Arthur Nogueira <[email protected]> Denúncia de assédio moral e abuso de poder 3 messages Marcos Torres de Oliveira <[email protected]> 18 September 2012 17:22 To: Sandra Maria Nepomuceno Malta dos Santos <[email protected]> Cc: Denis Fontes de Souza Pinto <[email protected]>, Corregedoria do Serviço Exterior Itamaraty <[email protected]>, Inspetoria-Geral do Serviço Exterior - Itamaraty <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, Alexey Van der Broocke <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]> Prezada Sandra, Recebi, com preocupação e tristeza, seu relato sobre a pressão que está sofrendo aí em Belgrado. O caso não é só de assédio moral, há forte componente de abuso de poder e de autoridade. Se você precisar de opinião jurídica sobre o assunto, para fins de processo judicial, tenho amigos advogados que poderão orientá-la sem custo. Vou também pedir ao Presidente do SINDITAMARATY que disponibilize a você a necessária assessoria jurídica sindical. Creio que o Alexey, que nos lê por cópia, tomará as providências necessárias tão logo você dê sinal verde para isso. Incluí nesta mensagem o Embaixador Denis, com quem o Sindicato tem conversado sobre o combate ao assédio moral, a COR e a Inspetoria-Geral do Serviço Exterior, na esperança de que encetem a ação institucional que lhes compete, antes que se deteriorem por completo as relações interpessoais. Provavelmente o tema será colocado na mesa de negociação permanente que o Embaixador Ruy Nogueira estabeleceu com o Sinditamaraty. Talvez por ser negro, como você, sou radical contra a covardia dos que, apostando na impunidade, se esquecem das regras básicas de civilidade e chegam ao extremo de manifestar descortesia com expressões do tipo "canalha", "mentirosa", "gente da sua laia", sem ponderar que o servidor público deve ter sangue frio e dar mostras de prudência e temperança. O pior é pensar que tudo isso aconteceu porque a Secretaria de Estado, que do ponto de vista hierárquico está acima do chefe do posto, resolveu enviá-la em missão transitória a um posto de sacrifício e, por isso mesmo, de difícil lotação. Você diz ter sido vítima de outras situações de assédio moral, que narraria oportunamente. Penso que chegou a hora. Faça novo relato. Sei o quanto é difícil reunir provas em casos dessa natureza, mas não deixe de arrolar possíveis testemunhas. Fui informado de que o Alexey já solicitou entrevista urgente com o Senhor SGEX, o que deverá ocorrer ainda hoje, por volta das 16 h, para discussão desse tema. O seu caso será também Página 1 de 2 apreciado hoje pelo Grupo de Trabalho do Sinditamaraty contra o Assédio Moral. Devo estar presente na reunião (14 h) e proporei medidas drásticas que coibam fatos como os que você citou. Estou anexando a essa mensagem cópia do seu relato, para conhecimento das autoridades acima mencionadas. Saiba que sua permanência aí em Belgrado está assegurada por lei, de formas que ninguém a obrigará a pedir remoção. Cuide de sua saúde e esteja sempre acompanhada durante sua permanência na Embaixada. Lembre-se de que despachos individuais normalmente são o local privilegiado para as agressões e pressões de toda ordem. Procure estar acompanhada por alguém de sua confiança quando for falar com seus superiores. Eles não podem lhe negar esse direito. Não deixe a situação se agravar. Você tem meus telefones, ligue quando quiser. Abraços, Marcos Torres de Oliveira Oficial de Chancelaria CORG - Coordenação-Geral de Organizações Econômicas (+5561) 2030-8864 - [email protected] Relato_Sandra.doc 35K Página 2 de 2 Depois na chegada do expediente da SERE me convocando para Missao eventual em Malabo, na 4a feira, na 5a fui instada, ainda de maneira, vamos dizer, "tranquila e equilibrada" a pedir remocao, apos questionamentos e mencoes a palavra "traicao", "facada nas costas", "deslealdade", alem de ter sido chamada de baixo nivel pelo Ministro - Conselheiro Arthur Henrique Villanova Nogueira. Expliquei que havia sido " sondada" e que nao mencionei o fato ao embaixador porque nao estava segura de que a missao fosse acontecer e porque acreditava que ele seria contatado diretamente pela SERE, que exporia os motivos, etc, como fizeram com a Rio+20. O Ministro-Conselheiro disse, na ocasiao, que eu era " famosa na SERE pelas chamadas a servico" e que meu colegas viam aquilo negativamente e que eu tinha " amiguinhos" em Brasilia que me favorecem, etc. Eu contestei, na medida do possivel, mas nao me sentia a vontade de continuar falando, haja vista o linguajar chulo do Ministro na ocasiao, que em certo nivel da conversa parecia que iria descambar para algo desagradavel. Expliquei a ambos que no presente momento encontro-me em limitacao financeira, que coincide com o momento em que o posto, felizmente, esta com a lotacao quase completa. Ademais, disse-lhe que estarei trabalhando, por 30 dias, a servico do Brasil, mesmo em Malabo. Ele contestou e disse que certamente eu ficaria mais tempo porque assim acontece e aconteceu em novembro. Ele disse que foi ingenuo porque deveria terme cerceado o direito a ferias que gozei apos minha chamada a servico. Expliquei-lhe que ferias sao um direito do trabalhador e que eu nao estava passeando mas trabalhando. Ele disse que depois de Malabo eu pedi afastamento e que eu nao iria trabalhar etc. Que ele nao sabia o que eu estava fazendo ali pois nao podia contar comigo que eu estava fazendo carreira em chamadas a servico e missoes. Eu nao sabia o que dizer, apenas contestei que nao era ssim, que eu me dedico ao posto enquanto aqui estou e que gracas a Deus via o reconhecimento do meu trabalho na Servia. Apesar desta exposição, senti que tanto o chefe do posto quanto o chefe da chancelaria estavam emocionalmente alterados, mas acreditei que iria passar e na 6a, tudo estaria mais calmo. No fim do expediente de 5a feira, uma colega, que tambem nao ficou muito feliz com minha convocacao e com a qual divido a sala, a OC Maira Ervolino Mendes, me informou que haveria reuniao na 6a feira, dia 14/09/2012, as 13h, com o pessoal do quadro e dois funcionarios locais. Na 6a, as 10h10, meu colega Rodrigo Wanderley Lima, namorado da OC Maira, me convocou para uma reuniao antecipatoria as 10h30, junto com o Chefe do posto e o chefe da chancelaria. A reuniao começou com o Embaixador Alexandre Addor Neto me informando que ele queria evitar de dizer diante dos demais o que me informava ali naquele momento, que havia decidido que tendo em vista o despacho telegrafico da SERE me convocando para a missao eventual, eu deveria pedir remocao pois nao era mais necessaria ao posto, porque ele nao podia contar comigo, porque nao confiava em mim e que eu era irresponsavel por ter aceito a missao, etc. >> Repeti, agora diante do Page 1 of 4 colega OC Rodrigo que, se alguem me convida para ir para o Brasil, eu quero ir amanha, mas por razoes pessoais e emocionais, tenho meu noivo aqui, e eu preciso ficar, e que meu tempo no exterior nao terminou. Disse-lhe que, portanto, ele fizesse documento oficial a SERE solicitando minha remocao pois eu nao iria me inscrever. Neste momento, o ministro - conselheiro num acesso de raiva, apontou o dedo em minha direcao e comecou a gritar varios improperios, dos quais, os que mais me recordo foram "CANALHA" "MENTIROSA" " GENTE DA SUA LAIA"..." COMO VOCE OUSA FALAR ASSIM COM O MEU EMBAIXADOR?!?!". A certa altura, nao acreditando no que eu estava vendo e ouvindo e, sinceramente, temendo alguma agressao fisica (tipo arremesso de objeto), exigi respeito e disse ao Ministro que se recompusesse. Roguei providencias ao Embaixador e ele fez mencao "leve" de que o mesmo se acalmasse. Meu colega Rodrigo permaneceu inerte (mas em conversa posterior disse nao acreditar que o ministro me agrediria e por isso, nao acredito que eu possa contar com seu testemunho para esse fato! me parece temeroso pois esta no posto ha menos de um mes!) e eu pedi licenca pois nao permaneceria na sala do embaixador para ouvir aquele tipo de coisa totalmente desnecessaria. Muitos locais ouviram os gritos mas nao souberam distinguir do que se tratava apesar de perceberem que havia algo errado. Desci para o terreo da chancelaria totalmente abalada, com vontade de chorar, nao entendendo a atitude deles, gritei de horror diante do fato de que estou indo a um posto inospito, que nao era posto A ou B, para cooperar porque acredito me designaram em confianca ...e chorei porque tenho me dedicado a esta embaixada com orgulho para mostrar coisas boas acerca de meu pais, porque nos meus 4 anos so em Belgrado, procurei fazer meu melhor e naquele momento, as perseguicoes que antes eram veladas (como o racismo em nosso pais), se mostrou clara. Meus bracos estavam pesados e quentes como se eu tivesse tomado uma surra. Ainda sinto essa queimacao nos meu bracos, dor de cabeca e tensao nas costas. Na noite briguei com meu noivo. Liguei para meu irmao no Brasil e estou recebendo apoio de familiares e amigos, alem do apoio dos funcionarios locais e da minha colega AC Carolina Barros. Estou ainda chocada, pois a humilhacao nao parou na reuniao das 10h30. Na medida do possivel prossegui trabalhando pois entendo que nao vou desonrar meus compromissos, minhas responsabilidades porque acredito que eles desejam isso e finalizei tres minutas de telegrama com projetos do setor cultural, a qual pertenco agora. A convocacao para a reuniao das 13h permaneceu. Acreditei que seria chamada antes disso para retratacao da parte do ministro diante das agressoes verbais por ele formuladas horas antes. MAS NADA ACONTECEU. As 13h todos subimos para a sala de reunioes do Embaixador. Ele novamente, e agora diante de mais pessoas (AC Carolina, OC Maira, At Ljubomir Orlovic, PAC Ivan Neto), me instou a pedir remocao. Me passou a palavra e eu disse que entendia a indignacao, mas que nao era minha culpa se a SERE nao o havia consultado, ele disse que a culpa era minha porque eu aceitei e nao o comuniquei...e continuou o bate-boca. Eu me calei. Ele falou do prejuizo da minha ausencia ao setor cultural, da sobrecarga dos demais colegas com minha ausencia, etc. Me senti como num tribunal do santo oficio. Envergonhada como se tivesse cometido um crime barbaro. Senti minha pressao cair, Page 2 of 4 meu dedos ficarem gelados, nao sabia em qual direcao olhar pois tinha vergonha de meus colegas e nao os queria ve-los ali, ouvindo aquelas coisas e participando de algo que deveria ter sido conversado somente entre mim e o embaixador. E nao queria que eles reagissem para nao expo-los mais! Expus minha necessidade financeira e ele disse que eu mesmo assim deveria te-lo consultado e eu fui sincera e disse que, numa outra ocasiao, o antecipei sobre a Rio+20 (um ano antes!) e ele mudou sua atitude comigo (outras situacoes de assedio moral que narrarei oportunamente) e disse-me que eu nao iria pois ele nao permitiria! Na ocasiao da convocacao, eu estava com problemas de sistema nervoso e nao me sentia em condicoes de ir para colaborar no evento da Rio+20. E o informei de que, por razoes pessoais e porque o posto estava meio desfalcado, nao iria. Ele preparou minuta de email para mandar a SERE explicando as razoes pelas quais eu nao deveria ir e eu lhe disse que nao precisava, que ele nao mandasse. Declinei e contei com a compreensao da SERE. Só que agora eu entendo porque eu estava com essa tensao nervosa. Acumulo de pressao psicologica. Assedio moral. Na reuniao, agradeci-lhe por ter manifestado sua indignacao de forma educada e disse que nos quase 15 anos de Itamaraty nunca vivenciei o que havia vivenciado horas antes, e achava aquilo lamentavel. De forma ironica, ele disse que nos 26 anos dele de itamaraty ele ja havia passado por situcao semelhante quatro vezes e citou exemplo que nao me recordo, mas que na minha opinaio era para minimizar o que eu havia passado, tendo o ministro, inclusive, dado risos do exemplo que o embaixador deu de agressao verbal. Minha pressao caiu ainda mais e comecei a ter ansias de vomito. Para me sentir melhor pedi licenca para narrar a evolucao das atividades durante a semana na area cultural e apresentar as minutas de telegrama que havia feito naquele expediente e entreguei as pastas ao Embaixador que entregou ao Ministro (que as esqueceu sob a mesa). Lembrei-o, diante de todos, da necessidade do envio de minha avaliacao naquele 14 de setembro, que era o prazo final. Alertei-lhe para o fato de que eu tambem deveria assinar o formulario, uma vez preenchido e assinado. O Embaixador disse-me que ficasse tranquila e o Ministro disse que isso nao era prioritario. As ansias de vomito voltaram e eu pedi licenca para me ausentar. Desci para minha sala e chorei. Tinham duas pessoas do publico cultural que queriam falar comigo, mas nao tive condicoes fisicas ou psicologicas para conversar com ninguem. A indignacao do embaixador em nao ser consultado pela SERE ou por mim para a missao, é imcomparavel a minha indignacao em saber que o representante do meu pais na Servia, que se orgulha de ter sido perseguido e reincorporado por forca da justica, que se diz democratico, justo, popular, pratica as mesmas torturas, mas dessa vez, psicologicas comigo, de forma clara e fria. Eu nao sei se porque sou mulher, ou porque sou oficial de chancelaria (administrativo), ou porque sou negra, ou porque nao descendo de familia nobre...Eu nao sei que crime eu cometi. Só sinto muito e me dói tudo isso. E não quero e não vou sair feito uma cachorra desta embaixada, após 12 anos de trabalho no exterior, escurraçada como um Page 3 of 4 animal porque tenho prazer e honra em servir o meu país. Conto com sua ajuda. Cordialmente, Sandra Maria Nepomuceno Malta dos Santos Page 4 of 4 INFORMAÇÃO URGENTE AOS ASSOCIADOS E DEMAIS SERVIDORES DO MRE Assunto: ASSÉDIO MORAL EM BRASEMB BELGRADO Na última segunda-feira, dia 18/09/2012, o Embaixador Denis Fontes de Souza Pinto, Subsecretário-Geral do Serviço Exterior, recebeu o AC Alexey van der Broocke, Presidente do SINDITAMARATY, o OC Rafael de Sá Andrade, Secretário-Geral do SINDITAMARATY, e o OC Marcos Torres de Oliveira, Consultor Político do SINDITAMARATY. O tema principal do encontro foi a denúncia de assédio moral, abuso de poder e de autoridade apresentada pela OC Sandra Malta, lotada na Embaixada do Brasil em Belgrado. De acordo com apuração dos fatos pelo Consultor Político do SINDITAMARATY, a SERE estava em busca de servidor que pudesse atender necessidade da Administração em Brasemb Malabo. Sondada informalmente se poderia deslocar-se de Belgrado a Malabo, no interesse da Administração, a OC Sandra Malta respondeu afirmativamente à consulta. Ato contínuo, a SERE, no uso de suas prerrogativas, encaminhou Despacho Telegráfico a Brasemb Belgrado, comunicando que a OC Sandra Malta estava designada para missão transitória de 30 dias em Malabo. Talvez incomodado com o fato de não ter sido previamente informado sobre o assunto, o Embaixador em Belgrado convocou a OC Sandra Malta, culpou-a pela falta de comunicação prévia a ele por parte da SERE, acusou-a de deslealdade e tentou convencê-la a sair do Posto mediante pedido de remoção voluntária. Na oportunidade, permitiu que ato degradante tivesse lugar sob sua autoridade: deixou que o Ministro-Conselheiro destratasse a servidora com palavras e expressões que o SINDITAMARATY deixa de reproduzir neste informe, por respeito aos associados e para não macular a imagem do Itamaraty. O relato contundente da servidora tocou de tal modo a Diretoria do SINDITAMARATY que o e-mail de resposta à OC Sandra Malta, de oferta de assistência jurídica, foi copiado para o Senhor SGEX, a COR, a ISEX, o Embaixador em Belgrado, o Ministro-Conselheiro em Belgrado. Na audiência com o Senhor SGEX, que tem sempre aberto espaço em sua agenda para receber a Diretoria do Sindicato, a conclusão foi direta: a OC Sandra Malta deverá realizar o trabalho que precisa ser feito em Malabo e retornar a Belgrado, onde permanecerá até o término de sua missão. Foi comunicado ao Senhor SGEX que o SINDITAMARATY vai iniciar, em breve, campanha de combate acérrimo ao assédio moral no âmbito do MRE, com indicativo de Postos onde o chefe assedia seus subordinados, seja por índole, arrogância, falta de educação ou inépcia para o exercício de função pública. A respeito desse tema, coincidiu-se que a legislação sobre o assunto é insuficiente para coibir os abusos, sendo necessário, ainda, vigilância individual, solidariedade entre os subordinados e denúncia ao Sindicato. Hoje, dia 20/09/2012, por e-mail dirigido ao Presidente do SINDITAMARATY e vários outros destinatários, a OC Sandra Malta antecipou cópia de “Acordo de Entendimento e Conciliação” firmado entre ela e o Embaixador Alexandre Addor, tendo como “observadores” (na verdade, testemunhas) o Ministro-Conselheiro Arthur Nogueira, a AC Carolina Barros, a OC Maíra Mendes e o OC Rodrigo Lima. A assinatura de “Acordo de Entendimento e Conciliação”, no qual consta a expressão “A Embaixada volta ao normal”, demonstra que a narrativa da servidora, na denúncia ao Sindicato, é mais do que verossímil. Deveria ser suficiente, portanto, para que a COR e a ISEX determinassem a apuração da ocorrência. É intenção da Diretoria do SINDITAMARATY solicitar audiência com os responsáveis pela COR e pela ISEX. O encontro, se ocorrer, será objeto de novo informe aos associados. Aproveitou-se o ensejo da reunião com o Senhor SGEX para solicitar resposta a Memorando que o Embaixador Gradilone, então SGEB, encaminhou à Administração, com proposta de remuneração da função de Vice-Cônsul e criação de Adidâncias Civis nos postos do exterior. O documento encontrava-se no DSE, para apreciação. O Embaixador Denis ficou de verificar e dar retorno. No que toca à falta de interlocução com áreas técnicas da Administração, desde o lamentável episódio ocorrido na CMOR, o Embaixador Denis sugeriu que membros dos GTs do SINDITAMARATY se reúnam com equipes da Administração, a fim de possibilitar fluxo de informações e troca de opiniões que resultem em sinergia para as partes. A Diretoria do SINDITAMARATY apresentaria os nomes dos interlocutores dos GTs e a SGEX indicaria os representantes da Administração. A Diretoria do SINDITAMARATY ficou de apreciar proposta, em princípio bem interessante. Acordo de Entendimentoe Conciliação Primeira:em e-mail dirigido ao OC Marcos Torres de Oliveira e aos outros doze denúncias, a OCSandraMalta retirará,sem reserya,todasas acusações, endereçoseletrônicos, queixasou reclamaçõescontidasno e-mail que enviou a ele e que nos chegou em cópia (distribuída em 18/09). que não fez oficialmentenenhumaqueixa,acusaçãoetc., se Segunda:a Embaixada, também se absteráde qualquerqueixa,acusaçãoetc. contraa OC SandraMalta.A Embaixada absteráde pedirsuaremoção. Terceira:a Embaixadanão se oporá ao serviçoprovisórioque se iniciano dia 1ro de outubro,no entendimentode que a OC SandraMalta, em princípio,não terá outros serviços Addor. provisórios apósesteem Malaboaté o finalda gestãodo Embaixador Quarta:todos nós retornamosao trabalho em nossasfunçõesnormais,atentos aos princípiosda boa convivência, da lealdadee, naturalmente, da transparência, do coleguismo, público. gerais normal. princípios volta ao A Embaixada do serviço aos lgrado,em 19 de setembrode 2012. Emba nistro-Conselheiro RodrigoLima Nogueira Arthur Nogueira <[email protected]> DENUNCIA DE ASSÉDIO MORAL E ABUSO DE PODER - OC SANDRA M. NEPOMUCENO MALTA DOS SANTOS 1 message Sandra Maria Nepomuceno Malta dos Santos 20 September 2012 <[email protected]> 13:15 To: Corregedoria do Serviço Exterior - Itamaraty <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, Alexey Van der Broocke <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, Carolina Maria e Barros Silva <[email protected]>, Denis Fontes de Souza Pinto <[email protected]>, Inspetoria-Geral do Serviço Exterior - Itamaraty <[email protected]>, Maira Ervolino Mendes <[email protected]> Cc: "[email protected]" <[email protected]> Retransmissão para correção do texto e inclusão do Assunto. Excelentíssimos Senhores Embaixadores, Prezadas Senhoras e Senhores, Prezado Marcos, Antecipo, em anexo, acordo de entendimento e conciliação assinado ontem, dia 19 de setembro, junto com o Sr. Embaixador Alexandre Addor e observadores. Por este documento, retiro a acusação de assédio moral contra o Chefe do Posto, o Embaixador Alexandre Addor Neto e contra o Ministro - Conselheiro Arthur Henrique Villanova Nogueira. A via original seguirá pela mala diplomática do dia 21/09/2012. Page 1 of 3 Toda a tratativa foi registrada em fita cassete por gravador, cuja cópia seguirá igualmente pela mala diplomática para vosso conhecimento. Respeitosamente, OC Sandra Maria Nepomuceno Malta dos Santos Embaixada do Brasil em Belgrado Acordo de Entendimento e Conciliação.PDF 602K Arthur Nogueira <[email protected]> (no subject) 1 message Sandra Maria Nepomuceno Malta dos Santos 20 September 2012 <[email protected]> 13:12 To: Denis Fontes de Souza Pinto <[email protected]>, Corregedoria do Serviço Exterior Itamaraty <[email protected]>, Inspetoria-Geral do Serviço Exterior - Itamaraty <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, Alexey Van der Broocke <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, "[email protected]" <[email protected]>, Maira Ervolino Mendes <[email protected]>, Carolina Maria e Barros Silva <[email protected]> Prezadas Senhoras e Senhores, Prezado Marcos, Page 2 of 3 Antecipo, em anexo, acordo de entendimento e conciliação assinado ontem, dia 19 de setembro, junto com o Sr. Embaixador Alexandre Addor e observadores. Por este documento, retiro a acusação de assédio moral contra o Chefe do Posto, o Embaixador Alexandre Addor Neto e contra o Ministro - Conselheiro Arthur Henrique Villanova Nogueira. A via original seguirá pela mala diplomática do dia 21/09/2012. Toda a tratativa foi registrada em fita cassete por gravador, cuja cópia seguirá igualmente pela mala diplomática para vosso conhecimento. Respeitosamente, OC Sandra Maria Nepomuceno Malta dos Santos Embaixada do Brasil em Belgrado Acordo de Entendimento e Conciliação.PDF 602K Page 3 of 3