XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
Maturidade e desafios da Engenharia de Produção: competitividade das empresas, condições de trabalho, meio ambiente.
São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de outubro de 2010.
AS CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS E O
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
DO HABITAT HUMANO
Edna dos Santos Alvarenga Waclawovsky (IST/SOCIESC)
[email protected]
Salete Martins Alves (IST/SOCIESC)
[email protected]
O Planeta caminha para um destino incerto no que tange ao meio
ambiente, já que as mudanças climáticas resultantes da falta de
conscientização e da adoção de atitudes economicamente viáveis,
ambientalmente corretas e socialmente justas por parte da sociedade
são perceptíveis nos dias de hoje. Neste contexto, este artigo tem como
objetivo apresentar algumas alternativas de construções sustentáveis,
de práticas já utilizadas e de modelos de certificação que podem ser
adotadas pela sociedade com o intuito de contribuir com o
desenvolvimento sustentável do habitat humano.
Palavras-chaves: Construções sustentáveis, construções verdes,
certificações para construções, sustentabilidade;,desenvolvimento
sustentável.
1. Introdução
A preocupação com a interferência do homem no meio ambiente tem aumentando a cada dia,
já que não é incomum ter-se notícias sobre grandes desastres ambientais em diferentes partes
do Planeta, podendo-se citar pelo menos 03 (três) catástrofes ocorridas em menos de 10 (dez)
anos. A primeira: a onda de calor que matou aproximadamente 35.000 (trinta e cinco mil)
pessoas na Europa, no verão do ano de 2003, 15.000 (quinze mil) apenas na França. A
segunda, o furacão Katrina que arrasou a cidade de New Orleans, nos Estados Unidos da
América, em setembro de 2005. A terceira e mais recente, ainda na lembrança de seus
moradores, estão às enchentes ocorridas em Santa Catarina, em novembro de 2008, durante as
quais muitas cidades do Estado, como Itajaí, Blumenau, Ilhota e Joinville foram atingidas.
Estas enchentes causaram muita destruição e trouxeram muitos prejuízos e perdas
irreparáveis.
O economista Sir Nicholas Stern publicou, em 30 de outubro de 2006, o relatório Review on
the Economics of Climate Change, primeiro relatório sobre os impactos econômicos causados
pelas mudanças climáticas em todo mundo. Neste relatório Stern afirma que: se a temperatura
aumentar 2ºC estarão em risco entre 15% e 40% das espécies vivas do Planeta; se o aumento
for entre 3ºC e 4ºC, mais de 200 (duzentos) milhões de pessoas serão afastadas de suas casas
para sempre, devido a enchentes e secas; se o aumento for superior a 4ºC, a produção de
alimentos em todo o Planeta será extremamente comprometida. O pesquisador afirma que se
nada for feito para reverter o quadro das mudanças climáticas, em média as temperaturas
aumentarão 5ºC em relação aos níveis pré-industriais (ROAF et al, 2009).
Pensando no que se pode fazer pelo Planeta enquanto ainda há tempo de se reverter as
previsões catastróficas e sabendo-se que os recursos naturais são finitos, já que estão cada vez
mais escassos, as construções sustentáveis surgem como uma excelente alternativa, já que traz
ganhos mútuos e grandes benefícios para a sociedade e para o desenvolvimento sustentável do
habitat humano, já que sabe-se que as construções são grandes consumidoras de energia e
geram mais da metade dos resíduos, dando grande contribuição às mudanças climáticas.
As opções para construir de forma sustentável são amplas e podem ser iniciadas com a
utilização de uma quantidade inferior de energia elétrica e de outros recursos naturais,
planejando-se desde o projeto de construção e a aquisição de insumos economicamente
viáveis, ecologicamente corretos e socialmente justos, passando pela pesquisa e pelo
desenvolvimento de métodos e materiais de construção que emitam uma menor quantidade de
CO2 na atmosfera (maiores responsáveis pelo aquecimento global), até a minimização dos
impactos ambientais por elas causados, através: da redução dos desperdícios e da geração de
resíduos; do reaproveitamento dos materiais descartados no meio ambiente, entre os quais
plásticos, madeira, ferragem, resíduos de construção etc.; da redução dos gastos com o
consumo de energia elétrica e água; da otimização da qualidade de vida dos moradores; de
atitudes saudáveis que contribuam com a preservação da natureza (ROAF et al., 2009).
Diante deste cenário, este artigo tem como intuito apresentar como as construções
sustentáveis podem contribuir com o desenvolvimento sustentável do habitat humano.
2. Metodologia
Para atingir ao objetivo proposto a metodologia utilizada terá: natureza aplicada, uma vez que
as autoras possuem razões de ordem prática para realizá-la (SILVA; MENEZES, 2001);
abordagem qualitativa, já que considerará uma relação dinâmica entre o mundo real e o
2
subjetivo (GIL, 1989, apud GURGUCZ; NASCIMENTO, 2007); objetivos: exploratórios,
descritivos e explicativos, pois as autoras têm como principais objetivos: proporcionar aos
leitores maior familiaridade sobre o tema de pesquisa, aprimorando as idéias; descrever as
características do tema, estabelecendo relação entre suas variáveis e o desenvolvimento
sustentável do habitat humano; identificar os fatores que determinam ou contribuem com o
tema, aprofundando o conhecimento da realidade (GIL, 2008); procedimentos técnicos
bibliográficos: uma vez que no decorrer desta pesquisa utilizar-se-á informações descritas em
fontes bibliográficas, entre as quais: livros de literatura corrente (obras literárias ou de
divulgação) e/ ou livros de referência (informativos: dicionários, enciclopédias, anuários e
almanaques ou remissivos), publicações periódicas (jornais e revistas) e impressos diversos.
3. O Desenvolvimento Sustentável e as Construções Sustentáveis
Segundo Acselrad e Leroy (1999, p. 17) o desenvolvimento sustentável “atende às
necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem
às suas próprias necessidades”. Este foi o conceito definido em 1987, pela Comissão Mundial
sobre o Meio Ambiente – CMMA das Nações Unidas. Esta comissão gerou o relatório
chamado de Nosso futuro Comum (em inglês, Our Common Future) ou relatório de
Brundtland (nome da primeira ministra da Noruega, Sra. Gro Harlem Brundtland que presidia
a CMMA na ocasião). Pode-se dizer então que o principal objetivo do desenvolvimento
sustentável é planejar as ações humanas para minimizar seus impactos sobre o meio ambiente.
Em 1994, Elkington (2001) criou a “Teoria dos Três Pilares” (em inglês, Triple Bottom Line),
um modelo de desenvolvimento que leva em consideração o desenvolvimento econômico, a
qualidade ambiental e a justiça social através de uma visão equilibrada de como fazer uso dos
recursos naturais, essenciais para que as gerações futuras tenham uma sociedade de
prosperidade e justiça, melhor saúde ambiental e melhor qualidade de vida.
Neste sentido, segundo a Câmara da Indústria da Construção – CIC (2008), as construções
sustentáveis devem proporcionar uma gama de benefícios que tenham como base os (03) três
pilares que compõem a sustentabilidade:
a) benefícios econômicos: as construções sustentáveis devem permitir a otimização dos
recursos financeiros empreendimentos em sua construção, afim de ofertar um retorno
financeiro justo aos empreendedores e acionistas, aumentando a produtividade dos
trabalhadores que estarão num ambiente saudável, seguro e confortável;
a) benefícios ambientais: as construções sustentáveis devem ser planejadas e concebidas
para: utilizar menores áreas de vegetação; otimizar o uso de materiais; gerar menos
resíduos nas fases de construção e de operação; consumir menos energia e água; serem
flexíveis, duráveis e passíveis de requalificação; serem vastamente reaproveitadas e
recicladas ao fim do ciclo de vida, já que com a redução de custos de construção, uso,
operação e manutenção das edificações é possível ter ganhos econômicos através de
benefícios ambientais;
b) benefícios sociais: as construções sustentáveis devem promover o desenvolvimento da
economia local gerando empregos e benefícios oriundos do pagamento de impostos,
aumentando a renda, bem como desenvolvendo a integração dos ocupantes da construção
com sua vizinhança e uma adequação arquitetônica em sua volta.
Já o Conselho Internacional para a Pesquisa e Inovação em Construção – CIB define a
construção sustentável como “o processo holístico para restabelecer e manter a harmonia
entre os ambientes naturais e construídos, assim como criar estabelecimentos que confirmem
3
a dignidade humana e estimulem a igualdade econômica” (CIB, 2002, p.8 apud CIC, 2008,
p.15).
Assim, segundo a CIC (2008), as práticas de sustentabilidade na construção são uma
tendência crescente no mercado consumidor, já que sua adoção é determinada como “um
caminho sem volta”, pois governos, consumidores, investidores e associações de classe
alertam, estimulam e pressionam o setor da construção a incorporar métodos de construção
sustentáveis em suas atividades. Para tanto, este setor precisa se aprimorar e se adaptar cada
vez mais as novas tendências de mercado, uma vez que as construtoras civis devem mudar
seus processos de construção de obras. Elas precisam elaborar um planejamento com
progressivas de sustentabilidade, a fim de que em cada obra sejam implantadas soluções
economicamente relevantes e viáveis ao empreendimento.
Com este intuito, o CIC (2008) afirma que para que qualquer construção seja considerada
“sustentável” deve oferecer um equilíbrio entre 04 (quatro) fatores básicos:
a)
b)
c)
d)
viabilidade econômica;
adequação ambiental;
justiça social;
aceitação cultural.
Da mesma forma, de acordo com CIC (2008), a Associação Brasileira dos Escritórios de
Arquitetura – ASBEA, o CBCS e outras instituições apresentam alguns princípios básicos
para construção de empreendimentos sustentáveis, dentre os quais se podem destacar:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
k)
l)
m)
o aproveitamento de condições naturais locais;
a utilização mínima do terreno e a integração da construção com o meio ambiente;
a implantação e a análise do entorno;
a redução dos impactos no entorno, entre os quais paisagem, temperaturas, concentração
de calor e sensação de bem-estar;
a preocupação com a qualidade ambiental interna e externa;
a gestão sustentável da implantação da obra;
a adaptação às necessidades atuais e futuras dos usuários;
o uso de matérias-primas que contribuam com a eco eficiência do processo;
a redução do consumo energético;
a redução do consumo de água;
a redução, a reutilização, a reciclagem e a disposição correta dos resíduos sólidos gerados;
a introdução de inovações tecnológicas sempre que possível e viável;
a educação ambiental, que envolve a conscientização de todos os envolvidos no processo.
Para ROAF et al. (2009), o Planeta hoje dispõe de uma vasta tecnologia, que pode ser
utilizada nas construções de empreendimentos sustentáveis e devem ser usadas a favor da
sobrevivência. Mas, não é apenas a atitude de alguns que vai reverter às previsões
catastróficas mundiais, o que ainda falta é a participação da sociedade nas mudanças que se
fazem necessária. Para eles é preciso adaptar com urgência:
a) a maneira de viver, de forma a reduzir as emissões de gases do efeito estufa até o ponto
em que cada ser humano seja responsável pela sua cota justa de gases do efeito estufa;
b) as construções, para que suportem com segurança e conforto os piores climas impostos
pela natureza;
4
c) as comunidades, para as mudanças que o futuro reserva, afim de aumentar sua capacidade
de recuperação para que as sociedades civilizadas sobrevivam a tais mudanças climáticas.
De acordo com Araujo (2005) há diversos tipos de construções sustentáveis: algumas buscam
tecnologias e outros, o reaproveitamento de materiais. Neste sentido, existem (02) dois
modelos de construção sustentável: o primeiro são as realizadas por profissionais da área que
durante sua formação são orientados a respeito de quais são e como podem ser utilizados os
materiais ecologicamente corretos e as mais modernas tecnologias sustentáveis; e a segunda
são os sistemas de autoconstrução que podem ou não ser coordenados por profissionais da
área e envolvem o conhecimento, a criatividade, a vontade pessoal e a disponibilidade de
recursos do construtor ou do próprio proprietário. Estas construções podem seguir os
seguintes critérios:
a) as elaboradas com materiais ecologicamente corretos, como as que podem ser construídas
das pela sociedade, a fim de contribuir com o desenvolvimento sustentável do habitat
humano;
b) as construídas com materiais de origem urbana, tais como garrafas PET, latas, papel
acartonado, madeira de móveis descartados e outros produtos reciclados;
c) as que utilizam materiais de demolição;
d) as que buscam materiais naturais disponíveis em locais próximos a obra, que utilizam
recursos e tecnologias sustentáveis de menor custo e baixa energia incorporada.
4. Certificações
O que define se uma determinada construção é ou não sustentável são os critérios adotados
pelos órgãos certificadores com o intuito de reduzir os impactos ambientais e os sociais
causados por uma construção. À medida que a sociedade exige a redução dos impactos
ambientais causados na maioria das vezes pelas atividades econômicas, os especialistas
buscam padrões que garantam à sociedade que os resultados desejados serão atingidos.
Existem muitos órgãos certificadores que avaliam e credenciam os critérios utilizados pelas
construções sustentáveis, dentre eles destacar-se-á:
 o norte americano Leadership in Energy and Environmental Design – LEED: criado em
2000 pela United States Green Building Council (USGB) o LEED (em português,
Liderança em Energia e Design Ambiental) conta com mais de 3.000 (três mil) projetos
registrados e mais de 410 (quatrocentos e dez) certificados. Seu sistema tem base no
fornecimento de créditos para atendimento dos critérios pré-estabelecidos. A certificação
realizada pela USGBC é valida por 05 (cinco) anos e seu sistema tem revisões regulares a
cada 03 (três) ou 05 (cinco) anos ou quando o órgão julgar necessário. Ele possui uma
estrutura simples, baseada em especificações de desempenho ao invés de critérios
prescritivos, toma como referência normas e recomendações de organismos terceiros com
credibilidade, entre os quais: American Society of Heating, Refrigerating and AirConditioning – ASHRAE, American Society for Testing and Materials – ASTM,
Environmental Protection Agency – EPA e Department of Energy – DOE, e teve grande
aceitação nas construtoras dos Estados Unidos da América (em inglês, United States of
America – EUA), seu país de origem, influenciando outros sistemas e abrangendo outros
países (SILVA, 2003 apud HERNANDES, 2006);
 o francês Haute Qualité Environnementale – HQE: O HQE (Alta Qualidade Ambiental,
em português) é uma importante ferramenta que auxilia os projetos de arquitetura em suas
fases evolutivas do planejamento à realização. É definido por 02 (duas) vertentes:
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Qualidade Ambiental da Edificação (QE) e Sistema de Gestão Ambiental da Operação
(SME) e tem como objetivo otimizar e/ou manter a qualidade dos projetos de arquitetura e
a funcionalidade da construção, sendo a qualidade ambiental da edificação definida por 02
(duas) áreas: gestão de impactos de uma edificação no ambiente exterior e criação de
ambientes interiores confortáveis e saudáveis. Por sua vez as 02 (duas) áreas são
organizadas em 04 (quatro) temas: eco construção, eco gestão, conforto e ambientes
salutares, sendo que a partir deste ponto são definidas 14 (quatorze) categorias ou
exigências ambientais particulares que apresentam metas de diretrizes e indicadores que
são classificadas sobre os 04 (quatro) temas especificados em cada projeto. Segundo
Gaudin e Bastos ([200-]) os referenciais QE e SME foram desenvolvidos paralelamente
para projetos HQE, sendo a QE definida por exigências específicas de acordo com a
integração da edificação ao ambiente exterior e a satisfação dos ocupantes nos ambientes
interiores e a SME baseada na norma ABNT NBR ISO 14001 (Sistema de Gestão
Ambiental – SGA) que defini as especificações e diretrizes para sua aplicação;
 o brasileiro Alta Qualidade ambiental – AQUA: de acordo com Prado (2008), o primeiro
selo brasileiro de certificação de construções sustentáveis foi criado no dia 03 de abril de
2008, pela instituição privada e sem fins lucrativos, Fundação Vanzolini, e teve como
mentores os professores dos departamentos de Engenharia da Produção da Escola
Politécnica e da Universidade de São Paulo – USP. Foi inspirado no selo francês HQE e é
o primeiro organismo certificador que levou em consideração as especificidades do Brasil,
tanto que desenvolveu 14 (quatorze) critérios para avaliar a gestão ambiental de obras e as
especificidades técnicas e arquitetônicas, devidamente agrupados em 04 (quatro).
5. O Impacto dos Materiais de Construção
De acordo com Fulano (1997), citar corretamente a literatura é muito importante. Reparem
que a citação de autores ao longo do texto é feita em letras minúsculas, enquanto que a citação
de autores entre parênteses, ao final do parágrafo, deve ser feita em letra maiúscula, conforme
indicado no próximo parágrafo.
De acordo com Antunes e Laureano (2008) não existem materiais para construção civil que
não agridam ao meio ambiente, pois desde a extração da matéria-prima até o seu transporte
eles danificam e poluem o meio ambiente.
Conforme Cipriani (2007), todo o processamento de materiais, de alguma forma, utiliza
energia, o que resulta no consumo de recursos naturais e também na poluição do meio
ambiente.
Segundo ROAF et al. (2009), talvez o maior fator de impacto ambiental ao projetar um
empreendimento é o quanto de energia será incorporada nos materiais de construção que serão
utilizados, pois esta energia será seu impacto mais significativo, uma vez que a energia
utilizada será não renovável.
Neste sentido, há diversos fatores que devem ser analisados durante a escolha dos materiais.
O primeiro envolve o impacto deste material no meio ambiente e o segundo sua vida útil e sua
incorporação ao projeto, avaliando a cultura e o estilo de vida do local no qual a construção
será realizada (ROAF et al., 2009).
No Brasil, as construções empregam materiais e componentes que possuem alto consumo de
energia em seu processo produtivo, podendo-se citar: o cimento, os metais sanitários, as
tubulações de aço, a cerâmica e o vidro (VALLIN, 2008), sendo que de acordo com Roaf et
al. (2009) os tijolos, os blocos de concreto e os pisos de madeira totalizam cerca de 50% da
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energia incorporada numa construção, assim como, conforme o CBCS (2009), a fabricação
dos diversos materiais utilizados na construção civil traz diversos impactos ao meio ambiente
como a destruição de biomas. Ainda, segundo esse órgão, os materiais utilizados nas
construções de moradias são um dos principais fatores de destruição do meio ambiente,
consumindo em torno de 40 a 75% dos recursos naturais, desconsiderando-se água e energia
elétrica.
Porém, de acordo com Antunes e Laureano (2008), na realidade não existem materiais 100%
sustentáveis, mas há alternativas que agridem menos o meio ambiente quando comparados
aos convencionalmente utilizados na maioria das construções. Assim, para escolher estes
materiais, a fim de realizar uma construção sustentável, deve-se seguir a alguns critérios, já
que ainda não existem normas que legalizam os materiais ecologicamente corretos. Neste
sentido, para que uma construção cause o menor impacto possível ao meio ambiente, segundo
Roaf, et al. (2009) é necessário analisar alguns fatores referentes aos materiais de construção:
a)
b)
c)
d)
e)
energia necessária para fabricar o material;
nível de emissão de CO2 durante a fabricação e o transporte;
impacto causado pela extração;
toxidade do material;
dano causado ao meio ambiente, ao final da vida útil.
Assim, entende-se que o principal fator que deve ser considerado é a energia incorporada nos
projetos. Entretanto, no momento não há informações disponíveis sobre a quantidade de
energia incorporada aos produtos, e por este motivo, segundo Roaf et al. (2009) deve-se
buscar o entendimento dos fatores que envolvem o assunto, a fim de que se possa escolher
materiais que contribuam com a preservação do meio ambiente e com desenvolvimento
sustentável do habitat humano.
Porém, segundo o CBCS (2009), escolher materiais para realizar uma construção sustentável
é uma tarefa difícil já que esses fatores englobam critérios econômicos, ambientais e sociais.
Assim, de acordo com o Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica
Sustentável – IDHEA (2009), como ainda não existe nenhuma norma que avalie os produtos
ecologicamente corretos, excluindo a madeira para a qual já há certificações, é necessário
conhecer alguns termos, entre os quais:
a) energeticamente eficiente: é aquele cujo processo de produção contribui com a redução do
consumo de energia elétrica;
b) produto ecológico: é todo produto de origem artesanal ou industrial que não polui, não
agride o meio ambiente e não possui em composição tóxicos que prejudiquem ao usuário
e ao meio ambiente;
c) produto reciclável: é o produto que no final da vida útil pode ser reciclado e reutilizado;
d) produto reciclado: é aquele que em sua composição tem uma porcentagem de matériaprima reciclada, ou que seja totalmente reciclado.
Neste sentido, deve-se dar preferência aos fornecedores que demonstram respeito por seus
funcionários, pelo meio ambiente e pela sociedade, assim como optar por fontes de energia e
iluminação naturais, telhados verdes etc., que serão apresentados a seguir:
5.1 Fontes de Energia
De acordo com Lamberts e Triana (2007) em um comparativo sobre a Oferta Interna de
Energia (OIE), realizado em 2002, a produção de energia mundial proveniente de fontes
7
renováveis foi de apenas 13,6%, sendo que nos países mais desenvolvidos, que são os mais
poluidores, somente 6% da energia é gerada por matriz energética renovável.
Segundo o Brasil.Bem (2005, apud LAMBERTS; TRIANA, 2007), as principais matrizes
energéticas mundiais de OIE são: o petróleo e seus derivados, com 34,9% de energia gerada;
o carvão mineral, com 23,5%; o gás natural, com 21,2%; a biomassa, com 11,4%; o urânio,
com 6,8%; as hidroelétricas, com 2,2%.
Já o Brasil, que possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, devido à
predominância das hidroelétricas como fontes geradoras de energia, está em uma posição
favorável no que tange ao assunto, uma vez que em 2004 o consumo de energia foi:
a) 43,8% oriundo de fontes renováveis, sendo:
 14,4% de hidroelétricas;
 27% de biomassas (produtos da cana, lenha e carvão vegetal).
b) 56,2% de fontes fósseis e energias não renováveis, entre as quais:




39,1% de petróleo e seus derivados;
8,9% de gás natural;
6,7% de carvão mineral;
1,5% do urânio.
Porém, segundo Goy (2009), apesar dos dados brasileiros serem animadores, se não houver
um planejamento para o fornecimento de energia no futuro, existe uma grande possibilidade
de que haja aumento nas fontes de energia elétricas denominadas “sujas”, já que o documento
do Ministério de Minas e Energia denominado Plano Decenal de Energia Elétrica, no qual
foram definidas as metas de produção de energia para o período de 2008-2017, prevê que a
capacidade de produção de energia no país saltará dos atuais 99,7 mil megawatts (MW) para
154,7 mil MW em 2017, sendo que 20,8 mil MW de um total de 55 (cinquenta e cinco) mil
MW (acréscimo na produção de energia entre 2008 e 20017) serão provenientes de fontes de
usinas térmicas também conhecidas como energia “suja” (nuclear, gás, carvão, diesel, óleo
combustível ou biomassas). O mesmo documento estima que 40 (quarenta) usinas movidas a
óleo combustível que são altamente poluidores e com elevados custos a economia do país
entrarão em funcionamento até 2017.
De acordo com Lamberts e Triana (2007), na Europa, aproximadamente 50% da energia
consumida é utilizada na construção e na manutenção de edifícios, enquanto nos EUA e no
Canadá, países com as melhores rendas per capita por habitante do mundo e com os maiores
índices de consumo de energia do Planeta (nos EUA cerca de 13.000 kwh/habitante e o
Canadá 15.000 kwh/habitante, principalmente devido ao uso de condicionadores de ar).
No entanto, o valor do avanço de fontes de energias sujas no país custará alto para o mundo,
já que atualmente, o Brasil emite aproximadamente 14 (quatorze) milhões de toneladas de gás
carbônico (CO2) na atmosfera por ano, valor que pode chegar a 39 (trinta e nove) milhões de
toneladas, caso estas previsões não mudem (GOY, 2009).
Assim como, segundo dados fornecidos pelo Balanço Energético Nacional de 2005 (CBCS,
2009), em 2004, aproximadamente 45% da energia elétrica produzida no Brasil foi utilizada
não apenas para construção e manutenção de edifícios, mas também por sistemas artificiais de
iluminação, climatização e aquecimento de água, sendo que de acordo com Lamberts e Triana
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(2007), o setor industrial foi responsável por 47,9% do consumo de energia elétrica, seguido
pelas residências, com 21,9%, pelo comércio, com 13,9%, e pelo setor público, com 8,4%.
Devido à grande quantidade de energia que as construções (edifícios ou residências)
consomem, algumas tecnologias que podem ser utilizadas no dia-a-dia para produção de
energia “limpa” serão apresentadas a seguir:
a) energia eólica: de acordo com Ferreira (2008) denomina-se energia eólica a energia
cinética contida nas massas de ar em movimento (ventos). O aproveitamento ocorre por
meio da conversão de energia cinética de translação em energia cinética de rotação com
intervenção das turbinas eólicas. Os ventos são movidos pelo sol, pois o sol aquece o ar
que por sua vez varia as pressões e criam os ventos. De acordo com Dutra (2009) existem
02 (dois) tipos de aerogeradores utilizados para a produção de energia elétrica;
b) energia solar: o aproveitamento da energia solar, inesgotável na escala de tempo, tanto
como fonte de calor quanto de luz, é uma das melhores alternativas de produção de
energia já que o sol é a maior fonte de energia do Planeta, responsável pela maioria das
fontes de energia existentes. Segundo Cresesb (2009), ela pode ser adquirida pela
conversão direta da luz em energia elétrica, chamada de energia solar fotovoltaica;
c) energia hidráulica: a energia derivada das forças da água (energia hidráulica) foi uma das
primeiras formas de substituição do trabalho animal pelo mecânico, uma vez que a energia
hidráulica vem sendo utilizada há séculos para a moagem de grãos, o bombeamento de
água para irrigações de plantas e jardins e a alimentação de grandes máquinas e possui
como vantagem a disponibilidade do recurso, a facilidade de seu aproveitamento, assim
como o fato de ser uma energia limpa e renovável (ROAFet.al, 2009).
5.2 Iluminação e Ventilação Natural
Conforme Vallim (2008), aproveitar a iluminação e a ventilação natural é muito importante
tanto para a eficiência energética como para garantir o conforto térmico de uma construção,
pois reduz o consumo de energia elétrica, já que é uma alternativa que traz aos usuários o bem
estar dentro de residências e organizações.
Para se obter um melhor sistema pode-se utilizar em conjunto as iluminações e a ventilação
natural e artificial. Porém deve-se tomar cuidado com as aberturas para o ganho de iluminação
e ventilação natural, que podem acarretar aumento da sensação de calor por incidência direta
da radiação solar. Entretanto, as aberturas tradicionais não são a única opção para otimizar seu
aproveitamento, já que existem alternativas de recursos arquitetônicos, como brises, dutos de
iluminação com espelho, persianas reflexivas, paredes transparentes (tijolos de vidro),
refletores externos, entres outros (CIPRIANI, 2007).
Segundo Ecotubo do Brasil (2009) a iluminação é responsável por cerca de 23% do consumo
de energia elétrica de uma residência e a combinação de lâmpadas, reatores e refletores,
associados a hábitos saudáveis na utilização podem ser aplicados para redução do consumo de
energia elétrica.
Neste sentido, existem no mercado lâminas refletivas que são acopladas as lâmpadas e
reduzem em até 50% das despesas com energia elétrica para iluminação, assim como evitam
até 60% das emissões de raios UV, diminuindo a temperatura do ambiente.
Conforme Baer e Del (2009), “luminárias de led” possuem diferenciais ambientais quando
comparadas às lâmpadas convencionais, uma vez que consomem pouca energia, são mais
duráveis e oferecem mais possibilidades do que a iluminação convencional em termos de
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cores, dinâmica, controle e inteligência, já que estas luminárias podem gerar uma economia
que varia entre 50 e 80% do consumo de energia quando comparada com as tradicionais.
Podendo-se acrescentar ainda o fato que o ciclo de vida destas lâmpadas é mais sustentável, já
que não há contaminação em seu descarte, assim como o alumínio ou o aço de estrutura
podem ser reciclados.
Segundo Roafet al., (2009) ao projetar uma construção devem-se analisar a posição das portas
e das janelas em relação a iluminação e a ventilação natural, bem como ao isolamento
térmico, pois a projeção delas em locais inadequados implicará no aumento do consumo de
energia elétrica, o que está associado ao desperdício de recursos naturais.
5.3 Telhados Vivos
De acordo com Heneine (2008), os telhados vivos existem a milhares de anos desde as
civilizações antigas que habitaram as margens dos rios Tigre e Eufrates, mas foram os
Romanos que difundiram a idéia deste tipo de telhado ao adotarem jardins ornamentais,
podendo-se citar como referência os famosos Jardins Suspensos da Babilônia, em 78 a.C.
Segundo o Instituto para Desenvolvimento da Habitação Ecológica ([2007], apud KROTH,
2007), denomina-se telhado vivo ou verde aquele no qual há utilização de vegetação para
cobrir edificações, com impermeabilização e drenagem adequadas.
Os telhados vivos agem positivamente sobre os subsistemas de conforto ambiental, impacto
pluvial e qualidade do ar, e proporcionam não só o ganho na qualidade de vida do
empreendimento, mas também na qualidade de vida dos usuários, contribuindo para a redução
das enchentes e problemas ambientais (CIPRIANI, 2007), tendo como principais vantagens:
a) diminuição do stress térmico e da recepção da radiação do UV nas coberturas dos
empreendimentos fazendo com que o material aumente sua durabilidade, resistência e
impermeabilização;
b) redução da carga térmica da edificação, reduzindo a necessidade do uso dos sistemas de
resfriamento mecânico de ar (condicionadores de ar);
c) retenção das águas pluviais, evitando que os sistemas de esgoto sejam sobrecarregados em
épocas chuvosas;
d) absorção da radiação solar e transformação do CO2 em O2 pela fotossíntese e filtragem
do ar;
e) redução da poluição das águas pluviais consequentemente melhorando a qualidade das
águas;
f) melhoria do clima;
g) absorção de ruídos.
De acordo com Cipriani (2007), os telhados vivos são compostos por várias camadas que, por
sua vez, têm funções específicas:
a)
b)
c)
d)
camada de impermeabilização: impede a infiltração de água na cobertura;
camada de proteção: impede danos na impermeabilização;
camada de drenagem; regula e drena rapidamente a água;
camada de filtragem: impede a passagem dos substratos a camada de drenagem, o que
prejudicaria a passagem de ar e todo o sistema de drenagem;
e) camada de substrato: onde estão armazenados os nutrientes que dão suporte a vegetação
retendo e absorvendo água;
f) camada de vegetação: e a cobertura vegetal propriamente dita.
10
5.4 Captação e Reuso de Água da Chuva
De acordo com Greenpeace (2009), o aquecimento global provocará o aumento do nível dos
mares e contaminará a fontes de água potável, assim como atualmente, pelo menos um terço
da população já sofre com a falta de água e esse número tende a aumentar, pois a água é um
recurso finito, cujo ciclo de purificação é muito mais lento do que o do desperdício da
sociedade. Logo, o consumo exagerado, a falta de consciência do ser humano e a poluição dos
rios e lençóis freáticos causam danos irreversíveis ao meio ambiente e à própria humanidade.
O Brasil é um país privilegiado quando no que se refere a água, uma vez que possui cerca de
13,7% de água doce do Planeta, sendo que seu consumo de água divide-se em:
 59% agrícola;
 22% doméstico;
 19% industrial.
O principal fator diretamente relacionado ao ser humano é o uso doméstico, onde se concentra
boa parte do desperdício, porém, existem outros fatores, entre os quais os vazamentos nas
tubulações, as descargas antigas, a ausência de racionalização do uso e a poluição causada
pela população, que destina incorretamente resíduos sólidos e efluentes líquidos (ANTUNES;
LAUREANO, 2008), em maior parte válidos para as organizações em geral, que muito podem
contribuir, já que de acordo com Roaf et al.(2009), pode-se classificar em 05 (cinco) formas
de utilizar a água com sabedoria:
a) economia: redução do consumo de água em hábitos diários (redução de desperdícios em
máquinas, equipamento e sanitários);
b) eficiência: pesquisa de alternativas para reduzir o consumo dos recursos naturais como a
construção de cisternas para captação e armazenamento de água de chuva, a instalação de
torneiras com sensores e a troca de descargas por modelos mais modernos e eficientes, por
exemplo com acionamentos distintos para sólidos e líquidos;
c) suficiência: utilização do recurso sem desperdício;
d) substituição: substituição de métodos que desperdiçam água por outros que minimizem o
gasto do recurso hídrico;
e) reaproveitamento: implementação de métodos que possam reutilizar a água de chuva
armazenada em cisterna em sanitários e rega de jardins.
Assim, entende-se que adequar os hábitos diários a essas 05 (cinco) formas trarão grandes
benéficos na redução dos impactos ambientais causados por uma organização, como por
exemplo, na redução dos custos com tratamento dos efluentes líquidos gerados.
6. Conclusões
A principal característica da sustentabilidade é a preservação do meio ambiente para as
gerações futuras, mas para que isso seja possível deve-se realizar um planejamento que tenha
como base os princípios econômicos, ambientais e sociais, buscando uma maneira de utilizar
os recursos naturais da melhor forma, a fim de mitigar os impactos que possam causar ao
meio ambiente e a sociedade.
Neste sentido, as construções sustentáveis surgiram como uma opção eficaz para sociedade
civil e para as organizações que desejam contribuir com o desenvolvimento sustentável do
habitat humano, sendo apresentadas no decorrer deste artigo as características que um
empreendimento deve possuir para que seja considerado sustentável, entre as quais pode-se
11
destacar: o aproveitamento de condições naturais locais; a utilização mínima do terreno e a
integração da construção com o meio ambiente; a implantação e a análise do entorno; a
redução dos impactos no entorno, entre os quais paisagem, temperaturas, concentração de
calor e sensação de bem-estar; a preocupação com a qualidade ambiental interna e externa; a
gestão sustentável da implantação da obra; a adaptação às necessidades atuais e futuras dos
usuários; o uso de matérias-primas que contribuam com a ecoeficiência do processo; a
redução do consumo energético; a redução do consumo de água; a redução, a reutilização, a
reciclagem e a disposição correta dos resíduos sólidos gerados; a introdução de inovações
tecnológicas sempre que possível e viável; a educação ambiental, que envolve a
conscientização de todos os envolvidos no processo, já que as construções sustentáveis
proporcionarão não somente uma redução nos impactos causados ao meio ambiente, mas
também a melhoria da qualidade de vida de seus usuários.
Foram apresentados também os modelos de certificação LEED, HQE e AQUA, utilizados
para avaliar o nível de sustentabilidade das construções sustentáveis, assim como fatores que
devem ser analisados durante a escolha dos materiais, alternativas “limpas” para captação de
energia, iluminação e ventilação naturais, telhados verdes e reuso de água chuva, tecnologias
largamente utilizadas neste tipo de construção, avaliadas em processos de certificação.
Outrossim, entende-se que já existem diversas alternativas: economicamente viáveis,
ecologicamente corretas e socialmente justas para construir de forma sustentável, porém o
setor de construção civil precisa adotar tais tecnologias, investir na pesquisa e no
desenvolvimento de outros métodos que contribuam com a preservação do meio ambiente,
bem como a sociedade civil precisa se conscientizar sobre as alternativas que podem ser
utilizadas, tendo as organizações um papel fundamental, já que dispõem de recursos e
influência para definir idéias e atitudes que contribuam com a construção de edificações
sustentáveis.
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