Revista Eletrônica Aboré - Publicação da Escola Superior de Artes e Turismo Manaus - Edição 04 Dez/2010
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TURISMO DE AVENTURA: A ATIVIDADE DA PESCA ESPORTIVA
NA BACIA DO RIO MADEIRA – AMAZONAS
Maria Eugenia de Vilhena Moraes1
Claudia Araujo de Menezes Gonçalves Martins2**
RESUMO
Diante da crescente demanda do segmento turismo de aventura no Amazonas e por nele se encontrar a maior
bacia hidrográfica do mundo com cerca de 2.500 a 3.000 espécies de peixes, é grande o numero de empresas
prestadoras de serviço direcionado a prática da atividade pesca esportiva. No entanto, para atender as exigências
de um público cada vez mais exigente, foi elaborado um estudo sobre a Empresa X e suas praticas, visando a
logística, as boas praticas e mensurando o grau de satisfação do turista que usufruiu dos serviços prestados por
esta empresa durante o ano de 2009, que apontou como bom ou ótimo para todos os itens questionados.
PALAVRAS CHAVES: Pesca esportiva. Turismo de aventura. Hospitalidade.
ABSTRACT
With the increasing demand of the adventure tourism segment in the Amazon and find it is the largest river basin
in the world with approximately 2500-3000 species of fish, a large number of service companies targeted the
practice of sport fishing activity. However, to meet the demands of an ever more demanding, we designed a
study of Company X and its practices, aimed at logistics, best practices and measuring the degree of satisfaction
of tourists who enjoyed the services provided by this company during the year 2009, which showed as good or
excellent for all items questioned.
KEYWORDS: Sporfishing. Adventure tourism., Hospitality.
1
Aluna do curso de pós-graduação de turismo em Turismo e Desenvolvimento Local – ESAT/UEA – contato:
[email protected]
2
Prof. mestre em turismo da Universidade Estadual da Amazonas – ESAT/UEA – [email protected]
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1 INTRODUÇÃO
O turismo é um dos mais importantes instrumentos de geração de emprego e renda em
todo o mundo e no segmento turismo de aventura, a de pesca esportiva tem crescido de forma
significativa. De acordo com o IBAMA (2001), um dos exemplos das potencialidades da
pesca esportiva como fonte de riquezas são os Estados Unidos onde são gastos anualmente
cerca de US$ 48 bilhões em atividades diretamente ligadas a pesca esportiva, com cerca de
37,5 milhões de pescadores esportivos licenciados, cuja demanda de serviços gera 1,2 milhões
de empregos diretos.
O Brasil e, em especial o Estado do Amazonas, dispõem de recursos para atrair
pescadores de todo o mundo, representado pela diversidade de seus peixes e sua vasta bacia
hidrográfica.
O turista tem se tornado cada vez mais informado e consciente, ele importa-se com a
qualidade do produto adquirido, como também com o reflexo positivo que sua visita trará ao
ambiente e a comunidade visitada. Para averiguar se os programas oferecidos pela empresa
em questão estão atendendo as expectativas dos clientes é que esta pesquisa foi pensada e
realizada.
2 EMPRESA X
Para se identificar o grau de satisfação do turista da atividade de pesca esportiva no
universo das empresas prestadoras deste serviço no Estado do Amazonas, dentre as 09
cadastradas na Empresa Estadual de Turismo (AMAZONASTUR, informação verbal)3
elegeu-se a Empresa X por ser a única no segmento que oferece ao turista um novo modelo
para a atividade, saindo dos padrões de pescaria feita com a utilização de barcos hotéis ou
hotéis de selva, com conforto, segurança, qualidade de pesca, que são requisitos para uma boa
hospitalidade, integração com a natureza e, valorização das potencialidades da bio e
sociodiversidade amazônica onde o empreendimento está inserido.
3
Informação fornecida pelo Sr. Jader Portela, gerente de pesca esportiva da Empresa Estadual de Turismo, em
24 de junho de 2010.
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Baseado nos princípios da preservação, atua com estruturas não fixas, transportáveis,
com o objetivo de causar o mínimo impacto, envolve durante a operação os serviços de mão
de obra como piloteiros, cozinheira, camareira, manutenção, vigias e ajudantes totalmente
proveniente das comunidades ribeirinhas locais, proporcionando com isto uma melhoria nas
condições de vida desta população. Pratica uma política preservacionista e entende a
importância do pesque e solte, como base de sustentabilidade da atividade.
Como se nota pelas Figuras 1, 2, 3, 4 e 5, todo o espaço utilizado é pensado na melhor
utilização da área disponível, causando o menor impacto e proporcionando ao turista uma
opção de conforto no meio da selva aliado ao espírito de aventura que o empreendimento se
propõe.
A área escolhida para a instalação do acampamento é sempre minimamente alterada,
como mostra a Figura 1, e sempre próximo aos pontos de pesca.
Figura 1- vista geral do acampamento
Fonte: Maria Eugenia de Vilhena Moraes, 2009.
A disposição das barracas propicia uma maior interação entre os turistas e facilidade com a
segurança do local, como se nota na Figura 2.
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Figura. 2 – Acampamento – disposição das barracas
Fonte: Maria Eugenia de Vilhena Moraes, 2009.
Apesar de se tratar de um acampamento no meio da floresta, o empreendimento
preocupa-se com as boas praticas de hospitalidade, proporcionando conforto a seu usuário,
como mostra as Figuras 3, 4 e 5.
Figura.3 – barraca individual
Fonte: Maria Eugenia de Vilhena Moraes, 2009.
Figura.4 – duchas
Figura.5 – banheiro
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Fonte: Maria Eugenia de Vilhena Moraes, 2009.
Fonte: M. Eugenia de V. Moraes, 2009.
As instalações, apesar de rústicas, oferecem ao turista um conforto pouco usual em se
tratando de acampamento no meio da floresta amazônica.
3 TURISMO DE AVENTURA
O desafio, o diferente, o imprevisto, a surpresa, a superação pessoal, o prazer e a
liberdade são elementos nos remetem a palavra aventura e tem gradações diferentes, que
variam de pessoa para pessoa. São estas sensações que o turismo de aventura se propõe a
despertar no turista que por elas procura, esperando com isto sair da rotina diária, do estresse,
da mesmice. Pode ocorrer em qualquer espaço: natural, construído, rural, urbano, estabelecido
como área protegida ou não. Atrai pessoas com espírito aventureiro, intrínseco a sua
personalidade, e que apresentam o desejo permanente de ultrapassar limites, incluem viagens
para locais distantes, interação com culturas diferentes e a prática de algum tipo de atividade
física.
Por ser um fenômeno relativamente novo no mercado e muito complexo, existem
poucas pesquisas acerca de seu desenvolvimento e mercado.
Turismo de aventura é segundo Beni (2003, p.430):
Deslocamento de pessoas para espaços naturais, com ou sem roteiros programados
e ausência ou incipiência de equipamentos receptivos, motivadas pela atração pelo
desconhecido e desejo de enfrentar situações de desafio físico e emocional.
Desafios estes que vão variar de acordo com o desejo do turista, com a sua definição e
capacidade de enfrentamento com o desconhecido.
Para Swarbrooke et. al.(2003, p. 26), turismo de aventura, “implica em atividades de
viagem e lazer que são contratadas na esperança de produzirem uma experiência de aventura
recompensadora”.
Essa experiência é o mote básico, isto é, o resultado que todo o turista de aventura
procura e busca.
Para o Ministério do Turismo, 2006, apud, p.
“Turismo de Aventura compreende os
movimentos turísticos decorrentes da prática de atividades de aventura de caráter recreativo e nãocompetitivo.
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As atividades de Turismo de Aventura variam sob diferentes aspectos, seja em função
dos territórios em que são operadas, dos equipamentos utilizados ou das habilidades e técnicas
exigidas, em relação aos riscos que podem envolver e da continua inovação tecnológica.
Diante disto, a lista de atividades englobadas dentro do Turismo de Aventura nunca se
completa, as mais conhecidas são as praticadas em terra como o arvorismo, cachoeirismo,
caminhadas, escaladas, rapel, montanhismo, tirolesa, as praticadas no ar como a asa delta,
balonismo, paraquedismo, ultraleve e o parapente e finalmente os praticados em água como a
canoagem, mergulho, rafting, bóia-cross.
O perfil do turista de aventura pode ser definido como aquele que possui um apreço
pela emoção, pelo desafio e por novas experiências e sensações. Segundo o Ministério do
Turismo (2006a, p.21) o turista de aventura tem idade entre 18 e 40 anos, poder aquisitivo
médio, possui habito de viajar em grupos, permanece aproximadamente 10 dias em destinos
internacionais e 04 nos nacionais, contribui par o planejamento de sua viagem, demonstra
respeito pelo ambiente natural e social e exige qualidade, segurança, acessibilidade e
informação.
Isto posto, pode-se claramente enquadrar a pesca esportiva praticada pela Empresa X
sob a ótica do turismo de aventura, visto que ela proporciona ao cliente uma viagem de
aventuras, a um destino original e selvagem e envolve alto nível de envolvimento do
participante em ambiente ao ar livre.
4 PESCA ESPORTIVA
A pesca esportiva é uma das atividades de lazer mais praticadas no mundo,
envolvendo uma serie de serviços relacionados ao setor turístico e no Brasil a atividade tem
apresentado crescimento nos últimos anos. O que era uma atividade de lazer transformou-se
em uma pratica cada vez mais forte, que movimenta milhões de dólares em vários segmentos
como a hotelaria, indústria naval, indústria de motores, serviços, mídia (com diversos
programas de TV).
O conceito de pesca esportiva é bastante discutido, e por ser novo ainda não é
claramente definido. Segundo o Programa Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora,
(PNDPA 2001) este conceito está ligado a relação do pescador com o meio ambiente, seu
sentimento quando pesca e a pratica do pesque e solte, ilustrado pela figura 8. O pescador
esportivo é um turista que viaja curtas ou longas distancias para pescar, conhecer novos
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lugares e ficar em contato com a natureza, gerando serviços relacionados ao turismo. Na
legislação brasileira a pesca é regulamentada basicamente pelo Decreto-lei nº 221, de 28/2/67
e a pesca esportiva ou desportiva é a que se pratica com linha de mão ou aparelho permitido
pela autoridade competente, desde que não importe em atividade comercial é definida no
parágrafo 2 do artigo 2º.
Nota-se pelas Figuras 6 e 7 que a pesca esportiva implica em uma interação entre o
turista e a natureza e pode ser praticada por qualquer pessoa.
Figura.6 - prática de pesca esportiva
Fonte: M.Eugenia de V. Moraes, 2009.
Figura. 7 – peixe, troféu para pesca esportiva
Fonte: M. Eugenia de V. Moraes, 2009.
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Figura.8 – pratica do pesque e solte
Fonte: M. Eugenia de V. Moraes, 2009.
Preocupada com a preservação ambiental e das espécies, só é considerado pesca
esportiva quando for praticado no método de pesque e solte, como mostra a figura acima.
5 HOSPITALIDADE
Hospitalidade é uma palavra originaria do latim hospitalitate e significa o ato de
hospedar, a qualidade de quem é hospedeiro, promover alojamento gratuito a alguém e por
extensão acolhimento afetuoso; é a arte de bem receber, ou ainda a generosidade do anfitrião,
que tem como recompensa maior prestigio na comunidade.
No Turismo ser hospitaleiro é receber bem os turistas, de forma a garantir que o
consumidor tenha as suas expectativas, quando do ato da escolha do destino,satisfeitas.
Segundo Beni (2003), a qualidade no Turismo refere-se ao serviço aliado ao produto e
que o fator qualidade é o único critério que se impõe de maneira natural para determinar o
êxito ou fracasso desses.
Deverá estar presente em todas as atividades relacionadas ao Turismo, desde a
facilidade de compra do destino, acesso, infra-estrutura, educação e capacitação e prestação
de serviços.
A hospitalidade atual está voltada para os sentimentos de todos os atores envolvidos
no meio turístico. A preocupação vai além da qualidade dos serviços e da preocupação com o
conforto do turista, ela busca a satisfação total do turista.
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6 METODOLOGIA
O presente estudo teve por objetivo identificar e avaliar o grau de satisfação dos
turistas que utilizaram os serviços oferecidos pela Empresa X, especializada em pesca
esportiva, durante o ano de 2009, na Bacia do Rio Madeira, no Estado do Amazonas,
considerando a logística diferenciada e inovadora praticada pela empresa em meios de
hospedagem, transporte de cargas e pessoas, guias de pesca.
A pesquisa foi de caráter exploratório e quantitativo por meio de questionários
pessoais enviados via e-mail a todos os clientes do período de junho a dezembro de 2009.
Foram enviados 118 questionários e devolvidos 41, totalizando um retorno de 34,7%.
Cada questionário foi composto por 23 itens a serem avaliados, divididos em 4 categorias,
quais sejam:
a. infra-estrutura e acesso;
 transfer aeroporto Internacional Eduardo Gomes - Aeroporto de
Flores;
 vôo Manaus – Nova Olinda;
 transfer aeroporto Nova Olinda a porto Cabral;
 viagem de barco até acampamento.
b. equipamentos e serviços;

localização do acampamento;
 acomodações;
 limpeza;
 banheiros ( lavatórios e sanitários);
 cozinha;
 alimentos e bebidas;
 piloteiros;
 telefonia;
 barcos;
 segurança;
 gerencia;
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c. atrativos;
 locais de pesca,
 locais de refeições;
 subacampamento.
d. Impressões gerais;

expectativas;

interação com o espaço;

interação com o pessoal de apoio;

interação com os outros hospedes;

relação custo x benefício.
Os usuários tiveram como escolha de classificação: ótimo, bom, regular, ruim e não
sei. Para posterior analise estatística, estas classificações foram substituídas por pontuação,
onde 5 significa ótimo, 4 para bom, 3 para regular, 2 para ruim e 1 para não sei.
7 ANALISE DOS DADOS
Após a tabulação dos dados obtidos através dos questionários enviados aos clientes,
foram montados gráficos com as medias referentes a cada grupo de avaliação, o que
proporcionou uma análise mais clara das opiniões obtidas.
Gráfico 1 – Infraestrutura e acesso
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infraestrutura e acesso
4,5
4,45
4,4
4,35
4,3
transfer
voo
4,25
transfer Nova Olinda
viagem acampamento
4,2
4,15
4,1
4,05
4
1
Fonte: Maria Eugenia de Vilhena Moraes, 2010.
No quesito infra-estrutura, as médias dos itens averiguados ficaram acima de 4 (bom),
com destaque para o quesito vôo e viagem até o acampamento, que pode ser explicado pela
presença sempre constante da natureza, tanto no vôo quanto na viagem de barco até o
acampamento, natureza esta, que sempre encanta ao visitante.
Gráfico 2 – Equipamentos e serviços
equipamentos e serviços
6
5
localização
acomodações
limpeza
4
banheiros
cozinha
3
alimentos e bebidas
piloteiros
telefonia
2
barcos
segurança
gerencia
1
0
1
Fonte: Maria Eugenia de Vilhena Moraes, 2010.
Analisando o gráfico 2 podemos concluir que todos os itens avaliados superaram a
media de 4 (bom), todos os clientes aprovaram os serviços e os equipamentos oferecidos.
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Gráfico 3 – Atrativos
atrativos
4,58
4,56
4,54
4,52
4,5
locais de pesca
4,48
locais de refeições
subacampamento
4,46
4,44
4,42
4,4
4,38
1
Fonte: Maria Eugenia de Vilhena Moraes, 2010.
Os atrativos, locais de pesca, refeições e subacampamento também foram bem
avaliados pelos turistas, tendo em vista que todos os itens receberam avaliações acima de 4
(bom).
Gráfico 4 – Impressões gerais
impressões gerais
4,8
4,7
4,6
4,5
expectativas
intereção com o espaço
4,4
interação com o pessoal
interação com os hospedes
4,3
relação custo x beneficio
4,2
4,1
4
1
Fonte: Maria Eugenia de Vilhena Moraes, 2010.
O gráfico 4 demonstra que o turista teve uma impressão positiva do empreendimento
nos quesitos de interação com a natureza e interpessoais. Mesmo a relação custo x benefício,
que normalmente o usuário tem restrições, foi bem avaliado.
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Nos itens telefonia e subacampamento houve incidência de respostas não sei (9 para
o quesito telefonia e 15 para o subacampamento, estas pessoas não fizeram uso destes
serviços, portanto não puderam avaliar), que teriam pontuação 1 para efeito de estatística,
estas respostas não entraram na media do item avaliado, pois alterariam muito o resultado
final.
CONCLUSÃO
Pela análise dos dados obtidos através dos questionários respondidos pelos pescadores,
podemos concluir que o esforço da empresa em questão está sendo bem sucedido e
recompensado. Este novo formato de empreendimento tem grande aceitação por parte dos
usuários e pode ser visto como mais uma alternativa para um turismo sustentável e de baixo
impacto para o Amazonas, desta forma, contribui-se para o crescimento da atividade de forma
coerente e sensata.
REFERENCIAS
BENI, Mario Carlos. Analise estrutural do turismo. São Paulo: Editora Senac, 2003.
IBAMA. Programa Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora - PNDPA. Brasília:
IBAMA, 2001.
SWARBROOKE, J., Beard, C., Leckie, S., Pomfred, G.. Turismo de aventura: conceitos e
estudos de caso. Rio de Janeiro: Elsevier,2003.
BRASIL. Segmentação do Turismo: marcos conceituais. Brasília: Ministério do Turismo,
2006a.
BRASIL. Turismo de aventura: orientações básicas – Brasília: Ministério do Turismo, 2006b.
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