INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO VALE DO JURUENA - AJES PÓS-GRADUAÇÃO EM METODOLOGIA DO ENSINO FUNDAMENTAL E GESTÃO ESCOLAR DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NO PROCESSO DE ENSINOAPRENDIZAGEM: UMA REFLEXÃO Élson Jose de Oliveira Orientação: Prof. Ilso Fernandes do Carmo BRASNORTE/2011 INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO VALE DO JURUENA - AJES PÓS-GRADUAÇÃO EM METODOLOGIA DO ENSINO FUNDAMENTAL E GESTÃO ESCOLAR DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NO PROCESSO DE ENSINOAPRENDIZAGEM: UMA REFLEXÃO Élson Jose de Oliveira Orientação: Prof. Ilso Fernandes do Carmo “Trabalho apresentado como exigência parcial para a obtenção do título de especialização em Metodologia do Ensino Fundamental e Gestão Escolar.” BRASNORTE/2011 AGRADECIMENTO Agradeço a DEUS, e a minha família pelo apoio dado durante a minha caminhada; para o meu crescimento pessoal e profissional; aos mestres pela paciência e incentivo. DEDICATÓRIA A minha esposa, aos meus amigos e professores, e aos mestres, que não mediram seus esforços para que eu realizasse meus objetivos. Dedico com amor e orgulho este trabalho como demonstração de carinho. "Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra. " (Anísio Teixeira) RESUMO O motivo pelo qual optei pela escolha deste tema foi por ver que os alunos apresentam vários fatores que influenciam na dificuldade da aprendizagem. Realizei este estudo com o objetivo de propor uma reflexão, uma busca, reconstrução e inovações de práticas, métodos sobre o fazer pedagógico nas séries iniciais e os principais conceitos e teorias no qual ocorre o processo de desenvolvimento da aprendizagem do educando. É preciso que ocorram desafios nas buscam de soluções para as dificuldades relacionas nas teorias do conhecimento educacional e no conhecimento real possibilitando caminhos e mudanças necessárias aos direitos de nossas crianças. Foi através de leituras de vários autores que desenvolvi meu trabalho e durante os estudos realizados pude considerar que a história de conceitos e métodos no processo das dificuldades de aprendizagem, revendo grandes desafios na busca de respostas para solucionar as dificuldades relacionadas ao conhecimento do processo de ensino aprendizagem de nossas crianças. SUMÁRIO INTRODUÇÃO...........................................................................................................07 CAPITULO I A ESCOLA E AS CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM..........10 CAPITULO II AS PRINCIPAIS DIFICULDADES QUE OCORREM NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM......................................................................................................16 CAPITULO III CONHECER COMO OCORRE O PROCESSO DE APRENDIZAGEM....................22 CONSIDERAÇÕES FINAIS 28 BIBLIOGRAFIA .........................................................................................................29 INTRODUÇÃO As dificuldades de aprendizagem afetam as pessoas como um todo. Em conseqüência os fracassos interferem o ser íntimo ao ser social da pessoa, considerando o lugar que o sucesso social do mundo em que vivemos hoje. Podemos dizer que o baixo rendimento escolar é sinônimo de fracasso na vida em que o sujeito constrói as idéias e propostas ao longo de sua existência. Na escola a perspectiva de conseguir proporcionar o bom desempenho que possibilitem ajudar solucionar os problemas de dificuldades de aprendizagem que a criança tem na vida escolar. Normalmente na sala de aula encontramos crianças com dificuldades de ensino aprendizagem, e não conseguem atingir um rendimento esperado, não aprendem como outras crianças, os métodos utilizados pelos professores não funciona com eles. Sabemos que as dificuldades de aprendizagem são complexas, essas manifestações de aprendizagem são sintomas de vários fatores que influenciam e impedem o aluno aprender. É importante que as crianças e os professores da sua escola conheçam os seus pontos positivos e negativos, a forma como aprende e como poderia aprender. Devido às grandes dificuldades apresentadas em sala de aula pelos alunos das séries iniciais optei a escolha deste tema, e estar aprofundando e inovando a minha prática pedagógica. Buscando novos métodos e estratégias que possibilitem o aluno a melhor compreensão nas atividades assim procurando sanar algumas dificuldades do educando e que o mesmo possa ter melhor rendimento na construção da aprendizagem, alem do seu próprio conhecimento. A escola tem, por sua vez, um papel importante de ensinar o que o mundo do trabalho atual exige preparando o aluno para futuro. Sendo a família a principal responsável pela fase da educação de seu filho, não deixando só a responsabilidade para a escola. Acreditase que quanto mais a família participa, mais eficaz é o trabalho da escola, pois dessa forma, cada um se dedicará às suas obrigações e deveres. Sabemos que nossa sociedade atualmente comporta vários fatores que influenciam no processo de ensino aprendizagem, e por isso a escola deve oferecer ambientes agradáveis e saudáveis com pedagogos preparados e responsáveis, para ajudar os alunos que apresentam essas dificuldades, procurando descobrir quais são os fatores causadores desses problemas. Pois cada criança é um ser humano 08 único. É importante respeitar a individualidade, aceitar as diferentes formas de pensar, de sentir e agir dessas crianças. Compreender e valorizar o conhecimento e a visão da criança sendo ela aceita pela família e professores. Apresento no Capítulo I A escola e as crianças com dificuldades de Aprendizagem . As famílias devem ser um verdadeiro apoio para seus filhos, principalmente quando apresentam dificuldades na aprendizagem, muitas vezes enfrentam frustrações na escola. Por isso pais e professores devem estar atentos quando a criança começa apresentar certas dificuldades durante o processo de aprendizagem, e juntos possibilitar a compreensão para a construção de novos saberes. Abordarei no Capítulo II As principais dificuldades que ocorrem no processo de aprendizagem È difícil encontrar uma forma que define a aprendizagem, que abranja tudo aquilo que esta envolvido dentro do processo de aprendizagem, o aprendizado integra cérebro psíquico, o cognitivo e o social isso ocorre num determinado momento histórico. Para isso precisamos compreender o funcionamento e a importância de conhecermos alguns fatores ambientais que influenciam o desenvolvimento para o aprendizado. Para NEWSWEEK (1996, p.31), o processo de aprendizagem já não é considerado uma ação passiva de recepção, nem o ensinamento uma simples transmissão de informação. Ao contrário, hoje falamos da aprendizagem interativa, da dimensionalidade do saber. A aprendizagem supõe uma construção que ocorre por meio de um processo mental que implica na aquisição de um conhecimento novo. E sempre uma reconstrução interna e subjetiva, processada e construída iterativamente. No Capítulo III Conhecer como ocorre o processo de aprendizagem Sabemos que o objetivo da educação e criar sentidos pessoais e formar sistemas sociais. Sendo que o ser humano já nasce com certo conhecimento e ao longo dos tempos os grupos sociais contribuem para a construção de indivíduos 09 responsáveis escolhendo seus próprios valores, tendo a liberdade de escolher o bom/ruim, justo/injusto. Para que ocorra sucesso durante o processo de aprendizagem é importante as combinações daquilo que já existe, possibilitar ambiente criativo que favoreça o ser humano ser capaz de construir seu conhecimento em idéias próprias. Sabemos que cada ser humano tem uma maneira de aprender, uns mais rápidos, outros mais lentos, Portanto o professor deve utilizar de todas as ferramentas possíveis para contribuir na aprendizagem do mesmo. CAPÍTULO I A ESCOLA E AS CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM Ocorre em nossa sociedade vários fatores que afetam a aprendizagem de nossas crianças, e as mesmas não conseguem cumprir com aquilo que é esperado de si, conseqüência como o fracasso do ser social da pessoa. Muitas vezes são descriminadas pelos colegas em sala de aula, deixando sua auto-estima sem forças para reagir prejudicando sua aprendizagem. SOUZA (1996), afirma que o ambiente de origem da criança é altamente responsável pelas suas atividades de segurança no desempenho de suas atividades e na aquisição de experiências bem sucedidas, o que faz a criança obter conceito positivo sobre si mesmo, fator importante para a aprendizagem. SOUZA (1996), afirma que as dificuldades de aprendizagem aparecem quando a prática pedagógica diverge das necessidades dos alunos. Neste aspecto, sendo a aprendizagem significativa para o aluno, este tornar-se-á menos rígido, mais flexível, menos bloqueado, isto é, perceberá mais seus sentimentos, interesses, limitações e necessidades. FONSECA (1995), afirma que As dificuldades de aprendizagem aumentam na presença de escolas superlotadas e mal equipadas, carentes de materiais didáticos inovadores, além de freqüentemente contarem com muitos professores “derrotados” e “desmotivados”. A escola não pode continuar a ser uma fábrica de insucessos. Na escola, a criança deve ser amada, pois só assim se poderá considerar útil. No cotidiano escolar deparamos com salas super lotadas, com alunos carentes de afeto, onde as dificuldades de aprendizagem são constantes, pois alem de não ter apoio em casa deparam se com professores muitas vezes inexperientes e pouco matérias pedagógicos. Este é o momento do professor planejar e inovar a sua pratica pedagógica para trabalhar diferenciado de acordo com as dificuldades aparentadas pelos alunos, sendo que o processo de aprendizagem é contínuo e a criança deve ser tratada e respeitada dentro de um contexto como um todo. Segundo BRASIL (1997 p. 59) diz a participação é um principio da democracia que necessita ser trabalhada; é algo que se aprende e se ensina. A escola será um lugar possível para essa aprendizagem, se promover a convivência 11 democrática no seu cotidiano, pois aprende a participar, participando. No entanto, se a escola negar aos alunos a possibilidade de exercer essa capacidade, estará, ao contrario, ensinando a passividade, a indiferença e a obediência cega. È aqui que a importância do convívio escolar ganha amplitude, afim de tomar a escola como espaço de atuação pública dos alunos. O ensino e a aprendizagem da participação têm como suporte básico a realidade escolar para o uso afetivo dos procedimentos aprendidos, para a promoção das capacidades que se quer desenvolver. Assim devem ser eleitos métodos e atividades que ofereçam experiências de aprendizagem ricas em situações de participação, nas quais os alunos possam opinar, assumir responsabilidades, colocar-se, resolver problemas e conflitos e refletir sobre as conseqüências de seus atos. Situações que envolvam atividades como seminário, exposição de trabalhos, organização de campanhas, monitoria de grupos de estudos, eleição e desenvolvimento de projetos etc. favorecem essa aprendizagem. Segundo NEWSWEEK (1996, p. 91) diz: na sala de aula normalmente são encontradas essas crianças que, tendo as capacidades necessárias, não conseguem atingir o rendimento que seria esperado delas. Não aprendem como as demais crianças e, portanto, os métodos normalmente utilizados não funcionam com elas. Os problemas de aprendizagem são complexos; suas manifestações podem ser sintomas de uma infinidades de fatores. O diagnostico apropriado de cada um é indispensável para poder conceber as estratégias de condução e tratamento adequado. É importante que as crianças e as pessoas a cargo da sua educação conheçam seus pontos fortes e suas áreas de dificuldade. A forma como aprende e como poderia compensar suas éreas deficitárias. Para NEWSWEEK (1996, p.95), depois de ler as distintas definições podemos concluir que nos transtornos de aprendizagem intervêm umas infinidades de fatores. Cada caso particular deve ser considerado de maneira diferente, sendo que e importante analisar em cada um deles o significado, a causa e a modalidade da perturbação. Uma criança com dificuldade de aprendizagem é aquela que não consegue aprender com os métodos com os quais aprendem a maioria das crianças, apesar de ter as bases intelectuais apropriadas para a aprendizagem, Seu rendimento escolar esta abaixo de suas capacidades. Os problemas específicos de aprendizagem não são resultados de; falta de capacidades intelectuais, de ficits 12 sensoriais primários, privação cultural, falta de continuidade na assistência ás aulas ou mudanças freqüentes da escola, problemas emocionais ou instruções inadequada. No entanto estas condições podem acompanhar, desencadear ou inclusive agravar um problema nas áreas de aprendizagem. Em alguns casos são encontrados indicadores neurológicos que podem ser à base de um problema de aprendizagem. Para BRASIL (1997 p 29-30): o primeiro elemento dessa tríade, o aluno, é o sujeito da ação de aprender, aquele que age sobre o sujeito de conhecimento. O segundo elemento, o objeto de conhecimento, é a língua portuguesa, tal como se fala e se escreve fora da escola, à língua que se fala em instâncias públicas e a que existe nos textos escritos que circulam socialmente. E o terceiro elemento da tríade, o ensino, neste enfoque teórico, concebido como a pratica educacional que organiza a medição entre sujeito e objeto do conhecimento. Para que essa medição aconteça, o professor deverá planejar, implementar e dirigir as atividades didáticas, com o objetivo de desencadear, apoiar e orientar o esforço de ação reflexão do aluno. BRASIL (1997), afirma ainda que; toda a escola verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania precisa criar condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz da linguagem que satisfaça necessidades pessoais que podem estar relacionadas ás ações afetivas do cotidiano, á transmissão de busca de informação, ao exercício da reflexão. De modo geral, os textos são produzidos , lidos e ouvidos em razão de finalidades desse tipo. Sem negar a importância dos que respondem a exigência práticas da vida diária, são os textos que favorecem a reflexão critica e imaginativa, o exercício de formas de pensamento mais elaborado e abstrata, os mais vitais para a plena participação numa sociedade letrada. BRASIL, (1997, p. 33-34), diz que a compreensão atual da relação entre a aquisição das capacidades de redigir e grafar rompe com a crença arraigada de que o domínio bê-â-bâ seja pré requisito para o inicio de língua e nos mostra que esses dois processos de aprendizagem podem e devem ocorrer de forma simultânea. Um diz respeito a aprendizagem de um conhecimento de natureza notacional; a escrita alfabética o outro se refere á aprendizagem da linguagem que se usa para escrever. Segundo BRASIL encontramos o seguinte comentário Ensinar a escrever textos torna-se uma tarefa muito difícil fora do convívio com textos verdadeiros, com leitores e escritores verdadeiros e com situações de comunicação que os tornem necessários. Fora da escola escrevem-se textos dirigidos a interlocutores de fato. Todo texto pertence a 13 um determinado gênero, com uma forma própria, que se pode aprender. Quando entram na escola, os textos que circulam socialmente cumprem um papel modalizador, servindo como fonte de referencia, repertorio textual, suporte de atividade intertextual. A diversidade textual que existe fora da escola pode e deve estar a serviço da expansão do conhecimento letrado do aluno. (1997 p. 34). È importante que os professores ficam atentos quando os alunos apresentam alguns fatores que estejam atrapalhando o aprendizado dos mesmos,preparar um bom plano de aula, atividades que possam sanar algumas dificuldades. Saber lidar com as diferenças e uma virtude, afinal somos seres humanos, pensamos diferentes, agimos diferentes, e aprendemos diferente, ensinar para o aluno que a escola é importante e a aprendizagem é uma ferramenta indispensável para a vida futura, Segundo COWLEY (2006, p. 60), há uma diferença entre o aluno que está apenas entediado com a escola e aquele que carece de motivação para o trabalho escolar. Alguns alunos perdem a motivação por considerarem o trabalho muito difícil, talvez por possuírem alguma dificuldade especifica de aprendizagem. Se conseguirmos desenvolver um trabalho de modo mais próximo das habilidades do aluno, então é possível que sejamos capazes de voltar a motivá-lo. Outros alunos carecem de motivação para aprender, simplesmente porque nunca lhe foi ensinado que aprender é importante ou pode ser divertido. Segundo BRASIL (1997 p 45), a prática escolar distingue-se de outras praticas educativas, como as que acontecem na família, no trabalho, na mídia no lazer e nas demais formas de convívio social, por constituir-se uma ação intencional, sistemática, planejada e continuada para crianças e jovens durante um período continuo e externo de tempo. A escola, ao tomar para si o objetivo de formar cidadãos capazes de atuar com competência e dignidade na sociedade, buscara eleger, como objetivo de ensino, conteúdos que estejam em consonância com as questões sociais que marcam cada momento histórico, cuja a aprendizagem e assimilação são as consideradas essenciais para que os alunos exercer seus direitos e deveres. Para tanto, ainda e necessário que a instituição escolar garanta um conjunto de praticas planejado com o propósito de contribuir para que os alunos se apropriem dos conteúdos de maneira critica e construtiva. A escola, por ser uma instituição social com propósitos explicitamente educativo, tem o compromisso de 14 intervir efetivamente para promover o desenvolvimento e a socialização de seus alunos. Segundo NEWSWEEK (1996, p. 111), é importante levar em consideração que as modalidades perceptivas que são utilizadas para apropriar-se da realidade variam de acordo com cada individuo. As gnosias nos permitem conhecer um objeto por meio de diferentes modalidades sensoriais, portanto, os diferentes objetos podem ser conhecidos por meio de vários sentidos. A função integradora das diferentes gnosias permite ter um maior conhecimento do objeto. As pessoas uma maior ou menor qualidade de funcionamento das diferentes modalidades perceptivas, desta forma o processamento da informação dos indivíduos varia. Os objetos percebidos através da modalidade visual aparecem de forma seqüencial no hemisfério esquerdo. O processamento dos diferentes tipos de informação segue caminhos muito diferentes. As crianças que apresentam dificuldades em um destes processos, ou nos dois, se vêem limitadas ou impedidas de conseguir uma interação entre elas, e para essas crianças é dificultado o ir e vir do simultâneo ao seqüencial e vice versa, de acordo com a atividade ou situação na qual se encontrem. Muitas das alterações vasomotoras que podem encontrar em certas dislexias são originadas em alterações funcionais de algumas gnosias do hemisfério direito, que e que elabora as relações espaciais e o ordenamento temporal dos acontecimentos, trazendo ao hemisfério direito algumas lembranças não verbais. Segundo NEWSWEEK (1996, p. 101-102), se pensarmos somente em operações centrais da inteligência como classificar ou ordenar, podemos perceber a importância dos aspectos emocionais na aprendizagem. A criança e capaz de realizar classificações de cor ou tamanho e ordenação de menor a maior ou viceversa, sempre e quando tenha as capacidades cognitivas para fazê-lo, mas, alem disso, quando sentir-se pertencente a uma classe; sou filhos de tais pessoas, sou mulher, sou homem e se sinta como única e distinta diferenciada de outras, só assim poderá desenvolver estas operações lógicas. Se chegarmos a compreender o que é aprender, podemos observar que o fato de ter as bases biológicas adequadas não nos garante a aprendizagem. O caminhar, o falar, o escrever e outros conhecimentos exigem uma aprendizagem. Quando uma criança aprende a andar, o faz não só porque tem pernas e pode fazê-lo, mas sim porque seus pais desejam que ande e a consideram capaz de andar apesar de saberem que andando ela pode 15 sair de vista ou afastar-se. O mesmo acontece com a fala, à criança aprende falar porque tem um aparelho fonético são, mas também necessitam de adultos que considerem capaz de falar e entender e desejam que aprenda a falar, embora saibam que, falando, a criança poderá discutir ou argumentar. Assim então vemos que o desenvolvimento emocional sadio e um fator importante para assegurar uma escolaridade com êxito. NEWSWEEK (1996), diz que, as crianças emocionalmente diante de diferentes situações como divórcios, problemas familiares, superproteção, rivalidade entre irmãos, mortes de pessoas próximas, situações novas, etc. Devemos estar muito atentos as reações das crianças, buscando a forma de ajudá-las a manejar e elaborar estas situações, já que podem ser afetados diferentes âmbitos da sua vida, incluindo a aprendizagem. ROTTA (2006, p.117), define dificuldades de aprendizagem como “um grupo heterogêneo de problemas capazes de alterar as possibilidades de a criança aprender, independente de suas condições neurológicas para fazê-lo”, ou seja, esse termo é um termo genérico que abrange todo o conjunto de fatores relacionados ao indivíduo e a seu entorno que, de alguma forma, interferem no processo de aprendizagem. Cabe ressaltar que as dificuldades de aprendizagem podem ocorrer em qualquer fase da vida humana, não acontecendo exclusivamente na infância, e que podem se apresentar como um fator isolado (ex.: falta de motivação) ou como a soma de um ou mais fatores (ex.: inadequação à metodologia de ensino e baixa acuidade visual). Ainda segundo ROTTA (2006, p.117), estima-se que a ocorrência das dificuldades de aprendizagem seja de 15 a 20% em escolares da primeira série, alcançando até 50% dos estudantes dos primeiros seis anos do ensino básico. Por esse motivo torna-se extremamente importante que pais e profissionais da educação saibam o que são as dificuldades de aprendizagem e como proceder com filhos/alunos que apresentam essas dificuldades e que, portanto, precisam de atenção especial. CAPÍTULO II AS PRINCIPAIS DIFICULDADES QUE OCORREM NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM Sabemos que no cotidiano nossas escolas recebem alunos com vários fatores que enfluenciam a aprendizagem de nossas crianças, e nós professores devemos fazer o papel para proporcionar aos alunos melhorar no processo ensino aprendizagem, motivando, orientando e organizando para um ambiente aconchegante onde as atividades desenvolvidas ocorrem com sucesso. Para que isso ocorra é importante a parceria família, escola, juntas trabalhar essas ações e melhorar a qualidades de ensino, valorizando e possibilitando a construção de cidadões aptos a viver em sociedade. Sabe-se que durante o processo de aprendizagem para a criança aprender é necessário concentração, coordenação motora, equilíbrio corporal, conhecimento espacial, atenção colaboração etc. Tudo isso faz parte do processo educativo. O desafio do professor alfabetizador é enfrentar as criticas talvez seja o de recuperar o genuinamente o ser humano num mundo densamente técnico, o Pensar a inclusão digital significa, enfim, impregnar de humanidade as coisas, a tecnologia. A educação e a escola ainda são locais comprometidos em espaço de todos e para todos. A escola inclui e oferecem espaços aberto para a diversidade de modo de pensar, de conhecer, de agir e de se relacionar. Local que abrigam os valores preciosos de nosso passado quanto formem pessoas que contribuam para um futuro de mais qualidade. Aprender e um processo eminentemente social Portanto, com as transformações das praticas sociais de comunicação, maneira como a mente opera e, por conseguinte, transformam-se as modalidades de aprendizagem. Segundo SOARES (2010, p. 132 133), O processo de avaliação é parte integrante de todo o trabalho educativo. Ele vai corresponder, assim, aos objetivos e a ação praticas defenidos pelo professor. Vai depender do conceito que o professor tem de alfabetizar e de seu papel neste processo. Se há uma postura diferente diante desses conceitos, a pratica avaliativa também estará de acordo com esse postura. Não estará previamente determinada, não compreende receitas. A avaliação ira acompanhar todos os aspectos da resposta metodológica e todo desempenho do aluno. Ela se da, na pratica, através da observação atenta do professor, da constante analise e comparação de resultados obtidos, através de fichas de registro, de estudo de protocolo arquivados na pasta individual de cada aluno, de planos e relatórios do professor. 17 É importante destacar ainda, pelo menos dois pontos essenciais no processo avaliativo. Primeiro o processo, o ato de construir, de experimentar e fazer, é tão importante quanto à resposta dada. Enquanto o processo e visto como o caminho da construção, a resposta é o marco visível da possibilidade de desempenho. O modo de fazer e o resultado mostram melhor o nível alcançado Para construir, é preciso experimentar, inventar, criar e, portanto “errar”, isto é fazer de um jeito próprio, fazer diferente do já conhecido por quem já percorreu o caminho, por quem já sabe. O “erro” construtivo é superado principalmente autocorreção, ou seja, pela reconstrução, pela reformulação, pela reinvenção, pelo fazer constante. O segundo ponto refere-se ao aspecto socioafetivo da questão. È fator determinante que a criança tenha uma auto-imagem positiva, percebendo-se como capaz e sendo valorizada pelo professor e pelo grupo, independentemente de quaisquer diferença relativas á linguagem, classe social, sexo, raça, religião ou posição política. Se as diferenças entre as crianças são trabalhadas construtivamente pelo grupo, cada uma se sentira aceita, respeitada e estimulada a interagir positivamente com seus pares e com o professor. Em SOARES encontramos o seguinte comentário: O processo de avaliação liberta-se, assim, da imposição de valores, da padronização desempenhos e da educação para a dependência e alienação. A partir daí, o professor passara, ele próprio, a construir uma nova pratica de avaliação, como resultado de uma postura critica e reflexiva que leva também em consideração a avaliação do próprio aluno, de outros elementos da escola e dos pais. O relacionamento professor-aluno é produtivo quando são capazes de contornar situações educativas em ações que possibilita o ensinar e o aprender como um todo, e transformar em pratica o desenvolvimento do aprendizado. As crianças são diferentes, pois o professor deve impor limites na sala de aula, assim fica melhor para o trabalho do professor quanto para o aprendizado da criança, deve ter as duas parcerias para que haja comprometimento, valorização, criatividade para um aprendizado eficaz. 18 Segundo BRASIL (1997, p. 49), deve-se ser ressaltado que uma pratica de reflexão coletiva não é algo que se atinge de uma hora para outra e a escola é uma realidade complexa, não sendo possível tratar as questões como se fossem simples de serem resolvidas. Cada escola encontra uma realidade, uma trama, um conjunto de circunstancia e de pessoas. E preciso que haja incentivo do poder publico local, pois o desenvolvimento do projeto requer tempo para analise, discussão e reelaborarão continua, o que só e possível em um clima favorável e com condições objetivas de realização. Para BRASIL (1997, p. 52-53), conceber o processo de aprendizagem como propriedade do sujeito não implica desvalorizar o papel determinante da interação com o meio social e, particularmente, com a escola. Ao contrario, situações escolares de ensino e aprendizagem são situações comunicativas, nas quais os alunos e professores atuam como co-responsáveis, ambos com uma influencia decisiva para o êxito do processo. O conceito de aprendizagem significa central na perspectiva construtivista, implica necessariamente, o trabalho simbólico de “significar” a parcela da realidade que se conhece. As aprendizagens que os alunos realizam na escola serão significativas a medida que conseguirem estabelecer relações substantiva se não arbitrarias entre os conteúdos escolares e os conhecimentos previamente construídos por eles, num processo de articulação de novos significados. Para NEWSWEEK (1996, p. 85 - 86), a aprendizagem é uma relação vincular. Isso implica que existem dois termos: sujeito e objeto. Quando falamos do objeto nos referimos a tudo o que é conhecido como o não-eu. O objeto adquire significado na consciência mediante as relações e as possibilidades de categorizá-lo para que este seja compreensível. No vínculo com a mãe, a criança estrutura suas capacidades individuais e também sua atitude frente ao mundo e, portanto, frente a aprendizagem. E importante entender que a aprendizagem caminha unida ao crescimento, ir deixando, pouco a pouco, a dependência para chegar a ser independente. Nesse processo a criança deve ser capaz de transferir seus afetos para fora do núcleo familiar e encontrar outros modelos de identificação com seus colegas e professores. Também, a partir da família, deve dar o espaço para a aceitação do crescimento já que este e um caminho para que ocorra a socialização dos processos do pensamento e dos mecanismos de contato com a realidade. A 19 família, com sua atitude, podem permitir que o erro seja admissível ou pode transformá-lo em medo do fracasso. O mesmo pode suceder com a escola. BRASIL (1997, p. 73), afirma que: As pessoas não nascem boas ou ruim; e a sociedade, quer queira, quer não, que educa normalmente seus membros, embora a família, os meios de comunicação e o convívio com outras pessoas tenham influencia marcante no comportamento da criança. E, naturalmente, a escola também tem. É preciso deixar claro que ela não deve ser considerada onipotente, única instituição social capaz de educar moralmente as novas gerações. Também não se pode pensar que a escola garante total sucesso em seu trabalho de formação. Na verdade, seu poder e limitado. Brasil (1997 p 73) No mundo moderno se fala muito da auto-estima, podemos dizer nos professores quando estamos passando por algumas dificuldades, e nossa autoestima esta em zero, o quanto e difícil se não tivermos apoio nesta hora de nossos colegas, família, e do setor de trabalho. Assim são nossos alunos ao chegarem na escola tristes desanimados, com fome sem vontade para estudar. O professor deve comunicar a direção, e juntos procurar saber o que esta acontecendo com esta criança, e começar a trabalhar diferente para que essa também possa aprender cada um tem um jeito de aprender, de compreender as coisas. Desta forma a criança começa a perceber que as regras, e limitações que são impostas justamente para estabelecer possibilidades, direitos durante o processo de aprendizagem. A criação de um clima favorável e muito importante para o desenvolvimento da criança, principalmente nas series iniciais, o afeto, carinho e a participação dos pais na escola é fundamental o seu desenvolvimento elementos essenciais para a melhoria de qualidade de aprendizagem. Pois o objetivo da escola e oferecer respeito ás diferenças e trabalhando por igualdade às ações educativas sendo um fator de enriquecimento. É direito de todos os alunos realizarem a aprendizagem para o desenvolvimento da socialização. Segundo BRASIL (1997 p 54). Os alunos não contam exclusivamente com o contexto escolar para a construção de conhecimento sobre conteúdos considerados escolares. A mídia, a família, a igreja, os amigos, são também fontes de influencia educativa que incidem sobre o processo de construção de significado desses conteúdos. E esses influencias sociais normalmente soma-se ao processo de aprendizagem escolar, contribuindo para consolidá-los; por isso é importante que a escola as considere e as integre ao trabalho. Porem, algumas vezes, essa mesma influencia pode apresentar obstáculos á a aprendizagem escolar, ao indicar uma 20 direção diferente, ou mesmo oposta, daquela presente no encaminhamento escolar. È necessário que a escola considere tais direções e forneça uma interpretação dessas diferenças, para que a intervenção pedagógica favoreça a ultrapassagem desses obstáculos num processo articulado de interação e integração. Segundo BRASIL (1997, p.55), o professor deve ter propostas claras sobre o que, quando e como ensinar e avaliar, a fim de possibilitar o planejamento de atividades de ensino para a aprendizagem de maneira adequada e coerente com seus objetivos. É a partir dessas determinações que o professor elabora a programação diária de sala de aula e organiza sua intervenção de maneira a propor situações de aprendizagem ajustada ás capacidades cognitivas dos alunos. Em síntese, não é a aprendizagem que deve se ajustar ao ensino, mas sim o ensino que deve potencializar a aprendizagem. Segundo NEWSWEEK (1996, p.7), um dos maiores desafios sociais da educação do século xxi tem é a integração e socialização das crianças com problemas de aprendizagem. Dessa forma, para os pais que enfrentam esse problema com alguma de seus filhos também e colocada essa difícil tarefa . Os problemas de aprendizagem procedem essencialmente da capacidade de conceitualizar e processar a informação, assim como do desenvolvimento das destrezas. As habilidades afetadas com maior freqüência são, leitura, escrita, processamento auditivo e da fala, raciocínio e matemática. Não existe nenhuma cura para os problemas de aprendizagem; são dificuldades para toda a vida. No entanto, as crianças com esse tipo de problema podem progredir muito e, em muitos casos, podem aprender formas de superar suas limitações. Com o suporte adequado, as crianças com problemas de aprendizagem podem aprender e, de fato aprendem, com sucesso. SANTOS (2010, p.35), afirma que os resultados do processo de ensino aprendizagem nem sempre acabam em sucessos e aprovações. Freqüentemente no cotidiano da sala de aula, os alunos deparam- se com conteúdos que não são assimilados facilmente e que ocasionam dificuldades do aprendizagem. Neste contesto, todos os envolvidos no processo educativo – professores, pedagogos, alunos, pais – devem estar atentos a eventuais dificuldades, observando atentamente registrando e relando as situações que elas ocorrem, pois podem ser causadas por diferentes fatores. 21 A apropriação dos conteúdos trabalhos também é determinante nesse processo, mas também é preciso considerar outros aspectos, entre eles a hereditariedade, pois os fatores genéticos e a conseqüente maturação biológica são determinantes para a aprendizagem. Em geral, é mais fácil avaliar o “bom” aluno. A dificuldade está na avaliação daqueles que apresentam dificuldades de aprendizagem. Como a escola deve se organizar para realizar com êxito essa avaliação? Cabe ao pedagogo, ou ao professor, realizar uma série de atividades pré – organizadas com o aluno a ser avaliado. Essa avaliação servirá de subsidio para posterior realização da avaliação diagnostica psicoeducacional. CAPÍTULO III CONHECER COMO OCORRE O PROCESSO DE APRENDIZAGEM Na sociedade atual são exigidos dos indivíduos cada vez mais seus conhecimentos e habilidades, para interpretar e produzir de maneira critica suas informações, pois sabemos que essas informações estão chegando com muita rapidez em nosso meio, como o intenso desenvolvimento tecnológico, isso causa reflexos na sociedade. Devemos conhecer e usar bem a língua pois e necessário cada vez mais para que um cidadão participe ativamente do mundo em que vive. Conhecimento em que possibilite o ser humano de resolver os problemas do dia a dia, e possa contribuir e participar ativamente na sociedade em que esta inserido. Sabe-se que o ser humano nasce, cresce e se desenvolve de acordo com suas capacidades e o meio em que vive, e aos poucos vai adquirindo conhecimento, e conforme suas habilidades e necessidades será capaz de construir elementos básicos, como os valores, atitudes e capacidades intelectuais. Ate mesmo trabalhar com dignidade melhorando a qualidade de vida, podendo tomar decisões aumentando a vontade de aprender. Segundo NEWSWEEK (1996, p 95), depois de ler as distintas definições podemos concluir que nos transtornos de aprendizagem de intervém uma infinidades de fatores. Cada caso particular deve ser considerado de maneira diferente, sendo que e importante analisar em cada um deles o significado, a causa e a modalidade da perturbação. Uma criança com dificuldade de aprendizagem e aquela que não consegue aprender com os métodos com os quais aprendem a maioria das crianças, apesar de ter as bases intelectuais apropriadas para a aprendizagem. Seu rendimento escolar esta abaixo de suas capacidades. Os problemas específicos de aprendizagem não são resultado de; falta de capacidades intelectuais déficits sensoriais primários, privação cultural, falta de continuidade na assistência ás aulas ou mudanças freqüentes de escola, problemas emocionais ou instruções inadequada. No entanto, estas condições podem acompanhar, desencadear ou inclusive agravar um problema nas áreas de aprendizagem. Em alguns casos encontrados indicadores neurológicos que podem ser à base de um problema de aprendizagem. Cada criança e única, as formas no qual os problemas aprendizagem se manifestam esta relacionada com a individualidade de quem aprende; portanto, não existem nem causas únicas, nem tratamentos iguais; não existe a criança disléxica, 23 existe uma criança que apresenta dislexia. A reação de cada criança diante dos diversos fatores que intervém na sua aprendizagem será diferente, por sua estrutura biológica, sua emocionalidade, seu meio sócio-cultural. Por isso e importante conhecer a criança na sua totalidade, entender sua problemática especifica, ajudá-la a conhecer seus pontos fortes e fraquezas e buscar estratégias de suporte que lhe permite ter sucesso na sua aprendizagem. Os problemas de aprendizagem não desaparecem; no entanto, a criança pode aprender a compensar suas dificuldades. Quanto mais cedo for realizada a intervenção de suporte, a criança poderá aprender a conduzir melhor sua dificuldade em aprender. Segundo NEWSWEEK (1996, p 31), deve-se destacar a influencia que toda a nossa bagagem tem sobre o aprendizado, ou seja, nossas experiências passadas, nossos sentimentos, nossas vivencias e as situações sociais nas quais se desenvolve o aprender. Nossas estruturas psíquicas dá sentido aos processos perspetivos, enquanto a organização cognitiva sistematiza toda a informação percebida de um forma muito pessoal de acordo com as experiências vivenciadas e as situações sociais onde elas se desenvolvem. Portanto os sujeitos da aprendizagem e seus modos de aprender são produtos das praticas culturais e sociais. NEWSWEEK, (1996), diz ainda que o processo de aprendizagem já não é considerado uma ação passiva de recepção, nem o ensinamento uma simples transmissão de informação. Ao contrario, hoje falamos da aprendizagem interativa, da diomensionalidade do saber. A aprendizagem supõe uma construção que ocorre por meio de um processo mental que implica na aquisição de um conhecimento novo. É sempre uma reconstrução interna e subjetiva, processada e construída interativamente. NEWSWEEK, (1996 p.31), comenta que: Os seres humanos precisam de continuas aprendizagens que começam a ocorrer a partir da gestação. O aprender é o caminho para atingir o crescimento, a maturidade e o desenvolvimento como pessoa num mundo organizado as interações com o meio nos permitem a organização do conhecimento. De acordo com o que fala o autor, precisamos rever nossos conceito e procurar saber o motivo pela qual o aluno apresenta as dificuldades durante o 24 processo de aprendizagem, conversar com a mãe e saber se a gestação foi tudo bem. Porque muitas vezes a criança não aprende devidos vários fatores que ate mesmo os pais não sabem, ou nunca levaram a criança ao médico para saber dos motivos que esta causando o não aprender, cada problema deve ser visto e trabalhado em conjunto, família, escola, o professor também deve utilizar de vários métodos e propor a esses alunos variedades de atividades possibilitando o aprendizado do aluno com mais facilidade e entendimento. A aprendizagem é um processo continuo, e cada aluno vai desenvolvendo conforme o alcance de seu conhecimento. E nos devemos respeitar essas individualidade, aceitar as diferenças e as formas de sentir,pensar, agir, cada criança é um ser único e importante na sociedade. Acredito que através desta busca de reconstrução e inovações de práticas os desenvolvimentos da aprendizagem humana se completam no decorrem do processo educativo bem como integram um conjunto que possam compreender e explicar a construção da aprendizagem como um todo: pois os alunos podem compreender as relações através determinado momento em que esta freqüentando a escola, possibilidades estas nas quais os alunos devolvem seus conhecimentos reorganizando e construindo seus saberes dentro da própria realidade em que vive. Para NEWSWEEK (1996, p.360-361), as crianças que tem dificuldades na aprendizagem da lectoescrita, comparados com seus colegas, geralmente apresentam um processo de decodificação das palavras mais lento e se cansam quando lêem. Se isto acontece, então sua afetividade na hora de ensinar a ler será muito diminuída. Os professores devem ter o total apoio tanto da direção como dos pais. A direção deve conhecer e valorizar o programa de leitura e o trabalho realizado pelo professor encarregado. No que se refere aos pais, deve-se fazer o esforço de envolvê-los, por meio de cartas informativas do que esta sendo feito na escola, comunicação telefônica para mantê-los informados sobre o desenvolvimento dos seus filhos, reuniões entre pais e professores, escola para os pais, envio para casa de informação sobre educação geral e que e, especificamente, estratégias e materiais para apoiar o desenvolvimento da leitura. 25 NEWSWEEK (1996), ainda diz, as crianças devem compreender que a aprendizagem da leitura tem um sentido. A criança aprende a ler lendo, portanto a professora ou professor deve fazer com que esta aprendizagem seja fácil e divertida, no entanto, existem muitos casos onde são utilizadas formas simples de tornar a leitura mais complicada. Fazer da leitura uma aprendizagem fácil quer dizer que seja; significativa, útil, divertida e freqüente. Para NEWSWEEK (1996, p 32) a aprendizagem é um processo que ocorre durante toda a vida. A definição a seguir nos parece útil por abranger a aprendizagem no seu sentido mais amplo. A aprendizagem é um processo integral que ocorre desde o princípio da vida. Segundo FARIA (1998), os esquemas são uma necessidade interna do indivíduo. Os esquemas afetivos levam à construção do caráter, são modos de sentir que se adquire juntamente às ações exercidas pelo sujeito sobre pessoas ou objetos. Os esquemas cognitivos conduzem à formação da inteligência, tendo a necessidade de serem repetidos (a criança pega várias vezes o mesmo objeto). Outra propriedade do esquema é a ampliação do campo de aplicação, também chamada de assimilação generalizadora (a criança não pega apenas um objeto, pega outros que estão por perto). Através da discriminação progressiva dos objetos, da capacidade chamada de assimilação recognitiva ou reconhecedora, a criança identifica os objetos que pode ou não pegar, que podem ou não dar algum prazer à ela. FARIA (1998), salienta ainda que: Os fatores responsáveis pelo desenvolvimento, segundo Piaget, são: maturação; experiência física e lógicomatemática; transmissão ou experiência social; equilibração; motivação; interesses e valores; valores e sentimentos. A aprendizagem é sempre provocada por situações externas ao sujeito, supondo a atuação do sujeito sobre o meio, mediante experiências. A aprendizagem será a aquisição que ocorre em função da experiência e que terá caráter imediato. Ela poderá ser: experiência física - comporta ações diferentes em função dos objetos e consiste no desenvolvimento de ações sobre esses objetos para descobrir as propriedades que são abstraídas deles próprios, é o produto das ações do sujeito sobre o objeto; e experiência lógicomatemática – o sujeito age sobre os objetos de modo a descobrir propriedades e relações que são abstraídas de suas próprias ações, ou seja, resulta da 26 coordenação das ações que o sujeito exerce sobre os objetos e da tomada de consciência dessa coordenação. Essas duas experiências estão inter-relacionadas, uma é condição para o surgimento da outra. De acordo com LIMA (2008), o problema de aprendizagem que se apresenta em cada caso, terá um significado diferente porque é diferente a norma contra a qual atenta e a expectativa que desqualifica. Tanto os pais como os professores devem estar atentos quanto o processo de aprendizagem, tentando descobrir novas estratégias, novos recursos que levem a criança ao aprendizado. Percebe-se que se os pais souberem do poder e da força dos seus contatos com seu filho, se forem orientados sobre a importância da estimulação precoce e das relações saudáveis em família, os distúrbios de aprendizagem poderão ser minimizados. Considera-se fundamental importância para o desenvolvimento posterior da criança e para sua aprendizagem escolar, os sentimentos que os pais nutrem por ela durante os anos anteriores à escola. De acordo com SOEK (2010, p.44-45), aprender a conviver, sem dúvidas, é uma aprendizagem que representa, hoje em dia, um dos maiores desafios da educação. O mundo atual é muitas vezes mundo de violência que se opõe à esperança posta por alguns no progresso da humanidade. A história humana sempre foi conflitos, mais há elementos novos que acentuam o perigo e, especialmente, o extraordinário potencial de Aldo destruição criado pela humanidade, no decorrer no século XX. Quanto à aprendizagem aprender a ser, a Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI adere plenamente ao postulado do relatório de que O desenvolvimento tem por objetivo a realização completa do homem, em toda a sua riqueza e na complexidade das suas expressões e dos seus compromissos: Individuo membro de uma família e de uma coletividade, cidadão e produtor inventor de técnicas e criador de sonhos. (In: SOEK, 2010, p.44). Esse desenvolvimento do ser humano que se desenrola desde o nascimento ate a morte, é um processo dialético que começa pelo conhecimento de si mesmo para se abrir, em seguida, a relação com o outro. Nesse sentido, a educação é antes 27 de tudo uma viajem interior, cuja as etapas correspondem ás da maturação continua da personalidade. Na hipótese de uma experiência profissional de sucesso a educação como um meio para uma tal realização é, ao mesmo tempo um processo individualizado e uma construção social interativa. É, dessa forma, aprender a ser, para melhor desenvolver a personalidade e esta a altura de agir cada vez mais, com maior capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. Para isso, não se deve negligenciar, na educação nem uma das potencialidades de cada individuo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se. Assim, a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético e responsabilidade pessoal. Todo ser humano deve ser preparado, especialmente graças à educação que irá receber, para elaborar pensamentos autrônomos e críticos e para formular os seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir, por si mesmo, como deverá agir nas diferentes circunstâncias da vida. CONSIDERAÇÕES FINAIS No mundo que nos rodeia posso dizer que criança com dificuldades de aprendizagem ao iniciar a vida escolar sempre existiu, mas nos últimos anos isso vem aumentado. Diante da nossa realidade sabemos que são vários os fatores que influenciam a aprendizagem da criança, pois aprender é um processo complexo e muitas vezes apresenta bloqueios e inibições ao ser humano. É importante ajudar essas crianças a conhecer seus pontos fortes, a compreender que suas dificuldades não existem por falta de capacidade, cada ser humano é único, basta descobrirem estratégias que sejam úteis para seu aprendizado. Sabe-se que cada criança apresenta reações diferentes diante dos diversos fatores que interferem na sua aprendizagem, por isso é importante conhecer a criança por sua totalidade. Os problemas de aprendizagem muitas vezes não desaparecem, pois quanto mais cedo for realizada essa intervenção de suporte a criança poderá conduzir melhor sua dificuldade de aprender. BIBLIOGRAFIA BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: curriculares nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997. introdução aos parâmetros BRASIL Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos temas transversais, ética. Brasília: MEC/SEF,1997. COWLEY, Sue. Fazendo os traquinas se comportar. Trad. Angela Nogueira Pessoa, Celeste Veiga. Curitiba: Positivo, 2006. FARIA, Anália Rodrigues de. Desenvolvimento da criança e do adolescente segundo Piaget. 4.ed. São Paulo: Ática, 1998. Capítulos 1 e 3. Disponível em: http://www.ufsm.br/lec/02_00/Cintia-L&C4.htm. Acesso em 24 jan. 2011. FONSECA, V. Introdução äs dificuldades de aprendizagem. 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