Investimentos e Bens de Capital
Preços de máquinas e equipamentos seguirão pouco pressionados

Projeção é de alta de 1,9% dos preços na média de 2013
Nossas estimativas para o índice de preços ao produtor de máquinas e
equipamentos (IPA-FGV) apontam para alta de 1,9% na média de 2013 (após
+1,4% em 2012) e avanço de 2,2% na ponta (comparação entre o quarto trimestre
de 2013 e de 2012). A projeção reflete nossas expectativas quanto à trajetória para
os custos de produção do segmento, recuperação gradativa da produção industrial
e absorção interna de bens de capital. Isso em um cenário em que o mercado de
trabalho ainda se encontrará pressionado e onde os estímulos creditícios à
aquisição de máquinas e equipamentos deverão, no curto prazo, ser importantes
para retomada da atividade do setor no País.

Produção de máquinas e equipamentos deve se recuperar neste ano
Para a produção de máquinas e equipamentos, estimamos alta de 2,4% neste ano
(após -3,6% em 2012). Entre os subsetores, destacam-se: (i) máquinas e
equipamentos para fins industriais e comerciais (+4,3% em 2013, após -4,1% em
2012), segmento que deverá ser favorecido pelo cenário de melhora da atividade
nos principais setores demandantes, como alimentos (+5,1%) e celulose (+7,4%);
e (ii) máquinas e equipamentos para extração mineral e construção (+5,2% em
2013, após forte queda de 18,4% em 2012), respaldada pelo cenário mais positivo
para a indústria de construção civil (ICC) (+4,2%) e para as exportações de
minério de ferro (+7,2%).
Rodrigo Baggi
[email protected]
Guilherme Costa
[email protected]
21 de março de 2013
www.tendencias.com.br
Índice
Projeções Setoriais ............................................................................................................. 2
Destaque ............................................................................................................................. 3
Monitoramento de Investimentos Produtivos ................................................................. 11
Automotivo ............................................................................................................ 11
Bens de capital....................................................................................................... 15
Celulose ................................................................................................................. 19
Insumos para fertilizantes ..................................................................................... 21
Mineração: alumínio .............................................................................................. 24
Mineração: cobre ................................................................................................. 27
Mineração: minério de ferro ................................................................................. 28
Mineração: níquel.................................................................................................. 33
Mineração: ouro .................................................................................................... 34
Papel ...................................................................................................................... 36
Petróleo e derivados – Refino ............................................................................... 37
Siderurgia............................................................................................................... 38
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A Tendências Consultoria Integrada preparou este documento com base em estudos internos e em informações de conhecimento público.
Empregamos todos os esforços para que as opiniões e dados aqui contidos fossem os mais atualizados, corretos e precisos. Não nos
responsabilizamos, entretanto, pelos resultados de qualquer decisão tomada com base no conteúdo desta publicação.
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Projeções Setoriais
Quadro 1: Produção de bens de capital (índice base média 2007=100)
2011
1T12
2T12
3T12
4T12
2012
Índice
117,75
98,62
103,87
103,41
107,76
105,68
t/t-1
3,2%
-4,8%
-11,8%
-1,5%
-1,9%
-2,2%
t/t-4
–
-13,3%
-11,7%
-12,2%
-9,9%
–
1T13*
100,23
7,8%
1,6%
2T13*
108,81
1,6%
5,2%
3T13*
118,97
3,1%
10,4%
4T13*
123,05
3,3%
16,4%
2013*
112,77
2T13*
128,86
-1,2%
2,4%
3T13*
141,28
2,7%
10,5%
4T13*
141,18
0,8%
12,6%
2013*
133,50
8,6%
–
Fonte: IBGE. Dados até jan/13
Quadro 2: Consumo aparente de bens de capital (índice base média 2007=100)
2011
1T12
2T12
3T12
4T12
2012
1T13*
Índice
138,29
117,39
124,11
125,81
127,84
125,40
122,67
t/t-1
5,1%
-5,5%
-10,3%
0,9%
-4,8%
-0,9%
9,9%
t/t-4
-11,9%
-7,4%
-11,8%
-9,8%
4,5%
7,6%
-
Fonte: IBGE e Secex. Dados até jan/13
Quadro 3: Importação de bens de capital (índice base média 2007=100)
2011
1T12
2T12
3T12
4T12
2012
170,9
187,9
Quantum
187,5
193,2
184,7
202,9
-1,1%
0,2%
t/t-1
12,9%
4,9%
-12,4%
11,6%
3,8%
t/t-4
2,5%
-6,0%
1,3%
12,2
48,6
Valor (US$ bi)
0,0
12,5
11,4
12,6
-2,8%
2,6%
-9,0%
10,4%
1,5%
t/t-1
7,1%
7,1%
0,1%
-9,8%
9,2%
t/t-4
-
1T13*
168,9
1,6%
4,6%
12,5
-0,4%
2,7%
2T13*
187,0
-3,4%
-4,2%
12,3
-1,9%
-1,9%
3T13*
205,3
3,6%
13,4%
12,9
5,0%
13,2%
4T13*
199,4
-0,6%
0,9%
13,0
0,4%
3,0%
2013*
194,6
3,5%
50,9
4,7%
-
1T13*
59,7
-19,4%
-16,9%
5,5
-13,7%
-16,0%
2T13*
79,3
14,1%
5,3%
5,8
7,2%
0,6%
3T13*
92,1
10,4%
17,0%
6,2
6,8%
7,6%
4T13*
110,1
5,4%
9,3%
6,9
10,4%
8,9%
2013*
85,3
4,5%
–
24,7
2,2%
–
Fonte: IBGE, Secex e Funcex. Dados até jan/13 (valor) e jan/13 (quantum)
Quadro 4: Exportação de bens de capital (índice base média 2007=100)
2011
1T12
2T12
3T12
4T12
2012
71,9
81,7
Quantum
78,3
75,4
78,7
100,7
18,3%
4,3%
t/t-1
8,5%
-11,1%
-0,9%
15,2%
19,7%
t/t-4
-15,5%
0,5%
17,4%
6,5
24,2
Valor (US$ bi)
0,0
5,8
5,8
6,3
15,7%
-10,5%
-0,1%
9,0%
3,5%
t/t-1
0,0%
23,1%
-3,8%
-10,0%
17,2%
t/t-4
Fonte: IBGE, Secex e Funcex. Dados até jan/13 (valor) e jan/13 (quantum)
Quadro 5: Formação Bruta de Capital Fixo (base média = 1995)
2011
1T12
2T12
3T12
4T12
2012
Índice
183,19
171,16
174,16
175,85
180,98
177,10
t/t-1
–
–
4,7%
–
–
-4,0%
t/t-4
–
-2,1%
-3,7%
-5,6%
-4,5%
–
1T13*
167,79
–
-2,0%
2T13*
180,83
–
3,8%
3T13*
191,58
–
5,9%
4T13*
190,14
–
7,4%
2013*
182,59
3,8%
–
1T13*
112,87
0,6%
2%
2T13*
112,99
0,1%
1,6%
3T13*
113,92
0,8%
2,1%
4T13*
114,63
0,6%
2,2%
2013*
113,60
1,9%
–
Fonte: IBGE. Dados até dez/12
Quadro 6: Índice de preços de máquinas e equipamentos (IPA)
2011
1T12
2T12
3T12*
4T12*
2012*
Índice
109,91
111,08
111,17
111,49
111,53
112,17
t/t-1
2,8%
0,6%
0,1%
0,3%
0,6%
1,4%
t/t-4
–
1,9%
1,1%
1,2%
1,6%
–
Fonte: IPA-FGV. Dados até jan/13
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
2
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Destaque
Preços de máquinas e equipamentos seguirão pouco pressionados
Nossas estimativas para o índice de preços ao produtor de máquinas e
equipamentos (medido pelo IPA-FGV) apontam para alta de 1,9%, na média,
em 2013, após elevação de 1,4% em 2012. Para a elevação na ponta
(comparação entre o quarto trimestre de 2013 e de 2012), estimamos avanço
de 2,2%. A projeção reflete nossas expectativas quanto à trajetória dos itens
que compõem os custos de produção do segmento, a recuperação gradativa
da produção industrial e da absorção interna de bens de capital. Isso em um
cenário de mercado de trabalho ainda pressionado e em que os estímulos
creditícios à aquisição de máquinas e equipamentos deverão, no curto prazo,
ser importantes para retomada da atividade do setor no País.
Projeção é de alta de 1,9% na
média de 2013 e de +2,2% na
ponta (4T13 x 4T12)
Figura 1: Preços de máquinas e equipamentos – IPA-FGV (base: dez/07=100)*
6%
120
Proj.
5%
115
4%
110
3%
105
2%
100
1%
95
0%
90
-1%
-2%
2007
85
2008
2009
2010
% t/t-12 (esq)
2011
2012
2013
IPA
* Projeção Tendências
Fonte: FGV. Dados até jan/13
A dinâmica do indicador acompanha a evolução dos custos de intermediários
nacionais e importados, da mão de obra, de energia e do próprio custo de
capital. Completa o conjunto de condicionantes da formação de preços dos
fabricantes nacionais a demanda por investimentos, que por sua vez está
diretamente relacionada com o nível de utilização da capacidade industrial
instalada. Já a desaceleração no ritmo de evolução dos preços do setor
observada entre 2011 e meados de 2012 decorreu das desonerações de IPI
para o segmento – intensificadas no ano passado – e dos estímulos
creditícios relacionados à redução da taxa básica de juros e às facilidades de
financiamento no BNDES.
Dinâmica dos preços acompanha
evolução dos custos e demanda
por investimentos; em 2012, ritmo
foi afetado por redução de IPI e
estímulos ao crédito
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
3
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Ainda afetando a formação de preços internos tivemos que o patamar
relativamente apreciado da taxa de câmbio entre 2008 e 2012, associado ao
menor nível de preços internacionais de máquinas e equipamentos em um
contexto global de atividade ainda enfraquecida, resultou no acirramento da
competição com fabricantes externos nos últimos anos. O decorrente
aumento da participação de importados no mercado nacional reduziu a
capacidade de elevação de margens dos produtores nacionais, o que
colaborou para a manutenção da trajetória de crescimento moderado dos
preços do segmento. Entre 2010 e 2012, o coeficiente de penetração de
importações passou de 33,1% para 42,1%, segundo dados da Confederação
Nacional da Indústria (CNI).
Entretanto, a partir de meados de 2012, a elevação dos custos de produção
que se verificou na indústria brasileira – e, mais fortemente, no segmento de
máquinas e equipamentos – estimulou a aceleração dos preços do segmento
como se observa na figura 1. Este aumento está diretamente relacionado à
elevação do custo com insumos importados e com mão de obra na indústria.
Acirramento da competição com
produtos importados ajudou a
conter ritmo de evolução dos
preços
Elevação dos custos de produção
estimulou aceleração dos preços
do segmento no 2S12
Segundo dados da CNI para a indústria geral, a depreciação cambial ao
longo de 2012, ainda que tenha promovido elevação da competitividade da
indústria nacional, foi responsável pelo crescimento de 15,3% nos custos
com intermediários importados. Ademais, tornou-se mais evidente a
elevação do custo de pessoal, que avançou 10,8% segundo dados da
confederação, refletindo o nível de ocupação no mercado de trabalho no
País, que seguiu sustentado em patamares elevados.
Nas próximas seções, serão apresentados os cenários esperados pela
Tendências para os principais condicionantes da trajetória dos preços de
máquinas e equipamentos ao longo de 2013.
Demanda favorecerá natural recomposição da margem
Acompanhando o ritmo de elevação gradual da produção industrial esperada
para esse ano, enxergamos recuperação paulatina da demanda interna por
máquinas e equipamentos. A elevação do nível de utilização da capacidade
instalada (Nuci) da indústria, em janeiro, reforça a expectativa de
recuperação suave dos investimentos do setor industrial. Nos dados da CNI,
em janeiro, o indicador avançou 1,1 p.p., passando de 82,9% para 84,0%,
considerando os dados dessazonalizados pela Tendências.
Elevação do Nuci reforça
expectativa de recuperação
gradual dos investimentos
Ainda neste início de ano também se observa crescimento das encomendas
ao setor. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas
e Equipamentos (Abimaq), a carteira de pedidos cresceu 7,0% em janeiro e o
faturamento bruto avançou 0,2%, ambos na comparação com o mesmo
período de 2012. Associado ao fato de o segmento de maquinas e
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
4
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
equipamentos ainda se encontrar em nível de baixa utilização da capacidade
instalada (apesar do avanço de 4,5% interanual no Nuci desta indústria em
janeiro), enxergamos que a recuperação da demanda deverá auxiliar na
recomposição da margem bruta dos fabricantes. Dessa forma, a continuidade
dessa recuperação deve permitir que elevações mais fortes nos preços de
máquinas e equipamentos sejam procedidas somente a partir do segundo
semestre do ano.
Nossa projeção para a produção de bens de capital como um todo aponta
para crescimento de 8,6% em 2013, após forte retração de 11,8% no ano
passado. Para o consumo aparente, estimamos alta de 7,6% em 2013 (figura
2). Especificamente para a atividade de máquinas e equipamentos,
estimamos alta de 2,4% na produção nesse ano (após recuo de 3,6% em
2012). O cenário favorável para o indicador reflete também o encerramento
do processo de ajuste de estoques que se observou no decorrer de 2012,
quando a discrepância entre a trajetória do faturamento do setor (Abimaq) e
os indicadores de produção indicou que a recuperação das vendas vinha
sendo sustentada pela redução do elevado nível de estoques neste segmento.
Esperamos um aumento da
produção de bens de capital em
2013 (+8,6%); em máquinas e
equipamentos, alta deve ser de
2,4%
Figura 2: Consumo aparente de bens de capital (base: dez/07=100)*
180
Projeção
160
140
120
100
80
60
40
20
jan-13
jan-12
jan-11
jan-10
0
* Projeção Tendências
Fonte: PIM-IBGE. Dados até jan/13
Entre os subsetores, vale destacar nossas expectativas para a produção de
máquinas e equipamentos para fins industriais e comerciais, para a qual
projetamos avanço de 4,3% em 2013, após retração de 4,1% em 2012. O
segmento deverá ser favorecido pelo cenário de melhora da atividade nos
principais setores demandantes, como alimentos (+5,1%) e celulose (+7,4%).
Por sua vez, a recuperação da produção da categoria de máquinas e
equipamentos para extração mineral e construção (+5,2% em 2013, após
forte queda de 18,4% em 2012) será respaldada pelo cenário mais positivo
Projeção é de recuperação da
produção de máquinas e
equipamentos para fins industriais
e comerciais (+4,3%) e de extração
mineral e construção (+5,2%)
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
5
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
para a indústria de construção civil (ICC), que deverá crescer 4,2% no ano.
Além disso, esperamos recuperação das exportações de minério de ferro, que
deverão avançar 7,2% no decorrer de 2013.
PSI tem provocado aceleração das
vendas e encomendas neste início
de ano
Cabe destacar os fortes estímulos creditícios que vêm sendo promovidos
pelo governo federal, possibilitando financiamento para aquisição de bens de
capital a taxas de juros subsidiadas no BNDES (3,25% a.a. em termos
nominais), por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). O
programa, iniciado em agosto de 2012 e prorrogado até dezembro de 2013,
tem sido responsável pela aceleração das vendas e encomendas neste início
de ano e, no curto prazo, concederá fôlego à atividade e à recuperação do
nível de utilização da capacidade instalada do segmento.
Além disso, as compras governamentais relacionadas ao PAC Equipamentos
também favorecerão relativo aumento na demanda do segmento ao longo
dos próximos trimestres, completando o canal por meio do qual o governo
federal vem estimulando a atividade do setor de máquinas e equipamentos.
PAC Equipamentos também terá
papel importante no aumento da
demanda
Preços dos insumos reforçam expectativa para indicador
Os preços dos principais fatores de produção do setor ao longo de 2013 não
deverão ser responsáveis por maiores pressões sobre os custos de produção
das empresas, segundo cenário da Tendências. De acordo com os dados da
PIA-IBGE (2009), o custo relativo ao consumo de matérias-primas e à mão
de obra representa mais de dois terços do custo total de produção de
máquinas e equipamentos no País, sendo que o aço é o principal componente
da cadeia de insumos do segmento (figura 3).
Custo com matéria-prima e mão de
obra responde por mais de dois
terços do custo total de produção
de máquinas e equipamentos
Figura 3: Estrutura de custos de produção do segmento de máquinas e equipamentos
Custo das
Outros
mercadorias
10%
adquiridas
para
revendas
5%
Depreciação
8%
Demais
custos e
despesas
operacionais
10%
Consumo de
matériasprimas,
materiais
auxiliares e
componentes
46%
Gastos de
pessoal
21%
Fonte: PIA-IBGE (2009)
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
6
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
A projeção da Tendências para o preço internacional do aço é de recuo
adicional de 2,1% em 2013, após forte queda de 10,4% em 2012. A retração
dos preços no ano passado derivou do excesso de oferta global do insumo
que vinha se desenhando desde o fim de 2011, com o arrefecimento do
consumo e forte aumento da oferta após seguidos anos de investimentos
maciços em ampliação da capacidade instalada no mundo, em especial na
China. Além disso, a queda nos preços do minério de ferro a partir do início
do segundo semestre do ano passado resultou em um maior aprofundamento
da trajetória de queda dos preços do aço no mercado internacional (figura 4).
Projeção é de queda adicional do
preço internacional do aço (-2,1%
em 2013, após -10,4% em 2012)
Figura 4: Preço internacional e doméstico do aço (base: 2003=100 e R$/t)*
350
2400
Proj.
300
2200
250
2000
200
1800
150
1600
100
1400
50
1200
0
2007
1000
2008
2009
2010
Preço internacional do aço(esq)
2011
2012
2013
Preço doméstico do aço (dir)
* Projeção Tendências
Fonte: CRU; Usiminas e CSN. Dados até jan/13 (internacional) e dez/12 (doméstico)
Em 2013, os preços do aço iniciaram o ano em alta refletindo a recuperação
das cotações do minério de ferro e a melhora das expectativas com relação
ao desempenho da economia global, tendência que deve se manter até o final
do primeiro trimestre. No entanto, a partir do segundo trimestre as cotações
devem voltar a cair, seguindo o recuo esperado para o minério de ferro e o
cenário de recuperação moderada da demanda global por produtos
siderúrgicos. Acreditamos que o excesso de capacidade mundial instalada
para a produção de aço deverá continuar latente até o final do ano.
Após iniciar o ano em alta, preços
externos do aço devem recuar a
partir do 2T13
Por outro lado, nossa expectativa para os preços domésticos do aço, tomando
como base o preço das bobinas laminadas a quente, aponta para elevação
média de 6,2% ante 2012. A expectativa de preços domésticos mais elevados
sustenta-se: (i) na decisão do governo de aumentar as tarifas de importação
de diversos produtos, dentre os quais alguns produtos siderúrgicos; e (ii) no
fim da “guerra dos portos”. Com a aprovação da alíquota única do ICMS em
4% entre os Estados, o preço doméstico do aço deve voltar a apresentar
maior descolamento frente aos internacionais, o que representaria um retorno
Para preços domésticos do aço,
projeção da Tendências é de alta
de 6,2% na média do ano
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
7
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
ao padrão vigente até o segundo semestre de 2010, dificultando a importação
de bobinas laminadas a quente a partir de Estados onde as alíquotas eram
mais reduzidas.
No entanto, a dinâmica verificada no comportamento histórico do índice de
preços ao produtor de máquinas e equipamentos evidencia relação mais forte
com as cotações internacionais do aço e, por consequência, esperamos que o
efeito líquido seja de manutenção da trajetória de crescimento ainda
moderado dos preços do segmento nos próximos trimestres.
Preços de máquinas mostram
maior correlação com cotação
internacional do aço
Com relação ao custo dos insumos importados, a trajetória esperada para a
taxa de câmbio é fundamental para a dinâmica dos preços de máquinas e
equipamentos ao longo de 2013, considerando a elevada competição com
produtos importados no setor. A preocupação do governo com a escalada da
inflação neste início de ano trouxe a taxa de câmbio a novos patamares,
rompendo o piso anterior de R$ 2,00/US$ e colocando um novo intervalo de
conforto ligeiramente inferior.
Câmbio no início do ano rompeu o
piso de R$ 2,00/US$
Para restante do ano, segue a expectativa de que o câmbio possa sofrer
alguma desvalorização, ainda que discreta, a partir do segundo semestre,
quando a inflação em 12 meses assumir trajetória de baixa, o que deve levar
o governo a conduzir o câmbio a algo mais próximo de R$ 2,10/US$ até o
fim do ano. Assim, ainda que em patamar médio superior ao de 2012, a
interrupção de desvalorização deverá colaborar para (i) menor pressão sobre
os custos de insumos importados no segmento e (ii) estabilidade dos preços,
em reais, de máquinas e equipamentos importados, o que dificultará a
recomposição de margem por parte dos fabricantes nacionais do segmento e
arrefecerá maiores pressões de alta sobre o índice de preços ao produtor.
Interrupção da desvalorização
cambial contribuirá para
estabilidade dos preços em reais
de M&E importados
Por fim, a expectativa de estabilidade das taxas de juros no decorrer de 2013
é fator que auxilia a manutenção do custo de capital das empresas em níveis
historicamente reduzidos. A Tendências estima que a Selic encerre o ano
abaixo do patamar de 8,0% a.a. – consideravelmente inferior ao nível médio
de 11,1% entre 2007 e 2011. Segundo estimativas da CNI, o custo de capital
de giro representa 5,3% de todos os custos industriais no Brasil e, em 2012,
o componente recuou 27,4% em relação a 2011, minimizando os impactos
da elevação dos custos de produção no País.
Selic abaixo de 8,0% a.a.
contribuirá para redução dos
custos de capital das empresas
Custo tributário e com energia também deve recuar em 2013
Quanto aos impactos dos custos de energia para o segmento, cabe destacar as
perspectivas para os preços internacionais de petróleo e dos impactos da
desoneração dos custos de energia elétrica, promovida recentemente pelo
governo federal, sobre os custos do setor. Nossas projeções para os preços
do Brent em 2013 apontam para recuo de 0,5%, na média do ano, em relação
Para o petróleo Brent, projetamos
queda de 0,5% na média de 2013
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
8
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
ao ano passado. Nosso cenário tem por base: (i) a expectativa de que a
economia global ainda registre crescimento modesto em 2013 (+3,3% ante
3,1% em 2012); e (ii) a perspectiva de aumento da produção dos países não
pertencentes à Opep , especialmente nos EUA.
Por sua vez, a recente desoneração sobre as tarifas de energia elétrica
completa a lista dos principais fatores que indicam que os custos de
produção não devam ser pressionados ao longo do ano. A medida promovida
do governo federal deverá levar a uma redução média de 20% no custo da
energia elétrica para as indústrias de um modo geral.
Desoneração das tarifas de energia
elétrica endossa cenário de que
custos não devem ser pressionados
ao longo do ano
Mão de obra ainda é fator de risco à estabilidade do custo de produção
Desde 2007, o salário médio da indústria avançou 49,0%, tornando-se um
dos principais responsáveis pela pressão sobre os preços do setor industrial
no País. O custo com pessoal avança recorrentemente a taxas superiores ao
custo total de produção desde 2009, fazendo com que o componente
aumente sua participação nos custos totais do setor. Mais especificamente,
nos dados do IBGE, observa-se que os salários do segmento de máquinas e
equipamentos avançaram 64,4% entre 2007 e 2012, reflexo da escassez de
mão de obra qualificada – característica do segmento e que se intensificou
nos últimos anos.
Mão de obra tem ampliado
pressão sobre custos do setor
Figura 5: Salário médio da Indústria geral e de máquinas e equipamentos (R$ correntes)
2.000
1.800
1.600
1.400
1.200
1.000
800
2007
2008
2009
indústria geral
2010
2011
2012
máquinas e equipamentos
Fonte: Caged e IBGE. Dados dessazonalizados até dez/12
O avanço dos custos com mão de obra é um fator de risco ao cenário de
crescimento reduzido dos preços de máquinas e equipamentos no médio
prazo. As projeções da Tendências para a taxa de desemprego no decorrer de
2013 (5,2%, em média, ante 5,5% em 2012) indicam que o mercado de
trabalho continuará pressionado e que o aumento da renda real deverá
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
9
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
permanecer como um fator a pesar nos custos de produção do setor
industrial. Como contraponto, a desoneração da folha de pagamento, que
deverá gerar uma renúncia fiscal da ordem de R$ 16 bilhões por parte do
governo federal, é um elemento que arrefece as recentes pressões do custo
com pessoal sobre os custos do segmento e colaborará para contenção da alta
do componente ao longo de 2013. ■
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
10
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Monitoramento de Investimentos Produtivos
Automotivo


equipamentos e promover tecnologia e P&D. Ao mesmo tempo, incentiva as
marcas a construir plantas no Brasil, como anunciaram recentemente Foton, JAC,
Chery, BMW e Nissan.
Os investimentos têm por finalidade básica expandir a capacidade produtiva e
desenvolver novos modelos. A trajetória da produção deverá continuar
acompanhando a dinâmica do mercado interno no médio prazo, que apresenta
elevado potencial. A ampliação da capacidade produtiva deverá colocar o Brasil
entre os quatro maiores produtores mundiais até 2017.

Os anúncios mais recentes estão relacionados às exigências do novo regime
automotivo (Inovar-Auto), que visa aumentar a utilização de autopeças e
componentes nacionais, elevar a eficiência tecnológica e a segurança dos
Empresa
Projeto
Ampliação da capacidade produtiva
Volkswagen
Nova fábrica de pintura
Ampliação da capacidade produtiva
(motores)
Fiat
Implantação de um polo automotivo
GM
Investimento na fábrica de transmissões
e motores
Toyota
Mitsubishi
Construção de fábrica (motores)
Construção de fábrica
Desenvolvimento de novo modelo
Construção de fábrica
Ampliação da capacidade produtiva
Construção de fábrica (motores)
Construção de fábrica e nova marca
Volvo
Renault
Construção de fábrica de
retroescavadeiras
Investimentos previstos
Investimento
(mi)
Local
Taubaté SP
R$
São Carlos SP
Goiana PE
R$
São José dos
SP
Campos
R$
Joinville SC
R$
SP
R$
Porto Feliz SP
R$
Catalão GO
R$
Curitiba PR
R$
Pederneiras
Brasil
Período
Última informação
Decidiu pela ampliação da capacidade produtiva em Taubaté e São Carlos e
desenvolvimento de novos modelos em São Bernardo do Campo
8.700 Finalizado Inaugurada em out/12
Ampliação de 3,3 mil para 3,8 mil/dia para atender SP, PR e Argentina.
Finalizado
Inaugurada em mai/12
Previsão de início da produção: 2015. Capacidade: 250 mil unidades/ano. Em
6.700 2011-2015
jan/13, BNDES aprovou financiamento de R$ 2,4 bilhões
Resultado de acordo entre montadora e sindicato para que outros veículos
500 2013-2017
possam ser produzidos na planta
2011-2016
Brasil
Sorocaba
A elevação do IPI para países fora do acordo automotivo causou forte redução
das importações, colaborando para a redução de postos de trabalho nas
importadoras de veículos e para o recuo das vendas das montadoras que não
possuem fábricas no País, como a Kia Motors. As vendas externas, por sua vez,
têm sofrido com a retração da economia internacional e o fechamento da
economia argentina.
SP
350 2011-2013 Inaugurada em fev/13, produzindo 100 mil unidades/ano
Inaugurada em set/12. 2º turno implantado em jan/13. Irá produzir 70 mil
1.200 Finalizado
unidades/ano (Etios)
1.000 2013-2015 Produção de 200 mil motores/ano para os veículos Etios e Corolla
ASX fabricado chegará em meados de 2013. Lancer Sedan, no começo de 2014,
1.100 2011-2015
quando entrará em operação também uma fábrica de motores
Nova marca para caminhões, instalações fabris, contratação de pessoal e
1.000 2013-2015
desenvolvimento de produto
R$
R$
20 2013-2014 Transferência da linha de produção do México para Pederneiras
1.500
2011-2015 Prevê criação de novo centro de engenharia, centro de treinamento, área para
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
11
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
Ampliação da capacidade produtiva
Investimento
(mi)
Local
São José dos
PR
Pinhais
Construção da segunda fábrica
Brose
Transferência da linha de montagem
Suzuki
Construção de fábrica
Borg Warner
Construção de fábrica
Itatiba SP
R$
70 2011-2013
Foton Motors
Construção de fábrica
Camaçari BA
R$
600 2012-2013
Investimentos no País
Brasil
Ampliação da capacidade produtiva
Ford
Desenvolvimento de novo modelo
São José dos
PR
Pinhais
Itumbiara GO
R$
35
Finalizado
Não há informações
R$
150
Suspenso
Projeto, previsto para 2012, foi adiado por prazo indefinido
Atrasada, será inaugurada no 1T13. O grupo fabrica componentes e sistemas
para motores de veículos leves, comerciais e fora de estrada, como
turbocompressores e ventiladores e embreagens viscosas para arrefecimento
Previsão de início: fim de 2013. Capacidade: 30 mil/ano até 2017. Pretende
iniciar produção de um caminhão leve e um micro-ônibus
Modernização tecnológica e aportes nas unidades fabris. Ampliação da
capacidade produtiva de 250 mil para 300 mil/ano
Motores: de 150 mil para 350 mil/ano (fim de 2012) e 500 mil/ano (em 2013).
Transmissões: para 520 mil unidades/ano
Visando fugir das cotas de importações, provavelmente será produzido o new
Fiesta hatch. Estuda produzir a versão sedã
Capacidade: 210 mil motores/ano. Investimento integra os R$ 4,5 bilhões a
serem investidos entre 2011-2015
Está pronta para dar início à produção de seu utilitário esportivo (EcoSport)
Capacidade: 200 mil veículos/ano. Virá complementar a atual capacidade, de 59
mil unidades/ano, da planta da Renault, em São José dos Pinhais (PR). De
Resende deverão sair o March e mais adiante outros modelos derivados da
plataforma V, como o Versa
Produção iniciada em set/12 (HB 20). Capacidade: 150 mil/ano. Foram
instaladas também dez sistemistas para auxiliar nas atividades da montadora
Ampliação de 160 mil para 220-300 mil/ano e aumento de sua rede de
distribuidores e pós-venda. Produção de motores saltará de 280 mil
unidades/ano para 400 mil/ano. Recebeu R$ 154 mi de aporte do BNDES em
jan/13
Investimentos reconfirmados em nova fábrica, P&D e novos produtos.
Capacidade atual é 82 mil caminhões e ônibus /ano
2011-2015
2011-2015
Taubaté SP
São Bernardo
SP
do Campo
R$
4.500
2011-2015
Construção de fábrica
Camaçari BA
Produção de modelo
Camaçari BA
R$
2.500
Nissan
Construção da fábrica
Resende RJ
R$
2.600 2011-2014
Hyundai
Construção de fábrica
Desenvolvimento de novo modelo
2011-2015
Finalizado
Piracicaba
SP
R$
1.400
Finalizado
Porto Real
RJ
R$
3.700 2012-2015
R$
1.000 2012-2016
Ampliação da capacidade produtiva
PSA Peugeot Citröen
Desenvolvimento de novos produtos
MAN Latin America
Mercedes
Ampliação das operações
Modernização da fábrica
Construção de fábrica
Resende RJ
São Bernardo
SP
do Campo
Juiz de Fora MG
Última informação
logística, ampliação da capacidade produtiva e criação de novos modelos
Projeto agregado ao pacote de R$ 1,5 bi. Passará a produzir 500 mil
2012-2013 motores/ano a partir de 2013 (+25). Capacidade de produção do complexo
saltará dos atuais 280 mil carros para 380 mil/ano
Concentrará produção de motos e bicicletas elétricas. Início da produção já foi
20 2011-2013
adiado três vezes, funcionando atualmente apenas como centro de distribuição
Kasinski
Sapucaia RJ
R$
Período
R$
R$
1.500
2012-2015 Modernização da linha de produção de ônibus, caminhões e componentes.
Finalizado
Capacidade de 50 mil/ano (outros 100 mil/ano em SBC). Inaugurada em jan/12,
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
12
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
Investimento
(mi)
Local
Período
Chery
Construção de fábrica
Jacareí SP
R$
800 2011-2013
JAC Motors
Construção de fábrica
Camaçari BA
R$
900 2012-2014
Metro Shacman
Construção de fábrica (caminhões
pesados)
Caruaru PE
R$
1.000 2012-2014
BMW
Construção de fábrica
Araquari SC
R$
528 2013-2014
Marcopolo
Aumento do valor do plano de
investimentos
Brasil –
R$
450 2012-2016
Great Wall
Construção de fábrica
– –
R$
3.000 2011-2013
Noma
Construção de fábrica
Tatuí SP
R$
75 2012-2013
Paccar (DAF)
Construção de fábrica
Ponta Grossa PR
R$
360 2012-2013
CN Auto
Construção de fábrica
Linhares ES
R$
250 2012-2014
Sumitomo Rubber
Construção de fábrica (pneus)
Curitiba PR
R$
500 2012-2013
Michelin
Ampliação da capacidade produtiva
Itatiaia RJ
R$
900
Marcopolo e Caio
Construção de fábrica
Joinville SC
R$
110 2013-2014
Brasil Montadora de
Veículos (Bramo)
Construção de fábrica
Linhares ES
R$
520 2012-2014
R$
120
Finalizado
Construção de fábrica (motos)
Shineray
Expansão da rede de distribuição
Suape
PE
Suspenso
Última informação
investimentos de R$ 450 milhões
1ª fase: produção de um modelo. Capacidade: 50 mil unidades/ano (inicial) | 2ª
fase: três modelos. Capacidade: 150 mil unidades/ano
Após o anúncio do Inovar-Auto, empresa retomou as obras. Capacidade de 110
mil/ano em 2014. Produzirá também caminhões de pequeno porte e deverá
financiar 70% junto ao BNDES.
Produção inicial de 10 mil veículos/ano. lrá produzir cinco modelos de
caminhões em 20 configurações possíveis. De olho na crescente demanda pelos
veículos do tipo BRT (Bus Rapid Transit), a planta também construirá chassis e
carrocerias para ônibus
Cerca de 30 empresas já demonstraram interesse em se instalar na região para
produzir componentes ou participar de alguma etapa da produção. A fábrica
será a primeira da marca no Brasil e inicialmente produzirá 30 mil carros/ano
Montante foi elevado em R$ 100 milhões. Será aplicado nas duas unidades de
Caxias do Sul (R$ 100 milhões) e na instalação de nova operação em São Mateus
no Espírito Santo (R$ 35 milhões)
Visa atingir produção de 100 mil unidades/ano
Previsão de início: 2S13. Pretende dobrar sua capacidade de produção, hoje em
650/mês, e se tornar até 2015 a terceira maior fabricante de implementos
rodoviários da América do Sul. 500 empregos diretos.
Previsão de início: 2S13, com o modelo de caminhão pesado, o XF, da marca
DAF. Capacidade: 10 mil/ano.
Hafei Motor (China) e CN Auto assinaram contrato de licença e transferência de
tecnologia para a produção de comerciais leves Towner. 25 mil unidades/ano
Previsão de início: 2S13. Primeira base de produção do grupo na América do Sul.
Produção de 15 mil pneus por dia
Capacidadeda empresa será multiplicada 3,5 vezes, para 5 milhões de
pneus/ano. Inaugurada em set/12. Parte de pacote de R$ 3 bi para Latam
Joint venture para instalação de unidade de produção de peças para carrocerias
de ônibus. Instalação de fábrica própria para desenvolver ônibus para
exportação. Pretende atingir produção diária de 10 e 15 ônibus até 2014
Objetivo de 50 mil unidades/ano. Previstas três marcas no projeto da fábrica no
Norte do ES: Ssangyong, com os modelos Korando e Korando Sports ; Changan,
com a linha de utilitários MiniStar; e Haima, com os modelos H2 e H3.
Empresa está repensando investimento com o aumento do IPI para motos 50 cc
importadas. A regularização das cinquentinhas preocupa montadoras e
concessionárias. Para elas, o problema não está na regulamentação, mas no
preço cobrado pelo seguro obrigatório, que pode afastar o consumidor
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
13
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
Jonny
Construção de fábrica (motos)
TAC Motors
Investimento
(mi)
Local
Camaçari BA
R$
Construção de fábrica
Sobral CE
R$
Sinotruk
Construção de fábrica (caminhões)
Lages SC
R$
Triumph
Construção de fábrica (motocicletas)
Manaus AM
R$
Shiyan
Construção de fábrica (caminhões)
CBVA
Fabricação de vidros automotivos
Produção de ônibus no Brasil
Camaquã RS
R$
Goiana PE
R$
Sete Lagoas MG
R$
Iveco
Investimentos no País
–
–
Ponta Grossa PR
US$
–
DAF
Construção de fábrica
Faurecia
Construção de fábrica
PPG
Mitsui Steel, Yorozu,
Tachi-S, Kinugawa
Rubber, Faurecia e
CalsonicKansei
Ampliação da capacidade produtiva
São Bernardo
RJ/
do Campo e
SP
Resende
Sumaré SP
Construção de fábrica
Rio de Janeiro –
€
US$
R$
Comil
Construção de fábrica
Lorena SP
R$
Neobus e Navistar
Construção de fábrica
Caxias do Sul RS
R$
Metalcrafters
Construção de fábrica
Lorena SP
R$
Período
Última informação
Diante do mesmo problema enfrentado pela Shineray, a Jonny também repensa
seus investimentos
Inaugurada em set/12. Transferência da linha de montagem do jipe Stark de
200 Finalizado Joinville (SC) para Sobral (CE). Pretende elevar produção para 60 unidades/mês
e futuramente atingir 3 mil/ano, além de melhorar a logística da empresa
Atrasada. A unidade terá processo de montagem em KD (Knock-down), com a
projeção de nacionalizar pelo menos 65% das peças. Capacidade inicial de 5
300 2012-2014
mil/ano nos primeiros 12 meses, com previsão para chegar a 8 mil/ano no
médio prazo
Inaugurada em nov/12. A companhia tem planos de vender, no médio e longo
18 Finalizado prazos, 4 mil unidades/ano no País e transformá-lo no quinto maior mercado da
marca no mundo. Vai disputar mercado premium
Montagem de comerciais leves e caminhões médios no 2S13, com gradativa
185 2012-2014
nacionalização de componentes
150
2014
Capacidade: 25 mil t/ano
As primeiras unidades fabricadas entre 2013 e 2014, a partir de chassis de
75 2011-2013
caminhões médios e pesados da marca
Novo ciclo de investimentos será iniciado nos primeiros meses de 2013.
–
–
Adequação das linhas para a nova geração de veículos
Além da construção da fábrica (com produção de 10 mil caminhões/ano), a
200
–
marca objetiva a construção de 100 concessionárias
15
–
100 2012-2013 Duas novas linhas de produção de para-choques
100 2012-2017 Foco em pintura e repintura de veículos
300
–
Fornecedores da Nissan (bancos, suspensão e acabamentos)
Será a segunda fábrica da companhia, com capacidade de produção de 20
ônibus urbanos/dia e deverá estar pronta em meados de 2013. Máquinas,
110 2012-2013
equipamentos e capital de giro serão viabilizados com recursos próprios e do
BNDES. Transferência de Erechim (RS) para Lorena (SP)
Construção da única fábrica integrada de ônibus. Na mesma linha serão
100 2012-2013
produzidos chassis e carrocerias. Modelos rodoviários e BRT.
Desenvolver, produzir e testar protótipos de ônibus elétricos para a Comil.
15 2012-2013
Paralelamente, serão testados materiais alternativos nos componentes
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
14
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Bens de capital


Os investimentos em ampliação de capacidade e em novas plantas do segmento
de máquinas e equipamentos são relativamente pulverizados entre as categorias,
sendo os mais importantes nos setores de máq. e equip. para extração mineral e
construção e máquinas e equipamentos agrícolas.
Os projetos de maiores aportes são relacionados à exploração de petróleo,
construção de unidades navais, estaleiros e à indústria de construção civil.

As perspectivas para o crescimento no médio prazo são consideravelmente
favoráveis. O cenário esperado é para elevação da taxa de investimento da
economia brasileira, sendo que a demanda de bens de capital continuará a ser
estimulada: (i) pelo pacote de concessões de infraestrutura lançado pelo governo
federal; (ii) pelas perspectivas favoráveis para construção civil; e (iii) pela
maturação de grandes projetos de investimento, principalmente nos setores de
mineração, petróleo, celulose, além de projetos em execução de hidrelétricas,
portos e ferrovias.
Localização
Empresa
Projeto
HPB-SIMISA
Fábrica para a produção de caldeiras e
centrais termoelétricas
Führlander
Fábrica de geradores eólicos
Terex
Fábrica de equipamentos para
construção e manutenção de estradas
XCMG
Fábrica de máquinas pesadas e dois
centros de distribuição de peças
RHI
John Deere
GE
Volvo
CNH
Fábrica de refratários e laminados para
altos fornos
Início da produção de pulverizadores
em fábrica já existente
Aumento da capacidade e instalação de
um centro de pesquisas
Investimento
(R$)
Localização
Período
Última informação
Sertãozinho
SP
60.000.000
2010-2014 Capacidade instalada prevista: produção de 15 caldeiras/ano
Porto de Pecém
CE
20.000.000
2012-2013
Guaíba
RS
285.000.000
2010-2014
Porto de Suape
PE
28.500.000
2011-2013
Queimados
RS
250.000.000
2011-2013
Catalão GO
60.000.000
2010-2014
Rio de Janeiro
RJ
285.000.000
2011-2013
Ampliação do portfólio de fabricação
Perdeneiras
SP
21.660.000
2011-2014
Investimentos no País
Sorocaba,
Piracicaba e
Curitiba
Br
1.700.000.000
Capacidade produtiva (inicial): 240 turbinas/ano. Há planos para a fabricação
de pás eólicas, o que demandará investimento adicional ainda não calculado
Dedicada, inicialmente, à produção de equipamentos para o segmento de
construção e pavimentação de estradas
Em conjunto com a brasileira Êxito Import&Export, a empresa asiática
pretende ganhar uma fatia de pelo menos 8,5% do mercado nacional, que
produz anualmente cerca de 13 mil unidades
A primeira fase receberá investimento de € 100 milhões. Em uma segunda fase,
a RHI deve empregar diretamente cerca de 2 mil pessoas
Com o investimento na linha de pulverizadores, a empresa passa a ter todo seu
sistema de produtos mecanizados produzidos no Brasil
O projeto, anunciado em 2010, faz parte do pacote de US$ 550 milhões
previsto para o Brasil nos próximos três anos
Transformará unidade na fábrica com maior leque de produtos feitos
localmente – um total de dez equipamentos, como motoniveladoras,
carregadeiras e caminhões articulados
O orçamento faz parte do plano quadrienal da companhia e supera em 30% o
aporte de R$ 1,3 bilhão realizado no mercado brasileiro entre 2007 e 2010. As
2011-2015 unidades instaladas em Piracicaba (SP), Contagem (MG) e Curitiba (PR), e
mesmo a recém-inaugurada planta de Sorocaba (SP), deverão ganhar fôlego
extra para a produção
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
15
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
Investimento
(R$)
Localização
Cummins
Investimentos previstos
Guarulhos
XCMG
Construção de um parque industrial
Sany
Construção de fábrica
Joint venture:
Bomco, BRCP e
Aspebrás
Fábrica de maquinário destinado às
perfurações oceânica (offshore) e
terrestre (onshore)
ABB
Construção de fábrica
GE Celma
Investimentos em centro de
manutenção de turbinas de aviação
Toshiba
Fábrica de transformadores
John Deere /
Hitashi
Duas fábricas para a produção de
equipamentos de construção civil
Saipem
Fábrica de estruturas subaquáticas e
flutuantes
NKT Flexibles
Fábrica de tubos flexíveis para indústria
offshore
Porto de Açu
Stihl
Expansão da fábrica
Jurong
Construção de um estaleiro
Período
Última informação
Haverá a construção de uma nova fábrica com investimentos de US$ 60
milhões para a produção de geradores de energia e remanufatora e a reforma
2011-2016
da fábrica já existente avaliada em US$ 50 milhões que passará a produzir
motores a diesel
Com uma áera de 800 mil m², a empresa planeja investir US$ 200 milhões na
2011-2013 construção de sua primeira fábrica na América Latina, além de um centro de
desenvolvimento e pesquisas
2011-2013 –
SP
380.000.000
Pouso Alegre MG
380.000.000
Jacareí
SP
380.000.000
Salvador BA
57.000.000
Sorocaba
SP
380.000.000
Petrópolis
RJ
50.000.000
Betim
RS
151.000.000
Indaiatuba
SP
342.000.000
Santos
SP
570.000.000
2011-2014 A fábrica atenderá aos campos de petróleo das Bacias de Campos e Santos
RJ
650.000.000
Desenvolvido pela LLX, o projeto será localizado na margem direita do TX2 –
terminal onshore do empreendimento – e terá capacidade para produção de
2011-2013
250 quilômetros de tubos flexíveis por ano, além de área para armazenagem e
teste de material.
São Leopoldo
RS
518.500.000
Aracruz
ES
500.000.000
O capital inicial, a ser integralizado nos próximos dias, somará US$ 15 milhões:
2011-2013 US$ 5,1 milhões da Bomco, US$ 4,95 mihões da Asperbras e US$ 4,95 milhões
da BRCP
A empresa anunciou investimentos de US$ 200 milhões até 2014 para ampliar
2011-2014 sua fábrica em Guarulhos e construir uma nova unidade em Sorocaba, onde
adquiriu um terreno de 125 mil metros quadrados da Flextronics
Primeira unidade da GE na América Latina a atingir US$ 1 bilhão em vendas, a
GE Celma prevê investir US$ 50 milhões até 2014. De olho na expansão do
2011-2014
mercado brasileiro, a companhia brasileira receberá um aporte extra de US$ 40
milhões por parte da matriz
O valor se refere tanto à construção da nova fábrica em Betim quanto à
2011-2013
expansão da unidade instalada em Contagem (MG)
As duas unidades terão investimento de US$ 180 milhões, sendo US$ 124
milhões da John Deere e US$ 56 milhões da Hitachi. Uma delas, de propriedade
2011-2013 exclusiva da John Deere, produzirá retroescavadeiras e pás-carregadeiras de
quatro rodas. A outra fábrica será uma parceria entre a Deere e a Hitachi
Construction Machinery e produzirá somente escavadeiras.
A produção de cilindros para motores utilizados nas fábricas do grupo vai
2011-2014 crescer 56% até 2014. 98% do volume será destinado às fábricas da Stihl nos
outros países, 8 p.p. a mais do que o percentual atual
A Jurong pretende construir e reparar no estaleiro de Aracruz navios
2011-2013
plataforma que produzem, armazenam e escoam petróleo, conhecidos no
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
16
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
CNH
Fábrica de maquinário para a indústria
de construção civil
Noma
Aumento da produção
Facchini
San Marino
Fábrica de reboques
Fábrica de carroceria de ônibus urbano
Cummins
Fábrica de geradores de energia e um
centro de distribuição
Dresser-Rand
Rolls-Royce
Fábrica de equipamentos para extração
de petróleo e gás natural
Centro de treinamento e fábrica de
propulsores
Espiroflex
Fábrica de peças de vedação
Karcher
Fábrica de equipamentos de limpeza
Pátria
Investimentos e
grupo Promon
Construção de um novo estaleiro para o
pré-sal
Yaskawa
Investimento na capacidade de
produção
Aker Solutions
Construção de fábrica
Schulz
Fábrica de tubulações para o mercado
de petróleo e gás
Investimento
(R$)
Localização
Montes Claros MG
Período
600.000.000
2012-2014
SP
75.000.000
2012-2013
Rondonópolis MT
Três Rios RJ
45.000.000
90.000.000
2012-2013
2012-2013
Tatuí
Última informação
setor pela sigla FPSO, além de navios sonda e plataformas de perfuração. O
estaleiro terá capacidade para construir até duas embarcações por vez.
A empresa, que pertence ao Grupo Fiat, vai gerar 2,7 mil empregos. Produção
de seis mil tratores, máquinas e equipamentos agrícolas e para obras. Ela atua
com quatro marcas no Brasil: Case Construction, Case IH (agrícola), New
Holland Agriculture e New Holland Construction.
Os investimentos visam à duplicação da produção na planta do interior
paulista.
Retomada da construção da unidade
Espera-se uma produção de 4 mil unidades ao ano
Os investimentos iniciais somam US$ 37 milhões, podendo chegar a US$ 90
milhões com a aquisição de maquinário e a introdução de novas linhas de
produtos, consumindo, nesse caso, a maior parte dos investimentos de US$
200 milhões traçados para um período de cinco anos
Itatiba
SP
70.300.000
2012-2014
Santa Bárbara
d´Oeste
SP
47.500.000
2012-2013 A fábrica visa expandir os contratos da empresa com a Petrobras
Rio de Janeiro
RJ
190.000.000
2012-2013
Mairiporã
SP
4.000.000
2012-2013 Unidade produzirá, de saída, cerca de 120 mil unidades por mês
Vinhedo
SP
75.000.000
Fábrica será capaz de produzir 600 mil equipamentos por ano, como lavadoras
2012-2013 de alta pressão e aspiradores. A mudança foi motivada pelo incêndio que
destruiu a antiga fábrica de Paulínia (SP).
Itajaí
SC
670.000.000
2012-2013 A entrega das primeiras embarcações está prevista para 2015
Diadema
SP
30.000.000
Macaé
RJ
190.000.000
Campos dos
Goytacazes
RJ
60.000.000
Ambas as instalações deverão atender a embarcações de apoio também na
cadeia do pré-sal
A Yaskawa está investindo na capacidade de produção no Brasil. Desde junho,
tanto a subsidiária da Drives & Motion, braço de automação, como a Motoman
2012-2017 Robotics, empresa do grupo dedicada à robótica, mudaram-se para um espaço
maior, em Diadema (SP). A mudança é parte do plano de investimento de R$
30 milhões a ser realizado deste ano até 2017
A fábrica vai dobrar os atuais 1.400 funcionários no Brasil até 2016. A empresa
2012-2016 tem uma carteira de encomendas de R$ 1 bilhão no País, sendo a maior, no
valor de US$ 300 milhões, destinada ao pré-sal de Santos
A unidade vai produzir uma tubulação específica para a operação em águas
2012-2013 profundas, conhecido como BMS. A nova fábrica será capaz de produzir 70 mil
metros de tubos anualmente e começa a ser construída em 45 dias
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
17
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
Toyota
Construção de fábrica de empilhadeiras
Alstom
Fábrica de equipamentos eólicos
Metasa
Fábrica de estruturas para plataformas
de petróleo
OSX
InoxCVA
Continental
Unidade de construção naval
Fábrica de equipamentos para gases
industriais
Fábrica de mangueiras para a indústria
de petróleo
Investimento
(R$)
Localização
Artur Nogueira
SP
101.000.000
Canoas
RS
30.000.000
Período
Última informação
A necessidade de obras de infraestrutura deve aquecer os negócios e
incentivar empresas a adquirirem as máquinas
2012-2013 Produção de torres metálicas para aerogeradores
2013
A planta de Charqueadas deve começar a operar já em abril de 2013 como
centro de montagem de peças produzidas na fábrica de Marau (RS). A partir de
2012-2013
2014, os equipamentos para produzir as estruturas serão instalados na nova
unidade.
2011-2021 Unidade de construção naval
Charqueadas
RS
120.000.000
Porto de Açu
RJ
4.800.000.000
Monte Mor
SP
60.000.000
2012-2013 Fábrica de equipamentos para gases industriais
Macaé
RJ
44.000.000
2012-2014 Fábrica de mangueiras para a indústria de petróleo
São José dos
Campos
SP
420.000.000
Indaiatuba
SP
Deodoro
RJ
Jaboticabal
SP
PE
Embraer
Início da produção de helicóptero
John Deere
Máquinas para construção
Alstom e Supervia
Fábrica para montagem de trens
Koike
Fábrica de equipamentos para indústria
XCMG
Fábrica de máquinas pesadas
Suape
Impsa
Fábrica de aerogeradores
Suape PE
O objetivo da parceria, uma joint venture com a anglo-italiana AgustaWestland,
2013-2014 é produzir localmente aeronaves tanto para o mercado brasileiro quanto para
exportação para a América Latina
A fabricante americana, que até então produzia apenas equipamentos
180.000.000
2013
agrícolas no Brasil, quer agora uma fatia do mercado nacional de máquinas
para construção
20.000.000
2013-2014 Construção de uma fábrica para montagem de trens
Fábrica de equipamentos para indústria, voltada principalmente aos setores
30.000.000
2014
canavieiro e petroleiro
Fábrica de máquinas pesadas, inicialmente ira produzir pás carregadeiras e
50.000.000
2014
escavadeiras
350.000.000 2007-2014 Maior fábrica de aerogeradores do Brasil
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
18
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Celulose



A expansão da demanda mundial de celulose nos próximos anos – respaldada por
China e outros países em desenvolvimento – tem estimulado a revisão dos
cronogramas de entrada em operação dos projetos.
A unidade da Eldorado em Três Lagoas (1,5 milhão de t/ano) entrou em operação
em dezembro de 2012. Inicialmente, a companhia pretende exportar a
commodity para Europa e China.
Fibria estuda antecipar a planta de Três Lagoas de 2016 para 2014.
Equacionamento de restrições financeiras surgidas à época da crise mundial
possibilita a revisão do cronograma dos projetos da empresa.
Empresa
Projeto



Sueco-finlandesa Stora Enso e chilena Arauco confirmaram nova unidade no
Uruguai (início em 2013), o que deve postergar construção de Veracel II (BA),
dada a proximidade da previsão de inicio de operações das unidades.
Chilena CMPC informou que a aquisição do projeto Losango tem por objetivo
garantir as necessidades de madeira para a fábrica de celulose que opera no Rio
Grande do Sul, principalmente para o projeto da linha 2 de Guaíba. Pretende
ainda implantar nova linha de produção no mesmo complexo fabril.
Nova planta da Klabin em Ortigueira (PR) produzirá celulose de fibra curta (usada
em papéis de escrita e papel higiênico) e fibra longa (usada para produção de
papel de embalagem e fraldas).
Capacidade
adicional
(Mtpa)
Localização
Investimento
Início
(R$ bi)
operações
Últimas informações
Suzano
Nova planta
MA
1,5
2,9
A empresa iniciará no 1T13 as operações de um novo
4 T 2014 conjunto de equipamentos utilizados na atividade de
colheita de madeira para abastecer a futura unidade.
Klabin
Nova planta
Ortigueira PR
1,5
6,8
4 T 2014
RS
1,3
4,9
Três Lagoas MS
1,3
3,6
BA BA
1,5
4,5
SP
0,75
2
Belo Oriente MG
1,8
1,8
1,3
3,24
Celulose Riograndense
(CMPC)
Fibria
Ampliação de unidade
Duplicação da produção
Fibria + Stora Enso
Veracel II
Lwarcel
Ampliação de unidade
Cenibra
Nova planta
Suzano
–
Guaíba
Lençóis Paulista
PI
Terreno da futura fábrica está em fase de
terraplanagem
Conselho diretor da CMPC aprovou o projeto de
expansão
ND –
2015Negociação com Stora Enzo em andamento
2016
2015
2016 Projeto será discutido pelo conselho em 2013
2015- Em espera, devido às novas diretrizes sobre a compra
2016 de terras por estrangeiros
ND
Decisão de compra de equipamentos postergada para
1S14
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
19
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
Klabin
Monte Alegre
Fibria
Nova planta
CMPC
Losango
Suzano
Ampliação da capacidade produtiva
Braxcel
Nova planta
Eldorado Celulose
Eldorado Celulose
Ampliação da capacidade produtiva
Ampliação da capacidade produtiva
Capacidade
adicional
(Mtpa)
Localização
Telêmaco
Borba
Aracruz
Investimento
Início
(R$ bi)
operações
PR
1,5
1,5
ES
1,5
–
RS
1,3
2,8
Mucuri BA
0,4
ND
Peixes TO
1,5
4,0
Três Lagoas MS
Três Lagoas MS
1,5
1,5
ND
ND
Bagé
Últimas informações
ND –
ND Em estudo
A Fibria aceitou proposta da CMPC Celulose
2015 Riograndense para venda de ativos florestais e terras
por R$ 615 milhões
ND Em estudo
Documentos entregues para iniciar estudos ambientais
2018
e, posteriormente, início das obras.
2017 2ª linha de produção
2020 3ª linha de produção
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
20
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Insumos para fertilizantes


O principal objetivo do setor de fertilizantes, e, consequentemente, do
agronegócio, é reduzir a dependência externa de produto. A expectativa, no
entanto, é que este cenário permaneça até que os resultados de investimentos,
como Vale e Petrobrás, apresentem seus primeiros resultados, a partir de 2014.
†Entre 2011 e 2014, oito projetos devem entrar em operação (total de R$ 7,9
bilhões), metade deles liderados pela Vale. Juntos, devem aumentar a
capacidade de produção de fosfato, potássio e nitrogênio em 2,9, 1,2 e 1,6
milhão de t, respectivamente.
Empresa
Projeto



†Concentração dos aportes: Centro-Oeste (46%); Nordeste (23%); Sul (14%);
Sudeste (13%); e Nordeste (5%).
†O Plano de Negócios da Petrobras prevê investir US$ 236,5 bilhões nos
próximos cinco anos. Do total, US$ 13,5 bilhões (5,8%) serão direcionados à área
de gás e energia, dos quais 42% serão destinados para a produção de fertilizantes
nitrogenados
Com a exploração da mais recente jazida de potássio descoberta no Amazonas,
na cidade de Autazes, o Brasil deve caminhar para a autossuficiência do produto.
Capacidade
adicional (t)
Localização
Investimento Início das
Última informação
(R$)
operações
Conapar/ Coonagro/
Unisoft S.A/ Macrofértil/
Península
Fábrica de ureia
–
PR
300 mil
U$ 350 mi
Itafós Ltda
Produção de superfosfato simples [Arraias]
–
TO
500 mil
360 mi
3T12
Pretende desenvolver a produção junto com um
projeto de fertilizantes em Araxás (MG)
Petrobras
Fábrica de fertilizantes nitrogenados - UFN
III
Três Lagoas
MS
1,2 mi de ureia e
761 mil de amônia
3,6 bi
2S2014
Recebeu a licença de instalação para construção.
Dobrará capacidade nacional de ureia
Vale
Anitápolis
Florianópolis
SC
–
550 mi
–
Vale e Petrobras
Megaprojeto de produção de fertilizantes
[Carnalita]
TaquariVassouras
SE
de 1,2 mi a 2,2 mi
de t/ano
4,0 bi
2014
Vale Fertilizantes
Mina de fosfato, implantação de usina
(560 mil t de pentóxido de fósforo) e
mineroduto (18 km) [Salitre]
Patrocínio
MG
2,2 milhões de t
de potássio a.a.
2 bi
2013 ou
2014
Sujeito à aprovação do conselho de administração
Petrobras
Fábrica de fertilizantes nitrogenados - UFN
V (integra PAC 2)
Uberaba
MG
519 mil por ano de
amônia
1,3 bi
2S2014
Licenciamento para instalação de equipamentos
autorizado. Atenderá GO, MT e parte de SP
2013/2014 Cancelado (alto preço do gás)
Licença ambiental suspensa por liminar
Aprovado o acordo com a Petrobras de
arrendamento de 30 anos para exploração das
reservas de carnalita
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
21
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
Capacidade
adicional (t)
Localização
Investimento Início das
Última informação
(R$)
operações
Verde Fertilizantes
Beneficiamento de glauconita para obter
termopotássio
Alto Paranaíba
MG
1,1 mi de t de
termopotássio,
que resultam em
90 mil t de
potássio
Vale e Petrobras
Mina de carnalita (cloreto de potássio) e
unidade química de processamento de
adubos
Muruim
SE
2,2 milhões a.a.
–
2015
–
Petrobras
Fábrica de fertilizantes nitrogenados - UFN
IV | Produção de metanol, ácido acético,
ácido fórmico e melamina
Linhares
ES
–
4,8 bi
2015
Aprovado pela União, mas ainda não começou a
ser construído
AngloGold
Produção de ácido sulfúrico (exportação)
[Lamego]
Sabará
MG
20 mil
160 mi
–
–
Verde Fetilizantes
Investimento em mina de potássio
[Cerrado Verde]
Alto da
Parnaíba
MG
1 milhão de t a.a.
termopotássio
280 milhões
–
Reservas estimadas de 2,7 bi de t. Desenvolvido
para substituir parcialmente o cloreto de potássio
usado na produção de fertilizantes
Rio Verde Minerals
Produção de fosfato [Fosfatar]
Belém
PA
150 mil t
–
1T13
Projetos devem servir para o funding da empresa
(financiamento do projeto de potássio na Bacia de
Sergipe)
Naq Global Indústria
Química Ltda
–
Rondonópolis
MT
2 mil t
7,5 milhões
Petrobras
Fonte de potássio
Nova Olinda
AM
–
–
–
–
Petrobras
Fonte de potássio
Itacoatiara
AM
–
–
–
–
Rio Verde Minerals
Fonte de potássio
–
SE
–
–
–
Contribui com 8% das necessidades do país
Cerrado Verde Potássio
Fonte de potássio
–
–
–
–
–
–
MbAC Fertilizantes
Produção de fosfato
Araxá
MG
–
–
–
Empresa planeja nova avaliação econômica
preliminar, que deve ser entregue no 3T12, e
construir uma planta piloto no local
Geociclo
Planta de composto organomineral
Monte Alegre
de Minas
MG
50 mil t a.a.
55 milhões
–
Há previsão de uma segunda planta em Goianésia
(GO)
280 mi
2S2013
O produto será testado dentro de três anos
Pretende, até 2014, estar com o projeto da fase 1
e 2 pronto. Destino da produção: 50% MS, 30%
para outros Estados e restante para exportação
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
22
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
MbAC Fertilizantes
Exploração de superfosfato simples e
terras-raras
Petrobras
Potássio Amzonas
Petrobras
Exploração de sulfato de amônio
Capacidade
adicional (t)
Localização
MA,
– PI, TO,
BA
Autazes
AM
Laranjeiras
SE
1,5 milhão t a.a.
303 mil t a.a.
Investimento Início das
Última informação
(R$)
operações
2 bi
–
–
5 bi
2018
Descoberta a mais recente jazida de potássio no
Amazonas, que promete ser o impulso para a
autossuficiência
–
2S2013
Pretende atingir capacidade de 803 mil t a.a. em
2016 (autossuficiência neste fertilizante)
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
23
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Mineração: alumínio

De forma geral, o cronograma de entrada em operação deve ser cumprido, dado
que muitos projetos complementam refinarias ou minas já existentes.

Vantagens comparativas do Brasil nos dois primeiros estágios da cadeia produtiva
de alumínio fazem com que as empresas concentrem seus investimentos na
produção de bauxita e alumina (insumos necessários para a obtenção do alumínio
primário). Os custos de produção do alumínio (tarifas de energia elétrica e
encargos fiscais) reduzem a competitividade nacional, o que fica evidente pela
falta de investimentos nesta etapa da cadeia.
Empresa
Projeto
Alcoa
Mina de bauxita
Alcoa
Juriti Fase 2
Alcoa
Mina de bauxita [Sitio Santo Antônio]
Alcoa
Mina de bauxita [Dona Maria I]
Alcoa
Mina de bauxita [Alto do Selado]
Aquisição de máquinas e
equipamentos (anodização)
Produção de chapas e folhas
Ampliação de produção de perfis de
alumínio
Ampliação da capacidade de produção
de folhas de alumínio
Ampliação da produção de perfis de
alumínío [Tubarão]
Redução de alumina
Ampliação da capacidade produtiva
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa Alumínio
Alpex
Capacidade
adicional
(Mtpa)
Localização
Paragominas PA

O governo deve colocar em prática medidas para estimular a produção nacional e
garantir o suprimento do mercado interno, uma vez que o aumento das
importações poderá ameaçar a produção nacional ao longo dos próximos anos.

Dentre elas, destacam-se a redução de tarifas e as ações fiscais e incentivo à
participação das produtoras em projetos de geração de energia, principal custo
da produção (cerca de 35% do custo do metal provém da energia consumida
durante a produção).
Investimento Investimento Início das
(R$ bi)
(US$ bi)
operações
Última informação
14,8
–
–
2016
–
0,59
0,3
–
Paralisada por tempo indeterminado
Poços de Caldas MG
360
–
–
–
Aguardando licença de operação
Poços de Caldas MG
90
–
–
–
À espera da obtenção da portaria de lavra
–
50
–
–
2012
PE
1000 t/mês
–
–
–
Produção será destinada para o Nordeste e Norte
Tubarão
SC
-
0,02
–
–
Com instalação da nova prensa industrial, a
capacidade será de 800 t/mês
Itapissuma
PE
0,0445
0,04
–
2012
–
Tubarão
SC
10
0,01
–
2013
–
0,3 (alumínio)
–
3
3
0,014
1,53
Juriti PA
–
Itapissuma
– PA
São Paulo SP
–
–
–
Condiciona nova unidade ao preço da energia
2012 (fase Cada etapa elevará a capacidade em 30%
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
24
Tendências Setoriais – Mineração e Siderurgia
Empresa
Projeto
Capacidade
adicional
(Mtpa)
Localização
Investimento Investimento Início das
(R$ bi)
(US$ bi)
operações
1) 2016
(fase 2)
Ampliação da produção de perfis
extrudados e produtos acabados
Mineração Rio
Norte
Mineração Rio
Norte
Mineração Rio
Norte
Mina de bauxita [Aramã e Greigh]
–
–
1000 tph
0,008
0,004
2015
–
Mina de bauxita [Teófilo e Cipó]
–
–
1000 tph
a definir
–
2016
–
18
a definir
–
2013
0,3
0,300
–
2013
0,1
0,05
–
2S2013
0,39
0,035
–
2013
Mina de bauxita [Monte Branco]
Oriximiná PA
Aumento da produção de chapas
Novelis
Nova linha para revestimentos de
chapas
Pindamonhangaba
SP
Duplicação da capacidade de
reciclagem
Rio Tinto Alcan
Refinaria de alumina [Amargosa]
Amargosa BA
1,8 (alumina)
0,06
0,032
2S 2013
Rio Tinto Alcan
Exploração de bauxita [Amargosa]
Amargosa BA
4,2 (bauxita)
–
4
2S 2013
Norsk Hydro
Vale e Norsk
Hydro
Nova prensa de extrusão
–
0,01
4
1T2013
1,9
–
–
0,95
Compra de empresa de alumina
Aquisição de equipamentos de
beneficiamento
Votorantim Metais
Abertura de minas e compra de jazidas
de bauxita
Votorantim Metais
Expansão da produção de alumínio
primário [CBA]
Votorantim Metais Reutilização de alumínio [CBA]
Ampliação da oferta de perfis
Votorantim Metais
extruados
Votorantim Metais
Última informação
Extração de bauxita e produção de
alumina [Alumina Rondon]
Itu
SP
Bacarena PA
ND MG
–
Parte do projeto de expansão acima
Ligado ao caso da mina de bauxita abaixo. Ambos
os valores ainda são especulativos
Estudos ainda devem se prolongar e, por isso,
não permitem prever o valor do investimento
–
2015
Projeto adiado e sem prazo para voltar
0,483
2011
Mineral extraído nas jazidas localizadas em Miraí,
Itamarati de Minas e Poços de Caldas (MG).
Capacidade anual não informada
Projeto paralisado à espera da definição sobre as
concessões energéticas que vencem em 2015
Alumínio
SP
0,1
0,09
0,044
–
Alumínio
SP
0,575
1,00
–
2012
ND ND
0,065
0,40
–
–
7.1 (bauxita) e
3 (alumina)
6,47
3,300
20162017
Rondon PA
Relatório anual confirma data de 2013 para início
de produção
Projeto em dia com previsão de investimento no
segundo trimestre de 2013
Em fase de análise pela diretoria
Novas minas de bauxita, energia e reciclagem, a
partir da aquisição da Metalex em 2010
Em negociação com o governo do Estado. Não
possui nenhuma licença ambiental
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
25
Tendências Setoriais – Mineração e Siderurgia
Empresa
Projeto
Localização
Votorantim Metais
Duplicação da capacidade da fase 1
[Alumina Rondon fase 2]
Rondon PA
Votorantim Metais
Extração de bauxita [Bauxita/Barro
Alto]
Barro Alto GO
Capacidade
adicional
(Mtpa)
7.7 de bauxita
(total fases 1 e
2:15.4) e 3 de
alumina (total
fases 1 e 2:6
Mtpa)
0,95
Investimento Investimento Início das
(R$ bi)
(US$ bi)
operações
–
–
0,03
0,017
2020
Última informação
–
Companhia requisitou LP. Irá abastecer CBA
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
26
Tendências Setoriais – Mineração e Siderurgia
Mineração: cobre

O Brasil é o 15º maior produtor de cobre e sua produção em 2012 (1,2% da
produção mundial). O maior produtor é o Chile, que produz mais de um terço do
total extraído no mundo.

A maior produtora do minério no Brasil (dados de 2010) é a Vale, seguida da
Mineração Maracá e Mineração Caraíba.
Empresa
Vale
Vale
Vale
Mineração
Caraiba*
Mineração
Caraiba*
Mineração Caraiba
*
Mineração
Caraiba*
Aura Minerals
Projeto
Desenvolvimento de mina, usina e
infraestrutura relacionada [Salobo]
Alemão
Expansão de Salobo II, elevação de barragem
e aumento da capacidade de mina
Mina de minério de cobre sulfetado
[Surubim]
Mina de minério de cobre sulfetado e planta
[Vermelhos]
Boa Esperança
Pilar/Jaguari
Mina de produção de minério de cobre
sulfetado [Mina do Angico]
Mina a céu aberto e planta de
beneficiamento [Serrote da Laje]
Localização

Região
Os atuais projetos de mineração não são suficientes para colocar o Brasil numa
posição de destaque.
Capacidade adicional
(Ktpa)
Investimento Início das
Última informação
(R$ bi)
operações
Marabá
PA
N
100
4,9
2012,0
Carajás
PA
N
80
–
–
–
Marabá
PA
N
100
3,332
2014,0
Licença de operação esperada para 1S2014
Vale do Curaçá
BA
NE
0,016
2012,0
–
Juazeiro
BA
NE
>0,4
2016,0
–
Tucumã
PA
N
4200 ktons de minério
de cobre sulfetado
0,528
2015,0
Mina de minério de cobre sulfetado e
planta de beneficiamento
Vale do Curaçá
PA
N
500
0,006
2012,0
Mina em implantação
Arapiraca
AL
NE
7000 (capacidade
processamento)
1,00 de minério de
cobre sulfetado
3200 de minério de
cobre sulfetado
0,42 2015
Em operação
Já possui licença de instalação e estudo de
viabilidade
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
27
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Mineração: minério de ferro

Os investimentos da Vale, tanto em aumento da capacidade produtiva quanto em
incremento da produtividade, são viáveis e devem sair dentro do prazo, embora
dependam de um cenário de crescimento sustentado da economia mundial,
principalmente chinesa.

Grandes grupos siderúrgicos mundiais investem no País visando uma maior
autonomia no abastecimento de matéria-prima (ex: projeto Salinas, compra da
Miba, aportes da Ferrous Resources).

Investimentos na construção de unidades pelotizadoras mostram-se como uma
alternativa para as empresas processarem o minério de ferro e vendê-lo na sua
forma mais concentrada
Diversas empresas investem na infraestrutura de transporte adjacente para suprir
deficiências logísticas nacionais, inclusive, em parceria com outras empresas, no
transporte de seus produtos.

Expectativa para o curto prazo é de anúncio de novas parcerias na região de Serra
Azul (MG). Algumas mineradoras instaladas na região planejam alcançar a
autossuficiência em minério de ferro e verticalizar o processo ao máximo, para
diminuir a dependência de fornecedores, como é o caso da Usiminas.

Dificuldade de obter licença ambiental adiou em dois anos o início das operações
de Carajás Serra Sul (Vale), para o segundo semestre de 2016. Vale obteve a
licença para operação de parte da mina N5 (Carajás Serra Norte), o que possibilita
a extração de minério de melhor qualidade para os próximos anos.
Capacidade
adicional
(Mtpa)
Investimento Início das
Última informação
(R$ bi)
operações
Empresa
Projeto
Crusader Resources
Minas para extração e produção de estação de
processamento [Posse]
Posse MG
0,3
–
2012
(LO) adquirida, logo começa a produzir
Gerdau
Extração de minério de baixo teor, mina de
ferro, planta de beneficiamento e mineroduto
Miguel Burnier/
MG
Várzea do Lopes
6,6
0,5
2012
Em fase de testes de otimização de
beneficiamento. Requisição das licenças
ambientais expedidas em 3/7/2012
Nova mina [Amapá]
Expansão de capacidade da mina [Baratinha fase 1]
Santana AP
Antônio Dias e
PI
Jaguaraçu
5
–
2013
Empresa busca compradores para mina
600
–
2013
–
Itabira MG
0,5
–
2013
Empresa possui alvará de lavra, mas ainda não
realizou estudos
Anglo American
BEMISA
Localização

Centaurus Metals
Nova mina [Itambé]
Centaurus Metals
Nova mina [Passabem]
Passabem MG
1,0
–
2013
Empresa possui alvará de lavra, mas ainda não
realizou estudos
Centaurus Metals
Nova mina [Jambreiro]
São João Evangelista MG
2,0
0,3
2013
Estudo de viabilidade previsto para set/12.
Construções: 3T13
Grão Mogol MG
25
3,2
2013
–
Honbridge Holdings e Sul
Extração de minério de ferro [Salinas]
America Metais
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
28
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
Usiminas
Nova planta de processamento
Vale
Desenvolvimento de mina e usina de
processamento [Tubarão VIII]
Vale
Abertura de mina [Carajás Serra Leste]
Vale
Nova planta de beneficiamento [Conceição
Itabiritos]
Vale
Vale
ArcelorMittal
Extração de minério de ferro [Carajás
adicional]
Serra Leste
Expansão de capacidade [Andrade e Serro
Azul]
Capacidade
adicional
(Mtpa)
Localização
Planta de Espirais,
Nova ITM Oeste, MG
Mina Central
Investimento Início das
Última informação
(R$ bi)
operações
8,7
0,6
2013
LI esperada para 2S12; 49% do avanço físico
realizado
ES
8
3,7
2013
Licença prévia (LP) emitida. Licença de
instalação (LI) esperada para 1S13.
Carajás PA
6
0,9
2013
Proposta de criação de um parque ecológico
no local. Parou o projeto até que esse assunto
seja definido. Não ficará pronto até 2014
Conceição Itabiritos MG
12
2,3
2013
LI obtida, 60% do avanço físico
Serranópolis de
Minas, Riacho dos
Machados, Grão MG
Mogol e Rio Pardo de
Minas
40
5,8
2013
Projeto não consta nos relatórios anuais, nem
trimestrais de investimento da empresa.
Apenas protocolo de intenções foi assinado
Carajás PA
6
1,6
2013
MG
15
0,2
2014
2.000
–
2014
Tubarão
Antônio Dias e
MG
Jaguaraçu
–
Arcelor reassume ativo em MG e vai investir
US$ 130 milhões
BEMISA
Expansão de mina [Baratinha - fase 2]
ENRC/Bahia Mineração
Extração de minério de ferro [Pedra de Ferro]
Caetité BA
20
2,5
2014
Mineração Vale Verde
Nova planta de beneficiamento, terminal
rodoviário e correia transportadora [Serrote]
AL
15
1,1
2014
Vale do
MG
Jequitinhonha
25
4,7
2014
A empresa estima que recursos na área de 1,1
bilhão de t, com teor médio de 36%
PA
–
–
2014
2ª fase de expansão (de 12 para 25Mta)
prevista para começar entre fim de 2012 e
começo de 2013.
Caeté, Santa Bárbara,
MG
Rio Acima e Raposos
37
7,8
2014
LI obtida, 41% do avanço físico
SAM/ Honbridge
Holdings/ Xinwen Mining
Extração de minério de ferro [Salinas]
Group Co./ Shandong
Iron and Steel
Talon Metals Corp
Investimentos em minas, atividades logísticas
e alternativas portuárias [Trairão]
Vale
Adaptação de planta de processamento
[Apolo]
–
Extração em Viga iniciada em jun/12, com
objetivo de produzir 3 milhões de t
Obteve recentemente a licença de instalação
de instalação
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
29
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
Vale
Nova usina de processamento a seco
[Conceição Itabiritos II]
Vale
Expansão de capacidade [Vargem Grande
Itabiritos]
Capacidade
adicional
(Mtpa)
Localização
Conceição Itabiritos MG
Vargem Grande
MG
Itabiritos
Serranópolis de
Minas, Riacho dos
Machados, Grão MG
Mogol e Rio Pardo de
Minas
Vale
Extração, transporte e comercialização de
minério de ferro
Bemisa
Nova mina e infraestrutura [Planalto Piauí]
Curral Novo, Simões BA
Cabral Resources
Fabricação de concentrado de ferro [Cabral
tenements]
Brumado BA
Crusader Resources
Construção de circuito de beneficiamento
molhado [Posse - fase 2]
Miba (Minas Bahia)
Extração de ferro, cobre e ouro [Jiboia]
MMX
Exportação de minério de ferro [Minas Tico
Tico e Ipê]
MMX
Nova planta extrativa [Bom Sucesso]
Usiminas Mineração
Investimento nas minas, desenvolvimento de
atividades logísticas e elaboração de
alternativas portuárias
Vale
Nova usina de processamento [Cauê Itabiritos]
CSN
Duas novas usinas de pelotização de ferro
[Casa de Pedra e Namisa]
Investimento Início das
Última informação
(R$ bi)
operações
19,000 (sem
adição de
capacidade
líquida)
2,3
2014
LO esperada para 2S13; 62% do avanço físico
concluído
10
3,1
2014
Projeto no início. Supressão vegetal em
andamento
1,1
2014
–
3,00
2015
Licença prévia obtida em jun/12
2015
Empresa está executando estudos minerais nas
áreas onde possui alvará; assinou um protocolo
de intenções com o governo da Bahia
2015
Fase 1 parada devido a problemas de
licenciamento
0,2 de minério
tipo granulado
e 0,4 de
minério fino
comum
Análise
econômica
aponta
exequibilidade
de até 15000
5000-15000
4,31
Posse MG
Rio Pardo de Minas MG
25
3,6
2015
Estudo de viabilidade esperado para o fim de
3T12
Serra Azul MG
20
4,8
2015
Em estudo de viabilidade. A MMX protocolou
um estudo de impacto ambiental na Supram
para obtenção da licença prévia
17,4
1,1
2015
Chineses compram projetos de minério de
ferro
Serra Azul MG
25
4,1
2015
Segunda fase de expansão (de 12 para 25Mta)
previsto para começar entre fim de 2012 e
começo de 2013.
Sistema Sudeste MG
24
2,9
2015
LI esperadas para 2S12; 49% do avanço físico
Congonhas MG
50
6,2
2016
–
MG
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
30
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
Ferrous Resources
Ampliação da capacidade produtiva [Serena]
Manabi
Vale
Mina, unidade de concentração e
infraestrutura
Nova planta de concentração [Ferro Carajás
(S11D)]
Capacidade
adicional
(Mtpa)
Localização
Investimento Início das
Última informação
(R$ bi)
operações
Brumadinho MG
10
–
2016
Inclusão da construção de uma correia
transportadora até a Açominas
MG
31
8,036
2016
–
Carajás PA
90
15,7
2016
LI requerida, 91% de avanço físico
27,5
11,5
2017
O local já conta com infraestrutura logística,
sendo necessário apenas expansão. Aumento
do Capex anunciado em fev/13
20
3,7
2017
80% da produção deve ser destinada às
exportações
Vetria Mineração
Extração, transporte e comercialização de
minério de ferro
BHP Billiton
Nova unidade de mineração
Centaurus Metals
Implantação de mina de ferro com teor de
65% [Serra do Lontra]
BA
1a2
CSN
Compra de nova mina e início de extração
–
12
Usiminas Mineração
Usina de pelotização
Quadrilátero MG
Usiminas
Unidade de pelotização de minério
MG
Anglo American
Mina, mineroduto e terminal portuário
[Minas-Rio]
Samarco Mineração
Novas unidades de concentração de sinter
feed e pellet feed [P4P]
MMX/Usiminas
Pau de Vinho
Ferrous Resources
Extração de minério de ferro
Corumbá MS
Entre Ouro Preto e
MG
Itabirito
Conceição do Mato
Dentro e Alvorada de MG
Minas
Anchieta
ES
São Joaquim de Bicas,
Igarapé e MG
Brumadinho
Santanense, Viga,
Viga Norte, Serrinha, MG
Esperança
–
Estudos para implantação em fase inicial. A
empresa pretende fazer corredor de
exportação à China a partir do porto de Ilhéus
1,8
–
Companhia, do Cazaquistão, adquiriu
recentemente alguns ativos de minério de
ferro no Brasil
7
1,6
2013-15
12
0,6
2S12
26,5
9,9
2S 2014
Projeto em andamento, mas com entraves
legais. Prazo para começo de operação
empurrado para 2014
8
5,4
4T 2013
A partir de 2012, a LLX vai embarcar minério de
ferro da Mineração Usiminas por cinco anos,
renováveis por mais cinco anos
–
–
–
50
13,0
entre
2014 e
2016
Licença de operação (LO) esperada para 2S12;
89% do avanço físico
Em análise para aprovação do conselho da
empresa
Construção à frente do cronograma
Iniciou em abr/12 o processo de licenciamento
ambiental no projeto
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
31
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Capacidade
adicional
(Mtpa)
Empresa
Projeto
Localização
Bemisa
Colomi
Casa nova, Remanso
BA
e Santo Sé
MHAG
Extração e beneficiamento de minério de ferro
CSN
Expansão da capacidade produtiva e
construção de usinas [Casa de Pedra]
CSN/Namisa
Expansão de minas e construção de usinas
[Pires/Fernandinho]
CSN
Nova planta de britagem [Fase 70]
Zamim Ferrous
Expansão da produção mina de SUSA,
adquirida em 2010
Zamim Ferrous
Zamim Ferrous
Sul Americana Metais
Abertura de mina
Empresa comprou a mina e pretende expandir
a produção
Rio Pardo
RN
Investimento Início das
Última informação
(R$ bi)
operações
1,2 (fase 1) ; 6
(fase 2
–
–
Projeto em fase de sondagens
–
–
Em revisão do dimensionamento das reservas
para depois fazer o estudo de viabilidade
econômica. Valores poderão ser atualizados
Congonhas MG 43500
3,80
2015
Licenças ambientais obtidas, projeto em
andamento
Pires MG 7.000
8,67
2016
60% do investimento será pago pela CSN. As
licenças necessárias para a atual fase do
projeto já foram obtidas
0,64
2015
Projeto em fase inicial de estudos
Congonhas MG 20.000
A empresa assinou um protocolo de intenções
com o governo do Rio Grande do Norte
– RN
–
0,79
– BA
–
–
2017
– AP
–
–
2013
Grão Mogol MG
–
7,06
2015
Projeto em desenvolvimento
Recém adquirido por Zamim, planos de
expansão em andamento
Mina e planta de beneficiamento localizadas
na região Norte de Minas Gerais, mineroduto
de aproximadamente 482 quilômetros
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
32
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Mineração: níquel


O cenário para a produção de níquel no Brasil é promissor. O País, que
responde por apenas 3% da produção mundial da commodity, deve ganhar
importância, à medida que importantes projetos entrem em operação.
Empresa
Projeto
Localização
O projeto Barro Alto da Anglo American iniciou a operação de sua segunda linha
de produção de ferroníquel em setembro de 2011. A produção deve começar
com 36 mil t/ano, podendo alcançar 41 mil t/ano em cinco anos.
Região
Capacidade
adicional (t)
Investimento
(R$ bi)
Última informação
Anglo American
Processamento de níquel e ferro-nível
[Jacaré]
PA
PA
N
Reserva total: 3,9
mi t
9
Em fase de avaliação de viabilidade. Planeja expansão da
capacidade produtiva de 40 mil t/ano ferro-níquel e 40 mil t
de níquel metálico
Anglo American
Extração de níquel [Morro Sem Boné]
Morro Sem
Boné
MT
CO
–
–
Pesquisas em andamento para verificar reservas. Nenhum
projeto aprovado
Anglo American
Planta de processamento de ferro-níquel
[Projeto Barro Alto]
Barro Alto
GO
CO
36
3,5
Anglo American
Reabertura de mina [Niquelândia]
Niquelândia
GO
CO
–
–
Mirabela
Extração de níquel [Santa Rita]
Santa Rita
BA
NE
25 mil t de níquel
contido
Mirabela
Expansão da produção de mina [Santa
Rita]
Santa Rita
BA
NE
Aumentar a
produção ROM
para 9 Mtpa
Paranapanema
Substituição da instalação
Santo André
SP
SE
–
0,5
Vale
Onça Puma
380 mil
17,6
–
1,0
Votorantim Metais
Projeto de expansão de produção de
ferro-níquel
Modernização de fundição e ampliação
da vida útil de mina [Mina Fortaleza de
Minas]
Horizonte Minerals
Abertura de mina de níquel
Votorantim Metais
–
Niquelândia
GO
Niquelândia e
Fortaleza de
Minas
GO/
MG
Conceição do
Araguaia
PA
CO
CO-SE –
NO
–
1,4
–
0,2
>1.0
Projeto pronto e operacional
Produção será usada em conjunto com Barro Alto para
abastecer usina
Mina já em operação
Projeto de viabilidade esperado para 3T13
–
Já em operação, em fase de ramp-up. Problemas recentes
pararam a produção
Paralisado até 2012. Apenas uma parte do valor (R$ 1 bilhão)
refere-se ao níquel
–
Ainda em fase de estudo de viabilidade. Sem investidores
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
33
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Mineração: ouro

A maioria dos projetos está prevista para iniciar operações entre 2012 e 2013.
Com o bom andamento das cotações, a menos que haja interferências exógenas,
as empresas devem concentrar esforços grandes para manter o prazo de entrada
em operação.

Há limitação de recursos disponíveis. Dificuldade de extração eleva cada vez mais
os custos de produção. A sucata é um recurso também limitado e que tende a
aparecer em momentos de preços mais elevados e maior procura pelo metal.

O equilíbrio do mercado tem como pontos cruciais: produção nas minas, oferta
de sucata (ouro antigo), investimentos e demanda para fabricação de joias e
outros produtos. A atividade de estoque pode ser vista como investimento.
Empresa
Projeto
AngloGold Ashanti
Brasil
Colossus Minerals e
Coomigasp
Extração e beneficiamento de ouro [Mina
Córrego do Sítio]
Extração de paládio, prata, platina e ouro
[Nova Serra Pelada]
Eldorado Gold
Exploração de ouro [Tocantinzinho]
Jaguar Mining
–
Jaguar Mining
Implantação de mina e planta de
beneficiamento de ouro [Gurupi]
Mineração Vale Verde
Extração de ferro, cobre e ouro [Serrote]
Yamana Gold
Extração de ouro parcialmente refinado
Yamana Gold
Extração de ouro de mina subterrânea
[Pilar]

Yamana Gold possui maior número de projetos, a maioria deles em Goiás.
Eldorado Gold e Mineração Vale Verde possuem os maiores empreendimentos
em andamento.

Iniciada a primeira fase do projeto Córrego do Sítio (capacidade de 140 mil
onças/ano). Quando concluída, em 2013, elevará a capacidade para 4,3 t/ano
t/ano, o que corresponde a cerca de 152 mil onças/ano.

Como reflexo do aumento de preços do ouro no mercado internacional, algumas
empresas estão investindo em pesquisas no País para extração de ouro. Ex:
Kinross (três projetos de pesquisa) e a ColossusMinerals (deve retomar
operações em Serra Pelada).
Capacidade
Adicional (K
oz/a)
Localização
Investimento Início das
(R$ mi)
operações
Última informação
Santa Bárbara MG
140
392
2013
Iniciou 1ª fase de operação. Estima-se que em 2013
esteja produzindo 140 mil onças/ano
Serra Pelada PA
–
320,0
2013
Mina em construção
150-160
749,9
2013
–
443,0
2013
2 milhões
280,0
2013
Já possui LI. Negocia com proprietários de terra para
iniciar a construção das instalações. Entre 13 e 20 anos,
produção deve totalizar 2 milhões de onças
831 milhões
libras cobre |
171 mil libras
de ouro
823,2
2015
Em fase de negociação de investimentos. Produção ao
longo de 13 anos.
Lacerda e Porto
MT
Esperidião
3,1
224
2012
Infraestrutura construída pelo governo local. Projeto
incluso no "Ernesto/Pau a Pique"
Pilar de Goiás GO
120
320,0
2013
Mina em construção
Tapajós PA
MA
Centro Novo do
MA
Maranhão
AL
Empresa espera licenças e estudos de viabilidade para
aprovar a produção
–
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
34
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
Localização
Capacidade
Adicional (K
oz/a)
Investimento Início das
(R$ mi)
operações
Última informação
Alto Horizonte GO
49
129,0
2013
Cronograma prevê início das obras em mai/12 e operação
em jan/13
Ampliação da Mineração Maracá [Caiamar]
Crixás e
GO
Guarinos
20
80,0
2012
Já possui licença prévia (jun12), projetos de viabilidade
em andamento.Processamento do ouro extraido se dará
junto com o ouro do projeto Pilar
Yamana Gold
Implantação da maior usina a céu aberto no
Estado [Ouro C1 - Santa Luz]
Santaluz BA
100
323,3
2013
Mina sob construção e no prazo. Nos dois primeiros anos,
a capacidade total esperada será de 130 mil onças/ano
Yamana Gold
Extração de ouro [Ernesto/ Pau a Pique]
Porto Esperidião MT
100
186,0
2013
Nos dois primeiros anos de operação, estima-se a
retirada de 120 mil onças/ano. Mina sob construção e no
prazo
Rio Novo Mineração
Extração de ouro de minas [Almas]
60-80
82,32
2013
Empresa está fazendo um estudo de viabilidade
definitivo. Empresa tomará decisão definitiva sobre o
projeto no final de 2012. Já possui licença prévia
Rio Novo Mineração
Extração de mina [Guarantã]
100
137,2
2013
Em fase de pesquisas iniciais. Primeiros dados indicam
que região pode ter mais ouro que o inicialmente
esperado.
Mineração Caraíbas
Mina e planta de beneficiamento de ouro e
prata [Araés]
300 kton de
minério
sulfetado
105,256
2012
Mina em implantação
Belo Sun
Mina de ouro e usinas para processamento
[Volta Grande]
Altamira PA
150,6
2108,96
2015
Problemas com o licenciamento ambiental. Projeto
localizado na mesma região da usina de Belo Monte.
Empresa confirmou, no início de 2013, que continua com
o projeto
Belo Sun
Mina de ouro e usinas para processamento
[Patrocinio]
Região de
PA
Tapajós
–
–
–
Paranapanema
Unidade de mineração que aproveitará a
infraestruturapara extração de cobre
Dias D'avila BA
30
2014
Brazahav/Freepoint
Desenvolvimento e expansão de mina de
ouro
Poconé MT
Yamana Gold
Exploração de mina a céu aberto [Suruca]
Yamana Gold
Almas TO
Alta Floresta MT
Nova Xavantina MT
–
Empresa pretende começar os investimentos em 2014 e
espera produzir ouro e minerais do grupo platina que são
extraidos juntamente com o Cobre.
A trader Freepoint assinou contrato com a canadense
Brazahav para financiar o projeto e em troca receberá
todo ouro e prata produzido pela mina
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
35
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Papel

Além da continuidade do crescimento da demanda dos setores de embalagem e
higiene pessoal, os megaeventos esportivos que ocorrerão no País nos próximos
anos (Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016) devem manter o ritmo de
Empresa
Projeto
crescimento da demanda doméstica por papéis e incentivar investimentos na
expansão da oferta interna.
Capacidade adicional Investimento Início das
Andamento / Informações Adicionais
(Mtpa)
(R$ bi)
operações
80 mil t/ano
Com a nova máquina, estima que capacidade atingirá 213 mil t em
Correia Pinto SC
0,22
2013
(sackraft)
2014
Localização
Klabin
Aquisição de unidade
Iguaçu
Aquisição de unidade
Piraí do Sul PR
80 mil t/ano (não
divulgado qual tipo
de papel)
0,165
ND
Primo Tedesco
Aquisição de unidade
Caçador SC
15 mil t/ano (sacos
industriais)
ND
2013
Planeja a exportação para Uruguai, Colômbia, Peru e Bolívia
MD Papéis
Nova fábrica de papel cartão
Curitiba PR
120 mil t/ano
0,1
2015
O governo do Estado comprometeu-se a construir um gasoduto
de 60 quilômetros até a Lapa
Klabin
Nova fábrica de papel cartão
–
300 a 450 mil t/ano
ND
2015
A ideia da companhia é iniciar as operações da nova fábrica no
final de 2015
Klabin
Aquisição de unidade
Goiana PE
110 mil t/ano (papel
reciclado)
0,3
2014
A nova unidade visa a suprir o crescimento do mercado de
embalagens na região Nordeste. Anteriormente, a Klabin
pretendia instalar essa nova máquina na planta de Angatuba (SP)
Melhoramentos
Florestal
Expansão da capacidade
60 a 90 mil t/ano
0,04
2013
Projeto de expansão que elevará em 50% a capacidade de
produção de fibra de alto rendimento
–
Construção de nova linha deve ser iniciada ainda em 2012
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
36
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Petróleo e derivados – Refino

Investimentos devem ampliar a capacidade de refino do País, atingindo um
incremento de 1,5 milhão barris por dia com os novos projetos até 2022.
Montante de recursos deve se aproximar dos US$ 145 bilhões, investidos
majoritariamente pela Petrobras.

Alguns fatores podem atrasar o cronograma de entrega, como (i) lentidão dos
processos de contratação dos módulos das novas refinarias, que estão sujeitos à
auditoria do TCU; (ii) concorrência pelos recursos entre os diversos projetos da
carteira da Petrobras; (iii) dependência da Premium I e II em relação à
exploração do petróleo no pré-sal; e (iv) em alguns casos, entraves ligados aos
desenhos societários.
Empresa
Projeto
Petrobras
Abreu e Lima
Petrobras
Petrobras
Petrobras
Comperj (1º fase)
Comperj (2º fase)
Premium I (1ª fase)
Premium I (2ª fase)
Premium II
Manguinhos –
Petrobras
REFAP, REGAP, RLAM, REPAR,
REPLAN, RPBC, REVAP, REMAN
REDUC, REMAN e REFAP
Petrobras
RNE e REPAR

A licença de instalação obtida pelo projeto da refinaria Premium II significa que o
Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) foi aprovado pelo Semace. Entretanto,
as obras civis ainda precisarão de outra licença específica para serem iniciadas.

Investimentos em novos projetos (US$ 113 bilhões) concentram-se no Nordeste
(68%) e Sudeste (32%).

Cronogramas aqui apresentados correspondem às nossas estimativas de entrada
em operação das refinarias, elaboradas com base em informações das empresas
e/ou veiculadas na imprensa.
UF
Capacidade
adicional
(mil
barris/dia)
Produção de diesel, GLP, nafta,
óleo combustível para navios e
coque de petróleo
PE
230
12
2015
Produção de diesel e QAV
RJ
165
20
2017
Produção de diesel e QAV
Produção de diesel e QAV
Modernização da produção de
gasolina e diesel, melhorias em
transporte e produção de
biodiesel
MA
Investimento Início das
Informações Adicionais
(US$ bi)
operações
165
300
2019
20
300
CE
300
2020
2023
11
Atrasos na obra resultaram em adiamentos sucessivos (início
estava previsto para 2011)
Algumas alterações no projeto vêm sendo estudadas visando
que o complexo funcione apenas como refinaria
Projeto está em análise pela Petrobras
–
Projeto está em análise pela Petrobras
Projeto de ampliação e modernização do parque de
tancagem está indeterminado, por conta da decisão do
governo do Rio de Janeiro de desapropriar o terreno do
complexo para transformá-lo em bairro popular.
RJ
–
0,06
–
Adequação da qualidade para
diesel e gasolina
–
–
13,2
20112013
–
–
Coqueamento retardado
–
–
–
2013
4,6
2011-13
–
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
37
Tendências Setoriais – Mineração e Siderurgia
Siderurgia



Siderúrgicas têm anunciado investimentos mais voltados à fabricação de
produtos acabados (maior valor agregado), considerando: (i) a boa perspectiva
de crescimento econômico do País, em especial da construção civil, naval,
automotivo e bens de capital; (ii) o desempenho das vendas internas
siderúrgicas; (iii) e recuperação das exportações, em especial dos aços planos.
Gusa Nordeste (MA), o qual implica a construção de uma usina movida a carvão
vegetal (combustível com menor poder calorífico, porém, uma alternativa menos
agressiva ao meio ambiente).
Grandes grupos siderúrgicos internacionais têm implementado plantas de
semiacabados no Brasil, visando abastecer suas plantas de laminados localizadas
na América do Norte, Europa e Ásia. É o caso da joint venture entre a Arcelor
Mittal Brasil e o grupo belga Bekaert, que deve dobrar a produção de aço bruto
da Arcelor Mittal Aços Longos.

A Usiminas está com dois projetos distintos em Ipatinga (MG): a expansão da
produção de chapas grossas e a implantação de uma nova linha de galvanização,
cujas operações estão previstas para iniciarem ainda no primeiro semestre do
próximo ano.

Dada a complexidade inerente ao processo de implantação de plantas
siderúrgicas, o prazo de entrada em operação deve ser observado com cautela.
Com o intuito de ampliar as vendas domésticas de minério, a Vale tem investido
na fase inicial do processo produtivo de aço. Destacamos ainda o projeto da
Empresa
Projeto
Açominas
Expansão da produção de minério de ferro
Capacidade
Investimento Início das
adicional
Última informação
(R$ bi)
operações
(Mtpa)
Localização
–
MG
13
–
–
Com a produção própria de minério de ferro, em 2012 a
empresa consumirá 100% do minério que demandar dos
projetos nas minas da Gerdau
Arcelor e Bekaert Ampliação de 40% da capacidade produtiva
–
–
2,4 de aço
bruto
1,9
–
Setor de trefilaria receberá parte dos aportes. Expectativa é
que este projeto dobre a produção anual de aço bruto
ArcelorMittal
Duplicação da capacidade produtiva de aço
bruto [Monlevade]
–
MG
2,4
4,68
2012
ArcelorMittal
Instalação da 3ª linha de aço galvanizado
São Francisco do
Sul
SC
0,5
0,4
1S 2014
ArcelorMittal
Implantação do 2º laminador de tirar a
quente
Serra
ES
7,5
1,8
–
ArcelorMittal
Instalação de novo laminador
Tubarão
ES
–
1,6
2S 2015
Suspensão temporária do projeto
Projeto paralisado
Em estudo. Poderá estar pronto no fim de 2012
O grupo deve aprovar o projeto no fim de 2012 e começaria
a ser erguido em 2013
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
38
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
ArcelorMittal
Fabricação de produtos voltados à indústria
automobilística
Brafer
Construções
Metálicas
Construção de centros de serviços para
beneficiar aços planos e não planos
Comexport
Nova unidade [Dobrafer]
Companhia
Siderúrgica de
Suape (CSS)
Fornecimento de aços planos mais elaborados
CSN
Produção de aços longos
CSN
Nova unidade de aços longos
CSP e Posco E&C
Nova usina de placas
Dimensāo
Produção de derivados de aço (perfis, chapas,
Indústria de Aços
tubos e outros)
Planos
Ferrous
Nova usina (placas)
Resources
Gerdau
Implantação de laminador de chapas grossas
e um de bobinas quentes [Açominas]
Capacidade
Investimento Início das
adicional
Última informação
(R$ bi)
operações
(Mtpa)
Localização
0,550 de
aço
galvanizado
e 0,100 de
laminados a
frio
0,5
fim de
2013
Projeto foi congelado em 2011 devido às condições do
mercado
Juiz de Fora MG 1300 t/mês
0,5
2014
Obras iniciaram-se no 2S10. Fase de terraplenagem e limpeza
começaram em mai/12
Grande Vitória
Porto de São
Francisco do Sul
ES
SC
0,0144
0,004
–
Produção destinada à Santa Catarina. Proximidade cria
vantagens de preço para o consumidor final
Complexo
Portuário de
Suape
PE
1 de
laminados
planos e
0,250 de
ZPA
1,5
2014
A Cone AS (sócia minoritária da CSS) irá criar a Zona de
Processamento de Aço
Volta Redonda
RJ
0,5
3,3
2012
Previsão era iniciar operações no 2S 2011. Atraso deve-se à
necessidade de substituição da empreiteira responsável pelas
obras
0,6
0,6
3
8,0
1S 2015
Capacidade pode atingir 6 milhões de t/ano numa segunda
fase
Vila Maranhão MA
0,24
–
dez/12
Tem incentivos do programa estadual Promaranhão. Parte
dos recursos é financiada pelo Banco do Nordeste
Juiz de Fora MG
3,5
8,8
2016
–
Ouro Branco MG
1,9
2,4
2012
–
São Brás do Suaçuí MG
CE
2012/2013 Obras ainda precisam de autorização ambiental
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
39
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Empresa
Projeto
Gerdau
Aquisição do primeiro laminador de bobinas a
quente [Açominas]
Gerdau
Expansão de 50% da capacidade produtiva de
aço e instalação de laminador de fio-máquina
e vergalhões [Cosigua]
Gerdau
Ampliação de 40% da capacidade produtiva
Gerdau
–
Gerdau
Nova fábrica de produtos prontos
Gerdau
Intercast
Magnesita
RAM - Russian
and Monteiro
Aumento da produção de aços especiais
–
MG
0,82
2012
–
Santa Cruz
RJ
1,8 de aço e
2,6 em
laminação
2,5
2013
1ª fase (2013): nova unidade de corte e dobra de vergalhões
e unidade comercial. 2ª fase (2014 a 2016): novo laminador
deve elevar capacidade de laminação para 2,6 milhões de
t/ano
Cabo de Santo
Agostinho
PE
–
–
–
Investimento foi um pouco superior a R$ 31 mi
Norte ou
Nordeste
–
0,5 ou 0,7
–
–
Em estudo de viabilidade
Pindamonhangaba
SP
–
–
2012/2013
Novo laminador deve operar já em 2012. Nova fábrica tem
conclusão prevista para 2013
Mogi das Cruzes
SP
0,276
0,183
–
Montante investido em Pindamonhangaba e Mogi das
Cruzes. Aumento de capacidade anunciado apenas para a
unidade de Mogi
Itaúna MG
0,08
0,1
2S 2012
Brumado BA
0,12 da
produção
de sínter
0,2
–
Barcarena PA
2,5 de
placas de
aço
9,0
2015
–
Meta de produzir 200 t/mês de produtos acabados
Ampliação da capacidade instalada na
produção de aço
Implantação de um conjunto de fornos e uma
unidade de tratamento de minério
Construção de complexo siderúrgico
Capacidade
Investimento Início das
adicional
Última informação
(R$ bi)
operações
(Mtpa)
Localização
Construção de forjaria para produtos
Schulz/ W. Maass acabados destinados ao setor de refino e do
pré-sal
6,3
Campos
RJ
0,0024
0,1
2012
Pindamonhangaba
SP
–
0,6
–
Simec
Produção de aços longos
Simec
Nova usina
–
SP
0,5
mais de
0,800
–
Nova unidade
–
RJ
5,6
9,0
2013
Ternium
Visa produzir 40 mil t já no 2S 2012
O projeto faz parte da meta de verticalização em matériaprima
Obra deve ser concluída 20 meses após o início. Pode
também ter linha de trefilação
Prazo para construção da usina: 20 meses. Localização ainda
não informada
Projeto parado e pode ser abandonado. Justiça suspendeu
licenças ambientais da empresa em junho
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
40
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Capacidade
Investimento Início das
adicional
Última informação
(R$ bi)
operações
(Mtpa)
Empresa
Projeto
Usiminas
Ampliação da produção de acabados e nova
linha de tiras de aço laminadas a quente
Cubatão
SP
2,3
2,5
1T 2012
Poderá fornecer também laminados a quente para a
produção de tubos de grande diâmetro
Usiminas
Ampliação da produção de chapa grossa e
instalação de laminador
Ipatinga MG
0,35
1,5
4T 2012
–
Usiminas
Produção de aço líquido desgaseificado e
modernização da aciaria 2
Ipatinga MG
1,8
0,152
fim de
2011
Equipamentos estão sendo instalados
Usiminas
Mecânica
Nova unidade
Vale
Vale e Dongkuk
Nova usina para placas [Companhia
Siderúrgica de Ubu]
Localização
Porto de Suape
PE
0,065
0,1
fim de
2012
Deve ampliar mix de produtos para a indústria naval
Anchieta
ES
5
10,0
2015
Recebeu a licença ambiental do Consema
Vale possui 50% na usina. Usina terá potencial de expansão
para 6 mi de t/ano. Implementação do projeto iniciada em
12/2011
Nova usina de placas (exportação) [CSP]
–
CE
3
12,0
1S 2015
Votorantim/
Sitrel
Produção de vergalhões de aço [Três Lagoas]
–
MS
0,45
0,2
2012
Concluído
Wisco/MMX
Nova usina de placas [Porto Açu]
–
RJ
5
9,0
2015
Projeto arquivado pelos chineses sob alegação que a
contrapartida brasileira (construção de infraestrutura) não foi
feita. CANCELADO
Schulz
Duas novas indústrias: uma para a construção
de flanges e outra para fabricar tubos
específicos à produção de petróleo na
camada pré-sal.
Campos (RJ)
RJ
–
0,1
2013
Fábrica de Flandres já em construção, a de tubos para o présal deve começar a ser erguida em outubro/2012
Gerdau
Nova aciaria na siderúrgica Riograndense para
produzir aço a partir de sucata
Sapucaia do Sul
(RS)
RS
200
0,5
2015
Unidade deve começar a ser construida em 2013
Zamim
Novo forno para Ferro-gusa e novo forno de
Aço
AP
–
0,1
2014
Zamim comprou operações da Anglo American no Amapá e
anunciou o projeto em jan/2013
–
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
41
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Conheça os serviços de Análise Setorial e Inteligência de Mercado
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Com atualização trimestral, traz projeções para o horizonte de cinco anos abertos por região geográfica.
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Alerta Setorial
Relatório semanal, que fornece um sumário da análise dos setores acompanhados pela Tendências. A cada
edição, seis cadeias são analisadas de acordo com um cronograma já estabelecido, e dois temas setoriais de
maior relevância no período ganham destaque.
Tendências Setoriais
Relatórios mensais, com análise aprofundada dos seguintes setores da economia: “Agronegócio, Alimentos e
Bebidas”, “Automotivo”, “Biocombustíveis e Açúcar”, “Celulose, Madeira, Papel e Papelão”, “Comércio Varejista”,
“Construção Civil”, “Crédito e Sistema Financeiro”, “Energia Elétrica”, “Investimentos e Bens de Capital”,
“Petroquímica e Resinas Termoplásticas”, “Mineração e Siderurgia”, “Petróleo, Derivados e Gás Natural”,
“Telecom e TI” e “Transporte e Logística”. Disponíveis também em inglês.
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TENDÊNCIAS CONSULTORIA
42
Tendências Setoriais – Investimentos e Bens de Capital
Expediente
Sócios
Maílson da Nóbrega – Gustavo Loyola – Nathan
Blanche – Ernesto Moreira Guedes Filho – Denise de
Pasqual – Frederico Estrella Valladares – Márcio
Nakane – Adriano Pitoli – Amaryllis Romano – Juan
Jensen – Alessandra Ribeiro
Análise Setorial e Inteligência de Mercado
Coordenador
Adriano Pitoli
Analistas
Amaryllis Romano – Alimentos e bebidas, Algodão,
‘Arroz e feijão’, 'Biocombustíveis e açúcar', Café,
Complexo carnes, Complexo soja, 'Couro e
calçados', Indústria têxtil, Laranja, Milho e Trigo
Amaryllis Romano e Cláudia Oshiro – Construção
civil
Bruno Rezende – ‘Celulose, madeira, papel e
papelão’ e ‘Mineração e siderurgia’
Camila Saito – ‘Telecom e TI’
Cláudia Oshiro – Aviação, Fertilizantes e ‘Transporte
e logística’
Mariana Oliveira – Comércio varejista e ‘Crédito e
sistema financeiro’
Rodrigo Baggi – Automotivo, Bens de capital e
Farmacêutico
Walter De Vitto e Rodrigo Leifert – ‘Petroquímica e
resinas termoplásticas’
Walter De Vitto e Felipe d’Avila – Embalagens,
Energia elétrica, Gás natural e ‘Petróleo e derivados’
Estagiários
Alexandre Soares, Arthur Viaro, Camila de Caso,
Felipe Beraldi, Fernanda Pontes, Guilherme Costa,
Izabela Rodrigues e João Morais
Edição
Vanessa Maeji, Letícia Augusto e Mariana Rosa
Macroeconomia e Política
Juan Jensen - Coordenador
Estudos, Projetos e Pareceres
Ernesto Moreira Guedes Filho - Coordenador
Investimentos e Negócios
Frederico Estrella Valladares - Coordenador
Relacionamento com Clientes
Denise de Pasqual
Vendas, Marketing, Administração e Financeiro
Denise de Pasqual
TENDÊNCIAS CONSULTORIA
43
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21 03 2013-Investimentos e Bens de Capital