XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Maturidade e desafios da Engenharia de Produção: competitividade das empresas, condições de trabalho, meio ambiente. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de outubro de 2010. AS CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO HABITAT HUMANO Edna dos Santos Alvarenga Waclawovsky (IST/SOCIESC) [email protected] Salete Martins Alves (IST/SOCIESC) [email protected] O Planeta caminha para um destino incerto no que tange ao meio ambiente, já que as mudanças climáticas resultantes da falta de conscientização e da adoção de atitudes economicamente viáveis, ambientalmente corretas e socialmente justas por parte da sociedade são perceptíveis nos dias de hoje. Neste contexto, este artigo tem como objetivo apresentar algumas alternativas de construções sustentáveis, de práticas já utilizadas e de modelos de certificação que podem ser adotadas pela sociedade com o intuito de contribuir com o desenvolvimento sustentável do habitat humano. Palavras-chaves: Construções sustentáveis, construções verdes, certificações para construções, sustentabilidade;,desenvolvimento sustentável. 1. Introdução A preocupação com a interferência do homem no meio ambiente tem aumentando a cada dia, já que não é incomum ter-se notícias sobre grandes desastres ambientais em diferentes partes do Planeta, podendo-se citar pelo menos 03 (três) catástrofes ocorridas em menos de 10 (dez) anos. A primeira: a onda de calor que matou aproximadamente 35.000 (trinta e cinco mil) pessoas na Europa, no verão do ano de 2003, 15.000 (quinze mil) apenas na França. A segunda, o furacão Katrina que arrasou a cidade de New Orleans, nos Estados Unidos da América, em setembro de 2005. A terceira e mais recente, ainda na lembrança de seus moradores, estão às enchentes ocorridas em Santa Catarina, em novembro de 2008, durante as quais muitas cidades do Estado, como Itajaí, Blumenau, Ilhota e Joinville foram atingidas. Estas enchentes causaram muita destruição e trouxeram muitos prejuízos e perdas irreparáveis. O economista Sir Nicholas Stern publicou, em 30 de outubro de 2006, o relatório Review on the Economics of Climate Change, primeiro relatório sobre os impactos econômicos causados pelas mudanças climáticas em todo mundo. Neste relatório Stern afirma que: se a temperatura aumentar 2ºC estarão em risco entre 15% e 40% das espécies vivas do Planeta; se o aumento for entre 3ºC e 4ºC, mais de 200 (duzentos) milhões de pessoas serão afastadas de suas casas para sempre, devido a enchentes e secas; se o aumento for superior a 4ºC, a produção de alimentos em todo o Planeta será extremamente comprometida. O pesquisador afirma que se nada for feito para reverter o quadro das mudanças climáticas, em média as temperaturas aumentarão 5ºC em relação aos níveis pré-industriais (ROAF et al, 2009). Pensando no que se pode fazer pelo Planeta enquanto ainda há tempo de se reverter as previsões catastróficas e sabendo-se que os recursos naturais são finitos, já que estão cada vez mais escassos, as construções sustentáveis surgem como uma excelente alternativa, já que traz ganhos mútuos e grandes benefícios para a sociedade e para o desenvolvimento sustentável do habitat humano, já que sabe-se que as construções são grandes consumidoras de energia e geram mais da metade dos resíduos, dando grande contribuição às mudanças climáticas. As opções para construir de forma sustentável são amplas e podem ser iniciadas com a utilização de uma quantidade inferior de energia elétrica e de outros recursos naturais, planejando-se desde o projeto de construção e a aquisição de insumos economicamente viáveis, ecologicamente corretos e socialmente justos, passando pela pesquisa e pelo desenvolvimento de métodos e materiais de construção que emitam uma menor quantidade de CO2 na atmosfera (maiores responsáveis pelo aquecimento global), até a minimização dos impactos ambientais por elas causados, através: da redução dos desperdícios e da geração de resíduos; do reaproveitamento dos materiais descartados no meio ambiente, entre os quais plásticos, madeira, ferragem, resíduos de construção etc.; da redução dos gastos com o consumo de energia elétrica e água; da otimização da qualidade de vida dos moradores; de atitudes saudáveis que contribuam com a preservação da natureza (ROAF et al., 2009). Diante deste cenário, este artigo tem como intuito apresentar como as construções sustentáveis podem contribuir com o desenvolvimento sustentável do habitat humano. 2. Metodologia Para atingir ao objetivo proposto a metodologia utilizada terá: natureza aplicada, uma vez que as autoras possuem razões de ordem prática para realizá-la (SILVA; MENEZES, 2001); abordagem qualitativa, já que considerará uma relação dinâmica entre o mundo real e o 2 subjetivo (GIL, 1989, apud GURGUCZ; NASCIMENTO, 2007); objetivos: exploratórios, descritivos e explicativos, pois as autoras têm como principais objetivos: proporcionar aos leitores maior familiaridade sobre o tema de pesquisa, aprimorando as idéias; descrever as características do tema, estabelecendo relação entre suas variáveis e o desenvolvimento sustentável do habitat humano; identificar os fatores que determinam ou contribuem com o tema, aprofundando o conhecimento da realidade (GIL, 2008); procedimentos técnicos bibliográficos: uma vez que no decorrer desta pesquisa utilizar-se-á informações descritas em fontes bibliográficas, entre as quais: livros de literatura corrente (obras literárias ou de divulgação) e/ ou livros de referência (informativos: dicionários, enciclopédias, anuários e almanaques ou remissivos), publicações periódicas (jornais e revistas) e impressos diversos. 3. O Desenvolvimento Sustentável e as Construções Sustentáveis Segundo Acselrad e Leroy (1999, p. 17) o desenvolvimento sustentável “atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”. Este foi o conceito definido em 1987, pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente – CMMA das Nações Unidas. Esta comissão gerou o relatório chamado de Nosso futuro Comum (em inglês, Our Common Future) ou relatório de Brundtland (nome da primeira ministra da Noruega, Sra. Gro Harlem Brundtland que presidia a CMMA na ocasião). Pode-se dizer então que o principal objetivo do desenvolvimento sustentável é planejar as ações humanas para minimizar seus impactos sobre o meio ambiente. Em 1994, Elkington (2001) criou a “Teoria dos Três Pilares” (em inglês, Triple Bottom Line), um modelo de desenvolvimento que leva em consideração o desenvolvimento econômico, a qualidade ambiental e a justiça social através de uma visão equilibrada de como fazer uso dos recursos naturais, essenciais para que as gerações futuras tenham uma sociedade de prosperidade e justiça, melhor saúde ambiental e melhor qualidade de vida. Neste sentido, segundo a Câmara da Indústria da Construção – CIC (2008), as construções sustentáveis devem proporcionar uma gama de benefícios que tenham como base os (03) três pilares que compõem a sustentabilidade: a) benefícios econômicos: as construções sustentáveis devem permitir a otimização dos recursos financeiros empreendimentos em sua construção, afim de ofertar um retorno financeiro justo aos empreendedores e acionistas, aumentando a produtividade dos trabalhadores que estarão num ambiente saudável, seguro e confortável; a) benefícios ambientais: as construções sustentáveis devem ser planejadas e concebidas para: utilizar menores áreas de vegetação; otimizar o uso de materiais; gerar menos resíduos nas fases de construção e de operação; consumir menos energia e água; serem flexíveis, duráveis e passíveis de requalificação; serem vastamente reaproveitadas e recicladas ao fim do ciclo de vida, já que com a redução de custos de construção, uso, operação e manutenção das edificações é possível ter ganhos econômicos através de benefícios ambientais; b) benefícios sociais: as construções sustentáveis devem promover o desenvolvimento da economia local gerando empregos e benefícios oriundos do pagamento de impostos, aumentando a renda, bem como desenvolvendo a integração dos ocupantes da construção com sua vizinhança e uma adequação arquitetônica em sua volta. Já o Conselho Internacional para a Pesquisa e Inovação em Construção – CIB define a construção sustentável como “o processo holístico para restabelecer e manter a harmonia entre os ambientes naturais e construídos, assim como criar estabelecimentos que confirmem 3 a dignidade humana e estimulem a igualdade econômica” (CIB, 2002, p.8 apud CIC, 2008, p.15). Assim, segundo a CIC (2008), as práticas de sustentabilidade na construção são uma tendência crescente no mercado consumidor, já que sua adoção é determinada como “um caminho sem volta”, pois governos, consumidores, investidores e associações de classe alertam, estimulam e pressionam o setor da construção a incorporar métodos de construção sustentáveis em suas atividades. Para tanto, este setor precisa se aprimorar e se adaptar cada vez mais as novas tendências de mercado, uma vez que as construtoras civis devem mudar seus processos de construção de obras. Elas precisam elaborar um planejamento com progressivas de sustentabilidade, a fim de que em cada obra sejam implantadas soluções economicamente relevantes e viáveis ao empreendimento. Com este intuito, o CIC (2008) afirma que para que qualquer construção seja considerada “sustentável” deve oferecer um equilíbrio entre 04 (quatro) fatores básicos: a) b) c) d) viabilidade econômica; adequação ambiental; justiça social; aceitação cultural. Da mesma forma, de acordo com CIC (2008), a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura – ASBEA, o CBCS e outras instituições apresentam alguns princípios básicos para construção de empreendimentos sustentáveis, dentre os quais se podem destacar: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) o aproveitamento de condições naturais locais; a utilização mínima do terreno e a integração da construção com o meio ambiente; a implantação e a análise do entorno; a redução dos impactos no entorno, entre os quais paisagem, temperaturas, concentração de calor e sensação de bem-estar; a preocupação com a qualidade ambiental interna e externa; a gestão sustentável da implantação da obra; a adaptação às necessidades atuais e futuras dos usuários; o uso de matérias-primas que contribuam com a eco eficiência do processo; a redução do consumo energético; a redução do consumo de água; a redução, a reutilização, a reciclagem e a disposição correta dos resíduos sólidos gerados; a introdução de inovações tecnológicas sempre que possível e viável; a educação ambiental, que envolve a conscientização de todos os envolvidos no processo. Para ROAF et al. (2009), o Planeta hoje dispõe de uma vasta tecnologia, que pode ser utilizada nas construções de empreendimentos sustentáveis e devem ser usadas a favor da sobrevivência. Mas, não é apenas a atitude de alguns que vai reverter às previsões catastróficas mundiais, o que ainda falta é a participação da sociedade nas mudanças que se fazem necessária. Para eles é preciso adaptar com urgência: a) a maneira de viver, de forma a reduzir as emissões de gases do efeito estufa até o ponto em que cada ser humano seja responsável pela sua cota justa de gases do efeito estufa; b) as construções, para que suportem com segurança e conforto os piores climas impostos pela natureza; 4 c) as comunidades, para as mudanças que o futuro reserva, afim de aumentar sua capacidade de recuperação para que as sociedades civilizadas sobrevivam a tais mudanças climáticas. De acordo com Araujo (2005) há diversos tipos de construções sustentáveis: algumas buscam tecnologias e outros, o reaproveitamento de materiais. Neste sentido, existem (02) dois modelos de construção sustentável: o primeiro são as realizadas por profissionais da área que durante sua formação são orientados a respeito de quais são e como podem ser utilizados os materiais ecologicamente corretos e as mais modernas tecnologias sustentáveis; e a segunda são os sistemas de autoconstrução que podem ou não ser coordenados por profissionais da área e envolvem o conhecimento, a criatividade, a vontade pessoal e a disponibilidade de recursos do construtor ou do próprio proprietário. Estas construções podem seguir os seguintes critérios: a) as elaboradas com materiais ecologicamente corretos, como as que podem ser construídas das pela sociedade, a fim de contribuir com o desenvolvimento sustentável do habitat humano; b) as construídas com materiais de origem urbana, tais como garrafas PET, latas, papel acartonado, madeira de móveis descartados e outros produtos reciclados; c) as que utilizam materiais de demolição; d) as que buscam materiais naturais disponíveis em locais próximos a obra, que utilizam recursos e tecnologias sustentáveis de menor custo e baixa energia incorporada. 4. Certificações O que define se uma determinada construção é ou não sustentável são os critérios adotados pelos órgãos certificadores com o intuito de reduzir os impactos ambientais e os sociais causados por uma construção. À medida que a sociedade exige a redução dos impactos ambientais causados na maioria das vezes pelas atividades econômicas, os especialistas buscam padrões que garantam à sociedade que os resultados desejados serão atingidos. Existem muitos órgãos certificadores que avaliam e credenciam os critérios utilizados pelas construções sustentáveis, dentre eles destacar-se-á: o norte americano Leadership in Energy and Environmental Design – LEED: criado em 2000 pela United States Green Building Council (USGB) o LEED (em português, Liderança em Energia e Design Ambiental) conta com mais de 3.000 (três mil) projetos registrados e mais de 410 (quatrocentos e dez) certificados. Seu sistema tem base no fornecimento de créditos para atendimento dos critérios pré-estabelecidos. A certificação realizada pela USGBC é valida por 05 (cinco) anos e seu sistema tem revisões regulares a cada 03 (três) ou 05 (cinco) anos ou quando o órgão julgar necessário. Ele possui uma estrutura simples, baseada em especificações de desempenho ao invés de critérios prescritivos, toma como referência normas e recomendações de organismos terceiros com credibilidade, entre os quais: American Society of Heating, Refrigerating and AirConditioning – ASHRAE, American Society for Testing and Materials – ASTM, Environmental Protection Agency – EPA e Department of Energy – DOE, e teve grande aceitação nas construtoras dos Estados Unidos da América (em inglês, United States of America – EUA), seu país de origem, influenciando outros sistemas e abrangendo outros países (SILVA, 2003 apud HERNANDES, 2006); o francês Haute Qualité Environnementale – HQE: O HQE (Alta Qualidade Ambiental, em português) é uma importante ferramenta que auxilia os projetos de arquitetura em suas fases evolutivas do planejamento à realização. É definido por 02 (duas) vertentes: 5 Qualidade Ambiental da Edificação (QE) e Sistema de Gestão Ambiental da Operação (SME) e tem como objetivo otimizar e/ou manter a qualidade dos projetos de arquitetura e a funcionalidade da construção, sendo a qualidade ambiental da edificação definida por 02 (duas) áreas: gestão de impactos de uma edificação no ambiente exterior e criação de ambientes interiores confortáveis e saudáveis. Por sua vez as 02 (duas) áreas são organizadas em 04 (quatro) temas: eco construção, eco gestão, conforto e ambientes salutares, sendo que a partir deste ponto são definidas 14 (quatorze) categorias ou exigências ambientais particulares que apresentam metas de diretrizes e indicadores que são classificadas sobre os 04 (quatro) temas especificados em cada projeto. Segundo Gaudin e Bastos ([200-]) os referenciais QE e SME foram desenvolvidos paralelamente para projetos HQE, sendo a QE definida por exigências específicas de acordo com a integração da edificação ao ambiente exterior e a satisfação dos ocupantes nos ambientes interiores e a SME baseada na norma ABNT NBR ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental – SGA) que defini as especificações e diretrizes para sua aplicação; o brasileiro Alta Qualidade ambiental – AQUA: de acordo com Prado (2008), o primeiro selo brasileiro de certificação de construções sustentáveis foi criado no dia 03 de abril de 2008, pela instituição privada e sem fins lucrativos, Fundação Vanzolini, e teve como mentores os professores dos departamentos de Engenharia da Produção da Escola Politécnica e da Universidade de São Paulo – USP. Foi inspirado no selo francês HQE e é o primeiro organismo certificador que levou em consideração as especificidades do Brasil, tanto que desenvolveu 14 (quatorze) critérios para avaliar a gestão ambiental de obras e as especificidades técnicas e arquitetônicas, devidamente agrupados em 04 (quatro). 5. O Impacto dos Materiais de Construção De acordo com Fulano (1997), citar corretamente a literatura é muito importante. Reparem que a citação de autores ao longo do texto é feita em letras minúsculas, enquanto que a citação de autores entre parênteses, ao final do parágrafo, deve ser feita em letra maiúscula, conforme indicado no próximo parágrafo. De acordo com Antunes e Laureano (2008) não existem materiais para construção civil que não agridam ao meio ambiente, pois desde a extração da matéria-prima até o seu transporte eles danificam e poluem o meio ambiente. Conforme Cipriani (2007), todo o processamento de materiais, de alguma forma, utiliza energia, o que resulta no consumo de recursos naturais e também na poluição do meio ambiente. Segundo ROAF et al. (2009), talvez o maior fator de impacto ambiental ao projetar um empreendimento é o quanto de energia será incorporada nos materiais de construção que serão utilizados, pois esta energia será seu impacto mais significativo, uma vez que a energia utilizada será não renovável. Neste sentido, há diversos fatores que devem ser analisados durante a escolha dos materiais. O primeiro envolve o impacto deste material no meio ambiente e o segundo sua vida útil e sua incorporação ao projeto, avaliando a cultura e o estilo de vida do local no qual a construção será realizada (ROAF et al., 2009). No Brasil, as construções empregam materiais e componentes que possuem alto consumo de energia em seu processo produtivo, podendo-se citar: o cimento, os metais sanitários, as tubulações de aço, a cerâmica e o vidro (VALLIN, 2008), sendo que de acordo com Roaf et al. (2009) os tijolos, os blocos de concreto e os pisos de madeira totalizam cerca de 50% da 6 energia incorporada numa construção, assim como, conforme o CBCS (2009), a fabricação dos diversos materiais utilizados na construção civil traz diversos impactos ao meio ambiente como a destruição de biomas. Ainda, segundo esse órgão, os materiais utilizados nas construções de moradias são um dos principais fatores de destruição do meio ambiente, consumindo em torno de 40 a 75% dos recursos naturais, desconsiderando-se água e energia elétrica. Porém, de acordo com Antunes e Laureano (2008), na realidade não existem materiais 100% sustentáveis, mas há alternativas que agridem menos o meio ambiente quando comparados aos convencionalmente utilizados na maioria das construções. Assim, para escolher estes materiais, a fim de realizar uma construção sustentável, deve-se seguir a alguns critérios, já que ainda não existem normas que legalizam os materiais ecologicamente corretos. Neste sentido, para que uma construção cause o menor impacto possível ao meio ambiente, segundo Roaf, et al. (2009) é necessário analisar alguns fatores referentes aos materiais de construção: a) b) c) d) e) energia necessária para fabricar o material; nível de emissão de CO2 durante a fabricação e o transporte; impacto causado pela extração; toxidade do material; dano causado ao meio ambiente, ao final da vida útil. Assim, entende-se que o principal fator que deve ser considerado é a energia incorporada nos projetos. Entretanto, no momento não há informações disponíveis sobre a quantidade de energia incorporada aos produtos, e por este motivo, segundo Roaf et al. (2009) deve-se buscar o entendimento dos fatores que envolvem o assunto, a fim de que se possa escolher materiais que contribuam com a preservação do meio ambiente e com desenvolvimento sustentável do habitat humano. Porém, segundo o CBCS (2009), escolher materiais para realizar uma construção sustentável é uma tarefa difícil já que esses fatores englobam critérios econômicos, ambientais e sociais. Assim, de acordo com o Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica Sustentável – IDHEA (2009), como ainda não existe nenhuma norma que avalie os produtos ecologicamente corretos, excluindo a madeira para a qual já há certificações, é necessário conhecer alguns termos, entre os quais: a) energeticamente eficiente: é aquele cujo processo de produção contribui com a redução do consumo de energia elétrica; b) produto ecológico: é todo produto de origem artesanal ou industrial que não polui, não agride o meio ambiente e não possui em composição tóxicos que prejudiquem ao usuário e ao meio ambiente; c) produto reciclável: é o produto que no final da vida útil pode ser reciclado e reutilizado; d) produto reciclado: é aquele que em sua composição tem uma porcentagem de matériaprima reciclada, ou que seja totalmente reciclado. Neste sentido, deve-se dar preferência aos fornecedores que demonstram respeito por seus funcionários, pelo meio ambiente e pela sociedade, assim como optar por fontes de energia e iluminação naturais, telhados verdes etc., que serão apresentados a seguir: 5.1 Fontes de Energia De acordo com Lamberts e Triana (2007) em um comparativo sobre a Oferta Interna de Energia (OIE), realizado em 2002, a produção de energia mundial proveniente de fontes 7 renováveis foi de apenas 13,6%, sendo que nos países mais desenvolvidos, que são os mais poluidores, somente 6% da energia é gerada por matriz energética renovável. Segundo o Brasil.Bem (2005, apud LAMBERTS; TRIANA, 2007), as principais matrizes energéticas mundiais de OIE são: o petróleo e seus derivados, com 34,9% de energia gerada; o carvão mineral, com 23,5%; o gás natural, com 21,2%; a biomassa, com 11,4%; o urânio, com 6,8%; as hidroelétricas, com 2,2%. Já o Brasil, que possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, devido à predominância das hidroelétricas como fontes geradoras de energia, está em uma posição favorável no que tange ao assunto, uma vez que em 2004 o consumo de energia foi: a) 43,8% oriundo de fontes renováveis, sendo: 14,4% de hidroelétricas; 27% de biomassas (produtos da cana, lenha e carvão vegetal). b) 56,2% de fontes fósseis e energias não renováveis, entre as quais: 39,1% de petróleo e seus derivados; 8,9% de gás natural; 6,7% de carvão mineral; 1,5% do urânio. Porém, segundo Goy (2009), apesar dos dados brasileiros serem animadores, se não houver um planejamento para o fornecimento de energia no futuro, existe uma grande possibilidade de que haja aumento nas fontes de energia elétricas denominadas “sujas”, já que o documento do Ministério de Minas e Energia denominado Plano Decenal de Energia Elétrica, no qual foram definidas as metas de produção de energia para o período de 2008-2017, prevê que a capacidade de produção de energia no país saltará dos atuais 99,7 mil megawatts (MW) para 154,7 mil MW em 2017, sendo que 20,8 mil MW de um total de 55 (cinquenta e cinco) mil MW (acréscimo na produção de energia entre 2008 e 20017) serão provenientes de fontes de usinas térmicas também conhecidas como energia “suja” (nuclear, gás, carvão, diesel, óleo combustível ou biomassas). O mesmo documento estima que 40 (quarenta) usinas movidas a óleo combustível que são altamente poluidores e com elevados custos a economia do país entrarão em funcionamento até 2017. De acordo com Lamberts e Triana (2007), na Europa, aproximadamente 50% da energia consumida é utilizada na construção e na manutenção de edifícios, enquanto nos EUA e no Canadá, países com as melhores rendas per capita por habitante do mundo e com os maiores índices de consumo de energia do Planeta (nos EUA cerca de 13.000 kwh/habitante e o Canadá 15.000 kwh/habitante, principalmente devido ao uso de condicionadores de ar). No entanto, o valor do avanço de fontes de energias sujas no país custará alto para o mundo, já que atualmente, o Brasil emite aproximadamente 14 (quatorze) milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) na atmosfera por ano, valor que pode chegar a 39 (trinta e nove) milhões de toneladas, caso estas previsões não mudem (GOY, 2009). Assim como, segundo dados fornecidos pelo Balanço Energético Nacional de 2005 (CBCS, 2009), em 2004, aproximadamente 45% da energia elétrica produzida no Brasil foi utilizada não apenas para construção e manutenção de edifícios, mas também por sistemas artificiais de iluminação, climatização e aquecimento de água, sendo que de acordo com Lamberts e Triana 8 (2007), o setor industrial foi responsável por 47,9% do consumo de energia elétrica, seguido pelas residências, com 21,9%, pelo comércio, com 13,9%, e pelo setor público, com 8,4%. Devido à grande quantidade de energia que as construções (edifícios ou residências) consomem, algumas tecnologias que podem ser utilizadas no dia-a-dia para produção de energia “limpa” serão apresentadas a seguir: a) energia eólica: de acordo com Ferreira (2008) denomina-se energia eólica a energia cinética contida nas massas de ar em movimento (ventos). O aproveitamento ocorre por meio da conversão de energia cinética de translação em energia cinética de rotação com intervenção das turbinas eólicas. Os ventos são movidos pelo sol, pois o sol aquece o ar que por sua vez varia as pressões e criam os ventos. De acordo com Dutra (2009) existem 02 (dois) tipos de aerogeradores utilizados para a produção de energia elétrica; b) energia solar: o aproveitamento da energia solar, inesgotável na escala de tempo, tanto como fonte de calor quanto de luz, é uma das melhores alternativas de produção de energia já que o sol é a maior fonte de energia do Planeta, responsável pela maioria das fontes de energia existentes. Segundo Cresesb (2009), ela pode ser adquirida pela conversão direta da luz em energia elétrica, chamada de energia solar fotovoltaica; c) energia hidráulica: a energia derivada das forças da água (energia hidráulica) foi uma das primeiras formas de substituição do trabalho animal pelo mecânico, uma vez que a energia hidráulica vem sendo utilizada há séculos para a moagem de grãos, o bombeamento de água para irrigações de plantas e jardins e a alimentação de grandes máquinas e possui como vantagem a disponibilidade do recurso, a facilidade de seu aproveitamento, assim como o fato de ser uma energia limpa e renovável (ROAFet.al, 2009). 5.2 Iluminação e Ventilação Natural Conforme Vallim (2008), aproveitar a iluminação e a ventilação natural é muito importante tanto para a eficiência energética como para garantir o conforto térmico de uma construção, pois reduz o consumo de energia elétrica, já que é uma alternativa que traz aos usuários o bem estar dentro de residências e organizações. Para se obter um melhor sistema pode-se utilizar em conjunto as iluminações e a ventilação natural e artificial. Porém deve-se tomar cuidado com as aberturas para o ganho de iluminação e ventilação natural, que podem acarretar aumento da sensação de calor por incidência direta da radiação solar. Entretanto, as aberturas tradicionais não são a única opção para otimizar seu aproveitamento, já que existem alternativas de recursos arquitetônicos, como brises, dutos de iluminação com espelho, persianas reflexivas, paredes transparentes (tijolos de vidro), refletores externos, entres outros (CIPRIANI, 2007). Segundo Ecotubo do Brasil (2009) a iluminação é responsável por cerca de 23% do consumo de energia elétrica de uma residência e a combinação de lâmpadas, reatores e refletores, associados a hábitos saudáveis na utilização podem ser aplicados para redução do consumo de energia elétrica. Neste sentido, existem no mercado lâminas refletivas que são acopladas as lâmpadas e reduzem em até 50% das despesas com energia elétrica para iluminação, assim como evitam até 60% das emissões de raios UV, diminuindo a temperatura do ambiente. Conforme Baer e Del (2009), “luminárias de led” possuem diferenciais ambientais quando comparadas às lâmpadas convencionais, uma vez que consomem pouca energia, são mais duráveis e oferecem mais possibilidades do que a iluminação convencional em termos de 9 cores, dinâmica, controle e inteligência, já que estas luminárias podem gerar uma economia que varia entre 50 e 80% do consumo de energia quando comparada com as tradicionais. Podendo-se acrescentar ainda o fato que o ciclo de vida destas lâmpadas é mais sustentável, já que não há contaminação em seu descarte, assim como o alumínio ou o aço de estrutura podem ser reciclados. Segundo Roafet al., (2009) ao projetar uma construção devem-se analisar a posição das portas e das janelas em relação a iluminação e a ventilação natural, bem como ao isolamento térmico, pois a projeção delas em locais inadequados implicará no aumento do consumo de energia elétrica, o que está associado ao desperdício de recursos naturais. 5.3 Telhados Vivos De acordo com Heneine (2008), os telhados vivos existem a milhares de anos desde as civilizações antigas que habitaram as margens dos rios Tigre e Eufrates, mas foram os Romanos que difundiram a idéia deste tipo de telhado ao adotarem jardins ornamentais, podendo-se citar como referência os famosos Jardins Suspensos da Babilônia, em 78 a.C. Segundo o Instituto para Desenvolvimento da Habitação Ecológica ([2007], apud KROTH, 2007), denomina-se telhado vivo ou verde aquele no qual há utilização de vegetação para cobrir edificações, com impermeabilização e drenagem adequadas. Os telhados vivos agem positivamente sobre os subsistemas de conforto ambiental, impacto pluvial e qualidade do ar, e proporcionam não só o ganho na qualidade de vida do empreendimento, mas também na qualidade de vida dos usuários, contribuindo para a redução das enchentes e problemas ambientais (CIPRIANI, 2007), tendo como principais vantagens: a) diminuição do stress térmico e da recepção da radiação do UV nas coberturas dos empreendimentos fazendo com que o material aumente sua durabilidade, resistência e impermeabilização; b) redução da carga térmica da edificação, reduzindo a necessidade do uso dos sistemas de resfriamento mecânico de ar (condicionadores de ar); c) retenção das águas pluviais, evitando que os sistemas de esgoto sejam sobrecarregados em épocas chuvosas; d) absorção da radiação solar e transformação do CO2 em O2 pela fotossíntese e filtragem do ar; e) redução da poluição das águas pluviais consequentemente melhorando a qualidade das águas; f) melhoria do clima; g) absorção de ruídos. De acordo com Cipriani (2007), os telhados vivos são compostos por várias camadas que, por sua vez, têm funções específicas: a) b) c) d) camada de impermeabilização: impede a infiltração de água na cobertura; camada de proteção: impede danos na impermeabilização; camada de drenagem; regula e drena rapidamente a água; camada de filtragem: impede a passagem dos substratos a camada de drenagem, o que prejudicaria a passagem de ar e todo o sistema de drenagem; e) camada de substrato: onde estão armazenados os nutrientes que dão suporte a vegetação retendo e absorvendo água; f) camada de vegetação: e a cobertura vegetal propriamente dita. 10 5.4 Captação e Reuso de Água da Chuva De acordo com Greenpeace (2009), o aquecimento global provocará o aumento do nível dos mares e contaminará a fontes de água potável, assim como atualmente, pelo menos um terço da população já sofre com a falta de água e esse número tende a aumentar, pois a água é um recurso finito, cujo ciclo de purificação é muito mais lento do que o do desperdício da sociedade. Logo, o consumo exagerado, a falta de consciência do ser humano e a poluição dos rios e lençóis freáticos causam danos irreversíveis ao meio ambiente e à própria humanidade. O Brasil é um país privilegiado quando no que se refere a água, uma vez que possui cerca de 13,7% de água doce do Planeta, sendo que seu consumo de água divide-se em: 59% agrícola; 22% doméstico; 19% industrial. O principal fator diretamente relacionado ao ser humano é o uso doméstico, onde se concentra boa parte do desperdício, porém, existem outros fatores, entre os quais os vazamentos nas tubulações, as descargas antigas, a ausência de racionalização do uso e a poluição causada pela população, que destina incorretamente resíduos sólidos e efluentes líquidos (ANTUNES; LAUREANO, 2008), em maior parte válidos para as organizações em geral, que muito podem contribuir, já que de acordo com Roaf et al.(2009), pode-se classificar em 05 (cinco) formas de utilizar a água com sabedoria: a) economia: redução do consumo de água em hábitos diários (redução de desperdícios em máquinas, equipamento e sanitários); b) eficiência: pesquisa de alternativas para reduzir o consumo dos recursos naturais como a construção de cisternas para captação e armazenamento de água de chuva, a instalação de torneiras com sensores e a troca de descargas por modelos mais modernos e eficientes, por exemplo com acionamentos distintos para sólidos e líquidos; c) suficiência: utilização do recurso sem desperdício; d) substituição: substituição de métodos que desperdiçam água por outros que minimizem o gasto do recurso hídrico; e) reaproveitamento: implementação de métodos que possam reutilizar a água de chuva armazenada em cisterna em sanitários e rega de jardins. Assim, entende-se que adequar os hábitos diários a essas 05 (cinco) formas trarão grandes benéficos na redução dos impactos ambientais causados por uma organização, como por exemplo, na redução dos custos com tratamento dos efluentes líquidos gerados. 6. Conclusões A principal característica da sustentabilidade é a preservação do meio ambiente para as gerações futuras, mas para que isso seja possível deve-se realizar um planejamento que tenha como base os princípios econômicos, ambientais e sociais, buscando uma maneira de utilizar os recursos naturais da melhor forma, a fim de mitigar os impactos que possam causar ao meio ambiente e a sociedade. Neste sentido, as construções sustentáveis surgiram como uma opção eficaz para sociedade civil e para as organizações que desejam contribuir com o desenvolvimento sustentável do habitat humano, sendo apresentadas no decorrer deste artigo as características que um empreendimento deve possuir para que seja considerado sustentável, entre as quais pode-se 11 destacar: o aproveitamento de condições naturais locais; a utilização mínima do terreno e a integração da construção com o meio ambiente; a implantação e a análise do entorno; a redução dos impactos no entorno, entre os quais paisagem, temperaturas, concentração de calor e sensação de bem-estar; a preocupação com a qualidade ambiental interna e externa; a gestão sustentável da implantação da obra; a adaptação às necessidades atuais e futuras dos usuários; o uso de matérias-primas que contribuam com a ecoeficiência do processo; a redução do consumo energético; a redução do consumo de água; a redução, a reutilização, a reciclagem e a disposição correta dos resíduos sólidos gerados; a introdução de inovações tecnológicas sempre que possível e viável; a educação ambiental, que envolve a conscientização de todos os envolvidos no processo, já que as construções sustentáveis proporcionarão não somente uma redução nos impactos causados ao meio ambiente, mas também a melhoria da qualidade de vida de seus usuários. Foram apresentados também os modelos de certificação LEED, HQE e AQUA, utilizados para avaliar o nível de sustentabilidade das construções sustentáveis, assim como fatores que devem ser analisados durante a escolha dos materiais, alternativas “limpas” para captação de energia, iluminação e ventilação naturais, telhados verdes e reuso de água chuva, tecnologias largamente utilizadas neste tipo de construção, avaliadas em processos de certificação. Outrossim, entende-se que já existem diversas alternativas: economicamente viáveis, ecologicamente corretas e socialmente justas para construir de forma sustentável, porém o setor de construção civil precisa adotar tais tecnologias, investir na pesquisa e no desenvolvimento de outros métodos que contribuam com a preservação do meio ambiente, bem como a sociedade civil precisa se conscientizar sobre as alternativas que podem ser utilizadas, tendo as organizações um papel fundamental, já que dispõem de recursos e influência para definir idéias e atitudes que contribuam com a construção de edificações sustentáveis. Referências ACSELRAD, H.; LEROY, J. Novas premissas da sustentabilidade democrática. Rio de Janeiro: FASE, 1999. ANEEL. Energia Hidraulica. Disponível em: Energia_Hidraulica(2).pdf>. Acesso em: 19 out. de 2009. <http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/pdf/04- ______.Energia Solar. Disponível em: <http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/pdf/03-Energia_Solar(3).pdf>. Acesso em: 19 out. de 2009. ANTUNES, A. P.; LAUREANO, A. M. G.. Construção sustentável – principais tecnologias e inovações. 2008. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Civil) - Universidade do Sul de Santa Catarina, Tubarão, 2008. ARAUJO, M. A.. A moderna construção sustentável. Instituto para o Desenvolvimento da Habitação, 11 de fev. 2005. Disponível em: <http://www.universia.com.br/docente/materia.jsp?materia=6219>. Acesso em: 23 de ago. 2009. ARCO WEB ARQUITETURA E DESIGN. Apresenta fotos sobre construções sustentáveis. Disponível em: < http://www.arcoweb.com.br>. Acesso em: 15 out.2009. BAER, Juliana; DEL, Maira. Cria arquitetura sustentável. Lista de materiais ecológicos ou ecoprodutos. Disponível em: <http://www.criaarquiteturasustentavel.com.br/lista-de-materiais-ecologicos.html>. Acesso em: 12 de out. de 2009. CÂMARA DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO. Guia de Sustentabilidade na Construção. Belo Horizonte: FIEMG, 2008. 60p. Conselho Brasileiro de construção sustentável – CBCS. Materiais, componentes e a construção sustentável. São Paulo, Agosto, 2009. CENTRO DE REFERÊNCIA PARA ENERGIA SOLAR E EÓLICA SÉRGIO DE SALVO BRITO – 12 CRESESB. Energia solar princípios e aplicações. <http://www.cresesb.cepel.br/tutorial/tutorial_solar.pdf> Acesso em: 08 out. de 2009. Disponível em CIPRIANI, T. L. Edificações sustentáveis: princípios básicos e análise de estudo de caso. 2007. Monografia (Bacharelado Engenharia Civil). Departamento de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. 2007. DUTRA, R. Energia eólica: princípios e tecnologias. Disponível <http://www.cresesb.cepel.br/tutorial/tutorial_eolica_e-book.pdf>. Acesso em: 03 de out. 2009 em ELKINGTON, J. Canibais com garfo e faca. São Paulo: Makron Books.2001. ECOTUBO DO BRASIL. Simples e Eficiente. <http://www.ecotubobrasil.com.br/pagina.asp?id=3>. Acesso em: 30 de out de 2009. Disponível em: FERREIRA, H. T. Energia eólica: barreiras a sua participação no setor elétrico brasileiro. 2008. Dissertação (Mestrado – Programa Interunidades de Pós-Graduação em Energia) – EP/ FEA/ IEE/ IF, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. GALLUCCI, S. T. Projeto de um Aerogerador para Atender Comunidades Distantes da Rede Elétrica. 2007. Trabalho de formatura (Graduação em Engenharia Mecânica) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. GAUDIN, T. C. F. Q.; BASTOS, L. E. G. Alta Qualidade Ambiental em projetos de edificações escolares. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Disponível em:<http://www.revivaleu.net/docs/Lycee%20ENCAC2007_ARTIGO_GAUDIN_BASTOS.pdf>. Acesso em: 06 out. 2009. GOY, L. Brasil recorre a energia “suja”. O Estado de São Paulo, São Paulo, fev. 2009.Disponível em: <http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid330330,0.htm>. Acesso em: 5 abr. 2009. GO NATURE. Apresenta fotos sobre construções sustentáveis. Disponível em: <http://www.gonature.com.br/>. Acesso em: 15 out.2009. GREENPEACE. Mudanças de clima e mudança de vidas: o aquecimento global já afeta o Brasil. São Paulo. Brasil. <http://www.greenpeace.org.br/clima/pdf/cartilha_clima.pdf> Acesso em: 12 de out de 2009. GURGACZ, G.; NASCIMENTO, Z. A. Metodologia do trabalho científico. Joinville, SC: SOCIESC, 2007. HENEINE, M. Cristina A. S. Cobertura Verde. 2008. Monografia (Especialização) – Escola de Engenharia, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2008. HERNANDES, T. Z. LEED-NC como sistema de avaliação da sustentabilidade: uma perspectiva nacional? [S.I.]: Universidade de São Paulo, 2006. Disponível em:<http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16132/tde-28032009-111851/ > Acesso em: 05 out. de 2009. Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica Sustentável – IDHEA. Nove passos para a construção sustentável. Disponível em: <http://www.abeta.com.br/.../arq_down.asp?arq...Sustentavel> Acesso em: 12 de out de 2009. KROTH, A. Sistemas Ecológicos: Estimativa de custos e avaliação econômica aplicados em edificações na construção civil. 2007. Monografia (Graduação) – Pontifícia Católica, Universidade do Rio grande do Sul, Porto Alegre, 2007. LAMBERTS, R.; TRIANA, M. A. Relatório Estado da Arte. Capitulo Energia. 2007. Projeto Tecnologias para a Construção Habitacional mais Sustentável. Disponível em: <http://www.habitacaosustentavel.pcc.usp.br/pdf/D2-2_energia.pdf> Acesso em: 10 out. de 2009. MEU MUNDO SUSTENTÁVEL. Apresenta fotos sobre construções sustentáveis. Disponível em: <http://meumundosustentavel.blogspot.com/2008/04/casa-ecologicamente-correta-2.html>. Acesso em: 05 out.2009. PRADO, T. AQUA: primeiro referencial técnico brasileiro para construções sustentáveis. Planeta Sustentável 09/04/2008. Disponível em: <http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_275506.shtml> Acesso em 05 out. 2009. ROAF, S.; FUENTES, M.; THOMAS, S. Ecohouse: A casa ambientalmente sustentável. 3. ed. Porto Alegre: 13 Bookman, 2009. SILVA, E. L.; MENEZES E. M. Metodologia de pesquisa e elaboração de dissertação. Florianópolis, SC. Laboratório de ensino a distância da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001. VALLIN, J. J. T. Tecnologias para habitações mais sustentáveis. UNICAMP- Universidade Estadual de Campinas. Tecnologia em construção civil. Limeira. São Paulo, 2008. 14