Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Estudo sobre o Mercado de Frutas no Japão
1-1
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Estudo elaborado pela AsAmediator Consultoria
de Negócios Ltda. com sede à Rua Jesuíno
Arruda, 340 / 41 - São Paulo - Telefone: +55 11
3168 4770 - Email [email protected],
sob a responsabilidade de seus sócios Elias
Antunes e José Augusto Soares de Azeredo
Coutinho.
2-2
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Índice
Sumário Executivo ......................................................................................................... 7
1
Introdução ............................................................................................................ 10
1.1
A economia japonesa e a produção, importação e consumo de frutas ..................12
1.2
Tendências Recentes de Mercado...........................................................................14
1.3
Origem das Importações.........................................................................................14
1.4
Condições do mercado doméstico...........................................................................15
1.5
Consumo Regional de Frutas .................................................................................15
2
Sobre as Leis relacionadas à importação de frutas para o Japão......................... 22
2.1
2.1.1
2.1.2
2.1.3
2.2
2.2.1
2.2.2
2.2.3
2.3
Requerimentos de Controle Fitossanitário ............................................................23
Itens sujeitos a Controle Fitossanitário ............................................................................. 23
Itens não sujeitos a Controle Fitossanitário....................................................................... 23
Itens proibidos de ser importados ..................................................................................... 23
Lei de Controle Sanitário .......................................................................................23
Propósito: ........................................................................................................................ 23
Termos Gerais da Lei....................................................................................................... 23
Procedimentos Gerais de Acordo com esta Lei ................................................................. 24
Lei de Proteção das Plantas ...................................................................................25
2.3.1
Propósito: ........................................................................................................................ 25
2.3.2
Termos gerais da Lei ....................................................................................................... 25
2.3.3
Itens sujeitos a esta Lei .................................................................................................... 26
2.3.3.1
“Contrabando”........................................................................................................ 26
2.3.3.2
Espécies que requerem inspeção de importação:..................................................... 26
2.3.3.3
Espécies e artigos que não requerem inspeção: ........................................................ 26
3
Sequência de Procedimentos requeridos sob a Lei de Sanidade dos Alimentos: .. 27
3.1
Processamento do Formulário de Notificação para Importação de Alimentos e
outros documentos requeridos;...........................................................................................27
3.1.1
Notificação de Importação: .............................................................................................. 27
3.2
Exame dos documentos...........................................................................................27
3.3
Certificado de Notificação de Processamento ........................................................28
3.4
Inspeções .................................................................................................................28
3.5
Certificado de Inspeção Concluída.........................................................................28
3.6
Como lidar com a carga que não é considerada aceita pela inspeção ...................28
4
Formas de Simplificar o Processo de Importação ................................................ 29
4.1
Sistema de Notificação Antecipada ........................................................................29
4.2
Sistema de Importação Planejada ..........................................................................29
4.3
Aceitação de resultado de inspeção voluntária ......................................................29
4.4
Aceitação de resultados de inspeção de laboratórios dos países de origem...........29
3-3
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
4.5
Sistema de importação de produtos idênticos ........................................................29
4.6
Sistema de registro de produtos .............................................................................30
4.7
Sistema de confirmação antecipada de importação ..............................................30
4.8
Notificação via sistemas computadorizados ...........................................................30
5
Portos de Entrada................................................................................................. 31
6
Outros fatores importantes para o Processamento de Importações ...................... 33
6.1
Como determinar que um produto é idêntico e portanto elegível para o sistema de
importações programadas...................................................................................................33
6.2
Amostras .................................................................................................................33
6.3
Feiras.......................................................................................................................33
7
Impostos de Importação e Tarifas ........................................................................ 35
7.1
Impostos ..................................................................................................................35
7.2
Imposto sobre o Consumo (Shôhizei) ....................................................................36
8
Rótulos.................................................................................................................. 37
8.1
Alimentos Orgânicos...............................................................................................38
8.2
Alimentos Transgênicos..........................................................................................38
9
Sazonalidade das Importações de Frutas para o Japão........................................ 39
10
Fatores Importantes que devem ser observados quando da importação e
comercialização de frutas frescas no Japão ................................................................. 40
11
Custos envolvidos na importação de alimentos................................................. 41
11.1
Frete e Seguros........................................................................................................41
11.2
Custos de pagamento ..............................................................................................41
11.3
Custos associados a procedimentos de alfândega ..................................................41
11.3.1
11.3.2
11.3.3
Serviços de representação (proxy) ............................................................................... 41
Servicos relativos a entrada da carga no porto.............................................................. 41
Custos de armazenagem .............................................................................................. 41
11.4
Custos relativos a tarifas e impostos de consumo ..................................................41
11.5
Custos de transporte dentro do Japão. ..................................................................41
12
Canais de Distribuição...................................................................................... 42
12.1
Sobre o Transporte de Frutas para o Japão ..........................................................43
12.2
Serviços pós-venda..................................................................................................43
13
Lista de plantas brasileiras cuja importação é atualmente proibida no Japão . 44
13.1
Afetadas pela mosca do Mediterrâneo (Ceratitis Capitara)..................................44
13.2
Afetadas pela mariposa Cydia pomonella.............................................................44
13.3
Afetadas por Peronospora tabacina .......................................................................44
14
4-4
Mangas ............................................................................................................. 45
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
14.1
Análise do Mercado das Importações de Manga ...................................................45
Nome científico: Mangifera indica L. ....................................................................................45
14.2
Conclusões...............................................................................................................54
14.2.1
14.2.2
15
Problemas: .................................................................................................................. 54
Oportunidades............................................................................................................. 54
Limões .............................................................................................................. 56
15.1
Análise do Mercado de Importações de Limões.....................................................56
Nomes científicos:.................................................................................................................56
Limão tipo siciliano: Citrus limon Burm.f.; Tipo Taiti: Citrus aurantifolia Swingle................56
15.2
Análise do mercado do Limão Taiti (raimu)..........................................................64
15.3
Conclusão................................................................................................................66
15.3.1
15.3.2
16
Problemas: .................................................................................................................. 66
Oportunidades:............................................................................................................ 67
Mamão papaia .................................................................................................. 68
16.1
Análise do Mercado de Importações de Mamão papaia........................................68
16.2
Conclusão................................................................................................................75
16.2.1
16.2.2
17
Problemas ................................................................................................................... 75
Oportunidades............................................................................................................. 75
Melão................................................................................................................ 77
17.1
Análise do Mercado de Importação de Melão .......................................................77
17.2
Conclusão................................................................................................................87
17.2.1
17.2.2
18
Problemas ................................................................................................................... 87
Oportunidades............................................................................................................. 88
Caqui ................................................................................................................ 89
18.1
Introdução...............................................................................................................89
18.2
Situação da produção e comericalização de caqui no Brasil .................................90
18.3
Combate a moléstias e pragas.................................................................................91
18.4
Seleção e tratamento, classificação e embalagem...................................................91
18.5
Produção e Comercialização de caqui no Japão ....................................................92
18.6
Importações e Exportações de Caqui .....................................................................92
18.7
Produção japonesa de caqui ...................................................................................93
18.8
Dimensionamento do mercado consumidor ...........................................................97
18.9
Conclusão................................................................................................................99
18.9.1
Possíveis estratégias para a entrada do caqui brasileiro no mercado japonês ................. 99
19
Recomendações Estratégicas .......................................................................... 101
20
Bibliografia e Referências .............................................................................. 105
21
Anexo 1 (Empresas vinculadas ao comércio de frutas no Japão)................... 106
22
Anexo 2 – Fotos .............................................................................................. 107
5-5
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
23
Anexo 3 -- Feiras Programadas para a Indústria de Alimentos, Bebidas e
Alimentos Processados em 2002-2003........................................................................ 109
24
6-6
Lista de Tabelas .............................................................................................. 110
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Sumário Executivo
O presente estudo tem por objetivo descrever as condições de mercado para a importação
pelo Japão de algumas frutas selecionadas. Desenvolvemos uma análise baseada
primordialmente na identificação dos principais concorrentes (exportadores), bem como
no comportamento das importações passadas de cada uma delas. Não utilizamos espécie
alguma de projeções de mercado para importações destas frutas, uma vez que
consideramos que a quantificação final do potencial de cada nicho de mercado seja uma
parte subsequente no processo de acesso ao mercado de alimentos no Japão. O foco do
estudo se firmou nas características do mercado local de cada uma das frutas analisadas,
bem como na evolução do consumo de cada uma delas no decorrer dos últimos cinco
anos.
Consideramos que as variáveis que afetam o consumo de frutas sejam fundamentalmente
econômicas, mas também têm um forte componente cultural, como explicamos ao longo
do estudo. O desenvolvimento deste mercado depende, portanto, de um profundo
conhecimento das variáveis econômicas que podem afetar o nível de consumo geral e
particularmente o consumo de alimentos importados, bem como da introdução de novos
elementos de cunho cultural.
Identificamos durante o estudo problemas e oportunidades em cada mercado específico,
concluindo sempre com a recomendação estratégica para cada caso. Das cinco frutas
analisadas – mangas, limões, mamões papaias, melões e caquis – apenas os caquis ainda
não são importados pelo Japão e, portanto, a análise deste nicho de mercado teve que ser
adaptada à condição básica de ser um mercado totalmente fechado. O caso dos caquis
também difere dos demais pelo fato de ser a única fruta que o Japão produz em
abundância, sendo um mercado totalmente auto-suficiente. Há uma pequena parcela,
inclusive, de exportações, como há também no caso dos melões. Entretanto, nota-se que
estas exportações não têm uma caracteristica de “comoditização” do produto, sendo, ao
contrário, muito direcionadas para um público pequeno e específico dentro da Ásia.
Uma fonte de preocupação do lado japonês é o baixo nível de auto-suficiência da
produção interna de alimentos. No caso das frutas, verifica-se que paulatinamente a
produção doméstica vem diminuindo e tende a desaparecer, dados os altos custos de
produção. Desde o início da liberalização das importações (em 1989), o perfil do
mercado doméstico mudou radicalmente, inclusive no que diz respeito a mudanças
importantes nos aspectos culturais relacionados ao consumo de frutas (eliminando-se as
sazonalidades).
Outro fator importante para a indução de comportamento no Japão é sempre o apelo pela
constituição nutricional do alimento, associando-a a hábitos saudáveis. A importação de
bananas aumentou substancialmente após uma série de reportagens de televisão, há três
anos atrás, ressaltando os seus benefícios para a saúde (aliado a preços muito razoáveis
para o padrão japonês). Recentemente, assiste-se ao mesmo fenômeno com o marketing
da babosa (Aloe) e seus produtos derivados.
7-7
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Voltando aos aspectos culturais envolvidos no consumo de frutas no Japão, há que se
considerar que a eventual entrada de alguns produtos deverá necessariamente estar
acompanhada de campanhas que induzam mudanças de hábitos da população
consumidora. O caso mais clássico é o dos caquis, que são consumidos em associação
com as festas tradicionais de família no início de cada ano. As campanhas de marketing
institucional também são provavelmente muito recomendáveis, por exemplo, criando-se
marcas como “limão brasileiro”.
Concluímos que o maior problema a ser vencido é se conseguir a autorização para as
exportações brasileiras de frutas. Todas as frutas analisadas ainda constam da lista de
proibição de importações pelo Japão. Um caso aparentemente animador é o do mamão
papaia, cuja importação pelos EUA já está liberada1, embora ainda de áreas produtoras
restritas, e em franco desenvolvimento. Como as especificações japonesas são tão rígidas
quanto as americanas, pode-se considerar que a aceitação das exportações brasileiras
pelos EUA poderá beneficiar as negociações com as autoridades sanitárias japonesas.
Outro caso é o da manga brasileira, cuja importação pelo Japão prevê-se que seja liberada
nos próximos meses.
Outra dificuldade importante é conseguir competir com concorrentes mais próximos
geograficamente e com características climáticas semelhantes às do Brasil, como as
Filipinas. A maior parte das importações de frutas tropicais pelo Japão vem das Filipinas,
que têm tirado importantes fatias de mercado de tradicionais exportadores de frutas para
o Japão, como o caso das papaias americanas.
Em termos de competitividade de produto, identificamos que há uma boa possibilidade
dos limões brasileiros tipo Taiti conquistarem importantes fatias de mercado no Japão.
Atualmente prodominam as importações do limão tipo siciliano, vindas dos EUA e do
Chile primordialmente. As importações de limão Taiti vêm apenas do México e
representam cerca de 0,1% do consumo total de limões no Japão.
Os preços médios de exportação dos limões brasileiros (equivalentes a JpY 62/kg, FOB)
indicam uma larga margem para a exportação do produto pelo Japão, quando
consideramos os preços médios das importações vigentes (JpY 430/kg, CIF). Outra
vantagem que os limões também têm em relação às outras frutas é a isenção de impostos
de importação. Pelo mesmo critério, no caso dos melões identificamos as mais estreitas
margens entre os preços médios das exportações brasileiras e os preços médios das
importações japonesas. Os mamões papaias e as mangas também mostram margens
bastante atrativas.
Finalmente, a maior oportunidade que se identifica em todos os casos foi a sazonalidade
das importações de frutas no Japão. Em alguns casos, como ocorre com as papaias e
mangas americanas, a importação já é feita praticamente o ano inteiro. No caso das
1
Atualmente a única área aprovada para exportação para os EUA é o Estado do Espírito Santo. O
Programa de Desenvolvimento da Fruticultura (do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento)
visa a ampliar as áreas de exportação do mamão papaia. No ano de 2001 foram exportadas cerca de 6 mil
toneladas de mamão papaia para os EUA.
8-8
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
mangas, observaram-se significativas alterações de preço nos meses em que entram as
exportações americanas e o México se retira do mercado. Aliado ao fato de que a
sazonalidade das frutas brasileiras é praticamente inexistente (como no caso das mangas,
produzidas em áreas diversas do país) há também o fato de que (com exceção dos limões
exportados pelo Chile) todos os concorrentes hoje já no mercado japonês se situam no
hemisfério norte, havendo, portanto, o benefício da inversão de estações.
9-9
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
1
Introdução
O presente estudo fala, inicialmente, sobre a economia japonesa e a produção, importação
e consumo de frutas, apresenta-se as tendências recentes de mercado, a origem das
importações japonesas, as condições do mercado doméstico e sobre o consumo regional
de frutas. Em seguida, no capítulo 2, apresenta-se as condições sobre as leis relacionadas
à importação de frutas para o Japão (requerimentos de controle fitossanitário e no
capítulo 3 a sequência de procedimentos requeridos sob a Lei de Sanidade dos
Alimentos). No capítulo 4, discorre-se sobre as formas de simplificar o processo de
importação. Nos capítulos 5 e 6 aponta-se os principais portos de entrada e ainda outros
procedimentos importantes para o processamento das importações, como os o que se
refere a amostras e feiras.
O capítulo 7 discorre sobre os impostos de importação e tarifas enquanto o capítulo 8
apresenta as regulamentações no que se refere à rotulagem dos alimentos importados. O
capítulo 9 discute as oportunidades oferecidas aos potenciais exportadores brasileiros
pela sazonalidade das atuais importações de frutas para o Japão. Nos capítulos 10 e 11,
discorre-se respectivamente sobre outros fatores importantes que devem ser observados
quando da importação e comercialização de frutas frescas no Japão e sobre os custos
envolvidos na importação de alimentos para o Japão.
No capítulo 12, apresenta-se a estrutura dos canais de distribuição de frutas importadas
pelo Japão, enquanto que o capítulo seguinte (13) apresenta a lista de plantas brasileiras
cuja importação é atualmente proibida no Japão.
A partir do capítulo 14, entra-se nos estudos específicos de cada uma das cinco frutas
analisadas neste trabalho – mangas (capítulo 14), limões (capítulo 15), mamões papaia
(capítulo 16), melões (capítulo 17), e caquis (capítulo 18).
Finalmente, no capítulo 19 apresenta-se as recomendações de estratégias para a entrada
no mercado de exportação para o Japão das mencionadas frutas brasileiras.
Ademais, são apresentados três anexos, sendo o Anexo 1 contendo fotos de frutas frescas
ofertadas no mercado e de um fruit parlor, o Anexo 2 contendo uma listagem de
empresas japonesas relacionadas ao comércio de frutas no Japão e o Anexo 3 com a lista
de Feiras Programadas para a Indústria de Alimentos, Bebidas e Alimentos Processados
em 2002-2003.
Uma grande variedade de gêneros alimentícios é importada pelo Japão anualmente e
compõe uma parcela importante da dieta do japonês. O total de importações de comida
atingiu aproximadamente JpY5.4 trilhões em 1999 (aproximadamente USD4,13 bilhões),
o que representou 14.8% do total das importações japonesas naquele ano. Por categoria, a
maior parcela de importações de alimentos foi de pescados, que totalizaram 30.4% do
total de gêneros alimentícios importados.
10 - 10
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Fruta
Consumo anual em
tons
8.900
87.800
6.900
33.200
220.000
-
Mangas
Limões
Mamão papaia
Melões
Caqui
Valor total anual
% importado
100
96
100
99
0
-
Valor importações em
US$ milhões
24,9
108,7
16,1
28,7
0
178,4
Fonte: Banco de Dados da AsAmediator.
O maior exportador de comida para o Japão foram os EUA, com 30.1%, seguidos pela
China (11.1%), Austrália (6.4%) e Tailândia (5%).
Tabela 1 -- Maiores Fornecedores de Alimentos para o Japão - 1999
País
Principais Itens
EUA
China
Austrália
Canadá
Tailândia
Brasil
Fonte: Japan’s Foods Imports - 1999.
Milho
Enguias
Carne bovina
Canola
Frango
Carne bovina
Frango
Trigo
Carne suína
Camarões
Soja
Derivados de Frango
Queijos
Trigo
Derivados de camarões
Café
Frango
Soja
Tabela 2 -- Ordem de Importância das Frutas e Produtos Relacionados entre os Principais Produtos
Alimentícios Importados pelo Japão, 1999
Item
Bananas
Grapefruits
Suco de Laranja
Limões
Laranjas
Cerejas
Suco de Maçã
Kiwis
Uvas
Abacaxis enlatados
Morangos
Abacaxis
Fonte: Japan’s Foods Imports - 1999.
Classificação entre os 100 itens mais importados
17
31
42
51
54
63
67
68
90
95
97
99
De forma geral, qualquer tipo de comida pode ser importada pelo Japão, desde que seja
qualificada como apropriada para o consumo humano. Uma grande variedade de frutas é
importada pelo Japão, de diferentes qualidades e origens, de clima tropical ou temperado.
A Tabela 3 mostra as principais frutas importadas pelo Japão, e os principais
exportadores por fatia de mercado. Em 1999, o Brasil figurava entre os principais
fornecedores (quarto lugar, com 4.7% do total exportado de frutas) dado o volume de
11 - 11
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
suco de laranja exportado. O destaque foi para a colocação das Filipinas, que vêm
agressivamente entrando em alguns nichos específicos de mercado, como veremos nos
estudos mais detalhados ao longo deste trabalho. Como os dados mostrados na tabela são
de 1999, já houve modificações na classificação dessas posições, como ficou patente, por
exemplo, em alguns mercados analisados mais à frente (papaias, por exemplo), onde a
posição dos EUA caiu nos últimos dois anos, cedendo lugar às exportações filipinas.
Tabela 3 -- Frutas importadas pelo Japão e discriminação dos principais países fornecedores, por
fatia de mercado, 1999
Frutas
Fatia de Mercado dos 5 principais países fornecedores, em %
Total de todas as
categorias
EUA (33,6); Filipinas (17,3); China (11,0); Brasil (4,7); Equador (4,2)
EUA (37,6); Filipinas (30,1); Equador (7,5); Nova Zelândia (6,6); México (4,6)
Frutas
Laranjas
EUA (58,7); Austrália (13,0); Espanha (11,0); África do Sul (9,8); México (5,5)
Limões
EUA (88,1); Chile (6,5); Austrália (2,1); África do Sul (1,6); Nova Zelândia (1,4)
Grapefruits
EUA 80,4); África do Sul (10,1); Israel (6,9); Suazilândia (2,5); Cuba (0,1)
Bananas
Filipinas (69,6); Equador (20,2); Taiwan (7,9); China (1,3); México (0,3)
Abacaxis
Filipinas (96,7); Taiwan (2,2); China (0,7); Tailândia (0,4)
Kiwis
Cerejas
Nova Zelândia (92,1); Chile (5,2); EUA (2,4); República da Coréia (0,3)
EUA (99,4); Nova Zelândia (0,5); Canadá (0,1)
EUA (80,7); China (9,7); Turquia (3,1); África do Sul (2,7); Austrália (1,0)
Frutas Secas
Uvas
passas
Frutas
Congeladas
EUA (89,9); África do Sul (4,8); Turquia (2,8); Austrália (1,8); Chile (0,3)
EUA (34,4); China (19,5); Canadá (18,1); México (5,0); República Coréia (4,7)
Morangos
EUA (53,9); China (22,5); República da Coréia (11,8); México (6,1); Chile (2,8)
China (29,1); Tailândia (20,3); África do Sul (2,0); EUA (10,8); Filipinas (5,3)
Frutas Enlatadas
Abacaxis
Tailândia (48,8); Filipinas (23,6); Indonésia (19,9); Malásia (5,9); EUA (1,0)
Pêssegos
China (41,4); África do Sul (26,9); Grécia (14,8); Austrália (6,2); Chile (4,7)
EUA (32,6); Brasil (28,6); China (4,9); Áustria (4,1); Israel (3,5)
Sucos de Frutas
Laranjas
Maçãs
Brasil (73,2); EUA (23,9); Italia (0,8); Austrália (0,7); Holanda (0,4)
EUA (28,7); China (21,2); Áustria (17,3); Chile (9,4); Alemanha (6,7)
Fonte: Japan’s Foods Imports - 1999.
1.1
A economia japonesa e a produção, importação e consumo de frutas
A economia japonesa, desde a famosa “ruptura da bolha” em 1992, passa por um longo e
difícil período de reestruturação. Esse processo contém diversas forças atuando em
diferentes direções de modo que, se, por um lado, os ajustes na economia prescrevem
cortes de despesas, com repercussões negativas sobre o consumo, alguns efeitos desses
ajustes, por outro lado, trabalham em favor de uma maior abertura do mercado, numa
tentativa de alinhamento, até onde possível, dos preços internos com os externos.
12 - 12
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
De outra parte, com o início da liberalização das importações de frutas adotada pelo
Japão a partir de 1989 (em obediência aos acordos da Rodada Uruguai do GATT), houve
uma grande redução na produção doméstica tradicional de cítricos (tangerinas,
principalmente) e maçãs, substituída por importações procedentes principalmente dos
EUA e África do Sul, para os primeiros, e dos EUA e da Austrália, para as maçãs. Ainda
assim, não obstante o significativo aumento nas importações de bananas entre os anos de
1996 e 2000 (cerca de 32%), o consumo de frutas pelo Japão, em termos absolutos, não
aumentou mais do que 3% no decênio 1989 – 1998.
Para as comparações cambiais foi seguido o critério do Bank of Japan, segundo o qual
a taxa cambial US$ 1,00/JpY no fechamento de cada ano calendário tem sido:
Tabela 3.a - Taxa de câmbio do Yen versus US$
Ano
JpY por US$
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
Fonte: Banco do Japão – 2002.
111,89
99,83
102,91
115,98
129,92
115,20
102,08
114,90
124.37
Outra observação importante é a de que as estatísticas utilizadas na Tabela 4, relativas ao
“market share” das frutas importadas, não distinguem os percentuais das frutas
produzidas domesticamente por sua destinação ao consumo direto como frutas frescas e
à produção de sucos e outros produtos processados. Mesmo assim, é possível obter
importantes conclusões a partir dos dados indicados na Tabela.
Tabela 4 -- Evolução da participação de frutas importadas no mercado japonês ( mil toneladas)
Itens
1989
1995
1996
1997
1998
Produção japonesa
Importação
Exportação
Variação de estoque
5.210
2.641
46
+27
4.242
4.547
16
117
3.900
4.384
15
+15
4.587
4.265
20
145
3.935
4.110
13
+36
Total Abastecimento
7.832
8.656
8.284
8.687
8.068
Fonte: Food Supply and Demand – 2000.
Dentre as diversas conclusões que inferem-se pelos dados acima, podem-se destacar:
ü Houve um crescimento de apenas 3% no mercado consumidor japonês de frutas em
um período de dez anos (entre 1989 e 1998), tendo, porém, caído cerca de 7,3% nos
anos de 1995 a 1998.
13 - 13
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
ü Nesse mesmo período a importação de frutas pelo Japão cresceu cerca de 55,6%.
ü Ainda no mesmo período, o “market share” das frutas importadas passou de 33,7%
em 1989 para 50,9% em 1998
ü Como indicação dos efeitos mais recentes da atual crise econômica sobre o consumo,
destaque-se, também, a queda de cerca de 10,6% sobre as importações de frutas no
período 1995 – 1998 contra um crescimento de 72,2% no período anterior 1989 –
1995. Paralelamente, a produção japonesa de frutas decresceu respectivamente
22,8% e 7,8% nesses dois períodos.
1.2
Tendências Recentes de Mercado
No ano de 2000, o total de importação de frutas cresceu para 10,9% acima dos totais de
importações em 1999, chegando a JpY158.7 bilhões. Entretanto, este valor foi 1,6%
menor do que o valor agregado das importações em 1999, indicando uma queda de preço
médio das frutas importadas.
Dentro das categorias mais importantes destacam-se as bananas, que representaram em
2000 59,4% do total do volume de frutas importadas, e 38,1% do valor total. Em 2001, o
volume de bananas importadas atingiu 990.500 toneladas. Outras frutas tropicais que
também têm destaque nas importações são os abacaxis (118.000 t), mangas (8.800 t) e
papaias (6.800 t).
Entre as frutas cítricas, destacam-se os grapefruits (268.600 t), seguidos das laranjas
(126.200 t) e limões (84.300 t). Quanto à categoria das frutas de clima temperado,
destacam-se os kiwis (39.500 tons), melões e melancias (34.800 tons), cerejas (17.000
tons) e uvas (11.500 tons).
O Japão importou menos de 1.5 milhões de toneladas por ano de frutas durante o período
de 1989 a 1991 (que foi o periodo do início da liberalização das importações). Com o
progresso da liberalização das importações, houve um aumento significativo do volume
de frutas importadas, que chega atualmente a 1.8 milhões de toneladas.
1.3
Origem das Importações
Geralmente, cada categoria de frutas importadas pelo Japão vem de um ou poucos países
de origem, havendo uma concentração de até 90% das importações em um único país
exportador. Isto se deve em larga escala às restrições de inspeção sanitária (bastante
estritas), bem como muitas vezes ao pequeno número de regiões produtoras por categoria.
Grande parte das frutas tropicais vem das Filipinas, como no caso das bananas (75%) e
abacaxis (98%). No caso das mangas e papaias, há uma maior distribuição do mercado
fornecedor. 53% das mangas importadas pelo Japão vêm das Filipinas, seguidas pelo
México (31%). No caso das papaias, 58% vêm do Havaí, seguido das Filipinas (48%). No
14 - 14
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
caso dos abacates, 99% são importados do México. Entre as frutas examinadas mais
especificamente neste estudo, as Filipinas são um importante fornecedor de mangas (53%
do volume importado) e papaias (48% das importações).
No caso das frutas cítricas, há uma predominância de importações dos EUA, que no
passado chegavam a 90%. Entretanto, recentemente, as importações da África do Sul
cresceram significativamente em termos relativos. No caso específico dos limões,
entretanto, o Chile aparece como um grande mercado provedor (o segundo, com 15,4%
do volume importado), nos últimos anos, tendo tirado mercado dos Estados Unidos (hoje
com 77% do mercado).
1.4
Condições do mercado doméstico
A liberalização do mercado doméstico resultou em um aumento significativo e rápido de
importação de frutas, bem como num recuo também significativo do nível de autosuficiência do mercado japonês. Assim sendo, a produção doméstica também caiu,
devido ao número descrescente de propriedades rurais produtoras de frutas, da população
rural e problemas relacionados a atrasos na mecanização e redução de energia.
As razões que causaram a queda da produção doméstica têm relação direta com a
diferença de preço de comercialização das frutas produzidas no mercado doméstico e das
frutas importadas, principalmente nos casos em que as margens de lucro do produtor
doméstico são estreitas (como no caso das tangerinas e uvas). Nos casos em que a
diferença de preços entre o mercado doméstico e o de frutas importadas não difere tanto,
e nos quais também a margem de lucro do produtor doméstico é maior, não houve uma
redução muito significativa da produção doméstica, uma vez que o consumidor japonês
sempre associa ao produto doméstico uma imagem de qualidade superior (caso das maçãs
e cerejas). De uma forma geral, percebe-se que a liberalização da importação de frutas
trouxe mais dinamismo ao mercado doméstico, bem como alterou a estrutura deste
mercado.
É interessante observar as características culturais associadas ao consumo de frutas no
Japão. Tradicionalmente, o consumo das frutas sempre esteve ligado às estações do ano,
obedecendo, portanto, à sazonalidade natural da produção local. O costume tradicional
era de se consumir as frutas sem cascas, arranjadas de acordo com um senso estético
próprio. A introdução das importações imprimiu uma característica mais casual ao
consumo de frutas, o que contribui também para o aumento desse consumo, já que o ato
de ingerir a fruta se descola do costume tradicional que limitava o consumo a
determinadas situações e formas pré-determinadas.
1.5
Consumo Regional de Frutas
Tomando-se um índice de base 100 como a média de consumo de frutas, e conforme os
dados dispostos na Tabela 5, a região de maior consumo (em volume) de frutas no pais é
a região de Tohoku (nordeste do Japão), com um índice de consumo de 123, e um índice
15 - 15
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
de gasto médio de 99. Outras regiões importantes em termos de quantidade consumida
são Hokkaido (ilha mais ao norte, índice de consumo 109, gasto médio 96) e Tokai
(índice de consumo 107, gasto médio 100).
Tabela 5 -- Consumo anual e índice de preço médio de frutas por região e por domicílio no Japão
Todas as Frutas
Consumo
Gasto Médio
Todo o Japão
103
101
Cidades com população > 50 mil pessoas
102
102
Tohoku
123
99
Hokkaido
109
96
Tokai
107
100
Shikoku
106
97
Kanto
105
104
Hokuriku
102
97
Chugoku
99
101
Kinki
97
105
Kyushu
89
91
Okinawa
58
106
Fonte: Statistical Data of Vegatable and Fruit 2002; Shokuhin Ryûtsû Jôhô Center
Região
Ranking
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
Para referência e melhor compreensão da localização das diversas regiões e províncias,
são apresentados abaixo mapas detalhados do Japão. No anexo 2, são apresentadas fotos
de frutas importadas vendidas no varejo na região de Tóquio.
16 - 16
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Mapa do Japão dividido em regiões
Fonte: www.jin.jcic.or.jp
17 - 17
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
18 - 18
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
É interessante notar que a distribuição regional do consumo não apresenta uma correlação
direta com a renda per capita de cada região. Como pode-se ver pela Tabela 6 abaixo, as
províncias que têm maior renda per capita estão predominantemente situadas nas regiões
de Kanto (em torno de Tóquio). Na Tabela 6 também é interessante se notar que os gastos
com alimentação tem uma correlação direta com a renda per capita e o consumo geral por
família.
19 - 19
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 6 -- PIB per capita , consumo e gastos com alimentação por província em 2001 (ordenado por maior gasto com alimentação)
Província
Região
População
#Famílias
Receita por família
JpY/mês
US$/mês
Consumo por família em geral
#
JpY/mês
US$/mês
#
Gastos com alimentação
por família
JpY/mês
US$/mês #
Kanagawa
Kanto
8.370.292
3.367.173
669.167
5,824
5
388.143
3,378
5
86.732
755
1
Ishikawa
Chubu
1.175.661
400.095
675.826
5,882
3
393.721
3,427
3
84.647
737
2
Hyogo
Kinki
5.521.426
2.081.509
456.470
3,973
45
340.223
2,961
29
84.165
733
3
Kyoto
Kinki
2.563.355
1.003.072
540.202
4,701
29
348.107
3,030
21
84.100
732
4
Tokyo
Kanto
11.743.189
5.410.701
588.143
5,119
16
372.989
3,246
9
82.237
716
5
Fukushima
Tohoku
2.136.344
691.438
726.739
6,325
2
423.969
3,690
1
81.861
712
6
Saitama
Kanto
6.870.003
2.494.032
587.025
5,109
17
391.943
3,411
4
81.812
712
7
Shiga
Kinki
1.325.618
429.956
613.583
5,340
10
354.192
3,083
17
80.765
703
8
Chiba
Kanto
5.893.166
2.202.096
537.057
4,674
32
343.006
2,985
25
80.412
700
9
Niigata
Chubu
2.482.386
783.615
671.495
5,844
4
383.257
3,336
6
79.937
696
10
Toyama
Chubu
1.126.019
354.190
727.871
6,335
1
415.213
3,614
2
79.081
688
11
Yamagata
Tohoku
1.244.955
377.170
596.394
5,191
13
356.102
3,099
12
77.824
677
12
Shizuoka
Chubu
3.759.490
1.281.912
622.039
5,414
9
353.087
3,073
18
77.518
675
13
Yamanashi
Chubu
885.422
306.705
585.536
5,096
18
354.320
3,084
16
75.668
659
14
Aichi
Chubu
6.906.979
2.489.443
577.650
5,027
19
340.675
2,965
27
75.500
657
15
Akita
Tohoku
1.203.471
401.028
593.805
5,168
14
364.752
3,175
10
75.276
655
16
Aomori
Tohoku
1.499.725
533.622
524.671
4,566
37
324.368
2,823
40
74.984
653
17
Hiroshima
Chugoku
2.874.315
1.122.814
632.261
5,503
7
374.553
3,260
8
74.973
653
18
Osaka
Kinki
8.626.766
3.490.552
481.173
4,188
43
313.153
2,725
43
74.949
652
19
Tochigi
Kanto
2.000.497
667.731
539.194
4,693
31
363.992
3,168
11
74.634
650
20
Miyagi
Tohoku
2.343.852
820.971
466.685
4,062
44
335.265
2,918
30
73.954
644
21
Iwate
Tohoku
1.425.135
476.527
514.243
4,476
40
350.019
3,046
20
73.772
642
22
Shimane
Chugoku
763.699
260.159
527.025
4,587
35
319.537
2,781
41
73.139
637
23
20 - 20
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Província
Região
População
#Famílias
Receita por família
JpY/mês
US$/mês
Consumo por família em geral
#
JpY/mês
US$/mês
#
Gastos com alimentação
por família
JpY/mês
US$/mês #
Fukui
Chubu
828.189
252.810
575.075
5,005
21
325.780
2,835
38
72.843
634
24
Ibaragi
Kanto
2.993.872
994.283
606.735
5,281
12
355.266
3,092
14
72.678
633
25
Saga
Kyushu
883.511
284.506
563.563
4,905
24
352.992
3,072
19
72.648
632
26
Gifu
Chubu
2.109.147
672.234
630.817
5,490
8
346.001
3,011
22
72.465
631
27
Hokkaido
Hokkaido
5.682.827
2.409.748
510.910
4,447
41
328.533
2,859
36
72.432
630
28
Nara
Kinki
1.449.146
505.105
558.440
4,860
25
343.471
2,989
24
72.333
630
29
Kochi
Shikoku
819.252
332.432
552.280
4,807
28
354.885
3,089
15
72.284
629
30
Gunma
Kanto
2.017.768
686.418
423.112
3,682
47
329.674
2,869
35
71.150
619
31
Wakayama
Kinki
1.091.260
398.730
554.173
4,823
27
287.929
2,506
46
70.860
617
32
Mie
Chubu
1.857.376
642.217
570.017
4,961
22
324.904
2,828
39
70.766
616
33
Tottori
Chugoku
617.825
207.962
489.579
4,261
42
292.749
2,548
45
70.200
611
34
Tokushima
Shikoku
833.408
295.137
565.567
4,922
23
355.597
3,095
13
70.004
609
35
Yamaguchi
Chugoku
1.534.435
603.619
640.826
5,577
6
374.562
3,260
7
69.308
603
36
Kagawa
Shikoku
1.034.554
375.751
611.451
5,322
11
331.247
2,883
32
68.467
596
37
Okayama
Chugoku
1.957.664
704.896
526.963
4,586
36
344.149
2,995
23
68.343
595
38
Nagano
Chubu
2.202.317
745.221
515.170
4,484
39
342.567
2,981
26
68.124
593
39
Oita
Kyushu
1.236.408
463.631
592.083
5,153
15
326.495
2,842
37
67.594
588
40
Fukuoka
Kyushu
4.967.686
1.922.863
522.150
4,544
38
331.178
2,882
33
67.293
586
41
Nagasaki
Kyushu
1.532.235
574.155
527.037
4,587
34
306.930
2,671
44
67.264
585
42
Ehime
Shikoku
1.511.855
582.904
539.538
4,696
30
330.139
2,873
34
67.217
585
43
Kumamoto
Kyushu
1.869.819
664.172
535.312
4,659
33
340.607
2,964
28
64.031
557
44
Kagoshima
Kyushu
1.787.121
736.210
576.675
5,019
20
334.440
2,911
31
63.921
556
45
Miyazaki
Kyushu
1.187.031
457.458
555.217
4,832
26
315.330
2,744
42
61.569
536
46
2,345
47
58.443
509
47
Okinawa
Okinawa
1.324.834
460.932
432.973
3,768
46
269.432
Fonte: Elaborada a partir de dados da Chiiki Keizai Sôran – Toyo Keizai 2002 - Banco de Dados da AsAmediator.
21 - 21
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
2
Sobre as Leis relacionadas à importação de frutas para o Japão
A Figura 7 abaixo sumariza os procedimentos de acordo com as leis relacionadas à
importação de frutas no Japão:
Figura 7 -- Procedimentos para o Controle Fitossanitário:
Submeter solicitação de inspeção pelo Controle Fitossanitário na Estação de Proteção
Vegetal (junto com o certificado fitossanitário expedido pelo país de origem)
Exame de
Documentação
Inspeção de
Importação
Problemas
sanitários não
detectados
Problemas
sanitários
detectados
Esterilização
Emissão do certificado de
Controle Fitossanitário
Inspeção segundo a lei de
Controle Sanitário de
Alimentos
Fonte: Handbook for Imported Foods, JETRO (Japan External Trade Organization), 2000.
22 - 22
Destruição,
retorno, etc.
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
2.1
Requerimentos de Controle Fitossanitário
A princípio, todos os produtos agrícolas (in natura ou processados) estão sujeitos ao
Controle Fitossanitário. O propósito é evitar que se espalhem microorganismos danosos,
pestes de insetos e parasitas que podem potencialmente contaminar fauna e flora locais.
2.1.1
Itens sujeitos a Controle Fitossanitário
ü Produtos frescos (in natura), onde se incluem as frutas frescas e castanhas em
geral
ü Produtos congelados e secos
ü Grãos e farinhas
ü Legumes
ü Temperos, grãos de café, ervas medicinais
ü Gorduras e óleos
2.1.2
Itens não sujeitos a Controle Fitossanitário
ü Produtos agrícolas normalmente sujeitos a controle fitossanitário podem ser
isentos de controle de acordo com o tipo de processamento empregado. Isso inclui
alimentos preservados em sal, vinagre, determinadas frutas secas, temperos secos
embalados para venda no varejo.
2.1.3
Itens proibidos de ser importados
ü Qualquer item com resíduos de terra
ü Frutas frescas de regiões específicas (países com infestações de moscas do
Mediterrâneo)
2.2
Lei de Controle Sanitário
2.2.1
Propósito:
Esta Lei foi concebida para proteger a comunidade de possíveis danos causados por
controle inadequado do alimentos comercializados, o que consequentemente inclui todos
os alimentos importados para consumo no país.
2.2.2
Termos Gerais da Lei
Nenhum componente de alimentos consumidos no país, incluindo todos os aditivos, pode
ser consumido a não ser que o Ministério da Saúde e Bem Estar verifique se são
apropriados para consumo humano.
23 - 23
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
2.2.3
Procedimentos Gerais de Acordo com esta Lei
A Lei estabelece basicamente:
ü Especificações de composição de produtos alimentícios em geral
ü Padrões para produção, processamento, e preparação de produtos alimentícios de
forma geral
ü Preservação de produtos alimentícios em geral
Há ainda uma série de alimentos e substâncias que sofrem restrições para importação,
tais como:
ü Produtos tóxicos e substâncias danosas, ou ainda alimentos que sejam passíveis de
conter tais substâncias;
§ Amendoim e pistache que contenham aflatoxina
§ Peixes venenosos
ü Produtos que já tenham se deteriorado durante o transporte
§ Cereais que tenham adquirido fungos por vazamento de água marinha
durante o transporte;
§ Comidas congeladas que tenham sofrido alterações devido a variações de
temperatura no transporte
ü Produtos que não atinjam os padrões ideais de produção, seus ingredientes e
materiais;
§ Bebidas tipo refrigerantes que sejam tratadas com métodos de
pasteurização fora do padrão exigido
§ Carnes de porco que contenham resíduos de componentes antibióticos
§ Aditivos que estejam fora do padrão exigido da composição especificada
ü Produtos com uso impróprio de aditivos
§ Comidas com aditivos não permitidos pela regulamentação atual
§ Comidas secas com resíduos de íons de dióxido acima do permitido pela
regulamentação atual
ü Produtos não acompanhados pela documentação exigida
§ Produtos de carnes não acompanhados dos certificados de saúde emitidos
por autoridade de exportação do país de origem
§ Fugu (peixe venenoso semelhante ao baiacu) não acompanhado de
certificado de saúde emitido por autoridade de exportação do país de
origem
Algumas outras categorias de alimentos importados estão sujeitas a outras exigências, em
adição aos mencionados acima, para ter sua importação autorizada no Japão. Entre eles
estâo carnes, embutidos, frutas, vegetais e grãos, que estejam sujeitos à infestação ou
infecção por organismos (insetos) ou microrganismos.
Qualquer comida importada no Japão deve ser submetida à inspeção na Estação de
Controle Fitossanitário antes de passar pelos procedimentos de alfândega e o importador
24 - 24
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
deve apresentar o “Formulário de Notificação para Importação de Alimentos” como parte
crucial da inspeção.
Os procedimentos de importação podem ser classificados de acordo com o tipo de
produto:
ü
ü
ü
ü
Produtos agrícolas, incluindo frutas, vegetais e cereais;
Produtos pecuários, incluindo carnes in natura ou processadas
Pescados
Outros
A sequência de procedimentos necessários está descrita na Tabela 8:
Tabela 8 -- Procedimentos de Importação por tipo de produto
Frutas e vegetais
Carnes e
subprodutos
Quarentena Animal
x
Quarentena Vegetal
x
Inspeção do alimento
x
x
Quarentena no porto
de entrada
Inspeção Alfandegária
x
x
Fonte: Handbook for Imported Foods, JETRO, 2000.
X:
inspeções requeridas
o:
inspeções requeridas em bases especificas e limitadas;
Pescados e
subprodutos
Outros alimentos
processados
X
O
x
X
x
Informações relevantes sobre esta Lei podem ser obtidas com:
Policy Planning Division, Department of Food Sanitation, Pharmaceutical and Medical
Safety Bureau, Ministério da Saúde, Trabalho e Bem Estar. http: // www.mhlw.go.jp
2.3
Lei de Proteção das Plantas
2.3.1
Propósito:
Esta lei inspeciona plantas exportadas, importadas bem como as domésticas,
exterminando qualquer elemento da flora ou fauna danoso a outras plantas. Desta forma,
previne-se a disseminação de doenças e promove-se a segurança e desenvolvimento da
produção agrícola.
2.3.2
Termos gerais da Lei
Plantas importadas e suas embalagens devem ser todas inspecionadas em absolutamente
todos os casos, inclusive tendo ou não anexado um certificado de inspeção do país de
origem.
25 - 25
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
2.3.3
Itens sujeitos a esta Lei
Mudas, bulbos, flores avulsas, frutas frescas, vegetais, grãos, madeira e temperos
processados.
Os itens são classificados em três categorias:
2.3.3.1
“Contrabando”
Plantas que sejam hospedeiras de parasitas, insetos propriamente ditos, e resíduos de solo
de áreas conhecidas por hospedarem insetos perniciosos que causam danos à agricultura,
mesmo que este dano específico nunca tenha ocorrido no país.
2.3.3.2
Espécies que requerem inspeção de importação:
Fora da categoria acima, devem ser inspecionadas mudas, plantas decorativas, flores
avulsas, bulbos, sementes, frutas, vegetais, grãos, madeira, ingredientes crus para
temperos.
2.3.3.3
Espécies e artigos que não requerem inspeção:
Produtos vegetais que tenham sofrido alto grau de processamento, como madeira pronta
para uso industrial e chá processado.
26 - 26
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
3
3.1
Sequência de Procedimentos requeridos sob a Lei de Sanidade dos
Alimentos:
Processamento do Formulário de Notificação para Importação de Alimentos
e outros documentos requeridos;
Inspetores sanitários para alimentos estão disponíveis para esclarecimentos sobre como
preencher a documentação antes do seu processamento.
3.1.1
Notificação de Importação:
O documento denominado Notificação de Importação é requerido para todos os produtos
alimentícios importados com finalidade comercial (incluindo importações para presentes,
quando haja um número razoável de recipientes). Adicionalmente, a Lei de Sanidade dos
Alimentos ainda demanda a Notificação de Importação para aditivos alimentícios e
embalagens. As categorias que demandam a Notificação de Importação estão listadas
abaixo:
ü Aditivos Alimentícios:
Substâncias usadas na produção de alimentos ou com a finalidade de conservação por
meios de adição, mistura, infiltração etc.
ü Aparatos em geral
Utensílios de mesa, cozinha ou outros utensílios e máquinas usados para a produção,
transporte ou outros tratamentos para alimentos e que estejam em contato direto com o
próprio alimento ou com seus aditivos.
ü Embalagens
Artigos em que os alimentos são acondicionados ou embalados, quando tais alimentos
forem disponibilizados para a comercialização
3.2
Exame dos documentos
Neste ponto, um exame cuidadoso é conduzido para determinar se há problemas
sanitários baseado no conteúdo da Notificação de Importação e dos outros documentos
relacionados, histórico de importação do mesmo produto, e problemas ou violações
passadas, resultados de exames laboratoriais já executados e outros. Se houver uma
determinação para que inspeções adicionais sejam executadas, estas serão definidas neste
estágio.
27 - 27
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
3.3
Certificado de Notificação de Processamento
Se nenhuma inspeção adicional é requerida, uma cópia da Notificação submetida é
carimbada com “submitted” na coluna da direita do documento e é dada para o
importador. Esta cópia é anexada à Declaração de Alfândega.
3.4
Inspeções
Dependendo das circunstâncias, inspetores sanitários da Seção de Quarentena, irão ao
local onde a mercadoria está armazenada para uma inspeção física.
3.5
Certificado de Inspeção Concluída
Artigos que passaram por inspeção têm uma cópia da notificação submetida carimbada
“passed” (na coluna da direita) e uma cópia é dada ao importador. Esta cópia é anexada à
Declaração para Alfândega.
3.6
Como lidar com a carga que não é considerada aceita pela inspeção
Instruções específicas são dadas para cada caso pelas autoridades da Seção de
Quarentena.
28 - 28
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
4
4.1
Formas de Simplificar o Processo de Importação
Sistema de Notificação Antecipada
É possível ter a documentação exigida processada a partir de sete dias antes da carga
chegar ao porto de entrada (Prior Notification System).
4.2
Sistema de Importação Planejada
Para facilitar os procedimentos de entrada, também é possível dar entrada a múltiplas
Notificações de Importação suficientes para um ano, por exemplo (Planned Importing
System).
4.3
Aceitação de resultado de inspeção voluntária
Quando o produto tiver sido voluntariamente inspecionado antecipadamente por um
laboratório designado pelo Ministério da Saúde e Bem Estar Japonês e este resultado
estiver anexo à Notificação de Importação, a carga estará isenta de inspeções
correspondentes na Seção de Controle Fitossanitário.
4.4
Aceitação de resultados de inspeção de laboratórios dos países de origem
Quanto à Inspeção Sanitária, é aceitável que se apresentem relatórios de inspeção
preparados no país de origem; entretanto esses laboratórios devem ser autorizados pelo
Ministério da Saúde Japonês. Há hoje dois laboratórios autorizados no Brasil. A
vantagem de se obter tal relatório no país de origem é minimizar o risco de a carga não
ser aceita ao chegar ao Japão.
4.5
Sistema de importação de produtos idênticos
A identidade de produtos é difícil de ser verificada, especialmente no caso de produtos
primários (não processados). Entretanto, quando o mesmo produto é importado, se se
apresenta o resultado de inspeção feita por um laboratório oficial tanto no Japão quanto
no país de origem quando da importação inicial e nenhum problema é encontrado, os
mesmos relatórios nas importações subsequentes podem ser dispensados por um
determinado período de tempo.
É importante notar que a Notificação de Importação é requerida para cada importador e
não será, portanto, dispensada quando um determinado produto já é importado por uma
outra empresa. O que pode acontecer é que quando já se sabe que tal produto já é
importado pelo país, os procedimentos de importação poderão ser mais rápidos. Já houve
casos no passado de produtos que se julgavam idênticos terem que ser retornados para o
importador por componentes fora do padrão terem sido identificados.
29 - 29
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
4.6
Sistema de registro de produtos
Se um produto é repetidamente importado, o importador pode submeter um pedido de
registro de produto na ocasião da primeira importação. A partir do momento que estão
registrados, durante um ano é necessário que apenas seja listado este número de registro
na Notificação de Importação.
4.7
Sistema de confirmação antecipada de importação
Se o importador der entrada com um pedido de confirmação adiantada junto ao
Ministério da Saúde e Bem Estar Japonês via uma autoridade de governo no país de
origem, é possível por três anos utilizar apenas este número de registro na Notificação de
Importação.
4.8
Notificação via sistemas computadorizados
É possível, via instalação de software de uso on-line apropriado, processar toda a
Notificação de Importação e Notificação de Inspeção requeridas junto às autoridades de
Controle Fitossanitário.
30 - 30
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
5
Portos de Entrada
A maior parte dos aeroportos e portos marítimos tem Estações de Controle Fitossanitário
e qualquer destes portos pode executar a inspeção sanitária necessária ou a inspeção
específica para pescados, que também verifica a presença de cólera. Os 32 principais
portos de entrada que têm capacidade para executar os procedimentos necessários são:
1. Baraki
2. Chiba
3. Chitose (Aeroporto)
4. Fukuoka
5. Fukuoka (Aeroporto)
6. Funabashi
7. Hiroshima
8. Hiroshima (Aeroporto)
9. Kagoshima
10. Kansai (Aeroporto)
11. Kawasaki
12. Kobe
13. Moji
14. Nada
15. Nagasaki
16. Nagoya
17. Nagoya (Aeroporto)
18. Naha
19. Naha (Aeroporto)
20. Narita (Aeroporto)
21. Niigata
22. Osaka
23. Otaru
24. Sakai
25. Sendai
26. Sendai (Aeroporto)
27. Shimizu
28. Shimonoseki
29. Tóquio
30. Tóquio (Aeroporto)
31. Yokkaichi
32. Yokohama
Entretanto, há apenas alguns portos capazes de executar as quarentenas animal e vegetal.
Isto se deve ao fato de que poucos portos têm o espaço fisico necessário para a execução
de fumigação, quando necessário.
31 - 31
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
No caso da importação de frutas, especificamente, é requerida a quarentena de plantas.
Nos estudos mais específicos de cada fruta focada neste estudo, mencionaremos todos os
portos de entrada em cada caso.
Há estatutos que determinam exatamente as várias declarações, inspeções e
procedimentos associados para cada categoria de produtos. O propósito destas
declarações é assegurar a qualidade dos alimentos, proteger a flora e faunas domésticas e
proteger a indústria doméstica também. Para o caso de frutas, especificamente, o estatuto
básico é a Lei de Sanidade dos Alimentos, e o foco específico é evitar a entrada e a
disseminação de pestes que possam afetar espécies vegetais.
O governo japonês estabeleceu um “ombudsman” para o comércio exterior em geral,
denominado OTO – Office Trade and Investment Ombudsman, através principalmente do
OMA – Office of Market Access, para servir de canal para eventuais reclamações a
respeito do processo de importação em geral.
32 - 32
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
6
6.1
Outros fatores importantes para o Processamento de Importações
Como determinar que um produto é idêntico e portanto elegível para o
sistema de importações programadas
ü O alimento deve ser absolutamente idêntico
ü O importador tem que ter um histórico de importação antes de dar entrada com o
pedido dentro deste sistema (programado) e não poderão ter havido violações no
processo de importação deste produto nos últimos três anos.
Frutas temporariamente armazenadas, cascas de frutas e frutas congeladas (exceto
aquelas congeladas após processamento) se enquadram nesta categoria.
6.2
Amostras
Todas as entradas de alimentos importados com fins comerciais estão sujeitas aos
procedimentos descritos, portanto, as amostras eventualmente também deverão seguir os
procedimentos normais.
Entretanto, se o alimento estiver sendo importado para “consideração interna da empresa”
e estiver claro que o produto trazido está sendo usado para se decidir se deverá ser ou não
importado no futuro (e que não está sendo direcionado de forma alguma para a
comercialização), não há necessidade de se apresentar a Notificação de Importação.
Entretanto, dependendo do tipo de produto e da quantidade envolvida, pode ser requerida
alguma prova especial de que a amostra está sendo utilizada para a finalidade acima.
Adicionalmente, qualquer produto sendo importado para “teste e pesquisa”, que será
utilizado apenas para teste em laboratório ou organização de pesquisa, também não
requer a Notificação de Importação. Da mesma forma, dependendo do tipo de produto e
da quantidade envolvida, pode ser requerida alguma prova especial de que o produto está
sendo utilizado para a finalidade acima.
6.3
Feiras2
Se o alimento está sendo importado com a finalidade de ser exibido em uma feira de
alimentos e não vendido ou para ser objeto de algum contrato comercial, então a
Notificação de Importação não é necessária. Novamente, dependendo do tipo de produto
e da quantidade envolvida, pode ser requerida alguma prova especial de que o produto
está sendo utilizado para a finalidade acima.
É importante notar que os alimentos importados para exibição em uma feira não podem
ser distribuídos gratuitamente durante a feira. Se os produtos têm a finalidade de ser
distribuídos gratuitamente para um número não especificado de pessoas, então todos os
procedimentos de importação são requeridos, incluindo a apresentação da Notificação de
2
Para informações a respeito de feiras de alimentos, bebidas e alimentos processados, fazer referência ao
apêndice 3 deste trabalho.
33 - 33
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Importação, de forma a verificar a qualidade e segurança do produto para distribuição. O
único procedimento de que se isenta o importador, neste caso, é a obrigação de rotular os
alimentos.
34 - 34
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
7
7.1
Impostos de Importação e Tarifas
Impostos
Os Impostos de Importação na maior parte das vezes diferem de acordo com o país de
origem. Em geral, importações de países em desenvolvimento estão sujeitas a um
imposto menor. Algumas categorias de produtos têm um sistema diferenciado de taxação,
em duas fases (por exemplo queijos, purê de tomate ou extrato de tomate). Neste caso,
aplica-se um determinado imposto até certo volume e subsequentemente um novo
imposto a volumes acima daquele.
Há diferenciação de taxas no caso de diferentes tipos de embalagens (por exemplo chá
em pacotes para varejo e atacado), bem como para o caso de se ter um ingrediente
adicionado a um produto básico (adição de açúcar, por exemplo). E, finalmente, há
também diferenciação para casos de sazonalidade de importação, que se aplica por
exemplo para bananas e laranjas.
Tabela 9 -- Tarifas Alfandegárias Aplicáveis a Frutas Frescas Importadas
Código HS
Tarifa Aplicável
Descrição
Geral
WTO
Preferencial
0803
Bananas
-100
Se importadas entre 01/abril e 30/ setembro
40%
20%
10% ou isento
-100
Se importadas entre 01/outubro e
31/ março
50%
25%
20% ou isento
0804.30-010
Abacaxis
20%
17%
0804.40-010
Abacates
6%
3%
3% ou Isento
0804.50-011
Mangas
6%
3%
Isento
0805.10
Laranjas
-000
Se importadas entre 01/junho e 30/
novembro
20%
16%
-000
Se importadas entre 01/dezembro e 31/maio
40%
32%
0805.30-010
0805.30-090
Limões
Isentos
Isentos
0805.40
Grapefruits
10%
(10%)
0806.10
Uvas
-100
Se importadas entre 31/março e 30/outubro
20%
17%
-000
Se importadas entre 01/novembro e último dia de fevereiro
13%
7.8%
0807.11, 19
Melancias e outros
10%
6%
35 - 35
Temporária
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Código HS
Tarifa Aplicável
Descrição
Geral
WTO
0807.20
Papaias
4%
2%
0809.20
Cerejas
10%
8.5%
0810.05
Kiwis
8%
6.4%
Preferencial
Temporária
2%
Fonte: Customs Tariff Schedules of Japan
Nota 1: “Isento”, na coluna de tarifas preferenciais só se aplica nos casos dos países de menor desenvolvimento relativo (Least
Developed Countries).
Nota 2: Para maiores detalhes sobre o sistema de tarifas aplicáveis, referir ao “Customs Tariff Schedules of Japan”, publicado pela
Japan Tariff Association.
7.2
Imposto sobre o Consumo (Shôhizei)
Desde abril de 1997, o imposto de 5% sobre o consumo tambem é cobrado sobre o total
de valor declarado à Alfândega e quaisquer outras tarifas aplicadas.
Fórmula de cálculo para o Shôhizei:
(CIF+Tarifa alfandegária) x 5%
36 - 36
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
8
Rótulos
Há uma série de regulamentações com respeito ao tipo de informação que deve ser
colocada nos rótulos de produtos processados importados vendidos no mercado japonês.
Estes regulamentos advêm principalmente da Lei de Sanidade dos Alimentos, da Lei de
Melhoramento para a Nutrição, da Lei de Padronização e Rotulagem Apropriada para
Produtos Agrícolas e Florestais (JAS Law), Lei das Medidas, Lei contra Prêmios
Injustificados e Propaganda Enganosa.
O que está definido para produtos processados é a necessidade de se listar no rótulo:
ü
ü
ü
ü
ü
ü
ü
Nome do alimento
Conteúdo líquido
Condições de armazenagem
Nome do importador e seu endereço
Lista de ingredientes
Prazo máximo para consumo
País de origem
Entretanto, para alimentos frescos ou in natura, como é o caso das frutas, o padrão
exigido é que apenas se coloque um rótulo (em cada unidade de fruta) onde constem o
nome do alimento e o país de origem. O requerimento legal é que se coloque esse rótulo
anexado ao alimento em um lugar visível ou, na impossibilidade de anexá-lo, que seja
colocado adjacente ao item quando da sua comercialização. A colocação do rótulo, de
uma forma geral, bem como seu conteúdo, são de responsabilidade de quem vai
comercializar o produto. No caso dos produtos importados, a responsabilidade recai sobre
o importador.
Em princípio, há também a necessidade de se indicar no rótulo quaisquer aditivos que
tenham sido utilizados no produto importado, discriminando o nome da substância e a sua
categoria de acordo com as seguintes finalidades:
ü
ü
ü
ü
ü
ü
ü
ü
ü
37 - 37
Adoçante
Colorante
Conservante
Epessante
Estabilizante
Antioxidante
Retentor de coloração
Agente branqueador
Agente fungicida.
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
8.1
Alimentos Orgânicos
Um importante fator foi adicionado às exigências que dizem respeito à rotulagem dos
alimentos no que concerne aos alimentos orgânicos em 1999. Desde então, determina-se
que apenas aqueles produtos que tenham sido inspecionados e certificados por uma
organização aprovada pelo Ministério da Saúde e Bem Estar Japonês sejam oficialmente
designados como “orgânicos”. Há penalidades estabelecidas por lei para produtos que
sejam intitulados orgânicos sem a documentação apropriada anexada.
O termo “orgânico” só se aplica a produtos que tenham sido cultivados em terreno onde
nenhum tipo de aditivos químicos tenham sido utilizados, bem como fertilizantes
químicos tenham sido aplicados nos últimos três anos antes da colheita, bem como não
tenham sido cultivados a partir de sementes, mudas ou trasnsplantes oriundos de
tecnologia de recombinação de DNA (transgênicos).
Só é possível um alimento receber o rótulo de “orgânico” de um importador no caso de
haver no país de origem um sistema de qualificação similar ao japonês, e que haja
reconhecimento apropriado mesmo no país de origem.
8.2
Alimentos Transgênicos
A partir de abril de 2001 é requerido também que seja rotulado adequadamente o produto
que tenha sido processado ou tenha sido produzido a partir de tecnologia de mutação
genética (transgênicos). É obrigatória a divulgação de tal informação, via rotulagem
adequada do alimento.
38 - 38
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
9
Sazonalidade das Importações de Frutas para o Japão
A figura abaixo (Tabela 10) mostra a sazonalidade das principais frutas importadas pelo
Japão, fator que deve ser levado em consideração dentro de qualquer estratégia de entrada
no mercado, e que pode ser determinante em termos de competitividade das exportações
brasileiras.
Nos estudos especificos de cada fruta, realizados separadamente neste trabalho, fez-se
uma análise bastante acurada das características de sazonalidade das importações de cada
fruta, de suas implicações em termos de preços médios e das possíveis brechas no
mercado que poderão facilitar a entrada do produto brasileiro.
Tabela 10 -- Cronograma de Importações de Frutas Frescas para o Japão
Meses
Jan.
Fev.
Março Abril
Bananas
Abacaxis
Mangas
Papaias
Abacates
Maio Junho Julho Agosto Set.
Filipinas
Taiwan
Filipinas
México
Filipinas
EUA (Havaí), Filipinas
EUA
México
Out.
Nov.
Dez.
México
Nova Zelândia
Kiwis
EUA
EUA
Chile
EUA
Melões
EUA
EUA (Wash.)
Cerejas
EUA (Califórnia)
Nova
Zelândia
Nova Zelândia
EUA (Califórnia)
Uvas
Chile
México
Grapefruits
Limões
Laranjas
Fonte: Jetro ( Japan External Trade organization )
39 - 39
México
EUA (Flórida, Califórnia)
Suazilândia
EUA (Arizona, Califórnia)
EUA (Flórida, Califórnia)
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
10 Fatores Importantes que devem ser observados quando da
importação e comercialização de frutas frescas no Japão
Todas as frutas in natura estão sujeitas aos Controles Fitossanitários (Quarentena
Vegetal). Assim sendo, em primeiro lugar não é permitida a entrada de planta alguma
com resíduos de terra. Da mesma forma, frutas oriundas de áreas infectadas pela mosca
do Meditarrâneo, ou outras pragas de insetos também têm sua importação restrita no
Japão. Os importadores de frutas são fortemente encorajados a pesquisar adequadamente
nas estações de controle Fitossanitário bem como com a Japan Fresh Produce Import
Facilitation Association3 a viabilidade de se importar cada espécie de fruta.
É possível fazer dois estágios de inspeção concomitantemente, a saber a inspeção
sanitária geral de alimentos (Food Sanitation inspection) e a mais específica inspeção de
controle Fitossanitário (Plant Quarantine inspection). A primeira verifica
primordialmente a presença de aditivos (agentes anti-fungos, componentes de filmes,
agentes colorantes) e resíduos de agentes químicos para a agricultura. As
regulamentações vigentes determinam que tipos de anti-fungos podem ser utilizados e
igualmente os níveis permissíveis de resíduos químicos.
Da mesma forma, já foram estabelecidos os padrões para utilização de componentes de
agentes colorantes. Se são encontrados agentes de quaisquer categorias que não sejam as
permitidas, as frutas são queimadas ou destruídas de uma forma ou de outra. Este é um
ponto que merece a atenção especial dos importadores.
O padrão de resíduos químicos também foi definido para cada categoria de fruta
especificamente. É fundamental que se descubra, antes da importação, que tipos de
resíduos e em que quantidade são permitidos para cada fruta. Da mesma forma, é
fundamental que se identifique que tipos de padrão são vigentes no país de origem no que
diz respeito ao uso de agentes químicos na agricultura, principalmente se se utilizam
agentes químicos pós-colheita, o que não é normalmente feito no Japão.
3
New Daito Building, 6F, 3-3 Kanda Neribei Cho, Chiyoda Ku, Tokyo 102-0093; Telephone # 03 3251
6021.
40 - 40
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
11 Custos envolvidos na importação de alimentos
11.1 Frete e Seguros
11.2 Custos de pagamento
Custos associados a transferências, cartas de crédito e conciliação de contas.
11.3 Custos associados a procedimentos de alfândega
É comum o uso de um agente para lidar com os processos alfandegários, o que envolve
os seguintes custos:
11.3.1 Serviços de representação (proxy)
ü Procedimentos para inspeção sanitária geral
ü Declaração de importação
ü Procedimentos para inspeção fitossanitária específica
11.3.2 Servicos relativos a entrada da carga no porto
ü Procedimentos de desembarque
11.3.3 Custos de armazenagem
ü Custo de armazenagem da mercadoria até que todo o processo de importação
esteja concluído.
11.4 Custos relativos a tarifas e impostos de consumo
Em geral as tarifas são calculadas com base na categorias de produtos e no valor total
declarado à alfândega. Para a maior parte dos produtos o valor do imposto de consumo é
calculado com base no valor declarado à alfândega acrescido das tarifas.
11.5 Custos de transporte dentro do Japão.
Como a importação de frutas é feita por inúmeros portos marítimos e aeroportos no país
inteiro, é necessário que se leve em consideração o custo de transporte doméstico com
acondicionamento adequado, o que pode elevar os custos da importação, como no caso
da armazenagem. Entretanto, estes custos são importantes para a formação do preço final
da fruta para o agente importador ou atacadista, uma vez que normalmente não é
repassado ao exportador.
41 - 41
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
12 Canais de Distribuição
O principal canal de distribuição para frutas importadas inicia-se com o importador, em
seguida desce para o nível de atacadistas (gerais, em seguida para dois ou mais níveis de
atacadistas especialistas), para os varejistas e finalmente para o consumidor. Há casos em
que o atacadista especialista distribui frutas in natura diretamente para o varejista e
finalmente para o consumidor. Da mesma forma, há casos em que as frutas são vendidas
por trading companies diretamente para empresas que utilizarão produtos primários para
a fabricação de produtos processados. O diagrama abaixo (Figura 11) mostra o fluxo de
canais de distribuição para frutas importadas no país.
Figura 11 -- Canais de Distribuição de Frutas Importadas no Japão
Produtores
Internacionais
Importadores – bananas
Importadores – frutas cítricas e outras
Canais de distribuição específicos
para bananas
Mercado
Atacadista
Distribuidores
de fora do
mercado
Atacadistas
Especializados
Varejistas
Atacadistas
Intermediários
Varejistas –
Supermercados,
Hipermercados
Fonte: Jetro
As frutas in natura são comercializadas no Japão por um grande número de
estabelecimentos de natureza diferente (ver Anexo 2 ao fim do trabalho, contendo lista de
42 - 42
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
empresas ligadas à comercialização de frutas), como bancas de frutas e verduras,
supermercados, lojas de departamento e casas especializadas na venda de frutas de
qualidade superior e preço bastante diferenciado (fruit parlors). Frutas mais baratas e
comuns podem ser encontradas literalmente em qualquer das categorias de lojas citadas
(como por exemplo os abacaxis e as bananas), entretanto frutas mais raras e de consumo
ainda limitado podem apenas ser encontradas nos estabelecimentos mais sofisticados,
como as lojas de departamento e supermercados mais nobres.
O aumento das importações de frutas também mudou a estrutura da comercialização
interna. Em muitos casos, a comercialização fora do mercado atacadista aumentou
bastante, verificando-se, especialmente, casos em que as trading companies absorveram
alguns atacadistas ou ainda casos em que as trading companies vêm negociando
diretamente com grandes cadeias de supermercados.
12.1 Sobre o Transporte de Frutas para o Japão
Em geral, as frutas são acondicionadas em contêineres refrigerados, que garantem o grau
adequado de resfriamento necessário a cada caso. Hoje em dia, os transportadores usam
os chamados CA Containers, que oferecem até mesmo o controle da composição do ar
dentro do recipiente para prevenir danos à mercadoria (o contêiner é cheio de nitrogênio
ou dióxido de carbono no lugar de oxigênio). No caso mais específico de bananas e frutas
cítricas, para protegê-las do crescimento de fungos, é comum o uso de agentes antifungos. Existe, então, a necessidade de se verificar se tais agentes são aprovados pelas
autoridades competentes no Japão.
Frutas de natureza muito delicada são geralmente transportadas rapidamente e
manuseadas cuidadosamente para prevenir danos. A maioria destes itens é enviada por
via aérea devido à melhor possibilidade de controle de temperatura. Apenas algumas
frutas, tais como o grapefruit e os limões, são mandados de navio, dada a sua maior
resistência e durabilidade.
12.2 Serviços pós-venda
Importadores e revendedores têm responsabilidade legal sobre quaisquer defeitos nas
frutas importadas.
43 - 43
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
13 Lista de plantas brasileiras cuja importação é atualmente proibida no
Japão
13.1 Afetadas pela mosca do Mediterrâneo (Ceratitis Capitara)
Frutas frescas de akee, abacate, star berry, allspice, azeitonas, castanhas de caju, kiwi,
Thevetia peruviana, carambola, romã, jaboticaba, broad bean, louro (alexandrian
laurel), tâmaras, Muntigia calabura, feijoa, Carica papaya (mamão papaia), mamei,
longan, lichivia, plantas do gênero Ficus, Phaseolus, Diospyros (caquis), Carissa,
Juglans, Morus, Coccoloba, Coffea, Ribes, Passiflora (maracujás), Dovyalis, Ziziphus,
Spondias, Musa (excluindo bananas verdes)., Psidium, Artocarpus, Annona, Malpighia,
Santalum, Garcinia, Vitis, Syzygium, Mangifera (manga), Terminalia and Gossypium.
Plantas da família das Sapotaceae, Cucurbitaceae, Cactaceae, Solanaceae, Rosaceae,
and Rutaceae.
13.2 Afetadas pela mariposa Cydia pomonella
Abricós, cerejas, ameixas, peras, quince, pêssegos, maçãs, frutas frescas e castanhas com
cascas.
13.3 Afetadas por Peronospora tabacina
Folhas e frutos da planta das Solanaceae.
Maiores detalhes referentes a quais plantas, incluindo todas as frutas brasileiras que hoje
são consideradas como não adequadas à importação pelo Japão podem ser encontradas
no “Handbook for Imported Foods”, publicação da Jetro (Japan External Trade
Organization).
44 - 44
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
14 Mangas
ü O Japão importou em 2001 cerca de 8,8 mil toneladas de mangas, no valor
aproximado de US$ 24,9 milhões, equivalentes a 100% de seu consumo anual.
ü As Filipinas foram o principal país exportador, com cerca de 5,4 mil toneladas, em
torno de 60,7% do volume total importado pelo Japão, equivalentes a cerca de US$
12,9 milhões.
ü O México foi o segundo maior exportador, com cerca de 2,4 mil toneladas, em
torno 27,5% do volume total importado pelo Japão, equivalentes a cerca de US$
7,2 milhões.
ü Os restantes 11,8% em volume foram fornecidos pela Tailândia (5,2%), Austrália
(3,6%), EUA (1,7%), Taiwan (1,2%) e outros.
ü Sazonalidade: as Filipinas exportam durante o ano todo, mas 53,0% do total
concentram-se nos meses de abril a junho. O México exporta no período de março
a setembro, com 83% do total concentrando-se nos meses de junho a agosto.
14.1 Análise do Mercado das Importações de Manga
Nome científico: Mangifera indica L.
O Japão importa atualmente a variedade Manila Super, também conhecida como manga
Pelican, das Filipinas. As mangas importadas do México são da espécie Apple, assim
denominadas devido à cor avermelhada de sua casca.
Existem registros relativos à produção doméstica de manga no Japão até o ano de 1994,
principalmente nas províncias de Okinawa, Kagoshima e Miyasaki. Entretanto, como no
caso de outras frutas mencionadas anteriormente, a produção local é quase que
insignificante e foi sendo paulatinamente substituída por importações. Aparentemente, o
custo de produção local, bem como a inadequação climática natural – que demanda
adaptações de técnicas de cultivo, que por sua vez aumentam o custo de produção, leva à
baixa competitividade da produção local, quando comparada com as importações.
Desde 1995, o volume das importações caiu aproximadamente 12%, tendo se mantido
estável no patamar de 8,9 toneladas/ano desde 1998. A maior queda percentual no
volume de importações verificou-se em 1996, com uma diminuição de 10% em relação a
45 - 45
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
1995. O maior exportador de mangas para o Japão são as Filipinas, com 5,4 mil
toneladas, mantendo uma média em torno de 60,7% das exportações, seguidas pelo
México, com 2,4 mil toneladas, com uma média de 27,5% do volume total de
exportações nos últimos quatro anos.
Tabela 1. Mangas -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos
Unid.
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
t
320
290
406
587
688
na
na
na
na
na
Totais
t
5.510
6.885
8.059
9.264
7.606
10.047
9.592
8.599
8.877
8.873
Filipinas
t
4.307
5.768
7.270
8.032
5.464
7.122
5.437
4.831
6.191
6.022
México
t
1.169
1.037
734
1.118
1.702
2.538
3.811
3.243
2.215
2.374
Atacado
JpY/kg
nd
nd
nd
nd
nd
402
458
504
522
553
Importados
JpY/kg
421
372
322
257
306
267
327
362
362
331
Varejo
JpY/kg
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
Atacado
US$/Kg
ns
ns
ns
nd
nd
3.91
3.95
3.88
4.53
5.42
Importados
US$/Kg
ns
ns
ns
2.30
3.07
2.59
2.82
2.79
3.14
3.24
Varejo
US$/Kg
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
Preços Médios
Importações
Produção Japonesa
Fonte: Japanese Fruit Imports, JETRO, 1999
Tabela 2. Mangas -- Valores, Volumes e Preços Médios de Importações por país de origem
País
Austrália
China
Estados
Unidos
Filipinas
México
Tailândia
242.193
3.292
1,947
26
7,8
0,1
318.154
9.660
3,6
0,1
761
341
6.12
2.74
Relativo a
média
geral
218,7%
98,0%
59.360
477
1,9
153.113
1,7
388
3.12
111,5%
1.641.999
949.543
130.760
13,203
7,635
1,051
53,1
30,7
4,2
5.396.803
2.445.035
460.246
60,7
27,5
5,2
304
388
284
2.44
3.12
2.28
87,4%
111,5%
81,6%
4.90
2.80
175,0%
Valor
JpY mil
Volume(kgs)
US$ mil
%
Total
Preço Médio
%
JpY/Kg
Taiwan
66.301
533
2,1
108.845
1,2
609
Total
3.093.448
24,873
100,0
8.891.856
100,0
348
Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics – 2001. Banco de Dados da AsAMediator
US$/Kg
A participação relativa do México nas exportações para o Japão, entretanto, caíram
consideravelmente desde 1997, quando o México chegou a ter uma fatia desse mercado
de 38%. Há que se notar que as estatísticas de importações de frutas em geral não
discriminam a espécie importada, mas reúnem todas as espécies dentro de uma mesma
categoria.
Pode-se creditar a queda relativa das importações mexicanas em parte ao preço médio de
suas exportações (JpY 388 por quilograma), quando comparado com o preço médio das
46 - 46
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
exportações das Filipinas, mas talvez haja também o componente da preferência pela
espécie.
Outro fator que confere vantagem às mangas filipinas em comparação com as mangas
mexicanas é a sazonalidade. Enquanto as mangas mexicanas são importadas pelo Japão
durante os meses de março a setembro, as mangas filipinas são importadas o ano inteiro.
Como se vê pela Tabela 2 (Valores, Volumes e Preços Médios de Importação por País de
Origem), outros países que também participam das exportações para o Japão são a
Tailândia e Austrália, com participações de 5% e 3% no total das importações japonesas.
O preço médio de importação de mangas (aqui se considerando todas as categorias
agregadas nas estatísticas) caiu 4% nos últimos cinco anos, o que coincide com a queda
das exportações mexicanas e com o aumento das exportações filipinas. Houve uma
recuperação dos preços médios (9%) entre 1999 e 2001, mas as tendências apontam para
uma estabilização ou ainda para uma queda maior dos preços, caso o aumento das
exportações filipinas persista nos anos seguintes.
Em 1990 os preços médios chegavam a JpY421 por quilograma, 21% acima da média
corrente.
Observando-se os preços médios na Tabela 2, nota-se que os preços médios das
exportações filipinas estão em torno de 75% da média geral, enquanto que os preços
médios mexicanos ficam em torno de 11% acima da média geral. O preço médio das
exportações australianas é o mais alto, chegando a 118% acima da média.
Analisando a Tabela 3 (Sazonalidade das Importações Japonesas de Manga), verifica-se
que 18% das importações de mangas filipinas ocorrem nos meses de outubro a março,
quando não há importações mexicanas. Outro fator importante a ser ressaltado é que, no
caso das mangas filipinas, a maior parte das importações ocorre nos meses de abril a
junho (53%), enquanto que, no caso das mexicanas, o período de maior concentração se
situa entre junho e agosto (83%).
Um fator interessante de se notar é que o preço de importação das mangas filipinas são
14% mais elevados nos meses em que não há importação do México. No que diz respeito
às margens aplicadas sobre os preços de importação pelos atacadistas (considerando-se
uma média de preço no atacado), é importante que se ressalte o aumento destas. Nos
últimos cinco anos, a diferença de preços entre importados e preços de atacado subiu de
39% para 67%, o que indica um aumento brutal das margens aplicadas pelos atacadistas.
47 - 47
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 3. Mangas -- Variação de Volumes (kg) Importados por Sazonalidade - 2001
Mês
Filipinas
%
México
3
%
140.440
Fevereiro
241.793
4
-
Março
718.823
13
54.635
2
773.458
Abril
1.253.266
23
250.353
10
1.503.619
Maio
1.036.871
19
437.876
18
1.474.747
Junho
559.587
10
251.062
10
810.649
Julho
330.112
6
690.534
28
1.020.646
Agosto
317.938
6
661.764
27
979.702
Setembro
210.444
4
98.811
4
309.255
Outubro
244.179
5
-
244.179
Novembro
174.448
3
-
174.448
Dezembro
Total
168.902
3
-
168.902
2.445.035
7.841.838
5.396.803
Concentrações
Abril--Junho
53
Outubro--Fevereiro
18
-
Total
Janeiro
140.440
241.793
Junho – Agosto
83
Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator.
Tabela 4. Mangas -- Sazonalidade de Preços de Importações, 2001
Filipinas
Meses
JpYmil
Janeiro
51.181
US$
mil
Kg
México
JpY/kg
US$/Kg
412
140.440
364
2.93
JpYmil
US$
mil
JpY/kg
US$/Kg
Fevereiro
77.612
624
241.793
321
2.58
Março
196.789
1,582
718.823
274
2.20
31.820
256
54.635
582
4.68
Abril
351.430
2,826
1.253.266
280
2.25
114.731
922
250.353
458
3.68
Maio
299.822
2,411
1.036.871
289
2.32
177.827
1,430
437.876
406
3.26
Junho
164.836
1,325
559.587
295
2.37
110.804
891
251.062
441
3.55
Julho
109.863
883
330.112
333
2.68
258.918
2,082
690.534
375
3.02
Agosto
108.279
871
317.938
341
2.74
221.818
1,784
661.764
335
2.69
Setembro
73.479
591
210.444
349
2.81
33.625
270
98.811
340
2.73
Outubro
83.995
675
244.179
344
2.77
-
-
Novembro
61.974
498
174.448
355
2.85
-
-
Dezembro
62.739
504
168.902
371
2.98
-
-
351
2.82
Média Outubro--Fevereiro
Média Março--Setembro
309
2.48
Fonte: Ministry of Finance, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator.
48 - 48
Kg
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Em contrapartida, os preços no varejo são mais difíceis de ser inferidos acuradamente,
uma vez que principalmente nos casos de frutas altamente perecíveis como as mangas, há
diferenças de preços entre as próprias espécies. Por exemplo, verificou-se em alguns
supermercados de padrão médio (localizados no bairro de Shinjuku, em Tóquio) e alguns
de padrão mais alto (localizados na região de Aoyama, Akasaka e Roppongi, também em
Tóquio), diferenças de preços de até 60% entre as mesmas mangas mexicanas. O que
também dificulta sobremaneira a comparação de preços entre o atacado e o varejo é que a
unidade de venda no varejo é uma fruta, enquanto que as estatísticas são medidas em
quilos.
Assim, uma única manga filipina de peso aproximado de 250 gramas pode ser encontrada
à venda em Akasaka por preços entre JpY 198 e JpY 398 ou US$ 1,58 e US$ 3,18
respectivamente, enquanto uma manga mexicana (de peso estimado em 350 gramas) pode
ser encontrada à venda em Shinjuku por até JpY 980 ou US$ 7,84. Em um dos
estabelecimentos visitados, foram encontrados os seguintes preços:
Tabela 5. Mangas -- Preços no Varejo na Região Metropolitana de Tóquio, Maio de 2002
Tipo
Mexicana
Filipina
Unidade
US$
JpY
Uma fruta
380
3,04
Pacote com 2 frutas
1.280
10,24
Pacote com 2 frutas
980
7,84
Uma fruta
980
7,84
Pacote com 3 frutas
Japonesa
Pacote com duas frutas
Fonte: pesquisa de mercado realizada em maio de 2002 pela AsAmediator
880
7,04
2.380
19,04
O preço de venda final, no caso das mangas mexicanas, pode chegar a até sete vezes o
preço de importação, enquanto que, no caso das filipinas, estima-se que o preço de venda
final chegue a até quatro vezes o preço de importação.
49 - 49
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Manga filipina vendida em Roppongi (bairro classe média alta de Tóquio) a cerca de US$ 2 a unidade
Assim sendo, como mencionamos anteriormente, a combinação dos fatores preço e
preferência determinam as condições para a dimuição da participação relativa das
importações mexicanas.
Tabela 6. Mangas -- Valor de Importação de Mangas por País e tipo de Transporte, 2001
País
Marítimo
JpY mil
US$ mil
%
JpY mil
Austrália
0,0
242.193
China
2.488
20
0,1
804
Estados Unidos
57.020
458
2,6
2.340
Filipinas
1.345.015
10,815
61,4
296.984
México
697.641
5,609
31,8
251.902
Tailândia
82.710
665
3,8
48.050
Taiwan
6.687
54
0,3
59.614
Total
2.191.561
17,621
100,0
901.887
Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics Dezembro 2001
Aéreo
US$ mil
1,947
6
19
2,388
2,025
386
479
7,252
Total
%
JpY mil
26,9
0,1
0,3
32,9
27,9
5,3
6,6
100,0
242.193
3.292
59.360
1.641.999
949.543
130.760
66.301
3.093.448
US$ mil
1,947
26
477
13,203
7,635
1,051
533
24,873
Os principais exportadores de manga para o Japão (Filipinas e México) utilizam canais de
entrada, tanto via aérea, como marítima. Os preços médios por aeroportos podem ser
verificados nas Tabelas 7 e 8.
O que se observa é que as diferenças de preço médio entre as exportações filipinas e
mexicanas, para os dois modais de transporte, giram em torno de 21%, o que se pode
creditar à diferença tempo de viagem entre os dois países e o Japão.
50 - 50
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 7. Mangas -- Preço médio (JpY/kg) de importação por via aérea, por país de origem
Moeda
Aeroporto
Austrália
China
EUA
Filipinas
México
Tailândia
Taiwan
Fukuoka
858
Nagoya
686
Narita
766
383
Fukuoka
-
-
-
-
Kansai
6.90
-
4.82
3.50
Nagoya
5.52
-
-
3.91
4.58
US$
JPY
Kansai
600
435
530
429
486
601
Total
624
624
611
539
278
443
570
Narita
6.16
3.08
4.83
3.56
Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
486
279
627
533
-
-
5.02
5.02
4.26
3.45
4.91
4.33
2.24
-
3.91
2.24
5.04
4.29
O preço médio das mangas filipinas trazidas por via aérea é de JpY 455 por quilograma,
enquanto que o das mexicanas é de JpY 550. Ao mesmo tempo, no caso das mangas
filipinas trazidas por via marítima o preço médio é de JpY 274, enquanto que as
mexicanas custam em média JpY 350. Observa-se que as mangas filipinas apresentam
uma diferença maior (66%) entre as importadas por via aérea e por via marítima do que
as mexicanas (57%).
Tabela 8. Mangas -- Preço Médio (JpY/kg) de Importação por via marítima, por país de origem
JPY
Moeda
Porto
Austrália
China
EUA
Filipinas
México
Tailândia
Taiwan
Total
Hakata
296
296
Kawasaki
292
371
278
321
Kobe
Okinawa
Chiku
Osaka
Osaka
Sakai
Tóquio
302
366
284
313
528
397
329
377
274
350
296
282
334
310
290
311
298
378
281
368
Hakata
-
-
-
2.38
-
-
-
2.38
Kawasaki
-
-
-
2.35
2.98
2.24
-
2.58
Kobe
Okinawa
Chiku
Osaka
Osaka
Sakai
Tóquio
-
-
-
2.43
2.94
2.28
-
2.52
-
-
-
-
-
-
4.25
4.25
-
-
3.19
2.20
2.81
2.24
-
2.38
-
2.65
-
2.27
2.69
-
-
2.49
-
-
3.03
2.33
2.50
-
-
2.40
Yokohama
3.04
2.26
2.96
Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAMediator
-
-
2.40
US$
Yokohama
279
528
51 - 51
299
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Considerando-se que a diferença entre as médias dos dois países por tipo de transporte é
de aproximadamente 21% (como mencionado acima), há uma indicação de que, no caso
das mangas mexicanas, os exportadores podem estar sofrendo uma redução de margem
para tentar manter o seu mercado vis-à-vis à agressiva entrada do produto filipino e à
vantagem comparativa que a distância menor com o Japão lhe confere.
Nota-se também que as mangas filipinas importadas por via marítima têm o menor preço
médio de todas as importações japonesas (JpY 274 ou US$ 2,20), enquanto que as
mangas australianas trazidas por via aérea têm o maior preço médio de importação. É
importante relembrar, porém, que não é possível, simplesmente através das estatísticas,
inferir as diferenças entre as espécies importadas.
No que diz respeito aos portos de entrada, as importações por via aérea respondem por
19% do total de importações, enquanto as importações por via marítima representam 81%
das importações. O principal porto de entrada é o porto de Yokohama, com cerca de 27%
do volume total de importações, e cerca de 33% do volume importado por via marítima
pelo Japão. Do total de importações pelo porto marítimo de Yokohama, 80% vêm das
Filipinas e 16% do México. Em seguida vem o porto de Tóquio, com 14% das
importações totais, e 18% das importações por via marítima.
Tabela 9. Mangas -- Volume (kg.) importado por aeroporto e por país de origem
Porto
AP Fukuoka
AP Kansai
AP Nagoya
AP Narita
Total
Austrália
39.847
65.117
213.190
318.154
China
2.100
2.100
Estados Unidos
1.485
2.412
3.897
Filipinas
138.830
24.170
507.560
670.560
México
28.728
414.976
443.704
Tailândia
10.010
62.542
94.469
167.021
Taiwan
2.000
40.710
53.460
96.170
Total
2.000
259.610
151.829
1.288.167 1.701.606
Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
Tabela 10. Mangas -- Valor Importado por aeroporto e país de origem
País
Moeda
JpY mil
Porto
Fukuoka
Kansai
Nagoya
Narita
Total
Fukuoka
Austrália
34.185
44.642
163.366
242.193
China
804
804
Estados
891
1.449
2.340
Unidos
Filipinas
60.428
11.737
224.819
296.984
México
15.231
236.671
251.902
Tailândia
4.295
17.414
26.341
48.050
Taiwan
1.248
24.857
33.509
59.614
10
Total
1.248
139.887
73.793
686.959
901.887
10
Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
52 - 52
Kansai
275
-
US$ mil
Nagoya
359
-
Narita
1,314
6
Total
1,947
6
7
-
12
19
486
122
35
200
1,125
94
140
593
1,808
1,903
212
269
5,524
2,388
2,025
386
479
7,252
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 11. Mangas -- Volume (kg.) Importado por via marítima e país de origem
Porto
Hakat
a
Kawasaki
Kobe
Okinawa
Chiku
Osaka
Osaka
Sakai
China
7.560
Estados
34.630
Unidos
Filipinas
4.645
800.818
273.515
766.415
183.028
México
485.938
159.444
273.439
218.239
Tailândia
21.060
191.085
81.080
Taiwan
12.675
Total
4.645
1.307.816
624.044
12.675 1.155.564
408.827
Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
Tóquio
Yokoham
a
Total
7.560
6.578
108.008
149.216
795.402
486.492
1.902.420
377.779
1.288.472
2.388.207
4.726.243
2.001.331
293.225
12.675
7.190.250
Yokohama
Total
Tabela 12. Mangas -- Valor Importado por via marítima e país de origem
Moeda
Porto
Hakata
Kawasaki
Kobe
Okinawa
Chiku
Osaka
Osaka
Sakai
2.488
US$ mil
JpY mil
China
Estados Unidos
13.740
Filipinas
1.376
234.109
82.719
209.787
51.556
México
180.387
58.353
95.779
72.844
Tailândia
5.865
54.235
22.610
Taiwan
6.687
Total
1.376
420.361 195.307
6.687 341.916 126.888
China
20
Estados Unidos
110
Filipinas
11
1,882
665
1,687
415
México
1,450
469
770
586
Tailândia
47
436
182
Taiwan
54
Total
11
3,380
1,570
54
2,749
1,020
Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsA Mediator
Tóquio
2.482
230.270
151.225
40.798
535.198
139.053
383.977
20
1,851
1,216
3,087
715.049
328
4,303
1,118
5,749
2.488
57.020
1.345.015
697.641
82.710
6.687
2.191.561
20
458
10,815
5,609
665
54
17,621
Nas importações via aeroportos, 76% das mangas importadas entram pelo aeroporto de
Narita, que concentra 14% de todas as importações de manga (aéreas ou marítimas), e
76% das importações por via aérea; a seguir vem o aeroporto de Kansai com 3% de todas
as importações de manga (aéreas ou marítimas), e 20% das importações por via aérea. Do
total de importações pelo aeroporto de Narita, 39% vêm das Filipinas e 32% do México.
As importações mexicanas vêm predominantemente por via marítima (82%), assim como
as filipinas (88%). Um total de 17% das mangas mexicanas é importado pelo aeroporto
de Narita, enquanto quantidades similares são importadas via os portos de Kawasaki,
Tóquio e Yokohama, todos na região metropolitana de Tóquio.
No caso das mangas filipinas, há uma maior dispersão entre os portos de entrada, sendo o
mais importante deles o porto de Yokohama, com 35% de todas as exportações filipinas
53 - 53
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
de mangas para o Japão. Entre os aeroportos, o de Narita é o mais importante, com 9% de
todas as exportações de mangas filipinas para o Japão.
14.2 Conclusões
14.2.1 Problemas:
ü A manga brasileira ainda é proibida de ser importada pelo Japão, dadas as restrições
dos órgãos japoneses responsáveis pelo controle sanitário por haver ocorrências de
infeccção pela mosca do Mediterrâneo (Ceratitis Capitara). Nos casos de todas as
frutas consideradas neste estudo , não há apenas uma razão específica para que haja
restrições à importação pelo Japão. Como mencionado no capítulo sobre
regulamentação das importações, cada processo de importação é conduzido
isoladamente e dificilmente se aplica a similaridade de produto. Ou seja, cada
importador deve se provar livre de problemas fitossanitários para que tenha o seu
processo de importação liberado com algumas facilidades (dispensa parcial do
processo). Isto não quer dizer que não haja discriminações genéricas para o país –
como o caso da existência de infestação pela mosca do Mediterrâneo.
ü Distância: as exportações mexicanas (que têm entre os países exportadores para o
Japão o perfil mais próximo do brasileiro) têm sofrido perda de mercado com a
concorrência das Filipinas, uma vez que a maior parte das exportações é feita por
navio em ambos os casos (filipino e mexicano).
14.2.2 Oportunidades
ü Quanto à sazonalidade, as mangas mexicanas são importadas pelo Japão durante os
meses de março a setembro, enquanto as mangas filipinas são importadas o ano
inteiro. Assim sendo, há a possibilidade de se aproveitar os meses em que a oferta é
menor por parte do México e tentar uma abertura do mercado nessas ocasiões.
ü Da mesma forma, há o fato de que os maiores exportadores estão no hemisfério
norte, e no caso do México (que seria a fatia de mercado que os exportadores
brasileiros poderiam inicialmente mirar) existe uma forte sazonalidade das
exportações.
Tabela 13. Mangas -- Preço Médio das Exportações Brasileiras de Mangas, 1999-2001
2001
US$ / kg
Taxa JpY/US$ fim de ano
JpY/ kg
Fonte: Ministerio da Indústria e Comércio, SECEX.
54 - 54
2000
0.54
124,37
65
0.53
114,90
61
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
As estatísticas brasileiras incluem na mesma categoria as mangas, goiabas e
mangostõese, portanto, não representam uma categoria diretamente comparável à que se
utiliza neste estudo, razão pela qual tomamos estes dados para uma mera estimativa.
Apesar da discrepância básica embutida nos dados acima dispostos, pode-se inferir que a
escala de preço das exportações brasileiras em muito difere do patamar dos preços de
importação japonesa, o que confere uma possibilidade de se competir neste mercado. Há
que se ressaltar, finalmente, que os preços acima são FOB, não incluindo, portanto, os
fretes, seguros nem impostos de importação que incidiriam sobre essas frutas caso
colocadas no Japão.
55 - 55
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
15 Limões
ü O Japão importou em 2001 cerca de 84,3 mil toneladas de limões, no valor
aproximado de US$ 108,7 milhões, equivalentes a pouco mais de 96,0% de seu
consumo anual.
ü Os EUA foram o principal país exportador, com cerca de 65,2 mil toneladas, em
torno de 77,3% do volume total importado pelo Japão, equivalentes a cerca de
US$ 83,6 milhões.
ü O Chile foi o segundo maior exportador, com cerca de 13,0 mil toneladas, em
torno de 15,4% do volume total importado, equivalentes a cerca de US$ 19,3
milhões.
ü Os restantes 7,3% em volume foram fornecidos pela África do Sul (3,6%),
Austrália (2,2%), Nova Zelândia (1,3%) e outros.
ü Sazonalidade: Os EUA exportam durante os 12 meses do ano, com queda
significativa no mês de setembro. O Chile somente exporta entre junho e
dezembro. A África do Sul exporta nos meses de junho a setembro.
15.1 Análise do Mercado de Importações de Limões
Nomes científicos:
Limão tipo siciliano: Citrus limon Burm.f.; Tipo Taiti: Citrus aurantifolia Swingle
Ao contrário do que acontece com as outras frutas cítricas, metade da demanda por
limões vem do setor comercial. O limão conhecido como Taiti, no Brasil, é conhecido
por lime (raimu) no Japão, e representa em termos de percentual de importações cerca de
0,1% do total. A maior parte das importações desta espécie de limão vem do México. O
acondicionamento do limão Taiti para exportação é normalmente feito em caixas de
quatro quilos e meio, enquanto os outros tipos de limão vêm em caixas de dezessete
quilogramas. O outro tipo de limão mais vendido no Japão é o tipo siciliano (conhecido
simplesmente como lemon ou remon), de casca amarela e forma oval. Devido ao
pequeno volume de importações de limão Taiti, utilizamos no nosso trabalho dados
agregados das duas categorias, enquanto destacamos dados específicos da espécie em
uma breve análise isolada.
56 - 56
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Entre as frutas analisadas neste estudo, os limões são os únicos isentos de tarifa de
importação.
O Japão produz limões em uma proporção que não chega a 4% do total do mercado
estimado (soma da produção local mais importações). Entretanto, os dados disponíveis
apontam para uma estabilidade da produção local, enquanto o volume das importações
diminuiu 8,6% nos últimos dez anos. O volume das importações manteve-se estável em
torno de 85 mil toneladas/ano nos últimos cinco anos.
Tabela 14. Limões -- Consumo por Região: Japão, 1990-1999
Regiões
Japão
Un.
1990
219
1995
216
1996
209
1997
186
1998
282
1999
-31
10
-6
0
-1
-3
-11
52
-32
369
260
293
278
251
272
244
209
229
224
-30
13
-5
-10
8
-10
-14
10
-2
g
211
132
176
154
165
164
155
145
150
196
-37
33
-13
7
-1
-5
-6
3
31
g
316
258
245
238
260
224
227
221
218
221
-5
-3
9
-14
1
-3
-1
1
Var. anual (%)
-18
Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi - 2000
219
1994
g
Var. anual (%)
Keihanshin
233
1993
212
Var. anual (%)
Chûkyô
1992
308
Var. anual (%)
Keihin
1991
g
192
O consumo doméstico de limões variou bastante nos últimos dez anos, e em 1999
situava-se em torno de 192g por ano por habitante. A região metropolitana de Tóquio
(Kanto) apresenta o maior volume de consumo, com aproximadamente 224g/hab./ano;
entretanto, foi a que mostrou a maior queda entre 1990 e 1999, de aproximadamente
40%.
57 - 57
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 15. Limões -- Volumes totais de Importações, Valores e preços médios por país, 2001
Moeda
Volume
Kg
%
Porto
Valores
JpY mil
%
Preço Médio
(/Kg)
Relativo à
Média Geral
3.035.017
3,6
261.207
1,9
86
54%
Austrália
1.863.825
2,2
224.633
1,7
121
75%
Chile
13.015.715
15,4
2.393.634
17,8
184
115%
Coréia do Sul
16.509
0,0
2.498
0,0
151
95%
JpY
África do Sul
Espanha
99.105
0,1
16.234
0,1
164
103%
Estados Unidos
65.227.452
77,3
10.380.697
77,1
159
100%
México
12.052
0,0
5.188
0,0
430
269%
1.063.339
1,3
186.659
1,4
176
110%
Totais
84.333.014
100,0
13.470.750
100,0
160
100%
África do Sul
3.035.017
3,6
2,100
1,9
0.69
54%
Austrália
1.863.825
2,2
1,806
1,7
0.97
75%
Chile
13.015.715
15,4
19,246
17,8
1.48
115%
Coréia do Sul
16.509
0,0
20
0,0
1.21
95%
US$
Nova Zelândia
Espanha
99.105
0,1
131
0,1
1.32
103%
Estados Unidos
65.227.452
77,3
83,466
77,1
1.28
100%
México
12.052
0,0
42
0,0
3.46
269%
Nova Zelândia
1.063.339
1,3
1,501
1,4
1.42
110%
Totais 84.333.014 100,0
108,312 100,0
1.29
100%
Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
Os EUA são os maiores exportadores de limão para o Japão. Há dez anos atrás, os EUA
ainda tinham uma participação próxima de 100% do mercado, mas, com a entrada
principalmente do Chile, África do Sul, seguido de Austrália e Nova Zelândia, sua
participação caiu para os atuais 77,1% do volume total. O Chile, segundo maior
exportador para o Japão, tem uma participação de 17,8% do volume total.
Tabela 16. Limões -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos
Unid.
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
t
2.027
1.650
2.169
2.482
2.646
2.768
2.791
3.449
Total
1000 t
104
89
93
89
89
93
92
Produção Japonesa
Importações
Preços
Margens
1999
87
86
85
EUA
1000 t
103
87
92
87
85
88
87
78
77
73
México
1000 t
1
1
1
1
0
0
0
0
0
0
Atacado
JpY/kg
221
286
191
200
188
195
178
253
249
227
Importado
JpY/kg
174
231
151
156
137
137
143
190
194
170
Varejo
JpY/kg
500
634
541
521
516
502
451
622
589
562
Atacado
US$/Kg
ns
ns
ns
1.79
1.88
1.89
1.53
1.95
2.16
2.22
Importado
US$/Kg
ns
ns
ns
1.39
1.37
1.33
1.23
1.46
1.68
1.67
Varejo
US$/Kg
ns
ns
ns
4.66
5.17
4.88
3.89
4.79
5.11
5.51
Atacado
%
27
24
26
28
37
42
24
33
28
34
Varejo
%
126
122
183
161
174
157
153
146
137
148
Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, 2000
58 - 58
1998
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Em termos de preços médios, o menor preço é o da África do Sul, que em 2001 chegou a
JpY 85/kg. Em contrapartida, o maior preço médio foi do México, de JpY430/kg4. O
preço médio geral foi JpY160/kg. As exportações dos EUA estiveram em média em torno
de JpY159/kg, exatamente em linha com a média geral. Os preços médios do Chile
estiveram em torno de JpY184/kg, apenas 15% acima da média americana.
A quase totalidade das importações (99%) é feita por via marítima, o que é favorecido
pela própria natureza da fruta, que pode ser conservada por longos períodos, se
adequadamente acondicionada.
Por porto, a maior parte dos volumes entra pelos portos de Tóquio (que concentra 51%
do volume total das importações, e Osaka Sakai (que recebe 28% do volume total
importado). Das importações americanas, 52% entram por Tóquio e 33% por Osaka
Sakai. Das importações chilenas, 54% entram por Tóquio e 15% pelo porto de Osaka.
Tabela 17. Limões -- Volume (kg.) Total de Importações, por via Marítima e países de origem, 2001
Estados
México
Unidos
Hakata
755.830
Kawasaki
354.417
107.085
226.813
1.306.110
Kobe
351.886
223.436
1.362.754
1.668.121
Moji
3.656
Nagoya
175.483
1.460.058
OkinawaChiku
358.956
Osaka
306.346
157.264
1.917.367
16.509
3.237.968
OsakaSakai
773.367
94.248
1.273.676
60.984 21.280.712
Shimonoseki
5.281
Tóquio 1.113.392
567.684
6.963.954
38.121 33.618.856
Yokohama
135.609
523.031
1.267.587
780.781
5.400
Total 3.035.017 1.848.231 13.012.151
16.509
99.105 64.476.329
5.400
Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
Porto
4
África
do Sul
Austrália
Chile
Coréia do Sul
Espanha
Nova
Zelândia
180.420
112.511
154.489
11.016
30.079
395.808
90.134
974.457
Total
755.830
2.174.845
3.718.708
3.656
1.790.030
358.956
5.646.470
23.513.066
5.281
42.697.815
2.802.542
83.467.199
É importante ressaltar que o grosso das exportações mexicanas é de limão Taiti, com uma clara indicação
da importância, neste caso, da diferença de espécies.
59 - 59
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 18. Limões -- Valor (JpY1.000) Total de Importações, por via marítima e países de origem,
2001
Estados
Unidos
Hakata
144.487
Kawasaki
30.448
15.172
46.689
231.359
Kobe
32.797
29.668
225.981
302.632
Moji
470
Nagoya
17.929
237.435
OkinawaChiku
73.810
Osaka
26.196
19.052
424.710
2.498
500.201
OsakaSakai
64.110
12.608
260.929
9.622
3.266.691
Shimonoseki
827
Tóquio
97.950
68.984
1.256.048
6.612
5.215.907
Yokohama
9.706
56.339
177.133
118.977
Total
261.207
219.752
2.391.490
2.498
16.234
10.092.796
Hakata
1,162
Kawasaki
245
122
375
1,860
Kobe
264
239
1,817
2,433
Moji
4
Nagoya
144
1,909
OkinawaChiku
593
Osaka
211
153
3,415
20
4,022
OsakaSakai
515
101
2,098
77
26,266
Shimonoseki
7
Tóquio
788
555
10,099
53
41,939
Yokohama
78
453
1,424
957
Total
2,100
1,767
19,229
20
131
81,151
Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
Porto
África
do Sul
Austrália
Chile
Coréia
do Sul
Espanha
Nova
Zelândia
México
29.615
17.898
27.805
US$ mil
JpY mil
Moeda
1.620
4.707
62.788
12.844
157.277
238
144
224
13
38
505
103
1,265
1.552
1.552
12
12
Tabela 19. Limões -- Volume (kg.)Total de Importações, por aeroportos e países de origem, 2001
Porto
Fukuoka
Kansai
Austrália
5.400
Chile
3.564
Estados
Unidos
135.836
309.359
México
Nova
Zelândia
Nagoya
7.308
9.720
Narita
2.886
296.208
6.652
Total
15.594
3.564
751.123
6.652
Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
60 - 60
Total
37.348
135.836
355.671
2.380
49.154
88.882
19.408
354.900
865.815
Total
144.487
353.283
608.976
470
283.169
73.810
974.277
3.618.667
827
6.708.289
376.551
13.142.806
1,162
2,841
4,896
4
2,277
593
7,834
29,096
7
53,938
3,028
105,675
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 20. Limões -- Valor Total de Importações, por aeroportos e países de origem, 2001
JpY mil
Moeda
Porto
Austrália
Fukuoka
Kansai
1.494
Nagoya
Narita
Total
Fukuoka
2.646
741
4.881
-
2.144
Estados
Unidos
53.979
117.730
2.144
-
3.849
112.343
287.901
434
Chile
3.636
3.636
-
Kansai
12
17
947
Nagoya
21
31
Narita
6
903
Total
39
17
2,315
Fonte: Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
US$ mil
Nova
Zelândia
México
29
29
Total
12.690
53.979
134.058
816
15.876
29.382
-
7.311
132.596
327.944
434
102
7
128
236
1,078
59
1,066
2,637
Em termos de preços médios por tipo de porto, há uma discrepância grande entre os
preços médios de importações por via aérea e por via marítima. Por via aérea os preços
médios foram JpY 379/kg em 2001 (143% maiores que por via marítima), que foram de
JpY 156/kg. O destaque em termos de preços médios são as importações da África do
Sul, que ficaram 47% abaixo da média de preços de transporte marítimo em 2001. Este é
um fato importante de se notar, já que a África do Sul não aparecia nas estatísticas de
1999. Com preços extremamente competitivos, pode incrementar a sua participação no
mercado efetivamente.
61 - 61
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 21. Limões -- Preços Médios (JpY/kg) por via marítima e países de origem, 2001
Moeda
África
do Sul
Porto
Austráli
a
Coréia
do Sul
Chile
Espanh
a
Hakata
JpY
Nova
Zelandia
México
191
Total
191
Kawasaki
86
142
206
177
164
162
Kobe
93
133
166
181
159
164
Moji
129
Nagoya
Okinawa
Chiku
Osaka
102
86
121
222
Osaka Sakai
83
134
205
158
Tóquio
88
122
180
173
Yokohama
72
108
140
152
Médias
86
118
184
151
164
155
Hakata
-
-
-
-
-
Kawasaki
0.69
1.14
1.66
-
Kobe
0.75
1.07
1.33
-
129
163
180
206
151
Shimonoseki
US$
Estados
Unidos
158
206
154
147
173
154
156
154
157
157
155
159
157
287
142
134
129
148
156
1.54
-
-
1.54
-
1.42
-
1.32
1.30
-
1.46
-
1.28
1.32
Moji
-
-
-
-
-
1.04
-
-
1.04
Nagoya
Okinawa
Chiku
Osaka
-
0.82
-
-
-
1.31
-
1.45
1.27
-
-
-
-
-
1.66
-
-
1.66
0.69
0.97
1.78
1.21
-
1.24
-
1.18
1.39
Osaka Sakai
0.67
1.08
1.65
-
1.27
1.24
-
1.25
1.24
Shimonoseki
-
-
-
-
-
1.26
-
-
1.26
Tóquio
0.71
0.98
1.45
-
1.39
1.25
-
1.28
1.26
Yokohama
0.58
0.87
1.13
-
-
1.22
2.31
1.14
1.08
Médias
0.69
0.95
1.48
1.21
1.32
1.25
Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
1.04
1.19
1.25
Tabela 22. Limões -- Preços Médios (JpY/kg) por Transporte Aéreo e países de origem, 2001
Unidade
Porto
Austrália
Estados
Unidos
Chile
JpY/Kg
Fukuoka
México
Nova Zelandia
Total Anual
397
Kansai
277
Nagoya
362
602
397
381
340
377
396
343
377
Narita
257
379
547
323
374
Total
313
602
383
547
331
379
Fukuoka
-
-
3.19
-
-
3.19
2.23
4.84
3.06
-
2.73
3.03
2.91
-
3.18
-
2.76
3.03
Narita
2.07
-
3.05
4.40
2.60
3.01
Total
2.52
4.84
3.08
4.40
Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
2.66
3.05
US$/Kg
Kansai
Nagoya
62 - 62
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Em termos de sazonalidade, os principais exportadores, EUA e Chile, têm padrões
diferentes de distribuição das suas exportações durante o ano. Enquanto os EUA não
interrompem o fluxo em nenhum mês, o Chile só exporta entre Junho e Dezembro. A
África do Sul também só exporta entre os meses de junho e setembro, enquanto que o
México exporta intermitentemente durante todo o ano. Há, no caso dos EUA, claramente
uma redução de volume das suas exportações durante os meses de verão no hemisfério
norte (junho a setembro), quando entram as importações chilenas. É possível que a
sazonalidade se explique pela inversão de estações entre os dois hemisférios – os
exportadores do hemisfério sul têm se concentrado nos meses de verão do hemisfério
norte e vice-versa.
Tabela 23. Limões -- Sazonalidade dos Volumes (kg) de importação por países de origem, 2001
África do Sul
Chile
EUA
México
Total
Janeiro
-
-
6.099.924
958
6.100.882
Fevereiro
-
-
6.428.911
504
6.429.415
Março
-
-
5.858.584
-
5.858.584
Abril
-
-
7.337.240
-
7.392.010
Maio
Junho
Julho
-
-
8.754.110
4.760
8.829.247
100.821
302.589
4.812.653
-
5.328.635
413.772
4.104.275
3.826.192
430
9.209.590
Agosto
1.064.845
4.630.061
3.241.970
-
10.076.284
Setembro
1.455.579
2.841.042
1.877.209
-
6.813.077
Outubro
-
1.091.308
4.830.750
-
6.061.815
Novembro
-
24.768
6.226.625
-
6.273.119
Dezembro
Total
-
21.672
5.933.284
5.400
5.960.356
3.035.017
13.015.715
65.227.452
12.052
84.333.014
Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
Não se observa nenhum efeito significativo da sazonalidade dos volumes de importação
de limões sobre o preço médio ao longo dos meses, o que poderia refletir uma tentativa
de aumento de margens durante os períodos de menor concorrência. Ao contrário, nos
meses de inverno no hemisfério norte (quando os exportadores do hemisfério sul se
retiram do mercado) houve até mesmo uma redução dos preços médios praticados.
Nos meses de janeiro e fevereiro, quando as exportações chilenas saem do mercado, os
preços médios norte-americanos (maior concorrente do Chile) também caíram, voltando
a se recuperar apenas no mês de abril e maio, quando de novo entram no mercado as
exportações chilenas.
63 - 63
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 24. Limões -- Sazonalidade de Preços Médios (/kg) de Importações, 2001
México
Total
-
US$
Estados
Unidos
0.81
4.84
0.81
-
0.80
3.89
0.80
-
-
0.84
-
0.84
146
-
-
1.17
-
1.17
165
-
-
1.33
4.37
1.33
163
0.83
1.31
1.32
-
1.31
200
0.76
1.55
1.85
4.25
1.61
México
Total
Janeiro
JpY
Estados
Unidos
101
602
101
África
do Sul
-
Fevereiro
100
484
100
-
Março
104
104
Abril
146
Maio
165
Mês
África
do Sul
Chile
544
Chile
Junho
103
163
164
Julho
94
193
230
Agosto
98
193
262
199
0.79
1.55
2.11
-
1.60
Setembro
74
173
234
165
0.59
1.39
1.88
-
1.33
Outubro
149
218
205
-
1.20
1.75
-
1.65
Novembro
137
170
170
-
1.10
1.37
-
1.37
Dezembro
122
157
157
-
0.98
1.26
2.31
1.26
528
287
Total
86
184
159
430
160
0.69 1.48
1.28
3.46 1.29
Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
15.2 Análise do mercado do Limão Taiti (raimu)
Como mencionamos no início deste capítulo, as importações de limões Taiti são muito
limitadas no Japão, o que entretanto aparentemente não se deve a nenhuma falta de
preferência pela espécie, mas simplesmente pela disponibilidade predominante do limão
siciliano exportado pelos EUA.
As únicas importações de limão Taiti no Japão vêm do México e têm preços de varejo
superiores aos do siciliano. Como pode-se ver pela Tabela 25 abaixo, o preço médio de
importação do limão Taiti chega a JpY 430 por kg, enquanto que a média geral do limão
siciliano está em torno de JpY 160 por kg. Entretanto, dada a raridade da espécie no
mercado, as margens do varejo são provavelmente mais estreitas como se pode inferir dos
preços pesquisados no mercado: enquanto uma unidade do limão siciliano é vendida por
preços entre JpY 90/kg e JpY 100/kg, aproximadamente, uma unidade do limão Taiti é
vendida, em média, por JpY 200/kg.
64 - 64
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Limão siciliano oferecido em supermercado de Roppongi em Tóquio a US$ 0.96 a unidade
Quanto à sazonalidade das importações, o pequeno volume não é suficiente para se
estabelecer um padrão. Entretanto, a intermitência das importações abre espaço para que
se possa atacar este mercado específico, onde a concorrência para o produto mexicano
praticamente inexiste.
É interessante se notar que o preço médio mais alto foi no mês de janeiro, justamente
quando o preço do limão siciliano foi o mais baixo e não havia importações do Chile.
Apesar dos pequenos volumes de importação da espécie, é possível que haja uma
estratégia de aumento de margem no período das menores importações do limão
siciliano.
Tabela 25. Limões -- Limão Taiti – Volumes, Valores e Preços Médios de Importação, 2001.
Unidade
Aeroporto de Narita
Porto de Yokohama
México
kg
6.652
JpY mil
3.636
US$ mil
29.24
kg
5.400
JpY mil
1.552
US$ mil
12.48
Valor Total
JpY mil
12.052
Volume Total
Kg
5.188
Jpy/Kg
430
Preço Médio
US$/Kg
3.46
Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
65 - 65
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 26. Limões -- Limão Taiti (raimu) – Sazonalidade dos volumes de importação, 2001
Meses
kg
%
JpY mil
US$
JpY/kg
US$/Kg
Janeiro
958
8
577
4,639
602
4.84
Fevereiro
504
4
244
1,962
484
3.89
Março
-
-
-
-
Abril
-
-
-
-
Maio
4.760
2.588
20,809
Junho
-
-
-
Julho
430
227
1,825
Agosto
-
-
-
-
Setembro
-
-
-
-
Outubro
-
-
-
-
Novembro
-
-
-
-
Dezembro
5.400
1.552
12,479
39
4
45
544
4.37
-
528
287
4.25
2.31
Fonte:Ministério das Finanças, Japanese Trade Statistics, 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
15.3 Conclusão
15.3.1 Problemas:
ü A importação de limões brasileiros está proibida pelas autoridades japonesas,
de acordo com as normas de controle fitossanitário vigentes. Nos casos de
todas as frutas consideradas neste estudo , não há apenas uma razão específica
para que haja restrições à importação pelo Japão. Como mencionado no
capítulo sobre regulamentação das importações, cada processo de importação
é conduzido isoladamente e dificilmente se aplica a similaridade de produto.
Ou seja, cada importador deve se provar livre de problemas fitossanitários
para que tenha o seu processo de importação liberado com algumas
facilidades (dispensa parcial do processo). Isto não quer dizer que não haja
discriminações genéricas para o país – como o caso da existência de
infestação pela mosca do Mediterrâneo.
ü A recente entrada da África do Sul no mercado, ainda que de forma incipiente,
aponta para uma possibilidade de que a concorrência seja ainda mais acirrada
no futuro.
66 - 66
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
ü A introdução do produto brasileiro, eventualmente, deverá ser acompanhada
de uma forte campanha de marketing do produto como algo diferenciado, uma
vez que a própria utilização do limão está mais associada com o siciliano e
não com o Taiti, que é visto como uma outra fruta e não uma outra espécie da
mesma fruta.
ü Não há indicação firme de tendência de aumento de consumo, uma vez que a
somatória das importações e da produção interna se manteve estável nos
últimos cinco anos.
15.3.2 Oportunidades:
ü Há uma predominância de uma única espécie no mercado japonês, o que pode
ser benéfico para a indução de consumo via marketing específico da espécie
raimu.
ü As margens do limão Taiti (raimu), especialmente no mercado japonês, são
atualmente bastante generosas. Comparando-se com os preços das
exportações brasileiras, pode-se inferir que há espaço para a entrada no
mercado desde que não se concorra por exemplo com o produto da África do
Sul (cujos preços médios de importação giram em torno de JpY 82/kg).
Reforça-se então a possibilidade de se abrir mercado para o limão tipo Taiti
(raimu), que atualmente tem o preço de comercialização no varejo até duas
vezes o preço do limão siciliano e pode ter seu consumo incrementado no país
via campanhas de marketing específico.
Tabela 27. Limões -- Preços médios de exportação (FOB), 2000-2001
2000
US$ / kg
JpY fim de ano
JpY/kg.
Fonte: MICT/SECEX, Banco Central do Brasil.
2001
0.52
0.54
124,37
114,90
64
62
ü A forte sazonalidade do mercado de importações de limão abre espaço para
exportadores que possam efetivamente fornecer o produto durante todo o ano,
como poderia ser o caso dos exportadores brasileiros. O Chile, que apesar de
exportar unicamente o limão siciliano poderia ser considerado o concorrente
mais próximo do Brasil neste mercado, apenas exporta em alguns meses do
ano, concentrados no período de inverno no hemisfério sul.
67 - 67
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
16 Mamão papaia
ü O Japão importou em 2001 cerca de 6,9 mil toneladas de mamão papaia, no valor
aproximado de US$ 16,1 milhões, equivalentes a 100,0% de seu consumo anual.
ü Os Estados Unidos (Hawai) foram o principal país exportador, com cerca de 3,5
mil toneladas, em torno de 50,9% do volume total importado pelo Japão,
equivalentes a cerca de US$ 10,3 milhões..
ü As Filipinas foram o segundo maior país exportador, com cerca de 3,3 mil
toneladas, em torno de 48,4% do volume total importado, equivalentes a cerca de
US$ 5,6 milhões.
ü Os restantes 0,7% em volume foram fornecidos pelas Ilhas Fiji e por Belize.
ü 97% do mamão importado dos EUA foram transportados por via aérea.
ü Sazonalidade: praticamente não existe, com as exportações ocorrendo
equilibradamente durante o ano todo.
16.1 Análise do Mercado de Importações de Mamão papaia
A maior parte dos mamões papaia (nome científico: Carica papaya L.) importados pelo
Japão vem do Havaí, que são importados o ano inteiro. Até há aproximadamente cinco
anos atrás, quando ainda havia a proibição de importação dos mamões papaia filipinos,
as importações de mamão papaia americano no Japão somavam 95% do total das
importações. Na prática, apenas os mamões papaia havaianos e os do tipo Solo eram
importados. Com a retirada da proibição de importação dos mamões papaia filipinos,
houve um realinhamento da divisão do mercado, sendo que em 2001 as importações de
mamão papaia filipinos chegaram a 48% das importações em termos de volume total das
importações japonesas e 34,8% em termos de valor total das importações japonesas.
Consequentemente, o preço médio de importações das Filipinas foi JpY 209 por kg,
enquanto o preço médio das importações americanas foi de JpY 365/kg em 2001. As
importações de Belize e Fiji tiveram preços médios ainda mais altos, de JpY 478/kg e
JpY 463/kg, respectivamente, mas dados os volumes e valores irrisórios (inferiores a 1%,
não podem se tornar padrão de comparação.
Foram obtidos dados de produção doméstica japonesa de mamão papaia até 1994, os
quais estão aqui dispostos apenas a titulo de ilustração, uma vez que, a exemplo de outras
frutas cultivadas mais intensamente no passado, os mamões papaia também tiveram sua
produção local praticamente anulada. Em 1994, ocasião do último dado disponível, a
68 - 68
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
produção local (499 toneladas) representava aproximadamente 10% do total de
importações da época (5.161 toneladas).
Em seguida, como já apontamos, a produção local foi paulatinamente substituida por
importações, mais competitivas em preço. É interessante que se observe que em 1994 o
preço médio no atacado chegava a JpY647/kg, comparando-se com o preço dos
importados de JpY357/kg no mesmo ano. A margem atacadista de 81% sobre o preço dos
importados tornou inviável a competição da produção local com as importações. Para o
atacadista, tornou-se bem mais interessante comprar importados que pagar os altos preços
locais.
É interessante também notar que, ao contrário do caso dos melões, por exemplo, as
margens no atacado dos mamões papaia vêm encolhendo nos últimos cinco anos, apesar
de ainda serem bastante generosas – em 1999 vigoravam no atacado margens da ordem
de 67%, comparadas com margens de 81% em 1994. Nos anos de 1997 e 1998 estas
margens estiveram ainda mais baixas, em torno de 52% nos dois anos.
A entrada dos mamões papaia filipinos no mercado japonês teve também, como
mencionamos, o poder de fazer baixar o preço médio dos importados. Se consideramos
que em 1994 aproximadamente 99% das importações de mamão papaia vinham dos EUA,
podemos assumir que o preço de importação vigente na época era basicamente
determinado pelo exportador americano, e girava em torno de JpY357/kg, 23% mais alto
que o preço médio de JpY 291/kg em 2001. Adicione-se, ainda, como causa do
estreitamento das margens no atacado, além do incremento total das importações também
a entrada de mais um player (Filipinas) no mercado exportador de mamões papaia para o
Japão.
69 - 69
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 28. Mamão papaia -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos
Unid.
Produção Japonesa
t
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
219
151
542
584
499
nd
nd
nd
nd
nd
5.368
5.271
5.197
4.774
5.161
6.373
6.079
5.104
4.670
5.180
Estados Unidos
t
5.366
5.269
5.186
4.767
5.149
6.306
5.939
4.958
4.212
3.860
Fiji
t
-
-
10
-
-
-
2
25
123
137
Atacado
JpY/kg
694
722
708
713
647
526
574
703
649
581
Importados
JpY/kg
539
501
455
397
357
311
382
462
425
347
Varejo
JpY/kg
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
Atacado
US$/kg
ns
ns
ns
6.37
6.48
5.11
4.95
5.41
5.63
5.69
Importados
US$/kg
ns
ns
ns
3.55
3.58
3.02
3.29
3.56
3.69
3.40
Preços Médios
Importações
Totais
1990
Fonte: Japanese Fruit Imports, Jetro, 1999
Tabela 29. Mamão papaia -- Importações de Mamão papaia, por país em preços médios, 2001
País
kg
%
JpY mil
US$
%
JpY / kg
US$/Kg
Relativo
a média geral
Belize
4.534
0,1
2.169
17,440
0,1
478
3.84
164%
Fiji
47.030
0,7
21.759
174,954
1,1
463
3.72
159%
EUA
3.494.870
50,9
1.277.225
10,269,559
64,0
365
2.93
125%
Filipinas
3.322.172
48,4
695.963
5,595,907
34,8
209
1.68
72%
Total
6.868.606
100,0
1.997.116
16,057,860
100,0
291
2.34
Fonte: Minitério das Finanças, Trade Statistics December 2001.
A sazonalidade das importações de mamão papaia praticamente não existe. As frutas são
importadas tanto dos EUA quanto das Filipinas durante todo o ano, e não verificamos
tampouco variações significativas de preços ao longo do ano. Quanto aos preços de
varejo, pode-se encontrar unidades da fruta sendo vendidas em supermercados de nível
médio em Tóquio por aproximadamente JpY 380 a JpY 400 ou US$ 3,04 ou US$ 3,20
no caso dos mamões papaia filipinos.
70 - 70
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Mamão papaia ofertado em supermercado de Roppongi, Tóquio a US$ 5.44 a unidade.
As frutas vindas do Havaí têm um preço apenas ligeiramente superior aos das filipinas,
em torno de JpY 480/kg ou US$ 3,84/kg, o que indica menores margens de varejo para o
produto americano, uma vez que seu preço médio de importação é 75% superior ao do
produto filipino.
Tabela 30. Mamão papaia -- Sazonalidade das Importações de Mamão papaia, 2001
EUA
Volumes (kg)
%
Filipinas
Estados Unidos
JpY/Kg
US$/Kg
%
Filipinas
JpY/Kg
US$/Kg
Janeiro
Fevereiro
Março
242.108
229.222
329.068
6,9
6,6
9,4
135.627
214.804
246.664
4,1
6,5
7,4
355
349
349
2.85
2.81
2.81
214
209
213
1.72
1.68
1.71
Abril
398.377
11,4
307.299
9,2
381
3.06
209
1.68
Maio
Junho
Julho
343.696
335.205
331.924
9,8
9,6
9,5
380.411
310.115
364.203
11,5
9,3
11,0
373
362
375
3.00
2.91
3.02
209
209
209
1.68
1.68
1.68
209
209
209
209
209
209
1.68
1.68
1.68
1.68
1.68
1.68
Agosto
292.243
8,4
325.994
9,8
370
2.97
Setembro
210.202
6,0
207.547
6,2
361
2.90
Outubro
261.039
7,5
261.236
7,9
355
2.85
Novembro
245.212
7,0
324.089
9,8
363
2.92
Dezembro
276.574
7,9
244.183
7,4
378
3.04
Total
3.494.870
100,0
3.322.172
100,0
365
2.93
Fonte: Minitério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados da AsAmediator.
Quanto ao tipo de transporte, predomina o uso do transporte aéreo, dada a proximidade
das principais fontes exportadoras (Filipinas e EUA/Havaí), bem como a própria natureza
frágil do mamão papaia, que necessita de condições de temperatura e embalagem
71 - 71
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
bastante específicas. O transporte aéreo responde por 52% de todas as importações de
mamão papaia. Do mamão importado por via aérea, 97% vêm dos EUA. O principal
porto de entrada é o aeroporto de Narita, com 36% do volume total de importações e 69%
das importações por via aérea.
Tabela 31. Mamão papaia -- Classificação por tipo de porto de entrada, 2001
Aéreo (kg)
%
Marítimo (kg)
%
Belize
4.534
0
-
0
Estados Unidos
3.494.870
97
-
0
Fiji
47.030
1
-
0
Filipinas
40.737
1
3.281.435
100
Total
3.587.171
3.281.435
100
Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
Apenas uma parte dos mamões papaia vindos das Filipinas (apesar de ser a maioria das
exportações daquele país) se utilizam de transporte aéreo. Portanto, os preços médios por
este tipo de transporte são basicamente os preços filipinos e não variam tampouco por
porto de entrada. O preço médio de importação é de JpY 209/kg por via marítima, sendo
15% mais baixo que a média de JpY 246/kg por via aérea.
Os principais portos marítimos de entrada dos mamões papaia filipinos são: Hakata,
Kawasaki, Kobe, Nagoya e Yokohama. O porto de Kawasaki na região metropolitana de
Tóquio concentra a maior parte das entradas (49,2%), seguido do porto de Kobe na região
de Kansai.
Tabela 32. Mamão papaia -- Importações por país e preços médios por transporte marítimo, 2001
Portos
Filipinas
kg
JpY mil
JpY/kg
US$
US$/Kg
Hakata
150.746
31.508
209
253,341
1.68
Kawasaki
1.614.637
337.577
209
2,714,296
1.68
Kobe
989.699
206.915
209
1,663,705
1.68
Nagoya
42.328
8.849
209
71,151
1.68
Yokohama
484.025
101.196
209
813,669
1.68
Totais
3.281.435
686.045
209
5,516,161
Fonte: Minitério das Finanças, Trade Statistics December 2001.
72 - 72
1.68
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 33. Mamão papaia -- Preços Médios de Importações por transporte marítimo, 2001
Portos
Filipinas
kg
JpY mil
JpY/kg
US$
US$/Kg
Hakata
150.746
31.508
209
253,341
1.68
Kawasaki
1.614.637
337.577
209
2,714,296
1.68
Kobe
989.699
206.915
209
1,663,705
1.68
Nagoya
42.328
8.849
209
71,151
1.68
Yokohama
484.025
101.196
209
813,669
1.68
Totais
3.281.435
686.045
209
5,516,161
Fonte: Minitério das Finanças, Trade Statistics December 2001.
1.68
Tabela 34. Mamão papaia -- Valores Totais Importados por via aérea e país de origem
US$
JPY mil
Aeroporto
Belize
Estados Unidos
Chitose
22.516
Fukuoka
36.424
Kansai
247.886
Nagoya
83.707
Fiji
Filipinas
22.516
279
36.703
1.289
249.175
83.707
Narita
2.169
886.692
21.480
8.629
918.970
Total
2.169
1.277.225
21.759
9.918
1.311.071
Chitose
-
181,040
-
-
181,040
Fukuoka
-
292,868
2,243
-
295,111
Kansai
-
1,993,133
-
10,364
2,003,498
Nagoya
-
673,048
-
-
673,048
Narita
17,440
7,129,469
172,710
69,382
7,389,001
Total
17,440
10,269,559
174,954
79,746
10,541,698
Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
73 - 73
Total
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 35. Mamão papaia -- Volumes (t) Totais Importados por via aérea e países de origem
EUA
Filipinas
Chitose
67
Fukuoka
91
Kansai
700
Nagoya
230
Narita
2.407
5
36
Totais por país
3.494
Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
41
Finalmente, em termos de preços médios por via aérea, há diferenças de preços
consideráveis entre os dois principais exportadores, sendo a média de preço dos EUA
48% acima dos preços médios das Filipinas.
Tabela 36. Mamão papaia -- Preço Médio de Importação por via aérea, por países de origem
Estados Unidos
JpY/kg
US$/Kg
Porto
Filipinas
US$/Kg
JpY/kg
Chitose
337
2.71
Fukuoka
398
3.20
Kansai
354
2.85
Nagoya
365
2.93
Narita
368
2.96
248
1.99
-
243
Médias por país
364
2.93
246
Fonte: Ministério de Finanças, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
1.95
1.98
O fator determinante é a distância, que influencia os preços dos fretes intercontinentais.
Os preços médios dos outros exportadores não podem ser colocados como parâmetro para
comparação, uma vez que trata-se de casos intermitentes e provavelmente com
características específicas para cada exportação.
Finalizando, de acordo com dados do Ministério da Indústria e Comércio do Brasil
(SECEX), os preços médios de exportação de mamão papaia brasileiro foram
respectivamente em 2001 e 2000:
Tabela 37. Mamão papaia -- Preços Médios das Exportações Brasileiras, 2000-2001
2001
2000
US$/kg
0.81
0.82
JpY/ fim do ano
124,37
114,90
JpY/kg
101
95
Fonte: MICT/ SECEX
Assim sendo, mesmo se considerarmos que estes são preços FOB (e portanto não
diretamente comparáveis com o preço de entrada dos importados no Japão) pode-se
inferir que há espaço para que os mamões papaia brasileiros sejam ofertados com preços
74 - 74
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
bastante competitivos, mesmo com os preços vigentes dos exportadores filipinos.
Comparando-se com os EUA, os preços brasileiros mostram uma vantagem comparativa
ainda maior.
Devido à distância e à fragilidade da fruta, os mamões papaia brasileiros provavelmente
deverão ser exportados por via aérea. De acordo com a Tabela 36 ( Preços médios de
Importação por via Aérea), pode-se observar esta vantagem. A média de preços das
importações filipinas é de JpY 246/kg, enquanto que as americanas têm média de
JpY364/ kg, portanto, 2,4 vezes e 3,6 vezes, respectivamente, os preços FOB das
exportações brasileiras.
16.2 Conclusão
16.2.1 Problemas
ü O mamão papaia brasileiro também consta da lista de frutas não permitidas para
importação pelo Japão, de acordo com os regulamentos vigentes das autoridades
sanitárias por haver ocorrências de infecção pela mosca do Mediterrâneo (Ceratitis
Capitara). Nos casos de todas as frutas consideradas neste estudo , não há apenas
uma razão específica para que haja restrições à importação pelo Japão. Como
mencionado no capítulo sobre regulamentação das importações, cada processo de
importação é conduzido isoladamente e dificilmente se aplica a similaridade de
produto. Ou seja, cada importador deve se provar livre de problemas fitossanitários
para que tenha o seu processo de importação liberado com algumas facilidades
(dispensa parcial do processo). Isto não quer dizer que não haja discriminações
genéricas para o país – como o caso da existência de infestação pela mosca do
Mediterrâneo.
ü O fator sazonalidade não pode ser explorado no caso do mamão papaia, dado que as
exportações do Havaí ocorrem o ano inteiro, bem como as das Filipinas.
ü Houve um encolhimento das margens dos atacadistas nos últimos cinco anos, o que
provavelmente indica uma pressão para baixo nos preços de importação.
16.2.2 Oportunidades
ü O mercado de importação de mamão papaia mudou drasticamente nos últimos cinco
anos, com a entrada das Filipinas no cenário. A tendência é provavelmente que as
Filipinas continuem um ataque agressivo à fatia de mercado norte-americana, o que
coloca o exportador brasileiro como um competidor mais direto com o exportador
filipino. Entretanto, ao observarmos a diferença de preços médios de importação
filipinos e os preços FOB das exportações brasileiras verifica-se uma diferença de
2,4 vezes, o que indica um espaço razoável para o exportador brasileiro disputar o
mercado.
75 - 75
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
ü O recente acordo que permitiu a exportação do mamão papaia brasileiro para os EUA
poderá ajudar nas negociações com as autoridades japonesas. Não há vínculo
obrigatório entre tais autoridades, mas sendo os requerimentos de padrão americanos
tão altos quanto os japoneses, pode-se considerar como positivo este recente
desenvolvimento.
76 - 76
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
17 Melão
ü O Japão importou em 2001 cerca de 33,0 mil toneladas de melões, no valor
aproximado de US$ 28,7 milhões, equivalentes a 99,0% de seu consumo anual.
ü O México foi o principal país exportador, com cerca de 21,2 mil toneladas, em torno de
64,0% do volume total importado pelo Japão,
equivalentes a cerca de US$ 19,3
milhões.
ü Os EUA foram o segundo maior país exportador, com cerca de 10,7 mil toneladas, em
torno de 32,0% do volume total importado, equivalentes a cerca de US$ 7,2 milhões.
ü Os restantes 4,0% em volume foram fornecidos pela Coréia do Sul (1,0%), Nova
Zelândia (1,0%) e outros.
ü Sazonalidade: As exportações mexicanas de melões para o Japão são interrompidas
entre os meses de julho e outubro. As exportações norte-americanas de melões ocorrem
durante o ano todo, concentrando-se, porém, nos meses de julho a outubro.
17.1 Análise do Mercado de Importação de Melão
O melão (nome científico: Cucumis melo L., var. C. Cantaloupensis Naud, var C.
Inodorus Naud., var. C. Reticulatus Naud.) é uma fruta que o Japão produz em pequena
quantidade, aproximadamente 1% do consumo interno. A produção local está
concentrada principalmente em províncias de clima quente e úmido, como Kumamoto
(sul do Japão) e Shizuoka (ao oeste de Tóquio). A produção local, entretanto, caiu de 384
toneladas em 1990 para aproximadamente 290 toneladas em 1999, uma queda de 24%. O
tipo de cultivo também é diferente nas duas regiões, sendo que em Shizuoka a produção é
feita principalmente em estufas com temperatura controlada, enquanto que em
Kumamoto a produção é basicamente a céu aberto.
Também como no caso de outras frutas, a produção local vem caindo devido aos altos
custos locais, bem como à concorrência das importações, que como já foi mencionado
anteriormente, anulam as sazonalidades e geralmente ainda se apresentam bastante
competitivas em termos de preços comparadas com a produção local.
O consumo de melões também caiu nos últimos anos. Em 1990, cada japonês consumia
em média 1,7 kg de melão por ano, sendo que a última estatística disponível (de 2000,
com dados relativos a 1999) mostrava um consumo médio de 1,3 kg por ano, ou seja,
uma queda de 26% em relação a 1990. Entre 1997 e 1999 a queda foi de 10%, o que
77 - 77
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
provavelmente aponta para uma queda de consumo coincidente com o agravamento da
queda de consumo generalizada no país.
Há ainda diferenças regionais importantes, já que a região conhecida como Chûkyô - que
engloba as províncias de Aichi e Gifu - consumiu ainda em média 1,7kg de melão por
pessoa/ano, comparada com as regiões de Keihin (que compreende Tóquio e Yokohama),
que consome em média 1,3 kg por pessoa/ano, e de Keihanshin (Kyoto, Osaka e Kobe),
que consome pouco menos de 1,0 kg por pessoa/ano.
Tabela 38. Melão -- Consumo de Melões por região
Região
Unid.
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
Japão
g
1.744
1.578
1.523
1.450
1.528
1.480
1.537
1.435
1.374
1.298
Keihin
g
1.946
1.808
1.606
1.523
1.646
1.594
1.700
1.481
1.375
1.302
Chûkyô
g
2.172
1.898
1.832
1.726
1.894
1.927
1.443
1.590
1.508
1.693
Keihanshin
g
1.089
1.111
1.053
1.112
1.138
1.094
1.164
1.250
1.003
969
Fonte: Nihon Bôeki Geppyô; Katei Chôsa Nenpan- 2000.
Tabela 39. Melão -- Exportações Japonesas de Melão, 2001
Países
Volume (kg)
Taiwan
Hong Kong
Cingapura
Reino Unido
Total
311
2.865
258
12
3.446
Fonte: Japanese Trade Statistics, 2001 -- Exports Commodities by Country
No ano de 2001, as importações japonesas de melões atingiram 32,9 mil toneladas, sendo
que 64% vieram do México e 32% dos EUA. Este número representou um aumento de
37% nos últimos cinco anos. Entretanto, quando comparamos com os valores de 1999,
nota-se uma queda de 15%, o que provavelmente reflete o agravamento da crise
econômica e a retração do consumo no país no período. O aumento das importações
também coincide com a queda da produção local. Apesar da pequena representatividade
da produção local, fica claro que houve uma substituição pelas importações.
78 - 78
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 40. Melão -- Volumes, Valores e Preços Médios de Importação por País de Origem, 2001
Volume
Importado
País
Preço Médio
Valor Importado
JpY/Kg
US$/Kg
China
82.850
0
18.811
151,250
1
227
1.83
210%
Coréia do Sul
488.582
1
120.738
970,797
3
247
1.99
228%
Estados Unidos
10.692.229
32
874.281
7,029,678
25
82
0.66
76%
Irã
720
0
262
2,107
0
364
2.93
336%
Kg
%
JpY mil
US$
Relativo à
média
geral
%
México
21.217.595
64
2.350.882
18,902,324
66
111
0.89
102%
Nova Zelândia
472.000
1
201.197
1,617,729
6
426
3.43
394%
Nova Caledônia
600
0
282
2,267
0
470
3.78
434%
Total
32.954.576
100
3.566.453
28,676,152 100
108
0.87
Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001. Banco de Dados da AsAmediator
100%
A participação das importações mexicanas (em termos de volume) vem aumentando
paulatinamente nos últimos cinco anos, sendo acompanhada de uma perda de mercado
pelos exportadores norte-americanos. No ano de 1997, as importações dos EUA
chegaram a representar 43% do total das importações de melões, quando as importações
mexicanas representavam 54%. No ano de 1999 a participação norte-americana havia
caído para 34%, e a mexicana aumentado para 63%, e como mencionado acima, hoje a
participação mexicana chega a 64% do mercado de melões importados, enquanto que a
norte-americana chega a 32%. A participação relativa de cada exportador está descrita na
Tabela 40, Melões -- Valores, Volumes e Preços Médios de Importação por Pais de
Origem, logo acima.
Tabela 41. Melão -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos
Unidade
Preços Médios
Importações
Produção Japonesa
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
Mil t
384
346
363
339
364
336
335
328
306
290
Total
t
16.772
21.359
20.695
22.420
36.622
32.750
27.359
23.981
29.300
38.744
Estados Unidos
t
10.668
12.575
15.166
16.709
28.768
21.083
14.042
10.322
12.322
13.115
México
t
5.017
7.770
4.796
5.121
6.639
9.397
12.227
13.066
15.822
24.305
Atacado
JpY/kg
539
607
553
564
506
559
520
498
488
482
Importado
JpY/kg
179
157
131
121
108
115
124
121
124
112
Atacado
US$/Kg
ns
ns
ns
5.04
5.07
5.43
4.48
3.83
4.24
4.72
Importado
US$/Kg
ns
ns
ns
1.08
1.08
1.12
1.07
0.93
1.08
1.10
%
67
74
76
79
79
79
76
76
75
77
Margem no atacado
Fonte: Japanese Fruit Imports, 1999
No caso dos melões vale o mesmo comentário feito para o caso das mangas – não só há
uma diversidade de espécies maior (que não são discriminadas nas estatísticas), como
79 - 79
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
também há uma variedade de tamanhos da fruta que impede uma medida correta quando
se trata dos preços no varejo.
No que diz respeito aos preços médios, é interessante notar que há um aumento gradual
da diferença entre o preço de importação e o preço praticado no atacado, como se vê pela
Tabela 41 – Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos. Em 1997 a
diferença média entre o preço de importação e o preço no atacado girava em torno de
312%. No ano de 1999, esta diferença chegou a 330%.
Observou-se no caso dos preços no atacado uma queda de 3% entre 1997 e 1999,
enquanto que no caso dos preços de importação houve uma queda de 7% no mesmo
período – o que indica um aumento das margens para os preços praticados no atacado.
Pela Tabela 41 também se verifica que as margens no atacado de fato aumentaram de
67% em 1990 para 77% em 1999.
Quanto aos preços no varejo, foram levantados os preços indicativos mostrados na Tabela
42.
Os preços praticados no varejo variam tanto quanto as espécies colocadas no mercado, e
o fato de que as vendas são realizadas por unidade impossibilita uma avaliação das
margens praticadas no varejo.
Melões Andes em promoção em supermercado de Roppongi em Tóquio a US$ 3.84 a unidade
As Tabelas 43 a 47 mostram preços médios no atacado e de importação e margens de
atacadistas e no varejo de diversos tipos de melões:
80 - 80
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 42. Melão -- Preços no Varejo na área Metropolitana de Tóquio, 2002
Tipo de Melão
Preço no varejo por unidade
JpY
US$
Andes
398
3.20
Akaniku
398
3.20
Kinjô
680
5.47
Home Run
780
6.27
Arusu
3.800
30.55
Crown
5.800
46.64
Fonte: pesquisa de mercado realizada em Tóquio pela AsAmediator em maio de 2002.
Tabela 43. Melão -- Arusu Melon : Preços e Volumes Históricos de Vendas
Unidade
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
t
16.736
13.475
15.690
14.493
15.473
14.854
14.800
14.908
13.128
12.318
JpY/kg
971
1.206
921
979
845
856
833
762
777
766
US$/Kg
ns
ns
ns
8.75
8.46
8.32
7.18
5.87
6.74
7.50
Vendas no atacado
Preços no Atacado
Fonte: Japanese Fruit Imports, 2000
Tabela 44. Melão -- Prince Melon: Preços, Margens e Volumes Históricos de Vendas
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
Vendas no atacado (t)
6.262
5.308
4.560
4.340
3.500
2.657
2.511
2.182
1.664
1.451
Preços no atacado (JpY/Kg)
442
461
430
411
409
475
433
427
453
438
Preços no atacado (US$/Kg)
ns
ns
ns
3.67
4.10
4.62
3.73
3.29
3.93
4.29
Preços no varejo (JpY/Kg)
727
814
850
739
711
761
738
757
737
764
Preços no varejo (US$/Kg
ns
ns
ns
6.60
7.12
7.39
6.36
5.83
6.40
7.48
77
98
80
74
60
70
77
63
74
Margem no varejo (%)
Fonte: Japanese Fruit Imports, 2000
81 - 81
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 45. Melão -- Andes Melon: Preços, Margens e Volumes Históricos de Vendas
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
Vendas no atacado (t)
17.338
16.175
16.173
15.122
14.440
12.665
12.509
12.144
10.441
9.679
Preços no atacado (JpY/Kg)
358
431
423
431
405
458
421
402
403
422
Preços no atacado (US$/Kg)
ns
ns
ns
3.85
4.06
4.45
3.63
3.09
3.50
4.13
728
748
682
621
707
670
627
640
649
ns
ns
6.10
6.22
6.87
5.78
4.83
5.56
6.36
69
77
58
53
54
59
56
59
54
Preços no varejo (JpY/Kg)
Preços no varejo (US$/Kg)
ns
Margem no varejo (%)
Japanese Fruit Imports, 2000
Tabela 46. Melão -- Kinjô Melon: Preços e Volumes Históricos de Vendas
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
Vendas no atacado (t)
912
941
963
923
756
714
692
654
595
612
Preços no atacado (JpY/Kg)
482
474
436
402
417
479
415
413
428
426
Preços no atacado (US$/Kg)
ns
ns
ns
3.59
4.18
4.65
3.58
3.18
3.72
4.17
Japanese Fruit Imports, 2000
Tabela 47. Melão -- Honey Dew Melon: Preços e Volumes Históricos de Vendas
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
Vendas no atacado (t)
694
789
623
672
1067
772
843
516
659
1341
Preços no atacado (JpY/Kg)
255
224
188
216
167
181
171
182
189
133
Preços no atacado (US$/Kg
ns
ns
ns
1.93
1.67
1.76
1.47
1.40
1.64
1.30
Japanese Fruit Imports, 2000
Os menores preços no atacado são os dos melões do tipo Honey Dew (em torno de JpY
133/kg) em 1999, seguidos dos melões tipo Prince, Kinjô e Andes, que se situam na faixa
de JpY 400/kg. Os mais caros são os do tipo Arusu. As estatísticas disponíveis não são
completas para todos os tipos, entretanto para alguns é possível averiguar as margens de
varejo.
Com base nos dados disponíveis verifica-se que apesar dos preços de atacado dos melões
Prince e Andes serem similares (em torno de JpY 400/kg.), os melões tipo Prince são
vendidos com uma margem maior no varejo, chegando a diferença de preços de atacado e
varejo a até 74%. No caso dos melões Andes, as margens de varejo chegavam a até 63%
em 1999. Infelizmente os dados referentes ao ano de 2000 e 2001 não estão disponíveis
para uma comparação. Entretanto, é possível se estimar que as margens de varejo tenham
caído nos últimos dois anos dada a queda generalizada no consumo.
No que diz respeito aos tipos de transporte, 97% do volume das importações de melões
vêm por via aérea e meros 3% por via marítima. Em termos de valores agregados de
82 - 82
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
importação, os aeroportos representam 9% do total de importações, e os portos marítimos
representam 91% daquele total. Consequentemente, há uma diferença substancial entre os
preços médios dos importados por via aérea e via marítima, sendo que os primeiros
chegam a mais de aproximadamente três vezes os últimos.
O preço médio dos melões por transporte aéreo é JpY 325/kg, enquanto que por via
marítima a média é de JpY 99/kg. No caso dos importados por via aérea, as importações
mexicanas e norte-americanas têm preços médios bastante próximos. O preço mexicano é
entretanto em média 11% maior do que o norte-americano. O menor preço de importação
por via aérea é o dos EUA (JpY 214/kg), enquanto o maior é o da Nova Caledônia
(JpY470/kg), que entretanto se torna irrelevante devido ao baixo volume (apenas 282
toneladas).
No caso das importações por via marítima, os menores preços médios também são os dos
EUA, JpY 81/kg, que é 24% menor que o preço médio de todas as importações por via
marítima. Os preços das importações mexicanas estão em média 32% acima das
importações dos EUA, e os maiores preços médios encontrados foram os da Coréia do
Sul e da China. Como não é possível distinguir dentro das estatísticas de importação as
espécies de melões (como mencionado anteriormente, todas as espécies são consolidadas
em uma única categoria), é possível que os preços mais elevados dos melões da Coréia do
Sul e da China sejam devidos a um tipo mais caro dos melões trazidos desses países, uma
vez que a proximidade geográfica indica que os fretes intra-Ásia são menores que os
fretes intercontinentais.
Tabela 48. Melão -- Preços Médios (JpY/kg) de Importações por Aeroportos e países de origem,
2001
US$
JpY
Moeda
Porto
Chitose
Kansai
Nagoya
Narita
Chitose
Kansai
Nagoya
Estados Unidos
214
-
Irã
364
-
México
237
-
Nova Zelândia
446
398
395
434
3.59
3.20
3.18
Nova Caledônia
470
-
Total
446
371
395
317
3.59
2.98
3.18
Narita
1.72 2.93
1.91
3.49
3.78
2.55
Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
83 - 83
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 49. Melão -- Preços Médios (JpY/kg) de Importações por via marítima e país de origem, 2001
Porto
China
Coréia do Sul
Estados
Unidos
Irã
México
Nova
Zelândia
Total
US$
JpY
Hakata
151
77
Hiroshima
276
Kawasaki
231
276
76
108
Kobe
289
85
114
Nagoya
99
94
Osaka
168
75
109
Osaka Sakai
75
98
Shimonoseki
264
Tóquio
168
299
78
114
Yokohama
252
79
111
Hakata
1.21
0.62
Hiroshima
2.22
Kawasaki
1.86
2.22
0.61
0.87
Kobe
2.32
0.68
0.92
Nagoya
0.80
0.76
Osaka
1.35
0.60
0.88
Osaka Sakai
0.60
0.79
Shimonoseki
2.12
Tóquio
1.35
2.40
0.63
0.92
Yokohama
2.03
0.64
0.89
Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
Nova
Caledônia
-
-
Tabela 50. Melão -- Volumes Totais de Importação por países e aeroportos, 2001
Aeroporto
Coréia
do Sul
Estados
Unidos
Irã
México
Nova
Zelândia
Nova
Caledônia
Chitose
1.900
Kansai
1.440
540
18.130
75.444
Nagoya
27.101
Narita
198.945
720
278.815
367.555
Total
1.440
199.485
720
296.945
472.000
Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
Total (kg)
600
600
1.900
95.554
27.101
846.635
971.190
Quanto aos portos de entrada, verifica-se que, entre os aeroportos, o de maior volume é o
aeroporto de Narita, com um volume de 846,6 toneladas/ano. Entre os portos marítimos,
o de maior volume é o de Osaka, com 8,9 mil t/ano, seguido de perto pelo de Kawasaki,
com 8,0 mil t/ano. A maior parte das importações mexicanas entra pelo porto de
Kawasaki (6,1 mil t/ano), seguido pelo porto de Osaka (5,7 mil t/ano). No caso das
importações dos EUA, o principal porto de entrada é Osaka (3,1 mil t/ano), seguido de
Kawasaki (1,9 mil t/ano).
84 - 84
117
276
101
101
98
97
91
264
102
106
0.94
2.22
0.81
0.81
0.79
0.78
0.73
2.12
0.82
0.85
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 51. Melão -- Volumes Totais de Importação por países e portos marítimos, 2001
Porto
China
Coréia do Sul
Hakata
96.387
Hiroshima
Kawasaki
Kobe
Nagoya
6.000
750
Osaka
OsakaSakai
Shimonoseki
Tóquio
16.250
31.750
17.475
17.375
287.697
69.588
Estados Unidos
México
83.484
Total (kg)
179.871
1.951.497
1.266.262
809.341
6.108.553
1.143.689
242.388
3.145.392
738.473
5.740.045
1.560.974
1.716.614
2.105.733
Yokohama
26.720
781.681
4.019.268
Total
82.850
487.142
10.492.744
20.920.650
Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
6.000
8.077.050
2.441.701
1.051.729
8.902.912
2.299.447
287.697
3.909.310
4.827.669
31.983.386
Tabela 52. Melão -- Valores Totais de Importação por países e aeroportos, 2001
US$
JpY mil
Aeroport
Coréia do
Estados
Nova
Nova
Irã
México
o
Sul
Unidos
Zelândia
Caledônia
Chitose
847
Kansai
728
205
4.562
29.999
Nagoya
10.704
Narita
42.498
262
66.116
159.647
282
Total
728
42.703
262
70.678
201.197
282
Chitose
6,810
Kansai
5,854
1,648
36,681
241,208
Nagoya
86,066
Narita
341,706
2,107
531,607
1,283,646
2,267
Total
5,854
343,355
2,107
568,288
1,617,729
2,267
Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados da AsAmediator
85 - 85
Total
847
35.494
10.704
268.805
315.850
6,810
285,390
86,066
2,161,333
2,539,600
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 53. Melão -- Valores Totais de Importação por países e portos marítimos, 2001
Porto
China
Coréia do Sul
Estados Unidos
México
US$
JpY mil
Hakata
14.551
6.461
Hiroshima
1.653
Kawasaki
3.754
207
149.053
661.725
Kobe
9.186
107.278
130.095
Nagoya
79.787
22.800
Osaka
2.944
237.428
627.557
Osaka Sakai
55.444
153.596
Shimonoseki
76.048
Tóquio
2.927
20.823
134.677
239.423
Yokohama
6.728
61.450
445.008
Total
18.811
120.010
831.578
2.280.204
Hakata
116,998
51,950
Hiroshima
13,291
Kawasaki
30,184
1,664
1,198,464
5,320,616
Kobe
73,860
862,571
1,046,032
Nagoya
641,529
183,324
Osaka
23,671
1,909,046
5,045,887
Osaka Sakai
445,799
1,234,992
Shimonoseki
611,466
Tóquio
23,535
167,428
1,082,874
1,925,086
Yokohama
54,097
494,090
3,578,098
Total
151,250
964,943
6,686,323
18,334,036
Fonte: Ministério das Finanças, Trade Statistics December 2001 - Banco de Dados AsAmediator
Total
21.012
1.653
814.739
246.559
102.587
867.929
209.040
76.048
397.850
513.186
3.250.603
168,947
13,291
6,550,929
1,982,464
824,853
6,978,604
1,680,791
611,466
3,198,923
4,126,284
26,136,552
No que diz respeito à sazonalidade das importações de melão, observa-se que há uma
concentração das importações dos EUA nos meses de Julho a Outubro, entretanto não há
definitivamente uma interrupção no fluxo. No caso das importações mexicanas, há uma
interrupção nos meses de julho a setembro. Observa-se uma forte sazonalidade de preços
durante alguns meses de outono e inverno no hemisfério norte, entre novembro e janeiro.
Aparentemente não há alteração de preços nas importações americanas nos meses em que
o fluxo de importações mexicanas é interrompido.
86 - 86
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 54. Melão -- Sazonalidade das Importações: Volumes, Valores e Preços Médios, 2001
Estados Unidos
Meses
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
México
kg
%
JpY mil
US$
mil
%
540
17.962
34.291
51.435
49.713
100.945
1.756.113
2.641.822
4.032.455
1.938.188
61.450
7.315
0
0
0
0
0
1
16
25
38
18
1
0
205
1.518
5.162
7.831
7.368
10.285
150.114
204.097
317.673
155.436
11.971
2.621
2
12
42
63
59
83
1,207
1,641
2,554
1,250
96
21
0
0
1
1
1
1
17
23
36
18
1
0
Preços
Médios
(JpY/kg)
380
85
151
152
148
102
85
77
79
80
195
358
US$
/Kg
kg
%
3.06
0.68
1.21
1.22
1.19
0.82
0.68
0.62
0.64
0.64
1.57
2.88
2.193.651
2.557.341
2.681.914
4.400.532
4.074.357
1.331.526
78.046
358.980
1.683.343
1.857.905
10
12
13
21
19
6
0
0
0
2
8
9
JpY mil
196.765
256.595
341.926
515.906
479.432
158.093
5.875
30.741
145.023
220.526
US$
mil
%
1,582
2,063
2,749
4,148
3,855
1,271
47
247
1,166
1,773
8
11
15
22
20
7
0
0
0
1
6
9
Fonte: Ministry of Finance, Trade Statistics 2001 - Banco de Dados da AsAmediator.
17.2 Conclusão
17.2.1 Problemas
ü A importação de melões brasileiros também está dentro das proibições impostas
pelas autoridades sanitárias japonesas. Nos casos de todas as frutas consideradas
neste estudo , não há apenas uma razão específica para que haja restrições à
importação pelo Japão. Como mencionado no capítulo sobre regulamentação das
importações, cada processo de importação é conduzido isoladamente e dificilmente
se aplica a similaridade de produto. Ou seja, cada importador deve se provar livre de
problemas fitossanitários para que tenha o seu processo de importação liberado com
algumas facilidades (dispensa parcial do processo). Isto não quer dizer que não haja
discriminações genéricas para o país – como o caso da existência de infestação pela
mosca do Mediterrâneo.
ü O mercado de exportação de melões para o Japão está dividido basicamente entre os
Estados Unidos e o México, sendo que o último tem aproximadamente dois terços do
mercado. Em termos de preços médios de importação, há uma proximidade entre os
preços praticados pelo México e pelos Estados Unidos, inclusive devido à
proximidade geográfica entre os dois países. Comparando-se os preços CIF médios
de importação de ambos (EUA sendo JpY 82/kg e México sendo JpY 111/kg),
verifica-se que a diferença entre os preços médios da exportação brasileira (FOB) é
relativamente pequena, o que deixa uma modesta margem de manobra para o
exportador brasileiro que desejar entrar neste mercado. É importante reforçar que ao
preço FOB brasileiro ainda se deve adicionar a carga tributária de importação, o frete
87 - 87
Preços
Médios
(JpY/kg)
90
100
127
117
118
119
75
na
na
86
86
119
US$
/Kg
0.72
0.80
1.02
0.94
0.95
0.96
0.60
0.69
0.69
0.96
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
e seguros.
Tabela 55. Melão -- Preço médio de exportação de melões brasileiros – FOB
2001
US$/kg
JpY/ fim do ano
Preço em JpY
Fonte: SECEX/ MDIC; Banco Central do Brasil
2000
0.54
124
67
0.53
114
61
17.2.2 Oportunidades
ü A maior oportunidade que se pode identificar para os melões brasileiros é a
sazonalidade das exportações norte-americanas e mexicanas para o Japão. Apesar de
não haver uma interrupção no fluxo de exportação dos EUA, como há no caso
mexicano, há uma diminuição forte nos meses de outono e inverno. Como os maiores
concorrentes estão no hemisfério norte, há a possibilidade de se tentar conquistar
uma fatia de mercado durante os meses de menos fluxo como ocorre hoje.
ü Não foram observadas diferenças drásticas de preços médios nas importações vindas
dos EUA no período do recesso mexicano, o que portanto não confere ao exportador
brasileiro a possibilidade de uma abertura de margens, mesmo na oportunidade da
baixa safra norte-americana e mexicana.
ü O fato de que há uma variedade de espécies sendo comercializadas no Japão também
se constitui uma possibilidade de vantagem, pois a diversidade propicia também uma
variedade de preços bastante ampla entre as espécies, o que pode permitir que o
eventual exportador brasileiro opte por espécies que ofereçam uma margem maior no
preço de venda ao atacadista japonês.
ü Foi observada um alargamento das margens dos atacadistas, o que pode propiciar
também um espaço maior para a negociação de preços.
88 - 88
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
18 Caqui
ü O mercado atacadista japonês de caqui é de cerca de 220,0 mil toneladas por ano, não
se registrando no momento importações da fruta fresca.
ü Aos preços médios dos anos recentes (cerca de US$ 2,450.00/tonelada no mercado
atacadista), o valor de mercado do caqui no Japão é de aproximadamente US$ 539,0
milhões por ano.
ü O Japão exportou em 2001 cerca de 535 toneladas de caqui fresco, para diversos países
da Ásia, sendo os principais destinos Hong Kong e Tailândia.
ü Em 2001 o Japão importou da China cerca de 4,8 mil toneladas de caquis em passa.
ü Sazonalidade: a safra de caqui ocorre no Japão entre os meses de setembro e
dezembro, oferecendo interessante oportunidade aos produtores brasileiros.
ü Entretanto, para entrar no mercado japonês de caqui, será necessário, além de superar
as barreiras sanitárias atualmente impostas pelo Japão, induzir os japoneses a
flexibilizarem seus hábitos de consumo do caqui, culturalmente vinculado à estação do
outono e início do inverno.
18.1 Introdução
O caqui, cientificamente classificado como Diospyros kaki, pertence à família das
Ebenaceae e tem sua origem na China, de onde foi levado para os demais países do
Extremo Oriente.
No Ocidente, o caqui tornou-se inicialmente conhecido com a chegada dos portugueses
ao Japão em 1543; existem inúmeras referências a ele feitas principalmente pelos
missionários jesuítas que atuavam no Japão naquela época. O conhecido missionário
jesuíta português Pe. Luís Fróis em sua “História do Japão” muito vezes o compara ao
figo dos europeus pelo costume japonês de o secarem à sombra, na forma de passas.
Diz-se que teria chegado ao Brasil em torno de 1800, mas somente passou a ser cultivado
de forma intensiva com o início da imigração japonesa para o Brasil, a partir de 1908. Os
imigrantes levaram para o Brasil novas variedades de caqui, além de experiência e
tecnologia de cultivo e produção.
89 - 89
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Existem muitas variedades de caqui, mas inicialmente são divididos em duas grandes
categorias: os shibugaki (literalmente, caqui adstringente), com alto teor de tanino e
muito adstringentes se não estiverem plenamente maduros, sendo os mais utilizados para
a produção da fruta-passa, conhecida no Japão como hoshigaki (literalmente, caqui seco),
e muito apreciada, e os amagaki (literalmente, caqui doce), mais firmes e resistentes ao
manuseio, mesmo quando maduros.
Por ser uma fruta considerada “boa para a saúde”, o caqui goza de grande aceitação
popular, tanto no Japão como no Brasil. Com alto teor de açúcar (Brix entre 14 a 18º ),
apresenta a seguinte composição média por 100g:
Tabela 56. Caqui -- Composição média por 100g:
Elemento
Teor / 100g
Água
65,80g
Hidratos de carbono
31,60g
Proteínas
0,70g
Gorduras
0,70g
Sais
1,20g
Vitamina A
2750UI
Vitamina B1 (tiamina)
50,00mg
Vitamina B2 (riboflavina)
45,00mg
Vitamina C (ácido ascórbico)
Fonte: Site www.irmaosbenassi.com.br/cat/caqui.htm
17,10mg
18.2 Situação da produção e comericalização de caqui no Brasil
Uma importante característica da produção de caqui no Brasil diz respeito à
produtividade. No Brasil, a produtividade normal para lavouras tecnicamente bem
conduzidas situa-se entre 15 a 30 tons/ha/ano, bem acima da japonesa, como se vê na
Tabela 57, abaixo, com os dados específicos referentes à produção no estado de São
Paulo, principal região produtora no Brasil.
O estado de São Paulo tem hoje uma produção anual de cerca de 90.000 toneladas. Com
uma área plantada de 3.610 ha, a produtividade média é bastante alta. Há ainda regiões
importantes de produção nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais e
Paraná.
Há hoje em dia uma grande variedade de cultivares, sendo os principais os seguintes:
ü Tipos taninosos e variáveis: Giombo, Kaoru (IAC 13-6), Pomelo (IAC 6-22),
Rama Forte, Rubi (IAC 8-4) e Taubaté.
ü Tipos não taninosos (doces): Jirô, Fuyu e Fuyuhana (IAC 152-7).
90 - 90
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 57. Caqui -- Dados da Produção de Caqui no Estado de São Paulo
Tons/ano
Área plantada
São Paulo
90.000
3.610ha
Fontes: Compilado com base em diversas fontes citadas na Bibliografia.
Período safra
Fev. a junho
Pico safra
Março/abril
18.3 Combate a moléstias e pragas
Sendo esse um aspecto cada vez mais importante para a comercialização, e
principalmente exportação do caqui, foi realizado um levantamento sobre as principais
práticas de combate a moléstias e pragas adotadas no cultivo e produção de caqui. No
inverno é aplicada calda sulfocálcica concentrada ou similar. Na vegetação são utilizados
fungicidas modernos.
No combate às moscas, usa-se fention e também o ensacamento dos frutos
(principalmente dos cultivares doces, como o Fuyu). No combate às lagartas que atacam
as folhas (principalmente em dezembro e janeiro, no caso do Rio de Janeiro), utiliza-se
dipel (bacilo que paralisa o sistema digestivo das lagartas).
18.4 Seleção e tratamento, classificação e embalagem
O caqui, imediatamente após a colheita, é selecionado segundo seus diferentes estágios
de maturação, sendo a seguir climatizado em estufa fechada com vaporizador de álcool
etílico durante 12 horas 5. A seguir, vai para a máquina selecionadora, na qual também é
escovado. Para entregas em até sete dias, passa ainda por um processo de
frigoconservação à temperatura de 3 a 5º C.
Segundo a CEASA-RJ, os critérios para a classificação dos frutos são: homogeneidade de
formato, coloração, tamanho e diâmetro. Embora ainda a CEASA-RJ não tenha uma
classificação específica para o caqui, há uma tendência de se adotar os mesmos critérios
observados na padronização da maçã por categorias, sendo Cat 1, Cat 2, Cat 3 e
Comercial.
Ainda segundo dados da CEASA-RJ, a comercialização do caqui é feita em embalagens
de madeira e de papelão. As embalagens de madeira apresentam as seguintes
características:
5
A respeito dos diversos tratamentos pós-colheita, ver os interessantes trabalhos “Efeito da concentração
de etanol e do tempo de exposição sobre a destanização e qualidade do caqui Rama Forte”, bem como
“Efeito do etileno e do tempo de exposição sobre a destanização e qualidade de caqui Rama Forte”,
ambos de Munoz, V.; Benato, E.A.; Sigrist, J.M.M.; Seki, D.; Ferraz, A.C.O.; ver ainda o trabalho de
Patricia et Alii “Efeito de diferentes atmosferas, in vitro, sobre o crescimento micelial de patógenos póscolheita de caqui”.
91 - 91
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
ü Caixa “K” padrão (tipo tomate) – dimensões: 50,0cm de comprimento x 36,0cm de
largura x 22,5cm de altura. Comporta de 120 a 170 frutos, com cerca de 24kg.
ü Caixa tipo pera – dimensões: 59,0cm de comprimento x 30,0cm de largura x 20,0cm
de altura. Comporta de 90 a 180 frutos, com cerca de 15kg.
ü Caixeta – dimensões: 41,0cm de comprimento x 27,0cm de largura x 14,0cm de
altura. Comporta de 30 a 44 frutos,com cerca de 6 a 7kg. Esta embalagem é mais
frequentemente utilizada para a comercialização das variedades Taubaté, Rama Forte
e Fuyu, já sendo bastante difundido o uso de caixas de papelão.
ü Caixa de papelão para exportação – O Canadá importa em caixas de papelão, com
cerca de 3,5kg de frutos por caixa.
18.5 Produção e Comercialização de caqui no Japão
No Japão a colheita do caqui ocorre de setembro a dezembro. A produção tem girado em
torno das 280.000 toneladas por ano, com cerca de 24.900ha plantados, o que parece
indicar ser a produtividade japonesa, com pouco acima de 11 toneladas/ha/ano bastante
inferior à brasileira.
18.6 Importações e Exportações de Caqui
O caso do caqui difere basicamente das outras frutas focadas neste estudo, dado que é
uma fruta que, ao contrário das quatro demais, o Japão produz em abundância e não
importa. Foram identificadas importações de caqui apenas já seco, vindo da China e em
quantidades módicas, como indicado na Tabela 58, abaixo. As importações totais não
ultrapassaram 5 toneladas em 2001, e podem ser consideradas quase que como a
importação de um produto industrializado.
Tabela 58. Caqui -- Importações Japonesas de Caqui Seco, 2001
Países
Volume (kg)
Valores (JpY1.000)
US$
China
4.831.910
1.150.353
9,249,441
Fonte: Japanese Trade Statistics, 2001 -- Imports of Commodities by Country
Foram identificadas, também, algumas exportações de caqui fresco, também em
tonelagens limitadas, como indicado na Tabela a seguir.
92 - 92
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 59. Caqui -- Exportações Japonesas de Caqui, 2001
Países
Volume (kg)
Coréia do Norte
4.500
Hong Kong
336.942
Tailândia
161.640
Cingapura
15.940
Malásia
8.990
Filipinas
7.000
Total
535.012
Fonte: Japanese Trade Statistics, 2001 -- Exports Commodities by Country
As exportações de caqui registradas na Tabela acima estão a sugerir que tais exportações
são provavelmente direcionadas a um público muito específico e totalmente concentrado
em alguns poucos países da Ásia.
18.7 Produção japonesa de caqui
A Tabela 58, abaixo, mostra a evolução da produção de caqui no Japão entre os anos de
1990 a 1999, com sua distribuição por algumas das principais províncias produtoras. É
importante ressaltar que os números aqui registrados como produção na verdade se
referem ao total produzido que foi ofertado no mercado, daí a discrepância de
aproximadamente 50 mil toneladas entre as 231 mil toneladas ofertadas no mercado em
1999 e as 280 mil toneladas realmente colhidas que foram citadas nos dados relativos à
produtividade.
Portanto, considerando os dados ofertados no mercado como a produção efetiva, vê-se
que desde 1997 houve uma redução de proximadamente 5% no total do país, sendo que a
distribuição da produção por províncias praticamente não se alterou.
Quanto aos preços médios de toda a produção ofertada, a nível do mercado atacadista
têm-se registrado alterações bruscas de preço, provavelmente por se tratar de um
mercado fechado e, portanto, sujeito a todas as oscilações advindas, inclusive, de
variações climáticas.
Assim, entre os anos de 1995 e 1996 houve alta de preços de 14%, seguida de uma queda
de 39% entre 1996 e 1997. No ano seguinte, o mercado se ajustou próximo do preço
médio anterior, com uma recuperação de 37% em 1998. Entretanto, no ano de 1999
houve de novo uma queda de 24% no preço médio geral. Citam-se tais variações, pois
considera-se importante observar a volatilidade do mercado, que atualmente não tem
nenhum mecanismo externo de ajuste.
93 - 93
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 60. Caqui -- Produção Japonesa Total e por Províncias, Preços Médios, 1990-1999
Produção Japonesa
(mil t)
Participação %
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
Total
220
194
242
191
239
203
193
243
208
231
Wakayama
39
40
51
47
46
44
45
61
42
51
Fukuoka
21
10
23
15
30
24
21
24
23
26
Gifu
21
22
22
18
21
17
14
17
15
18
Nara
25
25
28
25
28
25
23
32
20
26
Wakayama
18
21
21
25
19
22
23
25
20
22
Fukuoka
10
5
10
8
13
12
11
10
11
11
Gifu
10
11
9
9
9
8
7
7
7
8
Nara
11
13
12
13
12
12
12
13
10
11
Atacado (JpY/kg)
302
365
249
343
283
326
371
225
308
233
Atacado (US$/kg)
ns
ns
ns 3.07
Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000
2.83
3.17
3.20
1.73
2.67
2.28
Preços Médios
Pelas Tabelas 61 e 62, é possivel inferir a relação entre ae área plantada e a produtividade.
Da área total cultivada com caqui, 11.300 ha estão plantados com variedades taninosas
(shibugaki), produzindo em torno de 140.000 toneladas/ano, com um produtividade
média acima de 12 toneladas/ha/ano. Com caquis não taninosos (amagaki),
principalmente das variedades Fuyu e Jirô, estão plantados os restantes 13.600 ha,
produzindo também em torno de 140.000 toneladas, com uma produtividade média pouco
superior a 10 toneladas/ha/ano.
A produção estende-se por 33 províncias, concentrando-se nas ilhas de Honshu, Kyushu e
Shikoku. O cultivo dos caquis taninosos está mais concentrado nas províncias abaixo,
com mais de 300 ha de plantações de caqui. Nestas considerações sobre produtividade,
utilizou-se o volume total colhido na produção, e não o total ofertado no mercado, por
uma questão de consistência de metodologia.
Tabela 61. Caqui -- Área Plantada das Principais Províncias Produtoras de Caquis Taninosos
Província
Área Plantada (ha)
Wakayama
Yamagata
Fukushima
Niigata
Nara
Nagano
Ehime
Shimane
Miyagi
Fonte: Nôrin Suisan-shô (Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão), 2000
2.010
1.250
1.180
870
673
555
528
494
415
Por outro lado, o cultivo dos caquis não taninosos (doces) concentra-se nas seguintes
províncias (somente também as com áreas superiores a 300 ha):
94 - 94
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 62. Caqui -- Área Plantada das Principais Províncias Produtoras de Caquis Não-Taninosos
Província
Área Plantada (ha)
Fukuoka
Gifu
Nara
Aichi
Wakayama
Shizuoka
Ibaraki
Mie
Ehime
Fonte: Nôrin Suisan-shô (Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão), 2000
2.109
1.467
1.280
1.213
860
480
427
421
419
Do total de 140.000 toneladas anuais de caquis taninosos, são comercializadas cerca de
120.000 toneladas, enquanto que do mesmo volume anualmente produzido de caquis não
taninosos, 110.000 toneladas são oferecidas ao mercado. Estes dados mais recentes
confirmam que persiste a redução na oferta ao mercado verificada desde 1997 e que os
níveis atuais permanecem em torno de 230 mil toneladas por ano.
Muitos produtores japoneses estão procurando agregar mais valor à sua produção,
vendendo diretamente aos consumidores, aceitando encomendas via fax ou pela Internet.
A Tabela 63, abaixo, é exemplo de um caso concreto de venda de caqui da variedade
Fuyu (doce) por essas modalidades. Nos preços estão incluídos os 5% de imposto sobre o
consumo (shôhizei) e o custo da embalagem. O frete, variável de acordo com o destino,
também não está incluído. Considerou-se o caso das embalagens em caixa com duas
camadas de frutos. Como se pode observar, o consumidor admite pagar um prêmio pela
qualidade, neste caso, representada pelo maior peso unitário dos frutos.
Tabela 63. Caqui -- Exemplo de venda de caqui diretamente do produtor ao consumidor final no
Japão
Classificação
Qtde frutos/cx
Preço (JpY)/caixa
US$/caixa
1
4 kg
3L
2
4 kg
2L
3
4 kg
L
4
7,5 kg
3L
5
7,5 kg
2L
Fonte: Site www.nejp/asahi/fruits-farm/kaki/kakaku.htm
13
15
18
24
26
4.000
3.500
3.000
8.000
6.000
32
28
24
64
48
Item
Peso por caixa
Abaixo é apresentado de forma discriminada o volume ofertado ao mercado, os preços
médios no atacado, os preços médios no varejo e as margens de comercialização por
diferentes variedades de caquis. As estatísticas não são homogêneas (não há todos os
dados disponíveis para todas as variedades), entretanto permitem a formação de uma
idéia das margens praticadas e dos preços médios de mercado em diferentes níveis.
95 - 95
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
A Tabela 64 mostra dados dos caquis Fuyu e Jirô, variedades que respondem por
aproximadamente 41% da oferta no mercado (tipo amagaki ou caqui doce). É interessante
se notar o brutal aumento das margens no varejo, que subiram de em torno de 74% em
1996 para o patamar de 153% em 1999. Em 1997 a produção aumentou em 25%, o que
foi acompanhado de uma queda de 44% no preço no atacado, e de uma queda de 20% nos
preços de varejo, causando um aumento de mais de 100% nas margens no varejo daquele
ano! Note-se também que o último ano mostrado na Tabela 62 (1999) indica uma
persistência das margens no varejo neste patamar.
Tabela 64. Caqui -- Fuyu e Jirô: Produção, Preços Médios e Margens no Varejo, 1990-1999
Unidade
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
90
80
1997
1998
1999
1000 t
109
88
111
Preço no atacado
JpY/kg
275
414
239
359
259
336
413
230
325
226
Preço no atacado
US$/Kg
ns
ns
ns
3.21
2.59
3.26
3.56
1.77
2.82
2.21
Preço no varejo
JpY/kg
621
668
590
637
654
656
718
577
698
549
Preço no varejo
US$/Kg
ns
ns
ns
5.69
6.55
6.37
6.19
4.44
6.06
5.38
Margem no varejo
(%)
126
61
147
77
153
Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000
95
74
151
115
143
Fuyu e Jirô
Produção
88
108
100
79
94
Não foram obtidos os mesmos dados sobre o comportamento dos preços do shibugaki
(caqui taninoso) para se proceder a mesma análise sobre essa variedade, que responde por
52% da oferta do mercado. Entretanto, observando os dados da Tabela 60, que mostra as
médias dos preços de mercado, vê-se que provavelmente terão ocorrido os mesmos
movimentos observados no caso dos caquis doces (amagaki).
Tabela 65. Caqui -- Produção de Shibugaki (caqui taninoso), 1990-1999
Unidade
1990
1991
1992
1993
Produção
1000 t
92
88
111
90
Preço no atacado
JpY/kg
nd
nd
nd
nd
1994
1995
1996
1997
1998
1999
108
98
99
126
112
120
nd
nd
nd
nd
nd
nd
Preço no varejo
JpY/kg
nd
nd
nd
nd
nd
Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000
nd
nd
nd
nd
nd
Shibugaki
Há ainda os caquis sem semente e os Nishimura precoce, que têm produção bem mais
modesta e, portanto, não são o padrão de comparação mais adequado para um eventual
exportador interessado em entrar no mercado japonês.
É inclusive interessante notar que os movimentos de preços no atacado que se vêem
descritos nas Tabelas 67 e 68 não têm uma correlação direta com os caquis Fuyu, Jirô e
96 - 96
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
shibugaki, indicando que estes têm mesmo uma característica de mercado própria. Esta
comparação fica mais clara através da Tabela 66 abaixo.
Tabela 66. Caqui -- Preços Médios de Variedades Diferentes, 1990-1999
Variedade
Fuyu e Jirô
Unid.
1990
1991
1992
JpY/kg
275
414
239
359
259
336
413
230
325
226
US$/Kg
ns
ns
ns
3.21
2.59
3.26
3.56
1.77
2.82
2.21
51
-42
50
-28
30
23
-44
41
-30
% ano a ano
%
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
JpY/kg
296
339
242
313
304
333
347
207
232
188
US$/Kg
ns
ns
ns
2.80
3.05
3.24
2.99
1.59
2.01
1.84
15
-29
29
-3
10
4
-40
12
-19
JpY/kg
451
339
330
420
315
392
391
384
413
370
US$/Kg
ns
ns
ns
3.75
3.16
3.81
3.37
2.96
3.59
3.62
% ano a ano
%
-25
-3
27
-25
Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000
24
0
-2
8
-10
Sem Semente
% ano a ano
Nishimura Precoce
%
Tabela 67. Caqui Sem Semente: Volumes de Vendas e Preços Médios no Atacado, 1990-1999
1990
1991
1992
1993
Vendas no atacado (1000t)
10
11
14
11
Preços no atacado (JpY/Kg)
296
339
242
Preços no atacado (US$/Kg)
ns
ns
ns
1994
1995
1996
1997
1998
1999
13
12
12
16
7
7
313
304
333
347
207
232
188
2.80
3.05
3.24
2.99
1.59
2.01
1.84
Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000
Tabela 68. Caqui Nishimura Precoce: Volumes de Vendas e Preços Médios no Atacado
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
Vendas no atacado (1000t)
2
2
2
1
3
1
1
1
1
1
Preços no atacado (JpY/Kg)
451
339
330
420
315
392
Preços no atacado (US$/Kg)
ns
ns
ns 3.75 3.16 3.81
Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000
391
384
413
370
3.37
2.96
3.59
3.62
18.8 Dimensionamento do mercado consumidor
Analisando os dados de consumo médio por grandes regiões no Japão entre 1990 e 1999
pela Tabela 69, verifica-se que, quando se compara cada região com a média de
consumo do país (construindo um índice onde a média = 100), conclui-se que a região
97 - 97
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
compreendida entre as províncias de Aichi e Gifu (Chûkyô) mantém historicamente um
consumo bastante superior às outras duas regiões, respectivamente Keihin (região de
Tóquio e Yokohama) e Keihanshin (região de Kyoto, Osaka e Kobe). Das três regiões, a
que tem menor consumo até 1999 foi a área metropolitana de Tóquio, incluindo
Yokohama.
Os dados mostrados na Tabela 70 detalham um pouco mais os dados de consumo por
região e os atualizam até o ano de 2001. Verifica-se que nos anos mais recentes,
principalmente, cresceu o consumo na região metropolitana de Tóquio (nesta tabela
descrita como Kanto), que aparece em terceiro lugar no ranking de consumo. Repetindo a
análise feita na introdução deste estudo, vê-se que a região de Tohoku (nordeste do
Japão) aparece como uma grande consumidora, seguida por Hokkaido (ilha mais ao norte
do país). É interessante também notar que a região metropolitana de Tóquio mostrou o
menor preço médio entre as três maiores consumidoras (índice de 85).
Tabela 69. Caqui -- Consumo Médio por Regiões, 1990-1999
Consumo
Unid.
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
Total do Japão
g
1.153
921
1.185
845
1.099
979
980
1.106
1.097
1.096
Keihin
g
1.060
828
1.142
839
1.135
845
887
1.006
1.029
1.068
Chûkyô
g
1.788
1.152
1.324
846
1.372
1.586
1.031
1.209
1.284
1.215
Keihanshin
g
1.108
971
1.057
859
1.096
1.027
938
1.107
1.100
959
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
Média / Japão = 100
Keihin
92
90
96
99
103
86
91
91
94
97
Chûkyô
155
125
112
100
125
162
105
109
117
111
Keihanshin
96
105
89
102
100
Fonte: Shokuhin Seisan Yûnyû Shôhi, Shokuhin Ryûtsû Kenkyû-kai, 2000
105
96
100
100
88
Tabela 70. Caqui -- Consumo Médio por Regiões e Preços Médios, 2001
Região
Consumo*
Preço Médio*
Todo o Japão
100
100
Cidades com população > 50.000 pessoas
101
103
Tohoku
157
103
1
Hokkaido
140
108
2
Kanto
124
85
3
Kinki
106
72
4
Kyushu
104
87
5
Chugoku
102
84
6
Hokuriku
94
106
7
Tokai
83
110
8
Shikoku
64
110
9
126
10
Okinawa
49
Fonte: Statistical Data of Vegatable and Fruit 2002; Shokuhin Ryûtsû Jôhô Center
98 - 98
#
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
(*) Foi construído um índice onde a base=100 é respectivamente a média do Consumo e o Preço Médio de todo o país.
18.9 Conclusão
18.9.1 Possíveis estratégias para a entrada do caqui brasileiro no mercado
japonês
O Brasil vem, nos últimos anos, procurando ampliar suas exportações de caqui. Tendo
exportado cerca de 8.000 toneladas em 1996 (no valor de aproximadamente US$ 148
mil). Além disso, vem implementando um rigoroso trabalho de sistematização de toda a
cadeia produtiva, consolidado no “Programa da Produção Integrada de Frutas” – PIF do
Ministério da Agricultura e do Abastecimento – MAA. Esse Programa termina em 2003 e
refere-se aos sistemas de produção e embalagem de nove diferentes frutas produzidas no
Brasil, entre as quais está incluído o caqui.
Uma das condições cada vez mais exigidas pelos países importadores de frutas é a
rastreabilidade, a qual permite identificar com segurança a origem dos produtos, mesmo a
nível de área dentro de uma determinada fazenda, e a identificação de ocorrências de
problemas sanitários ou fitossanitários com os mesmos. Procura-se identificar e
estabelecer normas para os níveis de resíduos de pesticidas e agrotóxicos, tratamento em
packing houses (classificação, rotulagem, forma de embalar). Uma melhor referência a
estas exigências se encontra na primeira parte deste trabalho, onde são explicadas todas
as normas e procedimentos para a aceitação do produto internacional no mercado
doméstico japonês.
Como se comentou no início deste estudo, existiu sempre uma característica bastante
marcante da tradição que envolve o consumo de frutas no Japão. O caqui, especialmente,
por ser uma das poucas frutas que o Japão produz em abundância e na qual é autosuficiente, carrega uma característica bastante tradicional e sazonal. O consumo de caqui,
(principalmente o caqui seco) está relacionado com as festividades de fim e início de ano
no Japão, e é parte importante dos alimentos que se consomem nas cerimônias de
passagem de ano (os chamados Shôgatsu Ryôri).
Consequentemente, a entrada de caqui importado no Japão deveria em princípio ser
acompanhada de uma campanha de marketing em primeiro lugar da idéia de se consumir
caqui em outra época do ano e dissociado da atual sazonalidade e dos eventos
tradicionalmente relacionados com o Ano Novo (Shôgatsu). Como no Japão não se
comemora oficialmente o Natal, como nos países de tradição predominantemente cristã, o
Shôgatsu (festa do Ano Novo) tem importância similar na cultura japonesa, pois é quando
se reúnem as famílias para uma celebração anual. Comparativamente, pode-se tentar
imaginar que introduzir o consumo do caqui em outras épocas do ano, no Japão, seria o
equivalente a se introduzir o consumo do “peru de Natal” durante os meses de inverno no
hemisfério sul.
Como também o caqui não é importado pelo Japão, entende-se que qualquer estudo de
mercado deveria em primerio lugar envolver uma análise acurada da aceitação da idéia
99 - 99
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
do consumo em primerio lugar, e em seguida se partir para a análise quantitativa do
mercado potencial. Trata-se de abrir um novo mercado e, portanto, o nível de análise
difere basicamente dos outros estudos incluídos neste trabalho.
Finalmente, o fator qualidade torna-se ainda mais importante, uma vez que em termos de
significado próprio, o caqui se assemelha às maçãs e cerejas para o japonês, o que de
certa forma se coloca como mais um obstáculo para a entrada do caqui produzido fora do
Japão, pois o japonês paga até mesmo um prêmio (como no caso das maçãs e cerejas)
para ter um produto local.
100 - 100
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
19 Recomendações Estratégicas
Ao longo do estudo dos mercados de importação de mangas, limões, mamões papaias,
melões e caquis que aqui foram apresentados, identificam-se algumas características
gerais que indicam as linhas mestras para uma estratégia de entrada nos mencionados
mercados. Em primeiro lugar, coloca-se o problema da aprovação das frutas para
importação pelo Japão. Todas as frutas analisadas ainda constam da lista atual de
alimentos restritos para a importação pelo Japão. Ressaltam-se dois casos específicos – o
do mamão papaia (cuja importação pelos Estados Unidos já é permitida) e o das mangas,
que acredita-se ser os que se encontram em processo mais adiantado de aceitação.
A conduta recomendada para se fazer face a tal problema é a identificação, entre os
possíveis formecedores do Brasil, da possibilidade de estabelecimento de programas para
combate às pragas de cada fruta especificamente. Um exemplo dentro desta linha de
atuação é o Programa de Desenvolvimento da Fruticultura, desenvolvido pelo Ministério
de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que visa a ampliar as áreas de exportação de
diversas frutas brasileiras.
Sugere-se que, além da utilização das facilidades dos programas desenvolvidos pelo
Governo brasileiro, sejam utilizados pelos potenciais exportadores mecanismos de
associação (cooperativas, por exemplo), inclusive para que a padronização de
procedimentos seja facilitada. Um característica recorrente no Japão é a liberação apenas
por completo de importação de algumas categorias de alimentos (por exemplo, a carne
bovina). Assim sendo, a liberação parcial (como no caso dos Estados Unidos, que
aprovaram um programa piloto para exportação de mamão papaia do Espírito Santo6) não
deve ser considerada, a priori, como uma forte possibilidade no caso japonês. Entende-se
que a formação de associações (mesmo que apenas com a finalidade específica de se
disseminar procedimentos) seja benéfica e possa facilitar o processo de abertura para as
importações das frutas brasileiras.
Destaca-se, ainda, outro fator importante para a indução de comportamento no Japão: o
apelo pela constituição nutricional do alimento, associando-a a hábitos saudáveis. Casos
interessantes, como o da importação de bananas7 devem ser vistos como uma estratégia a
ser similarmente desenvolvida. É interessante mencionar que durante nossa pesquisa de
empresas que já atuam como importadoras de frutas tropicais, notou-se que há sempre um
esforço de marketing 8 em primeiro lugar do produto, e mais especificamente daquele
produto originário de tal ou qual região. Sugere-se, por exemplo, que se consultem sites
destas empresas para que se tenha uma idéia exata da estratégia de marketing aplicada.
6
No ano de 2001 foram exportadas cerca de 6,000 toneladas de mamão papaia para os EUA, 20% a mais
que em 2000.
7
A importação de bananas aumentou substancialmente após uma série de reportagens de televisão, há três
anos atrás, ressaltando os seus benefícios para a saúde, aliados a preços muito razoáveis para o padrão
japonês.
8
Sugere-se, a título de exemplo, ver o site www.diamondstar.co.jp , da empresa japonesa Diamond Star
(importadora de mangas filipinas e australianas e papaias havaianas).
101 - 101
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Há um apelo forte pelos benefícios de se consumir tal ou qual fruta rica em nutrientes que
não se encontra em tal concentração em outros alimentos de produção local.
Recentemente, assiste-se ao fenômeno similar com o marketing da babosa (Aloe) e seus
produtos derivados. Um esforço conjunto entre os exportadores das frutas brasileiras
pode ajudar inclusive na criação do conceito específico da griffe brasileira.
Seguindo esta mesma linha de raciocínio, identifica-se, por exemplo, uma boa
possibilidade dos limões brasileiros tipo Taiti conquistarem importantes fatias de
mercado no Japão dada a competitividade dos preços das exportações brasileiras.
Atualmente predominam as importações do limão tipo siciliano, vindas dos EUA e do
Chile. As importações de limão Taiti vêm apenas do México e representam cerca de 0,1%
do consumo total de limões no Japão. Assim sendo, pode-se introduzir o conceito do
consumo mais acentuado do limão Taiti, criando-se a marca “limão brasileiro” via
campanhas de marketing institucional; em outras palavras, pode-se introduzir
simultaneamente os conceitos do consumo do limão tipo Taiti e especificamente aquele
vindo do Brasil.
Uma dificuldade importante que as exportações brasileiras podem encontrar, em termos
de competição com os exportadores já existentes, é a localização geográfica de
importantes concorrentes, como as Filipinas. Há a desvantagem das características
climáticas serem semelhantes às do Brasil, aliadas a uma distância menor. Após a
aprovação das importações filipinas pelo Japão, houve um rearranjo no mercado entre
tradicionais exportadores de frutas para o Japão, como o caso das papaias americanas,
onde as Filipinas conquistaram importantes fatias de mercado.
Sugere-se que, como não há remédio possível para se minimizar o fator distância, a
competição com os produtos hoje exportados pelas Filipinas seja feita com base na
diversidade. Um caso interessante a se explorar é o das mangas. As Filipinas exportam
apenas um tipo de manga para o Japão (Pelican), tipo raro no Brasil. Assim, a
competição no mercado de mangas deverá ser centrada em um produto diferente (outras
espécies de manga) e principalmente nas espécies com custo de produção mais baixos,
tornando maior a possibilidade de se competir também em preço. Acredita-se que é
possível estabelecer a mesma linha de raciocício para as mangas hoje exportadas pelo
México.
Uma oportunidade importante que se identifica concerne a sazonalidade das importações
de frutas pelo Japão. Em alguns casos, como ocorre com as papaias e mangas americanas,
a importação já é feita praticamente o ano inteiro. A vantagem comparativa das frutas
brasileiras vem primordialmente do fato de que a sazonalidade das frutas brasileiras é
praticamente inexistente (como no caso das mangas, produzidas em áreas diversas do
país durante todo o ano).
As oportunidades podem surgir vinculadas a esporádicos potenciais aumentos de margens
(no caso das mangas, observaram-se significativas alterações de preço médio nos meses
em que entram as exportações americanas e o México se retira do mercado). Ou
simplesmente da tomada de mercado tirando-se proveito da inversão de estações, uma
102 - 102
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
vez que todos os concorrentes hoje já no mercado japonês se situam no hemisfério norte
(com exceção dos limões exportados pelo Chile e África do Sul).
Sugere-se que o potencial exportador das frutas aqui analisadas estabeleça canais de
produção que permitam o fornecimento das frutas praticamente sem interrupção, uma vez
que oportunidades significativas podem emergir justamente nos momentos em que os
tradicionais exportadores se retiram do mercado ou diminuem o fluxo de fornecimento.
Outro fator extremamente importante que se deve ter em mente é a necessidade de se
utilizar os conhecimentos que temos da cultura japonesa no que diz respeito ao consumo
de frutas. Como foi mencionado ao longo do estudo, há que se considerar que a eventual
entrada de alguns produtos deverá necessariamente estar acompanhada de campanhas que
induzam mudanças de hábitos da população consumidora.
Tradicionalmente, o consumo das frutas sempre esteve ligado às estações do ano,
obedecendo, portanto, à sazonalidade natural da produção local. O costume tradicional
era de se consumir as frutas sem cascas, arranjadas de acordo com um senso estético
próprio. A introdução das importações imprimiu uma característica mais casual ao
consumo de frutas, o que contribui também para o aumento desse consumo, já que o ato
de ingerir a fruta se descola do costume tradicional que limitava o consumo a
determinadas situações e formas pré-estabelecidas. O caso mais clássico é o dos caquis,
que são consumidos em associação com as festas tradicionais de família no início de cada
ano.
Sugere-se que os potenciais exportadores também se utilizem de associações, mesmo que
apenas com esta finalidade específica, visando a introdução de campanhas de
popularização do consumo das frutas brasileiras ao longo de todo o ano, ressaltando o
benefício da ampliação do leque de escolhas disponíveis para o consumidor.
Das cinco frutas analisadas – mangas, limões, mamões papaias, melões e caquis – apenas
os caquis ainda não são importados pelo Japão e, portanto, a estratégia focada na
introdução de um caqui não produzido no Japão deve também obedecer a critérios
diferenciados, mas não necessariamente diversos dos aplicados às outras frutas. Os caquis
são a única fruta que o Japão produz em abundância, sendo um mercado totalmente autosuficiente. Há uma pequena parcela, inclusive, de exportações, como há também no caso
dos melões, mas nota-se que estas exportações não têm uma característica de
“comoditização” do produto, sendo, ao contrário, muito direcionadas para um público
pequeno e específico dentro da Ásia. No seu caso específico, a ênfase maior talvez deva
ser colocada na comprovação da qualidade do produto (similar ou até superior ao
doméstico), e em seguida na popularização do seu consumo fora da época tradicional.
Por outro lado, sugere-se que a estratégia de se localizar a competitividade do produto
brasileiro apenas no fator preço seja evitada, pois acredita-se que no longo prazo não se
esta nãose traduz em uma solução que garanta a sustentabilidade das exportações (fica-se
dependente de uma condição de margens muitos restritas). Em todos os casos analisados,
103 - 103
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
nota-se que há uma uma diferença significativa entre os preços de exportação das frutas
brasileiras e os atuais exportadores para o Japão9.
Por exemplo, as margens do limão Taiti (raimu) no mercado japonês são atualmente
bastante generosas. Comparando-se com os preços das exportações brasileiras, pode-se
inferir que há espaço para a entrada no mercado desde que não se concorra por exemplo
com o produto da África do Sul.
Reforça-se então a possibilidade de se abrir mercado para o limão tipo Taiti (raimu), que
atualmente tem o preço de comercialização no varejo japonês até duas vezes o preço do
limão siciliano e pode ter seu consumo incrementado no país via campanhas de
marketing específico. Já no caso do mamão papaia, houve um encolhimento das margens
dos atacadistas nos últimos cinco anos, o que provavelmente indica uma pressão para
baixo nos preços de importação. No caso dos melões, o fato de que há uma variedade de
espécies sendo comercializadas no Japão também se constitui uma possibilidade de
vantagem, pois a diversidade propicia também uma variedade de preços bastante ampla
entre as espécies. Isto pode permitir que o eventual exportador brasileiro opte por
espécies que ofereçam uma margem maior no preço de venda ao atacadista japonês.
Concluindo, acredita-se que a estratégia de preço possa ser um dos fatores a ser
explorados para a conquista de mercado. Como foi ressaltado em diversos pontos do
trabalho, a larga margem de manobra (em termos de preços FOB/Brasil) que os
potenciais exportadores brasileiros possam ter não deve ser o foco estratégico para se
entrar no mercado japonês.
9
Há a discrepância básica devido ao fato que se utilizam preços FOB para as exportações brasileiras
(portanto não incluindo frete, seguros e taxas), enquanto que os preços médios disponíveis para o mercado
domésticos incluem todos os items acima.
104 - 104
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
20 Bibliografia e Referências
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Ceasa-RJ
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Guia HORTI & FRUTIS
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IAC – Instituto Agronômico de Campinas
IAPAR – Instituto Agr. do Paraná
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ITAL – Instituto de Tecnologia dos Alimentos
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Site www.irmaosbenassi.com.br/cat/caqui-htm
Site www.nejp/asahi/fruits-farm/kaki/kakaku.htm
Chiiki Keizai Sôran – Toyo Keizai 2002
Yûnyû Shokuhin Jiten – Saiensu Foramu KK – 2000
Site www.jin.jcic.or.jp
Site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil
105 - 105
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
21 Anexo 1 (Empresas vinculadas ao comércio de frutas no Japão)
Empresas
Cidade e
Província
Telefone
Frutas
em
geral
Limão
Manga
Papaia
Ban-Yu Food Japan Co., Ltd
Iida, Nagano
0265 261270
x
Dole Japan, Ltd
Tóquio, Tóquio
03 3237 1451
x
Fresh Delmonte Japan Co., Ltd
Tóquio, Tóquio
03 3486 5581
x
Fukunoya Shoji Co., Ltd.
Tsuchiura, Ibaraki
0298 424331
x
Hokko Trading Company
Kurihara Gun, Miyagi
0228 252211
x
P.K.Siam Co., Ltd.
Tóquio, Tóquio
03 36257080
x
Seed On Co., Ltd.
Sumifru Corporation
(Sumitomo Corporation)
Tominaga Boeki Kaisha., Ltd.
Osaka, Osaka
06 62646851
x
Tóquio, Tóquio
03 56398177
x
Tóquio, Tóquio
03 36697341
x
Zen-Noh Koshigaya Seika Co., Ltd
Zen-Noh (Federação das
Cooperativas Agrícolas do Japão)
Funashô Shôji KK
Koshigaya, Saitama
0489 862111
x
Tóquio, Tóquio
03 32457121
x
Tóquio, Tóquio
03 5492 3700
x
Nettai Sanbutsu Bôeki
Tóquio, Tóquio
03 32814478
x
Diamond Star KK (*)
Tóquio, Tóquio
03 3213 3213
x
x
x
Tamu Lakusu Corporation
Kobe Chuo Seika
Tóquio, Tóquio
03 35445454
x
x
x
Kobe, Hyogo
078 4137010
x
Kaien Tsûshô
Tóquio, Tóquio
03 55661611
Fontes: Jetro (Japan External Trade Organization ) e Foodex 2002
x
106 - 106
x
Taiti
x
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
22 Anexo 2 – Fotos
Um exemplo de melão tipo Andes em supermercado localizado na região de Roppongi, bairro nobre
da cidade de Tóquio ao preço de JpY 480 ou US$ 3.84 por unidade
107 - 107
Manga filipina tipo Pelikan vendida no mesmo supermercado a JpY 398 ou US$ 3.18 um
pacote com quatro mangas (preço super promocional).
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Exemplares de manga filipina tipo Pelikan a JpY 250 ou US$ 2 a unidade, o limão siciliano a JpY
120 ou US$ 0.96 a unidade e a Papaia a JpY 680 ou US$ 5.44 a unidade.
108 - 108
Fruit Parlor em Shibuya em Tóquio onde as frutas são destacadas como o principal atrativo da
loja ao utilizar diversas formas para o consumo das frutas.
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
23 Anexo 3 -- Feiras Programadas para a Indústria de Alimentos,
Bebidas e Alimentos Processados em 2002-2003
Tabela 71. Feiras Específicas de Alimentos, Bebidas e Processamento de Alimentos Planejadas para
2002-2003
Alimentos/Bebidas/
Processamento de Alimentos
Import Fair Yokohama 2003 (32nd)
Cidade
Data
Yokohama (Kanagawa)
(a ser decidido)
Tóquio
Março, 11 a 14, 2003
Kanazawa (Ishikawa)
(a ser decidido)
Tóquio
Abril 7-8, 2002
Nagoya (Aichi)
Abril 10-13, 2002
Tóquio
Abril 17-19, 2002
Tóquio
Abril 17-19, 2002
Sendai (Miyagi)
Maio 9-11, 2002
Tóquio
Maio 15-17, 2002
Fukuoka (Fukuoka)
Maio 22-24, 2002
Tóquio
Junho 4-6, 2002
Tóquio
Junho 11-14, 2002
Niigata (Niigata)
Junho 27-29, 2002
International Bio Expo Japan (1st)
Tóquio
Julho 10-12, 2002
Japan International Seafood &
Technology Expo (4th)
Tóquio
Julho 24-26, 2002
Hiroshima (Hiroshima)
Julho 25-27, 2002
Osaka (Osaka)
Setembro 3-4, 2002
Tokyo International Gift Show Autumn
2002 (54th)
Tóquio
Setembro 4-6, 2002
Gourmet Gift Fair (7th)
Tóquio
Setembro 4-6, 2002
Chiba (Chiba)
Setembro 4-6, 2002
Hiroshima (Hiroshima)
Setembro 5-7, 2002
Food Services Industry Fair (Osaka)
Osaka (Osaka)
Setembro 11-13, 2002
BUSINESS MESSE 2002 (Osaka)
Osaka (Osaka)
Setembro 11-13, 2002
Foodex (www.jma.or.jp/FOODEX/en/)
NEXT FOODS ISHIKAWA
Eating-Out Industry Grand Fair
CHUBU PACK 2002
FABEX 2002 (New Business Fair for
Eating-Out, Deli & Box Meals) (5th)
e-Food (Information System & e-Market
Fair) 2002
TOHOKU PACKAGE & FOOD
PROCESSING SHOW (2002)
International Food Ingredients &
Additional Exhibition and Conference
West Japan Food Machinery Exhibition /
West Japan Kitchen & Cooking
Equipment Exhibition / West Japan Food
Materials Software & Technology
Exhibition
VINEXPO ASIA-PACIFIC The Wine and
Spirits Exhibition for Asia Pacific
International Food Machinery &
Technology Exhibition (FOOMA JAPAN
2002)
NIIGATA PACK
HIROSHIMA PACK
Inter-Food Osaka 2002
Japan Analytical Instruments Show
SETOUCHI Total Food Fair
109 - 109
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
HOKURIKU PACK
Kanazawa (Ishikawa)
Setembro 12-14, 2002
BUSINESS MESSE 2002 (Tokyo)
Tóquio
Setembro 25-27, 2002
Drugstore Merchandise Fair
Tóquio
Outubro 1-3, 2002
Tóquio
Outubro 9-11, 2002
Health Ingredients Japan 2002/Safety
and Technology Japan 2002
Fonte: Jetro (www.jetro.go.jp)
24 Lista de Tabelas
Tabela 1 -- Maiores Fornecedores de Alimentos para o Japão - 1999 ............................................... 11
Tabela 2 -- Ordem de Importância das Frutas e Produtos Relacionados entre os Principais Produtos
Alimentícios Importados pelo Japão, 1999 ................................................................................. 11
Tabela 3 -- Frutas importadas pelo Japão e discriminação dos principais países fornecedores, por
fatia de mercado, 1999................................................................................................................. 12
Tabela 3.a - Taxa de câmbio do Yen versus US$ ................................................................................. 13
Tabela 4 -- Evolução da participação de frutas importadas no mercado japonês ( mil toneladas)... 13
Tabela 5 -- Consumo anual e índice de preço médio de frutas por região e por domicílio no Japão 16
Mapa do Japão dividido em regiões..................................................................................................... 17
Tabela 6 -- PIB per capita , consumo e gastos com alimentação por província em 2001 (ordenado
por maior gasto com alimentação) .............................................................................................. 20
Figura 7 -- Procedimentos para o Controle Fitossanitário: .............................................................. 22
Tabela 8 -- Procedimentos de Importação por tipo de produto......................................................... 25
Tabela 9 -- Tarifas Alfandegárias Aplicáveis a Frutas Frescas Importadas ..................................... 35
Tabela 10 -- Cronograma de Importações de Frutas Frescas para o Japão...................................... 39
Figura 11 -- Canais de Distribuição de Frutas Importadas no Japão ................................................ 42
Tabela 1. Mangas -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos ...................... 46
Tabela 2. Mangas -- Valores, Volumes e Preços Médios de Importações por país de origem.......... 46
Tabela 3. Mangas -- Variação de Volumes (kgs) Importados por Sazonalidade - 2001 ................... 48
Tabela 4. Mangas -- Sazonalidade de Preços de Importações, 2001 ................................................. 48
Tabela 5. Mangas -- Preços no Varejo na Região Metropolitana de Tóquio, Maio de 2002 ............ 49
Tabela 6. Mangas -- Valor de Importação de Mangas por País e tipo de Transporte, 2001 ............ 50
Tabela 7. Mangas -- Preço médio (JpY/kg) de importação por via aérea, por país de origem ......... 51
Tabela 8. Mangas -- Preço Médio (JpY/kg) de Importação por via marítima, por país de origem .. 51
Tabela 9. Mangas -- Volume (kg.) importado por aeroporto e por país de origem .......................... 52
Tabela 10. Mangas -- Valor Importado por aeroporto e país de origem ........................................... 52
Tabela 11. Mangas -- Volume (kg.) Importado por via marítima e país de origem .......................... 53
Tabela 12. Mangas -- Valor Importado por via marítima e país de origem ...................................... 53
Tabela 13. Mangas -- Preço Médio das Exportações Brasileiras de Mangas, 1999-2001 ................. 54
Tabela 14. Limões -- Consumo por Região: Japão, 1990-1999 .......................................................... 57
Tabela 15. Limões -- Volumes totais de Importações, Valores e preços médios por país, 2001 ........ 58
Tabela 16. Limões -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos...................... 58
Tabela 17. Limões -- Volume (kg.) Total de Importações, por via Marítima e países de origem, 2001
..................................................................................................................................................... 59
Tabela 18. Limões -- Valor (JpY1.000) Total de Importações, por via marítima e países de origem,
2001.............................................................................................................................................. 60
Tabela 19. Limões -- Volume (kg.)Total de Importações, por aeroportos e países de origem, 2001 . 60
Tabela 20. Limões -- Valor Total de Importações, por aeroportos e países de origem, 2001 .......... 61
Tabela 21. Limões -- Preços Médios (JpY/kg) por via marítima e países de origem, 2001 ............... 62
Tabela 22. Limões -- Preços Médios (JpY/kg) por Transporte Aéreo e países de origem, 2001 ....... 62
Tabela 23. Limões -- Sazonalidade dos Volumes (kg) de importação por países de origem, 2001 .... 63
Tabela 24. Limões -- Sazonalidade de Preços Médios (/kg) de Importações, 2001 ............................ 64
110 - 110
Estudo de Mercado para Importação de Frutas
Tabela 25. Limões -- Limão Taiti – Volumes, Valores e Preços Médios de Importação, 2001.......... 65
Tabela 26. Limões -- Limão Taiti (raimu) – Sazonalidade dos volumes de importação, 2001 .......... 66
Tabela 27. Limões -- Preços médios de exportação (FOB), 2000-2001 .............................................. 67
Tabela 28. Mamão papaia -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos ........ 70
Tabela 29. Mamão papaia -- Importações de Mamão papaia, por país em preços médios, 2001..... 70
Tabela 30. Mamão papaia -- Sazonalidade das Importações de Mamão papaia, 2001 .................... 71
Tabela 31. Mamão papaia -- Classificação por tipo de porto de entrada, 2001................................ 72
Tabela 32. Mamão papaia -- Importações por país e preços médios por transporte marítimo, 2001
..................................................................................................................................................... 72
Tabela 33. Mamão papaia -- Preços Médios de Importações por transporte marítimo, 2001 ......... 73
Tabela 34. Mamão papaia -- Valores Totais Importados por via aérea e país de origem ................ 73
Tabela 35. Mamão papaia -- Volumes (t) Totais Importados por via aérea e países de origem....... 74
Tabela 36. Mamão papaia -- Preço Médio de Importação por via aérea, por países de origem ...... 74
Tabela 37. Mamão papaia -- Preços Médios das Exportações Brasileiras, 2000-2001 ..................... 74
Tabela 38. Melão -- Consumo de Melões por região............................................................................ 78
Tabela 39. Melão -- Exportações Japonesas de Melão, 2001 ............................................................... 78
Tabela 40. Melão -- Volumes, Valores e Preços Médios de Importação por País de Origem, 2001 .... 79
Tabela 41. Melão -- Produção Doméstica, Importações e Preços Médios Históricos ........................ 79
Tabela 42. Melão -- Preços no Varejo na área Metropolitana de Tóquio, 2002 ................................. 81
Tabela 43. Melão -- Arusu Melon : Preços e Volumes Históricos de Vendas .................................... 81
Tabela 44. Melão -- Prince Melon: Preços, Margens e Volumes Históricos de Vendas.................... 81
Tabela 45. Melão -- Andes Melon: Preços, Margens e Volumes Históricos de Vendas..................... 82
Tabela 46. Melão -- Kinjô Melon: Preços e Volumes Históricos de Vendas...................................... 82
Tabela 47. Melão -- Honey Dew Melon: Preços e Volumes Históricos de Vendas............................ 82
Tabela 48. Melão -- Preços Médios (JpY/kg) de Importações por Aeroportos e países de origem,
2001.............................................................................................................................................. 83
Tabela 49. Melão -- Preços Médios (JpY/kg) de Importações por via marítima e país de origem,
2001.............................................................................................................................................. 84
Tabela 50. Melão -- Volumes Totais de Importação por países e aeroportos, 2001........................... 84
Tabela 51. Melão -- Volumes Totais de Importação por países e portos marítimos, 2001 ................ 85
Tabela 52. Melão -- Valores Totais de Importação por países e aeroportos, 2001 ............................. 85
Tabela 53. Melão -- Valores Totais de Importação por países e portos marítimos, 2001.................. 86
Tabela 54. Melão -- Sazonalidade das Importações: Volumes, Valores e Preços Médios, 2001 ........ 87
Tabela 55. Melão -- Preço médio de exportação de melões brasileiros – FOB ................................. 88
Tabela 56. Caqui -- Composição média por 100g: ............................................................................ 90
Tabela 57. Caqui -- Dados da Produção de Caqui no Estado de São Paulo .................................... 91
Tabela 58. Caqui -- Importações Japonesas de Caqui Seco, 2001 ................................................... 92
Tabela 59. Caqui -- Exportações Japonesas de Caqui, 2001 ............................................................ 93
Tabela 60. Caqui -- Produção Japonesa Total e por Províncias, Preços Médios, 1990-1999.......... 94
Tabela 61. Caqui -- Área Plantada das Principais Províncias Produtoras de Caquis Taninosos ... 94
Tabela 62. Caqui -- Área Plantada das Principais Províncias Produtoras de Caquis Não-Taninosos
..................................................................................................................................................... 95
Tabela 63. Caqui -- Exemplo de venda de caqui diretamente do produtor ao consumidor final no
Japão............................................................................................................................................ 95
Tabela 64. Caqui -- Fuyu e Jirô: Produção, Preços Médios e Margens no Varejo, 1990-1999........ 96
Tabela 65. Caqui -- Produção de Shibugaki (caqui taninoso), 1990-1999........................................ 96
Tabela 66. Caqui -- Preços Médios de Variedades Diferentes, 1990-1999 ....................................... 97
Tabela 67. Caqui Sem Semente: Volumes de Vendas e Preços Médios no Atacado, 1990-1999....... 97
Tabela 68. Caqui Nishimura Precoce: Volumes de Vendas e Preços Médios no Atacado............... 97
Tabela 69. Caqui -- Consumo Médio por Regiões, 1990-1999.......................................................... 98
Tabela 70. Caqui -- Consumo Médio por Regiões e Preços Médios, 2001 ....................................... 98
Tabela 71. Feiras Específicas de Alimentos, Bebidas e Processamento de Alimentos Planejadas para
2002-2003....................................................................................................................................109
111 - 111
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Estudo sobre o Mercado de Frutas no Japão