FACULDADE SÃO PAULO - UNIESP CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS A CONTRIBUIÇÃO DO ESPAÇO CULTURAL CATAVENTO PARA OS ALUNOS E PROFESSORES GICELE LEME FERRAIOLI São Paulo 2011 A CONTRIBUIÇÃO DO ESPAÇO CULTURAL CATAVENTO PARA OS ALUNOS E PROFESSORES Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Ciências Biológicas – Licenciatura da Faculdade São Paulo UNIESP, como requisito parcial para obtenção do título de Licenciatura em Ciências Biológicas. Orientador: Prof. Me. Maurício Salgado São Paulo 2011 Dedico este trabalho Ao meu Pai Marcos e a minha Mãe Mercedes Agradecimentos Eu agradeço a Deus que me deu a oportunidade de esta aqui e realizar este trabalho, que sempre me acompanha e com certeza continuará iluminando meu caminho em outros desafios da minha vida. A minha família que se faz presente em todos os momentos que me acompanhou em minhas conquistas, ao meu namorado que vem torcendo por mim sempre e apoiando meus sonhos. A todos meus amigos e também aos amigos da faculdade que sempre me ajudaram. Aos docentes e funcionários da uniesp pele colaboração e ao meu professor e orientador Maurício Salgado. "Não se pode ensinar tudo a alguém, pode-se apenas ajudá-lo a encontra por si mesmo o caminho.“ (Galileu) Resumo Os museus de ciências têm sido cada vez mais consagrados como locais fundamentais para o desenvolvimento da educação não formal em ciências. As atividades educativas desenvolvidas nesses espaços são de diferentes naturezas, e estratégias variadas têm sido propostas para realizá-las. No que se refere á aprendizagem em museus e a relação destes com a escola, (Dean 1994) afirma que os museus oferecem “agradáveis possibilidades de assimilar informações” e que não se deve deixar de valorizar o papel de entretenimento que as exposições proporcionam. É através das exposições que se dá á missão educacional dos museus, o que implica na importância de estudar os processos de desenvolvimento dessas unidades fundamentais. Esse trabalho teve como objetivo levantar as concepções dos alunos do ensino fundamental e médio sobre as saídas de campo a museus, analisando suas expectativas e atitudes. Levantar as concepções dos professores do ensino fundamental e médio sobre as saídas de campo a museus, analisando suas expectativas e atitudes. Analisar essas concepções de museus e as expectativas da saída com os dados obtidos antes e depois da visita. Para realizar este trabalho foi feito uma pesquisa de forma qualitativa sobre educação em museus e através do passeio realizado no espaço cultural do Cata vento no dia 27/10/11, foi aplicado um questionário antes e depois da visita com dois professores e três alunos, a escola é localizada na região da zona leste no bairro de Itaquera que possui o ensino fundamental II e médio do 6º até o 3º ano. O Cata vento apresenta ao público escolar, os conhecimentos científicos e culturais, aprimorando o desenvolvimento obtido na escola, e procura criar e gerir atividades culturais e educacionais que promovam o conhecimento geral, a ciência, o espírito criativo, a saúde e as boas atitudes sociais entre crianças e jovens, por meio de instalações interativas e diversificadas, desenvolverem estudos e pesquisas sobre as crianças e os jovens. Num geral pode-se dizer que essa visita ao Cata Vento foi muito positiva para os alunos, pois mesmo depois de vários dias eles ainda comentavam sobre os elementos que viram e tudo que aprenderam através deles e que gostariam de ir novamente, isso mostra que o Cata Vento contribuiu de alguma forma para a aprendizagem dos alunos. Dessa forma percebe-se que o objetivo da visita ao museu foi atingido que é muito importante que os professores incluam visitas como esta em suas praticas pedagógicas com os alunos de todos os anos. Assim pode-se dizer que o Cata Vento possui ambientes que é capaz de educar cientificamente o publico escolar e complementar a educação formal. Palavras-chave: museu, educação não-formal, ensino de ciências. SUMÁRIO 1. Introdução ........................................................................................................................... 1 1.1 Os museus de Ciências ................................................................................................. 1 1.2 Objetivo ........................................................................................................................ 3 1.3 Justificativa ................................................................................................................... 3 2. Metodologia ........................................................................................................................ 4 2.1 A pesquisa qualitativa. .................................................................................................. 4 2.2 Descrições da escola ..................................................................................................... 4 2.3 O Cata vento ................................................................................................................. 5 2.4 Descrições dos questionários ........................................................................................ 6 2.5 A analise dos dados ...................................................................................................... 6 3.Resultados e discussão ........................................................................................................ 7 3.1 Questionários dos alunos .............................................................................................. 7 3.1.1 Questionário anterior à visita ................................................................................. 7 3.1.2 Questionário posterior à visita ao Cata vento ........................................................ 8 3.2 Questionários dos professores ...................................................................................... 9 3.2.1 Questionário anterior à visita ao Cata vento .......................................................... 9 3.2.2 Questionário posterior à visita ao Cata vento ...................................................... 10 4. Conclusão ......................................................................................................................... 11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 12 Sumário de Figuras Figura 1: Mapa com a posição da escola (vermelho) e do cata-vento (roxo). ........................ 5 Figura 2: Saguão do “Engenho” com conceitos de física. ...................................................... 5 Figura 3: Fachada do Catavento ............................................................................................. 5 Figura 4: O aquário maior da exposição. ................................................................................ 8 Figura 6: praticas realizada com os alunos. .......................................................................... 10 1 1. Introdução 1.1 Os museus de Ciências Os museus de ciências têm sido cada vez mais consagrados como locais fundamentais para o desenvolvimento da educação não formal em ciências. As atividades educativas desenvolvidas nesses espaços são de diferentes naturezas, e estratégias variadas têm sido propostas para realizá-las. No que se refere á aprendizagem em museus e a relação destes com a escola, (Dean 1994) afirma que os museus oferecem “agradáveis possibilidades de assimilar informações” e que não se deve deixar de valorizar o papel de entretenimento que as exposições proporcionam. É através das exposições que se dá á missão educacional dos museus, o que implica na importância de estudar os processos de desenvolvimento dessas unidades fundamentais. Nas salas de aula, enquanto professores da educação básica, que nossos estudantes, apesar de compreenderem as ciências como o estudo da natureza de um modo geral, têm dificuldades em estabelecer relações entre os conhecimentos que lhes são transmitidos e suas respectivas aplicações no quotidiano. As aulas de ciências estão muito distantes da ciência da descoberta da tecnologia. É possível criar uma rede de interação de recursos educativos, com o objetivo de melhorar o desempenho e a qualificação criando a abertura de novos caminhos para ampliar o conhecimento. Tornando o museu e a aplicação das ações musicológicas mais próximas das escolas, fazendo o caminho para abrir amplas possibilidades para a criação de uma grande rede de comunicação entre museus de diferentes categorias e as escolas. O museu é atualmente reconhecido por sua missão cultural que além das funções de preservar, conservar pesquisas e expor apresentarem-se também como campo fértil para as praticas educativa. Assim, vislumbra-se uma importante contribuição do museu de ciências á promoção da cultura e mais especificamente á educação em ciências. O que se percebe é que cada vez mais a relação museu-público torna-se um temático presente nos diferentes fóruns de discussão preocupados com o alcance, abrangência e a qualidade de ações promovidas pelo espaço museal. Desta maneira, o museu volta-se também para a diversidade de expressões culturais no interior de cada comunidade, orientando suas ações visando a um mundo plural. Para (Martín Barbero 2003) as novas articulações entre o sistema educacional e os ambientes educativos difuso, que se formam a partir dos diferentes processos comunicativos presente no cotidiano dos indivíduos. A escola deixou de ser o único lugar de legitimação do saber já que existe uma multiplicidade de saberes que circulam por outros canais, difusos e descentralizados. Esta diversificação e difusão do saber por fora da escola é um dos desafios mais fortes que o mundo da comunicação propõe ao sistema educativo (Martín Barbero 2002). Reconhece que a maior parte das informações não circula pelas redes educativas formais, ou seja, pelo espaço escolar, atribuindo-se aos meios de comunicação um papel insubstituível na educação dos cidadãos. O museu tem diante de si importantes desafios, em termos do papel educativo que cumpre na sociedade, neste sentido, postulado que o espaço museal deve se voltar para a 2 participação ativa dos indivíduos e para o compromisso de uma ação educativa transformadora (Studart et al, 2004). A escolha pela visita ao Cata Vento teve como objetivo de levar os alunos para conhecer o acervo de instrumentos científicos do museu com o objetivo de alcançar o domínio conceitual dessas grandezas pelos alunos. O interesse das escolas em visitar o museu tem uma relação direta com o programa de ciências que elas desenvolvem geralmente o professor do ensino fundamental e médio que procura o museu está interessado em conteúdos diretamente relacionados com a matéria que ele está dando em aula. Este tipo de anseio se justifica, pois uma visita extraescolar deve apresentar algum vínculo com o que é desenvolvido em aula. Na atividade focalizada. O Cata Vento possui ambientes que tem como um de seus objetivos educar cientificamente o publico escolar e complementar a educação formal. O público escolar tem tido uma acentuada presença em museus de ciências no Brasil, (Padilla,1998) , e cada vez mais professores das diferentes áreas se interessam por conhecer melhor este espaço, tendo por objetivo proporcionar um melhor aproveitamento do mesmo pelos alunos. Em contrapartida, os museus têm procurado, através de diferentes programas, oferecer material de apoio, reuniões de roteiro, cursos sobre museus e sobre estratégias de utilização deste espaço para este público. Os museus de ciências, enquanto instituições educacionais, por meio de suas diversas atividades de cunho experimental, interativo e lúdico, permitem que concepções alternativas se reestruturem em concepções que hoje são aceitas cientificamente, a partir do processo de construção do conhecimento. Os módulos experimentais apresentam a capacidade de desequilibrar o senso comum, buscando o questionamento das concepções alternativas principalmente, quanto esses aparatos tratam de fenômenos científicos presentes no cotidiano, que mexem com curiosidade epistemológica (Cazelli et al. Queiroz, Alves, Valente, Falcão, Gouveia e Silva. (2002). 3 1.2 Objetivo Levantar as concepções dos alunos do ensino fundamental e médio sobre as saídas de campo a museus, analisando suas expectativas e atitudes. Levantar as concepções dos professores do ensino fundamental e médio sobre as saídas de campo a museus, analisando suas expectativas e atitudes. Analisar essas concepções de museus e as expectativas da saída com os dados obtidos antes e depois da visita. 1.3 Justificativa Percebemos aqui a importância que os museus possuem como espaços de educação não-formal e parceiros da educação formal. Esta relação clara de parceria não necessariamente se traduz em uma relação harmoniosa. As expectativas de alunos e professores não necessariamente são correspondidas pelas instituições, o que pode produzir conflitos e uma visita menos proveitosa. O presente trabalho se propõe a contribuir com a compreensão da relação museuescola ao analisar estas expectativas e como elas são correspondidas após à visita à um museu de ciências. 4 2. Metodologia 2.1 A pesquisa qualitativa. Para realizar este trabalho foi feito uma pesquisa em uma escola sobre educação em museus e através do passeio realizado no espaço cultural do Cata vento no dia 27/10/11, foi aplicado um questionário com dois professores e três alunos escolhidos de forma aleatória pela lista de chamada de cada um. Historicamente as pesquisas quantitativas estão na base de conformação das investigações realizadas nos ambientes de museus. (HEIN, 1998; STUDART, ALMEIDA e VALENTE, 2003). De acordo com Studart, Almeida e Valente (2003) as pesquisas de publico foram inicialmente realizadas pelos setores educativos dos museus e tinham na melhoria da eficiência das exposições a sua principal preocupação. É a partir das paradigmáticas que transformarão a compreensão dos processos educacionais a partir, principalmente da segunda metade do século XXVI, que os enfoques da pesquisa em museus passaram para abordagens mais qualitativas. A pesquisa qualitativa é definida como aquela que privilegia a análise de microprocessos. Através do estudo das ações sociais individuais e grupais, realizando um exame intensivo dos dados, e caracterizado pela heterodoxia no momento da análise. Enfatiza-se a necessidade do exercício da intuição e da imaginação pelo sociólogo, num tipo de trabalho artesanal, visto não só como condição para o aprofundamento da análise, mas também o que é muito importante para a liberdade do intelectual. Discutem-se principais críticas á pesquisa qualitativa, em especial as acusações de falta de representatividade e de possibilidade de generalização; de subjetividade, decorrente da proximidade entre pesquisador e pesquisados; e o caráter descritivo e narrativo de seus resultados. Neste contexto, reflete-se sobre os problemas éticos envolvidos nesse tipo de pesquisa, e retoma-se brevemente a história que culminou com os predomínios do enfoque quantitativo, especialmente na sociologia norte-americana do pós-guerra. 2.2 Descrições da escola A escola é localizada na região da zona leste no bairro de Itaquera possui o ensino fundamental II e médio do 6º até o 3º ano, tem uma equipe com mais de 60 professores entres eles 08 são de biologia distribuídos entre os três períodos manhã, tarde, noite. A escola possui 16 salas de aula, uma biblioteca e um laboratório. A comunidade consiste de famílias de baixas renda a maioria migraram do nordeste e se fixaram na região onde vivem com poucos recursos financeiros geralmente provindos de uma única pessoa que trabalha e ás famílias são compostas de 04 ou mais pessoas. Na região de Itaquera não existe nenhum museu, como opção de lazer essa comunidade tem o CEU que possui algumas atividades, o parque do Carmo o planetário. 5 Figura 1: Mapa com a posição da escola (vermelho) e do cata-vento (roxo). 2.3 O Cata vento Instalado desde março de 2009 no Palácio das Indústrias, antiga sede da prefeitura, o museu Catavento Cultural e Educacional reúne 250 atrações em quatro espaços expositivos. Embora voltadas principalmente para o público escolar suas instalações, vídeos e geringonças também divertem os menorzinhos. Tudo começa numa viagem espacial. Na área chamada Figura 3: Fachada do Catavento Universo, a garotada desvenda, no chão, a Via Láctea. Através de lunetas instaladas em painéis, são vistas fotografias Figura 2: Saguão do tiradas pelo telescópio Huble. Na seqüencia um ambiente “Engenho” com conceitos de parecido com uma caverna leva ao salão Vida, onde estão física. 6 aquários e uma coleção de borboletas coloridas de encher os olhos. Repleto de interatividade, o Engenho revela-se o pavilhão mais bacana. Lá fica o gerador de Van Der Graaf, que arrepia os cabelos de quem o toca. A meninada faz experimentos de física. No piso superior, o setor Sociedade encerra o programa com parede de escalada, um laboratório de química e o jogo interativo Nanam Aventura “Big Bang”. O big bang é uma espetacular viagem através do tempo e do espaço, a bordo do espaço nave Sigma. Ela nos convida a descobrir as origens do universo, a formação de galáxias e do sistema solar. O surgimento da vida no planeta Terra, a sua incrível diversidade e evolução até o aparecimento do homem. A viagem termina com um apelo para uma reflexão a respeito do impacto humano sobre os ecossistemas terrestres. O principal objetivo do Catavento é apresentar ao público escolar, os conhecimentos científicos e culturais, aprimorando o desenvolvimento obtido na escola. Criar e gerir atividades culturais e educacionais que promovam o conhecimento geral, a ciência, o espírito criativo, a saúde e as boas atitudes sociais entre crianças e jovens, por meio de instalações interativas e diversificadas, desenvolverem estudos e pesquisas sobre as crianças e os jovens. Promover atividades educacionais na comunidade, em conjunto com entidades públicas e privadas e manter intercâmbio com outras instituições que atuam no âmbito da educação, cultura e arte; Realizar, incentivar, patrocinar e promover eventos, simpósios, treinamentos, cursos e exposições. Contribuindo para o desenvolvimento da infância e da juventude, despertando o interesse pela ciência e melhorando comportamentos sociais. A missão do Cata vento é implantar, no centro de São Paulo, um espaço lúdico, social e cultural, rico em objetos e ambientes de aprendizagem interativos e informais, que contribuam para o desenvolvimento da infância e da juventude, despertando a curiosidade e o interesse pela ciência. O Cata vento tem sido bem procurado ultimamente principalmente pelo público escolar, é necessário fazer agendamento com antecedência o que significa que ele está se tornando um importe objeto na relação museu escola, onde cumpre o objetivo esperado em relação à aprendizagem. 2.4 Descrições dos questionários A pesquisa foi realizada com dois professores um do ensino fundamental II e do ensino médio e com três alunos de cada um. Os próprios professores aplicaram o questionário sem minha presença na sala para não ter nenhuma influência nas respostas dos alunos, eles responderam durante a aula do professor da sala. Com os professores foi diferente o do ensino fundamental II levou para casa entregou no outro dia e o do ensino médio respondeu na hora, onde eu escrevia conforme ela falava. 2.5 A analise dos dados Os dados da pesquisa foram analisados de forma qualitativa, devido ao número reduzido de amostras. Isso permitiu analisar as respostas de forma completa, sem necessidade de categorizações. 7 3.Resultados e discussão 3.1 Questionários dos alunos 3.1.1 Questionário anterior à visita Questão 1: O que você espera ver no museu? Os alunos do ensino fundamental esperavam ver estatuas, plantas, animais e osso de dinossauro. Essa diversidade de expectativas surpreende se levarmos em conta que estes alunos são todos da mesma série e do mesmo professor, apesar de não da mesma turma. Considerando que a visita já estava confirmada e organizada com os alunos, acreditamos que isto pode ser o reflexo de pouca preparação da visita com os alunos. Para que as visitas escolares aproveitem intensamente o potencial educativo dos museus, é muito importante que os professores conheçam as particularidades desse local antes de desenvolver sua interface com público. Desse modo, o intuito de levar o professor a refletir, planejar e avaliar suas atividades de visitas aos museus, (MARANDINO 2009). Os alunos do ensino médio também registraram a expectativa de ver esqueletos de dinossauros, animais e plantas, estátuas, todos os elementos também apontados pelos alunos do ensino fundamental. Um aluno respondeu “coisas de antigamente”, o que não se aplica ao Cata vento (um Centro de Ciência). Questão 2: O que você acha que vai gostar no museu? Os alunos do ensino fundamental responderam com elementos presentes na primeira questão. Plantas, dinossauros, esculturas e experimentos foram citados como coisas que iriam gostar. Percebe-se que dois dos quatro alunos valorizaram os aspectos práticos das experiências que são feitas no Cata vento. Esta repetição dos elementos da primeira questão foi observada também nas respostas dos alunos do ensino médio. Dinossauros, esqueletos, animais e estátuas foram às coisas apontadas por eles. Um aluno citou que ia gostar “das coisas que muita gente falou que tem lá”, o que indica que o Cata vento foi brevemente apresentado aos alunos. Entretanto, a grande variação dos elementos apresentados pelos alunos de ambas às séries quanto às expectativas aponta para uma apresentação incompleta. Alguns dos elementos (esqueleto de dinossauro) são inclusive ausentes da exposição do Cata vento. Questão 3: O que você acha que não vai gostar? Os alunos do ensino fundamental e do médio responderam a maioria de forma positiva dizendo que iriam gostar de tudo, só alguns responderam utilizando elementos que apresentam ter medo, como animais grandes, esqueleto seco e de plantas. Esta pergunta, somada as anteriores, mostra uma postura positiva dos alunos em relação ao museu. Eles apontam que gostam “de tudo” e tem dificuldades de dizer coisas que não gostam. Esta atitude positiva pode ser utilizada para facilitar as atividades nos museus e não deve ter essa utilidade descartada pelos professores. 8 3.1.2 Questionário posterior à visita ao Cata vento Questão 1: Como foi seu passeio ao museu? Responderam de forma objetiva que gostaram foi bom e divertido e os alunos do médio responderam que foi legal. Podemos perceber que todos os alunos gostaram da visita ao museu. Isto é importante pois mostra que a expectativa fortemente positiva que os alunos tinham sobre a visita não foi frustrada em nenhum aspecto visível. Isto ocorre mesmo quando alguns dos interesses expressados pelos alunos no museu não são presentes na exposição. Podemos inferir que o museu interessou aos alunos por questões que os alunos não esperavam antes da visita. Questão 2: Do que você mais gostou da sua visita ao museu? Obtiveram-se respostas variadas. Os alunos do ensino fundamental responderam que gostaram de tudo como a fonte com estatuas, ossos, do aquário grande, da parte de animais e a maioria citou as experiências na sala de química, pelo fato de que a maioria nunca ter presenciado nada parecido. Esta atividade foi a que mais chamou a atenção deles e comentaram a atividade na escola durante vários dias. Isto contrasta com o tempo curto da visita ao museu, pois apesar da atividade durar pouco, a mesma é revisitada pelos alunos durante as semanas seguintes (Marandino, 2008). No ensino médio as respostas foram com as mesmas Figura 4: O aquário maior da exposição. observações do ensino fundamental, como a parte de animais e as experiências feitas no laboratório. Questão 3: O que você aprendeu no museu? Por quê? Os alunos do ensino fundamental registraram ter aprendido o formato dos planetas, Figura 5: Os microscópios onde os pelo fato de ter observado através de um telescópio alunos podem fazer observações. e ele cita que em sua escola não tem, ter visto o mosquito da dengue através de um microscópio e também cita que na escola não tem e fala das experiências que ajudou no conhecimento sobre química. No ensino médio também foi citado às experiências onde o aluno descreve a que mais chamou sua atenção que foi a com bexiga, e fala sobre ter aprendido varias coisas pelo fato de ter ido a locais que nunca imaginava visitar antes e aprendeu pelo fato de que todos os locais aonde iam tinha um instrutor para explicar. 9 Como esperado em um espaço museal, os alunos citaram objetos. É importante ressaltar que não lhes foi perguntado aqui do que gostaram, mas o que aprenderam. E para dizer o que aprenderam, os alunos fizeram menção aos objetos vistos na exposição. O objeto é parte principal do discurso expositivo, conforme apontado por Marandino (2009) e Salgado (2011). Questão 4: Você gostaria de ir mais vezes ao museu? Por quê? Todos os alunos do fundamental e do médio responderam que sim pelo fato deles não terem tido tempo para visitar todos os locais, e alguns alunos citaram que gostariam de voltar ao museu porque é muito bom, quer aprender mais, o museu ensinou bastante e os alunos do médio dizem ser um local legal e interessante, querem aprender coisas novas e não conseguiram ver tudo que há no museu. 3.2 Questionários dos professores 3.2.1 Questionário anterior à visita ao Cata vento Questão 1: O que você espera que a ida ao museu possa trazer de positivo para os alunos? A professora do ensino médio apontou o “conhecimento prático”, fazendo alusão aos aspectos interativos do Cata vento. Isso aponta para uma valorização dos objetos presentes no museu, que são um dos maiores diferenciais à escola. O professor do ensino fundamental apontou como positivo que “os alunos tenham noção, contato e conhecimento” de diversos assuntos, coisas que existiram, animais em extinção e avanços tecnológicos. É uma postura aberta ao que o museu vai oferecer. Ao mesmo tempo em que o professor fica aberto às possibilidades do museu, ele não direciona sua atenção para algo específico. Ambas as respostas dos professores não fazem menção a aspectos específicos da exposição do Cata vento. Isto pode ter sido o responsável pelas expectativas dos alunos antes da visita serem tão diversificadas e incluírem elementos que não constam na exposição. Questão 2: O que os alunos vão ver no museu que está relacionado à sua aula? Ambos os professores fizeram relações de temas de ciências presentes no Cata vento com as aulas que lecionam. Essas relações não foram aprofundadas e não entraram em conteúdos, ficando em um nível pouco específico como “astronomia” ou “diversidade biológica” (esta ultima citada por ambos os professores). O fato dos professores não aprofundarem a relação da visita com as aulas escolares pode apontar que essa relação do que o museu pode proporcionar para ajudar suas aulas esteja pouco clara para eles. Questão 3: O que você pensa dessa relação entre museus e escolas? O professor do ensino fundamental diz que essa relação é muito interessante, porque aumenta a noção e conhecimento do que é passado nas escolas. Já a professora do ensino médio diz ser importante essa relação, pois quando os alunos vão ao museu estão num espaço com interação com o conhecimento de uma forma pratica, e assim podem perceber a realidade pelo fato de poder ver elementos não disponíveis na escola, e tocar em alguns objetos. 10 Assim pode-se perceber os dois professores concordam que essa relação entre museus e escolas é importante e ajuda no processo da aprendizagem. 3.2.2 Questionário posterior à visita ao Cata vento Questão 1: O que a ida ao museu trouxe de positivo para os aluno? Pela professora os alunos do ensino médio tiveram a oportunidade de vivenciar situações impossíveis de serem reproduzidas na escola. O professor do fundamental cita a oportunidade do conhecimento pratico. Ambas as repostas confirmam que a visita ao museu foi realizada com sucesso de forma positiva para os alunos em relação à aprendizagem esperada por parte dos professores. Figura 6: praticas realizada com os alunos. Questão 2: O que você acha do museu em relação á aprendizagem? Por quê? Pode-se perceber que os dois professores concordam em dizer que essa relação do museu com a aprendizagem é muito importante, pois cria um vinculo onde uma complementa a outra e proporcionam a pratica vista dentro da sala de aula. A professora do ensino médio cita que as instituições culturais como o Cata vento buscam nas escolas os referenciais para desenvolvimento de suas atividades. Questão3: Teve algo que não ajudou na aprendizagem? Para o professor do ensino fundamental tudo foi valido então se percebe que qualquer elemento que os alunos tenham visto colaborou para a aprendizagem, o professor não tinha nenhuma parte da mostra pretendida que os alunos participassem. Já a professora do ensino médio não gostou que os alunos fossem divididos em grupos, e que a maioria não visitou a parte de biologia que ela pretendia que fazia parte dos conteúdos programáticos da sala de aula, onde os monitores do Cata Vento fazem diferentes percurso com as alunos. Questão 4: Você acha que quando se refere ás praticas realizadas em museus ou espaços culturais despertam o interesse ou até uma compreensão do conhecimento cientifico no aluno? O professor do ensino fundamental acha que o elemento físico ou visual desperta mais o interesse por parte do aluno, a professora do ensino médio diz que só pelo fato de ser uma atividade diferente já despertar o interesse do aluno e que os museus são locais que colocam os alunos em um contato direto com o conhecimento cientifico. Analisando ambas as repostas percebe-se que os dois professores concordam que nos museus á elementos e conteúdos que estão sendo trabalhado em sala de aula, assim há uma relação direta com o programa de ciências que eles desenvolvem explorando objetos e conceitos no sentido de motivar e estimular para desenvolver conhecimentos científicos. 11 4. Conclusão Através desse trabalho foi possível perceber que é importante que os professores preparem os alunos em sala de aula, antes da visita ao museu para terem uma melhor condição de aprendizagem, onde se pode perceber que na visita realizada pela escola faltou um planejamento, onde os alunos não tinham ideia dos elementos que iriam encontra no Cata Vento. Os professores esperavam que os alunos tivessem a possibilidade de assimilar as informações adquiridas em sala de aula, pois os museus proporcionam esse papel através das exposições. Os alunos tiveram expectativas diversas e fantasiosas por não terem nenhum tipo de preparo antes da visita, esperam ver elementos que talvez ouviram falar ou viram em outros locais mas alguns até citaram elementos que não pertencem ao Cata Vento. Tiveram uma postura bastante positiva tanto os alunos do fundamental como os do ensino médio antes da ida ao museu, pois mesmo antes de saber o que iam encontrar lá já afirmavam que iriam gostar de tudo e percebemos que os alunos antes do passeio demonstram grande euforia e expectativas. Interagiram com os modelos das exposições de forma não muito organizada percorrendo por vários elementos rapidamente e depois, retornando a alguns deles, fazendo pequenos comentários para os colegas. Num geral pode-se dizer que essa visita ao Cata Vento foi muito positiva para os alunos, pois mesmo depois de vários dias eles ainda comentavam sobre os elementos que viram e tudo que aprenderam através deles e que gostariam de ir novamente, isso mostra que o Cata Vento contribuiu de alguma forma para a aprendizagem dos alunos. Dessa forma percebe-se que o objetivo da visita ao museu foi atingido que é muito importante que os professores incluam visitas como esta em suas praticas pedagógicas com os alunos de todos os anos. Assim pode-se dizer que o Cata Vento possui ambientes que é capaz de educar cientificamente o publico escolar e complementar a educação formal. 12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Cazelli, S.; Queiroz, G; Alves, F; Falcão, D; Valente, M.E; Gouveia, G; e Colinvaux, D. (2002). Tedencias pedágogicas das exposições de um museu de ciências. Guimarães V; Silva G A. Implantação de centros de e museus de ciências.( p.208- 218). Rio de janeiro. Dean, D. 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