ANAIS ELETRÔNICOS
1ª JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E
EXTENSÃO DO IFTO
JICE2010
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E INOVAÇÃO - PROPI
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO - PROEX
TOCANTINS - OUTUBRO 2010
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1ª JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E EXTENSÃO DO IFTO
Inovação e Sustentabilidade: Um caminho para o Desenvolvimento Sustentável
ANAIS ELETRÔNICOS
ISSN Nº 2179-5649
Organização
Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação
Pró-Reitoria de Extensão
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Tocantins
Campus Palmas
18 e 19 de Outubro 2010
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ANAIS ELETRÔNICOS - 1ª JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E EXTENSÃO DO IFTO
ISSN 2179-5649
Comissão organizadora
Augusto Cesar dos Santos
Cícero Salatiel Pereira Lopes
Liliane Carvalho Félix Cavalcante
Liliane Garcia da Silva
Mariana Brito de Lima
Sylvia Salla Setubal
Comissão Científica
Adriana Brito Marques
Alice Rocha de Souza
Alysson Soares da Rocha
Augusto Cesar dos Santos
Edvaldo Vieira Pacheco Sant´Ana
Francisco Filho da Silva
Kallyana Morares Carvalho
Mariana Brito de Lima
Mario de Souza Lima e Silva
Tarcísio da Silva Vieira
Vailton Alves Faria
Vanessa David Domingos
Reitor
Francisco Nairton do Nascimento
(Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário Waldomiro Caldas
Rolim – CRB-2: 1061, Biblioteca Campus Porto Nacional-IFTO.)
J82r
Jornada de Iniciação Científica e Extensão do IFTO (1. : 2010 :
Palmas, TO.)
Resumos (da) 1ª Jornada de Iniciação Científica, Palmas,
18 a 19 de outubro de 2010 / org. Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia-IFTO. – Palmas, 2010.
143p.
ISSN: 2179-5649
1. Iniciação Científica 2. Ciência e Tecnologia 3. Pesquisa
Científica 4. Iniciação Científica-IFTO, 2010 I. IFTO II. JI
CE2010 III. Título.
CDD: 507.2
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ISSN 2179-5649
Apresentação
A primeira Jornada de Iniciação Científica e Extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Tocantins se consolida nessa data como um evento inédito, em especial, por ser concebido
com a filosofia de fundir as relações entre Pesquisa e Extensão, uma vez que é esse registro de união
entre os pilares da educação que pretendemos imprimir. Assim, os limites entre pesquisa e extensão
desaparecem propiciando ganhos científicos e tecnológicos à sociedade tocantinense.
Temos como meta projetar nosso trabalho dentro da REDE IF de forma a atender a capilaridade dessa
estrutura, e permitir que todas as ramificações sejam nutridas com o composto da sustentabilidade e da
inovação, tema da nossa Jornada 2010.
Para a extensão, a inovação é a plataforma da sustentabilidade. Vivemos em um mundo que demanda
cada dia mais produtos e serviços, e é a inovação que vai permitir que possamos produzir cada vez mais
com menos recursos.
É com esse espírito de inovação que a extensão do IFTO se coloca diante dos vários Arranjos Produtivos
Locais do nosso estado, com o intuito de projetar a sociedade, em especial a mais marginalizada, para a
ampliação de sua capacidade produtiva de forma a atender as necessidades de trabalho latentes e que de
alguma forma se enquadre dentro dos parâmetros da sustentabilidade.
Esse evento discute os temas: sustentabilidade e inovação, e pretende com isso, aferir aos nossos alunos
conhecimentos suficientes para que sejam multiplicadores da sobrecarga que existe nesses conceitos
(SUSTENTABILIDADE e INOVAÇÃO), e com isso, produzir algum tipo de mudança na sociedade em que
vivemos.
Liliane Carvalho Félix Cavalcante
Pro Reitora de Extensão
Um dos objetivos dos programas de pesquisa e extensão do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) é
despertar e incentivar a vocação científica entre estudantes do ensino médio, técnico e superior e, assim,
contribuir para a formação de recursos humanos que contribuirão na transferência de tecnologia e
conhecimento na região. A Jornada proporciona um importante espaço de disseminação da produção
científica e de extensão através de temáticas atuais que surgem juntamente com o avanço desses
programas no IFTO.
A 1ª Jornada de Iniciação Científica e Extensão – JICE, com o tema Inovação e sustentabilidade: Um
caminho para o Desenvolvimento sustentável vem promover a socialização das experiências na pesquisa
e extensão de docentes e discentes de diversas instituições de ensino e promover o debate no campo da
ciência.
A todos que tornaram esse evento uma realidade; a todos os autores e autoras que não pouparam
esforços no desenvolvimento dos projetos de pesquisa e extensão e prontamente publicaram seus
resumos, agradecemos a fundamental colaboração.
Augusto Cesar dos Santos
Pró-reitor de Pesquisa e Inovação
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Programação
Dia 18 de Outubro
Manhã
8h ás 12h
Minicurso 01 – Criatividade e Inovação
Profª Drª Vanessa David Domingos – IFTO Campus Palmas.
Local: Mini-auditório 07 Campus Palmas
Tarde
14h ás 18h
Minicurso 02 – Oficina de Elaboração de Projetos de Pesquisa
Profª Me Carina Lima de Souza – IFTO Campus Palmas.
Local: Mini-auditório 05 Campus Palmas
Minicurso 03 – Oficina de física com experimentos de baixo custo
Profª Me Weimar Silva Castilho – IFTO Campus Palmas/PIBID/CAPES.
Local: Sala de Aula 703 - Campus Palmas
Noite
19h – Abertura Oficial
19:30 – Palestra
Inovação e Criatividade
Profª Drª Vanessa David Domingos – IFTO Campus Palmas.
Local: Auditório Central Campus Palmas
Dia 19 de Outubro
Manhã
8h ás 12h
Minicurso 04 - Empreendedorismo
Profª Drª Cristiane Miranda Martins – IFTO Campus Paraíso.
Local: Mini-auditório 05 Campus Palmas
Minicurso 05 - Currículo Lattes
Profª Mestranda Kallyana Moraes Carvalho – IFTO Campus Paraíso.
Local: LABIN 05 - Campus Palmas
Tarde
14h ás 18h
Minicurso 06 – Produtos Naturais do Patrimônio Genético Vegetal: Uma Ferramenta para
Inovação Tecnológica
Profª Me Tarcisio da Silva Vieira – IFTO Campus Araguatins.
Local: Mini-auditório 05 Campus Palmas.
Noite
18:00h às 20h
Exposição dos Trabalhos - Pôster
Local: Hall de entrada Campus Palmas
19:00h às 20h
Momento PIBID – Comunicação Coordenada.
Organização: Profª Me Weimar Silva Castilho – IFTO Campus Palmas/PIBID/CAPES.
Local: Mini-auditório 09 Campus Palmas.
20h
Encerramento – Ações de Extensão no IFTO
Local: Mini Auditório 09 Campus Palmas.
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Sumário
Minicursos
MINICURSO: OFICINA DE CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO
8
MINICURSO: OFICINA DE ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA
9
MINICURSO: UMA OFICINA DE FÍSICA COM EXPERIMENTOS DE BAIXO CUSTO
10
EXPERIMENTO: QUANTIDADE DE MOVIMENTO E TERCEIRA LEI DE NEWTON (PIBID)
11
EXPERIMENTO: FORÇA DE ATRITO (PIBID)
12
EXPERIMENTO: MOVIMENTO UNIFORMEMENTE ACELERADO (PIBID)
13
EXPERIMENTO: TEMPO DE REAÇÃO (PIBID)
14
EXPERIMENTO: PÊNDULO SIMPLES (PIBID)
15
MINICURSO: EMPREENDEDORISMO E PLANO DE NEGÓCIOS
16
MINICURSO: CURRÍCULO LATTES
17
MINICURSO: PRODUTOS NATURAIS DO PATRIMÔNIO GENÉTICO VEGETAL: UMA FERRAMENTA PARA INOVAÇÃO
TECNOLÓGICA
18
Palestra
PALESTRA: CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO
19
Resumos Expandidos
GOOGLE E VISIBILIDADE: UM ESTUDO SOBRE A COMUNICAÇÃO DO CENTRO DE CONVIVÊNCIA DOS
IDOSOS DO TOCANTINS
21
IMPLEMENTAÇÃO DE UM SIMULADOR DE EVENTOS NATURAIS PARA APÓIO DIDÁTICO AO ENSINO DE
GEOGRAFIA
26
PERCEPÇÃO E RELAÇÕES AMBIENTAIS DOS MORADORES DA COMUNIDADE AGRÍCOLA PALESTINA NO
MUNICÍPIO DE AXIXÁ–TO.
31
A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES
38
AVALIAÇÃO DA ACESSIBILIDADE NO CAMPUS PALMAS
46
A IMPORTÂNCIA DO DESENHO GEOMÉTRICO NO ENSINO BÁSICO E TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO
53
PEDAGOGIA TRADICIONAL VERSUS PEDAGOGIA INTERACIONAL COM ENFOQUE NA PRODUCAO DE
EXPERIMENTOS DE FISICA COM MATERIAIS DE BAIXO CUSTO.
60
DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO SOCIOECONÔMICA DOS AGRICULTORES DO ASSENTAMENTO SÃO JOÃO II
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CARACTERIZAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA DOS PRODUTORES DE LEITE DA AGRICULTURA FAMILIAR E
ANÁLISE DA INFORMALIDADE NO MUNICÍPIO DE PALMAS/TO
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ANÁLISE DE OBRAS ARQUITETÔNICAS DA PRAÇA DOS GIRASSÓIS, PALMAS/TO COM ÊNFASE NA RELAÇÃO
ENTRE A ARQUITETURA E A GEOMETRIA.
75
EXPERIMENTAÇÃO: UMA ALTERNATIVA PARA O PROGRESSO EDUCACIONAL E DESENVOLVIMENTO
SOCIAL
83
UMA VISÃO DE COMO À FÍSICA É ENSINADA NA ESCOLA BRASILEIRA, E A EXPERIMENTAÇÃO COMO
ESTRATÉGIA PARA MUDAR ESSA REALIDADE
87
EXPERIMENTAÇÃO EM FÍSICA: UM CAMINHO PARA A INCLUSÃO DE ALUNOS COM NECESSIDADES
ESPECIAIS
91
O LABORATÓRIO DE FÍSICA NAS ESCOLAS PUBLICAS DE ENSINO MÉDIO DE PALMAS – TOCANTINS
95
A UTILIZAÇÃO DE EXPERIMENTO DE MOVIMENTO UNIFORME PARA A MELHORIA DO ENSINO DE FÍSICA
NAS ESCOLAS PUBLICAS DO ESTADO DO TOCANTINS.
100
UMA PROPOSTA DE LEVAR CONHECIMENTO CIENTÍFICO E PRÁTICO PARA A COMUNIDADE ATRAVÉS DE
EXPERIMENTOS DE FÍSICA
105
ARQUITETURA BIOCLIMÁTICA: RECOMENDAÇÕES APROPRIADAS PARA PALMAS/TO
109
IMPACTO SOBRE A RENDA LOCAL A PARTIR DA IMPLANTAÇÃO DA MICRO USINA HÍBRIDA.
116
SOFTWARES EDUCATIVOS PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA NO ENSINO MEDIO
123
ANÁLISE DOS DISCURSOS DOS PROFESSORES QUE NÃO UTILIZAM ATIVIDADE EXPERIMENTAL DE BAIXO
CUSTO DE FÍSICA
128
MATERIAIS, PROFESSORES E ALUNOS NO ENSINO EXPERIMETAL DE FÍSICA
134
MODELIZAÇÃO E SIMULAÇÃO DE FENOMENOS FISICOS ATRAVES DE COMPUTADORES
138
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MINICURSO: OFICINA DE CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO
DOMINGOS, Vanessa David
Profª Drª do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Tocantins,
[email protected]
A compreensão científica da criatividade está longe de ser completa, mas um consenso já surgiu entre os
estudiosos: a criatividade não é um dom divino, mas uma habilidade que poder ser aprimorada. As
Oficinas de Criatividade vêm ocupando um espaço significativo, seja como prática, seja como alvo de
estudos acadêmicos, principalmente em contextos educacionais. As oficinas são descritas como vivências
promotoras da integração do indivíduo buscando a mudança de sua visão de mundo e para a facilitação
da aquisição de conhecimento integrado ao autoconhecimento, em formas mais internalizadas de
aprendizado (Bernardo, 2001). A proposta desta oficina busca proporcionar as condições essenciais para
que os alunos de ensino médio adotem o ESTILO CRIATIVO, por meio da compreensão de conceitos de
criatividade e inovação, importância da propriedade intelectual bem como atividades práticas e reflexivas
sobre o processo de perceber, pensar e elaborar. Os resultados esperados consistem em obter alunos que
sejam agentes de motivação para a inovação e pesquisa cientifica no meio discente que possam ter uma
nova e mais ampla visão da realidade como plataforma para o desenvolvimento criativo e motivação à
iniciação científica. A metodologia a ser utilizada será constituída de exposição dialogada, processamento
dinâmico, reflexões e compartilhamento com enfoque prático e construtivo para aplicabilidade imediata na
rotina diária de construção do conhecimento do aluno, sejam nas atividades pedagógicas ou científicas. A
oficina ocorrerá no período da manhã, no campus Palmas e será voltada para estudantes do Ensino Médio
com vagas limitadas para 30 alunos.
Palavras-chave: criatividade; inovação; iniciação cientifica
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ISSN 2179-5649
MINICURSO: OFICINA DE ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA
SOUZA, Carina Aparecida Lima de.
Profª Mestre do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Tocantins – Campus Palmas
[email protected]
Este minicurso surgiu a partir de observações sobre a dificuldade que alguns pesquisadores possuem
quando necessitam organizar e elaborar seus roteiros para realização de alguma pesquisa. Além dos
mais, destacamos que geralmente as pessoas já apresentam dificuldades para a produção de qualquer
tipo de texto e ainda mais quando se trata das especificidades de um projeto em relação à sua
estruturação e ao conteúdo de cada parte. Sendo assim, o minicurso apresenta como objetivo propiciar
reflexões sobre a produção de um projeto de pesquisa de modo que possam ser adquiras ferramentas
para uma melhor produção de texto. O conteúdo será o processo de produção de um projeto de pesquisa,
desde a escolha do tema até as partes do projeto. Também refletiremos sobre as regras de estruturação e
de formatação de um projeto. Além disso, faremos uma breve exposição sobre as regras da ABNT no que
concerne a produção de referência bibliográfica e de citação. Ainda faremos uma breve exposição sobre a
linguagem acadêmico-científica adequada a um projeto de pesquisa. Para tanto, teremos como
embasamento teórico as Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2002, 2005), Cervo e
Bervian (2007) e Negra (2009). Com isso, o público-alvo a que se destina esse minicurso é pesquisador
iniciante.
Palavras-chave: projeto de pesquisa, normas da ABNT, produção de texto.
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ISSN 2179-5649
MINICURSO: UMA OFICINA DE FÍSICA COM EXPERIMENTOS DE BAIXO CUSTO
CASTILHO, Weimar Silva (Coordenador).
Profª Ms. do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia IFTO,
[email protected]
Essa oficina tem como foco aplicar e investigar a escolha de determinados experimentos e equipamentos,
elaborados por alunos, bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID em
especial para os alunos do ensino médio. A idéia consiste em fazer que os alunos compreendam os
motivos da metodologia e as potencialidades do uso das atividades experimentais e do papel que elas
podem desempenhar no processo de aprendizagem da disciplina de Física. A originalidade deste mini
curso reside em realizar alguns experimentos que de fato sejam úteis e proporcione uma aprendizagem
significativa.
Palavras-chave: Física, ensino médio, experimentos, seleção.
Agência Financiadora: CAPES
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EXPERIMENTO: QUANTIDADE DE MOVIMENTO E TERCEIRA LEI DE NEWTON (PIBID)
COSTA, Fábio Lanna da.
Coordenador: Weimar Silva Castilho
Objetivo:
Mostrar que num sistema onde inicialmente não existe movimento nenhum e então 2 partes diferentes do
sistema começam a se movimentar, existe uma compensação: os movimentos ocorrem na mesma
direção, porém em sentidos opostos.
Contexto:
O Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento Linear diz que "todo sistema sempre conserva
constante a sua quantidade de movimento linear", esta podendo ser inicialmente nula ou não.
Neste experimento, o sistema considerado é todo o conjunto da base que sustenta o "canhão" mais os
lápis de rolagem, para o qual a quantidade de movimento linear inicial é nula.
Idéia do Experimento:
O experimento consiste em construir um sistema muito similar a um canhão real. Uma borrachinha de
dinheiro é disposta sobre a base de madeira como se fosse uma atiradeira que está prestes a impulsionar
o projétil veja a Figura 1. A linha de costura e o palito de fósforo servem para disparar o "tiro" com a menor
interferência possível.
Depois de armado o sistema, dispara-se o "tiro" simplesmente queimando a linha que mantém a
borrachinha esticada. O que se observa é que enquanto o projétil é lançado num sentido, o resto do
sistema se move noutro sentido, ou seja, recua.
A idéia é a de explorar a compensação de quantidades de movimentos bastante visível que ocorre neste
experimento. O projétil, mais leve, se desloca com velocidade maior; o resto do sistema, mais pesado, se
desloca noutro sentido com velocidade menor.
Figura 1. Projeto Experimentos de Física com Materiais do Dia-a-Dia - UNESP/Bauru
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EXPERIMENTO: FORÇA DE ATRITO (PIBID)
SOUZA, Gleison Siqueira de; MOURA, Hernânny Pereira B.
Coordenador: Weimar Silva Castilho
Objetivo:
Mostrar a influência que o atrito exerce sobre o movimento de um objeto.
Contexto:
Princípio da Inércia, ou Primeira Lei de Newton, diz que "um objeto tende sempre a manter o seu estado
de movimento, este podendo também ser o de repouso, se não houver a ação de forças externas". E o
atrito, ou melhor, as forças de atrito, são na maioria dos casos, as responsáveis pelo fato de que não se
observa comumente um objeto se deslocando continuamente sem a ação de uma outra força propulsora.
Este experimento serve para mostrar que quando posto em movimento, um objeto desloca-se por
distâncias maiores se são removidas fontes de atrito. Quanto mais fontes se remover, maior será a
distância percorrida. Se removermos todas as fontes de atrito, então é plausível que o objeto se desloque
para sempre.
Idéia do Experimento:
O experimento consiste de um disco de papelão preparado de tal modo que possa ser acoplado um balão
de borracha (bexiga) cheio de ar. Quando liberado, o ar contido na bexiga deve sair pela parte de baixo do
disco (aquela que fica em contato com a superfície de um piso ou mesa).
Primeiramente usa-se o disco sem o balão acoplado. Através de petelecos, tenta-se pôr o disco em
movimento. Observa-se a distância percorrida, que vai depender da rugosidade das duas superfícies em
contato: a do disco e a da mesa ou piso.
Ao se acoplar o balão e permitir a saída do ar, o mesmo peteleco aplicado ao disco aumenta
sensivelmente a distância percorrida.
A idéia é explorar este aumento de distância percorrida como conseqüência direta da diminuição do atrito
entre o disco e a superfície da mesa devido à camada de ar que existe agora entre as duas superfícies. O
atrito entre cada superfície e o ar é bem menor que entre as duas superfícies.
No entanto, a inclusão do balão traz uma nova fonte de atrito para o conjunto disco+balão, que é a
resistência do ar ao movimento do balão. O fato é que o atrito total do conjunto ainda é menor que o atrito
do disco sozinho. É por isto que aparatos mais sofisticados que aproveitam "colchões" de ar e dispensam
o uso do balão, são mais eficazes.
Esquema Geral de Montagem
Projeto Experimentos de Física com Materiais do Dia-a-Dia - UNESP/Bauru.
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EXPERIMENTO: MOVIMENTO UNIFORMEMENTE ACELERADO (PIBID)
SILVA, Isa Michelle B.
Coordenador: Weimar Silva Castilho
Objetivo:
Mostrar o movimento de um objeto acelerado.
Contexto:
Sem discutir as causas do movimento, podemos dizer que um objeto acelerado é aquele que varia a sua
velocidade, sendo a aceleração a medida desta variação.
Este experimento serve para mostrar que para um objeto constantemente acelerado (pois está sujeito a
uma força constante), a distância percorrida em diferentes intervalos de tempo iguais e sucessivos sempre
aumenta. Se a distância percorrida aumenta e o intervalo de tempo permanece constante, é porque a
velocidade aumentou.
Idéia do Experimento:
O experimento consiste em permitir o movimento de um carrinho sob a ação de uma força constante,
sendo que o carrinho possui um dispositivo que libera gotas em intervalos de tempos razoavelmente
constantes. Estas deixam marcas sobre a mesa ou papel. É fácil de observar que para intervalos
sucessivos, a distância aumenta. A força constante é proporcionada por um objeto que cai sob a ação da
força da gravidade e puxa o carrinho.
Importante observar que as marcas a serem considerada são somente aquelas produzidas quando o carro
se encontra sob a ação da força. Pois no momento em que esta cessa, ou seja, no momento em que o
peso que cai bate no chão (veja a figura), o carro deixa de estar acelerado.
A massa do objeto que cai pode ser variada para mostrar que sob uma força maior, surgirá uma
aceleração maior e consequentemente as distâncias percorridas sucessivamente serão maiores.
Esquema Geral de Montagem:
Projeto Experimentos de Física com Materiais do Dia-a-Dia - UNESP/Bauru
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EXPERIMENTO: TEMPO DE REAÇÃO (PIBID)
SILVA, Jaqueline Jurema da
Coordenador: Weimar Silva Castilho
Objetivo:
Desenvolver a capacidade de observação, Desenvolvimento da habilidade motora, Reconhecer a
importância do tempo de reação (reflexo), Verificar experimentalmente conceitos, antes do tratamento
matemático, Obtenção do tempo de reação
Contexto:
Nesta atividade o aluno pode facilmente entender a rapidez de um movimento, perceber que a aceleração
da gravidade é grande e comparar dados. A atividade permite diversas discussões sobre cinemática
escalar e vetorial, como o tempo de reação de um motorista, uso de fórmulas matemáticas para a análise
de um movimento, gravidade, análise de gráficos e tabelas, e ainda como introdução ao estudo do
movimento, envolvendo as grandezas: espaço, tempo, velocidade e aceleração.
Idéia do Experimento:
Você pode medir o tempo de reação de um colega realizando a seguinte experiência: A) Mantenha uma
régua (com cerca de 30 cm) suspensa verticalmente, segurando-a entre seus dedos pela extremidade
superior, de modo que o zero da régua esteja situado na extremidade inferior. B) Peça a um colega para
colocar os dedos de sua mão próximos do zero da régua, sem tocá-la, mas pronto para segurá-la quando
perceber que você abandonou a régua, deixando-a cair. C) Sem aviso prévio, abandone a régua. Seu
colega deve procurar segurá-la o mais rapidamente possível. Observando a posição onde ele conseguiu
segurar a régua, você terá a distância que ela percorreu durante a queda.
Esquema Geral de Montagem:
Como fazer a atividade experimental.
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EXPERIMENTO: PÊNDULO SIMPLES (PIBID)
SILVA, Nelma Barbosa da; MOREIRA, Kizzy Freitas.
Coordenador: Weimar Silva Castilho
Objetivo:
Verificar que o período de oscilação de um pêndulo físico é independente da amplitude angular, para
pequenas oscilações, e permite determinar o valor local da aceleração da gravidade. Medir grandezas
físicas diretas e, a partir de um gráfico, determinar outras grandezas. Analisar o comportamento dinâmico
de um corpo suspenso.
Contexto:
Seja um sistema em situação de equilíbrio estável. Quando esse sistema é levemente afastado dessa
situação e liberado, passa a executar um movimento periódico ou oscilatório, em torno da posição de
equilíbrio, chamado de Movimento Harmônico Simples (MHS), se não existirem forças dissipativas.
O pêndulo físico consiste de um corpo rígido qualquer de massa M, suspenso por um eixo horizontal que o
atravessa, em torno do qual o corpo pode girar.
Idéia do Experimento:
Com o pêndulo em funcionamento pode-se pedir aos alunos que relacionem as variáveis envolvidas no
fenômeno, tais como: o tempo de ida e volta, ou seja, o período, o comprimento do fio, a massa das
arruelas (tendo-se uma balança por perto, podem ser aferidas), o ângulo entre o fio e a vertical, o diâmetro
do prego de sustentação, a hora do dia, a temperatura da sala, etc... Com o universo de grandezas
definido, pede-se que definam quais delas são relevantes para o período T. Não é necessário que o
professor imponha suas preferências. Se um determinado grupo de alunos (é aconselhável no máximo 3
por experimento) considerar que o comprimento do pêndulo é uma variável irrelevante, sugira-lhe que
meçam o período para dois comprimentos bem diferentes, de 2m e 0,5m por exemplo.
Qual a melhor maneira de medir o período? Coloque este problema aos alunos numa situação onde o
comprimento do pêndulo é menor que 20cm. Discuta os erros cometidos ao se medir visualmente períodos
da ordem de 1s, e o fato de que o período varia muito pouco com 10 oscilações.
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MINICURSO: EMPREENDEDORISMO E PLANO DE NEGÓCIOS
MARTINS, Cristiane Miranda.
Prof. Dra. em Produção Vegetal. Departamento de Agroindústria. Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Tocantins – Campus Paraíso do Tocantins. [email protected]
A palavra empreendedor é derivada da palavra francesa entrepeneur, que foi usada pela primeira
vez em 1725 pelo economista irlandês Richard Cantillon para designar o “indivíduo que assumia
riscos”. Atualmente, empreendedor define não só o indivíduo fundador de novas empresas ou o
construtor de novos negócios. Ele é a energia da economia, a alavanca de recursos, o impulso de
talentos, a dinâmica de idéias. É a pessoa que fareja as oportunidades e precisa ser mais rápido,
aproveitando as oportunidades fortuitas, antes que outros aventureiros o façam. Assim,
transforma idéias em realidade, para benefício próprio e para benefício da comunidade. Contudo,
em tempos de globalização, temos que ter a consciência de que não existe empreendedor que
possa profetizar ou mesmo antecipar resultados da empresa num certo espaço de tempo. Assim
surge a preocupação da criação de empresas duradouras e a necessidade da redução das taxas
de mortalidade desses empreendimentos. Para isso o empreendedor não deve fixar seu foco
apenas no Plano de negócios. Ele deve também enfatizar o marketing, as vendas, a logística, as
finanças e, especialmente, os clientes. O empreendedor deve explorar suas habilidades o
máximo que puder, agindo sempre com disciplina e ética.
Palavras-chave: Empreendedor, Plano de negócios.
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MINICURSO: CURRÍCULO LATTES
CARVALHO, Kallyana Moraes.
Prof.ª Esp. do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia – Campus Paraíso do Tocantins,
[email protected]
A Plataforma Lattes representa a experiência do CNPq na integração de bases de dados de
currículos e de instituições da área de ciência e tecnologia em um único Sistema de Informações,
cuja importância atual se estende, não só às atividades operacionais de fomento do CNPq, como
também às ações de fomento de outras agências federais e estaduais. Dado seu grau de
abrangência, as informações constantes da Plataforma Lattes podem ser utilizadas tanto no apoio
a atividades de gestão, como no apoio à formulação de políticas para a área de ciência e
tecnologia. O Currículo Lattes registra a trajetória dos pesquisadores sendo elemento
indispensável à análise de mérito e competência dos pleitos apresentados à Agência. A partir do
Currículo Lattes, o CNPq desenvolveu um formato-padrão para coleta de informações curriculares
hoje adotados não só pela Agência, mas também pela maioria das instituições de fomento,
universidades e institutos de pesquisa no país. A adoção de um padrão nacional de currículos,
com a riqueza de informações que esse sistema possui, a sua utilização compulsória a cada
solicitação de financiamento e a disponibilização pública destes dados na internet, deram maior
transparência e confiabilidade às atividades de fomento da Agência.
Palavras-chave: Lattes; integração; confiabilidade.
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MINICURSO: PRODUTOS NATURAIS DO PATRIMÔNIO GENÉTICO VEGETAL: UMA
FERRAMENTA PARA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
VIEIRA, Tarcisio da Silva.
Professor Mestre do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Araguatins
[email protected]
Os seres vivos estão intimamente associados aos fatores bióticos e abióticos do meio ambiente em que
vivem, de modo que os mesmos devem estar perfeitamente adaptados para que uma determinada espécie
em questão seja bem sucedida naquele ambiente. Ao contrário dos animais que podem se locomover para
obter alimentos e para se defender de predadores, os vegetais não apresentam tal mobilidade. Para o
sucesso reprodutivo de uma determinada espécie vegetal, seja com relação à atração de polinizadores ou
com relação à defesa contra pragas e doenças, dentre outras, os vegetais dispõem de uma complexa e
instigante variedade de compostos químicos advindos de seu metabolismo secundário. A Química de
Produtos Naturais tem como objetivo, dentre outros, estudar o potencial dos metabólitos secundários de
origem vegetal para o desenvolvimento de fármacos, defensivos agrícolas e outros produtos visando, além
da redução dos impactos ambientais ocasionados pelas tradicionais técnicas e produtos utilizados, gerar
divisas para o país. Neste sentido, o patrimônio genético vegetal existente no Estado do Tocantins, em
especial à vegetação existente no extremo norte do estado, onde está localizado o Campus Araguatins do
IFTO, constitui-se em uma importante ferramenta para a inovação tecnológica na área de Produtos
Naturais. Diante deste potencial, foi aprovado recentemente junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (CAPES), um projeto visando a formação de professores da rede pública
estadual de educação, ocasião em que serão desenvolvidas atividades de extensão e de pesquisa, de
modo a inserir a Mesorregião Bico do Papagaio nas diversas temáticas referentes à Química de Produtos
Naturais, além de contribuir para a consolidação do IFTO. Neste minicurso serão apresentados algumas
particularidades da Química de Produtos Naturais e o seu potencial para o desenvolvimento de novas
tecnologias, bem como feita a apresentação de alguns detalhes do projeto aprovado junto à CAPES.
Palavras-chave: Patrimônio genético vegetal, Produtos Naturais e inovação tecnológica
Agência Financiadora do Projeto:
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
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ISSN 2179-5649
PALESTRA: INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE
DOMINGOS, Vanessa David
Profª Drª do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Tocantins, [email protected]
A inovação não está distante da realidade atual do IFTO e os fundamentos desta constatação podem ser
observados quando analisamos as origens da nossa história enquanto instituição. Assim, percebemos
que desde o surgimento do ensino profissionalizante e as adaptações realizadas em função de políticas e
das demandas do setor produtivo ao longo dos anos, a capacidade de inovar nos últimos cem anos de
história pode ser considerada como uma característica latente de nossa identidade. A história do ensino
técnico federal no país começou em 1909, quando foram criadas 19 escolas de Aprendizes e Artífices.
Eram instituições destinadas ao ensino profissional, voltadas prioritariamente à educação das classes mais
pobres. Em 1937, foram criados os Liceus Profissionais, em 1949, as Escolas Industriais e Técnicas e, 10
anos depois, as Escolas Técnicas. Todas elas instituições públicas, voltadas ao ensino técnico e
profissionalizante. No final dos anos 70, época em que o país passava por profundas mudanças
econômicas e sociais, as escolas técnicas se transformaram nos Centros Federais de Educação
Profissional e Tecnológica, os Cefets, que procuravam se adequar às exigências da nova realidade social.
Até o ano de 2002, eram 140 instituições que ofereciam ensino técnico no Brasil. A partir desse ano, no
entanto, o Ministério da Educação colocou em prática o Plano de Expansão da Rede Federal de Educação
Profissional. No ano de 2008, o governo federal aprovou a lei 11.892/2008, que instituiu a Rede Federal de
Educação Profissional, Científica e Tecnológica do país e criou os 38 Institutos Federais que existem em
nosso território. Segundo a nova lei, os Cefets, as Escolas Agrotécnicas e as Escolas Técnicas passam a
formar os Institutos Federais, instituições de educação especializadas em oferecer educação profissional e
tecnológica nas diferentes modalidades de ensino. Ao todo, são 340 escolas da rede federal que somam
337 mil matrículas em cursos técnicos, educação de jovens e adultos, cursos superiores de tecnologia,
licenciaturas e pós-graduação. Até o final do ano, serão pelo menos mais 14 unidades, alcançando a meta
de 354 escolas em 2010. possibilitem a 500.000 alunos tem acesso à educação profissional. A missão da
Rede Federal de Educação Profissional não está pautada apenas na formação de técnicos e tecnólogos,
promoção da inclusão social, bem como buscar soluções técnicas e gerar novas tecnologias. Portanto
desenvolver a pesquisa aplicada que atenda as demandas do mercado, ou seja, inovação constitui-se
como um objetivo essencial para cumprirmos a nossa missão e ainda consolidar a identidade como
Instituto Federal em relação à equiparação com as Universidades. Diversos exemplos de pessoas
inovadoras na história da humanidade poderiam ser citados, mas ressalto Ludwig van Beethoven
considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem,
como do conteúdo musical, que a partir dos 26 anos de idade apresentava problemas de saúde como a
surdez e mesmo assim compôs a Nona Sinfonia, mundialmente conhecida, o que evidencia o potencial de
criatividade do ser humano mesmo com limitações físicas. O conceito de Inovação no “Manual de Oslo”,
publicado pela Organização para a Cooperação e desenvolvimento Econômico (OCDE), foi definido como
“implementação de um produto, bem ou serviço novo ou significativamente melhorado”. No entanto,
inovação não é sinônimo de novas tecnologias, pois no conceito restrito de tecnologia (conhecimentos
técnicos sobre operações), a grande maioria das inovações não é tecnológica. O Dicionário da Língua
Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda, indica a palavra “tecnologia” como “um conjunto de
conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo de atividade:
tecnologia mecânica”. A criatividade consiste em uma habilidade do ser humano que propicia a geração de
novas idéias e para que possam se tornar inovações depende de que esta idéia seja comercializada.
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Assim, podemos verificar a diferença entre invenção e inovação. Para gerar inovação precisamos trabalhar
em equipe, com o intuito de consolidar uma cultura de inovação no IFTO. No entanto, será necessário que
todas as classes (gestores, professores, alunos e técnicos administrativos) que compõem a nossa
comunidade interna estejam dispostas a contribuir de forma interativa apoiando ações que promovam a
inovação, sendo mais participativos em relação ao processo de inovação. O Núcleo de Inovação
Tecnológica (NIT) foi criado em cumprimento à Lei de Inovação (Lei 10973/04 e Decreto 5563/05), a partir do
Ato da Reitoria n° 001/2010, de 13 de setembro de 2 010, sendo o principal órgão de execução da política
institucional para a proteção e transferência de tecnologia da Propriedade Intelectual no IFTO. O Núcleo,
dentre as suas finalidades, tem o compromisso de conferir aos pesquisadores do IFTO suporte no
processo de patenteamento de inventos, produtos e processos gerados nas atividades de pesquisa e que
possam ser transformados em benefício para a sociedade. O Núcleo objetiva ainda facilitar o acesso das
instituições ao conhecimento gerado no IFTO, passível de utilização, direta ou indireta, no processo
produtivo, na gestão pública e em áreas afins. A regulamentação de prestação de serviços, criação de
empresas juniores e incubadoras de empresas no âmbito do IFTO também será realizada pelo NIT, com o
intuito de incentivar o empreendedorismo e atender às demandas da sociedade. Neste sentido, pretendo
incentivar uma reflexão e finalizo com uma frase de Fernando Pessoa: “Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo esquecer os nossos caminhos, que nos
levam sempre aos mesmos lugares, é o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado,
para sempre, à margem de nós mesmos.”
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GOOGLE E VISIBILIDADE: UM ESTUDO SOBRE A COMUNICAÇÃO DO CENTRO DE
CONVIVÊNCIA DOS IDOSOS DO TOCANTINS
Maiara Sobral SILVA (1); Adriana Cristina Omena dos SANTOS (2)
(1) IFTO, Palmas-TO, e-mail: [email protected],
(2) UFU, Uberlâdia-MG, e-mail: [email protected]
RESUMO
O presente trabalho1 visa fomentar a reflexão acerca da importância da comunicação nas organizações do
Terceiro Setor. Para isso, foi escolhida uma instituição de Palmas-TO e por meio de análise das páginas
de resultados do Google estudou-se a visibilidade dessa e às quais notícias a imagem da instituição
estava relacionada. Desta forma, os resultados demonstraram que no caso do Centro de Convivência dos
Idosos do Tocantins, a comunicação ainda é feita de forma artesanal, sendo assim, é importante que a
comunicação seja vista como uma área estratégica, independente do setor no qual a instituição esteja
inserida. A pesquisa mostra que para isso é preciso uma mudança de postura dos gestores do Terceiro
Setor, com vistas a buscar a independência e autonomia deste.
Palavras-chave: Terceiro Setor, Comunicação organizacional, visibilidade
INTRODUÇÃO
O fortalecimento do Terceiro Setor pode ser compreendido como uma das grandes mudanças ocorridas no
final do século XX e início do século XXI. Hoje esse setor composto pelas entidades não governamentais e
sem fins lucrativos tem seu caráter social reconhecido mundialmente. No Brasil a evolução acontece em
passos mais curtos, visto que o caráter do setor está em definição.
No Tocantins pode-se notar que o Terceiro Setor está em fase de estruturação, por ser um Estado novo,
muitas organizações ainda não se firmaram como independentes e autônomas. Desta forma, no presente
estudo a escolha foi analisar a comunicação em uma organização que ainda está se estruturando em
Palmas, capital do Estado. E, considerando tal contexto, a pesquisa foi desenvolvida com o intuito de
refletir sobre as características do setor, no cenário palmense, em especial da organização denominada
Centro de Convivência dos Idosos do Tocantins.
Para isso foi necessário estabelecer o recorte do que seria analisado, sendo este o primeiro passo, sendo
decidido que a Comunicação Externa da organização seria o objeto de análise do estudo.
1. A COMUNICAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR
É fato que a comunicação possui diversos usos nas organizações e estes têm sido descobertos também
pelos veículos comunitários, organizações não-governamentais, associações entre outros, saindo de um
espaço amador para outro mais estratégico.
É possível perceber, muitas vezes, que o papel da comunicação no Terceiro Setor é essencialmente a
aprimoração e inovação nas formas de captação de recursos - ainda que isto seja um dos maiores
desafios para as organizações do Terceiro Setor na atualidade (ADULIS, 2002). Seguindo as
considerações do autor cabe ressaltar que é importante sim captar recursos, afinal nenhuma instituição se
sustenta sem renda, mas esse não deve ser o único objetivo das organizações do Terceiro Setor.
Ressalta-se, no entanto, que o papel da comunicação organizacional não está restringido à captação de
recursos, mas seu uso para esse fim que é valorizado por Soares e Ferraz (2006, p. 51) ao afirmarem que:
1
Resultados obtidos na monografia desenvolvida para a Conclusão do curso de Comunicação Social na Universidade Federal do
Tocantins – UFT.
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Toda organização, tanto do setor privado como do Terceiro Setor, precisa de visibilidade
para se legitimar diante da sociedade, para que seja agregada credibilidade política às suas
ações perante os poderes públicos e para que sejam atraídos novos investidores ou
consolidados os parceiros já existentes.
O sucesso da captação de recursos dependerá do relacionamento estabelecido com os doadores e
clientes potenciais como em um negócio comercial. Isto significa que as causas defendidas não são
tratadas no seu seio, na situação em que se formou, uma vez que é levado em consideração apenas o
princípio de que as organizações merecem - pelo caráter de suas causas - receber apoio. Apoio este que,
deve ser conquistado, haja vista que “nenhum negociante de êxito trata seus clientes como se eles
tivessem a obrigação de comprar” (ADULIS, 2002).
O autor salienta ainda que se torna essencial que a entidade desenvolva programas de comunicação que
propiciem um clima favorável para doações, mas, sobretudo que favoreça relacionamentos duradouros
através de uma comunicação que busque aumentar a consciência destes doadores potenciais sobre a
organização, suas atividades e os problemas que a entidade procura solucionar através de suas ações. Ao
utilizar folhetos, livros e/ou boletins é possível também criar uma assessoria capaz de divulgar a entidade
e seus programas junto aos órgãos de imprensa, conquistando espaços de publicidade e fortalecendo os
esforços de captação de recursos. Assim, a utilização de estratégias e ferramentas comunicacionais
transforma-se a cada dia sendo mais importantes para dar visibilidade às ações dos movimentos sociais,
além de contribuir para a auto – sustentabilidade dos mesmos.
Acerca do assunto, Torquato (2002) acredita que a comunicação desenvolvida nas associações pode ser
dividida em quatro vertentes: o campo da batalha externa, o campo corporativo interno, o campo
formacional e o campo da visibilidade, campo este, diretamente relacionado com os meios de
comunicação de massa.
Conforme o autor, a batalha externa é compreendida como aquela que a entidade trava “para preservar os
interesses das categorias que representa e expandir sua força”. Ele acredita que por meio do sentido
corporativo interno a instituição gera sua força (TORQUATO, 2002, p. 161). Outro eixo importante
apontado por Torquato (2002, p. 161) é o “desenvolvimento tecnológico e o aperfeiçoamento profissional
dos corpos associados”.
Por fim, o campo da visibilidade é visto como aquele onde a instituição se torna forte e capaz de fazer
pressão. Segundo o autor (2002, p. 162) há “uma relação de interdependência entre poder, força e
comunicação, pela afetação recíproca de fatos”. Por isso, a comunicação deve ser vista como parte
estratégica e não como mero luxo, ou gasto adicional de verba.
2. APRESENTAÇÃO DA PESQUISA, RESULTADOS E ANÁLISE
Tendo em vista a proposta do trabalho que se consistia em analisar a Comunicação Externa do Centro de
Convivência dos Idosos do Tocantins, utilizou – se metodologicamente pesquisas descritiva (GIL, 1999) e
documental (BARROS, 2005), uma vez que se trata de uma pesquisa que observa, por meio de análise a
documentos, uma realidade dada, além de descrevê-la.
Neste sentido, um primeiro passo foi buscar, por meio de revisão bibliográfica, contextualizar o tema e
conceitos envolvidos tais como, Comunicação Organizacional, Terceiro Setor e visibilidade, entre outros.
Em seguida ao levantamento bibliográfico e atendendo ao recorte da pesquisa, foram realizados os
primeiros contatos com a instituição de maneira a desenvolver uma análise de sua Comunicação Externa.
O primeiro procedimento metodológico foi a realização de uma entrevista, em profundidade e estruturada,
com a dirigente do Centro de Convivência dos Idosos do Tocantins, Marly Milhomens.
Após este acompanhamento e como o material elencado pela instituição apontou para a ausência de
estratégias de comunicação externa, a Internet foi selecionada como ferramenta para obtenção de
informações acerca da visibilidade da comunicação da instituição junto ao Google. O uso de tal ferramenta
se justifica porque Yamaoka (2005, p.147) ressalta a riqueza da internet como fonte de informação, que
“numa incessante metamorfose recebe novos serviços, novos conteúdos e novas tecnologias”, fator que é
favorável à pesquisa devido seu caráter “up to date” que exigia constante acompanhamento dos fatos.
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A escolha do mecanismo de busca Google se deve ao fato de o site de busca ser o mais acessado pelos
brasileiros, somado ao fato de que segundo notícia divulgada pela Folha Online (2008), o Google domina o
mercado de buscas no Brasil, uma vez que cerca de 90% dos usuários o utilizam em primeiro lugar.
Os procedimentos descritos foram adotados com o objetivo de esclarecer o papel estratégico da
Comunicação Externa para proporcionar visibilidade também para as organizações do Terceiro Setor, no
caso da pesquisa, especificamente, para o Centro de Convivência dos Idosos do Tocantins.
3. OBJETO DE ESTUDO: O CENTRO DE CONVIVÊNCIA DOS IDOSOS DO TOCANTINS
A Associação dos Idosos do Estado do Tocantins, criada em 1999 é uma entidade civil, sem fins
lucrativos. Em 2004, a sede sob o nome de Centro de Convivência dos Idosos, foi lançada em Palmas,
capital tocantinense. A organização criada por Marly Milhomens tem por objetivo atender aos idosos com
atividades como hidroginástica, natação, fisioterapia, dança, teatro, acompanhamento nutricional,
acompanhamento psicológico, oficinas de artesanatos, dentre outras ações oferecidas.
Por meio da entrevista foi constatado que a organização pretende desvincular sua imagem do Estado,
uma vez que esse atrelamento tem prejudicado o surgimento de novos convênios, principalmente com a
iniciativa privada. Para a presidente da organização Marly Milhomens (em 16/10/2008) a adesão dos
empresários palmenses ao projeto é pequena, pois muitos o vêem como iniciativa governamental. Ela
ressaltou os motivos que a levaram ser uma voluntária do Terceiro Setor, pois o idoso estava esquecido e
na capital existiam muitos projetos para crianças e jovens, por isso ela resolveu investir nas políticas
públicas para o idoso
Dentre as opiniões mais interessantes encontradas, durante a entrevista, destacam-se o fato de que há
dez meses a manutenção da sede está sendo feita por doações de pessoas físicas, pois o principal
mantenedor - Governo do Estado - não renovou os convênios.
Foi constatado também que não existe um setor de Comunicação Organizacional. Segundo a diretora Ana
Maciel (em 16/10/2008) “não é por falta de vontade, mas como a instituição não tem verbas para custear
um profissional especializado, essa atividade é realizada pelo corpo diretor da instituição”.
Quanto à produção de ferramentas comunicacionais, a diretora Ana Maciel explicou que há cerca de dois
anos foram produzidos folders de divulgação para o Centro de Convivência dos Idosos do Tocantins, estes
ficavam na sede e em alguns locais do interior do Estado e a produção foi paga pelo Centro de
Convivência dos Idosos do Tocantins com a intenção de divulgar a instituição. Maciel informou também
que não foram produzidos mais folders, por falta de verbas para custear os gastos gráficos. A diretora
ressalta que no início do ano, a primeira – dama do Estado patrocinou a instalação de outdoors em
algumas quadras de Palmas, mas a diretoria não participou dessa ação, que foi realizada por uma agência
de publicidade contratada pela então primeira – dama, Dulce Miranda.
Quando perguntada sobre as expectativas e previsão para 2008, Marly Milhomens, explicou que o
principal objetivo era desvincular a imagem da organização do Governo do Estado, pois este possui seus
próprios projetos e a organização não poderia depender de um único parceiro. Segundo ela, só assim será
possível firmar parcerias com mais instituições, públicas e privadas, pois os doadores verão a instituição
como do Terceiro Setor e não como governamental. Para 2009 a intenção é instalar mais projetos e
aumentar o número de atividades, enfim, aperfeiçoar o espaço do Centro de Convivência dos Idosos do
Tocantins.
Durante a pesquisa documental, por sua vez, foi selecionado e catalogado um documento - o folder de
divulgação -, que foi o único material citado durante a entrevista. O folder continha informações básicas
como endereço, bem como as atividades oferecidas pelo Centro de Convivência dos Idosos do Tocantins.
Além de fotos do local, o material oferecia explicações de como participar, de como chegar à sede e um
pouco do histórico da organização também foi apresentado no folder, com o intuito de apresentar a
instituição.
Vale lembrar, como já foi explicado, que devido à escassez de material produzido pela organização, optou
– se também por analisar matérias relacionadas à organização segundo resultados de um mecanismo de
busca da Internet.
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Após a busca junto ao site selecionado, no dia 1º de outubro de 2008, os 40 primeiros resultados
encontrados, ou seja, as quatro primeiras páginas, para a frase “Centro de Convivência dos Idosos do
Tocantins” foram salvas e impressas para análise. Foram analisadas somente as quatro primeiras páginas,
pois segundo pesquisa realizada pela Universidade do Estado da Pensilvânia em 2001, “metade dos
usuários realizou somente uma busca, 54% olharam somente uma página do resultado, menos de 19%
olharam a segunda página e apenas 10% olharam a terceira página” (YAMAOKA, 2005, p. 157).
Dos 40 resultados do Google, 11 eram de notícias relativas ao Centro de Convivência dos Idosos do
Tocantins, o restante, 29 dizia respeito a organizações de outros estados do país, ou até mesmo outros
municípios tocantinenses. Os resultados relativos à organização estudada são apresentados de maneira
mais detalhada a seguir.
Dentre os 11 resultados encontrados, 7 foram veiculados em sites privados, 2 em um site de clipagem do
então governador Marcelo Miranda e 2 em sites oficiais do Governo do Estado.
Quanto ao conteúdo das matérias, uma nota no site da colunista Jaciara Barros e uma matéria no site da
FM Criativa eram sobre uma feijoada solidária, que beneficiou o Centro de Convivência dos Idosos do
Tocantins, realizada em maio de 2008 pelas empresas Autovia Fiat, Vila de Palma, Tecnofibras e
Quartteto Supermercados.
A matéria divulgada no site da FM Criativa (www.fmcriativa.com) saiu no dia 30 de abril e foi redigida pela
Assessoria de Comunicação e Marketing da Autovia Fiat. Continha 32 linhas, tratou de informações
importantes sobre a feijoada solidária e falou sobre o Centro de Convivência dos Idosos do Tocantins e
disponibilizou os telefones da diretoria da organização para contatos posteriores.
Quanto à nota publicada no site da colunista Jaciara Barros (www.jaciarabarros.com) a mesma se limitou
anunciar o evento, falar quais seriam as atrações artísticas, além do objetivo da feijoada. A nota com seis
linhas foi publicada no dia 7 de maio de 2008.
Ainda sobre eventos duas notas falavam sobre a Noite Fashion realizada pela colunista social Camila
Peara, no dia 5 de junho de 2008, sendo que as notas foram veiculadas respectivamente no site Cleber
Toledo e no blog Restauranter.
A nota sobre a Noite Fashion que saiu no dia 28 de maio de 2008, no site Cleber Toledo
(www.clebertoledo.com.br), possuía dezoito linhas e não falava sobre a organização, mas sim a respeito
do evento, a programação, os parceiros e as atrações artísticas.
A outra nota, desta vez divulgada no blog Restauranter (www.restauranter.blogspot.com) e veiculada no
dia 27 de maio de 2008, continha 20 linhas, mas nada falava sobre a instituição beneficiada. A nota tratou
de assuntos como locais de venda de ingressos, valor dos ingressos e informações sobre data e horário
do evento.
Outras três matérias foram veiculadas em sites privados e continham os seguintes conteúdos: divulgação
no site do Projeto Orla, sobre a responsabilidade social da empresa, pois contribuiu para a construção da
sede da organização estudada; nota no site Tribuna do Planalto sobre recebimento de um kit para
montagem de uma padaria comunitária e uma nota sobre as comemorações do Dia Nacional do Idoso,
esta última no site Vermelho.
A matéria publicada no site do Projeto Orla (www.projetoorlapalmas.com.br) possuía dez linhas sobre o
Centro de Convivência dos Idosos do Tocantins e como esta tinha caráter institucional tratou da
importância do Projeto Orla para a construção da sede da organização. A data da veiculação da matéria
não foi determinada, pois essa fazia parte do site institucional.
Já a nota que saiu no dia 20 de maio de 2006 no site Tribuna do Planalto (www.tribunadoplanalto.com.br)
continha quatro linhas e falava sobre a doação de um kit “mão – na – massa” para instalação de uma
padaria comunitária. A nota foi publicada na coluna do jornalista Anésio Júnior.
Quanto à nota divulgada no site Vermelho (www.vermelho.org.br) possuía oito linhas e falava sobre as
comemorações do Dia Nacional do Idoso, sendo veiculada no dia 21 de setembro de 2006. Os dois
resultados do site de clipagem “Acha Notícias” diziam respeito às entrevistas concedidas pelo governador
Marcelo Miranda durante a inauguração do Centro de Convivência dos Idosos do Tocantins, em 06 de
dezembro de 2004.
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As matérias encontradas no site (www.achanoticias.com.br) falavam sobre entrevista concedida pelo
governador Marcelo Miranda acerca da inauguração do Centro de Convivência dos Idosos do Tocantins no
dia 6 de dezembro de 2004. Porém, as matérias eram iguais, pois se tratavam de resultados de clipagem e
ambas continham trinta e uma linhas. As matérias começam com a frase do governador do Estado do
Tocantins “Viemos ao mundo para servir”, o que denota que o gestor entende que a inauguração da sede
estava vinculada a sua ação como governante.
Quanto aos resultados encontrados em site oficiais há uma diferença, pois a primeira veiculada no site da
Secretária de Ação Social do Estado (www.setas.to.gov.br) é parte institucional do site e contém
dezessete linhas, e quando entra na parte de projetos aparece em sua página um link para Centro de
Convivência do Idoso. Neste espaço, o texto fala sobre a inauguração da organização, parceiros e as
ações desenvolvidas por esta. Como é uma parte fixa do site não há data de postagem.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise dos resultados do Google mostrou que o Centro de Convivência dos Idosos do Tocantins não
possui grande visibilidade na internet, uma vez que foi verificado que os resultados que continham mais
informações sobre a organização estavam vinculados ao Governo do Estado.
Nas duas matérias encontradas no site de clipagem o nome e uma citação da presidente da organização
aparecem, mas em posição bem inferior a do governador Marcelo Miranda. A matéria sobre a Feijoada
Solidária publicada no site da FM Criativa trazia o telefone da presidente da instituição, como uma forma
de contato para apoiar a organização.
Outro dado preocupante foi o fato de todos os resultados veiculados no ano de 2008 se tratarem de notas
sobre coberturas de eventos beneficentes realizados. Assim, a missão, o objetivo e as atividades da
organização acabam sendo preteridos à mera realização de eventos para patrocinar a sustentabilidade da
instituição.
Os resultados obtidos permitem afirmar que o Centro de Convivência dos Idosos do Tocantins tem sua
sustentabilidade quase toda financiada pelo Estado. Como na organização não existe um setor de
comunicação, na maioria das vezes, essa função é encaminhada para a presidente que fica
sobrecarregada, e os programas de comunicação organizacional tornam-se inexistentes na instituição. E,
o que se vê na mídia são matérias factuais sobre atividades festivas, mas nada que estimule o receptor a
conhecer e colaborar com a organização.
É preciso buscar novas parcerias, mas para isso, os empresários, parceiros financeiros e voluntários em
potencial e a comunidade, precisam entender que a instituição é uma Organização Não – Governamental
(ONG) e para evidenciar tal situação para a sociedade a comunicação pode ser vista como uma grande
aliada.
REFERÊNCIAS
ADULIS, Dalberto. O Papel da Comunicação na Captação de Recursos. Revista RITS – Rede de
Informação para o Terceiro Setor. Disponível em: <http://www.rets.org.br/rits>. Acesso em: 12 abr. 2008.
BARROS, Janaína. Movimento ambiental, visibilidade e cidadania. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 31, 2008. Natal. Anais... São Paulo: Intercom, 2008. CD – ROM.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
SOARES, Ismar; FERRAZ, Luci. Voluntários, Terceiro Setor e Gestão da Comunicação. In: COSTA, Maria
Cristina (org.). Gestão da Comunicação: Terceiro Setor, Organizações Não Governamentais,
Responsabilidade Social e Novas Formas de Cidadania. São Paulo: Atlas, 2006. Cap. 03, p. 39-53.
TORQUATO, Gaudêncio. Tratado de comunicação organizacional e política. São Paulo: Pioneira
Thomson Learning, 2002.
YAMAOKA, Eloi. O uso da Internet. In: Duarte, Jorge et al. Métodos e Técnicas de pesquisa em
comunicação. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2005. Cap. 09, p. 146-163.
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IMPLEMENTAÇÃO DE UM SIMULADOR DE EVENTOS NATURAIS PARA APÓIO DIDÁTICO
AO ENSINO DE GEOGRAFIA
Pablo Marques GUIDA (1); Ivo Sócrates Moraes de OLIVEIRA (2)
(1) IFTO – Campus Paraíso do Tocantins, Distrito Agroindustrial, BR-153, KM 480, e-mail: [email protected]
(2) IFTO – Campus Paraíso do Tocantins, Distrito Agroindustrial, BR-153, KM 480, e-mail: [email protected]
RESUMO
A objetividade do presente estudo foi o de desenvolver e implementar um simulador de Eventos Naturais,
que poderia a vir contribuir com o Ensino de Geografia, no Nível Médio. Incide a este simulador a tarefa
de, por meio de animação gráfica, apresentação de determinados Eventos Naturais, que disponibilizariam
a inserção de dados ao software de fatores determinantes em cada Evento, para assim, reproduzir o
evento segundo a expectativa de cada usuário. Portanto, formação do conhecimento e, o entendimento do
aluno deve ser mais que teórica, mas também o visual, os métodos para a construção do software,
basicamente foram pesquisas de dados e conhecimento suficiente para cumprir com o planejado para a
conclusão do projeto. É certo que houve um desenvolvimento nas tecnologias, inclusive a de ensinar,
disponibilizando aos métodos de ensino-aprendizado os recursos de mídia, representados em diversas
formas, exemplo os simuladores e dentre outros se incluem. A presente pesquisa é classificada como
experimental, pois indicará ao meio acadêmico uma nova ferramenta de ensino-aprendizado a uma área
pouco pesquisada, onde o usuário entenderá como funciona a composição de determinados eventos
naturais. As perspectivas quanto aos resultados esperados, foram alcançados, do ponto de vista do
desenvolvimento do aluno para o cumprimento do projeto e os benefícios causados pela execução do
Projeto. Contribuindo claramente para o ensino de Geografia no Nível Médio.
Palavras-chave: Simulador; Eventos Naturais; Ensino-aprendizado; Animação Gráfica.
INTRODUÇÃO
Compreender a forma de Educar hoje implica na tarefa de posicionar a Tecnologia em Relação ao Ensino,
já sabendo que os métodos passados não têm tanta eficácia com o Perfil dos Alunos de hoje. Por isso é
afirmado por tantos estudiosos que mediante ao desenvolvimento gradual da Tecnologia, tem que ser
possível o acompanhamento da Educação a mesma, pois caso contrário, os alunos se fatigarão de
estudarem só por “livros”, ao perceberem que ao seu redor há uma grande multiplicidade de recursos
midiatizados, que poderiam facilitar o seu aprendizado. Mas a contrapartida a essa forma de ensinar por
recursos midiatizados, não se daria somente pelo fato de instalar computadores em escolas, segundo
(ABREU, 2006), mas sim promover uma Informatização Cotidiana.
Dowbor (2007) citado por Silva (2009) defende que nós, seres humanos, fomos configurados de certa
forma, para aprendermos de diversas formas, como por exemplo, com o convívio com outras pessoas,
com situações que nos deparamos tudo isso gera um aprendizado para nós seres humanos. Isso reforça
ainda mais a idéia de inserção de mídias ao ensino, tendo em vista que se um aluno aprende várias coisas
brincando no vídeo-game com seus colegas, então o mesmo, também aprenderá de forma mais efetiva na
escola tendo uma brincadeira dirigida, podendo ter com material de ensino jogos e simuladores. Essa é
uma das formas de se trabalhar com a Tecnologia, mas existem muitas outras maneiras.
Essa nova forma de ensinar, propondo um contato com novas tecnologias, coloca o aluno numa
disposição para aprender, pois lidará com algo que é inovador para ele. Percebendo essa disposição do
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aluno em aprender, mediante a essa exposição de tecnologia, os educadores e o MEC (Ministério da
Educação) resolveram investir nessa proposta. É tanto que o MEC iniciou a distribuição de Quadros
Digital pelo Brasil, nas escolas públicas, acreditando eles que os Quadros atrairá a atenção dos alunos,
acompanhando os quadros um maior objetivo e, trazendo para o dia-a-dia do aluno um contato com algo
nada usual para sua realidade. Segundo Gavira (2003), a forma de encarar e utilizar o conhecimento traz
transformação, não só ao indivíduo, mas também a toda uma sociedade, podendo até nos arremessar de
um mundo capitalista para um mundo pós-capitalista. Esse é o poder da utilização do conhecimento.
Aprendizado empírico é uma condição que deve ser proposta pelas instituições de ensino, pois
proporcionará para o aluno a presentificação daquilo que lhe foi ensinado teoricamente. Assim dessa
forma, com os simuladores, os Eventos Naturais que o Mundo tem sofrido será mais bem entendidos pela
comunidade acadêmica e tendo a mesma aprendido o “mistério” dos fenômenos naturais, teria completa
facilidade em multiplicar esse conhecimento de forma clara.
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O presente trabalho está baseado em uma nova aplicação de Simuladores que foram propostos por
Mestres e Doutores. Isso no que diz respeito à representação e área de aplicação, pois ele trabalhará com
o recebimento de dados do usuário para que as animações sejam reproduzidas conforme a solicitação do
usuário.
Este presente trabalho tem como exemplo de conclusão na dissertação do trabalho do Msc. José Augusto
Calvo Lonardoni, que foi apresentado à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em 2006. Tendo
em vista que trabalho apresentado por Lonardoni parte dos mesmos princípios que este, acredita-se sim
na contribuição deste projeto para facilitar o ensino de Geografia.
Os conceitos necessários para o entendimento do desenvolvimento deste Simulador estão intimamente
relacionados com as Propostas de Educação e o da Engenharia de Simuladores. Para iniciar as
fundamentações do trabalho, é cabível o conhecimento de alguns conceitos Educação, como também
Construção de Simuladores, tais com: que segundo Silva (2009), “‘educar’ vem do latim educare, que por
sua vez está ligado a educere, verbo composto do prefixo ex (fora) + ducere (conduzir, levar), e significa
literalmente ‘conduzir para fora’, ou seja, preparar o indivíduo para o mundo”. Então na educação são
encontrados vários objetivos e dois deles são o de transmitir com eficácia os saberes e, o outro é o de
aprender a fazer. Discorrendo sobre estes objetivos é observado que o aluno tem a necessidade de
conhecer e, tendo a concretização do aprendizado do aluno no estado do mesmo em poder reconhecer e
aplicar no seu meio o que lhe foi ensinado. A Educação deve vim completar o indivíduo, isso é confirmado
por Silva (2009), quando ele diz: “a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa (…).
Todo ser humano deve ser preparado para elaborar pensamentos autônomos e críticos, além de formular
seus próprios juízos de valor (...)”. Isso condiciona à educação a tarefa ensinar, para que o indivíduo seja
independente. A introdução de novas técnicas a educação está relacionada a diferentes interesses, que
por Marinho (2005) são aumento da produtividade e eficiência do ensino-aprendizado. A aplicação disso
ao dia a dia é visto segundo Oliveira (2007), quando a possibilidade de se evitar, por um lado, a
exploração maior do trabalho docente e, de outro, uma maior perda de qualidade da educação. Assim o
ciclo de ensino-aprendizado seria bem mais articulado, trazendo inúmeras vantagens para o aluno e
professor. A Educação é algo que deve ser tratado com responsabilidade, pois é algo que segundo Moran
(2009) citado por Silva (2009), implica a tarefa de Educar a colaboração para que alunos e professores
nas escolas e organizações tenham a condição de transformar suas vidas quando estão num processo de
permanência do aprendizado. Pelo texto de Marinho (2005), conclui-se que a Educação é uma área sim
que precisa de novas técnicas, mas não é caracterizada pela intensa utilização de novas ferramentas,
quando comparada à medicina ou à engenharia. Então devido a essa possibilidade de aderência de novas
técnicas, o presente trabalho propõe a utilização deste simulador de Eventos Naturais para apóio do
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Ensino de Geografia no Ensino Médio. Fundamentação da utilização deste Simulador na Educação é
necessária para compreender a sua contribuição; segundo Borba (1992) o modelo de simulação tem como
propósito a integração de conjuntos de objetos desconectados em um todo coerente, essa afirmação é
observada neste simulador quando existe a concatenação da execução de cálculos para representar uma
animação gráfica de eventos naturais, o resultado desta junção produzirá um simulador capaz de
promover o ensino de Geografia. Cabendo a “animação gráfica do desempenho da simulação a parte
integrante da execução do programa”, Borba (1992). Então se entende que por meio da simulação existe
algo além de uma facilitação do aprendizado, mas também pela disponibilização de uma segurança de sua
utilização para o fim educativo, tendo em vista que os simuladores já têm sido usados por instituições de
ensino, ou seja, isso garante a sua eficácia e confiabilidade.
2. DESCRIÇÃO DA PROPOSTA
Na análise da presente literatura é citada que existe uma carência de simuladores de eventos geográficos,
que sejam mais que simplesmente uma simulação que demonstre como acontece o evento, mas que
proporcione ao usuário uma interação com esta simulação. A necessidade sempre contribuiu para o
avanço, em todas as áreas do conhecimento. Então partindo da necessidade de se contribuir para a
melhora do ensino-aprendizado nas Escolas, conclui-se que é preciso uma melhor fixação e aplicação do
conteúdo de Eventos Naturais ao conhecimento dos alunos. Isso será possível neste caso com a ajuda
deste simulador que virá dispor para os seus usuários uma interação do mesmo na apresentação de
determinados eventos. Essa interação se dará da seguinte forma: o formato com que haverá a reprodução
dos Eventos se dará após a inserção de dados ao software. De forma objetiva o projeto pretende realizar a
implementação de um software para a indicação e a apresentação de eventos naturais e ambientais, com
base em parâmetros básicos que geram os eventos mais comuns na natureza e servir como apoio didático
a disciplina de geografia, tendo também oferecimento de uma interface jovial, uma vez que o público alvo
do software será adolescentes e jovens.
Agora trocando em miúdos a propostas específicas são as seguintes:
1. Gerar um software capaz de processar dados geográficos relevantes e apresentar tais resultados
através de animações que representam os eventos naturais.
2. Criar uma interface para operação da ferramenta e apresentação dos resultados adequados ao
público alvo, visando simplicidade, usabilidade e acessibilidade.
3. Oferecer aos docentes uma ferramenta educativa, interativa e atraente para o ensino da disciplina
de geografia.
Para melhor compreensão do funcionamento do software um exemplo. No caso do Terremoto ser um dos
eventos selecionados, a execução dele no software seria da seguinte forma, o mesmo é mensurado pela
Escala Richter que vai de 1 grau até 10 graus, isso representa a sua intensidade. Então o dado colhido
pelo software seria entre esses graus, essa variação de intensidade indica a força de destruição do
terremoto. Colhendo esses dados, eles seriam calculados e, alteraria as animações com suas destruições,
representando assim o evento segundo a expectativa do usuário e, tendo dessa forma uma das melhores
maneiras de reconhecer o que lhe foi ensinado pelo professor ou por qualquer outro educador.
3. METODOLOGIA, RESULTADOS, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS
Para que os eventos naturais sejam representados de forma realista e eficientemente, deve ser utilizado
um modelo capaz conferir às simulações resultados qualitativos que se aproximem dos valores esperados
pelo usuário. No início das pesquisas o primeiro requisito poderia ser conseguido com o uso de roteiros e
valores gravados, atingindo os valores mais acurados possíveis. No entanto, haveria enorme perda de
interatividade, com alterações limitadas a valores discretos, contidos no conjunto de dados armazenados.
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Desta forma, a melhor saída foi a utilização de um modelo matemático rodando por trás da interface do
aplicativo fornecendo em tempo hábil as saídas correspondentes às requisições do usuário. E para as
linguagens de programação foi escolhido o Flash CS 4, pelo de motivo de oferecer aspectos desejado
para a utilização do Simulador: a usabilidade e a portabilidade. A usabilidade pelo Flash é a facilidade em
se desenvolver aplicações interativas, que ofereçam variados recursos multimídia, e a portabilidade é a
quantidade de plataformas capazes de rodar o plugin do Flash sem que haja a necessidade de compilação
do código. E na Linguagem Action Script 3.0 têm-se a possibilidade de trabalha com a resolução de
cálculos, de forma que a resposta da resolução do cálculo seja utilizada pelo filme apresentado. E por fim
surgiu a integração da Linguagem Action Script 3.0 com a Linguagem C#, que satisfaz todos os anseios
para a construção do simulador, bem como planejado.
Isso tudo se tratando somente dos recursos utilizados, mas o recolhimento de dados se fez por consultar
professores do Ensino Médio de algumas escolas de Paraíso do Tocantins e baseado no que é exigido
pelo MEC, nos asseguramos pelos Livros Didáticos. Por meio deles soubemos o que foi interessante
aderir ao simulador quanto aos eventos, no entanto, no início da programação nos deparamos com a
presença de um fator que era, que dados colher do usuário, com isso fomos pesquisar a estrutura de
todos os eventos. Os eventos naturais foram definidos após descobrirmos a sua formação, então os
eventos definidos foram: Terremotos, Maremoto, Tsunamis, Vulcão e Vulcanismo.
Resultado, no início do desenvolvimento do projeto foi feita uma pesquisa de aprendizado com os alunos,
onde eles foram submetidos a um simples vídeo em que o mesmo ressaltava cinco principais tópicos e,
depois dos mesmos terem assistido ao vídeo foi feitas algumas perguntas sobre o que ele tinha aprendido.
O resultado foi insatisfatório, do ponto de vista em que, aqueles que tinham dificuldades de aprendizado
ficaram retardados em captar o ensinado e, até mesmo os que tinham mais habilidade em aprender,
conseguiram aprender, mas de maneira fracionada, pois eles não tinham domínio do conteúdo e nem
segurança ao afirmar sobre algo que eles assistiram. Com isso foi concluído que assistir, no caso da
simulação, sem a participação do usuário é vão para o aprendizado. Mas após a conclusão do Simulador,
desde início, era inevitável a sua eficiência em ensinar o aluno, tendo isso não só comprovado neste
trabalho, mas em outros.
4. DISCUSSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS
Existem discussões a respeito da utilização da Tecnologia Educacional, é visto por alguns como algo que
atrapalha a Teoria da Educação no que diz respeito ao aprendizado do aluno. O que pode dizer se a
Tecnologia Educacional é boa ou não, é como ela será tratada nos dias de hoje pela Educação, pois se
será como um destino ou como uma possibilidade. Por alguns autores é dito “A posição tecnocêntrica se
transforma em problema porque impede a compreensão do fenômeno da tecnologia e de sua relação com
a sociedade e a educação”. Então é concluído que a Tecnologia Educacional é uma realidade futura, que
deve ser tratada com uma melhoria para a Educação e não um futuro traçado para a Educação
E para as considerações finais concluo que objetivo deste trabalho versava o desenvolvimento de um
simulador de eventos naturais e geográficos para o apóio do ensino de Geografia no Nível Médio, que
funcionaria com base em um modelo selecionado da literatura capaz de apresentar todos os efeitos e
parâmetros desejados pelo usuário. Todavia a idéia de simplificar o trabalho não foi bem aceito por ensejo
condição de relevância a que o simulador seria reprimido, pelo fato de ter pouca similaridade com a
realidade. Então resultados programados para o projeto foram alcançados, por isso fica claro a sua
contribuição para o Ensino de Geografia no Nível Médio.
AGRADECIMENTOS
Ao Meu DEUS,
Que foi minha Rocha Firme, por quem tanto me Empenho e DEDICO todas as Minhas Habilidades.
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Aos Meus Pais,
Agradeço a Deus por ter vocês em Minha Vida e Todo Meu Desenvolvimento deve-se pela forma que
vocês me criaram e por tudo que passamos.
Ao Meu Orientador Ivo Sócrates,
Pela sua Paciência em Tudo, valeu.
Aos Meus Professores (Antônio da Luz Júnior, Adriana Marques, Aluísio Júnior, André Rincon, Paulo Silva
Mello, Elkerlane Martins de Araújo, Rogério, Roberto Lima Sales, Saldanha Alves Braga, Sérgio Virolli,
Éber Eurípedes, Fábio Silveira Vidal, Leandro Teófilo Pinto dos Reis, Rogério Chaves Silva),
Que souberam desenvolver em me uma capacidade para a qual Meus Pais tinham me Preparado.
Aos Meus Colegas e Amigos,
Vocês também tiveram participação no meu desenvolvimento, nunca mais me esquecerei de Vocês.
E aquelas que foram pra me Mais que Professoras,
Profª. Gleys Yally Ramos e, Profª. Liliane Garcia não sei como expressar me amor por vocês, mas digo,
Obrigado.
As vezes não sei como Agradecer.
REFERÊNCIAS
ABREU, A. Escola e Escola On-line: alguns efeitos do discurso pedagógico midiatizado. 2006. 94f. Tese
(doutora em educação) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação, Campinas-SP.
2006.
BORBA, R. Sistema Interativo de Modelagem e Simulação de Sistemas Flexíveis de Manufatura –
SISMA. 1992. 118f. Tese (doutor em engenharia elétrica) - Universidade Estadual de Campinas,
Faculdade de Engenharia Elétrica, Campinas-SP. 1992.
GAVIRA, M. Simulação Computacional como uma ferramenta de aquisição de Conhecimento. 2003.
163f. Dissertação (mestre em engenharia de produção) – Universidade de São Paulo, Escola de
Engenharia de São Carlos, São Paulo-SP. 2003.
MARINHO, C. O uso das Tecnologias Digitais na Educação e as implicações para o trabalho
docente. 2005. 158f. Dissertação (mestre em educação) – Universidade Federal de Minas Gerais,
Faculdade de Educação, Belo Horizonte - MG. 2005.
OLIVEIRA, W. O docente do Ensino Médio e as Tecnologias da Informação e Comunicação. 2007.
136f. Dissertação (mestre em educação) - Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de
Educação, Belo Horizonte - MG. 2007.
SILVA, A. Educação apoiada em tecnologias: Desenvolvimento e avaliação de recursos didáticos para a
formação de promotores de saúde. 2009. 203f. Tese (doutora em ciências) – Universidade de São Paulo,
Faculdade de Medicina, São Paulo – SP. 2009.
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PERCEPÇÃO E RELAÇÕES AMBIENTAIS DOS MORADORES DA COMUNIDADE AGRÍCOLA
PALESTINA NO MUNICÍPIO DE AXIXÁ–TO.
Juliana Barros CARVALHO (1)
1. Instituto Federal de Educação Ciências e Tecnologia do Tocantins, Pov. Santa Tereza, Km 05 – Zona Rural –
Araguatins – TO, e-mail: [email protected]
RESUMO
Investigou-se no presente trabalho a percepção e as relações ambientais dos moradores da comunidade
palestina, localizada no município de Axixá–To, buscando levantar o nível de conhecimento dos
moradores em relação aos problemas ambientais e como tais problemas são observados e tratados pelos
próprios moradores, problemas não só regionais, mas globais. A pesquisa se trata de um estudo de caso,
aplicou-se questionários com a intenção de conhecer o perfil e o grau de conhecimento dos produtores
rurais sobre a temática ambiental. Concluímos que os moradores têm um profundo cuidado e
conhecimento herdado de seus ancestrais, por isso respeita a natureza e a transforma em sua aliada, a
maioria conhece a problemática ambiental, sofre com todos esses problemas, pois precisam de todos os
recursos para a sua sobrevivência. A maioria não exercita a prática de conservação do meio ambiente por
falta de conhecimento. Nota–se que, o contato com a realidade deles, contribuiu para a reconstrução de
conhecimentos, possibilitando a percepção de novos valores diante da relação ser humano/ambiente.
Palavras-chave: Percepção. Problemas ambientais. Moradores. Conservação.
INTRODUÇÃO
A percepção ambiental pode ser definida como sendo uma tomada de consciência do ambiente pelo
homem, ou seja, o ato de perceber o ambiente que se está inserido, aprendendo a proteger e a cuidar do
mesmo.
Cada indivíduo percebe, reage e responde diferentemente às ações sobre o ambiente em que vive. As
respostas ou manifestações daí decorrentes são resultados das percepções (individuais e coletivas), dos
processos cognitivos, julgamentos e expectativas de cada pessoa.
Desta forma, o estudo da percepção ambiental é de fundamental importância para que possamos
compreender melhor as inter-relações entre o homem e o ambiente, suas expectativas, anseios,
satisfações e insatisfações, julgamentos e condutas.
Através da percepção ambiental são estabelecidas as relações de afetividade do indivíduo para com o
ambiente. A partir da formação de laços afetivos positivos pode acontecer a modificação dos valores
atribuídos pelas pessoas inseridas neste contexto, esta pesquisa foi desenvolvida buscando levantar a
percepção, as relações ambientais e o nível de informação ambiental dos moradores da comunidade
Palestina no município de Axixá-To e seu grau de interesse com a preservação e conservação ambiental.
1. REVISÃO DE LITERATURA
Segundo MACEDO (2000), a percepção ambiental é definida como sendo as diferentes maneiras
sensitivas que os seres humanos captam, percebem e se sensibilizam pelas realidades, ocorrências,
manifestações, fatos, fenômenos, processos ou mecanismos ambientais observados “in loco”. Realça-se
a importância da percepção ambiental principalmente por ser a mesma, considerada a precursora do
processo que desperta a conscientização do indivíduo em relação às realidades ambientais observadas.
1.1 Educação Ambiental
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Para NAVES (2004), a Educação Ambiental é um tema muito discutido e com muitos significados nos dias
atuais. Na escola básica, nas universidades, na sociedade civil, as ONGs, nos programas
intergovernamentais, em projetos de iniciativa privada enfim, um leque muito vasto de grupos sociais lhe
emprestam significados e muitos não correspondem-se e mesmo se antepõem criando situações muito
complexas no já complexo sistema educacional brasileiro.
Os conteúdos teóricos e práticos em educação ambiental devem ser valorizados em todas as disciplinas,
incluindo-se em todas as instâncias de ação na vida. A educação ambiental está presente, portanto, em
todas as instâncias de reprodução da cultura socioeconômica atual, passando a ser valorizada e
enfaticamente estudada por profissionais que acreditam na educação como uma era de transformação
sócio ambiental, ou seja, uma versão teórica e muito concreta contra ações danosas ao meio ambiente e
suas populações cada vez mais pobres e exploradas pelo sistema de reprodução da vida em vigor.
1.2 A Relação Homem-Natureza
Segundo ALMEIDA (2002), nos primórdios da humanidade, o homem pouco modificava a natureza, pois
vivia de coleta, da caça e da pesca. Era muito subordinado às condições naturais, a tal ponto que em geral
era nômade, pois andavam de um lugar para outro a procura de meios para a sua sobrevivência. A
integração do homem à natureza era tão grande que ele não se sentia separado dela. Ao contrário, sentiase parte do meio natural.
Quando o homem descobriu a arte de produzir o fogo na chamada revolução neolítica ocorrida por volta
de 12000 a 10000 anos a.C., surge a agricultura e a pecuária, pois o fogo passou a ser utilizado para
queimar a natureza e plantar parte dos alimentos de que o homem necessita. Começa aí a destruição dos
recursos naturais, principalmente a vegetação e o desgaste do solo. O homem deixou de ser nômade,
fixou-se a terra e, assim, tornou-se sedentário. Com isso, apropriou-se da natureza, passando a utilizá-la
de acordo com seus interesses (COELHO,2002).
Desde então, a natureza tem sido cada vez mais modificada em suas condições originais. Em sua ação, o
homem derruba floresta e semeia lavoura, remove morros e abre túneis, aterra enseadas e constrói
cidades.
MOREIRA (2002), diz que diversificação e intensificação da ação humana exige um saber cada vez maior
sobre a natureza, tanto em relação aos elementos que a constituem quanto aos mecanismos de seu
funcionamento. Daí o avanço do conhecimento, que por sua vez alimenta a idéia – plantada desde a
apropriação – de domínios do homem sobre a natureza.
1.3 Impactos Ambientais Causados Pela Agricultura
A procura de áreas novas para a prática da agricultura tradicional principalmente dos países
subdesenvolvidos da Ásia, África e América Latina, tem causado grandes impactos ambientais como o
desmatamento e a queima da biomassa dessas áreas, causando erosão do solo e a morte de
microorganismos que são responsáveis pela decomposição de restos orgânicos para a fertilização do solo.
A erosão e contaminação do solo por agrotóxicos, que podem atingir lençóis de água subterrânea, rios e
lagos, são os principais impactos ambientais causados pela agricultura (Almeida, 2002).
2. METODOLOGIA
O trabalho aborda a percepção e relação ambiental dos moradores da comunidade Palestina, o nível de
conhecimento deles sobre os problemas ambientais globais. Apresenta o resultado da pesquisa de campo
com o objetivo de compreender qual a importância que os produtores rurais e familiares atribuem aos
recursos naturais, se há ou não interesse na sua preservação e conhecer a relação que o homem do
campo tem com a terra e como ele interage com o meio que garante seu sustento.
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Inicialmente foi realizado um levantamento bibliográfico referente ao assunto em questão, apurando
informações sobre conceitos, problemáticas e outros casos dentro da temática ambiental.
Foram realizadas visitas às propriedades dos moradores e aplicado questionários com 18 questões
objetivas e subjetivas dirigidas a 50 moradores, com questões sobre sexo, escolaridade, quantas pessoas
que vivem nas residências e tempo de moradia na comunidade. Além de questões relacionadas com a
problemática ambiental, como: quais os problemas ambientais que o morador sente ser mais afetado, os
problemas que mais afetarão as próximas gerações, os problemas que merecem mais atenção e soluções
mais urgentes, nomes de espécies da fauna selvagem mais encontrada na região, quais os maiores
problemas encontrados em relação à produção agrícola, quais os tipos de atividades desenvolvidas pelos
moradores, entre outras perguntas. Foram também realizadas entrevistas com alguns moradores. Os
dados foram trabalhados e submetidos à análise estatística.
2.1 Campo de estudo
A comunidade Palestina está localizada no município de Axixá do Tocantins, no estremo norte do estado,
também conhecido como Bico do Papagaio, dentro da Amazônia Legal.
Na topografia, encontram–se solo arenoso e argiloso, terrenos acidentados com algumas montanhas,
depressões e chapadões.
Há uma grande diversidade de biomas, dentre eles mata dos cocais, floresta amazônica e cerrado. Clima
tropical quente e seco no verão.
A temperatura média varia de 24º a 30º, a temperatura mais elevada ocorre em julho e setembro com as
realizações de queimadas na região chegando a 38ºC. O maior índice pluviométrico acontece de
novembro a maio.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Baseado nas pesquisas de campo, que representou um contato direto com os moradores, foi possível
obter algumas informações que serão discutidas a seguir.
Das pessoas que responderam aos questionários 60% são do sexo masculino e 40% do sexo feminino e
que a maioria tem entre 36 e 45 anos, ou seja, 30 % dos entrevistados, contra 27% que estão entre 46 a
55 anos, 23% acima de 56 anos, 17% entre 26 a 35 anos e apenas 3% entre 15 a 25.
Outro questionamento foi com relação a escolaridade dos moradores, 46,6% possuem o fundamental
incompleto, 16,6% o fundamental completo, 13,3% são analfabetos, 13,3% o médio incompleto, 6,6% o
médio completo e apenas 3,3% estão cursando o nível superior (gráfico 01). O número de analfabetos na
comunidade ainda é elevado e a grande maioria dos entrevistados possuem baixo nível de escolaridade.
Na comunidade não há escolas, os alunos são obrigados a irem estudar na cidade, precisam andar muito
para terem que chegar a escola, pois a estrada que liga a comunidade à cidade está em péssimas
condições, dificultando assim o acesso do transporte a essas comunidades.
A falta de estradas, créditos agrícolas, água tratada, uma boa assistência médica e transporte para levar
os estudantes para as escolas são as dificuldades mais reclamadas pelos moradores. Essas dificuldades
impediram muitas famílias de permanecerem nessa área, muitas dessas famílias migraram para a cidade
em busca de melhores condições de vida.
Gráfico 01: nível de escolaridade
60%
46,6%
40%
20%
16,6%
0% 13,3%
13,3%
6,6%
3, 3%
fundamental
incompleto
fundamental
co mpleto
analfabeto
médio
incompleto
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Embora muitas vezes o lavrador seja considerado um iletrado, mesmo porque no campo faltam escolas,
ele tem um profundo conhecimento da natureza herdado de seus ancestrais. É claro que a escola, além de
outros meios de comunicação é responsável pela educação do indivíduo e conseqüentemente da
sociedade, uma vez que há o repasse de informações, isso gera um sistema dinâmico e abrangente a
todos.
Quando a pergunta trata sobre problemas ambientais atuais, os trabalhadores rurais sentem–se
diretamente mais afetados, com 80% das ocorrências, por degradação do solo, 70% destruição das
florestas, 60% escassez de água, 40% mudanças climáticas, 16% aquecimento global, 13% perda da
biodiversidade e 7% poluição da água (gráfico 02). Na pergunta foi pedido para marcar mais de um item.
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
degradaçãodo solo
80%
70%
60%
destruição das florestas
escassez de água
40%
mudanças climáticas
16%
13%
7%
aquecimento global
perda da biodiversidade
poluiçãoda água
Gráfico 02: Problemas ambientais que os moradores se sentem mais diretamente afetados
Outro questionamento foi sobre as previsões dos problemas ambientais para o futuro, os itens mais
apontados foram 80% destruição das florestas, 64% degradação do solo, 60% escassez de água e o
menos assinalado foi o aquecimento global com 7%. Constatou–se que os moradores estão bastante
preocupados com o futuro, pois eles precisam da terra para a sobrevivência futura das suas próximas
gerações, o que eles podem ensinar para os filhos são somente assuntos relacionados com o cuidado
com a terra, eles não possuem outro tipo de cultura intelectual.
Os problemas ambientais que requerem atenção mais urgente, na opinião dos entrevistados, são as
destruições das florestas com 66,6% das respostas e 60% degradações do solo (gráfico 03).
Gráfico 03: Os principais problemas ambientais que merecem atenção e soluções mais urgentes.
70%
60%
50%
40%
66,6%
60%
destruição das florestas
50%
30%
20%
10%
0%
degradaçãodo solo
escassez de água
16,6%
6,6%
aquecimentoglobal
perda dabiodiversidade
Os problemas ambientais são importantes e devem ser discutidos, principalmente em um ambiente em
que as pessoas enxergam e sentem esses problemas como sendo delas. Os trabalhadores agrícolas são
os primeiros a sofrerem com os efeitos da degradação ambiental, eles não têm a menor idéia das relações
entre diversidade dos ecossistemas e o desenvolvimento sustentado, eles possuem, no entanto, uma
vivência direta e dramática com as piores manifestações de poluição e de agressões ambientais.
No questionário questionou-se sobre os animais selvagens mais encontrados na região, a maioria dos
moradores citou a peba como animal selvagem mais encontrado na região, com 83,3%, tatu e cutia com
66,6% das respostas, 33% paca, 23,3% gato selvagem, 16,6% mucura e 10% raposa. Como
conseqüência do desmatamento e da caça predatória houve grande diminuição de animais silvestres,
peixes e espécies florestais e extinção de outras.
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Os moradores citaram algumas espécies frutíferas cultivadas na região, como goiaba, manga, banana,
laranja, tamarindo, jaca e caju, com respectivamente 76,6%, 73,3%, 50%, 45%, 17%, 15% e 10%. Todas
essas frutas citadas são encontradas do quintal das residências e são cultivadas apenas para o consumo
das famílias.
Segundo os moradores a principal fonte de água da comunidade são os olhos d’águas, que respondem
por 83,4% das respostas dos moradores, o restante dos entrevistados, 16,6%, responderam poços, além
dessas podemos citar grotas e açudes como fontes de água da região.
Os pequenos produtores têm consciência da problemática ambiental quando se trata da água, 100% deles
afirmaram que futuramente a água pode vir a faltar na região, segundo eles isso pode acontecer em
decorrência da destruição das florestas que é constante e devido também à poluição da água.
Os maiores problemas encontrados pelos moradores devido à produção agrícola foram os recursos
materiais, 84%, e 16% citaram as pragas. Nota–se que a população rural diminui sua produção agrícola a
cada dia, por enfrentar problemas como falta de incentivos financeiros. O governo precisa desenvolver
programas de incentivos ao trabalhador, propiciando financiamentos para a compra de máquinas e
equipamentos, sementes selecionadas e fertilizantes. Outros fatores que desmotivam os agricultores a
investirem na agricultura são: baixo preço dos produtos, dificuldade de escoar a produção e estradas
precárias.
Todos os moradores, 100% deles, afirmaram que o solo da região é fértil. Foram analisadas as atividades
desenvolvidas pelos moradores, 87% afirmou ser a agricultura a atividade mais desenvolvida, 75% citaram
a pecuária e 20% a fruticultura (gráfico 04).
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
87%
75%
agricultura
pecuária
fruticultura
20%
Gráfico 04: Tipos de atividades desenvolvidas pelos moradores.
As principais fontes de renda da comunidade advêm das atividades da agricultura, da pecuária de corte e
de leite, da fruticultura e do extrativismo. Nas roças cultivam–se principalmente, o arroz, o feijão, milho e
mandioca. Estes produtos são prioritariamente destinados ao consumo. A criação de gado tem servido
para garantir a compra do mantimento, uma vez que a produção da roça não tem sido suficiente para
manter a família. E o leite é bastante consumido pela maioria dos agricultores e parte é destinada à
comercialização. Existe também na comunidade o extrativismo do babaçu e de outras frutas nativas como
a bacaba e o buriti. Porém, o extrativismo do babaçu é o que mais se destaca, onde a maioria das
comunidades rurais do município quebra côco. O babaçu é usado para diversos fins: palha para cobrir
casa, talo para amarrar parede e fazer cerca, casca para carvão, amêndoa para fazer azeite e leite, tronco
decomposto para adubo, mesocarpo para alimentação e uso medicinal e azeite para fazer sabão. Além da
criação de gado, a maioria das famílias possui criação de porcos, galinhas e guinés.
Em função dos problemas diagnosticados a partir do conhecimento do meio, das necessidades da
comunidade local, foi possível observar que cada morador faz sua leitura do meio ambiente, leitura essa,
pautada na historicidade de cada um, seus hábitos, atitudes, costumes, suas tradições têm íntima relação
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com o meio natural e social em que vive e são passadas de geração a geração, enfim, sua cultura é
extremamente rica e expressa muitas vezes em suas estórias e lendas.
Os resultados obtidos mostram que os atores envolvidos na pesquisa possuem uma percepção empírica
do meio ambiente demonstram preocupação com o problema da degradação ambiental.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A maioria do moradores conhece a problemática ambiental, sofre com todos esses problemas, pois
precisam de todos os recursos ambientais para a sua sobrevivência e em suas respostas ficou bem claro,
que os mesmos sabem que o mundo está sendo afetado por problemas como: degradação do solo,
destruição das florestas, poluição da água e do ar, escassez de água, perda de biodiversidade, mudanças
climáticas, aquecimento global, entre outros.
O estudo mostrou que o envolvimento na atividade agrícola está presente no cotidiano de todos os
componentes das famílias, quer trabalhando diretamente no roçado, quer contribuindo com trabalhos que
convergem para o desenvolvimento das atividades agrícolas. A percepção ambiental dos trabalhadores
rurais, sobretudo os pequenos agricultores, é marcada por um profundo apego a terra. Os agricultores
conhecem a terra porque ganham a vida com ela, apesar desta ser uma atividade árdua.
Refletindo na própria forma como preferem se identificar - agricultor, homem de roça - o homem rural traz
no próprio corpo as marcas da íntima relação que tem com a terra. São marcas não apenas físicas, mas
que revelam toda a experiência e conhecimentos adquiridos ao longo da vida. Embora muitas vezes o
lavrador seja considerado um iletrado, mesmo porque no campo faltam escolas, ele tem um profundo
conhecimento da natureza herdado de seus ancestrais (o clima local e seu ritmo, o regime dos rios, as
plantas e os animais), por isso a respeita e a transforma em sua aliada.
Pelos aspectos levantados nos relatos dos moradores, nota–se que o contato com a realidade contribuiu
para a reconstrução de conhecimento, possibilitando a criação de novos valores diante da relação ser
humano/ambiente. Percebe–se que a maioria é consciente que o mundo vem sendo afetado por
problemas ambientais, a comunidade sente que o meio ambiente sofre com problemas, a maioria não
exercita a prática de preservação do meio ambiente por falta de conhecimento.
Espera–se que com as informações obtidas possam ser implementados programas de educação
ambiental que permitam melhor conscientização dessa comunidade, contribuindo para a conservação do
meio ambiente. Promover atividades educativas para as crianças nas escolas e oficinas de trabalhos para
as mulheres, sempre com o objetivo de demonstrar que se bem aproveitados e preservados, os recursos
do meio ambiente só trazem benefícios para a comunidade.
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A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES
Mariana Brito de LIMA (1) ; Marilza Batista CORRÊA (2)
1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins – Campus Palmas. 2 Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.
RESUMO
Neste artigo, relata-se um breve estudo realizado a partir de um levantamento exploratório feito através de
questionário junto a professores de um Instituto Federal de Educação Tecnológica. Estes professores com
formação tecnológica, em alguns casos, não tiveram em sua formação inicial (graduação) a formação para
a docência através dos cursos de licenciatura. Como resultado da pesquisa, constatou-se que a maioria
dos professores considera que o êxito no exercício da docência se deve à sua trajetória e experiência
pessoais, embora reconheçam a importância dos conteúdos teórico-prático e da didática para a
formação/complementação da prática docente. Pode-se concluir que o professor reivindica, enfim, uma
articulação entre sua experiência pessoal, os conteúdos específicos e os conceitos pedagógicos e
didáticos.
Palavras Chave: prática docente, formação do professor, ensino tecnológico.
INTRODUÇÃO
A importância da formação docente tem sido, nos últimos anos, estabelecida pelo Ministério da Educação
como uma das prioridades, em termos de estratégia, para a melhoria do ensino no Brasil. No entanto,
quando se verificam os programas em execução, percebe-se que esta preocupação está mais voltada
para o ensino fundamental.
É inquestionável a urgência da adoção de programas voltados para o ensino fundamental, uma vez que os
índices nacionais e internacionais de avaliação da educação básica brasileira têm apontado baixos
desempenhos. No entanto, tem-se argumentado também sobre a necessidade de programas voltados
para os outros níveis escolares – ensino médio e superior – uma vez que todos são interdependentes.
Ao longo da nossa história, acumularam-se problemas decorrentes das desigualdades sociais que se
refletem, diretamente, na qualidade da educação. Atualmente observa-se um grande índice de
analfabetismo funcional e sem qualificação técnica, o que demanda um esforço das instituições
educacionais para minimizar as diferenças sociais advinda do processo de exclusão.
E neste contexto, qual a situação do ensino tecnológico? Hoje, nota-se um esforço do governo no sentido
de suprir algumas deficiências investindo na expansão do ensino tecnológico, com a transformação de
Escolas Técnicas em Institutos Federais Tecnológicos (IFs). Dentre as Políticas Publicas, esta medida
constitui-se de uma ação fundamental para o avanço do desenvolvimento econômico que conduza o país
a conquistar, também, patamar mais elevado em termos de justiça social.
Diante disso indaga-se como tem sido a qualidade da formação para a docência na Educação Técnica.
Será que, este profissional do ensino estaria desprovido da necessidade de uma formação continuada
voltada para o magistério?
1. CONCEITO DE FORMAÇÃO CONTINUADA
Sabe-se que, em um ambiente educacional, a formação não abrange apenas o professor, mas também
inclui os outros profissionais da educação, como os diretores, os orientadores educacionais, os
supervisores pedagógicos e os administradores escolares. Contudo, nesta pesquisa, nos restringimos ao
processo da Formação Continuada dos professores. Apesar de nos atermos aos espaços propiciados
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formalmente pelas administrações escolares, sabemos que os professores para construírem sua profissão,
buscam subsídios teóricos também em outros espaços.
De modo geral, a formação em cursos de bacharelado não oferece condições suficientes referentes a
didáticas específicas para o exercício do magistério. Desse modo, alguns professores adotam em seu
trabalho de sala de aula uma prática didático-pedagógica de caráter empírico-intuitiva para exercer a
profissão docente de modo satisfatório.
Entende-se que a formação inicial se dá a partir da graduação e é base importante para o exercício da
docência. Mas, sendo insuficiente, requer do professor uma atitude de busca de uma formação
continuada, ao longo de todo o exercício profissional. Neste sentido, Nóvoa (1992) afirma que
A formação não se constrói por acumulação de cursos, conhecimentos ou técnicas, mas
sim através de um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas e de (re)construção
permanente de uma identidade pessoal. Por isso é tão importante investir na pessoa e dar
um estatuto de saber a experiência. (1992. p. 25)
Nesta perspectiva, esta formação não depende apenas e diretamente de cursos propostos pela instituição
a qual o professor esteja vinculado. Tem-se que considerar outros fatores que interferem na formação do
professor, seja de modo positivo – (facilitando, colaborando), ou negativo – quando estes fatores dificultam
o processo de formação. No dizer de Pimenta,
(...) ser professor também se faz com a experiência socialmente acumulada, as mudanças
históricas da profissão, o exercício profissional em diferentes escolas, a não valorização
social e financeira dos professores, as dificuldades de estar diante de turmas de crianças e
jovens turbulentos, em escolas precárias (...) (PIMENTA, 2001).
Pode-se concluir, concordando com Pimenta (2001), que uma identidade profissional se constrói a partir
da significação social da profissão; da revisão constante dos significados sociais da profissão; da revisão
das tradições.
A Formação Continuada tem, entre outros, o objetivo de propor discussões teóricas que possam colocar
os profissionais atualizados em termos de novas metodologias de ensino e, com isto, contribuir para as
mudanças que se fazem necessárias para a melhoria da ação pedagógica na escola e,
conseqüentemente, da educação. Conforme dito anteriormente, conhecer novas teorias faz parte do
processo de construção profissional, mas teorias não bastam. Faz-se necessário que estas mobilizem o
professor a relacioná-las com seu conhecimento prático construído no seu dia-a-dia, com suas
experiências. (NÓVOA, 1992; PERRENOUD, 2000).
Se, por um lado, é importante a articulação dos conhecimentos específicos com os saberes pedagógicos e
didáticos, por outro lado, o tornar-se professor está condicionado à prática social de cada pessoa.
Independente do êxito dos cursos de formação continuada, a história mostra que grande parte dos
professores aprenderam a ensinar enquanto pesquisavam, preparavam e davam aulas.
Discutindo as distorções da formação docente na educação básica, Mello (2001) afirma:
O único aspirante ao magistério que ingressa no ensino superior com opção clara pelo
ofício de ensinar é o aluno dos cursos de magistério de primeira à quarta série do ensino
fundamental. A estes, na maior parte dos cursos, não é oferecida a oportunidade de seguir
aprendendo os conteúdos ou objetos de ensino que deverá ensinar no futuro. Apreende-se
a prática do ensino, mas não a sua substância. (MELLO, 2001, p.4)
Por outro lado, continua a autora:
Os especialistas ingressam no ensino superior com a expectativa de serem biólogos,
geógrafos, matemáticos, lingüistas, historiadores ou literatos, dificilmente professores de
biologia, de geografia, de línguas ou de literatura. (MELLO, 2001, p.5)
Pimenta (2001) considera que, para os alunos do Projeto experimental de Licenciatura da USP, a questão
que se coloca é outra:
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De um modo geral, têm a clareza de que serão professores (de conhecimentos
específicos), e concordam que sem esses saberes dificilmente poderão ensinar (bem). No
entanto, poucos já se perguntaram qual o significado que esses conhecimentos na
sociedade contemporânea; qual a diferença entre esses conhecimentos e informações.
(PIMENTA, 2001)
Essas questões são de grande interesse para o tema que se desenvolve com este breve estudo. Trata-se
de compreender essa diversidade de questões relacionadas com a formação de professores.
Mello (2001) destaca contradições presentes na formação docente, ao afirmar que:
No caso do professor polivalente, a preparação se reduz a um conhecimento pedagógico
abstrato esvaziado do conteúdo a ser ensinado. No caso do especialista, o conhecimento
do conteúdo não toma como referência sua relevância para o ensino de crianças e
jovens. Assim, como as situações de aprendizagem que o futuro professor vive não
propiciam a articulação desse conteúdo com a transposição didática; em ambos os casos a
“prática de ensino” também é abstrata porque desvinculada do processo de apropriação do
conteúdo a ser ensinado. [grifo nosso] (MELLO, 2002, p. 5).
Uma das contradições evidenciadas pela autora se encontra na própria estrutura da instituição que oferece
cursos de formação docente, quando não facilita a aproximação dos futuros professores com os sujeitos
do seu exercício profissional.
A localização institucional das licenciaturas na estrutura do ensino superior e
particularmente das universidades, cria um divórcio entre a aquisição de conhecimentos nas
áreas de conteúdos substantivos e a constituição de competências para ensinar esses
conteúdos a crianças, adolescentes ou adultos com atraso escolar. (MELLO, 2001, p.4)
Mello (2001) também reconhece que a educação escolar é uma política de constituição de cidadania.
Destaca que a formação de profissionais de cada área contribui para a melhoria para aquelas áreas
enquanto prestação de serviços à sociedade. Um exemplo disto é a formação de bons médicos para
melhoria da saúde. No entanto, afirma a autora, isto não acontece quando se tratar da educação para a
formação de professores. Aqui, parece que a situação é simetricamente invertida, entre a formação e o
exercício profissional do professor (grifo da autora).
Quando se prepara para ser professor ele vive o papel de aluno. O mesmo papel, com as
devidas diferenças etárias, que seu aluno viverá tendo a ele como professor. Por essa
razão, tão simples e óbvia quanto difícil de levar às últimas conseqüências, a formação do
professor precisa tomar como ponto de referência a partir do qual orientar a organização
institucional e pedagógica dos cursos, a simetria invertida entre a situação de preparação
profissional e o exercício futuro da profissão. [grifo da autora] (MELLO, 2001)
Após citar diretrizes que propõe para se buscar a coerência entre a formação do professor com a simetria
existente entre essa formação e o futuro exercício da profissão, a autora afirma que
A simetria invertida de situações de formação e exercício profissional reclama que a
aprendizagem dos conteúdos dos cursos superiores de formação de professores seja
presidida pelos mesmos princípios filosóficos e pedagógicos que a lei manda praticar na
educação básica. (...) A consideração radical da simetria invertida entre situação de
formação e de exercício não implica em tornar as situações de aprendizagem dos cursos
de formação docente mecanicamente análogas às situações de aprendizagem típicas da
criança e do jovem na educação média. (MELLO, p.8;10)
Desta forma a autora destaca que não se trata de infantilizar a educação inicial do professor, mas sim
torná-la uma experiência análoga à experiência de aprendizagem que ele irá facilitar a seus futuros alunos,
ou seja, “um aprender que permite apropriar-se de estruturas comuns abstraindo as diferenças de
conjuntura” (MELLO, p.10).
Verifica-se uma convergência entre as idéias desses autores quando destacam algumas deficiências na
formulação e implementação de programas voltados para a formação de professores.
Assim, a formação de professores deveria considerar tanto a experiência pessoal do professor, quanto do
aluno, na perspectiva de sua prática social, conforme colocado por Nóvoa (1992). Às vezes, as
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informações ofertadas em sala de aula não chegam a se transformar em conhecimento. Além disso, é
freqüente a desarticulação entre os conteúdos específicos e as teorias e conceitos pedagógicos e
didáticos.
Há, enfim, a expectativa de que a prática profissional dos professores, formados nesses programas, venha
a ser tão valorizada quanto o ensino, isto é, a sua formação como professor.
A partir das observações dos autores citados foi possível verificar a importância da formação continuada
de professores. Embora não especificado o caso de professores para o ensino técnico, é inquestionável
que estes também estão contemplados nesta discussão. Pode-se considerar que este segmento da
educação (tecnológica), ora em expansão no nosso país, tem a necessidade urgente de ampliar seus
quadros de profissionais técnicos qualificados para exercerem suas funções em diferentes setores do
mercado. Isto é importante tanto para tornar possível o pleno exercício da cidadania de uma parcela
significativa da população quanto para o desenvolvimento econômico e social do país.
2. METODOLOGIA
Para o levantamento dos dados relevantes para este estudo foi delineado um questionário, aplicado aos
professores que possuem formação inicial em cursos de bacharelado, que lecionam em cursos da
Modalidade PROEJA oferecido por um Instituto Federal de Tecnologia.
O questionário constou de quatro partes, com 23 perguntas no total entre abertas e fechadas: a primeira
parte busca identificar a formação do professor, relacionando questões como idade, tempo de formação
inicial, se possui ou não outra formação e se possui alguma pós-graduação; a segunda, identifica a prática
profissional do professor em docência e especificamente em disciplinas na modalidade PROEJA,
relacionando dentre outras questões o tempo de docência, tempo de docência na modalidade PROEJA
em um Instituto Federal, número de disciplinas e cursos.
A terceira parte busca conhecer outras atividades docentes do professor: se leciona em outras
modalidades de ensino e como distribui seu tempo e que importância dá a outras atividades relacionadas
à prática docente tais como: Planejamento, Reuniões, Estudo e Pesquisa.
A quarta e última pretendeu-se identificar a importância da formação pedagógica na visão de cada
professor a partir de questionamentos sobre sua formação continuada, que importância o mesmo dá a
esta formação, quais os fatores facilitadores e dificultadores na sua prática docente e quais as
características que os mesmos acreditam ser importantes para a formação/complementação pedagógica
de um professor dentre: Didática, Compromisso Profissional, Interdisciplinaridade Experiência Profissional,
Atualização Profissional, Domínio do conteúdo teórico e prático, Motivação Profissional.
Para análise das questões abertas foi utilizada a Metodologia da Análise de Conteúdo, que se trata de
uma maneira de aproximação da essência do conteúdo das falas dos sujeitos para uma melhor
interpretação.
Bardin assim define essa metodologia: “a análise de conteúdo é uma técnica de investigação que tem por
finalidade a descrição objetiva, sistemática e quantitativa do conteúdo manifesto da comunicação”.
(BARDIN 2007, p. 16). Nesta metodologia as categorias são geradas a partir das próprias respostas dos
entrevistados. De acordo com Bardin, “a Análise de Conteúdo (seria melhor falar em análises de
conteúdos) é um método muito empírico, dependendo do tipo de fala a que se dedica e do tipo de
interpretação que se pretende como objectivo” (2007, p.26 Apud OLIVEIRA, 2008).
3. ANÁLISE DOS RESULTADOS
As questões foram respondidas por professores dos cursos de Qualificação em Leitura de Projetos de
Construção Civil Qualificação em Manutenção e Operação de Microcomputadores e Qualificação em
Atendimento, da modalidade PROEJA.
Na caracterização dos professores entrevistados, 23% não possuíam alguma pós-graduação, dentre
especialização, mestrado e doutorado (Erro! Fonte de referência não encontrada.). Para os docentes
entrevistados, o momento de planejamento e o momento de aula são as atividades mais importantes,
recebendo média 8,5 de importância na avaliação. O estudo e a pesquisa vêm em seguida na ordem de
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importância para os entrevistados, com média 8,3 e 7,0 respectivamente. Destaca-se aqui que o item
pesquisa, que apesar de obter uma “média” razoável, teve notas díspares. Alguns entrevistados
atribuíram nota zero de importância à pesquisa, enquanto outros lhe atribuíram nota 10. As reuniões e
outras atividades, que são rotineiras para um professor, receberam média 6,6 e 6,1 respectivamente,
conforme pode ser observado no Gráfico 2.
Gráfico 1: Porcentagem de docentes
entrevistados que possuem ou não pósgraduação.
Gráfico 2: Nota atribuída às atividades
relacionadas à docência.
Analisando os perfis dos entrevistados, verifica-se que 54% deles já participaram de cursos de formação
continuada (Gráfico 3). Dentre os que participaram 70 % afirma que estes cursos tiveram influência em
sua prática docente (Gráfico 4Erro! Fonte de referência não encontrada.).
Gráfico 3: Participação em cursos de formação
continuada (Você já participou de cursos de
Formação Continuada?).
Gráfico 4: Influência do curso de formação na prática
docente (O curso influenciou sua prática Docente?).
A questão aberta “Faça algumas considerações acerca de como você vê sua formação deste a sua
graduação até hoje e de como a mesma influencia o seu exercício docente” pôde ser agrupada em oito
respostas a partir da análise do conteúdo das respostas (Gráfico 5).
Os professores entrevistados relacionaram, em sua maioria (38,4%), que a experiência profissional
ligada à área de docência, antes e durante esta atividade, como o fator que mais influencia a sua prática
em sala de aula [8]. 15,4% dos entrevistados indicaram que a própria prática na sala de aula os ajuda no
exercício docente. Estes indicaram que estão sempre fazendo uma auto-avaliação sobre a sua prática [4].
15,4% dos professores responderam que a própria graduação deu base para a preparação das aulas [6].
E outros 15,4%, em suas respostas, indicam que a sua trajetória da graduação até os dias atuais não
influenciou em sua prática docente [7].
Outras quatro respostas foram obtidas nesta questão como influências para a prática docente, dadas por
7,7% dos entrevistados: A capacitação ou especialização em educação [1], a experiência de vida e a
responsabilidade social [2], a capacidade de mostrar ao aluno a importância do conhecimento [3]. E,
por fim, foi destacado que a pós-graduação realizada influenciou na área de pesquisa, mas pouco
contribuiu na didática em sala de aula [5], conforme pode ser observado no Gráfico 5.
Delineia-se, desse modo, a partir das respostas dos professores entrevistados, um certo padrão, no qual já
se sobressaem a experiência e a trajetória pessoais como fatores importantes na formação e na sua
prática docente.
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Gráfico 5: Influências da trajetória pessoal do docente na sua prática de ensino (Faça algumas
considerações acerca de como você vê sua formação deste a sua graduação até hoje e de como a mesma
influencia o seu exercício docente.)
Observando os resultados contidos no Gráfico 6 verifica-se que aquela tendência se consolida. Os fatores
facilitadores da prática docente, na visão dos entrevistados, foram agrupados em sete respostas. O
principal facilitador mencionado nas respostas foi a experiência profissional relacionada à área de
docência [7] com 46,15% das respostas, seguido pelo prazer em ensinar com 23% das respostas [5]. A
dedicação à atividade docente [2], a paciência [4] e o relacionamento interpessoal [6] foram
relacionados por 15,3% dos entrevistados, respectivamente. 7,7% dos entrevistados indicaram como fator
facilitador a complementação pedagógica [1] e a capacidade de enfrentar as dificuldades [3].
Dedicação, paciência, prazer, relacionamento, experiência são categorias que se colocam mais no âmbito
do pessoal e idiossincrático do que no âmbito da formação e da institucionalidade. O percentual de apenas
7,20% de docentes que mencionaram a complementação pedagógica é muito eloqüente.
Os resultados do Gráfico 6 acentuam ainda mais a importância da experiência pessoal e outros aspectos
idiossincráticos como fatores importantes para a prática docente.
Gráfico 6: Fator principal que facilita a prática docente.
Os fatores dificultadores para a prática de ensino docente foram agrupados em oito respostas (Gráfico 7),
sendo a falta de interesse dos alunos [7] considerado o maior fator dificultador, item encontrado em
61,5% das respostas dos entrevistados, seguido pela burocracia e falta de apoio [5] da gestão (23,1%),
política de “não reprovação” [3] (15,4%), falta de infra-estrutura, alto número de alunos por sala de
aula (15,4%) [4], falta de tempo para estudo e pesquisa (15.4%) [6]. Foram citadas outras
dificuldades, com 7,7% das respostas cada uma: dificuldade na aceitação de novas metodologias de
ensino [1] e interferência do apoio pedagógico da instituição [2].
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Gráfico 7: Principais dificuldades para a prática de ensino docente.
Finalizando o questionário, os professores foram solicitados a escolher duas características mais
importantes para a formação/complementação pedagógica do professor (Gráfico 8), dentre uma lista com
oito opções. O domínio do conteúdo teórico-prático [3] foi a característica mais citada, com 53,3%,
seguida por compromisso profissional [7] e didática [8], ambas com 38,4%. A motivação profissional
[2] foi citada por 23% dos professores, seguida por atualização profissional [4] e interdisciplinaridade
[6], citadas por 15,3% dos professores cada uma. 7,6% dos entrevistados marcaram outras [1]
características, porém não as descreveram. E, embora essa se constitua a base da prática docente da
maioria dos entrevistados, nenhum professor marcou experiência profissional [5] (0%) como
característica importante para a sua formação/complementação pedagógica.
Gráfico 8: Características importantes para a formação/complementação pedagógica do professor.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considera-se, inicialmente, que este trabalho alcançou o objetivo de verificar como os professores de um
IF, que lecionam na modalidade PROEJA, percebem sua formação, suas dificuldades e suas
necessidades de complementação pedagógica, para uma suposta melhoria do exercício docente.
Constatou-se que a maioria dos professores pesquisados não teve uma formação continuada, embora a
considere importante. De fato, a formação inicial – a graduação - é insuficiente para a realização do
trabalho do professor. Mas, a pesquisa revelou também que, entre os que tiveram formação continuada, a
maioria não reconhece a sua influência em sua prática profissional.
Esses professores consideram que o êxito no exercício da docência se deve à sua trajetória e experiência
pessoais. Ao mesmo tempo, a grande maioria reconhece a importância dos conteúdos teórico-prático e da
didática para a formação/complementação da prática docente.
Deste modo, a pesquisa confirma a afirmação de Nóvoa (1992), segundo a qual a formação não se
constrói por acumulação de cursos, conhecimentos ou técnicas, mas sim através de um trabalho de
reflexividade crítica sobre as práticas e de (re)construção permanente de uma identidade pessoal.
Pode-se dizer, portanto, que o professor reivindica uma certa articulação entre a sua experiência pessoal,
os conteúdos específicos e os conceitos pedagógicos e didáticos. Para eles, conforme a pesquisa, e em
concordância com o que diz Pimenta (2001), também se deve considerar a experiência acumulada através
das relações sociais e da própria prática profissional do docente.
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Assim, a formação de professores deveria considerar tanto a experiência pessoal do professor, quanto do
aluno, na perspectiva de sua prática social, conforme como colocado por Nóvoa (1992)
Há, enfim, entre os docentes pesquisados, a expectativa de que a prática profissional de professor,
formado nesses programas, venha a ser tão valorizada quanto o ensino, isto é, a sua formação como
professor.
Deste modo, a Formação Continuada deve constituir-se como um espaço de produção de novos
conhecimentos, de troca de diferentes saberes, de repensar e refazer a prática do professor, da
construção de competências do educador, sendo um espaço de produção coletiva para os alunos, futuros
professores.
BIBLIOGRAFIA
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AVALIAÇÃO DA ACESSIBILIDADE NO CAMPUS PALMAS
Odisséia Aguiar CAMPOS (1); Mariana Brito de LIMA (2);
(1) Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Tocantins, AE 310 sul, LO 05, Palmas/TO, email: [email protected] (2) Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Tocantins, AE
310 sul, LO 05, Palmas/TO, e-mail: [email protected]
RESUMO
Acessibilidade é a possibilidade e condição do portador de deficiência alcançar e utilizar, com segurança e
autonomia, edificações e equipamentos de interesse turístico. Ela engloba também a esfera do
desimpedimento do ensino, portanto acontece também na escola, pois através das crianças poderemos
desenvolver uma consciência inclusiva que alcance toda a sociedade. A principal barreira que os
portadores de necessidades especiais enfrentam hoje é a arquitetônica, ou seja, barreiras ambientais
físicas, nas escolas, nas empresas, nos edifícios públicos e outros. As principais diretrizes de adequação
de edificações é obtida através de norma técnica da ABNT - NBR 9050/2004 que estabelece critérios e
parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de
edificações, mobiliário espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade. Neste trabalho é
apresentado resultado parcial de pesquisa de iniciação científica realizada em um Instituto Federal de
Educação relativo à acessibilidade em um de seus campi. Nesta pesquisa analisado um percurso
hipotético que seria realizado por uma pessoa com mobilidade reduzida, e listado os principais problemas
de cada ambiente relacionados com a acessibilidade.
Palavras-chave: Acessibilidade, NBR 9050/2004, arquitetura.
INTRODUÇÃO
TODOS têm direito a uma educação formal. É o que preconiza a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional - lei nº 9.394/96, em seus artigos 2º, 3º e 4º. O direito à escolarização pode ficar limitado pelos
obstáculos arquitetônicos encontrados nas instituições de ensino, dificultando as condições de acesso
e/ou permanência na mesma. Posto isto, verifica-se a necessidade da promoção da acessibilidade,
constituindo-se uma condição essencial para o pleno exercício desse direito.
Seja em função da idade, estado de saúde, estatura e outras condicionantes, várias pessoas têm
necessidades especiais para entrar em veículos e realizar seu deslocamento nos espaços públicos para
receber informações e realizar atividades diversas.
Historicamente, o termo deficiência física tem sido utilizado pela maioria das pessoas para identificar todos
os tipos de deficiência. A Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, estabelece que “pessoa portadora de
deficiência ou com mobilidade reduzida é a que temporária ou permanentemente tem limitada sua
capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo”. Esta lei foi regulamentada pelo Decreto 5.296/04,
o que impulsionou o movimento em favor da inclusão educacional e social das pessoas com deficiência ao
estabelecer normas e critérios para a promoção da acessibilidade.
Estas normas gerais e critérios básicos visam a promoção da acessibilidade não apenas das pessoas
portadoras de deficiência mas aquelas com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de
obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos
meios de transportes e de comunicação.
Assim, os sistemas de ensino devem organizar as condições de acesso aos espaços, aos recursos
pedagógicos e à comunicação que favoreçam a promoção da aprendizagem e a valorização das
diferenças, de forma a atender as necessidades educacionais de todos os alunos. A acessibilidade deve
ser assegurada mediante a eliminação de barreiras arquitetônicas, urbanísticas, na edificação – incluindo
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instalações, equipamentos e mobiliários – e nos transportes escolares, bem como as barreiras nas
comunicações e informações.
No Brasil verificam-se inúmeros projetos e políticas públicas objetivando-se uma educação inclusiva em
todos os aspectos, buscando serviços de apoio especializados nas escolas regulares, dentre os quais os
que tratam da adequação à acessibilidade, atendendo as peculiaridades da clientela de educação
especial.
O Censo 2000 revelou que no universo de brasileiros sem instrução ou com no máximo três anos de
estudos, 33% têm alguma incapacidade, sendo também os que apresentam menor renda. Portanto é de
suma importância que a acessibilidade tanto arquitetônica quanto atitudinal e de ensino sejam adquiridas
por toda sociedade, principalmente pela escola.
A principal barreira que os portadores de necessidades especiais enfrentam hoje é a arquitetônica. Ou
seja, barreiras ambientais físicas, nas escolas, nas empresas, nos edifícios públicos e outros. As principais
diretrizes de adequação de edificações é obtida através de Norma Técnica da ABNT - NBR 9050/2004 que
estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção, instalação
e adaptação de edificações, mobiliário espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.
Através de pesquisa de iniciação científica, procurou-se identificar em um Instituto Federal de Ciência e
Tecnologia as condições de acessibilidade em diferentes ambientes, e indicar, através da Norma Técnica
da ABNT - NBR 9050/2004, os aspectos que necessitam de adequação.
Neste artigo é apresentado o diagnóstico das áreas pesquisadas, com seus aspectos positivos e
negativos, no âmbito da acessibilidade.
1. ACESSIBILIDADE
Acessibilidade é a possibilidade e condição do portador de deficiência alcançar e utilizar, com segurança e
autonomia, edificações e equipamentos de interesse turístico. Significa poder usufruir com conforto de
espaços e serviços. É a garantia dos direitos dos portadores de necessidades especiais, a fim de que
possam viver com dignidade.
O desenho acessível é um projeto que leva em conta a acessibilidade voltada principalmente para as
pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. (ERCOLIN, 2003)
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império com a criação de
duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin Constant –
IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, atual Instituto Nacional da Educação dos Surdos – INES,
ambos no Rio de Janeiro. No início do século XX é fundado o Instituto Pestalozzi - 1926, instituição
especializada no atendimento às pessoas com deficiência mental.
Em 1961, o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa ser fundamentado pelas
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº. 4.024/61, que aponta o direito dos
“excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de ensino. A atual Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional - Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza que os sistemas de ensino
devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização específicos para atender às suas
necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não atingiram o nível exigido para a
conclusão do ensino fundamental.
O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, em 1998, aponta que 14% dos 6.557
estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais possuíam
sanitários com acessibilidade. Em 2006, das 54.412 escolas com matrículas de alunos atendidos pela
educação especial, 23,3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16,3% registraram ter dependências
e vias adequadas (DUTRA, 2008). O Brasil, portanto já está se adaptando ás leis.
1.1 Tipos de Acessibilidade
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Uma das características da acessibilidade é que esta se distingue em alguns tipos, que permeiam pelo
ambiente, comunicação, metodologia, atitudes e outros fatores que podem impedir a inclusão de
portadores de necessidades especiais. Agrupados em sete diferentes tipos temos (DUTRA, 2008):
•
Acessibilidade arquitetônica: sem barreiras ambientais físicas, nas escolas, nas empresas, nas
residências, nos edifícios públicos, nos centros de convenção, nos espaços urbanos, nos
equipamentos urbanos, nos meios de transporte individual ou coletivo.
•
Acessibilidade comunicacional: sem barreiras na comunicação interpessoal (face-a-face, língua
de sinais, linguagem corporal, linguagem gestual etc.), na comunicação escrita (jornal, revista, livro,
carta, apostila etc., incluindo textos em braile, textos com letras ampliadas para quem tem baixa
visão, notebook e outras tecnologias assistivas para comunicar) e na comunicação virtual
(acessibilidade digital).
•
Acessibilidade metodológica: sem barreiras nos métodos e técnicas de estudo (adaptações
curriculares, aulas baseadas nas inteligências múltiplas, uso de todos os estilos de aprendizagem,
participação do todo de cada aluno, novo conceito de avaliação de aprendizagem, novo conceito
de educação, novo conceito de logística didática etc.), de trabalho (métodos e técnicas de
treinamento e desenvolvimento de recursos humanos, ergonomia, novo conceito de fluxograma,
empoderamento etc.), de ação comunitária (metodologia social, cultural, artística etc. baseada em
participação ativa), de educação dos filhos (novos métodos e técnicas nas relações familiares etc.)
e de outras áreas de atuação.
•
Acessibilidade instrumental: sem barreiras nos instrumentos e utensílios de estudo (lápis,
caneta, transferidor, régua, teclado de computador, materiais pedagógicos), de trabalho
(ferramentas, máquinas, equipamentos), de atividades da vida diária (tecnologia assistiva para
comunicar, fazer a higiene pessoal, vestir, comer, andar, tomar banho etc.), de lazer, esporte e
recreação (dispositivos que atendam às limitações sensoriais, físicas e mentais etc.) e de outras
áreas de atuação.
•
Acessibilidade programática: sem barreiras invisíveis embutidas em políticas públicas (leis,
decretos, portarias, resoluções, medidas provisórias etc.), em regulamentos (institucionais,
escolares, empresariais, comunitários etc.) e em normas de um geral.
•
Acessibilidade atitudinal: sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações, como
resultado de programas e práticas de sensibilização e de conscientização das pessoas em geral e
da convivência na diversidade humana.
•
A acessibilidade tecnológica: não constitui um outro tipo de acessibilidade e sim o aspecto
tecnológico que permeia as acessibilidades acima, permitindo que barreiras que não permitem a
acessibilidade seja exercida. Com exceção da atitudinal.
2. ARQUITETURA E ENSINO INCLUSIVO
Entende-se por arquitetura inclusiva a prática que assegura a construção de espaços que possam ser
usados por todas as pessoas – independente de habilidades ou limitações motoras. A educação inclusiva
é um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino
regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de
modo que estas respondam à diversidade de alunos. É uma forma humanistica, democrática, de perceber
o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivo a inserção social de todos. A proposta de arquitetura
inclusiva e ensino inclusivo baseiam-se nos seguintes elementos fundamentais:
Proporcionar uma escola sem barreiras arquitetônicas é uma condição importante para o sucesso da
integração;
•
Locais acessíveis exprimem segurança e confiança, tanto para professores quanto para alunos;
•
Acessibilidade física é fundamental para garantir a satisfação dos alunos portadores de deficiência,
conseqüentemente, a sua qualidade de vida;
48
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•
Locais acessíveis auxiliam no bom resultado da proposta educacional e, conseqüentemente, no
rendimento positivo do aluno.
3. ESTUDO DE CASO EM UM INSTITUTO FEDERAL
Para definir a metodologia de coleta de dados a ser aplicada no Instituto Federal foi realizado
levantamento bibliográfico no intuito de perceber como pesquisas em diferentes instituições de ensino
procederam. A partir das experiências de pesquisa de Tagliari (2006), Brancatti (2001), Azevedo (2000), e
Santos (2009) foi constituído o procedimento para levantamento de dados.
O estudo foi realizado a partir da definição de um percurso entre ambientes que hipoteticamente seria
percorrido por um portador de necessidades especiais/mobilidade reduzida. Os ambientes analisados
foram: Banheiro, Hall da recepção, Sala de aula, Laboratório de informática, Auditório Central e
deslocamento até o Bloco administrativo (Figura 01).
Figura 01: Fluxograma do percurso.
Os percursos foram registrados através de fotografia. Os locais foram analisados no âmbito de seu projeto,
tendo como referencia a norma da ABNT 9050/2004. Foram listados os aspectos positivos e negativos de
cada ambiente avaliado a partir de quesitos organizados em uma lista.
Dos quesitos que foram avaliados em cada ambiente foram: Espaço para deslocamento de PMR, Rotas
acessíveis internas e externas, Textos de orientação, Sinalização com o símbolo universal, Rampas
internas e externas, Piso tátil ou diferenciado, Atendimento prioritário a PDF, Atendimento qualificado,
Mobiliário, Qualidade do piso, Balcões acessíveis, Bebedouros e pias com sensores, Corrimãos, Portas
largas, Maçanetas, Banheiro adaptado, Local reservado para cadeira de rodas, Telefones para pessoas
com deficiência auditiva, Telefones para pessoas com deficiência visual, Altura dos telefones, Altura dos
interruptores, Acessibilidade na web e Saídas de emergência.
A partir das observações anotadas procurou-se classificar os ambientes no nível de sua acessibilidade,
cada item supracitado poderia ser classificado em: inadequado, correto, necessita adequações ou não se
aplica, ou seja, os quesitos que não se aplicavam ao ambiente avaliado foram desconsiderados. Então foi
elaborada uma tabela listando os quesitos que necessitam adequação em cada ambiente. A pesquisa
consta de uma segunda etapa de indicações de estratégias de adaptação para cada ambiente.
4. ANÁLISE DOS RESULTADOS
Auditório
No auditório verificou-se que há obstáculos no piso, como um desnível de 0,10 m situado na divisão entre
a circulação e a área dos assentos. Foi constatado que há rampas de acesso para o palco com corrimãos
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na altura ideal, porém o vão de entrada para o camarim é estreito demais para uma cadeira de rodas
passar. Existe sinalização com símbolo universal da acessibilidade, no entanto as portas não atendem a
norma de acessibilidade por possuir uma largura menor do que a estabelecida em norma. O espaçamento
entre os assentos é de 0.36 m, dimensão menor do que a recomendada para um acesso adequado. Não
há espaços reservados para cadeira de rodas, nem assentos especiais para pessoas com mobilidade
reduzida.
Recepção
Na recepção notou-se que há um piso de boa qualidade, mas não há piso tátil nem diferenciado, há rotas
acessíveis, e área de circulação adequada. Não há textos de orientação nem o desenho universal. Com
relação ao atendimento, o portador de necessidades possui prioridade, porém não há qualificação por
parte dos funcionários. O Balcão possui altura superior ao previsto em norma. Não há bebedouros com
sensores. As portas possuem largura ideal. Possui telefones de texto (TDD), porém está instalado em
altura superior da prevista em norma, assim como os interruptores situados a 1,30 do piso.
Banheiro
Verifica-se que o piso do banheiro tem qualidade, mas não é tátil nem diferenciado. A largura para a
movimentação de cadeira de rodas entre as pias e o box de separação é inferior ao previsto em norma.
Não possui textos de orientação e nem sinalização com o desenho universal. Foi observado que possui
cabine adaptada para PMR, porém vaso sanitário não é adaptado e está abaixo da altura especificada na
norma. Não há pias com sensor. O item mais critico observado foi a largura das portas pois constatou-se
que a porta para o banheiro adaptado tem a largura adequada, porém há um obstáculo, que a pia da
frente que reduz a abertura da porta. A altura do botão de acionamento da descarga é de 1.2 m, uma
altura que a norma não prevê.
Sala de aula
Em uma das salas do campi, que são quase todas padronizadas, foi constatado que o piso é regular, mas
não há piso tátil ou diferenciado, na porta há um batente de 7 cm, o espaço para deslocamento necessita
adequações. Não possui cadeiras adequadas. Porém a porta tem largura adequada. Os interruptores
estavam a 1,20 m do chão.
Deslocamento até o bloco administrativo
O piso das passarelas em geral é irregular, o que não diferencia da passarela que dá acesso ao bloco
administrativo. Não possui piso tátil. O bloco administrativo possui um ótimo espaço para deslocamento de
2,14 m, mas não possui corrimãos, durante o percurso não há bebedouros com sensor. E a altura dos
interruptores é de 1,28.
Laboratório de informática
No laboratório de informática foi constatado que o piso é regular, porém não é tátil. Com relação à rampas
de acesso, estas precisam de adequação, não existem rotas alternativas de acesso. Foi verificado que o
espaço para deslocamento é adequado, no entanto não há textos de orientação muito menos a sinalização
com o símbolo universal. Constatou-se também que há deficiências no atendimento qualificado à pessoas
com deficiência auditiva. Os balcões não têm altura ideal. As portas têm largura inferior à ideal. O sistema
informático necessita adequações com relação às pessoas com deficiência visual.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
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Ao final do presente trabalho, após realizadas as observações nos ambientes no Instituto Federal e
verificar estudos de caso em outras instituições, verificamos que a maiorias das instituições publicas de
ensino inclusive federais não estão plenamente adaptadas, nem possuem projeto para a eliminação de
barreiras para o uso acessível de portadores de necessidades especiais.
Na instituição constatou-se que vários quesitos necessitam adequações, que constam na tabela 01 abaixo:
.N
Ambientes
Quesitos
Banheiro
(A)
Auditório
(B)
Recepção
(C)
Sala de
aula
(D)
Bloco Adm.
(E)
Laboratório
informática
(F)
O
1
Qualidade do piso
O
A
O
O
O
2
Piso tátil ou diferenciado
X
X
X
X
X
X
O
A
3
Rampas internas e externas
_
O
O
A
4
Rotas acessíveis internas e externas
O
O
A
X
O
X
5
Espaço para deslocamento de PMR
A
O
O
X
O
O
6
Textos de orientação
X
X
X
X
X
X
7
Sinalização com o símbolo universal
X
O
X
X
X
X
8
Atendimento prioritário a PDF
_
_
O
_
_
O
9
Atendimento qualificado
_
_
A
_
_
A
10
Mobiliário
X
_
X
_
X
11
Balcões acessíveis
_
O
X
_
_
X
12
Bebedouros e pias com sensores
O
X
X
_
A
_
13
Corrimãos
X
O
X
X
X
X
14
Portas largas
X
X
O
O
O
A
15
Maçanetas
X
X
_
A
X
16
Banheiro adaptado
A
X
_
O
_
17
Local reservado para cadeira de rodas
_
X
_
X
_
A
18
Telefones para pessoas com deficiência auditiva
_
_
O
_
_
X
19
Telefones para pessoas com deficiência visual
_
_
O
_
_
X
20
Altura dos telefones
_
_
A
_
_
_
21
Altura dos interruptores
O
O
X
A
O
A
22
Acessibilidade na web
_
_
_
_
_
A
23
Saída de emergência
O
O
O
O
O
A
Tabela 01: Resumo da pesquisa.
LEGENDA: O – CORRETO; X – INAPROPIADO; A - NECESSITA ADEQUAÇÃO;_ - NÃO SE APLICA
Observa-se pelo gráfico 01 que os ambientes em que mais foram encontrados empecilhos em relação a
acessibilidade foram o laboratório de informática (F), a sala de aula (D), e o auditório (B). E o ambiente
que menos apresentou foi o Bloco administrativo (E). Foi observado que os ambientes que mais
necessitam adequações são os mesmos que apresentam dificuldades em suas dependências. Também foi
verificado que os funcionários não têm qualificação para se comunicar, nem preparo para agir
corretamente.
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Gráfico 01: classificação dos problemas de acessibilidade nos ambientes estudados.
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A IMPORTÂNCIA DO DESENHO GEOMÉTRICO NO ENSINO BÁSICO E TÉCNICO DE NÍVEL
MÉDIO
Jéssica MARINHO (1), Jessica VIANA (2), Karoline Francisca BARBOSA (3), Marília REIS
(4), Mariana Brito de LIMA (5)
(01) IFTO – Campus Palmas, [email protected], (02) IFTO – Campus Palmas, [email protected],
(03) IFTO – Campus Palmas, [email protected]; (04) IFTO – Campus Palmas, [email protected];
(04) IFTO – Campus Palmas, [email protected];
RESUMO
Este artigo tem como objetivo, mostrar a importância da disciplina de Desenho Geométrico, tanto no
quesito profissional, quanto no pessoal. A partir de pesquisas realizadas no Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Tocantins – Campus Palmas, com alunos do curso de Edificações do primeiro e
segundo ano, obteve-se dados significativos. Os resultados obtidos mostram como anda o ensino do
Desenho Geométrico para os alunos do Instituto. O artigo tem ainda por finalidade, mostrar o surgimento
do Desenho Geométrico e comentar sua importância, assim como a sua história aqui no Brasil, que é
marcada por altos e baixos, e como conseqüência disso, os alunos vem apresentando extrema dificuldade
quando se trata de percepção visual.
Palavras-chave: Importância do Desenho Geométrico, surgimento do Desenho Geométrico, Desenho
Geométrico no Brasil.
INTRODUÇÃO
Desde o tempo pré-histórico, o homem utilizava os símbolos gráficos para se comunicar, com o objetivo de
demonstrar de uma maneira física, as sensações que lhes eram inerentes, de forma que estas sensações
pudessem ficar documentadas. Assim, por meio de uma linguagem gráfica, os homens das cavernas
registravam seu cotidiano nas paredes da sua habitação, registros esses que são objetos de estudo até os
dias atuais. A linguagem gráfica é universal, pois independe dos idiomas, além de proporcionar
compreensão imediata e interpretação exata dos símbolos usados.
Dessa maneira esses povos estabeleceram uma forma de comunicação bem sucedida, que foi
posteriormente aprimorada conforme os seus conhecimentos e limites tecnológicos, possibilitando o
surgimento da escrita, que nada mais é do que a combinação de pequenos símbolos desenhados. O
desenvolvimento contínuo das sociedades trouxe ao homem a necessidade de adquirir outros
conhecimentos. Enquanto os gregos buscavam a racionalidade do universo, com explicações mais
rigorosas, surgia a necessidade de dar um novo molde à matemática.
Quando os egípcios e babilônicos construíram as pirâmides e templos, surgiu a necessidade de medir
terrenos, necessidade essa, que deu origem ao conceito de Geometria: geos (terra) e metron (medida). A
partir da Geometria, nasce o Desenho Geométrico, que tem sido entendida como forma de concretizar os
conhecimentos teóricos da geometria de forma gráfica.
Mas com um passado tão expressivo, que possibilitou ao homem tantas conquistas, e que partiu do
aprimoramento de técnicas primitivas, qual o papel que o Desenho Geométrico desempenha no mundo
moderno? Seu ensino tem sido valorizado? Como o Desenho Geométrico pode contribuir para o
desenvolvimento de novas ciências e tecnologias? Estes questionamentos conduziram a uma pesquisa
exploratória que busca descobrir qual a importância dada a esta disciplina a um grupo de alunos do curso
Técnico em Edificações de um Instituto Federal de Educação.
1. O ENSINO DO DESENHO GEOMÉTRICO NO BRASIL
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O Desenho Geométrico permaneceu no Brasil como uma componente curricular escolar durante 40 anos –
de 1931 a 1971. Apesar da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1961, propor opções onde
o Desenho não seria uma matéria obrigatória nos currículos, ela permaneceu até aparecer neste mesmo
período uma emergente desvalorização da disciplina.
O ensino fundamental no Brasil sofreu grandes mudanças em 1971, quando a Lei n° 5692 – Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, foi promulgada (ZUINT, 2000). Com isso, muitas escolas
deixaram de aplicar as construções geométricas como uma componente curricular obrigatória, passando
esta a ser uma disciplina do núcleo optativo, que integraria a parte diversificada do currículo, onde a
escola tinha liberdade de escolher.
As Construções Geométricas executadas com instrumentos como régua e compasso também não seriam
mais obrigatórias em vestibulares de Arquitetura e Engenharia na década de 70. São essas decorrências
que acentuaram a dispensa do Desenho Geométrico como matéria obrigatória nas escolas (ZUINT, 2000).
Contudo, diversas escolas, dentre elas algumas que não tinham como objetivo profissionalizar, não
deixaram extinguir de suas grades curriculares o ensino do Desenho Geométrico. Muitas escolas sabiam
que o abandono dessa disciplina seria prejudicial, pois ela auxilia no entendimento de outras matérias.
Porém, sabe-se que dentre as instituições que mantiveram o ensino do Desenho, havia uma diferença
quanto a quem essa matéria era destinada, segundo Young: “Cada classe social, hierarquicamente
dividida, tem acesso a um determinado tipo de conhecimento já estratificado.” (1982).
Com isso podemos perceber que o ensino oferecido a uma classe não era o mesmo destinado a outra.
Conhecimentos acerca do Desenho Geométrico que estimulavam o raciocínio lógico-dedutivo eram
aplicados somente às escolas de elite, enquanto as classes menos favorecidas estudavam Educação
Artística voltada para o trabalho manual onde não há um estímulo ao raciocínio lógico.
1.1 Desenho geométrico no desenho técnico e em projetos arquitetônicos
Oliveira afirma que a interpretação de informações visuais está presente tanto nos simples problemas do
dia-a-dia como em problemas da Engenharia, da Arquitetura, da Medicina, das Artes etc.
Assim, está em jogo a interpretação de informações visuais quando se trata tanto do mais
simples esboço de uma figura geométrica, como o triângulo, ou o mapa que indica o
caminho entre duas localidades, quanto das mais sofisticadas representações gráficas do
registro de indicadores numéricos, de plantas de objetos, de imagens impressas em fotos
ou chapas de raio-X, ou imagens pintadas por artistas representando a natureza ou suas
visões imaginárias (OLIVEIRA, s/d).
Para a construção de um projeto, por meio do desenho técnico, torna-se necessário, a utilização de uma
linguagem que seja comum a todos, com linhas e símbolos definidos, para que todas as pessoas
envolvidas na execução da obra possam compreender o projeto elaborado, para isso a representação
gráfica, que é trabalhada no ensino do Desenho Geométrico, exerce um papel de extrema importância.
Essa padronização é feita no Brasil pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
“O desenho técnico, pela convencionalidade de sua representação instrumentativa, elimina o trabalho do
autor como criador de uma linguagem, e instaura a única interpretação do executor pela univocidade de
seus signos. O desenho técnico ocupa-se da correta exposição e da segura compreensão de suas
informações.” (PERRONE, 1993, p.199)
Por meio do Desenho Técnico, a representação arquitetônica torna-se bem mais eficiente, pois apresenta
dados precisos, com informações numéricas e textuais, que influenciam diretamente na execução da obra.
2. DESENHO GEOMÉTRICO: CONCEITO E IMPORTÂNCIA
O Desenho Geométrico é um conjunto de técnicas e processos para construções de formas geométricas.
É muito fácil observar as formas geométricas em tudo ao nosso redor, presentes no cotidiano como, por
exemplo, nas ruas, nas casas, nas estampas das roupas, nos brinquedos, na natureza...
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Lima (1991, Apud OLIVEIRA, s/d) considera os desenhos das figuras geométricas parte importante para a
compreensão, a fixação e a imaginação criativa. Ele acha fundamental que o estudante por si só desenhe
a figura, procurando caminhos, imaginando construções, pesquisando interconexões, forçando o
raciocínio, e exercitando a mente.
De acordo com Kalter (1986 apud OLIVEIRA, s/d) o ensino do desenho é essencial para que não haja o
bloqueio das capacidades de planejar, projetar ou abstrair, estabelecendo assim uma relação contínua
entre a percepção visual e o raciocínio espacial.
A percepção visual é muito importante também para o desenvolvimento científico. Gardner (1994), nos trás
um exemplo deste “olhar” nesta comparação: A visão de John Dalton do átomo como um minúsculo
sistema solar, são produtivas figuras que originam e ajudam a incorporar concepções científicas chave.O
Desenho Geométrico desenvolve ainda a criatividade, que aliado ao conhecimento, são muito importantes
para o desenvolvimento tecnológico, onde se tem por finalidade a criação de novos produtos e serviços.
De acordo com Marmo & Marmo (1994 apud OLIVEIRA, s/d) o Desenho (Geométrico e projetivo) já foi
matéria eliminatória nos exames vestibulares da Escola Politécnica da USP e também obrigatória nos
demais vestibulares do país.
Oliveira destaca a importância de inclusão do Desenho nos currículos escolares com vantagens para a
formação de seus alunos. Suas principais vantagens são:
a.
b.
c.
d.
O Desenho permite concretizar os conhecimentos teóricos da geometria,
confirmando graficamente as propriedades das figuras geométricas.
Ao estudar as demais matérias, os alunos aprendem as linguagens verbal e
simbólica. Ao estudar Desenho, aprende a linguagem gráfica, precisa e
concisa, a mais antiga das linguagens. A criatividade técnico-científica, que é a
capacidade de pesquisar e encontrar soluções consegue-se com uma teoria
mínima, curta e inesquecível do Desenho. É como se estivéssemos
desemaranhando um fio. Numa ponta do fio: o que se sabe. Na outra ponta: o
que se quer.
Nada melhor que o desenho geométrico para resolver capacidades
importantes como: organização, autodisciplina, iniciativa, serenidade e
capricho.
Com exercícios de Desenho apropriados para estimular a conexão de
neurônios cerebrais, desenvolve-se a visão espacial. (OLIVEIRA, s/d)
Alguns autores (NASCIMENTO, 2010; VITTI, 1995 Apud ZUINT,2000), indicam que o ensino de Desenho
Geométrico está ‘caindo no esquecimento’ quando se diz respeito à educação nos níveis fundamental e
médio, ocorrendo uma falha para o ensino atual, pois, o ensino do Desenho Geométrico é indispensável
para a formação de indivíduos capazes de superar os desafios e o mundo cada vez mais desenvolvido.
Machado (2005, p.4) enfatiza: “O desenho é uma importante forma de expressão da criança. Ela se revela
antes mesmo das competências lingüísticas e lógico-matemática. Depois, justamente por valorizar essas
últimas habilidades, a escola abandona a atividade.”
3. METODOLOGIA
Buscando o aprofundamento do estudo da relação entre Desenho Geométrico e outras disciplinas que
envolvem a representação de projetos foi realizada uma pesquisa exploratória aplicada em alunos do
curso Técnico em Edificações. Este curso foi escolhido, pois tanto a disciplina Desenho Geométrico
quanto desenho técnico e outras relacionadas à representação de projetos são lecionados.
Neste levantamento buscou-se perceber se os alunos consideravam essa disciplina importante, e se, sob
a ótica dos estudantes, gera realmente algum enriquecimento ao aluno, contribuindo para seu crescimento
pessoal e profissional.
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Para esta averiguação delineou-se um questionário com 8 perguntas abertas e fechadas, que foi aplicado
em alunos do 1º ano, que estão cursando a disciplina e do 2º ano que já cursaram e que estão cursando
atualmente outras disciplinas relacionadas a representação gráfica, as duas últimas questões foram
destinadas especificamente a este grupo. O questionário buscou compreender a relação do aluno com a
disciplina Desenho Geométrico, em que disciplinas este conhecimento auxiliou, e qual a importância
específica do Desenho Geométrico para o aprendizado das disciplinas de desenho técnico, desenho de
projetos e outras relacionadas ao curso Técnico em Edificações.
A análise das perguntas fechadas foi realizada através da técnica da Análise de Conteúdo, que busca
aproximar a essência do conteúdo das falas dos sujeitos para uma melhor interpretação, e assim realizar
uma classificação das respostas obtidas. Bardin assim define essa metodologia: “a análise de conteúdo é
uma técnica de investigação que tem por finalidade a descrição objetiva, sistemática e quantitativa do
conteúdo manifesto da comunicação”. (BARDIN 2007, p. 16).
4. ANÁLISE DOS RESULTADOS
As questões foram aplicadas para as turmas de 1º e 2º ano do curso técnico e sua primeira questão
buscou verificar se os entrevistados já tiveram algum contato com o Desenho Geométrico. De acordo com
o Gráfico 1, pode-se observar que a maior parte dos entrevistados –74%, não teve contato com a
disciplina de Desenho Geométrico antes de ingressar no curso técnico. Apesar disso, destaca-se um
número significativo de alunos que tiveram contato com a mesma – 26%. Entende-se que este contato
pequeno em séries iniciais é devido a disciplina ter se tornado optativa. 86 % dos entrevistados concordam
que o Desenho Geométrico ajuda no entendimento de outras disciplinas (Gráfico 2), e foram perguntados
quais seriam as disciplinas que Desenho Geométrico auxilia.
Gráfico 9: Você teve algum contato com a
disciplina de Desenho Geométrico, antes de
ingressar no curso Técnico em edificações?
Gráfico 10: Você acha que Desenho
Geométrico ajuda no entendimento de outras
disciplinas?
Dentre as disciplinas citadas pelos entrevistados verificou-se que a que ganha maior destaque, é
Matemática, e logo após Física. Relacionam-se estas respostas ao auxílio que o Desenho Geométrico dá
a ilustração e resolução de problemas além de contribuir para o pensamento rápido e respostas imediatas.
Percebe-se pelo Gráfico 3 que as disciplinas intituladas Componentes Técnicas – Desenho Computacional
e Desenho Técnico foram significativamente citadas pelos entrevistados, sendo estas disciplinas de
representação gráfica. Outras disciplinas citadas em ordem foram Química, Geometria, Geografia e Artes.
Verifica-se então que todas as respostas obtidas estão relacionadas a disciplinas que envolvem a
compreensão e resolução de problemas gráficos, ou construção de elementos. Como por exemplo, a já
citada Geografia, que trabalha a interpretação de mapas e Artes que envolve a reprodução de desenhos
para a compreensão de obras. O gráfico mostra ainda que uma minoria de alunos considera a disciplina
de Desenho Geométrico importante para o entendimento de todas as disciplinas do currículo escolar.
Percebe-se então que estes alunos consideram o que Desenho Geométrico é importante e indispensável.
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Gráfico 11: Disciplinas mais citadas pelos alunos.
Ao serem questionados se tiveram ou não dificuldades na compreensão da disciplina (Gráfico 4), 98% dos
entrevistados afirmaram que não possuem ou possuíram. 93% consideram o Desenho Geométrico uma
componente importante que auxilia no aprendizado de outras componentes técnicas – Desenho de
Projetos ou Desenho Técnico (Gráfico 5).
Gráfico 12: Você teve/tem alguma
dificuldade para compreender essa
componente técnica?
Gráfico 13: Você considera o Desenho
Geométrico uma componente realmente
necessária para a futura aprendizagem
de desenho de projetos/técnico?
Observa-se que a maioria considera a disciplina como base para o aprendizado das componentes
técnicas, ao serem questionados sobre a motivação do aprendizado da mesma (Gráfico 6). Atribui-se esta
resposta ao fato de no Desenho Geométrico realizar construção de desenhos, uso de instrumentos como
esquadros, compasso, transferidor e régua, servindo como base para a representação de projetos e
ensinando o uso dos instrumentos de desenho (instrumentalização). Outros motivos foram atribuídos, tais
como: desenvolvimento da coordenação motora e organização, confirmando a importância da disciplina
que trabalha a concentração, precisão, coordenação motora e organização dos desenhos na folha.
Gráfico 14: Motivos para o aprendizado do Desenho Geométrico
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Os alunos do 2º ano ao serem questionados sobre a influência no aprendizado de Desenho de Projeto,
83% dos entrevistados afirmaram a sua importância, e 17% não atribuíram importância (Gráfico7).
Gráfico 15: O Desenho Geométrico auxiliou o aprendizado de Desenho de Projeto?
Conforme o Gráfico 8, percebe-se que a maioria dos alunos do 2º ano concordam que o Desenho
Geométrico é a base para o Desenho de Projeto, ao serem perguntados porque o Desenho Geométrico
auxilia no aprendizado. Contudo, muitos estudantes ainda têm dificuldades de visualizar sua importância,
quando indicam que é uma disciplina desnecessária. Há ainda, resultado significativo em relação a
respostas em branco e respostas de que ajudou na coordenação motora e ainda alunos que não
estudaram Desenho Geométrico no 1º ano.
Gráfico 16: Por que o desenho geométrico auxiliou o aprendizado de Desenho de Projeto?
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O objetivo principal desse trabalho foi mostrar a necessidade da disciplina de Desenho Geométrico nos
currículos escolares, e especificamente no currículo do curso técnico em edificações, para que auxilie na
formação de pessoas que tenham criatividade e percepção visual, características próprias do desenho e
necessárias no mundo atual.
A pesquisa demonstra que os alunos consideram a disciplina parte importante do currículo, e que a
mesma contribui para a sua formação – tanto no aprendizado de outras componentes técnicas quanto no
aprendizado de disciplinas do núcleo comum – matemática, física, geografia. Lamentavelmente, podemos
observar dificuldades apresentadas por alguns estudantes na forma de visualizar a importância do estudo
do Desenho Geométrico.
Devem-se propor mudanças na realidade de ensino, implantando projetos que desenvolvam melhorias e
propostas atrativas tanto na formação dos professores, quanto para incentivar os alunos a estudarem a
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disciplina, já que sua prática significa um grande ganho em outras áreas do conhecimento, permitindo
assim, novas descobertas.
REFERÊNCIAS
BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa-Portugal: edições 70, 2007.
BRASIL. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos /pdf/lei9394_ldbn2.pdf>. Acesso em: 12 ago.
2009.
CATTANI, Airton. Arquitetura e Representação Gráfica: Considerações históricas e aspectos
práticos. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2006.
MACHADO, N. O Conjunto de Habilidades Humanas. Revista Nova Escola, São Paulo, n.105, set.,
1997. Disponível em: <http://novaescola.abril.com.br/ed/105_set97/html/pedagogia.htm>. Acesso em:
31/06/2006.
OLIVEIRA, Clézio Lemes de. Importância do Desenho Geométrico. Universidade Católica de Brasília.
Disponível em: www.matematica.ucb.br/sites/000/68/00000002.pdf. Acesso em: 18/04/2009.
PERRONE, Rafael. Desenho como signo da arquitetura. Tese de Doutorado apresentada a Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, 1993.
ZUINT, Elenice. O ensino das construções geométricas nos parâmetros curriculares. Reunião Anual da
ANPED, 23, Caxambu, 2000
GARDNER, H., Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul,
1994.
NASCIMENTO, Roberto Alcarria. Desenho Geométrico sob o enfoque da geração e organização da forma.
Disponível em: <http://portal.faac.unesp.br/posgraduacao/design/textos_alcarria/texto11.pdf>. Acesso em
10.06.2010.
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PEDAGOGIA TRADICIONAL VERSUS PEDAGOGIA INTERACIONAL COM ENFOQUE NA
PRODUCAO DE EXPERIMENTOS DE FISICA COM MATERIAIS DE BAIXO CUSTO.
Jaqueline Pinto da SILVA (1); Weimar Silva CASTILHO (2)
(1) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins – Campus Palmas, 310 Sul, Av. LO5, S/Nº, email: [email protected](2) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins – Campus
Palmas, 310 Sul, Av. LO5, S/Nº, e-mail: [email protected]
RESUMO
O presente artigo tem como objetivo apresentar a importância do uso de materiais de baixo custo no
ensino de Física, visando uma melhor compreensão dos alunos em relação aos conteúdos ministrados em
sala de aula. Para a fundamentação da temática deste trabalho, utilizam-se como referencia os autores:
Libâneo, Terrazan, Freire, dentre outros. A realização deste trabalho foi feita através de pesquisas
bibliográficas, tendo como objetivo a verificação do melhor método utilizado em relação à compreensão
dos alunos. E a partir destas pesquisas, pode-se concluir que, o método experimental no momento seria a
melhor opção para assimilação dos conteúdos aos quais provoca tanto medo e desinteresse aos alunos
em relação à disciplina de Física.
Palavras-chave: Ciência, Ensino de Física, experimentos, baixo custo.
INTRODUÇÃO
Sabemos que a pedagogia tradicional é uma proposta de educação centrada no professor cuja função
define-se por vigiar os alunos como forma de controle, ensinar a matéria e corrigi-la. Segundo LIBANEO
(1987, p. 24), a metodologia decorrente de tal concepção tem como princípio a transmissão dos
conhecimentos através da aula do professor, freqüentemente expositiva, numa sequência predeterminada
e fixa, enfatiza a repetição de exercícios com exigências e de memorização.
O número exagerado de conteúdos e a valorização do mesmo, não permite ao aluno o papel ativo na
construção de sua aprendizagem, pois os professores não levam em consideração o que os alunos
aprendem fora da escola com seus colegas, formando assim um processo de construção coletiva, devido
aos seus esforços espontâneos e ao fato de aprenderem em conjunto. De acordo com a pesquisa
realizada no site (HTTP: www.centrorefeducacional.com.br), a função primordial da escola, nesse modelo,
é transmitir conhecimentos disciplinares para a formação geral do aluno, formação esta que o levará, ao
inserir-se futuramente na sociedade, e a optar por uma profissão valorizada.
Na maioria das escolas essa prática pedagógica se caracteriza pela sobrecarga de informações que são
veiculadas aos alunos, o que torna o processo de aquisição de conhecimento, muitas vezes burocratizado
e destituído de significação. E é ai que surge a necessidade de incluirmos a pedagogia interacional, focado
na produção de experimentos de física, onde tem como objetivo principal o uso de materiais de baixo
custo que será usado como suporte, para que os alunos possam aprender de forma menos burocrática,
visando assim uma melhor compreensão dos conteúdos.
1. A FÍSICA COMO DISCIPLINA ESCOLAR
A Física sempre foi pouco valorizada como disciplina curricular por parte dos alunos. Os alunos se
preocupam somente com as razões para a qual a Física esta associada, tal como instrumento para a vida,
para o trabalho e até mesmo para outras Ciências, manifestando assim as diferentes situações
observadas para uma melhor compreensão e interpretação, através da construção de novos modelos.
Pois, para o melhor entendimento da Física é preciso interpretar os fenômenos ao qual ela se aplica e não
apenas á cálculos abstratos das fórmulas e tabelas.
Sendo assim, cabe ao professor proporcionar ao aluno recursos tecnológicos, para que a partir destes
recursos, ele possa situá-lo na escola contemporânea, preparando assim seus alunos para que tenham
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melhores condições de vida. Diante disso, podemos dizer que a disciplina da física tem seu valor unitário e
formativo, podendo ser encontrada nas propostas curriculares.
2. O ENSINO DA FÍSICA
Desde muito tempo a disciplina de Física, tem se tornado um terror na vida dos alunos, e o modo como
eles vêem essa disciplina pode influenciar na sua aprendizagem, pois eles vêem esta disciplina como um
bicho de sete cabeças. Mas esta visão pode ser causada devido o modo dos professores ensinarem os
conteúdos de Matemática e Física, ao invés do fenômeno ao qual ela se aplica. Segundo Terrazan (1997),
Isto nos coloca diante de um enorme dilema, qual seja, como ensinar uma Ciência que consideramos
importante para a formação da cidadania, quando os jovens, futuros cidadãos, não a apreciam e nem a
consideram relevante.
O livro didático seria muito mais compreendido e assimilado através do ensino experimental ao invés de
ser utilizado somente como apoio. Mas esse ensino experimental só será possível se esses materiais
forem de baixo custo, pois a escola publica não tem muitos recursos para a obtenção do mesmo, limitando
desta forma o professor no desenvolvimento deste ensino experimental.
Conforme Japiassu (1991),
No modelo de escola tradicional que ainda se apresenta, o educador que se limita a
transmitir um programa de ensino ou que procura adaptar a inteligência do educando aos
códigos ou modelos preestabelecidos do saber e não faz de seu ensino um meio de
favorecer e desenvolver a reflexão do educando, só é educador por eufemismo” (1991, p.
45).
Tendo em vista esta nova alternativa de ensino, podem-se montar Kits compostos por materiais de baixo
custo como, copos descartáveis, cronômetros, cartas de baralho, canos de PVC, lâmpadas queimadas,
madeiras, fitas adesivas, papel sufite, papel carbono, canetas esferográficas gastas, bolas de gude,
espirais de cadernos, réguas, garrafas petes, entre outros. Com alguns desses materiais podem-se
simular, em salas de aula, acontecimentos científicos que ocorrem em seu cotidiano, possibilitando assim
uma melhor compreensão dos conteúdos, além de deixar a aula mais interessante e agradável, não
esquecendo que, depois de utilizado esses materiais estes passam a fazer parte dos laboratórios de suas
escolas, podendo aos poucos montar um grande e rico laboratório de física. Portanto, esta alternativa
pode ser adotada como forma de combater o eufemismo referido por Japiassu (1991) conforme citado
acima.
Conforme ZYLBERSZTAJN, a Ciência pode ser uma maneira de contornar a resistência dos alunos, pois
conforme este autor, Ciência, que mesmo sendo incapaz de resolver, de imediato, todos os problemas
pelo antigo paradigma, oferecerá promessas de solução de problemas novos. Essa Ciência encontra
resistência em sua aplicabilidade, porém, ao alcançar sucesso, irá atrair adeptos, tornando-a dominante.
(ZYLBERSZTAJN, 1991, p. 52).
Enquanto a ciência supera resistências, proporciona aos poucos uma melhor compreensão e interpretação
em relação à disciplina da física, até que se torne uma das formas mais influentes de ensino no processo
educacional.
3. MATERIAIS DE BAIXO CUSTO
O uso de laboratórios tem sido uma das maiores dificuldades encontradas nas escolas nos últimos anos,
pois a falta de espaço, de controle de materiais e a má conservação destes laboratórios, acabam por gerar
uma infinidade de empecilhos em relação às aulas experimentais. Mediante a isso, considera-se a
possibilidade da construção de materiais simples, baratos e de fácil aquisição, visando o suprimento
destes laboratórios, proporcionando-lhes uma maior facilidade de realização dos trabalhos experimentais
em sala de aula, como forma de amenizar esses empecilhos.
Materiais de baixo custo, segundo Wisniewski (1990), citado por D´Ávila (1999), são aqueles que
constituem um tipo de recurso que apresentam as seguintes características: são simples, baratos e de fácil
aquisição. São materiais que facilitam o processo ensino-aprendizagem, porém não proporcionam
informações. São utilizados como meios e são necessários no laboratório e em sala de aula, para a
realização dos trabalhos experimentais, indispensáveis no ensino de Física.
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De acordo com Wisniewski (1990), apud D´Ávila (1999), estes materiais devem ser selecionados em
função das características dos alunos, do conteúdo, dos objetivos e estratégias previstas no plano de
ensino.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para concluir, parte-se da afirmação de Freire (2004, p. 85) que diz:
A construção ou a produção do conhecimento do objeto implica o exercício da curiosidade,
sua capacidade crítica de tomar distância do objeto, de observá-lo, de delimitá-lo, de cindi-lo,
de cercar o objeto ou fazer sua aproximação metódica, sua capacidade de comparar, de
perguntar”.
Isso, de certa forma, confirma o fato de que os saberes pedagógico-didáticos devem ser comparados e
associados à realidade, permitindo assim aos alunos e professores uma visão mais participativa, tal como
é a pedagogia interacionista, possibilitando um ensino de Física com o sentido de compreender e
interpretar melhor o mundo em que vivem. Mas não podemos esquecer que o processo de internalização
dos conceitos científicos pode ocorrer por meio de relações sociais ao quais os experimentos pode lhes
proporcionar, pois a literatura é pobre quanto ao emprego de materiais de baixo custo, principalmente em
relação ao processo educacional.
E de acordo com o que foi mostrado neste trabalho, o ensino de Física constitui um sério problema para os
educadores, notando enfim, que o conhecimento dos alunos é falho, ao mesmo tempo em que existe uma
grande dificuldade para entender o que lhe é ensinado. Destarte, uma instituição de ensino deve promover
alterações de caráter prático, pois conhecer uma fórmula decorada não basta se não tiver claro o contexto
ao qual ela se aplica.
REFERÊNCIAS
D´ÁVILA, Ana Rita Lourenço Nogueira. Utilização de Materiais de Baixo Custo no Ensino de Física: 1999.
Momografia (Especialização em Matemática) – Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista
"Júlio de Mesquita Filho", Bauru - São Paulo, 1999. Disponível em:
<http://www2.fc.unesp.br/experimentosdefisica/mono-ana.htm>. Acesso em: 15 setembro 2010.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. 29º. Ed. São Paulo:
Paz e Terra, 2004.
JAPIASSU, H. Nascimento e morte das ciências humanas. 6ª Ed. São Paulo: Francisco Alves, 1991.
<[http://www.centrorefeducacional.com.br> Acessado em 06.09.2010 às 23h18min
LIBANEO, Jose Carlos. Democratização da escola publica: a pedagogia critico-social dos conteúdos. São
Paulo: Loyola, 1987.
TERRAZAN, E. A. Ciência, Conhecimento e Cultura. Centro de Educação, Universidade Federal de Santa
Maria, RS, 1997.
ZYLBERSZTAJN, A. Revoluções científicas e Ciência normal na sala de aula. In: Moreira, A. M.; Axt, R.
Tópicos em Ensino de Ciências. Porto Alegre: Sagra 1991.p.52.
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DESCRIÇÃO
DA
SITUAÇÃO
ASSENTAMENTO SÃO JOÃO II
SOCIOECONÔMICA
DOS
AGRICULTORES
DO
Albert Lennon LIMA MARTINS (1); Joaquim José CARVALHO (2); Edvaldo VIEIRA
PACHECO SANT’ANA (3); Raquel PEREIRA PIRES (4)
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins campus Palmas, e-mail:
[email protected], Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins campus Palmas, email: [email protected], Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Tocantins campus Palmas, email: [email protected], Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Tocantins campus Palmas, email: [email protected]
RESUMO
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) financia projetos individuais ou
coletivos que gerem renda aos agricultores familiares e aos assentados da reforma agrária. O programa
possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, que podem variar entre 1% e 5% ao ano,
e tem as menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do País. O presente projeto de
pesquisa de campo foi conduzido com o objetivo de realizar um diagnóstico socioeconômico e uma análise
da sustentabilidade gerada com os investimentos dos recursos do Programa Nacional de Fortalecimento
da Agricultura Familiar (PRONAF) no assentamento São João II, na divisa entre os municípios de Palmas
(TO) e de Porto Nacional (TO). Foram entrevistadas 64 famílias assentadas nos meses de novembro e
dezembro de 2009 e de janeiro de 2010, por meio de um questionário estruturado, com o intuito de avaliar
sua situação socioeconômica antes e depois do PRONAF. Por meio das entrevistas foram identificados os
beneficiados do PRONAF de 2007. O baixo nível de escolaridade dos assentados não diverge do nível de
escolaridade de outras áreas rurais do país. A renda está concentrada nas mãos de poucos, nem sempre
é gerada na zona rural e depende de atividades da zona urbana.
Palavras-chave: agricultura familiar. PRONAF. Sustentabilidade.
INTRODUÇÃO
O desempenho da agricultura familiar é determinado por um conjunto de fatores decorrentes das políticas
públicas, da conjuntura macroeconômica e das especificidades locais. Lidar com essa complexidade exige
capacitações gerenciais ausentes na maioria das propriedades.
Destaca que o segmento da agricultura familiar apresenta características específicas na sua organização,
como a utilização de mão-de-obra familiar, menor dimensão territorial da unidade produtiva e a lógica ou
racionalidade camponesa está voltada em atender as demandas da própria família e não, de imediato, as
necessidades do mercado.
O presente projeto de pesquisa de campo foi conduzido com o objetivo de realizar um diagnóstico
socioeconômico sobre a sustentabilidade gerada com os investimentos dos recursos do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) no assentamento São João II, na divisa
entre os municípios de Palmas (TO) e de Porto Nacional (TO).
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Segundo o Censo Agropecuário 1995/96, existem no Brasil 4.859.732 estabelecimentos rurais, ocupando
uma área de 353,6 milhões de hectares. Em 1996 o Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuária foi de
R$ 47,8 bilhões. Destes, 4.139.369 são estabelecimentos familiares, ocupando uma área de 107,8 milhões
de ha, sendo responsáveis por R$ 18,1 bilhões ou 37,9% do VBP total, apesar de receber apenas 25,3%
dos financiamentos agrícolas. Os agricultores patronais, representados por 554.501 estabelecimentos,
ocupavam 240 milhões de ha (GUANZIROLI et al., 2001).
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De acordo com Guanziroli et al. (2001), os agricultores familiares representam 85,2% do total de
estabelecimentos, ocupam 30,5% da área total e são responsáveis por 37,9% do valor bruto da produção
agropecuária nacional.
O PRONAF financia projetos individuais ou coletivos que gerem renda aos agricultores familiares e aos
assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos
rurais, que podem variar entre 1% e 5% ao ano, além das menores taxas de inadimplência entre os
sistemas de crédito do País. Mas um dos pontos críticos do programa diz respeito à capacidade de
pagamento de crédito por parte dos beneficiados, que não parece ter sido assegurada convenientemente
pelas autoridades, que precisaram conceder contínuas renegociações e resseguros dos empréstimos que
ficaram em atraso ou estavam ficando inadimplentes (ABRAMOVAY; VEIGA, 1998).
Nos estudos de diagnósticos, existem algumas metodologias para avaliação dos dados. Para Rocha
(1997), um questionário socioeconômico tem como finalidade avaliar a situação social, tecnológica e
socioeconômica do meio rural, bem como a deterioração das famílias de uma região, e elaborar
recomendações.
2. MATERIAIS E MÉTODOS
O assentamento São João II está localizado na divisa entre os municípios de Palmas (TO) e de Porto
Nacional (TO), apresenta uma área geográfica de 1.100 ha, em que predomina o solo da classe Latossolo
Vermelho–Amarelo (LVA), com temperatura média anual de 26,0 oC, cuja variação oscila entre os valores
de 24,0 oC (em julho) e 27,6 oC (em setembro), com umidade relativa do ar de 52,3%, com precipitação
pluviométrica média anual de 1830,7 mm, com evapotranspiração média anual de 1525,0 mm, com
velocidade do vento de 1,38 m/s (IBGE, 2009).
Foram entrevistadas 64 famílias assentadas, totalizando 224 trabalhadores rurais, nos meses de
novembro e dezembro de 2009 e de janeiro de 2010. Foi aplicado um questionário com questões
fechadas, com o intuito de avaliar a situação socioeconômica antes e depois do PRONAF, o histórico de
vida, o local de origem, a educação, a condição de vida e a disponibilidade a colaborar com o projeto. Por
meio das entrevistas foram identificados os beneficiados do PRONAF (Figura 1).
Figura 1 - Entrevista a uma família do assentamento São João II.
Foto: Sandro Bequiman, 2010.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
As 64 famílias estudadas totalizam 224 trabalhadores rurais, com uma média de 3,5 pessoas por família,
inclusos adolescentes e crianças, uma vez que a política agrária se baseia na agricultura familiar, em que,
fora do período escolar, os jovens ajudam os pais nos lotes. Do total dos entrevistados, os homens
constituem 56,7% dos assentados (Figura 2).
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Figura 2. Faixa etária e sexo dos assentados do assentamento São João II.
Quanto à idade dos beneficiários (Figura 2) constatou-se que 36,1% dos assentados encontram-se entre
29 a 55 anos, uma faixa etária bastante favorável ao seu desempenho produtivo na agricultura. Os
homens acima de 55 anos, mas com possibilidade de apoio de filhos maiores, representam 18,3% dos
moradores.
Entre os entrevistados do assentamento há um enorme contingente de jovens abaixo de 29 anos (45,6%
dos assentados), o que era de se esperar, visto que o assentamento de São João II é, em geral, formado
por famílias nucleares completas que se encontram em um ciclo de vida entre jovem e adulto.
Verifica-se que, entre os agricultores entrevistados (Figura 3), cerca de 48% são casados.
Aproximadamente, 2,7% dos entrevistados são viúvos; 4,9% são separados; 44,2 % são solteiros (na
verdade, vivem com suas parceiras, porém não possuem relacionamento oficializado).
Figura 3. Estado civil dos agricultores do assentamento São João II.
Com relação ao tempo, consta que mais de 39,1% dos agricultores estão no assentamento há menos de
dois anos; 79,6% dos agricultores estão no assentamento entre 2 e 10 anos; 20,3% dos agricultores estão
no assentamento há mais de 10 anos (Figura 4).
Figura 4. Tempo dos agricultores no assentamento São João II.
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A partir desses valores de tempo, predominam, podemos observar que a maioria dos agricultores
ingressaram recentemente no assentamento.
Quanto à escolaridade (Figura 5) observaram-se pessoas com ensino fundamental incompleto (28,6%) e o
mesmo percentual em relação ao ensino fundamental completo (28,6%).
Figura 5. Níveis de escolaridades dos moradores do assentamento São João II.
As pessoas sem instrução representam o 49,1% dos assentados. Esse é um fator bastante desfavorável a
ser considerado no trabalho de assistência técnica e constitui um problema a ser enfrentado pelos órgãos
de educação dos governos municipais e estaduais.
Embora a população abaixo de 29 anos atinja 45,6% do total, é necessário reforçar a importância do
trabalho junto aos jovens, visando ao desenvolvimento dos assentamentos, considerando o avanço das
novas gerações nos níveis de escolaridade.
Em termos proporcionais, estudos indicam que a zona rural é um dos locais em que o índice de
analfabetismo é bastante elevado no Brasil, atingindo cerca de 30% da população da zona rural (RAMOS;
MOREIRA; SANTOS, 2004). Esta realidade não é diferente da comunidade do assentamento São João II,
onde 20,5% dos entrevistados são analfabetos (Figura 5).
Em sua esmagadora maioria (89,1%), os agricultores do assentamento São João II têm origem do estado
do Tocantins (Figura 6), atendendo às necessidades sociais no contexto de desenvolvimento regional.
Figura 6. Origem dos agricultores do assentamento São João II.
Entre os assentados, 53,1% (caseiros/vaqueiros, arrendatários, parceiros, tratoristas e trabalhadores na
produção do próprio consumo) têm origem na agricultura (Figura 7); 46,9% dos agricultores não vieram da
agricultura.
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Figura 7. Experiência de trabalho anterior dos titulares de lotes do assentamento de São João II.
Embora uma boa parte dos agricultores seja originária da agricultura, muitos viveram a experiência
urbana. Observou-se, no geral, a predominância daqueles que atravessaram um processo de
proletarização urbana e de marginalização social. Na nova condição de trabalhadores rurais que possuem
terra, apresentam baixo nível de escolaridade e um tempo considerável fora do processo de gestão da
unidade agrícola. Isso pode desqualificá-los para ocupações urbanas. Vieram “tentar a sorte” no campo,
pois somente 50,0% (caseiros/vaqueiros, arrendatários, parceiros e trabalhadores na produção do próprio
consumo) dos assentados passaram por experiências de maior autonomia.
De acordo com Guanzirol et al. (2001), a cobertura do PRONAF custeio não ultrapassa 20% do universo
de estabelecimentos familiares do país. Entre os agricultores do assentamento São João II que tiveram
acesso ao recurso do PRONAF (Figura 8), cerca de 25% tiveram que avaliar antes o projeto que
pretenderam desenvolver em sua propriedade.
Figura 8. Percentual de entrevistados que adquiriram o financiamento do PRONAF.
Normalmente a maioria dos entrevistados que adquiriram o financiamento escolheram a atividade sobre a
qual mais tinham experiência, em sua maioria o gado de corte e o de leite. Os projetos geram para os
produtores familiares uma renda utilizada para custeio da safra, investimento em máquinas, equipamentos
e infraestrutura. Mas a grande maioria não terminou de quitar a quantia financiada, uma vez que 54,7%
dos assentados moram a menos de quatro anos, além de terem em média dois a três anos de carência.
Verificou-se que, no assentamento, existem famílias que sobrevivem com apenas R$ 200,00 por mês e
vivem com a produção de subsistência, como milho, arroz, feijão, mandioca, com mão de obra familiar.
Algumas famílias têm em média seis filhos. A grande maioria dos assentados consome tudo aquilo que
produz na propriedade. Outros vendem a metade para aumentarem sua renda e sustentarem suas
famílias. 78% dos agricultores familiares apresentaram uma renda abaixo de R$ 1.800,00, e apenas 4%
têm renda entre R$ 5.4000,00 e R$ 8.000,00 (Figura 9).
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Figura 9. Renda (R$) dos agricultores do assentamento São João II.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O baixo nível de escolaridade dos 49,1% dos assentados estudados não diverge das outras áreas rurais
do país.
A renda está concentrada nas mãos de poucos, apenas 4% têm renda entre R$ 5.4000,00 e R$ 8.000,00,
nem sempre é gerada na zona rural e depende de atividades da zona urbana.
AGRADECIMENTOS
Domenico Sturiale, professor do ensino básico, técnico e tecnológico do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Tocantins – Campus Palmas.
Raquel Pereira Pires, aluna do Curso Técnico em Gestão do Agronegócio Integrado ao Ensino Médio
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins – Campus Palmas.
Rosaria Cristina Santos Sousa, aluna do Curso Técnico em Gestão do Agronegócio Integrado ao Ensino
Médio Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins – Campus Palmas.
REFERÊNCIAS
ABRAMOVAY, R.; VEIGA, E. Novas Instituições para o Desenvolvimento Rural: o caso do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). Brasília: IPEA: 1998. 51p. (Texto para
Discussão n. 641).
GUANZIROLI, C.; ROMEIRO, A.; BUAINAIN, A. M.; DI SABBATO, A.; BITTENCOURT, G.. Agricultura
Familiar e Reforma Agrária no Século XXI. Rio de Janeiro: Garamond, 2001.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Dados do município de Porto
Nacional – TO. 2009. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 15 jun. 2010.
RAMOS, M. N.; MOREIRA, T. M.; SANTOS, C. A. Referências para uma política nacional de educação
do campo: caderno de subsídios. Brasília: MEC, GTPEC, 2004.
ROCHA, G. D. Diagnóstico socioeconômico da agricultura familiar do assentamento Santa Helena II,
município de Sapé – PB. 2006. 63f. Trabalho de conclusão de Curso (Graduação em Agronomia), Areia,
Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal da Paraíba, 2001.
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CARACTERIZAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA DOS PRODUTORES DE LEITE DA AGRICULTURA
FAMILIAR E ANÁLISE DA INFORMALIDADE NO MUNICÍPIO DE PALMAS/TO
Clauber ROSANOVA (1); Danilo de CASTRO RIBEIRO (2).
(1) IFTO – Campus Palmas, AE 310 Sul, Avenida LO 5 s/n, CEP: 77.021.090, e-mail: [email protected]
(2) IFTO – Campus Palmas, AE 310 Sul, Avenida LO 5 s/n, CEP: 77.021.090, e-mail: [email protected]
RESUMO
A informalidade na comercialização do leite é elevada e envolve problemas econômicos e sociais. Faz-se
relevante a caracterização dos produtores que atuam nesse mercado, identificando seu perfil e em que
grau eles se encontram às margens deste sistema. Foi utilizada uma amostra de 40 produtores que atuam
em mercados informais no município de Palmas/TO. Pôde-se constatar que nem todos os produtores
enfrentam barreiras à entrada em mercados formais. Apesar de atuarem na informalidade, têm acesso a
recursos, educação, assistência técnica e crédito. Para muitos, a informalidade representa um canal de
comercialização, com grande incentivo à participação. As análises estatísticas foram realizadas com base
nos dados coletados a campo, por meio de entrevistas com produtores. Os resultados permitiram aferir as
seguintes características dos sistemas de produção de leite: pequenas propriedades (média de 57,32 ha),
os produtores com média 48 anos de idade, sendo que 90% deles tiveram acesso à escola, embora
restrito ao ensino fundamental (60 %), o acesso a níveis mais altos de escolaridade, como o ensino médio
(cerca de 20%) ou mesmo o ensino superior (quase 10%). O rebanho bovino é pequeno, geralmente
cruzado Holandês–Zebu, com produção diária de aproximadamente 120 litros, comercializados na sua
maioria com o consumidor final. O preço médio do litro de leite comercializado pelo produtor informal
pesquisado foi de R$ 1,075, contra R$ 0,53 para o total de produtores do mercado formal.
Palavras-chave: leite, informalidade, comercialização, agricultura familiar.
INTRODUÇÃO
A existência dos agricultores familiares está diretamente relacionada à preservação do patrimônio histórico
e cultural do interior do Brasil. As estatísticas mais recentes mostram que o País conta com 4,8 milhões de
estabelecimentos rurais, destes, 85% podem ser considerados de produção familiar e geram cerca de 14
milhões de empregos no meio rural. Este segmento tem um papel crucial na economia das pequenas
cidades, pois 4.928 municípios têm menos de 50 mil habitantes. Destes, mais de quatro mil têm menos de
20 mil habitantes.
Estes produtores e seus familiares são responsáveis por inúmeros empregos no comércio e nos serviços
prestados nas pequenas cidades. A melhoria de renda deste segmento, por meio de sua maior inserção
no mercado, tem impacto importante no interior do país e, por conseqüência, nas grandes cidades.
A agricultura familiar não significa pobreza, muito menos miséria ou ignorãncia. É uma forma de produção
em que o núcleo de decisões, planejamento, gerência, trabalho e capital é controlado pela família. É o
sistema predominante no mundo inteiro. Em geral, são produtores com baixo nível de escolaridade e
renda que diversificam suas atividades para aproveitar as potencialidades da propriedade, melhor ocupar
a mão-de-obra disponível, e aumentar a renda. A agricultura familiar reúne aspectos importantes: a família,
o trabalho, a produção, a subsistência, a manutenção do homem no campo e as tradições culturais.
Essa classificação é independente da área disponível para cada produtor, da renda obtida na atividade, do
nível tecnológico praticado ou mesmo do destino que a produção recebe. Entre os agricultores familiares,
a pecuária de leite é uma das principais atividades produtivas desenvolvidas, senão a principal na maioria
das regiões brasileiras.
O Brasil está entre os dez maiores produtores de leite de vaca no mundo. Em 2003, a produção nacional
de leite atingiu a marca de 23,3 bilhões de litros, o que representa aproximadamente 6% da produção
mundial, segundo dados da FAO (2004). Dados do IBGE, apud Embrapa Gado de Leite (2005), apontam
para um crescimento da produção superior a 80% nos últimos vinte anos. Considerando apenas a década
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de 90, JANK, FARINA e GALAN (1999) estimam um crescimento de 40%. De acordo com Souza (1997)
apud NOVO (2001), o SAI – Sistema Agroindustrial Integrado do leite no Brasil movimenta
aproximadamente US$ 10 bilhões ao ano e emprega cerca de três milhões de pessoas.
A produção leiteira no estado do Tocantins é baixa, apresentando índices técnicos, zootécnicos e de
rentabilidade aquém dos preconizados. Apesar destes índices houve evolução da produção no período de
1990 a 2009, dados recentes apontam uma produção tocantinense de 214 milhões de litros de leite no ano
de 2008, contra os 106 milhões de litros produzidos em 1990 (IBGE, 2008), dados estes que corroboram
com os encontrados no restante do país, indicando o potencial de crescimento deste SAI.
Por outro lado, é importante também mencionarmos que este SAI apresenta uma série de problemas,
sendo considerado por alguns autores (FONSECA, 2003 e NOVO, 2001) como pouco competitivo. O
elevado índice de informalidade, o abandono crescente da atividade rural, a baixa coordenação dos
agentes, entre outros, são fatores responsáveis pela baixa competitividade do setor.
A informalidade no SAI do leite pode ser entendida como o processo pelo qual o leite e/ou derivados não
foram submetidos ao processo de pasteurização e/ou não foram inspecionados por órgão competente
(serviço de inspeção sanitária) ou ainda não contribuíram com o fisco (arrecadação de impostos). Dessa
forma, não é permitida a comercialização deste produto, seja por não conferir segurança ao consumo (leis
de inspeção sanitária e órgão de defesa do consumidor), seja por não recolher imposto (normas legais de
tributação) BÁNKUTI (2002).
A manutenção da informalidade trás como conseqüências problemas de ordem econômica e social, entre
estes podemos destacar: a) problemas de saúde vinculados à ingestão de leite e derivados não
pasteurizados, à exemplo da brucelose e tuberculose que se somam às doenças causadas pela
contaminação do alimento por bactérias (ex. infecções alimentares); b) perda de arrecadação fiscal - o
leite comercializado informalmente não recolhe impostos; c) gastos públicos com o tratamento de pessoas
doentes em função de alimentos contaminados.
O presente estudo buscou conhecer e analisar o perfil sócio econômico do produtor de leite e da produção
e comercialização deste produto, oriundos de propriedades de economia familiar, no município de Palmas/
TO, considerando o baixo nível de informação sobre as características destes sistemas produtivos e dos
produtores envolvidos, sobre as fontes de informações para obtenção de novos conhecimentos, as
perspectivas da atividade leiteira, o relacionamento do produtor com o mercado e a análise da
informalidade deste SAI. Através da análise e entendimento dos resultados obtidos pretende-se elaborar
propostas de políticas públicas, recomendações técnicas e programas de incentivos à manutenção e
desenvolvimento da atividade leiteira na região, mantendo com isso o produtor rural da agricultura familiar
no campo e gerando cidadania, emprego, renda e desenvolvimento a região e ao país.
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A produção de leite é uma das atividades mais presentes no agronegócio brasileiro. Neste cenário a
cadeia produtiva do leite foi a que mais se transformou nos últimos anos. A produção passou de 11,2
bilhões de litros em 1980, para 19 bilhões em 1999 (SEBRAE, 2006). Esse aumento na produção continua
crescente, em 2005 o Brasil alcançou a casa dos 25 bilhões de litros e em 2008 foram produzidos 29
bilhões de litros de leite, confirmando o potencial de expansão do setor (ANUALPEC, 2009). De acordo
com Novo (2001), o SAI do leite no Brasil movimenta aproximadamente US$ 10 bilhões ao ano e emprega
cerca de três milhões de pessoas, por outro lado, apresenta uma série de problemas, como o elevado
índice de informalidade, o abandono crescente da atividade rural e a baixa coordenação dos agentes,
entre outros, que são fatores apontados como responsáveis pela baixa competitividade deste SAI.
Segundo dados do IBGE (2008), entre os agricultores familiares, a pecuária de leite é uma das principais
atividades desenvolvidas, estando presente em 36% dos estabelecimentos classificados como de
economia familiar, além de responderem por 52% do valor bruto da produção total, oriundos do leite. As
propriedades de agricultura familiar da Região Sul e do Centro-Oeste são as que mais trabalham com a
pecuária leiteira, pois o leite está presente em 61% dos estabelecimentos das duas regiões. Na Região
Sudeste são aproximadamente 44% das propriedades que trabalham com leite e nas Regiões Norte e
Nordeste esse valor é menor, quando comparado com outras regiões brasileiras, cerca de 24%.
O Tocantins contribui para as estatísticas nacionais com aproximadamente 239 milhões de litros
produzidos, segundo dados do Anualpec (2006). Apesar de ocupar uma posição modesta no ranking dos
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estados produtores (apenas 18ª), a produção no estado tem crescido sistematicamente (no ano 2000 era
de 156 milhões de litros). Além dos altos volumes de produção, a pecuária leiteira tem importância
significativa para o Tocantins por ser uma atividade que proporciona rendimentos constantes (vendas
diárias), além de envolver a família do pequeno produtor, ajudando a fixar o homem ao meio rural. A
produtividade da pecuária leiteira no estado do Tocantins é baixa, apresentando índices técnicos,
zootécnicos e de rentabilidade aquém dos preconizados.
A informalidade, objeto deste estudo, compreende atividades econômicas que estão às margens dos
custos incidentes nos mercados formais e excluídas dos benefícios e direitos incorporados nas leis e nas
regras administrativas tais como: direito de propriedade, licenças comerciais, contratos de trabalho,
financiamento de crédito e dos direitos sociais. Trata-se, portanto, de qualquer atividade econômica que
opera com regras próprias, ou seja, sem a obediência às regras formais do ambiente institucional ao qual
opera. Entre os possíveis exemplos estão os produtores de leite que comercializam produtos sem
cumprimento de regras sanitárias, fiscais etc. diretamente para consumidores finais e/ou pequeno varejos
Ritter (2004).
Os dados sobre a informalidade na venda de leite no Brasil são bastante controversos, de acordo com o
Anualpec (2006), o mercado formal correspondia a 64% da produção total de leite do país, o mercado
informal, a 22% e o auto consumo na fazenda, a 14%. Já no estado do Tocantins estima-se que 60% da
produção leiteira seja comercializada na informalidade, seja na forma de leite fluido ou de queijo
(SEBRAE, 2006). Ainda segundo este trabalho este fato se deve ao baixo grau de instrução e qualificação
do produtor rural, bem como a uma assistência técnica inconstante e a dificuldade de acesso a crédito por
parte dos produtores para investimento em novas tecnologias.
Cabe-nos verificar e analisar neste trabalho se as variáveis sociais e tecnológicas inerentes ao produtor, a
produção leiteira e a produtividade de seus rebanhos constituem-se em barreiras à entrada nos mercados
formais ou se existem outras razões (legais, econômicas e institucionais) que induzam a permanência dos
mesmos na situação em que se encontram atualmente.
2. DESCRIÇÃO DA PROPOSTA
O presente estudo buscou identificar e analisar o perfil sócio econômico do produtor de leite do município
de Palmas/TO, analisando a produtividade dos rebanhos na região e a produção leiteira em propriedades
de economia familiar, considerando-se o baixo nível de conhecimento e informação sobre as
características dos sistemas produtivos e sobre as perspectivas da atividade leiteira na região.
Foram analisados ainda o relacionamento do produtor com o mercado e a análise da informalidade nas
relações comerciais entre os diversos atores desta cadeia produtiva. Com os resultados obtidos pretendese colaborar na elaboração de políticas públicas para desenvolvimento da agricultura familiar, do setor
produtivo e de agroindústrias de beneficiamento desta produção, bem como colaborar na elaboração de
recomendações técnicas que atendam especificamente a estes produtores e que gerem programas de
incentivos à atividade leiteira na região.
A abordagem aqui apresentada não pretende mensurar o tamanho da informalidade ou seus principais
impactos econômicos e sociais, mas sim, caracterizar por meio de variáveis sócio-econômicas, os
produtores rurais que atuam na informalidade e os motivos pelos quais foram levados a esse mercado.
3. METODOLOGIA
A pesquisa foi realizada no período de novembro de 2009 a abril de 2010, em 40 propriedades rurais de
agricultores familiares do município de Palmas, região central do estado do Tocantins, cuja atividade
principal era a pecuária leiteira. Esta região caracteriza-se, em sua maioria, por pequenos produtores,
onde predomina a criação de bovinos mestiços (Europeu X Zebuíno) e de corte (Zebuíno), em sistema
extensivo de produção.
Na escolha dos participantes deste estudo, foi adotado formato aleatório com adesão livre e voluntária e
preferência por produtores da agricultura familiar que estavam ativamente inseridos na pecuária leiteira,
sendo os mesmos indicados pela Secretaria da Agricultura do município de Palmas. Os dados desta
pesquisa foram coletados por um único entrevistador, através de questionários semi estruturados, sendo
os mesmos aplicados em formato de entrevista e respondidos pelos proprietários e ou responsáveis pela
produção de leite, conforme metodologia proposta por Silva & Menezes (2001).
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Para análise do presente trabalho foram utilizados apenas os dados referentes aos produtores que
comercializam seus produtos no mercado informal, buscando analisar se o setor informal é um canal de
distribuição dentre os canais formais possíveis. Buscou-se conhecer quais as principais características dos
produtores que vendem nesse canal? Por que os produtores escolhem vender nesse canal? Existem
barreiras à entrada em canais formais?
Para responder a todos esses questionamentos foram avaliados um conjunto de variáveis, levando-se em
conta os aspectos demográficos (grau de escolaridade e idade média do produtor), os aspectos da
propriedade rural (tamanho da área, titularidade, quantidade e produtividade média dos rebanhos), dos
canais de comercialização e dos motivos que levaram os produtores a utilizarem este canal (informal), do
acesso a crédito (financiamentos ou custeios agropecuários) e a assistência técnica (qualidade,
periodicidade e tipo, se pública ou privada) e principalmente da renda líquida obtida da atividade (não
foram computados rendimentos de outras fontes, como aposentadorias e trabalhos realizados fora da
propriedade).
As informações coletadas foram tabuladas, transformadas em dados e organizadas em quadros utilizando
o MS ExcelR, e posteriormente foram comparadas por meio de análises descritivas, objetivando uma
melhor comparação, discussão e apresentação dos resultados.
4. DISCUSSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS
A heterogeneidade dos produtores, dos sistemas de produção e a insegurança quanto ao futuro da
pecuária leiteira são características próprias do setor produtivo de leite. Esse fato ocorre, também, dentro
de um grupo pequeno como os produtores de leite de economia familiar da região de Palmas/TO. Os
programas de fomento para a melhoria da pecuária de leite devem levar em conta essa heterogeneidade e
o baixo nível de instrução formal no meio rural, o que dificulta o processo de inovação tecnológica.
Apesar destes fatos, os produtores querem participar de programas de incentivo à produção de leite e
sabem que a organização é essencial para sua inserção e permanência no mercado, principalmente
melhorando a troca de informações entre produtores e compradores de leite.
De acordo com as análises apresentadas, os produtores informais analisados neste artigo não são reféns
ou vítimas do mercado em função de suas características econômicas e sociais. O perfil sócio econômico
apresentado permite concluir que para a grande maioria dos produtores, há possibilidade de migração
para mercados formais. As variáveis sociais (idade e escolaridade), bem como a baixa escala de produção
leiteira, podem sim constituir-se em barreiras à entrada no mercado formal. Entretanto, existem outras
razões econômicas, tais como o preço superior obtido no mercado informal, realização de pagamento a
vista na entrega do produto e falta de mecanismos institucionais e de fiscalização que induzem a
permanência neste mercado.
Variáveis do ambiente institucional também são fundamentais, uma vez que ainda existem consumidores
que preferem comprar o leite diretamente dos produtores, seja pela comodidade de receberem o produto
em sua residência, seja por acreditarem erroneamente que estão comprando um produto de melhor
qualidade e maior frescor.
4.1 Experiência e grau de instrução dos produtores
A idade do produtor reflete sua experiência na atividade e sua capacidade de lidar com novas tecnologias
e compreender novas exigências de mercado, entre outros. A média de idade dos produtores informais
pesquisados foi de 48 anos, sendo a idade mínima de 21 anos e idade máxima de 76 anos.
Assim como a idade, a escolaridade está relacionada ao acesso ao conhecimento e à possibilidade de
adequação às mudanças tecnológicas. Mais de 90% dos produtores informais tiveram acesso à escola,
embora fortemente restrito ao ensino fundamental (60 % dos produtores), o acesso a níveis mais altos de
escolaridade, como o ensino médio (cerca de 20%) ou mesmo o ensino superior (quase 10%).
4.2 Aspectos da propriedade, da atividade leiteira e rentabilidade
Os resultados encontrados demonstraram que as áreas médias por propriedade destinadas à exploração
leiteira foram de aproximadamente 57,32 hectares e o rebanho era pequeno, com média de 74 animais,
tendo produzido 119,67 litros. A quantidade de matrizes por propriedade foi de 32 animais, sendo que as
vacas em lactação representaram 57,12% do total de matrizes, com produção média diária de 6,6 litros/dia
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e intervalo entre partos de 14 meses. A maioria dos produtores comercializou sua produção diretamente
com o consumidor (86,67%), tendo declarado como auto consumo o restante de sua produção e recebeu
em média R$ 1,075 por litro de leite comercializado, obtendo uma renda bruta mensal de R$ 4.292,95.
4.3 Preço médio obtido pelo leite e canal de comercialização
O preço médio do litro de leite comercializado pelo produtor informal pesquisado foi de R$ 1,075, contra
R$ 0,53 para o total de produtores do mercado formal. O preço é um grande atrativo desse mercado,
apesar dos custos de transporte do produto serem mais elevados para esses produtores. Os principais
canais de comercialização encontrados na amostra analisada foram: produtores que vendiam o produto
para um atravessador (seja ele produtor ou não), diretamente para o consumidor final ou ainda para o
varejo, caracterizado principalmente por padarias, restaurantes, sorveterias e mercadinhos.
Percebe-se uma concentração das transações com consumidores finais (65%). Em termos de quantidade
comercializada por meio de cada canal, essa predominância é mantida: cerca de 65% do equivalente em
litro produzido para o mercado informal tem como destino direto o consumidor final.
A escolha do canal de comercialização derivou dos seguintes fatores: a) preço, b) confiança no
recebimento e pagamento a vista, c) não teve outra opção. Ficou clara a importância dada ao fator preço,
sendo ele o motivo de 70% das escolhas por algum canal. Além disso, percebeu-se que apenas 10% das
transações no mercado informal ocorrem por falta de opção do produtor. A falta de opção pode se traduzir
em uma obrigação a comercializar por um determinado canal em detrimento de outro, o que de qualquer
maneira evidencia que não é exclusivamente a falta de opção que conduz o produtor para a informalidade,
como se pensava anteriormente.
4.4 Acesso a crédito e a assistência técnica
Quanto à assistência técnica, 50% dos produtores relataram recebê-la com periodicidade, sendo que
45,83% foram de origem pública e gratuita e 4,17% de origem privada. Foi identificado a não adoção de
tecnologias de manejo para evitar sazonalidade na produção, como uso de capineira e silagem nas
propriedades analisadas, o que denota a baixa capacidade de absorção de tecnologias por parte dos
produtores.
Cerca de 30% dos produtores conseguiram aprovação de pelo menos um dos pedidos de financiamento
ou custeio agropecuário junto a bancos ou agências de fomento. Outros 60% não solicitaram empréstimos.
Ao serem questionados sobre o motivo que os levaram a não demandar crédito, a grande maioria declarou
que não o fez por opção própria: 28% afirmaram não ter necessitado, 22% disseram ser arriscado contrair
dívidas, e 10% acreditavam que os juros eram altos. Apenas 10% dos produtores declararam não ter aval
ou garantias reais, não podendo assim solicitar financiamento. De maneira geral, pode-se afirmar que os
produtores informais não estão à margem do sistema de financiamento, tendo acesso a crédito.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao IFTO – Campus Palmas pela concessão da bolsa de PIBIC e pelo apoio logístico na
condução e execução dos trabalhos, a Secretaria da Agricultura Pecuária e Abastecimento do Estado do
Tocantins e a Secretaria da Agricultura de Palmas pela disponibilização de dados e cadastro das
propriedades rurais e a todos os produtores de leite do município de Palmas que participaram de forma
espontânea na coleta dos dados e confecção dos diagnósticos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANUALPEC. Anuário da pecuária Brasileira. São Paulo: FNP Consultoria e Comércio, 2009. 360p.
ANUALPEC – Anuário da Pecuária Brasileira. São Paulo: FNP Consultoria & Agroinformativos.2006.
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(Mestrado em engenharia de produção). Departamento de Engenharia de Produção da Universidade
Federal de São Carlos, São Carlos.
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FONSECA, A.G.N. Efeitos da Substituição da Coleta em Latões pela Coleta a Granel na Estrutura de
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NOVO, A.L.M. Avaliação de programas privados de assistência técnica no setor leiteiro: um estudo
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atual. Florianópolis, SC: Laboratório de Ensino a Distância da UFSC, 2001.
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ANÁLISE DE OBRAS ARQUITETÔNICAS DA PRAÇA DOS GIRASSÓIS, PALMAS/TO COM
ÊNFASE NA RELAÇÃO ENTRE A ARQUITETURA E A GEOMETRIA.
Érica CARDOSO (1); Kamila Cristina de SOUZA (2); Thaíssa Fernandes Santana MACENA
(3); Valéria Sousa FERREIRA (4) Mariana Brito de LIMA (5)
(01) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Palmas, [email protected]
(02) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Palmas, [email protected]
(03) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Palmas, [email protected]
(04) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Palmas, [email protected]
(05) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Palmas, [email protected]
RESUMO
Este trabalho tem a finalidade apresentar a relação entre a geometria e a Arquitetura, tendo como
referência os estudos em elementos básicos relacionados à geometria analítica plana, na matéria de
Desenho Geométrico. Para mostrar esta relação foi realizado um estudo dos principais prédios públicos
situados na Praça dos Girassóis, na cidade de Palmas, e os traçados geométricos encontrados neles.
Observou-se a relação entre os elementos básicos de geometria e o traçado das edificações.
Palavras-chave: Arquitetura, geometria.
1. ARQUITETURA E GEOMETRIA
Entendemos como arquitetura a arte ou técnica de projetar e edificar o ambiente, sua origem vem do
grego: arché — significando "primeiro" ou "principal" e tékton — significando "construção". Vitruvio,
arquiteto romano, define em seu tratado:
A arquitetura é uma ciência, originada de muitas outras, e adornada com muitos e variados
ensinamentos: pela ajuda dos quais um julgamento é formado daqueles trabalhos que são o
resultado das outras artes. (VITRUVIO, 2009)
A arquitetura pode ser conceituada pela sua atividade – a arte, o oficio do arquiteto e também pelo
resultado que esta atividade origina – as obras, edificações, cidades. Enquanto atividade a arquitetura
envolve várias disciplinas, ciências, artes, tecnologia, matemática e geometria. Sousa, (2006) afirma:
A Arquitetura pode ser compreendida como o resultado construído, fruto da manipulação de
sólidos geométricos, através da composição de volumes cheios e vazios, saliências e
reentrâncias, num jogo de luz e sombra, com cuidados estéticos, preenchendo determinada
finalidade e inserido num determinado ambiente urbano.
A palavra Geometria também origina do grego: geos — “terra” e metron — “medida”. Esta denominação
remonta a necessidade que o homem teve de medir terrenos. Com o passar dos tempos, o significado da
palavra deixou de se limitar apenas às questões referentes a terra, passando a abranger o estudo das
propriedades das figuras ou corpos geométricos. Reis (2010) define Desenho Geométrico como a
"expressão gráfica da forma, considerando-se as propriedades relativas à sua extensão, ou seja, suas
dimensões".
Os entes fundamentais da Geometria são conceitos primitivos, explicados através de exemplos
comparativos. São entes fundamentais a reta, o ponto e o plano. A idéia de ponto não se define.
Indicamos o ponto com letras maiúsculas do alfabeto latino que é determinado devido ao encontro de duas
linhas. A linha é o resultado do deslocamento de um ponto no espaço. Possui apenas uma dimensão: o
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comprimento. Da mesma forma que o ponto, não tem definição. A idéia de linha reta é a de um ponto que
se move numa mesma direção. Indicamos a reta utilizando letras minúsculas do alfabeto latino.
Os entes fundamentais dão origem as figuras planas denominadas polígonos e circunferências. A
interseção de três ou mais segmentos de retas formam um Polígono. Esses segmentos são os lados do
polígono e os pontos de intersecção são os vértices do polígono. A circunferência possui características
muitas vezes não encontradas em outras figuras planas, como o fato de não modificar sua posição
aparente ao ser rodada. Também é uma figura simétrica em relação a um número de eixos de simetria.
A partir dos conceitos identificados percebe-se que a geometria é uma das maneiras de traduzir as
estruturas básicas da forma. “Ela permite a racionalização de uma aparente desordem propiciando que
forma e estrutura possam ser analisadas, estudadas, modificadas e reproduzidas em variados contextos”
(NASCIMENTO, 2010). O desenho geométrico estuda a relação entre as figuras geométricas (conceitos
primitivos e abstratos) e a sua representação (Construção Geométrica):
A essência do desenho geométrico sempre foi a de estudar a organização lógica desses
elementos (não só no espaço, mas no tempo-seqüência) definidos como "operações
geométricas". Elementos geométricos vão sendo sucessivamente acrescentados
produzindo a configuração desejada. Esses elementos geométricos primitivos, combinados
entre si, formam uma estrutura gráfica que define a forma. (NASCIMENTO, 2010)
Não há forma arquitetônica sem a definição das suas formas geométricas. Encontramos em todos os
edifícios de nossa cidade formas geométricas puras como quadriláteros, círculos, triângulos, além de
elementos como perpendiculares, paralelas, tangentes. Vemos ainda que todos estes edifícios são
traçados a partir de conceitos geométricos que estão presentes deste sua concepção, principalmente na
fase de elaboração de croquis e esboços reveladores da idéia ou da concepção inicial; para a definição
final do objeto a ser construído.Para a elaboração desses produtos, como desenhos ou modelos, são
necessários dados objetivos, medidas, escalas, construções de figuras geométricas gráficas, corretas e
precisas. Para apresentar a estreita relação entre as figuras geométricas e a arquitetura foi realizada
analise de prédios públicos localizados na Praça dos Girassóis em Palmas – Capital do Tocantins.
Palmas é a capital e a maior cidade do Estado do Tocantins, situada na região Norte do Brasil Foi fundada
em 20 de maio de 1989, e no dia 1º de janeiro de 1990, pouco mais de um ano após a criação do Estado
do Tocantins. A capital destaca-se por ser uma cidade planejada a partir de um Plano Básico, criado com
o propósito de ter características de cidade tradicional, mas concebida a partir de referências do
urbanismo moderno, e estruturada por uma macro malha viária, que acessibilidade a toda a cidade através
da continuidade e conexão dos corredores e espaços público. Sua arquitetura também pode ser destacada
com prédios significativos, localizados em sua maioria na Praça dos Girassóis.
Além da arquitetura presente em suas edificações, a Praça dos Girassóis (Figura 1) é considerada a maior
praça pública da América e uma das maiores do mundo com 570 mil metros quadrados. Está localizada no
eixo que divide Palmas em Norte, Sul, Leste e Oeste. A praça, que abriga as sedes três poderes estaduais
e tem amplos espaços de lazer, é dona ainda de uma riqueza muito maior, que são seus vários
monumentos históricos.
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Figura 1: Praça dos Girassóis, vista aérea.
Fonte: SkyPaperCity, 2010.
2. METODOLOGIA
O estudo das edificações localizadas na Praça foi determinado pela importância que a Praça detém para a
cidade, assim como suas edificações que são prédios públicos que por sua vez concentram importantes
instituições.
Foram selecionadas cinco obras para a realização da análise. A mesma foi feita a partir de visita in loco e
fotografias. A visualização das edificações permitiu a detecção das formas geométricas presentes. As
fotografias foram analisadas verificação mais aprofundada das formas e elementos geométricos presentes
e a partir de instrumentos de desenho (esquadros, réguas, compasso, lapiseira 0.5 mm, caneta para
retroprojetor 1.0mm), foram identificados os elementos e formas geométricas em cada obra.
3. OBRAS ESCOLHIDAS
Os prédios públicos localizados na Praça dos Girassóis possuem a mesma linguagem arquitetônica e
foram projetados pelo GrupoQuatro, mesmo grupo responsável pela concepção urbanística, em 1990.
Sousa (2010), assim descreve:
Pelos projetos apresentados percebe-se, no início da produção arquitetônica da cidade, a
busca por uma linguagem uniforme traduzida em volumes sombreados e obtida pelo uso do
tijolo cerâmico e do concreto aparentes. Tais imagens são obtidas com a força de grandes
proporções nos edifícios representativos dos três poderes do Estado, reunidos na Praça
dos Girassóis, o ponto central da cidade: o Palácio Araguaia (sede do poder executivo), a
Assembléia Legislativa e o Palácio da Justiça. Todos têm a dignidade de palácios e a
correspondente escala monumental, representativa de cada poder específico.
São prédios com traçados simples, mas que apresentam um caráter monumental tanto pela edificação
quanto pelo conjunto.
3.1 Palácio Araguaia
Figura 2: Palácio Araguaia.
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Foto: Kamila Cristina, 2010.
Sede do Governo do Estado do Tocantins, situado estrategicamente no
inaugurado em 9 de março de 1991, possui 4 andares sendo um deles o
marrom-avermelhada predominante da cerâmica tem uma ligação com
cascalho do cerrado, os arcos da fachada fazem referência às igrejas de
Pretos em Natividade e Nossa Senhora das Mercês em Porto Nacional
sombreia todo o pano de vidro das fachadas.
centro da Praça dos Girassóis,
subsolo, com 14.000 m². A cor
a tonalidade da terra e com o
Nossa Senhora do Rosário dos
e apóiam um amplo beiral que
3.2 Assembléia Legislativa
Chamado também de Palácio Deputado João D’Abreu, está localizado à direita do Palácio Araguaia,
construído numa área de 11.685 m². Assim como o Palácio, o partido utilizado para sua solução
volumétrica cria grandes áreas de sombra e protegem a fachada principal, além de criar um pátio interno
que faz a transição do exterior para o interior.
Figura 3: Assembléia Legislativa.
Foto: Valéria Sousa, 2010.
3.3 Tribunal de Justiça
Figura 4: Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins.
Fonte: Site do Tribunal de Justiça.
A sede do Tribunal de Justiça do Tocantins teve seu prédio batizado de Rio Tocantins, e segue com o
mesmo partido arquitetônico das demais construções: construção em tijolo aparente, fachada em vidro
protegida por grande beiral e quebra-sóis que proporcionam sombreamento.
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3.4 Secretarias Estaduais
Figura 5: Secretaria da saúde.
Foto: Kamila Cristina, 2010.
As secretarias Estaduais estão localizadas ao redor do Palácio Araguaia, e adotam a mesma linguagem
dos outros prédios.
3.5 Memorial Coluna Prestes
O Memorial Luis Carlos Prestes, projetado por Oscar Niemeyer, é uma Homenagem à marcha libertatória
da Coluna Prestes pelo interior do Brasil, onde o Tocantins reverencia as marcas de sua passagem,
eternizada pelo memorial. O Cavaleiro da Luz, escultura em bronze no alto de um pedestal, concretiza a
coragem de um homem desbravando o coração do Brasil. Na edificação é indiscutível as características
de projeto de seu autor, predominando linhas curvas e arcos, contrastando assim com as demais obras
localizadas na praça que figuram este estudo.
Figura 5: Memorial Coluna Prestes.
Fonte: MW2, 2010.
4. ANÁLISE
4.1 Palácio Araguaia
Analisando a geometria presente na fachada do Palácio Araguaia, encontramos retas paralelas na parte
superior, retas perpendiculares formadas pelas colunas verticais e a base, arcos na extensão de sua
fachada, retângulos compondo a cobertura e uma escadaria que, vista em projeção, tem a forma
trapeizodal a Figura 6 apresenta as construções geométricas principais encontradas na edificação.
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Figura 6: Construções Geométricas - Palácio Araguaia.
Foto: Kamila Cristina, 2010.
4.2 Assembléia Legislativa
Assembléia Legislativa é também uma construção retangular e em sua fachada principal identificam-se
retas paralelas e perpendiculares e quadriláteros, em destaque para o retângulo da fachada principal
(Figura 7).
Figura 7: Construções Geométricas - Secretaria da saúde.
Foto: Valéria Sousa, 2010.
4.3 Tribunal de Justiça
Também é uma construção retangular formada a partir da fachada principal, possui retas paralelas e
perpendiculares para formar o retângulo principal e a fachada que também possui arcos. Composto por
colunas perpendiculares à base, e automaticamente paralelas entre si a fachada lateral do Tribunal de
Justiça do Tocantins, apresenta uma arquitetura um pouco mais simples que as edificações apresentadas
anteriormente, com uma estrutura geométrica que se repete em toda sua extensão (Figura 8 e Figura 9).
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Figura 8: Construções Geométricas - Tribunal de Justiça
do Tocantins.
Figura 9: Construções Geométricas - Tribunal de
Justiça do Tocantins.
Foto: Kamila Cristina, 2010.
Foto: Kamila Cristina, 2010.
4.4 Secretarias Estaduais
Também são identificadas construções retangulares nas duas fachadas, além de retas paralelas e
perpendiculares (Figura 10).
Figura 10: Construções Geométricas - Secretaria da saúde.
Foto: Kamila Cristina, 2010.
4.5 Monumento Coluna Prestes
É uma construção diferente, com forma cilíndrica e curvas e arcos na fachada. Uma estética típica dos
novos conceitos geométricos elaborados por programas de computador além das referências de seu
projetista.
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Figura 11: Construções Geométricas - Memorial Coluna Prestes.
Foto: Valéria Sousa, 2010.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa foi realizada tendo por objetivo mostrar a estreita relação entre a geometria e a arquitetura, e
verificar que a geometria permanece presente na formulação e definição das atuais formas arquitetônicas.
A partir deste estudo foi possível mostrar algumas possibilidades de obtenção de composição
arquitetônica através de composições geométricas, possibilitando uma solução simples e criativa de
adoção de partido.
Depois de analisar todas as edificações localizadas na praça dos girassóis, podemos confirmar a
semelhança da estética arquitetônica de linhas, quadriláteros e arcos.
A exceção das obras estudadas temos o Memorial Coluna Prestes que difere dos demais apresenta um
estilo moderno característico de seu arquiteto, explorando formas curvas e cilíndricas
O desenho centrado na geometria, então, como instrumento de representação gráfica por excelência, deve
servir, não só como linguagem comum entre os envolvidos em projetos coletivos mas, principalmente,
como ferramenta de pesquisa e definição da forma.
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REIS, Jorge Henrique de Jesus Berredo. Apostila de Desenho Geométrico. Universidade do Estado do
Pará, Curso de Licenciatura Plena em Matemática, Modalidade a Distância. Pará, 2010. Disponível em:
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SOUZA, Edison Eloy de. Planejar no Cerrado. Revista Arquitetura e Urbanismo,2007. Disponível em:
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TRIBUNAL de Justiça do Tocantins. Foto do Tribunal de Justiça do Tocantins. Disponível em:
<http://www.tjto.jus.br/imprensa/imagens/TJTO005.jpg> Acesso em: 20/06/2010.
NASCIMENTO, Roberto Alcarria do, GIUNTA, Maria Antonia Benutti, NEVES, Aniceh Farah. Desenho
Geométrico sob o Enfoque da Geração e Organização da Forma. Disponível em:
<portal.faac.unesp.br/posgraduacao/design/textos_alcarria/texto11.pdf> Acesso em: 20.07.2010.
VITRUVIO. Tratado de Arquitetura. São Paulo, Martins Fontes, 2009.
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EXPERIMENTAÇÃO: UMA ALTERNATIVA PARA O PROGRESSO EDUCACIONAL E
DESENVOLVIMENTO SOCIAL
Isa Michelle BEZERRA SILVA (1); Weimar SILVA CASTILHO (2)
(1) IFTO- Campus Palmas, AE 310 Sul Avenida LO 05 s/n Plano Diretor Sul, e-mail: [email protected]
(2) IFTO –Campus Palmas, AE 310 Sul Avenida LO 05 s/n Plano Diretor Sul, e-mail: [email protected]
RESUMO
Neste trabalho é apresentada uma revisão da literatura sobre a linha de pesquisa das atividades práticas
como proposta para a qualificação do ensino e desenvolvimento no ensino médio realizada com consulta a
artigos em revistas, livros didáticos, dissertações, teses, projetos e navegações pela internet, que abordam
essa questão. A pesquisa concentrou-se em publicações direcionadas ao ensino da Física, engloba
diversos trabalhos publicados nessa linha, demonstra a deficiência do ensino público brasileiro e
apresenta a experimentação como ferramenta importante para o desenvolvimento cognitivo do educando,
auxiliando na qualidade do ensino e consequente crescimento social do país. Por outro lado, existe uma
escassez de trabalhos sobre concepções alternativas de estudantes acerca desse tema, bem como
pesquisas que relatam propostas testadas em sala de aula com apresentação de resultados de
aprendizagem.
É notória a deficiência do ensino público no Brasil e a grande necessidade de alternativas para rompermos
com esta realidade incômoda. A experimentação aparece nesse contexto como uma medida para a
melhoria da educação, uma vez que através do ensino prático os alunos desenvolvem o conhecimento
cognitivo e o senso crítico.
O trabalho demonstra que as atividades práticas quando bem elaboradas permitem ao educando o contato
mais próximo com dúvidas e levantamento de hipóteses sobre acontecimentos que podem ser
comprovadas ou não no decorrer da experiência. Com isso, os alunos desenvolvem o pensamento crítico,
aprofundam saberes e transformam suas perspectivas do mundo em novos conhecimentos de ciências. O
desenvolvimento de atividades que despertem o interesse do educando é uma forma eficiente de ajudá-lo
no seu processo de aprendizagem.
Alcançar a qualidade requer tempo e ações integradas, somente com um sistema educacional de
qualidade, o país pode pensar em progresso econômico e social e se inserir na sociedade do
conhecimento.
Palavras-chave: experimentação, ensino de qualidade, desenvolvimento.
INTRODUÇÃO
É sabido as grandes dificuldades encontradas pelo sistema educacional brasileiro para a formação de uma
base educacional sólida. A experimentação aparece nesse contexto como uma alternativa para o
progresso da educação, uma vez que através do ensino prático os alunos desenvolvem o senso crítico tão
necessário para a formação de uma sociedade mais desenvolvida.
As atividades práticas permitem ao educando o contato mais próximo com dúvidas e levantamento de
hipóteses sobre acontecimentos que podem ser comprovadas ou não no decorrer da experiência. Assim,
os alunos desenvolvem o pensamento reflexivo, aprofundam saberes e transformam suas perspectivas do
mundo em novos conhecimentos de ciências.
Este trabalho visa despertar principalmente em nossas escolas, o fato de que a experimentação é uma
das alternativas valiosas para a melhoria do ensino e facilitadora do processo ensino aprendizagem, uma
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vez que nosso sistema educacional necessita de medidas na elaboração de formas de aprendizagens
eficazes que motive os alunos na busca de novos saberes e eleve a qualidade da educação.
1. AS ATIVIDADES PRÁTICAS NO ENSINO
O desenvolvimento de atividades que despertem o interesse do educando é uma forma eficiente de ajudálo em sua aprendizagem.
Segundo Silva e Reis (2007), não é suficiente apenas a demonstração dos experimentos didáticos, é
importante que os conhecimentos sejam construídos pelos próprios alunos, explorando situações
preferencialmente vinculadas à suas experiências cotidianas. A construção destes experimentos didáticos
tem como objetivo oportunizar ao estudante que ele abandone a postura passiva frente a aprendizagem,
permitindo que o mesmo exponha as suas idéias sobre o aparato experimental, bem como inquiri-lo
acerca de soluções de problemas.
Hodson (1988) e Millar (1991) defendem que as críticas que se colocam ao modo como as atividades
práticas são tradicionalmente utilizadas nas escolas apontam que, além de sua completa inadequação
pedagógica, sua fundamentação epistemológica é equivocada.
Os professores de ciências, tanto no ensino fundamental como no Ensino médio, em geral
acreditam que a melhoria do ensino passa pela introdução de aulas práticas no currículo [...]
é necessário que procuremos criar oportunidades para que o ensino experimental e o
ensino teórico se efetuem em concordância, permitindo ao estudante integrar conhecimento
prático e conhecimento teórico. Descartar a possibilidade de que os laboratórios têm um
papel importante no ensino de ciências significa destituir o conhecimento científico de seu
contexto, reduzindo-o a um sistema abstrato de definições, leis e fórmulas. [...] Não se trata,
pois, de contrapor o ensino experimental ao teórico, mas de encontrar formas que evitem
essa fragmentação no conhecimento, para tornar a aprendizagem mais interessante,
motivadora e acessível aos estudantes. (BORGES, 2002).
2. AS DEFICIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA E SUAS CONSEQUÊNCIAS
A baixa qualidade do ensino público brasileiro é uma realidade que preocupa não só a educação, como
todos os setores do país.
Dentre outros fatores a preocupação com a educação deve-se também ao fato do país de forma geral
depender dela para o seu crescimento social e econômico, tendo em vista que o seu resultado tem
impacto permanente em todas as atividades do indivíduo, e não somente naquelas voltadas para o
universo do trabalho.
Senna (2007) afirma ser a educação a principal via de desenvolvimento humano de um país.
Os alunos brasileiros não aprendem o suficiente na escola, muitas vezes com precárias condições de
ensino. O ambiente escolar aos poucos está perdendo de foco seu objetivo primordial: educar, formar
homens conscientes, criativos e críticos e volta-se cada vez mais a uma preparação centrada no vestibular
que gera sentimentos de competição precoce, na medida em que se constituem muitas vezes como a
preocupação fundamental das escolas, conduzindo a prática cotidiana de luta pela nota e a hábitos
pedagógicos negativos, como os de copiar e memorizar as matérias ou de procurar iludir o professor
através da “cola” gerando conflitos na relação professor – aluno capazes de afetar seriamente as
aprendizagens. (OLIVEIRA et al.).
Com isso, observa-se de acordo com Vianna (2000) uma situação lamentável para a sociedade do
conhecimento que estamos vivendo atualmente, que exige competências e habilidades jamais exigidas
anteriormente.
Nossa sociedade espera da escola muito mais que acesso e permanência. Ela quer que os alunos
adquiram as competências cognitivas necessárias para uma vida pessoal produtiva e feliz e uma inserção
social crítica, assim como competências não cognitivas que contribuam para a construção de uma
sociedade melhor para todos. (SOARES, 2007).
Esta é a função primordial das escolas e diante de seu insucesso o país perde de maneira geral, uma vez
que, depende dela para que o seu desenvolvimento social. É necessário que encontremos as causas da
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baixa qualidade da educação brasileira. De acordo com Vianna (2000) uma das possíveis justificativas
para o baixo rendimento escolar deve-se a falta de planejamento das atividades desenvolvidas em sala de
aula, com exposições de aulas e execução de exercícios rotineiros e cansativos, o que desmotiva o
educando na busca de novos conhecimentos.
“O maior desafio da sociedade brasileira atual é avançar no diagnóstico das causas da baixíssima
qualidade de nossa educação e das medidas que serão necessárias para elevá-la.” (FILHO e PESSÔA,
2009, p.58)
“Ao mesmo tempo em que existe um consenso amplo em relação às fraquezas do ensino público
brasileiro, pouco se discute como implantar políticas que melhorem seu desempenho. A reforma escolar é
um empreendimento difícil e complexo.” (CASTRO, 2007)
3. EXPERIMENTAÇÃO: UMA ALTERNATIVA DE ENSINO PARA O DESENVOLVIMENTO
SOCIAL.
É sabido que o desenvolvimento social de uma nação é fruto de uma educação pública de qualidade.
O ensino prático surge, portanto, como uma das opções para a melhoria da triste realidade da educação
brasileira por meio de atividades que despertem o interesse do educando, uma vez que, nossas escolas
estão se tornando em ambiente rotineiro. Contudo é importante ressaltar que a experimentação sozinha,
separada de uma estratégia de ensino mais abrangente, não é suficiente para o progresso educacional. É
necessário que o conhecimento seja construído pelo educando e esteja vinculado à sua realidade, o que
facilitará o processo de ensino aprendizagem. (Silva e Reis, 2007)
“Geralmente, sem qualquer significado ou utilidade mediata e imediata para os alunos, o
conteúdo é selecionado pela autoridade do mestre e transmitido às crianças de forma
fragmentada, sem elos significativos de integração horizontal e/ou vertical. Este conteúdo
caracteriza-se também por ser desvinculado da realidade do dia a dia dos alunos, das
tendências e necessidades que marcam as diferentes fases do seu crescimento, dos
interesses e condições de sua comunidade. As diferenças individuais e culturais não são
respeitadas, mantendo-se o conteúdo estático, apesar do progresso, crise e mudanças
sociais. Considerado como um fim em si mesmo, funciona, muitas vezes, como elemento
de “bloqueio” a uma aprendizagem criativa”. (VIANA, 2000, p.17-19)
A escola é responsável pela formação de cidadãos e as atividades práticas bem elaboradas e ligadas à
realidade dos alunos despertam o senso crítico diante de situações complexas e conduz às novas
descobertas e assim rende resultados satisfatórios na formação de alunos críticos na sociedade. Com
isso, diminui-se o número de evasão escolar, aumentando a participação do aluno em sala de aula e o seu
envolvimento participativo na escola, fato significativo para o desenvolvimento social.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Podemos concluir que a educação brasileira em todas as suas fases é tarefa complicada e requer
habilidades que não só apontem os erros notórios como também mostrem soluções para a sua melhoria.
A experimentação é uma das alternativas consideráveis para a qualidade da educação, uma vez que,
diante dela os alunos ficam mais atentos ao que está sendo estudado em sala de aula, lançam um novo
olhar sobre os acontecimentos cotidianos, desenvolvem a capacidade de expor suas opiniões, comproválas e adquirem o pensamento crítico diante de situação problema.
Dentre as várias demonstrações de experimentação no ensino que deram certo, está um trabalho
realizado nas escolas públicas da cidade de Palmas-TO sobre experimentação no ensino, onde pode-se
perceber o aumento da participação dos alunos durante o período em que as aulas foram ministradas com
atividades experimentais e o resgate da motivação e interesse dos alunos, e acima de tudo a auto-estima
de cada um ao desenvolverem suas habilidades e competências. (ALVES e STACHAK, 2005)
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Alcançar a qualidade não é uma tarefa fácil. Requer tempo e ações integradas, porém, é importante
ressaltar que somente com um sistema educacional de qualidade, o país pode pensar em progresso
econômico e social e se inserir na sociedade do conhecimento, que segundo Salomão (2006) é
considerada o estágio mais avançado do capitalismo.
REFERÊNCIAS
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aprendizagem em física: “eletricidade”. In: Simpósio Nacional de Ensino de Física 16. Rio de Janeiro,
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VIANNA, Ilca Oliveira de Almeida. Planejamento participativo na escola: um desafio ao educador. São
Paulo: EPU, 2000.
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UMA VISÃO DE COMO À FÍSICA É ENSINADA NA ESCOLA BRASILEIRA, E A
EXPERIMENTAÇÃO COMO ESTRATÉGIA PARA MUDAR ESSA REALIDADE
Jocelma CAVALCANTE GOMES (1); Weimar SILVA CASTILHO (2).
(1) Instituto federal de educação ciência e tecnologia do Tocantins - campus Palmas, 310 Sul Avenida LO-05 s/n,
E-mail: [email protected]
(2) Instituto federal de educação ciência e tecnologia do Tocantins- campus Palmas, 310 Sul Avenida LO-05 s/n,
E-mail: [email protected]
RESUMO
O presente artigo é composto de observações gerais sobre, como a Física é ensinada nas escolas
brasileiras e porque os alunos enfrentam tantas dificuldades e desinteresses pelas ciências. E tem como
estratégia a atividade experimental para minimizar os problemas enfrentados pelos professores e alunos
no processo ensino-aprendizagem de Física, e como a experimentação vinculada com a teoria, podem
contribuir no desenvolvimento intelectual do aluno e despertar o interesse pela ciência.
Palavras-chaves: Ciência, dificuldades, experimentação
INTRODUÇÃO
A educação brasileira é marcada por um conjunto de deficiências e problemas, que estão a requerer
urgentes mudanças, e em relação às ciências naturais o problema é ainda mais grave (GONCALVES,
1992).
Os ensinos da Física nas escolas brasileiras apresentam duas vertentes contraditórias, tanto por parte de
quem ensina como por parte de quem aprende: de um lado, a constatação de que se trata de uma área de
conhecimento importante, de outro, a insatisfação diante dos resultados negativos obtidos, com freqüência
em relação à sua aprendizagem. A insatisfação revela que há problemas a serem enfrentados, tais como a
necessidade de reverter um ensino centrado em procedimento mecânicos, desprovidos de significados
para o aluno. Sendo assim, para revertermos tal situação deve-se reformular objetivos, rever conteúdos e
buscar metodologias de ensino compatíveis com a formação que hoje a sociedade requer
(PCN,Física:2000)
Para Piassi (1995) o desinteresse dos alunos pela Física, se explica pelas deficiências e falhas na
formação dos professores.
O ensino de Ciências continua sendo uma caricatura muito pobre daquilo que o conhecimento científico
requer na formação dos estudantes. E o currículo da disciplina de Física é baseado em, formulas e
definições desvinculadas das necessidades da formação dos estudantes e de conhecimentos científicos
relevantes (PIASSI, 1995).
Sabe-se que as dificuldades e problemas que afetam o sistema de ensino geral e particularmente o ensino
de Física não é recente. Sendo assim, o desafio que o sistema educacional tem pela frente é de implantar
no espaço escola, atividades que envolvam a participação plena dos alunos, ou seja, que eles possam
realmente por “a mão na massa” e também que os conteúdos sejam ministrados levando em consideração
o cotidiano do aluno,só assim despertaram interesses pela à ciência e conseqüentemente aprenderam e
compreenderam de fato os fenômenos da Física (Araújo& Abib, 2003).
Além disso, as atividades experimentais e de investigação - ferramentas eficazes à contextualização do
ensino de Física - são pouco utilizadas devido à falta de preparação adequada dos professores, de tempo
e de incentivo institucional e material. Esse problema multifatorial resulta no desinteresse dos estudantes,
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e se converte posteriormente na carência crônica de professores de Física que enfrentamos (BRASIL,
2010), comprometendo a educação e a ciência do País.
A educação em nossa sociedade, através do processo de transmissão e assimilação ativa de
conhecimentos e habilidades, deve ter em vista a preparação de crianças e jovens para uma compreensão
mais ampla da realidade social (GONCALVES, 1992). Entretanto, para alcançamos esse objetivo e
reverter esse quadro precário da educação brasileira é preciso investir na formação dos professores, e dar
condições para que os professores possam ter um processo de ensino diferenciado, de modo a introduzir
no currículo das disciplinas de ciências aulas experimentais para despertar o interesse pela ciência e
melhorar o processo ensino-aprendizagem, só assim essas crianças e jovens se tornaram agentes ativos
de transformação dessa realidade (Schroeder, 2007).
1. FATORES QUE EXPLICAM AS DIFICULDADES DOS ALUNOS NO ENSINO DA FÍSICA
As crianças brasileiras não são ensinadas a ter o hábito de estudo por isso crescem sem dar menor
importância ao processo de aprendizagem. Sendo assim, os estudantes só se preocupam com a
aprovação no final do ano, e isso é comprovados nas provas que existem de nível nacional, como prova
Brasil, Olimpíadas de Matemática, Olimpíadas de Física, Enem entre outros (LUCKESI, 2008). Onde as
escolas públicas estão sempre no último lugar no pódio.
“(...) Os alunos têm sua atenção centrada nas promoções, o que predomina é a nota, não
importa como elas são obtidas, nem por quais caminhos. São operadas e manipuladas
como se nada tivessem a ver com o percurso ativo do processo de aprendizagem”
(LUCKESI, 2008).
Segundo Libânio (1994) a atividade de ensinar, na educação brasileira, é vista comumente, como
transmissão da matéria aos alunos, realização de exercícios repetitivos, memorização e definições de
formulas e conceitos.
“(...) O professor passa a matéria ,os alunos escutam ,respondem o interrogatório do professor,
para reproduzir o que está no livro didático, praticam o que foi passado em exercícios de classe e decoram
tudo para a prova” (LIBÂNIO, 1994).
As dificuldades encontradas pelos alunos e professores no processo de ensino-aprendizagem da Física já
são muitas, principalmente por os alunos não tem interesse de aprender a disciplina, e a metodologia
utilizada pelo sistema educacional é baseado em conteúdos desvinculado das necessidades dos alunos.
“(...) As aulas são ministradas de forma estritamente teórica, enfatizando somente a memorização
de leis, fundamentos e conceitos, aulas repletas de expressões matemáticas e fora do contexto do aluno,
e conseqüentemente apresentam dificuldades de aprendizagem dos conteúdos, em decorrência disso, as
notas são as piores, em vista as demais disciplinas (LIMA, E. A. & GAIO, D. C, 2009).
Portanto, diversos fatores têm contribuído para o alto índice de reprovação e desinteresse dos alunos pela
disciplina de Física no ensino médio, sendo que uma das principais causas para este quadro preocupante
é a desarticulação dos conteúdos ensinados com a realidade e cotidiano da maioria dos alunos. O ensino
da Física na maioria das escolas públicas é caracterizado, somente por seqüências de conteúdos
apresentados nos livros didáticos, mesmo contradizendo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN,s),
no qual preconizam que não basta ensinar e elaborar tópicos de conteúdos, mas é necessário que o
ensino de Física seja capaz de promover um conhecimento contextualizado e integrado à vida do aluno,
procurando atender a necessidade de formação da cidadania e possibilitar a progressão de seu estudo ao
longo de sua vida.
LIMA, E. A. GAIO, D. C. FÍSICA: a importância da experimentação associada ao lúdico. Cuiabá,
2009.
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³LUCKESI, C.C. Avaliação da Aprendizagem Escolar, 19 ed. São Paulo: Cortez, 2008.
2. A UTILIZAÇÃO DA EXPERIMENTAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO PARA SE
APRENDER FÍSICA
A atividade experimental é considerada uma peça fundamental no aprendizado de Física. No entanto, são
pouquíssimas escolas de ensino médio que possui um laboratório de física.
Para Barbieri (1993) o ensino experimental não se viabiliza nas escolas brasileiras porque, muitos
professores têm dificuldades em realizar experimentos, principalmente porque a maioria dos professores
que ministram aulas de físicas não são licenciados em física, apenas habilitado, com licenciaturas em
outras áreas como: matemática, química e, ou biologia.
Além disso, as atividades experimentais e de investigação - ferramentas eficazes à contextualização do
ensino de Física - são pouco utilizadas devido à falta de preparação adequada dos professores, de tempo
e de incentivo institucional e material. Esse problema multifatorial resulta no desinteresse dos estudantes,
e se converte posteriormente na carência crônica de professores de Física que enfrentamos (BRASIL,
2010), comprometendo a educação e a ciência do País.
Nesse sentido, as atividades experimentais são umas das melhores estratégias a serem adotadas no
ensino das ciências, pois associa a aprendizagem à operação da realidade e favorece o entendimento das
leis e conceitos, como também é uma das maneiras mais divertidas e lúdica de se ensinar e aprender
Física de modo significativo e consistente. Só assim, podermos minimizar as dificuldades no processo de
ensino-aprendizagem e despertar o interesse dos indivíduos para se produzir ciência (CERBARO, 2009).
Por isso a importância das atividades experimentais, onde essas são mecanismos de aproximar os
estudantes da Física de uma forma mais concreta, sobretudo, estimula o aluno a pensar, criar hipóteses,
analisar um problema e propor soluções, como também desperta o interesse pela pesquisa cientifica
(SANTOS et al,2004)). Portanto, a experimentação no ensino da Física é uma ferramenta auxiliadora no
processo ensino-aprendizagem. Porém, à experimentação desvinculada da teoria não é suficiente para
alcançar o conhecimento, apenas contribui para o desenvolvimento intelectual do aluno. Dessa forma, a
disciplina de física não se reduze ao mero domínio de regras, ou decoração de formulas, mas implica
também os aspectos teóricos e práticos interligados (LIBÂNIO, 2006).
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Portanto, se queremos mudar a concepção que os estudantes brasileiros têm em relação à ciência Física,
é preciso investir mais na formação dos professores e dar condições para que os mesmo possam ter um
processo de ensino diferenciado, e também mudar algumas políticas educacionais, como: introduzir no
currículo das disciplinas de ciências aulas experimentais.
Assim, se aplicamos essa metodologia de ensino poderemos mudar a visão que muitos alunos têm da
disciplina de Física, que a acham, difícil e desinteressante. Portanto, a proposta deste trabalho é
sensibilizar nossos dirigente e professores para introdução de aulas experimentais nas escolas públicas de
ensino, assim minimizaremos os problemas enfrentados pelos professores e alunos no processo de
ensino-aprendizagem, e despertaremos nos alunos o gosto pela ciência e pela pesquisa cientifica.
AGRADECIMENTOS
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Agradeço a meu orientador Weimar Silva Castilho, pelo apoio e paciência em estar-me orientando na
produção deste artigo e a Capes por financiar uma bolsa, que nos auxilia financeiramente, como também
nos proporciona a oportunidade de produzir ciência, longo no inicio da graduação.
REFERÊNCIAS
Araújo, M. S. T. de; Abib, M. L.V. dos S. Atividades experimentais no ensino de física: diferentes enfoques,
diferentes finalidades. In: Revista Brasileira de Ensino de Física. Vol.25 no. 2, São Paulo, 2003.
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2010.
CERBARO, B. de Q. Experimentos Para Ensino Médio de Física: compilando e testando experimentos
didáticos no contexto curricular. In:X Salão de Iniciação Científica – PUCRS, 2009.
GONCALVES, C.L; PIMENTA, S.G.Revendo o ensino de 2° grau:propondo a formação de professores,2
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continuada. In: IX Encontro Nacional de Pesquisa de Física. Belo Horizonte, 2004.
SCHROEDER, C., A Importância da Física nas Quatro Primeiras Séries do Ensino Fundamental. Revista
Brasileira de Ensino de Física. Vol. 29, n. 1 ,2007, pp. 89 – 84.
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EXPERIMENTAÇÃO EM FÍSICA: UM CAMINHO PARA A INCLUSÃO DE ALUNOS COM
NECESSIDADES ESPECIAIS
Kizzy Freitas MOREIRA (1); Weimar Silva CASTILHO (2)
(1) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins, 310 sul, e-mail:
[email protected] (2) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins,
310 sul, e-mail: [email protected]
RESUMO
Este presente trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica que tem por objetivo apresentar a disciplina de
Física como agente de inclusão para educandos portadores de necessidades especiais. Tendo a
experimentação como método mais eficaz para adaptação e aprendizagem do aluno á disciplina. A
metodologia utilizada foi a de estudo de artigos que abordam o tema de educação inclusiva e de artigos
que abordam estudos de caso, onde a Física e a experimentação aparecem como papel principal. O
mesmo contribui para que possamos ter uma visão mais ampla da Física aplicada à Educação,
percebendo que ela não serve apenas para se aplicar fórmulas prontas, mas também para auxiliar no
desenvolvimento do aluno.
Palavras-chave: necessidades, especiais, educação, inclusiva.
INTRODUÇÃO
Nossa sociedade ainda pode ser denominada como excludente, durante muito tempo o “diferente” foi
colocado à margem da educação: o aluno portador de necessidades especiais era atendido apenas em
separado, ou excluído do processo educativo (Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial,
2001).
O aluno portador de necessidades especiais muitas vezes é visto como um problema, pois a escola e o
professor devem dispor de tempo extra, meios materiais e pedagógicos diferenciados para proporcionar á
esses alunos uma melhor e mais rápida adaptação com o meio e também com os alunos e funcionários
em geral (CAMARGO, 2008).
A Física entra neste contexto, para integrar-se as demais disciplinas juntamente com a escola na inclusão
dos alunos portadores de necessidades especiais aos processos educacionais.
1. O EDUCANDO PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS
Segundo Mazzotta (2005),
“O século XVII as noções a respeito da deficiência eram basicamente ligada ao misticismo e
o cultismo, não havendo base cientifica para o desenvolvimento de noções realistas. O
conceito de diferenças individuais não era compreendido ou avaliado. As noções de
democracia e igualdade eram ainda meras, centelhas na imaginação de alguns indivíduos
criadores”.
De acordo com Fontes (2007), o aluno portador de necessidades especiais são compreendidos com
dificuldades ou elevadas capacidades permanentes ou não, que se manifesta em relação ao processo de
aprendizagem de qualquer ser humano. Podendo/devendo ser superadas pelo processo educacional.
Sendo assim, este conceito amplia o conceito de deficiência, associado ás pessoas que apresentam
algum tipo de limitação física, voltando-se também para aquelas com transtornos severos e de
comportamento e altas habilidades.
2. A EDUCAÇÃO INCLUSIVA
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Essa triste realidade de exclusão é muito vista dentro da escola, da sala de aula, onde o aluno portador de
necessidades especiais se vê à margem do processo de ensino, quando este deveria ser um ambiente de
convívio e valorização das diferenças do aluno, pois conforme o artigo 205 da Constituição Federal da
República Federativa do Brasil (1988), “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa,
seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
Educação inclusiva é aquela que oferece a todos os alunos, independente de suas limitações, inserção ao
meio social e educacional, proporcionando a eles fazerem parte de todo processo educacional,
oferecendo-os uma educação de qualidade.
No entanto, a implantação de uma educação inclusiva é um caminho difícil, para que isso ocorra a
escola/professor, “deve respeitar e superar os modelos pedagógicos gerais enfatizando o impacto das
variáveis específicas na implantação de uma educação para todos” (CAMARGO 2008).
Todos envolvidos com o processo educacional trabalhando juntos para proporcionar uma educação de
qualidade aos educandos com necessidades especiais, porém os sistemas de ensino devem assegurar
(BRASIL, Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, 2001):
Artigo 59: “I – currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos,
para atender às suas necessidades; II – terminalidade para aqueles que não puderem
atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas
deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os
superdotados; III – professores com especialização adequada em nível médio ou
superior[...]; IV – educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na
vida em sociedade[...]; V – acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais
suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular”.
Para transformar esse quadro de exclusão escolar, teremos que fazer mudanças significativas, Camargo
(2008), nos sugere alguns passos para isso, como, aceitar as diferenças individuais, valorizar cada
pessoa, conviver com todos de acordo com suas diversidades e aprender através da cooperação. Não
basta apenas colocar o aluno portador de necessidades educacionais na sala de aula, em meio aos
demais, deve-se fazer com que ele se sinta “parte” da turma, integrante ativo.
A transformação da escola não é, portanto, uma mera exigência da inclusão escolar de
pessoas com deficiência e/ou com dificuldades de aprender. Mas, para alcançar a
autonomia intelectual e moral até onde seja possível conquistá-la; no sentido de ampliar
suas oportunidades no âmbito da atividade humana, é preciso que todos os educadores e
gestores participem da caminhada do saber com seus educandos mediatizados pelo
mundo” (CARVALHO; BELTRÃO, 2008).
Auxiliando nesse processo de inserção, o professor deve se preparar para uma melhor aplicação de
ensino aos alunos portadores de necessidades especiais, pois “a formação de professores para o ensino
na diversidade, bem como para o desenvolvimento de trabalho de equipe são essenciais para a efetivação
da inclusão” (BRASIL, Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, 2001).
3. A FÍSICA COMO MEIO DE INCLUSÃO
“Antes de tudo é preciso enfatizar que o ensino, não só de ciências, é uma atividade complexa e
problemática” (BORGES, 2002). Então cabe ao professor, buscar diretrizes para adequação das suas
aulas, aceitando receber os alunos portadores de necessidades especiais, mostrando-se flexível as
adaptações que venham a ser necessárias, levando-os a obter resultados, às vezes diferentes do
esperado, porém dentro da limitação de cada aluno.
A disciplina de Física se encaixa perfeitamente no contexto de inserção e adaptação do aluno portador de
necessidades especiais, ela não serve apenas para passar aos alunos teorias e fórmulas, se torna
importante ao aluno quando “promove a articulação de toda uma visão de mundo, de uma compreensão
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dinâmica do universo, mais ampla do que nosso entorno material imediato, capaz, portanto de transcender
nossos limites temporais e espaciais” (PARAMÊTROS CURRÍCULARES NACIONAIS, 1998). Além da
Física estar ligada aos acontecimentos cotidianos da vida do ser humano, como exemplo, a eletricidade.
Insere-se nesse contexto a experimentação como um meio de fácil aplicação e entendimento, Medeiros
(2009), nos informa ser o mais fácil “aquele que pode ser concretizado, porque além do problema da
abstração não devemos esquecer outro, função do primeiro, a linguagem”. A teoria se torna a base para a
experimentação, sempre que preciso podendo retomá-la.
Na colocação das atividades experimentais a serem realizadas, o professor deve levar em consideração a
limitação e o entendimento de cada aluno, seja ele portador de necessidades educacionais especiais ou
não, adequando o roteiro a uma linguagem de fácil entendimento, evitando usar palavras complexas.
Além de a experimentação ser de fácil acesso, pois não há a necessidade de um ambiente especial
reservado para tais atividades, mas somente que haja planejamento e clareza dos objetivos das atividades
propostas (CAMARGO, 2002). Desse modo, pode ser realizado na própria sala de aula, no pátio da
escola, entre outros ambientes.
Sendo assim, o aluno poderá fazer estabelecimento de um elo entre o mundo dos objetos com o mundo
dos conceitos (SÉRÉ, 2003), tornando maior o entendimento dos conceitos físicos, da aplicação de
fórmulas na prática, fazendo o aluno se sentir “útil”, onde ele irá manipular o experimento, o professor deve
se manter afastado, porém atento, deixando os alunos darem rumo a atividade experimental.
Medeiros (2008) desenvolveu um estudo com o objetivo de oferecer metodologias para que o ensino de
Física se torne compreensivo e prazeroso aos alunos surdos. Com esse, ele pretende que o aluno se
torne independente durante a execução das atividades experimentais, podendo trazer essa independência
para sua realidade cotidiana. Ele pôde observar que os alunos no decorrer das atividades de
experimentação se mostraram mais interessados.
Tagliati et al (2008), desenvolveu um trabalho em parceria com a Associação de Cegos de Juiz de Fora
(entidade sem fins lucrativos) com o objetivo de inclusão do portador de necessidades especiais,
oferecendo condições e qualificação educacional e profissional. Utilizando como ferramenta principal a
atividade experimental, devido a melhor compreensão, pois estará “manejando o fenômeno”, fazendo-se
perceber que a Física não é constituída de respostas prontas pelo contrário, precisa investigar para obtêlas. Atividades desenvolvidas a partir das necessidades de aprendizagem na área de ciência, devido a
dificuldade do ensino tradicional.
AGRADECIMENTOS
À CAPES pelo apoio financeiro e ao Weimar Silva Castilho pela orientação metodológica.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após toda revisão bibliográfica, conclui-se então que para mudar essa realidade de exclusão, todos devem
participar professores, escola, alunos e principalmente a sociedade, pois quando ela se mobiliza para
mudar alguma coisa, sempre consegue alcançar o objetivo desejado.
Não só a Física, mas qualquer disciplina pode atuar como agente transformador e adaptador do aluno
portador de necessidades especiais, tornando-os agentes ativos da sociedade, através de uma educação
inclusiva de qualidade.
REFERÊNCIAS
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Física; vol 19: pág 291-313. Belo Horizonte - MG: dez. 2002;
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Porto Alegre: v. 20 abril de 2003.
TAGLIATI, Roberto José; et al. Ensino de Física para portadores de deficiência visual: atividades
desenvolvidas em um centro de ciências. Disponível em:
<http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xviii/sys/resumos/T0389-2.pdf> Acesso em 11/07/2010;
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ANAIS ELETRÔNICOS - 1ª JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E EXTENSÃO DO IFTO
ISSN 2179-5649
O LABORATÓRIO DE FÍSICA NAS ESCOLAS PUBLICAS DE ENSINO MÉDIO DE PALMAS –
TOCANTINS
Jenison Ferreira dos SANTOS (1) Weimar Silva Castilho (2)
Aluno de Graduação do Curso Física IFTO [email protected] (2) Professor orientador,
[email protected] Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins Palmas - TO
RESUMO
Este trabalho teve como objetivo, investigar e analisar os laboratórios de Física das escolas publicas de
ensino médio de Palmas – Tocantins, além de pontuar possíveis soluções para os problemas encontrados.
Os resultados obtidos indicam que os principais obstáculos para a experimentação nas aulas de Física
são: falta de laboratórios didáticos, falta de reparos e reposições.
Palavras-chave: Experimentação, Ensino de Física, Laboratório Didático.
INTRODUÇÃO
O objetivo do presente trabalho é promover uma análise dos laboratórios didáticos para o ensino de física
das escolas publicas de ensino médio de Palmas – Tocantins, desse modo, possibilitar uma melhor
compreensão sobre a experimentação nas escolas da cidade, bem como propor possíveis soluções para
os problemas encontrados.
Para muitos pesquisadores o laboratório de física é considerado como peça chave para o aprendizado
dos alunos. Os autores Araújo e Abib (p.177, 2003) analisaram a produção recente na área de
investigações sobre a utilização da experimentação no ensino de Física, havendo extensa bibliografia em
que autores avaliam as vantagens de se incorporar atividades experimentais.
[…] o uso de atividades experimentais como estratégia de ensino de Física tem sido
apontado por professores e alunos como uma das maneiras mais frutíferas de se minimizar
as dificuldades de se aprender e de se ensinar Física de modo significativo e consistente.
Nesse sentido, no campo das investigações nessa área, pesquisadores têm apontado em
literatura nacional recente a importância das atividades experimentais. (ARAÚJO; ABIB, p.
176, 2003)
No entanto muitos professores de Física enfrentam grandes dificuldades em construir um conhecimento
satisfatório com seus alunos. Além disso, raramente a experimentação é explorada em toda sua
potencialidade, sendo ministrados de forma aleatória. Os experimentos têm importância à medida que
propiciam o pensamento e a reflexão sobre o fenômeno físico.
Os professores de ciências, tanto no ensino fundamental como no ensino médio, em geral
acreditam que a melhoria do ensino passa pela introdução de aulas práticas no currículo.
Curiosamente, várias das escolas dispõem de alguns equipamentos e laboratórios que, no
entanto, por várias razões, nunca são utilizados, dentre as quais cabe mencionar o fato de
não existirem atividades já preparadas para o uso do professor; falta de recursos para
compra de componentes e materiais de reposição; falta de tempo do professor para
planejar a realização de atividades como parte do seu programa de ensino; laboratório
fechado e sem manutenção. São basicamente as mesmas razões pelas quais os
professores raramente utilizam os computadores colocados nas escolas. Muitos
professores até se dispõem a enfrentar isso, improvisando aulas práticas e demonstrações
com materiais caseiros, mas acabam se cansando dessa inglória, especialmente em vista
dos poucos resultados que alcançam.[...] (BORGES, p. 294, 2002)
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ISSN 2179-5649
A Física não deve ser resumida a aprendizagem de conceitos e aplicação de formulas, porém não se trata
simplesmente de adoção de novas praticas, mas de uma mudança de atitude de professores e alunos.
1. O LABORATÓRIO DIDÁTICO DE FÍSICA
Esta pesquisa tem o intuito de analisar o laboratório didático de Física das Escolas Publicas de ensino
médio da cidade de Palmas – Tocantins. Além de entrevistar professores, nas visitas às escolas, foram
examinadas "in loco" as instalações para ensino de laboratório. A escolha das Instituições ocorreu com
base na localização de modo que pudéssemos abranger escolas localizadas nas regiões Norte, CentroSul, Taquaralto e Aurenys.
Ao contrario do desejável, o gráfico demonstra que 80 % das escolas não possuem laboratório de Física.
E as Instituições que possuem laboratório, dividem o espaço com o laboratório de Matemática.
Figura 1 – O laboratório Didático de Física nas escolas
Em detrimento dessa situação quase a totalidade dos professores não planejam aulas
experimentais de física e algumas dificuldades são apresentadas para justificar tal atitude, dentre
elas: a não existência de laboratórios e a falta de equipamentos. Estes fatores dificultam e, muitas
vezes, inviabilizam a realização de experimentos o que, no entanto, não justifica o fato dos
professores não trabalharem aulas experimentais. (RINALDI et al., p. 96, 1997)
É lamentável verificar que nos casos em que o laboratório se faz presente na Instituição de ensino, a
experimentação é raramente explorada em toda a sua potencialidade. Apesar de os entrevistados
considerarem o laboratório em bom estado de conservação, nenhuma Instituição possui mais do que 20
instrumentos para a realização de experimentos.
Em 100 % das escolas com laboratório os reparos e reposições não acontecem regularmente. As
Instituições recebem um kit para a instalação do laboratório, não havendo reposição por parte da
Secretaria de Educação. Portanto, devido à falta de recursos as mesmas não fazem reparos e reposições.
Acreditamos que para a experimentação de forma satisfatória, os alunos precisam muito mais do que um
laboratório de sucata.
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Figura 2 – O laboratório Didático de Física CEM
Santa Rita de Cássia
Figura 3 – O laboratório Didático de Física CEM
Santa Rita de Cássia
Figura 4 – O laboratório Didático de Física CEM
Santa Rita de Cássia
Figura 5 – O laboratório Didático de Física CEM
Santa Rita de Cássia
Figura 6 – O laboratório Didático de Física
Colégio Estadual São José
Figura 7 – O laboratório Didático de Física
Colégio Estadual São José
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Resultados positivos no tocante a utilização do laboratório didático, foram observados. A consulta pôde
verificar que 50% das Instituições com laboratório de Física utilizam o espaço freqüentemente.
Figura 8 – Utilização do laboratório didático de física
A questão que se coloca é: como o profissional poderia fazer a experimentação sem um laboratório
didático de física? O professor não pode ficar esperando que sejam instalados amplos laboratórios com
todo o material que necessita. Determinados experimentos podem ser realizados com material de baixo
custo contribuindo para a criatividade dos alunos. Por outro lado, a alternativa do material de baixo custo
deve ser considerada um incentivo à criatividade sem abrir mão de equipamentos modernos e sofisticados
quando necessário.
A falta de material pedagógico e as limitações na formação acadêmica dos professores em relação à
experimentação são fatores que contribuem para a ausência ou pouca realização de experimentos no
ensino de física no nível médio.
O Laboratório de Física se constitui de um valioso instrumento de aprendizado, previamente discutido em
sala de aula, abrindo espaço para aquisição de novos conceitos, sendo indispensável a sua utilização. Por
outro lado, a falta de equipamentos limita a ação do professor.
Graças às atividades experimentais, o aluno é incitado a não permanecer no mundo dos
conceitos e no mundo das “linguagens”, tendo a oportunidade de relacionar esses dois
mundos com o mundo empírico. Compreende-se, então, como as atividades experimentais
são enriquecedoras para o aluno, uma vez que elas dão um verdadeiro sentido ao mundo
abstrato e formal das linguagens. Elas permitem o controle do meio ambiente, a autonomia
face aos objetos técnicos, ensinam as técnicas de investigação, possibilitam um olhar
crítico sobre os resultados. Assim, o aluno é preparado para poder tomar decisões na
investigação e na discussão dos resultados. O aluno só conseguirá questionar o mundo,
manipular os modelos e desenvolver os métodos se ele mesmo entrar nessa dinâmica de
decisão, de escolha, de inter-relação entre a teoria e o experimento. (SÉRE; COELHO;
NUNES, p. 39, 2003)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No decorrer desse trabalho observou-se que as Instituições se preocupam mais com a apresentação de
conceitos e fórmulas para que o aluno resolva exercícios e seja aprovado no vestibular.
Outro problema é a falta de investimento nas escolas por parte do governo estadual. O laboratório não é
simples de ser adquirido, pois em muitas escolas falta equipamentos e material didático sendo
considerado um luxo ter um laboratório didático para o ensino de física.
Além disso, os professores imaginam trabalhar num laboratório com materiais sofisticados e em salas
especiais. Isso os leva a acreditar na impossibilidade de se ter um laboratório eficiente com os recursos
disponíveis. É preciso buscar alternativas, como por exemplo realizar experimentos na sala de aula ou fora
dela, envolver os alunos na confecção de dispositivos.
Muitos estudantes nunca tiveram a oportunidade de entrar em um laboratório de física, pois a maioria das
escolas não existe laboratório. Para a melhoria na qualidade do ensino é necessário equipar as escolas
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com laboratórios, além de treinar os profissionais para utilizá-lo de forma satisfatória. Não basta o
professor ser graduado em física para atuar no laboratório e na sala de aula, cursos de aperfeiçoamento
devem ser feitos para melhorar a compreensão dos caminhos que a física segue.
Conclui-se então que as atividades experimentais conduzidas adequadamente podem contribuir para um
aprendizado significativo, propiciando o desenvolvimento dos alunos. Portanto, a experimentação é um
elemento fundamental para a formação completa do educando.
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Mauro Sérgio Teixeira de; ABIB, Maria Lúcia dos Santos. Atividades experimentais no ensino de
Física: Diferentes enfoques, diferentes finalidades. Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, v.
25, n. 2, p.176-194, jun, 2003.
BORGES, A . Tarciso. Novos Rumos para o Laboratório Escolar de Ciências. Caderno Brasileiro de
Ensino de Física, Minas Gerais, v. 19, n. 3, p. 291-313, dez, 2002.
RINALDI, Carlos. Comunicações: O ensino de Física a nível médio em Mato Grosso. Caderno Catarinense
de Ensino de Física, Florianópolis, v. 14, n. 1, p. 93-102, abr. 1997.
SÉRÉ; Marie-Geneviève; COELHO, Suzana Maria; NUNES, Antônio Dias. O papel da experimentação no
ensino da física. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v.20, n.1, p. 30-42, abril, 2003.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
PENA, Fábio Luís Alves; FILHO, Aurino Ribeiro. Obstáculos para o uso da experimentação no ensino de
Física: um estudo a partir de relatos de experiências pedagógicas brasileiras publicados em periódicos
nacionais da área (1971-2006). Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, v. 9, nº 1, 2009.
SANTOS, Emerson Izidoro dos; PIASSI, Luís Paulo de Carvalho; FERREIRA, Norberto Cardoso.
Atividades experimentais de baixo custo como estratégia de construção da autonomia de professores de
física: Uma experiência em formação continuada. IX Encontro Nacional de Pesquisa em Ensino de Física.
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A UTILIZAÇÃO DE EXPERIMENTO DE MOVIMENTO UNIFORME PARA A MELHORIA DO
ENSINO DE FÍSICA NAS ESCOLAS PUBLICAS DO ESTADO DO TOCANTINS.
Jaqueline Jurema da SILVA. (1); Weimar Silva CASTILHO (2).
(1) Instituto Federal de Educação Ciências e Tecnologia do Tocantins, Palmas- TO, e-mail: [email protected]
(2)Instituto Federal de Educação Ciências e Tecnologia do Tocantins, Palmas- TO, e-mail:
[email protected]
RESUMO
Este trabalho vem apresentar uma sugestão do uso de experimentos de movimento uniforme, para alunos
de 1º ano do ensino médio das escolas publicas e federais, localizadas em Palmas- To. O objetivo central
da implantação deste é demonstrar aos alunos como acontece esse fenômeno físico e assim fazer com
que estes aprendam com maior facilidade o assunto e provocar o interesse dos alunos para o lado
experimental da física. Como já foi dito esse experimento pretende despertar a curiosidade do aluno para
o assunto fazendo com que estes aprendam realmente e não decore só conceitos, dando assim a
oportunidade destes terem o contato com experiências, já no ensino médio e não somente numa
graduação, em Ciências Exatas que é o que geralmente acontece. Com isso espera-se que o experimento
seja um canal facilitador para o aprendizado dos alunos do ensino médio e que seja um instrumento que
torne fácil e divertido estudar os fenômenos físicos, como o movimento uniforme que é um dos primeiros
conteúdos estudados no 1° ano do ensino médio. A i ntenção maior desta sugestão de experimento de
movimento uniforme aos alunos é de melhorar o aprendizado e proporcionar aos alunos a chance de
conhecer o lado experimental da física que é um dos meios de aprendizado que se utilizado bem com a
teoria, torna- se uma ferramenta valiosíssima.
Palavras-chave: aprendizado, experimento, alunos, movimento uniforme.
INTRODUÇÃO
O sonho de uma melhora no ensino de Física nas escolas publicas, vem sendo cultivado há muito tempo.
O uso de experimentos para demonstrar fenômenos vem buscar o interesse nos alunos, aonde vem sendo
usado como uma ferramenta que muito pode ajudar, tornando- se um instrumento que gera
conhecimentos e práticas de pesquisas aos estudantes. Com esse experimento de movimento uniforme
que estamos propondo, desejamos que este seja um instrumento que auxilie os professores a
melhorarem suas aulas e que facilite o aprendizado de seus alunos .Estes alunos na sua maioria não tem
interesse pela matéria de movimento uniforme e apresentam enormes dificuldade no aprendizado.
Buscamos mostrar que o uso da experimentação é inseparável da teoria, estas por sua vez devem andar
de mão dados, pois uma complementa a outra. É com a teoria que se busca comprovar a pratica e vice
versa, se estas forem usadas em parcerias no ensino publico não só publico, mas no processo de
aprendizagem do nosso país, com certeza se alcançara bons resultados no processo de ensino
aprendizagem de todas as escolas que aderirem ao uso de experimentos ,para que com eles possa-se
complementar a aprendizagem e assim tornar o ensino de física mais proveitosa e divertida, isto porque os
alunos não verão mais a física como uma matéria tão difícil . ANDRADE, diz “que a educação visa
melhorar a natureza do homem o que nem sempre é aceito pelo interessado”. Podemos notar que se há
uma lista imensa de fatores que influenciam, para o agravo desse quadro do estado em que a educação
se encontra, um deles é a falta de recursos, o desinteresse dos alunos e dos professores, talvez até da
própria escola. Procuramos com esse experimento despertar o interesse dos alunos a descobrirem,
ALBERT, diz “que Descobrir consiste em ver o que toda a gente viu, mas pensar o que ninguém pensou”.
Podemos observar que os desafios serão grandes sim, mas como já disse René Descartes, “Não existem
métodos fáceis para resolver problemas difíceis”. Com isso pretendemos contribuir para o aprendizado dos
alunos do 1º ano do ensino publico, fazendo com que melhore e venha ser um local que busca sempre
gerar conhecimentos aos seus alunos e a dar acesso a estes as ciências experimentais, como os
experimentos de física.
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1. EXPERIMENTO DE MOVIMENTO UNIFORME
O movimento uniforme ocorre quando a velocidade escalar do móvel é constante em qualquer instante ou
intervalo de tempo, significando que, no movimento uniforme o móvel percorre distâncias iguais em
tempos iguais, como mostra a figura 1 . da pg. 4. No movimento uniforme procura- se estabelecer a sua
velocidade escalar média que é a variação de espaço que o ponto material realiza em um intervalo de
tempo. Este experimento tem como objetivo, estudar o movimento uniforme, qualitativa e
quantitativamente, ensinar aos alunos do, Santa Rita de Cássia noções de espaço, variação de
tempo/espaço, os intervalos de tempo, velocidade, realizando medidas das grandezas físicas, a
construírem e interpretarem os gráficos do movimento uniforme.
Os materiais necessários para se realizar este experimento de movimento uniforme são: Um puck e uma
mesa, uma folha de papel sulfite para o puck marcar a trajetória, duas folhas de papel milimetrado ou
quadriculado para fazer os gráficos e uma régua para fazerem-se as medições do espaço percorrido
2. REALIZAÇÃO DO EXPERIMENTO
Coloque a mesa em posição horizontal e fixe com fita adesiva a folha de papel sulfite no centro da mesa,
faça o PUCK atravessar a mesa em movimento uniforme, fazendo uma trajetória retilínea. Obtida a
trajetória do PUCK no papel, despreze os primeiros pontos escolhendo uma origem (espaço inicial S0 e
instante inicial t0 = 0 s). A partir da posição inicial (S0), a cada seis intervalos, marque as posições S1, S2,
S3, S4,..
Logo em seguida coloque a régua alinhada com os pontos. Meça o espaço inicial S0 0 (para posterior
discussão), que é o primeiro ponto indicado na régua, sem deslocar a régua, meça as outras posições
para cada seis intervalos e coloque os dados na tabela 1 .Como o intervalo de tempo entre duas posições
sucessivas é igual a (1/60) s, o intervalo de tempo entre a 1a e a 6a posições é igual (1/10) s ou 0,1 s.
Coloque os instantes correspondentes aos espaços percorridos na tabela 1. Complete a tabela 1,
colocando os intervalos de tempo ( t) e calculando a correspondente variação de espaço ( S). Calcule
a velocidade média a partir de S0 e coloque na tabela 1. Determine: O valor médio das velocidades obtidas
na tabela.1, a velocidade escalar média entre a 1a e a última posição. Compare e discuta os resultados
obtidos nos itens A e B, estabeleça a equação horária S = S0 + V t, considerando o valor de V obtido no
item A em seguida Calcule os valores de S = f(t), a partir da equação horária,estabelecida colocando os
resultados na tabela. 2. Considerar os mesmos tempos da tabela. 1. Compare e discuta os valores obtidos
na tabela. 1. com os da tabela. 2 e verifique se os reobteve, logo em seguida com os dados obtidos
Construa o gráfico S versus t e o gráfico V versus t. Com os dados S, t e V da tabela. 1 e com os dados S
e t da tabela .2 e o valor de V obtido no item A. Verifique se reobteve os valores experimentais,
comparando os gráficos obtidos nos itens acima.Com este experimento espera- se que os alunos das
escolas Estaduais e Federais aprimorem seus conhecimentos, quanto a movimento uniforme e
Comentem o experimento dando sugestões para melhorá-lo e assim ajudar mais a eles e a outros alunos
que viram a usar este experimento, mostrando que realmente o uso de experimentos facilita o aprendizado
e a busca pelo conhecimento.
3. CÁLCULO DO MOVIMENTO UNIFORME
3.1Equações e Unidades
Algumas das equações e fórmulas usadas para calcular o movimento uniforme.
3.2 Valor médio das velocidades:
V = (V1 + V2 + V3 + V4 + V5 + V6) / 6
V = (50,0 + 49,0 + 50,0 + 49,0 + 50,0 + 50,0) / 6V
V
Eq.[1]
49,5 cm/s
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Nesta equação somou-se todas as velocidades encontradas e dividiu-as pela quantidade de velocidades
encontradas ao qual se obteve o valor médio das velocidades.
3.3 Velocidade escalar média entre a 1a e a última posição:
Vmédia = S / t = (31,7 - 2,0) / (0,7 - 0,0)
Eq. [2]
Vmédia 49,5 cm/s
Para encontrar a velocidade média entre a primeira e a última posição do movimento do movimento do
objeto, subtraiu-se desde a ultima posição de espaço pela primeira onde obteve-se a variação de espaço
, S e do ultimo ao primeiro tempo onde obteve-se a variação do tempo t, logo em seguida divide-se a
variação de espaço pela variação de tempo, onde se obtém a velocidade média entre a primeira e a ultima
posição do movimento.
3.4 Equação horária do movimento uniforme:
A equação horária de um movimento mostra como o espaço varia com o tempo: S = f(t)
No movimento uniforme temos que:
V = Vmédia = Vinst = S/ t = (S - S0)/(t - t0)
De (1), obtemos:
S - S0 = V (t - t0)
S - S0 = V t
Eq. [ 3 ]
Para t0 = 0
Na equação horária do movimento uniforme, calcula-se a variação de espaço em função do tempo ao qual
o movimento uniforme acontece, dando assim a equação horária do movimento do móvel.
Considerando que o PUCK realizou a seguinte trajetória:
Figura 1 – Movimento retilíneo uniforme do Puck
(Fonte: Programa educar. CDCC- USP- SC. mecânica gráfica p/ alunos do ensino médio)
Esta figura demonstra como ocorre o movimento uniforme através da demonstração do PUCK onde este,
percorreu em um intervalo de tempo t = 0,1 s a distância S = 3,0 cm (fig. 1).Observe que a trajetória é
uma reta e o PUCK percorre distâncias iguais em tempos iguais, o que indica que a velocidade escalar é
constante, calculando a velocidade no intervalo de tempo considerado, tem-se que:
V = S/ t = 3,0/0,1 = 30,0 cm/s
Considerando-se quaisquer outros intervalos de tempo ou instantes, a velocidade será sempre de 30,0
cm/s, conclui-se que o movimento do PUCK neste exemplo é um movimento retilíneo uniforme.
Tabela. 1 - Valores de S, t e V obtidos experimentalmente - Movimento Uniforme.
S(cm) t(s) S(cm)
2.0 0.0
5.0
7.0 0.1
4.9
11.9 0.2
5.0
t(s) V(cm/s)
0.1
50.0
0.1
49.0
0.1
50.0
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16.9 0.3
4.9
0.1
49.0
(Fonte: Programa educar. CDCC- USP- SC. mecânica gráfica p/ alunos do ensino médio)
A tabela.1 demonstra os dados coletados durante o experimento.
Considere que os valores de S e t obtidos experimentalmente sejam os da tabela 1
Tabela. 2 Movimento Uniforme
T
S
(Fonte: Programa educar. CDCC- USP- SC. mecânica gráfica p/ alunos do ensino médio)
Com essas tabelas coletam-se todos os dados realizados no experimento ao qual abaixo segue o gráfico
em que se construirá a partir desses dados. Assim os alunos compreenderam como se forma os gráficos
de movimento uniforme e saberão dessa forma entender o que diz cada gráfico. A utilização de gráficos,
tabelas fazem com que o aluno compreenda melhor como se comporta o experimento e dessa forma este
alia a teoria do assunto tratado fazendo com que o aprendizado seja maior.
3.5 Gráfico -Movimento Uniforme
Gráfico espaço (S) versus tempo (t) / movimento uniforme. Sendo S = f(t) uma função do 1o grau, o gráfico
S versus t é uma reta que pode passar ou não pela origem (fig. 2.). Na equação S = S0 + V t,
S0: coeficiente linear da reta
V: coeficiente angular da reta ou inclinação da reta
Para obter S0, basta fazer t = 0 na equação horária
S = S0. Com esse gráfico compreende-se melhor
como que ocorre o movimento uniforme, daí a importância do uso de experimentação aliado a teoria.
Gráfico. 01
(Fonte: Programa educar. CDCC- USP- SC. mecânica gráfica p/ alunos do ensino médio)
Este gráfico mostra a representação gráfica do movimento uniforme, onde tem- se variação de espaço
versos tempo.
Com esta sugestão de experimento desejamos que os professores possam obter os melhores resultados
com seus aluno que ambos ganhem conhecimento e que através de praticas assim como a do
experimento de movimento uniforme os alunos da rede de ensino publica tocantinense, venha melhorar e
ser um ponto de referencia de inovação e principalmente de aprendizado.
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AGRADECIMENTOS E FINANCIADORES
Agradeço a CAPES, pelo financiamento deste artigo, por financiar a bolsa do BIPID e por acreditar num
ensino de qualidade no Tocantins.
REFERÊNCIAS
SCHIEL. Dietrich, Muller. Iara, Mecânica gráfica para alunos do ensino médio, CDCC- USP-SC. 20.
Maio. 2002.
Movimento
uniforme
variado
(MUV),
fundamentos
teóricos.
Disponível
em
<
htt:
WWW.educar.sc.usp.br/fisica/muv. Acesso em : 15 agosto de 2010.
TALAVERA. Álvaro, Csapo... et AL- física.ensino médio,São Paulo, editora. Nova geração, 1 ed. Volume
único, p. 39-58. 2005.
TILPlER. Paul. A- física- movimento uniforme, volume 1, 4º edição- editora livros técnicos e científicos.
Movimento uniforme. Disponível em < htt: WWW.mundovestibular. com.br.
GIASPAR. Alberto, Física Mecânica, volume 1, edição 1, editora: Ática, São Paulo, 2003.
HALLIDAY. David, Resnick. Robert, Org. Azevedo. José Paulo Soares. Fundamentos de Física.
Volume1, 6°edição, editora: LTC.
BONJORNO. Regina Azenha, Guimarães. Osvaldo, Física Fundamental, volume único, 3 edição. São
Paulo, editora Moderna, São Paulo, 2006.
MÁXIMO. Antônio, Alvarenga. Beatriz, Curso de Física, volume 1, editora: Scipione, São Paulo, 2000.
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UMA PROPOSTA DE LEVAR CONHECIMENTO CIENTÍFICO E PRÁTICO PARA A
COMUNIDADE ATRAVÉS DE EXPERIMENTOS DE FÍSICA
Nelma BARBOSA DA SILVA (1); Weimar da Silva CASTILHO (2) Márcio Bôer RIBEIRO (3)
IFTO, Campus - Palmas – TO, [email protected]; IFTO, Campus Palmas – TO, [email protected].
RESUMO
O presente trabalho propõe uma alternativa para o conhecimento prático da Física, para estudantes do
ensino médio e a comunidade em geral, tendo em vista que a experimentação no aprendizado de Física é
importante na assimilação dos conceitos e teorias. Porém, o ensino experimental não está acessível a
todos. Grande parte dos estudantes jamais realizará aulas em um laboratório de Ciências. Diante desse
quadro, este trabalho apresenta a observação de uma experiência alternativa de democratizar o acesso à
prática experimental. Participando como monitora de um curso gratuito realizado Instituto Federal de
Ciência, Educação e Tecnologia do Tocantins - IFTO, Campus Palmas, denominado “Física divertida no
IFTO”, que visava levar noções básicas do conhecimento científico prático para o cotidiano dos
participantes. O curso foi realizado, aos sábados, onde foi realizada uma série de experimentos, com
equipamentos do laboratório de Física e outros experimentos elaborados pelos próprios alunos, com a
utilização de materiais de baixo custo. Alinhado com a proposta do subprojeto de pesquisa financiado pela
CAPES no qual fazemos parte.
Palavras-chave: alternativa, aprendizado de física, experimentação, acessibilidade, desenvolvimento.
INTRODUÇÃO
As dificuldades e problemas que afetam o sistema de ensino em geral e particularmente o ensino de Física
não são recentes e têm sido diagnosticados há muitos anos, levando diferentes grupos de estudiosos e
pesquisadores a refletirem sobre suas causas e conseqüências, preocupação relatada como foco geral
nesse trabalho sugerindo uma alternativa para essas dificuldades.
Esse trabalho foi desenvolvido especificamente para um público que não tem ou teve acesso às aulas
práticas no ensino de Física, ou ainda para o público que gosta de Ciências e deseja aprofundar seus
conhecimentos na prática, de uma forma lúdica e divertida. Unindo prática e teoria este projeto propõe
desenvolver no participante as possibilidades de questionar a realidade e problematizar situações com o
auxílio de experimentos.
Nas últimas décadas várias discussões têm sido realizadas no sentido de utilizar a observação e
experimentação no ensino-aprendizagem da Física. Pena e Ribeiro Filho (2009), afirmam que apesar do
grande número e diversidade de propostas pedagógicas, respaldadas em resultados de pesquisa em
Ensino de Física, boa parte dessas propostas não chega às salas de aula. Os mesmos autores ainda
questionam: por que, apesar do grande avanço observado, ainda há pouca utilização dos seus resultados
em sala de aula? Dentro desse quadro salienta-se também a abordagem de Borges (2002) no que se
refere à experimentação em laboratório. O autor afirma que uma fração considerável dos estudantes
brasileiros nunca teve a oportunidade de entrar em um laboratório de ciências, especialmente porque na
maioria das escolas eles não existem.
Ferreira, Piassi e Santos (2004) argumentam que a experimentação na formação do estudante é
importante não só na área de ciências, mas também para sua formação geral de cidadão crítico e
consciente. Segundo Marineli e Pacca (2006) no laboratório os estudantes podem ter a oportunidade de
interagir mais intensamente entre si e com o professor, discutir diferentes pontos de vista, propor
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estratégias de ação, manipular instrumentos, formular hipóteses, prever resultados, confrontar previsões
com resultados experimentais.
Neste sentido, as práticas experimentais relacionadas ao dia-a-dia do aluno e apresentadas de uma forma
divertida e interativa, aguçam o interesse pelo conhecimento científico. Sobre isso, Lima, Aguiar Jr. e
Braga (1999) afirmam que procurar ligar o conteúdo de ciências à questões conhecidas por crianças e
pelos jovens aumenta o interesse desses estudantes. Portanto, a utilização de referenciais empíricos no
ensino-aprendizagem de Física permite que os alunos alcancem um conhecimento contextualizado, dando
margem à discussão e interpretações teóricas, logo, promove o desenvolvimento e a construção de idéias.
É nesse contexto, que a relevância da experimentação na Física vem aqui ser sugerida. Sobretudo, na
grande importância para a formação do aluno. E, dentro dessa relação, a buscar por soluções para
contribuir facilitando na formação de cidadãos que buscam entender a realidade que os cercam.
1. O PROJETO
O subprojeto de Física Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID tem como objetivo
selecionar uma coleção de experimentos simples de Física, preferencialmente sem custos para o
professor e/ou aluno, que possam ser montados por ambos e que possibilitem uma aprendizagem
significativa dos conceitos fundamentais. A originalidade do projeto reside em montar uma coleção de
experimentos que de fato sejam úteis a um professor de Física que deseje realizar experimentos em sala
de aula, visando prioritariamente os professores das redes oficiais de ensino. Similar a essa idéia o
professor Márcio Bôer Ribeiro utilizou-se do espaço do laboratório de Física do IFTO no instituto, quando o
mesmo não é utilizado pelos alunos durante os fins de semana, com o objetivo de oportunizar aos
estudantes e a comunidade em geral o acesso ao conhecimento e aperfeiçoamento, foi oferecido
gratuitamente o curso “Física divertida no IFTO” monitorados pelos alunos do PIBID e também por alunos
do Curso de Física que não participam desse programa.
2. FÍSICA DIVERTIDA NO IFTO
Para o desenvolvimento deste trabalho o professor, elaborou os roteiros a serem seguidos nas práticas
experimentais, e ainda contou com o auxílio dos monitores, no acompanhamento dessas práticas. O curso
foi oferecido durante três sábado, com duração de quatro horas cada encontro. No primeiro encontro, as
experiências foram relacionadas com Mecânica, no segundo encontro o professor abordou nas
experiências dos conteúdos de Óptica e no terceiro e último encontro o professor realizou experiências
sobre Eletricidade.
Antes das atividades de cada encontro foram distribuídos relatórios elaborados para todos os
participantes, com breves introduções teóricas e com os procedimentos a serem realizados. Os
participantes foram organizados em grupos de até cinco pessoas em uma bancada, e assistidos por pelo
menos um monitor. A partir dos dados coletados durante ou após os experimentos, os participantes teve
como desafio elaborar tabelas, gráficos, responder questões e fazer as conclusões. Como ilustra a Figura
1.
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Figura 1 – O momento da realização das atividades
As atividades por serem realizadas em grupos possibilitaram debates entre os componentes e entre os
grupos, através das comparações dos seus resultados ou conclusões relacionando os resultados obtidos
com os resultados da previsão teórica. Essa atividade tem como proposta relacionar a prática e a teoria,
através do uso de materiais concretos e do dia-a-dia, despertando o interesse dos alunos para a Física.
Durante o curso pode-se verificar a aceitabilidade da proposta, pois todos participantes mostraram-se
bastantes interessados em construir seus experimentos e apresentaram boa correlação entre estes e os
conceitos propostos como base para o desenvolvimento dos mesmos. Como ilustra a Figura 2.
Figura 2 – Interesse e participação dos alunos na construção dos seus próprios experimentos.
Dentre as muitas possibilidades que o professor de Física tem ao seu alcance para auxiliar no
desenvolvimento da aprendizagem em sala de aula, as atividades práticas certamente desempenham um
papel significativo no processo quando usadas como alternativa. Observamos que esta estratégia foi bem
desenvolvida no curso “Física Divertida no IFTO” ao tornar as aulas de Física mais próximas do cotidiano
dos alunos, valorizando o conhecimento e ligando-o aos problemas e questionamentos do cotidiano
próximo e distante.
4. DISCUSSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS
Espera-se que as reflexões deste estudo contribuam para orientar os professores na seleção de
determinados experimentos, de modo a promover um maior envolvimento dos alunos na disciplina de
Física. Proporcionando a conscientização de demonstrações experimentais cativantes e eficazes à
aprendizagem, com a finalidade de vencer o desafio pedagógico de impulsionar os alunos a se dedicarem
a um processo efetivo de aprendizagem. Mas, preferimos deixar a mensagem de que está na postura do
professor, e não só nos objetos ou recursos, a centelha geradora que ativará a capacidade de mobilização
dos alunos e a sua motivação ao aprendizado, como proposto no subprojeto de Física do PIBID no IFTO e
exemplificada claramente no curso “Física divertida no IFTO”.
Agradecemos ao professor Márcio Bôer Ribeiro pela gentileza de ceder o espaço em sua aula, no curso
“Física divertida no IFTO”, com fins de avaliarmos as atividades propostas por ele, pois o desempenho dos
alunos durante a realização das atividades experimentais revela o quanto à prática experimental é
importante e traduz a eficácia da assimilação, acarretando a ligação entre teoria e prática.
REFERÊNCIAS
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Física, Belo Horizonte, v. 19, n. 3, p. 291 - 313, dez. 2002.
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estratégia de construção da autonomia de professores de física: uma experiência em formação
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continuada. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA, 9., Jaboticatubas, 2004.
Anais...
Disponível em <http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/epef/ix/atas/comunicacoes/co21-1.pdf>. Acesso
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ARQUITETURA BIOCLIMÁTICA: RECOMENDAÇÕES APROPRIADAS PARA PALMAS/TO
Djean da Costa BARBOSA (1); Mariana Brito de LIMA (2);
(1) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do TO, AE 310 SUL, Avenida LO 05,s/n Plano Diretor
Sul,Palmas-TO, CEP: 77.021.090, Bolsista Iniciação Científica Júnior IFTO, e-mail: [email protected]
(2) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do TO, AE 310 SUL, Avenida LO 05,s/n Plano Diretor
Sul,Palmas-TO, CEP: 77.021.090, e-mail: [email protected]
RESUMO
Nesta pesquisa pretende-se realizar uma revisão de literatura a partir de normas técnicas, livros, teses,
dissertações e outras publicações, buscando localizar as diretrizes e estratégias de projetos adequadas ao
clima de Palmas - TO, com o objetivo de sistematizar diretrizes de projeto existentes que considerem as
características específicas socioeconômicas, culturais, climáticas e tecnológicas desta região do Brasil. A
partir deste estudo tem-se a possibilidade de elaborar recomendações para o Projeto Bioclimático em
Palmas-TO. A adoção de diretrizes como uma estratégia de projeto auxilia na criação de ambientes com
maior qualidade de vida, atendendo as necessidades do homem no ambiente construído e no seu entorno,
um ambiente integrado com as características da vida e do clima local, consumindo a menor quantidade
de energia e atendendo às exigências térmicas de seus usuários
Palavras-chave: Clima, Projeto Arquitetônico, Adequação Ambiental, Palmas-Tocantins.
INTRODUÇÃO
O clima é o resultado de diversos elementos atmosféricos (sol, latitude, ventos, massas de terra e água,
topografia, vegetação, solo e outros) que ocorrem na atmosfera da terra, é caracterizado de acordo com
alguns elementos: temperatura do ar; umidade do ar; movimentos das massas de ar e precipitação.
(BUSTOS ROMERO, 1988)
A Arquitetura bioclimática é o estudo que busca a harmonização das construções ao clima e
características locais. Manipula o desenho e elementos arquitetônicos afim de otimiza as relações entre
homem e natureza, tanto no que se diz respeito à redução de impactos ambientais quanto à melhoria das
condições de vida humana, conforto e racionalização
Adequar o urbanismo e a arquitetura ao clima de um determinado local significa construir espaços que
possibilitem ao homem condições de conforto (LIMA, 2005). Os avanços em pesquisas científicas e
realizações em relação ao Projeto de Arquitetura mostram reflexões sobre o desenvolvimento sustentável,
a conservação ambiental e a eficiência energética, que influenciaram o progresso científico e tecnológico
deste século. Atualmente pode-se dizer que há muitos exemplos na arquitetura capazes de melhorar a
qualidade ambiental das construções realizadas, tendo em conta os princípios básicos de “construir com o
clima” onde se tem demonstrado, sem nenhuma dúvida, a viabilidade econômica desse tipo de obra.
A expressão projeto bioclimático, criada pelos irmãos Olgyay, na década de 60, estabelece
que essa arquitetura busca utilizar, por meio de seus próprios elementos, as condições
favoráveis do clima com o objetivo de satisfazer as exigências de conforto térmico do
homem. (LIMA, 2007).
O desenvolvimento tecnológico permitiu ao homem construir edifícios inovadores tanto na forma quanto
nos materiais, e que tenham como principal preocupação a questão ambiental. O urbanismo e a
arquitetura bioclimática proporcionam ao homem as melhores condições físicas e mentais de
habitabilidade nas cidades e, consequentemente, nos edifícios, com um mínimo de dispêndio energético
associado a um mínimo impacto do meio ambiente.
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O urbanismo e a arquitetura bioclimática buscam conciliar todas as possibilidades que as tecnologias
passivas oferecem, que são a correta escolha dos materiais de construção e definição do volume
arquitetônico em função das condições climáticas locais, da influência da localização geográfica e dos
edifícios vizinhos, da orientação das fachadas, do uso de protetores solares exteriores, da possibilidade de
captação da luz natural sem elevar excessivamente a carga térmica e do uso da ventilação natural,
sempre priorizando a redução no consumo de energia e a melhoria da qualidade de vida, criando
ambientes sustentáveis.
Segundo Mendler & Odell (2000), a sustentabilidade representa o balanço que acomoda as necessidades
humanas sem que seja necessário reduzir a saúde e a produtividade dos sistemas naturais. Os autores
reproduzem a definição de sustentabilidade do Instituto Americano de Arquitetos: “a habilidade da
sociedade para continuar operando no futuro sem que seja forçada a reduzir devido à exaustão ou
sobrecargas das fontes chave do qual depende o sistema”. Para Bustos Romero (2001, p.46), o clima de
um lugar pode ser considerado como a “integração de uma série de elementos que se verificam em
escalas diferentes, abrangendo desde a macro até a micro escala”.
O clima regional cobre a maior parte de um continente na macroescala, e essas
características regionais podem ser encontradas em latitudes similares,
estabelecendo-se assim, uma primeira ordem de atributos, como as temperaturas
das estações e o regime de chuvas (BUSTOS ROMERO, 2001, p.46).
Todos os elementos meteorológicos sofrem modificações na área construída. O clima regional é
determinado pelos efeitos modificantes do relevo local e pelas modificações introduzidas por edifícios ou
grupo de edifícios. “A escala macroclimática (regional) – quando modificada pelos fatores orográficos a
uma escala meso (que inclui o urbano) – pode definir o clima do entorno mais próximo” (BUSTOS
ROMERO, 2001, p. 46).
Os efeitos das complexas superfícies geométricas, a sombra e a orientação dos edifícios individuais, as
propriedades térmicas e higrotérmicas dos edifícios, vias e outros elementos construídos, o calor do
metabolismo e dos vários processos de combustão da cidade bem como os poluentes cedidos nas trocas
do ar criam um clima diferente daquele das áreas não urbanas ou não construídas (BUSTOS ROMERO,
2001, p. 46).
Nesta pesquisa pretende-se realizar uma revisão de literatura a partir de normas técnicas, livros, teses,
dissertações e outras publicações, buscando localizar as diretrizes e estratégias de projetos adequadas ao
clima de Palmas - TO, com o objetivo de sistematizar diretrizes de projeto existentes que considerem as
características específicas socioeconômicas, culturais, climáticas e tecnológicas desta região do Brasil. A
partir deste estudo tem-se a possibilidade de elaborar recomendações para o Projeto Bioclimático em
Palmas-TO, para serem utilizados por professores e alunos no contexto do Ensino Médio do Curso
Técnico em Edificações de um Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia. Espera-se com esta
pesquisa contribuir para a divulgação da importância de projetar edificações observando os aspectos
bioclimáticos de uma região, pois,
a inobservância das peculiaridades climáticas pode causar a redução da qualidade
de vida dos seus ocupantes, o aumento da saturação de sistemas artificiais de
condicionamento ambiental no setor residencial, o aumento do consumo de energia
elétrica nos períodos de ponta, e a possível inadimplência dos consumidores de
baixa renda. (PEDRINI, 2009)
A utilização das diretrizes bioclimáticas é uma poderosa ferramenta de projeto “que propicia ao projetista
uma orientação coerente no que se refere à adaptação da futura construção ao seu clima” (VIGGIANO,
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2004). A adoção de diretrizes como estratégia de projeto auxiliam na criação de ambientes com maior
qualidade de vida, atendendo as necessidades do homem no ambiente construído e no seu entorno, um
ambiente integrado com as características da vida e do clima local, consumindo a menor quantidade de
energia e atendendo às exigências térmicas de seus usuários. Desta forma, as indicações escolhidas
durante esta pesquisa serão publicadas em um site, blog ou outro formato estando disponível para a
consulta por todos os alunos interessados em aprofundar nas questões projetuais referentes ao clima.
1. METODOLOGIA DE PESQUISA
Neste trabalho é feito uma revisão de literatura sobre arquitetura e clima a partir de pesquisas em livros,
teses, dissertações e outras publicações, buscando localizar as diretrizes e estratégias de projetos
adequadas ao clima de Palmas - TO, com o objetivo de sistematizar algumas diretrizes de projeto
existentes que considerem as características e necessidades de conforto em edificações para o clima aqui
estudado.
O trabalho constitui em um estudo da relação entre o clima do Município de Palmas e de recomendações
já propostas para o clima, de forma a obter sugestões de arquitetura apropriadas ao clima através de
estratégias projetuais. A pesquisa iniciou através de estudo bibliográfico sobre clima, fatores climáticos e a
relação entre o clima e a arquitetura em autores como Bustos Romero (2001), Araújo (2001), Grimm
(1999), Frota (2003) Olgyay (1963), Givoni (1992), e Roaf (2006) e Lima (2004, 2005, 2006, 2007) e
pesquisa para a caracterização do Clima de Palmas (UFT, 2009), para estabelecer as condicionantes
climáticas da região.
Depois de especificar as condicionantes climáticas para a região, foi iniciada a segunda parte da pesquisa,
que constou em pré-selecionar em livros, normas técnicas e outras fontes bibliográficas, indicações de
estratégias de projetos bioclimáticos para o clima da cidade. As recomendações projetuais foram
organizadas em recomendações de fechamentos, aberturas, cobertura, orientação. Outras
recomendações pertinentes que não se enquadravam em nenhum destes itens citados foram
sistematizadas como outras recomendações.
2. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Para este trabalho foi feita uma análise das condições climáticas da cidade de Palmas – Tocantins,
utilizando-se uma série de 08 anos de dados de precipitação pluviométrica, temperatura, umidade relativa
do ar, direção e velocidade dos ventos, no período de 2002 a 2009, a partir de dados coletados pelo
Laboratório de Meteorologia e Climatologia do CUP/UFT. A classificação climática dessa região segundo
Köppen é do tipo Aw, tropical chuvoso, com uma estação relativamente seca durante o ano temperaturas
médias anuais de 26,9 ºC, máxima de 39,6 ºC e mínima de 21,4 ºC (Figura 1).
A temperatura média do ar apresenta pouca variação ao longo do período e o regime pluviométrico é
caracterizado por um período mais chuvoso, que está compreendido entre os meses de outubro a abril,
com precipitações superiores a 160 mm. O período mais seco foi constatado entre os meses de maio e
setembro, com precipitações inferiores a 28 mm, sendo o mês de julho mais seco, com a menor média
(0,23 mm) e janeiro o mais chuvoso com média de 200,73 mm. Os meses de abril e maio e agosto e
setembro são os meses de transição entre um regime e outro (Figura 2).
A umidade relativa média do ar apresenta média de 71,6% durante o ano, com valores maiores nos
meses de janeiro a abril acima de 80% e valores inferiores nos meses de agosto, setembro e outubro –
abaixo de 57% (Figura 3). Os ventos são predominantemente sudestes, em 45% de horas no período ,
com velocidade média entre 0,5 e 2 m/s, com ocorrências de ventos nas direções sul (15% de horas no
período), e sudoeste (10% de horas no período) (Figura 4).
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Figura17: Temperatura máximas, médias e mínima
em Palmas/TO (°C).
Figura 3: Média da Umidade Relativa do ar (%)
Figura 2: Precipitação (mm) em Palmas/TO.
Figura 4: Direção, velocidade dos ventos (m/s) e
predominância (%).
3. RECOMENDAÇÕES PARA PALMAS-TO
Após a analisar as configurações do clima do Município de Palmas indicam-se aqui, preliminarmente,
algumas medidas que poderiam auxiliar na melhoria do conforto ambiental das edificações da cidade. Para
sistematizar as recomendações elas foram agrupadas por fechamentos, aberturas, cobertura, orientação e
outras recomendações. As recomendações foram sistematizadas a partir do estudo bibliográfico nos
autores ABNT (2003), Corbella (2003), Frota (2003), Lima (2005, 2006), MCidades (2005), Pedrini (2009) e
Roaf (2006).
3.1 Fechamentos
•
Massa térmica: Temperaturas internas mais agradáveis podem ser obtidas através do uso de
paredes (externas e internas) e coberturas com maior massa térmica, de forma que o calor
armazenado em seu interior durante o dia seja devolvido ao exterior durante a noite, quando as
temperaturas externas diminuem.
•
Proteção de Fachada: Desejável proteção com segunda parede externa, ventilada (elemento
vazado, bloco ou tijolo furado com canais horizontais), formando câmara de ar.
•
Fechamentos internos vazados: Desejável que as internas sejam vazadas ao máximo (elemento
vazado, bloco ou tijolo furado com canais horizontais), e que não cheguem ao forro.
•
Evitar radiação solar: Evitar a radiação solar direta (raios solares) e difusa (luz do céu e calor dos
corpos aquecidos).
3.2 Aberturas
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•
Propiciar ventilação: Facilitar, ao máximo, a circulação do ar e a passagem dos ventos, mesmo
sob chuva intensa.
•
Ventilação Cruzada: A ventilação cruzada é obtida através da circulação de ar pelos ambientes da
edificação. Isto significa que se o ambiente tem janelas em apenas uma fachada, a porta deveria
ser mantida aberta para permitir a ventilação cruzada.
•
Observar entorno/ventilação: Também se deve observar os ventos predominantes da região e do
entorno na definição da localização das aberturas, pois o entorno pode alterar significativamente a
direção dos ventos.
•
Resfriamento evaporativo: As sensações térmicas são melhoradas através da desumidificação
dos ambientes. Esta estratégia pode ser obtida através da renovação do ar interno por ar externo
através da ventilação dos ambientes.
•
Sombreamento das aberturas: deve-se tomar partido de coberturas com beiral largo o suficiente
para o sombreamento das aberturas. as aberturas devem estar sempre protegidas pelo lado
externo, com o uso de persianas, treliças etc.
•
Uso de espaços semi-abertos: Desejável que dêem para alpendres, varandas etc.,
principalmente a Oeste, sombreando a abertura localizada nesta fachada.
•
Proteger da insolação sem impedir a ventilação: Desejável que a proteção das aberturas
(persianas, treliças etc.) seja móvel para permitir a entrada da radiação solar provinda de NE a NO.
•
Ventilação controlada: Desejável adotar soluções de controle da ventilação
3.3 Cobertura
•
Utilizar materiais e soluções isolantes (cerâmicas, concreto celular etc., com forro formando câmara
de ar).
•
Garantir a ventilação permanente, através da cumeeira,sem permitir a entrada de radiação solar,
qualquer que seja a solução de cobertura.
•
Garantir ventilação, sob controle, do espaço entre cobertura e forro.
•
Usar materiais leves e isolantes (cerâmicas).
•
Evitar a utilização de lajes principalmente as horizontais.
3.4 Orientação
•
Quanto à dimensão das faces: Desejável orientação Norte ou Sul para as faces de maior
dimensão das edificações, deixando as áreas maiores sombreadas durante um dos períodos do
dia. As faces orientadas em torno do Leste ou do Oeste devem ter a mínima dimensão possível,
pois recebem insolação direta.
•
Vegetação: Utilizar abundante vegetação de copa alta principalmente para proteção contra os
raios solares de Este e Oeste.
•
localização: Desejável agrupar as edificações na direção Este-Oeste, sob a mesma cobertura,
mantendo corredores ou áreas abertas entre uma unidade e outra.
•
Dimensionamento: Desejável que as maiores dimensões das edificações formem ângulos
próximos a 90º com a direção dos ventos dominantes. Desejável que uma edificação não obstrua a
passagem do vento para as edificações vizinhas.
•
Espaçamento: Desejável que os corredores entre duas edificações tenham uma largura de, no
mínimo, 1/3 de seu comprimento.
3.5 Outras recomendações
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•
Resfriamento ativo: O resfriamento artificial será necessário para amenizar a eventual sensação
de desconforto térmico por calor.
•
Resfriamento Evaporativo: Em regiões quentes e secas, a sensação térmica no período de verão
pode ser amenizada através da evaporação da água. O resfriamento evaporativo pode ser obtido
através do uso de vegetação, fontes de água ou outros recursos que permitam a evaporação da
água diretamente no ambiente que se deseja resfriar.
•
Os lotes:
o Nas regiões quentes-secas ,os lotes devem ser estreitos e longos, e as edificações
contiguas, a ventilação é provocada internamente, evitando que a excessiva luminosidade
da região afete, através da reflexão, o interior da construção.
•
A forma da Edificação:
o Nas regiões quentes - secas sem inverno, a ocupação do espaço deve ser densa e
sombreada. A forma deve ser compactada e oferecer a menor superfície possível para a
exposição à radiação solar.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este trabalho apresentou recomendações projetuais para o município de Palmas – TO com base na sua
caracterização climática e pesquisa a partir de revisão de literatura. As edificações em geral devem tomar
partido de soluções arquitetônicas pesadas, que a protejam da insolação forte, da alta temperatura e baixa
umidade características do clima da região.
Entende-se que estas recomendações são apresentadas aqui de forma genéricas e devem ser adaptadas
para cada solução de projeto. Porém é conveniente destacar a importância de adaptar a arquitetura ao
clima local sempre que possível.
A adoção dessas diretrizes como uma estratégia de projeto auxilia na criação de ambientes com maior
qualidade de vida, atendendo as necessidades do homem no ambiente construído e no seu entorno, um
ambiente integrado com as características da vida e do clima local, consumindo a menor quantidade de
energia e atendendo às exigências térmicas de seus usuários.
REFERÊNCIAS
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construtivas para habitações unifamiliares de interesse social. Projeto 02:135.07-001/3. Rio de
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IMPACTO SOBRE A RENDA LOCAL A PARTIR DA IMPLANTAÇÃO DA MICRO USINA
HÍBRIDA.
Joel Carlos ZUKOWSKI Júnior(1); Weder Ferreira dos SANTOS(2); José Eustáquio
Canguçu LEAL(3)
(1) Professor do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Agroenergia pela Universidade Federal do
Tocantins; Av. NS 15, 109 Norte, Bloco IV, Palmas/TO, CEP 77020-120, e-mail: [email protected].
(2) Mestrando do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Agroenergia pela Universidade Federal do
Tocantins; Av. NS 15, 109 Norte, Bloco IV, Palmas/TO, CEP 77020-120, e-mail:[email protected].
(3) Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia; Mestrando do Programa de Pós-Graduação
Stricto Sensu em Agroenergia pela Universidade Federal do Tocantins; Av. NS 15, 109 Norte, Bloco IV, Palmas/TO,
CEP 77020-120, e-mail: [email protected].
RESUMO
O Brasil ainda tem muitas comunidades isoladas em que não há disponibilidade de energia elétrica ou
energia disponível por tempo suficiente para que ela seja aplicada em outras atividades além da produtiva.
A energia elétrica tem sido considerada um bem fundamental para o progresso. No entanto, apesar dos
programas governamentais para universalizar a disponibilidade deste bem, Este isolamento se faz,
principalmente, devido às condições territoriais. Além deste aspecto, a falta de estrutura produz outro
isolamento muito mais danoso, o social. Para promover a inclusão social e o desenvolvimento sustentável
alguns requisitos são necessários, dentre eles destaca-se a disponibilização de energia elétrica por
períodos maiores que às oito horas do dia comercial e a custo competitivo. Este trabalho tem como
objetivo mostrar um estudo de caso da disponibilização de energia elétrica para uma comunidade isolada
na região do Jalapão, comunidade Boa Esperança, município de Mateiros, Estado do Tocantins. Foi
instalado um sistema híbrido eólico-fotovoltaico com capacidade de gerar 9676,80 kWh anualmente. Esta
energia tem como finalidade melhorar o processo produtivo, para tanto foi instalado na oficina comunitária.
Os resultados mostraram que o sistema pode ser sustentável desde que a comunidade aproveite o
potencial de geração de energia para o processo produtivo.
Palavras-chave: Fontes Renováveis de Energia, Geração de Energia Descentralizada, Sustentabilidade.
INTRODUÇÃO
As conquistas tecnológicas relacionadas ao setor agrícola estão diretamente relacionadas a alguma forma
de energia, dentre elas, as mais comuns são a energia elétrica e os derivados de petróleo Kolling, (2001).
O Brasil tem muitas localidades isoladas, principalmente, é claro, na região norte do país. Um dos critérios
para avaliar o grau de isolamento é a disponibilidade de energia elétrica, fator alavancador do
desenvolvimento nos vários aspectos citados porque trás possibilidades diversas, desde acesso ao
conhecimento (TV, internet etc.) até melhorias nos processos produtivos.
Segundo Rossi (2007) na maioria dos países as propriedades rurais e comunidades isoladas não são
servidas pela rede de distribuição de energia elétrica. O Brasil tem como meta levar energia elétrica às
comunidades isoladas e quilombolas como forma de promover o desenvolvimento e a inclusão social
através do PROGRAMA NACIONAL DE UNIVERSALIZAÇÃO DO ACESSO E USO DA ENERGIA
ELÉTRICA – LUZ PARA TODOS (MME, 2004). Para tanto várias tecnologias estão sendo testadas. Para
que este programa tenha sucesso, as comunidades precisam ter condições de arcar com os custos da
utilização desta energia, seja da rede de distribuição, seja por geração independente.
Ao se referir a comunidades isoladas da Amazônia legal, Santos & Zukowski Jr. (2007) falam de
comunidades nos estado do Pará, Amazonas, e outros do extremo norte do Brasil, inclusive no Estado do
Tocantins, onde, sob a ótica inicialmente apresentada, tem regiões isoladas ou comunidade quilombolas
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onde não havia energia elétrica disponível. Este trabalho apresenta um estudo de caso onde uma
comunidade isolada foi selecionada para receber um sistema de geração de energia híbrido solar e eólico.
O Problema: Situação da comunidade antes do projeto. O estado do Tocantins está entre as unidades da
federação que compreendem a Amazônia Legal. A tabela 01 mostra as localidades que fazem parte do
parque do Jalapão e estão em torno dele.
Tabela 01: Comunidades dentro e fora do Parque Estadual do Jalapão desprovidas de energia elétrica.
Casa
s
43
Adulto
s
39
Criança
s
65
Populaçã
o
104
54
128
118
246
Córregos e tributários do
Rio Novo
5
12
12
24
Preto e Brejo Grande
15
45
48
93
Córrego Galheiro/Rio Sono
Rio Sono e Rio Prata
16
24
157
34
43
301
35
59
337
69
102
638
Comunidades
Rios
Carrapato/Formiga
Boa Esperança e
região*
Capão do
Modesto/Lageado
Margens do Rio Preto e
Brejo Grande
Galheiro
Fazenda Nova
TOTAL
Carrapato e Formiga
Fonte: Projeto PROBIO, 2002
*A Boa Esperança e Região compreendem 20 localidades
O Município de Mateiros está localizado a leste do Parque Estadual do Jalapão, abrangido pela zona de
entorno da unidade. Nesta zona está a sede do Município e a região de Boa Esperança. Esta localidade
tem uma população de 246 pessoas em 54 residências, todos são produtores rurais e artesãos (PROBIO,
2002). Por se tratar de uma localidade junto ao Parque do Jalapão, o potencial turístico é muito grande.
Dentre os vários problemas e necessidades desta localidade destacam-se a falta de energia elétrica.
A disponibilidade deste bem poderá alavancar o desenvolvimento local através do aumento da visitação
por turistas, da produção, da implantação de micro-agroindústrias, dentre outros.Neste caso apresenta-se
uma pequena central de geração de energia elétrica utilizando o sistema solar fotovoltaico associado com
geradores eólicos com a finalidade principal de promover o desenvolvimento de pequenas localidades
agrícolas.
A principal motivação foi evitar o êxodo rural, a pobreza e melhorar a qualidade de vida dos moradores da
região em questão. Fazê-lo sem tecnologia é praticamente impossível. No entanto, a maior parte das
tecnologias disponíveis depende da oferta de energia elétrica. Em localidades com potencial turístico,
como esta, implantar um sistema sustentável de geração de energia elétrica é fundamental para alavancar
o crescimento da localidade. Bem como propiciar meios para o desenvolvimento sustentável.
A tabela 02 mostra algumas necessidades mais urgentes apresentadas pelos moradores da região, onde,
a maioria não pode ser satisfeitas sem a disponibilização de energia elétrica. Da tabela 02 verifica-se que
a instalação de uma central de geração de eletricidade para esta localidade pode propiciar um aumento na
produtividade, melhoria na qualidade de vida através do aumento das fontes de renda dos moradores pela
agregação de valor.
Os sistemas de geração de energia elétrica através de células fotovoltaicas e geradores eólicos
apresentam um custo inicial alto, comparado com micros centrais hidrelétricas. No entanto, a manutenção
no primeiro tipo de sistema é praticamente zero, a vida útil dos equipamentos é superior a 20 anos. Em
longo prazo, este tipo de tecnologia é economicamente viável. Além disso, esta região não é servida por
rios que possibilitem a instalação deste tipo de sistema.
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Tabela 02: Problemas e Necessidades da Região de Boa Esperança
Necessidades
Criação de porco
Plantar mandioca
Criação de galinha
Fruticultura
Máquina de arroz
Máquina para ralar mandioca
Plantar banana
Necessita energia elétrica
Iluminação
Conservação do produto
Iluminação para aviário
Armazenamento e conservação do produto in
natura e processamento e conservação de
compotas etc.
Funcionamento da máquina
Funcionamento da máquina
Armazenamento e conservação do produto in
natura e processamento e conservação de
compotas, doces, etc.
Adubo
Horta
Sistema de bombeamento de água
Água para irrigação
Sistema de bombeamento de água
Arame para cerca
Produção de ração para gado
Operação do moinho e misturador
Plantar cana
Melhorar o engenho de cana
Processamento, obtenção do caldo-de-cana
Dentre as ações necessárias destaca-se o treinamento dos moradores para operarem de forma adequada
e segura a central de geração de energia elétrica para garantir a vida útil do sistema e a disponibilidade de
energia firme. Associado a isto, avaliou-se os impactos sócio-econômicos e ambientais do sistema de
geração de energia elétrica eólico-solar.
Localização: A comunidade Boa Esperança faz parte da Associação de Artesãos e Extrativistas do
Povoado da Mumbuca – Associação Capim dourado, cuja sede está situada no Povoado da Mumbuca,
CEP: 77.593-000, Município de Mateiros – TO, CGC Nº 05010011/0001-76. A comunidade está localizada
no município de Mateiros a 60 km da sede do município no Parque Estadual do Jalapão.
1. MATERIAL E MÉTODOS
Segundo Santos & Zukowski Jr, (2009) o adequado planejamento dos recursos é fator primordial na
instalação de sistemas de geração de energia elétrica. Um sistema híbrido solar-eólico foi instalado em
uma comunidade isolada do Jalapão-TO, o sistema instalado é um sistema híbrido composto por três
turbinas eólicas da marca ENERSUD, com capacidade nominal de 1kW cada, 52 painéis solares da marca
KIOCERA (figura 1 A), com a capacidade nominal de 70Wp. Para armazenamento de energia foi instalado
um banco de 32 baterias estacionarias de 150 A/h cada (figura 1 B).
O sistema em corrente contínua opera em 48V e em corrente alternada opera em 220V. A energia elétrica
está sendo utilizada exclusivamente para o processo produtivo, principalmente artesanato de Capim
Dourado e farinha de mandioca. Para viabilizar este processo, além de energia elétrica é necessária água
potável. Foi instalado um sistema de bombeamento a energia fotovoltaica que utiliza quatro painéis solares
com capacidade para bombear 1500l/h.
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(A)
(B)
Figura 1. (A) painéis solares. (B) banco de bateria no abrigo.
Os equipamentos para uma casa de farinha, com máquina de ralar mandioca (figura 2 A) e forno rotativo e
prensa manual (figura 2 B), foram disponibilizados. A energia será utilizada na oficina comunitária. A
comunidade foi instruída a respeito do funcionamento do sistema, bem como dos cuidados necessários e
da necessidade de arcar com os custos de O & M – operação e manutenção. Foi disponibilizada
iluminação com lâmpadas compactas de baixo custo na oficina comunitária.
(A)
(B)
Figura 2. (A) Máquina de Ralar Mandioca para Produção de Farinha Instalada na Oficina Comunitária. (B)
Prensa para Casa de Farinha Utilizada para Extrair Água da Massa e Aumentar o Rendimento do Processo
Tanto em Tempo Quanto em Massa.
2. RESULTADOS E DISCUSSÕES
O projeto foi instalado com verba de pesquisa do CNPq e MME. O sistema foi instalado e está em
operação. A energia gerada está sendo usada pela comunidade para o processo produtivo. Foram
disponibilizados 9.676,80 kWh/ano. O sistema foi instalado para energizar um galpão de aproximadamente
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15m X 8m, onde praticamente todas as reuniões comunitárias, tanto de produção como de lazer, são
realizadas Zukowski Jr. & Marçon (2005).
Segundo Calle (2005) a sustentabilidade de sistemas produtivos seja para produção de energia através da
biomassa, sejam outras fontes, é primordial para garantir o sucesso de qualquer empreendimento deste
tipo. A comunidade tem, hoje, condições de arcar com os custos do serviço desde que utilizem a oficina
para seus trabalhos e revendam no mercado o produto. A tabela 03 mostra as possibilidades de utilização
da oficina para a produção.
Tabela 03: Produtos de Plantio e Extrativismo possíveis de serem Processados na Oficina Comunitária
Total
(R$)
Farinha
kg
1.000,00
Óleo de Piaçava
litro
400,00
Doce de Buturiti
quadro
200,00
Artesanato Capim Dourado
peça
1.000,00
Polpa de Manga
kg
1.000,00
Pequi in natura
saco
2.000,00
Doce pequi
quadro
120,00
Farinha de jatobá
kg
150,00
Artesanato jatobá
peça
50,00
Doce de caju
quadro
250,00
Castanha de caju
kg
600,00
Granulado de castanha do caju
kg
100,00
Farinha de castanha de caju
kg
60,00
Óleo de buriti
litro
300,00
Geléia de Cagaita
pote 300g
50,00
Doce de manga
pote 300g
150,00
TOTAL
7.430,00
Os valores apresentados são os praticados hoje para a venda aos turistas e no mercado das cidades e
comunidades vizinhas. Além da venda dos produtos listados na tabela 03, in natura, a comunidade pode
implantar uma micro agroindústria para processamento das frutas extraídas bem como agregar valor a
estes produtos pelo processamento. Polpa de frutas, compotas, geléias, e outros produtos artesanais
podem ser acrescentados na gama de possibilidades, segundo o cronograma da tabela 04.
Material
Preço
(R$)
5,00
20,00
4,00
10,00
10,00
20,00
4,00
5,00
5,00
5,00
20,00
5,00
3,00
10,00
5,00
5,00
Unidade
Capacidade mínima de
produção anual (kg)
200
20
50
100
100
100
30
30
10
50
30
20
20
30
10
30
A partir de programas para pequenos produtores disponibilizados pelo governo federal, a comunidade
pode adquirir equipamentos de refrigeração para conservação da matéria prima, bem como dos produtos
processados. Como a energia disponibilizada é toda para a produção.
O cronograma da tabela 04 mostra que durante todo o ano há matéria prima para coleta, plantio e
processamento. Como se pode ver a comunidade tem total condição de ser auto-sustentável porque tem
como aplicar a energia no processo produtivo e existe mercado para os produtos da comunidade.
Conforme já apresentado, a renda média da comunidade era cerca de R$ 200,00/mês por família.
Dividindo-se o valor total da tabela 04 por 12 meses pode-se ter um valor aproximado de R$ 600,00,
adicionado ao valor atual a renda familiar aumenta para R$ 800,00/mês.
Tabela 04: Produtos de Plantio e Extrativismo possíveis de serem Processados na Oficina Comunitária
Produto
1
2
3
4
5
Mês do ano
6
7
8
9
10
11
12
Caju
Jatobá
Cagaita
Manga
120
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Pequi
Mandioca
Coco piaçava
Artesanato
Há que se considerar que os valores apresentados na tabela 03 representam a capacidade mínima de
produção e processamento na oficina comunitária. Outro aspecto a considerar é que a princípio não há
aumento significativo no número de empregos diretos ou indiretos com a instalação da energia porque não
se considera o responsável pela O&M e o gestor como empregos porque se está propondo que uma
mesma pessoa assuma estas responsabilidades e que não tenha esta atividade como sua atividade
principal, mesmo porque a remuneração é somente a título de contribuição. No entanto, aumentando a
produção, alguém deverá ser responsável por fazer as negociações, transporte para os centros de
comercialização, gerando empregos diretos e indiretos desta atividade. Por outro lado, membros da
comunidade que, outrora, tinham tempo ocioso poderão utilizar a oficina comunitária para a produção e
aumentar sua renda. Outro aspecto a considerar é que alguns membros da comunidade têm deixado a
região devido à falta de opção, principalmente os filhos e netos que estão tendo acesso à educação
formal. A vida agropastoril não lhes parece atrativa porque não propicia acesso aos itens disponíveis nas
cidades vizinhas (Mateiros e São Felix). Com a demanda produtiva, estes poderão permanecer na
localidade e periodicamente dirigirem-se as cidades como opção de lazer ou de compras de outros
produtos que não estão disponíveis na comunidade. Conforme se pôde verificar, a partir dos dados
apresentados, a micro central instalada pode ser sustentável, a partir da utilização da energia para o
processo produtivo. Alternativa de geração de energia limpa para comunidades isoladas no Tocantins.
Este projeto é totalmente replicável desde que atenda algumas características: Comunidade organizada;
Houver incidência vento com velocidade mínima de 6m/s e freqüência necessária; Houver recursos para a
produção local; Houver incidência de energia solar necessária por pelo menos 4h/dia; A comunidade faça
uso da energia principalmente para o processo produtivo.
AGRADECIMENTO
Ao CNPq/ CETENERG, por financiar o projeto do qual este artigo faz parte (processo n° 504604/03-1).
BIBLIOGRAFICA
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Atividades: Edital 003/2001, FNMA/PROBIO – Uso sustentável de recursos no entorno de Unidades de
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KOLLING, E. M., Análise de um Sistema Foto voltaico de Bombeamento de Água. Dissertação
(Mestrado em Engenharia Agrícola) – Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas, Universidade Estadual
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SANTOS, W. F., ZUKOWSKI JR, J. C., NOBREGA S. L., MARÇON, R. O. A energia Eólica como
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ISSN 2179-5649
BRASILEIRO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA – CONBEA, 2009, Petrolina. XXXVIII CONGRESSO
BRASILEIRO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA - CONBEA, 2009.
ZUKOWKI JUNIOR, J. C. MARÇON, R. O. Geração descentralizada de energia ao processo produtivo de
pequenas comunidades Agrícolas Isoladas In: IV Congresso Científico e V Jornada Cientifica: Ética &
Ciência, 2005, Anais. Palmas, 2005. v. 1. p.377 – 379.
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SOFTWARES EDUCATIVOS PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA NO ENSINO MEDIO
Dionara Freire de ALMEIDA
IFTO - Instituto Federal do Tocantins, Av. Joaquim Teotônio Segurado, Q201 Sul, Conj. 01, Lote 09 Palmas – TO,
email: [email protected]
RESUMO
Este artigo pretende contribuir com a discussão sobre o uso de tecnologias no ensino da matemática a
partir de pesquisas com software educativo a serem realizadas no Centro de Ensino Médio Santa Rita de
Cássia de Palmas-TO dentro do subprojeto de matemática do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de
Iniciação à Docência) IFTO-Campus Palmas. O trabalho tem, por isso, um caráter preliminar pelo fato de
ainda estar em andamento. Espera-se que o levantamento bibliográfico realizado possa instigar
investigações não somente sobre as aprendizagens dos alunos em ambientes que utilizam tecnologia na
sala de aula, mas, também, pesquisas sobre as conseqüências didáticas que essas práticas possam
causar. Tal proposta fundamenta-se na resolução de problemas e investigação matemática da Análise
Combinatória. Para desenvolvê-la, realizou-se um estudo da literatura acerca do ensino e aprendizagem
da Análise Combinatória, principalmente, no sentido de identificar os principais obstáculos e formas de
enfrentá-los.
Palavras-chave: softwares educativos, ensino de matemática, prática docente, análise combinatória.
INTRODUÇÃO
Atualmente existe uma infinidade de softwares educativos de matemática que exploram os conteúdos
desta disciplina no ambiente virtual e que podem ser usados nas escolas como um recurso para dinamizar
as aulas. Os softwares educativos podem ser um importante acessório para o aluno adquirir conceitos em
determinadas áreas do conhecimento, pois o conjunto de situações, procedimentos e representações
simbólicas oferecidas por essas ferramentas é muito amplo e com um potencial que atende boa parte dos
conteúdos das disciplinas.
Estas ferramentas permitem ajudar os alunos para que dêem novos significados às tarefas de ensino e ao
professor a chance para planejar, de forma inovadora, as atividades que atendem aos objetivos do ensino.
O presente texto foi desenvolvido a partir de experiências feitas no Centro de Ensino Médio Santa Rita de
Cássia de Palmas-TO compreendido entre meses de abril a outubro de 2010, por meio do PIBID –
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência. Foi formado um grupo de estudos e de trabalho
composto por docentes do IFTO- Instituto Federal do Tocantins-Campus-Palmas, licenciandos do Curso
de Matemática, professores e supervisores do Centro Estadual de Ensino Santa Rita de Cássia com
objetivo de discutir metodologias de ensino inovadoras na área da matemática, dando prioridade para a
utilização do laboratório de matemática e de informática que incentivem à docência os alunos da
licenciatura de matemática do IFTO-Campus Palmas.
Vale salientar que não se pretende, portanto, debater sobre os resultados escolares, apesar de conhecer
sua importância, mas os efeitos didáticos que a adoção de tecnologia na prática pedagógica poderá
causar. O olhar para a situação didática se volta para a dinâmica no ambiente em sala de aula na tentativa
de entender e refletir sobre os procedimentos pedagógicos tornando-os objetos de análise.
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Outro aspecto relevante que deve ser considerado é a construção dos conceitos matemáticos na
organização das tarefas de aprendizagem propostas aos alunos. Neste sentido, diz Vergnaud (1998), que
o desenvolvimento cognitivo depende fortemente da criação de situações e de conceituações específicas,
para o autor, campo conceitual é um conjunto informal e heterogêneo de problemas, situações, conceitos,
relações, estruturas, conteúdos e operações de pensamento, conectados uns aos outros e,
provavelmente, entrelaçados durante o processo de aquisição.
1. NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DA MATEMÁTICA
A inserção da tecnologia nos mais diversos campos do conhecimento, inclusive na educação, e a
crescente utilização de mecanismos robotizados nas situações de produção, torna cada vez mais
desnecessárias as ações mecânicas, exigindo-se dos alunos uma nova postura na maneira de gerar,
conceber e trabalhar com situações de incertezas e problemas, requerendo destes, novas estratégias e
processos cognitivos de solucionar um problema.
Segundo Papert (1994), desse modo, o ensino de matemática, pode liberar-se da pedagogia do
treinamento e voltar-se para a formação do homem enquanto ser pensante e criador. O computador é a
máquina, assim, a combinação de computador e jogo surge como proposta de um meio alternativo para o
processo educativo, podendo-se juntar duas fontes lúdicas onde teremos, como ponto de fusão, os jogos
educativos computacionais.
Segundo Vieira (1999), os softwares educativos podem ser classificados, também, quanto ao nível de
aprendizagem do aluno como:
- seqüencial onde objetiva a transferência de informação, apresentação de conteúdos e postura
passiva do aluno,
-relacional onde objetiva a aquisição de certas habilidades, possibilita que o aluno relacione com outros
fatos ou outras informações,
- criativo onde está relacionado com a criação de novos esquemas mentais, possibilitando haver a
interação entre pessoas e tecnologia, postura mais participativa e ativa do aluno.
2. O JOGO E O ENSINO DE MATEMÁTICA
Conforme Grando (2000), a palavra jogo, do latim joco, significa, etimologicamente, gracejo e zombaria,
sendo empregada no lugar de ludus, que representa brinquedo, jogo, divertimento e passatempo.
Segundo Grando (2000), a inserção do jogo no contexto de ensino de matemática representa uma
atividade lúdica, que envolve o desejo e o interesse do jogador pela própria ação do jogo, e mais, envolve
a competição e o desafio que motivam o jogador a conhecer seus limites e suas possibilidades de
superação de tais limites, na busca da vitória, adquirindo confiança e coragem para se arriscar.
Moura (1996) afirma que tanto o jogo quanto o problema podem ser vistos, no processo educacional,
como introdutores ou desencadeadores de conceitos ou como verificadores de conceitos já desenvolvidos
e formalizados, além de estabelecer uma relação entre jogo e problema ao postular que o jogo tem fortes
componentes da resolução de problemas na medida em que jogar envolve uma atitude psicológica do
sujeito que, ao se predispor para isso, coloca em movimento estruturas do pensamento que lhe permitem
participar do jogo, no sentido psicológico, desestrutura o sujeito que parte em busca de estratégias que o
levem a participar dele.
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Podemos definir jogo como um problema em movimento. Problema que envolve a atitude pessoal de
querer jogar tal qual o resolvedor de problema que só os tem quando estes lhes exigem busca de
instrumentos novos de pensamento.
É nesse sentido que Alves (2001) defende a utilização do jogo com finalidade educacional, pois segundo
ele “a educação por meio de atividades lúdicas vem estimulando as relações cognitivas, afetivas, sociais,
além de propiciar também atitudes de crítica e criação nos alunos que se envolvem nesse processo.
Alves (2001) defende a sua utilização em sala de aula com o objetivo de desenvolver a habilidade de
coordenar pontos de vista, considerando também, que os jogos em grupo são mais frutíferos, pois com
eles as crianças estão mais ativas, uma vez que devem estar atentas às suas jogadas e às dos outros.
De acordo com Marco (2004), a importância da utilização de jogos no contexto de aulas de matemática
está na possibilidade de desenvolver a criatividade, a imaginação, o senso crítico, as estratégias para a
resolução de problemas e também como revelador de conceitos matemáticos, valorizando assim, o seu
papel pedagógico.
Grando (2000), se refere ao fato de que um jogo por si só, não tem objetivos educacionais, cabendo ao
professor traçar objetivos e planejar ações de intervenções que propiciem a exploração de um jogo ou de
um software de modo que conceitos matemáticos possam ser discutidos.
Ainda nos diz Marco (2004, p. 21), no contexto de aulas de matemática “a resolução de problemas com
vistas ao ensino, é entendida como uma situação viva para o aluno, ou seja, uma situação que este
vivencia e necessita de resolver”.
3. ANÁLISE COMBINATÓRIA
Ensinar Análise Combinatória em salas de aula do Ensino Médio tem sido um problema difícil de resolver
para muitos professores de matemática.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais destacam, entre outros conteúdos, o papel importante do raciocínio
combinatório na formação dos alunos do Ensino Médio.
As habilidades de descrever e analisar um grande número de dados, realizar inferências e
fazer predições com base numa amostra de população, aplicar as idéias de probabilidade e
combinatória a fenômenos naturais e do cotidiano são aplicações da Matemática em
questões do mundo real que tiveram um crescimento muito grande e se tornaram bastante
complexas. Técnicas e raciocínios estatísticos e probabilísticos são, sem dúvida,
instrumentos tanto das ciências da Natureza quanto das Ciências Humanas. Isto mostra
como será importante uma cuidadosa abordagem dos conteúdos de contagem, estatística e
probabilidades noEnsino Médio... (PCN, 1999, p.257).
Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática (PCN´s, 1999), pontuam ainda, em relação à
inserção de jogos no ensino de Matemática, que estes constituem uma forma interessante de propor
problemas, pois permitem que estes sejam apresentados de modo atrativo e favorecem a criatividade na
elaboração de estratégias de resolução de problemas e busca de soluções. Propicia a simulação de
situações-problema que exigem soluções vivas e imediatas, o que estimula o planejamento das ações.
4. METODOLOGIA
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O estudo ora apresentado faz parte de um projeto mais amplo voltado para as interações e ações para
promover mudanças no âmbito da formação de licenciados com vistas a promoção de inovação do
processo de ensino-aprendizagem nas escolas. O estudo será organizado a partir da seleção de 1 (um)
software educativo onde será trabalhado o Raciocínio Combinatório. O software educativo usado para
atingir nosso objetivo será: Probabilidade dos Bonecos.
A pesquisa será realizada em uma abordagem qualitativa e tem como objetivos:
(1) analisar as características do jogo computacional Combinação de Bonecos e a possibilidade que
oferece ao sujeito para produzir diferentes estratégias de resolução de problemas matemáticos;
(2) verificar as potencialidades do jogo computacional para a apropriação/mobilização de conceitos
matemáticos.
Esta atividade explora propriedades básicas de eventos aleatórios e suas probabilidades através do
experimento aleatório que consiste em sortear uma pessoa de um grupo de 28 meninas e meninos. Os
eventos são definidos em termos do sexo da pessoa sorteada e das características das peças de
vestuário. Os itens de vestuário de interesse são blusa, saia, vestido, tênis, calça ou bermuda.
Na primeira parte da atividade, são apresentados dois eventos e, depois, pede-se para listar os elementos
de um terceiro evento definido a partir de operações com os eventos originais. É importante que o aluno
saiba fazer a "tradução" para linguagem de conjuntos.
Deverá ser observado as operação de diferença entre 2(dois) eventos; mostrar a equivalência com a
interseção de um deles com o complementar do outro. É importante também lembrar que serão
exploradas as propriedades das operações. Ressaltamos nessa pesquisa, consideramos como material de
análise, a resolução das situações-problema do jogo, o diário de campo da pesquisadora e os registros
orais das discussões processadas entre os alunos e professores.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A elaboração desse estudo permite refletir sobre o quanto é necessário pensar em programas de software
educativo, reconhecendo a complexidade nas relações existentes entre o sujeito que se deseja que
aprenda, o professor que pretende ensinar, a disciplina escolhida a ser ensinada, entre o computador e a
tecnologia de software.
Portanto, propõe-se que práticas pedagógicas que utilizam software educativo sejam objetos de pesquisa
colaborando para projetos, que pretendem utilizar tecnologia da informática na sala de aula.
Acredita-se que estudos como esse relatado instiguem para que profissionais de escolas tenham mais
ferramentas que os ajudem a organizar seu ambiente e sua ação pedagógica de modo mais eficaz. Assim
pode-se pensar na utilização de software educativo como um instrumento didático que beneficie a
aprendizagem dos alunos provocando uma forma diferente de organizar o ensino e toda a situação
didática que é estabelecida nesse ambiente.
REFERÊNCIAS
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Nacionais: ensino médio. Brasília: MEC, 1999.
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ISSN 2179-5649
MARCO, Fabiana Fiorezi de. Estudo dos processos de resolução de problema mediante a
construção de jogos computacionais de matemática no ensino fundamental. 140 p.Dissertação
(Mestrado em Educação), 2003, Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
Disponível em http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000316327 acesso em 29 jul. 2010.
PAPERT, S. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Tradução Sandra
Costa. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994
VERGNAUD, G. A Comprehensive Theory of Representation for Mathematics Education. JMB, V17,
N2, pp.167-181, 1998.
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ISSN 2179-5649
ANÁLISE DOS DISCURSOS DOS PROFESSORES QUE NÃO UTILIZAM ATIVIDADE
EXPERIMENTAL DE BAIXO CUSTO DE FÍSICA
Hipollyto Kapristano Amorim S. de OLIVEIRA (1); Weimar Silva CASTILHO (2).
(1) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins – Campos Palmas, [email protected]
(2) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins – Campos Palmas; [email protected].
RESUMO
Neste trabalho se analisa a perspectiva dos professores em relação aos experimentos de Física com
materiais de baixo custo, examinando documentos de orientações educacionais e a realidade dos
professores que não utilizam estes materiais. Temos vários documentos que descreve como uma das
metodologias que possibilitam a melhoria no ensino de Física, mais por que e qual o ponto de vista dos
professores que não utilizam estes materiais?. Seguindo este pensamento procuramos estudar
documentos importantes, que tem o objetivo de orientar os professores que são: os Parâmetros
Curriculares Nacionais e Proposta Curricular do Ensino Médio do Tocantins. E foi feita uma pesquisa
qualitativa com os professores da Escola Estadual Santa Rita de Cássia, sobre a realidade e opinião por
estes materiais. O intuito é analisar as propostas de ensino com a realidade dos professores.
Palavras-chave: Experimentos de Física, Propostas educacionais, professores que não as utilizam.
INTRODUÇÃO
A educação é uma das principais preocupações da sociedade, onde existem varias pesquisas, estudos e
trabalhos publicados, documentos de orientações educacionais para nortear e melhorar o ensino tanto da
parte nacional quanto estadual em diversos meios especializados. E neste trabalho iremos revisar
bibliografias especializadas a respeito de experimentos de Física de baixo custo para a melhoria do
ensino. Alem de realizar entrevistas com professores atuantes na disciplina de Física.
A prática docente de Física se apresenta de um caráter instrumental bastante forte, mas a uma boa parte
dos docentes que não a promove. E se faz necessário uma parte instrumental do ensino de Física, e, sem
dúvida, é uma necessidade que as proposta educacionais colocam, as pesquisas e os estudos as
fortalecem.
O objetivo deste trabalho é examinar por que vários professores de Física não utilizam experimentos de
Física como metodologias para suas aulas, qual sua perspectiva, quais estratégias adotadas por ele para
criar e sustentar o interesse, engajamento e participação dos estudantes na formação de respostas a um
problema sem a mediação de arranjo experimental de modelos. Tal analise será feito por meio das
interações discursivas no contexto das propostas educacionais e entrevistas com professores de Física do
ensino médio.
Mesmo com orientações para a melhoria do ensino, quais seriam as dificuldades e divergências entre
propostas educacionais e professores, quais as perspectiva dos professores nas mudanças coletivas na
prática docente, quais as metodologias didáticas seria mais eficiente para a melhoria do ensino e por que
são poucos que trabalham com experimentos de Física de baixo custo.
Antes da entrevista com os professores foi realizado um estudo com propostas educacionais que foram os
Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio, Proposta Curricular do Ensino Médio do Tocantins,
artigos e grandes nomes da educação. A entrevista com os professores do ensino médio de Física foi
realizada com um questionário semi-estruturado, com justificativas de suas respostas e questionamentos
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delas com base nas propostas educacionais que eles possuem como orientação e dentro de cada
entrevista ocorreram novas perguntas e indagações.
Este trabalho pode ser definido como uma pesquisa qualitativa, pois estabelece grande quantidade de
dados do núcleo de pesquisar, baseados na relação entre o pesquisador e o objeto da pesquisa, no caso o
grupo de professores. A pesquisa qualitativa mostrou-se como uma estratégia pertinente para nosso
estudo, na medida em que valorizam totalmente os aspectos do professor em um questionário flexivo e
justificativo de forma dialogada, onde as respostas se apresentaram muito parecidas e de forma linear,
pois demonstram presentes nas relações de sala de aula.
1. CONTEÚDO
1.1 – Propostas educacionais do ensino de Física.
A educação é um dos pilares da sociedade mais importante, onde existe uma reflexão bem forte sobre
novas metodologias para melhorar o ensino e aprendizagem, em todas as áreas do conhecimento do
ensino básico, no caso do ensino de Física segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (2002), “Os
estudantes consigam construí uma cultura cientifica efetiva, que permita ao indivíduo a interpretação dos
fatos, fenômenos e processos naturais através de suas teorias e formulas”.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais afirma que para que isto aconteça temos que mudar e acrescentar
novos recursos para supri e deixa de ser caracterizado o ensino de Física, segundo os Parâmetros
Curriculares Nacionais (2002), “O ensino de Física tem-se realizado freqüentemente mediante a
apresentação de conceitos, leis e fórmulas, de forma desarticulada, distanciados do mundo vivido pelos
alunos e professores e não só, mas também por isso, vazios de significado”.
O PCEM-TO, ver que hoje há um desenvolvimento tão rápido de nossos alunos pelo fato do fácil aceso
tecnológicos, que provocou um acumulo de informações, mas não houve uma organização e nem o
conhecimento teórico para este funcionamento. Analisando isto temos que estar direcionando estas
informações e trabalhando com elas no sentido de aplicarmos este conhecimento em sua vida, seu lar e
em suas profissões. Dentro do contexto vivenciado pelos alunos, em uma nova sociedade devemos então
educar com uma reflexão desta sociedade conforme Gleiser (2000), “educar também é um processo de
auto-descoberta, em que a mensagem e seu significado refletem a visão de mundo do educador”.
Possuímos alunos que usufruem de um conhecimento tecnológico, que tem uma bagagem de informação
cientifica e popular, e de acordo com Ministério da Educação (2006) “... o professor mais do que nunca
tem a necessidade de esta atualizado neste mundo para atingir os resultados desejados”. E depois da
chegada os PCN, com a proposta de direcionar e melhorar o ensino, os professores têm que estar se
reciclando para continuar dentro deste novo universo contemporâneo, e está atualizado com novas
ferramentas de ensino, algo que aparece de forma significante na Proposta Curricular do Ensino Médio do
Tocantins e em artigos, destaca os experimentos com materiais simples do cotidiano dos alunos, para dar
mais significado as teorias.
Devido ao fato da Física ser a explicação da própria realidade, torna-se necessária a
utilização de experimentos no decorrer das aulas, mesmo que de caráter ilustrativo, cujo
objetivo é favorecer ainda mais a interpretação de fenômenos, como fatos e processos
naturais, pelos educados. (PCEM, 2009. p. 92).
O PCN não cita muito, mas de forma significante o experimento de Física é citado como “Mas habilidades
e competência concretizam-se em ações, objetos, assuntos, experiências que envolvem um determinado
olhar sobre a realidade, ao qual denominamos Física...” (PCN 2002, p 231). Analisando as imagens, que
também são uma forma de linguagem, no capitulo de Física, são apenas duas imagens, todas mostram o
ensino de Física em atividades experimentais.
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Já o PCEM-TO, é muito enfatizado e valorizado os experimentos de Física, materiais alternativos do
cotidiano dos alunos, como:
Não existe nada mais fascinante no aprendizado da ciência do que vê-la em ação,
utilizando, por exemplo, uma bicicleta, usa–se um carrinho de mão ou outro instrumento
disponível. O ponto mais importante é levar os alunos a observar o mundo como cientistas
aprendizes e para isso deve-se utilizamos materiais alternativos, possibilitando a
transposição dos limites impostos pelos recursos didáticos tradicionais da sala de aula.
(PCEM, 2009. p. 83).
Nas sugestões didáticas do PCEM-TO, só referem-se à importância do experimento de Física, como:
Devido ao fato da Física ser a explicação da própria realidade, torna-se necessária a
utilização de experimentos no decorrer das aulas, mesmo que de caráter ilustrativo, cujo
objetivo é favorecer ainda mais a interpretação de fenômenos, como fatos e processos
naturais, pelos educados. (PCEM, 2009. p. 92).
Ate nas sugestões bibliográficas do PCEM-TO, também se referem os livros que envolvam experimentos
de Física de baixo custo, e afirma “sugere-se uma bibliografia que pode colaborar positivamente para o
preparo das aulas.” (PCEM-TO, 2009, pág. 93).
Gaspar, Alberto: Experiência de Ciências para o Ensino Fundamental. São Paulo – SP,
Editora Ática, 2005. (PCEM, 2009. p. 93).
Nunes, L A. de Oliveira & Arantes, Alessandra R.; Física em casa. São Carlos, Instituto de
Física de São Carlos (IFSC) – Universidade de São Paulo (USP), 2005. (PCEM, 2009. p.
93).
Valadares, Eduardo de Campos; Física mais que divertida, inventos eletrizantes baseados
em material reciclado e de baixo custo. Belo Horizonte editora UFMG, 2005. (PCEM, 2009.
p. 93).
Com tantos pontos positivos, sobre os experimentos de Física, mas as orientações curriculares citam as
dificuldades no ensino de Física que é “Um problema apontado principalmente pelos professores é a carga
horária insuficiente para sua disciplina. Atualmente, o número de horas/aulas de Física varia entre duas e
três horas/aulas semanais”. Também é citado por esta mesma proposta que “Muitas tentativas de
mudança nas praticas educacionais esbarram na falta de materiais didáticos”.
Piaget descreve as etapas de desenvolvimento, que para ele seriam quatro etapas principais que são
maturação, experiência, transmissão social e equilíbrio. Chamando a atenção da segunda etapa que é
citada por Piaget (1974), “o papel da Experiência adquirida no meio físico sobre as estruturas da
inteligência”. Quanto à experiência física, que está relacionada a conteúdos assimilando suas teorias com
o meio. Assim, a experiência de Física não é uma simples dinâmica, mas a integração com o universo,
pois esta inteligência é a aprendizagem que o aluno construiu.
Esta visão deve ser um ponto chave, pois Paulo Freire afirmar que “O ser humano apenas consegue amar
aquilo de que se sente parte”, e todos os alunos conhecem bicicleta, já brincou com carrinho, tem TV e
etc. Então estes objetos são de conhecimento popular, faltam que os alunos vejam a Física neles.
Vygotsky também concorda que na aprendizagem e necessário objetos para assimilar o conhecimento
com o ambiente, destaca que deis de criança há uma melhor aprendizagem quando ele faz relação.
O aprendizado tal como ocorre na idade pré-escolar difere nitidamente do aprendizado
escolar, o qual está voltado para a assimilação de fundamentos do conhecimento científico.
No entanto, já no período de suas primeiras perguntas, quando a criança assimila nomes de
objetos em seu ambiente, ela está aprendendo... de fato, aprendizado e desenvolvimento
estão inter-relacionados desde o primeiro dia de vida da criança. (Vygotsky, 1991. p. 95)
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Este conceito é fundamental para o nosso trabalho, pois o entendimento das relações entre objetos do
cotidiano dos alunos melhora o desenvolvimento e o aprendizado, e no caso de Física os experimentos
com materiais de seu meio. E através desta citação, que o processo de ensino de Física, implica em
reconhecermos que é necessário utilizar experimentos de baixo custo, que sejam do dia-a-dia dos alunos
para que assim possam assimilar melhor.
1.2 – Entrevista com os professores.
Todos os professores entrevistados foram da escola CEM Santa Rita de Cássia, sendo todo atuante na
disciplina de Física, nenhum com licenciatura na área, apenas um com curso de complementação. E todos
os entrevistados não utilizam experimentos nas aulas de Física.
Quando perguntados qual a razão de não utilizar experimentos sendo uma das metodologias do ensino de
Física, que é apontado pelo PCN e PCEM-TO como a principal abordagem para melhorar o ensino, as
respostas foram semelhantes, citando:
Faltam materiais, tempo de aula curto tempo pessoal curto, falta especialização pós ate tem
alguns materiais para experiência, mas falta um técnico para apoiá-los ou um curso para da
subsidio para o uso deste material é afirmou que alguns experimentos nem funcionam, pois
como não tem um técnico de laboratório para organiza estes materiais ficam sem limpeza e
manutenção. (Professor B).
... falta de conhecimento, de materiais, por desconhecer como adaptar... (professora A.)
Quando questionados se eles acreditavam que este experimento com materiais de baixo custa podia
chamar mais atenção e melhorar a compreensão das formulas e teorias e também questionei a questão se
haviam série que desenvolveriam melhor ou igual, todos afirmaram que: “Sim, deis de bem elaborado e
apresentado. Afirmaram que as séries finais com tem uma bagagem maio tem a tendência de desenvolver
melhor.” (Professor D).
Falei que os PCEM-TO citam que “Não existe nada mais fascinante no aprendizado da ciência do que vela
em ação” (PCEM-TO, 2009), e um dos seus exemplos é a bicicleta e suas sugestões didáticas são apenas
sobre experimento com materiais de baixo custo, então perguntei se já haviam sido oferecido ou feito
particular um curso de capacitação teórico ou oficinas sobre este tema, todos os professores disseram
que:
Nunca foi oferecido e faz partícula não e possível por outros fatores. Sendo o professor
mais antigo da escola tem seis anos. Eu já fiz complementação em Física, mas durante a
minha formação não teve contato com atividades experimentais com materiais de baixo
custo. Os experimentos que ainda foram realizados com equipamentos sofisticados (para a
realidade das nossas escolas) os quais ele não pode ter na escola. (professor B).
A última questão foi sobre ações com estes materiais de baixo custo, falaram que:
Não tem, pois pelo fato da parceria de alunos no curso de Física introduzindo estes
experimentos para o segundo simetria e também a compra deste material é difícil pelo fato
da escola não poder compra pela internet e não acha materiais no mercado comum.
(Professor A).
Mesmo com orientações para a melhoria do ensino, quais seriam as dificuldades e divergências entre
propostas educacionais e professores, quais as perspectiva dos professores nas mudanças coletivas na
prática docente.
As propostas são ótimas, mas falta mais ação nossa, e ações para capacitação de
profissionais para melhoria de metodologias e aplicabilidade, a montagem de um simples
laboratório, que saber monta um núcleo tecnológico para que as escolas possam trabalhar
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alguns experimentos ou a montagem de um laboratório de baixo custo em cada escola.
(Professor B).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste trabalho é possível notar como o PCEM-TO focaliza bem mais do que o PCN, pois existe uma
diferença de dez anos de um para o outro, mas são documentos de grande importância para a educação
proposta, e tem enfatizado e potencializados as atividades experimentais no ensino de Física. Contudo os
próprios documentos não mudaram a caracterização de como ocorre o ensino de Física que continuam
sendo as mesmas com um ensino sem significado, apresentações de teoremas e formulas com problemas
repetitivos. E as entrevistas compõem o trabalho com as perspectivas dos professores e sua realidade.
A metodologia utilizada mostrou-se satisfatórios para cumprir nosso objetivo, dando-nos indicações de
concepções dos professores e possibilitando uma análise simples e ao mesmo tempo eficiente e
abrangente do trabalho realizado. A coleta de dados através das entrevistas com professores serviu aos
nossos propósitos. Os ressaltar de nossas conclusões foram baseadas principalmente das entrevistas dos
professores.
E uma parte importante, é a entrevista dos professores que não utilizam os experimentos. Mostrou-nos
que eles conhecem as propostas, conhecem esta metodologia de experimentos principalmente de
materiais de baixo custo e acreditam na importância dela para o ensino de Física e como são importantes
para a compreensão do ensino.
Todos os professores entrevistados defendem que o ensino da Física precisa ser significativo, como já é
dito pelos PCN e PCEM-TO, e reconhecem que os experimentos de Física ajudam bastante às aulas e o
ensino dos alunos.
Não discordam de como os PCN citam o ensino de Física e suas competências e habilidades e nem o
papel do professor de Física. No entanto, apontam falhas como: a grande quantidade de conteúdo, carga
horária reduzida em sala de aula e falta de subsídios, ate aqui o PCEM-TO, relatam. Os professores
entrevistados afirmam que nunca tiveram uma formação continuada, que focalizasse este tema para um
aperfeiçoamento.
Estes resultados consistem, em apontar para qual a razão de professores não utilizarem os experimentos
e o que mais se destacam é que nenhum dos professores entrevistados é da área de Física, a escola tem
alguns recursos que poderia ser invertido, mas os professores sem tempo para elaboração e montagem,
sem apoio para a organização e capacitação da disciplina, eles citam que temos bastantes documentos
para orientar, mas não temos ações que capacitam estes profissionais, assim introduzimos novas
metodologias para transformações do ensino de Física.
É possível perceber que o professor de Física atuante precisa de um complemento. Um curso de
capacitação para poderem reelaborar, suas aulas e criações de ações escolares para a montagem de
atividades experimentais promovendo um ensino significativo para si e para os alunos. Lembrando que
apenas um tem um curso de complementação na área dos professores entrevistados, mas mesmo assim
faltavam conhecimentos sobre experimentos de baixo custo, pois sua formação não possuiu nenhuma
disciplina instrumental e nunca utilizaram experimentos simples de Física neste curso.
Para ensinar Física é preciso conhecê-la, compreender e saber aplicar no simples cotidiano em
profundidade para distanciar-se da compreensão do senso comum. Esta construção depende de parceria
para fortalecer o ensino e também de medidas educacionais, pois as propostas educacionais são ótimas
em papel, pois faltam ações para modelar o ensino.
REFERÊNCIAS
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ISSN 2179-5649
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Discurso em Atividade Demonstrativa de Física. Faculdade de Educação. Faculdade Federal de Minas
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VIGOTSKI, L.S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
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ISSN 2179-5649
MATERIAIS, PROFESSORES E ALUNOS NO ENSINO EXPERIMETAL DE FÍSICA
Gleison Siqueira de SOUZA (1); Weimar Silva CASTILHO (2)
(1) Instituto federal do Tocantins, palmas, e-mail: [email protected]
(2) Instituto federal do Tocantins, palmas, e-mail: [email protected]
RESUMO
O objetivo deste trabalho é pensarmos em experimentos de Física de um modo simples, mas que nem
sempre os alunos têm conhecimento disso. Quando falamos em experimentos, vem em nossa cabeça algo
maravilhoso de ser observado, mas que só pode ser feito por pessoas de um alto grau de conhecimento, a
exemplo dos cientistas. Nunca se imagina que alunos de ensino médio e fundamental podem fazer parte
desse seleto grupo de pessoas que tem o prazer de realizar um experimento.
Palavras-chave: Experimento, alunos.
INTRODUÇÃO
Uma atividade muito importante para que o aluno compreenda melhor o ensino de Física e que não tem
muito uso nas escolas de ensino médio e fundamental, é a experimentação. Com essa atividade o aluno
se envolve mais com o conteúdo aplicado, e dá mais importância às aulas de Física. Uma grande arma,
digamos assim, para fazer com que o aluno se interesse pelos estudos de Física é o uso dos
experimentos, que por ser uma parte fundamental na aprendizagem dos conteúdos abordados no ensino é
também um momento de lazer que envolve dedicação e consequentemente leva ao conhecimento.
É na busca do saber fazer que surgem situações favoráveis à aprendizagem, ou seja,
questionamentos, elaboração de hipóteses, confrontação de ideias nas interações entre
pessoas, ou entre ideias e observações experimentais, colocando em jogo as concepções
prévias do aprendiz, criando-se uma dinâmica que favorece uma efetiva apropriação do
conhecimento (COELHO, et al, 2008, p. 18 ).
Os professores de ciências, tanto no ensino fundamental com médio em geral, acreditam que a melhoria
do ensino passa pela introdução das aulas práticas no currículo (BORGES, 2002, p. 294). As aulas
práticas que podem também ser chamadas de experimentos, não necessitam de ambientes sofisticados
para sua realização, ambientes estes, que não existe na maioria das escolas.
É um equívoco corriqueiro confundir atividades práticas com a necessidade de um ambiente
com equipamentos especiais para a realização de trabalhos experimentais, uma vez que
podem ser desenvolvidas em qualquer sala de aula, sem a necessidade de instrumentos ou
aparelhos sofisticados (BORGES, 2002, p. 294).
1. MATERIAIS
Quando falamos em experimentos, de Física especificamente, nos remete a ideia de muito conhecimento,
ser cientista, alguém que estudou bastante e se dedica integralmente às pesquisas. Mas apesar das
escolas públicas na sua maioria não incentivar as práticas experimentais, por falta de materiais
específicos, ambiente adequado é possível pensar em experimentos de Física usando materiais do diadia, com o qual os alunos estão acostumados a manuseá-los para outras finalidades.
Um exemplo dessa facilidade apresentou Galli, C. em um de seus trabalhos a produção de hologramas
com equipamentos de baixo custo. A finalidade deste trabalho é a de descrever um método simples e
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economicamente viável de produção de hologramas de transmissão, de boa qualidade, com materiais
comumente utilizados nos laboratórios de Óptica (GALLI, C, 1993, p. 258). Também Canalle, J.G.G.
mostrou a facilidade em se construir uma luneta com lentes de óculos, instrumento muito utilizado no
ensino de astronomia básica, que tem um custo muito elevado, mas devido a utilização de materiais de
baixo custo foi possível a confecção desse objeto.
O desenvolvimento de uma luneta de fácil construção, isto é, que use materiais facilmente
disponíveis no comércio, de baixo custo, de simples montagem, resistente ao manuseio de
crianças e adolescentes, e que permita ver pelo menos as crateras lunares é uma tarefa
demorada, pois exige a improvisação de muitos materiais e a construção de vários
protótipos (CANALLE, 1994, P. 212).
2. PROFESSOR
O professor como sendo o responsável pela sala de aula tem o papel de instigar os alunos as
experimentações, mostrarem aos alunos que existe uma facilidade na realização de experimentos.
Ainda hoje percebemos que apenas uma pequena minoria dos professores realiza
atividades experimentais com seus alunos nas aulas de física do ensino médio. Apesar da
importância da atividade experimental na educação científica, a ciência continua sendo
apresentada, na maior parte das vezes, apenas através de fórmulas, definições e exercícios
padronizados. Esta tônica subtrai do ensino de Física, elementos importantes, como a
formação de diversas habilidades e hábitos, dificulta a aprendizagem dos conceitos além
de, do ponto de vista afetiva, afastar o aluno do interesse pelo conhecimento científico. A
experimentação, sobretudo quando realizada com materiais simples que o aluno tem
condições de manipular e controlar facilita o aprendizado dos conceitos, desperta o
interesse e suscita uma atitude indagadora por parte do estudante (FERREIRA, et al, 2004,
P. 1).
O professor tem que ser claro e objetivo nas suas explicações, para que possa ser de fácil entendimento
para os alunos o experimento a ser abordado. No contexto de sala de aula, expressões imprecisas, ou
mesmo incorretas na explicação do professor, podem induzir o aluno a uma interpretação do fenômeno em
questão não compatível com a científica (COELHO, 2008, p. 19).
Os professores são responsáveis pela construção de seu conhecimento, são atores de sua própria
formação, têm autonomia, constroem os dispositivos experimentais, realizam experimentos, elaboram,
testam e confrontam hipóteses, fazem previsões, explicam e comunicam suas ideias (COELHO, 2008, p.
10). De acordo com (BORGES, 2002, p. 307), o professor atua como um mediador entre o grupo e a
tarefa, investindo no momento em que há indecisão, falta de clareza ou consenso.
3. ALUNO
As atividades experimentais levam o aluno a ter um maior interesse pela disciplina, assim aumentando seu
desempenho.
Graças às atividades experimentais, o aluno é incitado a não permanecer no mundo dos
conceitos e no mundo das linguagens, tendo a oportunidade de relacionar esses dois
mundos com o mundo empírico. Compreendem-se, então, como as atividades
experimentais são enriquecedoras para o aluno, uma vez que elas dão um verdadeiro
sentido ao mundo abstrato e formal das linguagens. Elas permitem o controle do meio
ambiente, a autonomia face aos objetos técnicos, ensina as técnicas de investigação,
possibilitam um olhar crítico sobre os resultados. Assim, o aluno é preparado para poder
tomar decisões na investigação e na discussão dos resultados (SERÉ, et al, 2003, p. 39).
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A falta da qualificação adequada dos professores, o modo de ensino abordado, são fatores que pesa muito
na aprendizagem dos alunos, assim também como em muitos casos a falta de aulas laboratoriais dos
conteúdos de física.
“Segundo vários autores como, Lopes (2001), Axt e Guimarães (1985) é natural encontrarmos entre
nossos alunos do ensino médio indivíduos ainda no estágio das operações concretas, definido por Piaget
como aquele em que o indivíduo ainda não é capaz de abstrações necessárias para compreensão da
Física que lhes é ensinada na escola. Conceitos como os de força ou energia exigem um grau de
abstração que os nossos alunos do ensino médio em geral ainda não atingiram. Assim, as atividades
experimentais são uma maneira de aproximar esses alunos da Física de forma mais concreta. Ainda para
os alunos que já atingiram o estágio das operações formais, as atividades experimentais, se não são
imprescindíveis, é justamente e somente nessa fase que elas se apresentam como possibilidade de
exercício completo. Logo, são importantes para todos os estudantes” (FERREIRA, et al, 2004, P. 1).
CONSIDERAÇÕES
Pode ser entendido como facilidade do ensino experimental, nos conteúdos de Física, tanto de ensino
fundamental, médio e até mesmo superior, a combinação de alguns princípios fundamentais, como:
professor capacitado, material a ser utilizado, sendo de fácil acesso e de conhecimento dos alunos, tendo
em vista que a maioria das escolas públicas não tem laboratórios de Física.
Os alunos em geral têm grande interesse por experiências, gostam de observar, mas acham que não
podem fazer por não ter conhecimento e material adequado. Com esses dois princípios fundamentais
citados anteriormente, traz ao aluno o que ele necessita pra começar a realizar seus trabalhos
experimentais.
O ensino de física via métodos experimentais, por meio de materiais alternativos que podem ser
construídos pelos próprios alunos, permite que esse tipo de linguagem seja expressa por eles sem que o
professor interfira na sua explanação. O professor como mediador entre o aluno e o objeto de
conhecimento, deve orientar e proporcionar experimentos, dar informações, questionar e fazer explicar. O
processo que os alunos fazem de relacionar o espontâneo com o científico, que se quer que eles
aprendam, exige que quem ensina tenha compreensão dos diferentes significados que os alunos possam
ter sobre determinado assunto. O aluno pode pensar sobre determinado assunto, porém não consegue
expressar isso em palavras, o que se explica pelo fato de os pensamentos não terem sempre um
equivalente imediato em palavras. Para que se compartilhem significados, deve haver compreensão nas
relações interpessoais, cabendo ao professor estar atento aos erros. Paralelamente a isso, sugere-se o
uso do material concreto, com o qual se tornam possíveis os processos que conduzem a abstrações e
generalizações, isto é, passar do pensamento concreto ao pensamento lógico, que é conceitual
(HEINECK, 2009, P. 231-234).
AGRADECIMENTOS
Deixo expressos meus sinceros agradecimentos à seguinte instituição, sem a qual o presente trabalho
teria sido impossível.
- a CAPES pelo incentivo ao desenvolvimento deste trabalho através de uma Bolsa de Iniciação A
Docência, PIBID.
REFERÊNCIAS
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p.291-313, dez. 2002.
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COELHO, S. M. et al. Formação continuada de professores numa visão construtivista: Contextos
didáticos, estratégias e formas de aprendizagem no ensino experimental de física. Cad. Bras. Ens. Fís., v.
25, n. 1: p. 7-34, abr. 2008.
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física: uma experiência em formação continuada. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM ENSINO
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abr. 2003.
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MODELIZAÇÃO E SIMULAÇÃO DE FENOMENOS FISICOS ATRAVES DE COMPUTADORES
Hernânny Pereira Barros MOURA (1); Weimar Silva CASTILHO (2)
(1) Instituto Federal De Educação Ciência e Tecnologia do Tocantins – Campus Palmas, AE 310 SUL, Avenida LO
05, s/n, e-mail: [email protected](2) Instituto Federal De Educação Ciência e Tecnologia do Tocantins –
Campus Palmas, AE 310 SUL, Avenida LO 05, s/n,e-mail: [email protected]
RESUMO
Atualmente percebe-se que muitos alunos possuem dificuldades na compreensão dos fenômenos físicos.
Parte deste problema se deve a dificuldade de visualização física dos fenômenos. Entre as razões do
insucesso na aprendizagem, destacam-se principalmente os métodos tradicionais de ensinar Física são
inadequados, pois há falhas na aprendizagem quando os conceitos complexos e difíceis de visualizar só
forem abordados de forma verbal ou textual, fazendo com que os estudantes tentem imaginar a ligação
dos conceitos com a realidade. Assim, a necessidade de diversificar métodos para combater o insucesso
escolar, conduziu ao uso crescente e diversificado do computador no ensino da Física. O computador
oferece atualmente várias possibilidades para ajudar a resolver os problemas de insucesso das ciências
em geral e da Física em particular. Através da modelagem e da simulação de fenômenos físicos poderá
apresentar-se como uma saída para este problema2. O presente artigo trata de uma pesquisa teórica com
a finalidade de conhecer os problemas do insucesso da física e apresentar as possíveis soluções.
Palavras-chave: simulação, Física, computadores, aprendizagem, modelagem.
1. INTRODUÇÃO
Na sociedade atual percebe a presença da tecnologia estendendo suas influências sobre quase todos os
campos do agir humano e do saber social, do sistema como um todo ao indivíduo isoladamente e até
mesmo na comunicação entre os indivíduos (COELHO,2002).
Sabe se também que há um elevado número de desistências e reprovações dos alunos de FÍSICA, nos
vários níveis de ensino, isto mostra bem as dificuldades que os alunos encontram na aprendizagem dessa
ciência. Uma característica da FÍSICA que a torna particularmente difícil para os alunos é o fato de lidar
com conceitos abstratos e, em larga medida, contraintuitivos. Em consequência, muitos deles não
conseguem apreender a ligação da FÍSICA com a realidade. A consequência disso seria também a
presença dessa mesma tecnologia nos procedimentos educacionais, nas atividades pedagógicas.
A Informática Educativa tem o potencial de provocar transformações no ensino e na aprendizagem. A
proposta é aproximar a cultura escolar dos avanços de que a sociedade já vem desfrutando, com a
utilização das redes técnicas de armazenamento, transformação, produção e transmissão de informação.
(TAJRA,2002)
Existem diversas formas de utilizá-la na FÍSICA que podem ser de grande valia em sala de aula, como na
utilização de ensino através de vídeo aula, simulação, jogos educativos, auxiliar em experimentos de
laboratório, autoinstrução, dentre outros.
Segundo Rosa (1995) atualmente os computadores são mais utilizados pelos professores fora da sala de
aula, na preparação de textos, provas e em pesquisas escolares, e destes, alguns o utilizam inclusive
2
FIOLHAIS, Carlos; TRINDADE, Jorge. Física no Computador: o Computador como uma Ferramenta
no Ensino e na Aprendizagem das Ciências Físicas. Revista Brasileira de Ensino de Física, vol. 25, no. 3, Setembro, 2003.
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como recurso didático, fazendo o aluno trabalhar diretamente com o computador, e que outros sequer
tiveram acesso a esse tipo de máquina. Segundo COELHO há uma falta de compreensão da atual
realidade do uso da Informática Educativa no ensino de FÍSICA de nível médio e a aplicação da
informática na educação está acontecendo de forma muito lenta e diversificada.
Porém existem obstáculos que impedem que sejam dados os passos necessários à plena utilização da
Informática Educativa, já que esconde a necessidade de se pensar em aquisição de softwares, formação
dos profissionais, planejamento de infraestrutura e manutenção, e de uma adequação de todo o projeto
político-pedagógico da escola a essa nova realidade!¹. Neste artigo iremos focar na utilização
computacional nos experimentos de FÍSICA
1.1 Objetivo
A inclusão desta tecnologia no espaço escolar é de forma transformadora e condizente com as teorias da
Educação que hoje são aceitas. Concordando com Valente, esta transformação deve partir dos objetos,
como: a escola, o professor, o aluno, o conteúdo, os softwares, o computador e o projeto políticopedagógico.
“Sem sólida base empírica, a análise dialética corre o risco de perder-se em considerações abstratas
destituídas de valor explicativo real” (in Minayo, 1992, p. 155), o que reforça a necessidade de uma melhor
compreensão da realidade, dentro de seu contexto, para que uma análise possa ser realizada de maneira
adequada (COELHO, 2002).
As simulações e animações computacionais potencializam e consolidam os conhecimentos adquiridos
pelos alunos no ambiente escolar, necessitando que os alunos desenvolvam certo grau de abstração para
perceber o acontecimento ou fenômeno a ser estudado. As simulações permitem envolver conceitos dos
fenômenos que não são vivenciados cotidianamente pelos alunos.
Segundo Jorge o uso do computador como ferramenta de modelagem e simulação tem se mostrado um
instrumento extremamente eficaz na transmissão do conhecimento, influenciando diretamente e de uma
forma positiva a relação ensino/aprendizagem.
O presente artigo tem como objetivo obter alguma compreensão sobre ampla utilização de computadores
nos experimentos de FÍSICA de nível médio concebe, usando na prática pedagógica, bem como sobre
suas expectativas e necessidades sobre esta tecnologia.
2. HISTÓRICO DA INFORMÁTICA EDUCATIVA NO BRASIL
Segundo ROSA, a partir do final da década de setenta e inicio dos anos oitenta a utilização de
computadores pessoais disseminou-se pelo mundo todo e de forma significativa no Brasil. como
consequência dessa disseminação do uso de computadores na sociedade, as crianças e jovens
encararam como mais um objeto a sua disposição, lidando com ele mais cedo.
Segundo ROSA, devido o fator “convivência pacífica” entre usuário e maquina, levou a ser utilizada na
educação em geral e, em particular no ensino de FÍSICA. Em algumas escolas a utilização intensiva de
computadores já é uma realidade e a tendência é a introdução cada vez maior destas maquinas na rotina
diária das escolas.
As primeiras experiências feitas foram nas universidades brasileiras UFRJ, UFRGS e a UNICAMP.
Atualmente a informática educativa está relacionada diretamente com as políticas de inclusão digital.
O objetivo da informática educativa é uma forma de aproximar a cultura escolar dos avanços de que a
sociedade já vem desfrutando, com a utilização das redes técnicas de armazenamento, transformação,
produção e transmissão de informação. (TAJRA,2002)
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3. ASPECTO CONSTRUTIVO DA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO
A introdução da Informática na Educação só significará avanço para professores e alunos, se for
submetida aos objetivos pedagógicos e guiada pelas necessidades do processo ensino-aprendizagem.
Sabe se que a mera entrada da Informática no ambiente educacional não vai, por si só, provocar
transformações no ensino que melhorem a qualidade da Educação.
3.1 Formação do Professor
Na formação dos professores não há informações sobre realidade da Informática Educativa como um dos
métodos a ser discutido e explorado, pois seria a o inicio para que a Informática propicie uma
transformação na Educação.
Atualmente grande parte dos professores estão desmotivados para se aperfeiçoarem em novos meios e
métodos que auxiliam na melhoria do seu trabalho devido a sobrecarga de trabalho a que estão
submetidos. Segundo COELHO, os professores dizem utilizar boa parte de seu tempo livre com atividades
de pesquisa para melhorar seu trabalho.
À formação de professores, tanto a inicial como a continuada, deve ter uma atenção especial de forma a
que os profissionais que convivem em sala de aula tenham autonomia tanto para a utilização da
Informática quanto para a participação no planejamento das políticas de Informática Educativa. Assim a
preocupação com a formação de professores aptos a utilizarem a Informática na Educação deve ser tanto
na dimensão pedagógica quanto técnica, e estas duas de maneira integrada.
“a formação do professor envolve muito mais do que provê-lo de conhecimento técnico
sobre computadores. Ela deve criar condições para o professor construir conhecimento
sobre os aspectos computacionais; compreender as perspectivas educacionais subjacentes
aos softwares em uso, isto é, as noções de ensino, aprendizagem e conhecimento
implícitas no software; e entender por que e como integrar o computador na sua prática
pedagógica. Deve proporcionar ao professor as bases para que possa superar barreiras de
ordem administrativa e pedagógica, possibilitando a transição de um sistema fragmentado
de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltada para a elaboração de
projetos temáticos do interesse de cada aluno. Finalmente, deve criar condições para que o
professor saiba recontextualizar o aprendizado e a experiência vivida durante a sua
formação para a realidade de sala de aula, compatibilizando as necessidades de seus
alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir.” (VALENTE, 1999, p. 23)
4. POSSÍVEIS USOS DO COMPUTADOR NO EXPERIMENTO DE FÍSICA
Tratando especificamente da aplicação no ensino de FÍSICA para experimentação, o computador pode ser
usado como aquisição de dados e Simulação de fenômenos físicos (estática ou dinâmica).
4.1 Aquisições de dados por computador
Segundo Champagne, como a FÍSICA é uma ciência experimental, o laboratório assume um papel central
no seu ensino. O computador encontrou já um lugar permanente no laboratório escolar e o seu uso nesse
local encontra-se cada vez mais generalizado.
Champagne sugeriu nos anos 80 a utilização do computador na aquisição de dados experimentais em
laboratório. Muito se evoluiu desde então. Utilizando sensores e software apropriado, os alunos podem
hoje medir e controlar variáveis como: posição, velocidade, aceleração, força, temperatura, etc. O
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computador permite novas situações de aprendizagem ao propiciar aos alunos a realização de medições
de grandezas físicas em tempo real que lhes fornecem respostas imediatas a questões previamente
colocadas. A apresentação gráfica de dados facilita leituras e interpretações rápidas.
4.2 Modelização e simulação
Segundo Fiolhais e Trindade o termo modelização costuma ser utilizado quando a ênfase é dada à
programação do modelo, ao passo que a simulação se refere à situação em que o modelo é uma ''caixa
negra''. Esta distinção é de alguma forma artificial e nem sempre clara. Uma vez que as leis da FÍSICA são
expressas por equações diferenciais, pode construir-se um modelo e simular de imediato um dado
problema físico: por exemplo, o movimento orbital de um planeta sob a influência de uma ou mais estrelas,
os movimentos das estrelas de um glóbulo estelar, ou mesmo a colisão de duas galáxias.
Segundo Vasconcelos, a introdução da modelagem computacional no processo de ensino e aprendizagem
pode desmistificar esta imagem da FÍSICA no âmbito escolar. Este processo de modelagem a partir da
construção de simulações utilizando o computador possibilita uma maior compreensão dos conteúdos e
contribui para o desenvolvimento cognitivo em geral, além de favorecer uma aprendizagem significativa.
Assim, pode-se melhorar o processo de aquisição do conhecimento, exigindo que os estudantes pensem
em um nível mais elevado, generalizando conceitos e relações além de propiciar oportunidades para que
os alunos testem seus próprios modelos cognitivos, detectando e corrigindo inconsistências. Desta forma,
torna-se claro que estes programas de modelagem e simulação (como por exemplo, o Modellus) são
recursos didáticos da maior valia no processo de aprendizagem em Ciências, pois a compreensão do
saber científico e a construção do conhecimento em FÍSICA passam pela modelagem, e estes softwares
costumam serem tais que facilitam estudos exploratórios individuais.
Segundo Riley os ambientes de modelação permitem aos alunos construir modelos do mundo físico que
serão mais ou menos aproximados.
Segundo Vasconcelos, o que se pode perceber, é que há uma excessiva valorização pela utilização direta
de fórmulas na resolução de situações apresentadas em sala de aula. Em função desta dificuldade, o uso
do computador como uma ferramenta de construção do conhecimento físico tem possibilitado a
professores e alunos realizar simulações que permitam a visualização do fenômeno estudado, tornando
assim o modelo matemático mais significativo e próximo da realidade dos estudantes.
Segundo Bunge (1974), este modelo é uma representação esquemática da realidade, ou de uma situação
real, e se atribuem a ele propriedades possíveis de ser tratadas por teorias. A construção de um modelo
sobre uma teoria, em FÍSICA apresenta-se através de modelos matemáticos didáticos.
Os simuladores computacionais são relativamente comuns no ensino. Eles reproduzem parte de um
fenômeno real e dão ao usuário a oportunidade de participar mudando variáveis e verificando resultados.
Os simuladores são importantes porque proporcionam a possibilidade de análise por parte do usuário. No
processo educacional essa relação interativa leva o estudante a construir um repertório conceitual, com
base na conclusão obtida acerca do que ele está vendo.
Segundo Rosa, podem-se caracterizar dois tipos de simulação: simulação estática e a simulação
dinâmica. Na simulação estática, o modelo do fenômeno já se encontra pronto cabendo ao aluno,
simplesmente, a manipulação de parâmetros e a observação do que acontece. Já na simulação dinâmica,
cabe ao aluno à elaboração de um modelo explicativo do fenômeno e sua implementação. Isso pode ser
feito via programação ou pela escolha, dentre situações já programadas, daquelas que o aluno julgue ser
mais correta a cada caso.
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É importante resaltar que a utilização do computador é para complementar os experimentos de laboratório,
e não substituí-lo. Pois em algumas escolas em que não há laboratório especifico de FÍSICA, com
equipamentos e dispositivos, utiliza-se o computador para ajudar o aluno na compreensão dos fenômenos.
Segundo VASCONCELOS; et al, através de um ambiente computacional de manipulação e modelização
de equações o aluno pode construir um conhecimento partindo da ideia de que o modelo matemático
utilizado não se apresenta apenas como uma fórmula estática e sim como algo inserido em fenômenos do
seu cotidiano.
5. DIFICULDADES NA IMPLANTAÇÃO DE COMPUTADORES NAS ESCOLAS
Percebe-se que as dificuldades de inserção da informática educacional nas escolas se devem
principalmente as políticas publica que administram os bens públicos destinando os de maneira correta ou
não, podendo excitar quanto oprimir a utilização desta tecnologia no âmbito escolar. Sabe-se também que
há falta de verbas necessárias para adquirir os equipamentos, fazer melhorias no ambiente, empregar
funcionários profissionais de manutenção, incentivar a qualificação dos professores e a estrutura de
ensino.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Assim o uso da Informática poderá promover uma significativa melhora na qualidade da Educação
Brasileira, mas, para que isso ocorra, não basta apenas adquirir os computadores. Os professores devem
estar capacitados e/ou preparados para utilizar esta tecnologia de uma forma transformadora, e para isso
é necessário que tenham consciência da necessidade desta preparação e de todo o potencial que a
Informática proporciona para a Educação.
Em escolas que não possuem laboratórios com diversos equipamentos, dispositivos e materiais para
utilizar nas práticas experimentais, o computador é um dispositivo que pode sanar a falta de alguns
equipamentos, sendo viável comparado com o valor dos equipamentos laboratoriais de FÍSICA.
Resaltando novamente que a utilização do computador é para complementar os experimentos de
laboratório, e não substituí-lo. Pois se utiliza o computador para ajudar o aluno na compreensão dos
fenômenos.
A simulação define como uma técnica de ensino que se fundamenta em princípios do ensino baseado em
tarefas e se utiliza da reprodução parcial ou total destas tarefas em um modelo artificial. Assim a
simulação permite que o aluno veja alguns fenômenos que são em muitos casos praticamente impossíveis
de se visualizar no cotidiano ou a olho nu. Levando o aluno a entender mais facilmente a entender os
fenômenos que ocorrem mo mundo.
Também tem se a necessidade de uma política governamental comprometedora para ajudar na melhoria
da educação, pois é necessário que haja investimento não só em laboratórios, mais na formação de
professores e na estrutura das escolas.
O planejamento dos laboratórios, da aquisição de software, e da política de utilização das máquinas deve
ser pensado de maneira a que o os computadores sejam usados dentro de uma perspectiva interacionista,
e não simplesmente conteudista.
Agradeço primeiramente a Deus, aos meus Pais, que durante todo esse período de minha vida vem me
dando força para que eu possa alcançar meu objetivo na vida. Aos colegas de curso, as pessoas que me
ajudaram orientando no meu trabalho, nas minhas duvidas. A essas pessoas que possibilitou repassar
seus conhecimentos pra min. Sem as quais, o presente trabalho não teria sido realizado.
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Também deixo expressos meus sinceros agradecimentos a CAPES pelo o incentivo a iniciação a
docência, e pela bolsa.
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TAJRA, S. F. Informática na educação: novas ferramentas pedagógicas para o professor na atualidade.
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anais eletrônicos 1ª jornada de iniciação científica e extensão do ifto