APOIO:
ANO XVII • Nº 114 • outubro 2011 • Distribuição Gratuita
Projeto Revendo
Porto Alegre
Eurico Salis
Pág. 2
Pág. 9
João Carneiro
Pág. 3
Paulo Weyne
Pág. 3
Silvana Ávila
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Caho Lopes - Escritor e Empresário
Um lugar
“Brincando agora de esconder, se te escondesses no meu
coração, não seria difícil encontrar-te, mas se te escondesses
dentro de tua própria casca, então seria inútil procurar por ti.”
Até há alguns anos atrás, eu tinha um sonho recorrente:
sonhava com belas casas brancas, dispostas em volta
de uma colina em ruas pacatas e tranqüilas, apesar
de não ser um expert no assunto creio que eram
construções muito antigas, ainda que em meus sonhos
aparentassem ter sido recém erguidas.
Este foi um sonho que me perseguiu durante um bom
pedaço da minha vida, da minha adolescência até
quase a entrada nos quarenta. E lamento não mais ter
tido este sonho, porquê era um lugar que eu gostava
de visitar. Lá, sentia minha alma aquietar-se, envolta
por grande paz e harmonia.
Entre as pessoas com que convivo, noto que falta a
elas um local para fugir, para visitar de vez em quando.
Levam uma vida agitada demais, corrida demais,
sempre em busca de algo que muitas vezes nem
sabem ao certo o que é. Consomem vorazmente o que
a mídia oferece, do carro bi-combustível à fôrma de
silicone, mas não conseguem encontrar sentido nestes
caleidoscópios insanos que a vida moderna instalou
em nossas retinas.
Precisamos de um lugar para fugir.
Um lugar onde podemos nos ajoelhar diante de nossas
fraquezas e temores, onde podemos reverenciar
nossos antepassados, onde nossos medos e crenças
podem ser reexaminados e medidos. Um lugar de
paz verdadeira, aquecido pelas bênçãos de um Poder
Superior que não nos questiona ou conduz, mas que
acredita que cada um de nós pode ser amanhã uma
pessoa melhor do que foi hoje.
Rua Miguel Tostes, 771 • cj 03 • POA/RS
CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60
51 3012 7292 • [email protected]
www.usinadoporto.com.br
Editor e Jornalista - Jorge Luiz Olup (DRT/RS nº 12460)
Administração - Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup
Jornalista Responsável - Thamara de Costa Pereira
Direção de Arte - Jorge Luiz Olup
Editoração - Airton Schineider
Tiragem - 10 mil exemplares
Impressão - Correio do Povo
Colaboradores: João Carneiro, Paulo Weyne,
Silvana Ávila, Dra. Fátima Alves, Walter Galvani,
Camilo de Lélis, Caetano Silveira, Dr. Nilton Alves,
Paulo Amaral, Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio
Napp, Teniza Spinelli, Renato Pereira, Luciano
Alabarse, Jaime Cimenti, Thamara de Costa Pereira,
Caho Lopes, Adeli Sell, Paulo Rogério Dias Couto
e Mara Cassini Andreta.
As opiniões expostas nos textos assinados são
de inteira responsabilidade dos autores e não
correspondem necessariamente à posição do Jornal.
Eurico Salis nasceu em Bagé, transferiu-se para Porto Alegre
e montou um estúdio, trabalhando inicialmente com agências
de publicidade. Apresentou no MARGS sua primeira exposição
individual, e desde então nunca mais parou. Entre 86 e 87 foi
free lancer da revista Bizz, especializade em música. Produziu
fotos para capa de discos de quase todos os grupos de pop rock
gauchos, e também para livros sobre vários ícones culturais do
Estado. Em 89 foi comissionado para fotografar a Sicilia, para
um guia italiano de gastronomia. Trabalhou para as revistas Veja
e Exame. Viajou o Brasil com o jornalista Luiz Americano para
ilustrar o livro “100 Retratos Brasileiros Apaixonados Por Carro”,
também lançaram o livro “Piá Prenda e Peão – Acampamento
Farroupilha de Porto Alegre” e “Caminhos Gaúchos – Olhar dos
Viajantes”. Em 2008 publicou “Porto Alegre - Cenas Urbanas,
Paisagens Rurais”, premiado com o Açorianos de Literatura de
melhor projeto gráfico. Em 2010 lançou “Cidades Gaúchas –
Paisagens Urbanas”. No mesmo ano, recebeu da Secretaria de
Cultura de Porto Alegre o Prêmio Joaquim Felizardo de Fotografia.
Eurico desenvolve seu trabalho autoral apoiado na noção de uma
fotografia que se constitui em expressão material e simbólica de
manifestações culturais contemporâneas.
Agenda Cultural – 24 de outubro a 30 de novembro de 2011 - Consulte a programação completa no site: www.usinadoporto.com.br
THEATRO SÃO PEDRO
28, 29 – 21h e 30/10 – 18h - Inimigas Íntimas (RS) Texto Artur
José Pinto. Elenco Fernanda Carvalho Leite e Ingra Liberato.
Dir. Néstor Monasterio.
08/11 – 21h - Delicatessen (RS) Ana Krüger (voz), Carlos
Badia (violão), Nico Bueno (baixo) E Mano Gomes (bateria)
19/11 – 21h20 – 30/11 - DOM – 18h - Grupo Ponto de Partida
(MG) Pra Nhá Terra. Texto Manoel de Barros e Grupo Ponto
de Partida
21/11 – 21h - Orquestra de Câmara Theatro São Pedro.
Concertinos Para Piano. Solista Catarina Domenici, piano
Reg. Antônio Carlos Borges-Cunha
22/11 – 21h - Canções aos Pares (RS / SP) Duca Leindecker
e Cristina Braga
23/11 – 19h - Freud e os Escritores - Freud & E. T. A. Hoffmann.
Elenco Dione Detanico, Lenira Fleck e Liana Timm
Dir. Graça Nunes
26/11 – 17h27 – 27/11 – 15h e 18h - O Menino Que Vendia
Palavras (RJ) Texto Ignácio de Loyola Brandão
Elenco Eduardo Moscovis, Letícia Colin, Pablo Sanábio,
Renato Linhares, Luciana Froés e Raquel Rocha. Dir. Cristina
Moura e Mariana Lima
30/11 – 21h - Tãn-Tango (RS) Hique Gomez c/ Carlos
Magallanes (bandoneon), Dunia Elias (piano), Clóvis
Boca Freire (baixo acústico) e Filipe Lua (percussão)
FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO
Até 30/10 - A Linha Incontornável – Desenhos de Iberê
Camargo. Curadoria de Eduardo Veras. A exposição Além da
linha ocupará um piso expositivo na Fundação Iberê Camargo,
e compreenderá, além de pinturas, obras à grafite, nanquim
e guache. A principal intenção da mostra é abordar a idéia de
afirmação – muito cara à arte moderna – do desenho como
uma linguagem autônoma.
Até 20/11 - Exposição Joaquín Torres García: Geometria,
Criação, Proporção - com uma seleção de 146 obras composta
por pinturas, desenhos, aquarelas, afrescos, colagens,
brinquedos e documentos. Curadoria Alejandro Díaz e Jimena
Perera. Segundo e terceiro pisos da Fundação Iberê Camargo
(Av. Padre Cacique, 2.000. Porto Alegre)
05/11 a 06/05/2012 - Conjuro do Mundo - As Cesuras de Uma
Pintura Limiar. Curadoria de Adolfo Montejo. A exposição
pretende evidenciar, conceitual e plasticamente, o fundamento
de fissura e corte, cicatriz e pausa que a palavra cesura
compreende. Assim, oferece um conjunto significativo de
obras que ilustram este desencanto do mundo e as suas
quebras abissais de linguagem, um confronto paradoxal de
vontade estética e humanismo ferido; assim como também o
lugar preterido da pintura pela cultura contemporânea.
Entrada Franca: As empresas Gerdau, Itaú, Vonpar e De Lage
Landen garantem a gratuidade do ingresso.
Informações: (51) 3247.8000 ou pelo site
www.iberecamargo.org.br
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais.
DRPAC - todos os eventos são gratuitos
Espaço Novos Talentos – Mostras artísticas abertas ao público
nos dias úteis, das 8h30 às 18h30.
De 24/10 a 04/11 – “Artistas & Arteiros” - criações de servidores
da Assembleia.
De 07/11 a 11/11 – Coletiva de aquarelas – obras de Marta
Spier, Jorge Krahe, Fernando Koboldt, Arthur Coitinho e
Antônio Ribeiro.
De 14/11 a 25/11 – Exposição alusiva ao Dia da Consciência
Negra.
Galeria dos Municípios – Exposições
De 24/10 a 28/10 - Rio Grande.
De 31/10 a 11/11 - Secretaria da Copa do Mundo –
Porto Alegre
De 14/11 a 18/11 – General Câmara
De 21/11 a 25/11 – Santana do Livramento
De 28/11 a 02/12 – São Lourenço do Sul
J.B. Scalco – Mostras fotográficas
Até 28/10 – “Crianças do Mundo” – fotos de Carlos Gandara.
De 03/11 a 29/11 – Exposição alusiva ao Dia da Consciência
Negra
Sarau no Solar – Espetáculos gratuitos, às 18h30
03/11 – Izmália Ibias apresenta sucessos da MPB
17/11 – Sarau alusivo ao Dia da Consciência Negra
Feira do Livro de Porto Alegre
De 28/10 a 15/11 - Biblioteca Borges de Medeiros distribui
publicações da Assembleia na Praça da Alfândega.
Semana da Consciência Negra
De 14/11 a 20/11 - Debates, atrações culturais, entrega de
prêmios e sessão solene integram a programação que estará
disponível no portal www.al.rs.gov.br/premios
MARGS
Acervo Permanente do MARGS. Exposição de uma seleção
variada da coleção de obras do Museu, apresentando
momentos significativos da produção artística realizada no
Brasil e em outros países.
10/10 a 15/11 - 8° Bienal do Mercosul
29/10 - 16h - Conversa com os historiadores Renata Gomes
e Tau Golin
05 de novembro - 16h - Conversa com o antropólogo e
historiador José Otávio Catafesto de Souza e chefe da aldeia
M’Byá Guarani, de São Miguel das Missões, Cirilo
Informações e agendamento de visitas orientadas no Núcleo
de Extensão Cultural, subsolo do Museu. De segunda a sexta,
das 10 às 18 horas. Fone 51 3227.2311 e 3212 2281 ou
e-mail: [email protected]
CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO
Exposições
Até 16/11 - A Chama Azul é a nova atração no Centro Cultural
CEEE Erico Verissimo, composta por ilustrações do artista
plástico Alfredo Aquino. Sala Ana Terra, 3º andar
Sarau com Ritmo, organização de Benedito Saldanha, durante
todo o ano, na segunda terça-feira de cada mês. A Academia
Brasileira de Letras e Artes de Porto Alegre, em parceria com
o Clube literário Ipiranga e CCCEV, promove mensalmente, às
19h com entrada franca.
CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA
Oficina de Arte Sapato Florido Oferece Oficinas Especiais
A Oficina de Arte Sapato Florido, coordenada pelo Instituto
Estadual de Artes Visuais (IEAVi) na Casa de Cultura Mario
Quintana, oferece oficinas especiais orientadas por artistas ou
arte-educadores, para público infantil e adulto.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas no IEAVi
(2° andar da CCMQ) ou pelo telefone fone 3216-9913.
Criação de bonecos com diversos materiais e técnica de biscuí
para rostos, mãos e pés (adulto) Com Elton Manganelli. Até
30/11, nas quartas-feiras, das 15h30 às 17h30. Sala C5
Oficina de papel machê (adulto) Com a artista plástica Flávia
Azambuja. Até 29/11, nas terças-feiras, das 15h às 17. Sala C5
Oficina de canto e coral (jovens e adultos) Com Edu Natureza.
Até 29/11, nas terças-feiras, das 15h às 17h. Sapato Florido.
A Oficina é voltada para o público em geral, com prática de
técnicas vocais: respiração, dicção, emissão, afinação,
intensidade e exercício para o diafragma. Edu Natureza é
compositor, multi-instrumentista, arranjador, cantor, letrista e
professor de música.
Oficina Teatrando na Sapato Florido (infantil – 6 a 10 anos)
Com Lise Bertoto. Até 24 de novembro, nas quintas-feiras, das
15h às 17h30. Sala C5
Oficinas com inscrições abertas na CCMQ. Inscrições
na Central de Informações - térreo da Casa de Cultura.
Informações adicionais podem ser obtidas pelos telefones
(51) 3221.7147 e 3221.7083
MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL
Salas Décio Freitas I e II exposição: “Que árvore você quer
para o furturo”
A Feira do Livro estará todos os outros espaços.
Visitas Guiadas O Memorial do Rio Grande do Sul disponibiliza
para grupos com a supervisão de um monitor de história e
serve como complemento didático-pedagógico para as turmas
escolares
Boneco Memorélio. O Memorial do Rio Grande do Sul
promove apresentações do Boneco Memorélio para o público
infanto-juvenil. Para agendar as visitas guiadas e o Boneco
Memorélio: 51 3224.4376
TEATRO DO SESC
Porto Alegre - 05 – 20h - e 06/11 – 19h - Espetáculo Vamos?
(RJ) Comédia. Atores Fernando Pavão, Nathália Rodrigues,
Alex Grulli e Gabriela Durlo. Dir. Otávio Martins. Autor Mario Viana
10/11 – 20h - Espetáculo Após a Chuva (RJ) Drama.
O autor parte de uma boa idéia para mostrar os bastidores da
montagem de uma peça e o universo nada glamouroso dos
artistas fora da mídia. Em uma clara referência ao clássico
Esperando Godot, de Samuel Beckett.
12 a 27/11 – Sáb - 20h e Dom - 18h - Espetáculo:
“Quinto andar, por favor!” (RS) Comédia. Texto/concepção:
Artur José Pinto
10/11 e 01/12 – 19h - Banda Legião Urbana Cover. Eduardo
D. – Vocal e violão, André Rodrigues – Baixo, Ivan Marquês
– Bateria, Cesar Lopes – Teclados, Zezo Rosa – Guitarra.
Café SESC
16/11 – 20h - Cow Bees (RS)
CineSesc na Feira do Livro de Porto Alegre
15h30 – 31/10 e 1, 4, 7, 8 e 11/11 - Feira do Livro de Porto
Alegre - Sala de vídeo – Armazém A do Cais do Porto. Casa
do Pensamento
08/11 a 16/12 – Exposição A poesia dos relacionamentos, de
Eleuza de Morais. O trabalho plástico de Eleuza de Morais é
pintura de intervenção. Café Sesc
SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA
Até 2/12 - Pinacoteca Ruben Berta 40 Anos. Obras da coleção
doada para a Prefeitura em 1971. Paço Municipal
Até 13/11 – Agregados. Julio Castro. Gravura. Galeria
Iberê Camargo
28/10 a 14/11 - Ilustração do Livro Infantil Medo Dó e Pé de
Sapato. Hermes Bernardi Jr. Mostra da oficina realizada no
Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Espaço Alternativo
28, 29 e 30/10 e 4, 5, 6, 11, 12, 13/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom
- 20h - Dois de Paus – Teatro Adulto. Dir. Paulo Guerra. Teatro
de Câmara Túlio Piva
28, 29 e 30/10 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h - A Mulher
sem Pecado – Teatro Adulto. Olegário, um marido obcecado,
cria uma verdadeira rede de espionagem para controlar sua
mulher Lídia. Ele a idealiza, a deseja pura – puríssima. Tal é
sua obsessão que simula estar paraplégico. Sempre em casa,
em uma cadeira de rodas, vigia todos os passos da esposa,
além de chantageá-la emocionalmente. Dir. Caco Coelho e
Beto Russo. Teatro Renascença
29 e 30/10 e 5,6,12,13/11 - Sáb e Dom - 16h - O Baú Lembranças e Brincanças – Teatro Infantil. Duas meninas são
proibidas de assistir televisão, e tudo parece sem graça, mas
quando começam a mexer num baú... a imaginação funciona.
Auditório Álvaro Moreyra
22, 23, 29 e 30/10 – 16h - Piratas – Teatro Infantil. Quatro
piratas tem apenas um dia para cumprir uma missão e para
isso contam com a ajuda de dois meninos. Dir. Airton de
Oliveira. Teatro Renascença
29 e 30/10 e 5, 6, 12 e 13/11 – 16h - Pitocando – Teatro infantil.
Dir. musical e arranjos: Cláudia Braga e Nise Franklin. Teatro
de Câmara Túlio Piva
28, 29, 30/10 e 4, 5, 6, 11, 12 e 13/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom
- 20h - O Fantástico Circo-Teatro de Um Homem Só – Teatro
Adulto. Dir. Patrícia Fagundes. Auditório Álvaro Moreyra
25 a 27/10 - I Seminário Internacional Cultura e
Desenvolvimento Local. Co-realização da SMC/Observatório
da Cultura e Depto. de Difusão Cultural da UFRGS. Reitoria
Salão UFRGS. Informações: 3225-0793 / 3308-3034
25/10 a 27/11 - Seg a Sex - 9h às 12h - Esculturas de Caé
Braga. Atelier Livre
25/10 e 1 e 8/11 – 20h - Os Bons vão para o Céu – Teatro
Adulto – Teatro Aberto (Espetáculos experimentais) Auditório
Álvaro Moreyra
26/10 – 20h - Pequenos Fatos – A vida real pode ser fantástica
– Teatro Adulto - Novas Caras. Teatro de Câmara Túlio Piva
Até 28/10 - Inscrições 38ª Edição do Concurso Curta nas
Telas. Poderão participar filmes nacionais de curta metragem.
Informações: (51) 3289-8137 www.curtanastelas.blogspot.com
- [email protected]
28/10 a 25/11 - Desenhos de Bethielle Amaral. Desenhos.
Paço Municipal - Porão
28/10 a 15/11 - 57ª Feira do Livro DE Porto Alegre. A SMC
possui estande com venda de suas publicações e CDs.
Praça da Alfândega. Com sessões de Autógrafos da SMC.
Informações: (51) 3289.8070 / 3289.8031
29/10 – 19h30 - República do Rock. Yanto Laitano + Tapete
Persa. Teatro de Câmara Túlio Piva
2, 9, 16 e 23/11 – 20h - Filoctetes – Teatro Adulto – Novas
Caras (incentiva novos talentos da cidade) Teatro de Câmara
Túlio Piva
4,5 e 6/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h - Eros e Psique
– Dança. Concepção, Coreografia e Performance:
Didi Pedone e William Freitas. Teatro Renascença
9/11 – 20h - Amor e Som. Alana Moraes e Gabriel Selvage.
Sala Álvaro Moreyra
11 e 12/11 – 20h - I Porto Alegre Instrumental. Apresentação
de Ayres Pothoff, Samua do Acordeon, Maurício Marques Pata
de Elefante, Luizinho dos Santos, Edu Martins Trio, Janes
Liberato Quateto e FunkaLister. Serão 4 apresentações por
noite. Teatro Renascença
13/11 – 20h - Argumento para o Espaço. Dança. Teatro
Renascença
Até 13/11 – Agregados. Julio Castro. Gravura. Galeria Iberê
Camargo
15, 22 e 29/11 e 6/12 – 20h - OCO – Teatro Adulto – Teatro
Aberto (Espetáculo Experimental). A ideia é encenar o
esvaziamento do humano no homem contemporâneo.
Auditório Álvaro Moreyra
16/11 – 20h - Quartas na Dança – Ritmos da Paz. Grupo
Kadima. Teatro Renascença
17/11 – 20h30 - Bom Voyage Andanças. Grupo Andanças.
Teatro Renascença
18, 19, 20, 25, 26 e 27/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h Gestos e Restos – Dança. Concepção, Dir. e Atuação Diego
Esteves. Sala Álvaro Moreyra
18, 19 e 20/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h - Apanhador Só.
Teatro Renascença
22/11 – 20h - Sons da Cidade. Andy Boy e Luciano Leães –
Blues. Teatro Renascença
22/11 – 20h30 - O Romantismo dos Puxadores de Samba.
Projeto Vassourinha. Teatro de Câmara Túlio Piva
23/11 – 20h - Temas de Filmes. Escola de Música Piano e Cia.
Teatro Renascença
Até 25/11 - Entre a Incisão e a Inscrição. Desenhos de Bethielle
Kupstaitis. Paço Municipal - Porão
25, 26 e 27/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h - Sereno Ato de
Ludicidez. Nenung e Projeto Dragão. Teatro de Câmara Túlio
Piva
25,26 e 27/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h - O Avarento –
Teatro Adulto. Dir. Gilberto Fonseca. Teatro Renascença
Até 27/11 - A Marca – 1º Cinqüentenário Caé Braga. Esculturas.
Saguão do Centro Municipal de Cultura
29/11 – 19h30 - República do Rock – Cartel da Cevada e Rosa
Tatooada. Teatro de Câmara Túlio Piva
30/11 , 07, 14 e 21/12 – 20h - Uma Fada no Freezer – Teatro
Adulto – Novas Caras (incentiva novos talentos da cidade)
Teatro de Câmara Túlio Piva
CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO
Usina na Praça - Até 4/12 aos domingos à tarde - Shows de
música, teatro, poesia, dança e mágica. Praça Anexa
Sala 209 - 29 e 30/10 - 19h - Ânima Cia. de Dança. De um a
cinco (dança)
Sala 309 - 05, 06, 12 e 13/11 – 20h - Intermitências (teatro)
Santa Estação Cia de Teatro e Vai!ciadeteatro
Sala 400 - 29 e 30/10 - 21h - Quem tem medo de Itália Fausta
(Estreia - teatro)
Sala 504 - 29, 30/10 - 21h - Verde Pariz (teatro) Espetáculo do
grupo convidado Di Versus
Sala 504 - 29, 30/10 - 18h - Intimidade (teatro) Inspirado na
obra de Nelson Rodrigues, Álbum de Família
Sala 502 - 29/10 - 16h - CulturaRockClub recebe. Show de
bandas convidadas
Sala 502 – 30/10 – 16h - Projeto Guaíba Mississipi (Show)
Sala 505 – 30/10 – 17h - Domingo Mágico (mágica) Show de
Mágica com a Associação dos Mágicos do RS
Sala 504 – Neelic - 17, 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27/11 - qui,
sex, sáb – 20h e dom 18h - Espetáculos e atividades diversas.
Órfãos do Holocausto
Sala 504 – Neelic – 12/11 – 19h - Sarau de Livre Expressão
Artística. Com os atores do Grupo Neelic
TEATRO DE ARENA
O1/11 - (todas as terças 13h30 - franca) Projeto Educação
Musique no Arena para crianças
08/11 – 20h (franca) Projeto Dramaturgia em Debate com
Viviane Jugueiro
09/11 – 20h - Show Nancy Araújo
10/11 – Projeto Musica Autoral
16/11 – Apresentação Stúdio Musique
21/11 – Lançamento do Livro Câncio Vargas
22/11 – 20h (franca) Projeto Dramaturgia em Debate com
Marcelo Adams
24/11 – Show Richard Serraria Pampa Esquema Novo
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Paulo Wayne - Diretor da Casa de Cultura Mario Quintana
Casa de Portas Abertas
Fotos Caroline Jacobi e Divulgaçao/CCMQ
Assumimos a tarefa de dirigir a Casa de Cultura
Mario Quintana com determinação de enfrentar todos
os problemas que impedem a fruição e a criação
artística. E também de transformá-la em um espaço
de produção de arte contemporânea.
das salas de exposição e modernização dos teatros e
a reforma da cobertura, entre outros.
O trabalho iniciado com Marcos Barreto, com quem
tive o privilégio de compartilhar a implementação de
uma nova política na gestão da Casa, tem como um dos
seus pilares a retomada do diálogo com a comunidade
cultural.
No que se refere às atividades artísticas, estamos
ofertando as salas de ensaio sem custos, desenvolvendo
oficinas contínuas e gratuitas e apoiando trabalhos de
pesquisa. O novo edital de ocupação dos teatros inova
ao reservar 20% para espetáculos do interior, não
cobrar taxa administrativa e destinar o teatro Carlos
Carvalho preferencialmente para espetáculos de
pesquisa de linguagens e a inclusão do circo.
Queremos a Casa de Cultura Mario Quintana como
um lugar de visitação e fruição cultural, mas desejamos
também transformá-la em um espaço de criação.
Há também o projeto Casa para todos, que prevê
recursos de acessibilidade tanto física como de
conteúdo para pessoas portadoras de deficiência.
Para isso são necessárias medidas a curto e longo
prazo que vão da revitalização do prédio à adoção
de políticas de ocupação dos espaços da Casa e o
desenvolvimento de atividades artísticas.
Com estas medidas possibilitaremos melhor receber
as pessoas que visitam a Casa, assim como acolher
os artistas e seus trabalhos democratizando o acesso
a este equipamento cultural
Além das ações emergenciais que tomamos
para revitalizar a Casa – como a troca de tapumes,
pequenos reparos e a instalação de internet gratuita
– estamos com projetos em curso para fazer a obra de
restauração, de sinalização dos espaços, climatização
Por Silvana Ávila - Diretora do Teatro de Câmara Túlio Piva
O que nos move para a arte?
Peço licença para destacar, neste contexto, apenas
um aspecto para uma breve apresentação: sou mais
uma apaixonada pela arte, pela cultura. Cultura pensada
aqui tanto como aquela que é produzida para ser
uma expressão cultural, quanto aquela que temos a
sensibilidade de perceber no dia a dia nas ruas de nossa
cidade, aquela que nos apresenta artistas anônimos que
iluminam, mesmo que por instantes, aquele nosso dia,
dando um toque de cor e luz e ampliando nosso sentido
de humanidade.
No momento atual estou à frente da administração do
Teatro de Câmara Túlio Piva. A proposta desta gestão tem
ido na direção de potencializar o tradicional encanto deste
Teatro para que possa acolher com abraços, ainda mais
afetuosos, os muitos talentos que por aqui têm passado
(e os que ainda passarão..) e a população da cidade que
marca os espetáculos com sua imprescindível presença.
Neste tempo, ainda pequeno, de trabalho mais
direto junto à cultura, tenho conseguido reafirmar minha
compreensão sobre o que leva o artista a dedicar-se à (sua)
arte – é a paixão! É mesmo uma questão indissociável do
viver – arte e sujeito recusam-se a separar-se! Sabemos
das muitas dificuldades para produzir cultura, não só em
nossa cidade mas em grande parte do país, mas o que
vemos por aqui é uma produção intensa, rica e diversa
nas diferentes linguagens que a associação entre arte e
existência nos possibilita.
Eu apontaria uma questão neste processo para dar
corpo à uma discussão: como está indo a “comunicação”
entre a produção cultural e o público ao qual ela é
dirigida? Complementarmente indagaria ainda: o que
move as pessoas para a arte? Neste momento penso
sob o ponto de vista do “apreciador”, do público, elemento
indispensável para se produzir o diálogo que faz a arte
realmente acontecer. “A cultura provém do homem e é para
o homem”, eu lia outro dia em um texto no Curso de Gestão
e Política Cultural* que tenho o privilégio de participar.
Recentemente a campanha publicitária da 8ª Bienal do
MERCOSUL vem apresentando uma outra interrogação
que, com certeza, pode compor este campo de reflexão:
”Qual a distância entre você e a arte?”. Temos aí uma
oportuna provocação com múltiplas possibilidades de
desdobramentos: ”Estou próxima ou distante da arte?
Como a arte influencia a minha percepção da vida? A arte
é para poucos ou pode estar ao meu alcance se eu for
buscá-la?” Em que parte de nossas vidas está a decisão
de buscar ou não esta aproximação?
Trago esta discussão a partir de minhas observações
sobre estas relações. Poderíamos pensar que, a ida a um
teatro, à uma exposição e à tantos outros “espaços” de
expressão cultural poderia ser vivida como uma experiência
tão necessária quanto a ida ao supermercado. Neste lugar
buscamos alimento para o corpo e nestes tantos outros
encontramos alimento, também indispensável, mas para
nutrir a alma, o que, por certo, aprimora nossa existência.
Deixo aqui o registro destas inquietações que foram
intensificadas após o êxtase proporcionado por mais uma
edição do POA EM CENA...
Como viver sem este alimento?
Fotos Arquivo Pessoal
* I Curso de Gestão e Política Cultural –EaDoferecido pelo Município de Porto Alegre através da
SMC, coordenado pelo Observatório da Cultura, fruto
de convênio entre Município e UNISINOS, com recursos
oriundos da Municipalidade de Barcelona, Espanha.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Foto Arquivo Pessoal
Por Caetano Silveira - Compositor e Produtor Cultural
Outono dos Sentidos
Já chegou da fábrica e deve ser lançado agora,
no mês de novembro, o esperado disco dos
“Sperandires” – família extremamente musical que
vem se destacando nos festivais do Rio Grande
do Sul e do Brasil. Adriano e Cristian Sperandir, de
Osório, são irmãos e filhos de baterista e Adriana
Sperandir (casada com Adriano), de Torres,
também traz do berço a intimidade com a música.
O grupo vem há cerca de 4 anos participando
ativamente de vários festivais importantes através
de seu trabalho autoral e colhendo bons frutos.
Participaram, dentre outros, da Moenda da
Canção de Santo Antônio da Patrulha (venceram
este ano a categoria instrumental e ficaram em 2°
lugar na categoria canção), da Tafona de Osório
(venceram este ano com uma canção em parceria
com Caio Martinez), do Canto da Lagoa de
Encantado (melhor arranjo este ano), do Reponte
de São Lourenço (melhor letra, melhor arranjo),
e pelo Brasil a fora, como Barueri/SP (venceram
este ano), em Angra dos Reis/RJ, Garanhus/
PE, Maringá e Ponta Grossa/PR, e o Fenac/MG
(importante festival que alcança sua 41ª edição
– onde obtiveram o 2° lugar pra sua “Valsa dos
Vagalumes”). Pois com um currículo destes era
de se esperar com ansiedade o disco de estréia.
E ele chega bem. “Outono dos Sentidos” é um
álbum coeso, com canções de melodias bonitas,
arranjos sofisticados e de bom gosto e letras
inspiradas e inteligentes. Abre com a bossa nova
“Flor em Flor”, uma parceria de Adriano e Caio
Martinez que diz “perdi, bem sei, pedaços meus
/ e a vida devolveu-me flor em flor / pois sei fazer
de toda dor canção”. Segue a faixa título do cd,
letra do poeta Jaime Vaz Brasil, com música de
Adriano e Cristian Sperandir, meio reaggae, meio
xote, com uma bonita participação de Samuel
Costa (o Samuca) ao acordeon. “Enclausurado
Coração” é um samba de respeito, outra letra
do Caio, com música da dupla de irmãos, que
conta ainda com um alegre e bacana solo de
piano, naipe de metais e muito suingue. Segue
“Demorou Já Chegou”, quase uma congada,
mestiça, onde a letra de Cristian Sperandir e Ivan
Therra diz: “Tá na fala, na fé, na crença, no santo
/ Na arte de viver tudo misturado / Na favela, na
vila, e no corredor / No centrão, na cidade e no
filho que vem”. Depois é a vez da praieira, clima
afoxé, animada e pra dançar, “Magia do Mar”, de
Jociel Lima: “Moça morena praieira / Balança as
cadeiras / Vem dançar / Preta mimosa que joga
teu cheiro de rosa”. Também de Jociel, a canção
jazz “Sempre Criança”, traz um belo piano e um
solo de guitarra de muito bom gosto em arranjo
elegante. E o disco segue com a iluminada canção
“Valsa dos Vagalumes”, forte, com notas longas. E
aqui chamo a atenção para Adriana Sperandir. Ela
canta muito. Se entrega. Interpreta com emoção e
técnica: “Um vagalume eu quero ser / Levando luz
à escuridão / Dançar por flores e buscar / Um céu
bem limpo pra brilhar” (parceria de Nilton Jr.da
Silveira e os irmãos Cristian e Adriano). O cd ainda
traz outras belas canções, um samba debochado
do compositor Zé Caradípia e até seresta.
“Outono dos Sentidos” é um ótimo álbum de
estréia. E pelo grande talento deste time, já se
sabe que é só o começo.
A gravação do disco foi feita no estúdio próprio
da Cia A3 (por sinal bastante requisitado no litoral),
com produção e arranjos de Adriano Sperandir e
Cristian Sperandir. Participam os músicos Ricardo
Arenhaldt, Sandro Bonato, João Sperandir,
Giovani Fraga, Diego Ferreira, Leonardo Silveira,
Rodrigo Reis, Benito Lemos e Samuel Costa. Pra
saber mais, o grupo tem um blog: sperandires.
blogspot.com.
E por falar em festivais, acontece agora em
Novembro, entre os dias 12 e 14, a 25ª edição do
Musicanto Sul-Americano de Nativismo, em Santa
Rosa/RS – certamente um dos mais importantes
do Rio Grande do Sul, do Brasil e da América
Latina. Shows de intervalo com Nei Lisboa, Tambo
do Bando, Luis Carlos Borges e Lenine. O site é
www.musicanto.com.br.
ELETROELETRÔNICA
Porteiro Eletrônico Residencial/Coletivo
Video Porteiro Residencial/Coletivo
Central de Portaria
Central Telefônica
Sistema CFTV
Instalações Elétricas Residenciais
Airton Schineider - [51] 8577 0573
[email protected]
ELETROELETRÔNICA
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Eletrônico
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Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Luciano Alabarse - Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena
Foto Lutti Pereira
Deliberações e acasos
O jovem elenco da nova montagem de Alabarse.
O “Em Cena” estava em sua terceira e última semana.
Iam estrear Maria Bethânia, Bob Wilson, Estrella Morente
e a Medéia africana. Tudo andava bem, eu feliz com
a repercussão do festival, com o reconhecimento ao
trabalho da minha equipe maravilhosa, equipe que,
registre-se, segura esse trabalho gigantesco com
entusiasmo e competência, quando o jornal do dia trouxe
uma notícia que me deixou paralisado. Um estudante,
uma criança de dez anos, tinha atirado na professora
e, logo em seguida, desferido um tiro fatal contra sua
própria vida. Assim, cedo da manhã, a notícia do jornal
foi como um soco no rim. Tão forte que eu me encolhi e
comecei a rezar. Não essas rezas decoradas, as orações
convencionais que às vezes não dizem nada. Mas era
um sentimento forte, uma comunhão imensa com esse
mundo doido, o insensato mundo que nos cabe viver,
cheio de maravilhas e de horrores. À noite, chorei na
platéia de Bethânia, diante da sua grandeza artística, do
discurso cívico da sua “leitura” que, sem nenhum pingo
de demagogia, enaltecia a educação do ensino público no
Brasil. No camarim, dei um beijo na minha amiga, e tomei
uma decisão: queria usar o meu ofício de diretor para falar
sobre isso, sobre a decadência do sistema escolar, sobre
essa garotada perdida que bate nos professores e pega
em armas distribuindo tiros no colégio, aumentando a
barbárie desse nosso tempo contaminado por “bullings”
e extremismos comportamentais diversos.
Por outro lado, sempre tenho, com antecedência,
meus planos teatrais bem delineados. Não há mistério
no meu jeito de organizar minha agenda. Trabalho com
prazer, meses antes, estudando o texto da próxima
montagem. Já havia mobilizado elenco e me debruçado
à exaustão por meses no novo projeto, belíssimo aliás,
o “Equus”, de Peter Schaffer, montagem que acalento
há pelo menos vinte anos e que vai entrando na fila das
montagens prováveis e futuras. Pois “Equus”, mais uma
vez, vai esperar. Porque o que vou começar a ensaiar
em breve é um texto chamado “Inimigos de Classe”,
que conheço bem, pois, há exatos vinte e quatro anos,
o montei no Teatro de Câmara. Conheci essa obra
através do cinema, logo eu, que não sou, nem de longe,
um cinéfilo atualizado. Perco filmes imperdíveis e as
estréias importantes vou conferir Deus sabe quando.
Mas lembro ainda: fiz questão de conferir esse filme,
que integrava a programação de uma mostra do novo
cinema alemão, à época dez filmes nunca lançados
no Brasil. Entre todos, o que me chamou a atenção foi
o “Inimigos”, justamente pelo diretor que o realizara,
Peter Stein, um dos maiores encenadores do teatro
alemão contemporâneo. Pois lá me fui eu para a mostra
e fiquei fascinado com o filme, totalmente teatral, sem
nenhuma externa, centrado na relação claustrofóbica
de uma turma de alunos desajustados que, depois
de escorraçarem todos os professores, esperam pelo
próximo, com selvageria e agressividade crescentes.
Enquanto esperam, decidem que cada um dará uma aula
aos demais e aí explodem as relações conflituosas entre
eles, seus perfis psicológicos, em um dos filmes mais
brutais que já vi. O fundo econômico e político permeia a
formação/deformação daqueles adolescentes. O sistema
educacional, ali, é exposto e revirado pelo avesso. Tudo
o que senti vontade de trabalhar, com urgência cidadã,
está ali. Prato suculento pra um elenco jovem mostrar
seu talento, dramaturgia corrosiva a serviço da reflexão
cidadã mais urgente.
Procurei meu velho texto desesperadamente, e não
o encontrei. Quem me salvou foi meu amigo Lauro
Ramalho, que havia participado da montagem original, e
tinha seu texto exemplarmente conservado numa pasta,
com o programa da peça inclusive. Cada página relida
me dava a certeza de que o trabalho exigiria prontidão
e disponibilidade. O texto, se é que isso é possível, me
pareceu mais adequado hoje do que há vinte anos atrás.
Urgente, explosivo, cru, cruel, oportuno e terrivelmente
atual. Mais uma vez, me vi totalmente apaixonado por
um texto, que passou batido pelas resenhas mundiais. O
filme, aliás, foi um fracasso, sequer existe em dvd; mas
entendi perfeitamente a escolha de Stein. Já com meu
próximo trabalho teatral definido, chamei meu amigo Lutti
Pereira, coordenador de Descentralização da Secretaria
Municipal de Cultura, e pedi que me ajudasse a levar o
espetáculo às escolas e aonde mais pudesse apresentálo - nas regiões mais periféricas da cidade, nos colégios
de classe média, aonde fosse. Lutti, prontamente, se
engajou ao projeto. E chamei meus jovens e competentes
atores, alguns companheiros que me conhecem bastante
bem, para compor esses personagens desajustados e
dar vida ao espetáculo. Para minha tranqüilidade teatral,
mais uma vez conto com o auxílio luxuoso de Marcelo
Adams, Fabrizio Gorziza, Eduardo Steinmetz, Fernando
Zugno e, pela primeira vez, vou trabalhar com Denis
Gosch, um desejo antigo. Eles darão vida aos alunos que
se matam uns aos outros. Em participações especiais,
como professores do colégio em ruínas, Mauro Soares
e Marcelo Crawshaw. Para me ajudar na direção dos
atores, escalei Vika Schabbach, companheira de palco
maravilhosa e atriz talentosíssima.
Para além das temporadas usuais, que me darão
o prazer sempre novo e costumeiro, quero conhecer
um pouco mais o público e as condições reais das
comunidades periféricas de Porto Alegre. Com esse
texto, pretendo ir aonde for possível. Com cenário ou
sem cenário, com luz ou sem luz, com condições ou sem.
Moldando o espetáculo aos lugares mais improváveis,
estando disponível para algo urgente e prioritário: o de
encontrar essa turma e falar para essa galera - não
só no palco, mas na vida mesma. O resultado dessa
experiência? Depois eu conto... prometo.
Foto Márcio Peixe
Por Camilo de Lélis - Teatrólogo
Claudio Heemann
No período mais ativo de minha atividade teatral, que foi
nas décadas de 80 e 90 do século passado, houve ocasiões
em que chegávamos a ter cinco críticos escrevendo nos cinco
jornais da cidade. Tempo bom aquele.
Aquela época foi de uma arrancada significativa na
produção de nossas artes cênicas. Observava-se gente
acadêmica fazendo coisas importantes e existiam, também,
muitos grupos de garagem, com suas denominações
exóticas: Balaio de Gatos, Vende-se Sonhos, Faltou o João,
Face&Carretos etc.
Havia muita gente produzindo, e muita gente comentando
nos jornais. Não sei se, mas parece que, consequentemente,
os teatros tinham grande afluência de público, durante todo
o ano.
Claudio Heemann era o crítico mais temido. Quando ele
entrava no teatro, o sangue dos atores gelava nas veias.
Espiavam pela cortina da boca de cena: o Claudio Heemann
está na platéia! Deus nos acuda! Mas ele era dos bons. Tinha
gosto pela coisa. Usava sua erudição com perspicácia, sem
esbanjá-la inutilmente, como fazem alguns escribas de hoje
em dia.
Também, não havia o Google para facilitar a falsa
erudição... Mas, enfim, sem nostalgia, pois no mundo “tudo
gira, tudo parece balão”.
Ipê Amarelo
Numa esquina de Outubro,
te encontro, meu ipê amarelo.
És um elo e, apenas por sê-lo,
os bichos-homens, concretados,
não te veem, assim tão belo.
Estancas meus passos e, num “stacatto”,
como não selar este choque de flores amarelas,
com um poema? Um documento estático
a nos pintar, frente a frente, numa tela,
ambos expectantes, alheios, extasiados.
Com amor transumano,
derramo lágrimas de gelo
pelo cimento e a motosserra:
meu progresso, teu cemitério.
Enquanto choras flores mortas aos meus pés.
- Dá-me tuas raízes, troquemos de corpos,
anda por aí, vai ver outras cores, eu te espero.
Se não voltares, falarei verde e dormirei lenhoso.
Darei ao mundo o que me ofertavas:
de ano em ano, num espaço exíguo,
sempre e sempre, exatamente,
o mesmíssimo amarelo.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Walter Galvani - Jornalista, Escritor e Presidente do Conselho Estadual de Cultura
Fim do vestibular
Foto Arquivo pessoal
Por enquanto apóio o ministro da Educação, porque
ele disse que é preciso acabar com os exames
vestibulares no Brasil. A justificativa dele é uma
tremenda asneira, dizer que somente 82 chineses
foram pegos “colando” mas que colavam e havia 62
erros nas provas na Inglaterra. Mentira ou engano do
ministro Haddad.
Pela quantidade de bobagens que perguntam aqui,
o melhor seria que fossem erros e então ter-se-ia
uma justificativa. Você sabe o que é mesóclise? Sim,
acabou de descobrir. Alguém ainda a usa no Brasil?
Nem no Brasil se USA...
Mas, a burrice costuma se propagar, independente
do meio de comunicação, e assim, via internet fica
até mais fácil.
Acabar com os exames vestibulares só se fosse
possível ter confiança absoluta nas provas do ENEM
ou algo semelhante. E confiança absoluta no Brasil,
como se sabe, é algo impossível.
No Brasil, a sujeira é grande porque está na
cabeça das pessoas. E o trânsito mata, sobretudo
motociclistas, porque os motoristas são dementes,
maleducados e os motoqueiros muito mais do que
os demais, pensam que são “deuses” e que não vão
morrer.
Pois morrem como moscas, porque bater numa
porcaria de uma moto, sem nenhuma proteção para
o motoqueiro, é muito fácil e tem até motorista que se
diverte apertando-os... Impossível? Pois já vi gente
fazer isso, assim como já vi “doutores” de terno e
gravata apertarem “fuscas” ou outros carros de menor
potência.
Especialmente aqui no Rio Grande do Sul, onde
grandes camionetas são muitas vezes dirigidas por
pessoas com o cérebro inversamente proporcional ao
tamanho dos seus veículos. Coisa própria de bois e
vacas, carregando estrume na cabeça.
Chega. Enchi. Não tenho mais paciência com a
burrice alheia que viceja por aí e acho que um exame
especial que trata a manada de forma desigual não
pode mesmo continuar.
Deixe que todos entrem na universidade e junto
com comida, dêem-lhes lições de comportamento
iguais. Pode ser que assim, tudo fique um pouco
melhor.
Ah, e toca “shows” de barulho, danças de
exibicionismo e cantos de baixaria. Nivelando por
baixo pode ser que o país alcance logo o lugar que
lhe cabe.
Por Adeli Sell - Vereador e presidente do PT-POA
Foto Arquivo pessoal
Um dia para os animais não basta
Dia 4 de Outubro comemoramos
em Porto Alegre o Dia Municipal da
Proteção Animal. Um tema que continua
urgente, pois não há um único dia sem
que a brutalidade imposta aos animais
nos chegue em forma de e-mails ou
telefonemas. As notícias se espalham
por uma rede tecida entre pessoas que
não suportam ver o sofrimento alheio.
De mão em mão, estes casos vão
rodando Porto Alegre e despertando
alguns do estado de amortecimento.
Ao menos, existem os que fazem todos
os dias uma luta contra os maus-tratos.
A população de animais que vive
na cidade é grande. Refiro-me aos
domesticados ou escravizados pelo
nosso sistema de vida. Há um cálculo
que diz que para cada criança que
nasce, nascem 15 cães e 45 gatos. E a
Organização Mundial de Saúde indica,
ainda, que a Capital tem pelo menos 300
mil cachorros na rua. Sem castração
e controle, a tendência é aumentar.
São milhares de bichos que vivem a
própria sorte num ambiente pouco
adequado às suas necessidades. Frio,
fome, violência, atropelamento e até
violência sexual. Cães, gatos e cavalos
são algumas das espécies que vivem
as agruras da cidade numa experiência
de abandono, tortura e crueldade.
Há uma combinação de fatores
que nos leva a esta realidade e eles
vão desde a venda de animais como
produtos até a falta de rigor nos
crimes de abandono e maus-tratos.
Na prática, os bichos estão nas ruas
porque ali nascem ou ali são deixados.
O abandono tem desculpas vazias
e motivos fúteis: animais adoecem
e dão trabalho ou os donos mudam
seu estilo de vida e aquele bichinho
não se enquadra mais. Há, também,
mitos e ignorância que prendem os
animais a uma dura realidade. No caso
dos cavalos, por exemplo, há falta de
vontade política e há politicagem que
reforça a mentira de que algumas
famílias só podem ter renda por
meio da carroça. Não há lógica em
determinar que pessoas não podem ter
ou aprender novo ofício. Desculpas e
mais desculpas.
Diante de tudo temos que continuar
desenhando um caminho com mais
esperança, alicerçado em estruturas
públicas e leis que pensem uma
relação ética entre animais de todas as
espécies. E ainda é preciso enfrentar
assuntos como trocar a compra de
animais pela adoção, restringir feiras e
criadores, dar fim às carroças, dar fim
à coisificação dos bichos comprados
e desfilados como grife e debater os
Direitos dos Animais.
Animal não é brinquedo. Animal não
é fashion. Ele tem um corpo vivo a ser
cuidado.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Visite o mais novo espaço virtual cultural.
www.usinadoporto.com.br
O website cultural do jornal Usina do Porto,
O Jornal da Cultura será fundamental à área cultural por promover
o apoio à cultura e a interatividade entre os colunistas, artistas,
a comunidade e todos interessados.
Você encontra temas como arte, teatro,
cinema, música, literatura, gastronomia, turismo e muito mais...
Consulte a Agenda Cultural na íntegra.
Acesse e deixe seu comentário para que
possamos aprimorá-lo ainda mais.
De Pai para Filha: As 100 Melhores Receitas
De Elson e Nádia Furini
Com lançamento na Feira do Livro dia 31 de outubro
às 18h30min – Pavilhão de Autógrafos
Neste livro estão publicadas não somente receitas, mas histórias
familiares (muitas delas parecidas com as suas). A paixão pela
culinária nos une e dá forcas; ela é o alimento das nossas almas.
São receitas de pai para filha, tradicionais práticas, da mãe, da
vó, da sogra... daqueles que são próximos e queremos tão bem.
Ah, e é claro, as mais pedidas do Barranco, restaurante onde o
Elson trabalha e a Nádia se criou – dormindo nas cadeiras nas
noites de Ano-Novo depois de comer a lentilha.
Com este livro, queremos manter vivas as tradições e receitas
familiares, essas que passam de geração para geração e
fazem das nossas mesas o lugar da mais saborosa integração.
Bom apetite!
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Fotos Acervo dos Artistas
Por Teniza Spinelli - Jornalista
Viaduto Otávio Rocha em destaque no
Memorial do Ministério Público
O Memorial do Ministério Público (esquina da Praça da Matriz com a rua Jerônimo Coelho) apresenta a
partir de 24 deste mês, uma exposição de artistas cuja temática é a revitalização do Viaduto Otávio Rocha.
Trata-se de uma iniciativa do Movimento de Integração Cultural, que congrega duas dezenas de entidades,
tendo como coordenador geral o escritor, poeta, crítico e ativista cultural Gilberto Wallace. Através de
reuniões ocorridas no Teatro de Arena, reunindo a comunidade e diversas associações culturais, foi
estabelecido um cronograma que envolve palestras e painéis de especialistas, com manifestações de
apoio ao Viaduto. Destaca-se nesse conjunto de ações a presente exposição, congregando grupos de
artistas plásticos atuantes na cidade.
Viaduto Otávio Rocha, ícone da cidade
O viaduto Otávio Rocha, majestosa obra
de engenharia civil, construída no coração
da cidade, é ponto de referência em Porto
Alegre e no estado. Sua origem tem início
com o primeiro plano diretor de 1914, que
previu a abertura e ligação das zonas leste,
sul e central da urbe, até então isoladas.
O audacioso projeto e, o início de sua
construção, deu-se em 1926, por obra do
Intendente Otávio Rocha, com apoio do
presidente do Estado, Borges de Medeiros
cujos nomes ficaram ali perpetuados. O
viaduto foi inaugurado em 1932. Trata-se de
uma imponente estrutura de concreto armado,
com três vãos. No centro, ao nível da Avenida
Borges, há dois pórticos transversais, com
dois grandes nichos contendo esculturas de
Alfred Adloff. Em ambos os lados da avenida
foram levantadas escadarias de acesso e
grandes arcadas. Os parapeitos das rampas
e do centro do viaduto são decorados por
uma balaustrada. Os passeios são revestidos
de mosaicos. Todas essas características
arquitetônicas que lhe dão elegância e beleza,
além da relevância sócio-cultural, levaram o
município a inscrevê-lo no Livro de Tombo,
em 1988. No final da década de 90 e no
início do ano 2000 foram feitas restaurações
e revitalização do local, que abriga 29 lojas,
mas o vandalismo permanece deixando suas
marcas, razão pela qual os preservacionistas
se empenham na defesa permanente deste
bem cultural tão precioso para a cidade de
Porto Alegre.
Os artistas e suas obras
As recentes reuniões ocorridas no Teatro
de Arena, tradicional sala de espetáculos que
tem sede nos altos do viaduto, definiram as
linhas de trabalho dos diferentes grupos. A
artista plástica Maria Helena Piccinini (Marihe)
coordenou o processo de chamamento
de artistas junto à Associação de Artistas
Plásticos Chico Lisboa. Coube à Mara Caruso,
do Atelier Livre da Prefeitura a seleção de mais
de trinta obras do grupo de artistas por ela
coordenado e que já presenteou Porto Alegre
com coletivas temáticas sobre a cidade, entre
estas Parque Farroupilha, a redenção do
olhar; As flores em Porto Alegre; A fauna nativa
de Porto Alegre; Um livro para Porto Alegre
-livro de artista- que também homenageou
nossa cidade.
Artistas que abraçaram o viaduto
Alexandre Bôer; Ana Bettini; Carmem
Fausta Jardim; Elvidia Lopes; Eny Herbst;
Erminia Marasca Soccol; Fátima Siqueira
Borges; Heloisa Sonaglio; Iara D’Elia; Ieda
Mariano; Imeritta passos; Irene Ludwig; Iria
Ritter; Ivanez Oliveira; Jacira Fagundes; Jane
Balconi; Jeanete Ecker Kohler; Joel Silva;
Jussara leite Kronbauer; Lavinia Thys; Leci
Bohn; Loudes Poli; Luiza Gutierrez; Mara
Caruso; Mara Radé; Maria Darmeli Araújo;
Maria do Carmo Toniolo Kuhn; Maria Julieta
Damasceno Ferreira; Marines Spagnol;
Marithê Bergamin; Neiva Mattioli Leite;
Ricardo Wittmann; Rosa Helena Kippling;
Rudimar Neves Gomes; Sirlei Caetano; Tania
Luzzatto; Thereza Christina de Azevedo
Jacob; Vanilda B. Elero; Vera Presotto; Vera
Regina dos Santos.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
9
Por João Carneiro - Presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro
Patrimônio cultural: a Feira do Livro
ocupa o seu tradicional espaço
Fotos Luis Ventura
A Feira do Livro de Porto Alegre, promovida pela Câmara Rio-Grandense do Livro, realizase há 57 anos, ininterruptamente, na Praça da Alfândega, no Centro Histórico da Capital.
O evento é motivo de orgulho para os gaúchos, que incorporaram, entre seus hábitos e
costumes, a visita anual à Feira.
As obras de revitalização da área, que fazem parte do Programa Monumenta, do
Ministério da Cultura, foram paralisadas, para permitir que a Feira se realize em seu espaço
tradicional, onde ocorre há quase seis décadas. A reforma, que contempla a recuperação
e a preservação do patrimônio histórico da Praça, será retomada após o término do maior
evento literário a céu aberto das Américas. A edição deste ano começa no próximo dia 28
e vai até 15 de novembro.
No período da Feira, o local, que normalmente já é movimentado, atrai um público ainda
maior. Porto-alegrenses, gaúchos de todos os rincões e turistas de outros estados convergem
para a festa da literatura no coração do Rio Grande do Sul. Historicamente é assim, e a
frequência cresce ano a ano.
Na inauguração, em 1955, eram 14 barracas. Com o passar do tempo, foi aumentando
o número de livreiros e a oferta de livros, e surgiu a programação cultural, o que obrigou a
Feira a expandir seu recinto.
No início dos anos 2000, atividades relacionadas com a leitura, para público adulto,
passaram a ser oferecidas nos novos centros culturais dos arredores, além dos já existentes
Margs e Memorial do RS. Já as crianças e os adolescentes conquistaram a área central do
Cais do Porto. Num dos pontos turísticos preferidos da cidade, à beira do Guaíba, cerca de
30 barracas oferecem obras que encantam os públicos infantil e juvenil.
De forma espontânea, a Praça da Alfândega virou sinônimo de Praça do Livro. As histórias
do local e do evento se misturam e se complementam. Para os moradores da cidade, é como
se a Feira ocorresse em um vilarejo, e não em uma metrópole. Todos sabem onde ela fica,
e tornou-se ponto de encontro e de visitação obrigatória. Sempre na mesma época e no
mesmo lugar, seus visitantes compartilham a familiaridade com o evento e a cumplicidade
no amor aos livros.
A Feira do Livro de Porto Alegre, assim como a Praça da Alfândega e o Cais do Porto,
é patrimônio da cidade. E, mesmo com os projetos de revitalização ainda em curso, os
gaúchos querem continuar vendo os livros no seu espaço tradicional
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Dra. Fátima Alves – Farmacêutica e Diretora da Dermogral Moinhos
Nutricosméticos
Foto Arquivo Pessoal
Desde a antiguidade a conquista da longevidade e
manutenção da juventude é buscada incansavelmente
pelos homens e mulheres. Fonte da juventude e
tratamentos exóticos diversos, como banhos de leite e
poções utilizadas no antigo Egito faziam parte desse
arsenal antienvelhecimento.
Atualmente a busca pela juventude ainda é almejada e
está se tornando mais concreta baseada em conhecimentos
bioquímicos e pesquisas e evidências científicas.
Aliado ao uso de cremes o uso de suplementos
nutricionais (nutricosméticos) em forma de cápsulas estão
cada vez mais presentes em nossas vidas.
Termos chaves usados na medicina e nutrição como
antioxidantes, deglicantes, antiradicais livres já são de uso
corrente pelo público preocupado com qualidade de vida,
longevidade, beleza e juventude.
Destacamos abaixo alguns suplementos nutricionais
que apresentam benefícios à manutenção da saúde,
refletindo em cabelos e pele saudáveis, fazendo parte das
chamadas CÁPSULAS DA BELEZA.
Silício biodisponível – Ajuda na firmeza da pele e
fortalece os cabelos.
Carotenóides como Licopeno, Beta Caroteno, Luteína
agem protegendo a pele das radiações solares. São
antioxidantes protegem não só a pele mas outros órgãos
como próstata no caso do Licopeno e retina no caso da
Luteina.
Resveratrol – Também conhecido como Polifenóis do
vinho, diminuem o risco de doenças cardiovasculares e o
colesterol. Antioxidante.
Romã – Polifenóis e flavonóides - Ácido Elágico; Ação
clareadora da pele.
Carcinina – Antiglicante, protege o colágeno e a elastina
contribuindo para manutenção da elasticidade da pele.
Picnogenol – Extrato de casca de pinheiro, atua como
captador de radicais livres.
Os nutricosméticos além de beneficiar a pele agem
em todo o organismo contribuindo para uma melhor
qualidade de vida e bem estar, ganhando destaque entre
os consumidores sob a premissa de um corpo saudável
por dentro e bonito por fora.
Foto: arquivo pessoal
Por Dr. Nilton Alves - Ginecologista CREMERS 15.193
Prolapso genital
A melhoria das condições de saúde levou ao progressivo
aumento da expectativa de vida e, com isso, ao aumento
do número de pacientes com prolapso genital, desejosas
de tratamento que melhore sua qualidade de vida. É difícil
estimar a real incidência do prolapso genital, com etiologia
multifatorial e vários fatores predisponentes que incluem
gravidez, partos vaginais, idade avançada, variação de
estrutura esquelética, comprometimento neuromuscular,
fatores congênitos, fatores genéticos, raciais e doenças do
tecido conectivo. Pode ter como fator agravante as doenças
pulmonares obstrutivas, o hipoestrogenismo, a obstipação
crônica, a desnutrição, as atividades profissionais e
esportivas, o tabagismo e as cirurgias pélvicas prévias.
O prolapso uterino incide principalmente em mulheres
idosas e multíparas. Em nosso meio, o ápice de incidência
ocorre entre 60 e 69 anos de idade, havendo correlação da
piora do prolapso com o aumento da idade. A paridade é
considerada o maior fator de risco.
Vários estudos têm relacionado a diminuição na
quantidade de colágeno com a distopia genital. Mulheres com
doenças do tecido conectivo como a síndrome de Marfan ou
Ehlers-Danlos têm altas taxas de prolapso genital. O estado
menopausal também influencia a sua ocorrência.
A grande maioria das pacientes com prolapso genital inicial
é assintomática e as queixas estão diretamente relacionadas
com a evolução da distopia.No início, as pacientes referem
sensação de peso que surge ou acentua durante esforço
físico. Os sintomas costumam piorar durante o dia e melhorar
com o repouso. Com a piora do prolapso pode surgir dor no
hipogástrio, de intensidade variável, com irradiação para a
região lombar. A dor é atribuída ao estiramento progressivo
dos ligamentos, os quais se acham relacionados com
terminações nervosas sensitivas.Quando o prolapso é
de longa duração pode surgir lesão ulcerada no colo, em
geral de origem traumática.Sintomas urinários, tais como
disúria, polaciúria, urgência, incontinência, retenção urinária,
isolados ou associados dependem da idade, duração e do
grau do prolapso. A infecção urinária de repetição também
pode ser relatada.
Quanto aos sintomas intestinais, anotam-se obstipação
intestinal crônica e dificuldade para evacuação na vigência
de retocele acentuada, rotura perineal ou enterocele.
As pacientes relatam ainda certo grau de disfunção
sexual.
O prolapso pode ocorrer no compartimento anterior, médio
ou posterior da pelve. No compartimento anterior podemos
encontrar prolapso da uretra, da bexiga ou de ambas. Já
no compartimento médio podemos encontrar o prolapso
uterino, da cúpula vaginal ou enterocele e no compartimento
posterior o prolapso do reto.
Nos casos em que houver concomitância entre prolapso
genital e disfunções miccionais é imperativo a avaliação
pelo estudo urodinâmico, pois, dependendo do diagnóstico
teremos que associar alguma técnica para correção da
incontinência urinária de esforço ou defeito esfincteriano.
A maioria das pacientes com prolapso genital exibe poucos
sintomas ou são assintomáticas, sendo muitas vezes um
achado ocasional no exame físico de rotina. Nas pacientes
que desejam engravidar, podemos postergar a cirurgia até
a prole estar constituída. Para tanto deve-se estimular a
realização de exercícios perineais.
O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. O uso de
creme de estrogênio associado parece diminuir o risco de
complicações. Com a evolução cirúrgica e anestésica, poucas
pacientes não estarão em condições de se submeterem
ao procedimento cirúrgico. Este pode ser conservador ou
radical a depender da idade, do desejo procriativo, do grau
de prolapso e da eventual associação com outras afecções
ginecológicas.
O objetivo da terapêutica cirúrgica é aliviar os sintomas,
restaurar a anatomia e corrigir eventual incontinência
urinária ou fecal.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
VP CONGRESSO
DAa CIDADE
C
P
F
lanejando e
onstruindo a
orto
INFORMATIVO
legre do uturo
“Cada bairro tem
sua identidade”
O
seminário que deu início a regionalização dos encontros do V Congresso da Cidade aconteceu no dia
17 de setembro, com a avaliação da Etapa
Bairros, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre.
Entre as presenças o prefeito, José
Fortunati, o secretário municipal de Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto, o representante do Orçamento Participativo, Algir Barizon, da representante do Conselho Gestor do V Congresso da Cidade, Dalcinda Vargas da Cunha,
universidades participantes do congresso
e lideranças de diversos bairros. A abertura do seminário foi feita pelo Coordenador do Comitê Gestor do Congresso, Plínio Zalewski.
Conforme Fortunati não é mais possível pensar a cidade de forma homogênea.
“Todo mundo sabe que cada bairro tem
sua identidade e precisa ter um tratamento
diferenciado. Dentro da cidade se tem várias cidades.”
Luiz Otávio Abreu, consultor técnico, fez uma avaliação da Etapa Bairros e fez
uma projeção das próximas fases. As universidades presentes, Ulbra, Unisinos e
PUCRS apresentaram resultados dos encontros a partir de seus eixos temáticos:
desenvolvimento econômico, desenvolvi-
mento humano e desenvolvimento urbano
e ambiental.
Logo após, foi apresentada a plataforma portoalegre.cc. Zalewski apresentou
as ações futuras propostas por entidades
e organizações parceiras do V Congresso
da Cidade. Os representantes dos bairros
e comunidades também se manifestaram.
Na próxima fase, as decisões tomadas
nos bairros da Capital serão levadas para as
regiões administrativas (regiões do Orçamento Participativo). Com o encerramento da Etapa Bairros, mais de 5 mil lideranças locais foram envolvidas nas discussões.
A expectativa é de que aproximadamente 12 mil pessoas participem até o final
do congresso que servirá de base para o
planejamento do futuro da cidade.
OP chega a Nova York
O Orçamento Participativo, que
completa 22 anos em Porto Alegre, vai
ser adotado também em Nova York, nos
Estados Unidos.
No momento, a cidade está preparando as bases para a escolha da população sobre as prioridades do orçamento, que deve ocorrer em março de 2012.
Nos últimos meses, as autoridades têm
trabalhado com um Conselho e 40 organizações para projetar e planejar o processo. Nesse momento, moradores de
Nova York começam a se reunir para
discutir as prioridades locais e propor
projetos para atender às necessidades
das comunidades.
COMUNIDADES
RECEBERÃO PROJETOS
U
ma série de projetos envolvendo
Prefeitura, comunidades e entidades parceiras do 5º Congresso da
Cidade ajudará a fortalecer o desenvolvimento das regiões de Porto Alegre e ampliar as ações de cuidado com a cidade.
Projetos voltados à prevenção de
drogas, preparação de jovens para o mercado de trabalho, reciclagem e cultura ganham força nas redes do Congresso.
Esse conjunto de projetos estará à
disposição dos Comitês de Mobilização
dos bairros para transformar alguns dos
desejos das comunidades em ações concretas. A interlocução entre a Prefeitura,
entidades e comitês será feita pelo Observatório de Porto Alegre, que receberá
os projetos de adesão, organizando junto
às entidades o processo de seleção. Não
haverá custos para os interessados em
participar. Veja alguns projetos de como
melhorar a cidade:
Prevenção ao uso de drogas (Brigada
Militar PROERD): O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência
ampliará sua ação junto a escolas do município com a Secretaria da Educação. Pais
também receberão orientações em reuniões e palestras.
Estante Pública (Instituto Nômade):
disponibiliza livros para leitura de usuários de paradas de ônibus. Em parceria
com o Congresso da Cidade, poderá expandir essa ação para novos bairros.
Jovens: O projeto “Na Boa em POA”
está reunindo jovens de seis grandes regiões da cidade para mais de 50 eventos de
reflexões, oficinas de vídeo, mostras e trilhas ambientais.
Capacitação: Através do Senac Comunidade, palestras e oficinas poderão
ser aproveitadas pelos Comitês de Mobilização em cada região da cidade. Os cursos são voltados ao mercado de trabalho.
Empreendedorismo: Através do Sebrae, será disponibilizado às comunidades
o curso Aprender a Empreender, com
orientações para a abertura de um negócio. Através do “Juntos Somos Fortes”,
as comunidades terão orientações sobre
como desenvolver projetos coletivos.
Empresário do futuro: A Junior
Achievement disponibilizará uma série
de atividades para jovens que queiram
conhecer o mundo dos negócios. Entre as ações estão a apresentação a alunos de noções básicas sobre economia
de mercado, planejamento de negócio
e opções de carreira, além da oportunidade de conhecer a jornada de trabalho de um profissional de uma área de
interesse.
Meio ambiente e finanças: O Banrisul oferece uma série de possibilidades,
como oficina de reaproveitamento de
materiais, noções sobre financiamentos
para pequenos negócios e administração
de recursos, mantendo a sustentabilidade financeira. A instituição também tem
ações voltadas para implantação de hortas comunitárias.
Voluntariado: A Parceiros Voluntários desenvolve ações de cuidado com a
cidade.
vcongressodacidade.blogspot.com
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista
Uma receita fácil, barata e saborosa
Baked Potato Recheada com Salsicha e Requeijão
Ingredientes:
- 4 batatas grandes e retas, com casca e bem lavadas
Para o recheio:
- 1 copo de requeijão (200 g)
- 6 unidades de Salsicha Hot Dog Perdigão, em cubinhos
- 4 ramos de salsa picados
- folhas picadas de 2 ramos de alecrim
- sal a gosto
- ½ xícara (chá) de queijo parmesão ralado fino
Preparo:
1) Asse as batatas: preaqueça o forno em temperatura média (180°C).
2) Com um garfo fure as batatas e embrulhe cada uma em uma folha de papel-alumínio dupla.
Acomode-as em uma assadeira e leve ao forno para assar por 1 hora 30 minutos.
3) Quando as batatas estiverem macias, desembrulhe-as, e espere que esfriem um pouco.
Faça um corte em cruz em cada uma e retire a casca dessa parte superior. Aperte um pouco
a parte cortada, para que as batatas se abram.
4) Com uma colher, retire um pouco dessa polpa (cerca de 2 colheres de sopa) e coloque
em uma tigela. Reserve.
5) Prepare o recheio: na tigela com a polpa das batatas, coloque o requeijão, as salsichas,
as ervas e misture.
6) Polvilhe um pouco de sal nas cavidades das batatas, preencha-as com o recheio e polvilhe
o parmesão. Leve ao forno médio (180°C) por 20 minutos para aquecer e dourar.
Sirva em seguida.
Rendimento: 4 porções
Tempo de Preparo: 30 minutos
Tempo de Forno: 1 hora e 50 minutos
Nível de Dificuldade: intermediário
Fotos Divulgação
Para provar que salsicha vai bem com diferentes pratos, mais uma vez a Perdigão trouxe uma receita diferente.
Para animar o final de semana é vez de uma deliciosa Baked Potato Recheada com Salsicha e Requeijão, rápida, fácil
e barata o sucesso está garantido na cozinha.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Marcelo Oliveira da Silva - Coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal da Cultura
Trilhando a Última Estrada da Praia
Última Estrada da Praia, longa de
estreia de Fabiano Souza, é a mais nova
produção local a entrar em cartaz nos
cinemas de Porto Alegre. O filme resulta
de um projeto televisivo sobre escritores
gaúchos, rodado em diferentes locais do
Estado, no qual o diretor apresentou uma
adaptação do conto O Louco do Cati, de
Dyonélio Machado, ambientado no litoral.
A partir desse material foram construídos
os 93 minutos da versão atual.
A história começa quando dois amigos e
a namorada de um deles resolvem ir para
o litoral de carro, sem destino específico.
Sem parceira pra equilibrar com o romance
do casal que se derrama em beijos nos
bancos da frente do carro, o outro encontra
num bar de esquina um sujeito singular,
mudo, com cara de assustado e sem
rumo, e espontaneamente leva-o para a
aventura. O que se segue são estripulias
de jovens em férias, ambientadas em
locais nada turísticos e fora do verão, ou
seja, muita solidão e umas poucas almas
sedentas de uma quebra na monotonia
diária.
A farra, de inspiração existencialista
bem ao estilo dos anos 60, tem seu final
quando eles resolvem explorar praias
ainda mais solitárias ao sul e o carro dá
sinais de pane. O casal decide voltar e
Norberto, o impulsivo chefe do grupo
(interpretado pelo bonachão Marcos
Contreras), decide seguir seus desejos
de explorar o desconhecido, levando
consigo o mudo inocentemente maluco
(Rafael Sieg). Nesse ponto a história muda
completamente.
Se até ali o filme interessa mais pelo
registro atual de imagens conhecidas
do público gaúcho, filmadas com uma
estética contemporânea, ou aos jovens
de outras regiões pela alegria ingênua
de pós-adolescentes descobrindo as
delícias de férias e liberdades sexuais, é
na ruptura do quarteto que a história diz
a que veio. Embora não haja espaço para
psicologizações de parte dos autores
do filme (ainda bem!), nem interesse
desse resenhista em entrar nessas
minúcias, convido o leito a acreditar que
a obra alcança seu objetivo com uma
boa encenação dos primeiros passos de
Norberto (o protagonista) em seu desejado
processo de transformação. (Se o leitor
gosta de assistir a esses processos, bem,
daí é outro departamento.)
Já disse que a estética é contemporânea
e que o viés do filme é de um existencialismo
próprio dos anos 60; e essas são duas
boas qualidades do filme. Os movimentos
de câmera, quase sempre na mão e os
usos propositadamente erráticos de plano
e contra-plano nos diálogos encerram
algumas homenagens ao Acossado
de Jean-Luc Godard e à Nouvelle
Vague francesa, um dos movimentos
cinematográficos mais influentes da
linguagem cinematográfica atual. O uso
do som apoia bem essa intenção, embora
eventualmente passe um tanto do que
seria recomendável - a não ser talvez
que você conheça a banda e a música
escolhidas e ainda curta ver um vídeo clipe
dentro de um filme. Outra boa escolha foi
da dupla Contreras-Sieg, que segura bem
a parte mais caudalosa do filme.
A dupla de namorados, Miriã Possani
e Marcelo Adams, porém, não tem nem
de longe a naturalidade necessária para
atuar com câmaras tão próximas (boa
parte do filme se passa no carro ou em
bares e quartos de hotel) ou para falar
tanto texto. Aliás, senti falta de cenas que
dessem o recado sem diálogos. Se por um
lado o excesso de conversa é um traço
inerente ao comportamento de jovens em
grupo, transpor esse fato numa escala
1:1 para a tela é tão pouco charmoso
quanto qualquer falastrão. O roteiro talvez
devesse ter dormido um tanto mais na
gaveta, de modo a também delinear melhor
a aventura pessoal de Norberto. As cenas
finais apontam para uma descoberta de
seu amigo maluco com relação aos surtos
detonados por sirenes de ambulâncias,
mas deixam inconclusa a trajetória do
protagonista.
Também há algumas cenas estendidas
para além do necessário. Para essas,
encontro uma justificativa: eventualmente
estão ali (junto com os mencionados vídeo
clipes) para conferir ao filme os mágicos
90 minutos que fazem com que caiba
perfeitamente nas grades de programação
das salas de cinema. Lembrando que o
projeto original, televisivo, tinha pouco
mais de meia hora. Contudo, isso não
atenua o incômodo do espectador.
Arrisco supor que cortando boa parte
das repetições, pedaços supérfluos de
cena (homenageado pelo filme, Godard
cortava seus planos e contraplanos
exatamente para enxugar a narrativa)
e clipes, explorando em compensação
mais câmeras subjetivas do louquinho ou
de Norberto, o resultado teria sido mais
autoral. E combinaria ainda mais com o
existencialismo da Nouvelle Vague.
Para o fim, o melhor. Última Estrada
da Praia consegue emocionar. E acredito
que não falo apenas daqueles que terão
suas memórias de aventuras passadas
na praia reforçadas pela geografia exata
de onde elas aconteceram, com todo
aquele vento, aquela água achocolatada
e aquela solidão de paisagens divididas
meio a meio entre mar e areia, como será o
caso de espectadores gaúchos. Há ali um
impulso libertário de vida genuíno. Há uma
pulsão realmente existencialista na busca
de Norberto estampada na tela. Aliás,
também arrisco dizer que Norberto é talvez
o mais carismático personagem do cinema
gaúcho desde Anahy de las Misiones (de
Sérgio Silva). Não é pouco, tanto mais em
um filme de estreia.
Foto Marcelo Amaral
As Bufa
Um teatro abandonado serve de refúgio às mendigas Celói e Ventania. Certo dia, as poltronas do
teatro, habitualmente vazias, são ocupadas por um público desconhecido e aproveitam a oportunidade
para apresentar suas habilidades artísticas, passando por personagens como Adão e Eva, deus e
o diabo, Xuxa e até uma senhora descendente de alemães, fã de Hitler.
Assim, com simpatia e graça, mas também com perspicácia e desconfiança, Celói e Ventania
vão desvelando suas vidas ao público, que pouco a pouco vai passando de simples espectador à
essencial testemunhas.
Direção Tatiana Cardoso
Atuação Aline Marques e Simone De Dordi
Atuação: Aline Marques e Simone De Dordi
Texto: Aline Marques, Simone De Dordi e Tatiana Cardoso.
Trilha Sonora original: Roger Wiest.
Figurinos: Aline Marques e Simone De Dordi.
Cenário: Aline Marques, Simone De Dordi, Tatiana Cardoso e Patricia Preiss .
Iluminação: Anilton de Souza.
Fotos: Marcelo Amaral
Contatos Produçao: [email protected]
Aline Marques (51) 9118.3319 Simone De Dordi (51) 9868.0447
Espetáculo teatral adulto - Curtíssima temporada!
29 e 30 de Outubro às 21h - Tepa - Teatro Escola
de Porto Alegre (Rua Cristovão Colombo, 400)
A Usina do Pastel chega ao segundo semestre de 2011 com ótimas novidades! Além de estar as vésperas de lançar o novo design de seu site a Usina lançou mais de 15 novos
sabores que se juntam aos mais de 60 já existentes. Entre as novas opções, destacamos: o número 67 (Margarita), o 71 (Carne, ovo, cebola, bacon e requeijão), o 73 (Catupiry,
provolone, tomate, alho e parmesão), o 76 (Tomate seco, rúcula e ricota) e o 78 (Alcatra, queijo gorgonzola e cebola caramelada). Vale a pena lembrar que os novos sabores não
são apenas de Pastéis, mas também das deliciosas panquecas e batatas recheadas que a Usina oferece! Você pode desfrutar dos produtos da Usina do Pastel visitando-a na
Cristóvão Colombo, 2614, solicitando via online através de www.usinadopastel.com.br ou ligando diretamente para 3337.0141 ou 3029.0142.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Foto Luciana Thomé
Por Sergio Napp - Escritor
Circunstâncias
Dadas as circunstâncias a coisa não tá boa, diz o velho
timoneiro ao ver o rombo no casco do barco e a água
entrando. De imediato apanha madeira, pregos, cola,
estopa e tenta remediar a situação.
A coisa não está boa para os presos da penitenciaria de
Apanhador em Caxias. Aliás, não está boa para ninguém
aqui destas bandas. Há quem não abra mais o jornal e
procure não ouvir noticiários. Como se enterrar a cabeça
na terra fosse a solução.
A coisa não está boa para os professores que acreditaram
nas promessas eleitoreiras e agora descobrem que não há
dinheiro e que mais quatro anos se passarão entre idas
e vindas. E a tal de vontade política cobrada de outras
administrações? O problema, talvez, é que vontade não
rime com dinheiro em caixa. Que existe, todos sabemos,
mas que a poucos se destina.
A coisa não está boa porque uma crise se avizinha.
Provavelmente impostos serão temporariamente
eliminados para que o povo, em sua ânsia destrambelhada,
continue consumindo. Milhares de carros novos serão
incorporados à frota atual. O problema é que não há
verba suficiente para as obras de infra-estrutura. Em
consequencia, as cidades entupirão de vez. Um benefício:
o governo poderá prescindir dos pardais e economizar uma
nota. Que irá para onde mesmo?
A coisa não está boa porque teremos uma Copa e, logo
depois, uma Olimpíada. Ainda se fosse uma ou outra,
mas não. Nossa megalomania congênita não aguenta
um evento apenas. Nossos governantes e empresários
precisam das duas para que o dinheiro que não existe
passe a enfeitar seus bolsos. Contam que um dos motivos
da derrocada da Grécia foram os custos da Olimpíada.
Será? Precavenham-se, portanto. O custo das Olimpíadas
no México já ultrapassou dez vezes o valor estimado. E
as obras não estão prontas às vésperas da abertura. Em
nossa terrinha se dará o mesmo? Ou será pior? Quem
sabe começamos a estocar alimentos?
A coisa não está boa na saúde. Há gente morrendo
pelos cantos sem que muitos percebam. Aliás, houve quem
afirmasse que em matéria de saúde éramos uma potência
de primeiro mundo. Será que os pais, parentes, amigos,
dos mortos por falta de leito concordam?
A coisa não está boa, e sentimos, quando vamos ao
supermercado. Por mais que a inflação berre que tudo
está sob controle, a caixa registradora acusa que os preços
aumentam a cada semana.
A coisa não está boa quando vamos ao posto de
gasolina. No início de setembro, ao sair em viagem,
colocava gasolina a R$ 2,49. Hoje, raramente por menos
de R$ 2,80. Diante da pergunta, quando voltarão os bons
tempos, os frentistas respondem que depende do cartel.
Quem será, onde mora, este senhor Cartel que dispõe de
tanto poder? As nossas amadas e idolatradas autoridades
por acaso o conhecem?
A coisa não está boa, sussurram de ouvido em ouvido
estas gentes mal agradecidas. Quem poderia auxiliá-los,
finge que não vê, nem ouve. São mundos paralelos. Nunca
haverão de se encontrarem. Nem que a vaca tussa. Nem
que o cachorro rejeite a linguiça. Nem que o gaúcho
abomine o churrasco.
Continuaremos tentando evitar que a água afunde o
barco com madeira, pregos, cola, estopa. Até que os anjos
digam amém.
E se não disserem nada, qual a diferença?
Foto: arquivo pessoal
Por Jaime Cimenti - Jornalista e Escritor
Dinossauros de David Normann, diretor do Museu
Sedwick de Geociências, analisa a evolução
da arqueologia. Revela novas visões sobre os
antigos animais, mostrando que eram mais ágeis e
inteligentes do que já se pensou. Normann especula
que os dinossauros podiam ter os corpos cobertos de
penas. 192 páginas, L&PM Pocket, www.lpm.com.br
Como se expressar em público de Jean-Denis
Ménard apresenta noções-chave, situações reais
e soluções concretas sobre o tema. Ensina a
todos, que tenham talento ou não para falar em
público, a desenvolver e estimular a aptidão para
falar em público. Editora Vozes, 184 páginas,
telefone 3226.3911.
A vida é breve e passa ao lado do escritor
e advogado Henrique Schneider reúne contos
publicados na coluna dominical Vida Breve do
autor no jornal ABC Domingo. Relacionamentos,
pequenos crimes, solidão e outros temas atuais
aparecem na forma leve do texto de Schneider, que
é autor, entre outros, do romance O grito dos mudos.
Dublinense, 96 páginas, [email protected],
www.dublinense.com.br
Trabalho e utopia na modernidade da professoradoutora Suzana Albornoz inicia com a leitura de
Utopia de Thomas More, passa pela Cidade do
Sol de Tommaso Campanella e por Considerações
sobre o governo da Polônia de Jean-Jacques
Rousseau e, ainda, pelo O novo mundo industrial e
societário de Charles Fourier e O direito à preguiça
de Paul Lafargue. Editora Movimento, 176 páginas,
telefone 3232.0071 e 3232.0001.
Nós passaremos em branco de Luís Henrique
Pellanda, jornalista, músico e escritor, traz crônicas
sobre pessoas, fatos e cotidiano do centro de
Curitiba. O autor com humor e perspicácia revela o
que há de perverso e de encantador nas pessoas,
na vida e nos cenários da cidade de Dalton
Trevisan. 190 páginas, Arquipélago, 3012.6975,
www.arquipelagoeditorial.com.br
A flor fugaz traz sonetos do médico e poeta José Eduardo
Degrazia, autor de dezesseis obras publicadas. “Porque
se despe na tarde/e convida ao sortilégio/de sua carnação
madura/ pétala que apura o tempo” são exemplos de
versos bem trabalhados, que mostram que a antiga forma
ainda pode inspirar bons poemas. 80 páginas, WS Editor,
telefone 3029.7018, 3029.7028, 3029.7461
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Foto Tonico Alvares
Por Paulo César B. do Amaral - Artista plástico, curador e escritor
E correr, pode?
A peça publicitária em que Gisele Bündchen aparecia em
lingerie, tentando obter a compreensão do marido - parece
mentira -, ocupou tanto espaço dos órgãos responsáveis
por considerações reguladoras de um sistema pretensa e
politicamente correto, se é que podemos dizer assim. Foi mais
um ato da ineficiência dessas repartições que não têm mais
nada o que fazer. Na prática, terminou por impedir a exposição
de alguma coisa que ao menos faria bem aos olhos e à alma,
muito mais que tantas obras de arte que andam por aí, e nem de
perto comparáveis à obra-prima-viva que é a Gisele, ainda mais
em lingerie. O ato faz parte dessas investidas da burocracia
brasileira que, mergulhada num mundo de faz-de-conta, deixa
de ver – e de fazer - o que realmente interessa.
Em matéria de publicidade, pouco se fala sobre peças
que contêm forte estímulo ao consumo de álcool, ao mesmo
tempo em que de outro lado institutos e fundações procuram
desesperadamente coibir os acidentes causados pela bebida.
Indo por aí, deparamos com outro assunto afim, sobre o qual
nada se fala: a publicidade de veículos, em geral grandes e
potentes camionetes com seus donos que dirigem perigosamente
e que por vezes falam no celular ao volante. Quem me chamou
a atenção sobre isso foi meu irmão mais novo, que perdeu
sua primeira filha num acidente de carro. Subliminarmente eu
já concordava com a idéia, mas passando a observar melhor,
percebi que na prática todas as peças publicitárias sobre
veículos contêm imagens de camionetes que saltam montanhas
e que transpõem obstáculos inimagináveis. Ou de automóveis
que andam perigosamente a toda velocidade dentro da cidade.
E de motoristas que fazem “pega” em subsolos de edifícios. E
de outros que estacionam em alta velocidade dando um bem
sucedido cavalo-de-pau. Tudo isso como nos filmes de ação a
em que polícia corre atrás do bandido.
Alguma imagem de um automóvel em baixa velocidade,
passeando pelo campo, por exemplo, com um casal observando
a natureza antes do piquenique que vai fazer, algo assim
contemplativo como a Gisele Bündchen em lingerie, alguma
coisa que realmente faça bem aos olhos e à alma, nem pensar.
Acho que já é tempo de nos ocuparmos deste assunto,
quando mais não seja para, a exemplo das peças publicitárias
apregoando o charme do drink do final do expediente, pelo
menos aplicarmos em correspondência alguns dizeres ao final
da propaganda, como: “Se for dirigir, não corra”. Será mais uma
hipocrisia, isso sabemos, mas pelo menos poderemos dizer,
como no caso da bebida alcoólica, que houve tanta preocupação
sobre este assunto quanto sobre o da Gisele em lingerie.
Por Renato Pereira - Jornalista
O cutuco
O bom da velhice é a descoberta da
calhordice, da qual nós já fomos adeptos
sem saber que éramos. Tanto li que acabei
perguntando do que se tratava: o tal de
“cutuco”. O cutuco esse quer dizer “estou
afim”. Mas a língua portuguesa é muito rica
para ficar no simplismo de um cutucão.
Poderia ser “te quero”, “gostaria de”, “me
dá uma chance”, “te espero na esquina”,
“sou feio mas tu tiras os óculos”,“caso
não tenhas marido, eu tenho: eu”. Enfim,
uma gama infinita de propostas bem mais
criativas e cativantes do que o infame
do “cutuco”. Consta que chegou com as
ditas Redes Sociais, onde os tímidos se
escondem e os psicopatas botam a foto
emprestada. E a maioria está ali na vã
esperança do “cutuco”. Leia-se que coisa
mais brega: eu te cutuco que tu me cutucas.
Coisa de solteiro ou casado com Alzheimer,
que esquece inclusive o que aconteceu
na noite anterior. Acordado pelo cutuco da
mulher, o marido devolveu o cutuco, e foram
cutucar um para cada lado, locupletados do
chamado mau humor conjugal, tudo por
causa do miserável cutuco. Então o cutuco
é, no mínimo, uma agressão entre sexo
opostos, ou iguais eu casaram entre si.
O Figueroa de colorada saudosa
memória, cutucava com a maior propriedade
e era odiado pelos adversários pela sua
mágica capacidade de cutucar. Hoje se
alguém disser que alguém do Inter cutuca,
o cara vai para o banco porque está
tentando “ficar” com alguém justo no dia da
concentração. Não se fala mais português,
resmunga-se o faceguês, o badooguês, o
linkedês e outras tantas redes que ainda não
me foram apresentadas, aliás, cutucadas.
Estou no Face e o no Linkedin, mas até
agora ninguém me cutucou. Só pode ser
um fenômeno da longevidade. Ninguém
cutuca alguém com mais de 50 porque pode
quebrar com a osteoporose.
O cutuquismo chegou com toda força
e não pretende descutucar tão cedo. Até
as mães solteiras, ou mais modernamente
falando, as de “produção independente”,
não contam que estão grávidas, apenas
argumentam que foram cutucar sem as
devidas precauções. O cutucador não tem
a menor culpa no cartório. Aliás, ela nem viu
direito quem era o pai, porque, para parecer
no escuro como na foto do Face, ele não
permitiu ser visto pelado de luz acesa.
Velhos tempos em que as pessoas se
conheciam face to face, se amassavam
no portão e o cutuco era o início de uma
briga com sopapos recíprocos entre eles e
puxões de cabelos entre elas. O cutuco foi
total e inexoravelmente desmoralizado.
“Diga-me quem cutucas que dir-te-ei
quem és”. O mundo moderno enlouqueceu
de vez via web. Eu cutuco, tu cutucas, ele
ficou todo roxo de tanta cutucada. Isso era
um Universo bem mais racional, romântico
e apropriado para as relações pessoais.
Cutuca-me ou deixe-me. Boa frase para
campanhas políticas. Faz lembrar outra, o
ame-o ou deixe-o, aquela que queiram que
todos fossem embora do Brasil. Quando
diziam que não se cutucava onça com vara
curta. Hoje mudou.
Pode cutucar à vontade porque a turma
do mensalão (lembram?) já vendeu a onça
há horas.
Não sou de balada, mas imagino.
Quando os jovens perguntam uns aos
outros quem foi que cutucou quem, em
meio às cotoveladas (diga-se cutucadas)
necessárias para que se chegue ao toalete,
que o porre que entrou precisa sair.
Mesmo não tendo a menor idéia de
como vai se chamar o próximo modismo
das Redes, arrisco em substituto do cutuco:
vai se chamar “enfia”, no bom sentido.
A linha na agulha, por exemplo. E caso
alguém aceite outra intenção, será bem
melhor do que “cutuca”. Pelo menos o
“enfia” não deixa marcas de equimoses.
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Fotos Arquivo Peterlongo
Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista
Vinícola lança campanha com desfile
temático no interior
de seu castelo em Garibaldi
Única a poder utilizar a denominação “champagne” em seus produtos, primeira a conquistar
uma Medalha de Ouro em concursos internacionais e pioneira na exportação da bebida.
É com este bouquet que a Vinícola Peterlongo, de Garibaldi – Capital Brasileira do Champagne
-, lançou uma campanha que une qualidade, elegância e exclusividade. E nada melhor do
que um desfile temático no interior do castelo da empresa, em Garibaldi, para dar o start na
ação que busca ampliar em 30% as vendas que hoje são de 450 mil caixas por ano, ou seja,
passar a operar com 585 mil caixas no período. Com o mote “Primeiro e Único Champagne
do Brasil”, a campanha, que ganhará força durante a Fenachamp 2011 (realizada nos finais de
semana de outubro), chega para reforçar os diferenciais da vinícola e, com isso, aumentar sua
produção que comporta 900 mil caixas por ano. Para isso, a empresa aposta na exclusividade
de seus produtos, característica adquirida justamente por ser a única vinícola do Brasil que
pode utilizar a denominação champagne.
Atendendo a todo território nacional e exportando para países como Colômbia, Japão e
África do Sul, a Peterlongo mantém um quadro funcional médio anual de 60 colaboradores.
O champagne responde por 90% da produção. Os vinhos finos representam 10% com previsão
de aumento. Às vésperas de completar um século - em 2013 -, a vinícola cada vez mais se
dedica a excelência de seus produtos.
E é justamente esta qualidade que levou a Peterlongo a ser a primeira vinícola brasileira
a obter uma Medalha de Ouro em concursos internacionais e a ser pioneira na exportação
de seus champagnes. Aplicando métodos de elaboração usados pelos franceses, Manoel
Peterlongo – o fundador -, ergueu a vinícola com pedras de basalto, e em seu interior construiu
uma cave subterrânea com climatização natural onde repousam as preciosas garrafas de seu
Champagne “Elegance” e que até hoje é atração entre os turistas.
Obrigatório em solenidades do governo Getúlio Vargas e elogiado pela rainha da Inglaterra,
Elizabeth, o champagne Peterlongo conquistou o direito de ser único, exclusivo.
24 J
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