22,54%
Peito
11,23
-1,17%
-3,99%
29,64%
Picanha (A)
29,48
2,08%
1,87%
12,59%
Picanha (B)
22,34
-1,06%
-0,45%
3,19%
* mercado de São Paulo
FONTE: SCOT CONSULTORIA
SCOT CONSULTORIA
www.scotconsultoria.com.br
edição 1132 - 1 a 7 de junho de 2015
projeto gráfico por Bela Magrela • www.belamagrela.com.br
MERCADO DE CARNE SEM OSSO
VAREJO
REPOSIÇÃO DOS
ESTOQUES EM
RITMO LENTO
As compras estão lentas por parte do varejo.
As vendas fracas das últimas semanas
diminuíram a necessidade de os açougues e
supermercados reporem os estoques.
O fato de a reposição não ter ocorrido
nem na última semana do mês, quando a
movimentação do mercado costuma ser mais
intensa, é um indicativo de que o consumo está
abaixo das expectativas.
O varejo paulista foi o único com alta para a
carne na última semana, cujos cortes subiram
0,9%. A proximidade com grandes centros
consumidores é um ponto favorável para a alta.
No Paraná e no Rio de Janeiro houve quedas
de 0,2% nos preços, enquanto em Minas Gerais
as cotações ficaram estáveis no período.
Não há expectativa de que a movimentação
das vendas ganhe ritmo nos próximos dias
a ponto de conferir firmeza expressiva a este
mercado.
Varejo - cortes (R$/kg) SP
PR
MG
RJ
Acém
18,44
15,22
14,83
15,54
Alcatra (miolo)
29,58
26,42
28,69
24,95
Alcatra com maminha
20,40
25,53
25,67
23,66
Contra filé
28,74
26,65
26,79
25,80
Costela
13,56
13,30
11,09
12,58
Coxão duro
23,34
21,48
22,29
22,49
Coxão mole
24,51
21,30
24,83
21,02
Cupim
19,21
14,97
16,78
17,78
Costela
11,43
11,05
11,15
11,77
11,98
12,12
35,79
30,66
Coxão duro
20,02
20,07
19,37
19,55
20,07
20,08
Coxão mole
21,14
20,79
20,26
20,85
21,29
21,49
Cupim
16,23
16,87
17,18
17,11
17,61
17,49
Filé mignon com cordão
35,04
35,46
35,43
35,49
35,83
36,00
Filé mignon sem cordão
39,84
38,39
39,23
40,01
42,92
Fraldinha
18,88
18,64
18,65
18,49
18,61
Lagarto
19,68
19,59
19,78
19,88
20,85
Maminha
23,12
23,11
22,69
22,71
24,35
Músculo
14,89
15,37
14,81
15,15
15,56
As vendas fracas das últimas semanas diminuíram a necessidade
de os açougues e supermercados
reporem os estoques.
MÉDIA DE PREÇOS MENSAIS EM SÃO PAULO (R$/KG)
Variação dos preços
2014
VAREJO - CORTES
mai
jun
jul
ago
set
2015
out
nov
dez
jan
fev
mar
abr
mai
mai15/
abr15
mai15/
mai14
Acém
13,83
14,15
14,04
14,03
15,14
15,22
15,14
15,51
15,76
15,85
16,23
17,22
18,44
3,8%
29,3%
Alcatra (miolo)
28,04
28,40
27,12
27,31
27,93
29,08
29,90
30,85
31,02
31,95
32,29
31,41
29,58
-6,0%
5,3%
Contra Filé
24,95
24,88
24,57
24,83
26,09
26,11
27,07
28,41
28,96
28,87
27,83
29,23
28,74
-2,6%
14,1%
12,17
12,69
12,95
12,74
12,87
13,68
13,56
5,6%
26,3%
20,95
21,54
21,78
21,77
21,53
22,17
23,34
2,2%
13,2%
21,60
22,44
22,57
22,96
22,49
23,45
24,51
1,1%
12,1%
17,59
17,98
18,41
18,69
18,89
18,91
19,21
-2,8%
13,3%
38,95
39,95
39,07
42,66
43,30
43,99
43,99
0,0%
25,5%
43,67
45,11
46,38
46,27
48,01
46,10
46,32
48,88
4,0%
20,9%
18,79
20,58
21,49
22,48
22,69
22,80
21,80
22,59
5,5%
21,8%
21,49
21,88
22,45
22,79
23,32
22,35
22,63
23,87
1,9%
17,2%
25,20
25,26
27,13
27,99
27,53
27,31
27,38
26,77
-1,5%
16,6%
16,03
16,27
16,68
16,93
17,57
17,45
17,75
18,43
2,8%
22,5%
Filé mignon com
cordão
43,99
Filé mignon sem
cordão
48,88
42,31
36,65
32,56
Fraldinha
22,59
21,65
17,23
20,47
Lagarto
23,87
21,44
22,43
18,45
Lombinho
17,43
20,90
16,24
14,87
Maminha
26,77
25,61
26,11
24,23
Músculo
18,43
15,91
16,49
16,27
Paleta
17,90
14,40
17,12
16,93
Paleta
14,86
15,35
15,33
15,50
16,69
16,26
15,34
16,23
16,42
15,82
16,16
16,99
17,90
2,4%
17,1%
Patinho
23,59
22,05
22,72
18,73
Patinho
20,07
20,18
19,77
20,26
21,44
20,90
21,45
22,21
22,25
22,13
22,15
23,00
23,59
1,0%
15,8%
Peito
17,56
11,90
15,99
15,34
Peito
14,93
15,13
15,12
14,66
15,11
15,37
15,82
16,15
16,24
16,07
16,20
17,11
17,56
0,9%
15,6%
Picanha
40,64
38,78
35,66
33,72
Picanha
36,23
35,95
36,66
37,54
37,38
38,60
40,02
42,26
41,96
42,33
42,00
40,82
40,64
-1,9%
10,5%
.
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11
PROTEÍNAS ALTERNATIVAS
JULIANA PILA
é zootecnista e analista
da Scot Consultoria
[email protected]
Mesmo na última semana do mês, quando o
poder de compra do consumidor está mais
retraído, o mercado de suíno se manteve firme.
Nas granjas de São Paulo, o animal
terminado está cotado em R$68,00/@, alta de
4,6% em uma semana.
Com a alta nos preços, a relação de troca com
o milho melhorou para o suinocultor no período.
Atualmente, em Campinas-SP, o produtor compra
8,60 quilos de milho com o preço de um quilo do
animal, 5,0% mais, ou 0,41 quilos a mais, frente
12
mai-15
abr-15
mar-15
fev-15
jan-15
dez-14
nov-14
out-14
set-14
ago-14
Suíno
jul-14
mai-14
96,00
92,00
88,00
84,00
80,00
76,00
72,00
68,00
64,00
60,00
56,00
jun-14
Preços médios mensais pagos pelo suíno terminado, em
R$/@, à vista, em São Paulo.
FONTE: SCOT CONSULTORIA – WWW.SCOTCONSULTORIA.COM.BR
SUÍNOS
Terminado CIF frigorífico SP - R$/@
ao observado há sete dias.
No atacado, a alta na última semana foi de
1,9%. A carcaça especial passou de R$5,20/kg
para os atuais R$5,30/kg.
Na comparação com igual período do ano
passado, os preços, tanto nas granjas como
no atacado, estão 4,6% e 3,9% maiores,
respectivamente.
A entrada do novo mês tende a melhorar a
demanda e aquecer as vendas.
Carcaça especial atacado SP - R$/kg
21/mai
22/mai
25/mai
26/mai
27/mai
65,00
65,00
68,00
68,00
68,00
5,20
5,20
5,30
5,30
5,30
Mesmo na última semana do mês, o mercado de
suíno se manteve firme.
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PROTEÍNAS ALTERNATIVAS
Frango
Ovos
Houve manutenção no preço do frango vivo na
semana, cotado em R$2,15/kg. Desde a entrada
da segunda quinzena do mês, o mercado de
frango voltou a perder força.
A demanda interna é considerada baixa e as
vendas do abatido estão lentas. Com isso, os
compradores estão mais cautelosos em suas
aquisições, aproveitando para pressionar os preços.
A carcaça no atacado está cotada em
R$3,25/kg, queda semanal de 3,0%.
As exportações também não colaboram com
o escoamento da produção. Segundo dados
do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (MDIC), até a terceira semana
do mês, a média diária dos embarques de
carne de frango in natura está 5,9% menor que
em igual período de 2014.
Para o atacado, com a proximidade da virada
do mês, período em que normalmente as vendas
melhoram, em função do reabastecimento do
varejo para atendimento da demanda sazonal, é
esperada recuperação nos preços.
Preços médios mensais pagos pelo quilo do frango vivo, em R$,
à vista, em São Paulo.
Depois de duas semanas de alta, o mercado de
ovos voltou a ter desvalorizações.
Embora a oferta de ovos não esteja
abundante, em função dos descartes que
ocorreram e também do clima frio, que
prejudica a produção, a retração da demanda
pressionou as cotações.
Nas granjas paulistas, a caixa com trinta
dúzias está cotada em R$51,50, queda de 8,8%
em sete dias.
No atacado, a caixa do produto teve redução de
8,2% no período, cotada atualmente em R$56,00.
A expectativa é que com a proximidade do
início do mês e das tradicionais festas juninas
o consumo possa aumentar, melhorando as
cotações.
Preços médios mensais pagos pela caixa com 30 dúzias de ovos,
na granja, em R$, à vista, em São Paulo.
2,80
67,00
2,70
FONTE: SCOT CONSULTORIA – WWW.SCOTCONSULTORIA.COM.BR
FRANGO
mai-15
abr-15
mar-15
fev-15
jan-15
dez-14
FONTE: SCOT CONSULTORIA – WWW.SCOTCONSULTORIA.COM.BR
21/mai
22/mai
25/mai
26/mai
27/mai
Granja interior SP - R$/kg
2,15
2,15
2,15
2,15
2,15
Resfriado médio atacado SP - R$/kg
3,35
3,30
3,27
3,27
3,25
FONTE: SCOT CONSULTORIA – WWW.SCOTCONSULTORIA.COM.BR
nov-14
out-14
set-14
ago-14
jul-14
mai-14
mai-15
abr-15
dez-14
mar-15
32,00
fev-15
2,10
jan-15
37,00
nov-14
2,20
out-14
42,00
set-14
2,30
ago-14
47,00
jul-14
52,00
2,40
jun-14
2,50
mai-14
57,00
jun-14
62,00
2,60
OVO
21/mai
22/mai
25/mai
26/mai
27/mai
Atacado SP - R$/30 dúzias
60,00
57,00
56,00
56,00
56,00
Granja interior SP - R$/30 dúzias
55,50
52,50
51,50
51,50
51,50
FONTE: SCOT CONSULTORIA – WWW.SCOTCONSULTORIA.COM.BR
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13
COURO E SEBO
HYBERVILLE PAULO D’ATHAYDE NETO
é médico veterinário, mestre em
administração de organizações e
consultor da Scot Consultoria
[email protected]
QUEDA NOS PREÇOS DO SEBO
COURO VERDE
O mercado do couro verde está estável, com
o preço de referência em R$3,30/kg. Existem
negócios em valores maiores, em casos
pontuais.
Apesar de a oferta estar curta, as exportações
deixam a desejar e os importadores
pressionam por valores menores.
O preço atual é 10,0% maior que no mesmo
período de 2014.
A demanda tem sido maior por couros de
melhor qualidade. A dificuldade para comprar
produtos inferiores é relativamente menor.
Brasil Central
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
14
RS
2/5/15
2/4/15
2/3/15
2/2/15
2/1/15
2/12/14
2/11/14
2/10/14
2/9/14
2/8/14
2/7/14
2/6/14
2/5/14
2/4/14
2/3/14
2/2/14
2/1/14
FIGURA 1. Evolução das cotações do sebo no Brasil Central e no Rio Grande do Sul, em R$/kg, sem imposto.
2,10
2,00
1,90
1,80
1,70
1,60
1,50
1,40
1,30
SEBO
A pressão de baixa, observada há algumas
semanas, gerou desvalorizações para o sebo, tanto
no Brasil Central, como no Rio Grande do Sul.
No Brasil Central os negócios ocorrem em
R$1,80/kg, sem imposto.
Em R$/kg
Foto: Bela Magrela
As temperaturas menores limitam a
demanda por produtos de higiene pessoal
e limpeza e o uso da gordura animal pela
indústria de biodiesel.
Este foi o principal fator de queda, uma vez que a
oferta está moderada. A cotação atual é 5,3% menor
que a de um mês atrás, mas 2,9% acima daquela
vigente no mesmo período do ano passado.
SEBO*
COURO VERDE**
Brasil Central
Dia
Brasil
Central
RS
28-mai
1,80
27-mai
RS
Primeira linha
Comum ou catado
Comum ou catado
1,90
3,30
2,95
3,20
1,90
2,00
3,30
2,95
3,20
26-mai
1,90
2,00
3,30
2,95
3,20
25-mai
1,90
2,00
3,30
2,95
3,20
22-mai
1,90
2,00
3,30
2,95
3,20
* a prazo – FOB (sem ICMS)
** à vista, sem bonificação – FOB
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
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15
REPRODUÇÃO ANIMAL
MILENA ZIGART MARZOCCHI
é zootecnista, mestranda em produção animal
sustentável e analista da Scot Consultoria
[email protected]
RAÇAS DE CORTE E LEITE
COM MAIOR PRODUÇÃO DE SÊMEN
Segundo a ASBIA (Associação Brasileira de
Inseminação Artificial) em seu último relatório,
a produção nacional de sêmen bovino (corte
e leite), em 2014, totalizou 5,94 milhões de
doses de corte e 1,62 milhão de doses de leite,
respectivamente.
As raças de corte líderes em produção
foram: Nelore, Angus e Senepol. Já as raças
Girolando, Gir Leiteiro e Holandês foram as que
se destacaram na produção de sêmen de raças
de leite.
Na figura 1 temos as raças líderes para o
corte. Já na figura 2 estão as raças com maior
produção depois da Nelore e Angus.
De 2013 para 2014, houve um aumento de
65,0% nas vendas de Nelore e de 32,4% para
a raça Angus. Houve ajuste na metodologia
usada pela ASBIA, o que colabora com parte do
incremento expressivo observado.
Atualmente, o mercado de sêmen está com
bom volume de vendas. Em algumas raças que
são importadas, o preço da dose é balizado
em dólares, o que faz com que os pecuaristas
busquem antecipar as compras.
Em curto prazo, a tendência é de melhora
contínua na comercialização, de acordo com a
proximidade da estação de monta.
Figura 1.
Evolução da produção de doses das raças Nelore
e Angus, em milhões de doses.
3,5
2,7
3
2,2
2,5
1,7
2
1,2
1,5
0,7
1
0,5
0,2
2013
Nelore
2014
Angus
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
16
Figura 2.
Evolução da produção de doses de corte, em mil
doses.
Senepol
Nelore
mocho
Brahmam
Guzerá
Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
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MERCADO FUTURO
LEANDRO BOVO
é médico veterinário, pós-graduado
pela espm, mba em finanças pelo
insper-sp e operador de mercados da
BES Securities.
FINAL DE SAFRA
COM QUEDAS LEVES E DIFERENCIAL DE BASE ESTREITANDO
O mês de maio vai chegando ao seu final e a safra
vai dando as caras com maior intensidade. É bem
verdade que essa safra não está sendo típica, e
a pressão nos preços tem sido modesta, mas de
toda forma, ao longo do mês de maio os preços
recuaram 1,7% saindo de ao redor de R$149,00/@
em São Paulo para os atuais R$146,54/@ do
Indicador Esalq, à vista. Mais significativo do
que essa pequena queda apresentada em maio,
foi o comportamento das praças vizinhas a São
Paulo onde a pressão baixista foi ainda de menor
intensidade, forçando um estreitamento dos
diferenciais de base como pode ser observado na
tabela 1.
Esse estreitamento dos diferenciais em um
momento em que normalmente eles estariam
abrindo, já que a pressão de oferta de gado de
pasto tende a ser maior nas regiões produtoras
do que em São Paulo, tem deixado muitos do
mercado “com a pulga atrás da orelha” e se
questionando sobre a causa de tal fenômeno.
Os altistas mantém a opinião de que a oferta
nas regiões produtoras é escassa e vai continuar
assim, se apoiando no comportamento da
reposição que também não tem mostrado
sinais de melhora significativa. Já os baixistas
argumentam que esse estreitamento tem a
ver com a condição das pastagens que foram
TABELA 1. Diferecial de base de algumas regiões em relação a São Paulo.
REGIÃO
Triângulo Mineiro
beneficiadas pelas chuvas dos últimos dois
meses e assim a pressão vendedora mais
forte ainda não aconteceu, mas será sentida
provavelmente ao longo de junho.
No mercado futuro o viés baixista tem ganhado
o duelo, já que atualmente precifica junho ao
redor de R$1,00/@ abaixo de maio, colocando
junho como o preço mais baixo da curva até então.
De todo modo, um piso ao redor de R$145,00/@
para o ponto mais baixo da safra ainda caracteriza
um mercado firme, e se isso acontecer, a mínima
da safra terá acontecido no começo do ano, em
uma situação bastante atípica.
Para o restante do ano, as altas precificadas
tem sido também bastante moderadas com o
mercado futuro apontando altas de ao redor
de R$1,00/@ por mês até outubro, que está
atualmente ao redor de R$151,50/@. A queda
recente nos preços a entressafra tem atraído
muita demanda para compra de opções de
compra (Call). Apenas no pregão de 27/5 foram
negociados 500 lotes da opção de compra
de nível R$153,00/@ para out/15 a R$2,50/@;
320 da de R$155,00/@ a R$1,97/@; 500 da
de R$157,00/@ a R$1,15/@ e 740 lotes da de
R$160,00/@ a R$0,85/@.
MERCADO FUTURO DO BOI GORDO BVMF - R$/@ à vista
HOJE
7 DIAS
30 DIAS
365 DIAS
-5,58%
-5,95%
-5,09%
-9,30%
mai/15
jun/15
jul/15
ago/15
set/15
out/15
27/5
146,85
146,30
147,68
149,40
150,98
151,78
46,59
26/5
146,82
146,10
147,70
149,13
150,95
152,02
46,63
Campo Grande-MS
-4,22%
-3,93%
-4,00%
-4,31%
Dourados-MS
-3,88%
-3,99%
-3,67%
-4,30%
Goiânia-GO
-6,03%
-5,93%
-5,72%
-5,63%
Rio Verde-GO
-5,81%
-6,42%
-5,47%
-6,22%
PROJEÇÃO** DE PREÇOS DA ARROBA COM BASE NO MERCADO FUTURO DO BOI GORDO (20/5)
-8,21%
US$ à vista
49,04
46,4
46,45
-14,44%
R$ a prazo
146,85
148,48
149,85
Cuiabá-MT
-5,70%
-6,37%
Colíder-MT
-9,66%
-8,32%
C
RODAPE_BES_18x2cm.pdf
1
-6,64%
07/05/13
-10,12%
16:52
*Índice
25/5
146,99
146,45
147,58
149,30
151,06
152,85
47,39
22/5
147,07
146,50
147,65
149,32
151,02
152,75
47,65
21/5
147,20
146,76
148,50
149,51
152,25
154,02
48,55
M
Fonte: Cepea
46,40
46,520
46,41
Indicador 27/5
151,65
153,280
154,09
147,740
* Índice ESALQ - US$/@ à vista
** Valores projetados com o CDI
Y
CM
MY
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CY
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INSUMOS
CONCENTRADOS ENERGÉTICOS
R$/T
R$/KG
MS (%)
MS (R$/T)
PB (%)
PB (R$/T)
NDT (%)
NDT (R$/T)
FARELO DE ARROZ MG
550,00
0,55
91,0
604,40
13,0
4.649,20
60,0
1.007,33
FARELO DE ARROZ SP
400,00
0,40
91,0
439,56
13,0
3.381,23
60,0
732,60
FARELO DE GÉRMEN DE MILHO DESENGORDURADO SP
400,00
0,40
88,0
454,55
11,5
3.952,57
75,0
606,06
FARELO DE TRIGO GO
465,00
0,47
89,0
522,47
15,6
3.349,18
74,0
706,04
FARELO DE TRIGO RS
330,00
0,33
89,0
370,79
15,6
2.376,84
74,0
501,06
FARELO DE TRIGO SP
320,00
0,32
89,0
359,55
14,0
2.568,22
74,0
485,88
MELAÇO em pó (SP)
1.229,00
1,23
95,0
1.293,68
2,0
64.684,21
80,0
1.617,11
MELAÇO in natura
900,00
0,90
75,0
1.200,00
4,0
30.000,00
72,0
1.666,67
MILHO GRÃO GO
341,67
0,34
88,0
388,26
9,3
4.174,81
85,0
456,77
MILHO GRÃO MG
333,33
0,33
88,0
378,79
9,3
4.072,99
85,0
445,63
MILHO GRÃO MT
258,33
0,26
88,0
293,56
9,3
3.156,57
85,0
345,37
MILHO GRÃO SP
366,67
0,37
88,0
416,67
9,3
4.480,29
85,0
490,20
POLPA CÍTRICA PELETIZADA
300,00
0,30
91,0
329,67
6,7
4.920,45
82,0
402,04
SORGO GRÃO GO
316,67
0,32
89,0
355,81
11,0
3.234,59
72,0
494,17
SORGO GRÃO MG
250,00
0,25
89,0
280,90
11,0
2.553,63
72,0
390,14
SORGO GRÃO SP
250,00
0,25
89,0
280,90
11,0
2553,63
72,0
390,14
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INSUMOS
CONCENTRADOS PROTEICOS
R$/T
R$/KG
MS (%)
MS (R$/T)
PB (%)
PB (R$/T)
NDT (%)
NDT (R$/T)
CAROÇO DE ALGODÃO BA
500,00
0,50
88,0
568,18
23,9
2.377,33
96,0
591,86
CAROÇO DE ALGODÃO GO
500,00
0,50
88,0
568,18
23,9
2.377,33
97,0
585,75
CAROÇO DE ALGODÃO MG
550,00
0,55
88,0
625,00
23,9
2.615,06
96,0
651,04
CAROÇO DE ALGODÃO MT
380,00
0,38
88,0
431,82
23,9
1.806,77
96,0
449,81
CAROÇO DE ALGODÃO SP
700,00
0,70
88,0
795,45
23,9
3.328,26
96,0
828,60
FARELO DE ALGODÃO 28 GO
600,00
0,60
92,0
652,17
28,0
2.329,19
52,0
1.254,18
FARELO DE ALGODÃO 28 MG
618,32
0,62
92,0
672,09
28,0
2.400,31
52,0
1.292,47
FARELO DE ALGODÃO 28 MT
580,00
0,58
93,0
623,66
28,0
2.227,34
52,0
1.199,34
FARELO DE ALGODÃO 28 SP
570,00
0,57
92,0
619,57
28,0
2.212,73
52,0
1.191,47
FARELO DE ALGODÃO 38 GO
670,00
0,67
92,0
728,26
38,0
1.916,48
65,0
1.120,40
FARELO DE ALGODÃO 38 MG
712,64
0,71
92,0
774,61
38,0
2.038,44
65,0
1.191,71
FARELO DE ALGODÃO 38 MT
699,04
0,70
92,0
759,83
38,0
1.999,54
65,0
1.168,96
FARELO DE ALGODÃO 38 SP
650,00
0,65
92,0
706,52
38,0
1.859,27
65,0
1.086,96
FARELO DE GIRASSOL GO
375,00
0,38
90,0
416,67
28,0
1.488,10
66,0
631,31
FARELO DE GIRASSOL RO
430,00
0,43
91,0
472,53
29,0
1.629,41
66,0
715,95
FARELO DE GIRASSOL SP
550,00
0,55
88,0
625,00
28,0
2.232,14
66,0
946,97
Com a Linha Agro da
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23
CONJUNTURA
MAISA MÓDOLO
é engenheira agronômo e analista da
Scot Consultoria
[email protected]
QUADRO ECONÔMICO BRASILEIRO
ABALA MERCADO CONSUMIDOR
Ao longo do ano passado os índices econômicos brasileiros
apresentaram resultados desanimadores, cenário que se estende
por este ano.
Desemprego, Selic e inflação crescentes, ao mesmo tempo em
que a expectativa de geração de riqueza do país recua.
O fraco desempenho econômico influencia no poder de compra
da população, e consequentemente no consumo de carne bovina.
24
PERFIL ECONÔMICO ATUAL
De acordo com o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central no
dia 22/5, a expectativa é de que a inflação termine o ano em 8,37%,
frente à expectativa de 8,25% prevista quatro semanas antes.
O resultado está bem acima do teto da meta definida pelo
Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo índice é de 6,50%.
Foi a sexta alta consecutiva e não está descartado que haja
revisões para cima daqui para frente.
Os preços administrados, que se referem a itens insensíveis
às condições de oferta e demanda, como energia elétrica,
combustível e tarifas de transporte, devem fechar o ano com alta
de 13,70%, impactando diretamente na inflação.
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CONJUNTURA
“
Em períodos de oferta menor é comum
que a indústria trabalhe um período com
margens mais apertadas, mas numa
situação econômica mais favorável
certamente traria um consumo mais
satisfatório, com preços mais firmes.
A taxa básica de juros (Selic) deverá ficar em 13,75% no fim
desde ano. A estimativa era de 13,25% há um mês.
A taxa Selic é uma das ferramentas do Banco Central para conter
o processo inflacionário.
O aumento dos juros diminui a demanda por crédito e reduz o
consumo, o que automaticamente puxaria os preços para baixo,
controlado estrategicamente a inflação.
A produção industrial em queda também reforça o cenário de
economia fragilizada. A previsão dos economistas é que este índice
recue 2,80% em 2015.
A retração da indústria colabora com o aumento do desemprego,
que fechou o primeiro trimestre de 2015 em 7,90%, frente a 6,50%
no trimestre anterior.
É a maior taxa dos dois últimos anos.
A expectativa de oscilação do Produto Interno Bruto (PIB) aponta
para retração de 1,24%, frente a 1,10% previsto há um mês.
O país não apresentava queda do PIB desde 2009, quando este
caiu 0,30%.
RELAÇÃO DO CENÁRIO ECONÔMICO COM O CONSUMO
As sucessivas confirmações de que 2015 não deverá terminar
com resultados positivos piora a percepção do brasileiro sobre a
situação econômica.
Uma das consequências disso é a retração do consumo de
carne, que não vêm atendendo as expectativas dos varejistas nem
em inícios de mês, quando o pagamento dos salários estimula a
compras.
As margens dos frigoríficos estão abaladas, o que revela a
dificuldade nas vendas.
Em períodos de oferta menor é comum que a indústria trabalhe
com margens reduzidas, mas uma situação econômica mais
favorável certamente traria um consumo maior, com preços mais
firmes.
Enquanto isso, as cotações da arroba não parecem sentir o
reflexo das vendas e resistem em recuar ou caem pouco.
A fase de alta do ciclo pecuário tende a permanecer ao longo
deste ano e perdurar pelo menos por parte de 2016.
Para o ano que vem, as expectativas apontam para recuperação
gradativa da conjuntura econômica brasileira, o que deverá
colaborar para a melhor adaptação da população aos novos
patamares de preços das carnes.
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25
RELAÇÃO DE TROCA COM INSUMOS
RAFAEL RIBEIRO DE LIMA FILHO
é zootecnista e consultor da
Scot Consultoria
[email protected]
Foto retiradade de: thinkprogress.org
FIGURA 1. SÉRIE HISTÓRICA
Preço do milho grão na região de Campinas-SP, em R$ por saca de 60 quilos.
32,00
30,00
Média = R$25,85 / sacas de 60 quilos
28,00
26,74
25,52
26,00
23,54
24,00
26
26,49 26,48
25,00
23,40
21,99
mai/15
abr/15
mar/15
fev/15
jan/15
dez/14
nov/14
out/14
set/14
ago/14
jul/14
jun/14
mai/14
20,00
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
FIGURA 2. RELAÇÃO DE TROCA
Relação de troca: relação de troca: sacas de milho por arroba de boi gordo em São Paulo.
Média = 5,31 sacas de milho / arroba de boi gordo
5,90
6,00
5,50
5,92
5,74
5,38
5,39
5,44 5,47
5,38
5,23
5,17
5,00
mai/15
abr/15
mar/15
fev/15
jan/15
dez/14
nov/14
out/14
set/14
4,00
4,28
ago/14
4,50
4,92
4,81
jul/14
A queda no preço do alimento concentrado foi
maior que os recentes recuos verificados para o boi
gordo. O poder de compra do pecuarista aumentou
10,0% em maio, em relação a abril deste ano.
Na comparação com maio de 2014, são 38,3%
ou 1,64 saca de milho a mais adquirida com uma
arroba de boi gordo.
O momento é favorável para a compra de milho.
27,97
27,61
22,00
jun/14
Segundo levantamento da Scot Consultoria,
na região de Campinas, em São Paulo, o milho
está cotado em R$25,00 para entrega imediata
(figura 1).
Os preços caíram 3,5% no acumulado do mês.
Cabe destacar que os recuos foram menores na
segunda quinzena.
Na comparação com maio do ano passado, o
pecuarista está pagando 12,6% menos pelo cereal.
Os estoques estão altos e o bom
desenvolvimento da segunda safra no país colabora
com a pressão de baixa.
Considerando a praça de São Paulo, atualmente
é possível comprar 5,92 sacas de milho com o valor
de uma arroba de boi gordo. É a melhor relação de
troca no período analisado (figura 2).
22,98
mai/14
MILHO: QUEDAS NOS PREÇOS
FORAM MENORES NA SEGUNDA
QUINZENA DE MAIO
29,74
28,60
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
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27
AGRICULTURA
RAFAEL RIBEIRO DE LIMA FILHO
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PANORAMA DA PRODUÇÃO DE MILHO NOS ESTADOS UNIDOS
Para o segundo semestre, um ponto importante para monitorar são as exportações brasileiras de milho.
A produção norte-americana de milho está
estimada em 346,22 milhões de toneladas
em 2015/2016, segundo o Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
São 4,1% ou 14,87 milhões de toneladas a menos
que as 361,09 milhões de toneladas colhidas na
temporada passada (2014/2015), recorde.
O plantio está na reta final. Até o dia 26 de
maio, 92,0% da área prevista com a cultura fora
semeada. Os trabalhos estão adiantados em
relação à média das cinco últimas temporadas,
de 88,0% da área semeada até meados de maio.
Com relação às áreas já semeadas, 12,0%
estão em condições ótimas, 85,0% em boas
condições e 3,0% em condições ruins.
Para o segundo semestre, um ponto
importante para monitorar são as exportações
brasileiras.
Com uma menor produção nos Estados
Unidos nesta temporada, a procura pelo milho
brasileiro poderá aumentar a partir de julho/
agosto, com o aumento da disponibilidade
28
interna em virtude da colheita da segunda safra.
A Companhia Nacional de Abastecimento
(CONAB) estima as exportações brasileiras em
21,0 milhões de toneladas em 2014/2015, frente
as 20,9 milhões de toneladas embarcadas na
temporada passada.
Os estoques finais no país estão estimados
em 17,4 milhões de toneladas em 2014/2015,
frente as 14,3 milhões de toneladas estocadas
ao final de 2013/2014.
COTAÇÕES
R$ / saca disponível
RS
PR
SP
MT
MS
GO
BA
Passo Fundo
Oeste
Orlândia
Rondonópolis
Dourados
Rio Verde
Luís E. Magalhães
27/05/15
63,00
61,00
61,00
57,50
58,00
58,00
59,00
26/05/15
63,00
60,00
60,00
57,00
57,50
58,00
58,50
25/05/15
62,50
59,00
59,00
55,50
56,00
57,00
57,00
22/05/15
62,50
59,00
59,00
55,50
56,00
57,00
57,00
Soja (60kg)
Cana-de-açúcar - SP (R$ por kg de ATR)
abr/15
0,4909
mar/15
0,4763
fev/15
0,4717
jan/15
0,4680
dez/14
0,4650
nov/14
0,4629
out/14
0,4615
R$ / saca disponível
Milho (60kg)
Fonte: UDOP
SC
RS
PR
MT
MS
SP
GO
MG
Dourados
Mogiana
Rio
Verde
Uberlândia
Chapecó
Erechim
Maringá
Cascavel
Rondonópolis
27/05/15
24,00
24,00
21,50
22,00
16,00
19,00
23,20
18,00
21,50
26/05/15
24,00
24,00
21,50
22,00
16,00
19,00
23,20
18,00
22,00
25/05/15
24,00
24,00
21,50
22,00
16,00
19,00
23,00
18,50
22,00
22/05/15
24,00
24,00
21,50
22,00
16,00
19,00
23,00
18,50
22,00
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ESTATÍSTICA DA PECUÁRIA
JULIANA PILA
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PARANÁ
Mercado do boi gordo está pressionado no Paraná.
Preços mensais do boi gordo, em R$/@, a prazo, valores nominais, no Paraná.
154,00
150,00
146,00
142,00
138,00
134,00
130,00
126,00
mínimo
média
mai/15
abr/15
mar/15
fev/15
jan/15
dez/14
nov/14
out/14
set/14
ago/14
jul/14
118,00
jun/14
122,00
mai/14
O mercado do boi gordo está
pressionado no estado.
Em uma semana, a arroba do
animal terminado teve queda de
1,3%. Esta tem sido negociada por R$147,00, a
prazo.
Para as fêmeas também houve
desvalorização no período. A cotação passou
de R$139,00/@ para os atuais R$138,00/@.
Nos últimos treze meses, o preço médio do
boi gordo foi de R$135,62/@, 7,7% menor que
a referência atual.
Mesmo a oferta não estando abundante,
a pressão de baixa vem da dificuldade de
escoamento da produção. Com isso, as
indústrias frigoríficas estão com escalas, em
média, de quatro dias úteis.
O diferencial de base em relação a
Barretos-SP está em -0,7%, um dos menores
atualmente.
máximo
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Cotação do boi gordo em Paraná, em R$/@, a prazo.
Cotação
mai/14
jun/14
jul/14
ago/14
set/14
out/14
nov/14
dez/14
jan/15
fev/15
mar/15
abr/15
mai/15
Mínimo
120,00
120,00
122,00
122,00
128,00
130,00
140,00
142,00
142,00
142,00
143,00
147,00
147,00
Média
121,00
121,16
122,00
124,24
129,91
131,65
141,42
142,23
143,14
142,17
145,14
149,78
149,28
Máximo
123,00
122,00
122,00
128,00
130,00
138,00
142,00
143,00
144,00
143,00
147,00
151,00
150,00
Média do período =
135,62
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29
FIQUE SABENDO
Por Maisa Módolo
CHINA NÃO É SALVAÇÃO PARA AS
EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA
ESTE ANO
Em maio, até a terceira semana, o Brasil embarcou 62,10 mil
toneladas de carne bovina in natura, uma média diária de 4,14
mil toneladas. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O volume médio embarcado por dia este mês é 0,7% inferior à
média diária de abril último, e 15,5% menor que a média diária
do mesmo período do ano passado.
Se o ritmo se mantiver até o final do mês, é possível que
o país totalize 82,80 mil toneladas de carne bovina in natura
exportadas em maio, volume aquém do embarcado, tanto no
mês passado, quanto em maio de 2014.
Historicamente, em maio as vendas externas aumentam.
Com o resultado das exportações de carne bovina nos cinco
primeiros meses este ano, nos afastamos da possibilidade de
superação dos embarques do ano passado.
O cenário poderá ser agravado com a restrição das
importações de carnes bovina e suína de 11 frigoríficos pela
Rússia, decisão vigente a partir de junho.
A reabertura do mercado chinês tem animado o setor. No
entanto, a última vez que o país comprou o produto brasileiro,
em 2012, os embarques não chegaram a 2,0% na participação
no volume total vendido para mercado externo naquele ano.
Considerando ainda que o mercado externo absorve cerca
de um quinto da produção brasileira, não é prudente afirmar
que as vendas para a China colaborem fortemente com o
escoamento da produção nem que alavanquem as exportações
daqui para frente.
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Por Juliana Pila
CUSTO DE PRODUÇÃO DA PECUÁRIA
LEITEIRA TEM SEGUNDA QUEDA NO
ANO
Por Paola Jurca
PRODUÇÃO DE CANA 2015/2016
ESTÁ ESTIMADA EM 590 MILHÕES
DE TONELADAS
Foto: www.revistaplantar.com.br
Foto: cptstatic.s3.amazonaws.com
O Índice Scot Consultoria de Custo de Produção da Pecuária Leiteira
caiu 1,6% em maio, na comparação mensal. Essa foi a segunda
queda do ano.
Analisando as variações de preços, o que mais puxou a queda
foram os concentrados energéticos e produtos que envolvem a
sanidade animal.
A boa disponibilidade de milho e o bom desenvolvimento das
lavouras de segunda safra contribuem com a pressão de baixa sobre
os preços no mercado interno.
Na comparação anual, o custo de produção da pecuária leiteira
teve queda de 3,0%.
De acordo com o relatório de projeção da safra 2015/16 de
cana-de-açúcar, divulgado pela União das Indústrias de Canade-Açúcar (UNICA) no dia 21 de maio, a região Centro-Sul
deverá processar 590 milhões de toneladas da matéria-prima.
Esse volume deverá ser 3,3% maior que as 571,34 milhões de
toneladas da temporada 2014/2015.
Para a produção de açúcar espera-se redução de 0,6%,
passando de 31,99 milhões de toneladas em 2014 para 31,80
milhões de toneladas em 2015.
Quanto ao etanol, estima-se uma produção de 27,30 bilhões
de litros, aumento de 3,3%. Desse total, 10,95 bilhões de litros
serão de etanol anidro e 16,33 bilhões de litros para etanol
hidratado, altas respectivas de 1,8% e 6,1%.
Com o aumento de 25,0% para 27,0% de etanol anidro na
gasolina, a UNICA estima ainda uma demanda adicional de 1,1
bilhão de litros.
Para a safra 2015/16 é possível que mais dez unidades fechem
as portas. Desde 2008 cerca de 80 usinas fecharam.
SCOT CONSULTORIA
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edição 1132 - 1 a 7 de junho de 2015
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