CÂMARA TÉCNICA PERMANENTE DE
MONITORAMENTO DAS ÁGUAS DA BACIA
RELATÓRIO FITOPLÂNCTON
RIO SÃO JOÃO – Nº 2 – JUNHO / 2011
Dra. Maria Helena Campos Baeta Neves
As amostras de água de superfície foram coletadas em quatro estações de
coleta no rio São João, em 20 de junho de 2011.
PONTO 1
Ponte RJ106 SJ
PONTO 2
Ponte BR101 SJ
PONTO 3
Ponte Capivari
PONTO 4
Ponte Bacaxa
Localização dos Pontos de Coleta
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MONITORAMENTO DAS ÁGUAS DA BACIA
Caracterização da Comunidade Fitoplanctônica
A análise microscópica das espécies registrou 51 táxons, distribuídos em
diatomáceas (32), clorofíceas (5), cianobactérias (4), zignemafíceas (6), dinoflagelados (3)
e euglenofíceas (1).
Fitoplâncton – Junho de 2011 - Lista de espécies
CYANOPHYCEAE
Chroococcus sp.
Oscillatoria sp.
Pseudanabaena sp.
Scytonema ocellatum
CHLOROPHYCEAE
Nephrocytium agardhianum
Oocystis lacustris
Pediastrum bradiatum
Scenedesmus linearis
Staurodesmus dickiei
BACILLARIOPHYCEAE
Acanthidium exiguum
Achantes rupestoides
Actinoptychus sp.
Amphora ovalis
Asterionelaa formosa
Calloneis westii
Chaetoceros sp
Coscinodiscus sp
Cyclotella meneghiniana
Cymbella affinis
Ditylum sp
Encynonema neomesianum
Grammatophora sp.
Gyrosigma nodiferum
Gyrosigma scalproides
Hemiaulus cf. hauckii
Melosira varians
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Navicula cryptoceffala
Navicula sp
Nitzschia sp
Odontella sp.
Paralia sulcata
Pleurosigma sp
Pinnularia gibba
Pseudonitzshia sp
Rhizosolenia sp
Stauroneis borrichii
Stenophyxis
Stephanodiscus palmeriana
Surirella robusta
Synedra goulardii
Thalassiosira sp
ZYGNEMAPHYCEAE
Closterium parvulum
Cosmarium sp.
Euastrum subintegrum
Micrasterias denticulata
Onychonema laeve
Roya obtusa
DINOPHYCEAE
Gymnodinium sp.
Prorocentrum micans
Protoperidinium sp.
EUGLENOPHYCEAE
Euglena sp.
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A densidade celular do fitoplâncton total relativa ao período de coleta (20 de junho
de 2011) variou entre 3,36 X 104 cel. L-1 observada no RSJ – BR 101 (2) a 1,02 X 105 cel. L1
, no Rio Capivari (3) (Figura 1).
120000
100000
80000
60000
40000
20000
0
1
2
3
4
Figura 1: Densidade celular (cels/L) do Fitoplâncton Total nas estações de coleta
As Diatomáceas constituíram a classe taxonômica mais abundante (média de 1,71 X
105 cel. L-1) correspondendo a 61 % do fitoplâncton, seguida pelas Zignemafíceas (4,53 X
104 cel. L-1 ) correspondendo a 16 %, as Clorofíceas (média: 3,92 X 104 cel.L-1)
contribuindo com 14 %, pelos Dinoflagelados (média de 1,00 X 104 cel.L-1 ) contribuindo
com 3%, as cianofíceas (média de 8,80 X 10 3 cel.L-1) com 3% e as euglenofíceas ( média
de: 7,33 X 10 3 cel.L-1) contribuindo com 3 %. (Fig. 2)
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DINOPHYCEAE
3%
ZYGNEMAPHYCEAE
16%
EUGLENOPHYCEAE
3%
CYANOPHYCEAE
3% CHLOROPHYCEAE
14%
BACILLARIOPHYCEAE
61%
Figura 2: Porcentagem dos grupos taxonômicos ao longo das estações de coleta
A Figura 3 e Tabela I demonstram a densidade celular das espécies de
diatomáceas, das clorofíceas, das zignemaficeas, dos dinoflagelados, das cianobactérias e
das euglenofíceas nas estações de coleta no rio São João.
Tabela 1: Densidade celular (cels/L) dos grupos taxonômicos nas estações de coleta
Rio São João - junho 2011 - nº2
CYANOPHYCEAE
CHLOROPHYCEAE
BACILLARIOPHYCEAE
ZYGNEMAPHYCEAE
DINOPHYCEAE
EUGLENOPHYCEAE
TOTAL
1
0
0
87695
0
10044
0
97739
2
0
0
15676
17908
0
0
33584
3
7980
39158
28766
19656
0
6512
102072
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4
824
0
38688
7768
0
814
48094
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4
EUGLENOPHYCEAE
3
DINOPHYCEAE
ZYGNEMAPHYCEAE
BACILLARIOPHYCEAE
2
CHLOROPHYCEAE
CYANOPHYCEAE
1
0
20000
40000
60000
80000
100000
Figura 3: Densidade celular (cels/L) dos grupos taxonômicos nas estações de coleta
A maior densidade celular das Diatomáceas foi encontrada no Ponto 1 – RSJ - Foz
(8,77 X 104 cel. L-1) e a menor no Ponto 2 – RSJ – BR -101 (1,57 X 104 cel. L-1) .
A maior densidade encontrada no ponto 1 – RSJ – Foz, esta de acordo com a
observação registrada no relatório de coleta, no qual a água estava mais clara em relação
aos demais pontos e com a presença de grumos de algas de coloração marrom, portanto
esses grumos corresponderam a densidade alta de espécies de diatomáceas.
As espécies de diatomáceas apresentaram uma contribuição de 51 % no Ponto 1 –
RSJ - Foz, onde a espécie mais representativa foi Pseudonitzschia sp.
Nos pontos de coleta do rio São João observou-se que Amphora ovalis foi uma
espécie muito frequente e Navicula sp, Gyrosigma scalpoides e Surirella robusta foram as
espécies freqüentes de diatomáceas.
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As Zignemafíceas foram representativas no Ponto 3 – Ponte Capivari (1,97 X 104
cel. L-1) e uma menor densidade no Ponto 4 – Rio Bacaxá (7,77 X 103 cel. L-1), não foram
observadas espécies de zignemafíceas no ponto 1 – RSJ - Foz.
No ponto de coleta 3 – Rio Capivari as Zignemaficeas se destacaram com uma
contribuição de 43 %, devido à presença da espécie Closterium parvulum.
As espécies de Zignemaficea freqüentes foram Micrasterias denticulata e Euastrum
subintegrum.
As Clorofíceas apresentaram uma maior densidade no Ponto 3 – Rio Capivari (3,92
X 104 cel. L-1) e não foram encontradas nos Pontos 1, 2 e 4.
Os Dinoflagelados ocorreram somente no Ponto 1 – RSJ – Foz (1,00 X 104 cel. L-1).
As Cianobactérias tiveram maior densidade celular no Ponto 3 – Rio Capivari (7,98
3
X 10 cel. L-1) e não foram encontradas nos Pontos 1 e 2.
No ponto 3 – Rio Capivari as Euglenofíceas apresentaram uma maior densidade
celular (6,51 X 103 cel. L-1), não tendo sido observadas nos pontos 1 e 2.
Tabela II: Índices de Diversidade das espécies de Fitoplâncton nas estações
do Rio São João (S = nº de espécies, N = nº total de indivíduos, d = riqueza de
Margalef, J’ = equitabilidade, H’ = diversidade de Shannon, L = dominância de
Simpson)
Sample S
1
28
2
9
3
20
4
14
N
109507
33584
102072
48094
d
2,327
0,7676
1,647
1,206
J'
H'(loge)
0,9423
3,14
0,8067
1,772
0,8702
2,607
0,8579
2,264
1Lambda'
0,9517
0,7676
0,8971
0,8557
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3,5
3
2,5
2
d
1,5
H'(loge)
1
0,5
0
1
2
3
4
Figura 4: Índices de Diversidade das espécies de Fitoplâncton nos pontos de coleta do rio São João
(d = riqueza de Margalef e H’ = diversidade de Shannon)
A riqueza específica variou de 2,4, no Ponto 1 – RSJ Foz a 0,8, no RSJ – BR -101.
A diversidade do fitoplâncton nos pontos estudados variou de 3,14 bits/cel. no Ponto 1 –
RSJ - Foz a 1.8, no Ponto 2 – RSJ – BR 101 (Tab. II e Fig.4).
Transform: Log(X+1)
Resemblance: S17 Bray Curtis similarity
0
40
60
4
3
100
2
80
1
Similaridade de Bray - Curtis
20
Estação
Figura 5: Dendograma da classificação do Fitoplâncton nos pontos de coleta
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De acordo com a análise de similaridade as amostras do fitoplâncton (Fig.5)
demonstraram a ocorrência de 1 grupo, denominados Grupo I.
- Grupo I : que englobou os pontos de coleta: 3 – Rio Capivari e 4 – Rio Bacaxá . Este
agrupamento similar, formado entre estas estações, se explica pela média de abundância
igual a 69,19 da espécie Navicula sp, com uma contribuição de 53,98 % e da espécie
Amphora ovalis com média de abundância de 69,19 e 26,95 % de contribuição.
Os resultados obtidos das Análises de Campo (Tab. V) realizadas no momento da
coleta, pelos Analistas do Consórcio Intermunicipal para Gestão Ambiental das Bacias da
Região dos Lagos, Rio São João e Zona Costeira (20 de junho de 2011) e as análises
hidroquímicas pela PROLAGOS demonstraram:
Tabela III: Parâmetros Hidroquímicos nos pontos de coleta
Do rio São João
1 - Rio São João - Foz
2 - Rio São João –
BR 101
3,20
3,99
8,70
14,10
Cor
29
50
103
142
pH
7,93
6,89
6,7
6,95
Temperatura °C
22,9
21
21
20,9
16
<1
<1
<1
Fósforo Total mg/L
0,16
0,29
0,22
0,19
Nitrogênio Total mg/L
0,61
< 0,30
< 0,30
< 0,30
Turbidez NTU
Salinidade
3 - Rio Capivari 4 - Rio Bacaxá
RNFT mg/L
Oxigênio Dissolvido
mg/L
10
<2
<2
8
5,80
7,00
7,90
5,60
DBO mg/L
2,8
<2
4,4
<2
Clorofila μg/L
0,19
0,31
0,36
0,41
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16,00
14,00
12,00
10,00
8,00
Turbidez NTU
6,00
Oxigênio Dissolvido mg/L
4,00
DBO mg/L
2,00
pH
Rio Bacaxá
Rio Capivari
Rio São João - BR 101
Rio São João - Foz
0,00
0,70
Salinidade
0,60
18
0,50
16
14
0,40
12
10
0,30
Fósforo Total
mg/L
8
0,20
0,10
Nitrogênio
Total mg/L
4
0,00
6
2
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Rio Bacaxá
Rio Capivari
Rio São João - BR 101
Rio São João - Foz
Rio Bacaxá
Rio Capivari
Rio São João - BR 101
Rio São João - Foz
0
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Clorofila μg/L
Rio Bacaxá
Rio Capivari
Rio São João - BR 101
Rio São João - Foz
0,45
0,40
0,35
0,30
0,25
0,20
0,15
0,10
0,05
0,00
Relacionou-se a distribuição das abundâncias das espécies encontradas, que
constituem os principais grupos do fitoplâncton com as variáveis ambientais da água de
superfície por meio de uma ordenação gerada pela Análise de Correspondência Canônica
(CCA). (Tab. VI, Fig.6 e 7)
Tabela IV: Interset correlations between env. variables and site scores
Envi. Axis 1
Turbidez
-0,697
Cor
-0,801
pH
0,998
Temp.
0,991
Sal.
0,995
Fósf. Total
-0,762
Nitr. Total
0,995
RNFT
0,855
O. D.
-0,672
DBO
-0,271
Clorofila
-0,933
Envi. Axis 2
-0,04
-0,1
0,06
-0,094
-0,08
0,36
-0,08
0,145
-0,475
-0,909
0,018
Envi. Axis 3
0,716
0,59
0,02
-0,097
-0,062
-0,539
-0,062
0,498
-0,568
-0,317
0,36
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Figura 6: Análise de correspondência canônica (CCA) do Fitoplâncton
Figura 7: Análise de correspondência canônica (CCA) do Fitoplâncton
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As Figuras 6 e 7 demonstraram haver uma influência das variáveis:
Temperatura, nitrogênio total, pH e salinidade sob o ponto de coleta 1 – RSJ Foz, assim
como sob as espécies de diatomáceas e de dinoflagelados que ocorreram nesse ponto.
O fósforo total e a clorofila influenciaram diretamente o Ponto 2 – RSJ BR – 101
e Rio Bacaxá .
O ponto 3 – Rio Capivari apresentou influencia das variáveis turbidez, OD e
DBO.
Rios fornecem habitats que estão sujeitos a constantes mudanças e, nestes
ambientes, a manutenção e o desenvolvimento da comunidade fitoplanctônica pode
ocorrer, porém raramente são mantidos por um longo período, pois são transportados
continuamente à jusante (RODRIGUES et al., 2007)
De acordo com CALYURI (2002) a variabilidade temporal na estrutura e função
da comunidade do fitoplâncton é de fundamental importância para o metabolismo do
sistema aquático. O ambiente aquático esta sujeito a alta variabilidade temporal, com
freqüente reorganização da relativa abundância e composição das espécies de
fitoplâncton, como um resultado da interação ente as variáveis físicas, químicas e
biológicas.
Assim, de acordo com RODRIGUES et al (2007), o conhecimento da
biodiversidade no ambiente do Rio São João, acompanhado das condições físicas e
químicas da água, torna-se cada vez mais necessário como base para o monitoramento da
qualidade da água, pois vem sendo afetado por um crescente impacto antrópico.
 A maior densidade de diatomáceas encontrada no ponto 1 – RSJ – Foz, está de
acordo com a observação registrada no relatório de coleta, no qual a água estava mais
clara em relação aos demais pontos e com a presença de grumos de algas de coloração
marrom, portanto esses grumos corresponderam a densidade alta de espécies de
diatomáceas.
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 Na análise do fitoplâncton, observou-se, nos pontos 2, 3 e 4 a ausência dos
dinoflagelados, organismos caracteristicamente marinhos oceânicos, mas que têm sido
evidenciados em várias regiões estuarinas do Brasil (PAIVA et al., 2006) os quais são
transportados pelas correntes de marés. Na área estudada, esta ausência pode ser
justificada pelos baixos valores de salinidade e da baixa transparência da água, máxima de
1 e mínima de 3,99, condições que não favorecem o desenvolvimento destes organismos,
os quais, segundo BALECH (1977), preferem ambientes com baixa turbidez.
 Em relação aos teores de clorofila ‘a’, estes não acompanharam as variações
observadas no número de células/litro, apresentando um comportamento inverso.
PAIVA et al. (2007) demonstra que de acordo com Sassi (1987) e Gomes
(1989), a presença de clorofila a detrital (feopigmentos) nas amostras de água pode
superestimar as concentrações reais de clorofila ‘a’ ativa. Segundo o primeiro autor, os
feopigmentos podem ser originados da vegetação lêntica, a qual, em decorrência de
variações nas condições hidrodinâmicas locais, pode ser arrancada de seus habitats
naturais e entrar em decomposição. Os detritos então formados e em suspensão na massa
d’água poderiam ser retidos pelos filtros usados nas análises de pigmentos, resultando na
superestimação da clorofila ativa. Desta forma, pode-se inferir que os elevados teores de
clorofila‘a’ observados durante o período chuvoso devem estar associados à clorofila
detrital proveniente da decomposição não só da vegetação marginal inundada, mas
também dos detritos trazidos pela correnteza.
O relatório de coleta cita que houve registro de chuvas no período de 48 horas
que antecedeu a coleta, portanto explicando o comportamento inverso clorofila / número de
células.
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Rio São João - junho 2011 - nº2
CYANOPHYCEAE
Chroococcus sp.
Oscillatoria sp.
Pseudanabaena sp.
Scytonema ocellatum
CHLOROPHYCEAE
Nephrocytium agardhianum
Oocystis lacustris
Pediastrum bradiatum
Scenedesmus linearis
Staurodesmus dickiei
BACILLARIOPHYCEAE
Acanthidium exiguum
Achantes rupestoides
Actinoptychus sp.
Amphora ovalis
Asterionelaa formosa
Calloneis westii
Chaetoceros sp
Coscinodiscus sp
Cyclotella meneghiniana
Cymbella affinis
Ditylum sp
Encynonema neomesianum
Grammatophora sp.
Gyrosigma nodiferum
Gyrosigma scalproides
Hemiaulus cf. hauckii
Melosira varians
Navicula cryptoceffala
Navicula sp
Nitzschia sp
Odontella sp.
Paralia sulcata
Pleurosigma sp
Pinnularia gibba
Pseudonitzshia sp
1
2
3
4
3256
814
5070
5884
4724
824
4884
24420
2642
3256
3956
1628
814
4070
3256
834
6512
5784
4884
5698
3256
9768
4070
4256
2442
14652
4884
814
1628
814
5698
1728
2442
1004
5698
2682
5070
814
9768
904
6628
5698
2880
4070
904
1628
9768
Avenida Getúlio Vargas, 603, salas 305 e 306 – Centro - Araruama – RJ.
(22) 2665-0750 - www.lagossaojoao.org.br - [email protected]
CÂMARA TÉCNICA PERMANENTE DE
MONITORAMENTO DAS ÁGUAS DA BACIA
Rhizosolenia sp
Stauroneis borrichii
Stenophyxis
Stephanodiscus palmeriana
Surirella robusta
Synedra goulardii
Thalassiosira sp
ZYGNEMAPHYCEAE
Closterium parvulum
Cosmarium sp.
Euastrum subintegrum
Micrasterias denticulata
Onychonema laeve
Roya obtusa
DINOPHYCEAE
Gymnodinium sp.
Prorocentrum micans
Protoperidinium sp.
EUGLENOPHYCEAE
Euglena sp.
2442
904
4070
1628
814
6887
834
4070
1628
13838
2442
814
9868
3276
3256
3256
914
2884
4884
904
5698
3442
6512
814
Arraial do Cabo, 18 de julho de 2011.
Dra. Maria Helena Campos Baeta Neves
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Relatório 02 - Junho 2011