Estudo de Mercado para Importação de Frutas Estudo sobre o Mercado de Frutas no Japão 1-1 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Estudo elaborado pela AsAmediator Consultoria de Negócios Ltda. com sede à Rua Jesuíno Arruda, 340 / 41 - São Paulo - Telefone: +55 11 3168 4770 - Email [email protected], sob a responsabilidade de seus sócios Elias Antunes e José Augusto Soares de Azeredo Coutinho. 2-2 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Índice Sumário Executivo ......................................................................................................... 7 1 Introdução ............................................................................................................ 10 1.1 A economia japonesa e a produção, importação e consumo de frutas ..................12 1.2 Tendências Recentes de Mercado...........................................................................14 1.3 Origem das Importações.........................................................................................14 1.4 Condições do mercado doméstico...........................................................................15 1.5 Consumo Regional de Frutas .................................................................................15 2 Sobre as Leis relacionadas à importação de frutas para o Japão......................... 22 2.1 2.1.1 2.1.2 2.1.3 2.2 2.2.1 2.2.2 2.2.3 2.3 Requerimentos de Controle Fitossanitário ............................................................23 Itens sujeitos a Controle Fitossanitário ............................................................................. 23 Itens não sujeitos a Controle Fitossanitário....................................................................... 23 Itens proibidos de ser importados ..................................................................................... 23 Lei de Controle Sanitário .......................................................................................23 Propósito: ........................................................................................................................ 23 Termos Gerais da Lei....................................................................................................... 23 Procedimentos Gerais de Acordo com esta Lei ................................................................. 24 Lei de Proteção das Plantas ...................................................................................25 2.3.1 Propósito: ........................................................................................................................ 25 2.3.2 Termos gerais da Lei ....................................................................................................... 25 2.3.3 Itens sujeitos a esta Lei .................................................................................................... 26 2.3.3.1 “Contrabando”........................................................................................................ 26 2.3.3.2 Espécies que requerem inspeção de importação:..................................................... 26 2.3.3.3 Espécies e artigos que não requerem inspeção: ........................................................ 26 3 Sequência de Procedimentos requeridos sob a Lei de Sanidade dos Alimentos: .. 27 3.1 Processamento do Formulário de Notificação para Importação de Alimentos e outros documentos requeridos;...........................................................................................27 3.1.1 Notificação de Importação: .............................................................................................. 27 3.2 Exame dos documentos...........................................................................................27 3.3 Certificado de Notificação de Processamento ........................................................28 3.4 Inspeções .................................................................................................................28 3.5 Certificado de Inspeção Concluída.........................................................................28 3.6 Como lidar com a carga que não é considerada aceita pela inspeção ...................28 4 Formas de Simplificar o Processo de Importação ................................................ 29 4.1 Sistema de Notificação Antecipada ........................................................................29 4.2 Sistema de Importação Planejada ..........................................................................29 4.3 Aceitação de resultado de inspeção voluntária ......................................................29 4.4 Aceitação de resultados de inspeção de laboratórios dos países de origem...........29 3-3 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 4.5 Sistema de importação de produtos idênticos ........................................................29 4.6 Sistema de registro de produtos .............................................................................30 4.7 Sistema de confirmação antecipada de importação ..............................................30 4.8 Notificação via sistemas computadorizados ...........................................................30 5 Portos de Entrada................................................................................................. 31 6 Outros fatores importantes para o Processamento de Importações ...................... 33 6.1 Como determinar que um produto é idêntico e portanto elegível para o sistema de importações programadas...................................................................................................33 6.2 Amostras .................................................................................................................33 6.3 Feiras.......................................................................................................................33 7 Impostos de Importação e Tarifas ........................................................................ 35 7.1 Impostos ..................................................................................................................35 7.2 Imposto sobre o Consumo (Shôhizei) ....................................................................36 8 Rótulos.................................................................................................................. 37 8.1 Alimentos Orgânicos...............................................................................................38 8.2 Alimentos Transgênicos..........................................................................................38 9 Sazonalidade das Importações de Frutas para o Japão........................................ 39 10 Fatores Importantes que devem ser observados quando da importação e comercialização de frutas frescas no Japão ................................................................. 40 11 Custos envolvidos na importação de alimentos................................................. 41 11.1 Frete e Seguros........................................................................................................41 11.2 Custos de pagamento ..............................................................................................41 11.3 Custos associados a procedimentos de alfândega ..................................................41 11.3.1 11.3.2 11.3.3 Serviços de representação (proxy) ............................................................................... 41 Servicos relativos a entrada da carga no porto.............................................................. 41 Custos de armazenagem .............................................................................................. 41 11.4 Custos relativos a tarifas e impostos de consumo ..................................................41 11.5 Custos de transporte dentro do Japão. ..................................................................41 12 Canais de Distribuição...................................................................................... 42 12.1 Sobre o Transporte de Frutas para o Japão ..........................................................43 12.2 Serviços pós-venda..................................................................................................43 13 Lista de plantas brasileiras cuja importação é atualmente proibida no Japão . 44 13.1 Afetadas pela mosca do Mediterrâneo (Ceratitis Capitara)..................................44 13.2 Afetadas pela mariposa Cydia pomonella.............................................................44 13.3 Afetadas por Peronospora tabacina .......................................................................44 14 4-4 Mangas ............................................................................................................. 45 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 14.1 Análise do Mercado das Importações de Manga ...................................................45 Nome científico: Mangifera indica L. ....................................................................................45 14.2 Conclusões...............................................................................................................54 14.2.1 14.2.2 15 Problemas: .................................................................................................................. 54 Oportunidades............................................................................................................. 54 Limões .............................................................................................................. 56 15.1 Análise do Mercado de Importações de Limões.....................................................56 Nomes científicos:.................................................................................................................56 Limão tipo siciliano: Citrus limon Burm.f.; Tipo Taiti: Citrus aurantifolia Swingle................56 15.2 Análise do mercado do Limão Taiti (raimu)..........................................................64 15.3 Conclusão................................................................................................................66 15.3.1 15.3.2 16 Problemas: .................................................................................................................. 66 Oportunidades:............................................................................................................ 67 Mamão papaia .................................................................................................. 68 16.1 Análise do Mercado de Importações de Mamão papaia........................................68 16.2 Conclusão................................................................................................................75 16.2.1 16.2.2 17 Problemas ................................................................................................................... 75 Oportunidades............................................................................................................. 75 Melão................................................................................................................ 77 17.1 Análise do Mercado de Importação de Melão .......................................................77 17.2 Conclusão................................................................................................................87 17.2.1 17.2.2 18 Problemas ................................................................................................................... 87 Oportunidades............................................................................................................. 88 Caqui ................................................................................................................ 89 18.1 Introdução...............................................................................................................89 18.2 Situação da produção e comericalização de caqui no Brasil .................................90 18.3 Combate a moléstias e pragas.................................................................................91 18.4 Seleção e tratamento, classificação e embalagem...................................................91 18.5 Produção e Comercialização de caqui no Japão ....................................................92 18.6 Importações e Exportações de Caqui .....................................................................92 18.7 Produção japonesa de caqui ...................................................................................93 18.8 Dimensionamento do mercado consumidor ...........................................................97 18.9 Conclusão................................................................................................................99 18.9.1 Possíveis estratégias para a entrada do caqui brasileiro no mercado japonês ................. 99 19 Recomendações Estratégicas .......................................................................... 101 20 Bibliografia e Referências .............................................................................. 105 21 Anexo 1 (Empresas vinculadas ao comércio de frutas no Japão)................... 106 22 Anexo 2 – Fotos .............................................................................................. 107 5-5 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 23 Anexo 3 -- Feiras Programadas para a Indústria de Alimentos, Bebidas e Alimentos Processados em 2002-2003........................................................................ 109 24 6-6 Lista de Tabelas .............................................................................................. 110 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Sumário Executivo O presente estudo tem por objetivo descrever as condições de mercado para a importação pelo Japão de algumas frutas selecionadas. Desenvolvemos uma análise baseada primordialmente na identificação dos principais concorrentes (exportadores), bem como no comportamento das importações passadas de cada uma delas. Não utilizamos espécie alguma de projeções de mercado para importações destas frutas, uma vez que consideramos que a quantificação final do potencial de cada nicho de mercado seja uma parte subsequente no processo de acesso ao mercado de alimentos no Japão. O foco do estudo se firmou nas características do mercado local de cada uma das frutas analisadas, bem como na evolução do consumo de cada uma delas no decorrer dos últimos cinco anos. Consideramos que as variáveis que afetam o consumo de frutas sejam fundamentalmente econômicas, mas também têm um forte componente cultural, como explicamos ao longo do estudo. O desenvolvimento deste mercado depende, portanto, de um profundo conhecimento das variáveis econômicas que podem afetar o nível de consumo geral e particularmente o consumo de alimentos importados, bem como da introdução de novos elementos de cunho cultural. Identificamos durante o estudo problemas e oportunidades em cada mercado específico, concluindo sempre com a recomendação estratégica para cada caso. Das cinco frutas analisadas – mangas, limões, mamões papaias, melões e caquis – apenas os caquis ainda não são importados pelo Japão e, portanto, a análise deste nicho de mercado teve que ser adaptada à condição básica de ser um mercado totalmente fechado. O caso dos caquis também difere dos demais pelo fato de ser a única fruta que o Japão produz em abundância, sendo um mercado totalmente auto-suficiente. Há uma pequena parcela, inclusive, de exportações, como há também no caso dos melões. Entretanto, nota-se que estas exportações não têm uma caracteristica de “comoditização” do produto, sendo, ao contrário, muito direcionadas para um público pequeno e específico dentro da Ásia. Uma fonte de preocupação do lado japonês é o baixo nível de auto-suficiência da produção interna de alimentos. No caso das frutas, verifica-se que paulatinamente a produção doméstica vem diminuindo e tende a desaparecer, dados os altos custos de produção. Desde o início da liberalização das importações (em 1989), o perfil do mercado doméstico mudou radicalmente, inclusive no que diz respeito a mudanças importantes nos aspectos culturais relacionados ao consumo de frutas (eliminando-se as sazonalidades). Outro fator importante para a indução de comportamento no Japão é sempre o apelo pela constituição nutricional do alimento, associando-a a hábitos saudáveis. A importação de bananas aumentou substancialmente após uma série de reportagens de televisão, há três anos atrás, ressaltando os seus benefícios para a saúde (aliado a preços muito razoáveis para o padrão japonês). Recentemente, assiste-se ao mesmo fenômeno com o marketing da babosa (Aloe) e seus produtos derivados. 7-7 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Voltando aos aspectos culturais envolvidos no consumo de frutas no Japão, há que se considerar que a eventual entrada de alguns produtos deverá necessariamente estar acompanhada de campanhas que induzam mudanças de hábitos da população consumidora. O caso mais clássico é o dos caquis, que são consumidos em associação com as festas tradicionais de família no início de cada ano. As campanhas de marketing institucional também são provavelmente muito recomendáveis, por exemplo, criando-se marcas como “limão brasileiro”. Concluímos que o maior problema a ser vencido é se conseguir a autorização para as exportações brasileiras de frutas. Todas as frutas analisadas ainda constam da lista de proibição de importações pelo Japão. Um caso aparentemente animador é o do mamão papaia, cuja importação pelos EUA já está liberada1, embora ainda de áreas produtoras restritas, e em franco desenvolvimento. Como as especificações japonesas são tão rígidas quanto as americanas, pode-se considerar que a aceitação das exportações brasileiras pelos EUA poderá beneficiar as negociações com as autoridades sanitárias japonesas. Outro caso é o da manga brasileira, cuja importação pelo Japão prevê-se que seja liberada nos próximos meses. Outra dificuldade importante é conseguir competir com concorrentes mais próximos geograficamente e com características climáticas semelhantes às do Brasil, como as Filipinas. A maior parte das importações de frutas tropicais pelo Japão vem das Filipinas, que têm tirado importantes fatias de mercado de tradicionais exportadores de frutas para o Japão, como o caso das papaias americanas. Em termos de competitividade de produto, identificamos que há uma boa possibilidade dos limões brasileiros tipo Taiti conquistarem importantes fatias de mercado no Japão. Atualmente prodominam as importações do limão tipo siciliano, vindas dos EUA e do Chile primordialmente. As importações de limão Taiti vêm apenas do México e representam cerca de 0,1% do consumo total de limões no Japão. Os preços médios de exportação dos limões brasileiros (equivalentes a JpY 62/kg, FOB) indicam uma larga margem para a exportação do produto pelo Japão, quando consideramos os preços médios das importações vigentes (JpY 430/kg, CIF). Outra vantagem que os limões também têm em relação às outras frutas é a isenção de impostos de importação. Pelo mesmo critério, no caso dos melões identificamos as mais estreitas margens entre os preços médios das exportações brasileiras e os preços médios das importações japonesas. Os mamões papaias e as mangas também mostram margens bastante atrativas. Finalmente, a maior oportunidade que se identifica em todos os casos foi a sazonalidade das importações de frutas no Japão. Em alguns casos, como ocorre com as papaias e mangas americanas, a importação já é feita praticamente o ano inteiro. No caso das 1 Atualmente a única área aprovada para exportação para os EUA é o Estado do Espírito Santo. O Programa de Desenvolvimento da Fruticultura (do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) visa a ampliar as áreas de exportação do mamão papaia. No ano de 2001 foram exportadas cerca de 6 mil toneladas de mamão papaia para os EUA. 8-8 Estudo de Mercado para Importação de Frutas mangas, observaram-se significativas alterações de preço nos meses em que entram as exportações americanas e o México se retira do mercado. Aliado ao fato de que a sazonalidade das frutas brasileiras é praticamente inexistente (como no caso das mangas, produzidas em áreas diversas do país) há também o fato de que (com exceção dos limões exportados pelo Chile) todos os concorrentes hoje já no mercado japonês se situam no hemisfério norte, havendo, portanto, o benefício da inversão de estações. 9-9 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 1 Introdução O presente estudo fala, inicialmente, sobre a economia japonesa e a produção, importação e consumo de frutas, apresenta-se as tendências recentes de mercado, a origem das importações japonesas, as condições do mercado doméstico e sobre o consumo regional de frutas. Em seguida, no capítulo 2, apresenta-se as condições sobre as leis relacionadas à importação de frutas para o Japão (requerimentos de controle fitossanitário e no capítulo 3 a sequência de procedimentos requeridos sob a Lei de Sanidade dos Alimentos). No capítulo 4, discorre-se sobre as formas de simplificar o processo de importação. Nos capítulos 5 e 6 aponta-se os principais portos de entrada e ainda outros procedimentos importantes para o processamento das importações, como os o que se refere a amostras e feiras. O capítulo 7 discorre sobre os impostos de importação e tarifas enquanto o capítulo 8 apresenta as regulamentações no que se refere à rotulagem dos alimentos importados. O capítulo 9 discute as oportunidades oferecidas aos potenciais exportadores brasileiros pela sazonalidade das atuais importações de frutas para o Japão. Nos capítulos 10 e 11, discorre-se respectivamente sobre outros fatores importantes que devem ser observados quando da importação e comercialização de frutas frescas no Japão e sobre os custos envolvidos na importação de alimentos para o Japão. No capítulo 12, apresenta-se a estrutura dos canais de distribuição de frutas importadas pelo Japão, enquanto que o capítulo seguinte (13) apresenta a lista de plantas brasileiras cuja importação é atualmente proibida no Japão. A partir do capítulo 14, entra-se nos estudos específicos de cada uma das cinco frutas analisadas neste trabalho – mangas (capítulo 14), limões (capítulo 15), mamões papaia (capítulo 16), melões (capítulo 17), e caquis (capítulo 18). Finalmente, no capítulo 19 apresenta-se as recomendações de estratégias para a entrada no mercado de exportação para o Japão das mencionadas frutas brasileiras. Ademais, são apresentados três anexos, sendo o Anexo 1 contendo fotos de frutas frescas ofertadas no mercado e de um fruit parlor, o Anexo 2 contendo uma listagem de empresas japonesas relacionadas ao comércio de frutas no Japão e o Anexo 3 com a lista de Feiras Programadas para a Indústria de Alimentos, Bebidas e Alimentos Processados em 2002-2003. Uma grande variedade de gêneros alimentícios é importada pelo Japão anualmente e compõe uma parcela importante da dieta do japonês. O total de importações de comida atingiu aproximadamente JpY5.4 trilhões em 1999 (aproximadamente USD4,13 bilhões), o que representou 14.8% do total das importações japonesas naquele ano. Por categoria, a maior parcela de importações de alimentos foi de pescados, que totalizaram 30.4% do total de gêneros alimentícios importados. 10 - 10 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Fruta Consumo anual em tons 8.900 87.800 6.900 33.200 220.000 - Mangas Limões Mamão papaia Melões Caqui Valor total anual % importado 100 96 100 99 0 - Valor importações em US$ milhões 24,9 108,7 16,1 28,7 0 178,4 Fonte: Banco de Dados da AsAmediator. O maior exportador de comida para o Japão foram os EUA, com 30.1%, seguidos pela China (11.1%), Austrália (6.4%) e Tailândia (5%). Tabela 1 -- Maiores Fornecedores de Alimentos para o Japão - 1999 País Principais Itens EUA China Austrália Canadá Tailândia Brasil Fonte: Japan’s Foods Imports - 1999. Milho Enguias Carne bovina Canola Frango Carne bovina Frango Trigo Carne suína Camarões Soja Derivados de Frango Queijos Trigo Derivados de camarões Café Frango Soja Tabela 2 -- Ordem de Importância das Frutas e Produtos Relacionados entre os Principais Produtos Alimentícios Importados pelo Japão, 1999 Item Bananas Grapefruits Suco de Laranja Limões Laranjas Cerejas Suco de Maçã Kiwis Uvas Abacaxis enlatados Morangos Abacaxis Fonte: Japan’s Foods Imports - 1999. Classificação entre os 100 itens mais importados 17 31 42 51 54 63 67 68 90 95 97 99 De forma geral, qualquer tipo de comida pode ser importada pelo Japão, desde que seja qualificada como apropriada para o consumo humano. Uma grande variedade de frutas é importada pelo Japão, de diferentes qualidades e origens, de clima tropical ou temperado. A Tabela 3 mostra as principais frutas importadas pelo Japão, e os principais exportadores por fatia de mercado. Em 1999, o Brasil figurava entre os principais fornecedores (quarto lugar, com 4.7% do total exportado de frutas) dado o volume de 11 - 11 Estudo de Mercado para Importação de Frutas suco de laranja exportado. O destaque foi para a colocação das Filipinas, que vêm agressivamente entrando em alguns nichos específicos de mercado, como veremos nos estudos mais detalhados ao longo deste trabalho. Como os dados mostrados na tabela são de 1999, já houve modificações na classificação dessas posições, como ficou patente, por exemplo, em alguns mercados analisados mais à frente (papaias, por exemplo), onde a posição dos EUA caiu nos últimos dois anos, cedendo lugar às exportações filipinas. Tabela 3 -- Frutas importadas pelo Japão e discriminação dos principais países fornecedores, por fatia de mercado, 1999 Frutas Fatia de Mercado dos 5 principais países fornecedores, em % Total de todas as categorias EUA (33,6); Filipinas (17,3); China (11,0); Brasil (4,7); Equador (4,2) EUA (37,6); Filipinas (30,1); Equador (7,5); Nova Zelândia (6,6); México (4,6) Frutas Laranjas EUA (58,7); Austrália (13,0); Espanha (11,0); África do Sul (9,8); México (5,5) Limões EUA (88,1); Chile (6,5); Austrália (2,1); África do Sul (1,6); Nova Zelândia (1,4) Grapefruits EUA 80,4); África do Sul (10,1); Israel (6,9); Suazilândia (2,5); Cuba (0,1) Bananas Filipinas (69,6); Equador (20,2); Taiwan (7,9); China (1,3); México (0,3) Abacaxis Filipinas (96,7); Taiwan (2,2); China (0,7); Tailândia (0,4) Kiwis Cerejas Nova Zelândia (92,1); Chile (5,2); EUA (2,4); República da Coréia (0,3) EUA (99,4); Nova Zelândia (0,5); Canadá (0,1) EUA (80,7); China (9,7); Turquia (3,1); África do Sul (2,7); Austrália (1,0) Frutas Secas Uvas passas Frutas Congeladas EUA (89,9); África do Sul (4,8); Turquia (2,8); Austrália (1,8); Chile (0,3) EUA (34,4); China (19,5); Canadá (18,1); México (5,0); República Coréia (4,7) Morangos EUA (53,9); China (22,5); República da Coréia (11,8); México (6,1); Chile (2,8) China (29,1); Tailândia (20,3); África do Sul (2,0); EUA (10,8); Filipinas (5,3) Frutas Enlatadas Abacaxis Tailândia (48,8); Filipinas (23,6); Indonésia (19,9); Malásia (5,9); EUA (1,0) Pêssegos China (41,4); África do Sul (26,9); Grécia (14,8); Austrália (6,2); Chile (4,7) EUA (32,6); Brasil (28,6); China (4,9); Áustria (4,1); Israel (3,5) Sucos de Frutas Laranjas Maçãs Brasil (73,2); EUA (23,9); Italia (0,8); Austrália (0,7); Holanda (0,4) EUA (28,7); China (21,2); Áustria (17,3); Chile (9,4); Alemanha (6,7) Fonte: Japan’s Foods Imports - 1999. 1.1 A economia japonesa e a produção, importação e consumo de frutas A economia japonesa, desde a famosa “ruptura da bolha” em 1992, passa por um longo e difícil período de reestruturação. Esse processo contém diversas forças atuando em diferentes direções de modo que, se, por um lado, os ajustes na economia prescrevem cortes de despesas, com repercussões negativas sobre o consumo, alguns efeitos desses ajustes, por outro lado, trabalham em favor de uma maior abertura do mercado, numa tentativa de alinhamento, até onde possível, dos preços internos com os externos. 12 - 12 Estudo de Mercado para Importação de Frutas De outra parte, com o início da liberalização das importações de frutas adotada pelo Japão a partir de 1989 (em obediência aos acordos da Rodada Uruguai do GATT), houve uma grande redução na produção doméstica tradicional de cítricos (tangerinas, principalmente) e maçãs, substituída por importações procedentes principalmente dos EUA e África do Sul, para os primeiros, e dos EUA e da Austrália, para as maçãs. Ainda assim, não obstante o significativo aumento nas importações de bananas entre os anos de 1996 e 2000 (cerca de 32%), o consumo de frutas pelo Japão, em termos absolutos, não aumentou mais do que 3% no decênio 1989 – 1998. Para as comparações cambiais foi seguido o critério do Bank of Japan, segundo o qual a taxa cambial US$ 1,00/JpY no fechamento de cada ano calendário tem sido: Tabela 3.a - Taxa de câmbio do Yen versus US$ Ano JpY por US$ 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 Fonte: Banco do Japão – 2002. 111,89 99,83 102,91 115,98 129,92 115,20 102,08 114,90 124.37 Outra observação importante é a de que as estatísticas utilizadas na Tabela 4, relativas ao “market share” das frutas importadas, não distinguem os percentuais das frutas produzidas domesticamente por sua destinação ao consumo direto como frutas frescas e à produção de sucos e outros produtos processados. Mesmo assim, é possível obter importantes conclusões a partir dos dados indicados na Tabela. Tabela 4 -- Evolução da participação de frutas importadas no mercado japonês ( mil toneladas) Itens 1989 1995 1996 1997 1998 Produção japonesa Importação Exportação Variação de estoque 5.210 2.641 46 +27 4.242 4.547 16 117 3.900 4.384 15 +15 4.587 4.265 20 145 3.935 4.110 13 +36 Total Abastecimento 7.832 8.656 8.284 8.687 8.068 Fonte: Food Supply and Demand – 2000. Dentre as diversas conclusões que inferem-se pelos dados acima, podem-se destacar: ü Houve um crescimento de apenas 3% no mercado consumidor japonês de frutas em um período de dez anos (entre 1989 e 1998), tendo, porém, caído cerca de 7,3% nos anos de 1995 a 1998. 13 - 13 Estudo de Mercado para Importação de Frutas ü Nesse mesmo período a importação de frutas pelo Japão cresceu cerca de 55,6%. ü Ainda no mesmo período, o “market share” das frutas importadas passou de 33,7% em 1989 para 50,9% em 1998 ü Como indicação dos efeitos mais recentes da atual crise econômica sobre o consumo, destaque-se, também, a queda de cerca de 10,6% sobre as importações de frutas no período 1995 – 1998 contra um crescimento de 72,2% no período anterior 1989 – 1995. Paralelamente, a produção japonesa de frutas decresceu respectivamente 22,8% e 7,8% nesses dois períodos. 1.2 Tendências Recentes de Mercado No ano de 2000, o total de importação de frutas cresceu para 10,9% acima dos totais de importações em 1999, chegando a JpY158.7 bilhões. Entretanto, este valor foi 1,6% menor do que o valor agregado das importações em 1999, indicando uma queda de preço médio das frutas importadas. Dentro das categorias mais importantes destacam-se as bananas, que representaram em 2000 59,4% do total do volume de frutas importadas, e 38,1% do valor total. Em 2001, o volume de bananas importadas atingiu 990.500 toneladas. Outras frutas tropicais que também têm destaque nas importações são os abacaxis (118.000 t), mangas (8.800 t) e papaias (6.800 t). Entre as frutas cítricas, destacam-se os grapefruits (268.600 t), seguidos das laranjas (126.200 t) e limões (84.300 t). Quanto à categoria das frutas de clima temperado, destacam-se os kiwis (39.500 tons), melões e melancias (34.800 tons), cerejas (17.000 tons) e uvas (11.500 tons). O Japão importou menos de 1.5 milhões de toneladas por ano de frutas durante o período de 1989 a 1991 (que foi o periodo do início da liberalização das importações). Com o progresso da liberalização das importações, houve um aumento significativo do volume de frutas importadas, que chega atualmente a 1.8 milhões de toneladas. 1.3 Origem das Importações Geralmente, cada categoria de frutas importadas pelo Japão vem de um ou poucos países de origem, havendo uma concentração de até 90% das importações em um único país exportador. Isto se deve em larga escala às restrições de inspeção sanitária (bastante estritas), bem como muitas vezes ao pequeno número de regiões produtoras por categoria. Grande parte das frutas tropicais vem das Filipinas, como no caso das bananas (75%) e abacaxis (98%). No caso das mangas e papaias, há uma maior distribuição do mercado fornecedor. 53% das mangas importadas pelo Japão vêm das Filipinas, seguidas pelo México (31%). No caso das papaias, 58% vêm do Havaí, seguido das Filipinas (48%). No 14 - 14 Estudo de Mercado para Importação de Frutas caso dos abacates, 99% são importados do México. Entre as frutas examinadas mais especificamente neste estudo, as Filipinas são um importante fornecedor de mangas (53% do volume importado) e papaias (48% das importações). No caso das frutas cítricas, há uma predominância de importações dos EUA, que no passado chegavam a 90%. Entretanto, recentemente, as importações da África do Sul cresceram significativamente em termos relativos. No caso específico dos limões, entretanto, o Chile aparece como um grande mercado provedor (o segundo, com 15,4% do volume importado), nos últimos anos, tendo tirado mercado dos Estados Unidos (hoje com 77% do mercado). 1.4 Condições do mercado doméstico A liberalização do mercado doméstico resultou em um aumento significativo e rápido de importação de frutas, bem como num recuo também significativo do nível de autosuficiência do mercado japonês. Assim sendo, a produção doméstica também caiu, devido ao número descrescente de propriedades rurais produtoras de frutas, da população rural e problemas relacionados a atrasos na mecanização e redução de energia. As razões que causaram a queda da produção doméstica têm relação direta com a diferença de preço de comercialização das frutas produzidas no mercado doméstico e das frutas importadas, principalmente nos casos em que as margens de lucro do produtor doméstico são estreitas (como no caso das tangerinas e uvas). Nos casos em que a diferença de preços entre o mercado doméstico e o de frutas importadas não difere tanto, e nos quais também a margem de lucro do produtor doméstico é maior, não houve uma redução muito significativa da produção doméstica, uma vez que o consumidor japonês sempre associa ao produto doméstico uma imagem de qualidade superior (caso das maçãs e cerejas). De uma forma geral, percebe-se que a liberalização da importação de frutas trouxe mais dinamismo ao mercado doméstico, bem como alterou a estrutura deste mercado. É interessante observar as características culturais associadas ao consumo de frutas no Japão. Tradicionalmente, o consumo das frutas sempre esteve ligado às estações do ano, obedecendo, portanto, à sazonalidade natural da produção local. O costume tradicional era de se consumir as frutas sem cascas, arranjadas de acordo com um senso estético próprio. A introdução das importações imprimiu uma característica mais casual ao consumo de frutas, o que contribui também para o aumento desse consumo, já que o ato de ingerir a fruta se descola do costume tradicional que limitava o consumo a determinadas situações e formas pré-determinadas. 1.5 Consumo Regional de Frutas Tomando-se um índice de base 100 como a média de consumo de frutas, e conforme os dados dispostos na Tabela 5, a região de maior consumo (em volume) de frutas no pais é a região de Tohoku (nordeste do Japão), com um índice de consumo de 123, e um índice 15 - 15 Estudo de Mercado para Importação de Frutas de gasto médio de 99. Outras regiões importantes em termos de quantidade consumida são Hokkaido (ilha mais ao norte, índice de consumo 109, gasto médio 96) e Tokai (índice de consumo 107, gasto médio 100). Tabela 5 -- Consumo anual e índice de preço médio de frutas por região e por domicílio no Japão Todas as Frutas Consumo Gasto Médio Todo o Japão 103 101 Cidades com população > 50 mil pessoas 102 102 Tohoku 123 99 Hokkaido 109 96 Tokai 107 100 Shikoku 106 97 Kanto 105 104 Hokuriku 102 97 Chugoku 99 101 Kinki 97 105 Kyushu 89 91 Okinawa 58 106 Fonte: Statistical Data of Vegatable and Fruit 2002; Shokuhin Ryûtsû Jôhô Center Região Ranking 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Para referência e melhor compreensão da localização das diversas regiões e províncias, são apresentados abaixo mapas detalhados do Japão. No anexo 2, são apresentadas fotos de frutas importadas vendidas no varejo na região de Tóquio. 16 - 16 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Mapa do Japão dividido em regiões Fonte: www.jin.jcic.or.jp 17 - 17 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 18 - 18 Estudo de Mercado para Importação de Frutas É interessante notar que a distribuição regional do consumo não apresenta uma correlação direta com a renda per capita de cada região. Como pode-se ver pela Tabela 6 abaixo, as províncias que têm maior renda per capita estão predominantemente situadas nas regiões de Kanto (em torno de Tóquio). Na Tabela 6 também é interessante se notar que os gastos com alimentação tem uma correlação direta com a renda per capita e o consumo geral por família. 19 - 19 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 6 -- PIB per capita , consumo e gastos com alimentação por província em 2001 (ordenado por maior gasto com alimentação) Província Região População #Famílias Receita por família JpY/mês US$/mês Consumo por família em geral # JpY/mês US$/mês # Gastos com alimentação por família JpY/mês US$/mês # Kanagawa Kanto 8.370.292 3.367.173 669.167 5,824 5 388.143 3,378 5 86.732 755 1 Ishikawa Chubu 1.175.661 400.095 675.826 5,882 3 393.721 3,427 3 84.647 737 2 Hyogo Kinki 5.521.426 2.081.509 456.470 3,973 45 340.223 2,961 29 84.165 733 3 Kyoto Kinki 2.563.355 1.003.072 540.202 4,701 29 348.107 3,030 21 84.100 732 4 Tokyo Kanto 11.743.189 5.410.701 588.143 5,119 16 372.989 3,246 9 82.237 716 5 Fukushima Tohoku 2.136.344 691.438 726.739 6,325 2 423.969 3,690 1 81.861 712 6 Saitama Kanto 6.870.003 2.494.032 587.025 5,109 17 391.943 3,411 4 81.812 712 7 Shiga Kinki 1.325.618 429.956 613.583 5,340 10 354.192 3,083 17 80.765 703 8 Chiba Kanto 5.893.166 2.202.096 537.057 4,674 32 343.006 2,985 25 80.412 700 9 Niigata Chubu 2.482.386 783.615 671.495 5,844 4 383.257 3,336 6 79.937 696 10 Toyama Chubu 1.126.019 354.190 727.871 6,335 1 415.213 3,614 2 79.081 688 11 Yamagata Tohoku 1.244.955 377.170 596.394 5,191 13 356.102 3,099 12 77.824 677 12 Shizuoka Chubu 3.759.490 1.281.912 622.039 5,414 9 353.087 3,073 18 77.518 675 13 Yamanashi Chubu 885.422 306.705 585.536 5,096 18 354.320 3,084 16 75.668 659 14 Aichi Chubu 6.906.979 2.489.443 577.650 5,027 19 340.675 2,965 27 75.500 657 15 Akita Tohoku 1.203.471 401.028 593.805 5,168 14 364.752 3,175 10 75.276 655 16 Aomori Tohoku 1.499.725 533.622 524.671 4,566 37 324.368 2,823 40 74.984 653 17 Hiroshima Chugoku 2.874.315 1.122.814 632.261 5,503 7 374.553 3,260 8 74.973 653 18 Osaka Kinki 8.626.766 3.490.552 481.173 4,188 43 313.153 2,725 43 74.949 652 19 Tochigi Kanto 2.000.497 667.731 539.194 4,693 31 363.992 3,168 11 74.634 650 20 Miyagi Tohoku 2.343.852 820.971 466.685 4,062 44 335.265 2,918 30 73.954 644 21 Iwate Tohoku 1.425.135 476.527 514.243 4,476 40 350.019 3,046 20 73.772 642 22 Shimane Chugoku 763.699 260.159 527.025 4,587 35 319.537 2,781 41 73.139 637 23 20 - 20 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Província Região População #Famílias Receita por família JpY/mês US$/mês Consumo por família em geral # JpY/mês US$/mês # Gastos com alimentação por família JpY/mês US$/mês # Fukui Chubu 828.189 252.810 575.075 5,005 21 325.780 2,835 38 72.843 634 24 Ibaragi Kanto 2.993.872 994.283 606.735 5,281 12 355.266 3,092 14 72.678 633 25 Saga Kyushu 883.511 284.506 563.563 4,905 24 352.992 3,072 19 72.648 632 26 Gifu Chubu 2.109.147 672.234 630.817 5,490 8 346.001 3,011 22 72.465 631 27 Hokkaido Hokkaido 5.682.827 2.409.748 510.910 4,447 41 328.533 2,859 36 72.432 630 28 Nara Kinki 1.449.146 505.105 558.440 4,860 25 343.471 2,989 24 72.333 630 29 Kochi Shikoku 819.252 332.432 552.280 4,807 28 354.885 3,089 15 72.284 629 30 Gunma Kanto 2.017.768 686.418 423.112 3,682 47 329.674 2,869 35 71.150 619 31 Wakayama Kinki 1.091.260 398.730 554.173 4,823 27 287.929 2,506 46 70.860 617 32 Mie Chubu 1.857.376 642.217 570.017 4,961 22 324.904 2,828 39 70.766 616 33 Tottori Chugoku 617.825 207.962 489.579 4,261 42 292.749 2,548 45 70.200 611 34 Tokushima Shikoku 833.408 295.137 565.567 4,922 23 355.597 3,095 13 70.004 609 35 Yamaguchi Chugoku 1.534.435 603.619 640.826 5,577 6 374.562 3,260 7 69.308 603 36 Kagawa Shikoku 1.034.554 375.751 611.451 5,322 11 331.247 2,883 32 68.467 596 37 Okayama Chugoku 1.957.664 704.896 526.963 4,586 36 344.149 2,995 23 68.343 595 38 Nagano Chubu 2.202.317 745.221 515.170 4,484 39 342.567 2,981 26 68.124 593 39 Oita Kyushu 1.236.408 463.631 592.083 5,153 15 326.495 2,842 37 67.594 588 40 Fukuoka Kyushu 4.967.686 1.922.863 522.150 4,544 38 331.178 2,882 33 67.293 586 41 Nagasaki Kyushu 1.532.235 574.155 527.037 4,587 34 306.930 2,671 44 67.264 585 42 Ehime Shikoku 1.511.855 582.904 539.538 4,696 30 330.139 2,873 34 67.217 585 43 Kumamoto Kyushu 1.869.819 664.172 535.312 4,659 33 340.607 2,964 28 64.031 557 44 Kagoshima Kyushu 1.787.121 736.210 576.675 5,019 20 334.440 2,911 31 63.921 556 45 Miyazaki Kyushu 1.187.031 457.458 555.217 4,832 26 315.330 2,744 42 61.569 536 46 2,345 47 58.443 509 47 Okinawa Okinawa 1.324.834 460.932 432.973 3,768 46 269.432 Fonte: Elaborada a partir de dados da Chiiki Keizai Sôran – Toyo Keizai 2002 - Banco de Dados da AsAmediator. 21 - 21 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 2 Sobre as Leis relacionadas à importação de frutas para o Japão A Figura 7 abaixo sumariza os procedimentos de acordo com as leis relacionadas à importação de frutas no Japão: Figura 7 -- Procedimentos para o Controle Fitossanitário: Submeter solicitação de inspeção pelo Controle Fitossanitário na Estação de Proteção Vegetal (junto com o certificado fitossanitário expedido pelo país de origem) Exame de Documentação Inspeção de Importação Problemas sanitários não detectados Problemas sanitários detectados Esterilização Emissão do certificado de Controle Fitossanitário Inspeção segundo a lei de Controle Sanitário de Alimentos Fonte: Handbook for Imported Foods, JETRO (Japan External Trade Organization), 2000. 22 - 22 Destruição, retorno, etc. Estudo de Mercado para Importação de Frutas 2.1 Requerimentos de Controle Fitossanitário A princípio, todos os produtos agrícolas (in natura ou processados) estão sujeitos ao Controle Fitossanitário. O propósito é evitar que se espalhem microorganismos danosos, pestes de insetos e parasitas que podem potencialmente contaminar fauna e flora locais. 2.1.1 Itens sujeitos a Controle Fitossanitário ü Produtos frescos (in natura), onde se incluem as frutas frescas e castanhas em geral ü Produtos congelados e secos ü Grãos e farinhas ü Legumes ü Temperos, grãos de café, ervas medicinais ü Gorduras e óleos 2.1.2 Itens não sujeitos a Controle Fitossanitário ü Produtos agrícolas normalmente sujeitos a controle fitossanitário podem ser isentos de controle de acordo com o tipo de processamento empregado. Isso inclui alimentos preservados em sal, vinagre, determinadas frutas secas, temperos secos embalados para venda no varejo. 2.1.3 Itens proibidos de ser importados ü Qualquer item com resíduos de terra ü Frutas frescas de regiões específicas (países com infestações de moscas do Mediterrâneo) 2.2 Lei de Controle Sanitário 2.2.1 Propósito: Esta Lei foi concebida para proteger a comunidade de possíveis danos causados por controle inadequado do alimentos comercializados, o que consequentemente inclui todos os alimentos importados para consumo no país. 2.2.2 Termos Gerais da Lei Nenhum componente de alimentos consumidos no país, incluindo todos os aditivos, pode ser consumido a não ser que o Ministério da Saúde e Bem Estar verifique se são apropriados para consumo humano. 23 - 23 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 2.2.3 Procedimentos Gerais de Acordo com esta Lei A Lei estabelece basicamente: ü Especificações de composição de produtos alimentícios em geral ü Padrões para produção, processamento, e preparação de produtos alimentícios de forma geral ü Preservação de produtos alimentícios em geral Há ainda uma série de alimentos e substâncias que sofrem restrições para importação, tais como: ü Produtos tóxicos e substâncias danosas, ou ainda alimentos que sejam passíveis de conter tais substâncias; § Amendoim e pistache que contenham aflatoxina § Peixes venenosos ü Produtos que já tenham se deteriorado durante o transporte § Cereais que tenham adquirido fungos por vazamento de água marinha durante o transporte; § Comidas congeladas que tenham sofrido alterações devido a variações de temperatura no transporte ü Produtos que não atinjam os padrões ideais de produção, seus ingredientes e materiais; § Bebidas tipo refrigerantes que sejam tratadas com métodos de pasteurização fora do padrão exigido § Carnes de porco que contenham resíduos de componentes antibióticos § Aditivos que estejam fora do padrão exigido da composição especificada ü Produtos com uso impróprio de aditivos § Comidas com aditivos não permitidos pela regulamentação atual § Comidas secas com resíduos de íons de dióxido acima do permitido pela regulamentação atual ü Produtos não acompanhados pela documentação exigida § Produtos de carnes não acompanhados dos certificados de saúde emitidos por autoridade de exportação do país de origem § Fugu (peixe venenoso semelhante ao baiacu) não acompanhado de certificado de saúde emitido por autoridade de exportação do país de origem Algumas outras categorias de alimentos importados estão sujeitas a outras exigências, em adição aos mencionados acima, para ter sua importação autorizada no Japão. Entre eles estâo carnes, embutidos, frutas, vegetais e grãos, que estejam sujeitos à infestação ou infecção por organismos (insetos) ou microrganismos. Qualquer comida importada no Japão deve ser submetida à inspeção na Estação de Controle Fitossanitário antes de passar pelos procedimentos de alfândega e o importador 24 - 24 Estudo de Mercado para Importação de Frutas deve apresentar o “Formulário de Notificação para Importação de Alimentos” como parte crucial da inspeção. Os procedimentos de importação podem ser classificados de acordo com o tipo de produto: ü ü ü ü Produtos agrícolas, incluindo frutas, vegetais e cereais; Produtos pecuários, incluindo carnes in natura ou processadas Pescados Outros A sequência de procedimentos necessários está descrita na Tabela 8: Tabela 8 -- Procedimentos de Importação por tipo de produto Frutas e vegetais Carnes e subprodutos Quarentena Animal x Quarentena Vegetal x Inspeção do alimento x x Quarentena no porto de entrada Inspeção Alfandegária x x Fonte: Handbook for Imported Foods, JETRO, 2000. X: inspeções requeridas o: inspeções requeridas em bases especificas e limitadas; Pescados e subprodutos Outros alimentos processados X O x X x Informações relevantes sobre esta Lei podem ser obtidas com: Policy Planning Division, Department of Food Sanitation, Pharmaceutical and Medical Safety Bureau, Ministério da Saúde, Trabalho e Bem Estar. http: // www.mhlw.go.jp 2.3 Lei de Proteção das Plantas 2.3.1 Propósito: Esta lei inspeciona plantas exportadas, importadas bem como as domésticas, exterminando qualquer elemento da flora ou fauna danoso a outras plantas. Desta forma, previne-se a disseminação de doenças e promove-se a segurança e desenvolvimento da produção agrícola. 2.3.2 Termos gerais da Lei Plantas importadas e suas embalagens devem ser todas inspecionadas em absolutamente todos os casos, inclusive tendo ou não anexado um certificado de inspeção do país de origem. 25 - 25 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 2.3.3 Itens sujeitos a esta Lei Mudas, bulbos, flores avulsas, frutas frescas, vegetais, grãos, madeira e temperos processados. Os itens são classificados em três categorias: 2.3.3.1 “Contrabando” Plantas que sejam hospedeiras de parasitas, insetos propriamente ditos, e resíduos de solo de áreas conhecidas por hospedarem insetos perniciosos que causam danos à agricultura, mesmo que este dano específico nunca tenha ocorrido no país. 2.3.3.2 Espécies que requerem inspeção de importação: Fora da categoria acima, devem ser inspecionadas mudas, plantas decorativas, flores avulsas, bulbos, sementes, frutas, vegetais, grãos, madeira, ingredientes crus para temperos. 2.3.3.3 Espécies e artigos que não requerem inspeção: Produtos vegetais que tenham sofrido alto grau de processamento, como madeira pronta para uso industrial e chá processado. 26 - 26 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 3 3.1 Sequência de Procedimentos requeridos sob a Lei de Sanidade dos Alimentos: Processamento do Formulário de Notificação para Importação de Alimentos e outros documentos requeridos; Inspetores sanitários para alimentos estão disponíveis para esclarecimentos sobre como preencher a documentação antes do seu processamento. 3.1.1 Notificação de Importação: O documento denominado Notificação de Importação é requerido para todos os produtos alimentícios importados com finalidade comercial (incluindo importações para presentes, quando haja um número razoável de recipientes). Adicionalmente, a Lei de Sanidade dos Alimentos ainda demanda a Notificação de Importação para aditivos alimentícios e embalagens. As categorias que demandam a Notificação de Importação estão listadas abaixo: ü Aditivos Alimentícios: Substâncias usadas na produção de alimentos ou com a finalidade de conservação por meios de adição, mistura, infiltração etc. ü Aparatos em geral Utensílios de mesa, cozinha ou outros utensílios e máquinas usados para a produção, transporte ou outros tratamentos para alimentos e que estejam em contato direto com o próprio alimento ou com seus aditivos. ü Embalagens Artigos em que os alimentos são acondicionados ou embalados, quando tais alimentos forem disponibilizados para a comercialização 3.2 Exame dos documentos Neste ponto, um exame cuidadoso é conduzido para determinar se há problemas sanitários baseado no conteúdo da Notificação de Importação e dos outros documentos relacionados, histórico de importação do mesmo produto, e problemas ou violações passadas, resultados de exames laboratoriais já executados e outros. Se houver uma determinação para que inspeções adicionais sejam executadas, estas serão definidas neste estágio. 27 - 27 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 3.3 Certificado de Notificação de Processamento Se nenhuma inspeção adicional é requerida, uma cópia da Notificação submetida é carimbada com “submitted” na coluna da direita do documento e é dada para o importador. Esta cópia é anexada à Declaração de Alfândega. 3.4 Inspeções Dependendo das circunstâncias, inspetores sanitários da Seção de Quarentena, irão ao local onde a mercadoria está armazenada para uma inspeção física. 3.5 Certificado de Inspeção Concluída Artigos que passaram por inspeção têm uma cópia da notificação submetida carimbada “passed” (na coluna da direita) e uma cópia é dada ao importador. Esta cópia é anexada à Declaração para Alfândega. 3.6 Como lidar com a carga que não é considerada aceita pela inspeção Instruções específicas são dadas para cada caso pelas autoridades da Seção de Quarentena. 28 - 28 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 4 4.1 Formas de Simplificar o Processo de Importação Sistema de Notificação Antecipada É possível ter a documentação exigida processada a partir de sete dias antes da carga chegar ao porto de entrada (Prior Notification System). 4.2 Sistema de Importação Planejada Para facilitar os procedimentos de entrada, também é possível dar entrada a múltiplas Notificações de Importação suficientes para um ano, por exemplo (Planned Importing System). 4.3 Aceitação de resultado de inspeção voluntária Quando o produto tiver sido voluntariamente inspecionado antecipadamente por um laboratório designado pelo Ministério da Saúde e Bem Estar Japonês e este resultado estiver anexo à Notificação de Importação, a carga estará isenta de inspeções correspondentes na Seção de Controle Fitossanitário. 4.4 Aceitação de resultados de inspeção de laboratórios dos países de origem Quanto à Inspeção Sanitária, é aceitável que se apresentem relatórios de inspeção preparados no país de origem; entretanto esses laboratórios devem ser autorizados pelo Ministério da Saúde Japonês. Há hoje dois laboratórios autorizados no Brasil. A vantagem de se obter tal relatório no país de origem é minimizar o risco de a carga não ser aceita ao chegar ao Japão. 4.5 Sistema de importação de produtos idênticos A identidade de produtos é difícil de ser verificada, especialmente no caso de produtos primários (não processados). Entretanto, quando o mesmo produto é importado, se se apresenta o resultado de inspeção feita por um laboratório oficial tanto no Japão quanto no país de origem quando da importação inicial e nenhum problema é encontrado, os mesmos relatórios nas importações subsequentes podem ser dispensados por um determinado período de tempo. É importante notar que a Notificação de Importação é requerida para cada importador e não será, portanto, dispensada quando um determinado produto já é importado por uma outra empresa. O que pode acontecer é que quando já se sabe que tal produto já é importado pelo país, os procedimentos de importação poderão ser mais rápidos. Já houve casos no passado de produtos que se julgavam idênticos terem que ser retornados para o importador por componentes fora do padrão terem sido identificados. 29 - 29 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 4.6 Sistema de registro de produtos Se um produto é repetidamente importado, o importador pode submeter um pedido de registro de produto na ocasião da primeira importação. A partir do momento que estão registrados, durante um ano é necessário que apenas seja listado este número de registro na Notificação de Importação. 4.7 Sistema de confirmação antecipada de importação Se o importador der entrada com um pedido de confirmação adiantada junto ao Ministério da Saúde e Bem Estar Japonês via uma autoridade de governo no país de origem, é possível por três anos utilizar apenas este número de registro na Notificação de Importação. 4.8 Notificação via sistemas computadorizados É possível, via instalação de software de uso on-line apropriado, processar toda a Notificação de Importação e Notificação de Inspeção requeridas junto às autoridades de Controle Fitossanitário. 30 - 30 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 5 Portos de Entrada A maior parte dos aeroportos e portos marítimos tem Estações de Controle Fitossanitário e qualquer destes portos pode executar a inspeção sanitária necessária ou a inspeção específica para pescados, que também verifica a presença de cólera. Os 32 principais portos de entrada que têm capacidade para executar os procedimentos necessários são: 1. Baraki 2. Chiba 3. Chitose (Aeroporto) 4. Fukuoka 5. Fukuoka (Aeroporto) 6. Funabashi 7. Hiroshima 8. Hiroshima (Aeroporto) 9. Kagoshima 10. Kansai (Aeroporto) 11. Kawasaki 12. Kobe 13. Moji 14. Nada 15. Nagasaki 16. Nagoya 17. Nagoya (Aeroporto) 18. Naha 19. Naha (Aeroporto) 20. Narita (Aeroporto) 21. Niigata 22. Osaka 23. Otaru 24. Sakai 25. Sendai 26. Sendai (Aeroporto) 27. Shimizu 28. Shimonoseki 29. Tóquio 30. Tóquio (Aeroporto) 31. Yokkaichi 32. Yokohama Entretanto, há apenas alguns portos capazes de executar as quarentenas animal e vegetal. Isto se deve ao fato de que poucos portos têm o espaço fisico necessário para a execução de fumigação, quando necessário. 31 - 31 Estudo de Mercado para Importação de Frutas No caso da importação de frutas, especificamente, é requerida a quarentena de plantas. Nos estudos mais específicos de cada fruta focada neste estudo, mencionaremos todos os portos de entrada em cada caso. Há estatutos que determinam exatamente as várias declarações, inspeções e procedimentos associados para cada categoria de produtos. O propósito destas declarações é assegurar a qualidade dos alimentos, proteger a flora e faunas domésticas e proteger a indústria doméstica também. Para o caso de frutas, especificamente, o estatuto básico é a Lei de Sanidade dos Alimentos, e o foco específico é evitar a entrada e a disseminação de pestes que possam afetar espécies vegetais. O governo japonês estabeleceu um “ombudsman” para o comércio exterior em geral, denominado OTO – Office Trade and Investment Ombudsman, através principalmente do OMA – Office of Market Access, para servir de canal para eventuais reclamações a respeito do processo de importação em geral. 32 - 32 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 6 6.1 Outros fatores importantes para o Processamento de Importações Como determinar que um produto é idêntico e portanto elegível para o sistema de importações programadas ü O alimento deve ser absolutamente idêntico ü O importador tem que ter um histórico de importação antes de dar entrada com o pedido dentro deste sistema (programado) e não poderão ter havido violações no processo de importação deste produto nos últimos três anos. Frutas temporariamente armazenadas, cascas de frutas e frutas congeladas (exceto aquelas congeladas após processamento) se enquadram nesta categoria. 6.2 Amostras Todas as entradas de alimentos importados com fins comerciais estão sujeitas aos procedimentos descritos, portanto, as amostras eventualmente também deverão seguir os procedimentos normais. Entretanto, se o alimento estiver sendo importado para “consideração interna da empresa” e estiver claro que o produto trazido está sendo usado para se decidir se deverá ser ou não importado no futuro (e que não está sendo direcionado de forma alguma para a comercialização), não há necessidade de se apresentar a Notificação de Importação. Entretanto, dependendo do tipo de produto e da quantidade envolvida, pode ser requerida alguma prova especial de que a amostra está sendo utilizada para a finalidade acima. Adicionalmente, qualquer produto sendo importado para “teste e pesquisa”, que será utilizado apenas para teste em laboratório ou organização de pesquisa, também não requer a Notificação de Importação. Da mesma forma, dependendo do tipo de produto e da quantidade envolvida, pode ser requerida alguma prova especial de que o produto está sendo utilizado para a finalidade acima. 6.3 Feiras2 Se o alimento está sendo importado com a finalidade de ser exibido em uma feira de alimentos e não vendido ou para ser objeto de algum contrato comercial, então a Notificação de Importação não é necessária. Novamente, dependendo do tipo de produto e da quantidade envolvida, pode ser requerida alguma prova especial de que o produto está sendo utilizado para a finalidade acima. É importante notar que os alimentos importados para exibição em uma feira não podem ser distribuídos gratuitamente durante a feira. Se os produtos têm a finalidade de ser distribuídos gratuitamente para um número não especificado de pessoas, então todos os procedimentos de importação são requeridos, incluindo a apresentação da Notificação de 2 Para informações a respeito de feiras de alimentos, bebidas e alimentos processados, fazer referência ao apêndice 3 deste trabalho. 33 - 33 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Importação, de forma a verificar a qualidade e segurança do produto para distribuição. O único procedimento de que se isenta o importador, neste caso, é a obrigação de rotular os alimentos. 34 - 34 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 7 7.1 Impostos de Importação e Tarifas Impostos Os Impostos de Importação na maior parte das vezes diferem de acordo com o país de origem. Em geral, importações de países em desenvolvimento estão sujeitas a um imposto menor. Algumas categorias de produtos têm um sistema diferenciado de taxação, em duas fases (por exemplo queijos, purê de tomate ou extrato de tomate). Neste caso, aplica-se um determinado imposto até certo volume e subsequentemente um novo imposto a volumes acima daquele. Há diferenciação de taxas no caso de diferentes tipos de embalagens (por exemplo chá em pacotes para varejo e atacado), bem como para o caso de se ter um ingrediente adicionado a um produto básico (adição de açúcar, por exemplo). E, finalmente, há também diferenciação para casos de sazonalidade de importação, que se aplica por exemplo para bananas e laranjas. Tabela 9 -- Tarifas Alfandegárias Aplicáveis a Frutas Frescas Importadas Código HS Tarifa Aplicável Descrição Geral WTO Preferencial 0803 Bananas -100 Se importadas entre 01/abril e 30/ setembro 40% 20% 10% ou isento -100 Se importadas entre 01/outubro e 31/ março 50% 25% 20% ou isento 0804.30-010 Abacaxis 20% 17% 0804.40-010 Abacates 6% 3% 3% ou Isento 0804.50-011 Mangas 6% 3% Isento 0805.10 Laranjas -000 Se importadas entre 01/junho e 30/ novembro 20% 16% -000 Se importadas entre 01/dezembro e 31/maio 40% 32% 0805.30-010 0805.30-090 Limões Isentos Isentos 0805.40 Grapefruits 10% (10%) 0806.10 Uvas -100 Se importadas entre 31/março e 30/outubro 20% 17% -000 Se importadas entre 01/novembro e último dia de fevereiro 13% 7.8% 0807.11, 19 Melancias e outros 10% 6% 35 - 35 Temporária Estudo de Mercado para Importação de Frutas Código HS Tarifa Aplicável Descrição Geral WTO 0807.20 Papaias 4% 2% 0809.20 Cerejas 10% 8.5% 0810.05 Kiwis 8% 6.4% Preferencial Temporária 2% Fonte: Customs Tariff Schedules of Japan Nota 1: “Isento”, na coluna de tarifas preferenciais só se aplica nos casos dos países de menor desenvolvimento relativo (Least Developed Countries). Nota 2: Para maiores detalhes sobre o sistema de tarifas aplicáveis, referir ao “Customs Tariff Schedules of Japan”, publicado pela Japan Tariff Association. 7.2 Imposto sobre o Consumo (Shôhizei) Desde abril de 1997, o imposto de 5% sobre o consumo tambem é cobrado sobre o total de valor declarado à Alfândega e quaisquer outras tarifas aplicadas. Fórmula de cálculo para o Shôhizei: (CIF+Tarifa alfandegária) x 5% 36 - 36 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 8 Rótulos Há uma série de regulamentações com respeito ao tipo de informação que deve ser colocada nos rótulos de produtos processados importados vendidos no mercado japonês. Estes regulamentos advêm principalmente da Lei de Sanidade dos Alimentos, da Lei de Melhoramento para a Nutrição, da Lei de Padronização e Rotulagem Apropriada para Produtos Agrícolas e Florestais (JAS Law), Lei das Medidas, Lei contra Prêmios Injustificados e Propaganda Enganosa. O que está definido para produtos processados é a necessidade de se listar no rótulo: ü ü ü ü ü ü ü Nome do alimento Conteúdo líquido Condições de armazenagem Nome do importador e seu endereço Lista de ingredientes Prazo máximo para consumo País de origem Entretanto, para alimentos frescos ou in natura, como é o caso das frutas, o padrão exigido é que apenas se coloque um rótulo (em cada unidade de fruta) onde constem o nome do alimento e o país de origem. O requerimento legal é que se coloque esse rótulo anexado ao alimento em um lugar visível ou, na impossibilidade de anexá-lo, que seja colocado adjacente ao item quando da sua comercialização. A colocação do rótulo, de uma forma geral, bem como seu conteúdo, são de responsabilidade de quem vai comercializar o produto. No caso dos produtos importados, a responsabilidade recai sobre o importador. Em princípio, há também a necessidade de se indicar no rótulo quaisquer aditivos que tenham sido utilizados no produto importado, discriminando o nome da substância e a sua categoria de acordo com as seguintes finalidades: ü ü ü ü ü ü ü ü ü 37 - 37 Adoçante Colorante Conservante Epessante Estabilizante Antioxidante Retentor de coloração Agente branqueador Agente fungicida. Estudo de Mercado para Importação de Frutas 8.1 Alimentos Orgânicos Um importante fator foi adicionado às exigências que dizem respeito à rotulagem dos alimentos no que concerne aos alimentos orgânicos em 1999. Desde então, determina-se que apenas aqueles produtos que tenham sido inspecionados e certificados por uma organização aprovada pelo Ministério da Saúde e Bem Estar Japonês sejam oficialmente designados como “orgânicos”. Há penalidades estabelecidas por lei para produtos que sejam intitulados orgânicos sem a documentação apropriada anexada. O termo “orgânico” só se aplica a produtos que tenham sido cultivados em terreno onde nenhum tipo de aditivos químicos tenham sido utilizados, bem como fertilizantes químicos tenham sido aplicados nos últimos três anos antes da colheita, bem como não tenham sido cultivados a partir de sementes, mudas ou trasnsplantes oriundos de tecnologia de recombinação de DNA (transgênicos). Só é possível um alimento receber o rótulo de “orgânico” de um importador no caso de haver no país de origem um sistema de qualificação similar ao japonês, e que haja reconhecimento apropriado mesmo no país de origem. 8.2 Alimentos Transgênicos A partir de abril de 2001 é requerido também que seja rotulado adequadamente o produto que tenha sido processado ou tenha sido produzido a partir de tecnologia de mutação genética (transgênicos). É obrigatória a divulgação de tal informação, via rotulagem adequada do alimento. 38 - 38 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 9 Sazonalidade das Importações de Frutas para o Japão A figura abaixo (Tabela 10) mostra a sazonalidade das principais frutas importadas pelo Japão, fator que deve ser levado em consideração dentro de qualquer estratégia de entrada no mercado, e que pode ser determinante em termos de competitividade das exportações brasileiras. Nos estudos especificos de cada fruta, realizados separadamente neste trabalho, fez-se uma análise bastante acurada das características de sazonalidade das importações de cada fruta, de suas implicações em termos de preços médios e das possíveis brechas no mercado que poderão facilitar a entrada do produto brasileiro. Tabela 10 -- Cronograma de Importações de Frutas Frescas para o Japão Meses Jan. Fev. Março Abril Bananas Abacaxis Mangas Papaias Abacates Maio Junho Julho Agosto Set. Filipinas Taiwan Filipinas México Filipinas EUA (Havaí), Filipinas EUA México Out. Nov. Dez. México Nova Zelândia Kiwis EUA EUA Chile EUA Melões EUA EUA (Wash.) Cerejas EUA (Califórnia) Nova Zelândia Nova Zelândia EUA (Califórnia) Uvas Chile México Grapefruits Limões Laranjas Fonte: Jetro ( Japan External Trade organization ) 39 - 39 México EUA (Flórida, Califórnia) Suazilândia EUA (Arizona, Califórnia) EUA (Flórida, Califórnia) Estudo de Mercado para Importação de Frutas 10 Fatores Importantes que devem ser observados quando da importação e comercialização de frutas frescas no Japão Todas as frutas in natura estão sujeitas aos Controles Fitossanitários (Quarentena Vegetal). Assim sendo, em primeiro lugar não é permitida a entrada de planta alguma com resíduos de terra. Da mesma forma, frutas oriundas de áreas infectadas pela mosca do Meditarrâneo, ou outras pragas de insetos também têm sua importação restrita no Japão. Os importadores de frutas são fortemente encorajados a pesquisar adequadamente nas estações de controle Fitossanitário bem como com a Japan Fresh Produce Import Facilitation Association3 a viabilidade de se importar cada espécie de fruta. É possível fazer dois estágios de inspeção concomitantemente, a saber a inspeção sanitária geral de alimentos (Food Sanitation inspection) e a mais específica inspeção de controle Fitossanitário (Plant Quarantine inspection). A primeira verifica primordialmente a presença de aditivos (agentes anti-fungos, componentes de filmes, agentes colorantes) e resíduos de agentes químicos para a agricultura. As regulamentações vigentes determinam que tipos de anti-fungos podem ser utilizados e igualmente os níveis permissíveis de resíduos químicos. Da mesma forma, já foram estabelecidos os padrões para utilização de componentes de agentes colorantes. Se são encontrados agentes de quaisquer categorias que não sejam as permitidas, as frutas são queimadas ou destruídas de uma forma ou de outra. Este é um ponto que merece a atenção especial dos importadores. O padrão de resíduos químicos também foi definido para cada categoria de fruta especificamente. É fundamental que se descubra, antes da importação, que tipos de resíduos e em que quantidade são permitidos para cada fruta. Da mesma forma, é fundamental que se identifique que tipos de padrão são vigentes no país de origem no que diz respeito ao uso de agentes químicos na agricultura, principalmente se se utilizam agentes químicos pós-colheita, o que não é normalmente feito no Japão. 3 New Daito Building, 6F, 3-3 Kanda Neribei Cho, Chiyoda Ku, Tokyo 102-0093; Telephone # 03 3251 6021. 40 - 40 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 11 Custos envolvidos na importação de alimentos 11.1 Frete e Seguros 11.2 Custos de pagamento Custos associados a transferências, cartas de crédito e conciliação de contas. 11.3 Custos associados a procedimentos de alfândega É comum o uso de um agente para lidar com os processos alfandegários, o que envolve os seguintes custos: 11.3.1 Serviços de representação (proxy) ü Procedimentos para inspeção sanitária geral ü Declaração de importação ü Procedimentos para inspeção fitossanitária específica 11.3.2 Servicos relativos a entrada da carga no porto ü Procedimentos de desembarque 11.3.3 Custos de armazenagem ü Custo de armazenagem da mercadoria até que todo o processo de importação esteja concluído. 11.4 Custos relativos a tarifas e impostos de consumo Em geral as tarifas são calculadas com base na categorias de produtos e no valor total declarado à alfândega. Para a maior parte dos produtos o valor do imposto de consumo é calculado com base no valor declarado à alfândega acrescido das tarifas. 11.5 Custos de transporte dentro do Japão. Como a importação de frutas é feita por inúmeros portos marítimos e aeroportos no país inteiro, é necessário que se leve em consideração o custo de transporte doméstico com acondicionamento adequado, o que pode elevar os custos da importação, como no caso da armazenagem. Entretanto, estes custos são importantes para a formação do preço final da fruta para o agente importador ou atacadista, uma vez que normalmente não é repassado ao exportador. 41 - 41 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 12 Canais de Distribuição O principal canal de distribuição para frutas importadas inicia-se com o importador, em seguida desce para o nível de atacadistas (gerais, em seguida para dois ou mais níveis de atacadistas especialistas), para os varejistas e finalmente para o consumidor. Há casos em que o atacadista especialista distribui frutas in natura diretamente para o varejista e finalmente para o consumidor. Da mesma forma, há casos em que as frutas são vendidas por trading companies diretamente para empresas que utilizarão produtos primários para a fabricação de produtos processados. O diagrama abaixo (Figura 11) mostra o fluxo de canais de distribuição para frutas importadas no país. Figura 11 -- Canais de Distribuição de Frutas Importadas no Japão Produtores Internacionais Importadores – bananas Importadores – frutas cítricas e outras Canais de distribuição específicos para bananas Mercado Atacadista Distribuidores de fora do mercado Atacadistas Especializados Varejistas Atacadistas Intermediários Varejistas – Supermercados, Hipermercados Fonte: Jetro As frutas in natura são comercializadas no Japão por um grande número de estabelecimentos de natureza diferente (ver Anexo 2 ao fim do trabalho, contendo lista de 42 - 42 Estudo de Mercado para Importação de Frutas empresas ligadas à comercialização de frutas), como bancas de frutas e verduras, supermercados, lojas de departamento e casas especializadas na venda de frutas de qualidade superior e preço bastante diferenciado (fruit parlors). Frutas mais baratas e comuns podem ser encontradas literalmente em qualquer das categorias de lojas citadas (como por exemplo os abacaxis e as bananas), entretanto frutas mais raras e de consumo ainda limitado podem apenas ser encontradas nos estabelecimentos mais sofisticados, como as lojas de departamento e supermercados mais nobres. O aumento das importações de frutas também mudou a estrutura da comercialização interna. Em muitos casos, a comercialização fora do mercado atacadista aumentou bastante, verificando-se, especialmente, casos em que as trading companies absorveram alguns atacadistas ou ainda casos em que as trading companies vêm negociando diretamente com grandes cadeias de supermercados. 12.1 Sobre o Transporte de Frutas para o Japão Em geral, as frutas são acondicionadas em contêineres refrigerados, que garantem o grau adequado de resfriamento necessário a cada caso. Hoje em dia, os transportadores usam os chamados CA Containers, que oferecem até mesmo o controle da composição do ar dentro do recipiente para prevenir danos à mercadoria (o contêiner é cheio de nitrogênio ou dióxido de carbono no lugar de oxigênio). No caso mais específico de bananas e frutas cítricas, para protegê-las do crescimento de fungos, é comum o uso de agentes antifungos. Existe, então, a necessidade de se verificar se tais agentes são aprovados pelas autoridades competentes no Japão. Frutas de natureza muito delicada são geralmente transportadas rapidamente e manuseadas cuidadosamente para prevenir danos. A maioria destes itens é enviada por via aérea devido à melhor possibilidade de controle de temperatura. Apenas algumas frutas, tais como o grapefruit e os limões, são mandados de navio, dada a sua maior resistência e durabilidade. 12.2 Serviços pós-venda Importadores e revendedores têm responsabilidade legal sobre quaisquer defeitos nas frutas importadas. 43 - 43 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 13 Lista de plantas brasileiras cuja importação é atualmente proibida no Japão 13.1 Afetadas pela mosca do Mediterrâneo (Ceratitis Capitara) Frutas frescas de akee, abacate, star berry, allspice, azeitonas, castanhas de caju, kiwi, Thevetia peruviana, carambola, romã, jaboticaba, broad bean, louro (alexandrian laurel), tâmaras, Muntigia calabura, feijoa, Carica papaya (mamão papaia), mamei, longan, lichivia, plantas do gênero Ficus, Phaseolus, Diospyros (caquis), Carissa, Juglans, Morus, Coccoloba, Coffea, Ribes, Passiflora (maracujás), Dovyalis, Ziziphus, Spondias, Musa (excluindo bananas verdes)., Psidium, Artocarpus, Annona, Malpighia, Santalum, Garcinia, Vitis, Syzygium, Mangifera (manga), Terminalia and Gossypium. Plantas da família das Sapotaceae, Cucurbitaceae, Cactaceae, Solanaceae, Rosaceae, and Rutaceae. 13.2 Afetadas pela mariposa Cydia pomonella Abricós, cerejas, ameixas, peras, quince, pêssegos, maçãs, frutas frescas e castanhas com cascas. 13.3 Afetadas por Peronospora tabacina Folhas e frutos da planta das Solanaceae. Maiores detalhes referentes a quais plantas, incluindo todas as frutas brasileiras que hoje são consideradas como não adequadas à importação pelo Japão podem ser encontradas no “Handbook for Imported Foods”, publicação da Jetro (Japan External Trade Organization). 44 - 44 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 14 Mangas ü O Japão importou em 2001 cerca de 8,8 mil toneladas de mangas, no valor aproximado de US$ 24,9 milhões, equivalentes a 100% de seu consumo anual. ü As Filipinas foram o principal país exportador, com cerca de 5,4 mil toneladas, em torno de 60,7% do volume total importado pelo Japão, equivalentes a cerca de US$ 12,9 milhões. ü O México foi o segundo maior exportador, com cerca de 2,4 mil toneladas, em torno 27,5% do volume total importado pelo Japão, equivalentes a cerca de US$ 7,2 milhões. ü Os restantes 11,8% em volume foram fornecidos pela Tailândia (5,2%), Austrália (3,6%), EUA (1,7%), Taiwan (1,2%) e outros. ü Sazonalidade: as Filipinas exportam durante o ano todo, mas 53,0% do total concentram-se nos meses de abril a junho. O México exporta no período de março a setembro, com 83% do total concentrando-se nos meses de junho a agosto. 14.1 Análise do Mercado das Importações de Manga Nome científico: Mangifera indica L. O Japão importa atualmente a variedade Manila Super, também conhecida como manga Pelican, das Filipinas. As mangas importadas do México são da espécie Apple, assim denominadas devido à cor avermelhada de sua casca. Existem registros relativos à produção doméstica de manga no Japão até o ano de 1994, principalmente nas províncias de Okinawa, Kagoshima e Miyasaki. Entretanto, como no caso de outras frutas mencionadas anteriormente, a produção local é quase que insignificante e foi sendo paulatinamente substituída por importações. Aparentemente, o custo de produção local, bem como a inadequação climática natural – que demanda adaptações de técnicas de cultivo, que por sua vez aumentam o custo de produção, leva à baixa competitividade da produção local, quando comparada com as importações. Desde 1995, o volume das importações caiu aproximadamente 12%, tendo se mantido estável no patamar de 8,9 toneladas/ano desde 1998. A maior queda percentual no volume de importações verificou-se em 1996, com uma diminuição de 10% em relação a 45 - 45 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 1995. O maior exportador de mangas para o Japão são as Filipinas, com 5,4 mil toneladas, mantendo uma média em torno de 60,7% das exportações, seguidas pelo México, com 2,4 mil toneladas, com uma média de 27,5% do volume total de exportações nos últimos quatro anos. Tabela 1. Mangas -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos Unid. 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 t 320 290 406 587 688 na na na na na Totais t 5.510 6.885 8.059 9.264 7.606 10.047 9.592 8.599 8.877 8.873 Filipinas t 4.307 5.768 7.270 8.032 5.464 7.122 5.437 4.831 6.191 6.022 México t 1.169 1.037 734 1.118 1.702 2.538 3.811 3.243 2.215 2.374 Atacado JpY/kg nd nd nd nd nd 402 458 504 522 553 Importados JpY/kg 421 372 322 257 306 267 327 362 362 331 Varejo JpY/kg nd nd nd nd nd nd nd nd nd nd Atacado US$/Kg ns ns ns nd nd 3.91 3.95 3.88 4.53 5.42 Importados US$/Kg ns ns ns 2.30 3.07 2.59 2.82 2.79 3.14 3.24 Varejo US$/Kg nd nd nd nd nd nd nd nd nd nd Preços Médios Importações Produção Japonesa Fonte: Japanese Fruit Imports, JETRO, 1999 Tabela 2. Mangas -- Valores, Volumes e Preços Médios de Importações por país de origem País Austrália China Estados Unidos Filipinas México Tailândia 242.193 3.292 1,947 26 7,8 0,1 318.154 9.660 3,6 0,1 761 341 6.12 2.74 Relativo a média geral 218,7% 98,0% 59.360 477 1,9 153.113 1,7 388 3.12 111,5% 1.641.999 949.543 130.760 13,203 7,635 1,051 53,1 30,7 4,2 5.396.803 2.445.035 460.246 60,7 27,5 5,2 304 388 284 2.44 3.12 2.28 87,4% 111,5% 81,6% 4.90 2.80 175,0% Valor JpY mil Volume(kgs) US$ mil % Total Preço Médio % JpY/Kg Taiwan 66.301 533 2,1 108.845 1,2 609 Total 3.093.448 24,873 100,0 8.891.856 100,0 348 Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics – 2001. Banco de Dados da AsAMediator US$/Kg A participação relativa do México nas exportações para o Japão, entretanto, caíram consideravelmente desde 1997, quando o México chegou a ter uma fatia desse mercado de 38%. Há que se notar que as estatísticas de importações de frutas em geral não discriminam a espécie importada, mas reúnem todas as espécies dentro de uma mesma categoria. Pode-se creditar a queda relativa das importações mexicanas em parte ao preço médio de suas exportações (JpY 388 por quilograma), quando comparado com o preço médio das 46 - 46 Estudo de Mercado para Importação de Frutas exportações das Filipinas, mas talvez haja também o componente da preferência pela espécie. Outro fator que confere vantagem às mangas filipinas em comparação com as mangas mexicanas é a sazonalidade. Enquanto as mangas mexicanas são importadas pelo Japão durante os meses de março a setembro, as mangas filipinas são importadas o ano inteiro. Como se vê pela Tabela 2 (Valores, Volumes e Preços Médios de Importação por País de Origem), outros países que também participam das exportações para o Japão são a Tailândia e Austrália, com participações de 5% e 3% no total das importações japonesas. O preço médio de importação de mangas (aqui se considerando todas as categorias agregadas nas estatísticas) caiu 4% nos últimos cinco anos, o que coincide com a queda das exportações mexicanas e com o aumento das exportações filipinas. Houve uma recuperação dos preços médios (9%) entre 1999 e 2001, mas as tendências apontam para uma estabilização ou ainda para uma queda maior dos preços, caso o aumento das exportações filipinas persista nos anos seguintes. Em 1990 os preços médios chegavam a JpY421 por quilograma, 21% acima da média corrente. Observando-se os preços médios na Tabela 2, nota-se que os preços médios das exportações filipinas estão em torno de 75% da média geral, enquanto que os preços médios mexicanos ficam em torno de 11% acima da média geral. O preço médio das exportações australianas é o mais alto, chegando a 118% acima da média. Analisando a Tabela 3 (Sazonalidade das Importações Japonesas de Manga), verifica-se que 18% das importações de mangas filipinas ocorrem nos meses de outubro a março, quando não há importações mexicanas. Outro fator importante a ser ressaltado é que, no caso das mangas filipinas, a maior parte das importações ocorre nos meses de abril a junho (53%), enquanto que, no caso das mexicanas, o período de maior concentração se situa entre junho e agosto (83%). Um fator interessante de se notar é que o preço de importação das mangas filipinas são 14% mais elevados nos meses em que não há importação do México. No que diz respeito às margens aplicadas sobre os preços de importação pelos atacadistas (considerando-se uma média de preço no atacado), é importante que se ressalte o aumento destas. Nos últimos cinco anos, a diferença de preços entre importados e preços de atacado subiu de 39% para 67%, o que indica um aumento brutal das margens aplicadas pelos atacadistas. 47 - 47 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 3. Mangas -- Variação de Volumes (kg) Importados por Sazonalidade - 2001 Mês Filipinas % México 3 % 140.440 Fevereiro 241.793 4 - Março 718.823 13 54.635 2 773.458 Abril 1.253.266 23 250.353 10 1.503.619 Maio 1.036.871 19 437.876 18 1.474.747 Junho 559.587 10 251.062 10 810.649 Julho 330.112 6 690.534 28 1.020.646 Agosto 317.938 6 661.764 27 979.702 Setembro 210.444 4 98.811 4 309.255 Outubro 244.179 5 - 244.179 Novembro 174.448 3 - 174.448 Dezembro Total 168.902 3 - 168.902 2.445.035 7.841.838 5.396.803 Concentrações Abril--Junho 53 Outubro--Fevereiro 18 - Total Janeiro 140.440 241.793 Junho – Agosto 83 Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator. Tabela 4. Mangas -- Sazonalidade de Preços de Importações, 2001 Filipinas Meses JpYmil Janeiro 51.181 US$ mil Kg México JpY/kg US$/Kg 412 140.440 364 2.93 JpYmil US$ mil JpY/kg US$/Kg Fevereiro 77.612 624 241.793 321 2.58 Março 196.789 1,582 718.823 274 2.20 31.820 256 54.635 582 4.68 Abril 351.430 2,826 1.253.266 280 2.25 114.731 922 250.353 458 3.68 Maio 299.822 2,411 1.036.871 289 2.32 177.827 1,430 437.876 406 3.26 Junho 164.836 1,325 559.587 295 2.37 110.804 891 251.062 441 3.55 Julho 109.863 883 330.112 333 2.68 258.918 2,082 690.534 375 3.02 Agosto 108.279 871 317.938 341 2.74 221.818 1,784 661.764 335 2.69 Setembro 73.479 591 210.444 349 2.81 33.625 270 98.811 340 2.73 Outubro 83.995 675 244.179 344 2.77 - - Novembro 61.974 498 174.448 355 2.85 - - Dezembro 62.739 504 168.902 371 2.98 - - 351 2.82 Média Outubro--Fevereiro Média Março--Setembro 309 2.48 Fonte: Ministry of Finance, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator. 48 - 48 Kg Estudo de Mercado para Importação de Frutas Em contrapartida, os preços no varejo são mais difíceis de ser inferidos acuradamente, uma vez que principalmente nos casos de frutas altamente perecíveis como as mangas, há diferenças de preços entre as próprias espécies. Por exemplo, verificou-se em alguns supermercados de padrão médio (localizados no bairro de Shinjuku, em Tóquio) e alguns de padrão mais alto (localizados na região de Aoyama, Akasaka e Roppongi, também em Tóquio), diferenças de preços de até 60% entre as mesmas mangas mexicanas. O que também dificulta sobremaneira a comparação de preços entre o atacado e o varejo é que a unidade de venda no varejo é uma fruta, enquanto que as estatísticas são medidas em quilos. Assim, uma única manga filipina de peso aproximado de 250 gramas pode ser encontrada à venda em Akasaka por preços entre JpY 198 e JpY 398 ou US$ 1,58 e US$ 3,18 respectivamente, enquanto uma manga mexicana (de peso estimado em 350 gramas) pode ser encontrada à venda em Shinjuku por até JpY 980 ou US$ 7,84. Em um dos estabelecimentos visitados, foram encontrados os seguintes preços: Tabela 5. Mangas -- Preços no Varejo na Região Metropolitana de Tóquio, Maio de 2002 Tipo Mexicana Filipina Unidade US$ JpY Uma fruta 380 3,04 Pacote com 2 frutas 1.280 10,24 Pacote com 2 frutas 980 7,84 Uma fruta 980 7,84 Pacote com 3 frutas Japonesa Pacote com duas frutas Fonte: pesquisa de mercado realizada em maio de 2002 pela AsAmediator 880 7,04 2.380 19,04 O preço de venda final, no caso das mangas mexicanas, pode chegar a até sete vezes o preço de importação, enquanto que, no caso das filipinas, estima-se que o preço de venda final chegue a até quatro vezes o preço de importação. 49 - 49 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Manga filipina vendida em Roppongi (bairro classe média alta de Tóquio) a cerca de US$ 2 a unidade Assim sendo, como mencionamos anteriormente, a combinação dos fatores preço e preferência determinam as condições para a dimuição da participação relativa das importações mexicanas. Tabela 6. Mangas -- Valor de Importação de Mangas por País e tipo de Transporte, 2001 País Marítimo JpY mil US$ mil % JpY mil Austrália 0,0 242.193 China 2.488 20 0,1 804 Estados Unidos 57.020 458 2,6 2.340 Filipinas 1.345.015 10,815 61,4 296.984 México 697.641 5,609 31,8 251.902 Tailândia 82.710 665 3,8 48.050 Taiwan 6.687 54 0,3 59.614 Total 2.191.561 17,621 100,0 901.887 Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics Dezembro 2001 Aéreo US$ mil 1,947 6 19 2,388 2,025 386 479 7,252 Total % JpY mil 26,9 0,1 0,3 32,9 27,9 5,3 6,6 100,0 242.193 3.292 59.360 1.641.999 949.543 130.760 66.301 3.093.448 US$ mil 1,947 26 477 13,203 7,635 1,051 533 24,873 Os principais exportadores de manga para o Japão (Filipinas e México) utilizam canais de entrada, tanto via aérea, como marítima. Os preços médios por aeroportos podem ser verificados nas Tabelas 7 e 8. O que se observa é que as diferenças de preço médio entre as exportações filipinas e mexicanas, para os dois modais de transporte, giram em torno de 21%, o que se pode creditar à diferença tempo de viagem entre os dois países e o Japão. 50 - 50 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 7. Mangas -- Preço médio (JpY/kg) de importação por via aérea, por país de origem Moeda Aeroporto Austrália China EUA Filipinas México Tailândia Taiwan Fukuoka 858 Nagoya 686 Narita 766 383 Fukuoka - - - - Kansai 6.90 - 4.82 3.50 Nagoya 5.52 - - 3.91 4.58 US$ JPY Kansai 600 435 530 429 486 601 Total 624 624 611 539 278 443 570 Narita 6.16 3.08 4.83 3.56 Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 486 279 627 533 - - 5.02 5.02 4.26 3.45 4.91 4.33 2.24 - 3.91 2.24 5.04 4.29 O preço médio das mangas filipinas trazidas por via aérea é de JpY 455 por quilograma, enquanto que o das mexicanas é de JpY 550. Ao mesmo tempo, no caso das mangas filipinas trazidas por via marítima o preço médio é de JpY 274, enquanto que as mexicanas custam em média JpY 350. Observa-se que as mangas filipinas apresentam uma diferença maior (66%) entre as importadas por via aérea e por via marítima do que as mexicanas (57%). Tabela 8. Mangas -- Preço Médio (JpY/kg) de Importação por via marítima, por país de origem JPY Moeda Porto Austrália China EUA Filipinas México Tailândia Taiwan Total Hakata 296 296 Kawasaki 292 371 278 321 Kobe Okinawa Chiku Osaka Osaka Sakai Tóquio 302 366 284 313 528 397 329 377 274 350 296 282 334 310 290 311 298 378 281 368 Hakata - - - 2.38 - - - 2.38 Kawasaki - - - 2.35 2.98 2.24 - 2.58 Kobe Okinawa Chiku Osaka Osaka Sakai Tóquio - - - 2.43 2.94 2.28 - 2.52 - - - - - - 4.25 4.25 - - 3.19 2.20 2.81 2.24 - 2.38 - 2.65 - 2.27 2.69 - - 2.49 - - 3.03 2.33 2.50 - - 2.40 Yokohama 3.04 2.26 2.96 Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAMediator - - 2.40 US$ Yokohama 279 528 51 - 51 299 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Considerando-se que a diferença entre as médias dos dois países por tipo de transporte é de aproximadamente 21% (como mencionado acima), há uma indicação de que, no caso das mangas mexicanas, os exportadores podem estar sofrendo uma redução de margem para tentar manter o seu mercado vis-à-vis à agressiva entrada do produto filipino e à vantagem comparativa que a distância menor com o Japão lhe confere. Nota-se também que as mangas filipinas importadas por via marítima têm o menor preço médio de todas as importações japonesas (JpY 274 ou US$ 2,20), enquanto que as mangas australianas trazidas por via aérea têm o maior preço médio de importação. É importante relembrar, porém, que não é possível, simplesmente através das estatísticas, inferir as diferenças entre as espécies importadas. No que diz respeito aos portos de entrada, as importações por via aérea respondem por 19% do total de importações, enquanto as importações por via marítima representam 81% das importações. O principal porto de entrada é o porto de Yokohama, com cerca de 27% do volume total de importações, e cerca de 33% do volume importado por via marítima pelo Japão. Do total de importações pelo porto marítimo de Yokohama, 80% vêm das Filipinas e 16% do México. Em seguida vem o porto de Tóquio, com 14% das importações totais, e 18% das importações por via marítima. Tabela 9. Mangas -- Volume (kg.) importado por aeroporto e por país de origem Porto AP Fukuoka AP Kansai AP Nagoya AP Narita Total Austrália 39.847 65.117 213.190 318.154 China 2.100 2.100 Estados Unidos 1.485 2.412 3.897 Filipinas 138.830 24.170 507.560 670.560 México 28.728 414.976 443.704 Tailândia 10.010 62.542 94.469 167.021 Taiwan 2.000 40.710 53.460 96.170 Total 2.000 259.610 151.829 1.288.167 1.701.606 Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator Tabela 10. Mangas -- Valor Importado por aeroporto e país de origem País Moeda JpY mil Porto Fukuoka Kansai Nagoya Narita Total Fukuoka Austrália 34.185 44.642 163.366 242.193 China 804 804 Estados 891 1.449 2.340 Unidos Filipinas 60.428 11.737 224.819 296.984 México 15.231 236.671 251.902 Tailândia 4.295 17.414 26.341 48.050 Taiwan 1.248 24.857 33.509 59.614 10 Total 1.248 139.887 73.793 686.959 901.887 10 Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 52 - 52 Kansai 275 - US$ mil Nagoya 359 - Narita 1,314 6 Total 1,947 6 7 - 12 19 486 122 35 200 1,125 94 140 593 1,808 1,903 212 269 5,524 2,388 2,025 386 479 7,252 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 11. Mangas -- Volume (kg.) Importado por via marítima e país de origem Porto Hakat a Kawasaki Kobe Okinawa Chiku Osaka Osaka Sakai China 7.560 Estados 34.630 Unidos Filipinas 4.645 800.818 273.515 766.415 183.028 México 485.938 159.444 273.439 218.239 Tailândia 21.060 191.085 81.080 Taiwan 12.675 Total 4.645 1.307.816 624.044 12.675 1.155.564 408.827 Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator Tóquio Yokoham a Total 7.560 6.578 108.008 149.216 795.402 486.492 1.902.420 377.779 1.288.472 2.388.207 4.726.243 2.001.331 293.225 12.675 7.190.250 Yokohama Total Tabela 12. Mangas -- Valor Importado por via marítima e país de origem Moeda Porto Hakata Kawasaki Kobe Okinawa Chiku Osaka Osaka Sakai 2.488 US$ mil JpY mil China Estados Unidos 13.740 Filipinas 1.376 234.109 82.719 209.787 51.556 México 180.387 58.353 95.779 72.844 Tailândia 5.865 54.235 22.610 Taiwan 6.687 Total 1.376 420.361 195.307 6.687 341.916 126.888 China 20 Estados Unidos 110 Filipinas 11 1,882 665 1,687 415 México 1,450 469 770 586 Tailândia 47 436 182 Taiwan 54 Total 11 3,380 1,570 54 2,749 1,020 Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsA Mediator Tóquio 2.482 230.270 151.225 40.798 535.198 139.053 383.977 20 1,851 1,216 3,087 715.049 328 4,303 1,118 5,749 2.488 57.020 1.345.015 697.641 82.710 6.687 2.191.561 20 458 10,815 5,609 665 54 17,621 Nas importações via aeroportos, 76% das mangas importadas entram pelo aeroporto de Narita, que concentra 14% de todas as importações de manga (aéreas ou marítimas), e 76% das importações por via aérea; a seguir vem o aeroporto de Kansai com 3% de todas as importações de manga (aéreas ou marítimas), e 20% das importações por via aérea. Do total de importações pelo aeroporto de Narita, 39% vêm das Filipinas e 32% do México. As importações mexicanas vêm predominantemente por via marítima (82%), assim como as filipinas (88%). Um total de 17% das mangas mexicanas é importado pelo aeroporto de Narita, enquanto quantidades similares são importadas via os portos de Kawasaki, Tóquio e Yokohama, todos na região metropolitana de Tóquio. No caso das mangas filipinas, há uma maior dispersão entre os portos de entrada, sendo o mais importante deles o porto de Yokohama, com 35% de todas as exportações filipinas 53 - 53 Estudo de Mercado para Importação de Frutas de mangas para o Japão. Entre os aeroportos, o de Narita é o mais importante, com 9% de todas as exportações de mangas filipinas para o Japão. 14.2 Conclusões 14.2.1 Problemas: ü A manga brasileira ainda é proibida de ser importada pelo Japão, dadas as restrições dos órgãos japoneses responsáveis pelo controle sanitário por haver ocorrências de infeccção pela mosca do Mediterrâneo (Ceratitis Capitara). Nos casos de todas as frutas consideradas neste estudo , não há apenas uma razão específica para que haja restrições à importação pelo Japão. Como mencionado no capítulo sobre regulamentação das importações, cada processo de importação é conduzido isoladamente e dificilmente se aplica a similaridade de produto. Ou seja, cada importador deve se provar livre de problemas fitossanitários para que tenha o seu processo de importação liberado com algumas facilidades (dispensa parcial do processo). Isto não quer dizer que não haja discriminações genéricas para o país – como o caso da existência de infestação pela mosca do Mediterrâneo. ü Distância: as exportações mexicanas (que têm entre os países exportadores para o Japão o perfil mais próximo do brasileiro) têm sofrido perda de mercado com a concorrência das Filipinas, uma vez que a maior parte das exportações é feita por navio em ambos os casos (filipino e mexicano). 14.2.2 Oportunidades ü Quanto à sazonalidade, as mangas mexicanas são importadas pelo Japão durante os meses de março a setembro, enquanto as mangas filipinas são importadas o ano inteiro. Assim sendo, há a possibilidade de se aproveitar os meses em que a oferta é menor por parte do México e tentar uma abertura do mercado nessas ocasiões. ü Da mesma forma, há o fato de que os maiores exportadores estão no hemisfério norte, e no caso do México (que seria a fatia de mercado que os exportadores brasileiros poderiam inicialmente mirar) existe uma forte sazonalidade das exportações. Tabela 13. Mangas -- Preço Médio das Exportações Brasileiras de Mangas, 1999-2001 2001 US$ / kg Taxa JpY/US$ fim de ano JpY/ kg Fonte: Ministerio da Indústria e Comércio, SECEX. 54 - 54 2000 0.54 124,37 65 0.53 114,90 61 Estudo de Mercado para Importação de Frutas As estatísticas brasileiras incluem na mesma categoria as mangas, goiabas e mangostõese, portanto, não representam uma categoria diretamente comparável à que se utiliza neste estudo, razão pela qual tomamos estes dados para uma mera estimativa. Apesar da discrepância básica embutida nos dados acima dispostos, pode-se inferir que a escala de preço das exportações brasileiras em muito difere do patamar dos preços de importação japonesa, o que confere uma possibilidade de se competir neste mercado. Há que se ressaltar, finalmente, que os preços acima são FOB, não incluindo, portanto, os fretes, seguros nem impostos de importação que incidiriam sobre essas frutas caso colocadas no Japão. 55 - 55 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 15 Limões ü O Japão importou em 2001 cerca de 84,3 mil toneladas de limões, no valor aproximado de US$ 108,7 milhões, equivalentes a pouco mais de 96,0% de seu consumo anual. ü Os EUA foram o principal país exportador, com cerca de 65,2 mil toneladas, em torno de 77,3% do volume total importado pelo Japão, equivalentes a cerca de US$ 83,6 milhões. ü O Chile foi o segundo maior exportador, com cerca de 13,0 mil toneladas, em torno de 15,4% do volume total importado, equivalentes a cerca de US$ 19,3 milhões. ü Os restantes 7,3% em volume foram fornecidos pela África do Sul (3,6%), Austrália (2,2%), Nova Zelândia (1,3%) e outros. ü Sazonalidade: Os EUA exportam durante os 12 meses do ano, com queda significativa no mês de setembro. O Chile somente exporta entre junho e dezembro. A África do Sul exporta nos meses de junho a setembro. 15.1 Análise do Mercado de Importações de Limões Nomes científicos: Limão tipo siciliano: Citrus limon Burm.f.; Tipo Taiti: Citrus aurantifolia Swingle Ao contrário do que acontece com as outras frutas cítricas, metade da demanda por limões vem do setor comercial. O limão conhecido como Taiti, no Brasil, é conhecido por lime (raimu) no Japão, e representa em termos de percentual de importações cerca de 0,1% do total. A maior parte das importações desta espécie de limão vem do México. O acondicionamento do limão Taiti para exportação é normalmente feito em caixas de quatro quilos e meio, enquanto os outros tipos de limão vêm em caixas de dezessete quilogramas. O outro tipo de limão mais vendido no Japão é o tipo siciliano (conhecido simplesmente como lemon ou remon), de casca amarela e forma oval. Devido ao pequeno volume de importações de limão Taiti, utilizamos no nosso trabalho dados agregados das duas categorias, enquanto destacamos dados específicos da espécie em uma breve análise isolada. 56 - 56 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Entre as frutas analisadas neste estudo, os limões são os únicos isentos de tarifa de importação. O Japão produz limões em uma proporção que não chega a 4% do total do mercado estimado (soma da produção local mais importações). Entretanto, os dados disponíveis apontam para uma estabilidade da produção local, enquanto o volume das importações diminuiu 8,6% nos últimos dez anos. O volume das importações manteve-se estável em torno de 85 mil toneladas/ano nos últimos cinco anos. Tabela 14. Limões -- Consumo por Região: Japão, 1990-1999 Regiões Japão Un. 1990 219 1995 216 1996 209 1997 186 1998 282 1999 -31 10 -6 0 -1 -3 -11 52 -32 369 260 293 278 251 272 244 209 229 224 -30 13 -5 -10 8 -10 -14 10 -2 g 211 132 176 154 165 164 155 145 150 196 -37 33 -13 7 -1 -5 -6 3 31 g 316 258 245 238 260 224 227 221 218 221 -5 -3 9 -14 1 -3 -1 1 Var. anual (%) -18 Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi - 2000 219 1994 g Var. anual (%) Keihanshin 233 1993 212 Var. anual (%) Chûkyô 1992 308 Var. anual (%) Keihin 1991 g 192 O consumo doméstico de limões variou bastante nos últimos dez anos, e em 1999 situava-se em torno de 192g por ano por habitante. A região metropolitana de Tóquio (Kanto) apresenta o maior volume de consumo, com aproximadamente 224g/hab./ano; entretanto, foi a que mostrou a maior queda entre 1990 e 1999, de aproximadamente 40%. 57 - 57 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 15. Limões -- Volumes totais de Importações, Valores e preços médios por país, 2001 Moeda Volume Kg % Porto Valores JpY mil % Preço Médio (/Kg) Relativo à Média Geral 3.035.017 3,6 261.207 1,9 86 54% Austrália 1.863.825 2,2 224.633 1,7 121 75% Chile 13.015.715 15,4 2.393.634 17,8 184 115% Coréia do Sul 16.509 0,0 2.498 0,0 151 95% JpY África do Sul Espanha 99.105 0,1 16.234 0,1 164 103% Estados Unidos 65.227.452 77,3 10.380.697 77,1 159 100% México 12.052 0,0 5.188 0,0 430 269% 1.063.339 1,3 186.659 1,4 176 110% Totais 84.333.014 100,0 13.470.750 100,0 160 100% África do Sul 3.035.017 3,6 2,100 1,9 0.69 54% Austrália 1.863.825 2,2 1,806 1,7 0.97 75% Chile 13.015.715 15,4 19,246 17,8 1.48 115% Coréia do Sul 16.509 0,0 20 0,0 1.21 95% US$ Nova Zelândia Espanha 99.105 0,1 131 0,1 1.32 103% Estados Unidos 65.227.452 77,3 83,466 77,1 1.28 100% México 12.052 0,0 42 0,0 3.46 269% Nova Zelândia 1.063.339 1,3 1,501 1,4 1.42 110% Totais 84.333.014 100,0 108,312 100,0 1.29 100% Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator Os EUA são os maiores exportadores de limão para o Japão. Há dez anos atrás, os EUA ainda tinham uma participação próxima de 100% do mercado, mas, com a entrada principalmente do Chile, África do Sul, seguido de Austrália e Nova Zelândia, sua participação caiu para os atuais 77,1% do volume total. O Chile, segundo maior exportador para o Japão, tem uma participação de 17,8% do volume total. Tabela 16. Limões -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos Unid. 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 t 2.027 1.650 2.169 2.482 2.646 2.768 2.791 3.449 Total 1000 t 104 89 93 89 89 93 92 Produção Japonesa Importações Preços Margens 1999 87 86 85 EUA 1000 t 103 87 92 87 85 88 87 78 77 73 México 1000 t 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 Atacado JpY/kg 221 286 191 200 188 195 178 253 249 227 Importado JpY/kg 174 231 151 156 137 137 143 190 194 170 Varejo JpY/kg 500 634 541 521 516 502 451 622 589 562 Atacado US$/Kg ns ns ns 1.79 1.88 1.89 1.53 1.95 2.16 2.22 Importado US$/Kg ns ns ns 1.39 1.37 1.33 1.23 1.46 1.68 1.67 Varejo US$/Kg ns ns ns 4.66 5.17 4.88 3.89 4.79 5.11 5.51 Atacado % 27 24 26 28 37 42 24 33 28 34 Varejo % 126 122 183 161 174 157 153 146 137 148 Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, 2000 58 - 58 1998 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Em termos de preços médios, o menor preço é o da África do Sul, que em 2001 chegou a JpY 85/kg. Em contrapartida, o maior preço médio foi do México, de JpY430/kg4. O preço médio geral foi JpY160/kg. As exportações dos EUA estiveram em média em torno de JpY159/kg, exatamente em linha com a média geral. Os preços médios do Chile estiveram em torno de JpY184/kg, apenas 15% acima da média americana. A quase totalidade das importações (99%) é feita por via marítima, o que é favorecido pela própria natureza da fruta, que pode ser conservada por longos períodos, se adequadamente acondicionada. Por porto, a maior parte dos volumes entra pelos portos de Tóquio (que concentra 51% do volume total das importações, e Osaka Sakai (que recebe 28% do volume total importado). Das importações americanas, 52% entram por Tóquio e 33% por Osaka Sakai. Das importações chilenas, 54% entram por Tóquio e 15% pelo porto de Osaka. Tabela 17. Limões -- Volume (kg.) Total de Importações, por via Marítima e países de origem, 2001 Estados México Unidos Hakata 755.830 Kawasaki 354.417 107.085 226.813 1.306.110 Kobe 351.886 223.436 1.362.754 1.668.121 Moji 3.656 Nagoya 175.483 1.460.058 OkinawaChiku 358.956 Osaka 306.346 157.264 1.917.367 16.509 3.237.968 OsakaSakai 773.367 94.248 1.273.676 60.984 21.280.712 Shimonoseki 5.281 Tóquio 1.113.392 567.684 6.963.954 38.121 33.618.856 Yokohama 135.609 523.031 1.267.587 780.781 5.400 Total 3.035.017 1.848.231 13.012.151 16.509 99.105 64.476.329 5.400 Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator Porto 4 África do Sul Austrália Chile Coréia do Sul Espanha Nova Zelândia 180.420 112.511 154.489 11.016 30.079 395.808 90.134 974.457 Total 755.830 2.174.845 3.718.708 3.656 1.790.030 358.956 5.646.470 23.513.066 5.281 42.697.815 2.802.542 83.467.199 É importante ressaltar que o grosso das exportações mexicanas é de limão Taiti, com uma clara indicação da importância, neste caso, da diferença de espécies. 59 - 59 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 18. Limões -- Valor (JpY1.000) Total de Importações, por via marítima e países de origem, 2001 Estados Unidos Hakata 144.487 Kawasaki 30.448 15.172 46.689 231.359 Kobe 32.797 29.668 225.981 302.632 Moji 470 Nagoya 17.929 237.435 OkinawaChiku 73.810 Osaka 26.196 19.052 424.710 2.498 500.201 OsakaSakai 64.110 12.608 260.929 9.622 3.266.691 Shimonoseki 827 Tóquio 97.950 68.984 1.256.048 6.612 5.215.907 Yokohama 9.706 56.339 177.133 118.977 Total 261.207 219.752 2.391.490 2.498 16.234 10.092.796 Hakata 1,162 Kawasaki 245 122 375 1,860 Kobe 264 239 1,817 2,433 Moji 4 Nagoya 144 1,909 OkinawaChiku 593 Osaka 211 153 3,415 20 4,022 OsakaSakai 515 101 2,098 77 26,266 Shimonoseki 7 Tóquio 788 555 10,099 53 41,939 Yokohama 78 453 1,424 957 Total 2,100 1,767 19,229 20 131 81,151 Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator Porto África do Sul Austrália Chile Coréia do Sul Espanha Nova Zelândia México 29.615 17.898 27.805 US$ mil JpY mil Moeda 1.620 4.707 62.788 12.844 157.277 238 144 224 13 38 505 103 1,265 1.552 1.552 12 12 Tabela 19. Limões -- Volume (kg.)Total de Importações, por aeroportos e países de origem, 2001 Porto Fukuoka Kansai Austrália 5.400 Chile 3.564 Estados Unidos 135.836 309.359 México Nova Zelândia Nagoya 7.308 9.720 Narita 2.886 296.208 6.652 Total 15.594 3.564 751.123 6.652 Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 60 - 60 Total 37.348 135.836 355.671 2.380 49.154 88.882 19.408 354.900 865.815 Total 144.487 353.283 608.976 470 283.169 73.810 974.277 3.618.667 827 6.708.289 376.551 13.142.806 1,162 2,841 4,896 4 2,277 593 7,834 29,096 7 53,938 3,028 105,675 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 20. Limões -- Valor Total de Importações, por aeroportos e países de origem, 2001 JpY mil Moeda Porto Austrália Fukuoka Kansai 1.494 Nagoya Narita Total Fukuoka 2.646 741 4.881 - 2.144 Estados Unidos 53.979 117.730 2.144 - 3.849 112.343 287.901 434 Chile 3.636 3.636 - Kansai 12 17 947 Nagoya 21 31 Narita 6 903 Total 39 17 2,315 Fonte: Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator US$ mil Nova Zelândia México 29 29 Total 12.690 53.979 134.058 816 15.876 29.382 - 7.311 132.596 327.944 434 102 7 128 236 1,078 59 1,066 2,637 Em termos de preços médios por tipo de porto, há uma discrepância grande entre os preços médios de importações por via aérea e por via marítima. Por via aérea os preços médios foram JpY 379/kg em 2001 (143% maiores que por via marítima), que foram de JpY 156/kg. O destaque em termos de preços médios são as importações da África do Sul, que ficaram 47% abaixo da média de preços de transporte marítimo em 2001. Este é um fato importante de se notar, já que a África do Sul não aparecia nas estatísticas de 1999. Com preços extremamente competitivos, pode incrementar a sua participação no mercado efetivamente. 61 - 61 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 21. Limões -- Preços Médios (JpY/kg) por via marítima e países de origem, 2001 Moeda África do Sul Porto Austráli a Coréia do Sul Chile Espanh a Hakata JpY Nova Zelandia México 191 Total 191 Kawasaki 86 142 206 177 164 162 Kobe 93 133 166 181 159 164 Moji 129 Nagoya Okinawa Chiku Osaka 102 86 121 222 Osaka Sakai 83 134 205 158 Tóquio 88 122 180 173 Yokohama 72 108 140 152 Médias 86 118 184 151 164 155 Hakata - - - - - Kawasaki 0.69 1.14 1.66 - Kobe 0.75 1.07 1.33 - 129 163 180 206 151 Shimonoseki US$ Estados Unidos 158 206 154 147 173 154 156 154 157 157 155 159 157 287 142 134 129 148 156 1.54 - - 1.54 - 1.42 - 1.32 1.30 - 1.46 - 1.28 1.32 Moji - - - - - 1.04 - - 1.04 Nagoya Okinawa Chiku Osaka - 0.82 - - - 1.31 - 1.45 1.27 - - - - - 1.66 - - 1.66 0.69 0.97 1.78 1.21 - 1.24 - 1.18 1.39 Osaka Sakai 0.67 1.08 1.65 - 1.27 1.24 - 1.25 1.24 Shimonoseki - - - - - 1.26 - - 1.26 Tóquio 0.71 0.98 1.45 - 1.39 1.25 - 1.28 1.26 Yokohama 0.58 0.87 1.13 - - 1.22 2.31 1.14 1.08 Médias 0.69 0.95 1.48 1.21 1.32 1.25 Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 1.04 1.19 1.25 Tabela 22. Limões -- Preços Médios (JpY/kg) por Transporte Aéreo e países de origem, 2001 Unidade Porto Austrália Estados Unidos Chile JpY/Kg Fukuoka México Nova Zelandia Total Anual 397 Kansai 277 Nagoya 362 602 397 381 340 377 396 343 377 Narita 257 379 547 323 374 Total 313 602 383 547 331 379 Fukuoka - - 3.19 - - 3.19 2.23 4.84 3.06 - 2.73 3.03 2.91 - 3.18 - 2.76 3.03 Narita 2.07 - 3.05 4.40 2.60 3.01 Total 2.52 4.84 3.08 4.40 Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 2.66 3.05 US$/Kg Kansai Nagoya 62 - 62 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Em termos de sazonalidade, os principais exportadores, EUA e Chile, têm padrões diferentes de distribuição das suas exportações durante o ano. Enquanto os EUA não interrompem o fluxo em nenhum mês, o Chile só exporta entre Junho e Dezembro. A África do Sul também só exporta entre os meses de junho e setembro, enquanto que o México exporta intermitentemente durante todo o ano. Há, no caso dos EUA, claramente uma redução de volume das suas exportações durante os meses de verão no hemisfério norte (junho a setembro), quando entram as importações chilenas. É possível que a sazonalidade se explique pela inversão de estações entre os dois hemisférios – os exportadores do hemisfério sul têm se concentrado nos meses de verão do hemisfério norte e vice-versa. Tabela 23. Limões -- Sazonalidade dos Volumes (kg) de importação por países de origem, 2001 África do Sul Chile EUA México Total Janeiro - - 6.099.924 958 6.100.882 Fevereiro - - 6.428.911 504 6.429.415 Março - - 5.858.584 - 5.858.584 Abril - - 7.337.240 - 7.392.010 Maio Junho Julho - - 8.754.110 4.760 8.829.247 100.821 302.589 4.812.653 - 5.328.635 413.772 4.104.275 3.826.192 430 9.209.590 Agosto 1.064.845 4.630.061 3.241.970 - 10.076.284 Setembro 1.455.579 2.841.042 1.877.209 - 6.813.077 Outubro - 1.091.308 4.830.750 - 6.061.815 Novembro - 24.768 6.226.625 - 6.273.119 Dezembro Total - 21.672 5.933.284 5.400 5.960.356 3.035.017 13.015.715 65.227.452 12.052 84.333.014 Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator Não se observa nenhum efeito significativo da sazonalidade dos volumes de importação de limões sobre o preço médio ao longo dos meses, o que poderia refletir uma tentativa de aumento de margens durante os períodos de menor concorrência. Ao contrário, nos meses de inverno no hemisfério norte (quando os exportadores do hemisfério sul se retiram do mercado) houve até mesmo uma redução dos preços médios praticados. Nos meses de janeiro e fevereiro, quando as exportações chilenas saem do mercado, os preços médios norte-americanos (maior concorrente do Chile) também caíram, voltando a se recuperar apenas no mês de abril e maio, quando de novo entram no mercado as exportações chilenas. 63 - 63 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 24. Limões -- Sazonalidade de Preços Médios (/kg) de Importações, 2001 México Total - US$ Estados Unidos 0.81 4.84 0.81 - 0.80 3.89 0.80 - - 0.84 - 0.84 146 - - 1.17 - 1.17 165 - - 1.33 4.37 1.33 163 0.83 1.31 1.32 - 1.31 200 0.76 1.55 1.85 4.25 1.61 México Total Janeiro JpY Estados Unidos 101 602 101 África do Sul - Fevereiro 100 484 100 - Março 104 104 Abril 146 Maio 165 Mês África do Sul Chile 544 Chile Junho 103 163 164 Julho 94 193 230 Agosto 98 193 262 199 0.79 1.55 2.11 - 1.60 Setembro 74 173 234 165 0.59 1.39 1.88 - 1.33 Outubro 149 218 205 - 1.20 1.75 - 1.65 Novembro 137 170 170 - 1.10 1.37 - 1.37 Dezembro 122 157 157 - 0.98 1.26 2.31 1.26 528 287 Total 86 184 159 430 160 0.69 1.48 1.28 3.46 1.29 Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 15.2 Análise do mercado do Limão Taiti (raimu) Como mencionamos no início deste capítulo, as importações de limões Taiti são muito limitadas no Japão, o que entretanto aparentemente não se deve a nenhuma falta de preferência pela espécie, mas simplesmente pela disponibilidade predominante do limão siciliano exportado pelos EUA. As únicas importações de limão Taiti no Japão vêm do México e têm preços de varejo superiores aos do siciliano. Como pode-se ver pela Tabela 25 abaixo, o preço médio de importação do limão Taiti chega a JpY 430 por kg, enquanto que a média geral do limão siciliano está em torno de JpY 160 por kg. Entretanto, dada a raridade da espécie no mercado, as margens do varejo são provavelmente mais estreitas como se pode inferir dos preços pesquisados no mercado: enquanto uma unidade do limão siciliano é vendida por preços entre JpY 90/kg e JpY 100/kg, aproximadamente, uma unidade do limão Taiti é vendida, em média, por JpY 200/kg. 64 - 64 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Limão siciliano oferecido em supermercado de Roppongi em Tóquio a US$ 0.96 a unidade Quanto à sazonalidade das importações, o pequeno volume não é suficiente para se estabelecer um padrão. Entretanto, a intermitência das importações abre espaço para que se possa atacar este mercado específico, onde a concorrência para o produto mexicano praticamente inexiste. É interessante se notar que o preço médio mais alto foi no mês de janeiro, justamente quando o preço do limão siciliano foi o mais baixo e não havia importações do Chile. Apesar dos pequenos volumes de importação da espécie, é possível que haja uma estratégia de aumento de margem no período das menores importações do limão siciliano. Tabela 25. Limões -- Limão Taiti – Volumes, Valores e Preços Médios de Importação, 2001. Unidade Aeroporto de Narita Porto de Yokohama México kg 6.652 JpY mil 3.636 US$ mil 29.24 kg 5.400 JpY mil 1.552 US$ mil 12.48 Valor Total JpY mil 12.052 Volume Total Kg 5.188 Jpy/Kg 430 Preço Médio US$/Kg 3.46 Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 65 - 65 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 26. Limões -- Limão Taiti (raimu) – Sazonalidade dos volumes de importação, 2001 Meses kg % JpY mil US$ JpY/kg US$/Kg Janeiro 958 8 577 4,639 602 4.84 Fevereiro 504 4 244 1,962 484 3.89 Março - - - - Abril - - - - Maio 4.760 2.588 20,809 Junho - - - Julho 430 227 1,825 Agosto - - - - Setembro - - - - Outubro - - - - Novembro - - - - Dezembro 5.400 1.552 12,479 39 4 45 544 4.37 - 528 287 4.25 2.31 Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 15.3 Conclusão 15.3.1 Problemas: ü A importação de limões brasileiros está proibida pelas autoridades japonesas, de acordo com as normas de controle fitossanitário vigentes. Nos casos de todas as frutas consideradas neste estudo , não há apenas uma razão específica para que haja restrições à importação pelo Japão. Como mencionado no capítulo sobre regulamentação das importações, cada processo de importação é conduzido isoladamente e dificilmente se aplica a similaridade de produto. Ou seja, cada importador deve se provar livre de problemas fitossanitários para que tenha o seu processo de importação liberado com algumas facilidades (dispensa parcial do processo). Isto não quer dizer que não haja discriminações genéricas para o país – como o caso da existência de infestação pela mosca do Mediterrâneo. ü A recente entrada da África do Sul no mercado, ainda que de forma incipiente, aponta para uma possibilidade de que a concorrência seja ainda mais acirrada no futuro. 66 - 66 Estudo de Mercado para Importação de Frutas ü A introdução do produto brasileiro, eventualmente, deverá ser acompanhada de uma forte campanha de marketing do produto como algo diferenciado, uma vez que a própria utilização do limão está mais associada com o siciliano e não com o Taiti, que é visto como uma outra fruta e não uma outra espécie da mesma fruta. ü Não há indicação firme de tendência de aumento de consumo, uma vez que a somatória das importações e da produção interna se manteve estável nos últimos cinco anos. 15.3.2 Oportunidades: ü Há uma predominância de uma única espécie no mercado japonês, o que pode ser benéfico para a indução de consumo via marketing específico da espécie raimu. ü As margens do limão Taiti (raimu), especialmente no mercado japonês, são atualmente bastante generosas. Comparando-se com os preços das exportações brasileiras, pode-se inferir que há espaço para a entrada no mercado desde que não se concorra por exemplo com o produto da África do Sul (cujos preços médios de importação giram em torno de JpY 82/kg). Reforça-se então a possibilidade de se abrir mercado para o limão tipo Taiti (raimu), que atualmente tem o preço de comercialização no varejo até duas vezes o preço do limão siciliano e pode ter seu consumo incrementado no país via campanhas de marketing específico. Tabela 27. Limões -- Preços médios de exportação (FOB), 2000-2001 2000 US$ / kg JpY fim de ano JpY/kg. Fonte: MICT/SECEX, Banco Central do Brasil. 2001 0.52 0.54 124,37 114,90 64 62 ü A forte sazonalidade do mercado de importações de limão abre espaço para exportadores que possam efetivamente fornecer o produto durante todo o ano, como poderia ser o caso dos exportadores brasileiros. O Chile, que apesar de exportar unicamente o limão siciliano poderia ser considerado o concorrente mais próximo do Brasil neste mercado, apenas exporta em alguns meses do ano, concentrados no período de inverno no hemisfério sul. 67 - 67 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 16 Mamão papaia ü O Japão importou em 2001 cerca de 6,9 mil toneladas de mamão papaia, no valor aproximado de US$ 16,1 milhões, equivalentes a 100,0% de seu consumo anual. ü Os Estados Unidos (Hawai) foram o principal país exportador, com cerca de 3,5 mil toneladas, em torno de 50,9% do volume total importado pelo Japão, equivalentes a cerca de US$ 10,3 milhões.. ü As Filipinas foram o segundo maior país exportador, com cerca de 3,3 mil toneladas, em torno de 48,4% do volume total importado, equivalentes a cerca de US$ 5,6 milhões. ü Os restantes 0,7% em volume foram fornecidos pelas Ilhas Fiji e por Belize. ü 97% do mamão importado dos EUA foram transportados por via aérea. ü Sazonalidade: praticamente não existe, com as exportações ocorrendo equilibradamente durante o ano todo. 16.1 Análise do Mercado de Importações de Mamão papaia A maior parte dos mamões papaia (nome científico: Carica papaya L.) importados pelo Japão vem do Havaí, que são importados o ano inteiro. Até há aproximadamente cinco anos atrás, quando ainda havia a proibição de importação dos mamões papaia filipinos, as importações de mamão papaia americano no Japão somavam 95% do total das importações. Na prática, apenas os mamões papaia havaianos e os do tipo Solo eram importados. Com a retirada da proibição de importação dos mamões papaia filipinos, houve um realinhamento da divisão do mercado, sendo que em 2001 as importações de mamão papaia filipinos chegaram a 48% das importações em termos de volume total das importações japonesas e 34,8% em termos de valor total das importações japonesas. Consequentemente, o preço médio de importações das Filipinas foi JpY 209 por kg, enquanto o preço médio das importações americanas foi de JpY 365/kg em 2001. As importações de Belize e Fiji tiveram preços médios ainda mais altos, de JpY 478/kg e JpY 463/kg, respectivamente, mas dados os volumes e valores irrisórios (inferiores a 1%, não podem se tornar padrão de comparação. Foram obtidos dados de produção doméstica japonesa de mamão papaia até 1994, os quais estão aqui dispostos apenas a titulo de ilustração, uma vez que, a exemplo de outras frutas cultivadas mais intensamente no passado, os mamões papaia também tiveram sua produção local praticamente anulada. Em 1994, ocasião do último dado disponível, a 68 - 68 Estudo de Mercado para Importação de Frutas produção local (499 toneladas) representava aproximadamente 10% do total de importações da época (5.161 toneladas). Em seguida, como já apontamos, a produção local foi paulatinamente substituida por importações, mais competitivas em preço. É interessante que se observe que em 1994 o preço médio no atacado chegava a JpY647/kg, comparando-se com o preço dos importados de JpY357/kg no mesmo ano. A margem atacadista de 81% sobre o preço dos importados tornou inviável a competição da produção local com as importações. Para o atacadista, tornou-se bem mais interessante comprar importados que pagar os altos preços locais. É interessante também notar que, ao contrário do caso dos melões, por exemplo, as margens no atacado dos mamões papaia vêm encolhendo nos últimos cinco anos, apesar de ainda serem bastante generosas – em 1999 vigoravam no atacado margens da ordem de 67%, comparadas com margens de 81% em 1994. Nos anos de 1997 e 1998 estas margens estiveram ainda mais baixas, em torno de 52% nos dois anos. A entrada dos mamões papaia filipinos no mercado japonês teve também, como mencionamos, o poder de fazer baixar o preço médio dos importados. Se consideramos que em 1994 aproximadamente 99% das importações de mamão papaia vinham dos EUA, podemos assumir que o preço de importação vigente na época era basicamente determinado pelo exportador americano, e girava em torno de JpY357/kg, 23% mais alto que o preço médio de JpY 291/kg em 2001. Adicione-se, ainda, como causa do estreitamento das margens no atacado, além do incremento total das importações também a entrada de mais um player (Filipinas) no mercado exportador de mamões papaia para o Japão. 69 - 69 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 28. Mamão papaia -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos Unid. Produção Japonesa t 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 219 151 542 584 499 nd nd nd nd nd 5.368 5.271 5.197 4.774 5.161 6.373 6.079 5.104 4.670 5.180 Estados Unidos t 5.366 5.269 5.186 4.767 5.149 6.306 5.939 4.958 4.212 3.860 Fiji t - - 10 - - - 2 25 123 137 Atacado JpY/kg 694 722 708 713 647 526 574 703 649 581 Importados JpY/kg 539 501 455 397 357 311 382 462 425 347 Varejo JpY/kg nd nd nd nd nd nd nd nd nd nd Atacado US$/kg ns ns ns 6.37 6.48 5.11 4.95 5.41 5.63 5.69 Importados US$/kg ns ns ns 3.55 3.58 3.02 3.29 3.56 3.69 3.40 Preços Médios Importações Totais 1990 Fonte: Japanese Fruit Imports, Jetro, 1999 Tabela 29. Mamão papaia -- Importações de Mamão papaia, por país em preços médios, 2001 País kg % JpY mil US$ % JpY / kg US$/Kg Relativo a média geral Belize 4.534 0,1 2.169 17,440 0,1 478 3.84 164% Fiji 47.030 0,7 21.759 174,954 1,1 463 3.72 159% EUA 3.494.870 50,9 1.277.225 10,269,559 64,0 365 2.93 125% Filipinas 3.322.172 48,4 695.963 5,595,907 34,8 209 1.68 72% Total 6.868.606 100,0 1.997.116 16,057,860 100,0 291 2.34 Fonte: Minitério das Finanças, Trade Statistics December 2001. A sazonalidade das importações de mamão papaia praticamente não existe. As frutas são importadas tanto dos EUA quanto das Filipinas durante todo o ano, e não verificamos tampouco variações significativas de preços ao longo do ano. Quanto aos preços de varejo, pode-se encontrar unidades da fruta sendo vendidas em supermercados de nível médio em Tóquio por aproximadamente JpY 380 a JpY 400 ou US$ 3,04 ou US$ 3,20 no caso dos mamões papaia filipinos. 70 - 70 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Mamão papaia ofertado em supermercado de Roppongi, Tóquio a US$ 5.44 a unidade. As frutas vindas do Havaí têm um preço apenas ligeiramente superior aos das filipinas, em torno de JpY 480/kg ou US$ 3,84/kg, o que indica menores margens de varejo para o produto americano, uma vez que seu preço médio de importação é 75% superior ao do produto filipino. Tabela 30. Mamão papaia -- Sazonalidade das Importações de Mamão papaia, 2001 EUA Volumes (kg) % Filipinas Estados Unidos JpY/Kg US$/Kg % Filipinas JpY/Kg US$/Kg Janeiro Fevereiro Março 242.108 229.222 329.068 6,9 6,6 9,4 135.627 214.804 246.664 4,1 6,5 7,4 355 349 349 2.85 2.81 2.81 214 209 213 1.72 1.68 1.71 Abril 398.377 11,4 307.299 9,2 381 3.06 209 1.68 Maio Junho Julho 343.696 335.205 331.924 9,8 9,6 9,5 380.411 310.115 364.203 11,5 9,3 11,0 373 362 375 3.00 2.91 3.02 209 209 209 1.68 1.68 1.68 209 209 209 209 209 209 1.68 1.68 1.68 1.68 1.68 1.68 Agosto 292.243 8,4 325.994 9,8 370 2.97 Setembro 210.202 6,0 207.547 6,2 361 2.90 Outubro 261.039 7,5 261.236 7,9 355 2.85 Novembro 245.212 7,0 324.089 9,8 363 2.92 Dezembro 276.574 7,9 244.183 7,4 378 3.04 Total 3.494.870 100,0 3.322.172 100,0 365 2.93 Fonte: Minitério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados da AsAmediator. Quanto ao tipo de transporte, predomina o uso do transporte aéreo, dada a proximidade das principais fontes exportadoras (Filipinas e EUA/Havaí), bem como a própria natureza frágil do mamão papaia, que necessita de condições de temperatura e embalagem 71 - 71 Estudo de Mercado para Importação de Frutas bastante específicas. O transporte aéreo responde por 52% de todas as importações de mamão papaia. Do mamão importado por via aérea, 97% vêm dos EUA. O principal porto de entrada é o aeroporto de Narita, com 36% do volume total de importações e 69% das importações por via aérea. Tabela 31. Mamão papaia -- Classificação por tipo de porto de entrada, 2001 Aéreo (kg) % Marítimo (kg) % Belize 4.534 0 - 0 Estados Unidos 3.494.870 97 - 0 Fiji 47.030 1 - 0 Filipinas 40.737 1 3.281.435 100 Total 3.587.171 3.281.435 100 Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator Apenas uma parte dos mamões papaia vindos das Filipinas (apesar de ser a maioria das exportações daquele país) se utilizam de transporte aéreo. Portanto, os preços médios por este tipo de transporte são basicamente os preços filipinos e não variam tampouco por porto de entrada. O preço médio de importação é de JpY 209/kg por via marítima, sendo 15% mais baixo que a média de JpY 246/kg por via aérea. Os principais portos marítimos de entrada dos mamões papaia filipinos são: Hakata, Kawasaki, Kobe, Nagoya e Yokohama. O porto de Kawasaki na região metropolitana de Tóquio concentra a maior parte das entradas (49,2%), seguido do porto de Kobe na região de Kansai. Tabela 32. Mamão papaia -- Importações por país e preços médios por transporte marítimo, 2001 Portos Filipinas kg JpY mil JpY/kg US$ US$/Kg Hakata 150.746 31.508 209 253,341 1.68 Kawasaki 1.614.637 337.577 209 2,714,296 1.68 Kobe 989.699 206.915 209 1,663,705 1.68 Nagoya 42.328 8.849 209 71,151 1.68 Yokohama 484.025 101.196 209 813,669 1.68 Totais 3.281.435 686.045 209 5,516,161 Fonte: Minitério das Finanças, Trade Statistics December 2001. 72 - 72 1.68 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 33. Mamão papaia -- Preços Médios de Importações por transporte marítimo, 2001 Portos Filipinas kg JpY mil JpY/kg US$ US$/Kg Hakata 150.746 31.508 209 253,341 1.68 Kawasaki 1.614.637 337.577 209 2,714,296 1.68 Kobe 989.699 206.915 209 1,663,705 1.68 Nagoya 42.328 8.849 209 71,151 1.68 Yokohama 484.025 101.196 209 813,669 1.68 Totais 3.281.435 686.045 209 5,516,161 Fonte: Minitério das Finanças, Trade Statistics December 2001. 1.68 Tabela 34. Mamão papaia -- Valores Totais Importados por via aérea e país de origem US$ JPY mil Aeroporto Belize Estados Unidos Chitose 22.516 Fukuoka 36.424 Kansai 247.886 Nagoya 83.707 Fiji Filipinas 22.516 279 36.703 1.289 249.175 83.707 Narita 2.169 886.692 21.480 8.629 918.970 Total 2.169 1.277.225 21.759 9.918 1.311.071 Chitose - 181,040 - - 181,040 Fukuoka - 292,868 2,243 - 295,111 Kansai - 1,993,133 - 10,364 2,003,498 Nagoya - 673,048 - - 673,048 Narita 17,440 7,129,469 172,710 69,382 7,389,001 Total 17,440 10,269,559 174,954 79,746 10,541,698 Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 73 - 73 Total Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 35. Mamão papaia -- Volumes (t) Totais Importados por via aérea e países de origem EUA Filipinas Chitose 67 Fukuoka 91 Kansai 700 Nagoya 230 Narita 2.407 5 36 Totais por país 3.494 Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 41 Finalmente, em termos de preços médios por via aérea, há diferenças de preços consideráveis entre os dois principais exportadores, sendo a média de preço dos EUA 48% acima dos preços médios das Filipinas. Tabela 36. Mamão papaia -- Preço Médio de Importação por via aérea, por países de origem Estados Unidos JpY/kg US$/Kg Porto Filipinas US$/Kg JpY/kg Chitose 337 2.71 Fukuoka 398 3.20 Kansai 354 2.85 Nagoya 365 2.93 Narita 368 2.96 248 1.99 - 243 Médias por país 364 2.93 246 Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 1.95 1.98 O fator determinante é a distância, que influencia os preços dos fretes intercontinentais. Os preços médios dos outros exportadores não podem ser colocados como parâmetro para comparação, uma vez que trata-se de casos intermitentes e provavelmente com características específicas para cada exportação. Finalizando, de acordo com dados do Ministério da Indústria e Comércio do Brasil (SECEX), os preços médios de exportação de mamão papaia brasileiro foram respectivamente em 2001 e 2000: Tabela 37. Mamão papaia -- Preços Médios das Exportações Brasileiras, 2000-2001 2001 2000 US$/kg 0.81 0.82 JpY/ fim do ano 124,37 114,90 JpY/kg 101 95 Fonte: MICT/ SECEX Assim sendo, mesmo se considerarmos que estes são preços FOB (e portanto não diretamente comparáveis com o preço de entrada dos importados no Japão) pode-se inferir que há espaço para que os mamões papaia brasileiros sejam ofertados com preços 74 - 74 Estudo de Mercado para Importação de Frutas bastante competitivos, mesmo com os preços vigentes dos exportadores filipinos. Comparando-se com os EUA, os preços brasileiros mostram uma vantagem comparativa ainda maior. Devido à distância e à fragilidade da fruta, os mamões papaia brasileiros provavelmente deverão ser exportados por via aérea. De acordo com a Tabela 36 ( Preços médios de Importação por via Aérea), pode-se observar esta vantagem. A média de preços das importações filipinas é de JpY 246/kg, enquanto que as americanas têm média de JpY364/ kg, portanto, 2,4 vezes e 3,6 vezes, respectivamente, os preços FOB das exportações brasileiras. 16.2 Conclusão 16.2.1 Problemas ü O mamão papaia brasileiro também consta da lista de frutas não permitidas para importação pelo Japão, de acordo com os regulamentos vigentes das autoridades sanitárias por haver ocorrências de infecção pela mosca do Mediterrâneo (Ceratitis Capitara). Nos casos de todas as frutas consideradas neste estudo , não há apenas uma razão específica para que haja restrições à importação pelo Japão. Como mencionado no capítulo sobre regulamentação das importações, cada processo de importação é conduzido isoladamente e dificilmente se aplica a similaridade de produto. Ou seja, cada importador deve se provar livre de problemas fitossanitários para que tenha o seu processo de importação liberado com algumas facilidades (dispensa parcial do processo). Isto não quer dizer que não haja discriminações genéricas para o país – como o caso da existência de infestação pela mosca do Mediterrâneo. ü O fator sazonalidade não pode ser explorado no caso do mamão papaia, dado que as exportações do Havaí ocorrem o ano inteiro, bem como as das Filipinas. ü Houve um encolhimento das margens dos atacadistas nos últimos cinco anos, o que provavelmente indica uma pressão para baixo nos preços de importação. 16.2.2 Oportunidades ü O mercado de importação de mamão papaia mudou drasticamente nos últimos cinco anos, com a entrada das Filipinas no cenário. A tendência é provavelmente que as Filipinas continuem um ataque agressivo à fatia de mercado norte-americana, o que coloca o exportador brasileiro como um competidor mais direto com o exportador filipino. Entretanto, ao observarmos a diferença de preços médios de importação filipinos e os preços FOB das exportações brasileiras verifica-se uma diferença de 2,4 vezes, o que indica um espaço razoável para o exportador brasileiro disputar o mercado. 75 - 75 Estudo de Mercado para Importação de Frutas ü O recente acordo que permitiu a exportação do mamão papaia brasileiro para os EUA poderá ajudar nas negociações com as autoridades japonesas. Não há vínculo obrigatório entre tais autoridades, mas sendo os requerimentos de padrão americanos tão altos quanto os japoneses, pode-se considerar como positivo este recente desenvolvimento. 76 - 76 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 17 Melão ü O Japão importou em 2001 cerca de 33,0 mil toneladas de melões, no valor aproximado de US$ 28,7 milhões, equivalentes a 99,0% de seu consumo anual. ü O México foi o principal país exportador, com cerca de 21,2 mil toneladas, em torno de 64,0% do volume total importado pelo Japão, equivalentes a cerca de US$ 19,3 milhões. ü Os EUA foram o segundo maior país exportador, com cerca de 10,7 mil toneladas, em torno de 32,0% do volume total importado, equivalentes a cerca de US$ 7,2 milhões. ü Os restantes 4,0% em volume foram fornecidos pela Coréia do Sul (1,0%), Nova Zelândia (1,0%) e outros. ü Sazonalidade: As exportações mexicanas de melões para o Japão são interrompidas entre os meses de julho e outubro. As exportações norte-americanas de melões ocorrem durante o ano todo, concentrando-se, porém, nos meses de julho a outubro. 17.1 Análise do Mercado de Importação de Melão O melão (nome científico: Cucumis melo L., var. C. Cantaloupensis Naud, var C. Inodorus Naud., var. C. Reticulatus Naud.) é uma fruta que o Japão produz em pequena quantidade, aproximadamente 1% do consumo interno. A produção local está concentrada principalmente em províncias de clima quente e úmido, como Kumamoto (sul do Japão) e Shizuoka (ao oeste de Tóquio). A produção local, entretanto, caiu de 384 toneladas em 1990 para aproximadamente 290 toneladas em 1999, uma queda de 24%. O tipo de cultivo também é diferente nas duas regiões, sendo que em Shizuoka a produção é feita principalmente em estufas com temperatura controlada, enquanto que em Kumamoto a produção é basicamente a céu aberto. Também como no caso de outras frutas, a produção local vem caindo devido aos altos custos locais, bem como à concorrência das importações, que como já foi mencionado anteriormente, anulam as sazonalidades e geralmente ainda se apresentam bastante competitivas em termos de preços comparadas com a produção local. O consumo de melões também caiu nos últimos anos. Em 1990, cada japonês consumia em média 1,7 kg de melão por ano, sendo que a última estatística disponível (de 2000, com dados relativos a 1999) mostrava um consumo médio de 1,3 kg por ano, ou seja, uma queda de 26% em relação a 1990. Entre 1997 e 1999 a queda foi de 10%, o que 77 - 77 Estudo de Mercado para Importação de Frutas provavelmente aponta para uma queda de consumo coincidente com o agravamento da queda de consumo generalizada no país. Há ainda diferenças regionais importantes, já que a região conhecida como Chûkyô - que engloba as províncias de Aichi e Gifu - consumiu ainda em média 1,7kg de melão por pessoa/ano, comparada com as regiões de Keihin (que compreende Tóquio e Yokohama), que consome em média 1,3 kg por pessoa/ano, e de Keihanshin (Kyoto, Osaka e Kobe), que consome pouco menos de 1,0 kg por pessoa/ano. Tabela 38. Melão -- Consumo de Melões por região Região Unid. 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 Japão g 1.744 1.578 1.523 1.450 1.528 1.480 1.537 1.435 1.374 1.298 Keihin g 1.946 1.808 1.606 1.523 1.646 1.594 1.700 1.481 1.375 1.302 Chûkyô g 2.172 1.898 1.832 1.726 1.894 1.927 1.443 1.590 1.508 1.693 Keihanshin g 1.089 1.111 1.053 1.112 1.138 1.094 1.164 1.250 1.003 969 Fonte: Nihon Bôeki Geppyô; Katei Chôsa Nenpan- 2000. Tabela 39. Melão -- Exportações Japonesas de Melão, 2001 Países Volume (kg) Taiwan Hong Kong Cingapura Reino Unido Total 311 2.865 258 12 3.446 Fonte: Japanese Trade Statistics, 2001 -- Exports Commodities by Country No ano de 2001, as importações japonesas de melões atingiram 32,9 mil toneladas, sendo que 64% vieram do México e 32% dos EUA. Este número representou um aumento de 37% nos últimos cinco anos. Entretanto, quando comparamos com os valores de 1999, nota-se uma queda de 15%, o que provavelmente reflete o agravamento da crise econômica e a retração do consumo no país no período. O aumento das importações também coincide com a queda da produção local. Apesar da pequena representatividade da produção local, fica claro que houve uma substituição pelas importações. 78 - 78 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 40. Melão -- Volumes, Valores e Preços Médios de Importação por País de Origem, 2001 Volume Importado País Preço Médio Valor Importado JpY/Kg US$/Kg China 82.850 0 18.811 151,250 1 227 1.83 210% Coréia do Sul 488.582 1 120.738 970,797 3 247 1.99 228% Estados Unidos 10.692.229 32 874.281 7,029,678 25 82 0.66 76% Irã 720 0 262 2,107 0 364 2.93 336% Kg % JpY mil US$ Relativo à média geral % México 21.217.595 64 2.350.882 18,902,324 66 111 0.89 102% Nova Zelândia 472.000 1 201.197 1,617,729 6 426 3.43 394% Nova Caledônia 600 0 282 2,267 0 470 3.78 434% Total 32.954.576 100 3.566.453 28,676,152 100 108 0.87 Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001. Banco de Dados da AsAmediator 100% A participação das importações mexicanas (em termos de volume) vem aumentando paulatinamente nos últimos cinco anos, sendo acompanhada de uma perda de mercado pelos exportadores norte-americanos. No ano de 1997, as importações dos EUA chegaram a representar 43% do total das importações de melões, quando as importações mexicanas representavam 54%. No ano de 1999 a participação norte-americana havia caído para 34%, e a mexicana aumentado para 63%, e como mencionado acima, hoje a participação mexicana chega a 64% do mercado de melões importados, enquanto que a norte-americana chega a 32%. A participação relativa de cada exportador está descrita na Tabela 40, Melões -- Valores, Volumes e Preços Médios de Importação por Pais de Origem, logo acima. Tabela 41. Melão -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos Unidade Preços Médios Importações Produção Japonesa 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 Mil t 384 346 363 339 364 336 335 328 306 290 Total t 16.772 21.359 20.695 22.420 36.622 32.750 27.359 23.981 29.300 38.744 Estados Unidos t 10.668 12.575 15.166 16.709 28.768 21.083 14.042 10.322 12.322 13.115 México t 5.017 7.770 4.796 5.121 6.639 9.397 12.227 13.066 15.822 24.305 Atacado JpY/kg 539 607 553 564 506 559 520 498 488 482 Importado JpY/kg 179 157 131 121 108 115 124 121 124 112 Atacado US$/Kg ns ns ns 5.04 5.07 5.43 4.48 3.83 4.24 4.72 Importado US$/Kg ns ns ns 1.08 1.08 1.12 1.07 0.93 1.08 1.10 % 67 74 76 79 79 79 76 76 75 77 Margem no atacado Fonte: Japanese Fruit Imports, 1999 No caso dos melões vale o mesmo comentário feito para o caso das mangas – não só há uma diversidade de espécies maior (que não são discriminadas nas estatísticas), como 79 - 79 Estudo de Mercado para Importação de Frutas também há uma variedade de tamanhos da fruta que impede uma medida correta quando se trata dos preços no varejo. No que diz respeito aos preços médios, é interessante notar que há um aumento gradual da diferença entre o preço de importação e o preço praticado no atacado, como se vê pela Tabela 41 – Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos. Em 1997 a diferença média entre o preço de importação e o preço no atacado girava em torno de 312%. No ano de 1999, esta diferença chegou a 330%. Observou-se no caso dos preços no atacado uma queda de 3% entre 1997 e 1999, enquanto que no caso dos preços de importação houve uma queda de 7% no mesmo período – o que indica um aumento das margens para os preços praticados no atacado. Pela Tabela 41 também se verifica que as margens no atacado de fato aumentaram de 67% em 1990 para 77% em 1999. Quanto aos preços no varejo, foram levantados os preços indicativos mostrados na Tabela 42. Os preços praticados no varejo variam tanto quanto as espécies colocadas no mercado, e o fato de que as vendas são realizadas por unidade impossibilita uma avaliação das margens praticadas no varejo. Melões Andes em promoção em supermercado de Roppongi em Tóquio a US$ 3.84 a unidade As Tabelas 43 a 47 mostram preços médios no atacado e de importação e margens de atacadistas e no varejo de diversos tipos de melões: 80 - 80 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 42. Melão -- Preços no Varejo na área Metropolitana de Tóquio, 2002 Tipo de Melão Preço no varejo por unidade JpY US$ Andes 398 3.20 Akaniku 398 3.20 Kinjô 680 5.47 Home Run 780 6.27 Arusu 3.800 30.55 Crown 5.800 46.64 Fonte: pesquisa de mercado realizada em Tóquio pela AsAmediator em maio de 2002. Tabela 43. Melão -- Arusu Melon : Preços e Volumes Históricos de Vendas Unidade 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 t 16.736 13.475 15.690 14.493 15.473 14.854 14.800 14.908 13.128 12.318 JpY/kg 971 1.206 921 979 845 856 833 762 777 766 US$/Kg ns ns ns 8.75 8.46 8.32 7.18 5.87 6.74 7.50 Vendas no atacado Preços no Atacado Fonte: Japanese Fruit Imports, 2000 Tabela 44. Melão -- Prince Melon: Preços, Margens e Volumes Históricos de Vendas 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 Vendas no atacado (t) 6.262 5.308 4.560 4.340 3.500 2.657 2.511 2.182 1.664 1.451 Preços no atacado (JpY/Kg) 442 461 430 411 409 475 433 427 453 438 Preços no atacado (US$/Kg) ns ns ns 3.67 4.10 4.62 3.73 3.29 3.93 4.29 Preços no varejo (JpY/Kg) 727 814 850 739 711 761 738 757 737 764 Preços no varejo (US$/Kg ns ns ns 6.60 7.12 7.39 6.36 5.83 6.40 7.48 77 98 80 74 60 70 77 63 74 Margem no varejo (%) Fonte: Japanese Fruit Imports, 2000 81 - 81 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 45. Melão -- Andes Melon: Preços, Margens e Volumes Históricos de Vendas 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 Vendas no atacado (t) 17.338 16.175 16.173 15.122 14.440 12.665 12.509 12.144 10.441 9.679 Preços no atacado (JpY/Kg) 358 431 423 431 405 458 421 402 403 422 Preços no atacado (US$/Kg) ns ns ns 3.85 4.06 4.45 3.63 3.09 3.50 4.13 728 748 682 621 707 670 627 640 649 ns ns 6.10 6.22 6.87 5.78 4.83 5.56 6.36 69 77 58 53 54 59 56 59 54 Preços no varejo (JpY/Kg) Preços no varejo (US$/Kg) ns Margem no varejo (%) Japanese Fruit Imports, 2000 Tabela 46. Melão -- Kinjô Melon: Preços e Volumes Históricos de Vendas 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 Vendas no atacado (t) 912 941 963 923 756 714 692 654 595 612 Preços no atacado (JpY/Kg) 482 474 436 402 417 479 415 413 428 426 Preços no atacado (US$/Kg) ns ns ns 3.59 4.18 4.65 3.58 3.18 3.72 4.17 Japanese Fruit Imports, 2000 Tabela 47. Melão -- Honey Dew Melon: Preços e Volumes Históricos de Vendas 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 Vendas no atacado (t) 694 789 623 672 1067 772 843 516 659 1341 Preços no atacado (JpY/Kg) 255 224 188 216 167 181 171 182 189 133 Preços no atacado (US$/Kg ns ns ns 1.93 1.67 1.76 1.47 1.40 1.64 1.30 Japanese Fruit Imports, 2000 Os menores preços no atacado são os dos melões do tipo Honey Dew (em torno de JpY 133/kg) em 1999, seguidos dos melões tipo Prince, Kinjô e Andes, que se situam na faixa de JpY 400/kg. Os mais caros são os do tipo Arusu. As estatísticas disponíveis não são completas para todos os tipos, entretanto para alguns é possível averiguar as margens de varejo. Com base nos dados disponíveis verifica-se que apesar dos preços de atacado dos melões Prince e Andes serem similares (em torno de JpY 400/kg.), os melões tipo Prince são vendidos com uma margem maior no varejo, chegando a diferença de preços de atacado e varejo a até 74%. No caso dos melões Andes, as margens de varejo chegavam a até 63% em 1999. Infelizmente os dados referentes ao ano de 2000 e 2001 não estão disponíveis para uma comparação. Entretanto, é possível se estimar que as margens de varejo tenham caído nos últimos dois anos dada a queda generalizada no consumo. No que diz respeito aos tipos de transporte, 97% do volume das importações de melões vêm por via aérea e meros 3% por via marítima. Em termos de valores agregados de 82 - 82 Estudo de Mercado para Importação de Frutas importação, os aeroportos representam 9% do total de importações, e os portos marítimos representam 91% daquele total. Consequentemente, há uma diferença substancial entre os preços médios dos importados por via aérea e via marítima, sendo que os primeiros chegam a mais de aproximadamente três vezes os últimos. O preço médio dos melões por transporte aéreo é JpY 325/kg, enquanto que por via marítima a média é de JpY 99/kg. No caso dos importados por via aérea, as importações mexicanas e norte-americanas têm preços médios bastante próximos. O preço mexicano é entretanto em média 11% maior do que o norte-americano. O menor preço de importação por via aérea é o dos EUA (JpY 214/kg), enquanto o maior é o da Nova Caledônia (JpY470/kg), que entretanto se torna irrelevante devido ao baixo volume (apenas 282 toneladas). No caso das importações por via marítima, os menores preços médios também são os dos EUA, JpY 81/kg, que é 24% menor que o preço médio de todas as importações por via marítima. Os preços das importações mexicanas estão em média 32% acima das importações dos EUA, e os maiores preços médios encontrados foram os da Coréia do Sul e da China. Como não é possível distinguir dentro das estatísticas de importação as espécies de melões (como mencionado anteriormente, todas as espécies são consolidadas em uma única categoria), é possível que os preços mais elevados dos melões da Coréia do Sul e da China sejam devidos a um tipo mais caro dos melões trazidos desses países, uma vez que a proximidade geográfica indica que os fretes intra-Ásia são menores que os fretes intercontinentais. Tabela 48. Melão -- Preços Médios (JpY/kg) de Importações por Aeroportos e países de origem, 2001 US$ JpY Moeda Porto Chitose Kansai Nagoya Narita Chitose Kansai Nagoya Estados Unidos 214 - Irã 364 - México 237 - Nova Zelândia 446 398 395 434 3.59 3.20 3.18 Nova Caledônia 470 - Total 446 371 395 317 3.59 2.98 3.18 Narita 1.72 2.93 1.91 3.49 3.78 2.55 Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 83 - 83 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 49. Melão -- Preços Médios (JpY/kg) de Importações por via marítima e país de origem, 2001 Porto China Coréia do Sul Estados Unidos Irã México Nova Zelândia Total US$ JpY Hakata 151 77 Hiroshima 276 Kawasaki 231 276 76 108 Kobe 289 85 114 Nagoya 99 94 Osaka 168 75 109 Osaka Sakai 75 98 Shimonoseki 264 Tóquio 168 299 78 114 Yokohama 252 79 111 Hakata 1.21 0.62 Hiroshima 2.22 Kawasaki 1.86 2.22 0.61 0.87 Kobe 2.32 0.68 0.92 Nagoya 0.80 0.76 Osaka 1.35 0.60 0.88 Osaka Sakai 0.60 0.79 Shimonoseki 2.12 Tóquio 1.35 2.40 0.63 0.92 Yokohama 2.03 0.64 0.89 Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados da AsAmediator Nova Caledônia - - Tabela 50. Melão -- Volumes Totais de Importação por países e aeroportos, 2001 Aeroporto Coréia do Sul Estados Unidos Irã México Nova Zelândia Nova Caledônia Chitose 1.900 Kansai 1.440 540 18.130 75.444 Nagoya 27.101 Narita 198.945 720 278.815 367.555 Total 1.440 199.485 720 296.945 472.000 Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados da AsAmediator Total (kg) 600 600 1.900 95.554 27.101 846.635 971.190 Quanto aos portos de entrada, verifica-se que, entre os aeroportos, o de maior volume é o aeroporto de Narita, com um volume de 846,6 toneladas/ano. Entre os portos marítimos, o de maior volume é o de Osaka, com 8,9 mil t/ano, seguido de perto pelo de Kawasaki, com 8,0 mil t/ano. A maior parte das importações mexicanas entra pelo porto de Kawasaki (6,1 mil t/ano), seguido pelo porto de Osaka (5,7 mil t/ano). No caso das importações dos EUA, o principal porto de entrada é Osaka (3,1 mil t/ano), seguido de Kawasaki (1,9 mil t/ano). 84 - 84 117 276 101 101 98 97 91 264 102 106 0.94 2.22 0.81 0.81 0.79 0.78 0.73 2.12 0.82 0.85 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 51. Melão -- Volumes Totais de Importação por países e portos marítimos, 2001 Porto China Coréia do Sul Hakata 96.387 Hiroshima Kawasaki Kobe Nagoya 6.000 750 Osaka OsakaSakai Shimonoseki Tóquio 16.250 31.750 17.475 17.375 287.697 69.588 Estados Unidos México 83.484 Total (kg) 179.871 1.951.497 1.266.262 809.341 6.108.553 1.143.689 242.388 3.145.392 738.473 5.740.045 1.560.974 1.716.614 2.105.733 Yokohama 26.720 781.681 4.019.268 Total 82.850 487.142 10.492.744 20.920.650 Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 6.000 8.077.050 2.441.701 1.051.729 8.902.912 2.299.447 287.697 3.909.310 4.827.669 31.983.386 Tabela 52. Melão -- Valores Totais de Importação por países e aeroportos, 2001 US$ JpY mil Aeroport Coréia do Estados Nova Nova Irã México o Sul Unidos Zelândia Caledônia Chitose 847 Kansai 728 205 4.562 29.999 Nagoya 10.704 Narita 42.498 262 66.116 159.647 282 Total 728 42.703 262 70.678 201.197 282 Chitose 6,810 Kansai 5,854 1,648 36,681 241,208 Nagoya 86,066 Narita 341,706 2,107 531,607 1,283,646 2,267 Total 5,854 343,355 2,107 568,288 1,617,729 2,267 Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados da AsAmediator 85 - 85 Total 847 35.494 10.704 268.805 315.850 6,810 285,390 86,066 2,161,333 2,539,600 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 53. Melão -- Valores Totais de Importação por países e portos marítimos, 2001 Porto China Coréia do Sul Estados Unidos México US$ JpY mil Hakata 14.551 6.461 Hiroshima 1.653 Kawasaki 3.754 207 149.053 661.725 Kobe 9.186 107.278 130.095 Nagoya 79.787 22.800 Osaka 2.944 237.428 627.557 Osaka Sakai 55.444 153.596 Shimonoseki 76.048 Tóquio 2.927 20.823 134.677 239.423 Yokohama 6.728 61.450 445.008 Total 18.811 120.010 831.578 2.280.204 Hakata 116,998 51,950 Hiroshima 13,291 Kawasaki 30,184 1,664 1,198,464 5,320,616 Kobe 73,860 862,571 1,046,032 Nagoya 641,529 183,324 Osaka 23,671 1,909,046 5,045,887 Osaka Sakai 445,799 1,234,992 Shimonoseki 611,466 Tóquio 23,535 167,428 1,082,874 1,925,086 Yokohama 54,097 494,090 3,578,098 Total 151,250 964,943 6,686,323 18,334,036 Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados AsAmediator Total 21.012 1.653 814.739 246.559 102.587 867.929 209.040 76.048 397.850 513.186 3.250.603 168,947 13,291 6,550,929 1,982,464 824,853 6,978,604 1,680,791 611,466 3,198,923 4,126,284 26,136,552 No que diz respeito à sazonalidade das importações de melão, observa-se que há uma concentração das importações dos EUA nos meses de Julho a Outubro, entretanto não há definitivamente uma interrupção no fluxo. No caso das importações mexicanas, há uma interrupção nos meses de julho a setembro. Observa-se uma forte sazonalidade de preços durante alguns meses de outono e inverno no hemisfério norte, entre novembro e janeiro. Aparentemente não há alteração de preços nas importações americanas nos meses em que o fluxo de importações mexicanas é interrompido. 86 - 86 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 54. Melão -- Sazonalidade das Importações: Volumes, Valores e Preços Médios, 2001 Estados Unidos Meses Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro México kg % JpY mil US$ mil % 540 17.962 34.291 51.435 49.713 100.945 1.756.113 2.641.822 4.032.455 1.938.188 61.450 7.315 0 0 0 0 0 1 16 25 38 18 1 0 205 1.518 5.162 7.831 7.368 10.285 150.114 204.097 317.673 155.436 11.971 2.621 2 12 42 63 59 83 1,207 1,641 2,554 1,250 96 21 0 0 1 1 1 1 17 23 36 18 1 0 Preços Médios (JpY/kg) 380 85 151 152 148 102 85 77 79 80 195 358 US$ /Kg kg % 3.06 0.68 1.21 1.22 1.19 0.82 0.68 0.62 0.64 0.64 1.57 2.88 2.193.651 2.557.341 2.681.914 4.400.532 4.074.357 1.331.526 78.046 358.980 1.683.343 1.857.905 10 12 13 21 19 6 0 0 0 2 8 9 JpY mil 196.765 256.595 341.926 515.906 479.432 158.093 5.875 30.741 145.023 220.526 US$ mil % 1,582 2,063 2,749 4,148 3,855 1,271 47 247 1,166 1,773 8 11 15 22 20 7 0 0 0 1 6 9 Fonte: Ministry of Finance, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator. 17.2 Conclusão 17.2.1 Problemas ü A importação de melões brasileiros também está dentro das proibições impostas pelas autoridades sanitárias japonesas. Nos casos de todas as frutas consideradas neste estudo , não há apenas uma razão específica para que haja restrições à importação pelo Japão. Como mencionado no capítulo sobre regulamentação das importações, cada processo de importação é conduzido isoladamente e dificilmente se aplica a similaridade de produto. Ou seja, cada importador deve se provar livre de problemas fitossanitários para que tenha o seu processo de importação liberado com algumas facilidades (dispensa parcial do processo). Isto não quer dizer que não haja discriminações genéricas para o país – como o caso da existência de infestação pela mosca do Mediterrâneo. ü O mercado de exportação de melões para o Japão está dividido basicamente entre os Estados Unidos e o México, sendo que o último tem aproximadamente dois terços do mercado. Em termos de preços médios de importação, há uma proximidade entre os preços praticados pelo México e pelos Estados Unidos, inclusive devido à proximidade geográfica entre os dois países. Comparando-se os preços CIF médios de importação de ambos (EUA sendo JpY 82/kg e México sendo JpY 111/kg), verifica-se que a diferença entre os preços médios da exportação brasileira (FOB) é relativamente pequena, o que deixa uma modesta margem de manobra para o exportador brasileiro que desejar entrar neste mercado. É importante reforçar que ao preço FOB brasileiro ainda se deve adicionar a carga tributária de importação, o frete 87 - 87 Preços Médios (JpY/kg) 90 100 127 117 118 119 75 na na 86 86 119 US$ /Kg 0.72 0.80 1.02 0.94 0.95 0.96 0.60 0.69 0.69 0.96 Estudo de Mercado para Importação de Frutas e seguros. Tabela 55. Melão -- Preço médio de exportação de melões brasileiros – FOB 2001 US$/kg JpY/ fim do ano Preço em JpY Fonte: SECEX/ MDIC; Banco Central do Brasil 2000 0.54 124 67 0.53 114 61 17.2.2 Oportunidades ü A maior oportunidade que se pode identificar para os melões brasileiros é a sazonalidade das exportações norte-americanas e mexicanas para o Japão. Apesar de não haver uma interrupção no fluxo de exportação dos EUA, como há no caso mexicano, há uma diminuição forte nos meses de outono e inverno. Como os maiores concorrentes estão no hemisfério norte, há a possibilidade de se tentar conquistar uma fatia de mercado durante os meses de menos fluxo como ocorre hoje. ü Não foram observadas diferenças drásticas de preços médios nas importações vindas dos EUA no período do recesso mexicano, o que portanto não confere ao exportador brasileiro a possibilidade de uma abertura de margens, mesmo na oportunidade da baixa safra norte-americana e mexicana. ü O fato de que há uma variedade de espécies sendo comercializadas no Japão também se constitui uma possibilidade de vantagem, pois a diversidade propicia também uma variedade de preços bastante ampla entre as espécies, o que pode permitir que o eventual exportador brasileiro opte por espécies que ofereçam uma margem maior no preço de venda ao atacadista japonês. ü Foi observada um alargamento das margens dos atacadistas, o que pode propiciar também um espaço maior para a negociação de preços. 88 - 88 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 18 Caqui ü O mercado atacadista japonês de caqui é de cerca de 220,0 mil toneladas por ano, não se registrando no momento importações da fruta fresca. ü Aos preços médios dos anos recentes (cerca de US$ 2,450.00/tonelada no mercado atacadista), o valor de mercado do caqui no Japão é de aproximadamente US$ 539,0 milhões por ano. ü O Japão exportou em 2001 cerca de 535 toneladas de caqui fresco, para diversos países da Ásia, sendo os principais destinos Hong Kong e Tailândia. ü Em 2001 o Japão importou da China cerca de 4,8 mil toneladas de caquis em passa. ü Sazonalidade: a safra de caqui ocorre no Japão entre os meses de setembro e dezembro, oferecendo interessante oportunidade aos produtores brasileiros. ü Entretanto, para entrar no mercado japonês de caqui, será necessário, além de superar as barreiras sanitárias atualmente impostas pelo Japão, induzir os japoneses a flexibilizarem seus hábitos de consumo do caqui, culturalmente vinculado à estação do outono e início do inverno. 18.1 Introdução O caqui, cientificamente classificado como Diospyros kaki, pertence à família das Ebenaceae e tem sua origem na China, de onde foi levado para os demais países do Extremo Oriente. No Ocidente, o caqui tornou-se inicialmente conhecido com a chegada dos portugueses ao Japão em 1543; existem inúmeras referências a ele feitas principalmente pelos missionários jesuítas que atuavam no Japão naquela época. O conhecido missionário jesuíta português Pe. Luís Fróis em sua “História do Japão” muito vezes o compara ao figo dos europeus pelo costume japonês de o secarem à sombra, na forma de passas. Diz-se que teria chegado ao Brasil em torno de 1800, mas somente passou a ser cultivado de forma intensiva com o início da imigração japonesa para o Brasil, a partir de 1908. Os imigrantes levaram para o Brasil novas variedades de caqui, além de experiência e tecnologia de cultivo e produção. 89 - 89 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Existem muitas variedades de caqui, mas inicialmente são divididos em duas grandes categorias: os shibugaki (literalmente, caqui adstringente), com alto teor de tanino e muito adstringentes se não estiverem plenamente maduros, sendo os mais utilizados para a produção da fruta-passa, conhecida no Japão como hoshigaki (literalmente, caqui seco), e muito apreciada, e os amagaki (literalmente, caqui doce), mais firmes e resistentes ao manuseio, mesmo quando maduros. Por ser uma fruta considerada “boa para a saúde”, o caqui goza de grande aceitação popular, tanto no Japão como no Brasil. Com alto teor de açúcar (Brix entre 14 a 18º ), apresenta a seguinte composição média por 100g: Tabela 56. Caqui -- Composição média por 100g: Elemento Teor / 100g Água 65,80g Hidratos de carbono 31,60g Proteínas 0,70g Gorduras 0,70g Sais 1,20g Vitamina A 2750UI Vitamina B1 (tiamina) 50,00mg Vitamina B2 (riboflavina) 45,00mg Vitamina C (ácido ascórbico) Fonte: Site www.irmaosbenassi.com.br/cat/caqui.htm 17,10mg 18.2 Situação da produção e comericalização de caqui no Brasil Uma importante característica da produção de caqui no Brasil diz respeito à produtividade. No Brasil, a produtividade normal para lavouras tecnicamente bem conduzidas situa-se entre 15 a 30 tons/ha/ano, bem acima da japonesa, como se vê na Tabela 57, abaixo, com os dados específicos referentes à produção no estado de São Paulo, principal região produtora no Brasil. O estado de São Paulo tem hoje uma produção anual de cerca de 90.000 toneladas. Com uma área plantada de 3.610 ha, a produtividade média é bastante alta. Há ainda regiões importantes de produção nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná. Há hoje em dia uma grande variedade de cultivares, sendo os principais os seguintes: ü Tipos taninosos e variáveis: Giombo, Kaoru (IAC 13-6), Pomelo (IAC 6-22), Rama Forte, Rubi (IAC 8-4) e Taubaté. ü Tipos não taninosos (doces): Jirô, Fuyu e Fuyuhana (IAC 152-7). 90 - 90 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 57. Caqui -- Dados da Produção de Caqui no Estado de São Paulo Tons/ano Área plantada São Paulo 90.000 3.610ha Fontes: Compilado com base em diversas fontes citadas na Bibliografia. Período safra Fev. a junho Pico safra Março/abril 18.3 Combate a moléstias e pragas Sendo esse um aspecto cada vez mais importante para a comercialização, e principalmente exportação do caqui, foi realizado um levantamento sobre as principais práticas de combate a moléstias e pragas adotadas no cultivo e produção de caqui. No inverno é aplicada calda sulfocálcica concentrada ou similar. Na vegetação são utilizados fungicidas modernos. No combate às moscas, usa-se fention e também o ensacamento dos frutos (principalmente dos cultivares doces, como o Fuyu). No combate às lagartas que atacam as folhas (principalmente em dezembro e janeiro, no caso do Rio de Janeiro), utiliza-se dipel (bacilo que paralisa o sistema digestivo das lagartas). 18.4 Seleção e tratamento, classificação e embalagem O caqui, imediatamente após a colheita, é selecionado segundo seus diferentes estágios de maturação, sendo a seguir climatizado em estufa fechada com vaporizador de álcool etílico durante 12 horas 5. A seguir, vai para a máquina selecionadora, na qual também é escovado. Para entregas em até sete dias, passa ainda por um processo de frigoconservação à temperatura de 3 a 5º C. Segundo a CEASA-RJ, os critérios para a classificação dos frutos são: homogeneidade de formato, coloração, tamanho e diâmetro. Embora ainda a CEASA-RJ não tenha uma classificação específica para o caqui, há uma tendência de se adotar os mesmos critérios observados na padronização da maçã por categorias, sendo Cat 1, Cat 2, Cat 3 e Comercial. Ainda segundo dados da CEASA-RJ, a comercialização do caqui é feita em embalagens de madeira e de papelão. As embalagens de madeira apresentam as seguintes características: 5 A respeito dos diversos tratamentos pós-colheita, ver os interessantes trabalhos “Efeito da concentração de etanol e do tempo de exposição sobre a destanização e qualidade do caqui Rama Forte”, bem como “Efeito do etileno e do tempo de exposição sobre a destanização e qualidade de caqui Rama Forte”, ambos de Munoz, V.; Benato, E.A.; Sigrist, J.M.M.; Seki, D.; Ferraz, A.C.O.; ver ainda o trabalho de Patricia et Alii “Efeito de diferentes atmosferas, in vitro, sobre o crescimento micelial de patógenos póscolheita de caqui”. 91 - 91 Estudo de Mercado para Importação de Frutas ü Caixa “K” padrão (tipo tomate) – dimensões: 50,0cm de comprimento x 36,0cm de largura x 22,5cm de altura. Comporta de 120 a 170 frutos, com cerca de 24kg. ü Caixa tipo pera – dimensões: 59,0cm de comprimento x 30,0cm de largura x 20,0cm de altura. Comporta de 90 a 180 frutos, com cerca de 15kg. ü Caixeta – dimensões: 41,0cm de comprimento x 27,0cm de largura x 14,0cm de altura. Comporta de 30 a 44 frutos,com cerca de 6 a 7kg. Esta embalagem é mais frequentemente utilizada para a comercialização das variedades Taubaté, Rama Forte e Fuyu, já sendo bastante difundido o uso de caixas de papelão. ü Caixa de papelão para exportação – O Canadá importa em caixas de papelão, com cerca de 3,5kg de frutos por caixa. 18.5 Produção e Comercialização de caqui no Japão No Japão a colheita do caqui ocorre de setembro a dezembro. A produção tem girado em torno das 280.000 toneladas por ano, com cerca de 24.900ha plantados, o que parece indicar ser a produtividade japonesa, com pouco acima de 11 toneladas/ha/ano bastante inferior à brasileira. 18.6 Importações e Exportações de Caqui O caso do caqui difere basicamente das outras frutas focadas neste estudo, dado que é uma fruta que, ao contrário das quatro demais, o Japão produz em abundância e não importa. Foram identificadas importações de caqui apenas já seco, vindo da China e em quantidades módicas, como indicado na Tabela 58, abaixo. As importações totais não ultrapassaram 5 toneladas em 2001, e podem ser consideradas quase que como a importação de um produto industrializado. Tabela 58. Caqui -- Importações Japonesas de Caqui Seco, 2001 Países Volume (kg) Valores (JpY1.000) US$ China 4.831.910 1.150.353 9,249,441 Fonte: Japanese Trade Statistics, 2001 -- Imports of Commodities by Country Foram identificadas, também, algumas exportações de caqui fresco, também em tonelagens limitadas, como indicado na Tabela a seguir. 92 - 92 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 59. Caqui -- Exportações Japonesas de Caqui, 2001 Países Volume (kg) Coréia do Norte 4.500 Hong Kong 336.942 Tailândia 161.640 Cingapura 15.940 Malásia 8.990 Filipinas 7.000 Total 535.012 Fonte: Japanese Trade Statistics, 2001 -- Exports Commodities by Country As exportações de caqui registradas na Tabela acima estão a sugerir que tais exportações são provavelmente direcionadas a um público muito específico e totalmente concentrado em alguns poucos países da Ásia. 18.7 Produção japonesa de caqui A Tabela 58, abaixo, mostra a evolução da produção de caqui no Japão entre os anos de 1990 a 1999, com sua distribuição por algumas das principais províncias produtoras. É importante ressaltar que os números aqui registrados como produção na verdade se referem ao total produzido que foi ofertado no mercado, daí a discrepância de aproximadamente 50 mil toneladas entre as 231 mil toneladas ofertadas no mercado em 1999 e as 280 mil toneladas realmente colhidas que foram citadas nos dados relativos à produtividade. Portanto, considerando os dados ofertados no mercado como a produção efetiva, vê-se que desde 1997 houve uma redução de proximadamente 5% no total do país, sendo que a distribuição da produção por províncias praticamente não se alterou. Quanto aos preços médios de toda a produção ofertada, a nível do mercado atacadista têm-se registrado alterações bruscas de preço, provavelmente por se tratar de um mercado fechado e, portanto, sujeito a todas as oscilações advindas, inclusive, de variações climáticas. Assim, entre os anos de 1995 e 1996 houve alta de preços de 14%, seguida de uma queda de 39% entre 1996 e 1997. No ano seguinte, o mercado se ajustou próximo do preço médio anterior, com uma recuperação de 37% em 1998. Entretanto, no ano de 1999 houve de novo uma queda de 24% no preço médio geral. Citam-se tais variações, pois considera-se importante observar a volatilidade do mercado, que atualmente não tem nenhum mecanismo externo de ajuste. 93 - 93 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 60. Caqui -- Produção Japonesa Total e por Províncias, Preços Médios, 1990-1999 Produção Japonesa (mil t) Participação % 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 Total 220 194 242 191 239 203 193 243 208 231 Wakayama 39 40 51 47 46 44 45 61 42 51 Fukuoka 21 10 23 15 30 24 21 24 23 26 Gifu 21 22 22 18 21 17 14 17 15 18 Nara 25 25 28 25 28 25 23 32 20 26 Wakayama 18 21 21 25 19 22 23 25 20 22 Fukuoka 10 5 10 8 13 12 11 10 11 11 Gifu 10 11 9 9 9 8 7 7 7 8 Nara 11 13 12 13 12 12 12 13 10 11 Atacado (JpY/kg) 302 365 249 343 283 326 371 225 308 233 Atacado (US$/kg) ns ns ns 3.07 Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000 2.83 3.17 3.20 1.73 2.67 2.28 Preços Médios Pelas Tabelas 61 e 62, é possivel inferir a relação entre ae área plantada e a produtividade. Da área total cultivada com caqui, 11.300 ha estão plantados com variedades taninosas (shibugaki), produzindo em torno de 140.000 toneladas/ano, com um produtividade média acima de 12 toneladas/ha/ano. Com caquis não taninosos (amagaki), principalmente das variedades Fuyu e Jirô, estão plantados os restantes 13.600 ha, produzindo também em torno de 140.000 toneladas, com uma produtividade média pouco superior a 10 toneladas/ha/ano. A produção estende-se por 33 províncias, concentrando-se nas ilhas de Honshu, Kyushu e Shikoku. O cultivo dos caquis taninosos está mais concentrado nas províncias abaixo, com mais de 300 ha de plantações de caqui. Nestas considerações sobre produtividade, utilizou-se o volume total colhido na produção, e não o total ofertado no mercado, por uma questão de consistência de metodologia. Tabela 61. Caqui -- Área Plantada das Principais Províncias Produtoras de Caquis Taninosos Província Área Plantada (ha) Wakayama Yamagata Fukushima Niigata Nara Nagano Ehime Shimane Miyagi Fonte: Nôrin Suisan-shô (Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão), 2000 2.010 1.250 1.180 870 673 555 528 494 415 Por outro lado, o cultivo dos caquis não taninosos (doces) concentra-se nas seguintes províncias (somente também as com áreas superiores a 300 ha): 94 - 94 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 62. Caqui -- Área Plantada das Principais Províncias Produtoras de Caquis Não-Taninosos Província Área Plantada (ha) Fukuoka Gifu Nara Aichi Wakayama Shizuoka Ibaraki Mie Ehime Fonte: Nôrin Suisan-shô (Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão), 2000 2.109 1.467 1.280 1.213 860 480 427 421 419 Do total de 140.000 toneladas anuais de caquis taninosos, são comercializadas cerca de 120.000 toneladas, enquanto que do mesmo volume anualmente produzido de caquis não taninosos, 110.000 toneladas são oferecidas ao mercado. Estes dados mais recentes confirmam que persiste a redução na oferta ao mercado verificada desde 1997 e que os níveis atuais permanecem em torno de 230 mil toneladas por ano. Muitos produtores japoneses estão procurando agregar mais valor à sua produção, vendendo diretamente aos consumidores, aceitando encomendas via fax ou pela Internet. A Tabela 63, abaixo, é exemplo de um caso concreto de venda de caqui da variedade Fuyu (doce) por essas modalidades. Nos preços estão incluídos os 5% de imposto sobre o consumo (shôhizei) e o custo da embalagem. O frete, variável de acordo com o destino, também não está incluído. Considerou-se o caso das embalagens em caixa com duas camadas de frutos. Como se pode observar, o consumidor admite pagar um prêmio pela qualidade, neste caso, representada pelo maior peso unitário dos frutos. Tabela 63. Caqui -- Exemplo de venda de caqui diretamente do produtor ao consumidor final no Japão Classificação Qtde frutos/cx Preço (JpY)/caixa US$/caixa 1 4 kg 3L 2 4 kg 2L 3 4 kg L 4 7,5 kg 3L 5 7,5 kg 2L Fonte: Site www.nejp/asahi/fruits-farm/kaki/kakaku.htm 13 15 18 24 26 4.000 3.500 3.000 8.000 6.000 32 28 24 64 48 Item Peso por caixa Abaixo é apresentado de forma discriminada o volume ofertado ao mercado, os preços médios no atacado, os preços médios no varejo e as margens de comercialização por diferentes variedades de caquis. As estatísticas não são homogêneas (não há todos os dados disponíveis para todas as variedades), entretanto permitem a formação de uma idéia das margens praticadas e dos preços médios de mercado em diferentes níveis. 95 - 95 Estudo de Mercado para Importação de Frutas A Tabela 64 mostra dados dos caquis Fuyu e Jirô, variedades que respondem por aproximadamente 41% da oferta no mercado (tipo amagaki ou caqui doce). É interessante se notar o brutal aumento das margens no varejo, que subiram de em torno de 74% em 1996 para o patamar de 153% em 1999. Em 1997 a produção aumentou em 25%, o que foi acompanhado de uma queda de 44% no preço no atacado, e de uma queda de 20% nos preços de varejo, causando um aumento de mais de 100% nas margens no varejo daquele ano! Note-se também que o último ano mostrado na Tabela 62 (1999) indica uma persistência das margens no varejo neste patamar. Tabela 64. Caqui -- Fuyu e Jirô: Produção, Preços Médios e Margens no Varejo, 1990-1999 Unidade 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 90 80 1997 1998 1999 1000 t 109 88 111 Preço no atacado JpY/kg 275 414 239 359 259 336 413 230 325 226 Preço no atacado US$/Kg ns ns ns 3.21 2.59 3.26 3.56 1.77 2.82 2.21 Preço no varejo JpY/kg 621 668 590 637 654 656 718 577 698 549 Preço no varejo US$/Kg ns ns ns 5.69 6.55 6.37 6.19 4.44 6.06 5.38 Margem no varejo (%) 126 61 147 77 153 Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000 95 74 151 115 143 Fuyu e Jirô Produção 88 108 100 79 94 Não foram obtidos os mesmos dados sobre o comportamento dos preços do shibugaki (caqui taninoso) para se proceder a mesma análise sobre essa variedade, que responde por 52% da oferta do mercado. Entretanto, observando os dados da Tabela 60, que mostra as médias dos preços de mercado, vê-se que provavelmente terão ocorrido os mesmos movimentos observados no caso dos caquis doces (amagaki). Tabela 65. Caqui -- Produção de Shibugaki (caqui taninoso), 1990-1999 Unidade 1990 1991 1992 1993 Produção 1000 t 92 88 111 90 Preço no atacado JpY/kg nd nd nd nd 1994 1995 1996 1997 1998 1999 108 98 99 126 112 120 nd nd nd nd nd nd Preço no varejo JpY/kg nd nd nd nd nd Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000 nd nd nd nd nd Shibugaki Há ainda os caquis sem semente e os Nishimura precoce, que têm produção bem mais modesta e, portanto, não são o padrão de comparação mais adequado para um eventual exportador interessado em entrar no mercado japonês. É inclusive interessante notar que os movimentos de preços no atacado que se vêem descritos nas Tabelas 67 e 68 não têm uma correlação direta com os caquis Fuyu, Jirô e 96 - 96 Estudo de Mercado para Importação de Frutas shibugaki, indicando que estes têm mesmo uma característica de mercado própria. Esta comparação fica mais clara através da Tabela 66 abaixo. Tabela 66. Caqui -- Preços Médios de Variedades Diferentes, 1990-1999 Variedade Fuyu e Jirô Unid. 1990 1991 1992 JpY/kg 275 414 239 359 259 336 413 230 325 226 US$/Kg ns ns ns 3.21 2.59 3.26 3.56 1.77 2.82 2.21 51 -42 50 -28 30 23 -44 41 -30 % ano a ano % 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 JpY/kg 296 339 242 313 304 333 347 207 232 188 US$/Kg ns ns ns 2.80 3.05 3.24 2.99 1.59 2.01 1.84 15 -29 29 -3 10 4 -40 12 -19 JpY/kg 451 339 330 420 315 392 391 384 413 370 US$/Kg ns ns ns 3.75 3.16 3.81 3.37 2.96 3.59 3.62 % ano a ano % -25 -3 27 -25 Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000 24 0 -2 8 -10 Sem Semente % ano a ano Nishimura Precoce % Tabela 67. Caqui Sem Semente: Volumes de Vendas e Preços Médios no Atacado, 1990-1999 1990 1991 1992 1993 Vendas no atacado (1000t) 10 11 14 11 Preços no atacado (JpY/Kg) 296 339 242 Preços no atacado (US$/Kg) ns ns ns 1994 1995 1996 1997 1998 1999 13 12 12 16 7 7 313 304 333 347 207 232 188 2.80 3.05 3.24 2.99 1.59 2.01 1.84 Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000 Tabela 68. Caqui Nishimura Precoce: Volumes de Vendas e Preços Médios no Atacado 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 Vendas no atacado (1000t) 2 2 2 1 3 1 1 1 1 1 Preços no atacado (JpY/Kg) 451 339 330 420 315 392 Preços no atacado (US$/Kg) ns ns ns 3.75 3.16 3.81 Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000 391 384 413 370 3.37 2.96 3.59 3.62 18.8 Dimensionamento do mercado consumidor Analisando os dados de consumo médio por grandes regiões no Japão entre 1990 e 1999 pela Tabela 69, verifica-se que, quando se compara cada região com a média de consumo do país (construindo um índice onde a média = 100), conclui-se que a região 97 - 97 Estudo de Mercado para Importação de Frutas compreendida entre as províncias de Aichi e Gifu (Chûkyô) mantém historicamente um consumo bastante superior às outras duas regiões, respectivamente Keihin (região de Tóquio e Yokohama) e Keihanshin (região de Kyoto, Osaka e Kobe). Das três regiões, a que tem menor consumo até 1999 foi a área metropolitana de Tóquio, incluindo Yokohama. Os dados mostrados na Tabela 70 detalham um pouco mais os dados de consumo por região e os atualizam até o ano de 2001. Verifica-se que nos anos mais recentes, principalmente, cresceu o consumo na região metropolitana de Tóquio (nesta tabela descrita como Kanto), que aparece em terceiro lugar no ranking de consumo. Repetindo a análise feita na introdução deste estudo, vê-se que a região de Tohoku (nordeste do Japão) aparece como uma grande consumidora, seguida por Hokkaido (ilha mais ao norte do país). É interessante também notar que a região metropolitana de Tóquio mostrou o menor preço médio entre as três maiores consumidoras (índice de 85). Tabela 69. Caqui -- Consumo Médio por Regiões, 1990-1999 Consumo Unid. 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 Total do Japão g 1.153 921 1.185 845 1.099 979 980 1.106 1.097 1.096 Keihin g 1.060 828 1.142 839 1.135 845 887 1.006 1.029 1.068 Chûkyô g 1.788 1.152 1.324 846 1.372 1.586 1.031 1.209 1.284 1.215 Keihanshin g 1.108 971 1.057 859 1.096 1.027 938 1.107 1.100 959 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 Média / Japão = 100 Keihin 92 90 96 99 103 86 91 91 94 97 Chûkyô 155 125 112 100 125 162 105 109 117 111 Keihanshin 96 105 89 102 100 Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000 105 96 100 100 88 Tabela 70. Caqui -- Consumo Médio por Regiões e Preços Médios, 2001 Região Consumo* Preço Médio* Todo o Japão 100 100 Cidades com população > 50.000 pessoas 101 103 Tohoku 157 103 1 Hokkaido 140 108 2 Kanto 124 85 3 Kinki 106 72 4 Kyushu 104 87 5 Chugoku 102 84 6 Hokuriku 94 106 7 Tokai 83 110 8 Shikoku 64 110 9 126 10 Okinawa 49 Fonte: Statistical Data of Vegatable and Fruit 2002; Shokuhin Ryûtsû Jôhô Center 98 - 98 # Estudo de Mercado para Importação de Frutas (*) Foi construído um índice onde a base=100 é respectivamente a média do Consumo e o Preço Médio de todo o país. 18.9 Conclusão 18.9.1 Possíveis estratégias para a entrada do caqui brasileiro no mercado japonês O Brasil vem, nos últimos anos, procurando ampliar suas exportações de caqui. Tendo exportado cerca de 8.000 toneladas em 1996 (no valor de aproximadamente US$ 148 mil). Além disso, vem implementando um rigoroso trabalho de sistematização de toda a cadeia produtiva, consolidado no “Programa da Produção Integrada de Frutas” – PIF do Ministério da Agricultura e do Abastecimento – MAA. Esse Programa termina em 2003 e refere-se aos sistemas de produção e embalagem de nove diferentes frutas produzidas no Brasil, entre as quais está incluído o caqui. Uma das condições cada vez mais exigidas pelos países importadores de frutas é a rastreabilidade, a qual permite identificar com segurança a origem dos produtos, mesmo a nível de área dentro de uma determinada fazenda, e a identificação de ocorrências de problemas sanitários ou fitossanitários com os mesmos. Procura-se identificar e estabelecer normas para os níveis de resíduos de pesticidas e agrotóxicos, tratamento em packing houses (classificação, rotulagem, forma de embalar). Uma melhor referência a estas exigências se encontra na primeira parte deste trabalho, onde são explicadas todas as normas e procedimentos para a aceitação do produto internacional no mercado doméstico japonês. Como se comentou no início deste estudo, existiu sempre uma característica bastante marcante da tradição que envolve o consumo de frutas no Japão. O caqui, especialmente, por ser uma das poucas frutas que o Japão produz em abundância e na qual é autosuficiente, carrega uma característica bastante tradicional e sazonal. O consumo de caqui, (principalmente o caqui seco) está relacionado com as festividades de fim e início de ano no Japão, e é parte importante dos alimentos que se consomem nas cerimônias de passagem de ano (os chamados Shôgatsu Ryôri). Consequentemente, a entrada de caqui importado no Japão deveria em princípio ser acompanhada de uma campanha de marketing em primeiro lugar da idéia de se consumir caqui em outra época do ano e dissociado da atual sazonalidade e dos eventos tradicionalmente relacionados com o Ano Novo (Shôgatsu). Como no Japão não se comemora oficialmente o Natal, como nos países de tradição predominantemente cristã, o Shôgatsu (festa do Ano Novo) tem importância similar na cultura japonesa, pois é quando se reúnem as famílias para uma celebração anual. Comparativamente, pode-se tentar imaginar que introduzir o consumo do caqui em outras épocas do ano, no Japão, seria o equivalente a se introduzir o consumo do “peru de Natal” durante os meses de inverno no hemisfério sul. Como também o caqui não é importado pelo Japão, entende-se que qualquer estudo de mercado deveria em primerio lugar envolver uma análise acurada da aceitação da idéia 99 - 99 Estudo de Mercado para Importação de Frutas do consumo em primerio lugar, e em seguida se partir para a análise quantitativa do mercado potencial. Trata-se de abrir um novo mercado e, portanto, o nível de análise difere basicamente dos outros estudos incluídos neste trabalho. Finalmente, o fator qualidade torna-se ainda mais importante, uma vez que em termos de significado próprio, o caqui se assemelha às maçãs e cerejas para o japonês, o que de certa forma se coloca como mais um obstáculo para a entrada do caqui produzido fora do Japão, pois o japonês paga até mesmo um prêmio (como no caso das maçãs e cerejas) para ter um produto local. 100 - 100 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 19 Recomendações Estratégicas Ao longo do estudo dos mercados de importação de mangas, limões, mamões papaias, melões e caquis que aqui foram apresentados, identificam-se algumas características gerais que indicam as linhas mestras para uma estratégia de entrada nos mencionados mercados. Em primeiro lugar, coloca-se o problema da aprovação das frutas para importação pelo Japão. Todas as frutas analisadas ainda constam da lista atual de alimentos restritos para a importação pelo Japão. Ressaltam-se dois casos específicos – o do mamão papaia (cuja importação pelos Estados Unidos já é permitida) e o das mangas, que acredita-se ser os que se encontram em processo mais adiantado de aceitação. A conduta recomendada para se fazer face a tal problema é a identificação, entre os possíveis formecedores do Brasil, da possibilidade de estabelecimento de programas para combate às pragas de cada fruta especificamente. Um exemplo dentro desta linha de atuação é o Programa de Desenvolvimento da Fruticultura, desenvolvido pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que visa a ampliar as áreas de exportação de diversas frutas brasileiras. Sugere-se que, além da utilização das facilidades dos programas desenvolvidos pelo Governo brasileiro, sejam utilizados pelos potenciais exportadores mecanismos de associação (cooperativas, por exemplo), inclusive para que a padronização de procedimentos seja facilitada. Um característica recorrente no Japão é a liberação apenas por completo de importação de algumas categorias de alimentos (por exemplo, a carne bovina). Assim sendo, a liberação parcial (como no caso dos Estados Unidos, que aprovaram um programa piloto para exportação de mamão papaia do Espírito Santo6) não deve ser considerada, a priori, como uma forte possibilidade no caso japonês. Entende-se que a formação de associações (mesmo que apenas com a finalidade específica de se disseminar procedimentos) seja benéfica e possa facilitar o processo de abertura para as importações das frutas brasileiras. Destaca-se, ainda, outro fator importante para a indução de comportamento no Japão: o apelo pela constituição nutricional do alimento, associando-a a hábitos saudáveis. Casos interessantes, como o da importação de bananas7 devem ser vistos como uma estratégia a ser similarmente desenvolvida. É interessante mencionar que durante nossa pesquisa de empresas que já atuam como importadoras de frutas tropicais, notou-se que há sempre um esforço de marketing 8 em primeiro lugar do produto, e mais especificamente daquele produto originário de tal ou qual região. Sugere-se, por exemplo, que se consultem sites destas empresas para que se tenha uma idéia exata da estratégia de marketing aplicada. 6 No ano de 2001 foram exportadas cerca de 6,000 toneladas de mamão papaia para os EUA, 20% a mais que em 2000. 7 A importação de bananas aumentou substancialmente após uma série de reportagens de televisão, há três anos atrás, ressaltando os seus benefícios para a saúde, aliados a preços muito razoáveis para o padrão japonês. 8 Sugere-se, a título de exemplo, ver o site www.diamondstar.co.jp , da empresa japonesa Diamond Star (importadora de mangas filipinas e australianas e papaias havaianas). 101 - 101 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Há um apelo forte pelos benefícios de se consumir tal ou qual fruta rica em nutrientes que não se encontra em tal concentração em outros alimentos de produção local. Recentemente, assiste-se ao fenômeno similar com o marketing da babosa (Aloe) e seus produtos derivados. Um esforço conjunto entre os exportadores das frutas brasileiras pode ajudar inclusive na criação do conceito específico da griffe brasileira. Seguindo esta mesma linha de raciocínio, identifica-se, por exemplo, uma boa possibilidade dos limões brasileiros tipo Taiti conquistarem importantes fatias de mercado no Japão dada a competitividade dos preços das exportações brasileiras. Atualmente predominam as importações do limão tipo siciliano, vindas dos EUA e do Chile. As importações de limão Taiti vêm apenas do México e representam cerca de 0,1% do consumo total de limões no Japão. Assim sendo, pode-se introduzir o conceito do consumo mais acentuado do limão Taiti, criando-se a marca “limão brasileiro” via campanhas de marketing institucional; em outras palavras, pode-se introduzir simultaneamente os conceitos do consumo do limão tipo Taiti e especificamente aquele vindo do Brasil. Uma dificuldade importante que as exportações brasileiras podem encontrar, em termos de competição com os exportadores já existentes, é a localização geográfica de importantes concorrentes, como as Filipinas. Há a desvantagem das características climáticas serem semelhantes às do Brasil, aliadas a uma distância menor. Após a aprovação das importações filipinas pelo Japão, houve um rearranjo no mercado entre tradicionais exportadores de frutas para o Japão, como o caso das papaias americanas, onde as Filipinas conquistaram importantes fatias de mercado. Sugere-se que, como não há remédio possível para se minimizar o fator distância, a competição com os produtos hoje exportados pelas Filipinas seja feita com base na diversidade. Um caso interessante a se explorar é o das mangas. As Filipinas exportam apenas um tipo de manga para o Japão (Pelican), tipo raro no Brasil. Assim, a competição no mercado de mangas deverá ser centrada em um produto diferente (outras espécies de manga) e principalmente nas espécies com custo de produção mais baixos, tornando maior a possibilidade de se competir também em preço. Acredita-se que é possível estabelecer a mesma linha de raciocício para as mangas hoje exportadas pelo México. Uma oportunidade importante que se identifica concerne a sazonalidade das importações de frutas pelo Japão. Em alguns casos, como ocorre com as papaias e mangas americanas, a importação já é feita praticamente o ano inteiro. A vantagem comparativa das frutas brasileiras vem primordialmente do fato de que a sazonalidade das frutas brasileiras é praticamente inexistente (como no caso das mangas, produzidas em áreas diversas do país durante todo o ano). As oportunidades podem surgir vinculadas a esporádicos potenciais aumentos de margens (no caso das mangas, observaram-se significativas alterações de preço médio nos meses em que entram as exportações americanas e o México se retira do mercado). Ou simplesmente da tomada de mercado tirando-se proveito da inversão de estações, uma 102 - 102 Estudo de Mercado para Importação de Frutas vez que todos os concorrentes hoje já no mercado japonês se situam no hemisfério norte (com exceção dos limões exportados pelo Chile e África do Sul). Sugere-se que o potencial exportador das frutas aqui analisadas estabeleça canais de produção que permitam o fornecimento das frutas praticamente sem interrupção, uma vez que oportunidades significativas podem emergir justamente nos momentos em que os tradicionais exportadores se retiram do mercado ou diminuem o fluxo de fornecimento. Outro fator extremamente importante que se deve ter em mente é a necessidade de se utilizar os conhecimentos que temos da cultura japonesa no que diz respeito ao consumo de frutas. Como foi mencionado ao longo do estudo, há que se considerar que a eventual entrada de alguns produtos deverá necessariamente estar acompanhada de campanhas que induzam mudanças de hábitos da população consumidora. Tradicionalmente, o consumo das frutas sempre esteve ligado às estações do ano, obedecendo, portanto, à sazonalidade natural da produção local. O costume tradicional era de se consumir as frutas sem cascas, arranjadas de acordo com um senso estético próprio. A introdução das importações imprimiu uma característica mais casual ao consumo de frutas, o que contribui também para o aumento desse consumo, já que o ato de ingerir a fruta se descola do costume tradicional que limitava o consumo a determinadas situações e formas pré-estabelecidas. O caso mais clássico é o dos caquis, que são consumidos em associação com as festas tradicionais de família no início de cada ano. Sugere-se que os potenciais exportadores também se utilizem de associações, mesmo que apenas com esta finalidade específica, visando a introdução de campanhas de popularização do consumo das frutas brasileiras ao longo de todo o ano, ressaltando o benefício da ampliação do leque de escolhas disponíveis para o consumidor. Das cinco frutas analisadas – mangas, limões, mamões papaias, melões e caquis – apenas os caquis ainda não são importados pelo Japão e, portanto, a estratégia focada na introdução de um caqui não produzido no Japão deve também obedecer a critérios diferenciados, mas não necessariamente diversos dos aplicados às outras frutas. Os caquis são a única fruta que o Japão produz em abundância, sendo um mercado totalmente autosuficiente. Há uma pequena parcela, inclusive, de exportações, como há também no caso dos melões, mas nota-se que estas exportações não têm uma característica de “comoditização” do produto, sendo, ao contrário, muito direcionadas para um público pequeno e específico dentro da Ásia. No seu caso específico, a ênfase maior talvez deva ser colocada na comprovação da qualidade do produto (similar ou até superior ao doméstico), e em seguida na popularização do seu consumo fora da época tradicional. Por outro lado, sugere-se que a estratégia de se localizar a competitividade do produto brasileiro apenas no fator preço seja evitada, pois acredita-se que no longo prazo não se esta nãose traduz em uma solução que garanta a sustentabilidade das exportações (fica-se dependente de uma condição de margens muitos restritas). Em todos os casos analisados, 103 - 103 Estudo de Mercado para Importação de Frutas nota-se que há uma uma diferença significativa entre os preços de exportação das frutas brasileiras e os atuais exportadores para o Japão9. Por exemplo, as margens do limão Taiti (raimu) no mercado japonês são atualmente bastante generosas. Comparando-se com os preços das exportações brasileiras, pode-se inferir que há espaço para a entrada no mercado desde que não se concorra por exemplo com o produto da África do Sul. Reforça-se então a possibilidade de se abrir mercado para o limão tipo Taiti (raimu), que atualmente tem o preço de comercialização no varejo japonês até duas vezes o preço do limão siciliano e pode ter seu consumo incrementado no país via campanhas de marketing específico. Já no caso do mamão papaia, houve um encolhimento das margens dos atacadistas nos últimos cinco anos, o que provavelmente indica uma pressão para baixo nos preços de importação. No caso dos melões, o fato de que há uma variedade de espécies sendo comercializadas no Japão também se constitui uma possibilidade de vantagem, pois a diversidade propicia também uma variedade de preços bastante ampla entre as espécies. Isto pode permitir que o eventual exportador brasileiro opte por espécies que ofereçam uma margem maior no preço de venda ao atacadista japonês. Concluindo, acredita-se que a estratégia de preço possa ser um dos fatores a ser explorados para a conquista de mercado. Como foi ressaltado em diversos pontos do trabalho, a larga margem de manobra (em termos de preços FOB/Brasil) que os potenciais exportadores brasileiros possam ter não deve ser o foco estratégico para se entrar no mercado japonês. 9 Há a discrepância básica devido ao fato que se utilizam preços FOB para as exportações brasileiras (portanto não incluindo frete, seguros e taxas), enquanto que os preços médios disponíveis para o mercado domésticos incluem todos os items acima. 104 - 104 Estudo de Mercado para Importação de Frutas 20 Bibliografia e Referências • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • APTA – Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios Ceasa-RJ CRFG – California Rare Fruit Growers Inc., 996 Customs Tariff Schedules of Japan, Japan Tariff Association, 2000 Guia HORTI & FRUTIS Handbook for Imported Foods, JETRO, 2000. História do Japão - Pe. Luis Fróis, S.J. 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Tsuchiura, Ibaraki 0298 424331 x Hokko Trading Company Kurihara Gun, Miyagi 0228 252211 x P.K.Siam Co., Ltd. Tóquio, Tóquio 03 36257080 x Seed On Co., Ltd. Sumifru Corporation (Sumitomo Corporation) Tominaga Boeki Kaisha., Ltd. Osaka, Osaka 06 62646851 x Tóquio, Tóquio 03 56398177 x Tóquio, Tóquio 03 36697341 x Zen-Noh Koshigaya Seika Co., Ltd Zen-Noh (Federação das Cooperativas Agrícolas do Japão) Funashô Shôji KK Koshigaya, Saitama 0489 862111 x Tóquio, Tóquio 03 32457121 x Tóquio, Tóquio 03 5492 3700 x Nettai Sanbutsu Bôeki Tóquio, Tóquio 03 32814478 x Diamond Star KK (*) Tóquio, Tóquio 03 3213 3213 x x x Tamu Lakusu Corporation Kobe Chuo Seika Tóquio, Tóquio 03 35445454 x x x Kobe, Hyogo 078 4137010 x Kaien Tsûshô Tóquio, Tóquio 03 55661611 Fontes: Jetro (Japan External Trade Organization ) e Foodex 2002 x 106 - 106 x Taiti x Estudo de Mercado para Importação de Frutas 22 Anexo 2 – Fotos Um exemplo de melão tipo Andes em supermercado localizado na região de Roppongi, bairro nobre da cidade de Tóquio ao preço de JpY 480 ou US$ 3.84 por unidade 107 - 107 Manga filipina tipo Pelikan vendida no mesmo supermercado a JpY 398 ou US$ 3.18 um pacote com quatro mangas (preço super promocional). Estudo de Mercado para Importação de Frutas Exemplares de manga filipina tipo Pelikan a JpY 250 ou US$ 2 a unidade, o limão siciliano a JpY 120 ou US$ 0.96 a unidade e a Papaia a JpY 680 ou US$ 5.44 a unidade. 108 - 108 Fruit Parlor em Shibuya em Tóquio onde as frutas são destacadas como o principal atrativo da loja ao utilizar diversas formas para o consumo das frutas. Estudo de Mercado para Importação de Frutas 23 Anexo 3 -- Feiras Programadas para a Indústria de Alimentos, Bebidas e Alimentos Processados em 2002-2003 Tabela 71. Feiras Específicas de Alimentos, Bebidas e Processamento de Alimentos Planejadas para 2002-2003 Alimentos/Bebidas/ Processamento de Alimentos Import Fair Yokohama 2003 (32nd) Cidade Data Yokohama (Kanagawa) (a ser decidido) Tóquio Março, 11 a 14, 2003 Kanazawa (Ishikawa) (a ser decidido) Tóquio Abril 7-8, 2002 Nagoya (Aichi) Abril 10-13, 2002 Tóquio Abril 17-19, 2002 Tóquio Abril 17-19, 2002 Sendai (Miyagi) Maio 9-11, 2002 Tóquio Maio 15-17, 2002 Fukuoka (Fukuoka) Maio 22-24, 2002 Tóquio Junho 4-6, 2002 Tóquio Junho 11-14, 2002 Niigata (Niigata) Junho 27-29, 2002 International Bio Expo Japan (1st) Tóquio Julho 10-12, 2002 Japan International Seafood & Technology Expo (4th) Tóquio Julho 24-26, 2002 Hiroshima (Hiroshima) Julho 25-27, 2002 Osaka (Osaka) Setembro 3-4, 2002 Tokyo International Gift Show Autumn 2002 (54th) Tóquio Setembro 4-6, 2002 Gourmet Gift Fair (7th) Tóquio Setembro 4-6, 2002 Chiba (Chiba) Setembro 4-6, 2002 Hiroshima (Hiroshima) Setembro 5-7, 2002 Food Services Industry Fair (Osaka) Osaka (Osaka) Setembro 11-13, 2002 BUSINESS MESSE 2002 (Osaka) Osaka (Osaka) Setembro 11-13, 2002 Foodex (www.jma.or.jp/FOODEX/en/) NEXT FOODS ISHIKAWA Eating-Out Industry Grand Fair CHUBU PACK 2002 FABEX 2002 (New Business Fair for Eating-Out, Deli & Box Meals) (5th) e-Food (Information System & e-Market Fair) 2002 TOHOKU PACKAGE & FOOD PROCESSING SHOW (2002) International Food Ingredients & Additional Exhibition and Conference West Japan Food Machinery Exhibition / West Japan Kitchen & Cooking Equipment Exhibition / West Japan Food Materials Software & Technology Exhibition VINEXPO ASIA-PACIFIC The Wine and Spirits Exhibition for Asia Pacific International Food Machinery & Technology Exhibition (FOOMA JAPAN 2002) NIIGATA PACK HIROSHIMA PACK Inter-Food Osaka 2002 Japan Analytical Instruments Show SETOUCHI Total Food Fair 109 - 109 Estudo de Mercado para Importação de Frutas HOKURIKU PACK Kanazawa (Ishikawa) Setembro 12-14, 2002 BUSINESS MESSE 2002 (Tokyo) Tóquio Setembro 25-27, 2002 Drugstore Merchandise Fair Tóquio Outubro 1-3, 2002 Tóquio Outubro 9-11, 2002 Health Ingredients Japan 2002/Safety and Technology Japan 2002 Fonte: Jetro (www.jetro.go.jp) 24 Lista de Tabelas Tabela 1 -- Maiores Fornecedores de Alimentos para o Japão - 1999 ............................................... 11 Tabela 2 -- Ordem de Importância das Frutas e Produtos Relacionados entre os Principais Produtos Alimentícios Importados pelo Japão, 1999 ................................................................................. 11 Tabela 3 -- Frutas importadas pelo Japão e discriminação dos principais países fornecedores, por fatia de mercado, 1999................................................................................................................. 12 Tabela 3.a - Taxa de câmbio do Yen versus US$ ................................................................................. 13 Tabela 4 -- Evolução da participação de frutas importadas no mercado japonês ( mil toneladas)... 13 Tabela 5 -- Consumo anual e índice de preço médio de frutas por região e por domicílio no Japão 16 Mapa do Japão dividido em regiões..................................................................................................... 17 Tabela 6 -- PIB per capita , consumo e gastos com alimentação por província em 2001 (ordenado por maior gasto com alimentação) .............................................................................................. 20 Figura 7 -- Procedimentos para o Controle Fitossanitário: .............................................................. 22 Tabela 8 -- Procedimentos de Importação por tipo de produto......................................................... 25 Tabela 9 -- Tarifas Alfandegárias Aplicáveis a Frutas Frescas Importadas ..................................... 35 Tabela 10 -- Cronograma de Importações de Frutas Frescas para o Japão...................................... 39 Figura 11 -- Canais de Distribuição de Frutas Importadas no Japão ................................................ 42 Tabela 1. Mangas -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos ...................... 46 Tabela 2. Mangas -- Valores, Volumes e Preços Médios de Importações por país de origem.......... 46 Tabela 3. Mangas -- Variação de Volumes (kgs) Importados por Sazonalidade - 2001 ................... 48 Tabela 4. Mangas -- Sazonalidade de Preços de Importações, 2001 ................................................. 48 Tabela 5. Mangas -- Preços no Varejo na Região Metropolitana de Tóquio, Maio de 2002 ............ 49 Tabela 6. Mangas -- Valor de Importação de Mangas por País e tipo de Transporte, 2001 ............ 50 Tabela 7. Mangas -- Preço médio (JpY/kg) de importação por via aérea, por país de origem ......... 51 Tabela 8. Mangas -- Preço Médio (JpY/kg) de Importação por via marítima, por país de origem .. 51 Tabela 9. Mangas -- Volume (kg.) importado por aeroporto e por país de origem .......................... 52 Tabela 10. Mangas -- Valor Importado por aeroporto e país de origem ........................................... 52 Tabela 11. Mangas -- Volume (kg.) Importado por via marítima e país de origem .......................... 53 Tabela 12. Mangas -- Valor Importado por via marítima e país de origem ...................................... 53 Tabela 13. Mangas -- Preço Médio das Exportações Brasileiras de Mangas, 1999-2001 ................. 54 Tabela 14. Limões -- Consumo por Região: Japão, 1990-1999 .......................................................... 57 Tabela 15. Limões -- Volumes totais de Importações, Valores e preços médios por país, 2001 ........ 58 Tabela 16. Limões -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos...................... 58 Tabela 17. Limões -- Volume (kg.) Total de Importações, por via Marítima e países de origem, 2001 ..................................................................................................................................................... 59 Tabela 18. Limões -- Valor (JpY1.000) Total de Importações, por via marítima e países de origem, 2001.............................................................................................................................................. 60 Tabela 19. Limões -- Volume (kg.)Total de Importações, por aeroportos e países de origem, 2001 . 60 Tabela 20. Limões -- Valor Total de Importações, por aeroportos e países de origem, 2001 .......... 61 Tabela 21. Limões -- Preços Médios (JpY/kg) por via marítima e países de origem, 2001 ............... 62 Tabela 22. Limões -- Preços Médios (JpY/kg) por Transporte Aéreo e países de origem, 2001 ....... 62 Tabela 23. Limões -- Sazonalidade dos Volumes (kg) de importação por países de origem, 2001 .... 63 Tabela 24. Limões -- Sazonalidade de Preços Médios (/kg) de Importações, 2001 ............................ 64 110 - 110 Estudo de Mercado para Importação de Frutas Tabela 25. Limões -- Limão Taiti – Volumes, Valores e Preços Médios de Importação, 2001.......... 65 Tabela 26. Limões -- Limão Taiti (raimu) – Sazonalidade dos volumes de importação, 2001 .......... 66 Tabela 27. Limões -- Preços médios de exportação (FOB), 2000-2001 .............................................. 67 Tabela 28. Mamão papaia -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos ........ 70 Tabela 29. Mamão papaia -- Importações de Mamão papaia, por país em preços médios, 2001..... 70 Tabela 30. Mamão papaia -- Sazonalidade das Importações de Mamão papaia, 2001 .................... 71 Tabela 31. Mamão papaia -- Classificação por tipo de porto de entrada, 2001................................ 72 Tabela 32. Mamão papaia -- Importações por país e preços médios por transporte marítimo, 2001 ..................................................................................................................................................... 72 Tabela 33. Mamão papaia -- Preços Médios de Importações por transporte marítimo, 2001 ......... 73 Tabela 34. Mamão papaia -- Valores Totais Importados por via aérea e país de origem ................ 73 Tabela 35. Mamão papaia -- Volumes (t) Totais Importados por via aérea e países de origem....... 74 Tabela 36. Mamão papaia -- Preço Médio de Importação por via aérea, por países de origem ...... 74 Tabela 37. Mamão papaia -- Preços Médios das Exportações Brasileiras, 2000-2001 ..................... 74 Tabela 38. Melão -- Consumo de Melões por região............................................................................ 78 Tabela 39. Melão -- Exportações Japonesas de Melão, 2001 ............................................................... 78 Tabela 40. Melão -- Volumes, Valores e Preços Médios de Importação por País de Origem, 2001 .... 79 Tabela 41. Melão -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos ........................ 79 Tabela 42. Melão -- Preços no Varejo na área Metropolitana de Tóquio, 2002 ................................. 81 Tabela 43. Melão -- Arusu Melon : Preços e Volumes Históricos de Vendas .................................... 81 Tabela 44. Melão -- Prince Melon: Preços, Margens e Volumes Históricos de Vendas.................... 81 Tabela 45. Melão -- Andes Melon: Preços, Margens e Volumes Históricos de Vendas..................... 82 Tabela 46. Melão -- Kinjô Melon: Preços e Volumes Históricos de Vendas...................................... 82 Tabela 47. Melão -- Honey Dew Melon: Preços e Volumes Históricos de Vendas............................ 82 Tabela 48. Melão -- Preços Médios (JpY/kg) de Importações por Aeroportos e países de origem, 2001.............................................................................................................................................. 83 Tabela 49. Melão -- Preços Médios (JpY/kg) de Importações por via marítima e país de origem, 2001.............................................................................................................................................. 84 Tabela 50. Melão -- Volumes Totais de Importação por países e aeroportos, 2001........................... 84 Tabela 51. Melão -- Volumes Totais de Importação por países e portos marítimos, 2001 ................ 85 Tabela 52. Melão -- Valores Totais de Importação por países e aeroportos, 2001 ............................. 85 Tabela 53. Melão -- Valores Totais de Importação por países e portos marítimos, 2001.................. 86 Tabela 54. Melão -- Sazonalidade das Importações: Volumes, Valores e Preços Médios, 2001 ........ 87 Tabela 55. Melão -- Preço médio de exportação de melões brasileiros – FOB ................................. 88 Tabela 56. Caqui -- Composição média por 100g: ............................................................................ 90 Tabela 57. Caqui -- Dados da Produção de Caqui no Estado de São Paulo .................................... 91 Tabela 58. Caqui -- Importações Japonesas de Caqui Seco, 2001 ................................................... 92 Tabela 59. Caqui -- Exportações Japonesas de Caqui, 2001 ............................................................ 93 Tabela 60. Caqui -- Produção Japonesa Total e por Províncias, Preços Médios, 1990-1999.......... 94 Tabela 61. Caqui -- Área Plantada das Principais Províncias Produtoras de Caquis Taninosos ... 94 Tabela 62. Caqui -- Área Plantada das Principais Províncias Produtoras de Caquis Não-Taninosos ..................................................................................................................................................... 95 Tabela 63. Caqui -- Exemplo de venda de caqui diretamente do produtor ao consumidor final no Japão............................................................................................................................................ 95 Tabela 64. Caqui -- Fuyu e Jirô: Produção, Preços Médios e Margens no Varejo, 1990-1999........ 96 Tabela 65. Caqui -- Produção de Shibugaki (caqui taninoso), 1990-1999........................................ 96 Tabela 66. Caqui -- Preços Médios de Variedades Diferentes, 1990-1999 ....................................... 97 Tabela 67. Caqui Sem Semente: Volumes de Vendas e Preços Médios no Atacado, 1990-1999....... 97 Tabela 68. Caqui Nishimura Precoce: Volumes de Vendas e Preços Médios no Atacado............... 97 Tabela 69. Caqui -- Consumo Médio por Regiões, 1990-1999.......................................................... 98 Tabela 70. Caqui -- Consumo Médio por Regiões e Preços Médios, 2001 ....................................... 98 Tabela 71. Feiras Específicas de Alimentos, Bebidas e Processamento de Alimentos Planejadas para 2002-2003....................................................................................................................................109 111 - 111