APOIO: ANO XVII • Nº 114 • outubro 2011 • Distribuição Gratuita Projeto Revendo Porto Alegre Eurico Salis Pág. 2 Pág. 9 João Carneiro Pág. 3 Paulo Weyne Pág. 3 Silvana Ávila Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 2 Por Caho Lopes - Escritor e Empresário Um lugar “Brincando agora de esconder, se te escondesses no meu coração, não seria difícil encontrar-te, mas se te escondesses dentro de tua própria casca, então seria inútil procurar por ti.” Até há alguns anos atrás, eu tinha um sonho recorrente: sonhava com belas casas brancas, dispostas em volta de uma colina em ruas pacatas e tranqüilas, apesar de não ser um expert no assunto creio que eram construções muito antigas, ainda que em meus sonhos aparentassem ter sido recém erguidas. Este foi um sonho que me perseguiu durante um bom pedaço da minha vida, da minha adolescência até quase a entrada nos quarenta. E lamento não mais ter tido este sonho, porquê era um lugar que eu gostava de visitar. Lá, sentia minha alma aquietar-se, envolta por grande paz e harmonia. Entre as pessoas com que convivo, noto que falta a elas um local para fugir, para visitar de vez em quando. Levam uma vida agitada demais, corrida demais, sempre em busca de algo que muitas vezes nem sabem ao certo o que é. Consomem vorazmente o que a mídia oferece, do carro bi-combustível à fôrma de silicone, mas não conseguem encontrar sentido nestes caleidoscópios insanos que a vida moderna instalou em nossas retinas. Precisamos de um lugar para fugir. Um lugar onde podemos nos ajoelhar diante de nossas fraquezas e temores, onde podemos reverenciar nossos antepassados, onde nossos medos e crenças podem ser reexaminados e medidos. Um lugar de paz verdadeira, aquecido pelas bênçãos de um Poder Superior que não nos questiona ou conduz, mas que acredita que cada um de nós pode ser amanhã uma pessoa melhor do que foi hoje. Rua Miguel Tostes, 771 • cj 03 • POA/RS CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60 51 3012 7292 • [email protected] www.usinadoporto.com.br Editor e Jornalista - Jorge Luiz Olup (DRT/RS nº 12460) Administração - Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup Jornalista Responsável - Thamara de Costa Pereira Direção de Arte - Jorge Luiz Olup Editoração - Airton Schineider Tiragem - 10 mil exemplares Impressão - Correio do Povo Colaboradores: João Carneiro, Paulo Weyne, Silvana Ávila, Dra. Fátima Alves, Walter Galvani, Camilo de Lélis, Caetano Silveira, Dr. Nilton Alves, Paulo Amaral, Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp, Teniza Spinelli, Renato Pereira, Luciano Alabarse, Jaime Cimenti, Thamara de Costa Pereira, Caho Lopes, Adeli Sell, Paulo Rogério Dias Couto e Mara Cassini Andreta. As opiniões expostas nos textos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e não correspondem necessariamente à posição do Jornal. Eurico Salis nasceu em Bagé, transferiu-se para Porto Alegre e montou um estúdio, trabalhando inicialmente com agências de publicidade. Apresentou no MARGS sua primeira exposição individual, e desde então nunca mais parou. Entre 86 e 87 foi free lancer da revista Bizz, especializade em música. Produziu fotos para capa de discos de quase todos os grupos de pop rock gauchos, e também para livros sobre vários ícones culturais do Estado. Em 89 foi comissionado para fotografar a Sicilia, para um guia italiano de gastronomia. Trabalhou para as revistas Veja e Exame. Viajou o Brasil com o jornalista Luiz Americano para ilustrar o livro “100 Retratos Brasileiros Apaixonados Por Carro”, também lançaram o livro “Piá Prenda e Peão – Acampamento Farroupilha de Porto Alegre” e “Caminhos Gaúchos – Olhar dos Viajantes”. Em 2008 publicou “Porto Alegre - Cenas Urbanas, Paisagens Rurais”, premiado com o Açorianos de Literatura de melhor projeto gráfico. Em 2010 lançou “Cidades Gaúchas – Paisagens Urbanas”. No mesmo ano, recebeu da Secretaria de Cultura de Porto Alegre o Prêmio Joaquim Felizardo de Fotografia. Eurico desenvolve seu trabalho autoral apoiado na noção de uma fotografia que se constitui em expressão material e simbólica de manifestações culturais contemporâneas. Agenda Cultural – 24 de outubro a 30 de novembro de 2011 - Consulte a programação completa no site: www.usinadoporto.com.br THEATRO SÃO PEDRO 28, 29 – 21h e 30/10 – 18h - Inimigas Íntimas (RS) Texto Artur José Pinto. Elenco Fernanda Carvalho Leite e Ingra Liberato. Dir. Néstor Monasterio. 08/11 – 21h - Delicatessen (RS) Ana Krüger (voz), Carlos Badia (violão), Nico Bueno (baixo) E Mano Gomes (bateria) 19/11 – 21h20 – 30/11 - DOM – 18h - Grupo Ponto de Partida (MG) Pra Nhá Terra. Texto Manoel de Barros e Grupo Ponto de Partida 21/11 – 21h - Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Concertinos Para Piano. Solista Catarina Domenici, piano Reg. Antônio Carlos Borges-Cunha 22/11 – 21h - Canções aos Pares (RS / SP) Duca Leindecker e Cristina Braga 23/11 – 19h - Freud e os Escritores - Freud & E. T. A. Hoffmann. Elenco Dione Detanico, Lenira Fleck e Liana Timm Dir. Graça Nunes 26/11 – 17h27 – 27/11 – 15h e 18h - O Menino Que Vendia Palavras (RJ) Texto Ignácio de Loyola Brandão Elenco Eduardo Moscovis, Letícia Colin, Pablo Sanábio, Renato Linhares, Luciana Froés e Raquel Rocha. Dir. Cristina Moura e Mariana Lima 30/11 – 21h - Tãn-Tango (RS) Hique Gomez c/ Carlos Magallanes (bandoneon), Dunia Elias (piano), Clóvis Boca Freire (baixo acústico) e Filipe Lua (percussão) FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO Até 30/10 - A Linha Incontornável – Desenhos de Iberê Camargo. Curadoria de Eduardo Veras. A exposição Além da linha ocupará um piso expositivo na Fundação Iberê Camargo, e compreenderá, além de pinturas, obras à grafite, nanquim e guache. A principal intenção da mostra é abordar a idéia de afirmação – muito cara à arte moderna – do desenho como uma linguagem autônoma. Até 20/11 - Exposição Joaquín Torres García: Geometria, Criação, Proporção - com uma seleção de 146 obras composta por pinturas, desenhos, aquarelas, afrescos, colagens, brinquedos e documentos. Curadoria Alejandro Díaz e Jimena Perera. Segundo e terceiro pisos da Fundação Iberê Camargo (Av. Padre Cacique, 2.000. Porto Alegre) 05/11 a 06/05/2012 - Conjuro do Mundo - As Cesuras de Uma Pintura Limiar. Curadoria de Adolfo Montejo. A exposição pretende evidenciar, conceitual e plasticamente, o fundamento de fissura e corte, cicatriz e pausa que a palavra cesura compreende. Assim, oferece um conjunto significativo de obras que ilustram este desencanto do mundo e as suas quebras abissais de linguagem, um confronto paradoxal de vontade estética e humanismo ferido; assim como também o lugar preterido da pintura pela cultura contemporânea. Entrada Franca: As empresas Gerdau, Itaú, Vonpar e De Lage Landen garantem a gratuidade do ingresso. Informações: (51) 3247.8000 ou pelo site www.iberecamargo.org.br ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais. DRPAC - todos os eventos são gratuitos Espaço Novos Talentos – Mostras artísticas abertas ao público nos dias úteis, das 8h30 às 18h30. De 24/10 a 04/11 – “Artistas & Arteiros” - criações de servidores da Assembleia. De 07/11 a 11/11 – Coletiva de aquarelas – obras de Marta Spier, Jorge Krahe, Fernando Koboldt, Arthur Coitinho e Antônio Ribeiro. De 14/11 a 25/11 – Exposição alusiva ao Dia da Consciência Negra. Galeria dos Municípios – Exposições De 24/10 a 28/10 - Rio Grande. De 31/10 a 11/11 - Secretaria da Copa do Mundo – Porto Alegre De 14/11 a 18/11 – General Câmara De 21/11 a 25/11 – Santana do Livramento De 28/11 a 02/12 – São Lourenço do Sul J.B. Scalco – Mostras fotográficas Até 28/10 – “Crianças do Mundo” – fotos de Carlos Gandara. De 03/11 a 29/11 – Exposição alusiva ao Dia da Consciência Negra Sarau no Solar – Espetáculos gratuitos, às 18h30 03/11 – Izmália Ibias apresenta sucessos da MPB 17/11 – Sarau alusivo ao Dia da Consciência Negra Feira do Livro de Porto Alegre De 28/10 a 15/11 - Biblioteca Borges de Medeiros distribui publicações da Assembleia na Praça da Alfândega. Semana da Consciência Negra De 14/11 a 20/11 - Debates, atrações culturais, entrega de prêmios e sessão solene integram a programação que estará disponível no portal www.al.rs.gov.br/premios MARGS Acervo Permanente do MARGS. Exposição de uma seleção variada da coleção de obras do Museu, apresentando momentos significativos da produção artística realizada no Brasil e em outros países. 10/10 a 15/11 - 8° Bienal do Mercosul 29/10 - 16h - Conversa com os historiadores Renata Gomes e Tau Golin 05 de novembro - 16h - Conversa com o antropólogo e historiador José Otávio Catafesto de Souza e chefe da aldeia M’Byá Guarani, de São Miguel das Missões, Cirilo Informações e agendamento de visitas orientadas no Núcleo de Extensão Cultural, subsolo do Museu. De segunda a sexta, das 10 às 18 horas. Fone 51 3227.2311 e 3212 2281 ou e-mail: [email protected] CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO Exposições Até 16/11 - A Chama Azul é a nova atração no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, composta por ilustrações do artista plástico Alfredo Aquino. Sala Ana Terra, 3º andar Sarau com Ritmo, organização de Benedito Saldanha, durante todo o ano, na segunda terça-feira de cada mês. A Academia Brasileira de Letras e Artes de Porto Alegre, em parceria com o Clube literário Ipiranga e CCCEV, promove mensalmente, às 19h com entrada franca. CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA Oficina de Arte Sapato Florido Oferece Oficinas Especiais A Oficina de Arte Sapato Florido, coordenada pelo Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi) na Casa de Cultura Mario Quintana, oferece oficinas especiais orientadas por artistas ou arte-educadores, para público infantil e adulto. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no IEAVi (2° andar da CCMQ) ou pelo telefone fone 3216-9913. Criação de bonecos com diversos materiais e técnica de biscuí para rostos, mãos e pés (adulto) Com Elton Manganelli. Até 30/11, nas quartas-feiras, das 15h30 às 17h30. Sala C5 Oficina de papel machê (adulto) Com a artista plástica Flávia Azambuja. Até 29/11, nas terças-feiras, das 15h às 17. Sala C5 Oficina de canto e coral (jovens e adultos) Com Edu Natureza. Até 29/11, nas terças-feiras, das 15h às 17h. Sapato Florido. A Oficina é voltada para o público em geral, com prática de técnicas vocais: respiração, dicção, emissão, afinação, intensidade e exercício para o diafragma. Edu Natureza é compositor, multi-instrumentista, arranjador, cantor, letrista e professor de música. Oficina Teatrando na Sapato Florido (infantil – 6 a 10 anos) Com Lise Bertoto. Até 24 de novembro, nas quintas-feiras, das 15h às 17h30. Sala C5 Oficinas com inscrições abertas na CCMQ. Inscrições na Central de Informações - térreo da Casa de Cultura. Informações adicionais podem ser obtidas pelos telefones (51) 3221.7147 e 3221.7083 MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL Salas Décio Freitas I e II exposição: “Que árvore você quer para o furturo” A Feira do Livro estará todos os outros espaços. Visitas Guiadas O Memorial do Rio Grande do Sul disponibiliza para grupos com a supervisão de um monitor de história e serve como complemento didático-pedagógico para as turmas escolares Boneco Memorélio. O Memorial do Rio Grande do Sul promove apresentações do Boneco Memorélio para o público infanto-juvenil. Para agendar as visitas guiadas e o Boneco Memorélio: 51 3224.4376 TEATRO DO SESC Porto Alegre - 05 – 20h - e 06/11 – 19h - Espetáculo Vamos? (RJ) Comédia. Atores Fernando Pavão, Nathália Rodrigues, Alex Grulli e Gabriela Durlo. Dir. Otávio Martins. Autor Mario Viana 10/11 – 20h - Espetáculo Após a Chuva (RJ) Drama. O autor parte de uma boa idéia para mostrar os bastidores da montagem de uma peça e o universo nada glamouroso dos artistas fora da mídia. Em uma clara referência ao clássico Esperando Godot, de Samuel Beckett. 12 a 27/11 – Sáb - 20h e Dom - 18h - Espetáculo: “Quinto andar, por favor!” (RS) Comédia. Texto/concepção: Artur José Pinto 10/11 e 01/12 – 19h - Banda Legião Urbana Cover. Eduardo D. – Vocal e violão, André Rodrigues – Baixo, Ivan Marquês – Bateria, Cesar Lopes – Teclados, Zezo Rosa – Guitarra. Café SESC 16/11 – 20h - Cow Bees (RS) CineSesc na Feira do Livro de Porto Alegre 15h30 – 31/10 e 1, 4, 7, 8 e 11/11 - Feira do Livro de Porto Alegre - Sala de vídeo – Armazém A do Cais do Porto. Casa do Pensamento 08/11 a 16/12 – Exposição A poesia dos relacionamentos, de Eleuza de Morais. O trabalho plástico de Eleuza de Morais é pintura de intervenção. Café Sesc SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA Até 2/12 - Pinacoteca Ruben Berta 40 Anos. Obras da coleção doada para a Prefeitura em 1971. Paço Municipal Até 13/11 – Agregados. Julio Castro. Gravura. Galeria Iberê Camargo 28/10 a 14/11 - Ilustração do Livro Infantil Medo Dó e Pé de Sapato. Hermes Bernardi Jr. Mostra da oficina realizada no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Espaço Alternativo 28, 29 e 30/10 e 4, 5, 6, 11, 12, 13/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h - Dois de Paus – Teatro Adulto. Dir. Paulo Guerra. Teatro de Câmara Túlio Piva 28, 29 e 30/10 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h - A Mulher sem Pecado – Teatro Adulto. Olegário, um marido obcecado, cria uma verdadeira rede de espionagem para controlar sua mulher Lídia. Ele a idealiza, a deseja pura – puríssima. Tal é sua obsessão que simula estar paraplégico. Sempre em casa, em uma cadeira de rodas, vigia todos os passos da esposa, além de chantageá-la emocionalmente. Dir. Caco Coelho e Beto Russo. Teatro Renascença 29 e 30/10 e 5,6,12,13/11 - Sáb e Dom - 16h - O Baú Lembranças e Brincanças – Teatro Infantil. Duas meninas são proibidas de assistir televisão, e tudo parece sem graça, mas quando começam a mexer num baú... a imaginação funciona. Auditório Álvaro Moreyra 22, 23, 29 e 30/10 – 16h - Piratas – Teatro Infantil. Quatro piratas tem apenas um dia para cumprir uma missão e para isso contam com a ajuda de dois meninos. Dir. Airton de Oliveira. Teatro Renascença 29 e 30/10 e 5, 6, 12 e 13/11 – 16h - Pitocando – Teatro infantil. Dir. musical e arranjos: Cláudia Braga e Nise Franklin. Teatro de Câmara Túlio Piva 28, 29, 30/10 e 4, 5, 6, 11, 12 e 13/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h - O Fantástico Circo-Teatro de Um Homem Só – Teatro Adulto. Dir. Patrícia Fagundes. Auditório Álvaro Moreyra 25 a 27/10 - I Seminário Internacional Cultura e Desenvolvimento Local. Co-realização da SMC/Observatório da Cultura e Depto. de Difusão Cultural da UFRGS. Reitoria Salão UFRGS. Informações: 3225-0793 / 3308-3034 25/10 a 27/11 - Seg a Sex - 9h às 12h - Esculturas de Caé Braga. Atelier Livre 25/10 e 1 e 8/11 – 20h - Os Bons vão para o Céu – Teatro Adulto – Teatro Aberto (Espetáculos experimentais) Auditório Álvaro Moreyra 26/10 – 20h - Pequenos Fatos – A vida real pode ser fantástica – Teatro Adulto - Novas Caras. Teatro de Câmara Túlio Piva Até 28/10 - Inscrições 38ª Edição do Concurso Curta nas Telas. Poderão participar filmes nacionais de curta metragem. Informações: (51) 3289-8137 www.curtanastelas.blogspot.com - [email protected] 28/10 a 25/11 - Desenhos de Bethielle Amaral. Desenhos. Paço Municipal - Porão 28/10 a 15/11 - 57ª Feira do Livro DE Porto Alegre. A SMC possui estande com venda de suas publicações e CDs. Praça da Alfândega. Com sessões de Autógrafos da SMC. Informações: (51) 3289.8070 / 3289.8031 29/10 – 19h30 - República do Rock. Yanto Laitano + Tapete Persa. Teatro de Câmara Túlio Piva 2, 9, 16 e 23/11 – 20h - Filoctetes – Teatro Adulto – Novas Caras (incentiva novos talentos da cidade) Teatro de Câmara Túlio Piva 4,5 e 6/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h - Eros e Psique – Dança. Concepção, Coreografia e Performance: Didi Pedone e William Freitas. Teatro Renascença 9/11 – 20h - Amor e Som. Alana Moraes e Gabriel Selvage. Sala Álvaro Moreyra 11 e 12/11 – 20h - I Porto Alegre Instrumental. Apresentação de Ayres Pothoff, Samua do Acordeon, Maurício Marques Pata de Elefante, Luizinho dos Santos, Edu Martins Trio, Janes Liberato Quateto e FunkaLister. Serão 4 apresentações por noite. Teatro Renascença 13/11 – 20h - Argumento para o Espaço. Dança. Teatro Renascença Até 13/11 – Agregados. Julio Castro. Gravura. Galeria Iberê Camargo 15, 22 e 29/11 e 6/12 – 20h - OCO – Teatro Adulto – Teatro Aberto (Espetáculo Experimental). A ideia é encenar o esvaziamento do humano no homem contemporâneo. Auditório Álvaro Moreyra 16/11 – 20h - Quartas na Dança – Ritmos da Paz. Grupo Kadima. Teatro Renascença 17/11 – 20h30 - Bom Voyage Andanças. Grupo Andanças. Teatro Renascença 18, 19, 20, 25, 26 e 27/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h Gestos e Restos – Dança. Concepção, Dir. e Atuação Diego Esteves. Sala Álvaro Moreyra 18, 19 e 20/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h - Apanhador Só. Teatro Renascença 22/11 – 20h - Sons da Cidade. Andy Boy e Luciano Leães – Blues. Teatro Renascença 22/11 – 20h30 - O Romantismo dos Puxadores de Samba. Projeto Vassourinha. Teatro de Câmara Túlio Piva 23/11 – 20h - Temas de Filmes. Escola de Música Piano e Cia. Teatro Renascença Até 25/11 - Entre a Incisão e a Inscrição. Desenhos de Bethielle Kupstaitis. Paço Municipal - Porão 25, 26 e 27/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h - Sereno Ato de Ludicidez. Nenung e Projeto Dragão. Teatro de Câmara Túlio Piva 25,26 e 27/11 - Sex e Sáb - 21h e Dom - 20h - O Avarento – Teatro Adulto. Dir. Gilberto Fonseca. Teatro Renascença Até 27/11 - A Marca – 1º Cinqüentenário Caé Braga. Esculturas. Saguão do Centro Municipal de Cultura 29/11 – 19h30 - República do Rock – Cartel da Cevada e Rosa Tatooada. Teatro de Câmara Túlio Piva 30/11 , 07, 14 e 21/12 – 20h - Uma Fada no Freezer – Teatro Adulto – Novas Caras (incentiva novos talentos da cidade) Teatro de Câmara Túlio Piva CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO Usina na Praça - Até 4/12 aos domingos à tarde - Shows de música, teatro, poesia, dança e mágica. Praça Anexa Sala 209 - 29 e 30/10 - 19h - Ânima Cia. de Dança. De um a cinco (dança) Sala 309 - 05, 06, 12 e 13/11 – 20h - Intermitências (teatro) Santa Estação Cia de Teatro e Vai!ciadeteatro Sala 400 - 29 e 30/10 - 21h - Quem tem medo de Itália Fausta (Estreia - teatro) Sala 504 - 29, 30/10 - 21h - Verde Pariz (teatro) Espetáculo do grupo convidado Di Versus Sala 504 - 29, 30/10 - 18h - Intimidade (teatro) Inspirado na obra de Nelson Rodrigues, Álbum de Família Sala 502 - 29/10 - 16h - CulturaRockClub recebe. Show de bandas convidadas Sala 502 – 30/10 – 16h - Projeto Guaíba Mississipi (Show) Sala 505 – 30/10 – 17h - Domingo Mágico (mágica) Show de Mágica com a Associação dos Mágicos do RS Sala 504 – Neelic - 17, 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27/11 - qui, sex, sáb – 20h e dom 18h - Espetáculos e atividades diversas. Órfãos do Holocausto Sala 504 – Neelic – 12/11 – 19h - Sarau de Livre Expressão Artística. Com os atores do Grupo Neelic TEATRO DE ARENA O1/11 - (todas as terças 13h30 - franca) Projeto Educação Musique no Arena para crianças 08/11 – 20h (franca) Projeto Dramaturgia em Debate com Viviane Jugueiro 09/11 – 20h - Show Nancy Araújo 10/11 – Projeto Musica Autoral 16/11 – Apresentação Stúdio Musique 21/11 – Lançamento do Livro Câncio Vargas 22/11 – 20h (franca) Projeto Dramaturgia em Debate com Marcelo Adams 24/11 – Show Richard Serraria Pampa Esquema Novo Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 3 Por Paulo Wayne - Diretor da Casa de Cultura Mario Quintana Casa de Portas Abertas Fotos Caroline Jacobi e Divulgaçao/CCMQ Assumimos a tarefa de dirigir a Casa de Cultura Mario Quintana com determinação de enfrentar todos os problemas que impedem a fruição e a criação artística. E também de transformá-la em um espaço de produção de arte contemporânea. das salas de exposição e modernização dos teatros e a reforma da cobertura, entre outros. O trabalho iniciado com Marcos Barreto, com quem tive o privilégio de compartilhar a implementação de uma nova política na gestão da Casa, tem como um dos seus pilares a retomada do diálogo com a comunidade cultural. No que se refere às atividades artísticas, estamos ofertando as salas de ensaio sem custos, desenvolvendo oficinas contínuas e gratuitas e apoiando trabalhos de pesquisa. O novo edital de ocupação dos teatros inova ao reservar 20% para espetáculos do interior, não cobrar taxa administrativa e destinar o teatro Carlos Carvalho preferencialmente para espetáculos de pesquisa de linguagens e a inclusão do circo. Queremos a Casa de Cultura Mario Quintana como um lugar de visitação e fruição cultural, mas desejamos também transformá-la em um espaço de criação. Há também o projeto Casa para todos, que prevê recursos de acessibilidade tanto física como de conteúdo para pessoas portadoras de deficiência. Para isso são necessárias medidas a curto e longo prazo que vão da revitalização do prédio à adoção de políticas de ocupação dos espaços da Casa e o desenvolvimento de atividades artísticas. Com estas medidas possibilitaremos melhor receber as pessoas que visitam a Casa, assim como acolher os artistas e seus trabalhos democratizando o acesso a este equipamento cultural Além das ações emergenciais que tomamos para revitalizar a Casa – como a troca de tapumes, pequenos reparos e a instalação de internet gratuita – estamos com projetos em curso para fazer a obra de restauração, de sinalização dos espaços, climatização Por Silvana Ávila - Diretora do Teatro de Câmara Túlio Piva O que nos move para a arte? Peço licença para destacar, neste contexto, apenas um aspecto para uma breve apresentação: sou mais uma apaixonada pela arte, pela cultura. Cultura pensada aqui tanto como aquela que é produzida para ser uma expressão cultural, quanto aquela que temos a sensibilidade de perceber no dia a dia nas ruas de nossa cidade, aquela que nos apresenta artistas anônimos que iluminam, mesmo que por instantes, aquele nosso dia, dando um toque de cor e luz e ampliando nosso sentido de humanidade. No momento atual estou à frente da administração do Teatro de Câmara Túlio Piva. A proposta desta gestão tem ido na direção de potencializar o tradicional encanto deste Teatro para que possa acolher com abraços, ainda mais afetuosos, os muitos talentos que por aqui têm passado (e os que ainda passarão..) e a população da cidade que marca os espetáculos com sua imprescindível presença. Neste tempo, ainda pequeno, de trabalho mais direto junto à cultura, tenho conseguido reafirmar minha compreensão sobre o que leva o artista a dedicar-se à (sua) arte – é a paixão! É mesmo uma questão indissociável do viver – arte e sujeito recusam-se a separar-se! Sabemos das muitas dificuldades para produzir cultura, não só em nossa cidade mas em grande parte do país, mas o que vemos por aqui é uma produção intensa, rica e diversa nas diferentes linguagens que a associação entre arte e existência nos possibilita. Eu apontaria uma questão neste processo para dar corpo à uma discussão: como está indo a “comunicação” entre a produção cultural e o público ao qual ela é dirigida? Complementarmente indagaria ainda: o que move as pessoas para a arte? Neste momento penso sob o ponto de vista do “apreciador”, do público, elemento indispensável para se produzir o diálogo que faz a arte realmente acontecer. “A cultura provém do homem e é para o homem”, eu lia outro dia em um texto no Curso de Gestão e Política Cultural* que tenho o privilégio de participar. Recentemente a campanha publicitária da 8ª Bienal do MERCOSUL vem apresentando uma outra interrogação que, com certeza, pode compor este campo de reflexão: ”Qual a distância entre você e a arte?”. Temos aí uma oportuna provocação com múltiplas possibilidades de desdobramentos: ”Estou próxima ou distante da arte? Como a arte influencia a minha percepção da vida? A arte é para poucos ou pode estar ao meu alcance se eu for buscá-la?” Em que parte de nossas vidas está a decisão de buscar ou não esta aproximação? Trago esta discussão a partir de minhas observações sobre estas relações. Poderíamos pensar que, a ida a um teatro, à uma exposição e à tantos outros “espaços” de expressão cultural poderia ser vivida como uma experiência tão necessária quanto a ida ao supermercado. Neste lugar buscamos alimento para o corpo e nestes tantos outros encontramos alimento, também indispensável, mas para nutrir a alma, o que, por certo, aprimora nossa existência. Deixo aqui o registro destas inquietações que foram intensificadas após o êxtase proporcionado por mais uma edição do POA EM CENA... Como viver sem este alimento? Fotos Arquivo Pessoal * I Curso de Gestão e Política Cultural –EaDoferecido pelo Município de Porto Alegre através da SMC, coordenado pelo Observatório da Cultura, fruto de convênio entre Município e UNISINOS, com recursos oriundos da Municipalidade de Barcelona, Espanha. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 4 Foto Arquivo Pessoal Por Caetano Silveira - Compositor e Produtor Cultural Outono dos Sentidos Já chegou da fábrica e deve ser lançado agora, no mês de novembro, o esperado disco dos “Sperandires” – família extremamente musical que vem se destacando nos festivais do Rio Grande do Sul e do Brasil. Adriano e Cristian Sperandir, de Osório, são irmãos e filhos de baterista e Adriana Sperandir (casada com Adriano), de Torres, também traz do berço a intimidade com a música. O grupo vem há cerca de 4 anos participando ativamente de vários festivais importantes através de seu trabalho autoral e colhendo bons frutos. Participaram, dentre outros, da Moenda da Canção de Santo Antônio da Patrulha (venceram este ano a categoria instrumental e ficaram em 2° lugar na categoria canção), da Tafona de Osório (venceram este ano com uma canção em parceria com Caio Martinez), do Canto da Lagoa de Encantado (melhor arranjo este ano), do Reponte de São Lourenço (melhor letra, melhor arranjo), e pelo Brasil a fora, como Barueri/SP (venceram este ano), em Angra dos Reis/RJ, Garanhus/ PE, Maringá e Ponta Grossa/PR, e o Fenac/MG (importante festival que alcança sua 41ª edição – onde obtiveram o 2° lugar pra sua “Valsa dos Vagalumes”). Pois com um currículo destes era de se esperar com ansiedade o disco de estréia. E ele chega bem. “Outono dos Sentidos” é um álbum coeso, com canções de melodias bonitas, arranjos sofisticados e de bom gosto e letras inspiradas e inteligentes. Abre com a bossa nova “Flor em Flor”, uma parceria de Adriano e Caio Martinez que diz “perdi, bem sei, pedaços meus / e a vida devolveu-me flor em flor / pois sei fazer de toda dor canção”. Segue a faixa título do cd, letra do poeta Jaime Vaz Brasil, com música de Adriano e Cristian Sperandir, meio reaggae, meio xote, com uma bonita participação de Samuel Costa (o Samuca) ao acordeon. “Enclausurado Coração” é um samba de respeito, outra letra do Caio, com música da dupla de irmãos, que conta ainda com um alegre e bacana solo de piano, naipe de metais e muito suingue. Segue “Demorou Já Chegou”, quase uma congada, mestiça, onde a letra de Cristian Sperandir e Ivan Therra diz: “Tá na fala, na fé, na crença, no santo / Na arte de viver tudo misturado / Na favela, na vila, e no corredor / No centrão, na cidade e no filho que vem”. Depois é a vez da praieira, clima afoxé, animada e pra dançar, “Magia do Mar”, de Jociel Lima: “Moça morena praieira / Balança as cadeiras / Vem dançar / Preta mimosa que joga teu cheiro de rosa”. Também de Jociel, a canção jazz “Sempre Criança”, traz um belo piano e um solo de guitarra de muito bom gosto em arranjo elegante. E o disco segue com a iluminada canção “Valsa dos Vagalumes”, forte, com notas longas. E aqui chamo a atenção para Adriana Sperandir. Ela canta muito. Se entrega. Interpreta com emoção e técnica: “Um vagalume eu quero ser / Levando luz à escuridão / Dançar por flores e buscar / Um céu bem limpo pra brilhar” (parceria de Nilton Jr.da Silveira e os irmãos Cristian e Adriano). O cd ainda traz outras belas canções, um samba debochado do compositor Zé Caradípia e até seresta. “Outono dos Sentidos” é um ótimo álbum de estréia. E pelo grande talento deste time, já se sabe que é só o começo. A gravação do disco foi feita no estúdio próprio da Cia A3 (por sinal bastante requisitado no litoral), com produção e arranjos de Adriano Sperandir e Cristian Sperandir. Participam os músicos Ricardo Arenhaldt, Sandro Bonato, João Sperandir, Giovani Fraga, Diego Ferreira, Leonardo Silveira, Rodrigo Reis, Benito Lemos e Samuel Costa. Pra saber mais, o grupo tem um blog: sperandires. blogspot.com. E por falar em festivais, acontece agora em Novembro, entre os dias 12 e 14, a 25ª edição do Musicanto Sul-Americano de Nativismo, em Santa Rosa/RS – certamente um dos mais importantes do Rio Grande do Sul, do Brasil e da América Latina. Shows de intervalo com Nei Lisboa, Tambo do Bando, Luis Carlos Borges e Lenine. O site é www.musicanto.com.br. ELETROELETRÔNICA Porteiro Eletrônico Residencial/Coletivo Video Porteiro Residencial/Coletivo Central de Portaria Central Telefônica Sistema CFTV Instalações Elétricas Residenciais Airton Schineider - [51] 8577 0573 [email protected] ELETROELETRÔNICA ELETROELETRÔNICA Porteiro Eletrônico Residencial/Coletivo Porteiro Eletrônico Residencial/Coletivo Video Porteiro Residencial/Coletivo Video Porteiro Residencial/Coletivo Central de Portaria Central de Portaria Central Telefônica Central Telefônica Sistema Sistema CFTVCFTV Instalações Elétricas Residenciais Instalações Elétricas Residenciais Airton Schineider - [51] 8577 0573 Airton Schineider - [51] 8577 0573 (51) 8577•0573 [email protected] [email protected] [email protected] Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 5 Por Luciano Alabarse - Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena Foto Lutti Pereira Deliberações e acasos O jovem elenco da nova montagem de Alabarse. O “Em Cena” estava em sua terceira e última semana. Iam estrear Maria Bethânia, Bob Wilson, Estrella Morente e a Medéia africana. Tudo andava bem, eu feliz com a repercussão do festival, com o reconhecimento ao trabalho da minha equipe maravilhosa, equipe que, registre-se, segura esse trabalho gigantesco com entusiasmo e competência, quando o jornal do dia trouxe uma notícia que me deixou paralisado. Um estudante, uma criança de dez anos, tinha atirado na professora e, logo em seguida, desferido um tiro fatal contra sua própria vida. Assim, cedo da manhã, a notícia do jornal foi como um soco no rim. Tão forte que eu me encolhi e comecei a rezar. Não essas rezas decoradas, as orações convencionais que às vezes não dizem nada. Mas era um sentimento forte, uma comunhão imensa com esse mundo doido, o insensato mundo que nos cabe viver, cheio de maravilhas e de horrores. À noite, chorei na platéia de Bethânia, diante da sua grandeza artística, do discurso cívico da sua “leitura” que, sem nenhum pingo de demagogia, enaltecia a educação do ensino público no Brasil. No camarim, dei um beijo na minha amiga, e tomei uma decisão: queria usar o meu ofício de diretor para falar sobre isso, sobre a decadência do sistema escolar, sobre essa garotada perdida que bate nos professores e pega em armas distribuindo tiros no colégio, aumentando a barbárie desse nosso tempo contaminado por “bullings” e extremismos comportamentais diversos. Por outro lado, sempre tenho, com antecedência, meus planos teatrais bem delineados. Não há mistério no meu jeito de organizar minha agenda. Trabalho com prazer, meses antes, estudando o texto da próxima montagem. Já havia mobilizado elenco e me debruçado à exaustão por meses no novo projeto, belíssimo aliás, o “Equus”, de Peter Schaffer, montagem que acalento há pelo menos vinte anos e que vai entrando na fila das montagens prováveis e futuras. Pois “Equus”, mais uma vez, vai esperar. Porque o que vou começar a ensaiar em breve é um texto chamado “Inimigos de Classe”, que conheço bem, pois, há exatos vinte e quatro anos, o montei no Teatro de Câmara. Conheci essa obra através do cinema, logo eu, que não sou, nem de longe, um cinéfilo atualizado. Perco filmes imperdíveis e as estréias importantes vou conferir Deus sabe quando. Mas lembro ainda: fiz questão de conferir esse filme, que integrava a programação de uma mostra do novo cinema alemão, à época dez filmes nunca lançados no Brasil. Entre todos, o que me chamou a atenção foi o “Inimigos”, justamente pelo diretor que o realizara, Peter Stein, um dos maiores encenadores do teatro alemão contemporâneo. Pois lá me fui eu para a mostra e fiquei fascinado com o filme, totalmente teatral, sem nenhuma externa, centrado na relação claustrofóbica de uma turma de alunos desajustados que, depois de escorraçarem todos os professores, esperam pelo próximo, com selvageria e agressividade crescentes. Enquanto esperam, decidem que cada um dará uma aula aos demais e aí explodem as relações conflituosas entre eles, seus perfis psicológicos, em um dos filmes mais brutais que já vi. O fundo econômico e político permeia a formação/deformação daqueles adolescentes. O sistema educacional, ali, é exposto e revirado pelo avesso. Tudo o que senti vontade de trabalhar, com urgência cidadã, está ali. Prato suculento pra um elenco jovem mostrar seu talento, dramaturgia corrosiva a serviço da reflexão cidadã mais urgente. Procurei meu velho texto desesperadamente, e não o encontrei. Quem me salvou foi meu amigo Lauro Ramalho, que havia participado da montagem original, e tinha seu texto exemplarmente conservado numa pasta, com o programa da peça inclusive. Cada página relida me dava a certeza de que o trabalho exigiria prontidão e disponibilidade. O texto, se é que isso é possível, me pareceu mais adequado hoje do que há vinte anos atrás. Urgente, explosivo, cru, cruel, oportuno e terrivelmente atual. Mais uma vez, me vi totalmente apaixonado por um texto, que passou batido pelas resenhas mundiais. O filme, aliás, foi um fracasso, sequer existe em dvd; mas entendi perfeitamente a escolha de Stein. Já com meu próximo trabalho teatral definido, chamei meu amigo Lutti Pereira, coordenador de Descentralização da Secretaria Municipal de Cultura, e pedi que me ajudasse a levar o espetáculo às escolas e aonde mais pudesse apresentálo - nas regiões mais periféricas da cidade, nos colégios de classe média, aonde fosse. Lutti, prontamente, se engajou ao projeto. E chamei meus jovens e competentes atores, alguns companheiros que me conhecem bastante bem, para compor esses personagens desajustados e dar vida ao espetáculo. Para minha tranqüilidade teatral, mais uma vez conto com o auxílio luxuoso de Marcelo Adams, Fabrizio Gorziza, Eduardo Steinmetz, Fernando Zugno e, pela primeira vez, vou trabalhar com Denis Gosch, um desejo antigo. Eles darão vida aos alunos que se matam uns aos outros. Em participações especiais, como professores do colégio em ruínas, Mauro Soares e Marcelo Crawshaw. Para me ajudar na direção dos atores, escalei Vika Schabbach, companheira de palco maravilhosa e atriz talentosíssima. Para além das temporadas usuais, que me darão o prazer sempre novo e costumeiro, quero conhecer um pouco mais o público e as condições reais das comunidades periféricas de Porto Alegre. Com esse texto, pretendo ir aonde for possível. Com cenário ou sem cenário, com luz ou sem luz, com condições ou sem. Moldando o espetáculo aos lugares mais improváveis, estando disponível para algo urgente e prioritário: o de encontrar essa turma e falar para essa galera - não só no palco, mas na vida mesma. O resultado dessa experiência? Depois eu conto... prometo. Foto Márcio Peixe Por Camilo de Lélis - Teatrólogo Claudio Heemann No período mais ativo de minha atividade teatral, que foi nas décadas de 80 e 90 do século passado, houve ocasiões em que chegávamos a ter cinco críticos escrevendo nos cinco jornais da cidade. Tempo bom aquele. Aquela época foi de uma arrancada significativa na produção de nossas artes cênicas. Observava-se gente acadêmica fazendo coisas importantes e existiam, também, muitos grupos de garagem, com suas denominações exóticas: Balaio de Gatos, Vende-se Sonhos, Faltou o João, Face&Carretos etc. Havia muita gente produzindo, e muita gente comentando nos jornais. Não sei se, mas parece que, consequentemente, os teatros tinham grande afluência de público, durante todo o ano. Claudio Heemann era o crítico mais temido. Quando ele entrava no teatro, o sangue dos atores gelava nas veias. Espiavam pela cortina da boca de cena: o Claudio Heemann está na platéia! Deus nos acuda! Mas ele era dos bons. Tinha gosto pela coisa. Usava sua erudição com perspicácia, sem esbanjá-la inutilmente, como fazem alguns escribas de hoje em dia. Também, não havia o Google para facilitar a falsa erudição... Mas, enfim, sem nostalgia, pois no mundo “tudo gira, tudo parece balão”. Ipê Amarelo Numa esquina de Outubro, te encontro, meu ipê amarelo. És um elo e, apenas por sê-lo, os bichos-homens, concretados, não te veem, assim tão belo. Estancas meus passos e, num “stacatto”, como não selar este choque de flores amarelas, com um poema? Um documento estático a nos pintar, frente a frente, numa tela, ambos expectantes, alheios, extasiados. Com amor transumano, derramo lágrimas de gelo pelo cimento e a motosserra: meu progresso, teu cemitério. Enquanto choras flores mortas aos meus pés. - Dá-me tuas raízes, troquemos de corpos, anda por aí, vai ver outras cores, eu te espero. Se não voltares, falarei verde e dormirei lenhoso. Darei ao mundo o que me ofertavas: de ano em ano, num espaço exíguo, sempre e sempre, exatamente, o mesmíssimo amarelo. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 6 Por Walter Galvani - Jornalista, Escritor e Presidente do Conselho Estadual de Cultura Fim do vestibular Foto Arquivo pessoal Por enquanto apóio o ministro da Educação, porque ele disse que é preciso acabar com os exames vestibulares no Brasil. A justificativa dele é uma tremenda asneira, dizer que somente 82 chineses foram pegos “colando” mas que colavam e havia 62 erros nas provas na Inglaterra. Mentira ou engano do ministro Haddad. Pela quantidade de bobagens que perguntam aqui, o melhor seria que fossem erros e então ter-se-ia uma justificativa. Você sabe o que é mesóclise? Sim, acabou de descobrir. Alguém ainda a usa no Brasil? Nem no Brasil se USA... Mas, a burrice costuma se propagar, independente do meio de comunicação, e assim, via internet fica até mais fácil. Acabar com os exames vestibulares só se fosse possível ter confiança absoluta nas provas do ENEM ou algo semelhante. E confiança absoluta no Brasil, como se sabe, é algo impossível. No Brasil, a sujeira é grande porque está na cabeça das pessoas. E o trânsito mata, sobretudo motociclistas, porque os motoristas são dementes, maleducados e os motoqueiros muito mais do que os demais, pensam que são “deuses” e que não vão morrer. Pois morrem como moscas, porque bater numa porcaria de uma moto, sem nenhuma proteção para o motoqueiro, é muito fácil e tem até motorista que se diverte apertando-os... Impossível? Pois já vi gente fazer isso, assim como já vi “doutores” de terno e gravata apertarem “fuscas” ou outros carros de menor potência. Especialmente aqui no Rio Grande do Sul, onde grandes camionetas são muitas vezes dirigidas por pessoas com o cérebro inversamente proporcional ao tamanho dos seus veículos. Coisa própria de bois e vacas, carregando estrume na cabeça. Chega. Enchi. Não tenho mais paciência com a burrice alheia que viceja por aí e acho que um exame especial que trata a manada de forma desigual não pode mesmo continuar. Deixe que todos entrem na universidade e junto com comida, dêem-lhes lições de comportamento iguais. Pode ser que assim, tudo fique um pouco melhor. Ah, e toca “shows” de barulho, danças de exibicionismo e cantos de baixaria. Nivelando por baixo pode ser que o país alcance logo o lugar que lhe cabe. Por Adeli Sell - Vereador e presidente do PT-POA Foto Arquivo pessoal Um dia para os animais não basta Dia 4 de Outubro comemoramos em Porto Alegre o Dia Municipal da Proteção Animal. Um tema que continua urgente, pois não há um único dia sem que a brutalidade imposta aos animais nos chegue em forma de e-mails ou telefonemas. As notícias se espalham por uma rede tecida entre pessoas que não suportam ver o sofrimento alheio. De mão em mão, estes casos vão rodando Porto Alegre e despertando alguns do estado de amortecimento. Ao menos, existem os que fazem todos os dias uma luta contra os maus-tratos. A população de animais que vive na cidade é grande. Refiro-me aos domesticados ou escravizados pelo nosso sistema de vida. Há um cálculo que diz que para cada criança que nasce, nascem 15 cães e 45 gatos. E a Organização Mundial de Saúde indica, ainda, que a Capital tem pelo menos 300 mil cachorros na rua. Sem castração e controle, a tendência é aumentar. São milhares de bichos que vivem a própria sorte num ambiente pouco adequado às suas necessidades. Frio, fome, violência, atropelamento e até violência sexual. Cães, gatos e cavalos são algumas das espécies que vivem as agruras da cidade numa experiência de abandono, tortura e crueldade. Há uma combinação de fatores que nos leva a esta realidade e eles vão desde a venda de animais como produtos até a falta de rigor nos crimes de abandono e maus-tratos. Na prática, os bichos estão nas ruas porque ali nascem ou ali são deixados. O abandono tem desculpas vazias e motivos fúteis: animais adoecem e dão trabalho ou os donos mudam seu estilo de vida e aquele bichinho não se enquadra mais. Há, também, mitos e ignorância que prendem os animais a uma dura realidade. No caso dos cavalos, por exemplo, há falta de vontade política e há politicagem que reforça a mentira de que algumas famílias só podem ter renda por meio da carroça. Não há lógica em determinar que pessoas não podem ter ou aprender novo ofício. Desculpas e mais desculpas. Diante de tudo temos que continuar desenhando um caminho com mais esperança, alicerçado em estruturas públicas e leis que pensem uma relação ética entre animais de todas as espécies. E ainda é preciso enfrentar assuntos como trocar a compra de animais pela adoção, restringir feiras e criadores, dar fim às carroças, dar fim à coisificação dos bichos comprados e desfilados como grife e debater os Direitos dos Animais. Animal não é brinquedo. Animal não é fashion. Ele tem um corpo vivo a ser cuidado. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 7 Visite o mais novo espaço virtual cultural. www.usinadoporto.com.br O website cultural do jornal Usina do Porto, O Jornal da Cultura será fundamental à área cultural por promover o apoio à cultura e a interatividade entre os colunistas, artistas, a comunidade e todos interessados. Você encontra temas como arte, teatro, cinema, música, literatura, gastronomia, turismo e muito mais... Consulte a Agenda Cultural na íntegra. Acesse e deixe seu comentário para que possamos aprimorá-lo ainda mais. De Pai para Filha: As 100 Melhores Receitas De Elson e Nádia Furini Com lançamento na Feira do Livro dia 31 de outubro às 18h30min – Pavilhão de Autógrafos Neste livro estão publicadas não somente receitas, mas histórias familiares (muitas delas parecidas com as suas). A paixão pela culinária nos une e dá forcas; ela é o alimento das nossas almas. São receitas de pai para filha, tradicionais práticas, da mãe, da vó, da sogra... daqueles que são próximos e queremos tão bem. Ah, e é claro, as mais pedidas do Barranco, restaurante onde o Elson trabalha e a Nádia se criou – dormindo nas cadeiras nas noites de Ano-Novo depois de comer a lentilha. Com este livro, queremos manter vivas as tradições e receitas familiares, essas que passam de geração para geração e fazem das nossas mesas o lugar da mais saborosa integração. Bom apetite! Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 8 Fotos Acervo dos Artistas Por Teniza Spinelli - Jornalista Viaduto Otávio Rocha em destaque no Memorial do Ministério Público O Memorial do Ministério Público (esquina da Praça da Matriz com a rua Jerônimo Coelho) apresenta a partir de 24 deste mês, uma exposição de artistas cuja temática é a revitalização do Viaduto Otávio Rocha. Trata-se de uma iniciativa do Movimento de Integração Cultural, que congrega duas dezenas de entidades, tendo como coordenador geral o escritor, poeta, crítico e ativista cultural Gilberto Wallace. Através de reuniões ocorridas no Teatro de Arena, reunindo a comunidade e diversas associações culturais, foi estabelecido um cronograma que envolve palestras e painéis de especialistas, com manifestações de apoio ao Viaduto. Destaca-se nesse conjunto de ações a presente exposição, congregando grupos de artistas plásticos atuantes na cidade. Viaduto Otávio Rocha, ícone da cidade O viaduto Otávio Rocha, majestosa obra de engenharia civil, construída no coração da cidade, é ponto de referência em Porto Alegre e no estado. Sua origem tem início com o primeiro plano diretor de 1914, que previu a abertura e ligação das zonas leste, sul e central da urbe, até então isoladas. O audacioso projeto e, o início de sua construção, deu-se em 1926, por obra do Intendente Otávio Rocha, com apoio do presidente do Estado, Borges de Medeiros cujos nomes ficaram ali perpetuados. O viaduto foi inaugurado em 1932. Trata-se de uma imponente estrutura de concreto armado, com três vãos. No centro, ao nível da Avenida Borges, há dois pórticos transversais, com dois grandes nichos contendo esculturas de Alfred Adloff. Em ambos os lados da avenida foram levantadas escadarias de acesso e grandes arcadas. Os parapeitos das rampas e do centro do viaduto são decorados por uma balaustrada. Os passeios são revestidos de mosaicos. Todas essas características arquitetônicas que lhe dão elegância e beleza, além da relevância sócio-cultural, levaram o município a inscrevê-lo no Livro de Tombo, em 1988. No final da década de 90 e no início do ano 2000 foram feitas restaurações e revitalização do local, que abriga 29 lojas, mas o vandalismo permanece deixando suas marcas, razão pela qual os preservacionistas se empenham na defesa permanente deste bem cultural tão precioso para a cidade de Porto Alegre. Os artistas e suas obras As recentes reuniões ocorridas no Teatro de Arena, tradicional sala de espetáculos que tem sede nos altos do viaduto, definiram as linhas de trabalho dos diferentes grupos. A artista plástica Maria Helena Piccinini (Marihe) coordenou o processo de chamamento de artistas junto à Associação de Artistas Plásticos Chico Lisboa. Coube à Mara Caruso, do Atelier Livre da Prefeitura a seleção de mais de trinta obras do grupo de artistas por ela coordenado e que já presenteou Porto Alegre com coletivas temáticas sobre a cidade, entre estas Parque Farroupilha, a redenção do olhar; As flores em Porto Alegre; A fauna nativa de Porto Alegre; Um livro para Porto Alegre -livro de artista- que também homenageou nossa cidade. Artistas que abraçaram o viaduto Alexandre Bôer; Ana Bettini; Carmem Fausta Jardim; Elvidia Lopes; Eny Herbst; Erminia Marasca Soccol; Fátima Siqueira Borges; Heloisa Sonaglio; Iara D’Elia; Ieda Mariano; Imeritta passos; Irene Ludwig; Iria Ritter; Ivanez Oliveira; Jacira Fagundes; Jane Balconi; Jeanete Ecker Kohler; Joel Silva; Jussara leite Kronbauer; Lavinia Thys; Leci Bohn; Loudes Poli; Luiza Gutierrez; Mara Caruso; Mara Radé; Maria Darmeli Araújo; Maria do Carmo Toniolo Kuhn; Maria Julieta Damasceno Ferreira; Marines Spagnol; Marithê Bergamin; Neiva Mattioli Leite; Ricardo Wittmann; Rosa Helena Kippling; Rudimar Neves Gomes; Sirlei Caetano; Tania Luzzatto; Thereza Christina de Azevedo Jacob; Vanilda B. Elero; Vera Presotto; Vera Regina dos Santos. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 9 Por João Carneiro - Presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro Patrimônio cultural: a Feira do Livro ocupa o seu tradicional espaço Fotos Luis Ventura A Feira do Livro de Porto Alegre, promovida pela Câmara Rio-Grandense do Livro, realizase há 57 anos, ininterruptamente, na Praça da Alfândega, no Centro Histórico da Capital. O evento é motivo de orgulho para os gaúchos, que incorporaram, entre seus hábitos e costumes, a visita anual à Feira. As obras de revitalização da área, que fazem parte do Programa Monumenta, do Ministério da Cultura, foram paralisadas, para permitir que a Feira se realize em seu espaço tradicional, onde ocorre há quase seis décadas. A reforma, que contempla a recuperação e a preservação do patrimônio histórico da Praça, será retomada após o término do maior evento literário a céu aberto das Américas. A edição deste ano começa no próximo dia 28 e vai até 15 de novembro. No período da Feira, o local, que normalmente já é movimentado, atrai um público ainda maior. Porto-alegrenses, gaúchos de todos os rincões e turistas de outros estados convergem para a festa da literatura no coração do Rio Grande do Sul. Historicamente é assim, e a frequência cresce ano a ano. Na inauguração, em 1955, eram 14 barracas. Com o passar do tempo, foi aumentando o número de livreiros e a oferta de livros, e surgiu a programação cultural, o que obrigou a Feira a expandir seu recinto. No início dos anos 2000, atividades relacionadas com a leitura, para público adulto, passaram a ser oferecidas nos novos centros culturais dos arredores, além dos já existentes Margs e Memorial do RS. Já as crianças e os adolescentes conquistaram a área central do Cais do Porto. Num dos pontos turísticos preferidos da cidade, à beira do Guaíba, cerca de 30 barracas oferecem obras que encantam os públicos infantil e juvenil. De forma espontânea, a Praça da Alfândega virou sinônimo de Praça do Livro. As histórias do local e do evento se misturam e se complementam. Para os moradores da cidade, é como se a Feira ocorresse em um vilarejo, e não em uma metrópole. Todos sabem onde ela fica, e tornou-se ponto de encontro e de visitação obrigatória. Sempre na mesma época e no mesmo lugar, seus visitantes compartilham a familiaridade com o evento e a cumplicidade no amor aos livros. A Feira do Livro de Porto Alegre, assim como a Praça da Alfândega e o Cais do Porto, é patrimônio da cidade. E, mesmo com os projetos de revitalização ainda em curso, os gaúchos querem continuar vendo os livros no seu espaço tradicional Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 10 Por Dra. Fátima Alves – Farmacêutica e Diretora da Dermogral Moinhos Nutricosméticos Foto Arquivo Pessoal Desde a antiguidade a conquista da longevidade e manutenção da juventude é buscada incansavelmente pelos homens e mulheres. Fonte da juventude e tratamentos exóticos diversos, como banhos de leite e poções utilizadas no antigo Egito faziam parte desse arsenal antienvelhecimento. Atualmente a busca pela juventude ainda é almejada e está se tornando mais concreta baseada em conhecimentos bioquímicos e pesquisas e evidências científicas. Aliado ao uso de cremes o uso de suplementos nutricionais (nutricosméticos) em forma de cápsulas estão cada vez mais presentes em nossas vidas. Termos chaves usados na medicina e nutrição como antioxidantes, deglicantes, antiradicais livres já são de uso corrente pelo público preocupado com qualidade de vida, longevidade, beleza e juventude. Destacamos abaixo alguns suplementos nutricionais que apresentam benefícios à manutenção da saúde, refletindo em cabelos e pele saudáveis, fazendo parte das chamadas CÁPSULAS DA BELEZA. Silício biodisponível – Ajuda na firmeza da pele e fortalece os cabelos. Carotenóides como Licopeno, Beta Caroteno, Luteína agem protegendo a pele das radiações solares. São antioxidantes protegem não só a pele mas outros órgãos como próstata no caso do Licopeno e retina no caso da Luteina. Resveratrol – Também conhecido como Polifenóis do vinho, diminuem o risco de doenças cardiovasculares e o colesterol. Antioxidante. Romã – Polifenóis e flavonóides - Ácido Elágico; Ação clareadora da pele. Carcinina – Antiglicante, protege o colágeno e a elastina contribuindo para manutenção da elasticidade da pele. Picnogenol – Extrato de casca de pinheiro, atua como captador de radicais livres. Os nutricosméticos além de beneficiar a pele agem em todo o organismo contribuindo para uma melhor qualidade de vida e bem estar, ganhando destaque entre os consumidores sob a premissa de um corpo saudável por dentro e bonito por fora. Foto: arquivo pessoal Por Dr. Nilton Alves - Ginecologista CREMERS 15.193 Prolapso genital A melhoria das condições de saúde levou ao progressivo aumento da expectativa de vida e, com isso, ao aumento do número de pacientes com prolapso genital, desejosas de tratamento que melhore sua qualidade de vida. É difícil estimar a real incidência do prolapso genital, com etiologia multifatorial e vários fatores predisponentes que incluem gravidez, partos vaginais, idade avançada, variação de estrutura esquelética, comprometimento neuromuscular, fatores congênitos, fatores genéticos, raciais e doenças do tecido conectivo. Pode ter como fator agravante as doenças pulmonares obstrutivas, o hipoestrogenismo, a obstipação crônica, a desnutrição, as atividades profissionais e esportivas, o tabagismo e as cirurgias pélvicas prévias. O prolapso uterino incide principalmente em mulheres idosas e multíparas. Em nosso meio, o ápice de incidência ocorre entre 60 e 69 anos de idade, havendo correlação da piora do prolapso com o aumento da idade. A paridade é considerada o maior fator de risco. Vários estudos têm relacionado a diminuição na quantidade de colágeno com a distopia genital. Mulheres com doenças do tecido conectivo como a síndrome de Marfan ou Ehlers-Danlos têm altas taxas de prolapso genital. O estado menopausal também influencia a sua ocorrência. A grande maioria das pacientes com prolapso genital inicial é assintomática e as queixas estão diretamente relacionadas com a evolução da distopia.No início, as pacientes referem sensação de peso que surge ou acentua durante esforço físico. Os sintomas costumam piorar durante o dia e melhorar com o repouso. Com a piora do prolapso pode surgir dor no hipogástrio, de intensidade variável, com irradiação para a região lombar. A dor é atribuída ao estiramento progressivo dos ligamentos, os quais se acham relacionados com terminações nervosas sensitivas.Quando o prolapso é de longa duração pode surgir lesão ulcerada no colo, em geral de origem traumática.Sintomas urinários, tais como disúria, polaciúria, urgência, incontinência, retenção urinária, isolados ou associados dependem da idade, duração e do grau do prolapso. A infecção urinária de repetição também pode ser relatada. Quanto aos sintomas intestinais, anotam-se obstipação intestinal crônica e dificuldade para evacuação na vigência de retocele acentuada, rotura perineal ou enterocele. As pacientes relatam ainda certo grau de disfunção sexual. O prolapso pode ocorrer no compartimento anterior, médio ou posterior da pelve. No compartimento anterior podemos encontrar prolapso da uretra, da bexiga ou de ambas. Já no compartimento médio podemos encontrar o prolapso uterino, da cúpula vaginal ou enterocele e no compartimento posterior o prolapso do reto. Nos casos em que houver concomitância entre prolapso genital e disfunções miccionais é imperativo a avaliação pelo estudo urodinâmico, pois, dependendo do diagnóstico teremos que associar alguma técnica para correção da incontinência urinária de esforço ou defeito esfincteriano. A maioria das pacientes com prolapso genital exibe poucos sintomas ou são assintomáticas, sendo muitas vezes um achado ocasional no exame físico de rotina. Nas pacientes que desejam engravidar, podemos postergar a cirurgia até a prole estar constituída. Para tanto deve-se estimular a realização de exercícios perineais. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. O uso de creme de estrogênio associado parece diminuir o risco de complicações. Com a evolução cirúrgica e anestésica, poucas pacientes não estarão em condições de se submeterem ao procedimento cirúrgico. Este pode ser conservador ou radical a depender da idade, do desejo procriativo, do grau de prolapso e da eventual associação com outras afecções ginecológicas. O objetivo da terapêutica cirúrgica é aliviar os sintomas, restaurar a anatomia e corrigir eventual incontinência urinária ou fecal. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto VP CONGRESSO DAa CIDADE C P F lanejando e onstruindo a orto INFORMATIVO legre do uturo “Cada bairro tem sua identidade” O seminário que deu início a regionalização dos encontros do V Congresso da Cidade aconteceu no dia 17 de setembro, com a avaliação da Etapa Bairros, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. Entre as presenças o prefeito, José Fortunati, o secretário municipal de Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto, o representante do Orçamento Participativo, Algir Barizon, da representante do Conselho Gestor do V Congresso da Cidade, Dalcinda Vargas da Cunha, universidades participantes do congresso e lideranças de diversos bairros. A abertura do seminário foi feita pelo Coordenador do Comitê Gestor do Congresso, Plínio Zalewski. Conforme Fortunati não é mais possível pensar a cidade de forma homogênea. “Todo mundo sabe que cada bairro tem sua identidade e precisa ter um tratamento diferenciado. Dentro da cidade se tem várias cidades.” Luiz Otávio Abreu, consultor técnico, fez uma avaliação da Etapa Bairros e fez uma projeção das próximas fases. As universidades presentes, Ulbra, Unisinos e PUCRS apresentaram resultados dos encontros a partir de seus eixos temáticos: desenvolvimento econômico, desenvolvi- mento humano e desenvolvimento urbano e ambiental. Logo após, foi apresentada a plataforma portoalegre.cc. Zalewski apresentou as ações futuras propostas por entidades e organizações parceiras do V Congresso da Cidade. Os representantes dos bairros e comunidades também se manifestaram. Na próxima fase, as decisões tomadas nos bairros da Capital serão levadas para as regiões administrativas (regiões do Orçamento Participativo). Com o encerramento da Etapa Bairros, mais de 5 mil lideranças locais foram envolvidas nas discussões. A expectativa é de que aproximadamente 12 mil pessoas participem até o final do congresso que servirá de base para o planejamento do futuro da cidade. OP chega a Nova York O Orçamento Participativo, que completa 22 anos em Porto Alegre, vai ser adotado também em Nova York, nos Estados Unidos. No momento, a cidade está preparando as bases para a escolha da população sobre as prioridades do orçamento, que deve ocorrer em março de 2012. Nos últimos meses, as autoridades têm trabalhado com um Conselho e 40 organizações para projetar e planejar o processo. Nesse momento, moradores de Nova York começam a se reunir para discutir as prioridades locais e propor projetos para atender às necessidades das comunidades. COMUNIDADES RECEBERÃO PROJETOS U ma série de projetos envolvendo Prefeitura, comunidades e entidades parceiras do 5º Congresso da Cidade ajudará a fortalecer o desenvolvimento das regiões de Porto Alegre e ampliar as ações de cuidado com a cidade. Projetos voltados à prevenção de drogas, preparação de jovens para o mercado de trabalho, reciclagem e cultura ganham força nas redes do Congresso. Esse conjunto de projetos estará à disposição dos Comitês de Mobilização dos bairros para transformar alguns dos desejos das comunidades em ações concretas. A interlocução entre a Prefeitura, entidades e comitês será feita pelo Observatório de Porto Alegre, que receberá os projetos de adesão, organizando junto às entidades o processo de seleção. Não haverá custos para os interessados em participar. Veja alguns projetos de como melhorar a cidade: Prevenção ao uso de drogas (Brigada Militar PROERD): O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência ampliará sua ação junto a escolas do município com a Secretaria da Educação. Pais também receberão orientações em reuniões e palestras. Estante Pública (Instituto Nômade): disponibiliza livros para leitura de usuários de paradas de ônibus. Em parceria com o Congresso da Cidade, poderá expandir essa ação para novos bairros. Jovens: O projeto “Na Boa em POA” está reunindo jovens de seis grandes regiões da cidade para mais de 50 eventos de reflexões, oficinas de vídeo, mostras e trilhas ambientais. Capacitação: Através do Senac Comunidade, palestras e oficinas poderão ser aproveitadas pelos Comitês de Mobilização em cada região da cidade. Os cursos são voltados ao mercado de trabalho. Empreendedorismo: Através do Sebrae, será disponibilizado às comunidades o curso Aprender a Empreender, com orientações para a abertura de um negócio. Através do “Juntos Somos Fortes”, as comunidades terão orientações sobre como desenvolver projetos coletivos. Empresário do futuro: A Junior Achievement disponibilizará uma série de atividades para jovens que queiram conhecer o mundo dos negócios. Entre as ações estão a apresentação a alunos de noções básicas sobre economia de mercado, planejamento de negócio e opções de carreira, além da oportunidade de conhecer a jornada de trabalho de um profissional de uma área de interesse. Meio ambiente e finanças: O Banrisul oferece uma série de possibilidades, como oficina de reaproveitamento de materiais, noções sobre financiamentos para pequenos negócios e administração de recursos, mantendo a sustentabilidade financeira. A instituição também tem ações voltadas para implantação de hortas comunitárias. Voluntariado: A Parceiros Voluntários desenvolve ações de cuidado com a cidade. vcongressodacidade.blogspot.com Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 12 Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista Uma receita fácil, barata e saborosa Baked Potato Recheada com Salsicha e Requeijão Ingredientes: - 4 batatas grandes e retas, com casca e bem lavadas Para o recheio: - 1 copo de requeijão (200 g) - 6 unidades de Salsicha Hot Dog Perdigão, em cubinhos - 4 ramos de salsa picados - folhas picadas de 2 ramos de alecrim - sal a gosto - ½ xícara (chá) de queijo parmesão ralado fino Preparo: 1) Asse as batatas: preaqueça o forno em temperatura média (180°C). 2) Com um garfo fure as batatas e embrulhe cada uma em uma folha de papel-alumínio dupla. Acomode-as em uma assadeira e leve ao forno para assar por 1 hora 30 minutos. 3) Quando as batatas estiverem macias, desembrulhe-as, e espere que esfriem um pouco. Faça um corte em cruz em cada uma e retire a casca dessa parte superior. Aperte um pouco a parte cortada, para que as batatas se abram. 4) Com uma colher, retire um pouco dessa polpa (cerca de 2 colheres de sopa) e coloque em uma tigela. Reserve. 5) Prepare o recheio: na tigela com a polpa das batatas, coloque o requeijão, as salsichas, as ervas e misture. 6) Polvilhe um pouco de sal nas cavidades das batatas, preencha-as com o recheio e polvilhe o parmesão. Leve ao forno médio (180°C) por 20 minutos para aquecer e dourar. Sirva em seguida. Rendimento: 4 porções Tempo de Preparo: 30 minutos Tempo de Forno: 1 hora e 50 minutos Nível de Dificuldade: intermediário Fotos Divulgação Para provar que salsicha vai bem com diferentes pratos, mais uma vez a Perdigão trouxe uma receita diferente. Para animar o final de semana é vez de uma deliciosa Baked Potato Recheada com Salsicha e Requeijão, rápida, fácil e barata o sucesso está garantido na cozinha. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 13 Por Marcelo Oliveira da Silva - Coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal da Cultura Trilhando a Última Estrada da Praia Última Estrada da Praia, longa de estreia de Fabiano Souza, é a mais nova produção local a entrar em cartaz nos cinemas de Porto Alegre. O filme resulta de um projeto televisivo sobre escritores gaúchos, rodado em diferentes locais do Estado, no qual o diretor apresentou uma adaptação do conto O Louco do Cati, de Dyonélio Machado, ambientado no litoral. A partir desse material foram construídos os 93 minutos da versão atual. A história começa quando dois amigos e a namorada de um deles resolvem ir para o litoral de carro, sem destino específico. Sem parceira pra equilibrar com o romance do casal que se derrama em beijos nos bancos da frente do carro, o outro encontra num bar de esquina um sujeito singular, mudo, com cara de assustado e sem rumo, e espontaneamente leva-o para a aventura. O que se segue são estripulias de jovens em férias, ambientadas em locais nada turísticos e fora do verão, ou seja, muita solidão e umas poucas almas sedentas de uma quebra na monotonia diária. A farra, de inspiração existencialista bem ao estilo dos anos 60, tem seu final quando eles resolvem explorar praias ainda mais solitárias ao sul e o carro dá sinais de pane. O casal decide voltar e Norberto, o impulsivo chefe do grupo (interpretado pelo bonachão Marcos Contreras), decide seguir seus desejos de explorar o desconhecido, levando consigo o mudo inocentemente maluco (Rafael Sieg). Nesse ponto a história muda completamente. Se até ali o filme interessa mais pelo registro atual de imagens conhecidas do público gaúcho, filmadas com uma estética contemporânea, ou aos jovens de outras regiões pela alegria ingênua de pós-adolescentes descobrindo as delícias de férias e liberdades sexuais, é na ruptura do quarteto que a história diz a que veio. Embora não haja espaço para psicologizações de parte dos autores do filme (ainda bem!), nem interesse desse resenhista em entrar nessas minúcias, convido o leito a acreditar que a obra alcança seu objetivo com uma boa encenação dos primeiros passos de Norberto (o protagonista) em seu desejado processo de transformação. (Se o leitor gosta de assistir a esses processos, bem, daí é outro departamento.) Já disse que a estética é contemporânea e que o viés do filme é de um existencialismo próprio dos anos 60; e essas são duas boas qualidades do filme. Os movimentos de câmera, quase sempre na mão e os usos propositadamente erráticos de plano e contra-plano nos diálogos encerram algumas homenagens ao Acossado de Jean-Luc Godard e à Nouvelle Vague francesa, um dos movimentos cinematográficos mais influentes da linguagem cinematográfica atual. O uso do som apoia bem essa intenção, embora eventualmente passe um tanto do que seria recomendável - a não ser talvez que você conheça a banda e a música escolhidas e ainda curta ver um vídeo clipe dentro de um filme. Outra boa escolha foi da dupla Contreras-Sieg, que segura bem a parte mais caudalosa do filme. A dupla de namorados, Miriã Possani e Marcelo Adams, porém, não tem nem de longe a naturalidade necessária para atuar com câmaras tão próximas (boa parte do filme se passa no carro ou em bares e quartos de hotel) ou para falar tanto texto. Aliás, senti falta de cenas que dessem o recado sem diálogos. Se por um lado o excesso de conversa é um traço inerente ao comportamento de jovens em grupo, transpor esse fato numa escala 1:1 para a tela é tão pouco charmoso quanto qualquer falastrão. O roteiro talvez devesse ter dormido um tanto mais na gaveta, de modo a também delinear melhor a aventura pessoal de Norberto. As cenas finais apontam para uma descoberta de seu amigo maluco com relação aos surtos detonados por sirenes de ambulâncias, mas deixam inconclusa a trajetória do protagonista. Também há algumas cenas estendidas para além do necessário. Para essas, encontro uma justificativa: eventualmente estão ali (junto com os mencionados vídeo clipes) para conferir ao filme os mágicos 90 minutos que fazem com que caiba perfeitamente nas grades de programação das salas de cinema. Lembrando que o projeto original, televisivo, tinha pouco mais de meia hora. Contudo, isso não atenua o incômodo do espectador. Arrisco supor que cortando boa parte das repetições, pedaços supérfluos de cena (homenageado pelo filme, Godard cortava seus planos e contraplanos exatamente para enxugar a narrativa) e clipes, explorando em compensação mais câmeras subjetivas do louquinho ou de Norberto, o resultado teria sido mais autoral. E combinaria ainda mais com o existencialismo da Nouvelle Vague. Para o fim, o melhor. Última Estrada da Praia consegue emocionar. E acredito que não falo apenas daqueles que terão suas memórias de aventuras passadas na praia reforçadas pela geografia exata de onde elas aconteceram, com todo aquele vento, aquela água achocolatada e aquela solidão de paisagens divididas meio a meio entre mar e areia, como será o caso de espectadores gaúchos. Há ali um impulso libertário de vida genuíno. Há uma pulsão realmente existencialista na busca de Norberto estampada na tela. Aliás, também arrisco dizer que Norberto é talvez o mais carismático personagem do cinema gaúcho desde Anahy de las Misiones (de Sérgio Silva). Não é pouco, tanto mais em um filme de estreia. Foto Marcelo Amaral As Bufa Um teatro abandonado serve de refúgio às mendigas Celói e Ventania. Certo dia, as poltronas do teatro, habitualmente vazias, são ocupadas por um público desconhecido e aproveitam a oportunidade para apresentar suas habilidades artísticas, passando por personagens como Adão e Eva, deus e o diabo, Xuxa e até uma senhora descendente de alemães, fã de Hitler. Assim, com simpatia e graça, mas também com perspicácia e desconfiança, Celói e Ventania vão desvelando suas vidas ao público, que pouco a pouco vai passando de simples espectador à essencial testemunhas. Direção Tatiana Cardoso Atuação Aline Marques e Simone De Dordi Atuação: Aline Marques e Simone De Dordi Texto: Aline Marques, Simone De Dordi e Tatiana Cardoso. Trilha Sonora original: Roger Wiest. Figurinos: Aline Marques e Simone De Dordi. Cenário: Aline Marques, Simone De Dordi, Tatiana Cardoso e Patricia Preiss . Iluminação: Anilton de Souza. Fotos: Marcelo Amaral Contatos Produçao: [email protected] Aline Marques (51) 9118.3319 Simone De Dordi (51) 9868.0447 Espetáculo teatral adulto - Curtíssima temporada! 29 e 30 de Outubro às 21h - Tepa - Teatro Escola de Porto Alegre (Rua Cristovão Colombo, 400) A Usina do Pastel chega ao segundo semestre de 2011 com ótimas novidades! Além de estar as vésperas de lançar o novo design de seu site a Usina lançou mais de 15 novos sabores que se juntam aos mais de 60 já existentes. Entre as novas opções, destacamos: o número 67 (Margarita), o 71 (Carne, ovo, cebola, bacon e requeijão), o 73 (Catupiry, provolone, tomate, alho e parmesão), o 76 (Tomate seco, rúcula e ricota) e o 78 (Alcatra, queijo gorgonzola e cebola caramelada). Vale a pena lembrar que os novos sabores não são apenas de Pastéis, mas também das deliciosas panquecas e batatas recheadas que a Usina oferece! Você pode desfrutar dos produtos da Usina do Pastel visitando-a na Cristóvão Colombo, 2614, solicitando via online através de www.usinadopastel.com.br ou ligando diretamente para 3337.0141 ou 3029.0142. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 14 Foto Luciana Thomé Por Sergio Napp - Escritor Circunstâncias Dadas as circunstâncias a coisa não tá boa, diz o velho timoneiro ao ver o rombo no casco do barco e a água entrando. De imediato apanha madeira, pregos, cola, estopa e tenta remediar a situação. A coisa não está boa para os presos da penitenciaria de Apanhador em Caxias. Aliás, não está boa para ninguém aqui destas bandas. Há quem não abra mais o jornal e procure não ouvir noticiários. Como se enterrar a cabeça na terra fosse a solução. A coisa não está boa para os professores que acreditaram nas promessas eleitoreiras e agora descobrem que não há dinheiro e que mais quatro anos se passarão entre idas e vindas. E a tal de vontade política cobrada de outras administrações? O problema, talvez, é que vontade não rime com dinheiro em caixa. Que existe, todos sabemos, mas que a poucos se destina. A coisa não está boa porque uma crise se avizinha. Provavelmente impostos serão temporariamente eliminados para que o povo, em sua ânsia destrambelhada, continue consumindo. Milhares de carros novos serão incorporados à frota atual. O problema é que não há verba suficiente para as obras de infra-estrutura. Em consequencia, as cidades entupirão de vez. Um benefício: o governo poderá prescindir dos pardais e economizar uma nota. Que irá para onde mesmo? A coisa não está boa porque teremos uma Copa e, logo depois, uma Olimpíada. Ainda se fosse uma ou outra, mas não. Nossa megalomania congênita não aguenta um evento apenas. Nossos governantes e empresários precisam das duas para que o dinheiro que não existe passe a enfeitar seus bolsos. Contam que um dos motivos da derrocada da Grécia foram os custos da Olimpíada. Será? Precavenham-se, portanto. O custo das Olimpíadas no México já ultrapassou dez vezes o valor estimado. E as obras não estão prontas às vésperas da abertura. Em nossa terrinha se dará o mesmo? Ou será pior? Quem sabe começamos a estocar alimentos? A coisa não está boa na saúde. Há gente morrendo pelos cantos sem que muitos percebam. Aliás, houve quem afirmasse que em matéria de saúde éramos uma potência de primeiro mundo. Será que os pais, parentes, amigos, dos mortos por falta de leito concordam? A coisa não está boa, e sentimos, quando vamos ao supermercado. Por mais que a inflação berre que tudo está sob controle, a caixa registradora acusa que os preços aumentam a cada semana. A coisa não está boa quando vamos ao posto de gasolina. No início de setembro, ao sair em viagem, colocava gasolina a R$ 2,49. Hoje, raramente por menos de R$ 2,80. Diante da pergunta, quando voltarão os bons tempos, os frentistas respondem que depende do cartel. Quem será, onde mora, este senhor Cartel que dispõe de tanto poder? As nossas amadas e idolatradas autoridades por acaso o conhecem? A coisa não está boa, sussurram de ouvido em ouvido estas gentes mal agradecidas. Quem poderia auxiliá-los, finge que não vê, nem ouve. São mundos paralelos. Nunca haverão de se encontrarem. Nem que a vaca tussa. Nem que o cachorro rejeite a linguiça. Nem que o gaúcho abomine o churrasco. Continuaremos tentando evitar que a água afunde o barco com madeira, pregos, cola, estopa. Até que os anjos digam amém. E se não disserem nada, qual a diferença? Foto: arquivo pessoal Por Jaime Cimenti - Jornalista e Escritor Dinossauros de David Normann, diretor do Museu Sedwick de Geociências, analisa a evolução da arqueologia. Revela novas visões sobre os antigos animais, mostrando que eram mais ágeis e inteligentes do que já se pensou. Normann especula que os dinossauros podiam ter os corpos cobertos de penas. 192 páginas, L&PM Pocket, www.lpm.com.br Como se expressar em público de Jean-Denis Ménard apresenta noções-chave, situações reais e soluções concretas sobre o tema. Ensina a todos, que tenham talento ou não para falar em público, a desenvolver e estimular a aptidão para falar em público. Editora Vozes, 184 páginas, telefone 3226.3911. A vida é breve e passa ao lado do escritor e advogado Henrique Schneider reúne contos publicados na coluna dominical Vida Breve do autor no jornal ABC Domingo. Relacionamentos, pequenos crimes, solidão e outros temas atuais aparecem na forma leve do texto de Schneider, que é autor, entre outros, do romance O grito dos mudos. Dublinense, 96 páginas, [email protected], www.dublinense.com.br Trabalho e utopia na modernidade da professoradoutora Suzana Albornoz inicia com a leitura de Utopia de Thomas More, passa pela Cidade do Sol de Tommaso Campanella e por Considerações sobre o governo da Polônia de Jean-Jacques Rousseau e, ainda, pelo O novo mundo industrial e societário de Charles Fourier e O direito à preguiça de Paul Lafargue. Editora Movimento, 176 páginas, telefone 3232.0071 e 3232.0001. Nós passaremos em branco de Luís Henrique Pellanda, jornalista, músico e escritor, traz crônicas sobre pessoas, fatos e cotidiano do centro de Curitiba. O autor com humor e perspicácia revela o que há de perverso e de encantador nas pessoas, na vida e nos cenários da cidade de Dalton Trevisan. 190 páginas, Arquipélago, 3012.6975, www.arquipelagoeditorial.com.br A flor fugaz traz sonetos do médico e poeta José Eduardo Degrazia, autor de dezesseis obras publicadas. “Porque se despe na tarde/e convida ao sortilégio/de sua carnação madura/ pétala que apura o tempo” são exemplos de versos bem trabalhados, que mostram que a antiga forma ainda pode inspirar bons poemas. 80 páginas, WS Editor, telefone 3029.7018, 3029.7028, 3029.7461 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 15 Foto Tonico Alvares Por Paulo César B. do Amaral - Artista plástico, curador e escritor E correr, pode? A peça publicitária em que Gisele Bündchen aparecia em lingerie, tentando obter a compreensão do marido - parece mentira -, ocupou tanto espaço dos órgãos responsáveis por considerações reguladoras de um sistema pretensa e politicamente correto, se é que podemos dizer assim. Foi mais um ato da ineficiência dessas repartições que não têm mais nada o que fazer. Na prática, terminou por impedir a exposição de alguma coisa que ao menos faria bem aos olhos e à alma, muito mais que tantas obras de arte que andam por aí, e nem de perto comparáveis à obra-prima-viva que é a Gisele, ainda mais em lingerie. O ato faz parte dessas investidas da burocracia brasileira que, mergulhada num mundo de faz-de-conta, deixa de ver – e de fazer - o que realmente interessa. Em matéria de publicidade, pouco se fala sobre peças que contêm forte estímulo ao consumo de álcool, ao mesmo tempo em que de outro lado institutos e fundações procuram desesperadamente coibir os acidentes causados pela bebida. Indo por aí, deparamos com outro assunto afim, sobre o qual nada se fala: a publicidade de veículos, em geral grandes e potentes camionetes com seus donos que dirigem perigosamente e que por vezes falam no celular ao volante. Quem me chamou a atenção sobre isso foi meu irmão mais novo, que perdeu sua primeira filha num acidente de carro. Subliminarmente eu já concordava com a idéia, mas passando a observar melhor, percebi que na prática todas as peças publicitárias sobre veículos contêm imagens de camionetes que saltam montanhas e que transpõem obstáculos inimagináveis. Ou de automóveis que andam perigosamente a toda velocidade dentro da cidade. E de motoristas que fazem “pega” em subsolos de edifícios. E de outros que estacionam em alta velocidade dando um bem sucedido cavalo-de-pau. Tudo isso como nos filmes de ação a em que polícia corre atrás do bandido. Alguma imagem de um automóvel em baixa velocidade, passeando pelo campo, por exemplo, com um casal observando a natureza antes do piquenique que vai fazer, algo assim contemplativo como a Gisele Bündchen em lingerie, alguma coisa que realmente faça bem aos olhos e à alma, nem pensar. Acho que já é tempo de nos ocuparmos deste assunto, quando mais não seja para, a exemplo das peças publicitárias apregoando o charme do drink do final do expediente, pelo menos aplicarmos em correspondência alguns dizeres ao final da propaganda, como: “Se for dirigir, não corra”. Será mais uma hipocrisia, isso sabemos, mas pelo menos poderemos dizer, como no caso da bebida alcoólica, que houve tanta preocupação sobre este assunto quanto sobre o da Gisele em lingerie. Por Renato Pereira - Jornalista O cutuco O bom da velhice é a descoberta da calhordice, da qual nós já fomos adeptos sem saber que éramos. Tanto li que acabei perguntando do que se tratava: o tal de “cutuco”. O cutuco esse quer dizer “estou afim”. Mas a língua portuguesa é muito rica para ficar no simplismo de um cutucão. Poderia ser “te quero”, “gostaria de”, “me dá uma chance”, “te espero na esquina”, “sou feio mas tu tiras os óculos”,“caso não tenhas marido, eu tenho: eu”. Enfim, uma gama infinita de propostas bem mais criativas e cativantes do que o infame do “cutuco”. Consta que chegou com as ditas Redes Sociais, onde os tímidos se escondem e os psicopatas botam a foto emprestada. E a maioria está ali na vã esperança do “cutuco”. Leia-se que coisa mais brega: eu te cutuco que tu me cutucas. Coisa de solteiro ou casado com Alzheimer, que esquece inclusive o que aconteceu na noite anterior. Acordado pelo cutuco da mulher, o marido devolveu o cutuco, e foram cutucar um para cada lado, locupletados do chamado mau humor conjugal, tudo por causa do miserável cutuco. Então o cutuco é, no mínimo, uma agressão entre sexo opostos, ou iguais eu casaram entre si. O Figueroa de colorada saudosa memória, cutucava com a maior propriedade e era odiado pelos adversários pela sua mágica capacidade de cutucar. Hoje se alguém disser que alguém do Inter cutuca, o cara vai para o banco porque está tentando “ficar” com alguém justo no dia da concentração. Não se fala mais português, resmunga-se o faceguês, o badooguês, o linkedês e outras tantas redes que ainda não me foram apresentadas, aliás, cutucadas. Estou no Face e o no Linkedin, mas até agora ninguém me cutucou. Só pode ser um fenômeno da longevidade. Ninguém cutuca alguém com mais de 50 porque pode quebrar com a osteoporose. O cutuquismo chegou com toda força e não pretende descutucar tão cedo. Até as mães solteiras, ou mais modernamente falando, as de “produção independente”, não contam que estão grávidas, apenas argumentam que foram cutucar sem as devidas precauções. O cutucador não tem a menor culpa no cartório. Aliás, ela nem viu direito quem era o pai, porque, para parecer no escuro como na foto do Face, ele não permitiu ser visto pelado de luz acesa. Velhos tempos em que as pessoas se conheciam face to face, se amassavam no portão e o cutuco era o início de uma briga com sopapos recíprocos entre eles e puxões de cabelos entre elas. O cutuco foi total e inexoravelmente desmoralizado. “Diga-me quem cutucas que dir-te-ei quem és”. O mundo moderno enlouqueceu de vez via web. Eu cutuco, tu cutucas, ele ficou todo roxo de tanta cutucada. Isso era um Universo bem mais racional, romântico e apropriado para as relações pessoais. Cutuca-me ou deixe-me. Boa frase para campanhas políticas. Faz lembrar outra, o ame-o ou deixe-o, aquela que queiram que todos fossem embora do Brasil. Quando diziam que não se cutucava onça com vara curta. Hoje mudou. Pode cutucar à vontade porque a turma do mensalão (lembram?) já vendeu a onça há horas. Não sou de balada, mas imagino. Quando os jovens perguntam uns aos outros quem foi que cutucou quem, em meio às cotoveladas (diga-se cutucadas) necessárias para que se chegue ao toalete, que o porre que entrou precisa sair. Mesmo não tendo a menor idéia de como vai se chamar o próximo modismo das Redes, arrisco em substituto do cutuco: vai se chamar “enfia”, no bom sentido. A linha na agulha, por exemplo. E caso alguém aceite outra intenção, será bem melhor do que “cutuca”. Pelo menos o “enfia” não deixa marcas de equimoses. CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO - AUXILIADORA - CIDADE BAIXA MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO - ZONA NORTE - ZONA SUL E FLORESTA Palácio Piratini - Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Secretaria Estadual de Educação – Depto. Pedagógico - Assessoria de Projetos Especiais para 258 Escolas Estaduais – SMED – para 92 Escolas Municipais - Secretaria Municipal de Cultura - Centro Municipal de Cultura - SETUR - Secr. de Estado do Turismo - Usina do Gasômetro - Teatro da Ospa - Teatro de Câmara - Museu da Comunicação Social - Teatro de Arena - Teatro Bruno Kiefer - Salão de Atos da UFRGS - Assembléia Legislativa - Solar dos Câmara - Theatro São Pedro - Casa de Cultura Mário Quintana - Teatro do SESC - Curso Mauá - Rede Hoteleira - Shopping Praia de Belas - ARI - Ass. Riograndense de Imprensa - Sind.Comp.Musicais do Estado/RS - Academia Kyokushin - Sec. de Cultura do RS - Agências de Publicidade - IOF-Instituto Ortopedia e Fisioterapia - Museu Joaquim José Felizardo - Arte Café - Bazar Londres - Guarida Imóveis - Clínica Menino Deus - AGAPA (Associação Gaúcha de Pintura Artística) - GBOEX Previdência Privada - Confiança Companhia de Seguros - Super Pizza - Espaço Dança e Memória - Instituto Estadual de Cinema (SEDAC) - Secretaria Estadual da Saúde – Cia. das Pizzas - Ótica Andradas - School - Casa dos Óculos - Tia Iara - Líber Livros - 5 à Sec - .com Cyber Café - Gambrinus - Pronto Olhos - Anita Cell - Rede Drogadil - Cachorro do Rosário (Emancipação, Shopping Total e Mariante) – Churrascaria São Rafael - Barranco - Livraria Nova Roma - General Rock - Fisk - Bar do Beto - Laboratório Marques Pereira - Mauá - Biblioteca Pública do Estado - Haiti - Ótica Moinhos de Vento - Wow! - DAER - Zil Vídeo - Livraria Vozes - Trianon - Café Arte & Cia - Homeograal - Assistir Escitório de Advocacia - Se Acaso Você Chegasse - Livraria Londres - Banca 43 - Livraria do Mercado e Banca Bang-Bang - Palavraria Livraria-Café - Panificação Copacabana - Bar e Café Pan Americano - Bar Chopp e Restaurante Pacífico - Chopp & Companhia - Copão - Papillon - Sierra Maestra - Restaurante Natural Flor de Maçã - Planet Dog - Escola Arte Educação - Morano - Galeria Arte & Fato - Beiruth - Maomé - Matheus Confeitaria, Buffet e Café - Essência da Fruta – Academia Bio Ativa – Só Portáteis - Cyber Point - Bazar Londres - Print Cópias – Paradouro Pet – Drogabel – FINASA – Porto Pastéis – Roberto Celular – COMUI: Conselho Municipal do Idoso – SIMPA: Sindicato dos Municipários de POA - Lyon Press - Ferragem Bom Fim – Ferragem Igor – Óptica Santo Antônio – Belver Óticas – Brubins Bistrô Cafeteria Congelados – Feito à Mão Café – Café Paris – Centralfarma - Color House - Stratus Celular - Café dos Cataventos – Casa de Ferragens - Corebrás - Café do Porto – Café - Clínica Visão – Restaurante Solle Mio - Café Concerto Mário Quintana - Companhia do Cachorro do Rua da Praia Shopping - Garcias Churrascaria – Garcias Bar - Cachorro Gordo – Clindent – Laboratório Crol – Móveis Masotti – Personalle – Todeschini - LilliPut - Jazz Café – El Viejo Panchos - Le Bistrot - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria – Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua – Sexxxy Butik – Bella Morano – Sulina Grill - La PizzaMia - Churrascaria Laço Aberto - Churrascaria Schneider - Silva & Rossol Advogados Associados - SIJ – Serviço de Informação do Judiciário - Via di Trento - Villa Rústica - Café Correto - Miau da Cabral - Churrascaria Komka - Churrascaria Santo Antônio – Lamb’s – Drogamaster – Tablado Andaluz: Curso de Dança e Restaurante – Copão - Parque Virtual - ABIC - Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural - Consultório Dr. Nilton Alves – Piovesani – Radimagem – Jazz Café – Bar da Bel – Tortaria – LilliPut - Le Bistrot - Café Correto - RD-Assessoria Jurídica - Estocke Off - Centro Médico Rubem Rodrigues - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Ponto de Antiguidades - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria - Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Vinhos Giuliano - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua - Vila Madalena - Chopp Stübel – Casa Elétrica – Advogare – Assessoria Jurídica – Tec Líder - Mac Dinhos - Cachorro do Porto - Castanhas Express - Per Tutti Galeto - Sashiburi - Peppo Cucina - Bom Bocado - Churrascaria Laço Aberto - Baumbach Restaurante – Churrascaria Na Brasa - Miau da Cabral - Xis Moita - Opus - La Chiviteria - Se Acaso Você Chegasse - AGEA - Assoc. Gaúcha de Economiários Aposentados - Cine House - Home Theater Automação Residencial - IOF - Telas Gaudi - Intit. de Ortopedia e Fisioterapia - Sapere Audi!Livros - Clínica Odontológica Dr. Nelson Monteiro - English Consultancy - Radicom - Clinica de Diagnóstico Médico por Imagem - SAT Aeroporto Internacional Salgado Filho - SAT Mercado Público do Bom Fim - SAT Mercado Público - SAT Usina do Gasômetro - SAT Linha Turismo – Terminal Linha Turismo - SAT Praia de Belas Shoping - SAT Shopping Bourbon Country - SAT Moinhos Shopping – SAT Shopping Total – FAMURS: Federação das Associações de Municípios do RS - Ritter Hotel - Porto Alegre Ritter Hotel – Novotel - Hotel Deville – Hotéis Continental - Everest Hotéis - Harbor Hotéis - Plaza São Rafael - Plaza Porto Alegre – Rede Versare - Hotel Sheraton Porto Alegre - Big Sisor Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Fotos Arquivo Peterlongo Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista Vinícola lança campanha com desfile temático no interior de seu castelo em Garibaldi Única a poder utilizar a denominação “champagne” em seus produtos, primeira a conquistar uma Medalha de Ouro em concursos internacionais e pioneira na exportação da bebida. É com este bouquet que a Vinícola Peterlongo, de Garibaldi – Capital Brasileira do Champagne -, lançou uma campanha que une qualidade, elegância e exclusividade. E nada melhor do que um desfile temático no interior do castelo da empresa, em Garibaldi, para dar o start na ação que busca ampliar em 30% as vendas que hoje são de 450 mil caixas por ano, ou seja, passar a operar com 585 mil caixas no período. Com o mote “Primeiro e Único Champagne do Brasil”, a campanha, que ganhará força durante a Fenachamp 2011 (realizada nos finais de semana de outubro), chega para reforçar os diferenciais da vinícola e, com isso, aumentar sua produção que comporta 900 mil caixas por ano. Para isso, a empresa aposta na exclusividade de seus produtos, característica adquirida justamente por ser a única vinícola do Brasil que pode utilizar a denominação champagne. Atendendo a todo território nacional e exportando para países como Colômbia, Japão e África do Sul, a Peterlongo mantém um quadro funcional médio anual de 60 colaboradores. O champagne responde por 90% da produção. Os vinhos finos representam 10% com previsão de aumento. Às vésperas de completar um século - em 2013 -, a vinícola cada vez mais se dedica a excelência de seus produtos. E é justamente esta qualidade que levou a Peterlongo a ser a primeira vinícola brasileira a obter uma Medalha de Ouro em concursos internacionais e a ser pioneira na exportação de seus champagnes. Aplicando métodos de elaboração usados pelos franceses, Manoel Peterlongo – o fundador -, ergueu a vinícola com pedras de basalto, e em seu interior construiu uma cave subterrânea com climatização natural onde repousam as preciosas garrafas de seu Champagne “Elegance” e que até hoje é atração entre os turistas. Obrigatório em solenidades do governo Getúlio Vargas e elogiado pela rainha da Inglaterra, Elizabeth, o champagne Peterlongo conquistou o direito de ser único, exclusivo. 24 J ORN AIS Modelo Odelta Simonetti 1 MILHÃO DE LEITORES!!! Cia de Dança Cristina Pedron Cobrindo 80% dos bairros de Porto Alegre com distribuição gratuita. Sua Empresa vai ficar de fora? Pense nisso... www.redejornalpoa.blogspot.com (51) 3062.6744 [email protected] Apoio: Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto